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CORPO ESTRANHO RESPIRATORIO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Essa é uma historia muito complicada em qualquer pronto-atendimento. E extremamente perigosa. O desespero dos pais e do pessoal frente a esses tipos de acidentes não tem igual com nenhuma outra emergência
Corpo estranho (CE) é qualquer objeto ou substância que inadvertidamente penetra o corpo ou suas cavidades. Pode ser ingerido ou colocado pela criança nas narinas e conduto auditivo, mas apresenta um risco maior quando é aspirado para o pulmão.
Qualquer material pode se tornar um CE no sistema respiratório, e a maior suspeita de que o acidente ocorreu é a situação de engasgo. Isto ocorre quando a criança está comendo, ou quando está com um objeto na boca, habitualmente peças pequenas de brinquedos.

OBJETIVA: (1416740 votos)..........96.04% das questões objetivas receberam votos.
Um lactente de 7 meses, trazido ao pronto-socorro com quadro de febre alta há 3 dias e aparecimento de vermelhidão pelo corpo há 12 horas, teve o último pico febril há 14 horas. Ao exame físico, em bom estado geral e afebril. A pele tem exantema eritematoso maculopapular, lesões de 2 a 5 mm de diâmetro, algumas com halo esbranquiçado e que desaparecem à digitopressão. O agente etiológico é:
A. herpes-vírus 6
B. parvovírus B19
C. echovírus
D. coxsackie
E. adenovírus

  RATING: 3.05

Um lactente de 7 meses, trazido ao pronto-socorro com quadro de febre alta há 3 dias e aparecimento de vermelhidão pelo corpo há 12 horas, teve o último pico febril há 14 horas. Ao exame físico, em bom estado geral e afebril. A pele tem exantema eritematoso maculopapular, lesões de 2 a 5 mm de diâmetro, algumas com halo esbranquiçado e que desaparecem à digitopressão. O agente etiológico é:

A. herpes-vírus 6
CORRETO: O herpes-vírus humano 6 (HHV-6) é o agente etiológico apropriado neste caso, responsável pela roséola infantil (ou exantema súbito), uma doença viral benigna comum em lactentes de 6 - 24 meses (pico aos 9 meses), com seroprevalência > 90% até os 2 anos. O quadro clássico inclui febre alta (39 - 40°C) por 3-5 dias, seguida de defervescência abrupta e aparecimento de exantema maculopapular eritematoso (lesões rosadas de 2-5 mm, frequentemente com halo pálido perilesional, iniciando no tronco e espalhando para face e membros, blanching à pressão), exatamente como descrito – rash surgindo 12 horas após o último pico febril, com o paciente afebril e em bom estado geral. Estudos como os do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e meta-análises na Pediatrics confirmam que o HHV-6 (subtipo B predominante) é isolado em > 70% dos casos de roséola, transmitido por saliva, com incubação de 5 - 15 dias e resolução espontânea em 2 - 4 dias sem sequelas, demandando apenas suporte sintomático; diagnósticos sorológicos (IgM/IgG) ou PCR confirmam, mas o quadro clínico é patognomônico, diferenciando de outras viroses pela cronologia ”febre-rash defervescente”.
B. parvovírus B19
INCORRETO : O parvovírus B19 causa eritema infeccioso (quinta doença), tipicamente em crianças escolares (5-15 anos), com rash ”bochechas esbofeteadas” seguido de exantema lace-like reticular nos membros e tronco, frequentemente sem febre alta prolongada ou com febre baixa/moderada concomitante ao rash, não o padrão de febre intensa por 3 dias seguida de defervescência e rash subsequente. Em lactentes, pode ser assintomático ou causar anemia (devido a aplasia eritrocitária), mas as lesões não desaparecem à pressão e halo esbranquiçado não é clássico; transmissão respiratória, mas epidemiologia não se alinha ao pico em <1 ano.
C. echovírus
INCORRETO : Os echovírus (enterovírus não pólio) causam exantemas virais de verão, com febre e rash maculopapular ou vesicular, mas geralmente associados a meningite asséptica, faringite ou sintomas gastrointestinais, e o rash ocorre durante a febre, não após defervescência. Em lactentes, pode ser grave com sepse-like, mas o bom estado geral e ausência de outros sintomas (ex.: rigidez nucal) não suportam; lesões não tipicamente com halo, e o curso é mais agudo, sem a cronologia específica de 3 dias de febre isolada.
D. coxsackie
INCORRETO : Os vírus coxsackie (também enterovírus) causam doenças como herpangina ou mão-pé-boca, com exantema vesicular ou ulcerativo (não maculopapular eritematoso blanching), frequentemente com lesões orais/enantema, e febre concomitante ao rash, não precedendo-o por dias. Em lactentes, pode haver miocardite ou meningite, mas o quadro aqui é benigno sem focos localizados; halo esbranquiçado não é descrito, e a transmissão fecal-oral sazonal (verão) não explica o padrão defervescente clássico.
E. adenovírus
INCORRETO : Apesar de pertinente como causa comum de febre e exantema maculopapular em lactentes (tipos 1-7), porque tipicamente associa-se a sintomas respiratórios superiores (faringoconjuntivite febril), tosse ou conjuntivite, com rash durante a fase febril, não após defervescência abrupta. O exantema é menos característico (sem halo proeminente), e o curso pode incluir diarreia ou otite, ausentes aqui; embora benigno, o bom estado geral é compatível, mas a ausência de vias aéreas superiores envolvidas e a cronologia precisa direcionam contra adenovírus como etiologia primária.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

