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PRONAÇÃO DOLOROSA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A pronação dolorosa (também conhecida como "cotovelo da babá") é o deslocamento da cabeça do rádio (osso localizado no lado do polegar do antebraço) em relação ao ligamento anular na região do cotovelo (ligamento que auxilia na estabilidade do cotovelo).

A lesão geralmente acontece em crianças, normalmente entre os 12 meses e os 4 anos de idade, pois é quando os ligamentos das crianças são frágeis e ainda estão em desenvolvimento.

O lado mais acometido é o esquerdo. A maioria dos pacientes é do sexo feminino (65% dos casos).

OBJETIVA: (1221729 votos)..........98.97% das questões objetivas receberam votos.
Paciente do sexo feminino, 68 anos, residente em área de deficiência crônica de iodo, apresenta quadro de emagrecimento, taquicardia e tremor fino há 8 meses. Exame físico revela bócio nodular irregular, sem oftalmopatia. Laboratório: TSH indetectável, T4 livre e T3 elevados, TRAb negativo. Cintilografia com 99mTc mostra múltiplas áreas hipercaptantes com supressão do restante do parênquima. A fisiopatologia mais precisa do quadro é:
A. Estimulação policlonal de receptores de TSH por anticorpos estimulantes com ativação difusa de toda a glândula
B. Mutações somáticas ativadoras do gene do receptor de TSH ou da proteína Gsα em múltiplos clones nodulares independentes
C. Hiperplasia difusa mediada por TSH elevado crônico secundário à deficiência de iodo
D. Infiltração linfocitária difusa com formação de folículos hiperfuncionantes secundária a autoimunidade
E. Transformação maligna de nódulos pré-existentes com produção autônoma de hormônio tireoidiano

  RATING: 0

Paciente do sexo feminino, 68 anos, residente em área de deficiência crônica de iodo, apresenta quadro de emagrecimento, taquicardia e tremor fino há 8 meses. Exame físico revela bócio nodular irregular, sem oftalmopatia. Laboratório: TSH indetectável, T4 livre e T3 elevados, TRAb negativo. Cintilografia com 99mTc mostra múltiplas áreas hipercaptantes com supressão do restante do parênquima. A fisiopatologia mais precisa do quadro é:

A. Estimulação policlonal de receptores de TSH por anticorpos estimulantes com ativação difusa de toda a glândula
INCORRETO: Descreve o mecanismo da doença de Graves, mediado por TRAb, que causa hiperfunção difusa e não nodular.
B. Mutações somáticas ativadoras do gene do receptor de TSH ou da proteína Gsα em múltiplos clones nodulares independentes
CORRETO : O bócio multinodular tóxico (doença de Plummer) resulta de mutações somáticas ativadoras (principalmente no gene do receptor de TSH ou na subunidade α da proteína G) que conferem autonomia funcional a clones foliculares distintos, gerando múltiplos nódulos hiperfuncionantes independentes de estímulo do TSH.
C. Hiperplasia difusa mediada por TSH elevado crônico secundário à deficiência de iodo
INCORRETO : Embora a deficiência de iodo favoreça o desenvolvimento de nódulos, a hiperfunção tóxica não depende de TSH elevado; o TSH está suprimido.
D. Infiltração linfocitária difusa com formação de folículos hiperfuncionantes secundária a autoimunidade
INCORRETO : A infiltração linfocitária difusa é característica da tireoidite de Hashimoto ou da fase inicial da doença de Graves, não do bócio multinodular tóxico.
E. Transformação maligna de nódulos pré-existentes com produção autônoma de hormônio tireoidiano
INCORRETO : A transformação maligna é rara e não constitui o mecanismo fisiopatológico da autonomia funcional.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

DISCURSIVA: (188090 votos) ..........98.31% das questões discursivas receberam votos.
(I) Enumeram os sintomas de encarceramento duma hernia no lactente.(0,32 pontos)
(II) Define a redução “em massa” da hernia encarcerada.(0,07 pontos)
(III) Enumeram as três entidades patológicas mais frequentemente associadas com hernias encarceradas (0,11 pontos).


