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MANOBRAS DE URGÊNCIA EM PEDIATRIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A tal-chamada respiração de resgate é a intervenção que DEVE SER FEITA em caso de ventilação inadequada.

Avalie o nível de resposta do paciente e determine rapidamente se a criança está respirando.

Se a criança não responder e não estiver respirando (ou estiver apenas gaspiando), verifique o pulso.

Se o pulso não estiver presente, se você não tiver certeza se há pulso, ou se o pulso estiver presente mas com frequência menor que 60 batimentos por minuto e acompanhado de sinais de má perfusão (ou seja, palidez, moteamento, cianose) apesar do fornecimento de oxigênio e da ventilação, inicie as compressões torácicas.


OBJETIVA: (1309174 votos)..........95.48% das questões objetivas receberam votos.
Um homem de 18 anos procura assistência no centro de saúde de sua universidade devido a episódios crescentes de início súbito de odor de querosene queimando. Esses episódios ocorreram em intervalos de poucos meses durante o Ensino Médio, mas ele nunca se queixou disso a ninguém. Entretanto, desde que entrou na universidade, percebe um aumento de frequência dos episódios, muitas vezes quando está com privação de sono. Eles aparecem sem qualquer aviso, e o paciente sente um odor distinto de querosene, independente do ambiente onde se encontra. Os episódios estendem-se por cerca de 3 a 5 minutos e desaparecem de forma espontânea. Nunca teve perda de consciência. Durante os episódios, ele pode se comunicar com amigos. Um EEG realizado durante um episódio revela descargas anormais localizadas distintamente em uma área do lobo frontal. Qual das seguintes opções é a classificação mais acurada dessa crise epiléptica?
A. Crises epilépticas focais com manifestações discognitivas
B. Crises epilépticas focais sem manifestações discognitivas
C. Crise generalizada
D. Crise mioclônica
E. Crise de ausência típica

  RATING: 2.99

Um homem de 18 anos procura assistência no centro de saúde de sua universidade devido a episódios crescentes de início súbito de odor de querosene queimando. Esses episódios ocorreram em intervalos de poucos meses durante o Ensino Médio, mas ele nunca se queixou disso a ninguém. Entretanto, desde que entrou na universidade, percebe um aumento de frequência dos episódios, muitas vezes quando está com privação de sono. Eles aparecem sem qualquer aviso, e o paciente sente um odor distinto de querosene, independente do ambiente onde se encontra. Os episódios estendem-se por cerca de 3 a 5 minutos e desaparecem de forma espontânea. Nunca teve perda de consciência. Durante os episódios, ele pode se comunicar com amigos. Um EEG realizado durante um episódio revela descargas anormais localizadas distintamente em uma área do lobo frontal. Qual das seguintes opções é a classificação mais acurada dessa crise epiléptica?

A. Crises epilépticas focais com manifestações discognitivas
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Crises epilépticas focais sem manifestações discognitivas
CORRETO : As crises epilépticas são classificadas em crises focais e crises generalizadas. As crises epilépticas focais surgem a partir de uma rede neuronal localizada dentro de um hemisfério cerebral ou distribuída de forma mais ampla, mas ainda dentro do hemisfério. Com frequência, estão associadas a uma lesão estrutural. As crises epilépticas focais são subdivididas em crises com ou sem manifestações discognitivas, dependendo da capacidade do indivíduo de interagir com o ambiente durante um episódio. Os termos ”crise epiléptica parcial simples” e ”crise parcial complexa” foram eliminados. A crise dura apenas alguns segundos, a consciência retorna tão subitamente quanto foi perdida, e não há confusão pós-ictal.
C. Crise generalizada
INCORRETO : Acredita-se que as crises generalizadas tenham a sua origem em algum ponto no cérebro, porém envolvem imediata e rapidamente as redes neuronais em ambos os hemisférios cerebrais.
D. Crise mioclônica
INCORRETO : A mioclonia é uma contração muscular súbita e breve que pode comprometer uma parte do corpo ou todo ele. Embora a distinção de outras formas de mioclonia (p. ex., doença metabólica, neurológica degenerativa, encefalopatia anóxica) seja imprecisa, as crises mioclônicas são consideradas eventos epilépticos verdadeiros, visto que são causadas por disfunção cortical.
E. Crise de ausência típica
INCORRETO : As crises de ausência típicas caracterizam-se por lapsos súbitos e breves de consciência, sem perda do controle postural.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.99)

