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DISTOPIAS GENITAIS (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

Pelo menos metade das mulheres férteis desenvolvem algum degrau de hérnia vaginal (o mais comum e o colpocelo e o retocele), em maioria dos casos depois a menopausa. Aproximadamente 10% tem sintomas e precisam de tratamento. A causa do prolapso vaginal esta representada de defeitos de suporte endopelvico, fascia ou chão pélvico. Tal defeitos podem ocorrer também como resultado de enfraquecimento congênito, trauma de parto, contração forte dos músculos (como aparece em caso de constipações) ou lacerações musculo-fasciais. As hérnias vaginalis raramente acontecem na juventude, os defeitos ficam visíveis somente em meses ou anos. Outras causas de prolapso são aquelas que aumentam a pressão intra-abdominal e realce a tensão das estruturas pélvicas.

OBJETIVA: (1382324 votos)..........94.78% das questões objetivas receberam votos.
Em contactantes com menos da 72 horas de exposição, o uso de imunização ativa é indicada para a prevenção das seguintes doenças:
A. sarampo e varicela
B. tétano e sarámpo
C. rubéola e varicela
D. caxumba e hepatite B
E. poliomielite e tétano

  RATING: 3

Em contactantes com menos da 72 horas de exposição, o uso de imunização ativa é indicada para a prevenção das seguintes doenças:

A. sarampo e varicela
CORRETO: a vacina anti-sarampo quanto a anti-varicela são capazes de evitar a doença quando administradas até 72 horas de exposição aos vírus selvagens. Apenas a título de lembrança as vacinas contra as hepatites A e B também são eficazes na prevenção das respectivas doenças quando administradas em espaços curtos de tempo após exposição. Portanto, o sarampo, a varicela e as hepatites A e B podem ser evitadas com as vacinas específicas, mesmo após exposição aos vírus selvagens correspondentes.
B. tétano e sarámpo
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. rubéola e varicela
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. caxumba e hepatite B
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. poliomielite e tétano
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (194094 votos) ..........99.47% das questões discursivas receberam votos.
Sobre as salmonelas e salmoneloses, responda:
1. Quais as principais propriedades biológicas e classificação? ...0,12 pontos
2. Quais os antígenos importantes e sua utilidade? .....0,16 pontos
3. Descreva brevemente a patogênese e fatores que influenciam a infecção .........0,13 pontos
4. Quais as opções de tratamento moderno para as diferentes formas clínicas? .........0,12 pontos




RATING: 2.9

Sobre as salmonelas e salmoneloses, responda:
1. Quais as principais propriedades biológicas e classificação? ...0,12 pontos
2. Quais os antígenos importantes e sua utilidade? .....0,16 pontos
3. Descreva brevemente a patogênese e fatores que influenciam a infecção .........0,13 pontos
4. Quais as opções de tratamento moderno para as diferentes formas clínicas? .........0,12 pontos


1. Principais propriedades biológicas e classificação:
• Forma de bastonetes, Gram-negativos, móveis, anaeróbios facultativos (0,03 p) 
• Crescem facilmente em meios como ágar-McConkey ou ágar-entérico de Hektoen; podem ser isoladas de sangue, urina, liquor e tecidos por biópsia (0,03 p) 
• Grande número de espécies e sorotipos; nomenclatura confusa, mas proposta recente: gênero Salmonella com espécie única S. entérica englobando >2.500 sorotipos, enquadrados em sorogrupos A, B, C, D (ex: S. entérica sorotipo typhi no D) (0,03 p) 
• Sorotipagem requer laboratório de referência, não rotineira; decisão clínica depende de gravidade, comorbidade e suscetibilidade, não do sorotipo específico (0,03 p) 

2. Antígenos importantes e sua utilidade:
• Possuem antígeno “O” (somático), “H” (flagelar) e “Vi” (de parede) (0,03 p) 
• Utilizados na classificação e diagnóstico; reação de Widal (aglutinação) para febre tifóide (0,04 p) 
• Antígeno Vi (lipopolissacarídico) confere virulência em algumas cepas de S. entérica sorotipo paratyphi e outras enterobactérias; altamente patogênico para camundongos (0,03 p) 
• Divididas em: S. entérica sorotipos typhi/paratyphi (adaptadas ao homem, causam febres tifóide/paratifóide) e outros sorotipos não-typhi (adaptados a animais, causam gastroenterite, bacteremia curta, infecção localizada no homem) (0,03 p) 

3. Patogênese e fatores que influenciam:
• Dose infectante mínima ~10⁵ microrganismos em indivíduos hígidos; depende de estado imunológico, doenças debilitantes e acidez gástrica (ácido clorídrico é barreira efetiva) (0,04 p) 
• Vencida barreira gástrica: aderem a células epiteliais do íleo/cólon direito, penetram lâmina própria, multiplicam, causam inflamação (edema, congestão, infiltração leucocitária), invadem linfonodos mesentéricos, duto torácico, corrente sanguínea e órgãos (fígado, baço, medula) (0,04 p) 
• Bacteremia não ocorre na maioria; bactérias altamente invasoras (typhi, paratyphi, cholerae-suis) a induzem. Portadores de gastrite atrófica ou uso de antiácidos/IBP infectam-se com inóculos menores (0,03 p) 
• Sorotipos diferem em patogenicidade (ex: cholerae-suis muito agressivo, produz septicemia; dublin/virchow pouca patogenicidade em imunocompetentes) (0,02 p) 

