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ABORDAGEM DO PACIENTE PEDIATRICO POLITRAUMATIZADO (ÁREA DE PEDIATRIA)

DEFINIÇÃO DO ACIDENTE: O Departamento de Emergências da Sociedade de Pediatria de São Paulo define hoje o acidente como evento não intencional e evitável, causador de todos os tipos de lesões no ambiente doméstico ou nos outros espaços sociais como trabalho, trânsito, escola, esportes e lazer.
DEFINIÇÃO DA VIOLÊNCIA: Podemos definir violência como o evento representado por ações realizadas por indivíduos ou grupos que ocasionam danos físicos, emocionais, morais ou espirituais a outros ou a si próprios.
DEFINIÇÃO DA POLITRAUMA: Politrauma é definido como o conjunto de lesões traumáticas simultâneas em diversas regiões, órgãos ou sistemas do corpo, em que pelo menos uma das lesões pode colocar o paciente em risco de vida. Em grande número de casos ocorre, também, trauma craniencefálico.
As causas externas (acidentes e violências) representam em nosso país, a principal causa de morte nas crianças e adolescentes na faixa etária de 5 a 19 anos.
Atualmente sete em cada dez adolescentes morrem por causas externas. Estima-se que, para cada óbito, ocorrem 4 casos que sobrevivem com seqüela graves.

OBJETIVA: (1427616 votos)..........96.24% das questões objetivas receberam votos.
No tratamento do bócio substernal, a proposição tecnicamente correta é
A. O radioiodo é a primeira linha no bócio substernal volumoso eutireóideo, reservando-se a cirurgia apenas à falha da ablação
B. A cervicotomia permite a ressecção da grande maioria dos casos (cerca de 90% ou mais); a via esternal ou torácica reserva-se a extensão abaixo do arco aórtico ou da carina, morfologia em iceberg, mediastino posterior complexo, recidiva, malignidade invasiva e bócio primário ectópico
C. A esternotomia média é obrigatória sempre que houver qualquer extensão maior que 3 cm abaixo da fúrcula esternal
D. A manubriotomia é contraindicada porque não oferece exposição útil ao mediastino superior e aumenta desproporcionalmente a morbidade respiratória
E. Basta a lobectomia do componente cervical, deixando o tecido mediastinal in situ para involução espontânea após descompressão do estreito

  RATING: 3.13

No tratamento do bócio substernal, a proposição tecnicamente correta é

A. O radioiodo é a primeira linha no bócio substernal volumoso eutireóideo, reservando-se a cirurgia apenas à falha da ablação
INCORRETO: Supressão hormonal e radioiodo não tratam de forma confiável a compressão mediastinal; o radioiodo pode até aumentar o volume inicialmente e é inadequado como primeira linha no substernal volumoso
B. A cervicotomia permite a ressecção da grande maioria dos casos (cerca de 90% ou mais); a via esternal ou torácica reserva-se a extensão abaixo do arco aórtico ou da carina, morfologia em iceberg, mediastino posterior complexo, recidiva, malignidade invasiva e bócio primário ectópico
CORRETO : Meta-análises e séries de referência mostram ressecção transcervical em cerca de 88-95% dos casos, com via extracervical em minoria selecionada pelos preditores anatômicos citados
C. A esternotomia média é obrigatória sempre que houver qualquer extensão maior que 3 cm abaixo da fúrcula esternal
INCORRETO : O limiar de 3 cm não torna a esternotomia obrigatória; a maior parte desses bócios sai por via cervical após ligadura precoce dos vasos superiores e extração capsular controlada
D. A manubriotomia é contraindicada porque não oferece exposição útil ao mediastino superior e aumenta desproporcionalmente a morbidade respiratória
INCORRETO : A manubriotomia (esternotomia parcial) é opção válida e de menor morbidade para graus intermediários (Huins 2 / extensão até a raiz aórtica)
E. Basta a lobectomia do componente cervical, deixando o tecido mediastinal in situ para involução espontânea após descompressão do estreito
INCORRETO : O tecido mediastinal não involui de modo previsível e mantém risco de compressão, hemorragia, malícia oculta e “bócio esquecido”; a ressecção deve ser completa

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.13)

DISCURSIVA: (199596 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Define e descreva o choque compensado. (0,091 pontos)
(II) Define e descreva o choque hiperdinâmico. (0,156 pontos)
(III) Classifique os choques segundo a etiologia.(0,078 pontos)
(IV) Cite 4 cardiopatias congênitas que são causas de choque cardiogênico em crianças. (0,097 pontos)
(V) Em caso de pneumotórax hipertensivo que tipo de choque que se encontra, frequentemente? (0,078 pontos)


RATING: 2.94

(I) Define e descreva o choque compensado. (0,091 pontos)
(II) Define e descreva o choque hiperdinâmico. (0,156 pontos)
(III) Classifique os choques segundo a etiologia.(0,078 pontos)
(IV) Cite 4 cardiopatias congênitas que são causas de choque cardiogênico em crianças. (0,097 pontos)
(V) Em caso de pneumotórax hipertensivo que tipo de choque que se encontra, frequentemente? (0,078 pontos)

(I) Define e descreva o choque compensado.

O choque é classificado como compensado ou descompensado (0,013 p) , de acordo com seu efeito na pressão arterial. (0,013 p)

O choque é definido como compensado (0,013 p) quando os mecanismos compensatórios (0,013 p) são capazes de manter a pressão arterial normal (0,013 p), ou seja, o paciente apresenta sinais e sintomas de perfusão tecidual inadequada (0,013 p), mas a pressão arterial sistólica é normal (0,013 p).

