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ANEMIAS HEMOLÍTICAS AUTOIMUNES (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

DEFINIÇÃO: destruição acelerada das hemácias em razão da fixação de imunoglobulinas ou complemento na superfície das hemácias.

HEMÓLISE IMUNE: Caracterizada pela destruição prematura das hemácias devido à ação da resposta imunológica humoral, pode causar anemia caso o setor eritroblástico da medula óssea não apresente hiperplasia compensatória suficiente.

Os sintomas iniciais são decorrentes da:

  • anemia causada pela hemólise,
  • efeitos secundários do quadro hemolítico
  • doença primária que está causando a AHAI
  1. anemia hemolítica autoimunepor anticorpos a quente = a temperatura ótima de reatividade do anticorpo é de 37°C.
  2. anemia hemolítica autoimunepor anticorpos a frio = maior afinidade pela hemácia numa temperatura próximo a 4°C e diminuição da afinidade em temperaturas fisiológicas.

OBJETIVA: (1220170 votos)..........99% das questões objetivas receberam votos.
Com relação à hemorragia digestiva baixa, assinale a alternativa CORRETA:
A. doença diverticular dos cólons é uma das principais causas
B. devido à baixa resolução espontânea, a abordagem inicial deve ser agressiva, e o tratamento cirúrgico indicado de forma rotineira
C. em casos de dificuldade diagnóstica por meio da colonoscopia, a angiografia possui uma sensibilidade maior que a cintilografia
D. o débito acima de 0,1 ml por minuto é suficiente para o diagnóstico angiográfico e posterior embolização
E. não é possível a realização de colonoscopia de urgência na vigência de sangramento, pois o paciente não está com o cólon preparado

  RATING: 2.78

Com relação à hemorragia digestiva baixa, assinale a alternativa CORRETA:

A. doença diverticular dos cólons é uma das principais causas
CORRETO: A doença diverticular dos cólons (diverticulose colônica) constitui uma das principais etiologias de hemorragia digestiva baixa em adultos, especialmente em indivíduos acima de 60 anos, respondendo por aproximadamente 30-50% dos casos de sangramento maciço de cólon. O mecanismo envolve erosão de artéria perfurante no domo do divertículo, frequentemente no cólon direito, com sangramento arterial de volume variável. Na maioria dos episódios ocorre resolução espontânea, mas a identificação precoce da causa é essencial para manejo adequado.
B. devido à baixa resolução espontânea, a abordagem inicial deve ser agressiva, e o tratamento cirúrgico indicado de forma rotineira
INCORRETO : A grande maioria dos sangramentos por diverticulose colônica apresenta resolução espontânea (cerca de 80-90%). A abordagem inicial é conservadora (reposição volêmica, correção de coagulopatias, suporte hemodinâmico), reservando-se o tratamento cirúrgico (colectomia segmentar ou subtotal) apenas para casos de hemorragia maciça refratária ao tratamento endoscópico ou angiográfico, instabilidade hemodinâmica persistente ou recidiva grave. A cirurgia não é indicada de forma rotineira.
C. em casos de dificuldade diagnóstica por meio da colonoscopia, a angiografia possui uma sensibilidade maior que a cintilografia
INCORRETO : Em casos de dificuldade diagnóstica, a cintilografia com hemácias marcadas (cintilografia com Tc-99m) possui maior sensibilidade para detectar sangramentos de baixo débito (a partir de 0,1 mL/min), enquanto a angiografia mesentérica requer débito maior (aproximadamente 0,5-1,0 mL/min) para visualização do extravasamento de contraste. Assim, a cintilografia é geralmente mais sensível que a angiografia em sangramentos intermitentes ou de baixo volume, embora a angiografia permita terapêutica imediata por embolização quando positiva.
D. o débito acima de 0,1 ml por minuto é suficiente para o diagnóstico angiográfico e posterior embolização
INCORRETO : O débito mínimo necessário para detecção confiável por angiografia mesentérica situa-se em torno de 0,5 mL/min (alguns autores citam 0,5-1,0 mL/min). Débito de 0,1 mL/min é suficiente para detecção por cintilografia com hemácias marcadas, mas não para angiografia convencional. Quando a angiografia identifica o ponto de sangramento, a embolização seletiva pode ser realizada com sucesso, porém o limiar de débito citado na alternativa é inadequado.
E. não é possível a realização de colonoscopia de urgência na vigência de sangramento, pois o paciente não está com o cólon preparado
INCORRETO : A colonoscopia de urgência é viável e recomendada na hemorragia digestiva baixa ativa ou recente, mesmo sem preparo intestinal convencional. Realiza-se preparo rápido com solução de polietilenoglicol por via oral ou por sonda nasogástrica em volume acelerado, permitindo boa visualização na maioria dos casos quando o sangramento não é cataclísmico. A colonoscopia terapêutica (injeção, clipagem, cauterização) é o método de escolha inicial na maioria dos centros, com alta taxa de sucesso diagnóstico e terapêutico.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.78)

DISCURSIVA: (187905 votos) ..........98.31% das questões discursivas receberam votos.
1) Enumeram os quatro defeitos que definem a tetralogia Fallot. - 0,2 pontos
2) Que tipo anatomofisiológico de cardiopatia é a tetralogia Fallot? - 0,15 pontos
3) Há possibilidade de fazer o diagnóstico de tetralogia Fallot durante a gravidez? Que exame é o padrão ouro e quando deve ser feito? - 0,15 pontos


RATING: 3.18

1) Enumeram os quatro defeitos que definem a tetralogia Fallot. - 0,2 pontos
2) Que tipo anatomofisiológico de cardiopatia é a tetralogia Fallot? - 0,15 pontos
3) Há possibilidade de fazer o diagnóstico de tetralogia Fallot durante a gravidez? Que exame é o padrão ouro e quando deve ser feito? - 0,15 pontos

1) Enumeram os quatro defeitos que definem a tetralogia Fallot.

