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CÂNCER DE VESICA URINARIA (ÁREA DE CIRURGIA)

O câncer de vesica urinaria, denominado câncer da bexiga, constitui a segunda neoplasia mais frequente do trato geniturinário no homem brasileiro, superado apenas pelo adenocarcinoma de próstata.

Para facilitar a compreensão, vale lembrar que neoplasia significa o crescimento descontrolado de células anormais, e o trato geniturinário abrange os órgãos responsáveis pela produção, armazenamento e eliminação da urina, como bexiga, rins e próstata.


OBJETIVA: (1392859 votos)..........95.45% das questões objetivas receberam votos.
Na presença de hipertensão intracraniana no paciente comatoso é CORRETO :
A. induzir a hipotermia moderada (32 a 33º C)
B. hiperventilar até um valor de 15 mmHg para pCO2
C. evitar a intubação
D. iniciar prontamente a administração parenteral de corticoides
E. iniciar o tratamento com naloxona parenteral

  RATING: 2.92

Na presença de hipertensão intracraniana no paciente comatoso é CORRETO :

A. induzir a hipotermia moderada (32 a 33º C)
CORRETO: Hipotermia moderada (32 a 33°C) pode ser considerada como terapia de segunda linha para tratamento de hipertensão intracraniana refratária em crianças com traumatismo cranioencefálico, devendo ser iniciada até 8 horas pós-trauma, até o máximo de 48 horas.
B. hiperventilar até um valor de 15 mmHg para pCO2
INCORRETO : A pCO2 não deve ser reduzida para menos que 20 mmHg, uma vez que pode causar vasoconstrição e isquemia cerebral graves.
C. evitar a intubação
INCORRETO : Pacientes com escala de Glasgow menor ou igual a 8, usualmente são incapazes de proteger adequadamente a via aérea e devem ser intubados, assim como pacientes com suspeita de hipertensão intracraniana. Utilizar, preferencialmente, a sequência rápida de intubação.
D. iniciar prontamente a administração parenteral de corticoides
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. iniciar o tratamento com naloxona parenteral
INCORRETO : O naloxone é uma droga segura e efetiva, e deve ser usada na intoxicação por opioide (0,1 mg/kg intravenoso com dose máxima de 2 mg)

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

DISCURSIVA: (195108 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Uma mãe se apresenta com um bebê irritado e afirma que seu filho tem erupção dentaria. Qual é a sequência usual de erupção dentária? (0,25 pontos)
(II) Um menino de 3 anos tem permanecido consistentemente no quinto percentil em suas curvas de crescimento desde o nascimento, e sua mãe está preocupada com seu crescimento. Como você a aconselharia? (0,25 pontos)


RATING: 2.87

(I) Uma mãe se apresenta com um bebê irritado e afirma que seu filho tem erupção dentaria. Qual é a sequência usual de erupção dentária? (0,25 pontos)
(II) Um menino de 3 anos tem permanecido consistentemente no quinto percentil em suas curvas de crescimento desde o nascimento, e sua mãe está preocupada com seu crescimento. Como você a aconselharia? (0,25 pontos)

(I) Uma mãe se apresenta com um bebê irritado e afirma que seu filho tem erupção dentaria. Qual é a sequência usual de erupção dentária?
R: Os incisivos centrais são os primeiros a irromper entre 5 e 8 meses de idade, (0,0625 p) com os dentes inferiores saindo antes dos dentes superiores. (0,0625 p) Aos 2 anos e meio de idade, a criança deve ter todos os dentes decíduos, incluindo os molares. (0,0625 p)
Os dentes secundários / permanentes começam a surgir por volta dos 6 a 7 anos de idade. (0,0625 p)

(II) Um menino de 3 anos tem permanecido consistentemente no quinto percentil em suas curvas de crescimento desde o nascimento, e sua mãe está preocupada com seu crescimento. Como você a aconselharia?
A avaliação do crescimento ao longo do tempo é a forma mais importante de avaliar o crescimento de uma criança. (0,0625 p)
Por definição, 5% da população estará abaixo da faixa de parâmetros de crescimento que é definida como normal. (0,0625 p)
Crianças tendem a crescer ao longo de percentis determinados geneticamente, e esta criança não está se desviando de seu crescimento curva. (0,0625 p)
Por último, as curvas de crescimento padrão usadas na prática foram determinadas usando principalmente crianças brancas, de parâmetros médios, portanto, crianças de diferentes raças ou etnias podem não ter os mesmos parâmetros padrão para crescimento. (0,0625 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.87)

