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Primigesta de 16 anos, 39 semanas de gestação, altura uterina de 36 cm, em trabalho de parto, com 6cm de dilatação do colo uterino. Foi submetida a analgesia de parto com instalação de peridural contínua. Ao exame obstétrico, após 1 hora de duração do período expulsivo, constatou-se ângulo subpúbico normal, bolsa rota, apresentação cefálica 3 cm abaixo da espinha ciática, com presença de bossa serossanguínea de +2/+4, parietal anterior pouco acessível ao toque, com sutura sagital próxima ao púbis e fontanela occipital situada à direita. O diagnóstico e melhor conduta seriam:
A. distocia de rotação em variedade ODT com assinclitismo posterior, a ser corrigida com fórcipe de Kielland
CORRETO: O fórcipe de Kielland tem como indicação clássica a correção da distocia de rotação. No caso apresentado não há desproporção cefalopélvica pois já houve insinuação, estando a apresentação em +3 de DeLee. O assinclitismo posterior é revelado pela presença da sutura sagital mais próxima ao púbis.
B. desproporção céfalo-pélvica no plano do estreito superior com assinclitismo anterior, a ser resolvida com cesárea
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. distocia de estreito inferior em variedade ODT com assinclitismo de Litzmann, a ser corrigida com fórcipe de Kielland
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. distocia de rotação em ODT com assinclitismo de Näegele, a ser resolvida com cesárea
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. desproporção cefalopélvica no plano do estreito superior com assinclitismo posterior, a ser resolvida com fórcipe de Simpson.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: A
RATING: 3.04 ![]()

FONTE:
Paciente do sexo masculino, 52 anos, agricultor da região litorânea de Santa Catarina (área de suficiência iódica), tabagista de longa data, com história familiar positiva para bócio na mãe e em uma irmã.
Há aproximadamente 8 anos notou aumento discreto e bilateral do volume cervical anterior, inicialmente assintomático. Nos últimos 6 meses evoluiu com rouquidão progressiva, disfagia a líquidos e sensação de compressão noturna, sem perda ponderal, intolerância térmica, tremores ou palpitações.
Ao exame físico: tireoide visivelmente aumentada, multinodular, com nódulo dominante no lobo esquerdo de consistência firme, deslocando a traqueia para a direita, sem frêmito, sopro ou linfonodomegalias. Voz rouca, sem estridor.
TSH 2,1 mUI/L (VR 0,4–4,0), T4 livre 1,2 ng/dL, anticorpos anti-TPO e anti-Tg negativos. Tomografia de pescoço e tórax: glândula de volume estimado 95 mL, múltiplos nódulos bilaterais, extensão substernal esquerda com compressão traqueal e do nervo laríngeo recorrente ipsilateral.
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