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DIVERTICULO DE MECKEL (ÁREA DE PEDIATRIA)

O divertículo de Meckel é um erro remanescente do duto vitelino embriológico (onfalomesentérico). Esse ducto, na vida embrionária, conecta o intestino fetal com o saco vitelino. Normalmente involui entre a décima quinta e a décima sétima semana de gestação. O tipo mais comum de mucosa heterotópica é a gástrica, seguida por pancreática, tecido duodenal, colônico ou endometrial. O divertículo de Meckel pode existir em diferentes formas, variando de um pequeno abaulamento que facilmente deixa de ser diagnosticado até uma projeção longa que se comunica com o umbigo por um cordão fibroso persistente ou, muito menos comumente, por uma fístula. A manifestação habitual é um divertículo relativamente de boca ampla, medindo cerca de 5 cm de comprimento, com um diâmetro de até 2 cm.

OBJETIVA: (1092144 votos)..........99.18% das questões objetivas receberam votos.
Entre as alternativas a seguir, aquela que expressa as localizações mais frequentes das metástases a distância no câncer de pulmão é:
A. Baço, ossos e encéfalo
B. Janela pericárdica e reposição volêmica
C. Cérebro, supra-renal e ossos
D. Ossos, fígado e supra-renal
E. Pulmão, rins e pâncreas

  RATING: 2.9

Entre as alternativas a seguir, aquela que expressa as localizações mais frequentes das metástases a distância no câncer de pulmão é:

A. Baço, ossos e encéfalo
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Janela pericárdica e reposição volêmica
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Cérebro, supra-renal e ossos
CORRETO : As metástases extratorácicas dos cânceres de pulmão são extremamente comuns, sendo encontrada 'metastatização' em mais de 50% dos enfermos, à necropsia. Os sítios predominantes para implantes tumorais a distância são cérebro, pulmão, supra-renais, fígado e ossos. Deve-se lembrar de que o câncer de pequenas células é o mais comumente relacionado a metástases, não sendo incomum tais alterações surgirem como as primeiras manifestações da doença (p. ex., crise convulsiva nas lesões cerebrais secundárias).
D. Ossos, fígado e supra-renal
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Pulmão, rins e pâncreas
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.9)

DISCURSIVA: (179688 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Enumeram os sintomas de encarceramento duma hernia no lactente.(0,32 pontos)
(II) Define a redução “em massa” da hernia encarcerada.(0,07 pontos)
(III) Enumeram as três entidades patológicas mais frequentemente associadas com hernias encarceradas (0,11 pontos).


RATING: 3.04

(I) Enumeram os sintomas de encarceramento duma hernia no lactente.(0,32 pontos)
(II) Define a redução “em massa” da hernia encarcerada.(0,07 pontos)
(III) Enumeram as três entidades patológicas mais frequentemente associadas com hernias encarceradas (0,11 pontos).

(I) Enumeram os sintomas de encarceramento duma hernia no lactente:
São sintomas de encarceramento:
  1. dor abdominal (0,0360 p) + vômitos intermitentes (0,0355 p) + bebê inquieto e que não pode ser consolado (0,0355 p)
  2. massa irredutível (0,0355 p), dolorosa (0,0355 p) e às vezes eritematosa (0,0355 p) é observada na virilha (0,0355 p)
  3. distensão abdominal (0,0355 p)e fezes com sangue (0,0355 p)- sinais tardios
(II) Define a redução “em massa” da hernia encarcerada.
Redução “em massa” é um incidente raro, quando o conteúdo herniado é reduzido para a cavidade peritoneal (0,0357 p) mas o intestino permanece encarcerado internamente no saco herniário. (0,0343 p)

(III) Enumeram as três entidades patológicas mais frequentemente associadas com hernias encarceradas
As três entidades patologicas mais associadas com hernias encarceradas são: a fibrose cística (0,036 p), a hidrocefalia com desvio ventriculo-peritoneal (0,036 p) e a hemodialise (0,038 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.04)

CASO CLINICO: (209318 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente S.E.C., 11 anos, cor branca, 1,37 m de altura, 28 kg, do sexo feminino apresenta-se ás 02:00 h de madrugada no PS, com queixa principal dispnéia aos pequenos esforços, tosse freqüente e ansiedade. É a terceira vez este mes que acontece isto, sempre de madrugada. Apresenta assimetria de tórax, padrão ventilatório misto com predomínio abdominal e retração subcostal, frequência respiratória 36/minuto, tosse úmida, eficaz e purulenta em grande quantidade. O frêmito tóraco vocal apresentava-se aumentado em ápices pulmonares. Na percussão havia macicez em ápices pulmonares. Ausculta pulmonar apresentava-se com sibilos em inspir e expir, bem audíveis. Sem cianose, fala frases incompletas, parciais. T = 37,5°C.

