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Considerando a apendicite aguda durante a gravidez, é CORRETO afirmar:
A. a forma perfurada acarreta maior risco de infecção do que na população geral
CORRETO: Na apendicite aguda durante a gravidez, a forma perfurada (ruptura do apêndice com extravasamento de conteúdo fecal e bacteriano para a cavidade peritoneal) de fato acarreta maior risco de infecção comparado à população não grávida. Isso ocorre por vários motivos fisiopatológicos específicos da gestação: diagnóstico mais tardio (devido a sintomas atípicos, como deslocamento do apêndice pelo útero gravídico e sintomas gastrointestinais comuns na gravidez), imunossupressão relativa da gestação, maior taxa de perfuração (25-50% em grávidas vs. 15-25% em não grávidas, segundo estudos e revisões como as publicadas no PubMed e Wiley), e fatores anatômicos que dificultam a contenção da infecção (o útero impede a migração adequada do omento e as contrações de Braxton-Hicks previnem a formação de aderências protetoras, favorecendo peritonite difusa precoce). Como resultado, há maior incidência de complicações infecciosas graves, como peritonite generalizada, sepse materna, abscessos intra-abdominais e infecção de sítio cirúrgico, com maior morbidade materna e risco fetal (incluindo perda fetal e parto prematuro) em comparação com mulheres não grávidas. Guidelines da ACOG e SAGES destacam que a perfuração na gestação eleva significativamente esses riscos infecciosos, reforçando a necessidade de cirurgia precoce.
B. o útero gravídico não interfere com a migração omental através da cavidade peritoneal
INCORRETO : O útero gravídico interfere sim. Com o crescimento uterino (especialmente a partir do segundo trimestre), o omento é deslocado e comprimido, dificultando seu contato com o apêndice inflamado e sua capacidade de 'selar' a área infectada (migração omental). Isso aumenta o risco de disseminação infecciosa e peritonite difusa, como descrito em revisões da SciELO e literatura clássica sobre apendicite na gravidez.
C. as contrações de Braxton-Hicks não interferem com a formação de aderências
INCORRETO : Interferem sim. As contrações de Braxton-Hicks (contrações uterinas irregulares e fisiológicas) são consideradas um fator que previne ou dificulta a formação de aderências peritoneais em torno da área inflamada. Isso ocorre porque o movimento constante do útero impede a fixação de fibrina e a organização de aderências protetoras, promovendo a disseminação precoce da infecção para peritonite difusa (mencionado em artigos da JAMA Surgery e literatura associada).
D. a maior vascularização da cavidade peritoneal durante a gravidez é fator protetor contra a disseminação infecciosa local
INCORRETO : A hipervascularização peritoneal gestacional não atua como fator protetor; ao contrário, pode facilitar a disseminação rápida de bactérias e toxinas pela maior perfusão sanguínea e linfática, agravando o risco de sepse e infecção sistêmica em casos perfurados. Não há evidências em guidelines ou revisões que a considerem protetora; o risco infeccioso global é maior na gestação, não menor.
E. a forma perfurada raramente se associa a trabalho de parto prematuro
INCORRETO : Associa-se frequentemente. A perfuração causa irritação peritoneal intensa, liberação de prostaglandinas e citocinas inflamatórias, que desencadeiam contrações uterinas e trabalho de parto prematuro em taxas elevadas (até 30-40% ou mais em perfuradas, vs. < 5% em não perfuradas). Estudos populacionais e revisões destacam que a perfuração é um dos principais fatores de risco para parto prematuro e perda fetal na apendicite gestacional.
Gabarito: A
Com base nos fundamentos teóricos do Bócio Nodular Tóxico (Doença de Plummer), responda de forma objetiva e fundamentada:
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Com base nos fundamentos teóricos do Bócio Nodular Tóxico (Doença de Plummer), responda de forma objetiva e fundamentada:
Subtotal item 1: 0,15 p
Subtotal item 2: 0,15 p
Subtotal item 3: 0,10 p
FONTE:
ADENOMA TÓXICO, BÓCIO MULTINODULAR TÓXICO (DOENÇA DE PLUMMER) - PLATAFORMA MISODOR
1) Esse quadro sugere risco de trombose venosa profunda (TVP)? Justifique.
Esse paciente apresenta risco intermediário para tromboembolismo venoso profundo por ter mais de 40 anos de idade e por ter de se submeter à cirurgia que pode ter duração igual ou superior a 60 minutos. (0,1 p)
2) Como deve ser realizada a profilaxia desse paciente, se houver risco de TVP?
Deverá ser submetido à quimioprofilaxia para TVP (0,05 p) com heparina de baixo peso molecular (HBPM) (0,05 p) ou heparina não fracionada (HNF) subcutânea (0,05 p), nas doses profiláticas baixas: HNF 5.000 UI a cada 12 h (0,05 p), enoxaparina 20 mg 1x ao dia (0,05 p), dalteparina 2.500 UI 1x ao dia (0,05 p) ou nadroparina (1.900 U se < 70 Kg ou 5.700 se > que 70 Kg) 1x ao dia, com duração de 7 a 10 dias (0,05 p). A primeira dose deverá ser administrada duas horas após a realização do bloqueio peridural (0,05 p).
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