A tetralogia de Fallot consiste em:

  • obstrução na via de saída do ventrículo direito (estenose pulmonar) (0,05 p)
  • comunicação interventricular (CIV) (0,05 p)
  • dextroposição da aorta cavalgando o septo (0,05 p)
  • hipertrofia ventricular direita (0,05 p)

2) Que tipo anatomofisiológico de cardiopatia é a tetralogia Fallot?

A tetralogia Fallot é uma cardiopatia congênita cianotica, com fluxo pulmonar diminuido. (0,15 p)

3) Há possibilidade de fazer o diagnóstico de tetralogia Fallot durante a gravidez? Que exame é o padrão ouro e quando deve ser feito?

Sim, é possivel (0,05 p). O padrão ouro é a ecocardiograma fetal (0,05 p) que se faz entre as 18 e as 22 semanas a qualquer grávida com um risco aumentado de cardiopatia congénita. (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.18)

CASO CLINICO: (220144 votos)..........98.56% dos casos clinicos receberam votos.
Um menino de 4 anos e 11 meses, foi levado ao pronto-socorro após ser atropelado por um carro. 
O paciente mostrou boa interação com o examinador, estava choroso, levemente pálido (1+/4), bem hidratado, respirava normalmente, sem sinais de cianose, com pulsos palpáveis e boa perfusão capilar. Havia escoriações e hematomas no tórax e nos membros inferiores. 
No exame do sistema nervoso central, ele apresentava tendência de manter os olhos fechados, mas com abertura ao ser chamado pelo nome, obedecia os pedidos do acompanhante e do examinador, no entanto estava confuso, perguntando toda a hora o que que aconteceu. O pescoço sem rigidez, pupilas isocóricas e reativas à luz. No exame cardiovascular, o ritmo cardíaco era regular e não havia sopros, embora ele estivesse respirando rapidamente. No exame respiratório, o murmúrio vesicular estava audível e a saturação de oxigênio era de 98% em ar ambiente. 

Responda ás questões a seguir:

1) Conforme a escala de Glasgow essa criança vai precisar de via aérea artificial? Justifique. - 0,08 pontos

2) Quais são as medidas corretivas imediatas desse atendimento, que já deveriam ser feitas no lugar do atropelamento? - 0,14 pontos

3) Salientando que o foco principal do impacto foi o tórax, qual é o sinal mais preocupante e qual é a suspeita clínica? - 0,14 pontos

4) A investigação radiológica evidenciou: contusão pulmonar; pneumotórax à direita; fratura de costelas à direita e fratura de clavícula à direita. Qual é a conduta? 0,14 pontos




RATING: 3.02

1) Conforme a escala de Glasgow essa criança vai precisar de via aérea artificial? Justifique.

Não (0,02 p). O escore de Glasgow dessa criança neste momento é de 13 (0,02 p) – ou seja bem longe de 8, que seria a indicação para intubação (0,02 p), além disto, não apresenta nenhum sinal de insuficiência respiratória aguda atual ou iminente (0,02 p)

2) Quais são as medidas corretivas imediatas desse atendimento, que já deveriam ser feitas no lugar do atropelamento?

O pescoço da criança deve permanecer em posição neutra (0,02 p) e não pode ser hiperestendido (0,02 p). A via aérea deve ser mantida totalmente permeável (0,02 p), enquanto a coluna cervical é imobilizada em posição neutra (0,02 p). Tração e movimento do pescoço devem ser evitados (0,02 p) após manutenção da via aérea e estabilização da coluna cervical (0,02 p). Um colar semi-rígido deve ser aplicado. (0,02 p)

3) Salientando que o foco principal do impacto foi o tórax, qual é o sinal mais preocupante e qual é a suspeita clínica?

O sinal mais preocupante – a criança está taquipneica (0,02 p), embora o MV está audível e a saturação boa.

A contusão pulmonar (0,02 p)deve ser suspeitada em qualquer criança com trauma torácico contuso (0,02 p) que apresente dor no peito , dificuldade para respirar ou hipoxia inexplicada (0,02 p).

Fraturas de costela (0,02 p), assim como equimose na parede torácica devem aumentar ainda mais a suspeita de lesão no parênquima subjacente.

Pneumotórax (0,02 p) ou hemotórax (0,02 p) devem ser suspeitados em qualquer criança com histórico de trauma torácico que apresente dor no peito, falta de ar, dificuldade respiratória, hipóxia ou evidência de choque.

Todos os pacientes com um mecanismo de lesão torácica devem ser submetidos rapidamente a uma avaliação radiológica com raio-X de tórax

4) A investigação radiológica evidenciou: contusão pulmonar; pneumotórax à direita; fratura de costelas à direita e fratura de clavícula à direita. Qual é a conduta?

Atendimento de criança com trauma torácica:

  • suporte ventilatório não invasivo (0,02 p)

  • hidratação venosa (0,02 p)

  • analgesia de suporte (0,02 p)

  • curativo nas escoriações (0,02 p)

  • tipóia devido a fratura da clavícula (0,02 p)

  • colher Gasometria; Proteína C Reativa; Hemocultura; Hemograma (0,02 p)

  • transferir para UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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