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INCONTINÊNCIA URINARIA (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

O trato urinário da mulher e a genitália são extremamente relacionados, portanto tem que considerar qualquer implicação urinaria quando avaliamos uma mulher com problemas ginecológicos.

A incontinência urinar esta presente em mais de um terço das mulheres com mais de 60 anos, mas não esta incluída como uma sintoma de velhice. Parece que 50% das mulheres que recebem cuidados ao domicilio tem esta problema. 

Provavelmente menos de metade das mulheres com incontinência procura assistência medica, baseando-se nos absorventes ou mudanças de estilo de vida para resolver os problemas.

As conseqüências físicas da incontinência urinaria (irritação perineal, disfunção vaginal, dispareunia e cheiro ruim) são marcas que indicam esta problema.  O estresse emocional que acompanha essas mudanças e difícil de contabilizar, mas incluem “medo de tiver tal acidente” em publico, preocupações com a aparência e o cheiro, depressão.  Tudo isso pode causar estresse social, com isolação e mudanças de vida sexual. O impacto individual, então, e profundo bastante.

O custo social da incontinência urinar e, também uma problema.

A incontinência urinaria à velhice pode ser um indicador por outra doença.

De fato, resoluções espontâneas acontecem num terço dos casos. Nestes casos provavelmente que as causas foram relacionadas com infecções de trajeto urinário, alcoolismo, depressão, aporto de fluidos exagerado com produção conseqüente de urina em excesso, mobilização de fluidos problemas endocrinológicos, restrições de mobilidade ou impacto fecal.

OBJETIVA: (1424031 votos)..........96.13% das questões objetivas receberam votos.
Mulher de 54 anos em uso de tamoxifeno adjuvante por carcinoma de mama apresenta sangramento uterino. A ultrassonografia transvaginal (USTV) mostra endométrio heterogêneo de 11 mm. A conduta mais adequada em relação ao risco endometrial do tamoxifeno é:
A. Investigar o sangramento com obtenção de histologia endometrial, pois o tamoxifeno associa-se a pólipos e a carcinoma do corpo uterino
B. Manter o tamoxifeno e apenas repetir a USTV anual em mulheres assintomáticas e sintomáticas, sem biópsia
C. Interpretar qualquer espessamento endometrial sob tamoxifeno como achado fisiológico que dispensa investigação, mesmo com sangramento
D. Substituir de imediato o tamoxifeno por radioterapia pélvica profilática do útero
E. Indicar histerectomia de rotina a toda usuária de tamoxifeno, independentemente de sintomas ou de histologia

  RATING: 2.78

Mulher de 54 anos em uso de tamoxifeno adjuvante por carcinoma de mama apresenta sangramento uterino. A ultrassonografia transvaginal (USTV) mostra endométrio heterogêneo de 11 mm. A conduta mais adequada em relação ao risco endometrial do tamoxifeno é:

A. Investigar o sangramento com obtenção de histologia endometrial, pois o tamoxifeno associa-se a pólipos e a carcinoma do corpo uterino
CORRETO: O tamoxifeno tem efeito agonista no endométrio e eleva o risco de pólipos, hiperplasia e carcinoma do corpo uterino. Sangramento em usuária exige investigação histológica, e não apenas seguimento ultrassonográfico.
B. Manter o tamoxifeno e apenas repetir a USTV anual em mulheres assintomáticas e sintomáticas, sem biópsia
INCORRETO : A vigilância por USTV isolada, sem histologia, é insuficiente na paciente sintomática; o sangramento é o principal alerta clínico.
C. Interpretar qualquer espessamento endometrial sob tamoxifeno como achado fisiológico que dispensa investigação, mesmo com sangramento
INCORRETO : Espessamento sob tamoxifeno é frequente por efeito cístico-subendometrial, mas sangramento não pode ser rotulado como fisiológico sem histologia.
D. Substituir de imediato o tamoxifeno por radioterapia pélvica profilática do útero
INCORRETO : Não há indicação de radioterapia pélvica profilática do útero em usuária de tamoxifeno; o manejo do sangramento é diagnóstico e, se houver neoplasia, oncológico.
E. Indicar histerectomia de rotina a toda usuária de tamoxifeno, independentemente de sintomas ou de histologia
INCORRETO : Histerectomia profilática sistemática não é rotina em usuárias de tamoxifeno. Reserva-se cirurgia a doença histológica documentada ou a situações selecionadas de risco muito alto.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.78)

