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A IMUNIZAÇÃO (ÁREA DE PEDIATRIA)

A imunização é um recurso notadamente bem-sucedido, com bom custo/benéfico na prevenção das doenças infecciosas e é uma das conquistas principais da saúde pública e dos pediatras. Como resultado das imunizações de rotina na infância, a ocorrência de doenças contagiosas antigamente comuns diminuiu marcadamente nos Estados Unidos e em outros países na segunda metade do século XX. Programas de saúde pública baseados em vacinação levaram à erradicação global da varíola, eliminação dos poliovírus do tipo selvagem das Américas e provavelmente do mundo no futuro próximo, e uma redução superior a 95% da doença pelo Haemophilus influenzae do tipo b (Hib) invasivo nos Estados Unidos. Além disso, a síndrome da rubéola congénita, tétano e difteria quase foi eliminada, e a incidência de rubéola e sarampo foi reduzida a taxas baixas recordes nos Estados Unidos.
Lactentes e outras crianças norte-americanas rotineiramente recebem vacinas contra 11 doenças: difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, infecção pelo Hib, infecção pneumocócica, hepatite B e varicela. As vacinas contra hepatite A e contra a gripe são recomendadas para alguns grupos de crianças.

OBJETIVA: (1193011 votos)..........99.12% das questões objetivas receberam votos.
O sinal de Rovsing, quando presente ao exame físico de paciente com dor abdominal, é sugestivo de:
A. diverticulite perfurada
B. apendicite aguda
C. colecistite aguda
D. úlcera perfurada
E. abscesso hepaticopiogênico

  RATING: 2.95

O sinal de Rovsing, quando presente ao exame físico de paciente com dor abdominal, é sugestivo de:

A. diverticulite perfurada
INCORRETO: A diverticulite geralmente afeta o cólon sigmoide no lado esquerdo do abdome, causando dor no quadrante inferior esquerdo, febre e possivelmente peritonite localizada. O sinal de Rovsing é específico para irritação no lado direito, não se aplicando aqui. Em casos perfurados, há sinais de peritonite difusa, mas sem o padrão cruzado do Rovsing.
B. apendicite aguda
CORRETO : O sinal de Rovsing é um achado clássico no exame físico sugestivo de apendicite aguda. Ele é elicidado ao palpar o quadrante inferior esquerdo do abdome, o que provoca dor no quadrante inferior direito (ponto de McBurney). Isso ocorre devido à irritação peritoneal causada pela inflamação do apêndice, que é tipicamente localizado no lado direito. É um sinal de sensibilidade indireta, ajudando a diferenciar apendicite de outras causas de dor abdominal, especialmente quando associado a outros sinais como dor à descompressão (Blumberg) ou rigidez abdominal.
C. colecistite aguda
INCORRETO : Essa condição envolve inflamação da vesícula biliar, tipicamente causando dor no quadrante superior direito, irradiando para o ombro direito. O sinal clássico aqui é o de Murphy (dor à palpação profunda sob o rebordo costal direito durante inspiração). Não há relação com palpação esquerda causando dor direita no contexto de colecistite.
D. úlcera perfurada
INCORRETO : Uma úlcera perfurada (geralmente gástrica ou duodenal) leva a peritonite química aguda, com dor abdominal difusa, rigidez e sinais de choque. Embora haja irritação peritoneal, o sinal de Rovsing não é descrito como específico para essa condição; a dor é mais generalizada e não segue o padrão de sensibilidade indireta no quadrante inferior direito.
E. abscesso hepaticopiogênico
INCORRETO : Um abscesso hepático piogênico causa dor no quadrante superior direito, febre e possivelmente icterícia, com sensibilidade à palpação no fígado. Não envolve o apêndice ou irritação peritoneal no quadrante inferior, e o sinal de Rovsing não é associado a patologias hepáticas como essa.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

DISCURSIVA: (185651 votos) ..........98.27% das questões discursivas receberam votos.

O tratamento ideal da HIC visa a remoção da sua causa. Esse objetivo pode ser alcançado em alguns pacientes que apresentam lesões expansivas, que podem ser removidas. Muitas vezes, porém, isso não é possível e, então, medidas concomitantes ou de emergência devem ser tomadas, enquanto a causa não é removida. Entre elas, estão incluídas medidas de ordem geral e medidas específicas.
1) Citem 5 medidas de ordem geral indicadas nesta fase do atendimento.(0,25 pontos)
2) Citem 5 medidas de ordem especifico indicadas nesta fase de atendimento.(0,25 pontos)



RATING: 3.03

O tratamento ideal da HIC visa a remoção da sua causa. Esse objetivo pode ser alcançado em alguns pacientes que apresentam lesões expansivas, que podem ser removidas. Muitas vezes, porém, isso não é possível e, então, medidas concomitantes ou de emergência devem ser tomadas, enquanto a causa não é removida. Entre elas, estão incluídas medidas de ordem geral e medidas específicas.
1) Citem 5 medidas de ordem geral indicadas nesta fase do atendimento.(0,25 pontos)
2) Citem 5 medidas de ordem especifico indicadas nesta fase de atendimento.(0,25 pontos)

