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INSUFICIÊNCIA CARDÍACA PEDIATRICA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Na verdade é uma perda de capacidade do ventrículo em distender, receber e/ou ejetar sangue, causada por disfunção da bomba ventricular: sobrecarga de volume (pré-carga) ou pressão (pós-carga).
O capitulo da insuficiência cardíaca na população pediátrica tem que ser tratado separadamente. Em decorrência de tantas etiologias, a Insuficiência Cardíaca (IC) pediátrica ê uma entidade mais complexa. Geralmente, uma anomalia como essa é relacionada com o próprio desenvolvimento cardíaco e com as manifestações pré-, per- ou pós-operatórias nas cardiopatias congênitas.

OBJETIVA: (1416753 votos)..........96.04% das questões objetivas receberam votos.
Paciente M, 22 anos, com diagnóstico de insuficiência renal crônica em programa regular de hemodiálise 3 vezes por semana, realizou sua última sessão de diálise há 2 dias. Pela manhã acordou com fraqueza muscular em membros inferiores, a qual dificultava a deambulação. Chegou à unidade de diálise levada por seus familiares. A pressão arterial era de 160 x 90 mmHg e o eletrocardiograma a seguir mostra aumento de amplitude da onda T (ondas T apiculadas), prolongamento do intervalo PR e da duração do QRS, atraso na condução atrioventricular e perda das ondas R.

Logo a seguir, realizou uma sessão de diálise com reversão do quadro. O diagnóstico mais provável é:
A. Neuropatia urêmica
B. Cetoacidose diabética
C. Hiperpotassemia
D. Hiperfosfatemia
E. Hiponatremia

  RATING: 2.91

Paciente M, 22 anos, com diagnóstico de insuficiência renal crônica em programa regular de hemodiálise 3 vezes por semana, realizou sua última sessão de diálise há 2 dias. Pela manhã acordou com fraqueza muscular em membros inferiores, a qual dificultava a deambulação. Chegou à unidade de diálise levada por seus familiares. A pressão arterial era de 160 x 90 mmHg e o eletrocardiograma a seguir mostra aumento de amplitude da onda T (ondas T apiculadas), prolongamento do intervalo PR e da duração do QRS, atraso na condução atrioventricular e perda das ondas R.

Logo a seguir, realizou uma sessão de diálise com reversão do quadro. O diagnóstico mais provável é:

A. Neuropatia urêmica
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Cetoacidose diabética
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Hiperpotassemia
CORRETO : A hipercalemia habitualmente cursa com fraqueza, que pode evoluir para paralisia flácida e hipoventilaçáo se houver comprometimento dos músculos respiratórios. Além disso, está associada à acidose metabólica. A cardiotoxicidade é o efeito mais grave da hipocalemia, podendo levar à fibrilação ventricular ou assistolia.
D. Hiperfosfatemia
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Hiponatremia
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.91)

DISCURSIVA: (198059 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discuta as lesões pré-malignas do epitélio vesical, a classificação das neoplasias uroteliais papilares malignas e o estadiamento TNM do câncer de bexiga urinária.

  1. Descreva a sequência evolutiva das lesões pré-malignas e as características histológicas e moleculares da displasia urotelial. (Subtotal da questão 1 = 0,12 p)
  2. Diferencie as neoplasias uroteliais de baixo potencial maligno (NUBPM), o carcinoma urotelial de baixo grau e o carcinoma papilar urotelial de alto grau quanto a aspectos histológicos, recidiva e progressão. (Subtotal da questão 2 = 0,09 p)
  3. Explique a classificação TNM com ênfase nos estágios T (Ta, Tis, T1, T2 e subestágios).  (Subtotal da questão 3 = 0,13 p)
  4. Indique os principais métodos diagnósticos de imagem e o papel da cistoscopia no diagnóstico e estadiamento. (Subtotal da questão 4 = 0,16 p)




RATING: 3.18

Discuta as lesões pré-malignas do epitélio vesical, a classificação das neoplasias uroteliais papilares malignas e o estadiamento TNM do câncer de bexiga urinária.

