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OS PRINCÍPIOS BASICOS DO DIAGNOSTICO ELETRICO EM CARDIOLOGIA ELETROCARDIOGRAMA (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

Todos os livros de medicina e artigos do assunto começam com essa pergunta esperta e todas falham em explicar EXATAMENTE o que significa uma eletrocardiograma, no final, o estudante acabando entender nada.

Daí, a grande, a ENORME PROPORÇÃO de médicos que ficam alucinados com um traçado eletrico saído do tal aparelho, seja no pronto-socorro, seja no consultório, seja nas provas.

Os termos "chique" não servem pra nada. A "linguagem" do ECG é uma alfabetização para qualquer médico. Saber ler e fundamental. Saber ler uma eletrocardiograma e vital. Salva vidas mesmo.

Um socorrista que falha em perceber um infarte claro no ECG pode desperdiçar chances boas de recuperar um caso grave. Na maioria dos casos o coração assinala pra nos que esta em apuros. Basta entender. Não é dificil, o dicionario deste idioma é lógico e o léxico nem é tão grande.

Então, para começar, vamos responder á pergunta acima: O que é a ELETROCARDIOGRAMA? procurando a mais leiga, a mais vulgar definição.

OBJETIVA: (1385834 votos)..........94.95% das questões objetivas receberam votos.
Uma menina de 3 anos com febre é trazido para o pronto-socorro por seus pais. A menina teve febre nas últimas 24 horas e está agora reclamando de dor bucal. Não tem histórico médico anterior significativo e seus antecedentes sociais, familiares e de viagens não apresentam muita relevância. Seus pais negam tosse ou outros sintomas de infecção respiratória superior. A frequência cardíaca dela é 89/min, a pressão arterial é 96/58 mm Hg, frequência respiratória é de 22/min e a temperatura é de 38,2° C. No exame físico, o orofaringe dela está inflamado, com múltiplas vesículas espalhados na língua, mucosa bucal, faringe posterior, palato e lábios. Além disso, ela tem lesões maculopapulares e vesiculares em ambas as mãos, nádegas e sua virilha. Qual agente viral é mais provavelmente responsável por esta apresentação clínica?
A. Coxsackie A
B. Herpesvírus humano-6
C. Paramixovírus
D. Parvovírus B19
E. Vírus varicela-zoster

  RATING: 2.83

Uma menina de 3 anos com febre é trazido para o pronto-socorro por seus pais. A menina teve febre nas últimas 24 horas e está agora reclamando de dor bucal. Não tem histórico médico anterior significativo e seus antecedentes sociais, familiares e de viagens não apresentam muita relevância. Seus pais negam tosse ou outros sintomas de infecção respiratória superior. A frequência cardíaca dela é 89/min, a pressão arterial é 96/58 mm Hg, frequência respiratória é de 22/min e a temperatura é de 38,2° C. No exame físico, o orofaringe dela está inflamado, com múltiplas vesículas espalhados na língua, mucosa bucal, faringe posterior, palato e lábios. Além disso, ela tem lesões maculopapulares e vesiculares em ambas as mãos, nádegas e sua virilha. Qual agente viral é mais provavelmente responsável por esta apresentação clínica?

