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LÚPUS ERITEMATOSO EM PEDIATRIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Lúpus Eritematoso Sistêmico Juvenil ou Pediátrico é o nome dado ao LES da criança e do adolescente, que se manifesta até os 16 anos, e que apresenta basicamente as mesmas características do adulto, porém com incidência muito menor.
O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença do tecido conjuntivo, multisistêmica, de característica autoimune podendo ser caracterizada pela produção de diversos autoanticorpos e depósitos teciduais de complexos antígeno-anticorpo circulantes, expressando-se clinicamente de forma heterogênea e que pode acometer diversos órgãos

OBJETIVA: (1425511 votos)..........96.18% das questões objetivas receberam votos.
O principal mecanismo de resistência de Streptococcus pneumoniae aos betalactâmicos é:
A. Produção constitutivamente elevada de ESBL (extended-spectrum beta-lactamase / betalactamase de espectro estendido)
B. Alteração das PBP (penicillin-binding proteins / proteínas ligadoras de penicilina), com redução da afinidade do antibiótico pelo alvo
C. Bombas de efluxo ativas específicas para carbapenêmicos, exclusivas dessa espécie
D. Impermeabilidade absoluta da cápsula a todas as moléculas hidrofílicas, inclusive glicopeptídeos
E. Inativação enzimática da vancomicina por acetiltransferase plasmídica

  RATING: 0

O principal mecanismo de resistência de Streptococcus pneumoniae aos betalactâmicos é:

A. Produção constitutivamente elevada de ESBL (extended-spectrum beta-lactamase / betalactamase de espectro estendido)
INCORRETO: ESBL é mecanismo típico de enterobactérias gram-negativas que hidrolisam betalactâmicos. Streptococcus pneumoniae não tem a produção de ESBL como via principal de resistência à penicilina
B. Alteração das PBP (penicillin-binding proteins / proteínas ligadoras de penicilina), com redução da afinidade do antibiótico pelo alvo
CORRETO : O pneumococo altera o sítio-alvo: mutações e reconstruções mosaico das PBP diminuem a afinidade das penicilinas e das cefalosporinas pela transpeptidase da parede. Sem hidrólise enzimática relevante do anel betalactâmico, a resistência é mediada por alvo modificado
C. Bombas de efluxo ativas específicas para carbapenêmicos, exclusivas dessa espécie
INCORRETO : Efluxo de macrolídeos (sistema mef) existe no pneumococo, mas não há bomba específica e exclusiva de carbapenêmicos como mecanismo dominante de resistência aos betalactâmicos nessa espécie
D. Impermeabilidade absoluta da cápsula a todas as moléculas hidrofílicas, inclusive glicopeptídeos
INCORRETO : A cápsula dificulta a opsonofagocitose, não cria barreira absoluta à entrada de betalactâmicos ou de glicopeptídeos. Vancomicina permanece ativa contra o pneumococo precisamente porque o alvo de parede continua acessível
E. Inativação enzimática da vancomicina por acetiltransferase plasmídica
INCORRETO : Acetiltransferases plasmídicas de glicopeptídeo não são o mecanismo de resistência betalactâmica do pneumococo. Vancomicina não é inativada por esse caminho nessa espécie de forma clinicamente clássica

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

DISCURSIVA: (199401 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre o carcinoma de células renais, discorra teoricamente:

  1. Quais os mecanismos dos sinais e sintomas e a frequência da tríade clássica?  (Subtotal questão 1 = 0,12 p)
  2. Quais as principais síndromes paraneoplásicas e suas causas?  (Subtotal questão 2 = 0,15 p)
  3. Cite os achados laboratoriais mais frequentes e o método radiológico de escolha.  (Subtotal questão 3 = 0,10 p)
  4. Descreva o sistema TNM de estadiamento e principais modificações.  (Subtotal questão 4 = 0,13 p)




RATING: 2.96

Sobre o carcinoma de células renais, discorra teoricamente:

  1. Quais os mecanismos dos sinais e sintomas e a frequência da tríade clássica?  (Subtotal questão 1 = 0,12 p)
  2. Quais as principais síndromes paraneoplásicas e suas causas?  (Subtotal questão 2 = 0,15 p)
  3. Cite os achados laboratoriais mais frequentes e o método radiológico de escolha.  (Subtotal questão 3 = 0,10 p)
  4. Descreva o sistema TNM de estadiamento e principais modificações.  (Subtotal questão 4 = 0,13 p)


1. Mecanismos dos sinais e sintomas e frequência da tríade clássica
Os sinais e sintomas resultam, basicamente, de três mecanismos: efeitos diretos do tumor primário (ação local), das metástases a distância ou da ocorrência de síndromes paraneoplásicas (0,04 p). O achado clínico mais frequente é a hematúria, que pode ser macroscópica ou microscópica e ocorre em aproximadamente 60% dos casos (0,03 p). Dor abdominal ou no flanco aparece em cerca de 40% dos pacientes, enquanto massa palpável no abdome é encontrada em apenas 10% deles (0,02 p). A tríade clássica — hematúria, dor lombar e massa palpável — está presente em menos de 10% dos casos (0,03 p).


