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ESTUDO DOPPLER EM GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

Caso que uma fonte sonora esta se aproximando de um ponto de referencia parado, a freqüência do som que ele recebe é diferente, isto é, maior que se ele fosse em repouso. Se a fonte se afasta do mesmo observador, a freqüência é menor do que se ela estivesse em repouso. O efeito foi descrito de Christian Johan Doppler, um físico da Áustria, logo que ele observou que o apito da uma locomotiva mudava de tom conforme a maquina aproximava ou afastava do observador.

Doppler explicou isto pela compressão das ondas sonoras aproximando-se da fonte, e pela rarefação no caso do seu afastamento. O resultado era que ele tornava-se mais agudo na primeira situação e grave na segunda.

Um século mais tarde a idéia virou aplicação prática. Um aparelho Doppler usa a diferença de freqüência emitida por um fonte e refletida por o sangue em movimento.

OBJETIVA: (1416411 votos)..........96.18% das questões objetivas receberam votos.
Paciente hipertenso de 50 anos, que apresentava inicialmente níveis tensionais de 160 x 100 mmHg, iniciou tratamento com enalapril, na dose de 20 mg/dia. Após um mês, retornou ao médico, em bom estado geral, sem queixas, aferindo-se níveis tensionas de 150 x 95 mmHg. A melhor conduta deve ser:
A. Associar diurético tiazídico
B. Aumentar a dose de enalapril para 40 mg/dia
C. Substituir o medicamento por agente de outra classe farmacológica
D. Não alterar a prescrição e orientar retorno em um mês
E. Associar beta-bloqueador

  RATING: 2.96

Paciente hipertenso de 50 anos, que apresentava inicialmente níveis tensionais de 160 x 100 mmHg, iniciou tratamento com enalapril, na dose de 20 mg/dia. Após um mês, retornou ao médico, em bom estado geral, sem queixas, aferindo-se níveis tensionas de 150 x 95 mmHg. A melhor conduta deve ser:

A. Associar diurético tiazídico
CORRETO: TERAPIA MEDICAMENTOSA: Combinação de dois agentes para a maioria (geralmente diurético tiazídico e inibidores da ECA ou BRA ou betabloqueador ou BCC) - o paciejnte foi tratado errado - ele tinha uma HTA estagio II e foi tratado como se fosse um estagio I
B. Aumentar a dose de enalapril para 40 mg/dia
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Substituir o medicamento por agente de outra classe farmacológica
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Não alterar a prescrição e orientar retorno em um mês
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Associar beta-bloqueador
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

DISCURSIVA: (197994 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Com base nos aspectos teóricos do feocromocitoma como tumor neuroendócrino originado de células cromafins da medula adrenal, responda de maneira fundamentada e esquemática aos seguintes questionamentos:

  1. Descreva a origem embriológica da medula da glândula suprarrenal e das células cromafins, destacando as etapas de formação do córtex e da medula.  (0,12 pontos)
  2. Detalhe a via bioquímica completa de síntese da epinefrina a partir da L-tirosina na medula adrenal, especificando enzimas, cofatores, localizações intracelulares e a proporção final de adrenalina.  (0,15 pontos)
  3. Apresente as principais síndromes genéticas associadas ao feocromocitoma, incluindo os genes envolvidos, a prevalência de origem genética e as características clínicas distintivas de cada uma.  (0,13 pontos)
  4. Explique a estratégia de bloqueio farmacológico pré-operatório e os cinco princípios fundamentais que norteiam a realização da adrenalectomia no tratamento do feocromocitoma. (0,1 pontos)




RATING: 3.13

Com base nos aspectos teóricos do feocromocitoma como tumor neuroendócrino originado de células cromafins da medula adrenal, responda de maneira fundamentada e esquemática aos seguintes questionamentos:

  1. Descreva a origem embriológica da medula da glândula suprarrenal e das células cromafins, destacando as etapas de formação do córtex e da medula.  (0,12 pontos)
  2. Detalhe a via bioquímica completa de síntese da epinefrina a partir da L-tirosina na medula adrenal, especificando enzimas, cofatores, localizações intracelulares e a proporção final de adrenalina.  (0,15 pontos)
  3. Apresente as principais síndromes genéticas associadas ao feocromocitoma, incluindo os genes envolvidos, a prevalência de origem genética e as características clínicas distintivas de cada uma.  (0,13 pontos)
  4. Explique a estratégia de bloqueio farmacológico pré-operatório e os cinco princípios fundamentais que norteiam a realização da adrenalectomia no tratamento do feocromocitoma. (0,1 pontos)


1. A medula adrenal e o sistema nervoso simpático originam-se da crista neural, que migra ventralmente para formar os gânglios simpáticos (0,03 p).

Na sexta semana embrionária, células mesodérmicas celômicas condensam-se, originando o precursor do córtex adrenal (0,03 p).

Na sétima semana, células neurogênicas ectodérmicas (simpatogônias) provenientes da crista neural invadem esse precursor, constituindo os primórdios da medula adrenal (0,03 p).

A glândula adrenal pesa em média 5 a 7 g e localiza-se no polo superior de cada rim; o córtex apresenta três camadas (glomerulosa – mineralocorticoides; fasciculada – glicocorticoides; reticular – androgênios), enquanto a medula ocupa 8% a 10% da glândula, é altamente vascularizada e formada por grandes células cromafins poliédricas que contêm grânulos citoplasmáticos armazenadores de epinefrina (0,03 p). Pequenos aglomerados de células cromafins persistem como paragânglios ao longo da vida.

