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PEDIATRIA PREVENTIVA E CRIANÇA SAUDÁVEL (ÁREA DE PEDIATRIA)

A cultura, etnia, linguagem, situação socioeconómica, necessidade de tratamento especial de saúde e fundamentos educacionais são atributos exclusivos de cada criança e da sua família.

Para incluir essas crianças e suas famílias no processo de supervisão da saúde o pediatra tem que avaliar essas familias de maneira comunicativa e compreensiva, instruindo sobre problemas de saúde, reconhecendo suas potencialidades e adquirindo sua confiança

Isto facilita inclusive a detecção precoce de doenças durante os intervalos das consultas regularmente esquematizadas.

A comunicação efetiva está no coração do estabelecimento de uma relação terapêutica. Nas consultas de controle da saúde, o papel do pediatra é expandido de simples diagnosticador para o de terapeuta, educador e conselheiro. 

OBJETIVA: (1421623 votos)..........96.09% das questões objetivas receberam votos.
Adenocarcinoma gastrico era o câncer mais comum no mundo inteiro na década de 1980. Atualmente é ultrapassado em incidência pelo:
A. câncer de próstata
B. cancer de cólon
C. câncer pulmonar
D. câncer de pele
E. câncer de mama

  RATING: 3.02

Adenocarcinoma gastrico era o câncer mais comum no mundo inteiro na década de 1980. Atualmente é ultrapassado em incidência pelo:

A. câncer de próstata
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. cancer de cólon
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. câncer pulmonar
CORRETO : Adenocarcinoma era o câncer mais comum no mundo inteiro na década de 1980. Atualmente é ultrapassado em incidência pelo câncer pulmonar.
D. câncer de pele
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. câncer de mama
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

DISCURSIVA: (198836 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discorra, de forma exclusivamente teórica, sobre o bócio subesternal, respondendo de modo objetivo e fundamentado aos itens abaixo.

  1. Defina bócio subesternal e diferencie as formas primária e secundária quanto à origem, continuidade anatômica e vascularização. (0,12 pontos)
  2. Explique os fatores anatômicos e mecânicos que favorecem a descida mediastinal do bócio. (0,08 pontos)
  3. Relacione as manifestações clínicas compressivas clássicas e descreva o sinal de Pemberton. (0,10 pontos)
  4. Compare o papel da radiografia de tórax e da tomografia computadorizada no diagnóstico e no planejamento cirúrgico. (0,10 pontos)
  5. Fundamente o tratamento de escolha, a via de acesso predominante e as situações em que se considera esternotomia. (0,10 pontos)




RATING: 2.73

Discorra, de forma exclusivamente teórica, sobre o bócio subesternal, respondendo de modo objetivo e fundamentado aos itens abaixo.

  1. Defina bócio subesternal e diferencie as formas primária e secundária quanto à origem, continuidade anatômica e vascularização. (0,12 pontos)
  2. Explique os fatores anatômicos e mecânicos que favorecem a descida mediastinal do bócio. (0,08 pontos)
  3. Relacione as manifestações clínicas compressivas clássicas e descreva o sinal de Pemberton. (0,10 pontos)
  4. Compare o papel da radiografia de tórax e da tomografia computadorizada no diagnóstico e no planejamento cirúrgico. (0,10 pontos)
  5. Fundamente o tratamento de escolha, a via de acesso predominante e as situações em que se considera esternotomia. (0,10 pontos)


1. Definição e classificação em primário e secundário

Bócio subesternal (também denominado retrosternal, mergulhante ou endotorácico) é o aumento tireoidiano que se estende abaixo do estreito torácico superior / incisura esternal. (0,03 p)

Critério frequentemente adotado (Katlic): mais de 50% do volume glandular situa-se abaixo do opérculo torácico. (0,02 p)

Forma primária (ectópica / aberrante): origina-se de tecido tireoidiano mediastinal sem continuidade com a glândula cervical. (0,02 p)
Recebe vascularização torácica (artéria torácica interna, aorta e ramos mediastinais) e é rara (cerca de 1% dos casos). (0,02 p)

Forma secundária (a grande maioria, ≈99%): resulta da descida caudal de um bócio de origem cervical, mantém continuidade com a tireoide do pescoço e é nutrida pelas artérias tireóideas. (0,03 p)

Subtotal do item 1: 0,12 p


2. Fisiopatologia da descida mediastinal

O pescoço é limitado por estruturas rígidas (esterno, clavículas, musculatura e fácias), de modo que o crescimento glandular encontra menor resistência no sentido caudal, em direção ao mediastino. (0,02 p)

Concorrem para a migração: a gravidade. (0,02 p)
A pressão negativa intratorácica. (0,02 p)
Os movimentos repetidos de deglutição, que “empurram” o tecido para baixo. (0,02 p)

Predomina a localização no mediastino anterior; a extensão posterior é menos frequente.


