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DOENÇA DE KAWASAKI (ÁREA DE PEDIATRIA)

A doença de Kawasaki é vasculite sistêmica com manifestação cutânea através de exantema polimórfico e, em virtude disso, deve fazer parte do conhecimento do dermatologista como diagnóstico diferencial de exantemas virais e escarlatina. A provável consequência da vasculite é desencadear a formação de aneurismas coronarianos com os riscos inerentes de obstrução e estenose desses vasos e aumento de morbimortalidade.
O principal desafio do médico é a suspeição diagnóstica precoce, uma vez que o início do tratamento com imunoglobulina humana i. v. nos primeiros 10 dias altera a história natural da doença.

OBJETIVA: (1432920 votos)..........96.51% das questões objetivas receberam votos.
Em relação aos critérios de densidade e washout na tomografia computadorizada sem e com contraste para a caracterização de adenoma adrenal, assinale a alternativa CORRETA
A. Adenoma rico em lipídios apresenta densidade > 10 UH na fase sem contraste e washout absoluto ≥ 50%
B. Adenoma pobre em lipídios é definido exclusivamente por densidade ≤ 10 UH na fase sem contraste
C. Washout relativo ≥ 30% é suficiente para caracterizar adenoma independentemente da densidade
D. Densidade ≤ 10 UH na fase sem contraste ou washout absoluto ≥ 60% associado a washout relativo ≥ 40% caracterizam adenoma
E. Washout absoluto ≥ 40% e relativo ≥ 30% são critérios diagnósticos de adenoma independentemente da densidade

  RATING: 0

Em relação aos critérios de densidade e washout na tomografia computadorizada sem e com contraste para a caracterização de adenoma adrenal, assinale a alternativa CORRETA

A. Adenoma rico em lipídios apresenta densidade > 10 UH na fase sem contraste e washout absoluto ≥ 50%
INCORRETO: A densidade > 10 UH na fase sem contraste não caracteriza adenoma rico em lipídios; além disso, o limiar de washout absoluto utilizado é ≥ 60%, e não ≥ 50%.
B. Adenoma pobre em lipídios é definido exclusivamente por densidade ≤ 10 UH na fase sem contraste
INCORRETO : A densidade ≤ 10 UH define o adenoma rico em lipídios; o adenoma pobre em lipídios exige avaliação de washout e não é definido apenas pela densidade.
C. Washout relativo ≥ 30% é suficiente para caracterizar adenoma independentemente da densidade
INCORRETO : O limiar de washout relativo aceito é ≥ 40%, e não ≥ 30%, e esse critério não dispensa a análise da densidade quando aplicável.
D. Densidade ≤ 10 UH na fase sem contraste ou washout absoluto ≥ 60% associado a washout relativo ≥ 40% caracterizam adenoma
CORRETO : Os critérios de imagem bem estabelecidos consideram adenoma rico em lipídios aquele com densidade ≤ 10 UH na fase sem contraste. Para os adenomas pobres em lipídios, o diagnóstico é suportado por washout absoluto ≥ 60% e washout relativo ≥ 40% após administração de contraste.
E. Washout absoluto ≥ 40% e relativo ≥ 30% são critérios diagnósticos de adenoma independentemente da densidade
INCORRETO : Os limiares corretos são washout absoluto ≥ 60% e relativo ≥ 40%; valores inferiores não permitem a caracterização confiável de adenoma.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

DISCURSIVA: (200299 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A) Descreva as etapas de assistência ao recém-nascido a termo com boa vitalidade ao nascer; - 0,3 pontos
B) Aponta a utilidade do clampeamento tardio do cordão umbilical no caso proposto pela variante A. - 0,2 pontos.


RATING: 3.7

A) Descreva as etapas de assistência ao recém-nascido a termo com boa vitalidade ao nascer; - 0,3 pontos
B) Aponta a utilidade do clampeamento tardio do cordão umbilical no caso proposto pela variante A. - 0,2 pontos.

