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PLACENTA PRÉVIA (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

As hemorragias da segunda metade do gravidez são raramente encontradas em comparação com aquelas da primeira metade – provavelmente devido a fixação já consolidada do concepto no útero.

Por isso, normalmente, se a gravidez passar de primeira parte, provavelmente que ela vai evoluir bem.

Em outras palavras, uma hemorragia do segundo período de gravidez  e um evento muito estranho, e por isso que as problemas de diagnostico são diferentes e o medico tem que conhecer muito bem esta eventualidade patológica.

OBJETIVA: (1385109 votos)..........94.86% das questões objetivas receberam votos.
Recém nascido com 33 semanas de mãe diabética insulinodependente, sem ter recebido corticoide e antibiótico previamente. logo ao nascimento, apresenta desconforto respiratório. Após os cuidados iniciais da sala de parto, o neo-nato recebeu nota 8 e 9 no boletim de Apgar e foi transferido para o berçário de alto risco, onde recebeu nota 3 no boletim de Silverman-Andersen. Neste caso, o melhor tratamento inicial é:
A. manter o bebê em CPAP nasal, iniciar soro de manutenção com VIG de 4 e considerar o uso de surfactante, dependendo da evolução clínica complementada pela radiografia de tórax e gasometria arterial nas 2 primeiras horas de vida
B. manter o bebê em capacete de oxigênio (HOOD), iniciar o soro de manutenção com VIG de 5, desconsiderar o uso de surfactante e de antibiótico, pelo menos nas 2 primeiras horas de vida, uma vez que o desconforto respiratório é leve e não há risco infeccioso que justifique
C. manter o bebê em capacete de oxigênio (HOOD), iniciar o soro de manutenção com VIG de 4, iniciar antibiótico e desconsiderar o uso de surfactante, pelo menos nas 2 primeiras horas de vida, uma vez que o desconforto respiratório é leve
D. manter o bebê em CPAP nasal, iniciar o soro de manutenção com VIG de 5, iniciar antibiótico e considerar o uso de surfactante, dependendo da evolução clínica complementada pela radiografia de tórax, e gasometria arterial nas 2 primeiras horas de vida
E. todas as alternativas são incorretas

  RATING: 2.74

Recém nascido com 33 semanas de mãe diabética insulinodependente, sem ter recebido corticoide e antibiótico previamente. logo ao nascimento, apresenta desconforto respiratório. Após os cuidados iniciais da sala de parto, o neo-nato recebeu nota 8 e 9 no boletim de Apgar e foi transferido para o berçário de alto risco, onde recebeu nota 3 no boletim de Silverman-Andersen. Neste caso, o melhor tratamento inicial é:

A. manter o bebê em CPAP nasal, iniciar soro de manutenção com VIG de 4 e considerar o uso de surfactante, dependendo da evolução clínica complementada pela radiografia de tórax e gasometria arterial nas 2 primeiras horas de vida
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. manter o bebê em capacete de oxigênio (HOOD), iniciar o soro de manutenção com VIG de 5, desconsiderar o uso de surfactante e de antibiótico, pelo menos nas 2 primeiras horas de vida, uma vez que o desconforto respiratório é leve e não há risco infeccioso que justifique
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. manter o bebê em capacete de oxigênio (HOOD), iniciar o soro de manutenção com VIG de 4, iniciar antibiótico e desconsiderar o uso de surfactante, pelo menos nas 2 primeiras horas de vida, uma vez que o desconforto respiratório é leve
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. manter o bebê em CPAP nasal, iniciar o soro de manutenção com VIG de 5, iniciar antibiótico e considerar o uso de surfactante, dependendo da evolução clínica complementada pela radiografia de tórax, e gasometria arterial nas 2 primeiras horas de vida
CORRETO : Recém-nascidos com idade gestacional inferior a 34 semanas, filhos de mãe diabética e que não fez uso de corticosteroide antenatal, têm risco aumentado de apresentar doença da membrana hialina, e, diante de desconforto respiratório precoce, deve ser considerado o diagnóstico, auxiliado por raio x de tórax e gasometria arterial. O tratamento envolve suporte ventilatório (inicialmente em CPAP) e administração de surfactante exógeno. Devido ao desconforto respiratório e à prematuridade, o paciente permanecerá inicialmente em jejum, e, neste caso, o soro de manutenção pode ser iniciado com VIG (Velocidade de Infusão de Glicose) de 5 mg/kg/min. Como se trata de um caso de trabalho de parto prematuro, sem causa aparente, podemos considerar risco infeccioso, e, com a presença deste em recém-nascido com idade gestacional inferior a 34 semanas, deve-se iniciar antibioticoterapia prontamente.
E. todas as alternativas são incorretas
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.74)

