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CÂNCER DE ESOFAGO (ÁREA DE CIRURGIA)

O câncer do esôfago é a sexta causa mais comum de neoplasia maligna do mundo, representando 4% dos diagnósticos novos de câncer nos Estados Unidos.

Infelizmente, a maioria dos pacientes se apresenta com doença localmente avançada (estágio T3 e/ou N1). Variações na incidência ocorrem entre países ou mesmo entre as regiões de um certo país, especialmente junto à população masculina. Apesar dos padrões geográficos, tem sido observada uma grande virada no tipo histológico tumoral.

OBJETIVA: (1432086 votos)..........96.4% das questões objetivas receberam votos.
Dentre as entidades nosológicas a seguir, a situação que pode se associar com a presença de derrame pleural tipo exsudato é:
A. Insuficiência cardíaca congestiva
B. Síndrome nefrótica
C. Tuberculose pleuropulmonar
D. Cirrose hepática
E. Mixedema

  RATING: 3

Dentre as entidades nosológicas a seguir, a situação que pode se associar com a presença de derrame pleural tipo exsudato é:

A. Insuficiência cardíaca congestiva
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Síndrome nefrótica
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Tuberculose pleuropulmonar
CORRETO : O líquido pleural é classificado, de acordo com os critérios de Light, em exsudato ou transudato. O exsudato é caracterizado por relação proteína do líquido e proteína sérica maior que 0,5; relação LDH (desidrogenase láctica) do líquido e LDH sérica maior que 0,6; e LDH do líquido maior que 2/3 do limite superior do LDH sérico (em geral maior que 200mg/dL). Através dessa classificação é possível orientar os diagnósticos diferenciais:


D. Cirrose hepática
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Mixedema
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (200209 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A adolescência é uma verdadeira e autêntica fase evolutiva do ser humano e que deve ser considerada desde os vértices biológico, social e psicológico. Nessa fase, o indivíduo adota comportamentos considerados anormais ou patológicos em outras fases do desenvolvimento, o que caracteriza o que se denomina de síndrome de adolescência normal.  Para que alcance a identidade adulta o adolescente passa por três perdas fundamentais deste período evolutivo. Pede-se:
1) Cite as três perdas fundamentais por que passa o adolescente. - 0,1875 pontos
2) Cite cinco características de comportamento do adolescente que fazem parte da síndrome da adolescência normal. - 0,3125 pontos


RATING: 3.51

A adolescência é uma verdadeira e autêntica fase evolutiva do ser humano e que deve ser considerada desde os vértices biológico, social e psicológico. Nessa fase, o indivíduo adota comportamentos considerados anormais ou patológicos em outras fases do desenvolvimento, o que caracteriza o que se denomina de síndrome de adolescência normal.  Para que alcance a identidade adulta o adolescente passa por três perdas fundamentais deste período evolutivo. Pede-se:
1) Cite as três perdas fundamentais por que passa o adolescente. - 0,1875 pontos
2) Cite cinco características de comportamento do adolescente que fazem parte da síndrome da adolescência normal. - 0,3125 pontos

1) Cite as três perdas fundamentais por que passa o adolescente.
Perda do corpo infantil (0,0625 p); Perda dos pais da infância (0,0625 p); perda da identidade e do papel infantil (0,0625 p).

2) Cite cinco características de comportamento do adolescente que fazem parte da síndrome da adolescência normal. 

DEVE CITAR CINCO DAS DEZ ELENCADAS ABAIXO:  (0,0625 p de cada uma correta)
busca de si mesmo e da identidade adulta;

Tendência grupal;

  1. necessidade de intelectualizar e fantasiar;
  2. crises religiosas;
  3. deslocação temporal;
  4. evolução sexual desde o auto-erotismo até a heterossexualidade;
  5. atitude social reivindicatória;
  6. contradições sucessivas em todas as manifestações da contuta;
  7. separação progressiva dos pais;
  8. constantes flutuações do humor e do estado de ânimo.

FONTE:

Medicina do adolescente. Venorica Coates et al. Editora Sarvier, 1a Edição, 1993. p. 30-34.

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.51)

CASO CLINICO: (232376 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Identificação: Sra. L.M., 31 anos, sexo feminino, branca, médica residente.

Queixa principal: Crises de pressão alta com dor de cabeça latejante, coração disparado, suor que molha a roupa e sensação de pavor iminente há 7 meses.

História da Doença Atual: Episódios súbitos e recorrentes, duração 15–50 minutos, frequência 3–5 vezes/semana, sem fator desencadeante claro (pioram com estresse). Durante crise: PA 250/160 mmHg e FC 165 bpm. Entre crises: HAS lábil (média 140–155 × 90–100 mmHg) apesar de losartana 100 mg + anlodipino 10 mg + carvedilol 25 mg. Associa perda ponderal involuntária de 9 kg em 5 meses, poliúria/polidipsia e diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 há 4 meses (início rápido).

Antecedentes pessoais e familiares: Carcinoma medular de tireoide tratado com tireoidectomia total + esvaziamento cervical há 2 anos e meio. Mãe operada de feocromocitoma e portadora de hiperparatireoidismo primário.

Exame físico (entre crises): Emagrecida, ansiosa. PA 155/98 mmHg, FC 105 bpm. Palidez cutânea e pele úmida durante relato de crise. Abdômen plano, sem massas palpáveis.

