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ENTEROVIROSES (NÃO - POLIO) (ÁREA DE PEDIATRIA)

Esse tipo de capitulo é um problema para qualquer estudante ou profissional de medicina. Geralmente, encontrando um ponto de bibliografia neste sentido a tendência geral é "dar uma olhada rápida", esquecendo quase que na hora tudo que foi lido. Na maioria dos casos o assunto nem cai nas provas e a gente fica feliz que passou e esquece da futura situação casuistica que pode por voce na frente de uma tal doença.

OBJETIVA: (1114802 votos)..........99.5% das questões objetivas receberam votos.
Uma paciente de 55 anos foi submetida à laparotomia por dor abdominal crônica e ascite. No inventário havia grande quantidade de ascite mucinosa, além de tumores císticos loculados, localizados no peritônio parietal subfrênico direito, no ligamento de Treitz, no omento e nos ovários. Confirmada a principal hipótese diagnóstica por biópsia, o local de origem da maioria dos casos dessa afecção é o:
A. ovário
B. ígado
C. apêndice
D. pâncreas
E. cólon

  RATING: 2.88

Uma paciente de 55 anos foi submetida à laparotomia por dor abdominal crônica e ascite. No inventário havia grande quantidade de ascite mucinosa, além de tumores císticos loculados, localizados no peritônio parietal subfrênico direito, no ligamento de Treitz, no omento e nos ovários. Confirmada a principal hipótese diagnóstica por biópsia, o local de origem da maioria dos casos dessa afecção é o:

A. ovário
INCORRETO: O quadro clínico descrito — dor abdominal crônica, ascite mucinosa abundante e implantes tumorais císticos loculados disseminados pelo peritônio, incluindo sítios como o subfrênico direito, ligamento de Treitz, omento e ovários — é altamente sugestivo de pseudomixoma peritoneal (PMP), uma condição rara caracterizada pela produção e acúmulo de mucina na cavidade peritoneal, frequentemente resultante da ruptura de um tumor mucinoso primário com disseminação intraperitoneal. Essa entidade, confirmada por biópsia, tem sua origem mais comum no apêndice cecal, especificamente em neoplasias mucinosas apendiculares de baixo grau (LAMN, na sigla em inglês), que representam a etiologia em aproximadamente 80-90% dos casos, conforme dados epidemiológicos de grandes séries e registros oncológicos. Essa predominância apendicular decorre da capacidade dessas lesões de produzir mucina em excesso, levando à ruptura e à 'semeadura' peritoneal, com redistribuição gravitacional e linfática da mucina, explicando a distribuição observada nos achados cirúrgicos. Estudos imunohistoquímicos e moleculares reforçam essa origem intestinal primária, mesmo em casos com envolvimento ovariano aparente, que na verdade representa metástases secundárias em grande parte das pacientes femininas. Assim, a alternativa c) está correta, alinhando-se com o consenso clínico atual, que orienta a investigação inicial do apêndice em suspeitas de PMP para otimizar o estadiamento e o manejo, frequentemente envolvendo citorredução cirúrgica associada a quimioterapia intraperitoneal hipertérmica (HIPEC) em centros especializados.
B. ígado
INCORRETO : O fígado não é uma origem comum para PMP, pois tumores hepáticos mucinosos, como colangiocarcinomas intra-hepáticos ou adenomas biliares, raramente produzem mucina peritoneal disseminada dessa forma. A ascite no PMP é mucinosa e não cirrótica ou portal, e o fígado tipicamente é acometido secundariamente por compressão ou metástases, mas não como primário; essa alternativa é incorreta por falta de correlação patológica com a doença.
C. apêndice
CORRETO : O quadro clínico descrito — dor abdominal crônica, ascite mucinosa abundante e implantes tumorais císticos loculados disseminados pelo peritônio, incluindo sítios como o subfrênico direito, ligamento de Treitz, omento e ovários — é altamente sugestivo de pseudomixoma peritoneal (PMP), uma condição rara caracterizada pela produção e acúmulo de mucina na cavidade peritoneal, frequentemente resultante da ruptura de um tumor mucinoso primário com disseminação intraperitoneal. Essa entidade, confirmada por biópsia, tem sua origem mais comum no apêndice cecal, especificamente em neoplasias mucinosas apendiculares de baixo grau (LAMN, na sigla em inglês), que representam a etiologia em aproximadamente 80-90% dos casos, conforme dados epidemiológicos de grandes séries e registros oncológicos. Essa predominância apendicular decorre da capacidade dessas lesões de produzir mucina em excesso, levando à ruptura e à 'semeadura' peritoneal, com redistribuição gravitacional e linfática da mucina, explicando a distribuição observada nos achados cirúrgicos. Estudos imunohistoquímicos e moleculares reforçam essa origem intestinal primária, mesmo em casos com envolvimento ovariano aparente, que na verdade representa metástases secundárias em grande parte das pacientes femininas. Assim, a alternativa c) está correta, alinhando-se com o consenso clínico atual, que orienta a investigação inicial do apêndice em suspeitas de PMP para otimizar o estadiamento e o manejo, frequentemente envolvendo citorredução cirúrgica associada a quimioterapia intraperitoneal hipertérmica (HIPEC) em centros especializados.
D. pâncreas
INCORRETO : Tumores mucinosos pancreáticos, como neoplasias mucinosas papilares intraductais (IPMN) ou cistadenomas mucinosos, podem raramente levar a PMP em casos de ruptura ou disseminação, representando menos de 5% dos casos. No entanto, sua frequência é baixa comparada ao apêndice, e o padrão de disseminação é mais focado em vias biliares ou pancreáticas, não justificando a predominância; assim, não é o local mais comum.
E. cólon
INCORRETO : Embora o cólon possa abrigar tumores mucinosos (como adenocarcinomas mucinosos colorretais) que levam a PMP em casos raros (cerca de 5-10%), essa origem é menos prevalente que a apendicular, com comportamento mais agressivo e pior prognóstico quando presente. A distribuição peritoneal no PMP colônico difere ligeiramente, com maior envolvimento mesentérico, mas não altera sua posição secundária na epidemiologia da doença.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.88)

