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DOENÇA VASCULAR ANEURISMATICA (ÁREA DE CIRURGIA)

Aneurisma arterial é um alargamento permanente de uma artéria, mais que uma vez e meia o seu diâmetro esperado, em qualquer localização da árvore arterial. Em ordem decrescente de frequência, aneurismas são encontrados mais comumente nas artérias aorta, ilíaca, poplítea e femoral. Podem, no entanto, desenvolver aneurismas, as arterias:

  • carótida,
  • renal
  • viscerais
  • membros superiores

Comparados em relação à idade, aos fatores de risco, às manifestações clínicas e ao tratamento, os aneurismas cerebrovasculares intracranianos são diferentes daqueles extracranianos.

OBJETIVA: (1421274 votos)..........96.06% das questões objetivas receberam votos.
O método preferencial para anestesia com a finalidade de realizar tomografia computadorizada é:
A. anestesia inalatória com sevoflurano, halotano e eventualmente óxido nitroso
B. anestesia geral endovenosa com propofol
C. sedação, geralmente com midazolam
D. cetamina intramuscular ou venosa
E. hidrato de cloral, intra-retal

  RATING: 3.13

O método preferencial para anestesia com a finalidade de realizar tomografia computadorizada é:

A. anestesia inalatória com sevoflurano, halotano e eventualmente óxido nitroso
CORRETO: A técnica mais utilizada é a anestesia inalatória pura com sevoflurano, que preenche adequadamente os critérios dum anestésico eficaz e sem riscos. A técnica inalatória parece ser a preferida na grande maioria das publicações sobre anestesia para tomografia computadorizada, inclusive em estudos com grande casuística. Outros serviços empregam também o halotano e eventualmente associam óxido nitroso.
B. anestesia geral endovenosa com propofol
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. sedação, geralmente com midazolam
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. cetamina intramuscular ou venosa
INCORRETO : O uso de cetamina intramuscular ou venosa tem-se mostrado inadequado, pela alta incidência de movimentação durante o exame, salivação excessiva, muitas vezes provocando tosse e engasgos durante o procedimento,sonolência prolongada e alguma incidência de alucinações, mesmo com o uso do isômero S+
E. hidrato de cloral, intra-retal
INCORRETO : As publicações mostram tanto grupos muito favoráveis como desfavoráveis ao seu uso

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.13)

DISCURSIVA: (198771 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre a Síndrome de Cushing, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Defina a Síndrome de Cushing e classifique-a quanto à dependência do ACTH. (0,10 pontos)
  2. Descreva os principais mecanismos fisiopatológicos do hipercortisolismo endógeno.  (0,10 pontos)
  3. Enumere os testes laboratoriais de triagem e de confirmação diagnóstica da Síndrome de Cushing.  (0,10 pontos)
  4. Explique os princípios teóricos que orientam a diferenciação entre as formas hipofisária, adrenal e ectópica. (0,10 pontos)
  5. Discuta as bases teóricas do tratamento cirúrgico nas diferentes etiologias da Síndrome de Cushing. (0,10 pontos)




RATING: 3.17

Sobre a Síndrome de Cushing, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Defina a Síndrome de Cushing e classifique-a quanto à dependência do ACTH. (0,10 pontos)
  2. Descreva os principais mecanismos fisiopatológicos do hipercortisolismo endógeno.  (0,10 pontos)
  3. Enumere os testes laboratoriais de triagem e de confirmação diagnóstica da Síndrome de Cushing.  (0,10 pontos)
  4. Explique os princípios teóricos que orientam a diferenciação entre as formas hipofisária, adrenal e ectópica. (0,10 pontos)
  5. Discuta as bases teóricas do tratamento cirúrgico nas diferentes etiologias da Síndrome de Cushing. (0,10 pontos)


1. A Síndrome de Cushing é definida como o conjunto de manifestações clínicas decorrentes da exposição crônica a excesso de glicocorticoides (0,04 p).
Classifica-se em ACTH-dependente (doença de Cushing hipofisária e secreção ectópica de ACTH) (0,03 p) e ACTH-independente (tumores adrenais e hiperplasia adrenal bilateral) (0,03 p).

2. Os mecanismos fisiopatológicos centrais incluem:

  • Hipersecreção autônoma de cortisol por adenoma ou carcinoma adrenal, com feedback negativo sobre o eixo hipotálamo-hipófise (0,04 p);
  • Produção excessiva de ACTH por adenoma hipofisário (doença de Cushing), estimulando bilateralmente as adrenais (0,03 p);
  • Secreção ectópica de ACTH por tumores não hipofisários, gerando hipercortisolismo intenso e hipocalemia (0,03 p).
3. Testes de triagem: cortisol livre urinário de 24 horas, cortisol salivar noturno e teste de supressão com dexametasona 1 mg overnight (0,05 p).
Testes de confirmação: teste de supressão com dexametasona em baixas doses (2 mg/dia por 48 h) e dosagem de ACTH plasmático (0,05 p).

4. Princípios teóricos de diferenciação:

  • ACTH plasmático baixo (< 5–10 pg/mL) indica origem adrenal (ACTH-independente) (0,05 p);
  • ACTH normal ou elevado, associado a resposta ao CRH e/ou cateterismo de seios petrosos, diferencia origem hipofisária da ectópica (0,05 p).

