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O ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

Primeiro, o que que é um AVC? "Instalação subita de deficit neurológico focal relacionado a um territorio arterial."

Mas o que é "um deficit de instalação SUBITA"? Toda vez que o neurologista recebe um paciente cujo déficit é subito ele comprende isso como o episódio que se instala na intensidade maxima em 1 minuto da sua instalação. Ou seja, o paciente que sofre um AVC não fica com o braço "só um pouco paralizado" no começo mas sim, com ele completamente paralizado. Então um déficit subito é atingido no maximo dele em intervalo de um minuto do início.

O que é "focal"? Focal significa que o deficit é limitado á um territorio arterial.

OBJETIVA: (1196361 votos)..........99.02% das questões objetivas receberam votos.
Sobre o estadiamento do câncer colorretal, podemos afirmar que:
A. N1 se refere a presença de metástase em 1 a 3 linfonodos regionais
B. estádio B de Dukes indica presença de metástase linfonodal
C. T1 se refere a invasão tumoral da muscular própria
D. M1a se refere a presença de metástases peritoneais
E. o estadiamento T2 no sistema TNM indica invasão tumoral além da muscular própria, penetrando no tecido pericólico ou perirretal

  RATING: 3

Sobre o estadiamento do câncer colorretal, podemos afirmar que:

A. N1 se refere a presença de metástase em 1 a 3 linfonodos regionais
CORRETO: Conforme o sistema de estadiamento TNM (8ª edição da American Joint Committee on Cancer - AJCC, atualizado até 2025), o componente N refere-se ao envolvimento linfonodal regional, e N1 especificamente indica metástases em 1 a 3 linfonodos regionais (N1a: 1 linfonodo; N1b: 2-3 linfonodos; N1c: depósitos tumorais em tecidos perivasculares sem linfonodos identificáveis). Essa classificação é essencial para estratificar o risco de recorrência e guiar a terapia adjuvante, como quimioterapia, em estágios II e III. Em minha experiência clínica e em estudos como os do Surveillance, Epidemiology, and End Results (SEER) database, a identificação precisa de N1 impacta diretamente a sobrevida livre de doença, reforçando sua importância como padrão global adotado pela National Comprehensive Cancer Network (NCCN) e pela European Society for Medical Oncology (ESMO).
B. estádio B de Dukes indica presença de metástase linfonodal
INCORRETO : O sistema de estadiamento Dukes, proposto em 1932 e modificado posteriormente (como Astler-Coller), classifica o estádio B como extensão tumoral através da parede intestinal (equivalente a T3 ou T4, N0, M0 no TNM), sem envolvimento linfonodal. O envolvimento de linfonodos é reservado ao estádio C (N1 ou N2). Essa distinção é crucial, pois o estádio B implica prognóstico intermediário sem necessidade obrigatória de quimioterapia adjuvante em todos os casos, conforme meta-análises históricas publicadas no British Journal of Surgery. O equívoco aqui pode surgir de confusões com sistemas mais modernos, mas ignora a definição clássica de Dukes.
C. T1 se refere a invasão tumoral da muscular própria
INCORRETO : No sistema TNM, T1 indica invasão tumoral limitada à submucosa (camada abaixo da mucosa, mas sem atingir a muscular própria). A invasão da muscular própria corresponde a T2. Essa precisão é vital para decisões como ressecção endoscópica em lesões precoces versus cirurgia radical, com base em guidelines da ASCO e ESMO. Estudos endoscópicos, como os do Japan Gastroenterological Endoscopy Society, mostram que T1 submucoso superficial permite abordagens minimamente invasivas, enquanto T2 exige colectomia, destacando o risco de subestadiamento se essa distinção for ignorada.
D. M1a se refere a presença de metástases peritoneais
INCORRETO : No TNM (8ª edição), M1a refere-se a metástases distantes em um único órgão ou local (como fígado, pulmão ou ovário, excluindo linfonodos periaórticos), enquanto metástases peritoneais são classificadas como M1c (com ou sem envolvimento de outros órgãos, refletindo carcinomatose peritoneal). Essa subclassificação influencia o manejo, com M1c frequentemente associado a pior prognóstico e opções como quimioterapia intraperitoneal hipertermica (HIPEC), conforme ensaios como o PRODIGE 7. O erro aqui reside em não diferenciar as subcategorias de M1, o que pode levar a planejamento terapêutico inadequado.
E. o estadiamento T2 no sistema TNM indica invasão tumoral além da muscular própria, penetrando no tecido pericólico ou perirretal
INCORRETO : T2 no TNM refere-se à invasão da muscular própria (muscularis propria), sem extensão além dela. A penetração no tecido pericólico ou perirretal corresponde a T3. Essa afirmativa discute a progressão da invasão tumoral, um pilar do estadiamento, mas inverte as definições, potencialmente confundindo com visões obsoletas ou erros de interpretação em imagens de ressonância magnética. Guidelines da NCCN enfatizam que T2 permite margens cirúrgicas mais conservadoras em reto, enquanto T3 aumenta o risco de recorrência local, justificando neoadjuvância em casos selecionados.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (185957 votos) ..........98.84% das questões discursivas receberam votos.
Cite as alterações de cinco dos principais parâmetros clínicos ou laboratoriais que classificam uma pré-eclâmpsia como grave. (Valor: 5,0 pontos)


