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A RESPONSABILIDADE MÉDICA EM RELAÇÃO AOS MAUS TRATOS DE CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E A LEGISLAÇÃO MENORISTA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Um dos temas que tem proporcionado preocupação constante em relação à criança e ao adolescente refere-se à violência doméstica, ou como designa a lei, a ocorrência de maus tratos.
Esta situação não é nova e nem fruto da modernidade. Esta assentada em raízes culturais e na condição de criança e adolescente como objetos de direito. Diante desta constatação, o debate sobre o tema sempre é salutar. No presente artigo, a questão será analisada relacionando os maus tratos com a conduta médica em face da suspeita ou confirmação da ocorrência do fenômeno. Muitas vezes os profissionais da área da saúde desconhecem a forma de agir perante a constatação de maus tratos, impedindo uma ação protetiva em face da criança vitimizada. Quando não, tais profissionais ignoram a legislação a respeito, até mesmo no que se relaciona a sua responsabilidade penal e administrativa frente a omissão na denúncia de suspeita ou confirmação de maus tratos.
Sendo tais profissionais um dos responsáveis pelos bons tratos as crianças e adolescentes, mister se faz detalhar tal assunto com enfoque na legislação menorista.

OBJETIVA: (1389890 votos)..........95.2% das questões objetivas receberam votos.
Na presença de infecção no lado obstruído por cálculo no trato urinário superior, a conduta prioritária consiste em:
A. Realizar litotripsia ureteroscópica imediata para remoção do cálculo
B. Descompressão urgente do sistema coletor com stent ureteral retrógrado ou nefrostomia percutânea associada a antibióticos sem tratar o cálculo definitivamente na fase aguda
C. Manejo ambulatorial com hidratação oral e analgésicos via oral
D. Observação conservadora até eliminação espontânea independentemente da infecção
E. Uso rotineiro de corticosteroides para redução do edema

  RATING: 2.93

Na presença de infecção no lado obstruído por cálculo no trato urinário superior, a conduta prioritária consiste em:

A. Realizar litotripsia ureteroscópica imediata para remoção do cálculo
INCORRETO: A litotripsia ureteroscópica é contraindicada na fase aguda de infecção e deve ser reservada para momentos eletivos após resolução da infecção.
B. Descompressão urgente do sistema coletor com stent ureteral retrógrado ou nefrostomia percutânea associada a antibióticos sem tratar o cálculo definitivamente na fase aguda
CORRETO : Na presença de infecção no lado obstruído configura-se uma emergência cirúrgica, demandando antibióticos agressivos; o trato superior deve ser descomprimido urgentemente via cistoscopia com colocação de stent ureteral retrógrado ou nefrostomia percutânea para prevenir piora clínica, sepse e choque séptico. Nesse cenário de infecção no trato superior, o foco é descomprimir e drenar o sistema obstruído e infectado, sem abordar o cálculo de forma definitiva. Procedimentos como litotripsia ureteroscópica são contraindicados nessa fase aguda e devem ser reservados para momentos eletivos, com o paciente estável e infecção resolvida. É crucial considerar que, em obstrução completa do trato superior por cálculo, pode haver infecção grave com pionefrose, e a urina eliminada pode parecer normal de forma enganosa; assim, o quadro clínico integral deve ser avaliado e, se um paciente for internado por infecção urinária febril grave o suficiente para hospitalização, um exame de imagem do trato superior deve ser realizado imediatamente para excluir obstrução que exija intervenção urgente.
C. Manejo ambulatorial com hidratação oral e analgésicos via oral
INCORRETO : Pacientes com infecção no lado obstruído não preenchem critérios para manejo ambulatorial e necessitam de internação para hidratação, analgesia e possível procedimento cirúrgico.
D. Observação conservadora até eliminação espontânea independentemente da infecção
INCORRETO : A observação conservadora não é adequada quando existe infecção associada à obstrução, pois configura emergência cirúrgica.
E. Uso rotineiro de corticosteroides para redução do edema
INCORRETO : O uso rotineiro de corticosteroides não é indicado nesse cenário; eles podem ser considerados em TME como alternativa em casos sem infecção, mas com evidências limitadas.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.93)

DISCURSIVA: (195036 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Justifique o uso ou não de diurético de alça {furosemida), com base nos mecanismos fisiopatológicos da formação do edema (alteração de pressão hidrostática e pressão oncótica), nas seguintes situações clínicas:
a) Síndrome nefrítica................0,25 pontos
b) Síndrome nefrótica..............0,25 pontos




RATING: 3

Justifique o uso ou não de diurético de alça {furosemida), com base nos mecanismos fisiopatológicos da formação do edema (alteração de pressão hidrostática e pressão oncótica), nas seguintes situações clínicas:
a) Síndrome nefrítica................0,25 pontos
b) Síndrome nefrótica..............0,25 pontos


a) Síndrome nefrítica:

  • Inflamação glomerular aguda levando a redução do FG, oligúria e retenção de sódio. (0.050)
  • Aumento da pressão hidrostática capilar devido à expansão do volume extracelular. (0.075)
  • Pressão oncótica plasmática preservada. (0.025)
  • Uso de furosemida justificado para promover natriurese, reduzir volume e corrigir hipertensão hidrostática. (0.100)

b) Síndrome nefrótica:

  • Proteinúria maciça (>3,5g/dia) com hipoalbuminemia. (0.050)
  • Redução da pressão oncótica plasmática levando a extravasamento de fluido para o interstício. (0.075)
  • Retenção secundária de sódio via ativação do SRAA, agravando pressão hidrostática. (0.050)
  • Uso de furosemida indicado, mas com possível resistência devido à hipoalbuminemia; associar albumina ou outros diuréticos para otimizar resposta. (0.075)


Em discussão resumida, na síndrome nefrítica o edema é primariamente hidrostático por sobrecarga volêmica, respondendo bem à furosemida isolada, enquanto na nefrótica predomina o oncótico com componente hidrostático secundário, demandando abordagem multifatorial para diurese eficaz, conforme evidências recentes de manejo otimizado.


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR -  A SINDROME NEFRITICA EM PEDIATRIA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (227148 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo masculino, 61 anos, portador de hipertensão arterial de longa data (em uso de três anti-hipertensivos), diabetes mellitus tipo 2 e história prévia de adenocarcinoma de cólon tratado há 4 anos (estádio II, sem evidência atual de doença).
Foi submetido a tomografia computadorizada de abdome por quadro de dor abdominal difusa e alteração do hábito intestinal. O exame revelou, de forma incidental, massa adrenal esquerda de 4,8 cm, densidade de 22 UH na fase sem contraste, realce heterogêneo e washout absoluto de 38 %.
Não há linfonodomegalias nem outras lesões suspeitas.
Avaliação laboratorial dirigida mostrou: cortisol sérico após 1 mg de dexametasona = 3,1 µg/dL; ACTH plasmático = 6 pg/mL; relação aldosterona/atividade de renina plasmática normal; metanefrinas fracionadas plasmáticas e urinárias dentro da normalidade; DHEAS e testosterona normais para a idade.
A ressonância magnética demonstrou sinal intermediário em T2 e queda de sinal incompleta nas sequências fora de fase. O paciente encontra-se assintomático do ponto de vista adrenérgico e não apresenta estigmas floridos de hipercortisolismo.

Questões

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,11 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,10 pontos)
III. Qual a melhor modalidade de confirmar o diagnóstico? (0,10 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,09 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,10 pontos)





RATING: 2.99

Respostas (pedagógicas e esquemáticas)

I. Suspeita diagnóstica
Incidentaloma adrenal (0,02 p) com secreção autônoma de cortisol (hipercortisolismo subclínico) (0,02 p) e características de imagem intermediárias para malignidade. (0,02 p)
Massa adrenal descoberta incidentalmente, associada a falha de supressão no teste com 1 mg de dexametasona e ACTH suprimido, além de densidade e washout não típicos de adenoma benigno. (0,05 p)
II. Possível causa da doença diagnosticada
Adenoma cortical adrenocortical com autonomia funcional parcial (produção autônoma de cortisol). (0,07 p)
Pode representar lesão de potencial maligno (carcinoma adrenocortical ou metástase) em paciente com história prévia de neoplasia. (0,03 p)
III. Melhor modalidade de confirmar o diagnóstico
Avaliação hormonal completa (já parcialmente realizada) combinada com caracterização imagiológica avançada (TC com protocolo de adrenal ou RM com sequência chemical-shift) e, quando indicado, PET-CT com FDG. (0,06 p)
A confirmação definitiva de natureza histológica, se necessária, só é obtida por ressecção cirúrgica (a biópsia percutânea tem indicação restrita). (0,04 p)
IV. Principal diagnóstico diferencial
Adenoma adrenal não funcionante versus metástase adrenal (especialmente de adenocarcinoma de cólon) versus carcinoma adrenocortical. (0,06 p)
O hipercortisolismo subclínico e a história oncológica prévia tornam esses três diagnósticos os mais relevantes. (0,03 p)
V. Tratamento da moléstia
Indicação de adrenalectomia laparoscópica (ou aberta se suspeita de malignidade) pelo tamanho > 4 cm, características de imagem intermediárias e secreção autônoma de cortisol. (0,06 p)
Após a cirurgia, monitorização hormonal e imagem de seguimento; em caso de carcinoma confirmado, associação de mitotano. (0,04 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.99)




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