ESTUDE COM A GENTE PARA A PROVA DE TITULO DESSE ANO EM PEDIATRIA E EM EMERGÊNCIAS PEDIATRICAS

É A MELHOR PLATAFORMA DE ESTUDO E AUTO-AVALIAÇÃO VINCULADA PARA MÉDICOS E ESTUDANTES DE MEDICINA






CADASTRE-SE AQUI                                                                                     ESQUECI MINHA SENHA

Escolher a tematica (coloca trÊs letras e depois escolhe a opÇÃo):

    

2569 USUARIOS INSCRITOS
887 PROVAS FEITAS POR ASSINANTES
743 RECADOS DOS VISITANTES
511 TENTATIVAS (45 CONTESTAÇÕES)
16605 QUESTÕES OBJETIVAS
3807 QUESTÕES DE CLINICA MÉDICA
6320 DE PEDIATRIA (3221 EMERGÊNCIAS PEDIATRICAS)
3657 QUESTÕES DE CIRURGIA
1926 QUESTÕES DE OBSTETRICA-GINECOLOGIA
855 QUESTÕES DE SAUDE PUBLICA
194 QUESTÕES DISSERTATIVAS COMENTADAS
222 CASOS CLINICOS COMENTADOS

ASSISTE NOSSOS TUTORIAIS

PROCURAR QUESTÕES PELA PALAVRA CHAVE

PATOLOGIA DO RECEM-NASCIDO (ÁREA DE PEDIATRIA)

A patologia do recém-nascido é um campo da medicina que se dedica a estudar e tratar as doenças e condições médicas que afetam os bebês desde o momento do nascimento até os primeiros 28 dias de vida. Esses problemas podem ser causados por uma variedade de fatores, incluindo genética, condições pré-existentes da mãe, complicações durante o parto ou infecções adquiridas após o nascimento. aborda questões como doenças cardíacas congênitas, infecções neonatais, icterícia neonatal, problemas de alimentação, distúrbios metabólicos, malformações congênitas, entre outras. Cada uma dessas condições requer uma abordagem específica de diagnóstico e tratamento, levando em consideração a idade gestacional do bebê, seu peso, histórico médico da mãe e outros fatores.
 

OBJETIVA: (1441523 votos)..........96.44% das questões objetivas receberam votos.
Quanto ao tratamento do Hipotireoidismo Congênito, assinale a alternativa CORRETA :
A. Pode se iniciar o tratamento medicamentoso com tri-iodotironina na dose de 5 - 10 mcg/kg/dia
B. O tratamento deve ser realizado com levotiroxina o mais precoce possível, para evitar sequelas neurológicas e atrasos do desenvolvimento neuropsicomotor
C. O uso de medicamentos pode ser suspenso aos 3 anos de idade para reavaliação etiológica nos casos de agenesia tireoidiana confirmada ao nascimento
D. O uso de levotiroxina é mandatário no tratamento e a substância pode ser manipulada para facilitar a administração em gotas ao recém-nascido
E. O jejum não é importante para a ingestão de levotiroxina.

  RATING: 3.23

Quanto ao tratamento do Hipotireoidismo Congênito, assinale a alternativa CORRETA :

A. Pode se iniciar o tratamento medicamentoso com tri-iodotironina na dose de 5 - 10 mcg/kg/dia
INCORRETO: Essa alternativa está incorreta porque o tratamento padrão para o hipotireoidismo congênito é com levotiroxina, e não com tri-iodotironina. A levotiroxina é preferida porque é convertida em tri-iodotironina (a forma ativa do hormônio) no organismo de maneira controlada.
B. O tratamento deve ser realizado com levotiroxina o mais precoce possível, para evitar sequelas neurológicas e atrasos do desenvolvimento neuropsicomotor
CORRETO : É fundamental iniciar o tratamento com levotiroxina precocemente, de preferência nas primeiras semanas de vida, para prevenir sequelas permanentes e garantir um desenvolvimento neuropsicomotor adequado.
C. O uso de medicamentos pode ser suspenso aos 3 anos de idade para reavaliação etiológica nos casos de agenesia tireoidiana confirmada ao nascimento
INCORRETO : Nos casos de agenesia tireoidiana, a criança não tem a glândula tireoide ou parte dela, portanto, precisará de reposição hormonal permanente. Assim, a suspensão do tratamento aos 3 anos não é indicada nesses casos.
D. O uso de levotiroxina é mandatário no tratamento e a substância pode ser manipulada para facilitar a administração em gotas ao recém-nascido
INCORRETO : Enquanto o uso de levotiroxina é sim mandatório, geralmente não se recomenda a manipulação da forma em comprimido. A manipulação para a forma líquida pode ser feita em situações necessárias, mas a administração correta em comprimidos esmagados acompanhados de líquidos é o método preferido.
E. O jejum não é importante para a ingestão de levotiroxina.
INCORRETO : A absorção de levotiroxina pode ser afetada pela presença de alimentos no trato gastrointestinal, por isso, recomenda-se a administração do medicamento em jejum, geralmente 30 a 60 minutos antes da primeira refeição do dia.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.23)

