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DOENÇA DE REFLUXO GASTRO-ESOFAGICO (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A D.R.G.E. é qualquer condição sintomática ou alteração anatômica causada pelo refluxo de material nocivo do estômago para o esôfago. Está entre as mais freqüentes doenças do trato gastrointestinal superior  e é de caráter recidivante. A pirose è o principal sintoma e devido à auto medicação com anti-acidos estes dados são de difícil avaliação em todo o mundo, estima-se que 7% da população tem pirose  diariamente;  14% tem pirose 01 vez por semana; 44% tem pirose 01 vez por mês e 90% tem pirose 01 vez por ano, somando-se a essa prevalência, o esôfago de Barret (complicação da D.R.G.E.) está implicado na gênese do adenocarcinoma do esôfago.

OBJETIVA: (1429471 votos)..........96.32% das questões objetivas receberam votos.
Nos estudos epidemiológicos, o risco relativo é uma medida que indica a:
A. redução da freqüência da doença caso seja suprido o fator de risco
B. proporção de expostos ao fator estudado no grupo que adoeceu
C. proporção de expostos ao fator estudado no grupo que não adoeceu
D. freqüência da doença e do fator de risco na população estudada
E. intensidade da associação entre fator de risco e doença

  RATING: 3.14

Nos estudos epidemiológicos, o risco relativo é uma medida que indica a:

A. redução da freqüência da doença caso seja suprido o fator de risco
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. proporção de expostos ao fator estudado no grupo que adoeceu
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. proporção de expostos ao fator estudado no grupo que não adoeceu
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. freqüência da doença e do fator de risco na população estudada
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. intensidade da associação entre fator de risco e doença
CORRETO : Risco relativo (RR) é a razão entre o risco entre expostos e o risco entre os não-expostos (razão de riscos de incidência). Responde à questão: quantas vezes é mais provável que indivíduos expostos desenvolvam a doença em relação aos indivíduos não-expostos.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.14)

DISCURSIVA: (199909 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Cite 5 indicações de neuroimagem em uma criança com cefaleia. (0,5 pontos)



RATING: 2.87

Cite 5 indicações de neuroimagem em uma criança com cefaleia. (0,5 pontos)

As cinco indicações clássicas de neuroimagem (preferencialmente RM, salvo instabilidade ou suspeita de hemorragia, quando a TC sem contraste é mais rápida) em criança com cefaleia são:

  1. Exame neurológico anormal (0,14 p): déficit focal, ataxia, paralisia de nervo craniano, papiledema ou rebaixamento de consciência. É o preditor mais forte de lesão estrutural; quase todas as crianças com tumor têm alguma alteração no exame no momento do diagnóstico.
  2. Sinais de hipertensão intracraniana (0,12 p): cefaleia que acorda do sono, vômitos matinais em jato, piora ao deitar ou ao Valsalva, papiledema. Levanta a hipótese de massa, hidrocefalia ou hipertensão intracraniana idiopática.
  3. Início súbito de forte intensidade (0,10 p): “pior dor da vida”, thunderclap, máxima em minutos. Exige afastar hemorragia, dissecção ou trombose venosa; aqui a TC pode ser o primeiro exame.
  4. Padrão progressivo ou mudança do tipo habitual da dor (0,08 p): aumento de frequência/intensidade em semanas ou cefaleia que “não é mais a de sempre”. Sugere processo expansivo em evolução.
  5. Convulsão associada à cefaleia (0,06 p): crise nova, sobretudo focal, fora do contexto de convulsão febril simples. Indica imagem para excluir lesão irritativa.


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - CEFALEIAS NA INFÂNCIA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.87)

CASO CLINICO: (232112 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Menino de 7 anos, previamente hígido, internado por febre de 39,4 °C, odinofagia, torcicolo à esquerda e aumento doloroso da face anterior esquerda do pescoço há 4 dias. Há 5 meses teve quadro semelhante, tratado em outro serviço como “tireoidite subaguda”, com AINE e prednisona por 10 dias; melhorou parcialmente e recidivou. Mãe relata episódios de faringite de repetição. Nega trauma cervical, punção prévia, imunodeficiência conhecida, uso de imunossupressor e doença tireoidiana familiar.

