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O CÂNCER BRONCOPULMONAR (ÁREA DE CIRURGIA)

O câncer de pulmão é um problema de saúde pública significativo no mundo inteiro.

Para homens, a taxa de mortalidade para o câncer pulmonar declinou significativamente (diminuindo 1,6% por ano) no período de 1991 e 1995. No entanto, desde 1987, mais mulheres morreram de câncer pulmonar do que de câncer de mama, que por quase 50 anos foi a principal causa de morte em mulheres. A redução na incidência de câncer pulmonar e a taxa de mortalidade provavelmente refletem a redução no tabagismo ao longo dos 30 anos precedentes. No entanto, o abandono do tabagismo em mulheres ficou um pouco mais atrasado em relação ao abandono do tabagismo em homens, e a incidência de câncer pulmonar em mulheres continua a elevarse.

As taxas de sobrevida em um ano para o câncer pulmonar melhoraram de 32% em 1973 para 41% em 1994; no entanto, a taxa de sobrevida em 5 anos para todos os estágios combinados é de apenas 14%. Para a doença localizada, uma sobrevida de 5 anos pode chegar a 50% (estágios I e II); para uma doença regional, 20%; e para a doença a distância, 2%. Apenas uma pequena percentagem (15%) é a descoberta quando estão localizados.

OBJETIVA: (1219437 votos)..........98.99% das questões objetivas receberam votos.
Considerando a etiologia das pneumonias comunitárias em Pediatria, podemos afirmar:
A. adenovírus tipo 22 é prevalente no outono e inverno, principalmente nas faixas etárias de escolares e adolescentes
B. Chlamydia pneumoniae é agente típico em pacientes de 3 semanas a 3 meses de vida, com história inicial de conjuntivite, que evoluem com tosse e taquipneia
C. Mycoplasma pneumoniae é responsável por pneumonias de início brando ou que não melhoram com amoxicilina ou penicilina, em crianças maiores de 5 anos de idade
D. Streptococcus do grupo B é agente etiológico comum nos recém-nascidos, porém com evolução lenta e favorável, independentemente da idade gestacional.
E. as infecções estafilococicas são exceções na fixa etária dos lactentes

  RATING: 2.96

Considerando a etiologia das pneumonias comunitárias em Pediatria, podemos afirmar:

A. adenovírus tipo 22 é prevalente no outono e inverno, principalmente nas faixas etárias de escolares e adolescentes
INCORRETO: Os vírus são responsáveis pela maioria das PAC, em torno de 90% até um ano de idade e 50% em escolares. Destaca-se o Vírus Sincicial Respiratório, como o de maior incidência. Outros responsáveis em ordem de frequência são: Influenza, Parainfluenza, Adenovírus, Rinovírus, além de Metapneumovírus e Bocavírus, esses últimos associados à Síndrome da Angústia Respiratória (SARS)
B. Chlamydia pneumoniae é agente típico em pacientes de 3 semanas a 3 meses de vida, com história inicial de conjuntivite, que evoluem com tosse e taquipneia
INCORRETO : A faixa etária da Chlamidia é das 4 meses a 5 anos
C. Mycoplasma pneumoniae é responsável por pneumonias de início brando ou que não melhoram com amoxicilina ou penicilina, em crianças maiores de 5 anos de idade
CORRETO : Nas pneumonias atípicas, o Mycoplasma pneumoniae é o agente mais importante e acarreta um quadro menos grave. Responde por cerca de 10% a 40% das PAC e 15% a 18% das internações por PAC. Ocorre durante todo o ano, com ciclos de epidemias e atinge principalmente crianças maiores de cinco anos, mas a literatura mostra acometimento em todas as idades, incluindo no período neonatal.
D. Streptococcus do grupo B é agente etiológico comum nos recém-nascidos, porém com evolução lenta e favorável, independentemente da idade gestacional.
INCORRETO : Estreptococo do grupo B, Bacilos Gram negativos, Listeria monocytogenis são proprios para RN, mas a evolução geralmente é grave
E. as infecções estafilococicas são exceções na fixa etária dos lactentes
INCORRETO : O Estafilococos áureo está relacionado, principalmente à faixa etária menor (lactentes jovens), à associação com infecção cutânea e gravidade clínica, além de piora rápida e progressiva.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

DISCURSIVA: (187544 votos) ..........98.31% das questões discursivas receberam votos.
1. Qual a pressão arterial que define o choque no paciente pediátrico? (0,14 pontos)
2. Como identificar o choque? (0,36 pontos)


RATING: 3.01

1. Qual a pressão arterial que define o choque no paciente pediátrico? (0,14 pontos)
2. Como identificar o choque? (0,36 pontos)

1. Qual a pressão arterial que define o choque no paciente pediátrico?

O choque não é definido pela pressão arterial, nem por qualquer outro sinal vital. 0,14 p

DISCUSSÂO: O choque existe quando a demanda metabólica do paciente excede a capacidade do corpo de fornecer oxigênio e nutrientes. Isso ocorre mais comumente quando a demanda metabólica é normal ou levemente elevada, porém, o fornecimento de oxigênio e nutrientes encontra-se dramaticamente reduzido. Exemplos incluem perda sanguínea excessiva (hemorragia) ou perda excessiva de líquidos (diarreia). O estado de choque pode e freqüentemente existe na presença de uma pressão arterial ”normal”.

