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COMA E ALTERAÇÕES DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA EM PEDIATRIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

O termo consciência é bastante amplo, sendo utilizado em diferentes contextos. Pode-se denominar consciência como o estado de plena noção de si mesmo e do meio.
Esta aparentemente simples definição, oculta funções cerebrais complexas que envolvem diversas vias e estruturas do sistema nervoso central (SNC) – bem como suas conexões funcionais.
Na verdade, a consciência de um indivíduo pode ser discutida a partir de dois aspectos:
a) o nível de consciência – ou estado de vigília
b) o conteúdo da consciência, incluindo funções cognitivas e de atenção, além das respostas afetivas.
Quando há diminuição do estado de vigília, o mesmo acontece com a atenção. Ou seja, talvez a vigília e atenção são positivamente correlacionadas.
Indivíduo com lesão parietotemporal direito podem desenvolver um grau importante de desatenção.

OBJETIVA: (1396991 votos)..........95.19% das questões objetivas receberam votos.
Sobre a forma de início poliarticular com FR positivo da artrite idiopática juvenil, uma afirmação é VERDADEIRA:
A. presença de FR da classe IgM em pelo menos duas ocasiões separadas por um período de 14 dias é critério diagnostico
B. necessita exame oftalmológico de lâmpada de fenda a cada 3 meses pelo risco de uveíte anterior cronica
C. é muito mais freqüente em meninas
D. o início da artrite geralmente acontece na articulação coxofemural, joelho e pé
E. geralmente a remissão é espontânea, se tratamento e o prognostico favorável

  RATING: 3.11

Sobre a forma de início poliarticular com FR positivo da artrite idiopática juvenil, uma afirmação é VERDADEIRA:

A. presença de FR da classe IgM em pelo menos duas ocasiões separadas por um período de 14 dias é critério diagnostico
INCORRETO: Há, neste caso, presença de artrite em cinco ou mais articulações durante os primeiros 6 meses de doença e inclui a presença de FR da classe IgM em pelo menos duas ocasiões separadas por um período de 3 meses.
B. necessita exame oftalmológico de lâmpada de fenda a cada 3 meses pelo risco de uveíte anterior cronica
INCORRETO : Exames de lâmpada de fenda devem ser realizados a cada 3 meses nas crianças com AIJ de início oligoarticular com AAN positivos.
C. é muito mais freqüente em meninas
CORRETO : É muito mais freqüente em meninas (90% dos casos) e na maioria dos casos a doença tem início entre os 12 e os 16 anos.
D. o início da artrite geralmente acontece na articulação coxofemural, joelho e pé
INCORRETO : A artrite em geral inicia-se pelas pequenas articulações das mãos, e, a seguir, quaisquer outras articulações podem ser acometidas, principalmente os joelhos, tornozelos, cotovelos e coxofemorais.
E. geralmente a remissão é espontânea, se tratamento e o prognostico favorável
INCORRETO : As recorrências são freqüentes e alguns pacientes evoluem com atividade contínua. Seu prognóstico é, em geral, desfavorável.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.11)

DISCURSIVA: (195623 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Quais são as complicações mais comuns associadas ao divertículo e como elas afetam cada camada da parede do cólon?
(II) Quais camadas da parede do cólon estão envolvidas no divertículo?
(III) Quais são os sinais e sintomas que indicam a presença de complicações relacionadas ao divertículo?


RATING: 3.14

(I) Quais são as complicações mais comuns associadas ao divertículo e como elas afetam cada camada da parede do cólon?
(II) Quais camadas da parede do cólon estão envolvidas no divertículo?
(III) Quais são os sinais e sintomas que indicam a presença de complicações relacionadas ao divertículo?

(I) Quais são as complicações mais comuns associadas ao divertículo e como elas afetam cada camada da parede do cólon?
As complicações mais comuns associadas ao divertículo incluem:
☉ Diverticulite: Inflamação do divertículo que pode causar dor abdominal e febre. Afeta principalmente a mucosa e a submucosa, levando a inflamação e infecção. (0,025 p);
☉ Perfuração: Pode ocorrer se a inflamação for grave, resultando em um buraco na parede do cólon. Isso afeta todas as camadas, especialmente a camada muscular e a serosa, podendo levar a peritonite. (0,025 p);
☉ Hemorragia: Sangramento do divertículo, geralmente devido à erosão de vasos sanguíneos na submucosa. (0,025 p);
☉ Abscesso: Formação de pus ao redor do divertículo inflamado, afetando a serosa e os tecidos adjacentes. (0,025 p);
☉ Fístulas: Conexões anormais entre o cólon e outros órgãos, resultantes de inflamação crônica que pode envolver todas as camadas da parede do cólon. (0,025 p);

(II) Quais camadas da parede do cólon estão envolvidas no divertículo?
No divertículo de pulsão, as camadas envolvidas da parede do cólon são a mucosa (0,025 p); e a submucosa (0,025 p);, que se projetam através da camada muscular (0,025 p); e são recobertas pela serosa (0,025 p);.