2. As catecolaminas derivam do aminoácido tirosina por sucessivas hidroxilações e descarboxilações (0,02 p).

A via bioquímica ocorre da seguinte forma:

  • L-Tirosina → L-DOPA: reação limitante catalisada pela enzima tirosina-hidroxilase (TH) no citoplasma, requerendo O₂, BH₄ (betahidrobiopterina) e Fe²⁺ como cofatores (0,04 p).
  • L-DOPA → Dopamina: catalisada pela DOPA descarboxilase (DDC/AADC) no citoplasma, com cofator piridoxal-5-fosfato (PLP / vitamina B₆) (0,03 p).
  • Dopamina → Noradrenalina: catalisada pela dopamina β-hidroxilase (DBH) localizada nas vesículas secretórias (grânulos cromafins), requerendo O₂, ácido L-ascórbico (vitamina C) e Cu²⁺ (0,03 p).
  • Noradrenalina → Adrenalina (epinefrina): catalisada pela feniletanolamina N-metiltransferase (PNMT) no citoplasma da medula adrenal, com cofator S-adenosil-L-metionina (SAM); a adrenalina representa 80% das catecolaminas da medula adrenal (0,03 p).

A PNMT existe apenas no citoplasma da medula adrenal, permitindo a conversão final em epinefrina, enquanto a norepinefrina predomina nos terminais simpáticos periféricos.

3. Cerca de 10-25% dos feocromocitomas têm origem genética, envolvendo os genes VHL, SDHB, SDHD, SDHC, NF1, RET e TMEM127 (0,03 p).

As principais síndromes são:

  • NEM tipo 2A (mutação no proto-oncogene RET no cromossomo 10q11.2 – códons 609, 611, 618 e 634): carcinoma medular de tireoide em 95%, feocromocitoma em 30-50% e hiperparatireoidismo em 20-30% (0,04 p).
  • NEM tipo 2B (mutação RET nos códons 918 e 883): carcinoma medular de tireoide 90%, feocromocitoma 45%, neuromas mucosos 100% e hábito marfanoide 65% (0,03 p).
  • Síndrome de von Hippel-Lindau (mutação no gene supressor VHL no cromossomo 3p25-26): feocromocitoma com apresentação precoce e bilateralidade nos subtipos 2A, 2B e 2C; a neurofibromatose tipo 1 (mutação NF1 no cromossomo 17q11.2) associa-se em 0,1-5,7% dos casos, geralmente solitário. Mutações em subunidades do complexo SDH (principalmente SDHD e SDHB) causam paragangliomas familiares pela perda de função que gera hipóxia crônica e proliferação celular (PGL1 – SDHD, cabeça/pescoço; PGL4 – SDHB, tórax/abdome, frequentemente maligno) (0,03 p).

4. Todo paciente com tumor secretor de catecolaminas deve receber preparo farmacológico pré-operatório, sendo a preparação cuidadosa o fator mais importante para o sucesso da cirurgia e a prevenção de crises hipertensivas intraoperatórias; a estratégia mais utilizada é o bloqueio combinado alfa- e beta-adrenérgico, nesta ordem (0,03 p).

O bloqueio alfa deve preceder o beta porque as catecolaminas em excesso causam vasoconstrição intensa e contração do volume intravascular; o bloqueio alfa relaxa os vasos e permite a expansão volêmica, enquanto o betabloqueador iniciado primeiro ou isoladamente deixa a estimulação alfa sem oposição, podendo piorar drasticamente a hipertensão (0,03 p).

Os cinco princípios que norteiam a adrenalectomia e devem ser seguidos rigorosamente são:
I. Ressecção completa do tumor (evitar recidiva local (0,008 p) ).
II. Manipulação mínima do tumor (evitar liberação abrupta de catecolaminas) (0,008 p) .
III. Controle precoce e ordenado do suprimento vascular (ligar primeiro as veias drenantes, especialmente a veia adrenal) (0,008 p) .
IV. Exposição cirúrgica adequada (identificar veia cava inferior à direita, aorta à esquerda, pâncreas, baço, fígado e cólon) (0,008 p) .
V. Em doença associada à NEM: adrenalectomia bilateral total ou subtotal com preservação do córtex adrenal (0,008 p).

A via laparoscópica é o procedimento de escolha para tumores suprarrenais solitários com menos de 8 cm.

FONTE:

MISODOR -  FEOCROMOCITOMA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.13)

CASO CLINICO: (230162 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Você recebe na Sala de Emergência um paciente de 46 anos, do sexo masculino, com queixa de fraqueza e dor no epigástrio há semanas. Ao exame físico você repara que há importante palidez cutâneo-mucosa e distensão das veias jugulares em posição ortostática. O pulso varia intensamente em amplitude conforme o paciente respira. A pressão arterial sistólica é de 120 mmHg na expiração, mas cai para 70 mmHg na inspiração. Ausculta pulmonar normal. Ausculta cardíaca rítmica, em 2 tempos. Ao examinar o abdome, você conclui que a dor queixada tem origem no fígado, órgão este que está bastante aumentado, tendo suas bordas rombas. Há edema de membros inferiores.
Você faz alguns exames, que mostram: Sangue: Hemoglobina de 5g/dL; Creatinina de 11,7 mg/dL. Rx de tórax apresenta aumento global da área cardíaca e pulmões limpos. 
(a) Qual o diagnóstico sindrômico da alteração circulatória? - 0,4 pontos.
(b) Qual a mais provável causa, considerando os dados fornecidos? - 0,1 pontos.




RATING: 2.03

(a) Qual o diagnóstico sindrômico da alteração circulatória?

  • Tamponamento cardíaco por pericardite constrictiva 0,2 p
  • Tamponamento cardíaco por derrame pericárdico   0,2 p

(b) Qual a mais provável causa, considerando os dados fornecidos?

Insuficiência renal crônica. 0,1 p

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.03)




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