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ALGORITMOS DE AVALIAÇÃO E CONDUTA NAS INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS (ÁREA DE PEDIATRIA)

A metodologia proposta nestas normas prevê a assistência à criança portadora de infecção respiratoria aguda com base nas três etapas seguintes:

A) Avaliar a criança

Observar o estado clínico procurando obter subsídios para identificar ou afastar as situações de risco de vida e para tomada das medidas adequadas.

B) Classificar a criança em uma das seguintes categorias:

  1. menor de 2 meses com tosse ou dificuldade para respirar;
  2. de 2 meses a 4 anos com tosse ou dificuldade para respirar;
  3. com outros problemas respiratórios: dor de garganta, dor de ouvido, estridor ou sibilância

Cada categoria está abordada em separado neste Manual. A terminologia nesta classificação leva em conta, basicamente, a queixa e o motivo que levaram a criança à Unidade de Saúde.

C) Definir condutas:

Serão consideradas a possibilidade de hospitalização, o uso de antibióticos, o tratamento da febre e da sibilância, as orientações à mãe e à família para tratamento domiciliar, e o acompanhamento dos casos.

OBJETIVA: (1439413 votos)..........96.25% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher de 53 anos apresenta queixas de fraqueza, anorexia, indisposição, constipação e dor nas costas. Durante a evolução do quadro clínico, ela começou a ficar ligeiramente letárgica. Os exames mostraram um raio X de tórax normal, albumina sérica de 3,2 mg/dl, cálcio sérico de 14 mg/dl, fósforo sérico de 2,6 mg/dl, cloro sérico de 108 mg/dl, uréia de 32 mg/dl e creatinina de 2,0 mg/dl. A conduta inicial adequada incluiria:
A. infusão de solução fisiológica
B. administração de diureticos tiazídicos
C. administração de fósforo intravenoso
D. uso de mitramicina
E. exploração do pescoço e paratiroidectomia

  RATING: 3.04

Uma mulher de 53 anos apresenta queixas de fraqueza, anorexia, indisposição, constipação e dor nas costas. Durante a evolução do quadro clínico, ela começou a ficar ligeiramente letárgica. Os exames mostraram um raio X de tórax normal, albumina sérica de 3,2 mg/dl, cálcio sérico de 14 mg/dl, fósforo sérico de 2,6 mg/dl, cloro sérico de 108 mg/dl, uréia de 32 mg/dl e creatinina de 2,0 mg/dl. A conduta inicial adequada incluiria:

A. infusão de solução fisiológica
CORRETO: O paciente descrito está exibindo sinais e sintomas clássicos de hiperparatiroidismo. Além disso, se for realizada uma anamnese, com freqüência o paciente relatará uma história de calculose renal e de dor óssea - a síndrome caracterizada como 'gemidos, pedras e ossos'. A conduta imediata para esses pacientes durante estado hipercalcêmico inclui vigorosa hidratação para restaurar o volume intravascular, que está invariavelmente diminuído. Isso irá restabelecer a perfusão renal e então promover uma excreção urinaria de cálcio.
B. administração de diureticos tiazídicos
INCORRETO : Os diuréticos tiazídicos são contra-indicados, uma vez que freqüentemente tornam os pacientes hipercalcêmicos. Ao contrário, a diurese deveria ser promovida com o uso de diuréticos de alça como a furosemida (Lasix).
C. administração de fósforo intravenoso
INCORRETO : O uso de fósforo endovenoso não é mais recomendado, uma vez que a precipitação nos pulmões, coração ou rins pode levar a morbidade séria.
D. uso de mitramicina
INCORRETO : A mitramicina é um agente antineoplásico que em baixas doses inibe a reabsorção óssea e então diminui os níveis séricos de cálcio; ela é usada apenas quando as outras medidas dc diminuição de cálcio sérico falharem.
E. exploração do pescoço e paratiroidectomia
INCORRETO : A exploração do pescoço na urgência é raramente indicada. Em pacientes despreparados, a morbidade é inaceitavelmente alta.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.04)

DISCURSIVA: (201687 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1) Definam a colostroterapia e a utilidade dela. (0,25 pontos)
2) Descrevam a técnica de colostroterapia. (0,25 pontos)


