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MEDIDAS DE SAUDE COLETIVA OS INDICADORES DE SAUDE (ÁREA DE SAUDE PUBLICA)

As estatísticas de saúde surgiram primeiramente como uma forma de registrar e identificar os problemas de saúde das comunidades, visando controlar as doenças e os doentes, controle que melhoraria a organização das cidades, a produção econômica e o resguardo das classes sociais mais abastadas. As estatísticas apontavam grupos e áreas de risco, levando à exclusão social aqueles que se encontrassem doentes, o que justificava-se na medida que entendia-se a saúde como ausência de doença.

No decorrer dos anos, as estatísticas de saúde passaram a contribuir para a definição de parâmetros numéricos sobre a saúde de uma população, permitindo a comparação entre realidades de saúde. As comparações numéricas possibilitaram a definição de políticas que melhor atendessem às dificuldades de cada comunidade, relacionando o aparecimento de doenças com o tempo, o lugar e as pessoas (a freqüência e a distribuição das doenças).

Com a evolução do conceito de saúde e a compreensão de promoção da saúde, as estatísticas de saúde passaram a estar lado a lado com a discussão social e clínica. Tomou-se claro que os números não valeriam de nada sem a compreensão de que a saúde depende de condições sociais. Da mesma forma, ficou claro que os números não ajudariam em nada se a concepção clínica sobre o processo saúde-doença ainda fosse reduzida a realidades pontuais, se o indivíduo fosse destacado de seu ambiente e tratado como uma máquina em mau funcionamento. Ou seja, medir saúde ganhou também um sentido abrangente, com a bioestatística ajudando a compreender a realidade, a clínica olhando o indivíduo numa coletividade e a medicina social discutindo as singularidades de cada caso num contexto de abrangência social.


OBJETIVA: (1345958 votos)..........94.06% das questões objetivas receberam votos.
Sobre as formas secundárias de anemia hemolítica autoimune e suas associações etiológicas no adulto, assinale a alternativa correta:
A. A AHAI quente do adulto é sempre idiopática; lúpus eritematoso sistêmico (LES) e síndromes linfoproliferativas não produzem autoanticorpo antieritrocitário
B. A leucemia linfocítica crônica (LLC) associa-se exclusivamente à doença das aglutininas frias e jamais à AHAI quente
C. Infecção por Mycoplasma pneumoniae produz, de forma típica, AHAI quente IgG anti-Rh de curso crônico e irreversível
D. Fármacos não induzem AHAI; o fenômeno descrito com metildopa e com penicilina em altas doses é apenas interferência laboratorial sem hemólise verdadeira
E. A AHAI quente secundária associa-se a LES, imunodeficiências, neoplasias linfoides (incluindo LLC) e a alguns fármacos; a DAF crônica do idoso liga-se a clone B, frequentemente de zona marginal, e a DAF aguda policlonal a Mycoplasma pneumoniae ou ao vírus Epstein-Barr; a investigação de doença de base é parte integrante do diagnóstico da AHAI do adulto

  RATING: 0

Sobre as formas secundárias de anemia hemolítica autoimune e suas associações etiológicas no adulto, assinale a alternativa correta:

A. A AHAI quente do adulto é sempre idiopática; lúpus eritematoso sistêmico (LES) e síndromes linfoproliferativas não produzem autoanticorpo antieritrocitário
INCORRETO: LES é causa clássica de AHAI quente. Linfomas e LLC também. Tratar a AHAI do adulto como “sempre idiopática” omite a busca da doença de fundo
B. A leucemia linfocítica crônica (LLC) associa-se exclusivamente à doença das aglutininas frias e jamais à AHAI quente
INCORRETO : A LLC produz sobretudo AHAI quente IgG, embora possa associar-se a aglutinina fria. A exclusividade “só DAF, nunca quente” inverte a frequência real
C. Infecção por Mycoplasma pneumoniae produz, de forma típica, AHAI quente IgG anti-Rh de curso crônico e irreversível
INCORRETO : Mycoplasma relaciona-se a aglutinina fria anti-I, em geral policlonal e transitória, não a AHAI quente anti-Rh crônica irreversível
D. Fármacos não induzem AHAI; o fenômeno descrito com metildopa e com penicilina em altas doses é apenas interferência laboratorial sem hemólise verdadeira
INCORRETO : Há AHAI verdadeira induzida por fármaco: tipo autoanticorpo (metildopa), tipo hápteno (penicilina em dose alta, a droga liga-se à membrana) e tipo complexo imune. Não é mero artefato de bancada
E. A AHAI quente secundária associa-se a LES, imunodeficiências, neoplasias linfoides (incluindo LLC) e a alguns fármacos; a DAF crônica do idoso liga-se a clone B, frequentemente de zona marginal, e a DAF aguda policlonal a Mycoplasma pneumoniae ou ao vírus Epstein-Barr; a investigação de doença de base é parte integrante do diagnóstico da AHAI do adulto
CORRETO : Mapear a AHAI à doença de base é obrigação do clínico: LES e linfoides para a forma quente; clone B para a DAF crônica; Mycoplasma/EBV para a DAF aguda; fármacos quando a cronologia for compatível. A forma “idiopática” só se sustenta após essa varredura

