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Em comparação com o kwashiorkor, qual das seguintes afirmativas é VERDADEIRA acerca do marasmo e da caquexia?
A. O diagnóstico do marasmo ou da caquexia requer uma abordagem mais agressiva à reposição nutricional do que o kwashiorkor
INCORRETO: Como se trata de uma doença crônica, a abordagem ao tratamento deve consistir em suporte cauteloso das necessidades nutricionais. A repleção nutricional agressiva pode levar a síndromes de superalimentação e hipofosfatemia potencialmente fatal. As vias oral e enteral constituem os métodos preferidos para reposição nutricional.
B. Os indivíduos com marasmo ou com caquexia apresentam um aspecto de inanição, enquanto os com kwashiorkor, em geral, têm aparência bem nutrida
CORRETO : O marasmo e a caquexia representam formas de inanição prolongada com redução do aporte de energia, A principal diferença entre o marasmo e a caquexia é que a inanição no marasmo está relacionada com uma redução do aporte calórico, ao passo que, na caquexia, a deficiência de energia é relativa e está associada a um estado inflamatório crônico. Além da desnutrição como causa, o marasmo e a caquexia apresentam certas características comuns quando comparados com o kwashiorkor ou desnutrição proteico-calórica (DPC).
No início da evolução da DPC, o paciente costuma ter aspecto bem nutrido, de modo que é necessário um alto índice de suspeição.
A única anormalidade pode ser um baixo índice de creatinina-altura quando a creatinina na urina de 24 horas está baixa (< 60%) em relação aos valores normais baseados na altura.
Por outro lado, . Nos países desenvolvidos, o mais comum na DPC consiste em doença aguda potencialmente fatal, como traumatismo ou sepse. Do ponto de vista fisiopatológico, o estresse da doença aguda leva a um aumento das necessidades de proteínas e calorias em um momento em que o consumo está limitado. Além disso, A função imune celular está diminuída, e pode-se observar a presença de linfopenia. É necessário um suporte nutricional agressivo para reverter o distúrbio, embora a mortalidade permaneça elevada.
C. O marasmo e a caquexia estão associados a um maior risco de infecção e cicatrização deficiente de feridas, quando comparados com o kwashiorkor
CORRETO : Os sinais de DPC consistem em edema, cicatrização deficiente de feridas, facilidade em arrancar os cabelos e rupturas cutâneas. Apesar do aspecto desnutrido, os indivíduos com marasmo ou com caquexia são imunocompetentes e capazes de responder razoavelmente bem a estresses de curto prazo.
D. O marasmo desenvolve-se no decorrer de um período de semanas, enquanto o kwashiorkor leva meses ou anos para se desenvolver
INCORRETO : O kwashiorkor ou desnutrição proteicocalórica ocorre de modo agudo, no decorrer de várias semanas. O marasmo e a caquexia desenvolvem-se ao longo de meses a anos, resultando em um indivíduo com aparência desnutrida, cujo peso é inferior a 80% do normal para a sua altura. Além disso, há evidências de desgaste dos músculos e da gordura, com diminuição da dobra cutânea do tríceps e da circunferência do músculo no meio do braço.
E. Em geral, o nível de albumina é inferior a 2 g/dL no marasmo, mas não no kwashiorkor.
INCORRETO : Os exames laboratoriais frequentemente revelam poucas anormalidades. O nível de albumina pode estar baixo, porém não cai para menos de 2,8 g/dL nos casos não complicados. A DPC grave manifesta-se por meio de baixos níveis de albumina, transferrina ou capacidade de ligação do ferro.
Gabarito: C
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FONTE:
O paciente de 42 anos do presente caso em estudo apresentou valor de hemoglobina e hematócrito dentro dos valores de referência e no limite inferior, respectivamente. A microcitose (VCM= 65,5 fL) e a hipocromia (HCM = 22,4 pg) chama atenção neste eritrograma. A hipocromia foi difícil de ser visualizada na extensão sanguínea (CHCM =34,2 g/dl), mas ela estava presente porque o HCM está abaixo do valor de referência (27 pg). A hipocromia foi marcada em função do valor do HCM. A anisocitose foi outro achado consistente, pois o RDW foi de 16%. Este eritrograma pode ser classificado como sendo microcítico e hipocrômico e tendo uma população eritrocitária heterogênea.
Para dosagem da ferritina pode ser afastada a possibilidade de anemia ferropriva.
QUESTÃO 1: A microcitose (VCM= 65,5 fL) e a hipocromia (HCM = 22,4 pg) chamam a atenção neste eritrograma. A hipocromia, difícil de ser visualizada na extensão sanguínea (CHCM =34,2 g/dl), esta presente porque o HCM está abaixo do valor de referência (27 pg). A hipocromia foi marcada em função do valor do HCM.(2 x 0,1 p = 0,2 p)
A anisocitose é outro achado consistente, pois o RDW foi de 16%. (0,1 p)
O paciente de 42 anos do presente caso em estudo apresentou valor de hemoglobina e hematócrito dentro dos valores de referência e no limite inferior, respectivamente.Este eritrograma pode ser classificado como sendo microcítico e hipocrômico e tendo uma população eritrocitária heterogênea. (0,05 p)
QUESTÃO 2: falta a eletroforese das hemoglobinas, para avaliar a possibilidade de existência de alguma hemoglobinopatia (por exemplo, talassemia). (0,1 p)
QUESTÃO 3: Através do dosagem da ferritina pode ser afastada a possibilidade de anemia ferropriva. (0,05 p)
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