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A INSUFICIÊNCIA CORTICOSUPRARRENAL (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A insuficiência adrenocortical se subdivide em primária e secundária e pode se manifestar, clinicamente, de forma aguda ou crónica. A insuficiência adrenocortical secundária é causada pela deficiência do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) e/ou do hormônio liberador do ACTH (CRH), ao nível do hipotálamo-hipófise e resulta em atrofia adrenocortical, especialmente das camadas fasciculada e reticulada. A camada glomerular, produtora de aldosterona, por ser controlada principalmente pelo sistema renina-angiotensina, encontra-se preservada. A insuficiência adrenocortical primária é o resultado de afecções que  ocasionam destruição de 90% ou mais do córtex adrenal ou reduzida síntese esteróide, com consequente produção subnormal de cortisol, aldosterona e esteróides sexuais.

OBJETIVA: (1022612 votos)..........97.05% das questões objetivas receberam votos.
Em um paciente com rash cutâneo pigmentado em áreas expostas ao sol, língua vermelha e brilhante, diarreia, apatia, perda de memória e desorientação, a principal hipótese diagnóstica é déficit de:
A. tiamina
B. niacina
C. riboflavina
D. ácido ascórbico
E. piridoxina

  RATING: 2.89

Em um paciente com rash cutâneo pigmentado em áreas expostas ao sol, língua vermelha e brilhante, diarreia, apatia, perda de memória e desorientação, a principal hipótese diagnóstica é déficit de:

A. tiamina
INCORRETO: A deficiência de tiamina, também conhecida como vitamina B1, pode levar a uma série de sintomas devido ao seu papel essencial no metabolismo energético e na função nervosa. Os quadros clínicos associados à deficiência de tiamina incluem:
1. Beribéri: Existem duas formas principais de beribéri, dependendo dos sistemas do corpo que são mais afetados:
- Beribéri seco: Afeta principalmente o sistema nervoso. Os sintomas incluem neuropatia periférica, que se manifesta como uma sensação de formigamento, dormência ou dor nos pés e nas mãos. Pode evoluir para fraqueza muscular e atrofia, especialmente nas extremidades inferiores. A condição pode levar à dificuldade para caminhar e até paralisia parcial.
- Beribéri úmido: Afeta principalmente o sistema cardiovascular. Os sintomas incluem aumento dos batimentos cardíacos, inchaço devido a edema, e insuficiência cardíaca congestiva. Pode ocorrer dispneia (dificuldade para respirar) devido ao acúmulo de líquidos no corpo.

2. Síndrome de Wernicke-Korsakoff: É uma condição mais grave associada à deficiência de tiamina, frequentemente observada em pessoas com alcoolismo crônico. Consiste em duas fases:
- Encefalopatia de Wernicke: É uma emergência médica caracterizada por confusão mental, problemas de coordenação (ataxia) e movimentos oculares anormais (nistagmo). Se não tratada rapidamente com tiamina intravenosa, pode progredir para a síndrome de Korsakoff.
- Síndrome de Korsakoff: Caracteriza-se por problemas de memória severos, incapacidade de formar novas memórias e, muitas vezes, confabulação, onde a pessoa inventa histórias para preencher lacunas de memória. Muitas vezes, é um estágio irreversível da deficiência de tiamina.
Os sintomas iniciais da deficiência de tiamina podem incluir fadiga, irritabilidade e dores abdominais, o que pode dificultar o diagnóstico precoce. Populações em risco de deficiência de tiamina incluem pessoas com dietas restritas, condições de má absorção, ou aquelas que abusam de álcool.
O tratamento da deficiência de tiamina envolve a administração de suplementos de tiamina, frequentemente de forma oral ou intravenosa, dependendo da gravidade dos sintomas. Para prevenir a deficiência, é importante consumir uma dieta equilibrada, rica em grãos integrais, carnes magras, nozes e leguminosas, que são boas fontes de vitamina B1.

