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Em caso de β - talassemias maiores é preferível instituir, como tratamento de primeira linha:
(I) tratamento quelante com deferiprone
INCORRETO: O deferiprone é uma droga nova, porém tem entre seus principais efeitos tóxicos a agranulocitose e, por esse motivo, tem sido utilizado apenas como segunda linha de tratamento ou em combinação com a desferoxamina.
(II) desferoxamina em doses variando entre 40 e 50 mg/kg/dia
CORRETO: Embora ainda existam certas controvérsias, o início da terapia quelante deve ocorrer quando os níveis de ferritina atingem 1.000 ng/mL. Em paralelo com a transfusão inicia-se o planejamento da terapia quelante de ferro: desferoxamina em doses variando entre 40 e 50mg/kg/dia (infusão subcutânea de 8 a 10h)
(III) esplenectomia
INCORRETO: a esplenectomia geralmente tem indicação em β talassemias formas intermediárias que apresentam declínio dos valores de hemoglobina
(IV) concentrado de hemácias fenotipadas a cada 3 ou 4 semanas
CORRETO: Em caso de talassemias maiores, geralmente graves, nos quais os indivíduos não sustentam níveis de hemoglobina superiores a 6,5 mg/dL, existe risco de descompensação cardiocirculatória. Nestes casos, é preferível instituir suporte transfusional programado e continuado transfusões sangüíneas regulares. Em intervalos regulares, a cada 3 ou 4 semanas (dependendo dos requerimentos específicos de cada doente) aplica-se concentrado de hemácias fenotipadas. A meta é manter os níveis de hemoglobina pré-transfusional em torno de 9,5 mg/dL.
A. I e III
INCORRETO: veja os comentários acíma
B. II e IV
CORRETO : veja os comentários acíma
C. I e IV
INCORRETO : veja os comentários acíma
D. III e IV
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E. apenas II
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Gabarito: B
RATING: 3.02 ![]()
| Diferenciação laboratorial entre anemia ferropriva e a associada a doença crônica | ||
| Anemia Ferropriva | Anemia de Doença Crônica | |
| Ferro sérico | Diminuído | Diminuído |
| Ferritina | Diminuída | Normal ou elevada |
| TBIC | Elevada | Normal |
| Saturação de transferrina | Diminuída | Normal |
FONTE:
Mulher de 48 anos, previamente hígida, refere ganho ponderal progressivo de 15 kg em 9 meses, predominantemente central. Refere facilidade para formação de hematomas ao menor trauma, fraqueza muscular proximal (dificuldade para subir escadas e pentear os cabelos) e hipertensão arterial sistêmica de instalação recente e de difícil controle medicamentoso. Nega uso crônico de corticoides. Ao exame físico: obesidade centrípeta marcada, fácies pletórica e sinais de hipercortisolismo crônico. Exames laboratoriais iniciais mostram cortisol plasmático elevado com supressão de ACTH, sugerindo hipercortisolismo ACTH-independente.
I. Suspeita diagnóstica
II. Possível causa da doença diagnosticada
III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico
IV. Tratamento
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