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FEOCROMOCITOMA (ÁREA DE CIRURGIA)

Os feocromocitomas constituem tumores originados de células cromafins de derivação neuroectodérmica. Essas células apresentam capacidade de sintetizar, armazenar, metabolizar e secretar catecolaminas em quantidades excessivas, o que gera um quadro clínico variável e frequentemente inespecífico. São elementos neuroendócrinos localizadas principalmente na medula adrenal e em paragânglios simpáticos.

O nome “cromafins” reflete sua afinidade histoquímica única pelo ácido crômico, que gera a coloração castanha característica dos grânulos secretores — propriedade que, além de fundamentar a nomenclatura, serve como marcador morfológico clássico na identificação dessas células em lâminas histológicas.

A manifestação mais característica consiste em episódios paroxísticos de hipertensão arterial sistêmica, presentes em cerca de 90% dos casos, acompanhados de sintomas adrenérgicos como palpitações, tremores, sudorese profusa, cefaleia e palidez cutânea.

O diagnóstico reveste-se de importância fundamental porque se trata de uma causa potencialmente curável de hipertensão arterial, sobretudo quando acomete indivíduos mais jovens.


OBJETIVA: (1154364 votos)..........99.33% das questões objetivas receberam votos.
O diagnóstico de doença aterosclerótica coronária tem como exame padrão-ouro:
A. a angiotomografia com múltiplos detectores
B. a ultra-sonografia Doppler
C. a ressonância magnetica nuclear
D. a cintilografia miocárdica
E. a coronariografia

  RATING: 3.02

O diagnóstico de doença aterosclerótica coronária tem como exame padrão-ouro:

A. a angiotomografia com múltiplos detectores
INCORRETO: Atualmente, a angiotomografia com múltiplos detectores encontra-se em franco desenvolvimento. No momento, a qualidade de imagem oferecida não é robusta o suficiente para fazer do método uma ferramenta de rotina para todos os pacientes. A capacidade de se qualificar o tipo de placa visibilizada traz novas perspectivas na avaliação do risco coronariano; entretanto, investigações nessa área são necessárias.
B. a ultra-sonografia Doppler
INCORRETO : A Ultra-sonografia Doppler é um exame que utiliza ondas sonoras para criar imagens e sons do fluxo sangüíneo das suas artérias e veias. Esse exame pode detectar estreitamentos ou entupimentos das artérias, ou coágulos de sangue nas veias. Ele pode ser feito no pescoço, pernas e braços, além de também ter utilidade em todos os casos em que seja importante checar o fluxo sangüíneo, como por exemplo, na placenta e vasos umbilicais, durante a gestação.
C. a ressonância magnetica nuclear
INCORRETO : A ressonância magnética cardíaca é uma potente ferramenta na análise das conseqüências da hipertensão no miocárdio. A mensuração da hipertrofia do ventrículo esquerda é extremamente acurada e com baixíssimas variabilidades intra e interobservador. Este fato torna o método atraente aos estudos para avaliação da regressão da hipertrofia ventricular em virtude da importante diminuição do tamanho da amostra em estudo. A utilidade na prática diária ainda é incipiente devido ao alto custo e à pequena disponibilidade do método. Todavia, a análise da perfusão do miocárdio com ressonância já é uma realidade clínica em razão dos custos semelhantes aos da medicina nuclear, com elevada acurácia na detecção de defeitos subendocárdicos e doença da microcirculação, sendo muito superior aos métodos atualmente disponíveis.
D. a cintilografia miocárdica
INCORRETO : Imagens da perfusão miocárdica são obtidas enquanto o paciente está posicionado sob uma câmara especial (Gama-câmera) que detecta e gera imagens da radiação emitida pelo coração. Quando há obstruções significativas das artérias coronárias o músculo cardíaco pode não receber a quantidade adequada de sangue durante o exercício, ou o estresse temporário causado pelos medicamentos utilizados durante o teste. A redução no fluxo de sangue para o miocárdio pode ser detectada através das imagens como um defeito de perfusão. A cintilografia da perfusão miocárdica pode localizar a(s) artéria(s) coronária(s) obstruída(s), demonstrar a extensão de músculo cardíaco com circulação comprometida, fornecer informação sobre a eficiência da função de bomba do coração e identificar áreas de cicatrizes relacionadas a infarto(s) prévio(s). Por estas razões, é um exame considerado superior ao teste de esforço convencional (ergometria) sem imagens do coração, fornecendo informações que auxiliam a identificar pessoas com risco aumentado de infarto, que podem ser candidatos a procedimentos invasivos (cateterismo cardíaco ou cinecoronariografia) e de revascularização miocárdica (cirurgia de pontes de safena ou através de cateter, como angioplastia percutânea com ou sem implante de stents).
E. a coronariografia
CORRETO : O diagnóstico de doença aterosclerótica coronária muitas vezes constitui um desafio. O exame padrão-ouro para esse fim é a coronariografia, entretanto é exame invasivo e dispendioso, devendo ser utilizado em casos específicos. Vários exames não-invasivos estão disponíveis na prática clínica, variando sua acurácia e seu custo.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

DISCURSIVA: (183562 votos) ..........98.22% das questões discursivas receberam votos.

