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ANEMIAS CAUSADAS DE DOENÇAS CRÔNICAS (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

Síndrome clínica que se caracteriza pelo desenvolvimento de anemia em pacientes que apresentam doença:

  • infecciosa crônica
  • inflamatória
  • neoplásica

Essa síndrome tem como aspecto peculiar a presença de anemia associada à diminuição da concentração do ferro sérico e da saturação da transferrina, e, paradoxalmente, aumento da concentração do ferro de depósito.

Ou seja, em termos leigos, tem bastante ferro mas o organismo não pode ou não sabe usar-lo.

OBJETIVA: (1416774 votos)..........96.04% das questões objetivas receberam votos.
A isquemia colônica é a forma mais comum de isquemia intestinal, porém é diagnosticada erroneamente com muita frequência ou mesmo não reconhecida. Qual dos fatores abaixo é o menos relacionado à isquemia colônica?
A. maioria das crises transitória
B. abuso de cocaína
C. atletas corredores de longa distância
D. uso abusivo de aspirina
E. patógenos como os citomegalovírus e E. coli

  RATING: 2.9

A isquemia colônica é a forma mais comum de isquemia intestinal, porém é diagnosticada erroneamente com muita frequência ou mesmo não reconhecida. Qual dos fatores abaixo é o menos relacionado à isquemia colônica?

A. maioria das crises transitória
INCORRETO: Crises transitórias representam uma característica altamente relacionada à isquemia colônica, com a maioria dos episódios sendo autolimitados e resolvendo-se espontaneamente sem intervenção, devido à natureza frequentemente não oclusiva e reversível da hipoperfusão, conforme observado em múltiplos estudos clínicos.
B. abuso de cocaína
INCORRETO : O abuso de cocaína é um fator bem estabelecido relacionado à isquemia colônica, induzindo vasoespasmo intenso nas artérias mesentéricas por ação simpaticomimética, levando a hipoperfusão aguda, especialmente em jovens, com relatos consistentes em literatura médica.
C. atletas corredores de longa distância
INCORRETO : Atletas de endurance, como corredores de longa distância, apresentam risco relacionado à isquemia colônica devido à desidratação, redistribuição sanguínea para músculos esqueléticos e hipovolemia relativa durante exercícios extremos, resultando em colite isquêmica transitória, conhecida como 'colite do corredor', documentada em casos clínicos.
D. uso abusivo de aspirina
CORRETO : A isquemia colônica (IC) é a forma mais comum de isquemia intestinal. A maior parte das crises é transitória e resolve-se espontaneamente. Enquanto a etiologia de muitos casos de IC é obscura, parece haver relação com cirurgia aórtica, doença aterosclerótica e as condições que promovem hipotensão transitória.
E. patógenos como os citomegalovírus e E. coli
INCORRETO : Outros fatores associados à doença incluem o uso de contraceptivos orais, o abuso de cocaína, coagulopatias hereditárias, certos patógenos bacterianos, como o citomegalovírus e E. coli O157:H7.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.9)

DISCURSIVA: (198060 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram os tipos de comunicação interatrial.


RATING: 2.92

Enumeram os tipos de comunicação interatrial.

1) Comunicação interatrial tipo ostium segundum 0,125 p
2) Comunicação interatrial tipo seio venoso 0,125 p
3) Retorno venoso anomalo parcial 0,125 p
4) Comunicação interatrial tipo ostium primum. 0,125 p

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

CASO CLINICO: (230242 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Os pais trouxeram na UPA um bebe de 2 meses que estava dormindo no quarto porque acharam um morcego no mesmo ambiente que o bebe estava dormindo. Não se sabe se houve contato com esse morcego ou não. Não há nenhum tipo de sinais de arranhão, mordida ou picada. A criança está muito bem no momento. Os pais não conseguiram capturar o morcego.
1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?.................0,08 pontos
2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentam...........0,12 pontos
3) Qual é a conduta terapêutica e profilatica mais eficiente sugerida?.................0,15 pontos
4) Quais são as medidas complementares obrigatórias? .....................................0,15 pontos





RATING: 2.96

1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?

  • Exposição potencial/duvidosa ao vírus rábico por adentramento de morcego em ambiente de sono de lactente (categoria III ou equivalente em protocolo de risco). (0,04 p)
  • Acidente grave por morcego não capturado (não se pode realizar observação ou exame laboratorial do animal). (0,04 p)

2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentem.

  • Sim, é situação de risco elevado (evidência nível A – mortalidade da raiva humana ≈ 100% após início de sintomas). (0,03 p)
  • Razão epidemiológica: Mordidas de morcego são frequentemente imperceptíveis; lactentes não relatam contato; transmissão saliva-órgão neural é altamente eficiente. (0,03 p)
  • Razão de decisão clínica: Risco-benefício da profilaxia pós-exposição (PPE) é extremamente favorável (eficácia > 99% quando iniciada precocemente); não há “janela segura” de observação quando o animal não é capturado. (0,03 p)
  • Princípio MBE: Prevenção primária de doença letal em cenário de incerteza diagnóstica justifica intervenção imediata (regra “better safe than sorry” em raiva). (0,03 p)

3) Qual é a conduta terapêutica e profilática mais eficiente sugerida?

  • Conduta de escolha: Profilaxia pós-exposição (PPE) completa e imediata – soro anti-rábico humano (SAR) + vacina anti-rábica inativada. (0,05 p)
  • Dose de imunoglobulina: SAR 40 UI/kg (ou IGHR 20 UI/kg se disponível), com infiltração máxima possível no local de possível inoculação (mesmo sem lesão visível, infiltrar em região de maior probabilidade – ex.: face/cabeça) e o restante intramuscular em local distante. (0,05 p)
  • Esquema vacinal para lactente: Vacina anti-rábica intramuscular em vasto lateral da coxa – dias 0, 3, 7, 14 e 28 (esquema de 5 doses para imunocompetentes < 2 anos). (0,05 p)

4) Quais são as medidas complementares obrigatórias?

  • Notificação compulsória imediata ao serviço de vigilância epidemiológica (SINAN) – caso de exposição a morcego. (0,03 p)
  • Orientação aos pais: Monitoramento clínico rigoroso do lactente (sinais prodômicos de raiva) por 90 dias; retorno imediato à UPA se febre, irritabilidade, hidrofobia ou paresia.  (0,03 p)
  • Higienização rigorosa de todo o corpo do bebê com água e sabão (mesmo sem lesão aparente), higienização do ambiente: limpeza do quarto com água e sabão + desinfecção com hipoclorito (mesmo sem lesão no bebê).  (0,03 p)
  • Notificação imediata à Vigilância Epidemiológica municipal/estadual (formulário de atendimento antirrábico).  (0,03 p)
  • Monitorização clínica por 10-14 dias (qualquer alteração neurológica → hospital de referência).  (0,03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.96)




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