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DEFICIÊNCIA AGUDA DE VITAMINA K (DOENÇA HEMORRAGICA DO RECÉM-NASCIDO) (ÁREA DE PEDIATRIA)

Deve-se administrar, de forma profilática, vitamina K rotineiramente em todos os recém-nascidos. É importante para a prevenção de sangramento precoce por deficiência desta vitamina (doença hemorrágica do RN), evitando também sangramento posterior. Administra-se 1 mg por via intramuscular. Deficiência de vitamina K - deficiência de produção dos fatores II, VII, IX e X - sendo responsável pela chamada “doença hemorrágica do recém-nascido”.

OBJETIVA: (1113067 votos)..........99.49% das questões objetivas receberam votos.
Considera o caso duma paciente de 55 anos com câncer de mama de estádio IV com incapacidade de mover as pernas. Nos últimos 4 dias teve dor lombar e dores á assumir posição deitada, sem irradiação. Hoje pela manhã, a paciente perdeu a capacidade de mover as pernas e incontinência urinária. Ela tem, na verdade, doença metastática dos pulmões e da pleura, porém sem metástase espinal ou cerebral conhecida. Há ausência de movimento bilateral nos membros inferiores, mais sensação diminuída a ausente abaixo do umbigo. Membros inferiores com adução cruzada e tônus do esfincter anal está diminuído. O reflexo de contração anal está ausente.
Qual é a primeira conduta no tratamento dessa paciente?
A. Administrar dexametasona, 10 mg por via intravenosa
B. Consultar um neurocirurgião para descompressão espinal de emergência
C. Consultar um rádio-oncologista para radiação espinal de emergência
D. Realizar uma RM do cérebro
E. Realizar uma RM de toda a medula espinal

  RATING: 2.93

Considera o caso duma paciente de 55 anos com câncer de mama de estádio IV com incapacidade de mover as pernas. Nos últimos 4 dias teve dor lombar e dores á assumir posição deitada, sem irradiação. Hoje pela manhã, a paciente perdeu a capacidade de mover as pernas e incontinência urinária. Ela tem, na verdade, doença metastática dos pulmões e da pleura, porém sem metástase espinal ou cerebral conhecida. Há ausência de movimento bilateral nos membros inferiores, mais sensação diminuída a ausente abaixo do umbigo. Membros inferiores com adução cruzada e tônus do esfincter anal está diminuído. O reflexo de contração anal está ausente.
Qual é a primeira conduta no tratamento dessa paciente?

A. Administrar dexametasona, 10 mg por via intravenosa
CORRETO: Essa paciente apresenta sintomas de compressão da medula espinal na presença de câncer de mama de estádio IV diagnosticado. Isso representa uma emergência oncológica, visto que apenas 10% dos pacientes que apresentam paraplegia recuperam a capacidade de andar. Mais comumente, os pacientes apresentam sintomas de dor e hipersensibilidade localizadas nas costas dias a meses antes de desenvolver paraplegia. A dor é agravada pelo movimento, pela tosse ou por espirros. Diferente da dor radicular, a dor relacionada com metástases da medula espinal agrava-se na posição deitada. Os pacientes que só apresentam dor nas costas devem ser submetidos a um exame cuidadoso na tentativa de localizar a lesão antes do aparecimento de sintomas neurológicos mais graves. Nessa paciente com paraplegia, existe um nível definitivo em que a sensação está diminuída. Esse nível é uma a duas vértebras abaixo do local de compressão. Outros achados incluem espasticidade, fraqueza e aumento dos reflexos tendíneos profundos. Em pacientes com disfunção autonômica, ocorre incontinência intestinal e vesical com diminuição do tônus anal, ausência do reflexo de contração anal e do reflexo bulbocavernoso e distensão vesical. O primeiro passo mais importante consiste na administração de corticosteroides intravenosos em altas doses para minimizar o edema associado ao redor da lesão e evitar a paraplegia e, ao mesmo tempo, possibilitar urna maior avaliação e tratamento.
B. Consultar um neurocirurgião para descompressão espinal de emergência
INCORRETO : Em geral, utiliza-se a radioterapia, com ou sem descompressão cirúrgica.
C. Consultar um rádio-oncologista para radiação espinal de emergência
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Realizar uma RM do cérebro
INCORRETO : Deve-se efetuar uma RM de toda a extensão da medula espinal à procura de outra doença metastática que possa exigir tratamento. Embora uma RM do cérebro possa ser indicada no futuro para avaliação de metástases cerebrais, ela não necessária na avaliação inicial, visto que a natureza bilateral dos sintomas dessa paciente e o nível sensorial indicam claramente a medula espinal como local de lesão. Uma vez obtida a RM, pode-se elaborar um plano definitivo de tratamento.
E. Realizar uma RM de toda a medula espinal
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.93)

DISCURSIVA: (181017 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Quando está imperativo o uso de adrenalina na reanimação neonatal? (0,175 pontos)
(II) Definam as recomendações em relação ao emprego da adrenalina na reanimação neonatal. (0,2 pontos)
(III) Quando está imperativo o uso de expansores de volume na reanimação neonatal? (0,075 pontos)
(IV) Quais são os critérios utilizados para interromper a ressuscitação/reanimação neonatal? (0,05 pontos)


