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URGÊNCIAS DAS VIAS AÉREAS INFERIORES (ASMA E BRONQUIOLITE) (ÁREA DE PEDIATRIA)

A asma é a doença crônica mais frequente na criança. Sua prevalência é aumentada em pacientes com menos de 2 anos de idade, com incidência crescente nas taxas de internação entre 1 e 4 anos de idade.

A asma é uma doença heterogênea, em que não há um único agente causal.

O que é fundamental sobre as bronquiolite e tem que ser assumido e guardado com sete chaves quando se começa a estudar esse capitulo são três coisas: 


  1. é uma doença viral, então nada adianta qualquer tipo de antibiotico 
  2. é incomum acíma de 3 anos 
  3. inflamação dos bronquíolos menores

O VSR (virus sincicial respiratorio) é a principal causa de bronquiolite e pneumonia em crianças menores de 1 ano. Essa besta de virus VSR é altamente contagioso. O período de incubação entre a exposição e os primeiros sintomas é de cerca de 4 dias. E mais interessante ainda: o vírus é eliminado nas secreções nasais por períodos variáveis, geralmente 5 a 12 dias, embora a excreção de vírus durante 3 semanas ou mais já ter sido documentada.

OBJETIVA: (1381998 votos)..........94.76% das questões objetivas receberam votos.
Um recruta militar após um período prolongado de treinamento notou dor ao nível do ante-pé direito, progressiva, que piorava durante a marcha matinal e melhorava com o repouso. Qual a suspeita clínica mais provável, e qual (is) o (s) métodos (s) diagnóstico(s) a serem solicitado (s)?
A. Osteomielite; Radiografia e/;ou Tomografia computadorizada
B. Fratura de estresse; Radiografia e/ou Cintilografia óssea
C. Artropatia inflamatória; radiografia e/ou Cintilografia óssea
D. Fratura de estresse; Radiografia e/ou Tomografia computadorizada
E. Osteomielite; Radiografia e/ou Ultra-sonografia

  RATING: 3.16

Um recruta militar após um período prolongado de treinamento notou dor ao nível do ante-pé direito, progressiva, que piorava durante a marcha matinal e melhorava com o repouso. Qual a suspeita clínica mais provável, e qual (is) o (s) métodos (s) diagnóstico(s) a serem solicitado (s)?

A. Osteomielite; Radiografia e/;ou Tomografia computadorizada
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Fratura de estresse; Radiografia e/ou Cintilografia óssea
CORRETO : A fratura por estresse foi descrita inicialmente em soldados prussianos por Breithraupt em 1855. Denominada de “fratura da marcha”, suas características foram confirmadas 40 anos depois com o advento da radiografia. Em 1958, Devas fez o primeiro relato de fratura por estresse em atletas. Essa lesão ocorre como resultado de um número elevado de sobrecargas cíclicas de intensidade inferior ao strength ósseo máximo sobre o tecido ósseo não patológico.
Essa fratura pode ser o estágio final da fadiga ou insuficiência do osso acometido.6 Elas ocorrem após a formação e o acumulo de microfraturas nas trabéculas ósseas normais. Em contrapartida, a fratura resultante da insuficiência óssea ocorre em um osso mecanicamente comprometido, geralmente apresentando uma baixa densidade mineral óssea.Nas duas situações, o desequilíbrio entre o osso formado e remodelado e o osso reabsorvido resultará na descontinuidade óssea no local acometido.
A radiografia simples (RX) é o exame de imagem inicial devido ao fácil acesso e baixo custo. Contudo, tem alto índice de falsos negativos, já que as alterações provocadas pela fratura por estresse são tardias nesse exame de imagem (após duas a quatro semanas do início da dor) e podem retardar o diagnóstico. A medicina nuclear com a cintilografia de tripla fase (tecnécio-99m) apresenta sensibilidade importante (74-100%) à remodelação óssea e apresenta alterações de imagem três a cinco dias após o início dos sintomas.

C. Artropatia inflamatória; radiografia e/ou Cintilografia óssea
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Fratura de estresse; Radiografia e/ou Tomografia computadorizada
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Osteomielite; Radiografia e/ou Ultra-sonografia
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.16)

DISCURSIVA: (194022 votos) ..........99.47% das questões discursivas receberam votos.

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)




RATING: 3.13

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)


1. Distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça

  • As maiores taxas de incidência concentram-se na Europa Ocidental e na América do Norte; as menores são observadas na Ásia e em regiões menos desenvolvidas da África (0,04 p).
  • Globalmente, o câncer da bexiga ocupa a sétima posição entre as neoplasias mais frequentes e a décima terceira causa de morte por câncer (0,04 p).
  • No Brasil, constitui a segunda neoplasia mais frequente do trato geniturinário no homem, superada apenas pelo adenocarcinoma de próstata (0,04 p).
  • Nos países ocidentais, é 2,5 a 4 vezes mais frequente em homens do que em mulheres (provavelmente por maior exposição ao tabagismo e toxinas ambientais) e o mesmo padrão se repete nas mulheres (risco aumentado nas brancas em relação às negras) (0,02 p).
  • Diferenças raciais: brancos apresentam maior incidência e maior número de óbitos por carcinoma urotelial em comparação aos negros (inverso do observado nos tumores geniturinários em geral) (0,01 p).