2. Como identificar o choque?

Pelos sinais de perfusão inadequada e compensação:
- aumento na freqüência cardíaca; 0,06 p
- extremidades frias e pálidas; 0,06 p
- tempo de reenchimento capilar retardado; 0,06 p
- pressão de pulso ”estreitada”; 0,06 p
- freqüência respiratória elevada; 0,06 p
- baixa pressão arterial - choque irreversível. 0,06 p

DISCUSSÃO: Para identificar o choque, considera-se tanto as conseqüências de uma perfusão inadequada como os mecanismos compensatórios do paciente. As manifestações clínicas do choque são aquelas inerentes à perfusão inadequada e compensação. A perfusão inadequada do cérebro resulta em uma alteração dos níveis de consciência da criança. A perfusão inadequada dos rins resulta em uma diminuição do débito urinário.
À medida que a perfusão diminui, ocorrem mudanças compensatórias. Essas mudanças servem para melhorar o fornecimento de oxigênio e nutrientes e para direcionar o fluxo sanguíneo para os órgãos vitais. O primeiro mecanismo compensatório usualmente é um aumento na freqüência cardíaca. Visto que o débito cardíaco é igual à freqüência multiplicada pelo volume total, uma freqüência cardíaca aumentada serve para manter o débito cardíaco face ao decréscimo do volume circulante. Adicionalmente, a vasoconstrição periférica ajuda a manter o fluxo sangüíneo aos órgãos centrais e cérebro. Assim sendo, o paciente possui extremidades frias e pálidas e um tempo de reenchimento capilar retardado, esse aumento do tônus vascular também exerce efeito sobre a mensuração da pressão arterial. A pressão diastólica encontra-se levemente elevada, de modo que a diferença entre as pressões sistólica e diastólica - a pressão de pulso - é menor. Isso é denominado pressão de pulso ”estreitada”.
A fim de compensar tanto o fornecimento diminuído de oxigênio como a acidose gerada pela hipoperfusão dos tecidos periféricos, a freqüência respiratória se eleva. A pressão arterial eventualmente cai, porém, este é um achado tardio e pode significar que o estado de choque é irreversível.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (219706 votos)..........98.56% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 26 anos, procura o ambulatório com queixa de hipertensão arterial diagnosticada aos 17 anos, atualmente grave e resistente ao uso de quatro anti-hipertensivos. Apresenta hipopotassemia espontânea recorrente (K+ 2,6 mEq/L), episódios de fraqueza muscular e parestesias, poliúria e noctúria. História familiar positiva: pai e irmã com hipertensão precoce e um tio com AVC em idade jovem. Exames iniciais mostram aldosterona plasmática elevada (>25 ng/dL) com atividade de renina plasmática suprimida. TC de suprarrenais mostra glândulas de aspecto normal sem nódulos evidentes.

Questões:

I. Qual a sua suspeita diagnóstica? (0,1 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,13 pontos)
III. Qual a melhor modalidade de confirmar o diagnóstico? (0,15 pontos)
IV. Qual o tratamento? (0,12 pontos)





RATING: 3.09

Resposta à Questão I (Suspeita diagnóstica):
Hiperaldosteronismo primário (Síndrome de Conn), com alta probabilidade de forma familiar tipo I (aldosteronismo remediável por glicocorticoides – ARG).
  • Hipertensão arterial resistente associada a hipopotassemia em paciente jovem com história familiar de hipertensão precoce (0,05 p)
  • Início do quadro antes dos 20 anos e antecedente familiar de acidente vascular cerebral em idade precoce (0,05 p)
Resposta à Questão II (Possível causa da doença diagnosticada):
Hiperaldosteronismo familiar tipo I, devido a duplicação gênica quimérica entre CYP11B1 e CYP11B2.
  • Duplicação gênica quimérica originada de crossover desigual, com promotor do gene CYP11B1 (responsivo a ACTH) fusionado à porção codificadora do gene CYP11B2 (aldosterona sintase) (0,08 p)
  • Leva a expressão ectópica da aldosterona sintase na zona fasciculada, regulada por corticotrofina em vez de angiotensina II (0,05 p)
Resposta à Questão III (Melhor modalidade de confirmar o diagnóstico):
Testes genéticos para a mutação específica do hiperaldosteronismo familiar tipo I.
  • Testes genéticos são o método mais específico e sensível para diagnóstico definitivo de HF tipo I (0,07 p)
  • Eliminam necessidade de dosagens urinárias de 18-oxicortisol e 18-hidroxicortisol ou testes de supressão com dexametasona (0,05 p)
  • Indicados em pacientes com história familiar de aldosteronismo primário, início do quadro antes dos 20 anos ou antecedente familiar de acidente vascular cerebral em idade precoce (0,03 p)
Resposta à Questão IV (Tratamento):
Terapia crônica com doses fisiológicas de glicocorticoide (preferencialmente prednisona ou hidrocortisona, ajustadas à superfície corporal).
  • Suprime a produção de aldosterona regulada por ACTH, normalizando a pressão arterial e corrigindo a hipocalemia (0,07 p)
  • Alternativa: bloqueio do receptor mineralocorticoide (0,05 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.09)




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