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MATURAÇÃO SEXUAL (ÁREA DE PEDIATRIA)

Podemos definir adolescência como uma fase lenta de transição que ocupa o período entre a infância e a idade adulta. Tem como característica transformações psicológicas, sociais e somáticas.

O critério cronológico, isto é, uma faixa etária entre 10 e 20 anos, é utilizado pela OMS para demarcar este período. Apesar desses números facilitarem as ações e os programas de assistência à saúde, sabemos que existe uma ampla variação quanto à idade de início da adolescência entre indivíduos dentro de um mesmo contingente populacional ou pertencentes a grupos populacionais distintos. E escolar ou adolescente? De fato, concordamos que a adolescencia começa quando começam a aparecer os carateres sexuais secundarios.

Com base em critérios biológicos, a adolescência abrange uma fase de modificações anatômicas e fisiológicas que transformam a criança em adulto.

Corresponde ao período que vai do aparecimento de caracteres sexuais secundários e início da aceleração da velocidade de crescimento estatural (estirão pubertário), até o desenvolvimento físico completo (função reprodutora já estabelecida e parada de crescimento.

OBJETIVA: (1415451 votos)..........96.13% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher de 18 anos vem à consulta devido a um edema doloroso de grande lábio esquerdo, que vem piorando progressivamente nos últimos 3 dias. Ela tratou o desconforto com analgésicos vendidos sem prescrição médica e banhos de assento quentes. Ao exame, observa-se uma massa cística tensa, vermelha de 6 cm, edemaciada e sensível, presente na base do grande lábio esquerdo. O próximo passo mais apropriado no cuidado dessa paciente é:
A. excisão da massa
B. calor seco
C. antibióticos orais
D. antibióticos intramusculares ou intravenosos
E. incisão e drenagem da massa

  RATING: 2.88

Uma mulher de 18 anos vem à consulta devido a um edema doloroso de grande lábio esquerdo, que vem piorando progressivamente nos últimos 3 dias. Ela tratou o desconforto com analgésicos vendidos sem prescrição médica e banhos de assento quentes. Ao exame, observa-se uma massa cística tensa, vermelha de 6 cm, edemaciada e sensível, presente na base do grande lábio esquerdo. O próximo passo mais apropriado no cuidado dessa paciente é:

A. excisão da massa
INCORRETO: Cistectomia (ou excisão da glândula) é utilizada para tratar somente os casos recidivantes ou suspeitos de malignidade. A simples incisão e drenagem é ineficaz para obtenção de cura a longo prazo e permite nova formação do abscesso.
B. calor seco
INCORRETO : Repouso, compressas quentes na área, analgésicos e antibióticos podem ajudar na velocidade de cura.
C. antibióticos orais
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. antibióticos intramusculares ou intravenosos
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. incisão e drenagem da massa
CORRETO : A paciente descrita apresenta uma história típica de abscesso da glândula de Bartholin. Na fase aguda, o mais apropriado é incisão e drenagem com algum tipo de cateter ou marsupialização da glândula. Caso o ducto da glândula de Bartholin esteja obstruído, permitindo a formação de um abscesso, deve ser criada uma neocistostomia. Isso pode ser feito, colocando-se um pequeno cateter com um balão inflável (cateter Word) dentro do abscesso e deixando-o no local por 10 a 14 dias ou construindo-se um novo ducto por meio da marsupialização da parede do abscesso. A etiologia do abscesso do ducto de Bartholin é desconhecida.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.88)

DISCURSIVA: (197826 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discorra teoricamente sobre as metástases para as glândulas suprarrenais.

  1. Cite os sítios primários mais frequentes de metástases para as suprarrenais. (0,3 pontos)
  2. Descreva a distribuição uni ou bilateral e a incidência relativa dessas metástases.  (0,05 pontos)
  3. Explique a via principal de disseminação metastática para as glândulas suprarrenais.  (0,03 pontos)
  4. Aponte os principais critérios imaginológicos de diferenciação entre metástase e adenoma cortical.  (0,08 pontos)
  5. Discuta a repercussão funcional das metástases bilaterais sobre a esteroidogênese adrenal. (0,04 pontos)


RATING: 3.13

Discorra teoricamente sobre as metástases para as glândulas suprarrenais.

  1. Cite os sítios primários mais frequentes de metástases para as suprarrenais. (0,3 pontos)
  2. Descreva a distribuição uni ou bilateral e a incidência relativa dessas metástases.  (0,05 pontos)
  3. Explique a via principal de disseminação metastática para as glândulas suprarrenais.  (0,03 pontos)
  4. Aponte os principais critérios imaginológicos de diferenciação entre metástase e adenoma cortical.  (0,08 pontos)
  5. Discuta a repercussão funcional das metástases bilaterais sobre a esteroidogênese adrenal. (0,04 pontos)

1. Os tumores primários mais frequentes são o carcinoma pulmonar (0,10 p), seguido pelo carcinoma de mama (0,05 p), melanoma (0,05 p), carcinoma renal (0,05 p) e tumores gastrintestinais (0,05 p).

2. As metástases suprarrenais apresentam predileção por acometimento bilateral (0,05 p). Em séries de autópsia, a incidência chega a 10–27 % nos carcinomas pulmonares e a 20–30 % nos melanomas (0,05 p).