3. Manifestações compressivas e sinal de Pemberton

Compressão traqueal: dispneia (frequentemente pior em decúbito), tosse e estridor. (0,02 p)
Compressão esofágica: disfagia. (0,02 p)
Acometimento do nervo laríngeo recorrente: rouquidão / disfonia. (0,02 p)
Compressão venosa: turgência jugular, circulação colateral e, em casos avançados, síndrome da veia cava superior. (0,02 p)

Sinal de Pemberton: ao elevar os membros superiores, ocorre rubor facial, turgência venosa cervical e dispneia, por obstrução do retorno venoso no estreito torácico. (0,02 p)

Parte dos pacientes permanece oligo ou assintomática, sendo o achado incidental em exame de imagem.

Subtotal do item 3: 0,10 p


4. Métodos de imagem

A radiografia de tórax (PA e perfil) funciona como exame de rastreio: pode revelar alargamento do mediastino ântero-superior e desvio ou estreitamento traqueal. (0,03 p)

A tomografia computadorizada (preferencialmente com contraste) é o exame de escolha. (0,02 p)

Permite mensurar a extensão caudal, a relação com o arco aórtico, a traqueia, o esôfago e os grandes vasos, e distinguir mediastino anterior de posterior. (0,03 p)

Esses dados fundamentam o planejamento da via de acesso (cervical isolada versus necessidade de esternotomia). (0,02 p)

A ultrassonografia avalia bem o componente cervical, mas não delimita adequadamente o mediastino.


5. Tratamento e vias de acesso

O tratamento de escolha é cirúrgico (tireoidectomia), inclusive em muitos casos assintomáticos, diante do risco de compressão progressiva, de dificuldade anestésica futura e de malignidade oculta. (0,03 p)

A via predominante é a cervicotomia: a maioria dos bócios secundários pode ser extraída por via cervical, pois a vascularização permanece cervical. (0,03 p)

Esternotomia (parcial ou total) deve ser considerada quando houver: bócio primário sem conexão cervical; extensão abaixo do arco aórtico ou para o mediastino posterior; recidiva após cirurgia prévia; suspeita de invasão maligna; ou impossibilidade de mobilização segura apenas pelo pescoço. (0,04 p)

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - BÓCIO SUBSTERNAL

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.73)

CASO CLINICO: (231033 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
(I) Um lactente de 18 meses que não passou com o pediatra por mais de um ano apresenta uma área da fralda com severa erupção cutânea. Ele não recebeu nenhuma imunização desde a idade de 2 meses, porque sua mãe afirma que eles “não tiveram tempo”. A criança parece apresentar atraso no desenvolvimento. Qual é o seu próximo passo? - (0,1 pontos)
(II) Enumeram 5 (cinco) fatores que aumentam o risco de abuso infantil? - (0,4 pontos)



RATING: 3.04

Um lactente de 18 meses que não passou com o pediatra por mais de um ano apresenta uma área da fralda com severa erupção cutânea. Ele não recebeu nenhuma imunização desde a idade de 2 meses, porque sua mãe afirma que eles “não tiveram tempo”. A criança parece apresentar atraso no desenvolvimento. Qual é o seu próximo passo?

R: Você deve relatar o caso aos serviços de proteção à criança (0,05 p), pois negligência é uma forma de abuso infantil (0,05 p).

DISCUSSÃO: Negligência é definida como não atender às necessidades nutricionais ou de desenvolvimento de uma criança. A negligência é a  forma mais comum de maus-tratos à criança. Pacientes que são negligenciados podem apresentar deficiência de crescimento, falta de higiene, atraso no desenvolvimento e imunizações atrasadas.

(II) Enumeram 5 (cinco) fatores que aumentam o risco de abuso infantil? (acordar 0,08 p para cada um do maximo 5 fatores relatados corretamente desta lista abaixo, não importando a ordem)

R: Fatores de risco que contribuem para o abuso infantil:

  • baixo status socioeconômico
  • pais que foram abusados ​​quando crianças
  • vários filhos na casa
  • menores de 5 anos
  • mães com menos de 19 anos,
  • família com um dos pais solteiros
  • abuso de substâncias
  • crianças deficientes ou com necessidades especiais
  • gravidez de gestação múltipla
  • gravidez indesejada

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.04)




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