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ESCORPIONISMO - ACESSO LIVRE (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

Os acidentes escorpiônicos são importantes em virtude da grande frequência com que ocorrem e da sua potencial gravidade, principalmente em crianças picadas pelo Tityus serrulatus.
O escorpionismo (envenenamento causado por picada de escorpião ou quadro clínico resultante do acidente escorpiônico) é um agravo de considerável repercussão médico-sanitária brasileira, pela alta incidência e potencial gravidade dos casos, perfazendo a maioria dos atendimentos de acidentes por animais peçonhentos no Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIAT-s)
Minas Gerais e São Paulo são os campeões das notificações. Tytius serrulatus parece a ser responsável por acidentes de maior gravidade no Brasil.

OBJETIVA: (1402915 votos)..........95.58% das questões objetivas receberam votos.
Na avaliação da criança atópica com infecções recorrentes, é CORRETO afirmar que:
A. Em asmáticos, 85% das exacerbações são causadas por infecções virais
B. Asmáticos apresentam maior taxa de colonização por adenovírus, rinovírus, coronavírus, além de coinfecção por 2 ou 3 vírus
C. Dermatite atópica é fator de risco para eczema herpético
D. Rinossinusite de repetição está associada à rinite alérgica
E. Todas as alternativas anteriores.

  RATING: 2.98

Na avaliação da criança atópica com infecções recorrentes, é CORRETO afirmar que:

A. Em asmáticos, 85% das exacerbações são causadas por infecções virais
CORRETO:


B. Asmáticos apresentam maior taxa de colonização por adenovírus, rinovírus, coronavírus, além de coinfecção por 2 ou 3 vírus
CORRETO : Alguns vírus, como o vírus sincicial respiratório (VSR), o parainfluenza, influenza, coronavírus e o rinovírus (RV), parecem ter um papel mais importante que outros vírus na exacerbação da asma, podendo atuar também como alérgenos, estimulando a formação de anticorpos igE vírus-específicos. Além disso, infecções virais podem potencializar a resposta subseqüente à inalação alergènica.
C. Dermatite atópica é fator de risco para eczema herpético
CORRETO : Além das infeções por Staphylococcus aureus, comumente associadas aos doentes com DA, o eczema herpético (EH) surge como uma complicação rara, mas grave, que se observa, sobretudo, em formas mais severas da doença. Na maioria dos casos, consiste numa infeção disseminada pelo vírus herpes simplex tipo 1 (HSV-1) e associa-se a morbilidade significativa, tendo-se caracterizado, no passado, pela possibilidade de casos fatais. Esta entidade pode complicar-se com querato-conjuntivite (que pode culminar em cegueira), envolvimento multiorgânico e meningoencefalite
D. Rinossinusite de repetição está associada à rinite alérgica
CORRETO : Rinossinusite crônica e subaguda em crianças geralmente se manifesta com rinorréia purulenta anterior com ou sem rinorréia posterior. Tosse pode ser encontrada em 50% das crianças com rinossinusite crônica podendo estar associada com otite crônica ou otite média recorrente e a rinossinusite crônica é frequentemente diagnosticada em crianças com asma ou rinite alérgica
E. Todas as alternativas anteriores.
INCORRETO : veja as respostas acíma

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.98)

DISCURSIVA: (196242 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Como se estabelece o diagnóstico de sifilis congênita?


RATING: 3.44

Como se estabelece o diagnóstico de sifilis congênita?

Diagnóstico de sifilis congênita:
  1. Mulheres grávidas e lactentes devem ser rastreados para uma possível intecção com um leste não-treponêmico para Treponema palidum. Tais testes incluem o teste rápido em cartão para reaginas no plasma (RPR) e o teste da lâmina do Venereal Disease Reference Laboratory (VDRL). 0,2 p
  2. Se o sangue da mãe ou do lactente exibe um teste sorológico náo-treponêmico positivo, deve-se realizar um teste treponêmico especifico no sangue do lactente. Exemplos atualmente em uso incluem o teste de absorção de anticorpo de treponema fluorescente (FTA-ABS) e o teste de micro-hemaglutinação para T. pallidum (MTA-TP). 0,15 p
  3. A avaliação dos lactentes com suspeita de sífilis congênita deve também incluir um hemograma completo, uma análise completa do fluido cerebrospinal (inclusive um VDRL liquórico) e radiografias dos ossos longos (a menos que o diagnóstico tenha sido estabelecido por outra forma) 0,15 p

