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ENTEROVIROSES (NÃO - POLIO) (ÁREA DE PEDIATRIA)

Esse tipo de capitulo é um problema para qualquer estudante ou profissional de medicina. Geralmente, encontrando um ponto de bibliografia neste sentido a tendência geral é "dar uma olhada rápida", esquecendo quase que na hora tudo que foi lido. Na maioria dos casos o assunto nem cai nas provas e a gente fica feliz que passou e esquece da futura situação casuistica que pode por voce na frente de uma tal doença.

OBJETIVA: (1129560 votos)..........99.45% das questões objetivas receberam votos.
Se não for tratada a babesiose pode causar:
A. coagulação intravascular disseminada
B. trombocitopenia
C. estatuto de portador assintomático que pode durar várias semanas ou meses
D. infecção congênita, pela parasitemia persistente de baixo nível nas mulheres de idade fértil
E. comprometimento imunológico

  RATING: 3.1

Se não for tratada a babesiose pode causar:

A. coagulação intravascular disseminada
INCORRETO: A coagulação intravascular disseminada pode ser uma complicação da babesiose grave
B. trombocitopenia
INCORRETO : A trombocitopenia é comum.
C. estatuto de portador assintomático que pode durar várias semanas ou meses
CORRETO : Se não for tratada, a doença pode durar várias semanas ou meses; mesmo as pessoas assintomáticas podem ter parasitemia persistente de baixo nível, às vezes por mais de 1 ano.
D. infecção congênita, pela parasitemia persistente de baixo nível nas mulheres de idade fértil
INCORRETO : Foi relatada infecção congênita com manifestação como síndrome de sepse grave.
E. comprometimento imunológico
INCORRETO : A infecção pode ser grave e fatal, sobretudo em pessoas imunocomprometidas.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.1)

DISCURSIVA: (181953 votos) ..........99.39% das questões discursivas receberam votos.
A) Enumeram as intervenções para reduzir a morbidade e a mortalidade neonatal associadas à asfixia perinatal e à síndrome de aspiração de mecônio, conforme as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (0,3 pontos).
B) Definem clampeamento precoce de cordão (0,05 pontos)
C) Quais são as 3 perguntas iniciais que definem a necessidade de reanimação dum recém nascido? (0,15 pontos)


RATING: 3

A) Enumeram as intervenções para reduzir a morbidade e a mortalidade neonatal associadas à asfixia perinatal e à síndrome de aspiração de mecônio, conforme as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (0,3 pontos).
B) Definem clampeamento precoce de cordão (0,05 pontos)
C) Quais são as 3 perguntas iniciais que definem a necessidade de reanimação dum recém nascido? (0,15 pontos)

A) Enumeram as intervenções para reduzir a morbidade e a mortalidade neonatal associadas à asfixia perinatal e à síndrome de aspiração de mecônio, conforme as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria.

As intervenções para reduzir a morbidade e a mortalidade neonatal associadas à asfixia perinatal e à síndrome de aspiração de mecônio incluem:

  • Medidas de prevenção primária, com melhora da saúde materna, reconhecimento de situações de risco no pré-natal, disponibilização de recursos humanos capacitados para atender ao parto e reconhecer complicações obstétricas, entre outras; (0,1 p)
  • Tratamento do evento, que consiste na reanimação neonatal imediata; (0,1 p)
  • Tratamento das complicações do processo asfíxico, compreendendo o reconhecimento da asfixia e suas complicações, com terapia dirigida à insuficiência de múltiplos órgãos. (0,1 p)

B) Definem clampeamento precoce de cordão.

Os estudos definem clampeamento precoce de cordão como aquele feito até 60 segundos após a extração completa do concepto.(0,05 p).

C) Quais são as 3 perguntas iniciais que definem a necessidade de reanimação dum recém nascido?

