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VALIDAÇÃO DE TESTES DIAGNOSTICOS (ÁREA DE SAUDE PUBLICA)

Os médicos dedicam grande parte de seu tempo diagnosticando a partir de queixas ou anormalidades de seus pacientes, chegando aos diagnósticos, depois de aplicar vários testes. No entanto, poucos desses médicos recebem um treinamento formal para a interpretação dos testes diagnósticos. A maioria dos bons clínicos usa juízo crítico, conhecimento amplo da literatura e uma abordagem rápida e informal de como organizar os dados.

Entretanto, também existem alguns princípios básicos com os quais se precisa estar familiarizado ao interpretar os testes diagnósticos.

Um "teste diagnóstico" geralmente é concebido como um exame realizado em laboratório. Mas os princípios também se aplicam à informação clínica obtida da história, exame físico ou Raio X.

Podem ser aplicados também onde um conjunto de achados serve como teste diagnóstico. Assim, pode-se falar do valor da artrite, cardite e coréia no diagnóstico da febre reumática, ou da hemoptise e da perda de peso em um fumante, como indicadores de câncer do pulmão.

É praxe geral em toda pesquisa que o investigador inicie o seu trabalho, desde a idéia inicial quando por ocasião da preparação do projeto, realização do estudo e por fim suas conclusões finais, que a precisão alcançada nos resultados seja sempre a melhor possível.

Quando um profissional de saúde deseja realizar um diagnóstico e precisa apresentar seu resultado considerando sentenças do tipo"normal-anormal", "positivo-negativo" , "reator-não reator", "imune-não imune", deve ter em mente que a partir daí deverá se conscientizar de que existirão as mais variadas formas de sentenciar sobre isto, porém deve considerar que o seu objetivo principal terá que ser a precisão dessas sentenças, ou seja, o nível de acerto deve ser o mais elevado, registrando positivo quando positivo e negativo quando negativo. Portanto um diagnóstico do tipo "positivo-negativo", quanto a classificação dos indivíduos, deve primar por apresentar uma precisão bastante acentuada.


OBJETIVA: (1407345 votos)..........95.64% das questões objetivas receberam votos.
Menino de 11 anos com diabetes mellitus tipo 1 mal controlado apresenta otalgia desproporcional, otorreia e tecido de granulação no limite osteocartilaginoso do conduto. A tomografia mostra erosão óssea do conduto e a cultura aponta Pseudomonas aeruginosa. O diagnóstico e a conduta-chave são:
A. Otite externa simples do nadador; apenas ácido bórico tópico
B. Otite externa necrosante (maligna); antipseudomonas sistêmico prolongado, controle glicêmico, imagem e desbridamento selecionado
C. Colesteatoma congênito infectado; mastoidectomia radical imediata em qualquer idade
D. Furunculose por Staphylococcus aureus do terço externo; apenas drenagem e cefalexina
E. Granulomatose com poliangiíte limitada ao conduto; iniciar ciclofosfamida sem cultura

  RATING: 3

Menino de 11 anos com diabetes mellitus tipo 1 mal controlado apresenta otalgia desproporcional, otorreia e tecido de granulação no limite osteocartilaginoso do conduto. A tomografia mostra erosão óssea do conduto e a cultura aponta Pseudomonas aeruginosa. O diagnóstico e a conduta-chave são:

A. Otite externa simples do nadador; apenas ácido bórico tópico
INCORRETO: Otite externa simples não produz granulação no istmo, erosão óssea nem otalgia desproporcional em diabético. Ácido bórico isolado é insuficiente.
B. Otite externa necrosante (maligna); antipseudomonas sistêmico prolongado, controle glicêmico, imagem e desbridamento selecionado
CORRETO : A otite externa necrosante é osteomielite da base do crânio iniciada no conduto, típica de diabético ou imunodeprimido, quase sempre por Pseudomonas. Granulação no limite osteocartilaginoso, otalgia intensa e erosão na TC fecham o diagnóstico. Trata-se com antipseudomonas sistêmico prolongado (ciprofloxacino ou esquema venoso), controle do terreno, imagem seriada e desbridamento das áreas necróticas quando indicado, com vigilância de pares cranianos.
C. Colesteatoma congênito infectado; mastoidectomia radical imediata em qualquer idade
INCORRETO : Colesteatoma pode erodir osso, mas o nicho clássico não é o istmo do conduto com cultura de Pseudomonas em diabético descompensado, e a cirurgia radical não é o primeiro passo isolado.
D. Furunculose por Staphylococcus aureus do terço externo; apenas drenagem e cefalexina
INCORRETO : Furúnculo do terço cartilaginoso é estafilocócico, localizado, sem granulação no istmo nem osteíte do conduto ósseo.
E. Granulomatose com poliangiíte limitada ao conduto; iniciar ciclofosfamida sem cultura
INCORRETO : A granulomatose com poliangiíte pode acometer ouvido médio e conduto, porém cultura de Pseudomonas e erosão em diabético descompensado exigem tratar osteomielite infecciosa primeiro.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (196325 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Responda ás seguintes questões sobre a coqueluche:
1) Quais são os critérios laboratoriais de diagnostico confirmado de coqueluche? (0,125 pontos)
2) Enumeram simplesmente as fases evolutivas da doença. (0,1875 pontos)
3) Que tipo de notificação tem a doença e aonde tem que comunicar em caso de suspeita? (0,125 pontos)
4) Qual é o tratamento da primeira escolha em caso de coqueluche no recém-nascido? (0,0625 pontos)


