ESTUDE COM A GENTE PARA A PROVA DE TITULO DESSE ANO EM PEDIATRIA E EM EMERGÊNCIAS PEDIATRICAS

É A MELHOR PLATAFORMA DE ESTUDO E AUTO-AVALIAÇÃO VINCULADA PARA MÉDICOS E ESTUDANTES DE MEDICINA






CADASTRE-SE AQUI                                                                                     ESQUECI MINHA SENHA

Escolher a tematica (coloca trÊs letras e depois escolhe a opÇÃo):

    

2565 USUARIOS INSCRITOS
886 PROVAS FEITAS POR ASSINANTES
743 RECADOS DOS VISITANTES
506 TENTATIVAS (30 CONTESTAÇÕES)
14980 QUESTÕES OBJETIVAS
3439 QUESTÕES DE CLINICA MÉDICA
5768 DE PEDIATRIA (3183 EMERGÊNCIAS PEDIATRICAS)
3196 QUESTÕES DE CIRURGIA
1792 QUESTÕES DE OBSTETRICA-GINECOLOGIA
785 QUESTÕES DE SAUDE PUBLICA
175 QUESTÕES DISSERTATIVAS COMENTADAS
206 CASOS CLINICOS COMENTADOS

ASSISTE NOSSOS TUTORIAIS

PROCURAR QUESTÕES PELA PALAVRA CHAVE

URGÊNCIAS HIPERTENSIVAS PEDIATRICAS (ÁREA DE PEDIATRIA)

A HAS é problema de saúde pública mundial e não é diferente no nosso país. Sabe-se haver aumento da prevalência mundial também de casos pediátricos, principalmente associado ao aumento de sobrepeso e obesidade nessa faixa etária. Infelizmente não há dados nacionais disponíveis que reflitam essa realidade.
Os níveis tensionais permanentemente elevados acima dos limites de normalidade são indices de hipertensão arterial sistêmica. Obviamente, a pressão arterial é determinada por meio de métodos e condições apropriados.

OBJETIVA: (1216566 votos)..........99.05% das questões objetivas receberam votos.
Um homem branco de 39 anos com uma história significativa para hipertensão essencial apresenta-se para uma consulta de rotina.
Ele não tem reclamações e relata que passa bem com sua hidroclorotiazida. O pulso dele é 70/min, a pressão arterial é 145/92 mm Hg, e a frequência respiratória é 16/min.
Seu índice de massa corporal é 24 kg/m2. Seu exame físico está dentro limites normais. Para qual condição o paciente apresenta risco aumentado?
A. Doença renal em estágio final
B. Hipercolesterolemia
C. Cardiomiopatia hipertrófica
D. Mobitz I atrioventricular de segundo grau
E. diabetes mellitus tipo 2

  RATING: 2.98

Um homem branco de 39 anos com uma história significativa para hipertensão essencial apresenta-se para uma consulta de rotina.
Ele não tem reclamações e relata que passa bem com sua hidroclorotiazida. O pulso dele é 70/min, a pressão arterial é 145/92 mm Hg, e a frequência respiratória é 16/min.
Seu índice de massa corporal é 24 kg/m2. Seu exame físico está dentro limites normais. Para qual condição o paciente apresenta risco aumentado?

A. Doença renal em estágio final
CORRETO: A hipertensão é um fator de risco para insuficiência renal crônica e doença renal em estágio terminal. Hipertensão pode causar doença renal diretamente e acelerar o progressão da patologia renal subjacente. Além disso, a hipertensão aumenta o risco do paciente de doença cardiovascular prematura, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral e hemorragia intracerebral.
B. Hipercolesterolemia
INCORRETO : Hipertensão não aumenta o risco de um paciente de hipercolesterolemia; no entanto, tanto a hipertensão quanto a hipercolesterolemia aumentam o risco de um paciente de doença cardiovascular.
C. Cardiomiopatia hipertrófica
INCORRETO : Hipertensão não aumenta o risco de cardiomiopatia hipertrófica de um paciente . A cardiomiopatia hipertrófica é uma doença em que o músculo cardíaco engrossa e, portanto, tem funcionamento prejudicado. A cardiomiopatia hipertrófica é uma doença hereditária devido a mutações genéticas autossômicas dominantes. Esta doença pode causar angina e dispneia, mas geralmente o primeiro sintoma da doença é a morte cardíaca súbita.
D. Mobitz I atrioventricular de segundo grau
INCORRETO : Hipertensão não aumenta o risco de um paciente de atrioventricular (AV). As etiologias mais comuns de bloqueio Mobitz I de segundo grau são medicamentos, infarto agudo do miocárdio inferior e tônus vagal aumentado.
E. diabetes mellitus tipo 2
INCORRETO : Hipertensão não aumenta o risco de um paciente de diabetes tipo 2; no entanto, tanto a hipertensão quanto o diabetes aumentam o risco de doença cardiovascular de um paciente.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.98)

