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A AMNIORREXE PREMATURA (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

E a rotura das membranas coriônica e amniótica antes do trabalho de parto, seja qual for a idade gestacional. No momento da rotura o feto pode ser:

  1. Pré-viavel (< 23 semanas de gestação)
  2. Longe do termo (23-32 semanas)
  3. Próximo de termo
  1. Amniorrexe Prematura:  rotura das membranas corioamnióticas antes da deflagração do trabalho de parto, independente da idade gestacional.
  2. Amniorrexe Prematura Pretermo: rotura das membranas antes do termo.
  3. Período de Latência: intervalo entre a rotura das membranas e o início do trabalho de parto.

OBJETIVA: (1415811 votos)..........96.14% das questões objetivas receberam votos.
Um homem de 54 anos é examinado na clínica com queixa de aumento indolor dos linfonodos no pescoço. Com exceção disso, não está doente e nega a ocorrência de febre, calafrios, perda de peso e fadiga. A história clinica pregressa é notável pela ocorrência de tuberculose pulmonar que foi tratada há 10 anos com tratamento observado. No momento, não faz uso de nenhuma medicação. Trata-se de um homem heterossexual com relação monogâmica há 25 anos. Nega o uso de drogas ilícitas. Vem fumando um maço e meio de cigarros por dia desde os 16 anos. Trabalha como lenhador. Ao exame físico, o paciente é magro, mas não de aparência doente. Não tem febre e os sinais vitais são normais. Tem cáries dentárias com gengivite. Na área supraclavicular direita, observa-se um linfonodo duro e fixo medindo X 2,0 cm. São observados linfonodos com menos de 1 cm de tamanho na cadeia cervical anterior. Não há linfadenopatia axilar nem inguinal. O fígado e o baço não estão aumentados. Qual dos seguintes fatores na anamnese ou no exame físico aumenta a probabilidade de que o aumento dos linfonodos seja causado por neoplasia maligna?
A. Idade acima dos 50 anos
B. Localização na área supraclavicular
C. Presença de linfonodo duro e fixo
D. Tamanho maior que 2,25 crn2 (1,5 x 1,5 cm)
E. Todas as alternativas

  RATING: 3.04

Um homem de 54 anos é examinado na clínica com queixa de aumento indolor dos linfonodos no pescoço. Com exceção disso, não está doente e nega a ocorrência de febre, calafrios, perda de peso e fadiga. A história clinica pregressa é notável pela ocorrência de tuberculose pulmonar que foi tratada há 10 anos com tratamento observado. No momento, não faz uso de nenhuma medicação. Trata-se de um homem heterossexual com relação monogâmica há 25 anos. Nega o uso de drogas ilícitas. Vem fumando um maço e meio de cigarros por dia desde os 16 anos. Trabalha como lenhador. Ao exame físico, o paciente é magro, mas não de aparência doente. Não tem febre e os sinais vitais são normais. Tem cáries dentárias com gengivite. Na área supraclavicular direita, observa-se um linfonodo duro e fixo medindo X 2,0 cm. São observados linfonodos com menos de 1 cm de tamanho na cadeia cervical anterior. Não há linfadenopatia axilar nem inguinal. O fígado e o baço não estão aumentados. Qual dos seguintes fatores na anamnese ou no exame físico aumenta a probabilidade de que o aumento dos linfonodos seja causado por neoplasia maligna?

A. Idade acima dos 50 anos
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Localização na área supraclavicular
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Presença de linfonodo duro e fixo
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Tamanho maior que 2,25 crn2 (1,5 x 1,5 cm)
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Todas as alternativas
CORRETO : A linfadenopatia tem inúmeras causas incluindo infecções, doenças imunológicas, neoplasia maligna, entre outras. Na maioria dos casos o aumento dos linfonodos deve-se a um processo benigno. Na assistência primária, menos de 1% dos indivíduos apresenta neoplasia maligna, e, entre os indivíduos encaminhados para linfadenopatia, esse número aumenta para 16%. Alguns aspectos na anamnese e no exame físico levam a uma probabilidade aumentada de neoplasia maligna como causa de linfadenopatia. A neoplasia maligna é mais comum em indivíduos com mais de 50 anos. A febre e os calafrios ocorrem mais comumente na doença respiratória benigna, mas podem estar presentes na neoplasia maligna. Por conseguinte, a febre é um sintoma inespecífico. De modo semelhante, a linfadenopatia generalizada versus localizada tampouco é específica. A localização do aumento dos linfonodos pode ser importante e aumentar o risco de neoplasia maligna. A presença de linfadenopatia supraclavicular nunca é normal. Esses linfonodos drenam na cavidade torácica e no espaço retroperitoneal e estão mais aumentados na neoplasia maligna. Todavia, várias etiologias infecciosas também podem causar linfadenopatia supraclavicular. O tamanho e a textura dos linfonodos também fornecem informações importantes. Linfonodos menores que cm x 1,0 cm São quase sempre benignos, enquanto os linfonodos com mais de 2,0 cm de diâmetro máximo ou com uma área de 2,25 cm (1,5 x 1,5 cm) têm mais probabilidade de serem malignos. Os linfonodos que contêm câncer metastático tendem a ser descritos como duros, fixos e não hipersensíveis. Todavia, no linfoma os linfonodos podem ser hipersensíveis devido ao rápido aumento do linfonodo com distensão subsequente da cápsula. Os linfonodos linfomatosos também são frequentemente descritos como firmes, elásticos e móveis.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.04)

