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Paciente masculino, 56 anos com história de dor epigástrica com irradiação para fossa ilíaca direita com dois dias de evolução. Ao exame apresentou dor à descompressão brusca de fossa ilíaca direita. A tomografia de abdome confirmou o diagnóstico de apendicite aguda. Foi submetido a apendicectomia videolaparoscópica. Na consulta do pós-operatório trouxe o resultado do anatomopatológico que evidenciou apêndice com sinais inflamatórios agudos associado a tumor em terço médio do tipo adenocarcinoma invasivo mucinoso do apêndice com margem da base livre. A conduta adequada é:
A. hemicolectomia direita
CORRETO: O paciente apresentou apendicite aguda tratada com apendicectomia videolaparoscópica, e o anatomopatológico revelou adenocarcinoma invasivo mucinoso do apêndice, com margem da base livre. De acordo com diretrizes como as da ASCRS (American Society of Colon and Rectal Surgeons) e consensos médicos, para adenocarcinomas apendiculares invasivos (mesmo mucinosos e localizados), a conduta padrão é a hemicolectomia direita com linfadenectomia, pois há risco significativo de envolvimento linfonodal (20-72% dos casos), permitindo estadiamento adequado e remoção completa de possíveis metástases regionais. Isso melhora o prognóstico e é recomendado mesmo com margens livres na apendicectomia inicial, já que o procedimento inicial não avalia linfonodos.
B. quimioterapia adjuvante
INCORRETO : Sem estadiamento linfonodal completo via hemicolectomia, não se define a necessidade de quimioterapia. Além disso, para adenocarcinomas apendiculares invasivos localizados, a cirurgia é o tratamento primário; quimioterapia adjuvante só é considerada após estadiamento se houver doença nodal ou metastática, o que não é o caso inicial aqui.
C. quimioterapia e radioterapia adjuvante
INCORRETO : A radioterapia não é padrão para adenocarcinomas apendiculares, especialmente sem evidência de doença residual ou peritoneal. Esses tumores são tratados cirurgicamente, e radioterapia é rara nesse contexto, reservada para casos avançados ou recidivas.
D. repetir exames em três meses: tomografia de abdome e colonoscopia
INCORRETO : Essa abordagem de vigilância é mais apropriada para neoplasias mucinosas de baixo grau (como LAMN), confinadas e com margens negativas, sem invasão. Aqui, trata-se de adenocarcinoma invasivo, que requer intervenção cirúrgica adicional para estadiamento e controle oncológico, não apenas monitoramento.
E. ressecção em cunha da margem do ceco
INCORRETO : Essa ressecção limitada não aborda o risco de metástases linfonodais e não permite estadiamento adequado. A hemicolectomia direita é preferida para garantir remoção completa e avaliação de linfonodos, especialmente em tumores invasivos.
Gabarito: A
RATING: 2.96 ![]()
FONTE:
Paciente masculino, 68 anos, tabagista (40 maços-ano), hipertenso controlado, procura emergência com quadro de 4 meses de fadiga intensa, perda ponderal involuntária de 12 kg, febre baixa vespertina (até 38,2°C), prurido generalizado e icterícia cutâneo-mucosa leve de instalação progressiva. Nega dor abdominal, hematúria macroscópica ou sintomas urinários. Exame físico: regular estado geral, ictérico 2+/4+, hepatomegalia dolorosa a 4 cm do rebordo costal direito, esplenomegalia discreta, sem linfonodomegalias palpáveis ou ascite. Sem estigmas de hepatopatia crônica.
Exames laboratoriais iniciais: Hb 11,8 g/dL, plaquetas 480.000/mm³, VHS 92 mm/h, PCR 48 mg/L; bilirrubina total 3,2 mg/dL (direta 2,4); AST 68 U/L, ALT 82 U/L, FA 620 U/L, GGT 980 U/L; albumina 3,1 g/dL; coagulograma normal; sorologias virais negativas; autoanticorpos negativos; alfa-fetoproteína e CEA normais. USG abdominal: massa sólida heterogênea em polo superior do rim direito (8,2 cm), sem dilatação de vias biliares, fígado de ecotextura aumentada sem nódulos metastáticos evidentes. TC tórax/abdome/pélvis em andamento.
I. Suspeita diagnóstica principal: Síndrome de Stauffer (disfunção hepática paraneoplásica não metastática associada a carcinoma de células renais – CCR)
II. Possível causa etiológica da doença diagnosticada: Síndrome paraneoplásica mediada por citocinas, principalmente interleucina-6 (IL-6) secretada pelo tumor renal
III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Tomografia computadorizada (TC) contrastada de abdome e pelve + exclusão de metástases hepáticas + resolução laboratorial após nefrectomia (padrão-ouro)
IV. Tratamento de escolha: Nefrectomia radical (ou parcial, quando factível) com intenção curativa
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