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DOR ABDOMINAL AGUDA EM PEDIATRIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Queixa comum em unidade de pronto-atendimento em Pediatria a dor abdominal pode ou não necessitar de intervenção clínica ou cirúrgica de urgência. A dor abdominal aguda é uma manifestação clínica de uma diversidade de patologias, desde doenças benignas e autolimitadas até doenças graves e fatais.
O estado geral da criança pode estar comprometido nos casos de abdome agudo, com alteração da coloração das mucosas (palidez) e da perfusão periférica. Sempre que possível tentar localizar a dor à palpação e caracterizar a presença de descompressão brusca como um sinal de irritação peritoneal.
Dor abdominal pode ser aguda ou crônica.

OBJETIVA: (1139596 votos)..........99.41% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher pós-menopáusica de 52 anos foi diagnosticada com câncer de ovário avançado e apresenta-se à clínica para esclarecer suas opções de tratamento. Ela fez uma tomografia computadorizada da região abdomino-pélvica que mostrou doença extensa que se estendia do ovário esquerdo e a envolvia útero junto com grandes nódulos pélvicos. Qual é a melhor opção de tratamento para esta doença?
A. Quimioterapia e radioterapia para a pelve seguida de cirurgia
B. Redução de volume tumoral cirúrgica extensa seguida por três a seis cursos de paclitaxel combinado com quimioterapia com cisplatina
C. Radioterapia para o abdômen e pélvis
D. Três a seis cursos de paclitaxel combinado com cisplatina e uma repetição da TC de a região abdomino-pélvica
E. Redução de tumor apenas

  RATING: 2.97

Uma mulher pós-menopáusica de 52 anos foi diagnosticada com câncer de ovário avançado e apresenta-se à clínica para esclarecer suas opções de tratamento. Ela fez uma tomografia computadorizada da região abdomino-pélvica que mostrou doença extensa que se estendia do ovário esquerdo e a envolvia útero junto com grandes nódulos pélvicos. Qual é a melhor opção de tratamento para esta doença?

A. Quimioterapia e radioterapia para a pelve seguida de cirurgia
INCORRETO: O tratamento ideal para câncer de ovário avançado é a redução do tumor seguida de quimioterapia. Embora a quimioterapia neoadjuvante possa ser usada em pacientes em quem a cirurgia é considerada excessivamente arriscada, não é considerado padrão de atendimento. Mais pesquisas são necessárias para elucidar o uso ideal de quimioterapia neoadjuvante.
B. Redução de volume tumoral cirúrgica extensa seguida por três a seis cursos de paclitaxel combinado com quimioterapia com cisplatina
CORRETO : A redução de volume tumoral é indicada para qualquer estágio do câncer de ovário porque a quimioterapia é mais eficaz quando as massas tumorais têm cada uma < 1 cm de diâmetro. Paclitaxel e cisplatina combinados é o quimioterapia de escolha para câncer de ovário.
C. Radioterapia para o abdômen e pélvis
INCORRETO : O câncer de ovário avançado frequentemente tem disseminação peritoneal e tumor de volume extenso, então a radiação é ineficaz como modalidade primária de tratamento.
D. Três a seis cursos de paclitaxel combinado com cisplatina e uma repetição da TC de a região abdomino-pélvica
INCORRETO : Apenas a quimioterapia é menos eficaz quando os tumores têm > 1 cm de diâmetro. Reduzindo o tamanho do tumor permite uma quimioterapia mais eficaz.
E. Redução de tumor apenas
INCORRETO : Redução de tumor por si só não é curativo ou eficaz, pois a redução de volume por si só provavelmente deixará uma doença residual ou não acometer os tumores que eram muito pequenos para serem visualizados durante a exploração intra-abdominal. Algumas formas de câncer de ovário ressecadas precocemente são tratadas com cirurgia seguida apenas de observação. No entanto, esse paciente tem doença avançada e, portanto, a quimioterapia é necessária.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

DISCURSIVA: (182657 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1) Enumeram as principais anormalidades de parede toracica (0,35 pontos)

2) Descrevam a conformação normal e as relações normais com o esterno e a coluna vertebral para os 12 pares de costelas. (0,15 pontos)


RATING: 2.96

1) Enumeram as principais anormalidades de parede toracica (0,35 pontos)