DISCURSIVA: (198053 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Citem as principais circunstâncias mandatórias para biopsia de uma adenomegalia.(0,34375 pontos)
(II) Citem cinco doenças infecciosas na prática clínica do pediatra que cursam com adenomegalia.(0,15625 pontos)


RATING: 3.03

(I) Citem as principais circunstâncias mandatórias para biopsia de uma adenomegalia.(0,34375 pontos)
(II) Citem cinco doenças infecciosas na prática clínica do pediatra que cursam com adenomegalia.(0,15625 pontos)

(I) Citem as principais circunstâncias mandatórias para biopsia de uma adenomegalia.
- Linfonodo maior que 2 cm; (0,03125 p)
- Aumento em 2 semanas; (0,03125 p)
- Sem diminuição em 4 semanas; (0,03125 p)
- Supraclavicular; (0,03125 p)
- Endurecido (0,03125 p) , aderido (0,03125 p), cartilaginoso; (0,03125 p)
- Padrão radiológico anormal, (0,03125 p)
- Sintomas como febre (0,03125 p) , perda ponderal (0,03125 p) , hepatoesplenomegalia (0,03125 p)

(II) Citem cinco doenças infecciosas na prática clínica do pediatra que cursam com adenomegalia:
- Adenite bacteriana (0,03125 p)
- Síndrome Mono-like (0,03125 p)
- Paracoccidiodomicose Juvenil (0,03125 p)
- Doença da Arranhadura do Gato (0,03125 p)
- Tuberculose ganglionar: (0,03125 p)

FONTE:

R3 PEDIATRIA MÓDULO ONLINE - SANAR FLIX - Beatriz Oliveira Leão Carneiro, Bruno Adelmo Ferreira Mendes Franco, Gabriel Benevides, Giovanna Gavros Palandri, Juliana Barbosa Brunelli, Kiara Oliveira Monteiro, Nathalia da Costa Sousa, Simone Sakura Ito Vergilius, José Furtado De Araujo Neto, Vinícius Côgo Destefani

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

CASO CLINICO: (230236 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Você está atendendo um recém-nascido, na sala de parto, que nasceu com 35 semanas por via vaginal. O paciente está aparentemente normal, sem apresentar malformações congênitas e não há histórico de outros achados patológicos ou de sofrimento fetal no pré-natal e liquido amniótico limpo, sem mecônio. O RN se apresenta com choro fraco, tônus flácido dos membros e leve cianose das extremidades. Pesa 2800 g e a FC é de 87 batimentos por minuto.
1) Qual é a sequência de atendimento desse RN? (0,14 pontos)
2) Como vai ser feito o clampeamento do cordão umbilical? (0,06 pontos)
3) Qual é o escore Apgar dessa criança?(0,06 pontos)
4) Necessita essa criança de intubação imediata? Justifique. (0,24 pontos)


RATING: 2.3

1) Qual é a sequência de atendimento desse RN?

  1. prover calor (0,02 p)
  2. posicionar a cabeça em leve extensão (0,02 p)
  3. aspirar boca e narinas (se necessário) (0,02 p)
  4. secar (0,02 p)
  5. ventilar com pressão positiva nos primeiros 60 segundos após o nascimento (0,02 p) e acompanhar a FC pelo monitor cardíaco (0,02 p) e a saturação de oxigênio (SatO2) pelo oxímetro de pulso. (0,02 p)
DISCUSSÃO:INDICATIVO DE REANIMAÇÃO: Diante da resposta “não” a pelo menos uma das três perguntas iniciais:
  1. gestação a termo? NÃO SIGNIFICA: diferente do termo (34 0/7 -  36 6/7 semanas - pré-termo tardios ou ≥42 0/7 semanas - pós-termo)
  2. respiração ou choro presente? NÃO não iniciam movimentos respiratórios regulares
  3. tônus muscular em flexão? NÃO SIGNIFICA: o tônus muscular está flácido

FC for <100 bpm

  • um profissional de saúde inicia a ventilação com pressão positiva (VPP)
  • o outro fixa os três eletrodos do monitor cardíaco e o sensor do oxímetro (colocar um eletrodo em cada braço próximo ao ombro e o terceiro eletrodo na face anterior da coxa; envolver a região do braço/perna que está com o eletrodo em bandagem elástica)

RN não apresenta movimentos respiratórios regulares

2) Como vai ser feito o clampeamento do cordão umbilical?
O clampeamento umbilical se faz de imediato para um RN com necessidade de reanimação.(0,06 p)
3) Qual é o escore Apgar dessa criança?
O escore Apgar será 4.(0,06 p)
DISCUSSÂO: a criança está com choro (respiração) fraca (+1) e movimentos fracos (irritabilidade) (+1), tonus flácido (0 pontos) a FC é abaixo de 100/minuto (+1) e há leve cianose das extremidades (+1);

4) Não necessita de intubação imediata. (0,04 p)
DISCUSSÂO: As indicações de ventilação através de cânula traqueal em sala de parto incluem:
  • ventilação com máscara facial não efetiva (após a correção de possíveis problemas técnicos, a FC permanece <100 bpm); (0,05 p)
  • ventilação com máscara facial prolongada o paciente não retoma a respiração espontânea (0,05 p)
  • aplicação de massagem cardíaca (não é o caso, a criança está com 87 bpm, acíma de 60). (0,05 p)
  • pacientes portadores de hérnia diafragmática que necessitam de VPP (intubação traqueal e a inserção imediata de sonda gástrica) (0,05 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.3)




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