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Um recém-nascido a termo, com parto vaginal e peso de nascimento = 3.658 g, está em observação em alojamento conjunto no seu 1º dia de vida. O paciente não apresenta achados patológicos ao exame clinico e está com boa aceitação do aleitamento materno exclusivo. A mãe apresenta carteira de pré-natal na qual está relatada sorologia positiva para toxoplasmose em coleta realizada no 3º trimestre de gestação e negativa em coleta realizada no 2º trimestre. Sobre o caso, é CORRETO afirmar que:
A. deve-se coletar teste sorológico para a criança e, caso se apresente negativo, afasta-se a possibilidade de infecção perinatal
INCORRETO: Um teste sorológico negativo no recém-nascido não afasta definitivamente a infecção perinatal, dado que anticorpos IgG maternos podem persistir por meses sem indicar infecção ativa, e métodos como detecção de IgM específica, PCR para DNA parasitário ou seguimento sorológico seriado são necessários para exclusão confiável.
B. como o paciente possui exame físico normal e a infecção materna ocorreu no fim da gestação. nenhuma medida adicional é necessária
INCORRETO : Apesar do exame físico normal e da infecção materna no 3º trimestre (associada a alta transmissão mas baixa gravidade imediata), medidas adicionais são imperativas devido ao risco de infecção subclínica com manifestações tardias, como retardo no desenvolvimento ou perda auditiva, conforme diretrizes pediátricas para triagem em expostos.
C. devem-se coletar sorologias da mãe e do recém-nascido. além de avaliação adicional do paciente por imagem do sistema nervoso central e fundoscopia
CORRETO : O protocolo para investigação de toxoplasmose congênita em recém-nascidos expostos a infecção materna durante a gestação, especialmente com soroconversão confirmada entre o 2º e 3º trimestres, exige coleta de sorologias (IgG e IgM) na mãe e no recém-nascido para avaliar transmissão vertical, complementada por exames de imagem do sistema nervoso central (como ultrassonografia transfontanela para detecção de calcificações ou hidrocefalia) e fundoscopia para identificar coriorretinite, mesmo em assintomáticos, visando diagnóstico precoce e prevenção de sequelas tardias como deficiências neurossensoriais.
D. dentre as possíveis complicações que o recém-nascido pode apresentar, a cardiopatia congênita é a mais frequente
INCORRETO : A cardiopatia congênita não representa complicação frequente na toxoplasmose congênita, ao passo que manifestações como coriorretinite (até 85% em não tratados), calcificações intracranianas e hidrocefalia predominam no espectro clássico de sequelas.
E. caso seja confirmada infecção perinatal por toxoplasmose, o paciente deverá receber tratamento medicamentoso com sulfadiazína. pirimetamina e ácido folínico por até 2 meses
INCORRETO : O tratamento para toxoplasmose congênita confirmada envolve sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico por período padrão de 12 meses, não limitado a 2 meses, para erradicação parasitária e minimização de progressão neurológica.
Gabarito: C
RATING: 2.98 ![]()
- a regionalização do atendimento médico (0,0625 p)
- a hierarquização do atendimento médico (0,0625 p)
- criação de Centros de Trauma (0,0625 p)
FONTE:
1) Qual a principal suspeita diagnóstica?
A criança apresenta um quadro clinico e anamnestico compastivel com a Sindrome de Guillain-Barré. Classicamente: aguda, monofásica, poucas semanas (em geral 2 a 4 semanas) após doença viral aguda, caracterizada por paralisia flácida progressiva ascendente – que mais comumente se inicia com parestesias em membro inferior – simétrica ou pouco assimétrica. (0,1 pontos)
2) Cite pelo menos 3 dados anamnesticos ou clinicos que apoiam seu diagnostico.
- paralisia flácida progressiva ascendente;
- inicio com parestesias em membro inferior – simétrica;
- doença viral aguda (diarréia) uma semana atrás;
- ausência de febre inicial;
- sintomas neurológicos progressivos;
- simetria das manifestações; (0,1 pontos para cada uma desta lista)
3) Qual é o tratamento mais comum utilizado nestes casos?
A Imunoglobulina é a mais utilizada, por ser mais disponível. A imunoglobulina é indicada para todos os pacientes que apresentem progressão da fraqueza muscular, acometimento da musculatura respiratória, necessidade de ventilação mecânica e incapacidade de deambulação. Dose de 2g/kg: 0.5g/kg por 2 dias, 400mg/kg/dia por 5 dias. Repetição do ciclo de imunoglobulina em casos refratários é controversa. 0,1 pontos
Há vários outros metodos de terapia, mas não existe comprovação de superioridade de um tratamento em relação ao outro:
- tipo de suporte necessário relacionado á gravidade do comprometimento muscular
- casos moderados a graves são manejados com imunoglobulina e/ou plasmaferese
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