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INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA NO PACIENTE PEDIATRICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Insuficiência Renal Aguda é um termo genérico. Trata-se, basicamente, da diminuição abrupta e sustentada na função renal.
Assim, há uma retenção de resíduos nitrogenados (ureia e creatinina) e não nitrogenados. Caso isso dura demais, instalam-se distúrbios metabólicos como acidose metabólica e hipercalemia, mudanças no balanço de fluidos corpóreos e efeitos em outros órgãos e sistemas.
Pior é que essa catastrofe metabólica é uma situação comum em Pediatria. Acarreta alta morbidade e mortalidade e não por ultimo, um custo muito alto.
Obviamente, a conclusão pode ser uma só - melhor prevenir que chegar a vivenciar - uma situação frequentemente prevenível. A instituição de medidas preventivas são cruciais para obtenção de um desfecho favorável.
O grande vilão nesta historia é a perda irreversível dos néfrons.

OBJETIVA: (1135811 votos)..........99.55% das questões objetivas receberam votos.
Os estudos de coorte:
A. são sempre retrospectivos
B. partem da análise de casos
C. analisam a exposição previamente ao evento
D. analisam a intervenção em relação à exposição
E. ignoram a incidência do agravo entre expostos e não-expostos

  RATING: 2.68

Os estudos de coorte:

A. são sempre retrospectivos
INCORRETO: Estudos de caso-controle são retrospectivos.
B. partem da análise de casos
INCORRETO : Os estudos que partem da análise de casos poderiam ser os estudos de caso-controle, os estudos de caso e os de séries de casos.
C. analisam a exposição previamente ao evento
CORRETO : Estudos de coorte são, por definição, observacionais, longitudinais, prospectivos, e partem de pessoas não-doentes, para posteriormente analisar a incidência do agravo entre expostos e não-expostos.
D. analisam a intervenção em relação à exposição
INCORRETO : Nos estudos experimentais, a exposição é a intervenção determinada pelo pesquisador.
E. ignoram a incidência do agravo entre expostos e não-expostos
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.68)

DISCURSIVA: (182453 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram as condições de predisposição/causas da parada cardíaca súbita.


RATING: 2.93

Enumeram as condições de predisposição/causas da parada cardíaca súbita.

As condições de predisposição ou causas da parada cardíaca súbita podem compreender:

  • Cardiomiopatia hipertrófica (0,05 p)
  • Artéria coronária anômala (0,05 p)
  • Síndrome de QT longo (0,05 p) ou outras canalopatias (0,05 p)
  • Miocardite (0,05 p)
  • Intoxicação farmacológica (0,05 p) (p.ex., digoxina (0,05 p), efedrina (0,05 p), cocaína (0,05 p))
  • Commotio cordis (0,05 p) (isto é, arritmia secundária a pancada forte no tórax)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.93)

CASO CLINICO: (212691 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 32 anos, refere fadiga crônica e palidez desde a adolescência. Antecedente de anemia microcítica diagnosticada na adolescência, tratada com sulfato ferroso oral sem resposta e com piora progressiva da sobrecarga de ferro. Hemograma atual: Hb 7,8 g/dL, VCM 62 fL (microcitose), RDW elevado, esfregaço periférico com dimorfismo eritrocitário (predomínio de hemácias hipocrômicas microcíticas + população normocítica/macrocítica) e corpúsculos de Pappenheimer. Ferro sérico 220 µg/dL, saturação de transferrina 70%, ferritina sérica 1200 ng/mL, TIBC normal. Exame físico: hepatoesplenomegalia leve. História familiar positiva para anemia em tio materno e irmão.

Questões

I. Qual a suspeita diagnóstica mais provável? (0,2 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,1 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,1 pontos)
IV. Qual o tratamento indicado? (0,1 pontos)





RATING: 3.12

I. Suspeita diagnóstica
A suspeita é de anemia sideroblástica hereditária (forma ligada ao cromossomo X).
  • Caracterizada por anemia + presença de sideroblastos em anel + aumento do estoque de ferro na medula óssea (0,05 p)
  • Coexistência paradoxal de hipocromia/microcitose com ferro sérico alto (>150 µg/dL), saturação de transferrina elevada (30-80%) e ferritina elevada (>100-200 ng/mL) (0,05 p)
  • Dimorfismo eritrocitário no esfregaço periférico (micrócitos predominantes na forma hereditária) com RDW aumentado (0,05 p)
  • Mais comum em homens, com hepatoesplenomegalia por hemocromatose eritropoiética e história familiar sugestiva de herança ligada ao X (0,05 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada

  • No tipo hereditário ligado ao cromossomo X, mutação na primeira enzima da síntese porfirínica – ALA-sintase mitocondrial (0,05 p)
  • A enzima catalisa a reação limitante (síntese de ALA a partir de glicina e succinil-CoA) e tem como principal cofator a vitamina B6 (piridoxal 5-fosfato) (0,03 p)
  • O mutante ALA-sintase só funciona quando altas doses suprafisiológicas de vitamina B6 são oferecidas (0,02 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

  • Aspirado de medula óssea (mielograma) é a única forma de confirmação (0,05 p)
  • Encontro de mais de 15% de eritroblastos do tipo sideroblastos em anel (0,05 p)

IV. Tratamento

  • Na forma hereditária ligada ao X, reposição de doses suprafisiológicas de piridoxina (vitamina B6) 50-100 mg/dia, com correção da anemia em 40-60% dos casos (0,05 p)
  • Duas preocupações principais: correção da anemia + correção/prevenção da hemocromatose eritropoiética (0,02 p)
  • Acompanhar ferritina sérica; se >500 ng/mL, flebotomia repetida quando anemia leve (Hb ≈9 g/dL) ou quelante desferoxamina 40 mg/kg/dia via SC em infusão contínua nos casos moderados/graves (0,03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.12)




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