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COMUNICAÇÃO INTERATRIAL (ÁREA DE PEDIATRIA)

A comunicação interatrial é um defeito. Normalmente, fora da vida intrauterina não existe nenhuma comunicação entre as duas câmaras superiores do coração. Geralmente isso ocorre por alguma falha embrionaria. Agora, dependendo de qual estrutura embrionária falhou, tem varias porções do septo atrial que podem ser afetadas. As comunicações interatriais podem ocorrer em qualquer porção do septo atrial (ostium primum, secundum ou seio venoso), em se desenvolver normalmente. Menos comumente, o septo atrial pode ser quase ausente, com a criação de um átrio único funcional.

OBJETIVA: (1226710 votos)..........97.94% das questões objetivas receberam votos.
A constituição Brasileira de 1988, Instituiu o Sistema Único de Saúde. Seus princípios doutrinários indicam um conjunto articulado de noções fundamentais à construção do sistema de saúde. Estes princípios são:
I. Descentralização, regionalização e equidade
II. Universalidade, equidade, integralidade e participação comunitária
III. Referência e contra referência, integralidade e participação comunitária
IV. Universalidade, equidade, integralidade sem a participação comunitária
Com relação as afirmativas acima, assinale a alternativa CORRETA :
A. Somente a II correta
B. I e III estão corretas
C. Somente I está correta
D. Somente a III está correta
E. Somente IV está correta

  RATING: 3.12

A constituição Brasileira de 1988, Instituiu o Sistema Único de Saúde. Seus princípios doutrinários indicam um conjunto articulado de noções fundamentais à construção do sistema de saúde. Estes princípios são:

I. Descentralização, regionalização e equidade
II. Universalidade, equidade, integralidade e participação comunitária
III. Referência e contra referência, integralidade e participação comunitária
IV. Universalidade, equidade, integralidade sem a participação comunitária
Com relação as afirmativas acima, assinale a alternativa CORRETA :

A. Somente a II correta
CORRETO: A. Princípios éticos/doutrinários:

Universalidade dos Serviços: acesso à saúde como direito público subjetivo, integrantes dos direitos da cidadania. A Universalidade é o princípio segundo o qual 'A Saúde é direito de todos e dever do Estado...' (CF,196,caput) Integralidade da Assistência: direito de as pessoas serem atendidas na integra nas suas necessidades. É '... entendida como conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema;' (Lei 8.080, T, 11)
Eqüidade na prestação dos Serviços: a política pública de saúde, deve ser redistributiva com o objetivo de corrigir desequilíbrios estaduais e regionais.
Deve dar-se tratamento desigual para situações desiguais, ou seja, cada um segundo suas necessidades, objetivando proporcionar uma maior uniformidade

B. Principios organizacionais/operativos

Descentralização dos Serviços: redistribuição de recursos e responsabilidades entre os entes federados com base no entendimento de que o nível central, a União, só deve executar aquilo que nível local, os municípios e estados, não podem ou não conseguem. A gestão do Sistema (SUS) passa a ser de responsabilidade da União, dos estados e dos municípios, agora entendidos como os gestores do SUS.
Regionalização e Hierarquização da rede: distribuição espacial dos serviços de modo a atender às necessidades da população por regiões e em diferentes níveis de complexidade. Exige ações articuladas entre estados e municípios, sendo-Ihes facultada a criação de consórcios.
Participação Social: institucionalização da democracia participativa e de conseqüente controle social na área de saúde com a obrigatoriedade de constituição e de funcionamento de conselhos de saúde nos três níveis de governo.

B. I e III estão corretas
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Somente I está correta
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Somente a III está correta
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Somente IV está correta
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.12)

DISCURSIVA: (188754 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Com base nos aspectos teóricos do feocromocitoma como tumor neuroendócrino originado de células cromafins da medula adrenal, responda de maneira fundamentada e esquemática aos seguintes questionamentos:

  1. Descreva a origem embriológica da medula da glândula suprarrenal e das células cromafins, destacando as etapas de formação do córtex e da medula.  (0,12 pontos)
  2. Detalhe a via bioquímica completa de síntese da epinefrina a partir da L-tirosina na medula adrenal, especificando enzimas, cofatores, localizações intracelulares e a proporção final de adrenalina.  (0,15 pontos)
  3. Apresente as principais síndromes genéticas associadas ao feocromocitoma, incluindo os genes envolvidos, a prevalência de origem genética e as características clínicas distintivas de cada uma.  (0,13 pontos)
  4. Explique a estratégia de bloqueio farmacológico pré-operatório e os cinco princípios fundamentais que norteiam a realização da adrenalectomia no tratamento do feocromocitoma. (0,1 pontos)




RATING: 3.1

Com base nos aspectos teóricos do feocromocitoma como tumor neuroendócrino originado de células cromafins da medula adrenal, responda de maneira fundamentada e esquemática aos seguintes questionamentos:

  1. Descreva a origem embriológica da medula da glândula suprarrenal e das células cromafins, destacando as etapas de formação do córtex e da medula.  (0,12 pontos)
  2. Detalhe a via bioquímica completa de síntese da epinefrina a partir da L-tirosina na medula adrenal, especificando enzimas, cofatores, localizações intracelulares e a proporção final de adrenalina.  (0,15 pontos)
  3. Apresente as principais síndromes genéticas associadas ao feocromocitoma, incluindo os genes envolvidos, a prevalência de origem genética e as características clínicas distintivas de cada uma.  (0,13 pontos)
  4. Explique a estratégia de bloqueio farmacológico pré-operatório e os cinco princípios fundamentais que norteiam a realização da adrenalectomia no tratamento do feocromocitoma. (0,1 pontos)


1. A medula adrenal e o sistema nervoso simpático originam-se da crista neural, que migra ventralmente para formar os gânglios simpáticos (0,03 p).

