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SIFILIS NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A sífilis é doença infecto-contagiosa, transmitida pela via sexual e verticalmente durante a gestação. Caracteriza-se por períodos de atividade e latência; pelo acometimento sistêmico disseminado e pela evolução para complicações graves em parte dos pacientes que não trataram ou que foram tratados inadequadamente. É conhecida desde o século XV, e seu estudo ocupou todas as especialidades médicas e, de modo especial, a dermatologia. Seu agente etiológico, o Treponema pallidum, nunca foi cultivado e, apesar de descrito há mais de 100 anos e sendo tratado desde 1943 pela penicilina, sua droga mais eficaz, continua como um problema de saúde importante em países desenvolvidos ou subdesenvolvidos. Dadas as características da forma de transmissão, a doença acompanhou as mudanças comportamentais da sociedade e nos últimos anos tornou-se mais importante ainda devido à possibilidade de aumentar o risco de transmissão da síndrome de imunodeficiência adquirida. Novos testes laboratoriais e medidas de controle principalmente voltadas para o tratamento adequado do paciente e parceiro, uso de preservativo, informação à população fazem parte das medidas adotadas para controle da sífilis pelos responsáveis por programas de saúde.

OBJETIVA: (1011830 votos)..........96.79% das questões objetivas receberam votos.
Assinale a implicação clínica do achado de concentrações elevadas de IgM no sangue do cordão umbilical:
A. Atopia
B. Alergia alimentar
C. Infecção fúngica
D. Infecção intrauterina
E. Imunodeficiências congênitas.

  RATING: 2.89

Assinale a implicação clínica do achado de concentrações elevadas de IgM no sangue do cordão umbilical:

A. Atopia
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Alergia alimentar
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Infecção fúngica
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Infecção intrauterina
CORRETO : A presença de níveis elevados de IgM no sangue do cordão umbilical de um recém nascido pode indicar que o feto foi infectado antes do nascimento.
E. Imunodeficiências congênitas.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.89)

DISCURSIVA: (176842 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)




RATING: 3.15

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)


1. Distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça

  • As maiores taxas de incidência concentram-se na Europa Ocidental e na América do Norte; as menores são observadas na Ásia e em regiões menos desenvolvidas da África (0,04 p).
  • Globalmente, o câncer da bexiga ocupa a sétima posição entre as neoplasias mais frequentes e a décima terceira causa de morte por câncer (0,04 p).
  • No Brasil, constitui a segunda neoplasia mais frequente do trato geniturinário no homem, superada apenas pelo adenocarcinoma de próstata (0,04 p).
  • Nos países ocidentais, é 2,5 a 4 vezes mais frequente em homens do que em mulheres (provavelmente por maior exposição ao tabagismo e toxinas ambientais) e o mesmo padrão se repete nas mulheres (risco aumentado nas brancas em relação às negras) (0,02 p).
  • Diferenças raciais: brancos apresentam maior incidência e maior número de óbitos por carcinoma urotelial em comparação aos negros (inverso do observado nos tumores geniturinários em geral) (0,01 p).

2. Principais fatores de risco ambientais e ocupacionais

  • Tabagismo é o fator de risco mais importante e mais bem estudado; quem fuma tem de duas a quatro vezes mais chance de desenvolver a doença; quanto maior a quantidade e o tempo de tabagismo, maior a associação; os agentes responsáveis são principalmente as alfa- e beta-naftilaminas, que são absorvidas, eliminadas na urina e ficam em contato direto com o urotélio, causando dano celular repetido (0,05 p).
  • Exposição ocupacional responde por parcela significativa dos casos (15% a 35% em homens e 1% a 6% em mulheres); profissionais das indústrias de tintas, borracha e petróleo estão expostos a carcinógenos como benzidina, beta-naftilamina e 4-aminobifenil; esses compostos têm período de latência longo (0,04 p).
  • Medicamentos – ciclofosfamida, ao ser metabolizada, libera produtos tóxicos que irritam o urotélio e favorecem a malignidade (0,03 p).
  • Outros fatores – qualquer situação que cause trauma físico repetido ao urotélio (infecções urinárias crônicas, instrumentação repetida da bexiga ou presença de cálculos) aumenta o risco de transformação maligna; a ingestão de adoçantes artificiais não confirmou associação em estudos recentes (0,03 p).

