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ARRITMIAS EM PEDIATRIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Na patologia cardíaca pediatrica tem arritmias benignas normais e arritmias malignas. Frequência cardíaca irregular é um problema comum e pode ter várias etiologias, no entanto, tratar superficialmente esse problema é um grande erro - uma arritmia pode ser uma condição grave com risco de morte. O exame clínico, caracterizando a presença ou ausência de eventual cardiopatia de base, é importante, pois a gravidade da cardiopatia estabelece, de modo geral, o prognóstico tardio do paciente com arritmia.
História profunda é fundamental e fornece elementos importantes, exame físico e eletrocardiograma e, em alguns casos, o encaminhamento para um cardiologista pediátrico é necessário para posterior diagnóstico, seguimento e, se necessário, tratamento.
Arritmia cardíaca é o termo simplificado para definir qualquer distúrbio do ritmo cardíaco, sendo esse distúrbio definido tanto para o aumento quanto para a diminuição da frequência cardíaca. Grosso modo: são condições ou afecções onde há formação ou condução anormal do estímulo elétrico pelas estruturas do coração.

OBJETIVA: (1143134 votos)..........99.34% das questões objetivas receberam votos.
A lamblíase é, geralmente, uma infestação com o parasita Giardia lâmblia, a sintomatologia sendo pobre ou até inexistente nos portadores. No entanto, sabe-se que ela é potencialmente perigosa em pacientes com:
A. síndrome de Alport
B. hipogamaglobulinemia
C. deficit de alfa-1-antitripsina
D. anemia falciforme
E. todas acima enumeradas

  RATING: 3.11

A lamblíase é, geralmente, uma infestação com o parasita Giardia lâmblia, a sintomatologia sendo pobre ou até inexistente nos portadores. No entanto, sabe-se que ela é potencialmente perigosa em pacientes com:

A. síndrome de Alport
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. hipogamaglobulinemia
CORRETO : A giardíase pode ameaçar a vida de pacientes com hipogamaglobulinemia ou fibrose cística.
C. deficit de alfa-1-antitripsina
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. anemia falciforme
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. todas acima enumeradas
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.11)

DISCURSIVA: (182847 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1) Qual é a relação entre o ritmo cardiaco achado na parada cardiorespiratoria e a sobrevivência? - 0,1875 pontos
2) Quantos tipos de parada cardíaca tem a criança? - 0,125 pontos
3) Qual é a definição da parada cardiorespiratoria? - 0,1875 pontos


RATING: 2.95

1) Qual é a relação entre o ritmo cardiaco achado na parada cardiorespiratoria e a sobrevivência? - 0,1875 pontos
2) Quantos tipos de parada cardíaca tem a criança? - 0,125 pontos
3) Qual é a definição da parada cardiorespiratoria? - 0,1875 pontos

1) Qual é a relação entre o ritmo cardiaco achado na parada cardiorespiratoria e a sobrevivência?

Um ritmo de apresentação chocável (FV ou TVSP) confere mais chances da pessoa ser ressuscitada. (0,0625 p)

Os ritmos não-chocáveis (por exemplo, assistolia) não passa duma sobrevivência de 7% a 24%. (0,0625 p)

No mesmo tempo se uma FV/TVSP se desenvolve como um ritmo secundário durante uma tentativa de ressuscitação (isto é, não como o ritmo da PCR inicial) em crianças hospitalizadas, a sobrevivência é menor do que a observada em PCRs com ritmos não chocáveis (0,0625 p)

2) Quantos tipos de parada cardíaca tem a criança?

Há dois tipos de parada cardíaca em criança:

  1. Parada hipóxica (0,0625 p)
  2. Parada cardíaca súbita (0,0625 p)

3) Qual é a definição da parada cardiorespiratoria?

O processo em si é uma cessação da circulação sanguínea. (0,0625 p) Ou seja, a ausência ou ineficácia da atividade mecânica cardíaca. (0,0625 p) Não há pulso detectável neste momento. (0,0625 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

CASO CLINICO: (213169 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 26 anos, procura o ambulatório com queixa de hipertensão arterial diagnosticada aos 17 anos, atualmente grave e resistente ao uso de quatro anti-hipertensivos. Apresenta hipopotassemia espontânea recorrente (K+ 2,6 mEq/L), episódios de fraqueza muscular e parestesias, poliúria e noctúria. História familiar positiva: pai e irmã com hipertensão precoce e um tio com AVC em idade jovem. Exames iniciais mostram aldosterona plasmática elevada (>25 ng/dL) com atividade de renina plasmática suprimida. TC de suprarrenais mostra glândulas de aspecto normal sem nódulos evidentes.

Questões:

I. Qual a sua suspeita diagnóstica? (0,1 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,13 pontos)
III. Qual a melhor modalidade de confirmar o diagnóstico? (0,15 pontos)
IV. Qual o tratamento? (0,12 pontos)





RATING: 3.09

Resposta à Questão I (Suspeita diagnóstica):
Hiperaldosteronismo primário (Síndrome de Conn), com alta probabilidade de forma familiar tipo I (aldosteronismo remediável por glicocorticoides – ARG).
  • Hipertensão arterial resistente associada a hipopotassemia em paciente jovem com história familiar de hipertensão precoce (0,05 p)
  • Início do quadro antes dos 20 anos e antecedente familiar de acidente vascular cerebral em idade precoce (0,05 p)
Resposta à Questão II (Possível causa da doença diagnosticada):
Hiperaldosteronismo familiar tipo I, devido a duplicação gênica quimérica entre CYP11B1 e CYP11B2.
  • Duplicação gênica quimérica originada de crossover desigual, com promotor do gene CYP11B1 (responsivo a ACTH) fusionado à porção codificadora do gene CYP11B2 (aldosterona sintase) (0,08 p)
  • Leva a expressão ectópica da aldosterona sintase na zona fasciculada, regulada por corticotrofina em vez de angiotensina II (0,05 p)
Resposta à Questão III (Melhor modalidade de confirmar o diagnóstico):
Testes genéticos para a mutação específica do hiperaldosteronismo familiar tipo I.
  • Testes genéticos são o método mais específico e sensível para diagnóstico definitivo de HF tipo I (0,07 p)
  • Eliminam necessidade de dosagens urinárias de 18-oxicortisol e 18-hidroxicortisol ou testes de supressão com dexametasona (0,05 p)
  • Indicados em pacientes com história familiar de aldosteronismo primário, início do quadro antes dos 20 anos ou antecedente familiar de acidente vascular cerebral em idade precoce (0,03 p)
Resposta à Questão IV (Tratamento):
Terapia crônica com doses fisiológicas de glicocorticoide (preferencialmente prednisona ou hidrocortisona, ajustadas à superfície corporal).
  • Suprime a produção de aldosterona regulada por ACTH, normalizando a pressão arterial e corrigindo a hipocalemia (0,07 p)
  • Alternativa: bloqueio do receptor mineralocorticoide (0,05 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.09)




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