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INFECÇÕES AGUDAS DO TRATO RESPIRATORIO SUPERIOR NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

As crianças e os adultos respiram, preferentemente, através das narinas, exceto no caso de obstrução nasal. A maioria dos recém-nascidos, entretanto, são, obrigatoriamente, respiradores nasais; assim sendo, em algumas situações, condições como a atresia coanal podem representar uma emergência.

Sabemos que a respiração bucal prolongada pode trazer sérias conseqüências à criança, devido à inspiração de um ar com pouca umidificação, aquecimento e filtragem. Além disso, o próprio ato de respirar com a boca aberta leva ao longo do tempo, à deformidades faciais.

As doenças que acometem o trato respiratório superior em crianças, têm como manifestações mais freqüentes a rinorréia e a congestão nasal. Em geral, as desordens do aparelho respiratório são de origem infecciosa, alérgica ou congênita.

OBJETIVA: (1083404 votos)..........99.01% das questões objetivas receberam votos.
Um paciente de 56 anos, deu entrada no pronto socorro com dor torácica de forte intensidade há 2h, sudorese fria, náuseas e vômitos. Ao exame, PA = 80 x 40 mmHg, FC = 40 bpm, eupneico, corado, anictérico, RCR 2T bulhas normofonéticas, sem sopros, aparelho respiratório sem alterações. O ECG apresentava supradesnível do segmento ST em D2, D3, aVF e V1, além de um BAV de 2 o grau Mobitz I. A conduta mais apropriada neste momento é:
A. Estreptoquinase
B. Marca-passo transcutâneo
C. Marca-passo transvenoso
D. Atropina + soro fisiológico
E. Dobutamina + noradrenalina

  RATING: 2.93

Um paciente de 56 anos, deu entrada no pronto socorro com dor torácica de forte intensidade há 2h, sudorese fria, náuseas e vômitos. Ao exame, PA = 80 x 40 mmHg, FC = 40 bpm, eupneico, corado, anictérico, RCR 2T bulhas normofonéticas, sem sopros, aparelho respiratório sem alterações. O ECG apresentava supradesnível do segmento ST em D2, D3, aVF e V1, além de um BAV de 2 o grau Mobitz I. A conduta mais apropriada neste momento é:

A. Estreptoquinase
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Marca-passo transcutâneo
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Marca-passo transvenoso
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Atropina + soro fisiológico
CORRETO : Dor torácica aguda + supradesnível de ST nas derivações DII, DIII e aVF indica uma infarto agudo do miocárdio da parede inferior do VE. Este infarto está associado a infarto agudo de VD (ventrículo direito). O supra de ST em V1, mas não em V2 é bem sugestivo, embora o diagnóstico do infarto de VD dependa das derivações V3R ou V4R. O infarto agudo de parede inferior está muito associado a bradiarritmias, pelo desencadeamento de um reflexo vagotônico (reflexo de Bezold-Jarisch) nas primeiras horas do infarto e pela isquemia do nódulo sinusal e nódulo AV. A presença de infarto de VD associadoaumenta muito o risco de bradiarritmia, especialmente do bloqueio AV, que pode até evoluir para BAVT (de evolução geralmente transitória, em torno de 2-3 dias). O paciente do enunciado apresenta um BAV de 2 o grau Mobitz I, cursando com hipotensão (PA = 80 x 40 mmHg). Este BAV de 2 o grau é “benigno” (supra-Hissiano) e possui ótima resposta à atropina venosa, ao contrário do BAV de 2 o grau Mobitz II (mais comum no infarto de parede anterior), que sempre necessita de marca-passo. A reposição de volume também é necessária, pela presença do infarto de VD com hipotensão arterial..
E. Dobutamina + noradrenalina
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.93)

DISCURSIVA: (179333 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Cite 10 (dez) critérios de inoperabilidade para o câncer de pulmão (0,05 cada um).


RATING: 3

Cite 10 (dez) critérios de inoperabilidade para o câncer de pulmão (0,05 cada um).

