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A TRAQUEITE BACTERIANA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A traqueite bacteriana (lambem chamada de traqueíte membranosa ou crupe pseudomembranoso ou laringotraqueobronquite bacteriana ou laringite membranosa) é uma infecção bacteriana aguda da região subglótica da via aérea superior que pode provocar uma obstrução das vias aéreas com risco de óbito.

Foi descrita pela primeira vez em 1945 por Chevalier Jackson e consiste de fato numa infeção bacteriana exsudativa dos tecidos moles da laringe e traqueia.

Desde a introdução da vacina contra o Haemophilus influenza tipo b, o número de casos de epiglotite diminuiu drasticamente na população pediátrica e desde então a traqueite bacteriana tem ganho relevância como infeção das vias aéreas superiores potencialmente fatais.

Apesar de ser uma entidade rara, está entre as emergências pediátricas da via aérea que mais frequentemente requerem admissão nos cuidados intensivos.

A traqueíte bacteriana é mais frequentemente provocada pelo Staphylococcus aureus e pelo Streptococcus pyogenes.


OBJETIVA: (1210300 votos)..........99.04% das questões objetivas receberam votos.
Paciente M, 34 anos, negro, com diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica há 3 anos. Faz uso irregular de fármacos e está há 1 mês sem anti-hipertensivo. Queixa-se de emagrecimento, adinamia e cefaléia constante que não melhora com analgésicos. Ao exame são observados: pressão arterial 210 x 140 mmHg, frequência cardíaca 64 bpm, B2 hiperfonética em foco aórtico, edema bilateral de papila, com focos hemorrágicos retinianos e exsudatos algodonosos. A conduta deve ser:
A. Orientar o paciente para fazer uso regular dos medicamentos anti-hipertensivos e retornar para acompanhamento ambulatorial
B. Internar o paciente para controle pressórico com medicamentos anti-hipertensivos por via intravenosa e oral, concomitantemente
C. Prescrever terapia anti-hipertensiva sublingual e encaminhar para acompanhamento em Unidade Básica de Saúde
D. Prescrever medicamento anti-hipertensivo sublingual e solicitar avaliação do oftalmologista
E. Manter o paciente em observação, retornando a prescrição dos medicamentos anti-hipertensivos

  RATING: 3.02

Paciente M, 34 anos, negro, com diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica há 3 anos. Faz uso irregular de fármacos e está há 1 mês sem anti-hipertensivo. Queixa-se de emagrecimento, adinamia e cefaléia constante que não melhora com analgésicos. Ao exame são observados: pressão arterial 210 x 140 mmHg, frequência cardíaca 64 bpm, B2 hiperfonética em foco aórtico, edema bilateral de papila, com focos hemorrágicos retinianos e exsudatos algodonosos. A conduta deve ser:

A. Orientar o paciente para fazer uso regular dos medicamentos anti-hipertensivos e retornar para acompanhamento ambulatorial
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Internar o paciente para controle pressórico com medicamentos anti-hipertensivos por via intravenosa e oral, concomitantemente
CORRETO : Nas urgências hipertensivas, a pressão arterial encontra-se gravemente elevada, com níveis acima de 220 mmHg de pressão sistólica ou acima de 125 mmHg de diastólica. Entretanto nestes casos o paciente não apresenta sinais ou sintomas de acometimento agudo de qualquer órgão alvo, necessitando apenas de observação e redução da pressão num período de horas com medicações orais. A pressão não precisa ser normalizada antes de o paciente receber alta, apenas reduzida a níveis inferiores àqueles anteriormente mencionados. O captopril, por via oral ou sublingual (12,5 a 25 mg), é o anti-hipertensivo mais utilizado para esta finalidade. A nifedipina sublingual de ação rápida deve ser evitada por sua imprevisibilidade de ação, podendo resultar em hipotensão excessiva e taquicardia reflexa. O paciente deve, então, ser orientado a fazer o uso correto de suas medicações habituais e ser encaminhado para dar continuidade ao tratamento ambulatorial. Em outros casos, a elevação da pressão arterial é acompanhada de evidências de lesões agudas de órgão alvo, havendo pouca correlação entre um nível específico de pressão e a chance de danos orgânicos. Esta situação é classificada como uma emergência hipertensiva, e o paciente deve ser prontamente tratado com parenterais e orais para reduzir a pressão arterial. A hipertensão maligna é classicamente reconhecida como a associação de encefalopatia ou nefropatia com papiledema. Nas emergências hipertensivas, o uso de anti-hipertensivos parenterais está invariavelmente indicado, podendo-se associar medicamentos orais tanto para fins de sinergismo terapêutico quanto para facilitar um posterior desmame da medicação venosa. A pressão deve ser reduzida com cautela, pois reduções abruptas podem desencadear isquemia de órgãos nobres, devendo-se utilizar medicações com ação previsível. Em geral recomenda-se reduzir a pressão em 25% dentro de 1 ou 2 horas, visando níveis de 160 x 100 mmHg em até 6 horas. O nitroprussiato de sódio (0,25 a 10 mcg/kg/min) é o principal anti-hipertensivo parenteral utilizado nesta situação, atuando essencialmente sobre o sistema arterial. Entretanto, quando há evidências de isquemia miocárdica associadas ao quadro, o nitroprussiato deve ser evitado por haver a possibilidade de desencadear o fenômeno de roubo coronariano e piorar ainda mais a perfusão da área miocárdica acometida. A nitroglicerina venosa (0,25 a 5 mcg/kg/min) torna-se o agente de escolha nestes casos, apesar do potencial anti-hipertensivo inferior.
C. Prescrever terapia anti-hipertensiva sublingual e encaminhar para acompanhamento em Unidade Básica de Saúde
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Prescrever medicamento anti-hipertensivo sublingual e solicitar avaliação do oftalmologista
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Manter o paciente em observação, retornando a prescrição dos medicamentos anti-hipertensivos
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

DISCURSIVA: (186373 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1) Enumeram os quatro defeitos que definem a tetralogia Fallot. - 0,2 pontos
2) Que tipo anatomofisiológico de cardiopatia é a tetralogia Fallot? - 0,15 pontos
3) Há possibilidade de fazer o diagnóstico de tetralogia Fallot durante a gravidez? Que exame é o padrão ouro e quando deve ser feito? - 0,15 pontos


RATING: 3.18

1) Enumeram os quatro defeitos que definem a tetralogia Fallot. - 0,2 pontos
2) Que tipo anatomofisiológico de cardiopatia é a tetralogia Fallot? - 0,15 pontos
3) Há possibilidade de fazer o diagnóstico de tetralogia Fallot durante a gravidez? Que exame é o padrão ouro e quando deve ser feito? - 0,15 pontos

1) Enumeram os quatro defeitos que definem a tetralogia Fallot.

A tetralogia de Fallot consiste em:

  • obstrução na via de saída do ventrículo direito (estenose pulmonar) (0,05 p)
  • comunicação interventricular (CIV) (0,05 p)
  • dextroposição da aorta cavalgando o septo (0,05 p)
  • hipertrofia ventricular direita (0,05 p)

2) Que tipo anatomofisiológico de cardiopatia é a tetralogia Fallot?

A tetralogia Fallot é uma cardiopatia congênita cianotica, com fluxo pulmonar diminuido. (0,15 p)

3) Há possibilidade de fazer o diagnóstico de tetralogia Fallot durante a gravidez? Que exame é o padrão ouro e quando deve ser feito?

