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TRAJETO DO PARTO E RELAÇÕES ÚTERO-FETAIS (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

A morfologia da pelve feminina mudou com a adoção da postura erecta pelo nossos ancestrais australopithecus. Também, o aumento do crânio no homem moderno trouxe conseqüências notáveis para a parturição.

O mecanismo de rotação cefálico surgiu no fim o do Pleistocênico Médio. A grande limitação do tamanho da cabeça do feto ao nascimento, resultou por estreitamento da bacia e a possibilitade de unir as pernas abaixo da coluna vertebral (a postura ereta)

O conceito de competição entre o feto e a sua mãe (ele sobrevive melhor se maior ao nascer, mas seria o parto mais fácil para a mulher se menor ele fora) comprova que o trabalho parturiente não há de ser visto sempre como processo harmonioso

OBJETIVA: (1208994 votos)..........99.14% das questões objetivas receberam votos.
Um homem de 36 anos com HIV/Aids (contagem de linfócitos CD4 = 112/μl) desenvolve um exantema descamativo, céreo, de cor amarelada, crostoso e pruriginoso no nariz e em volta dele. O restante do exame da pele é normal. Qual é o diagnóstico mais provável desse paciente?
A. Molusco contagioso
B. Sarcoma de Kaposi
C. Psoríase
D. Herpes-zóster reativo
E. Dermatite seborreica

  RATING: 2.88

Um homem de 36 anos com HIV/Aids (contagem de linfócitos CD4 = 112/μl) desenvolve um exantema descamativo, céreo, de cor amarelada, crostoso e pruriginoso no nariz e em volta dele. O restante do exame da pele é normal. Qual é o diagnóstico mais provável desse paciente?

A. Molusco contagioso
INCORRETO: O molusco contagioso aparece como uma ou muitas pápulas pequenas, peroladas, umbilicadas e assintomáticas que ocorrem em qualquer parte do corpo. Podem representar um problema cosmético significativo em pacientes com Aids.
B. Sarcoma de Kaposi
INCORRETO : O sarcoma de Kaposi deve-se à coinfecção pelo HHV-5 em pacientes com HIV/Aids, e manifesta-se com mais de uma lesão nodular indolor, de cor vermelho-púrpura em qualquer parte do corpo.
C. Psoríase
INCORRETO : A psoríase não é mais comum em pacientes com HIV mas pode ser mais grave e generalizada. A psoríase acometendo apenas a face é incomum.
D. Herpes-zóster reativo
INCORRETO : A reativação do herpes-zóster é dolorosa e ocorre em dermátomos, com progressão das pápulas para vesículas e pequenas pústulas e, em seguida, formaçáo de crosta.
E. Dermatite seborreica
CORRETO : Ocorrem problemas dermatológicos em mais de 90% dos pacientes com infecçâo pelo HIV. A dermatite seborreica é, talvez, o exantema mais comum que acomete esses pacientes, ocorrendo em até 50% deles. A prevalência aumenta com o declínio da contagem de células T CD4+. O exantema acomete o couro cabeludo e a face, aparecendo conforme descrito neste paciente. A terapia consiste em tratamento tópico tradicional, embora, com frequência, seja acrescentado um antifúngico tópico, devido à infecção concomitante por Pityrosporum.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.88)

DISCURSIVA: (186221 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discorra de forma teórica e fundamentada sobre os incidentalomas adrenais, respondendo objetivamente aos itens a seguir:

  1. Defina incidentaloma adrenal e indique sua prevalência aproximada em exames de imagem de abdome. (0,10 pontos)
  2. Classifique os incidentalomas adrenais segundo a atividade secretora hormonal. (0,10 pontos)
  3. Enumere os principais critérios de imagem na tomografia computadorizada que sugerem natureza benigna da lesão. (0,10 pontos)
  4. Liste os exames laboratoriais recomendados na avaliação inicial de um incidentaloma adrenal. (0,10 pontos)
  5. Cite as principais indicações de adrenalectomia em incidentalomas adrenais. (0,10 pontos)




RATING: 2.88

Discorra de forma teórica e fundamentada sobre os incidentalomas adrenais, respondendo objetivamente aos itens a seguir:

  1. Defina incidentaloma adrenal e indique sua prevalência aproximada em exames de imagem de abdome. (0,10 pontos)
  2. Classifique os incidentalomas adrenais segundo a atividade secretora hormonal. (0,10 pontos)
  3. Enumere os principais critérios de imagem na tomografia computadorizada que sugerem natureza benigna da lesão. (0,10 pontos)
  4. Liste os exames laboratoriais recomendados na avaliação inicial de um incidentaloma adrenal. (0,10 pontos)
  5. Cite as principais indicações de adrenalectomia em incidentalomas adrenais. (0,10 pontos)


1. Incidentaloma adrenal é definido como massa adrenal com diâmetro ≥ 1 cm descoberta de forma incidental em exame de imagem realizado por indicação não relacionada à glândula adrenal (0,05 p). Sua prevalência aproximada em tomografias computadorizadas de abdome situa-se em torno de 4 % (0,05 p).


2. Os incidentalomas adrenais classificam-se em:

  • não secretantes (não funcionantes) (0,04 p);
  • produtores de cortisol (hipercortisolismo subclínico) (0,02 p);
  • produtores de aldosterona (hiperaldosteronismo primário) (0,02 p);
  • feocromocitoma (0,02 p).

