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COMUNICAÇÃO INTERATRIAL (ÁREA DE PEDIATRIA)

A comunicação interatrial é um defeito. Normalmente, fora da vida intrauterina não existe nenhuma comunicação entre as duas câmaras superiores do coração. Geralmente isso ocorre por alguma falha embrionaria. Agora, dependendo de qual estrutura embrionária falhou, tem varias porções do septo atrial que podem ser afetadas. As comunicações interatriais podem ocorrer em qualquer porção do septo atrial (ostium primum, secundum ou seio venoso), em se desenvolver normalmente. Menos comumente, o septo atrial pode ser quase ausente, com a criação de um átrio único funcional.

OBJETIVA: (1149070 votos)..........99.39% das questões objetivas receberam votos.
Homem de 34 anos, com diagnóstico de doença de Crohn e em uso regular de mesalazina, queixa-se de dor importante perianal. No exame proctológico realizado, identificam-se diversos trajetos fistulosos. Nesse caso, a abordagem terapêutica adequada é realizar:
A. fistulotomia com seton
B. transversostomia em alça e antibioticoterapia tópica
C. fistulectomia em todos os trajetos identificados no exame físico
D. proctocolectomia com ressecção em bloco dos trajetos fistulosos
E. colocação de plugs de fibrina ou biomateriais nos trajetos fistulosos

  RATING: 0

Homem de 34 anos, com diagnóstico de doença de Crohn e em uso regular de mesalazina, queixa-se de dor importante perianal. No exame proctológico realizado, identificam-se diversos trajetos fistulosos. Nesse caso, a abordagem terapêutica adequada é realizar:

A. fistulotomia com seton
CORRETO: A conduta cirúrgica inicial mais adequada para fístulas perianais complexas na doença de Crohn, com múltiplos trajetos e dor significativa, o objetivo prioritário é o controle da sepse perianal por meio de exame sob anestesia, drenagem de eventuais abscessos e colocação de setons de drenagem (loose setons). Esses dispositivos mantêm os trajetos abertos, permitem drenagem contínua, previnem novos abscessos e servem como ponte para otimização da terapia médica (antibióticos sistêmicos associados a agentes biológicos anti-TNF, como infliximabe ou adalimumabe). A fistulotomia pode integrar abordagens em estágios selecionados após controle inflamatório, mas o elemento central e seguro é o seton, que preserva o esfíncter e evita piora da continência em terreno inflamado. A mesalazina em uso é insuficiente para doença fistulizante perianal; a terapia deve ser escalonada para imunomoduladores e biológicos conforme diretrizes (ECCO, ACG, PCDT brasileiro).
B. transversostomia em alça e antibioticoterapia tópica
INCORRETO : A transversostomia em alça (derivação fecal temporária) é reservada para casos refratários graves, com proctite ativa intensa, incontinência ou falha de outras medidas, não como abordagem inicial. Além disso, antibioticoterapia tópica não tem papel estabelecido; o uso é sistêmico (metronidazol ou ciprofloxacino) por período limitado, associado ao controle cirúrgico e biológico.
C. fistulectomia em todos os trajetos identificados no exame físico
INCORRETO : A fistulectomia completa de todos os trajetos é excessivamente agressiva em doença de Crohn ativa. Remove tecido inflamado cronicamente, aumenta o risco de lesão esfincteriana, incontinência fecal e feridas que não cicatrizam bem devido à inflamação persistente e ao estado imunossupressor potencial. Não é recomendada como primeira medida; técnicas mais conservadoras de drenagem são preferidas.
D. proctocolectomia com ressecção em bloco dos trajetos fistulosos
INCORRETO : A proctocolectomia com ressecção em bloco representa cirurgia radical de resgate, indicada apenas em doença perianal terminal refratária, com destruição esfincteriana, incontinência grave, estenose ou risco de malignidade (carcinoma escamoso associado a fístulas crônicas). Não é adequada para manejo inicial de múltiplos trajetos fistulosos em paciente estável com dor como queixa principal.
E. colocação de plugs de fibrina ou biomateriais nos trajetos fistulosos
INCORRETO : A colocação de plugs de fibrina, cola biológica ou biomateriais tem eficácia limitada e taxas altas de recidiva em fístulas complexas da doença de Crohn, especialmente quando múltiplas e em contexto de inflamação ativa. Diretrizes não recomendam seu uso rotineiro; são opções de nicho após controle séptico e inflamatório adequado, com resultados inferiores aos setons combinados à terapia biológica otimizada.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

DISCURSIVA: (183225 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Quais são os indicadores de saúde representados pelas fórmulas?

a) Nº de óbitos em menores de 7 dias/Nascidos vivos; (0,125 pontos)
b) Nº nascidos mortos/Nascidos vivos + nascidos mortos; (0,125 pontos)
c) Nº de filhos nascidos vivos/população total feminina; (0,125 pontos)
d) Nº de pessoas de 65 anos e mais de idade/População com menos de 15 anos (0,125 pontos)


