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A OBSTRUÇÃO INFECCIOSA DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES (ÁREA DE PEDIATRIA)

Trata-se duma lesão com potencial de obstruir qualquer porção da via aérea localizada acima da caixa torácica.
Sinais clínicos que alertam para esta condição:
- estridor
- tiragem de fúrcula
- mudança de voz
Na obstrução parcial de via aérea superior há necessidade de intervenção precoce, pois a condição clínica pode se deteriorar rapidamente.
Na obstrução total de via aérea superior a abordagem deve ser imediata pelo risco iminente de parada cardiorrespiratória.
É considerada uma condição grave e potencialmente fatal.

OBJETIVA: (1094598 votos)..........99.22% das questões objetivas receberam votos.
Escolar de seis anos é levado à emergência devido à queixa de “pés e olhos inchados” há 48 horas. HPP: piodermite há três semanas. O exame físico revela bom estado geral; edema palpebral bilateral e de membros inferiores ++/4+; ACV, AR e abdome sem alterações; PA sistólica entre os percentis 95 e 99. Os resultados dos exames laboratoriais são: exame de urina: hematúria e proteinúria; ureia e creatinina séricas normais; anemia normocítica leve; proteínas totais e frações normais; colesterol normal; ASO não reator; C3 diminuído.
Em relação a esse quadro, é CORRETO afirmar que:
A. no caso relatado está indicada a inclusão de penicilina ao esquema terapêutico inicial
B. ASO negativa afasta a possibilidade de glomerulonefrite pós-infecção estreptocócica
C. as culturas da pele e da orofaringe são fundamentais para confirmação do diagnóstico
D. hematúria, anemia normocítica, ASO negativo e PA normal caracterizam a síndrome hemolítico urêmica atípica.
E. o agente patõgeno provavelmente implicado é o stafilococo aureu

  RATING: 3.03

Escolar de seis anos é levado à emergência devido à queixa de “pés e olhos inchados” há 48 horas. HPP: piodermite há três semanas. O exame físico revela bom estado geral; edema palpebral bilateral e de membros inferiores ++/4+; ACV, AR e abdome sem alterações; PA sistólica entre os percentis 95 e 99. Os resultados dos exames laboratoriais são: exame de urina: hematúria e proteinúria; ureia e creatinina séricas normais; anemia normocítica leve; proteínas totais e frações normais; colesterol normal; ASO não reator; C3 diminuído.
Em relação a esse quadro, é CORRETO afirmar que:

A. no caso relatado está indicada a inclusão de penicilina ao esquema terapêutico inicial
CORRETO: O tratamento é direcionado para os efeitos agudos da insuficiência renal e da hipertensão arterial. Embora seja recomendado o emprego de penicilina, para limitar a disseminação de cepa nefritogênica do estreptococo, seu uso não modificará o curso natural da nefrite aguda.
B. ASO negativa afasta a possibilidade de glomerulonefrite pós-infecção estreptocócica
INCORRETO : O título da anti-estreptolisina O é comumente elevada após faringite estreptocócica, porém raramente aumenta após piodermite. O melhor anticorpo para documentar infecção cutânea estreptocócica é a antidesoxiribonuclease B.
C. as culturas da pele e da orofaringe são fundamentais para confirmação do diagnóstico
INCORRETO : A confirmação diagnóstica requer a clara evidencia de infecção estreptocócica prévia.
D. hematúria, anemia normocítica, ASO negativo e PA normal caracterizam a síndrome hemolítico urêmica atípica.
INCORRETO : A síndrome hemolítica urêmica atípica (SHUa) é considerada uma doença rara de difícil diagnóstico, onde mais de 50% dos pacientes evoluem com doença renal crônica terminal. Caracteriza-se pela tríade trombocitopenia, anemia microangiopática e insuficiência renal aguda, não relacionada à infecção pela Escherichia coli, produtora de Shiga-toxina. A SHUa se mantém como uma doença de diagnóstico tardio por não possuir marcadores específicos e apresentar manifestações semelhantes a outras microangiopatias trombóticas.
E. o agente patõgeno provavelmente implicado é o stafilococo aureu
INCORRETO : A glomerulonefrite pós estreptocóccica é uma complicação pós-infecciosa caracterizada por início súbito de hematúria, hipertensão arterial, edema e insuficiência renal. Acontece após infecção das amígdalas ou da pele causadas por cepas nefritogênicas do Streptococcus pyogenes. Estudos morfológicos e a diminuição dos níveis do complemento sérico (C3) indicam que a doença é causada por imunocomplexos. O complemento sérico C3 esta reduzido em 90% dos casos e retorna a valores normais em 6-8 semanas.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

