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HIPERTENSÃO PORTAL E CONSEQUÊNCIAS (ÁREA DE CIRURGIA)

O volume do fluxo venoso porta é indiretamente regulado pela vasoconstrição e vasodilatação do leito arterial esplâncnico. Em contraste, as arteríolas hepáticas respondem às catecolaminas circulantes e estimulação nervosa simpática; portanto, o fluxo arterial hepático é diretamente regulado.

Contudo, mesmo influências vasoconstritoras intensas podem ser superadas por uma resposta arterial hepática auto-reguladora, o que mantém um fluxo sanguíneo hepático total próximo ao normal, tanto quanto possível, quando a perfusão porta é diminuída em pacientes com choque ou mesmo com derivações portossistêmicas criadas cirurgicamente, ou induzidas por doença.

Muitos hormônios esplâcnicos são importantes reguladores do metabolismo hepático.

OBJETIVA: (1400446 votos)..........95.39% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher de 62 anos com diverticulose conhecida há 10 anos chega ao pronto-socorro com hematoquezia maciça, hipotensão e taquicardia. Endoscopia digestiva alta é normal, e colonoscopia revela sangramento ativo de um divertículo no cólon sigmoide. Considerando a fisiopatologia da hemorragia diverticular, qual mecanismo anatômico explica a intensidade do sangramento observado nesse caso?
A. Erosão da mucosa diverticular por impacto fecal crônico, levando a ulcerações superficiais com vazamento venoso
B. Deslocamento de arteríola penetrante para a cúpula do divertículo, predispondo a ruptura arterial sob pressão
C. Formação de fístula arteriovenosa intracólica devido a inflamação recorrente, causando shunt hemorrágico
D. Hiperplasia vascular na base do divertículo induzida por hipertensão portal subclínica.
E. Perfuração microscópica do divertículo com extravasamento de sangue fecal misto a pus infeccioso.

  RATING: 3.19

Uma mulher de 62 anos com diverticulose conhecida há 10 anos chega ao pronto-socorro com hematoquezia maciça, hipotensão e taquicardia. Endoscopia digestiva alta é normal, e colonoscopia revela sangramento ativo de um divertículo no cólon sigmoide. Considerando a fisiopatologia da hemorragia diverticular, qual mecanismo anatômico explica a intensidade do sangramento observado nesse caso?

A. Erosão da mucosa diverticular por impacto fecal crônico, levando a ulcerações superficiais com vazamento venoso
INCORRETO: A erosão mucosal por impacto fecal causa mais inflamação ou diverticulite, não hemorragia maciça, que tipicamente origina de fontes arteriais em vez de venosas superficiais.
B. Deslocamento de arteríola penetrante para a cúpula do divertículo, predispondo a ruptura arterial sob pressão
CORRETO : As arteríolas que atravessam a parede colônica nos pontos de fraqueza podem se posicionar sobre a cúpula diverticular, tornando-as vulneráveis a erosão e ruptura, resultando em hemorragias arteriais graves e intermitentes.
C. Formação de fístula arteriovenosa intracólica devido a inflamação recorrente, causando shunt hemorrágico
INCORRETO : Fístulas arteriovenosas não são descritas como mecanismo primário na hemorragia diverticular, que é mais relacionada a lesões arteriais isoladas do que a shunts vasculares complexos.
D. Hiperplasia vascular na base do divertículo induzida por hipertensão portal subclínica.
INCORRETO : A hiperplasia vascular não é um achado patológico típico na diverticulose, e hipertensão portal está associada a varizes esofágicas ou retais, não a sangramento diverticular colônico.
E. Perfuração microscópica do divertículo com extravasamento de sangue fecal misto a pus infeccioso.
INCORRETO : Perfurações microscópicas levam a diverticulite com infecção pericólica e sintomas inflamatórios, não a hematoquezia isolada sem sinais de sepse ou peritonite.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.19)

DISCURSIVA: (196184 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Respondam ás seguintes questões:
1) Como é definida a apneia? (0,25 p)
2) Como é definida e respiração periódica? (0,25 p)


RATING: 3.01

Respondam ás seguintes questões:
1) Como é definida a apneia? (0,25 p)
2) Como é definida e respiração periódica? (0,25 p)

1) Como é definida a apneia?

