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ESTÔMAGO CIRURGICAL (ÁREA DE CIRURGIA)

A principal função do estômago é preparar o alimento ingerido para a digestão e a absorção à medida que ele é impulsionado para dentro e através do intestino delgado. O período inicial da digestão requer que os componentes sólidos de uma refeição sejam degradados por várias horas, enquanto sofrem uma redução em seu tamanho e se degradam em seus constituintes metabólicos básicos.

A digestão péptica metaboliza uma refeição em gorduras, proteínas e carboidratos pela ruptura das paredes celulares. Embora duodeno e o intestino delgado proximal sejam primariamente os responsáveis pela digestão dos alimentos, o estômago claramente facilita o processo.

OBJETIVA: (1085880 votos)..........99.08% das questões objetivas receberam votos.
Uma jovem de 17 anos de idade é avaliada em seu consultório devido à amenorreia primária. Sente como se não tivesse entrado na puberdade, visto que ela nunca teve um período menstrual e apresenta crescimento escasso dos pelos axilares e púbicos. Ao exame, tem 1,50 cm de altura. Tem uma linha de implantação dos cabelos baixa e uma ligeira prega no pescoço. O nível do hormônio folículo-estimulante e de 175 mU/mL, o do hormônio luteinizante e de 20 mU/mL e o nível de estradiol e de 2 pg/ml. Você suspeita de síndrome de Turner. Todos os seguintes exames estão indicados para essa paciente, EXCETO:
A. Esfregaço bucal para heterocromatina nuclear (corpúsculo de Barr)
B. Ecocardiograma
C. Análise do cariótipo
D. Ultrassonografia dos rins
E. Hormônio tireoestimulante (TSH)

  RATING: 2.83

Uma jovem de 17 anos de idade é avaliada em seu consultório devido à amenorreia primária. Sente como se não tivesse entrado na puberdade, visto que ela nunca teve um período menstrual e apresenta crescimento escasso dos pelos axilares e púbicos. Ao exame, tem 1,50 cm de altura. Tem uma linha de implantação dos cabelos baixa e uma ligeira prega no pescoço. O nível do hormônio folículo-estimulante e de 175 mU/mL, o do hormônio luteinizante e de 20 mU/mL e o nível de estradiol e de 2 pg/ml. Você suspeita de síndrome de Turner. Todos os seguintes exames estão indicados para essa paciente, EXCETO:

A. Esfregaço bucal para heterocromatina nuclear (corpúsculo de Barr)
CORRETO: A síndrome de Turner resulta mais frequentemente de um cariótipo 45,X, porém o mosaicismo também resulta nesse distúrbio. Clinicamente, a síndrome de Turner se manifesta por baixa estatura e amenorreia primária quando se apresenta em adultas. Além disso, outras características comuns incluem linfedema crônico das mãos e dos pés, pregas nucais, linha baixa de implantação dos cabelos e palato arqueado alto.
B. Ecocardiograma
INCORRETO : Defeitos cardíacos congênitos afetam 30% das mulheres com síndrome de Turner incluindo valva aórtica bicúspide, coarctação da aorta e dilatação da raiz da aorta. Deve-se efetuar um ecocardiograma, e o individuo deve ser avaliado para pressão arterial nos braços e nas pernas.
C. Análise do cariótipo
INCORRETO : O corpúsculo de Barr resulta na inativação de um dos cromossomos X em mulheres e não é observado nos homens. Na síndrome de Turner o corpúsculo de Barr deve estar ausente, porém apenas 5% dos indivíduos com síndrome de Turner apresentam o cariótipo 45,X. por conseguinte, o diagnóstico poderia ser omitido em indivíduos com mosaicismo ou outras anormalidades estruturais do cromossomo X. Para estabelecer o diagnóstico de síndrome de Turner, deve-se efetuar uma análise do cariótipo.
D. Ultrassonografia dos rins
INCORRETO : Recomenda-se também uma ultrassonografia dos dois rins.
E. Hormônio tireoestimulante (TSH)
INCORRETO : A doença tireoidiana autoimune acomete 15 a 30% das mulheres com síndrome de Turner e deve ser avaliada mediante a dosagem do TSH. Outras comorbidades que podem ocorrer incluem perda da audição neurossensorial, elevação das enzimas hepáticas, osteoporose e doença celíaca.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.83)

