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ESTENOSE HIPERTROFICA DE PILORO (ÁREA DE PEDIATRIA)

O esfíncter pilórico é formado por anéis de músculo (camada muscular circular espessada) mantidos em um contínuo estado de contração.
Essa zona de alta pressão separa dois compartimentos especializados do tubo digestivo.
As alterações da camada mucosa e submucosa poderiam ser um dos eventos iniciantes do desenvolvimento da estenose hipertrofica de píloro em crianças predispostas.
Esta hipótese baseia-se na presença de uma anatomia normal do piloro e na ausência de obstrução neste nível, vigentes ao nascimento, sugerindo que a anormalidade na mucosa pilórica começaria com a introdução da alimentação oral e seria mediada pelo desenvolvimento secundário de hipersecreção gástrica.
Apesar dos vários fatores aventados, o exato mecanismo fisiopatológico permanece sem elucidação

OBJETIVA: (1385950 votos)..........94.89% das questões objetivas receberam votos.
Urna menina de 10 anos chega ao serviço de saúde com história de 8 (oito!) pneumonias, todas com tratamento hospitalar; entre os quais 2 episódios derrame pleural com necessidade de dreno de tórax; e várias amigdalites e otites, com otorreia crônica. Nega outras infecções.
Ao exame físico, observam-se peso e altura no percentil 25 para a idade, membranas timpánicas perfuradas bilateralmente; alguns roncos á ausculta pulmonar; restante sem alterações. A investigação complementar inicial mostrou todas as sorologias negativas, inclusive HIV, hemograma com número normal de leucócitos, neutrófilos e linfócitos, 8% de eosinófllos, 230.000 plaquetas, dosagem de complemento normal, IgE = 1.197 (<90), IgA <6 (33 a 308). IgG = 240 (630 a 2.000) e IgM = 69.2 (24 a 276). Em vista disso, assinale a alternativa CORRETA quanto à V hipótese diagnostica a ser considerada:
A. imunodeficiência primária, agamaglobulinemia ligada ao X
B. imunodeficiência primária: imunodeficiência comum variável
C. imunodeficiência primária, deficiência seletiva de IgA
D. infecção com HTLV
E. hipogamaglobulinemia transitória da infância associada à atopia

  RATING: 2.9

Urna menina de 10 anos chega ao serviço de saúde com história de 8 (oito!) pneumonias, todas com tratamento hospitalar; entre os quais 2 episódios derrame pleural com necessidade de dreno de tórax; e várias amigdalites e otites, com otorreia crônica. Nega outras infecções.
Ao exame físico, observam-se peso e altura no percentil 25 para a idade, membranas timpánicas perfuradas bilateralmente; alguns roncos á ausculta pulmonar; restante sem alterações. A investigação complementar inicial mostrou todas as sorologias negativas, inclusive HIV, hemograma com número normal de leucócitos, neutrófilos e linfócitos, 8% de eosinófllos, 230.000 plaquetas, dosagem de complemento normal, IgE = 1.197 (<90), IgA <6 (33 a 308). IgG = 240 (630 a 2.000) e IgM = 69.2 (24 a 276). Em vista disso, assinale a alternativa CORRETA quanto à V hipótese diagnostica a ser considerada:

