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A IMUNIZAÇÃO (ÁREA DE PEDIATRIA)

A imunização é um recurso notadamente bem-sucedido, com bom custo/benéfico na prevenção das doenças infecciosas e é uma das conquistas principais da saúde pública e dos pediatras. Como resultado das imunizações de rotina na infância, a ocorrência de doenças contagiosas antigamente comuns diminuiu marcadamente nos Estados Unidos e em outros países na segunda metade do século XX. Programas de saúde pública baseados em vacinação levaram à erradicação global da varíola, eliminação dos poliovírus do tipo selvagem das Américas e provavelmente do mundo no futuro próximo, e uma redução superior a 95% da doença pelo Haemophilus influenzae do tipo b (Hib) invasivo nos Estados Unidos. Além disso, a síndrome da rubéola congénita, tétano e difteria quase foi eliminada, e a incidência de rubéola e sarampo foi reduzida a taxas baixas recordes nos Estados Unidos.
Lactentes e outras crianças norte-americanas rotineiramente recebem vacinas contra 11 doenças: difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, infecção pelo Hib, infecção pneumocócica, hepatite B e varicela. As vacinas contra hepatite A e contra a gripe são recomendadas para alguns grupos de crianças.

OBJETIVA: (1210540 votos)..........99.04% das questões objetivas receberam votos.
Embora a causa e a patogênese do adenocarcinoma sejam similares em todo o intestino grosso, diferenças significativas no emprego de modalidades diagnósticas e terapêuticas separam os carcinomas colônicos dos retais. Sendo assim, para a avaliação pré-operatória do câncer retal, qual o melhor exame de imagem?
A. raio-X, enema opaco
B. ecografia endorretal
C. tomografia da pelve
D. ressonância magnética da pelve
E. raio-X, enema opaco com contraste hidrossolúvel

  RATING: 2.82

Embora a causa e a patogênese do adenocarcinoma sejam similares em todo o intestino grosso, diferenças significativas no emprego de modalidades diagnósticas e terapêuticas separam os carcinomas colônicos dos retais. Sendo assim, para a avaliação pré-operatória do câncer retal, qual o melhor exame de imagem?

A. raio-X, enema opaco
INCORRETO: O enema opaco (clister opaco) é uma técnica mais antiga e limitada, usada principalmente para detectar lesões grosseiras ou obstruções no cólon, mas não oferece detalhes suficientes para o estadiamento preciso do câncer retal, como invasão tecidual ou linfonodos. Ela é menos sensível e específica comparada à RM, sendo superada por métodos modernos.
B. ecografia endorretal
INCORRETO : Embora útil para tumores iniciais (T1-T2) e avaliação de linfonodos locais, a ecografia endorretal tem limitações em pacientes obesos, tumores estenosantes ou avançados, e é menos precisa para avaliar a margem circunferencial de ressecção (CRM) ou estruturas pélvicas distantes. Não é o método preferido para estadiamento abrangente pré-operatório, sendo complementar à RM em alguns casos.
C. tomografia da pelve
INCORRETO : A tomografia computadorizada (TC) da pelve é útil para estadiamento distante (metástases), mas tem resolução inferior à RM para tecidos moles, avaliação de invasão local e CRM no reto. Ela é menos acurada para o estadiamento T e N no câncer retal, sendo recomendada mais para avaliação sistêmica do que local pré-operatória primária.
D. ressonância magnética da pelve
CORRETO : A ressonância magnética (RM) da pelve é considerada o exame de imagem mais preciso e padrão ouro para a avaliação pré-operatória do câncer retal, pois fornece imagens de alta resolução que permitem uma avaliação detalhada do estadiamento local (T e N), incluindo a profundidade de invasão tumoral, o envolvimento da fáscia mesorretal, linfonodos e estruturas adjacentes. Isso é essencial para planejar o tratamento, como decidir pela terapia neoadjuvante (quimiorradioterapia) ou abordagem cirúrgica, melhorando os desfechos oncológicos. Diretrizes como as do NCCN e estudos confirmam que a RM supera outras modalidades em acurácia para o estadiamento, sendo robusta, reprodutível e a ferramenta mais poderosa para seleção terapêutica.
E. raio-X, enema opaco com contraste hidrossolúvel
INCORRETO : É uma variação do enema opaco, com contraste hidrossolúvel para reduzir riscos em casos de perfuração, mas ainda assim não fornece o detalhamento necessário para estadiamento preciso do câncer retal, sendo obsoleta para avaliação pré-operatória em comparação à RM.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.82)

