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DOENÇAS ADRENOCORTICAIS POR EXCESSO DE GLICOCORTICOIDE (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

O córtex adrenal deriva das células mesenquimais. A adrenal fetal já é evidente a partir da sexta semana de gestação. Até o primeiro ano de vida, ela é composta de apenas duas zonas distintas: a interna (fetal) e a externa, que se diferenciará na adrenal adulta. Após o parto, a zona fetal regride e a zona externa prolifera e se diferencia em uma camada externa (zona glomerular), uma interna (zona fasciculada) e uma mais interna (zona reticulada), a qual só se torna evidente após o primeiro ano de vida. Essa diferenciação do córtex adrenal com zonas distintas é dependente da expressão temporal de fatores de transcrição, entre eles o falor esteroidogênico -1 (SF-1).

OBJETIVA: (1219568 votos)..........98.99% das questões objetivas receberam votos.
Na comunicação entre médicos e pacientes, podem ocorrer os chamados ”ruídos” - como em qualquer tipo de comunicação. Os ”ruídos” são caracterizados como interferências na transmissão e/ou na recepção da mensagem.
Qual das alternativas abaixo melhor exemplifica esses ruídos?
A. Presença de mais de um componente da equipe multidisciplinar ou da família na reunião de comunicação
B. Médico atento ao paciente com contato visual e postura compassiva
C. Vínculo profissional de saúde-paciente-família recente
D. Médico muito sensível que expressa suas emoções
E. Linguajar técnico e grau de esperança da família/paciente.

  RATING: 3.03

Na comunicação entre médicos e pacientes, podem ocorrer os chamados ”ruídos” - como em qualquer tipo de comunicação. Os ”ruídos” são caracterizados como interferências na transmissão e/ou na recepção da mensagem.
Qual das alternativas abaixo melhor exemplifica esses ruídos?

A. Presença de mais de um componente da equipe multidisciplinar ou da família na reunião de comunicação
INCORRETO: A presença de múltiplos participantes pode, às vezes, criar ruídos se houver opiniões divergentes ou se as mensagens não forem coordenadas. No entanto, isso nem sempre é negativo e pode esclarecer informações se a comunicação for bem gerida. Portanto, não é o melhor exemplo de ruído.
B. Médico atento ao paciente com contato visual e postura compassiva
INCORRETO : Este comportamento tende a reduzir ruídos na comunicação, pois favorece uma melhor compreensão e acolhimento entre o médico e o paciente.
C. Vínculo profissional de saúde-paciente-família recente
INCORRETO : Um vínculo recente pode gerar alguns obstáculos na comunicação, como a falta de confiança ou de entendimento mútuo, mas por si só, não é necessariamente um 'ruído' na comunicação.
D. Médico muito sensível que expressa suas emoções
INCORRETO : Expressar emoções pode enriquecer a comunicação, desde que feito de forma controlada e profissional. No entanto, se exagerado, pode desviar o foco da comunicação, mas ainda assim, não é o melhor exemplo de interferência direta.
E. Linguajar técnico e grau de esperança da família/paciente.
CORRETO : Esta é a alternativa que mais evidentemente representa 'ruídos' na comunicação. O uso de jargões médicos técnicos pode ser difícil para pacientes e suas famílias entenderem, causando interpretrações errôneas. Além disso, o grau de esperança ou expectativa pode alterar a forma como a informação é percebida.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

DISCURSIVA: (187572 votos) ..........98.31% das questões discursivas receberam votos.

Sobre o carcinoma de células renais, discorra teoricamente:

  1. Quais os mecanismos dos sinais e sintomas e a frequência da tríade clássica?  (Subtotal questão 1 = 0,12 p)
  2. Quais as principais síndromes paraneoplásicas e suas causas?  (Subtotal questão 2 = 0,15 p)
  3. Cite os achados laboratoriais mais frequentes e o método radiológico de escolha.  (Subtotal questão 3 = 0,10 p)
  4. Descreva o sistema TNM de estadiamento e principais modificações.  (Subtotal questão 4 = 0,13 p)




RATING: 2.93

Sobre o carcinoma de células renais, discorra teoricamente:

  1. Quais os mecanismos dos sinais e sintomas e a frequência da tríade clássica?  (Subtotal questão 1 = 0,12 p)
  2. Quais as principais síndromes paraneoplásicas e suas causas?  (Subtotal questão 2 = 0,15 p)
  3. Cite os achados laboratoriais mais frequentes e o método radiológico de escolha.  (Subtotal questão 3 = 0,10 p)
  4. Descreva o sistema TNM de estadiamento e principais modificações.  (Subtotal questão 4 = 0,13 p)


1. Mecanismos dos sinais e sintomas e frequência da tríade clássica
Os sinais e sintomas resultam, basicamente, de três mecanismos: efeitos diretos do tumor primário (ação local), das metástases a distância ou da ocorrência de síndromes paraneoplásicas (0,04 p). O achado clínico mais frequente é a hematúria, que pode ser macroscópica ou microscópica e ocorre em aproximadamente 60% dos casos (0,03 p). Dor abdominal ou no flanco aparece em cerca de 40% dos pacientes, enquanto massa palpável no abdome é encontrada em apenas 10% deles (0,02 p). A tríade clássica — hematúria, dor lombar e massa palpável — está presente em menos de 10% dos casos (0,03 p).


