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INFECÇÕES ESTREPTOCÓCICAS E ESTAFILOCÓCICAS (ÁREA DE PEDIATRIA)

A pele, as partes moles, o tecido subcutâneo, fáscia e/ou músculo são sujeito, ás vézes de infecções que podem ser superficiais simples ou complicadas, profundas, graves e necrotizantes.
Os membros inferiores, períneo e parede abdominal são os mais afetados. No entanto, essa é a preferência, mas podem afetar qualquer parte do corpo.

OBJETIVA: (1031184 votos)..........97.4% das questões objetivas receberam votos.
A lamblíase é, geralmente, uma infestação com o parasita Giardia lâmblia, a sintomatologia sendo pobre ou até inexistente nos portadores. No entanto, sabe-se que ela é potencialmente perigosa em pacientes com:
A. síndrome de Alport
B. hipogamaglobulinemia
C. deficit de alfa-1-antitripsina
D. anemia falciforme
E. todas acima enumeradas

  RATING: 3.15

A lamblíase é, geralmente, uma infestação com o parasita Giardia lâmblia, a sintomatologia sendo pobre ou até inexistente nos portadores. No entanto, sabe-se que ela é potencialmente perigosa em pacientes com:

A. síndrome de Alport
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. hipogamaglobulinemia
CORRETO : A giardíase pode ameaçar a vida de pacientes com hipogamaglobulinemia ou fibrose cística.
C. deficit de alfa-1-antitripsina
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. anemia falciforme
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. todas acima enumeradas
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.15)

DISCURSIVA: (177888 votos) ..........98.78% das questões discursivas receberam votos.

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)




RATING: 3.16

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)


1. Distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça

  • As maiores taxas de incidência concentram-se na Europa Ocidental e na América do Norte; as menores são observadas na Ásia e em regiões menos desenvolvidas da África (0,04 p).
  • Globalmente, o câncer da bexiga ocupa a sétima posição entre as neoplasias mais frequentes e a décima terceira causa de morte por câncer (0,04 p).
  • No Brasil, constitui a segunda neoplasia mais frequente do trato geniturinário no homem, superada apenas pelo adenocarcinoma de próstata (0,04 p).
  • Nos países ocidentais, é 2,5 a 4 vezes mais frequente em homens do que em mulheres (provavelmente por maior exposição ao tabagismo e toxinas ambientais) e o mesmo padrão se repete nas mulheres (risco aumentado nas brancas em relação às negras) (0,02 p).
  • Diferenças raciais: brancos apresentam maior incidência e maior número de óbitos por carcinoma urotelial em comparação aos negros (inverso do observado nos tumores geniturinários em geral) (0,01 p).

2. Principais fatores de risco ambientais e ocupacionais

  • Tabagismo é o fator de risco mais importante e mais bem estudado; quem fuma tem de duas a quatro vezes mais chance de desenvolver a doença; quanto maior a quantidade e o tempo de tabagismo, maior a associação; os agentes responsáveis são principalmente as alfa- e beta-naftilaminas, que são absorvidas, eliminadas na urina e ficam em contato direto com o urotélio, causando dano celular repetido (0,05 p).
  • Exposição ocupacional responde por parcela significativa dos casos (15% a 35% em homens e 1% a 6% em mulheres); profissionais das indústrias de tintas, borracha e petróleo estão expostos a carcinógenos como benzidina, beta-naftilamina e 4-aminobifenil; esses compostos têm período de latência longo (0,04 p).
  • Medicamentos – ciclofosfamida, ao ser metabolizada, libera produtos tóxicos que irritam o urotélio e favorecem a malignidade (0,03 p).
  • Outros fatores – qualquer situação que cause trauma físico repetido ao urotélio (infecções urinárias crônicas, instrumentação repetida da bexiga ou presença de cálculos) aumenta o risco de transformação maligna; a ingestão de adoçantes artificiais não confirmou associação em estudos recentes (0,03 p).

3. Ativação de oncogenes na patogênese

  • O processo é multifatorial e envolve duas grandes vias que se complementam: ativação de oncogenes e inativação de genes supressores (0,03 p).
  • Oncogenes, quando ativados de forma anormal, estimulam a célula a se multiplicar exageradamente (0,02 p).
  • No câncer de bexiga, o oncogene p21 (c-Ha-ras) está ativado em pelo menos 50% dos casos; ocorre ativação aberrante de GTPase de membrana, levando a proliferação nuclear descontrolada e perda da diferenciação celular (a célula “esquece” sua função normal e torna-se imatura) (0,03 p).
  • Essa alteração é mais comum em tumores de alto grau e em áreas de displasia, mas raramente aparece em tumores de baixo grau (0,02 p).
  • Outros oncogenes frequentemente envolvidos: Erb-2, EGFR, MDM2, C-MYC e CCND1 (0,01 p).

