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O RECEM-NASCIDO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Os recém nascidos (recém-nascido) apresentam certa instabilidade vasomotora e lentidão circulatória periférica. Estas alterações produzem uma cor vermelho-escura ou até mesmo violácea durante o choro.

Pode ocorrer cianose de extremidades quando há exposição ao frio.

  • A alteração da cor do arlequim que se traduz por uma divisão do corpo da região frontal ao púbis em metades vermelha e pálida, é uma alteração vasomotora transitória, não significando doença nem condição mórbida associada.
  • As manchas mongólicas, representadas por pigmentação cinza-azulada no dorso e nas nádegas, não possuem nenhuma importância clínica.
  • As pérolas de Epstein são acúmulos temporários de células epiteliais no palato duro, desaparecendo espontaneamente algumas semanas após o nascimento.
  • Áreas amolecidas nos ossos parietais no vértice próximo à sutura sagital são chamadas de craniotabes, sendo comuns em prematuros e neonatos que foram expostos à compressão uterina.
  • O vérnix caseoso e hemangiomas capilares maculares transitórios comuns em pálpebras e pescoço, também são achados físicos normais em recém-nascidos.
  • A lanugem, que são pêlos finos, macios e imaturos, são encontrados nos prematuros. Nos lactentes a termo ela é substituída por pêlos.

OBJETIVA: (1139308 votos)..........99.41% das questões objetivas receberam votos.
No primeiro dia de pós-operatório de exerese, uma paciente de 10 anos com coriocarcinoma de ovario evolui com taquipneia (32 irpm), taquicardia (128 bpm) e PA de 110/60 mmHg. Ao exame, apresenta-se cianótica, com distensão venosa jugular, sopro sistólico e edema maleolar bilateral. A principal suspeita é de complicação com:
A. síndrome de lise tumoral
B. síndrome paraneoplasico de secreção inapropriada de SIADH
C. embolia tumoral
D. choque septico pós-operatorio
E. insuficiência adrenal aguda pós-operatoria

  RATING: 2.86

No primeiro dia de pós-operatório de exerese, uma paciente de 10 anos com coriocarcinoma de ovario evolui com taquipneia (32 irpm), taquicardia (128 bpm) e PA de 110/60 mmHg. Ao exame, apresenta-se cianótica, com distensão venosa jugular, sopro sistólico e edema maleolar bilateral. A principal suspeita é de complicação com:

A. síndrome de lise tumoral
INCORRETO: A síndrome de lise tumoral (SLT) é uma complicação temível que pode ocorrer espontaneamente ou como conseqüência do início da quimioterapia para câncer. Esta síndrome é caracterizada por uma maciça destruição de células malignas e a liberação de seu conteúdo no espaço extracelular.
B. síndrome paraneoplasico de secreção inapropriada de SIADH
INCORRETO : Tem nada a ver.
C. embolia tumoral
CORRETO : O coriocarcinoma primário de ovário é extremamente raro e agressivo, existindo poucos relatos na literatura. Sua incidência é mais elevada antes do início da puberdade. O tratamento consiste em cirurgia padrão (salpingooforectomia bilateral + histerectomia total abdominal) ou citorredutora, dependendo do estadiamento encontrado. O prognóstico é extremamente desfavorável devido à capacidade muito elevada desse tumor ocasionar metástase em fases precoces do seu desenvolvimento. A frequência de embolia tumoral em pacientes com coriocarcinoma é de aproximadamente 25% em estudos retrospectivos de revisão em autópsias. A embolia causada por um coriocarcinoma primário de ovário gera complicações clínicas, podendo resultar em óbito.
D. choque septico pós-operatorio
INCORRETO : Não há sinais de choque séptico (febre, leucocitose, choque quente, etc) e nem de sepse.
E. insuficiência adrenal aguda pós-operatoria
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.86)

DISCURSIVA: (182650 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A) Qual a definição da síndrome de dificuldade respiratória tipo I (SDR tipo I ou doença das membranas hialinas) ?
B) Qual é o quadro clínico da síndrome de dificuldade respiratória tipo I (SDR tipo I ou doença das membranas hialinas) ?


