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PANCREATITE CRONICA (ÁREA DE CIRURGIA)

Pancreatite crónica é caracterizada por alterações irreversíveis incluindo fibrose pancreática e a perda de tecido funcional exócrino e/ou endócrino. Muitos pacientes desenvolvem pancreatite crónica como resultado de longo tempo de abuso de álcool. Acredita-se que nos estágios precoces, a pancreatite crónica é um processo inflamatório agudo e que episódios repetidos de lesão pancreática aguda subclínica e necrose levam à fibrose da pancreatite crónica.

OBJETIVA: (1435820 votos)..........96.35% das questões objetivas receberam votos.
Paciente feminino, 81 anos, procurou você com queixa de episódios de hemorragia digestiva baixa. Para esta faixa etária, a causa mais comum deste problema são:
A. hemorroidas
B. fissura anal
C. doença diverticular dos cólons
D. angiodisplasia
E. colite isquêmica

  RATING: 2.83

Paciente feminino, 81 anos, procurou você com queixa de episódios de hemorragia digestiva baixa. Para esta faixa etária, a causa mais comum deste problema são:

A. hemorroidas
INCORRETO: Embora frequente em idosos, as hemorroidas causam tipicamente sangramento de pequeno volume, de cor vermelho-vivo e associado a esforço evacuatório ou prolapso, não configurando a etiologia majoritária de episódios recorrentes de hemorragia digestiva baixa de maior repercussão.
B. fissura anal
INCORRETO : A fissura anal manifesta-se por dor anal intensa durante a evacuação e sangramento escasso, de caráter superficial, sem corresponder ao perfil epidemiológico de hemorragia digestiva baixa em octogenários, onde predomina patologia vascular ou diverticular.
C. doença diverticular dos cólons
CORRETO : A doença diverticular dos cólons constitui a causa mais comum de hemorragia digestiva baixa em pacientes acima de 65-70 anos porque a diverticulose colônica apresenta prevalência superior a 50-60% nessa faixa etária, com sangramento indolor e volumoso decorrente da erosão arterial nos divertículos (geralmente no cólon sigmoide ou descendente). O mecanismo envolve fragilidade vascular associada ao envelhecimento e ao aumento da pressão intraluminal, respondendo por 30-55% dos casos de hemorragia digestiva baixa em idosos, conforme dados epidemiológicos consistentes em populações ocidentais.
D. angiodisplasia
INCORRETO : Embora represente a segunda causa mais frequente de hemorragia digestiva baixa em idosos (15-30% dos casos), com lesões vasculares adquiridas no ceco e cólon direito, sua incidência é inferior à da doença diverticular, sendo mais comum em pacientes acima de 80 anos somente quando comparada isoladamente a outras etiologias menos prevalentes.
E. colite isquêmica
INCORRETO : A colite isquêmica, embora possa ocorrer em idosos com aterosclerose ou hipoperfusão, geralmente associa-se a dor abdominal em cólica e diarreia sanguinolenta aguda, constituindo causa menos comum de hemorragia digestiva baixa isolada ou recorrente do que a diverticulose.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.83)

DISCURSIVA: (200665 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram quatro dos mais importantes fatores fisiopatológicos que contribuem para a apneia em crianças pequenas.


RATING: 2.95

Enumeram quatro dos mais importantes fatores fisiopatológicos que contribuem para a apneia em crianças pequenas.

Os fatores fisiopatológicos que contribuem para a apneia em crianças pequenas:

a) Estímulo hipóxico - No recém-nascido, a hipoxia resulta em um breve aumento da freqüência respiratória seguido de uma depressão do esforço respiratório e apneia. Hipoxemia leve durante o sono pode causar respiração periódica ou apneia e hipoxemia durante o sono podem não causar despertar (0,125 p)
b) Efeitos da alimentação - Dificuldade na coordenação entre sugar e respirar pode causar hipoxemia. A presença de um reflexo laringoquimico acentuado pode ocasionar apneia e bradicardia caso ocorra regurgitação enquanto a criança encontra-se hipóxica.(0,125 p)
c) Anormalidades metabólicas - Pode ocorrer apneia em recém-nascidos e crianças pequenas como resultado de hipoglicemia ou anemia.(0,125 p)
d) Fatores mecânicos - Devido à caixa torácica complacente e à fatigabilidade do músculo diafragmático, tentativas de aumentar a ventilação por minuto por meio de aumento no volume corrente pode aumentar o trabalho respiratório. Assim,acriança em sofrimento respiratório é mais suscetível à insuficiência respiratória.

FONTE:

Steven M, Selbst; Kate Cronan - SEGREDOS EM EMERGÊNCIA PEDIATRICA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

CASO CLINICO: (232916 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Mulher de 83 anos, com antecedentes de AVC hipertenso da entrada no PS com tontura, vômito, dor de cabeça. A PA medida na internação foi 240/120 Hg, pulso 124/minuto, sem estertores, sem dispneia evidente. O acompanhante relata que antes do evento que causou a moléstia atual ela conseguia se mobilizar sozinha e falar. O exame neurológico demonstra hemiplegia direita com contratura no braço e antebraço direito. A paciente abre os olhos á voz, fala palavra incompreensivos e executa comandos.

1) O escore Glasgow da paciente. (0,1 p)
2) Exponha o protocolo correto de atendimento deste caso, considerando o diagnostico de base. (0,2 p)
3) O caso representa uma urgência ou uma emergência hipertensiva? Justifique. (0,2 p)




RATING: 3.06

1) O escore Glasgow da paciente.

A paciente abre os olhos á voz (3 PONTOS), fala palavra incompreensivos (2 PONTOS) e executa comandos (6 PONTOS). O escore de Glasgow e 11. (0,1 p)

2) Exponha o protocolo correto de atendimento deste caso, considerando o diagnostico de base.

a) Monitorização cardíaca, (0,025 p)
b) PAMI ou PAMNI e oximetria (0,025 p)
c) Acesso venoso (0,025 p)
d) Iniciar o tratamento farmacológico (0,025 p)
e) Tomografia computadorizada de crânio S/N (0,025 p) 
f) Ecocardiograma transesofágico (0,025 p)
g) US de abdome S/N (0,025 p)
h) Internamento em UTI (0,025 p)

3) O caso representa uma urgência ou uma emergência hipertensiva? Justifique.

Emergência Hipertensiva: É definida como situação na qual ocorre elevação importante da PAS, associada ou não a lesão de órgão alvo irreversível.

Urgência Hipertensiva:
São situações em que a PAS está elevada, com PAD >120 mmHg, porém são mínimas ou mesmo não se observam lesão de órgão alvo.

Ou seja, neste caso, já que a PAD é 120 mm Hg o caso é uma emergência hipertensiva. (0,2 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.06)




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