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TRANSTORNO DE ESPECTRO AUTISTA (ÁREA DE PEDIATRIA)

O termo "transtorno do espectro do autismo" (TEA) descreve um grupo heterogêneo de desordens do desenvolvimento neurológico que têm etiologias diversas, mas são caracterizadas por prejuízos na interação social recíproca, comunicação social e comportamento (especificamente, padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades).

O autismo é um transtorno de desenvolvimento neurologico que  representa um grande desafio hoje, tanto para o medico de família quanto para o pediatra. O núcleo desse transtorno é integrado principalmente pelas dificuldades de comunicação e interação social do paciente e pela presença de comportamentos e/ou interesses repetitivos ou restritos.

O transtorno de espectro autista é um transtorno pervasivo e permanente. Ele não tem cura, e isso precisa ser esclarecido desde o início, no entanto, a intervenção precoce pode alterar drasticamente o prognóstico e suavizar os sintomas (Sociedade Brasileira de Pediatria, 2019).


OBJETIVA: (1071564 votos)..........98.61% das questões objetivas receberam votos.
Na terceira semana depois a contaminação com virus de sarampo acontece:
A. a primeira viremia
B. a segunda viremia
C. o surgimento das manchas Koplik
D. o pico da concentração de vírus no sangue e tecidos
E. o exantema

  RATING: 2.8

Na terceira semana depois a contaminação com virus de sarampo acontece:

A. a primeira viremia
INCORRETO:

A localização inicial da infecção: epitélio respiratório da nasofaringe, e, possivelmente da conjuntiva. Daqui, ele vai para os linfonodos regionais.
Atravessando este portal, em 2 a 3 dias, ocorre a primeira viremia, então, a replicação virai acontece tanto na porta de entrada como nos tecidos reticuloendoteliais adjacentes e a distância. 
A localização inicial da infecção: epitélio respiratório da nasofaringe, e, possivelmente da conjuntiva. Daqui, ele vai para os linfonodos regionais. Atravessando este portal, em 2 a 3 dias, ocorre a primeira viremia, então, a replicação virai acontece tanto na porta de entrada como nos tecidos reticuloendoteliais adjacentes e a distância. 

B. a segunda viremia
INCORRETO : Uma segunda viremia (com duração de 4 a 7 dias) acontece depois 5 a 7 dias da infecção inicial. desta véz, a replicação ocorre na pele, conjuntiva, trato respiratório e outros órgãos distantes.
C. o surgimento das manchas Koplik
INCORRETO : As manchas de Koplik (lesões de 2 a 3 mm de diâmetro, discretamente elevadas, coloração branca em base eritematosa, localizadas na região interna das bochechas, no nível dos dentes pré-molares) habitualmente estão presentes no fim desse período, cerca de 1 a 2 dias antes do rash.
D. o pico da concentração de vírus no sangue e tecidos
INCORRETO : Uma segunda viremia (com duração de 4 a 7 dias) acontece depois 5 a 7 dias da infecção inicial. desta véz, a replicação ocorre na pele, conjuntiva, trato respiratório e outros órgãos distantes. Essa replicação resulta, do 11o até o 14o dia, a um pico da concentração de vírus no sangue e tecidos infectados.
E. o exantema
CORRETO : O rash, com início em média após 14 dias da exposição, é caracterizado por um exantema maculopapular, que se dissemina da face e parte superior do pescoço para o tronco e membros, atingindo mãos e pés, com a duração de 5 a 6 dias.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.8)

DISCURSIVA: (179090 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discuta as lesões pré-malignas do epitélio vesical, a classificação das neoplasias uroteliais papilares malignas e o estadiamento TNM do câncer de bexiga urinária.

  1. Descreva a sequência evolutiva das lesões pré-malignas e as características histológicas e moleculares da displasia urotelial. (Subtotal da questão 1 = 0,12 p)
  2. Diferencie as neoplasias uroteliais de baixo potencial maligno (NUBPM), o carcinoma urotelial de baixo grau e o carcinoma papilar urotelial de alto grau quanto a aspectos histológicos, recidiva e progressão. (Subtotal da questão 2 = 0,09 p)
  3. Explique a classificação TNM com ênfase nos estágios T (Ta, Tis, T1, T2 e subestágios).  (Subtotal da questão 3 = 0,13 p)
  4. Indique os principais métodos diagnósticos de imagem e o papel da cistoscopia no diagnóstico e estadiamento. (Subtotal da questão 4 = 0,16 p)




RATING: 3.08

Discuta as lesões pré-malignas do epitélio vesical, a classificação das neoplasias uroteliais papilares malignas e o estadiamento TNM do câncer de bexiga urinária.

  1. Descreva a sequência evolutiva das lesões pré-malignas e as características histológicas e moleculares da displasia urotelial. (Subtotal da questão 1 = 0,12 p)
  2. Diferencie as neoplasias uroteliais de baixo potencial maligno (NUBPM), o carcinoma urotelial de baixo grau e o carcinoma papilar urotelial de alto grau quanto a aspectos histológicos, recidiva e progressão. (Subtotal da questão 2 = 0,09 p)
  3. Explique a classificação TNM com ênfase nos estágios T (Ta, Tis, T1, T2 e subestágios).  (Subtotal da questão 3 = 0,13 p)
  4. Indique os principais métodos diagnósticos de imagem e o papel da cistoscopia no diagnóstico e estadiamento. (Subtotal da questão 4 = 0,16 p)


