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DOENÇA DE REFLUXO GASTRO-ESOFAGICO (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A D.R.G.E. é qualquer condição sintomática ou alteração anatômica causada pelo refluxo de material nocivo do estômago para o esôfago. Está entre as mais freqüentes doenças do trato gastrointestinal superior  e é de caráter recidivante. A pirose è o principal sintoma e devido à auto medicação com anti-acidos estes dados são de difícil avaliação em todo o mundo, estima-se que 7% da população tem pirose  diariamente;  14% tem pirose 01 vez por semana; 44% tem pirose 01 vez por mês e 90% tem pirose 01 vez por ano, somando-se a essa prevalência, o esôfago de Barret (complicação da D.R.G.E.) está implicado na gênese do adenocarcinoma do esôfago.

OBJETIVA: (1382971 votos)..........94.81% das questões objetivas receberam votos.
Qual das descrições abaixo se encaixam melhor na descrição da hanseníase forma indeterminada:
A. mancha(s) hipocrômica(s), anestésica(s) e anidrótica(s), com bordas imprecisas
B. máculas, que evoluem para lesões em placas com bordas papulosas, e áreas de pele eritematosas
C. espessamento do tronco nervoso e dano neural precoce e grave, sem lesões cutâneas
D. infiltração progressiva e difusa da pele, mucosas das vias aéreas superiores, olhos, testículos, nervos
E. pele xerótica, com aspecto apergaminhado e tonalidade semelhante ao cobre, rarefação dos pelos nos membros, cílios e da cauda da sobrancelha

  RATING: 3.02

Qual das descrições abaixo se encaixam melhor na descrição da hanseníase forma indeterminada:

A. mancha(s) hipocrômica(s), anestésica(s) e anidrótica(s), com bordas imprecisas
CORRETO: Hanseníase Indeterminada (HI) caracteriza-se pelo aparecimento de mancha(s) hipocrômica(s), anestésica e anidrótica, com bordas imprecisas. As lesões são únicas ou em pequeno número e podem se localizar em qualquer área da pele. Não há comprometimento de troncos nervosos nesta forma clínica, apenas ramúsculos nervosos cutâneos.
B. máculas, que evoluem para lesões em placas com bordas papulosas, e áreas de pele eritematosas
INCORRETO : A hanseniase tuberculosica surge a partir da forma indeterminada não tratada, nos pacientes com boa resistência. Descrevem-se inicialmente máculas, que evoluem para lesões em placas com bordas papulosas, e áreas de pele eritematosas ou hipocrômicas.
C. espessamento do tronco nervoso e dano neural precoce e grave, sem lesões cutâneas
INCORRETO : Outra forma de hanseníase tuberculótica é a forma neural pura, quando não se encontram lesões cutâneas, mas encontramos espessamento do tronco nervoso e dano neural precoce e grave.
D. infiltração progressiva e difusa da pele, mucosas das vias aéreas superiores, olhos, testículos, nervos
INCORRETO : A Hanseníase Virchowiana (HV) é a forma multibacilar da hanseníase (também chamada de lepra ou hanseníase lepromatosa), reconhecida por corresponder ao polo de baixa resistência imunológica ao bacilo. Caracteriza-se pela infiltração progressiva e difusa da pele, mucosas das vias aéreas superiores, olhos, testículos, nervos; podendo afetar, ainda, os linfonodos, o fígado e o baço (hepatoesplenomegalia).
E. pele xerótica, com aspecto apergaminhado e tonalidade semelhante ao cobre, rarefação dos pelos nos membros, cílios e da cauda da sobrancelha
INCORRETO : Na forma wirchowuana de hanseniase a pele torna-se luzidia, xerótica, com aspecto apergaminhado e tonalidade semelhante ao cobre. Há rarefação dos pelos nos membros, cílios e da cauda da sobrancelha (madarose)

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

DISCURSIVA: (194171 votos) ..........99.47% das questões discursivas receberam votos.

