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TUMORES BENIGNOS DE MAMA (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

Mastologia – é uma disciplina cuja parte cirúrgica é dominada pelo câncer e parte clinica é dominada pelo medo do câncer. Patologias benignas:

  1.   Alterações do desenvolvimento
  2.   Alterações funcionais
  3.   Alterações inflamatórias
  4.   Tumores benignos

OBJETIVA: (1413364 votos)..........96.05% das questões objetivas receberam votos.
Após o desenvolvimento de úlcera peniana um homem de 45 anos é diagnosticado pelos testes de reagina plasmática rápida e de absorção de anticorpo treponêmico fluorescente com sífilis primária. Inicia-se, então, penicilina G benzatina, em dose única de 2,4 milhões de unidades por via intramuscular.
Após 10 dias da injeção, o paciente procura o serviço de emergência com queixa de febre, exantema e dor articular difusa com mialgia. Apresenta, na admissão, temperatura de 38,3°C, frequência cardíaca de 110 bpm e pressão arterial de 112/76 mmHg, exantema urticariforme no tronco, nas costas e nos membros - dor à palpação das inserções tendíneas dos tendões do calcâneo e da patela bilateralmente. Há edema e calor dos joelhos, punhos e articulações metacarpofalangeanas bilateralmente. A úlcera peniana diminuiu.
Hemograma completa: leucócitos de 10.100/μL (80% de neutrófilos, 15% de linfócitos, 3% de monócitos e 2% de eosinófilos).
Os achados do exame otorrinolaringológico, de tórax, cardiovascular e abdominal são normais. A velocidade de hemossedimentação é de 55 segundos. Os resultados dos anticorpos antinucleares e fator reumatóide são negativos. O swab uretral é negativo para Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. Qual é o diagnóstico mais provável?

A. Infecção gonocócica disseminada
B. Tratamento inadequado da sífilis secundária
C. Reação de Jarisch-Herxheimer
D. Artrite reumatóide soronegativa
E. Doença do soro causada pela penicilina benzatina

  RATING: 2.82

Após o desenvolvimento de úlcera peniana um homem de 45 anos é diagnosticado pelos testes de reagina plasmática rápida e de absorção de anticorpo treponêmico fluorescente com sífilis primária. Inicia-se, então, penicilina G benzatina, em dose única de 2,4 milhões de unidades por via intramuscular.
Após 10 dias da injeção, o paciente procura o serviço de emergência com queixa de febre, exantema e dor articular difusa com mialgia. Apresenta, na admissão, temperatura de 38,3°C, frequência cardíaca de 110 bpm e pressão arterial de 112/76 mmHg, exantema urticariforme no tronco, nas costas e nos membros - dor à palpação das inserções tendíneas dos tendões do calcâneo e da patela bilateralmente. Há edema e calor dos joelhos, punhos e articulações metacarpofalangeanas bilateralmente. A úlcera peniana diminuiu.
Hemograma completa: leucócitos de 10.100/μL (80% de neutrófilos, 15% de linfócitos, 3% de monócitos e 2% de eosinófilos).
Os achados do exame otorrinolaringológico, de tórax, cardiovascular e abdominal são normais. A velocidade de hemossedimentação é de 55 segundos. Os resultados dos anticorpos antinucleares e fator reumatóide são negativos. O swab uretral é negativo para Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. Qual é o diagnóstico mais provável?