RATING: 3.01

A) Qual a definição da síndrome de dificuldade respiratória tipo I (SDR tipo I ou doença das membranas hialinas) ?
B) Qual é o quadro clínico da síndrome de dificuldade respiratória tipo I (SDR tipo I ou doença das membranas hialinas) ?

A) Qual a definição da síndrome de dificuldade respiratória tipo I (SDR tipo I ou doença das membranas hialinas) ?
Dificuldade respiratória de grau variável (0,05 p) resultante do colapso alveolar (0,05 p) por défice de surfatante pulmonar (0,05 p), associada, na sua grande maioria, a um shunt intrapulmonar (shunt direito-esquerdo) (0,05 p), por aumento da resistência vascular pulmonar (0,05 p).

B) Qual é o quadro clínico da síndrome de dificuldade respiratória tipo I (SDR tipo I ou doença das membranas hialinas) ?
Clínica: Síndrome de dificuldade respiratória moderada a grave (0,05 p) associada a cianose central, (0,05 p) desde o nascimento ou 1as horas de vida (0,05 p), com agravamento além das 6 horas (0,05 p) e, nos casos não complicados, com melhoria a partir do 3º - 4º dias. (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (212953 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Homem, 21 anos, negro, garçom, evangélico, procurou o serviço médico queixando-se de febre baixa há 30 dias, diária, vespertina, cedendo com antitérmicos, acompanhada de sudorese noturna profusa. Refere emagrecimento de 4 kg no período, tosse seca e sensação de “cansaço de fôlego” nos últimos três dias. Ao exame físico, apresenta-se em regular estado geral, regular estado nutricional, normocorado, desidratado ++/++++, anictérico e acianótico. Língua com leucoplasia pilosa. ACV – ausculta cardíaca normal. PA 100/70 mmHg. FC 110 bpm. Ap. respiratório – tiragem intercostal. Estertores subcrepitantes esparsos. FR 32 irpm. Abdome – normal. Cromatográfico positivo.
1) Cite três hipóteses diagnósticas mais prováveis para justificar o quadro pulmonar, em ordem decrescente de probabilidade. (0,15 pontos)
2) Cite seis exames complementares necessários para o embasamento das suas hipóteses e proposição do plano terapêutico inicial. (0,15 pontos)
3) Trace o plano terapêutico inicial (imediato), justificando cada item. (0,2 pontos)


RATING: 3.49

1) Três hipóteses diagnósticas mais prováveis:
- Pneumocistose; (0,05 p)
- Doença infecciosa granulomatosa (tuberculose, histoplasmose ou micose) disseminada ou não; (0,05 p)
- Pneumonia comunitária (típica ou atípica). (0,05 p)
2) Para embasamento das hipóteses e proposição do tratamento inicial:
- RX Tórax (0,025 p)
- Gasometria arterial (0,025 p)
- LDH (0,025 p)
- Escarro (BAAR/Fungos/Histoplasma) com ou sem culturas (tardia) (0,025 p)
- Hemograma (0,025 p)
- Bioquímica (função renal, ionograma, PCR / VHS) (0,025 p)
3) Plano terapêutico inicial:
- Internação, pelo risco de falência respiratória. (0,0285 p)
- Bactrim venoso em dose terapêutica, pelo risco de pneumocistose. (0,0285 p)
- Oxigenioterapia, pelos sinais de esforço ventilatório. (0,0285 p)
- Hidratação venosa para correção dos distúrbios hidro-eletrolíticos e ácido-básicos. (0,0285 p)
- Antibioticoterapia para germes comunitários (Exemplos: amoxilina, azitromicina, ceftriaxone ou outra associação), para cobertura de gram-negativo, gram-positivo e anaeróbio. (0,029 p)
- Corticoides poderão ser aceitos pelo quadro pulmonar. (0,0285 p)
- Tuberculostáticos com justificativa fundamentada (0,0285 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.49)




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