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A OBSTRUÇÃO INFECCIOSA DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES (ÁREA DE PEDIATRIA)

Trata-se duma lesão com potencial de obstruir qualquer porção da via aérea localizada acima da caixa torácica.
Sinais clínicos que alertam para esta condição:
- estridor
- tiragem de fúrcula
- mudança de voz
Na obstrução parcial de via aérea superior há necessidade de intervenção precoce, pois a condição clínica pode se deteriorar rapidamente.
Na obstrução total de via aérea superior a abordagem deve ser imediata pelo risco iminente de parada cardiorrespiratória.
É considerada uma condição grave e potencialmente fatal.

OBJETIVA: (1386829 votos)..........94.8% das questões objetivas receberam votos.
Um recém-nascido pré-termo, com 27 semanas de idade gestacional e peso de nascimento = 840 g, encontra-se em incubadora de dupla parede, umidificada, e apresenta perda de peso = 25 g no 2º dia de vida, com débito urinário = 0,8 mL/kg/h. O sódio plasmático é de 150 mEq/L e a oferta hídrica prescrita, de 80 mL/kg/d. Nesse momento, considerando as peculiaridades hidroeletrolíticas do recém-nascido de extremo baixo peso, é CORRETO adotar a seguinte conduta:
A. manter a mesma oferta hídrica e não iniciar sódio
B. prescrever inicialmente uma expansão de volume com SF a 0,9%, pois se trata de desidratação por perdas insensíveis e posteriormente aumentar a oferta hídrica
C. prescrever uma expansão de volume com SF a 0,9%, devido a uma desidratação hipernatrêmica com risco de choque hipovolêmico e convulsão, e posteriormente aumentar a oferta hídrica
D. aumentar a oferta hídrica e não iniciar sódio, pois nesse caso a hipernatremia pode ser causada pela oferta hídrica insuficiente
E. prescrever uma dieta com leite de aminoácidos via sonda gastroenteral e hidratação endovenosa com 5 ml/kg/24 h, solução hipernatrêmica

  RATING: 2.87

Um recém-nascido pré-termo, com 27 semanas de idade gestacional e peso de nascimento = 840 g, encontra-se em incubadora de dupla parede, umidificada, e apresenta perda de peso = 25 g no 2º dia de vida, com débito urinário = 0,8 mL/kg/h. O sódio plasmático é de 150 mEq/L e a oferta hídrica prescrita, de 80 mL/kg/d. Nesse momento, considerando as peculiaridades hidroeletrolíticas do recém-nascido de extremo baixo peso, é CORRETO adotar a seguinte conduta:

A. manter a mesma oferta hídrica e não iniciar sódio
INCORRETO: Manter a mesma oferta hídrica pode perpetuar o estado de desidratação e hipernatremia.
B. prescrever inicialmente uma expansão de volume com SF a 0,9%, pois se trata de desidratação por perdas insensíveis e posteriormente aumentar a oferta hídrica
INCORRETO : Expansão de volume com SF 0,9% não é apropriada neste caso, pois a hipernatremia é mais provavelmente devido a uma oferta hídrica insuficiente, não a hipovolemia aguda ou choque.
C. prescrever uma expansão de volume com SF a 0,9%, devido a uma desidratação hipernatrêmica com risco de choque hipovolêmico e convulsão, e posteriormente aumentar a oferta hídrica
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. aumentar a oferta hídrica e não iniciar sódio, pois nesse caso a hipernatremia pode ser causada pela oferta hídrica insuficiente
CORRETO : Para analisar a conduta correta, precisamos considerar algumas peculiaridades dos recém-nascidos pré-termo de extremo baixo peso:
Perda de peso: É comum em recém-nascidos pré-termo devido a perdas de água insensíveis mais altas e à transição de fluidos entre compartimentos corporais.
Hidratação: A hipernatremia (sódio plasmático de 150 mEq/L) sugere que a oferta hídrica de 80 mL/kg/d pode estar insuficiente.
Débito urinário: O débito de 0,8 mL/kg/h é um pouco baixo e sugere que o bebê pode estar levemente desidratado.
Com base nisso, a conduta mais adequada seria aumentar a oferta hídrica e não iniciar sódio.

E. prescrever uma dieta com leite de aminoácidos via sonda gastroenteral e hidratação endovenosa com 5 ml/kg/24 h, solução hipernatrêmica
INCORRETO : Administrar uma dieta de aminoácidos e solução hipernatrêmica não é indicado, pois a abordagem deve se concentrar no aumento da oferta hídrica para corrigir a hipernatremia.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.87)

DISCURSIVA: (194708 votos) ..........97.94% das questões discursivas receberam votos.
(I) Defina o período perinatal, o período neonatal e o período pós-natal. (0,3 pontos)
(II) Um bebê nasce com peso inferior ao 10º percentil para IG, e o peso, altura e cabeça circunferência são proporcionais. Como esse bebê é classificado? (0,05 pontos)
(III) Como são definidos os bebês grandes para a idade gestacional (LGA)? (0,15 pontos)


RATING: 3.06

(I) Defina o período perinatal, o período neonatal e o período pós-natal. (0,3 pontos)
(II) Um bebê nasce com peso inferior ao 10º percentil para IG, e o peso, altura e cabeça circunferência são proporcionais. Como esse bebê é classificado? (0,05 pontos)
(III) Como são definidos os bebês grandes para a idade gestacional (LGA)? (0,15 pontos)

(I) Defina o período perinatal, o período neonatal e o período pós-natal.
R: O período perinatal começa às 22 semanas completas de idade gestacional (IG) (0,05 p) e termina 7 dias após o nascimento. (0,05 p)
O período neonatal situa-se entre o nascimento (0,05 p) e 28 dias de vida (0,05 p)
O período pós-natal é do nascimento (0,05 p) até 6 semanas de vida (0,05 p)

