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A DECLARAÇÃO DE ÓBITO (ÁREA DE SAUDE PUBLICA)

O que é a Declaração de Óbito

A Declaração de Óbito é o documento-base do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM/MS). É composta de três vias auto-copiativas, prénumeradas seqüencialmente, fornecida pelo Ministério da Saúde e distribuída pelas Secretarias Estaduais e Municipais de saúde conforme fluxo padronizado para todo o País.

Para que servem os dados de óbitos:

Além da sua função legal, os dados de óbitos são utilizados para conhecer a situação de saúde da população e gerar ações visando à sua melhoria. Para tanto, devem ser fidedignos e refletir a realidade. As estatísticas de mortalidade são produzidas com base na Declaração de Óbito emitida pelo médico.

O papel do médico

A emissão da Declaração de Óbito é ato médico, segundo a legislação do País. Portanto, ocorrida uma morte, o médico tem obrigação legal de constatar e atestar o óbito, usando para isto o formulário oficial "Declaração de Óbito", acima mencionado.


OBJETIVA: (1433643 votos)..........96.51% das questões objetivas receberam votos.
Durante a análise anatomopatológica de uma adrenalectomia por feocromocitoma de 6 cm em um paciente de 47 anos sem evidência de metástases no pré-operatório (TC e PET negativos para doença à distância), o patologista relata: padrão arquitetural zellballen bem definido, células cromafins com atipia nuclear moderada, 6 mitoses por 10 campos de grande aumento, necrose coagulativa focal, invasão capsular e vascular, células sustentaculares positivas para proteína S-100, Ki-67 de 8 % e imuno-histoquímica positiva para cromogranina A e sinaptofisina. Não há linfonodos acometidos na amostra. Com base nesses achados, qual é a afirmação CORRETA sobre o diagnóstico e prognóstico?
A. O tumor é classificado como feocromocitoma maligno devido à alta taxa de mitoses, necrose e invasão vascular
B. A presença de células sustentaculares S100-positivas é indicativa de comportamento benigno exclusivo
C. O escore PASS superior a 4 confirma o diagnóstico de carcinoma de células cromafins com necessidade de quimioterapia adjuvante
D. Apesar dos achados histológicos de alto risco, o diagnóstico de feocromocitoma maligno requer a comprovação de metástases em locais onde não existe tecido cromafim normal, como linfonodos regionais ou distantes, ossos, fígado ou pulmão; o tumor é de potencial maligno incerto
E. A positividade para cromogranina A e sinaptofisina é patognomônica de malignidade nestes tumores

  RATING: 3

Durante a análise anatomopatológica de uma adrenalectomia por feocromocitoma de 6 cm em um paciente de 47 anos sem evidência de metástases no pré-operatório (TC e PET negativos para doença à distância), o patologista relata: padrão arquitetural zellballen bem definido, células cromafins com atipia nuclear moderada, 6 mitoses por 10 campos de grande aumento, necrose coagulativa focal, invasão capsular e vascular, células sustentaculares positivas para proteína S-100, Ki-67 de 8 % e imuno-histoquímica positiva para cromogranina A e sinaptofisina. Não há linfonodos acometidos na amostra. Com base nesses achados, qual é a afirmação CORRETA sobre o diagnóstico e prognóstico?

A. O tumor é classificado como feocromocitoma maligno devido à alta taxa de mitoses, necrose e invasão vascular
INCORRETO: A classificação de malignidade não pode ser feita apenas com base em achados histológicos locais. Muitos tumores com mitoses, necrose e invasão nunca metastatizam, enquanto alguns com histologia “benigna” podem apresentar metástases tardias. A definição é comportamental (presença de metástases), não morfológica.
B. A presença de células sustentaculares S100-positivas é indicativa de comportamento benigno exclusivo
INCORRETO : As células sustentaculares S100-positivas estão presentes na maioria dos feocromocitomas e paragangliomas, tanto benignos quanto malignos. Sua presença não exclui a possibilidade de malignidade nem garante comportamento benigno. Em alguns tumores metastáticos elas podem estar reduzidas ou ausentes, mas não constituem critério isolado confiável.
C. O escore PASS superior a 4 confirma o diagnóstico de carcinoma de células cromafins com necessidade de quimioterapia adjuvante
INCORRETO : O escore PASS (Pheochromocytoma Adrenal Scaled Score) > 4 é uma ferramenta de estratificação de risco com valor preditivo positivo limitado e significativa variabilidade interobservador. Ele não confirma o diagnóstico de carcinoma nem indica automaticamente quimioterapia adjuvante. A quimioterapia (esquema CVD ou terapias alvo) é reservada para doença metastática comprovada.
D. Apesar dos achados histológicos de alto risco, o diagnóstico de feocromocitoma maligno requer a comprovação de metástases em locais onde não existe tecido cromafim normal, como linfonodos regionais ou distantes, ossos, fígado ou pulmão; o tumor é de potencial maligno incerto
CORRETO : Segundo o consenso da OMS e das guidelines da Endocrine Society, não existem critérios histológicos absolutos e definitivos para o diagnóstico de malignidade em feocromocitoma ou paraganglioma. A malignidade é definida exclusivamente pela presença de metástases em sítios onde não existe tecido cromafim normal (linfonodos, ossos, fígado, pulmão, sistema nervoso central). Achados como mitoses elevadas, necrose, invasão vascular/capsular, atipia e Ki-67 alto são indicadores de maior risco de comportamento agressivo e são utilizados em escores de estratificação (como o PASS), porém não permitem o diagnóstico de “maligno” na ausência de metástases comprovadas. O tumor é classificado como “feocromocitoma de potencial maligno incerto” ou “com características histológicas de alto risco”, exigindo acompanhamento clínico e imagenológico prolongado (metástases podem surgir anos depois).
E. A positividade para cromogranina A e sinaptofisina é patognomônica de malignidade nestes tumores
INCORRETO : A positividade para cromogranina A e sinaptofisina apenas confirma a diferenciação neuroendócrina/cromafim do tumor. Esses marcadores são expressos tanto por feocromocitomas/paragangliomas benignos quanto malignos e não têm valor discriminatório para malignidade.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (200408 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Expliquem o que é a ”estomatite muriforme do Aguiar-Pupo”, qual é a doença em qual aparece e qual o agente patôgeno implicado.


