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Paciente do sexo masculino, médico, com 50 anos de idade, com queixa de dor aguda na fossa ilíaca esquerda: queda do estado geral, febre de 38 ºC, emaciado, inapetente. O médico atendente suspeita de diverticulite. Considerando o caso descrito e a suspeita clínica, assinale a alternativa que apresenta os exames que devem ser solicitados:
A. colonoscopia, ultrassonografia de abdome e pelve, leucometria, PCR e exame de urina de rotina
INCORRETO: A colonoscopia é contraindicada na fase aguda da diverticulite, devido ao risco aumentado de perfuração intestinal em um cólon inflamado; a ultrassonografia, embora útil em cenários limitados (como ausência de TC ou em pacientes jovens), não oferece a mesma acurácia diagnóstica que a TC, podendo subestimar complicações; os exames laboratoriais (leucometria, PCR e urina) são apropriados, mas a inclusão de procedimentos inadequados compromete a escolha.
B. radiografia simples de abdome e pelve, PCR, exame de urina de rotina
INCORRETO : A radiografia simples tem utilidade limitada, identificando apenas achados inespecíficos como íleo ou ar livre em casos de perfuração avançada, sem capacidade diagnóstica primária para diverticulite; faltam exames de imagem mais sensíveis como a TC e avaliações laboratoriais como o hemograma, tornando a abordagem incompleta para uma suspeita aguda.
C. tomografia de abdome e pelve, hematimetria, PCR e exame de urina de rotina
CORRETO : No contexto de uma suspeita de diverticulite aguda, a tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve representa o exame de imagem de escolha, com alta sensibilidade e especificidade para confirmar o diagnóstico, identificar complicações como abscessos, perfurações ou peritonite, e diferenciar de outras condições como apendicite ou neoplasias. A hematimetria (que corresponde ao hemograma completo) é essencial para avaliar leucocitose, um marcador comum de infecção ou inflamação aguda. A proteína C-reativa (PCR) quantifica o grau de inflamação sistêmica, auxiliando na estratificação de gravidade. Por fim, o exame de urina de rotina é relevante para excluir infecções do trato urinário, que podem mimetizar sintomas abdominais inferiores. Essa combinação garante uma abordagem diagnóstica abrangente, segura e alinhada com as diretrizes clínicas consolidadas, permitindo intervenções precoces e adequadas.
D. ressonância magnética de imagens de abdome e pelve, hematimetria e PCR
INCORRETO : Embora a ressonância magnética seja uma alternativa viável à TC (especialmente em pacientes com contraindicações à radiação), ela não é a primeira escolha devido a maior tempo de exame, custo e disponibilidade limitada; além disso, omite o exame de urina, que é útil para descartar diagnósticos diferenciais urinários, resultando em uma avaliação menos abrangente.
E. ultrassonografia de abdome e pelve, radiografia simples de abdome, leucometria, PCR e exame de urina de rotina
INCORRETO : A alternativa prioriza exames de imagem secundários: a ultrassonografia é dependente do operador e menos sensível para complicações profundas, enquanto a radiografia simples oferece pouca especificidade; embora inclua exames laboratoriais adequados, a ausência da TC como método principal compromete a precisão diagnóstica em um quadro agudo, onde a identificação rápida de complicações é crucial.
Gabarito: C
RATING: 3.01 ![]()
FONTE:
1. Quais são as hipóteses diagnósticas para o caso, no quinto dia de doença? 0,1 p
Dengue (0,01 p), febre amarela (0,01 p), malária (0,01 p), sarampo (0,01 p), rubéola (0,01 p), leptospirose (0,01 p), febre tifóide (0,01 p), riquetisioses (0,01 p), mononucleose infecciosa (0,01 p), endocardite infecciosa (0,01 p);
2. Destaque cinco elementos no quadro clínico e laboratorial que sustentam suas duas principais hipóteses diagnósticas. 0,1 p
a) Malária: epidemiologia, febre, cefaléia, plaquetopenia. (0,05 p)
b) Dengue: epidemiologia, febre, cefaléia, artralgia, dor retroorbitária, PL+, hemoconcentração (Hematócrito esperado é até 45%), plaquetopenia. (0,05 p)
3. Comente o atendimento clínico deste paciente, no quinto dia de doença. 0,3 p
Faltou melhor avaliação epidemiológica (0,06 p).
Faltou avaliação de PA deitado e sentado. (0,06 p)
Não foi valorizado o relato do paciente de ser portador de diabetes, não sendo no momento solicitado exames complementares (glicemia e outros de interesse) (0,06 p)
Abordagem da HAS. (0,06 p)
Não foi solicitado pesquisa de plasmodium. (0,06 p)
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