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A CIRURGIA DO BAÇO (ÁREA DE CIRURGIA)

A artéria esplénica divide-se em vários ramos dentro do ligamento esplenorrenal antes de penetrar no hilo esplénico, onde se ramificam novamente nestas trabéculas conforme penetram na polpa esplénica.

POLPA BRANCA: uma bainha de tecido linfático que acompanha os vasos e os seus ramos até que eles se dividem em capilares. São estas bainhas linfáticas que compõem a polpa branca do baço e que ficam intercaladas ao longo dos vasos arteriolares como folículos linfáticos.

ZONA MARGINAL: A interface entre a polpa branca a polpa vermelha é conhecida como a zona marginal.

POLPA VERMELHA: Conforme as arteríolas perdem as suas bainhas de tecido linfático, elas atravessam a zona marginal e penetram na polpa vermelha, que é composta de vasos sanguíneos de ramificações grandes, paredes finas chamados seios esplénicos sinusóides, e placas finas de tecido celular que compõem os cordões esplénicos.

OBJETIVA: (1096876 votos)..........99.28% das questões objetivas receberam votos.
Um menino de 5 anos foi atendido na Emergência apresentando disúria e medicado, após realizar exames, com sulfametoxazol-trimetoprima. Dois dias após iniciar a medicação, apresentou icterícia, retornando à Emergência. Exames laboratoriais: hemoglobina = 9 g/dl, reticulocitose e exame de urina: hemoglobinúria. O mecanismo fisiopatológico da doença é:
A. lesão de membrana celular
B. reação imunomediada
C. alteração na forma das hemácias
D. doença microangiopática
E. deficiência enzimática eritrocitária

  RATING: 3.13

Um menino de 5 anos foi atendido na Emergência apresentando disúria e medicado, após realizar exames, com sulfametoxazol-trimetoprima. Dois dias após iniciar a medicação, apresentou icterícia, retornando à Emergência. Exames laboratoriais: hemoglobina = 9 g/dl, reticulocitose e exame de urina: hemoglobinúria. O mecanismo fisiopatológico da doença é:

A. lesão de membrana celular
CORRETO: O quadro clínico descrito corresponde à crise hemolítica aguda desencadeada por sulfametoxazol-trimetoprima em paciente com deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD). A droga atua como agente oxidante que, na ausência de glutationa reduzida (devido à baixa produção de NADPH), provoca oxidação da hemoglobina com formação de corpos de Heinz. Esses precipitados aderem à membrana eritrocitária, causam peroxidação lipídica e lesão direta das proteínas de membrana, tornando a hemácia rígida e frágil. Resulta em hemólise predominantemente intravascular, com hemoglobinúria, queda de hemoglobina, reticulocitose compensatória e icterícia por hiperbilirrubinemia indireta. O intervalo de 48 horas após o início da medicação e o sexo masculino (herança ligada ao X) reforçam o mecanismo de lesão de membrana como evento fisiopatológico final da hemólise.
B. reação imunomediada
INCORRETO : Não se trata de hemólise imune (tipo II de hipersensibilidade). Não há produção de anticorpos anti-eritrocitários ou haptenos medicamentosos; o teste de Coombs direto é negativo nessa situação. Reações imunomediadas a drogas como penicilinas ou cefalosporinas envolvem anticorpos e são Coombs-positivas, o que não se aplica aqui.
C. alteração na forma das hemácias
INCORRETO : Embora possam surgir alterações morfológicas secundárias (células em mordida ou blister cells por remoção de porções de membrana danificada pelo baço), a alteração na forma das hemácias não é o mecanismo primário. Isso ocorre em hemoglobinopatias como a anemia falciforme, onde a polimerização da HbS causa deformidade intrínseca e hemólise crônica. Aqui a forma modificada é consequência da lesão oxidativa, não a causa.
D. doença microangiopática
INCORRETO : A doença microangiopática hemolítica (como púrpura trombocitopênica trombótica ou síndrome hemolítico-urêmica) envolve fragmentação mecânica das hemácias por depósitos de fibrina ou lesão endotelial nos pequenos vasos, com esquizócitos proeminentes no esfregaço e, frequentemente, plaquetopenia e insuficiência renal. Não há gatilho medicamentoso oxidante nem hemoglobinúria isolada sem esses achados.
E. deficiência enzimática eritrocitária
INCORRETO : Embora a deficiência de G6PD (enzima da via das pentoses fosfato) seja a condição predisponente subjacente, ela não representa o mecanismo fisiopatológico direto da hemólise. A enzima deficiente apenas torna a hemácia vulnerável; o evento final que causa a destruição celular é a lesão oxidativa da membrana, não a deficiência enzimática em si.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.13)

DISCURSIVA: (179954 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1) Qual é a definição e o significado da hipotensão no caso da criança com choque séptico?(0,1 pontos)
2) Quais são os critérios obrigatórios para definir a Síndrome de Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS)?(0,1 pontos)
3) Qual é o tipo e o volume de solução utilizada na ressuscitação volêmica do paciente com choque séptico?(0,3 pontos)


RATING: 2.93

1) Qual é a definição e o significado da hipotensão no caso da criança com choque séptico?(0,1 pontos)
2) Quais são os critérios obrigatórios para definir a Síndrome de Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS)?(0,1 pontos)
3) Qual é o tipo e o volume de solução utilizada na ressuscitação volêmica do paciente com choque séptico?(0,3 pontos)

1) Qual é a definição e o significado da hipotensão no caso da criança com choque séptico?

