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DESCOLAMENTO PREMATURO DE PLACENTA (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

Separação da placenta do sítio de implantação uterino antes do parto.

O descolamento prematuro da placenta e uma síndrome anatomo-clinica, acidente paroxístico devido a um descolamento prematuro da placenta normal inserida, formando-se um hematoma entre a placenta e o parede uterino

E um incidente que surge ao fim da gestação ou durante o trabalho de parto.

Esse descolamento e diferente de aquele que acontece em placenta prévia – primeiro porque trata-se de uma placenta normal inserida.

OBJETIVA: (1032429 votos)..........97.44% das questões objetivas receberam votos.
Paciente masculino, 56 anos com história de dor epigástrica com irradiação para fossa ilíaca direita com dois dias de evolução. Ao exame apresentou dor à descompressão brusca de fossa ilíaca direita. A tomografia de abdome confirmou o diagnóstico de apendicite aguda. Foi submetido a apendicectomia videolaparoscópica. Na consulta do pós-operatório trouxe o resultado do anatomopatológico que evidenciou apêndice com sinais inflamatórios agudos associado a tumor em terço médio do tipo adenocarcinoma invasivo mucinoso do apêndice com margem da base livre. A conduta adequada é:
A. hemicolectomia direita
B. quimioterapia adjuvante
C. quimioterapia e radioterapia adjuvante
D. repetir exames em três meses: tomografia de abdome e colonoscopia
E. ressecção em cunha da margem do ceco

  RATING: 2.88

Paciente masculino, 56 anos com história de dor epigástrica com irradiação para fossa ilíaca direita com dois dias de evolução. Ao exame apresentou dor à descompressão brusca de fossa ilíaca direita. A tomografia de abdome confirmou o diagnóstico de apendicite aguda. Foi submetido a apendicectomia videolaparoscópica. Na consulta do pós-operatório trouxe o resultado do anatomopatológico que evidenciou apêndice com sinais inflamatórios agudos associado a tumor em terço médio do tipo adenocarcinoma invasivo mucinoso do apêndice com margem da base livre. A conduta adequada é:

A. hemicolectomia direita
CORRETO: O paciente apresentou apendicite aguda tratada com apendicectomia videolaparoscópica, e o anatomopatológico revelou adenocarcinoma invasivo mucinoso do apêndice, com margem da base livre. De acordo com diretrizes como as da ASCRS (American Society of Colon and Rectal Surgeons) e consensos médicos, para adenocarcinomas apendiculares invasivos (mesmo mucinosos e localizados), a conduta padrão é a hemicolectomia direita com linfadenectomia, pois há risco significativo de envolvimento linfonodal (20-72% dos casos), permitindo estadiamento adequado e remoção completa de possíveis metástases regionais. Isso melhora o prognóstico e é recomendado mesmo com margens livres na apendicectomia inicial, já que o procedimento inicial não avalia linfonodos.
B. quimioterapia adjuvante
INCORRETO : Sem estadiamento linfonodal completo via hemicolectomia, não se define a necessidade de quimioterapia. Além disso, para adenocarcinomas apendiculares invasivos localizados, a cirurgia é o tratamento primário; quimioterapia adjuvante só é considerada após estadiamento se houver doença nodal ou metastática, o que não é o caso inicial aqui.
C. quimioterapia e radioterapia adjuvante
INCORRETO : A radioterapia não é padrão para adenocarcinomas apendiculares, especialmente sem evidência de doença residual ou peritoneal. Esses tumores são tratados cirurgicamente, e radioterapia é rara nesse contexto, reservada para casos avançados ou recidivas.
D. repetir exames em três meses: tomografia de abdome e colonoscopia
INCORRETO : Essa abordagem de vigilância é mais apropriada para neoplasias mucinosas de baixo grau (como LAMN), confinadas e com margens negativas, sem invasão. Aqui, trata-se de adenocarcinoma invasivo, que requer intervenção cirúrgica adicional para estadiamento e controle oncológico, não apenas monitoramento.
E. ressecção em cunha da margem do ceco
INCORRETO : Essa ressecção limitada não aborda o risco de metástases linfonodais e não permite estadiamento adequado. A hemicolectomia direita é preferida para garantir remoção completa e avaliação de linfonodos, especialmente em tumores invasivos.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.88)

DISCURSIVA: (177903 votos) ..........99.39% das questões discursivas receberam votos.
(I) Em quais situações você deve considerar o uso da máscara laríngea para reanimação dum recém-nascido na sala de parto? (0,22 pontos)
(II) Quais são as limitações do uso da máscara laríngea a serem consideradas durante a reanimação neonatal? (0,28 pontos)


RATING: 2.96

(I) Em quais situações você deve considerar o uso da máscara laríngea para reanimação dum recém-nascido na sala de parto? (0,22 pontos)
(II) Quais são as limitações do uso da máscara laríngea a serem consideradas durante a reanimação neonatal? (0,28 pontos)

