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POLIARTERITE NODOSA NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Segundo os critérios “Chapel Hill Consensus Conference”, a poliarterite nodosa clássica não envolve arteríolas, capilares ou vênulas, não causando glomerulonefrite nem capilarite pulmonar (hemorragia alveolar). Na verdade, ela pode afetar qualquer vaso de médio calibre do corpo, exceto as artérias do leito pulmonar. O que é claro é que ambas são doenças de etiologia desconhecida, mas de natureza claramente imunológica.
A poliangeíte microscópica acomete predominantemente arteríolas, capilares e vênulas, produzindo com frequência glomerulonefrite e capilarite pulmonar, embora também afete pequenas e médias artérias.

OBJETIVA: (1213630 votos)..........99.09% das questões objetivas receberam votos.
Uma paciente que teve uma queimadura intensa por descarga elétrica de alta voltagem em extremidade superior direita pode precisar de todos os seguintes, EXCETO:
A. desbridamento cirúrgico, enxerto de pele, fasciotomia ou amputação
B. profilaxia para clostridium com altas doses de penicilina e aplicação tópica de agentes antimicrobianos
C. reposição de líquidos baseada na porcentagem de área corpórea queimada
D. avaliação para diagnóstico de possíveis fraturas em outras extremidades ou lesão de vísceras
E. monitorização contínua de ECG para anormalidades ectópicas ou cardíacas de condução

  RATING: 3.11

Uma paciente que teve uma queimadura intensa por descarga elétrica de alta voltagem em extremidade superior direita pode precisar de todos os seguintes, EXCETO:

A. desbridamento cirúrgico, enxerto de pele, fasciotomia ou amputação
INCORRETO: Assim como lesões profundas por calor, desbridamento, enxertos de pele e amputação de extremidades podem se fazer necessários após uma lesão elétrica. De qualquer modo, a fasciotomia é mais freqüentemente necessária que o desbridamento em lesões por eletricidade, desde que a mionecrose profunda resulte num aumento da pressão intracompartimental e comprometa a perfusão do membro.
B. profilaxia para clostridium com altas doses de penicilina e aplicação tópica de agentes antimicrobianos
INCORRETO : Devido à necrose profunda da musculatura que freqüentemente acompanha as lesões por alta voltagem, a profilaxia para clostridium com altas doses de penicilina pode ser levada em conta. O acetato mafenido é preferido como agente antimicrobiano tópico porque tem penetração profunda na ferida.
C. reposição de líquidos baseada na porcentagem de área corpórea queimada
CORRETO : A quantificação da necessidade de reposição de fluidos não pode ser baseada na regra de superfície corpórea envolvida, como nas fórmulas de Parkland, Brooke e Baxter, que são usadas para calcular a reposição de líquidos após queimaduras térmicas. A reposição vigorosa de líquidos é usualmente essencial. O alto débito urinário é desejado, já que existe a possibilidade de mionecrose com conseqüente mioglobinúria e lesão renal.
D. avaliação para diagnóstico de possíveis fraturas em outras extremidades ou lesão de vísceras
INCORRETO : Fraturas a distância podem ser resultado da vigorosa contratura muscular durante o acidente ou de conseqüente queda. O tratamento de lesão por corrente elétrica deveria ser diferenciado do tratamento das queimaduras por calor porque a lesão tecidual é mais profunda do que pode aparentar à primeira vista. O calor gerado é diretamente proporcional ao fluxo de corrente. Os ossos, a gordura e os tendões oferecem resistência maior. Além disso, o tecido profundo que fica dentro do centro de uma extremidade pode ser lesado enquanto tecidos mais superficiais podem ser poupados. Uma corrente elétrica pode também provocar estragos nos alvéolos pulmonares e capilares e levar a infecções pulmonares, a maior causa de morte entre essas vítimas.
E. monitorização contínua de ECG para anormalidades ectópicas ou cardíacas de condução
INCORRETO : Parada cardíaca e respiratória pode ocorrer se o trajeto da corrente cruzar o coração ou o cérebro.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.11)

DISCURSIVA: (186731 votos) ..........99.43% das questões discursivas receberam votos.

No âmbito da classificação do carcinoma de células renais (CCR) segundo a Organização Mundial da Saúde:

  1. Cite as quatro principais variantes histológicas do CCR e sua representatividade aproximada. .... 0,12 pontos
  2. Classifique os fatores prognósticos em grupos e identifique as principais variáveis prognósticas para tumores localizados. ... 0,1 pontos
  3. Descreva as características genéticas, macroscópicas, microscópicas e prognósticas do subtipo de células claras. ... 0,15 pontos
  4. Apresente o conceito de câncer renal familiar e exemplos de síndromes hereditárias com gene e tipo histológico correspondente. ... 0,13 pontos



RATING: 3.09

No âmbito da classificação do carcinoma de células renais (CCR) segundo a Organização Mundial da Saúde:

  1. Cite as quatro principais variantes histológicas do CCR e sua representatividade aproximada. .... 0,12 pontos
  2. Classifique os fatores prognósticos em grupos e identifique as principais variáveis prognósticas para tumores localizados. ... 0,1 pontos
  3. Descreva as características genéticas, macroscópicas, microscópicas e prognósticas do subtipo de células claras. ... 0,15 pontos
  4. Apresente o conceito de câncer renal familiar e exemplos de síndromes hereditárias com gene e tipo histológico correspondente. ... 0,13 pontos

