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CICATRIZAÇÃO DAS FERIDAS (ÁREA DE CIRURGIA)

O processo de cicatrização humano tem como objetivo limitar o dano tecidual e permitir o restabelecimento da integridade e função dos tecidos afetados. Não há, no entanto, retorno ao estado prévio, uma vez que a cicatrização se faz pela deposição de tecido conjuntivo específico, não havendo regeneração tecidual (formação de tecido idêntico histologicamente ao lesado), como ocorre em seres filogeneticamente inferiores.

OBJETIVA: (1209513 votos)..........99.15% das questões objetivas receberam votos.
A ausência de vagina é comum em:
A. hiperplasia adrenal congênita em bebê do sexo feminino
B. síndrome de Turner
C. associação com útero ausente ou rudimentar
D. masculinização fetal induzida por medicamentos em bebê do sexo feminino
E. disgenesia de gônadas

  RATING: 3.1

A ausência de vagina é comum em:

A. hiperplasia adrenal congênita em bebê do sexo feminino
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. síndrome de Turner
INCORRETO : Na síndrome de Turner, que é uma forma de disgenesia gonadal, o útero e a vagina estão presentes.
C. associação com útero ausente ou rudimentar
CORRETO : A freqüência da agenesia vaginal é cerca de 0,025%. É causada pela falta de contato do primórdio uterovaginal com o seio urogenital. O útero geralmente está ausente. Quando a vagina está ausente, as glândulas vestibulares maiores ainda estão presentes na maioria dos casos. Na aplasia mülleriana, a maior parte da vagina e do útero está ausente. Acredita-se que de 80% a 90% das pacientes sem vagina apresentem aplasia mülleriana em vez de atresia. Um defeito embriológico pode estar associado a outros. Devem-se procurar também anormalidades no aparelho urinário.
D. masculinização fetal induzida por medicamentos em bebê do sexo feminino
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. disgenesia de gônadas
INCORRETO : A agenesia de ovários raramente está associada à agenesia vaginal.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.1)

DISCURSIVA: (186289 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Em quais situações você deve considerar o uso da máscara laríngea para reanimação dum recém-nascido na sala de parto? (0,22 pontos)
(II) Quais são as limitações do uso da máscara laríngea a serem consideradas durante a reanimação neonatal? (0,28 pontos)


RATING: 2.96

(I) Em quais situações você deve considerar o uso da máscara laríngea para reanimação dum recém-nascido na sala de parto? (0,22 pontos)
(II) Quais são as limitações do uso da máscara laríngea a serem consideradas durante a reanimação neonatal? (0,28 pontos)

(I) Em quais situações você deve considerar o uso da máscara laríngea para reanimação dum recém-nascido na sala de parto?
• Recém-nascidos portadores de anomalias congênitas da boca, lábios, língua, palato ou pescoço, (0,04 p) nos quais o ajuste adequado entre face e máscara é difícil e a visualização da laringe com o laringoscópio é complicada ou não é factível. (0,04 p)
• Recém-nascidos com mandíbula pequena ou língua volumosa, em que a ventilação com máscara e a intubação traqueal não foram bem-sucedidas. Exemplos comuns incluem os pacientes portadores da Sequência de Robin e de Trissomia 21. (0,07 p)
• Quando a ventilação com pressão positiva fornecida por máscara facial é inefetiva e as tentativas de intubação não foram bem-sucedidas ou a intubação não é factível. (0,07 p)

(II) Quais são as limitações do uso da máscara laríngea a serem consideradas durante a reanimação neonatal?
As máscaras laríngeas têm várias limitações a serem consideradas durante a reanimação neonatal.
• Não servem para aspirar secreções das vias aéreas (0,07 p).
• Se há necessidade de pressões elevadas durante a ventilação, a mistura gasosa pode escapar través do selo entre faringe e máscara, resultando em pressão insuficiente para inflar os pulmões. (0,07 p)
• Não são seguras para administrar medicação endotraqueal (podem extravasar da máscara e se direcionarem ao esôfago) (0,07 p)
• As máscaras laríngeas não podem ser usadas em recém-nascidos muito pequenos. (0,07 p)

FONTE:

