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ALGORITMOS DE AVALIAÇÃO E CONDUTA NAS INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS (ÁREA DE PEDIATRIA)

A metodologia proposta nestas normas prevê a assistência à criança portadora de infecção respiratoria aguda com base nas três etapas seguintes:

A) Avaliar a criança

Observar o estado clínico procurando obter subsídios para identificar ou afastar as situações de risco de vida e para tomada das medidas adequadas.

B) Classificar a criança em uma das seguintes categorias:

  1. menor de 2 meses com tosse ou dificuldade para respirar;
  2. de 2 meses a 4 anos com tosse ou dificuldade para respirar;
  3. com outros problemas respiratórios: dor de garganta, dor de ouvido, estridor ou sibilância

Cada categoria está abordada em separado neste Manual. A terminologia nesta classificação leva em conta, basicamente, a queixa e o motivo que levaram a criança à Unidade de Saúde.

C) Definir condutas:

Serão consideradas a possibilidade de hospitalização, o uso de antibióticos, o tratamento da febre e da sibilância, as orientações à mãe e à família para tratamento domiciliar, e o acompanhamento dos casos.

OBJETIVA: (1042112 votos)..........97.92% das questões objetivas receberam votos.
Uma paciente de 55 anos, internada na enfermaria de hematologia com diagnóstico de leucemia mielóide aguda, evolui no segundo dia de internação com neutropenia grave (50 neutrófilos) e febre. Neste momento é iniciado antibioticoterapia e solicitado hemoculturas. No quarto dia de internação desenvolve sepse com instabilidade hemodinâmica, vindo a falecer de choque séptico no quinto dia de internação. Qual a causa básica da morte que deve constar no atestado de óbito?
A. choque séptico
B. neutropenia febril
C. sepse
D. leucemia mielóide aguda
E. é necessária a realização de necropsia para definir a causa básica da morte

  RATING: 3

Uma paciente de 55 anos, internada na enfermaria de hematologia com diagnóstico de leucemia mielóide aguda, evolui no segundo dia de internação com neutropenia grave (50 neutrófilos) e febre. Neste momento é iniciado antibioticoterapia e solicitado hemoculturas. No quarto dia de internação desenvolve sepse com instabilidade hemodinâmica, vindo a falecer de choque séptico no quinto dia de internação. Qual a causa básica da morte que deve constar no atestado de óbito?

A. choque séptico
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. neutropenia febril
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. sepse
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. leucemia mielóide aguda
CORRETO : A causa básica da morte é definida como a doença ou lesão que iniciou a cadeia de acontecimentos patológicos, que conduziram diretamente à morte, ou as circunstâncias do acidente ou violência que produziram a lesão fatal. No caso em questão a doença que começou todo o processo foi a Leucemia Mielóide Aguda.
E. é necessária a realização de necropsia para definir a causa básica da morte
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (178255 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Responda ás seguintes questões:
A) Para completar o ciclo de infecção e reprodução em uma célula: HIV passa pelas varias etapas. Indiquem estas etapas em ordem cronológica. (0,3 p)
B) Definem a noção de janela  imunológica, a duração dela e a importância nos testes de triagem dos doadores. (0,2 p)


RATING: 1.95

Responda ás seguintes questões:
A) Para completar o ciclo de infecção e reprodução em uma célula: HIV passa pelas varias etapas. Indiquem estas etapas em ordem cronológica. (0,3 p)
B) Definem a noção de janela  imunológica, a duração dela e a importância nos testes de triagem dos doadores. (0,2 p)

A) Para completar o ciclo de infecção e reprodução em uma célula: HIV passa pelas varias etapas. Indiquem estas etapas em ordem cronológica.

As etapas da infecção com HIV:
  • Fusão com a superfície da célula e entrada no citoplasma. (0,05 p)
  • Produção do DNA proviral a partir do RNA viral. (0,05 p)
  • Integração no genoma da célula. (0,05 p)
  • Produção de proteínas virais. (0,05 p)
  • Saída da célula por brotamento. (0,05 p)
  • Maturação extracelular do vírion. (0,05 p)

B) Definem a noção de janela  imunológica, a duração dela e a importância nos testes de triagem dos doadores.

