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VALIDAÇÃO DE TESTES DIAGNOSTICOS (ÁREA DE SAUDE PUBLICA)

Os médicos dedicam grande parte de seu tempo diagnosticando a partir de queixas ou anormalidades de seus pacientes, chegando aos diagnósticos, depois de aplicar vários testes. No entanto, poucos desses médicos recebem um treinamento formal para a interpretação dos testes diagnósticos. A maioria dos bons clínicos usa juízo crítico, conhecimento amplo da literatura e uma abordagem rápida e informal de como organizar os dados.

Entretanto, também existem alguns princípios básicos com os quais se precisa estar familiarizado ao interpretar os testes diagnósticos.

Um "teste diagnóstico" geralmente é concebido como um exame realizado em laboratório. Mas os princípios também se aplicam à informação clínica obtida da história, exame físico ou Raio X.

Podem ser aplicados também onde um conjunto de achados serve como teste diagnóstico. Assim, pode-se falar do valor da artrite, cardite e coréia no diagnóstico da febre reumática, ou da hemoptise e da perda de peso em um fumante, como indicadores de câncer do pulmão.

É praxe geral em toda pesquisa que o investigador inicie o seu trabalho, desde a idéia inicial quando por ocasião da preparação do projeto, realização do estudo e por fim suas conclusões finais, que a precisão alcançada nos resultados seja sempre a melhor possível.

Quando um profissional de saúde deseja realizar um diagnóstico e precisa apresentar seu resultado considerando sentenças do tipo"normal-anormal", "positivo-negativo" , "reator-não reator", "imune-não imune", deve ter em mente que a partir daí deverá se conscientizar de que existirão as mais variadas formas de sentenciar sobre isto, porém deve considerar que o seu objetivo principal terá que ser a precisão dessas sentenças, ou seja, o nível de acerto deve ser o mais elevado, registrando positivo quando positivo e negativo quando negativo. Portanto um diagnóstico do tipo "positivo-negativo", quanto a classificação dos indivíduos, deve primar por apresentar uma precisão bastante acentuada.


OBJETIVA: (1386860 votos)..........94.8% das questões objetivas receberam votos.
Os requerimentos proteicos por unidade de altura são maiores nas meninas de 11 a 14 anos e nos meninos de 15 a 18 anos, fato que se relaciona, fundamentalmente com:
A. O pico de velocidade de crescimento
B. A necessidade de ferro
C. A mudança do apetite
D. As mudanças na composição corporal
E. A mudança no comportamento alimentar

  RATING: 3.09

Os requerimentos proteicos por unidade de altura são maiores nas meninas de 11 a 14 anos e nos meninos de 15 a 18 anos, fato que se relaciona, fundamentalmente com:

A. O pico de velocidade de crescimento
CORRETO: Durante a adolescência, os requerimentos proteicos estão diretamente ligados ao pico de velocidade de crescimento, que é o período em que os adolescentes experimentam uma aceleração no desenvolvimento físico, incluindo o crescimento em altura e o aumento da massa muscular. As meninas normalmente atingem esse pico entre 11 e 14 anos, enquanto os meninos, entre 15 e 18 anos. Essa fase de rápido crescimento exige uma quantidade maior de proteínas para suportar o desenvolvimento dos tecidos corporais.
B. A necessidade de ferro
INCORRETO : Embora a necessidade de ferro aumente durante a adolescência devido ao crescimento e, nas meninas, devido ao início da menstruação, a questão específica dos requerimentos proteicos está relacionada ao crescimento físico, não diretamente à necessidade de ferro.
C. A mudança do apetite
CORRETO : Embora haja mudanças no apetite durante a adolescência que podem aumentar o consumo de alimentos, elas não estão especificamente correlacionadas com os requerimentos proteicos por unidade de altura. O apetite é mais uma consequência do aumento das necessidades energéticas, em vez de um determinante direto dos requerimentos proteicos.
D. As mudanças na composição corporal
INCORRETO : As mudanças na composição corporal, como o aumento da massa muscular e tecido adiposo, ocorrem durante a adolescência, mas, novamente, são uma consequência do crescimento. Os requerimentos proteicos mais altos estão associados ao suporte necessário para o crescimento e desenvolvimento acelerados.
E. A mudança no comportamento alimentar
INCORRETO : Mudanças no comportamento alimentar durante a adolescência são comuns, mas são mais relacionadas à independência crescente e à escolha dos alimentos, e não diretamente aos requerimentos proteicos por unidade de altura. O foco aqui está na fase de crescimento acelerado, e não nas mudanças comportamentais.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.09)

DISCURSIVA: (194710 votos) ..........97.94% das questões discursivas receberam votos.
Responda ás seguintes questões:
1) Defina a enurese.(0,1 pontos)
2) Classifique a enurese conforme minimo dois critérios.(0,3 pontos)
3) Comente o tratamento medicamentoso indicado na enurese.(0,1 pontos)


RATING: 3

Responda ás seguintes questões:
1) Defina a enurese.(0,1 pontos)
2) Classifique a enurese conforme minimo dois critérios.(0,3 pontos)
3) Comente o tratamento medicamentoso indicado na enurese.(0,1 pontos)

1) Defina a enurese.

