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Pode-se afirmar em relação ao câncer colorretal:
A. 50% dos casos apresentam caráter hereditário
INCORRETO: A maioria dos casos de câncer colorretal é esporádica (cerca de 70-80%), associada a fatores ambientais como dieta, tabagismo e idade avançada. Apenas 5-10% têm caráter hereditário comprovado, como na síndrome de Lynch (HNPCC) ou polipose adenomatosa familiar (FAP), e outros 15-20% podem ter agregação familiar sem mutação identificada. Afirmar 50% superestima o componente genético, o que poderia levar a triagens desnecessárias ou subestimação de riscos modificáveis, contrariando dados epidemiológicos do SEER e GLOBOCAN.ados.
B. a dosagem de antígeno carcinoembrionário (CEA) pode ser utilizado como método de triagem
INCORRETO : CEA é um marcador tumoral útil para monitoramento pós-tratamento e detecção de recidivas, mas não para triagem populacional devido à baixa sensibilidade e especificidade em estágios iniciais, além de elevações falsas em condições benignas (ex.: tabagismo, inflamações). Métodos de triagem recomendados incluem teste de sangue oculto nas fezes, sigmoidoscopia ou colonoscopia, conforme USPSTF e ACG. Usar CEA para triagem resultaria em falsos positivos excessivos e custo ineficaz.
C. a ressecção de metástases hepática melhora a sobrevida
CORRETO : Em pacientes com câncer colorretal metastático para o fígado, a ressecção cirúrgica das metástases hepáticas, quando factível (em casos selecionados com doença limitada, boa função hepática e ausência de metástases extra-hepáticas), tem demonstrado melhorar significativamente a sobrevida. Estudos como os do grupo de Fong et al. e meta-análises da Cochrane confirmam taxas de sobrevida em 5 anos de até 40-60% pós-ressecção, comparadas a menos de 5% sem intervenção cirúrgica, especialmente quando combinada com quimioterapia perioperatória. Essa abordagem multidisciplinar, guiada por critérios como o escore de Fong, otimiza o prognóstico, reduzindo a carga tumoral e permitindo controle locorregional, alinhando-se às diretrizes da NCCN e ESMO para manejo de metástases sincrônicas ou metacrônicas.
D. radioterapia após colectomia direita é indicada para diminuir a ocorrência de recidiva local
INCORRETO : A radioterapia adjuvante é primariamente indicada para câncer retal (devido ao risco de recidiva pélvica), não para câncer de cólon direito, onde a cirurgia (colectomia direita) com margens adequadas e quimioterapia adjuvante (para estágios II-III) é o padrão. No cólon ascendente, a recidiva local é rara (<5%), e a radioterapia não melhora outcomes, podendo adicionar toxicidade desnecessária, como enterite actínica, conforme guidelines da ASCO e estudos como o MOSAIC.
E. a dieta rica em açucar aumenta o risco de desenvolvimento de pólipos adenomatosos
INCORRETO : Há algumas evidências científicas que sugerem que uma dieta rica em açúcar, especialmente o consumo elevado de bebidas açucaradas (como refrigerantes e sucos adoçados), pode aumentar o risco de desenvolvimento de pólipos intestinais adenomatosos, que são precursores do câncer colorretal. No entanto, os resultados de estudos são mistos, com associações mais fortes observadas quando o consumo alto ocorre durante a adolescência, e evidências menos consistentes para o consumo na idade adulta.
Gabarito: C
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- sexo masculino; - 0,05 pontos
- prematuridade e baixo peso ao nascer; - 0,05 pontos
- uso de oxigênio no periodo neonatal; - 0,05 pontos
- antecedentes pessoais de atopia; - 0,05 pontos
- IgE elevado; - 0,05 pontos
- infecção com virus sincicial respiratorio ante de 1 ano de idade; - 0,05 pontos
- aspiração de conteudo alimentar; - 0,05 pontos
- doença de refluxo gastroesofagico; - 0,05 pontos
- historia materna de asma; - 0,05 pontos
- mãe tabagista; - 0,05 pontos
FONTE:
Criança HYJ, etnia asiática, F, 6 anos e 2 meses, 24 kg, previamente hígida, inicia no dia de 12 de abril desconforto abdominal, fraqueza e anorexia, febre 38,3°C.
