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MENINGITES NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A infecção aguda do sistema nervoso central (SNC) é a causa mais comum de febre associada a sinais e sintomas de doença no SNC em crianças. A infecção pode ser causada virtualmente por qualquer micróbio, sendo o patógeno específico influenciado pela idade e as condições imunes do hospedeiro e pela epidemiologia do patógeno.

Em geral, as infecções virais do SNC são muito mais comuns que as bacterianas, que, por sua vez, são mais comuns que as infecções fúngicas ou parasitárias. As infecções causadas por rickéttsias (febre maculosa das Montanhas Rochosas e Ehrlichia) são relativamente incomuns, mas assumem papéis importantes sob certas circunstâncias epidemiológicas. As espécies de micoplasmas também podem causar infecções do SNC, embora sua contribuição precisa seja difícil de determinar.
Independentemente da etiologia, a maioria dos pacientes com infecção aguda do SNC tem síndromes clínicas semelhantes.

OBJETIVA: (1394274 votos)..........95.32% das questões objetivas receberam votos.
Em relação aos herpesvirus humanos pode-se afirmar:
A. Existem mais de 10 subtipos de alpha-herpes-virinae capazes de infectar seres humanos
B. São encontrados, no homem, 3 tipos de beta-herpesvirínae
C. Entre os gamma-herpesvirinae podem ser mencionados o vírus Epstein-Barr e o herpesvirus humano 6
D. A doença de Gianotti-Crosti pode estar relacionada ao herpesvirus tipo 8
E. Os tipos 1 e 2 causam roséola - uma doença benigna dos lactentes entre 6 meses e 3 anos

  RATING: 3.09

Em relação aos herpesvirus humanos pode-se afirmar:

A. Existem mais de 10 subtipos de alpha-herpes-virinae capazes de infectar seres humanos
INCORRETO: São 3 os alpha-herpesvirinae que infectam o ser humano: vírus herpes simples do tipo 1 e do tipo 2 e o vírus da varicela zoster.
B. São encontrados, no homem, 3 tipos de beta-herpesvirínae
CORRETO : Na família dos beta-herpesvirinae encontram-se 3 representantes: o citomegalovírus e os herpesvirus humanos 6 e 7.
C. Entre os gamma-herpesvirinae podem ser mencionados o vírus Epstein-Barr e o herpesvirus humano 6
INCORRETO : Entre os gamma-herpesvirinae tem-se o vírus Epstein-Barr e o herpesvirus humano 8.
D. A doença de Gianotti-Crosti pode estar relacionada ao herpesvirus tipo 8
INCORRETO : O vírus Epstein-Barr ainda pode estar relacionado à doença de Gianotti-Crosti.
E. Os tipos 1 e 2 causam roséola - uma doença benigna dos lactentes entre 6 meses e 3 anos
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.09)

DISCURSIVA: (195206 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discorra de forma teórica e fundamentada sobre os incidentalomas adrenais, respondendo objetivamente aos itens a seguir:

  1. Defina incidentaloma adrenal e indique sua prevalência aproximada em exames de imagem de abdome. (0,10 pontos)
  2. Classifique os incidentalomas adrenais segundo a atividade secretora hormonal. (0,10 pontos)
  3. Enumere os principais critérios de imagem na tomografia computadorizada que sugerem natureza benigna da lesão. (0,10 pontos)
  4. Liste os exames laboratoriais recomendados na avaliação inicial de um incidentaloma adrenal. (0,10 pontos)
  5. Cite as principais indicações de adrenalectomia em incidentalomas adrenais. (0,10 pontos)




RATING: 2.9

Discorra de forma teórica e fundamentada sobre os incidentalomas adrenais, respondendo objetivamente aos itens a seguir:

  1. Defina incidentaloma adrenal e indique sua prevalência aproximada em exames de imagem de abdome. (0,10 pontos)
  2. Classifique os incidentalomas adrenais segundo a atividade secretora hormonal. (0,10 pontos)
  3. Enumere os principais critérios de imagem na tomografia computadorizada que sugerem natureza benigna da lesão. (0,10 pontos)
  4. Liste os exames laboratoriais recomendados na avaliação inicial de um incidentaloma adrenal. (0,10 pontos)
  5. Cite as principais indicações de adrenalectomia em incidentalomas adrenais. (0,10 pontos)


1. Incidentaloma adrenal é definido como massa adrenal com diâmetro ≥ 1 cm descoberta de forma incidental em exame de imagem realizado por indicação não relacionada à glândula adrenal (0,05 p). Sua prevalência aproximada em tomografias computadorizadas de abdome situa-se em torno de 4 % (0,05 p).


