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URGÊNCIAS DAS VIAS AÉREAS INFERIORES (ASMA E BRONQUIOLITE) (ÁREA DE PEDIATRIA)

A asma é a doença crônica mais frequente na criança. Sua prevalência é aumentada em pacientes com menos de 2 anos de idade, com incidência crescente nas taxas de internação entre 1 e 4 anos de idade.

A asma é uma doença heterogênea, em que não há um único agente causal.

O que é fundamental sobre as bronquiolite e tem que ser assumido e guardado com sete chaves quando se começa a estudar esse capitulo são três coisas: 


  1. é uma doença viral, então nada adianta qualquer tipo de antibiotico 
  2. é incomum acíma de 3 anos 
  3. inflamação dos bronquíolos menores

O VSR (virus sincicial respiratorio) é a principal causa de bronquiolite e pneumonia em crianças menores de 1 ano. Essa besta de virus VSR é altamente contagioso. O período de incubação entre a exposição e os primeiros sintomas é de cerca de 4 dias. E mais interessante ainda: o vírus é eliminado nas secreções nasais por períodos variáveis, geralmente 5 a 12 dias, embora a excreção de vírus durante 3 semanas ou mais já ter sido documentada.

OBJETIVA: (1429815 votos)..........96.34% das questões objetivas receberam votos.
Um homem de 67 anos procura assistência medica com queixas de exantema difuso com bolhas. As lesões começaram como placas pruriginosas distribuídas pelo tronco e abdome. No momento, estão aparecendo lesões nas superfícies flexoras dos braços. Algumas delas transformaram-se em bolhas densas que sofrem ruptura. Quando as lesões desaparecem, não deixam nenhuma cicatriz.

Qual é o achado esperado na biopsia da lesão?
A. Deposito de imunoglobulina G (IgG) na superfície celular dos ceratinócitos
B. Deposito de IgG e C3 na superfície celular dos ceratinócitos
C. Depositos granulosos de imunoglobulina A (IgA) nas papilas dérmicas
D. Deposito de IgA em faixa linear na zona da membrana basal da epiderme
E. Deposito de IgG e/ou C3 em faixa linear na zona da membrana basal da epiderme

  RATING: 2.75

Um homem de 67 anos procura assistência medica com queixas de exantema difuso com bolhas. As lesões começaram como placas pruriginosas distribuídas pelo tronco e abdome. No momento, estão aparecendo lesões nas superfícies flexoras dos braços. Algumas delas transformaram-se em bolhas densas que sofrem ruptura. Quando as lesões desaparecem, não deixam nenhuma cicatriz.

Qual é o achado esperado na biopsia da lesão?

A. Deposito de imunoglobulina G (IgG) na superfície celular dos ceratinócitos
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Deposito de IgG e C3 na superfície celular dos ceratinócitos
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Depositos granulosos de imunoglobulina A (IgA) nas papilas dérmicas
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Deposito de IgA em faixa linear na zona da membrana basal da epiderme
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Deposito de IgG e/ou C3 em faixa linear na zona da membrana basal da epiderme
CORRETO : O penfigoide bolhoso é uma doença cutânea autoimune associada ao desenvolvimento de vesículas e bolhas densas sobre uma base eritematosa. A doença é mais comum em indivíduos idosos e começa aparecer como placas urticariformes, que se localizam na regiâo inferior do abdome, na virilha e na superfície flexora dos membros. Com frequência, essas lesões evoluem formando bolhas densas sobre a pele eritematosa ou normal. Podem ocorrer lesões na mucosa oral, e o prurido é variável, podendo ser inexistente a intenso. Com frequência, as bolhas rompem-se, formando erosões secundárias e crostas. Na ausência de traumatismo secundário, as lesões desaparecem sem deixar cicatrizes. A biópsia das lesões iniciais mostra bolhas subepidérmicas, com infiÍtrado inflamatório variável. Ai lesões sobre uma base eritematosa apresentam infiltrados eosinofílicos, enquanto as lesões sobre a pele de aparência normal apresentam apenas infiltrado perivascular mínimo. A imunofluorescência direta revela depósitos de imunoglobulina G (IgG) e C3 ao longo da membrana basal epidérmica. Em cerca de 70% dos pacientes, podem ser encontrados autoanticorpos que se ligam à membrana basal epidérmica. A doença tende a ser crônica, com recidiva e remissões durante um período de meses a anos. O tratamento de escolha consiste em glicocorticoides sistêmicos, em doses equivalentes à prednisona de 0,75 a 1 mg/kg ao dia.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.75)

DISCURSIVA: (199939 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Com base nos aspectos teóricos do feocromocitoma como tumor neuroendócrino originado de células cromafins da medula adrenal, responda de maneira fundamentada e esquemática aos seguintes questionamentos:

  1. Descreva a origem embriológica da medula da glândula suprarrenal e das células cromafins, destacando as etapas de formação do córtex e da medula.  (0,12 pontos)
  2. Detalhe a via bioquímica completa de síntese da epinefrina a partir da L-tirosina na medula adrenal, especificando enzimas, cofatores, localizações intracelulares e a proporção final de adrenalina.  (0,15 pontos)
  3. Apresente as principais síndromes genéticas associadas ao feocromocitoma, incluindo os genes envolvidos, a prevalência de origem genética e as características clínicas distintivas de cada uma.  (0,13 pontos)
  4. Explique a estratégia de bloqueio farmacológico pré-operatório e os cinco princípios fundamentais que norteiam a realização da adrenalectomia no tratamento do feocromocitoma. (0,1 pontos)




RATING: 3.11

Com base nos aspectos teóricos do feocromocitoma como tumor neuroendócrino originado de células cromafins da medula adrenal, responda de maneira fundamentada e esquemática aos seguintes questionamentos:

  1. Descreva a origem embriológica da medula da glândula suprarrenal e das células cromafins, destacando as etapas de formação do córtex e da medula.  (0,12 pontos)
  2. Detalhe a via bioquímica completa de síntese da epinefrina a partir da L-tirosina na medula adrenal, especificando enzimas, cofatores, localizações intracelulares e a proporção final de adrenalina.  (0,15 pontos)
  3. Apresente as principais síndromes genéticas associadas ao feocromocitoma, incluindo os genes envolvidos, a prevalência de origem genética e as características clínicas distintivas de cada uma.  (0,13 pontos)
  4. Explique a estratégia de bloqueio farmacológico pré-operatório e os cinco princípios fundamentais que norteiam a realização da adrenalectomia no tratamento do feocromocitoma. (0,1 pontos)


1. A medula adrenal e o sistema nervoso simpático originam-se da crista neural, que migra ventralmente para formar os gânglios simpáticos (0,03 p).

Na sexta semana embrionária, células mesodérmicas celômicas condensam-se, originando o precursor do córtex adrenal (0,03 p).

Na sétima semana, células neurogênicas ectodérmicas (simpatogônias) provenientes da crista neural invadem esse precursor, constituindo os primórdios da medula adrenal (0,03 p).

A glândula adrenal pesa em média 5 a 7 g e localiza-se no polo superior de cada rim; o córtex apresenta três camadas (glomerulosa – mineralocorticoides; fasciculada – glicocorticoides; reticular – androgênios), enquanto a medula ocupa 8% a 10% da glândula, é altamente vascularizada e formada por grandes células cromafins poliédricas que contêm grânulos citoplasmáticos armazenadores de epinefrina (0,03 p). Pequenos aglomerados de células cromafins persistem como paragânglios ao longo da vida.

2. As catecolaminas derivam do aminoácido tirosina por sucessivas hidroxilações e descarboxilações (0,02 p).

A via bioquímica ocorre da seguinte forma:

  • L-Tirosina → L-DOPA: reação limitante catalisada pela enzima tirosina-hidroxilase (TH) no citoplasma, requerendo O₂, BH₄ (betahidrobiopterina) e Fe²⁺ como cofatores (0,04 p).
  • L-DOPA → Dopamina: catalisada pela DOPA descarboxilase (DDC/AADC) no citoplasma, com cofator piridoxal-5-fosfato (PLP / vitamina B₆) (0,03 p).
  • Dopamina → Noradrenalina: catalisada pela dopamina β-hidroxilase (DBH) localizada nas vesículas secretórias (grânulos cromafins), requerendo O₂, ácido L-ascórbico (vitamina C) e Cu²⁺ (0,03 p).
  • Noradrenalina → Adrenalina (epinefrina): catalisada pela feniletanolamina N-metiltransferase (PNMT) no citoplasma da medula adrenal, com cofator S-adenosil-L-metionina (SAM); a adrenalina representa 80% das catecolaminas da medula adrenal (0,03 p).

A PNMT existe apenas no citoplasma da medula adrenal, permitindo a conversão final em epinefrina, enquanto a norepinefrina predomina nos terminais simpáticos periféricos.

3. Cerca de 10-25% dos feocromocitomas têm origem genética, envolvendo os genes VHL, SDHB, SDHD, SDHC, NF1, RET e TMEM127 (0,03 p).

As principais síndromes são:

  • NEM tipo 2A (mutação no proto-oncogene RET no cromossomo 10q11.2 – códons 609, 611, 618 e 634): carcinoma medular de tireoide em 95%, feocromocitoma em 30-50% e hiperparatireoidismo em 20-30% (0,04 p).
  • NEM tipo 2B (mutação RET nos códons 918 e 883): carcinoma medular de tireoide 90%, feocromocitoma 45%, neuromas mucosos 100% e hábito marfanoide 65% (0,03 p).
  • Síndrome de von Hippel-Lindau (mutação no gene supressor VHL no cromossomo 3p25-26): feocromocitoma com apresentação precoce e bilateralidade nos subtipos 2A, 2B e 2C; a neurofibromatose tipo 1 (mutação NF1 no cromossomo 17q11.2) associa-se em 0,1-5,7% dos casos, geralmente solitário. Mutações em subunidades do complexo SDH (principalmente SDHD e SDHB) causam paragangliomas familiares pela perda de função que gera hipóxia crônica e proliferação celular (PGL1 – SDHD, cabeça/pescoço; PGL4 – SDHB, tórax/abdome, frequentemente maligno) (0,03 p).

