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PERSISTÊNCIA DO CANAL ARTERIAL (ÁREA DE PEDIATRIA)

É obvio que um tal desvio de sangue, na vida extra-uterina causa aumento da pressão aórtica. Como foi afirmado acíma, o sangue passa da esquerda para a direita através do canal, da aorta para a artéria pulmonar. Como na comunicação interventricular, a extensão do shunt depende do tamanho do canal e da relação entre a resistência vascular pulmonar e a sistêmica.

Se o defeito for pequeno, o paciente aguenta melhor, mas em caso de canal arterial grande, a pressão arterial pulmonar pode ser elevada a níveis sistêmicos durante a sístole e durante a diástole. Ou seja, se instala um Eisenmenger!

Se o PCA for pequeno, as pressões dentro da artéria pulmonar, do ventrículo direito e do átrio direito são normais.

O maior risco para os pacientes com PCA grande, negligenciado, é justamente desenvolver doença vascular pulmonar.

OBJETIVA: (1145637 votos)..........99.37% das questões objetivas receberam votos.
Qual complicação do coqueluche é mais associada à doença grave e morte em crianças pequenas?
A. broncopneumonia
B. bronquiectasia
C. hipertensão pulmonar
D. bradicardia
E. fibrose cística

  RATING: 2.95

Qual complicação do coqueluche é mais associada à doença grave e morte em crianças pequenas?

A. broncopneumonia
INCORRETO: BRONCOPNEUMONIA é uma complicação comum, grave, podendo ser devido à superinfecção da B. pertussis ou por outras etiologias. Caracteriza-se por deterioração clínica abrupta durante a fase paroxística, acompanhada de febre alta e, algumas vezes, uma reação leucemoide marcante com desvio com predomínio de neutrófilos polimorfonucleares;
B. bronquiectasia
INCORRETO : BRONQUIECTASIA CRÔNICA RESIDUAL é incomum, apesar da gravidade da doença
C. hipertensão pulmonar
CORRETO : Hipertensão pulmonar marcante é associada à doença grave e morte, mais comum em crianças pequenas com coqueluche.
D. bradicardia
INCORRETO : Os paroxismos típicos que não conferem risco de vida têm as seguintes características: duração inferior a 45 segundos; rubor, mas não cianose; taquicardia, bradicardia (não inferior a 60 batimentos/min em lactentes), ou dessaturação de oxigênio que se resolve espontaneamente ao final do paroxismo; guincho ou esforço para auto recuperação ao final do paroxismo; rolha de muco espontaneamente expectorada; e a exaustão pós-tosse, mas ausência de perda de consciência.
E. fibrose cística
INCORRETO : Fibrose cistica não é uma complicação do coqueluche, mas a associação com ela é de alta perigosidade

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

DISCURSIVA: (183026 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A evolução da gripe (influenza) geralmente tem resolução espontânea em sete dias, embora a tosse, o mal-estar e a fadiga possam permanecer por algumas semanas. Alguns casos podem evoluir com complicações e no exame fisico são presentes alterações sugestivas para agravamento. Indiquem esses sinais de agravamento para uma criança abaixo de 2 anos.


RATING: 4.01

A evolução da gripe (influenza) geralmente tem resolução espontânea em sete dias, embora a tosse, o mal-estar e a fadiga possam permanecer por algumas semanas. Alguns casos podem evoluir com complicações e no exame fisico são presentes alterações sugestivas para agravamento. Indiquem esses sinais de agravamento para uma criança abaixo de 2 anos.

Sinais de Agravamento (piora do estado clínico):
  • Aparecimento de dispneia ou taquipneia (frequência respiratória igual ou acima de 20 incursões por minuto) ou hipoxemia – (SpO2 < 95%). (0,05 p)
  • Persistência ou aumento da febre por mais de três dias ou retorno após 48 horas de período afebril (pode indicar pneumonite primária pelo vírus influenza ou secundária a uma infecção bacteriana). (0,05 p)
  • Alteração do sensório (confusão mental, sonolência, letargia). (0,05 p)
  • Hipotensão arterial (sistólica abaixo de 90 mmHg e/ou diastólica abaixo de 60 mmHg). (0,05 p)
  • Diurese abaixo de 400 ml em 24 horas. (0,05 p)
  • Exacerbação dos sintomas gastrointestinais em crianças. (0,05 p)
  • Desidratação. (0,05 p)
  • Exacerbação de doença preexistente (doença pulmonar obstrutiva crônica – Dpoc, cardiopatia ou outras doenças com repercussão sistêmica). (0,05 p)
  • Miosite comprovada por creatinofosfoquinase – CPK (≥ 2 a 3 vezes). (0,05 p)
  • Elevação da creatinina sérica acima de 2,0 mg/dL. (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (4.01)