A radiografia de tórax está normal. O leucograma demonstrou 8.100 leucócitos com 14% de eosinófilos. Glicemia normal, exame de urina I normal.

Questões:

1) Formulam o diagnóstico correto desta paciente considerando a forma de gravidade da moléstia crônica atual. (0,1 pontos)

2) Utilizando a escala adequada de gravidade do episódio agudo atual justifiquem o risco de falência respiratoria (0,1 pontos)

3) Foi necessário mesmo o pedido de Rx toracico? Qual seria a justificativa? (0,1 pontos)

4) Quais são os argumentos pro e contra uma pneumonia estreptococica? (0,1 pontos)

5) Qual é a primeira atitude terapêutica no PS para esse caso? (0,1 pontos)




RATING: 3.04

1) Formulam o diagnóstico correto desta paciente considerando a forma de gravidade da moléstia crônica atual. (0,1 pontos)

Qualquer um pode ver, então, que, no caso, estamos frente na frente com a tríade: tosse crônica ou recorrente acompanhada de sibilância e dispneia. Ou seja, trata-se e uma crise de asma bronquica, em exacerbação aguda.

Entretanto, a questão pede a forma de gravidade da molestia crônica. A criança tem sintomas noturnos, não cada semana, mas de qualquer jeito, mais de duas vezes por mês.

Diagnóstico correto: ASMA BRONQUICA PERSISTENTE LEVE EM EXACERBAÇÃO AGUDA

2) Utilizando a escala adequada de gravidade do episódio agudo atual justifiquem o risco de falência respiratoria (0,1 pontos)

A disfunção respiratória está mais relacionada com os parâmetros de uso de musculatura acessória. A freqüência respiratória e a presença de sibilância são importantes, são dados obrigatórios na inspeção e ausculta, mas não são definitorios.

Então, como quantificar PRECISAMENTE a crise?

Um instrumento útil é o escore de Wood e Downes, muito utilizado em pediatria.

ESCORE WOOD:

0 PONTOS
1 PONTO
2 PONTOS

ENTRADA DE AR

Simetrica
Assimetrica
Diminuida

SIBILOS

Poucos e geralmente expiratorios
Podem estar inspiratórios e expiratorios
Ou muito intensos ou bem diminuidos, com respiração paradoxal e MV bem diminuido também

MUSCULATURA ACESSORIA

não utilizada ou bem pouco
Significativamente utilizada
Intensamente utilizada ou respiração paradoxal,

ESTADO NEUROLOGICO

Normal
Euforia ou depressão
Torpor, coma

CIANOSE

Sem cianose
Presente em ar ambiente, regride com oxigênio
Presente com FiO2 de 40%
  • menor ou igual a 2 considera-se crise asmática leve
  • entre 3 e 4, asma moderada
  • maior ou igual a 5, asma grave com falência respiratória provável
  • um índice maior ou igual a 7 indica falência respiratória.
3) Foi necessário mesmo o pedido de Rx toracico? Qual seria a justificativa? (0,1 pontos)

Sua indicação deve ser baseada na história e no exame físico e reservada para:

  • suspeita clínica de pneumonia
  • pneumotórax
  • pneumomediastino
  • atelectasia
  • aspiração de corpo estranho
  • internação por crise grave
A radiografia de tórax (póstero-anterior e incidências laterais) frequentemente parece ser normal em crianças com asma, a não ser por sutis alterações não-específicas de hiperinsuflação (p. ex., retificação do diafragma) e espessamento peribrônquico. A radiografia de tórax é útil para identificar anormalidades que são marcadores de mimetizadores de asma (p. ex., pneumonites de aspiração, campos pulmonares hiperlucentes em bronquiolite obliterante) e as complicações durante as exacerbações da asma (p. ex., atelectasia e pneumotórax). 4) Quais são os argumentos pro e contra uma pneumonia estreptococica no caso apresentado? (0,1 pontos)

Argumentos pro:

  • macicez apical
  • tosse com expectoração
Se tivesse sido pneumonia a febre deveria estar alta, o Rx deveria estar caracteristico (velamento lobular ou pelo menos aumento da intensidade).

Argumentos contra:

  • T 37,5°C
  • Rx normal
  • Sonoridade e frêmito pectoral normal
  • Sibilãncia generalizada que indica mais breve crise de broncoespasmo que problema do parenquima
5) Qual é a primeira atitude terapêutica no PS para esse caso? (0,1 pontos)

A primeira atitude terapêutica: 3 doses de droga agonista de curta duração, em um período entre 1-2 horas.

A criança deve ser encaminhada ao hospital quando apresentar ausência de resposta clínica a 3 doses de droga agonista de curta duração, em um período entre 1-2 horas.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.04)




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