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TRATAMENTO DO CHOQUE ANAFILÁTICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Como principio básico, o tratamento do choque anafilático se concentra em reverter ou bloquear os mediadores liberados como parte da resposta alérgica descontrolada.
A prioridade zero é, na verdade prever a necessidade de intervenção precoce nas vias aéreas com ventilação assistida.
O que quer dizer com isto?
Simples: como o angioedema (edema do tecido decorrente de um aumento acentuado na permeabilidade capilar) pode ocasionar obstrução total das vias aéreas superiores seria muito recomendável se evitar que o paciente chegue no ponto de apresentar parada por obstrução glótica,

OBJETIVA: (1147063 votos)..........99.38% das questões objetivas receberam votos.
Uma menina de 10 anos chega ao serviço de saúde com história de 8 pneumonias, todas com tratamento hospitalar; 2 episódios de derrame pleural com necessidade de dreno de tórax; e várias amigdalites e otites, com otorreia crônica. Nega outras infecções. Ao exame físico, observam-se peso e altura no percentil 25 para a idade, membranas timpânicas perfuradas bilateralmente; alguns roncos à ausculta ilta pulmonar; restante sem alterações. A investigação complementar inicial mostrou todas as sorologias negativas, inclusive HIV, hemograma com número normal de leucócitos, neutrófilos e linfócitos, 8% de eosinófilos, 230.000 plaquetas, dosagem de complemento normal, IgE = 1.197 (<90), IgA <6 (33 a 308), IgG = 240 (630 a 2.000) e IgM = 69,2 (24 a 276). Em vista disso, assinale a alternativa CORRETA quanto à 1ª hipótese diagnóstica a ser considerada:
A. imunodeficiência primária; agamaglobulinemia ligada ao X
B. imunodeficiência primária; imunodeficiência comum variável
C. imunodeficiência primária; deficiência seletiva de IgA
D. hipogamaglobulinemia transitória da infância associada à atopia
E. síndrome de Wiskott-Aldrich

  RATING: 3.1

Uma menina de 10 anos chega ao serviço de saúde com história de 8 pneumonias, todas com tratamento hospitalar; 2 episódios de derrame pleural com necessidade de dreno de tórax; e várias amigdalites e otites, com otorreia crônica. Nega outras infecções. Ao exame físico, observam-se peso e altura no percentil 25 para a idade, membranas timpânicas perfuradas bilateralmente; alguns roncos à ausculta ilta pulmonar; restante sem alterações. A investigação complementar inicial mostrou todas as sorologias negativas, inclusive HIV, hemograma com número normal de leucócitos, neutrófilos e linfócitos, 8% de eosinófilos, 230.000 plaquetas, dosagem de complemento normal, IgE = 1.197 (<90), IgA <6 (33 a 308), IgG = 240 (630 a 2.000) e IgM = 69,2 (24 a 276). Em vista disso, assinale a alternativa CORRETA quanto à 1ª hipótese diagnóstica a ser considerada:

A. imunodeficiência primária; agamaglobulinemia ligada ao X
INCORRETO: Agamaglobulinemia ligada ao X, normalmente, afeta meninos e apresenta ausência de gamaglobulinas.
B. imunodeficiência primária; imunodeficiência comum variável
CORRETO : Para analisar a situação, devemos observar os achados clínicos e laboratoriais:

História de infecções recorrentes: A criança apresenta infecções respiratórias de repetição (pneumonias, otites, amigdalites) e otorreia crônica, sugerindo problemas no sistema imunológico.
Achados laboratoriais:
Aumento significativo de IgE (1.197, normal <90).
IgA extremamente baixa (<6).
IgG muito abaixo do normal (240, normal 630 a 2.000).
Níveis de IgM na faixa normal.
Com base nesses dados, a melhor hipótese diagnóstica é uma imunodeficiência comum variável (CVID). Esta condição é caracterizada por baixos níveis de IgG, IgA e, ocasionalmente, IgM, combinados com um histórico de infecções recorrentes. O aumento de IgE é incomum, mas pode ocorrer em algumas variantes.
C. imunodeficiência primária; deficiência seletiva de IgA
INCORRETO : Na deficiência seletiva de IgA a criança tem também baixo IgG, o que exclui essa condição como primeira hipótese.
D. hipogamaglobulinemia transitória da infância associada à atopia
INCORRETO : Hipogamaglobulinemia transitória da infância associada à atopia melhora com a idade e não é provável em uma criança de 10 anos.
E. síndrome de Wiskott-Aldrich
INCORRETO : Síndrome de Wiskott-Aldrich apresenta trombocitopenia, eczema e infecções recorrentes. Não se encaixa no padrão laboratorial observado.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.1)

DISCURSIVA: (183097 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Pergunta-se:
1) Como podemos aumentar o rendimento diagnóstico do ECG? (0,1 pontos)
2) Qual caracteristica ECG podemos utilizar como evidencia objetiva de isquemia miocárdica transitória? 0,1 p
3) O que significa um ECG normal com dor toracica ? (0,1 pontos)
4) Muitas vezes vamos achar subdesnivel de ST. Isso significa o que? (0,1 pontos)
5) Qual é o significado de onda T negativa, sem modificação do segmento ST?


