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ARTRITE IDIOPATICA JUVENIL (ÁREA DE PEDIATRIA)

A artrite é uma inflamação das articulações, que pode ser de causa infeciosa quando é provocada por bactérias, vírus ou fungos, de causa imunológica por deposição de complexos antigénio-anticorpo, ou pode ser de etiologia desconhecida (Dicionário de termos médico da porto editora).
A. I. J. é a doença reumatica MAIS COMUM que a gente vê em criança.
Além disso, a idade de início deve ser menor que 16 anos, o tempo mínimo de duração de doença deve ser maior que seis semanas.

OBJETIVA: (1128648 votos)..........99.45% das questões objetivas receberam votos.
Em relação ao câncer de cólon pode-se afirmar, EXCETO:
A. a grande maioria desenvolve-se a partir de um adenoma, na consagrada seqüência adenoma-carcinoma
B. a mutação do gene APC tem sido identificada não só em casos de polipose adenomatosa familiar, mas também no câncer esporádico
C. a polipose juvenil é fator de risco importante
D. tumores do cólon direito podem se apresentar como febre de origem indeterminada
E. a melhor estratégia cirúrgica para tratamento de tumores do ceco é a hemicolectomia direita com linfadenectomia

  RATING: 2.86

Em relação ao câncer de cólon pode-se afirmar, EXCETO:

A. a grande maioria desenvolve-se a partir de um adenoma, na consagrada seqüência adenoma-carcinoma
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. a mutação do gene APC tem sido identificada não só em casos de polipose adenomatosa familiar, mas também no câncer esporádico
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. a polipose juvenil é fator de risco importante
CORRETO : O câncer colorretal é usualmente adenocarcinoma e o câncer do canal e margem anal é na maioria das vezes carcinoma epidermóide. A variedade mais comum de câncer colorretal é a esporádica. Um percentual pequeno de pacientes com câncer colorretal apresenta síndromes de polipose adenomatosa familiar ou câncer de cólon hereditário não-polipose (síndrome de Lynch) ou outras condições de risco como a doença intestinal inflamatória (principalmente a retocolite ulcerativa). Mesmo no câncer colorretal esporádico, sabemos que a neoplasia se origina de uma lesão benigna que é o pólipo adenomatoso (ou adenoma) esporádico, na famosa seqüência adenoma-carcinoma. A polipose juvenil não deve ser confundida com a polipose adenomatosa familiar, pois é uma condição onde o paciente apresenta múltiplos pólipos hamartomatosos (hamartoma) que não malignizam. Leiam as alternativas com calma.
D. tumores do cólon direito podem se apresentar como febre de origem indeterminada
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. a melhor estratégia cirúrgica para tratamento de tumores do ceco é a hemicolectomia direita com linfadenectomia
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.86)

DISCURSIVA: (181904 votos) ..........99.39% das questões discursivas receberam votos.

Sobre a síndrome de Cushing, responda:

  1. Principal diagnóstico diferencial e sinais clínicos específicos que distinguem da obesidade simples (0,14 pontos).
  2. Tratamento cirúrgico da doença de Cushing hipofisária e indicações em caso de falha (0,16 pontos).
  3. Abordagem terapêutica na síndrome de ACTH ectópico (0,13 pontos).
  4. Esquema de manejo pós-operatório de glicocorticoides após cirurgia hipofisária (0,07 pontos).




RATING: 2.96

Sobre a síndrome de Cushing, responda:

  1. Principal diagnóstico diferencial e sinais clínicos específicos que distinguem da obesidade simples (0,14 pontos).
  2. Tratamento cirúrgico da doença de Cushing hipofisária e indicações em caso de falha (0,16 pontos).
  3. Abordagem terapêutica na síndrome de ACTH ectópico (0,13 pontos).
  4. Esquema de manejo pós-operatório de glicocorticoides após cirurgia hipofisária (0,07 pontos).


1. Principal diagnóstico diferencial e sinais clínicos específicos que distinguem da obesidade simples
• Na avaliação de pacientes com suspeita de síndrome de Cushing, o principal diagnóstico diferencial é a obesidade. (0,05 p)
• Determinados sinais e sintomas específicos permitem distinguir a síndrome de Cushing da obesidade simples: facilidade para formação de hematomas. (0,03 p)
• fraqueza muscular. (0,03 p)
• hipertensão arterial. (0,03 p)
2. Tratamento cirúrgico da doença de Cushing hipofisária e indicações em caso de falha
• A microcirurgia hipofisária por via transnasal transesfenoidal para doença de Cushing alcança taxa de sucesso aproximada de 90% quando realizada por equipes com ampla experiência. (0,06 p)
• Nos pacientes em que os níveis basais de cortisol não se reduzem de forma adequada após a primeira intervenção, a remissão pode ser obtida por meio de reoperação ou irradiação hipofisária. (0,05 p)
• Quando a cirurgia hipofisária não obtém controle da doença, indica-se adrenalectomia laparoscópica bilateral como opção definitiva. (0,05 p)
3. Abordagem terapêutica na síndrome de ACTH ectópico
• Ressecção do tumor primário quando possível. (0,05 p)
• Adrenalectomia bilateral se fonte não localizada. (0,04 p)
• Controle medicamentoso com metirapona ou outros inibidores da esteroidogênese enquanto aguarda terapia definitiva. (0,04 p)
4. Esquema de manejo pós-operatório de glicocorticoides após cirurgia hipofisária
• Suspensão inicial de glicocorticoides (protocolo seletivo). (0,03 p)
• Cortisol matinal subnormal (dia 1-2) = remissão confirmada. (0,02 p)
• Início de reposição por ≥ 6 meses até recuperação do eixo HPA. (0,02 p)


