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Paciente feminina procurou o ambulatório por estar com história de emagrecimento há quatro meses. Durante a anamnese você identificou dor abdominal em hipogástrio, alteração no calibre e presença de sangue nas fezes. A paciente é tabagista e etilista. A colonoscopia realizada identificou tumor maligno no cólon sigmoide. A paciente teve indicação cirúrgica. Durante o procedimento de laparotomia foi evidenciado hemoperitôneo com laceração de alças intestinais e necrose de alça. Uma das hipóteses da equipe cirúrgica foi obstrução em alça fechada. Em relação ao caso apresentado, assinale a alternativa que contém, respectivamente, o provável tipo histológico do tumor; o segmento colônico que rompe com maior frequência e a explicação para o rompimento.
A. adenocarcinoma – cólon ascendente e lei de Laplace
INCORRETO: Embora o adenocarcinoma seja o tipo histológico correto e a lei de Laplace explique o mecanismo de rompimento, o segmento colônico que rompe com maior frequência em obstrução em alça fechada por tumor sigmoide é o ceco, não o cólon ascendente em geral. O ceco é especificamente o local mais vulnerável devido ao seu maior diâmetro, conforme literatura sobre perfurações diastáticas; citar o ascendente é impreciso, pois a perfuração proximal tipicamente ocorre no ceco.
B. linfoma – reto e lei de Stevin
INCORRETO : O linfoma é um tipo histológico raro em tumores colorretais primários (menos de 1% dos casos), não sendo o mais provável aqui, onde o adenocarcinoma predomina. O reto não é o segmento que rompe com maior frequência em obstrução sigmoide, pois a distensão afeta partes proximais como o ceco. Além disso, a lei de Stevin (relacionada à pressão hidrostática em fluidos) não explica o mecanismo de perfuração intestinal, que é melhor descrito pela lei de Laplace; Stevin não se aplica a tensões em paredes viscerais.
C. carcinoma epidermoide – ceco e lei de Stevin
INCORRETO : O carcinoma epidermoide (ou escamoso) é raro no cólon sigmoide, ocorrendo mais comumente no canal anal ou reto distal, associado a HPV ou condições inflamatórias, não sendo o tipo histológico provável para um tumor sigmoide maligno. Embora o ceco seja o segmento correto para rompimento, a lei de Stevin é inapropriada aqui, pois não descreve a relação entre raio, pressão e tensão na parede intestinal, ao contrário da lei de Laplace.
D. GIST – ceco e lei de Laplace
INCORRETO : O GIST (tumor estromal gastrointestinal) é um tipo mesenquimal raro no cólon (menos comum que adenocarcinoma), originando-se de células intersticiais de Cajal, e não é o histológico mais provável em um tumor maligno sigmoide obstrutivo. Embora o ceco e a lei de Laplace estejam corretos para o rompimento, o tipo tumoral errado invalida a alternativa.
E. adenocarcinoma – ceco e lei de Laplace
CORRETO : O adenocarcinoma é o tipo histológico mais comum em tumores malignos do cólon sigmoide, representando mais de 90% dos cânceres colorretais, originando-se das células epiteliais da mucosa colônica. No contexto de obstrução em alça fechada causada por um tumor obstrutivo no sigmoide (com válvula ileocecal competente), o ceco é o segmento que mais frequentemente sofre perfuração diastática devido à distensão excessiva, levando a laceração e necrose, como evidenciado no hemoperitôneo durante a cirurgia. A explicação reside na lei de Laplace, que estabelece que a tensão na parede de um tubo oco (como o intestino) é diretamente proporcional ao raio e à pressão intraluminal; assim, o ceco, com o maior diâmetro no cólon, experimenta a maior tensão e tem o maior risco de ruptura em situações de obstrução distal.
Gabarito: E
RATING: 2.99 ![]()
FONTE:
Um homem de 42 anos foi vítima de agressão com golpe deferido com uma pedra contra a parte lateral de sua cabeça durante uma violenta briga à saída de uma boate. De acordo com amigos que presenciaram o evento, o paciente imediatamente perdeu a consciência e ficou desacordado por cerca de 20 minutos. O paciente foi trazido até a emergência, onde permaneceu internado aguardando a realização de tomografia computadorizada (TC) de crânio, pois o técnico da TC estava atrasado. Os exames realizados foram hemograma, glicemia, eletrólitos e radiografia de crânio. Três horas após o paciente evoluiu novamente com rebaixamento do nível de consciência, anisocoria (D>E) e fez um episódio convulsivo. Foi intubado, ventilado e transportado até a radiologia, onde foi submetido à TC de crânio:
PERGUNTA-SE:
a) Qual o diagnóstico? (0,1 pontos)
b) Quais as principais alterações encontradas na TC de crânio? (0,2 pontos)
c) O que você esperaria encontrar na radiografia realizada na Emergência? (0,1 pontos)
d) Qual a possível complicação que o paciente está desenvolvendo? (0,1 pontos)
a) Qual o diagnóstico?
Hematoma extradural agudo. (0,1 p)
b) Quais as principais alterações encontradas na TC de crânio?
Imagem lenticular hiperdensa. (0,1 p) Desvio das estruturas da linha média. (0,1 p)
c) O que você esperaria encontrar na radiografia realizada na Emergência?
Fratura linear do osso temporal. (0,1 p)
d) Qual a possível complicação que o paciente está desenvolvendo?
Herniação do uncus. (0,1 p)
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