No âmbito da classificação do carcinoma de células renais (CCR) segundo a Organização Mundial da Saúde:

  1. Cite as quatro principais variantes histológicas do CCR e sua representatividade aproximada. .... 0,12 pontos
  2. Classifique os fatores prognósticos em grupos e identifique as principais variáveis prognósticas para tumores localizados. ... 0,1 pontos
  3. Descreva as características genéticas, macroscópicas, microscópicas e prognósticas do subtipo de células claras. ... 0,15 pontos
  4. Apresente o conceito de câncer renal familiar e exemplos de síndromes hereditárias com gene e tipo histológico correspondente. ... 0,13 pontos



RATING: 3.06

No âmbito da classificação do carcinoma de células renais (CCR) segundo a Organização Mundial da Saúde:

  1. Cite as quatro principais variantes histológicas do CCR e sua representatividade aproximada. .... 0,12 pontos
  2. Classifique os fatores prognósticos em grupos e identifique as principais variáveis prognósticas para tumores localizados. ... 0,1 pontos
  3. Descreva as características genéticas, macroscópicas, microscópicas e prognósticas do subtipo de células claras. ... 0,15 pontos
  4. Apresente o conceito de câncer renal familiar e exemplos de síndromes hereditárias com gene e tipo histológico correspondente. ... 0,13 pontos

Resposta à questão 1

As principais variantes histológicas (90% a 95% de todos os casos diagnosticados) do CCR são quatro: 
  1. carcinoma de células claras; (0,03 p)
  2. carcinoma papilar; (0,03 p)
  3. carcinoma cromófobo; (0,03 p)
  4. carcinoma de ducto coletor. (0,03 p)

Resposta à questão 2
Os fatores prognósticos podem ser divididos em três grupos principais:
  1. fatores anatômicos (estádio TNM e tamanho do tumor); (0,02 p)
  2. fatores histopatológicos (subtipos histológicos e grau nuclear); (0,02 p)
  3. fatores clínicos (sintomas, status de performance do paciente e exames laboratoriais). (0,02 p) Dentre todos esses, o estádio patológico e o grau nuclear, avaliado pelo sistema de Fuhrman, constituem as principais variáveis prognósticas especialmente nos tumores localizados. (0,04 p)

Resposta à questão 3
O carcinoma de células claras é o subtipo mais frequente, correspondendo a cerca de 70% dos casos. (0,03 p)
A maioria desses tumores apresenta deleção do braço curto do cromossomo 3, onde se localiza o gene VHL. (0,03 p)
Macroscopicamente, são tumores corticais únicos, bem delimitados ou envoltos por pseudocápsula, com coloração amarelo-ouro. (0,02 p)
Na microscopia, as células são claras ou eosinofílicas, especialmente nos graus mais elevados. (0,02 p)
Apresenta prognóstico pior quando comparado aos subtipos cromófobo ou papilar; entretanto, responde melhor às terapias sistêmicas do que esses outros padrões. (0,03 p)
Após o estádio tumoral, o grau nuclear de Fuhrman é fator prognóstico independente. (0,02 p)

Resposta à questão 4
O câncer renal familiar representa 2 a 4% de todos os tumores renais e está associado a síndromes hereditárias específicas. (0,03 p)
Características clínicas típicas: multiplicidade de lesões, bilateralidade, apresentação em pacientes mais jovens e história familiar positiva. (0,03 p)
Exemplos:
• Síndrome de Von Hippel-Lindau – gene VHL (3p25) – carcinoma de células claras; (0,03 p)
• Carcinoma renal papilar hereditário – gene c-MET – papilar tipo 1; (0,02 p)
• Síndrome de Birt-Hogg-Dubé – gene BHD – cromófoba. (0,02 p)


FONTE:

NEOPLASIAS DO APARELHO URINARIO - PLATAFORMA MISODOR

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

CASO CLINICO: (214185 votos)..........99.5% dos casos clinicos receberam votos.

Mulher de 48 anos, previamente hígida, refere ganho ponderal progressivo de 15 kg em 9 meses, predominantemente central. Refere facilidade para formação de hematomas ao menor trauma, fraqueza muscular proximal (dificuldade para subir escadas e pentear os cabelos) e hipertensão arterial sistêmica de instalação recente e de difícil controle medicamentoso. Nega uso crônico de corticoides. Ao exame físico: obesidade centrípeta marcada, fácies pletórica e sinais de hipercortisolismo crônico. Exames laboratoriais iniciais mostram cortisol plasmático elevado com supressão de ACTH, sugerindo hipercortisolismo ACTH-independente.

I. Qual a suspeita diagnóstica? (0,25 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,1 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,05 pontos)
IV. Qual o tratamento de escolha? (0,1 pontos)





RATING: 2.85

I. Suspeita diagnóstica

  • A síndrome de Cushing engloba todos os sinais e sintomas decorrentes da exposição crônica a glicocorticoides em excesso, independentemente da origem. (0,05 p)
  • Na avaliação de pacientes com suspeita de síndrome de Cushing, o principal diagnóstico diferencial é a obesidade. (0,05 p)
  • Determinados sinais e sintomas específicos permitem distinguir a síndrome de Cushing da obesidade simples: facilidade para formação de hematomas. (0,05 p)
  • Fraqueza muscular. (0,05 p)
  • Hipertensão arterial. (0,05 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada

  • Posteriormente identificaram-se tumores suprarrenais como causa direta. (0,05 p)
  • Causas suprarrenais incluem adenoma. (0,05 p) Subtotal II = 0,10 p

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

  • Na avaliação de pacientes com suspeita de síndrome de Cushing permite identificar a origem adrenal pela identificação de tumores suprarrenais como causa direta. (0,05 p) Subtotal III = 0,05 p

IV. Tratamento

  • Para adenoma: adrenalectomia unilateral laparoscópica (cura de 100 %). (0,025 p)
  • Reposição temporária de glicocorticoide até recuperação da suprarrenal contralateral. (0,025 p)
  • Esquema de manejo pós-operatório de adrenalectomia (qualquer indicação): dose de estresse imediata (hidrocortisona 100 mg IV 8/8h por 24h). (0,025 p)
  • Redução gradual para reposição fisiológica. (0,025 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.85)




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