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O PROCESSO EPIDEMICO (ÁREA DE SAUDE PUBLICA)

O estudo dos fenômenos envolvidos no processo epidêmico pressupõe a compreensão dos conceitos de estrutura e caracteres epidemiológicos e do que venha a ser o comportamento endêmico de uma doença transmissível.

Entende-se por estrutura epidemiológica de uma doença a forma de interação dos diferentes fatores relativos ao meio ambiente, hospedeiro e ao agente - seja ele químico, físico ou biológico - que determina o comportamento desse agravo no âmbito de uma população delimitada e num período de tempo estabelecido.

Os caracteres epidemiológicos constituem a resultante da estrutura epidemiológica em cada momento e se expressa pela freqüência e distribuição da doença na população em determinado instante, segundo as variáveis tempo, espaço e pessoa.

A estrutura epidemiológica se apresenta de forma dinâmica, modificando-se em cada ponto no tempo e no espaço, definido e redefinido continuamente, o que pode ser entendido como comportamento normal ou anormal de uma doença numa comunidade, fixado um ponto no tempo e no espaço.

Pode-se portanto, conceituar o comportamento normal ou endêmico de um agravo à sua ocorrência dentro de padrões regulares em agrupamentos humanos distribuídos em espaços delimitados e caracterizados, num determinado período de tempo, permitidas flutuações cíclicas ou sazonais.

Por outro lado, define-se o comportamento epidêmico de um agravo à saúde como a elevação brusca do número de casos caracterizando, de forma clara, um excesso em relação ao norrual esperado. O número de casos que indicam a presença de uma epidemia variará de acordo com o agente, tipo e tamanho da população exposta, experiência prévia ou ausência de exposição.

A epidemia não apresenta obrigatoriamente um grande número de casos, mas um claro excesso de casos quando comparada à freqüência habitual de uma doença em uma localidade.


OBJETIVA: (1415685 votos)..........96.14% das questões objetivas receberam votos.
Paciente M, 68 anos, foi submetido a prostatectomia, há 24 horas, para o tratamento de um adenocarcinoma de próstata. Sua hipertensão arterial sistêmica é controlada com diltiazém, a função renal era normal no pré-operatório. Estava com cateter de Foley previamente. O paciente foi mantido em posição de litotomia dorsal por cerca de 6 horas e recebeu 3.500 mL de lactato de Ringer durante a cirurgia, mantendo bom volume urinário, pressão arterial estável, sem intercorrências durante o procedimento. No pós-operatório imediato, apresentou diminuição do débito urinário e, 6 horas depois, o débito era de 10 mL/h. O cateter foi lavado e estava pérvio. Administrou-se 500 mL de soro fisiológico (0,9%), por via endovenosa, rápido, sem resposta diurética. A pressão manteve-se estável e o exame, sem alterações. Laboratório, 6 horas após, era:
uréia: 60 mg/dL
creatinina: 2,6 mg/dL
sódio: 144 mEq/L
potássio: 7,0 mEq/L
cloro: 102 mEq/L
bicarbonato: 15 mEq/L
Exame de urina com:
densidade de 1.025
traços de proteína
inúmeras hemácias
cilindros marrons
debris celulares
O diagnóstico mais provável é:
A. Rabdomiólise
B. Obstrução do trato urinário
C. Azotemia pré-renal
D. Insuficiência renal aguda desencadeada por sepse
E. Nefrite lupica

  RATING: 2.91

Paciente M, 68 anos, foi submetido a prostatectomia, há 24 horas, para o tratamento de um adenocarcinoma de próstata. Sua hipertensão arterial sistêmica é controlada com diltiazém, a função renal era normal no pré-operatório. Estava com cateter de Foley previamente. O paciente foi mantido em posição de litotomia dorsal por cerca de 6 horas e recebeu 3.500 mL de lactato de Ringer durante a cirurgia, mantendo bom volume urinário, pressão arterial estável, sem intercorrências durante o procedimento. No pós-operatório imediato, apresentou diminuição do débito urinário e, 6 horas depois, o débito era de 10 mL/h. O cateter foi lavado e estava pérvio. Administrou-se 500 mL de soro fisiológico (0,9%), por via endovenosa, rápido, sem resposta diurética. A pressão manteve-se estável e o exame, sem alterações. Laboratório, 6 horas após, era:

uréia: 60 mg/dL
creatinina: 2,6 mg/dL
sódio: 144 mEq/L
potássio: 7,0 mEq/L
cloro: 102 mEq/L
bicarbonato: 15 mEq/L
Exame de urina com:
densidade de 1.025
traços de proteína
inúmeras hemácias
cilindros marrons
debris celulares
O diagnóstico mais provável é:

A. Rabdomiólise
CORRETO: A rabdomiólise ocorre devido à lesão muscular extensa, com consequente necrose muscular e liberação de enzimas musculares, eletrólitos e pigmentos. A mioglobina é filtrada e, em grandes concentrações no túbulo, promove necrose tubular aguda. As principais etiologias são: trauma com esmagamento, síndrome compartimentai, imobilização prolongada (posição de litotomia dorsal, por exemplo), infecções (influenza, tétano), entre outras. A posição litotômica ou litotomia consiste no posicionamento do paciente em decúbito dorsal com as pernas afastadas e suspensas sobre perneiras. Geralmente é utilizada para exames dos órgãos genitais internos e externos. Também é utilizada em cirurgia do trato urinário e genital.
B. Obstrução do trato urinário
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Azotemia pré-renal
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Insuficiência renal aguda desencadeada por sepse
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Nefrite lupica
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.91)

DISCURSIVA: (197859 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Cite 10 (dez) critérios de inoperabilidade para o câncer de pulmão (0,05 cada um).


RATING: 3

Cite 10 (dez) critérios de inoperabilidade para o câncer de pulmão (0,05 cada um).

01

Derrame pleural neoplásico

02

Mestastases à distância

03

Paralisia do nervo laríngeo recurrente esquerdo

04

Infiltração vertebral que ultrapassa o forame costotransverso

05

Infiltração da parede da aorta alem da camada adventícia

06

Infiltração extensa e além da camada muscular do esôfago

07

Infiltração extensa da veia cava superior

08

Infiltração do coração, geralmente do átrio esquerdo

09

Infiltração mediastinal maciça, geralmente por invasão da cápsula dos linfonodos

10

Infiltração da carina e dos brônquios principais bilateral e simultaneamente

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (230016 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Você é chamado para atender um bebê, do sexo masculino, nascido de parto vaginal espontâneo de secundigesta de 19 anos, sem pré-natal. Relata ter usado cocaína no inicio da gravidez, antes de saber que estava grávida, O bebê não necessitou de manobras de reanimação, apesar de o líquido amniótico ser meconial. O recém-nascido pesa 2.320 g, com 36 semanas e 2 dias de IG e Apgar 7 e 9 no 1° e 5° minutos, respectivamente. Observa-se defeito na parede abdominal com exposição das alças intestinais, aparentando leve edema. O cordão umbilical encontra-se inserido no local habitual. O defeito da parede abdominal está à direita do cordão umbilical. O recém-nascido apresenta-se levemente taquipneico, sem outros sinais de malformações aparentes. Em vista desse quadro:
(I) Apresente o provável diagnóstico. (0,08 pontos)
(II) Determine o principal diagnóstico diferencial. (0,06 pontos)
(III) Cite 3 diferenças entre o diagnóstico provável e o principal diagnóstico diferencial. (0,18 pontos)
(IV) Indique a conduta a ser tomada diante do recém-nascido na sala de parto. (0,18 pontos)





RATING: 2.92

(I) Diagnóstico provável


Gastrosquise (0,08 p).


(II) Principal diagnóstico diferencial


Onfalocele, especialmente rota (0,06 p).


(III) Três diferenças:

  1. Local do defeito: paraumbilical à direita do cordão (0,03 p) versus midline, na base do umbigo (0,03 p).
  2. Inserção do cordão: no sítio habitual, ao lado do orifício (0,03 p) versus no ápice do saco (0,03 p).
  3. Revestimento: sem membrana, alças expostas e edemaciadas (0,03 p) versus saco amnioperitoneal presente (salvo ruptura) (0,03 p).


(IV) Conduta na sala de parto:


Proteger as alças com saco/filme plástico oclusivo até o tórax, sem torção do mesentério (0,04 p).
Decúbito lateral direito (0,03 p).
Sonda gástrica de grosso calibre em drenagem livre (0,03 p).
Acesso venoso e reposição volêmica precoce (0,03 p).
Termorregulação rigorosa (0,02 p).
Evitar ventilação com máscara prolongada (0,02 p).
Encaminhar à UTI neonatal com cirurgia pediátrica (0,01 p).


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.92)




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