DISCURSIVA: (197884 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Quando está imperativo o uso de adrenalina na reanimação neonatal? (0,175 pontos)
(II) Definam as recomendações em relação ao emprego da adrenalina na reanimação neonatal. (0,2 pontos)
(III) Quando está imperativo o uso de expansores de volume na reanimação neonatal? (0,075 pontos)
(IV) Quais são os critérios utilizados para interromper a ressuscitação/reanimação neonatal? (0,05 pontos)


RATING: 3.03

(I) Quando está imperativo o uso de adrenalina na reanimação neonatal? (0,175 pontos)
(II) Definam as recomendações em relação ao emprego da adrenalina na reanimação neonatal. (0,2 pontos)
(III) Quando está imperativo o uso de expansores de volume na reanimação neonatal? (0,075 pontos)
(IV) Quais são os critérios utilizados para interromper a ressuscitação/reanimação neonatal? (0,05 pontos)

(I) Quando está imperativo o uso de adrenalina na reanimação neonatal?
A adrenalina é indicada se a frequência cardíaca do bebê permanecer abaixo de 60 bpm (0,025 p) após:
• Pelo menos 30 segundos de ventilação (0,025 p) com pressão positiva (VPP) (0,025 p) que infla os pulmões (0,025 p) , o que é evidenciado por movimento do tórax (0,025 p) ;
• Outros 60 segundos de massagem cardíaca (0,025 p) acompanhada de VPP (0,025 p) com oxigênio a 100%. (0,025 p)

(II) Definam as recomendações em relação ao emprego da adrenalina na reanimação neonatal.
Recomendações em relação ao emprego da adrenalina:
a. Concentração: 1:10.000 (0,1 mg/mL) (0,025 p)
b. Via:
Endovenosa (preferível) (0,025 p) ou intraóssea (0,025 p)
c. Dose: Endovenosa/Intraóssea = 0,1 - 0,3 mL/kg (0,025 p) . Pode ser repetida a cada 3-5 minutos. (0,025 p)
Considerar uma dose mais elevada (0,5 - 1,0 mL/kg) SOMENTE para a via endotraqueal. (0,025 p)
d. Velocidade: rapidamente (0,025 p)

(III) Quando está imperativo o uso de expansores de volume na reanimação neonatal?
A administração de expansor de volume está indicada se o recém-nascido não está respondendo aos passos da reanimação (0,025 p) E existem sinais de choque (0,025 p) ou história de perda aguda de volume sanguíneo (0,025 p) .

(IV) Quais são os critérios utilizados para interromper a ressuscitação/reanimação neonatal?
Se a ausência de frequência cardíaca é confirmada depois de 10 minutos de reanimação (0,025 p) , é razoável interromper os esforços de reanimação. Entretanto, a decisão de prosseguir com a reanimação ou interrompê-la deve ser individualizada. (0,025 p)

FONTE:

Manual de Reanimação Neonatal da Academia Americana de Pediatria - 7ª edição

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

CASO CLINICO: (230043 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Mulher de 36 anos, G2P2, 14 semanas após parto vaginal a termo, em amamentação exclusiva. Na gestação, anti-TPO positivo (320 UI/mL) com TSH e T4 livre normais; não usou levotiroxina. Há 4 semanas apresentou quadro viral de vias aéreas superiores (odinofagia, mialgia, febrícula), autolimitado. Há 10 dias surge dor intensa na face anterior do pescoço, com irradiação para a mandíbula e o ouvido direitos, pior à deglutição e à palpação, acompanhada de sudorese, palpitações, tremor fino e insônia. Nega diplopia, oftalmopatia, prurido ocular ou perda ponderal prévia à fase dolorosa.

