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INSUFICIÊNCIA VALVULAR PULMONAR E AUSÊNCIA CONGÊNITA DA VÁLVULA PULMONAR (CARDIOPATIAS CONGÊNITAS REGURGITANTES ACIANOTICAS) (ÁREA DE PEDIATRIA)

Trata-se, grosso modo, de incompetência de válvula pulmonar.

Isolado, é um defeito muito raro (esses pacientes geralmente são assintomáticos, pois a insuficiência quase sempre é leve). A insuficiência valvar pulmonar isolada geralmente é bem tolerada e não precisa de tratamento cirúrgico.

Acompanhando, sim, pode ser encontrada junto com outras doenças cardiovasculares ou pode ser secundária a uma hipertensão pulmonar grave.


OBJETIVA: (1398665 votos)..........95.29% das questões objetivas receberam votos.
Um lactente de 5 meses, previamente hígido, é levado ao pronto-socorro com história de febre (38 ºC) há 3 dias, acompanhada de tosse, coriza e irritabilidade. Há 1 dia, vem apresentando vômitos, palidez cutânea e sudorese. Ao exame físico, FR = 45 rpm, FC = 190 bpm (em repouso), Tax = 37,2 °C, sopro cardíaco (1 + /6 +), fígado a 3 cm do rebordo costal direito e ausculta pulmonar que mostra estertores subcrepitantes e ausência de sibilos. A radiografia de tórax, por sua vez, mostra cardiomegalia e congestão hilar moderada. O diagnóstico mais provável é:
A. taquicardia supraventricular
B. endocardite bacteriana subaguda
C. miocardite aguda
D. insuficiência cardíaca congestiva secundária a pneumonia bacteriana
E. bronquiolite por vírus sincicial respiratório

  RATING: 3.19

Um lactente de 5 meses, previamente hígido, é levado ao pronto-socorro com história de febre (38 ºC) há 3 dias, acompanhada de tosse, coriza e irritabilidade. Há 1 dia, vem apresentando vômitos, palidez cutânea e sudorese. Ao exame físico, FR = 45 rpm, FC = 190 bpm (em repouso), Tax = 37,2 °C, sopro cardíaco (1 + /6 +), fígado a 3 cm do rebordo costal direito e ausculta pulmonar que mostra estertores subcrepitantes e ausência de sibilos. A radiografia de tórax, por sua vez, mostra cardiomegalia e congestão hilar moderada. O diagnóstico mais provável é:

A. taquicardia supraventricular
INCORRETO: Embora cause taquicardia paroxística (frequentemente >200 bpm em lactentes), é uma arritmia primária sem febre prodrômica ou sinais infecciosos, e não explica cardiomegalia, congestão hilar ou hepatomegalia, que indicam disfunção contrátil. Tipicamente, responde a manobras vagais ou adenosina, sem estertores pulmonares ou sopro, como destacado em guidelines da European Society of Cardiology (ESC). O quadro infeccioso inicial e a evolução para ICC não se alinham com essa etiologia isolada.
B. endocardite bacteriana subaguda
INCORRETO : A endocardite bacteriana subaguda é rara em lactentes hígidos sem cardiopatia congênita subjacente ou cateteres venosos, requerendo bacteremia prolongada (ex.: por Streptococcus viridans). Apresenta febre persistente, esplenomegalia, petéquias e sopros mais intensos por vegetações valvares, não taquicardia isolada ou congestão pulmonar sem embolia. A radiografia não mostra infiltrados focais típicos de embolização séptica, e estudos como os da Infectious Diseases Society of America (IDSA) enfatizam que endocardite subaguda tem curso insidioso, incompatível com o início agudo viral aqui descrito.
C. miocardite aguda
CORRETO : A miocardite aguda, frequentemente de etiologia viral (como por enterovírus, adenovírus ou parvovírus B19), é uma inflamação miocárdica que compromete a contratilidade ventricular, levando a insuficiência cardíaca congestiva (ICC) em lactentes. No caso apresentado, o quadro inicia com sintomas prodrômicos virais (febre, tosse, coriza e irritabilidade por 3 dias), evoluindo para sinais de ICC (vômitos, palidez, sudorese, taquicardia sinusal em repouso a 190 bpm — acima do normal para a idade, que é < 160 bpm —, hepatomegalia por congestão venosa e estertores subcrepitantes indicativos de edema pulmonar). O sopro cardíaco suave (1 + /6 +) sugere regurgitação valvar secundária à dilatação ventricular, e a radiografia com cardiomegalia e congestão hilar reforça a disfunção miocárdica esquerda. Estudos epidemiológicos, como os da American Heart Association (AHA) e meta-análises na revista Pediatrics, demonstram que miocardite viral representa até 20-30 % dos casos de ICC súbita em lactentes previamente hígidos após infecções respiratórias, com mortalidade de até 25 % se não tratada precocemente com suporte inotrópico e imunossupressão seletiva. A ausência de sibilos e a defervescência parcial (Tax = 37,2 °C) apontam contra infecção respiratória primária ativa, priorizando a miocardite como causa principal.
D. insuficiência cardíaca congestiva secundária a pneumonia bacteriana
INCORRETO : Embora pneumonia possa sobrecarregar o coração em lactentes (por hipoxemia ou sepse), o quadro carece de sinais de infecção bacteriana focal (ex.: febre alta persistente, sibilos, infiltrados lobares no RX), apresentando em vez disso congestão hilar difusa e estertores subcrepitantes sugestivos de edema cardiogênico, não pneumônico. A ausência de leucocitose ou outros dados laboratoriais (não mencionados, mas implícitos) e o histórico viral inicial priorizam miocardite primária sobre ICC secundária, conforme evidenciado em revisões na revista The Lancet Infectious Diseases, onde pneumonia bacteriana tipicamente não causa cardiomegalia isolada sem consolidação pulmonar evidente.
E. bronquiolite por vírus sincicial respiratório
INCORRETO : Embora comum em lactentes <6 meses com tosse, coriza e febre baixa, manifesta-se com sibilos, taquipneia marcada (>60 rpm) e hipoxemia, não taquicardia sinusal extrema ou sinais de ICC como hepatomegalia e cardiomegalia. Os estertores subcrepitantes podem ocorrer, mas a congestão hilar seria por hiperinsuflação, não edema cardiogênico, e o sopro cardíaco é atípico. Guidelines da American Academy of Pediatrics (AAP) destacam que bronquiolite raramente causa disfunção miocárdica primária, e a evolução para vômitos e palidez sugere complicação cardíaca além da respiratória pura.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.19)