DISCURSIVA: (181133 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A evolução da gripe (influenza) geralmente tem resolução espontânea em sete dias, embora a tosse, o mal-estar e a fadiga possam permanecer por algumas semanas. Alguns casos podem evoluir com complicações e no exame fisico são presentes alterações sugestivas para agravamento. Indiquem esses sinais de agravamento para uma criança abaixo de 2 anos.


RATING: 4.01

A evolução da gripe (influenza) geralmente tem resolução espontânea em sete dias, embora a tosse, o mal-estar e a fadiga possam permanecer por algumas semanas. Alguns casos podem evoluir com complicações e no exame fisico são presentes alterações sugestivas para agravamento. Indiquem esses sinais de agravamento para uma criança abaixo de 2 anos.

Sinais de Agravamento (piora do estado clínico):
  • Aparecimento de dispneia ou taquipneia (frequência respiratória igual ou acima de 20 incursões por minuto) ou hipoxemia – (SpO2 < 95%). (0,05 p)
  • Persistência ou aumento da febre por mais de três dias ou retorno após 48 horas de período afebril (pode indicar pneumonite primária pelo vírus influenza ou secundária a uma infecção bacteriana). (0,05 p)
  • Alteração do sensório (confusão mental, sonolência, letargia). (0,05 p)
  • Hipotensão arterial (sistólica abaixo de 90 mmHg e/ou diastólica abaixo de 60 mmHg). (0,05 p)
  • Diurese abaixo de 400 ml em 24 horas. (0,05 p)
  • Exacerbação dos sintomas gastrointestinais em crianças. (0,05 p)
  • Desidratação. (0,05 p)
  • Exacerbação de doença preexistente (doença pulmonar obstrutiva crônica – Dpoc, cardiopatia ou outras doenças com repercussão sistêmica). (0,05 p)
  • Miosite comprovada por creatinofosfoquinase – CPK (≥ 2 a 3 vezes). (0,05 p)
  • Elevação da creatinina sérica acima de 2,0 mg/dL. (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (4.01)

CASO CLINICO: (211093 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
T. R. N. de São Paulo, paciente de 64 anos de idade, que procurou o serviço para tratamento de dor crônica e ferida no membro inferior direito. Descreve que a primeira lesão ulcerada surgiu há 10 anos e fez tratamento medicamentoso e com repouso que resultava na cicatrização das lesões, contudo apresentavam recidivas. Relata que os movimento dos pés e tornozelos vêm piorando com o tempo, necessitando do apoio de uma bengala. Ao exame físico detectaram-se, na face interna do terço distal da perna, lesão ulcerada, pele com aspecto descamativo, endurecida, perda de movimento de pododáctilos e tornozelo. Foi feita avaliação clínica, goniométrica e perimétrica.

