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A FISIOLOGIA DA CONTRAÇÃO UTERINA (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

O musculo uterino, como qualquer musculo liso, tem como unidade funcional a fibra muscular lisa.

A fibra muscular lisa é fusiforme, alongada e uninucleada. Existem junções comunicantes que solidarizam as fibras musculares, denominadas junções comunicantes.

O que é estranho é que, enquanto antes da gestação não ha muitas junções comunicantes uma vez que a mulher engravida elas aumentam de numero, e nos ultimos meses de gravidez chegam a ser bem numerosas, o que permite especular uma associação com o surgimento das contrações Braxton Hicks, cujo aumento culmina com as contrações do trabalho do parto.

Com certeza, o aumento do numero das junções comunicantes está sob a influência dos estrôgenos, sendo considerado como caracteristica essencial do determinismo do parto.

Foi presumida, um tempo a existência da função de marcapasso para a fibra muscular lisa uterina, contudo, a existência de um tal fenômeno não foi comprovada.

A diferença entre a fibra muscular lisa e aquela estriada consta em ausência das estrias transversais nos miofilamentos.

OBJETIVA: (1225097 votos)..........98.37% das questões objetivas receberam votos.
Idosa de 70 anos, internada com diagnóstico de leucemia mielóide crônica. Tal entidade nosológica esta comumente relacionada com o cromossomo Philadelphia, o qual resulta da translocação reciproca que envolve os braços longos dos seguintes cromossomos:
A. 1 e 20
B. 7 e 8
C. 9 e 22
D. 10 e 23
E. 15 e 16

  RATING: 3.11

Idosa de 70 anos, internada com diagnóstico de leucemia mielóide crônica. Tal entidade nosológica esta comumente relacionada com o cromossomo Philadelphia, o qual resulta da translocação reciproca que envolve os braços longos dos seguintes cromossomos:

A. 1 e 20
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. 7 e 8
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. 9 e 22
CORRETO : A leucemia mielóide cronica (LMC) e uma doença proliferativa do sistema hematopoiético, caracterizada pela expansão clonal de uma célula tronco primitiva e pluripotente denominada stem-cell, que tem a capacidade de se diferenciar em células mielóides, monociticas, megacariociticas e linfócitos B e T. Ao diagnóstico, 90% dos pacientes apresentam um cari6tipo marcador: o cromossomo Philadelphia, resultado de uma translocação envolvendo os cromossomos 9 e 22, formando um gene quimérico relacionado a leucemia miel6ide crônica. Porem, deve-se lembrar que o cromossomo Philadelphia não e exclusivo da LMC, podendo aparecer, par exemplo, entre 5% e 2 5% de pacientes portadores de leucemia linfoblastica aguda (LLA)
D. 10 e 23
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. 15 e 16
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.11)

DISCURSIVA: (188545 votos) ..........99.44% das questões discursivas receberam votos.
Sobre o HIV:

a) Indique os líquidos corpóreos através dos quais pode ser transmitido o virus HIV (0,1 p)
b) Indique as quatro categorias de  exposição ao HIV e as subdivisões. (0,4 p)


RATING: 2.29

Sobre o HIV:

a) Indique os líquidos corpóreos através dos quais pode ser transmitido o virus HIV (0,1 p)
b) Indique as quatro categorias de  exposição ao HIV e as subdivisões. (0,4 p)

a) Indique os líquidos corpóreos através dos quais pode ser transmitido o virus HIV
O HIV pode ser transmitido pelo sangue, pelo sêmen, secreção vaginal e pelo leite materno, havendo portanto três vias primárias de transmissão do vírus: sexual, parenteral (sangue) e perinatal. (0,1 pontos)

b) Indique as quatro categorias de  exposição ao HIV e as subdivisões.
Para fins de vigilância epidemiológica, no Brasil, são considerados quatro categorias de exposição ao HIV, subdivididas em diferentes tipos de exposição:
  • exposição sexual (dos tipos: homossexual, bissexual e heterossexual), (0,1 pontos)
  • exposição sangüínea dos tipos: usuário de droga injetável, hemofílico e transfusão (0,1 pontos)
  • exposição perinatal (0,1 pontos)
  • exposição em acidente de trabalho (0,1 pontos)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.29)

CASO CLINICO: (220802 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Bióloga, professora universitária, 47 anos, hipertensa, tabagista inveterada (cerca de 2 maços por dia), apresenta quadro de insuficiência coronária, com indicação para cirurgia de revascularização do miocárdio; procura cirurgião especializado, de sua confiança e de seu círculo social.
O cirurgião, conhecedor do fato de que o marido da professora apresenta comportamento de risco (portador do vírus da imunodeficiência humana [HIV] por possível bissexualidade?), exige a realização do teste de HIV como pré-condição para operá-la. A paciente informa ter realizado o exame há 10 meses, com resultado negativo.
O cirurgião insiste na feitura de novo exame. A paciente se nega a realizá-lo e o médico se nega a operá-la.
Por interferência da Diretoria Clínica do hospital a doente acaba concordando em realizar o teste, cujo resultado vem a ser negativo.
O cirurgião, então, a procura e decide marcar a intervenção cirúrgica.
A paciente, porém, pergunta ao cirurgião: ”Qual o motivo para exigir o teste HIV?”

