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O TRATAMENTO DO CHOQUE SEPTICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Esse choque apresenta uma característica muito interessante - depende da resposta do hospedeiro. Em muitos casos, o que mata não é o próprio agente patógeno, mas sim a reação fisiológica - ás vezes exagerada - do próprio organismo.
O que é muito importante aqui? Primeiro, identificar precoce o choque séptico - pois a identificação já significa intervenção: inicio da ressuscitação - precisamente, o suporte hemodinâmico para manter a transferência de O2 Já com essa medida corretamente instituída é suficiente para prevenir o desenvolvimento de falência de órgãos de vários sistemas e uma PCR e assim, reduzir a morbidade e a mortalidade pediátrica.
Segundo, pensar imediatamente que as alterações clínicas, hemodinâmicas e metabólicas observadas no choque séptico tem como base dum lado a própria infecção e do outro a liberação ou ativação de mediadores inflamatórios.

OBJETIVA: (1384293 votos)..........94.91% das questões objetivas receberam votos.
As indicações para intubação endotraqueal da criança vítima de politraumatismo são as seguintes, EXCETO:
A. parada respiratória
B. falência respiratória
C. obstrução de vias aéreas
D. escala de coma de Glasgow menor que 10
E. necessidade de suporte ventilatório prolongado

  RATING: 2.99

As indicações para intubação endotraqueal da criança vítima de politraumatismo são as seguintes, EXCETO:

A. parada respiratória
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. falência respiratória
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. obstrução de vias aéreas
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. escala de coma de Glasgow menor que 10
CORRETO : As indicações para intubação endotraqueal da criança vítima de politraumatismo são as seguintes:

  • parada respiratória
  • falência respiratória (hipoventilação, hipoxemia arterial apesar da suplementação de oxigênio e acidose respiratória)
  • obstrução de vias aéreas
  • escala de coma de Glasgow menor ou igual a 8 (e não menor que 10 como na alternativa)
  • necessidade de suporte ventilatório prolongado (lesões torácicas ou necessidade de exames diagnósticos)

E. necessidade de suporte ventilatório prolongado
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.99)

DISCURSIVA: (194387 votos) ..........99.47% das questões discursivas receberam votos.
Como distinguir anemia ferropriva de anemia de doença crônica?


RATING: 3

Como distinguir anemia ferropriva de anemia de doença crônica?

Alguns exames complementares constituem a cinética do ferro e permitem diferenciar, em boa parte dos casos, a anemia ferropriva da associada a doença crônica:

Diferenciação laboratorial entre anemia ferropriva e a associada a doença crônica
  Anemia Ferropriva Anemia de Doença Crônica
Ferro sérico Diminuído Diminuído
Ferritina Diminuída Normal ou elevada
TBIC Elevada Normal
Saturação de transferrina Diminuída Normal
TBIC – capacidade de ligação da transferrina ao ferro.

Quando o diagnóstico não é alcançado, deve-se fazer mielograma para avaliação histoquímica da reserva de ferro nos macrófagos. Eventualmente, havendo motivos clínicos para se suspeitar da deficiência de ferro, pode-se tratar como tal por três a quatro semanas e repetir o hematócrito.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (226440 votos)..........98.6% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 68 anos, branco, tabagista crônico (40 maços-ano), com história de abuso crônico de analgésicos contendo fenacetina e exposição ocupacional a derivados de petróleo. Apresenta hematúria macroscópica indolor intermitente há 4 meses, associada a dor no flanco direito de intensidade moderada (inicialmente crônica, com episódio agudo simulando cólica renal). Ultrassonografia evidencia hidronefrose direita; citologia urinária mostra células suspeitas de alto grau; TC revela falha de enchimento na pelve renal direita.

Referente á esse caso:

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? ................ 0,10 pontos
II. Qual a possível causa etiológica mais relevante neste caso? ........... 0,10 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ............. 0,10 pontos
IV. Qual o tratamento padrão-ouro? ............... 0,20 pontos 





RATING: 2.99

I. Suspeita diagnóstica principal

  • Hematúria (macroscópica franca ou total, ou microscópica) representa o sinal clínico mais frequente nos tumores uroteliais do trato urinário superior (0,04 p)
  • Dor no flanco constitui o segundo sintoma mais comum (pode ser crônica por hidronefrose gradual ou aguda por coágulos simulando cólica renal) (0,03 p)
  • Até 15% dos pacientes permanecem assintomáticos com diagnóstico incidental por imagem; aqui o quadro sintomático + hidronefrose + citologia alterada apontam para carcinoma urotelial do trato urinário superior (pelve renal) (0,03 p)

II. Possível causa etiológica mais relevante

  • Abuso crônico de analgésicos contendo fenacetina constitui fator de risco bem estabelecido para carcinomas uroteliais do trato urinário superior (0,05 p)
  • Nefropatia induzida por fenacetina associa-se a necrose papilar, insuficiência renal secundária e capilaroesclerose (alteração histológica patognomônica) (0,03 p)
  • Efeito combinado (necrose papilar + fenacetina) eleva de maneira importante o risco, com clara evidência de relação dose-resposta e apresentação em idade mais precoce (0,02 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

  • Tomografia computadorizada é atualmente o padrão-ouro para o diagnóstico, oferecendo sensibilidade de até 96% e especificidade de 99% para lesões papilíferas com 5-10 mm (0,05 p)
  • Quando o diagnóstico permanece incerto após imagem, ureteroscopia combinada à pielografia retrógrada torna-se necessária para refinamento da caracterização lesional (0,03 p)
  • Ureteroscopia com biópsia permite visualização direta, obtenção de material para histologia (correlação 78-92% com anatomopatológico definitivo) e eleva acurácia diagnóstica para 85-90% quando associada à urografia excretora (0,02 p)

IV. Tratamento padrão-ouro

  • Nefroureterectomia com ressecção de cuff vesical (retalho vesical) constitui o tratamento padrão-ouro para os tumores uroteliais do trato urinário superior (0,10 p)
  • Não existem diferenças significativas nos resultados oncológicos entre as técnicas aberta e laparoscópica (transperitoneal, retroperitoneal ou hand-assisted) (0,05 p)
  • Todas as variantes laparoscópicas oferecem benefícios consistentes de menor morbidade quando comparadas à aberta; o tempo entre diagnóstico e tratamento não deve exceder três meses (0,05 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.99)




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