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VALIDAÇÃO DE TESTES DIAGNOSTICOS (ÁREA DE SAUDE PUBLICA)

Os médicos dedicam grande parte de seu tempo diagnosticando a partir de queixas ou anormalidades de seus pacientes, chegando aos diagnósticos, depois de aplicar vários testes. No entanto, poucos desses médicos recebem um treinamento formal para a interpretação dos testes diagnósticos. A maioria dos bons clínicos usa juízo crítico, conhecimento amplo da literatura e uma abordagem rápida e informal de como organizar os dados.

Entretanto, também existem alguns princípios básicos com os quais se precisa estar familiarizado ao interpretar os testes diagnósticos.

Um "teste diagnóstico" geralmente é concebido como um exame realizado em laboratório. Mas os princípios também se aplicam à informação clínica obtida da história, exame físico ou Raio X.

Podem ser aplicados também onde um conjunto de achados serve como teste diagnóstico. Assim, pode-se falar do valor da artrite, cardite e coréia no diagnóstico da febre reumática, ou da hemoptise e da perda de peso em um fumante, como indicadores de câncer do pulmão.

É praxe geral em toda pesquisa que o investigador inicie o seu trabalho, desde a idéia inicial quando por ocasião da preparação do projeto, realização do estudo e por fim suas conclusões finais, que a precisão alcançada nos resultados seja sempre a melhor possível.

Quando um profissional de saúde deseja realizar um diagnóstico e precisa apresentar seu resultado considerando sentenças do tipo"normal-anormal", "positivo-negativo" , "reator-não reator", "imune-não imune", deve ter em mente que a partir daí deverá se conscientizar de que existirão as mais variadas formas de sentenciar sobre isto, porém deve considerar que o seu objetivo principal terá que ser a precisão dessas sentenças, ou seja, o nível de acerto deve ser o mais elevado, registrando positivo quando positivo e negativo quando negativo. Portanto um diagnóstico do tipo "positivo-negativo", quanto a classificação dos indivíduos, deve primar por apresentar uma precisão bastante acentuada.


OBJETIVA: (1215203 votos)..........99.1% das questões objetivas receberam votos.
Sobre a reanimação neonatal é CORRETA a afirmação:
A. a maioria dos recém-nascidos necessitam de alguma forma de ajuda para a adaptação da vida extrauterina
B. quase 10-20% dos recém-nascidos necessitam de reanimação avançada
C. após 10 min de reanimação completa sem resposta é justificada a suspensão da reanimação
D. o recém-nascido com evolução normal pode ter o cordão umbilical clampado depois de 3 minutos
E. o melhor indicador de correta oxigenação dos tecidos é a cor dos tegumentos

  RATING: 2.86

Sobre a reanimação neonatal é CORRETA a afirmação:

A. a maioria dos recém-nascidos necessitam de alguma forma de ajuda para a adaptação da vida extrauterina
INCORRETO: Cerca 6 a 10% dos RN necessitam de alguma forma de ajuda para a adaptação à vida extra-uterina, no entanto menos de 1% chegará a necessitar de reanimação avançada (compressões torácicas e fármacos).
B. quase 10-20% dos recém-nascidos necessitam de reanimação avançada
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. após 10 min de reanimação completa sem resposta é justificada a suspensão da reanimação
CORRETO : Deve ser considerada a suspensão das manobras de reanimação, na ausência de batimentos cardíacos (assistolia) após 10 min de reanimação completa;
D. o recém-nascido com evolução normal pode ter o cordão umbilical clampado depois de 3 minutos
INCORRETO : No RN que não necessita de ser reanimado a clampagem do cordão umbilical deve ocorrer ao fim do 1º min.
E. o melhor indicador de correta oxigenação dos tecidos é a cor dos tegumentos
INCORRETO : A pele pode demorar algum tempo até tornar-se rosada, sendo por isso um mau indicador de correta oxigenação dos tecidos. Por outro lado, a administração de O2 em excesso e consequente hiperóxia tem efeitos negativos, devendo por isso ser utilizada a oximetria de pulso (SpO2) em detrimento da cor

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.86)

DISCURSIVA: (186861 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

A doença de Graves constitui a principal etiologia de hipertireoidismo autoimune.

  1. Defina a doença de Graves e descreva o mecanismo imunopatogênico fundamental que a sustenta. (0,1 pontos)
  2. Identifique os principais autoanticorpos envolvidos na sua fisiopatologia e indique o papel de cada um. (0,1 pontos)
  3. Caracterize, de forma esquemática, as alterações orbitárias típicas da oftalmopatia de Graves. (0,1 pontos)
  4. Explique os princípios farmacológicos do tratamento antitireoidiano inicial e os principais efeitos adversos monitorados. (0,1 pontos)
  5. Discorra sobre as opções terapêuticas definitivas e os critérios que orientam a escolha entre elas. (0,1 pontos)




RATING: 2.88

A doença de Graves constitui a principal etiologia de hipertireoidismo autoimune.

