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HIPERCALCEMIA E HIPOCALCEMIA (METABOLISMO DO CÁLCIO) (ÁREA DE PEDIATRIA)

O cálcio é pouco absorvido pelo tubo intestinal, devido à relativa insolubilidade de muitos de seus compostos, bem como à absorção deficiente de cátions bivalentes.
O fosfato é facilmente absorvido na maior parte do tempo, exceto quando existe excesso de cálcio na dieta; o cálcio tende a formar compostos de fosfato de cálcio quase insolúveis, que não são absorvidos, mas passam pelo intestino e são excretados nas fezes.
Excreção do cálcio nas fezes e na urina; velocidade efetiva de absorção. Cerca de nove décimos da ingestão diária de cálcio são excretados nas fezes, enquanto o décimo restante é eliminado na urina
Excreção intestinal e urinária de fosfato. À exceção da fiação de fosfato excretada nas fezes, em combinação com o cálcio, quase todo o fosfato da dieta é absorvido no sangue a partir do intestino e, posteriormente, excretado na urina.


OBJETIVA: (1221730 votos)..........98.97% das questões objetivas receberam votos.
O tumor gástrico que pode responder ao tratamento de erradicação do Helicobacter pylori é:
A. adenocarcinoma
B. linfoma MALT
C. carcinóide;
D. GIST
E. Sarcoma de Kaposi

  RATING: 2.99

O tumor gástrico que pode responder ao tratamento de erradicação do Helicobacter pylori é:

A. adenocarcinoma
INCORRETO: A presença de anticorpos IgG contra o H. pylori em uma determinada população correlaciona-se com a incidência local e as taxas de mortalidade do câncer gástrico. Porem, a erradicação do H. pylori não esta acompanhada de nenhuma resposta da parte da adenocarcinoma
B. linfoma MALT
CORRETO : Podem ser eficazmente tratados apenas pela erradicação do H. pylori: os linfomas MALT em estágio precoce, alguns pacientes com linfoma de grandes células B difuso muito limitado, A erradicação bem-sucedida resultou em remissão em mais de 75% dos casos. No entanto, é necessário um acompanhamento cuidadoso, com a repetição da endoscopia em dois meses para documentar a eliminação da infecção, assim como uma endoscopia bianual por três anos para documentar a regressão. Alguns pacientes continuarão a demonstrar o clone do linfoma após a erradicação do H. pylori, sugerindo que o linfoma permanece adormecido, ao invés de desaparecer
C. carcinóide;
INCORRETO : tumor carcinoide não tem relação nenhuma com o H. pylori
D. GIST
INCORRETO : Histologicamente os tumores GIST parecem ser provenientes da muscular própria e, mais provavelmente, se originam das células de Cajal, células marcapassos gastrintestinais autonômicas relacionadas aos nervos que regulam a motilidade intestinal. Não tem nada a ver com o H. pylori
E. Sarcoma de Kaposi
INCORRETO : nenhuma relação com H. pylori

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.99)

DISCURSIVA: (188090 votos) ..........98.31% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram os achados diagnósticos em caso de apendicite na Rotina de Abdome Agudo. (0,5 pontos)


RATING: 3.6

Enumeram os achados diagnósticos em caso de apendicite na Rotina de Abdome Agudo. (0,5 pontos)

Achados diagnósticos em caso de apendicite na Rotina de Abdome Agudo:

  1. fecalito na área de projeção do apêndice. (0,05 p)

  2. distensão gasosa na projeção íleo-cecal, traduzindo ”alça sentinela”. (0,05 p)

  3. desaparecimento da gordura pré-peritoneal à direita, significando processo inflamatório na fossa ilíaca direita ou próximo à ela. (0,05 p)

  4. presença de níveis líquidos na fossa ilíaca direita. (0,05 p)

  5. apagamento do psoas à direita. (0,05 p)

  6. posição antálgica, isto é, desvio da coluna para o lado esquerdo, em decorrência da contratura muscular. Esses achados contribuem com a hipótese diagnóstica de apendicite. (0,05 p)

