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SÍNDROME DE CUSHING DE ORIGEM ADRENAL (ÁREA DE CIRURGIA)

Em 1912, Harvey Cushing descreveu o caso índice de uma mulher de 23 anos com obesidade, hirsutismo e amenorreia, atribuindo-o inicialmente a uma lesão hipofisária que provocava hiperplasia suprarrenal.
Posteriormente, identificaram-se tumores suprarrenais como causa direta e, em 1962, a produção ectópica de ACTH.
A forma iatrogênica é a mais comum e ocorre em pacientes em uso prolongado de corticosteroides.
As causas endógenas são raras (incidência de 5 a 10 casos por milhão/ano para a doença de Cushing hipofisária) e rompem o eixo hipotálamo-hipofisário-suprarrenal (HPA) e o ritmo circadiano normal de secreção de cortisol.
  • A síndrome de Cushing engloba todos os sinais e sintomas decorrentes da exposição crônica a glicocorticoides em excesso, independentemente da origem.
  • A doença de Cushing refere-se especificamente à forma dependente de ACTH hipofisário.

OBJETIVA: (1399182 votos)..........95.33% das questões objetivas receberam votos.
Paciente de 27 anos, homossexual (tem uma relação monogâmica e pratica relação sexual anal passiva e ativa sem proteção e sexo oral com um parceiro), chega à sua clínica com duas semanas de faringite, mal-estar, mialgias, sudorese noturna, febre e calafrios.
Teve um teste negativo para mono em outro atendimento aonde foi diagnosticado com ”provavel influenza”.
Antes de seu parceiro atual teve vários parceiros, porém nenhum recentemente.
Fez um teste para HIV com resultado negativo há dois anos. Lembra só de diagnóstico de infecção por Chlamydia há quatro anos. É saudável nos demais aspectos, sem nenhum problema clínico. Você pretende excluir o diagnóstico de infecção aguda pelo HIV. Qual o exame de sangue você solicitaria?
A. Contagem de linfócitos CD4+
B. Teste de combinação com imunoensaio enzimático (EIA)/ Western blot para HIV
C. Painel de resistência do HIV
D. RNA do HIV por reação em cadeia da polimerase (PCR)
E. RNA do HIV por PCR ultrassensível

  RATING: 2.72

Paciente de 27 anos, homossexual (tem uma relação monogâmica e pratica relação sexual anal passiva e ativa sem proteção e sexo oral com um parceiro), chega à sua clínica com duas semanas de faringite, mal-estar, mialgias, sudorese noturna, febre e calafrios.
Teve um teste negativo para mono em outro atendimento aonde foi diagnosticado com ”provavel influenza”.
Antes de seu parceiro atual teve vários parceiros, porém nenhum recentemente.
Fez um teste para HIV com resultado negativo há dois anos. Lembra só de diagnóstico de infecção por Chlamydia há quatro anos. É saudável nos demais aspectos, sem nenhum problema clínico. Você pretende excluir o diagnóstico de infecção aguda pelo HIV. Qual o exame de sangue você solicitaria?

A. Contagem de linfócitos CD4+
INCORRETO: As contagens de linfócitos CD4+ são úteis para estratificar o risco de infecção oportunista em pacientes estáveis com infecção conhecida pelo HIV. . A contagem de linfócitos CD4+ diminui durante muitas infecções agudas, incluindo a do HIV, e, portanto, não é apropriada para o estabelecimento do diagnóstico.
B. Teste de combinação com imunoensaio enzimático (EIA)/ Western blot para HIV
INCORRETO : Normalmente, os pacientes ainda não produziram anticorpos suficientes contra o vírus para ter um resultado positivo no imunoensaio enzimático, e o diagnóstico de HIV é habitualmente omitido se o teste for realizado nos primeiros dois meses após a aquisição do vírus.
C. Painel de resistência do HIV
INCORRETO : Os testes de resistência são solicitados apenas quando o diagnóstico é confirmado.
D. RNA do HIV por reação em cadeia da polimerase (PCR)
CORRETO : Deve haver suspeita de infecção aguda pelo HIV em todo indivíduo de risco que apresenta uma doença semelhante à mononucleose; é diagnosticada por uma reação em cadeia da polimerase (PCR) do RNA plasmático positiva. Normalmente, observa-se uma quantidade maciça do vírus HIV no plasma durante a infecção aguda, e o ensaio ultrassensível nunca é necessário para a detecção nesse estágio da doença. Os ensaios ultra-sensíveis são úteis no contexto do tratamento para assegurar que não há persistência de viremia em baixos níveis
E. RNA do HIV por PCR ultrassensível
INCORRETO : Os médicos ficam tentados a solicitar um PCR ultrassensível, porém esse teste só diminui a especificidade (resultados falso-positivos com detecção de níveis muito baixos de HIV são possíveis, devido à contaminação cruzada no laboratório), sem nenhum outro benefício.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.72)

