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ESTENOSE MITRAL CONGÊNITA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Trata-se duma anomalia rara, que pode ser isolada ou associada a outros defeitos. As associações mais comuns são a estenose aórtica e a coarctação da aorta.

Os defeitos estenoticos encontrados são:

  • valva mitral afunilada
  • valva mitral com folhetos espessados
  • valva mitral com cordoalhas tendíneas encurtadas e deformadas
  • valva mitral em pára-quedas
  • valva mitral com duplo orifício.

A estenose mitral congênita supravalvar é uma anomalia rara, descrita por Fisher 1 em 1902, e caracterizada, anatomicamente, pela presença de uma membrana fibrosa circunferencial que recobre a valva mitral. Essa membrana apresenta um ou dois pequenos orifícios, obstruindo o fluxo de saída do átrio esquerdo. A valva mitral subjacente pode ser normal ou deformada.

OBJETIVA: (1160149 votos)..........99.33% das questões objetivas receberam votos.
Um menino de 5 anos chega ao pronto-socorro com história de febre e tosse há 2 dias, com recusa alimentar e hipoatividade há 1 dia. Ao exame físico, apresenta-se prostrado, sonolento, taquidispneico, taquicárdico, afebril, com pulsos finos, enchimento capilar de 5 segundos e PA = 60x30mmHg. Na ausculta de aparelho respiratório, apresenta sopro tubário no hemitórax esquerdo. Foram realizados 3 bolus com 20 ml/kg de soro fisiológico, sem melhora clínica.
O diagnóstico adequado e a droga mais adequada são, respetivamente:
A. sepse - dopamina em dose dopaminérgica
B. choque séptico - adrenalina
C. sepse grave - vasopressina
D. disfunção de múltiplos órgãos - milrinona
E. pneumonia sem critérios para definição de sepse - noradrenalina

  RATING: 3.38

Um menino de 5 anos chega ao pronto-socorro com história de febre e tosse há 2 dias, com recusa alimentar e hipoatividade há 1 dia. Ao exame físico, apresenta-se prostrado, sonolento, taquidispneico, taquicárdico, afebril, com pulsos finos, enchimento capilar de 5 segundos e PA = 60x30mmHg. Na ausculta de aparelho respiratório, apresenta sopro tubário no hemitórax esquerdo. Foram realizados 3 bolus com 20 ml/kg de soro fisiológico, sem melhora clínica.
O diagnóstico adequado e a droga mais adequada são, respetivamente:

A. sepse - dopamina em dose dopaminérgica
INCORRETO: O diagnóstico vai além de sepse simples (que é infecção + SIRS); aqui há choque refratário a fluidos, o que configura choque séptico. Além disso, a dopamina em dose dopaminérgica (baixa, tipicamente 1-5 mcg/kg/min) é usada para efeitos renais e diuréticos, não para suporte vasopressor em choque grave. Em pediatria, doses mais altas de dopamina poderiam ser consideradas, mas não é a primeira linha atual, e a dose especificada aqui não é adequada para o quadro de hipoperfusão.
B. choque séptico - adrenalina
CORRETO : Esse caso descreve uma criança com sinais claros de infecção provável (febre, tosse e sopro tubário no hemitórax esquerdo, que sugere consolidação pulmonar compatível com pneumonia) associada a uma resposta inflamatória sistêmica (taquipneia, taquicardia) e hipotensão persistente apesar de reposição volêmica agressiva (3 boluses de 20 ml/kg de soro fisiológico sem melhora). Isso preenche os critérios para choque séptico, que é definido como sepse com hipotensão refratária a fluidos, acompanhada de sinais de hipoperfusão (pulsos finos, enchimento capilar prolongado de 5 segundos, prostração e sonolência). De acordo com as diretrizes do Surviving Sepsis Campaign e protocolos pediátricos (como os da American Heart Association), após falha na reposição volêmica, o tratamento envolve vasopressores/inotrópicos. A adrenalina (epinefrina) é a droga de escolha inicial em choque séptico pediátrico 'frio' (como nesse caso, com hipoperfusão periférica), pois atua como inotrópico e vasopressor, melhorando o débito cardíaco e a perfusão tecidual. Ela é preferida nesse cenário para estabilizar hemodinamicamente enquanto se inicia antibioticoterapia empírica.
C. sepse grave - vasopressina
INCORRETO : Sepse grave é uma terminologia antiga (pré-2016); hoje usamos sepse e choque séptico. O quadro é choque séptico, não apenas sepse. A vasopressina é um vasopressor de segunda linha, usado em casos refratários a catecolaminas (como noradrenalina ou adrenalina), especialmente em choque vasodilatador persistente. Não é a escolha inicial aqui, onde precisamos de suporte inotrópico rápido.
D. disfunção de múltiplos órgãos - milrinona
INCORRETO : Embora haja envolvimento respiratório (pneumonia) e cardiovascular (choque), não há evidência clara de falência de múltiplos órgãos (como renal, hepático ou neurológico além da sonolência). O diagnóstico principal é choque séptico. A milrinona é um inibidor de fosfodiesterase usado como inotrópico em disfunção cardíaca (ex.: choque cardiogênico ou falência miocárdica), mas não é a primeira escolha em choque séptico infeccioso, onde vasopressores como adrenalina são priorizados.
E. pneumonia sem critérios para definição de sepse - noradrenalina
INCORRETO : Há, sim, critérios para sepse: infecção suspeita (pneumonia) + SIRS (febre inicial, taquipneia, taquicardia) e progressão para choque. Não é apenas pneumonia isolada. A noradrenalina é um vasopressor eficaz em choque séptico 'quente' (vasodilatador), mas em pediatria, especialmente em choque frio como esse, a adrenalina é preferida como primeira linha devido ao seu efeito inotrópico mais pronunciado. A noradrenalina poderia ser uma alternativa, mas não se encaixa no diagnóstico proposto nessa opção.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.38)