B. niacina
CORRETO : A pelagra (deficiência de niacina/B3) caracteriza-se por alterações na pele, no aparelho digestivo e no cérebro. O 12 sintoma é o aparecimento de zonas da pele simétricas avermelhadas que parecem queimaduras solares e se agravam quando são expostas à luz solar {fotossensibilidade). As alterações não desaparecem e podem tornar-se cor de café e escamosas. Aos sintomas cutâneos, seguem-se em geral perturbações gastrintestinais, como náuseas, perda do apetite e diarreia, malcheirosa e por vezes sanguinolenta, Todo o aparelho digestivo está afetado. O estômago pode não produzir suficiente ácido (acloridria) e a língua e a boca inflamam-se, ganhando cor escarlate e brilhante, A vagina também pode ser afetada. Finalmente, produzem-se alterações mentais, como cansaço, insônias e apatia; estes sintomas em geral precedem disfunção cerebral (encefalopatia) caracterizada por confusão, desorientação, alucinações, amnésia e inclusive psicose maníaco-depressiva.
C. riboflavina
INCORRETO : A deficiência de riboflavina é relativamente rara, mas pode ocorrer em populações com dieta inadequada. É uma vitamina essencial envolvida em várias funções metabólicas, incluindo o metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas. A deficiência pode levar a vários sinais e sintomas, incluindo:
1. Lesões na pele: Inclui dermatite seborreica, que pode aparecer como lesões escamosas e oleosas, geralmente ao redor do nariz, boca e orelhas.
2. Queilite angular: Inflamação e fissuras nos cantos dos lábios. Esse é um dos sinais mais característicos da deficiência de riboflavina.
3. Glossite: Inflamação da língua, que pode aparecer inchada e de cor avermelhada ou roxa.
4. Estomatite: Inflamação na boca e na garganta, levando a dor e desconforto ao comer ou falar.
5. Olhos vermelhos ou sensíveis à luz: Pode ocorrer devido à fotofobia e cansaço ocular.
6. Anemia: A deficiência pode contribuir para um tipo de anemia, uma vez que a riboflavina tem um papel no metabolismo do ferro e na produção de glóbulos vermelhos.
7. Problemas de crescimento: Especialmente em crianças, a deficiência pode afetar o crescimento e o desenvolvimento normais.
O diagnóstico é feito com base nos sintomas clínicos e pode ser confirmado por análises sanguíneas. O tratamento envolve a reposição de riboflavina através de suplementos vitamínicos e ajuste dietético. Fontes alimentares ricas em riboflavina incluem leite e derivados, ovos, carnes magras, folhas verdes escuras e cereais fortificados. Manter uma dieta balanceada geralmente previne a deficiência dessa vitamina.

D. ácido ascórbico
INCORRETO : A deficiência de vitamina C, também conhecida como ácido ascórbico, resulta em uma condição conhecida como escorbuto. A vitamina C é essencial para a síntese de colágeno, a absorção de ferro, a função imunológica e como antioxidante. A falta dessa vitamina pode levar a uma série de sintomas, que podem variar de leves a graves. O quadro clínico do escorbuto inclui:
1. Sintomas Iniciais:
- Fadiga e fraqueza, muitas vezes devido à diminuição da síntese de colágeno e do metabolismo energético.
- Irritabilidade e humor depressivo.

2. Sintomas na Pele e Tecido Conjuntivo:
- Pele áspera, seca e escamosa.
- Hemorragias subcutâneas, levando a petéquias (pequenos pontos vermelhos ou roxos) ou equimoses (manchas roxas maiores), devido à fragilidade capilar.
- Cicatrização prejudicada de feridas, cortes ou arranhões.
- Cabelo seco, quebradiço e enrolado em espiral.

3. Sintomas Musculoesqueléticos:
- Dor nas articulações e nos músculos.
- Inchaço e dor ao redor das articulações.

4. Sintomas Orais:
- Inflamação e sangramento das gengivas.
- Retração gengival, que ao longo do tempo pode levar à perda dos dentes.
- Úlceras na boca.

5. Sintomas Sistêmicos:
- Anemia, muitas vezes resultante da deficiência combinada de vitamina C e ferro, pois a vitamina C ajuda na absorção do ferro.
- Sistema imunológico enfraquecido, levando a maior suscetibilidade a infecções.

Nos estágios avançados do escorbuto, complicações graves podem ocorrer, incluindo:
- Hemorragia interna.
- Anemia severa.
- Insuficiência cardíaca.
O escorbuto foi historicamente comum entre marinheiros em longas viagens, onde a ingestão de alimentos frescos era limitada. Hoje, é raro, mas pode ocorrer em pessoas com uma dieta extremamente restrita ou em condições que afetam a absorção de nutrientes, como distúrbios gastrointestinais.
O tratamento para a deficiência de vitamina C é administrado por meio de suplementos vitamínicos e uma dieta rica em vitamina C. Alimentos como frutas cítricas, morangos, kiwis, pimentões, brócolis e tomate são excelentes fontes de vitamina C. Com tratamento adequado, os sintomas do escorbuto geralmente começam a melhorar dentro de dias e podem desaparecer completamente dentro de semanas.

