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A IMUNIZAÇÃO (ÁREA DE PEDIATRIA)

A imunização é um recurso notadamente bem-sucedido, com bom custo/benéfico na prevenção das doenças infecciosas e é uma das conquistas principais da saúde pública e dos pediatras. Como resultado das imunizações de rotina na infância, a ocorrência de doenças contagiosas antigamente comuns diminuiu marcadamente nos Estados Unidos e em outros países na segunda metade do século XX. Programas de saúde pública baseados em vacinação levaram à erradicação global da varíola, eliminação dos poliovírus do tipo selvagem das Américas e provavelmente do mundo no futuro próximo, e uma redução superior a 95% da doença pelo Haemophilus influenzae do tipo b (Hib) invasivo nos Estados Unidos. Além disso, a síndrome da rubéola congénita, tétano e difteria quase foi eliminada, e a incidência de rubéola e sarampo foi reduzida a taxas baixas recordes nos Estados Unidos.
Lactentes e outras crianças norte-americanas rotineiramente recebem vacinas contra 11 doenças: difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, infecção pelo Hib, infecção pneumocócica, hepatite B e varicela. As vacinas contra hepatite A e contra a gripe são recomendadas para alguns grupos de crianças.

OBJETIVA: (1414559 votos)..........96.07% das questões objetivas receberam votos.
Homem de 62 anos, com história de linfedema crônico de membro inferior esquerdo há mais de 20 anos (secundário a esvaziamento inguinal por melanoma), evolui com lesão cutânea nodular, violácea e de crescimento rápido na região da perna afetada. A biópsia confirma angiosarcoma. Essa associação clássica é conhecida como:
A. Síndrome de Klippel-Trénaunay
B. Doença de Milroy
C. Síndrome de Stewart-Treves
D. Síndrome de Gorham-Stout
E. Linfangioma circunscrito adquirido

  RATING: 2.92

Homem de 62 anos, com história de linfedema crônico de membro inferior esquerdo há mais de 20 anos (secundário a esvaziamento inguinal por melanoma), evolui com lesão cutânea nodular, violácea e de crescimento rápido na região da perna afetada. A biópsia confirma angiosarcoma. Essa associação clássica é conhecida como:

A. Síndrome de Klippel-Trénaunay
INCORRETO: A síndrome de Klippel-Trénaunay associa malformações vasculares, hipertrofia de membros e varizes.
B. Doença de Milroy
INCORRETO : A doença de Milroy é a forma congênita hereditária de linfedema primário (mutação VEGFR3/FLT4).
C. Síndrome de Stewart-Treves
CORRETO : A síndrome de Stewart-Treves é a ocorrência de angiosarcoma (linfangiossarcoma) sobre área de linfedema crônico de longa data, mais frequentemente após mastectomia radical, mas também descrito em linfedemas de membros inferiores. Trata-se de complicação rara, porém grave, com prognóstico reservado.
D. Síndrome de Gorham-Stout
INCORRETO : A síndrome de Gorham-Stout é uma osteólise massiva associada a proliferação linfática intraóssea.
E. Linfangioma circunscrito adquirido
INCORRETO : O linfangioma circunscrito é uma malformação linfática superficial, sem relação com transformação sarcomatosa.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

DISCURSIVA: (197635 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Cite 10 (dez) critérios de inoperabilidade para o câncer de pulmão (0,05 cada um).


RATING: 3

Cite 10 (dez) critérios de inoperabilidade para o câncer de pulmão (0,05 cada um).

01

Derrame pleural neoplásico

02

Mestastases à distância

03

Paralisia do nervo laríngeo recurrente esquerdo

04

Infiltração vertebral que ultrapassa o forame costotransverso

05

Infiltração da parede da aorta alem da camada adventícia

06

Infiltração extensa e além da camada muscular do esôfago

07

Infiltração extensa da veia cava superior

08

Infiltração do coração, geralmente do átrio esquerdo

09

Infiltração mediastinal maciça, geralmente por invasão da cápsula dos linfonodos

10

Infiltração da carina e dos brônquios principais bilateral e simultaneamente

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (229825 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 67 anos, procedente do interior, refere “papo” há mais de 20 anos, de crescimento lento. Há 10 meses passou a ter dispneia progressiva, pior ao deitar (ortopneia), tosse seca e engasgos com sólidos. Relata plenitude facial e “aperto no pescoço” ao erguer os braços para pentear o cabelo. Nega palpitação, emagrecimento febril ou rouquidão fixa. Nega cirurgia cervical prévia.

