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CORPO ESTRANHO RESPIRATORIO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Essa é uma historia muito complicada em qualquer pronto-atendimento. E extremamente perigosa. O desespero dos pais e do pessoal frente a esses tipos de acidentes não tem igual com nenhuma outra emergência
Corpo estranho (CE) é qualquer objeto ou substância que inadvertidamente penetra o corpo ou suas cavidades. Pode ser ingerido ou colocado pela criança nas narinas e conduto auditivo, mas apresenta um risco maior quando é aspirado para o pulmão.
Qualquer material pode se tornar um CE no sistema respiratório, e a maior suspeita de que o acidente ocorreu é a situação de engasgo. Isto ocorre quando a criança está comendo, ou quando está com um objeto na boca, habitualmente peças pequenas de brinquedos.

OBJETIVA: (1416271 votos)..........96.17% das questões objetivas receberam votos.
Lactente do sexo feminino, com dois meses de idade, apresenta regurgitações e vômitos pós-mamada que se intensificaram a partir da 2ª semana de vida. Está em aleitamento materno exclusivo e evacua, imediatamente após quase todas as mamadas. Pesa 5,8 kg e mede 57 cm. A conduta inicial adequada para o caso é:
A. introduzir formula láctea anti-refluxo
B. solicitar exames para alergia alimentar
C. solicitar exame parasitológico de fezes
D. solicitar seriografia esofagogastroduodenal
E. solicitar USG abdominal

  RATING: 3.35

Lactente do sexo feminino, com dois meses de idade, apresenta regurgitações e vômitos pós-mamada que se intensificaram a partir da 2ª semana de vida. Está em aleitamento materno exclusivo e evacua, imediatamente após quase todas as mamadas. Pesa 5,8 kg e mede 57 cm. A conduta inicial adequada para o caso é:

A. introduzir formula láctea anti-refluxo
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. solicitar exames para alergia alimentar
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. solicitar exame parasitológico de fezes
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. solicitar seriografia esofagogastroduodenal
CORRETO : Observe que o lactente da questão apresenta peso elevado para o seu comprimento, aumento da ingestão e freqüência de evacuações com reflexo gastro-cólico exagerado. Este excesso de ingestão é típico da criança pequena que apresenta pirose e mama freqüentemente para aliviar o sintoma de refluxo gastro-esofágico. Trata-se de RGE fisiológico. Uma melhor orientação postural o fará melhorar progressivamente dos sintomas.
E. solicitar USG abdominal
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.35)

DISCURSIVA: (197965 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discorra teoricamente sobre o bócio multinodular atóxico, considerando sua definição, patogenia, diagnóstico e conduta.

  1. Defina o bócio multinodular atóxico e cite sua epidemiologia principal. (0,1 pontos)
  2. Explique os mecanismos fisiopatológicos fundamentais de sua formação. (0,1 pontos)
  3. Descreva os achados laboratoriais e de imagem característicos. (0,1 pontos)
  4. Enumere as principais indicações de tratamento intervencionista. (0,1 pontos)
  5. Cite as complicações mais relevantes da doença e do tratamento cirúrgico. (0,1 pontos)




RATING: 2.81

Discorra teoricamente sobre o bócio multinodular atóxico, considerando sua definição, patogenia, diagnóstico e conduta.

  1. Defina o bócio multinodular atóxico e cite sua epidemiologia principal. (0,1 pontos)
  2. Explique os mecanismos fisiopatológicos fundamentais de sua formação. (0,1 pontos)
  3. Descreva os achados laboratoriais e de imagem característicos. (0,1 pontos)
  4. Enumere as principais indicações de tratamento intervencionista. (0,1 pontos)
  5. Cite as complicações mais relevantes da doença e do tratamento cirúrgico. (0,1 pontos)


1. O bócio multinodular atóxico é definido como o aumento do volume tireoidiano por múltiplos nódulos, com manutenção da função tireoidiana normal (eutiroidismo). (0,05 p)
Predomina em mulheres, em faixas etárias mais avançadas e em regiões de deficiência crônica de iodo. (0,05 p)
2. A patogenia inicia-se pela deficiência prolongada de iodo, que eleva de forma crônica o estímulo do TSH sobre o tecido tireoidiano. (0,05 p)
Esse estímulo determina hiperplasia e hipertrofia folicular irregular, com formação de nódulos de crescimento variável. (0,05 p)
3. Os exames laboratoriais revelam TSH e frações livres de T4 e T3 dentro da normalidade. (0,05 p)
A ultrassonografia demonstra aumento do volume glandular com múltiplos nódulos de ecogenicidade heterogênea, sem critérios de autonomia funcional. (0,05 p)
4. As indicações de intervenção terapêutica (preferencialmente cirúrgica) incluem sintomas compressivos (dispneia, disfagia ou roquidão), crescimento progressivo documentado e suspeita de malignidade. (0,05 p)
Indica-se também a cirurgia por indicação estética importante ou quando há dúvida diagnóstica após punção aspirativa. (0,05 p)
5. As principais complicações da doença são compressão de estruturas cervicais e hemorragia aguda no interior de nódulos. (0,05 p)
As complicações do tratamento cirúrgico mais relevantes são hipoparatireoidismo, lesão do nervo laríngeo recorrente e hipotiroidismo permanente. (0,05 p)


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR -  BÓCIO MULTINODULAR ATOXICO

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.81)

CASO CLINICO: (230134 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente S.E.C., 11 anos, cor branca, 1,37 m de altura, 28 kg, do sexo feminino apresenta-se ás 02:00 h de madrugada no PS, com queixa principal dispnéia aos pequenos esforços, tosse freqüente e ansiedade. É a terceira vez este mes que acontece isto, sempre de madrugada. Apresenta assimetria de tórax, padrão ventilatório misto com predomínio abdominal e retração subcostal, frequência respiratória 36/minuto, tosse úmida, eficaz e purulenta em grande quantidade. O frêmito tóraco vocal apresentava-se aumentado em ápices pulmonares. Na percussão havia macicez em ápices pulmonares. Ausculta pulmonar apresentava-se com sibilos em inspir e expir, bem audíveis. Sem cianose, fala frases incompletas, parciais. T = 37,5°C.