Resposta à questão 1

As principais variantes histológicas (90% a 95% de todos os casos diagnosticados) do CCR são quatro: 
  1. carcinoma de células claras; (0,03 p)
  2. carcinoma papilar; (0,03 p)
  3. carcinoma cromófobo; (0,03 p)
  4. carcinoma de ducto coletor. (0,03 p)

Resposta à questão 2
Os fatores prognósticos podem ser divididos em três grupos principais:
  1. fatores anatômicos (estádio TNM e tamanho do tumor); (0,02 p)
  2. fatores histopatológicos (subtipos histológicos e grau nuclear); (0,02 p)
  3. fatores clínicos (sintomas, status de performance do paciente e exames laboratoriais). (0,02 p) Dentre todos esses, o estádio patológico e o grau nuclear, avaliado pelo sistema de Fuhrman, constituem as principais variáveis prognósticas especialmente nos tumores localizados. (0,04 p)

Resposta à questão 3
O carcinoma de células claras é o subtipo mais frequente, correspondendo a cerca de 70% dos casos. (0,03 p)
A maioria desses tumores apresenta deleção do braço curto do cromossomo 3, onde se localiza o gene VHL. (0,03 p)
Macroscopicamente, são tumores corticais únicos, bem delimitados ou envoltos por pseudocápsula, com coloração amarelo-ouro. (0,02 p)
Na microscopia, as células são claras ou eosinofílicas, especialmente nos graus mais elevados. (0,02 p)
Apresenta prognóstico pior quando comparado aos subtipos cromófobo ou papilar; entretanto, responde melhor às terapias sistêmicas do que esses outros padrões. (0,03 p)
Após o estádio tumoral, o grau nuclear de Fuhrman é fator prognóstico independente. (0,02 p)

Resposta à questão 4
O câncer renal familiar representa 2 a 4% de todos os tumores renais e está associado a síndromes hereditárias específicas. (0,03 p)
Características clínicas típicas: multiplicidade de lesões, bilateralidade, apresentação em pacientes mais jovens e história familiar positiva. (0,03 p)
Exemplos:
• Síndrome de Von Hippel-Lindau – gene VHL (3p25) – carcinoma de células claras; (0,03 p)
• Carcinoma renal papilar hereditário – gene c-MET – papilar tipo 1; (0,02 p)
• Síndrome de Birt-Hogg-Dubé – gene BHD – cromófoba. (0,02 p)


FONTE:

NEOPLASIAS DO APARELHO URINARIO - PLATAFORMA MISODOR

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.09)

CASO CLINICO: (218809 votos)..........99.03% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo masculino, 52 anos, agricultor da região litorânea de Santa Catarina (área de suficiência iódica), tabagista de longa data, com história familiar positiva para bócio na mãe e em uma irmã.
Há aproximadamente 8 anos notou aumento discreto e bilateral do volume cervical anterior, inicialmente assintomático. Nos últimos 6 meses evoluiu com rouquidão progressiva, disfagia a líquidos e sensação de compressão noturna, sem perda ponderal, intolerância térmica, tremores ou palpitações.
Ao exame físico: tireoide visivelmente aumentada, multinodular, com nódulo dominante no lobo esquerdo de consistência firme, deslocando a traqueia para a direita, sem frêmito, sopro ou linfonodomegalias. Voz rouca, sem estridor.
TSH 2,1 mUI/L (VR 0,4–4,0), T4 livre 1,2 ng/dL, anticorpos anti-TPO e anti-Tg negativos. Tomografia de pescoço e tórax: glândula de volume estimado 95 mL, múltiplos nódulos bilaterais, extensão substernal esquerda com compressão traqueal e do nervo laríngeo recorrente ipsilateral.

Questões

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,12 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,08 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,11 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,07 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,12 pontos)



RATING: 2.95

(I) Suspeita diagnóstica


A principal suspeita diagnóstica é
bócio multinodular atóxico com extensão substernal e compressão do nervo laríngeo recorrente. (0,06 p)
A eutiroidia laboratorial, a ausência de autoanticorpos e o caráter crônico multinodular confirmam a forma atóxica. (0,04 p)
A rouquidão e o deslocamento traqueal indicam comprometimento local compressivo. (0,02 p)


(II) Possível causa


A causa mais provável é a
predisposição genética familiar associada a fatores de crescimento tireoidiano locais, mesmo em área de suficiência iódica. (0,05 p)
O tabagismo e a idade contribuem para a progressão nodular e a extensão mediastinal. (0,03 p)


(III) Melhor modalidade de confirmação diagnóstica


A
tomografia computadorizada de pescoço e tórax é a melhor modalidade para confirmar a extensão substernal e o grau de compressão traqueal/nervosa. (0,06 p)
Ela complementa a ultrassonografia ao mapear a relação com estruturas mediastinais. (0,03 p)
A cintilografia não acrescenta informação útil na eutiroidia. (0,02 p)


(IV) Principal diagnóstico diferencial


O principal diagnóstico diferencial é o
carcinoma tireoidiano multicêntrico com invasão do nervo laríngeo recorrente. (0,05 p)
A longa evolução, a eutiroidia e a ausência de linfonodos patológicos tornam menos provável a tireoidite de Hashimoto nodular. (0,02 p)


(V) Tratamento da moléstia


O tratamento de escolha é a
tireoidectomia total com exploração mediastinal, indicada pela compressão nervosa e substernal. (0,06 p)
A cirurgia visa descomprimir o nervo laríngeo recorrente e a traqueia. (0,04 p)
Reposição com levotiroxina no pós-operatório é obrigatória. (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.95)




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