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A HIPERTENSÃO ARTERIAL NO PACIENTE ADULTO (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A título de conceituação, a hipertensão arterial (HA) pode ser traduzida como o aumento dos níveis pressóricos acima recomendado para uma determinada faixa etária e clínica.

Para o seu diagnóstico, deverão ser realizadas NO MINIMO duas medidas da pressão arterial com intervalo de 1 a 2 minutos entre elas.

Dessa forma, o achado de medida da pressão artérial

  • maior que 140 mmHg e/ou pressão arterial diastólica
  • maior que 90mm Hg para o indivíduo adulto,

com base na média de duas ou mais medidas em diferentes visitas, com técnica e aparelho calibrado (ver adiante) e com o indivíduo em posição sentada define o diagnóstico.

OBJETIVA: (1390993 votos)..........95.32% das questões objetivas receberam votos.
Esta associado a falha terapêutica do tratamento das infecções das vias biliares:
I) o isolamento em cultura de Cândida
II) o isolamento em cultura da Klebsiella
III) um pH entre 7,1 - 7,3
IV) a presença de duas ou mais bactérias
A. uma resposta exata
B. duas respostas exatas
C. tres respostas exatas
D. todas as respostas exatas
E. nenhuma resposta exata

  RATING: 2.85

Esta associado a falha terapêutica do tratamento das infecções das vias biliares:

I) o isolamento em cultura de Cândida
CORRETO: Ao analisar-se a resposta terapêutica, o isolamento em cultura de Cândida, bactérias multirresistentes e a presença de duas ou mais bactérias estão associados a falhas terapêuticas.
II) o isolamento em cultura da Klebsiella
INCORRETO: Escherichia coli e Klebsiella sp. são as bactérias isoladas mais comumente no bile.
III) um pH entre 7,1 - 7,3
INCORRETO: O processo normal de acidificação da bile no interior da vesícula biliar reduz o pH da bile oriunda do fígado de 7,5 a 7,8 para 7,1 a 7,3.
IV) a presença de duas ou mais bactérias
CORRETO: Ao analisar-se a resposta terapêutica, o isolamento em cultura de Cândida, bactérias multirresistentes e a presença de duas ou mais bactérias estão associados a falhas terapêuticas.

A. uma resposta exata
INCORRETO: duas respostas são exatas: I e IV
B. duas respostas exatas
CORRETO : a variante I e a variante IV são exatas - veja os comentarios acima
C. tres respostas exatas
INCORRETO : duas respostas são exatas: I e IV
D. todas as respostas exatas
INCORRETO : duas respostas são exatas: I e IV
E. nenhuma resposta exata
INCORRETO : duas respostas são exatas: I e IV

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.85)

DISCURSIVA: (195063 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
I) Como se calibra a irradiância da fototerapia com o radiômetro? 0,25 pontos
II) Quais são os cuidados específicos durante as sessões de fototerapia? 0,25 pontos


RATING: 3.02

I) Como se calibra a irradiância da fototerapia com o radiômetro? 0,25 pontos
II) Quais são os cuidados específicos durante as sessões de fototerapia? 0,25 pontos

(I) Como se calibra a irradiância da fototerapia com o radiômetro? 0,25 pontos

A irradiância da fototerapia deve ser prescrita e determinada antes do uso (0,05 p) e diariamente com radiômetro(0,05 p). No colchão onde está o RN, considera-se um retângulo de 30 x 60 cm (0,05 p) e mede-se a irradiância nas 4 pontas e ao centro(0,05 p), sendo, então, calculada a média dos 5 pontos. (0,05 p).

(II) Quais são os cuidados específicos durante as sessões de fototerapia? 

Na maioria dos RN ≥ 35 semanas a fototerapia é instituída no alojamento conjunto, ao lado da mãe que amamenta em livre demanda, tomando-se os seguintes cuidados:
  • Verificação da temperatura corporal, a cada três horas para detectar hipotermia ou hipertermia; (0,05 p)
  • Verificação do peso, diariamente; (0,05 p)
  • Hidratar melhor o recém-nascido a fototerapia com lâmpadas fluorescentes pode provocar elevação da temperatura; (0,05 p)
  • Proteção dos olhos com cobertura radiopaca por meio de camadas de veludo negro ou papel carbono negro envolto em gaze; (0,05 p)
  • Se a bilirrubinemia não esteja muito elevada amamentação normal, decontinuando a fototerapia; (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

CASO CLINICO: (227175 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 54 anos, previamente hígido, procura o ambulatório por aumento progressivo e indolor da região anterior do pescoço há 8 meses, agora com disfagia a sólidos, rouquidão e dispneia aos médios esforços. Relata “pescoço de pedra”. Nega febre, odinofagia recente, pródromo viral, palpitações, intolerância ao calor, oftalmopatia ou perda ponderal acelerada. Não usa amiodarona, lítio, interferona nem inibidores de checkpoint. Sem irradiação cervical prévia.

