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INCIDENTALOMAS ADRENAIS (ÁREA DE CIRURGIA)

Incidentaloma adrenal (IA) designa qualquer massa adrenal com diâmetro igual ou superior a 1 cm identificada de forma acidental em exames de imagem realizados para investigação de condições clínicas não relacionadas a doenças das glândulas adrenais.

Trata-se de achado radiológico cujo reconhecimento impõe a necessidade de caracterização precisa quanto à natureza histológica (benigna versus maligna) e à atividade hormonal (funcionante versus não funcionante), uma vez que ambas as propriedades determinam o risco de morbimortalidade e orientam a conduta terapêutica.


OBJETIVA: (1220377 votos)..........99.01% das questões objetivas receberam votos.
O substrato fisiopatologico do envolvimento parenquimatoso cerebral na encefalite com enterovirus não-polio consta em:
A. ativação do macrófagos e linfócitos T do licor
B. indução da coagulação intravascular
C. mudança do pH intraneuronal com necrose
D. aumento da pressão intracraniana
E. formação de depositos de imunocomplexos na citoplasma neuronal e glial

  RATING: 2.99

O substrato fisiopatologico do envolvimento parenquimatoso cerebral na encefalite com enterovirus não-polio consta em:

A. ativação do macrófagos e linfócitos T do licor
CORRETO: As infecções do sistema nervoso central podem piorar por causa da resposta inflamatória meníngea mista - traduzido: macrófagos e linfócitos T do licor estão ativadas e geram uma pleocitose mononuclear do mesmo processo inflamatório linfocítico ou misto perivascular e parenquimatoso, infiltrado linfocítico perivascular, gliose, degeneração celular e fagocitose neuronal. Isto é o substrato fisiopatologico do envolvimento parenquimatoso, em vários sítios, incluindo as substâncias branca e cinzenta do cérebro, o cerebelo, os gânglios da base, o tronco cerebral e a medula espinhal. Como exemplo, a encefalite com enterovírus 71 foi caracterizada por envolvimento grave do tronco cerebral e da medula espinhal.
B. indução da coagulação intravascular
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. mudança do pH intraneuronal com necrose
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. aumento da pressão intracraniana
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. formação de depositos de imunocomplexos na citoplasma neuronal e glial
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.99)

DISCURSIVA: (187916 votos) ..........98.31% das questões discursivas receberam votos.
Respondam ás seguintes questões:
1) Qual espécies representam a fauna ofídica de interesse médico no Brasil? - 0,25 pontos
2) Enumeram os efeitos patologicos do veneno bothropico - 0,25 pontos


RATING: 3.57

Respondam ás seguintes questões:
1) Qual espécies representam a fauna ofídica de interesse médico no Brasil? - 0,25 pontos
2) Enumeram os efeitos patologicos do veneno bothropico - 0,25 pontos

1) Qual espécies representam a fauna ofídica de interesse médico no Brasil?

No Brasil, a fauna ofídica de interesse médico está representada pelos gêneros:
  • Bothrops (incluindo Bothriopsis e Porthidium)(0,05 p)
  • Crotalus(0,05 p)
  • Lachesis(0,05 p)
  • Micrurus(0,05 p)
  • Colubridae(0,05 p)
2) Enumeram os efeitos patologicos do veneno bothropico
  • Proteolitica
  • Coagulante
  • Hemorragica

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.57)

CASO CLINICO: (220167 votos)..........98.56% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 45 anos, agricultor, procedente de área rural na região Norte do Brasil (zona de desmatamento para construção de estradas e surgimento de povoados pioneiros), procura atendimento com queixa de lesão ulcerada no membro inferior direito há aproximadamente 60 dias. A lesão iniciou como nódulo pruriginoso, evoluiu para úlcera redonda, grande, rasa, de bordas elevadas, coloração violácea, pouco dolorosa, associada a envolvimento do cordão linfático. Há 20 dias iniciou sintomas nasais: epistaxe recorrente, formação de crostas, saída de secreção nasal, dor, hiperemia e deformidade incipiente do nariz. Relata picadas frequentes de insetos durante trabalho em mata, moradia próxima a florestas e presença de cães com lesões cutâneas suspeitas na residência. Exame otorrinolaringológico revela hiperemia do septo nasal e crostas. Não há febre nem comprometimento sistêmico evidente.

Questões:

I. Qual a suspeita diagnóstica? ..... 0,12 pontos
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? ...... 0,13 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ..... 0,12 pontos
IV. Qual o tratamento indicado? ....... 0,13 pontos





RATING: 3.01

I. Suspeita diagnóstica: Leishmaniose tegumentar americana – forma mucosa (tardia ou concomitante) ou cutâneo-mucosa

  • Lesão cutânea inicial típica: nódulo pruriginoso → úlcera redonda/oval, grande, rasa, bordas elevadas, violácea, pouco dolorosa, membros inferiores, envolvimento de cordão linfático, possibilidade de cura espontânea (0,04 p)
  • Evolução com metástase para mucosas da nasofaringe (epistaxe, crostas, secreção, dor, hiperemia, deformidade) em <5% dos casos, podendo surgir concomitantemente, até 2 anos ou décadas após cicatrização da lesão cutânea (0,04 p)
  • Epidemiologia compatível: área endêmica no Brasil (Norte/Nordeste), ocupação rural, desmatamento, reservatórios como cães (0,04 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada: Infecção por Leishmania (Viannia) braziliensis transmitida por flebótomo

  • Protozoário do gênero Leishmania, ordem Kinetoplastida, família Trypanosomatidae; principal agente da forma mucosa é L. (V.) braziliensis (menos frequentemente L. amazonensis e L. guyanensis) (0,05 p)
  • Transmissão nas Américas: picada de fêmeas de flebótomos (família Psychodidae, subfamília Phlebotominae, gêneros Lutzomyia e Psychodopygus) que inoculam promastigotas (0,04 p)
  • No hospedeiro vertebrado: forma amastigota parasita células do sistema fagocítico mononuclear; ciclo completo com transformação promastigota → amastigota após 4-5 dias no vetor (0,04 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Diagnóstico parasitológico direto (exame parasitológico direto de primeira escolha)

  • Procedimento de eleição: pesquisa direta por escarificação da borda da lesão mais recente ou impressão por aposição de biópsia, corada por Giemsa/Leishman para visualização de amastigotas arredondadas/ovóides (2-3 µm, núcleo e cinetoplasto) (0,04 p)
  • Sensibilidade alta em lesões recentes (até 100% em <2 meses para L. braziliensis); diminui com tempo de evolução; complementado por PCR (sensibilidade 97% em cutânea, 62-97% em mucosa) ou imunoistoquímica (0,04 p)
  • Métodos auxiliares (não definitivos isoladamente): intradermorreação de Montenegro (>90% positiva), histopatologia, cultivo em NNN/Schneider (0,04 p)

IV. Tratamento indicado: Antimoniato de N-metilglucamina (antimonial pentavalente) como droga de primeira escolha

  • Para forma mucosa: 20 mg SbV/kg/dia por 30 dias seguidos, preferencialmente via endovenosa lenta ou intramuscular, em ambiente hospitalar (0,05 p)
  • Dose máxima adulto: 3 ampolas/dia (1.275 mg SbV); nunca exceder; monitorar ECG semanal, função renal/hepática e efeitos colaterais (artralgia, mialgia, náuseas, etc.) (0,04 p)
  • Cuidados locais: limpeza com água/sabão + compressas KMnO4 1/5000; se falha após 12 semanas, repetir esquema uma vez ou passar para segunda escolha (anfotericina B) (0,04 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.01)




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