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ACIDENTES COM ARANHAS - ARACNEISMO (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

No Brasil, existem três gêneros de aranhas de importância médica:
1) Phoneutria
2) Loxosceles
3) Latrodectus

Os acidentes causados por Lycosa (aranha-de-grama), bastante freqüentes e pelas caranguejeiras, muito temidas, são destituídos de maior importância.
E há aranhas de todos os tipos e tamanhos sendo todas são peçonhentas, isto é produzem toxinas. Diferentemente dos escorpiões que possuem as glândulas de veneno na porção caudal (telson) nas aranhas estão situadas na porção cefálica, associadas às quelíceras.
As toxinas são utilizadas para paralisar as presas após a sua captura.
Quando ocorrem os acidentes com pessoas, algumas espécies podem causar fortes agravos a nossa saúde mas é bom ressaltar que a grande maioria das aranhas não causa ameaças a saúde humana. O conjunto de sinais e sintomas causados pelas toxinas das aranhas é chamada aracneísmo.

OBJETIVA: (1395035 votos)..........95.03% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher de 47 anos queixa-se de sangramento pós-coital, de intensidade semelhante à menstruação. A origem mais provável de seu sangramento deve-se a:
A. pólipos cervicais
B. ectrópio cervical
C. carcinoma cervical
D. cistos cervicais de Naboth
E. infecção

  RATING: 3.26

Uma mulher de 47 anos queixa-se de sangramento pós-coital, de intensidade semelhante à menstruação. A origem mais provável de seu sangramento deve-se a:

A. pólipos cervicais
INCORRETO: O sangramento devido a pólipos cervicais pode ser intenso, mas quando suficiente para causar sangramento pós-coito intenso, geralmente deve ocorrer sangramento em outros momentos também.
B. ectrópio cervical
INCORRETO : Lesões orgânicas, tais como pólipo endocervical, ectrópio cervical e infecção, podem ser a origem do sangramento em uma mulher dessa idade.
C. carcinoma cervical
CORRETO : Destes, o sangramento mais significativo, geralmente, é encontrado em lesões cervicais associadas a carcinoma. Em contraste, o carcinoma cervical pode estar presente com sangramento pós-coito intenso somente nos estágios precoces de seu crescimento. Entretanto, um processo maligno sempre deve ser excluído.
D. cistos cervicais de Naboth
INCORRETO : Cistos de Naboth da cérvice não estão associados a sangramento anormal.
E. infecção
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.26)

DISCURSIVA: (195345 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre os incidentalomas adrenais no contexto das doenças cirúrgicas da glândula supra-renal, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Classifique os incidentalomas adrenais quanto à funcionalidade hormonal e ao potencial de malignidade.
  2. Descreva os principais mecanismos fisiopatológicos da produção hormonal autônoma nos adenomas adrenais.
  3. Explique os princípios teóricos que fundamentam a escolha entre a via laparoscópica e a via aberta na adrenalectomia.
  4. Enumere os critérios teóricos de seguimento clínico e radiológico dos incidentalomas adrenais não operados.
  5. Discuta a relação teórica entre o diâmetro do incidentaloma e o risco de carcinoma adrenocortical.


RATING: 3

Sobre os incidentalomas adrenais no contexto das doenças cirúrgicas da glândula supra-renal, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Classifique os incidentalomas adrenais quanto à funcionalidade hormonal e ao potencial de malignidade.
  2. Descreva os principais mecanismos fisiopatológicos da produção hormonal autônoma nos adenomas adrenais.
  3. Explique os princípios teóricos que fundamentam a escolha entre a via laparoscópica e a via aberta na adrenalectomia.
  4. Enumere os critérios teóricos de seguimento clínico e radiológico dos incidentalomas adrenais não operados.
  5. Discuta a relação teórica entre o diâmetro do incidentaloma e o risco de carcinoma adrenocortical.

1. Classificação quanto à funcionalidade: não funcionantes (maioria) e funcionantes (produtores de cortisol, aldosterona, catecolaminas ou andrógenos) (0,04 p).
Classificação quanto ao potencial de malignidade: benignos (adenomas, mielolipomas) e potencialmente malignos ou malignos (carcinoma adrenocortical, metástases) (0,06 p).

2. Os mecanismos principais incluem:

  • Ativação constitutiva da via do AMPc/PKA em adenomas produtores de cortisol (0,04 p);
  • Expressão aberrante de receptores de membrana (GIP, LH/hCG, vasopressina) que estimulam a esteroidogênese de forma independente do ACTH (0,03 p);
  • Mutações ativadoras no gene KCNJ5 ou outros canais iônicos nos adenomas produtores de aldosterona (0,03 p).

3. Princípios teóricos:

  • A via laparoscópica é preferida em lesões ≤ 6 cm, de aparência benigna e sem sinais de invasão local, por menor morbidade e recuperação mais rápida (0,05 p);
  • A via aberta é indicada teoricamente em tumores grandes (> 6–8 cm), suspeita de malignidade ou necessidade de ressecção em bloco com estruturas adjacentes (0,05 p).