Questões:
1) Qual é o diagnóstico mais provável? (0,0625 p)
2) Quais são os métodos não invasivos de diagnóstico desta moléstia e qual é considerado 'padrão de ouro'? (0,125 pontos)
3) Qual é o tratamento clínico neste caso? (0,21875 p)
4) Quais são os critérios de indicação para tratamento cirurgico.(0,09375 pontos)


RATING: 2.97

1) Qual é o diagnóstico mais provável?
Edema, induração, hiperpigmentação e ulceração, lesão do membro inferior, parte interna da perna sugere:
INSUFICIENCIA VENOSA CRONICA, ESTADO EDEMATOSO. - 0,03125 p
TROMBOSE VENOSA PROFUNDA DE MEMBRO INFERIOR DIREITO. - 0,03125 p
2) Quais são os métodos não invasivos de diagnóstico desta moléstia e qual é considerado 'padrão de ouro'?
NÃO INVASIVOS:
- sonar de efeito Doppler portátil - 0,03125 p
- Mapeamento Dúplex (MD) ou Eco-Doppler - 0,03125 p
- fotopletismografia venosa - 0,03125 p - considerado 'padrão ouro' - 0,03125 p
DISCUSSÃO: Os exames subsidiários solicitados para a confirmação diagnóstica e quantificação da hipertensão venosa, são divididos em testes não-invasivos e invasivos.
Flebografia do membro inferior é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico da IVC sendo a associação da flebografia ascendente à descendente permite o diagnóstico anatômico das lesões valvulares e quantificação da hipertensão venosa. Além disto, ainda hoje são exames fundamentais para a absoluta indicação do tratamento cirúrgico da IVC. A flebografia ascendente é realizada com o paciente em decúbito dorsal horizontal ou a 60º e injeta-se uma substância de contraste no sistema venoso por meio de punção de veia dorsal do pé com garroteamento distal do tornozelo. Neste exame é importante observar-se a perviedade do sistema venoso profundo, as obstruções venosas, as dilatações das veias, a circulação colateral e a presença das válvulas venosas. Já na flebografia descendente, a substância de contraste é injetada por meio de cateter colocado na veia femoral ou por meio de punção simples desta veia. Acompanha-se a progressão retrógrada da substância de contraste, utilizando a manobra de Valsalva e em casos graves de IVC, pode-se verificar o refluxo da substância de contraste atingindo as veias do tornozelo. A flebografia descendente analisa fundamentalmente a competência do sistema valvular das veias profundas. 3) Qual é o tratamento clínico neste caso?
As úlceras venosas são tratadas conservadoramente com elevação dos MMII, terapia compressiva e a Bota do Unna. - 0,03125 p
Tratar a dermatite de estase e o eczema varicoso com soluções de lanolina e preparações com corticosteróides de uso tópico - 0,03125 p
AMBULATORIO:
HIRUDOID aplicações locais 3-4 vezes ao dia. - 0,03125 p
DAFLON 900mg em dose única diária, pela manhã - 0,03125 p ou VECASTEN Um comprimido uma vez ao dia, podendo ser administrado 2 vezes ao dia - 0,03125 p .
CAPILAREMA Adultos: dose inicial: via oral, 225 mg por dia. Dose de manutenção: via oral, 150 mg por dia. - 0,03125 p
Utiliza-se antibioticoterapia somente em pacientes com contaminação bacteriana comprovada e após isolamento da bactéria predominante na lesão - 0,03125 p
4) Quais são os critérios de indicação para tratamento cirurgico.
- pacientes que não melhoraram com a terapia clínica - 0,03125 p
- pacientes que desenvolveram complicações recorrentes (celulite, úlceras infectadas ou tromboses - 0,03125 p
- pacientes incapazes de manter o tratamento clínico e principalmente jovens em idade produtiva. - 0,03125 p

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.97)




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