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Um homem de 30 anos dá entrada no PS com quadro de confusão mental e obnubilação. Sua esposa revela que algumas horas atrás ele apresentou um episódio súbito de cefaléia intensa seguida de vômito. No exame físico observam-se discreta rigidez de nuca e massa palpável de contornos pouco precisos em ambos os flancos. TC de crânio revela sangue em cisternas basais. A(s) sua(s) principal(is) hipótese(s) diagnóstica(s) para o quadro é (são):
A. hemorragia intra-parenquimatosa; hipertensão arterial
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. hemorragia em uma metástase; hipernefroma
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. hemorragia subaracnoide e hipernefroma com as duas condições não relacionadas
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. hemorragia subaracnoide; doença renal policística
INCORRETO : Vejamos bem: um homem com cefaléia intensa de início súbito seguida de vômitos e rebaixamento do nível de consciência. Esta seqüência é muito característica de uma hemorragia subaracnóide. A tomografia confirma a presença de sangue no espaço subaracnóide. Reparem que no exame físico observamos massas palpáveis em ambos os flancos. Que relação é esta? Bom, massa palpável bilateral em flancos nos faz considerar a presença de doença renal policística autossômica dominante, uma condição que pode manifestar-se somente na terceira e
quarta décadas de vida. Cerca de 5 a 10% destes pacientes apresentam aneurismas das artérias do polígono de Willis e, portanto, encontra-se em risco para hemorragia subaracnóide.
E. má formação arteriovenosa complicada com sangramento
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: D
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Indicações de entubação traqueal em crianças:
FONTE:
1) a) Coarctação da aorta (0,125 p) b) Hipertensão arterial juvenil (0,125 p)
DISCUSSÃO (não vai ser gabaritada!): A coarctação da aorta é uma malformação congênita que ocorre em 7% dos doentes portadores de cardiopatias congênitas, com predomínio no sexo masculino (relação 2:1). Caracteriza-se por um estreitamento segmentar da artéria aorta, geralmente localizado a montante da emergência da artéria subclávia esquerda e, em dois terços das crianças, leva ao desenvolvimento de hipertensão arterial.
A coarctação da aorta reconhecida após a primeira infância raramente está associada a sintomas significativos. Porque? Geralmente, é uma forma justaductal simples. Encontraremos aqui: fraqueza ou dor (ou ambos) nas pernas após o exercício, hipertensão no exame físico de rotina - frequentemente essas crianças se apresentam no cardiologista para isso O sinal clássico de coarctação da aorta é uma diferença na pulsação e na pressão arterial nos braços e nas pernas. Isto tem lógica no fato que, por conta da coartação (estreitamento) o fluxo sanguineo para as porções declivas é muito baixo. Traduzido isso significa que vamos ter lugares com pulso fraco e lugares com pulso amplo. São fracos ou ausentes em mais de 40% das situações: pulsos femorais, pulsos poplíteos, pulsos tibiais posteriores, pulsos pediosos. São amplos: pulsos dos braços e os pulsos dos vasos carotídeos ATRASOS: Normalmente, o pulso femoral ocorre ligeiramente antes do pulso radial e a pressão arterial sistolica nas pernas obtida pelo método do manguito (cuff) é 10-20 mmHg maior do que nos braços. Os pulsos radiais e femorais sempre devem ser palpados simultaneamente, pesquisando-se a eventual presença de um atraso radial-femoral.
Na coarctação da aorta: a pressão arterial nas pernas e menor do que nos braços (pacientes com coarctação que têm mais de 1 ano de idade) Com o exercício, ocorre uma elevação mais acentuada na pressão arterial sistêmica, e o gradiente extremidade superior-inferior aumentará e é frequentemente dificil obtê-la (90% têm hipertensão sistólica em um dos membros superiores maior que o percentil 95 para a idade).
2) A coarctação da aorta é causa de HTA secundária em menos de 1% das causas conhecidas de HTA. (0,125 p)
DISCUSSÃO (não vai ser gabaritada!): Tal como referido anteriormente, caracteriza-se por um estreitamento segmentar da artéria aorta, que pode ocorrer em qualquer ponto da sua extensão, ainda que mais frequentemente se localize a juzante do tronco arterial braquiocefálico. Cerca de dois terços das crianças com esta malformação desenvolvem hipertensão arterial.
As manifestações clínicas dependem do local e da extensão da obstrução, bem como da presença de anomalias cardíacas associadas, sendo a mais frequente a válvula aórtica bicúspide, presente neste caso. Pode ainda associar-se a aneurisma de Berry ou disgenesia gonadal (síndroma de Turner).
3) Cirurgia reparatoria.(0,125 p)
DISCUSSÃO (não vai ser gabaritada!): Crianças mais velhas significa que a coartação não foi tão grave para aparecer cedo. Ou seja, eles devem ser tratadas relativamente logo após o diagnóstico. Isto porque, quando diagnosticados, a coartação já deve causar efeitos hemodinamicos importantes!
Entretanto, agora, o atraso é injustificável, em especial após a segunda década de vida, quando a operação pode ser menos bem-sucedida por a uma função ventricular esquerda reduzida e por alterações degenerativas na parede da aorta.
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