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MEGACÓLON CHAGÁSICO (ÁREA DE CIRURGIA)

A doença de Chagas representa uma infecção tropical provocada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Uma das manifestações clínicas da doença de Chagas em sua fase crônica é a forma digestiva.

O megacólon, identificado como complicação tardia da doença de Chagas, foi inicialmente relatado por Koberle na década de 1950, e desde então tem sido proposto o papel do sistema nervoso entérico intrínseco na regulação da função muscular da parede intestinal como mecanismo patogênico central.

A doença de Chagas representa uma infecção tropical de ampla distribuição, afetando cerca de 5,7 milhões de indivíduos em 21 nações, o que a classifica como uma das dez doenças tropicais prioritárias para controle e eliminação.

A infecção no hospedeiro ocorre quando formas tripomastigotas do Trypanosoma cruzi, presentes nas fezes do inseto vetor conhecido como barbeiro, penetram em lesões cutâneas ou mucosas acidentalmente após a alimentação sanguínea do triatomíneo, alcançando assim a circulação sistêmica.


OBJETIVA: (1034881 votos)..........97.52% das questões objetivas receberam votos.
Homem de 39 anos com hiperaldosteronismo bilateral idiopático e queixa de ginecomastia e disfunção erétil após seis meses de espironolactona 100 mg/dia apresenta controle pressórico adequado mas intolerância aos efeitos antiandrogênicos. Qual é a melhor opção terapêutica subsequente?
A. Substituir por eplerenona 25 mg duas vezes ao dia com titulação até 100 mg/dia
B. Aumentar dose de espironolactona para 200 mg/dia e associar tamoxifeno
C. Suspender antagonista mineralocorticoide e iniciar apenas bloqueador dos canais de cálcio
D. Realizar adrenalectomia bilateral apesar do subtipo idiopático
E. Trocar por prednisona em dose fisiológica com monitoração de eixo hipotálamo-hipofisário-suprarrenal

  RATING: 4

Homem de 39 anos com hiperaldosteronismo bilateral idiopático e queixa de ginecomastia e disfunção erétil após seis meses de espironolactona 100 mg/dia apresenta controle pressórico adequado mas intolerância aos efeitos antiandrogênicos. Qual é a melhor opção terapêutica subsequente?

A. Substituir por eplerenona 25 mg duas vezes ao dia com titulação até 100 mg/dia
CORRETO: A eplerenona é antagonista seletivo dos receptores de aldosterona com afinidade desprezível pelos receptores androgênicos (0,1 %) e de progesterona (<1 %), reduzindo drasticamente efeitos colaterais sexuais da espironolactona; inicia-se com 25 mg duas vezes ao dia (devido à meia-vida mais curta) e titula-se respeitando dose máxima de 100 mg/dia, sendo a escolha ideal para pacientes com intolerância aos efeitos antiandrogênicos.
B. Aumentar dose de espironolactona para 200 mg/dia e associar tamoxifeno
INCORRETO : O aumento da dose de espironolactona agrava os efeitos antiandrogênicos e o tamoxifeno não é indicado no manejo rotineiro desses efeitos.
C. Suspender antagonista mineralocorticoide e iniciar apenas bloqueador dos canais de cálcio
INCORRETO : A suspensão do antagonista mineralocorticoide deixa de bloquear o receptor e não previne danos cardiovasculares diretos mesmo com controle pressórico.
D. Realizar adrenalectomia bilateral apesar do subtipo idiopático
INCORRETO : Adrenalectomia unilateral ou bilateral no hiperaldosteronismo bilateral idiopático raramente corrige a hipertensão e está contraindicada.
E. Trocar por prednisona em dose fisiológica com monitoração de eixo hipotálamo-hipofisário-suprarrenal
INCORRETO : Glicocorticoide em dose fisiológica é reservado exclusivamente para aldosteronismo familiar tipo I (forma autossômica dominante tratável com glicocorticoides), não para hiperaldosteronismo bilateral idiopático.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (4)

