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PARACOCCIDIOMICOSE (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

  1. Paracoccidioidomicose: úlceras endurecidas na boca, orofaringe, laringe e nariz; gânglios linfáticos pequenos dando saída a secreções; lesões de pele e genitália; tosse produtiva, perda ponderal, dispnéia e febre.
  2. A infecção pode ocorrer na área urbana; A doença pode acometer o SNC; A base do tratamento são sulfas; As recidivas estão mais relacionadas a não-aderência ao tratamento.
  3. A lesão dermatológica da paracoccidioidomicose localiza-se mais freqüentemente na: face.
  4. a forma cronica e muito mais frequente que aquela aguda
  5. Histologicamente é uma doença GRANULOMATOSA.
  6. Achados laboratoriais da paracoccidioidomicose: anemia, eosinofilia, hipoalbuminemia, hipergamaglobulinemia.
  7. O teste intradérmico com paracoccidioidina não tem importância nos inquéritos epidemiológicos.

OBJETIVA: (1479115 votos)..........97.12% das questões objetivas receberam votos.
M. A. G., 26 anos, comparece à unidade básica de saúde com relato de três dias de febre alta, mialgia, astenia e náuseas. O paciente é previamente hígido, sem comorbidades. Em seu município, o número de casos de infecção por dengue aumentava na época chuvosa e naquele ano não havia sido diferente. Além disso, o município registrava a circulação simultânea de outros dois vírus transmitidos pelo Aedes aegypti, o chikungunya e o Zika. Apesar de achar que estava mesmo era com dengue, o paciente procurou atendimento por ter ficado preocupado com aparecimento, naquele mesmo dia, de manchas avermelhadas na pele, pruriginosas. Corado, hidratado, anictérico, acianótico. Alerta, orientado. Cavidade oral: Orofaringe sem alterações. Ausência de rigidez nucal. Pele - eritema máculo-papular. AC - BCNF, sem sopros. RCR em dois tempos, FC: 105 bpm. Tax - 38°C. AR - Murmúrio vesicular fisiológico sem ruídos adventícios. Eupneico. PA - 120 x 80 mmHg (sentado e em posição ortostática - em pé). Abdômen - Abdômen indolor, peristáltico, sem visceromegalias. Articulações - Ausência de alterações inflamatórias em articulações. Peso 70 kg. Sobre esse caso é CORRETO :
A. Coletar amostra para hemograma por ser este exame imprescindível para a classificação inicial da gravidade do paciente com dengue.
B. A prova de laço não é obrigatoria, já que o paciente não tem sinais de alarme
C. Para realização da prova do laço neste paciente e necessário insuflar o manguito a a 100 mmHg e permanecer insuflado por 5 minutos
D. Em relação a dengue este paciente já pode ser classificado desde o início como A
E. O volume de hidratação recomendado neste caso é de 1000-1500 ml por dia

  RATING: 2.83

M. A. G., 26 anos, comparece à unidade básica de saúde com relato de três dias de febre alta, mialgia, astenia e náuseas. O paciente é previamente hígido, sem comorbidades. Em seu município, o número de casos de infecção por dengue aumentava na época chuvosa e naquele ano não havia sido diferente. Além disso, o município registrava a circulação simultânea de outros dois vírus transmitidos pelo Aedes aegypti, o chikungunya e o Zika. Apesar de achar que estava mesmo era com dengue, o paciente procurou atendimento por ter ficado preocupado com aparecimento, naquele mesmo dia, de manchas avermelhadas na pele, pruriginosas. Corado, hidratado, anictérico, acianótico. Alerta, orientado. Cavidade oral: Orofaringe sem alterações. Ausência de rigidez nucal. Pele - eritema máculo-papular. AC - BCNF, sem sopros. RCR em dois tempos, FC: 105 bpm. Tax - 38°C. AR - Murmúrio vesicular fisiológico sem ruídos adventícios. Eupneico. PA - 120 x 80 mmHg (sentado e em posição ortostática - em pé). Abdômen - Abdômen indolor, peristáltico, sem visceromegalias. Articulações - Ausência de alterações inflamatórias em articulações. Peso 70 kg. Sobre esse caso é CORRETO :

