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SALMONELOSE (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

De acordo com uma nomenclatura recentemente proposta, o gênero Salmonella teria uma espécie única, S. entérica, que englobaria mais de 2.500 sorotipos.

As salmonelas são enquadradas em sorogrupos (A, B, C e D), em que os sorotipos estariam também colocados, por exemplo, a S. entérica, sorotipo typhi estaria dentro do sorogrupo D. A sorotipagem das salmonelas freqüentemente requer um laboratório de referência e portanto não está disponível para uso rotineiro.

OBJETIVA: (1432933 votos)..........96.51% das questões objetivas receberam votos.
A incidência de abscessos anais e celulite após hemorroidectomia convencional:
A. é alta no método aberto devido à permanente exposição às bactérias intestinais
B. é alta no método fechado devido à deficiência de drenagem
C. ocorre em aproximadamente 20% das hemorroidectomias, independente da técnica operatória
D. é quase desprezível na maioria das séries apresentadas
E. é bem superior à incidência após ligaduras elásticas e hemorroidectomia grampeada

  RATING: 2.71

A incidência de abscessos anais e celulite após hemorroidectomia convencional:

A. é alta no método aberto devido à permanente exposição às bactérias intestinais
INCORRETO: O método aberto deixa a ferida exposta, mas isso não se traduz em alta taxa de abscesso. A exposição permite drenagem e a infecção grave é incomum.
B. é alta no método fechado devido à deficiência de drenagem
INCORRETO : O método fechado também tem baixa incidência de infecção. Fechamento primário não implica deficiência sistemática de drenagem nem taxa elevada de celulite.
C. ocorre em aproximadamente 20% das hemorroidectomias, independente da técnica operatória
INCORRETO : Vinte por cento superestima em muito a realidade. Números dessa ordem não correspondem às séries contemporâneas de hemorroidectomia eletiva.
D. é quase desprezível na maioria das séries apresentadas
CORRETO : Apesar de o campo ser contaminado, abscesso e celulite após hemorroidectomia convencional são raros na maior parte das séries, em geral abaixo de 2%. A ferida anodérmica raramente evolui para infecção clinicamente relevante quando a técnica é adequada.
E. é bem superior à incidência após ligaduras elásticas e hemorroidectomia grampeada
INCORRETO : Não há diferença clínica dessa magnitude que torne a infecção da hemorroidectomia convencional bem superior à da ligadura elástica ou da PPH. Infecção após qualquer uma dessas técnicas é evento pouco frequente.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.71)

DISCURSIVA: (200299 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Aborde os conceitos teóricos da carcinogênese nas neoplasias não-melanomas da parede abdominal.

  1. Classifique os fatores carcinogênicos em categorias e dê exemplos principais................................ (Subtotal: 0,20 p)
  2. Diferencie os estágios de iniciação e promoção na carcinogênese................  (Subtotal: 0,17 p)
  3. Conceitue e exemplifique proto-oncogenes/oncogenes e genes supressores............. (Subtotal: 0,13 p)


RATING: 3.01

Aborde os conceitos teóricos da carcinogênese nas neoplasias não-melanomas da parede abdominal.

  1. Classifique os fatores carcinogênicos em categorias e dê exemplos principais................................ (Subtotal: 0,20 p)
  2. Diferencie os estágios de iniciação e promoção na carcinogênese................  (Subtotal: 0,17 p)
  3. Conceitue e exemplifique proto-oncogenes/oncogenes e genes supressores............. (Subtotal: 0,13 p)