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

DISCURSIVA: (193086 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Em relação à reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado, discorra sobre a estimativa do volume necessário, tipo de líquidos mais apropriados, momento oportuno para o seu início e metodologia para avaliação da reposição. (0,5 pontos)


RATING: 3.05

Em relação à reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado, discorra sobre a estimativa do volume necessário, tipo de líquidos mais apropriados, momento oportuno para o seu início e metodologia para avaliação da reposição. (0,5 pontos)

Reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado:
  • A reposição inicial é realizada com soluções cristaloides, preferindo-se a solução de Ringer Lactato, no volume de 2000 mililitros para um homem adulto de 70 quilogramas e 20 mililitros por quilograma de peso para crianças (0,095 p)
  • Reposições adicionais são realizadas de acordo com a estimativa da perda, com base nas classes de choque, na proporção de 3 (três) volumes repostos para cada volume perdido e com a resposta apresentada pelo paciente. (0,045 p)
  • Nas perdas superiores a 30 % da volemia, é necessária a reposição de glóbulos vermelhos com o objetivo de manter-se a hemoglobina em 10 gramas/100 mL. (0,045 p)
  • O momento ideal para iniciar-se a reposição volêmica é o mais precoce possível, mas às vezes deve ser retardado em função da possibilidade de perda sanguínea em evolução e da distância entre o local do acidente e o local de referência para o atendimento. (0,045 p)
  • Se o local do atendimento implique numa demora para remoção menor que 30 minutos e existam evidências de sangramento continuado, a reposição deve ser retardada e iniciada já no Hospital de referência. (0,045 p)
  • Quando o tempo estimado para a remoção for maior que 30 minutos, a reposição volêmica deverá iniciar-se no local do acidente, mas devendo aceitar-se a manutenção de certo grau de hipotensão arterial, o que é chamado de hipotensão permissiva, para que não ocorram perdas sanguíneas ocasionadas por reposição muito vigorosa. (0,045 p)
  • Reposição plena somente deverá ocorrer quando estiver garantida a cessação da perda sanguínea. (0,045 p)
  • A avaliação da reposição é realizada pela observação do comportamento dos sinais vitais, volume urinário e perfusão tecidual. (0,045 p)
  • Nos sangramentos importantes e sobretudo em idosos e portadores de comorbidades, é necessária a monitorização de parâmetros hemodinâmicos, tais como a pressão venosa central e a pressão capilar pulmonar. (0,045 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

CASO CLINICO: (225296 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Criança de 6 anos, internada para tratamento de miocardite diagnosticada 4 dias atrás, apresentou de repente palpitações de início súbito e desconforto torácico. A pressão arterial era de 68 x 40 mm Hg e a frequência cardíaca era de 212 bpm. O eletrocardiograma de 12 derivações realizado no leito revelou taquicardia de complexo alargado.

  1. Com base na apresentação inicial, qual o diagnóstico da arritmia? - 0,1 pontos
  2. Se a paciente ainda está consciente, qual é a abordagem da arritmia? - 0,2 pontos
  3. Se a paciente for inconsciente, qual é a abordagem da arritmia? - 0,2 pontos



RATING: 3.01

(1) Com base na apresentação inicial, qual o diagnóstico da arritmia?

Taquicardia ventricular monomórfica.- 0,1 p

COMENTARIO (SEM PONTUAÇÃO): é uma série de três ou mais ESV com frequência cardíaca de 120 a 200 bpm.

Os complexos QRS são alargados e bizarros, com ondas T na direção oposta às dos QRS.

A duração e a morfologia dessa arritmia podem ser diferentes, classificando-a em dois grandes criterios:

PELA DURAÇÃO:

  • salva de TV – poucos batimentos seguidos
  • TV não sustentada – duração menor que 30 segundos;
  • TV sustentada – duração maior que 30 segundos;
  • TV incessante – TV prolongada que domina o ritmo cardíaco

PELA MORFOLOGIA:

  • monomórfica, quando há uma morfologia de QRS dominante
  • polimórfica, quando há alteração da morfologia do QRS batimento a batimento

(2) Se a paciente ainda está consciente, qual é a abordagem da arritmia?

Se o paciente estiver consciente, pode ser feita infusão intravenosa de lidocaína. - 0,2 pontos

(3) Se a paciente for inconsciente, qual é a abordagem da arritmia?

Se o paciente estiver com rebaixamento do nível de consciência ou se houver evidência de baixo débito cardíaco - cardioversão elétrica sincronizada. - 0,2 pontos

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.01)




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