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ACIDENTES E INTOXICAÇÕES NA CRIANÇA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Os acidentes têm se tornado, ao longo dos últimos anos, um importante problema da saúde pública, ocupando papel de destaque nas estatísticas de morbidade e mortalidade infantil em todo o mundo. Principalmente nos países subdesenvolvidos o tema ”Prevenção de Acidentes” deve ser considerado como prioritário, exigindo maior discussão e divulgação desse importante agravo à saúde infantil. Enquanto a Medicina progride e vai avançando no conhecimento sobre a doenças infecto-contagiosas e degenerativas, os acidentes permanecem como uma importante e pouco estudada causa de morbidade infantil, incapacidade permanente e morte

OBJETIVA: (1120677 votos)..........99.5% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher de 46 anos apresenta icterícia progressiva associada a prurido e acolia fecal. Não há emagrecimento nem dor abdominal. Refere ter se submetido a colecistectomia videolaparoscópica a cerca de dois meses. Ao exame físico ictérica ++/4, hidratada, corada, PA = 130 x 100 mmHg; IMC = 35 kg/m2; RCR em 2T BNF sem sopros; pulmões limpos; abdômen com discreta hepatomegalia; membros inferiores sem edemas, pulsos palpáveis e panturrilhas livres. A hipótese etiológica mais provável para a icterícia apresentada é: Comentário:
A. trauma da via biliar
B. colangite esclerosante
C. oddite secundária
D. esteatohepatite não alcoólica
E. coledodolitíase residual

  RATING: 3.14

Uma mulher de 46 anos apresenta icterícia progressiva associada a prurido e acolia fecal. Não há emagrecimento nem dor abdominal. Refere ter se submetido a colecistectomia videolaparoscópica a cerca de dois meses. Ao exame físico ictérica ++/4, hidratada, corada, PA = 130 x 100 mmHg; IMC = 35 kg/m2; RCR em 2T BNF sem sopros; pulmões limpos; abdômen com discreta hepatomegalia; membros inferiores sem edemas, pulsos palpáveis e panturrilhas livres. A hipótese etiológica mais provável para a icterícia apresentada é: Comentário:

A. trauma da via biliar
CORRETO: Temos um caso clássico de icterícia pós-colecistectomia. Sabemos que as principais condições envolvidas são a coledocolitíase residual, a ligadura inadvertida do colédoco e o trauma do colédoco durante a laparoscopia com estenose cicatricial. O que temos no enunciado, uma icterícia colestática do tipo progressiva, o que afasta de imediato a coledocolitíase residual. Vamos lembrar de um conceito importantíssimo: a icterícia da coledocolitíase é flutuante! Desta forma nos sobrariam essas outras hipóteses diagnósticas. Embora a ligadura inadvertida seja uma possibilidade, ela costuma cursar com icterícia no pós-operatório imediato e além do mais não está entre as opções. Sobra-nos o trauma acidental do colédoco, o que pode acontecer em cirurgias por vídeo principalmente quando o cirurgião se inicia no método.
B. colangite esclerosante
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. oddite secundária
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. esteatohepatite não alcoólica
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. coledodolitíase residual
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.14)

DISCURSIVA: (181499 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Como se estabelece o diagnóstico de sifilis congênita?


RATING: 3.46

Como se estabelece o diagnóstico de sifilis congênita?

Diagnóstico de sifilis congênita:
  1. Mulheres grávidas e lactentes devem ser rastreados para uma possível intecção com um leste não-treponêmico para Treponema palidum. Tais testes incluem o teste rápido em cartão para reaginas no plasma (RPR) e o teste da lâmina do Venereal Disease Reference Laboratory (VDRL). 0,2 p
  2. Se o sangue da mãe ou do lactente exibe um teste sorológico náo-treponêmico positivo, deve-se realizar um teste treponêmico especifico no sangue do lactente. Exemplos atualmente em uso incluem o teste de absorção de anticorpo de treponema fluorescente (FTA-ABS) e o teste de micro-hemaglutinação para T. pallidum (MTA-TP). 0,15 p
  3. A avaliação dos lactentes com suspeita de sífilis congênita deve também incluir um hemograma completo, uma análise completa do fluido cerebrospinal (inclusive um VDRL liquórico) e radiografias dos ossos longos (a menos que o diagnóstico tenha sido estabelecido por outra forma) 0,15 p

FONTE:

Richard A. Polin, Mark F. Ditmar - SEGREDOS EM PEDIATRIA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.46)

CASO CLINICO: (211459 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Identificação – K.G.R.A, feminino, 4 anos de idade, residente no Município A, Bairro Nova América.

História da Doença Atual – Foi atendida na unidade básica do Programa de Saúde da Família no dia 21/12/2005, com história de dois dias de febre, recusa alimentar, hipoatividade e tosse esporádica. A mãe relata que hoje observou manchas vermelhas pelo corpo da criança. Nega vômito, diarréia ou outros sinais e sintomas.

Exame Físico Geral - Regular estado geral, hidratado, acianótico, eupnéico,anictérico e temperatura axilar de 39°C. Pele: exantema do tipo morbiliforme mais evidente em face etronco. Orofaringe: hiperemiada. Otoscopia: sem alterações. Ausculta pulmonar: murmúrio vesicular presente sem ruídos adventícios. Ausculta cardiovascular: rítmo cardiaco regular, bulhas em dois tempos, normofonéticas, sem sopro. Abdome: normotenso, indolor, sem visceromegalias, ruídos hidro-aéreos presentes e normais. Neurológico: sem alterações.

Perguntas

1. Quais são as hipóteses diagnósticas que você faria para este caso? (0,2 p)

2. Diagnóstico diferencial de síndrome febril aguda com exantema.(0,2 p)

3. Há alguma informação adicional da história clínica que você considera relevante e que não foi obtida? Se sim, diga qual (quais). (0,1 p)


RATING: 3.09

Resposta 1:

a) Escarlatina, parvovirose, sarampo, dengue, enteroviroses e outras viroses (Mayaro, Oropouche)    (0,1 p)
b) Farmacodermia (0,1 p)

Resposta 2:  (0,2 p)

Rubéola: quadro clínico habitualmente sem pródromos nas crianças, sintomas leves em adultos e associado com linfadenopatia retroauricular e/ou cervical e/ou occipital. O exantema é róseo, excepcionalmente confluente e sem descamação. Adolescentes e adultos freqüentemente apre­sentam artralgias.

Escarlatina: pródromos de 1 a 2 dias, com febre e mal-estar. Exantema eritematoso, puntiforme com palidez perioral e linhas nas dobras de flexão. Descamação in­tensa nas palmas das mãos e plantas dos pés.

Dengue: início súbito, febre por 2 a 5 dias, astenia, cefaléia, mialgia e artralgia intensas. Exantema maculo-papular a partir do tronco, espalhando-se para o rosto e membros.

Eritema infeccioso: pródromos com febre, cefaléia, mialgia por 5 a 7 dias. Exantema inicialmente na face (aparência de face esbofeteada), que se espalha após 1 a 4 dias para o tronco. Por uma ou duas semanas o exantema pode ter intensidade variável, exacerbado pela exposição solar.

Exantema súbito: pródromo com febre alta por 3 a 4 dias, irritabilidade, que desaparecem após a instalação do exantema (maculopapular) de curta duração. Não há descamação.

Enteroviroses: pródromos com febre por 3 a 4 dias (exceto para coxsackie) com exantema variável, geralmente discreto, e adenopatia. Lactentes podem apresentar distúrbios gastrointestinais.


Resposta 3:

Não foi buscado o uso pregresso de medicamentos. (0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.09)




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