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Em relação aos subtipos menos comuns do carcinoma de células renais (CCR), considere as seguintes afirmações e identifique a que está CORRETA:
A. O carcinoma cístico multilocular de células claras tem excelente evolução e predomínio feminino
INCORRETO: O carcinoma cístico multilocular de células claras apresenta excelente evolução clínica, sendo formado por cistos de tamanhos variados separados do parênquima renal por cápsula fibrosa, mas com predomínio no sexo masculino na proporção de 3:1 (não feminino).
B. O carcinoma não classificável representa cerca de 4%, geralmente alto grau com baixa sobrevida, podendo mostrar padrão sarcomatoide puro
CORRETO : O carcinoma de células renais não classificável representa cerca de 4% de todos os casos, costuma apresentar alto grau e estádio avançado, com baixa sobrevida. O padrão histológico pode combinar diversos aspectos dos outros carcinomas de células renais ou manifestar-se como padrão sarcomatoide puro, sem elementos epiteliais.
C. O carcinoma associado a neuroblastoma surge após intervalo médio de 9 anos, sempre com histologia homogênea de células claras
INCORRETO : O carcinoma renal associado a neuroblastoma, que surge em pacientes que tiveram neuroblastoma na infância e foram submetidos a radioterapia ou quimioterapia (risco 329 vezes maior), com intervalo médio de nove anos (3 a 11 anos), podendo ser bilaterais e evoluir com múltiplas metástases, mas histologicamente forma um grupo heterogêneo, com células claras ou oncocitoides (não sempre homogêneo de células claras).
D. A variante cromófoba é a mais agressiva, com 5% dos casos e perdas cromossômicas múltiplas incluindo 3p
INCORRETO : A variante de células cromófobas, que é menos agressiva que os demais carcinomas renais, representa 5% dos casos, apresenta padrão sólido, coloração alaranjada e aspecto arenoso, com alterações genéticas mais comuns sendo perdas nos cromossomos 1, 2, 6, 10, 13, 17 e 21 (não inclui 3p como principal), e a transformação sarcomatoide aumenta a agressividade, mas o subtipo em si não é o mais agressivo.
E. Carcinoma mucinoso tubular e fusiforme tem alto grau, predomínio masculino e metástases distantes frequentes
INCORRETO : O carcinoma mucinoso tubular e de células fusiformes do rim, subtipo de baixo grau descrito mais recentemente, tem características histológicas de células tubulares alongadas separadas por estroma mucinoso e áreas com células fusiformes, predomínio no sexo feminino (4:1), idade média de 53 anos e prognóstico favorável, com recorrências ocasionais, metastização regional rara e metástases a distância excepcionais (não alto grau nem metástases frequentes).
Gabarito: B
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a) iniciar imediatamente a ressuscitação volêmica com Ringer ou Ringer lactato, em bolus de 20 mL/kg em 5 a 10 minutos uso de solução salina 0,9% ou ainda coloide (albumina humana a 5%) (0,05 p)b) o volume inicial para reanimação exige 40 a 60 mL/kg ou mais durante as primeiras horas de tratamento (0,05 p) , exceto quando têm:- cardiopatia congênita - em torno de 10 mL/kg, com reavaliações mais frequentes. (0,05 p)- suspeita de disfunção miocárdica - em torno de 10 mL/kg, com reavaliações mais frequentes. (0,05 p)- recém-nascidos - em torno de 10 mL/kg, com reavaliações mais frequentes. (0,05 p)c) manter até normalização dos sinais de hipoperfusão tecidual ou até surgir sinais de hipervolemia. (0,05 p)
FONTE:
Sofia é uma menina de 7 anos que se apresenta ao pronto-socorro infantil com dificuldade respiratória. Sua mãe relata que ela tem histórico conhecido de asma desde os 4 anos de idade e está em tratamento contínuo com corticosteróides inalatórios (budesonida) e um broncodilatador de longa ação (formoterol). Apesar do tratamento regular, Sofia tem apresentado sintomas mais frequentes nas últimas duas semanas, com aumento no uso de seu inalador de resgate (salbutamol). Hoje, ela teve um episódio de tosse intensa e chiado no peito logo ao acordar, que não melhorou nada com o uso do broncodilatador. A mãe menciona que Sofia também tem se queixado de cansaço extremo nos últimos dias e acordado durante a noite com tosse.
