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INSUFICIÊNCIA VENOSA CRÔNICA DOS MEMBROS INFERIORES - LIVRE ACESSO (ÁREA DE CIRURGIA)

O termo veias varicosas, no senso comum engloba um espectro de dilatação venosa que varia de pequenas telangiectasias a veias varicosas tortuosas bastante dilatadas.

Como já citado, para uma caracterização adequada, assim como para escolha do tratamento apropriado, certas definições devem ser compreendidas:

  1. O termo veias varicosas engloba qualquer veia dilatada, tortuosa, alongada, independentemente do seu calibre.
  2. Telangiectasias são varicosidades intradérmicas pequenas e tendem ser esteticamente desagradáveis, mas assintomáticas.
  3. Veias reticulares são subcutâneas e dilatadas, que drenam para tributárias de veias axiais principais ou tronculares.
  4. Veias tronculares são as nomeadas como veia safena interna e externa

OBJETIVA: (1121511 votos)..........99.51% das questões objetivas receberam votos.
Paciente de 30 anos, usuário de cocaína inalatória, é internado com intensa dor no corpo e dispnéia. Encontra-se oligúrico e sua urina apresenta coloração vermelho-escura. Os exames revelam insuficiência renal hipercalêmica e acidose metabólica com anion gap elevado. Qual o diagnóstico mais provável?
A. Acidose lática
B. Sepse
C. Rabdomiólise
D. Glomerulonefrite
E. Hemólise intravascular

  RATING: 3.08

Paciente de 30 anos, usuário de cocaína inalatória, é internado com intensa dor no corpo e dispnéia. Encontra-se oligúrico e sua urina apresenta coloração vermelho-escura. Os exames revelam insuficiência renal hipercalêmica e acidose metabólica com anion gap elevado. Qual o diagnóstico mais provável?

A. Acidose lática
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Sepse
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Rabdomiólise
CORRETO : O que lembra para você a associação do uso de cocaína com insuficiência renal aguda oligúrica?? Se não lembra deveria lembrar: Rabdomiólise!!! A cocaína em excesso provoca intensa lesão muscular esquelética (e por vezes também cardíaca...). Na rabdomiólise, as fibras musculares sofrem lise, liberando na corrente sanguínea mioglobina que aparece na urina como mioglobinúria (justificando a urina escura e avermelhada) e é a grande causa da lesão renal aguda. A insuficiência renal da rabdomiólise cursa sempre com importante elevação do potássio e fosfato séricos e acidose metabólica significativa. A explicação é a liberação pelo músculo lesado de grande quantidade de potássio, fosfato e ácido lático. Há casos de rabdomiólise com potássio sérico de 15 mEq/L!!
D. Glomerulonefrite
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Hemólise intravascular
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.08)

DISCURSIVA: (181530 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Na abordagem do paciente ictérico, disserte sobre os seguintes aspectos:
1) Caracterização da icterícia obstrutiva frente aos outros tipos de icterícia do ponto de vista clínico, laboratorial e de exames complementares citando os métodos propedêuticos mais adequados. (0,35 pontos)
2) Cuidados a serem tomados no período pre-operatório com respeito à coagulação, ao ato anestésico cirúrgico e à função renal. (0,15 pontos)


RATING: 3.43

Na abordagem do paciente ictérico, disserte sobre os seguintes aspectos:
1) Caracterização da icterícia obstrutiva frente aos outros tipos de icterícia do ponto de vista clínico, laboratorial e de exames complementares citando os métodos propedêuticos mais adequados. (0,35 pontos)
2) Cuidados a serem tomados no período pre-operatório com respeito à coagulação, ao ato anestésico cirúrgico e à função renal. (0,15 pontos)

1) Caracterização da icterícia obstrutiva frente aos outros tipos de icterícia do ponto de vista clínico, laboratorial e de exames complementares citando os métodos propedêuticos mais adequados.
  • A icterícia obstrutiva é caracterizada pelo predomínio da elevação da bilirrubina direta, semelhante à icterícia colestática intra-hepática. (0,05 p)
  • Diferencia-se das icterícias hepatocelulares pela ausência de elevação ou elevação em níveis menores das aminotransferases (TGO e TGP). (0,05 p)
  • Apresenta por outro lado elevação das enzimas canaliculares, fosfatase alcalina e gama glutamil-transferase. (0,05 p)
  • Na icterícia obstrutiva, ocorre prolongamento do tempo de atividade da protrombina o qual normaliza-se com reposição de vitamina K por não existir doença parenquimatosa. (0,05 p)
  • Na história clínica, alguns sintomas e sinais podem sugerir icterícia obstrutiva: dor no abdome superior, principalmente no hipocôndrio direito, febre, prurido e colúria, podendo existir na dependência da causa a presença de massa ou vesícula biliar palpáveis. (0,05 p)
  • Os métodos de imagem permitem a diferenciação entre icterícia obstrutiva e colestase intra-hepática ao identificar o calibre das vias biliares, a causa e o local de uma obstrução. (0,05 p)
  • Os métodos de imagem atualmente disponíveis e utilizados para a investigação são os seguintes: ultrassonografia, endossonografia, colangiografia transparieto hepática percutânea, colângio-pancreatografia endoscópica retrógrada, colangioressonância nuclear magnética, tomografia computadorizada. (0,05 p)

