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LINFEDEMAS DAS EXTREMIDADES (ÁREA DE CIRURGIA)

Linfedema é o resultado da incapacidade do sistema linfatico existente em transportar as proteínas e líquidos entrando no interstício.

  • No primeiro estágio do linfedema, quando há redução da drenagem linfática, ocorre um acúmulo de liquidos ricos em proteínas nos tecidos intersticiais. Clinicamente, trata-se de um edema mole.
  • No segundo estágio do linfedema. o quadro clínico é exacerbado pelo acúmulo de fibroblastos, adipócitos e macrófagos; sendo estes últimos provavelmente os mais importantes, o que culmina em uma resposta inflamatória local, levando a alterações estruturais significativas devido ao depósito de tecido conjuntivo e elementos adiposos na pele e subcutâneo. Neste estágio do linfedema. o edema tissular é mais proeminente e apresenta consistência elástica.
  • No terceiro e mais avançado estágio do linfedema os tecidos afetados sofrem mais lesões, resultantes da inflamação local e dos episódios infecciosos recorrentes gerados - tipicamente, por lesões com solução de continuidade na pele. As infecções recorrentes causam lesões nos canais linfaticos incompetentes e remanescentes, piorando progressivamente a insuficiência do sistema linfático. Por vezes, isso resulta em um excesso de fibrose subcutânea e cicatrizes, associadas a graves alterações da pele, características da elefantíase linfostática

OBJETIVA: (1416090 votos)..........96.17% das questões objetivas receberam votos.
Deve ser desestimulada, entre crianças e adolescentes, a prática rotineira de substituir refeições balanceadas por ”refeições ligeiras” (sanduíches, batatas fritas, sorvetes) porque estas:
A. são hipocalóricas
B. tendem a ser hiperproteicas
C. contêm excessiva quantidade de sódio
D. são ricas em fibras, mas sem valor nutritivo
E. contêm pouca quantidade de sódio

  RATING: 3

Deve ser desestimulada, entre crianças e adolescentes, a prática rotineira de substituir refeições balanceadas por ”refeições ligeiras” (sanduíches, batatas fritas, sorvetes) porque estas:

A. são hipocalóricas
INCORRETO: Esses alimentos são, na verdade, hipercalóricos, ricos em calorias vazias provenientes de açúcares, gorduras e carboidratos refinados, contribuindo para ganho de peso e obesidade em crianças e adolescentes, e não para uma redução calórica que seria hipotética aqui.
B. tendem a ser hiperproteicas
INCORRETO : Embora alguns sanduíches possam conter proteínas (como em hambúrgueres), itens como batatas fritas e sorvetes são pobres em proteínas de qualidade, e o conjunto não é caracterizado por excesso proteico; o problema principal é o desequilíbrio nutricional, não um excesso de proteínas.
C. contêm excessiva quantidade de sódio
CORRETO : As 'refeições ligeiras' como sanduíches, batatas fritas e sorvetes são tipicamente alimentos ultraprocessados, ricos em sódio adicionado durante o processamento industrial (para realçar sabor e conservar), o que pode exceder as recomendações diárias para crianças e adolescentes. O consumo excessivo de sódio nessa faixa etária está associado a riscos como hipertensão arterial precoce, retenção de líquidos, prejuízos ao desenvolvimento cardiovascular e aumento do risco de doenças crônicas na vida adulta, conforme evidenciado por estudos e diretrizes de saúde como as da Organização Mundial da Saúde (OMS) e sociedades pediátricas, que recomendam limitar o sódio para prevenir esses problemas. Substituir refeições balanceadas por esses itens rotineiramente desequilibra a dieta, promovendo hábitos alimentares ruins, e a desestimulação visa proteger a saúde infantil.
D. são ricas em fibras, mas sem valor nutritivo
INCORRETO : Esses alimentos são tipicamente pobres em fibras (devido ao processamento que remove partes integrais dos ingredientes), e embora tenham baixo valor nutritivo em termos de vitaminas e minerais, eles possuem valor calórico significativo, o que contradiz a afirmação de 'sem valor nutritivo'.
E. contêm pouca quantidade de sódio
INCORRETO : O oposto é verdadeiro; esses alimentos ultraprocessados são fontes elevadas de sódio, frequentemente excedendo limites diários recomendados, e afirmar que contêm pouca quantidade ignora os riscos associados ao consumo excessivo, como problemas cardiovasculares.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (197926 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Responda ás seguintes perguntas:

A) O que é a anemia ferropênica ou ferropriva? (0,25 p)
B)  Como a anemia ferropênica ou ferropriva é investigada? (0,25 p)


RATING: 2.87

Responda ás seguintes perguntas:

A) O que é a anemia ferropênica ou ferropriva? (0,25 p)
B)  Como a anemia ferropênica ou ferropriva é investigada? (0,25 p)

A) O que é a anemia ferropênica ou ferropriva?