FONTE:

Richard A. Polin, Mark F. Ditmar - SEGREDOS EM PEDIATRIA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.44)

CASO CLINICO: (228379 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Um recém-nascido a termo, AIG, nascido de mãe sem intercorrências no pré-natal, apresentava líquido amniótico meconial ao nascimento - índice de Apgar de 2/3/5/7, respectivamente, nos 12, 5º, 10º e 15º minutos de vida - entrando em convulsão clônica com 1 h 30 min.
(I) Escreva o tratamento farmacológico relacionado à convulsão desse recém-nascido. (0,25 pontos)
(II) Você recomendaria, para a síndrome hipóxico-isquêmica provável desse recém-nascido, algum tratamento específico não só com o objetivo de melhorar e reduzir a lesão cerebral, como também com o de diminuir as possibilidades de sequelas? Explique.  (0,25 pontos)




RATING: 2.78

(I) Tratamento farmacológico da convulsão

  • Corrigir, antes ou em paralelo, causas metabólicas reversíveis: glicemia (0,01 p), cálcio (0,01 p), magnésio (0,01 p) e sódio (0,01 p).
  • Primeira linha: fenobarbital (0,01 p) intravenoso (0,01 p).
  • Dose de ataque : 20 mg/kg (0,01 p) em 15–30 minutos (0,01 p) .
  • Se persistir a crise (0,01 p): doses adicionais de 10 mg/kg até total de 40 mg/kg (0,01 p), com vigilância de depressão respiratória (0,01 p) e hipotensão (0,01 p).
  • Manutenção (0,01 p): 3–5 mg/kg/dia (0,01 pontos) , iniciada cerca de 12 horas após o ataque, se ainda necessária.
  • Segunda linha, se refratária: fenitoína (0,01 p) 20 mg/kg IV lenta, ou levetiracetam (0,01 p), ou midazolam (0,01 p) em infusão.
  • Garantir via aérea (0,01 p), oxigenação (0,01 p), acesso vascular (0,01 p) e monitorização (0,01 p).
  • Preferir EEG (0,01 p) ou aEEG (0,01 p), pois grande parte das crises é subclínica (0,01 p).
  • Nas crises agudas provocadas por asfixia, suspender o anticonvulsivante (0,01 p) o mais breve possível após o controle, ainda na internação.

(II) Tratamento específico da encefalopatia hipóxico-isquêmica

Sim. Indica-se hipotermia terapêutica (0,01 p) como medida de neuroproteção (0,01 p).

Justificativa clínica deste caso:

  • RN a termo (0,01 p), AIG (0,01 p).
  • Líquido meconial (0,01 p) e Apgar (0,01 p) 2 / 3 / 5 (0,01 p) / 7 no 1º, 5º, 10º (0,01 p) e 15º minutos: depressão perinatal grave.
  • Convulsão clônica (0,01 p) com 1 h 30 min: critério de encefalopatia (0,01 p) moderada (0,01 p) a grave (0,01 p).

Conduta:

  • Iniciar nas primeiras 6 horas (0,01 p) de vida.
  • Temperatura-alvo 33,5 °C (0,01 p) (faixa 33–34 °C), corpo inteiro ou seletiva de cabeça.
  • Manter por 72 horas (0,01 p).
  • Reaquecimento (0,01 p) lento (0,2–0,5 °C/h).
  • Realizar em centro com UTIN, suporte ventilatório e hemodinâmico (0,01 p).

Efeito esperado:

  • Reduz lesão cerebral (0,01 p) secundária (metabolismo, excitotoxicidade, inflamação, apoptose).
  • Diminui mortalidade (0,01 p) e sequelas (0,01 p) neurológicas graves.
  • Reduz a carga de convulsões (0,01 p).

Cuidados associados: evitar hipertermia (0,01 p), manter normoglicemia (0,01 p), normocapnia (0,01 p), perfusão (0,01 p) e restrição hídrica inicial; a hipotermia não substitui o tratamento da crise.


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.78)




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