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CONVULSÕES (ÁREA DE PEDIATRIA)

Para fins de classificação epidemiológica, considera-se epilepsia quando duas ou mais crises não provocadas ocorrem num intervalo superior a 24 horas entre elas.
Uma convulsão ou crise epiléptica é uma alteração paroxística e limitada pelo tempo da atividade motora e/ou do comportamento, a qual resulta de atividade elétrica anormal no cérebro. As crises epilépticas são comuns na faixa etária pediátrica e ocorrem em aproximadamente 10% das crianças. Considerado o maior urgência neurológico.
A maioria das crises em crianças é provocada por distúrbios somáticos originados fora do cérebro, como febre alta, infecção, síncope, traumatismo craniano, hipóxia, toxinas ou arritmias cardíacas. Outros acontecimentos, como as crises de perda de fôlego e refluxo gastroesofágico, podem causar eventos que simulem crises convulsivas.
Algumas crianças também apresentam crises psicogênicas ou de origem psiquiátrica. Menos de um terço das crises epilépticas em crianças é causada por epilepsia, uma patologia em que as crises são desencadeadas recorrentemente de dentro do cérebro.

OBJETIVA: (1415667 votos)..........96.14% das questões objetivas receberam votos.
Criança de 2 anos de idade com quadro de coriza hialina, febre e tosse rouca há 3 dias iniciou com esforço e dificuldade progressiva para respirar nas últimas 24 horas. Chega ao Pronto-Atendimento com o seguinte exame físico: lúcida e orientada; temperatura = 38,3 ºC; frequência respiratória = 48 ipm; saturação de oxigênio no oxímetro em repouso e em ar ambiente de 94% e de 89% quando agitada; diminuição difusa de murmúrio vesicular; estridor laríngeo em repouso e tiragem supraesternal e supraclavicular moderadas. Considerando crupe agudo viral o diagnóstico desse paciente e utilizando o Escore de Westley para graduação de gravidade, assinale alternativa CORRETA quanto à gravidade do evento e seu tratamento:
A. Crupe moderado – dexametasona oral, oxigênio e adrenalina inalatória
B. Crupe grave – dexametasona intramuscular, oxigênio, adrenalina inalatória e ventilação não invasiva
C. Crupe moderado – metilprednisolona endovenosa, oxigênio e adrenalina inalatória
D. Crupe grave – dexametasona intramuscular, oxigênio e adrenalina inalatória
E. Crupe com falência respiratória – dexametasona intramuscular, oxigênio, adrenalina inalatória, heliox e ventilação não invasiva.

  RATING: 2.95

Criança de 2 anos de idade com quadro de coriza hialina, febre e tosse rouca há 3 dias iniciou com esforço e dificuldade progressiva para respirar nas últimas 24 horas. Chega ao Pronto-Atendimento com o seguinte exame físico: lúcida e orientada; temperatura = 38,3 ºC; frequência respiratória = 48 ipm; saturação de oxigênio no oxímetro em repouso e em ar ambiente de 94% e de 89% quando agitada; diminuição difusa de murmúrio vesicular; estridor laríngeo em repouso e tiragem supraesternal e supraclavicular moderadas. Considerando crupe agudo viral o diagnóstico desse paciente e utilizando o Escore de Westley para graduação de gravidade, assinale alternativa CORRETA quanto à gravidade do evento e seu tratamento:

A. Crupe moderado – dexametasona oral, oxigênio e adrenalina inalatória
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Crupe grave – dexametasona intramuscular, oxigênio, adrenalina inalatória e ventilação não invasiva
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Crupe moderado – metilprednisolona endovenosa, oxigênio e adrenalina inalatória
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Crupe grave – dexametasona intramuscular, oxigênio e adrenalina inalatória
CORRETO : Westley e colaboradores desenvolveram um escore de gravidade que pode ser útil para a avaliação inicial e monitorização da resposta clínica ao tratamento nos pacientes portadores de quadros obstrutivos de via aérea superior.

O crupe é considerado grave e oi tratamento é sempre adrenalina, corticoide im e oxigênio
E. Crupe com falência respiratória – dexametasona intramuscular, oxigênio, adrenalina inalatória, heliox e ventilação não invasiva.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

DISCURSIVA: (197858 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1) Define a bradicardia.(0,1 pontos)
2) Quais são os limites definitórias para bradicardia no recém nascido (na vigília e durante o sono)? (0,16 pontos)
3) Quais são as duas causas mais frequentes de bradicardia severa em crianças? (0,24 pontos)


RATING: 2.84

1) Define a bradicardia.(0,1 pontos)
2) Quais são os limites definitórias para bradicardia no recém nascido (na vigília e durante o sono)? (0,16 pontos)
3) Quais são as duas causas mais frequentes de bradicardia severa em crianças? (0,24 pontos)