(II) Define e descreva o choque hiperdinâmico.

O choque é classificado segundo o débito cardíaco (0,013 p) em hipodinâmico ou frio (0,013 p) e hiperdinâmico ou quente (0,013 p).

O choque hiperdinâmico ou quente se associa a alto débito cardíaco (0,013 p) e baixa resistência vascular sistêmica (0,013 p). Caracteriza-se por extremidades quentes (0,013 p), avermelhadas (0,013 p), com alargamento da pressão de pulso (0,013 p) e perfusão periférica rápida (0,013 p). O fluxo sanguíneo é distribuído inadequadamente (0,013 p). Alguns tecidos recebem fluxo sanguíneo insuficiente (p.ex., a circulação esplâncnica) (0,013 p), enquanto outros (p.ex., pele e músculos) recebem fluxo sanguíneo excessivo em relação às suas demandas metabólicas (0,013 p).

(III) Classifique os choques segundo a etiologia.

O choque é classificado segundo a etiologia (0,013 p) em hipovolêmico (0,013 p), cardiogênico (0,013 p), distributivo (0,013 p), obstrutivo (0,013 p) e séptico (0,013 p).

(IV) Cite 3 cardiopatias congênitas que são causas de choque cardiogênico em crianças.

São as cardiopatias congênitas que evoluem com obstruções da via de saída do ventrículo esquerdo (0,013 p) - Interrupção do arco aórtico (0,021 p), coarctação da aorta (0,021 p), estenose aórtica crítica (0,021 p), síndrome do coração esquerdo hipoplásico (0,021p).

(V) Em caso de pneumotórax hipertensivo que tipo de choque que se encontra, frequentemente?

No pneumotórax hipertensivo, a compressão do pulmão (0,013 p) causa falência respiratória (0,013 p), e a compressão das estruturas mediastinais (coração e grandes vasos) (0,013 p) leva à diminuição do retorno venoso (0,013 p) e do débito cardíaco (0,013 p). Em crianças, geralmente, ocorre choque obstrutivo (0,013 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

CASO CLINICO: (231787 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Você está atendendo um recém-nascido, na sala de parto, que nasceu com 35 semanas por via vaginal. O paciente está aparentemente normal, sem apresentar malformações congênitas e não há histórico de outros achados patológicos ou de sofrimento fetal no pré-natal e liquido amniótico limpo, sem mecônio. O RN se apresenta com choro fraco, tônus flácido dos membros e leve cianose das extremidades. Pesa 2800 g e a FC é de 87 batimentos por minuto.
1) Qual é a sequência de atendimento desse RN? (0,14 pontos)
2) Como vai ser feito o clampeamento do cordão umbilical? (0,06 pontos)
3) Qual é o escore Apgar dessa criança?(0,06 pontos)
4) Necessita essa criança de intubação imediata? Justifique. (0,24 pontos)


RATING: 2.3

1) Qual é a sequência de atendimento desse RN?

  1. prover calor (0,02 p)
  2. posicionar a cabeça em leve extensão (0,02 p)
  3. aspirar boca e narinas (se necessário) (0,02 p)
  4. secar (0,02 p)
  5. ventilar com pressão positiva nos primeiros 60 segundos após o nascimento (0,02 p) e acompanhar a FC pelo monitor cardíaco (0,02 p) e a saturação de oxigênio (SatO2) pelo oxímetro de pulso. (0,02 p)
DISCUSSÃO:INDICATIVO DE REANIMAÇÃO: Diante da resposta “não” a pelo menos uma das três perguntas iniciais:
  1. gestação a termo? NÃO SIGNIFICA: diferente do termo (34 0/7 -  36 6/7 semanas - pré-termo tardios ou ≥42 0/7 semanas - pós-termo)
  2. respiração ou choro presente? NÃO não iniciam movimentos respiratórios regulares
  3. tônus muscular em flexão? NÃO SIGNIFICA: o tônus muscular está flácido

FC for <100 bpm

  • um profissional de saúde inicia a ventilação com pressão positiva (VPP)
  • o outro fixa os três eletrodos do monitor cardíaco e o sensor do oxímetro (colocar um eletrodo em cada braço próximo ao ombro e o terceiro eletrodo na face anterior da coxa; envolver a região do braço/perna que está com o eletrodo em bandagem elástica)

RN não apresenta movimentos respiratórios regulares

2) Como vai ser feito o clampeamento do cordão umbilical?
O clampeamento umbilical se faz de imediato para um RN com necessidade de reanimação.(0,06 p)
3) Qual é o escore Apgar dessa criança?
O escore Apgar será 4.(0,06 p)
DISCUSSÂO: a criança está com choro (respiração) fraca (+1) e movimentos fracos (irritabilidade) (+1), tonus flácido (0 pontos) a FC é abaixo de 100/minuto (+1) e há leve cianose das extremidades (+1);

4) Não necessita de intubação imediata. (0,04 p)
DISCUSSÂO: As indicações de ventilação através de cânula traqueal em sala de parto incluem:
  • ventilação com máscara facial não efetiva (após a correção de possíveis problemas técnicos, a FC permanece <100 bpm); (0,05 p)
  • ventilação com máscara facial prolongada o paciente não retoma a respiração espontânea (0,05 p)
  • aplicação de massagem cardíaca (não é o caso, a criança está com 87 bpm, acíma de 60). (0,05 p)
  • pacientes portadores de hérnia diafragmática que necessitam de VPP (intubação traqueal e a inserção imediata de sonda gástrica) (0,05 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.3)




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