(II) Um bebê nasce com peso inferior ao 10º percentil para IG, e o peso, altura e cabeça circunferência são proporcionais. Como esse bebê é classificado? 
R: Este bebê é pequeno para a idade gestacional (PIG) (0,025 p) e provavelmente apresentou crescimento intrauterino retardado simétrico (0,025 p). (III) Como são definidos os bebês grandes para a idade gestacional (LGA)? R: Bebês com crescimento fetal excessivo são definidos como grandes para a idade gestacional (GIG) ou macrossômicos (0,05 p). O peso está acima do percentil 90 (0,05 p), que geralmente corresponde a um peso ao nascer maior que 4000 g (0,05 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

CASO CLINICO: (226781 votos)..........96.85% dos casos clinicos receberam votos.

Menino de 7 anos, previamente hígido, internado por febre de 39,4 °C, odinofagia, torcicolo à esquerda e aumento doloroso da face anterior esquerda do pescoço há 4 dias. Há 5 meses teve quadro semelhante, tratado em outro serviço como “tireoidite subaguda”, com AINE e prednisona por 10 dias; melhorou parcialmente e recidivou. Mãe relata episódios de faringite de repetição. Nega trauma cervical, punção prévia, imunodeficiência conhecida, uso de imunossupressor e doença tireoidiana familiar.

Exame: toxemiado, T 39,1 °C, FC 142 bpm, FR 28 irpm, SatO₂ 97% em ar. Assimetria cervical esquerda com eritema cutâneo, calor local, dor extrema à palpação e área de flutuação sobre o lobo esquerdo. Desvio contralateral da traqueia à palpação. Sem oftalmopatia. Pregas vocais móveis à nasofibroscopia de urgência; edema da parede faríngea esquerda.

Laboratório: leucócitos 21.800/mm³ com 18% de bastões; PCR 186 mg/L; VHS 94 mm/h; TSH 1,9 mUI/L; T4 livre 1,2 ng/dL; anti-TPO negativo; TRAb negativo. Hemocultura colhida. Ultrassonografia: lobo esquerdo aumentado, coleção heterogênea de 2,8 cm com debris e reforço posterior, fluxo periférico. TC com contraste: abscesso do lobo esquerdo com extensão peritireoidiana, sem compressão crítica da via aérea. PAAF guiada: pus amarelo-esverdeado; Gram com cocos Gram-positivos e flora mista; cultura posteriormente positiva para Streptococcus anginosus e anaeróbios.

Questões:

(I) Qual o diagnóstico etiológico mais provável e por que o lado esquerdo importa? (0,1 pontos)

(II) Por que este quadro não é De Quervain e por que a tireoide “resiste” à infecção? (0,1 pontos)

(III) Qual a sequência racional de exames para confirmar abscesso e fístula? (0,1 pontos)

(IV) Qual a conduta da fase aguda (antibiótico, drenagem, o que não fazer)? (0,1 pontos)

(V) Como se trata a fístula para impedir nova recidiva? (0,1 pontos)




RATING: 2.85

(I) Diagnóstico


O diagnóstico é tireoidite aguda supurativa com abscesso do lobo esquerdo (0,03 p), secundária a fístula do seio piriforme (remanescente do 3º ou 4º arco/bolsa branquial) (0,04 p). Essa anomalia desemboca quase sempre no lobo esquerdo (cerca de 90–94% dos casos) (0,02 p). A recidiva após corticoide e sem fechamento do trajeto é a pista clássica da fístula persistente (0,01 p).


(II) Diferencial e vulnerabilidade


A De Quervain cursa com dor e VHS alta, mas sem eritema, flutuação ou pus, e em geral com tireotoxicose destrutiva — aqui a criança está eutireoidiana e tóxica, com leucocitose e desvio (0,04 p).
A glândula é naturalmente resistente à infecção por cápsula fibrosa, rica vascularização e alto teor de iodo (0,03 p). Por isso, na criança imunocompetente, a TAS praticamente exige porta de entrada congênita; a função tireoidiana costuma permanecer preservada (0,03 p).


(III) Exames


A ultrassonografia é o exame inicial: coleção hipoecoica no lobo esquerdo (0,02 p). A PAAF confirma pus e permite Gram/cultura (0,03 p).
A TC delimita extensão, via aérea e espaços profundos (0,02 p).
Esofagograma baritado e laringoscopia/hipofaringoscopia devem ser feitos na fase fria (em geral 4–8 semanas), porque o edema agudo oblitera o trajeto e gera falso-negativo (0,03 p).


(IV) Fase aguda


Iniciar antibiótico intravenoso de amplo espectro
(0,02 p) cobrindo aeróbios e anaeróbios da flora orofaríngea (amoxicilina-clavulanato, ceftriaxona + clindamicina, ou equivalente), depois desescalonar pela cultura (0,03 p) . Abscesso: drenagem por PAAF guiada (repetida se preciso) ou incisão se houver coleção grande, sepse ou ameaça de via aérea (0,03 p). Não usar glicocorticoide como se fosse De Quervain — piora a infecção (0,02 p).


(V) Tratamento definitivo da fístula


O tratamento da fase aguda não fecha o trajeto; a correção é na fase fria, para impedir recidiva (0,03 p). Em crianças menores (em especial < 8 anos), prefere-se cauterização endoscópica do óstio no seio piriforme (0,03 p). Alternativa definitiva: cirurgia aberta com fistulectomia ± hemitireoidectomia esquerda (0,02 p). Incisão e drenagem isoladas têm alta taxa de recidiva (próxima de 90% em séries de anomalia do 4º arco) (0,02 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.85)




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