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Homem submetido à laparotomia exploradora para dor abdominal em que foi constatada apendicite aguda, tem como laudo histopatológico da peça cirúrgica um tumor apendicular do tipo carcinoide de 1,5 cm na base da víscera retirada, invadindo o mesoapêndice por cerca de 0,3 cm de extensão. Nesse caso, seria considerado mais CORRETO:
A. reoperá-lo e realizar hemicolectomia direita
CORRETO: O tumor carcinoide apendicular, um tipo de neoplasia neuroendócrina bem diferenciada, com diâmetro de 1,5 cm (faixa intermediária entre 1-2 cm), localizado na base do apêndice e com invasão do mesoapêndice de 0,3 cm (equivalente a 3 mm), representa um caso com fatores de risco para metástases linfonodais ou residuais, conforme guidelines consolidadas como as da European Neuroendocrine Tumor Society (ENETS) e da North American Neuroendocrine Tumor Society (NANETS). Nessa zona 'cinzenta' de tamanho tumoral, a presença de invasão mesoapendicular ≥3 mm e localização proximal (base) eleva o potencial de doença residual ou disseminação, justificando a hemicolectomia direita com linfadenectomia para estadiamento adequado e remoção de linfonodos regionais, visando cura oncologicamente apropriada. Estudos retrospectivos, como os publicados em revistas como Endocrine-Related Cancer e Visceral Medicine, indicam que até 18-38% dos casos semelhantes podem apresentar metástases linfonodais ocultas na hemicolectomia, e a reoperação precoce minimiza riscos de progressão, especialmente em pacientes submetidos inicialmente a apendicectomia por apendicite aguda, sem aumentar significativamente a morbidade quando realizada por equipe experiente.
B. investigá-lo com clister opaco de baixa pressão
INCORRETO : O clister opaco de baixa pressão (enema opaco), um exame radiológico contrastado para avaliação do cólon, não é indicado primariamente nesse contexto, pois o tumor carcinoide apendicular já foi ressecado e o foco deve ser no manejo de risco metastático regional, não em investigação de lesões sincrônicas no cólon, que são raras nesse tipo de neoplasia. Essa abordagem seria mais apropriada para suspeita de pólipos ou câncer colorretal primário, mas aqui atrasaria a intervenção cirúrgica necessária sem adicionar valor diagnóstico relevante para o estadiamento linfonodal.
C. solicitar colonoscopias seriadas a cada seis meses
INCORRETO : Solicitar colonoscopias seriadas a cada seis meses representaria uma vigilância endoscópica para detecção de recorrências ou lesões metacrônicas no cólon, mas não aborda o risco imediato de doença residual linfonodal associado aos fatores de risco presentes (tamanho, localização e invasão mesoapendicular). Embora útil em follow-up de longo prazo para neoplasias neuroendócrinas, essa conduta isolada seria insuficiente e passiva, permitindo potencial progressão em um tumor com comportamento imprevisível, contrariando recomendações de sociedades como a ENETS que priorizam ressecção radical em casos intermediários de alto risco.
D. solicitar ultrassonografia abdominal, em especial do fígado
INCORRETO : Solicitar ultrassonografia abdominal, com ênfase no fígado, visa detectar metástases hepáticas (comuns em carcinoides avançados), mas não resolve o problema principal de estadiamento linfonodal regional e remoção de possível doença residual, especialmente em um tumor de 1,5 cm com invasão. Embora exames de imagem sejam complementares para avaliação sistêmica pré ou pós-hemicolectomia, priorizá-los sem a reoperação seria inadequado, pois o ultrassom tem sensibilidade limitada para lesões pequenas e não substitui a cirurgia curativa indicada pelos critérios de risco, conforme evidências de séries clínicas que enfatizam a ação cirúrgica precoce.
E. realizar dosagens seriadas de cromogranina A para monitoramento bioquímico
INCORRETO : Realizar dosagens seriadas de cromogranina A, um marcador bioquímico para tumores neuroendócrinos, serve para monitoramento de recorrência ou resposta terapêutica em casos metastáticos ou de alto risco, mas não é o manejo inicial mais correto aqui, onde a prioridade é a ressecção radical devido aos fatores anatomopatológicos. Essa abordagem laboratorial é adjuvante no follow-up pós-cirúrgico, não substituindo a hemicolectomia em tumores intermediários com invasão, e poderia levar a falsos negativos ou atraso na intervenção, ignorando o potencial benefício oncologico da linfadenectomia demonstrado em estudos retrospectivos.
Gabarito: A
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FONTE:
1) Estamos na frente dupa parada cardiorrespiratoria, dentro dum hospital. Precisamente é uma assistola . A primeira medida a ser feita neste momento é instituir imediatamente as compressões cardíacas/ventilações (0,0625 p) (15 compressões:2 ventilações) (0,0625 p) cada compressão devendo descer para 1/3 do diametro anteroposterior (0,0625 p) do torax, esperando o retorno total do torax após cada compressão (0,0625 p), com uma frequência de 100-120/minuto (0,0625 p). Ás ventilações tem que ser aplicadas em menos de 10 segundos (0,0625 p).
2) O procedimento de troca arterial (Jatene) é o tratamento cirúrgico de escolha para os neonatos com d-TGA e septo interventricular intacto. (0,0625 p)
3) Considerando o historico cardiovascular da paciente, a taquicardia accentuata, o tempo de enchimento capilar prolongado e o esforço respiratorio podemos suspeitar de choque cardiogênico como provável causa da parada. (0,0625 p)
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