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A INFECÇÃO HIV E O AIDS EM PEDIATRIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Um vírus não têm qualquer atividade metabólica quando fora da célula hospedeira: eles não podem captar nutrientes, utilizar energia ou realizar qualquer atividade biossintética. Eles obviamente se reproduzem, mas diferentemente de células, que crescem, duplicam seu conteúdo para então dividir-se em duas células filhas, os vírus replicam-se através de uma estratégia completamente diferente: eles invadem células, o que causa a dissociação dos componentes da partícula viral; esses componentes então interagem com o aparato metabólico da célula hospedeira, subvertendo o metabolismo celular para a produção de mais vírus.

O HIV, do gênero Lentivirus, é um retrovírus. Ele tem duas fitas idênticas de RNA, a enzima transcriptase reversa e um envelope de fosfolipídeo. Esse processo de se formar DNA a partir de RNA viral é denominado retrotranscrição, o que deu o nome retrovírus aos vírus que realizam esse processo. Os outros vírus que possuem DNA (adenovirus) fazem o processo de transcrição (passagem da linguagem de DNA para RNA) e só depois a tradução. O envelope tem espículas glicoproteicas designadas gp120 (a notação para uma glicoproteína com peso molecular de 120.000).

Um dos conceitos errados mais comuns é que a infecção por HIV é sinônimo de AIDS. AIDS denota apenas o estágio final de uma infecção prolongada.

OBJETIVA: (1220849 votos)..........98.95% das questões objetivas receberam votos.
Sobre o atendimento primário do caso suspeito de infecção respiratória com COVID-19, é ERRADO:
A. em caso de necessidade de internação urgente, na falta de unidade móvel SAMU, aceitar transporte sanitario
B. em caso de necessidade de internação urgente, na falta de unidade móvel SAMU, aceitar transporte pelo Corpo de Bombeiros
C. indicar isolamento e cuidado domiciliar aos pacientes que recusam internação hospitalar
D. fornecer atestado mesmo para as pessoas do domicilio que não estiverem presentes na consulta da pessoa com sintomas
E. realizar monitoramento clínico da pessoa suspeita a cada 12 h, preferencialmente por meio telefônico

  RATING: 3.23

Sobre o atendimento primário do caso suspeito de infecção respiratória com COVID-19, é ERRADO:

A. em caso de necessidade de internação urgente, na falta de unidade móvel SAMU, aceitar transporte sanitario
CORRETO: Pelo plano de contingência, o transporte também poderá ser realizado por transporte sanitário (NARP) ou Corpo de Bombeiros.
B. em caso de necessidade de internação urgente, na falta de unidade móvel SAMU, aceitar transporte pelo Corpo de Bombeiros
CORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. indicar isolamento e cuidado domiciliar aos pacientes que recusam internação hospitalar
CORRETO : Os pacientes que são candidatos a receberem os cuidados em domicílio incluem, mas não se limitam a:
○ Pacientes com doença leve e sem condições crônicas subjacentes - como doenças pulmonares ou cardíacas, insuficiência renal ou condições imunocomprometidas que colocam o paciente em maior risco de desenvolver complicações, em que a hospitalização pode não ser necessária, a menos que haja risco de deterioração rápida do quadro clínico.
○ Aqueles que são sintomáticos, mas não precisam mais de hospitalização.
○ Casos de recusa à hospitalização.
○ Nos casos em que o atendimento hospitalar não está disponível ou é inseguro (por exemplo, rede hospitalar não consegue mais atender à demanda).

D. fornecer atestado mesmo para as pessoas do domicilio que não estiverem presentes na consulta da pessoa com sintomas
CORRETO : Os contatos domiciliares de paciente com Síndrome gripal confirmada também deverão realizar isolamento domiciliar por 14 dias seguindo as condutas descritas. Caso seja necessário, os contatos deverão receber atestado médico pelo período dos 14 dias, com o CID 10 - Z20.9 - Contato com exposição a doença transmissível não especificada. O médico deverá fornecer atestado mesmo para as pessoas do domicilio que não estiverem presentes na consulta da pessoa com sintomas. (Nota Técnica COAPS/SAIS/SES COVID-19 Nº 01/2020 - Versão 2 27/03/2020 Apoio Clínico e Organizacional na Abordagem do Paciente com Suspeita de Doença pelo Coronavírus (Covid-19) na Atenção Primária à Saúde da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal – SES/DF)
E. realizar monitoramento clínico da pessoa suspeita a cada 12 h, preferencialmente por meio telefônico
INCORRETO : O monitoramento clínico se realiza a cada 48 h, preferencialmente por meio telefônico, ou presencial de acordo com a necessidade clínica e/ou social, conforme normativas vigentes e o registro no “Quadro para o Acompanhamento de Pacientes com Suspeita de COVID-19”. Todos os membros da casa devem ser considerados contactantes e também deverão ser acompanhados.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.23)

DISCURSIVA: (187975 votos) ..........98.31% das questões discursivas receberam votos.
I) Como se calibra a irradiância da fototerapia com o radiômetro? 0,25 pontos
II) Quais são os cuidados específicos durante as sessões de fototerapia? 0,25 pontos


RATING: 3.01

I) Como se calibra a irradiância da fototerapia com o radiômetro? 0,25 pontos
II) Quais são os cuidados específicos durante as sessões de fototerapia? 0,25 pontos

(I) Como se calibra a irradiância da fototerapia com o radiômetro? 0,25 pontos

A irradiância da fototerapia deve ser prescrita e determinada antes do uso (0,05 p) e diariamente com radiômetro(0,05 p). No colchão onde está o RN, considera-se um retângulo de 30 x 60 cm (0,05 p) e mede-se a irradiância nas 4 pontas e ao centro(0,05 p), sendo, então, calculada a média dos 5 pontos. (0,05 p).

