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NEOPLASIA DE PROSTATA (ÁREA DE CIRURGIA)

O câncer de próstata, em escala mundial, configura a segunda neoplasia maligna mais frequente entre indivíduos do sexo masculino.

No Brasil, a incidência igualmente elevada faz do câncer de próstata o tumor mais comum, com exceção dos tumores de pele não melanoma, equivalente a um risco de 62 por 100 mil homens, com valores mais altos na região Sudeste, seguidos pelas regiões Centro-Oeste e Sul.

A introdução do exame de antígeno prostático específico (PSA) após a década de 1990 resultou em elevação acentuada da incidência do câncer de próstata, favorecendo o diagnóstico precoce na forma de doença localizada na maior parte dos casos. Subsequentemente a esse aumento inicial, observou-se um declínio no número de diagnósticos, seguido de estabilização.


OBJETIVA: (1007615 votos)..........96.66% das questões objetivas receberam votos.
Carolina, de 8 anos, é admitida na Emergência com história de ter apresentado crise convulsiva há 1 hora. Nunca apresentou quadro semelhante e nega história de convulsão na família. No exame clínico, apresenta lesões crostosas e edema de membros inferiores (++), além de PA = 170 x 120 mmHg, FC= 120 bpm e SatO₂ = 98%, com contagem de plaquetas= 230.000/mm³. Segundo a mãe, está urinando pouco há 1 dia, com urina escura. Qual é o tratamento medicamentoso mais indicado?
A. benzodiazepínico
B. diurético de alça + nitroprussiato de sódio
C. fenobarbital
D. nifedipina
E. fenitoína intravenosa

  RATING: 0

Carolina, de 8 anos, é admitida na Emergência com história de ter apresentado crise convulsiva há 1 hora. Nunca apresentou quadro semelhante e nega história de convulsão na família. No exame clínico, apresenta lesões crostosas e edema de membros inferiores (++), além de PA = 170 x 120 mmHg, FC= 120 bpm e SatO₂ = 98%, com contagem de plaquetas= 230.000/mm³. Segundo a mãe, está urinando pouco há 1 dia, com urina escura. Qual é o tratamento medicamentoso mais indicado?

A. benzodiazepínico
INCORRETO: A crise convulsiva única ocorreu há uma hora e não se encontra em curso ou em estado de mal; o benzodiazepínico controla a convulsão aguda mas não corrige a causa (hipertensão grave), sendo medida adjuvante e não o tratamento medicamentoso principal.
B. diurético de alça + nitroprussiato de sódio
CORRETO : O quadro configura encefalopatia hipertensiva no contexto de síndrome nefrítica aguda, com hipertensão grave, edema e oligúria; o nitroprussiato de sódio permite redução controlada e titulada da pressão arterial por via intravenosa (evitando quedas abruptas que pioram perfusão cerebral), enquanto o diurético de alça corrige a sobrecarga volêmica e a oligúria, atuando diretamente sobre a fisiopatologia renal e cerebrovascular. A alternativa a está incorreta porque a crise convulsiva única ocorreu há uma hora e não se encontra em curso ou em estado de mal; o benzodiazepínico controla a convulsão aguda mas não corrige a causa (hipertensão grave), sendo medida adjuvante e não o tratamento medicamentoso principal.
C. fenobarbital
INCORRETO : O fenobarbital é anticonvulsivante de segunda linha ou de manutenção em crises repetidas, sem ação sobre a hipertensão arterial emergencial que desencadeou o evento neurológico.
D. nifedipina
INCORRETO : A nifedipina (via oral ou sublingual) provoca redução imprevisível e rápida da pressão arterial, contraindicada em encefalopatia hipertensiva pediátrica por risco elevado de isquemia cerebral ou coronária.
E. fenitoína intravenosa
INCORRETO : A fenitoína intravenosa serve como anticonvulsivante de carga em crises refratárias ou para prevenção secundária, mas não aborda a hipertensão arterial grave nem a sobrecarga volêmica que constituem o mecanismo primário da encefalopatia.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

DISCURSIVA: (176653 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Cite as alterações de cinco dos principais parâmetros clínicos ou laboratoriais que classificam uma pré-eclâmpsia como grave. (Valor: 5,0 pontos)


RATING: 3.52

Cite as alterações de cinco dos principais parâmetros clínicos ou laboratoriais que classificam uma pré-eclâmpsia como grave. (Valor: 5,0 pontos)

São apresentados abaixo os principais parâmetros que classificam uma pré-eclâmpsia como grave, dos quais o candidato deverá citar cinco (0,1 pontos cada um)
  • Pressão arterial igual ou maior que 160/110 Hg
  • Proteinúria igual ou maior que 2 gramas em 24 horas. (Aceita-se 5g/24h)
  • Creatinina sérica acima de 1,2 mg/dL
  • Plaquetas abaixo de 100.000/mm
  • Enzimas hepáticas elevadas ou TGO e TGP elevadas
  • Presença de CIUR
  • Cefaleia persistente
  • Distúrbios visuais
  • Oligúria

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.52)

