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ESTENOSE MITRAL CONGÊNITA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Trata-se duma anomalia rara, que pode ser isolada ou associada a outros defeitos. As associações mais comuns são a estenose aórtica e a coarctação da aorta.

Os defeitos estenoticos encontrados são:

  • valva mitral afunilada
  • valva mitral com folhetos espessados
  • valva mitral com cordoalhas tendíneas encurtadas e deformadas
  • valva mitral em pára-quedas
  • valva mitral com duplo orifício.

A estenose mitral congênita supravalvar é uma anomalia rara, descrita por Fisher 1 em 1902, e caracterizada, anatomicamente, pela presença de uma membrana fibrosa circunferencial que recobre a valva mitral. Essa membrana apresenta um ou dois pequenos orifícios, obstruindo o fluxo de saída do átrio esquerdo. A valva mitral subjacente pode ser normal ou deformada.

OBJETIVA: (1224863 votos)..........98.56% das questões objetivas receberam votos.
Um homem de 38 anos é examinado devido ao início recente de sensação de fadiga. É um executivo muito atarefado e triatleta ativo. Competiu sem dificuldade em uma corrida há uma semana, porém sente-se cansado em outros momentos. Os exames laboratoriais, incluindo hematócrito e hormônio tireoestimulante (TSH), são inespecíficos. Como sua mulher relata que ele ronca ocasionalmente, recomenda-se uma polissonografia. Não há apneia notável, mas a monitoração ECG durante a noite revela bradicardia sinusal. A frequência cardíaca varia entre 42 e 56 durante o sono. À frequência cardíaca em repouso no estado de vigília é de 65 a 72 bpm. Qual das seguintes condutas constitui o manejo mais adequado para a bradicardia desse paciente?
A. Massagem do seio carótico
B. Despertar noturno intermitente
C. Determinação de T4 livre
D. Nenhum tratamento especifico
E. Encaminhamento para a colocação de marca-passo

  RATING: 2.55

Um homem de 38 anos é examinado devido ao início recente de sensação de fadiga. É um executivo muito atarefado e triatleta ativo. Competiu sem dificuldade em uma corrida há uma semana, porém sente-se cansado em outros momentos. Os exames laboratoriais, incluindo hematócrito e hormônio tireoestimulante (TSH), são inespecíficos. Como sua mulher relata que ele ronca ocasionalmente, recomenda-se uma polissonografia. Não há apneia notável, mas a monitoração ECG durante a noite revela bradicardia sinusal. A frequência cardíaca varia entre 42 e 56 durante o sono. À frequência cardíaca em repouso no estado de vigília é de 65 a 72 bpm. Qual das seguintes condutas constitui o manejo mais adequado para a bradicardia desse paciente?

A. Massagem do seio carótico
INCORRETO: A massagem do seio carótico tende a causar maior bradicardia.
B. Despertar noturno intermitente
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Determinação de T4 livre
INCORRETO : A determinação do nível de T4 livre não está indicada na presença de hormônio tireoestimulante (TSH) normal.
D. Nenhum tratamento especifico
CORRETO : A bradicardia costuma ocorrer em atletas treinados, particularmente à noite, quando a frequência cardíaca situa-se entre 40 e 60 bpm. Embora a apneia do sono possa estar associada a bradicardia, não foi encontrada nenhuma apneia nesse paciente na polissonografia noturna. Outras causas possíveis de bradicardia, como hipotireoidismo, foram excluídas. A fadiga deve-se, provavelmente, a seu trabalho estressante.
E. Encaminhamento para a colocação de marca-passo
INCORRETO : A inserção de marca-passo não está indicada por causa de sua fisiologia normal.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.55)

DISCURSIVA: (188515 votos) ..........99.44% das questões discursivas receberam votos.

A doença de Graves constitui a principal etiologia de hipertireoidismo autoimune.

  1. Defina a doença de Graves e descreva o mecanismo imunopatogênico fundamental que a sustenta. (0,1 pontos)
  2. Identifique os principais autoanticorpos envolvidos na sua fisiopatologia e indique o papel de cada um. (0,1 pontos)
  3. Caracterize, de forma esquemática, as alterações orbitárias típicas da oftalmopatia de Graves. (0,1 pontos)
  4. Explique os princípios farmacológicos do tratamento antitireoidiano inicial e os principais efeitos adversos monitorados. (0,1 pontos)
  5. Discorra sobre as opções terapêuticas definitivas e os critérios que orientam a escolha entre elas. (0,1 pontos)




RATING: 2.97

A doença de Graves constitui a principal etiologia de hipertireoidismo autoimune.