Manual de Reanimação Neonatal da Academia Americana de Pediatria - 7ª edição

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

CASO CLINICO: (218348 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 64 anos, natural e procedente de área de antiga endemia de deficiência de iodo no interior do Estado de São Paulo, refere aumento progressivo e lento do volume cervical anterior há aproximadamente 28 anos. Nos últimos 18 meses evoluiu com disfagia progressiva para sólidos, dispneia aos médios esforços, sensação de “aperto” cervical e rouquidão intermitente, especialmente ao final do dia. Nega sintomas de hiper ou hipotireoidismo (perda ou ganho ponderal significativo, intolerância térmica, tremores, palpitações, alterações do hábito intestinal ou cutâneas).
Antecedentes pessoais: hipertensão arterial sistêmica controlada com losartana, tabagismo ativo (25 maços/ano) e osteoporose.
Ao exame físico: eutrófica, PA 128/78 mmHg, FC 68 bpm, sem sinais de tireotoxicose ou mixedema. Tireoide aumentada de volume de forma assimétrica (predominância à direita), multinodular, consistência firme-elástica, móvel à deglutição, sem linfonodomegalias cervicais palpáveis e sem sopro. Restante do exame sem alterações relevantes.

Exames laboratoriais: TSH 1,65 mUI/L (VR 0,4-4,5), T4 livre 1,15 ng/dL (VR 0,7-1,8), T3 total normal, anticorpos anti-TPO e anti-Tg negativos, calcitonina normal. Ultrassonografia cervical: volume tireoidiano estimado em 92 mL, múltiplos nódulos sólidos e mistos bilaterais; o maior, no lobo direito, mede 3,7 × 2,6 × 2,4 cm, com margens irregulares, microcalcificações e vascularização periférica aumentada (EU-TIRADS 5). Tomografia de pescoço e tórax sem contraste: bócio com discreta extensão retrosternal, desvio e compressão leve da traqueia, sem evidência de invasão de estruturas adjacentes ou linfonodomegalias.


Questões:


(I)
Qual o diagnóstico sindrômico e etiológico mais provável neste caso? (0,1 pontos)
(II) Quais os três objetivos principais da avaliação diagnóstica de um paciente com bócio? (0,1 pontos)
(III) Quais as indicações de tratamento cirúrgico presentes neste caso? (0,1 pontos)
(IV) Qual a conduta imediata recomendada em relação ao nódulo de características ultrassonográficas suspeitas? (0,1 pontos)
(V) Quais as principais opções terapêuticas não cirúrgicas possíveis e suas limitações neste contexto de eutireoidismo? (0,1 pontos)





RATING: 2.85

(I) O diagnóstico sindrômico é bócio multinodular atóxico (0,04 p). Trata-se de aumento tireoidiano com múltiplos nódulos na ausência de hiperfunção (eutireoidismo comprovado por TSH e T4 livre normais) (0,03 p). A etiologia mais provável é a endemia antiga de deficiência de iodo, com evolução lenta e progressiva ao longo de décadas (0,03 p).


(II) Os três objetivos centrais da avaliação diagnóstica de qualquer bócio são:

  1. Determinar se a lesão é benigna ou maligna (0,04 p);
  2. Avaliar a função tireoidiana (hipo, hiper ou normofuncionante) (0,03 p);
  3. Identificar a presença de compressão de estruturas adjacentes (via aérea, digestiva ou vascular) (0,03 p).


(III) As indicações cirúrgicas presentes neste caso são:

  • Sintomas compressivos significativos (disfagia, dispneia e rouquidão) (0,04 p);
  • Volume tireoidiano elevado (≈ 92 mL) com extensão retrosternal (0,03 p);
  • Necessidade de exclusão definitiva de malignidade em nódulo de alto risco ultrassonográfico (0,03 p).


(IV) A conduta imediata é a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) guiada por ultrassom do nódulo de características suspeitas (EU-TIRADS 5) (0,05 p). A citologia orientará a decisão entre observação, cirurgia diagnóstica ou terapêutica definitiva (0,05 p).


(V) As principais opções não cirúrgicas são:

  • Observação clínica e ultrassonográfica seriada (indicada apenas em casos assintomáticos e de baixo risco) (0,03 p);
  • Radioiodoterapia (pode reduzir o volume em aproximadamente 40-60% ao longo de 1-5 anos, porém a captação é usualmente baixa e heterogênea nos bócios atóxicos) (0,04 p);
  • Terapia supressiva com levotiroxina (não recomendada de rotina em pacientes eutireoideos idosos, pela baixa eficácia e risco de efeitos adversos cardiovasculares e ósseos) (0,03 p).


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.85)




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