CASO CLINICO: (205162 votos)..........99.48% dos casos clinicos receberam votos.
Criança de sexo feminino, de 8 anos, raça caucasiana, iniciou 15 minutos depois de tomar uma dose de de amoxi-clavulanato um quadro de reação urticariforme generalizada, dispneia alta progressiva, disfonia e lipotimia com perda de conhecimento com aproximadamente 5 minutos de duração, sendo transportada com ambulância no hospital. Ao exame objectivo documentou-se taquicardia (118 bpm); hipotensão (75/60 mmHg); hiperêmia leve da orofaringe e rash cutâneo eritematoso e pruriginoso disseminado, com extremidades quentes. A observação otorrinolaringológica revelou leve edema da região aritenoideia com lúmen glótico discretamente reduzido.
O estudo efetuado no serviço de urgência revelou: hemograma, leucograma e bioquímica geral dentro dos valores de referência; radiografia póstero-anterior do tórax sem alterações e electrocardiograma com taquicardia sinusal.
Apresentava antecedentes pessoais de rinoconjuntivite alérgica persistente medicada habitualmente com budesonida tópico nasal. Mãe da criança negava antecedentes de asma brônquica ou queixas sugestivas de alergia alimentar ou medicamentosa, nomeadamente em relação aos alimentos ou fármacos. Dos antecedentes familiares, salientava-se apenas rinoconjuntivite alérgica materna.
Sobre o caso apresentado, pergunta-se:
A) Qual é o diagnóstico da urgência? 0,0625 pontos
B) Qual é a sequência correta de atendimento? 0,3125 pontos
C) Quanto tempo o paciente tem que ser mantido em observação, depois de ser estabilizado? 0,0625 pontos
D) Quais são as medidas que devem ser tomadas, no momento da alta ? 0,0625 pontos


RATING: 3.17

A) Qual é o diagnóstico da urgência?
Anafilaxia. (0,0625 p)
Discussão: A anafilaxia é altamente provável quando qualquer um dos três critérios abaixo for preenchido:
1) Doença de início agudo (minutos a várias horas) com envolvimento da pele, tecido mucoso ou ambos (ex: urticária generalizada, prurido ou rubor facial, edema de lábios, língua e úvula) e pelo menos um dos seguintes:
a) comprometimento respiratório (ex: dispneia, sibilância, broncoespasmo, estridor, redução do pico de fluxo expiratório [PFE], hipoxemia).
b) Redução da pressão arterial ou sintomas associados de disfunção terminal de órgão (ex: hipotonia [colapso], síncope, incontinência).
2) Dois ou mais dos seguintes que ocorrem rapidamente após a exposição a provável alérgeno para um determinado paciente (minutos ou várias horas):
a) envolvimento de pele-mucosa (urticária generalizada, prurido e rubor, edema de lábio-língua-úvula).
b) comprometimento respiratório (dispneia, sibilância-broncoespasmo, estridor, redução do PFE, hipoxemia).
c) Redução da pressão sanguínea ou sintomas associados (ex: hipotonia [colapso], síncope, incontinência).
d) Sintomas gastrintestinais persistentes (ex: cólicas abdominais, vômitos).
3) Redução da pressão sanguínea após exposição a alérgeno conhecido para determinado paciente (minutos ou várias horas):
a) Lactentes e crianças: pressão sistólica baixa (idade específica) ou maior do que 30% de queda na pressão sistólica
b) Adultos: pressão sistólica abaixo de 90 mmHg ou queda maior do que 30% do seu basal.
Na criança pressão sistólica baixa é definida como inferior a 70 mmHg para a idade de um mês a um ano, menor do que (70 mmHg + [2 x idade]) para os de um a dez anos e abaixo de 90 mmHg para os entre 11 e 17 anos.

B) Qual é a sequência correta de atendimento?
A imediata intervenção para o acesso às vias aéreas e à circulação, com o objetivo principal da manutenção adequada dos sinais vitais, é o primeiro passo na conduta emergencial. Desta forma, o médico deve necessariamente:
1. manter as vias aéreas pérvias (0,0625 p)
2. avaliar os sinais vitais (0,0625 p)
3. administrar adrenalina concentração 1/1000, na dose de 0,2 a 0,5 mL (0,01 mg/kg em crianças, máximo de 0,3 mg) por via intramuscular (preferencial, por apresentar nível sérico mais elevado e em maior rapidez que a aplicação subcutânea) na face ântero-lateral da coxa a cada cinco a dez minutos (0,0625 p)
4. oxigenioterapia (0,0625 p)
5. manter o paciente em posição supina com elevação dos pés. (0,0625 p)

C) Quanto tempo o paciente tem que ser mantido em observação, depois de ser estabilizado?
O paciente deve permanecer em observação por 2 a 24 horas ou até se estabelecer o controle da crise aguda. (0,0625 p)

D) Quais são as medidas que devem ser tomadas, no momento da alta?
Na alta da emergência deve receber prescrição de anti-histamínicos e corticosteroides por via oral pelo prazo de cinco a sete dias e ser orientado a procurar assistência medica especializada. (0,0625 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.17)




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