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O FÍGADO (ÁREA DE CIRURGIA)

O fígado é um órgão gastrintestinal sólido, cuja massa (1.200 a 1.600 g) ocupa amplamente o quadrante superior direito do abdome.

A margem costal coincide com a margem inferior, e a superfície superior é coberta pelo diafragma. Grande parte do fígado direito e a maior parte do fígado esquerdo são cobertas pela caixa torácica. O fígado estende-se ainda mais na altura da quinta costela à direita e da sexta costela à esquerda.

A superfície posterior sustenta a veia cava inferior (VCI). Uma cunha de fígado estende para a esquerda metade do abdome através do epigástrio, para situar-se sobre a superfície anterior do estômago e sob o diafragma central e esquerdo. A superfície superior do fígado é convexa e moldada para o diafragma, enquanto a superfície inferior é ligeiramente côncava e estende-se para uma borda anterior fina.

OBJETIVA: (1415982 votos)..........96.16% das questões objetivas receberam votos.
No caso do síndrome do McCune-Albright e CORRETO afirmar que:
A. existe uma hiperplasia bilateral
B. a causa consta na perda do mecanismo de retralimentação negativa do ACTH
C. a atividade exagerada da adeniciclase causa hipersecreção de cortisol
D. o córtex adrenal é atrófico
E. no caso do sexo feminino tem sinais de virilização

  RATING: 2.98

No caso do síndrome do McCune-Albright e CORRETO afirmar que:

A. existe uma hiperplasia bilateral
INCORRETO: não, a caracteristica morfopatologica e a formação de nodulos adrenais com aumento da secreção de cortisol
B. a causa consta na perda do mecanismo de retralimentação negativa do ACTH
INCORRETO : o síndrome de McCune-Albright causa um sindrome de Cushing ACTH independente
C. a atividade exagerada da adeniciclase causa hipersecreção de cortisol
CORRETO : é observada ativação constitutiva da adenilciclase e produção excessiva de cortisol
D. o córtex adrenal é atrófico
INCORRETO : As adrenais não estão aumentadas e apresentam vários pequenos nódulos marrons ou negros em córtex atrófico no casi do complexo Carney (displasia pigmantar micronodular)
E. no caso do sexo feminino tem sinais de virilização
INCORRETO : neste caso não

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.98)

DISCURSIVA: (197906 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Quais são os achados clínicos mais comuns da coarctação da aorta as crianças mais velhas? (0,5 p)


RATING: 2.98

Quais são os achados clínicos mais comuns da coarctação da aorta as crianças mais velhas? (0,5 p)

São achados clínicos mais comuns da coarctação da aorta:

Pressão arterial diferente: braços > pernas (100%) (0,125 p)
Sopro sistólico ou frêmito presente no dorso (96%) (0,125 p)
Hipertensão sistólica presente nas extremidades superiores (96%)(0,125 p)
Pulsos femorais ou de extremidades inferiores diminuídos ou ausentes (92%)(0,125 p)

FONTE:

Ing FF, Stare TJ, Griffiths SP, Gersony WM: Early diagnosis of coarctation of aorta in children: A continuing dilemma. Pediatrcs 98:378-382,1996.

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.98)

CASO CLINICO: (230079 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 67 anos, procedente do interior, refere “papo” há mais de 20 anos, de crescimento lento. Há 10 meses passou a ter dispneia progressiva, pior ao deitar (ortopneia), tosse seca e engasgos com sólidos. Relata plenitude facial e “aperto no pescoço” ao erguer os braços para pentear o cabelo. Nega palpitação, emagrecimento febril ou rouquidão fixa. Nega cirurgia cervical prévia.

Exame. Tireoide multinodular, endurecida, com o polo inferior direito não palpável (parece “mergulhar” atrás da fúrcula). Desvio traqueal à esquerda. Ao elevar ambos os membros superiores por 30–60 s: pletora facial, turgência jugular e piora da dispneia (sinal de Pemberton positivo). Sem linfonodos cervicais dominantes. Ausculta pulmonar com estridor discreto em decúbito. Ginecomastia bilateral.

