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Uma mulher de 46 anos apresenta icterícia progressiva associada a prurido e acolia fecal. Não há emagrecimento nem dor abdominal. Refere ter se submetido a colecistectomia videolaparoscópica a cerca de dois meses. Ao exame físico ictérica ++/4, hidratada, corada, PA = 130 x 100 mmHg; IMC = 35 kg/m2; RCR em 2T BNF sem sopros; pulmões limpos; abdômen com discreta hepatomegalia; membros inferiores sem edemas, pulsos palpáveis e panturrilhas livres. A hipótese etiológica mais provável para a icterícia apresentada é: Comentário:
A. trauma da via biliar
CORRETO: Temos um caso clássico de icterícia pós-colecistectomia. Sabemos que as principais condições envolvidas são a coledocolitíase residual, a ligadura inadvertida do colédoco e o trauma do colédoco durante a laparoscopia com estenose cicatricial. O que temos no enunciado, uma icterícia colestática do tipo progressiva, o que afasta de imediato a coledocolitíase residual. Vamos lembrar de um conceito importantíssimo: a icterícia da coledocolitíase é flutuante! Desta forma nos sobrariam essas outras hipóteses diagnósticas. Embora a ligadura inadvertida seja uma possibilidade, ela costuma cursar com icterícia no pós-operatório imediato e além do mais não está entre as opções. Sobra-nos o trauma acidental do colédoco, o que pode acontecer em cirurgias por vídeo principalmente quando o cirurgião se inicia no método.
B. colangite esclerosante
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. oddite secundária
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. esteatohepatite não alcoólica
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. coledodolitíase residual
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: A
RATING: 3.46 ![]()
FONTE:
Resposta 1:
a) Escarlatina, parvovirose, sarampo, dengue, enteroviroses e outras viroses (Mayaro, Oropouche) (0,1 p)
b) Farmacodermia (0,1 p)
Resposta 2: (0,2 p)
Rubéola: quadro clínico habitualmente sem pródromos nas crianças, sintomas leves em adultos e associado com linfadenopatia retroauricular e/ou cervical e/ou occipital. O exantema é róseo, excepcionalmente confluente e sem descamação. Adolescentes e adultos freqüentemente apresentam artralgias.
Escarlatina: pródromos de 1 a 2 dias, com febre e mal-estar. Exantema eritematoso, puntiforme com palidez perioral e linhas nas dobras de flexão. Descamação intensa nas palmas das mãos e plantas dos pés.
Dengue: início súbito, febre por 2 a 5 dias, astenia, cefaléia, mialgia e artralgia intensas. Exantema maculo-papular a partir do tronco, espalhando-se para o rosto e membros.
Eritema infeccioso: pródromos com febre, cefaléia, mialgia por 5 a 7 dias. Exantema inicialmente na face (aparência de face esbofeteada), que se espalha após 1 a 4 dias para o tronco. Por uma ou duas semanas o exantema pode ter intensidade variável, exacerbado pela exposição solar.
Exantema súbito: pródromo com febre alta por 3 a 4 dias, irritabilidade, que desaparecem após a instalação do exantema (maculopapular) de curta duração. Não há descamação.
Enteroviroses: pródromos com febre por 3 a 4 dias (exceto para coxsackie) com exantema variável, geralmente discreto, e adenopatia. Lactentes podem apresentar distúrbios gastrointestinais.
Resposta 3:
Não foi buscado o uso pregresso de medicamentos. (0,1 p)
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