DISCURSIVA: (192300 votos) ..........98.89% das questões discursivas receberam votos.
1) Quais são as informações fornecidas com o monitor Holter no diagnóstico das arritmias em crianças? (0,25 pontos)
2) Quais são as informações fornecidas com o teste ergométrico no diagnóstico das arritmias em crianças? (0,25 pontos)


RATING: 3

1) Quais são as informações fornecidas com o monitor Holter no diagnóstico das arritmias em crianças? (0,25 pontos)
2) Quais são as informações fornecidas com o teste ergométrico no diagnóstico das arritmias em crianças? (0,25 pontos)

1) Quais são as informações fornecidas com o monitor Holter no diagnóstico das arritmias em crianças?
O monitor Holter fornece um ritmo contínuo de gravação de eletrodos adesivos para um mínimo de 24 ou 48 horas. Utiliza uma pequena e leve bateria operando um gravador eletromagnético ou digital que grava dois ou três canais de dados eletrocardiográficos. Ele fornece dados sobre:
  1. Mínima, média e máxima frequência cardíaca (0,05 p)
  2. Pausa mais longa da frequência cardíaca. (0,04 p)
  3. Número de extrassístoles atriais e ventriculares. (0,04 p)
  4. Número de Taquiarritmias Supraventriculares (TPSV) (0,04 p)
  5. Duração da TPSV mais longa. (0,04 p)
  6. Número de Taquicardia Ventricular (TV) (0,04 p)
  7. Duração da TV mais longa. (0,04 p)
2) Quais são as informações fornecidas com o teste ergométrico no diagnóstico das arritmias em crianças?
O objetivo do teste de exercício é observar o efeito do aumento da atividade simpática sobre o ritmo da criança em que foi encontrada uma anormalidade no ECG ou no Holter, O teste permite uma avaliação das seguintes ações:
  1. função do nó sinusal (0,04 p)
  2. condução intracardíaca (0,04 p)
  3. prognostico da Wolff-Parkinson-White (0,04 p)
  4. os Batimentos Ectópicos Ventriculares (0,05 p)
  5. o risco de TV (0,04 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (224515 votos)..........99.52% dos casos clinicos receberam votos.

Criança F de 2 anos, 11 meses e 3 dias, Peso: 14 kg da entrada no PA com dores intensas de tipo colicativo, a cada 20-30 minutos de intervalo de início na madrugada. Os episódios de dor são fortes e a criança grita de dor durante as cólicas e adota posição antalgica, com as coxas fletidas no abdomen, no intervalo chegando a ficar sonolenta. Outros sistemas sem modificações no exame clínico. Mãe relata que na véspera a criança comeu pipoca, negando outros alimentos indigestos ou supra-alimentação. Para aliviar os sintomas durante a madrugada a mãe administrou 14 gotas de Buscopan, com resposta temporária e incompleta da dor, mas como as colicas continuavam, decidiu levar a criança no atendimento. Nega qualquer episodio de vômito, nega qualquer episodio de febre.

Na admissão, criança em bom estado geral, cuidados basicos excelentes, higiene excelente. Apalpação abdominal com leve desconforto difuso, sem formações tumorais palpáveis, sem sinais de abdomen agudo, descompressão negativa, Markle negativo. Não apresentou colica durante o exame no consultorio.

Suspeitando-se da classica dor abdominal causada pela constipação, muitas vézes encontrada no nosso serviço, solicita-se Rx de abdomen simples. Laudo do especialista: Estruturas ósseas íntegras. Distribuição habitual de fezes e gases em alças intestinais. Ausência de imagens cálcicas sugestivas de cálculos renais ou biliares radiopacos (basicamente, Rx normal).

