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Significa o desenvolvimento simultâneo do mais de um feto. Mais freqüente, os fetos gêmeos resultam da fecundação de dois óvulos separadamente, no mesmo ciclo menstrual.

OBJETIVA: (1428486 votos)..........96.22% das questões objetivas receberam votos.
Um paciente imunossuprimido pós-transplante renal, com 55 anos, sexo masculino, pele clara, apresenta múltiplas lesões cutâneas eritematosas, escamosas e ulceradas no dorso das mãos e face, com crescimento acelerado nos últimos meses. A biópsia de uma lesão revela proliferação desordenada de células epiteliais com graus variáveis de ceratinização, anaplasia celular e invasão da derme. Considerando a epidemiologia, etiopatogenia, morfopatologia e opções terapêuticas, qual é a afirmativa CORRETA?
A. O tumor mais provável é o carcinoma basocelular, associado principalmente à mutação no gene PTCH, com tratamento preferencial por criocirurgia em lesões menores que 1 cm
B. O tumor mais provável é o angiossarcoma cutâneo, desencadeado por linfedema crônico, com abordagem inicial por ressecção cirúrgica ampla e linfadenectomia profilática
C. O tumor mais provável é o carcinoma de células escamosas, impulsionado por exposição solar cumulativa além da imunossupressão, com excisão cirúrgica convencional como modalidade de escolha para lesões nodulares com margens definidas
D. O tumor mais provável é o dermatofibrossarcoma protuberans, de origem em fibroblastos dérmicos, com excisão local ampla incluindo margens de 3 cm e radioterapia adjuvante para controle de recidivas
E. O tumor mais provável é o carcinoma de células de Merkel, relacionado ao herpes-vírus humano 8, com terapia fotodinâmica como opção não invasiva para lesões superficiais

  RATING: 3.33

Um paciente imunossuprimido pós-transplante renal, com 55 anos, sexo masculino, pele clara, apresenta múltiplas lesões cutâneas eritematosas, escamosas e ulceradas no dorso das mãos e face, com crescimento acelerado nos últimos meses. A biópsia de uma lesão revela proliferação desordenada de células epiteliais com graus variáveis de ceratinização, anaplasia celular e invasão da derme. Considerando a epidemiologia, etiopatogenia, morfopatologia e opções terapêuticas, qual é a afirmativa CORRETA?

A. O tumor mais provável é o carcinoma basocelular, associado principalmente à mutação no gene PTCH, com tratamento preferencial por criocirurgia em lesões menores que 1 cm
INCORRETO: O carcinoma basocelular é menos comum em imunossuprimidos, representando apenas 17,9% dos casos, e sua associação principal é com mutações no gene PTCH na via Hedgehog, não predominando como o tumor mais provável nesse contexto. A criocirurgia é indicada para tumores menores que 1 cm na zona H da face ou até 2 cm em outras regiões, mas não é o tratamento preferencial para lesões múltiplas ou com histologia agressiva, priorizando-se excisão em variantes infiltrativas.
B. O tumor mais provável é o angiossarcoma cutâneo, desencadeado por linfedema crônico, com abordagem inicial por ressecção cirúrgica ampla e linfadenectomia profilática
INCORRETO : O angiossarcoma cutâneo é raro, afetando preferencialmente idosos na face e couro cabeludo, desencadeado por linfedema crônico como na síndrome de Stewart-Treves pós-mastectomia, não sendo o tumor mais provável em imunossuprimidos pós-transplante com lesões eritematosas escamosas. A ressecção cirúrgica ampla com margens histologicamente negativas é o manejo principal, mas a linfadenectomia é recomendada apenas na presença de adenopatia confirmada, não profilática, e o prognóstico é reservado com sobrevida em cinco anos inferior a 40%.
C. O tumor mais provável é o carcinoma de células escamosas, impulsionado por exposição solar cumulativa além da imunossupressão, com excisão cirúrgica convencional como modalidade de escolha para lesões nodulares com margens definidas
CORRETO : O carcinoma de células escamosas predomina em pacientes imunossuprimidos, representando até 64,1% dos cânceres cutâneos nesse grupo, com risco elevado em transplantados devido a medicamentos como azatioprina, ciclosporina e prednisona, que aumentam a incidência em mais de 50% após 10 anos. A exposição solar crônica é o fator etiológico principal, promovendo danos no DNA das células epiteliais via radiação ultravioleta, com mutações no gene p53 em mais de 90% dos casos. Histologicamente, exibe proliferação de células queratinizadas na camada basal da epiderme, com ninhos compactos ou cordões infiltrativos invadindo a derme, tendência à ceratinização manifestada por pérolas córneas e anaplasia com núcleos irregulares e mitoses atípicas. A excisão cirúrgica convencional é a modalidade de escolha para lesões nodulares com margens bem definidas, com margens de 4 a 6 mm para garantir cura superior a 95% em estágios iniciais, adaptando-se ao comportamento mais agressivo em comparação ao carcinoma basocelular.
D. O tumor mais provável é o dermatofibrossarcoma protuberans, de origem em fibroblastos dérmicos, com excisão local ampla incluindo margens de 3 cm e radioterapia adjuvante para controle de recidivas
INCORRETO : O dermatofibrossarcoma protuberans é um sarcoma de baixo grau derivado de fibroblastos dérmicos, manifestando-se como lesões nodulares lisas no tronco ou cabeça-pescoço em adultos de meia-idade, não correspondendo ao perfil de lesões eritematosas ulceradas múltiplas em imunossuprimidos. A excisão local ampla com margem de 3 cm é o tratamento padrão, mas a radioterapia é adjuvante para recidivas, não rotina, e metástases distantes são raras, geralmente após múltiplas recidivas locais.
E. O tumor mais provável é o carcinoma de células de Merkel, relacionado ao herpes-vírus humano 8, com terapia fotodinâmica como opção não invasiva para lesões superficiais
INCORRETO : O carcinoma de células de Merkel origina-se de células neuroendócrinas cutâneas, relacionado ao poliomavírus de Merkel, não ao herpes-vírus humano 8, e apresenta-se como nódulo vermelho-azulado de crescimento rápido na cabeça e pescoço de idosos, não como lesões eritematosas escamosas múltiplas. A terapia fotodinâmica não é indicada para lesões superficiais nesse tumor altamente maligno, priorizando-se excisão local ampla com margens de 2 a 3 cm e biópsia de linfonodo sentinela, com prognóstico desfavorável e mortalidade de 55% a 79%.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.33)

