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Paciente M de 45 anos, no qual se procedeu a recuperação inicial do quadro de choque hipovolêmico, a principal causa de falência no tratamento da disfunção de múltiplos órgãos e sistemas é a insuficiência do tipo:
A. Renal
CORRETO: A dinâmica da filtração glomerular inclui como seus determinantes o fluxo sanguíneo renal, a pressão coloidosmótica, a pressão hidrostática e o coeficiente de ultrafiltração. Desta maneira, no choque hipovolêmico - por perdas gastrintestinais, desidratação ou hemorragia grave - haverá queda do fluxo sangüíneo renal com conseqüente redução da taxa de filtração glomerular. Apesar de todos os órgãos sofrerem diante de um momento isquêmico, aquele que mostrou ter um aumento na letalidade, em torno de 30%, foi a insuficiência renal, tendo como complicação a necrose tubular aguda, principalmente nos segmentos renais localizados na medula externa. A alta letalidade da insuficiência renal aguda deve-se, em grande parte, ao fato de que esses pacientes, freqüentemente, apresentam falência de outros órgãos.
B. Cardíaca
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Hepática
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Pulmonar
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Supra-renal
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: A
RATING: 3.6 ![]()
fecalito na área de projeção do apêndice. (0,05 p)
distensão gasosa na projeção íleo-cecal, traduzindo ”alça sentinela”. (0,05 p)
desaparecimento da gordura pré-peritoneal à direita, significando processo inflamatório na fossa ilíaca direita ou próximo à ela. (0,05 p)
presença de níveis líquidos na fossa ilíaca direita. (0,05 p)
apagamento do psoas à direita. (0,05 p)
posição antálgica, isto é, desvio da coluna para o lado esquerdo, em decorrência da contratura muscular. Esses achados contribuem com a hipótese diagnóstica de apendicite. (0,05 p)
ultra-sonografia abdominal: tem limitações se houver grande distensão, ou o paciente for obeso. É extremamente útil para a avaliação de afecções ginecológicas e detecção de coleções anexiais ou líquido fora da alça. (0,075 p)
tomografia computadorizada e Ressonância Magnética: revelam maior sensibilidade e especificidade, estando indicada na avaliação mais pormenorizada das complicações e nos casos de dúvida diagnóstica, entretanto a TC vem sendo largamente utilizada com contraste oral, mostrando falha de enchimento do apêndice em fase inicial da apendicite. (0,075 p)
laparoscopia diagnóstica: como último recurso, persistindo a dúvida diagnóstica, esta pode ser realizada como investigação e concomitantemente tratamento terapêutico. (0,05 p)
FONTE:
Revista Médica >>>> Volume 37 - Número 2 >>>> Apendicite Aguda no Paciente Idoso

1) Qual é o achado do exame da figura?
Presença de ascite á ectoscopia (0,125 p) com circulação colateral (0,125 p).
Discussão: O paciente apresenta ascite na inspeção o que indica uma ascite de razoável volume com 5 litros ou mais. Esta ascite era de moderado volume, pois ao paciente ao ficar em pé o abdome tendia a cair sobre regiões crurais.configurando o chamado abdome em avental ou pêndulo,quando o abdome tende a ficar globoso quando o paciente fica em pé e o abdome fica globoso e com pele lisa e estendida indica ascite de grande volume. Pode-se perceber ainda veias azuladas superficiais no abdome indicativas de presença de hipertensão portal.
2) Qual é a etiologia provável da alteração de consciência?
Encefalopatia hepática. (0,125 p)
Discussão: Paciente apresentando quadro de confusão mental com sonolência predominantemente diurna como acontece na encefalopatia hepática em que alterações no padrão do sono (inversão do ritmo, insónia e sonolência excessiva) e graus variáveis de alterações nos níveis de consciência e comportamento, apesar destes achados serem inespecificos o fato do paciente apresentar aparentemente um quadro de hepatopatia com hipertensão portal sugere que esta seja a causa da alteração mental. A presença de flapping é também sugestiva de encefalopatia hepática embora possa ocorrer em outros casos como narcose e uremia. O diagnóstico é de exclusão e outros diagnósticos devem ser procurados, um paciente com febre e confusão mental poderia, por exemplo, ter uma meningite.
3) Qual é o grau de encefalopatia neste paciente?
Paciente com encefalopatia grau 2. (0,125 p)
Discussão: Paciente com quadro de agitação e alteração de nível de consciência não tão importante apresentando Glasgow 14, a presença de flapping indica encefalopatia de grau 2 e 3, mas não aparece na grau 1 e desaparece no paciente em grau 4, que está em coma hepático. Veja a baixo a classificação de West Haven da encefalopatia hepática:

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