CASO CLINICO: (227215 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 68 anos, natural e procedente de região de baixa iodação do interior de São Paulo, hipertensa controlada, sem história de tireoidopatia prévia. Há cerca de 12 anos notou aumento progressivo e assimétrico do volume cervical anterior, inicialmente indoloro. Nos últimos 18 meses evoluiu com disfagia intermitente a sólidos, dispneia aos esforços e sensação de “aperto” cervical, especialmente em decúbito dorsal. Nega tremores, palpitações, intolerância ao calor, perda ponderal ou diarreia. Ao exame físico: tireoide difusamente aumentada, irregular, multinodular, de consistência fibroelástica, móvel à deglutição, sem frêmito ou sopro, sem linfonodomegalias cervicais. Exame oftalmológico sem sinais de oftalmopatia. TSH 1,8 mUI/L (VR 0,4–4,0), T4 livre 1,1 ng/dL (VR 0,8–1,8), anticorpos anti-TPO e anti-Tg negativos. Ultrassonografia cervical: glândula de volume 78 mL, múltiplos nódulos isoeocoicos e hipoecoicos bilaterais, o maior de 3,2 cm no lobo direito, com calcificações grosseiras e vascularização periférica.


I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,12 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,09 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,09 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,08 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,12 pontos)





RATING: 3.05

I – Suspeita diagnóstica


A hipótese principal é
bócio multinodular atóxico (bócio coloide multinodular eutireoideo). (0,05 p)
A apresentação clínica clássica de aumento tireoidiano irregular, crônico e assintomático do ponto de vista funcional, associada a TSH e T4 livre normais, exclui tireotoxicose e aponta para a forma atóxica. (0,04 p)
A ausência de autoanticorpos e de sinais de oftalmopatia reforça a natureza não autoimune do processo. (0,03 p)


II – Possível causa


A etiologia predominante é a
deficiência crônica de iodo associada a fatores de crescimento tireoidiano locais (TSH, IGF-1, EGF). (0,03 p)
Em áreas de baixa iodação, a hiperestimulação prolongada do tecido tireoidiano gera hiperplasia e hipertrofia folicular, com posterior formação de nódulos coloides. (0,03 p)
Fatores genéticos e a idade avançada contribuem para a multicentricidade e a transformação nodular. (0,03 p)


III – Melhor modalidade de confirmação diagnóstica


A
ultrassonografia cervical de alta resolução é o método de escolha para confirmar a natureza multinodular e avaliar características de risco. (0,05 p)
Ela permite mensurar o volume glandular, caracterizar os nódulos (ecogenicidade, margens, calcificações, vascularização) e orientar eventual punção aspirativa. (0,02 p)
A cintilografia com radioiodo ou tecnécio não é necessária na ausência de disfunção tireoidiana. (0,02 p)


IV – Principal diagnóstico diferencial

O principal diagnóstico diferencial é o bócio difuso simples (bócio endêmico difuso) em fase inicial de nodularização. (0,05 p)

Outros diferenciais relevantes incluem tireoidite de Hashimoto em fase atrófica/nodular e carcinoma tireoidiano multicêntrico, porém a eutiroidia, a negatividade de anticorpos e o aspecto ultrassonográfico de nódulos coloides favorecem o bócio multinodular atóxico. (0,03 p)


V – Tratamento da moléstia


O tratamento de escolha nos casos com sintomas compressivos ou volume significativo é a
tireoidectomia total ou quase-total. (0,05 p)
A cirurgia alivia a compressão traqueal/esofágica e previne crescimento progressivo. (0,03 p)
Supressão com levotiroxina após a cirurgia mantém o TSH em valores baixos-normais, reduzindo o risco de recidiva. (0,02 p)
Observação clínica e ultrassonográfica seriada pode ser adotada em pacientes assintomáticos e de baixo risco. (0,02 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.05)




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