DISCURSIVA: (195905 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
I. Enumere as patologias causadoras de hemorragia do 3º trimestre (0,3 pontos).
II. Enumere os termos da definição da hemorragia pós-parto.(0,1 pontos)
III. Conduta em caso de placenta prévia na gestação pré-termo com hemorragia grave (0,1 pontos)


RATING: 2.97

I. Enumere as patologias causadoras de hemorragia do 3º trimestre (0,3 pontos).
II. Enumere os termos da definição da hemorragia pós-parto.(0,1 pontos)
III. Conduta em caso de placenta prévia na gestação pré-termo com hemorragia grave (0,1 pontos)

(I) Enumere as patologias causadoras de hemorragia do 3º trimestre (0,3 pontos). R: As principais são:
• Placenta prévia 0,03 p
• Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) 0,03 p
• Ruptura de seio marginal 0,03 p
• Ruptura de vasa prévia 0,03 p
• Lesões cervicais 0,03 p, cervicites 0,03 p, pólipos 0,03 p e Ca de colo uterino 0,03 p
• Lesões vaginais 0,03 p e vulvares 0,03 p

(II) Enumere os termos da definição da hemorragia pós-parto.(0,1 pontos)
R: Emergência obstétrica (0,025 p) com perda de sangue de mais de 500 ml (0,025 p) no parto vaginal e 1.000 ml na cesárea (0,025 p), nas primeiras 24 horas após o parto (0,025 p).

(III) Conduta em caso de placenta prévia na gestação pré-termo com hemorragia grave.
R: Deve-se evitar o toque vaginal(0,025 p). Quando realizado, exige ambiente onde seja possível realizar uma intervenção de emergência.(0,025 p) Gestação pré-termo com hemorragia grave comporta resolução do parto por cesárea(0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

CASO CLINICO: (228024 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo feminino 59 anos, chega ao PS com hemiparesia esquerda há 1 hora. História de diabetes e HAS, com tratamento irregular com uso de daonil e hidroclortiazida. PA = 160 x 100 mmHg, P = 72/min (irregular) Bulhas arrítmicas, sem sopros, ausculta pulmonar limpa Glasgow = 15, com hemiparesia completa á esquerda Dextro: 230 mg/ dL. Apresenta ainda o ECG abaixo:

1) Qual é a hipótese diagnóstica? - 0,125 pontos
2) Que alteração está presenta na eletrocardiograma?- 0,125 pontos
3) Qual é o primeiro exame a ser utilizado, na emergência ainda?- 0,125 pontos
4) Qual é a medicação mais utilizada para prevenir episódios similares?- 0,125 pontos


RATING: 2.65

1) Qual é a hipótese diagnóstica?
Acidente vascular cerebral.(0,125 p)
DISCUSSÃO: Paciente deu entrada no serviço com quadro de déficit neurológico localizatório (hemiparesia á esquerda) de aparecimento súbito situação na qual o AVC é a principal suspeita clínica, o déficit é dependente da região afetada e classicamente os pacientes apresentam quadros de hemiparesias em sua apresentação. Caso o paciente apresente regressão dos sintomas em menos de 24 horas este será um caso de ataque isquêmico transitório,mas a maioria dos déficits nestes casos apresenta reversão na primeira hora.
2) Que alteração está presenta na eletrocardiograma?
Fibrilação atrial.(0,125 p)
Discussão : ECG demonstra intervalo R-R irregular sem ondas P precedendo os complexos QRS caracterizando a presença de fibrilação atrial. 3) Qual é o primeiro exame a ser utilizado, na emergência ainda?
A tomografia de crânio sem contraste.(0,125 p)
Discussão: O paciente apresenta como principal hipótese diagnostica um quadro de AVC isquêmico.deve-se descartar com maior urgência a presença de sangramento.O AVC isquêmico apresenta-se com área hipoatenuante,porém nas primeiras horas pode estar normal ou com sinais de alterações sutis como leve apagamento de sulcos cerebrais e tênue hipoatenuação de gânglios da base. 4) Qual é a medicação mais utilizada para prevenir episódios similares?
Anticoagulação oral com warfarin. (0,125 p)
Discussão: O paciente apresenta provável fonte cárdio-embólica do AVC devido a fibrilação atria.O objetivo é manter o INR entre 2,0 e 3,0. A anticoagulação com warfarin deve ser realizada com warfarin em pacientes com FA caso apresentam as indicações abaixo:
- Idade maior que 75 anos (embora boa parte da literatura recomende anticoagulação á partir dos 65 anos)
- AVC prévio
- Doença reumática
- Insuficiência cardíaca
- HAS
- Diabetes mellitus (embora exista alguma controvérsia da anticoagulação nestes pacientes.se é ou não uma indicação definitiva de anticoagulação).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.65)




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