A. imunodeficiência primária, agamaglobulinemia ligada ao X
INCORRETO: A agamaglobulinemia ligada ao cromossomo X (doença de Bruton) é uma doença decorrente de imunodeficiência de tipo hereditária provocada por uma anomalia no cromossomo X. A doença resulta na diminuição ou ausência das células B (linfócitos) e quantidades muito baixas de anticorpos (imunoglobulinas). A agamaglobulinemia ligada ao cromossomo X afeta somente as crianças do sexo masculino. Durante aproximadamente os primeiros 6 meses de vida, as imunoglobulinas da mãe protegem as crianças das infecções. A partir dessa idade, os níveis de imunoglobulinas começam a diminuir, e os bebês afetados começam a manifestar infecções reincidentes nos ouvidos, nos seios paranasais e nos pulmões, geralmente provocadas por bactérias como os pneumococos, os estreptococos e a bactéria Haemophilus . Podem surgir algumas infecções virais atípicas no cérebro. As amígdalas são bem pequenas e não se desenvolvem linfonodos.
B. imunodeficiência primária: imunodeficiência comum variável
CORRETO : A Imunodeficiência Comum Variável (IDCV) é uma doença caracterizada por níveis baixos de imunoglobulinas séricas (anticorpos) e por um aumento da susceptibilidade às infecções. A causa exacta dos baixos níveis de imunoglobulinas séricas não é geralmente conhecida. É uma forma relativamente comum de imunodeficiência, daí o termo “comum”. O grau e tipo de deficiência das imunoglobulinas séricas, assim como o percurso clínico, variam de doente para doente, daí o termo “variável”. Alguns doentes apresentam uma diminuição tanto da IgG, como da IgA. Outros doentes podem apresentar níveis baixos em todos os três principais tipos de imunoglobulinas (IgG, IgA e IgM). Os sinais e sintomas clínicos também variam desde graves a ligeiros. Podem ocorrer infecções frequentes com início na infância, adolescência ou enquanto adultos. Na maioria dos doentes, o diagnóstico só é feito na 3.a ou 4.a décadas de vida. Contudo, em cerca de 20% dos doentes, os sintomas da doença ou mesmo o diagnóstico de imunodeficiência ocorrem antes dos 16 anos.
C. imunodeficiência primária, deficiência seletiva de IgA
INCORRETO : A deficiência da imunoglobulina A (IgA) é a mais comum dentre as imunodeficiências congênitas conhecidas, e sua prevalência média é de 1: 700 nascidos vivos. Os pacientes podem apresentar-se clinicamente assintomáticos, com quadros de infecções de repetição graves principalmente em vias aéreas superiores e inferiores e, também, aparelho gastrintestinal. A deficiência seletiva de IgA foi inicialmente descrita em 1963, em doadores sadios. O diagnóstico havia sido estabelecido, segundo os critérios de Amman&Hong (1971), para valores de IgA abaixo de 5 mg/dl. A maioria dos laboratórios define agora, a deficiência de IgA para concentrações abaixo de 0,06 ou 0,07 g/L, nível limite para detecção utilizando-se a nefelometria. O Consenso do Grupo Panamericano de Imunodeficiência (PAGID) e da Sociedade Européia para Imunodeficiência (ESID) é que o diagnóstico definitivo pode ser feito em pacientes com mais de 4 anos de idade e com níveis séricos de IgA menor que 7 mg/dL, mas concentrações séricas de IgG e IgM normais, quando a outras causas de hipogamaglobulinemia foram excluídas (Conley..1999) (Tabela 2). A maioria dos pacientes apresenta deficiência de IgA associada a ausência de IgA secretora, com poucos casos relatados de IgA sérica normal e falta de IgA nas secreções. Dependendo da apresentação clínica da defici6encia de IgA (vide adiante), os testes imunológicos devem incluir subclasses de IgG, IgE alérgeno específico , anticorpos anti-polissacárides e auto-anticorpos
D. infecção com HTLV
INCORRETO : A mielopatia associada ao HTLV é a manifestação neurológica mais clássica. Caracteriza-se por paraparesia espástica com maior comprometimento dos músculos proximais dos membros inferiores. Essa manifestação é comumente assimétrica e associada a sinais de liberação piramidal: hiperreflexia, clônus e sinal de Babinski. Em geral, o quadro é lentamente progressivo, acometendo 1% a 5% dos infectados, com maior frequência em mulheres. O diagnóstico geralmente ocorre por volta da terceira e quarta décadas.
E. hipogamaglobulinemia transitória da infância associada à atopia
INCORRETO : A hipogamaglobulinemia transitoria da infancia (HTI) e frequente e deve ser pensado na presença de imunodeficiencia humoral em lactentes. E caracterizada par acentuada e prolongada hipogamaglobulinemia que ocorre fisiologicamente entre 3-6 meses de vida, associada a queda das imunoglobulinas matemas, podendo renetir com infecçoes recorrentes. E mais frequente no sexo masculino, prematuros ate 6 meses, podendo ser encontrada ate os 2 anos.A normalização dos niveis de IgG pode ocorrer entre 18-36 meses. sendo diagnostico realizado apenas retrospectivamente

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.9)

DISCURSIVA: (194533 votos) ..........96.91% das questões discursivas receberam votos.
Mecanismos balanceados são necessários para manter a síntese de Hb e, dessa forma, manter o éritron capaz de responder em harmonia, dentro dos limites de resposta adequada a uma variedade de situações fisiológicas e patológicas, em que o objetivo maior é o fornecimento adequado de O2 a órgãos e sistemas.
Enumeram os fatores estimuladores e inibidores da eritropoese.


RATING: 3.04

Mecanismos balanceados são necessários para manter a síntese de Hb e, dessa forma, manter o éritron capaz de responder em harmonia, dentro dos limites de resposta adequada a uma variedade de situações fisiológicas e patológicas, em que o objetivo maior é o fornecimento adequado de O2 a órgãos e sistemas.
Enumeram os fatores estimuladores e inibidores da eritropoese.