  1. Descreva a sequência evolutiva das lesões pré-malignas e as características histológicas e moleculares da displasia urotelial. (Subtotal da questão 1 = 0,12 p)
  2. Diferencie as neoplasias uroteliais de baixo potencial maligno (NUBPM), o carcinoma urotelial de baixo grau e o carcinoma papilar urotelial de alto grau quanto a aspectos histológicos, recidiva e progressão. (Subtotal da questão 2 = 0,09 p)
  3. Explique a classificação TNM com ênfase nos estágios T (Ta, Tis, T1, T2 e subestágios).  (Subtotal da questão 3 = 0,13 p)
  4. Indique os principais métodos diagnósticos de imagem e o papel da cistoscopia no diagnóstico e estadiamento. (Subtotal da questão 4 = 0,16 p)


1. Sequência evolutiva das lesões pré-malignas e características da displasia urotelial

  • As lesões pré-malignas surgem no epitélio de transição e seguem sequência bem definida: 1. hiperplasia → 2. atipia → 3. displasia → 4. câncer (0,03 p).
  • Hiperplasia urotelial: aumento do número de camadas epiteliais (>7 camadas normais) + desorganização da arquitetura celular; muito frequente ao redor de tumores de baixo grau já existentes e pode representar foco de futura recorrência em pacientes tratados (0,02 p).
  • Atipia urotelial: surge como resposta a fatores externos (inflamação crônica, infecções repetidas, irritação por cálculos, cateteres ou substâncias químicas); microscopicamente: núcleos aumentados, nucléolos proeminentes e, por vezes, mitoses (0,02 p).
  • Displasia urotelial: passo adiante na escala de malignidade; características: células coalescentes, núcleos alterados de tamanho e forma, nucléolos proeminentes, figuras mitóticas anormais; alterações restritas às camadas basais e intermediárias (preserva camadas superficiais mais maduras) – diferente do CIS que compromete toda a espessura (0,03 p).
  • Do ponto de vista molecular: pode apresentar perdas do cromossomo 9 e do braço 17p (0,01 p).
  • Risco de progressão: em média 20% das displasias evoluem para CIS; sobe para até 60% quando há história prévia de câncer urotelial (0,01 p).

2. Diferenças entre NUBPM, carcinoma de baixo grau e carcinoma papilar de alto grau

  • NUBPM (antigamente tumor urotelial papilífero grau I): alterações mínimas (discreto aumento de camadas epiteliais, polaridade celular praticamente normal, lesão única); mais frequente em homens (proporção 5:1); mitoses raras; taxa de recidiva 20% a 40%, progressão rara (0% a 8%) – comportamento de baixo potencial maligno (0,03 p).
  • Carcinoma urotelial de baixo grau (antigamente grau II): tramas fibrovasculares bem formadas, ramificações papilares mais complexas, aumento do volume celular, atipia celular mais evidente e frequente, geralmente multifocal; taxa de recidiva até 60%, risco de progressão até 13% (0,03 p).
  • Carcinoma papilar urotelial de alto grau: forma mais agressiva; pilares papilares fusionados, crescimento desordenado, numerosas figuras de mitose, células pleomórficas com núcleos aumentados e hipercromáticos; recidiva em 76,5% dos pacientes (36,5% nova recorrência + 40% progressão), metástases sistêmicas em 20%, cerca de 15% dos pacientes morrem (todos os óbitos no grupo com progressão) (0,03 p).

3. Classificação TNM – ênfase nos estágios T

  • Estadiamento segue critérios da UICC (2009) e AJCC utilizando sistema TNM (T = extensão do tumor primário; N = linfonodos regionais; M = metástases) (0,02 p).
  • Camadas da parede vesical: epitélio de transição → lâmina própria (submucosa) → muscular própria (detrusor) → gordura perivesical (0,02 p).
  • Ta: tumor papilar não invasivo (0,02 p).
  • Tis: carcinoma in situ (lesão plana, não invasiva, alto grau) (0,02 p).
  • T1: invasão da lâmina própria (subdividido em T1a – superficial, sem atingir muscular da mucosa; T1b – até muscular da mucosa) (0,02 p).
  • T2: invasão da muscular própria (T2a – metade superficial/interna; T2b – metade profunda) (0,02 p).
  • Tumores Tis e Ta de alto grau são lesões precursoras que tendem a progredir para T2 (0,01 p).

