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Uma menina de 5 anos foi encaminhada para a elucidação diagnóstica. A mãe conta dieta normal e que desde os 3 anos a filha é meio gordinha. Pesa 29,4 kg (acima do percentil 97) e tem estatura de 115 cm (entre os percentis 90 e 97). O diagnóstico é:
A. hipotireoidismo adquirido
INCORRETO: Embora cause ganho de peso por redução metabólica, tipicamente associa-se a retardo no crescimento linear e baixa estatura (devido à deficiência de tiroxina afetando a maturação óssea), o que contrasta com a estatura elevada aqui observada (percentis 90-97). Além disso, sintomas como letargia, constipação e pele seca não são mencionados, e o início aos 3 anos seria atípico sem outros sinais clínicos evidentes.
B. obesidade exógena
CORRETO : A obesidade exógena, também conhecida como obesidade simples ou primária, resulta de um desequilíbrio energético prolongado, com ingestão calórica excedendo o gasto, frequentemente influenciado por fatores ambientais, comportamentais e genéticos poligênicos. No caso apresentado, a criança apresenta peso acima do percentil 97 (confirmado por padrões da OMS para meninas de 5 anos, onde o + 3 DP corresponde a cerca de 24,5 kg, e 29,4 kg indica obesidade severa), mas com estatura preservada e até elevada (115 cm entre percentis 90 e 97, equivalente a + 1,5 DP aproximadamente nos gráficos da OMS, sugerindo crescimento linear adequado ou acelerado). A história de 'dieta normal' relatada pela mãe pode ser subjetiva ou subestimada, comum em avaliações iniciais, mas não há indícios de hiperfagia incontrolável ou sintomas endócrinos específicos. Estudos epidemiológicos, como os do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), demonstram que a maioria dos casos de obesidade infantil (cerca de 95%) é exógena, sem causas secundárias, e preserva o potencial de crescimento, diferentemente de etiologias endócrinas que frequentemente comprometem a estatura. Assim, este diagnóstico se alinha perfeitamente com o quadro, enfatizando a necessidade de intervenções em estilo de vida.
C. Cushing exógeno
INCORRETO : Cushing exógeno refere-se à síndrome causada por uso prolongado de glicocorticoides exógenos (como prednisona em tratamentos para asma ou doenças autoimunes), levando a obesidade central, estrias e fragilidade cutânea. No entanto, não há histórico de medicação mencionado, e essa condição frequentemente suprime o eixo de crescimento, resultando em estatura baixa ou estagnação, incompatível com os percentis elevados de altura descritos. Meta-análises em revistas como Pediatrics destacam que o Cushing exógeno é raro sem exposição farmacológica clara.
D. síndrome de Prader-Willi
INCORRETO : A síndrome de Prader-Willi, embora envolva obesidade por hiperfagia compulsiva iniciando por volta dos 2-3 anos, é caracterizada por hipotonia neonatal, retardo no desenvolvimento motor e, crucialmente, baixa estatura devido à deficiência de hormônio de crescimento (GH). A estatura aqui está elevada (percentis 90-97), o que descarta essa síndrome genética (deleção no cromossomo 15 paterno), confirmada por estudos genéticos em cohorts como os publicados no New England Journal of Medicine. Ademais, a ”dieta normal” relatada não condiz com a hiperfagia típica.
E. síndrome de Cushing endógena
INCORRETO : Síndrome de Cushing endógena se trata de hiperprodução interna de cortisol (por adenoma pituitário, adrenal ou ectópico), causando obesidade troncular, hipertensão e osteoporose, mas em crianças frequentemente leva a supressão do crescimento linear por inibição do GH e maturação óssea precoce, resultando em estatura baixa — oposto ao observado (percentis 90-97). Não há sintomas clássicos como moon face, buffalo hump ou distúrbios metabólicos mencionados, e essa condição é rara em pré-escolares sem investigação endócrina prévia, como destacado em guidelines da Endocrine Society.
Gabarito: B
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FONTE:
1) Amigdalite Aguda (0,1 p), Glomerulonefrite Difusa Aguda (GNDA)(0,1 p) e Pielonefrite (0,1 p).
2) Seguindo o algarismo antigo:
a) Normalmente, o pH do sangue e de 7,42, precisamente um intervalo de tolerância entre 7,38 e 7,42. Se o pH do sangue for < 7,38 temos uma acidemia. Se o pH do sangue for maior que 7,42 temos uma alcalemia. No caso acima, pH=7,31 ----> acidose.
b) É acidose metabólica ou respiratória? Usando os valores do bicarbonato sérico - se a mudança for predominantemente no bicarbonato, então provavelmente que o distúrbio e metabólico. isto e, o bicarbonato vai ser menor que 22. No caso, há uma baixa concentração de HCO3 mas também no pCO2. Ou seja, definição mais correta: ACIDEMIA por ACIDOSE METABÓLICA. E, como o organismo tenta compensar a acidemia diminuindo o CO2, eventualmente através da hiperventilação, o valor do mesmo é bem baixo. ANION GAP = 12.9 Como podemos ver o anion GAP é levemente acima de 12 mEq. E pCO2 esperado - pCO2 esp = 1,5 x Bic + 8 +/-2 = 1,5 x 11,4 + 8 +/- 2 = 17,1 + 8 +/- 2 = 23 - 27 mmHg.
Ou seja, é uma acidose metabólica pura. 0,1 p
3) A acidose metabólica já é um dos critérios de gravidade. Além disto, a saturação de O2 baixa e a PaO2 baixa indica iminência de insuficiência respiratória. Hepatomegalia e outro (6 cm abaixo da borda? Algo está errado!). A creatinina alta e a ureia alta também indicam comprometimento da função renal. Essa criança precisa ser encaminhada já para UTI pediátrica.Todos os direitos reservados. 2026.
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