5. Bases teóricas do tratamento cirúrgico:

  • Na doença de Cushing hipofisária, a adenomectomia transesfenoidal visa a remoção seletiva do microadenoma produtor de ACTH (0,04 p);
  • Nos tumores adrenais, a adrenalectomia unilateral remove a fonte autônoma de cortisol (0,03 p);
  • Na secreção ectópica, a ressecção do tumor primário é o tratamento etiológico ideal, quando localizável e ressecável (0,03 p).

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR -  SÍNDROME DE CUSHING DE ORIGEM ADRENAL (HIPERCORTISOLISMO ACTH-INDEPENDENTE)

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.17)

CASO CLINICO: (230969 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo feminino, 70 anos, diabética e com DPOC, com início dos sintomas há 2 dias, febre alta, tosse produtiva com expectoração amarelada, dor torácica e dispneia. Apresentou três episódios de vômitos há 24 horas. Ao exame físico, apresenta-se agitada, levemente desidratada, taquipneica (FR – 33 irm), taquicárdica (FC – 122 bpm) e com PA 90 × 60 mmHg. Estertores crepitantes na base pulmonar direita. Exames complementares: Ureia – 60 mg/dL; Creatinina – 1,2 mg/dL; Leucócitos – 4000; Sat. O2 < 90% com oxigênio em cateter nasal a 5 L/min.
1) Essa paciente tem indicação para internação? Em que nível de complexidade? Explique o sistema de escore britânico CURP-65, usado para indicar gravidade e o local de tratamento. (0,18 pontos)
2) Quais os agentes etiológicos mais frequentes em pneumonia aguda em pacientes tratados ambulatorialmente, internados em enfermaria e internados em UTI? (0,19 pontos)
3) Qual o esquema antimicrobiano indicado nesta paciente? Justifique. (0,13 pontos)


RATING: 3.12

1) Essa paciente tem indicação para internação? Em que nível de complexidade? Explique o sistema de escore britânico Curp-65, usado para indicar gravidade e o local de tratamento.
Sim. (0,01 p)
UTI: (0,01 p)
Escore de 6 pontos, no qual cada item anormal pontua uma unidade. (0,01 p)
Escore 0 e 1, se apenas a idade pontuar → tratamento domiciliar. (0,01 p)
Escore > 1 → tratamento internado. (0,01 p)
C = Confusão mental (nível de consciência) (0,01 p)
U = Ureia > 50 mg/dL (0,01 p)
R = FR > 30 irpm (0,01 p)
P = PAS < 90 mmHg (0,01 p)
P= PAD ≤ 60 mmHg (0,01 p)
65 = Idade acima de 65 anos. (0,01 p)
Deve-se considerar ainda a presença de comorbidades descompensadas (CPOC; ICC; I. hepática, I. renal, Neoplasia) (0,01 p); extensão da pneumonia no RX Tórax (0,01 p) e na saturação arterial do oxigênio (0,01 p) e fatores psicossociais que possam interferir no tratamento e indicar internação. (0,01 p)
Sinais de gravidade:
Sat. OO2 ≤ 90% sem oxigenioterapia (0,01 p) e o mesmo resultado com oxigenioterapia indicação de UTI (0,01 p)
Leucócitos < 4000 → prognóstico ruim. (0,01 p)
2) Quais os agentes etiológicos mais frequentes em pneumonia aguda em pacientes tratados ambulatoriamente, internados em enfermaria e internados em UTI?
- PAC Ambulatorial (leve) (0,01 p): Streptococos pneumoniae (0,01 p); Mycoplasma pneumoniae (0,01 p); Chlamydophila pneumoniae (0,01 p); Vírus respiratórios (influenza, adenovírus, vírus sincicial respiratório, para-influenza e coronavírus) (0,01 p); Haemaphylos influenzae. (0,01 p)
- PAC internados em enfermarias (0,01 p): Streptococos pneumoniae (0,01 p); Mycoplasma pneumoniae (0,01 p); Chlamydia pneumoniae (0,01 p); Vírus respiratórios (0,01 p); Haemaphylos influenzae (0,01 p); Legionelha Spp (0,01 p).
- PAC internados (UTI) (0,01 p): Streptococos pneumoniae (0,01 p); Bacilos gram negativos (0,01 p); Haemaphylus influenzae (0,01 p); Legionella spp (0,01 p); S. aereus (0,01 p).
3) Qual o esquema antimicrobiano indicado nesta paciente? Justifique.
Betalactâmico com inibidor da betalactamase ou clindamicina.
Justificativa: Por ser paciente grave, com evolução desfavorável e com história de vômitos, podendo ter broncoaspirado com possibilidade de infecção por anaeróbios e gram-negativo da flora da boca. A associação de betalactâmicos com aminoglicosídeos e um agente para cobertura de bacteróides Fragillis, embora possa dar uma cobertura antimicrobiana, deverá ser evitada pelo risco de nefrotoxicidade em uma paciente idosa, diabética e com lesão renal prévia. (0,13 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.12)




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