CASO CLINICO: (213354 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo feminino, 60 anos, viúva, auxiliar de enfermagem, católica, com início dos sintomas há 30 dias, com anorexia, astenia, adinamia, febre baixa diária que cede com antitérmicos e coloração amarela nos olhos, que se acentuou com o passar dos dias. Há 20 dias percebeu escurecimento da urina, prurido cutâneo acentuado e sensação de peso ou dolorimento no hipocôndrio direito. Refere perda de 4 kg no período. Nega uso de álcool, drogas ilícitas, tabagismo, tatuagens ou hemotransfusão. Refere episódios prévios com o mesmo quadro clínico, eventualmente com manifestações articulares.
Exame físico: Bom estado geral, bom estado nutricional, ictérica +++/++++, hipocorada ++/++++, normohidratada e acianótica. Pele seca e com sinais de coçadura. Ap. respiratório e cardiovascular sem alterações significativas. Abdome globoso, sem macicez móvel de decúbito, doloroso à palpação do hipocôndrio direito, com o fígado palpável a 5 cm do rebordo costal, borda fina, superfície lisa, consistência aumentada, pouco doloroso, com hepatimetria de 15 cm.
1) Cite quatro hipóteses diagnósticas para o quadro, em ordem decrescente de importância em função dos dados fornecidos, justificando-as. (0,25 pontos)
2) Quais exames laboratoriais e de imagem devem ser solicitados para esclarecer o diagnóstico e quais os resultados esperados para as duas primeiras hipóteses elencadas por você no item A? (0,25 pontos)


RATING: 3.05

1) Cite quatro hipóteses diagnósticas para o quadro, em ordem decrescente de importância em função dos dados fornecidos, justificando-as.
- Hepatite viral (aguda de evolução arrastada, persistente ou crônica) com episódios recorrentes, pois a paciente é auxiliar de enfermagem, com quadro infeccioso, icterícia com colúria, bom estado geral, com hepatomegalia com os padrões do fígado próximos da normalidade. (0,0625 p)
- Obstrução mecânica da árvore biliar com ou sem infecção: a calculosa é mais frequente, apesar de não apresentar cólica biliar, apresenta recorrências e dor no Hipocôndrio Direito; tumores envolvendo a árvore biliar distal, sendo o tumor de papila o mais provável, por apresentar icterícia colestática, com flutuação, anemia, sintomas gerais, 60 anos, apesar de seu bom estado geral e nutricional e não apresentar vesícula palpável. (0,0625 p)
Obs.: Hepatocarcinoma, colangiocarcinoma, tumor da cabeça do pâncreas geralmente apresentam icterícia obstrutiva progressiva, não flutuante, com queda progressiva do estado geral, podendo ou não ter massa palpável.
- Hepatite autoimune - além do quadro de hepatite, com fígado aumentado, com manifestações articulares recorrentes e concomitantes. (0,0625 p)
- Colangite esclerosante, cirrose biliar primária, apresenta quadro compatível, porém são mais raras. (0,0625 p)
2) Quais exames laboratoriais e de imagem devem ser solicitados para esclarecer o diagnóstico e quais os resultados esperados para as duas primeiras hipóteses elencadas por você no item A?
- Sorologias para hepatites virais e outros agentes hepatotrópicos. (0,015625 p)
- Exames bioquímicos para avaliação de lesão e da função hepática e biliar (0,015625 p) (transaminases (0,015625 p), bilirrubinas (0,015625 p), Gama GT (0,015625 p), Albumina (0,015625 p), TAP (0,015625 p) e marcadores tumorais específicos. (0,015625 p)
- Pesquisa de anticorpos específicos para as doenças com manifestações imunes (0,015625 p) (FAN (0,015625 p), Anticorpo antimúsculo liso (0,015625 p), anticorpo antiactina (0,015625 p) , anticorpo antiLKM (0,015625 p), anticorpo ALC (0,015625 p), anticorpo anti-SLA (0,015625 p) e anticorpo antimitocôndria (0,015625 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.05)




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