RATING: 3.04

Quais são os indicadores de saúde representados pelas fórmulas?

a) Nº de óbitos em menores de 7 dias/Nascidos vivos; (0,125 pontos)
b) Nº nascidos mortos/Nascidos vivos + nascidos mortos; (0,125 pontos)
c) Nº de filhos nascidos vivos/população total feminina; (0,125 pontos)
d) Nº de pessoas de 65 anos e mais de idade/População com menos de 15 anos (0,125 pontos)

A) Coeficiente de Mortalidade Neonatal PrecoceNº de óbitos em menores de 7 dias/Nascidos vivos (0,125 pontos)
B) Coeficiente de NatimortalidadeNº nascidos mortos/Nascidos vivos + nascidos mortos (0,125 pontos)
C) Taxa Específica de Fecundidade (0,125 pontos)Nº de filhos nascidos vivos/população total feminina
D) Índice de Envelhecimento (0,125 pontos)Nº de pessoas de 65 anos e mais de idade/População com menos de 15 anos

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.04)

CASO CLINICO: (213857 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 42 anos, portador de gastrite atrófica em uso crônico de omeprazol (inibidor de bomba de prótons), residente em área com saneamento básico inadequado. Relata ingestão recente de ovos crus e frango mal cozido (carcaça congelada). Inicia, há 12 dias, febre elevada, cefaleia intensa, mal-estar geral, anorexia e constipação intestinal. Na segunda semana evolui com toxemia, febre sustentada (até 40 °C), bradicardia relativa, abdome distendido, esplenomegalia palpável e roséolas tíficas no tronco. Na terceira semana surge diarreia líquida, distensão abdominal proeminente e astenia profunda.

I. Qual a suspeita diagnóstica mais provável?..............................0,12 pontos
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada?......................0,13 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico?.........0,12 pontos
IV. Qual o tratamento de escolha?..............................................0,13 pontos





RATING: 3.02

I. Suspeita diagnóstica: Febre tifóide (febre entérica por S. entérica sorotipo typhi)

  • Quadro clássico de febre entérica com cronologia de semanas: Semana I (febre elevada, cefaleia, mal-estar, anorexia, constipação intestinal) (0,03 p)
  • Semana II: toxemia mais evidente, febre sustentada até 40 °C, bradicardia relativa (pouca elevação do pulso contrastando com febre alta), abdome distendido, esplenomegalia palpável em até 80 % dos casos, roséolas tíficas (pápulas avermelhadas 2-4 mm no abdome superior e tronco) (0,03 p)
  • Semana III: diarreia líquida, distensão abdominal proeminente e astenia profunda (0,03 p)
  • Fatores facilitadores no hospedeiro: gastrite atrófica + uso de inibidor de bomba de prótons permitem infecção com inóculo menor que 10⁵ microrganismos (0,03 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada: Ingestão de alimentos contaminados por Salmonella entérica sorotipo typhi (adaptada ao homem)

  • Transmissão principal: ingestão de água e alimentos contaminados com as bactérias (ex.: ovos crus por via transovariana, carcaças de frango contaminadas no abate/evisceração) (0,04 p)
  • Fatores favorecedores: saneamento básico inadequado e contaminação fecal de frutas/legumes/queijos artesanais (0,03 p)
  • Dose infectante mínima de 10⁵ microrganismos, reduzida pela barreira gástrica vencida em gastrite atrófica ou uso de inibidores da bomba de prótons (0,03 p)
  • Sorotipos typhi/paratyphi adaptados ao homem e causadores de febres entéricas (diferentes dos sorotipos não-typhi, adaptados a animais) (0,03 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Isolamento da bactéria por hemocultura (primeiras 2 semanas) ou mielocultura

  • Hemoculturas positivas na maioria dos casos (> 80 %) nas primeiras 2 semanas de doença (0,04 p)
  • Mielocultura (aspirado de medula óssea): permite isolamento em mais de 90 % dos casos e permanece positiva durante todo o período, mesmo após antibióticos prévios (0,04 p)
  • Coproculturas positivam-se geralmente após 2 semanas (técnicas modernas podem detectar na 1ª semana); reação de Widal tem baixa sensibilidade (60 %) e especificidade (0,04 p)

IV. Tratamento de escolha: Quinolonas (ex.: ciprofloxacina) por 14 dias + medidas de suporte e precauções entéricas

  • Quinolonas são as drogas de escolha modernas: excelente atividade bactericida e penetração intracelular (onde as salmonelas se multiplicam) (0,05 p)
  • Ciprofloxacina 500 mg VO ou 400 mg IV 12/12 h por 14 dias nas febres entéricas (0,03 p)
  • Alternativas: ceftriaxona 2 g IV a cada 24 h por 14 dias ou azitromicina (0,03 p)
  • Suporte: hidratação; precauções entéricas rigorosas e lavagem das mãos para evitar disseminação (0,02 p)


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