  1. Defina a doença de Graves e descreva o mecanismo imunopatogênico fundamental que a sustenta. (0,1 pontos)
  2. Identifique os principais autoanticorpos envolvidos na sua fisiopatologia e indique o papel de cada um. (0,1 pontos)
  3. Caracterize, de forma esquemática, as alterações orbitárias típicas da oftalmopatia de Graves. (0,1 pontos)
  4. Explique os princípios farmacológicos do tratamento antitireoidiano inicial e os principais efeitos adversos monitorados. (0,1 pontos)
  5. Discorra sobre as opções terapêuticas definitivas e os critérios que orientam a escolha entre elas. (0,1 pontos)


Resposta 1. A doença de Graves é uma tireoidopatia autoimune caracterizada por hipertireoidismo, oftalmopatia e, eventualmente, dermopatia. (0,04 p)
O mecanismo central é a estimulação contínua do receptor de TSH (TSHR) por autoanticorpos estimulantes (TRAb), levando à hiperprodução de T3 e T4 e à hipertrofia difusa da glândula. (0,06 p)
Resposta 2. TRAb (anticorpos anti-receptor de TSH) – agem como agonistas do TSHR, responsáveis pelo hipertireoidismo. (0,05 p)
Anticorpos anti-TPO e anti-tireoglobulina – presentes na maioria dos casos, mas de menor relevância funcional direta. (0,03 p)
Anticorpos anti-IGF-1R – envolvidos na patogenia da oftalmopatia. (0,02 p)
Resposta 3. Infiltração de linfócitos T e fibroblastos orbitários → depósito de glicosaminoglicanos → edema dos músculos extraoculares e do tecido adiposo orbitário. (0,05 p)
Resultado clínico: proptose, restrição da motilidade ocular, edema periorbitário e, em casos graves, neuropatia óptica compressiva. (0,05 p)
Resposta 4. As tionamidas (metimazol e propiltiouracil) inibem a peroxidase tireoidiana, bloqueando a organificação do iodo e a síntese de hormônios. (0,05 p)
Principais efeitos adversos monitorados: agranulocitose, hepatotoxicidade e vasculite (especialmente com PTU). (0,05 p)
Resposta 5. Opções definitivas: radioiodo (I-131) e tireoidectomia total/quase-total. (0,04 p)
A escolha depende de: gravidade da oftalmopatia (preferência por cirurgia se ativa e grave), tamanho do bócio, desejo de gravidez e preferência do paciente após falha ou recidiva do tratamento clínico. (0,06 p)


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - DOENÇA DE GRAVES

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.88)

CASO CLINICO: (218965 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Os pais trouxeram na UPA um bebe de 2 meses que estava dormindo no quarto porque acharam um morcego no mesmo ambiente que o bebe estava dormindo. Não se sabe se houve contato com esse morcego ou não. Não há nenhum tipo de sinais de arranhão, mordida ou picada. A criança está muito bem no momento. Os pais não conseguiram capturar o morcego.
1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?.................0,08 pontos
2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentam...........0,12 pontos
3) Qual é a conduta terapêutica e profilatica mais eficiente sugerida?.................0,15 pontos
4) Quais são as medidas complementares obrigatórias? .....................................0,15 pontos





RATING: 3

1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?

  • Exposição potencial/duvidosa ao vírus rábico por adentramento de morcego em ambiente de sono de lactente (categoria III ou equivalente em protocolo de risco). (0,04 p)
  • Acidente grave por morcego não capturado (não se pode realizar observação ou exame laboratorial do animal). (0,04 p)

2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentem.

  • Sim, é situação de risco elevado (evidência nível A – mortalidade da raiva humana ≈ 100% após início de sintomas). (0,03 p)
  • Razão epidemiológica: Mordidas de morcego são frequentemente imperceptíveis; lactentes não relatam contato; transmissão saliva-órgão neural é altamente eficiente. (0,03 p)
  • Razão de decisão clínica: Risco-benefício da profilaxia pós-exposição (PPE) é extremamente favorável (eficácia > 99% quando iniciada precocemente); não há “janela segura” de observação quando o animal não é capturado. (0,03 p)
  • Princípio MBE: Prevenção primária de doença letal em cenário de incerteza diagnóstica justifica intervenção imediata (regra “better safe than sorry” em raiva). (0,03 p)

3) Qual é a conduta terapêutica e profilática mais eficiente sugerida?

  • Conduta de escolha: Profilaxia pós-exposição (PPE) completa e imediata – soro anti-rábico humano (SAR) + vacina anti-rábica inativada. (0,05 p)
  • Dose de imunoglobulina: SAR 40 UI/kg (ou IGHR 20 UI/kg se disponível), com infiltração máxima possível no local de possível inoculação (mesmo sem lesão visível, infiltrar em região de maior probabilidade – ex.: face/cabeça) e o restante intramuscular em local distante. (0,05 p)
  • Esquema vacinal para lactente: Vacina anti-rábica intramuscular em vasto lateral da coxa – dias 0, 3, 7, 14 e 28 (esquema de 5 doses para imunocompetentes < 2 anos). (0,05 p)

4) Quais são as medidas complementares obrigatórias?

  • Notificação compulsória imediata ao serviço de vigilância epidemiológica (SINAN) – caso de exposição a morcego. (0,03 p)
  • Orientação aos pais: Monitoramento clínico rigoroso do lactente (sinais prodômicos de raiva) por 90 dias; retorno imediato à UPA se febre, irritabilidade, hidrofobia ou paresia.  (0,03 p)
  • Higienização rigorosa de todo o corpo do bebê com água e sabão (mesmo sem lesão aparente), higienização do ambiente: limpeza do quarto com água e sabão + desinfecção com hipoclorito (mesmo sem lesão no bebê).  (0,03 p)
  • Notificação imediata à Vigilância Epidemiológica municipal/estadual (formulário de atendimento antirrábico).  (0,03 p)
  • Monitorização clínica por 10-14 dias (qualquer alteração neurológica → hospital de referência).  (0,03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3)




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