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DISTÚRBIOS DO EQUILIBRIO ÁCIDO-BASICO NO PACIENTE PEDIATRICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Os distúrbios acido-básicos são um grupo de condições que afetam o equilíbrio de pH no organismo. Quando esse equilíbrio é afetado, pode ser prejudicial para a saúde. Nas crianças, os distúrbios acido-básicos podem causar uma série de sintomas e complicações.
Os distúrbios acido-básicos mais comuns nas crianças são o hipoxemia (diminuição da saturação de oxigênio no sangue) e a acidose (redução do pH do sangue). Estas condições podem ser causadas por uma variedade de fatores, incluindo infecções, doenças metabólicas, medicamentos, alergias alimentares, e outras condições médicas.
Os sintomas mais comuns de distúrbios acido-básicos em crianças incluem fraqueza, desmaios, vômitos, tonturas, dores de cabeça, sudorese, tonturas, dor abdominal, falta de ar, fadiga, pele pálida ou amareladas, urina escura, e respiração curta. Em alguns casos, as crianças podem ter convulsões e crises convulsivas.
Os diagnósticos de distúrbios acido-básicos nas crianças é baseado na avaliação dos sintomas e dos níveis de pH no sangue. O tratamento depende da causa subjacente e pode incluir medicamentos, terapia nutricional, suplementos, terapia de oxigênio, e outros tratamentos.

OBJETIVA: (1432598 votos)..........96.46% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher de 39 anos apresenta-se com queixas de dor abdominal baixa, pélvica grave, que começou um dia após o término da menstruação. Ela percebeu um certo aumento da secreção vaginal. Sua história social mostra que ela e seu marido falecido foram missionários médicos durante toda a vida. Ele foi seu único parceiro sexual e desde sua morte há 1 ano, ela não teve relações sexuais. O exame físico mostra uma temperatura de 37,5ºC. Ela encontra-se sobre a mesa de exame, de lado, encurvada e segurando seu abdome com as mãos. Ela apresenta dor abdominal com leve defesa (à direita maior que à esquerda), dor à mobilização cervical (maior ao exame retal) e leve dor na área anexial direita sem massas palpáveis. Coloração de Gram de sua cérvice mostra ”alguns leucócitos” cuja contagem é de 10.400 (normal 3.600 a 10.000) e uma velocidade de hemossedimentação (VHS) de 47 mm/h (normal 0 a 25). O teste urinário de gravidez é negativo. O próximo passo lógico na avaliação desta paciente seria:
A. admiti-la no hospital com DIP presumida, iniciando administração parenteral de antibióticos e esperando 24 a 48 h para avaliar sua evolução
B. realizar culdocentese
C. realizar uma ultra-sonografia pélvica
D. solicitar uma tomografia computadorizada (TC) abdominal e pélvica
E. levá-la para a sala de cirurgia para laparoscopia diagnóstica

  RATING: 2.92

Uma mulher de 39 anos apresenta-se com queixas de dor abdominal baixa, pélvica grave, que começou um dia após o término da menstruação. Ela percebeu um certo aumento da secreção vaginal. Sua história social mostra que ela e seu marido falecido foram missionários médicos durante toda a vida. Ele foi seu único parceiro sexual e desde sua morte há 1 ano, ela não teve relações sexuais. O exame físico mostra uma temperatura de 37,5ºC. Ela encontra-se sobre a mesa de exame, de lado, encurvada e segurando seu abdome com as mãos. Ela apresenta dor abdominal com leve defesa (à direita maior que à esquerda), dor à mobilização cervical (maior ao exame retal) e leve dor na área anexial direita sem massas palpáveis. Coloração de Gram de sua cérvice mostra ”alguns leucócitos” cuja contagem é de 10.400 (normal 3.600 a 10.000) e uma velocidade de hemossedimentação (VHS) de 47 mm/h (normal 0 a 25). O teste urinário de gravidez é negativo. O próximo passo lógico na avaliação desta paciente seria:

A. admiti-la no hospital com DIP presumida, iniciando administração parenteral de antibióticos e esperando 24 a 48 h para avaliar sua evolução
INCORRETO: Embora esta mulher preencha os critérios-padrão para DIP com base em critérios clínicos, sua história não combina com este diagnóstico. A internação e tratamento por uma doença que ela provavelmente não tem para 'ver como as coisas ficarão' não é uma boa medicina.
B. realizar culdocentese
INCORRETO : Culdocentese é razoável, mas se você encontrar pus, não saberá de onde o pus é proveniente.
C. realizar uma ultra-sonografia pélvica
INCORRETO : Uma ultra-sonografia pélvica ou uma TC dificilmente trarão o diagnóstico, podendo retardar o que é necessário, apesar de os médicos americanos estarem mais aptos a diagnosticar apendicite.
D. solicitar uma tomografia computadorizada (TC) abdominal e pélvica
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. levá-la para a sala de cirurgia para laparoscopia diagnóstica
CORRETO : Laparoscopia diagnóstica é mais indicada para determinar a fonte do problema desta mulher e deve ser utilizada em casos em que o diagnóstico não está claro.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

DISCURSIVA: (200274 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A doença falciforme representa a enfermidade hereditária mais prevalente no mundo (um caso novo da doença para cada 700 nascidos vivos). Relacionado á isso, responda ás seguintes perguntas:
1) Qual é o modelo de paciente com anemia falciforme? (0,1 p)
2) O que que é o traço falcemico? (0,2 p) 
3) Que tipo de hemoglobina apresenta um eritrócito em foice e qual é a mutação correspondente? (0,2 p)


RATING: 2.97

A doença falciforme representa a enfermidade hereditária mais prevalente no mundo (um caso novo da doença para cada 700 nascidos vivos). Relacionado á isso, responda ás seguintes perguntas:
1) Qual é o modelo de paciente com anemia falciforme? (0,1 p)
2) O que que é o traço falcemico? (0,2 p) 
3) Que tipo de hemoglobina apresenta um eritrócito em foice e qual é a mutação correspondente? (0,2 p)

1) Qual é o modelo de paciente com anemia falciforme?