E. piridoxina
INCORRETO : A deficiência de piridoxina, também conhecida como vitamina B6, pode resultar em uma variedade de sintomas, devido ao papel essencial que esta vitamina desempenha em numerosos processos biológicos, incluindo o metabolismo de aminoácidos, a produção de neurotransmissores e a síntese de hemoglobina. Os sintomas da deficiência de piridoxina podem incluir:
1. Sintomas Neurológicos:
- Neuropatia periférica: Sensações de formigamento, queimação ou dormência nas mãos e nos pés.
- Alterações de humor: Incluindo depressão, irritabilidade e confusão mental, devido à sua influência nos neurotransmissores.
- Convulsões: Em casos graves, a deficiência pode levar a crises convulsivas, especialmente em bebês.
2. Sintomas Dermatológicos:
- Dermatite seborréica: Lesões inflamadas e escamosas na pele, especialmente ao redor dos olhos, nariz e boca.
- Rachaduras nos lábios e comissuras dos lábios (queilite angular).
3. Sintomas Sistêmicos:
- Anemia microcítica: A deficiência de piridoxina pode prejudicar a síntese de hemoglobina, resultando em anemia caracterizada por células vermelhas do sangue menores que o normal.
- Cansaço e fraqueza: Devido à sua função na produção de hemoglobina e no metabolismo energético.
4. Sintomas Imunológicos:
- Sistema imunológico enfraquecido: A deficiência pode conduzir a uma resposta imune reduzida, aumentando a suscetibilidade a infecções.
A deficiência de piridoxina pode ser causada por ingestão inadequada, má absorção, uso de certas medicações (como isoniazida e penicilamina), alcoolismo ou condições genéticas raras que afetam o metabolismo da vitamina B6.
O tratamento da deficiência geralmente envolve a administração de suplementos de vitamina B6, ajustando a dose conforme a gravidade da deficiência e as necessidades individuais. Além disso, é importante assegurar a ingestão adequada de piridoxina através de uma dieta balanceada rica em alimentos como aves, peixes, batatas, grão-de-bico, bananas e cereais fortificados.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.89)

DISCURSIVA: (177574 votos) ..........98.78% das questões discursivas receberam votos.
Referente á ressuscitação neonatal na sala de parto responda ás seguintes questões abaixo:

(I) Qual é a frequência da massagem cardíaca na ressuscitação neonatal? (0,05 pontos)
(II) Como coordenar a massagem cardíaca com a ventilação com pressão positiva na ressuscitação neonatal? (0,1 pontos)
(III) Qual concentração de oxigênio deve ser utilizada na ventilação com pressão positiva durante a massagem cardíaca na ressuscitação neonatal? (0,1 pontos)
(IV) Quando verificar a evolução da frequência cardíaca do recém-nascido após o início da massagem cardíaca? (0,1 pontos)
(V) Quando interromper a massagem cardíaca? Qual o próximo passo depois de interromper a massagem cardíaca? (0,15 pontos)

RATING: 2.98

Referente á ressuscitação neonatal na sala de parto responda ás seguintes questões abaixo:

(I) Qual é a frequência da massagem cardíaca na ressuscitação neonatal? (0,05 pontos)
(II) Como coordenar a massagem cardíaca com a ventilação com pressão positiva na ressuscitação neonatal? (0,1 pontos)
(III) Qual concentração de oxigênio deve ser utilizada na ventilação com pressão positiva durante a massagem cardíaca na ressuscitação neonatal? (0,1 pontos)
(IV) Quando verificar a evolução da frequência cardíaca do recém-nascido após o início da massagem cardíaca? (0,1 pontos)
(V) Quando interromper a massagem cardíaca? Qual o próximo passo depois de interromper a massagem cardíaca? (0,15 pontos)

(I) Qual é a frequência da massagem cardíaca na ressuscitação neonatal?
R: A massagem deve ser feita na frequência de 90 compressões por minuto. (0,05 p)

(II) Como coordenar a massagem cardíaca com a ventilação com pressão positiva na ressuscitação neonatal?
Massagem Coordenada à Ventilação: 3 movimentos de massagem (0,05 p) + 1 ventilação (0,05 p)

(III) Qual concentração de oxigênio deve ser utilizada na ventilação com pressão positiva durante a massagem cardíaca na ressuscitação neonatal?
Ao iniciar a massagem cardíaca, aumentar (0,05 p) a concentração de oxigênio para 100% (0,05 p)

(IV) Quando verificar a evolução da frequência cardíaca do recém-nascido após o início da massagem cardíaca?
Esperar 60 segundos depois do início da massagem cardíaca coordenada à ventilação (0,05 p) , antes de pausar brevemente (0,05 p) os procedimentos para reavaliar a frequência cardíaca.

(V) Quando interromper a massagem cardíaca? Qual o próximo passo depois de interromper a massagem cardíaca?
Interromper a massagem cardíaca quando a frequência cardíaca for 60 bpm ou mais. (0,05 p)
Uma vez interrompida a massagem cardíaca, continuar a ventilação com pressão positiva (0,05 p) na frequência de 40 a 60 respirações/minuto (0,05 p).

