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CRIANÇA COM DESCONFORTO RESPIRATORIO E INSUFICIÊNCIA RESPIRATORIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

O bom atendimento durante uma urgência/emergência respiratória depende MUITO, mas muito mesmo do conhecimento da anatomia e da fisiologia do sistema respiratório da criança.
A criança tem características particulares de dinâmica e anatomia e, se a gente entender como tudo funciona, como tudo pode ser desequilibrado e como podemos consertar, as chances das crianças em situações de stress respiratório aumentam muito nas nossas mãos.

OBJETIVA: (983287 votos)..........95.67% das questões objetivas receberam votos.
O tratamento CORRETO da eczema herpética consta em:
A. longos banhos de imersão em uma banheira com água quente
B. banhos diários curtos em água morna
C. uso regular de sabonetes antibacterianos
D. evitar o uso de lubrificantes tópicos
E. limitação dos banhos para uma vez por semana com uma imersão de 30 minutos

  RATING: 2.91

O tratamento CORRETO da eczema herpética consta em:

A. longos banhos de imersão em uma banheira com água quente
INCORRETO: É reconhecido que banhos longos de imersão (>15 minutos) são prejudiciais à função da barreira cutânea, talvez por comprometer o componente lipídico do estrato córneo.
B. banhos diários curtos em água morna
CORRETO : O banho no controle da dermatite atópica é muito controverso, mas foi comprovado que banhos curtos (5 minutos) servem para hidratar a pele e são benéficos.
C. uso regular de sabonetes antibacterianos
INCORRETO : O uso excessivo de agentes antibacterianos pode resultar em resistência medicamentosa e, portanto, não são recomendados para o uso diário.
D. evitar o uso de lubrificantes tópicos
INCORRETO : O uso de lubrificantes tópicos também é crucial na manutenção de uma barreira cutânea saudável, e a penetração e eficácia destes agentes é são aumentadas quando aplicados imediatamente após o banho.
E. limitação dos banhos para uma vez por semana com uma imersão de 30 minutos
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.91)

DISCURSIVA: (175741 votos) ..........99.38% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram os fatores de risco para o status de lactente sibilante. (0,5 pontos)


RATING: 2.96

Enumeram os fatores de risco para o status de lactente sibilante. (0,5 pontos)

Enumeram os fatores de risco para o status de lactente sibilante:
  • sexo masculino; - 0,05 pontos
  • prematuridade e baixo peso ao nascer; - 0,05 pontos
  • uso de oxigênio no periodo neonatal; - 0,05 pontos
  • antecedentes pessoais de atopia; - 0,05 pontos
  • IgE elevado; - 0,05 pontos
  • infecção com virus sincicial respiratorio ante de 1 ano de idade; - 0,05 pontos
  • aspiração de conteudo alimentar; - 0,05 pontos
  • doença de refluxo gastroesofagico; - 0,05 pontos
  • historia materna de asma; - 0,05 pontos
  • mãe tabagista; - 0,05 pontos

FONTE:

Pediatria - Lactente sibilante - Aulas Online pelo SanarFlix

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

CASO CLINICO: (204124 votos)..........99.48% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 45 anos, agricultor, procedente de área rural na região Norte do Brasil (zona de desmatamento para construção de estradas e surgimento de povoados pioneiros), procura atendimento com queixa de lesão ulcerada no membro inferior direito há aproximadamente 60 dias. A lesão iniciou como nódulo pruriginoso, evoluiu para úlcera redonda, grande, rasa, de bordas elevadas, coloração violácea, pouco dolorosa, associada a envolvimento do cordão linfático. Há 20 dias iniciou sintomas nasais: epistaxe recorrente, formação de crostas, saída de secreção nasal, dor, hiperemia e deformidade incipiente do nariz. Relata picadas frequentes de insetos durante trabalho em mata, moradia próxima a florestas e presença de cães com lesões cutâneas suspeitas na residência. Exame otorrinolaringológico revela hiperemia do septo nasal e crostas. Não há febre nem comprometimento sistêmico evidente.

Questões:

I. Qual a suspeita diagnóstica? ..... 0,12 pontos
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? ...... 0,13 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ..... 0,12 pontos
IV. Qual o tratamento indicado? ....... 0,13 pontos





RATING: 3.06

I. Suspeita diagnóstica: Leishmaniose tegumentar americana – forma mucosa (tardia ou concomitante) ou cutâneo-mucosa

  • Lesão cutânea inicial típica: nódulo pruriginoso → úlcera redonda/oval, grande, rasa, bordas elevadas, violácea, pouco dolorosa, membros inferiores, envolvimento de cordão linfático, possibilidade de cura espontânea (0,04 p)
  • Evolução com metástase para mucosas da nasofaringe (epistaxe, crostas, secreção, dor, hiperemia, deformidade) em <5% dos casos, podendo surgir concomitantemente, até 2 anos ou décadas após cicatrização da lesão cutânea (0,04 p)
  • Epidemiologia compatível: área endêmica no Brasil (Norte/Nordeste), ocupação rural, desmatamento, reservatórios como cães (0,04 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada: Infecção por Leishmania (Viannia) braziliensis transmitida por flebótomo

  • Protozoário do gênero Leishmania, ordem Kinetoplastida, família Trypanosomatidae; principal agente da forma mucosa é L. (V.) braziliensis (menos frequentemente L. amazonensis e L. guyanensis) (0,05 p)
  • Transmissão nas Américas: picada de fêmeas de flebótomos (família Psychodidae, subfamília Phlebotominae, gêneros Lutzomyia e Psychodopygus) que inoculam promastigotas (0,04 p)
  • No hospedeiro vertebrado: forma amastigota parasita células do sistema fagocítico mononuclear; ciclo completo com transformação promastigota → amastigota após 4-5 dias no vetor (0,04 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Diagnóstico parasitológico direto (exame parasitológico direto de primeira escolha)

  • Procedimento de eleição: pesquisa direta por escarificação da borda da lesão mais recente ou impressão por aposição de biópsia, corada por Giemsa/Leishman para visualização de amastigotas arredondadas/ovóides (2-3 µm, núcleo e cinetoplasto) (0,04 p)
  • Sensibilidade alta em lesões recentes (até 100% em <2 meses para L. braziliensis); diminui com tempo de evolução; complementado por PCR (sensibilidade 97% em cutânea, 62-97% em mucosa) ou imunoistoquímica (0,04 p)
  • Métodos auxiliares (não definitivos isoladamente): intradermorreação de Montenegro (>90% positiva), histopatologia, cultivo em NNN/Schneider (0,04 p)

IV. Tratamento indicado: Antimoniato de N-metilglucamina (antimonial pentavalente) como droga de primeira escolha

  • Para forma mucosa: 20 mg SbV/kg/dia por 30 dias seguidos, preferencialmente via endovenosa lenta ou intramuscular, em ambiente hospitalar (0,05 p)
  • Dose máxima adulto: 3 ampolas/dia (1.275 mg SbV); nunca exceder; monitorar ECG semanal, função renal/hepática e efeitos colaterais (artralgia, mialgia, náuseas, etc.) (0,04 p)
  • Cuidados locais: limpeza com água/sabão + compressas KMnO4 1/5000; se falha após 12 semanas, repetir esquema uma vez ou passar para segunda escolha (anfotericina B) (0,04 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.06)




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