4. Inativação de genes supressores e alterações cromossômicas

  • Genes supressores atuam como “freios” da multiplicação celular; quando inativados ou perdidos, a célula perde o controle e pode tornar-se imortal (0,03 p).
  • O gene p53 (o mais alterado em todos os cânceres humanos) é o exemplo clássico; a proteína p53 normal reconhece células com danos genéticos e dispara apoptose; quando mutado, a apoptose falha e as células danificadas sobrevivem e acumulam mutações (0,03 p).
  • No câncer de bexiga, mutação de p53 está presente em tumores primários, recidivas e tumores do trato urinário superior e associa-se a tumores mais agressivos e músculo-invasivos (0,02 p).
  • Deleção do braço curto do cromossomo 17 (onde fica o p53) ocorre em mais de 60% dos tumores invasivos, mas quase nunca nos tumores superficiais (0,01 p).
  • Outra alteração muito frequente e precoce é a perda de material do cromossomo 9 (contém genes reguladores p21, p27/KIP1 e p16); aparece tanto em tumores de alto quanto de baixo grau e é encontrada em todos os tumores multifocais, reforçando a ideia de doença difusa do urotélio (0,01 p).


FONTE:

CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.16)

CASO CLINICO: (207345 votos)..........98.98% dos casos clinicos receberam votos.
O aluno A. A. V., hoje com quatros anos de idade, está matriculado no Pré I, na Escola Municipal. Nasceu de uma cesariana, com tempo normal de gravidez nove meses. Depois do nascimento a sua mãe nunca percebeu nada de diferente com o seu filho, sempre vendo-o como uma criança normal e saudável.
Depois de um ano ela percebeu que as outras crianças da mesma idade eram diferentes. Com um ano e seis meses L. F. bateu muito forte a boca na bicicleta ao andar com sua mãe, cortou a boca, e por isso a única palavra ('eu') que pronunciava não pronunciou mais.
Mãe observou, no mesmo período que a criança não respondia mais ao ser chamada pelo nome, não mostrava atenção alguma quando apontava para algo.
Começou a andar com um ano e três meses.
1) Qual é a principal suspeita diagnostica? 0,25 pontos
2) É adequado a aplicação do teste de triagem para essa suspeita? Indiquem um. 0,25 pontos


RATING: 2.93

1) Qual é a principal suspeita diagnostica?
Transtorno de espectro autista. (0,25 p)
DISCUSSÃO: O termo 'transtorno do espectro do autismo' (TEA) descreve um grupo heterogêneo de desordens do desenvolvimento neurológico que têm etiologias diversas, mas são caracterizadas por prejuízos na interação social recíproca, comunicação social e comportamento (especificamente, padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades).
O autismo é um transtorno de desenvolvimento neurológico que representa um grande desafio hoje, tanto para o medico de família quanto para o pediatra. O núcleo desse transtorno é integrado principalmente pelas dificuldades de comunicação e interação social do paciente e pela presença de comportamentos e/ou interesses repetitivos ou restritos.

2) É adequado a aplicação do teste de triagem para essa suspeita? Indiquem um.
Sim, está na idade certa (16-30 meses). (0,125 p) O teste indicado pela Sociedade Brasileira de Pediatria é o M-CHAT R/F. (0,125 p)
DISCUSSÃO: Modified Checklist for Autism in Toddlers, Revised with Follow-Up. Validada através do estudo realizado em mais de 16.000 crianças entre 18 e 24 meses. O Questionário Modificado para Triagem do Autismo em Crianças entre 16 e 30 meses, revisado, com Entrevista de Seguimento (M-CHAT-R/F) é o instrumento recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria.
M-CHAT-R/F é um teste de triagem e não de diagnóstico, é exclusivo para sinais precoces de autismo e não para uma análise global do neurodesenvolvimento, tem dois estágios (melhora a sensibilidade e a especificidade), avaliando o risco de TEA em crianças entre 16 e 30 meses de idade.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.93)




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