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PROLAPSO DA VALVA MITRAL (CARDIOPATIAS CONGÊNITAS REGURGITANTES ACIANOTICAS) (ÁREA DE PEDIATRIA)

Na verdade, o que é um prolapso? Grosso modo, é uma uma alteração mecânica anormal da valva. Na maioria dos casos essa valvula é a valvula mitral.

O que a gente vê? Um abaulamento de um ou de ambos os folhetos mitrais, especialmente da cúspide posterior, para dentro do átrio esquerdo ao se chegar no final da sístole.


OBJETIVA: (1431134 votos)..........96.35% das questões objetivas receberam votos.
Um feto do sexo feminino apresenta fusão parcial dos 2 ductos müllerianos e falha completa de reabsorção do septo. A anomalia uterina resultante é chamada de:
A. agenesia mülleriana
B. septo vaginal
C. útero unicorno
D. útero didelfo
E. útero septado

  RATING: 2.98

Um feto do sexo feminino apresenta fusão parcial dos 2 ductos müllerianos e falha completa de reabsorção do septo. A anomalia uterina resultante é chamada de:

A. agenesia mülleriana
INCORRETO: A agenesia de vagina é uma falha no alongamento dos duetos müllerianos até o nível do seio urogenital.
B. septo vaginal
INCORRETO : Um septo vaginal se forma quando ocorre um defeito de reabsorção do septo.
C. útero unicorno
INCORRETO : Um útero unicorno resulta quando existe agenesia de um ducto mülleriano.
D. útero didelfo
CORRETO : Um útero didelfo resulta quando existe uma fusão parcial e defeito de reabsorção do septo. Isso resulta em 2 cavidades uterinas e 2 colos.
E. útero septado
INCORRETO : Um útero septado apresenta uma fusão mülleriana bem-sucedida, mas reabsorção incompleta do septo.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.98)

DISCURSIVA: (200095 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Diante de um recém-nascido com quadro de sepse clínica, cite os exames indicados para isolamento do possível micro-organismo envolvido no processo, bem como os exames coadjuvantes para auxiliar o diagnóstico.



RATING: 2.95

Diante de um recém-nascido com quadro de sepse clínica, cite os exames indicados para isolamento do possível micro-organismo envolvido no processo, bem como os exames coadjuvantes para auxiliar o diagnóstico.

Exames para isolamento do micro-organismo:

  • Hemocultura (0,10 p): coleta preferencial antes da primeira dose de antimicrobiano; volume adequado (≥ 1 mL); padrão-ouro etiológico, ainda que de sensibilidade limitada.
  • Exame de líquor (0,08 p): punção lombar, se o recém-nascido estiver estável; bacterioscopia, cultura, celularidade, proteína e glicose (relação líquor/sangue).
  • Urocultura (0,07 p): punção suprapúbica ou cateterismo; relevância sobretudo na sepse tardia; saco coletor é inadequado.
  • Cultura de aspirado traqueal (0,05 p): indicada no recém-nascido intubado com foco respiratório; não substitui a hemocultura.

Exames coadjuvantes:

  • Testes hematológicos (0,10 p): hemograma com diferencial; valorizar neutropenia, relação neutrófilos imaturos/totais e plaquetopenia; interpretação isolada é insuficiente.
  • Testes imunológicos (0,10 p): proteína C-reativa (idealmente seriada); quando disponível, procalcitonina. Avaliam resposta inflamatória e auxiliam exclusão ou seguimento, sem identificar o agente.


FONTE:

  • Ministério da Saúde. Atenção à Saúde do Recém-Nascido: guia para os profissionais de saúde. Vol. 2. Capítulo 14 – Sepse neonatal precoce.

  • NICE NG195. Neonatal infection: antibiotics for prevention and treatment. Investigations before starting antibiotics.

  • Merck Manual. Neonatal Sepsis – Diagnosis.

  • ARUP Consult. Sepsis in Newborns.

  • Medscape. Neonatal Sepsis Workup.

  • AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

    CASO CLINICO: (232262 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

    Paciente masculino, branco, 70 anos, tabagista crônico (50 maços-ano), com exposição ocupacional prévia em indústria de tintas, procura atendimento por hematúria indolor macroscópica recorrente há 3 meses, associada a sintomas irritativos vesicais (urgência e frequência). Exame físico sem massa pélvica palpável. Ultrassonografia mostra lesão papilar na bexiga. Citologia urinária positiva para células de alto grau. Não há hidronefrose.

    I. Qual é a suspeita diagnóstica principal? ....................... 0,15 pontos
    II. Qual a possível causa etiológica mais provável da doença diagnosticada? ............... 0,15 pontos
    III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ...................... 0,10 pontos
    IV. Qual o tratamento inicial recomendado para a forma não músculo-invasiva suspeitada?  .............. 0,10 pontos



    RATING: 3.06

    Resposta à Questão I (Suspeita diagnóstica)
    A suspeita diagnóstica principal é carcinoma urotelial de bexiga.
    • Hematúria indolor macroscópica recorrente é a manifestação clínica mais frequente, presente em até 80% dos pacientes (0,05 p).
    • Homem branco idoso apresenta incidência 2,5 a 4 vezes maior que em mulheres, com pico entre 80-84 anos e risco de tumor invasivo de 3,5% a partir dos 70 anos (0,05 p).
    • Citologia positiva para células de alto grau associada a lesão papilar na ultrassonografia reforça lesão urotelial (0,05 p).

    Resposta à Questão II (Possível causa etiológica)
    A causa etiológica mais provável é o tabagismo crônico (fator de risco ambiental principal).
    • Tabagismo é o fator de risco mais importante e mais bem estudado; fumantes têm de 2 a 4 vezes mais chance de desenvolver câncer de bexiga, com associação proporcional à quantidade e ao tempo de exposição (0,05 p).
    • Alfa- e beta-naftilaminas do cigarro são absorvidas, eliminadas na urina e causam dano celular repetido direto no urotélio (0,05 p).
    • Exposição ocupacional (indústria de tintas) responde por 15% a 35% dos casos em homens, com carcinógenos como benzidina e longo período de latência (0,05 p).

    Resposta à Questão III (Melhor modalidade confirmatória)
    A melhor modalidade para confirmar o diagnóstico é a cistoscopia rígida associada à ressecção transuretral completa com biópsia tecidual e amostras da muscular própria.
    • Cistoscopia rígida + ressecção transuretral constitui o método padrão-ouro para diagnóstico definitivo, permitindo inspeção direta da mucosa e avaliação da profundidade de infiltração (0,05 p).
    • Deve incluir amostras da muscular própria da bexiga para estadiamento preciso e evitar subestadiamento (0,05 p).

    Resposta à Questão IV (Tratamento inicial)
    O tratamento inicial recomendado é ressecção transuretral completa seguida de quimioterapia intravesical perioperatória imediata (mitomicina C dentro das primeiras 6 horas).
    • Ressecção transuretral completa é o padrão-ouro para tratamento inicial de tumores não músculo-invasivos, com objetivo de remoção de todas as lesões visíveis e estadiamento preciso (0,05 p).
    • Quimioterapia intravesical perioperatória (mitomicina C) reduz o risco relativo de recorrência em cerca de 39% quando instilada preferencialmente no mesmo dia, idealmente < 6 horas após a ressecção (0,05 p).

    AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.06)

    


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