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DIVERTICULOSE ESOFAGICA (ÁREA DE CIRURGIA)

A diverticulose esofágica é uma condição incomum, mas potencialmente grave, na qual pequenas bolsas ou sacos (divertículos) se formam na parede do esôfago. Estas bolsas podem se preencher com alimentos ou líquidos, o que pode levar a sintomas como tosse, dor torácica, dificuldade para engolir e desconforto abdominal. O tratamento mais comum para a diverticulose esofágica é a cirurgia. A cirurgia envolve a remoção dos divertículos e de qualquer tecido inflamado ou danificado, bem como a reconstrução da parede do esôfago. Após o procedimento, o paciente geralmente recebe medicamentos para reduzir o risco de infecção ou complicações. Além disso, o paciente pode ser aconselhado a mudar sua dieta ou estilo de vida para diminuir o risco de complicações futuras.

OBJETIVA: (1268400 votos)..........97.11% das questões objetivas receberam votos.
Qual das seguintes afirmativas melhor caracteriza o papel dos genes supressores tumorais, como TP53, na regulação da progressão neoplásica, considerando os mecanismos de controle celular e as consequências de suas alterações genéticas?
A. Os genes supressores atuam predominantemente na ativação dominante de vias proliferativas, codificando proteínas como GTPases que transmitem sinais de fatores de crescimento para o núcleo, com mutações ativadoras em códons específicos levando a sinalização constitutiva em tumores como pâncreas e cólon.
B. Os genes supressores funcionam como reguladores positivos do ciclo celular, requerendo amplificação ou translocação para exercer efeito, promovendo a transcrição de genes pró-proliferativos no núcleo e associando-se a linfomas e carcinomas quando desregulados.
C. Os genes supressores servem como freios no crescimento celular, regulando proliferação, diferenciação, estabilidade genômica e apoptose, necessitando de mutações em ambos os alelos para perda de função, permitindo acúmulo de mutações e crescimento desordenado em diversos cânceres.
D. Os genes supressores codificam proteínas de sinalização intercelular envolvidas no desenvolvimento embrionário, com ativação aberrante levando a proliferação basal desregulada, implicada principalmente em carcinomas espinocelulares através de mutações em componentes como PTCH1.
E. Os genes supressores induzem inflamação crônica e hiperplasia epidérmica por exposições repetidas, atuando de forma reversível sem danificar o DNA, ampliando clones de células iniciadas via vias como NF-κB ou MAPK em contextos de irritação tecidual.

  RATING: 2.87

Qual das seguintes afirmativas melhor caracteriza o papel dos genes supressores tumorais, como TP53, na regulação da progressão neoplásica, considerando os mecanismos de controle celular e as consequências de suas alterações genéticas?

A. Os genes supressores atuam predominantemente na ativação dominante de vias proliferativas, codificando proteínas como GTPases que transmitem sinais de fatores de crescimento para o núcleo, com mutações ativadoras em códons específicos levando a sinalização constitutiva em tumores como pâncreas e cólon.
INCORRETO: Essas são características de oncogenes como RAS, que são genes alterados derivados de proto-oncogenes normais, codificando GTPases citoplasmáticas que propagam sinais de receptores de fatores de crescimento para o núcleo, com mutações ativadoras em códons como 12 ou 61 bloqueando a hidrólise de GTP e causando sinalização persistente, associadas a tumores como pâncreas, cólon e pulmão, em contraste com a função supressora recessiva.
B. Os genes supressores funcionam como reguladores positivos do ciclo celular, requerendo amplificação ou translocação para exercer efeito, promovendo a transcrição de genes pró-proliferativos no núcleo e associando-se a linfomas e carcinomas quando desregulados.
INCORRETO : Ooncogenes como MYC, que atuam no núcleo como fatores de transcrição que impulsionam genes pró-proliferativos, com desregulação por amplificação ou outras alterações dominantes levando a linfomas e carcinomas, diferentemente dos supressores que requerem perda de função bialélica para promover a neoplasticidade.
C. Os genes supressores servem como freios no crescimento celular, regulando proliferação, diferenciação, estabilidade genômica e apoptose, necessitando de mutações em ambos os alelos para perda de função, permitindo acúmulo de mutações e crescimento desordenado em diversos cânceres.
CORRETO : Os genes supressores, também conhecidos como antioncogenes, operam como inibidores do crescimento celular, controlando aspectos como proliferação, diferenciação, manutenção da integridade do genoma e morte celular programada, seguindo o modelo de dois hits que exige inativação bialélica para perda completa de função, o que resulta em descontrole proliferativo e permissão para o acumular de danos genéticos adicionais, com implicações em malignidades como fígado, bexiga, mama, pulmão e tecidos hematopoiéticos.
D. Os genes supressores codificam proteínas de sinalização intercelular envolvidas no desenvolvimento embrionário, com ativação aberrante levando a proliferação basal desregulada, implicada principalmente em carcinomas espinocelulares através de mutações em componentes como PTCH1.
INCORRETO : Essas caracteristicas são da família Hedgehog, envolvida em sinalização intercelular durante o desenvolvimento tecidual, onde mutações em repressores como PTCH1 ou ativação de SMO resultam em proliferação basal aberrante, predominantemente em carcinomas basocelulares, não representando o mecanismo geral dos genes supressores como TP53.
E. Os genes supressores induzem inflamação crônica e hiperplasia epidérmica por exposições repetidas, atuando de forma reversível sem danificar o DNA, ampliando clones de células iniciadas via vias como NF-κB ou MAPK em contextos de irritação tecidual.
INCORRETO : A definição delineia o processo de promoção carcinogênica, que envolve exposições prolongadas e repetidas a agentes que causam alterações reversíveis como inflamação crônica, irritação e hiperplasia, sem dano direto ao DNA, expandindo clones iniciados por vias como NF-κB para inflamação ou MAPK para proliferação, com possibilidade de regressão ao cessar a exposição, distinto da ação supressora genética.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.87)

