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OBSTRUÇÕES INTESTINAIS (ÁREA DE CIRURGIA)

A descrição dos pacientes que se apresentam com uma obstrução do intestino delgado data do terceiro ou quarto séculos, quando Praxágoras criou uma fístula enterocutânea para aliviar uma obstrução intestinal. Apesar deste sucesso com a terapia cirúrgica, o tratamento não-cirúrgico destes pacientes com tentativas de redução de hérnias, laxativos, ingestão de metais pesados (exémplo, chumbo ou mercúrio) e sanguessugas para remover os agentes tóxicos do sangue era a regra até o final dos anos de 1800, quando a antissepsia e as técnicas cirúrgicas assépticas tornaram a intervenção cirúrgica mais segura e mais aceitável. Uma maior compreensão da fisiopatologia da obstrução intestinal e o emprego da ressuscitação com líquidos isotônicos, descompressão com sonda intestinal e antibióticos reduziram enormemente a taxa de mortalidade para os pacientes com uma obstrução intestinal mecânica.

No entanto, os pacientes com uma obstrução intestinal ainda representam alguns dos problemas mais difíceis e vexatórios que os cirurgiões enfrentam para o diagnóstico correto, o melhor.

OBJETIVA: (1194558 votos)..........99.02% das questões objetivas receberam votos.
A prevenção secundária para febre reumática é um importante instrumento para prevenção de sequelas. A profilaxia CORRETA, no Brasil, é:
A. amigdalectomia
B. penicilina V oral durante 1 semana por mês
C. penicilina G benzatina a cada 3 semanas
D. sulfametoxazol + trimetoprima 2x/sem
E. penicilina G benzatina a cada 4 semanas

  RATING: 3.08

A prevenção secundária para febre reumática é um importante instrumento para prevenção de sequelas. A profilaxia CORRETA, no Brasil, é:

A. amigdalectomia
INCORRETO: A amigdalectomia não tem papel estabelecido na prevenção secundária da febre reumática; ela não previne infecções estreptocócicas faríngeas de forma confiável e não é recomendada como medida profilática rotineira.
B. penicilina V oral durante 1 semana por mês
INCORRETO : A penicilina V oral administrada de forma intermitente (apenas 1 semana por mês) não garante cobertura antibiótica contínua necessária para a profilaxia secundária, sendo ineficaz para prevenir recorrências.
C. penicilina G benzatina a cada 3 semanas
CORRETO : Conforme as diretrizes brasileiras da Sociedade Brasileira de Cardiologia e da Sociedade Brasileira de Pediatria, a profilaxia secundária de escolha para febre reumática é a administração de penicilina G benzatina por via intramuscular, na dose de 600.000 UI para crianças abaixo de 20 kg e 1.200.000 UI para aquelas acima de 20 kg, com intervalos de 21 dias (a cada 3 semanas). Esse esquema é preferido devido à alta eficácia na prevenção de recorrências por estreptococo beta-hemolítico do grupo A, especialmente em regiões de maior endemicidade como o Brasil, onde o intervalo de 3 semanas proporciona níveis séricos mais sustentados em comparação ao esquema de 4 semanas utilizado em alguns países de baixa prevalência.
D. sulfametoxazol + trimetoprima 2x/sem
INCORRETO : O sulfametoxazol + trimetoprima não é o antimicrobiano recomendado para profilaxia secundária da febre reumática; embora o sulfametoxazol-trimetoprima tenha alguma atividade, não é a droga de escolha e o esquema 2 vezes por semana é inadequado para este propósito.
E. penicilina G benzatina a cada 4 semanas
INCORRETO : Embora a penicilina G benzatina seja a droga de escolha, o intervalo correto no Brasil é de 3 semanas e não de 4 semanas; o esquema de 4 semanas pode ser considerado em situações de baixa endemicidade, mas não representa a recomendação padrão nacional.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.08)

DISCURSIVA: (185785 votos) ..........98.84% das questões discursivas receberam votos.
Cite 10 (dez) critérios de inoperabilidade para o câncer de pulmão (0,05 cada um).


RATING: 3

Cite 10 (dez) critérios de inoperabilidade para o câncer de pulmão (0,05 cada um).

01

Derrame pleural neoplásico

02

Mestastases à distância

03

Paralisia do nervo laríngeo recurrente esquerdo

04

Infiltração vertebral que ultrapassa o forame costotransverso

05

Infiltração da parede da aorta alem da camada adventícia

06

Infiltração extensa e além da camada muscular do esôfago

07

Infiltração extensa da veia cava superior

08

Infiltração do coração, geralmente do átrio esquerdo

09

Infiltração mediastinal maciça, geralmente por invasão da cápsula dos linfonodos

10

Infiltração da carina e dos brônquios principais bilateral e simultaneamente

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (217735 votos)..........99.02% dos casos clinicos receberam votos.
Gestante IIG IP de 27 semanas e 4 dias se apresenta no seu plantão, relatando dores pélvicas difusas faz 3 dias. No toque, apresenta o colo apagado e dilatação de 3,5 cm. Nega perda de liquido. Sem febre nas últimas 48 horas. Fez somente 3 consultas pré-natais. PA 90/60 mmHg, FC 86/min, BCF 133/min, MF presentes.
Pergunta-se:

  1. Qual é a estratégia utilizada para evitar a síndrome de dificuldade respiratória tipo I, neste caso? (0,25 pontos);
  2. Qual será o protocolo mais apropriado a ser utilizado para esse prematuro? ? (0,25 pontos);



RATING: 3.64

1) Qual é a estratégia utilizada para evitar a síndrome de dificuldade respiratória tipo I, neste caso?

Transferência da grávida para centro de gestação de alto risco, por conta de risco elevado de parto prematuro (0,0625 p);
Evitar ou atrasar o parto prematuro, sempre que possível (terapêutica tocolítica) (0,0625 p);
Indução maturativa de 1ª linha:

  • Betametasona 12 mg im 24/24 h (2 administrações) (0,0625 p);
  • Dexametasona 6 mg im 12/12 h (4 administrações) (0,0625 p);

2) Qual será o protocolo mais apropriado a ser utilizado para esse prematuro?

  • Atrasar a clampagem do cordão umbilical 30-45 segundos com o RN abaixo do nível da placenta para promover a transfusão de sangue placentar para o RN e melhorar a entrega de O2 aos tecidos; . (0,05 p)
  • Estabilizar o RN sob calor radiante para prevenir a perda de calor . (0,05 p)
  • IG < 28 semanas: não secar (secar apenas a cabeça) e colocar de imediato dentro de um saco de polietileno; . (0,05 p)
  • Reanimação neonatal, se precisar . (0,05 p)
  • Entubação e administração de surfatante na sala de parto (primeiros 15 minutos de vida aos que não tenham realizado indução maturativa fetal ou que necessitem de entubação traqueal para reanimação/estabilização. (0,05 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.64)




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