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EMERGÊNCIA NO PACIENTE COM ANEMIA FALCIFORME (ÁREA DE PEDIATRIA)

Na doença falciforme o problema é a presença da hemoglobina S, precisamente na cadeia beta.
Aqui, neste caso, em vez de ter valina, tem ácido glutâmico na posição 6. Essa simples mudança de estrutura causa uma das maiores e mais frequentes doenças, especialmente na raça negra - no entanto, não há exclusividade! - doença que se manifesta especialmente quando a hemoglobina está, por algum motivo - desoxigenada.
Mas e dai com a hemoglobina S? O que acontece, de fato, é que a conformação dela tem alguns "pontos fracos". Em condições de baixa tensão de oxigênio os contatos intermoleculares são facilmente induzidos e a própria hemoglobina chega a se polimerizar. Então, na verdade a falcização é, em sí, uma polimerização.

OBJETIVA: (1119888 votos)..........99.48% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher de meia-idade se apresenta para consulta com gastroenterologista com queixa de cólicas abdominais e diarreia com sangue. Relata que recentemente foi ver um oftalmologista que disse que ela tem uveíte. É tabagista e tem várias alergias sazonais; o histórico médico e social é normal. O gastroenterologista tem forte suspeita clínica de doença inflamatória intestinal. Qual das seguintes patologias seria mais sugestiva de colite ulcerosa do que a doença de Crohn?
A. Ausência de sangramento grave
B. Doença perianal
C. Presença de fístulas
D. Preservação do reto
E. Preservação do intestino delgado

  RATING: 3.04

Uma mulher de meia-idade se apresenta para consulta com gastroenterologista com queixa de cólicas abdominais e diarreia com sangue. Relata que recentemente foi ver um oftalmologista que disse que ela tem uveíte. É tabagista e tem várias alergias sazonais; o histórico médico e social é normal. O gastroenterologista tem forte suspeita clínica de doença inflamatória intestinal. Qual das seguintes patologias seria mais sugestiva de colite ulcerosa do que a doença de Crohn?

A. Ausência de sangramento grave
INCORRETO: O sangramento macroscópico é comum na colite ulcerosa, mas pode ser visto também na doença de Crohn. O sangramento da doença inflamatória intestinal é tipicamente autolimitado e não representa risco de vida, podendo ser tratado de forma conservadora ou por colonoscopia. Por causa do aumento do risco de câncer de cólon em pacientes com colite ulcerosa, eliminar suspeita de malignidade é uma atitude prudente.
B. Doença perianal
INCORRETO : A presença de doença perianal e fístulas é rara em colite ulcerativa e é sugestiva de Crohn. Um terço dos pacientes de Crohn desenvolvem doença perianal. Exemplos de patologias perianais incluem marcas na pele, fissuras, abscessos perirretais e fístulas.
C. Presença de fístulas
INCORRETO : Fístulas são comuns em Crohn e são muito raros na colite ulcerosa, no entanto, não podem ser excluídas do quadro clinico. Esta distinção pode ser feita intuitivamente refletindo na fístula como consequência direta da inflamação transmural típica de Crohn. A inflamação na colite ulcerativa é superficial e, portanto, menos predisponente a afetar tais estruturas.
D. Preservação do reto
INCORRETO : Ausência do acometimento do reto quase nunca ocorre na colite ulcerosa, e é portanto, sugestivo de doença de Crohn. advertência é que a aplicação de um medicamento tópico, como a mesalazina, na colite ulcerosa os pacientes podem dar a impressão de preservação retal.
E. Preservação do intestino delgado
CORRETO : O envolvimento do intestino delgado ocorre apenas na doença de Crohn, e o envolvimento do intestino delgado praticamente exclui a colite ulcerosa como diagnóstico. Enquanto ambas as doenças são processos inflamatórios crônicos da parede intestinal, a colite ulcerosa progride em um padrão estereotipado do reto proximamente ao longo do cólon. A doença do Crohn aparece notoriamente em qualquer local possível ao longo de todo o comprimento do tubo gastrointestinal mas sua tendência é atacar o íleo terminal. Embora as taxas de colite ulcerosa tenham tem sido constantes nas últimas décadas, a incidência de Crohn está crescendo, sugerindo uma etiologia distinta. Ambas as doenças são melhor diagnosticadas por biópsia, geralmente via colonoscopia.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.04)

DISCURSIVA: (181448 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1. Qual a pressão arterial que define o choque no paciente pediátrico? (0,14 pontos)
2. Como identificar o choque? (0,36 pontos)


RATING: 3.01

1. Qual a pressão arterial que define o choque no paciente pediátrico? (0,14 pontos)
2. Como identificar o choque? (0,36 pontos)

1. Qual a pressão arterial que define o choque no paciente pediátrico?

O choque não é definido pela pressão arterial, nem por qualquer outro sinal vital. 0,14 p

DISCUSSÂO: O choque existe quando a demanda metabólica do paciente excede a capacidade do corpo de fornecer oxigênio e nutrientes. Isso ocorre mais comumente quando a demanda metabólica é normal ou levemente elevada, porém, o fornecimento de oxigênio e nutrientes encontra-se dramaticamente reduzido. Exemplos incluem perda sanguínea excessiva (hemorragia) ou perda excessiva de líquidos (diarreia). O estado de choque pode e freqüentemente existe na presença de uma pressão arterial ”normal”.

