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INSUFICIÊNCIA MITRAL CONGÊNITA (CARDIOPATIAS CONGÊNITAS REGURGITANTES ACIANOTICAS) (ÁREA DE PEDIATRIA)

Igualmente a insuficiência da valva pulmonar, é dificil de encontrar insuficiência mitral congênita do modo isolado. Na insuficiência mitral isolada, o anel da valva mitral geralmente está dilatado, as cordoalhas tendinosas são curtas e podem se inserir anomalamente, e os folhetos valvares são deformados. Lesões leves não produzem sintomas; o único sinal anormal é o sopro holossistólico da insuficiência mitral.


OBJETIVA: (1152344 votos)..........99.31% das questões objetivas receberam votos.
Paciente de 25 anos apresenta dor abdominal intermitente em quadrante inferior direito. No exame físico, evidencia-se sinal de Carnett positivo na região da dor. Este achado é mais consistente com o diagnóstico seguinte:
A. síndrome do intestino irritável
B. doença inflamatória intestinal
C. dor de origem na parede abdominal
D. endometriose
E. apendicite

  RATING: 3

Paciente de 25 anos apresenta dor abdominal intermitente em quadrante inferior direito. No exame físico, evidencia-se sinal de Carnett positivo na região da dor. Este achado é mais consistente com o diagnóstico seguinte:

A. síndrome do intestino irritável
INCORRETO: A SII é uma condição funcional visceral, afetando principalmente o cólon e causando dor por distúrbios de motilidade ou hipersensibilidade visceral. Nesses casos, o sinal de Carnett é tipicamente negativo, pois a dor diminui com a contração muscular, que ”protege” os órgãos internos. Não há achados na parede abdominal para justificar um sinal positivo.
B. doença inflamatória intestinal
INCORRETO : DII (como Crohn ou retocolite) envolve inflamação visceral do trato gastrointestinal, frequentemente com dor crônica ou aguda no quadrante inferior direito (especialmente em Crohn ileal). O sinal de Carnett seria negativo, já que a dor é intra-abdominal e aliviada pela contração muscular. Além disso, DII costuma apresentar sintomas sistêmicos como diarreia, perda de peso ou febre, não mencionados aqui.
C. dor de origem na parede abdominal
CORRETO : O sinal de Carnett positivo é um achado clínico específico que ajuda a diferenciar dores abdominais de origem na parede abdominal (como músculo, fáscia ou tecidos superficiais) de dores viscerais (originadas de órgãos internos). No teste de Carnett, o paciente contrai os músculos abdominais (por exemplo, elevando a cabeça ou as pernas), e se a dor persistir ou piorar durante essa contração, isso sugere que a fonte da dor está na própria parede abdominal, e não em estruturas intra-abdominais, que seriam ”protegidas” pela contração muscular. No caso descrito, a dor intermitente no quadrante inferior direito com sinal de Carnett positivo é altamente sugestivo de uma etiologia musculoesquelética ou de parede abdominal, como uma mialgia, hérnia incipiente ou irritação de nervos cutâneos.
D. endometriose
INCORRETO : A endometriose é uma condição visceral/pélvica, com implantes endometriais em órgãos internos como ovários, peritônio ou intestino, causando dor cíclica ou crônica. Embora possa afetar o quadrante inferior direito, o sinal de Carnett seria negativo, pois a dor é profunda e não se origina da parede abdominal. O teste não é útil para diferenciar endometriose, que requeria avaliação ginecológica ou imagem.
E. apendicite
INCORRETO : A apendicite é uma inflamação visceral aguda do apêndice, com dor tipicamente migratória para o quadrante inferior direito, associada a sinais como rebote (Blumberg) positivo ou febre. O sinal de Carnett é negativo em apendicite, pois a contração muscular alivia a palpação do peritônio irritado. Um sinal positivo apontaria contra uma origem visceral aguda como essa, que exige intervenção urgente.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (183414 votos) ..........97.63% das questões discursivas receberam votos.
Respondam ás seguintes questões:
1) Qual espécies representam a fauna ofídica de interesse médico no Brasil? - 0,25 pontos
2) Enumeram os efeitos patologicos do veneno bothropico - 0,25 pontos


RATING: 3.57

Respondam ás seguintes questões:
1) Qual espécies representam a fauna ofídica de interesse médico no Brasil? - 0,25 pontos
2) Enumeram os efeitos patologicos do veneno bothropico - 0,25 pontos

1) Qual espécies representam a fauna ofídica de interesse médico no Brasil?