RATING: 3.03

(I) Quando está imperativo o uso de adrenalina na reanimação neonatal? (0,175 pontos)
(II) Definam as recomendações em relação ao emprego da adrenalina na reanimação neonatal. (0,2 pontos)
(III) Quando está imperativo o uso de expansores de volume na reanimação neonatal? (0,075 pontos)
(IV) Quais são os critérios utilizados para interromper a ressuscitação/reanimação neonatal? (0,05 pontos)

(I) Quando está imperativo o uso de adrenalina na reanimação neonatal?
A adrenalina é indicada se a frequência cardíaca do bebê permanecer abaixo de 60 bpm (0,025 p) após:
• Pelo menos 30 segundos de ventilação (0,025 p) com pressão positiva (VPP) (0,025 p) que infla os pulmões (0,025 p) , o que é evidenciado por movimento do tórax (0,025 p) ;
• Outros 60 segundos de massagem cardíaca (0,025 p) acompanhada de VPP (0,025 p) com oxigênio a 100%. (0,025 p)

(II) Definam as recomendações em relação ao emprego da adrenalina na reanimação neonatal.
Recomendações em relação ao emprego da adrenalina:
a. Concentração: 1:10.000 (0,1 mg/mL) (0,025 p)
b. Via:
Endovenosa (preferível) (0,025 p) ou intraóssea (0,025 p)
c. Dose: Endovenosa/Intraóssea = 0,1 - 0,3 mL/kg (0,025 p) . Pode ser repetida a cada 3-5 minutos. (0,025 p)
Considerar uma dose mais elevada (0,5 - 1,0 mL/kg) SOMENTE para a via endotraqueal. (0,025 p)
d. Velocidade: rapidamente (0,025 p)

(III) Quando está imperativo o uso de expansores de volume na reanimação neonatal?
A administração de expansor de volume está indicada se o recém-nascido não está respondendo aos passos da reanimação (0,025 p) E existem sinais de choque (0,025 p) ou história de perda aguda de volume sanguíneo (0,025 p) .

(IV) Quais são os critérios utilizados para interromper a ressuscitação/reanimação neonatal?
Se a ausência de frequência cardíaca é confirmada depois de 10 minutos de reanimação (0,025 p) , é razoável interromper os esforços de reanimação. Entretanto, a decisão de prosseguir com a reanimação ou interrompê-la deve ser individualizada. (0,025 p)

FONTE:

Manual de Reanimação Neonatal da Academia Americana de Pediatria - 7ª edição

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

CASO CLINICO: (210938 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
A.L.S., 32 anos, masculino, lavrador, natural e residente cem Governador Valadares, casado. Relata que sua doença iniciou há 2 semanas, quando foi acometido repentinamente de violenta hematêmese, vomitando ± 2 litros de sangue vermelho rutilante e uma certa porção de sangue escuro coagulado, seguido de tonteira e sudorese. Internado imediatamente, tomou 2 litros de sangue. No dia seguinte ao internamento, surgiu-lhe melena , que durou de 3 a 4 dias. Sete dias após recebeu alta hospitalar. Já em bom estado de saúde e foi-lhe recomendado procurar recursos em Belo Horizonte para submeter-se a tratamento cirúrgico. Relata contacto permanente com águas naturais da região.
EXAME FÍSICO:
Paciente em bom estado de nutrição, mucosas hipocoradas, PA 120/70, pulso 72 pulsações/minuto, com hepatoesplenomegalia e circulação colateral abdominal tipo porta. O fígado era palpável a 3 dedos (5,5 cm) do rebordo costal direito, de consistência aumentada, liso indolor. Baço tipo III de Boyde. Ausência de ascite, edemas, aranhas vasculares.

1) Enumeram as causas prováveis da hematêmese. (0,0925 pontos)
2) Quais são os exames de laboratório que você vai pedir? Justifique. (0,222 pontos)
3) Qual é a principal hipótese diagnóstica e porque? (0,1855 p)



RATING: 3.73

1) Enumeram as causas prováveis da hematêmese.

CAUSAS DE HEMATÊMESE

  • Varizes de esôfago (0,0185 p)
  • Lacerações de Mallory Weiss (0,0185 p)
  • Esofagite erosiva (0,0185 p)
  • Medicamentos como aspirina, AINES (0,0185 p)
  • Câncer de esôfago (0,0185 p)

2)  Quais são os exames de laboratório que você vai pedir?

EXAMES NECESSÁRIOS:

  • Eletroforese de Proteínas (0,0185 p) (avaliar a função hepatica (0,0185 p) e fazer o escore Child-Plough (0,0185 p) )
  • Tempo de Protrombina (0,0185 p) (avaliar a função hepatica (0,0185 p) , a coagulação (0,0185 p) e fazer o escore Child-Plough (0,0185 p) )
  • Transaminases (0,0185 p) (avaliar a função hepatica (0,0185 p) )
  • Hemograma (0,0185 p)
  • Exame parasitologico das fezes (0,0185 p) (a hipertensão portal pode ser de origem parasitária - S. mansoni??) (0,0185 p)

3)  Qual é a principal hipótese diagnóstica e porque?

Forte suspeita diagnóstica: Hipertensão portal (0,0185 p) por Esquistossomiase mansonica (0,0185 p) :

  • não apresentando antecedentes de etilismo (0,0185 p) ou outras doenças cirógenas (0,0185 p)
  • idade jóvem (0,0185 p) , contato com águas possivelmente contaminadas (0,0185 p)
  • ausência de ascite (0,0185 p) , edemas (0,0185 p) , aranhas vasculares (0,0185 p) .  (hipertensão portal pre-sinusoidal? (0,019 p) )

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.73)




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