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Acerca das malformações uterinas decorrentes de falha de fusão ou de reabsorção dos ductos de Müller, assinale a alternativa CORRETA:
A. O útero septado resulta de falha de fusão lateral dos ductos de Müller e apresenta fundo uterino externo côncavo acentuado
INCORRETO: Falha de fusão produz útero bicorno ou didelfo, com entalhe externo; o septado tem fusão completa e falha apenas da reabsorção, com fundo externo preservado
B. O útero bicorno resulta de falha de reabsorção do septo mediano, com contorno fúndico externo convexo
INCORRETO : Falha de reabsorção define o útero septado, cujo serosa fúndica permanece convexa ou retilínea; o bicorno tem fusão incompleta e fundo externo recortado
C. O útero septado decorre de falha da reabsorção do septo mediano após fusão dos ductos de Müller e preserva contorno fúndico externo convexo ou plano, ao passo que o útero bicorno resulta de fusão incompleta e mostra recorte fúndico externo
CORRETO : Depois da fusão dos ductos paramesonéfricos, a parede mediana deve ser reabsorvida; se isso falha, resta um septo intracavitário com silhueta externa normal. Se a fusão lateral é incompleta, o fundo se parte (útero bicorno)
D. Útero didelfo corresponde a agenesia completa de um dos ductos de Müller
INCORRETO : Útero didelfo é duplicação completa por falha de fusão de ambos os ductos, com duas cavidades e, em regra, dois colo; a agenesia de um ducto produz útero unicorno
E. A classificação da ASRM (American Society for Reproductive Medicine) equipara útero septado e útero bicorno como a mesma classe anatômica
INCORRETO : A classificação da ASRM (American Society for Reproductive Medicine) separa septado (classe U2/V) de bicorno (classe U3), precisamente porque o mecanismo e o contorno externo diferem
Gabarito: C
RATING: 2.96 ![]()
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Anormalidades da Parede Torácica
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Deformidades de depressão/pectus excavatum (0,05 p)
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| Deformidades de protrusão/pectus carinatum (0,05 p) |
| Sindrome de Poland (0,05 p) |
| Defeitos esternais |
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- As sete costelas superiores (numeradas de 1 a 7) são costelas verdadeiras, pois se articulam diretamente com o esterno por meio de cartilagens. (0,05 p)
- As cinco costelas inferiores (numeradas de 8 a 12) são falsas costelas; elas não se conectam diretamente com o esterno, anteriormente; na maioria dos casos, conectam-se com a cartilagem costal acima delas. (0,05 p)
- As costelas 11 e 12 são costelas flutuantes. Elas podem ser pequenas ou grandes; articulam-se apenas com a coluna torácica. (0,05 p)
FONTE:
Menina de cinco anos, raça negra, é levada ao pronto-socorro depois de sofrer de uma forte dor de cabeça e episódios de vômito em jato nas últimas quatro horas. A mãe relata que não houve qualquer trauma, infecção recente ou vacinação, e observa que a criança não apresentou febre ou calafrios. Ela também nega a presença de diarreia ou dor abdominal acompanhando os vômitos.
A mãe está preocupada porque a filha quase não está usando o braço esquerdo e parece ter começado a mancar, colocando a maior parte do peso na perna direita. A criança nasceu de parto vaginal, no tempo certo, sem complicações durante a gravidez e o período pós-parto. Desde o nascimento, ela é acompanhada por um pediatra e apresenta um padrão de crescimento normal, atingindo todos os marcos de desenvolvimento no tempo esperado. Suas vacinas estão em dia.
Segundo a mãe, a menina é pálida desde que nasceu. Ela foi diagnosticada com anemia aos três anos e faz uso regular de suplementos de ferro e vitaminas. A paciente também apresentou crises de dor recorrentes, tratadas em casa com analgésicos, e teve um episódio de inchaço e dor nas mãos aos 18 meses.
Ao falar sobre a história familiar, a mãe menciona que ela e o pai não são parentes próximos. O casal perdeu um filho, irmão da paciente, devido à síndrome da morte súbita infantil aos seis meses de idade. Além disso, um primo materno tem uma forma de anemia que requer transfusões sanguíneas regulares. A paciente apresenta palidez e icterícia. Ela alterna entre períodos de estupor e irritabilidade.
Sua frequência cardíaca é de 136 batimentos por minuto, a pressão arterial é de 103/62 mmHg, a temperatura está em 36,7 °C e a frequência respiratória é de 16 incursões por minuto. Durante a ausculta cardíaca, observou-se um ritmo regular em dois tempos, com sons cardíacos normais e um sopro pansistólico de intensidade 2+/6+. O abdome está flácido e não apresenta dor à palpação, com peristalse presente. O baço é palpável a três centímetros abaixo do rebordo costal. Os pares cranianos da paciente estão íntegros. Ela possui força e sensibilidade normais no lado direito do corpo, enquanto apresenta fraqueza e redução de sensibilidade no lado esquerdo.
Hemoglobina: 6,5 g/dL, Leucometria: 24.000 células/mm³, Plaquetas: 500.000 células/mm³ Tempo de protrombina/tempo de tromboplastina parcial: normal, Bioquímica: normal

(I) Qual é o diagnóstico mais provável? (0,09 pontos)
(II) Qual é a causa desta lesão? Argumenta. (0,315 pontos)
(III) Qual é a conduta terapêutica nesta fase e como vai ser conduzido o caso para prevenir novos incidentes deste tipo? (0,095 p)
(I) Qual é o diagnóstico mais provável?
Acidente vascular cerebral (0,045 p) no hemisfério direito (0,045 p).
(II) Qual é a causa desta lesão? Argumenta.
Anemia falciforme (0,045 p). O diagóstico é apoiado pelo esfregaço sanguineo que mostra hemácias 'em foice' (0,045 p), os antecedentes familiares (0,045 p) (morte súbita do irmão, tio materno com antecedentes de tratamento transfusional), raça negra (0,045 p), diagnosticada com anemia aos três anos (0,045 p), crises de dor recorrentes (crises de falcização) tratadas em casa com analgésicos (0,045 p), e episódio de inchaço e dor nas mãos aos 18 meses (provavelmente sindrome mão-pé, crise vaso-oclusiva localizada (0,045 p)
(III) Qual é a conduta terapêutica nesta fase e como vai ser conduzido o caso para prevenir novos incidentes deste tipo?
Os infartos cerebrais em pacientes com anemia falciforme devem ser tratados com exsanguinotransfusão no momento do diagnóstico (0,0475 p) e, depois, com um esquema de hemotransfusão regular por toda a vida. (0,0475 p)
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