3. A disseminação ocorre predominantemente por via hematogênica, favorecida pela rica vascularização da glândula e pela drenagem venosa direta para a veia cava inferior (0,05 p).

4. Critérios imaginológicos favoráveis à metástase: diâmetro > 4 cm (0,02 p), atenuação pré-contraste > 10 UH (0,02 p), washout relativo < 40 % ou absoluto < 60 % (0,02 p) e aspecto heterogêneo com necrose central (0,02 p).

5. Metástases bilaterais extensas podem destruir mais de 90 % do córtex funcional e precipitar insuficiência adrenal primária (0,02 p), embora a maioria das metástases permaneça clinicamente não funcionante (0,02 p).

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - METÁSTASES PARA A SUPRARRENAL


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.13)

CASO CLINICO: (229973 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 64 anos, natural e procedente de área de antiga endemia de deficiência de iodo no interior do Estado de São Paulo, refere aumento progressivo e lento do volume cervical anterior há aproximadamente 28 anos. Nos últimos 18 meses evoluiu com disfagia progressiva para sólidos, dispneia aos médios esforços, sensação de “aperto” cervical e rouquidão intermitente, especialmente ao final do dia. Nega sintomas de hiper ou hipotireoidismo (perda ou ganho ponderal significativo, intolerância térmica, tremores, palpitações, alterações do hábito intestinal ou cutâneas).
Antecedentes pessoais: hipertensão arterial sistêmica controlada com losartana, tabagismo ativo (25 maços/ano) e osteoporose.
Ao exame físico: eutrófica, PA 128/78 mmHg, FC 68 bpm, sem sinais de tireotoxicose ou mixedema. Tireoide aumentada de volume de forma assimétrica (predominância à direita), multinodular, consistência firme-elástica, móvel à deglutição, sem linfonodomegalias cervicais palpáveis e sem sopro. Restante do exame sem alterações relevantes.

Exames laboratoriais: TSH 1,65 mUI/L (VR 0,4-4,5), T4 livre 1,15 ng/dL (VR 0,7-1,8), T3 total normal, anticorpos anti-TPO e anti-Tg negativos, calcitonina normal. Ultrassonografia cervical: volume tireoidiano estimado em 92 mL, múltiplos nódulos sólidos e mistos bilaterais; o maior, no lobo direito, mede 3,7 × 2,6 × 2,4 cm, com margens irregulares, microcalcificações e vascularização periférica aumentada (EU-TIRADS 5). Tomografia de pescoço e tórax sem contraste: bócio com discreta extensão retrosternal, desvio e compressão leve da traqueia, sem evidência de invasão de estruturas adjacentes ou linfonodomegalias.


Questões:


(I)
Qual o diagnóstico sindrômico e etiológico mais provável neste caso? (0,1 pontos)
(II) Quais os três objetivos principais da avaliação diagnóstica de um paciente com bócio? (0,1 pontos)
(III) Quais as indicações de tratamento cirúrgico presentes neste caso? (0,1 pontos)
(IV) Qual a conduta imediata recomendada em relação ao nódulo de características ultrassonográficas suspeitas? (0,1 pontos)
(V) Quais as principais opções terapêuticas não cirúrgicas possíveis e suas limitações neste contexto de eutireoidismo? (0,1 pontos)





RATING: 2.99

(I) O diagnóstico sindrômico é bócio multinodular atóxico (0,04 p). Trata-se de aumento tireoidiano com múltiplos nódulos na ausência de hiperfunção (eutireoidismo comprovado por TSH e T4 livre normais) (0,03 p). A etiologia mais provável é a endemia antiga de deficiência de iodo, com evolução lenta e progressiva ao longo de décadas (0,03 p).


(II) Os três objetivos centrais da avaliação diagnóstica de qualquer bócio são:

  1. Determinar se a lesão é benigna ou maligna (0,04 p);
  2. Avaliar a função tireoidiana (hipo, hiper ou normofuncionante) (0,03 p);
  3. Identificar a presença de compressão de estruturas adjacentes (via aérea, digestiva ou vascular) (0,03 p).


(III) As indicações cirúrgicas presentes neste caso são:

  • Sintomas compressivos significativos (disfagia, dispneia e rouquidão) (0,04 p);
  • Volume tireoidiano elevado (≈ 92 mL) com extensão retrosternal (0,03 p);
  • Necessidade de exclusão definitiva de malignidade em nódulo de alto risco ultrassonográfico (0,03 p).


(IV) A conduta imediata é a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) guiada por ultrassom do nódulo de características suspeitas (EU-TIRADS 5) (0,05 p). A citologia orientará a decisão entre observação, cirurgia diagnóstica ou terapêutica definitiva (0,05 p).


(V) As principais opções não cirúrgicas são:

  • Observação clínica e ultrassonográfica seriada (indicada apenas em casos assintomáticos e de baixo risco) (0,03 p);
  • Radioiodoterapia (pode reduzir o volume em aproximadamente 40-60% ao longo de 1-5 anos, porém a captação é usualmente baixa e heterogênea nos bócios atóxicos) (0,04 p);
  • Terapia supressiva com levotiroxina (não recomendada de rotina em pacientes eutireoideos idosos, pela baixa eficácia e risco de efeitos adversos cardiovasculares e ósseos) (0,03 p).


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.99)




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