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Causa mais frequente de obstrução de intestino grosso:
A. doença neoplásica
CORRETO: A doença neoplásica, particularmente o adenocarcinoma colorretal, representa a causa mais frequente de obstrução do intestino grosso em adultos, respondendo por aproximadamente 60-70% dos casos em séries clínicas mundiais, devido ao crescimento endoluminal progressivo que estreita o lúmen colônico, especialmente no cólon esquerdo e sigmoide, levando a obstrução mecânica aguda ou subaguda, com maior incidência em pacientes acima de 60 anos e fatores de risco como dieta pobre em fibras, tabagismo e predisposição genética.
B. megacólon chagásico (volvo ou fecaloma)
INCORRETO : Embora o megacólon chagásico por denervação parassimpática na doença de Chagas possa predispor a fecalomas ou vólvulos, essa etiologia é endêmica em regiões específicas da América Latina e responde por menos de 5% das obstruções colônicas globais, sendo rara em populações não expostas ao Trypanosoma cruzi.
C. doença diverticular na forma hipertônica
INCORRETO : A diverticulite aguda ou estenoses pós-inflamatórias na doença diverticular podem causar obstrução, mas predominantemente em formas complicadas e crônicas, representando cerca de 10-15% dos casos, com a variante hipertônica associada a espasmos musculares no sigmoide, porém não como a etiologia primária ou mais frequente em comparações epidemiológicas.
D. aderências pós-operatórias (bridas)
INCORRETO : As aderências são a principal causa de obstrução do intestino delgado, mas no intestino grosso respondem por apenas 5-10% das obstruções, ocorrendo em pacientes com histórico cirúrgico abdominal prévio, onde as bridas extrínsecas comprimem o cólon, sem predominar sobre neoplasias em estatísticas hospitalares.
E. hérnia interna
INCORRETO : As hérnias internas, como as para-duodenais ou mesentéricas, são raras e tipicamente afetam o intestino delgado, com obstrução colônica ocorrendo em menos de 1% dos casos totais de obstrução intestinal, devido à anatomia fixa do cólon e menor mobilidade em comparação ao delgado.
Gabarito: A
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FONTE:
1) Qual é o diagnóstico do paciente?
Síndrome dispéptica ou dispepsia. (0,25 p)
Discussão: Paciente com sintoma dispéptico de epigastralgia em queimação,sem apresentar sinais de alarme como disfagia, icterícia, sangramento, anemia, alterações de exame físico sugestivos de doença maligna, que indicariam a realização de endoscopia digestiva alta, apresenta ainda idade menor que 50 anos de idade que seria outra indicação da realização do procedimento. O paciente pode apresentar diagnóstico de doença ulcerosa péptica com estes sintomas, mas sem apresentar sinais de alarme pode ser manejado de forma conservadora neste momento.
2) Qual é a conduta mais adequada inicialmente? (0,25 p)
Sugerir modificações de hábitos e introduzir bloqueador H2 para tratamento da dispepsia.
Discussão: Paciente sem sinais de alarme não tendo indicação de realizar endoscopia digestiva alta, podemos orientar modificações de hábitos de vida como diminuição de ingesta de álcool e café e procurar observar quais alimentos desencadeiam com maior freqüência estes sintomas.
Os bloqueadores H2como a ranitidina podem ser usados em doses de 150 mg, 2 vezes ao dia por 2-4 semanas. O uso de bloqueadores de bomba de prótons é uma opção, embora não tenha sido demonstrado sua superioridade em relação aos bloqueadores H2 e por seu maior custo não deve ser utilizado.
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