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ENTEROCOLITE NECROSANTE NEONATAL (ÁREA DE PEDIATRIA)

Doença inflamatória do trato gastrintestinal do recém-nascido prematuro (na verdade, 75 a 90% acontecem em recém-nascidos pré-termo).
A enterocolite é a emergência gastrintestinal adquirida mais comum que afeta os recém-nascidos, além de ser uma das emergências cirúrgicas mais frequentes nas UTI-s neonatais.
Incidência: de acordo com a população estudada, ocorrendo em cerca de 7% (3 e 4 casos/1.000 nascimentos) dos RN pré-termos de muito baixo peso, sendo a incidência e a gravidade dos casos inversamente proporcional ao peso e à idade gestacional.

OBJETIVA: (1149174 votos)..........99.39% das questões objetivas receberam votos.
Paciente M, 24 anos, apresenta, na circulação sanguínea, o anticorpo C3NeF - fator nefrítico C3 - detectado em mais de 70% dos pacientes com glomerulonefrite do tipo:
A. Rapidamente progressiva idiopática
B. Rapidamente progressiva idiopática
C. Membranoproliferativa do tipo II
D. Proliferativa focal
E. Segmentar e focal

  RATING: 2.64

Paciente M, 24 anos, apresenta, na circulação sanguínea, o anticorpo C3NeF - fator nefrítico C3 - detectado em mais de 70% dos pacientes com glomerulonefrite do tipo:

A. Rapidamente progressiva idiopática
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Rapidamente progressiva idiopática
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Membranoproliferativa do tipo II
CORRETO : As glomerulonefrites membranoproliferativas (GNMP), tanto do tipo l quanto do tipo II, caracterizam-se por alterações na membrana basal, proliferação de células glomerulares e infiltração de leucócitos. Portanto, são semelhantes à microscopia óptica. Esta divisão baseia-se em achados ultra-estruturais, imunofluorescentes e patológicos. Enquanto na GNMP do tipo I encontram-se depósitos eletrodensos subendoteliais, no tipo II, a deposição do material eletrodenso ocorre na membrana basal glomerular própria, cuja lâmina densa transforma-se em uma estrutura extremamente eletrodensa, irregular, em forma de fita (doença de depósito eletrodenso). Quanto à patogênese, na maioria dos casos de GNMP do tipo I, encontram-se imunocomplexos no glomérulo e ativação das vias do complemento clássica e alternativa. O tipo II cursa com ativação da via alternativa do complemento e C3 plasmático diminuído, mas sem alterações de C3 e C4 (componentes do complemento ativado por imunocomplexos). Ainda distinguindo o tipo II do tipo I de GNMP, cerca de 70% dos casos da doença de depósito eletrodenso apresentam positividade para o fator nefrítico C3 (C3NeF). A presença de anticorpo circulante C3NeF garante a hipocomplementemia, pois este anticorpo liga-se à 3 convertase (responsável pela clivagem do C3), protegendo-o da degradação enzimática.
D. Proliferativa focal
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Segmentar e focal
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.64)

DISCURSIVA: (183231 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Na última atualização das diretrizes para diagnóstico e tratamento de sepse grave e choque séptico em crianças ressalta-se a importância de políticas institucionais para o manejo na sepse. Recomenda-se que as instituições elaborem pacotes de reconhecimento precoce, com ênfase nas estratégias de triagem nos serviços de emergência e unidades de internação. Quais são essas recomendações? 0,5 pontos.


RATING: 2.54

Na última atualização das diretrizes para diagnóstico e tratamento de sepse grave e choque séptico em crianças ressalta-se a importância de políticas institucionais para o manejo na sepse. Recomenda-se que as instituições elaborem pacotes de reconhecimento precoce, com ênfase nas estratégias de triagem nos serviços de emergência e unidades de internação. Quais são essas recomendações? 0,5 pontos.

Estas recomendações são baseadas em estudos que demonstraram sucesso na implementação de protocolo de choque séptico pediátrico em serviços de emergência:
  • diminuição do tempo triagem/diagnóstico – 1ª dose de ATB; 0,1 p
  • diminuição do tempo triagem – 1ª bolus de fluido; 0,1 p
  • diminuição de disfunções orgânicas; 0,1 p
  • redução do tempo de internação hospitalar; 0,1 p
  • melhora na utilização dos recursos e dos processos, sem aumento do custo 0,1 p

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.54)

CASO CLINICO: (213863 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 68 anos, branco, tabagista crônico (40 maços-ano), com história de abuso crônico de analgésicos contendo fenacetina e exposição ocupacional a derivados de petróleo. Apresenta hematúria macroscópica indolor intermitente há 4 meses, associada a dor no flanco direito de intensidade moderada (inicialmente crônica, com episódio agudo simulando cólica renal). Ultrassonografia evidencia hidronefrose direita; citologia urinária mostra células suspeitas de alto grau; TC revela falha de enchimento na pelve renal direita.

Referente á esse caso:

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? ................ 0,10 pontos
II. Qual a possível causa etiológica mais relevante neste caso? ........... 0,10 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ............. 0,10 pontos
IV. Qual o tratamento padrão-ouro? ............... 0,20 pontos 





RATING: 2.99

I. Suspeita diagnóstica principal

  • Hematúria (macroscópica franca ou total, ou microscópica) representa o sinal clínico mais frequente nos tumores uroteliais do trato urinário superior (0,04 p)
  • Dor no flanco constitui o segundo sintoma mais comum (pode ser crônica por hidronefrose gradual ou aguda por coágulos simulando cólica renal) (0,03 p)
  • Até 15% dos pacientes permanecem assintomáticos com diagnóstico incidental por imagem; aqui o quadro sintomático + hidronefrose + citologia alterada apontam para carcinoma urotelial do trato urinário superior (pelve renal) (0,03 p)

II. Possível causa etiológica mais relevante

  • Abuso crônico de analgésicos contendo fenacetina constitui fator de risco bem estabelecido para carcinomas uroteliais do trato urinário superior (0,05 p)
  • Nefropatia induzida por fenacetina associa-se a necrose papilar, insuficiência renal secundária e capilaroesclerose (alteração histológica patognomônica) (0,03 p)
  • Efeito combinado (necrose papilar + fenacetina) eleva de maneira importante o risco, com clara evidência de relação dose-resposta e apresentação em idade mais precoce (0,02 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

  • Tomografia computadorizada é atualmente o padrão-ouro para o diagnóstico, oferecendo sensibilidade de até 96% e especificidade de 99% para lesões papilíferas com 5-10 mm (0,05 p)
  • Quando o diagnóstico permanece incerto após imagem, ureteroscopia combinada à pielografia retrógrada torna-se necessária para refinamento da caracterização lesional (0,03 p)
  • Ureteroscopia com biópsia permite visualização direta, obtenção de material para histologia (correlação 78-92% com anatomopatológico definitivo) e eleva acurácia diagnóstica para 85-90% quando associada à urografia excretora (0,02 p)

IV. Tratamento padrão-ouro

  • Nefroureterectomia com ressecção de cuff vesical (retalho vesical) constitui o tratamento padrão-ouro para os tumores uroteliais do trato urinário superior (0,10 p)
  • Não existem diferenças significativas nos resultados oncológicos entre as técnicas aberta e laparoscópica (transperitoneal, retroperitoneal ou hand-assisted) (0,05 p)
  • Todas as variantes laparoscópicas oferecem benefícios consistentes de menor morbidade quando comparadas à aberta; o tempo entre diagnóstico e tratamento não deve exceder três meses (0,05 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.99)




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