RATING: 2.94

Expliquem o que é a ”estomatite muriforme do Aguiar-Pupo”, qual é a doença em qual aparece e qual o agente patôgeno implicado.

A paracoccidioidomicose (PCM) é micose profunda causada pelo fungo dimórfico Paracoccidioides brasiliensis. Representa a micose profunda mais importante da América Latina, afetando principalmente adultos do sexo masculino em idade produtiva, com procedência remota ou recente da zona rural, implicando dessa forma em importante impacto socioeconômico.
A FORMA AGUDA: é rara e compromete o sistema fagocítico-mononuclear com disfunção da MO. Na cavidade oral, evidencia-se uma estomatite, com pontilhado hemorrágico fino, conhecida como ”estomatite moriforme de Aguiar-Pupo”.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

CASO CLINICO: (232558 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Um recém-nascido foi apresentada à sala de emergência do hospital com taquicardia 188/min , hipotonia, tremores e irritabilidade extrema (choro inconsolável), aos 5 dias de vida. Peso 3.035 g, cumprimento 47 cm.

A criança havia nascido a termo, com peso aproximado de 3,3 kg e medidas normais, Apgar 9/10.

Mãe é inexperiente e jovem, relata que o bebê adormece muito rápido durante a amamentação e na maioria das vézes necessita estimular o lobo auricular, como foi instruida na maternidade, para acordar-lo.

Os níveis de glicose da criança foram medidos imediatamente o resultado foi de apenas 28 mg/dL. A mãe não relatou na admissão e questionada agora, nega convulsões.

Como você manejaria o caso?

(I) Diagnóstico - 0,08 pontos

(II) Qual é o risco á curto prazo? - 0,16 pontos

(III) Qual a primeira medida a ser tomada? - 0,18 pontos

(IV) Qual é a meta da terapia proposta? - 0,08 pontos




RATING: 3

(I) Diagnóstico: HIpoglicemia neonatal (0,08 pontos)

DISCUSSÃO: Em RN sadios de termo, os valores séricos de glicose são pelo menos ou acíma de:

  • 35 mg/dl entre a 1ª e a 3ª h de vida,
  • 40 mg/dl da 3ª à 24ª h
  • 45 mg/dl (2,5 mmol/l) após 24 horas.

(II) Qual é o risco á curto e á longo prazo?

A curto prazo: óbito peri-natal. (0,08 pontos)

A longo prazo: deficiências no desenvolvimento neurológico na presença de hipoglicemia persistente. Este risco está relacionado com a intensidade e duração da hipoglicemia.(0,08 pontos)

(III) Qual a primeira medida a ser tomada?

A primeira iniciativa é administrar 200 mg/kg de glicose durante 1 min (equivalente a 2 ml/kg de solução glicosada a 10%).(0,09 pontos)

O recém-nascido está com 3 kg, logo, é necessario fazer primeiro um bolus de 6 ml de solução glicosada 10%.(0,09 pontos)

(IV) Qual é a meta da terapia proposta?

Manter uma glicemia de pelo menos 45 mg/dl.(0,08 pontos)

DISCUSSÃO:  

Limiares operacionais sugeridos:

  1. Recém-nascido a termo sadio < 24 horas de idade – 30 a 35 mg/dl são aceitáveis na primeira medição
    • o limiar é elevado para 45 mg/dl após o início da alimentação ou se a medição for repetida nas primeiras 24 horas.
    • Após 24 h, o limiar deve ser aumentado para 45 a 50 mg/dl
  2. Neonato com sinais ou sintomas anormais – 45 mg/dl

  3. Neonatos assintomáticos com fatores de risco para hipoglicemia – 36 mg/dl. É fundamental o acompanhamento cuidadoso, e a intervenção é feita se a glicose plasmática permanecer abaixo desse nível, não se elevar após a alimentação ou se houver sinais clínicos anormais
  4. Para qualquer neonato, se o nível glicêmico estiver abaixo de 20 a 25 mg/dl, glicose IV é necessária para aumentar o nível de glicose plasmática para > 45 mg/dl.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3)




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