Sim, é possivel (0,05 p). O padrão ouro é a ecocardiograma fetal (0,05 p) que se faz entre as 18 e as 22 semanas a qualquer grávida com um risco aumentado de cardiopatia congénita. (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.18)

CASO CLINICO: (218437 votos)..........99.51% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente masculino, 55 anos, obeso (IMC 34 kg/m²), com diabetes mellitus tipo 2 de diagnóstico recente e ganho ponderal de 10 kg nos últimos 6 meses. Procura o pronto-socorro com dor súbita, intensa e insuportável no flanco esquerdo, irradiada para região inguinal e genitália, acompanhada de náuseas, vômitos e hematúria macroscópica. Refere episódios semelhantes no passado, de resolução espontânea. Ao exame físico: paciente em posição antálgica, com sensibilidade no ângulo costovertebral esquerdo. Urinálise: pH 5,0, hematúria (++), ausência de leucocitúria ou nitrito. Sem febre.

I. Qual a suspeita diagnóstica mais provável?  (0,12 p) 
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada neste cenário?  (0,13 p) 
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico?  (0,13 p) 
IV. Qual o tratamento indicado?  (0,12 p) 



RATING: 2.99

Resposta à Questão I – Suspeita Diagnóstica (0,12 p) 
  • A tríade clássica de dor intensa no flanco, irradiação para genitália e hematúria orienta para cólica renal por obstrução ureteral (0,04 p). 
  • A formação de cálculos na pelve renal é assintomática até que um fragmento migre pelo ureter, desencadeando a cólica ureteral (0,04 p). 
  • Hematúria e lesões renais podem ocorrer mesmo na ausência de dor, reforçando a suspeita de urolitíase (0,04 p). 

Resposta à Questão II – Possível Causa da Doença Diagnosticada (0,13 p) 
  • Os cálculos de ácido úrico correspondem a ≈7 % de todos os cálculos urinários e apresentam fisiopatologia multifatorial, com predomínio de mecanismos idiopáticos (0,03 p). 
  • Há estreita associação epidemiológica com diabetes mellitus tipo 2, obesidade e ganho de peso corporal recente, situações em que ocorre incremento na produção endógena de ácido úrico (0,03 p). 
  • A principal alteração metabólica nos casos idiopáticos é a acidificação urinária (pH urinário baixo) decorrente da redução na excreção de amônia pela urina (0,04 p). 
  • Essa acidificação facilita a saturação cristalina de ácido úrico, mesmo sem hiperuricosúria acentuada ou distúrbios genéticos/dietéticos evidentes (0,03 p). 

Resposta à Questão III – Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico (0,13 p) 
  • A tomografia computadorizada helicoidal sem contraste é o método mais preciso para o diagnóstico de litíase urinária (0,04 p). 
  • Apresenta sensibilidade de 98 % e especificidade de 97 %, superando todos os outros métodos de imagem (0,03 p). 
  • Detecta cálculos radiotransparentes (como os de ácido úrico) por seu alto coeficiente de atenuação e identifica sinais secundários de obstrução (dilatação ureteral, estrias perirrenais) (0,03 p). 
  • Protocolos de baixa dose mantêm sensibilidade ≈96 % e especificidade ≈94 % em pacientes com IMC < 30 kg/m², reduzindo radiação (0,03 p). 

Resposta à Questão IV – Tratamento Indicado (0,12 p) 
  • O manejo terapêutico dos cálculos de ácido úrico idiopáticos envolve fundamentalmente ingestão hídrica elevada (cerca de 3 litros ao dia) (0,03 p). 
  • Restrição do consumo de proteínas e alcalinização da urina com agentes contendo potássio ou sódio (0,03 p). 
  • Os compostos à base de potássio oferecem vantagem adicional de reduzir a excreção urinária de cálcio, diminuindo risco de cálculos de oxalato de cálcio (0,03 p). 
  • Recomenda-se monitoramento do pH urinário após 3 meses, mantendo-o na faixa entre 6,1 e 6,7 para evitar precipitação de fosfato de cálcio (0,03 p). 

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.99)




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