(III) Quais são os sinais e sintomas que indicam a presença de complicações relacionadas ao divertículo?
Os sinais e sintomas que podem indicar complicações relacionadas ao divertículo incluem:
☉ Dor abdominal: Geralmente localizada no quadrante inferior esquerdo. (0,025 p);
☉ Febre: Indicativa de infecção ou inflamação (diverticulite). (0,025 p);
☉ Sangramento retal: Pode ser um sinal de hemorragia diverticular. (0,025 p);
☉ Alterações nos hábitos intestinais: Como constipação ou diarreia. (0,025 p);
☉ Náuseas e vômitos: Podem ocorrer em casos de obstrução ou inflamação severa. (0,025 p);
☉ Sensibilidade abdominal: Ao toque, especialmente no local do divertículo. (0,025 p);
☉ Distensão abdominal: Inchaço devido à inflamação ou obstrução. (0,025 p);
☉ Sintomas de peritonite: Como dor intensa e difusa (0,025 p);, rigidez abdominal (0,025 p); e sinais de choque (0,025 p);, em casos de perfuração. (0,025 p);

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.14)

CASO CLINICO: (227805 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 32 anos, refere fadiga crônica e palidez desde a adolescência. Antecedente de anemia microcítica diagnosticada na adolescência, tratada com sulfato ferroso oral sem resposta e com piora progressiva da sobrecarga de ferro. Hemograma atual: Hb 7,8 g/dL, VCM 62 fL (microcitose), RDW elevado, esfregaço periférico com dimorfismo eritrocitário (predomínio de hemácias hipocrômicas microcíticas + população normocítica/macrocítica) e corpúsculos de Pappenheimer. Ferro sérico 220 µg/dL, saturação de transferrina 70%, ferritina sérica 1200 ng/mL, TIBC normal. Exame físico: hepatoesplenomegalia leve. História familiar positiva para anemia em tio materno e irmão.

Questões

I. Qual a suspeita diagnóstica mais provável? (0,2 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,1 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,1 pontos)
IV. Qual o tratamento indicado? (0,1 pontos)





RATING: 3.09

I. Suspeita diagnóstica
A suspeita é de anemia sideroblástica hereditária (forma ligada ao cromossomo X).
  • Caracterizada por anemia + presença de sideroblastos em anel + aumento do estoque de ferro na medula óssea (0,05 p)
  • Coexistência paradoxal de hipocromia/microcitose com ferro sérico alto (>150 µg/dL), saturação de transferrina elevada (30-80%) e ferritina elevada (>100-200 ng/mL) (0,05 p)
  • Dimorfismo eritrocitário no esfregaço periférico (micrócitos predominantes na forma hereditária) com RDW aumentado (0,05 p)
  • Mais comum em homens, com hepatoesplenomegalia por hemocromatose eritropoiética e história familiar sugestiva de herança ligada ao X (0,05 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada

  • No tipo hereditário ligado ao cromossomo X, mutação na primeira enzima da síntese porfirínica – ALA-sintase mitocondrial (0,05 p)
  • A enzima catalisa a reação limitante (síntese de ALA a partir de glicina e succinil-CoA) e tem como principal cofator a vitamina B6 (piridoxal 5-fosfato) (0,03 p)
  • O mutante ALA-sintase só funciona quando altas doses suprafisiológicas de vitamina B6 são oferecidas (0,02 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

  • Aspirado de medula óssea (mielograma) é a única forma de confirmação (0,05 p)
  • Encontro de mais de 15% de eritroblastos do tipo sideroblastos em anel (0,05 p)

IV. Tratamento

  • Na forma hereditária ligada ao X, reposição de doses suprafisiológicas de piridoxina (vitamina B6) 50-100 mg/dia, com correção da anemia em 40-60% dos casos (0,05 p)
  • Duas preocupações principais: correção da anemia + correção/prevenção da hemocromatose eritropoiética (0,02 p)
  • Acompanhar ferritina sérica; se >500 ng/mL, flebotomia repetida quando anemia leve (Hb ≈9 g/dL) ou quelante desferoxamina 40 mg/kg/dia via SC em infusão contínua nos casos moderados/graves (0,03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.09)




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