DISCURSIVA: (179789 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A) Quais são os achados que definem a cetoacidose diabética? (0,16 pontos)
B) Quais são os principais fatores de descompensação do diabetes? (0,24 pontos)
C) Que critério define a gravidade da cetoacidose e em quais graus? (0,1 pontos)


RATING: 3.02

A) Quais são os achados que definem a cetoacidose diabética? (0,16 pontos)
B) Quais são os principais fatores de descompensação do diabetes? (0,24 pontos)
C) Que critério define a gravidade da cetoacidose e em quais graus? (0,1 pontos)

A) Quais são os achados que definem a cetoacidose diabética?
Define-se cetoacidose diabética através dos achados de:
- Glicemia > 200 mg/dL 0,04 p;
- Acidose metabólica (pH<7,3 0,03 p; ou Bicarbonato<15); 0,03 p;
- Cetonúria 0,03 p; ou cetonemia moderada a alta. 0,03 p;

B) Quais são os principais fatores de descompensação do diabetes?
É também importante definir a causa da descompensação, sendo os principais fatores de descompensação:
- Controle inadequado; 0,04 p;
- Perda de doses de insulina (principalmente em adolescentes); 0,04 p;
- Estresse (infeccioso ou por outras causas); 0,04 p;
- Medicações (corticosteroides, 0,03 p; antipsicóticos, 0,03 p; diazóxido, 0,03 p; tiazídicos 0,03 p;).

C) Que critério define a gravidade da cetoacidose e em quais graus?
Pode-se definir a gravidade da cetoacidose através do valor de pH sérico:
- pH = 7,2 a 7,3 – leve 0,03 p;
- pH = 7,1 a 7,2 – moderada 0,03 p;
- pH < 7,1 – grave 0,04 p;

FONTE:

Cetoacidose diabética em crianças e adolescentes HOSPITAL ALBERT EINSTEIN - Departamento de Endocrinologia

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

CASO CLINICO: (209449 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Mulher de 48 anos, previamente hígida, refere ganho ponderal progressivo de 15 kg em 9 meses, predominantemente central. Refere facilidade para formação de hematomas ao menor trauma, fraqueza muscular proximal (dificuldade para subir escadas e pentear os cabelos) e hipertensão arterial sistêmica de instalação recente e de difícil controle medicamentoso. Nega uso crônico de corticoides. Ao exame físico: obesidade centrípeta marcada, fácies pletórica e sinais de hipercortisolismo crônico. Exames laboratoriais iniciais mostram cortisol plasmático elevado com supressão de ACTH, sugerindo hipercortisolismo ACTH-independente.

I. Qual a suspeita diagnóstica? (0,25 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,1 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,05 pontos)
IV. Qual o tratamento de escolha? (0,1 pontos)





RATING: 2.94

I. Suspeita diagnóstica

  • A síndrome de Cushing engloba todos os sinais e sintomas decorrentes da exposição crônica a glicocorticoides em excesso, independentemente da origem. (0,05 p)
  • Na avaliação de pacientes com suspeita de síndrome de Cushing, o principal diagnóstico diferencial é a obesidade. (0,05 p)
  • Determinados sinais e sintomas específicos permitem distinguir a síndrome de Cushing da obesidade simples: facilidade para formação de hematomas. (0,05 p)
  • Fraqueza muscular. (0,05 p)
  • Hipertensão arterial. (0,05 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada

  • Posteriormente identificaram-se tumores suprarrenais como causa direta. (0,05 p)
  • Causas suprarrenais incluem adenoma. (0,05 p) Subtotal II = 0,10 p

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

  • Na avaliação de pacientes com suspeita de síndrome de Cushing permite identificar a origem adrenal pela identificação de tumores suprarrenais como causa direta. (0,05 p) Subtotal III = 0,05 p

IV. Tratamento

  • Para adenoma: adrenalectomia unilateral laparoscópica (cura de 100 %). (0,025 p)
  • Reposição temporária de glicocorticoide até recuperação da suprarrenal contralateral. (0,025 p)
  • Esquema de manejo pós-operatório de adrenalectomia (qualquer indicação): dose de estresse imediata (hidrocortisona 100 mg IV 8/8h por 24h). (0,025 p)
  • Redução gradual para reposição fisiológica. (0,025 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.94)




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