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DOENÇA DE GRAVES (ÁREA DE CIRURGIA)

A Doença de Graves é um modelo privilegiado para o estudo da autoimunidade, da fisiologia tireoidiana e da tomada de decisão terapêutica compartilhada. Dominar seus aspectos clínicos, laboratoriais e terapêuticos permitirá um cuidado de excelência aos seus futuros pacientes.
O diagnóstico precoce, a individualização do tratamento e a educação do paciente são os pilares do sucesso. O paciente com hipertireoidismo frequentemente chega ansioso e com medo. Uma postura acolhedora e esclarecedora, assim como a explicação clara e tranquilizadora já é, em si, terapêutica.

OBJETIVA: (1435726 votos)..........96.4% das questões objetivas receberam votos.
Os seguintes agentes infecciosos podem estar envolvidos na gênese das doenças linfoproliferativas:
A. Virus da imunodeficiencia humana, Mycobacterium tuberculosis e Helicobacter pylori
B. virus linfotrópico humano tipo 1, Mycobacterium tuberculosis, virus Epstein-Ba Leishmania donovani
C. Virus da hepatite C, virus da imunodeficiencia humana, Leishmania donovani
D. Virus Epstein-Barr, virus linfotrópico humano tipo 1, Helicobacter pylori
E. Virus da imunodeficiencia humana, Leishmania donovani, virus Epstein-Barr

  RATING: 3.32

Os seguintes agentes infecciosos podem estar envolvidos na gênese das doenças linfoproliferativas:

A. Virus da imunodeficiencia humana, Mycobacterium tuberculosis e Helicobacter pylori
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. virus linfotrópico humano tipo 1, Mycobacterium tuberculosis, virus Epstein-Ba Leishmania donovani
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Virus da hepatite C, virus da imunodeficiencia humana, Leishmania donovani
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Virus Epstein-Barr, virus linfotrópico humano tipo 1, Helicobacter pylori
CORRETO : Alguns estudos apontam a relação entre agentes infecciosos e o aparecimento de doenças linfoproliferativas tais como: Helicobacter pylori (linfoma MALT); vírus Epstein-Barr (linfoma de Hodgkin); vírus linfotrópico humano tipo 1 (HTLV-1) (linfoma não-Hodgkin e Hodgkin).
E. Virus da imunodeficiencia humana, Leishmania donovani, virus Epstein-Barr
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.32)

DISCURSIVA: (200654 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram os principais pontos da estrategia de prevençao da esquistossomiase (0,5 pontos)


RATING: 2.99

Enumeram os principais pontos da estrategia de prevençao da esquistossomiase (0,5 pontos)

A esquistossomose é, fundamentalmente, uma doença resultante da ausência ou precariedade de saneamento básico.

I) Controle dos Portadores

  1. Identificação dos portadores de S. mansoni, por meio de inquéritos coproscópicos a cada dois anos, deve fazer parte da programação de trabalho das secretarias municipais de saúde das áreas endêmicas. (0,05 p)
  2. Quimioterapia específica dos portadores, visando reduzir a carga parasitária e impedir o aparecimento de formas graves. (0,05 p)
  3. Para o diagnóstico e tratamento dos portadores faz-se necessária a participação das equipes do Programa Saúde da Família (PSF), que devem atuar em conjunto com os agentes de saúde encarregados do Programa de Controle da Esquistossomose, por exemplo, no tratamento dos portadores e nas orientações sobre educação em saúde para as pessoas expostas ao risco de contrair esquistossomose.(0,05 p)
  4. A coproscopia para a detecção dos indivíduos infectados pelo S. mansoni e o conseqüente tratamento são medidas dirigidas de maneira direta e mais imediata ao objetivo principal do Programa: controlar a morbidade, especialmente prevenindo a evolução para as formas graves da doença.(0,05 p)
  5. Essas ações de diagnóstico e tratamento devem ser viabilizadas, incorporadas e integradas à rotina dos serviços de atenção primária à saúde (rede básica de saúde). (0,05 p)