1. Sequência evolutiva das lesões pré-malignas e características da displasia urotelial

  • As lesões pré-malignas surgem no epitélio de transição e seguem sequência bem definida: 1. hiperplasia → 2. atipia → 3. displasia → 4. câncer (0,03 p).
  • Hiperplasia urotelial: aumento do número de camadas epiteliais (>7 camadas normais) + desorganização da arquitetura celular; muito frequente ao redor de tumores de baixo grau já existentes e pode representar foco de futura recorrência em pacientes tratados (0,02 p).
  • Atipia urotelial: surge como resposta a fatores externos (inflamação crônica, infecções repetidas, irritação por cálculos, cateteres ou substâncias químicas); microscopicamente: núcleos aumentados, nucléolos proeminentes e, por vezes, mitoses (0,02 p).
  • Displasia urotelial: passo adiante na escala de malignidade; características: células coalescentes, núcleos alterados de tamanho e forma, nucléolos proeminentes, figuras mitóticas anormais; alterações restritas às camadas basais e intermediárias (preserva camadas superficiais mais maduras) – diferente do CIS que compromete toda a espessura (0,03 p).
  • Do ponto de vista molecular: pode apresentar perdas do cromossomo 9 e do braço 17p (0,01 p).
  • Risco de progressão: em média 20% das displasias evoluem para CIS; sobe para até 60% quando há história prévia de câncer urotelial (0,01 p).

2. Diferenças entre NUBPM, carcinoma de baixo grau e carcinoma papilar de alto grau

  • NUBPM (antigamente tumor urotelial papilífero grau I): alterações mínimas (discreto aumento de camadas epiteliais, polaridade celular praticamente normal, lesão única); mais frequente em homens (proporção 5:1); mitoses raras; taxa de recidiva 20% a 40%, progressão rara (0% a 8%) – comportamento de baixo potencial maligno (0,03 p).
  • Carcinoma urotelial de baixo grau (antigamente grau II): tramas fibrovasculares bem formadas, ramificações papilares mais complexas, aumento do volume celular, atipia celular mais evidente e frequente, geralmente multifocal; taxa de recidiva até 60%, risco de progressão até 13% (0,03 p).
  • Carcinoma papilar urotelial de alto grau: forma mais agressiva; pilares papilares fusionados, crescimento desordenado, numerosas figuras de mitose, células pleomórficas com núcleos aumentados e hipercromáticos; recidiva em 76,5% dos pacientes (36,5% nova recorrência + 40% progressão), metástases sistêmicas em 20%, cerca de 15% dos pacientes morrem (todos os óbitos no grupo com progressão) (0,03 p).

3. Classificação TNM – ênfase nos estágios T

  • Estadiamento segue critérios da UICC (2009) e AJCC utilizando sistema TNM (T = extensão do tumor primário; N = linfonodos regionais; M = metástases) (0,02 p).
  • Camadas da parede vesical: epitélio de transição → lâmina própria (submucosa) → muscular própria (detrusor) → gordura perivesical (0,02 p).
  • Ta: tumor papilar não invasivo (0,02 p).
  • Tis: carcinoma in situ (lesão plana, não invasiva, alto grau) (0,02 p).
  • T1: invasão da lâmina própria (subdividido em T1a – superficial, sem atingir muscular da mucosa; T1b – até muscular da mucosa) (0,02 p).
  • T2: invasão da muscular própria (T2a – metade superficial/interna; T2b – metade profunda) (0,02 p).
  • Tumores Tis e Ta de alto grau são lesões precursoras que tendem a progredir para T2 (0,01 p).

4. Principais métodos diagnósticos de imagem e papel da cistoscopia

  • Hematúria indolor (macroscópica ou microscópica) é a manifestação mais frequente (até 80% dos pacientes) (0,03 p).
  • Ultrassonografia: método inicial mais empregado (baixo custo, boa acurácia para lesões >5 mm, ausência de complicações, fácil disponibilidade); mostra massa papilar hipoecoica ou espessamento focal; Doppler colorido demonstra vascularização (diferencia de coágulos); detecção de hidronefrose = marcador de pior prognóstico (invasão muscular provável); limitação: não define profundidade de infiltração (0,03 p).
  • Urografia excretora (UGE): revela tumor como bexiga de pequena capacidade com paredes espessadas/irregulares ou defeito de enchimento; importante para trato urinário superior (defeito de enchimento, estenose, hidronefrose); limitações: exige rim funcionante, difícil para tumores < 3 cm ou superficiais (0,04 p).
  • Cistoscopia rígida + ressecção transuretral + biópsia tecidual = método padrão-ouro para diagnóstico definitivo e estadiamento; permite inspeção detalhada de trígono, meatos ureterais e colo; indicada em regime ambulatorial nas mulheres; nos homens, com anestesia (0,05 p).


FONTE:

CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.08)

CASO CLINICO: (208652 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Uma menina de 12 anos chega ao pronto-socorro trazida pela mãe, com história de febre há 10 horas e manchas vermelhas pelo corpo há 30 minutos, além de negar viagens. Ao exame físico, em regular estado geral, T = 39ºC, pulsos finos, FC = 156bpm, FR = 35irpm, PA = 52x35mmHg, perfusão = 5 segundos, rigidez de nuca, pele com exantema purpúrico em todo o corpo, algumas lesões medindo mais de 3cm de diâmetro e aumento das lesões. 


a) Cite o diagnóstico sindrômico. .......... 0,2 pontos

b) Cite 3 agentes etiológicos. ...........0,3 pontos







RATING: 2.98

a) Diagnóstico sindrômico: Meningococcemia. (0.200 pontos)

b) Agentes etiológicos:

  • Neisseria meningitidis. (0.100 pontos)
  • Streptococcus pneumoniae. (0.100 pontos)
  • Haemophilus influenzae. (0.100 pontos)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.98)




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