A radiografia de tórax está normal. O leucograma demonstrou 8.100 leucócitos com 14% de eosinófilos. Glicemia normal, exame de urina I normal.

Questões:

1) Formulam o diagnóstico correto desta paciente considerando a forma de gravidade da moléstia crônica atual. (0,1 pontos)

2) Utilizando a escala adequada de gravidade do episódio agudo atual justifiquem o risco de falência respiratoria (0,1 pontos)

3) Foi necessário mesmo o pedido de Rx toracico? Qual seria a justificativa? (0,1 pontos)

4) Quais são os argumentos pro e contra uma pneumonia estreptococica? (0,1 pontos)

5) Qual é a primeira atitude terapêutica no PS para esse caso? (0,1 pontos)




RATING: 3.03

1) Formulam o diagnóstico correto desta paciente considerando a forma de gravidade da moléstia crônica atual. (0,1 pontos)

Qualquer um pode ver, então, que, no caso, estamos frente na frente com a tríade: tosse crônica ou recorrente acompanhada de sibilância e dispneia. Ou seja, trata-se e uma crise de asma bronquica, em exacerbação aguda.

Entretanto, a questão pede a forma de gravidade da molestia crônica. A criança tem sintomas noturnos, não cada semana, mas de qualquer jeito, mais de duas vezes por mês.

Diagnóstico correto: ASMA BRONQUICA PERSISTENTE LEVE EM EXACERBAÇÃO AGUDA

2) Utilizando a escala adequada de gravidade do episódio agudo atual justifiquem o risco de falência respiratoria (0,1 pontos)

A disfunção respiratória está mais relacionada com os parâmetros de uso de musculatura acessória. A freqüência respiratória e a presença de sibilância são importantes, são dados obrigatórios na inspeção e ausculta, mas não são definitorios.

Então, como quantificar PRECISAMENTE a crise?

Um instrumento útil é o escore de Wood e Downes, muito utilizado em pediatria.

ESCORE WOOD:

0 PONTOS
1 PONTO
2 PONTOS

ENTRADA DE AR

Simetrica
Assimetrica
Diminuida

SIBILOS

Poucos e geralmente expiratorios
Podem estar inspiratórios e expiratorios
Ou muito intensos ou bem diminuidos, com respiração paradoxal e MV bem diminuido também

MUSCULATURA ACESSORIA

não utilizada ou bem pouco
Significativamente utilizada
Intensamente utilizada ou respiração paradoxal,

ESTADO NEUROLOGICO

Normal
Euforia ou depressão
Torpor, coma

CIANOSE

Sem cianose
Presente em ar ambiente, regride com oxigênio
Presente com FiO2 de 40%
  • menor ou igual a 2 considera-se crise asmática leve
  • entre 3 e 4, asma moderada
  • maior ou igual a 5, asma grave com falência respiratória provável
  • um índice maior ou igual a 7 indica falência respiratória.
3) Foi necessário mesmo o pedido de Rx toracico? Qual seria a justificativa? (0,1 pontos)

Sua indicação deve ser baseada na história e no exame físico e reservada para:

  • suspeita clínica de pneumonia
  • pneumotórax
  • pneumomediastino
  • atelectasia
  • aspiração de corpo estranho
  • internação por crise grave
A radiografia de tórax (póstero-anterior e incidências laterais) frequentemente parece ser normal em crianças com asma, a não ser por sutis alterações não-específicas de hiperinsuflação (p. ex., retificação do diafragma) e espessamento peribrônquico. A radiografia de tórax é útil para identificar anormalidades que são marcadores de mimetizadores de asma (p. ex., pneumonites de aspiração, campos pulmonares hiperlucentes em bronquiolite obliterante) e as complicações durante as exacerbações da asma (p. ex., atelectasia e pneumotórax). 4) Quais são os argumentos pro e contra uma pneumonia estreptococica no caso apresentado? (0,1 pontos)

Argumentos pro:

  • macicez apical
  • tosse com expectoração
Se tivesse sido pneumonia a febre deveria estar alta, o Rx deveria estar caracteristico (velamento lobular ou pelo menos aumento da intensidade).

Argumentos contra:

  • T 37,5°C
  • Rx normal
  • Sonoridade e frêmito pectoral normal
  • Sibilãncia generalizada que indica mais breve crise de broncoespasmo que problema do parenquima
5) Qual é a primeira atitude terapêutica no PS para esse caso? (0,1 pontos)

A primeira atitude terapêutica: 3 doses de droga agonista de curta duração, em um período entre 1-2 horas.

A criança deve ser encaminhada ao hospital quando apresentar ausência de resposta clínica a 3 doses de droga agonista de curta duração, em um período entre 1-2 horas.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.03)




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