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DOENÇAS ADRENOCORTICAIS POR EXCESSO DE GLICOCORTICOIDE (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

O córtex adrenal deriva das células mesenquimais. A adrenal fetal já é evidente a partir da sexta semana de gestação. Até o primeiro ano de vida, ela é composta de apenas duas zonas distintas: a interna (fetal) e a externa, que se diferenciará na adrenal adulta. Após o parto, a zona fetal regride e a zona externa prolifera e se diferencia em uma camada externa (zona glomerular), uma interna (zona fasciculada) e uma mais interna (zona reticulada), a qual só se torna evidente após o primeiro ano de vida. Essa diferenciação do córtex adrenal com zonas distintas é dependente da expressão temporal de fatores de transcrição, entre eles o falor esteroidogênico -1 (SF-1).

OBJETIVA: (1416739 votos)..........96.04% das questões objetivas receberam votos.
Um homem de 66 anos de idade apresenta queixas sugestivas de infecção do trato urinário duas semanas após a alta hospitalar para tratamento conservador para diverticulite aguda de cólon sigmoide. O paciente não sofreu qualquer instrumentalização das vias urinárias. Exame mais acurado para a definição diagnóstica desta complicação:
A. enema opaco
B. ultrassonografia de abdome total e pelve masculina
C. tomografia computadorizada de abdome e pelve
D. cistoscopia
E. urografia excretora

  RATING: 3.14

Um homem de 66 anos de idade apresenta queixas sugestivas de infecção do trato urinário duas semanas após a alta hospitalar para tratamento conservador para diverticulite aguda de cólon sigmoide. O paciente não sofreu qualquer instrumentalização das vias urinárias. Exame mais acurado para a definição diagnóstica desta complicação:

A. enema opaco
INCORRETO: Embora possa demonstrar o trajeto fistuloso em minoria dos casos (sensibilidade ~30-50%), é menos sensível que a TC, requer contraste retal com risco de perfuração ou agravamento de inflamação em contexto pós-diverticulite recente, e não avalia bem a bexiga ou complicações extraintestinais, sendo reservado para casos duvidosos ou avaliação colônica eletiva, não como exame inicial.
B. ultrassonografia de abdome total e pelve masculina
INCORRETO : Tem baixa sensibilidade para detecção de fístulas (não visualiza trajeto fistuloso ou ar na bexiga com clareza), limitada por gases intestinais ou obesidade comum em idosos, e é mais útil para avaliar hidronefrose ou abscessos grosseiros, mas não é o exame mais acurado para confirmação diagnóstica específica de fístula colovesical.
C. tomografia computadorizada de abdome e pelve
CORRETO : O quadro sugere uma fístula colovesical como complicação da diverticulite aguda do sigmoide, caracterizada por infecção urinária recorrente (ITU) sem instrumentalização urológica prévia, com sintomas como pneumaturia, fecalúria ou disúria implícitos. A tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve é o exame mais acurado e de primeira linha para o diagnóstico, com sensibilidade >90%, permitindo visualizar ar na bexiga (sinal clássico), espessamento da parede vesical adjacente ao sigmoide inflamado, trajeto fistuloso direto, divertículos colônicos e complicações associadas (como abscessos), sem necessidade inicial de contraste intracavitário, sendo não invasiva e útil para planejamento cirúrgico em pacientes estáveis.
D. cistoscopia
INCORRETO : É invasiva, visualiza apenas o orifício fistuloso na bexiga (sensibilidade ~50-70%), sem avaliar o lado colônico ou etiologia (diverticulite), e é indicada para confirmação após TC ou em casos de suspeita de malignidade vesical, não como exame inicial em complicação pós-diverticulite.
E. urografia excretora
INCORRETO : Método obsoleto para esse contexto, com baixa sensibilidade para fístulas (pode mostrar contraste no cólon, mas raramente), expõe a radiação desnecessária e não delineia anatomia inflamatória ou divertículos como a TC, sendo substituída por modalidades mais modernas como TC ou RM.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.14)

DISCURSIVA: (198053 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Como distinguir anemia ferropriva de anemia de doença crônica?