Os pais procuraram a UPA aonde foi feito um diagnostico de 'virose' medicada com Paracetamol 1 gota por quilo de peso e sais orias de hidratação e o quadro clinico teve um período de remissão, mas depois de 3 dias de tratamento houve nova piora gradual do vômito e da inapetência. Os pais levaram a criança desta vez para um consultório, aonde foi feito um exame clinico geral e foram solicitados alguns exames. Dia seguinte á essa consulta, antes mesmo de fazer a coleta, a criança apresentou escléras amareladas e recomeçou vômitos – teve um mal estar com 'desmaio' e em seguida, apresentou 'movimentos descontrolados da cabeça e da mão'. Neste momento eles levaram a criança de novo na UPA aonde foi solicitada a internação.
Na entrada no hospital a criança se apresentava com cor amarelada das escleras, choro inconsolável, incapacidade de responder coerentemente ás perguntas, desatenção e sonolência o que levou a mãe afirmar que a criança dela 'não é assim', que mudou muito o comportamento nos últimos dias. Reflexos neurológicos normais. Respiratório e cardiovascular normal. Abdome difusamente doloroso, fígado palpável a aproximadamente 2 cm do rebordo costal direito, de superfície lisa e bordos finos. Foi solicitada a consulta com neurologista por suspeita de encefalite e foi mantida em observação. Solicitados hemograma (normal), exame de licor (normal), bilirrubinas (BT: , enzimas hepáticas (aspartato transaminase (AST) = 1377 UI/l; alanina transaminase (ALT) = 1717 UI/l; bilirrubina total=15,1 mg/dl com predomínio da forma direta - 13,1 mg/dl). Urina com bilirrubinuria e fezes normais com exame de parasitas negativo.>br>
1) Frente á esse quadro qual é o exame de laboratório que não foi solicitado e tem que ser pedido em seguida? (0,125 pontos)
2) Qual o grau de encefalopatia apresentada pela criança no momento da internação (0,125 pontos)
3) O que pode ter piorado o quadro clinico desde a primeira apresentação na UPA? (0,125 pontos)
4) Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,125 pontos)
1) Frente á esse quadro qual é o exame de laboratório que não foi solicitado e tem que ser pedido em seguida? (0,125 pontos)
O INR!!! Estamos na frente duma alta suspeita de encefalopatia com hepatopatia. INR >2 deve ser sempre um sinal de alarme: Vitamina K deve ser administrada e INR repetido em 6 horas. Na auseência de melhora, o pediatra deve contatar especialista/ centro de referência em transplante para que o paciente seja precocemente encaminhado e admitido em local que possa receber suporte adequado.
2) Qual o grau de encefalopatia apresentada pela criança no momento da internação (0,125 pontos)

Provavelmente uma encefalopatia grau I (conforme a tabela, há mudança de comportamento com reflexos normais).
3) O que pode ter piorado o quadro clinico desde a primeira apresentação na UPA? (0,125 pontos)
Observa-se que a criança recebeu tanto na UPA quanto para tratamento domiciliar o acetaminofeno - um 'inimigo' do figado - mesmo que a dose está correta, se algum outro fator causou a hepatopatia, o paracetamol com certeza contribuiu na piora do quadro.
4) Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,125 pontos)
Insuficiência hepática aguda é classicamente definida (definição da década de 70) pela evolução para encefalopatia em menos de 8 semanas, e ausência de doença hepática crônica. Em pediatria, muitas vezes difícil definir encefalopatia (sobretudo em crianças menores, que podem apresentar apenas irritabilidade).
É um evento raro, mas com alta letalidade. Em geral mesmo grandes centros, transplantam em média 5-8 casos por insuficiencia hepática aguda por ano. O correto é que esses centros recebam e manejem essas crianças, ainda que na evolução elas não vão à transplante. Letalidade chega a ultrapassar 1/3 dos casos. História natural é dificil de ser discutida. Crianças são listadas para transplante e se tornam prioridade em nível nacional.
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