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DENGUE (ÁREA DE PEDIATRIA)

Os dados de anamnese e exame físico serão utilizados para estadiar os casos e para orientar as medidas terapêuticas cabíveis. É importante lembrar que a dengue é uma doença dinâmica, o que permite que o paciente evolua de um estágio a outro rapidamente. O manejo adequado dos pacientes depende do reconhecimento precoce de sinais de alerta, do contínuo monitoramento e reestadiamento dos casos e da pronta reposição hídrica.
Com isso, torna-se necessária a revisão da história clínica acompanhada do exame físico completo, a cada reavaliação do paciente, com o devido registro em instrumentos pertinentes (prontuários, ficha de atendimento, cartão de acompanhamento).
Atenção: os sinais de alerta e o agravamento do quadro costumam ocorrer na fase de remissão da febre. Não há tratamento específico para a dengue, o que o torna eminentemente sintomático ou preventivo das possíveis complicações. As drogas antivirais, o interferon alfa e a gamaglobulina, testada até o momento, não apresentaram resultados satisfatórios que subsidiem sua indicação terapêutica

OBJETIVA: (1405936 votos)..........95.63% das questões objetivas receberam votos.
Paciente masculino submetido à apendicectomia prévia de urgência, com anatomopatológico revelando tumor carcinoide de 1 cm de diâmetro em ápice do apêndice cecal. Nesse caso, deve ser realizada:
A. ileocolectomia direita
B. quimioterapia
C. acompanhamento clínico
D. nova laparotomia para ressecção do ceco
E. radioterapia atingindo a região cecal

  RATING: 2.69

Paciente masculino submetido à apendicectomia prévia de urgência, com anatomopatológico revelando tumor carcinoide de 1 cm de diâmetro em ápice do apêndice cecal. Nesse caso, deve ser realizada:

A. ileocolectomia direita
INCORRETO: Essa é uma ressecção mais extensa (hemicolectomia direita), indicada para tumores >2 cm, com invasão mesoapendicular >3 mm, grau alto (G2/G3), localização na base do apêndice ou metástases linfonodais. No caso de um tumor de 1 cm no ápice, sem esses fatores, isso seria overtreatment, aumentando riscos cirúrgicos desnecessariamente, como infecções ou complicações intestinais.
B. quimioterapia
INCORRETO : Tumores carcinoides do apêndice, especialmente os pequenos e localizados, não respondem bem à quimioterapia convencional, que é reservada para casos metastáticos ou avançados (como carcinoides de alto grau com disseminação). Aqui, com o tumor removido completamente pela apendicectomia, não há indicação, e o uso poderia causar efeitos colaterais desnecessários como náuseas, fadiga ou supressão medular.
C. acompanhamento clínico
CORRETO : Para tumores carcinoides (ou neuroendócrinos) do apêndice menores que 2 cm, localizados no ápice (ponta) e confinados ao apêndice, a apendicectomia simples já é considerada curativa, desde que as margens estejam livres de tumor, o que é comum nesse cenário. Como o tumor aqui tem apenas 1 cm e está no ápice, não há indicação para intervenções adicionais agressivas. O acompanhamento clínico é recomendado para monitorar possíveis recidivas raras, com exames como tomografia ou dosagens de marcadores como cromogranina A, mas sem necessidade de tratamentos mais invasivos na ausência de metástases ou fatores de risco altos (como invasão vascular ou localização na base do apêndice). Estudos mostram que a sobrevivência é excelente com essa abordagem conservadora para tumores < 2 cm.
D. nova laparotomia para ressecção do ceco
INCORRETO : Isso envolveria uma cirurgia adicional para remover parte do ceco, o que não é necessário para tumores <2 cm confinados ao ápice. A apendicectomia já removeu o tumor integralmente, e reoperar aumentaria riscos como aderências ou infecções sem benefício comprovado.
E. radioterapia atingindo a região cecal
INCORRETO : A radioterapia não é um tratamento padrão para tumores carcinoides do apêndice, pois esses tumores são radiossensíveis apenas em contextos raros, como metástases hepáticas ou paliativos. Para um caso localizado e pequeno como esse, ela seria ineficaz e poderia causar complicações como diarreia crônica ou danos aos tecidos adjacentes.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.69)

