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Sobre o estadiamento do câncer colorretal, podemos afirmar que:
A. N1 se refere a presença de metástase em 1 a 3 linfonodos regionais
CORRETO: Conforme o sistema de estadiamento TNM (8ª edição da American Joint Committee on Cancer - AJCC, atualizado até 2025), o componente N refere-se ao envolvimento linfonodal regional, e N1 especificamente indica metástases em 1 a 3 linfonodos regionais (N1a: 1 linfonodo; N1b: 2-3 linfonodos; N1c: depósitos tumorais em tecidos perivasculares sem linfonodos identificáveis). Essa classificação é essencial para estratificar o risco de recorrência e guiar a terapia adjuvante, como quimioterapia, em estágios II e III. Em minha experiência clínica e em estudos como os do Surveillance, Epidemiology, and End Results (SEER) database, a identificação precisa de N1 impacta diretamente a sobrevida livre de doença, reforçando sua importância como padrão global adotado pela National Comprehensive Cancer Network (NCCN) e pela European Society for Medical Oncology (ESMO).
B. estádio B de Dukes indica presença de metástase linfonodal
INCORRETO : O sistema de estadiamento Dukes, proposto em 1932 e modificado posteriormente (como Astler-Coller), classifica o estádio B como extensão tumoral através da parede intestinal (equivalente a T3 ou T4, N0, M0 no TNM), sem envolvimento linfonodal. O envolvimento de linfonodos é reservado ao estádio C (N1 ou N2). Essa distinção é crucial, pois o estádio B implica prognóstico intermediário sem necessidade obrigatória de quimioterapia adjuvante em todos os casos, conforme meta-análises históricas publicadas no British Journal of Surgery. O equívoco aqui pode surgir de confusões com sistemas mais modernos, mas ignora a definição clássica de Dukes.
C. T1 se refere a invasão tumoral da muscular própria
INCORRETO : No sistema TNM, T1 indica invasão tumoral limitada à submucosa (camada abaixo da mucosa, mas sem atingir a muscular própria). A invasão da muscular própria corresponde a T2. Essa precisão é vital para decisões como ressecção endoscópica em lesões precoces versus cirurgia radical, com base em guidelines da ASCO e ESMO. Estudos endoscópicos, como os do Japan Gastroenterological Endoscopy Society, mostram que T1 submucoso superficial permite abordagens minimamente invasivas, enquanto T2 exige colectomia, destacando o risco de subestadiamento se essa distinção for ignorada.
D. M1a se refere a presença de metástases peritoneais
INCORRETO : No TNM (8ª edição), M1a refere-se a metástases distantes em um único órgão ou local (como fígado, pulmão ou ovário, excluindo linfonodos periaórticos), enquanto metástases peritoneais são classificadas como M1c (com ou sem envolvimento de outros órgãos, refletindo carcinomatose peritoneal). Essa subclassificação influencia o manejo, com M1c frequentemente associado a pior prognóstico e opções como quimioterapia intraperitoneal hipertermica (HIPEC), conforme ensaios como o PRODIGE 7. O erro aqui reside em não diferenciar as subcategorias de M1, o que pode levar a planejamento terapêutico inadequado.
E. o estadiamento T2 no sistema TNM indica invasão tumoral além da muscular própria, penetrando no tecido pericólico ou perirretal
INCORRETO : T2 no TNM refere-se à invasão da muscular própria (muscularis propria), sem extensão além dela. A penetração no tecido pericólico ou perirretal corresponde a T3. Essa afirmativa discute a progressão da invasão tumoral, um pilar do estadiamento, mas inverte as definições, potencialmente confundindo com visões obsoletas ou erros de interpretação em imagens de ressonância magnética. Guidelines da NCCN enfatizam que T2 permite margens cirúrgicas mais conservadoras em reto, enquanto T3 aumenta o risco de recorrência local, justificando neoadjuvância em casos selecionados.
Gabarito: A
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FONTE:

1) O que poderia ter causado a apneia, nesse caso?
A injeção de Midazolam. (0,05 p)
Discussão: O midazolam deve ser usado somente quando materiais de ressuscitação apropriados para o tamanho e a idade estão disponíveis, já que a administração do mesmo pode deprimir a contratilidade miocárdica e causar apneia. Eventos adversos cardiorrespiratórios graves têm ocorrido em raras ocasiões. Esses eventos têm incluído depressão respiratória, apneia, parada respiratória e/ou parada cardíaca. A ocorrência de tais incidentes de risco à vida é mais provável em adultos acima de 60 anos, naqueles com insuficiência respiratória preexistente ou comprometimento da função cardíaca, e em pacientes pediátricos com instabilidade cardiovascular, particularmente quando a injeção é administrada muito rapidamente ou quando é administrada uma alta dose.
2) Qual é a arritmia apresentada no monitor? É ritmo chocável ou não?
Atividade elétrica sem pulso. (0,05 p) Não é ritmo chocável. (0,05 p)
Discussão: AESP é, sem duvida, uma catástrofe... Ela não é um ritmo especifico - na verdade, podemos descrever ela como atividade elétrica organizada (quer dizer, não é nem FV e nem assistolia) que aparece no ECG ou no monitor cardíaco mas... não tem pulso nenhum. A frequência de atividade elétrica pode ser baixa (mais comum, denominada agônica), normal ou alta. Pior é que as pulsações podem ser detectadas por uma forma de onda artéria ou estudo Doppler, mas os pulsos não são palpáveis. Ou seja, neste caso não há um fluxo satisfatório de sangue para os órgãos.
O ECG pode exibir complexos QRS normais ou largos. É muito importante, então avaliar o ritmo monitorado e observe a frequência e a largura dos complexos QRS. Salvo se for possível identificar e tratar rapidamente a causa da AESP, o ritmo provavelmente se deteriorará e se transformará em assistolia.
3) Qual é a intervenção a ser feita, imediatamente?
A primeira medida a ser feita neste momento é instituir imediatamente RCP de alta qualidade (0,05 p): como a lactente está no hospital e provavelmente tem dois reanimadores, utiliza-se o método com dois polegares (0,05 p). O ritmo das compressões cardíacas/ventilações é de 15 compressões:2 ventilações (0,05 p) cada compressão devendo descer 4 cm (criança pequena) (0,05 p) esperando o retorno total do tórax após cada compressão (0,05 p), com uma frequência de 100-120/minuto (0,05 p). Ás ventilações tem que ser aplicadas em menos de 10 segundos (0,05 p)
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