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TALASSEMIAS (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

Dois pesquisadores, um nos Estados Unidos, outro na Grécia, descreveram uma forma de anemia microcítica e hipocrômica associada a quantidades variáveis de uma hemoglobina de migração mais rápida.

A surpresa constou no fato que essa variante era um tetrâmero constituído por quatro cadeias β normais. Ou seja, alguma coisa estava errada, porque é conhecido o fato que a hemoglobina tem obrigatoriamente duas cadeias alfa e duas de outra categoria (dependendo de tipo de hemoglobina)

Posteriormente, essa hemoglobina foi denominada hemoglobina H.

OBJETIVA: (1413968 votos)..........96.06% das questões objetivas receberam votos.
Leia atentamente as assertivas abaixo a respeito das doenças da mama e classifique-as em verdadeiro (V) ou falso (F):

(I) No tratamento do câncer de mama, a linfadenectomia Nível I inclui os grupos axilar central, escapular e mamário externo
(II) São fatores de risco para neoplasia de mama a hiperplasia atípica, a primiparidade tardia, a mutação no gene BRCA 2 e o carcinoma lobular in situ
(III) O tamoxifeno é um antagonista parcial do estrogênio que como efeitos colaterais pode levar a aumento do risco de osteoporose e secura vaginal e diminuição da libido
(IV) O linfonodo sentinela pode ser definido como o maior linfonodo axilar da drenagem linfática da área tumoral identificado após injeção local de um corante
(V) O achado ultra-sonográfico de nódulo hipoecóico, circunscrito com reforço acústico posterior é compatível com fibroadenoma

A sequência CORRETA é:
A. V, F, V, F, V
B. V, V, F, F, V
C. F, F, V, V, V
D. F, V, F, V, F
E. F, V, V, F, F

  RATING: 2.81

Leia atentamente as assertivas abaixo a respeito das doenças da mama e classifique-as em verdadeiro (V) ou falso (F):

(I) No tratamento do câncer de mama, a linfadenectomia Nível I inclui os grupos axilar central, escapular e mamário externo
(II) São fatores de risco para neoplasia de mama a hiperplasia atípica, a primiparidade tardia, a mutação no gene BRCA 2 e o carcinoma lobular in situ
(III) O tamoxifeno é um antagonista parcial do estrogênio que como efeitos colaterais pode levar a aumento do risco de osteoporose e secura vaginal e diminuição da libido
(IV) O linfonodo sentinela pode ser definido como o maior linfonodo axilar da drenagem linfática da área tumoral identificado após injeção local de um corante
(V) O achado ultra-sonográfico de nódulo hipoecóico, circunscrito com reforço acústico posterior é compatível com fibroadenoma

A sequência CORRETA é:

A. V, F, V, F, V
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. V, V, F, F, V
CORRETO : Para identificar o linfonodo sentinela, é aplicada uma injeção com uma substância radioativa (e não corante) na pele próxima ao tumor (e não direto no tumor). Após a aplicação, a substância entra na circulação linfática e se deposita nos gânglios. Depois, com um aparelho capaz de detectar a radiação, o médico localiza o linfonodo sentinela. O tamoxifeno é um agonista parcial do estrogênio, mas que na mama apresenta efeito antagonista. Como nos outros órgãos apresenta função primária de agonista, pode desencadear efeitos colaterais como aumento do risco de câncer de endométrio, indução da ovulação (ação similar ao clomifeno), fogachos de difícil controle, aumento do risco para trombose e aumento do risco para desenvolvimento de catarata. As outras opções são verdadeiras
C. F, F, V, V, V
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. F, V, F, V, F
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. F, V, V, F, F
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.81)

