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DISVITAMINOSES (ÁREA DE PEDIATRIA)

As vitaminas não participem significativamente da formação da estrutura celular e não são fonte de energia.

Por outro lado, em animais mantidos com uma dieta quimicamente definida, composta apenas de proteínas, carboidratos, gorduras purificadas e minerais, a vida não pode ser mantida.

São necessários fatores adicionais existentes nos alimentos naturais, embora, freqüentemente, apenas em quantidades mínimas.

Esses "fatores alimentares acessórios" são as vitaminas.

Estas substâncias orgânicas comumente tomam parte como coenzimas nas complexas reações bioquímicas do organismo. Ressalta-se que não apresentam semelhança química entre si; mas, em decorrência de função metabólica geral semelhante, são estudadas em conjunto.

OBJETIVA: (1380548 votos)..........94.9% das questões objetivas receberam votos.
O pseudomyxoma peritonei ocorre na ruptura de:
A. mucocele apendicular
B. abscesso tubo-ovariano
C. adenocarcinoma de cólon
D. carcinoma epidermoide de sigmoide
E. cistoadenoma mucinoso do ovário

  RATING: 2.96

O pseudomyxoma peritonei ocorre na ruptura de:

A. mucocele apendicular
CORRETO: O pseudomyxoma peritonei é uma condição rara caracterizada pela disseminação intraperitoneal de mucina gelatinosa, resultante tipicamente da ruptura de um tumor mucinoso de baixo grau, sendo o mucocele apendicular (uma dilatação cística do apêndice preenchida por muco, frequentemente associada a neoplasias mucinosas apendiculares) a causa mais comum e clássica. Essa ruptura leva à liberação de células epiteliais mucinosas no peritônio, promovendo a acumulação progressiva de mucina ascítica, com potencial para compressão de órgãos e complicações como obstrução intestinal. Dados de séries clínicas e guidelines da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) e da European Society for Medical Oncology (ESMO) reforçam que cerca de 80-90% dos casos de pseudomyxoma peritonei originam-se de lesões apendiculares, justificando o manejo agressivo com citorredução cirúrgica e quimioterapia intraperitoneal hipertérmica (HIPEC) para otimizar o prognóstico em pacientes afetados.
B. abscesso tubo-ovariano
INCORRETO : O abscesso tubo-ovariano, embora seja uma complicação infecciosa comum em mulheres com doença inflamatória pélvica (geralmente por patógenos como Chlamydia ou gonococos), resulta em coleções purulentas localizadas na pelve, mas não em produção mucinosa disseminada. Sua ruptura pode causar peritonite bacteriana aguda, diferentemente do pseudomyxoma peritonei, que é um processo neoplásico crônico com mucina estéril, sem o perfil inflamatório-infeccioso típico de abscessos ginecológicos.
C. adenocarcinoma de cólon
INCORRETO : O adenocarcinoma de cólon, um tumor epitelial maligno comum no trato gastrointestinal, pode metastatizar para o peritônio causando carcinomatose peritoneal, mas não tipicamente com o padrão mucinoso gelatinoso do pseudomyxoma. Embora alguns adenocarcinomas colônicos sejam mucinosos, eles representam uma minoria dos casos e levam a um quadro mais agressivo com nódulos sólidos e ascite hemorrágica, contrastando com a origem apendicular predominante e o comportamento indolente inicial do pseudomyxoma peritonei.
D. carcinoma epidermoide de sigmoide
INCORRETO : O carcinoma epidermoide de sigmoide é extremamente raro no cólon (mais comum em sítios como esôfago ou ânus), e sua ruptura tipicamente causa perfuração com peritonite fecalóide ou abscessos locais, sem relação com produção de mucina. Esse tumor surge de metaplasia escamosa em contextos como colite ulcerativa crônica, mas não contribui para o pseudomyxoma peritonei, que exige células produtoras de muco de origem glandular.
E. cistoadenoma mucinoso do ovário
INCORRETO : O cistoadenoma mucinoso do ovário, embora possa romper e disseminar mucina no peritônio (especialmente em mulheres, simulando pseudomyxoma ovariano), é na maioria dos casos uma manifestação secundária de uma lesão apendicular primária não diagnosticada, conforme estudos histopatológicos e moleculares. Isoladamente, tumores ovarianos mucinosos benignos raramente causam o quadro clássico de pseudomyxoma peritonei sem envolvimento gastrointestinal subjacente, e o manejo difere, priorizando o estadiamento ginecológico em vez da origem abdominal primária.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

DISCURSIVA: (193774 votos) ..........98.92% das questões discursivas receberam votos.
A colangite aguda é a inflamação aguda dos canais que conduzem a bile. Isso inclui desde os mais finos, dentro do fígado ao mais calibroso, o colédoco, que recebe toda a bile produzida no fígado e aquela já acumulada na vesícula. A sintomatologia dessa moléstia hoje é descrita como 'pentade de Reynolds'.
Quais são os cinco elementos fundamentais dessa descrição?

RATING: 3.05

A colangite aguda é a inflamação aguda dos canais que conduzem a bile. Isso inclui desde os mais finos, dentro do fígado ao mais calibroso, o colédoco, que recebe toda a bile produzida no fígado e aquela já acumulada na vesícula. A sintomatologia dessa moléstia hoje é descrita como 'pentade de Reynolds'.
Quais são os cinco elementos fundamentais dessa descrição?

