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PLANEJAMENTO FAMILIAL (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

A contracepção representa o conjunto dos procedimentos destinados impedir a fecundação, de uma maneira temporária ou irreversível.

A freqüência das complicações e interrupção da gravidez causou o imperativo da prevenção. A importância da problema resulta do fato que o medico tem que conhecer muito bem as problemas da contracepção.

Atenção !!! Não confundem o planejamento familiar com o controle da natalidade!

OBJETIVA: (1431136 votos)..........96.35% das questões objetivas receberam votos.
O fenômeno chamado 'resposta vagal' pode ser associado com:
(I) anormal estimulação do nervo vago
(II) aceleração do coração
(III) pessoas idosas com outras doenças
(IV) suores frios, palidez e escurecimento súbito da visão
A. I e II
B. I e III
C. II e III
D. II e IV
E. I e IV

  RATING: 3.27

O fenômeno chamado 'resposta vagal' pode ser associado com:

(I) anormal estimulação do nervo vago
CORRETO:
(II) aceleração do coração
INCORRETO: Uma anormal estimulação do nervo vago pode levar a grande desaceleração do coração
(III) pessoas idosas com outras doenças
INCORRETO: Esse tipo de desmaio ocorre normalmente em pessoas jovens e sem outras doenças.
(IV) suores frios, palidez e escurecimento súbito da visão
CORRETO: A síncope é normalmente precedida de sintomas como suores frios, palidez e escurecimento súbito da visão.

A. I e II
INCORRETO: veja os comentários acíma
B. I e III
INCORRETO : veja os comentários acíma
C. II e III
INCORRETO : veja os comentários acíma
D. II e IV
INCORRETO : veja os comentários acíma
E. I e IV
CORRETO : veja os comentários acíma

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.27)

DISCURSIVA: (200095 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Responda ás seguintes questões sobre a coqueluche:
1) Quais são os critérios laboratoriais de diagnostico confirmado de coqueluche? (0,125 pontos)
2) Enumeram simplesmente as fases evolutivas da doença. (0,1875 pontos)
3) Que tipo de notificação tem a doença e aonde tem que comunicar em caso de suspeita? (0,125 pontos)
4) Qual é o tratamento da primeira escolha em caso de coqueluche no recém-nascido? (0,0625 pontos)


RATING: 3

Responda ás seguintes questões sobre a coqueluche:
1) Quais são os critérios laboratoriais de diagnostico confirmado de coqueluche? (0,125 pontos)
2) Enumeram simplesmente as fases evolutivas da doença. (0,1875 pontos)
3) Que tipo de notificação tem a doença e aonde tem que comunicar em caso de suspeita? (0,125 pontos)
4) Qual é o tratamento da primeira escolha em caso de coqueluche no recém-nascido? (0,0625 pontos)

1) Quais são os critérios laboratoriais de diagnostico confirmado de coqueluche?
Bordetella pertussis isolada em espécime clínica; (0,0625 p)
Reação de cadeia da polimerase positiva para B.pertussis. (0,0625 p)

2) Enumeram simplesmente as fases evolutivas da doença.
Fase catarral (0,0625 p), fase paroxística (0,0625 p) e fase de convalescença (0,0625 p).

3) Que tipo de notificação tem a doença e aonde tem que comunicar em caso de suspeita?
A coqueluche é uma doença de notificação compulsória (0,0625 p), e sempre que o médico suspeitar do diagnóstico deve comunicar a Vigilância do município (0,0625 p).

4) Qual é o tratamento da primeira escolha em caso de coqueluche no recém-nascido?
Azitromicina 10 mg/kg/d 1x/dia (Em menores de 1 mês, preferir azitromicina pelo risco maior de estenose hipertrófica de piloro com eritromicina) (0,0625 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (232262 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Menino de 7 anos, previamente hígido, internado por febre de 39,4 °C, odinofagia, torcicolo à esquerda e aumento doloroso da face anterior esquerda do pescoço há 4 dias. Há 5 meses teve quadro semelhante, tratado em outro serviço como “tireoidite subaguda”, com AINE e prednisona por 10 dias; melhorou parcialmente e recidivou. Mãe relata episódios de faringite de repetição. Nega trauma cervical, punção prévia, imunodeficiência conhecida, uso de imunossupressor e doença tireoidiana familiar.