DISCURSIVA: (194449 votos) ..........96.39% das questões discursivas receberam votos.
Sobre as salmonelas e salmoneloses, responda:
1. Quais as principais propriedades biológicas e classificação? ...0,12 pontos
2. Quais os antígenos importantes e sua utilidade? .....0,16 pontos
3. Descreva brevemente a patogênese e fatores que influenciam a infecção .........0,13 pontos
4. Quais as opções de tratamento moderno para as diferentes formas clínicas? .........0,12 pontos




RATING: 2.91

Sobre as salmonelas e salmoneloses, responda:
1. Quais as principais propriedades biológicas e classificação? ...0,12 pontos
2. Quais os antígenos importantes e sua utilidade? .....0,16 pontos
3. Descreva brevemente a patogênese e fatores que influenciam a infecção .........0,13 pontos
4. Quais as opções de tratamento moderno para as diferentes formas clínicas? .........0,12 pontos


1. Principais propriedades biológicas e classificação:
• Forma de bastonetes, Gram-negativos, móveis, anaeróbios facultativos (0,03 p) 
• Crescem facilmente em meios como ágar-McConkey ou ágar-entérico de Hektoen; podem ser isoladas de sangue, urina, liquor e tecidos por biópsia (0,03 p) 
• Grande número de espécies e sorotipos; nomenclatura confusa, mas proposta recente: gênero Salmonella com espécie única S. entérica englobando >2.500 sorotipos, enquadrados em sorogrupos A, B, C, D (ex: S. entérica sorotipo typhi no D) (0,03 p) 
• Sorotipagem requer laboratório de referência, não rotineira; decisão clínica depende de gravidade, comorbidade e suscetibilidade, não do sorotipo específico (0,03 p) 

2. Antígenos importantes e sua utilidade:
• Possuem antígeno “O” (somático), “H” (flagelar) e “Vi” (de parede) (0,03 p) 
• Utilizados na classificação e diagnóstico; reação de Widal (aglutinação) para febre tifóide (0,04 p) 
• Antígeno Vi (lipopolissacarídico) confere virulência em algumas cepas de S. entérica sorotipo paratyphi e outras enterobactérias; altamente patogênico para camundongos (0,03 p) 
• Divididas em: S. entérica sorotipos typhi/paratyphi (adaptadas ao homem, causam febres tifóide/paratifóide) e outros sorotipos não-typhi (adaptados a animais, causam gastroenterite, bacteremia curta, infecção localizada no homem) (0,03 p) 

3. Patogênese e fatores que influenciam:
• Dose infectante mínima ~10⁵ microrganismos em indivíduos hígidos; depende de estado imunológico, doenças debilitantes e acidez gástrica (ácido clorídrico é barreira efetiva) (0,04 p) 
• Vencida barreira gástrica: aderem a células epiteliais do íleo/cólon direito, penetram lâmina própria, multiplicam, causam inflamação (edema, congestão, infiltração leucocitária), invadem linfonodos mesentéricos, duto torácico, corrente sanguínea e órgãos (fígado, baço, medula) (0,04 p) 
• Bacteremia não ocorre na maioria; bactérias altamente invasoras (typhi, paratyphi, cholerae-suis) a induzem. Portadores de gastrite atrófica ou uso de antiácidos/IBP infectam-se com inóculos menores (0,03 p) 
• Sorotipos diferem em patogenicidade (ex: cholerae-suis muito agressivo, produz septicemia; dublin/virchow pouca patogenicidade em imunocompetentes) (0,02 p) 

