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Sobre os efeitos da insulina utilizada no tratamento de suporte dos grandes queimados é FALSO:
A. tem efeitos anabólicos e anti-inflamatórios
CORRETO: Além de suas ações anabólicas, a insulina demonstrou exercer efeitos anti-inflamatórios totalmente inesperados, potencialmente capazes de neutralizar as ações pró-inflamatórias da glicose.
B. acelera a cicatrização das áreas doadoras de enxertos de pele
CORRETO : A diminuição da proteinólise faz com que a insulina seja particularmente atraente para o tratamento da hiperglicemia em pacientes gravemente queimados porque a insulina administrada durante a hospitalização aguda tem se mostrado capaz de melhorar a síntese de proteína muscular, de acelerar o tempo de cicatrização das áreas doadoras de enxertos de pele e de atenuar a perda de massa magra e a resposta de fase aguda.
C. reduz a lesão renal adquirida pela queimadura
CORRETO : Insulina administrada para manter a glicose em níveis abaixo de 110 mg/dL reduz a mortalidade, a incidência de infecções, sepse e falência múltipla dos órgãos associada à sepse em pacientes cirúrgicos críticos. Descobriu-se também sua ação em reduzir significativamente a lesão renal recém-adquirida, acelerando o desmame da ventilação
mecânica e acelerando a alta da UTI e do hospital
D. melhora a reabilitação a longo prazo e reinserção social
CORRETO : Quando administrada durante a fase aguda, ela não apenas melhora os resultados durante a internação hospitalar, mas também melhora a reabilitação a longo prazo e reinserção social de pacientes criticamente doentes por um período de um ano, indicando a vantagem da terapia com insulina.
E. pode ser usada como um meio alternativo á metformina para corrigir hiperglicemia em pacientes gravemente feridos
INCORRETO : Pelo contrário, é a Metformina (Glucophage®), uma biguanida, que pode ser usada como um meio alternativo á insulinoterapia para corrigir hiperglicemia em pacientes gravemente feridos. Pela inibição da gliconeogênese e aumento da sensibilidade periférica à insulina, a metformina contrapõe diretamente os dois processos metabólicos principais que sustentam a hiperglicemia induzida após grandes ferimentos. Além disso, a metformina tem sido raramente associada a eventos hipoglicêmicos, assim, possivelmente, eliminando a preocupação associada à necessidade de uso de insulina exógena
Gabarito: E
RATING: 2.95 ![]()
Os maiores benefícios do tratamento clínico são:
- Colocar a paciente em amenorreia (0,03125 p) ou conseguir a diminuição da perda sanguínea menstrual por período suficiente para correção da anemia; (0,03125 p)
- Com a diminuição do tamanho do mioma, (0,03125 p) conseguir aliviar a sintomatologia compressiva; (0,03125 p)
- Conseguir nas cirurgias conservadoras a diminuição do volume dos miomas (0,03125 p), reduzindo não só o sangramento cirúrgico (0,03125 p), como também a possibilidade de histerectomia (0,03125 p).
O potencial de malignidade é influenciado pela:
FONTE:
Criança HYJ, etnia asiática, F, 6 anos e 2 meses, 24 kg, previamente hígida, inicia no dia de 12 de abril desconforto abdominal, fraqueza e anorexia, febre 38,3°C.
Os pais procuraram a UPA aonde foi feito um diagnostico de 'virose' medicada com Paracetamol 1 gota por quilo de peso e sais orias de hidratação e o quadro clinico teve um período de remissão, mas depois de 3 dias de tratamento houve nova piora gradual do vômito e da inapetência. Os pais levaram a criança desta vez para um consultório, aonde foi feito um exame clinico geral e foram solicitados alguns exames. Dia seguinte á essa consulta, antes mesmo de fazer a coleta, a criança apresentou escléras amareladas e recomeçou vômitos – teve um mal estar com 'desmaio' e em seguida, apresentou 'movimentos descontrolados da cabeça e da mão'. Neste momento eles levaram a criança de novo na UPA aonde foi solicitada a internação.
Na entrada no hospital a criança se apresentava com cor amarelada das escleras, choro inconsolável, incapacidade de responder coerentemente ás perguntas, desatenção e sonolência o que levou a mãe afirmar que a criança dela 'não é assim', que mudou muito o comportamento nos últimos dias. Reflexos neurológicos normais. Respiratório e cardiovascular normal. Abdome difusamente doloroso, fígado palpável a aproximadamente 2 cm do rebordo costal direito, de superfície lisa e bordos finos. Foi solicitada a consulta com neurologista por suspeita de encefalite e foi mantida em observação. Solicitados hemograma (normal), exame de licor (normal), bilirrubinas (BT: , enzimas hepáticas (aspartato transaminase (AST) = 1377 UI/l; alanina transaminase (ALT) = 1717 UI/l; bilirrubina total=15,1 mg/dl com predomínio da forma direta - 13,1 mg/dl). Urina com bilirrubinuria e fezes normais com exame de parasitas negativo.>br>
1) Frente á esse quadro qual é o exame de laboratório que não foi solicitado e tem que ser pedido em seguida? (0,125 pontos)
2) Qual o grau de encefalopatia apresentada pela criança no momento da internação (0,125 pontos)
3) O que pode ter piorado o quadro clinico desde a primeira apresentação na UPA? (0,125 pontos)
4) Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,125 pontos)
1) Frente á esse quadro qual é o exame de laboratório que não foi solicitado e tem que ser pedido em seguida? (0,125 pontos)
O INR!!! Estamos na frente duma alta suspeita de encefalopatia com hepatopatia. INR >2 deve ser sempre um sinal de alarme: Vitamina K deve ser administrada e INR repetido em 6 horas. Na auseência de melhora, o pediatra deve contatar especialista/ centro de referência em transplante para que o paciente seja precocemente encaminhado e admitido em local que possa receber suporte adequado.
2) Qual o grau de encefalopatia apresentada pela criança no momento da internação (0,125 pontos)

Provavelmente uma encefalopatia grau I (conforme a tabela, há mudança de comportamento com reflexos normais).
3) O que pode ter piorado o quadro clinico desde a primeira apresentação na UPA? (0,125 pontos)
Observa-se que a criança recebeu tanto na UPA quanto para tratamento domiciliar o acetaminofeno - um 'inimigo' do figado - mesmo que a dose está correta, se algum outro fator causou a hepatopatia, o paracetamol com certeza contribuiu na piora do quadro.
4) Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,125 pontos)
Insuficiência hepática aguda é classicamente definida (definição da década de 70) pela evolução para encefalopatia em menos de 8 semanas, e ausência de doença hepática crônica. Em pediatria, muitas vezes difícil definir encefalopatia (sobretudo em crianças menores, que podem apresentar apenas irritabilidade).
É um evento raro, mas com alta letalidade. Em geral mesmo grandes centros, transplantam em média 5-8 casos por insuficiencia hepática aguda por ano. O correto é que esses centros recebam e manejem essas crianças, ainda que na evolução elas não vão à transplante. Letalidade chega a ultrapassar 1/3 dos casos. História natural é dificil de ser discutida. Crianças são listadas para transplante e se tornam prioridade em nível nacional.
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