II) Saneamento Ambiental

As ações de saneamento ambiental são reconhecidas como as de maior eficácia para as modificações de caráter permanente das condições de transmissão da esquistossomose e incluem:

  1. coleta e tratamento de dejetos, (0,04 p)
  2. abastecimento de água potável, (0,04 p)
  3. instalações hidráulicas e sanitárias, (0,04 p)
  4. aterros para eliminação de coleções hídricas que sejam criadouros de moluscos, (0,04 p)
  5. drenagens, limpeza e retificação de margens de córregos e canais, (0,04 p)
  6. construções de pequenas pontes.(0,04 p)

Essas ações deverão ser simplificadas e de baixo custo, a fim de serem realizadas em todas as áreas necessárias. (0,01 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.99)

CASO CLINICO: (232900 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo masculino, 61 anos, portador de hipertensão arterial de longa data (em uso de três anti-hipertensivos), diabetes mellitus tipo 2 e história prévia de adenocarcinoma de cólon tratado há 4 anos (estádio II, sem evidência atual de doença).
Foi submetido a tomografia computadorizada de abdome por quadro de dor abdominal difusa e alteração do hábito intestinal. O exame revelou, de forma incidental, massa adrenal esquerda de 4,8 cm, densidade de 22 UH na fase sem contraste, realce heterogêneo e washout absoluto de 38 %.
Não há linfonodomegalias nem outras lesões suspeitas.
Avaliação laboratorial dirigida mostrou: cortisol sérico após 1 mg de dexametasona = 3,1 µg/dL; ACTH plasmático = 6 pg/mL; relação aldosterona/atividade de renina plasmática normal; metanefrinas fracionadas plasmáticas e urinárias dentro da normalidade; DHEAS e testosterona normais para a idade.
A ressonância magnética demonstrou sinal intermediário em T2 e queda de sinal incompleta nas sequências fora de fase. O paciente encontra-se assintomático do ponto de vista adrenérgico e não apresenta estigmas floridos de hipercortisolismo.

Questões

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,11 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,10 pontos)
III. Qual a melhor modalidade de confirmar o diagnóstico? (0,10 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,09 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,10 pontos)





RATING: 2.99

Respostas (pedagógicas e esquemáticas)

I. Suspeita diagnóstica
Incidentaloma adrenal (0,02 p) com secreção autônoma de cortisol (hipercortisolismo subclínico) (0,02 p) e características de imagem intermediárias para malignidade. (0,02 p)
Massa adrenal descoberta incidentalmente, associada a falha de supressão no teste com 1 mg de dexametasona e ACTH suprimido, além de densidade e washout não típicos de adenoma benigno. (0,05 p)
II. Possível causa da doença diagnosticada
Adenoma cortical adrenocortical com autonomia funcional parcial (produção autônoma de cortisol). (0,07 p)
Pode representar lesão de potencial maligno (carcinoma adrenocortical ou metástase) em paciente com história prévia de neoplasia. (0,03 p)
III. Melhor modalidade de confirmar o diagnóstico
Avaliação hormonal completa (já parcialmente realizada) combinada com caracterização imagiológica avançada (TC com protocolo de adrenal ou RM com sequência chemical-shift) e, quando indicado, PET-CT com FDG. (0,06 p)
A confirmação definitiva de natureza histológica, se necessária, só é obtida por ressecção cirúrgica (a biópsia percutânea tem indicação restrita). (0,04 p)
IV. Principal diagnóstico diferencial
Adenoma adrenal não funcionante versus metástase adrenal (especialmente de adenocarcinoma de cólon) versus carcinoma adrenocortical. (0,06 p)
O hipercortisolismo subclínico e a história oncológica prévia tornam esses três diagnósticos os mais relevantes. (0,03 p)
V. Tratamento da moléstia
Indicação de adrenalectomia laparoscópica (ou aberta se suspeita de malignidade) pelo tamanho > 4 cm, características de imagem intermediárias e secreção autônoma de cortisol. (0,06 p)
Após a cirurgia, monitorização hormonal e imagem de seguimento; em caso de carcinoma confirmado, associação de mitotano. (0,04 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.99)




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