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ADENOMA TÓXICO BÓCIO MULTINODULAR TÓXICO (DOENÇA DE PLUMMER) (ÁREA DE CIRURGIA)

Doença de Graves e adenoma tóxico (nódulo tóxico ou adenoma tóxico de Plummer) são duas causas distintas de hipertireoidismo.

A diferença central está na etiologia, no padrão de acometimento da tireoide e na presença ou ausência de manifestações extratireoidianas.


OBJETIVA: (1417836 votos)..........96.04% das questões objetivas receberam votos.
O principal fator de inibição da prolactina é:
A. glucagono
B. VIP (Peptídeo Intestinal Vasoativo)
C. insulina
D. adrenalina
E. dopamina

  RATING: 2.96

O principal fator de inibição da prolactina é:

A. glucagono
INCORRETO: tanto a insulina quanto o glucágono favorecem a proliferação e regulação das células mamarias
B. VIP (Peptídeo Intestinal Vasoativo)
INCORRETO : Há evidência que o VIP (Peptídeo Intestinal Vasoativo) induz a secreção de PRF (Fator de Liberação de Prolactina)
C. insulina
INCORRETO : tanto a insulina quanto o glucágono favorecem a proliferação e regulação das células mamarias
D. adrenalina
INCORRETO : O reflexo decrestor é bloqueado pelo estresse, pela baixa auto-estima, pelo medo, dor, falta de apoio. Esta inibição é mediada pela adrenalina em nível da célula mioepitelial e pela noradrenalina no eixo hipotálamo-hipofisário.
E. dopamina
CORRETO : dopamina, principal fator de inibição da prolactina, conhecido também como PIF (Fator Inibidor da Prolactina).

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

DISCURSIVA: (198263 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Respondam ás seguintes questões:
1) Qual espécies representam a fauna ofídica de interesse médico no Brasil? - 0,25 pontos
2) Enumeram os efeitos patologicos do veneno bothropico - 0,25 pontos


RATING: 3.56

Respondam ás seguintes questões:
1) Qual espécies representam a fauna ofídica de interesse médico no Brasil? - 0,25 pontos
2) Enumeram os efeitos patologicos do veneno bothropico - 0,25 pontos

1) Qual espécies representam a fauna ofídica de interesse médico no Brasil?

No Brasil, a fauna ofídica de interesse médico está representada pelos gêneros:
  • Bothrops (incluindo Bothriopsis e Porthidium)(0,05 p)
  • Crotalus(0,05 p)
  • Lachesis(0,05 p)
  • Micrurus(0,05 p)
  • Colubridae(0,05 p)
2) Enumeram os efeitos patologicos do veneno bothropico
  • Proteolitica
  • Coagulante
  • Hemorragica

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.56)

CASO CLINICO: (230453 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Menino de 7 anos, previamente hígido, internado por febre de 39,4 °C, odinofagia, torcicolo à esquerda e aumento doloroso da face anterior esquerda do pescoço há 4 dias. Há 5 meses teve quadro semelhante, tratado em outro serviço como “tireoidite subaguda”, com AINE e prednisona por 10 dias; melhorou parcialmente e recidivou. Mãe relata episódios de faringite de repetição. Nega trauma cervical, punção prévia, imunodeficiência conhecida, uso de imunossupressor e doença tireoidiana familiar.

Exame: toxemiado, T 39,1 °C, FC 142 bpm, FR 28 irpm, SatO₂ 97% em ar. Assimetria cervical esquerda com eritema cutâneo, calor local, dor extrema à palpação e área de flutuação sobre o lobo esquerdo. Desvio contralateral da traqueia à palpação. Sem oftalmopatia. Pregas vocais móveis à nasofibroscopia de urgência; edema da parede faríngea esquerda.

Laboratório: leucócitos 21.800/mm³ com 18% de bastões; PCR 186 mg/L; VHS 94 mm/h; TSH 1,9 mUI/L; T4 livre 1,2 ng/dL; anti-TPO negativo; TRAb negativo. Hemocultura colhida. Ultrassonografia: lobo esquerdo aumentado, coleção heterogênea de 2,8 cm com debris e reforço posterior, fluxo periférico. TC com contraste: abscesso do lobo esquerdo com extensão peritireoidiana, sem compressão crítica da via aérea. PAAF guiada: pus amarelo-esverdeado; Gram com cocos Gram-positivos e flora mista; cultura posteriormente positiva para Streptococcus anginosus e anaeróbios.

Questões:

(I) Qual o diagnóstico etiológico mais provável e por que o lado esquerdo importa? (0,1 pontos)

(II) Por que este quadro não é De Quervain e por que a tireoide “resiste” à infecção? (0,1 pontos)

(III) Qual a sequência racional de exames para confirmar abscesso e fístula? (0,1 pontos)

(IV) Qual a conduta da fase aguda (antibiótico, drenagem, o que não fazer)? (0,1 pontos)

(V) Como se trata a fístula para impedir nova recidiva? (0,1 pontos)




RATING: 2.98

(I) Diagnóstico


O diagnóstico é tireoidite aguda supurativa com abscesso do lobo esquerdo (0,03 p), secundária a fístula do seio piriforme (remanescente do 3º ou 4º arco/bolsa branquial) (0,04 p). Essa anomalia desemboca quase sempre no lobo esquerdo (cerca de 90–94% dos casos) (0,02 p). A recidiva após corticoide e sem fechamento do trajeto é a pista clássica da fístula persistente (0,01 p).


(II) Diferencial e vulnerabilidade


A De Quervain cursa com dor e VHS alta, mas sem eritema, flutuação ou pus, e em geral com tireotoxicose destrutiva — aqui a criança está eutireoidiana e tóxica, com leucocitose e desvio (0,04 p).
A glândula é naturalmente resistente à infecção por cápsula fibrosa, rica vascularização e alto teor de iodo (0,03 p). Por isso, na criança imunocompetente, a TAS praticamente exige porta de entrada congênita; a função tireoidiana costuma permanecer preservada (0,03 p).


(III) Exames


A ultrassonografia é o exame inicial: coleção hipoecoica no lobo esquerdo (0,02 p). A PAAF confirma pus e permite Gram/cultura (0,03 p).
A TC delimita extensão, via aérea e espaços profundos (0,02 p).
Esofagograma baritado e laringoscopia/hipofaringoscopia devem ser feitos na fase fria (em geral 4–8 semanas), porque o edema agudo oblitera o trajeto e gera falso-negativo (0,03 p).


(IV) Fase aguda


Iniciar antibiótico intravenoso de amplo espectro
(0,02 p) cobrindo aeróbios e anaeróbios da flora orofaríngea (amoxicilina-clavulanato, ceftriaxona + clindamicina, ou equivalente), depois desescalonar pela cultura (0,03 p) . Abscesso: drenagem por PAAF guiada (repetida se preciso) ou incisão se houver coleção grande, sepse ou ameaça de via aérea (0,03 p). Não usar glicocorticoide como se fosse De Quervain — piora a infecção (0,02 p).


(V) Tratamento definitivo da fístula


O tratamento da fase aguda não fecha o trajeto; a correção é na fase fria, para impedir recidiva (0,03 p). Em crianças menores (em especial < 8 anos), prefere-se cauterização endoscópica do óstio no seio piriforme (0,03 p). Alternativa definitiva: cirurgia aberta com fistulectomia ± hemitireoidectomia esquerda (0,02 p). Incisão e drenagem isoladas têm alta taxa de recidiva (próxima de 90% em séries de anomalia do 4º arco) (0,02 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.98)




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