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BASES DO TRATAMENTO DO CHOQUE (ÁREA DE PEDIATRIA)

A velocidade da intervenção é crucial: ter o conhecimento para identificar o choque e a habilidade de responder rapidamente pode salvar a vida da vítima.
Quanto mais longo for o intervalo entre o início dos sinais de choque e a restauração da transferência de O2 adequada perfusão de órgãos, pior será o resultado.
A identificação precoce do choque compensado é fundamental para o tratamento eficaz e um bom resultado.
Uma vez que a criança desenvolva PCR secundária a choque, o prognóstico é muito ruim.
Tem uma criança doente (ou ferida). Vamos lembrar - quais são os sinais de que os mecanismos compensatórios estão falhando?

OBJETIVA: (1319908 votos)..........94.07% das questões objetivas receberam votos.
Uma lactente de 6 meses é encaminhada ao ambulatório especializado devido a regressão neurológica, caracterizada por perda do sustento cefálico há 15 dias, associada a espasmos em flexão, que ocorre em salvas, ao despertar. O exame complementar de escolha para a caracterização da síndrome é:
A. estudo do liquor
B. ressonância magnética de crânio
C. tomografia computadorizada de crânio
D. eletroneuromiografia
E. eletroencefalograma

  RATING: 2.97

Uma lactente de 6 meses é encaminhada ao ambulatório especializado devido a regressão neurológica, caracterizada por perda do sustento cefálico há 15 dias, associada a espasmos em flexão, que ocorre em salvas, ao despertar. O exame complementar de escolha para a caracterização da síndrome é:

A. estudo do liquor
INCORRETO: Não é o exame de escolha para a caracterização de espasmos infantis ou da Síndrome de West.
B. ressonância magnética de crânio
INCORRETO : Pode ser utilizada para identificar causas estruturais do quadro, mas não é o exame inicial para caracterização da síndrome
C. tomografia computadorizada de crânio
INCORRETO : Similar à ressonância, pode ajudar a identificar alterações estruturais, mas não é específica para diagnóstico de Síndrome de West.
D. eletroneuromiografia
INCORRETO : É utilizada para avaliar a função dos músculos e nervos periféricos, não sendo apropriada para diagnóstico de espasmos infantis.
E. eletroencefalograma
CORRETO : O quadro descrito na questão sugere a Síndrome de West, que é caracterizada por espasmos infantis, regressão do desenvolvimento e achados específicos no eletroencefalograma.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

DISCURSIVA: (192829 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre o carcinoma adrenocortical, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Descreva a epidemiologia teórica do carcinoma adrenocortical e seus dois picos de incidência. (0,1 pontos)
  2. Explique os critérios histopatológicos de Weiss e sua utilidade na diferenciação entre adenoma e carcinoma. (0,1 pontos)
  3. Enumere os sistemas de estadiamento utilizados no carcinoma adrenocortical e os principais elementos que os compõem. (0,1 pontos)
  4. Discuta os princípios teóricos da ressecção cirúrgica oncológica no carcinoma adrenocortical. (0,1 pontos)
  5. Descreva as bases teóricas do uso do mitotano como terapia adjuvante no carcinoma adrenocortical. (0,1 pontos)




RATING: 3.11

Sobre o carcinoma adrenocortical, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Descreva a epidemiologia teórica do carcinoma adrenocortical e seus dois picos de incidência. (0,1 pontos)
  2. Explique os critérios histopatológicos de Weiss e sua utilidade na diferenciação entre adenoma e carcinoma. (0,1 pontos)
  3. Enumere os sistemas de estadiamento utilizados no carcinoma adrenocortical e os principais elementos que os compõem. (0,1 pontos)
  4. Discuta os princípios teóricos da ressecção cirúrgica oncológica no carcinoma adrenocortical. (0,1 pontos)
  5. Descreva as bases teóricas do uso do mitotano como terapia adjuvante no carcinoma adrenocortical. (0,1 pontos)


