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EMERGÊNCIAS ADRENAIS NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A insuficiência adrenal primária manifesta-se raramente na infância.
A insuficiência supra-renal primária apresenta-se frequentemente de forma insidiosa, sendo os seus sintomas e sinais iniciais muitas vezes inespecíficos.
A insuficiência adrenal primária (Doença de Addison) tem como principais causas a adrenalite autoimune e as infecções que acometem a glândula suprarrenal (tuberculose, micoses profundas, citomegalovírus e HIV, por exemplo). Como consequência disso, ocorre comprometimento da função do córtex adrenal ocasionando deficiência na produção de cortisol, de aldosterona e de androgênios adrenais.
Na vigência de um estresse desencadeante pode apresentar-se de forma aguda, constituindo uma verdadeira emergência médica, pelo que o grau de suspeição clínica deve ser elevado.

OBJETIVA: (1429829 votos)..........96.34% das questões objetivas receberam votos.
Um homem de 66 anos de idade apresenta queixas sugestivas de infecção do trato urinário duas semanas após a alta hospitalar para tratamento conservador para diverticulite aguda de cólon sigmoide. O paciente não sofreu qualquer instrumentalização das vias urinárias. Exame mais acurado para a definição diagnóstica desta complicação:
A. enema opaco
B. ultrassonografia de abdome total e pelve masculina
C. tomografia computadorizada de abdome e pelve
D. cistoscopia
E. urografia excretora

  RATING: 3.12

Um homem de 66 anos de idade apresenta queixas sugestivas de infecção do trato urinário duas semanas após a alta hospitalar para tratamento conservador para diverticulite aguda de cólon sigmoide. O paciente não sofreu qualquer instrumentalização das vias urinárias. Exame mais acurado para a definição diagnóstica desta complicação:

A. enema opaco
INCORRETO: Embora possa demonstrar o trajeto fistuloso em minoria dos casos (sensibilidade ~30-50%), é menos sensível que a TC, requer contraste retal com risco de perfuração ou agravamento de inflamação em contexto pós-diverticulite recente, e não avalia bem a bexiga ou complicações extraintestinais, sendo reservado para casos duvidosos ou avaliação colônica eletiva, não como exame inicial.
B. ultrassonografia de abdome total e pelve masculina
INCORRETO : Tem baixa sensibilidade para detecção de fístulas (não visualiza trajeto fistuloso ou ar na bexiga com clareza), limitada por gases intestinais ou obesidade comum em idosos, e é mais útil para avaliar hidronefrose ou abscessos grosseiros, mas não é o exame mais acurado para confirmação diagnóstica específica de fístula colovesical.
C. tomografia computadorizada de abdome e pelve
CORRETO : O quadro sugere uma fístula colovesical como complicação da diverticulite aguda do sigmoide, caracterizada por infecção urinária recorrente (ITU) sem instrumentalização urológica prévia, com sintomas como pneumaturia, fecalúria ou disúria implícitos. A tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve é o exame mais acurado e de primeira linha para o diagnóstico, com sensibilidade >90%, permitindo visualizar ar na bexiga (sinal clássico), espessamento da parede vesical adjacente ao sigmoide inflamado, trajeto fistuloso direto, divertículos colônicos e complicações associadas (como abscessos), sem necessidade inicial de contraste intracavitário, sendo não invasiva e útil para planejamento cirúrgico em pacientes estáveis.
D. cistoscopia
INCORRETO : É invasiva, visualiza apenas o orifício fistuloso na bexiga (sensibilidade ~50-70%), sem avaliar o lado colônico ou etiologia (diverticulite), e é indicada para confirmação após TC ou em casos de suspeita de malignidade vesical, não como exame inicial em complicação pós-diverticulite.
E. urografia excretora
INCORRETO : Método obsoleto para esse contexto, com baixa sensibilidade para fístulas (pode mostrar contraste no cólon, mas raramente), expõe a radiação desnecessária e não delineia anatomia inflamatória ou divertículos como a TC, sendo substituída por modalidades mais modernas como TC ou RM.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.12)

DISCURSIVA: (199943 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram as diferenças fundamentais das vias aéreas da criança em relação com as vias aéreas do adulto (0,5 pontos)


RATING: 3.21

Enumeram as diferenças fundamentais das vias aéreas da criança em relação com as vias aéreas do adulto (0,5 pontos)

