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RATING: 3 ![]()
Mulher, 28 anos, submetida à laparotomia por apendicite aguda com perfuração do apêndice. A complicação mais frequente no pós-operatório é:
A. fístula estercoral
INCORRETO: Essa complicação, também conhecida como fístula enterocutânea ou fecal, é rara no contexto pós-apendicectomia para perfurada, com incidências abaixo de 2% em séries prospectivas. Ela surge tipicamente de deiscência do coto apendicular ou lesão intestinal inadvertida, mas não é a mais frequente devido à baixa taxa de ocorrência em cirurgias eletivas ou urgentes bem conduzidas, reservando-se para casos com contaminação maciça ou instabilidade hemodinâmica não descritos aqui. Estudos mostram que sua prevenção com técnica cirúrgica adequada a torna incomum, sem justificar sua posição como principal complicação.
B. abscesso pélvico
INCORRETO : Embora comum (incidências de 13,5% a 20% em apendicite perfurada), o abscesso pélvico (um tipo de abscesso intra-abdominal) é menos frequente que as infecções da parede abdominal em abordagens abertas, conforme evidenciado por revisões que comparam taxas de 13,5% para abscessos pélvicos versus 18,6-42% para infecções do sítio cirúrgico. Ele resulta de coleção residual de pus na pelve, mas o uso rotineiro de lavagem peritoneal e drenagem intra-operatória reduz sua predominância, tornando-o secundário em frequência. Em adultos, sem drenagem profilática sistemática, pode ocorrer, mas não supera as complicações da ferida.
C. obstrução intestinal por bridas
INCORRETO : Essa é uma complicação tardia (incidências de 1,6-2,4%), ocorrendo semanas a meses após a cirurgia devido à formação de aderências peritoneais, e não a mais imediata ou frequente no pós-operatório precoce. Em apendicite perfurada, a inflamação intensa pode predispor, mas estudos indicam que ela representa uma minoria das complicações, com foco maior em infecções agudas. Sua baixa taxa e natureza crônica a excluem como principal evento no contexto descrito.
D. abscesso de parede
CORRETO : O abscesso de parede, que representa uma infecção profunda da parede abdominal (frequentemente classificada como infecção do sítio cirúrgico profunda), é a complicação mais frequente no pós-operatório de laparotomia para apendicite perfurada, com incidências reportadas variando de 18,6% a 42% em estudos prospectivos e retrospectivos. Essa alta prevalência decorre da contaminação bacteriana extensa durante a cirurgia aberta, associada à perfuração apendicular, que favorece a disseminação de patógenos para os tecidos da parede abdominal. Em pacientes adultos jovens, como esta mulher de 28 anos, sem comorbidades descritas, o risco é agravado pela abordagem aberta (laparotomia), que, comparada à laparoscopia, aumenta significativamente as taxas de infecções da ferida devido à maior incisão e exposição. Diretrizes e revisões, incluindo análises de grandes coortes, confirmam que infecções do sítio cirúrgico (incluindo abscessos de parede) superam outras complicações em frequência, levando a prolongamento da hospitalização, necessidade de drenagem percutânea ou cirúrgica e uso prolongado de antibióticos, mas com baixa mortalidade quando manejadas precocemente.
E. íleo prolongado
INCORRETO : O íleo pós-operatório prolongado (além de 48-72 horas) é uma complicação comum em cirurgias abdominais (incidências de até 10-15%), resultante de manipulação intestinal e inflamação, mas não a mais frequente em apendicite perfurada, onde infecções superam em prevalência. Análises de coortes mostram que, embora contribua para morbidade (prolongando internação), ele é autolimitado na maioria dos casos e menos reportado que infecções da ferida ou abscessos, sendo manejado conservadoramente sem elevar sua frequência ao topo.
Gabarito: D
RATING: 2.93 ![]()
Paciente do sexo feminino, 27 anos, previamente hígida até os 19 anos, quando foi submetida a mastectomia radical por carcinoma ductal invasor de mama esquerda (grau histológico 3, triplo-negativo). Aos 24 anos apresentou osteossarcoma de fêmur distal direito, tratado com quimioterapia neoadjuvante e ressecção com prótese.
Há 4 meses iniciou quadro de virilização rápida (hirsutismo, acne, clitoromegalia), hipertensão arterial de início recente, ganho ponderal e dor em flanco esquerdo.
Exames laboratoriais revelam cortisol sérico não suprimível, ACTH indetectável, DHEAS e testosterona marcadamente elevados.
TC de abdome evidencia massa adrenal esquerda de 9,5 cm, heterogênea, com necrose e invasão de veia renal.
A história familiar é altamente relevante: mãe falecida aos 32 anos por carcinoma de mama; irmão falecido aos 11 anos por rabdomiossarcoma de parede torácica; avô materno falecido aos 45 anos por glioma cerebral; tia materna com leucemia mielóide aguda aos 38 anos.
A paciente não apresenta estigmas de outras síndromes genéticas conhecidas.
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