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Em ressecção de adenocarcinoma do ângulo esplênico do cólon, os troncos vasculares a serem ligados são:
A. cólica média e cólica esquerda
CORRETO: Na ressecção oncologicamente adequada de um adenocarcinoma no ângulo esplênico, o procedimento padrão é uma hemicolectomia esquerda (ou ressecção segmentar estendida), que envolve a remoção do cólon transverso distal ao tumor até o cólon descendente proximal. Os troncos vasculares principais a serem ligados são a artéria cólica média (ou seu ramo esquerdo, originado da mesentérica superior, que irriga o cólon transverso) e a artéria cólica esquerda (originada da mesentérica inferior, que irriga o cólon descendente). Essa ligadura permite a excisão do segmento afetado com margens seguras, dissecção linfonodal D3 (central) e manutenção da vascularização via arcada marginal de Drummond. Estudos, como os sobre excisão mesocólica completa, confirmam que essa abordagem otimiza os resultados oncológicos, reduzindo recorrências locais e melhorando a sobrevida, sem necessidade de ligaduras mais radicais em casos não avançados.
B. mesentérica inferior e cólica esquerda
INCORRETO : Ligar ambos seria redundante e impreciso, pois a ligadura da mesentérica inferior já inclui a cólica esquerda. Essa opção ignora a necessidade de ligar o suprimento do cólon transverso (via cólica média) e poderia levar a uma ressecção insuficiente do lado direito do tumor, comprometendo as margens proximais e o clearance linfonodal.
C. mesentéricas superior e inferior
INCORRETO : Essa ligadura ampla seria indicada para uma colectomia total ou subtotal, removendo todo o cólon, o que é excessivo para um tumor localizado no ângulo esplênico. Ligar ambas as mesentéricas (superior e inferior) aumentaria riscos desnecessários, como isquemia intestinal extensa ou complicações funcionais (ex.: diarreia crônica), sem benefício oncologicamente justificado para esse sítio específico.
D. cólica média e mesentérica inferior
INCORRETO : Embora a cólica média seja apropriada, ligar a mesentérica inferior em sua origem (tronco principal) envolveria não só a cólica esquerda, mas também as artérias sigmoideas e retal superior, o que é mais indicado para tumores do cólon esquerdo distal ou reto, ou em ressecções estendidas. Para o ângulo esplênico, isso poderia ser excessivo se o tumor não invadir o sigmoide, levando a uma ressecção desnecessariamente ampla e maior risco de complicações vasculares ou anastômicas.
E. cólica direita e cólica média
INCORRETO : Essa ligadura seria pertinente para adenocarcinomas na flexura hepática ou cólon direito, mas aqui resultaria em ressecção inadequada, deixando o suprimento esquerdo intacto e falhando em remover o segmento tumoral com clearance apropriado.
Gabarito: A
RATING: 2.88 ![]()
FONTE:
Uma gestante jovem melanoderma de 17 anos (G2P1) com DUM desconhecida e sem cuidados pré-natais vem ao pronto-socorro com queixa de contrações a cada 5 minutos.
A ultrassonografia obstétrica é consistente com uma idade gestacional de 28 semanas. O peso fetal estimado é 1.000 g e o bebê está em apresentação pélvica. Inicia-se tocólise com MgSO4 e betametasona para induzir a maturidade pulmonar fetal. As contrações diminuem em 1 hora, e a paciente é encaminhada ao serviço de obstetrícia.
Quarenta e oito horas depois, a ruptura espontânea das membranas é confirmada, e o paciente é transferida para sala de parto e monitoramento. Lá ela desenvolve desaceleração tardias e, portanto, é preparada para uma cesariana de emergência, que decorre sem intercorrências.
Nasce uma menina com índice de Apgar de 7 em 1 min, 8 em 5 min e pesando 1.140 gramas. O bebê é imediatamente encaminhado para a UTI neonatal. Dentro de uma hora, o bebê desenvolve taquipnéia, alargamento nasal, retrações subcostal e intercostal, cianose e gemido respiratório.
(I) Enumeram 5 hipóteses diagnósticas sobre o estado do recém-nascido. (0,25 pontos)
(II) Indique os fatores de risco neonatal neste caso. (0,15 pontos)
(III) Qual é o exame mais apropriado neste momento para fazer o diagnostico diferencial entre as etiológias respiratorias? (0,1 pontos)
(I) Enumeram 5 hipóteses diagnósticas sobre o estado do recém-nascido. (0,05 pontos por cada uma da lista abaixo - maximo 5)
1. Síndrome de dificuldade respiratória (RDS)
2. Pneumonia
3. Síndrome de aspiração de mecônio
4. Taquipnéia transitória do recém-nascido (TTN)
5. Causas não pulmonares, ou seja, hipotermia, hipoglicemia, anemia, policitemia, acidose metabólica
6. Doença cardíaca congênita
7. Hérnia diafragmática / outras anomalias pulmonares congênitas
8. Hipertensão pulmonar primária do recém-nascido.
(II) Indique os fatores de risco neonatal neste caso.
1) Prematuridade (0,05 p)
2) Achados físicos são indicativos de dificuldade respiratória em geral (0,05 p). “Gemido expiratorio' significa esforço de expirar contra uma glote parcialmente fechada e indica que o bebê está fazendo tentativas para aumentar a pressão expiratória final alveolar para preservar a oxigenação (0,05 p)
(III) Qual é o exame mais apropriado neste momento para fazer o diagnostico diferencial entre as etiológias respiratorias?
O primeiro teste diagnóstico inicial para classificar as várias etiologias de dificuldade respiratória é o Raio-x do tórax. (0,1 p)
DISCUSSÃO:
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