4. Principais métodos diagnósticos de imagem e papel da cistoscopia

  • Hematúria indolor (macroscópica ou microscópica) é a manifestação mais frequente (até 80% dos pacientes) (0,03 p).
  • Ultrassonografia: método inicial mais empregado (baixo custo, boa acurácia para lesões >5 mm, ausência de complicações, fácil disponibilidade); mostra massa papilar hipoecoica ou espessamento focal; Doppler colorido demonstra vascularização (diferencia de coágulos); detecção de hidronefrose = marcador de pior prognóstico (invasão muscular provável); limitação: não define profundidade de infiltração (0,03 p).
  • Urografia excretora (UGE): revela tumor como bexiga de pequena capacidade com paredes espessadas/irregulares ou defeito de enchimento; importante para trato urinário superior (defeito de enchimento, estenose, hidronefrose); limitações: exige rim funcionante, difícil para tumores < 3 cm ou superficiais (0,04 p).
  • Cistoscopia rígida + ressecção transuretral + biópsia tecidual = método padrão-ouro para diagnóstico definitivo e estadiamento; permite inspeção detalhada de trígono, meatos ureterais e colo; indicada em regime ambulatorial nas mulheres; nos homens, com anestesia (0,05 p).


FONTE:

CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.18)

CASO CLINICO: (230238 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
W. de L. M., F, parda, 48 anos (veja a foto abaixo), proveniente de Tocantins, morando num vilarejo que não tinha fácil acesso ao serviço publico de saúde, chegou recentemente em São Paulo em procura de emprego. No primeiro lugar que ela tentou obter um trabalho foi aconselhada a procurar o posto de saúde para ser examinada por um profissional, pois apresentava no rosto máculas, pápulas, nódulos e tubérculos, pele xerótica, com aspecto apergaminhado e tonalidade semelhante ao cobre. Há rarefação dos pelos nos membros, cílios e da cauda da sobrancelha. A paciente se apresentou com esse quadro clinico no médico de família.

1) Qual é a suspeita diagnostica? - 0,05 pontos
2) Enumeram pelo menos 3 critérios que poderiam confirmar o diagnostico. - 0,15 pontos
3) Proponham um esquema terapêutica para o caso acíma, justificando as escolhas. - 0,2 pontos
4) Na frente do profissional de saúde a paciente informa que é portadora de vírus HIV e faz tratamento com AZT. Qual a atitude do profissional frente a esse informe? - 0,1 pontos


RATING: 3.02

1) Qual é a suspeita diagnostica?
A paciente apresenta características de 'facies leonino', presente na hanseníase virchoviana 0,05 p

2) Enumeram pelo menos 3 critérios que poderiam confirmar o diagnostico.
Considera-se um caso de hanseníase a pessoa que apresenta um ou mais dos seguintes sinais cardinais
• mancha e/ou área(s) da pele com alteração (perda) de sensibilidade, característica da hanseníase;0,05 p
• acometimento de nervo(s) periférico(s), com ou sem espessamento, associado a alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas 0,05 p
• baciloscopia positiva de esfregaço intradérmico.0,05 p

3) Proponham um esquema terapêutica para o caso acima, justificando as escolhas.
A lepra virchoviana é considerada uma forme multibacilar de hanseníase (0,05 p) e, neste caso a esquema terapêutica do adulto inclui:
Rifampicina (RFM): dose mensal de 600 mg (2 cápsulas de 300 mg) com administração supervisionada.0,05 p
Dapsona (DDS): dose mensal de 100 mg supervisionada e uma dose diária de 100 mg autoadministrada.0,05 p
Clofazimina (CFZ): dose mensal de 300 mg (3 cápsulas de 100 mg) com administração supervisionada e uma dose diária de 50 mg autoadministrada.0,05 p

4) Na frente do profissional de saúde a paciente informa que é portadora de virus HIV e faz tratamento com AZT. Qual a atitude do profissional frente a esse informe?
A rifampicina na dose utilizada para tratamento da hanseníase (600 mg/mês) não interfere nos inibidores de protease usados no tratamento de pacientes com Aids. Portanto, o esquema PQT padrão não deve ser alterado.0,05 p
A hanseníase não se modifica basicamente pela coinfecção com o vírus HIV; entretanto existe a possibilidade de maior gravidade nas reações hansênicas. 0,05 p

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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