DISCURSIVA: (187027 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discorra teoricamente sobre o bócio multinodular atóxico, considerando sua definição, patogenia, diagnóstico e conduta.

  1. Defina o bócio multinodular atóxico e cite sua epidemiologia principal. (0,1 pontos)
  2. Explique os mecanismos fisiopatológicos fundamentais de sua formação. (0,1 pontos)
  3. Descreva os achados laboratoriais e de imagem característicos. (0,1 pontos)
  4. Enumere as principais indicações de tratamento intervencionista. (0,1 pontos)
  5. Cite as complicações mais relevantes da doença e do tratamento cirúrgico. (0,1 pontos)




RATING: 2.91

Discorra teoricamente sobre o bócio multinodular atóxico, considerando sua definição, patogenia, diagnóstico e conduta.

  1. Defina o bócio multinodular atóxico e cite sua epidemiologia principal. (0,1 pontos)
  2. Explique os mecanismos fisiopatológicos fundamentais de sua formação. (0,1 pontos)
  3. Descreva os achados laboratoriais e de imagem característicos. (0,1 pontos)
  4. Enumere as principais indicações de tratamento intervencionista. (0,1 pontos)
  5. Cite as complicações mais relevantes da doença e do tratamento cirúrgico. (0,1 pontos)


1. O bócio multinodular atóxico é definido como o aumento do volume tireoidiano por múltiplos nódulos, com manutenção da função tireoidiana normal (eutiroidismo). (0,05 p)
Predomina em mulheres, em faixas etárias mais avançadas e em regiões de deficiência crônica de iodo. (0,05 p)
2. A patogenia inicia-se pela deficiência prolongada de iodo, que eleva de forma crônica o estímulo do TSH sobre o tecido tireoidiano. (0,05 p)
Esse estímulo determina hiperplasia e hipertrofia folicular irregular, com formação de nódulos de crescimento variável. (0,05 p)
3. Os exames laboratoriais revelam TSH e frações livres de T4 e T3 dentro da normalidade. (0,05 p)
A ultrassonografia demonstra aumento do volume glandular com múltiplos nódulos de ecogenicidade heterogênea, sem critérios de autonomia funcional. (0,05 p)
4. As indicações de intervenção terapêutica (preferencialmente cirúrgica) incluem sintomas compressivos (dispneia, disfagia ou roquidão), crescimento progressivo documentado e suspeita de malignidade. (0,05 p)
Indica-se também a cirurgia por indicação estética importante ou quando há dúvida diagnóstica após punção aspirativa. (0,05 p)
5. As principais complicações da doença são compressão de estruturas cervicais e hemorragia aguda no interior de nódulos. (0,05 p)
As complicações do tratamento cirúrgico mais relevantes são hipoparatireoidismo, lesão do nervo laríngeo recorrente e hipotiroidismo permanente. (0,05 p)


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR -  BÓCIO MULTINODULAR ATOXICO

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.91)

