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EPIGLOTITE COMO EMERGÊNCIA PEDIATRICA (ÁREA DE PEDIATRIA)

No passado, o Haemophilus influenzae do tipo B (HiB) foi a causa mais comumente identificada de epiglotite aguda. Devido à utilização generalizada da vacina HiB, a incidência de epiglotite devido ao Hiß em pacientes pediátricos foi significativamente reduzida. O Streptococcus pyogenes, Streptococcus pneumoniae e Staphylococcus aureus atualmente representam uma grande proporção dos casos pediátricos de epiglotite.

As infecções causadas pelo Streptococcus do grupo A são caracterizadas pelo envolvimento preferencial de áreas periepiglóticas.

A epiglotite ocorre em crianças previamente saudáveis que, repentinamente, apresentam dor de garganta e febre alta. Em poucas horas, o paciente fica com aspecto toxêmico, com disfagia, salivação abundante, ausência de tosse e disfunção respiratória progressiva associada a estridor laríngeo importante, predominantemente inspiratório.

Dependendo da faixa etária do paciente acometido, este costuma assumir uma posição sentada com hiperextensão cervical e protusão do mento, para tentar manter a via aérea permeável. À medida que aumenta o grau de hipoxemia, poderemos observar alterações à avaliação do nível de consciência.


OBJETIVA: (1226641 votos)..........98.03% das questões objetivas receberam votos.
A monitorização da glicemia em recém-nascido de mãe diabética deve ser feita em intervalos de:
A. 3, 6, 12 e 24 horas
B. 3, 6, 12 e 24 horas
C. 3, 6, 12 , 24 e 48 horas
D. 1, 2, 3, 6, 12 e 24 horas
E. 12, 24, 48 e 72 horas

  RATING: 2.63

A monitorização da glicemia em recém-nascido de mãe diabética deve ser feita em intervalos de:

A. 3, 6, 12 e 24 horas
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. 3, 6, 12 e 24 horas
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. 3, 6, 12 , 24 e 48 horas
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. 1, 2, 3, 6, 12 e 24 horas
CORRETO : O filho da diabética tem hiperinsulinismo transitório e por isto deve ser monitorizado com frequência nas primeiras horas de vida. A monitorização da glicemia deve ser feita com 1, 2. 3, 6, 12 e 24 horas.
E. 12, 24, 48 e 72 horas
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.63)

DISCURSIVA: (188738 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Responda ás seguintes perguntas:

A) O que é a anemia ferropênica ou ferropriva? (0,25 p)
B)  Como a anemia ferropênica ou ferropriva é investigada? (0,25 p)


RATING: 2.86

Responda ás seguintes perguntas:

A) O que é a anemia ferropênica ou ferropriva? (0,25 p)
B)  Como a anemia ferropênica ou ferropriva é investigada? (0,25 p)

A) O que é a anemia ferropênica ou ferropriva?

É a conseqüência da diminuição da concentração produção do heme da hemoglobina por carência de ferro, resultando na diminuição da concentração de hemoglobina. (0,15 p)
A deficiência da hemoglobinização durante a maturação dos eritroblastos forma hemácias pequenas (VCM diminuído) com pouco conteúdo de hemoglobina (HCM diminuída). Com a intensificação do processo, ocorre a diminuição desproporcional do conteúdo de hemoglobina em relação ao volume das hemácias, gerando a hipocromia (CHCM diminuída). (0,05 p)
A anisopoiquilocitose, proporcional à intensidade do processo, é sempre evidente, podendo interferir com a contagem de plaquetas: hemácias microcíticas e normocíticas, hemácias ovalocíticas alongadas (leptócitos) e hemácias hipocrômicas. (0,05 p)

B)  Como a anemia ferropênica ou ferropriva é investigada? 

Pelas quantificações do ferro sérico e ferritina. Raramente, pode ser necessário quantificar o ferro medular pela coloração do azul-da-prússia (coloração de Perls), CTLFe e saturação da transferrina. (0,1 p)
Os exames característicos da anemia ferropênica são:
(1) ferro sérico diminuído; (0,03 p)
(2) capacidade total de ligação de ferro (CTLFe) aumentada; (0,03 p)
(3) saturação de transferrina diminuída; (0,03 p)
(4) ferritina diminuída; (0,03 p)
(5) ferro medular diminuído, tanto nos grânulos de hemossiderina dos macrófagos, quanto nos grânulos sideróticos dos eritroblastos (sideroblastos diminuídos). (0,03 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.86)

CASO CLINICO: (220993 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Bióloga, professora universitária, 47 anos, hipertensa, tabagista inveterada (cerca de 2 maços por dia), apresenta quadro de insuficiência coronária, com indicação para cirurgia de revascularização do miocárdio; procura cirurgião especializado, de sua confiança e de seu círculo social.
O cirurgião, conhecedor do fato de que o marido da professora apresenta comportamento de risco (portador do vírus da imunodeficiência humana [HIV] por possível bissexualidade?), exige a realização do teste de HIV como pré-condição para operá-la. A paciente informa ter realizado o exame há 10 meses, com resultado negativo.
O cirurgião insiste na feitura de novo exame. A paciente se nega a realizá-lo e o médico se nega a operá-la.
Por interferência da Diretoria Clínica do hospital a doente acaba concordando em realizar o teste, cujo resultado vem a ser negativo.
O cirurgião, então, a procura e decide marcar a intervenção cirúrgica.
A paciente, porém, pergunta ao cirurgião: ”Qual o motivo para exigir o teste HIV?”

