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O SOFRIMENTO FETAL AGUDO (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

Sofrimento fetal agudo é uma injuria fetal que ocorre durante o trabalho de parto, diferente de sofrimento fetal crônico que ocorre nas gestações de risco.

Tem como principais alterações bioquímicas: a hipoxia, a acidose e a hipercapnia.

Geralmente costumamos usar o termo de “asfixia” caracterizando tanto a insuficiência de oxigênio, quanto a capacidade de eliminar o CO2.

Qualquer fator que interfira nas trocas metabólicas materno-fetais pode virar uma causa de sofrimento fetal agudo. Na maioria dos casos isso acontece durante o trabalho de parto, quando as mudanças anatômicas e fisiológicas  acabam influenciar negativamente as circulações uteroplacentária e fetoplacentaria.

No entanto este tipo de incidente não e um privilegio exclusivo do trabalho de parto.

Outros eventos podem causar, também, sofrimento fetal agudo.

OBJETIVA: (1147803 votos)..........99.38% das questões objetivas receberam votos.
Assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE aspectos da origem embrionária, da via de síntese de catecolaminas e das associações genéticas do feocromocitoma.
A. Células da crista neural; PNMT converte dopamina em noradrenalina; mutação RET na NEM2A com MTC em 95%
B. Células mesodérmicas; DBH converte dopamina em noradrenalina no citoplasma; mutações SDHD em tumores cabeça/pescoço
C. Células neuroectodérmicas da crista neural; TH limitante com cofatores O2 e ferro; mutações SDHB em tumores malignos/extra-adrenais
D. Células APUD; AADC converte L-DOPA em dopamina nas vesículas; mutação NF1 em 10-25% dos casos
E. Células cromafins; PNMT nas vesículas converte noradrenalina em epinefrina; paragangliomas do Zuckerkandl são benignos

  RATING: 0

Assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE aspectos da origem embrionária, da via de síntese de catecolaminas e das associações genéticas do feocromocitoma.

