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COMA CETOACIDOTICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

As comas do diabetes mellitus tipo I são acontecimentos lamentáveis, geralmente derivadas de erro de medicação ou erros diagnósticos, ou no minimo da negligência do proprio paciente. Constituem emergências clínicas, devendo ser identificadas e tratadas prontamente.

No caso do diabetes mellitus tipo I os mais conhecidas são o coma cetoacidotico e o coma hipoglicemico.

OBJETIVA: (1128950 votos)..........99.45% das questões objetivas receberam votos.
São totalmente metabolizadas pela flora bacteriana colônica:
A. lignina e psyllium
B. a celulose
C. pectinas
D. ácidos graxos de cadeia curta
E. fenóis, indóis e amina

  RATING: 2.86

São totalmente metabolizadas pela flora bacteriana colônica:

A. lignina e psyllium
INCORRETO: Componentes das plantas, como lignina e psyllium, não são fermentados no cólon humano.
B. a celulose
INCORRETO : As celuloses são parcialmente fermentadas.
C. pectinas
CORRETO : As pectinas das frutas são completamente metabolizadas pelas bactérias colônicas.
D. ácidos graxos de cadeia curta
INCORRETO : Os produtos finais da fermentação são ácidos graxos de cadeia curtas e gases – dióxido de carbono, metano e hidrogênio.
E. fenóis, indóis e amina
INCORRETO : A fermentação de proteínas pode resultar na formação de substâncias tóxicas, como fenóis, indóis e aminas. A presença de carboidratos pode inibir a produção dessas toxinas, que podem causar lesões na mucosa e hiperproliferação celular, possivelmente contribuindo para o desenvolvimento de câncer.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.86)

DISCURSIVA: (181911 votos) ..........99.39% das questões discursivas receberam votos.
Na avaliação da vitalidade fetal, cite as cinco variáveis que compõem o Perfil Biofísico Fetal. (0,5 pontos)


RATING: 1.66

Na avaliação da vitalidade fetal, cite as cinco variáveis que compõem o Perfil Biofísico Fetal. (0,5 pontos)

As variáveis que compõem o Perfil Biofísico Fetal:

1) Movimentos fetais (0,1 p)
2) Movimentos respiratórios fetais (0,1 p)
3) Tônus fetal (0,1 p)
4) Líquido amniótico (0,1 p)
5) Cardiotocografia (0,1 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (1.66)

CASO CLINICO: (212059 votos)..........99.49% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 45 anos, agricultor, procedente de área rural na região Norte do Brasil (zona de desmatamento para construção de estradas e surgimento de povoados pioneiros), procura atendimento com queixa de lesão ulcerada no membro inferior direito há aproximadamente 60 dias. A lesão iniciou como nódulo pruriginoso, evoluiu para úlcera redonda, grande, rasa, de bordas elevadas, coloração violácea, pouco dolorosa, associada a envolvimento do cordão linfático. Há 20 dias iniciou sintomas nasais: epistaxe recorrente, formação de crostas, saída de secreção nasal, dor, hiperemia e deformidade incipiente do nariz. Relata picadas frequentes de insetos durante trabalho em mata, moradia próxima a florestas e presença de cães com lesões cutâneas suspeitas na residência. Exame otorrinolaringológico revela hiperemia do septo nasal e crostas. Não há febre nem comprometimento sistêmico evidente.

Questões:

I. Qual a suspeita diagnóstica? ..... 0,12 pontos
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? ...... 0,13 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ..... 0,12 pontos
IV. Qual o tratamento indicado? ....... 0,13 pontos





RATING: 3.03

I. Suspeita diagnóstica: Leishmaniose tegumentar americana – forma mucosa (tardia ou concomitante) ou cutâneo-mucosa

  • Lesão cutânea inicial típica: nódulo pruriginoso → úlcera redonda/oval, grande, rasa, bordas elevadas, violácea, pouco dolorosa, membros inferiores, envolvimento de cordão linfático, possibilidade de cura espontânea (0,04 p)
  • Evolução com metástase para mucosas da nasofaringe (epistaxe, crostas, secreção, dor, hiperemia, deformidade) em <5% dos casos, podendo surgir concomitantemente, até 2 anos ou décadas após cicatrização da lesão cutânea (0,04 p)
  • Epidemiologia compatível: área endêmica no Brasil (Norte/Nordeste), ocupação rural, desmatamento, reservatórios como cães (0,04 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada: Infecção por Leishmania (Viannia) braziliensis transmitida por flebótomo

  • Protozoário do gênero Leishmania, ordem Kinetoplastida, família Trypanosomatidae; principal agente da forma mucosa é L. (V.) braziliensis (menos frequentemente L. amazonensis e L. guyanensis) (0,05 p)
  • Transmissão nas Américas: picada de fêmeas de flebótomos (família Psychodidae, subfamília Phlebotominae, gêneros Lutzomyia e Psychodopygus) que inoculam promastigotas (0,04 p)
  • No hospedeiro vertebrado: forma amastigota parasita células do sistema fagocítico mononuclear; ciclo completo com transformação promastigota → amastigota após 4-5 dias no vetor (0,04 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Diagnóstico parasitológico direto (exame parasitológico direto de primeira escolha)

  • Procedimento de eleição: pesquisa direta por escarificação da borda da lesão mais recente ou impressão por aposição de biópsia, corada por Giemsa/Leishman para visualização de amastigotas arredondadas/ovóides (2-3 µm, núcleo e cinetoplasto) (0,04 p)
  • Sensibilidade alta em lesões recentes (até 100% em <2 meses para L. braziliensis); diminui com tempo de evolução; complementado por PCR (sensibilidade 97% em cutânea, 62-97% em mucosa) ou imunoistoquímica (0,04 p)
  • Métodos auxiliares (não definitivos isoladamente): intradermorreação de Montenegro (>90% positiva), histopatologia, cultivo em NNN/Schneider (0,04 p)

IV. Tratamento indicado: Antimoniato de N-metilglucamina (antimonial pentavalente) como droga de primeira escolha

  • Para forma mucosa: 20 mg SbV/kg/dia por 30 dias seguidos, preferencialmente via endovenosa lenta ou intramuscular, em ambiente hospitalar (0,05 p)
  • Dose máxima adulto: 3 ampolas/dia (1.275 mg SbV); nunca exceder; monitorar ECG semanal, função renal/hepática e efeitos colaterais (artralgia, mialgia, náuseas, etc.) (0,04 p)
  • Cuidados locais: limpeza com água/sabão + compressas KMnO4 1/5000; se falha após 12 semanas, repetir esquema uma vez ou passar para segunda escolha (anfotericina B) (0,04 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.03)




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