CASO CLINICO: (219116 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Criança afebril, sem sinais meníngeos, sem petéquias, sem sinais de choque ou sepse, na hora da consulta apresenta Glasgow 15 e bom estado geral. Acompanhado corretamente em consultas de puericultura no PSF, carteira vacinal em dia e a mesma já anda sozinha. Tia trouxe a criança no PSF dizendo que os vizinhos trouxeram a criança para ela (a mãe tem problemas nas pernas).
A família da criança mora no interior de São Paulo, numa área vizinha com o mato e o agente de saúde informa que há muito lixo no quintal, baratas, tijolos e madeiras jogadas e varias coisas cumuladas do lado da moradia.
Pelo relato dessa tia a criança teria começado apresentar hoje, repentinamente, movimentos descontrolados com uma das pernas, choro inconsolável, intensa sudorese fria, cianose perioral enquanto parecia que 'estava desmaiando'. A cianose e a sudorese não foram confirmadas no PSF no momento da consulta (entretanto, teve um episodio espontâneo de vomito aqui). Na hora da chegada, criança afebril (37°C), FR: 38/min, inicial inconsolavelmente choroso (suspeita de dor intensa?) depois muito sonolento, FC: 121/min, TEC: 2 segundos. Abdômen liso, sem dores e sem hernias. Leve palidez da mucosa oral. Glicemia 130 mg% (a criança tinha mamado pouco antes). A acompanhante informou que a criança caiu ontem da própria altura, batendo a cabeça, e que acha que a criança foi derrubada hoje de novo (sic!). Frente á essa sintomatologia e semiologia o medico de PSF decidiu transferência para hospital de referência de pediatria.
Criança deu entrada no hospital em 07/12 (o mesmo dia) com quadro de vômitos e sonolência após choro intenso enquanto não estava acompanhado de adulto. Ficou em observação neste serviço, recebeu hidratação, realizou TC de crânio (devido antecedente de queda), e realizou triagem metabólica e infecciosa - feita hipótese diagnostica de intoxicação exógena, visto contato com plantas no momento em que iniciou vômitos.
CT de crânio perfeitamente normal
Apresentou eletrocardiograma com FC = 116 bpm, eixo em 90°, infra de ST em V1 e V2 e supra de ST em V3 a V6. Rx tórax: área cardíaca normal, discreta congestão pulmonar bilateral, sem derrames.
EXAMES: 07/12 HB 13,1, HT 41, LEUCO 8600 (E:1, N:70, B:1, S: 63, L: 23, PLAQ 184.000) Bioquimica: UR 28, CR 0,7, NA 135, K 4,2, PCR 1,1, MG 2,2, CL 105.
ECOCARDIOGRAMA: Dentro da normalidade.
1) Considerando os dados acima, qual poderia ser a principal suspeita diagnóstica? 0,3 pontos
2) Quais são as medidas imediatas, sendo que a suspeita foi confirmada depois, achando-se a provável causa justamente no domicilio da criança? 0,2 pontos


RATING: 3.45

1) Qual é a principal suspeita diagnóstica? A maior suspeita é de acidente escorpiônico............0,3 p;

COMENTARIO: (não vai ser pontuado ou incluido na resposta obrigatoria)

Os acidentes por Tityus serrulatus são mais graves que os produzidos por outras espécies de Tityus no Brasil.

A dor local, uma constante no escorpionismo, pode ser acompanhada por parestesias. Nos acidentes moderados e graves, observados principalmente em crianças, após intervalo de minutos até poucas horas (duas, três horas), podem surgir manifestações sistêmicas. As principais são:

  • Gerais: hipo ou hipertermia e sudorese profusa.
  • Digestivas: náuseas, vômitos, sialorréia e, mais raramente, dor abdominal e diarréia
  • Cardiovasculares: arritmias cardíacas, hipertensão ou hipotensão arterial, insuficiência cardíaca congestiva e choque
  • Respiratórias: taquipnéia, dispnéia e edema pulmonar agudo.
  • Neurológicas: agitação, sonolência, confusão mental, hipertonia e tremores.

O eletrocardiograma é de grande utilidade no acompanhamento dos pacientes.

Pode mostrar taquicardia ou bradicardia sinusal, extra-sístoles ventriculares, distúrbios da repolarização ventricular como inversão da onda T em várias derivações, presença de ondas U proeminentes, alterações semelhantes às observadas no infarto agudo do miocárdio (presença de ondas Q e supra ou infradesnivelamento do segmento ST) e bloqueio da condução atrioventricular ou intraventricular do estímulo.

Estas alterações desaparecem em três dias na grande maioria dos casos, mas podem persistir por sete ou mais dias.