3. Critérios de imagem (TC) sugestivos de benignidade:

  • densidade nativa < 10 Unidades Hounsfield (0,03 p);
  • washout absoluto > 60 % e washout relativo > 40 % (0,03 p);
  • diâmetro < 4 cm (0,02 p);
  • contornos regulares e bem definidos (0,02 p).

4. Avaliação laboratorial inicial recomendada:

  • teste de supressão com dexametasona 1 mg ou cortisol livre urinário de 24 h (0,04 p);
  • metanefrinas plasmáticas livres ou metanefrinas urinárias fracionadas (0,03 p);
  • relação aldosterona/renina plasmática (em hipertensos ou hipocalêmicos) (0,03 p).

5. Principais indicações de adrenalectomia:

  • lesão funcionante (qualquer hipersecreção hormonal confirmada) (0,04 p);
  • diâmetro > 4 cm (0,03 p);
  • características de imagem suspeitas de malignidade ou crescimento significativo no seguimento (0,03 p).

FONTE:

MISODOR - INCIDENTALOMAS ADRENAIS

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.88)

CASO CLINICO: (218274 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Um menino de 4 anos e 11 meses, foi levado ao pronto-socorro após ser atropelado por um carro. 
O paciente mostrou boa interação com o examinador, estava choroso, levemente pálido (1+/4), bem hidratado, respirava normalmente, sem sinais de cianose, com pulsos palpáveis e boa perfusão capilar. Havia escoriações e hematomas no tórax e nos membros inferiores. 
No exame do sistema nervoso central, ele apresentava tendência de manter os olhos fechados, mas com abertura ao ser chamado pelo nome, obedecia os pedidos do acompanhante e do examinador, no entanto estava confuso, perguntando toda a hora o que que aconteceu. O pescoço sem rigidez, pupilas isocóricas e reativas à luz. No exame cardiovascular, o ritmo cardíaco era regular e não havia sopros, embora ele estivesse respirando rapidamente. No exame respiratório, o murmúrio vesicular estava audível e a saturação de oxigênio era de 98% em ar ambiente. 

Responda ás questões a seguir:

1) Conforme a escala de Glasgow essa criança vai precisar de via aérea artificial? Justifique. - 0,08 pontos

2) Quais são as medidas corretivas imediatas desse atendimento, que já deveriam ser feitas no lugar do atropelamento? - 0,14 pontos

3) Salientando que o foco principal do impacto foi o tórax, qual é o sinal mais preocupante e qual é a suspeita clínica? - 0,14 pontos

4) A investigação radiológica evidenciou: contusão pulmonar; pneumotórax à direita; fratura de costelas à direita e fratura de clavícula à direita. Qual é a conduta? 0,14 pontos




RATING: 3.02

1) Conforme a escala de Glasgow essa criança vai precisar de via aérea artificial? Justifique.

Não (0,02 p). O escore de Glasgow dessa criança neste momento é de 13 (0,02 p) – ou seja bem longe de 8, que seria a indicação para intubação (0,02 p), além disto, não apresenta nenhum sinal de insuficiência respiratória aguda atual ou iminente (0,02 p)

2) Quais são as medidas corretivas imediatas desse atendimento, que já deveriam ser feitas no lugar do atropelamento?

O pescoço da criança deve permanecer em posição neutra (0,02 p) e não pode ser hiperestendido (0,02 p). A via aérea deve ser mantida totalmente permeável (0,02 p), enquanto a coluna cervical é imobilizada em posição neutra (0,02 p). Tração e movimento do pescoço devem ser evitados (0,02 p) após manutenção da via aérea e estabilização da coluna cervical (0,02 p). Um colar semi-rígido deve ser aplicado. (0,02 p)

3) Salientando que o foco principal do impacto foi o tórax, qual é o sinal mais preocupante e qual é a suspeita clínica?

O sinal mais preocupante – a criança está taquipneica (0,02 p), embora o MV está audível e a saturação boa.

A contusão pulmonar (0,02 p)deve ser suspeitada em qualquer criança com trauma torácico contuso (0,02 p) que apresente dor no peito , dificuldade para respirar ou hipoxia inexplicada (0,02 p).

Fraturas de costela (0,02 p), assim como equimose na parede torácica devem aumentar ainda mais a suspeita de lesão no parênquima subjacente.

Pneumotórax (0,02 p) ou hemotórax (0,02 p) devem ser suspeitados em qualquer criança com histórico de trauma torácico que apresente dor no peito, falta de ar, dificuldade respiratória, hipóxia ou evidência de choque.

Todos os pacientes com um mecanismo de lesão torácica devem ser submetidos rapidamente a uma avaliação radiológica com raio-X de tórax

4) A investigação radiológica evidenciou: contusão pulmonar; pneumotórax à direita; fratura de costelas à direita e fratura de clavícula à direita. Qual é a conduta?

Atendimento de criança com trauma torácica:

  • suporte ventilatório não invasivo (0,02 p)

  • hidratação venosa (0,02 p)

  • analgesia de suporte (0,02 p)

  • curativo nas escoriações (0,02 p)

  • tipóia devido a fratura da clavícula (0,02 p)

  • colher Gasometria; Proteína C Reativa; Hemocultura; Hemograma (0,02 p)

  • transferir para UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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