RATING: 3

Como distinguir anemia ferropriva de anemia de doença crônica?

Alguns exames complementares constituem a cinética do ferro e permitem diferenciar, em boa parte dos casos, a anemia ferropriva da associada a doença crônica:

Diferenciação laboratorial entre anemia ferropriva e a associada a doença crônica
  Anemia Ferropriva Anemia de Doença Crônica
Ferro sérico Diminuído Diminuído
Ferritina Diminuída Normal ou elevada
TBIC Elevada Normal
Saturação de transferrina Diminuída Normal
TBIC – capacidade de ligação da transferrina ao ferro.

Quando o diagnóstico não é alcançado, deve-se fazer mielograma para avaliação histoquímica da reserva de ferro nos macrófagos. Eventualmente, havendo motivos clínicos para se suspeitar da deficiência de ferro, pode-se tratar como tal por três a quatro semanas e repetir o hematócrito.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (230236 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Dá entrada na Sala de Emergência uma mulher de 45 anos, trazida pelos seus familiares após episódio de cefaleia holocraniana súbita, de forte intensidade, de início há aproximadamente 1h. Logo após o início da dor de cabeça, a paciente chegou a desmaiar, porém logo depois acordou, algo confusa, mas ainda se queixando da cefaleia, apresentando também dois episódios de vômito. Um dos familiares revelou que a paciente teve um episódio de cefaleia súbita uma semana antes do episódio atual, mas que não foi necessário procurar o serviço médico, pois a dor passou após alguns minutos. HPP: paciente previamente hígida. HFam: nada digno de nota. HSoc: tabagista de 1 maço por dia há 20 anos, etilista eventual de vinho. No momento, o exame revela uma paciente confusa, com fáscies de dor, referindo dor de cabeça intensa, nuca livre, sem sinais neurológicos focais. PA = 160 x 100 mmHg, FC = 80 bpm, eupneica. Glicemia capilar = 210 mg/dL. Foi prontamente realizada uma TC de crânio sem contraste, que revelou a seguinte imagem:

Pergunta-se:
a) Qual o diagnóstico sindrômico e qual a etiologia? (0,03125 p)
b) Quais as quatro possíveis complicações que poderão ocorrer nos dias subseqüentes? (0,125 pontos)
c) Qual o próximo exame indicado? (0,03125 p)
d) Qual a conduta terapêutica (clínica + intervencionista)? (0,25 pontos)
e) Quando deve ser instituída a intervenção? (0,0625 p)


RATING: 2.69

a) Qual o diagnóstico sindrômico e qual a etiologia?
R: Hemorragia subaracnoide por rotura de aneurisma sacular (0,03125 p)
b) Quais as quatro possíveis complicações que poderão ocorrer nos dias subsequentes?
R: Ressangramento (0,03125 p), Vasoespasmo cerebral (0,03125 p), Hidrocefalia hiperbárica (0,03125 p), Hiponatremia (0,03125 p).
c) Qual o próximo exame indicado?
R: Angiografia cerebral de 4 vasos (0,03125 p)
d) Qual a conduta terapêutica (clínica + intervencionista)?
Internar na UTI (0,03125 p), cebeceira elevada (0,03125 p), hidratação com cristaloide (mínimo: 1.500 mL em 24h) (0,03125 p), manter glicemia entre 80-200mg/dL (0,03125 p), nimodipina (0,03125 p), anticonvulsivante (controverso) (0,03125 p), manter PA sistólica entre 140-150 mmHg, antes da clipagem ou embolização do aneurisma (0,03125 p) (após a clipagem ou embolização, deixar a PA sistólica se elevar, para em torno de 160-170 mmHg (0,03125 p).
e) Quando deve ser instituída a intervenção?
Efetuar precocemente (ideal: até 36h) (0,03125 p) a clipagem cirúrgica do aneurisma ou a embolização do aneurisma com “coil” (terapia endovascular). (0,03125 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.69)




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