DISCURSIVA: (199740 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A colangite aguda é a inflamação aguda dos canais que conduzem a bile. Isso inclui desde os mais finos, dentro do fígado ao mais calibroso, o colédoco, que recebe toda a bile produzida no fígado e aquela já acumulada na vesícula. A sintomatologia dessa moléstia hoje é descrita como 'pentade de Reynolds'.
Quais são os cinco elementos fundamentais dessa descrição?

RATING: 3.05

A colangite aguda é a inflamação aguda dos canais que conduzem a bile. Isso inclui desde os mais finos, dentro do fígado ao mais calibroso, o colédoco, que recebe toda a bile produzida no fígado e aquela já acumulada na vesícula. A sintomatologia dessa moléstia hoje é descrita como 'pentade de Reynolds'.
Quais são os cinco elementos fundamentais dessa descrição?

A pentade de Reynolds: 1) Dor
2) Febre
3) Icterícia
4) Confusão
5) Hipotensão

FONTE:
I FORUM PAULISTA DE INFECÇÕES INTRA-ABDOMINAIS DR RODRIGO CAÑADA SURJAN DOUTOR EM CIRURGIA PELA FACULDADE DE MEDICINA DA USP

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

CASO CLINICO: (231940 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente masculino, 55 anos, obeso (IMC 34 kg/m²), com diabetes mellitus tipo 2 de diagnóstico recente e ganho ponderal de 10 kg nos últimos 6 meses. Procura o pronto-socorro com dor súbita, intensa e insuportável no flanco esquerdo, irradiada para região inguinal e genitália, acompanhada de náuseas, vômitos e hematúria macroscópica. Refere episódios semelhantes no passado, de resolução espontânea. Ao exame físico: paciente em posição antálgica, com sensibilidade no ângulo costovertebral esquerdo. Urinálise: pH 5,0, hematúria (++), ausência de leucocitúria ou nitrito. Sem febre.

I. Qual a suspeita diagnóstica mais provável?  (0,12 p) 
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada neste cenário?  (0,13 p) 
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico?  (0,13 p) 
IV. Qual o tratamento indicado?  (0,12 p) 



RATING: 3.01

Resposta à Questão I – Suspeita Diagnóstica (0,12 p) 
  • A tríade clássica de dor intensa no flanco, irradiação para genitália e hematúria orienta para cólica renal por obstrução ureteral (0,04 p). 
  • A formação de cálculos na pelve renal é assintomática até que um fragmento migre pelo ureter, desencadeando a cólica ureteral (0,04 p). 
  • Hematúria e lesões renais podem ocorrer mesmo na ausência de dor, reforçando a suspeita de urolitíase (0,04 p). 

Resposta à Questão II – Possível Causa da Doença Diagnosticada (0,13 p) 
  • Os cálculos de ácido úrico correspondem a ≈7 % de todos os cálculos urinários e apresentam fisiopatologia multifatorial, com predomínio de mecanismos idiopáticos (0,03 p). 
  • Há estreita associação epidemiológica com diabetes mellitus tipo 2, obesidade e ganho de peso corporal recente, situações em que ocorre incremento na produção endógena de ácido úrico (0,03 p). 
  • A principal alteração metabólica nos casos idiopáticos é a acidificação urinária (pH urinário baixo) decorrente da redução na excreção de amônia pela urina (0,04 p). 
  • Essa acidificação facilita a saturação cristalina de ácido úrico, mesmo sem hiperuricosúria acentuada ou distúrbios genéticos/dietéticos evidentes (0,03 p). 

Resposta à Questão III – Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico (0,13 p) 
  • A tomografia computadorizada helicoidal sem contraste é o método mais preciso para o diagnóstico de litíase urinária (0,04 p). 
  • Apresenta sensibilidade de 98 % e especificidade de 97 %, superando todos os outros métodos de imagem (0,03 p). 
  • Detecta cálculos radiotransparentes (como os de ácido úrico) por seu alto coeficiente de atenuação e identifica sinais secundários de obstrução (dilatação ureteral, estrias perirrenais) (0,03 p). 
  • Protocolos de baixa dose mantêm sensibilidade ≈96 % e especificidade ≈94 % em pacientes com IMC < 30 kg/m², reduzindo radiação (0,03 p). 

Resposta à Questão IV – Tratamento Indicado (0,12 p) 
  • O manejo terapêutico dos cálculos de ácido úrico idiopáticos envolve fundamentalmente ingestão hídrica elevada (cerca de 3 litros ao dia) (0,03 p). 
  • Restrição do consumo de proteínas e alcalinização da urina com agentes contendo potássio ou sódio (0,03 p). 
  • Os compostos à base de potássio oferecem vantagem adicional de reduzir a excreção urinária de cálcio, diminuindo risco de cálculos de oxalato de cálcio (0,03 p). 
  • Recomenda-se monitoramento do pH urinário após 3 meses, mantendo-o na faixa entre 6,1 e 6,7 para evitar precipitação de fosfato de cálcio (0,03 p). 

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.01)




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