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OS PRINCÍPIOS BASICOS DO DIAGNOSTICO ELETRICO EM CARDIOLOGIA ELETROCARDIOGRAMA (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

Todos os livros de medicina e artigos do assunto começam com essa pergunta esperta e todas falham em explicar EXATAMENTE o que significa uma eletrocardiograma, no final, o estudante acabando entender nada.

Daí, a grande, a ENORME PROPORÇÃO de médicos que ficam alucinados com um traçado eletrico saído do tal aparelho, seja no pronto-socorro, seja no consultório, seja nas provas.

Os termos "chique" não servem pra nada. A "linguagem" do ECG é uma alfabetização para qualquer médico. Saber ler e fundamental. Saber ler uma eletrocardiograma e vital. Salva vidas mesmo.

Um socorrista que falha em perceber um infarte claro no ECG pode desperdiçar chances boas de recuperar um caso grave. Na maioria dos casos o coração assinala pra nos que esta em apuros. Basta entender. Não é dificil, o dicionario deste idioma é lógico e o léxico nem é tão grande.

Então, para começar, vamos responder á pergunta acima: O que é a ELETROCARDIOGRAMA? procurando a mais leiga, a mais vulgar definição.

OBJETIVA: (1224877 votos)..........98.56% das questões objetivas receberam votos.
Mulher, 40 anos, com fraqueza generalizada, tonturas e intolerância ao frio. Exame: bócio de consistência elástica, firme, aumento discreto. Tiroxina livre (FT4): 0,5 (N: 0,70-1,85); TSH: 28 (N: 0,3-5). Inicia-se levotiroxina. Após 1 mês ela retorna com fraqueza generalizada, náuseas, vômitos há 10 dias e hipotensão. Laboratório: (1) Títulos de anticorpo microssomal (+); (2) eosinofilia; (3) nível de FT4 normal após 1 mês de levotiroxina. A cáusa provável da piora é:
A. alta dose de levotiroxina
B. baixa dose de levotiroxina
C. um diabetes mellitus oculto
D. insuficiência corticosuprarenal
E. o hipotireoidismo e secundario

  RATING: 2.93

Mulher, 40 anos, com fraqueza generalizada, tonturas e intolerância ao frio. Exame: bócio de consistência elástica, firme, aumento discreto. Tiroxina livre (FT4): 0,5 (N: 0,70-1,85); TSH: 28 (N: 0,3-5). Inicia-se levotiroxina. Após 1 mês ela retorna com fraqueza generalizada, náuseas, vômitos há 10 dias e hipotensão. Laboratório: (1) Títulos de anticorpo microssomal (+); (2) eosinofilia; (3) nível de FT4 normal após 1 mês de levotiroxina. A cáusa provável da piora é:

A. alta dose de levotiroxina
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. baixa dose de levotiroxina
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. um diabetes mellitus oculto
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. insuficiência corticosuprarenal
CORRETO : A apresentação desta paciente é bem típica de hipotireoidismo, com laboratório compatível, a causa mais comum de hipotireoidismo em mulheres de meia idade é doença auto-imune, como Hashimoto, com anticorpos antimicrossomais e antitireoglobulina Ý . Os pacientes com hipotireoidismo auto-imune ou Hashimoto podem, ter outros distúrbios endócrinos auto-imunes, sendo o mais comum a insuficiência supra-renal. Esses pacientes podem não ter sintomas óbvios de hipoadrenalismo até que sua condição hipotireoidea seja corrigida. Assim que isto ocorre, a insuficiência supra-renal pode ser revelada e associada a fraquezas, náuseas, vômitos e hipotensão, assim como dor abdominal ou até mesmo febre aguda e, com o passar do tempo, hiperpigmentação. É muito provável que esta paciente tenha insuficiência supra-renal revelada com o tratamento da condição hipotireoidéa).
E. o hipotireoidismo e secundario
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.93)

DISCURSIVA: (188515 votos) ..........99.44% das questões discursivas receberam votos.
Justifique o uso ou não de diurético de alça {furosemida), com base nos mecanismos fisiopatológicos da formação do edema (alteração de pressão hidrostática e pressão oncótica), nas seguintes situações clínicas:
a) Síndrome nefrítica................0,25 pontos
b) Síndrome nefrótica..............0,25 pontos




RATING: 3.09

Justifique o uso ou não de diurético de alça {furosemida), com base nos mecanismos fisiopatológicos da formação do edema (alteração de pressão hidrostática e pressão oncótica), nas seguintes situações clínicas:
a) Síndrome nefrítica................0,25 pontos
b) Síndrome nefrótica..............0,25 pontos


a) Síndrome nefrítica:

  • Inflamação glomerular aguda levando a redução do FG, oligúria e retenção de sódio. (0.050)
  • Aumento da pressão hidrostática capilar devido à expansão do volume extracelular. (0.075)
  • Pressão oncótica plasmática preservada. (0.025)
  • Uso de furosemida justificado para promover natriurese, reduzir volume e corrigir hipertensão hidrostática. (0.100)

b) Síndrome nefrótica:

  • Proteinúria maciça (>3,5g/dia) com hipoalbuminemia. (0.050)
  • Redução da pressão oncótica plasmática levando a extravasamento de fluido para o interstício. (0.075)
  • Retenção secundária de sódio via ativação do SRAA, agravando pressão hidrostática. (0.050)
  • Uso de furosemida indicado, mas com possível resistência devido à hipoalbuminemia; associar albumina ou outros diuréticos para otimizar resposta. (0.075)


Em discussão resumida, na síndrome nefrítica o edema é primariamente hidrostático por sobrecarga volêmica, respondendo bem à furosemida isolada, enquanto na nefrótica predomina o oncótico com componente hidrostático secundário, demandando abordagem multifatorial para diurese eficaz, conforme evidências recentes de manejo otimizado.


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR -  A SINDROME NEFRITICA EM PEDIATRIA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.09)

CASO CLINICO: (220771 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente de 58 anos é levado ao hospital por alteração do nível de consciência. Tem história de etilismo(1-2 cervejas por dia), nega outras doenças, transfusões, cirurgias.
Há 3 meses com queda do estado geral e perda de peso e há 1 mês, aumento do volume abdominal e edema de MMII.
Há 2 semanas parou de beber e há 4 dias vem apresentando febre não aferida por termômetro e a 2 dias com sonolência diurna excessiva e agitação.
Ao exame:
Desidratado (2+/4+), descorado (2+/4+), Temperatura: 38,9 graus e ictérico (3+/4+).
PA = 100 x 60 mmHg. Pulso = 98.
Flapping(+).
Sem déficit localizatório, Glasgow 14 (AO=4, RM=5, RV=5).

1) Qual é o achado do exame da figura? - 0,25 pontos
2) Qual é a etiologia provável da alteração de consciência? - 0,125 pontos
3) Qual é o grau de encefalopatia neste paciente? - 0,125 pontos


RATING: 3.09

1) Qual é o achado do exame da figura?
Presença de ascite á ectoscopia (0,125 p) com circulação colateral (0,125 p).
Discussão: O paciente apresenta ascite na inspeção o que indica uma ascite de razoável volume com 5 litros ou mais. Esta ascite era de moderado volume, pois ao paciente ao ficar em pé o abdome tendia a cair sobre regiões crurais.configurando o chamado abdome em avental ou pêndulo,quando o abdome tende a ficar globoso quando o paciente fica em pé e o abdome fica globoso e com pele lisa e estendida indica ascite de grande volume. Pode-se perceber ainda veias azuladas superficiais no abdome indicativas de presença de hipertensão portal.
2) Qual é a etiologia provável da alteração de consciência?
Encefalopatia hepática. (0,125 p)
Discussão: Paciente apresentando quadro de confusão mental com sonolência predominantemente diurna como acontece na encefalopatia hepática em que alterações no padrão do sono (inversão do ritmo, insónia e sonolência excessiva) e graus variáveis de alterações nos níveis de consciência e comportamento, apesar destes achados serem inespecificos o fato do paciente apresentar aparentemente um quadro de hepatopatia com hipertensão portal sugere que esta seja a causa da alteração mental. A presença de flapping é também sugestiva de encefalopatia hepática embora possa ocorrer em outros casos como narcose e uremia. O diagnóstico é de exclusão e outros diagnósticos devem ser procurados, um paciente com febre e confusão mental poderia, por exemplo, ter uma meningite.
3) Qual é o grau de encefalopatia neste paciente?
Paciente com encefalopatia grau 2. (0,125 p)
Discussão: Paciente com quadro de agitação e alteração de nível de consciência não tão importante apresentando Glasgow 14, a presença de flapping indica encefalopatia de grau 2 e 3, mas não aparece na grau 1 e desaparece no paciente em grau 4, que está em coma hepático. Veja a baixo a classificação de West Haven da encefalopatia hepática:

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.09)




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