DISCURSIVA: (199176 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
I. Quais são as patologias que podem complicar frequentemente com síndrome hepato-renal?(0,1875 pontos)
II. Quais são os aspectos fisiopatológicos que caracterizam a síndrome hepato-renal? (0,3125 pontos)


RATING: 3.06

I. Quais são as patologias que podem complicar frequentemente com síndrome hepato-renal?(0,1875 pontos)
II. Quais são os aspectos fisiopatológicos que caracterizam a síndrome hepato-renal? (0,3125 pontos)

I. Quais são as patologias que podem se complicar frequentemente com síndrome hepato-renal?
Cirrose (0,0625 p), insuficiência hepática (0,0625 p) e hipertensão portal. (0,0625 p)

II. Quais são os aspectos fisiopatológicos que caracterizam a síndrome hepato-renal?
Caracteriza-se por vasoconstrição renal (0,0625 p), redução da perfusão renal (0,0625 p) com baixa taxa de filtração glomerular (TFG) (0,0625 p) e intensa redução da capacidade renal de excretar sódio e água livre (0,0625 p), na ausência de lesões histológicas renais significativas (0,0625 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

CASO CLINICO: (231396 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Mulher de 58 anos, chega ao PA com quadro de confusão mental e sonolência. Familiares referem que o quadro iniciou há uma semana e piorou há um dia, coincidindo com abstinência ao cigarro. Nega uso de medicações. Ao exame: hidratado, sem sinal neurológico focal, AO= 2, MRM= 5, MRV= 3, dextro - 102 mg/dL PA= 140 x 90 mmHg, pulso = 72/min, peso 64 Kg, afebril.
Ap Resp: MV+, sem RA
Ap CV: 2BRNF sem sopros
Sem edema de membros inferiores.
Sonda vesical com 200 ml de urina concentrada.
Ureia 8 mg/dL, Cr 0.3 mg/dL.
Cálcio, fósforo, magnésio, potássio normais.
Sódio= 113 mEq/dL, Glicemia = 126 mg/dl.
1) A paciente apresenta hiponatremia verdadeira? Justifique. (0,1 pontos)
2) Classifique a hiponatremia desta paciente. (0,2 pontos)
3) Quais são as causas da hiponatremia desta paciente? (0,2 pontos)



RATING: 3.09

1) A paciente apresenta hiponatremia verdadeira? Justifique.
Determinar osmolaridade sérica ou verificar se mensuração de sódio foi realizado por método íon seletivo.
Comentário: A hiponatremia verdadeira cursa com diminuição da osmolaridade. Caso a osmolaridade maior que 280 mOsm/Kg o paciente apresenta pseudo-hiponatremia.
Cálculo da osmolaridade: 2 x Na + Ureia/6 + glicemia/18
Porém a ureia é difusível e no cálculo da osmolaridade efetiva não é incluída.
Portanto temos 2 x 113 + 126/18 = 226 +7 = 233 mOsm/Kg.
Importante é determinar o método de mensuração pois o método de espectrofotometria é suscetível a erros ao contrário da ionometria que não apresenta resultados falseados por aumento de glicemia, hipergamaglobulinemia entre outras situações.portanto não é associado com pseudo-hiponatremia. (0,1 p)
2) Classifique a hiponatremia desta paciente.
Paciente com hiponatremia e em estado de euvolemia.
Comentários: A hiponatremia pode ser classificada conforme o estado da volemia do paciente. As causas de hiponatremia variam conforme a classificação da volemia.
Hipernatremia com hipovolemia: Ocorre em pacientes com desidratação por diarreia, uso de diuréticos, deficit de mineralocorticoides.
Hipernatremia com hipervolemia: ICC, IRC, Síndrome nefrótica.doença hepática.
O paciente não apresenta no caso clínico descrito sinais de desidratação nem sinais de hipervolemia portanto o paciente apresenta hiponatremia com euvolemia. (0,2 p)
3) Quais são as causas da hiponatremia desta paciente?
São as que cursam com euvolemia,como as seguintes:
Secreção inapropriada de ADH (SIADH)
Hipotireoidismo
Polidpsia psicogenica
Insuficiência adrenal
Hiponatremia pós-cirúrgica
Medicações (0,2 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.09)




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