4. Todo paciente com tumor secretor de catecolaminas deve receber preparo farmacológico pré-operatório, sendo a preparação cuidadosa o fator mais importante para o sucesso da cirurgia e a prevenção de crises hipertensivas intraoperatórias; a estratégia mais utilizada é o bloqueio combinado alfa- e beta-adrenérgico, nesta ordem (0,03 p).

O bloqueio alfa deve preceder o beta porque as catecolaminas em excesso causam vasoconstrição intensa e contração do volume intravascular; o bloqueio alfa relaxa os vasos e permite a expansão volêmica, enquanto o betabloqueador iniciado primeiro ou isoladamente deixa a estimulação alfa sem oposição, podendo piorar drasticamente a hipertensão (0,03 p).

Os cinco princípios que norteiam a adrenalectomia e devem ser seguidos rigorosamente são:
I. Ressecção completa do tumor (evitar recidiva local (0,008 p) ).
II. Manipulação mínima do tumor (evitar liberação abrupta de catecolaminas) (0,008 p) .
III. Controle precoce e ordenado do suprimento vascular (ligar primeiro as veias drenantes, especialmente a veia adrenal) (0,008 p) .
IV. Exposição cirúrgica adequada (identificar veia cava inferior à direita, aorta à esquerda, pâncreas, baço, fígado e cólon) (0,008 p) .
V. Em doença associada à NEM: adrenalectomia bilateral total ou subtotal com preservação do córtex adrenal (0,008 p).

A via laparoscópica é o procedimento de escolha para tumores suprarrenais solitários com menos de 8 cm.

FONTE:

MISODOR -  FEOCROMOCITOMA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.11)

CASO CLINICO: (232153 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
João Gomes, 32 anos, trabalhador braçal rural procura atendimento na Unidade Básica de Saúde com história de que enquanto dava ração para os porcos foi mordido por um deles na região do antebraço esquerdo. Isto aconteceu há dois dias. Desconhece sua situação vacinal. Ao exame: Encontra-se em bom estado geral, febril (39º C), consciente. Presença de lesão corto-contusa, em número de duas, profunda, com secreção purulenta. Fez tratamento com folha de couve. Pede-se:
1) Quais os riscos a que o João está correndo em relação a sua saúde? - 0.15 pontos
2) Faça uma proposta de prevenção/tratamento para cada um desses riscos. - 0,35 pontos


RATING: 2.98

1) Quais os riscos a que o João está correndo em relação a sua saúde?
- Tétano acidental; 0,05 pontos
- Raiva; 0,05 pontos
- Infecção de extremidade superior esquerda. 0,05 pontos
2) Faça uma proposta de prevenção/tratamento para cada um desses riscos.
I) Considerações gerais sobre a prevenção dos riscos:
- Informar o paciente sobre os riscos, esclarecer e estimular a prevenção de novos acidentes com a orientação sobre o uso de equipamentos de prevenção individual, bem como buscar orientações sobre higiene e segurança no ambiente de trabalho. - Orientar a lavar novos ferimentos, imediatamente, com água corrente, sabão ou outro detergente. - A seguir, devem ser utilizados anti-sépticos que inativem o vírus da raiva (polivinilpirrolidona-iodo, por exemplo, o polvidine ou gluconato de clorexidina ou álcool-iodado). Essas substâncias deverão ser utilizadas uma única vez. Posteriormente, lavar a região com solução fisiológica;(0,0875 p)
II) Tétano acidental;
Como não a situação vacinal é ignorada, proceder a profilaxia do tétano acidental com administração de Vacina antitetânica (total de 3 doses com intervalo mínimo de 30 dias cada uma) e Soro antitetânico (Heterólogo) 5.000 UI via intramuscular ou Imunoglobulina humana antitetânica (homólogo) 250 UI intramuscular em dose única em local diverso da vacina .(0,0875 p)

III) Raiva;
Profilaxia para raiva. Como se trata de animal de produção e acidente considerado grave, iniciar tratamento com soro antirrábico homólogo ou heterólogo e vacina antirrábica. O soro antirrábico homólogo, deve ser utilizado na dose de 20 UI/Kg e o soro antirrábico heterólogo deve ser administrado na dose de 40 UI/Kg, em dose única, infiltrando-se a maior dose possível no local do ferimento, caso não seja possível infiltrar toda a dose o restante deverá ser aplicado na região glútea. Ao usar o soro heterólogo, pré-medicar o paciente com anti-histamínicos H1 e H2, além de corticoides para prevenção de reações de hipersensibilidade imediata. As vacinas antirrábicas indicadas são as de cultivo celular ou Fluenzalida-Palacios, de acordo com calendário vacinal recomendado.(0,0875 p)
IV) Infecção de extremidade superior esquerda.
- Limpeza e debridamento com retirada de material necrótico.
- Iniciar antibióticoterapia, com cobertura de amplo espectro, as opções aceitáveis são: Amoxicilina + Ácido clavulânico, Oxacilina, Cefalosporina de 1ª geração ou cefoxitina (0,0875 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.98)




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