DISCURSIVA: (178021 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Uma mãe de 27 anos, primigesta, com amenorreia e idade gestacional por ecografia de 28 semanas e 2 dias, tem sorologias e cultura para Streptococcus negativas. Desenvolveu diabetes durante a gestação, que foi controlado com dieta e doença hipertensiva. específica da gravidez, a partir da 22ª semana de gestação, récebeu 500 mg de metildopa e hidralazina sem controle dos níveis pressóricos e vinha apresentando epigastralgia e cefaleia. Além disso, recebeu 1 dose de corticoide, estava fora do trabalho de parto, com bolsa íntegra.e devido ao quadro materno evoluiu para parto cesárea. A criança nasceu com peso de 920 g, Apgar 7 e 10 no 1º e 5º minutos de vida, respectivamente, e foi necessário apenas oxigênio inalatório. Logo após o nascimento, mantinha respiração rítmica e apresentava desconforto respiratório com batimento de aleta nasal, tiragem intercostal, retração sub costal e esternal, gemência intermitente e oximetria de pulso de 83% em ar ambiente. Requerimentos:

a) Qual é a hipótese diagnóstica para o quadro respiratório? .... 0,15 pontos

b) Cite 2 achados que podem aumentar e 2 que podem reduzir o risco da hipótese levantada. ... 0.35 pontos



RATING: 3.02

Uma mãe de 27 anos, primigesta, com amenorreia e idade gestacional por ecografia de 28 semanas e 2 dias, tem sorologias e cultura para Streptococcus negativas. Desenvolveu diabetes durante a gestação, que foi controlado com dieta e doença hipertensiva. específica da gravidez, a partir da 22ª semana de gestação, récebeu 500 mg de metildopa e hidralazina sem controle dos níveis pressóricos e vinha apresentando epigastralgia e cefaleia. Além disso, recebeu 1 dose de corticoide, estava fora do trabalho de parto, com bolsa íntegra.e devido ao quadro materno evoluiu para parto cesárea. A criança nasceu com peso de 920 g, Apgar 7 e 10 no 1º e 5º minutos de vida, respectivamente, e foi necessário apenas oxigênio inalatório. Logo após o nascimento, mantinha respiração rítmica e apresentava desconforto respiratório com batimento de aleta nasal, tiragem intercostal, retração sub costal e esternal, gemência intermitente e oximetria de pulso de 83% em ar ambiente. Requerimentos:

a) Qual é a hipótese diagnóstica para o quadro respiratório? .... 0,15 pontos

b) Cite 2 achados que podem aumentar e 2 que podem reduzir o risco da hipótese levantada. ... 0.35 pontos

a) Hipótese diagnóstica para o quadro respiratório:

Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) do recém-nascido, decorrente de imaturidade pulmonar e deficiência de surfactante. (0.150 pontos)

b) Achados que podem aumentar o risco da SDR:

  • Prematuridade extrema (idade gestacional de 28 semanas e 2 dias). (0.075 pontos)
  • Diabetes gestacional materno, que interfere na maturação pulmonar fetal. (0.075 pontos)

Achados que podem reduzir o risco da SDR:

  • Administração antenatal de corticosteroide (mesmo que apenas 1 dose), promovendo aceleração da maturação pulmonar. (0.100 pontos)
  • Apgar elevado no 5º minuto (10), indicando boa adaptação inicial e menor gravidade de asfixia perinatal. (0.100 pontos)

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - PEDIATRIA - SÍNDROME DE DIFICULDADE RESPIRATÓRIA TIPO I (DOENÇA DAS MEMBRANAS HIALINAS)


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

CASO CLINICO: (207486 votos)..........98.98% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo masculino, 50 anos de idade, portador de hérnia inguinal direita, apresentando, como comorbidades, IMC 31 e hipertensão arterial leve controlada com inibidores da ECA, será submetido à cirurgia eletiva (herniorrafia), cujo ato anestésico planejado será um bloqueio peridural.
1) Esse quadro sugere risco de trombose venosa profunda (TVP)? Justifique. (0,1 pontos)
2) Como deve ser realizada a profilaxia desse paciente, se houver risco de TVP? (0,4 pontos)


RATING: 2.44

1) Esse quadro sugere risco de trombose venosa profunda (TVP)? Justifique.
Esse paciente apresenta risco intermediário para tromboembolismo venoso profundo por ter mais de 40 anos de idade e por ter de se submeter à cirurgia que pode ter duração igual ou superior a 60 minutos. (0,1 p)
2) Como deve ser realizada a profilaxia desse paciente, se houver risco de TVP?
Deverá ser submetido à quimioprofilaxia para TVP (0,05 p) com heparina de baixo peso molecular (HBPM) (0,05 p) ou heparina não fracionada (HNF) subcutânea (0,05 p), nas doses profiláticas baixas: HNF 5.000 UI a cada 12 h (0,05 p), enoxaparina 20 mg 1x ao dia (0,05 p), dalteparina 2.500 UI 1x ao dia (0,05 p) ou nadroparina (1.900 U se < 70 Kg ou 5.700 se > que 70 Kg) 1x ao dia, com duração de 7 a 10 dias (0,05 p). A primeira dose deverá ser administrada duas horas após a realização do bloqueio peridural (0,05 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.44)




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