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OTITE MEDIA AGUDA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A otite média aguda (otite média aguda) é um dos quadros mais frequentes em pré-escolares, sendo o motivo mais comum de prescrição de antibióticos a crianças.
Não há um padrão-ouro para o diagnóstico da otite média aguda. O objetivo maior é diferenciar a otite média aguda da simples efusão da orelha média, presente frequentemente nas infecções virais.

OBJETIVA: (1103410 votos)..........99.4% das questões objetivas receberam votos.
No atendimento da pneumonia infecciosa NÃO há necessidade obrigatória de:
A. gasometria arterial, radiografia do tórax
B. hemocultura
C. tratar o sibilo com salbutamol
D. normalização da temperatura
E. redução do esforço respiratório

  RATING: 3.7

No atendimento da pneumonia infecciosa NÃO há necessidade obrigatória de:

A. gasometria arterial, radiografia do tórax
INCORRETO: Sem duvida, há necessidade de testes diagnósticos (p.ex. gasometria arterial, radiografia do tórax, estudos virais, hemograma completo, hemocultura, cultura e coloração de Gram da expectoração), conforme indicado.
B. hemocultura
CORRETO : Administra-se tratamento com antibiótico (a meta é administrar na primeira hora do contato médico).Pode não ser necessário fazer a hemocultura antes da administração de antibióticos.
C. tratar o sibilo com salbutamol
INCORRETO : Na terapia, precisa tratar o sibilo com salbutamol, administrado por inalador com dose medida ou solução para nebulização.
D. normalização da temperatura
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. redução do esforço respiratório
INCORRETO : sempre é necessário reduzir as necessidades metabólicas pela normalização da temperatura (ou seja, trate a febre) e pela redução do esforço respiratório.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.7)

DISCURSIVA: (180366 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Aborde os conceitos teóricos da carcinogênese nas neoplasias não-melanomas da parede abdominal.

  1. Classifique os fatores carcinogênicos em categorias e dê exemplos principais................................ (Subtotal: 0,20 p)
  2. Diferencie os estágios de iniciação e promoção na carcinogênese................  (Subtotal: 0,17 p)
  3. Conceitue e exemplifique proto-oncogenes/oncogenes e genes supressores............. (Subtotal: 0,13 p)


RATING: 3.02

Aborde os conceitos teóricos da carcinogênese nas neoplasias não-melanomas da parede abdominal.

  1. Classifique os fatores carcinogênicos em categorias e dê exemplos principais................................ (Subtotal: 0,20 p)
  2. Diferencie os estágios de iniciação e promoção na carcinogênese................  (Subtotal: 0,17 p)
  3. Conceitue e exemplifique proto-oncogenes/oncogenes e genes supressores............. (Subtotal: 0,13 p)

Resposta à questão 1 (classificação etiológica):
Os fatores carcinogênicos classificam-se em três grandes categorias principais: físicos, químicos e biológicos, que interagem com DNA, proteínas ou estruturas celulares aumentando mutações, instabilidade cromossômica ou proliferação descontrolada (0,06 p).
  • Fatores físicos envolvem formas de energia ou lesões mecânicas: raios UV-B (290-320 nm) induzem dímeros de pirimidina (timina) associados a carcinomas basocelulares, espinocelulares e melanoma (0,04 p); radiação ionizante (raios Grenz ou X) causa quebras de dupla fita e radicais livres (0,02 p); calor crônico e traumatismo repetitivo promovem inflamação persistente e cicatrização aberrante (0,02 p).
  • Fatores químicos formam adutos ao DNA: alcatrão (benzo[a]pireno) e arsênico (inibe reparo de DNA) (0,03 p).
  • Fatores biológicos modulam ambiente celular: papilomavírus humano (HPV), Epstein-Barr, hepatite B/C e hormônios esteroides (estrogênios/androgênios) estimulam proliferação (0,03 p).
Resposta à questão 2 (comparação de estágios):
  • A carcinogênese não é linear e envolve sequência de eventos moleculares e celulares. Iniciação é o estágio inicial em que agente externo causa alterações permanentes e hereditárias no genoma (mutações, inserções, deleções ou rearranjos cromossômicos), irreversível mesmo após remoção do agente, exigindo apenas exposição breve (0,07 p).
  • Promoção ocorre obrigatoriamente após iniciação e depende de exposições repetidas e prolongadas ao agente promotor, induzindo alterações reversíveis na célula (inflamação crônica, irritação tecidual e hiperplasia por proliferação acelerada), sem dano direto ao DNA; se a exposição cessar, as mudanças podem regredir (0,07 p).
  • A radiação ultravioleta (UV) atua em ambas as fases (0,03 p).
Resposta à questão 3 (genes reguladores):
  • Proto-oncogenes são genes normais presentes em todas as espécies, essenciais para regular crescimento, diferenciação e sobrevivência celular (codificam fatores de crescimento, receptores, proteínas de transdução e fatores de transcrição); mutações (amplificações, translocações ou substituições pontuais) convertem-nos em oncogenes que atuam de forma dominante (0,05 p).
    • Exemplos: oncogene MYC (núcleo, fator de transcrição pró-proliferativo, associado a linfomas e carcinomas); oncogene RAS (citoplasma, GTPase sinalizadora, mutações ativadoras em códon 12/61 associadas a pâncreas, cólon e pulmão) (0,03 p).
  • Genes supressores (antioncogenes) funcionam como freios no crescimento, proliferação, estabilidade genômica e apoptose; requerem mutações em ambos os alelos (modelo de dois hits de Knudson) (0,03 p).
    • Exemplo: TP53 (cromossomo 17p13.1, guardião do genoma – induz parada celular via p21, reparo ou apoptose via BAX); família Hedgehog (PTCH1/SMO, sinalização intercelular) implicada em carcinoma basocelular (0,02 p).

