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DOENÇA VASCULAR ANEURISMATICA (ÁREA DE CIRURGIA)

Aneurisma arterial é um alargamento permanente de uma artéria, mais que uma vez e meia o seu diâmetro esperado, em qualquer localização da árvore arterial. Em ordem decrescente de frequência, aneurismas são encontrados mais comumente nas artérias aorta, ilíaca, poplítea e femoral. Podem, no entanto, desenvolver aneurismas, as arterias:

  • carótida,
  • renal
  • viscerais
  • membros superiores

Comparados em relação à idade, aos fatores de risco, às manifestações clínicas e ao tratamento, os aneurismas cerebrovasculares intracranianos são diferentes daqueles extracranianos.

OBJETIVA: (1398290 votos)..........95.25% das questões objetivas receberam votos.
Quando um recém-nascido ao termo necessitará de reanimação pós-nascimento, precisaremos evitar:
A. colocar um coxim sob os ombros
B. utilizar aspirador a vácuo conectado á sonda traqueal
C. introdução da sonda de aspiração na faringe posterior
D. utilizar mesa de reanimação sem inclinação
E. manter o pescoço do RN em extensão

  RATING: 2.97

Quando um recém-nascido ao termo necessitará de reanimação pós-nascimento, precisaremos evitar:

A. colocar um coxim sob os ombros
INCORRETO: Para facilitar o posicionamento adequado da cabeça é necessário colocar um coxim sob os ombros.
B. utilizar aspirador a vácuo conectado á sonda traqueal
INCORRETO : A aspiração está reservada aos pacientes que apresentam obstrução de vias aéreas por excesso de secreções. Nesses casos, utilizar sonda traqueal no 8-10 conectada ao aspirador a vácuo, sob pressão máxima de 100 mmHg.
C. introdução da sonda de aspiração na faringe posterior
CORRETO : A aspiração está reservada aos pacientes que apresentam obstrução de vias aéreas por excesso de secreções. Nesses casos, utilizar sonda traqueal no 8-10 conectada ao aspirador a vácuo, sob pressão máxima de 100 mmHg. A aspiração é um processo que tem que ser bem delicado - pode induzir à resposta vagal e ao espasmo laríngeo, com apneia e bradicardia.
D. utilizar mesa de reanimação sem inclinação
INCORRETO : Caso seja necessário é preciso levar o RN à mesa de reanimação (que não deve ter mesmo qualquer inclinação) envolto em campos aquecidos.
E. manter o pescoço do RN em extensão
INCORRETO : POSIÇÃO DA CRIANÇA: manter o pescoço do RN em leve extensão (melhor permeabilidade das vias aéreas), porém evitando a hiperextensão ou a flexão exagerada. Para facilitar o posicionamento adequado da cabeça é necessário colocar um coxim sob os ombros.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

DISCURSIVA: (195781 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discorra, de forma exclusivamente teórica, sobre o bócio subesternal, respondendo de modo objetivo e fundamentado aos itens abaixo.

  1. Defina bócio subesternal e diferencie as formas primária e secundária quanto à origem, continuidade anatômica e vascularização. (0,12 pontos)
  2. Explique os fatores anatômicos e mecânicos que favorecem a descida mediastinal do bócio. (0,08 pontos)
  3. Relacione as manifestações clínicas compressivas clássicas e descreva o sinal de Pemberton. (0,10 pontos)
  4. Compare o papel da radiografia de tórax e da tomografia computadorizada no diagnóstico e no planejamento cirúrgico. (0,10 pontos)
  5. Fundamente o tratamento de escolha, a via de acesso predominante e as situações em que se considera esternotomia. (0,10 pontos)




RATING: 2.69

Discorra, de forma exclusivamente teórica, sobre o bócio subesternal, respondendo de modo objetivo e fundamentado aos itens abaixo.

