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INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL (ÁREA DE PEDIATRIA)

Intussuscepção intestinal é uma condição médica que ocorre quando uma parte do intestino desliza dentro da parte seguinte do intestino, formando um tipo de tubo de dois comprimentos. Geralmente, esta condição acomete crianças com menos de 5 anos de idade, mas adultos também podem desenvolver a doença.
Os sintomas da intussuscepção intestinal incluem dor abdominal, vômitos, diarreia, perda de apetite, inchaço abdominal e febre. O diagnóstico geralmente é realizado por meio de exames de imagem, como ultrassom, tomografia computadorizada ou raio-X.
A intussuscepção intestinal geralmente é tratada com cirurgia, para remover a parte afetada do intestino. No entanto, em alguns casos, a condição pode ser resolvida com o uso de fluidos intravenosos ou líquidos para aliviar a pressão no intestino.

OBJETIVA: (1312892 votos)..........94.43% das questões objetivas receberam votos.
O sinal de Pemberton, quando presente na avaliação do bócio substernal, traduz
A. Estridor inspiratório que surge apenas no decúbito dorsal, sem qualquer manobra de membro superior
B. Achado patognomônico de carcinoma anaplásico com invasão da veia braquiocefálica
C. Esvaziamento paradoxal das jugulares ao elevar os membros superiores acima da cabeça
D. Congestão facial, turgência jugular e eventual dispneia ou cianose após elevação dos braços, por agravamento da compressão venosa e aérea no estreito torácico
E. Paralisia isolada da prega vocal por estiramento do nervo laríngeo recorrente durante a abdução dos ombros

  RATING: 0

O sinal de Pemberton, quando presente na avaliação do bócio substernal, traduz

A. Estridor inspiratório que surge apenas no decúbito dorsal, sem qualquer manobra de membro superior
INCORRETO: O estridor postural isolado sugere compressão traqueal, mas não constitui o sinal de Pemberton, que depende da manobra de elevação dos braços
B. Achado patognomônico de carcinoma anaplásico com invasão da veia braquiocefálica
INCORRETO : O sinal não é patognomônico de malignidade; ocorre em bócio benigno volumoso que “trava” o estreito torácico
C. Esvaziamento paradoxal das jugulares ao elevar os membros superiores acima da cabeça
INCORRETO : A manobra positiva produz ingurgitamento, e não esvaziamento, das veias do território cava superior
D. Congestão facial, turgência jugular e eventual dispneia ou cianose após elevação dos braços, por agravamento da compressão venosa e aérea no estreito torácico
CORRETO : A elevação dos braços reduz ainda mais a área do estreito torácico e evidencia a obstrução venosa/aérea latente, que é a base fisiopatológica do sinal
E. Paralisia isolada da prega vocal por estiramento do nervo laríngeo recorrente durante a abdução dos ombros
INCORRETO : A manobra não testa a mobilidade laríngea; paralisia de prega vocal exige laringoscopia e sugere compressão ou invasão do recorrente

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

DISCURSIVA: (192474 votos) ..........99.44% das questões discursivas receberam votos.
1. Qual a pressão arterial que define o choque no paciente pediátrico? (0,14 pontos)
2. Como identificar o choque? (0,36 pontos)


RATING: 3.01

1. Qual a pressão arterial que define o choque no paciente pediátrico? (0,14 pontos)
2. Como identificar o choque? (0,36 pontos)

1. Qual a pressão arterial que define o choque no paciente pediátrico?

O choque não é definido pela pressão arterial, nem por qualquer outro sinal vital. 0,14 p

DISCUSSÂO: O choque existe quando a demanda metabólica do paciente excede a capacidade do corpo de fornecer oxigênio e nutrientes. Isso ocorre mais comumente quando a demanda metabólica é normal ou levemente elevada, porém, o fornecimento de oxigênio e nutrientes encontra-se dramaticamente reduzido. Exemplos incluem perda sanguínea excessiva (hemorragia) ou perda excessiva de líquidos (diarreia). O estado de choque pode e freqüentemente existe na presença de uma pressão arterial ”normal”.

2. Como identificar o choque?

Pelos sinais de perfusão inadequada e compensação:
- aumento na freqüência cardíaca; 0,06 p
- extremidades frias e pálidas; 0,06 p
- tempo de reenchimento capilar retardado; 0,06 p
- pressão de pulso ”estreitada”; 0,06 p
- freqüência respiratória elevada; 0,06 p
- baixa pressão arterial - choque irreversível. 0,06 p

