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PROLAPSO DA VALVA MITRAL (CARDIOPATIAS CONGÊNITAS REGURGITANTES ACIANOTICAS) (ÁREA DE PEDIATRIA)

Na verdade, o que é um prolapso? Grosso modo, é uma uma alteração mecânica anormal da valva. Na maioria dos casos essa valvula é a valvula mitral.

O que a gente vê? Um abaulamento de um ou de ambos os folhetos mitrais, especialmente da cúspide posterior, para dentro do átrio esquerdo ao se chegar no final da sístole.


OBJETIVA: (1432642 votos)..........96.46% das questões objetivas receberam votos.
A flora bacteriana (colonização do colo) competente em produzir a vitamina K:
(__) Pseudomonas
(__) Bacteroides fragilis
(__) Streptococcus fecalis
(__) Escherichia coli
(__) Lactobacilus
Marquem com V as alternativas verdadeiras e com F as alternativas falsas. A sequência CORRETA é:
A. V - V - V - V - V
B. V - F - F - V - V
C. V - V - V - F - F
D. F - V - V - V - F
E. V - F - F - V - F

  RATING: 3.05

A flora bacteriana (colonização do colo) competente em produzir a vitamina K:

(__) Pseudomonas
(__) Bacteroides fragilis
(__) Streptococcus fecalis
(__) Escherichia coli
(__) Lactobacilus
Marquem com V as alternativas verdadeiras e com F as alternativas falsas. A sequência CORRETA é:

A. V - V - V - V - V
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. V - F - F - V - V
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. V - V - V - F - F
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. F - V - V - V - F
CORRETO : A flora bacteriana (colonização do colo) é competente em produzir a vitamina K. Bacteroides fragilis, de Escherichia coli e de Streptococcus faecalis produzem adequadamente a vitamina K2. Lactobacilos e Pseudomonas são incapazes de sintetizá-la
E. V - F - F - V - F
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

DISCURSIVA: (200276 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discorra teoricamente sobre aspectos morfopatológicos, citológicos e de prevenção do bócio multinodular atóxico.

  1. Descreva os principais padrões histológicos dos nódulos presentes no bócio multinodular atóxico. (0,1 pontos)
  2. Explique o papel e os critérios de indicação da punção aspirativa por agulha fina (PAAF). (0,1 pontos)
  3. Aborde o risco de malignização e os fatores que o elevam. (0,1 pontos)
  4. Discuta as bases teóricas do tratamento clínico com levotiroxina. (0,1 pontos)
  5. Explique as estratégias de prevenção em áreas de deficiência de iodo. (0,1 pontos)


RATING: 3.07

Discorra teoricamente sobre aspectos morfopatológicos, citológicos e de prevenção do bócio multinodular atóxico.

  1. Descreva os principais padrões histológicos dos nódulos presentes no bócio multinodular atóxico. (0,1 pontos)
  2. Explique o papel e os critérios de indicação da punção aspirativa por agulha fina (PAAF). (0,1 pontos)
  3. Aborde o risco de malignização e os fatores que o elevam. (0,1 pontos)
  4. Discuta as bases teóricas do tratamento clínico com levotiroxina. (0,1 pontos)
  5. Explique as estratégias de prevenção em áreas de deficiência de iodo. (0,1 pontos)

1. Os nódulos são predominantemente de natureza coloide, com folículos dilatados e conteúdo gelatinoso. (0,05 p)
Podem apresentar áreas de hiperplasia, degeneração cística, fibrose, hemorragia antiga e calcificações distróficas. (0,05 p)
2. A PAAF está indicada nos nódulos com características ultrassonográficas suspeitas (hipoecogenicidade, microcalcificações, margens irregulares ou vascularização central). (0,05 p)
O resultado é classificado segundo o sistema de Bethesda, orientando a conduta subsequente. (0,05 p)
3. O risco global de malignização é baixo, estimado em cerca de 4 a 5 % dos casos. (0,05 p)
Fatores que elevam esse risco incluem nódulo único predominante, crescimento rápido e presença de microcalcificações. (0,05 p)
4. O tratamento com levotiroxina visa a supressão parcial do TSH, reduzindo o estímulo hiperplásico sobre o tecido residual. (0,05 p)
É teoricamente mais indicado em pacientes jovens com nódulos de pequeno volume e função tireoidiana normal. (0,05 p)

5. A principal estratégia preventiva é a iodação universal do sal de consumo humano. (0,05 p) Programas de suplementação de iodo em populações de risco reduzem a incidência de bócio multinodular atóxico a longo prazo. (0,05 p)

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR -  BÓCIO MULTINODULAR ATOXICO

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.07)

CASO CLINICO: (232437 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Menino de 7 anos, previamente hígido, internado por febre de 39,4 °C, odinofagia, torcicolo à esquerda e aumento doloroso da face anterior esquerda do pescoço há 4 dias. Há 5 meses teve quadro semelhante, tratado em outro serviço como “tireoidite subaguda”, com AINE e prednisona por 10 dias; melhorou parcialmente e recidivou. Mãe relata episódios de faringite de repetição. Nega trauma cervical, punção prévia, imunodeficiência conhecida, uso de imunossupressor e doença tireoidiana familiar.

