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URGÊNCIAS PEDIATRICAS (CIRCULATION) (ÁREA DE PEDIATRIA)

Na hora de falar sobre a parada cardiorrespiratoria, seja ela em adulto ou em crianças, o primeiro problema que surge, em seguida é a questão: "Sobreviveu?"
Isto, na verdade é a unica parte importante do problema. A PCR só fica importante na estatistica na parte da sobrevivência do paciente que passou por isto. As perdas de vida por causa duma PCR nem contam mais, contudo, estamos motivados diminuir o numero delas treinando, conhecendo, trabalhando e aplicando o que sabemos de acordo com o local da parada e o ritmo de apresentação.
Porque desses dois parâmetros praticamente depende a taxa de sobrevivência.

OBJETIVA: (1099518 votos)..........99.35% das questões objetivas receberam votos.
Na população centenária brasileira (37.814 pessoas no último recenseamento), observa-se que o gênero feminino encontra-se em número quase três vezes maior que o gênero masculino. Assinale a principal causa dessa discrepância.
A. Óbitos por causas externas na população masculina
B. Maior longevidade feminina (79,7 anos para as mulheres versus 73,1 anos para os homens) decorrente de diferenças em múltiplos determinantes de saúde e morte
C. Enfarte do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais mais frequentes nos homens
D. Doenças infecciosas associadas à ocupação laboral dos homens
E. As neoplasias de pulmão e próstata são mais comuns que as neoplasias femininas.

  RATING: 2.88

Na população centenária brasileira (37.814 pessoas no último recenseamento), observa-se que o gênero feminino encontra-se em número quase três vezes maior que o gênero masculino. Assinale a principal causa dessa discrepância.

A. Óbitos por causas externas na população masculina
INCORRETO: Embora os homens sofram mais mortes por violência, acidentes de trânsito e suicídios (especialmente em idades jovens e adultas), isso impacta mais a mortalidade precoce e não explica diretamente a discrepância em centenários, que depende mais de fatores de longevidade acumulados ao longo da vida. É um contribuinte, mas não o fator dominante para idades extremas.
B. Maior longevidade feminina (79,7 anos para as mulheres versus 73,1 anos para os homens) decorrente de diferenças em múltiplos determinantes de saúde e morte
CORRETO : Maior longevidade feminina (79,7 anos para as mulheres versus 73,1 anos para os homens) decorrente de diferenças em múltiplos determinantes de saúde e morte captura a causa principal da discrepância, pois a maior expectativa de vida das mulheres no Brasil resulta de uma combinação de fatores biológicos (como proteção hormonal contra doenças cardiovasculares), comportamentais (menor exposição a riscos como tabagismo, álcool e violência), sociais (melhor adesão a cuidados de saúde preventivos) e ambientais (menor mortalidade em idades produtivas). Isso leva a uma sobrevida maior das mulheres até idades avançadas, resultando em 27.244 centenárias mulheres versus 10.570 homens no Censo 2022 (proporção de cerca de 2,6:1, ou quase três vezes). Os números de expectativa de vida citados na alternativa alinharam-se com dados recentes do IBGE para 2023, confirmando que essa longevidade multifatorial explica o envelhecimento mais pronunciado no gênero feminino.
C. Enfarte do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais mais frequentes nos homens
INCORRETO : Doenças cardiovasculares são de fato mais letais em homens devido a fatores como estresse e hábitos, mas representam apenas um dos múltiplos determinantes (não o central). Em idades avançadas, a incidência se equilibra entre gêneros, e a longevidade feminina é influenciada por uma gama mais ampla de elementos, não só cardiovasculares.
D. Doenças infecciosas associadas à ocupação laboral dos homens
INCORRETO : Doenças infecciosas ligadas ao trabalho (como exposições ocupacionais) são menos relevantes na era atual, com avanços em vacinação, saneamento e saúde pública reduzindo sua mortalidade geral. Elas não são o principal driver da discrepância em centenários, que é mais ligado a padrões crônicos de saúde do que a riscos laborais específicos.
E. As neoplasias de pulmão e próstata são mais comuns que as neoplasias femininas.
INCORRETO : Embora cânceres como pulmão (associado a tabagismo, mais prevalente em homens) e próstata afetem mais o gênero masculino, as mulheres enfrentam neoplasias de mama, colo do útero e ovário em taxas significativas. A mortalidade por câncer não é desproporcionalmente maior em homens a ponto de ser a causa principal; além disso, muitos cânceres ocorrem em idades médias, não explicando diretamente a sobrevida até os 100 anos.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.88)

DISCURSIVA: (180107 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Pergunta-se:
1) Como podemos aumentar o rendimento diagnóstico do ECG? (0,1 pontos)
2) Qual caracteristica ECG podemos utilizar como evidencia objetiva de isquemia miocárdica transitória? 0,1 p
3) O que significa um ECG normal com dor toracica ? (0,1 pontos)
4) Muitas vezes vamos achar subdesnivel de ST. Isso significa o que? (0,1 pontos)
5) Qual é o significado de onda T negativa, sem modificação do segmento ST?


RATING: 2.9

Pergunta-se:
1) Como podemos aumentar o rendimento diagnóstico do ECG? (0,1 pontos)
2) Qual caracteristica ECG podemos utilizar como evidencia objetiva de isquemia miocárdica transitória? 0,1 p
3) O que significa um ECG normal com dor toracica ? (0,1 pontos)
4) Muitas vezes vamos achar subdesnivel de ST. Isso significa o que? (0,1 pontos)
5) Qual é o significado de onda T negativa, sem modificação do segmento ST?