Pressão arterial sistólica (PAS) < percentil 5 para idade ou PAS < 2 desvios padrão abaixo do normal para a idade é hipotensão (0,05 p)
Em pediatria, a hipotensão é um sinal tardio de choque e significa fase descompensada. (0,05 p)

2) Quais são os critérios obrigatórios para definir a Síndrome de Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS)?

Alteração de temperatura corpórea - hipertermia ou hipotermia (0,05 p)
Alteração de leucócitos – leucocitose ou leucopenia não secundárias à quimioterapia, ou presença de formas jovens de neutrófilos no sangue periférico. (0,05 p)

3) Qual é o tipo, a modalidade e o volume de solução utilizada na ressuscitação volêmica do paciente com choque séptico com sinais e sintomas de hipoperfusão tecidual?
a) iniciar imediatamente a ressuscitação volêmica com Ringer ou Ringer lactato, em bolus de 20 mL/kg em 5 a 10 minutos uso de solução salina 0,9% ou ainda coloide (albumina humana a 5%) (0,05 p)
b) o volume inicial para reanimação exige 40 a 60 mL/kg ou mais durante as primeiras horas de tratamento (0,05 p) , exceto quando têm:
- cardiopatia congênita - em torno de 10 mL/kg, com reavaliações mais frequentes. (0,05 p)
- suspeita de disfunção miocárdica - em torno de 10 mL/kg, com reavaliações mais frequentes. (0,05 p)
- recém-nascidos - em torno de 10 mL/kg, com reavaliações mais frequentes. (0,05 p)
c) manter até normalização dos sinais de hipoperfusão tecidual ou até surgir sinais de hipervolemia. (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.93)

CASO CLINICO: (209618 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo feminino, 36 anos, sem antecedentes mórbidos, trazida ao hospital devido ao rebaixamento do nível de consciência há dois dias. Esposo relatou que há dez dias a paciente passou a queixar-se de dor nas costas, de intensidade progressiva, que culminou com dificuldade de deambulação.
Ao exame físico de entrada apresentava frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto (bpm), desidratação e rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 13 à custa de alteração na resposta verbal). Os primeiros exames laboratoriais mostraram as seguintes alterações: ureia = 182mg por decilitro (15-36 mg/dL), creatinina = 1,9 mg por decilitro (0,7-1,2 mg/dL), cálcio = 19,6mg por decilitro (8,4-10,2 mg/dL).
1) Quais são os exames imperativos á ser solicitados em seguida? 0,1 p
2) Quais são as alterações dos exames laboratoriais que aumentam a gravidade do caso? 0,1 p
3) Considerando o valor da calcemia, quais seriam as duas principais causas mais encontradas do mesmo? 0,1 p



RATING: 3.67

1) Quais são os exames imperativos á ser solicitados em seguida? 0,1 p
O quadro clínico inclui sintomas neurologicos (rebaixamento progressivo de Glasgow, dificuldade de deambulação numa paciente de 36 anos, sem antecedentes mórbidos) então é mandatorio, neste caso, solicitar a coleta de líquor e tomografia computadorizada de crânio.
2) Quais são as alterações observados nos exames laboratoriais? - 0,1 p
Temos ureia = 182mg por decilitro (15-36 mg/dL), creatinina = 1,9 mg por decilitro (0,7-1,2 mg/dL) que indicariam uma falha renal, mas, na verdade, o que é mais grave aqui é a hipercalcemia (cálcio = 19,6mg por decilitro (8,4-10,2 mg/dL) - hipercalcemia grave). É sabido que pacientes com hipercalcemia assintomática ou discretamente sintomática - com cálcio menor do que 12 mg/dL - não requerem tratamento imediato. Cálcio entre 12 e 14mg/dL pode requerer instituição de tratamento caso seja oriundo de aumento agudo, visto que o mesmo pode causar alterações neurológicas. Já os pacientes com cálcio acima de 14 mg/dL sempre requerem tratamento imediato, independente dos sintomas.
3) Considerando o valor da calcemia, quais seriam as duas principais causas mais encontradas do mesmo? 0,1 p
A hipercalcemia pode resultar do aumento da reabsorção óssea, da absorção intestinal, da retenção renal ou do uso de drogas hipercalcemiantes. Em algumas doenças, como o câncer, mais de um mecanismo pode estar envolvido. Entre todas as causas, hiperparatireoidismo e malignidades são as mais comuns, respondendo por 90% dos casos.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.67)




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