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PARTO PREMATURO (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

O problema clinica e diagnostica do parto prematuro começa ainda no prenatal. O medico tem que descobrir quais são as chances que a mãe tem por um parto prematuro.
Por isso, tem que pensar, primeiro, nos fatores de risco por parto prematuro. Eles são classificados em:

  1. Epidemiológicos – sócio econômico (menor nível, desnutridas), gravidez indesejada, pré-natal inadequado, estresse (atenção á profissão !!!), tabagismo, alcoolismo, consumo de drogas
  2. Ginecológicos: amputação do colo uterino, malformações uterinas (útero septado, bicornes, miomas)
  3. Obstétricos: presença de infecção amniótica (ascendente – Bacteróides e Gardnerella – ATENÇÃO A SECREÇÃO) – ativação das elastáses que da esvaecimento do colo e as vezes a rotura das membranas, alterações hormonais (especialmente alterações de progesterona), incompetência cervical (colo que não consegue segurar o feto – a historia típica e aquela grávida que da luz mais e mais cedo cada gravidez), DPP, placenta praevia, malformações fetais, partos prematuros anteriores.
  4. Clínico-cirúrgicos: diabetes, HTA, doenças de tireóide, infecções, doenças renais), as vezes e prematuridade eletiva.
  5. Iatrógenos: inconcebíveis !!!! – erros de calculo na idade gestacional
  6. Idiopáticos – partos prematuros sem motivo ou com motivo deconhecido

OBJETIVA: (1386311 votos)..........94.89% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher de 75 anos chega ao pronto-socorro com queixas de náuseas e vômitos sem sangramentos nos últimos 4 dias. O paciente relata que tanto a náusea quanto o vômito vêm em “ondas”; ou seja, várias horas vão se passar durante o qual ela se sente bem antes que o vômito volte repentinamente. Uma história detalhada revela que a mulher foi informada há vários meses que ela 'tem pedras na vesícula biliar', mas ela tem medo de cirurgia. A paciente não evacuou por 7 dias. No exame físico a temperatura é de 38,4° C e o abdômen está distendido com sons intestinais agudos. Qual é o exame mais apropriado para essa paciente com suspeita de íleo biliar?
A. Ultrassom abdominal
B. Laparoscopia diagnóstica
C. Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica
D. Cintilografia de ácido iminodiacético hepático
E. Raio-X simples do abdômen

  RATING: 3.24

Uma mulher de 75 anos chega ao pronto-socorro com queixas de náuseas e vômitos sem sangramentos nos últimos 4 dias. O paciente relata que tanto a náusea quanto o vômito vêm em “ondas”; ou seja, várias horas vão se passar durante o qual ela se sente bem antes que o vômito volte repentinamente. Uma história detalhada revela que a mulher foi informada há vários meses que ela 'tem pedras na vesícula biliar', mas ela tem medo de cirurgia. A paciente não evacuou por 7 dias. No exame físico a temperatura é de 38,4° C e o abdômen está distendido com sons intestinais agudos. Qual é o exame mais apropriado para essa paciente com suspeita de íleo biliar?

A. Ultrassom abdominal
INCORRETO: Ultrassom abdominal pode até descobrir as fístulas enterobiliares, mas neste caso é limitado devido à reflexão do gás intestinal.
B. Laparoscopia diagnóstica
INCORRETO : O diagnóstico de íleo biliar é feito no pré-operatório em cerca de 50% dos pacientes e geralmente com laparotomia ou laparoscopia. No entanto, os testes de diagnóstico não invasivos, como Rx simples e até a tomografia computadorizada, devem ser tentados primeiro.
C. Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica
INCORRETO : Colangiopancreatografia endoscópica retrógrada só é útil para demonstrar uma fístula se a vesícula biliar estiver capaz de ser preenchida no momento do diagnóstico.
D. Cintilografia de ácido iminodiacético hepático
INCORRETO : O exame hepático de ácido iminodiacético é um estudo de medicina nuclear que é usado para avaliar a vesícula biliar e o árvore biliar quanto a obstrução. É mais útil em casos agudos de colecistite e na verdade nem forneceria informações sobre a suspeita de obstrução intestinal do paciente, embora possa demonstrar uma fístula biliar-entérica.
E. Raio-X simples do abdômen
CORRETO : O íleo biliar é uma complicação incomum da colelitíase e ocorre quando um cálculo biliar entra no intestino através de uma fístula biliar-entérica e cria uma obstrução, geralmente na válvula ileocecal. Em todos os pacientes com suspeita de obstrução do intestino delgado, Rx simples supinos e eretos que podem ser obtidos rapidamente, são o primeiro teste diagnóstico de escolha. Eles podem mostrar ar sob o diafragma devido a perfuração, ou na árvore biliar ou sinais de obstrução parcial ou completa. A visualização direta do cálculo biliar é possível em 15% das vezes porque a maioria dos cálculos biliares é radiotransparente. A TC do abdome é um teste confirmatório útil nesses pacientes e forneceria melhores detalhes anatômicos antes da cirurgia.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.24)

DISCURSIVA: (194578 votos) ..........96.91% das questões discursivas receberam votos.
1) Defina a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) em pediatria. 0,3 pontos
2) Defina a sepse para a faixa etária pediátrica. 0,1 pontos
3) Defina a sepse grave em pacientes pediátricos. 0,1 pontos


