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NEOPLASIA DE CÓLON (ÁREA DE CIRURGIA)

O câncer colorretal representa a terceira neoplasia maligna mais frequente em termos de incidência global.

No âmbito do cólon, as regiões de maior acometimento são o sigmoide e o descendente, seguidas em ordem decrescente pelo ceco-ascendente e pelo transverso, o que reflete padrões de distribuição que devem ser considerados na abordagem diagnóstica e terapêutica.

Quanto às diferenças relacionadas ao sexo, observa-se que o câncer retal predomina nos indivíduos do sexo masculino, ao passo que o câncer de cólon manifesta-se com incidência equivalente entre homens e mulheres, ressaltando a importância de fatores hormonais e ambientais na patogênese.

Por fim, do ponto de vista histológico, o adenocarcinoma constitui a variante predominante no espectro do câncer colorretal, representando mais de 90% das neoplasias malignas dessa origem, o que reforça a necessidade de uma análise morfológica precisa para o planejamento oncológico adequado.


OBJETIVA: (1100569 votos)..........99.36% das questões objetivas receberam votos.
Uma menina de 5 anos foi encaminhada para a elucidação diagnóstica. A mãe conta dieta normal e que desde os 3 anos a filha é meio gordinha. Pesa 29,4 kg (acima do percentil 97) e tem estatura de 115 cm (entre os percentis 90 e 97). O diagnóstico é:
A. hipotireoidismo adquirido
B. obesidade exógena
C. Cushing exógeno
D. síndrome de Prader-Willi
E. síndrome de Cushing endógena

  RATING: 2.83

Uma menina de 5 anos foi encaminhada para a elucidação diagnóstica. A mãe conta dieta normal e que desde os 3 anos a filha é meio gordinha. Pesa 29,4 kg (acima do percentil 97) e tem estatura de 115 cm (entre os percentis 90 e 97). O diagnóstico é:

A. hipotireoidismo adquirido
INCORRETO: Embora cause ganho de peso por redução metabólica, tipicamente associa-se a retardo no crescimento linear e baixa estatura (devido à deficiência de tiroxina afetando a maturação óssea), o que contrasta com a estatura elevada aqui observada (percentis 90-97). Além disso, sintomas como letargia, constipação e pele seca não são mencionados, e o início aos 3 anos seria atípico sem outros sinais clínicos evidentes.
B. obesidade exógena
CORRETO : A obesidade exógena, também conhecida como obesidade simples ou primária, resulta de um desequilíbrio energético prolongado, com ingestão calórica excedendo o gasto, frequentemente influenciado por fatores ambientais, comportamentais e genéticos poligênicos. No caso apresentado, a criança apresenta peso acima do percentil 97 (confirmado por padrões da OMS para meninas de 5 anos, onde o + 3 DP corresponde a cerca de 24,5 kg, e 29,4 kg indica obesidade severa), mas com estatura preservada e até elevada (115 cm entre percentis 90 e 97, equivalente a + 1,5 DP aproximadamente nos gráficos da OMS, sugerindo crescimento linear adequado ou acelerado). A história de 'dieta normal' relatada pela mãe pode ser subjetiva ou subestimada, comum em avaliações iniciais, mas não há indícios de hiperfagia incontrolável ou sintomas endócrinos específicos. Estudos epidemiológicos, como os do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), demonstram que a maioria dos casos de obesidade infantil (cerca de 95%) é exógena, sem causas secundárias, e preserva o potencial de crescimento, diferentemente de etiologias endócrinas que frequentemente comprometem a estatura. Assim, este diagnóstico se alinha perfeitamente com o quadro, enfatizando a necessidade de intervenções em estilo de vida.
C. Cushing exógeno
INCORRETO : Cushing exógeno refere-se à síndrome causada por uso prolongado de glicocorticoides exógenos (como prednisona em tratamentos para asma ou doenças autoimunes), levando a obesidade central, estrias e fragilidade cutânea. No entanto, não há histórico de medicação mencionado, e essa condição frequentemente suprime o eixo de crescimento, resultando em estatura baixa ou estagnação, incompatível com os percentis elevados de altura descritos. Meta-análises em revistas como Pediatrics destacam que o Cushing exógeno é raro sem exposição farmacológica clara.
D. síndrome de Prader-Willi
INCORRETO : A síndrome de Prader-Willi, embora envolva obesidade por hiperfagia compulsiva iniciando por volta dos 2-3 anos, é caracterizada por hipotonia neonatal, retardo no desenvolvimento motor e, crucialmente, baixa estatura devido à deficiência de hormônio de crescimento (GH). A estatura aqui está elevada (percentis 90-97), o que descarta essa síndrome genética (deleção no cromossomo 15 paterno), confirmada por estudos genéticos em cohorts como os publicados no New England Journal of Medicine. Ademais, a ”dieta normal” relatada não condiz com a hiperfagia típica.
E. síndrome de Cushing endógena
INCORRETO : Síndrome de Cushing endógena se trata de hiperprodução interna de cortisol (por adenoma pituitário, adrenal ou ectópico), causando obesidade troncular, hipertensão e osteoporose, mas em crianças frequentemente leva a supressão do crescimento linear por inibição do GH e maturação óssea precoce, resultando em estatura baixa — oposto ao observado (percentis 90-97). Não há sintomas clássicos como moon face, buffalo hump ou distúrbios metabólicos mencionados, e essa condição é rara em pré-escolares sem investigação endócrina prévia, como destacado em guidelines da Endocrine Society.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.83)

