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A ALIMENTAÇÃO ARTIFICIAL (FÓRMULAS) (ÁREA DE PEDIATRIA)

A globalização nos trouxe o Codex Alimentarius, da Food and Agriculture Organization, da Organização Mundial da Saúde, tipo uma Magna Carta da Alimentação. Alguns não tem uma boa opinião sobre ele, achando o Codex um documento muito polêmico e especulações não faltam sobre ele... enfim, até lá, é certo que ainda não existe um codigo de conduta alimentar melhor ou pelo menos não foi ainda aceito outro. Neste Codex, que é debatido cada ano, em torno de 188 representantes de diferentes países, 240 observadores e 56 organizações governamentais internacionais incluindo representantes da ANVISA fazem mudanças e adaptações permanentes para atualizar as recomendações acerca da composição nutricional de todos os alimentos, inclusive para fórmulas lácteas, padronizando os nutrientes obrigatórios e não mandatórios, e suas quantidades. Depois, a ANVISA traz essas normas para o Brasil, aonde viram normas que reglementam a industria alimentar e as vendas de alimentos e produtos tangentes á isso.

OBJETIVA: (1013336 votos)..........96.84% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher de 63 anos apresenta historia de 5 anos de psoríase acometendo os cotovelos, que foi controlada com glicocorticoides topicos e um análogo da vitamina D. Entretanto, nos últimos 9 a 12 meses houve agravamento e novas lesões acometendo os joelhos, a região glútea e o couro cabeludo. Sente-se cada vez mais desconfortável e observou uma tumefação dos dedos das mãos, com dor e rigidez. Está em dia com todo o rastreamento para câncer e não apresenta nenhum sinal de infecção sistêmica. O exame físico é notável apenas pelas placas psoriáticas, vermelhas e descamativas, além de edema e dor nas articulações interfalangeanas distais em ambas as mãos. Todos os seguintes tratamentos agravam a doença psoriática sistêmica disseminada, EXCETO:
A. Alefacepte
B. Ciclosporina
C. Infliximabe
D. Metotrexato
E. Prednisona

  RATING: 3.02

Uma mulher de 63 anos apresenta historia de 5 anos de psoríase acometendo os cotovelos, que foi controlada com glicocorticoides topicos e um análogo da vitamina D. Entretanto, nos últimos 9 a 12 meses houve agravamento e novas lesões acometendo os joelhos, a região glútea e o couro cabeludo. Sente-se cada vez mais desconfortável e observou uma tumefação dos dedos das mãos, com dor e rigidez. Está em dia com todo o rastreamento para câncer e não apresenta nenhum sinal de infecção sistêmica. O exame físico é notável apenas pelas placas psoriáticas, vermelhas e descamativas, além de edema e dor nas articulações interfalangeanas distais em ambas as mãos. Todos os seguintes tratamentos agravam a doença psoriática sistêmica disseminada, EXCETO:

A. Alefacepte
INCORRETO: A ciclosporina e outros moduladores da imunidade mediada pelas células T são efetivos na psoríase.
B. Ciclosporina
INCORRETO : O alefacepte é um agente biológico anti-CD2 administrado por via intramuscular que está indicado para a psoríase. Pode causar linfopenia, risco aumentado de infecção ou neoplasia maligna secundária.
C. Infliximabe
INCORRETO : O infliximabe, o etanercepte e o adalimumabe são agentes biológicos anti-TNF indicados para uso na artrite psoriática (o etanercepte está indicado para a psoríase). Esses fármacos estão associados a um risco aumentado de infecção sistêmica grave, eventos neurológicos (leucoencefalopatia multifocal progressiva) e reações de hipersensibilidade.
D. Metotrexato
INCORRETO : O metotrexato costuma ser efetivo em pacientes com artrite psoriática (até 30% dos pacientes com psoríase).
E. Prednisona
CORRETO : Todos os pacientes com psoríase devem ser orientados a evitar o ressecamento excessivo da pele e a manter sua hidratação. A infecçáo bacteriana secundária deve ser suspeita com agravamento local e tratada de modo adequado. Com frequência, os glicocorticoides tópicos provocam atrofia da pele e perdem a sua eficácia com o passar do tempo. Os análogos da vitamina D tópicos e os retinoides substituíram efetivamente o alcatráo, o ácido salicÍlico e a antralina como tratamentos adjuvantes locais. A luz ultravioleta UV-A (com psoraleno) e/ou UV-B é um tratamento efetivo para a psoríase disseminada em muitos casos. Esses tratamentos podem estar associados a um aumento no risco de câncer de pele, particularmente em pacientes imunocomprometidos. Os glicocorticoides orais nâo devem ser usados para o tratamento da psoríase deüdo à capacidade de desenvolver psoríase pustulosa potencialmente fatal quando o tratamento é interrompido.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

