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DOENÇA DE CROHN (ÁREA DE CIRURGIA)

A doença de Crohn é uma doença inflamatória crônica, transmural, do trato gastrintestinal de causa desconhecida.

A doença de Crohn pode ocorrer em qualquer parte do trato alimentar, da boca até o ânus, porém, mais comumente, afeta o intestino delgado e o cólon.

As manifestações clínicas mais comuns são dor abdominal, diarréia e perda de peso. A doença de Crohn pode ser complicada pela obstrução intestinal ou pela perfuração localizada com formação de fístula.

Tanto o tratamento clínico quanto o cirúrgico são paliativos; no entanto, a terapia cirúrgica pode proporcionar um alívio sintomático eficaz para aqueles pacientes com complicações devidas à doença de Crohn e produzir um benefício razoável a longo prazo.

OBJETIVA: (1164737 votos)..........99.19% das questões objetivas receberam votos.
Durante consulta de rotina, os pais se queixam de que sua filha de 12 anos não está crescendo adequadamente. A estatura está no percentil 25% das curvas de crescimento da Organização Mundial da Saúde. O pediatra calculou o alvo genético em 75%. Podemos afirmar, com relação a esse caso, que:
A. a deficiência de hormônio de crescimento está afastada
B. apresenta deficiência real de crescimento
C. o cálculo do alvo genético é igual para ambos os sexos
D. se a idade óssea está normal, deve estar ocorrendo atraso constitucional do crescimento
E. o comprimento e o peso ao nascimento não têm relevância

  RATING: 2.82

Durante consulta de rotina, os pais se queixam de que sua filha de 12 anos não está crescendo adequadamente. A estatura está no percentil 25% das curvas de crescimento da Organização Mundial da Saúde. O pediatra calculou o alvo genético em 75%. Podemos afirmar, com relação a esse caso, que:

A. a deficiência de hormônio de crescimento está afastada
INCORRETO: A deficiência de hormônio de crescimento não pode ser afastada apenas com os dados fornecidos; a altura no percentil 25 não exclui causas endócrinas, especialmente quando há desvio do alvo genético, e a avaliação exige dosagem de IGF-1, velocidade de crescimento e, se indicada, teste de estímulo.
B. apresenta deficiência real de crescimento
CORRETO : A estatura da paciente se encontra no percentil 25 das curvas da OMS, valor que, isoladamente, ainda se situa dentro dos limites populacionais de normalidade e não configura baixa estatura propriamente dita (definida geralmente abaixo do percentil 3 ou escore Z < –2). Entretanto, o alvo genético calculado em 75 % revela desvio significativo entre o potencial hereditário esperado e o canal de crescimento atual da criança. Essa discrepância indica deficiência real de crescimento, pois o indivíduo não está acompanhando o padrão familiar previsto; tal achado justifica investigação etiológica, independentemente de a altura absoluta ainda não ter atingido patamar patológico. O conceito de “deficiência real” enfatiza exatamente essa avaliação comparativa com o alvo genético, e não apenas com os referenciais populacionais.
C. o cálculo do alvo genético é igual para ambos os sexos
INCORRETO : O cálculo do alvo genético não é idêntico para ambos os sexos; a fórmula convencional ajusta em ±13 cm (ou 6,5 cm no cálculo médio) conforme o sexo da criança, refletindo as diferenças médias de estatura entre homens e mulheres adultas.
D. se a idade óssea está normal, deve estar ocorrendo atraso constitucional do crescimento
INCORRETO : Se a idade óssea estiver normal (equivalente à cronológica), o diagnóstico mais provável é baixa estatura familiar ou idiopática, e não atraso constitucional do crescimento; este último se caracteriza precisamente por idade óssea atrasada, puberdade tardia e velocidade de crescimento normal para a idade óssea.
E. o comprimento e o peso ao nascimento não têm relevância
INCORRETO : O comprimento e o peso ao nascimento possuem relevância direta na avaliação do crescimento; valores reduzidos para a idade gestacional podem indicar restrição intrauterina prévia, que condiciona menor potencial de catch-up e exige diferenciação de outras causas de déficit estatural subsequente.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.82)

DISCURSIVA: (184738 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Os itens A, B, C e D abaixo devem ser respondidos de acordo com a recomendação da OMS/Ministério da Saúde e considerando uma criança de 5 kg com quadro de desidratação.
1) Que volume de soro deve ser fornecido na fase de expansão (Plano B do Ministério da Saúde)? (0,125 pontos)
2) Cite dois dos quatro componentes do soro de re-hidratação oral. (0,125 pontos)
3) Em aleitamento materno deve ficar quanto tempo em jejum? (0,125 pontos)
4) Sem aleitamento materno deve ficar quanto tempo em jejum? (0,125 pontos)


RATING: 2.53

Os itens A, B, C e D abaixo devem ser respondidos de acordo com a recomendação da OMS/Ministério da Saúde e considerando uma criança de 5 kg com quadro de desidratação.
1) Que volume de soro deve ser fornecido na fase de expansão (Plano B do Ministério da Saúde)? (0,125 pontos)
2) Cite dois dos quatro componentes do soro de re-hidratação oral. (0,125 pontos)
3) Em aleitamento materno deve ficar quanto tempo em jejum? (0,125 pontos)
4) Sem aleitamento materno deve ficar quanto tempo em jejum? (0,125 pontos)

1) Que volume de soro deve ser fornecido na fase de expansão (Plano B do Ministério da Saúde)?