1) Citem 5 medidas de ordem geral indicadas nesta fase do atendimento.
a) posição em decúbito dorsal e com a cabeça elevada a 30º (0,05 p)
b) desobstrução de vias aéreas (0,05 p)
c) manutenção da homeostase (especialmente hidratar e corrigir hiponatremia) (0,05 p)
d) ventilação mecânica se a respiração espontânea do paciente não é suficiente para manter a PO2 acima de 60-70 mmHg e a PCO2 arterial entre 30-40 mmHg (0,05 p)
e) aliviar a dor e o desconforto (0,05 p)

2) Citem 5 medidas de ordem especifico indicadas nesta fase de atendimento.

a) Inibição da produção de líquido cefalorraquidiano (corticosteróides e inibidores da anidrase carbônica)
b) Drenagem de lÌquido cefalorraquidiano (LCR)
c) Hiperventilação
d) Uso de direticos
e) Barbituricos
f) Solução Salina Hipertónica
g) Hipotermia (cada uma 0,05 pontos, se incluidas nesta lista)

FONTE:

HIPERTENSÃO INTRACRANIANA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

CASO CLINICO: (217577 votos)..........99.02% dos casos clinicos receberam votos.
T.P.S. 11 meses, branca, natural e procedente de São Paulo, SP.
Queixa:
Olhos inchados há 5 dias. Mãe refere que a criança iniciou com dor, vermelhidão e secreção purulenta em ambos os olhos há 5 dias e progressivamente passou a apresentar edema bipalpebral e bilateral, irritabilidade, febre e recusa alimentar.
A febre tem-se manifestado desde o segundo dia de doença, com picos entre 38,5* a 39°C, 2 a 3 vezes ao dia, cedendo com dipirona. Entretanto a criança se mantém apática, irritada, sem se alimentar mesmo nos períodos em que se encontra afebril.
Nega sintomas respiratórios agudos ou gastrointestinais associados.

Gestação e Parto: Criança é fruto de primeira gestação. Mãe realizou pré-natal que transcorreu sem patologias, parto cesárea por desporoporção céfalo-pélvica. Idade gestacional 39 semanas PN = 2.900g Comp = 49 cm. Apgar de 9 e 10.
Alimentação: Recebeu leite materno somente no primeiro mês de vida porque o leite secou. A partir de então usou fórmulas lácteas alternadas com leite fluido. Alimentação com frutas e papa de legumes desde os 4 meses. Atualmente recebe dieta da família, almoço e jantar com legumes, carne arroz e feijão ou similares diariamente, frutas 2 vezes ao dia e leite integral 200ml 3 vezes ao dia.
Vacinação: segundo a mãe completa, não trouxe a carteira de vacinação.
DNPM: senta sem apoio e está tentando engatinhar. "Prefere ficar no berço brincando" (sic).
Patologias anteriores: Diarréia aguda e desidratação por duas vezes aos 2 meses e aos 7 meses, ambas com internação para hidratação, alta sem complicações.

Antecedentes familiares: mãe 25 anos saudável tabagista de 1 maço de cigarros por dia. Pai 30 anos, saudável, tabagista. Condições sociais e de moradia: Casa de alvenaria com 3 cômodos, onde moram a mãe, o pai e a criança, em região urbana com saneamento básico, sem animais domésticos, ensolarada. A criança permanece sempre em casa com a mãe, não freqüenta a creche. Eventualmente fica com a avó materna quando a mãe faz algum serviço de limpeza em casa de família. Renda familiar de dois salários mínimos aproximadamente.
Exame Físico:
Paciente em regular aspecto geral, descorada +/4+, hidratada, acianótica, anictérica, eupnéica e afebril, sem edemas, com perfusão periférica normal, sem adenomegalias.
Peso = 8.600 g Comp = 72 cm FC = 110 bpm FR - 32 ipm T= 36.8° C
Segmento cefálico: edema de pálpebras inferiores e superiores bilateral 4+/4+, com hiperemia e calor locais e dor à palpação. Impossibilidade de verificar região de conjuntivas e córnea em razão ao edema.

Orofaringe e otoscopia normais.
Tórax : sem anormalidades.
ACV: ritmo cardíaco regular a 2 tempos, sem sopros
AR: Murmúrio Vesicular presente sem ruídos adventícios
Abdome: plano flácido sem visceromegalias.
Membros: normais
Neurológico: discreta rigidez de nuca. chorosa à flexão do pescoço.

1) Quais são os diagnosticos dessa criança? 0,2 pontos;

2) Qual é a conduta inicial neste caso? 0,2 pontos;

3) Quais são as avaliações á ser feitas em seguida? 0,1 pontos


RATING: 3.09

1) Quais são os diagnosticos dessa criança?

Os diagnósticos iniciais foram:
- Desenvolvimento ponderoestatural adequado (0,05 p)
- Desenvolvimento neuropsicomotor atrasado (0,05 p)
- Vacinação adequada (?) (0,05 p)
- Alimentação atual adequada (0,05 p)
- Celulite periorbitária bilateral. (0,05 p)

2) Qual é a conduta inicial neste caso?

Em razáo da gravidade do processo infeccioso, foram coletados hemograma (0,025 p), hemocultura (0,025 p), LCR (0,025 p), bioquímica de sangue (0,025 p) e tomografia de órbitas (0,025 p).

O tratamento inicial foi dieta para a idade (0,025 p), ceftriaxone 100mg/kg/dia (0,025 p), sintomáticos. (0,025 p)

3) Avaliação oftalmologica (0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.09)




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