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DETECÇÃO E TRIAGEM DOS DESVIOS DE CRESCIMENTO (ÁREA DE PEDIATRIA)

A Reunião de Cúpula em Favor da Infância (Nova York, 1990) e a Conferência Internacional de Nutrição (Roma,1992) adotaram medidas para o crescimento e o desenvolvimento saudáveis,).

Praticamente, isto significa garantir um direito da população e cumprir uma obrigação do Estado.

O crescimento e o desenvolvimento são referenciais para a atenção à criança e ao adolescente sob todos os parâmetros de tipo biológico, afetivo, psíquico e social.

O Ministério de Saúde priorizou as cinco ações básicas de saúde que possuem comprovada eficácia:

  1. promoção do aleitamento materno
  2. acompanhamento do crescimento e desenvolvimento
  3. imunizações
  4. prevenção
  5. controle das doenças diarréicas e das infecções respiratórias agudas

Tais ações devem constituir o centro da atenção a ser prestada em toda a rede básica de serviços de saúde.

OBJETIVA: (1422700 votos)..........96.14% das questões objetivas receberam votos.
Uma menina de 2 anos de idade apresenta, desde o nascimento, algumas manchas hipocrômicas no tronco, braços e pernas, de 2 cm, alongadas. Tem crises convulsivas de difícil controle, caracterizadas por crises focais no membro superior direito e o neurologista encaminha para sua avaliação. Em relação ao caso apresentado, assinale a alternativa correta.
A. A hipótese mais provável é neurofibromatose e é necessária uma avaliação renal
B. Trata-se de incontinência pigmentar e pode cursar com alterações cardíacas
C. Provavelmente é um vitiligo congênito e pode estar associado a tumor renal
D. Pode tratar-se de esclerose tuberosa e é importante a avaliação oftalmológica
E. A suspeita é de hipomelanose de Ito e as alterações dentárias são comuns.

  RATING: 3.08

Uma menina de 2 anos de idade apresenta, desde o nascimento, algumas manchas hipocrômicas no tronco, braços e pernas, de 2 cm, alongadas. Tem crises convulsivas de difícil controle, caracterizadas por crises focais no membro superior direito e o neurologista encaminha para sua avaliação. Em relação ao caso apresentado, assinale a alternativa correta.

A. A hipótese mais provável é neurofibromatose e é necessária uma avaliação renal
INCORRETO: Normalmente apresenta manchas café-com-leite, neurofibromas e problemas ósseos. As manchas hipocrômicas não são típicas.
B. Trata-se de incontinência pigmentar e pode cursar com alterações cardíacas
INCORRETO : Surpreende-se mais frequentemente por lesões cutâneas em padrão de linhagem e pode afetar os dentes e o cabelo, mas não é associada a manchas hipocrômicas.
C. Provavelmente é um vitiligo congênito e pode estar associado a tumor renal
INCORRETO : Não costuma se manifestar com convulsões ou estar associado a tumor renal
D. Pode tratar-se de esclerose tuberosa e é importante a avaliação oftalmológica
CORRETO : Caracterizada por manchas hipocrômicas (conhecidas como manchas em 'folha de freixo'), convulsões de difícil controle e possível envolvimento neurológico. A avaliação oftalmológica é importante porque a esclerose tuberosa pode estar associada a hamartomas retinianos.
E. A suspeita é de hipomelanose de Ito e as alterações dentárias são comuns.
INCORRETO : Esta condição envolve geralmente alterações na pigmentação seguindo linhas de Blaschko e pode se associar a anomalias dentárias, mas não é tão diretamente ligada a convulsões como a esclerose tuberosa.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.08)

DISCURSIVA: (198970 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre o carcinoma adrenocortical, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Descreva a epidemiologia teórica do carcinoma adrenocortical e seus dois picos de incidência. (0,1 pontos)
  2. Explique os critérios histopatológicos de Weiss e sua utilidade na diferenciação entre adenoma e carcinoma. (0,1 pontos)
  3. Enumere os sistemas de estadiamento utilizados no carcinoma adrenocortical e os principais elementos que os compõem. (0,1 pontos)
  4. Discuta os princípios teóricos da ressecção cirúrgica oncológica no carcinoma adrenocortical. (0,1 pontos)
  5. Descreva as bases teóricas do uso do mitotano como terapia adjuvante no carcinoma adrenocortical. (0,1 pontos)




RATING: 3.01

Sobre o carcinoma adrenocortical, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Descreva a epidemiologia teórica do carcinoma adrenocortical e seus dois picos de incidência. (0,1 pontos)
  2. Explique os critérios histopatológicos de Weiss e sua utilidade na diferenciação entre adenoma e carcinoma. (0,1 pontos)
  3. Enumere os sistemas de estadiamento utilizados no carcinoma adrenocortical e os principais elementos que os compõem. (0,1 pontos)
  4. Discuta os princípios teóricos da ressecção cirúrgica oncológica no carcinoma adrenocortical. (0,1 pontos)
  5. Descreva as bases teóricas do uso do mitotano como terapia adjuvante no carcinoma adrenocortical. (0,1 pontos)


