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HIPOGLICEMIA NEONATAL (ÁREA DE PEDIATRIA)

Um dos distúrbios metabólicos mais comuns no berçário e na unidade de terapia intensiva neonatal a hipoglicemia neonatal é transitória na maioria dos casos, responde prontamente ao tratamento e está associada a excelente prognóstico.
Quando persistente, há uma alta probabilidade que ela esteja associada a distúrbios endócrinos, especialmente hiperinsulinemia.
As possíveis sequelas neurológicas são possíveis, no entanto quantificar de maneira válida os efeitos da hipoglicemia neonatal no neurodesenvolvimento subsequente ainda é um desafio. Ainda há controvérsias a respeito da definição de hipoglicemia, daí, o contexto clínico em qual se interpreta o nível de glicose é muito importante para a confirmação ou a infirmação do diagnóstico de hipoglicemia.

OBJETIVA: (1099490 votos)..........99.35% das questões objetivas receberam votos.
Em qual das seguintes condições a vitamina D poderia perder toda a eficácia, mesmo presente em quantidade adequada:
A. na ausência dos rins
B. em caso de hiperparatireoidismo
C. exposição inadequada ao sol
D. em caso de hipocalcemia
E. perda de calcio pela urina ou pelas fezes

  RATING: 3.05

Em qual das seguintes condições a vitamina D poderia perder toda a eficácia, mesmo presente em quantidade adequada:

A. na ausência dos rins
CORRETO: A vitamina D, em si, não é a substância ativa que realmente produz esses efeitos. Na verdade, é necessário que a vitamina D seja inicialmente convertida no produto final ativo, 1,25-diidroxicolecalciferol, também denominado 1,25(OH)2-D3, através de uma série de reações no fígado e no rim. A forma mais ativa da vitamina D é o 1,25-diidroxicolecalciferol formado nos túbulos proximais dos rins. Os produtos anteriores, no esquema acíma, possuem menos de 1/1.000 do efeito da vitamina D. Requer a presença de hormônio paratireóideo. Ou seja, na ausência dos rins, a vitamina D perde quase toda sua eficácia.
B. em caso de hiperparatireoidismo
INCORRETO : A forma mais ativa da vitamina D é o 1,25-diidroxicolecalciferol formado nos túbulos proximais dos rins, cuja formação requer a presença de hormônio paratireóideo.
C. exposição inadequada ao sol
INCORRETO : A vitamina D3, o colecalciferol. é formada na pele, como consequência da irradiação do 7-desidrocolesterol pelos raios ultravioleta do sol. Por conseguinte, a exposição adequada ao sol impede o desenvolvimento de deficiência da vitamina D. A questão é sobre os casos com vitamina D em quantidade adequada.
D. em caso de hipocalcemia
INCORRETO : A concentração plasmática de 1,25-diidroxicolecalciferol é inversamente afetada pela concentração plasmática de cálcio.
E. perda de calcio pela urina ou pelas fezes
INCORRETO : Cerca de nove décimos da ingestão diária de cálcio são excretados nas fezes, enquanto o décimo restante é eliminado na urina

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

DISCURSIVA: (180107 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre o melanoma maligno cutâneo, responda:

  1. Cite os principais fatores de risco e o papel da radiação UV na etiologia......... 0,2 pontos
  2. Descreva a via RAS-BRAF-MAPK e o locus CDKN2A na patogênese molecular....... 0,1 pontos
  3. Liste as alterações arquiteturais principais e as fases da evolução tumoral na histopatologia......... 0,13 pontos
  4. Defina o índice de Breslow e explique sua importância prognóstica........ 0,07 pontos




RATING: 2.81

Sobre o melanoma maligno cutâneo, responda:

  1. Cite os principais fatores de risco e o papel da radiação UV na etiologia......... 0,2 pontos
  2. Descreva a via RAS-BRAF-MAPK e o locus CDKN2A na patogênese molecular....... 0,1 pontos
  3. Liste as alterações arquiteturais principais e as fases da evolução tumoral na histopatologia......... 0,13 pontos
  4. Defina o índice de Breslow e explique sua importância prognóstica........ 0,07 pontos