RATING: 2.9

Pergunta-se:
1) Como podemos aumentar o rendimento diagnóstico do ECG? (0,1 pontos)
2) Qual caracteristica ECG podemos utilizar como evidencia objetiva de isquemia miocárdica transitória? 0,1 p
3) O que significa um ECG normal com dor toracica ? (0,1 pontos)
4) Muitas vezes vamos achar subdesnivel de ST. Isso significa o que? (0,1 pontos)
5) Qual é o significado de onda T negativa, sem modificação do segmento ST?

1) Como podemos aumentar o rendimento diagnóstico do ECG? 0,1 p 

Sempre o rendimento é aumentado se um traçado puder ser registrado durante um episódio de dor torácica.

2) Qual caracteristica ECG podemos utilizar como evidencia objetiva de isquemia miocárdica transitória? 0,1 p 

A depressão transitória de pelo menos 1 mm do segmento ST que aparece durante a dor torácica e desaparece quando esta alivia

3) O que significa um ECG normal com dor toracica ? 0,1 p

Tal achado não exclui angina instável; entretanto, ele indica que uma área isquèmica, se presente, não e extensa ou suficientemente grave para induzir alterações eletrocardiograficas, e esse achado e um sinal prognostico favorável.

4) Muitas vezes vamos achar subdesnivel de ST. Isso significa o que? 0,1 p 

Quando a depressão do segmento ST e um padrão persistente dos ECG registrados com ou sem dor torácica, o achado representa um IM sem elevação do segmento ST.

5) Qual é o significado de onda T negativa, sem modificação do segmento ST? 0,1 p

Um padrão eletrocardiografico comum de pacientes com angina instável ou IM sem elevação do segmento ST é uma onda T persistentemente negativa, que, geralmente, indica a presença de uma estenose grave na artéria coronariana correspondente. Ondas T profundamente negativas são, por ocasião, observadas em todas as derivações precordiais, um padrão que sugere uma estenose proximal grave da artéria descendente anterior esquerda como a lesao responsável

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.9)

CASO CLINICO: (213461 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
B..S. – Com seis anos, nascida na periferia da cidade, feminina, negra. Levada ao hospital com encaminhamento do Odontólogo relatando alteração dentária sugestiva e portando exames laboratoriais onde o VDRL encontrava-se positivo 1:32. Imediatamente internada para investigação.

A mãe, do lar, de pouca escolaridade, tem outros três filhos sendo 2 do mesmo pai. A avó materna é HIV positiva e moram em casa de alvenaria com água e esgoto. A criança nasceu de parto normal, com 2950 g e 50 cm ficando internada por cinco dias para fototerapia, não sendo realizado VDRL. O pré-natal foi realizado inadequadamente.

O exame físico mostrou criança ativa, em bom estado geral, corada, hidratada, acianótica, anictérica, eupnéica, sem déficit ponderal ou de estatura, desenvolvimento físico e psicomotor compatíveis com a idade. O exame dos sistemas neurológico, cardiovascular, respiratório, abdome e membros eram normais. A cavidade oral exibia os incisivos centrais e superiores, em serrilhado típico (dentes de Hutchinson) e molares em amora, sendo observado um mal estado dentário.

 

1) Trata-se de sifilis congênita neste caso? Quais são os pontos de apoio para esse diagnóstico? - 0,25 pontos;

2) Qual é a atitude terapêutica a ser tomada imediatamente? - 0,25 pontos;




RATING: 3.12

1) Trata-se de sifilis congênita neste caso? Quais são os pontos de apoio para esse diagnóstico? - 0,25 pontos;

Caso confirmado: quando o T. pallidum ou seu material genético é constatado fisicamente em amostras de lesões, líquido amniótico, cordão umbilical ou de tecidos oriundos da necropsia
Caso presuntivo: quando pelo menos um dos seguintes parâmetros está presente:
I) RN ou criança cuja mãe contaminada não tenha sido tratada ou o foi de forma inadequada;
II) RN ou criança exibindo teste treponêmico positivo e algumas das seguintes alterações: evidência de sífilis congênita ao exame físico; alterações radiológicas; VDRL positivo no líquor; elevado conteúdo de proteínas ou leucocitose no líquor, na ausência de outras causas; IgM positiva para lues
III) Natimorto sifilítico – morte fetal ocorrida em gestação de mais de 20 semanas ou feto com peso superior a 500g, nascido de mãe com sífilis não tratada ou inadequadamente tratada.

Os fatores de risco mais comumente associados a sífilis congênita:

  • falta de atendimento pré-natal
  • abuso de cocaína
  • prostituição
  • contato sexual desprotegido
  • comercialização do sexo por drogas
  • cuidados pré-natais inadequados

2) Qual é a atitude terapêutica a ser tomada imediatamente? - 0,25 pontos;

  1. Penicilina cristalina, em infusão venosa, na dose de 150.000 U/kg/dia divididos em 6 tomadas durante 14 dias. 
  2. Penicilina benzatina 7.200.000UI, IM, em três doses semanais de 2.400.000 UI

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.12)




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