A enurese é definida como perda involuntária de urina em idade na qual a criança já deveria ter assumido o controle miccional – não há consenso quanto a idade, visto que depende de contexto sócio-cultural. Vários autores consideram a idade de 6 anos.0,1 pontos

2) Classifique a enurese conforme minimo dois critérios.

Classifica-se a enurese noturna em primária x secundária, além de monossintomática x polissintomática. 0,1 pontos
  • Primária: quando a criança nunca adquiriu controle miccional ou quando não o manteve por mais de 6 meses. A enurese noturna primária e monossintomática é mais prevalente até os 9 anos. 0,05 pontos
  • Secundária: quando a criança volta a apresentar perda noturna após no mínimo 06 meses consecutivos de controle. Trata-se de aproximadamente metade das crianças com enurese noturna entre 6-7 anos.0,05 pontos

Quanto os sintomas:
  • Monossintomática: na ausência de quaisquer outros sinais e sintomas urinários.0,05 pontos
  • Polissintomática (também denominada “complexa”): quando presença de sintomas miccionais diurnos e/ou constipação intestinal. Mais recentemente fala-se em Disfunção do trato urinário inferior, que é frequentemente associada a constipação (“síndrome das eliminações”).0,05 pontos

3) Comente sobre o tratamento medicamentoso indicado na enurese.

A abordagem medicamentosa é indicada para casos muito restritos, podendo ser realizado uso temporário de antidepressivos tricíclicos (imipramina) ou análogos de ADH (desmopressina). Problemas: potenciais efeitos colaterais, alta taxa de recorrência.0,1 pontos.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (226789 votos)..........96.85% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo masculino, 42 anos de idade, oriundo do município de Itapiranga, SC.Em sua história pregressa narrou que seus exames laboratoriais sempre apresentaram anemia. Seu hemograma apresentou alterações significativas em alguns índices hematimétricos, como pode ser visto abaixo:



 Valores de Referência: ERI= Eritrócitos (4,00 – 6,00 x 106/μL); HCT= Hematócrito (35,0 -60,0%); Hb= Hemoglobina (11,0 – 18,0g/dL); VCM= Volume Corpuscular Médio (80,0 -100,0 fL); HCM= Hemoglobina Celular Média (27,0 – 31,0 pg); CHCM=Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média (33,0 – 35,5 g/dL); RDW= Amplitude da Distribuição dos Eritrócitos (11,5 – 14,5%).
No esfregaço, o paciente apresentou: anisocitose, hipocromia, microcitose, policromasia, ponteado basófilo, eliptócito, dacriócito.

Bioquimica: Ferro (μg/dL) 136,0 Ferritina (ng/mL) 1.153,0
Valores de Referência (ferro sérico): Homens – 59,0 a 158,0 μg/dL e Mulheres – 37,0 a 145,0 μg/dL.Valores de Referência (ferritina): Homens – 30,0 a 40,0 ng/mL; Mulheres – 13,0 a 150,0 ng/mL e Crianças (4 meses a 16 anos) – 20,0 a 200,0 ng/mL.

PERGUNTA-SE:

1) Quais são os principais achados que chamam atenção na eritrograma? Justifiquem e caracterizam a eritrograma. (0,35 p)
2) Que importante exame laboratorial está faltando? Qual seria a justificativa? (0,1 p)
3)  Qual é a importância do dosagem da ferritina para esse paciente? (0,05 p)


RATING: 2.97

O paciente de 42 anos do presente caso em estudo apresentou valor de hemoglobina e hematócrito dentro dos valores de referência e no limite inferior, respectivamente. A microcitose (VCM= 65,5 fL) e a hipocromia (HCM = 22,4 pg) chama atenção neste eritrograma. A hipocromia foi difícil de ser visualizada na extensão sanguínea (CHCM =34,2 g/dl), mas ela estava presente porque o HCM está abaixo do valor de referência (27 pg). A hipocromia foi marcada em função do valor do HCM. A anisocitose foi outro achado consistente, pois o RDW foi de 16%. Este eritrograma pode ser classificado como sendo microcítico e hipocrômico e tendo uma população eritrocitária heterogênea. Para dosagem da ferritina pode ser afastada a possibilidade de anemia ferropriva. QUESTÃO 1: A microcitose (VCM= 65,5 fL) e a hipocromia (HCM = 22,4 pg) chamam a atenção neste eritrograma. A hipocromia, difícil de ser visualizada na extensão sanguínea (CHCM =34,2 g/dl), esta presente porque o HCM está abaixo do valor de referência (27 pg). A hipocromia foi marcada em função do valor do HCM.(2 x 0,1 p = 0,2 p) A anisocitose é outro achado consistente, pois o RDW foi de 16%. (0,1 p) O paciente de 42 anos do presente caso em estudo apresentou valor de hemoglobina e hematócrito dentro dos valores de referência e no limite inferior, respectivamente.Este eritrograma pode ser classificado como sendo microcítico e hipocrômico e tendo uma população eritrocitária heterogênea. (0,05 p)
QUESTÃO 2: falta a eletroforese das hemoglobinas, para avaliar a possibilidade de existência de alguma hemoglobinopatia (por exemplo, talassemia). (0,1 p)
QUESTÃO 3: Através do dosagem da ferritina pode ser afastada a possibilidade de anemia ferropriva. (0,05 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.97)




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