DISCURSIVA: (195974 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Responda ás seguintes questões:
A) Para completar o ciclo de infecção e reprodução em uma célula: HIV passa pelas varias etapas. Indiquem estas etapas em ordem cronológica. (0,3 p)
B) Definem a noção de janela  imunológica, a duração dela e a importância nos testes de triagem dos doadores. (0,2 p)


RATING: 1.98

Responda ás seguintes questões:
A) Para completar o ciclo de infecção e reprodução em uma célula: HIV passa pelas varias etapas. Indiquem estas etapas em ordem cronológica. (0,3 p)
B) Definem a noção de janela  imunológica, a duração dela e a importância nos testes de triagem dos doadores. (0,2 p)

A) Para completar o ciclo de infecção e reprodução em uma célula: HIV passa pelas varias etapas. Indiquem estas etapas em ordem cronológica.

As etapas da infecção com HIV:
  • Fusão com a superfície da célula e entrada no citoplasma. (0,05 p)
  • Produção do DNA proviral a partir do RNA viral. (0,05 p)
  • Integração no genoma da célula. (0,05 p)
  • Produção de proteínas virais. (0,05 p)
  • Saída da célula por brotamento. (0,05 p)
  • Maturação extracelular do vírion. (0,05 p)

B) Definem a noção de janela  imunológica, a duração dela e a importância nos testes de triagem dos doadores.

É importante lembrar a possibilidade de transmissão do HIV por parte de doador de sangue recém-infectado em que anticorpos séricos específicos anti-HIV ainda não são detectáveis. Esse período é conhecido como janela imunológica e tem duração média de 22 dias, considerando-se os resultados obtidos com os testes sorológicos atualmente em uso.
Várias situações podem aumentar o período de duração da denominada janela imunológica.
Sendo assim, é de vital importância para diminuir a transmissão do HIV por transfusão de sangue e de seus componentes a criteriosa avaliação de risco epidemiológico dos doadores, lá existem testes de amplificação de ácidos nucléicos que detectam a presença do HIV mais precocemente (cerca de 11 dias depois da ocorrência da infecção) que os testes sorológicos.
Esses exames têm hoje custo muito alto, mas já foram adotados por alguns países desenvolvidos e por poucos serviços privados do Brasil, havendo a expectativa de que passem a ser realizados brevemente pelos serviços públicos do nosso país.(0,2 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (1.98)

CASO CLINICO: (228103 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Você é chamado para atender um bebê, do sexo masculino, nascido de parto vaginal espontâneo de secundigesta de 19 anos, sem pré-natal. Relata ter usado cocaína no inicio da gravidez, antes de saber que estava grávida, O bebê não necessitou de manobras de reanimação, apesar de o líquido amniótico ser meconial. O recém-nascido pesa 2.320 g, com 36 semanas e 2 dias de IG e Apgar 7 e 9 no 1° e 5° minutos, respectivamente. Observa-se defeito na parede abdominal com exposição das alças intestinais, aparentando leve edema. O cordão umbilical encontra-se inserido no local habitual. O defeito da parede abdominal está à direita do cordão umbilical. O recém-nascido apresenta-se levemente taquipneico, sem outros sinais de malformações aparentes. Em vista desse quadro:
(I) Apresente o provável diagnóstico. (0,08 pontos)
(II) Determine o principal diagnóstico diferencial. (0,06 pontos)
(III) Cite 3 diferenças entre o diagnóstico provável e o principal diagnóstico diferencial. (0,18 pontos)
(IV) Indique a conduta a ser tomada diante do recém-nascido na sala de parto. (0,18 pontos)





RATING: 2.82

(I) Diagnóstico provável


Gastrosquise (0,08 p).


(II) Principal diagnóstico diferencial


Onfalocele, especialmente rota (0,06 p).


(III) Três diferenças:

  1. Local do defeito: paraumbilical à direita do cordão (0,03 p) versus midline, na base do umbigo (0,03 p).
  2. Inserção do cordão: no sítio habitual, ao lado do orifício (0,03 p) versus no ápice do saco (0,03 p).
  3. Revestimento: sem membrana, alças expostas e edemaciadas (0,03 p) versus saco amnioperitoneal presente (salvo ruptura) (0,03 p).


(IV) Conduta na sala de parto:


Proteger as alças com saco/filme plástico oclusivo até o tórax, sem torção do mesentério (0,04 p).
Decúbito lateral direito (0,03 p).
Sonda gástrica de grosso calibre em drenagem livre (0,03 p).
Acesso venoso e reposição volêmica precoce (0,03 p).
Termorregulação rigorosa (0,02 p).
Evitar ventilação com máscara prolongada (0,02 p).
Encaminhar à UTI neonatal com cirurgia pediátrica (0,01 p).


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.82)




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