É a conseqüência da diminuição da concentração produção do heme da hemoglobina por carência de ferro, resultando na diminuição da concentração de hemoglobina. (0,15 p)
A deficiência da hemoglobinização durante a maturação dos eritroblastos forma hemácias pequenas (VCM diminuído) com pouco conteúdo de hemoglobina (HCM diminuída). Com a intensificação do processo, ocorre a diminuição desproporcional do conteúdo de hemoglobina em relação ao volume das hemácias, gerando a hipocromia (CHCM diminuída). (0,05 p)
A anisopoiquilocitose, proporcional à intensidade do processo, é sempre evidente, podendo interferir com a contagem de plaquetas: hemácias microcíticas e normocíticas, hemácias ovalocíticas alongadas (leptócitos) e hemácias hipocrômicas. (0,05 p)

B)  Como a anemia ferropênica ou ferropriva é investigada? 

Pelas quantificações do ferro sérico e ferritina. Raramente, pode ser necessário quantificar o ferro medular pela coloração do azul-da-prússia (coloração de Perls), CTLFe e saturação da transferrina. (0,1 p)
Os exames característicos da anemia ferropênica são:
(1) ferro sérico diminuído; (0,03 p)
(2) capacidade total de ligação de ferro (CTLFe) aumentada; (0,03 p)
(3) saturação de transferrina diminuída; (0,03 p)
(4) ferritina diminuída; (0,03 p)
(5) ferro medular diminuído, tanto nos grânulos de hemossiderina dos macrófagos, quanto nos grânulos sideróticos dos eritroblastos (sideroblastos diminuídos). (0,03 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.87)

CASO CLINICO: (230100 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
M. S. G. 5 meses. Mãe refere febre, chorosa, inapetência. Na hora da consulta apresenta 38,4°C e a mãe informa que a criança tem refluxo e que trata com Label. Bom estado geral, hidratada e corada, chorosa. Medicada com Ibuprofeno e Dipirona em casa por conta da febre. No exame físico, BEG, levemente descorada, nariz entupido e tosse com evidente ronquidão e estridor.
De repente, durante a consulta a paciente inicia uma convulsão e é transportada na sala de emergência, aonde, por conta do acesso venoso difícil, é aplicada rapidamente uma dose correta de Midazolam intramuscular. Cinco minutos depois da injeção, a lactente entra em apneia e o monitor mostra o seguinte traçado:

Pergunta-se:
1) O que poderia ter causado a apneia, nesse caso? 0,05 pontos
2) Qual é a arritmia apresentada no monitor? É ritmo chocável ou não? 0,1 pontos
2) Qual é a intervenção a ser feita, imediatamente? 0,35 pontos


RATING: 3.02

1) O que poderia ter causado a apneia, nesse caso?
A injeção de Midazolam. (0,05 p)
Discussão: O midazolam deve ser usado somente quando materiais de ressuscitação apropriados para o tamanho e a idade estão disponíveis, já que a administração do mesmo pode deprimir a contratilidade miocárdica e causar apneia. Eventos adversos cardiorrespiratórios graves têm ocorrido em raras ocasiões. Esses eventos têm incluído depressão respiratória, apneia, parada respiratória e/ou parada cardíaca. A ocorrência de tais incidentes de risco à vida é mais provável em adultos acima de 60 anos, naqueles com insuficiência respiratória preexistente ou comprometimento da função cardíaca, e em pacientes pediátricos com instabilidade cardiovascular, particularmente quando a injeção é administrada muito rapidamente ou quando é administrada uma alta dose.

2) Qual é a arritmia apresentada no monitor? É ritmo chocável ou não?
Atividade elétrica sem pulso. (0,05 p) Não é ritmo chocável. (0,05 p)
Discussão: AESP é, sem duvida, uma catástrofe... Ela não é um ritmo especifico - na verdade, podemos descrever ela como atividade elétrica organizada (quer dizer, não é nem FV e nem assistolia) que aparece no ECG ou no monitor cardíaco mas... não tem pulso nenhum. A frequência de atividade elétrica pode ser baixa (mais comum, denominada agônica), normal ou alta. Pior é que as pulsações podem ser detectadas por uma forma de onda artéria ou estudo Doppler, mas os pulsos não são palpáveis. Ou seja, neste caso não há um fluxo satisfatório de sangue para os órgãos.
O ECG pode exibir complexos QRS normais ou largos. É muito importante, então avaliar o ritmo monitorado e observe a frequência e a largura dos complexos QRS. Salvo se for possível identificar e tratar rapidamente a causa da AESP, o ritmo provavelmente se deteriorará e se transformará em assistolia.

3) Qual é a intervenção a ser feita, imediatamente?
A primeira medida a ser feita neste momento é instituir imediatamente RCP de alta qualidade (0,05 p): como a lactente está no hospital e provavelmente tem dois reanimadores, utiliza-se o método com dois polegares (0,05 p). O ritmo das compressões cardíacas/ventilações é de 15 compressões:2 ventilações (0,05 p) cada compressão devendo descer 4 cm (criança pequena) (0,05 p) esperando o retorno total do tórax após cada compressão (0,05 p), com uma frequência de 100-120/minuto (0,05 p). Ás ventilações tem que ser aplicadas em menos de 10 segundos (0,05 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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