DISCURSIVA: (190287 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre o carcinoma adrenocortical, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Descreva a epidemiologia teórica do carcinoma adrenocortical e seus dois picos de incidência. (0,1 pontos)
  2. Explique os critérios histopatológicos de Weiss e sua utilidade na diferenciação entre adenoma e carcinoma. (0,1 pontos)
  3. Enumere os sistemas de estadiamento utilizados no carcinoma adrenocortical e os principais elementos que os compõem. (0,1 pontos)
  4. Discuta os princípios teóricos da ressecção cirúrgica oncológica no carcinoma adrenocortical. (0,1 pontos)
  5. Descreva as bases teóricas do uso do mitotano como terapia adjuvante no carcinoma adrenocortical. (0,1 pontos)




RATING: 3.11

Sobre o carcinoma adrenocortical, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Descreva a epidemiologia teórica do carcinoma adrenocortical e seus dois picos de incidência. (0,1 pontos)
  2. Explique os critérios histopatológicos de Weiss e sua utilidade na diferenciação entre adenoma e carcinoma. (0,1 pontos)
  3. Enumere os sistemas de estadiamento utilizados no carcinoma adrenocortical e os principais elementos que os compõem. (0,1 pontos)
  4. Discuta os princípios teóricos da ressecção cirúrgica oncológica no carcinoma adrenocortical. (0,1 pontos)
  5. Descreva as bases teóricas do uso do mitotano como terapia adjuvante no carcinoma adrenocortical. (0,1 pontos)


1. O carcinoma adrenocortical é neoplasia rara, com incidência estimada de 0,5 a 2 casos por milhão de habitantes/ano (0,05 p).
Apresenta dois picos de incidência: na infância (associado a síndromes genéticas) e entre a 4ª e 5ª décadas de vida (0,05 p).
2. Os critérios de Weiss avaliam nove parâmetros histológicos (alto grau nuclear, mitoses > 5/50 campos, mitoses atípicas, células claras < 25%, arquitetura difusa, necrose, invasão venosa, invasão sinusoidal e invasão capsular) (0,06 p).
A presença de três ou mais critérios confere diagnóstico de carcinoma, permitindo a diferenciação teórica do adenoma (0,04 p).
3. Os sistemas principais são o ENSAT e o AJCC/TNM (0,03 p).
Eles consideram: tamanho tumoral, invasão de tecidos adjacentes, invasão de veia cava ou renal, metástases linfonodais e metástases a distância (0,07 p).

4. Princípios teóricos da cirurgia oncológica:

  • Ressecção em bloco (en bloc) com margens livres, evitando ruptura da cápsula tumoral (0,05 p);
  • Linfadenectomia regional e, quando necessário, ressecção de órgãos adjacentes invadidos, visando R0 (0,05 p).
5. O mitotano atua como adrenolítico seletivo, inibindo a esteroidogênese e promovendo necrose do córtex adrenal (0,05 p).
Sua indicação adjuvante teórica baseia-se no alto risco de recidiva (estádios III–IV ou critérios histológicos de alto grau), com objetivo de prolongar a sobrevida livre de doença (0,05 p).


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR -  CARCINOMA ADRENOCORTICAL

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.11)

CASO CLINICO: (222516 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Uma mulher de 28 anos observou perda de movimentação fetal com 36 semanas de gestação por datas. Não se ouviam batimentos cardíocos fetais com 40 semanas pela DUM, quando a paciente foi vista novamente. O útero media 30 cm a partir da sínfise até o fundo.

  1. O que que a amniocentese provavelmente iria revelar neste caso? - 0,2 pontos;
  2. Que teste seria valioso para realizar neste momento? - 0,1 pontos;
  3. Qual é a complicação materna mais bem reconhecida que pode ocorrer neste caso? - 0,2 pontos;



RATING: 2.87

I) O que que a amniocentese provavelmente iria revelar neste caso?

A morte fetal é bastante provável. (0,05 p). Caso a amniocentese seja realizada um líquido escuro (0,05 p) que pode ser causado por mecônio (0,05 p) ou sangramento (0,05 p).

II) Que teste seria valioso para realizar neste momento?

Na presença de morte fetal há algum tempo, a mãe pode desenvolver uma coagulopatia de consumo (0,05 p). Uma coagulograma seria o melhor teste neste momento (0,05 p).

III) Qual é a complicação materna mais bem reconhecida que pode ocorrer neste caso?

Um feto morto retido no útero por mais de 5 semanas (0,05 p) provavelmente vai provocar uma hipofibrinogenemia (0,05 p); portanto, a capacidade de coagulação materna deve ser avaliada (0,05 p), pelo menos 1 vez por semana (0,05 p). Há indicação para expulsão do feto morto.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.87)




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