  7. ultra-sonografia abdominal: tem limitações se houver grande distensão, ou o paciente for obeso. É extremamente útil para a avaliação de afecções ginecológicas e detecção de coleções anexiais ou líquido fora da alça. (0,075 p)

  8. tomografia computadorizada e Ressonância Magnética: revelam maior sensibilidade e especificidade, estando indicada na avaliação mais pormenorizada das complicações e nos casos de dúvida diagnóstica, entretanto a TC vem sendo largamente utilizada com contraste oral, mostrando falha de enchimento do apêndice em fase inicial da apendicite. (0,075 p)

  9. laparoscopia diagnóstica: como último recurso, persistindo a dúvida diagnóstica, esta pode ser realizada como investigação e concomitantemente tratamento terapêutico. (0,05 p)

FONTE:

 Revista Médica >>>> Volume 37 - Número 2 >>>> Apendicite Aguda no Paciente Idoso

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.6)

CASO CLINICO: (220330 votos)..........99.04% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente F, 2 anos e 10 meses de idade, é trazida no setor de pronto-atendimento de pediatria com febre 39,6°C e relato de 'dor de cabeça' na região frontal, sem nenhum outro sinal localizatorio. No acolhimento, FR 36/min, FC 122/min, sinusal sem sopros, sonolenta, inapetente e chorosa. Palidez +/++++. TEC 3-4 segundos. Evacuações normais, sem diarreia. No exame clinico respiratório e cardiovascular normal. Sem sinais meníngeos e sem petéquias. Faringe com leve eritema, sem sinais flogísticos. Mãe diz que a criança recusa a comida faz 48 horas, só aceita leite e 'toma pouco'. Sem vômitos até agora. Observa-se, porém anisocoria afetando o olho esquerdo que não responde a luz. Outro olho normal. Questionada, a mãe declara que a criança já está em acompanhamento com oftalmologista porque, com 2 anos de idade, teve um 'herpes' no olho, mas que o mesmo deu alta, considerando que a criança está enxergando 'normal'. Nega contato com pombos ou gatos de estimação. Tem somente um Callopsyta que fica na gaiola

1) Qual é o protocolo á seguir neste caso? 0,3 pontos
2) Qual é a infecção bacteriana que mais ocorre em caso de febre sem sinais localizatorios? 0,1 pontos
3) Quais seriam os principais fatores de risco para meningococemia oculta neste caso? 0,1 pontos


RATING: 2.91

1) Qual é o protocolo á seguir neste caso?

Febre é uma das causas mais comuns de consulta em pediatria. 25% de todas as consultas de emergência se devem à febre. Na maioria dos casos, após a avaliação inicial, é possível identificar a causa. Nas crianças menores de 36 meses, em 20% dos casos, essa identificação não é possível. Febre sem sinais localizatórios FSSL - definição: Febre com menos de uma semana de duração, que após história clínica e exame físico cuidadosos não tem a sua causa estabelecida.

O protocolo para essa faixa etária seria primeiramente de avaliação clinica minuciosa, avaliar se existem ou não sintomas de toxemia - neste caso, como há sonolência e mau estado geral seria melhor considerar que há um grau de toxemia, especialmente porque a criança está numa faixa etária de risco (0-36 meses), o tempo de enchimento capilar é de 3-4 segundos.

  • Internação 0,1 p
  • Exames laboratoriais: hemograma, hematocrito, urina I, urocultura LCR e Rx de torax.0,1 p
  • Começar antibioticoterapia empirica. 0,1 p

2) Qual é a infecção bacteriana que mais ocorre na febre sem sinais localizatorios?
Infecção urinária oculta é a infecção bacteriana mais comum como causa de FSSL. 0,1 p

3) Quais são, neste caso, os fatores de risco para a doença meningococica oculta?
Meningite oculta: a bacteremia oculta por meningococo é bem mais rara do que por pneumococo. A faixa etária abaixo de 24 meses é a mais acometida pela doença meningocócica. 25 a 50% dos pacientes com doença meningocócica haviam sido liberados após avaliação inicial. 82% dos pacientes liberados têm menos de 36 meses de idade. 0,1 p

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.91)




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