FONTE:

SÍNDROME DE CUSHING DE ORIGEM ADRENAL


AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

CASO CLINICO: (212047 votos)..........99.49% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 68 anos, tabagista (40 maços-ano), hipertenso controlado, procura emergência com quadro de 4 meses de fadiga intensa, perda ponderal involuntária de 12 kg, febre baixa vespertina (até 38,2°C), prurido generalizado e icterícia cutâneo-mucosa leve de instalação progressiva. Nega dor abdominal, hematúria macroscópica ou sintomas urinários. Exame físico: regular estado geral, ictérico 2+/4+, hepatomegalia dolorosa a 4 cm do rebordo costal direito, esplenomegalia discreta, sem linfonodomegalias palpáveis ou ascite. Sem estigmas de hepatopatia crônica.

Exames laboratoriais iniciais: Hb 11,8 g/dL, plaquetas 480.000/mm³, VHS 92 mm/h, PCR 48 mg/L; bilirrubina total 3,2 mg/dL (direta 2,4); AST 68 U/L, ALT 82 U/L, FA 620 U/L, GGT 980 U/L; albumina 3,1 g/dL; coagulograma normal; sorologias virais negativas; autoanticorpos negativos; alfa-fetoproteína e CEA normais. USG abdominal: massa sólida heterogênea em polo superior do rim direito (8,2 cm), sem dilatação de vias biliares, fígado de ecotextura aumentada sem nódulos metastáticos evidentes. TC tórax/abdome/pélvis em andamento.


I. Qual é a sua principal suspeita diagnóstica? ... 0,1 pontos
II. Qual a possível causa etiológica da doença diagnosticada? ... 0,15 pontos

III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ... 0,18 pontos

IV. Qual o tratamento de escolha? ... 0,07 pontos



RATING: 2.84

I. Suspeita diagnóstica principal: Síndrome de Stauffer (disfunção hepática paraneoplásica não metastática associada a carcinoma de células renais – CCR)

  • Quadro de colestase intra-hepática anictérica ou levemente ictérica + trombocitose reacional + elevação de marcadores inflamatórios em paciente com massa renal sugestiva de CCR, sem evidência de metástase hepática ou obstrução biliar (0,08 p)
  • Ausência de hepatopatia crônica, infecções virais ou drogas hepatotóxicas reforça o caráter paraneoplásico (0,02 p) 

II. Possível causa etiológica da doença diagnosticada: Síndrome paraneoplásica mediada por citocinas, principalmente interleucina-6 (IL-6) secretada pelo tumor renal

  • CCR (especialmente subtipo células claras) libera IL-6 em quantidade suficiente para induzir resposta inflamatória sistêmica e inibição da excreção biliar hepatocítica sem invasão hepática direta (0,10 p)
  • Outras citocinas (IL-1, TNF-α) e fator de crescimento vascular podem contribuir, mas IL-6 é o principal mediador descrito (0,05 p) Subtotal II: 0,15 p

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Tomografia computadorizada (TC) contrastada de abdome e pelve + exclusão de metástases hepáticas + resolução laboratorial após nefrectomia (padrão-ouro)

  • TC (ou RM) de abdome é o exame de escolha inicial: demonstra massa renal sólida, estadiamento TNM e ausência de lesões hepáticas metastáticas ou obstrução biliar (sensibilidade >95% para CCR) (0,10 p)
  • Biópsia hepática (se dúvida) mostra apenas colestase canalicular sem infiltrado neoplásico (0,05 p)
  • Confirmação definitiva: normalização completa dos testes hepáticos e marcadores inflamatórios em 2–8 semanas após ressecção completa do tumor primário (0,03 p)

IV. Tratamento de escolha: Nefrectomia radical (ou parcial, quando factível) com intenção curativa

  • Ressecção cirúrgica do tumor renal primário é o único tratamento curativo da síndrome; leva à resolução completa da disfunção hepática em >90% dos casos (0,05 p)
  • Em doença metastática ou inoperável: terapia alvo (sunitinib, pazopanib) ou imunoterapia (nivolumabe + ipilimumabe) pode melhorar parcialmente, mas a síndrome responde melhor à citorredução cirúrgica quando possível (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.84)




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