A. Coxsackie A
CORRETO: Esta história é uma apresentação clássica de mão-pé-boca doença causada pelo vírus coxsackie A. Normalmente se apresenta com uma doença leve que pode ou pode não haver presença de febre. O orofaringe está inflamado, com vesículas espalhadas na língua, mucosa bucal, faringe posterior, gengivas, palato e lábios. Mãos e dedos, pés, nádegas e virilha também podem demonstrar lesões maculo-papulares, vesiculares ou pustulosas. Mãos e dedos são afetados com mais frequência do que pés, e mais comumente são as superfícies dorsais que demonstram as lesões da doença.
B. Herpesvírus humano-6
INCORRETO : Herpesvírus humano-6 é o vírus associado à roseola infantum, que se manifesta com um pródromo de febre alta aguda > 40° C precedendo um erupção maculopapular que aparece como febre rompe. A erupção é classicamente descrita como manifestando-se no tronco com uma rápida propagação para o rosto e as extremidades. Não há lesões de orofaringe associadas.
C. Paramixovírus
INCORRETO : O paramixovírus é responsável pelo sarampo, que se apresenta com um pródromo de febre baixa com tosse, coriza e conjuntivite (”os 3 C-s”) e desenvolvimento posterior de uma erupção eritematosa maculopapular que se espalha da cabeça para os pés.
D. Parvovírus B19
INCORRETO : O parvovírus B19 está associado ao eritema infeccioso (quinta doença), que se manifesta com uma erupção cutânea característica de ”tapa na bochecha”, além de prurido, erupção eritematosa maculopapular que se manifesta nos braços e se espalha para o tronco e pernas.
E. Vírus varicela-zoster
INCORRETO : O vírus varicela-zoster é responsável por causar varicela (catapora), caracterizado pela clássica erupção vesicular em ”lágrima” com vesículas em vários estágios de cura; o vírus também causa zona zoster, que manifesta-se com uma erupção vesicular pruriginosa distribuída de forma dermatomal.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.83)

DISCURSIVA: (194525 votos) ..........96.91% das questões discursivas receberam votos.
Respondam ás questões seguintes:
1) Quais são os reservatórios de suscetíveis com grande importância para o controle da doença coqueluche? (0,1 pontos)
2) Qual é a faixa etária de maior risco para coqueluche? (0,05 pontos)
3) Quais são os quadros clínicos atípicos da coqueluche? (0,2 pontos)
4) Qual é o aspecto característico frequentemente encontrando no Rx de tórax no paciente com coqueluche? (0,15 pontos)


RATING: 2.95

Respondam ás questões seguintes:
1) Quais são os reservatórios de suscetíveis com grande importância para o controle da doença coqueluche? (0,1 pontos)
2) Qual é a faixa etária de maior risco para coqueluche? (0,05 pontos)
3) Quais são os quadros clínicos atípicos da coqueluche? (0,2 pontos)
4) Qual é o aspecto característico frequentemente encontrando no Rx de tórax no paciente com coqueluche? (0,15 pontos)

1) Quais são os reservatórios de suscetíveis com grande importância para o controle da doença coqueluche?
R: crianças menores de um ano que ainda não completaram o esquema básico (0,05 p) e adolescentes e adultos que perderam a imunidade (0,05 p)
DISCUSSÃO: A vacina (componente pertussis da DTP, seja acelular ou de células inteiras), não confere imunidade completa e permanente. Segundo Jenkinson, a imunidade é completa somente no primeiro ano após a imunização e cai gradualmente com o passar do tempo, tendo ainda 84% de eficácia após 4 anos, chegando a cerca de 50% nos três anos seguintes e após 12 anos nenhuma proteção é evidente com o amplo uso da vacinação nos últimos anos, com a atual vacina que não permite reforços acima dos 7 anos, dois reservatórios de suscetíveis passam a ter grande importância para o controle da doença, a saber: crianças menores de um ano, que ainda não completaram o esquema básico, adolescentes e adultos que perderam a imunidade.

2) Qual é a faixa etária de maior risco para coqueluche?
R: A faixa etária de maior risco continua sendo a de menores de um ano. (0,05 pontos)

3) Quais são os quadros clínicos atípicos da coqueluche?
R: Quadros atípicos:
Em lactentes: a tosse, em geral, não se desenvolve em paroxismos (0,025 p) e os guinchos estão ausentes (0,025 p) ; no entanto, crises de apneia são comuns (0,025 p) e podem resultar em hipóxia significante (0,025 p) .
Em crianças maiores e adultos, em geral, o quadro é mais brando, com tosse persistente devido a traqueobronquite (0,025 p) , dificultando o diagnóstico, particularmente porque os paroxismos (0,025 p) , o guincho (0,025 p) e a leucocitose (0,025 p) podem estar ausentes.

4) Qual é o aspecto característico frequentemente encontrando no Rx de tórax no paciente com coqueluche?
R: O raio X de tórax pode mostrar infiltrados, principalmente peri-hilar resultando no chamado “coração borrado ou franjado” (0,05 p) porque as bordas da imagem cardíaca não são nítidas. Pode ocorrer ainda, atelectasia (0,05 p) ou enfisema. (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

CASO CLINICO: (226617 votos)..........96.85% dos casos clinicos receberam votos.

