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SISTEMAS DE INFORMAÇÕES NA SAÚDE (SIM, SINASC, SINAN, SIAB, SIA, SIH) (ÁREA DE SAUDE PUBLICA)

Para planejar, devemos ter conhecimento das necessidades de saúde de populações. Para implantação de programas e ações em saúde, deve-se conhecer o perfil de necessidades e a oferta de serviços existente. Para a avaliação de programas e serviços de saúde, a informação ocupa papel relevante.

Aprimoramento dos sistemas de informações na saúde

Qualidade da informação

  1. cobertura/captação do seventos
  2. confiabilidade

Flexibilização dos sistemas de informações na saúde: instrumentos + simplificados x + detalhados (onde puder)

Articulação dos sistemas de informações na saúde: Complementação da informação de ¹ sistemas de informações na saúde, Implementação de técnicas de linkage


OBJETIVA: (1420402 votos)..........96.12% das questões objetivas receberam votos.
O tumor de Brenner é:
A. um colangiocarcinoma hilar originado na bifurcação do ducto hepático principal
B. um tumor sólido pseudopapilar do pâncreas que acomete, principalmente a região corpo-caudal do pâncreas e é mais incidente em mulheres jovens
C. uma neoplasia fibroepitelial do estroma ovariano
D. um tumor maligno originado no rim, de fato o mais comum na infância que pode acometer um ou ambos os rins
E. uma fibromatose agressiva muito semelhante com um tumor maligno (canceroso) chamado fibrossarcomano enquanto, benigno porque não metastatiza

  RATING: 2.71

O tumor de Brenner é:

A. um colangiocarcinoma hilar originado na bifurcação do ducto hepático principal
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. um tumor sólido pseudopapilar do pâncreas que acomete, principalmente a região corpo-caudal do pâncreas e é mais incidente em mulheres jovens
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. uma neoplasia fibroepitelial do estroma ovariano
CORRETO : Tumor de Brenner - Derivados do epitélio urogenital. Os tumores de Brenner são neoplasias fibroepiteliais constituídas de tecido derivado do estroma ovariano e por células epiteliais, poliédricas ou redondas, do tipo urotelial ou de transição. Essas células contêm um pequeno núcleo em fenda ou em forma de “grão de café”, podendo haver grupamentos dessas células e configurar estruturas denominadas nichos ou ninhos.
D. um tumor maligno originado no rim, de fato o mais comum na infância que pode acometer um ou ambos os rins
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. uma fibromatose agressiva muito semelhante com um tumor maligno (canceroso) chamado fibrossarcomano enquanto, benigno porque não metastatiza
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.71)

DISCURSIVA: (198657 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)




RATING: 3.1

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)


1. Distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça

  • As maiores taxas de incidência concentram-se na Europa Ocidental e na América do Norte; as menores são observadas na Ásia e em regiões menos desenvolvidas da África (0,04 p).
  • Globalmente, o câncer da bexiga ocupa a sétima posição entre as neoplasias mais frequentes e a décima terceira causa de morte por câncer (0,04 p).
  • No Brasil, constitui a segunda neoplasia mais frequente do trato geniturinário no homem, superada apenas pelo adenocarcinoma de próstata (0,04 p).
  • Nos países ocidentais, é 2,5 a 4 vezes mais frequente em homens do que em mulheres (provavelmente por maior exposição ao tabagismo e toxinas ambientais) e o mesmo padrão se repete nas mulheres (risco aumentado nas brancas em relação às negras) (0,02 p).
  • Diferenças raciais: brancos apresentam maior incidência e maior número de óbitos por carcinoma urotelial em comparação aos negros (inverso do observado nos tumores geniturinários em geral) (0,01 p).

2. Principais fatores de risco ambientais e ocupacionais

  • Tabagismo é o fator de risco mais importante e mais bem estudado; quem fuma tem de duas a quatro vezes mais chance de desenvolver a doença; quanto maior a quantidade e o tempo de tabagismo, maior a associação; os agentes responsáveis são principalmente as alfa- e beta-naftilaminas, que são absorvidas, eliminadas na urina e ficam em contato direto com o urotélio, causando dano celular repetido (0,05 p).
  • Exposição ocupacional responde por parcela significativa dos casos (15% a 35% em homens e 1% a 6% em mulheres); profissionais das indústrias de tintas, borracha e petróleo estão expostos a carcinógenos como benzidina, beta-naftilamina e 4-aminobifenil; esses compostos têm período de latência longo (0,04 p).
  • Medicamentos – ciclofosfamida, ao ser metabolizada, libera produtos tóxicos que irritam o urotélio e favorecem a malignidade (0,03 p).
  • Outros fatores – qualquer situação que cause trauma físico repetido ao urotélio (infecções urinárias crônicas, instrumentação repetida da bexiga ou presença de cálculos) aumenta o risco de transformação maligna; a ingestão de adoçantes artificiais não confirmou associação em estudos recentes (0,03 p).