Exame: toxemiado, T 39,1 °C, FC 142 bpm, FR 28 irpm, SatO₂ 97% em ar. Assimetria cervical esquerda com eritema cutâneo, calor local, dor extrema à palpação e área de flutuação sobre o lobo esquerdo. Desvio contralateral da traqueia à palpação. Sem oftalmopatia. Pregas vocais móveis à nasofibroscopia de urgência; edema da parede faríngea esquerda.

Laboratório: leucócitos 21.800/mm³ com 18% de bastões; PCR 186 mg/L; VHS 94 mm/h; TSH 1,9 mUI/L; T4 livre 1,2 ng/dL; anti-TPO negativo; TRAb negativo. Hemocultura colhida. Ultrassonografia: lobo esquerdo aumentado, coleção heterogênea de 2,8 cm com debris e reforço posterior, fluxo periférico. TC com contraste: abscesso do lobo esquerdo com extensão peritireoidiana, sem compressão crítica da via aérea. PAAF guiada: pus amarelo-esverdeado; Gram com cocos Gram-positivos e flora mista; cultura posteriormente positiva para Streptococcus anginosus e anaeróbios.

Questões:

(I) Qual o diagnóstico etiológico mais provável e por que o lado esquerdo importa? (0,1 pontos)

(II) Por que este quadro não é De Quervain e por que a tireoide “resiste” à infecção? (0,1 pontos)

(III) Qual a sequência racional de exames para confirmar abscesso e fístula? (0,1 pontos)

(IV) Qual a conduta da fase aguda (antibiótico, drenagem, o que não fazer)? (0,1 pontos)

(V) Como se trata a fístula para impedir nova recidiva? (0,1 pontos)




RATING: 2.98

(I) Diagnóstico


O diagnóstico é tireoidite aguda supurativa com abscesso do lobo esquerdo (0,03 p), secundária a fístula do seio piriforme (remanescente do 3º ou 4º arco/bolsa branquial) (0,04 p). Essa anomalia desemboca quase sempre no lobo esquerdo (cerca de 90–94% dos casos) (0,02 p). A recidiva após corticoide e sem fechamento do trajeto é a pista clássica da fístula persistente (0,01 p).


(II) Diferencial e vulnerabilidade


A De Quervain cursa com dor e VHS alta, mas sem eritema, flutuação ou pus, e em geral com tireotoxicose destrutiva — aqui a criança está eutireoidiana e tóxica, com leucocitose e desvio (0,04 p).
A glândula é naturalmente resistente à infecção por cápsula fibrosa, rica vascularização e alto teor de iodo (0,03 p). Por isso, na criança imunocompetente, a TAS praticamente exige porta de entrada congênita; a função tireoidiana costuma permanecer preservada (0,03 p).


(III) Exames


A ultrassonografia é o exame inicial: coleção hipoecoica no lobo esquerdo (0,02 p). A PAAF confirma pus e permite Gram/cultura (0,03 p).
A TC delimita extensão, via aérea e espaços profundos (0,02 p).
Esofagograma baritado e laringoscopia/hipofaringoscopia devem ser feitos na fase fria (em geral 4–8 semanas), porque o edema agudo oblitera o trajeto e gera falso-negativo (0,03 p).


(IV) Fase aguda


Iniciar antibiótico intravenoso de amplo espectro
(0,02 p) cobrindo aeróbios e anaeróbios da flora orofaríngea (amoxicilina-clavulanato, ceftriaxona + clindamicina, ou equivalente), depois desescalonar pela cultura (0,03 p) . Abscesso: drenagem por PAAF guiada (repetida se preciso) ou incisão se houver coleção grande, sepse ou ameaça de via aérea (0,03 p). Não usar glicocorticoide como se fosse De Quervain — piora a infecção (0,02 p).


(V) Tratamento definitivo da fístula


O tratamento da fase aguda não fecha o trajeto; a correção é na fase fria, para impedir recidiva (0,03 p). Em crianças menores (em especial < 8 anos), prefere-se cauterização endoscópica do óstio no seio piriforme (0,03 p). Alternativa definitiva: cirurgia aberta com fistulectomia ± hemitireoidectomia esquerda (0,02 p). Incisão e drenagem isoladas têm alta taxa de recidiva (próxima de 90% em séries de anomalia do 4º arco) (0,02 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.98)




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