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MENINGITES NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A infecção aguda do sistema nervoso central (SNC) é a causa mais comum de febre associada a sinais e sintomas de doença no SNC em crianças. A infecção pode ser causada virtualmente por qualquer micróbio, sendo o patógeno específico influenciado pela idade e as condições imunes do hospedeiro e pela epidemiologia do patógeno.

OBJETIVA: (1235875 votos)..........97.59% das questões objetivas receberam votos.
Um homem de 55 anos com histórico de diabetes apresenta-se com febre, mal-estar e disúria. Tem sensibilidade no ângulo costovertebral, e uma temperatura de 37,6 °C. O restante do exame físico é normal. Ele também tem um histórico de hiperplasia benigna da próstata não tratada. Qual conduta tem mais probabilidade de prevenir a recorrência desses sintomas?
A. Aumentar a ingestão de líquidos
B. Litotripsia
C. Intervenção cirúrgica para remover um cálculo renal obstrutivo
D. Tratamento para hiperplasia benigna da próstata
E. Tratamento com antibióticos

  RATING: 2.91

Um homem de 55 anos com histórico de diabetes apresenta-se com febre, mal-estar e disúria. Tem sensibilidade no ângulo costovertebral, e uma temperatura de 37,6 °C. O restante do exame físico é normal. Ele também tem um histórico de hiperplasia benigna da próstata não tratada. Qual conduta tem mais probabilidade de prevenir a recorrência desses sintomas?

A. Aumentar a ingestão de líquidos
INCORRETO: O aumento da ingestão de líquidos geralmente é recomendado para pacientes com cálculos renais recorrentes; no entanto, o paciente tem uma anormalidade anatômica subjacente (hiperplasia benigna da próstata) que o coloca em maior risco de desenvolver pedras de rim e pielonefrite recorrente, então sua hiperplasia benigna da próstata deve ser tratada a fim de reduzir esse risco.
B. Litotripsia
INCORRETO : A litotripsia seria indicada se um cálculo renal fosse indicado pelo diagnóstico. A litotripsia por onda de choque emprega ondas de choque de alta energia produzidas por uma descarga elétrica. As ondas de choque são transmitidas através da água e focadas diretamente em uma pedra renal/ureteral. A interface de densidade entre o tecido renal mole e a pedra causa uma liberação de energia na superfície da pedra. Essa energia fragmenta o calculo
C. Intervenção cirúrgica para remover um cálculo renal obstrutivo
INCORRETO : Intervenção cirúrgica para remover um cálculo renal seria indicada se houver suspeita de pedra obstrutiva - no entanto, litotripsia por onda de choque extracorpórea é normalmente o tratamento de escolha para pedras que não passam por conta própria, embora outros as opções incluem pielolitotomia e nefrolitotomia percutânea.
D. Tratamento para hiperplasia benigna da próstata
CORRETO : O paciente tem hiperplasia benigna da próstata e diabetes o que o coloca em um risco maior de desenvolver ITU-s complicadas. Hiperplasia benigna da próstata é um distúrbio comum que geralmente ocorre em homens com mais de 50 anos e se manifesta com maior frequência com micção, nictúria, urgência urinaria e jato urinário fraco. Muitos homens com hiperplasia benigna da próstata são assintomáticos ou com apenas sintomas leves, e podem não exigir terapia. Adicionalmente, muitos pacientes melhoram ou estabilizam sem terapia. Alguns pacientes com BPH podem desenvolver retenção urinária aguda, ITU-s devido a crônica retenção, hidronefrose e até mesmo insuficiência renal. A terapia médica inclui (antagonistas -adrenérgicos e inibidores da 5α-redutase. Homens que desenvolvem lesão do trato superior (por exemplo, hidronefrose ou disfunção renal) ou lesão do trato inferior (por exemplo, retenção urinária, infecção recorrente ou descompensação da bexiga) podem exigir terapia invasiva com ressecção transuretral de a próstata. Hiperplasia benigna da próstata não tratada pode causar sintomas agudos retenção urinária, ITU-s recorrentes, hidronefrose e até mesmo insuficiência renal.
E. Tratamento com antibióticos
INCORRETO : O tratamento com antibióticos trataria este episódio, mas não evita a ocorrência de episódios futuros.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.91)

DISCURSIVA: (189491 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Em relação à reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado, discorra sobre a estimativa do volume necessário, tipo de líquidos mais apropriados, momento oportuno para o seu início e metodologia para avaliação da reposição. (0,5 pontos)


RATING: 3.04

Em relação à reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado, discorra sobre a estimativa do volume necessário, tipo de líquidos mais apropriados, momento oportuno para o seu início e metodologia para avaliação da reposição. (0,5 pontos)

Reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado:
  • A reposição inicial é realizada com soluções cristaloides, preferindo-se a solução de Ringer Lactato, no volume de 2000 mililitros para um homem adulto de 70 quilogramas e 20 mililitros por quilograma de peso para crianças (0,095 p)
  • Reposições adicionais são realizadas de acordo com a estimativa da perda, com base nas classes de choque, na proporção de 3 (três) volumes repostos para cada volume perdido e com a resposta apresentada pelo paciente. (0,045 p)
  • Nas perdas superiores a 30 % da volemia, é necessária a reposição de glóbulos vermelhos com o objetivo de manter-se a hemoglobina em 10 gramas/100 mL. (0,045 p)
  • O momento ideal para iniciar-se a reposição volêmica é o mais precoce possível, mas às vezes deve ser retardado em função da possibilidade de perda sanguínea em evolução e da distância entre o local do acidente e o local de referência para o atendimento. (0,045 p)
  • Se o local do atendimento implique numa demora para remoção menor que 30 minutos e existam evidências de sangramento continuado, a reposição deve ser retardada e iniciada já no Hospital de referência. (0,045 p)
  • Quando o tempo estimado para a remoção for maior que 30 minutos, a reposição volêmica deverá iniciar-se no local do acidente, mas devendo aceitar-se a manutenção de certo grau de hipotensão arterial, o que é chamado de hipotensão permissiva, para que não ocorram perdas sanguíneas ocasionadas por reposição muito vigorosa. (0,045 p)
  • Reposição plena somente deverá ocorrer quando estiver garantida a cessação da perda sanguínea. (0,045 p)
  • A avaliação da reposição é realizada pela observação do comportamento dos sinais vitais, volume urinário e perfusão tecidual. (0,045 p)
  • Nos sangramentos importantes e sobretudo em idosos e portadores de comorbidades, é necessária a monitorização de parâmetros hemodinâmicos, tais como a pressão venosa central e a pressão capilar pulmonar. (0,045 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.04)

CASO CLINICO: (221723 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo feminino, 70 anos, diabética e com DPOC, com início dos sintomas há 2 dias, febre alta, tosse produtiva com expectoração amarelada, dor torácica e dispneia. Apresentou três episódios de vômitos há 24 horas. Ao exame físico, apresenta-se agitada, levemente desidratada, taquipneica (FR – 33 irm), taquicárdica (FC – 122 bpm) e com PA 90 × 60 mmHg. Estertores crepitantes na base pulmonar direita. Exames complementares: Ureia – 60 mg/dL; Creatinina – 1,2 mg/dL; Leucócitos – 4000; Sat. O2 < 90% com oxigênio em cateter nasal a 5 L/min.
1) Essa paciente tem indicação para internação? Em que nível de complexidade? Explique o sistema de escore britânico CURP-65, usado para indicar gravidade e o local de tratamento. (0,18 pontos)
2) Quais os agentes etiológicos mais frequentes em pneumonia aguda em pacientes tratados ambulatorialmente, internados em enfermaria e internados em UTI? (0,19 pontos)
3) Qual o esquema antimicrobiano indicado nesta paciente? Justifique. (0,13 pontos)


RATING: 3.11

1) Essa paciente tem indicação para internação? Em que nível de complexidade? Explique o sistema de escore britânico Curp-65, usado para indicar gravidade e o local de tratamento.
Sim. (0,01 p)
UTI: (0,01 p)
Escore de 6 pontos, no qual cada item anormal pontua uma unidade. (0,01 p)
Escore 0 e 1, se apenas a idade pontuar → tratamento domiciliar. (0,01 p)
Escore > 1 → tratamento internado. (0,01 p)
C = Confusão mental (nível de consciência) (0,01 p)
U = Ureia > 50 mg/dL (0,01 p)
R = FR > 30 irpm (0,01 p)
P = PAS < 90 mmHg (0,01 p)
P= PAD ≤ 60 mmHg (0,01 p)
65 = Idade acima de 65 anos. (0,01 p)
Deve-se considerar ainda a presença de comorbidades descompensadas (CPOC; ICC; I. hepática, I. renal, Neoplasia) (0,01 p); extensão da pneumonia no RX Tórax (0,01 p) e na saturação arterial do oxigênio (0,01 p) e fatores psicossociais que possam interferir no tratamento e indicar internação. (0,01 p)
Sinais de gravidade:
Sat. OO2 ≤ 90% sem oxigenioterapia (0,01 p) e o mesmo resultado com oxigenioterapia indicação de UTI (0,01 p)
Leucócitos < 4000 → prognóstico ruim. (0,01 p)
2) Quais os agentes etiológicos mais frequentes em pneumonia aguda em pacientes tratados ambulatoriamente, internados em enfermaria e internados em UTI?
- PAC Ambulatorial (leve) (0,01 p): Streptococos pneumoniae (0,01 p); Mycoplasma pneumoniae (0,01 p); Chlamydophila pneumoniae (0,01 p); Vírus respiratórios (influenza, adenovírus, vírus sincicial respiratório, para-influenza e coronavírus) (0,01 p); Haemaphylos influenzae. (0,01 p)
- PAC internados em enfermarias (0,01 p): Streptococos pneumoniae (0,01 p); Mycoplasma pneumoniae (0,01 p); Chlamydia pneumoniae (0,01 p); Vírus respiratórios (0,01 p); Haemaphylos influenzae (0,01 p); Legionelha Spp (0,01 p).
- PAC internados (UTI) (0,01 p): Streptococos pneumoniae (0,01 p); Bacilos gram negativos (0,01 p); Haemaphylus influenzae (0,01 p); Legionella spp (0,01 p); S. aereus (0,01 p).
3) Qual o esquema antimicrobiano indicado nesta paciente? Justifique.
Betalactâmico com inibidor da betalactamase ou clindamicina.
Justificativa: Por ser paciente grave, com evolução desfavorável e com história de vômitos, podendo ter broncoaspirado com possibilidade de infecção por anaeróbios e gram-negativo da flora da boca. A associação de betalactâmicos com aminoglicosídeos e um agente para cobertura de bacteróides Fragillis, embora possa dar uma cobertura antimicrobiana, deverá ser evitada pelo risco de nefrotoxicidade em uma paciente idosa, diabética e com lesão renal prévia. (0,13 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.11)




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