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COAGULOPATIAS (ÁREA DE PEDIATRIA)

O termo hemostasia significa prevenção de perda sanguínea. Sempre que um vaso é seccionado ou rompido, é provocada hemostasia por meio de diversos mecanismos: (1) constrição vascular; (2) formação de tampão plaquetário; (3) formação de coágulo sanguíneo, como resultado da coagulação do sangue; e (4) eventual crescimento de tecido fibroso no coágulo para o fechamento permanente no orifício do vaso. Na verdade, trata-se duma balança mantida permanentemente em equilibrio entre fatores pró-coagulantes (sistema hemo-dinâmico, vasos, plaquetas e fatores da coagulação) dum lado e anticoagulantes (anticoagulantes naturais, fibrinolíticos).

OBJETIVA: (1150857 votos)..........99.39% das questões objetivas receberam votos.
Senhora de 52 anos está há 1 ano em amenorreia, e veio à consulta ginecológica para saber se há necessidade de fazer a reposição hormonal. Seu médico explicou as orientações do Consenso de Terapia Hormonal de 2024 da Sociedade Brasileira de Climatério. Dentre as orientações abaixo, assinale a que NÃO é compatível com o consenso atual:
A. Após iniciar a terapia hormonal, deve-se rastrear o câncer de mama
B. Mulheres histerectomizadas têm indicação de terapia estrogênica isolada
C. Pacientes com útero devem usar progestagênio para atenuar efeitos proliferativos do estrogênio sobre o endométrio
D. Não há evidências suficientes para o uso de progestagênios em gel transdérmico
E. O sistema intrauterino de levonorgestrel de 52 mg é efetivo na proteção endometrial na pós-menopausa em mulheres usuárias de estrogênios.

  RATING: 3.33

Senhora de 52 anos está há 1 ano em amenorreia, e veio à consulta ginecológica para saber se há necessidade de fazer a reposição hormonal. Seu médico explicou as orientações do Consenso de Terapia Hormonal de 2024 da Sociedade Brasileira de Climatério. Dentre as orientações abaixo, assinale a que NÃO é compatível com o consenso atual:

A. Após iniciar a terapia hormonal, deve-se rastrear o câncer de mama
CORRETO: O Consenso Brasileiro de Terapêutica Hormonal do Climatério 2024 da SOBRAC enfatiza a necessidade de rastreamento de câncer de mama antes de iniciar a terapia hormonal (TH), seguindo diretrizes de sociedades como a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Sociedade Brasileira de Mastologia e Colégio Brasileiro de Radiologia, mas não menciona protocolos específicos ou ajustes no rastreamento após o início da TH. O consenso não estabelece uma obrigatoriedade de rastreamento adicional ou alterado motivado pelo início da TH, mantendo as recomendações gerais de screening para mulheres de risco habitual (como mamografia anual a partir dos 40 anos), sem evidências ou orientações explícitas para monitoramento diferenciado pós-início da terapia.
B. Mulheres histerectomizadas têm indicação de terapia estrogênica isolada
INCORRETO : O documento indica explicitamente a terapia estrogênica isolada para mulheres histerectomizadas, sem necessidade de progestogênio associado (nível de evidência A), exceto em casos específicos como endometriose, priorizando rotas transdérmicas para minimizar riscos como tromboembolismo.
C. Pacientes com útero devem usar progestagênio para atenuar efeitos proliferativos do estrogênio sobre o endométrio
INCORRETO : O consenso reforça a obrigatoriedade de progestagênios em pacientes com útero para contrabalançar os efeitos proliferativos do estrogênio no endométrio, prevenindo hiperplasia e câncer (nível A), recomendando regimes contínuos ou sequenciais com duração mínima de 10-14 dias/mês.
D. Não há evidências suficientes para o uso de progestagênios em gel transdérmico
INCORRETO : O consenso afirma explicitamente a falta de evidências suficientes para o uso de progestagênios em gel transdérmico (nível D), destacando problemas como baixa absorção e ausência de aprovação para essa via, preferindo opções orais ou vaginais como progesterona micronizada.
E. O sistema intrauterino de levonorgestrel de 52 mg é efetivo na proteção endometrial na pós-menopausa em mulheres usuárias de estrogênios.
INCORRETO : O consenso confirma a efetividade do sistema intrauterino de levonorgestrel de 52 mg para proteção endometrial em mulheres pós-menopausa usuárias de estrogênios (nível A), como opção off-label que evita efeitos adversos sistêmicos de progestogênios.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.33)

DISCURSIVA: (183319 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
O pectus excavatum, (também chamado de ”tórax em funil”) é a deformidade torácica mais comum, ocorrendo em 1 a cada 400 crianças.  A maioria dos pacientes com pectus excavatum è assintomática no momento da apresentação; no entanto, alguns indivíduos relatam sintomas que sugerem impacto cardiovascular e impacto pulmonar (redução na reserva respiratória, dor ao longo das cartilagens costais com o exercício, palpitações ou sopros, sobretudo na presença de um prolapso da válvula mitral).