DISCURSIVA: (201782 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Cite e explique o motivo para a realização, antes da alta hospitalar, de todos os testes de triagem neonatal, conforme recomendação do Ministério da Saúde.




RATING: 2.72

Cite e explique o motivo para a realização, antes da alta hospitalar, de todos os testes de triagem neonatal, conforme recomendação do Ministério da Saúde.


A recomendação do Ministério da Saúde é realizar, antes da alta da maternidade (0,01 p) , o conjunto da triagem neonatal:

  • biológica (teste do pezinho, quando já se completaram 48 horas de vida), (0,01 p)
  • auditiva (orelhinha), (0,01 p)
  • ocular (reflexo vermelho / olhinho) (0,01 p)
  • cardiológica (oximetria de pulso / coraçãozinho). (0,01 p)

Essas triagens são as ações obrigatórias do alojamento conjunto antes da alta (0,01 p).

O motivo central é garantir cobertura universal e impedir perda de seguimento (0,12 p).

A triagem existe para detectar doenças na fase pré-sintomática (0,08 p).
Detectar cedo permite intervenção precoce (dieta, hormônio, antibiótico, implante/AASI, cirurgia ocular, prostaglandina/cirurgia cardíaca) e, com isso (0,08 p),

Prevenir sequelas irreversíveis e óbito (deficiência intelectual, surdez, ambliopia/cegueira, choque ou morte no fechamento do canal arterial). (0,08 p)

Há ainda janela temporal biológica: o coraçãozinho deve ser feito entre 24 e 48 horas, ainda internado, porque a oximetria perde sentido se o canal já se fechou em casa; o pezinho só após 48 horas e ingestão proteica (evitar falso-negativo de fenilcetonúria e falso-positivo de TSH); olhinho e orelhinha são factíveis nos primeiros dias, no próprio serviço. (0,08 p)


FONTE:

Portaria GM/MS nº 2.068/2016 (triagens neonatais antes da alta no alojamento conjunto), citada no guia de triagem ocular.


AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.72)

CASO CLINICO: (234085 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Mulher de 36 anos, G2P2, 14 semanas após parto vaginal a termo, em amamentação exclusiva. Na gestação, anti-TPO positivo (320 UI/mL) com TSH e T4 livre normais; não usou levotiroxina. Há 4 semanas apresentou quadro viral de vias aéreas superiores (odinofagia, mialgia, febrícula), autolimitado. Há 10 dias surge dor intensa na face anterior do pescoço, com irradiação para a mandíbula e o ouvido direitos, pior à deglutição e à palpação, acompanhada de sudorese, palpitações, tremor fino e insônia. Nega diplopia, oftalmopatia, prurido ocular ou perda ponderal prévia à fase dolorosa.

Exame: T 37,8 °C; FC 112 bpm; PA 128/72 mmHg. Tireoide difusamente aumentada, consistência firme, extremamente dolorosa à palpação, sem eritema cutâneo, sem flutuação e sem linfonodomegalia cervical dominante. Sem oftalmopatia. Reflexos vivos. Sem sinais de compressão de via aérea.

