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PERFIL BIOFISICO FETAL (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

Avaliação do bem estar fetal e integridade do SNC fetal através de análise de variáveis biofísicas ultra-sonográficas e cardiotocográficas

Para pacientes com alto risco a ultrasonografia dinâmica de alta resolução pode ser utilizada para avaliar o perfil biofísico fetal. A avaliação utiliza as seguintes variáveis:

  • Os movimentos fetais
  • O tônus fetal
  • Movimentos respiratórios fetais
  • Teste de não estresse (usando cardiotocografia)
  • Volume aproximado do liquido amniótico

O teste e muito importante, enquanto, sé os resultados deste teste forem anormais, a possibilidade de morte fetal e 50-100 vezes maior.

OBJETIVA: (1117699 votos)..........99.47% das questões objetivas receberam votos.
Paciente feminina, com 45 dias de vida interna no hospital devido lesões de pele com 48 horas de evolução. Lesões surgiram como bolhas, acometendo região perioral e disseminaram-se pela face, tronco e membros, com posterior descamação e vermelhidão. Evoluiu com picos febris de até 38 °C. Hemograma evidenciou desvio à esquerda (Leucócitos: 7.000; Bastões: 20%; Segmentados: 38%; Eosinófilos: 7,7%; Basófilos: 0,1%; Monócitos: 9,2%; Linfócitos: 4,2%) e marcadores inflamatórios positivos (Proteína C-reativa: 0,91). Avaliada pelo dermatologista, foi diagnosticada síndrome da pele escaldada. Sobre esse caso é CORRETO afirmar:
A. os agentes antimicrobianos são desnecessários
B. pode apresentar regressão espontânea
C. o fato de não apresentar lesões mucosas é um argumento para descartar a síndrome de pele escaldada
D. o agente causal é Staphylococcus epidermidis
E. sua forma classica e também conhecida como impetigo bolhoso.

  RATING: 4

Paciente feminina, com 45 dias de vida interna no hospital devido lesões de pele com 48 horas de evolução. Lesões surgiram como bolhas, acometendo região perioral e disseminaram-se pela face, tronco e membros, com posterior descamação e vermelhidão. Evoluiu com picos febris de até 38 °C. Hemograma evidenciou desvio à esquerda (Leucócitos: 7.000; Bastões: 20%; Segmentados: 38%; Eosinófilos: 7,7%; Basófilos: 0,1%; Monócitos: 9,2%; Linfócitos: 4,2%) e marcadores inflamatórios positivos (Proteína C-reativa: 0,91). Avaliada pelo dermatologista, foi diagnosticada síndrome da pele escaldada. Sobre esse caso é CORRETO afirmar:

A. os agentes antimicrobianos são desnecessários
INCORRETO: A síndrome da pele escaldada ocorre quando há quebra das barreiras protetoras da pele, o que facilita a infecção pelo Staphylococcus aureus do grupo II, principalmente o tipo 71, que é seu agente causador. Ele leva à produção de duas exotoxinas, A e B, que se ligam à zona granulosa da epiderme, causando uma clivagem superficial intraepidérmica. O tratamento, assim como no caso apresentado, deve ser sempre realizado com agentes antimicrobianos. São recomendados também banhos e compressas para desbridamento da epiderme superficial necrótica. Agentes antimicrobianos tópicos, sulfadiazina de prata, bacitracina, mupirocina estão indicados, particularmente, para infecções localizadas, mantendo-se o cuidado de se evitar o uso de tópicos sensibilizantes. Em casos de erupções menos extensas podem ser usados antibióticos orais, porém na forma generalizada é necessária internação em UTI para monitorização, hidratação endovenosa, controle da termorregulação, adequado controle da dor e febre, cuidados tópicos das feridas e antibioticoterapia endovenosa com drogas que cubram possível resistência bacteriana.
B. pode apresentar regressão espontânea
CORRETO : O prognóstico em crianças é excelente, mesmo sem tratamento específico, sendo que a taxa de mortalidade pode variar de 2 a 3%, e a síndrome da pele escaldada pode apresentar regressão espontânea em um espaço de tempo de 2 a 3 semanas, dependendo da concentração e atuação da toxina no sangue e da reação do hospedeiro.
C. o fato de não apresentar lesões mucosas é um argumento para descartar a síndrome de pele escaldada
INCORRETO : O que auxilia na diferenciação com outras patologias é que, na síndrome estafilocócica da pele escaldada, as membranas mucosas são poupadas.
D. o agente causal é Staphylococcus epidermidis
INCORRETO : É causada pelo Staphylococcus aureus do grupo II, e seu diagnóstico é essencialmente clínico.
E. sua forma classica e também conhecida como impetigo bolhoso.
INCORRETO : A doença, em sua forma clássica, é também conhecida como Doença de Ritter e se apresentará de forma generalizada, com pródromos de mal estar, irritação, febre e eritema cutâneo que evolui de 24 a 48 horas para bolhas flácidas por toda pele. Sua forma mais leve é localizada e também conhecida como impetigo bolhoso.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (4)

