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Paciente com idade acima de 60 anos é levado a um Pronto Atendimento hospitalar devido a quadro de franca hemorragia digestiva baixa. Considerando o caso descrito, assinale a alternativa que apresenta a PRIMEIRA suspeita diagnóstica baseada em frequência.
A. colite isquêmica
INCORRETO: Embora seja uma causa importante de hemorragia digestiva baixa em idosos, ela tipicamente se apresenta com dor abdominal em cólica intensa (especialmente no quadrante inferior esquerdo) associada a sangramento moderado, e não com franca hemorragia indolor de grande volume. A colite isquêmica é menos frequente que a doença diverticular como causa de sangramento baixo maciço.
B. proctite actínica
INCORRETO : Ocorre quase exclusivamente em pacientes com antecedente de radioterapia pélvica (próstata, ginecológico ou reto). O sangramento é geralmente crônico, em pequenas quantidades (gotejamento ou rectorragia intermitente), e não franca hemorragia aguda de grande volume. Sem menção de radioterapia prévia, essa hipótese fica muito abaixo em frequência.
C. doença inflamatória intestinal
INCORRETO : Embora possa causar sangramento, a doença de Crohn ou retocolite ulcerativa de início após os 60 anos é incomum (pico de incidência é entre 15-30 anos, com segundo pico menor em idosos, mas ainda raro). O quadro clássico de DII inclui diarreia, dor abdominal e sintomas crônicos, não hemorragia digestiva baixa franca isolada como apresentação inicial em idoso.
D. doença diverticular
CORRETO : Em pacientes acima de 60 anos com hemorragia digestiva baixa franca (sangramento visível, geralmente indolor e de grande volume), a causa mais frequente é a doença diverticular do cólon (diverticulose hemorrágica). Os divertículos, especialmente os do cólon sigmoide e descendente, são extremamente comuns nessa faixa etária (prevalência acima de 50-60% após os 60 anos). O sangramento ocorre por erosão de um vaso arteríola no fundo do divertículo e representa a etiologia mais comum de hemorragia digestiva baixa maciça em idosos, superando todas as outras causas combinadas em termos de frequência.
E. angiodisplasia colônica
INCORRETO : Embora seja uma causa frequente de hemorragia digestiva baixa em idosos (especialmente ceco e cólon direito), ela geralmente produz sangramento intermitente, de menor volume ou anemia ferropriva crônica, e não franca hemorragia maciça como primeira manifestação. A doença diverticular ainda supera a angiodisplasia em frequência como causa de sangramento baixo agudo e volumoso em pacientes acima de 60 anos.
Gabarito: D
Sobre o carcinoma de células renais, discorra teoricamente:
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Sobre o carcinoma de células renais, discorra teoricamente:
1. Mecanismos dos sinais e sintomas e frequência da tríade clássica
Os sinais e sintomas resultam, basicamente, de três mecanismos: efeitos diretos do tumor primário (ação local), das metástases a distância ou da ocorrência de síndromes paraneoplásicas (0,04 p).
O achado clínico mais frequente é a hematúria, que pode ser macroscópica ou microscópica e ocorre em aproximadamente 60% dos casos (0,03 p).
Dor abdominal ou no flanco aparece em cerca de 40% dos pacientes, enquanto massa palpável no abdome é encontrada em apenas 10% deles (0,02 p).
A tríade clássica — hematúria, dor lombar e massa palpável — está presente em menos de 10% dos casos (0,03 p).
2. Principais síndromes paraneoplásicas e suas causas
O carcinoma de células renais apresenta, em até 20% dos pacientes, um amplo espectro de síndromes paraneoplásicas (0,04 p).
3. Achados laboratoriais mais frequentes e método radiológico de escolha
Os achados laboratoriais mais frequentes são: anemia (aproximadamente 30% dos casos, normocrômica e normocítica, decorrente de perda crônica de sangue ou processos hemolíticos), hematúria (cerca de 60%) e elevação da velocidade de hemossedimentação (até 75% dos casos, refletindo o componente inflamatório) (0,05 p).
O método radiológico de escolha, hoje, é a tomografia computadorizada abdominal realizada em três fases com contraste; realce superior a 20 unidades Hounsfield após administração do contraste é indicativo de neoplasia (0,05 p).
4. Sistema TNM de estadiamento e principais modificações
O estadiamento é realizado pelo sistema TNM, que avalia: extensão anatômica do tumor primário (T), envolvimento de linfonodos regionais (N) e presença de metástases a distância (M) (0,04 p).
Essa classificação permite estratificar os pacientes em grupos de risco, estimar o prognóstico, prever a probabilidade de progressão da doença e comparar resultados de diferentes protocolos de tratamento (0,04 p).
Principais modificações introduzidas:
FONTE:
1. HIPÓTESES DIAGNÓSTICAS: Considerar 0,1 pontos por qualquer um das combinações:
2. O proximo exame a ser requerido, já que temos adenopatia vai ser BIÓPSIA DE LINFONODO CERVICAL
3. TUBERCULOSE GANGLIONAR - PROVAVELMENTE NÃO! Motivos: Causada pelo M. tuberculosis. Freqüente em crianças. LINFONODOS: firmes, móveis e separados. Depois, fixam-se entre si, inflamam e apresentam fístula com material caseoso. Pode haver ou não doença pulmonar concomitante. DIAGNÓSTICO: PAAF ou biópsia ou secreção de fístula. 50% com BAAR. Febre, não acomete o estado geral, linfoadenopatia. PPD+ é sugestivo. Somente tem três sinais clinicos inespecificos.Todos os direitos reservados. 2026.
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