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NEOPLASIA DE CÓLON (ÁREA DE CIRURGIA)

O câncer colorretal representa a terceira neoplasia maligna mais frequente em termos de incidência global.

No âmbito do cólon, as regiões de maior acometimento são o sigmoide e o descendente, seguidas em ordem decrescente pelo ceco-ascendente e pelo transverso, o que reflete padrões de distribuição que devem ser considerados na abordagem diagnóstica e terapêutica.

Quanto às diferenças relacionadas ao sexo, observa-se que o câncer retal predomina nos indivíduos do sexo masculino, ao passo que o câncer de cólon manifesta-se com incidência equivalente entre homens e mulheres, ressaltando a importância de fatores hormonais e ambientais na patogênese.

Por fim, do ponto de vista histológico, o adenocarcinoma constitui a variante predominante no espectro do câncer colorretal, representando mais de 90% das neoplasias malignas dessa origem, o que reforça a necessidade de uma análise morfológica precisa para o planejamento oncológico adequado.


OBJETIVA: (1427814 votos)..........96.26% das questões objetivas receberam votos.
Escolar, nove anos, é trazido à emergência apresentando há três horas dor abdominal intensa epigástrica, vômitos incoercíveis e febre (38ºC). A criança assume posição antálgica com flexão de quadril e joelhos, deitando de lado. História patológica: asma brônquica; epilepsia (usa ácido valproico). Exame físico: irritado, desidratado; distensão abdominal, massa palpável em epigástrio. O exame laboratorial mais específico para o diagnóstico, neste caso, é:
A. lipase
B. glicemia
C. amilase
D. triglicérides
E. creatinfosfoquinase CPK

  RATING: 3.16

Escolar, nove anos, é trazido à emergência apresentando há três horas dor abdominal intensa epigástrica, vômitos incoercíveis e febre (38ºC). A criança assume posição antálgica com flexão de quadril e joelhos, deitando de lado. História patológica: asma brônquica; epilepsia (usa ácido valproico). Exame físico: irritado, desidratado; distensão abdominal, massa palpável em epigástrio. O exame laboratorial mais específico para o diagnóstico, neste caso, é:

A. lipase
CORRETO: Em um escolar com dor abdominal forte, vômitos incoercíveis e típica posição antálgica, com história de uso de ácido valpróico, a pancreatite deve ser sempre lembrada. Dentre os principais medicamentos causadores de pancreatite aguda na criança encontra-se o ácido valpróico. Considerando esta hipótese, a dosagem de lípase sérica é considerada atualmente como de escolha para seu diagnóstico laboratorial, sendo mais específica que a amilase já que aumenta em 4 a 8 horas com pico entre 24 e 48 horas, mantendo-se elevada por 8 a 14 dias a mais que a amilase (que se mantém elevada por cerca de 4 dias).
B. glicemia
INCORRETO : A hipertrigliceridemia pode ser causa de pancreatite, mas por si não ajuda no diagnóstico, assim como a hiperglicemia.
C. amilase
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. triglicérides
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. creatinfosfoquinase CPK
INCORRETO : A creatinofosfoquinase (CPK) é uma enzima que desempenha um importante papel regulador no metabolismo dos tecidos contráteis. Está presente principalmente nos músculos, tecido cardíaco e no cérebro. Na eletroforese, podem ser identificadas três isoenzimas: CPK-BB é a forma encontrada no cérebro; a CPK-MB é forma encontrada no miocárdio (músculo cardíaco), e a CPK-MM é forma encontrada no músculo estriado.
As duas maiores variantes conhecidas são denominadas macro-CPK, tipos 1 e 2. A macro-CPK do tipo 1 é comumente observada em idosos, especialmente em mulheres. A do tipo 2 está presente em pacientes que apresentam um quadro de metástases tumorais ou outras enfermidades de alta gravidade. A macro-CPK pode interferir na análise da CPK-MB, elevando os seus níveis.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.16)

DISCURSIVA: (199614 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Descreva a sequência de sintomas oculares decorrentes da hipovitaminose A. (0,5 pontos)




RATING: 3.06

Descreva a sequência de sintomas oculares decorrentes da hipovitaminose A. (0,5 pontos)


Sequência dos sintomas oculares:


O primeiro sintoma é a cegueira noturna / nictalopia (XN) (0,12 p): o paciente enxerga mal ao entardecer, a criança tropeça ou recusa-se a brincar no escuro. Segue-se a xerose conjuntival (X1A) (0,08 p): a conjuntiva perde o brilho, fica opaca, enrugada e seca pela perda de células de Goblet e de mucina. Sobre esse terreno surgem as manchas de Bitot (X1B) (0,10 p): placas branco-acinzentadas, espumosas, em geral na conjuntiva bulbar temporal junto ao limbo (células queratinizadas descamadas + Corynebacterium xerosis). Atingida a córnea, aparece a xerose corneana (X2) (0,08 p): superfície fosca, opaca, com erosões pontilhadas — último estágio em que a reposição em alta dose ainda pode preservar a visão basal. Sem tratamento, evolui para úlcera de córnea / ceratomalácia (X3A se < 1/3; X3B se ≥ 1/3) (0,08 p): necrose coliquativa, amolecimento e risco de perfuração (emergência). A sequela é a cicatriz corneana (XS) (0,04 p), com prejuízo visual estrutural. O fundus xeroftálmico (XF) é raro e de deficiência crônica.