DISCURSIVA: (184130 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Responda ás seguintes questões:
1) Qual é a causa mais comum de dor de ouvido na criança pequena? (0,25 pontos)
2) O que é a miringite bolhosa e como é feito o diagnostico? (0,25 pontos)


RATING: 2.94

Responda ás seguintes questões:
1) Qual é a causa mais comum de dor de ouvido na criança pequena? (0,25 pontos)
2) O que é a miringite bolhosa e como é feito o diagnostico? (0,25 pontos)

1) A otite media aguda, infecção bacteriana ou viral, associando-se a dor (otalgia) e febre. - 0,25 p.
2) É uma infecção da membrana timpanica cuja caracteristica é a formação de bolhas na sua superficie. Streptococcus pneumoniae, Haemophilus e Mycoplasma são agentes comuns. - 0,25 p

FONTE:

Segredos em emergência pediatrica - Steven M. Selbst MD, Kate Cronan MD

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

CASO CLINICO: (214829 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Homem de 48 anos, raça negra, se apresenta no plantão da noite acusando dor intensa que apareceu de repente, retroesternal. Os parentes que acompanham-lhe relatam que a ela foi tão forte que 'desmaiou de tanta dor'. Apresenta dispnéia expiratoria com taquipneia, tosse com hemoptise e hemiplegia esquerda. A pele do rosto do paciente está umida e gelada. PA = 240/130 mm Hg, o pulso radial e fraco, quase impalpavel. O paciente tomou um comprimido de nifedipina e um de isocordil, mas nada melhorou.
1) Qual é a primeira suspeita? (0,1 pontos)
2) O traçado E. C. G. e o Rx estão abaixo. Quais são as modificações eletricas e radiologicas e qual é o diagnóstico sugerido? (0,1 pontos)

3) Qual é o tratamento imediato, sendo que a suspeita vascular se confirma? (0,3 pontos)


RATING: 2.99

1) Qual é a primeira suspeita?
A primeira suspeita seria uma dissecção de aorta, havendo hipertensão sistolo-diastólica. Os fenômenos vaso-vagais (transpirações geladas, desmaio, fraqueza) não são específicos - 0,1 p
DISCUSSÂO:
Dor intensa retrosternal com caráter lancinante pode aparecer no infarto de miocárdio, mas neste caso ela apareceu de repente (em IMA tem caráter progressivo).
Embolia pulmonar ou pneumotórax espontâneo poderiam entrar em discussão, por causa da dor brusca + hemoptise, mas raramente evoluem com dor retrosternal - geralmente a dor e torácica, com caráter de pontada.
2) Quais são as modificações elétricas e radiológicas e qual é o diagnóstico sugerido?
A electrocardiografia pode ate sugerir um infarto, sendo as modificações: ST supradenivelada em II, III, AVF, e subdenivelação 'em espelho' do ST nas derivações I, aVL, V6. O diagnostico poderia ser de infarto agudo de miocárdio, mais considerando a sintomatologia (dor surgida de repente, ausência do pulso, o carácter da dor) ainda não podemos eliminar a possibilidade da dissecção de aorta, especialmente porque se for dissecção coronariana associada o EKG teria mesmo modificações de tipo infartoide. - 0,05 p
A radiografia de tórax, obtida no leito, e sugestiva de cardiomegalia e alargamento do mediastino, observando-se ainda ateroma calcificado na croça da aorta, projetando-se a 2 cm do bordo externo do vaso, sugerindo dupla luz aórtica Praticamente, confirma-se a suspeita de dissecção aortica tipo A Stanford (com envolvimento da aorta ascendente). - 0,05 p
3) Qual é o tratamento imediato, sendo que a suspeita vascular se confirma?
Tratamento Clínico - Terapêutica anti-impulso.
1) Metoprolol 5 mg EV a cada 5 min até 15 a 20 mg,- 0,06 p Propranolol 1 mg de 5/5 min até 6 doses, s/n repetir de 2/2h.- 0,06 p
2) Nitroprussiato de Sódio 0,5 a 5 ug/kg/min (manter PA média de 60-70 mmhg).- 0,06 p
Deve-se ter como meta: o controle de pressão arterial e da dor, com parada do processo de dissecção. - 0,06 p
Se PA estiver muito baixa sem medicação pensar em tamponamento pericárdico. - 0,06 p.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.99)




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