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A HANSENIASE (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A hanseníase é uma doença crônica granulamatosa proveniente de infecção causada pelo Mycobacterium leprae que afeta predominantemente pele e nervos periféricos. Tem característica espectral tanto no aspecto clínico como no histopatológico.

Este bacilo tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos, mas poucos adoecem pela sua baixa patogenicidade, propriedade esta que não é função apenas de suas características intrínsecas, mas que depende de sua relação com o hospedeiro e grau de endemicidade do meio. O domicílio é apontado como importante espaço de transmissão da doença.

Apesar da baixa patogenicidade, o poder imunogênico do Mycobacterium leprae é responsável pelo alto potencial incapacitante da hanseníase, o que permite afirmar que este bacilo é de alta infectividade.

OBJETIVA: (989440 votos)..........95.87% das questões objetivas receberam votos.
LKSF, 8 anos, masculino, procurou atendimento com quadro de febre diária aferida persistente há 20 dias, máxima de 39ºC, concomitante a diminuição do apetite, prostração, dispneia a moderados esforços, sendo internado para melhor elucidação diagnóstica. Na admissão, apresentava-se em regular estado geral, hipocorado, com linfonodomegalias em cadeias cervicais, taquicardíaco com sopro sistólico, cicatriz umbilical retificada e fígado palpável cerca de 3 cm abaixo do rebordo costal, sem outras alterações. Aos exames laboratoriais apresentava anemia moderada, leucopenia, EAS com proteinúria e hemoglobinúria, com cilindros granulosos e hialinos, sorologias (dengue, HIV, hepatites B e C, sífilis, Epstein-barr, citomegalovírus e toxoplasmose) e BAAR negativos. Ao exame de ecocardiograma, apresentava cardiomegalia leve e insuficiência mitral e tricúspide. Além desses exames, trouxe consigo ultrassom de abdome total mostrando a presença de hepatoesplenomegalia leve e dilatação de alças, e teste rápido para COVID-19 negativo. Diante disso, foi iniciado furosemida devido ecocardiograma. Três dias após a internação, evoluiu com piora importante da dor torácica e da dispnéia, principalmente ao decúbito, apresentando ao exame físico murmúrio vesicular diminuído em lobo médio esquerdo e abolido em base esquerda, sendo solicitado raio-x de tórax que evidenciou velamento em hemitórax esquerdo, compatível com derrame pleural, sendo necessário realização de drenagem pleural em selo d´agua e iniciado antibioticoterapia. Uma semana depois, evoluiu com nova piora, apresentando nova queda do estado geral, anasarca, proteinúria e picos pressóricos. Avaliado pela nefrologia pediátrica que aventou a hipótese diagnóstica de LES, corroborada após com FAN e anti-DNA positivos, e consumo de complemento C3 e C4. Na evolução do quadro, apresentou piora da anemia, plaquetopenia, hiperferritinemia e hipertrigliceridemia. Frente a essa evolução, o exame que seria mais adequado para o acompanhamento do caso é:
A. mielograma
B. eletroforese das proteinas plasmaticas
C. dimero-D
D. endoscopia digestiva alta
E. teste de imunofluorescência indireta em células HEp-2

