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ALGARISMO DE DIAGNÓSTICO E DIFERENCIAÇÃO ENTRE ANEMIAS (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A hematologia tem esse capitulo importante, os dos anemias, que não deixa de ser um quadro clinico muito frequente na patologia, despito á multidão das esquemas terapêuticas utilizadas e á profilaxia sustentada. Nas provas, também tem muitas questões que tocam nesse assunto. O algarismo de diagnóstico diferencial tem como raiz o DIAGNÓSTICO DE ANEMIA. Ou seja, precisamos saber se o paciente que encontramos realmente pode ser SUSPEITADO a ser um anemico, sendo, nesta primeira fase, necessario somente perceber e interpretar corretamente os achados COMUNS de todas as anemias, que geralmente, trazem o paciente com a sua queixa principal.

OBJETIVA: (1418694 votos)..........96.03% das questões objetivas receberam votos.
Dentre as afirmativas sobre métodos diagnósticos histopatológicos e estratégias profiláticas em neoplasias não-melanomas da parede abdominal, identifique a VERDADEIRA:
A. Infiltrado peritumoral por macrófagos auxilia diagnóstico; profilaxia em HIV é anual sem screening sistêmico
B. Infiltrado linfocitário indica resposta antitumoral; vigilância regular integra screening multidisciplinar para riscos
C. Células NK destroem tumores via MHC; linfedemas demandam profilaxia com estímulo VEGF sem monitoramento
D. Regressão em sarcoma de Kaposi depende de cirurgias isoladas; manejo ignora mitigação imunossupressão
E. Hipóxia em linfedemas inibe VEGF; profilaxia para angiossarcomas prioriza regressão espontânea sem vigilância

  RATING: 3.03

Dentre as afirmativas sobre métodos diagnósticos histopatológicos e estratégias profiláticas em neoplasias não-melanomas da parede abdominal, identifique a VERDADEIRA:

A. Infiltrado peritumoral por macrófagos auxilia diagnóstico; profilaxia em HIV é anual sem screening sistêmico
INCORRETO: O infiltrado inflamatório peritumoral é composto predominantemente por linfócitos T e B, não por macrófagos, servindo como achado comum que auxilia no diagnóstico diferencial, reforçando a relevância do sistema imune no controle da progressão neoplásica, e a profilaxia em portadores de HIV não se restringe a avaliações anuais isoladas, mas exige vigilância contínua para monitorar recidivas locais, metástases e novas lesões cutâneas, integrada a screening multidisciplinar para malignidades sistêmicas como carcinoma pulmonar, dado o risco elevado em 3 a 5 vezes para câncer de pele não melanoma devido à deficiência imunológica profunda que compromete a vigilância contra antígenos tumorais.
B. Infiltrado linfocitário indica resposta antitumoral; vigilância regular integra screening multidisciplinar para riscos
CORRETO : O infiltrado inflamatório peritumoral predominantemente linfocitário, composto por linfócitos T e B que se agregam ao redor do tumor, auxilia no diagnóstico diferencial, sendo um critério histopatológico chave onde o infiltrado pode indicar resposta imune antitumoral, reforçando a relevância do sistema imune no controle da progressão neoplásica, e em indivíduos imunodeprimidos como portadores de AIDS, o risco para câncer de pele não melanoma é elevado em 3 a 5 vezes em comparação à população geral, refletindo a deficiência imunológica profunda associada à infecção pelo HIV, que afeta principalmente linfócitos T CD4+ e compromete a vigilância imunológica contra antígenos tumorais, com propensão marcante ao desenvolvimento de carcinoma espinocelular onde o sistema imune comprometido falha em eliminar células pré-malignas ou tumorais incipientes, tornando essencial um protocolo de acompanhamento dermatológico regular e de longo prazo para monitorar recidivas locais ou metástases, além do surgimento de novas lesões neoplásicas, exibindo risco aumentado para outras malignidades não cutâneas comuns como carcinoma pulmonar, o que reforça a necessidade de avaliação multidisciplinar integrada incluindo screening para fatores de risco sistêmicos como tabagismo ou exposição ambiental.
C. Células NK destroem tumores via MHC; linfedemas demandam profilaxia com estímulo VEGF sem monitoramento
INCORRETO : As células natural killer possuem a função primordial de reconhecer e destruir células tumorais por meio de citotoxicidade direta, sem necessidade de apresentação antigênica prévia via MHC, liberando perforinas e granzimas que perfuram a membrana celular tumoral induzindo apoptose, e secretam citocinas como interferon-gama para amplificar a resposta imune, enquanto áreas vulneráveis como linfedemas de qualquer etiologia demandam profilaxia com monitoramento contínuo, pois o acúmulo de linfa estagna o fluxo linfático impedindo a migração de linfócitos e células natural killer, e a hipóxia tecidual com liberação de VEGF promove neovascularização aberrante que nutre as células tumorais criando um microambiente favorável à evasão imune, com maior incidência de neoplasias como angiossarcomas, não baseado em estímulo à VEGF.
D. Regressão em sarcoma de Kaposi depende de cirurgias isoladas; manejo ignora mitigação imunossupressão
INCORRETO : A regressão espontânea em neoplasias estabelecidas como sarcoma de Kaposi pode ocorrer inclusive em etapas avançadas com a restauração imune ao interromper ou mitigar a imunossupressão, levando a redução no tamanho das lesões e resolução histológica sem intervenção adicional, frequentemente desencadeada por estados de imunossupressão em pacientes sob terapia imunossupressora pós-transplante ou condições crônicas, demandando abordagens que priorizem a mitigação imunológica integrada a protocolos de vigilância ao invés de intervenções cirúrgicas isoladas.
E. Hipóxia em linfedemas inibe VEGF; profilaxia para angiossarcomas prioriza regressão espontânea sem vigilância
INCORRETO : A hipóxia tecidual em linfedemas crônicos, sejam pós-cirúrgicos ou congênitos, promove neovascularização aberrante via liberação de fatores como VEGF, nutrindo células tumorais e criando microambiente favorável à evasão imune, além de limitar a migração de linfócitos e células natural killer devido ao acúmulo de linfa que estagna o fluxo linfático, e o manejo profilático para angiossarcomas envolve intervenções ativas e multidisciplinares, incluindo para metástases, com regressão espontânea possível em neoplasias estabelecidas ao mitigar imunossupressão, mas não exclusiva e requerendo protocolo de acompanhamento regular para monitorar recidivas e novas lesões.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

DISCURSIVA: (198409 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1) Defina a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) em pediatria. 0,3 pontos
2) Defina a sepse para a faixa etária pediátrica. 0,1 pontos
3) Defina a sepse grave em pacientes pediátricos. 0,1 pontos


RATING: 3

1) Defina a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) em pediatria. 0,3 pontos
2) Defina a sepse para a faixa etária pediátrica. 0,1 pontos
3) Defina a sepse grave em pacientes pediátricos. 0,1 pontos

1) Defina a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) em pediatria.
Síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) em pediatria é definida como presença de pelo menos dois dos seguintes critérios, sendo que um deles deve ser alteração da temperatura ou do número de leucócitos:(0,05 p)

