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TRATAMENTO NUTRICIONAL NO DIABETES TIPO I (ÁREA DE PEDIATRIA)

NUTRIÇÃO - importância crítica durante a infância e a adolescência e papel essencial no tratamento de pacientes com a DM tipo 1.

Com o advento da tecnologia tem ocorrido a diminuição da atividade física e aumento do consumo de alimentos refinados, ricos em açúcares simples e gorduras saturadas. Estas alterações nos hábitos de atividade física e nutricionais levaram ao desequilíbrio entre a ingestão calórica e o gasto energético. No Brasil, estas tendências, juntamente com mudanças demográficas, socioeconômicas e epidemiológicas estão refletindo num aumento considerável da prevalência de doenças crônicas não-transmissíveis, dentre estas o diabetes.

OBJETIVA: (1413968 votos)..........96.06% das questões objetivas receberam votos.
Na conceituação contemporânea da IRA (insuficiência renal aguda), o núcleo definidor da síndrome é:
A. Redução isolada e obrigatória da diurese abaixo de 100 mL/dia, independentemente da creatinina sérica e da TFG (taxa de filtração glomerular)
B. Elevação isolada da ureia sérica por hipercatabolismo, com creatinina estável e depuração glomerular preservada
C. Aumento da creatinina sérica ou queda da diurese em janela temporal curta, traduzindo perda aguda da função excretora e homeostática do rim
D. Proteinúria nefrótica persistente com hipoalbuminemia, independentemente da velocidade de queda da filtração
E. Hidronefrose crônica bilateral com rim pequeno e cortical afinada, sem variação recente da creatinina

  RATING: 0

Na conceituação contemporânea da IRA (insuficiência renal aguda), o núcleo definidor da síndrome é:

A. Redução isolada e obrigatória da diurese abaixo de 100 mL/dia, independentemente da creatinina sérica e da TFG (taxa de filtração glomerular)
INCORRETO: A anúria absoluta não é requisito. Há IRA não oligúrica. A diurese isolada, sem contexto de filtração, não define a síndrome
B. Elevação isolada da ureia sérica por hipercatabolismo, com creatinina estável e depuração glomerular preservada
INCORRETO : Ureia isolada sobe por sangramento digestivo, corticosteroide, dieta proteica e catabolismo. Sem alteração da filtração não há IRA
C. Aumento da creatinina sérica ou queda da diurese em janela temporal curta, traduzindo perda aguda da função excretora e homeostática do rim
CORRETO : A IRA é a queda aguda da função renal expressa por incremento da creatinina, redução da TFG e/ou oligúria em horas a dias, com retenção de solutos e falha homeostática
D. Proteinúria nefrótica persistente com hipoalbuminemia, independentemente da velocidade de queda da filtração
INCORRETO : A síndrome nefrótica é distúrbio de barreira glomerular e de proteinúria. Pode coexistir com IRA, mas não a define
E. Hidronefrose crônica bilateral com rim pequeno e cortical afinada, sem variação recente da creatinina
INCORRETO : Rim pequeno e cortical fina descrevem doença crônica estabelecida, não o evento agudo que caracteriza a IRA

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

DISCURSIVA: (197566 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A) Quais são os achados que definem a cetoacidose diabética? (0,16 pontos)
B) Quais são os principais fatores de descompensação do diabetes? (0,24 pontos)
C) Que critério define a gravidade da cetoacidose e em quais graus? (0,1 pontos)


RATING: 3.01

A) Quais são os achados que definem a cetoacidose diabética? (0,16 pontos)
B) Quais são os principais fatores de descompensação do diabetes? (0,24 pontos)
C) Que critério define a gravidade da cetoacidose e em quais graus? (0,1 pontos)

A) Quais são os achados que definem a cetoacidose diabética?
Define-se cetoacidose diabética através dos achados de:
- Glicemia > 200 mg/dL 0,04 p;
- Acidose metabólica (pH<7,3 0,03 p; ou Bicarbonato<15); 0,03 p;
- Cetonúria 0,03 p; ou cetonemia moderada a alta. 0,03 p;

B) Quais são os principais fatores de descompensação do diabetes?
É também importante definir a causa da descompensação, sendo os principais fatores de descompensação:
- Controle inadequado; 0,04 p;
- Perda de doses de insulina (principalmente em adolescentes); 0,04 p;
- Estresse (infeccioso ou por outras causas); 0,04 p;
- Medicações (corticosteroides, 0,03 p; antipsicóticos, 0,03 p; diazóxido, 0,03 p; tiazídicos 0,03 p;).

