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LEGISLAÇÃO EM SAÚDE (ÁREA DE SAUDE PUBLICA)

A Reforma Sanitária Brasileira emergiu em um contexto de profundas transformações sociais e políticas, aspirando transcender os limites de uma mera reformulação setorial no âmbito da saúde. Desde suas origens, o objetivo primordial era contribuir para o fortalecimento da democracia e para a afirmação plena da cidadania em território nacional. Na década de 1980, a conjuntura social caracterizava-se pela exclusão sistemática da maioria da população do acesso ao direito à saúde, o qual se materializava primordialmente por meio da assistência oferecida pelo Instituto Nacional de Previdência Social, limitada aos trabalhadores contribuintes desse sistema, sob a égide de uma lógica contraprestacional e de uma cidadania condicionada a critérios regulados.


OBJETIVA: (1196898 votos)..........99.04% das questões objetivas receberam votos.
Qual exame é frequentemente utilizado para avaliar a inflamação da gordura infrapatelar na Síndrome de Hoffa?
A. Raio-X
B. Ultrassom articular
C. Ressonância Magnética
D. Tomografia Computadorizada
E. Nivel de leptina no soro

  RATING: 3.07

Qual exame é frequentemente utilizado para avaliar a inflamação da gordura infrapatelar na Síndrome de Hoffa?

A. Raio-X
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Ultrassom articular
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Ressonância Magnética
CORRETO : O diagnóstico da Síndrome de Hoffa é baseado na história clínica do paciente, exame físico detalhado e exames de imagem. A ressonância magnética é frequentemente utilizada para avaliar a inflamação da gordura infrapatelar e descartar outras causas de dor no joelho.
D. Tomografia Computadorizada
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Nivel de leptina no soro
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.07)

DISCURSIVA: (185998 votos) ..........99.42% das questões discursivas receberam votos.
Como distinguir anemia ferropriva de anemia de doença crônica?


RATING: 3.01

Como distinguir anemia ferropriva de anemia de doença crônica?

Alguns exames complementares constituem a cinética do ferro e permitem diferenciar, em boa parte dos casos, a anemia ferropriva da associada a doença crônica:

Diferenciação laboratorial entre anemia ferropriva e a associada a doença crônica
  Anemia Ferropriva Anemia de Doença Crônica
Ferro sérico Diminuído Diminuído
Ferritina Diminuída Normal ou elevada
TBIC Elevada Normal
Saturação de transferrina Diminuída Normal
TBIC – capacidade de ligação da transferrina ao ferro.

Quando o diagnóstico não é alcançado, deve-se fazer mielograma para avaliação histoquímica da reserva de ferro nos macrófagos. Eventualmente, havendo motivos clínicos para se suspeitar da deficiência de ferro, pode-se tratar como tal por três a quatro semanas e repetir o hematócrito.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (217955 votos)..........99.51% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 45 anos, agricultor, procedente de área rural na região Norte do Brasil (zona de desmatamento para construção de estradas e surgimento de povoados pioneiros), procura atendimento com queixa de lesão ulcerada no membro inferior direito há aproximadamente 60 dias. A lesão iniciou como nódulo pruriginoso, evoluiu para úlcera redonda, grande, rasa, de bordas elevadas, coloração violácea, pouco dolorosa, associada a envolvimento do cordão linfático. Há 20 dias iniciou sintomas nasais: epistaxe recorrente, formação de crostas, saída de secreção nasal, dor, hiperemia e deformidade incipiente do nariz. Relata picadas frequentes de insetos durante trabalho em mata, moradia próxima a florestas e presença de cães com lesões cutâneas suspeitas na residência. Exame otorrinolaringológico revela hiperemia do septo nasal e crostas. Não há febre nem comprometimento sistêmico evidente.

Questões:

I. Qual a suspeita diagnóstica? ..... 0,12 pontos
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? ...... 0,13 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ..... 0,12 pontos
IV. Qual o tratamento indicado? ....... 0,13 pontos





RATING: 3.02

I. Suspeita diagnóstica: Leishmaniose tegumentar americana – forma mucosa (tardia ou concomitante) ou cutâneo-mucosa

  • Lesão cutânea inicial típica: nódulo pruriginoso → úlcera redonda/oval, grande, rasa, bordas elevadas, violácea, pouco dolorosa, membros inferiores, envolvimento de cordão linfático, possibilidade de cura espontânea (0,04 p)
  • Evolução com metástase para mucosas da nasofaringe (epistaxe, crostas, secreção, dor, hiperemia, deformidade) em <5% dos casos, podendo surgir concomitantemente, até 2 anos ou décadas após cicatrização da lesão cutânea (0,04 p)
  • Epidemiologia compatível: área endêmica no Brasil (Norte/Nordeste), ocupação rural, desmatamento, reservatórios como cães (0,04 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada: Infecção por Leishmania (Viannia) braziliensis transmitida por flebótomo

  • Protozoário do gênero Leishmania, ordem Kinetoplastida, família Trypanosomatidae; principal agente da forma mucosa é L. (V.) braziliensis (menos frequentemente L. amazonensis e L. guyanensis) (0,05 p)
  • Transmissão nas Américas: picada de fêmeas de flebótomos (família Psychodidae, subfamília Phlebotominae, gêneros Lutzomyia e Psychodopygus) que inoculam promastigotas (0,04 p)
  • No hospedeiro vertebrado: forma amastigota parasita células do sistema fagocítico mononuclear; ciclo completo com transformação promastigota → amastigota após 4-5 dias no vetor (0,04 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Diagnóstico parasitológico direto (exame parasitológico direto de primeira escolha)

  • Procedimento de eleição: pesquisa direta por escarificação da borda da lesão mais recente ou impressão por aposição de biópsia, corada por Giemsa/Leishman para visualização de amastigotas arredondadas/ovóides (2-3 µm, núcleo e cinetoplasto) (0,04 p)
  • Sensibilidade alta em lesões recentes (até 100% em <2 meses para L. braziliensis); diminui com tempo de evolução; complementado por PCR (sensibilidade 97% em cutânea, 62-97% em mucosa) ou imunoistoquímica (0,04 p)
  • Métodos auxiliares (não definitivos isoladamente): intradermorreação de Montenegro (>90% positiva), histopatologia, cultivo em NNN/Schneider (0,04 p)

IV. Tratamento indicado: Antimoniato de N-metilglucamina (antimonial pentavalente) como droga de primeira escolha

  • Para forma mucosa: 20 mg SbV/kg/dia por 30 dias seguidos, preferencialmente via endovenosa lenta ou intramuscular, em ambiente hospitalar (0,05 p)
  • Dose máxima adulto: 3 ampolas/dia (1.275 mg SbV); nunca exceder; monitorar ECG semanal, função renal/hepática e efeitos colaterais (artralgia, mialgia, náuseas, etc.) (0,04 p)
  • Cuidados locais: limpeza com água/sabão + compressas KMnO4 1/5000; se falha após 12 semanas, repetir esquema uma vez ou passar para segunda escolha (anfotericina B) (0,04 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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