DISCURSIVA: (179390 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre a epidemiologia, fatores de risco e detecção precoce do câncer de próstata, responda:

  1. Quais são os principais dados de incidência em escala mundial e no Brasil, incluindo o impacto da introdução do PSA? (0,14 pontos)
  2. Quais os principais fatores de risco, com ênfase em idade, hereditariedade e variação racial? (0,18 pontos)
  3. Qual a diferença conceitual entre screening populacional e detecção precoce, e quais as principais considerações para sua indicação? (0,08 pontos)
  4. Como deve ser realizada a detecção precoce, incluindo métodos recomendados e critérios para indicação de biópsia? (0,1 pontos)




RATING: 2.92

Sobre a epidemiologia, fatores de risco e detecção precoce do câncer de próstata, responda:

  1. Quais são os principais dados de incidência em escala mundial e no Brasil, incluindo o impacto da introdução do PSA? (0,14 pontos)
  2. Quais os principais fatores de risco, com ênfase em idade, hereditariedade e variação racial? (0,18 pontos)
  3. Qual a diferença conceitual entre screening populacional e detecção precoce, e quais as principais considerações para sua indicação? (0,08 pontos)
  4. Como deve ser realizada a detecção precoce, incluindo métodos recomendados e critérios para indicação de biópsia? (0,1 pontos)


1. Principais dados de incidência

  • Mundialmente, o câncer de próstata configura a segunda neoplasia maligna mais frequente entre indivíduos do sexo masculino (0,04 p).
  • No Brasil, equivale ao tumor mais comum (com exceção dos tumores de pele não melanoma), com risco de 62 por 100 mil homens, valores mais altos na região Sudeste, seguidos pelas regiões Centro-Oeste e Sul (0,05 p).
  • A introdução do PSA após a década de 1990 resultou em elevação acentuada da incidência, favorecendo o diagnóstico precoce na forma de doença localizada; subsequentemente observou-se declínio no número de diagnósticos, seguido de estabilização (0,05 p).

2. Principais fatores de risco

  • Existe relação clara e direta entre o avanço da idade e o aumento progressivo na incidência; a frequência com que a neoplasia é detectada em estudos de autópsia cresce de forma contínua conforme a idade do indivíduo (0,04 p).
  • O risco se eleva significativamente em famílias nas quais um ascendente apresentou a doença, sendo observado que quanto mais precoce o diagnóstico no familiar, maior o risco conferido aos descendentes (0,04 p).
  • Gêmeos univitelinos exibem concordância quatro vezes superior em relação a gêmeos bivitelinos; esses achados reforçam o importante papel da herança genética na etiopatogênese da doença (0,05 p).
  • A incidência é influenciada pela raça: homens negros apresentam taxas substancialmente mais altas quando comparados a homens brancos ou asiáticos; no Brasil identifica-se aumento relativo na prevalência entre negros, correspondendo a um risco relativo de aproximadamente 1,5 (0,05 p).

3. Diferença conceitual e considerações para indicação

  • É fundamental diferenciar as duas modalidades, ambas com o objetivo de reduzir a mortalidade por câncer de próstata (0,04 p).
  • Detecção precoce refere-se à investigação direcionada a indivíduos específicos, e não a uma política de busca ativa em pacientes assintomáticos como ocorre no screening populacional; a estratégia deve ser individualizada, direcionada aos pacientes que apresentam maior probabilidade de benefício com o tratamento (0,04 p).