Exame. Tireoide multinodular, endurecida, com o polo inferior direito não palpável (parece “mergulhar” atrás da fúrcula). Desvio traqueal à esquerda. Ao elevar ambos os membros superiores por 30–60 s: pletora facial, turgência jugular e piora da dispneia (sinal de Pemberton positivo). Sem linfonodos cervicais dominantes. Ausculta pulmonar com estridor discreto em decúbito. Ginecomastia bilateral.

Exames iniciais. TSH 1,8 mUI/L; T4 livre normal. Ultrassonografia cervical: bócio multinodular; o lobo direito não é delimitado inferiormente — o transdutor “perde” o polo no estreito torácico superior. Radiografia de tórax: alargamento do mediastino superior e desvio/estreitamento traqueal.



Sinal de Pemberton (congestão ao elevar os braços) positivo e radiografia com massa mediastinal superior + desvio traqueal.

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,10 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,10 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico (e planejar a via)? (0,10 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,10 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,10 pontos)



RATING: 3.05

(I) Suspeita diagnóstica:

Bócio substernal / retrosternal / mergulhante (extensão de tecido tireoidiano abaixo do estreito torácico superior; definição operacional frequente: >50% da glândula no tórax ou descida >3 cm abaixo da fúrcula / além de T4). (0,04 p)

Apoiam a hipótese:

  • polo inferior não palpável e US que não delimita o limiar mediastinal — continuidade cervicotorácica. (0,02 p)
  • sinal de Pemberton: o gesto de elevar os braços reduz o estreito torácico e desmascara compressão venosa/traqueal. (0,02 p)
  • síndrome compressiva (ortopneia, disfagia, desvio traqueal no RX). (0,02 p)

Lembrete de prova: a maioria é eutireóidea; função normal não exclui o diagnóstico.

(II) Possível causa da doença diagnosticada

Na vasta maioria trata-se de bócio secundário (mergulhante): crescimento caudal de um bócio multinodular crônico cervical, e não de um tumor mediastinal “nascido” no tórax. (0,04 p)

Mecanismo anatômico clássico: a glândula encontra teto ósseo-muscular (esterno, músculos pré-tireoidianos, fáscia) e é “puxada” para o mediastino pela gravidade e pela pressão negativa intratorácica. (0,03 p)

Contexto epidemiológico: mulher idosa, bócio de décadas; historicamente associado a deficiência de iodo (bócio colóide multinodular). (0,02 p)

O bócio primário mediastinal (tecido tireoidiano ectópico com vascularização própria, independente das artérias tireóideas inferiores) é raro (~1%). (0,01 p)


(III) Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

Tomografia computadorizada de pescoço e tórax (com contraste, se a função e o plano cirúrgico permitirem): é o exame que confirma a origem tireoidiana da massa, mede quanto da glândula está abaixo da fúrcula e mapeia traqueia, esôfago e grandes vasos. (0,05 p)

A TC também define a via operatória (cervicotomia isolada vs. necessidade de esternotomia) — extensão além do arco aórtico, componente posterior, vascularização anômala ou perda de plano com estruturas vitais. (0,03 p)

TSH e T4 livre avaliam o estado funcional (tóxico vs. atóxico), mas não comprovam a topografia substernal. US e cintilografia são adjuvantes; o US não substitui a TC no mediastino. (0,02 p)


(IV) Principal diagnóstico diferencial:

Diante de massa do mediastino anterior, o diferencial clássico de banca é o timoma (um dos “4 T’s”). (0,05 p)

Os demais T’s e vizinhos: teratoma / tumor de células germinativas, “terrible lymphoma”, além de linfonodomegalia e aneurisma/ectasia da aorta. (0,03 p)

O que pende para bócio (e afasta timoma “puro”): continuidade direta com a tireoide cervical, densidade/nódulos semelhantes aos lobos cervicais e vascularização a partir das artérias tireóideas inferiores. (0,02 p)


(V) Tratamento da moléstia:

O tratamento definitivo é cirúrgico: tireoidectomia (em geral total ou quase-total no bócio multinodular bilateral), porque o bócio mergulhante tende a crescer, comprime via aérea e pode ocultar neoplasia (risco de malignidade da ordem de 3–21% nas séries). (0,04 p)

Na grande maioria a peça sai por cervicotomia (incisão de Kocher), inclusive com componente mediastinal volumoso, desde que haja pedículo cervical. (0,03 p)

Esternotomia (ou toracotomia) fica para a minoria (~2–10%): bócio primário, extensão abaixo do arco aórtico, recidiva, invasão por câncer ou vascularização mediastinal independente. (0,02 p)

Iodo radioativo (e drogas antitireoidianas) não descomprimem de forma confiável um mergulhante volumoso; reservam-se ao paciente inoperável ou ao componente tóxico associado. (0,01 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.05)




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