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PARASITOSES INTESTINAIS NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Os parasitas intestinais estão entre os patógenos mais freqüentemente encontrados em seres humanos. Dentre os helmintos, os mais freqüentes são os nematelmintos Ascaris lumbricoides e Trichuris trichiura e os ancilostomídeos Necator americanus e Ancylostoma duodenale. Dentre os protozoários, destacam-se Entamoeba histolytica e Giardia duodenalis.

  • Estima-se que cerca de 1 bilhão de indivíduos em todo mundo alberguem Ascaris lumbricoides, sendo apenas pouco menor o contigente infestado por Trichuris trichiura e pelos ancilostomídeos.
  • Estima-se, também, que 200 e 400 milhões de indivíduos, respectivamente, alberguem Giardia duodenalis e Entamoeba histolytica.

OBJETIVA: (1151775 votos)..........99.4% das questões objetivas receberam votos.
Um homem de 42 anos de idade apresenta o seguinte achado ao exame físico.

Todas as condições seguintes estão associadas a esse achado, EXCETO:
A. Doença pulmonar obstrutiva crônica
B. Cardiopatia congênita cianótica
C. Fibrose cística
D. Carcinoma hepatocelular
E. Hipertireoidismo

  RATING: 3.09

Um homem de 42 anos de idade apresenta o seguinte achado ao exame físico.

Todas as condições seguintes estão associadas a esse achado, EXCETO:

A. Doença pulmonar obstrutiva crônica
CORRETO: O achado apresentado acíma consiste em baqueteamento dos dedos. O baqueteamento ocorre nas porções distais dos dedos das mãos e caracteriza-se por alargamento das pontas dos dedos, convexidade do contorno das unhas e perda do ângulo normal de 15° entre a parte proximal da unha e a cutícula. Clinicamente, pode ser algumas vezes difícil assegurar a presença de baqueteamento. Uma abordagem ao diagnóstico de baqueteamento consiste em medir o diâmetro do dedo na base da unha e na ponta em todos os 10 dedos. Para cada dedo, determina-se uma razão entre a base da unha e a ponta do dedo. Se a soma dos 10 dedos for superior a 1, indica a presença de baqueteamento. Uma abordagem mais simples é solicitar ao indivíduo que coloque as superfícies dorsais das partes distais dos quatro dedos de cada mão juntas. No indivíduo normal, deve haver um espaço entre os dedos em forma de losango. Esse espaço é obliterado no indivíduo que apresenta baqueteamento. O baqueteamento ocorre mais comumente na doença pulmonar avançada, particularmente na bronquiectasia, fibrose cística e doenças pulmonares intersticiais, como a sarcoidose ou a fibrose pulmonar idiopática. O baqueteamento foi originalmente descrito em indivíduos com empiema e também pode ocorrer em infecções pulmonares crônicas incluindo abscesso pulmonar, tuberculose ou infecções fúngicas. As lesões vasculares pulmonares e o câncer de pulmão também estão associados ao baqueteamento. Entretanto, a doença pulmonar obstrutiva crônica não causa baqueteamento. Entretanto, as causas de baqueteamento não se limitam exclusivamente ao sistema pulmonar.
B. Cardiopatia congênita cianótica
INCORRETO : O baqueteamento pode ser uma condição familiar benigna e também está associado a uma variedade de outros distúrbios, incluindo cardiopatia congênita cianótica
C. Fibrose cística
INCORRETO : O baqueteamento pode ser uma condição familiar benigna e também está associado a uma variedade de outros distúrbios, incluindo cardiopatia congênita cianótica, endocardite bacteriana subaguda, doença de Crohn, colite ulcerativa, doença celíaca e câncer de esôfago, fígado, intestino delgado e intestino grosso. No hipertireoidismo não tratado, pode ocorrer baqueteamento em associação à periostite, em uma condição denominada acropaquia tireoidiana. Embora essas numerosas associações clínicas tenham sido descritas durante muitos séculos, a causa do baqueteamento permanece desconhecida.
D. Carcinoma hepatocelular
INCORRETO : O baqueteamento pode ser uma condição familiar benigna e também está associado a uma variedade de outros distúrbios, incluindo câncer de esôfago, fígado, intestino delgado e intestino grosso.
E. Hipertireoidismo
INCORRETO : No hipertireoidismo não tratado, pode ocorrer baqueteamento em associação à periostite, em uma condição denominada acropaquia tireoidiana. Embora essas numerosas associações clínicas tenham sido descritas durante muitos séculos, a causa do baqueteamento permanece desconhecida.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.09)

DISCURSIVA: (183375 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Em relação ao câncer de pulmão responda as questões abaixo:

1) Descreva detalhadamente o quadro clínico (história e exame físico) - 0,125 pontos
2) Descreva os exames complementares que podem ser realizados para a obtenção do diagnóstico histopatológico - 0,125 pontos
3) Quais as classificações atualmente utilizadas (clínica e histopatologica) - 0,125 pontos
4) Descreva o estadiamento utilizado - 0,125 pontos


RATING: 2.96

Em relação ao câncer de pulmão responda as questões abaixo:

1) Descreva detalhadamente o quadro clínico (história e exame físico) - 0,125 pontos
2) Descreva os exames complementares que podem ser realizados para a obtenção do diagnóstico histopatológico - 0,125 pontos
3) Quais as classificações atualmente utilizadas (clínica e histopatologica) - 0,125 pontos
4) Descreva o estadiamento utilizado - 0,125 pontos

1) Descreva detalhadamente o quadro clínico (história e exame físico)

