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Uma mulher de 55 anos de idade procurou o serviço de ginecologia endócrina com queixas de ondas de calor e ressecamento vaginal. Ela referiu que a menopausa ocorreu com 51 anos de idade, G1PN10A e sem antecedentes familiares dignos de nota e apresentou mamografia com resultado Birads 2. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa CORRETA com relação à reposição hormonal.
A. Caso a paciente apresentasse o antecedente familiar de câncer de mama, a terapia de reposição hormonal seria contraindicada
INCORRETO: O risco de câncer de mama associado a uso de TH é pequeno, com incidência anual de menos de 1 caso por 1.000 mulheres. O tratamento por mais de 5 anos não adiciona risco significativo para câncer de mama, mas diminui significativamente o risco de fratura osteoporótica.
B. A paciente não se encontra na janela de oportunidade. Sendo assim, a terapia de reposição hormonal não é indicada
INCORRETO : É fundamental a introdução da terapia no momento certo, segundo o conceito da 'janela de oportunidade', período que se refere aos primeiros três anos pós-menopausa, onde os benefícios cardiovasculares e cognitivos podem ser observados.
C. No caso da queixa de secura vaginal, a eficácia do uso de estrogênio sistêmico é superior à do uso tópico
INCORRETO : Estrogênios vaginais revertem a atrofia e reduzem sintomas, como queimação, dispareunia e prurido. Melhoram a lubrificação vaginal do epitélio atrófico, reduzem o ph vaginal, que, na menopausa, encontra-se ao redor de 4-7; e aumentam o glicogênio local. Há uma tendência à recuperação da microflora vaginal com redução de infecção e inflamação.
D. Caso a paciente apresentasse uma hipertrigliceridemia, a administração do estrogênio por via transdérmica seria recomendada
CORRETO : Quanto à via de administração, a terapia hormonal (TH) apresenta aspectos específicos que podem potencializar o benefício de sua utilização em várias situações clínico-metabólicas. O efeito de primeira passagem hepática do metabolismo estrogênico promove alteração na produção de diversos tipos de proteínas, característica que pode influenciar no nível de lipoproteínas plasmáticas e no equilíbrio entre os processos de coagulação e fibrinólise. Assim, a TH oral é a mais adequada na presença da hipercolesterolemia. Por outro lado, mulheres hipertensas ou com risco de trombose venosa ou, ainda, com níveis elevados de triglicérides podem se beneficiar do uso da via transdérmica.
E. Caso a via transdérmica de administração do estrogênio fosse utilizada, a paciente teria o benefício da diminuição do LDL e do aumento do HDL colesterol.
INCORRETO : A TH pode exercer impacto positivo sobre o perfil lipídico de mulheres climatéricas, dependendo da via de administração (oral ou transdérmica) e do tipo de progestagênio que está sendo utilizado na terapia combinada (estrogênio e progestagênio). O composto ideal seria aquele que promovesse elevação da concentração da lipoproteína de alta densidade (HDL), redução dos níveis da lipoproteína de baixa densidade (LDL) e redução das concentrações de triglicérides (TG) Entretanto, vale salientar que a prescrição da TH não tem o objetivo de tratar dislipidemia, mas o seu uso deve minimizar a interferência hormonal sobre a produção hepática de lípides principalmente em mulheres que apresentam lipidograma alterado).
Gabarito: D
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Tipos de fissuras esternais:
ECTOPIA CORDIS CERVICAL
Os defeitos esternais superiores (ectopia corais cervical) estão associados a um defeito amplo que se estende até a quarta cartilagem costal em uma aparência em U ou em V. O reparo envolve a união das bandas esternais na linha média após a realização de condrotomias oblíquas para proporcionar uma cobertura protetora ao coração e aos grandes vasos.
Em casos graves, é necessária a reconstrução do defeito com material prostético (p. ex., tela de Marlex) para evitar uma compressão excessiva do coração, o que levaria a uma bradi-cardia, ou hipotensão. (0,2 p)
ECTOPIA CORDIS TORÁCICA
As fissuras completas (ectopia corais torácica) são mais extensas e frequentemente associadas a um defeito diafragmático anterior em forma crescêntica e diásta-se dos retos, o que resulta em uma comunicação livre entre as cavidades peritoneais e pericárdicas. (0,1 p)
ECTOPIA CORDIS TORACOABDOMINAL
As fissuras esternais distais (ectopia corais toracoabdominal) são os defeitos mais extensos e estão associados à pentalogia de Cantrell. Este grupo de anomalias é caracterizado por fissura distai no esterno, onfalocele, fenda diafragmática, defeito pericárdico e doença cardíaca congénita (comunicação interventricular, tetralogia de Fallot) (0,1 p)
ESTERNO BÍFIDO
O esterno bífido é a anomalia menos grave do esterno e pode estar associada a hemangiomas faciais. (0,1 p)
FONTE:
1) Falta de resposta á nebulização com adrenalina em caso de estridor levanta a suspeita de duas patologias. As duas entidades clinicas pediátricas cuja resposta á nebulização com adrenalina é ausente são a epiglotite aguda e a traqueite bacteriana aguda. (0,2 p)
2) Perante o agravamento clínico, tem somente a alternativa da intubação endotraqueal, na observação direta podendo ver edema discreto da epiglote, cordas vocais fechadas e com fenda diminuida. Vai ser necessário o uso de tubo endotraqueal e aspiração das secreções, eventualmente procedendo depois à ventilação mecânica. (0,2 p)
3) A criança apresentava obstrução respiratória alta de agravamento súbito, não respondia à adrenalina em aerossol, febre alta. Estes achados sugerem traqueíte bacteriana. (0,1 p)
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