Exame: toxemiado, T 39,1 °C, FC 142 bpm, FR 28 irpm, SatO₂ 97% em ar. Assimetria cervical esquerda com eritema cutâneo, calor local, dor extrema à palpação e área de flutuação sobre o lobo esquerdo. Desvio contralateral da traqueia à palpação. Sem oftalmopatia. Pregas vocais móveis à nasofibroscopia de urgência; edema da parede faríngea esquerda.

Laboratório: leucócitos 21.800/mm³ com 18% de bastões; PCR 186 mg/L; VHS 94 mm/h; TSH 1,9 mUI/L; T4 livre 1,2 ng/dL; anti-TPO negativo; TRAb negativo. Hemocultura colhida. Ultrassonografia: lobo esquerdo aumentado, coleção heterogênea de 2,8 cm com debris e reforço posterior, fluxo periférico. TC com contraste: abscesso do lobo esquerdo com extensão peritireoidiana, sem compressão crítica da via aérea. PAAF guiada: pus amarelo-esverdeado; Gram com cocos Gram-positivos e flora mista; cultura posteriormente positiva para Streptococcus anginosus e anaeróbios.

Questões:

(I) Qual o diagnóstico etiológico mais provável e por que o lado esquerdo importa? (0,1 pontos)

(II) Por que este quadro não é De Quervain e por que a tireoide “resiste” à infecção? (0,1 pontos)

(III) Qual a sequência racional de exames para confirmar abscesso e fístula? (0,1 pontos)

(IV) Qual a conduta da fase aguda (antibiótico, drenagem, o que não fazer)? (0,1 pontos)

(V) Como se trata a fístula para impedir nova recidiva? (0,1 pontos)




RATING: 2.98

(I) Diagnóstico


O diagnóstico é tireoidite aguda supurativa com abscesso do lobo esquerdo (0,03 p), secundária a fístula do seio piriforme (remanescente do 3º ou 4º arco/bolsa branquial) (0,04 p). Essa anomalia desemboca quase sempre no lobo esquerdo (cerca de 90–94% dos casos) (0,02 p). A recidiva após corticoide e sem fechamento do trajeto é a pista clássica da fístula persistente (0,01 p).


(II) Diferencial e vulnerabilidade


A De Quervain cursa com dor e VHS alta, mas sem eritema, flutuação ou pus, e em geral com tireotoxicose destrutiva — aqui a criança está eutireoidiana e tóxica, com leucocitose e desvio (0,04 p).
A glândula é naturalmente resistente à infecção por cápsula fibrosa, rica vascularização e alto teor de iodo (0,03 p). Por isso, na criança imunocompetente, a TAS praticamente exige porta de entrada congênita; a função tireoidiana costuma permanecer preservada (0,03 p).


(III) Exames


A ultrassonografia é o exame inicial: coleção hipoecoica no lobo esquerdo (0,02 p). A PAAF confirma pus e permite Gram/cultura (0,03 p).
A TC delimita extensão, via aérea e espaços profundos (0,02 p).
Esofagograma baritado e laringoscopia/hipofaringoscopia devem ser feitos na fase fria (em geral 4–8 semanas), porque o edema agudo oblitera o trajeto e gera falso-negativo (0,03 p).


(IV) Fase aguda


Iniciar antibiótico intravenoso de amplo espectro
(0,02 p) cobrindo aeróbios e anaeróbios da flora orofaríngea (amoxicilina-clavulanato, ceftriaxona + clindamicina, ou equivalente), depois desescalonar pela cultura (0,03 p) . Abscesso: drenagem por PAAF guiada (repetida se preciso) ou incisão se houver coleção grande, sepse ou ameaça de via aérea (0,03 p). Não usar glicocorticoide como se fosse De Quervain — piora a infecção (0,02 p).


(V) Tratamento definitivo da fístula


O tratamento da fase aguda não fecha o trajeto; a correção é na fase fria, para impedir recidiva (0,03 p). Em crianças menores (em especial < 8 anos), prefere-se cauterização endoscópica do óstio no seio piriforme (0,03 p). Alternativa definitiva: cirurgia aberta com fistulectomia ± hemitireoidectomia esquerda (0,02 p). Incisão e drenagem isoladas têm alta taxa de recidiva (próxima de 90% em séries de anomalia do 4º arco) (0,02 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.98)




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