DISCURSIVA: (196277 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Enumeram pelo menos 5 patógenos que são as causas mais comuns de infecções congênitas? (0,15 pontos)
(II) Qual é o tratamento recomendado para um bebê com anticorpos estáveis ou crescentes para toxoplasmose?(0,1 pontos)
(III) Como se apresentam os pacientes com meningite viral herpetica?(0,2 pontos)


RATING: 3.14

(I) Enumeram pelo menos 5 patógenos que são as causas mais comuns de infecções congênitas? (0,15 pontos)
(II) Qual é o tratamento recomendado para um bebê com anticorpos estáveis ou crescentes para toxoplasmose?(0,1 pontos)
(III) Como se apresentam os pacientes com meningite viral herpetica?(0,2 pontos)

(I) Enumeram pelo menos 6 patógenos que são as causas mais comuns de infecções congênitas? (0,025 p para cada uma da lista abaixo, máximo seis pontuadas)
- Toxoplasmose
- Treponema pallidum (sífilis)
- Hepatite B
- Vírus Epstein-Barr (EBV)
- Parvovírus B19
- Rubéola
- Citomegalovírus (CMV)
- Herpes
- HIV

(II) Qual é o tratamento recomendado para um bebê com anticorpos estáveis ou crescentes para toxoplasmose?
O tratamento consiste em uma combinação de sulfadiazina (0,05 p) e pirimetamina. (0,05 p)
DISCUSSÂO: Se um bebê tem níveis decrescentes de anticorpos IgG para toxoplasmose durante o primeiro ano de vida provavelmente representa o anticorpos transplacentários em vez de infecção congênita

(III) Como os pacientes com meningite HSV geralmente se apresentam?
Esses pacientes costumam apresentar sintomas clássicos de meningite, incluindo febre (0,025 p), irritabilidade (0,025 p), letargia (0,025 p), e má alimentação (0,025 p).
Os sintomas adicionais observados na meningite HSV incluem convulsões focais (0,025 p) ou generalizadas (0,025 p); doença disseminada subsequente causa disfunção hepática (0,025 p) e coagulação intravascular disseminada (DIC) (0,025 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.14)

CASO CLINICO: (228437 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 55 anos, previamente hígido, refere ganho ponderal central progressivo de 12 kg em 8 meses, facilidade para formação de hematomas ao menor trauma, fraqueza muscular proximal acentuada (dificuldade para subir escadas) e hipertensão arterial sistêmica de instalação recente e de difícil controle medicamentoso. Nega uso crônico de corticoides. Ao exame físico: obesidade centrípeta marcada e fácies pletórica. Exames laboratoriais iniciais mostram cortisol plasmático elevado com supressão de ACTH, configurando hipercortisolismo ACTH-independente.

I. Qual a suspeita diagnóstica? (0,2 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,1 ponto)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,05 pontos)
IV. Qual o tratamento de escolha? (0,15 pontos)





RATING: 3.03

I. Suspeita diagnóstica

  • A síndrome de Cushing engloba todos os sinais e sintomas decorrentes da exposição crônica a glicocorticoides em excesso, independentemente da origem. (0,05 p)
  • Facilidade para formação de hematomas. (0,05 p)
  • Fraqueza muscular. (0,05 p)
  • Hipertensão arterial. (0,05 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada

  • Posteriormente identificaram-se tumores suprarrenais como causa direta. (0,05 p)
  • Causas suprarrenais incluem adenoma. (0,05 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

  • Identificação de tumores suprarrenais como causa direta. (0,05 p)

IV. Tratamento

  • Para adenoma: adrenalectomia unilateral laparoscópica (cura de 100 %). (0,05 p)
  • Reposição temporária de glicocorticoide até recuperação da suprarrenal contralateral. (0,05 p)
  • Dose de estresse imediata (hidrocortisona 100 mg IV 8/8h por 24h) → redução gradual para reposição fisiológica. (0,05 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.03)




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