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No primeiro dia de pós-operatório de exerese, uma paciente de 10 anos com coriocarcinoma de ovario evolui com taquipneia (32 irpm), taquicardia (128 bpm) e PA de 110/60 mmHg. Ao exame, apresenta-se cianótica, com distensão venosa jugular, sopro sistólico e edema maleolar bilateral. A principal suspeita é de complicação com:
A. síndrome de lise tumoral
INCORRETO: A síndrome de lise tumoral (SLT) é uma complicação temível que pode ocorrer espontaneamente ou como conseqüência do início da quimioterapia para câncer. Esta síndrome é caracterizada por uma maciça destruição de células malignas e a liberação de seu conteúdo no espaço extracelular.
B. síndrome paraneoplasico de secreção inapropriada de SIADH
INCORRETO : Tem nada a ver.
C. embolia tumoral
CORRETO : O coriocarcinoma primário de ovário é extremamente raro e agressivo, existindo poucos relatos na literatura. Sua incidência é mais elevada antes do início da puberdade. O tratamento consiste em cirurgia padrão (salpingooforectomia bilateral + histerectomia total abdominal) ou citorredutora, dependendo do estadiamento encontrado. O prognóstico é extremamente desfavorável devido à capacidade muito elevada desse tumor ocasionar metástase em fases precoces do seu desenvolvimento. A frequência de embolia tumoral em pacientes com coriocarcinoma é de aproximadamente 25% em estudos retrospectivos de revisão em autópsias. A embolia causada por um coriocarcinoma primário de ovário gera
complicações clínicas, podendo resultar em óbito.
D. choque septico pós-operatorio
INCORRETO : Não há sinais de choque séptico (febre, leucocitose, choque quente, etc) e nem de sepse.
E. insuficiência adrenal aguda pós-operatoria
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: C
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FONTE:
1) Três hipóteses diagnósticas mais prováveis:
- Pneumocistose; (0,05 p)
- Doença infecciosa granulomatosa (tuberculose, histoplasmose ou micose) disseminada ou não; (0,05 p)
- Pneumonia comunitária (típica ou atípica). (0,05 p)
2) Para embasamento das hipóteses e proposição do tratamento inicial:
- RX Tórax (0,025 p)
- Gasometria arterial (0,025 p)
- LDH (0,025 p)
- Escarro (BAAR/Fungos/Histoplasma) com ou sem culturas (tardia) (0,025 p)
- Hemograma (0,025 p)
- Bioquímica (função renal, ionograma, PCR / VHS) (0,025 p)
3) Plano terapêutico inicial:
- Internação, pelo risco de falência respiratória. (0,0285 p)
- Bactrim venoso em dose terapêutica, pelo risco de pneumocistose. (0,0285 p)
- Oxigenioterapia, pelos sinais de esforço ventilatório. (0,0285 p)
- Hidratação venosa para correção dos distúrbios hidro-eletrolíticos e ácido-básicos. (0,0285 p)
- Antibioticoterapia para germes comunitários (Exemplos: amoxilina, azitromicina, ceftriaxone ou outra associação), para cobertura de gram-negativo, gram-positivo e anaeróbio. (0,029 p)
- Corticoides poderão ser aceitos pelo quadro pulmonar. (0,0285 p)
- Tuberculostáticos com justificativa fundamentada (0,0285 p)
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