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O CRUPE COMO EMERGÊNCIA PEDIATRICA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Crupe (a mesma coisa que laringite ou laringotraqueobronquite) é frequentemente definida como uma infecção respiratória que afeta o trato respiratório superior.

Na verdade, a definição acíma é um pouco equivocada - o termo "síndrome do crupe" caracteriza um grupo de doenças.

Esse grupo tem em comum os sintomas e não o envolvimento anatômico e nem a etiologia. Precisamente, enquanto as doenças desse grupo se manifestam com rouquidão, tosse ladrante, estridor predominantemente inspiratório e graus variados de desconforto respiratório a etiologia pode ser viral (chamando-se, neste caso, de crupe viral), mas a causa pode ser também bacteriana (caso da traqueite bacteriana e da própria difteria).

A região subglótica é geralmente a mais afetada, resultando em edema, mucosa inflamada com rouquidão associada, estridor inspiratório e uma tosse semelhante ao latido.


OBJETIVA: (1427537 votos)..........96.24% das questões objetivas receberam votos.
Uma gestante, com laudo ultrassonográfico morfológico indicando cardiopatia congênita fetal, dá à luz um recém-nascido do sexo masculino, com 35 semanas de idade gestacional, hipotônico e em apneia. A sala de partos dispõe de blender para os gases e oxímetro de pulso. O recém-nascido recebeu todos os cuidados adequados e, entre 120 e 180 minutos de vida, encontrava-se intubado, ventilado por balão acoplado à cânula traqueal, com oxigênio a 90%, mantendo saturação de 80% na oximetria de pulso e FC = 55 bpm. Nesse momento, a conduta é:
A. realizar massagem cardíaca externa com 15:2 ventilações, por 45 segundos
B. realizar massagem cardíaca externa com 15:2 ventilações, por 30 segundos
C. realizar massagem cardíaca externa com 2:1 ventilações, por 45 segundos
D. realizar massagem cardíaca externa com 2:1 ventilações, por 30 segundos
E. elevar a concentração de oxigênio, por meio do blender, até 100%

  RATING: 0

Uma gestante, com laudo ultrassonográfico morfológico indicando cardiopatia congênita fetal, dá à luz um recém-nascido do sexo masculino, com 35 semanas de idade gestacional, hipotônico e em apneia. A sala de partos dispõe de blender para os gases e oxímetro de pulso. O recém-nascido recebeu todos os cuidados adequados e, entre 120 e 180 minutos de vida, encontrava-se intubado, ventilado por balão acoplado à cânula traqueal, com oxigênio a 90%, mantendo saturação de 80% na oximetria de pulso e FC = 55 bpm. Nesse momento, a conduta é:

A. realizar massagem cardíaca externa com 15:2 ventilações, por 45 segundos
INCORRETO: Utiliza relação 15:2 (reservada a etiologia cardíaca em unidade neonatal) e duração de 45 segundos, ambas incompatíveis com a reanimação neonatal em sala de parto.
B. realizar massagem cardíaca externa com 15:2 ventilações, por 30 segundos
INCORRETO : Emprega relação 15:2 inadequada para o cenário de sala de parto e duração de 30 segundos, inferior ao ciclo padronizado de reavaliação.
C. realizar massagem cardíaca externa com 2:1 ventilações, por 45 segundos
INCORRETO : Apresenta relação 2:1, que não corresponde à relação coordenada de 3:1 preconizada, e duração de 45 segundos não alinhada às diretrizes.
D. realizar massagem cardíaca externa com 2:1 ventilações, por 30 segundos
INCORRETO : Utiliza relação incorreta de 2:1 e duração de 30 segundos, incompatíveis com a técnica padronizada de massagem cardíaca neonatal.
E. elevar a concentração de oxigênio, por meio do blender, até 100%
CORRETO : Corresponde à elevação da fração inspirada de oxigênio a 100% indicada quando a frequência cardíaca permanece inferior a 60 bpm após ventilação efetiva com cânula, para otimizar a oferta ao miocárdio durante o suporte circulatório.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

DISCURSIVA: (199577 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Mecanismos balanceados são necessários para manter a síntese de Hb e, dessa forma, manter o éritron capaz de responder em harmonia, dentro dos limites de resposta adequada a uma variedade de situações fisiológicas e patológicas, em que o objetivo maior é o fornecimento adequado de O2 a órgãos e sistemas.
Enumeram os fatores estimuladores e inibidores da eritropoese.