Exame: T 37,8 °C; FC 112 bpm; PA 128/72 mmHg. Tireoide difusamente aumentada, consistência firme, extremamente dolorosa à palpação, sem eritema cutâneo, sem flutuação e sem linfonodomegalia cervical dominante. Sem oftalmopatia. Reflexos vivos. Sem sinais de compressão de via aérea.

Laboratório: TSH < 0,01 mUI/L; T4 livre 3,4 ng/dL (VR 0,8–1,8); T3 livre 6,8 pg/mL (VR 2,3–4,2); anti-TPO 410 UI/mL; TRAb negativo; VHS 82 mm/h; PCR 48 mg/L; leucócitos 11.200/mm³ sem desvio à esquerda; hemoglobina 11,8 g/dL. Ultrassonografia: glândula aumentada, heterogênea, hipoecoica, com vascularização reduzida ao Doppler. Cintilografia não realizada (amamentação).

Questões

(I) Qual o diagnóstico mais provável e quais elementos do caso o sustentam frente às demais tireoidites? (0,1 pontos)

(II) Como se explica o perfil hormonal atual e por que tionamidas não estão indicadas? (0,1 pontos)

(III) Quais achados separam este quadro da doença de Graves, da tireoidite pós-parto clássica e da tireoidite aguda supurativa? (0,1 pontos)

(IV) Qual a conduta terapêutica imediata, considerando dor, tireotoxicose e amamentação? (0,1 pontos)

(V) Qual a evolução natural esperada, o risco de hipotireoidismo permanente e o plano de seguimento? (0,1 pontos)





RATING: 2.9

(I) Diagnóstico

O diagnóstico mais provável é tireoidite subaguda granulomatosa de De Quervain (0,04 p). Sustentam essa hipótese: dor tireoidiana intensa com irradiação para mandíbula e ouvido (0,02 p); pródromo de infecção de vias aéreas superiores (0,01 p); VHS e PCR marcadamente elevadas (0,02 p); e o fato de a tireoidite pós-parto clássica ser indolor e cursar com VHS habitualmente normal (0,01 p).


(II) Fisiopatologia hormonal e antitireoidianos


Trata-se de tireotoxicose destrutiva (0,03 p): o TSH baixo com T4 livre elevado resulta da liberação de hormônio pré-formado pelos folículos lesionados, e não de síntese aumentada (0,03 p). Se a captação de iodo radioativo pudesse ser feita, estaria baixa na fase tireotóxica (0,02 p). Tionamidas (metimazol/PTU) são ineficazes, porque não há hiperprodução glandular a bloquear (0,02 p).


(III) Diagnóstico diferencial


Graves:
TRAb positivo, captação alta, Doppler hipervascular, ausência de dor e VHS normal (0,03 p).
Tireoidite pós-parto / silenciosa: indolore, VHS normal, anti-TPO frequentemente positivo e captação baixa (0,02 p).
Tireoidite aguda supurativa: febre alta, leucocitose com desvio, eritema/flutuação, pus à punção e função tireoidiana em geral preservada (0,03 p).

Hashimoto: habitualmente crônico e indolore, com evolução para hipotireoidismo; a forma dolorosa é rara (0,02 p).


(IV) Conduta imediata


Dor leve a moderada: AINE (ibuprofeno ou equivalente) como primeira linha (0,02 p). Dor intensa ou falha do AINE em poucos dias: glicocorticoide (p. ex., prednisona 15–40 mg/dia, com desmame gradual) (0,03 p). Sintomas adrenérgicos: betabloqueador (propranolol ou equivalente compatível com amamentação) (0,02 p). Não iniciar tionamidas (0,01 p). Cintilografia com iodo/tecnécio está contraindicada na amamentação (0,02 p).


(V) Evolução e seguimento


Curso clássico trifásico: tireotoxicose → hipotireoidismo transitório → recuperação (0,03 p). A maioria retorna ao eutireoidismo em até 12 meses (0,02 p). Hipotireoidismo permanente ocorre em cerca de 5–15% na De Quervain e em 15–50% na tireoidite pós-parto (0,03 p). Reavaliar TSH/T4 livre a cada 4–8 semanas; usar levotiroxina se houver hipotireoidismo sintomático, TSH > 10 mUI/L ou desejo de nova gestação (0,02 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.9)




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