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RATING: 3 ![]()
M. B. P., 25 anos, masculino, frentista, relata a presença de uma tumoração próxima ao ânus com dor intensa, associada a febre, mal estar, calafrios, dificuldade para urinar e tenesmo retal. Assinale a alternativa incorreta.
A. O diagnóstico mais provável é de abscesso anorretal
INCORRETO: Dor perianal intensa, tumoração, febre, calafrios, mal-estar, disúria e tenesmo configuram o quadro clássico de abscesso anorretal agudo, fase aguda da doença criptoglandular.
B. A principal causa é a infecção criptoglandular interesfincteriana que pode se propagar para os espaços anorretais
INCORRETO : A etiologia predominante é a obstrução e infecção de uma cripta anal, com disseminação no plano interesfincteriano e, a partir daí, para os espaços perianal, isquiorretal, pós-anal profundo ou supraelevador.
C. O tratamento consiste na drenagem e não se deve esperar que apareçam os sinais típicos de inflamação e flutuação
INCORRETO : A conduta é a drenagem imediata. Aguardar eritema, calor e flutuação típicos atrasa o tratamento: abscessos profundos podem não flutuar na pele e evoluir para sepse ou destruição tecidual.
D. Na opção de tratamento da fístula concomitante, é importante avaliar sua relação com o esfíncter anal externo
INCORRETO : Se houver fístula no mesmo ato, a decisão entre fistulotomia, sedenho ou apenas drenagem depende da quantidade de esfíncter externo atravessada pelo trajeto, além do sexo, da continência prévia e da topografia (anterior na mulher).
E. Fístula com trajeto profundo transesfincteriano pode ser aberta (fistulotomia) no mesmo tempo da drenagem do abscesso, sem riscos de incontinência anal
CORRETO : Trajeto transesfincteriano profundo envolve parcela relevante do esfíncter externo. Fistulotomia no mesmo tempo da drenagem secciona esse músculo em tecido inflamado, com risco real de incontinência. Nesses casos indica-se drenagem do abscesso e, se o orifício interno for evidente, sedenho frouxo; a fistulotomia primária reserva-se a fístulas baixas e simples, em cirurgião experiente.
Gabarito: E
RATING: 3.04 ![]()
FONTE:
Homem de 62 anos, tabagista de 45 maços-ano, com diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar de células não pequenas (estádio IIIB) há 11 meses, tratado com quimioterapia à base de platina + pemetrexede e radioterapia torácica. Há 6 semanas iniciou quadro progressivo de astenia intensa, anorexia, perda ponderal de 8 kg, náuseas, vômitos e episódios de hipotensão postural. Ao exame físico: PA 88 × 54 mmHg (sentado) e 72 × 42 mmHg (em pé), taquicardia sinusal de 112 bpm, mucosas desidratadas e hiperpigmentação cutânea discreta em cicatrizes. Laboratório: Na⁺ 124 mEq/L, K⁺ 5,9 mEq/L, creatinina 1,6 mg/dL, cortisol sérico matinal 3,8 µg/dL (após estímulo com ACTH 250 µg: 5,1 µg/dL). Tomografia de abdome com contraste revela massas adrenais bilaterais: à direita 5,2 cm (densidade pré-contraste 38 UH, washout absoluto 28 %), à esquerda 3,8 cm (densidade 42 UH, washout 22 %), ambas com contornos irregulares e reforço heterogêneo. PET-CT mostra SUV máximo de 9,4 nas lesões adrenais e ausência de outras metástases à distância. O paciente mantém performance status ECOG 2 e recusa biópsia adrenal inicialmente.
Com base neste caso, responda às questões abaixo:
Questão (I)
Questão (II)
Questão (III)
Questão (IV)
Questão (V)
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