É importante lembrar a possibilidade de transmissão do HIV por parte de doador de sangue recém-infectado em que anticorpos séricos específicos anti-HIV ainda não são detectáveis. Esse período é conhecido como janela imunológica e tem duração média de 22 dias, considerando-se os resultados obtidos com os testes sorológicos atualmente em uso.
Várias situações podem aumentar o período de duração da denominada janela imunológica.
Sendo assim, é de vital importância para diminuir a transmissão do HIV por transfusão de sangue e de seus componentes a criteriosa avaliação de risco epidemiológico dos doadores, lá existem testes de amplificação de ácidos nucléicos que detectam a presença do HIV mais precocemente (cerca de 11 dias depois da ocorrência da infecção) que os testes sorológicos.
Esses exames têm hoje custo muito alto, mas já foram adotados por alguns países desenvolvidos e por poucos serviços privados do Brasil, havendo a expectativa de que passem a ser realizados brevemente pelos serviços públicos do nosso país.(0,2 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (1.95)

CASO CLINICO: (207742 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo masculino, 3 anos de idade, sem histórico de internações prévias e com a vacinação em dia.
A mãe da criança procurou auxílio médico no Pronto-Socorro, queixando-se de “dor de garganta há uma semana”. Dizia que a criança iniciará quadro de febre intermitente medida (38,5º C) e dor ao deglutir há cerca de 7 dias, período em que fizera uso de dipirona para controle sintomático. Há 5 dias iniciara uso de diclofenaco, sem obtenção de melhora. Há 2 dias havia iniciado edema de face (inclusive com dificuldade de abertura dos olhos) e hematúria macroscópica.
A criança apresentava ao exame clínico taquicardia, dispneia, febre (39,0ºC), edema palpebral bilateral, hidratação adequada, orofaringe com placas purulentas em lojas amigdalianas e palato mole. O fígado era palpável a cerca de 6 centímetros do rebordo costal, apresentando-se indolor. Havia a presença de murmúrio vesicular fisiologicamente distribuído com estertores bolhosos em base pulmonar. Laboratório: Hemograma: série vermelha: eritrócitos 3.500.000/mm3, hemoglobina 9,70g/dl, hematócrito 28%, VCM 73 fl, leve microcitose; série branca: leucócitos 10.300/mm3 (2 – 2 – 47 – 40 – 5 – 0 – 2 – 0 – 2), vários neutrófilos apresentando granulações tóxicas finas, plaquetas: 184.000/mmmm3 (adequadas em lâmina).
A gasometria arterial apresentou: pH 7,31, pCO2 22,7 mmHg, pO2 54 mmHg, HCO3 11,4 mEq/l, CO2 total 12,1 mEq/l, Be 12,9 mEq/l, Sat O2 85,6%. Os eletrólitos mostraram: creatinina 1,1, uréia: 82, potássio 4,3, sódio 138. A urina I constatou-se turva, com pH 5,0, proteínas presentes, leucócitos 125.000/ml, eritrócitos 4.000/ml, Células 10.000/ml. A urocultura foi negativa com 24 horas de incubação.
1) Qual a principal suspeita diagnostica nesse caso? ......0,3 pontos
2) Utilizando os dados da gasometria, que tipo de distúrbio eletrolítico a criança apresenta? .........0,1 pontos
3) A criança apresenta critérios de gravidade? ..............0,1 pontos.


RATING: 3.85

1) Amigdalite Aguda (0,1 p), Glomerulonefrite Difusa Aguda (GNDA)(0,1 p) e Pielonefrite (0,1 p).
2) Seguindo o algarismo antigo:
a) Normalmente, o pH do sangue e de 7,42, precisamente um intervalo de tolerância entre 7,38 e 7,42. Se o pH do sangue for < 7,38 temos uma acidemia. Se o pH do sangue for maior que 7,42 temos uma alcalemia. No caso acima, pH=7,31 ----> acidose.
b) É acidose metabólica ou respiratória? Usando os valores do bicarbonato sérico - se a mudança for predominantemente no bicarbonato, então provavelmente que o distúrbio e metabólico. isto e, o bicarbonato vai ser menor que 22. No caso, há uma baixa concentração de HCO3 mas também no pCO2. Ou seja, definição mais correta: ACIDEMIA por ACIDOSE METABÓLICA. E, como o organismo tenta compensar a acidemia diminuindo o CO2, eventualmente através da hiperventilação, o valor do mesmo é bem baixo. ANION GAP = 12.9 Como podemos ver o anion GAP é levemente acima de 12 mEq. E pCO2 esperado - pCO2 esp = 1,5 x Bic + 8 +/-2 = 1,5 x 11,4 + 8 +/- 2 = 17,1 + 8 +/- 2 = 23 - 27 mmHg.

Ou seja, é uma acidose metabólica pura. 0,1 p

3) A acidose metabólica já é um dos critérios de gravidade. Além disto, a saturação de O2 baixa e a PaO2 baixa indica iminência de insuficiência respiratória. Hepatomegalia e outro (6 cm abaixo da borda? Algo está errado!). A creatinina alta e a ureia alta também indicam comprometimento da função renal. Essa criança precisa ser encaminhada já para UTI pediátrica.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.85)




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