01

Derrame pleural neoplásico

02

Mestastases à distância

03

Paralisia do nervo laríngeo recurrente esquerdo

04

Infiltração vertebral que ultrapassa o forame costotransverso

05

Infiltração da parede da aorta alem da camada adventícia

06

Infiltração extensa e além da camada muscular do esôfago

07

Infiltração extensa da veia cava superior

08

Infiltração do coração, geralmente do átrio esquerdo

09

Infiltração mediastinal maciça, geralmente por invasão da cápsula dos linfonodos

10

Infiltração da carina e dos brônquios principais bilateral e simultaneamente

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (208924 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 45 anos, agricultor, procedente de área rural na região Norte do Brasil (zona de desmatamento para construção de estradas e surgimento de povoados pioneiros), procura atendimento com queixa de lesão ulcerada no membro inferior direito há aproximadamente 60 dias. A lesão iniciou como nódulo pruriginoso, evoluiu para úlcera redonda, grande, rasa, de bordas elevadas, coloração violácea, pouco dolorosa, associada a envolvimento do cordão linfático. Há 20 dias iniciou sintomas nasais: epistaxe recorrente, formação de crostas, saída de secreção nasal, dor, hiperemia e deformidade incipiente do nariz. Relata picadas frequentes de insetos durante trabalho em mata, moradia próxima a florestas e presença de cães com lesões cutâneas suspeitas na residência. Exame otorrinolaringológico revela hiperemia do septo nasal e crostas. Não há febre nem comprometimento sistêmico evidente.

Questões:

I. Qual a suspeita diagnóstica? ..... 0,12 pontos
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? ...... 0,13 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ..... 0,12 pontos
IV. Qual o tratamento indicado? ....... 0,13 pontos





RATING: 3.02

I. Suspeita diagnóstica: Leishmaniose tegumentar americana – forma mucosa (tardia ou concomitante) ou cutâneo-mucosa

  • Lesão cutânea inicial típica: nódulo pruriginoso → úlcera redonda/oval, grande, rasa, bordas elevadas, violácea, pouco dolorosa, membros inferiores, envolvimento de cordão linfático, possibilidade de cura espontânea (0,04 p)
  • Evolução com metástase para mucosas da nasofaringe (epistaxe, crostas, secreção, dor, hiperemia, deformidade) em <5% dos casos, podendo surgir concomitantemente, até 2 anos ou décadas após cicatrização da lesão cutânea (0,04 p)
  • Epidemiologia compatível: área endêmica no Brasil (Norte/Nordeste), ocupação rural, desmatamento, reservatórios como cães (0,04 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada: Infecção por Leishmania (Viannia) braziliensis transmitida por flebótomo

  • Protozoário do gênero Leishmania, ordem Kinetoplastida, família Trypanosomatidae; principal agente da forma mucosa é L. (V.) braziliensis (menos frequentemente L. amazonensis e L. guyanensis) (0,05 p)
  • Transmissão nas Américas: picada de fêmeas de flebótomos (família Psychodidae, subfamília Phlebotominae, gêneros Lutzomyia e Psychodopygus) que inoculam promastigotas (0,04 p)
  • No hospedeiro vertebrado: forma amastigota parasita células do sistema fagocítico mononuclear; ciclo completo com transformação promastigota → amastigota após 4-5 dias no vetor (0,04 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Diagnóstico parasitológico direto (exame parasitológico direto de primeira escolha)

  • Procedimento de eleição: pesquisa direta por escarificação da borda da lesão mais recente ou impressão por aposição de biópsia, corada por Giemsa/Leishman para visualização de amastigotas arredondadas/ovóides (2-3 µm, núcleo e cinetoplasto) (0,04 p)
  • Sensibilidade alta em lesões recentes (até 100% em <2 meses para L. braziliensis); diminui com tempo de evolução; complementado por PCR (sensibilidade 97% em cutânea, 62-97% em mucosa) ou imunoistoquímica (0,04 p)
  • Métodos auxiliares (não definitivos isoladamente): intradermorreação de Montenegro (>90% positiva), histopatologia, cultivo em NNN/Schneider (0,04 p)

IV. Tratamento indicado: Antimoniato de N-metilglucamina (antimonial pentavalente) como droga de primeira escolha

  • Para forma mucosa: 20 mg SbV/kg/dia por 30 dias seguidos, preferencialmente via endovenosa lenta ou intramuscular, em ambiente hospitalar (0,05 p)
  • Dose máxima adulto: 3 ampolas/dia (1.275 mg SbV); nunca exceder; monitorar ECG semanal, função renal/hepática e efeitos colaterais (artralgia, mialgia, náuseas, etc.) (0,04 p)
  • Cuidados locais: limpeza com água/sabão + compressas KMnO4 1/5000; se falha após 12 semanas, repetir esquema uma vez ou passar para segunda escolha (anfotericina B) (0,04 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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