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CARDIOTOCOGRAFIA ANTEPARTO (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

A observação da atividade fetal cardíaca e a mais indicada e o mais accessível modalidade de avaliar o bem-estar fetal. Mudanças de atividade fetal podem surgir em condições de hipoxia fetal e acidose.

Infelizmente, conseqüências desastrosas fetais foram relatados em presença de uma atividade cardíaca fetal normal.

No obstante, para aumentar a acuracia a atividade fetal e somente um parâmetro que deve ser usado, junto com outros, para avaliar o estado do feto durante a gravidez.

OBJETIVA: (1387931 votos)..........94.92% das questões objetivas receberam votos.
Parturiente primigesta, com 39 semanas, com colo dilatado para 8 cm, apresentação cefálica OEA + 1 DeLee, com contrações adequadas, bolsa íntegra e bacia clinicamente normal. A melhor conduta obstétrica é :
A. Comprimir o fundo uterino durante as contrações
B. Fazer a amniotomia.
C. Encaminhar rapidamente a paciente para a sala de parto.
D. Solicitar para que a paciente faça esforço expulsivo
E. Administrar ocitocina EV e fazer a episiotomia.

  RATING: 3.07

Parturiente primigesta, com 39 semanas, com colo dilatado para 8 cm, apresentação cefálica OEA + 1 DeLee, com contrações adequadas, bolsa íntegra e bacia clinicamente normal. A melhor conduta obstétrica é :

A. Comprimir o fundo uterino durante as contrações
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Fazer a amniotomia.
CORRETO : já que a dilatação é de 8 cm e tudo decorre bem, a unica coisa que está impedindo o parto é a integridade da bolsa - ou seja, a amniotomia oportuna
C. Encaminhar rapidamente a paciente para a sala de parto.
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Solicitar para que a paciente faça esforço expulsivo
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Administrar ocitocina EV e fazer a episiotomia.
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.07)

DISCURSIVA: (194908 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1) Quais são as alterações típicas do ECG em pacientes com taquicardia sinusal? (0,21875 pontos)
2) Quais são as alterações típicas do ECG em pacientes com taquicardia supraventricular? (0,25 pontos)
3) O que é a taquicardia supraventricular com condução anormal ou aberrante? (0.03125 pontos)


RATING: 3

1) Quais são as alterações típicas do ECG em pacientes com taquicardia sinusal? (0,21875 pontos)
2) Quais são as alterações típicas do ECG em pacientes com taquicardia supraventricular? (0,25 pontos)
3) O que é a taquicardia supraventricular com condução anormal ou aberrante? (0.03125 pontos)

1) As alterações típicas do ECG em pacientes com taquicardia sinusal incluem:

  • A frequência cardíaca é geralmente < 220 bpm em lactentes (0.03125 p), < 180 bpm em crianças (0.03125 p).
  • As ondas P estão presentes com aparência normal (0.03125 p).
  • O intervalo PR é constante (0.03125 p) e apresenta duração normal para a idade. (0.03125 p)
  • O intervalo R-R é variável. (0.03125 p)
  • O complexo QRS é estreito. (0.03125 p)

2) Resultados de ECG típicos em pacientes com TPSV incluem:

  • A frequência cardíaca é geralmente > 220 bpm em recém-nascidos (0.03125 p), > 180 bpm em crianças (0.03125 p), e não existe variabilidade batimento a batimento.
  • Ondas P estão ausentes (0.03125 p) ou anormais (0.03125 p).
  • O intervalo PR pode não estar presente (0.03125 p) ou o intervalo PR é curto (0.03125 p), com taquicardia atrial ectópica.
  • O intervalo R-R é geralmente constante. (0.03125 p)
  • O complexo QRS é geralmente estreito. (0.03125 p)

3) O que é a taquicardia supraventricular com condução anormal ou aberrante?
Atraso na condução ao longo do sistema ventricular pode conduzir a um aspecto de taquicardia com complexo alargado, conhecida como TPSV com condução anormal ou aberrante. (0.03125 p)

FONTE:

Urgências e emergências em pediatria geral : Hospital Universitário da Universidade de São Paulo / editores Alfredo Elias Gilio... [et al.]. -- São Paulo : Editora Atheneu, 2015. Outros editores: Sandra Grisi, Albert Bousso, Milena De Paulis (pagina 137)

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (227037 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Bióloga, professora universitária, 47 anos, hipertensa, tabagista inveterada (cerca de 2 maços por dia), apresenta quadro de insuficiência coronária, com indicação para cirurgia de revascularização do miocárdio; procura cirurgião especializado, de sua confiança e de seu círculo social.
O cirurgião, conhecedor do fato de que o marido da professora apresenta comportamento de risco (portador do vírus da imunodeficiência humana [HIV] por possível bissexualidade?), exige a realização do teste de HIV como pré-condição para operá-la. A paciente informa ter realizado o exame há 10 meses, com resultado negativo.
O cirurgião insiste na feitura de novo exame. A paciente se nega a realizá-lo e o médico se nega a operá-la.
Por interferência da Diretoria Clínica do hospital a doente acaba concordando em realizar o teste, cujo resultado vem a ser negativo.
O cirurgião, então, a procura e decide marcar a intervenção cirúrgica.
A paciente, porém, pergunta ao cirurgião: ”Qual o motivo para exigir o teste HIV?”