1) Como verificamos o impacto pulmonar desse defeito? (0,3 p)
2) Como verificamos o impacto cardiovascular do mesmo? (0,2 p)



RATING: 3.07

O pectus excavatum, (também chamado de ”tórax em funil”) é a deformidade torácica mais comum, ocorrendo em 1 a cada 400 crianças.  A maioria dos pacientes com pectus excavatum è assintomática no momento da apresentação; no entanto, alguns indivíduos relatam sintomas que sugerem impacto cardiovascular e impacto pulmonar (redução na reserva respiratória, dor ao longo das cartilagens costais com o exercício, palpitações ou sopros, sobretudo na presença de um prolapso da válvula mitral).

1) Como verificamos o impacto pulmonar desse defeito? (0,3 p)
2) Como verificamos o impacto cardiovascular do mesmo? (0,2 p)

Em casos graves, foram documentados um volume de ejeção e um débito cardíaco reduzidos, conjuntamente com um padrão restritivo (capacidade respiratória máxima diminuída) no teste de função pulmonar.

1) O impacto pulmonar:

A avaliação da função pulmonar basal pode ser obtida com:

  1. testes de função pulmonar (0,1 p)
  2. estudos radiológicos ou fisiológicos de exercício (0,1 p)
  3. cintilografias de ventilação-perfusão (0,1 p)

2) O impacto cardiovascular:

A avaliação cardiovascular pode ser realizada utilizando-se:

  1. ecocardiografia (0,1 p)
  2. angiografia. (0,1p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.07)

CASO CLINICO: (213965 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Uma senhora de 66 anos, hipertensa e diabética, refere palpitações e cansaço aos esforços há cerca de 3 meses. Há quase um ano vem em uso de clortalidona 25 mg/dia + lisinopril 5 mg/dia + glibenclamida 10 mg/dia, mantendo um controle adequado da pressão arterial e das glicemias (sic). Ao exame, PA = 138 x 86 mmHg, FC = 154 bpm, eupnêica, corada, hidratada, anictérica, ritmo cardíaco irregular, em 2 tempos, com sopro sistólico em ponta +2/+6 , murmúrio vesicular universalmente audível, sem ruídos adventícios, abdome e membros inferiores sem alterações dignas de nota. Exame neurológico normal. Fundoscopia: retinopatia hipertensiva grau II. Radiografia de tórax: calcificação da aorta ascendente, área cardíaca normal. Eletrocardiograma (Foto). Ecocardiograma-Doppler: hipertrofia ventricular esquerda leve, átrio esquerdo medindo 4,5 cm, fração de ejeção estimada em 65%, Doppler mitral com sinais de déficit de relaxamento, calcificação anular mitro-aórtica com regurgitação mitral leve.

a) Qual é o diagnóstico eletrocardiográfico principal? (0,05 pontos)
b) Como deverá ficar a receita da paciente neste momento? (0,05 pontos)
c) Caso você optasse por reverter esse quadro. Quais seriam os passos subseqüentes? (0,2 pontos)
d) Se esta paciente apresentasse dor anginosa ou congestão pulmonar no momento desse ECG, qual seria a sua conduta? (0,2 pontos)




RATING: 2.92

a) Qual é o diagnóstico eletrocardiográfico principal?
Fibrilação atrial. (0,05 p)
b) Como deverá ficar a receita da paciente neste momento?
Diltiazem (ou beta-bloqueador ou verapamil) + clortalidona + glibenclamida + warfarina.(0,05 p)
c) Caso você optasse por reverter esse quadro, quais seriam os passos subseqüentes?
CONTROLE DE RITMO: reverter a fibrilação atrial, respeitando o protocolo de anticoagulação pré e pós-reversão. Pré-reversão: cumarínico por 3 semanas ou heparina por 12h (se eco-transesofágico não demonstrar trombo). Pós-reversão: cumarínico por 4 semanas. Manter antiarrítmico profilático (amiodarona em baixa dose) e a terapia antitrombótica crônica (cumarínico, pois esta paciente é de grupo de risco).(0,2 p)
d) Se esta paciente apresentasse dor anginosa ou congestão pulmonar no momento desse ECG, qual seria a sua conduta?
Cardioversão elétrica emergencial. Heparina em bolus, Choque com 100-200 J, anticoagulação pós-reversão (4 semanas de warfarin) e Terapia Antitrombótica Crônica com warfarin (pois a paciente é de grupo de risco).(0,2 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.92)




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