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HERNIAS (ÁREA DE CIRURGIA)

A correção cirúrgica das hérnias abdominais está entre os três procedimentos mais realizados por cirurgiões nos Estados Unidos, totalizando 700.000 operações por ano; estes números demonstram a impressionante prevalência desta condição, que acomete todas as faixas etárias em ambos os sexos. A seguir estudaremos a anatomia da região inguino-femoral seguindo-se da epidemiologia, a clínica e o tratamento das hérnias da parede abdominal.

OBJETIVA: (1029187 votos)..........97.24% das questões objetivas receberam votos.
Um homem de 45 anos queixa-se de dor intensa no braço direito. Conta que escorreu no gelo e sofreu grave contusão do ombro direito há aproximadamente 6 meses. Pouco depois, apresentou dor aguda em punhalada no braço e antebraço direito, que durou alguns meses. O braço ficou inchado e quente. Foi examinado no atendimento de urgência. Não houve nenhuma anormalidade radiográfica, e ele não foi tratado. Desde a lesão, a dor e o edema persistiram. O exame físico mostra um braço direito mais úmido e com mais pelos do que o braço esquerdo. Não há fraqueza específica nem alterações sensoriais. Entretanto, o braço direito está mais edematoso do que o esquerdo, e a pele apresenta-se brilhante e fria. A dor desse paciente é provavelmente causada por:
A. Separação acromioclavicular
B. Lesão do plexo braquial
C. Radiculopatia cervical
D. Síndrome de dor regional complexa
E. Trombose da veia subclávia

  RATING: 2.92

Um homem de 45 anos queixa-se de dor intensa no braço direito. Conta que escorreu no gelo e sofreu grave contusão do ombro direito há aproximadamente 6 meses. Pouco depois, apresentou dor aguda em punhalada no braço e antebraço direito, que durou alguns meses. O braço ficou inchado e quente. Foi examinado no atendimento de urgência. Não houve nenhuma anormalidade radiográfica, e ele não foi tratado. Desde a lesão, a dor e o edema persistiram. O exame físico mostra um braço direito mais úmido e com mais pelos do que o braço esquerdo. Não há fraqueza específica nem alterações sensoriais. Entretanto, o braço direito está mais edematoso do que o esquerdo, e a pele apresenta-se brilhante e fria. A dor desse paciente é provavelmente causada por:

A. Separação acromioclavicular
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Lesão do plexo braquial
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Radiculopatia cervical
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Síndrome de dor regional complexa
CORRETO : A síndrome de dor regional complexa (SDRC) tipos I e II é o termo que substituiu a distrofia simpática reflexa (DSR) ou causalgia, devido à ausência de um papel etiológico comprovado do sistema nervoso autônomo. A SDRC tipo I é uma síndrome de dor regional, que em geral surge após traumatismo tecidual. Os exemplos de traumatismos associados incluem infarto do miocárdio, lesões menores do ombro ou de um membro e acidente vascular encefálico. Ocorrem alodinia, hiperpatia e dor espontânea. Os sintomas não estão relacionados com a gravidade do traumatismo inicial e não se limitam à distribuição de um único nervo periférico. A SDRC tipo II é uma síndrome de dor regional, que surge após lesão de um nervo periférico específico, em geral um grande tronco nervoso. No início, ocorre dor espontânea no território do nervo acometido, porém a dor pode acabar por se estender para fora da distribuição do nervo. A dor constitui a manifestação clínica básica da SDRC. Podem ocorrer disfunção vasomotora, anormalidades sudomotoras ou edema focal, isoladamente ou em combinação, mas devem estar presentes para o estabelecimento do diagnóstico. A sudorese localizada e as alterações do fluxo sanguíneo podem produzir diferenças de temperatura entre os membros acometidos e não afetados. A SDRC tipo I foi dividida em três fases clínicas; todavia, hoje, é considerada mais variável. A fase I consiste em dor e tumefação da parte distal do membro, que ocorre dentro de poucas semanas a 3 meses após o evento desencadeante. A dor é difusa, espontânea e pode ser em queimação, latejante ou constante. O membro acometido apresenta-se quente e edematoso, e as articulações são hipersensíveis. Há aumento da sudorese e crescimento de pelos. Na fase II (3 a 6 meses após o início), surge uma pele fina, brilhante e fria. Depois de mais 3 a 6 meses (fase III), a atrofia da pele e do tecido subcutâneo e a ocorrência de contraturas em flexão completam o quadro línico. Foram desenvolvidos vários tratamentos cirúrgicos e clínicos para a SDRC, com relatos conflitantes de sua eficácia. Os ensaios clínicos realizados sugerem que a mobilização precoce com fisioterapia ou um ciclo breve de glicocorticoides podem ser úteis para a SDRC tipo I. Outros tratamentos clínicos incluem o uso de bloqueadores adrenérgicos, anti-inflamatórios não esteroides, bloqueadores dos cariais de cálcio, fenitoína, opioides e calcitonina. O bloqueio do gânglio estrelado é uma técnica invasiva usada que muitas vezes oferece alívio temporário da dor, porém a eficácia de bloqueios repetidos é incerta.
E. Trombose da veia subclávia
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

DISCURSIVA: (177850 votos) ..........98.78% das questões discursivas receberam votos.
A apendicite aguda tem uma apresentação clínica variável de acordo com a faixa etária acometida. Indique as caracteristicas especiáis desta moléstia para criança, idoso, gestante e pacientes com SIDA.


