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REGURGITAÇÃO TRICÚSPIDE (ÁREA DE PEDIATRIA)

A regurgitação tricúspide isolada geralmente está associada à anomalia de Ebstein da valva tricúspide. e freqüentemente acompanha uma disfunção ventricular direita.

A anomalia de Ebstein pode ocorrer sem cianose ou com intensidade variável de cianose, dependendo da gravidade da regurgitação tricúspide da presença de uma comunicação a nível atrial (forame oval patente ou comunicação interatrial).

Crianças mais velhas tendem a ter a forma acianótica, enquanto se ela for detectada no recém-nato a anomalia de Ebstein geralmente está associada à cianose grave. A regurgitação tricúspide também é encontrada nos recém-natos com asfixia perinatal.


OBJETIVA: (1436362 votos)..........96.25% das questões objetivas receberam votos.
São mecanismos ou causas reconhecidas de choque obstrutivo no adulto, EXCETO:
A. Tamponamento cardíaco com equalização das pressões diastólicas
B. Tromboembolismo pulmonar maciço com falência aguda do ventrículo direito
C. Vasoplegia generalizada da sepse com resistência vascular sistêmica colapsada
D. Pneumotórax hipertensivo com impedimento do retorno venoso
E. Trombose aguda de prótese valvar mitral com obstrução ao fluxo transmitral

  RATING: 3.11

São mecanismos ou causas reconhecidas de choque obstrutivo no adulto, EXCETO:

A. Tamponamento cardíaco com equalização das pressões diastólicas
INCORRETO: O tamponamento é o paradigma do choque obstrutivo por impedimento ao enchimento diastólico.
B. Tromboembolismo pulmonar maciço com falência aguda do ventrículo direito
INCORRETO : O tromboembolismo pulmonar maciço eleva de forma abrupta a pós-carga do ventrículo direito, reduz o enchimento esquerdo e cai o débito: choque obstrutivo clássico.
C. Vasoplegia generalizada da sepse com resistência vascular sistêmica colapsada
CORRETO : A vasoplegia da sepse é o mecanismo do choque distributivo, não do obstrutivo. No obstrutivo há obstáculo mecânico ao fluxo (enchimento, via de saída ou circulação pulmonar), com resistência sistêmica tipicamente alta, e não colapso do tônus arteriolar.
D. Pneumotórax hipertensivo com impedimento do retorno venoso
INCORRETO : A pressão pleural positiva extrema do pneumotórax hipertensivo comprime a cava e o coração direito e interrompe o retorno venoso, configurando choque obstrutivo.
E. Trombose aguda de prótese valvar mitral com obstrução ao fluxo transmitral
INCORRETO : A trombose obstrutiva de prótese mitral impede o enchimento do ventrículo esquerdo e reproduz fisiologia obstrutiva aguda, com edema pulmonar e baixo débito.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.11)

DISCURSIVA: (200727 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Quais são as indicações de entubação traqueal em crianças? 0.5 pontos


RATING: 3.02

Quais são as indicações de entubação traqueal em crianças? 0.5 pontos

Indicações de entubação traqueal em crianças:

  • Insuficiência respiratória com pouca probabilidade de reversão rápida, especialmente se houver hipoxemia apesar da administração de oxigênio < 60%. 0,1 p
  • Apnéia, hipoventilação ou exaustão respiratória progressiva com necessidade de ventilação mecânica 0,1 p
  • Proteção de via aérea para crianças com obstrução de via aérea superior ou incapacidade de proteger a via aérea de aspiração 0,1 p
  • Desejo de redução do trabalho respiratório para pacientes em choque. Em circunstâncias normais, o trabalho respiratório consome menos de 5% do gasto total de energia, porém, no sofrimento respiratório, pode gastar até 50%. No estado de choque, a energia pode ser melhor utilizada para outras funções corporais essenciais 0,1 p
  • Intervenções terapêuticas. Hiperventilação para reduzir a pressão intracraniana, administração de medicações intratraqueais e aspiração para limpeza pulmonar necessitam de entubação endotraqueal e de ventilação mecânica 0,1 p

FONTE:

Steven M. Selbst, Kate Cronan - Segredos em emergência pediatrica - Editura Arimed 2003, p. 41

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

CASO CLINICO: (232977 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
M.M.S., 4 anos e 2 meses, sexo feminino, parda, natural e procedente da Bahia.

