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RESSUSCITAÇÃO CARDIO-PULMONAR (ÁREA DE PEDIATRIA)

A primeira questão: QUANDO É PRECISO APLICAR O ALGORITMO DE PCR?

A resposta é obvia: quando um bebê ou criança em PCR não responde às intervenções do SBV.

Esse algoritmo é resultado de um consenso de especialistas. Ele precisa:

  • maximizar os períodos de RCP ininterrupta
  • promover a administração eficiente de eletroterapia e medicações

O fator mais importante para que as ações relacionadas dêem certo: A EQUIPE.


OBJETIVA: (1057870 votos)..........98.15% das questões objetivas receberam votos.
São condições pré-malignas nos tumores do intestino grosso:
A. pólipos hiperplásicos
B. pólipos adenomatosos
C. tanto pólipos hiperplásicos como hamartomatosos
D. tanto pólipos adenomatosos como hamartomatosos
E. colite ulcerativa crônica

  RATING: 1

São condições pré-malignas nos tumores do intestino grosso:

A. pólipos hiperplásicos
INCORRETO: Os pólipos hiperplásicos são lesões benignas comuns, tipicamente pequenos (<5 mm), localizados no reto-sigmoide e caracterizados por proliferação epitelial sem displasia, sem potencial maligno significativo na via clássica. Embora variantes raras (ex.: pólipos hiperplásicos grandes ou proximais) possam mimetizar lesões serrilhadas com baixo risco, a literatura consensual (ex.: guidelines da ASGE) os classifica como não pré-malignos, não exigindo vigilância intensificada além da colonoscopia de rotina, diferenciando-os dos adenomas.
B. pólipos adenomatosos
CORRETO : Os pólipos adenomatosos representam a principal condição pré-maligna nos tumores do intestino grosso, alinhando-se ao modelo clássico de carcinogênese colorretal descrito por Vogelstein (sequência adenoma-carcinoma). Esses pólipos, caracterizados por displasia epitelial (tubulares, tubulovilosos ou vilosos), acumulam mutações genéticas progressivas (ex.: APC, KRAS, TP53), com risco de transformação maligna variando de 5-40% dependendo do tamanho (>1 cm), histologia (componente viloso) e número. Evidências epidemiológicas robustas, como estudos de coorte em programas de rastreamento colonoscópico (ex.: National Polyp Study), confirmam que a remoção de adenomas reduz a incidência de câncer colorretal em até 76%, tornando-os o foco primordial de vigilância em pacientes de risco moderado a alto, como aqueles com histórico familiar ou idade avançada.
C. tanto pólipos hiperplásicos como hamartomatosos
INCORRETO : Uma vez que combina duas lesões geralmente não pré-malignas: hiperplásicos, como explicado, e hamartomatosos (malformações teciduais mistas, como em pólipos juvenis ou Peutz-Jeghers), que têm risco maligno baixo e síndrome-específico (ex.: <5% em pólipos isolados juvenis), não representando vias precursoras universais como os adenomas. Essa afirmativa ignora a ausência de displasia inerente nessas lesões, conforme classificações histopatológicas da OMS para pólipos colorretais.
D. tanto pólipos adenomatosos como hamartomatosos
INCORRETO : Embora inclua os adenomatosos (pré-malignos), pois associa-os indevidamente aos hamartomatosos, que não são condições pré-malignas rotineiras fora de síndromes genéticas raras (ex.: polipose juvenil ou Peutz-Jeghers, com risco cumulativo de câncer <20-30% ao longo da vida, mas via hamartoma-displasia-carcinoma atípica). Guidelines oncológicos (ex.: NCCN) enfatizam que hamartomas isolados não justificam o rótulo de pré-malignos equivalentes aos adenomas, tornando a combinação imprecisa para o contexto geral de tumores esporádicos do intestino grosso.
E. colite ulcerativa crônica
INCORRETO : Apesar de pertinente como condição inflamatória crônica associada a risco aumentado de câncer colorretal (via inflamação-displasia-carcinoma, com incidência cumulativa de 2-18% após 10-30 anos de doença), pois a questão foca em lesões polipoides pré-malignas, não em doenças inflamatórias difusas como a retocolite ulcerativa (RCU). Embora a RCU exija vigilância com biópsias para displasia, ela não é uma 'condição pré-maligna' no sentido polipoide clássico, mas sim um fator de risco ambiental, diferenciando-se dos pólipos adenomatosos como precursores diretos, conforme estudos como os do grupo de St. Mark´s.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (1)

DISCURSIVA: (178723 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA) é uma forma de insuficiência respiratória aguda e progressiva, devido ao edema pulmonar intersticial induzido por diversas causas diretas e indiretas, que se manifesta por taquipnéia, dispnéia, cianose, diminuição progressiva da complacência pulmonar e hipoxemia refratária e constante.