RATING: 3.04

Mecanismos balanceados são necessários para manter a síntese de Hb e, dessa forma, manter o éritron capaz de responder em harmonia, dentro dos limites de resposta adequada a uma variedade de situações fisiológicas e patológicas, em que o objetivo maior é o fornecimento adequado de O2 a órgãos e sistemas.
Enumeram os fatores estimuladores e inibidores da eritropoese.

1) Fatores estimuladores

- Eritropoetina (0,03 p)
- Vitamina B12 (Cianocobalamina) (0,03 p)
- Folatos (0,03 p)
- Hormônios andrógenos (0,025 p e tireoidianos (justifica homens ter maior número de Hm) (0,025 p)
- Hipóxia (0,03 p)
- infecções (0,03 p)
- alergias (0,03 p)
- parasitoses (0,03 p)
- Perdas sanguíneas e deficiência de ferro (0,03 p)
- antígenos estranhos como vírus: LT, LB, NK (0,03 p)
- infecções (0,03 p)
- inflamações (0,03 p)

2) Fatores inibidores:

- delta-interferon (0,04 p)
- fator de necrose tumoral (0,04 p)
- fatores transformadores do crescimento (beta-TG)(0,04 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.04)

CASO CLINICO: (231776 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 42 anos, previamente hígida, procura atendimento por quadro progressivo de 8 meses de evolução caracterizado por amenorreia secundária, hirsutismo de padrão androgênico (face, tórax e abdome), acne severa, clitoromegalia, ganho ponderal de 12 kg, fraqueza muscular proximal, hipertensão arterial de difícil controle (PA 168/104 mmHg) e dor em flanco direito.
Ao exame físico evidencia-se fácies cushingoide, giba dorsal, estrias violáceas abdominais largas, atrofia muscular proximal e massa abdominal palpável em hipocôndrio/flanco direito de consistência firme.
Exames laboratoriais revelam: cortisol sérico basal elevado (28 µg/dL) sem supressão no teste com 1 mg de dexametasona; ACTH plasmático indetectável; testosterona total 285 ng/dL; DHEAS 1.850 µg/dL; potássio 2,9 mEq/L; glicemia de jejum 148 mg/dL.
Tomografia computadorizada de abdome demonstra massa adrenal direita de 11,8 cm, heterogênea, com áreas de necrose, calcificações grosseiras, densidade elevada e realce heterogêneo, além de trombo tumoral em veia cava inferior.

Questões:

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,15 pontos)
II. Qual a possível causa etiológica da doença diagnosticada? (0,10 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmação do diagnóstico? (0,13 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,05 pontos)
V. Qual é o tratamento de escolha desta doença?  (0,07 pontos)





RATING: 2.94

I. Suspeita diagnóstica
Carcinoma adrenocortical secretor misto (cortisol + andrógenos). (0,08 p)
Quadro clínico de síndrome de Cushing ACTH-independente associado a virilização franca e massa adrenal > 6 cm com características de agressividade (necrose, calcificações, invasão vascular). (0,07 p)
II. Possível causa da doença
Na grande maioria dos casos a etiologia é esporádica (mutações somáticas em genes como TP53, CTNNB1, IGF2). (0,06 p)
Pode associar-se a síndromes genéticas hereditárias (Li-Fraumeni, Beckwith-Wiedemann, MEN1, FAP). (0,04 p)
III. Melhor modalidade de confirmação diagnóstica
Confirmação histopatológica definitiva após ressecção cirúrgica (adrenalectomia), com avaliação dos critérios de Weiss (≥ 3 critérios). (0,08 p)
A imagem (TC/RM) e o perfil hormonal são altamente sugestivos, porém o diagnóstico de certeza é anatomopatológico. (0,05 p)
IV. Principal diagnóstico diferencial e tratamento
Principal diagnóstico diferencial: adenoma cortical funcionante (ou, menos frequentemente, feocromocitoma e metástase adrenal). (0,05 p)
V. Tratamento de escolha:
Ressecção cirúrgica completa (adrenalectomia aberta ou laparoscópica em casos selecionados) + mitotano adjuvante nos estádios I–III de alto risco e quimioterapia (EDP-M) nos casos avançados/metastáticos. (0,07 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.94)




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