Exame Físico: Sofia aparenta estar em desconforto respiratório, com retrações intercostais visíveis e uso de musculatura acessória.
Sinais Vitais: Temperatura: 36,8°C Frequência Cardíaca: 130 bpm (taquicardia) Frequência Respiratória: 36 irpm (taquipneia) Saturação de oxigênio: 88% em ar ambiente (hipoxemia). Pressão Arterial: 100/65 mmHg Respiração: Ausculta pulmonar revela sibilos difusos bilaterais, sendo mais proeminentes na expiração. Diminuição dos murmúrios vesiculares nas bases pulmonares.
Outros Exames: Observa-se cianose periungueal leve. Extremidades frias.
História Médica: Sofia não possui outras condições de saúde elevantes. Está em tratamento contínuo para asma, conforme esquema prescrito. Histórico familiar positivo para doenças atópicas.
(I) Descreva o Plano de Tratamento Inicial desta crise. (0,15 pontos)
(II) Qual seria a estratégia ambulatorial para esse caso depois desta crise? (0,075 pontos)
(III) Como classificaria a gravidade desta crise? Justifique a sua resposta. (0,275 pontos)
(I) Descreva o Plano de Tratamento Inicial desta crise.
1. Oxigenoterapia (0,0125 p) para melhorar a saturação de oxigênio (0,0125 p).
2. Nebulização com broncodilatador de curta ação (salbutamol) (0,0125 p) repetida a cada 20 minutos nas primeiras doses. (0,0125 p)
3. Corticosteróide sistêmico (0,0125 p) (prednisolona oral (0,0125 p) ou metilprednisolona intravenosa (0,0125 p)) para manejo de crise aguda.
4. Avaliação frequente dos sinais vitais (0,0125 p) e da saturação de oxigênio. (0,0125 p)
5. Preparar para possível admissão hospitalar (0,0125 p) para controle e monitoramento intensivo (0,0125 p), considerando a resposta ao tratamento inicial (0,0125 p).
(II) Qual seria a estratégia ambulatorial para esse caso depois desta crise?
A exacerbação sugere necessidade de reavaliação do tratamento de manutenção (0,0125 p). A adesão ao tratamento (0,0125 p), técnica do inalador (0,0125 p) e possíveis desencadeantes ambientais (0,0125 p) ou infecciosos (0,0125 p) devem ser revisitados após estabilização da condição aguda (0,0125 p).
(III) Como classificaria a gravidade desta crise? Justifique a sua resposta.
A crise apresentada por Sofia pode ser classificada como uma crise asmática grave. (0,0125 p)
A justificativa para essa classificação baseia-se nos seguintes sinais e sintomas:
1. Taquipneia (0,0125 p) e taquicardia (0,0125 p): Frequência respiratória de 36 irpm (0,0125 p) e frequência cardíaca de 130 bpm (0,0125 p) indicam esforço respiratório significativo (0,0125 p) e ativação do sistema simpático (0,0125 p).
2. Saturação de O2 baixa (0,0125 p): A saturação de oxigênio de 88% em ar ambiente (0,0125 p) indica hipoxemia significativa (0,0125 p), que é um sinal de gravidade (0,0125 p).
3. Uso de musculatura acessória (0,0125 p) e retrações (0,0125 p): Esses sinais indicam esforço respiratório elevado (0,0125 p) e são característicos de crises graves (0,0125 p).
4. Sibilos difusos (0,0125 p) e diminuição dos murmúrios vesiculares (0,0125 p): A presença de sibilos intensos e redução dos sons respiratórios pode indicar obstrução significativa das vias aéreas (0,0125 p) e, em crises mais graves, fluxo de ar reduzido pode resultar em "ausência" de sibilos, o que é particularmente preocupante (0,0125 p).
5. Alteração do estado geral (0,0125 p) com cianose leve (0,0125 p): A cianose periungueal e o cansaço extremo são também indicativos de insuficiência respiratória iminente ou em curso, comuns em crises graves (0,0125 p).
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