1) Quais são as causas qua mais predispõem á SARA? (0,25 p)
2) Enumeram pelo menos 4 criterios que definem a SARA (0,25 p)


RATING: 2.92

A Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA) é uma forma de insuficiência respiratória aguda e progressiva, devido ao edema pulmonar intersticial induzido por diversas causas diretas e indiretas, que se manifesta por taquipnéia, dispnéia, cianose, diminuição progressiva da complacência pulmonar e hipoxemia refratária e constante.

1) Quais são as causas qua mais predispõem á SARA? (0,25 p)
2) Enumeram pelo menos 4 criterios que definem a SARA (0,25 p)

1) Quais são as causas qua mais predispõem á SARA? (0,25 p)

As causas que mais predispõem à SARA são:
  • trauma 0,05 p
  • choque 0,05 p
  • afogamento 0,05 p
  • infecções 0,05 p
  • toxinas 0,05 p

2) Enumeram pelo menos 4 criterios que definem a SARA (0,25 p)

Os critérios para sua definição são:
  • início agudo;
  • tensão arterial de oxigênio/fração de O 2 inspirado (PaO2/FiO2) menor de 200mmHg,
  • presença de infiltrados bilaterais observados na radiografia de tórax póstero-anterior;
  • pressão de oclusão arterial pulmonar 18 mmHg

FONTE:

José Antônio Chehuen Neto, Luiz Antônio Tavares Neves, Gustavo Ferreira da Mata, Rafael Ribeiro Mansur Barbosa, Guilherme de Oliveira Firmo, Daniela de Souza Neves, Síndrome da angústia respiratória aguda na criança - relato de caso, HU rev., Juiz de Fora, v.33, n.3, p.99-102, jul./set. 2007

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

CASO CLINICO: (208231 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Moça de 17 anos, foi atendida no serviço de emergência queixando-se de que suas extremidades estavam ficando 'azuladas'. Apresentava história de ingestão deliberada de grandes quantidades de 'remédio', não se sabendo qual nem a dose. Ao exame físico inicial apresentava apenas discreta cianose perioral e de extremidades. Nas horas que se seguiram houve aumento progressivo da cianose, alcançando máxima intensidade onze horas após a admissão (+ + +/ + + + +), ao tempo em que a freqüência do pulso se elevava para 120 b.p.m. A paciente não apresentou queixa de dispneia. A administração de oxigênio a 100% durante dez minutos não reverteu o quadro.
1) Que diagnostico e o mais provável para este caso? (0,2 pontos)
2) A mãe chegou no hospital meia hora depois da entrada e disse que tinha em casa uma caixa de Pyridium (fenazopiridina), uma caixa de vitamina complexo B e uma caixa de Neosaldina. Qual desses três remédios poderia ter dado esse quadro clínico em caso de overdose? (0,1 pontos)
3) Qual o tratamento, neste caso? (0,2 pontos)


RATING: 2.97

1) Que diagnostico e o mais provável para este caso?
Intoxicação aguda com substância methemoglobinizante.(0,2 p) E um caso claro de intoxicação aguda voluntaria, provavelmente com razão suicidaria, que nesta idade e bastante frequente. As extremidades azuladas indicam uma cianose, que, neste caso, não responde a oxigenoterapia, portanto, a primeira opção e intoxicação com uma substancia methemoglobinizante.
DISCUSSÃO: A metemoglobina resulta da oxidação do átomo de ferro da hemoglobina para a forma férrica, implicando num bloqueio do transporte do oxigênio. Em condições normais a metemoglobina é reduzida a hemoglobina normal pelos seguintes mecanismos: o sistema NADH-metemoglobina-redutase, o sistema redutor não enzimático que utiliza o ácido ascórbico ou a glutationa reduzido e o sistema NADPH-metemoglobina-redutase.
2) Qual dos remédios enumerados a filha pode ter tomado em overdose para resultar o quadro clinico acima?
O Pyridium (fenazopiridina) é um dos remédios que pode provocar a síndrome methemoglobinizante (0,1 p) (a lista inclui: Anilina, Benzocaína, Cloratos, Cloroquina, Dapsona, Sulfona, Nitrofenol, Primaquina, Nitroprussiato de sódio, 4-dimetilaminofenol). Se a mãe só declara que tinha esses 3 remédios claramente a filha ingeriu uma overdose de Pyridium.
3) a) Azul de metileno 1% e. v. (0,1 p) ou
b) Vitamina C soluções 10% e. v.(0,1 p)
DISCUSSÃO: O azul de metileno parece ser o medicamento de maior eficiência no tratamento da metemoglobinemia, dado que o ácido ascórbico tem falhado na reversão do quadro clínico. Na dose de 1 a 2 mg/kg por via venosa geralmente reverte-a em cerca de uma hora. Embora a cianose em nossa paciente não provocasse dispneia, a injeção do azul de metileno se impôs: é sabido que as solícitas tendem a permanecer muito tempo no organismo em virtude de serem recicladas na circulação entero-hepática. Desta forma os níveis de metemoglobina tendem a aumentar e o conteúdo de oxigênio a alcançar limites críticos.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.97)




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