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Paciente masculino submetido à apendicectomia prévia de urgência, com anatomopatológico revelando tumor carcinoide de 1 cm de diâmetro em ápice do apêndice cecal. Nesse caso, deve ser realizada:
A. ileocolectomia direita
INCORRETO: Essa é uma ressecção mais extensa (hemicolectomia direita), indicada para tumores >2 cm, com invasão mesoapendicular >3 mm, grau alto (G2/G3), localização na base do apêndice ou metástases linfonodais. No caso de um tumor de 1 cm no ápice, sem esses fatores, isso seria overtreatment, aumentando riscos cirúrgicos desnecessariamente, como infecções ou complicações intestinais.
B. quimioterapia
INCORRETO : Tumores carcinoides do apêndice, especialmente os pequenos e localizados, não respondem bem à quimioterapia convencional, que é reservada para casos metastáticos ou avançados (como carcinoides de alto grau com disseminação). Aqui, com o tumor removido completamente pela apendicectomia, não há indicação, e o uso poderia causar efeitos colaterais desnecessários como náuseas, fadiga ou supressão medular.
C. acompanhamento clínico
CORRETO : Para tumores carcinoides (ou neuroendócrinos) do apêndice menores que 2 cm, localizados no ápice (ponta) e confinados ao apêndice, a apendicectomia simples já é considerada curativa, desde que as margens estejam livres de tumor, o que é comum nesse cenário. Como o tumor aqui tem apenas 1 cm e está no ápice, não há indicação para intervenções adicionais agressivas. O acompanhamento clínico é recomendado para monitorar possíveis recidivas raras, com exames como tomografia ou dosagens de marcadores como cromogranina A, mas sem necessidade de tratamentos mais invasivos na ausência de metástases ou fatores de risco altos (como invasão vascular ou localização na base do apêndice). Estudos mostram que a sobrevivência é excelente com essa abordagem conservadora para tumores < 2 cm.
D. nova laparotomia para ressecção do ceco
INCORRETO : Isso envolveria uma cirurgia adicional para remover parte do ceco, o que não é necessário para tumores <2 cm confinados ao ápice. A apendicectomia já removeu o tumor integralmente, e reoperar aumentaria riscos como aderências ou infecções sem benefício comprovado.
E. radioterapia atingindo a região cecal
INCORRETO : A radioterapia não é um tratamento padrão para tumores carcinoides do apêndice, pois esses tumores são radiossensíveis apenas em contextos raros, como metástases hepáticas ou paliativos. Para um caso localizado e pequeno como esse, ela seria ineficaz e poderia causar complicações como diarreia crônica ou danos aos tecidos adjacentes.
Gabarito: C
RATING: 3.14 ![]()
FONTE:
Homem de 55 anos, previamente hígido, refere ganho ponderal central progressivo de 12 kg em 8 meses, facilidade para formação de hematomas ao menor trauma, fraqueza muscular proximal acentuada (dificuldade para subir escadas) e hipertensão arterial sistêmica de instalação recente e de difícil controle medicamentoso. Nega uso crônico de corticoides. Ao exame físico: obesidade centrípeta marcada e fácies pletórica. Exames laboratoriais iniciais mostram cortisol plasmático elevado com supressão de ACTH, configurando hipercortisolismo ACTH-independente.
I. Suspeita diagnóstica
II. Possível causa da doença diagnosticada
III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico
IV. Tratamento
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