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DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A DPOC traz grande prejuízo à respiração e de vários modos diferentes. A compreensão dos efeitos desses prejuízos no restante do corpo fica muito difícil se não se considerar a grande heterogeneidade dos indivíduos rotulados como portadores de DPOC.  A Iniciativa Global para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (GOLD), criada com a colaboração do Instituto Nacional Norte-Americano do Coração, Pulmão e Sangue (NHLBI) em 1998,  e da Organização Pan-Americana de Saúde (OMS) em 2000, relata que a DPOC é um problema de saúde pública. Ela é a quarta causa principal de morbidade e mortalidade crônica nos Estados Unidos e há previsão de que assuma a quinta posição em 2020 como uma doença de impacto global.

OBJETIVA: (1146154 votos)..........99.37% das questões objetivas receberam votos.
Sobre a escala clínica de Wood para asma, pode-se dizer que está CORRETO :
A. entre outros dados, considera cianose e uso de musculatura acessória
B. quanto maior o valor, menor a gravidade
C. pontuação do escore igual a 3 indica falência respiratória
D. entre outros dados, considera o nível de consciência e pulso paradoxal
E. aplica-se com melhor objetividade nos lactentes

  RATING: 2.71

Sobre a escala clínica de Wood para asma, pode-se dizer que está CORRETO :

A. entre outros dados, considera cianose e uso de musculatura acessória
CORRETO: Um instrumento útil é o escore de Wood e Downes, muito utilizado em pediatria. Um instrumento útil é o escore de Wood e Downes, muito utilizado em pediatria.

ESCORE WOOD:

0 PONTOS
1 PONTO
2 PONTOS

ENTRADA DE AR

Simetrica
Assimetrica
Diminuida

SIBILOS

Poucos e geralmente expiratorios
Podem estar inspiratórios e expiratorios
Ou muito intensos ou bem diminuidos, com respiração paradoxal e MV bem diminuido também

MUSCULATURA ACESSORIA

não utilizada ou bem pouco
Significativamente utilizada
Intensamente utilizada ou respiração paradoxal,

ESTADO NEUROLOGICO

Normal
Euforia ou depressão
Torpor, coma

CIANOSE

Sem cianose
Presente em ar ambiente, regride com oxigênio
Presente com FiO2 de 40%

B. quanto maior o valor, menor a gravidade
INCORRETO :
  • menor ou igual a 2 considera-se crise asmática leve
  • entre 3 e 4, asma moderada
  • maior ou igual a 5, asma grave com falência respiratória provável
  • um índice maior ou igual a 7 indica falência respiratória.

C. pontuação do escore igual a 3 indica falência respiratória
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. entre outros dados, considera o nível de consciência e pulso paradoxal
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. aplica-se com melhor objetividade nos lactentes
INCORRETO : Nos lactentes, para avaliar a gravidade de uma crise de asma, utiliza-se... adivinhem... sim, outra classificação. A presença de cianose e diminuição do nível de consciência, considerados sinais tardios de disfunção respiratória, deve ser abordada com tratamento agressivo, dirigido para asma grave.
L A C T E N T E
CRISE MODERADA
CRISE GRAVE
AMEAÇA DE MORTE
Saturação > 92%
Saturação < 92%
Apneia
Sibilos audíveis
Cianose
Bradicardia
Uso de musculatura acessoria
Intenso sofrimento respiratorio
Esforço respiratorio lento
Alimenta-se com pouca dificuldade
A dispneia aumenta durante a alimentação
Não se alimenta

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.71)

DISCURSIVA: (183052 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

O melanoma maligno cutâneo é neoplasia maligna originária dos melanócitos.

  1. Quais são os principais fatores de risco etiológicos?...........0,125 p
  2. Quais as vias genéticas e moleculares centrais na transformação maligna?............0,125 p
  3. Quais as principais alterações arquiteturais e as fases de evolução tumoral na histopatologia? ................ 0,125 p
  4. Quais os elementos esquematizados pelo AJCC (2009) como sequência lógica para prognóstico e quais as limitações dos níveis de Clark? .............0,125 p




RATING: 3

O melanoma maligno cutâneo é neoplasia maligna originária dos melanócitos.

  1. Quais são os principais fatores de risco etiológicos?...........0,125 p
  2. Quais as vias genéticas e moleculares centrais na transformação maligna?............0,125 p
  3. Quais as principais alterações arquiteturais e as fases de evolução tumoral na histopatologia? ................ 0,125 p
  4. Quais os elementos esquematizados pelo AJCC (2009) como sequência lógica para prognóstico e quais as limitações dos níveis de Clark? .............0,125 p


Resposta 1 (Fatores de risco etiológicos):

  • Exposição à radiação ultravioleta (UV) é o fator principal (0,03125 p).
  • Tipo de pele de alto risco: olhos azuis, cabelos loiros/ruivos, pele clara, sardas, incapacidade de bronzeamento e propensão a queimaduras solares (0,03125 p).
  • Histórico de várias queimaduras solares com bolhas e exposição solar intensa e intermitente (0,03125 p).
  • Outros: câmaras de bronzeamento (alto risco, especialmente adolescentes e mulheres jovens), condição socioeconômica elevada, história familiar, grande número de nevos (incluindo congênitos gigantes e displásicos), imunossupressão e xeroderma pigmentoso (0,03125 p).