  1. Alteração de temperatura corpórea - hipertermia ou hipotermia(0,05 p)
  2. Taquicardia - frequência cardíaca (FC) inapropriada para idade na ausência de estímulos externos ou bradicardia para criança <1 ano (0,05 p)
  3. Taquipneia - frequência respiratória (FR) inapropriada para idade(0,05 p) OU necessidade de ventilação mecânica para um processo agudo não relacionado à doença neuromuscular de base ou necessidade de anestesia geral. (0,05 p)
  4. Alteração de leucócitos – leucocitose ou leucopenia não secundárias à quimioterapia, ou presença de formas jovens de neutrófilos no sangue periférico.(0,05 p)
2) Defina a sepse para a faixa etária pediátrica.
Sepse caracteriza-se pela presença de dois ou mais sinais de SIRS, (0,05 p) sendo um deles hipertermia/hipotermia e/ou alteração de leucócitos,, concomitantemente à presença de quadro infeccioso confirmado ou suspeito.(0,05 p)
3) Defina a sepse grave em pacientes pediátricos.
Sepse grave em pacientes pediátricos caracteriza-se pela presença de sepse e disfunção cardiovascular OU respiratória OU duas ou mais disfunções orgânicas entre as demais. (0,05 p). Entretanto, para fins práticos qualquer disfunção orgânica associada a infecção suspeita ou confirmada caracterizará sepse grave. (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (230585 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Os pais trouxeram na UPA um bebe de 2 meses que estava dormindo no quarto porque acharam um morcego no mesmo ambiente que o bebe estava dormindo. Não se sabe se houve contato com esse morcego ou não. Não há nenhum tipo de sinais de arranhão, mordida ou picada. A criança está muito bem no momento. Os pais não conseguiram capturar o morcego.
1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?.................0,08 pontos
2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentam...........0,12 pontos
3) Qual é a conduta terapêutica e profilatica mais eficiente sugerida?.................0,15 pontos
4) Quais são as medidas complementares obrigatórias? .....................................0,15 pontos





RATING: 2.96

1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?

  • Exposição potencial/duvidosa ao vírus rábico por adentramento de morcego em ambiente de sono de lactente (categoria III ou equivalente em protocolo de risco). (0,04 p)
  • Acidente grave por morcego não capturado (não se pode realizar observação ou exame laboratorial do animal). (0,04 p)

2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentem.

  • Sim, é situação de risco elevado (evidência nível A – mortalidade da raiva humana ≈ 100% após início de sintomas). (0,03 p)
  • Razão epidemiológica: Mordidas de morcego são frequentemente imperceptíveis; lactentes não relatam contato; transmissão saliva-órgão neural é altamente eficiente. (0,03 p)
  • Razão de decisão clínica: Risco-benefício da profilaxia pós-exposição (PPE) é extremamente favorável (eficácia > 99% quando iniciada precocemente); não há “janela segura” de observação quando o animal não é capturado. (0,03 p)
  • Princípio MBE: Prevenção primária de doença letal em cenário de incerteza diagnóstica justifica intervenção imediata (regra “better safe than sorry” em raiva). (0,03 p)

3) Qual é a conduta terapêutica e profilática mais eficiente sugerida?

  • Conduta de escolha: Profilaxia pós-exposição (PPE) completa e imediata – soro anti-rábico humano (SAR) + vacina anti-rábica inativada. (0,05 p)
  • Dose de imunoglobulina: SAR 40 UI/kg (ou IGHR 20 UI/kg se disponível), com infiltração máxima possível no local de possível inoculação (mesmo sem lesão visível, infiltrar em região de maior probabilidade – ex.: face/cabeça) e o restante intramuscular em local distante. (0,05 p)
  • Esquema vacinal para lactente: Vacina anti-rábica intramuscular em vasto lateral da coxa – dias 0, 3, 7, 14 e 28 (esquema de 5 doses para imunocompetentes < 2 anos). (0,05 p)

4) Quais são as medidas complementares obrigatórias?

  • Notificação compulsória imediata ao serviço de vigilância epidemiológica (SINAN) – caso de exposição a morcego. (0,03 p)
  • Orientação aos pais: Monitoramento clínico rigoroso do lactente (sinais prodômicos de raiva) por 90 dias; retorno imediato à UPA se febre, irritabilidade, hidrofobia ou paresia.  (0,03 p)
  • Higienização rigorosa de todo o corpo do bebê com água e sabão (mesmo sem lesão aparente), higienização do ambiente: limpeza do quarto com água e sabão + desinfecção com hipoclorito (mesmo sem lesão no bebê).  (0,03 p)
  • Notificação imediata à Vigilância Epidemiológica municipal/estadual (formulário de atendimento antirrábico).  (0,03 p)
  • Monitorização clínica por 10-14 dias (qualquer alteração neurológica → hospital de referência).  (0,03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.96)




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