Responde o cirurgião: ”Porque durante o ato cirúrgico eu poderia, por acidente, me ferir e correr o risco de ser infectado”. 

”Nesse caso,” diz a paciente,”desejo também conhecer o resultado do seu teste, pois o senhor também pode, na mesma situação, em cirurgia extracorpórea, me contaminar”.
PERGUNTA-SE:
1) É errada a atitude do medico? Justifiquem! (0,2 p)
2) O Conselho Regional de Medicina pode punir o medico? Conforme qual princípio? (0,2 p)
3) É justificado o pedido da paciente que o medico fizesse, também, o exame? (0,1 p)




RATING: 3.23

1) É errada a atitude do medico? Justifiquem!
É errada, sim.
O risco de transmissão ocupacional do HIV, embora exista, é extremamente baixo.
No caso, há um equívoco de natureza ética que se expressa na mensagem para a paciente. A mensagem é nitidamente de cunho persecutório e discriminador: há uma ameaça de excluí-la do necessário ato cirúrgico com base em discriminação que coloca a soropositividade como definidora do risco do acidente. O risco de acidente, por definição, vai estar presente em qualquer procedimento e, por isto mesmo, normas universais de biossegurança são elaboradas. Diferentemente da preferência atual pelos cuidados universais, o cirurgião em questão optou por cuidados específicos, o que é uma outra tendência, ao lançar mão de uma triagem sorológica. O resultado negativo não lhe daria a segurança desejada, pois em um período de janela imunológica a infecção existente ainda não estaria sendo revelada pela presença de anticorpos. Não haveria qualquer empecilho ético ou legal se alguns princípios estivessem resguardados, e sobre estes nos reportamos ao Parecer nº 11/92, de 14/2/92, do Conselho Federal de Medicina:
  1. O exame deve ser voluntário, após informações completas e adequadas ao paciente quanto à sua finalidade.
  2. O paciente que se recusar a ser testado não deve ter prejuízos em sua assistência em decorrência de sua decisão
  3. Os pacientes positivos deverão ter garantias de sigilo em relação ao resultado e de manutenção de todos os seus direitos em relação à assistência oferecida pela instituição, sem prejuízo na qualidade de seu atendimento.
2) O Conselho Regional de Medicina pode punir o medico? Conforme qual princípio?
Pode punir, sim.
Não é à toa que o novo Código de Ética Médica, contendo normas a serem observadas por todos os médicos e centrando a ética no paciente, aponta entre seus princípios fundamentais ser a medicina uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade e deve ser exercida sem discriminação de qualquer natureza (art. 1º).
Ao ampliar o capítulo consagrado aos direitos humanos, o Código de Ética Médica enfatiza a proibição da discriminação de qualquer forma ou sob qualquer pretexto (art. 47).
aparente colidência dessas disposições com o contido no artigo 58 do mesmo Código de Ética. Ali se estabelece ser vedado ao médico ”deixar de atender paciente que procure seus cuidados profissionais em caso de urgência, quando não haja outro médico ou serviço médico em condições de fazê-lo”. Interpretando essa disposição isoladamente e a contrario sensu, teremos que o médico, salvo caso de urgência, pode recusar quem quiser, pelo motivo que quiser. Ou seja, do ponto de visto de deixar de prestar a cirurgia não tem suporte para punição.
Contudo, ele pode ser punido para discriminação. O médico não pode discriminar, mas também não deve tolerar discriminação por questões de religião, sexo, nacionalidade, cor, opção sexual, opinião política ou de qualquer outra natureza (art. 20 do Código de Ética).
Os direitos do médico, porque estabelecidos para evitar a contaminação da profissão com qualquer vínculo que a afaste de seus princípios fundamentais, devem ser pensados antes como poderes- deveres, como normas éticas, do que propriamente como direitos do médico. Tanto assim é que deles não pode abrir mão o profissional da medicina, sob pena de cometer grave violação de dever fundamental (art. 8º do Código de Ética).

3. É justificado o pedido da paciente que o medico fizesse, também, o exame?

Não é justificada, também.
A solicitação ”revanchista” da paciente para que o médico também lhe revelasse a sorologia para o HIV se contrapõe ao direito do médico - o mesmo de qualquer outra pessoa - à confidencialidade.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.23)




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