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Em paciente com adenocarcinoma de reto médio que invade a submucosa e apresenta linfonodo perirretal suspeito, sem metástases à distância, indica-se a excisão total do mesorreto com preservação de nervos autonômicos e a ressecção anterior do retossigmoide porque:
A. a ressecção endoscópica está contraindicada no tumor in situ, mas não em T1
INCORRETO: A ressecção endoscópica (ou excisão local) não se aplica a tumores T1 com linfonodo suspeito; mesmo em T1 sem linfonodos, a ressecção endoscópica tem limitações e não é o tema central da indicação de TME aqui.
B. a terapia neoadjuvante está contraindicada em estádio II
INCORRETO : A terapia neoadjuvante pode ser considerada em casos com linfonodo suspeito (estádio clínico II/III), e não está contraindicada; a questão foca na indicação cirúrgica radical, não na contraindicação de neoadjuvância.
C. a excisão local transanal tem melhores resultados no reto baixo
INCORRETO : A excisão local transanal (TEM/TAMIS) apresenta piores resultados oncológicos em tumores com linfonodo suspeito e não é preferível no reto baixo ou médio quando há risco nodal; a TME radical é superior para controle locorregional.
D. a operação mantém o esfíncter anal e a função sexual
CORRETO : No adenocarcinoma de reto médio (geralmente 7-11 cm da borda anal) classificado como T1 com linfonodo perirretal suspeito, o procedimento padrão é a ressecção anterior baixa com excisão total do mesorreto (TME) associada à preservação dos nervos autonômicos pélvicos. Essa abordagem oncológica radical remove o tumor, o mesorreto e os linfonodos regionais com margens adequadas, ao mesmo tempo que preserva o complexo esfincteriano (evitando colostomia definitiva) e mantém a função sexual e urinária pela dissecção cuidadosa dos nervos hipogástricos e plexos pélvicos. Evidências de guidelines e estudos demonstram que a TME nerve-sparing permite altas taxas de preservação esfincteriana (>80-90% nos tumores de reto médio) com recidiva local baixa quando realizada adequadamente.
E. a excisão local está indicada em T1 sem linfonodos suspeitos, mas contraindicada quando há linfonodo perirretal suspeito
INCORRETO : Embora a excisão local possa ser considerada em T1N0 selecionados sem fatores de risco, a presença de linfonodo perirretal suspeito indica necessidade de linfadenectomia completa via TME, tornando a excisão local inadequada independentemente da localização.
Gabarito: D
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FONTE:
Paciente F, 2 anos e 10 meses de idade, é trazida no setor de pronto-atendimento de pediatria com febre 39,6°C e relato de 'dor de cabeça' na região frontal, sem nenhum outro sinal localizatorio. No acolhimento, FR 36/min, FC 122/min, sinusal sem sopros, sonolenta, inapetente e chorosa. Palidez +/++++. TEC 3-4 segundos. Evacuações normais, sem diarreia. No exame clinico respiratório e cardiovascular normal. Sem sinais meníngeos e sem petéquias. Faringe com leve eritema, sem sinais flogísticos. Mãe diz que a criança recusa a comida faz 48 horas, só aceita leite e 'toma pouco'. Sem vômitos até agora. Observa-se, porém anisocoria afetando o olho esquerdo que não responde a luz. Outro olho normal. Questionada, a mãe declara que a criança já está em acompanhamento com oftalmologista porque, com 2 anos de idade, teve um 'herpes' no olho, mas que o mesmo deu alta, considerando que a criança está enxergando 'normal'. Nega contato com pombos ou gatos de estimação. Tem somente um Callopsyta que fica na gaiola
1) Qual é o protocolo á seguir neste caso? 0,3 pontos1) Qual é o protocolo á seguir neste caso?
Febre é uma das causas mais comuns de consulta em pediatria. 25% de todas as consultas de emergência se devem à febre. Na maioria dos casos, após a avaliação inicial, é possível identificar a causa. Nas crianças menores de 36 meses, em 20% dos casos, essa identificação não é possível. Febre sem sinais localizatórios FSSL - definição: Febre com menos de uma semana de duração, que após história clínica e exame físico cuidadosos não tem a sua causa estabelecida.
O protocolo para essa faixa etária seria primeiramente de avaliação clinica minuciosa, avaliar se existem ou não sintomas de toxemia - neste caso, como há sonolência e mau estado geral seria melhor considerar que há um grau de toxemia, especialmente porque a criança está numa faixa etária de risco (0-36 meses), o tempo de enchimento capilar é de 3-4 segundos.

2) Qual é a infecção bacteriana que mais ocorre na febre sem sinais localizatorios?
Infecção urinária oculta é a infecção bacteriana mais comum como causa de FSSL. 0,1 p
3) Quais são, neste caso, os fatores de risco para a doença meningococica oculta?
Meningite oculta: a bacteremia oculta por meningococo é bem mais rara do que por pneumococo. A faixa etária abaixo de 24 meses é a mais acometida pela doença meningocócica. 25 a 50% dos pacientes com doença meningocócica haviam sido liberados após avaliação inicial. 82% dos pacientes liberados têm menos de 36 meses de idade. 0,1 p
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