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IMUNOPROFILAXIA ANTI-VSR EM CRIANÇAS CARDIOPATAS (ÁREA DE PEDIATRIA)

Os bebes cardiopatas, juntamente com outros grupos são altamente susceptiveis á infecção com Virus Sincicial Respiratorio.

O Virus Sincicial Respiratorio que aparentemente é uma patologia simples em outras crianças nesse grupo pode ser catastrofico assim como nos prematuros, doença pulmonar cronica, imunodeficiências e nas doenças neuromusculares.

O quadro clinico - de obstrução de vias aéreas inferiores - neste grupo de risco (cardiopatas) inclui:

  • Edema
  • Rolhas de debris necróticos (células sinciciais)
  • Perda de cílios e aumento da produção de muco
  • Broncoconstricção
  • Hipoxemia e insuficiência respiratória

Enquanto a taxa de letalidade para crianças saudaveis gira em volta de 1-1,5% nos bebés de risco ela pode chegar em 10 a 30%, como já foi demonstrado em varios estudos.

As crianças com cardiopatia congênita apresentam maior incidência de infecção por Virus Sincicial Respiratorio e maior risco de infecção grave por Virus Sincicial Respiratorio, assim como maior risco de internação e tempo de internaçãomaior necessidade de UTI (assim como maior tempo para internação na UTI) e de ventilação mecânica, e maior mortalidade.

OBJETIVA: (1143413 votos)..........99.35% das questões objetivas receberam votos.
O acidente escorpionico se acompanha dos seguintes sinais e sintomas, EXCETO:
A. hipertermia e sudorese profusa
B. arritmias cardíacas
C. edema pulmonar agudo
D. equimose extensa em todo o membro afetado
E. agitação, sonolência, confusão mental, hipertonia e tremores

  RATING: 2.94

O acidente escorpionico se acompanha dos seguintes sinais e sintomas, EXCETO:

A. hipertermia e sudorese profusa
INCORRETO: Sintomas gerais: hipo ou hipertermia e sudorese profusa.
B. arritmias cardíacas
INCORRETO : Sintomas cardiovasculares: arritmias cardíacas, hipertensão ou hipotensão arterial, insuficiência cardíaca congestiva e choque.
C. edema pulmonar agudo
INCORRETO : Entre os sintomas respiratórias: taquipnéia, dispnéia e edema pulmonar agudo são descritas ocasionalmente
D. equimose extensa em todo o membro afetado
CORRETO : Os acidentes por Tityus serrulatus são mais graves que os produzidos por outras espécies de Tityus no Brasil. A dor local, uma constante no escorpionismo, pode ser acompanhada por parestesias, mas não há equimose..
E. agitação, sonolência, confusão mental, hipertonia e tremores
INCORRETO : Entre os sintomas neurológicas: agitação, sonolência, confusão mental, hipertonia e tremores são descritas.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

DISCURSIVA: (182863 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Como se estabelece o diagnóstico de sifilis congênita?


RATING: 3.45

Como se estabelece o diagnóstico de sifilis congênita?

Diagnóstico de sifilis congênita:
  1. Mulheres grávidas e lactentes devem ser rastreados para uma possível intecção com um leste não-treponêmico para Treponema palidum. Tais testes incluem o teste rápido em cartão para reaginas no plasma (RPR) e o teste da lâmina do Venereal Disease Reference Laboratory (VDRL). 0,2 p
  2. Se o sangue da mãe ou do lactente exibe um teste sorológico náo-treponêmico positivo, deve-se realizar um teste treponêmico especifico no sangue do lactente. Exemplos atualmente em uso incluem o teste de absorção de anticorpo de treponema fluorescente (FTA-ABS) e o teste de micro-hemaglutinação para T. pallidum (MTA-TP). 0,15 p
  3. A avaliação dos lactentes com suspeita de sífilis congênita deve também incluir um hemograma completo, uma análise completa do fluido cerebrospinal (inclusive um VDRL liquórico) e radiografias dos ossos longos (a menos que o diagnóstico tenha sido estabelecido por outra forma) 0,15 p

FONTE:

Richard A. Polin, Mark F. Ditmar - SEGREDOS EM PEDIATRIA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.45)

