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PARTO DAS APRESENTAÇÕES CEFÁLICAS FLETIDAS (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

Para entender o Mecanismo de Parto, é importante termos conhecimento prévio da Estática Fetal, que consiste em avaliar a situação, apresentação, posição, atitude e variedade de posição fetal, assim como os assinclitismos, para que possamos acompanhar a evolução do parto.

OBJETIVA: (1429071 votos)..........96.28% das questões objetivas receberam votos.
O choque neurogênico no adulto distingue-se dos demais distributivos, em particular do séptico quente, porque:
A. Produz taquicardia compensatória intensa e pele fria úmida por descarga simpática preservada abaixo da lesão
B. Decorre da perda súbita do tônus simpático eferente, com hipotensão e tendência a bradicardia, pele quente e seca abaixo do nível da lesão medular
C. Eleva de modo primário a RVS (resistência vascular sistêmica) e reduz o volume sistólico apenas por tamponamento pericárdico associado
D. Depende obrigatoriamente de perda hemorrágica externa e, sem sangramento, não se instala
E. É sinônimo exato de choque medular flácido, que se refere apenas à abolição transitória de reflexos abaixo da lesão

  RATING: 2.64

O choque neurogênico no adulto distingue-se dos demais distributivos, em particular do séptico quente, porque:

A. Produz taquicardia compensatória intensa e pele fria úmida por descarga simpática preservada abaixo da lesão
INCORRETO: Abaixo de lesão medular alta o simpático está interrompido. Não há taquicardia compensatória clássica nem pele fria úmida adrenérgica. Esse retrato evoca hipovolêmico ou cardiogênico frio
B. Decorre da perda súbita do tônus simpático eferente, com hipotensão e tendência a bradicardia, pele quente e seca abaixo do nível da lesão medular
CORRETO : A interrupção das fibras simpáticas descendentes (especialmente em lesões cervicais e torácicas altas) dilata o território vascular e retira o estímulo cronotrópico cardíaco. O resultado é hipotensão com bradicardia relativa, pele quente e seca e hipovolemia relativa sem perda externa obrigatória
C. Eleva de modo primário a RVS (resistência vascular sistêmica) e reduz o volume sistólico apenas por tamponamento pericárdico associado
INCORRETO : A RVS cai, não sobe. Não há tamponamento como mecanismo definidor do neurogênico
D. Depende obrigatoriamente de perda hemorrágica externa e, sem sangramento, não se instala
INCORRETO : Não há perda hemática obrigatória. O defeito é de continente (vasoplegia por simpatólise), não de conteúdo
E. É sinônimo exato de choque medular flácido, que se refere apenas à abolição transitória de reflexos abaixo da lesão
INCORRETO : Choque medular é termo neurológico: paralisia flácida e arreflexia transitórias abaixo da lesão. Choque neurogênico é termo circulatório: falha de tônus simpático. Podem coexistir, mas não são sinônimos

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.64)

DISCURSIVA: (199863 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram os alvos terapêuticos da 1ª hora na ressuscitação de crianças com sepse grave e choque séptico. (0,5 pontos).


RATING: 2.56

Enumeram os alvos terapêuticos da 1ª hora na ressuscitação de crianças com sepse grave e choque séptico. (0,5 pontos).

Alvos terapêuticos da 1ª hora:

  • Tempo de enchimento capilar ≤ 2 segundos 0,05 p
  • Pressão arterial sistólica normal para a faixa etária. 0,05 p
  • Avaliação de pulso ausência de diferença entre pulso central e periférico. 0,05 p
  • Presença de diurese >1 mL/kg/h. 0,05 p
  • Extremidades aquecidas. 0,05 p
  • Estado neurológico normal 0,05 p
  • Estado mental normal. 0,05 p
  • Saturação venosa central SvcO2 ≥ 70%. 0,05 p
  • Índice cardíaco 3,3-6,0 L/min/m2 0,05 p .
  • Pressão de perfusão normal para a faixa etária 0,05 p

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.56)

CASO CLINICO: (232048 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Um recém-nascido de parto cesárea tem 26 semanas de IG por trabalho de parto prematuro sem causa e PN = 725 g. Sua mãe fez pré-natal adequadamente, apresentando todos os exames normais, e recebeu corticoterapia antenatal (curso completo) 24 horas antes do parto.
O recém-nascido nasceu com Apgar = 8 e 9, no 1° e 5° minutos, respectivamente, e é acoplado a CPAP nasal em sala de parto.
Recebe uma dose de surfactante com 1 hora e 30 minutos de vida e é mantido em ventilação mecânica até ser novamente acoplado, 6 horas depois, a CPAP nasal.
Recebe cafeína e nutrição parenteral desde o nascimento, não necessita de antibioticoterapia, tem sua dieta iniciada com 24 horas de vida e evolui para ar ambiente com 5 dias de vida. A dieta enteral torna-se plena com 6 dias de vida, sendo suspensa a nutrição parenteral.
Evolui com ganho ponderal satisfatório até que, com 20 dias devida, necessita de CPAP nasal com FiO2 = 30% por taquipneia e quedas de saturação. Apresenta-se com ECO e gasometria normais, sem sinais de infecção, Aos 28 dias de vida, permanece em CPAP com FiO2 = 30%. Em vista disso:
(I) Determine a patologia mais provável desse recém-nascido aos 28 dias de vida. (0,12 pontos)
(II) Descreva a fisiopatologia dessa doença. (0,18 pontos)
(III) Cite as possibilidades terapêuticas para esse recém-nascido. (0,2 pontos)





RATING: 3.31

(I) Diagnóstico aos 28 dias


Displasia broncopulmonar (0,05 p) (nova DBP/doença pulmonar crônica da prematuridade) (0,03 p). Em RN < 2 semanas, o diagnóstico operacional é a persistência de suporte respiratório e oxigênio aos 28 dias de vida (0,02 p), após exclusão de infecção, cardiopatia e hipertensão pulmonar (0,02 p) (ECO e gasometria normais). A gravidade (leve, moderada ou grave) só se estratifica às 36 semanas de idade pós-menstrual.


(II) Fisiopatologia


Interrupção do desenvolvimento alveolar e microvascular (0,04 p) no estágio sacular (0,02 p), típico de 26 semanas. Resultam alvéolos poucos, grandes e simplificados (0,03 p), com redução da área de troca, e microvasculatura dismórfica (0,02 p). Sobre o pulmão imaturo atuam inflamação, estresse oxidativo e lesão por volume/pressão/oxigênio (0,04 p), mesmo após curso inicial breve de ventilação. O reparo é aberrante (0,03 p), com menos fibrose do que a DBP clássica.


(III) Possibilidades terapêuticas


Nutrição hipercalórica para crescimento pulmonar (0,03 p). Restrição hídrica (0,02 p). Manutenção da cafeína (0,02 p). Ventilação não invasiva protetora, com a menor FiO2 eficaz (0,03 p). Diurético em curso curto se houver edema (0,03 p). Corticoide sistêmico tardio e seletivo apenas se falha de desmame (0,03 p). Broncodilatador e/ou corticoide inalatório se hiper-reatividade (0,02 p). Metas de saturação e prevenção de infecção respiratória (0,02 p).


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.31)




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