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FRATURAS NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

O trauma e a principal causa de morte de crianças e a segunda maior causa de morbidade, depois da infecção. As fraturas são responsáveis por cerca de 15% de todas as lesões em crianças.
A grande maioria das fraturas ocorre no ambiente domiciliar da criança e nas vizinhanças e é decorrente de trauma acidental, como queda de móveis, de muros de escadas e árvores. O ambiente escolar e de recreação e os locais de prática esportiva vêm em segundo lugar.

OBJETIVA: (1433191 votos)..........96.5% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher de 25 anos, que apresentou seu último período menstrual (DUM) há 3 semanas, está sendo acompanhada em decorrência de uma massa cística no ovário direito, medindo 4 x 4 cm. Ela vem ao setor de emergência queixando-se de uma dor súbita, situada do lado direito no baixo ventre e náusea, constante nas últimas 2 horas. Ela apresentou espasmos dolorosos intermitentes durante uma semana, precedendo este episódio (quando você percebeu o cisto pela primeira vez). Esses episódios dolorosos se resolveram em minutos. A paciente nega febre e coitos recentes (nenhum em 6 meses). O exame mostra uma massa pélvica à direita, medindo 10 x 8 x 6 cm, muito sensível. A leucometria é de 12.500/mL, e a temperatura de 37,2°C. Ela não foi submetida a cirurgias anteriores.
Das opções a seguir, o diagnóstico mais provável é:
A. abscesso em apêndice
B. torção de um cisto de ovário
C. diverticulite
D. prenhez ectópica
E. doença inflamatória pélvica (DIP)

  RATING: 3.14

Uma mulher de 25 anos, que apresentou seu último período menstrual (DUM) há 3 semanas, está sendo acompanhada em decorrência de uma massa cística no ovário direito, medindo 4 x 4 cm. Ela vem ao setor de emergência queixando-se de uma dor súbita, situada do lado direito no baixo ventre e náusea, constante nas últimas 2 horas. Ela apresentou espasmos dolorosos intermitentes durante uma semana, precedendo este episódio (quando você percebeu o cisto pela primeira vez). Esses episódios dolorosos se resolveram em minutos. A paciente nega febre e coitos recentes (nenhum em 6 meses). O exame mostra uma massa pélvica à direita, medindo 10 x 8 x 6 cm, muito sensível. A leucometria é de 12.500/mL, e a temperatura de 37,2°C. Ela não foi submetida a cirurgias anteriores.
Das opções a seguir, o diagnóstico mais provável é:

A. abscesso em apêndice
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. torção de um cisto de ovário
CORRETO : A história de um cisto conhecido e de aumento súbito pode levar a pensar em torção de cisto de ovário. O aumento de tamanho do cisto ocorre quando o fluxo sangüíneo venoso do cisto é interrompido pela torção, mas o grau de torção é insuficiente para bloquear o fluxo de sangue arterial. (Lembre-se que massas que aumentam rapidamente de tamanho sugerem hemorragia interna de algum tipo.) A natureza intermitente dessa dor antes do episódio terminal também é característica da torção anexial. Certamente, existe uma indicação cirúrgica para a laparoscopia ou laparotomia exploradora com finalidade de tratamento, assim como de diagnóstico.
C. diverticulite
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. prenhez ectópica
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. doença inflamatória pélvica (DIP)
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.14)

DISCURSIVA: (200336 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discorra teoricamente sobre o adenoma tóxico e o bócio multinodular tóxico (doença de Plummer), respondendo de forma objetiva aos itens abaixo:

  1. Defina adenoma tóxico e doença de Plummer. (0,1 pontos)
  2. Explique a fisiopatologia da autonomia funcional nessas entidades. (0,1 pontos)
  3. Diferencie epidemiologicamente e morfologicamente as duas condições. (0,1 pontos)
  4. Descreva o mecanismo de independência do TSH nos nódulos hiperfuncionantes. (0,1 pontos)
  5. Aborde a evolução natural do adenoma tóxico para a doença de Plummer. (0,1 pontos)




RATING: 3.16

Discorra teoricamente sobre o adenoma tóxico e o bócio multinodular tóxico (doença de Plummer), respondendo de forma objetiva aos itens abaixo:

  1. Defina adenoma tóxico e doença de Plummer. (0,1 pontos)
  2. Explique a fisiopatologia da autonomia funcional nessas entidades. (0,1 pontos)
  3. Diferencie epidemiologicamente e morfologicamente as duas condições. (0,1 pontos)
  4. Descreva o mecanismo de independência do TSH nos nódulos hiperfuncionantes. (0,1 pontos)
  5. Aborde a evolução natural do adenoma tóxico para a doença de Plummer. (0,1 pontos)