Resposta à questão 1 (classificação etiológica):
Os fatores carcinogênicos classificam-se em três grandes categorias principais: físicos, químicos e biológicos, que interagem com DNA, proteínas ou estruturas celulares aumentando mutações, instabilidade cromossômica ou proliferação descontrolada (0,06 p).
  • Fatores físicos envolvem formas de energia ou lesões mecânicas: raios UV-B (290-320 nm) induzem dímeros de pirimidina (timina) associados a carcinomas basocelulares, espinocelulares e melanoma (0,04 p); radiação ionizante (raios Grenz ou X) causa quebras de dupla fita e radicais livres (0,02 p); calor crônico e traumatismo repetitivo promovem inflamação persistente e cicatrização aberrante (0,02 p).
  • Fatores químicos formam adutos ao DNA: alcatrão (benzo[a]pireno) e arsênico (inibe reparo de DNA) (0,03 p).
  • Fatores biológicos modulam ambiente celular: papilomavírus humano (HPV), Epstein-Barr, hepatite B/C e hormônios esteroides (estrogênios/androgênios) estimulam proliferação (0,03 p).
Resposta à questão 2 (comparação de estágios):
  • A carcinogênese não é linear e envolve sequência de eventos moleculares e celulares. Iniciação é o estágio inicial em que agente externo causa alterações permanentes e hereditárias no genoma (mutações, inserções, deleções ou rearranjos cromossômicos), irreversível mesmo após remoção do agente, exigindo apenas exposição breve (0,07 p).
  • Promoção ocorre obrigatoriamente após iniciação e depende de exposições repetidas e prolongadas ao agente promotor, induzindo alterações reversíveis na célula (inflamação crônica, irritação tecidual e hiperplasia por proliferação acelerada), sem dano direto ao DNA; se a exposição cessar, as mudanças podem regredir (0,07 p).
  • A radiação ultravioleta (UV) atua em ambas as fases (0,03 p).
Resposta à questão 3 (genes reguladores):
  • Proto-oncogenes são genes normais presentes em todas as espécies, essenciais para regular crescimento, diferenciação e sobrevivência celular (codificam fatores de crescimento, receptores, proteínas de transdução e fatores de transcrição); mutações (amplificações, translocações ou substituições pontuais) convertem-nos em oncogenes que atuam de forma dominante (0,05 p).
    • Exemplos: oncogene MYC (núcleo, fator de transcrição pró-proliferativo, associado a linfomas e carcinomas); oncogene RAS (citoplasma, GTPase sinalizadora, mutações ativadoras em códon 12/61 associadas a pâncreas, cólon e pulmão) (0,03 p).
  • Genes supressores (antioncogenes) funcionam como freios no crescimento, proliferação, estabilidade genômica e apoptose; requerem mutações em ambos os alelos (modelo de dois hits de Knudson) (0,03 p).
    • Exemplo: TP53 (cromossomo 17p13.1, guardião do genoma – induz parada celular via p21, reparo ou apoptose via BAX); família Hedgehog (PTCH1/SMO, sinalização intercelular) implicada em carcinoma basocelular (0,02 p).

FONTE:

NEOPLASIAS NÃO-MELANOMAS DA PAREDE ABDOMINAL - PLATAFORMA MISODOR


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (232461 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Um menino de 6 anos é levado ao seu consultório por causa de uma erupção cutânea que começou superficialmente com surgimento de várias pequenas vesículas nas pernas e joelhos. Não há febre ou calafrios. Ele mora num sítio e costuma sair no pomar de calças curtas.
Os sinais vitais são T 37,0 ° C (98,6 ° F), PA 110/70 mm Hg, pulso 84 / min e respiração 16 / min. O exame físico mostra lesões castanho-mel, crostosas com um aspecto eritematoso base em ambas as pernas. Existem também outras lesões, em vários estágios de formação de crostas e abertura. O exame clínico é normal.

(I) Qual é o diagnostico mais provável?  (0,125 p)

(II) Quais são os agentes etiopatologicos mais encontrados?  (0,25 p)

(III) Qual é a complicação mais frequente desta doença?  (0,125 p)




RATING: 2.97

(I) Qual é o diagnostico mais provável?

Impetigo. (0,125 p)

DISCUSSÃO: Infecção superficial da epiderme, normalmente causado por estreptococos do grupo A, S. aureus, talvez MRSA, associado a condições de calor, higiene precária e aglomeração, lesão com crosta “cor de mel”.

(II) Quais são os agentes etiopatologicos mais encontrados?

Etiologia esperada: Streptococcus pyogenes (estreptococos do grupo A) (0,125 p) ou Staphylococcus aureus (pode se apresentar como não bolhoso) (0,125 p)

(III) Qual é a complicação mais frequente desta doença?

As complicações do impetigo incluem glomerulonefrite pós-estreptocócica (0,125 p). Tratamento da infecção não parece prevenir esta complicação.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.97)




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