1) Como podemos aumentar o rendimento diagnóstico do ECG? 0,1 p 

Sempre o rendimento é aumentado se um traçado puder ser registrado durante um episódio de dor torácica.

2) Qual caracteristica ECG podemos utilizar como evidencia objetiva de isquemia miocárdica transitória? 0,1 p 

A depressão transitória de pelo menos 1 mm do segmento ST que aparece durante a dor torácica e desaparece quando esta alivia

3) O que significa um ECG normal com dor toracica ? 0,1 p

Tal achado não exclui angina instável; entretanto, ele indica que uma área isquèmica, se presente, não e extensa ou suficientemente grave para induzir alterações eletrocardiograficas, e esse achado e um sinal prognostico favorável.

4) Muitas vezes vamos achar subdesnivel de ST. Isso significa o que? 0,1 p 

Quando a depressão do segmento ST e um padrão persistente dos ECG registrados com ou sem dor torácica, o achado representa um IM sem elevação do segmento ST.

5) Qual é o significado de onda T negativa, sem modificação do segmento ST? 0,1 p

Um padrão eletrocardiografico comum de pacientes com angina instável ou IM sem elevação do segmento ST é uma onda T persistentemente negativa, que, geralmente, indica a presença de uma estenose grave na artéria coronariana correspondente. Ondas T profundamente negativas são, por ocasião, observadas em todas as derivações precordiais, um padrão que sugere uma estenose proximal grave da artéria descendente anterior esquerda como a lesao responsável

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.9)

CASO CLINICO: (209834 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente masculino, 55 anos, obeso (IMC 34 kg/m²), com diabetes mellitus tipo 2 de diagnóstico recente e ganho ponderal de 10 kg nos últimos 6 meses. Procura o pronto-socorro com dor súbita, intensa e insuportável no flanco esquerdo, irradiada para região inguinal e genitália, acompanhada de náuseas, vômitos e hematúria macroscópica. Refere episódios semelhantes no passado, de resolução espontânea. Ao exame físico: paciente em posição antálgica, com sensibilidade no ângulo costovertebral esquerdo. Urinálise: pH 5,0, hematúria (++), ausência de leucocitúria ou nitrito. Sem febre.

I. Qual a suspeita diagnóstica mais provável?  (0,12 p) 
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada neste cenário?  (0,13 p) 
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico?  (0,13 p) 
IV. Qual o tratamento indicado?  (0,12 p) 



RATING: 3.11

Resposta à Questão I – Suspeita Diagnóstica (0,12 p) 
  • A tríade clássica de dor intensa no flanco, irradiação para genitália e hematúria orienta para cólica renal por obstrução ureteral (0,04 p). 
  • A formação de cálculos na pelve renal é assintomática até que um fragmento migre pelo ureter, desencadeando a cólica ureteral (0,04 p). 
  • Hematúria e lesões renais podem ocorrer mesmo na ausência de dor, reforçando a suspeita de urolitíase (0,04 p). 

Resposta à Questão II – Possível Causa da Doença Diagnosticada (0,13 p) 
  • Os cálculos de ácido úrico correspondem a ≈7 % de todos os cálculos urinários e apresentam fisiopatologia multifatorial, com predomínio de mecanismos idiopáticos (0,03 p). 
  • Há estreita associação epidemiológica com diabetes mellitus tipo 2, obesidade e ganho de peso corporal recente, situações em que ocorre incremento na produção endógena de ácido úrico (0,03 p). 
  • A principal alteração metabólica nos casos idiopáticos é a acidificação urinária (pH urinário baixo) decorrente da redução na excreção de amônia pela urina (0,04 p). 
  • Essa acidificação facilita a saturação cristalina de ácido úrico, mesmo sem hiperuricosúria acentuada ou distúrbios genéticos/dietéticos evidentes (0,03 p). 

Resposta à Questão III – Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico (0,13 p) 
  • A tomografia computadorizada helicoidal sem contraste é o método mais preciso para o diagnóstico de litíase urinária (0,04 p). 
  • Apresenta sensibilidade de 98 % e especificidade de 97 %, superando todos os outros métodos de imagem (0,03 p). 
  • Detecta cálculos radiotransparentes (como os de ácido úrico) por seu alto coeficiente de atenuação e identifica sinais secundários de obstrução (dilatação ureteral, estrias perirrenais) (0,03 p). 
  • Protocolos de baixa dose mantêm sensibilidade ≈96 % e especificidade ≈94 % em pacientes com IMC < 30 kg/m², reduzindo radiação (0,03 p). 

Resposta à Questão IV – Tratamento Indicado (0,12 p) 
  • O manejo terapêutico dos cálculos de ácido úrico idiopáticos envolve fundamentalmente ingestão hídrica elevada (cerca de 3 litros ao dia) (0,03 p). 
  • Restrição do consumo de proteínas e alcalinização da urina com agentes contendo potássio ou sódio (0,03 p). 
  • Os compostos à base de potássio oferecem vantagem adicional de reduzir a excreção urinária de cálcio, diminuindo risco de cálculos de oxalato de cálcio (0,03 p). 
  • Recomenda-se monitoramento do pH urinário após 3 meses, mantendo-o na faixa entre 6,1 e 6,7 para evitar precipitação de fosfato de cálcio (0,03 p). 

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.11)




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