2. Principais síndromes paraneoplásicas e suas causas

O carcinoma de células renais apresenta, em até 20% dos pacientes, um amplo espectro de síndromes paraneoplásicas (0,04 p).

  • Eritrocitose: afeta de 3% a 10% dos pacientes; explicada pela produção autônoma de eritropoietina pelo tumor ou pela hipóxia regional causada pela compressão da neoplasia sobre o tecido renal normal (0,04 p).
  • Hipertensão arterial: corresponde a cerca de 40% dos casos; mecanismos mais aceitos são produção endógena de renina em altos níveis e obstrução de ramos arteriais secundários à compressão exercida pelo tumor (0,03 p).
  • Hipercalcemia: surge em 1% a 13% dos casos; pode ocorrer pela produção de substância semelhante ao paratormônio ou pela ação osteoclástica direta das metástases ósseas (0,03 p). Síndrome de Stauffer: disfunção hepática reversível na ausência de metástases no fígado; caracteriza-se por hipergamaglobulinemia, elevação de fosfatase alcalina e bilirrubina, tempo de protrombina prolongado; costuma regredir após nefrectomia (0,01 p).


3. Achados laboratoriais mais frequentes e método radiológico de escolha

Os achados laboratoriais mais frequentes são: anemia (aproximadamente 30% dos casos, normocrômica e normocítica, decorrente de perda crônica de sangue ou processos hemolíticos), hematúria (cerca de 60%) e elevação da velocidade de hemossedimentação (até 75% dos casos, refletindo o componente inflamatório) (0,05 p). O método radiológico de escolha, hoje, é a tomografia computadorizada abdominal realizada em três fases com contraste; realce superior a 20 unidades Hounsfield após administração do contraste é indicativo de neoplasia (0,05 p).


4. Sistema TNM de estadiamento e principais modificações

O estadiamento é realizado pelo sistema TNM, que avalia: extensão anatômica do tumor primário (T), envolvimento de linfonodos regionais (N) e presença de metástases a distância (M) (0,04 p). Essa classificação permite estratificar os pacientes em grupos de risco, estimar o prognóstico, prever a probabilidade de progressão da doença e comparar resultados de diferentes protocolos de tratamento (0,04 p). Principais modificações introduzidas:

  • subdivisão do estádio T2 em T2a (tumores menores ou iguais a 10 cm) e T2b (maiores que 10 cm); (0,01 p).
  • invasão da glândula suprarrenal ipsilateral classificada como T4;  (0,01 p).
  • reclassificação do envolvimento da veia renal como T3a, com subcategorias T3a/T3b/T3c conforme extensão do trombo no sistema venoso (0,03 p).


FONTE:

NEOPLASIAS DE APARELHO URINARIO - PLATAFORMA MISODOR

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

CASO CLINICO: (231479 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
De acordo com o caso apresentado preencha o atestado de óbito:
Dona Creonice, 65 anos, do lar. Há uma semana, quando lavava a cozinha de sua casa, escorregou no piso molhado e sofreu um traumatismo craniano. Após a queda ficou desacordada, e foi encontrada por sua filha, que prontamente a levou ao hospital de emergência da região. Tomografia de crânio da admissão demonstrou grande hematoma subdural com efeito de massa e desvio da linha média. Foi encaminhada ao centro cirúrgico e submetida a drenagem cirúrgica.
No terceiro dia de internação, apresentou quadro febril com piora o quadro neurológico. Nova tomografia de crânio mostrou redução do hematoma, sem desvio de linha média.
No quarto dia de internação, o dreno intracraniano apresentava secreção turva e a febre se tornou contínua. Foi realizado coleta de líquor para cultura e iniciado antibioticoterapia empírica.
No oitavo dia de internação a paciente faleceu e o resultado da cultura do líquor demonstrou estafilococos MRSA.


RATING: 2.24

Meningite 4 dias (0,125 p)
Dreno Cirúrgico Infectado 5 dias (0,125 p)
Hematoma subdural 8 dias (0,125 p)
Traumatismo crânio encefálico 8 dias (0,125 p)

Comentário: Na parte da causa da morte na declaração de óbito (parte 1), a última linha deve constar a cadeia de acontecimentos patológicos, que conduziram diretamente à morte, ou as circunstâncias do acidente ou violência que produziram a lesão fatal. As causas consequenciais devem ser declaradas nas linhas superiores. Neste caso, todo o início da cadeia começou com o TCE (última linha) que levou ao hematoma subdural (linha superior ao TCE), e conseqüentemente ao dreno infectado e que por último levou a causa ligada diretamente ao óbito, neste caso a meningite.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.24)




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