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O ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

Primeiro, o que que é um AVC? "Instalação subita de deficit neurológico focal relacionado a um territorio arterial."

Mas o que é "um deficit de instalação SUBITA"? Toda vez que o neurologista recebe um paciente cujo déficit é subito ele comprende isso como o episódio que se instala na intensidade maxima em 1 minuto da sua instalação. Ou seja, o paciente que sofre um AVC não fica com o braço "só um pouco paralizado" no começo mas sim, com ele completamente paralizado. Então um déficit subito é atingido no maximo dele em intervalo de um minuto do início.

O que é "focal"? Focal significa que o deficit é limitado á um territorio arterial.

OBJETIVA: (1030527 votos)..........97.35% das questões objetivas receberam votos.
Uma paciente de 40 anos de idade, cujos partos vaginais prévios não necessitaram de episiotomia, vem se queixando durante os últimos 12 meses de incontinência severa para gases, fezes líquidas e sólidas quase que diariamente. Qual o melhor teste diagnóstico?
A. eletromiografia esfincteriana
B. determinação do tempo de latência motora do nervo pudendo
C. manometria anal
D. defecografia
E. endossonografia anal

  RATING: 0

Uma paciente de 40 anos de idade, cujos partos vaginais prévios não necessitaram de episiotomia, vem se queixando durante os últimos 12 meses de incontinência severa para gases, fezes líquidas e sólidas quase que diariamente. Qual o melhor teste diagnóstico?

A. eletromiografia esfincteriana
INCORRETO: A eletromiografia esfincteriana avalia atividade elétrica muscular e mapeia denervação, mas trata-se de exame invasivo, desconfortável e menos utilizado na prática atual como primeira linha, reservado para casos selecionados de suspeita de neuropatia complexa.
B. determinação do tempo de latência motora do nervo pudendo
INCORRETO : A determinação do tempo de latência motora do nervo pudendo identifica neuropatia pudenda, comum após tração durante o parto, porém não demonstra lesões estruturais diretas do esfíncter e apresenta sensibilidade e especificidade limitadas para guiar conduta cirúrgica.
C. manometria anal
INCORRETO : A manometria anal quantifica pressões de repouso e de contração voluntária, além de reflexos, fornecendo dados funcionais importantes, mas não identifica o defeito anatômico subjacente; resultados normais não excluem lesão esfincteriana e pressões reduzidas não diferenciam causa muscular de neuropática.
D. defecografia
INCORRETO : A defecografia avalia dinâmica evacuatória, retoceles, prolapsos ou intussuscepções, sendo útil em distúrbios de evacuação obstrutiva, mas não constitui o exame primário para incontinência por lesão esfincteriana traumática obstétrica.
E. endossonografia anal
CORRETO : A endossonografia anal representa o método de escolha inicial para avaliação estrutural do complexo esfincteriano anal em casos de incontinência fecal com história de partos vaginais. O exame permite visualização direta e precisa de defeitos ou rupturas nos esfíncteres interno e externo, que constituem a principal causa de incontinência nessa população, mesmo sem episiotomia prévia. Lesões ocultas do esfíncter externo ocorrem com frequência em multíparas e explicam o quadro clínico de incontinência grave e diária para sólidos, líquidos e gases.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

DISCURSIVA: (177882 votos) ..........98.78% das questões discursivas receberam votos.
As doenças oportunistas - infecções e neoplasias - e outras complicações decorrentes da imunodeficiência são as principais causas de morbimortalidade em doentes com AIDS. A medida que o déficit imunológico se agrava, aumenta a probabilidade de instalação de infecções oportunistas, geralmente quando o número de LT-CD4+ no sangue cai para determinados valores. Relacionado a isso, indique:

a) Qual é a limite considerada marco referencial para o risco de adoecimento? (0,1 p)
b) Quais são as infecções oportunistas mais frequentes no Brasil? (0,21 p)
c) Detalhe um metodo alternativo de avaliar o nível de CD4. (0,19 p)


RATING: 2.89

As doenças oportunistas - infecções e neoplasias - e outras complicações decorrentes da imunodeficiência são as principais causas de morbimortalidade em doentes com AIDS. A medida que o déficit imunológico se agrava, aumenta a probabilidade de instalação de infecções oportunistas, geralmente quando o número de LT-CD4+ no sangue cai para determinados valores. Relacionado a isso, indique:

a) Qual é a limite considerada marco referencial para o risco de adoecimento? (0,1 p)
b) Quais são as infecções oportunistas mais frequentes no Brasil? (0,21 p)
c) Detalhe um metodo alternativo de avaliar o nível de CD4. (0,19 p)

a) Qual é a limite considerada marco referencial para o risco de adoecimento?

O limite de 200 LT-CD4+/mm3 no sangue periférico constitui o marco referencial que norteia o risco de adoecimento (0,1 p)

b) Quais são as infecções oportunistas mais frequentes no Brasil? 

