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INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL (ÁREA DE PEDIATRIA)

Intussuscepção intestinal é uma condição médica que ocorre quando uma parte do intestino desliza dentro da parte seguinte do intestino, formando um tipo de tubo de dois comprimentos. Geralmente, esta condição acomete crianças com menos de 5 anos de idade, mas adultos também podem desenvolver a doença.
Os sintomas da intussuscepção intestinal incluem dor abdominal, vômitos, diarreia, perda de apetite, inchaço abdominal e febre. O diagnóstico geralmente é realizado por meio de exames de imagem, como ultrassom, tomografia computadorizada ou raio-X.
A intussuscepção intestinal geralmente é tratada com cirurgia, para remover a parte afetada do intestino. No entanto, em alguns casos, a condição pode ser resolvida com o uso de fluidos intravenosos ou líquidos para aliviar a pressão no intestino.

OBJETIVA: (1149984 votos)..........99.39% das questões objetivas receberam votos.
Homem submetido à laparotomia exploradora para dor abdominal em que foi constatada apendicite aguda, tem como laudo histopatológico da peça cirúrgica um tumor apendicular do tipo carcinoide de 1,5 cm na base da víscera retirada, invadindo o mesoapêndice por cerca de 0,3 cm de extensão. Nesse caso, seria considerado mais CORRETO:
A. reoperá-lo e realizar hemicolectomia direita
B. investigá-lo com clister opaco de baixa pressão
C. solicitar colonoscopias seriadas a cada seis meses
D. solicitar ultrassonografia abdominal, em especial do fígado
E. realizar dosagens seriadas de cromogranina A para monitoramento bioquímico

  RATING: 2.75

Homem submetido à laparotomia exploradora para dor abdominal em que foi constatada apendicite aguda, tem como laudo histopatológico da peça cirúrgica um tumor apendicular do tipo carcinoide de 1,5 cm na base da víscera retirada, invadindo o mesoapêndice por cerca de 0,3 cm de extensão. Nesse caso, seria considerado mais CORRETO:

A. reoperá-lo e realizar hemicolectomia direita
CORRETO: O tumor carcinoide apendicular, um tipo de neoplasia neuroendócrina bem diferenciada, com diâmetro de 1,5 cm (faixa intermediária entre 1-2 cm), localizado na base do apêndice e com invasão do mesoapêndice de 0,3 cm (equivalente a 3 mm), representa um caso com fatores de risco para metástases linfonodais ou residuais, conforme guidelines consolidadas como as da European Neuroendocrine Tumor Society (ENETS) e da North American Neuroendocrine Tumor Society (NANETS). Nessa zona 'cinzenta' de tamanho tumoral, a presença de invasão mesoapendicular ≥3 mm e localização proximal (base) eleva o potencial de doença residual ou disseminação, justificando a hemicolectomia direita com linfadenectomia para estadiamento adequado e remoção de linfonodos regionais, visando cura oncologicamente apropriada. Estudos retrospectivos, como os publicados em revistas como Endocrine-Related Cancer e Visceral Medicine, indicam que até 18-38% dos casos semelhantes podem apresentar metástases linfonodais ocultas na hemicolectomia, e a reoperação precoce minimiza riscos de progressão, especialmente em pacientes submetidos inicialmente a apendicectomia por apendicite aguda, sem aumentar significativamente a morbidade quando realizada por equipe experiente.
B. investigá-lo com clister opaco de baixa pressão
INCORRETO : O clister opaco de baixa pressão (enema opaco), um exame radiológico contrastado para avaliação do cólon, não é indicado primariamente nesse contexto, pois o tumor carcinoide apendicular já foi ressecado e o foco deve ser no manejo de risco metastático regional, não em investigação de lesões sincrônicas no cólon, que são raras nesse tipo de neoplasia. Essa abordagem seria mais apropriada para suspeita de pólipos ou câncer colorretal primário, mas aqui atrasaria a intervenção cirúrgica necessária sem adicionar valor diagnóstico relevante para o estadiamento linfonodal.
C. solicitar colonoscopias seriadas a cada seis meses
INCORRETO : Solicitar colonoscopias seriadas a cada seis meses representaria uma vigilância endoscópica para detecção de recorrências ou lesões metacrônicas no cólon, mas não aborda o risco imediato de doença residual linfonodal associado aos fatores de risco presentes (tamanho, localização e invasão mesoapendicular). Embora útil em follow-up de longo prazo para neoplasias neuroendócrinas, essa conduta isolada seria insuficiente e passiva, permitindo potencial progressão em um tumor com comportamento imprevisível, contrariando recomendações de sociedades como a ENETS que priorizam ressecção radical em casos intermediários de alto risco.
D. solicitar ultrassonografia abdominal, em especial do fígado
INCORRETO : Solicitar ultrassonografia abdominal, com ênfase no fígado, visa detectar metástases hepáticas (comuns em carcinoides avançados), mas não resolve o problema principal de estadiamento linfonodal regional e remoção de possível doença residual, especialmente em um tumor de 1,5 cm com invasão. Embora exames de imagem sejam complementares para avaliação sistêmica pré ou pós-hemicolectomia, priorizá-los sem a reoperação seria inadequado, pois o ultrassom tem sensibilidade limitada para lesões pequenas e não substitui a cirurgia curativa indicada pelos critérios de risco, conforme evidências de séries clínicas que enfatizam a ação cirúrgica precoce.
E. realizar dosagens seriadas de cromogranina A para monitoramento bioquímico
INCORRETO : Realizar dosagens seriadas de cromogranina A, um marcador bioquímico para tumores neuroendócrinos, serve para monitoramento de recorrência ou resposta terapêutica em casos metastáticos ou de alto risco, mas não é o manejo inicial mais correto aqui, onde a prioridade é a ressecção radical devido aos fatores anatomopatológicos. Essa abordagem laboratorial é adjuvante no follow-up pós-cirúrgico, não substituindo a hemicolectomia em tumores intermediários com invasão, e poderia levar a falsos negativos ou atraso na intervenção, ignorando o potencial benefício oncologico da linfadenectomia demonstrado em estudos retrospectivos.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.75)