FONTE:

NEOPLASIAS NÃO-MELANOMAS DA PAREDE ABDOMINAL - PLATAFORMA MISODOR


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

CASO CLINICO: (210147 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Menina de cinco anos, raça negra, é levada ao pronto-socorro depois de sofrer de uma forte dor de cabeça e episódios de vômito em jato nas últimas quatro horas. A mãe relata que não houve qualquer trauma, infecção recente ou vacinação, e observa que a criança não apresentou febre ou calafrios. Ela também nega a presença de diarreia ou dor abdominal acompanhando os vômitos. 

A mãe está preocupada porque a filha quase não está usando o braço esquerdo e parece ter começado a mancar, colocando a maior parte do peso na perna direita. A criança nasceu de parto vaginal, no tempo certo, sem complicações durante a gravidez e o período pós-parto. Desde o nascimento, ela é acompanhada por um pediatra e apresenta um padrão de crescimento normal, atingindo todos os marcos de desenvolvimento no tempo esperado. Suas vacinas estão em dia.  

Segundo a mãe, a menina é pálida desde que nasceu. Ela foi diagnosticada com anemia aos três anos e faz uso regular de suplementos de ferro e vitaminas. A paciente também apresentou crises de dor recorrentes, tratadas em casa com analgésicos, e teve um episódio de inchaço e dor nas mãos aos 18 meses. 

Ao falar sobre a história familiar, a mãe menciona que ela e o pai não são parentes próximos. O casal perdeu um filho, irmão da paciente, devido à síndrome da morte súbita infantil aos seis meses de idade. Além disso, um primo materno tem uma forma de anemia que requer transfusões sanguíneas regulares. A paciente apresenta palidez e icterícia. Ela alterna entre períodos de estupor e irritabilidade. 

Sua frequência cardíaca é de 136 batimentos por minuto, a pressão arterial é de 103/62 mmHg, a temperatura está em 36,7 °C e a frequência respiratória é de 16 incursões por minuto. Durante a ausculta cardíaca, observou-se um ritmo regular em dois tempos, com sons cardíacos normais e um sopro pansistólico de intensidade 2+/6+. O abdome está flácido e não apresenta dor à palpação, com peristalse presente. O baço é palpável a três centímetros abaixo do rebordo costal. Os pares cranianos da paciente estão íntegros. Ela possui força e sensibilidade normais no lado direito do corpo, enquanto apresenta fraqueza e redução de sensibilidade no lado esquerdo. 

Hemoglobina: 6,5 g/dL, Leucometria: 24.000 células/mm³, Plaquetas: 500.000 células/mm³ Tempo de protrombina/tempo de tromboplastina parcial: normal, Bioquímica: normal

           

(I) Qual é o diagnóstico mais provável? (0,09 pontos)

(II) Qual é a causa desta lesão? Argumenta. (0,315 pontos)

(III) Qual é a conduta terapêutica nesta fase e como vai ser conduzido o caso para prevenir novos incidentes deste tipo? (0,095 p)




RATING: 3.05

(I) Qual é o diagnóstico mais provável?

Acidente vascular cerebral (0,045 p) no hemisfério direito (0,045 p).

(II) Qual é a causa desta lesão? Argumenta.

Anemia falciforme (0,045 p). O diagóstico é apoiado pelo esfregaço sanguineo que mostra hemácias 'em foice' (0,045 p), os antecedentes familiares (0,045 p) (morte súbita do irmão, tio materno com antecedentes de tratamento transfusional), raça negra (0,045 p), diagnosticada com anemia aos três anos (0,045 p), crises de dor recorrentes (crises de falcização) tratadas em casa com analgésicos (0,045 p), e episódio de inchaço e dor nas mãos aos 18 meses (provavelmente sindrome mão-pé, crise vaso-oclusiva localizada (0,045 p)

(III) Qual é a conduta terapêutica nesta fase e como vai ser conduzido o caso para prevenir novos incidentes deste tipo?

Os infartos cerebrais em pacientes com anemia falciforme devem ser tratados com exsanguinotransfusão no momento do diagnóstico (0,0475 p) e, depois, com um esquema de hemotransfusão regular por toda a vida. (0,0475 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.05)




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