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HEMORRAGIAS DIGESTIVAS NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Pela localização, as hemorragias digestivas são classificadas em SUPERIORES e INFERIORES. Aonde que está a diferença? A hemorragia digestiva alta (HDA) pode ser definida como sangramento do segmento proximal ao ligamento de Treitz localizado no duodeno distal.

OBJETIVA: (1112512 votos)..........99.48% das questões objetivas receberam votos.
Com relação a doença crônica renal na infância, a alternativa CORRETA é:
A. a diálise peritoneal geralmente é realizada em um centro de diálise três vezes por semana
B. episódios de insuficiência renal aguda não aumentam o risco de doença renal crônica na infância
C. a principal causa de óbito na doença crônica renal na infância é a infecção sistêmica
D. o principal fator associado à progressão da doença crônica renal na infância é a presença de proteinúria persistente
E. a doença crônica renal é mais comum em crianças do sexo feminino do que em crianças do sexo masculino

  RATING: 3.17

Com relação a doença crônica renal na infância, a alternativa CORRETA é:

A. a diálise peritoneal geralmente é realizada em um centro de diálise três vezes por semana
INCORRETO: A diálise peritoneal geralmente é realizada em casa, após os pais ou responsáveis ​​e a criança concluírem um treinamento. As crianças são incentivadas a se envolverem no tratamento de diálise peritoneal à medida que crescem.
B. episódios de insuficiência renal aguda não aumentam o risco de doença renal crônica na infância
INCORRETO : Episódios de insuficiência renal aguda podem, sim, aumentar o risco de progressão para doença renal crônica.
C. a principal causa de óbito na doença crônica renal na infância é a infecção sistêmica
INCORRETO : A principal causa de óbito na doença renal crônica geralmente está relacionada a complicações cardiovasculares.
D. o principal fator associado à progressão da doença crônica renal na infância é a presença de proteinúria persistente
CORRETO : A proteinúria persistente é um fator importante na progressão da doença renal.
E. a doença crônica renal é mais comum em crianças do sexo feminino do que em crianças do sexo masculino
INCORRETO : A doença renal crônica costuma ser mais comum em meninos na infância.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.17)

DISCURSIVA: (180989 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram os principais indices hematimetricos, valores normais e significância para o diagnóstico da anemia ferropriva.


RATING: 3.44

Enumeram os principais indices hematimetricos, valores normais e significância para o diagnóstico da anemia ferropriva.

Os principais indices hematimetricos, valores normais e significância
  1. Hemoglobina Corpuscular Média (HCM) Índice hematimétrico que corresponde àmédia de hemoglobina por eritrócito. Pode estar elevado na presença de macrocitose e diminuído na presença de hemácias microcíticas. (0,1 p)
  2. volume corpuscular médio (VCM) Avalia a média do tamanho (volume) das hemácias, que podem estar em seu tamanho normal, quando são ditas normocíticas,diminuídas (microcíticas) ou aumentadas (macrocíticas). (0,05 p)
    O achado de microcitose é comum em anemias por deficiência de ferro, nas doenças crônicas e nas talassemias. O aparecimento de macrocitose pode estar associado à presença de um grande número de reticulócitos, ao tabagismo e à deficiência de vitamina B12 e de ácido fólico. (0,1 p)

    A interpretação dos valores do VCM leva ao diagnóstico do tipo de anemia, classificando-as em:

    • Anemia Microcítica - VCM menor que 80 fl
    • Anemia Normocítica - VCM entre 80 e 100 fl
    • Anemia Macrocítica - VCM maior que 100 fl             (0,1 p)

      Cálculo do VCM

      VCM = Hematócrito/Nº de hemácias

      Valores de Referência

      É considerado normal valores entre: 80 a 100 fl (fentolitros) (0,05 p)