RATING: 3.05

(I) Enumeram os sintomas de encarceramento duma hernia no lactente.(0,32 pontos)
(II) Define a redução “em massa” da hernia encarcerada.(0,07 pontos)
(III) Enumeram as três entidades patológicas mais frequentemente associadas com hernias encarceradas (0,11 pontos).

(I) Enumeram os sintomas de encarceramento duma hernia no lactente:
São sintomas de encarceramento:
  1. dor abdominal (0,0360 p) + vômitos intermitentes (0,0355 p) + bebê inquieto e que não pode ser consolado (0,0355 p)
  2. massa irredutível (0,0355 p), dolorosa (0,0355 p) e às vezes eritematosa (0,0355 p) é observada na virilha (0,0355 p)
  3. distensão abdominal (0,0355 p)e fezes com sangue (0,0355 p)- sinais tardios
(II) Define a redução “em massa” da hernia encarcerada.
Redução “em massa” é um incidente raro, quando o conteúdo herniado é reduzido para a cavidade peritoneal (0,0357 p) mas o intestino permanece encarcerado internamente no saco herniário. (0,0343 p)

(III) Enumeram as três entidades patológicas mais frequentemente associadas com hernias encarceradas
As três entidades patologicas mais associadas com hernias encarceradas são: a fibrose cística (0,036 p), a hidrocefalia com desvio ventriculo-peritoneal (0,036 p) e a hemodialise (0,038 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

CASO CLINICO: (220330 votos)..........99.04% dos casos clinicos receberam votos.

Identificação: Sra. L.M., 31 anos, sexo feminino, branca, médica residente.

Queixa principal: Crises de pressão alta com dor de cabeça latejante, coração disparado, suor que molha a roupa e sensação de pavor iminente há 7 meses.

História da Doença Atual: Episódios súbitos e recorrentes, duração 15–50 minutos, frequência 3–5 vezes/semana, sem fator desencadeante claro (pioram com estresse). Durante crise: PA 250/160 mmHg e FC 165 bpm. Entre crises: HAS lábil (média 140–155 × 90–100 mmHg) apesar de losartana 100 mg + anlodipino 10 mg + carvedilol 25 mg. Associa perda ponderal involuntária de 9 kg em 5 meses, poliúria/polidipsia e diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 há 4 meses (início rápido).

Antecedentes pessoais e familiares: Carcinoma medular de tireoide tratado com tireoidectomia total + esvaziamento cervical há 2 anos e meio. Mãe operada de feocromocitoma e portadora de hiperparatireoidismo primário.

Exame físico (entre crises): Emagrecida, ansiosa. PA 155/98 mmHg, FC 105 bpm. Palidez cutânea e pele úmida durante relato de crise. Abdômen plano, sem massas palpáveis.

Exames complementares:

  • Glicemia jejum 162 mg/dL; HbA1c 7,2 %.
  • Metanefrinas plasmáticas: Metanefrina 1.380 pg/mL (VR < 57); Normetanefrina 920 pg/mL (VR < 148) — francamente elevadas.
  • TC abdômen (protocolo adrenal): massas heterogêneas adrenais bilaterais (direita 5,2 × 4,8 cm; esquerda 3,1 × 2,9 cm) com realce intenso e washout característico.
  • RM abdômen: lesões com alta intensidade de sinal em T2 (“sinal da lâmpada acesa” / light bulb sign) bilateral.

QUESTÕES:

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? - 0,12 pontos
II. Qual a possível causa etiopatogênica da doença diagnosticada? - 0,11 pontos
III. Qual a melhor modalidade de confirmar o diagnóstico? - 0,1 pontos
IV. Qual o tratamento de escolha e os passos fundamentais do preparo pré-operatório? - 0,17 pontos