Solicita-se instilação de 2 tubos de Minilax com avaliação da evacuação insatisfatoria. Vinte minutos depois a criança começa com uma nova série de colicas, doloridas, é alojada na sala de tratamentos e infundem-se 0,4 ml Buscopan em bolus e. v. com resposta positiva imediata, solicitando-se uma hemograma e uma coleta urinaria por sonda. Mantida na sala de observação. Resultados: hemograma absolutamente normal, urina negativa para ITU. No entanto, as colicas voltam, e como já tinham passado 2 horas da ultima administração, repita-se a dose de buscopan e. v.. Depois de passar o ultimo episodio álgico, solicita-se uma nova lavagem intestinal, desta vez com Fleet Enema. Com essa segunda lavagem a criança evacua uma amostra de fezes pastosas, com muito muco e de cor discretamente avermelhada, que parece 'geleia de morango'. Passado um intervalo de tempo depois da segunda lavagem, as dores voltam, criança recebe a terceira dose de buscopan e é solicitado US de abdomen. Laudo: ' - Ausência de liquido livre na cavidade abdominalBexiga com capacidade normal, paredes finas e regulares e conteúdo homogêneo. Estudo ultrassonográfico dirigido para região abdominal, evidencia-se no presente momento formação em aspecto de 'lesão em alvo', na topografia do hipogástrio, medindo 2,5 x 3.5 cm, com camada externa de 0,8 cm de espessura, sem caracterização de causa secundária pelo método ecográfico.'

Pergunta-se:

(I) Qual é a principal suspeita diagnóstica? (0,05 pontos)

(II) Como explicar a negatividade do exame de Rx de abdomen, neste caso? (0,1 pontos)

(III) Qual(is) é/são o(s) segmento(s) digestivo(s) mais envolvido(s)? (0,1 pontos)

(IV) Quais são as complicações mais temidas dessa molèstia? (0,25 pontos)




RATING: 2.98

(I) Qual é a principal suspeita diagnóstica?

Intussucepção intestinal. (0,05 pontos)

DISCUSSÃO: A intussuscepção é a causa mais frequente de obstrução intestinal em lactentes e pré­escolares. É uma emergência, ocorre com maior freqüência em crianças com idade abaixo dos dois anos. Depois da apendicite, é a segunda mais comum emergência abdominal na criança. A dor abdominal é súbita e cessa de modo tão repentino quanto seu início. A criança pode parecer confortável, mas eventualmente pode ser tornar letárgica. A dor abdominal é caracterizada pelo choro da criança e pela flexão das pernas em direção ao abdome. Os paroxismos de dor costumam acompanhar-se de esforços para defecar e as fezes em 'geléia-de-framboesa', de modo geral, aparecem nas primeiras 24 horas, mas em raras ocasiões surgem até dois dias após o início do quadro. Ao exame físico, o sinal mais consistente é a presença de massa palpável, de aspecto tubular, no quadrante superior direito do abdome, podendo ser subcostal. Esta pode ser mal definida e de consistência amolecida.

(II) Como explicar a negatividade do exame de Rx de abdomen, neste caso?

Radiografias abdominais simples, em decúbito dorsal e em pé permitem a formular a SUSPEITA de intussuscepção (0,05 pontos), mas não em todos os casos (estima-se uma acuracia de 50%).(0,05 pontos)

DISCUSSÃO: Esclarecemos desde o início que as radiografias têm valor limitado, como ferramenta de triagem, quando achados sugestivos são encontrados. NÃO utilizar na CONFIRMAÇÃO do diagnóstico e NÃO utilizar como um ÚNICO TESTE para o diagnóstico. A ULTRASSONOGRAFIA é a ferramenta de triagem para a grande maioria das instituições.

(III) Qual(is) é/são o(s) segmento(s) digestivo(s) mais envolvido(s)?

Mais comumente, o ceco (0,05 pontos) e o íleo terminal (0,05 pontos) estão envolvidos.

(IV) Quais são as complicações mais temidas dessa molèstia?

1. Perfuração (0,05 pontos): se a intussuscepção não for tratada precocemente, pode ocorrer perfuração da parede intestinal, resultando em peritonite (0,05 pontos), uma infecção grave na cavidade abdominal.
2. Necrose intestinal (0,05 pontos): a obstrução do fluxo sanguíneo para a parte do intestino afetada pela intussuscepção pode resultar em necrose (morte) do tecido intestinal.
3. Sepsis (0,05 pontos): a infecção do intestino perfurado ou necrótico pode se espalhar para o sangue, causando sepse, uma infecção generalizada grave.
4. Obstrução intestinal crônica (0,05 pontos): em alguns casos, a intussuscepção pode levar a danos permanentes no intestino, resultando em obstrução intestinal crônica, que pode exigir cirurgia adicional.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.98)




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