A. Coletar amostra para hemograma por ser este exame imprescindível para a classificação inicial da gravidade do paciente com dengue.
INCORRETO: Para realizar o diagnóstico diferencial de um paciente febril agudo, você obtém a história epidemiológica e vacinal do caso. Apesar da coleta do hemograma ser importante em várias situações frente a um paciente com dengue, a classificação clínica inicial do paciente independe da sua realização. Antes de se pensar na realização de exames complementares, como o paciente apresenta um quadro febril exantemático agudo, é importante coletar uma história epidemiológica e vacinal apropriada para realizar o diagnóstico diferencial com outros agravos infecciosos. No caso em questão, a presença do exantema aponta a necessidade de obtenção de história vacinal para diagnóstico diferencial com sarampo e rubéola, por exemplo. A não inclusão no diagnóstico diferencial de doenças febris agudas, com potencial gravidade e que requeiram tratamento específico imediato, como, por exemplo, leptospirose, malária, febre maculosa e doença meningocócica pode levar a um desfecho desfavorável para o caso. Outras arboviroses, como chikungunya e Zika, também devem ser consideradas pela situação epidemiológica do município onde reside o paciente e pelo quadro clínico compatível.
B. A prova de laço não é obrigatoria, já que o paciente não tem sinais de alarme
INCORRETO : Considerando a dengue, chikungunya e Zika como as principais hipóteses diagnósticas, deve-se optar pelo manejo integrado destas infecções. Desta forma, o próximo passo no exame físico é a realização da prova do laço, etapa importante na classificação clínica de pacientes com dengue.
C. Para realização da prova do laço neste paciente e necessário insuflar o manguito a a 100 mmHg e permanecer insuflado por 5 minutos
CORRETO : Para realizar a prova do laço, deve-se, primeiramente, verificar a pressão arterial e calcular o valor médio pela fórmula (PAS + PAD)/2. No caso do Ricardo, seria (120+80)/2, que daria 100 mmHg; então, a média de pressão arterial foi de 100 mmHg. Em seguida, deve-se insuflar o manguito até o valor médio e manter insuflado durante cinco minutos nos adultos e três minutos em crianças. Recomenda-se também desenhar um quadrado com 2,5 cm de lado no antebraço e contar o número de petéquias formadas dentro dele. A prova será positiva se houver 20 ou mais petéquias em adultos e 10 ou mais em crianças. Deve-se atentar para o surgimento de possíveis petéquias em todo o antebraço, dorso das mãos e nos dedos. Se a prova do laço apresentar-se positiva antes do tempo preconizado para adultos e crianças, ela pode ser interrompida. Além disso, é importante lembrar que a prova do laço frequentemente pode ser negativa em pessoas obesas e durante o choque.
D. Em relação a dengue este paciente já pode ser classificado desde o início como A
INCORRETO : Como o paciente não apresenta sinais de alarme ou de gravidade há necessidade de prova do laço negativa, mesmo não havendo comorbidades, risco social ou situação clínica especial. O paciente somente deve ser classificado em relação à dengue como grupo A depois de efetuar a prova do laço
E. O volume de hidratação recomendado neste caso é de 1000-1500 ml por dia
INCORRETO : Como a dengue é uma das principais hipóteses diagnósticas, a sugestão de hidratação apontada nesta opção de resposta está aquém da recomendada pelo protocolo do Ministério da Saúde para hidratação oral de pacientes na situação clínica A. A reposição em um volume inferior ao recomendado pode contribuir para uma evolução desfavorável de um caso de dengue. O volume de hidratação recomendado para casos suspeitos de dengue é de 60 ml/kg/dia. Ricardo tem 70 kg e, desta forma, deverá ingerir 4,2 litros de líquido por dia.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.83)

DISCURSIVA: (202204 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Qual é a melhor estratégia para garantir tratamento contínuo desde o evento até a reabilitação em caso de traumatismo/politraumatismo grave? (0,1875 pontos)
(II) Qual a definição correta do acidente?(0,3125 pontos)


RATING: 2.98

(I) Qual é a melhor estratégia para garantir tratamento contínuo desde o evento até a reabilitação em caso de traumatismo/politraumatismo grave? (0,1875 pontos)
(II) Qual a definição correta do acidente?(0,3125 pontos)

(I) Qual é a melhor estratégia para garantir tratamento contínuo desde o evento até a reabilitação em caso de traumatismo/politraumatismo grave?

São de importância vital para a redução da morbidade e mortalidade, representando a melhor forma de oferecer tratamento contínuo desde o evento até a reabilitação:
  • a regionalização do atendimento médico (0,0625 p)
  • a hierarquização do atendimento médico (0,0625 p)
  • criação de Centros de Trauma (0,0625 p)
(II) Qual a definição correta do acidente?