Exames iniciais. TSH 1,8 mUI/L; T4 livre normal. Ultrassonografia cervical: bócio multinodular; o lobo direito não é delimitado inferiormente — o transdutor “perde” o polo no estreito torácico superior. Radiografia de tórax: alargamento do mediastino superior e desvio/estreitamento traqueal.



Sinal de Pemberton (congestão ao elevar os braços) positivo e radiografia com massa mediastinal superior + desvio traqueal.

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,10 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,10 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico (e planejar a via)? (0,10 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,10 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,10 pontos)



RATING: 3.05

(I) Suspeita diagnóstica:

Bócio substernal / retrosternal / mergulhante (extensão de tecido tireoidiano abaixo do estreito torácico superior; definição operacional frequente: >50% da glândula no tórax ou descida >3 cm abaixo da fúrcula / além de T4). (0,04 p)

Apoiam a hipótese:

  • polo inferior não palpável e US que não delimita o limiar mediastinal — continuidade cervicotorácica. (0,02 p)
  • sinal de Pemberton: o gesto de elevar os braços reduz o estreito torácico e desmascara compressão venosa/traqueal. (0,02 p)
  • síndrome compressiva (ortopneia, disfagia, desvio traqueal no RX). (0,02 p)

Lembrete de prova: a maioria é eutireóidea; função normal não exclui o diagnóstico.

(II) Possível causa da doença diagnosticada

Na vasta maioria trata-se de bócio secundário (mergulhante): crescimento caudal de um bócio multinodular crônico cervical, e não de um tumor mediastinal “nascido” no tórax. (0,04 p)

Mecanismo anatômico clássico: a glândula encontra teto ósseo-muscular (esterno, músculos pré-tireoidianos, fáscia) e é “puxada” para o mediastino pela gravidade e pela pressão negativa intratorácica. (0,03 p)

Contexto epidemiológico: mulher idosa, bócio de décadas; historicamente associado a deficiência de iodo (bócio colóide multinodular). (0,02 p)

O bócio primário mediastinal (tecido tireoidiano ectópico com vascularização própria, independente das artérias tireóideas inferiores) é raro (~1%). (0,01 p)


(III) Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

Tomografia computadorizada de pescoço e tórax (com contraste, se a função e o plano cirúrgico permitirem): é o exame que confirma a origem tireoidiana da massa, mede quanto da glândula está abaixo da fúrcula e mapeia traqueia, esôfago e grandes vasos. (0,05 p)

A TC também define a via operatória (cervicotomia isolada vs. necessidade de esternotomia) — extensão além do arco aórtico, componente posterior, vascularização anômala ou perda de plano com estruturas vitais. (0,03 p)

TSH e T4 livre avaliam o estado funcional (tóxico vs. atóxico), mas não comprovam a topografia substernal. US e cintilografia são adjuvantes; o US não substitui a TC no mediastino. (0,02 p)


(IV) Principal diagnóstico diferencial:

Diante de massa do mediastino anterior, o diferencial clássico de banca é o timoma (um dos “4 T’s”). (0,05 p)

Os demais T’s e vizinhos: teratoma / tumor de células germinativas, “terrible lymphoma”, além de linfonodomegalia e aneurisma/ectasia da aorta. (0,03 p)

O que pende para bócio (e afasta timoma “puro”): continuidade direta com a tireoide cervical, densidade/nódulos semelhantes aos lobos cervicais e vascularização a partir das artérias tireóideas inferiores. (0,02 p)


(V) Tratamento da moléstia:

O tratamento definitivo é cirúrgico: tireoidectomia (em geral total ou quase-total no bócio multinodular bilateral), porque o bócio mergulhante tende a crescer, comprime via aérea e pode ocultar neoplasia (risco de malignidade da ordem de 3–21% nas séries). (0,04 p)

Na grande maioria a peça sai por cervicotomia (incisão de Kocher), inclusive com componente mediastinal volumoso, desde que haja pedículo cervical. (0,03 p)

Esternotomia (ou toracotomia) fica para a minoria (~2–10%): bócio primário, extensão abaixo do arco aórtico, recidiva, invasão por câncer ou vascularização mediastinal independente. (0,02 p)

Iodo radioativo (e drogas antitireoidianas) não descomprimem de forma confiável um mergulhante volumoso; reservam-se ao paciente inoperável ou ao componente tóxico associado. (0,01 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.05)




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