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Homem, 50 anos, com edema de pernas, grande volume abdominal e baixa diurese. Exame: volumosa ascite. Líquido ascítico: albumina: 1,0; 700 células/mm3, com 50% neutrófilos e 50% linfócitos; bacterioscopia: flora ausente. Albumina sérica: 2,5 (N: 3,5-5,0). É CORRETO afirmar que:
A. o diurético de escolha no tratamento desta pessoa é a losartana potassica
INCORRETO: Diurético de escolha no tratamento da ascite por cirrose: espironolactona (inibidor da aldosterona).
B. o paciente apresenta hipertensão portal e peritonite bacteriana
CORRETO : Dx de peritonite primária: leucócitos > 250 células/mm3, > 25% de PMN, uma contagem Ý 500 é praticamente Dx; hipertensão portal é Dx pelo gradiente de albumina soro-ascite: 2,5-1,0 = 1,5; resultados > 1,1 são Dx
C. o uso de propranolol e contraindicado
INCORRETO : Pelo contrario, é a droga usada para diminuir incidência de sangramentos por gastropatia da hipertensão porta: propanolol.
D. sendo presente a circulação porto-cava o paciente tem forte suspeita de insuficiência hepatica
INCORRETO : São sinais de insuficiência hepática: telangiectasias, flapping, ginecomastia. Circulação porto-cava não é (é indicativo de hipertensão portal).
E. o paciente sofre de fibrose hepática congenita que está em decompensação aguda
INCORRETO : A fibrose hepática congênita manifesta-se com hepatomegalia de consistência muito frequente entre 1-3 anos, com progressão para hipertensão portal com esplenomegalia e varizes de esôfago. A doença hepática coexiste em quase todos os casos com anormalidades renais (ectasia tubular renal ou doença policística). As provas de função hepática são normais exceto durante episódios de colangite).
Gabarito: B
RATING: 3.04 ![]()
FONTE:
Paciente masculino, 68 anos, tabagista (40 maços-ano), hipertenso controlado, procura emergência com quadro de 4 meses de fadiga intensa, perda ponderal involuntária de 12 kg, febre baixa vespertina (até 38,2°C), prurido generalizado e icterícia cutâneo-mucosa leve de instalação progressiva. Nega dor abdominal, hematúria macroscópica ou sintomas urinários. Exame físico: regular estado geral, ictérico 2+/4+, hepatomegalia dolorosa a 4 cm do rebordo costal direito, esplenomegalia discreta, sem linfonodomegalias palpáveis ou ascite. Sem estigmas de hepatopatia crônica.
Exames laboratoriais iniciais: Hb 11,8 g/dL, plaquetas 480.000/mm³, VHS 92 mm/h, PCR 48 mg/L; bilirrubina total 3,2 mg/dL (direta 2,4); AST 68 U/L, ALT 82 U/L, FA 620 U/L, GGT 980 U/L; albumina 3,1 g/dL; coagulograma normal; sorologias virais negativas; autoanticorpos negativos; alfa-fetoproteína e CEA normais. USG abdominal: massa sólida heterogênea em polo superior do rim direito (8,2 cm), sem dilatação de vias biliares, fígado de ecotextura aumentada sem nódulos metastáticos evidentes. TC tórax/abdome/pélvis em andamento.
I. Suspeita diagnóstica principal: Síndrome de Stauffer (disfunção hepática paraneoplásica não metastática associada a carcinoma de células renais – CCR)
II. Possível causa etiológica da doença diagnosticada: Síndrome paraneoplásica mediada por citocinas, principalmente interleucina-6 (IL-6) secretada pelo tumor renal
III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Tomografia computadorizada (TC) contrastada de abdome e pelve + exclusão de metástases hepáticas + resolução laboratorial após nefrectomia (padrão-ouro)
IV. Tratamento de escolha: Nefrectomia radical (ou parcial, quando factível) com intenção curativa
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