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PRÉ E PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIAS FUNDAMENTAIS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO (ÁREA DE CIRURGIA)

O manejo pré e pós-operatório requer conhecimento da atividade cirúrgica e fatores de preparo. Pacientes com reserva funcional prejudicada têm maior morbidade e mortalidade. História clínica e exame físico são fundamentais.

O preparo pré-operatório começa com a indicação de tratamento cirúrgico. Pacientes geralmente são enviados ao cirurgião por outros especialistas com suspeita de doença cirúrgica e exames em mãos. Podem ser necessários testes adicionais e a decisão da cirurgia deve ser discutida com o paciente e familiares.

O cirurgião deve explicar riscos, benefícios e alternativas não cirúrgicas, visando fortalecer a relação médico-paciente. Após decidir pela cirurgia, é importante detalhar o procedimento, tempo, local, técnica, exames pré-operatórios e avaliação do risco. O preparo adequado é crucial para o sucesso da cirurgia, incluindo abordagem clínica, exames necessários e cuidados preliminares.

OBJETIVA: (1314112 votos)..........94.52% das questões objetivas receberam votos.
Em relação a Doença Hemolítica Rh do recém-nascido, assinale a alternativa CORRETA :
A. a passagem de anticorpos IgM maternos anti-Rh através da placenta é responsável pela hemólise no feto e recém-nascido
B. os anticorpos anti-D ligam-se às hemácias Rh positivas e são destruídos no baço do feto e recém-nascido
C. a icterícia só ocorre após 24 horas de vida
D. a transfusão feto-materna é responsável pela exposição da mãe a células Rh positivas do feto, que só ocorre no final da gestação e período periparto
E. no recém-nascido hidrópico observa-se principalmente volume intra-vascular diminuído e hipoproteinemia

  RATING: 2.73

Em relação a Doença Hemolítica Rh do recém-nascido, assinale a alternativa CORRETA :

A. a passagem de anticorpos IgM maternos anti-Rh através da placenta é responsável pela hemólise no feto e recém-nascido
INCORRETO: Anticorpos da classe IgM não atravessam a placenta.
B. os anticorpos anti-D ligam-se às hemácias Rh positivas e são destruídos no baço do feto e recém-nascido
CORRETO : Na icterícia em decorrência da doença hemolítica por incompatibilidade Rh, anticorpos anti-D maternos da classe IgG atravessam a placenta e causam hemólise no RN, predominantemente extracelular, no sistema retículo-endotelial do baço.
C. a icterícia só ocorre após 24 horas de vida
INCORRETO : A icterícia é caracteristicamente precoce aparecendo algumas horas após o nascimento.
D. a transfusão feto-materna é responsável pela exposição da mãe a células Rh positivas do feto, que só ocorre no final da gestação e período periparto
INCORRETO : Muito embora a sensibilização materna ocorra mais freqüentemente no final da gestação e no período periparto, ela pode ocorrer em qualquer momento durante a gestação
E. no recém-nascido hidrópico observa-se principalmente volume intra-vascular diminuído e hipoproteinemia
INCORRETO : A hidropisia relacionada à doença hemolítica Rh tem três mecanismos básicos: redução da pressão oncótica por hipoalbuminemia, aumento da pressão hidrostática por insuficiência cardíaca e lesão da integridade endotelial, todas mediadas pela hipóxia intra-uterina.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.73)

DISCURSIVA: (192558 votos) ..........99.44% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram as diferenças fundamentais das vias aéreas da criança em relação com as vias aéreas do adulto (0,5 pontos)


RATING: 3.21

Enumeram as diferenças fundamentais das vias aéreas da criança em relação com as vias aéreas do adulto (0,5 pontos)