1) Fatores estimuladores

- Eritropoetina (0,03 p)
- Vitamina B12 (Cianocobalamina) (0,03 p)
- Folatos (0,03 p)
- Hormônios andrógenos (0,025 p e tireoidianos (justifica homens ter maior número de Hm) (0,025 p)
- Hipóxia (0,03 p)
- infecções (0,03 p)
- alergias (0,03 p)
- parasitoses (0,03 p)
- Perdas sanguíneas e deficiência de ferro (0,03 p)
- antígenos estranhos como vírus: LT, LB, NK (0,03 p)
- infecções (0,03 p)
- inflamações (0,03 p)

2) Fatores inibidores:

- delta-interferon (0,04 p)
- fator de necrose tumoral (0,04 p)
- fatores transformadores do crescimento (beta-TG)(0,04 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.04)

CASO CLINICO: (226632 votos)..........96.85% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 71 anos, hipertensa e com história de “bócio” multinodular conhecido há mais de 25 anos, é internada por fibrilação atrial de alta resposta ventricular e insuficiência cardíaca descompensada. Refere, há cerca de 10 meses, intolerância ao calor, astenia, fraqueza muscular proximal e perda ponderal de 7 kg, apesar de apetite preservado. Nega orbitopatia ou dermopatia. Ao exame físico: tireoide aumentada de volume, irregular, com múltiplos nódulos palpáveis de consistência firme, sem linfonodomegalia cervical. Laboratório: TSH < 0,005 mU/L, T4 livre 1,9 ng/dL, T3 total normal-alto, TRAb negativo. Ultrassonografia: glândula aumentada, heterogênea, com múltiplos nódulos de até 2,8 cm. Cintilografia com tecnécio-99m: captação heterogênea com várias áreas quentes e frias.

I. Qual o diagnóstico mais provável e quais elementos o diferenciam claramente da Doença de Graves? (0,12 pontos)
II. Descreva a etiopatogenia molecular fundamental dessa condição. (0,12 pontos)
III. Quais são os achados laboratoriais e de imagem decisivos para o diagnóstico? (0,11 pontos)
IV. Qual a conduta terapêutica inicial e definitiva adequada, e qual o prognóstico esperado? (0,15 pontos)





RATING: 3.07

Resposta à questão I: Qual o diagnóstico mais provável e quais elementos o diferenciam claramente da Doença de Graves?

  • Diagnóstico: bócio multinodular tóxico (Doença de Plummer) (0.04 p)
  • Representa a segunda causa mais frequente de hipertireoidismo endógeno, logo após a Doença de Graves (0.03 p)
  • Não há autoimunidade primária, o bócio é nodular e não há oftalmopatia ou dermopatia específicas (0.03 p)
  • TRAb negativo e padrão cintilográfico nodular/heterogêneo (0.02 p)

Resposta à questão II: Descreva a etiopatogenia molecular fundamental dessa condição.

  • Base patogenética principal: mutação pontual somática no gene do receptor do TSH (TSHR) (0.04 p)
  • Presente em 62 a 82% dos casos (mecanismo semelhante no bócio multinodular tóxico) (0.03 p)
  • Ativação constitutiva do receptor → estímulo permanente da proteína Gs → elevação de cAMP (0.03 p)
  • Efeitos simultâneos de hiperfunção e proliferação clonal; no bócio multinodular tóxico as mutações não têm origem monoclonal única (diferentes nódulos podem apresentar mutações distintas) (0.02 p)

Resposta à questão III: Quais são os achados laboratoriais e de imagem decisivos para o diagnóstico?

  • Padrão clássico: supressão do TSH (geralmente < 0,01 mU/L) associada à elevação de T4 livre e/ou T3 (0.03 p)
  • Dosagem de TRAb negativa favorece fortemente o diagnóstico de bócio nodular tóxico (0.02 p)
  • Cintilografia é o exame decisivo: captação heterogênea com áreas de hiper e hipocaptação correspondentes aos nódulos autônomos e ao parênquima residual (0.04 p)
  • Ultrassonografia é indispensável para caracterizar número, tamanho, ecogenicidade e aspectos de suspeição dos nódulos (0.02 p)

Resposta à questão IV: Qual a conduta terapêutica inicial e definitiva adequada, e qual o prognóstico esperado?

  • Drogas antitireoidianas (metimazol) são utilizadas apenas de forma temporária ou em situações especiais, pois não induzem remissão (0.03 p)
  • Tratamento definitivo necessário: radioiodoterapia (30 a 50 mCi para bócio multinodular tóxico) ou cirurgia (tireoidectomia total ou quase total) (0.04 p)
  • Em idosos com comorbidades a radioiodoterapia é excelente opção (0.02 p)
  • Prognóstico excelente quando adequadamente tratado (0.03 p)
  • Após radioiodoterapia o hipotireoidismo é progressivo (cerca de 8% em 1 ano e até 60% em 20 anos) (0.03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.07)




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