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DIABETES MELLITUS TIPO 1 INFANTIL (ÁREA DE PEDIATRIA)

Trata-se do antigo diabete melito insulino-dependente (DMID), ou diabete juvenil, ou DM tipo 1. Encontramos, na grande maioria dos casos, níveis baixos ou ausência de insulina endógena. Ou seja, o paciente é dependente da insulina exógena, caso que ela náo seja disponivel, o desenvolvimento de cetoacidose é iminente. Geralmente vai encontrar esse tipo na infância, entre 5 e 15 anos, mas isto não é regra - pode ser diagnosticado em qualquer idade.

OBJETIVA: (1135228 votos)..........99.54% das questões objetivas receberam votos.
Homem, 50 anos, com edema de pernas, grande volume abdominal e baixa diurese. Exame: volumosa ascite. Líquido ascítico: albumina: 1,0; 700 células/mm3, com 50% neutrófilos e 50% linfócitos; bacterioscopia: flora ausente. Albumina sérica: 2,5 (N: 3,5-5,0). É CORRETO afirmar que:
A. o diurético de escolha no tratamento desta pessoa é a losartana potassica
B. o paciente apresenta hipertensão portal e peritonite bacteriana
C. o uso de propranolol e contraindicado
D. sendo presente a circulação porto-cava o paciente tem forte suspeita de insuficiência hepatica
E. o paciente sofre de fibrose hepática congenita que está em decompensação aguda

  RATING: 2.98

Homem, 50 anos, com edema de pernas, grande volume abdominal e baixa diurese. Exame: volumosa ascite. Líquido ascítico: albumina: 1,0; 700 células/mm3, com 50% neutrófilos e 50% linfócitos; bacterioscopia: flora ausente. Albumina sérica: 2,5 (N: 3,5-5,0). É CORRETO afirmar que:

A. o diurético de escolha no tratamento desta pessoa é a losartana potassica
INCORRETO: Diurético de escolha no tratamento da ascite por cirrose: espironolactona (inibidor da aldosterona).
B. o paciente apresenta hipertensão portal e peritonite bacteriana
CORRETO : Dx de peritonite primária: leucócitos > 250 células/mm3, > 25% de PMN, uma contagem Ý 500 é praticamente Dx; hipertensão portal é Dx pelo gradiente de albumina soro-ascite: 2,5-1,0 = 1,5; resultados > 1,1 são Dx
C. o uso de propranolol e contraindicado
INCORRETO : Pelo contrario, é a droga usada para diminuir incidência de sangramentos por gastropatia da hipertensão porta: propanolol.
D. sendo presente a circulação porto-cava o paciente tem forte suspeita de insuficiência hepatica
INCORRETO : São sinais de insuficiência hepática: telangiectasias, flapping, ginecomastia. Circulação porto-cava não é (é indicativo de hipertensão portal).
E. o paciente sofre de fibrose hepática congenita que está em decompensação aguda
INCORRETO : A fibrose hepática congênita manifesta-se com hepatomegalia de consistência muito frequente entre 1-3 anos, com progressão para hipertensão portal com esplenomegalia e varizes de esôfago. A doença hepática coexiste em quase todos os casos com anormalidades renais (ectasia tubular renal ou doença policística). As provas de função hepática são normais exceto durante episódios de colangite).

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.98)

DISCURSIVA: (182425 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Quais são os indicadores de saúde representados pelas fórmulas?

a) Nº de óbitos em menores de 7 dias/Nascidos vivos; (0,125 pontos)
b) Nº nascidos mortos/Nascidos vivos + nascidos mortos; (0,125 pontos)
c) Nº de filhos nascidos vivos/população total feminina; (0,125 pontos)
d) Nº de pessoas de 65 anos e mais de idade/População com menos de 15 anos (0,125 pontos)


RATING: 3.04

Quais são os indicadores de saúde representados pelas fórmulas?

a) Nº de óbitos em menores de 7 dias/Nascidos vivos; (0,125 pontos)
b) Nº nascidos mortos/Nascidos vivos + nascidos mortos; (0,125 pontos)
c) Nº de filhos nascidos vivos/população total feminina; (0,125 pontos)
d) Nº de pessoas de 65 anos e mais de idade/População com menos de 15 anos (0,125 pontos)

