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A ANATOMIA E FISIOLOGIA DO INTESTINO DELGADO (ÁREA DE CIRURGIA)

O intestino delgado é uma maravilha de complexidade e eficiênca. A sua função básica é a digestão e a absorção dos componentes dietéticos, uma vez que eles tenham deixado o estômago. Este processo depende de diversos fatores estruturais, fisiológicos, endócrinos e químicos. As secreções exócrinas provenientes do fígado e do pâncreas possibilitam a digestão de alimentos. A área superficial aumentada da mucosa do intestino delgado, então, absorve estes nutrientes.

Além da sua função na digestão e na absorção, o intestino delgado é o maior órgão endócrino no corpo e é um dos mais importantes órgãos da função imune. Dado este papel essencial e à sua complexidade, é de se surpreender que as doenças do intestino delgado não sejam mais freqüentes. Neste capítulo, a anatomia e a fisiologia normais do intestino delgado são descritas, assim como os processos patológicos que envolvem o intestino delgado, o que inclui a obstrução, as doenças inflamatórias, as neoplasias, a doença diverticular e outros problemas diversos.

OBJETIVA: (1426236 votos)..........96.2% das questões objetivas receberam votos.
Uma menina de 18 anos se apresenta ao obstetra/ginecologista com disúria e frequência. A cultura de urina demonstra Escherichia coli, e o paciente é colocado em um curso de 3 dias de ciprofloxacina. Qual das seguintes reações ocorrem mais comumente com essa classe de medicação?
A. Reações alérgicas e erupções cutâneas
B. Desconforto gastrointestinal com anorexia, náusea e vômito
C. Dor de cabeça leve e tontura
D. Prolongamento QT de ECG
E. Tendinite e ruptura de tendão

  RATING: 2.77

Uma menina de 18 anos se apresenta ao obstetra/ginecologista com disúria e frequência. A cultura de urina demonstra Escherichia coli, e o paciente é colocado em um curso de 3 dias de ciprofloxacina. Qual das seguintes reações ocorrem mais comumente com essa classe de medicação?

A. Reações alérgicas e erupções cutâneas
INCORRETO: Reações alérgicas, incluindo erupção cutânea, ocorrem em < 2% dos pacientes que tomam fluoroquinolonas.
B. Desconforto gastrointestinal com anorexia, náusea e vômito
CORRETO : Até 17% dos pacientes que tomam fluoroquinolonas apresentam algum grau de desconforto gastrointestinal.
C. Dor de cabeça leve e tontura
INCORRETO : As manifestações neurológicas, como leve dor de cabeça e tontura são a segunda reação adversa mais comum de pacientes em uso de fluoroquinolonas, afetando cerca de 11% dos pacientes.
D. Prolongamento QT de ECG
INCORRETO : O prolongamento QT é também uma complicação rara do tratamento e muito raramente leva a arritmias ventriculares.
E. Tendinite e ruptura de tendão
INCORRETO : Tendinite e ruptura do tendão de Aquiles é extremamente rara em pacientes que tomam fluoroquinolonas, mas têm incidência aumentada em crianças emulheres grávidas .

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.77)

DISCURSIVA: (199457 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A 1ª hora de atendimento ao paciente pediatrico em choque séptico tem alto impacto em morbi-mortalidade. Para isso, é recomendado o atendimento sistematizado, em sala de emergência.

1) Quais são, conforme o protocolo, os patrâmetros que devem ser monitorizados? 0,3 pontos

2) Após a monitorização quais são os principios basicos de atendimento? 0,2 pontos



RATING: 3.07

A 1ª hora de atendimento ao paciente pediatrico em choque séptico tem alto impacto em morbi-mortalidade. Para isso, é recomendado o atendimento sistematizado, em sala de emergência.

1) Quais são, conforme o protocolo, os patrâmetros que devem ser monitorizados? 0,3 pontos

2) Após a monitorização quais são os principios basicos de atendimento? 0,2 pontos

1) Quais são, conforme o protocolo, os patrâmetros que devem ser monitorizados?

  1. Oximetria de pulso continua; - 0,05 p
  2. Monitorização cardiaca: ECG contínuo; - 0,05 p
  3. Controle de pressão arterial (PA) 15/15min; - 0,05 p
  4. Monitorização de temperatura; - 0,05 p
  5. Monitorização de débito urinário (h/h); - 0,05 p
  6. Ecocardiograma funcional; - 0,05 p

2) Após a monitorização quais são os principios basicos de atendimento? 