DISCURSIVA: (180172 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Em relação à reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado, discorra sobre a estimativa do volume necessário, tipo de líquidos mais apropriados, momento oportuno para o seu início e metodologia para avaliação da reposição. (0,5 pontos)


RATING: 3.05

Em relação à reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado, discorra sobre a estimativa do volume necessário, tipo de líquidos mais apropriados, momento oportuno para o seu início e metodologia para avaliação da reposição. (0,5 pontos)

Reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado:
  • A reposição inicial é realizada com soluções cristaloides, preferindo-se a solução de Ringer Lactato, no volume de 2000 mililitros para um homem adulto de 70 quilogramas e 20 mililitros por quilograma de peso para crianças (0,095 p)
  • Reposições adicionais são realizadas de acordo com a estimativa da perda, com base nas classes de choque, na proporção de 3 (três) volumes repostos para cada volume perdido e com a resposta apresentada pelo paciente. (0,045 p)
  • Nas perdas superiores a 30 % da volemia, é necessária a reposição de glóbulos vermelhos com o objetivo de manter-se a hemoglobina em 10 gramas/100 mL. (0,045 p)
  • O momento ideal para iniciar-se a reposição volêmica é o mais precoce possível, mas às vezes deve ser retardado em função da possibilidade de perda sanguínea em evolução e da distância entre o local do acidente e o local de referência para o atendimento. (0,045 p)
  • Se o local do atendimento implique numa demora para remoção menor que 30 minutos e existam evidências de sangramento continuado, a reposição deve ser retardada e iniciada já no Hospital de referência. (0,045 p)
  • Quando o tempo estimado para a remoção for maior que 30 minutos, a reposição volêmica deverá iniciar-se no local do acidente, mas devendo aceitar-se a manutenção de certo grau de hipotensão arterial, o que é chamado de hipotensão permissiva, para que não ocorram perdas sanguíneas ocasionadas por reposição muito vigorosa. (0,045 p)
  • Reposição plena somente deverá ocorrer quando estiver garantida a cessação da perda sanguínea. (0,045 p)
  • A avaliação da reposição é realizada pela observação do comportamento dos sinais vitais, volume urinário e perfusão tecidual. (0,045 p)
  • Nos sangramentos importantes e sobretudo em idosos e portadores de comorbidades, é necessária a monitorização de parâmetros hemodinâmicos, tais como a pressão venosa central e a pressão capilar pulmonar. (0,045 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