A. Células da crista neural; PNMT converte dopamina em noradrenalina; mutação RET na NEM2A com MTC em 95%
INCORRETO: Embora a origem a partir da crista neural seja precisa, a enzima feniletanolamina N-metiltransferase (PNMT) converte norepinefrina em epinefrina exclusivamente no citoplasma da medula adrenal e não dopamina em noradrenalina (esta conversão é realizada pela dopamina-beta-hidroxilase nas vesículas secretórias dos grânulos cromafins). A associação com mutação no proto-oncogene RET na neoplasia endócrina múltipla tipo 2A e a prevalência de carcinoma medular de tireoide em cerca de 95% dos casos é verdadeira, porém o erro fundamental na descrição do substrato e da ação da PNMT invalida toda a afirmação.
B. Células mesodérmicas; DBH converte dopamina em noradrenalina no citoplasma; mutações SDHD em tumores cabeça/pescoço
INCORRETO : As células mesodérmicas dão origem ao córtex adrenal (com suas camadas glomerulosa, fasciculada e reticular), enquanto as células cromafins do feocromocitoma são exclusivamente de origem neuroectodérmica da crista neural. A dopamina-beta-hidroxilase (DBH) atua dentro das vesículas secretórias (grânulos cromafins) e não no citoplasma, exigindo oxigênio, vitamina C e cobre como cofatores. Embora as mutações em SDHD estejam corretamente relacionadas aos paragangliomas de cabeça e pescoço (PGL1) com imprinting materno, os erros de origem embrionária e localização enzimática comprometem a alternativa.
C. Células neuroectodérmicas da crista neural; TH limitante com cofatores O2 e ferro; mutações SDHB em tumores malignos/extra-adrenais
CORRETO : As células cromafins que originam o feocromocitoma derivam da crista neural durante a embriogênese, especificamente as simpatogônias de linhagem neuroectodérmica que migram e invadem o primórdio cortical na sétima semana fetal, formando a medula adrenal. A via bioquímica de síntese das catecolaminas tem como reação limitante a hidroxilação da L-tirosina em L-DOPA catalisada pela tirosina-hidroxilase (TH) no citoplasma, enzima que requer oxigênio e ferro como cofatores obrigatórios para sua atividade. Além disso, mutações germinativas no gene SDHB, que codifica uma subunidade do complexo mitocondrial II da succinato-desidrogenase envolvido no ciclo de Krebs, geram hipóxia pseudocrônica e proliferação celular descontrolada, estando fortemente associadas a feocromocitomas e paragangliomas com alto potencial de malignidade e localização extra-adrenal, diferentemente de outras síndromes genéticas.
D. Células APUD; AADC converte L-DOPA em dopamina nas vesículas; mutação NF1 em 10-25% dos casos
INCORRETO : As células APUD realmente compartilham a capacidade de captação de precursores amínicos e descarboxilação, característica das células neuroendócrinas derivadas da crista neural. Contudo, a descarboxilase de aminoácido aromático (AADC ou DDC) atua no citoplasma e não nas vesículas secretórias (estas abrigam a DBH). A neurofibromatose tipo 1 (mutação inativadora no gene NF1 no cromossomo 17q11.2) realmente se associa ao feocromocitoma, mas em frequência baixa (0,1 a 5,7% dos casos), geralmente solitário, e não na proporção de 10-25% (esta representa a prevalência global de formas genéticas do tumor).
E. Células cromafins; PNMT nas vesículas converte noradrenalina em epinefrina; paragangliomas do Zuckerkandl são benignos
INCORRETO : As células cromafins são corretamente identificadas como as progenitoras do tumor. No entanto, a PNMT localiza-se no citoplasma da medula adrenal e não nas vesículas (as vesículas contêm a DBH para produção de norepinefrina). Os paragangliomas podem originar-se do órgão de Zuckerkandl (um dos sítios frequentes no retroperitônio), mas não são sempre benignos: apresentam risco elevado de malignidade (15-35% em alguns contextos), especialmente quando associados a mutações SDHB, superando o risco dos feocromocitomas adrenais esporádicos.

Gabarito:  C

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DISCURSIVA: (183152 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
I) Como se calibra a irradiância da fototerapia com o radiômetro? 0,25 pontos
II) Quais são os cuidados específicos durante as sessões de fototerapia? 0,25 pontos


RATING: 3.01

I) Como se calibra a irradiância da fototerapia com o radiômetro? 0,25 pontos
II) Quais são os cuidados específicos durante as sessões de fototerapia? 0,25 pontos

(I) Como se calibra a irradiância da fototerapia com o radiômetro? 0,25 pontos

A irradiância da fototerapia deve ser prescrita e determinada antes do uso (0,05 p) e diariamente com radiômetro(0,05 p). No colchão onde está o RN, considera-se um retângulo de 30 x 60 cm (0,05 p) e mede-se a irradiância nas 4 pontas e ao centro(0,05 p), sendo, então, calculada a média dos 5 pontos. (0,05 p).

(II) Quais são os cuidados específicos durante as sessões de fototerapia? 

Na maioria dos RN ≥ 35 semanas a fototerapia é instituída no alojamento conjunto, ao lado da mãe que amamenta em livre demanda, tomando-se os seguintes cuidados:
  • Verificação da temperatura corporal, a cada três horas para detectar hipotermia ou hipertermia; (0,05 p)
  • Verificação do peso, diariamente; (0,05 p)
  • Hidratar melhor o recém-nascido a fototerapia com lâmpadas fluorescentes pode provocar elevação da temperatura; (0,05 p)
  • Proteção dos olhos com cobertura radiopaca por meio de camadas de veludo negro ou papel carbono negro envolto em gaze; (0,05 p)
  • Se a bilirrubinemia não esteja muito elevada amamentação normal, decontinuando a fototerapia; (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (213745 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Menina de cinco anos, raça negra, é levada ao pronto-socorro depois de sofrer de uma forte dor de cabeça e episódios de vômito em jato nas últimas quatro horas. A mãe relata que não houve qualquer trauma, infecção recente ou vacinação, e observa que a criança não apresentou febre ou calafrios. Ela também nega a presença de diarreia ou dor abdominal acompanhando os vômitos. 