Acidente = evento não intencional (0,0625 p) e evitável (0,0625 p), causador de todos os tipos de lesões (0,0625 p) no ambiente doméstico (0,0625 p) ou nos outros espaços sociais como trabalho (0,0125 p), trânsito (0,0125 p), escola (0,0125 p), esportes (0,0125 p) e lazer (0,0125 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.98)

CASO CLINICO: (234481 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
O Sr. M. de O. S., natural do Espírito Santo, Brasil, procurou inicialmente atendimento no ambulatório de dermatologia do Hospital das Clínicas por apresentar múltiplas lesões pruriginosas (urticariformes) que apareciam de modo intermitente há mais ou menos um anos. As lesões apareciam e desapareciam em uma semana. Durante esse tempo ele tratava as lesões com ervas.
Não havia história da existência de algum fator desencadeante, alguma doença, ou uso de alguma droga por tempo prolongado. Os exames de sangue, velocidade de hemossedimentação, marcador imunológico para glicose 6 fosfato desidrogenase e raio X de tórax estavam normais.
Biopsia de pele mostrou uma epiderme não delimitada, um infiltrado perivascular de linfócitos e algumas células plasmáticas e mastócitos na derme e restos nucleares por entre elas.
Foi estabelecido o diagnostico de vasculite urticariforme, um tipo de vasculite incomum, mediada por imunocomplexos, caracterizada pelo aparecimento de lesões urticariformes dolorosas de duração prolongada, acompanhadas de febre, artralgias e cólica abdominal.
O paciente foi medicado com prednisolona 10 mg inicialmente e duas semanas depois associada com 0,5 mg de colchicina. Na ausência de uma resposta satisfatória foi medicado com dapsona 50 mg/dia. Após dois meses o paciente não mais compareceu ao ambulatório.
Depois 6 meses da ultima consulta, o sr. M. de O. S. retornou ao ambulatório apresentando lesões eczematosas nos membros inferiores e generalizada xerosis. A pele da face mostrava-se eritematosa, lustrosa, enrugada, edemaciada (face leonina). Ambos os nervos ulnar e o poplíteo esquerdo estavam espessados e endurecidos pela fibrose (sensibilidade preservada). Nódulos eritematosos (paniculite) foram encontrados dispersos nos braços e pernas. 1) Qual é o exame principal que precisa ser solicitado neste momento? (0,1 pontos)
2) A segunda biopsia da pele mostrou intensos infiltrados de macrófagos espumosos (macrófagos com inúmeros bacilos no seu interior) na derme e múltiplos bacilos ácido resistentes. Qual e o diagnostico mais provável, sendo os resultados da biopsia mencionados acima? (0,2 pontos)
3) O que é e qual seria a utilidade do teste Mitsuda realizado neste ultimo atendimento do paciente? (0,2 pontos)


RATING: 3.31

1) Qual é o exame principal que precisa ser solicitado neste momento?
A biopsia das lesões cutâneas! As manifestações iniciais de vasculite urticariforme poderiam ter sido um estágio inicial da lepra e que foi se manifestar de modo mais evidente 2 anos depois na forma hanseníase virchowiana. (0,1 p)
2) Qual e o diagnostico mais provável, sendo os resultados da biopsia mencionados acima?
Hanseníase - doença infecciosa causada pela Micobacterium leprae(0,1 p).
Suas principais formas são:
- hanseníase tuberculoide (forma benigna)
- hanseníase virchoviana (forma maligna) com lesões importantes, vários nódulos forma lepromatosa)
- indeterminada: não se sabe para que forma vai evoluir
- dimorfa - apresenta sinais das formas tuberculoide e lepromatosa
No caso, trata-se de uma forma virchoviana (forma maligna) (0,1 p)
3) O que é e qual seria a utilidade do teste Mitsuda realizado neste ultimo atendimento do paciente?
O teste de Mitsuda visa avaliar a capacidade do indivíduo de responder através da imunidade celular ao bacilo de Hansen. (0,1 p)
Na forma virchoviana - como e o caso do nosso paciente - é negativa, o indivíduo não responde em decorrência do comprometimento das reações imunológicas. (0,1 p)
DISCUSSÃO:
O teste e feito com a administração intradérmica de lepromina que contém de 40 - 60 milhões de bacilos mortos por ml (suspensão de tecidos com bacilos destruídos pelo calor).
A avaliação é feita em cerca de 28 dias em média.
Nos indivíduos normais e com a forma tuberculóide aparece um nódulo no local que pode ou não ulcerar.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.31)




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