CASO CLINICO: (209914 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo masculino, 3 anos de idade, sem histórico de internações prévias e com a vacinação em dia.
A mãe da criança procurou auxílio médico no Pronto-Socorro, queixando-se de “dor de garganta há uma semana”. Dizia que a criança iniciará quadro de febre intermitente medida (38,5º C) e dor ao deglutir há cerca de 7 dias, período em que fizera uso de dipirona para controle sintomático. Há 5 dias iniciara uso de diclofenaco, sem obtenção de melhora. Há 2 dias havia iniciado edema de face (inclusive com dificuldade de abertura dos olhos) e hematúria macroscópica.
A criança apresentava ao exame clínico taquicardia, dispneia, febre (39,0ºC), edema palpebral bilateral, hidratação adequada, orofaringe com placas purulentas em lojas amigdalianas e palato mole. O fígado era palpável a cerca de 6 centímetros do rebordo costal, apresentando-se indolor. Havia a presença de murmúrio vesicular fisiologicamente distribuído com estertores bolhosos em base pulmonar. Laboratório: Hemograma: série vermelha: eritrócitos 3.500.000/mm3, hemoglobina 9,70g/dl, hematócrito 28%, VCM 73 fl, leve microcitose; série branca: leucócitos 10.300/mm3 (2 – 2 – 47 – 40 – 5 – 0 – 2 – 0 – 2), vários neutrófilos apresentando granulações tóxicas finas, plaquetas: 184.000/mmmm3 (adequadas em lâmina).
A gasometria arterial apresentou: pH 7,31, pCO2 22,7 mmHg, pO2 54 mmHg, HCO3 11,4 mEq/l, CO2 total 12,1 mEq/l, Be 12,9 mEq/l, Sat O2 85,6%. Os eletrólitos mostraram: creatinina 1,1, uréia: 82, potássio 4,3, sódio 138. A urina I constatou-se turva, com pH 5,0, proteínas presentes, leucócitos 125.000/ml, eritrócitos 4.000/ml, Células 10.000/ml. A urocultura foi negativa com 24 horas de incubação.
1) Qual a principal suspeita diagnostica nesse caso? ......0,3 pontos
2) Utilizando os dados da gasometria, que tipo de distúrbio eletrolítico a criança apresenta? .........0,1 pontos
3) A criança apresenta critérios de gravidade? ..............0,1 pontos.


RATING: 3.84

1) Amigdalite Aguda (0,1 p), Glomerulonefrite Difusa Aguda (GNDA)(0,1 p) e Pielonefrite (0,1 p).
2) Seguindo o algarismo antigo:
a) Normalmente, o pH do sangue e de 7,42, precisamente um intervalo de tolerância entre 7,38 e 7,42. Se o pH do sangue for < 7,38 temos uma acidemia. Se o pH do sangue for maior que 7,42 temos uma alcalemia. No caso acima, pH=7,31 ----> acidose.
b) É acidose metabólica ou respiratória? Usando os valores do bicarbonato sérico - se a mudança for predominantemente no bicarbonato, então provavelmente que o distúrbio e metabólico. isto e, o bicarbonato vai ser menor que 22. No caso, há uma baixa concentração de HCO3 mas também no pCO2. Ou seja, definição mais correta: ACIDEMIA por ACIDOSE METABÓLICA. E, como o organismo tenta compensar a acidemia diminuindo o CO2, eventualmente através da hiperventilação, o valor do mesmo é bem baixo. ANION GAP = 12.9 Como podemos ver o anion GAP é levemente acima de 12 mEq. E pCO2 esperado - pCO2 esp = 1,5 x Bic + 8 +/-2 = 1,5 x 11,4 + 8 +/- 2 = 17,1 + 8 +/- 2 = 23 - 27 mmHg.

Ou seja, é uma acidose metabólica pura. 0,1 p

3) A acidose metabólica já é um dos critérios de gravidade. Além disto, a saturação de O2 baixa e a PaO2 baixa indica iminência de insuficiência respiratória. Hepatomegalia e outro (6 cm abaixo da borda? Algo está errado!). A creatinina alta e a ureia alta também indicam comprometimento da função renal. Essa criança precisa ser encaminhada já para UTI pediátrica.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.84)




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