3. Ativação de oncogenes na patogênese

  • O processo é multifatorial e envolve duas grandes vias que se complementam: ativação de oncogenes e inativação de genes supressores (0,03 p).
  • Oncogenes, quando ativados de forma anormal, estimulam a célula a se multiplicar exageradamente (0,02 p).
  • No câncer de bexiga, o oncogene p21 (c-Ha-ras) está ativado em pelo menos 50% dos casos; ocorre ativação aberrante de GTPase de membrana, levando a proliferação nuclear descontrolada e perda da diferenciação celular (a célula “esquece” sua função normal e torna-se imatura) (0,03 p).
  • Essa alteração é mais comum em tumores de alto grau e em áreas de displasia, mas raramente aparece em tumores de baixo grau (0,02 p).
  • Outros oncogenes frequentemente envolvidos: Erb-2, EGFR, MDM2, C-MYC e CCND1 (0,01 p).

4. Inativação de genes supressores e alterações cromossômicas

  • Genes supressores atuam como “freios” da multiplicação celular; quando inativados ou perdidos, a célula perde o controle e pode tornar-se imortal (0,03 p).
  • O gene p53 (o mais alterado em todos os cânceres humanos) é o exemplo clássico; a proteína p53 normal reconhece células com danos genéticos e dispara apoptose; quando mutado, a apoptose falha e as células danificadas sobrevivem e acumulam mutações (0,03 p).
  • No câncer de bexiga, mutação de p53 está presente em tumores primários, recidivas e tumores do trato urinário superior e associa-se a tumores mais agressivos e músculo-invasivos (0,02 p).
  • Deleção do braço curto do cromossomo 17 (onde fica o p53) ocorre em mais de 60% dos tumores invasivos, mas quase nunca nos tumores superficiais (0,01 p).
  • Outra alteração muito frequente e precoce é a perda de material do cromossomo 9 (contém genes reguladores p21, p27/KIP1 e p16); aparece tanto em tumores de alto quanto de baixo grau e é encontrada em todos os tumores multifocais, reforçando a ideia de doença difusa do urotélio (0,01 p).


FONTE:

CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.1)

CASO CLINICO: (230850 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Criança de 11 anos de idade com antecedentes de Anemia Falciforme, após passar férias na região da Zona da Mata em Minas Gerais, apresentou-se no serviço de Emergência Infantil queixando-se de febre, dor torácica, mialgia (sobretudo em membros inferiores), cefaleia e vômitos com início há 2 dia de forma súbita e progressiva. Relatam ter chegado de viagem a 1 dia e foi medicado pela mãe de forma empírica com paracetamol na dose de 1 gota por kilo de peso. Como não houve melhora dos sintomas, os pais decidiram em levar a criança ao Pronto Socorro Infantil. Na consulta, apresentou taquicardia, taquipneia, leve desconforto respiratório, mialgia e febre 38,7° C e o laboratório indicou neutropenia (680/mm3), além de confirmar-se os demais sintomas já mencionados anteriormente. Radiografia de tórax com presença de infiltrado peri-hilar bilateral e condensação no ápice esquerdo.

1) Qual é o diagnóstico? 0,0625 pontos
2) Quais são as primeiras medidas que devem ser tomadas ainda no PS? 0,25 pontos
3) Comenta as características particulares da patologia desse caso, relacionadas á anemia falciforme.0,1875 pontos


RATING: 2.97

1) Qual é o diagnóstico?
Choque séptico (0,03125 p) causado por síndrome torácica aguda (0,03125 p).
2) Quais são as primeiras medidas que devem ser tomadas ainda no PS?

  1. hidratação venosa com solução salina a 0,9% (0,03125 p) na dose de 10 ml/kg (0,03125 p)
  2. administração endovenosa de ceftriaxona na dose de 100 mg/kg (0,03125 p)
  3. coleta de exames laboratoriais com hemocultura (0,03125 p)
  4. solicitado vaga na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) (0,03125 p)
  5. oxigenioterapia (0,03125 p)
  6. analgesia (0,03125 p)
  7. antitermico (0,03125 p)
3) Comenta as caracteristicas particulares da patologia desse caso, relacionadas á anemia falciforme.
A STA, a segunda maior causa de hospitalização na doença falciforme (0,03125 p), é acompanhada de sintomas que variam em intensidade de um indivíduo para o outro:
  • febre (0,03125 p)
  • dor tipo pleurítico (0,03125 p)
  • hipoxemia (0,03125 p)
É importante salientar que todo paciente que chegue à emergência com clínica de dor, principalmente em região torácica, seja monitorado com raios X seriados e oximetria de pulso. (0,03125 p) Em vigência de saturação de O2 abaixo de 95%, a oxigenação por máscara deve ser implementada. (0,03125 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.97)




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