CASO CLINICO: (213191 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Criança do sexo masculino, de 11 anos de idade, estudante, residente no BH, que em Dezembro de 2018 é referenciado ao Centro Hospitalar aonde você está trabalhando, por ter sido detectada HAS grave, em exame de medicina esportiva. Subjetivamente, apenas referia fadiga muscular após a realização de exercício físico anaeróbio – sprint – com dois anos de evolução.
Os antecedentes pessoais eram irrelevantes, e não havia incidência familiar de HAS.
O exame físico revelou valores de pressão arterial (PA) de 200/110 mmHg no membro superior direito, 200/120 mmHg no membro superior esquerdo e de 100/65 mmHg nos membros inferiores.
Era audível um sopro sistólico aórtico, grau II/VI, com irradiação interescapular esquerda e um reforço do 2º tom aórtico. Os pulsos femurais eram de baixa amplitude, quase ausentes.
Quanto esse caso, esclareça os seguintes pontos:
1) Qual é a suspeita diagnostica? (0,25 pontos)
2) Qual é, nesse caso, a causa da hipertensão arterial dessa criança?(0,125 pontos)
3) Qual é a terapia indicada (0,125 pontos)?


RATING: 2.99

1) a) Coarctação da aorta (0,125 p) b) Hipertensão arterial juvenil (0,125 p)
DISCUSSÃO (não vai ser gabaritada!): A coarctação da aorta é uma malformação congênita que ocorre em 7% dos doentes portadores de cardiopatias congênitas, com predomínio no sexo masculino (relação 2:1). Caracteriza-se por um estreitamento segmentar da artéria aorta, geralmente localizado a montante da emergência da artéria subclávia esquerda e, em dois terços das crianças, leva ao desenvolvimento de hipertensão arterial.
A coarctação da aorta reconhecida após a primeira infância raramente está associada a sintomas significativos. Porque? Geralmente, é uma forma justaductal simples. Encontraremos aqui: fraqueza ou dor (ou ambos) nas pernas após o exercício, hipertensão no exame físico de rotina - frequentemente essas crianças se apresentam no cardiologista para isso O sinal clássico de coarctação da aorta é uma diferença na pulsação e na pressão arterial nos braços e nas pernas. Isto tem lógica no fato que, por conta da coartação (estreitamento) o fluxo sanguineo para as porções declivas é muito baixo. Traduzido isso significa que vamos ter lugares com pulso fraco e lugares com pulso amplo. São fracos ou ausentes em mais de 40% das situações: pulsos femorais, pulsos poplíteos, pulsos tibiais posteriores, pulsos pediosos. São amplos: pulsos dos braços e os pulsos dos vasos carotídeos ATRASOS: Normalmente, o pulso femoral ocorre ligeiramente antes do pulso radial e a pressão arterial sistolica nas pernas obtida pelo método do manguito (cuff) é 10-20 mmHg maior do que nos braços. Os pulsos radiais e femorais sempre devem ser palpados simultaneamente, pesquisando-se a eventual presença de um atraso radial-femoral.
Na coarctação da aorta: a pressão arterial nas pernas e menor do que nos braços (pacientes com coarctação que têm mais de 1 ano de idade) Com o exercício, ocorre uma elevação mais acentuada na pressão arterial sistêmica, e o gradiente extremidade superior-inferior aumentará e é frequentemente dificil obtê-la (90% têm hipertensão sistólica em um dos membros superiores maior que o percentil 95 para a idade).

2) A coarctação da aorta é causa de HTA secundária em menos de 1% das causas conhecidas de HTA. (0,125 p)
DISCUSSÃO (não vai ser gabaritada!): Tal como referido anteriormente, caracteriza-se por um estreitamento segmentar da artéria aorta, que pode ocorrer em qualquer ponto da sua extensão, ainda que mais frequentemente se localize a juzante do tronco arterial braquiocefálico. Cerca de dois terços das crianças com esta malformação desenvolvem hipertensão arterial.
As manifestações clínicas dependem do local e da extensão da obstrução, bem como da presença de anomalias cardíacas associadas, sendo a mais frequente a válvula aórtica bicúspide, presente neste caso. Pode ainda associar-se a aneurisma de Berry ou disgenesia gonadal (síndroma de Turner).

3) Cirurgia reparatoria.(0,125 p)
DISCUSSÃO (não vai ser gabaritada!): Crianças mais velhas significa que a coartação não foi tão grave para aparecer cedo. Ou seja, eles devem ser tratadas relativamente logo após o diagnóstico. Isto porque, quando diagnosticados, a coartação já deve causar efeitos hemodinamicos importantes!
Entretanto, agora, o atraso é injustificável, em especial após a segunda década de vida, quando a operação pode ser menos bem-sucedida por a uma função ventricular esquerda reduzida e por alterações degenerativas na parede da aorta.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.99)




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