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CEFALEIAS NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A cefaléia na infância é um sintoma de elevada prevalência, amplo espectro de causas e dificuldades diagnosticas específicas.
A cefaléia do tipo tensional e a migrânea, protótipos das cefaléias primárias, são as causas mais freqüentes de cefaléia crônica na infância e adolescência.
Na literatura, encontram-se também descritas outras cefaléias primárias de rara observação na infância como a cefaléia em salvas, a hemicrania paroxística crônica e a cefaléia primária em facada. As cefaléias secundárias são uma causa rara de cefaléia crônica na infância.
Entre as principais causas de cefaléia secundária descritas em crianças e adolescentes, temos os traumatismos cranianos, os distúrbios vasculares intracranianos, as neoplasias intracranianas, a hipotensão liquórica, as infecções intracranianas e as infecções não-cefálicas.

OBJETIVA: (1385551 votos)..........94.93% das questões objetivas receberam votos.
A estrongiloidíase é uma doença parasitária endêmica nos trópicos e subtrópicos, cujo agente Strongyloides stercoralis é um nematódeo. Sobre essa parasitose é CORRETA a seguinte afirmativa:
A. a condição é frequentemente fatal, evoluindo com febre, dor abdominal, infiltrado pulmonar difuso e septicemia
B. as larvas filariformes contraídas pelo contato da pele com o solo contaminado migram para os pulmões
C. a forma disseminada (síndrome de hiperinfecção por Strongyloides) é frequente em gestantes
D. é uma doença parasitária quase exclusivamente humana, podendo, ás vezes contaminar os simianos
E. o exame padrão ouro para diagnóstico é o isolamento das larvas nas fézes

  RATING: 3.02

A estrongiloidíase é uma doença parasitária endêmica nos trópicos e subtrópicos, cujo agente Strongyloides stercoralis é um nematódeo. Sobre essa parasitose é CORRETA a seguinte afirmativa:

A. a condição é frequentemente fatal, evoluindo com febre, dor abdominal, infiltrado pulmonar difuso e septicemia
INCORRETO: A maioria das infecções por Strongyloides stercoralis é assintomática
B. as larvas filariformes contraídas pelo contato da pele com o solo contaminado migram para os pulmões
CORRETO : As larvas infecciosas (filariformes) são contraídas pelo contato da pele com o solo contaminado, produzindo pápulas pruriginosas transitórias no local de penetração. As larvas migram para os pulmões e podem causar pneumonite transitória ou síndrome semelhante a Löffler.
C. a forma disseminada (síndrome de hiperinfecção por Strongyloides) é frequente em gestantes
INCORRETO : Indivíduos imunocomprometidos, mais comumente aqueles em tratamento com glicocorticoides para uma doença maligna subjacente ou doença autoimune, quem estejam recebendo modificadores de resposta biológica e indivíduos infectados com o vírus T linfotrópico humano 1 correm risco de doença disseminada e síndrome de hiperinfecção por Strongyloides, na qual as larvas migram pela circulação sistêmica para órgãos distantes, incluindo cérebro, fígado, rins, coração e pele. Esta condição, que frequentemente é fatal, é caracterizada por febre, dor abdominal, infiltrado pulmonar difuso e septicemia ou meningite causada por bacilos entéricos gram-negativos.
D. é uma doença parasitária quase exclusivamente humana, podendo, ás vezes contaminar os simianos
INCORRETO : Os seres humanos são os principais hospedeiros, mas cães, gatos e outros animais podem servir como reservatórios.
E. o exame padrão ouro para diagnóstico é o isolamento das larvas nas fézes
INCORRETO : A estrongiloidíase pode ser difícil de diagnosticar em pessoas imunocompetentes porque a excreção de larvas nas fezes é muito variável e frequentemente de baixa intensidade

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

DISCURSIVA: (194492 votos) ..........96.91% das questões discursivas receberam votos.
Responda ás seguintes questões:

1) Que forma de contato sexual é considerada a mais perigosa para a transmissão do HIV? (0,125 pontos)

2) Que forma de ácido nucleico é detectada em um teste de PVL para o HIV? (0,125 pontos)

3) Qual é o principal receptor nas células hospedeiras ao qual o HIV se liga? (0,125 pontos)

4) Um anticorpo contra o capsídeo do HIV seria capaz de reagir com um provírus? (0,125 pontos)



RATING: 2.96

Responda ás seguintes questões:

1) Que forma de contato sexual é considerada a mais perigosa para a transmissão do HIV? (0,125 pontos)

2) Que forma de ácido nucleico é detectada em um teste de PVL para o HIV? (0,125 pontos)

3) Qual é o principal receptor nas células hospedeiras ao qual o HIV se liga? (0,125 pontos)

4) Um anticorpo contra o capsídeo do HIV seria capaz de reagir com um provírus? (0,125 pontos)

1) Que forma de contato sexual é considerada a mais perigosa para a transmissão do HIV?

A forma mais perigosa de contato sexual seja a relação anal. A relação vaginal tem muito mais probabilidade de transmitir o HIV do homem para a mulher do que o contrário, e a transmissão de ambas as formas é muito maior quando lesões genitais estão presentes. Embora rara, a transmissão pode ocorrer pelo contato orogenital (0,125 p)

2) Que forma de ácido nucleico é detectada em um teste de PVL para o HIV?

Testes de PVL convencionais detectam o RNA viral e usam métodos como a PCR ou a hibridização de ácido nucleico. São de alto custo e necessitam de 2 a 3 dias para serem concluídos. (0,125 p)

3) Qual é o principal receptor nas células hospedeiras ao qual o HIV se liga?