A) Descreva as etapas de assistência ao recém-nascido a termo com boa vitalidade ao nascer;
a. manter junto a mãe; (0,06 p)
b. secar e proteger com campos secos; (0,06 p)
c. posicionar o recém-nascido sobre o abdome da mãe ou ao nível da placenta por, no mínimo, um minuto, até o cordão umbilical parar de pulsar (aproximadamente 3 minutos após o nascimento), para só então realizar-se o clampeamento; (0,06 p)
d. favorecer e estimular, sempre que a mãe desejar, sucção ao seio materno; (0,06 p)
e. observar continuamente: respiração e a frequência cardíaca (para determinar a necessidade de intervenções). (0,06 p)
B) Aponta a utilidade do clampeamento tardio do cordão umbilical no caso proposto pela variante A.

O clampeamento tardio do cordão umbilical é benéfico (0,04 p) com relação aos índices hematológicos (0,04 p) na idade de 3-6 meses (0,04 p) , embora possa elevar a necessidade de fototerapia por hiperbilirrubinemia indireta (0,04 p) na primeira semana de vida. (0,04 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.7)

CASO CLINICO: (232460 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 32 anos, refere fadiga crônica e palidez desde a adolescência. Antecedente de anemia microcítica diagnosticada na adolescência, tratada com sulfato ferroso oral sem resposta e com piora progressiva da sobrecarga de ferro. Hemograma atual: Hb 7,8 g/dL, VCM 62 fL (microcitose), RDW elevado, esfregaço periférico com dimorfismo eritrocitário (predomínio de hemácias hipocrômicas microcíticas + população normocítica/macrocítica) e corpúsculos de Pappenheimer. Ferro sérico 220 µg/dL, saturação de transferrina 70%, ferritina sérica 1200 ng/mL, TIBC normal. Exame físico: hepatoesplenomegalia leve. História familiar positiva para anemia em tio materno e irmão.

Questões

I. Qual a suspeita diagnóstica mais provável? (0,2 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,1 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,1 pontos)
IV. Qual o tratamento indicado? (0,1 pontos)





RATING: 3.06

I. Suspeita diagnóstica
A suspeita é de anemia sideroblástica hereditária (forma ligada ao cromossomo X).
  • Caracterizada por anemia + presença de sideroblastos em anel + aumento do estoque de ferro na medula óssea (0,05 p)
  • Coexistência paradoxal de hipocromia/microcitose com ferro sérico alto (>150 µg/dL), saturação de transferrina elevada (30-80%) e ferritina elevada (>100-200 ng/mL) (0,05 p)
  • Dimorfismo eritrocitário no esfregaço periférico (micrócitos predominantes na forma hereditária) com RDW aumentado (0,05 p)
  • Mais comum em homens, com hepatoesplenomegalia por hemocromatose eritropoiética e história familiar sugestiva de herança ligada ao X (0,05 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada

  • No tipo hereditário ligado ao cromossomo X, mutação na primeira enzima da síntese porfirínica – ALA-sintase mitocondrial (0,05 p)
  • A enzima catalisa a reação limitante (síntese de ALA a partir de glicina e succinil-CoA) e tem como principal cofator a vitamina B6 (piridoxal 5-fosfato) (0,03 p)
  • O mutante ALA-sintase só funciona quando altas doses suprafisiológicas de vitamina B6 são oferecidas (0,02 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

  • Aspirado de medula óssea (mielograma) é a única forma de confirmação (0,05 p)
  • Encontro de mais de 15% de eritroblastos do tipo sideroblastos em anel (0,05 p)

IV. Tratamento

  • Na forma hereditária ligada ao X, reposição de doses suprafisiológicas de piridoxina (vitamina B6) 50-100 mg/dia, com correção da anemia em 40-60% dos casos (0,05 p)
  • Duas preocupações principais: correção da anemia + correção/prevenção da hemocromatose eritropoiética (0,02 p)
  • Acompanhar ferritina sérica; se >500 ng/mL, flebotomia repetida quando anemia leve (Hb ≈9 g/dL) ou quelante desferoxamina 40 mg/kg/dia via SC em infusão contínua nos casos moderados/graves (0,03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.06)




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