1. O carcinoma adrenocortical é neoplasia rara, com incidência estimada de 0,5 a 2 casos por milhão de habitantes/ano (0,05 p).
Apresenta dois picos de incidência: na infância (associado a síndromes genéticas) e entre a 4ª e 5ª décadas de vida (0,05 p).
2. Os critérios de Weiss avaliam nove parâmetros histológicos (alto grau nuclear, mitoses > 5/50 campos, mitoses atípicas, células claras < 25%, arquitetura difusa, necrose, invasão venosa, invasão sinusoidal e invasão capsular) (0,06 p).
A presença de três ou mais critérios confere diagnóstico de carcinoma, permitindo a diferenciação teórica do adenoma (0,04 p).
3. Os sistemas principais são o ENSAT e o AJCC/TNM (0,03 p).
Eles consideram: tamanho tumoral, invasão de tecidos adjacentes, invasão de veia cava ou renal, metástases linfonodais e metástases a distância (0,07 p).

4. Princípios teóricos da cirurgia oncológica:

  • Ressecção em bloco (en bloc) com margens livres, evitando ruptura da cápsula tumoral (0,05 p);
  • Linfadenectomia regional e, quando necessário, ressecção de órgãos adjacentes invadidos, visando R0 (0,05 p).
5. O mitotano atua como adrenolítico seletivo, inibindo a esteroidogênese e promovendo necrose do córtex adrenal (0,05 p).
Sua indicação adjuvante teórica baseia-se no alto risco de recidiva (estádios III–IV ou critérios histológicos de alto grau), com objetivo de prolongar a sobrevida livre de doença (0,05 p).


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR -  CARCINOMA ADRENOCORTICAL

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (231208 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Maria, uma menina previamente saudável de 5 anos, foi levada ao atendimento pediátrico devido a episódios recorrentes de dor de cabeça nas últimas três semanas. A mãe relatou que Maria se queixava de uma dor intensa na região frontal da cabeça, que ocorria cerca de duas a três vezes por semana, cada ataque durando até duas horas.

Durante as crises, Maria frequentemente apresentava sintomas de fotofobia e fonofobia, preferindo ambientes escuros e silenciosos. Além disso, as dores eram acompanhadas de náuseas, embora sem vômito. A mãe também observou que Maria tendia a ficar mais irritada e chorosa durante esses episódios e que, após algumas horas de descanso, ela parecia melhorar significativamente.

História Familiar: Não havia histórico de trauma recente, febre, outros sintomas neurológicos ou uso de medicação contínua que pudesse explicar as cefaleias. No entanto, a avó materna de Maria tem um histórico conhecido de enxaquecas. 

Exame Clínico: O exame físico e neurológico de Maria não revelou anormalidades. Todos os sinais vitais estavam dentro dos parâmetros normais, e não havia sinais de infecção ou outras condições agudas.

Respondam ás seguintes perguntas:

(I) Qual é o diagnóstico mais provável? Argumente. (peso 0,16 pontos)

(II) Qual a medicação indicada para o tratamento da criança? (peso 0,18 pontos)

(III) Que orientações precisam ser feitas para diminuir a frequência das crises? (peso 0,08 pontos)

(IV) Que classes de remédios são recomendadas no caso de crises frequentes e debilitantes, ou que não respondem bem aos analgésicos? (0,08 pontos)




RATING: 2.94

(I) Qual é o diagnóstico mais provável? Argumente.

Cefaleia primaria (enxaqueca) (0,02 p) - apoiado pela recorrência (0,02 p), duração de até duas horas (0,02 p), localização na região frontal da cabeça (0,02 p), sintomas de fotofobia (0,02 p), fonofobia (0,02 p) e náuseas (0,02 p), histórico conhecido de enxaquecas na família (0,02 p).

(II) Qual a medicação indicada para o tratamento da criança?

Dentre os analgésicos (0,02 p), os mais utilizados são:

  • Dipirona 25 mg/kg/dose (0,02 p)
  • Ibuprofeno 10 mg/kg/dose (0,02 p)
  • Paracetamol 15 mg/kg/dose (0,02 p)

Dentre os antiemeticos (0,02 p):

  • Metoclopramida (Plasil) 0,5–2 mg/kg/dose VO ou IV a cada 4–6 horas.  (0,02 p)
  • Proclorperazina (Compazine) 0,1 mg/kg/dose VO, IM ou IV a cada 6 horas  (0,02 p)
  • Prometazina (Fenergan) 0,25–1,0 mg/kg/dose VO, PR, IV ou IM a cada 4–6 horas (0,02 p)
  • Ondansetrona (0,15 mg/kg/dose). (0,02 p)

(III) Que orientações precisam ser feitas para diminuir a frequência das crises?

As medidas não farmacológicas (0,02 p) foram inicialmente recomendadas, como a manutenção de uma rotina regular de sono (0,02 p) e alimentação (0,02 p), além de técnicas de relaxamento (0,02 p). 

(IV) Que classes de remédios são recomendadas no caso que as crises são frequentes e debilitantes, ou não respondem bem aos analgésicos?

Medicamentos como beta-bloqueadores (0,02 p), anticonvulsivantes (0,02 p) ou antidepressivos (0,02 p) são utilizados em algumas situações, mas a indicação deve ser criteriosa e supervisionada por um especialista. (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.94)




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