A) Coeficiente de Mortalidade Neonatal PrecoceNº de óbitos em menores de 7 dias/Nascidos vivos (0,125 pontos)
B) Coeficiente de NatimortalidadeNº nascidos mortos/Nascidos vivos + nascidos mortos (0,125 pontos)
C) Taxa Específica de Fecundidade (0,125 pontos)Nº de filhos nascidos vivos/população total feminina
D) Índice de Envelhecimento (0,125 pontos)Nº de pessoas de 65 anos e mais de idade/População com menos de 15 anos

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.04)

CASO CLINICO: (212639 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 68 anos, tabagista (40 maços-ano), hipertenso controlado, procura emergência com quadro de 4 meses de fadiga intensa, perda ponderal involuntária de 12 kg, febre baixa vespertina (até 38,2°C), prurido generalizado e icterícia cutâneo-mucosa leve de instalação progressiva. Nega dor abdominal, hematúria macroscópica ou sintomas urinários. Exame físico: regular estado geral, ictérico 2+/4+, hepatomegalia dolorosa a 4 cm do rebordo costal direito, esplenomegalia discreta, sem linfonodomegalias palpáveis ou ascite. Sem estigmas de hepatopatia crônica.

Exames laboratoriais iniciais: Hb 11,8 g/dL, plaquetas 480.000/mm³, VHS 92 mm/h, PCR 48 mg/L; bilirrubina total 3,2 mg/dL (direta 2,4); AST 68 U/L, ALT 82 U/L, FA 620 U/L, GGT 980 U/L; albumina 3,1 g/dL; coagulograma normal; sorologias virais negativas; autoanticorpos negativos; alfa-fetoproteína e CEA normais. USG abdominal: massa sólida heterogênea em polo superior do rim direito (8,2 cm), sem dilatação de vias biliares, fígado de ecotextura aumentada sem nódulos metastáticos evidentes. TC tórax/abdome/pélvis em andamento.


I. Qual é a sua principal suspeita diagnóstica? ... 0,1 pontos
II. Qual a possível causa etiológica da doença diagnosticada? ... 0,15 pontos

III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ... 0,18 pontos

IV. Qual o tratamento de escolha? ... 0,07 pontos



RATING: 2.88

I. Suspeita diagnóstica principal: Síndrome de Stauffer (disfunção hepática paraneoplásica não metastática associada a carcinoma de células renais – CCR)

  • Quadro de colestase intra-hepática anictérica ou levemente ictérica + trombocitose reacional + elevação de marcadores inflamatórios em paciente com massa renal sugestiva de CCR, sem evidência de metástase hepática ou obstrução biliar (0,08 p)
  • Ausência de hepatopatia crônica, infecções virais ou drogas hepatotóxicas reforça o caráter paraneoplásico (0,02 p) 

II. Possível causa etiológica da doença diagnosticada: Síndrome paraneoplásica mediada por citocinas, principalmente interleucina-6 (IL-6) secretada pelo tumor renal

  • CCR (especialmente subtipo células claras) libera IL-6 em quantidade suficiente para induzir resposta inflamatória sistêmica e inibição da excreção biliar hepatocítica sem invasão hepática direta (0,10 p)
  • Outras citocinas (IL-1, TNF-α) e fator de crescimento vascular podem contribuir, mas IL-6 é o principal mediador descrito (0,05 p) Subtotal II: 0,15 p

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Tomografia computadorizada (TC) contrastada de abdome e pelve + exclusão de metástases hepáticas + resolução laboratorial após nefrectomia (padrão-ouro)

  • TC (ou RM) de abdome é o exame de escolha inicial: demonstra massa renal sólida, estadiamento TNM e ausência de lesões hepáticas metastáticas ou obstrução biliar (sensibilidade >95% para CCR) (0,10 p)
  • Biópsia hepática (se dúvida) mostra apenas colestase canalicular sem infiltrado neoplásico (0,05 p)
  • Confirmação definitiva: normalização completa dos testes hepáticos e marcadores inflamatórios em 2–8 semanas após ressecção completa do tumor primário (0,03 p)

IV. Tratamento de escolha: Nefrectomia radical (ou parcial, quando factível) com intenção curativa

  • Ressecção cirúrgica do tumor renal primário é o único tratamento curativo da síndrome; leva à resolução completa da disfunção hepática em >90% dos casos (0,05 p)
  • Em doença metastática ou inoperável: terapia alvo (sunitinib, pazopanib) ou imunoterapia (nivolumabe + ipilimumabe) pode melhorar parcialmente, mas a síndrome responde melhor à citorredução cirúrgica quando possível (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.88)




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