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Qual a alteração metabólica predominante nos casos idiopáticos de cálculos de ácido úrico?
A. pH urinário elevado
INCORRETO: pH urinário elevado acima de 7,2 é típico dos cálculos infecciosos de estruvita, formados em ambiente alcalino rico em amônia gerada pela hidrólise da ureia.
B. Acidificação urinária
CORRETO : Os cálculos de ácido úrico representam cerca de 7% de todos os cálculos urinários e associam-se estreitamente ao diabetes mellitus tipo 2, obesidade e ganho de peso, condições que elevam a produção endógena de ácido úrico. Nos casos idiopáticos, que constituem a maior parte, a alteração metabólica predominante consiste em acidificação urinária com pH baixo, decorrente da diminuição na excreção de amônia. Essa condição é agravada por baixo volume urinário, como ocorre em diarreia crônica, exposição a ambientes quentes ou atividade física intensa. O manejo terapêutico inclui ingestão hídrica elevada em torno de três litros diários, restrição de proteínas e alcalinização urinária com agentes contendo potássio ou sódio; os compostos à base de potássio ainda reduzem a excreção urinária de cálcio, diminuindo risco adicional de cálculos de oxalato. Monitora-se o pH urinário após três meses, mantendo-o entre 6,1 e 6,7 para evitar precipitação tanto de ácido úrico quanto de fosfato de cálcio.
C. Hipercalciúria idiopática
INCORRETO : A hipercalciúria idiopática é o distúrbio metabólico mais frequente associado a cálculos de sais de cálcio, cursa com normocalcemia e resulta de aumento da absorção intestinal associado à redução da reabsorção tubular renal de cálcio.
D. Produção de urease bacteriana
INCORRETO : A produção de urease por bactérias Gram-negativas, especialmente Proteus mirabilis, que responde por 87% das infecções, é o mecanismo central dos cálculos infecciosos de estruvita e apatita de carbonato de cálcio nos cálculos coraliformes.
E. Deficiência enzimática hepática
INCORRETO : Deficiência enzimática hepática define a hiperoxalúria primária tipo I ou II, doença autossômica recessiva rara que aumenta a síntese e excreção urinária de oxalato, podendo exigir transplante combinado de fígado e rim em casos extremos.
Gabarito: B
A Doença de Graves constitui a principal etiologia de hipertireoidismo autoimune. Aborde teoricamente os aspectos a seguir:
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A Doença de Graves constitui a principal etiologia de hipertireoidismo autoimune. Aborde teoricamente os aspectos a seguir:
FONTE:
1) Essa paciente tem indicação para internação? Em que nível de complexidade? Explique o sistema de escore britânico Curp-65, usado para indicar gravidade e o local de tratamento.
Sim. (0,01 p)
UTI: (0,01 p)
Escore de 6 pontos, no qual cada item anormal pontua uma unidade. (0,01 p)
Escore 0 e 1, se apenas a idade pontuar → tratamento domiciliar. (0,01 p)
Escore > 1 → tratamento internado. (0,01 p)
C = Confusão mental (nível de consciência) (0,01 p)
U = Ureia > 50 mg/dL (0,01 p)
R = FR > 30 irpm (0,01 p)
P = PAS < 90 mmHg (0,01 p)
P= PAD ≤ 60 mmHg (0,01 p)
65 = Idade acima de 65 anos. (0,01 p)
Deve-se considerar ainda a presença de comorbidades descompensadas (CPOC; ICC; I. hepática, I. renal, Neoplasia) (0,01 p); extensão da pneumonia no RX Tórax (0,01 p) e na saturação arterial do oxigênio (0,01 p) e fatores psicossociais que possam interferir no tratamento e indicar internação. (0,01 p)
Sinais de gravidade:
Sat. OO2 ≤ 90% sem oxigenioterapia (0,01 p) e o mesmo resultado com oxigenioterapia indicação de UTI (0,01 p)
Leucócitos < 4000 → prognóstico ruim. (0,01 p)
2) Quais os agentes etiológicos mais frequentes em pneumonia aguda em pacientes tratados ambulatoriamente, internados em enfermaria e internados em UTI?
- PAC Ambulatorial (leve) (0,01 p): Streptococos pneumoniae (0,01 p); Mycoplasma pneumoniae (0,01 p); Chlamydophila pneumoniae (0,01 p); Vírus respiratórios (influenza, adenovírus, vírus sincicial respiratório, para-influenza e coronavírus) (0,01 p); Haemaphylos influenzae. (0,01 p)
- PAC internados em enfermarias (0,01 p): Streptococos pneumoniae (0,01 p); Mycoplasma pneumoniae (0,01 p); Chlamydia pneumoniae (0,01 p); Vírus respiratórios (0,01 p); Haemaphylos influenzae (0,01 p); Legionelha Spp (0,01 p).
- PAC internados (UTI) (0,01 p): Streptococos pneumoniae (0,01 p); Bacilos gram negativos (0,01 p); Haemaphylus influenzae (0,01 p); Legionella spp (0,01 p); S. aereus (0,01 p).
3) Qual o esquema antimicrobiano indicado nesta paciente? Justifique.
Betalactâmico com inibidor da betalactamase ou clindamicina.
Justificativa: Por ser paciente grave, com evolução desfavorável e com história de vômitos, podendo ter broncoaspirado com possibilidade de infecção por anaeróbios e gram-negativo da flora da boca. A associação de betalactâmicos com aminoglicosídeos e um agente para cobertura de bacteróides Fragillis, embora possa dar uma cobertura antimicrobiana, deverá ser evitada pelo risco de nefrotoxicidade em uma paciente idosa, diabética e com lesão renal prévia. (0,13 p)
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