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Uma mulher de 62 anos com diverticulose conhecida há 10 anos chega ao pronto-socorro com hematoquezia maciça, hipotensão e taquicardia. Endoscopia digestiva alta é normal, e colonoscopia revela sangramento ativo de um divertículo no cólon sigmoide. Considerando a fisiopatologia da hemorragia diverticular, qual mecanismo anatômico explica a intensidade do sangramento observado nesse caso?
A. Erosão da mucosa diverticular por impacto fecal crônico, levando a ulcerações superficiais com vazamento venoso
INCORRETO: A erosão mucosal por impacto fecal causa mais inflamação ou diverticulite, não hemorragia maciça, que tipicamente origina de fontes arteriais em vez de venosas superficiais.
B. Deslocamento de arteríola penetrante para a cúpula do divertículo, predispondo a ruptura arterial sob pressão
CORRETO : As arteríolas que atravessam a parede colônica nos pontos de fraqueza podem se posicionar sobre a cúpula diverticular, tornando-as vulneráveis a erosão e ruptura, resultando em hemorragias arteriais graves e intermitentes.
C. Formação de fístula arteriovenosa intracólica devido a inflamação recorrente, causando shunt hemorrágico
INCORRETO : Fístulas arteriovenosas não são descritas como mecanismo primário na hemorragia diverticular, que é mais relacionada a lesões arteriais isoladas do que a shunts vasculares complexos.
D. Hiperplasia vascular na base do divertículo induzida por hipertensão portal subclínica.
INCORRETO : A hiperplasia vascular não é um achado patológico típico na diverticulose, e hipertensão portal está associada a varizes esofágicas ou retais, não a sangramento diverticular colônico.
E. Perfuração microscópica do divertículo com extravasamento de sangue fecal misto a pus infeccioso.
INCORRETO : Perfurações microscópicas levam a diverticulite com infecção pericólica e sintomas inflamatórios, não a hematoquezia isolada sem sinais de sepse ou peritonite.
Gabarito: B
RATING: 3.01 ![]()
FONTE:
Paciente F, 2 anos e 10 meses de idade, é trazida no setor de pronto-atendimento de pediatria com febre 39,6°C e relato de 'dor de cabeça' na região frontal, sem nenhum outro sinal localizatorio. No acolhimento, FR 36/min, FC 122/min, sinusal sem sopros, sonolenta, inapetente e chorosa. Palidez +/++++. TEC 3-4 segundos. Evacuações normais, sem diarreia. No exame clinico respiratório e cardiovascular normal. Sem sinais meníngeos e sem petéquias. Faringe com leve eritema, sem sinais flogísticos. Mãe diz que a criança recusa a comida faz 48 horas, só aceita leite e 'toma pouco'. Sem vômitos até agora. Observa-se, porém anisocoria afetando o olho esquerdo que não responde a luz. Outro olho normal. Questionada, a mãe declara que a criança já está em acompanhamento com oftalmologista porque, com 2 anos de idade, teve um 'herpes' no olho, mas que o mesmo deu alta, considerando que a criança está enxergando 'normal'. Nega contato com pombos ou gatos de estimação. Tem somente um Callopsyta que fica na gaiola
1) Qual é o protocolo á seguir neste caso? 0,3 pontos1) Qual é o protocolo á seguir neste caso?
Febre é uma das causas mais comuns de consulta em pediatria. 25% de todas as consultas de emergência se devem à febre. Na maioria dos casos, após a avaliação inicial, é possível identificar a causa. Nas crianças menores de 36 meses, em 20% dos casos, essa identificação não é possível. Febre sem sinais localizatórios FSSL - definição: Febre com menos de uma semana de duração, que após história clínica e exame físico cuidadosos não tem a sua causa estabelecida.
O protocolo para essa faixa etária seria primeiramente de avaliação clinica minuciosa, avaliar se existem ou não sintomas de toxemia - neste caso, como há sonolência e mau estado geral seria melhor considerar que há um grau de toxemia, especialmente porque a criança está numa faixa etária de risco (0-36 meses), o tempo de enchimento capilar é de 3-4 segundos.

2) Qual é a infecção bacteriana que mais ocorre na febre sem sinais localizatorios?
Infecção urinária oculta é a infecção bacteriana mais comum como causa de FSSL. 0,1 p
3) Quais são, neste caso, os fatores de risco para a doença meningococica oculta?
Meningite oculta: a bacteremia oculta por meningococo é bem mais rara do que por pneumococo. A faixa etária abaixo de 24 meses é a mais acometida pela doença meningocócica. 25 a 50% dos pacientes com doença meningocócica haviam sido liberados após avaliação inicial. 82% dos pacientes liberados têm menos de 36 meses de idade. 0,1 p
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