2) Cuidados a serem tomados no período per-operatório com respeito à coagulação, ao ato anestésico cirúrgico e à função renal.
  • Perdas volêmicas devem ser identificadas e repostas evitando-se que o paciente desenvolva hipotensão e insuficiência renal sobretudo no período per-operatório. (0,015 p)
  • O controle da eficácia de reposição é realizado através da mensuração do volume urinário. (0,015 p)
  • Distúrbios da coagulação devem ser investigados realizando-se hemograma com contagem de plaquetas o qual permite a identificação de indícios de infecção e distúrbio da coagulação. (0,015 p)
  • Deve ser realizada a aferição do tempo de protrombina e de tromboplastina parcial ativada. (0,015 p)
  • Em pacientes eletivos com tempo de protrombina alargado, deve-se repor vitamina K por 3 dias. (0,015 p)
  • Em situações de urgência ou quando houver falta de resposta à vitamina K, deverá ser reposto plasma fresco e ocasionalmente crioprecipitado. (0,015 p)
  • É importante também manter correto equilíbrio eletrolítico, principalmente do sódio e do potássio. (0,015 p)
  • Devem ser avaliados e corrigidos os níveis de escórias nitrogenadas através de reposição hídrica ou de medidas de suporte à função renal. (0,015 p)
  • Pacientes sem infecção deverão receber antibioticoprofilaxia e os portadores de colangite deverão receber antibioticoterapia. (0,015 p)
  • Evitar o uso de drogas anestésicas hepatotóxicas e manutenção de estabilidade hemodinâmica no período intraoperatório. (0,015 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.43)

CASO CLINICO: (211525 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Masculino, 34 anos, brasileiro, de Alagoas. Sua história tem inicio há 4 anos com dilatação progressiva das veias superficiais dos membros inferiores, que se tornaram proeminentes, gradualmente descoradas e endurecidas. Após 5 anos, notou proeminência dos vasos da face anterior do tórax e parede abdominal. Desenvolveu ginecomastia, e varicocele bilateral.
Nega consumo crônico de álcool e drogas.
Ganha a vida pescando e vendendo peixe.
Não foi evidenciado ao exame clinico icterícia, telangiectasias ou atrofia testicular.
Havia ginecomastia bilateral e esplenomegalia.
A contagem de plaquetas era de 20.000 por milímetro cúbico, as provas funcionais hepáticas não estavam alteradas.
A ultrassonografia duplex-doppler do abdômen mostrou fibrose peri-portal, esplenomegalia e elevado fluxo de portal.
A esofagogastroduodenoscopia mostrou a presença de varizes esofágicas.



CASO CLINICO


Pergunta-se:

1) Qual o diagnostico mais provável e o tratamento do caso? (0,25 p)
2) Como podemos confirmar o diagnostico? (0,25 p)



RATING: 3.02

1)  Qual o diagnostico mais provável e o tratamento do caso?


O diagnóstico mais provável é de hipertensão portal pela esquistossomose intestinal. (0,05 p)

Principais causas de hipertensão portal classificadas de acordo com o local de aumento da resistência vascular:

a) Pré-hepática:
  • Trombose da veia esplênica
  • Trombose da veia porta
  • Cavernomatose da veia porta

b) Intra-hepática
  • Esquistossomose
  • Fibrose hepática congênita
  • Cirrose hepática
  • Hepatite crônica

c) Pós-hepática
  • Síndrome de Budd-Chiari
  • Malformações congênitas na veia cava inferior
  • Pericardite constrictiva

O diagnostico de ESQUISTOSSOMÍASE pode ser considerado enquanto:

  • não apresentando antecedentes de etilismo ou outras doenças cirógenas
  • idade jovem, contato com águas possivelmente contaminadas
  • ausência de ascite, edemas, aranhas vasculares.  (hipertensão portal pre-sinusoidal?)

Procedência de zona endêmica de esquistossomose (Alagoas, no caso) pode sugerir a causa da hipertensão portal, especialmente sabendo que o paciente vem permanente em contato com águas possivelmente contaminadas.
Comumente, em caso de etiologia parasitaria com S. mansoni,  observam-se manifestações de hipertensão portal, sem os estigmas de doença hepática crônica.(0,1 p)
O paciente tem que ser tratado com praziquantel, mesmo com as evidencias de fibrose peri-portal e hipertensão porta, suportando bem o tratamento, com negativação posterior do exame de fezes. O praziquantel (um derivado pirazino-isoquinolíquinico) é empregado na dose de 50 mg por quilo de peso corporal para adultos em dose única, por via oral, dado preferencialmente após refeição. Os percentuais de cura são semelhantes àqueles obtidos com a oxaminiquina. Não se dispõe da apresentação em forma de xarope.(0,1 p)

2)  Como podemos confirmar o diagnostico? (0,25 p)

Para fazer o diagnostico de certeza e preciso encontrar ovos de S. mansoni (0,05 p)

METODOS UTILIZADOS:

  1. o exame parasitológico das fezes (Kato-Katz, Lutz) (0,05 p)
  2. a eclosão de miracídios (0,05 p)
  3. a biópsia retal (0,05 p)
  4. a biópsia hepática (0,05 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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