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O TRATAMENTO DO CHOQUE CARDIOGÊNICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

O choque cardiogênico é uma condição de perfusão tecidual inadequada decorrente de disfunção miocardica. Esta complexa síndrome clínica pode ter múltiplas causas, ser de instalação aguda ou ser a expressão final da evolução de quadro de disfunção ventricular crônica. Recentemente, observa-se um aumento no número de pacientes com disfunção ventricular, diretamente relacionado com o aumento da média da idade da população, e da introdução dessas novas terapias, como uso da trombólise no IAM, dos inibidores da enzima de conversão e dos beta-bloqueadores para os pacientes com insuficiência cardíaca (IC), por exemplo. Na verdade, o choque cardiogênico pode se assemelhar no início ao choque hipovolêmico. O choque é cardiogênico quando a causa primária é devida a uma disfunção cardíaca.

OBJETIVA: (1222093 votos)..........98.97% das questões objetivas receberam votos.
Taquicardia Atrial (ou Autonômica) apresenta:
A. presença de três ou mais morfologias distintas da onda P, com PP e RR irregulares e intervalos PR variáveis
B. resposta ventrícular com graus variáveis de condução AV (2:1, 3:1, 4:1) e complexos QRS normais
C. aceleração gradual característica da frequência cardíaca, o chamado período de “aquecimento' no monitoramento Holter
D. excelente resposta á adenosina iv
E. predominância em adolescentes, sendo muito rara em crianças abaixo de 5 anos

  RATING: 2.77

Taquicardia Atrial (ou Autonômica) apresenta:

A. presença de três ou mais morfologias distintas da onda P, com PP e RR irregulares e intervalos PR variáveis
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. resposta ventrícular com graus variáveis de condução AV (2:1, 3:1, 4:1) e complexos QRS normais
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. aceleração gradual característica da frequência cardíaca, o chamado período de “aquecimento' no monitoramento Holter
CORRETO : A frequência cardíaca habitual em crianças maiores é de 110 a 160 bpm, mas a frequência da taquicardia varia bastante ao longo do dia, podendo atingir 200 bpm com estimulação simpática. O monitoramento pelo Holter pode demonstrar uma aceleração gradual característica da frequência cardíaca, o chamado período de “aquecimento”, em vez de início e término súbitos, como observado na taquicardia por reentrada AV.
D. excelente resposta á adenosina iv
INCORRETO : Adenosina não é eficaz em interromper a taquicardia atrial (um sinal diagnóstico útil desta arritmia). Esta arritmia também é refratária ao marca-passo e à cardioversão elétrica.
E. predominância em adolescentes, sendo muito rara em crianças abaixo de 5 anos
INCORRETO : A maioria dos pacientes com esta arritmia é bebê; é muito rara após os 5 anos de idade

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.77)

DISCURSIVA: (188135 votos) ..........98.31% das questões discursivas receberam votos.
Em relação à síndrome de compressão da veia cava superior (SCVCS) responda:

1) Quais são cinco sinais clínicos identificáveis no paciente com SCVCS? (0,125 pontos)
2) Cite quatro métodos utilizados para diagnóstico definitivo (0,125 pontos)
3) Qual o tratamento adequado, baseado no diagnóstico (0,125 pontos)
4) Cite quatro cuidados anestésico-cirúrgicos que devem ser tomados, caso o paciente necessite submeter-se a algum procedimento operatório. (0,125 pontos)


RATING: 2.66

Em relação à síndrome de compressão da veia cava superior (SCVCS) responda:

1) Quais são cinco sinais clínicos identificáveis no paciente com SCVCS? (0,125 pontos)
2) Cite quatro métodos utilizados para diagnóstico definitivo (0,125 pontos)
3) Qual o tratamento adequado, baseado no diagnóstico (0,125 pontos)
4) Cite quatro cuidados anestésico-cirúrgicos que devem ser tomados, caso o paciente necessite submeter-se a algum procedimento operatório. (0,125 pontos)