Responde o cirurgião: ”Porque durante o ato cirúrgico eu poderia, por acidente, me ferir e correr o risco de ser infectado”. 

”Nesse caso,” diz a paciente,”desejo também conhecer o resultado do seu teste, pois o senhor também pode, na mesma situação, em cirurgia extracorpórea, me contaminar”.
PERGUNTA-SE:
1) É errada a atitude do medico? Justifiquem! (0,2 p)
2) O Conselho Regional de Medicina pode punir o medico? Conforme qual princípio? (0,2 p)
3) É justificado o pedido da paciente que o medico fizesse, também, o exame? (0,1 p)




RATING: 3.23

1) É errada a atitude do medico? Justifiquem!
É errada, sim.
O risco de transmissão ocupacional do HIV, embora exista, é extremamente baixo.
No caso, há um equívoco de natureza ética que se expressa na mensagem para a paciente. A mensagem é nitidamente de cunho persecutório e discriminador: há uma ameaça de excluí-la do necessário ato cirúrgico com base em discriminação que coloca a soropositividade como definidora do risco do acidente. O risco de acidente, por definição, vai estar presente em qualquer procedimento e, por isto mesmo, normas universais de biossegurança são elaboradas. Diferentemente da preferência atual pelos cuidados universais, o cirurgião em questão optou por cuidados específicos, o que é uma outra tendência, ao lançar mão de uma triagem sorológica. O resultado negativo não lhe daria a segurança desejada, pois em um período de janela imunológica a infecção existente ainda não estaria sendo revelada pela presença de anticorpos. Não haveria qualquer empecilho ético ou legal se alguns princípios estivessem resguardados, e sobre estes nos reportamos ao Parecer nº 11/92, de 14/2/92, do Conselho Federal de Medicina:
  1. O exame deve ser voluntário, após informações completas e adequadas ao paciente quanto à sua finalidade.
  2. O paciente que se recusar a ser testado não deve ter prejuízos em sua assistência em decorrência de sua decisão
  3. Os pacientes positivos deverão ter garantias de sigilo em relação ao resultado e de manutenção de todos os seus direitos em relação à assistência oferecida pela instituição, sem prejuízo na qualidade de seu atendimento.
2) O Conselho Regional de Medicina pode punir o medico? Conforme qual princípio?
Pode punir, sim.
Não é à toa que o novo Código de Ética Médica, contendo normas a serem observadas por todos os médicos e centrando a ética no paciente, aponta entre seus princípios fundamentais ser a medicina uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade e deve ser exercida sem discriminação de qualquer natureza (art. 1º).
Ao ampliar o capítulo consagrado aos direitos humanos, o Código de Ética Médica enfatiza a proibição da discriminação de qualquer forma ou sob qualquer pretexto (art. 47).
aparente colidência dessas disposições com o contido no artigo 58 do mesmo Código de Ética. Ali se estabelece ser vedado ao médico ”deixar de atender paciente que procure seus cuidados profissionais em caso de urgência, quando não haja outro médico ou serviço médico em condições de fazê-lo”. Interpretando essa disposição isoladamente e a contrario sensu, teremos que o médico, salvo caso de urgência, pode recusar quem quiser, pelo motivo que quiser. Ou seja, do ponto de visto de deixar de prestar a cirurgia não tem suporte para punição.
Contudo, ele pode ser punido para discriminação. O médico não pode discriminar, mas também não deve tolerar discriminação por questões de religião, sexo, nacionalidade, cor, opção sexual, opinião política ou de qualquer outra natureza (art. 20 do Código de Ética).
Os direitos do médico, porque estabelecidos para evitar a contaminação da profissão com qualquer vínculo que a afaste de seus princípios fundamentais, devem ser pensados antes como poderes- deveres, como normas éticas, do que propriamente como direitos do médico. Tanto assim é que deles não pode abrir mão o profissional da medicina, sob pena de cometer grave violação de dever fundamental (art. 8º do Código de Ética).

3. É justificado o pedido da paciente que o medico fizesse, também, o exame?

Não é justificada, também.
A solicitação ”revanchista” da paciente para que o médico também lhe revelasse a sorologia para o HIV se contrapõe ao direito do médico - o mesmo de qualquer outra pessoa - à confidencialidade.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.23)




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