3. Ativação de oncogenes na patogênese

  • O processo é multifatorial e envolve duas grandes vias que se complementam: ativação de oncogenes e inativação de genes supressores (0,03 p).
  • Oncogenes, quando ativados de forma anormal, estimulam a célula a se multiplicar exageradamente (0,02 p).
  • No câncer de bexiga, o oncogene p21 (c-Ha-ras) está ativado em pelo menos 50% dos casos; ocorre ativação aberrante de GTPase de membrana, levando a proliferação nuclear descontrolada e perda da diferenciação celular (a célula “esquece” sua função normal e torna-se imatura) (0,03 p).
  • Essa alteração é mais comum em tumores de alto grau e em áreas de displasia, mas raramente aparece em tumores de baixo grau (0,02 p).
  • Outros oncogenes frequentemente envolvidos: Erb-2, EGFR, MDM2, C-MYC e CCND1 (0,01 p).

4. Inativação de genes supressores e alterações cromossômicas

  • Genes supressores atuam como “freios” da multiplicação celular; quando inativados ou perdidos, a célula perde o controle e pode tornar-se imortal (0,03 p).
  • O gene p53 (o mais alterado em todos os cânceres humanos) é o exemplo clássico; a proteína p53 normal reconhece células com danos genéticos e dispara apoptose; quando mutado, a apoptose falha e as células danificadas sobrevivem e acumulam mutações (0,03 p).
  • No câncer de bexiga, mutação de p53 está presente em tumores primários, recidivas e tumores do trato urinário superior e associa-se a tumores mais agressivos e músculo-invasivos (0,02 p).
  • Deleção do braço curto do cromossomo 17 (onde fica o p53) ocorre em mais de 60% dos tumores invasivos, mas quase nunca nos tumores superficiais (0,01 p).
  • Outra alteração muito frequente e precoce é a perda de material do cromossomo 9 (contém genes reguladores p21, p27/KIP1 e p16); aparece tanto em tumores de alto quanto de baixo grau e é encontrada em todos os tumores multifocais, reforçando a ideia de doença difusa do urotélio (0,01 p).


FONTE:

CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.15)

CASO CLINICO: (205368 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Um infante de 5 meses de idade é levado ao pronto-socorro após ter 'parado de respirar por aproximadamente 20 segundos e ficado azul ao redor dos lábios'. Ele começou a respirar novamente após a mãe ter 'assoprado em sua face'. Não houve outros sintomas, como doença do trato respiratório superior, febre, vômito, diarreia ou mudança nos hábitos alimentares. Sua alimentação consiste em, aproximadamente, 700 mL a 1L de fórmula infantil por dia e alguns alimentos sólidos; a criança sempre se alimentou bem, embora geralmente 'cuspa' após comer.
A criança está um pouco irritada quando você a examina pela primeira vez. O exame físico é completamente normal, exceto pela presença de sangue seco em ambas as narinas da criança. A saturação de oxigênio em ar ambiente da criança é de 98%. Faz aproximadamente 90 minutos desde que o bebê 'ficou azul', e a mãe parece estar bem assustada com estes eventos.
O histórico familiar é notável pela morte de um irmão durante o sono 2 anos atrás, subsequentemente rotulada como síndrome da morte súbita infantil (SIDS).
1) Quais são os testes de triagem que necessitam ser realizados em caráter de emergência? (0,25 p)
2) Qual a significância do histórico familiar notável pela morte do irmão durante o sono 2 anos atrás? (0,25 p)


RATING: 3.01

1) Quais são os testes de triagem que necessitam ser realizados em caráter de emergência? (0,25 p)
Uma convulsão é uma possibilidade iminente em uma criança com um ALTE. Transtornos metabólicos são causas comuns de convulsões nesta faixa etária. Embora uma hipomagnesemia possa causar convulsões, hipoglicemia, hipocalcemia e hiponatremia são os três distúrbios eletrolíticos mais frequentemente associados a convulsões. Portanto, é crucial obter um nível sérico de glicose e eletrólitos na chegada da criança ao pronto-socorro.
2) Qual a significância do histórico familiar notável pale morte do irmão durante o sono 2 anos atrás? (0,25 p)
É importante para o clínico reconhecer que a SIDS não é um evento hereditário. Portanto, a SIDS que recorre em uma família fortemente sugere a possibilidade de abuso e homicídio. A presença de sangue seco no nariz da criança deveria elevar a suspeita do clínico de traumatismo não acidental, como sufocamento.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.01)




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