4. Realização da detecção precoce

  • Antes de indicar a detecção precoce é necessário analisar comorbidades do paciente, estado de saúde atual, expectativa de vida e outros fatores de risco; pacientes com expectativa de vida inferior a 10 anos, com comorbidades descontroladas ou portadores de doenças graves não apresentam benefício (0,05 p).
  • Grupos de maior risco (homens negros, história familiar positiva ou ascendentes diagnosticados em idade jovem) devem ser estimulados a realizar avaliação anual por meio de exame de toque retal e dosagem de PSA; a detecção precoce também deve ser oferecida a pacientes que manifestam desejo de investigação, mesmo na ausência dos fatores de risco mencionados (0,05 p).


FONTE:

NEOPLASIA DE PROSTATA - PLATAFORMA MISODOR


AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

CASO CLINICO: (208971 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
L.R., sexo masculino, branco, 67 anos, casado, aposentado, natural do Rio de Janeiro, residente em Caxias/RJ. admitido na Emergência do HSE em 20/05/2002 com queixa de dor abdominal há 24 horas, do tipo difusa, moderada, contínua, de início súbito, que diminuía temporariamente com uso de analgésicos, acompanhada de náuseas e dificuldade para evacuar..
No exame: lúcido, orientado no tempo e no espaço, normocromia, hidratado, eupneico, anictérico, acianótico, afebril. ACV: RCR 2t BNF (b3) PA: 130/90 mmHg FC: 90 bpm AR: MVUA sem ruídos adventícios. Abdome: globoso, distendido, peristalse débil, hipertimpânico, doloroso à palpação difusa sem descompressão dolorosa. MMII: sem alterações. Exames laboratoriais: hemograma: 12.000 - 0/0/0/0/7/71/20/4. glicemia: 105 mg/dl, rotina de abdome agudo: discreta distensão de alças intestinais. Conduta: suporte hidreletrolítico, analgesia e observação.
Pergunta-se:

1) Qual é a hipótese diagnostica e a conduta inicial? 0,1p

2) Caso suspeitar uma apendicite aguda, quais seriam os sinais a ser pesquisados na apalpação do abdômen? 0,4p



RATING: 2.91

1) A suspeita diagnóstica é de abdômen agudo e a conduta inicial consta em: suporte hidroeletrolítico, analgesia e observação.  0,1 p

2) No abdômen deveriamos pesquisar: 

a) Dor no ponto de McBurney: na união do terço lateral com o terço médio da linha que une a cicatriz umbilical à espinha ilíaca ântero-superior, a dor é mais intensa, e tende a diminuir à medida que o dedo do examinador se afasta deste ponto, para cima e para baixo, nos apêndices látero-cecais. 0,05 p

b) Hiperestesia da parede na fossa ilíaca direita: a palpação deve ser feita, também, do lado oposto a fim de comparação, de maneira delicada e com as mãos aquecidas. 0,05 p

c) Sinal de Blumberg: dor à descompressão brusca na fossa ilíaca direita - defesa muscular. 0,05 p

d) Sinal de Rovsing: dor na fossa ilíaca direita à compressão retrógrada dos gases na fossa ilíaca esquerda e flanco esquerdo. 0,05 p

e) Sinal de Chutro: desvio da cicatriz umbilical para a direita. Mede-se a distância da cicatriz umbilical até a espinha ilíaca ântero-superior. 0,05 p

f) Sinal de Lenander: diferença de temperatura áxilo e retal em torno de 1ºC.; salvo em casos de febre elevada. 0,05 p

g) Sinal do Psoas ou Lapinsky: dor à compressão do ceco contra a parede posterior do abdome, enquanto o doente eleva o membro inferior direito estendido. 0,05 p

h) Sinal do Obturador: rotação externa da coxa fletida de tal maneira que ponha em ação as fibras do músculo obturador interno irritado, que provoca dor nos casos em que este músculo está comprometido por um apêndice perfurado. 0,05 p

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.91)




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