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ANEMIA FALCIFORME (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

São anemias hemolíticas hereditárias.

A anormalidade de hemoglobina dos glóbulos vermelhos do sangue, responsáveis pela retirada do oxigênio dos pulmões deve-se a forma de "FOICE". Os glóbulos nem sempre conseguem passar através de pequenos vasos, bloqueando-os e impedindo a circulação do sangue nas áreas ao redor. O resultado é dano ao tecido circunvizinho e dor. O curso da doença é variável. Há doentes que apresentam problemas com mais freqüência e outros têm problemas esporádicos de saúde.

Os primeiros sintomas da doença  -----> a segunda metade do primeiro ano de vida. Até atingir a idade escolar é comum a doença se manifestar, é raro isso não ocorrer.

O defeito genético constitui basicamente a substituição do Ácido Glutâmico pela Valina na posição seis da cadeia beta da hemoglobina. Carateristica comúm: presença de hemoglobina S dentro da hemácia.

OBJETIVA: (1422070 votos)..........96.11% das questões objetivas receberam votos.
Enfermo de 6 anos, etnia negra, é admitido com quadro de cardite reumática. Na evolução desta entidade nosológica, a lesão valvar mais freqüentemente encontrada na fase crônica da doença é:
A. Estenose pulmonar
B. Estenose mitral
C. Insuficiência tricúspide
D. Insuficiência mitral
E. Insuficiência tricúspide

  RATING: 2.96

Enfermo de 6 anos, etnia negra, é admitido com quadro de cardite reumática. Na evolução desta entidade nosológica, a lesão valvar mais freqüentemente encontrada na fase crônica da doença é:

A. Estenose pulmonar
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Estenose mitral
CORRETO : A febre reumática é uma doença de natureza inflamatória, não-supurativa do tecido conectivo, uma complicação tardia de uma infecção pelo Streptococcus do grupo A e pode envolver o coração, as articulações, a pele, os vasos e o sistema nervoso central. A válvula mitral é a mais acometida na cardite reumática, sendo a estenose mitral a lesão encontrada em 40% de todos os indivíduos com cardiopatia crônica de origem reumática. Em se tratando de um quadro agudo de febre reumática, a lesão valvar mais encontrada é a mitral levando à insuficiência.
C. Insuficiência tricúspide
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Insuficiência mitral
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Insuficiência tricúspide
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

DISCURSIVA: (198908 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram os principais pontos da estrategia de prevençao da esquistossomiase (0,5 pontos)


RATING: 2.99

Enumeram os principais pontos da estrategia de prevençao da esquistossomiase (0,5 pontos)

A esquistossomose é, fundamentalmente, uma doença resultante da ausência ou precariedade de saneamento básico.

I) Controle dos Portadores

  1. Identificação dos portadores de S. mansoni, por meio de inquéritos coproscópicos a cada dois anos, deve fazer parte da programação de trabalho das secretarias municipais de saúde das áreas endêmicas. (0,05 p)
  2. Quimioterapia específica dos portadores, visando reduzir a carga parasitária e impedir o aparecimento de formas graves. (0,05 p)
  3. Para o diagnóstico e tratamento dos portadores faz-se necessária a participação das equipes do Programa Saúde da Família (PSF), que devem atuar em conjunto com os agentes de saúde encarregados do Programa de Controle da Esquistossomose, por exemplo, no tratamento dos portadores e nas orientações sobre educação em saúde para as pessoas expostas ao risco de contrair esquistossomose.(0,05 p)
  4. A coproscopia para a detecção dos indivíduos infectados pelo S. mansoni e o conseqüente tratamento são medidas dirigidas de maneira direta e mais imediata ao objetivo principal do Programa: controlar a morbidade, especialmente prevenindo a evolução para as formas graves da doença.(0,05 p)
  5. Essas ações de diagnóstico e tratamento devem ser viabilizadas, incorporadas e integradas à rotina dos serviços de atenção primária à saúde (rede básica de saúde). (0,05 p)

II) Saneamento Ambiental

As ações de saneamento ambiental são reconhecidas como as de maior eficácia para as modificações de caráter permanente das condições de transmissão da esquistossomose e incluem:

  1. coleta e tratamento de dejetos, (0,04 p)
  2. abastecimento de água potável, (0,04 p)
  3. instalações hidráulicas e sanitárias, (0,04 p)
  4. aterros para eliminação de coleções hídricas que sejam criadouros de moluscos, (0,04 p)
  5. drenagens, limpeza e retificação de margens de córregos e canais, (0,04 p)
  6. construções de pequenas pontes.(0,04 p)