A pentade de Reynolds: 1) Dor
2) Febre
3) Icterícia
4) Confusão
5) Hipotensão

FONTE:
I FORUM PAULISTA DE INFECÇÕES INTRA-ABDOMINAIS DR RODRIGO CAÑADA SURJAN DOUTOR EM CIRURGIA PELA FACULDADE DE MEDICINA DA USP

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

CASO CLINICO: (225896 votos)..........99.53% dos casos clinicos receberam votos.

Um menino de 16 anos de idade é levado ao pronto-socorro pelo EMS com uma temperatura de 42°C e atividade convulsiva. Ele foi transferido de um centro cirúrgico às 9 da manhã após extrações dentárias, para qual ele recebeu um breve anestésico geral e estava da sala de recuperação quando se tornou
febril e hemodinamicamente instável. O paciente apresenta ritmo cardíaco e pulso, porém mínimo esforço respiratório. Antes de sua chegada, ele estava entubado, e o acesso IV foi estabelecido. Uma dose de lorazepam foi administrada no menino antes do transporte. Ele apresenta um histórico de depressão, para a qual ele toma fenelzina, um inibidor da monoamina oxidase (MAO). Uso de drogas foi negado pelos seus pais.

O menino é irresponsivo no exame físico. Seus sinais vitais são: pressão sanguínea de 150/86, pulso de 140, frequência respiratória de 22 (ventilação manual), temperatura de 42,5°C. A auscultação do tórax revela sons respiratórios normais. O ritmo é de taquicardia sinusal, com ondas T apiculadas. Não há sopros cardíacos. Outra parte do exame físico que se mostra anormal é o exame neurológico. O menino permanece irresponsivo à dor ou voz. Ambas as pupilas apresentam um diâmetro de 4 mm, são simétricas e reativas à luz. O tônus muscular está aumentado com hiperreflexia generalizada e mioclonia. Os resultados da gasometria são: pH de 7,07, PCO2 de 74, P02 de 98, excesso de base (BE) de -8.

1) Apontem a principal suspeita diagnostica. (0,25 pontos)

2) Julgando pela gasometria, que disturbio hidroeletrolitico é mais provável? (0,25 pontos)




RATING: 3.05

1) Apontem a principal suspeita diagnostica. (0,25 pontos)

Hipertermia é definida como uma elevação da temperatura corporal central acima de 37,5°C Ao contrário da febre, que é uma resposta inflamatória ativada por citocinas, a hipertermia é uma falha da termorregulação. Obviamente, na criança que apresenta uma temperatura elevada, frequentemente não é claro se você está lidando com uma febre inflamatória ou com um estado hipertérmico. Dada a ausência e um histórico de características inflamatórias ou clínicas de uma doença infecciosa, deve-se assumir que a criança descrita neste caso possui um estado hipertérmico associado a uma das medicações recebidas durante seu tratamento médico ou, talvez, a uma medicação ingerida por ele mesmo.

Dada a proximidade deste evento a um anestésico geral, a primeira causa de hipertermia a ser considerada é hipertermia maligna (MH). Os achados clínicos iniciais na MH incluem espasmos do músculo masseter, rigidez muscular generalizada, taquicardia sinusal, aumento na produção de CO2, resultando em hipercarbia e elevação na temperatura corporal. Instabilidade hemodinâmica, anormalidades eletrolíticas e coagulação intravascular disseminada ocorrem posteriormente. Apropriadamente tratada, a MH apresenta uma mortalidade inferior a 5%.

2) Julgando pela gasometria, que disturbio hidroeletrolitico é mais provável? (0,25 pontos)

Quando há uma alteração aguda na PCO2 de 10 mmHg, haverá um deslocamento de 0,08 unidade de pH na direção oposta. Em outras palavras, ocorre queda no pH conforme a PCO2 aumenta. A acidose ou alcalose presente é puramente respiratória, quando todas as alterações são explicadas por alterações na PCO2. Quando há uma alteração no BE de 10 mEq/L, ocorre um deslocamento de 0,15 unidade de pH na mesma direção. O processo é inteiramente metabólico, quando todas as alterações são explicadas por uma alteração no BE. Assumindo uma gasometria normal de 7,40; PCO2 de 40; PO2 de 100; BE de 0, no caso apresentado, a PCO2 está aproximadamente 35 mmHg acima da PCO2 normal. Dividido por 10 e multiplicado por 0,08, é de se esperar que o pH seja 0,28 menor que o pH normal de 7,40, ou seja 7,12. Neste caso, o pH é de 7,07 com um déficit de base de -10, e uma acidose metabólica também está presente.

Em todos os estados hipertérmicos, é provável que o paciente apresente uma acidose mista. Uma elevação das enzimas musculares significativa o bastante para causar insuficiência renal, e elevação das concentrações séricas de potássio e fosfato também está provavelmente presente. Estas aberrações resultam em grande parte da lesão na membrana muscular, da subsequente liberação de conteúdos intracelulares, e do desafio hemodinâmico de uma hipertermia significativa.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.05)




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