Na sexta semana embrionária, células mesodérmicas celômicas condensam-se, originando o precursor do córtex adrenal (0,03 p).

Na sétima semana, células neurogênicas ectodérmicas (simpatogônias) provenientes da crista neural invadem esse precursor, constituindo os primórdios da medula adrenal (0,03 p).

A glândula adrenal pesa em média 5 a 7 g e localiza-se no polo superior de cada rim; o córtex apresenta três camadas (glomerulosa – mineralocorticoides; fasciculada – glicocorticoides; reticular – androgênios), enquanto a medula ocupa 8% a 10% da glândula, é altamente vascularizada e formada por grandes células cromafins poliédricas que contêm grânulos citoplasmáticos armazenadores de epinefrina (0,03 p). Pequenos aglomerados de células cromafins persistem como paragânglios ao longo da vida.

2. As catecolaminas derivam do aminoácido tirosina por sucessivas hidroxilações e descarboxilações (0,02 p).

A via bioquímica ocorre da seguinte forma:

  • L-Tirosina → L-DOPA: reação limitante catalisada pela enzima tirosina-hidroxilase (TH) no citoplasma, requerendo O₂, BH₄ (betahidrobiopterina) e Fe²⁺ como cofatores (0,04 p).
  • L-DOPA → Dopamina: catalisada pela DOPA descarboxilase (DDC/AADC) no citoplasma, com cofator piridoxal-5-fosfato (PLP / vitamina B₆) (0,03 p).
  • Dopamina → Noradrenalina: catalisada pela dopamina β-hidroxilase (DBH) localizada nas vesículas secretórias (grânulos cromafins), requerendo O₂, ácido L-ascórbico (vitamina C) e Cu²⁺ (0,03 p).
  • Noradrenalina → Adrenalina (epinefrina): catalisada pela feniletanolamina N-metiltransferase (PNMT) no citoplasma da medula adrenal, com cofator S-adenosil-L-metionina (SAM); a adrenalina representa 80% das catecolaminas da medula adrenal (0,03 p).

A PNMT existe apenas no citoplasma da medula adrenal, permitindo a conversão final em epinefrina, enquanto a norepinefrina predomina nos terminais simpáticos periféricos.

3. Cerca de 10-25% dos feocromocitomas têm origem genética, envolvendo os genes VHL, SDHB, SDHD, SDHC, NF1, RET e TMEM127 (0,03 p).

As principais síndromes são:

  • NEM tipo 2A (mutação no proto-oncogene RET no cromossomo 10q11.2 – códons 609, 611, 618 e 634): carcinoma medular de tireoide em 95%, feocromocitoma em 30-50% e hiperparatireoidismo em 20-30% (0,04 p).
  • NEM tipo 2B (mutação RET nos códons 918 e 883): carcinoma medular de tireoide 90%, feocromocitoma 45%, neuromas mucosos 100% e hábito marfanoide 65% (0,03 p).
  • Síndrome de von Hippel-Lindau (mutação no gene supressor VHL no cromossomo 3p25-26): feocromocitoma com apresentação precoce e bilateralidade nos subtipos 2A, 2B e 2C; a neurofibromatose tipo 1 (mutação NF1 no cromossomo 17q11.2) associa-se em 0,1-5,7% dos casos, geralmente solitário. Mutações em subunidades do complexo SDH (principalmente SDHD e SDHB) causam paragangliomas familiares pela perda de função que gera hipóxia crônica e proliferação celular (PGL1 – SDHD, cabeça/pescoço; PGL4 – SDHB, tórax/abdome, frequentemente maligno) (0,03 p).

4. Todo paciente com tumor secretor de catecolaminas deve receber preparo farmacológico pré-operatório, sendo a preparação cuidadosa o fator mais importante para o sucesso da cirurgia e a prevenção de crises hipertensivas intraoperatórias; a estratégia mais utilizada é o bloqueio combinado alfa- e beta-adrenérgico, nesta ordem (0,03 p).

O bloqueio alfa deve preceder o beta porque as catecolaminas em excesso causam vasoconstrição intensa e contração do volume intravascular; o bloqueio alfa relaxa os vasos e permite a expansão volêmica, enquanto o betabloqueador iniciado primeiro ou isoladamente deixa a estimulação alfa sem oposição, podendo piorar drasticamente a hipertensão (0,03 p).