2. Principais fatores de risco ambientais e ocupacionais

  • Tabagismo é o fator de risco mais importante e mais bem estudado; quem fuma tem de duas a quatro vezes mais chance de desenvolver a doença; quanto maior a quantidade e o tempo de tabagismo, maior a associação; os agentes responsáveis são principalmente as alfa- e beta-naftilaminas, que são absorvidas, eliminadas na urina e ficam em contato direto com o urotélio, causando dano celular repetido (0,05 p).
  • Exposição ocupacional responde por parcela significativa dos casos (15% a 35% em homens e 1% a 6% em mulheres); profissionais das indústrias de tintas, borracha e petróleo estão expostos a carcinógenos como benzidina, beta-naftilamina e 4-aminobifenil; esses compostos têm período de latência longo (0,04 p).
  • Medicamentos – ciclofosfamida, ao ser metabolizada, libera produtos tóxicos que irritam o urotélio e favorecem a malignidade (0,03 p).
  • Outros fatores – qualquer situação que cause trauma físico repetido ao urotélio (infecções urinárias crônicas, instrumentação repetida da bexiga ou presença de cálculos) aumenta o risco de transformação maligna; a ingestão de adoçantes artificiais não confirmou associação em estudos recentes (0,03 p).

3. Ativação de oncogenes na patogênese

  • O processo é multifatorial e envolve duas grandes vias que se complementam: ativação de oncogenes e inativação de genes supressores (0,03 p).
  • Oncogenes, quando ativados de forma anormal, estimulam a célula a se multiplicar exageradamente (0,02 p).
  • No câncer de bexiga, o oncogene p21 (c-Ha-ras) está ativado em pelo menos 50% dos casos; ocorre ativação aberrante de GTPase de membrana, levando a proliferação nuclear descontrolada e perda da diferenciação celular (a célula “esquece” sua função normal e torna-se imatura) (0,03 p).
  • Essa alteração é mais comum em tumores de alto grau e em áreas de displasia, mas raramente aparece em tumores de baixo grau (0,02 p).
  • Outros oncogenes frequentemente envolvidos: Erb-2, EGFR, MDM2, C-MYC e CCND1 (0,01 p).

4. Inativação de genes supressores e alterações cromossômicas

  • Genes supressores atuam como “freios” da multiplicação celular; quando inativados ou perdidos, a célula perde o controle e pode tornar-se imortal (0,03 p).
  • O gene p53 (o mais alterado em todos os cânceres humanos) é o exemplo clássico; a proteína p53 normal reconhece células com danos genéticos e dispara apoptose; quando mutado, a apoptose falha e as células danificadas sobrevivem e acumulam mutações (0,03 p).
  • No câncer de bexiga, mutação de p53 está presente em tumores primários, recidivas e tumores do trato urinário superior e associa-se a tumores mais agressivos e músculo-invasivos (0,02 p).
  • Deleção do braço curto do cromossomo 17 (onde fica o p53) ocorre em mais de 60% dos tumores invasivos, mas quase nunca nos tumores superficiais (0,01 p).
  • Outra alteração muito frequente e precoce é a perda de material do cromossomo 9 (contém genes reguladores p21, p27/KIP1 e p16); aparece tanto em tumores de alto quanto de baixo grau e é encontrada em todos os tumores multifocais, reforçando a ideia de doença difusa do urotélio (0,01 p).


FONTE:

CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.13)

CASO CLINICO: (226086 votos)..........98.14% dos casos clinicos receberam votos.

Lactente, feminina, 4 meses, iniciou quadro de tremores e sialorreia, dando entrada no pronto socorro infantil (PSI) após 40 minutos de crise convulsiva. Foi medicada com Diazepam e dose de ataque de fenitoína, com redução da crise. Ao exame físico, apresentava fontanela abaulada, sem outras alterações. Histórico de internação em UTI neonatal por baixo-peso, fratura de fêmur direito aos 3 meses e caderneta vacinal atrasada, com imunização apenas para hepatite B. Reside com mãe e pai, ambos usuários de drogas, e com quatro irmãos, em apartamento com 4 cômodos, saneamento básico e água encanada. Após controle das crises convulsivas no PSI, permaneceu em observação, com cateter nasal de oxigênio (O2), evoluindo com quadro comatoso. Foi iniciada antibioticoterapia venosa empírica por suspeita de meningite, solicitada vaga em unidade de tratamento intensivo (UTI) pediátrica e tomografia computadorizada (TC) de crânio. A TC evidenciou edema cerebral importante, possível área de fratura de crânio e presença de áreas compatíveis com hemorragia cerebral frontal.

(I) Qual a principal hipótese diagnóstica? - 0,1 pontos;

(II) Enumeram pelo menos três elementos do quadro clinico que justifiquem essa suspeita. - 0,15 pontos;

(III) Enumeram os meios diagnósticos essenciais para confirmar a hipótese. 0,25 pontos;




RATING: 3.08

(I) Qual a principal hipótese diagnóstica?

O abuso infantil (0,05 p), provavelmente síndrome de bebê sacudido (0,05 p)

(II) Enumeram pelo menos três elementos do quadro clinico (anamnese e exame fisico) que justifiquem essa suspeita (0,05 p para cada um dos três inclusos nesta lista)

  • baixo-peso ao nascimento;

  • abuso de drogas e álcool;

  • instabilidade familiar;

  • violência doméstica;

  • baixo estatuto socioeconômico;

  • fratura de fêmur direito aos 3 meses;

  • caderneta vacinal atrasada

(III) Enumeram os meios diagnósticos essenciais para confirmar a hipótese.

São exames fundamentais:

  • a fundoscopia – para avaliação de hemorragia retiniana (0,05 p)

  • hemograma completo (0,05 p)

  • função hepática (0,05 p)

  • estudo de coagulação (0,05 p)

  • TC sem contraste para detecção de HS e hemorragias subaracnoideas. (0,05 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.08)




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