A mãe está preocupada porque a filha quase não está usando o braço esquerdo e parece ter começado a mancar, colocando a maior parte do peso na perna direita. A criança nasceu de parto vaginal, no tempo certo, sem complicações durante a gravidez e o período pós-parto. Desde o nascimento, ela é acompanhada por um pediatra e apresenta um padrão de crescimento normal, atingindo todos os marcos de desenvolvimento no tempo esperado. Suas vacinas estão em dia.  

Segundo a mãe, a menina é pálida desde que nasceu. Ela foi diagnosticada com anemia aos três anos e faz uso regular de suplementos de ferro e vitaminas. A paciente também apresentou crises de dor recorrentes, tratadas em casa com analgésicos, e teve um episódio de inchaço e dor nas mãos aos 18 meses. 

Ao falar sobre a história familiar, a mãe menciona que ela e o pai não são parentes próximos. O casal perdeu um filho, irmão da paciente, devido à síndrome da morte súbita infantil aos seis meses de idade. Além disso, um primo materno tem uma forma de anemia que requer transfusões sanguíneas regulares. A paciente apresenta palidez e icterícia. Ela alterna entre períodos de estupor e irritabilidade. 

Sua frequência cardíaca é de 136 batimentos por minuto, a pressão arterial é de 103/62 mmHg, a temperatura está em 36,7 °C e a frequência respiratória é de 16 incursões por minuto. Durante a ausculta cardíaca, observou-se um ritmo regular em dois tempos, com sons cardíacos normais e um sopro pansistólico de intensidade 2+/6+. O abdome está flácido e não apresenta dor à palpação, com peristalse presente. O baço é palpável a três centímetros abaixo do rebordo costal. Os pares cranianos da paciente estão íntegros. Ela possui força e sensibilidade normais no lado direito do corpo, enquanto apresenta fraqueza e redução de sensibilidade no lado esquerdo. 

Hemoglobina: 6,5 g/dL, Leucometria: 24.000 células/mm³, Plaquetas: 500.000 células/mm³ Tempo de protrombina/tempo de tromboplastina parcial: normal, Bioquímica: normal

           

(I) Qual é o diagnóstico mais provável? (0,09 pontos)

(II) Qual é a causa desta lesão? Argumenta. (0,315 pontos)

(III) Qual é a conduta terapêutica nesta fase e como vai ser conduzido o caso para prevenir novos incidentes deste tipo? (0,095 p)




RATING: 3.05

(I) Qual é o diagnóstico mais provável?

Acidente vascular cerebral (0,045 p) no hemisfério direito (0,045 p).

(II) Qual é a causa desta lesão? Argumenta.

Anemia falciforme (0,045 p). O diagóstico é apoiado pelo esfregaço sanguineo que mostra hemácias 'em foice' (0,045 p), os antecedentes familiares (0,045 p) (morte súbita do irmão, tio materno com antecedentes de tratamento transfusional), raça negra (0,045 p), diagnosticada com anemia aos três anos (0,045 p), crises de dor recorrentes (crises de falcização) tratadas em casa com analgésicos (0,045 p), e episódio de inchaço e dor nas mãos aos 18 meses (provavelmente sindrome mão-pé, crise vaso-oclusiva localizada (0,045 p)

(III) Qual é a conduta terapêutica nesta fase e como vai ser conduzido o caso para prevenir novos incidentes deste tipo?

Os infartos cerebrais em pacientes com anemia falciforme devem ser tratados com exsanguinotransfusão no momento do diagnóstico (0,0475 p) e, depois, com um esquema de hemotransfusão regular por toda a vida. (0,0475 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.05)




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