4. Opções de tratamento moderno para as diferentes formas clínicas
• Gastroenterocolite aguda em imunocompetentes: autolimitada, apenas suporte (hidratação); quinolonas encurtam duração em alto risco (0,03 p) 
• Quinolonas (ciprofloxacina, norfloxacina, levofloxacina etc.) são drogas de escolha: bactericidas, boa penetração intracelular; eficazes em febres entéricas e gastroenterites (0,03 p) 
• Outras: cefalosporinas 3ª geração (ceftriaxona, cefotaxima), azitromicina (boa para multirresistentes e crianças) (0,03 p) 
• Duração: 3-5 dias gastroenterite não complicada; ≥2 semanas bacteremia/febres entéricas; mais prolongado em focais/portadores (com colecistectomia se necessário). Precauções entéricas sempre (0,03 p) 

FONTE:

SALMONELOSE - PLATAFORMA MISODOR


AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.9)

CASO CLINICO: (226135 votos)..........98.14% dos casos clinicos receberam votos.

Um lactente de 18 meses de idade, previamente hígido, é trazido ao pronto-socorro ainda em convulsão tônico-clônica generalizada há 45 minutos, com cianose intensa, perda do controle esfincteriano (bexiga) e sem recuperação de consciência. A mãe relata febre alta (39°C) iniciada há 4 horas por infecção viral de vias aéreas superiores, sem sinais de irritação meníngea ou história de crises prévias. A criança chegou sonolenta após o início da crise e não apresentou aura ou foco aparente. Exame inicial: vias aéreas pérvias mas com salivação excessiva, ventilação comprometida, glicemia normal, sem trauma craniano ou ingestão de toxinas.

Questões:
I. Qual é a suspeita diagnóstica principal? (Total parcial desta questão: 0,12 p)

II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (Total parcial desta questão: 0,12 p)

III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (Total parcial desta questão: 0,14 p)

IV. Qual o tratamento inicial na emergência?  (Total parcial desta questão: 0,12 p)





RATING: 2.89

Resposta à Questão I (Suspeita Diagnóstica)

A suspeita diagnóstica é estado de mal epiléptico (crise prolongada >30 minutos).

  • Crise tônico-clônica generalizada sem interrupção por 45 minutos, com cianose e perda esfincteriana (0,05 p).
  • Distinção de crise febril simples: duração >15 minutos e ausência de recuperação pós-ictal imediata (0,04 p).
  • Classificação como complexa quando duração superior a 15 minutos e achados pós-ictal prolongados (0,03 p).

Resposta à Questão II (Possível Causa da Doença Diagnosticada)

A possível causa é crise febril complexa (dependente da idade, febre alta e infecção extracraniana).

  • Crises febris dependentes da idade (pico 14-18 meses) e associadas a temperatura que aumenta rapidamente até 39°C ou mais (0,05 p).
  • Causa não é infecção de SNC ou alteração metabólica, mas sim doença febril (ex.: infecção viral de vias aéreas superiores ou otite) (0,04 p).
  • A causa da febre NÃO influencia na ocorrência da convulsão febril, mas a duração >15 minutos define complexidade (0,03 p).


Resposta à Questão III (Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico)

A melhor modalidade é o eletroencefalograma (EEG), obrigatório e necessário.

  • EEG está OBRIGATÓRIO em caso de crise acima de 30 minutos, pois a exaustão muscular pode mascarar crise elétrica contínua com efeitos destruidores (0,08 p).
  • Não se justifica EEG em crise febril simples, mas é essencial aqui para confirmar atividade ictal persistente (0,04 p).
  • Durante avaliação aguda, priorizar causa da febre, mas EEG diferencia de pseudo-estado (0,02 p).


Resposta à Questão IV (Tratamento Inicial na Emergência)

O tratamento inicial é a conduta geral ABC + anticonvulsivante de ação rápida.

  • A - B - C: permeabilizar VAS (posicionamento e aspiração), proteção (evitar objetos na boca), uso de oxigênio, monitorização, destrostix e acesso venoso periférico (0,03 p).
  • Anticonvulsivante: diazepam I.V. 0,3 mg/kg/dose (máx. 10 mg/dose) – início de ação 1-3 minutos, duração 5-15 minutos (0,03 p).
  • Se não houver acesso venoso: midazolam (IM 0,2 mg/kg/dose, intranasal 0,3 mg/kg/dose ou bucal 0,5 mg/kg/dose) como primeira opção (0,03 p).
  • Evitar profilaxia prolongada com fenobarbital ou valproato em crise febril (excelente prognóstico); pesquisar causa da febre simultaneamente (0,03 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.89)




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