RATING: 3

(I) Correlacionando o quadro clínico com os dados:
  • O quadro de episódios paroxísticos de hipertensão arterial sistêmica com cefaleia, palpitações, sudorese profusa e palidez cutânea é a manifestação mais característica do feocromocitoma, presente em cerca de 90 % dos casos. (0,02 p)
  • Até 90 % dos pacientes apresentam pelo menos dois sintomas da tríade clássica (cefaleia + palpitações + sudorese). (0,02 p)
  • A associação com carcinoma medular de tireoide prévio e história familiar de feocromocitoma + hiperparatireoidismo aponta fortemente para Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2A (NEM-2A). (0,03 p)
  • Em indivíduos jovens há maior risco de bilateralidade (10–35 %) e de associação genética (10–25 %). (0,02 p)
  • Perda ponderal e diabetes mellitus de início recente são compatíveis com hipersecreção de catecolaminas (intolerância à glicose em 50 %; DM em 10–20 % dos casos). (0,02 p)
  • O diagnóstico precoce seguido da ressecção cirúrgica do tumor permite a cura na grande maioria dos pacientes. (0,01 p)


(II) A etiopatogenia deve ser compreendida dentro do espectro das síndromes genéticas.
  • Cerca de 10 % a 25 % dos feocromocitomas têm origem genética. (0,02 p)
  • O feocromocitoma é componente importante da NEM tipo 2A, associado a carcinoma medular de tireoide (95 %), feocromocitoma (30–50 %) e hiperparatireoidismo (20–30 %). (0,03 p)
  • A mutação ocorre no proto-oncogene RET localizado no cromossomo 10q11.2, nos códons 609, 611, 618 e 634. (0,04 p)
  • As formas genéticas como a NEM-2A frequentemente cursam com feocromocitoma bilateral e apresentação em idades mais precoces. (0,02 p)


(III) O diagnóstico segue duas etapas rigorosas — primeiro a confirmação bioquímica, depois a localização.
  • A dosagem de metanefrinas plasmáticas livres (normetanefrina e metanefrina) é o teste inicial de maior sensibilidade (99 %). (0,03 p)
  • Valores normais praticamente excluem o diagnóstico (exceto tumores muito pequenos < 1 cm). (0,02 p)
  • Níveis elevados acima de quatro vezes o limite superior confirmam o tumor com probabilidade próxima de 100 %. (0,03 p)
  • As metanefrinas plasmáticas livres apresentam sensibilidade de 99 %; as urinárias fracionadas de 24 horas, 97 %. (0,02 p)

(IV) O tratamento é sempre cirúrgico, mas o sucesso depende fundamentalmente do preparo farmacológico.
  • O tratamento de escolha é a ressecção cirúrgica completa do tumor, com taxas de sobrevivência cirúrgica de 98–100 % quando realizada por equipe experiente (endocrinologista + cirurgião + anestesista). (0,02 p)
  • A preparação farmacológica pré-operatória cuidadosa é o fator mais importante para o sucesso da cirurgia e para a prevenção de crises hipertensivas intraoperatórias. (0,02 p)
  • A estratégia consiste no bloqueio combinado alfa- e beta-adrenérgico, nesta ordem (alfa primeiro). (0,02 p)
  • O bloqueio alfa deve preceder o beta porque as catecolaminas em excesso causam vasoconstrição intensa e contração do volume intravascular; o bloqueio alfa relaxa os vasos permitindo expansão volêmica, enquanto iniciar o betabloqueador primeiro deixa a estimulação alfa sem oposição, podendo piorar drasticamente a hipertensão. (0,04 p)
  • O agente de escolha para o bloqueio alfa é a fenoxibenzamina (bloqueador alfa não-seletivo, irreversível e de longa duração); deve ser iniciada 7 a 10 dias antes da cirurgia, dose inicial 10 mg uma ou duas vezes ao dia, titulada gradualmente até 20–100 mg por dia em doses divididas. (0,03 p)
  • Em casos de doença bilateral associada a síndromes genéticas, recomenda-se a adrenalectomia subtotal laparoscópica com preservação do córtex adrenal para evitar insuficiência adrenal crônica. (0,02 p)
  • A abordagem laparoscópica é o procedimento de escolha para tumores suprarrenais com menos de 8 cm, oferecendo menor tempo de internação e recuperação mais rápida. (0,02 p)

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