(II) Quais são os cuidados específicos durante as sessões de fototerapia? 

Na maioria dos RN ≥ 35 semanas a fototerapia é instituída no alojamento conjunto, ao lado da mãe que amamenta em livre demanda, tomando-se os seguintes cuidados:
  • Verificação da temperatura corporal, a cada três horas para detectar hipotermia ou hipertermia; (0,05 p)
  • Verificação do peso, diariamente; (0,05 p)
  • Hidratar melhor o recém-nascido a fototerapia com lâmpadas fluorescentes pode provocar elevação da temperatura; (0,05 p)
  • Proteção dos olhos com cobertura radiopaca por meio de camadas de veludo negro ou papel carbono negro envolto em gaze; (0,05 p)
  • Se a bilirrubinemia não esteja muito elevada amamentação normal, decontinuando a fototerapia; (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (220213 votos)..........99.04% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 68 anos, tabagista (40 maços-ano), hipertenso controlado, procura emergência com quadro de 4 meses de fadiga intensa, perda ponderal involuntária de 12 kg, febre baixa vespertina (até 38,2°C), prurido generalizado e icterícia cutâneo-mucosa leve de instalação progressiva. Nega dor abdominal, hematúria macroscópica ou sintomas urinários. Exame físico: regular estado geral, ictérico 2+/4+, hepatomegalia dolorosa a 4 cm do rebordo costal direito, esplenomegalia discreta, sem linfonodomegalias palpáveis ou ascite. Sem estigmas de hepatopatia crônica.

Exames laboratoriais iniciais: Hb 11,8 g/dL, plaquetas 480.000/mm³, VHS 92 mm/h, PCR 48 mg/L; bilirrubina total 3,2 mg/dL (direta 2,4); AST 68 U/L, ALT 82 U/L, FA 620 U/L, GGT 980 U/L; albumina 3,1 g/dL; coagulograma normal; sorologias virais negativas; autoanticorpos negativos; alfa-fetoproteína e CEA normais. USG abdominal: massa sólida heterogênea em polo superior do rim direito (8,2 cm), sem dilatação de vias biliares, fígado de ecotextura aumentada sem nódulos metastáticos evidentes. TC tórax/abdome/pélvis em andamento.


I. Qual é a sua principal suspeita diagnóstica? ... 0,1 pontos
II. Qual a possível causa etiológica da doença diagnosticada? ... 0,15 pontos

III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ... 0,18 pontos

IV. Qual o tratamento de escolha? ... 0,07 pontos



RATING: 2.91

I. Suspeita diagnóstica principal: Síndrome de Stauffer (disfunção hepática paraneoplásica não metastática associada a carcinoma de células renais – CCR)

  • Quadro de colestase intra-hepática anictérica ou levemente ictérica + trombocitose reacional + elevação de marcadores inflamatórios em paciente com massa renal sugestiva de CCR, sem evidência de metástase hepática ou obstrução biliar (0,08 p)
  • Ausência de hepatopatia crônica, infecções virais ou drogas hepatotóxicas reforça o caráter paraneoplásico (0,02 p) 

II. Possível causa etiológica da doença diagnosticada: Síndrome paraneoplásica mediada por citocinas, principalmente interleucina-6 (IL-6) secretada pelo tumor renal

  • CCR (especialmente subtipo células claras) libera IL-6 em quantidade suficiente para induzir resposta inflamatória sistêmica e inibição da excreção biliar hepatocítica sem invasão hepática direta (0,10 p)
  • Outras citocinas (IL-1, TNF-α) e fator de crescimento vascular podem contribuir, mas IL-6 é o principal mediador descrito (0,05 p) Subtotal II: 0,15 p

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Tomografia computadorizada (TC) contrastada de abdome e pelve + exclusão de metástases hepáticas + resolução laboratorial após nefrectomia (padrão-ouro)

  • TC (ou RM) de abdome é o exame de escolha inicial: demonstra massa renal sólida, estadiamento TNM e ausência de lesões hepáticas metastáticas ou obstrução biliar (sensibilidade >95% para CCR) (0,10 p)
  • Biópsia hepática (se dúvida) mostra apenas colestase canalicular sem infiltrado neoplásico (0,05 p)
  • Confirmação definitiva: normalização completa dos testes hepáticos e marcadores inflamatórios em 2–8 semanas após ressecção completa do tumor primário (0,03 p)

IV. Tratamento de escolha: Nefrectomia radical (ou parcial, quando factível) com intenção curativa

  • Ressecção cirúrgica do tumor renal primário é o único tratamento curativo da síndrome; leva à resolução completa da disfunção hepática em >90% dos casos (0,05 p)
  • Em doença metastática ou inoperável: terapia alvo (sunitinib, pazopanib) ou imunoterapia (nivolumabe + ipilimumabe) pode melhorar parcialmente, mas a síndrome responde melhor à citorredução cirúrgica quando possível (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.91)




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