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AS DERMATOSES MICOTICAS MAIS COMUNS NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

É a infecção fúngica mais comum em pediátria, de fato, precisamente, é uma infecção fúngica superficial (ou dermatofitose) do couro cabeludo, sobrancelhas e pestanas. Ela atinge principalmente a haste capilar e os folículos.  Desde que o espórulos são inoculados, as hifas do fungo crescem no estrato córneo da pele, de forma centrífuga. A progressão em profundidade se faz ao longo do cabelo e invadindo a queratina, à medida que esta é formada. Um tempo, a lesão é impercebível. Á medida que o cabelo cresce, no 12º - 14º dia o primeiro dano (cabelos quebradiços) aparece visível sobre a superfície da pele. Pela 3ª semana já são evidentes cabelos partidos. A infecção continua a disseminar-se no estrato córneo envolvendo outros cabelos.

OBJETIVA: (1098952 votos)..........99.35% das questões objetivas receberam votos.
O uso abusivo de laxantes e resinas (ex.: colestiramina) pode resultar em:
A. alcalose metabólica
B. acidose metabólica com aníon-gap normal
C. urina com aníon gap positiva
D. cetoacidose com aníon-gap aumentado
E. Acidose Tubular Renal (ATR) tipo II

  RATING: 2.19

O uso abusivo de laxantes e resinas (ex.: colestiramina) pode resultar em:

A. alcalose metabólica
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. acidose metabólica com aníon-gap normal
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. urina com aníon gap positiva
CORRETO : No líquido intestinal a secreção pancreática, entérica e biliar resultam numa concentração de bicarbonato de 50-70 mEq/L. Em caso de perda externa desses fluidos ou uso abusivo de laxantes e resinas (ex.: colestiramina) a consequência pode ser a acidose metabólica hiperclorêmica.
D. cetoacidose com aníon-gap aumentado
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Acidose Tubular Renal (ATR) tipo II
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.19)

DISCURSIVA: (180076 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) A hipertensão intracraniana é uma das causas mais comuns de lesão cerebral secundária em crianças e há alta morbimortalidade nos pacientes pediátricos. Quais são as principais lesões secundarias (enumeram pelo menos quatro)?
(II) Qual é o significado do termo 'segundo insulto'?
(III) Quais são os principais componentes do conteúdo intracraniano e o percentil de cada um deles?

RATING: 2.84

(I) A hipertensão intracraniana é uma das causas mais comuns de lesão cerebral secundária em crianças e há alta morbimortalidade nos pacientes pediátricos. Quais são as principais lesões secundarias (enumeram pelo menos quatro)?
(II) Qual é o significado do termo 'segundo insulto'?
(III) Quais são os principais componentes do conteúdo intracraniano e o percentil de cada um deles?

(I) Os mecanismos da lesão secundária são:

  • efeito de massa
  • elevação da Pressão Intracraniana (PIC)
  • movimentação mecânica do cérebro (herniação)
  • hipóxia (pela oxigenação inadequada do cérebro)
  • hipotensão
  • fluxo sanguíneo cerebral (FSC) inadequado;
  • mecanismos celulares, incluindo insuficiência de energia. (0,05 p para cada uma dos quatro enumeradas)
(II) O segundo insulto é considerado como o evento (ex. hipotensão, hipóxia) ao qual o paciente pode ser submetido após a lesão primária e que determinaria o aumento na gravidade da lesão cerebral secundária, e seria responsável por pior prognóstico. (0,15 p) Como exemplo - a hipotensão e a hipóxia quase dobram a taxa de mortalidade em pacientes pediátricos com Glasgow 3, após trauma craniencefálico.
(III) O conteúdo intracraniano é composto de tecido cerebral (0,025 p) (80%) (0,025 p), liquor (0,025 p)(10%) (0,025 p) e sangue (0,025 p)(10%) (0,025 p).

FONTE:
HIPERTENSÃO INTRACRANIANA EM PEDIATRIA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.84)

CASO CLINICO: (209775 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente feminina, 42 anos, com história de infecções urinárias recorrentes, procura o serviço de emergência com dor lombar bilateral intensa e insuportável, febre alta (39 °C), calafrios e hematúria macroscópica. Ao exame físico: paciente em posição antálgica, sensibilidade marcante no ângulo costovertebral bilateral e febre. Urinálise: pH 8,0, leucocitúria intensa, nitrito positivo e cultura urinária positiva para Proteus mirabilis. Sem história de gota, diabetes ou hiperparatireoidismo.

I. Qual a suspeita diagnóstica mais provável?  (0,12 p)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada?  (0,13 p)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico?  (0,13 p)
IV. Qual o tratamento indicado?  (0,12 p)



RATING: 3.02

Resposta à Questão I – Suspeita Diagnóstica (0,12 p) 
A tríade de dor lombar intensa, febre e infecção urinária recorrente com pH urinário alcalino orienta para cólica renal por cálculo infeccioso de estruvita (0,04 p). 
Os cálculos infecciosos representam 10 a 15 % de todos os cálculos renais e 75 % dos cálculos coraliformes (0,04 p). 
A formação de cálculos na pelve renal é assintomática até que um fragmento se desprenda e migre pelo ureter, desencadeando a cólica ureteral; hematúria pode ocorrer mesmo na ausência de dor (0,04 p). 

Resposta à Questão II – Possível Causa da Doença Diagnosticada (0,13 p) 
Os cálculos de estruvita são compostos por sais de magnésio, amônio e fosfato e resultam de infecções crônicas ou recorrentes do trato urinário por microrganismos produtores de urease (0,04 p). 
O *Proteus mirabilis* é o agente mais frequente (87 % das infecções relacionadas a cálculos) e hidrolisa a ureia em amônia, elevando o pH urinário acima de 7,2 (0,04 p). 
Esse ambiente alcalino permite a saturação de magnésio, amônia e íons fosfato, levando à precipitação de estruvita e, frequentemente, à coexistência de apatita de carbonato de cálcio (0,03 p). 
A infecção urinária crônica é o fator etiológico principal, com crescimento rápido e alto potencial de morbidade (0,02 p). 

Resposta à Questão III – Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico (0,13 p) 
A tomografia computadorizada helicoidal sem contraste é o método mais preciso para o diagnóstico de litíase urinária (0,04 p). 
Apresenta sensibilidade de 98 % e especificidade de 97 %, detectando cálculos radiopacos e radiotransparentes, além de sinais secundários de obstrução (dilatação ureteral e estrias perirrenais) (0,04 p). 
Em cálculos coraliformes permite avaliar extensão, dimensões exatas e densidade em unidades Hounsfield, auxiliando no planejamento terapêutico (0,03 p). 
Protocolos de baixa dose mantêm sensibilidade ≈96 % e especificidade ≈94 % com menor exposição à radiação (0,02 p). 

Resposta à Questão IV – Tratamento Indicado (0,12 p) 
O tratamento dos cálculos coraliformes exige remoção completa do cálculo para prevenir recorrência, perda da função renal e infecção persistente (0,04 p). 
Prefere-se a nefrolitotomia percutânea, a litotripsia extracorpórea ou a associação desses procedimentos; a cirurgia aberta e o tratamento clínico isolado são pouco recomendados (0,04 p). 
Devem ser associados agentes antimicrobianos criteriosos dirigidos ao microrganismo (ex.: *Proteus*) (0,02 p). 
A eficácia e segurança das técnicas minimamente invasivas e endourológicas tornaram o manejo cirúrgico a primeira escolha (0,02 p). 

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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