O encontro de sinais e sintomas mencionados impõe a suspeita diagnóstica de escorpionismo, mesmo na ausência de história de picada e independente do encontro do escorpião. A gravidade depende de fatores, como a espécie e tamanho do escorpião, a quantidade de veneno inoculado, a massa corporal do acidentado e a sensibilidade do paciente ao veneno. Influem na evolução o diagnóstico precoce, o tempo decorrido entre a picada e a administração do soro e a manutenção das funções vitais. Com base nas manifestações clínicas, os acidentes podem ser inicialmente classificados como:

  • Leves: apresentam apenas dor no local da picada e, às vezes, parestesias.
  • Moderados: caracterizam-se por dor intensa no local da picada e manifestações sistêmicas do tipo sudorese discreta, náuseas, vômitos ocasionais, taquicardia, taquipneia e hipertensão leve.
  • Graves: além dos sinais e sintomas já mencionados, apresentam uma ou mais manifestações como sudorese profusa, vômitos incoercíveis, salivação excessiva, alternância de agitação com prostração, bradicardia, insuficiência cardíaca, edema pulmonar, choque, convulsões e coma. Os óbitos estão relacionados a complicações como edema pulmonar agudo e choque.
2) Quais são as medidas imediatas, sendo que a suspeita foi confirmada depois, achando-se a provável causa justamente no domicilio da criança?

Tratamento Sintomatico

Consiste no alívio da dor por infiltração de lidocaína a 2% sem vasoconstritor (1 ml a 2 ml para crianças; 3 ml a 4 ml para adultos) no local da picada ou uso de dipirona na dose de 10 mg/kg de peso a cada seis horas. (0,025 p)

Os distúrbios hidroeletrolíticos e ácido-básicos devem ser tratados de acordo com as medidas apropriadas a cada caso.(0,025 p)

Tratamento especÌfico

Consiste na administração de soro antiescorpiônico (SAEEs) ou antiaracnídico (SAAr) aos pacientes com formas moderadas e graves de escorpionismo, que são mais freqüentes nas crianças picadas pelo Tityus serrulatus (8% a 10 % dos casos). Deve ser realizada, o mais precocemente possível, por via intravenosa e em dose adequada, de acordo com a gravidade estimada do acidente. O objetivo da soroterapia específica é neutralizar o veneno circulante. (0,025 p)

OBSERVAÇÃO:

A dor local e os vômitos melhoram rapidamente após a administração da soroterapia específica.

A sintomatologia cardiovascular não regride prontamente após a administração do antiveneno específico.

Entretanto, teoricamente, a administração do antiveneno específico pode impedir o agravamento das manifestações clínicas pela presença de títulos elevados de anticorpos circulantes capazes de neutralizar a toxina que está sendo absorvida a partir do local da picada. A administração do SAEEs é segura, sendo pequena a freqüência e a gravidade das reações de hipersensibilidade precoce. A liberação de adrenalina pelo veneno escorpiônico parece proteger os pacientes com manifestações adrenérgicas contra o aparecimento destas reações.

Manutenção

Os pacientes com manifestações sistêmicas, especialmente crianças (casos moderados e graves), devem ser mantidos em regime de observação continuada das funções vitais, objetivando o diagnóstico e tratamento precoces das complicações.(0,025 p)

A bradicardia sinusal associada a baixo débito cardíaco e o bloqueio AV total devem ser tratados com injeção venosa de atropina na dose de 0,01 a 0,02 mg/kg de peso. (0,025 p)

A hipertensão arterial mantida associada ou não a edema pulmonar agudo é tratada com o emprego de nifedipina sublingual, na dose de 0,5 mg/kg de peso. (0,025 p)

Nos pacientes com edema pulmonar agudo, além das medidas convencionais de tratamento, deve ser considerada a necessidade de ventilação artificial mecânica, dependendo da evolução clínica. (0,025 p)

O tratamento da insuficiência cardíaca e do choque é complexo e geralmente necessita do emprego de infusão venosa contínua de dopamina e/ou dobutamina (2,5 a 20 mg/kg de peso/ min), além das rotinas usuais para estas complicações.(0,025 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.45)




A VITÓRIA É SOMENTE SUA! O CAMINHO É NOSSO!

Todos os direitos reservados. 2026.
O site misodor.com.br está online desde 04 de novembro de 2008
O nome, o logo e o site MISODOR são propriedade declarada do webmaster
Qualquer conteudo deste site pode ser integralmente ou parcialmente reproduzido, com a condição da menção da fonte.