(I) Em quais situações você deve considerar o uso da máscara laríngea para reanimação dum recém-nascido na sala de parto?
• Recém-nascidos portadores de anomalias congênitas da boca, lábios, língua, palato ou pescoço, (0,04 p) nos quais o ajuste adequado entre face e máscara é difícil e a visualização da laringe com o laringoscópio é complicada ou não é factível. (0,04 p)
• Recém-nascidos com mandíbula pequena ou língua volumosa, em que a ventilação com máscara e a intubação traqueal não foram bem-sucedidas. Exemplos comuns incluem os pacientes portadores da Sequência de Robin e de Trissomia 21. (0,07 p)
• Quando a ventilação com pressão positiva fornecida por máscara facial é inefetiva e as tentativas de intubação não foram bem-sucedidas ou a intubação não é factível. (0,07 p)

(II) Quais são as limitações do uso da máscara laríngea a serem consideradas durante a reanimação neonatal?
As máscaras laríngeas têm várias limitações a serem consideradas durante a reanimação neonatal.
• Não servem para aspirar secreções das vias aéreas (0,07 p).
• Se há necessidade de pressões elevadas durante a ventilação, a mistura gasosa pode escapar través do selo entre faringe e máscara, resultando em pressão insuficiente para inflar os pulmões. (0,07 p)
• Não são seguras para administrar medicação endotraqueal (podem extravasar da máscara e se direcionarem ao esôfago) (0,07 p)
• As máscaras laríngeas não podem ser usadas em recém-nascidos muito pequenos. (0,07 p)

FONTE:

Manual de Reanimação Neonatal da Academia Americana de Pediatria - 7ª edição

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

CASO CLINICO: (207358 votos)..........98.98% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 68 anos, tabagista (40 maços-ano), hipertenso controlado, procura emergência com quadro de 4 meses de fadiga intensa, perda ponderal involuntária de 12 kg, febre baixa vespertina (até 38,2°C), prurido generalizado e icterícia cutâneo-mucosa leve de instalação progressiva. Nega dor abdominal, hematúria macroscópica ou sintomas urinários. Exame físico: regular estado geral, ictérico 2+/4+, hepatomegalia dolorosa a 4 cm do rebordo costal direito, esplenomegalia discreta, sem linfonodomegalias palpáveis ou ascite. Sem estigmas de hepatopatia crônica.

Exames laboratoriais iniciais: Hb 11,8 g/dL, plaquetas 480.000/mm³, VHS 92 mm/h, PCR 48 mg/L; bilirrubina total 3,2 mg/dL (direta 2,4); AST 68 U/L, ALT 82 U/L, FA 620 U/L, GGT 980 U/L; albumina 3,1 g/dL; coagulograma normal; sorologias virais negativas; autoanticorpos negativos; alfa-fetoproteína e CEA normais. USG abdominal: massa sólida heterogênea em polo superior do rim direito (8,2 cm), sem dilatação de vias biliares, fígado de ecotextura aumentada sem nódulos metastáticos evidentes. TC tórax/abdome/pélvis em andamento.


I. Qual é a sua principal suspeita diagnóstica? ... 0,1 pontos
II. Qual a possível causa etiológica da doença diagnosticada? ... 0,15 pontos

III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ... 0,18 pontos

IV. Qual o tratamento de escolha? ... 0,07 pontos



RATING: 2.79

I. Suspeita diagnóstica principal: Síndrome de Stauffer (disfunção hepática paraneoplásica não metastática associada a carcinoma de células renais – CCR)

  • Quadro de colestase intra-hepática anictérica ou levemente ictérica + trombocitose reacional + elevação de marcadores inflamatórios em paciente com massa renal sugestiva de CCR, sem evidência de metástase hepática ou obstrução biliar (0,08 p)
  • Ausência de hepatopatia crônica, infecções virais ou drogas hepatotóxicas reforça o caráter paraneoplásico (0,02 p) 

II. Possível causa etiológica da doença diagnosticada: Síndrome paraneoplásica mediada por citocinas, principalmente interleucina-6 (IL-6) secretada pelo tumor renal

  • CCR (especialmente subtipo células claras) libera IL-6 em quantidade suficiente para induzir resposta inflamatória sistêmica e inibição da excreção biliar hepatocítica sem invasão hepática direta (0,10 p)
  • Outras citocinas (IL-1, TNF-α) e fator de crescimento vascular podem contribuir, mas IL-6 é o principal mediador descrito (0,05 p) Subtotal II: 0,15 p

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Tomografia computadorizada (TC) contrastada de abdome e pelve + exclusão de metástases hepáticas + resolução laboratorial após nefrectomia (padrão-ouro)

  • TC (ou RM) de abdome é o exame de escolha inicial: demonstra massa renal sólida, estadiamento TNM e ausência de lesões hepáticas metastáticas ou obstrução biliar (sensibilidade >95% para CCR) (0,10 p)
  • Biópsia hepática (se dúvida) mostra apenas colestase canalicular sem infiltrado neoplásico (0,05 p)
  • Confirmação definitiva: normalização completa dos testes hepáticos e marcadores inflamatórios em 2–8 semanas após ressecção completa do tumor primário (0,03 p)

IV. Tratamento de escolha: Nefrectomia radical (ou parcial, quando factível) com intenção curativa

  • Ressecção cirúrgica do tumor renal primário é o único tratamento curativo da síndrome; leva à resolução completa da disfunção hepática em >90% dos casos (0,05 p)
  • Em doença metastática ou inoperável: terapia alvo (sunitinib, pazopanib) ou imunoterapia (nivolumabe + ipilimumabe) pode melhorar parcialmente, mas a síndrome responde melhor à citorredução cirúrgica quando possível (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.79)




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