1. Defina adenoma tóxico e doença de Plummer.
Adenoma tóxico é definido como nódulo tireoidiano solitário hiperfuncionante e autônomo (0,04 p).
Doença de Plummer (bócio multinodular tóxico) é definida como presença de múltiplos nódulos hiperfuncionantes autônomos no interior de um bócio (0,04 p).
Ambas as entidades produzem hipertireoidismo clínico ou subclínico por excesso de hormônios tireoidianos (0,02 p).
2.  Explique a fisiopatologia da autonomia funcional nessas entidades.
A fisiopatologia fundamenta-se em mutações somáticas ativadoras que conferem autonomia funcional aos tirocitos (0,04 p).
Tais mutações acometem preferencialmente o gene do receptor de TSH ou a subunidade alfa da proteína Gs (0,04 p).
O resultado é estimulação contínua da via do AMP cíclico, com hiperprodução hormonal independente de estímulo externo (0,02 p).
3. Diferencie epidemiologicamente e morfologicamente as duas condições.
Epidemiologicamente, o adenoma tóxico ocorre em faixas etárias mais jovens, enquanto a doença de Plummer predomina em idosos (0,04 p).
Morfologicamente, o adenoma tóxico apresenta-se como lesão única encapsulada; a doença de Plummer exibe múltiplos nódulos de tamanhos variados no interior de um bócio difuso (0,04 p).
A transição de um para outro é possível com o envelhecimento e o surgimento de novos focos autonômicos (0,02 p).
4.  Descreva o mecanismo de independência do TSH nos nódulos hiperfuncionantes.
A independência do TSH resulta da ativação constitutiva do receptor ou da proteína G, dispensando a ligação do hormônio estimulante (0,05 p).
Consequentemente, o nódulo hiperfuncionante sintetiza e secreta T3 e T4 de forma contínua (0,03 p).
O restante do parênquima tireoidiano sofre supressão por feedback negativo, tornando-se hipocaptante (0,02 p).
5.  Aborde a evolução natural do adenoma tóxico para a doença de Plummer.
A evolução natural inicia-se com nódulos inicialmente não tóxicos que, ao longo de anos, adquirem autonomia funcional (0,04 p).
Progressivamente, o excesso hormonal produzido pelos nódulos autônomos determina hipertireoidismo clínico (0,03 p).
No adenoma tóxico, a persistência pode conduzir ao aparecimento de novos focos, configurando a doença de Plummer (0,03 p).


FONTE:

ADENOMA TÓXICO, BÓCIO MULTINODULAR TÓXICO (DOENÇA DE PLUMMER) - PLATAFORMA MISODOR


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.16)

CASO CLINICO: (232501 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 68 anos, natural e procedente de região de baixa iodação do interior de São Paulo, hipertensa controlada, sem história de tireoidopatia prévia. Há cerca de 12 anos notou aumento progressivo e assimétrico do volume cervical anterior, inicialmente indoloro. Nos últimos 18 meses evoluiu com disfagia intermitente a sólidos, dispneia aos esforços e sensação de “aperto” cervical, especialmente em decúbito dorsal. Nega tremores, palpitações, intolerância ao calor, perda ponderal ou diarreia. Ao exame físico: tireoide difusamente aumentada, irregular, multinodular, de consistência fibroelástica, móvel à deglutição, sem frêmito ou sopro, sem linfonodomegalias cervicais. Exame oftalmológico sem sinais de oftalmopatia. TSH 1,8 mUI/L (VR 0,4–4,0), T4 livre 1,1 ng/dL (VR 0,8–1,8), anticorpos anti-TPO e anti-Tg negativos. Ultrassonografia cervical: glândula de volume 78 mL, múltiplos nódulos isoeocoicos e hipoecoicos bilaterais, o maior de 3,2 cm no lobo direito, com calcificações grosseiras e vascularização periférica.


I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,12 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,09 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,09 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,08 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,12 pontos)





RATING: 3.05

I – Suspeita diagnóstica


A hipótese principal é
bócio multinodular atóxico (bócio coloide multinodular eutireoideo). (0,05 p)
A apresentação clínica clássica de aumento tireoidiano irregular, crônico e assintomático do ponto de vista funcional, associada a TSH e T4 livre normais, exclui tireotoxicose e aponta para a forma atóxica. (0,04 p)
A ausência de autoanticorpos e de sinais de oftalmopatia reforça a natureza não autoimune do processo. (0,03 p)


II – Possível causa


A etiologia predominante é a
deficiência crônica de iodo associada a fatores de crescimento tireoidiano locais (TSH, IGF-1, EGF). (0,03 p)
Em áreas de baixa iodação, a hiperestimulação prolongada do tecido tireoidiano gera hiperplasia e hipertrofia folicular, com posterior formação de nódulos coloides. (0,03 p)
Fatores genéticos e a idade avançada contribuem para a multicentricidade e a transformação nodular. (0,03 p)


III – Melhor modalidade de confirmação diagnóstica


A
ultrassonografia cervical de alta resolução é o método de escolha para confirmar a natureza multinodular e avaliar características de risco. (0,05 p)
Ela permite mensurar o volume glandular, caracterizar os nódulos (ecogenicidade, margens, calcificações, vascularização) e orientar eventual punção aspirativa. (0,02 p)
A cintilografia com radioiodo ou tecnécio não é necessária na ausência de disfunção tireoidiana. (0,02 p)


IV – Principal diagnóstico diferencial

O principal diagnóstico diferencial é o bócio difuso simples (bócio endêmico difuso) em fase inicial de nodularização. (0,05 p)

Outros diferenciais relevantes incluem tireoidite de Hashimoto em fase atrófica/nodular e carcinoma tireoidiano multicêntrico, porém a eutiroidia, a negatividade de anticorpos e o aspecto ultrassonográfico de nódulos coloides favorecem o bócio multinodular atóxico. (0,03 p)


V – Tratamento da moléstia


O tratamento de escolha nos casos com sintomas compressivos ou volume significativo é a
tireoidectomia total ou quase-total. (0,05 p)
A cirurgia alivia a compressão traqueal/esofágica e previne crescimento progressivo. (0,03 p)
Supressão com levotiroxina após a cirurgia mantém o TSH em valores baixos-normais, reduzindo o risco de recidiva. (0,02 p)
Observação clínica e ultrassonográfica seriada pode ser adotada em pacientes assintomáticos e de baixo risco. (0,02 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.05)




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