RATING: 3.01

Responda ás seguintes questões sobre a coqueluche:
1) Quais são os critérios laboratoriais de diagnostico confirmado de coqueluche? (0,125 pontos)
2) Enumeram simplesmente as fases evolutivas da doença. (0,1875 pontos)
3) Que tipo de notificação tem a doença e aonde tem que comunicar em caso de suspeita? (0,125 pontos)
4) Qual é o tratamento da primeira escolha em caso de coqueluche no recém-nascido? (0,0625 pontos)

1) Quais são os critérios laboratoriais de diagnostico confirmado de coqueluche?
Bordetella pertussis isolada em espécime clínica; (0,0625 p)
Reação de cadeia da polimerase positiva para B.pertussis. (0,0625 p)

2) Enumeram simplesmente as fases evolutivas da doença.
Fase catarral (0,0625 p), fase paroxística (0,0625 p) e fase de convalescença (0,0625 p).

3) Que tipo de notificação tem a doença e aonde tem que comunicar em caso de suspeita?
A coqueluche é uma doença de notificação compulsória (0,0625 p), e sempre que o médico suspeitar do diagnóstico deve comunicar a Vigilância do município (0,0625 p).

4) Qual é o tratamento da primeira escolha em caso de coqueluche no recém-nascido?
Azitromicina 10 mg/kg/d 1x/dia (Em menores de 1 mês, preferir azitromicina pelo risco maior de estenose hipertrófica de piloro com eritromicina) (0,0625 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (228500 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo feminino, 60 anos, viúva, auxiliar de enfermagem, católica, com início dos sintomas há 30 dias, com anorexia, astenia, adinamia, febre baixa diária que cede com antitérmicos e coloração amarela nos olhos, que se acentuou com o passar dos dias. Há 20 dias percebeu escurecimento da urina, prurido cutâneo acentuado e sensação de peso ou dolorimento no hipocôndrio direito. Refere perda de 4 kg no período. Nega uso de álcool, drogas ilícitas, tabagismo, tatuagens ou hemotransfusão. Refere episódios prévios com o mesmo quadro clínico, eventualmente com manifestações articulares.
Exame físico: Bom estado geral, bom estado nutricional, ictérica +++/++++, hipocorada ++/++++, normohidratada e acianótica. Pele seca e com sinais de coçadura. Ap. respiratório e cardiovascular sem alterações significativas. Abdome globoso, sem macicez móvel de decúbito, doloroso à palpação do hipocôndrio direito, com o fígado palpável a 5 cm do rebordo costal, borda fina, superfície lisa, consistência aumentada, pouco doloroso, com hepatimetria de 15 cm.
1) Cite quatro hipóteses diagnósticas para o quadro, em ordem decrescente de importância em função dos dados fornecidos, justificando-as. (0,25 pontos)
2) Quais exames laboratoriais e de imagem devem ser solicitados para esclarecer o diagnóstico e quais os resultados esperados para as duas primeiras hipóteses elencadas por você no item A? (0,25 pontos)


RATING: 3.04

1) Cite quatro hipóteses diagnósticas para o quadro, em ordem decrescente de importância em função dos dados fornecidos, justificando-as.
- Hepatite viral (aguda de evolução arrastada, persistente ou crônica) com episódios recorrentes, pois a paciente é auxiliar de enfermagem, com quadro infeccioso, icterícia com colúria, bom estado geral, com hepatomegalia com os padrões do fígado próximos da normalidade. (0,0625 p)
- Obstrução mecânica da árvore biliar com ou sem infecção: a calculosa é mais frequente, apesar de não apresentar cólica biliar, apresenta recorrências e dor no Hipocôndrio Direito; tumores envolvendo a árvore biliar distal, sendo o tumor de papila o mais provável, por apresentar icterícia colestática, com flutuação, anemia, sintomas gerais, 60 anos, apesar de seu bom estado geral e nutricional e não apresentar vesícula palpável. (0,0625 p)
Obs.: Hepatocarcinoma, colangiocarcinoma, tumor da cabeça do pâncreas geralmente apresentam icterícia obstrutiva progressiva, não flutuante, com queda progressiva do estado geral, podendo ou não ter massa palpável.
- Hepatite autoimune - além do quadro de hepatite, com fígado aumentado, com manifestações articulares recorrentes e concomitantes. (0,0625 p)
- Colangite esclerosante, cirrose biliar primária, apresenta quadro compatível, porém são mais raras. (0,0625 p)
2) Quais exames laboratoriais e de imagem devem ser solicitados para esclarecer o diagnóstico e quais os resultados esperados para as duas primeiras hipóteses elencadas por você no item A?
- Sorologias para hepatites virais e outros agentes hepatotrópicos. (0,015625 p)
- Exames bioquímicos para avaliação de lesão e da função hepática e biliar (0,015625 p) (transaminases (0,015625 p), bilirrubinas (0,015625 p), Gama GT (0,015625 p), Albumina (0,015625 p), TAP (0,015625 p) e marcadores tumorais específicos. (0,015625 p)
- Pesquisa de anticorpos específicos para as doenças com manifestações imunes (0,015625 p) (FAN (0,015625 p), Anticorpo antimúsculo liso (0,015625 p), anticorpo antiactina (0,015625 p) , anticorpo antiLKM (0,015625 p), anticorpo ALC (0,015625 p), anticorpo anti-SLA (0,015625 p) e anticorpo antimitocôndria (0,015625 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.04)




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