DISCURSIVA: (183278 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Quando está imperativo o uso de adrenalina na reanimação neonatal? (0,175 pontos)
(II) Definam as recomendações em relação ao emprego da adrenalina na reanimação neonatal. (0,2 pontos)
(III) Quando está imperativo o uso de expansores de volume na reanimação neonatal? (0,075 pontos)
(IV) Quais são os critérios utilizados para interromper a ressuscitação/reanimação neonatal? (0,05 pontos)


RATING: 3.03

(I) Quando está imperativo o uso de adrenalina na reanimação neonatal? (0,175 pontos)
(II) Definam as recomendações em relação ao emprego da adrenalina na reanimação neonatal. (0,2 pontos)
(III) Quando está imperativo o uso de expansores de volume na reanimação neonatal? (0,075 pontos)
(IV) Quais são os critérios utilizados para interromper a ressuscitação/reanimação neonatal? (0,05 pontos)

(I) Quando está imperativo o uso de adrenalina na reanimação neonatal?
A adrenalina é indicada se a frequência cardíaca do bebê permanecer abaixo de 60 bpm (0,025 p) após:
• Pelo menos 30 segundos de ventilação (0,025 p) com pressão positiva (VPP) (0,025 p) que infla os pulmões (0,025 p) , o que é evidenciado por movimento do tórax (0,025 p) ;
• Outros 60 segundos de massagem cardíaca (0,025 p) acompanhada de VPP (0,025 p) com oxigênio a 100%. (0,025 p)

(II) Definam as recomendações em relação ao emprego da adrenalina na reanimação neonatal.
Recomendações em relação ao emprego da adrenalina:
a. Concentração: 1:10.000 (0,1 mg/mL) (0,025 p)
b. Via:
Endovenosa (preferível) (0,025 p) ou intraóssea (0,025 p)
c. Dose: Endovenosa/Intraóssea = 0,1 - 0,3 mL/kg (0,025 p) . Pode ser repetida a cada 3-5 minutos. (0,025 p)
Considerar uma dose mais elevada (0,5 - 1,0 mL/kg) SOMENTE para a via endotraqueal. (0,025 p)
d. Velocidade: rapidamente (0,025 p)

(III) Quando está imperativo o uso de expansores de volume na reanimação neonatal?
A administração de expansor de volume está indicada se o recém-nascido não está respondendo aos passos da reanimação (0,025 p) E existem sinais de choque (0,025 p) ou história de perda aguda de volume sanguíneo (0,025 p) .

(IV) Quais são os critérios utilizados para interromper a ressuscitação/reanimação neonatal?
Se a ausência de frequência cardíaca é confirmada depois de 10 minutos de reanimação (0,025 p) , é razoável interromper os esforços de reanimação. Entretanto, a decisão de prosseguir com a reanimação ou interrompê-la deve ser individualizada. (0,025 p)

FONTE:

Manual de Reanimação Neonatal da Academia Americana de Pediatria - 7ª edição

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

CASO CLINICO: (213919 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Criança de 2 anos, F, conhecida como cardiopata (mãe traz uma alta aonde consta que a paciente sofreu uma cirurgia Jatene com duas semanas de vida) da entrada no PS com dispneia, taquipneia (67/min), mau estar geral. Foi instituida rapidamente ventilação com máscara náo-reinalante com O2 100% e estabelecido accesso venoso. A saturação, que na entrada estava 86% melhorou para 90% mas a criança ainda apresenta cianose, uso da musculatura respiratoria acessoria e leve agitação. Foi medida uma FC de 144/minuto, Dextro 88 mg%. PA 80/50 mm Hg, tempo de enchimento capilar 3 segundos. Quinze minutos depois da coleta dos exames a criança entra em apneia, seguida de parada cardiorrespiratoria. No monitor - sem atividade eletrica.
1) Qual é a primeira medida a ser instituida neste momento? 0,375 pontos
2) Considerando os antecedentes cirurgicos da criança, qual é a cardiopatia congênita que foi corrigida? 0.0625 pontos
3) Qual é o diagnóstico da emergência que provavelmente causou a parada? 0,0625 pontos


RATING: 3.18

1) Estamos na frente dupa parada cardiorrespiratoria, dentro dum hospital. Precisamente é uma assistola . A primeira medida a ser feita neste momento é instituir imediatamente as compressões cardíacas/ventilações (0,0625 p) (15 compressões:2 ventilações) (0,0625 p) cada compressão devendo descer para 1/3 do diametro anteroposterior (0,0625 p) do torax, esperando o retorno total do torax após cada compressão (0,0625 p), com uma frequência de 100-120/minuto (0,0625 p). Ás ventilações tem que ser aplicadas em menos de 10 segundos (0,0625 p).
2) O procedimento de troca arterial (Jatene) é o tratamento cirúrgico de escolha para os neonatos com d-TGA e septo interventricular intacto. (0,0625 p)
3) Considerando o historico cardiovascular da paciente, a taquicardia accentuata, o tempo de enchimento capilar prolongado e o esforço respiratorio podemos suspeitar de choque cardiogênico como provável causa da parada. (0,0625 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.18)




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