Discorra, de forma exclusivamente teórica, sobre aspectos epidemiológicos, classificatórios, pré-operatórios e de morbidade do bócio subesternal, respondendo de modo objetivo aos itens abaixo.

  1. Caracterize o perfil epidemiológico clássico, a histologia predominante e o risco de malignidade.  (0,10 pontos)
  2. Descreva a classificação anatômica em tipos I e II e a classificação de Huins, indicando sua utilidade no planejamento da via de acesso. (0,10 pontos)
  3. Justifique a avaliação pré-operatória da função tireoidiana, das pregas vocais e da via aérea. (0,10 pontos)
  4. Explique as limitações da punção aspirativa por agulha fina no componente mediastinal. (0,08 pontos)
  5. Relacione as principais complicações cirúrgicas de maior relevância nesse contexto. (0,12 pontos)




RATING: 3.03

Discorra, de forma exclusivamente teórica, sobre aspectos epidemiológicos, classificatórios, pré-operatórios e de morbidade do bócio subesternal, respondendo de modo objetivo aos itens abaixo.

  1. Caracterize o perfil epidemiológico clássico, a histologia predominante e o risco de malignidade.  (0,10 pontos)
  2. Descreva a classificação anatômica em tipos I e II e a classificação de Huins, indicando sua utilidade no planejamento da via de acesso. (0,10 pontos)
  3. Justifique a avaliação pré-operatória da função tireoidiana, das pregas vocais e da via aérea. (0,10 pontos)
  4. Explique as limitações da punção aspirativa por agulha fina no componente mediastinal. (0,08 pontos)
  5. Relacione as principais complicações cirúrgicas de maior relevância nesse contexto. (0,12 pontos)


1. Epidemiologia, histologia e malignidade

Predomina no sexo feminino. (0,02 p)
Incidência maior na quinta e na sexta décadas de vida. (0,02 p)

Em geral associa-se a bócio multinodular de longa evolução, frequentemente colóide e atóxico. (0,02 p)

É mais observado em indivíduos com história de bócio cervical prévio ou provenientes de áreas de endemia. (0,02 p)

A taxa de carcinoma oculto no espécime cirúrgico situa-se, na literatura, em torno de 5% a 15%. (0,02 p)


2. Classificações e planejamento da via

Tipo I: componente mediastinal anterior (cerca de 85% dos casos), situado à frente da traqueia e dos grandes vasos. (0,02 p)
Tipo II: componente em mediastino posterior (cerca de 10% a 15%), posterior à traqueia e/ou aos vasos; implica maior dificuldade de extração cervical. (0,02 p)

Classificação de Huins (relação com estruturas mediastinais):

  • grau 1 — extensão até o estreito torácico / acima do arco aórtico → via cervical. (0,02 p)
  • grau 2 — extensão ao nível do arco aórtico / pericárdio → considerar manubriotomia. (0,02 p)
  • grau 3 — extensão abaixo do átrio direito → esternotomia total. (0,02 p)

A utilidade dessas classificações é predizer a probabilidade de via extracervical e orientar o consentimento e a equipe (cirurgia de cabeça e pescoço ± cirurgia torácica).


3. Avaliação pré-operatória

Dosagem de TSH (e, se alterado, T4 livre ± T3): identifica eutireoidismo, hipotireoidismo ou tireotoxicose, esta última exigindo preparo clínico antes da cirurgia. (0,03 p)

Laringoscopia pré-operatória: documenta a motilidade das pregas vocais, pois a anatomia do nervo laríngeo recorrente está frequentemente distorcida e pode já haver paresia silenciosa. (0,04 p)

Avaliação da via aérea (clínica, imagem e, quando indicado, curva fluxo-volume): quantifica obstrução extrínseca e fundamenta a estratégia anestésica de intubação. (0,03 p)


4. Limitações da PAAF mediastinal

O componente subesternal, em regra, não é acessível de forma segura pela via cervical habitual. (0,02 p)
A tentativa de punção profunda eleva o risco de hemorragia mediastinal e de pneumotórax. (0,02 p)