Exame: toxemiado, T 39,1 °C, FC 142 bpm, FR 28 irpm, SatO₂ 97% em ar. Assimetria cervical esquerda com eritema cutâneo, calor local, dor extrema à palpação e área de flutuação sobre o lobo esquerdo. Desvio contralateral da traqueia à palpação. Sem oftalmopatia. Pregas vocais móveis à nasofibroscopia de urgência; edema da parede faríngea esquerda.

Laboratório: leucócitos 21.800/mm³ com 18% de bastões; PCR 186 mg/L; VHS 94 mm/h; TSH 1,9 mUI/L; T4 livre 1,2 ng/dL; anti-TPO negativo; TRAb negativo. Hemocultura colhida. Ultrassonografia: lobo esquerdo aumentado, coleção heterogênea de 2,8 cm com debris e reforço posterior, fluxo periférico. TC com contraste: abscesso do lobo esquerdo com extensão peritireoidiana, sem compressão crítica da via aérea. PAAF guiada: pus amarelo-esverdeado; Gram com cocos Gram-positivos e flora mista; cultura posteriormente positiva para Streptococcus anginosus e anaeróbios.

Questões:

(I) Qual o diagnóstico etiológico mais provável e por que o lado esquerdo importa? (0,1 pontos)

(II) Por que este quadro não é De Quervain e por que a tireoide “resiste” à infecção? (0,1 pontos)

(III) Qual a sequência racional de exames para confirmar abscesso e fístula? (0,1 pontos)

(IV) Qual a conduta da fase aguda (antibiótico, drenagem, o que não fazer)? (0,1 pontos)

(V) Como se trata a fístula para impedir nova recidiva? (0,1 pontos)




RATING: 2.98

(I) Diagnóstico


O diagnóstico é tireoidite aguda supurativa com abscesso do lobo esquerdo (0,03 p), secundária a fístula do seio piriforme (remanescente do 3º ou 4º arco/bolsa branquial) (0,04 p). Essa anomalia desemboca quase sempre no lobo esquerdo (cerca de 90–94% dos casos) (0,02 p). A recidiva após corticoide e sem fechamento do trajeto é a pista clássica da fístula persistente (0,01 p).


(II) Diferencial e vulnerabilidade


A De Quervain cursa com dor e VHS alta, mas sem eritema, flutuação ou pus, e em geral com tireotoxicose destrutiva — aqui a criança está eutireoidiana e tóxica, com leucocitose e desvio (0,04 p).
A glândula é naturalmente resistente à infecção por cápsula fibrosa, rica vascularização e alto teor de iodo (0,03 p). Por isso, na criança imunocompetente, a TAS praticamente exige porta de entrada congênita; a função tireoidiana costuma permanecer preservada (0,03 p).


(III) Exames


A ultrassonografia é o exame inicial: coleção hipoecoica no lobo esquerdo (0,02 p). A PAAF confirma pus e permite Gram/cultura (0,03 p).
A TC delimita extensão, via aérea e espaços profundos (0,02 p).
Esofagograma baritado e laringoscopia/hipofaringoscopia devem ser feitos na fase fria (em geral 4–8 semanas), porque o edema agudo oblitera o trajeto e gera falso-negativo (0,03 p).


(IV) Fase aguda


Iniciar antibiótico intravenoso de amplo espectro
(0,02 p) cobrindo aeróbios e anaeróbios da flora orofaríngea (amoxicilina-clavulanato, ceftriaxona + clindamicina, ou equivalente), depois desescalonar pela cultura (0,03 p) . Abscesso: drenagem por PAAF guiada (repetida se preciso) ou incisão se houver coleção grande, sepse ou ameaça de via aérea (0,03 p). Não usar glicocorticoide como se fosse De Quervain — piora a infecção (0,02 p).


(V) Tratamento definitivo da fístula


O tratamento da fase aguda não fecha o trajeto; a correção é na fase fria, para impedir recidiva (0,03 p). Em crianças menores (em especial < 8 anos), prefere-se cauterização endoscópica do óstio no seio piriforme (0,03 p). Alternativa definitiva: cirurgia aberta com fistulectomia ± hemitireoidectomia esquerda (0,02 p). Incisão e drenagem isoladas têm alta taxa de recidiva (próxima de 90% em séries de anomalia do 4º arco) (0,02 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.98)




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