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A HIPERTROFIA CARDÍACA (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A hipertrofia cardíaca constitui um dos mais importantes marcadores de gravidade das doenças cardíacas e de morte súbita.

Em vista disso, os mecanismos celulares e sub-celulares responsáveis pelo crescimento da massa cardíaca em várias doenças, como a hipertensão arterial, têm despertado grande interesse, uma vez que este conhecimento poderá identificar alvos para desenvolvimento de drogas que possam modular o crescimento de cardiomiócitos.

OBJETIVA: (1172596 votos)..........99.3% das questões objetivas receberam votos.
Na maior parte dos insultos agudos do cérebro decorrentes de traumatismo cranioencefálico são encontradas:
A. deslocamento lateral de 3 a 5 mm da glândula pineal
B. hiperglicorraquia moderada e distúrbio hidroeletrolítico
C. herniação de amígdala com compressão de tronco encefálico
D. alterações supratentoriais
E. deslocamento horizontal do tronco cerebral alto e de estruturas subtalâmicas

  RATING: 3

Na maior parte dos insultos agudos do cérebro decorrentes de traumatismo cranioencefálico são encontradas:

A. deslocamento lateral de 3 a 5 mm da glândula pineal
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. hiperglicorraquia moderada e distúrbio hidroeletrolítico
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. herniação de amígdala com compressão de tronco encefálico
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. alterações supratentoriais
CORRETO : As lesões supratentoriais são encontradas na maior parte dos insultos agudos do cérebro decorrentes de traumatismo cranioencefálico (hematoma epidural, hematoma subdural, hemorragia subaracnóidea pós-traumática e lesão axonal difusa). Outros danos que também podem ser inseridos nesta categoria são: abscessos, tumores, lesões oriundas de acidentes cerebrovasculares (AVC) e hidrocefalias. As alterações supratentoriais que causam deslocamentos de tecido cerebral (herniações) podem induzir graves distúrbios do nível de consciência.
E. deslocamento horizontal do tronco cerebral alto e de estruturas subtalâmicas
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (185279 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre a Síndrome de Cushing, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Defina a Síndrome de Cushing e classifique-a quanto à dependência do ACTH. (0,10 pontos)
  2. Descreva os principais mecanismos fisiopatológicos do hipercortisolismo endógeno.  (0,10 pontos)
  3. Enumere os testes laboratoriais de triagem e de confirmação diagnóstica da Síndrome de Cushing.  (0,10 pontos)
  4. Explique os princípios teóricos que orientam a diferenciação entre as formas hipofisária, adrenal e ectópica. (0,10 pontos)
  5. Discuta as bases teóricas do tratamento cirúrgico nas diferentes etiologias da Síndrome de Cushing. (0,10 pontos)




RATING: 3.23

Sobre a Síndrome de Cushing, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Defina a Síndrome de Cushing e classifique-a quanto à dependência do ACTH. (0,10 pontos)
  2. Descreva os principais mecanismos fisiopatológicos do hipercortisolismo endógeno.  (0,10 pontos)
  3. Enumere os testes laboratoriais de triagem e de confirmação diagnóstica da Síndrome de Cushing.  (0,10 pontos)
  4. Explique os princípios teóricos que orientam a diferenciação entre as formas hipofisária, adrenal e ectópica. (0,10 pontos)
  5. Discuta as bases teóricas do tratamento cirúrgico nas diferentes etiologias da Síndrome de Cushing. (0,10 pontos)


1. A Síndrome de Cushing é definida como o conjunto de manifestações clínicas decorrentes da exposição crônica a excesso de glicocorticoides (0,04 p).
Classifica-se em ACTH-dependente (doença de Cushing hipofisária e secreção ectópica de ACTH) (0,03 p) e ACTH-independente (tumores adrenais e hiperplasia adrenal bilateral) (0,03 p).

2. Os mecanismos fisiopatológicos centrais incluem:

  • Hipersecreção autônoma de cortisol por adenoma ou carcinoma adrenal, com feedback negativo sobre o eixo hipotálamo-hipófise (0,04 p);
  • Produção excessiva de ACTH por adenoma hipofisário (doença de Cushing), estimulando bilateralmente as adrenais (0,03 p);
  • Secreção ectópica de ACTH por tumores não hipofisários, gerando hipercortisolismo intenso e hipocalemia (0,03 p).
3. Testes de triagem: cortisol livre urinário de 24 horas, cortisol salivar noturno e teste de supressão com dexametasona 1 mg overnight (0,05 p).
Testes de confirmação: teste de supressão com dexametasona em baixas doses (2 mg/dia por 48 h) e dosagem de ACTH plasmático (0,05 p).

4. Princípios teóricos de diferenciação:

  • ACTH plasmático baixo (< 5–10 pg/mL) indica origem adrenal (ACTH-independente) (0,05 p);
  • ACTH normal ou elevado, associado a resposta ao CRH e/ou cateterismo de seios petrosos, diferencia origem hipofisária da ectópica (0,05 p).

5. Bases teóricas do tratamento cirúrgico:

  • Na doença de Cushing hipofisária, a adenomectomia transesfenoidal visa a remoção seletiva do microadenoma produtor de ACTH (0,04 p);
  • Nos tumores adrenais, a adrenalectomia unilateral remove a fonte autônoma de cortisol (0,03 p);
  • Na secreção ectópica, a ressecção do tumor primário é o tratamento etiológico ideal, quando localizável e ressecável (0,03 p).