As diferenças fundamentais das vias aéreas da criança:
  1. Cavidade oral pequena (0,0625 p)
  2. Lingua grande em relação ao orofaringe (0,0625 p)
  3. A angulação da mandibula é maior (0,0625 p) (140° no lactente e 120° no adulto) (0,0625 p)
  4. A epiglote é deformada em 'U' muito mais que no adulto (0,0625 p)
  5. A laringe está em posição mais cefálica (glote em C3 em lactentes e C5 e C6 em adultos) (0,0625 p)
  6. O anel cricóide é a parte mais estreita das vias aéreas em crianças abaixo de 10 anos (0,0625 p)
  7. A traquéia é mais curta (em recém-nascidos, 4 a 5 cm e aos 18 meses, 7 a 8 cm) (0,0625 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.21)

CASO CLINICO: (224842 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente feminina, 42 anos, com história de infecções urinárias recorrentes, procura o serviço de emergência com dor lombar bilateral intensa e insuportável, febre alta (39 °C), calafrios e hematúria macroscópica. Ao exame físico: paciente em posição antálgica, sensibilidade marcante no ângulo costovertebral bilateral e febre. Urinálise: pH 8,0, leucocitúria intensa, nitrito positivo e cultura urinária positiva para Proteus mirabilis. Sem história de gota, diabetes ou hiperparatireoidismo.

I. Qual a suspeita diagnóstica mais provável?  (0,12 p)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada?  (0,13 p)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico?  (0,13 p)
IV. Qual o tratamento indicado?  (0,12 p)



RATING: 3.04

Resposta à Questão I – Suspeita Diagnóstica (0,12 p) 
A tríade de dor lombar intensa, febre e infecção urinária recorrente com pH urinário alcalino orienta para cólica renal por cálculo infeccioso de estruvita (0,04 p). 
Os cálculos infecciosos representam 10 a 15 % de todos os cálculos renais e 75 % dos cálculos coraliformes (0,04 p). 
A formação de cálculos na pelve renal é assintomática até que um fragmento se desprenda e migre pelo ureter, desencadeando a cólica ureteral; hematúria pode ocorrer mesmo na ausência de dor (0,04 p). 

Resposta à Questão II – Possível Causa da Doença Diagnosticada (0,13 p) 
Os cálculos de estruvita são compostos por sais de magnésio, amônio e fosfato e resultam de infecções crônicas ou recorrentes do trato urinário por microrganismos produtores de urease (0,04 p). 
O *Proteus mirabilis* é o agente mais frequente (87 % das infecções relacionadas a cálculos) e hidrolisa a ureia em amônia, elevando o pH urinário acima de 7,2 (0,04 p). 
Esse ambiente alcalino permite a saturação de magnésio, amônia e íons fosfato, levando à precipitação de estruvita e, frequentemente, à coexistência de apatita de carbonato de cálcio (0,03 p). 
A infecção urinária crônica é o fator etiológico principal, com crescimento rápido e alto potencial de morbidade (0,02 p). 

Resposta à Questão III – Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico (0,13 p) 
A tomografia computadorizada helicoidal sem contraste é o método mais preciso para o diagnóstico de litíase urinária (0,04 p). 
Apresenta sensibilidade de 98 % e especificidade de 97 %, detectando cálculos radiopacos e radiotransparentes, além de sinais secundários de obstrução (dilatação ureteral e estrias perirrenais) (0,04 p). 
Em cálculos coraliformes permite avaliar extensão, dimensões exatas e densidade em unidades Hounsfield, auxiliando no planejamento terapêutico (0,03 p). 
Protocolos de baixa dose mantêm sensibilidade ≈96 % e especificidade ≈94 % com menor exposição à radiação (0,02 p). 

Resposta à Questão IV – Tratamento Indicado (0,12 p) 
O tratamento dos cálculos coraliformes exige remoção completa do cálculo para prevenir recorrência, perda da função renal e infecção persistente (0,04 p). 
Prefere-se a nefrolitotomia percutânea, a litotripsia extracorpórea ou a associação desses procedimentos; a cirurgia aberta e o tratamento clínico isolado são pouco recomendados (0,04 p). 
Devem ser associados agentes antimicrobianos criteriosos dirigidos ao microrganismo (ex.: *Proteus*) (0,02 p). 
A eficácia e segurança das técnicas minimamente invasivas e endourológicas tornaram o manejo cirúrgico a primeira escolha (0,02 p). 

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.04)




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