RATING: 4.01

A apendicite aguda tem uma apresentação clínica variável de acordo com a faixa etária acometida. Indique as caracteristicas especiáis desta moléstia para criança, idoso, gestante e pacientes com SIDA.

1) Na criança o quadro é atípico, caracterizado por letargia, vômitos mais intensos e episódios diarréicos mais freqüentes. Por vez correlaciona-se a um diagnóstico tardio, principalmente nas menores de dois anos, quando a apendicite é incomum. (0,125 p)
2) No idoso, assim como na criança, a doença é mais grave. A temperatura é menos elevada e a dor abdominal é mais insidiosa, ocasionando um diagnóstico tardio, com maior incidência de perfuração e conseqüentemente maior mortalidade. (0,125 p)
3) Na gestante é a emergência cirúrgica extra - uterina mais comum, ocorrendo com mais freqüência nos dois primeiros trimestres. (0,125 p)
4) Nos pacientes com SIDA existem causas específicas de apendicite a exemplo do linfoma não-Hodkgin e do sarcoma de Kaposi (mecânicas). Em relação a etiologia infecciosa, os agentes principais são o Cryptosporidium e o CMV. (0,125 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (4.01)

CASO CLINICO: (207298 votos)..........98.98% dos casos clinicos receberam votos.
AJA, dois dias de vida, masculino, branco, natural de Cáceres-MT. Informante a mãe.

Queixa Principal: gemência e dificuldade respiratória.

HDA: RN de 1.630 g, 32 semanas de idade gestacional, mãe com 25 anos, segunda gestação. Trabalho espontâneo de parto com nascimento de RN pré-termo, Apgar: 6 e 8 (10 e 50 min).

Evoluiu com leve desconforto respiratório logo após o nascimento, sendo colocado em incubadora aquecida e oxigenoterapia a 3 litros por minuto na própria incubadora. Com 4 horas de vida a FR era de 72 irpm, com retrações e gemência, sendo o RN transferido para a UTI neonatal. HPF: Mãe com saúde, 25 anos. Pai com 29 anos com saúde. HGP: Gesta 2/Para 2. Na primeira gestação recém-nascido com 30 semanas e 1.430g, falecendo com 24 horas de vida por distúrbio respiratório.
Exame Físico: Peso: 1.630g, Comprimento: 41 cm, FC: 156 bpm, FR: 72 irpm, Tax: 36,50  C. Retração esternal, gemência, cianose de extremidades e distúrbio de perfusão. Evolução: radiografia de tórax mostrou padrão reticulo-granular com broncograma aéreo visível em ambas as bases.

Foi instalado um cateter em artéria umbilical e colhido sangue para exames. Gasometria Arterial mostrou pH: 7,10 – PO2: 38 mmHg-PCO2: 72 mmHg – HCO3: 13 mEq/l.

A pressão arterial era de 45/25 mmHg. Hematócrito de 37%, cálcio de 7,5 mg/dl e glicemia de 60 mg/dl.

1) Qual a primeira hipótese diagnóstica e justifique citando quatro achados da história que fazem pensar neste diagnóstico. - 0,125 pontos
2) Cite quatro diagnósticos diferenciais mais importantes. - 0,125 pontos
3) Interprete o resultado da Gasometria. - 0,125 pontos
4) Qual a conduta neste caso? - 0,125 pontos




RATING: 3.07

  1. Doença da membrana hialina (0,025 p), prematuridade (0,025 p), dificuldade respiratória logo após o nascimento (0,025 p), dificuldade respiratória crescente (0,025 p), radiografia com padrão característico retículo-granular. (0,025 p)
  2. Pneumonia intra-uterina, taquipnéia transitória neonatal, cardiopatia congênita, distúrbio metabólico (aceita-se também pneumotórax). (0,125 p)
  3. Hipóxia e ácidose mista não compensada (0,125 p)
  4. Assistência ventilatória, surfactante exógeno, medidas de suporte como: hidratação com reposição de eletrólitos. (manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico e ácido-básico, correção da anemia, manutenção da temperatura corporal, monitorização cardiorespiratória, prevenção de infecções, monitorização dos gases arteriais são medidas corretas para a resposta, mas, a falta destas não  implicará em perda de pontos) 0,125 p

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.07)




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