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR -  SÍNDROME DE CUSHING DE ORIGEM ADRENAL (HIPERCORTISOLISMO ACTH-INDEPENDENTE)

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.23)

CASO CLINICO: (216737 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Criança do sexo masculino, de 11 anos de idade, estudante, residente no BH, que em Dezembro de 2018 é referenciado ao Centro Hospitalar aonde você está trabalhando, por ter sido detectada HAS grave, em exame de medicina esportiva. Subjetivamente, apenas referia fadiga muscular após a realização de exercício físico anaeróbio – sprint – com dois anos de evolução.
Os antecedentes pessoais eram irrelevantes, e não havia incidência familiar de HAS.
O exame físico revelou valores de pressão arterial (PA) de 200/110 mmHg no membro superior direito, 200/120 mmHg no membro superior esquerdo e de 100/65 mmHg nos membros inferiores.
Era audível um sopro sistólico aórtico, grau II/VI, com irradiação interescapular esquerda e um reforço do 2º tom aórtico. Os pulsos femurais eram de baixa amplitude, quase ausentes.
Quanto esse caso, esclareça os seguintes pontos:
1) Qual é a suspeita diagnostica? (0,25 pontos)
2) Qual é, nesse caso, a causa da hipertensão arterial dessa criança?(0,125 pontos)
3) Qual é a terapia indicada (0,125 pontos)?


RATING: 2.99

1) a) Coarctação da aorta (0,125 p) b) Hipertensão arterial juvenil (0,125 p)
DISCUSSÃO (não vai ser gabaritada!): A coarctação da aorta é uma malformação congênita que ocorre em 7% dos doentes portadores de cardiopatias congênitas, com predomínio no sexo masculino (relação 2:1). Caracteriza-se por um estreitamento segmentar da artéria aorta, geralmente localizado a montante da emergência da artéria subclávia esquerda e, em dois terços das crianças, leva ao desenvolvimento de hipertensão arterial.
A coarctação da aorta reconhecida após a primeira infância raramente está associada a sintomas significativos. Porque? Geralmente, é uma forma justaductal simples. Encontraremos aqui: fraqueza ou dor (ou ambos) nas pernas após o exercício, hipertensão no exame físico de rotina - frequentemente essas crianças se apresentam no cardiologista para isso O sinal clássico de coarctação da aorta é uma diferença na pulsação e na pressão arterial nos braços e nas pernas. Isto tem lógica no fato que, por conta da coartação (estreitamento) o fluxo sanguineo para as porções declivas é muito baixo. Traduzido isso significa que vamos ter lugares com pulso fraco e lugares com pulso amplo. São fracos ou ausentes em mais de 40% das situações: pulsos femorais, pulsos poplíteos, pulsos tibiais posteriores, pulsos pediosos. São amplos: pulsos dos braços e os pulsos dos vasos carotídeos ATRASOS: Normalmente, o pulso femoral ocorre ligeiramente antes do pulso radial e a pressão arterial sistolica nas pernas obtida pelo método do manguito (cuff) é 10-20 mmHg maior do que nos braços. Os pulsos radiais e femorais sempre devem ser palpados simultaneamente, pesquisando-se a eventual presença de um atraso radial-femoral.
Na coarctação da aorta: a pressão arterial nas pernas e menor do que nos braços (pacientes com coarctação que têm mais de 1 ano de idade) Com o exercício, ocorre uma elevação mais acentuada na pressão arterial sistêmica, e o gradiente extremidade superior-inferior aumentará e é frequentemente dificil obtê-la (90% têm hipertensão sistólica em um dos membros superiores maior que o percentil 95 para a idade).

2) A coarctação da aorta é causa de HTA secundária em menos de 1% das causas conhecidas de HTA. (0,125 p)
DISCUSSÃO (não vai ser gabaritada!): Tal como referido anteriormente, caracteriza-se por um estreitamento segmentar da artéria aorta, que pode ocorrer em qualquer ponto da sua extensão, ainda que mais frequentemente se localize a juzante do tronco arterial braquiocefálico. Cerca de dois terços das crianças com esta malformação desenvolvem hipertensão arterial.
As manifestações clínicas dependem do local e da extensão da obstrução, bem como da presença de anomalias cardíacas associadas, sendo a mais frequente a válvula aórtica bicúspide, presente neste caso. Pode ainda associar-se a aneurisma de Berry ou disgenesia gonadal (síndroma de Turner).

3) Cirurgia reparatoria.(0,125 p)
DISCUSSÃO (não vai ser gabaritada!): Crianças mais velhas significa que a coartação não foi tão grave para aparecer cedo. Ou seja, eles devem ser tratadas relativamente logo após o diagnóstico. Isto porque, quando diagnosticados, a coartação já deve causar efeitos hemodinamicos importantes!
Entretanto, agora, o atraso é injustificável, em especial após a segunda década de vida, quando a operação pode ser menos bem-sucedida por a uma função ventricular esquerda reduzida e por alterações degenerativas na parede da aorta.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.99)




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