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Paciente de 40 anos, tem 3 filhos, hipertensa há 5 anos, faz uso regular de nifedipina, captopril, propranolol, hidroclorotiazida e anticoncepcional oral. Relata aderência adequada à terapêutica, realiza atividade física regularmente, sua dieta está adequada e seu IMC é de 24 kg/m2. Todos os anti-hipertensivos estão em doses máximas. Mantém pressão arterial em torno de 160 x 90 mmHg. O primeiro fator que pode justificar a dificuldade no controle da PA é:
A. A inadequação da combinação dos fármacos no esquema anti-hipertensivo
INCORRETO: Como havia boa aderência terapêutica e seu tratamento farmacológico e não-farmacológico estava adequado, antes de ser considerado um novo fármaco, seria prudente rever outros medicamentos utilizados pela paciente que poderiam estar dificultando o controle da pressão.
B. O efeito rebote da nifedipina quando usada em negros
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. A evolução para hipertensão arterial maligna
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. O uso de anticoncepcional oral
CORRETO : O controle adequado da pressão arterial requer uma combinação de diversos fatores que dependem da participação da equipe de saúde e do paciente. O paciente deve ser adequadamente esclarecido sobre sua doença para que haja aderência ao plano terapêutico. A mencionada paciente pode ser considerada portadora de hipertensão arterial resistente, definida como a ausência de controle da pressão arterial com 3 anti-hipertensivos, incluindo um diurético. Entre os fármacos que mais comumente apresentam este efeito estão os simpaticomiméticos (p. ex., pseudo-efedrina), antiinflamatórios não-esteroidais (AINE), corticosteróides e anticoncepcionais orais. Os três últimos grupos de medicamentos possuem um efeito retentor de sódio, com aumento subseqüente da volemia, o que prejudica a atuação dos anti-hipertensivos. Os AINE também reduzem a produção de prostaglandinas vasodilatadoras renais, o que interfere na atuação dos inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA).
E. A presença de estenose de artéria renal
INCORRETO : Neste caso, o paciente encontra-se com a pressão controlada fora do consultório, porém, ao ser aferida pelo médico durante a consulta, constatam-se níveis elevados. Esta entidade é responsável por até 30% dos casos classificados como hipertensão resistente, e pode ser diagnosticada por meio da monitorização ambulatorial da pressão arterial. Se forem confirmados níveis pressóricos domiciliares elevados, deve ser considerada a otimização do tratamento farmacológico, acrescentando-se novos medicamentos ao esquema, e iniciada a investigação de causas
ecundárias de hipertensão arterial. Dentre estas causas, a doença parenquimatosa renal é a mais comum, seguida pela estenose da artéria renal.
Gabarito: D
As tireoidites distinguem-se não apenas pela etiologia, mas pelo substrato histológico, pelo comportamento da captação isotópica e pela forma de liberação hormonal. Responda aos itens.
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As tireoidites distinguem-se não apenas pela etiologia, mas pelo substrato histológico, pelo comportamento da captação isotópica e pela forma de liberação hormonal. Responda aos itens.
(I) Histopatologia distintiva
Esquema anatomopatológico:
Esquema funcional de fase:
Esquema nosológico:
Esquema patogenético comparativo:
Esquema diferencial teórico:
FONTE:
Bióloga, professora universitária, 47 anos, hipertensa, tabagista inveterada (cerca de 2 maços por dia), apresenta quadro de insuficiência coronária, com indicação para cirurgia de revascularização do miocárdio; procura cirurgião especializado, de sua confiança e de seu círculo social.
O cirurgião, conhecedor do fato de que o marido da professora apresenta comportamento de risco (portador do vírus da imunodeficiência humana [HIV] por possível bissexualidade?), exige a realização do teste de HIV como pré-condição para operá-la. A paciente informa ter realizado o exame há 10 meses, com resultado negativo.
O cirurgião insiste na feitura de novo exame. A paciente se nega a realizá-lo e o médico se nega a operá-la.
Por interferência da Diretoria Clínica do hospital a doente acaba concordando em realizar o teste, cujo resultado vem a ser negativo.
O cirurgião, então, a procura e decide marcar a intervenção cirúrgica.
A paciente, porém, pergunta ao cirurgião: ”Qual o motivo para exigir o teste HIV?”
Responde o cirurgião: ”Porque durante o ato cirúrgico eu poderia, por acidente, me ferir e correr o risco de ser infectado”.
”Nesse caso,” diz a paciente,”desejo também conhecer o resultado do seu teste, pois o senhor também pode, na mesma situação, em cirurgia extracorpórea, me contaminar”.
PERGUNTA-SE:
1) É errada a atitude do medico? Justifiquem! (0,2 p)
2) O Conselho Regional de Medicina pode punir o medico? Conforme qual princípio? (0,2 p)
3) É justificado o pedido da paciente que o medico fizesse, também, o exame? (0,1 p)
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