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Paciente de 65 anos com queixa de “bola na vagina” há 5 anos, relata piora progressiva e aumento do abaulamento aos esforços. Nos antecedentes relaciona-se a menopausa com 48 anos, nunca ter feito reposição hormonal e ter 5 filhos de partos normais hospitalares. No exame físico observa-se, segundo a classificação da ICS (Sociedade Internacional de Continência), o seguinte quadro: ponto Aa=+3; ponto Ba = +3; ponto C=+5; ponto D=+3; ponto Ap=+3; ponto Bp=0.
A. Prolapso uterino sem alongamento hipertrófico do solo, com retocele e cistocele / Orientação e conduta expectante
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Prolapso uterino com alargamento hipertrófico do colo, ausência de cistocele e retocele acentuada / Cirurgia de Manchester sem perineoplastia
INCORRETO : Esta cirurgia foi criada por Donald no Reino Unido, em 1888, para correção de prolapso uterino, e posteriormente sofreu alterações por Fothergill, 1908. A cirurgia inicial consistia em colporrafia anterior, colporrafia posterior e posterior amputação do colo uterino. Depois, Fothergill difundiu a técnica e passou a amputar o colo pela técnica de Schroeder e Shaw.
Esta técnica esta praticamente abandonada sendo indicada apenas nos casos de paciente sintomática e com desejo procriativo.
C. Ausência de prolapso uterino, porém com alongamento hipertrófico e com retocele e cistocele acentuadas / Exercícios perineais.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Ausência de prolapso, sem cistocele e com retocele / Uretrocitopexia e perineoplastia.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Prolapso uterino sem alongamento hipertrófico do colo, sem retocele e sem cistocele / Histerectomia vaginal com colporrafia anterior e posterior
CORRETO : Observem a imagem:

• Pontos de referência: dois pontos na parede anterior, dois na superior e dois na posterior.
• Ponto Aa (ponto A da parede vaginal anterior): Localizado três centímetros para dentro do hímen na linha média da parede anterior da vagina. Sua posição varia de -3 cm a +3 cm. Para sua determinação coloca-se marcação (régua) no ponto -3 cm em repouso e observa aonde ele se localiza quando paciente faz esforço.
• Ponto Ba (ponto B da parede vaginal anterior): Representa o ponto de maior prolapso na parede vaginal anterior. Na ausência de prolapso ele se localiza em -3 cm e se há prolapso total ele equivale ao comprimento vaginal total. Para sua determinação utiliza-se espéculo de Sims para afastar a parede vaginal posterior e pede-se para a paciente fazer esforço, sendo que o ponto que mais exteriorizou será o ponto Ba.
• Ponto C: Ponto mais distal do colo uterino ou da cúpula vaginal pós-histerectomia. Para determinação de seu ponto passa-se especulo de Sims e localiza o colo, encosta-se a marcação (régua) no colo e pede-se para a paciente fazer esforço. Dessa forma determina-se até onde o colo vai em direção do hímen.
• Ponto D: Localizado no fórnice vaginal posterior, no nível de inserção dos ligamentos uterosacrais. Na ausência do útero este ponto é omitido. Ao se determinar o fórnice posterior coloca-se a marcação e pede-se a paciente para que faça esforço e com isso encontra-se o ponto D.
• Ponto Ap: localizado na linha média da parede vaginal posterior, análogo do ponto Aa.
• Ponto Bp: representa o ponto de maior prolapso da parede vaginal posterior, análogo do ponto Ba.
Após a determinação dos pontos, classifica-se os prolapsos em:
• Estadio 0: ausência de prolapso. Os pontos Aa, Ap, Ba e Bp estão em -3 cm, e os pontos C e D estão entre o CVT e o CVT -2 cm.
• Estadio I: ponto de maior prolapso está localizado até 1 cm para dentro do hímen (-1 cm).
• Estadio II: o ponto de maior prolapso está localizado entre -1 cm e +1 cm (entre 1 cm acima e 1 cm abaixo do hímen).
• Estadio III: o ponto de maior prolapso está a mais de 1 cm para fora do hímen, porém sem ocorrer eversão total.
• Estadio IV: eversão total do órgão prolapsado. O ponto de maior prolapso fica no mínimo no comprimento vaginal menos dois cm.
Histerectomia vaginal é considerada a cirurgia de escolha nos casos de prolapso uterino em paciente sem desejo reprodutivo. A operação foi criticada por alguns autores no início do século passado, o que retardou seu uso rotineiro. A histerectomia vaginal, preconizada inicialmente para os casos de prolapso uterino de segundo e terceiro grau, segundo a classificação antiga, foi redescoberta e hoje é indicada também para os casos de prolapso uterino de primeiro grau ou em úteros sem prolapso com indicação de histerectomia (mioma, adenomiose).
Trata-se de procedimento de baixa morbidade e mortalidade.
Gabarito: E
RATING: 3.05 ![]()
FONTE:
a) Qual a hipótese diagnóstica mais provável?
Dermatomiosite. - 0,125 p
b) Quais os exames para confirmar o diagnóstico?
CPK, eletromiografia, biópsia muscular - 0,125 p
c) Qual o auto-anticorpo marcador da lesão cutânea desta paciente?
Anti-Mi-2 - 0,125 p
d) Qual o tratamento?
Prednisona - 0,125 p
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