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Uma gestante, com laudo ultrassonográfico morfológico indicando cardiopatia congênita fetal, dá à luz um recém-nascido do sexo masculino, com 35 semanas de idade gestacional, hipotônico e em apneia. A sala de partos dispõe de blender para os gases e oxímetro de pulso. O recém-nascido recebeu todos os cuidados adequados e, entre 120 e 180 minutos de vida, encontrava-se intubado, ventilado por balão acoplado à cânula traqueal, com oxigênio a 90%, mantendo saturação de 80% na oximetria de pulso e FC = 55 bpm. Nesse momento, a conduta é:
A. realizar massagem cardíaca externa com 15:2 ventilações, por 45 segundos
INCORRETO: Utiliza relação 15:2 (reservada a etiologia cardíaca em unidade neonatal) e duração de 45 segundos, ambas incompatíveis com a reanimação neonatal em sala de parto.
B. realizar massagem cardíaca externa com 15:2 ventilações, por 30 segundos
INCORRETO : Emprega relação 15:2 inadequada para o cenário de sala de parto e duração de 30 segundos, inferior ao ciclo padronizado de reavaliação.
C. realizar massagem cardíaca externa com 2:1 ventilações, por 45 segundos
INCORRETO : Apresenta relação 2:1, que não corresponde à relação coordenada de 3:1 preconizada, e duração de 45 segundos não alinhada às diretrizes.
D. realizar massagem cardíaca externa com 2:1 ventilações, por 30 segundos
INCORRETO : Utiliza relação incorreta de 2:1 e duração de 30 segundos, incompatíveis com a técnica padronizada de massagem cardíaca neonatal.
E. elevar a concentração de oxigênio, por meio do blender, até 100%
CORRETO : Corresponde à elevação da fração inspirada de oxigênio a 100% indicada quando a frequência cardíaca permanece inferior a 60 bpm após ventilação efetiva com cânula, para otimizar a oferta ao miocárdio durante o suporte circulatório.
Gabarito: E
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FONTE:
Paciente do sexo feminino, 42 anos, previamente hígida, procura atendimento por quadro progressivo de 8 meses de evolução caracterizado por amenorreia secundária, hirsutismo de padrão androgênico (face, tórax e abdome), acne severa, clitoromegalia, ganho ponderal de 12 kg, fraqueza muscular proximal, hipertensão arterial de difícil controle (PA 168/104 mmHg) e dor em flanco direito.
Ao exame físico evidencia-se fácies cushingoide, giba dorsal, estrias violáceas abdominais largas, atrofia muscular proximal e massa abdominal palpável em hipocôndrio/flanco direito de consistência firme.
Exames laboratoriais revelam: cortisol sérico basal elevado (28 µg/dL) sem supressão no teste com 1 mg de dexametasona; ACTH plasmático indetectável; testosterona total 285 ng/dL; DHEAS 1.850 µg/dL; potássio 2,9 mEq/L; glicemia de jejum 148 mg/dL.
Tomografia computadorizada de abdome demonstra massa adrenal direita de 11,8 cm, heterogênea, com áreas de necrose, calcificações grosseiras, densidade elevada e realce heterogêneo, além de trombo tumoral em veia cava inferior.
Questões:
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