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LEPTOSPIROSE (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A leptospirose, de fato, é uma zoonose, ou seja, normalmente o hospedeiro definitivo pertence ao reino animal e não humano. E considerada um espiroquetose, porque a bacteria parece com uma espiroqueta.

A leptospirose, também chamada de doença de Weil em seu quadro mais severo, é uma doença bacteriana que afeta seres humanos e animais e que pode ser fatal. Foi classificada em 1917.

OBJETIVA: (1428088 votos)..........96.28% das questões objetivas receberam votos.
Em pacientes com artrite reumatoide estabelecida, todos os seguintes achados radio gráficos pulmonares podem ser explicados pela condição reumatológica, EXCETO:
A. Infiltrados intersticiais bilaterais
B. Bronquiectasia
C. Infiltrado lobar
D. Nódulo pulmonar solitário
E. Derrame pleural unilateral

  RATING: 2.92

Em pacientes com artrite reumatoide estabelecida, todos os seguintes achados radio gráficos pulmonares podem ser explicados pela condição reumatológica, EXCETO:

A. Infiltrados intersticiais bilaterais
INCORRETO: A AR está associada a uma forma de doença pulmonar disfuncional difusa, que pode se manifestar com dispneia e infiltrados intersticiais bilaterais, que podem ser extensos o suficiente para produzir um padrão em ”favo de mel”.
B. Bronquiectasia
INCORRETO : A bronquiectasia e a bronquiolite respiratória também podem ser devidas à AR. Muitas dessas manifestações respondem ao tratamento imunossupressor.
C. Infiltrado lobar
CORRETO : A ocorrência de infiltrado lobar não foi descrita na AR e resulta mais comumente de etiologia infecciosa aguda, frequentemente como complicação da terapia imunossupressora da AR.
D. Nódulo pulmonar solitário
INCORRETO : Os nódulos pulmonares associados à AR podem ser solitários ou múltiplos. Com frequência, ocorrem em associação com nódulos cutâneos.
E. Derrame pleural unilateral
INCORRETO : Ocorre comprometimento potencial de múltiplos sistemas orgânicos na AR (artrite reumatoide). A complicação pulmonar mais comum é o derrame pleural, que normalmente é exsudativo e manifesta-se com dor torácica e dispneia.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

DISCURSIVA: (199676 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

As tireoidites distinguem-se não apenas pela etiologia, mas pelo substrato histológico, pelo comportamento da captação isotópica e pela forma de liberação hormonal. Responda aos itens.


(I) Descreva os achados histopatológicos distintivos das principais tireoidites.
(II) Explique o significado da captação de radioiodo e da tireoglobulina sérica nas fases da tireoidite destrutiva.
(III) Caracterize a tireoidite de Riedel e sua inserção no espectro das doenças relacionadas a IgG4.

(IV) Distinga, do ponto de vista patogenético, as tireoidites induzidas por fármacos da tireoidite autoimune clássica.
(V) Fundamente o diagnóstico diferencial teórico entre tireotoxicose destrutiva e tireotoxicose por hiperprodução hormonal.


RATING: 3.24

As tireoidites distinguem-se não apenas pela etiologia, mas pelo substrato histológico, pelo comportamento da captação isotópica e pela forma de liberação hormonal. Responda aos itens.


(I) Descreva os achados histopatológicos distintivos das principais tireoidites.
(II) Explique o significado da captação de radioiodo e da tireoglobulina sérica nas fases da tireoidite destrutiva.
(III) Caracterize a tireoidite de Riedel e sua inserção no espectro das doenças relacionadas a IgG4.

(IV) Distinga, do ponto de vista patogenético, as tireoidites induzidas por fármacos da tireoidite autoimune clássica.
(V) Fundamente o diagnóstico diferencial teórico entre tireotoxicose destrutiva e tireotoxicose por hiperprodução hormonal.

(I) Histopatologia distintiva


Esquema anatomopatológico:

  • Hashimoto: infiltrado linfocítico crônico, centros germinativos e metaplasia oncocítica (células de Hürthle/Askanazy). (0,03 p)
  • De Quervain: granulomas com células gigantes multinucleadas e fragmentação do colóide, sem caseificação. (0,03 p)
  • Aguda infecciosa: predominância de neutrófilos, necrose e microabscessos. (0,02 p)
  • Riedel: fibrose hialina densa, invasão extracapsular e flebite oclusiva. (0,02 p)

(II) Captação de radioiodo e tireoglobulina na tireoidite destrutiva


Esquema funcional de fase:

  • Na fase tireotóxica destrutiva a captação de radioiodo é baixa, porque não há síntese aumentada nem organificação efetiva. (0,03 p)
  • A tireoglobulina sérica eleva-se por ruptura folicular e extravasamento do conteúdo colóide. (0,03 p)
  • Há liberação de hormônio pré-formado, com predomínio relativo de T4 sobre T3 em comparação com a hiperprodução de Graves. (0,02 p)
  • Na De Quervain, VHS e PCR acompanham a atividade inflamatória e auxiliam a documentar o caráter agudo-subagudo da lesão. (0,02 p)


(III) Tireoidite de Riedel e espectro IgG4


Esquema nosológico:

  • Trata-se de tireoidite fibrosante invasiva, que ultrapassa a cápsula e pode envolver estruturas cervicais adjacentes. (0,02 p)
  • O quadro funcional habitual é o hipotireoidismo, associado a manifestações compressivas locais (não a uma tireotoxicose clássica de escape). (0,02 p)
  • Integra o espectro das doenças relacionadas a IgG4 (fibroesclerose sistêmica), com plasmócitos IgG4+ e fibrose estoriforme. (0,03 p)
  • O mecanismo primário não é granulomatoso pós-viral nem piogênico; a fibrose oclusiva é o eixo da lesão. (0,03 p)


(IV) Tireoidites farmacoinduzidas versus autoimunidade clássica


Esquema patogenético comparativo:

  • Amiodarona tipo 2: tireoidite destrutiva por citotoxicidade direta e sobrecarga iodada sobre o tireócito, sem hiperfunção autonômica. (0,03 p)
  • Interferon e outras citocinas: desencadeiam ou desmascaram autoimunidade tireoidiana em terreno geneticamente suscetível. (0,02 p)
  • Inibidores de checkpoint: evento adverso imunomediado (irAE), frequentemente com curso bifásico (escape seguido de hipotireoidismo). (0,03 p)
  • Na forma clássica (Hashimoto) a doença é idiopática e persistente; na farmacoinduzida o fármaco é o gatilho temporal, e a conduta inclui reconhecer o agente causal. (0,02 p)


(V) Tireotoxicose destrutiva versus hiperprodução


Esquema diferencial teórico:

  • Na hiperprodução (Graves/nódulo tóxico) a captação de radioiodo é alta e há síntese hormonal aumentada. (0,03 p)
  • Na destrutiva a captação é baixa, a tireoglobulina está elevada e o TRAb típico de Graves está ausente. (0,03 p)
  • Tionamidas não interrompem a tireotoxicose destrutiva, pois o excesso hormonal não depende de organificação nova. (0,02 p)
  • O Doppler tireoidiano tende a fluxo reduzido na destruição e aumentado na doença de Graves. (0,02 p)

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - TIREOIDITES

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.24)

CASO CLINICO: (231870 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Você avalia um paciente portador de Síndrome de Down na urgência pediátrica, do sexo masculino, com 5 anos de idade, trazido pela genitora. A mãe refere cansaço, polis (poliúria, polidipsia), além de emagrecimento de 3 kg nas últimas 2 semanas, mesmo com alimentação normal, ou até mesmo aumentada.

Considerando a hipótese de cetoacidose diabética, responda as questões a seguir:

A) Quais as outras duas condições genéticas que predispõem ao diabete? - 0,08 pontos
B) Quais os critérios diagnósticos para a cetoacidose diabética? - 0,16 pontos
C) Qual a base do tratamento da cetoacidose diabética? - 0,2 pontos
D) Após a compensação, qual a dose de insulina (em U/kg/dia) preconizada para o uso ambulatorial? - 0,06 pontos





RATING: 2.92

A) Quais as outras duas condições genéticas que predispõem ao diabete?

S. Klinefelter/S. Prader Willi/ S. Turner/S. Werner/ S. McCune Albright/ S. Alström (0,04 p para cada um dos dois citados)
 
B) Quais os critérios diagnósticos para a cetoacidose diabética? 

Tríade: pH<7,2 (acidose) (0,04 p), hiperglicemia (>200mg/dL ou >11,1mmol/L) (0,04 p) , hipercetonemia (0,04 p) /cetonúria (0,04 p)
 
C) Qual a base do tratamento da cetoacidose diabética? 

Hidratação (0,04 p) , reposição insulínica (0,04 p) e correção de distúrbios metabólicos (0,04 p) /condições predisponentes (0,04 p) ou desencadeantes (infecções), quando existentes (0,04 p)

D) Após a compensação, qual a dose de insulina (em U/kg/dia) preconizada para o uso ambulatorial? 

Entre 0,3 (0,03 p) a 0,6 U/kg/dia  (0,03 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.92)




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