  3. concentração hemoglobínica corpuscular média (CHCM) é a avaliação da hemoglobina encontrada em 100 mL de hemácias. Esse índice permite a avaliação do grau de saturação de hemoglobina no eritrócito. A saturação da hemoglobina normal indica a presença de hemácias ditas normocrômicas. Quando diminuída, teremos hemácias denominadas hipocrômicas e, quando aumentadas, hemácias hipercrômicas.Os valores considerados normais variam de 32 à 36 g/100 ml, mas sua interpretação depende da correlação de outros dados do exame para estabelecer um diagnóstico por um profissional de saúde. (0,1 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.44)

CASO CLINICO: (210904 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Os pais trouxeram na UPA um bebe de 2 meses que estava dormindo no quarto porque acharam um morcego no mesmo ambiente que o bebe estava dormindo. Não se sabe se houve contato com esse morcego ou não. Não há nenhum tipo de sinais de arranhão, mordida ou picada. A criança está muito bem no momento. Os pais não conseguiram capturar o morcego.
1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?.................0,08 pontos
2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentam...........0,12 pontos
3) Qual é a conduta terapêutica e profilatica mais eficiente sugerida?.................0,15 pontos
4) Quais são as medidas complementares obrigatórias? .....................................0,15 pontos





RATING: 3.09

1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?

  • Exposição potencial/duvidosa ao vírus rábico por adentramento de morcego em ambiente de sono de lactente (categoria III ou equivalente em protocolo de risco). (0,04 p)
  • Acidente grave por morcego não capturado (não se pode realizar observação ou exame laboratorial do animal). (0,04 p)

2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentem.

  • Sim, é situação de risco elevado (evidência nível A – mortalidade da raiva humana ≈ 100% após início de sintomas). (0,03 p)
  • Razão epidemiológica: Mordidas de morcego são frequentemente imperceptíveis; lactentes não relatam contato; transmissão saliva-órgão neural é altamente eficiente. (0,03 p)
  • Razão de decisão clínica: Risco-benefício da profilaxia pós-exposição (PPE) é extremamente favorável (eficácia > 99% quando iniciada precocemente); não há “janela segura” de observação quando o animal não é capturado. (0,03 p)
  • Princípio MBE: Prevenção primária de doença letal em cenário de incerteza diagnóstica justifica intervenção imediata (regra “better safe than sorry” em raiva). (0,03 p)

3) Qual é a conduta terapêutica e profilática mais eficiente sugerida?

  • Conduta de escolha: Profilaxia pós-exposição (PPE) completa e imediata – soro anti-rábico humano (SAR) + vacina anti-rábica inativada. (0,05 p)
  • Dose de imunoglobulina: SAR 40 UI/kg (ou IGHR 20 UI/kg se disponível), com infiltração máxima possível no local de possível inoculação (mesmo sem lesão visível, infiltrar em região de maior probabilidade – ex.: face/cabeça) e o restante intramuscular em local distante. (0,05 p)
  • Esquema vacinal para lactente: Vacina anti-rábica intramuscular em vasto lateral da coxa – dias 0, 3, 7, 14 e 28 (esquema de 5 doses para imunocompetentes < 2 anos). (0,05 p)

4) Quais são as medidas complementares obrigatórias?

  • Notificação compulsória imediata ao serviço de vigilância epidemiológica (SINAN) – caso de exposição a morcego. (0,03 p)
  • Orientação aos pais: Monitoramento clínico rigoroso do lactente (sinais prodômicos de raiva) por 90 dias; retorno imediato à UPA se febre, irritabilidade, hidrofobia ou paresia.  (0,03 p)
  • Higienização rigorosa de todo o corpo do bebê com água e sabão (mesmo sem lesão aparente), higienização do ambiente: limpeza do quarto com água e sabão + desinfecção com hipoclorito (mesmo sem lesão no bebê).  (0,03 p)
  • Notificação imediata à Vigilância Epidemiológica municipal/estadual (formulário de atendimento antirrábico).  (0,03 p)
  • Monitorização clínica por 10-14 dias (qualquer alteração neurológica → hospital de referência).  (0,03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.09)




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