Além disso, na presença de compressão ou de extensão documentada, a indicação cirúrgica independe, na maioria das vezes, do resultado citológico. (0,02 p)

A PAAF permanece útil apenas para nódulos suspeitos do componente cervical palpável ou visível à ultrassonografia. (0,02 p)


5. Complicações cirúrgicas relevantes

Lesão do nervo laríngeo recorrente, favorecida pelo desvio traqueal e pelo alongamento/deslocamento do nervo. (0,03 p)
Hipoparatireoidismo transitório ou definitivo, sobretudo na tireoidectomia total de glândulas volumosas. (0,02 p)

Hemorragia e hematoma cervical-mediastinal, com potencial de compressão aguda da via aérea. (0,02 p)

Traqueomalacia por compressão crônica da parede traqueal. (0,03 p)

Abertura pleural e necessidade de drenagem torácica, especialmente em extensões posteriores ou quando se recorre à via transesternal. (0,02 p)

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - BÓCIO SUBSTERNAL

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

CASO CLINICO: (226220 votos)..........98.14% dos casos clinicos receberam votos.
E.O.S. , sexo feminino , 3 meses , negra ,natural e procedente de Salvador - BA
QP: tosse e dispnéia há 2 dias
HMA : criança vinha bem quando há 2 dias passou a cursar com tosse seca e desconforto respiratório. Nega febre, vômitos, obstrução nasal ou coriza.. Refere diminuição da ingesta alimentar e irritabilidade neste período. Procurou assistência médica em Unidade de Saúde Leite materno exclusivo até 1 mês. Após esse período foi introduzido Leite Ninho + Cremogema. Recebeu as 2 doses de BCG e Hepatite B, além da 1ª dose de HIB, Polio e DPT. AM : nega alergias,cirurgia, internamentos,acidentes ou episódios de dispnéia anteriores.  Moradia própria com saneamento básico, onde residem 4 pessoas. Renda familiar de R$ 200,00. Em REG e N, afebril, ativa, descorada ++/IV, hidratada, acianótica, anictérica, taquidispnéica com TIC e TSD Peso: 5040 g (p 10-25) FR : 55 ipm FC : 125 bpm. MV rude, com sibilos expiratórios difusos bilaterais, estertores grosseiros, móveis , bilaterais AUSCULTA CV : BRNF em 2T sem sopros ABDÔMEN : plano, flácido, indolor. Fígado palpável a 3cm do RCD. Baço não palpável. RHA presentes. EXTREMIDADES :sem edemas, bem perfundidas.
HEMOGRAMA:
RBC : 4.030.000 Hb: 9,8 g/dL Hct: 27,6% VCM : 79,7 HCM : 28,3 CHCM : 35,5 RDW : 12% Leucograma : 3700 Bt- 2% Seg- 69% Eo - 1% Linf- 26% M-2% 

Pergunta-se:
1) Quais são as principais suspeitas diagnosticas? 0,15 p 2) Indiquem 5 fatores determinantes que contribuem para a deficiência de ferro na infância. 0,2 p 3) Indiquem a esquema terapeutica adequada conforme os diagnosticos feitos no caso apresentado. 0.15 p


RATING: 3

1) Suspeitas diagnosticas:

a) Broncoespasmo sec bronquiolite 0,05 p
b) Broncopneumonia 0,05 p
c) Anemia ferropriva 0,05 p

2) Fatores determinantes que contribuem para a deficiência de ferro na infância:

a) Necessidade de ferro para o crescimento 0,04 p
b) Perda sanguínea gastrointestinal 0,04 p
c) Dieta pobre em ferro 0,04 p
d) Limitada capacidade de absorção do ferro da dieta 0,04 p
e) Alta prevalência de parasitose intestinal 0,04 p

3) Esquema de tratamento:

a) aumentar o aporte hídrico 0,05 p
b) hidrocortisona e nebulizações 0,05 p
c) Sulfato Ferroso na dose de 1,5 mg/kg/dia (3 gotas antes do almoço e jantar), além de Protovit 5 gotas 12/12h. 0,05 p

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3)




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