Segundo dados do Ministério da Saúde, as infecções oportunistas que ocorrem mais comumente no Brasil, em doentes com AIDS, são constituídas por:
  • candidíase (em esôfago, traqueia, brônquios e/ou pulmão),  0,03 p
  • pneumonia por Pneumocystis carinii (atualmente denominado Pneumocystis jeroveci), 0,03 p
  • tuberculose, 0,03 p
  • toxoplasmose, 0,03 p
  • herpes simples, 0,03 p
  • criptococose 0,03 p
  • criptosporidíase 0,03 p

c) Detalhe um metodo alternativo de avaliar o nível de CD4. 

Muitos estudos demonstraram a possibilidade de avaliar esse risco por intermédio do número de linfócitos no sangue periférico, comparando-o com o número de LT-CD4+, recurso utilizado sobretudo em regiões pobres, onde não existe a possibilidade de quantificar os LT-CD4+, estabelecendo-se que número de linfócitos totais no sangue menor que 1.400/mm3 corresponde a número de LT-CD4+ inferior a 200/mm3 e que número de linfócitos totais menor que 1.700/mm3 corresponde a número 124 de LT-CD4+ inferior a 350/mm3.
No Brasil, evidenciou-se que número de linfócitos no sangue periférico menor que 1.000/mm3, especialmente se a hemoglobina apresentar-se com taxa mais baixa que 13g%, mantém forte correlação com número de LT-CD4+ inferior a 200/mm3. (0,19 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.89)

CASO CLINICO: (207340 votos)..........98.98% dos casos clinicos receberam votos.
Identificação – K.G.R.A, feminino, 4 anos de idade, residente no Município A, Bairro Nova América.

História da Doença Atual – Foi atendida na unidade básica do Programa de Saúde da Família no dia 21/12/2005, com história de dois dias de febre, recusa alimentar, hipoatividade e tosse esporádica. A mãe relata que hoje observou manchas vermelhas pelo corpo da criança. Nega vômito, diarréia ou outros sinais e sintomas.

Exame Físico Geral - Regular estado geral, hidratado, acianótico, eupnéico,anictérico e temperatura axilar de 39°C. Pele: exantema do tipo morbiliforme mais evidente em face etronco. Orofaringe: hiperemiada. Otoscopia: sem alterações. Ausculta pulmonar: murmúrio vesicular presente sem ruídos adventícios. Ausculta cardiovascular: rítmo cardiaco regular, bulhas em dois tempos, normofonéticas, sem sopro. Abdome: normotenso, indolor, sem visceromegalias, ruídos hidro-aéreos presentes e normais. Neurológico: sem alterações.

Perguntas

1. Quais são as hipóteses diagnósticas que você faria para este caso? (0,2 p)

2. Diagnóstico diferencial de síndrome febril aguda com exantema.(0,2 p)

3. Há alguma informação adicional da história clínica que você considera relevante e que não foi obtida? Se sim, diga qual (quais). (0,1 p)


RATING: 3.09

Resposta 1:

a) Escarlatina, parvovirose, sarampo, dengue, enteroviroses e outras viroses (Mayaro, Oropouche)    (0,1 p)
b) Farmacodermia (0,1 p)

Resposta 2:  (0,2 p)

Rubéola: quadro clínico habitualmente sem pródromos nas crianças, sintomas leves em adultos e associado com linfadenopatia retroauricular e/ou cervical e/ou occipital. O exantema é róseo, excepcionalmente confluente e sem descamação. Adolescentes e adultos freqüentemente apre­sentam artralgias.

Escarlatina: pródromos de 1 a 2 dias, com febre e mal-estar. Exantema eritematoso, puntiforme com palidez perioral e linhas nas dobras de flexão. Descamação in­tensa nas palmas das mãos e plantas dos pés.

Dengue: início súbito, febre por 2 a 5 dias, astenia, cefaléia, mialgia e artralgia intensas. Exantema maculo-papular a partir do tronco, espalhando-se para o rosto e membros.

Eritema infeccioso: pródromos com febre, cefaléia, mialgia por 5 a 7 dias. Exantema inicialmente na face (aparência de face esbofeteada), que se espalha após 1 a 4 dias para o tronco. Por uma ou duas semanas o exantema pode ter intensidade variável, exacerbado pela exposição solar.

Exantema súbito: pródromo com febre alta por 3 a 4 dias, irritabilidade, que desaparecem após a instalação do exantema (maculopapular) de curta duração. Não há descamação.

Enteroviroses: pródromos com febre por 3 a 4 dias (exceto para coxsackie) com exantema variável, geralmente discreto, e adenopatia. Lactentes podem apresentar distúrbios gastrointestinais.


Resposta 3:

Não foi buscado o uso pregresso de medicamentos. (0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.09)




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