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Durante a análise anatomopatológica de uma adrenalectomia por feocromocitoma de 6 cm em um paciente de 47 anos sem evidência de metástases no pré-operatório (TC e PET negativos para doença à distância), o patologista relata: padrão arquitetural zellballen bem definido, células cromafins com atipia nuclear moderada, 6 mitoses por 10 campos de grande aumento, necrose coagulativa focal, invasão capsular e vascular, células sustentaculares positivas para proteína S-100, Ki-67 de 8 % e imuno-histoquímica positiva para cromogranina A e sinaptofisina. Não há linfonodos acometidos na amostra. Com base nesses achados, qual é a afirmação CORRETA sobre o diagnóstico e prognóstico?
A. O tumor é classificado como feocromocitoma maligno devido à alta taxa de mitoses, necrose e invasão vascular
INCORRETO: A classificação de malignidade não pode ser feita apenas com base em achados histológicos locais. Muitos tumores com mitoses, necrose e invasão nunca metastatizam, enquanto alguns com histologia “benigna” podem apresentar metástases tardias. A definição é comportamental (presença de metástases), não morfológica.
B. A presença de células sustentaculares S100-positivas é indicativa de comportamento benigno exclusivo
INCORRETO : As células sustentaculares S100-positivas estão presentes na maioria dos feocromocitomas e paragangliomas, tanto benignos quanto malignos. Sua presença não exclui a possibilidade de malignidade nem garante comportamento benigno. Em alguns tumores metastáticos elas podem estar reduzidas ou ausentes, mas não constituem critério isolado confiável.
C. O escore PASS superior a 4 confirma o diagnóstico de carcinoma de células cromafins com necessidade de quimioterapia adjuvante
INCORRETO : O escore PASS (Pheochromocytoma Adrenal Scaled Score) > 4 é uma ferramenta de estratificação de risco com valor preditivo positivo limitado e significativa variabilidade interobservador. Ele não confirma o diagnóstico de carcinoma nem indica automaticamente quimioterapia adjuvante. A quimioterapia (esquema CVD ou terapias alvo) é reservada para doença metastática comprovada.
D. Apesar dos achados histológicos de alto risco, o diagnóstico de feocromocitoma maligno requer a comprovação de metástases em locais onde não existe tecido cromafim normal, como linfonodos regionais ou distantes, ossos, fígado ou pulmão; o tumor é de potencial maligno incerto
CORRETO : Segundo o consenso da OMS e das guidelines da Endocrine Society, não existem critérios histológicos absolutos e definitivos para o diagnóstico de malignidade em feocromocitoma ou paraganglioma. A malignidade é definida exclusivamente pela presença de metástases em sítios onde não existe tecido cromafim normal (linfonodos, ossos, fígado, pulmão, sistema nervoso central). Achados como mitoses elevadas, necrose, invasão vascular/capsular, atipia e Ki-67 alto são indicadores de maior risco de comportamento agressivo e são utilizados em escores de estratificação (como o PASS), porém não permitem o diagnóstico de “maligno” na ausência de metástases comprovadas. O tumor é classificado como “feocromocitoma de potencial maligno incerto” ou “com características histológicas de alto risco”, exigindo acompanhamento clínico e imagenológico prolongado (metástases podem surgir anos depois).
E. A positividade para cromogranina A e sinaptofisina é patognomônica de malignidade nestes tumores
INCORRETO : A positividade para cromogranina A e sinaptofisina apenas confirma a diferenciação neuroendócrina/cromafim do tumor. Esses marcadores são expressos tanto por feocromocitomas/paragangliomas benignos quanto malignos e não têm valor discriminatório para malignidade.
Gabarito: D
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FONTE:
Um recém-nascido foi apresentada à sala de emergência do hospital com taquicardia 188/min , hipotonia, tremores e irritabilidade extrema (choro inconsolável), aos 5 dias de vida. Peso 3.035 g, cumprimento 47 cm.
A criança havia nascido a termo, com peso aproximado de 3,3 kg e medidas normais, Apgar 9/10.
Mãe é inexperiente e jovem, relata que o bebê adormece muito rápido durante a amamentação e na maioria das vézes necessita estimular o lobo auricular, como foi instruida na maternidade, para acordar-lo.
Os níveis de glicose da criança foram medidos imediatamente o resultado foi de apenas 28 mg/dL. A mãe não relatou na admissão e questionada agora, nega convulsões.
Como você manejaria o caso?
(I) Diagnóstico - 0,08 pontos
(II) Qual é o risco á curto prazo? - 0,16 pontos
(III) Qual a primeira medida a ser tomada? - 0,18 pontos
(IV) Qual é a meta da terapia proposta? - 0,08 pontos
(I) Diagnóstico: HIpoglicemia neonatal (0,08 pontos)
DISCUSSÃO: Em RN sadios de termo, os valores séricos de glicose são pelo menos ou acíma de:
- 35 mg/dl entre a 1ª e a 3ª h de vida,
- 40 mg/dl da 3ª à 24ª h
- 45 mg/dl (2,5 mmol/l) após 24 horas.
(II) Qual é o risco á curto e á longo prazo?
A curto prazo: óbito peri-natal. (0,08 pontos)
A longo prazo: deficiências no desenvolvimento neurológico na presença de hipoglicemia persistente. Este risco está relacionado com a intensidade e duração da hipoglicemia.(0,08 pontos)
(III) Qual a primeira medida a ser tomada?
A primeira iniciativa é administrar 200 mg/kg de glicose durante 1 min (equivalente a 2 ml/kg de solução glicosada a 10%).(0,09 pontos)
O recém-nascido está com 3 kg, logo, é necessario fazer primeiro um bolus de 6 ml de solução glicosada 10%.(0,09 pontos)
(IV) Qual é a meta da terapia proposta?
Manter uma glicemia de pelo menos 45 mg/dl.(0,08 pontos)
DISCUSSÃO:
Limiares operacionais sugeridos:
Neonato com sinais ou sintomas anormais – 45 mg/dl
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