C) Que critério define a gravidade da cetoacidose e em quais graus?
Pode-se definir a gravidade da cetoacidose através do valor de pH sérico:
- pH = 7,2 a 7,3 – leve 0,03 p;
- pH = 7,1 a 7,2 – moderada 0,03 p;
- pH < 7,1 – grave 0,04 p;

FONTE:

Cetoacidose diabética em crianças e adolescentes HOSPITAL ALBERT EINSTEIN - Departamento de Endocrinologia

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (229747 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
B. S. 8 anos, procedente da São Paulo começou a apresentar dor moderada e inchaço no joelho direito faz 2 meses, mas a mãe achou que fosse “alguma queda” na escolinha e não deu muita atenção. Porém, a dor não sumiu, e a mãe chegou a administrar ibuprofeno e nimesulida. A articulação começou a apresentar rigidez matinal faz 2 semanas e continua edemaciada. Mãe nega febre. No serviço de pediatria foi realizado o exame clínico que demonstrou a presença de edema articular e artralgia nas articulações de joelho direito e ainda no tornozelo direito, e punho esquerdo. A criança encontrava-se em estado geral regular, corada, hidratada, eupneia, acianótica, anictérica, afebril, consciente ao exame físico. O hemograma, bioquímica e eletrólitos foram normais. Os exames fator reumatoide (FR) foi reagente; velocidade de hemossedimentação (VHS) de 45 mm/h; Proteína C-Reativa (PCR) de 25mg/dl, Fator Antinuclear (FAN) reagente com padrão homogêneo e anticorpos anti-DNA de cadeia dupla (dsDNA), anti-Sm, anti-Ro, anti-La, e anti-RNP, não reagentes.

1) Qual é o diagnóstico mais provável? - 0,2 pontos
2) Considerando a forma de início dessa molestia, qual é o principal risco desta criança? 0,15 pontos
3) Qual é o papel etiológico duma possível trauma na evolução desta doença? 0,15 pontos



RATING: 2.95

1) Qual é o diagnóstico mais provável?

Artrite idiopatica juvenil, forma oligoarticular. 0,2 p

DISCUSSÃO: Artrite com duração mínima de 6 semanas em uma ou mais articulações, idade de início inferior a 16 anos e exclusão de outras causas de artrite, Definição: artrite em uma a quatro articulações durante os 6 primeiros meses de doença. Este termo se refere aos casos de AIJ com artrite que compromete uma a quatro articulações durante os 6 primeiros meses de doença. Esta é a forma mais freqüente de AIJ, representando 26% a 56% de todos os casos, na maioria das casuísticas. Incide preferencialmente em crianças pequenas do sexo feminino (mediana de idade de início de 5,2 anos). As articulações mais freqüentemente acometidas são os joelhos e os tornozelos, geralmente de maneira assimétrica.

2) Considerando a forma de início dessa molestia, qual é o principal risco desta criança?

Uveíte anterior crônica. 0,15 p

DISCUSSÃO: Anticorpos antinucleares (AAN) são encontrados em 40% a 50% dos casos e constituem um fator de risco para o desenvolvimento de uveíte anterior crônica. Esta complicação, que ocorre em até 20% das crianças com esta forma de AIJ, é mais freqüente durante os primeiros 5 anos de aparecimento da artrite, mas em cerca de 10% dos casos pode preceder o início do quadro articular. O início da uveíte é insidioso e assintomático na grande maioria dos casos. Quando presentes, as queixas mais comuns são hiperemia, dor ocular, lacrimejamento, diminuição da acuidade visual, fotofobia e cefaléia. O diagnóstico de uveíte pode ser feito através do exame oftalmológico de lâmpada de fenda que mostra os primeiros sinais de infl amação, que são a presença de proteínas e células (fl are) na câmara anterior do olho. Exames de lâmpada de fenda devem ser realizados a cada 3 meses nas crianças com AIJ de início oligoarticular com AAN positivos. Uveítes não tratadas podem evoluir para seqüelas que variam desde sinéquias posteriores até catarata, glaucoma e cegueira.

3) Qual é o papel etiológico duma possível trauma na evolução desta doença?

Nenhum. 0,15 p

Curiosamente, algumas destas crianças referem história de trauma precedendo o aparecimento da artrite. Durante o seguimento, a persistência da artrite e o afastamento de outras etiologias leva ao diagnóstico de AIJ. Nesta forma, a criança permanece com ótimo estado geral e não costuma apresentar outras queixas, além da artrite

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.95)




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