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LINFEDEMAS DAS EXTREMIDADES (ÁREA DE CIRURGIA)

Linfedema é o resultado da incapacidade do sistema linfatico existente em transportar as proteínas e líquidos entrando no interstício.

  • No primeiro estágio do linfedema, quando há redução da drenagem linfática, ocorre um acúmulo de liquidos ricos em proteínas nos tecidos intersticiais. Clinicamente, trata-se de um edema mole.
  • No segundo estágio do linfedema. o quadro clínico é exacerbado pelo acúmulo de fibroblastos, adipócitos e macrófagos; sendo estes últimos provavelmente os mais importantes, o que culmina em uma resposta inflamatória local, levando a alterações estruturais significativas devido ao depósito de tecido conjuntivo e elementos adiposos na pele e subcutâneo. Neste estágio do linfedema. o edema tissular é mais proeminente e apresenta consistência elástica.
  • No terceiro e mais avançado estágio do linfedema os tecidos afetados sofrem mais lesões, resultantes da inflamação local e dos episódios infecciosos recorrentes gerados - tipicamente, por lesões com solução de continuidade na pele. As infecções recorrentes causam lesões nos canais linfaticos incompetentes e remanescentes, piorando progressivamente a insuficiência do sistema linfático. Por vezes, isso resulta em um excesso de fibrose subcutânea e cicatrizes, associadas a graves alterações da pele, características da elefantíase linfostática

OBJETIVA: (1167191 votos)..........99.25% das questões objetivas receberam votos.
Diminui substancialmente a taxa de mortalidade em pacientes com febre de Lassa grave:
A. doses altas de quinina via oral
B. tratamento de longo prazo com doses altas de amantandina
C. ribavirina intravenosa
D. ganciclovir via parenteral 10-14 dias
E. equilíbrio meticuloso dos líquidos corporais

  RATING: 3

Diminui substancialmente a taxa de mortalidade em pacientes com febre de Lassa grave:

A. doses altas de quinina via oral
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. tratamento de longo prazo com doses altas de amantandina
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. ribavirina intravenosa
CORRETO : Ribavirina intravenosa diminui substancialmente a taxa de mortalidade em pacientes com febre de Lassa grave, sobretudo se forem tratados durante a primeira semana da doença
D. ganciclovir via parenteral 10-14 dias
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. equilíbrio meticuloso dos líquidos corporais
INCORRETO : O equilíbrio meticuloso dos líquidos corporais é muito importante nos cuidados de suporte nas HFs, mas não suficiente para abaixar a taxa viral .

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (184956 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram os tipos de comunicação interatrial.


RATING: 2.94

Enumeram os tipos de comunicação interatrial.

1) Comunicação interatrial tipo ostium segundum 0,125 p
2) Comunicação interatrial tipo seio venoso 0,125 p
3) Retorno venoso anomalo parcial 0,125 p
4) Comunicação interatrial tipo ostium primum. 0,125 p

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

CASO CLINICO: (216110 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Os pais trouxeram na UPA um bebe de 2 meses que estava dormindo no quarto porque acharam um morcego no mesmo ambiente que o bebe estava dormindo. Não se sabe se houve contato com esse morcego ou não. Não há nenhum tipo de sinais de arranhão, mordida ou picada. A criança está muito bem no momento. Os pais não conseguiram capturar o morcego.
1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?.................0,08 pontos
2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentam...........0,12 pontos
3) Qual é a conduta terapêutica e profilatica mais eficiente sugerida?.................0,15 pontos
4) Quais são as medidas complementares obrigatórias? .....................................0,15 pontos





RATING: 2.98

1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?

  • Exposição potencial/duvidosa ao vírus rábico por adentramento de morcego em ambiente de sono de lactente (categoria III ou equivalente em protocolo de risco). (0,04 p)
  • Acidente grave por morcego não capturado (não se pode realizar observação ou exame laboratorial do animal). (0,04 p)

2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentem.

  • Sim, é situação de risco elevado (evidência nível A – mortalidade da raiva humana ≈ 100% após início de sintomas). (0,03 p)
  • Razão epidemiológica: Mordidas de morcego são frequentemente imperceptíveis; lactentes não relatam contato; transmissão saliva-órgão neural é altamente eficiente. (0,03 p)
  • Razão de decisão clínica: Risco-benefício da profilaxia pós-exposição (PPE) é extremamente favorável (eficácia > 99% quando iniciada precocemente); não há “janela segura” de observação quando o animal não é capturado. (0,03 p)
  • Princípio MBE: Prevenção primária de doença letal em cenário de incerteza diagnóstica justifica intervenção imediata (regra “better safe than sorry” em raiva). (0,03 p)

3) Qual é a conduta terapêutica e profilática mais eficiente sugerida?

  • Conduta de escolha: Profilaxia pós-exposição (PPE) completa e imediata – soro anti-rábico humano (SAR) + vacina anti-rábica inativada. (0,05 p)
  • Dose de imunoglobulina: SAR 40 UI/kg (ou IGHR 20 UI/kg se disponível), com infiltração máxima possível no local de possível inoculação (mesmo sem lesão visível, infiltrar em região de maior probabilidade – ex.: face/cabeça) e o restante intramuscular em local distante. (0,05 p)
  • Esquema vacinal para lactente: Vacina anti-rábica intramuscular em vasto lateral da coxa – dias 0, 3, 7, 14 e 28 (esquema de 5 doses para imunocompetentes < 2 anos). (0,05 p)

4) Quais são as medidas complementares obrigatórias?

  • Notificação compulsória imediata ao serviço de vigilância epidemiológica (SINAN) – caso de exposição a morcego. (0,03 p)
  • Orientação aos pais: Monitoramento clínico rigoroso do lactente (sinais prodômicos de raiva) por 90 dias; retorno imediato à UPA se febre, irritabilidade, hidrofobia ou paresia.  (0,03 p)
  • Higienização rigorosa de todo o corpo do bebê com água e sabão (mesmo sem lesão aparente), higienização do ambiente: limpeza do quarto com água e sabão + desinfecção com hipoclorito (mesmo sem lesão no bebê).  (0,03 p)
  • Notificação imediata à Vigilância Epidemiológica municipal/estadual (formulário de atendimento antirrábico).  (0,03 p)
  • Monitorização clínica por 10-14 dias (qualquer alteração neurológica → hospital de referência).  (0,03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.98)




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