4. Opções de tratamento moderno para as diferentes formas clínicas
• Gastroenterocolite aguda em imunocompetentes: autolimitada, apenas suporte (hidratação); quinolonas encurtam duração em alto risco (0,03 p) 
• Quinolonas (ciprofloxacina, norfloxacina, levofloxacina etc.) são drogas de escolha: bactericidas, boa penetração intracelular; eficazes em febres entéricas e gastroenterites (0,03 p) 
• Outras: cefalosporinas 3ª geração (ceftriaxona, cefotaxima), azitromicina (boa para multirresistentes e crianças) (0,03 p) 
• Duração: 3-5 dias gastroenterite não complicada; ≥2 semanas bacteremia/febres entéricas; mais prolongado em focais/portadores (com colecistectomia se necessário). Precauções entéricas sempre (0,03 p) 

FONTE:

SALMONELOSE - PLATAFORMA MISODOR


AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.91)

CASO CLINICO: (226527 votos)..........97.26% dos casos clinicos receberam votos.
Mulher branca, 35 anos, lavradora com atividade profissional em horta comunitária, natural da Bahia, com história de dor abdominal recorrente de início há 10 dias, em cólica, acompanhada de diarreia líquida, em pequena quantidade, com mais de 10 evacuações ao dia, com muco e sangue nas fezes em alguns episódios, com tenesmo anal.
Refere mais de dez episódios anteriores. Há 5 dias vem apresentando febre, aumento do volume abdominal e dor no hipocôndrio direito. Gesta 5, para 5, aborto zero, em uso de contraceptivo oral há mais de 15 anos.
Ao exame físico: Regular estado geral, bom estado nutricional, ictérica +/4, hipocorada +/4, hidratada e acianótica. Ao exame abdominal, foram observados ruídos hidroaéreos presentes e aumentados, fígado palpável a 8 cm do rebordo costal direito, linha hemiclavicular, com hepatimetria de 16 cm, consistência normal, com nodulação mal definida no lobo direito, bastante dolorosa à palpação. Espaço de Traube timpânico, baço impalpável. Sem sinais de irritação peritonial.
A ultrassonografia realizada em caráter de urgência, sem preparo intestinal, evidenciou hepatomegalia, com massa ecogênica arredondada, de contornos irregulares e limites imprecisos, com pequenas áreas anecoicas de permeio, localizada no lobo direito do fígado.
Vesícula biliar não visualizada.
A) Qual a hipótese diagnóstica mais provável para o caso? (0,2 pontos)
B) Se for realizada colonoscopia nessa paciente e for identificado envolvimento do íleo terminal, cite quatro patologias que podem estar envolvidas no diagnóstico etiológico da diarreia. (0,3 pontos)


RATING: 3.04

A) Qual a hipótese diagnóstica mais provável para o caso?
Abscesso hepático amebiano. (0,2 p)
DISCUSSÂO: Paciente com diarreia baixa, recorrente, trabalha e manipula horticulturas, com massa hepática sugestiva ao ultrassom.
Caso seja lembrada a hipótese de adenoma hepático pelo uso prolongado de contraceptivo oral e presença de massa hepática, será considerada como acerto parcial.
B) Cite quatro patologias que podem estar envolvidas no diagnóstico etiológico da diarreia.
Doença de Crohn (0,1 p);
Doenças infecciosas granulomatosas com envolvimento intestinal (0,1 p)
- tuberculose
- paracoccidioidomicose
- histoplasmose
Doenças linfo-proliferativas. (0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.04)




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