DISCURSIVA: (197566 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
  1. Quais são os testes no líquido amniótico obtido por amniocentese que ajudam avaliar pré-natal a maturidade pulmonar fetal?.......................0,176 pontos;
  2. Enumeram os benefícios da corticoterapia fornecida a mulheres grávidas entre 24 e 34 semanas.................0,108 pontos
  3. Quais são os sinais clínicos que apresenta um prematuro com síndrome de desconforto respiratório?.............0,135 pontos.
  4. Qual é o aspecto radiográfico clássico duma síndrome de desconforto respiratório no recém nascido?..................0,081 pontos


RATING: 3.03

  1. Quais são os testes no líquido amniótico obtido por amniocentese que ajudam avaliar pré-natal a maturidade pulmonar fetal?.......................0,176 pontos;
  2. Enumeram os benefícios da corticoterapia fornecida a mulheres grávidas entre 24 e 34 semanas.................0,108 pontos
  3. Quais são os sinais clínicos que apresenta um prematuro com síndrome de desconforto respiratório?.............0,135 pontos.
  4. Qual é o aspecto radiográfico clássico duma síndrome de desconforto respiratório no recém nascido?..................0,081 pontos

  1. Quais são os testes no líquido amniótico obtido por amniocentese que ajudam avaliar pré-natal a maturidade pulmonar fetal?.......................0,176 pontos;
    • relação lecitina-esfingomielina (0,027 p) - o risco de SDR é muito baixo (0,014 p) se a relação L/E for > 2 (0,027 p)
    • relação surfactante-albumina (TDx-MPF II) (0,027 p)
    • contagens de corpúsculos lamelares no líquido amniótico (0,027 p)
    • titulação de fosfatidilglicerol (0,027 p)
    • índice de estabilidade da espuma (0,027 p)
  2. Enumeram os benefícios da corticoterapia fornecida a mulheres grávidas entre 24 e 34 semanas.................0,108 pontos
    • diminui substancialmente a SDR (0,027 p)
    • diminui substancialmente a hemorragia intraventricular (0,027 p)
    • diminui substancialmente a enterocolite necrosante (0,027 p)
    • diminui substancialmente a mortalidade perinatal. (0,027 p)
  3. Quais são os sinais clínicos que apresenta um prematuro com síndrome de desconforto respiratório?.............0,135 pontos.
    • taquipneia (0,027 p)
    • retrações (0,027 p)
    • batimentos das asas do nariz (0,027 p)
    • gemência (0,027 p)
    • cianose (0,027 p)
  4. Qual é o aspecto radiográfico clássico duma síndrome de desconforto respiratório no recém nascido?..................0,081 pontos

    O quadro Rx mostra pulmões de baixo volume (0,027 p) com um padrão reticulogranular difuso (0,027 p) e broncogramas aéreos. (0,027 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

CASO CLINICO: (229745 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 67 anos, procedente do interior, refere “papo” há mais de 20 anos, de crescimento lento. Há 10 meses passou a ter dispneia progressiva, pior ao deitar (ortopneia), tosse seca e engasgos com sólidos. Relata plenitude facial e “aperto no pescoço” ao erguer os braços para pentear o cabelo. Nega palpitação, emagrecimento febril ou rouquidão fixa. Nega cirurgia cervical prévia.

Exame. Tireoide multinodular, endurecida, com o polo inferior direito não palpável (parece “mergulhar” atrás da fúrcula). Desvio traqueal à esquerda. Ao elevar ambos os membros superiores por 30–60 s: pletora facial, turgência jugular e piora da dispneia (sinal de Pemberton positivo). Sem linfonodos cervicais dominantes. Ausculta pulmonar com estridor discreto em decúbito. Ginecomastia bilateral.

Exames iniciais. TSH 1,8 mUI/L; T4 livre normal. Ultrassonografia cervical: bócio multinodular; o lobo direito não é delimitado inferiormente — o transdutor “perde” o polo no estreito torácico superior. Radiografia de tórax: alargamento do mediastino superior e desvio/estreitamento traqueal.



Sinal de Pemberton (congestão ao elevar os braços) positivo e radiografia com massa mediastinal superior + desvio traqueal.

