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Paciente de 55 anos, sexo masculino, natural de Alagoas, apresenta-se com queixa de dor abdominal progressiva em fossa ilíaca esquerda há 5 dias, febre, aumento do número de evacuações para 3 x/dia (seu normal era 1 ×/dia) e, nas últimas 24 horas, parou de eliminar fezes. Nega alterações de hábito intestinal, emagrecimento
ou sangramento às evacuações, anteriormente. Ao exame, apresentava-se em bom estado geral, eupneico, discreto aumento da frequência cardíaca. O abdome era plano, flácido, pouco doloroso à palpação superficial, massa palpável dolorosa à palpação profunda em fossa ilíaca esquerda, descompressão brusca positiva neste local. Os exames laboratoriais realizados indicavam leucocitose com desvio à esquerda, creatinina de 2,4 mg/dL, ureia de 98 mg/dL, K+: 5,1 mEq/L e Na+: 145 mEq/L.
Diagnóstico mais provável:
A. fecaloma
INCORRETO: O fecaloma ocorre em contexto de constipação crônica (geralmente em idosos acamados ou com uso prolongado de opioides), sem febre, leucocitose ou sinais de irritação peritoneal, e a massa seria indolor e sem repercussão inflamatória sistêmica.
B. volvo do sigmoide com necrose intestinal
INCORRETO : O volvo de sigmoide com necrose intestinal cursa com obstrução fechada aguda, abdome distendido (e não plano como descrito), dor súbita intensa e rápida deterioração do estado geral com toxemia; a evolução progressiva de 5 dias com aumento inicial das evacuações e paciente ainda em bom estado geral não se compatibiliza com isquemia necrotizante.
C. diverticulite aguda
CORRETO : A diverticulite aguda é o diagnóstico mais provável porque o quadro clínico clássico de dor progressiva em fossa ilíaca esquerda com febre, leucocitose com desvio à esquerda, massa palpável dolorosa nesse local e sinais de irritação peritoneal (descompressão brusca positiva) corresponde à inflamação diverticular complicada (flegmão ou abscesso peridiverticular), com edema inflamatório causando aumento inicial do número de evacuações seguido de obstrução parcial e desidratação levando a insuficiência renal aguda (elevação de creatinina e ureia com hiperpotassemia discreta). A ausência de alterações prévias de hábito intestinal, emagrecimento ou sangramento reforça o caráter agudo e localizado da doença, típica de diverticulite no cólon sigmoide.
D. neoplasia de cólon
INCORRETO : Uma vez que a neoplasia de cólon apresenta-se de forma insidiosa com alteração crônica do hábito intestinal, emagrecimento e/ou sangramento oculto ou visível; a forma aguda com febre, leucocitose e massa dolorosa sem sintomas prévios é atípica e menos provável que a diverticulite.
E. retocolite ulcerativa
INCORRETO : A retocolite ulcerativa manifesta-se tipicamente com diarreia sanguinolenta recorrente em pacientes mais jovens, sem formação de massa palpável localizada em fossa ilíaca esquerda nem quadro de obstrução parcial aguda com insuficiência renal.
Gabarito: C
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FONTE:
Paciente F, 2 anos e 10 meses de idade, é trazida no setor de pronto-atendimento de pediatria com febre 39,6°C e relato de 'dor de cabeça' na região frontal, sem nenhum outro sinal localizatorio. No acolhimento, FR 36/min, FC 122/min, sinusal sem sopros, sonolenta, inapetente e chorosa. Palidez +/++++. TEC 3-4 segundos. Evacuações normais, sem diarreia. No exame clinico respiratório e cardiovascular normal. Sem sinais meníngeos e sem petéquias. Faringe com leve eritema, sem sinais flogísticos. Mãe diz que a criança recusa a comida faz 48 horas, só aceita leite e 'toma pouco'. Sem vômitos até agora. Observa-se, porém anisocoria afetando o olho esquerdo que não responde a luz. Outro olho normal. Questionada, a mãe declara que a criança já está em acompanhamento com oftalmologista porque, com 2 anos de idade, teve um 'herpes' no olho, mas que o mesmo deu alta, considerando que a criança está enxergando 'normal'. Nega contato com pombos ou gatos de estimação. Tem somente um Callopsyta que fica na gaiola
1) Qual é o protocolo á seguir neste caso? 0,3 pontos1) Qual é o protocolo á seguir neste caso?
Febre é uma das causas mais comuns de consulta em pediatria. 25% de todas as consultas de emergência se devem à febre. Na maioria dos casos, após a avaliação inicial, é possível identificar a causa. Nas crianças menores de 36 meses, em 20% dos casos, essa identificação não é possível. Febre sem sinais localizatórios FSSL - definição: Febre com menos de uma semana de duração, que após história clínica e exame físico cuidadosos não tem a sua causa estabelecida.
O protocolo para essa faixa etária seria primeiramente de avaliação clinica minuciosa, avaliar se existem ou não sintomas de toxemia - neste caso, como há sonolência e mau estado geral seria melhor considerar que há um grau de toxemia, especialmente porque a criança está numa faixa etária de risco (0-36 meses), o tempo de enchimento capilar é de 3-4 segundos.

2) Qual é a infecção bacteriana que mais ocorre na febre sem sinais localizatorios?
Infecção urinária oculta é a infecção bacteriana mais comum como causa de FSSL. 0,1 p
3) Quais são, neste caso, os fatores de risco para a doença meningococica oculta?
Meningite oculta: a bacteremia oculta por meningococo é bem mais rara do que por pneumococo. A faixa etária abaixo de 24 meses é a mais acometida pela doença meningocócica. 25 a 50% dos pacientes com doença meningocócica haviam sido liberados após avaliação inicial. 82% dos pacientes liberados têm menos de 36 meses de idade. 0,1 p
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