A. Infecção gonocócica disseminada
INCORRETO: A infecção gonocócica disseminada manifesta-se na forma de poliartrite migratória assimétrica, com febre e exantema papular ou pustuloso. Pode ocorrer artrite séptica. Um swab uretral com resultado negativo não afasta essa possibilidade, porém a apresentação clínica do paciente não é compatível com infecção gonocócica disseminada.
B. Tratamento inadequado da sífilis secundária
INCORRETO : A sífilis secundária só se manifesta dentro de 4 a 10 semanas após a infecção primária. O exantema consiste em erupção maculopapular eritematosa que acomete as palmas das mãos e plantas dos pés. A sífilis secundária deve ser tratada com dose única de penicilina benzatina, contanto que a infecção primária tenha ocorrido no ano anterior.
C. Reação de Jarisch-Herxheimer
INCORRETO : Observa-se a ocorrência de uma reação de Jarisch-Herxheimer quando há uma reação sistêmica à destruição dos microrganismos causadores da sífilis. Essa reação começa nas primeiras 24 horas após o tratamento e está associada à febre, mialgias, cefaleia e taquicardia.
D. Artrite reumatóide soronegativa
INCORRETO : Cerca de 10 a 20% dos pacientes com artrite reumatoide apresentam fator reumatoide negativo. Embora a doença se manifeste mais frequentemente com artrite inflamatória simétrica das grandes articulações, a apresentação aguda no paciente torna esse diagnóstico menos provável.
E. Doença do soro causada pela penicilina benzatina
CORRETO : As reações adversas aos fármacos causam morbidade significativa no tratamento das doenças. As classes mais comuns de fármacos que provocam reações adversas incluem: antimicrobianos, anti-inflamatórios não esteroides, ácido acetilsalicílico, analgésicos, anticoagulantes, glicocorticoides, agentes antineoplásicos, diuréticos, digoxina e agentes hipoglicemiantes. Esses fármacos são responsáveis por cerca de 90% de todas as reações adversas aos fármacos. As reações adversas podem ser amplamente classificadas em reações relacionadas ou não relacionadas com a ação farmacológica pretendida do fármaco. Nesse caso, o paciente desenvolveu doença do soro após a administração de penicilina benzatina. A doença do soro é uma reação imunológica à penicilina que não faz parte da ação farmacológica pretendida do fármaco. A doença do soro é uma reação mediada por imunocomplexos do tipo III, que ocorre quando o complexo formado pelo fármaco e anticorpo correspondente deposita-se sobre as células endoteliais. Após a primeira exposição ao fármaco são necessárias cerca de 1 a 2 semanas para que ocorra a reação imune; entretanto, com exposições subsequentes, essa reação pode ocorrer mais rapidamente. O depósito de imunocomplexos leva à ativação do complemento com inflamação neutrofílica. Clinicamente, a doença do soro manifesta-se com febre, exantema urticariforme, linfadenopatia, artrite inflamatória e glomerulonefrite. A recuperação clínica ocorre em 7 a 28 dias. As causas farmacológicas comuns da doença do soro são antibióticos e proteínas estranhas, incluindo estreptoquinase, vacinas e anticorpos terapêuticos.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.82)

DISCURSIVA: (197491 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Enumeram as funções da vigilância epidemiológica. (0,255 pontos)
(II) Enumeram os critérios que devem ser aplicados no processo de seleção para notificação de doenças. (0,14 pontos)
(III) Quais são as 3 doenças consideradas de notificação compulsória internacional (0,105 pontos)


RATING: 3.34

(I) Enumeram as funções da vigilância epidemiológica. (0,255 pontos)
(II) Enumeram os critérios que devem ser aplicados no processo de seleção para notificação de doenças. (0,14 pontos)
(III) Quais são as 3 doenças consideradas de notificação compulsória internacional (0,105 pontos)

(I) São funções da vigilância epidemiológica:
- coleta de dados; (0,035 p)
- processamento de dados coletados; (0,035 p)
- análise e interpretação dos dados processados; (0,036 p)
- recomendação das medidas de controle apropriadas; (0,035 p)
- promoção das ações de controle indicadas; (0,035 p)
- avaliação da eficácia e efetividade das medidas adotadas;(0,035 p)
- divulgação de informações pertinentes. (0,035 p)

(II) Os critérios que devem ser aplicados no processo de seleção para notificação de doenças são:
- magnitude (0,035 p)
- potencial de disseminação (0,035 p)
- transcendência (0,035 p)
- vulnerabilidade (0,035 p)