DISCURSIVA: (186396 votos) ..........99.43% das questões discursivas receberam votos.
A) Quais são os achados que definem a cetoacidose diabética? (0,16 pontos)
B) Quais são os principais fatores de descompensação do diabetes? (0,24 pontos)
C) Que critério define a gravidade da cetoacidose e em quais graus? (0,1 pontos)


RATING: 3.01

A) Quais são os achados que definem a cetoacidose diabética? (0,16 pontos)
B) Quais são os principais fatores de descompensação do diabetes? (0,24 pontos)
C) Que critério define a gravidade da cetoacidose e em quais graus? (0,1 pontos)

A) Quais são os achados que definem a cetoacidose diabética?
Define-se cetoacidose diabética através dos achados de:
- Glicemia > 200 mg/dL 0,04 p;
- Acidose metabólica (pH<7,3 0,03 p; ou Bicarbonato<15); 0,03 p;
- Cetonúria 0,03 p; ou cetonemia moderada a alta. 0,03 p;

B) Quais são os principais fatores de descompensação do diabetes?
É também importante definir a causa da descompensação, sendo os principais fatores de descompensação:
- Controle inadequado; 0,04 p;
- Perda de doses de insulina (principalmente em adolescentes); 0,04 p;
- Estresse (infeccioso ou por outras causas); 0,04 p;
- Medicações (corticosteroides, 0,03 p; antipsicóticos, 0,03 p; diazóxido, 0,03 p; tiazídicos 0,03 p;).

C) Que critério define a gravidade da cetoacidose e em quais graus?
Pode-se definir a gravidade da cetoacidose através do valor de pH sérico:
- pH = 7,2 a 7,3 – leve 0,03 p;
- pH = 7,1 a 7,2 – moderada 0,03 p;
- pH < 7,1 – grave 0,04 p;

FONTE:

Cetoacidose diabética em crianças e adolescentes HOSPITAL ALBERT EINSTEIN - Departamento de Endocrinologia

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (218465 votos)..........99.51% dos casos clinicos receberam votos.
Um menino de 8 anos é trazido à consulta médica com história de perda de peso há 2 meses. Há 1 mês, iniciou edema e dor no joelho direito e no tornozelo esquerdo, que dificultam a deambulação e são mais intensos no período da manhã. Ao exame físico, FC= 110 bpm, FR = 32 irpm, Tax = 38,5 ºC, descorado (2+/4+), eritema na face, úlceras no palato, murmúrio vesicular positivo diminuído nas bases, bulhas rítmicas hipofonéticas sem sopros, fígado a 4 cm do rebordo costal direito, baço a 2 cm do rebordo costal esquerdo, edema e calor no joelho direito e no tornozelo esquerdo, além de petéquias disseminadas. Hb = 9,3 g/dl, Ht = 26%, leucócitos = 2.900 mm3 (bastões 1%, segmentados 80%, linfócitos 15%, eosinófilos 2% e monócitos 2%), urina= hemácias >100/campo, dimorfismo presente e proteína (3+/4+).

a) Que hipótese diagnóstica será considerado como muito provável?......................0,15 pontos
b) Cite 3 dados de história, exame físico ou exame laboratorial que justificam a sua hipótese........0,35 pontos





RATING: 3.01

a) Hipótese diagnóstica: Lúpus Eritematoso Sistêmico. (0.150)

b) Dados justificadores:

  • Eritema malar na face, característico de rash cutâneo autoimune. (0.100)
  • Dor e edema articular matinal em joelho direito e tornozelo esquerdo, indicativos de artrite inflamatória. (0.100)
  • Hematúria glomerular com dimorfismo e proteinúria significativa, sugestivos de nefrite lúpica. (0.150)


Na presente resposta, a hipótese de LES é ancorada em critérios classificatórios atualizados, com ênfase em manifestações mucocutâneas, articulares e renais, que compõem o espectro clássico pediátrico, frequentemente mais agressivo que no adulto, demandando diagnóstico precoce para minimizar dano orgânico cumulativo.


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.01)




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