No Brasil, a fauna ofídica de interesse médico está representada pelos gêneros:
  • Bothrops (incluindo Bothriopsis e Porthidium)(0,05 p)
  • Crotalus(0,05 p)
  • Lachesis(0,05 p)
  • Micrurus(0,05 p)
  • Colubridae(0,05 p)
2) Enumeram os efeitos patologicos do veneno bothropico
  • Proteolitica
  • Coagulante
  • Hemorragica

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.57)

CASO CLINICO: (214064 votos)..........99% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 27 anos, previamente hígida até os 19 anos, quando foi submetida a mastectomia radical por carcinoma ductal invasor de mama esquerda (grau histológico 3, triplo-negativo). Aos 24 anos apresentou osteossarcoma de fêmur distal direito, tratado com quimioterapia neoadjuvante e ressecção com prótese.
Há 4 meses iniciou quadro de virilização rápida (hirsutismo, acne, clitoromegalia), hipertensão arterial de início recente, ganho ponderal e dor em flanco esquerdo.
Exames laboratoriais revelam cortisol sérico não suprimível, ACTH indetectável, DHEAS e testosterona marcadamente elevados.
TC de abdome evidencia massa adrenal esquerda de 9,5 cm, heterogênea, com necrose e invasão de veia renal.
A história familiar é altamente relevante: mãe falecida aos 32 anos por carcinoma de mama; irmão falecido aos 11 anos por rabdomiossarcoma de parede torácica; avô materno falecido aos 45 anos por glioma cerebral; tia materna com leucemia mielóide aguda aos 38 anos.
A paciente não apresenta estigmas de outras síndromes genéticas conhecidas.

Questões:

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,11 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,11 pontos)
III. Qual a melhor modalidade de confirmar o diagnóstico?  (0,11 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,09 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,08 pontos)





RATING: 0

I. Suspeita diagnóstica
Síndrome de Li-Fraumeni (LFS) (0,03 p) com carcinoma adrenocortical como tumor componente atual. (0,03 p)
A associação de múltiplos tumores primários em idade jovem (câncer de mama, osteossarcoma e agora carcinoma adrenocortical) preenchendo critérios clássicos e de Chompret. (0,05 p)
II. Possível causa da doença diagnosticada
Mutação germinativa no gene TP53 (cromossomo 17p13.1), de herança autossômica dominante. (0,07 p)
A mutação determina perda da função de “guardião do genoma”, permitindo acumulação de danos no DNA e predisposição a neoplasias múltiplas. (0,04 p)
III. Melhor modalidade de confirmar o diagnóstico
Sequenciamento completo do gene TP53 (análise de mutações germinativas) a partir de DNA de leucócitos periféricos. (0,08 p)
O diagnóstico molecular é o padrão-ouro, superando critérios clínicos isolados. (0,03 p)
IV. Principal diagnóstico diferencial
Síndrome de câncer de mama e ovário hereditário (mutações BRCA1/BRCA2) ou outras síndromes de predisposição a sarcomas (como a síndrome de Werner). (0,06 p)
A presença de carcinoma adrenocortical e de tumores do espectro clássico de Li-Fraumeni (osteossarcoma, glioma, leucemia) torna essas alternativas menos prováveis. (0,03 p)
V. Tratamento da moléstia
Não existe tratamento curativo da predisposição genética; o manejo consiste em vigilância intensiva protocolada (ressonância de corpo inteiro anual, mamografia/RM de mama, exames laboratoriais e de imagem dirigidos) e aconselhamento genético familiar. (0,05 p)
Para o carcinoma adrenocortical atual: ressecção cirúrgica completa (0,01 p) + mitotano adjuvante (0,01 p) e, se necessário, quimioterapia sistêmica. (0,01 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (0)




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