DISCURSIVA: (176939 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Respondam ás seguintes questões:
1) Como é definida a apneia? (0,25 p)
2) Como é definida e respiração periódica? (0,25 p)


RATING: 3.01

Respondam ás seguintes questões:
1) Como é definida a apneia? (0,25 p)
2) Como é definida e respiração periódica? (0,25 p)

1) Como é definida a apneia?

A apneia é definida como pausa respiratória que dura mais de 15 segundos Ou como qualquer pausa respiratória associada á cianose, palidez, bradicardia. (0,25 p)

2) Como é definida e respiração periódica?

A respiração periódica é um padrão de respiração comum em crianças que consta em pausa respiratória curta seguida pelo aumento da frequência respiratória.(0,25 p)

FONTE:

Segredos em emergência pediátrica : respostas necessárias ao dia-a-dia em rounds, na clínica, em exames orais e escritos / Steven M. Selbst ; Kate Cronan. - Porto Alegre : Ed. ArtMed, 2003. - 524 p - ISBN 85-7307-983-5

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (205459 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 32 anos, refere fadiga crônica e palidez desde a adolescência. Antecedente de anemia microcítica diagnosticada na adolescência, tratada com sulfato ferroso oral sem resposta e com piora progressiva da sobrecarga de ferro. Hemograma atual: Hb 7,8 g/dL, VCM 62 fL (microcitose), RDW elevado, esfregaço periférico com dimorfismo eritrocitário (predomínio de hemácias hipocrômicas microcíticas + população normocítica/macrocítica) e corpúsculos de Pappenheimer. Ferro sérico 220 µg/dL, saturação de transferrina 70%, ferritina sérica 1200 ng/mL, TIBC normal. Exame físico: hepatoesplenomegalia leve. História familiar positiva para anemia em tio materno e irmão.

Questões

I. Qual a suspeita diagnóstica mais provável? (0,2 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,1 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,1 pontos)
IV. Qual o tratamento indicado? (0,1 pontos)





RATING: 2.9

I. Suspeita diagnóstica
A suspeita é de anemia sideroblástica hereditária (forma ligada ao cromossomo X).
  • Caracterizada por anemia + presença de sideroblastos em anel + aumento do estoque de ferro na medula óssea (0,05 p)
  • Coexistência paradoxal de hipocromia/microcitose com ferro sérico alto (>150 µg/dL), saturação de transferrina elevada (30-80%) e ferritina elevada (>100-200 ng/mL) (0,05 p)
  • Dimorfismo eritrocitário no esfregaço periférico (micrócitos predominantes na forma hereditária) com RDW aumentado (0,05 p)
  • Mais comum em homens, com hepatoesplenomegalia por hemocromatose eritropoiética e história familiar sugestiva de herança ligada ao X (0,05 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada

  • No tipo hereditário ligado ao cromossomo X, mutação na primeira enzima da síntese porfirínica – ALA-sintase mitocondrial (0,05 p)
  • A enzima catalisa a reação limitante (síntese de ALA a partir de glicina e succinil-CoA) e tem como principal cofator a vitamina B6 (piridoxal 5-fosfato) (0,03 p)
  • O mutante ALA-sintase só funciona quando altas doses suprafisiológicas de vitamina B6 são oferecidas (0,02 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

  • Aspirado de medula óssea (mielograma) é a única forma de confirmação (0,05 p)
  • Encontro de mais de 15% de eritroblastos do tipo sideroblastos em anel (0,05 p)

IV. Tratamento

  • Na forma hereditária ligada ao X, reposição de doses suprafisiológicas de piridoxina (vitamina B6) 50-100 mg/dia, com correção da anemia em 40-60% dos casos (0,05 p)
  • Duas preocupações principais: correção da anemia + correção/prevenção da hemocromatose eritropoiética (0,02 p)
  • Acompanhar ferritina sérica; se >500 ng/mL, flebotomia repetida quando anemia leve (Hb ≈9 g/dL) ou quelante desferoxamina 40 mg/kg/dia via SC em infusão contínua nos casos moderados/graves (0,03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.9)




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