RATING: 2.97

1) Definam a colostroterapia e a utilidade dela. (0,25 pontos)
2) Descrevam a técnica de colostroterapia. (0,25 pontos)

1) Definam a colostroterapia e a utilidade dela.
Consiste na instilação orofaríngea (0,05 p) de gotas de colostro fresco da própria mãe (0,05 p) para o recém-nascido 4 vezes ao dia (0,05 p) pelo mínimo de 48 horas. (0,05 p)
Utiliza-se para prevenção da enterocolite necrotizante (0,025 p) em recém nascidos com alto risco (0,0125 p)e que não podem ser alimentados com dieta enteral (0,0125 p)

2) Descrevam a técnica de colostroterapia.
Deve ser iniciada nas primeiras 4 a 6 h de vida (0,05 p), usando de 0,2 a 0,4 ml (7 a 14 gotas) (0,05 p) de colostro fresco ou refrigerado (0,05 p), administrado na orofaringe (0,05 p)a cada 2-3 h/dia, por 48 h (0,05 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

CASO CLINICO: (233986 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 68 anos, branco, tabagista crônico (40 maços-ano), com história de abuso crônico de analgésicos contendo fenacetina e exposição ocupacional a derivados de petróleo. Apresenta hematúria macroscópica indolor intermitente há 4 meses, associada a dor no flanco direito de intensidade moderada (inicialmente crônica, com episódio agudo simulando cólica renal). Ultrassonografia evidencia hidronefrose direita; citologia urinária mostra células suspeitas de alto grau; TC revela falha de enchimento na pelve renal direita.

Referente á esse caso:

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? ................ 0,10 pontos
II. Qual a possível causa etiológica mais relevante neste caso? ........... 0,10 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ............. 0,10 pontos
IV. Qual o tratamento padrão-ouro? ............... 0,20 pontos 





RATING: 2.97

I. Suspeita diagnóstica principal

  • Hematúria (macroscópica franca ou total, ou microscópica) representa o sinal clínico mais frequente nos tumores uroteliais do trato urinário superior (0,04 p)
  • Dor no flanco constitui o segundo sintoma mais comum (pode ser crônica por hidronefrose gradual ou aguda por coágulos simulando cólica renal) (0,03 p)
  • Até 15% dos pacientes permanecem assintomáticos com diagnóstico incidental por imagem; aqui o quadro sintomático + hidronefrose + citologia alterada apontam para carcinoma urotelial do trato urinário superior (pelve renal) (0,03 p)

II. Possível causa etiológica mais relevante

  • Abuso crônico de analgésicos contendo fenacetina constitui fator de risco bem estabelecido para carcinomas uroteliais do trato urinário superior (0,05 p)
  • Nefropatia induzida por fenacetina associa-se a necrose papilar, insuficiência renal secundária e capilaroesclerose (alteração histológica patognomônica) (0,03 p)
  • Efeito combinado (necrose papilar + fenacetina) eleva de maneira importante o risco, com clara evidência de relação dose-resposta e apresentação em idade mais precoce (0,02 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

  • Tomografia computadorizada é atualmente o padrão-ouro para o diagnóstico, oferecendo sensibilidade de até 96% e especificidade de 99% para lesões papilíferas com 5-10 mm (0,05 p)
  • Quando o diagnóstico permanece incerto após imagem, ureteroscopia combinada à pielografia retrógrada torna-se necessária para refinamento da caracterização lesional (0,03 p)
  • Ureteroscopia com biópsia permite visualização direta, obtenção de material para histologia (correlação 78-92% com anatomopatológico definitivo) e eleva acurácia diagnóstica para 85-90% quando associada à urografia excretora (0,02 p)

IV. Tratamento padrão-ouro

  • Nefroureterectomia com ressecção de cuff vesical (retalho vesical) constitui o tratamento padrão-ouro para os tumores uroteliais do trato urinário superior (0,10 p)
  • Não existem diferenças significativas nos resultados oncológicos entre as técnicas aberta e laparoscópica (transperitoneal, retroperitoneal ou hand-assisted) (0,05 p)
  • Todas as variantes laparoscópicas oferecem benefícios consistentes de menor morbidade quando comparadas à aberta; o tempo entre diagnóstico e tratamento não deve exceder três meses (0,05 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.97)




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