  1. Defina bócio subesternal e diferencie as formas primária e secundária quanto à origem, continuidade anatômica e vascularização. (0,12 pontos)
  2. Explique os fatores anatômicos e mecânicos que favorecem a descida mediastinal do bócio. (0,08 pontos)
  3. Relacione as manifestações clínicas compressivas clássicas e descreva o sinal de Pemberton. (0,10 pontos)
  4. Compare o papel da radiografia de tórax e da tomografia computadorizada no diagnóstico e no planejamento cirúrgico. (0,10 pontos)
  5. Fundamente o tratamento de escolha, a via de acesso predominante e as situações em que se considera esternotomia. (0,10 pontos)


1. Definição e classificação em primário e secundário

Bócio subesternal (também denominado retrosternal, mergulhante ou endotorácico) é o aumento tireoidiano que se estende abaixo do estreito torácico superior / incisura esternal. (0,03 p)

Critério frequentemente adotado (Katlic): mais de 50% do volume glandular situa-se abaixo do opérculo torácico. (0,02 p)

Forma primária (ectópica / aberrante): origina-se de tecido tireoidiano mediastinal sem continuidade com a glândula cervical. (0,02 p)
Recebe vascularização torácica (artéria torácica interna, aorta e ramos mediastinais) e é rara (cerca de 1% dos casos). (0,02 p)

Forma secundária (a grande maioria, ≈99%): resulta da descida caudal de um bócio de origem cervical, mantém continuidade com a tireoide do pescoço e é nutrida pelas artérias tireóideas. (0,03 p)

Subtotal do item 1: 0,12 p


2. Fisiopatologia da descida mediastinal

O pescoço é limitado por estruturas rígidas (esterno, clavículas, musculatura e fácias), de modo que o crescimento glandular encontra menor resistência no sentido caudal, em direção ao mediastino. (0,02 p)

Concorrem para a migração: a gravidade. (0,02 p)
A pressão negativa intratorácica. (0,02 p)
Os movimentos repetidos de deglutição, que “empurram” o tecido para baixo. (0,02 p)

Predomina a localização no mediastino anterior; a extensão posterior é menos frequente.


3. Manifestações compressivas e sinal de Pemberton

Compressão traqueal: dispneia (frequentemente pior em decúbito), tosse e estridor. (0,02 p)
Compressão esofágica: disfagia. (0,02 p)
Acometimento do nervo laríngeo recorrente: rouquidão / disfonia. (0,02 p)
Compressão venosa: turgência jugular, circulação colateral e, em casos avançados, síndrome da veia cava superior. (0,02 p)

Sinal de Pemberton: ao elevar os membros superiores, ocorre rubor facial, turgência venosa cervical e dispneia, por obstrução do retorno venoso no estreito torácico. (0,02 p)

Parte dos pacientes permanece oligo ou assintomática, sendo o achado incidental em exame de imagem.

Subtotal do item 3: 0,10 p


4. Métodos de imagem

A radiografia de tórax (PA e perfil) funciona como exame de rastreio: pode revelar alargamento do mediastino ântero-superior e desvio ou estreitamento traqueal. (0,03 p)

A tomografia computadorizada (preferencialmente com contraste) é o exame de escolha. (0,02 p)

Permite mensurar a extensão caudal, a relação com o arco aórtico, a traqueia, o esôfago e os grandes vasos, e distinguir mediastino anterior de posterior. (0,03 p)

Esses dados fundamentam o planejamento da via de acesso (cervical isolada versus necessidade de esternotomia). (0,02 p)

A ultrassonografia avalia bem o componente cervical, mas não delimita adequadamente o mediastino.