Pacientes com 45 anos de idade ou mais, sexo masculino, tabagista de longa data, com piora ou aparecimento de sintomas respiratórios ou torácicos (dor torácica, dispnéia, tosse seca, tosse produtiva, hemoptoicos, hemoptise, arritmias cardíacas). Aparecimento de sinais e sintomas sistêmicos: síndromes paraneoplasicas, emagrecimento, nódulos cutâneos, baqueteamento digital, infecção pulmonar única ou recorrente, nódulos ou linfonodos supraclaviculares, sinais e sintomas de metástase a distância por via hematogênica para ossos, cérebro, fígado e suprarrenais. (0,125 p)

2) Descreva os exames complementares que podem ser realizados para a obtenção do diagnóstico histopatológico
  • Broncofibroscopia;
  • Biópsia Tumoral Transparietal dirigida por tomografia computadorizada de tórax (pulmonar, hepática, óssea, outras);
  • Biópsia de linfonodo supraclavicular ;
  • Biópsia de linfonodo mediastinal por mediastinoscopia, videotoracoscopia, mediastinotomia ou toracotomia;
  • Biópsia de pleura com agulha de Cope;
  • Biópsia pleural por toracoscopia (cirurgia videoassistida);
  • Ressecção das metástases (quando existirem e quando passiveis de ressecção);
  • Biópsia de nódulo cutâneo. (0,125 p)
3) Quais as classificações atualmente utilizadas (clínica e histopatologica)

(I) Classificação clínica:
  • tumores de pulmão não pequenas células
  • tumores de pulmão pequenas células (oat cell carcinoma)
(II) Classificação histopatologica:
  • Tumor de pulmão pequenas células
  • Carcinoma de pequenas células
  • Tumor de pulmão não pequenas células
  • Carcinoma espinocelular
  • Adenocarcinoma
  • Carcinoma de grandes células
  • Tumores neuroendócrinos
  • Tumores mistos (0,125 p)
4) Descreva o estadiamento utilizado
  • Estágio I: Tumor menor que 3,0 cm, envolto por pulmão, sem metástases;
  • Estágio II: Tumor maior que 3,0 cm com linfonodos hilares ou mediastinais comprometidos;
  • Estágio III: Tumor maior que 3,0 cm com linfonodos mediastinais comprometidos (homo ou contralaterais), invasão de parede torácica ou estruturas mediastinais não vitais;
  • Estágio IV: Tumor de pulmão com metástase a distância. (0,125 p)

FONTE:

SABISTON - TRATADO DE CIRURGIA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

CASO CLINICO: (214037 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
E.O.S. , sexo feminino , 3 meses , negra ,natural e procedente de Salvador - BA
QP: tosse e dispnéia há 2 dias
HMA : criança vinha bem quando há 2 dias passou a cursar com tosse seca e desconforto respiratório. Nega febre, vômitos, obstrução nasal ou coriza.. Refere diminuição da ingesta alimentar e irritabilidade neste período. Procurou assistência médica em Unidade de Saúde Leite materno exclusivo até 1 mês. Após esse período foi introduzido Leite Ninho + Cremogema. Recebeu as 2 doses de BCG e Hepatite B, além da 1ª dose de HIB, Polio e DPT. AM : nega alergias,cirurgia, internamentos,acidentes ou episódios de dispnéia anteriores.  Moradia própria com saneamento básico, onde residem 4 pessoas. Renda familiar de R$ 200,00. Em REG e N, afebril, ativa, descorada ++/IV, hidratada, acianótica, anictérica, taquidispnéica com TIC e TSD Peso: 5040 g (p 10-25) FR : 55 ipm FC : 125 bpm. MV rude, com sibilos expiratórios difusos bilaterais, estertores grosseiros, móveis , bilaterais AUSCULTA CV : BRNF em 2T sem sopros ABDÔMEN : plano, flácido, indolor. Fígado palpável a 3cm do RCD. Baço não palpável. RHA presentes. EXTREMIDADES :sem edemas, bem perfundidas.
HEMOGRAMA:
RBC : 4.030.000 Hb: 9,8 g/dL Hct: 27,6% VCM : 79,7 HCM : 28,3 CHCM : 35,5 RDW : 12% Leucograma : 3700 Bt- 2% Seg- 69% Eo - 1% Linf- 26% M-2% 

Pergunta-se:
1) Quais são as principais suspeitas diagnosticas? 0,15 p 2) Indiquem 5 fatores determinantes que contribuem para a deficiência de ferro na infância. 0,2 p 3) Indiquem a esquema terapeutica adequada conforme os diagnosticos feitos no caso apresentado. 0.15 p


RATING: 3

1) Suspeitas diagnosticas:

a) Broncoespasmo sec bronquiolite 0,05 p
b) Broncopneumonia 0,05 p
c) Anemia ferropriva 0,05 p

2) Fatores determinantes que contribuem para a deficiência de ferro na infância:

a) Necessidade de ferro para o crescimento 0,04 p
b) Perda sanguínea gastrointestinal 0,04 p
c) Dieta pobre em ferro 0,04 p
d) Limitada capacidade de absorção do ferro da dieta 0,04 p
e) Alta prevalência de parasitose intestinal 0,04 p

3) Esquema de tratamento:

a) aumentar o aporte hídrico 0,05 p
b) hidrocortisona e nebulizações 0,05 p
c) Sulfato Ferroso na dose de 1,5 mg/kg/dia (3 gotas antes do almoço e jantar), além de Protovit 5 gotas 12/12h. 0,05 p

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3)




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