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HIPERGLICEMIA NEONATAL (ÁREA DE PEDIATRIA)

Hiperglicemia no período neonatal é definida como glicemia de sangue total superior a 125 mg/dl (145 mg/dl de glicemia plasmática).
A hiperglicemia neonatal é uma das mais comuns alterações metabólicas encontradas em grandes prematuros (<32 semanas) e em recém-nascidos criticamente doentes, variando de forma inversamente proporcional à idade gestacional e ao peso ao nascimento e aumentando com a gravidade da doença associada.
Prematuros com baixo peso ao nascer e até outros neonatos enfermos recebem glicose parenteral.
Usualmente a hiperglicemia é autolimitada e não está associada a sequelas importantes. O uso criterioso de glicose, levando-se em consideração principalmente a idade gestacional e o peso dos recém-nascidos pode minimizar em muito sua ocorrência, assim como a monitorização frequente dos níveis glicêmicos permite sua detecção precoce e acompanhamento.
Em geral, não existem sinais e sintomas específicos associados à hiperglicemia neonatal. Hiperosmolaridade acima de 300 mOsm/l geralmente induz diurese osmótica.

OBJETIVA: (1379529 votos)..........94.82% das questões objetivas receberam votos.
Uma primigesta, com gestação de 37 semanas e 1 dia, entrou em trabalho de parto, procurando a maternidade mais próxima de casa. Havia feito 5 consultas de pré-natal, sem qualquer intercorrência na gravidez. Seu Recém-Nascido (RN) teve Apgar 6/8 e pesou 2.200 g; no exame físico, apresentava diversas petéquias e hepatoesplenomegalia, e o perímetro cefálico era menor que o esperado. Com base no enunciado, é CORRETO afirmar que:
A. é importante afastar infecção por Streptococcus do grupo B, pois os achados são patognomônicos
B. o aleitamento materno está contraindicado
C. deve-se afastar infecção congênita por citomegalovírus, pelo quadro clínico apresentado
D. a diminuição do perímetro cefálico pode ser constitucional, não sendo importante no diagnóstico diferencial
E. apesar do número adequado de consultas pré-natais, o recém-nascido apresentou-se doente ao nascer

  RATING: 3.12

Uma primigesta, com gestação de 37 semanas e 1 dia, entrou em trabalho de parto, procurando a maternidade mais próxima de casa. Havia feito 5 consultas de pré-natal, sem qualquer intercorrência na gravidez. Seu Recém-Nascido (RN) teve Apgar 6/8 e pesou 2.200 g; no exame físico, apresentava diversas petéquias e hepatoesplenomegalia, e o perímetro cefálico era menor que o esperado. Com base no enunciado, é CORRETO afirmar que:

A. é importante afastar infecção por Streptococcus do grupo B, pois os achados são patognomônicos
INCORRETO: A infecção por Streptococcus pode ser um diagnóstico diferencial num recém-nascido de baixo peso e, portanto, maior risco para sepse. Não há dados sobre a pesquisa de Streptococcus em secreção vaginal durante o pré-natal, no entanto os achados descritos não são patognomônicos.
B. o aleitamento materno está contraindicado
INCORRETO : O aleitamento materno só está contraindicado nos casos de HIV positivo
C. deve-se afastar infecção congênita por citomegalovírus, pelo quadro clínico apresentado
CORRETO : Infecção por citomegalovírus é um diagnóstico diferencial devido, principalmente, a microcefalia e hepatoesplenomegalia.
D. a diminuição do perímetro cefálico pode ser constitucional, não sendo importante no diagnóstico diferencial
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. apesar do número adequado de consultas pré-natais, o recém-nascido apresentou-se doente ao nascer
INCORRETO : O número de consultas pré-natal foi baixo.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.12)

DISCURSIVA: (193601 votos) ..........98.39% das questões discursivas receberam votos.

Descreva a sequência de sintomas oculares decorrentes da hipovitaminose A. (0,5 pontos)




RATING: 0

Descreva a sequência de sintomas oculares decorrentes da hipovitaminose A. (0,5 pontos)


Sequência dos sintomas oculares:


O primeiro sintoma é a cegueira noturna / nictalopia (XN) (0,12 p): o paciente enxerga mal ao entardecer, a criança tropeça ou recusa-se a brincar no escuro. Segue-se a xerose conjuntival (X1A) (0,08 p): a conjuntiva perde o brilho, fica opaca, enrugada e seca pela perda de células de Goblet e de mucina. Sobre esse terreno surgem as manchas de Bitot (X1B) (0,10 p): placas branco-acinzentadas, espumosas, em geral na conjuntiva bulbar temporal junto ao limbo (células queratinizadas descamadas + Corynebacterium xerosis). Atingida a córnea, aparece a xerose corneana (X2) (0,08 p): superfície fosca, opaca, com erosões pontilhadas — último estágio em que a reposição em alta dose ainda pode preservar a visão basal. Sem tratamento, evolui para úlcera de córnea / ceratomalácia (X3A se < 1/3; X3B se ≥ 1/3) (0,08 p): necrose coliquativa, amolecimento e risco de perfuração (emergência). A sequela é a cicatriz corneana (XS) (0,04 p), com prejuízo visual estrutural. O fundus xeroftálmico (XF) é raro e de deficiência crônica.


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - DISVITAMINOSES

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

CASO CLINICO: (225795 votos)..........99.53% dos casos clinicos receberam votos.
Uma paciente do sexo feminino, de 26 anos, relata que começou a ter febre (38-39oC) e queda do estado geral há 7 dias. Vem apresentando cansaço aos esforços há cerca de 2 meses. Refere também o aparecimento de “hematomas na pele” e gengivorragia. Ao exame, encontra-se prostrada, febril, hipocorada +3/+4, anictérica, tireóide impalpável, sem adenopatia cervical, axilar ou inguinal, RCR 2T BNF sem sopros, MVUA, sem ruídos adventícios, abdome flácido, sem massas ou megalias, membros inferiores apresentando algumas petéquias. Laboratório: Bioquímica normal; hemograma disposto abaixo:

Hb 7,5g/dL
Hct 24%
VCM 100fL
HCM 32pg
CHCM 34g/dL
RDW 9%

Leucócitos 600/mm3
basófilos 0%
eosinófilos 0%
mielócitos 0%
metamielócitos 0%

bastões 5%
segmentados 30%
linfócitos 60%
monócitos 5%
Plaquetas 17.000/mm3

Pergunta-se:
a) Qual a hipótese diagnóstica mais provável? (0,0625 pontos)
b) Como confirmar o diagnóstico? (0,0625 pontos)
c) Qual o tratamento de suporte? (0,3125 p)
d) Qual o tratamento específico mais indicado? (0,625 p)


RATING: 2.86

a) Qual a hipótese diagnóstica mais provável?
Anemia aplásica. (0,0625 p)
b) Como confirmar o diagnóstico?
Biópsia de medula óssea (0,0625 p)
c) Qual o tratamento de suporte? Iniciar Cefepime venoso (0,0625 p), após coleta de hemoculturas (0,0625 p)
Reposição de concentrado de plaquetas (0,0625 p)
NÃO transfundir hemácias (0,0625 p) (aumenta o risco de rejeição ao transplante de células-tronco (0,0625 p)
d) Qual o tratamento específico mais indicado?
Transplante alogênico de células-tronco (medula óssea) (0,625 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.86)




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