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Durante consulta de rotina, os pais se queixam de que sua filha de 12 anos não está crescendo adequadamente. A estatura está no percentil 25% das curvas de crescimento da Organização Mundial da Saúde. O pediatra calculou o alvo genético em 75%. Podemos afirmar, com relação a esse caso, que:
A. a deficiência de hormônio de crescimento está afastada
INCORRETO: A deficiência de hormônio de crescimento não pode ser afastada apenas com os dados fornecidos; a altura no percentil 25 não exclui causas endócrinas, especialmente quando há desvio do alvo genético, e a avaliação exige dosagem de IGF-1, velocidade de crescimento e, se indicada, teste de estímulo.
B. apresenta deficiência real de crescimento
CORRETO : A estatura da paciente se encontra no percentil 25 das curvas da OMS, valor que, isoladamente, ainda se situa dentro dos limites populacionais de normalidade e não configura baixa estatura propriamente dita (definida geralmente abaixo do percentil 3 ou escore Z < –2). Entretanto, o alvo genético calculado em 75 % revela desvio significativo entre o potencial hereditário esperado e o canal de crescimento atual da criança. Essa discrepância indica deficiência real de crescimento, pois o indivíduo não está acompanhando o padrão familiar previsto; tal achado justifica investigação etiológica, independentemente de a altura absoluta ainda não ter atingido patamar patológico. O conceito de “deficiência real” enfatiza exatamente essa avaliação comparativa com o alvo genético, e não apenas com os referenciais populacionais.
C. o cálculo do alvo genético é igual para ambos os sexos
INCORRETO : O cálculo do alvo genético não é idêntico para ambos os sexos; a fórmula convencional ajusta em ±13 cm (ou 6,5 cm no cálculo médio) conforme o sexo da criança, refletindo as diferenças médias de estatura entre homens e mulheres adultas.
D. se a idade óssea está normal, deve estar ocorrendo atraso constitucional do crescimento
INCORRETO : Se a idade óssea estiver normal (equivalente à cronológica), o diagnóstico mais provável é baixa estatura familiar ou idiopática, e não atraso constitucional do crescimento; este último se caracteriza precisamente por idade óssea atrasada, puberdade tardia e velocidade de crescimento normal para a idade óssea.
E. o comprimento e o peso ao nascimento não têm relevância
INCORRETO : O comprimento e o peso ao nascimento possuem relevância direta na avaliação do crescimento; valores reduzidos para a idade gestacional podem indicar restrição intrauterina prévia, que condiciona menor potencial de catch-up e exige diferenciação de outras causas de déficit estatural subsequente.
Gabarito: B
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FONTE:
Mãe: GII PII (NII ) A0 . Pré-natal – 5 consultas. Nega intercorrências durante a gestação. Parto hospitalar, a termo. Chorou ao nascer. Peso: 2600g. Apgar: ? Comprimento: ? Perímetro cefálico: ? Nega intercorrências neonatais. Leite materno exclusivo até 2 meses de vida. DNPM adequado.
Antecedentes Patológicos:
3 internações prévias por crises álgicas e pneumonia.
1 hemotransfusão. Nega alergias/intolerâncias.
Calendário vacinal em dia.
Antecedentes Familiares:
Mãe (21 a), relata anemia ferropriva.
Pai (46 a), hígido, tabagista e etilista leve. Não reside com a criança. Irmão falecido aos 2 anos por anemia falciforme. Prima: anemia falciforme.
Ectoscopia: BEG, hipocorada (2+/4), anictérica, acianótica, hidratada, afebril, ativa e reativa, consciente, orientada, emagrecida. Peso:15 Kg.
Oroscopia: dentes em bom estado de conservação, sem hiperemia. Pele, mucosas e fâneros: sem alterações. Gânglios: impalpáveis. ACV: RCR 2T BNF s/ sopros. FC: 119 bpm AP: MV rude, roncos e sibilos difusos. FR: 28 ipm ABD: plano, normotenso, RHA presentes e normais, indolor à palpação, fígado à 2 cm do RCD e baço à 3 cm do RCE. Ext: perfundidas e sem edema.
1) SUSPEITA DIAGNÓSTICA: A) ANEMIA FALCIFORME - Justificativa: antecedentes familiares, astenia, dor toracica, outras 3 internações prévias por crises álgicas e pneumonia. fígado à 2 cm do RCD e baço à 3 cm do RCE. (0,1 p) B) PNEUMONIA febre, não aferida, quase diária. Há 8 dias, passou a apresentar tosse produtiva, com expectoração amarelada. (0,1 p) 2) ETIOLOGIA DA INFECÇÃO PULMONAR: Como conseqüência da asplenia, haverá uma maior notadamente o Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e o pneumococo10,11. O risco de infecção por este último em crianças com anemia falciforme menores de 5 anos é aproximadamente 30 a 100 vezes maior que em crianças saudáveis (0,1 p) 3) TRATAMENTO: Ampicilina sulbactam 500mg EV 6/6 - Novalgina 0,6 ml EV 6/6h intercalado com nimesulida - Nimesulida gts VO 12/12 hs - Prednisona 15mg VO 1x/dia. - NBZ SF 0,9% - 3 ml + Berotec 6 gts (0,2 p)
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