Menina de cinco anos, raça negra, é levada ao pronto-socorro depois de sofrer de uma forte dor de cabeça e episódios de vômito em jato nas últimas quatro horas. A mãe relata que não houve qualquer trauma, infecção recente ou vacinação, e observa que a criança não apresentou febre ou calafrios. Ela também nega a presença de diarreia ou dor abdominal acompanhando os vômitos. 

A mãe está preocupada porque a filha quase não está usando o braço esquerdo e parece ter começado a mancar, colocando a maior parte do peso na perna direita. A criança nasceu de parto vaginal, no tempo certo, sem complicações durante a gravidez e o período pós-parto. Desde o nascimento, ela é acompanhada por um pediatra e apresenta um padrão de crescimento normal, atingindo todos os marcos de desenvolvimento no tempo esperado. Suas vacinas estão em dia.  

Segundo a mãe, a menina é pálida desde que nasceu. Ela foi diagnosticada com anemia aos três anos e faz uso regular de suplementos de ferro e vitaminas. A paciente também apresentou crises de dor recorrentes, tratadas em casa com analgésicos, e teve um episódio de inchaço e dor nas mãos aos 18 meses. 

Ao falar sobre a história familiar, a mãe menciona que ela e o pai não são parentes próximos. O casal perdeu um filho, irmão da paciente, devido à síndrome da morte súbita infantil aos seis meses de idade. Além disso, um primo materno tem uma forma de anemia que requer transfusões sanguíneas regulares. A paciente apresenta palidez e icterícia. Ela alterna entre períodos de estupor e irritabilidade. 

Sua frequência cardíaca é de 136 batimentos por minuto, a pressão arterial é de 103/62 mmHg, a temperatura está em 36,7 °C e a frequência respiratória é de 16 incursões por minuto. Durante a ausculta cardíaca, observou-se um ritmo regular em dois tempos, com sons cardíacos normais e um sopro pansistólico de intensidade 2+/6+. O abdome está flácido e não apresenta dor à palpação, com peristalse presente. O baço é palpável a três centímetros abaixo do rebordo costal. Os pares cranianos da paciente estão íntegros. Ela possui força e sensibilidade normais no lado direito do corpo, enquanto apresenta fraqueza e redução de sensibilidade no lado esquerdo. 

Hemoglobina: 6,5 g/dL, Leucometria: 24.000 células/mm³, Plaquetas: 500.000 células/mm³ Tempo de protrombina/tempo de tromboplastina parcial: normal, Bioquímica: normal

           

(I) Qual é o diagnóstico mais provável? (0,09 pontos)

(II) Qual é a causa desta lesão? Argumenta. (0,315 pontos)

(III) Qual é a conduta terapêutica nesta fase e como vai ser conduzido o caso para prevenir novos incidentes deste tipo? (0,095 p)




RATING: 3.03

(I) Qual é o diagnóstico mais provável?

Acidente vascular cerebral (0,045 p) no hemisfério direito (0,045 p).

(II) Qual é a causa desta lesão? Argumenta.

Anemia falciforme (0,045 p). O diagóstico é apoiado pelo esfregaço sanguineo que mostra hemácias 'em foice' (0,045 p), os antecedentes familiares (0,045 p) (morte súbita do irmão, tio materno com antecedentes de tratamento transfusional), raça negra (0,045 p), diagnosticada com anemia aos três anos (0,045 p), crises de dor recorrentes (crises de falcização) tratadas em casa com analgésicos (0,045 p), e episódio de inchaço e dor nas mãos aos 18 meses (provavelmente sindrome mão-pé, crise vaso-oclusiva localizada (0,045 p)

(III) Qual é a conduta terapêutica nesta fase e como vai ser conduzido o caso para prevenir novos incidentes deste tipo?

Os infartos cerebrais em pacientes com anemia falciforme devem ser tratados com exsanguinotransfusão no momento do diagnóstico (0,0475 p) e, depois, com um esquema de hemotransfusão regular por toda a vida. (0,0475 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.03)




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