  1. Defina a doença de Graves e descreva o mecanismo imunopatogênico fundamental que a sustenta. (0,1 pontos)
  2. Identifique os principais autoanticorpos envolvidos na sua fisiopatologia e indique o papel de cada um. (0,1 pontos)
  3. Caracterize, de forma esquemática, as alterações orbitárias típicas da oftalmopatia de Graves. (0,1 pontos)
  4. Explique os princípios farmacológicos do tratamento antitireoidiano inicial e os principais efeitos adversos monitorados. (0,1 pontos)
  5. Discorra sobre as opções terapêuticas definitivas e os critérios que orientam a escolha entre elas. (0,1 pontos)


Resposta 1. A doença de Graves é uma tireoidopatia autoimune caracterizada por hipertireoidismo, oftalmopatia e, eventualmente, dermopatia. (0,04 p)
O mecanismo central é a estimulação contínua do receptor de TSH (TSHR) por autoanticorpos estimulantes (TRAb), levando à hiperprodução de T3 e T4 e à hipertrofia difusa da glândula. (0,06 p)
Resposta 2. TRAb (anticorpos anti-receptor de TSH) – agem como agonistas do TSHR, responsáveis pelo hipertireoidismo. (0,05 p)
Anticorpos anti-TPO e anti-tireoglobulina – presentes na maioria dos casos, mas de menor relevância funcional direta. (0,03 p)
Anticorpos anti-IGF-1R – envolvidos na patogenia da oftalmopatia. (0,02 p)
Resposta 3. Infiltração de linfócitos T e fibroblastos orbitários → depósito de glicosaminoglicanos → edema dos músculos extraoculares e do tecido adiposo orbitário. (0,05 p)
Resultado clínico: proptose, restrição da motilidade ocular, edema periorbitário e, em casos graves, neuropatia óptica compressiva. (0,05 p)
Resposta 4. As tionamidas (metimazol e propiltiouracil) inibem a peroxidase tireoidiana, bloqueando a organificação do iodo e a síntese de hormônios. (0,05 p)
Principais efeitos adversos monitorados: agranulocitose, hepatotoxicidade e vasculite (especialmente com PTU). (0,05 p)
Resposta 5. Opções definitivas: radioiodo (I-131) e tireoidectomia total/quase-total. (0,04 p)
A escolha depende de: gravidade da oftalmopatia (preferência por cirurgia se ativa e grave), tamanho do bócio, desejo de gravidez e preferência do paciente após falha ou recidiva do tratamento clínico. (0,06 p)


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - DOENÇA DE GRAVES

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

CASO CLINICO: (220769 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Você está atendendo um recém-nascido, na sala de parto, que nasceu com 35 semanas por via vaginal. O paciente está aparentemente normal, sem apresentar malformações congênitas e não há histórico de outros achados patológicos ou de sofrimento fetal no pré-natal e liquido amniótico limpo, sem mecônio. O RN se apresenta com choro fraco, tônus flácido dos membros e leve cianose das extremidades. Pesa 2800 g e a FC é de 87 batimentos por minuto.
1) Qual é a sequência de atendimento desse RN? (0,14 pontos)
2) Como vai ser feito o clampeamento do cordão umbilical? (0,06 pontos)
3) Qual é o escore Apgar dessa criança?(0,06 pontos)
4) Necessita essa criança de intubação imediata? Justifique. (0,24 pontos)


RATING: 2.29

1) Qual é a sequência de atendimento desse RN?

  1. prover calor (0,02 p)
  2. posicionar a cabeça em leve extensão (0,02 p)
  3. aspirar boca e narinas (se necessário) (0,02 p)
  4. secar (0,02 p)
  5. ventilar com pressão positiva nos primeiros 60 segundos após o nascimento (0,02 p) e acompanhar a FC pelo monitor cardíaco (0,02 p) e a saturação de oxigênio (SatO2) pelo oxímetro de pulso. (0,02 p)
DISCUSSÃO:INDICATIVO DE REANIMAÇÃO: Diante da resposta “não” a pelo menos uma das três perguntas iniciais:
  1. gestação a termo? NÃO SIGNIFICA: diferente do termo (34 0/7 -  36 6/7 semanas - pré-termo tardios ou ≥42 0/7 semanas - pós-termo)
  2. respiração ou choro presente? NÃO não iniciam movimentos respiratórios regulares
  3. tônus muscular em flexão? NÃO SIGNIFICA: o tônus muscular está flácido

FC for <100 bpm

  • um profissional de saúde inicia a ventilação com pressão positiva (VPP)
  • o outro fixa os três eletrodos do monitor cardíaco e o sensor do oxímetro (colocar um eletrodo em cada braço próximo ao ombro e o terceiro eletrodo na face anterior da coxa; envolver a região do braço/perna que está com o eletrodo em bandagem elástica)

RN não apresenta movimentos respiratórios regulares

2) Como vai ser feito o clampeamento do cordão umbilical?
O clampeamento umbilical se faz de imediato para um RN com necessidade de reanimação.(0,06 p)
3) Qual é o escore Apgar dessa criança?
O escore Apgar será 4.(0,06 p)
DISCUSSÂO: a criança está com choro (respiração) fraca (+1) e movimentos fracos (irritabilidade) (+1), tonus flácido (0 pontos) a FC é abaixo de 100/minuto (+1) e há leve cianose das extremidades (+1);

4) Não necessita de intubação imediata. (0,04 p)
DISCUSSÂO: As indicações de ventilação através de cânula traqueal em sala de parto incluem:
  • ventilação com máscara facial não efetiva (após a correção de possíveis problemas técnicos, a FC permanece <100 bpm); (0,05 p)
  • ventilação com máscara facial prolongada o paciente não retoma a respiração espontânea (0,05 p)
  • aplicação de massagem cardíaca (não é o caso, a criança está com 87 bpm, acíma de 60). (0,05 p)
  • pacientes portadores de hérnia diafragmática que necessitam de VPP (intubação traqueal e a inserção imediata de sonda gástrica) (0,05 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.29)




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