A apneia é definida como pausa respiratória que dura mais de 15 segundos Ou como qualquer pausa respiratória associada á cianose, palidez, bradicardia. (0,25 p)

2) Como é definida e respiração periódica?

A respiração periódica é um padrão de respiração comum em crianças que consta em pausa respiratória curta seguida pelo aumento da frequência respiratória.(0,25 p)

FONTE:

Segredos em emergência pediátrica : respostas necessárias ao dia-a-dia em rounds, na clínica, em exames orais e escritos / Steven M. Selbst ; Kate Cronan. - Porto Alegre : Ed. ArtMed, 2003. - 524 p - ISBN 85-7307-983-5

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (228303 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente F, 2 anos e 10 meses de idade, é trazida no setor de pronto-atendimento de pediatria com febre 39,6°C e relato de 'dor de cabeça' na região frontal, sem nenhum outro sinal localizatorio. No acolhimento, FR 36/min, FC 122/min, sinusal sem sopros, sonolenta, inapetente e chorosa. Palidez +/++++. TEC 3-4 segundos. Evacuações normais, sem diarreia. No exame clinico respiratório e cardiovascular normal. Sem sinais meníngeos e sem petéquias. Faringe com leve eritema, sem sinais flogísticos. Mãe diz que a criança recusa a comida faz 48 horas, só aceita leite e 'toma pouco'. Sem vômitos até agora. Observa-se, porém anisocoria afetando o olho esquerdo que não responde a luz. Outro olho normal. Questionada, a mãe declara que a criança já está em acompanhamento com oftalmologista porque, com 2 anos de idade, teve um 'herpes' no olho, mas que o mesmo deu alta, considerando que a criança está enxergando 'normal'. Nega contato com pombos ou gatos de estimação. Tem somente um Callopsyta que fica na gaiola

1) Qual é o protocolo á seguir neste caso? 0,3 pontos
2) Qual é a infecção bacteriana que mais ocorre em caso de febre sem sinais localizatorios? 0,1 pontos
3) Quais seriam os principais fatores de risco para meningococemia oculta neste caso? 0,1 pontos


RATING: 2.91

1) Qual é o protocolo á seguir neste caso?

Febre é uma das causas mais comuns de consulta em pediatria. 25% de todas as consultas de emergência se devem à febre. Na maioria dos casos, após a avaliação inicial, é possível identificar a causa. Nas crianças menores de 36 meses, em 20% dos casos, essa identificação não é possível. Febre sem sinais localizatórios FSSL - definição: Febre com menos de uma semana de duração, que após história clínica e exame físico cuidadosos não tem a sua causa estabelecida.

O protocolo para essa faixa etária seria primeiramente de avaliação clinica minuciosa, avaliar se existem ou não sintomas de toxemia - neste caso, como há sonolência e mau estado geral seria melhor considerar que há um grau de toxemia, especialmente porque a criança está numa faixa etária de risco (0-36 meses), o tempo de enchimento capilar é de 3-4 segundos.

  • Internação 0,1 p
  • Exames laboratoriais: hemograma, hematocrito, urina I, urocultura LCR e Rx de torax.0,1 p
  • Começar antibioticoterapia empirica. 0,1 p

2) Qual é a infecção bacteriana que mais ocorre na febre sem sinais localizatorios?
Infecção urinária oculta é a infecção bacteriana mais comum como causa de FSSL. 0,1 p

3) Quais são, neste caso, os fatores de risco para a doença meningococica oculta?
Meningite oculta: a bacteremia oculta por meningococo é bem mais rara do que por pneumococo. A faixa etária abaixo de 24 meses é a mais acometida pela doença meningocócica. 25 a 50% dos pacientes com doença meningocócica haviam sido liberados após avaliação inicial. 82% dos pacientes liberados têm menos de 36 meses de idade. 0,1 p

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.91)




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