Os cinco princípios que norteiam a adrenalectomia e devem ser seguidos rigorosamente são:
I. Ressecção completa do tumor (evitar recidiva local (0,008 p) ).
II. Manipulação mínima do tumor (evitar liberação abrupta de catecolaminas) (0,008 p) .
III. Controle precoce e ordenado do suprimento vascular (ligar primeiro as veias drenantes, especialmente a veia adrenal) (0,008 p) .
IV. Exposição cirúrgica adequada (identificar veia cava inferior à direita, aorta à esquerda, pâncreas, baço, fígado e cólon) (0,008 p) .
V. Em doença associada à NEM: adrenalectomia bilateral total ou subtotal com preservação do córtex adrenal (0,008 p).

A via laparoscópica é o procedimento de escolha para tumores suprarrenais solitários com menos de 8 cm.

FONTE:

MISODOR -  FEOCROMOCITOMA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.1)

CASO CLINICO: (221006 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 72 anos, hipertensa de longa data, portadora de fibrilação atrial permanente em uso de anticoagulação e de diabetes mellitus tipo 2, com história de bócio multinodular diagnosticado há 18 anos e acompanhado de forma irregular. Há 8 meses passou a apresentar perda ponderal progressiva de 11 kg, intolerância ao calor, sudorese excessiva, tremor fino de extremidades, astenia e exacerbações de taquiarritmia.

Ao exame físico: PA 158 × 92 mmHg, FC 118 bpm (irregular), pele quente e úmida, tremor fino distal, bócio visível e palpável, multinodular, assimétrico, de consistência fibroelástica, sem adenomegalias cervicais, sem oftalmopatia.

Exames laboratoriais iniciais: TSH < 0,01 mUI/L, T4 livre 2,8 ng/dL (VR 0,7–1,8), T3 total 245 ng/dL, TRAb negativo, anti-TPO negativo. Ultrassonografia cervical: glândula aumentada de volume, com múltiplos nódulos sólidos e mistos, o maior medindo 3,2 cm no lobo direito, de ecogenicidade mista e vascularização periférica aumentada. Cintilografia com 99mTc: múltiplas áreas de hipercaptação heterogênea, com supressão do restante do parênquima.

A paciente apresenta ainda insuficiência cardíaca congestiva classe funcional II (NYHA) e osteopenia.

Com base neste caso, responda às questões a seguir.

(I) Qual o diagnóstico sindrômico e etiológico mais provável? (0,1 pontos)
(II) Quais os achados laboratoriais e de imagem que confirmam a autonomia funcional tireoidiana neste contexto? (0,15 pontos)
(III) Quais as principais diferenças fisiopatológicas entre adenoma tóxico e bócio multinodular tóxico (Doença de Plummer)? (0,1 pontos)
(IV) Quais os critérios que orientam a escolha terapêutica nesta paciente idosa com comorbidades cardiovasculares? (0,1 pontos)
(V) Quais as principais complicações possíveis do hipertireoidismo não controlado e do tratamento nesta faixa etária? (0,05 pontos)





RATING: 3.35

(Resposta I) Qual o diagnóstico sindrômico e etiológico mais provável?

  • Diagnóstico sindrômico: hipertireoidismo clínico manifesto (0,05 p).
  • Diagnóstico etiológico: bócio multinodular tóxico (Doença de Plummer) (0,05 p).

(Resposta II) Quais os achados laboratoriais e de imagem que confirmam a autonomia funcional tireoidiana neste contexto?

  • TSH suprimido + T4 livre e T3 elevados (0,05 p).
  • TRAb negativo (afasta doença de Graves) (0,04 p).
  • Cintilografia com múltiplas áreas hipercaptantes e supressão do parênquima restante (confirma autonomia) (0,06 p).

(Resposta III) Quais as principais diferenças fisiopatológicas entre adenoma tóxico e bócio multinodular tóxico (Doença de Plummer)?

  • Adenoma tóxico: nódulo único autónomo, monoclonal, com mutação ativadora do receptor de TSH ou proteína Gsα (0,05 p).
  • Bócio multinodular tóxico: múltiplos nódulos autónomos de origem policlonal, com heterogeneidade funcional e evolução a partir de bócio multinodular prévio (0,05 p).

(Resposta IV) Quais os critérios que orientam a escolha terapêutica nesta paciente idosa com comorbidades cardiovasculares?

  • Preferência por iodo radioativo (¹³¹I) ou cirurgia em pacientes idosos com fibrilação atrial e insuficiência cardíaca, após estabilização clínica (0,05 p).
  • Antitireoidianos apenas como preparo ou em contraindicação absoluta aos tratamentos definitivos (0,03 p).
  • Avaliação cardiológica prévia e controle de comorbidades obrigatórios (0,02 p).

(Resposta V) Quais as principais complicações possíveis do hipertireoidismo não controlado e do tratamento nesta faixa etária?

  • Complicações do hipertireoidismo: agravamento de fibrilação atrial, insuficiência cardíaca e risco de eventos tromboembólicos (0,04 p).
  • Complicações do tratamento: hipotireoidismo pós-radioiodo ou pós-cirúrgico e crise tireotóxica se não houver preparo adequado (0,01 p).


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.35)




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