RATING: 3.51

Cite as alterações de cinco dos principais parâmetros clínicos ou laboratoriais que classificam uma pré-eclâmpsia como grave. (Valor: 5,0 pontos)

São apresentados abaixo os principais parâmetros que classificam uma pré-eclâmpsia como grave, dos quais o candidato deverá citar cinco (0,1 pontos cada um)
  • Pressão arterial igual ou maior que 160/110 Hg
  • Proteinúria igual ou maior que 2 gramas em 24 horas. (Aceita-se 5g/24h)
  • Creatinina sérica acima de 1,2 mg/dL
  • Plaquetas abaixo de 100.000/mm
  • Enzimas hepáticas elevadas ou TGO e TGP elevadas
  • Presença de CIUR
  • Cefaleia persistente
  • Distúrbios visuais
  • Oligúria

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.51)

CASO CLINICO: (217906 votos)..........99.51% dos casos clinicos receberam votos.
M. S. G. 5 meses. Mãe refere febre, chorosa, inapetência. Na hora da consulta apresenta 38,4°C e a mãe informa que a criança tem refluxo e que trata com Label. Bom estado geral, hidratada e corada, chorosa. Medicada com Ibuprofeno e Dipirona em casa por conta da febre. No exame físico, BEG, levemente descorada, nariz entupido e tosse com evidente ronquidão e estridor.
De repente, durante a consulta a paciente inicia uma convulsão e é transportada na sala de emergência, aonde, por conta do acesso venoso difícil, é aplicada rapidamente uma dose correta de Midazolam intramuscular. Cinco minutos depois da injeção, a lactente entra em apneia e o monitor mostra o seguinte traçado:

Pergunta-se:
1) O que poderia ter causado a apneia, nesse caso? 0,05 pontos
2) Qual é a arritmia apresentada no monitor? É ritmo chocável ou não? 0,1 pontos
2) Qual é a intervenção a ser feita, imediatamente? 0,35 pontos


RATING: 3.02

1) O que poderia ter causado a apneia, nesse caso?
A injeção de Midazolam. (0,05 p)
Discussão: O midazolam deve ser usado somente quando materiais de ressuscitação apropriados para o tamanho e a idade estão disponíveis, já que a administração do mesmo pode deprimir a contratilidade miocárdica e causar apneia. Eventos adversos cardiorrespiratórios graves têm ocorrido em raras ocasiões. Esses eventos têm incluído depressão respiratória, apneia, parada respiratória e/ou parada cardíaca. A ocorrência de tais incidentes de risco à vida é mais provável em adultos acima de 60 anos, naqueles com insuficiência respiratória preexistente ou comprometimento da função cardíaca, e em pacientes pediátricos com instabilidade cardiovascular, particularmente quando a injeção é administrada muito rapidamente ou quando é administrada uma alta dose.

2) Qual é a arritmia apresentada no monitor? É ritmo chocável ou não?
Atividade elétrica sem pulso. (0,05 p) Não é ritmo chocável. (0,05 p)
Discussão: AESP é, sem duvida, uma catástrofe... Ela não é um ritmo especifico - na verdade, podemos descrever ela como atividade elétrica organizada (quer dizer, não é nem FV e nem assistolia) que aparece no ECG ou no monitor cardíaco mas... não tem pulso nenhum. A frequência de atividade elétrica pode ser baixa (mais comum, denominada agônica), normal ou alta. Pior é que as pulsações podem ser detectadas por uma forma de onda artéria ou estudo Doppler, mas os pulsos não são palpáveis. Ou seja, neste caso não há um fluxo satisfatório de sangue para os órgãos.
O ECG pode exibir complexos QRS normais ou largos. É muito importante, então avaliar o ritmo monitorado e observe a frequência e a largura dos complexos QRS. Salvo se for possível identificar e tratar rapidamente a causa da AESP, o ritmo provavelmente se deteriorará e se transformará em assistolia.

3) Qual é a intervenção a ser feita, imediatamente?
A primeira medida a ser feita neste momento é instituir imediatamente RCP de alta qualidade (0,05 p): como a lactente está no hospital e provavelmente tem dois reanimadores, utiliza-se o método com dois polegares (0,05 p). O ritmo das compressões cardíacas/ventilações é de 15 compressões:2 ventilações (0,05 p) cada compressão devendo descer 4 cm (criança pequena) (0,05 p) esperando o retorno total do tórax após cada compressão (0,05 p), com uma frequência de 100-120/minuto (0,05 p). Ás ventilações tem que ser aplicadas em menos de 10 segundos (0,05 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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