DISCURSIVA: (181330 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Quais são os achados clínicos mais comuns da coarctação da aorta as crianças mais velhas? (0,5 p)


RATING: 2.96

Quais são os achados clínicos mais comuns da coarctação da aorta as crianças mais velhas? (0,5 p)

São achados clínicos mais comuns da coarctação da aorta:

Pressão arterial diferente: braços > pernas (100%) (0,125 p)
Sopro sistólico ou frêmito presente no dorso (96%) (0,125 p)
Hipertensão sistólica presente nas extremidades superiores (96%)(0,125 p)
Pulsos femorais ou de extremidades inferiores diminuídos ou ausentes (92%)(0,125 p)

FONTE:

Ing FF, Stare TJ, Griffiths SP, Gersony WM: Early diagnosis of coarctation of aorta in children: A continuing dilemma. Pediatrcs 98:378-382,1996.

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

CASO CLINICO: (211291 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo masculino, 54 anos, com queixa de pirose retroesternal de longa data (há mais de 10 anos), com piora progressiva nos últimos 2 anos.

Vem apresentando regurgitação, principalmente no período noturno.

Teve emagrecimento de 2 kg nos últimos 12 meses (índice de massa corporal atual de 33 kg/m2).

Realizada endoscopia digestiva alta, observou-se ulceração esofágica, com friabilidade e presença de mucosa de aspecto róseo-avermelhado, circunferencial, com 4 cm de extensão, projetando proximalmente a partir da junção escamo-colunar. Foram realizadas biópsias da região da junção gastro-esofágica, cujo corte histológico é apresentado abaixo.

1) Qual o diagnóstico para esse paciente? - 0,1 pontos

2) Qual é o prognóstico para esse paciente? - 0,1 pontos

3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente? - 0,3 pontos




RATING: 3.04

1) Qual o diagnóstico?

Doença do refluxo gastro-esofágico (DRGE) complicada com esôfago de Barret. (0,1 p)

DISCUSSÃO: Trata-se de um paciente com queixas de queimação retroesternal e regurgitação, os dois sintomas mais frequentes em pacientes portadores de DRGE. Observa-se IMC de 33, ou seja, obesidade grau I, comum em pacientes que sofrem de DRGE. A endoscopia documenta a presença de esofagite erosiva e achados comuns ao esôfago de Barret. Este último é confirmado pelo corte histológico, onde notam-se áreas de epitélio colunar especializado ao nível da junção gastro-esofágica.

2) Qual é o prognóstico?

Em termos prognósticos, a incidência de adenocarcinoma é 40X maior nos pacientes com esôfago de Barret quando comparado com a população em geral. Requer, portanto, acompanhamento a longo prazo. O principal marcador de potencial de malignidade será a presença de displasia.  (0,1 p)

3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente?

  • inicialmente controlar a inflamação relacionada a DRGE com terapia antissecretória (0,1 p)
  • realizar nova endoscopia com múltiplas biópsias visando descartar a presença de displasia (preferencialmente confirmada por mais de um patologista). A ausência de displasia implica controle endoscópico a cada 2, 3 anos. Displasia leve, controle endoscópico semestral e posteriormente anual. Displasia de alto grau deve ser tratada com esofagectomia ou acompanhamento com biópsias, inicialmente a cada mês, e posteriormente trimestrais. (0,1 p)
  • Não há tratamento curativo específico usado rotineiramente para o esôfago de Barret. Portanto, além do acompanhamento endoscópico, a DRGE deve ser controlada, conforme sua evolução, com terapia clínica e/ou operatória. (0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.04)




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