  1. Ofertar oxigênio de alto fluxo (máscara não reinalante ou cateter nasal de alto fluxo se disponível) - 0,025 p;
  2. Coleta de exames: Gasometria e Lactato (arterial ou venoso), Glicemia, Cálcio iônico, Na, K, HMG completo, INR HMC e culturas direcionadas ao foco infeccioso. Paciente com cateter: HMC central e periférica. - 0,025 p;
  3. Em recém-nascidos (RNs): LCR e UI/UROC - 0,025 p;
  4. Obtenção de acesso venoso ou intra-ósseo - 0,025 p;
  5. Ressuscitação volêmica: 40 - 60 ml/kg, atentando para sobrecarga de volume (estertores pulmonares, hepatomegalia e ritmo de galope). - 0,025 p;
  6. Antibioticoterapia de amplo espectro, de acordo com foco infeccioso - 0,025 p;
  7. Correção de hipoglicemia e/ou hipocalcemia - 0,025 p;
  8. Introdução precoce de inotrópico - 0,025 p;

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.07)

CASO CLINICO: (231518 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Menino de 7 anos, previamente hígido, internado por febre de 39,4 °C, odinofagia, torcicolo à esquerda e aumento doloroso da face anterior esquerda do pescoço há 4 dias. Há 5 meses teve quadro semelhante, tratado em outro serviço como “tireoidite subaguda”, com AINE e prednisona por 10 dias; melhorou parcialmente e recidivou. Mãe relata episódios de faringite de repetição. Nega trauma cervical, punção prévia, imunodeficiência conhecida, uso de imunossupressor e doença tireoidiana familiar.

Exame: toxemiado, T 39,1 °C, FC 142 bpm, FR 28 irpm, SatO₂ 97% em ar. Assimetria cervical esquerda com eritema cutâneo, calor local, dor extrema à palpação e área de flutuação sobre o lobo esquerdo. Desvio contralateral da traqueia à palpação. Sem oftalmopatia. Pregas vocais móveis à nasofibroscopia de urgência; edema da parede faríngea esquerda.

Laboratório: leucócitos 21.800/mm³ com 18% de bastões; PCR 186 mg/L; VHS 94 mm/h; TSH 1,9 mUI/L; T4 livre 1,2 ng/dL; anti-TPO negativo; TRAb negativo. Hemocultura colhida. Ultrassonografia: lobo esquerdo aumentado, coleção heterogênea de 2,8 cm com debris e reforço posterior, fluxo periférico. TC com contraste: abscesso do lobo esquerdo com extensão peritireoidiana, sem compressão crítica da via aérea. PAAF guiada: pus amarelo-esverdeado; Gram com cocos Gram-positivos e flora mista; cultura posteriormente positiva para Streptococcus anginosus e anaeróbios.

Questões:

(I) Qual o diagnóstico etiológico mais provável e por que o lado esquerdo importa? (0,1 pontos)

(II) Por que este quadro não é De Quervain e por que a tireoide “resiste” à infecção? (0,1 pontos)

(III) Qual a sequência racional de exames para confirmar abscesso e fístula? (0,1 pontos)

(IV) Qual a conduta da fase aguda (antibiótico, drenagem, o que não fazer)? (0,1 pontos)

(V) Como se trata a fístula para impedir nova recidiva? (0,1 pontos)




RATING: 2.98

(I) Diagnóstico


O diagnóstico é tireoidite aguda supurativa com abscesso do lobo esquerdo (0,03 p), secundária a fístula do seio piriforme (remanescente do 3º ou 4º arco/bolsa branquial) (0,04 p). Essa anomalia desemboca quase sempre no lobo esquerdo (cerca de 90–94% dos casos) (0,02 p). A recidiva após corticoide e sem fechamento do trajeto é a pista clássica da fístula persistente (0,01 p).


(II) Diferencial e vulnerabilidade


A De Quervain cursa com dor e VHS alta, mas sem eritema, flutuação ou pus, e em geral com tireotoxicose destrutiva — aqui a criança está eutireoidiana e tóxica, com leucocitose e desvio (0,04 p).
A glândula é naturalmente resistente à infecção por cápsula fibrosa, rica vascularização e alto teor de iodo (0,03 p). Por isso, na criança imunocompetente, a TAS praticamente exige porta de entrada congênita; a função tireoidiana costuma permanecer preservada (0,03 p).


(III) Exames


A ultrassonografia é o exame inicial: coleção hipoecoica no lobo esquerdo (0,02 p). A PAAF confirma pus e permite Gram/cultura (0,03 p).
A TC delimita extensão, via aérea e espaços profundos (0,02 p).
Esofagograma baritado e laringoscopia/hipofaringoscopia devem ser feitos na fase fria (em geral 4–8 semanas), porque o edema agudo oblitera o trajeto e gera falso-negativo (0,03 p).


(IV) Fase aguda


Iniciar antibiótico intravenoso de amplo espectro
(0,02 p) cobrindo aeróbios e anaeróbios da flora orofaríngea (amoxicilina-clavulanato, ceftriaxona + clindamicina, ou equivalente), depois desescalonar pela cultura (0,03 p) . Abscesso: drenagem por PAAF guiada (repetida se preciso) ou incisão se houver coleção grande, sepse ou ameaça de via aérea (0,03 p). Não usar glicocorticoide como se fosse De Quervain — piora a infecção (0,02 p).


(V) Tratamento definitivo da fístula


O tratamento da fase aguda não fecha o trajeto; a correção é na fase fria, para impedir recidiva (0,03 p). Em crianças menores (em especial < 8 anos), prefere-se cauterização endoscópica do óstio no seio piriforme (0,03 p). Alternativa definitiva: cirurgia aberta com fistulectomia ± hemitireoidectomia esquerda (0,02 p). Incisão e drenagem isoladas têm alta taxa de recidiva (próxima de 90% em séries de anomalia do 4º arco) (0,02 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.98)




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