Queixa Principal:“Dor no peito e na barriga há 12 dias.” Mãe relata que há 12 dias a criança apresentou quadro álgico mais intenso em região para-esternal de tórax do que em abdome. Esta dor era intensa,  intermitente, sem irradiação e não cedia com o uso de dipirona (20 gts). Há 10 dias, passou a apresentar febre, não aferida, quase diária. Há 8 dias, passou a apresentar tosse produtiva, com expectoração amarelada.  

Revisão de Sistemas: Astenia, tosse produtiva, dor torácica e abdominal. Eliminações fisiológicas.

Antecedentes Fisiológicos:

Mãe: GII PII (NII ) A0 . Pré-natal – 5 consultas. Nega intercorrências durante a gestação. Parto hospitalar, a termo. Chorou ao nascer. Peso: 2600g. Apgar: ?   Comprimento: ?   Perímetro cefálico: ?  Nega intercorrências neonatais. Leite materno exclusivo até 2 meses de vida.  DNPM adequado.

Antecedentes Patológicos:

  3 internações prévias por crises álgicas e pneumonia.

  1 hemotransfusão. Nega alergias/intolerâncias.

  Calendário vacinal em dia.

Antecedentes Familiares:

Mãe (21 a), relata anemia ferropriva.  

Pai (46 a), hígido, tabagista e etilista leve. Não reside com a criança. Irmão falecido aos 2 anos por anemia falciforme. Prima: anemia falciforme.


Ectoscopia: BEG, hipocorada (2+/4), anictérica, acianótica, hidratada, afebril, ativa e reativa, consciente, orientada, emagrecida. Peso:15 Kg.
Oroscopia: dentes em bom estado de conservação, sem hiperemia.  Pele, mucosas e fâneros: sem alterações.  Gânglios: impalpáveis.  ACV: RCR 2T BNF s/ sopros. FC: 119 bpm  AP: MV rude, roncos e sibilos difusos. FR: 28 ipm  ABD: plano, normotenso, RHA presentes e normais, indolor à palpação, fígado à 2 cm do RCD e baço à 3 cm do RCE.  Ext: perfundidas e sem edema.

PERGUNTAS:

1) Qual é a suspeita diagnóstica? Justifique. (0,2 p)

2) Qual é a mais provável etiologia da infecção pulmonar, em relação com a doença de base, nesta faixa etária?  (0,1 p)

3) Qual é a atitude terapêutica frente a essa criança? (0,2 p)


RATING: 2.88

1) SUSPEITA DIAGNÓSTICA: A) ANEMIA FALCIFORME - Justificativa: antecedentes familiares, astenia, dor toracica, outras 3 internações prévias por crises álgicas e pneumonia. fígado à 2 cm do RCD e baço à 3 cm do RCE. (0,1 p) B) PNEUMONIA  febre, não aferida, quase diária. Há 8 dias, passou a apresentar tosse produtiva, com expectoração amarelada.  (0,1 p) 2) ETIOLOGIA DA INFECÇÃO PULMONAR: Como conseqüência da asplenia, haverá uma maior notadamente o Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e o pneumococo10,11. O risco de infecção por este último em crianças com anemia falciforme menores de 5 anos é aproximadamente 30 a 100 vezes maior que em crianças saudáveis (0,1 p) 3) TRATAMENTO: Ampicilina sulbactam 500mg EV 6/6 - Novalgina 0,6 ml EV 6/6h intercalado com nimesulida - Nimesulida gts VO 12/12 hs - Prednisona 15mg VO 1x/dia. - NBZ  SF 0,9% - 3 ml +   Berotec 6 gts (0,2 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.88)




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