Resposta 2 (Vias genéticas e moleculares centrais):

  • Via principal RAS-BRAF-MAPK: mutação BRAF (até 66% dos casos), especialmente BRAF-V600E, que ativa permanentemente a proteína, promovendo proliferação celular descontrolada e inibindo apoptose; mais comum em tumores avançados (fase de crescimento vertical) e metastáticos (0,03125 p).
  • Locus CDKN2A (cromossomo 9p21): codifica p16 e p14ARF (supressoras de tumor relacionadas à p53); mutações em 35% dos casos familiares ou com melanomas múltiplos; fenótipo com pigmentação densa, células não fusiformes e disseminação pagetoide; associação com síndrome melanoma-câncer de pâncreas (0,03125 p).
  • Outros genes: CDK4 (cromossomo 12q13, interage com p16, mutações raras de alta penetrância), KIT (mutado em melanomas acrais lentiginosos e de mucosas), PTEN (supressor tumoral perdido em 30% das células de melanoma, mais em lesões avançadas) (0,03125 p).
  • Padrões de mutações: isoladas (RAS) ou combinadas (PTEN + BRAF); mutações não relacionadas à espessura tumoral (exceto PTEN em fases avançadas); acúmulo sequencial de mutações induzidas por UV leva à perda de controle celular (0,03125 p).

Resposta 3 (Alterações arquiteturais e fases de evolução tumoral na histopatologia):

  • Alterações arquiteturais principais: assimetria da arquitetura geral, margens mal definidas, perda da arquitetura névica (grupos de células variáveis em tamanho e forma, grupos confluentes, células menos coesas) e migração de melanócitos atípicos para camadas superiores da epiderme (DOPA-positivas com alta atividade tirosinásica) (0,03125 p).
  • Fase inicial (crescimento radial): melanócitos limitados à epiderme e anexos (exceto casos metastáticos originados de células névicas malignas ou nevo azul de origem dérmica) (0,03125 p).
  • Fase posterior (invasão dérmica): perda de maturação dos melanócitos ao penetrar na derme, células volumosas com núcleos atípicos, hipercromáticos e nucléolos proeminentes, forma pagetoide possível, infiltrado inflamatório (linfócitos) (0,03125 p).
  • Fase de crescimento vertical: alterações citológicas mais intensas, redução na síntese de melanina (pode formar melanoma amelanótico, confirmado por imuno-histoquímica quando pigmento ausente) (0,03125 p).

Resposta 4 (Elementos do AJCC e limitações dos níveis de Clark):

  • Elementos esquematizados pelo AJCC (2009) como sequência lógica: I. ulceração, II. índice de Breslow, III. mitoses (0,03125 p).
  • Ulceração: interrupção microscópica da superfície epitelial pelo tumor; melhor indicador de envolvimento linfonodal, redefine estágio (A para B), identifica tumores finos (<0,8 mm) como mau prognóstico quando associada a mitoses elevadas; fator independente em análises multivariadas; incluída no AJCC 2002 (0,03125 p).
  • Índice de Breslow: medida da espessura tumoral (do topo da camada granulosa ao ponto mais profundo; em ulcerados, da base da úlcera); fator prognóstico mais confiável, objetivo e independente do observador; define melanoma fino (≤0,8 mm), intermediário (0,8-4 mm) e espesso (>4 mm); quanto mais espesso, pior o prognóstico (0,03125 p).
  • Níveis de Clark: I (restritos à epiderme e anexos), II (derme papilar e interface com reticular), III (toda derme papilar), IV (derme reticular), V (panículo adiposo); limitações: interpretação subjetiva (níveis II-III-IV), dificuldade em visualizar limites derme papilar/reticular (pior em pele danificada pelo sol), variação anatômica da espessura dérmica; menos confiável que Breslow por ser subjetivo (0,03125 p).

FONTE:

MELANOMA MALIGNO - PLATAFORMA MISODOR


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (213383 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Um menino de 8 anos é trazido à consulta médica com história de perda de peso há 2 meses. Há 1 mês, iniciou edema e dor no joelho direito e no tornozelo esquerdo, que dificultam a deambulação e são mais intensos no período da manhã. Ao exame físico, FC= 110 bpm, FR = 32 irpm, Tax = 38,5 ºC, descorado (2+/4+), eritema na face, úlceras no palato, murmúrio vesicular positivo diminuído nas bases, bulhas rítmicas hipofonéticas sem sopros, fígado a 4 cm do rebordo costal direito, baço a 2 cm do rebordo costal esquerdo, edema e calor no joelho direito e no tornozelo esquerdo, além de petéquias disseminadas. Hb = 9,3 g/dl, Ht = 26%, leucócitos = 2.900 mm3 (bastões 1%, segmentados 80%, linfócitos 15%, eosinófilos 2% e monócitos 2%), urina= hemácias >100/campo, dimorfismo presente e proteína (3+/4+).

a) Que hipótese diagnóstica será considerado como muito provável?......................0,15 pontos
b) Cite 3 dados de história, exame físico ou exame laboratorial que justificam a sua hipótese........0,35 pontos





RATING: 2.99

a) Hipótese diagnóstica: Lúpus Eritematoso Sistêmico. (0.150)

b) Dados justificadores:

  • Eritema malar na face, característico de rash cutâneo autoimune. (0.100)
  • Dor e edema articular matinal em joelho direito e tornozelo esquerdo, indicativos de artrite inflamatória. (0.100)
  • Hematúria glomerular com dimorfismo e proteinúria significativa, sugestivos de nefrite lúpica. (0.150)


Na presente resposta, a hipótese de LES é ancorada em critérios classificatórios atualizados, com ênfase em manifestações mucocutâneas, articulares e renais, que compõem o espectro clássico pediátrico, frequentemente mais agressivo que no adulto, demandando diagnóstico precoce para minimizar dano orgânico cumulativo.


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.99)




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