Responde o cirurgião: ”Porque durante o ato cirúrgico eu poderia, por acidente, me ferir e correr o risco de ser infectado”. 

”Nesse caso,” diz a paciente,”desejo também conhecer o resultado do seu teste, pois o senhor também pode, na mesma situação, em cirurgia extracorpórea, me contaminar”.
PERGUNTA-SE:
1) É errada a atitude do medico? Justifiquem! (0,2 p)
2) O Conselho Regional de Medicina pode punir o medico? Conforme qual princípio? (0,2 p)
3) É justificado o pedido da paciente que o medico fizesse, também, o exame? (0,1 p)




RATING: 3.23

1) É errada a atitude do medico? Justifiquem!
É errada, sim.
O risco de transmissão ocupacional do HIV, embora exista, é extremamente baixo.
No caso, há um equívoco de natureza ética que se expressa na mensagem para a paciente. A mensagem é nitidamente de cunho persecutório e discriminador: há uma ameaça de excluí-la do necessário ato cirúrgico com base em discriminação que coloca a soropositividade como definidora do risco do acidente. O risco de acidente, por definição, vai estar presente em qualquer procedimento e, por isto mesmo, normas universais de biossegurança são elaboradas. Diferentemente da preferência atual pelos cuidados universais, o cirurgião em questão optou por cuidados específicos, o que é uma outra tendência, ao lançar mão de uma triagem sorológica. O resultado negativo não lhe daria a segurança desejada, pois em um período de janela imunológica a infecção existente ainda não estaria sendo revelada pela presença de anticorpos. Não haveria qualquer empecilho ético ou legal se alguns princípios estivessem resguardados, e sobre estes nos reportamos ao Parecer nº 11/92, de 14/2/92, do Conselho Federal de Medicina:
  1. O exame deve ser voluntário, após informações completas e adequadas ao paciente quanto à sua finalidade.
  2. O paciente que se recusar a ser testado não deve ter prejuízos em sua assistência em decorrência de sua decisão
  3. Os pacientes positivos deverão ter garantias de sigilo em relação ao resultado e de manutenção de todos os seus direitos em relação à assistência oferecida pela instituição, sem prejuízo na qualidade de seu atendimento.
2) O Conselho Regional de Medicina pode punir o medico? Conforme qual princípio?
Pode punir, sim.
Não é à toa que o novo Código de Ética Médica, contendo normas a serem observadas por todos os médicos e centrando a ética no paciente, aponta entre seus princípios fundamentais ser a medicina uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade e deve ser exercida sem discriminação de qualquer natureza (art. 1º).
Ao ampliar o capítulo consagrado aos direitos humanos, o Código de Ética Médica enfatiza a proibição da discriminação de qualquer forma ou sob qualquer pretexto (art. 47).
aparente colidência dessas disposições com o contido no artigo 58 do mesmo Código de Ética. Ali se estabelece ser vedado ao médico ”deixar de atender paciente que procure seus cuidados profissionais em caso de urgência, quando não haja outro médico ou serviço médico em condições de fazê-lo”. Interpretando essa disposição isoladamente e a contrario sensu, teremos que o médico, salvo caso de urgência, pode recusar quem quiser, pelo motivo que quiser. Ou seja, do ponto de visto de deixar de prestar a cirurgia não tem suporte para punição.
Contudo, ele pode ser punido para discriminação. O médico não pode discriminar, mas também não deve tolerar discriminação por questões de religião, sexo, nacionalidade, cor, opção sexual, opinião política ou de qualquer outra natureza (art. 20 do Código de Ética).
Os direitos do médico, porque estabelecidos para evitar a contaminação da profissão com qualquer vínculo que a afaste de seus princípios fundamentais, devem ser pensados antes como poderes- deveres, como normas éticas, do que propriamente como direitos do médico. Tanto assim é que deles não pode abrir mão o profissional da medicina, sob pena de cometer grave violação de dever fundamental (art. 8º do Código de Ética).

3. É justificado o pedido da paciente que o medico fizesse, também, o exame?

Não é justificada, também.
A solicitação ”revanchista” da paciente para que o médico também lhe revelasse a sorologia para o HIV se contrapõe ao direito do médico - o mesmo de qualquer outra pessoa - à confidencialidade.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.23)




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