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POLIARTERITE NODOSA NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Segundo os critérios “Chapel Hill Consensus Conference”, a poliarterite nodosa clássica não envolve arteríolas, capilares ou vênulas, não causando glomerulonefrite nem capilarite pulmonar (hemorragia alveolar). Na verdade, ela pode afetar qualquer vaso de médio calibre do corpo, exceto as artérias do leito pulmonar. O que é claro é que ambas são doenças de etiologia desconhecida, mas de natureza claramente imunológica.
A poliangeíte microscópica acomete predominantemente arteríolas, capilares e vênulas, produzindo com frequência glomerulonefrite e capilarite pulmonar, embora também afete pequenas e médias artérias.

OBJETIVA: (1338987 votos)..........94.12% das questões objetivas receberam votos.
Em um paciente com diverticulite aguda complicada por peritonite generalizada, o tratamento cirúrgico é mandatório e a melhor operação é:
A. laparotomia e drenagem da cavidade
B. laparotomia + colostomia de transverso
C. laparotomia + ressecção do segmento afetado e anastomose direta
D. laparotomia + ressecção do segmento afetado e colostomia terminal com fechamento do coto retal
E. laparotomia + ressecção do segmento afetado + anastomose direta + ileostomia protetora

  RATING: 3

Em um paciente com diverticulite aguda complicada por peritonite generalizada, o tratamento cirúrgico é mandatório e a melhor operação é:

A. laparotomia e drenagem da cavidade
INCORRETO: A mera drenagem peritoneal não remove o segmento diverticular perfurado, fonte primária da contaminação, permitindo persistência da infecção e progressão para sepse refratária, com altas taxas de mortalidade; essa abordagem é reservada para casos selecionados de abscessos localizados sem peritonite difusa.
B. laparotomia + colostomia de transverso
INCORRETO : A colostomia em transverso serve apenas como desvio fecal proximal, sem ressecção do foco infeccioso no cólon descendente ou sigmoide, mantendo o risco de contaminação contínua e falhando em controlar adequadamente a peritonite generalizada.
C. laparotomia + ressecção do segmento afetado e anastomose direta
INCORRETO : A anastomose primária em campo peritoneal contaminado aumenta significativamente o risco de deiscência anastomótica (até 30% em cenários de emergência), levando a agravamento da peritonite, necessidade de reintervenções e maior morbimortalidade; diretrizes como as da ASCRS contraindicam essa prática em peritonite purulenta ou fecal difusa.
D. laparotomia + ressecção do segmento afetado e colostomia terminal com fechamento do coto retal
CORRETO : A diverticulite aguda complicada por peritonite generalizada corresponde a estágios avançados da classificação de Hinchey (III ou IV), caracterizados por perfuração diverticular com contaminação purulenta ou fecal difusa na cavidade peritoneal, demandando intervenção cirúrgica emergente para controle da sepse e remoção do foco infeccioso. O procedimento de Hartmann representa a abordagem padrão e mais segura nessa condição, envolvendo ressecção do segmento colônico afetado (geralmente o sigmoide), criação de colostomia terminal proximal e fechamento do coto retal distal, evitando anastomose primária em ambiente contaminado e reduzindo riscos de deiscência anastomótica, fístulas ou recidiva imediata da infecção, com possibilidade de reversão eletiva posterior após resolução da inflamação.
E. laparotomia + ressecção do segmento afetado + anastomose direta + ileostomia protetora
INCORRETO : Embora a ileostomia protetora desvie o fluxo fecal para proteger a anastomose, a realização de anastomose primária em ambiente séptico ainda acarreta riscos elevados de complicações infecciosas e deiscência, não sendo recomendada como primeira escolha em peritonite generalizada; essa opção é mais apropriada para casos não complicados ou em pacientes estáveis com contaminação mínima.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (192958 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

A Doença de Graves constitui a principal etiologia de hipertireoidismo autoimune. Aborde teoricamente os aspectos a seguir:

  1. Fisiopatologia da Doença de Graves. (0,1 pontos)
  2. Principais autoanticorpos envolvidos e mecanismo de ação. (0,1 pontos)
  3. Alterações laboratoriais características. (0,1 pontos)
  4. Manifestações orbitárias típicas. (0,1 pontos)
  5. Princípios do tratamento medicamentoso com antitireoidianos. (0,1 pontos)




RATING: 3.14

A Doença de Graves constitui a principal etiologia de hipertireoidismo autoimune. Aborde teoricamente os aspectos a seguir:

  1. Fisiopatologia da Doença de Graves. (0,1 pontos)
  2. Principais autoanticorpos envolvidos e mecanismo de ação. (0,1 pontos)
  3. Alterações laboratoriais características. (0,1 pontos)
  4. Manifestações orbitárias típicas. (0,1 pontos)
  5. Princípios do tratamento medicamentoso com antitireoidianos. (0,1 pontos)


1. A Doença de Graves é uma afecção autoimune mediada por TRAb (0,05 p).
Esses anticorpos estimulam de forma contínua o receptor de TSH (0,05 p).
2. O principal autoanticorpo é o TRAb (0,05 p).
Seu mecanismo de ação consiste em estimular a produção de hormônios tireoidianos (0,05 p).
3. O TSH encontra-se suprimido (0,05 p).
Os níveis de T4 livre e T3 estão elevados (0,05 p).
4. A oftalmopatia de Graves é uma manifestação infiltrativa característica (0,05 p).
Resulta de inflamação do tecido adiposo e músculos extraoculares orbitários (0,05 p).
5. Utilizam-se as tionamidas (metimazol ou propiltiouracil) (0,05 p).
Elas inibem a organificação do iodo e a síntese hormonal (0,05 p).


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - DOENÇA DE GRAVES

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.14)

CASO CLINICO: (225172 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Identificação – K.G.R.A, feminino, 4 anos de idade, residente no Município A, Bairro Nova América.

História da Doença Atual – Foi atendida na unidade básica do Programa de Saúde da Família no dia 21/12/2005, com história de dois dias de febre, recusa alimentar, hipoatividade e tosse esporádica. A mãe relata que hoje observou manchas vermelhas pelo corpo da criança. Nega vômito, diarréia ou outros sinais e sintomas.

Exame Físico Geral - Regular estado geral, hidratado, acianótico, eupnéico,anictérico e temperatura axilar de 39°C. Pele: exantema do tipo morbiliforme mais evidente em face etronco. Orofaringe: hiperemiada. Otoscopia: sem alterações. Ausculta pulmonar: murmúrio vesicular presente sem ruídos adventícios. Ausculta cardiovascular: rítmo cardiaco regular, bulhas em dois tempos, normofonéticas, sem sopro. Abdome: normotenso, indolor, sem visceromegalias, ruídos hidro-aéreos presentes e normais. Neurológico: sem alterações.

Perguntas

1. Quais são as hipóteses diagnósticas que você faria para este caso? (0,2 p)

2. Diagnóstico diferencial de síndrome febril aguda com exantema.(0,2 p)

3. Há alguma informação adicional da história clínica que você considera relevante e que não foi obtida? Se sim, diga qual (quais). (0,1 p)


RATING: 3.08

Resposta 1:

a) Escarlatina, parvovirose, sarampo, dengue, enteroviroses e outras viroses (Mayaro, Oropouche)    (0,1 p)
b) Farmacodermia (0,1 p)

Resposta 2:  (0,2 p)

Rubéola: quadro clínico habitualmente sem pródromos nas crianças, sintomas leves em adultos e associado com linfadenopatia retroauricular e/ou cervical e/ou occipital. O exantema é róseo, excepcionalmente confluente e sem descamação. Adolescentes e adultos freqüentemente apre­sentam artralgias.

Escarlatina: pródromos de 1 a 2 dias, com febre e mal-estar. Exantema eritematoso, puntiforme com palidez perioral e linhas nas dobras de flexão. Descamação in­tensa nas palmas das mãos e plantas dos pés.

Dengue: início súbito, febre por 2 a 5 dias, astenia, cefaléia, mialgia e artralgia intensas. Exantema maculo-papular a partir do tronco, espalhando-se para o rosto e membros.

Eritema infeccioso: pródromos com febre, cefaléia, mialgia por 5 a 7 dias. Exantema inicialmente na face (aparência de face esbofeteada), que se espalha após 1 a 4 dias para o tronco. Por uma ou duas semanas o exantema pode ter intensidade variável, exacerbado pela exposição solar.

Exantema súbito: pródromo com febre alta por 3 a 4 dias, irritabilidade, que desaparecem após a instalação do exantema (maculopapular) de curta duração. Não há descamação.

Enteroviroses: pródromos com febre por 3 a 4 dias (exceto para coxsackie) com exantema variável, geralmente discreto, e adenopatia. Lactentes podem apresentar distúrbios gastrointestinais.


Resposta 3:

Não foi buscado o uso pregresso de medicamentos. (0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.08)




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