2. Principais síndromes paraneoplásicas e suas causas

O carcinoma de células renais apresenta, em até 20% dos pacientes, um amplo espectro de síndromes paraneoplásicas (0,04 p).

  • Eritrocitose: afeta de 3% a 10% dos pacientes; explicada pela produção autônoma de eritropoietina pelo tumor ou pela hipóxia regional causada pela compressão da neoplasia sobre o tecido renal normal (0,04 p).
  • Hipertensão arterial: corresponde a cerca de 40% dos casos; mecanismos mais aceitos são produção endógena de renina em altos níveis e obstrução de ramos arteriais secundários à compressão exercida pelo tumor (0,03 p).
  • Hipercalcemia: surge em 1% a 13% dos casos; pode ocorrer pela produção de substância semelhante ao paratormônio ou pela ação osteoclástica direta das metástases ósseas (0,03 p). Síndrome de Stauffer: disfunção hepática reversível na ausência de metástases no fígado; caracteriza-se por hipergamaglobulinemia, elevação de fosfatase alcalina e bilirrubina, tempo de protrombina prolongado; costuma regredir após nefrectomia (0,01 p).


3. Achados laboratoriais mais frequentes e método radiológico de escolha

Os achados laboratoriais mais frequentes são: anemia (aproximadamente 30% dos casos, normocrômica e normocítica, decorrente de perda crônica de sangue ou processos hemolíticos), hematúria (cerca de 60%) e elevação da velocidade de hemossedimentação (até 75% dos casos, refletindo o componente inflamatório) (0,05 p). O método radiológico de escolha, hoje, é a tomografia computadorizada abdominal realizada em três fases com contraste; realce superior a 20 unidades Hounsfield após administração do contraste é indicativo de neoplasia (0,05 p).


4. Sistema TNM de estadiamento e principais modificações

O estadiamento é realizado pelo sistema TNM, que avalia: extensão anatômica do tumor primário (T), envolvimento de linfonodos regionais (N) e presença de metástases a distância (M) (0,04 p). Essa classificação permite estratificar os pacientes em grupos de risco, estimar o prognóstico, prever a probabilidade de progressão da doença e comparar resultados de diferentes protocolos de tratamento (0,04 p). Principais modificações introduzidas:

  • subdivisão do estádio T2 em T2a (tumores menores ou iguais a 10 cm) e T2b (maiores que 10 cm); (0,01 p).
  • invasão da glândula suprarrenal ipsilateral classificada como T4;  (0,01 p).
  • reclassificação do envolvimento da veia renal como T3a, com subcategorias T3a/T3b/T3c conforme extensão do trombo no sistema venoso (0,03 p).


FONTE:

NEOPLASIAS DE APARELHO URINARIO - PLATAFORMA MISODOR

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.93)

CASO CLINICO: (219726 votos)..........98.56% dos casos clinicos receberam votos.

VAF, masculino, 12 anos de idade, foi admitido no setor de emergência com dor abdominal tipo cólica, inicialmente no epigástrio e posterior localização na fossa ilíaca direita. Não houve alteração do hábito intestinal, nem vômitos ou aumento da temperatura corpórea. Fez uso de analgésico e antitérmico.

Apesar de não ter sido questionado durante a anamnese, não foi relatada pelo paciente a presença de prurido anal.

Apresentava-se, à internação hospitalar, com hidratação adequada, mucosas normocrômicas e eupneia. A frequência cardíaca era de 92 batimentos/minuto e a pressão arterial sistêmica de 110/80 mmHg. O abdômen exibia contratura involuntária da musculatura sobre a fossa ilíaca direita, com dor à palpação profunda e à descompressão (sinal de Blumberg positivo), sugerindo irritação peritoneal. Os exames laboratoriais dignos de nota foram: contagem de leucócitos global de 17.800 células/mm3 com 13% de bastonetes e exame de urina normal.

Questiona-se:

(I) Qual é a principal suspeita diagnostica? 0,1 pontos

(II) Qual a causa fisiopatológica mais frequente implicada na etiologia? 0,1 pontos

(III - a) Qual é a complicação mais frequente e mais letal? 0,1 pontos

(III - b) Quais são os principais sinais desta complicação? 0,2 pontos




RATING: 3.25

(I) Qual é a principal suspeita diagnostica?

Dor abdominal tipo cólica, inicialmente no epigástrio e posterior localização na fossa ilíaca direita justifica a suspeita de apendicite aguda. 0,1 p

(II) Qual a causa fisiopatológica mais frequente implicada na etiologia?

Acredita-se que a obstrução do lúmen seja a maior causa de apendicite aguda. sendo pouco frequente a sua relação com a torção da artéria apendicular, tumores, bloqueio por cálculo biliar e helmintíases 0,1 p

(IIIa) Qual é a complicação mais frequente e mais letal?

(IIIb) Quais são os principais sinais desta complicação?

Apendicite perfurada, em todo o mundo, é a principal causa cirúrgica geral de morte. 0,1 p

Caso o apêndice perfure:

  • a dor abdominal torna-se intensa e mais difusa (0,04 p)
  • o espasmo muscular abdominal aumenta, produzindo rigidez (0,04 p)
  • a dor pode melhorar um pouco por causa de alívio da distensão visceral (0,04 p)
  • frequência cardíaca aumenta (0,04 p)
  • há elevação de temperatura acima de 39° (0,04 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.25)




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