  RATING: 3.17

LKSF, 8 anos, masculino, procurou atendimento com quadro de febre diária aferida persistente há 20 dias, máxima de 39ºC, concomitante a diminuição do apetite, prostração, dispneia a moderados esforços, sendo internado para melhor elucidação diagnóstica. Na admissão, apresentava-se em regular estado geral, hipocorado, com linfonodomegalias em cadeias cervicais, taquicardíaco com sopro sistólico, cicatriz umbilical retificada e fígado palpável cerca de 3 cm abaixo do rebordo costal, sem outras alterações. Aos exames laboratoriais apresentava anemia moderada, leucopenia, EAS com proteinúria e hemoglobinúria, com cilindros granulosos e hialinos, sorologias (dengue, HIV, hepatites B e C, sífilis, Epstein-barr, citomegalovírus e toxoplasmose) e BAAR negativos. Ao exame de ecocardiograma, apresentava cardiomegalia leve e insuficiência mitral e tricúspide. Além desses exames, trouxe consigo ultrassom de abdome total mostrando a presença de hepatoesplenomegalia leve e dilatação de alças, e teste rápido para COVID-19 negativo. Diante disso, foi iniciado furosemida devido ecocardiograma. Três dias após a internação, evoluiu com piora importante da dor torácica e da dispnéia, principalmente ao decúbito, apresentando ao exame físico murmúrio vesicular diminuído em lobo médio esquerdo e abolido em base esquerda, sendo solicitado raio-x de tórax que evidenciou velamento em hemitórax esquerdo, compatível com derrame pleural, sendo necessário realização de drenagem pleural em selo d´agua e iniciado antibioticoterapia. Uma semana depois, evoluiu com nova piora, apresentando nova queda do estado geral, anasarca, proteinúria e picos pressóricos. Avaliado pela nefrologia pediátrica que aventou a hipótese diagnóstica de LES, corroborada após com FAN e anti-DNA positivos, e consumo de complemento C3 e C4. Na evolução do quadro, apresentou piora da anemia, plaquetopenia, hiperferritinemia e hipertrigliceridemia. Frente a essa evolução, o exame que seria mais adequado para o acompanhamento do caso é:

A. mielograma
CORRETO: O LES é uma doença autoimune crônica que pode afetar qualquer órgão. Apesar da semelhança com o quadro no adulto, crianças com LES apresentam maior gravidade e impacto. A síndrome hematofagocitica é uma síndrome hiperinflamatória grave, agressiva, potencialmente fatal, caracterizada pela excessiva e ineficaz ativação e proliferação de linfócitos e macrófagos, resultando em tempestade de citocinas, causando febre, disfunção orgânica, pancitopenia e coagulopatia. As infecções, principalmente as virais, são os principais desencadeantes da síndrome hematofagocitica. Apesar de incomum, o LES é importante causa reumatológica de síndrome hematofagocitica. No caso de doenças sistêmicas autoimunes, como a Artrite Idiopática Juvenil (AIJ) e menos comumente o LES, alguns autores usam a nomenclatura Síndrome de Ativação Macrofágica (SAM). Nosso paciente se enquadrava nos critérios diagnósticos para LES, apresentando 6 (serosite, proteinúria persistente, pancitopenia, antiDNA e FAN positivos e convulsão) dos 11 critérios estabelecidos pelo American College Rheumatology (ACR). Com relação aos critérios diagnósticos de síndrome hematofagocitica, no início da internação, o paciente apresentava febre, esplenomegalia e bicitopenia. Posteriormente, evoluiu com pancitopenia, hipertrigliceridemia, hiperferritinemia eo que falta é comprovar a hemofagocitose pela mielograma.
B. eletroforese das proteinas plasmaticas
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. dimero-D
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. endoscopia digestiva alta
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. teste de imunofluorescência indireta em células HEp-2
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.17)

DISCURSIVA: (175967 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A evolução da gripe (influenza) geralmente tem resolução espontânea em sete dias, embora a tosse, o mal-estar e a fadiga possam permanecer por algumas semanas. Alguns casos podem evoluir com complicações e no exame fisico são presentes alterações sugestivas para agravamento. Indiquem esses sinais de agravamento para uma criança abaixo de 2 anos.


RATING: 4.02

A evolução da gripe (influenza) geralmente tem resolução espontânea em sete dias, embora a tosse, o mal-estar e a fadiga possam permanecer por algumas semanas. Alguns casos podem evoluir com complicações e no exame fisico são presentes alterações sugestivas para agravamento. Indiquem esses sinais de agravamento para uma criança abaixo de 2 anos.

