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FEOCROMOCITOMA (ÁREA DE CIRURGIA)

Os feocromocitomas constituem tumores originados de células cromafins de derivação neuroectodérmica. Essas células apresentam capacidade de sintetizar, armazenar, metabolizar e secretar catecolaminas em quantidades excessivas, o que gera um quadro clínico variável e frequentemente inespecífico. São elementos neuroendócrinos localizadas principalmente na medula adrenal e em paragânglios simpáticos.

O nome “cromafins” reflete sua afinidade histoquímica única pelo ácido crômico, que gera a coloração castanha característica dos grânulos secretores — propriedade que, além de fundamentar a nomenclatura, serve como marcador morfológico clássico na identificação dessas células em lâminas histológicas.

A manifestação mais característica consiste em episódios paroxísticos de hipertensão arterial sistêmica, presentes em cerca de 90% dos casos, acompanhados de sintomas adrenérgicos como palpitações, tremores, sudorese profusa, cefaleia e palidez cutânea.

O diagnóstico reveste-se de importância fundamental porque se trata de uma causa potencialmente curável de hipertensão arterial, sobretudo quando acomete indivíduos mais jovens.


OBJETIVA: (1366344 votos)..........95.62% das questões objetivas receberam votos.
Um menino de 5 anos de idade apresenta uma febre de 10 dias, perda de peso, sudorese noturna, um novo sopro cardíaco, esplenomegalia, dores articulares e um histórico de limpeza dos dentes pelo dentista 1 mês antes desta consulta. No exame, é constatado que o menino possui um sopro diastólico de grau 2/4 de predominância da borda esternal esquerda média, irradiando-se para o ápice. Há um ritmo de galope S3. Qual o diagnóstico mais provável para este paciente?
A. endocardite infecciosa
B. mononucleose
C. doença de Kawasaki
D. febre reumática aguda
E. mononucleose

  RATING: 2.94

Um menino de 5 anos de idade apresenta uma febre de 10 dias, perda de peso, sudorese noturna, um novo sopro cardíaco, esplenomegalia, dores articulares e um histórico de limpeza dos dentes pelo dentista 1 mês antes desta consulta. No exame, é constatado que o menino possui um sopro diastólico de grau 2/4 de predominância da borda esternal esquerda média, irradiando-se para o ápice. Há um ritmo de galope S3. Qual o diagnóstico mais provável para este paciente?

A. endocardite infecciosa
CORRETO: Nesta situação, o diagnóstico mais provável é de endocardite infecciosa. Este é um distúrbio inflamatório do coração secundário a uma infecção. Os sinais e sintomas da endocardite infecciosa incluem achados agudos de febre, anorexia, perda de peso, palidez, sudorese noturna, mialgia e início de um novo sopro cardíaco, geralmente como resultado de doença valvar secundária a uma infecção. Achados tardios resultam de fenômenos embólicos e incluem hemorragias em estilhas, manchas de Roth (hemorragias retinianas), lesões de Janeway, nódulos de Osler, esplenomegalia, baqueteamento digital, artralgia, artrite, glomerulonefrite e meningite séptica. A patogênese da endocardite infecciosa resulta do cenário inicial de um jato de sangue ou turbulência no coração resultando em lesão endotelial e formação de uma vegetação ou coágulo estéril. Isto serve como um ninho para infecção bacteriana.
B. mononucleose
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. doença de Kawasaki
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. febre reumática aguda
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. mononucleose
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

DISCURSIVA: (193340 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre os incidentalomas adrenais no contexto das doenças cirúrgicas da glândula supra-renal, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Classifique os incidentalomas adrenais quanto à funcionalidade hormonal e ao potencial de malignidade.
  2. Descreva os principais mecanismos fisiopatológicos da produção hormonal autônoma nos adenomas adrenais.
  3. Explique os princípios teóricos que fundamentam a escolha entre a via laparoscópica e a via aberta na adrenalectomia.
  4. Enumere os critérios teóricos de seguimento clínico e radiológico dos incidentalomas adrenais não operados.
  5. Discuta a relação teórica entre o diâmetro do incidentaloma e o risco de carcinoma adrenocortical.


RATING: 2.98

Sobre os incidentalomas adrenais no contexto das doenças cirúrgicas da glândula supra-renal, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Classifique os incidentalomas adrenais quanto à funcionalidade hormonal e ao potencial de malignidade.
  2. Descreva os principais mecanismos fisiopatológicos da produção hormonal autônoma nos adenomas adrenais.
  3. Explique os princípios teóricos que fundamentam a escolha entre a via laparoscópica e a via aberta na adrenalectomia.
  4. Enumere os critérios teóricos de seguimento clínico e radiológico dos incidentalomas adrenais não operados.
  5. Discuta a relação teórica entre o diâmetro do incidentaloma e o risco de carcinoma adrenocortical.

1. Classificação quanto à funcionalidade: não funcionantes (maioria) e funcionantes (produtores de cortisol, aldosterona, catecolaminas ou andrógenos) (0,04 p).
Classificação quanto ao potencial de malignidade: benignos (adenomas, mielolipomas) e potencialmente malignos ou malignos (carcinoma adrenocortical, metástases) (0,06 p).

2. Os mecanismos principais incluem:

  • Ativação constitutiva da via do AMPc/PKA em adenomas produtores de cortisol (0,04 p);
  • Expressão aberrante de receptores de membrana (GIP, LH/hCG, vasopressina) que estimulam a esteroidogênese de forma independente do ACTH (0,03 p);
  • Mutações ativadoras no gene KCNJ5 ou outros canais iônicos nos adenomas produtores de aldosterona (0,03 p).