FONTE:
Manual de Reanimação Neonatal da Academia Americana de Pediatria - 7ª edição

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.98)

CASO CLINICO: (206974 votos)..........98.98% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo feminino, 70 anos, diabética e com DPOC, com início dos sintomas há 2 dias, febre alta, tosse produtiva com expectoração amarelada, dor torácica e dispneia. Apresentou três episódios de vômitos há 24 horas. Ao exame físico, apresenta-se agitada, levemente desidratada, taquipneica (FR – 33 irm), taquicárdica (FC – 122 bpm) e com PA 90 × 60 mmHg. Estertores crepitantes na base pulmonar direita. Exames complementares: Ureia – 60 mg/dL; Creatinina – 1,2 mg/dL; Leucócitos – 4000; Sat. O2 < 90% com oxigênio em cateter nasal a 5 L/min.
1) Essa paciente tem indicação para internação? Em que nível de complexidade? Explique o sistema de escore britânico CURP-65, usado para indicar gravidade e o local de tratamento. (0,18 pontos)
2) Quais os agentes etiológicos mais frequentes em pneumonia aguda em pacientes tratados ambulatorialmente, internados em enfermaria e internados em UTI? (0,19 pontos)
3) Qual o esquema antimicrobiano indicado nesta paciente? Justifique. (0,13 pontos)


RATING: 3.11

1) Essa paciente tem indicação para internação? Em que nível de complexidade? Explique o sistema de escore britânico Curp-65, usado para indicar gravidade e o local de tratamento.
Sim. (0,01 p)
UTI: (0,01 p)
Escore de 6 pontos, no qual cada item anormal pontua uma unidade. (0,01 p)
Escore 0 e 1, se apenas a idade pontuar → tratamento domiciliar. (0,01 p)
Escore > 1 → tratamento internado. (0,01 p)
C = Confusão mental (nível de consciência) (0,01 p)
U = Ureia > 50 mg/dL (0,01 p)
R = FR > 30 irpm (0,01 p)
P = PAS < 90 mmHg (0,01 p)
P= PAD ≤ 60 mmHg (0,01 p)
65 = Idade acima de 65 anos. (0,01 p)
Deve-se considerar ainda a presença de comorbidades descompensadas (CPOC; ICC; I. hepática, I. renal, Neoplasia) (0,01 p); extensão da pneumonia no RX Tórax (0,01 p) e na saturação arterial do oxigênio (0,01 p) e fatores psicossociais que possam interferir no tratamento e indicar internação. (0,01 p)
Sinais de gravidade:
Sat. OO2 ≤ 90% sem oxigenioterapia (0,01 p) e o mesmo resultado com oxigenioterapia indicação de UTI (0,01 p)
Leucócitos < 4000 → prognóstico ruim. (0,01 p)
2) Quais os agentes etiológicos mais frequentes em pneumonia aguda em pacientes tratados ambulatoriamente, internados em enfermaria e internados em UTI?
- PAC Ambulatorial (leve) (0,01 p): Streptococos pneumoniae (0,01 p); Mycoplasma pneumoniae (0,01 p); Chlamydophila pneumoniae (0,01 p); Vírus respiratórios (influenza, adenovírus, vírus sincicial respiratório, para-influenza e coronavírus) (0,01 p); Haemaphylos influenzae. (0,01 p)
- PAC internados em enfermarias (0,01 p): Streptococos pneumoniae (0,01 p); Mycoplasma pneumoniae (0,01 p); Chlamydia pneumoniae (0,01 p); Vírus respiratórios (0,01 p); Haemaphylos influenzae (0,01 p); Legionelha Spp (0,01 p).
- PAC internados (UTI) (0,01 p): Streptococos pneumoniae (0,01 p); Bacilos gram negativos (0,01 p); Haemaphylus influenzae (0,01 p); Legionella spp (0,01 p); S. aereus (0,01 p).
3) Qual o esquema antimicrobiano indicado nesta paciente? Justifique.
Betalactâmico com inibidor da betalactamase ou clindamicina.
Justificativa: Por ser paciente grave, com evolução desfavorável e com história de vômitos, podendo ter broncoaspirado com possibilidade de infecção por anaeróbios e gram-negativo da flora da boca. A associação de betalactâmicos com aminoglicosídeos e um agente para cobertura de bacteróides Fragillis, embora possa dar uma cobertura antimicrobiana, deverá ser evitada pelo risco de nefrotoxicidade em uma paciente idosa, diabética e com lesão renal prévia. (0,13 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.11)




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