1. Principais fatores de risco e papel da radiação UV na etiologia
• A exposição à radiação ultravioleta (UV) é o fator principal na etiologia do melanoma. (0,05 p)
• Fatores de risco incluem tipo de pele de alto risco: olhos azuis, cabelos loiros/ruivos e pele clara. (0,05 p)
• Reação à exposição solar: sardas, incapacidade de bronzeamento e propensão a queimaduras solares. (0,05 p)
• Histórico de exposição intensa e intermitente, com várias queimaduras solares com bolhas. (0,05 p)
2. Via RAS-BRAF-MAPK e locus CDKN2A na patogênese molecular
• A via principal é a RAS-BRAF-MAPK, ligada ao gene BRAF mutado em até 66% dos melanomas. (0,05 p)
• Mutação comum é BRAF-V600E, que ativa permanentemente a proteína, promovendo proliferação celular descontrolada e inibindo a apoptose. (0,05 p)
• O locus CDKN2A, localizado no cromossomo 9p21, codifica proteínas supressoras de tumor p16 e p14ARF; mutações ocorrem em 35% dos casos familiares ou com melanomas múltiplos. (0,05 p)
3. Alterações arquiteturais principais e fases da evolução tumoral na histopatologia
• Alterações arquiteturais: assimetria da arquitetura geral, margens mal definidas e perda da arquitetura névica (grupos de células variáveis em tamanho e forma que se fundem). (0,03 p)
• Fase inicial (crescimento radial): melanócitos limitados à epiderme e anexos. (0,02 p)
• Fase posterior (invasão dérmica): perda de maturação dos melanócitos ao penetrar na derme, com células volumosas, núcleos atípicos e hipercromáticos. (0,03 p)
• Fase de crescimento vertical: alterações citológicas intensas, podendo formar melanoma amelanótico. (0,02 p)
4. Definição e importância prognóstica do índice de Breslow
• Índice de Breslow é a medida da espessura tumoral (do topo da camada granulosa ao ponto mais profundo do tumor) com micrômetro ocular; em lesões ulceradas mede-se da base da úlcera. (0,02 p)
• É o fator prognóstico mais confiável, isoladamente objetivo e independente do observador; define prognóstico junto com ulceração e mitoses por mm². (0,05 p)


FONTE:

MELANOMA MALIGNO - PLATAFORMA MISODOR

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.81)

CASO CLINICO: (209834 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Identificação – J.J.S., masculino, 48 anos, caminhoneiro, negro, residente em Campo Grande, MS.
História da doença atual – Em 5/2/2005 procurou a UBS com quadro de febre não aferida, cefaleia, dor retro-orbitária, mialgia e artralgia há 48 horas. Foi prescrito dipirona, com melhora parcial dos sintomas.
No 5º dia de doença, procurou o pronto-socorro, por persistirem os sintomas e pelo aparecimento de pequenas manchas no corpo. Referia viagem à Rondônia em 6/12/2004. Antecedentes: Diabetes Melitus II, tratado irregularmente.
Exame Físico Geral - Regular estado geral, corado, hidratado, anictérico. Temperatura axilar de 38ºC, PA: 160x110mmHg; Frequência cardíaca: 94bpm; Peso: 105kg; Estatura: 1,70m. Pele: exantema maculopapular difuso (?). Segmento cefálico: sem alterações. Tórax: pulmões livres. Coração: bulhas rítmicas normofonéticas, sopro sistólico de ++/6 em foco mitral. Abdome: globoso, normotenso, indolor, sem visceromegalias. Neurológico: sem alterações. Prova do laço: positiva.
Exames complementares – Hemograma: Hb: 16g/dL; Ht: 48%; Plaquetas: 87.000/ mm3; Leucócitos totais: 5.200/mm3.
Questões
1. Quais são as hipóteses diagnósticas para o caso, no quinto dia de doença? 0,1 p
2. Destaque cinco elementos no quadro clínico e laboratorial que sustentam suas duas principais hipóteses diagnósticas. 0,1 p
3. Comente o atendimento clínico deste paciente, no quinto dia de doença. 0,3 p


RATING: 3.45

1. Quais são as hipóteses diagnósticas para o caso, no quinto dia de doença? 0,1 p
Dengue (0,01 p), febre amarela (0,01 p), malária (0,01 p), sarampo (0,01 p), rubéola (0,01 p), leptospirose (0,01 p), febre tifóide (0,01 p), riquetisioses (0,01 p), mononucleose infecciosa (0,01 p), endocardite infecciosa (0,01 p);
2. Destaque cinco elementos no quadro clínico e laboratorial que sustentam suas duas principais hipóteses diagnósticas. 0,1 p
a) Malária: epidemiologia, febre, cefaléia, plaquetopenia. (0,05 p)
b) Dengue: epidemiologia, febre, cefaléia, artralgia, dor retroorbitária, PL+, hemoconcentração (Hematócrito esperado é até 45%), plaquetopenia. (0,05 p)
3. Comente o atendimento clínico deste paciente, no quinto dia de doença. 0,3 p
Faltou melhor avaliação epidemiológica (0,06 p).
Faltou avaliação de PA deitado e sentado. (0,06 p)
Não foi valorizado o relato do paciente de ser portador de diabetes, não sendo no momento solicitado exames complementares (glicemia e outros de interesse) (0,06 p)
Abordagem da HAS. (0,06 p)
Não foi solicitado pesquisa de plasmodium. (0,06 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.45)




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