Exames complementares:

  • Glicemia jejum 162 mg/dL; HbA1c 7,2 %.
  • Metanefrinas plasmáticas: Metanefrina 1.380 pg/mL (VR < 57); Normetanefrina 920 pg/mL (VR < 148) — francamente elevadas.
  • TC abdômen (protocolo adrenal): massas heterogêneas adrenais bilaterais (direita 5,2 × 4,8 cm; esquerda 3,1 × 2,9 cm) com realce intenso e washout característico.
  • RM abdômen: lesões com alta intensidade de sinal em T2 (“sinal da lâmpada acesa” / light bulb sign) bilateral.

QUESTÕES:

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? - 0,12 pontos
II. Qual a possível causa etiopatogênica da doença diagnosticada? - 0,11 pontos
III. Qual a melhor modalidade de confirmar o diagnóstico? - 0,1 pontos
IV. Qual o tratamento de escolha e os passos fundamentais do preparo pré-operatório? - 0,17 pontos





RATING: 3.01

(I) Correlacionando o quadro clínico com os dados:
  • O quadro de episódios paroxísticos de hipertensão arterial sistêmica com cefaleia, palpitações, sudorese profusa e palidez cutânea é a manifestação mais característica do feocromocitoma, presente em cerca de 90 % dos casos. (0,02 p)
  • Até 90 % dos pacientes apresentam pelo menos dois sintomas da tríade clássica (cefaleia + palpitações + sudorese). (0,02 p)
  • A associação com carcinoma medular de tireoide prévio e história familiar de feocromocitoma + hiperparatireoidismo aponta fortemente para Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2A (NEM-2A). (0,03 p)
  • Em indivíduos jovens há maior risco de bilateralidade (10–35 %) e de associação genética (10–25 %). (0,02 p)
  • Perda ponderal e diabetes mellitus de início recente são compatíveis com hipersecreção de catecolaminas (intolerância à glicose em 50 %; DM em 10–20 % dos casos). (0,02 p)
  • O diagnóstico precoce seguido da ressecção cirúrgica do tumor permite a cura na grande maioria dos pacientes. (0,01 p)


(II) A etiopatogenia deve ser compreendida dentro do espectro das síndromes genéticas.
  • Cerca de 10 % a 25 % dos feocromocitomas têm origem genética. (0,02 p)
  • O feocromocitoma é componente importante da NEM tipo 2A, associado a carcinoma medular de tireoide (95 %), feocromocitoma (30–50 %) e hiperparatireoidismo (20–30 %). (0,03 p)
  • A mutação ocorre no proto-oncogene RET localizado no cromossomo 10q11.2, nos códons 609, 611, 618 e 634. (0,04 p)
  • As formas genéticas como a NEM-2A frequentemente cursam com feocromocitoma bilateral e apresentação em idades mais precoces. (0,02 p)


(III) O diagnóstico segue duas etapas rigorosas — primeiro a confirmação bioquímica, depois a localização.
  • A dosagem de metanefrinas plasmáticas livres (normetanefrina e metanefrina) é o teste inicial de maior sensibilidade (99 %). (0,03 p)
  • Valores normais praticamente excluem o diagnóstico (exceto tumores muito pequenos < 1 cm). (0,02 p)
  • Níveis elevados acima de quatro vezes o limite superior confirmam o tumor com probabilidade próxima de 100 %. (0,03 p)
  • As metanefrinas plasmáticas livres apresentam sensibilidade de 99 %; as urinárias fracionadas de 24 horas, 97 %. (0,02 p)

(IV) O tratamento é sempre cirúrgico, mas o sucesso depende fundamentalmente do preparo farmacológico.
  • O tratamento de escolha é a ressecção cirúrgica completa do tumor, com taxas de sobrevivência cirúrgica de 98–100 % quando realizada por equipe experiente (endocrinologista + cirurgião + anestesista). (0,02 p)
  • A preparação farmacológica pré-operatória cuidadosa é o fator mais importante para o sucesso da cirurgia e para a prevenção de crises hipertensivas intraoperatórias. (0,02 p)
  • A estratégia consiste no bloqueio combinado alfa- e beta-adrenérgico, nesta ordem (alfa primeiro). (0,02 p)
  • O bloqueio alfa deve preceder o beta porque as catecolaminas em excesso causam vasoconstrição intensa e contração do volume intravascular; o bloqueio alfa relaxa os vasos permitindo expansão volêmica, enquanto iniciar o betabloqueador primeiro deixa a estimulação alfa sem oposição, podendo piorar drasticamente a hipertensão. (0,04 p)
  • O agente de escolha para o bloqueio alfa é a fenoxibenzamina (bloqueador alfa não-seletivo, irreversível e de longa duração); deve ser iniciada 7 a 10 dias antes da cirurgia, dose inicial 10 mg uma ou duas vezes ao dia, titulada gradualmente até 20–100 mg por dia em doses divididas. (0,03 p)
  • Em casos de doença bilateral associada a síndromes genéticas, recomenda-se a adrenalectomia subtotal laparoscópica com preservação do córtex adrenal para evitar insuficiência adrenal crônica. (0,02 p)
  • A abordagem laparoscópica é o procedimento de escolha para tumores suprarrenais com menos de 8 cm, oferecendo menor tempo de internação e recuperação mais rápida. (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.01)




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