50-100 mL/kg em 4-6 horas (0,125 p)

2) Cite dois dos quatro componentes do soro de re-hidratação oral.

O candidato deverá citar dois dos componentes a seguir:
  • SRO – Cloreto de sódio = 3,5 g;
  • Cloreto de potássio = 1,5 g;
  • Citrato trissódico = 2,9 g
  • Glicose = 20 g.(0,125 p)

3) Em aleitamento materno deve ficar quanto tempo em jejum?

A criança em aleitamento materno não deve ficar em jejum, deve receber o SRO + aleitamento materno. (0,125 p)

4) Sem aleitamento materno deve ficar quanto tempo em jejum?

A criança deve permanecer em jejum até que termine a fase de expansão ou fase rápida.(0,125 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.53)

CASO CLINICO: (215716 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
M.M.S., 4 anos e 2 meses, sexo feminino, parda, natural e procedente da Bahia.

Queixa Principal:“Dor no peito e na barriga há 12 dias.” Mãe relata que há 12 dias a criança apresentou quadro álgico mais intenso em região para-esternal de tórax do que em abdome. Esta dor era intensa,  intermitente, sem irradiação e não cedia com o uso de dipirona (20 gts). Há 10 dias, passou a apresentar febre, não aferida, quase diária. Há 8 dias, passou a apresentar tosse produtiva, com expectoração amarelada.  

Revisão de Sistemas: Astenia, tosse produtiva, dor torácica e abdominal. Eliminações fisiológicas.

Antecedentes Fisiológicos:

Mãe: GII PII (NII ) A0 . Pré-natal – 5 consultas. Nega intercorrências durante a gestação. Parto hospitalar, a termo. Chorou ao nascer. Peso: 2600g. Apgar: ?   Comprimento: ?   Perímetro cefálico: ?  Nega intercorrências neonatais. Leite materno exclusivo até 2 meses de vida.  DNPM adequado.

Antecedentes Patológicos:

  3 internações prévias por crises álgicas e pneumonia.

  1 hemotransfusão. Nega alergias/intolerâncias.

  Calendário vacinal em dia.

Antecedentes Familiares:

Mãe (21 a), relata anemia ferropriva.  

Pai (46 a), hígido, tabagista e etilista leve. Não reside com a criança. Irmão falecido aos 2 anos por anemia falciforme. Prima: anemia falciforme.


Ectoscopia: BEG, hipocorada (2+/4), anictérica, acianótica, hidratada, afebril, ativa e reativa, consciente, orientada, emagrecida. Peso:15 Kg.
Oroscopia: dentes em bom estado de conservação, sem hiperemia.  Pele, mucosas e fâneros: sem alterações.  Gânglios: impalpáveis.  ACV: RCR 2T BNF s/ sopros. FC: 119 bpm  AP: MV rude, roncos e sibilos difusos. FR: 28 ipm  ABD: plano, normotenso, RHA presentes e normais, indolor à palpação, fígado à 2 cm do RCD e baço à 3 cm do RCE.  Ext: perfundidas e sem edema.

PERGUNTAS:

1) Qual é a suspeita diagnóstica? Justifique. (0,2 p)

2) Qual é a mais provável etiologia da infecção pulmonar, em relação com a doença de base, nesta faixa etária?  (0,1 p)

3) Qual é a atitude terapêutica frente a essa criança? (0,2 p)


RATING: 2.88

1) SUSPEITA DIAGNÓSTICA: A) ANEMIA FALCIFORME - Justificativa: antecedentes familiares, astenia, dor toracica, outras 3 internações prévias por crises álgicas e pneumonia. fígado à 2 cm do RCD e baço à 3 cm do RCE. (0,1 p) B) PNEUMONIA  febre, não aferida, quase diária. Há 8 dias, passou a apresentar tosse produtiva, com expectoração amarelada.  (0,1 p) 2) ETIOLOGIA DA INFECÇÃO PULMONAR: Como conseqüência da asplenia, haverá uma maior notadamente o Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e o pneumococo10,11. O risco de infecção por este último em crianças com anemia falciforme menores de 5 anos é aproximadamente 30 a 100 vezes maior que em crianças saudáveis (0,1 p) 3) TRATAMENTO: Ampicilina sulbactam 500mg EV 6/6 - Novalgina 0,6 ml EV 6/6h intercalado com nimesulida - Nimesulida gts VO 12/12 hs - Prednisona 15mg VO 1x/dia. - NBZ  SF 0,9% - 3 ml +   Berotec 6 gts (0,2 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.88)




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