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - DISVITAMINOSES

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

CASO CLINICO: (231820 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Criança de sexo feminino, de 8 anos, raça caucasiana, iniciou 15 minutos depois de tomar uma dose de de amoxi-clavulanato um quadro de reação urticariforme generalizada, dispneia alta progressiva, disfonia e lipotimia com perda de conhecimento com aproximadamente 5 minutos de duração, sendo transportada com ambulância no hospital. Ao exame objectivo documentou-se taquicardia (118 bpm); hipotensão (75/60 mmHg); hiperêmia leve da orofaringe e rash cutâneo eritematoso e pruriginoso disseminado, com extremidades quentes. A observação otorrinolaringológica revelou leve edema da região aritenoideia com lúmen glótico discretamente reduzido.
O estudo efetuado no serviço de urgência revelou: hemograma, leucograma e bioquímica geral dentro dos valores de referência; radiografia póstero-anterior do tórax sem alterações e electrocardiograma com taquicardia sinusal.
Apresentava antecedentes pessoais de rinoconjuntivite alérgica persistente medicada habitualmente com budesonida tópico nasal. Mãe da criança negava antecedentes de asma brônquica ou queixas sugestivas de alergia alimentar ou medicamentosa, nomeadamente em relação aos alimentos ou fármacos. Dos antecedentes familiares, salientava-se apenas rinoconjuntivite alérgica materna.
Sobre o caso apresentado, pergunta-se:
A) Qual é o diagnóstico da urgência? 0,0625 pontos
B) Qual é a sequência correta de atendimento? 0,3125 pontos
C) Quanto tempo o paciente tem que ser mantido em observação, depois de ser estabilizado? 0,0625 pontos
D) Quais são as medidas que devem ser tomadas, no momento da alta ? 0,0625 pontos


RATING: 3.13

A) Qual é o diagnóstico da urgência?
Anafilaxia. (0,0625 p)
Discussão: A anafilaxia é altamente provável quando qualquer um dos três critérios abaixo for preenchido:
1) Doença de início agudo (minutos a várias horas) com envolvimento da pele, tecido mucoso ou ambos (ex: urticária generalizada, prurido ou rubor facial, edema de lábios, língua e úvula) e pelo menos um dos seguintes:
a) comprometimento respiratório (ex: dispneia, sibilância, broncoespasmo, estridor, redução do pico de fluxo expiratório [PFE], hipoxemia).
b) Redução da pressão arterial ou sintomas associados de disfunção terminal de órgão (ex: hipotonia [colapso], síncope, incontinência).
2) Dois ou mais dos seguintes que ocorrem rapidamente após a exposição a provável alérgeno para um determinado paciente (minutos ou várias horas):
a) envolvimento de pele-mucosa (urticária generalizada, prurido e rubor, edema de lábio-língua-úvula).
b) comprometimento respiratório (dispneia, sibilância-broncoespasmo, estridor, redução do PFE, hipoxemia).
c) Redução da pressão sanguínea ou sintomas associados (ex: hipotonia [colapso], síncope, incontinência).
d) Sintomas gastrintestinais persistentes (ex: cólicas abdominais, vômitos).
3) Redução da pressão sanguínea após exposição a alérgeno conhecido para determinado paciente (minutos ou várias horas):
a) Lactentes e crianças: pressão sistólica baixa (idade específica) ou maior do que 30% de queda na pressão sistólica
b) Adultos: pressão sistólica abaixo de 90 mmHg ou queda maior do que 30% do seu basal.
Na criança pressão sistólica baixa é definida como inferior a 70 mmHg para a idade de um mês a um ano, menor do que (70 mmHg + [2 x idade]) para os de um a dez anos e abaixo de 90 mmHg para os entre 11 e 17 anos.

B) Qual é a sequência correta de atendimento?
A imediata intervenção para o acesso às vias aéreas e à circulação, com o objetivo principal da manutenção adequada dos sinais vitais, é o primeiro passo na conduta emergencial. Desta forma, o médico deve necessariamente:
1. manter as vias aéreas pérvias (0,0625 p)
2. avaliar os sinais vitais (0,0625 p)
3. administrar adrenalina concentração 1/1000, na dose de 0,2 a 0,5 mL (0,01 mg/kg em crianças, máximo de 0,3 mg) por via intramuscular (preferencial, por apresentar nível sérico mais elevado e em maior rapidez que a aplicação subcutânea) na face ântero-lateral da coxa a cada cinco a dez minutos (0,0625 p)
4. oxigenioterapia (0,0625 p)
5. manter o paciente em posição supina com elevação dos pés. (0,0625 p)

C) Quanto tempo o paciente tem que ser mantido em observação, depois de ser estabilizado?
O paciente deve permanecer em observação por 2 a 24 horas ou até se estabelecer o controle da crise aguda. (0,0625 p)

D) Quais são as medidas que devem ser tomadas, no momento da alta?
Na alta da emergência deve receber prescrição de anti-histamínicos e corticosteroides por via oral pelo prazo de cinco a sete dias e ser orientado a procurar assistência medica especializada. (0,0625 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.13)




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