3. Princípios teóricos:

  • A via laparoscópica é preferida em lesões ≤ 6 cm, de aparência benigna e sem sinais de invasão local, por menor morbidade e recuperação mais rápida (0,05 p);
  • A via aberta é indicada teoricamente em tumores grandes (> 6–8 cm), suspeita de malignidade ou necessidade de ressecção em bloco com estruturas adjacentes (0,05 p).

4. Critérios teóricos de seguimento:

  • Repetição de imagem (TC ou RM) em 3–6 meses e, se estável, anualmente por 1–2 anos (0,04 p);
  • Reavaliação hormonal anual nos primeiros 2–4 anos, especialmente para cortisol e catecolaminas (0,03 p);
  • Indicação de cirurgia se crescimento > 1 cm ou surgimento de hiperfunção (0,03 p).

5. Há relação direta entre o diâmetro e o risco de carcinoma adrenocortical: lesões < 4 cm apresentam risco muito baixo (< 2%), entre 4 e 6 cm risco intermediário (cerca de 6–10%) e > 6 cm risco elevado (superior a 25%), justificando a abordagem cirúrgica em massas maiores mesmo na ausência de hiperfunção (0,10 p).

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - INCIDENTALOMAS ADRENAIS


AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.98)

CASO CLINICO: (225539 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 72 anos, hipertensa de longa data, portadora de fibrilação atrial permanente em uso de anticoagulação e de diabetes mellitus tipo 2, com história de bócio multinodular diagnosticado há 18 anos e acompanhado de forma irregular. Há 8 meses passou a apresentar perda ponderal progressiva de 11 kg, intolerância ao calor, sudorese excessiva, tremor fino de extremidades, astenia e exacerbações de taquiarritmia.

Ao exame físico: PA 158 × 92 mmHg, FC 118 bpm (irregular), pele quente e úmida, tremor fino distal, bócio visível e palpável, multinodular, assimétrico, de consistência fibroelástica, sem adenomegalias cervicais, sem oftalmopatia.

Exames laboratoriais iniciais: TSH < 0,01 mUI/L, T4 livre 2,8 ng/dL (VR 0,7–1,8), T3 total 245 ng/dL, TRAb negativo, anti-TPO negativo. Ultrassonografia cervical: glândula aumentada de volume, com múltiplos nódulos sólidos e mistos, o maior medindo 3,2 cm no lobo direito, de ecogenicidade mista e vascularização periférica aumentada. Cintilografia com 99mTc: múltiplas áreas de hipercaptação heterogênea, com supressão do restante do parênquima.

A paciente apresenta ainda insuficiência cardíaca congestiva classe funcional II (NYHA) e osteopenia.

Com base neste caso, responda às questões a seguir.

(I) Qual o diagnóstico sindrômico e etiológico mais provável? (0,1 pontos)
(II) Quais os achados laboratoriais e de imagem que confirmam a autonomia funcional tireoidiana neste contexto? (0,15 pontos)
(III) Quais as principais diferenças fisiopatológicas entre adenoma tóxico e bócio multinodular tóxico (Doença de Plummer)? (0,1 pontos)
(IV) Quais os critérios que orientam a escolha terapêutica nesta paciente idosa com comorbidades cardiovasculares? (0,1 pontos)
(V) Quais as principais complicações possíveis do hipertireoidismo não controlado e do tratamento nesta faixa etária? (0,05 pontos)





RATING: 3.16

(Resposta I) Qual o diagnóstico sindrômico e etiológico mais provável?

  • Diagnóstico sindrômico: hipertireoidismo clínico manifesto (0,05 p).
  • Diagnóstico etiológico: bócio multinodular tóxico (Doença de Plummer) (0,05 p).

(Resposta II) Quais os achados laboratoriais e de imagem que confirmam a autonomia funcional tireoidiana neste contexto?

  • TSH suprimido + T4 livre e T3 elevados (0,05 p).
  • TRAb negativo (afasta doença de Graves) (0,04 p).
  • Cintilografia com múltiplas áreas hipercaptantes e supressão do parênquima restante (confirma autonomia) (0,06 p).

(Resposta III) Quais as principais diferenças fisiopatológicas entre adenoma tóxico e bócio multinodular tóxico (Doença de Plummer)?

  • Adenoma tóxico: nódulo único autónomo, monoclonal, com mutação ativadora do receptor de TSH ou proteína Gsα (0,05 p).
  • Bócio multinodular tóxico: múltiplos nódulos autónomos de origem policlonal, com heterogeneidade funcional e evolução a partir de bócio multinodular prévio (0,05 p).

(Resposta IV) Quais os critérios que orientam a escolha terapêutica nesta paciente idosa com comorbidades cardiovasculares?

  • Preferência por iodo radioativo (¹³¹I) ou cirurgia em pacientes idosos com fibrilação atrial e insuficiência cardíaca, após estabilização clínica (0,05 p).
  • Antitireoidianos apenas como preparo ou em contraindicação absoluta aos tratamentos definitivos (0,03 p).
  • Avaliação cardiológica prévia e controle de comorbidades obrigatórios (0,02 p).

(Resposta V) Quais as principais complicações possíveis do hipertireoidismo não controlado e do tratamento nesta faixa etária?

  • Complicações do hipertireoidismo: agravamento de fibrilação atrial, insuficiência cardíaca e risco de eventos tromboembólicos (0,04 p).
  • Complicações do tratamento: hipotireoidismo pós-radioiodo ou pós-cirúrgico e crise tireotóxica se não houver preparo adequado (0,01 p).


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.16)




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