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A HANSENIASE (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A hanseníase é uma doença crônica granulamatosa proveniente de infecção causada pelo Mycobacterium leprae que afeta predominantemente pele e nervos periféricos. Tem característica espectral tanto no aspecto clínico como no histopatológico.

Este bacilo tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos, mas poucos adoecem pela sua baixa patogenicidade, propriedade esta que não é função apenas de suas características intrínsecas, mas que depende de sua relação com o hospedeiro e grau de endemicidade do meio. O domicílio é apontado como importante espaço de transmissão da doença.

Apesar da baixa patogenicidade, o poder imunogênico do Mycobacterium leprae é responsável pelo alto potencial incapacitante da hanseníase, o que permite afirmar que este bacilo é de alta infectividade.

OBJETIVA: (1150985 votos)..........99.4% das questões objetivas receberam votos.
Em relação às valvulopatias podemos afirmar:
A. o fenômeno de Gallavardin sugere uma patologia mitral, na maioria dos casos uma insuficiência valvar
B. na etiologia da insuficiência mitral podemos destacar a degeneração mixomatosa, a doença reumática e a espondilite anquilosante
C. a valvuloplastia percutânea por balão está indicada na estenose mitral leve e moderada. Nos casos graves devemos preferir cirurgia aberta
D. o propranolol é considerada uma excelente droga para os pacientes com estenose mitral
E. o pulso de Corrigan é característico da estenose aórtica crônica

  RATING: 2.84

Em relação às valvulopatias podemos afirmar:

A. o fenômeno de Gallavardin sugere uma patologia mitral, na maioria dos casos uma insuficiência valvar
INCORRETO: O fenômeno de Gallavardin ocorre na estenose mitral... a vibração da valva aórtica faz vibrar também a valva mitral, devido à proximidade anatômica dos anéis valvares, determinando um sopro de insuficiência mitral, este é o chamado fenômeno de Gallavardin!
B. na etiologia da insuficiência mitral podemos destacar a degeneração mixomatosa, a doença reumática e a espondilite anquilosante
INCORRETO : espondilite anquilosante inflama de forma idiopática a válvula aórtica, causando insuficiência aórtica
C. a valvuloplastia percutânea por balão está indicada na estenose mitral leve e moderada. Nos casos graves devemos preferir cirurgia aberta
INCORRETO : valvuloplastia percutânea por balão pode ser utilizada nos casos graves de estenose mitral, a não ser que esteja presente uma calcificação valvar importante ou um trombo intra-cavitário..
D. o propranolol é considerada uma excelente droga para os pacientes com estenose mitral
CORRETO : O propranolol diminui a freqüência cardíaca, aumentando o tempo de diástole, e assim, facilita a “passagem” do sangue do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo
E. o pulso de Corrigan é característico da estenose aórtica crônica
INCORRETO : Finalmente, o pulso de Corrigan (pulso em martelo-d’água) é característico da insuficiência aórtica.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.84)

DISCURSIVA: (183330 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Em relação à reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado, discorra sobre a estimativa do volume necessário, tipo de líquidos mais apropriados, momento oportuno para o seu início e metodologia para avaliação da reposição. (0,5 pontos)


RATING: 3.05

Em relação à reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado, discorra sobre a estimativa do volume necessário, tipo de líquidos mais apropriados, momento oportuno para o seu início e metodologia para avaliação da reposição. (0,5 pontos)

Reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado:
  • A reposição inicial é realizada com soluções cristaloides, preferindo-se a solução de Ringer Lactato, no volume de 2000 mililitros para um homem adulto de 70 quilogramas e 20 mililitros por quilograma de peso para crianças (0,095 p)
  • Reposições adicionais são realizadas de acordo com a estimativa da perda, com base nas classes de choque, na proporção de 3 (três) volumes repostos para cada volume perdido e com a resposta apresentada pelo paciente. (0,045 p)
  • Nas perdas superiores a 30 % da volemia, é necessária a reposição de glóbulos vermelhos com o objetivo de manter-se a hemoglobina em 10 gramas/100 mL. (0,045 p)
  • O momento ideal para iniciar-se a reposição volêmica é o mais precoce possível, mas às vezes deve ser retardado em função da possibilidade de perda sanguínea em evolução e da distância entre o local do acidente e o local de referência para o atendimento. (0,045 p)
  • Se o local do atendimento implique numa demora para remoção menor que 30 minutos e existam evidências de sangramento continuado, a reposição deve ser retardada e iniciada já no Hospital de referência. (0,045 p)
  • Quando o tempo estimado para a remoção for maior que 30 minutos, a reposição volêmica deverá iniciar-se no local do acidente, mas devendo aceitar-se a manutenção de certo grau de hipotensão arterial, o que é chamado de hipotensão permissiva, para que não ocorram perdas sanguíneas ocasionadas por reposição muito vigorosa. (0,045 p)
  • Reposição plena somente deverá ocorrer quando estiver garantida a cessação da perda sanguínea. (0,045 p)
  • A avaliação da reposição é realizada pela observação do comportamento dos sinais vitais, volume urinário e perfusão tecidual. (0,045 p)
  • Nos sangramentos importantes e sobretudo em idosos e portadores de comorbidades, é necessária a monitorização de parâmetros hemodinâmicos, tais como a pressão venosa central e a pressão capilar pulmonar. (0,045 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

CASO CLINICO: (213975 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo feminino, 36 anos, sem antecedentes mórbidos, trazida ao hospital devido ao rebaixamento do nível de consciência há dois dias. Esposo relatou que há dez dias a paciente passou a queixar-se de dor nas costas, de intensidade progressiva, que culminou com dificuldade de deambulação.
Ao exame físico de entrada apresentava frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto (bpm), desidratação e rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 13 à custa de alteração na resposta verbal). Os primeiros exames laboratoriais mostraram as seguintes alterações: ureia = 182mg por decilitro (15-36 mg/dL), creatinina = 1,9 mg por decilitro (0,7-1,2 mg/dL), cálcio = 19,6mg por decilitro (8,4-10,2 mg/dL).
1) Quais são os exames imperativos á ser solicitados em seguida? 0,1 p
2) Quais são as alterações dos exames laboratoriais que aumentam a gravidade do caso? 0,1 p
3) Considerando o valor da calcemia, quais seriam as duas principais causas mais encontradas do mesmo? 0,1 p



RATING: 3.66

1) Quais são os exames imperativos á ser solicitados em seguida? 0,1 p
O quadro clínico inclui sintomas neurologicos (rebaixamento progressivo de Glasgow, dificuldade de deambulação numa paciente de 36 anos, sem antecedentes mórbidos) então é mandatorio, neste caso, solicitar a coleta de líquor e tomografia computadorizada de crânio.
2) Quais são as alterações observados nos exames laboratoriais? - 0,1 p
Temos ureia = 182mg por decilitro (15-36 mg/dL), creatinina = 1,9 mg por decilitro (0,7-1,2 mg/dL) que indicariam uma falha renal, mas, na verdade, o que é mais grave aqui é a hipercalcemia (cálcio = 19,6mg por decilitro (8,4-10,2 mg/dL) - hipercalcemia grave). É sabido que pacientes com hipercalcemia assintomática ou discretamente sintomática - com cálcio menor do que 12 mg/dL - não requerem tratamento imediato. Cálcio entre 12 e 14mg/dL pode requerer instituição de tratamento caso seja oriundo de aumento agudo, visto que o mesmo pode causar alterações neurológicas. Já os pacientes com cálcio acima de 14 mg/dL sempre requerem tratamento imediato, independente dos sintomas.
3) Considerando o valor da calcemia, quais seriam as duas principais causas mais encontradas do mesmo? 0,1 p
A hipercalcemia pode resultar do aumento da reabsorção óssea, da absorção intestinal, da retenção renal ou do uso de drogas hipercalcemiantes. Em algumas doenças, como o câncer, mais de um mecanismo pode estar envolvido. Entre todas as causas, hiperparatireoidismo e malignidades são as mais comuns, respondendo por 90% dos casos.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.66)




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