1) Quais são cinco sinais clínicos identificáveis no paciente com síndrome de compressão da veia cava superior? (0,125 p)
  • distensão e ingurgitamento das veias da região cervical;
  • edema facial;
  • pletora facial;
  • paralisia de corda vocal esquerda;
  • Síndrome de Claude-Bernard-Horner;
  • cianose;
  • aparecimento de circulação colateral tipo cava superior-cava inferior;
  • arritmia cardíaca,
  • taquicardia,
  • hipotensão.
2) Cite quatro métodos utilizados para diagnóstico definitivo (0,125 p)
  • mediastinoscopia cervical com biópsia,
  • mediastinotomia e Chamberlain com biópsia,
  • videotoracoscopia com biópsia,
  • biópsia torácica transparietal dirigida por tomografia,
  • toracotomia minimamente invasiva longitudinal axilar.
3) Qual o tratamento adequado, baseado no diagnóstico (0,125 pontos)
  • Confirmação de patologia benigna: tratamento cirúrgico (ressecção ou derivação atriocaval).
  • Confirmação de patologia maligna, irressecável: radioterapia e quimioterapia. 
4) Cite quatro cuidados anestésico-cirúrgicos que devem ser tomados, caso o paciente necessite submeter-se a algum procedimento operatório. (0,125 pontos)
  • Não puncionar veia e não infundir volume em veias do segmento cefálico (pescoço e membros superiores);
  • decúbito elevado tanto quanto possível;
  • uso de corticosteróides;
  • uso de diuréticos em pequenas doses;
  • dar preferência à punção e/ou dissecção venosa em membros inferiores;
  • utilização de heparina de baixo peso molecular quanto não houver outra contra-indicação.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.66)

CASO CLINICO: (220377 votos)..........99.04% dos casos clinicos receberam votos.
Criança de 19 meses, sexo feminino, no segundo dia de febre, progressivamente mais elevada e difícil de ceder aos antipiréticos, e tosse seca, também com agravamento progressivo.
Era previamente saudável, pais não fumadores e sem contexto de doença na família. Não frequentava creche.
Na admissão apresentava dificuldade respiratória obstrutiva alta moderada, com estridor inspiratório, objectivando-se saturação de oxigênio transcutânea (Sat O2) de 90%. Realizou aerossol com 5 ml adrenalina (1:1000) e dexametasona v. o. 0,15 mg/Kg. Ficou internada para observação. Manteve terapêutica com adrenalina em aerossol.
A dificuldade respiratória agravou-se progressivamente, com tiragem global, sudorese e necessidade crescente de oxigênio suplementar (4 l/min) para manutenção de Sat O2 > 90%. Após 12 horas de internamento, apresentava sudorese, palidez, prostração e esforço respiratório crescente. Da avaliação analítica destacava-se hemoglobina 10,7 g/dl, leucócitos 16500/μl, neutrófilos 14600/μl, linfócitos 1100/μl, plaquetas 305500/μl, e proteína C-reativa 52,4 mg/l.
1) O que indica falta da resposta á adrenalina e cortisônicos?
2) Qual é o próximo passo terapêutico imperativo?
3) Diagnostico provável com justificativas?


RATING: 2.89

1) Falta de resposta á nebulização com adrenalina em caso de estridor levanta a suspeita de duas patologias. As duas entidades clinicas pediátricas cuja resposta á nebulização com adrenalina é ausente são a epiglotite aguda e a traqueite bacteriana aguda. (0,2 p)
2) Perante o agravamento clínico, tem somente a alternativa da intubação endotraqueal, na observação direta podendo ver edema discreto da epiglote, cordas vocais fechadas e com fenda diminuida. Vai ser necessário o uso de tubo endotraqueal e aspiração das secreções, eventualmente procedendo depois à ventilação mecânica. (0,2 p)
3) A criança apresentava obstrução respiratória alta de agravamento súbito, não respondia à adrenalina em aerossol, febre alta. Estes achados sugerem traqueíte bacteriana. (0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.89)




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