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ESTUDOS EPIDEMIOLOGICOS (ÁREA DE SAUDE PUBLICA)

O objetivo básico da Epidemiologia situa-se na sociedade. Enquanto a Clínica destina-se a examinar o corpo do paciente, descrever alterações no seu funcionamento normal, diagnosticar os motivos e prescrever o tratamento, a Epidemiologia propõe-se a realizar tarefa análoga no corpo social, ou seja, descrever os agravos que ali ocorrem, apontar as causas e orientar a indicação dos meios de controle e profilaxia.

Portanto, a Epidemiologia tem como finalidades a descrição dos agravos e a determinação de suas causasatravés de técnicas que destinam-se, fundamentalmente, à análise da distribuição desses eventos, segundo as características dos indivíduos que compõe a população, de acordo com o tempo e o espaço.

Desse modo, a Epidemiologia sempre persegue os dados que possam fornecer a idéia de relações, como número de casos/população, e assim responder a questões que também interessam a Clínica, mas que com freqüência esta não pode solucionar.


OBJETIVA: (1382158 votos)..........94.76% das questões objetivas receberam votos.
Sobre as estratégias terapêuticas referente á transtorno de espectro autista é ERRADA a afirmação:
A. o tratamento deve ser individualizado
B. a cura com a melhora das incapacidades é mais provável a ser alcançada quando iniciada o mais cedo possível
C. se concentra em intervenções comportamentais e educacionais
D. a farmacoterapia do autismo não trata os déficits centrais
E. as terapias complementares e alternativas tem boa aplicabilidade

  RATING: 3.01

Sobre as estratégias terapêuticas referente á transtorno de espectro autista é ERRADA a afirmação:

A. o tratamento deve ser individualizado
CORRETO: Existe um consenso de que o tratamento para TEA deve ser individualizado, dependendo dos pontos fortes, fracos, e necessidades da criança e família.
B. a cura com a melhora das incapacidades é mais provável a ser alcançada quando iniciada o mais cedo possível
INCORRETO : Embora não haja cura, os sintomas podem diminuir com o tempo e, em pequena minoria, minimizados na medida em que não causam mais incapacidade. Há evidências crescentes de que a intervenção é mais eficaz quando iniciada o mais cedo possível.
C. se concentra em intervenções comportamentais e educacionais
CORRETO : O tratamento do transtorno do espectro do autismo (TEA) se concentra em intervenções comportamentais e educacionais que visam os principais sintomas da TEA (ou seja, déficits na comunicação/interação social e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades.
D. a farmacoterapia do autismo não trata os déficits centrais
CORRETO : As intervenções farmacológicas podem ser usadas para tratar de problemas médicos ou psiquiátricos, comorbidades ou fornecem controle dos sintomas, mas não tratam os déficits centrais.
E. as terapias complementares e alternativas tem boa aplicabilidade
CORRETO : As terapias complementares e alternativas para TEA são diversas, desde terapias de base biológica (por exemplo, suplementos vitamínicos ou minerais, dietas especiais), para tratamentos mais invasivos, como tratamentos com oxigênio hiperbárico, quelação e medicamentos injetáveis.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

DISCURSIVA: (194051 votos) ..........99.47% das questões discursivas receberam votos.

Discorra, de forma exclusivamente teórica, sobre aspectos epidemiológicos, classificatórios, pré-operatórios e de morbidade do bócio subesternal, respondendo de modo objetivo aos itens abaixo.

  1. Caracterize o perfil epidemiológico clássico, a histologia predominante e o risco de malignidade.  (0,10 pontos)
  2. Descreva a classificação anatômica em tipos I e II e a classificação de Huins, indicando sua utilidade no planejamento da via de acesso. (0,10 pontos)
  3. Justifique a avaliação pré-operatória da função tireoidiana, das pregas vocais e da via aérea. (0,10 pontos)
  4. Explique as limitações da punção aspirativa por agulha fina no componente mediastinal. (0,08 pontos)
  5. Relacione as principais complicações cirúrgicas de maior relevância nesse contexto. (0,12 pontos)




RATING: 3.04

Discorra, de forma exclusivamente teórica, sobre aspectos epidemiológicos, classificatórios, pré-operatórios e de morbidade do bócio subesternal, respondendo de modo objetivo aos itens abaixo.

  1. Caracterize o perfil epidemiológico clássico, a histologia predominante e o risco de malignidade.  (0,10 pontos)
  2. Descreva a classificação anatômica em tipos I e II e a classificação de Huins, indicando sua utilidade no planejamento da via de acesso. (0,10 pontos)
  3. Justifique a avaliação pré-operatória da função tireoidiana, das pregas vocais e da via aérea. (0,10 pontos)
  4. Explique as limitações da punção aspirativa por agulha fina no componente mediastinal. (0,08 pontos)
  5. Relacione as principais complicações cirúrgicas de maior relevância nesse contexto. (0,12 pontos)


1. Epidemiologia, histologia e malignidade

Predomina no sexo feminino. (0,02 p)
Incidência maior na quinta e na sexta décadas de vida. (0,02 p)

Em geral associa-se a bócio multinodular de longa evolução, frequentemente colóide e atóxico. (0,02 p)

É mais observado em indivíduos com história de bócio cervical prévio ou provenientes de áreas de endemia. (0,02 p)

A taxa de carcinoma oculto no espécime cirúrgico situa-se, na literatura, em torno de 5% a 15%. (0,02 p)


2. Classificações e planejamento da via

Tipo I: componente mediastinal anterior (cerca de 85% dos casos), situado à frente da traqueia e dos grandes vasos. (0,02 p)
Tipo II: componente em mediastino posterior (cerca de 10% a 15%), posterior à traqueia e/ou aos vasos; implica maior dificuldade de extração cervical. (0,02 p)

Classificação de Huins (relação com estruturas mediastinais):

  • grau 1 — extensão até o estreito torácico / acima do arco aórtico → via cervical. (0,02 p)
  • grau 2 — extensão ao nível do arco aórtico / pericárdio → considerar manubriotomia. (0,02 p)
  • grau 3 — extensão abaixo do átrio direito → esternotomia total. (0,02 p)

A utilidade dessas classificações é predizer a probabilidade de via extracervical e orientar o consentimento e a equipe (cirurgia de cabeça e pescoço ± cirurgia torácica).