Diante da resposta “não” a pelo menos uma das três perguntas iniciais: gestação a termo,(0,05 p) choro presente (0,05 p) e tônus muscular em flexão (0,05 p), será necessário conduzir o RN à mesa de reanimação.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (212094 votos)..........99.49% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 45 anos, agricultor, procedente de área rural na região Norte do Brasil (zona de desmatamento para construção de estradas e surgimento de povoados pioneiros), procura atendimento com queixa de lesão ulcerada no membro inferior direito há aproximadamente 60 dias. A lesão iniciou como nódulo pruriginoso, evoluiu para úlcera redonda, grande, rasa, de bordas elevadas, coloração violácea, pouco dolorosa, associada a envolvimento do cordão linfático. Há 20 dias iniciou sintomas nasais: epistaxe recorrente, formação de crostas, saída de secreção nasal, dor, hiperemia e deformidade incipiente do nariz. Relata picadas frequentes de insetos durante trabalho em mata, moradia próxima a florestas e presença de cães com lesões cutâneas suspeitas na residência. Exame otorrinolaringológico revela hiperemia do septo nasal e crostas. Não há febre nem comprometimento sistêmico evidente.

Questões:

I. Qual a suspeita diagnóstica? ..... 0,12 pontos
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? ...... 0,13 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ..... 0,12 pontos
IV. Qual o tratamento indicado? ....... 0,13 pontos





RATING: 3.03

I. Suspeita diagnóstica: Leishmaniose tegumentar americana – forma mucosa (tardia ou concomitante) ou cutâneo-mucosa

  • Lesão cutânea inicial típica: nódulo pruriginoso → úlcera redonda/oval, grande, rasa, bordas elevadas, violácea, pouco dolorosa, membros inferiores, envolvimento de cordão linfático, possibilidade de cura espontânea (0,04 p)
  • Evolução com metástase para mucosas da nasofaringe (epistaxe, crostas, secreção, dor, hiperemia, deformidade) em <5% dos casos, podendo surgir concomitantemente, até 2 anos ou décadas após cicatrização da lesão cutânea (0,04 p)
  • Epidemiologia compatível: área endêmica no Brasil (Norte/Nordeste), ocupação rural, desmatamento, reservatórios como cães (0,04 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada: Infecção por Leishmania (Viannia) braziliensis transmitida por flebótomo

  • Protozoário do gênero Leishmania, ordem Kinetoplastida, família Trypanosomatidae; principal agente da forma mucosa é L. (V.) braziliensis (menos frequentemente L. amazonensis e L. guyanensis) (0,05 p)
  • Transmissão nas Américas: picada de fêmeas de flebótomos (família Psychodidae, subfamília Phlebotominae, gêneros Lutzomyia e Psychodopygus) que inoculam promastigotas (0,04 p)
  • No hospedeiro vertebrado: forma amastigota parasita células do sistema fagocítico mononuclear; ciclo completo com transformação promastigota → amastigota após 4-5 dias no vetor (0,04 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Diagnóstico parasitológico direto (exame parasitológico direto de primeira escolha)

  • Procedimento de eleição: pesquisa direta por escarificação da borda da lesão mais recente ou impressão por aposição de biópsia, corada por Giemsa/Leishman para visualização de amastigotas arredondadas/ovóides (2-3 µm, núcleo e cinetoplasto) (0,04 p)
  • Sensibilidade alta em lesões recentes (até 100% em <2 meses para L. braziliensis); diminui com tempo de evolução; complementado por PCR (sensibilidade 97% em cutânea, 62-97% em mucosa) ou imunoistoquímica (0,04 p)
  • Métodos auxiliares (não definitivos isoladamente): intradermorreação de Montenegro (>90% positiva), histopatologia, cultivo em NNN/Schneider (0,04 p)

IV. Tratamento indicado: Antimoniato de N-metilglucamina (antimonial pentavalente) como droga de primeira escolha

  • Para forma mucosa: 20 mg SbV/kg/dia por 30 dias seguidos, preferencialmente via endovenosa lenta ou intramuscular, em ambiente hospitalar (0,05 p)
  • Dose máxima adulto: 3 ampolas/dia (1.275 mg SbV); nunca exceder; monitorar ECG semanal, função renal/hepática e efeitos colaterais (artralgia, mialgia, náuseas, etc.) (0,04 p)
  • Cuidados locais: limpeza com água/sabão + compressas KMnO4 1/5000; se falha após 12 semanas, repetir esquema uma vez ou passar para segunda escolha (anfotericina B) (0,04 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.03)




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