2. Como identificar o choque?

Pelos sinais de perfusão inadequada e compensação:
- aumento na freqüência cardíaca; 0,06 p
- extremidades frias e pálidas; 0,06 p
- tempo de reenchimento capilar retardado; 0,06 p
- pressão de pulso ”estreitada”; 0,06 p
- freqüência respiratória elevada; 0,06 p
- baixa pressão arterial - choque irreversível. 0,06 p

DISCUSSÃO: Para identificar o choque, considera-se tanto as conseqüências de uma perfusão inadequada como os mecanismos compensatórios do paciente. As manifestações clínicas do choque são aquelas inerentes à perfusão inadequada e compensação. A perfusão inadequada do cérebro resulta em uma alteração dos níveis de consciência da criança. A perfusão inadequada dos rins resulta em uma diminuição do débito urinário.
À medida que a perfusão diminui, ocorrem mudanças compensatórias. Essas mudanças servem para melhorar o fornecimento de oxigênio e nutrientes e para direcionar o fluxo sanguíneo para os órgãos vitais. O primeiro mecanismo compensatório usualmente é um aumento na freqüência cardíaca. Visto que o débito cardíaco é igual à freqüência multiplicada pelo volume total, uma freqüência cardíaca aumentada serve para manter o débito cardíaco face ao decréscimo do volume circulante. Adicionalmente, a vasoconstrição periférica ajuda a manter o fluxo sangüíneo aos órgãos centrais e cérebro. Assim sendo, o paciente possui extremidades frias e pálidas e um tempo de reenchimento capilar retardado, esse aumento do tônus vascular também exerce efeito sobre a mensuração da pressão arterial. A pressão diastólica encontra-se levemente elevada, de modo que a diferença entre as pressões sistólica e diastólica - a pressão de pulso - é menor. Isso é denominado pressão de pulso ”estreitada”.
A fim de compensar tanto o fornecimento diminuído de oxigênio como a acidose gerada pela hipoperfusão dos tecidos periféricos, a freqüência respiratória se eleva. A pressão arterial eventualmente cai, porém, este é um achado tardio e pode significar que o estado de choque é irreversível.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (211412 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

VAF, masculino, 12 anos de idade, foi admitido no setor de emergência com dor abdominal tipo cólica, inicialmente no epigástrio e posterior localização na fossa ilíaca direita. Não houve alteração do hábito intestinal, nem vômitos ou aumento da temperatura corpórea. Fez uso de analgésico e antitérmico.

Apesar de não ter sido questionado durante a anamnese, não foi relatada pelo paciente a presença de prurido anal.

Apresentava-se, à internação hospitalar, com hidratação adequada, mucosas normocrômicas e eupneia. A frequência cardíaca era de 92 batimentos/minuto e a pressão arterial sistêmica de 110/80 mmHg. O abdômen exibia contratura involuntária da musculatura sobre a fossa ilíaca direita, com dor à palpação profunda e à descompressão (sinal de Blumberg positivo), sugerindo irritação peritoneal. Os exames laboratoriais dignos de nota foram: contagem de leucócitos global de 17.800 células/mm3 com 13% de bastonetes e exame de urina normal.

Questiona-se:

(I) Qual é a principal suspeita diagnostica? 0,1 pontos

(II) Qual a causa fisiopatológica mais frequente implicada na etiologia? 0,1 pontos

(III - a) Qual é a complicação mais frequente e mais letal? 0,1 pontos

(III - b) Quais são os principais sinais desta complicação? 0,2 pontos




RATING: 3.25

(I) Qual é a principal suspeita diagnostica?

Dor abdominal tipo cólica, inicialmente no epigástrio e posterior localização na fossa ilíaca direita justifica a suspeita de apendicite aguda. 0,1 p

(II) Qual a causa fisiopatológica mais frequente implicada na etiologia?

Acredita-se que a obstrução do lúmen seja a maior causa de apendicite aguda. sendo pouco frequente a sua relação com a torção da artéria apendicular, tumores, bloqueio por cálculo biliar e helmintíases 0,1 p

(IIIa) Qual é a complicação mais frequente e mais letal?

(IIIb) Quais são os principais sinais desta complicação?

Apendicite perfurada, em todo o mundo, é a principal causa cirúrgica geral de morte. 0,1 p

Caso o apêndice perfure:

  • a dor abdominal torna-se intensa e mais difusa (0,04 p)
  • o espasmo muscular abdominal aumenta, produzindo rigidez (0,04 p)
  • a dor pode melhorar um pouco por causa de alívio da distensão visceral (0,04 p)
  • frequência cardíaca aumenta (0,04 p)
  • há elevação de temperatura acima de 39° (0,04 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.25)




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