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OS PRINCÍPIOS BASICOS DO DIAGNOSTICO ELETRICO EM CARDIOLOGIA ELETROCARDIOGRAMA (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

Todos os livros de medicina e artigos do assunto começam com essa pergunta esperta e todas falham em explicar EXATAMENTE o que significa uma eletrocardiograma, no final, o estudante acabando entender nada.

Daí, a grande, a ENORME PROPORÇÃO de médicos que ficam alucinados com um traçado eletrico saído do tal aparelho, seja no pronto-socorro, seja no consultório, seja nas provas.

Os termos "chique" não servem pra nada. A "linguagem" do ECG é uma alfabetização para qualquer médico. Saber ler e fundamental. Saber ler uma eletrocardiograma e vital. Salva vidas mesmo.

Um socorrista que falha em perceber um infarte claro no ECG pode desperdiçar chances boas de recuperar um caso grave. Na maioria dos casos o coração assinala pra nos que esta em apuros. Basta entender. Não é dificil, o dicionario deste idioma é lógico e o léxico nem é tão grande.

Então, para começar, vamos responder á pergunta acima: O que é a ELETROCARDIOGRAMA? procurando a mais leiga, a mais vulgar definição.

OBJETIVA: (1437308 votos)..........96.19% das questões objetivas receberam votos.
Mulher, 28 anos, submetida à laparotomia por apendicite aguda com perfuração do apêndice. A complicação mais frequente no pós-operatório é:
A. fístula estercoral
B. abscesso pélvico
C. obstrução intestinal por bridas
D. abscesso de parede
E. íleo prolongado

  RATING: 3

Mulher, 28 anos, submetida à laparotomia por apendicite aguda com perfuração do apêndice. A complicação mais frequente no pós-operatório é:

A. fístula estercoral
INCORRETO: Essa complicação, também conhecida como fístula enterocutânea ou fecal, é rara no contexto pós-apendicectomia para perfurada, com incidências abaixo de 2% em séries prospectivas. Ela surge tipicamente de deiscência do coto apendicular ou lesão intestinal inadvertida, mas não é a mais frequente devido à baixa taxa de ocorrência em cirurgias eletivas ou urgentes bem conduzidas, reservando-se para casos com contaminação maciça ou instabilidade hemodinâmica não descritos aqui. Estudos mostram que sua prevenção com técnica cirúrgica adequada a torna incomum, sem justificar sua posição como principal complicação.
B. abscesso pélvico
INCORRETO : Embora comum (incidências de 13,5% a 20% em apendicite perfurada), o abscesso pélvico (um tipo de abscesso intra-abdominal) é menos frequente que as infecções da parede abdominal em abordagens abertas, conforme evidenciado por revisões que comparam taxas de 13,5% para abscessos pélvicos versus 18,6-42% para infecções do sítio cirúrgico. Ele resulta de coleção residual de pus na pelve, mas o uso rotineiro de lavagem peritoneal e drenagem intra-operatória reduz sua predominância, tornando-o secundário em frequência. Em adultos, sem drenagem profilática sistemática, pode ocorrer, mas não supera as complicações da ferida.
C. obstrução intestinal por bridas
INCORRETO : Essa é uma complicação tardia (incidências de 1,6-2,4%), ocorrendo semanas a meses após a cirurgia devido à formação de aderências peritoneais, e não a mais imediata ou frequente no pós-operatório precoce. Em apendicite perfurada, a inflamação intensa pode predispor, mas estudos indicam que ela representa uma minoria das complicações, com foco maior em infecções agudas. Sua baixa taxa e natureza crônica a excluem como principal evento no contexto descrito.
D. abscesso de parede
CORRETO : O abscesso de parede, que representa uma infecção profunda da parede abdominal (frequentemente classificada como infecção do sítio cirúrgico profunda), é a complicação mais frequente no pós-operatório de laparotomia para apendicite perfurada, com incidências reportadas variando de 18,6% a 42% em estudos prospectivos e retrospectivos. Essa alta prevalência decorre da contaminação bacteriana extensa durante a cirurgia aberta, associada à perfuração apendicular, que favorece a disseminação de patógenos para os tecidos da parede abdominal. Em pacientes adultos jovens, como esta mulher de 28 anos, sem comorbidades descritas, o risco é agravado pela abordagem aberta (laparotomia), que, comparada à laparoscopia, aumenta significativamente as taxas de infecções da ferida devido à maior incisão e exposição. Diretrizes e revisões, incluindo análises de grandes coortes, confirmam que infecções do sítio cirúrgico (incluindo abscessos de parede) superam outras complicações em frequência, levando a prolongamento da hospitalização, necessidade de drenagem percutânea ou cirúrgica e uso prolongado de antibióticos, mas com baixa mortalidade quando manejadas precocemente.
E. íleo prolongado
INCORRETO : O íleo pós-operatório prolongado (além de 48-72 horas) é uma complicação comum em cirurgias abdominais (incidências de até 10-15%), resultante de manipulação intestinal e inflamação, mas não a mais frequente em apendicite perfurada, onde infecções superam em prevalência. Análises de coortes mostram que, embora contribua para morbidade (prolongando internação), ele é autolimitado na maioria dos casos e menos reportado que infecções da ferida ou abscessos, sendo manejado conservadoramente sem elevar sua frequência ao topo.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (200857 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Cite duas drogas empregadas na aceleração da maturidade pulmonar fetal, com as respectivas doses e vias de administração.