2. Os incidentalomas adrenais classificam-se em:

  • não secretantes (não funcionantes) (0,04 p);
  • produtores de cortisol (hipercortisolismo subclínico) (0,02 p);
  • produtores de aldosterona (hiperaldosteronismo primário) (0,02 p);
  • feocromocitoma (0,02 p).

3. Critérios de imagem (TC) sugestivos de benignidade:

  • densidade nativa < 10 Unidades Hounsfield (0,03 p);
  • washout absoluto > 60 % e washout relativo > 40 % (0,03 p);
  • diâmetro < 4 cm (0,02 p);
  • contornos regulares e bem definidos (0,02 p).

4. Avaliação laboratorial inicial recomendada:

  • teste de supressão com dexametasona 1 mg ou cortisol livre urinário de 24 h (0,04 p);
  • metanefrinas plasmáticas livres ou metanefrinas urinárias fracionadas (0,03 p);
  • relação aldosterona/renina plasmática (em hipertensos ou hipocalêmicos) (0,03 p).

5. Principais indicações de adrenalectomia:

  • lesão funcionante (qualquer hipersecreção hormonal confirmada) (0,04 p);
  • diâmetro > 4 cm (0,03 p);
  • características de imagem suspeitas de malignidade ou crescimento significativo no seguimento (0,03 p).

FONTE:

MISODOR - INCIDENTALOMAS ADRENAIS

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.9)

CASO CLINICO: (227340 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
L.R., sexo masculino, branco, 67 anos, casado, aposentado, natural do Rio de Janeiro, residente em Caxias/RJ. admitido na Emergência do HSE em 20/05/2002 com queixa de dor abdominal há 24 horas, do tipo difusa, moderada, contínua, de início súbito, que diminuía temporariamente com uso de analgésicos, acompanhada de náuseas e dificuldade para evacuar..
No exame: lúcido, orientado no tempo e no espaço, normocromia, hidratado, eupneico, anictérico, acianótico, afebril. ACV: RCR 2t BNF (b3) PA: 130/90 mmHg FC: 90 bpm AR: MVUA sem ruídos adventícios. Abdome: globoso, distendido, peristalse débil, hipertimpânico, doloroso à palpação difusa sem descompressão dolorosa. MMII: sem alterações. Exames laboratoriais: hemograma: 12.000 - 0/0/0/0/7/71/20/4. glicemia: 105 mg/dl, rotina de abdome agudo: discreta distensão de alças intestinais. Conduta: suporte hidreletrolítico, analgesia e observação.
Pergunta-se:

1) Qual é a hipótese diagnostica e a conduta inicial? 0,1p

2) Caso suspeitar uma apendicite aguda, quais seriam os sinais a ser pesquisados na apalpação do abdômen? 0,4p



RATING: 2.93

1) A suspeita diagnóstica é de abdômen agudo e a conduta inicial consta em: suporte hidroeletrolítico, analgesia e observação.  0,1 p

2) No abdômen deveriamos pesquisar: 

a) Dor no ponto de McBurney: na união do terço lateral com o terço médio da linha que une a cicatriz umbilical à espinha ilíaca ântero-superior, a dor é mais intensa, e tende a diminuir à medida que o dedo do examinador se afasta deste ponto, para cima e para baixo, nos apêndices látero-cecais. 0,05 p

b) Hiperestesia da parede na fossa ilíaca direita: a palpação deve ser feita, também, do lado oposto a fim de comparação, de maneira delicada e com as mãos aquecidas. 0,05 p

c) Sinal de Blumberg: dor à descompressão brusca na fossa ilíaca direita - defesa muscular. 0,05 p

d) Sinal de Rovsing: dor na fossa ilíaca direita à compressão retrógrada dos gases na fossa ilíaca esquerda e flanco esquerdo. 0,05 p

e) Sinal de Chutro: desvio da cicatriz umbilical para a direita. Mede-se a distância da cicatriz umbilical até a espinha ilíaca ântero-superior. 0,05 p

f) Sinal de Lenander: diferença de temperatura áxilo e retal em torno de 1ºC.; salvo em casos de febre elevada. 0,05 p

g) Sinal do Psoas ou Lapinsky: dor à compressão do ceco contra a parede posterior do abdome, enquanto o doente eleva o membro inferior direito estendido. 0,05 p

h) Sinal do Obturador: rotação externa da coxa fletida de tal maneira que ponha em ação as fibras do músculo obturador interno irritado, que provoca dor nos casos em que este músculo está comprometido por um apêndice perfurado. 0,05 p

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.93)




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