Laboratório: TSH < 0,01 mUI/L; T4 livre 3,4 ng/dL (VR 0,8–1,8); T3 livre 6,8 pg/mL (VR 2,3–4,2); anti-TPO 410 UI/mL; TRAb negativo; VHS 82 mm/h; PCR 48 mg/L; leucócitos 11.200/mm³ sem desvio à esquerda; hemoglobina 11,8 g/dL. Ultrassonografia: glândula aumentada, heterogênea, hipoecoica, com vascularização reduzida ao Doppler. Cintilografia não realizada (amamentação).

Questões

(I) Qual o diagnóstico mais provável e quais elementos do caso o sustentam frente às demais tireoidites? (0,1 pontos)

(II) Como se explica o perfil hormonal atual e por que tionamidas não estão indicadas? (0,1 pontos)

(III) Quais achados separam este quadro da doença de Graves, da tireoidite pós-parto clássica e da tireoidite aguda supurativa? (0,1 pontos)

(IV) Qual a conduta terapêutica imediata, considerando dor, tireotoxicose e amamentação? (0,1 pontos)

(V) Qual a evolução natural esperada, o risco de hipotireoidismo permanente e o plano de seguimento? (0,1 pontos)





RATING: 2.98

(I) Diagnóstico

O diagnóstico mais provável é tireoidite subaguda granulomatosa de De Quervain (0,04 p). Sustentam essa hipótese: dor tireoidiana intensa com irradiação para mandíbula e ouvido (0,02 p); pródromo de infecção de vias aéreas superiores (0,01 p); VHS e PCR marcadamente elevadas (0,02 p); e o fato de a tireoidite pós-parto clássica ser indolor e cursar com VHS habitualmente normal (0,01 p).


(II) Fisiopatologia hormonal e antitireoidianos


Trata-se de tireotoxicose destrutiva (0,03 p): o TSH baixo com T4 livre elevado resulta da liberação de hormônio pré-formado pelos folículos lesionados, e não de síntese aumentada (0,03 p). Se a captação de iodo radioativo pudesse ser feita, estaria baixa na fase tireotóxica (0,02 p). Tionamidas (metimazol/PTU) são ineficazes, porque não há hiperprodução glandular a bloquear (0,02 p).


(III) Diagnóstico diferencial


Graves:
TRAb positivo, captação alta, Doppler hipervascular, ausência de dor e VHS normal (0,03 p).
Tireoidite pós-parto / silenciosa: indolore, VHS normal, anti-TPO frequentemente positivo e captação baixa (0,02 p).
Tireoidite aguda supurativa: febre alta, leucocitose com desvio, eritema/flutuação, pus à punção e função tireoidiana em geral preservada (0,03 p).

Hashimoto: habitualmente crônico e indolore, com evolução para hipotireoidismo; a forma dolorosa é rara (0,02 p).


(IV) Conduta imediata


Dor leve a moderada: AINE (ibuprofeno ou equivalente) como primeira linha (0,02 p). Dor intensa ou falha do AINE em poucos dias: glicocorticoide (p. ex., prednisona 15–40 mg/dia, com desmame gradual) (0,03 p). Sintomas adrenérgicos: betabloqueador (propranolol ou equivalente compatível com amamentação) (0,02 p). Não iniciar tionamidas (0,01 p). Cintilografia com iodo/tecnécio está contraindicada na amamentação (0,02 p).


(V) Evolução e seguimento


Curso clássico trifásico: tireotoxicose → hipotireoidismo transitório → recuperação (0,03 p). A maioria retorna ao eutireoidismo em até 12 meses (0,02 p). Hipotireoidismo permanente ocorre em cerca de 5–15% na De Quervain e em 15–50% na tireoidite pós-parto (0,03 p). Reavaliar TSH/T4 livre a cada 4–8 semanas; usar levotiroxina se houver hipotireoidismo sintomático, TSH > 10 mUI/L ou desejo de nova gestação (0,02 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.98)




A VITÓRIA É SOMENTE SUA! O CAMINHO É NOSSO!

Todos os direitos reservados. 2026.
O site misodor.com.br está online desde 04 de novembro de 2008
O nome, o logo e o site MISODOR são propriedade declarada do webmaster
Qualquer conteudo deste site pode ser integralmente ou parcialmente reproduzido, com a condição da menção da fonte.