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Um homem de 76 anos, em pós-operatório tardio (trinta dias) de correção cirúrgica de aneurisma de aorta abdominal, desenvolve infarto agudo do miocárdio. Ele tem história de infarto do miocárdio prévio e fração de ejeção de ventrículo esquerdo de 40%. Há 10 anos tratou úlcera péptica, sem recorrência. Faz uso de aspirina 325 mg, enalapril 10 mg e atenolol 25 mg por dia. Dentre os antecedentes relatados aquele que contra-indica o uso atual de trombolítico é:
A. infarto prévio com fração de ejeção reduzida
.
INCORRETO: veja a resposta á alternativa C
B. faixa etária.
INCORRETO : veja a resposta á alternativa C
C. cirurgia recente
CORRETO : Dentre as características descritas, a cirurgia recente de grande porte é contra-indicação formal para trombólise, As demais características somente conferem maior gravidade ao quadro, porém não contra-indicam o uso do trombolítico. Vale relembrar as contra-indicações para trombólise no IAM são divididas em absolutas e relativas e são relacionadas logo abaixo : Absolutas;
1. Doença terminal
2. Lesão ou neoplasia em sistema nervoso central
3. história prévia de coagulopatia hemorrágica
4. AVC prévio hemorrágico em qualquer tempo
5. AVC prévio isquêmico nos últimos 6 meses
6. Trauma importante, injúria ou cirurgia craniana no último mês
7. Sangramento gastrointestinal no último mês
8. Dissecção aguda de aorta. Relativas
1. Idade > 75 anos
2. Gravidez ou puerpério (até 1 mês)
3. Punção de vaso não-compressível
4. Hipertensão arterial (180/1 lOmmHg) não-responsiva a medidas habituais
5. Uso de anticoagulante oral
6. Ressuscitação traumática
7. Doença hepática avançada
8. Endocardite infecciosa
9. Úlcera péptica ativa
10. AIT nos últimos 6 meses
Exposição prévia a estreptoquinase, se for usar essa droga.
D. história de úlcera péptica
INCORRETO : veja a resposta á alternativa C
E. uso diário de aspirina
INCORRETO : veja a resposta á alternativa C
Gabarito: C
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(I) A hipertensão intracraniana é uma das causas mais comuns de lesão cerebral secundária em crianças e há alta morbimortalidade nos pacientes pediátricos. Quais são as principais lesões secundarias (enumeram pelo menos quatro)?
(II) Qual é o significado do termo 'segundo insulto'?
(III) Quais são os principais componentes do conteúdo intracraniano e o percentil de cada um deles?
(II) O segundo insulto é considerado como o evento (ex. hipotensão, hipóxia) ao qual o paciente pode ser submetido após a lesão primária e que determinaria o aumento na gravidade da lesão cerebral secundária, e seria responsável por pior prognóstico. (0,15 p) Como exemplo - a hipotensão e a hipóxia quase dobram a taxa de mortalidade em pacientes pediátricos com Glasgow 3, após trauma craniencefálico.
- efeito de massa
- elevação da Pressão Intracraniana (PIC)
- movimentação mecânica do cérebro (herniação)
- hipóxia (pela oxigenação inadequada do cérebro)
- hipotensão
- fluxo sanguíneo cerebral (FSC) inadequado;
- mecanismos celulares, incluindo insuficiência de energia. (0,05 p para cada uma dos quatro enumeradas)
1) Essa paciente tem indicação para internação? Em que nível de complexidade? Explique o sistema de escore britânico Curp-65, usado para indicar gravidade e o local de tratamento.
Sim. (0,01 p)
UTI: (0,01 p)
Escore de 6 pontos, no qual cada item anormal pontua uma unidade. (0,01 p)
Escore 0 e 1, se apenas a idade pontuar → tratamento domiciliar. (0,01 p)
Escore > 1 → tratamento internado. (0,01 p)
C = Confusão mental (nível de consciência) (0,01 p)
U = Ureia > 50 mg/dL (0,01 p)
R = FR > 30 irpm (0,01 p)
P = PAS < 90 mmHg (0,01 p)
P= PAD ≤ 60 mmHg (0,01 p)
65 = Idade acima de 65 anos. (0,01 p)
Deve-se considerar ainda a presença de comorbidades descompensadas (CPOC; ICC; I. hepática, I. renal, Neoplasia) (0,01 p); extensão da pneumonia no RX Tórax (0,01 p) e na saturação arterial do oxigênio (0,01 p) e fatores psicossociais que possam interferir no tratamento e indicar internação. (0,01 p)
Sinais de gravidade:
Sat. OO2 ≤ 90% sem oxigenioterapia (0,01 p) e o mesmo resultado com oxigenioterapia indicação de UTI (0,01 p)
Leucócitos < 4000 → prognóstico ruim. (0,01 p)
2) Quais os agentes etiológicos mais frequentes em pneumonia aguda em pacientes tratados ambulatoriamente, internados em enfermaria e internados em UTI?
- PAC Ambulatorial (leve) (0,01 p): Streptococos pneumoniae (0,01 p); Mycoplasma pneumoniae (0,01 p); Chlamydophila pneumoniae (0,01 p); Vírus respiratórios (influenza, adenovírus, vírus sincicial respiratório, para-influenza e coronavírus) (0,01 p); Haemaphylos influenzae. (0,01 p)
- PAC internados em enfermarias (0,01 p): Streptococos pneumoniae (0,01 p); Mycoplasma pneumoniae (0,01 p); Chlamydia pneumoniae (0,01 p); Vírus respiratórios (0,01 p); Haemaphylos influenzae (0,01 p); Legionelha Spp (0,01 p).
- PAC internados (UTI) (0,01 p): Streptococos pneumoniae (0,01 p); Bacilos gram negativos (0,01 p); Haemaphylus influenzae (0,01 p); Legionella spp (0,01 p); S. aereus (0,01 p).
3) Qual o esquema antimicrobiano indicado nesta paciente? Justifique.
Betalactâmico com inibidor da betalactamase ou clindamicina.
Justificativa: Por ser paciente grave, com evolução desfavorável e com história de vômitos, podendo ter broncoaspirado com possibilidade de infecção por anaeróbios e gram-negativo da flora da boca. A associação de betalactâmicos com aminoglicosídeos e um agente para cobertura de bacteróides Fragillis, embora possa dar uma cobertura antimicrobiana, deverá ser evitada pelo risco de nefrotoxicidade em uma paciente idosa, diabética e com lesão renal prévia. (0,13 p)
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