As diferenças fundamentais das vias aéreas da criança:
  1. Cavidade oral pequena (0,0625 p)
  2. Lingua grande em relação ao orofaringe (0,0625 p)
  3. A angulação da mandibula é maior (0,0625 p) (140° no lactente e 120° no adulto) (0,0625 p)
  4. A epiglote é deformada em 'U' muito mais que no adulto (0,0625 p)
  5. A laringe está em posição mais cefálica (glote em C3 em lactentes e C5 e C6 em adultos) (0,0625 p)
  6. O anel cricóide é a parte mais estreita das vias aéreas em crianças abaixo de 10 anos (0,0625 p)
  7. A traquéia é mais curta (em recém-nascidos, 4 a 5 cm e aos 18 meses, 7 a 8 cm) (0,0625 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.21)

CASO CLINICO: (232153 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
B. S. 8 anos, procedente da São Paulo começou a apresentar dor moderada e inchaço no joelho direito faz 2 meses, mas a mãe achou que fosse “alguma queda” na escolinha e não deu muita atenção. Porém, a dor não sumiu, e a mãe chegou a administrar ibuprofeno e nimesulida. A articulação começou a apresentar rigidez matinal faz 2 semanas e continua edemaciada. Mãe nega febre. No serviço de pediatria foi realizado o exame clínico que demonstrou a presença de edema articular e artralgia nas articulações de joelho direito e ainda no tornozelo direito, e punho esquerdo. A criança encontrava-se em estado geral regular, corada, hidratada, eupneia, acianótica, anictérica, afebril, consciente ao exame físico. O hemograma, bioquímica e eletrólitos foram normais. Os exames fator reumatoide (FR) foi reagente; velocidade de hemossedimentação (VHS) de 45 mm/h; Proteína C-Reativa (PCR) de 25mg/dl, Fator Antinuclear (FAN) reagente com padrão homogêneo e anticorpos anti-DNA de cadeia dupla (dsDNA), anti-Sm, anti-Ro, anti-La, e anti-RNP, não reagentes.

1) Qual é o diagnóstico mais provável? - 0,2 pontos
2) Considerando a forma de início dessa molestia, qual é o principal risco desta criança? 0,15 pontos
3) Qual é o papel etiológico duma possível trauma na evolução desta doença? 0,15 pontos



RATING: 2.95

1) Qual é o diagnóstico mais provável?

Artrite idiopatica juvenil, forma oligoarticular. 0,2 p

DISCUSSÃO: Artrite com duração mínima de 6 semanas em uma ou mais articulações, idade de início inferior a 16 anos e exclusão de outras causas de artrite, Definição: artrite em uma a quatro articulações durante os 6 primeiros meses de doença. Este termo se refere aos casos de AIJ com artrite que compromete uma a quatro articulações durante os 6 primeiros meses de doença. Esta é a forma mais freqüente de AIJ, representando 26% a 56% de todos os casos, na maioria das casuísticas. Incide preferencialmente em crianças pequenas do sexo feminino (mediana de idade de início de 5,2 anos). As articulações mais freqüentemente acometidas são os joelhos e os tornozelos, geralmente de maneira assimétrica.

2) Considerando a forma de início dessa molestia, qual é o principal risco desta criança?

Uveíte anterior crônica. 0,15 p

DISCUSSÃO: Anticorpos antinucleares (AAN) são encontrados em 40% a 50% dos casos e constituem um fator de risco para o desenvolvimento de uveíte anterior crônica. Esta complicação, que ocorre em até 20% das crianças com esta forma de AIJ, é mais freqüente durante os primeiros 5 anos de aparecimento da artrite, mas em cerca de 10% dos casos pode preceder o início do quadro articular. O início da uveíte é insidioso e assintomático na grande maioria dos casos. Quando presentes, as queixas mais comuns são hiperemia, dor ocular, lacrimejamento, diminuição da acuidade visual, fotofobia e cefaléia. O diagnóstico de uveíte pode ser feito através do exame oftalmológico de lâmpada de fenda que mostra os primeiros sinais de infl amação, que são a presença de proteínas e células (fl are) na câmara anterior do olho. Exames de lâmpada de fenda devem ser realizados a cada 3 meses nas crianças com AIJ de início oligoarticular com AAN positivos. Uveítes não tratadas podem evoluir para seqüelas que variam desde sinéquias posteriores até catarata, glaucoma e cegueira.

3) Qual é o papel etiológico duma possível trauma na evolução desta doença?

Nenhum. 0,15 p

Curiosamente, algumas destas crianças referem história de trauma precedendo o aparecimento da artrite. Durante o seguimento, a persistência da artrite e o afastamento de outras etiologias leva ao diagnóstico de AIJ. Nesta forma, a criança permanece com ótimo estado geral e não costuma apresentar outras queixas, além da artrite

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.95)




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