4. Critérios teóricos de seguimento:

  • Repetição de imagem (TC ou RM) em 3–6 meses e, se estável, anualmente por 1–2 anos (0,04 p);
  • Reavaliação hormonal anual nos primeiros 2–4 anos, especialmente para cortisol e catecolaminas (0,03 p);
  • Indicação de cirurgia se crescimento > 1 cm ou surgimento de hiperfunção (0,03 p).

5. Há relação direta entre o diâmetro e o risco de carcinoma adrenocortical: lesões < 4 cm apresentam risco muito baixo (< 2%), entre 4 e 6 cm risco intermediário (cerca de 6–10%) e > 6 cm risco elevado (superior a 25%), justificando a abordagem cirúrgica em massas maiores mesmo na ausência de hiperfunção (0,10 p).

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - INCIDENTALOMAS ADRENAIS


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (227486 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Um menino de 16 anos de idade é levado ao pronto-socorro pelo EMS com uma temperatura de 42°C e atividade convulsiva. Ele foi transferido de um centro cirúrgico às 9 da manhã após extrações dentárias, para qual ele recebeu um breve anestésico geral e estava da sala de recuperação quando se tornou
febril e hemodinamicamente instável. O paciente apresenta ritmo cardíaco e pulso, porém mínimo esforço respiratório. Antes de sua chegada, ele estava entubado, e o acesso IV foi estabelecido. Uma dose de lorazepam foi administrada no menino antes do transporte. Ele apresenta um histórico de depressão, para a qual ele toma fenelzina, um inibidor da monoamina oxidase (MAO). Uso de drogas foi negado pelos seus pais.

O menino é irresponsivo no exame físico. Seus sinais vitais são: pressão sanguínea de 150/86, pulso de 140, frequência respiratória de 22 (ventilação manual), temperatura de 42,5°C. A auscultação do tórax revela sons respiratórios normais. O ritmo é de taquicardia sinusal, com ondas T apiculadas. Não há sopros cardíacos. Outra parte do exame físico que se mostra anormal é o exame neurológico. O menino permanece irresponsivo à dor ou voz. Ambas as pupilas apresentam um diâmetro de 4 mm, são simétricas e reativas à luz. O tônus muscular está aumentado com hiperreflexia generalizada e mioclonia. Os resultados da gasometria são: pH de 7,07, PCO2 de 74, P02 de 98, excesso de base (BE) de -8.

1) Apontem a principal suspeita diagnostica. (0,25 pontos)

2) Julgando pela gasometria, que disturbio hidroeletrolitico é mais provável? (0,25 pontos)




RATING: 3.05

1) Apontem a principal suspeita diagnostica. (0,25 pontos)

Hipertermia é definida como uma elevação da temperatura corporal central acima de 37,5°C Ao contrário da febre, que é uma resposta inflamatória ativada por citocinas, a hipertermia é uma falha da termorregulação. Obviamente, na criança que apresenta uma temperatura elevada, frequentemente não é claro se você está lidando com uma febre inflamatória ou com um estado hipertérmico. Dada a ausência e um histórico de características inflamatórias ou clínicas de uma doença infecciosa, deve-se assumir que a criança descrita neste caso possui um estado hipertérmico associado a uma das medicações recebidas durante seu tratamento médico ou, talvez, a uma medicação ingerida por ele mesmo.

Dada a proximidade deste evento a um anestésico geral, a primeira causa de hipertermia a ser considerada é hipertermia maligna (MH). Os achados clínicos iniciais na MH incluem espasmos do músculo masseter, rigidez muscular generalizada, taquicardia sinusal, aumento na produção de CO2, resultando em hipercarbia e elevação na temperatura corporal. Instabilidade hemodinâmica, anormalidades eletrolíticas e coagulação intravascular disseminada ocorrem posteriormente. Apropriadamente tratada, a MH apresenta uma mortalidade inferior a 5%.

2) Julgando pela gasometria, que disturbio hidroeletrolitico é mais provável? (0,25 pontos)

Quando há uma alteração aguda na PCO2 de 10 mmHg, haverá um deslocamento de 0,08 unidade de pH na direção oposta. Em outras palavras, ocorre queda no pH conforme a PCO2 aumenta. A acidose ou alcalose presente é puramente respiratória, quando todas as alterações são explicadas por alterações na PCO2. Quando há uma alteração no BE de 10 mEq/L, ocorre um deslocamento de 0,15 unidade de pH na mesma direção. O processo é inteiramente metabólico, quando todas as alterações são explicadas por uma alteração no BE. Assumindo uma gasometria normal de 7,40; PCO2 de 40; PO2 de 100; BE de 0, no caso apresentado, a PCO2 está aproximadamente 35 mmHg acima da PCO2 normal. Dividido por 10 e multiplicado por 0,08, é de se esperar que o pH seja 0,28 menor que o pH normal de 7,40, ou seja 7,12. Neste caso, o pH é de 7,07 com um déficit de base de -10, e uma acidose metabólica também está presente.

Em todos os estados hipertérmicos, é provável que o paciente apresente uma acidose mista. Uma elevação das enzimas musculares significativa o bastante para causar insuficiência renal, e elevação das concentrações séricas de potássio e fosfato também está provavelmente presente. Estas aberrações resultam em grande parte da lesão na membrana muscular, da subsequente liberação de conteúdos intracelulares, e do desafio hemodinâmico de uma hipertermia significativa.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.05)




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