1) Define a bradicardia.
Bradicardia é definida como uma frequência cardíaca que é menor do que a frequência cardíaca normal para determinada idade. (0,1 p)
2)  Quais são os limites definitórias para bradicardia no recém nascido (na vigília e durante o sono)? 
Recém-nascido a três anos: menos de 100 batimentos por minuto em vigília (0,08 p), menos de 60 batimentos por minuto durante o sono (0,08 p).
3) Quais são as duas causas mais frequentes de bradicardia severa em crianças?
As causas mais frequentes de bradicardia severa em crianças: cirurgia corretiva dos defeitos cardíacos (0,08 p), hipervagotonia (0,08 p) e drogas (0,08 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.84)

CASO CLINICO: (230015 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Um lactente de 6 meses de idade, sexo masculino, previamente hígido até os 4 meses, é trazido ao serviço de urgência pediátrica por episódios repetidos de contrações breves, maciças e simétricas, caracterizadas por flexão súbita da cabeça, abdução dos membros superiores e flexão das pernas, ocorrendo em salvas de dezenas a centenas de vezes ao dia, principalmente durante a vigília e ao despertar, frequentemente precedidas por um grito. A mãe refere atraso recente nos marcos do desenvolvimento (perda de controle cefálico) e hipotonia axial. História de gravidez e parto sem intercorrências; sem febre, infecção de SNC ou alterações metabólicas. Exame físico: hipotonia axial acentuada, perímetro cefálico normal, fundo de olho sem alterações, ausência de lesões neurocutâneas ou faciais incomuns.

Questões:
I. Qual é a suspeita diagnóstica principal? (Total parcial desta questão: 0,18 p)

II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (Total parcial desta questão: 0,15 p)

III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico?  (Total parcial desta questão: 0,17 p)

IV. Qual o tratamento de escolha? (Total parcial desta questão: 0,10 p)





RATING: 2.88

Resposta à Questão I (Suspeita Diagnóstica)

A suspeita diagnóstica é síndrome de West (espasmos infantis).

  • Tríade clássica: espasmos infantis + atraso do desenvolvimento + traçado eletroencefalográfico com padrão de hipsarritmia (0,08 p).
  • Idade típica de início: entre 4 e 8 meses de vida (0,04 p).
  • Crises em salvas, simétricas, com flexão súbita da cabeça e membros, grito associado e hipotonia (0,03 p).
  • Distinção de crises febris ou parciais: sem febre, sem infecção de SNC ou alteração metabólica, sem antecedentes neonatais (0,03 p).


Resposta à Questão II (Possível Causa da Doença Diagnosticada)

A possível causa é espasmos infantis criptogênicos (sem fator etiológico identificável).

  • Classificação em criptogênicos quando história de gravidez/parto sem intercorrências, marcos de desenvolvimento normais antes do início e exame neurológico/TC/RM normais, sem fatores de risco associados (0,07 p).
  • Diferenciação dos sintomáticos: ausência de encefalopatia hipóxico-isquêmica, infecções congênitas, erros inatos do metabolismo, síndromes neurocutâneas (ex.: esclerose tuberosa), prematuridade ou patologias pós-natais (infecções de SNC, traumatismo) (0,05 p).
  • Fatores genéticos ou desconhecidos podem estar presentes, mas o PDF enfatiza que o prognóstico é melhor nos criptogênicos (0,03 p).

Resposta à Questão III (Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico)

A melhor modalidade é o eletroencefalograma (EEG) interictal demonstrando padrão de hipsarritmia.

  • Padrão caótico de atividade de ondas lentas de alta voltagem, bilateralmente assíncronas (hipsarritmia clássica ou modificada) (0,08 p).
  • EEG é útil para classificação das crises na infância e diferenciação de outras síndromes epilépticas (0,04 p).
  • Não se justifica EEG de rotina em crises febris simples, mas é obrigatório e necessário em crises acima de 30 minutos ou síndromes como esta (0,03 p).
  • Neuroimagem (RM preferida) pode ser considerada apenas se houver sinais focais ou suspeita de lesão estrutural, mas não é o exame de confirmação primário aqui (0,02 p).

Resposta à Questão IV (Tratamento)

O tratamento de escolha é o ACTH (hormônio adrenocorticotrópico) exógeno ou glicocorticoides.

  • Supressão da síntese de hormônio liberador de corticotropina (HLC-CRH) por mecanismo de feedback, reduzindo hiperexcitabilidade neuronal (0,05 p).
  • Eficácia comprovada nos espasmos infantis (criptogênicos ou sintomáticos), com melhora clínica e redução do risco de retardo mental se iniciado precocemente (0,03 p).
  • Esquema sugerido no PDF: prednisona oral 2 mg/kg/dia por 1 mês, redução gradual (não é o único, mas ACTH é padrão ouro) (0,02 p).
  • Evitar anticonvulsivantes de rotina como primeira linha (fenobarbital, valproato ou benzodiazepínicos são secundários e menos eficazes isoladamente nesta síndrome) (0,00 p – informação complementar sem pontuação extra).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.88)




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