Essas ações deverão ser simplificadas e de baixo custo, a fim de serem realizadas em todas as áreas necessárias. (0,01 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.99)

CASO CLINICO: (231129 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 45 anos, agricultor, procedente de área rural na região Norte do Brasil (zona de desmatamento para construção de estradas e surgimento de povoados pioneiros), procura atendimento com queixa de lesão ulcerada no membro inferior direito há aproximadamente 60 dias. A lesão iniciou como nódulo pruriginoso, evoluiu para úlcera redonda, grande, rasa, de bordas elevadas, coloração violácea, pouco dolorosa, associada a envolvimento do cordão linfático. Há 20 dias iniciou sintomas nasais: epistaxe recorrente, formação de crostas, saída de secreção nasal, dor, hiperemia e deformidade incipiente do nariz. Relata picadas frequentes de insetos durante trabalho em mata, moradia próxima a florestas e presença de cães com lesões cutâneas suspeitas na residência. Exame otorrinolaringológico revela hiperemia do septo nasal e crostas. Não há febre nem comprometimento sistêmico evidente.

Questões:

I. Qual a suspeita diagnóstica? ..... 0,12 pontos
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? ...... 0,13 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ..... 0,12 pontos
IV. Qual o tratamento indicado? ....... 0,13 pontos





RATING: 3.02

I. Suspeita diagnóstica: Leishmaniose tegumentar americana – forma mucosa (tardia ou concomitante) ou cutâneo-mucosa

  • Lesão cutânea inicial típica: nódulo pruriginoso → úlcera redonda/oval, grande, rasa, bordas elevadas, violácea, pouco dolorosa, membros inferiores, envolvimento de cordão linfático, possibilidade de cura espontânea (0,04 p)
  • Evolução com metástase para mucosas da nasofaringe (epistaxe, crostas, secreção, dor, hiperemia, deformidade) em <5% dos casos, podendo surgir concomitantemente, até 2 anos ou décadas após cicatrização da lesão cutânea (0,04 p)
  • Epidemiologia compatível: área endêmica no Brasil (Norte/Nordeste), ocupação rural, desmatamento, reservatórios como cães (0,04 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada: Infecção por Leishmania (Viannia) braziliensis transmitida por flebótomo

  • Protozoário do gênero Leishmania, ordem Kinetoplastida, família Trypanosomatidae; principal agente da forma mucosa é L. (V.) braziliensis (menos frequentemente L. amazonensis e L. guyanensis) (0,05 p)
  • Transmissão nas Américas: picada de fêmeas de flebótomos (família Psychodidae, subfamília Phlebotominae, gêneros Lutzomyia e Psychodopygus) que inoculam promastigotas (0,04 p)
  • No hospedeiro vertebrado: forma amastigota parasita células do sistema fagocítico mononuclear; ciclo completo com transformação promastigota → amastigota após 4-5 dias no vetor (0,04 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Diagnóstico parasitológico direto (exame parasitológico direto de primeira escolha)

  • Procedimento de eleição: pesquisa direta por escarificação da borda da lesão mais recente ou impressão por aposição de biópsia, corada por Giemsa/Leishman para visualização de amastigotas arredondadas/ovóides (2-3 µm, núcleo e cinetoplasto) (0,04 p)
  • Sensibilidade alta em lesões recentes (até 100% em <2 meses para L. braziliensis); diminui com tempo de evolução; complementado por PCR (sensibilidade 97% em cutânea, 62-97% em mucosa) ou imunoistoquímica (0,04 p)
  • Métodos auxiliares (não definitivos isoladamente): intradermorreação de Montenegro (>90% positiva), histopatologia, cultivo em NNN/Schneider (0,04 p)

IV. Tratamento indicado: Antimoniato de N-metilglucamina (antimonial pentavalente) como droga de primeira escolha

  • Para forma mucosa: 20 mg SbV/kg/dia por 30 dias seguidos, preferencialmente via endovenosa lenta ou intramuscular, em ambiente hospitalar (0,05 p)
  • Dose máxima adulto: 3 ampolas/dia (1.275 mg SbV); nunca exceder; monitorar ECG semanal, função renal/hepática e efeitos colaterais (artralgia, mialgia, náuseas, etc.) (0,04 p)
  • Cuidados locais: limpeza com água/sabão + compressas KMnO4 1/5000; se falha após 12 semanas, repetir esquema uma vez ou passar para segunda escolha (anfotericina B) (0,04 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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