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Homem de 62 anos é admitido no PS com queixa de dor abdominal em mesogastro há 3 dias, em cólica e que depois tornou-se contínua em FIE. Refere febre (38 °C) e inapetência nesse período. Ao exame clínico apresenta discreta distensão abdominal com dor à palpação de flanco e FIE com descompressão brusca positiva localizada em FIE. Hemodinamicamente normal. Apresenta 12.100 leucócitos sem desvio, PCR: 6,0, Creatinina 1,0 e gasometria normal. Para esse doente nesse momento, deve-se evitar a realização de:
A. retossigmoidoscopia
CORRETO: Essa alternativa representa a conduta apropriada a evitar nesse momento, no contexto de suspeita de diverticulite aguda do cólon sigmoide, com sinais de irritação peritoneal localizada (dor contínua em fossa ilíaca esquerda, descompressão brusca positiva, febre, inapetência, distensão discreta e leucocitose moderada com PCR elevada, sem instabilidade hemodinâmica). A retossigmoidoscopia (sigmoidoscopia flexível), um exame endoscópico que envolve insuflação de ar e manipulação do reto e sigmoide, é contraindicada na fase aguda pela alta risco de iatrogenia, como perfuração do divertículo inflamado ou disseminação de infecção, potencialmente convertendo uma complicação confinada em peritonite generalizada. Diretrizes da ASCRS e WSES recomendam adiar endoscopias para 4-6 semanas após resolução do quadro, priorizando exames não invasivos para diagnóstico inicial.
B. tomografia de abdome e pelve
INCORRETO : Tomografia de abdome e pelve é o exame de escolha na suspeita de diverticulite aguda, com sensibilidade >95% para confirmar inflamação, abscessos ou perfuração, permitindo estratificação de gravidade (Hinchey) e planejamento terapêutico sem risco iatrogênico significativo.
C. ultrassonografia abdominal e pélvica
INCORRETO : Ultrassonografia abdominal e pélvica é uma opção inicial válida, especialmente em pacientes com contraindicações à radiação (ex.: grávidas) ou em recursos limitados, detectando espessamento mural e abscessos com acurácia aceitável, embora menos sensível que TC.
D. enema opaco com bário
INCORRETO : Enema opaco com bário, embora deva ser usado com cautela; em ausência de TC, pode ser realizado com contraste solúvel em água para evitar peritonite baritada em caso de extravasamento, mas não é prioritário e é substituído por métodos mais seguros.
E. radiografia simples de abdome
INCORRETO : Radiografia simples de abdome é útil como screening inicial, identificando ar livre subdiafragmático (perfuração), níveis hidroaéreos (obstrução) ou íleo, guiando exames subsequentes sem contraindicação na aguda.
Gabarito: A
RATING: 3.19 ![]()
FONTE:
1) Na assistência ao seu pré-natal
Solicitar exames: contagem de carga viral (0,025 p), contagem de linfócitos CD4 e CD8, trimestralmente (0,025 p) e hemograma (0,025 p)e enzimas hepáticas mensalmente (0,025 p). Prescrever AZT, na dose de 600mg por dia (0,025 p), até o parto. Orientar para uso de condom (0,025 p). Não realizar procedimentos diagnósticos invasivos (0,025 p). Notificar a doença. (0,025 p)
2) Na assistência ao seu parto e puerpério
Prescrever AZT por via endovenosa, na dose de 2mg/Kg de peso, na primeira hora e 1mg/Kg de peso nas horas subseqüentes ao parto.(0,075 p). No puerpério inibir a lactação com Carbegolina via oral.(0,075 p).
3) Cite os critérios para a realização de cesariana eletiva na paciente
Cesariana eletiva se carga viral desconhecida ao final da gestação ou se maior que 1.000 cópias/ml, em exame realizado após 34 semanas. (0,15 p)
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