1. O carcinoma adrenocortical é neoplasia rara, com incidência estimada de 0,5 a 2 casos por milhão de habitantes/ano (0,05 p).
Apresenta dois picos de incidência: na infância (associado a síndromes genéticas) e entre a 4ª e 5ª décadas de vida (0,05 p).
2. Os critérios de Weiss avaliam nove parâmetros histológicos (alto grau nuclear, mitoses > 5/50 campos, mitoses atípicas, células claras < 25%, arquitetura difusa, necrose, invasão venosa, invasão sinusoidal e invasão capsular) (0,06 p).
A presença de três ou mais critérios confere diagnóstico de carcinoma, permitindo a diferenciação teórica do adenoma (0,04 p).
3. Os sistemas principais são o ENSAT e o AJCC/TNM (0,03 p).
Eles consideram: tamanho tumoral, invasão de tecidos adjacentes, invasão de veia cava ou renal, metástases linfonodais e metástases a distância (0,07 p).

4. Princípios teóricos da cirurgia oncológica:

  • Ressecção em bloco (en bloc) com margens livres, evitando ruptura da cápsula tumoral (0,05 p);
  • Linfadenectomia regional e, quando necessário, ressecção de órgãos adjacentes invadidos, visando R0 (0,05 p).
5. O mitotano atua como adrenolítico seletivo, inibindo a esteroidogênese e promovendo necrose do córtex adrenal (0,05 p).
Sua indicação adjuvante teórica baseia-se no alto risco de recidiva (estádios III–IV ou critérios histológicos de alto grau), com objetivo de prolongar a sobrevida livre de doença (0,05 p).


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR -  CARCINOMA ADRENOCORTICAL

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.11)

CASO CLINICO: (225076 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo masculino, 54 anos, com queixa de pirose retroesternal de longa data (há mais de 10 anos), com piora progressiva nos últimos 2 anos.

Vem apresentando regurgitação, principalmente no período noturno.

Teve emagrecimento de 2 kg nos últimos 12 meses (índice de massa corporal atual de 33 kg/m2).

Realizada endoscopia digestiva alta, observou-se ulceração esofágica, com friabilidade e presença de mucosa de aspecto róseo-avermelhado, circunferencial, com 4 cm de extensão, projetando proximalmente a partir da junção escamo-colunar. Foram realizadas biópsias da região da junção gastro-esofágica, cujo corte histológico é apresentado abaixo.

1) Qual o diagnóstico para esse paciente? - 0,1 pontos

2) Qual é o prognóstico para esse paciente? - 0,1 pontos

3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente? - 0,3 pontos




RATING: 3.04

1) Qual o diagnóstico?

Doença do refluxo gastro-esofágico (DRGE) complicada com esôfago de Barret. (0,1 p)

DISCUSSÃO: Trata-se de um paciente com queixas de queimação retroesternal e regurgitação, os dois sintomas mais frequentes em pacientes portadores de DRGE. Observa-se IMC de 33, ou seja, obesidade grau I, comum em pacientes que sofrem de DRGE. A endoscopia documenta a presença de esofagite erosiva e achados comuns ao esôfago de Barret. Este último é confirmado pelo corte histológico, onde notam-se áreas de epitélio colunar especializado ao nível da junção gastro-esofágica.

2) Qual é o prognóstico?

Em termos prognósticos, a incidência de adenocarcinoma é 40X maior nos pacientes com esôfago de Barret quando comparado com a população em geral. Requer, portanto, acompanhamento a longo prazo. O principal marcador de potencial de malignidade será a presença de displasia.  (0,1 p)

3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente?

  • inicialmente controlar a inflamação relacionada a DRGE com terapia antissecretória (0,1 p)
  • realizar nova endoscopia com múltiplas biópsias visando descartar a presença de displasia (preferencialmente confirmada por mais de um patologista). A ausência de displasia implica controle endoscópico a cada 2, 3 anos. Displasia leve, controle endoscópico semestral e posteriormente anual. Displasia de alto grau deve ser tratada com esofagectomia ou acompanhamento com biópsias, inicialmente a cada mês, e posteriormente trimestrais. (0,1 p)
  • Não há tratamento curativo específico usado rotineiramente para o esôfago de Barret. Portanto, além do acompanhamento endoscópico, a DRGE deve ser controlada, conforme sua evolução, com terapia clínica e/ou operatória. (0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.04)




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