3. Avaliação pré-operatória

Dosagem de TSH (e, se alterado, T4 livre ± T3): identifica eutireoidismo, hipotireoidismo ou tireotoxicose, esta última exigindo preparo clínico antes da cirurgia. (0,03 p)

Laringoscopia pré-operatória: documenta a motilidade das pregas vocais, pois a anatomia do nervo laríngeo recorrente está frequentemente distorcida e pode já haver paresia silenciosa. (0,04 p)

Avaliação da via aérea (clínica, imagem e, quando indicado, curva fluxo-volume): quantifica obstrução extrínseca e fundamenta a estratégia anestésica de intubação. (0,03 p)


4. Limitações da PAAF mediastinal

O componente subesternal, em regra, não é acessível de forma segura pela via cervical habitual. (0,02 p)
A tentativa de punção profunda eleva o risco de hemorragia mediastinal e de pneumotórax. (0,02 p)

Além disso, na presença de compressão ou de extensão documentada, a indicação cirúrgica independe, na maioria das vezes, do resultado citológico. (0,02 p)

A PAAF permanece útil apenas para nódulos suspeitos do componente cervical palpável ou visível à ultrassonografia. (0,02 p)


5. Complicações cirúrgicas relevantes

Lesão do nervo laríngeo recorrente, favorecida pelo desvio traqueal e pelo alongamento/deslocamento do nervo. (0,03 p)
Hipoparatireoidismo transitório ou definitivo, sobretudo na tireoidectomia total de glândulas volumosas. (0,02 p)

Hemorragia e hematoma cervical-mediastinal, com potencial de compressão aguda da via aérea. (0,02 p)

Traqueomalacia por compressão crônica da parede traqueal. (0,03 p)

Abertura pleural e necessidade de drenagem torácica, especialmente em extensões posteriores ou quando se recorre à via transesternal. (0,02 p)

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - BÓCIO SUBSTERNAL

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.04)

CASO CLINICO: (226119 votos)..........98.14% dos casos clinicos receberam votos.
Uma menina de 9 anos, que foi operada há 2 anos por problemas no coração, foi hospitalizada com dor no peito e palpitações. O exame mostrou um pulso acima de 200 batimentos por minuto, mas não havia sinais de insuficiência cardíaca. Ondas P anormais seguindo complexos QRS estavam presentes no ECG

(1) Quais são os principais critérios que diferenciam a arritmia apresentada da taquicardia sinusal? (0,14 pontos)

(2) Utilizar a manobra de pressão sobre o globo ocular é recomendada neste caso? (0,06 pontos)

(3) Qual é o principal medicamento eficaz neste caso? Quais são as doses recomendadas? (0,24 pontos)

(4) Essa arritmia está respondendo á cardioversão? Como você vai aplicar, se necessário? (0,06 pontos)

 




RATING: 3.05

(1) Quais são os principais critérios que diferenciam a arritmia apresentada da taquicardia sinusal?

 

Critério Taquicardia supraventricular Taquicardia sinusal
Frequência cardíaca (0,015 p) >220/minuto (0,01 p)  <180/minuto (0,01 p) 
Variabilidade da frequência cardíaca (0,015 p) Nenhuma variação marcada
(0,01 p)
Variação marcante presente
(0,01 p)
ECG de superfície  (0,015 p) Onda P ausente ou anormal se detectada (0,01 p) Onda P normal se detectada (0,01 p)
Causa identificável (0,015 p) Não é óbvio (0,01 p) Óbvio (por exemplo, sepse, febre) (0,01 p)

(2) Utilizar a manobra de pressão sobre o globo ocular é recomendada neste caso?

A pressão do globo ocular nunca deve ser usada (0,03 p) devido ao risco de lesão ocular. (0,03 p)

(3) Qual é o principal medicamento eficaz neste caso? Quais são as doses recomendadas?

A adenosina é o medicamento universal de escolha (0,03 p) em todos os pacientes com TVS. O ponto mais importante a ser lembrado é o modo de administração. A adenosina deve ser administrada como um bolus (0,03 p) em um bom acesso venoso (0,03 p) no membro superior, (0,03 p) usando uma conexão de três vias (0,03 p). A dose inicial é de 0,1 mg/kg (0,03 p) e doses repetidas de 0,2 mg/kg (0,03 p) com um máximo de 0,3 mg/kg.  (0,03 p)

(4) Essa arritmia está respondendo á cardioversão? Como você vai aplicar, se necessário?

Em pacientes gravemente doentes, o acesso intravenoso não é facilmente obtido e é preciso recorrer à cardioversão elétrica de corrente contínua (0,03 p). A dose recomendada de energia é de 0,5 J/kg a 2 J/kg. (0,03 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.05)




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