RATING: 3.01

1) Defina a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) em pediatria. 0,3 pontos
2) Defina a sepse para a faixa etária pediátrica. 0,1 pontos
3) Defina a sepse grave em pacientes pediátricos. 0,1 pontos

1) Defina a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) em pediatria.
Síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) em pediatria é definida como presença de pelo menos dois dos seguintes critérios, sendo que um deles deve ser alteração da temperatura ou do número de leucócitos:(0,05 p)

  1. Alteração de temperatura corpórea - hipertermia ou hipotermia(0,05 p)
  2. Taquicardia - frequência cardíaca (FC) inapropriada para idade na ausência de estímulos externos ou bradicardia para criança <1 ano (0,05 p)
  3. Taquipneia - frequência respiratória (FR) inapropriada para idade(0,05 p) OU necessidade de ventilação mecânica para um processo agudo não relacionado à doença neuromuscular de base ou necessidade de anestesia geral. (0,05 p)
  4. Alteração de leucócitos – leucocitose ou leucopenia não secundárias à quimioterapia, ou presença de formas jovens de neutrófilos no sangue periférico.(0,05 p)
2) Defina a sepse para a faixa etária pediátrica.
Sepse caracteriza-se pela presença de dois ou mais sinais de SIRS, (0,05 p) sendo um deles hipertermia/hipotermia e/ou alteração de leucócitos,, concomitantemente à presença de quadro infeccioso confirmado ou suspeito.(0,05 p)
3) Defina a sepse grave em pacientes pediátricos.
Sepse grave em pacientes pediátricos caracteriza-se pela presença de sepse e disfunção cardiovascular OU respiratória OU duas ou mais disfunções orgânicas entre as demais. (0,05 p). Entretanto, para fins práticos qualquer disfunção orgânica associada a infecção suspeita ou confirmada caracterizará sepse grave. (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (226679 votos)..........96.85% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 27 anos, previamente hígida até os 19 anos, quando foi submetida a mastectomia radical por carcinoma ductal invasor de mama esquerda (grau histológico 3, triplo-negativo). Aos 24 anos apresentou osteossarcoma de fêmur distal direito, tratado com quimioterapia neoadjuvante e ressecção com prótese.
Há 4 meses iniciou quadro de virilização rápida (hirsutismo, acne, clitoromegalia), hipertensão arterial de início recente, ganho ponderal e dor em flanco esquerdo.
Exames laboratoriais revelam cortisol sérico não suprimível, ACTH indetectável, DHEAS e testosterona marcadamente elevados.
TC de abdome evidencia massa adrenal esquerda de 9,5 cm, heterogênea, com necrose e invasão de veia renal.
A história familiar é altamente relevante: mãe falecida aos 32 anos por carcinoma de mama; irmão falecido aos 11 anos por rabdomiossarcoma de parede torácica; avô materno falecido aos 45 anos por glioma cerebral; tia materna com leucemia mielóide aguda aos 38 anos.
A paciente não apresenta estigmas de outras síndromes genéticas conhecidas.

Questões:

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,11 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,11 pontos)
III. Qual a melhor modalidade de confirmar o diagnóstico?  (0,11 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,09 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,08 pontos)





RATING: 2.99

I. Suspeita diagnóstica
Síndrome de Li-Fraumeni (LFS) (0,03 p) com carcinoma adrenocortical como tumor componente atual. (0,03 p)
A associação de múltiplos tumores primários em idade jovem (câncer de mama, osteossarcoma e agora carcinoma adrenocortical) preenchendo critérios clássicos e de Chompret. (0,05 p)
II. Possível causa da doença diagnosticada
Mutação germinativa no gene TP53 (cromossomo 17p13.1), de herança autossômica dominante. (0,07 p)
A mutação determina perda da função de “guardião do genoma”, permitindo acumulação de danos no DNA e predisposição a neoplasias múltiplas. (0,04 p)
III. Melhor modalidade de confirmar o diagnóstico
Sequenciamento completo do gene TP53 (análise de mutações germinativas) a partir de DNA de leucócitos periféricos. (0,08 p)
O diagnóstico molecular é o padrão-ouro, superando critérios clínicos isolados. (0,03 p)
IV. Principal diagnóstico diferencial
Síndrome de câncer de mama e ovário hereditário (mutações BRCA1/BRCA2) ou outras síndromes de predisposição a sarcomas (como a síndrome de Werner). (0,06 p)
A presença de carcinoma adrenocortical e de tumores do espectro clássico de Li-Fraumeni (osteossarcoma, glioma, leucemia) torna essas alternativas menos prováveis. (0,03 p)
V. Tratamento da moléstia
Não existe tratamento curativo da predisposição genética; o manejo consiste em vigilância intensiva protocolada (ressonância de corpo inteiro anual, mamografia/RM de mama, exames laboratoriais e de imagem dirigidos) e aconselhamento genético familiar. (0,05 p)
Para o carcinoma adrenocortical atual: ressecção cirúrgica completa (0,01 p) + mitotano adjuvante (0,01 p) e, se necessário, quimioterapia sistêmica. (0,01 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.99)




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