O estereótipo do paciente falcêmico é o indivíduo negro que apresenta anemia hemolítica crônica, hipodesenvolvimento e sofrendo várias crises álgicas por ano. (0,10 p)

2) O que que é o traço falcemico?

A Anemia Falciforme não deve ser confundida com o traço falciforme. Traço falciforme significa que a pessoa é tão somente portadora da doença, com vida social normal. Constitui o traço falcêmico = heterozigose da hemoglobina S com a hemoglobina A - tem fenótipo semelhante ao normal - não está enquadrado dentro do grupo das doenças falciformes (0,2 p)

3) Que tipo de hemoglobina apresenta um eritrócito em foice e qual é a mutação correspondente?

A mutação genética, responsável pela formação da hemoglobina S, resulta da troca da valina por ácido glutàmico na posição 6 da cadeia da globina β. Essa mudança resulta no aparecimento da hemoglobina S que tem a propriedade de formar polímeros quando deso-xigenada. Dentro dos vasos sangüíneos, esses polímeros causam oclusão vascular. (0,2 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

CASO CLINICO: (232433 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Um lactente masculino, com 6 meses de idade, de etnia negra, é referido de um serviço anterior para avaliação pela equipe de neuropediatria, em virtude de um histórico de episódio convulsivo ocorrido há 2 meses.
O episódio teve uma duração aproximada de 2 minutos e apresentou sinais de cianose perioral, desencadeamento da liberação esfincteriana, completa imobilização corporal, incluindo a cessação dos movimentos respiratórios (sic), seguido de um estado de ”corpo mole” após a crise, sendo administrado Fenobarbital na dosagem de 15 gotas duas vezes ao dia.
Quatro dias após o encaminhamento, o paciente manifestou um novo episódio que se assemelhava ao anterior, com duração de sete minutos e sinais de cianose intensa.
Internado em sua cidade, apresentou mais três episódios de crise de menor duração.
Foi realizado um eletroencefalograma (EEG) e um eletrocardiograma (ECG), ambos considerados dentro dos parâmetros normais. Durante o processo de transferência, a criança teve uma nova crise na ambulância, a qual perdurou por 10 minutos, exigindo ventilação com máscara e ressuscitador manual (AMBU), resultando em recuperação espontânea.
Entre os antecedentes pessoais, destaca-se que a criança nasceu por meio de uma cesariana pre-termo, realizada às 36 semanas de gestação, em virtude da bradicardia identificada em ultrassonografia obstétrica. A criança nasceu em boas condições, apresentando uma frequência cardíaca que oscilou entre 85 e 105 bpm.
No exame físico inicial, o paciente demonstrou peso e altura compatíveis com a faixa etária, sem evidências de anomalias nos sinais vitais ou no exame físico. Os exames laboratoriais iniciais não evidenciaram alterações nos níveis hidroeletrolíticos, gasométricos ou hematimétricos. O ecocardiograma inicial apresentou resultados normais em todos os aspectos anatômicos avaliados.
O eletrocardiograma apresentou o seguinte padrão, com intervalo Q-> Tc= 694 ms e alternância de onda T.

(1) Qual é o diagnóstico eletrocardiográfico? - 0,11 pontos
(2) Quais são os principais riscos para essa idade? - 0,18 pontos
(3) Quais são as recomendações medicamentosas principais? - 0,15 pontos
(4) Qual é a disciplina esportiva que essa criança não vai poder praticar particularmente, na vida? - 0,06 pontos



RATING: 2.87

(1) Qual é o diagnóstico eletrocardiográfico?

Síndrome do QT longo (0,055 p) congênito (0,055 p)

(2) Quais são os principais riscos para essa idade?

1. Arritmias Graves (0,03 p)

2. Síncope. (0,03 p)

3. Morte Súbita Cardíaca (0,03 p)

O prognóstico é muito ruim em pacientes não tratados.(0,03 p) Os betabloqueadores diminuem parcialmente a mortalidade (0,03 p), mas não protegem completamente os pacientes da morte súbita (0,03 p).

(3) Quais são as recomendações medicamentosas principais?

Há consenso de que todas as crianças sintomáticas com síndrome do QT longo devem ser tratadas com propranolol (0,03 p), atenolol (0,03 p), metoprolol (0,03 p).

Também precisa orientar a interrupção das drogas psicotrópicas. (0,03 p)

Evitar prescrever fármacos que prolonguem o intervalo QT. (0,03 p)

4) Qual é a disciplina esportiva que essa criança não vai poder praticar particularmente, na vida?

Não é permitida a participação em esportes competitivos. (0,03 p)

Prática de natação não é recomendada. (0,03 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.87)




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