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,10 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,10 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico (e planejar a via)? (0,10 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,10 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,10 pontos)



RATING: 3.05

(I) Suspeita diagnóstica:

Bócio substernal / retrosternal / mergulhante (extensão de tecido tireoidiano abaixo do estreito torácico superior; definição operacional frequente: >50% da glândula no tórax ou descida >3 cm abaixo da fúrcula / além de T4). (0,04 p)

Apoiam a hipótese:

  • polo inferior não palpável e US que não delimita o limiar mediastinal — continuidade cervicotorácica. (0,02 p)
  • sinal de Pemberton: o gesto de elevar os braços reduz o estreito torácico e desmascara compressão venosa/traqueal. (0,02 p)
  • síndrome compressiva (ortopneia, disfagia, desvio traqueal no RX). (0,02 p)

Lembrete de prova: a maioria é eutireóidea; função normal não exclui o diagnóstico.

(II) Possível causa da doença diagnosticada

Na vasta maioria trata-se de bócio secundário (mergulhante): crescimento caudal de um bócio multinodular crônico cervical, e não de um tumor mediastinal “nascido” no tórax. (0,04 p)

Mecanismo anatômico clássico: a glândula encontra teto ósseo-muscular (esterno, músculos pré-tireoidianos, fáscia) e é “puxada” para o mediastino pela gravidade e pela pressão negativa intratorácica. (0,03 p)

Contexto epidemiológico: mulher idosa, bócio de décadas; historicamente associado a deficiência de iodo (bócio colóide multinodular). (0,02 p)

O bócio primário mediastinal (tecido tireoidiano ectópico com vascularização própria, independente das artérias tireóideas inferiores) é raro (~1%). (0,01 p)


(III) Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

Tomografia computadorizada de pescoço e tórax (com contraste, se a função e o plano cirúrgico permitirem): é o exame que confirma a origem tireoidiana da massa, mede quanto da glândula está abaixo da fúrcula e mapeia traqueia, esôfago e grandes vasos. (0,05 p)

A TC também define a via operatória (cervicotomia isolada vs. necessidade de esternotomia) — extensão além do arco aórtico, componente posterior, vascularização anômala ou perda de plano com estruturas vitais. (0,03 p)

TSH e T4 livre avaliam o estado funcional (tóxico vs. atóxico), mas não comprovam a topografia substernal. US e cintilografia são adjuvantes; o US não substitui a TC no mediastino. (0,02 p)


(IV) Principal diagnóstico diferencial:

Diante de massa do mediastino anterior, o diferencial clássico de banca é o timoma (um dos “4 T’s”). (0,05 p)

Os demais T’s e vizinhos: teratoma / tumor de células germinativas, “terrible lymphoma”, além de linfonodomegalia e aneurisma/ectasia da aorta. (0,03 p)

O que pende para bócio (e afasta timoma “puro”): continuidade direta com a tireoide cervical, densidade/nódulos semelhantes aos lobos cervicais e vascularização a partir das artérias tireóideas inferiores. (0,02 p)


(V) Tratamento da moléstia:

O tratamento definitivo é cirúrgico: tireoidectomia (em geral total ou quase-total no bócio multinodular bilateral), porque o bócio mergulhante tende a crescer, comprime via aérea e pode ocultar neoplasia (risco de malignidade da ordem de 3–21% nas séries). (0,04 p)

Na grande maioria a peça sai por cervicotomia (incisão de Kocher), inclusive com componente mediastinal volumoso, desde que haja pedículo cervical. (0,03 p)

Esternotomia (ou toracotomia) fica para a minoria (~2–10%): bócio primário, extensão abaixo do arco aórtico, recidiva, invasão por câncer ou vascularização mediastinal independente. (0,02 p)

Iodo radioativo (e drogas antitireoidianas) não descomprimem de forma confiável um mergulhante volumoso; reservam-se ao paciente inoperável ou ao componente tóxico associado. (0,01 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.05)




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