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O RECEM-NASCIDO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Os recém nascidos (recém-nascido) apresentam certa instabilidade vasomotora e lentidão circulatória periférica. Estas alterações produzem uma cor vermelho-escura ou até mesmo violácea durante o choro.

Pode ocorrer cianose de extremidades quando há exposição ao frio.

  • A alteração da cor do arlequim que se traduz por uma divisão do corpo da região frontal ao púbis em metades vermelha e pálida, é uma alteração vasomotora transitória, não significando doença nem condição mórbida associada.
  • As manchas mongólicas, representadas por pigmentação cinza-azulada no dorso e nas nádegas, não possuem nenhuma importância clínica.
  • As pérolas de Epstein são acúmulos temporários de células epiteliais no palato duro, desaparecendo espontaneamente algumas semanas após o nascimento.
  • Áreas amolecidas nos ossos parietais no vértice próximo à sutura sagital são chamadas de craniotabes, sendo comuns em prematuros e neonatos que foram expostos à compressão uterina.
  • O vérnix caseoso e hemangiomas capilares maculares transitórios comuns em pálpebras e pescoço, também são achados físicos normais em recém-nascidos.
  • A lanugem, que são pêlos finos, macios e imaturos, são encontrados nos prematuros. Nos lactentes a termo ela é substituída por pêlos.

OBJETIVA: (1053849 votos)..........98.2% das questões objetivas receberam votos.
As neoplasias intra-epiteliais de Grau I:
A. frequentemente progridem para Grau II
B. raramente persistem
C. apresentam grande tendência à regressão mesmo sem tratamento
D. devem ser motivo de encaminhamento ao oncologista
E. frequentemente está associado ao HPV 18

  RATING: 2.88

As neoplasias intra-epiteliais de Grau I:

A. frequentemente progridem para Grau II
INCORRETO: A maioria das NIC de baixo grau regride em períodos relativamente curtos ou não progridem a lesões de alto grau.
B. raramente persistem
INCORRETO : As NIC I, que na classificagao de Bethesda correspondem as lesões intra-epiteliais escamosas de baixo grau, podem evoluir para carcinoma in situ ou evoluir para a cura espontanea. Nao ha como o patologista prever sua evolugao, porem sabe-se que em cerca de 53% das NIC I ocorre regressao a normalidade, 16.6% evoluem para NIC II e 1,4% chegam a carcinoma in situ. Por sua vez, apenas 11,3% das NIC II se transformarao em carcinoma in situ num periodo de 38 meses. A tipagem dos vfrus das lesoes de baixo grau (NIC I) mostrou heterogeneidade, tendo sido encontrados 29% das lesoes contendo HPV 16, 18 e 33, 15% contendo vfrus dos tipos 6 e 11, e o restante uma miscelanea de tipos nao caracterizados. Ja nas lesoes de alto grau (NIC II e III), 89% contem virus dos tipos 16, 18 e 33, sendo que apenas 7% apresentavam multiplos tipos.
C. apresentam grande tendência à regressão mesmo sem tratamento
CORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. devem ser motivo de encaminhamento ao oncologista
INCORRETO : Caso o resultado seja compativel com altera§oes celulares suspeitas (NIC I), trata-se clinicamente a cervicite e repete-se o exame em seis meses. Nos casos de lesoes mais intensas (NIC II, NIC III, cancer escamoso invasivo, adenocarcinoma in situ ou invasivo, outras neoplasias malignas) a paciente deve ser imediatamente encaminhada para colpos- copia e biopsia cervical
E. frequentemente está associado ao HPV 18
INCORRETO : O HPV 18, embora tenha uma freqiiencia bem menor que o 16 em tumores invasivos, raramente e achado em pacientes com histologia normal, o que o torna menos sensfvel, porem mais especifico para tumores avancados do colo uterino.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.88)

DISCURSIVA: (178572 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre a síndrome de Cushing de origem adrenal (hipercortisolismo ACTH-independente), responda:

  1. Conceito de síndrome de Cushing e sua diferenciação da doença de Cushing (0,15 pontos).
  2. Principais causas suprarrenais (0,1 pontos).
  3. Tratamento cirúrgico para adenoma adrenal (0,15 pontos).
  4. Tratamento cirúrgico para carcinoma adrenal e esquema de manejo pós-operatório de glicocorticoides na adrenalectomia (0,1 pontos).




RATING: 2.62

Sobre a síndrome de Cushing de origem adrenal (hipercortisolismo ACTH-independente), responda:

  1. Conceito de síndrome de Cushing e sua diferenciação da doença de Cushing (0,15 pontos).
  2. Principais causas suprarrenais (0,1 pontos).
  3. Tratamento cirúrgico para adenoma adrenal (0,15 pontos).
  4. Tratamento cirúrgico para carcinoma adrenal e esquema de manejo pós-operatório de glicocorticoides na adrenalectomia (0,1 pontos).


1. Conceito de síndrome de Cushing e sua diferenciação da doença de Cushing

• A síndrome de Cushing engloba todos os sinais e sintomas decorrentes da exposição crônica a glicocorticoides em excesso, independentemente da origem (0,08 p).

• A doença de Cushing refere-se especificamente à forma dependente de ACTH hipofisário (0,07 p).