RATING: 2.93

Cite duas drogas empregadas na aceleração da maturidade pulmonar fetal, com as respectivas doses e vias de administração.

1. Dexametasona 12 mg/dia/dois dias ou 24 mg, por via intramuscular. (0,25 p)
2. Betametasona 12 mg/dia/dois dias ou 24 mg, por via intramuscular. (0,25 p)

FONTE:
PROVA DE REVALIDAÇÃO UFMT 2011

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.93)

CASO CLINICO: (233110 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 27 anos, previamente hígida até os 19 anos, quando foi submetida a mastectomia radical por carcinoma ductal invasor de mama esquerda (grau histológico 3, triplo-negativo). Aos 24 anos apresentou osteossarcoma de fêmur distal direito, tratado com quimioterapia neoadjuvante e ressecção com prótese.
Há 4 meses iniciou quadro de virilização rápida (hirsutismo, acne, clitoromegalia), hipertensão arterial de início recente, ganho ponderal e dor em flanco esquerdo.
Exames laboratoriais revelam cortisol sérico não suprimível, ACTH indetectável, DHEAS e testosterona marcadamente elevados.
TC de abdome evidencia massa adrenal esquerda de 9,5 cm, heterogênea, com necrose e invasão de veia renal.
A história familiar é altamente relevante: mãe falecida aos 32 anos por carcinoma de mama; irmão falecido aos 11 anos por rabdomiossarcoma de parede torácica; avô materno falecido aos 45 anos por glioma cerebral; tia materna com leucemia mielóide aguda aos 38 anos.
A paciente não apresenta estigmas de outras síndromes genéticas conhecidas.

Questões:

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,11 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,11 pontos)
III. Qual a melhor modalidade de confirmar o diagnóstico?  (0,11 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,09 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,08 pontos)





RATING: 3.02

I. Suspeita diagnóstica
Síndrome de Li-Fraumeni (LFS) (0,03 p) com carcinoma adrenocortical como tumor componente atual. (0,03 p)
A associação de múltiplos tumores primários em idade jovem (câncer de mama, osteossarcoma e agora carcinoma adrenocortical) preenchendo critérios clássicos e de Chompret. (0,05 p)
II. Possível causa da doença diagnosticada
Mutação germinativa no gene TP53 (cromossomo 17p13.1), de herança autossômica dominante. (0,07 p)
A mutação determina perda da função de “guardião do genoma”, permitindo acumulação de danos no DNA e predisposição a neoplasias múltiplas. (0,04 p)
III. Melhor modalidade de confirmar o diagnóstico
Sequenciamento completo do gene TP53 (análise de mutações germinativas) a partir de DNA de leucócitos periféricos. (0,08 p)
O diagnóstico molecular é o padrão-ouro, superando critérios clínicos isolados. (0,03 p)
IV. Principal diagnóstico diferencial
Síndrome de câncer de mama e ovário hereditário (mutações BRCA1/BRCA2) ou outras síndromes de predisposição a sarcomas (como a síndrome de Werner). (0,06 p)
A presença de carcinoma adrenocortical e de tumores do espectro clássico de Li-Fraumeni (osteossarcoma, glioma, leucemia) torna essas alternativas menos prováveis. (0,03 p)
V. Tratamento da moléstia
Não existe tratamento curativo da predisposição genética; o manejo consiste em vigilância intensiva protocolada (ressonância de corpo inteiro anual, mamografia/RM de mama, exames laboratoriais e de imagem dirigidos) e aconselhamento genético familiar. (0,05 p)
Para o carcinoma adrenocortical atual: ressecção cirúrgica completa (0,01 p) + mitotano adjuvante (0,01 p) e, se necessário, quimioterapia sistêmica. (0,01 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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