O HIV deve percorrer os passos de fixação da célula-alvo. Isto depende da combinação da glicoproteína espicular (gp120) com os 65.000 receptores encontrados em cada célula T CD4+ auxiliar. Os macrófagos e os monócitos também carregam moléculas CD4. Certos co-receptores (chamados de CCR5 e CXCR4) também são necessários.Interessante é que muitas células que não expressam a molécula CD4 também podem se tornar infectadas. Ou seja, com certeza existem OUTROS receptores susceptíveis para o virus HIV. (0,125 p)

4) Um anticorpo contra o capsídeo do HIV seria capaz de reagir com um provírus?

O sistema imune falha, então, a reconhecer o virus quando ele ainda está um provírus ou um vírus latente dentro das células. A fusão célula-célula, pela qual o vírus se move de uma célula infectada para uma célula adjacente é outra habilidade do vírus de permanecer indetectável pelo sistema imune. (0,125 p) 

FONTE:

Tortora, Gerard J. Microbiologia [recurso eletrônico] / Gerard J. Tortora, Berdell R. Funke, Christine L. Case ; tradução: Aristóbolo Mendes da Silva ... [et al.] ; revisão técnica: Flávio Guimarães da Fonseca. – 10. ed. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre : Artmed, 2012.

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

CASO CLINICO: (226581 votos)..........96.85% dos casos clinicos receberam votos.

Menina de cinco anos, raça negra, é levada ao pronto-socorro depois de sofrer de uma forte dor de cabeça e episódios de vômito em jato nas últimas quatro horas. A mãe relata que não houve qualquer trauma, infecção recente ou vacinação, e observa que a criança não apresentou febre ou calafrios. Ela também nega a presença de diarreia ou dor abdominal acompanhando os vômitos. 

A mãe está preocupada porque a filha quase não está usando o braço esquerdo e parece ter começado a mancar, colocando a maior parte do peso na perna direita. A criança nasceu de parto vaginal, no tempo certo, sem complicações durante a gravidez e o período pós-parto. Desde o nascimento, ela é acompanhada por um pediatra e apresenta um padrão de crescimento normal, atingindo todos os marcos de desenvolvimento no tempo esperado. Suas vacinas estão em dia.  

Segundo a mãe, a menina é pálida desde que nasceu. Ela foi diagnosticada com anemia aos três anos e faz uso regular de suplementos de ferro e vitaminas. A paciente também apresentou crises de dor recorrentes, tratadas em casa com analgésicos, e teve um episódio de inchaço e dor nas mãos aos 18 meses. 

Ao falar sobre a história familiar, a mãe menciona que ela e o pai não são parentes próximos. O casal perdeu um filho, irmão da paciente, devido à síndrome da morte súbita infantil aos seis meses de idade. Além disso, um primo materno tem uma forma de anemia que requer transfusões sanguíneas regulares. A paciente apresenta palidez e icterícia. Ela alterna entre períodos de estupor e irritabilidade. 

Sua frequência cardíaca é de 136 batimentos por minuto, a pressão arterial é de 103/62 mmHg, a temperatura está em 36,7 °C e a frequência respiratória é de 16 incursões por minuto. Durante a ausculta cardíaca, observou-se um ritmo regular em dois tempos, com sons cardíacos normais e um sopro pansistólico de intensidade 2+/6+. O abdome está flácido e não apresenta dor à palpação, com peristalse presente. O baço é palpável a três centímetros abaixo do rebordo costal. Os pares cranianos da paciente estão íntegros. Ela possui força e sensibilidade normais no lado direito do corpo, enquanto apresenta fraqueza e redução de sensibilidade no lado esquerdo. 

Hemoglobina: 6,5 g/dL, Leucometria: 24.000 células/mm³, Plaquetas: 500.000 células/mm³ Tempo de protrombina/tempo de tromboplastina parcial: normal, Bioquímica: normal

           

(I) Qual é o diagnóstico mais provável? (0,09 pontos)

(II) Qual é a causa desta lesão? Argumenta. (0,315 pontos)

(III) Qual é a conduta terapêutica nesta fase e como vai ser conduzido o caso para prevenir novos incidentes deste tipo? (0,095 p)




RATING: 3.03

(I) Qual é o diagnóstico mais provável?

Acidente vascular cerebral (0,045 p) no hemisfério direito (0,045 p).

(II) Qual é a causa desta lesão? Argumenta.

Anemia falciforme (0,045 p). O diagóstico é apoiado pelo esfregaço sanguineo que mostra hemácias 'em foice' (0,045 p), os antecedentes familiares (0,045 p) (morte súbita do irmão, tio materno com antecedentes de tratamento transfusional), raça negra (0,045 p), diagnosticada com anemia aos três anos (0,045 p), crises de dor recorrentes (crises de falcização) tratadas em casa com analgésicos (0,045 p), e episódio de inchaço e dor nas mãos aos 18 meses (provavelmente sindrome mão-pé, crise vaso-oclusiva localizada (0,045 p)

(III) Qual é a conduta terapêutica nesta fase e como vai ser conduzido o caso para prevenir novos incidentes deste tipo?

Os infartos cerebrais em pacientes com anemia falciforme devem ser tratados com exsanguinotransfusão no momento do diagnóstico (0,0475 p) e, depois, com um esquema de hemotransfusão regular por toda a vida. (0,0475 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.03)




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