Exame: eutireoidiano clinicamente. Tireoide difusamente aumentada, extremamente dura, fixa aos planos profundos, indolor, sem eritema e sem flutuação. Lobo esquerdo parece “fundir-se” com a musculatura pré-tireoidiana. Prega vocal esquerda com hipomotilidade à laringoscopia. Sem linfonodomegalia cervical dominante. Sem sinais de oftalmopatia.

Laboratório: TSH 6,8 mUI/L; T4 livre 0,92 ng/dL (limítrofe-baixo); anti-TPO 48 UI/mL (limítrofe); TRAb negativo; VHS 28 mm/h; PCR 6 mg/L; leucócitos 7.400/mm³; cálcio iônico 1,05 mmol/L (baixo); PTH 12 pg/mL (inapropriadamente baixo); IgG4 sérica 198 mg/dL (elevada). Ultrassonografia: glândula hipoecoica, mal delimitada, vascularização pobre, sem nódulo dominante. TC cervical: massa tireoidiana que ultrapassa a cápsula e envolve traqueia e musculatura, sem plano de clivagem nítido. PAAF: material hipocelular, fibrose, sem atipias suficientes para carcinoma.

Questões:

(I) Qual o diagnóstico mais provável e quais elementos do caso o sustentam? (0,1 pontos)

(II) Como diferenciar este quadro do carcinoma anaplásico e da tireoidite de Hashimoto com fibrose avançada? (0,1 pontos)

(III) Quais exames confirmam o diagnóstico e avaliam complicações locais? (0,1 pontos)

(IV) Qual a conduta terapêutica inicial e o papel da cirurgia? (0,1 pontos)

(V) Quais desfechos endócrinos e sistêmicos devem ser antecipados no seguimento? (0,1 pontos)





RATING: 2.89

(I) Diagnóstico


O diagnóstico mais provável é tireoidite de Riedel (fibroinvasiva) (0,04 p). Sustentam: bócio pétreo (“duro como pedra”) e indolor (0,02 p); sintomas compressivos (disfagia, dispneia, rouquidão) (0,02 p); e extensão extratireoidiana para músculos, traqueia e, neste caso, possível acometimento paratireoidiano (0,02 p).


(II) Diagnóstico diferencial


Carcinoma anaplásico:
crescimento em semanas, deterioração do estado geral, invasão agressiva e histologia maligna — aqui o curso é de meses, o paciente está estável e a PAAF não mostrou atipia franca (0,04 p).

Hashimoto fibroso: a fibrose costuma respeitar a cápsula; anti-TPO em geral está muito elevado; não há o padrão clássico de “massa de ferro” invasiva (0,03 p).

A Riedel pode integrar o espectro da doença relacionada a IgG4, o que dialoga com a IgG4 sérica elevada deste paciente (0,03 p).


(III) Confirmação e complicações


A maioria dos pacientes com Riedel está eutireoidiana; cerca de 30% evoluem com hipotireoidismo (0,02 p). Pode haver hipocalcemia por fibrose das paratireoides (0,02 p). A PAAF é frequentemente insuficiente (material fibroso hipocelular) (0,02 p). O diagnóstico definitivo exige biópsia cirúrgica/aberta, com fibrose densa e inflamação linfoplasmocitária (0,02 p). A imunohistoquímica IgG4/IgG apoia o vínculo com doença IgG4 (0,02 p).


(IV) Tratamento


Não há protocolo único, pela raridade da doença (0,01 p). Glicocorticoides são a primeira linha para reduzir inflamação e compressão (0,03 p). Tamoxifeno (em geral 20 mg 1–2×/dia) entra se houver refratariedade ou como adjuvante (0,03 p). Cirurgia, quando necessária, deve ser limitada à descompressão (istmectomia/debulking); tireoidectomia total de rotina aumenta lesão de nervo e paratireoide sem curar a fibrose (0,03 p).


(V) Evolução e seguimento


Antecipar hipotireoidismo em cerca de 30% e repor levotiroxina se indicado (0,03 p). Monitorar cálcio e PTH pelo risco de hipoparatireoidismo fibrótico (0,02 p). Procurar fibrose extracervical (mediastino, retroperitônio, órbita, vias biliares) — a Riedel pode ser manifestação sistêmica IgG4 (0,03 p). A doença não se extingue de forma definitiva; o seguimento é clínico, laboratorial e por imagem (0,02 p).


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.89)




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