2. Principais causas suprarrenais
• Adenoma (0,05 p).
• Carcinoma (0,05 p).
3. Tratamento cirúrgico para adenoma adrenal
• Adrenalectomia unilateral laparoscópica (0,06 p).
• Cura de 100 % (0,04 p).
• Reposição temporária de glicocorticoide até recuperação da suprarrenal contralateral (0,05 p).
4. Tratamento cirúrgico para carcinoma adrenal e esquema de manejo pós-operatório de glicocorticoides na adrenalectomia
• Ressecção citorredutora seguida de mitotano (0,03 p).
• Prognóstico reservado (0,02 p).
• Dose de estresse imediata (hidrocortisona 100 mg IV 8/8h por 24h) (0,03 p).
• Redução gradual para reposição fisiológica (semanas) (0,01 p).
• Em casos graves/prolongados: suplementação por >12 meses possível (0,01 p).

FONTE:

SÍNDROME DE CUSHING DE ORIGEM ADRENAL

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.62)

CASO CLINICO: (208061 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Sofia é uma menina de 7 anos que se apresenta ao pronto-socorro infantil com dificuldade respiratória. Sua mãe relata que ela tem histórico conhecido de asma desde os 4 anos de idade e está em tratamento contínuo com corticosteróides inalatórios (budesonida) e um broncodilatador de longa ação (formoterol). Apesar do tratamento regular, Sofia tem apresentado sintomas mais frequentes nas últimas duas semanas, com aumento no uso de seu inalador de resgate (salbutamol). Hoje, ela teve um episódio de tosse intensa e chiado no peito logo ao acordar, que não melhorou nada com o uso do broncodilatador. A mãe menciona que Sofia também tem se queixado de cansaço extremo nos últimos dias e acordado durante a noite com tosse.

Exame Físico: Sofia aparenta estar em desconforto respiratório, com retrações intercostais visíveis e uso de musculatura acessória.

Sinais Vitais:  Temperatura: 36,8°C Frequência Cardíaca: 130 bpm (taquicardia)  Frequência Respiratória: 36 irpm (taquipneia) Saturação de oxigênio: 88% em ar ambiente (hipoxemia). Pressão Arterial: 100/65 mmHg  Respiração:  Ausculta pulmonar revela sibilos difusos bilaterais, sendo mais proeminentes na expiração. Diminuição dos murmúrios vesiculares nas bases pulmonares.

Outros Exames: Observa-se cianose periungueal leve. Extremidades frias.

História Médica: Sofia não possui outras condições de saúde  elevantes. Está em tratamento contínuo para asma, conforme esquema prescrito. Histórico familiar positivo para doenças atópicas.

(I) Descreva o Plano de Tratamento Inicial desta crise. (0,15 pontos)

(II) Qual seria a estratégia ambulatorial para esse caso depois desta crise? (0,075 pontos)

(III) Como classificaria a gravidade desta crise? Justifique a sua resposta. (0,275 pontos)




RATING: 2.97

(I) Descreva o Plano de Tratamento Inicial desta crise.

1. Oxigenoterapia (0,0125 p) para melhorar a saturação de oxigênio (0,0125 p).
2. Nebulização com broncodilatador de curta ação (salbutamol) (0,0125 p) repetida a cada 20 minutos nas primeiras doses. (0,0125 p)
3. Corticosteróide sistêmico (0,0125 p) (prednisolona oral (0,0125 p) ou metilprednisolona intravenosa (0,0125 p)) para manejo de crise aguda.
4. Avaliação frequente dos sinais vitais (0,0125 p) e da saturação de oxigênio. (0,0125 p)
5. Preparar para possível admissão hospitalar (0,0125 p) para controle e monitoramento intensivo (0,0125 p), considerando a resposta ao tratamento inicial (0,0125 p)

(II) Qual seria a estratégia ambulatorial para esse caso depois desta crise?

A exacerbação sugere necessidade de reavaliação do tratamento de manutenção (0,0125 p). A adesão ao tratamento (0,0125 p), técnica do inalador (0,0125 p) e possíveis desencadeantes ambientais (0,0125 p) ou infecciosos (0,0125 p) devem ser revisitados após estabilização da condição aguda (0,0125 p).

(III) Como classificaria a gravidade desta crise? Justifique a sua resposta.

A crise apresentada por Sofia pode ser classificada como uma crise asmática grave. (0,0125 p)

A justificativa para essa classificação baseia-se nos seguintes sinais e sintomas:

1. Taquipneia (0,0125 p) e taquicardia (0,0125 p): Frequência respiratória de 36 irpm (0,0125 p) e frequência cardíaca de 130 bpm (0,0125 p) indicam esforço respiratório significativo (0,0125 p) e ativação do sistema simpático (0,0125 p).

2. Saturação de O2 baixa (0,0125 p): A saturação de oxigênio de 88% em ar ambiente (0,0125 p) indica hipoxemia significativa (0,0125 p), que é um sinal de gravidade (0,0125 p).

3. Uso de musculatura acessória (0,0125 p) e retrações (0,0125 p): Esses sinais indicam esforço respiratório elevado (0,0125 p) e são característicos de crises graves (0,0125 p).

4. Sibilos difusos (0,0125 p) e diminuição dos murmúrios vesiculares (0,0125 p): A presença de sibilos intensos  e redução dos sons respiratórios pode indicar obstrução significativa das vias aéreas (0,0125 p) e, em crises mais graves, fluxo de ar reduzido pode resultar em "ausência" de sibilos, o que é particularmente preocupante (0,0125 p).

5. Alteração do estado geral (0,0125 p) com cianose leve (0,0125 p): A cianose periungueal e o cansaço extremo são também indicativos de insuficiência respiratória iminente ou em curso, comuns em crises graves (0,0125 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.97)




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