2) Descrevam a conformação normal e as relações normais com o esterno e a coluna vertebral para os 12 pares de costelas. (0,15 pontos)

1) Enumeram as principais anormalidades de parede toracica:

Anormalidades da Parede Torácica
Deformidades de depressão/pectus excavatum (0,05 p)
Deformidades de protrusão/pectus carinatum (0,05 p)
Sindrome de Poland (0,05 p)
Defeitos esternais
  • Ectopia cordis cervical (0,05 p)
  • Ectopia cordis torácica (0,05 p)
  • Ectopia cordis toracoabdominal (0,05 p)
  • Esterno bífido (0,05 p)

2) Descrevam a conformação normal e as relações normais com o esterno e a coluna vertebral para os 12 pares de costelas.
As costelas e o esterno determinam o tamanho e o formato da cavidade torácica.

  1. As sete costelas superiores (numeradas de 1 a 7) são costelas verdadeiras, pois se articulam diretamente com o esterno por meio de cartilagens. (0,05 p)
  2. As cinco costelas inferiores (numeradas de 8 a 12) são falsas costelas; elas não se conectam diretamente com o esterno, anteriormente; na maioria dos casos, conectam-se com a cartilagem costal acima delas. (0,05 p)
  3. As costelas 11 e 12 são costelas flutuantes. Elas podem ser pequenas ou grandes; articulam-se apenas com a coluna torácica. (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

CASO CLINICO: (212977 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
M. de S. 6 anos, M, proveniente de São Paulo, deu entrada no PA com queixa de 'não parar mais em pé' sentindo formigamentos nas duas pernas até o nível dos joelhos desde ontem. Não sente dor. Na semana passada durante uma viagem com os pais apresentou uma diarreia de 5 dias com fezes aquosas, tratada com probióticos e soro caseiro. Não apresentou febre, mas mesmo assim o pediatra aconselhou os pais pelo telefone administrar um antiinflamatorio porque a criança apresentava odinofagia e parecia 'quente'. Hoje a criança caiu da cama quando acordou, queixando-se que 'não está sentindo mais os pés' e que está 'formigando tudo, até os dedos da mão'. No exame clinico criança hidratada, descorada, levemente irritada e chorosa. Respiratorio, cardiovascular e digestivo normal. Reflexo patelar abolido bilateralmente, assim como a sensibilidade plantar e perimaleolar. Hemograma com leve linfocitose e leucocitose relativa. Urina I normal, CPK normal.
1) Qual a principal suspeita diagnóstica? 0,1 pontos
2) Cite pelo menos 3 dados anamnesticos ou clinicos que apoiam seu diagnostico. 0,3 pontos
3) Qual é o tratamento mais comum utilizado nestes casos? 0,1 pontos



RATING: 3.1

1) Qual a principal suspeita diagnóstica?
A criança apresenta um quadro clinico e anamnestico compastivel com a Sindrome de Guillain-Barré. Classicamente: aguda, monofásica, poucas semanas (em geral 2 a 4 semanas) após doença viral aguda, caracterizada por paralisia flácida progressiva ascendente – que mais comumente se inicia com parestesias em membro inferior – simétrica ou pouco assimétrica. (0,1 pontos)

2) Cite pelo menos 3 dados anamnesticos ou clinicos que apoiam seu diagnostico.
- paralisia flácida progressiva ascendente;
- inicio com parestesias em membro inferior – simétrica;
- doença viral aguda (diarréia) uma semana atrás;
- ausência de febre inicial;
- sintomas neurológicos progressivos;
- simetria das manifestações; (0,1 pontos para cada uma desta lista)

3) Qual é o tratamento mais comum utilizado nestes casos?
A Imunoglobulina é a mais utilizada, por ser mais disponível. A imunoglobulina é indicada para todos os pacientes que apresentem progressão da fraqueza muscular, acometimento da musculatura respiratória, necessidade de ventilação mecânica e incapacidade de deambulação. Dose de 2g/kg: 0.5g/kg por 2 dias, 400mg/kg/dia por 5 dias. Repetição do ciclo de imunoglobulina em casos refratários é controversa. 0,1 pontos
Há vários outros metodos de terapia, mas não existe comprovação de superioridade de um tratamento em relação ao outro:
- tipo de suporte necessário relacionado á gravidade do comprometimento muscular
- casos moderados a graves são manejados com imunoglobulina e/ou plasmaferese

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.1)




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