Sinais de Agravamento (piora do estado clínico):
  • Aparecimento de dispneia ou taquipneia (frequência respiratória igual ou acima de 20 incursões por minuto) ou hipoxemia – (SpO2 < 95%). (0,05 p)
  • Persistência ou aumento da febre por mais de três dias ou retorno após 48 horas de período afebril (pode indicar pneumonite primária pelo vírus influenza ou secundária a uma infecção bacteriana). (0,05 p)
  • Alteração do sensório (confusão mental, sonolência, letargia). (0,05 p)
  • Hipotensão arterial (sistólica abaixo de 90 mmHg e/ou diastólica abaixo de 60 mmHg). (0,05 p)
  • Diurese abaixo de 400 ml em 24 horas. (0,05 p)
  • Exacerbação dos sintomas gastrointestinais em crianças. (0,05 p)
  • Desidratação. (0,05 p)
  • Exacerbação de doença preexistente (doença pulmonar obstrutiva crônica – Dpoc, cardiopatia ou outras doenças com repercussão sistêmica). (0,05 p)
  • Miosite comprovada por creatinofosfoquinase – CPK (≥ 2 a 3 vezes). (0,05 p)
  • Elevação da creatinina sérica acima de 2,0 mg/dL. (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (4.02)

CASO CLINICO: (204382 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Moça de 17 anos, foi atendida no serviço de emergência queixando-se de que suas extremidades estavam ficando 'azuladas'. Apresentava história de ingestão deliberada de grandes quantidades de 'remédio', não se sabendo qual nem a dose. Ao exame físico inicial apresentava apenas discreta cianose perioral e de extremidades. Nas horas que se seguiram houve aumento progressivo da cianose, alcançando máxima intensidade onze horas após a admissão (+ + +/ + + + +), ao tempo em que a freqüência do pulso se elevava para 120 b.p.m. A paciente não apresentou queixa de dispneia. A administração de oxigênio a 100% durante dez minutos não reverteu o quadro.
1) Que diagnostico e o mais provável para este caso? (0,2 pontos)
2) A mãe chegou no hospital meia hora depois da entrada e disse que tinha em casa uma caixa de Pyridium (fenazopiridina), uma caixa de vitamina complexo B e uma caixa de Neosaldina. Qual desses três remédios poderia ter dado esse quadro clínico em caso de overdose? (0,1 pontos)
3) Qual o tratamento, neste caso? (0,2 pontos)


RATING: 2.96

1) Que diagnostico e o mais provável para este caso?
Intoxicação aguda com substância methemoglobinizante.(0,2 p) E um caso claro de intoxicação aguda voluntaria, provavelmente com razão suicidaria, que nesta idade e bastante frequente. As extremidades azuladas indicam uma cianose, que, neste caso, não responde a oxigenoterapia, portanto, a primeira opção e intoxicação com uma substancia methemoglobinizante.
DISCUSSÃO: A metemoglobina resulta da oxidação do átomo de ferro da hemoglobina para a forma férrica, implicando num bloqueio do transporte do oxigênio. Em condições normais a metemoglobina é reduzida a hemoglobina normal pelos seguintes mecanismos: o sistema NADH-metemoglobina-redutase, o sistema redutor não enzimático que utiliza o ácido ascórbico ou a glutationa reduzido e o sistema NADPH-metemoglobina-redutase.
2) Qual dos remédios enumerados a filha pode ter tomado em overdose para resultar o quadro clinico acima?
O Pyridium (fenazopiridina) é um dos remédios que pode provocar a síndrome methemoglobinizante (0,1 p) (a lista inclui: Anilina, Benzocaína, Cloratos, Cloroquina, Dapsona, Sulfona, Nitrofenol, Primaquina, Nitroprussiato de sódio, 4-dimetilaminofenol). Se a mãe só declara que tinha esses 3 remédios claramente a filha ingeriu uma overdose de Pyridium.
3) a) Azul de metileno 1% e. v. (0,1 p) ou
b) Vitamina C soluções 10% e. v.(0,1 p)
DISCUSSÃO: O azul de metileno parece ser o medicamento de maior eficiência no tratamento da metemoglobinemia, dado que o ácido ascórbico tem falhado na reversão do quadro clínico. Na dose de 1 a 2 mg/kg por via venosa geralmente reverte-a em cerca de uma hora. Embora a cianose em nossa paciente não provocasse dispneia, a injeção do azul de metileno se impôs: é sabido que as solícitas tendem a permanecer muito tempo no organismo em virtude de serem recicladas na circulação entero-hepática. Desta forma os níveis de metemoglobina tendem a aumentar e o conteúdo de oxigênio a alcançar limites críticos.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.96)




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