(III) O Regulamento Sanitário Internacional define as doenças que estão consideradas como de notificação compulsória internacional, obrigatoriamente, que são incluídas nas listas de todos os países membros da OPAS/OMS, e hoje estão restritas a três:
- cólera (0,035 p)
- febre amarela (0,035 p)
- peste (0,035 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.34)

CASO CLINICO: (229702 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Os pais trouxeram na UPA um bebe de 2 meses que estava dormindo no quarto porque acharam um morcego no mesmo ambiente que o bebe estava dormindo. Não se sabe se houve contato com esse morcego ou não. Não há nenhum tipo de sinais de arranhão, mordida ou picada. A criança está muito bem no momento. Os pais não conseguiram capturar o morcego.
1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?.................0,08 pontos
2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentam...........0,12 pontos
3) Qual é a conduta terapêutica e profilatica mais eficiente sugerida?.................0,15 pontos
4) Quais são as medidas complementares obrigatórias? .....................................0,15 pontos





RATING: 2.97

1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?

  • Exposição potencial/duvidosa ao vírus rábico por adentramento de morcego em ambiente de sono de lactente (categoria III ou equivalente em protocolo de risco). (0,04 p)
  • Acidente grave por morcego não capturado (não se pode realizar observação ou exame laboratorial do animal). (0,04 p)

2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentem.

  • Sim, é situação de risco elevado (evidência nível A – mortalidade da raiva humana ≈ 100% após início de sintomas). (0,03 p)
  • Razão epidemiológica: Mordidas de morcego são frequentemente imperceptíveis; lactentes não relatam contato; transmissão saliva-órgão neural é altamente eficiente. (0,03 p)
  • Razão de decisão clínica: Risco-benefício da profilaxia pós-exposição (PPE) é extremamente favorável (eficácia > 99% quando iniciada precocemente); não há “janela segura” de observação quando o animal não é capturado. (0,03 p)
  • Princípio MBE: Prevenção primária de doença letal em cenário de incerteza diagnóstica justifica intervenção imediata (regra “better safe than sorry” em raiva). (0,03 p)

3) Qual é a conduta terapêutica e profilática mais eficiente sugerida?

  • Conduta de escolha: Profilaxia pós-exposição (PPE) completa e imediata – soro anti-rábico humano (SAR) + vacina anti-rábica inativada. (0,05 p)
  • Dose de imunoglobulina: SAR 40 UI/kg (ou IGHR 20 UI/kg se disponível), com infiltração máxima possível no local de possível inoculação (mesmo sem lesão visível, infiltrar em região de maior probabilidade – ex.: face/cabeça) e o restante intramuscular em local distante. (0,05 p)
  • Esquema vacinal para lactente: Vacina anti-rábica intramuscular em vasto lateral da coxa – dias 0, 3, 7, 14 e 28 (esquema de 5 doses para imunocompetentes < 2 anos). (0,05 p)

4) Quais são as medidas complementares obrigatórias?

  • Notificação compulsória imediata ao serviço de vigilância epidemiológica (SINAN) – caso de exposição a morcego. (0,03 p)
  • Orientação aos pais: Monitoramento clínico rigoroso do lactente (sinais prodômicos de raiva) por 90 dias; retorno imediato à UPA se febre, irritabilidade, hidrofobia ou paresia.  (0,03 p)
  • Higienização rigorosa de todo o corpo do bebê com água e sabão (mesmo sem lesão aparente), higienização do ambiente: limpeza do quarto com água e sabão + desinfecção com hipoclorito (mesmo sem lesão no bebê).  (0,03 p)
  • Notificação imediata à Vigilância Epidemiológica municipal/estadual (formulário de atendimento antirrábico).  (0,03 p)
  • Monitorização clínica por 10-14 dias (qualquer alteração neurológica → hospital de referência).  (0,03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.97)




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