5. Tratamento e vias de acesso

O tratamento de escolha é cirúrgico (tireoidectomia), inclusive em muitos casos assintomáticos, diante do risco de compressão progressiva, de dificuldade anestésica futura e de malignidade oculta. (0,03 p)

A via predominante é a cervicotomia: a maioria dos bócios secundários pode ser extraída por via cervical, pois a vascularização permanece cervical. (0,03 p)

Esternotomia (parcial ou total) deve ser considerada quando houver: bócio primário sem conexão cervical; extensão abaixo do arco aórtico ou para o mediastino posterior; recidiva após cirurgia prévia; suspeita de invasão maligna; ou impossibilidade de mobilização segura apenas pelo pescoço. (0,04 p)

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - BÓCIO SUBSTERNAL

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.69)

CASO CLINICO: (227998 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
João Gomes, 32 anos, trabalhador braçal rural procura atendimento na Unidade Básica de Saúde com história de que enquanto dava ração para os porcos foi mordido por um deles na região do antebraço esquerdo. Isto aconteceu há dois dias. Desconhece sua situação vacinal. Ao exame: Encontra-se em bom estado geral, febril (39º C), consciente. Presença de lesão corto-contusa, em número de duas, profunda, com secreção purulenta. Fez tratamento com folha de couve. Pede-se:
1) Quais os riscos a que o João está correndo em relação a sua saúde? - 0.15 pontos
2) Faça uma proposta de prevenção/tratamento para cada um desses riscos. - 0,35 pontos


RATING: 2.98

1) Quais os riscos a que o João está correndo em relação a sua saúde?
- Tétano acidental; 0,05 pontos
- Raiva; 0,05 pontos
- Infecção de extremidade superior esquerda. 0,05 pontos
2) Faça uma proposta de prevenção/tratamento para cada um desses riscos.
I) Considerações gerais sobre a prevenção dos riscos:
- Informar o paciente sobre os riscos, esclarecer e estimular a prevenção de novos acidentes com a orientação sobre o uso de equipamentos de prevenção individual, bem como buscar orientações sobre higiene e segurança no ambiente de trabalho. - Orientar a lavar novos ferimentos, imediatamente, com água corrente, sabão ou outro detergente. - A seguir, devem ser utilizados anti-sépticos que inativem o vírus da raiva (polivinilpirrolidona-iodo, por exemplo, o polvidine ou gluconato de clorexidina ou álcool-iodado). Essas substâncias deverão ser utilizadas uma única vez. Posteriormente, lavar a região com solução fisiológica;(0,0875 p)
II) Tétano acidental;
Como não a situação vacinal é ignorada, proceder a profilaxia do tétano acidental com administração de Vacina antitetânica (total de 3 doses com intervalo mínimo de 30 dias cada uma) e Soro antitetânico (Heterólogo) 5.000 UI via intramuscular ou Imunoglobulina humana antitetânica (homólogo) 250 UI intramuscular em dose única em local diverso da vacina .(0,0875 p)

III) Raiva;
Profilaxia para raiva. Como se trata de animal de produção e acidente considerado grave, iniciar tratamento com soro antirrábico homólogo ou heterólogo e vacina antirrábica. O soro antirrábico homólogo, deve ser utilizado na dose de 20 UI/Kg e o soro antirrábico heterólogo deve ser administrado na dose de 40 UI/Kg, em dose única, infiltrando-se a maior dose possível no local do ferimento, caso não seja possível infiltrar toda a dose o restante deverá ser aplicado na região glútea. Ao usar o soro heterólogo, pré-medicar o paciente com anti-histamínicos H1 e H2, além de corticoides para prevenção de reações de hipersensibilidade imediata. As vacinas antirrábicas indicadas são as de cultivo celular ou Fluenzalida-Palacios, de acordo com calendário vacinal recomendado.(0,0875 p)
IV) Infecção de extremidade superior esquerda.
- Limpeza e debridamento com retirada de material necrótico.
- Iniciar antibióticoterapia, com cobertura de amplo espectro, as opções aceitáveis são: Amoxicilina + Ácido clavulânico, Oxacilina, Cefalosporina de 1ª geração ou cefoxitina (0,0875 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.98)




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