DISCUSSÃO: Para identificar o choque, considera-se tanto as conseqüências de uma perfusão inadequada como os mecanismos compensatórios do paciente. As manifestações clínicas do choque são aquelas inerentes à perfusão inadequada e compensação. A perfusão inadequada do cérebro resulta em uma alteração dos níveis de consciência da criança. A perfusão inadequada dos rins resulta em uma diminuição do débito urinário.
À medida que a perfusão diminui, ocorrem mudanças compensatórias. Essas mudanças servem para melhorar o fornecimento de oxigênio e nutrientes e para direcionar o fluxo sanguíneo para os órgãos vitais. O primeiro mecanismo compensatório usualmente é um aumento na freqüência cardíaca. Visto que o débito cardíaco é igual à freqüência multiplicada pelo volume total, uma freqüência cardíaca aumentada serve para manter o débito cardíaco face ao decréscimo do volume circulante. Adicionalmente, a vasoconstrição periférica ajuda a manter o fluxo sangüíneo aos órgãos centrais e cérebro. Assim sendo, o paciente possui extremidades frias e pálidas e um tempo de reenchimento capilar retardado, esse aumento do tônus vascular também exerce efeito sobre a mensuração da pressão arterial. A pressão diastólica encontra-se levemente elevada, de modo que a diferença entre as pressões sistólica e diastólica - a pressão de pulso - é menor. Isso é denominado pressão de pulso ”estreitada”.
A fim de compensar tanto o fornecimento diminuído de oxigênio como a acidose gerada pela hipoperfusão dos tecidos periféricos, a freqüência respiratória se eleva. A pressão arterial eventualmente cai, porém, este é um achado tardio e pode significar que o estado de choque é irreversível.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (224743 votos)..........99.52% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo feminino, 60 anos, viúva, auxiliar de enfermagem, católica, com início dos sintomas há 30 dias, com anorexia, astenia, adinamia, febre baixa diária que cede com antitérmicos e coloração amarela nos olhos, que se acentuou com o passar dos dias. Há 20 dias percebeu escurecimento da urina, prurido cutâneo acentuado e sensação de peso ou dolorimento no hipocôndrio direito. Refere perda de 4 kg no período. Nega uso de álcool, drogas ilícitas, tabagismo, tatuagens ou hemotransfusão. Refere episódios prévios com o mesmo quadro clínico, eventualmente com manifestações articulares.
Exame físico: Bom estado geral, bom estado nutricional, ictérica +++/++++, hipocorada ++/++++, normohidratada e acianótica. Pele seca e com sinais de coçadura. Ap. respiratório e cardiovascular sem alterações significativas. Abdome globoso, sem macicez móvel de decúbito, doloroso à palpação do hipocôndrio direito, com o fígado palpável a 5 cm do rebordo costal, borda fina, superfície lisa, consistência aumentada, pouco doloroso, com hepatimetria de 15 cm.
1) Cite quatro hipóteses diagnósticas para o quadro, em ordem decrescente de importância em função dos dados fornecidos, justificando-as. (0,25 pontos)
2) Quais exames laboratoriais e de imagem devem ser solicitados para esclarecer o diagnóstico e quais os resultados esperados para as duas primeiras hipóteses elencadas por você no item A? (0,25 pontos)


RATING: 3.04

1) Cite quatro hipóteses diagnósticas para o quadro, em ordem decrescente de importância em função dos dados fornecidos, justificando-as.
- Hepatite viral (aguda de evolução arrastada, persistente ou crônica) com episódios recorrentes, pois a paciente é auxiliar de enfermagem, com quadro infeccioso, icterícia com colúria, bom estado geral, com hepatomegalia com os padrões do fígado próximos da normalidade. (0,0625 p)
- Obstrução mecânica da árvore biliar com ou sem infecção: a calculosa é mais frequente, apesar de não apresentar cólica biliar, apresenta recorrências e dor no Hipocôndrio Direito; tumores envolvendo a árvore biliar distal, sendo o tumor de papila o mais provável, por apresentar icterícia colestática, com flutuação, anemia, sintomas gerais, 60 anos, apesar de seu bom estado geral e nutricional e não apresentar vesícula palpável. (0,0625 p)
Obs.: Hepatocarcinoma, colangiocarcinoma, tumor da cabeça do pâncreas geralmente apresentam icterícia obstrutiva progressiva, não flutuante, com queda progressiva do estado geral, podendo ou não ter massa palpável.
- Hepatite autoimune - além do quadro de hepatite, com fígado aumentado, com manifestações articulares recorrentes e concomitantes. (0,0625 p)
- Colangite esclerosante, cirrose biliar primária, apresenta quadro compatível, porém são mais raras. (0,0625 p)
2) Quais exames laboratoriais e de imagem devem ser solicitados para esclarecer o diagnóstico e quais os resultados esperados para as duas primeiras hipóteses elencadas por você no item A?
- Sorologias para hepatites virais e outros agentes hepatotrópicos. (0,015625 p)
- Exames bioquímicos para avaliação de lesão e da função hepática e biliar (0,015625 p) (transaminases (0,015625 p), bilirrubinas (0,015625 p), Gama GT (0,015625 p), Albumina (0,015625 p), TAP (0,015625 p) e marcadores tumorais específicos. (0,015625 p)
- Pesquisa de anticorpos específicos para as doenças com manifestações imunes (0,015625 p) (FAN (0,015625 p), Anticorpo antimúsculo liso (0,015625 p), anticorpo antiactina (0,015625 p) , anticorpo antiLKM (0,015625 p), anticorpo ALC (0,015625 p), anticorpo anti-SLA (0,015625 p) e anticorpo antimitocôndria (0,015625 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.04)




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