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Paciente de 50 anos, apresenta dor do tipo pleuro-pericárdica e febre, que iniciou cerca de 4 semanas pós-infarto agudo do miocárdio. A hipótese mais provável é:
A. Síndrome de Dressler
CORRETO: A síndrome de Dressler é uma pleuro-pericardite tardia pós-infarto do miocárdico, que pode ocorrer de 1 a 12 semanas após o evento. Sua etiologia é auto-imune, e o quadro clínico-laboratorial característico é de febre, dor torácica pleurítica, leucocitose e às vezes derrame pleural e/ou pericárdico. O eletrocardiograma amiúde evolui com alterações típicas de pericardite, e o tratamento é o mesmo da forma precoce.
B. Pericardite epistenocárdica
INCORRETO : A pericardite precoce, também chamada de epistenocárdica, ocorre dentro da primeira semana do infarto. Este tipo geralmente está relacionado a infartos transmurais, e sua freqüência tem sido reduzida por terapêuticas de reperfusão precoce. A maior parte dos casos é assintomática e raramente evolui com tamponamento cardíaco. Entretanto, quando há repercussão clínica, manifesta-se como dor torácica pleurítica associada a um atrito pericárdico durante a ausculta cardíaca. Alterações eletrocardiográficas típicas de pericardite não são freqüentes neste contexto, uma vez que a inflamação pericárdica fica restrita à área de infarto. Assim, o supradesnível do segmento ST não tende a ser difuso, e sim localizado apenas nas derivações que representavam a lesão isquêmica inicial. O tratamento deve ser direcionado para alívio da dor, e pode ser feito com aspirina em doses antiinflamatórias (650 mg, VO, 6/6h) ou indometacina (25mg de 8/8 ou 6/6h). Não há evidências de que a utilização de heparina nesta*situação aumente o risco de hemopericárdio ou tamponamento cardíaco. Portanto, a anticoagulação para o tratamento da doença isquêmica de base não deve ser modificada pela presença da pericardite epistenocárdica.
C. Pericardite bacteriana
INCORRETO : A pericardite bacteriana é uma doença rara, e sua ocorrência não apresenta relação com infartos recentes.
D. Aneurisma de ventrículo esquerdo
INCORRETO : O aneurisma de ventrículo esquerdo não se manifesta como dor torácica pleurítica e febre, e pode ser suspeitado pela persistência de um supradesnível de ST no eletrocardiograma, 4 a 8 semanas após o infarto.
E. Reinfarto do miocárdio
INCORRETO : O reinfarto não está associado ao quadro clínico descrito.
Gabarito: A
RATING: 3.01 ![]()
FONTE:
Maria, uma menina previamente saudável de 5 anos, foi levada ao atendimento pediátrico devido a episódios recorrentes de dor de cabeça nas últimas três semanas. A mãe relatou que Maria se queixava de uma dor intensa na região frontal da cabeça, que ocorria cerca de duas a três vezes por semana, cada ataque durando até duas horas.
Durante as crises, Maria frequentemente apresentava sintomas de fotofobia e fonofobia, preferindo ambientes escuros e silenciosos. Além disso, as dores eram acompanhadas de náuseas, embora sem vômito. A mãe também observou que Maria tendia a ficar mais irritada e chorosa durante esses episódios e que, após algumas horas de descanso, ela parecia melhorar significativamente.
História Familiar: Não havia histórico de trauma recente, febre, outros sintomas neurológicos ou uso de medicação contínua que pudesse explicar as cefaleias. No entanto, a avó materna de Maria tem um histórico conhecido de enxaquecas.
Exame Clínico: O exame físico e neurológico de Maria não revelou anormalidades. Todos os sinais vitais estavam dentro dos parâmetros normais, e não havia sinais de infecção ou outras condições agudas.
Respondam ás seguintes perguntas:
(I) Qual é o diagnóstico mais provável? Argumente. (peso 0,16 pontos)
(II) Qual a medicação indicada para o tratamento da criança? (peso 0,18 pontos)
(III) Que orientações precisam ser feitas para diminuir a frequência das crises? (peso 0,08 pontos)
(IV) Que classes de remédios são recomendadas no caso de crises frequentes e debilitantes, ou que não respondem bem aos analgésicos? (0,08 pontos)
(I) Qual é o diagnóstico mais provável? Argumente.
Cefaleia primaria (enxaqueca) (0,02 p) - apoiado pela recorrência (0,02 p), duração de até duas horas (0,02 p), localização na região frontal da cabeça (0,02 p), sintomas de fotofobia (0,02 p), fonofobia (0,02 p) e náuseas (0,02 p), histórico conhecido de enxaquecas na família (0,02 p).
(II) Qual a medicação indicada para o tratamento da criança?
Dentre os analgésicos (0,02 p), os mais utilizados são:
- Dipirona 25 mg/kg/dose (0,02 p)
- Ibuprofeno 10 mg/kg/dose (0,02 p)
- Paracetamol 15 mg/kg/dose (0,02 p)
Dentre os antiemeticos (0,02 p):
- Metoclopramida (Plasil) 0,5–2 mg/kg/dose VO ou IV a cada 4–6 horas. (0,02 p)
- Proclorperazina (Compazine) 0,1 mg/kg/dose VO, IM ou IV a cada 6 horas (0,02 p)
- Prometazina (Fenergan) 0,25–1,0 mg/kg/dose VO, PR, IV ou IM a cada 4–6 horas (0,02 p)
- Ondansetrona (0,15 mg/kg/dose). (0,02 p)
(III) Que orientações precisam ser feitas para diminuir a frequência das crises?
As medidas não farmacológicas (0,02 p) foram inicialmente recomendadas, como a manutenção de uma rotina regular de sono (0,02 p) e alimentação (0,02 p), além de técnicas de relaxamento (0,02 p).
(IV) Que classes de remédios são recomendadas no caso que as crises são frequentes e debilitantes, ou não respondem bem aos analgésicos?
Medicamentos como beta-bloqueadores (0,02 p), anticonvulsivantes (0,02 p) ou antidepressivos (0,02 p) são utilizados em algumas situações, mas a indicação deve ser criteriosa e supervisionada por um especialista. (0,02 p)
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