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TUMORES BENIGNOS DO CORPO UTERINO (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

Pólipo” é termo clínico aplicável a qualquer formação, séssil ou pediculada, que faça relevo a partir da área de implante em relação à superfície adjacente, independente de sua estrutura histológica.

Pólipo endometrial, mais específico, designa a formação polipóide que reproduz total ou parcialmente o endométrio.

São lesões benignas, com baixo potencial de virar neoplasias. Além da hiperplasia simples, que é em essência parte do epitélio glandular de muitos pólipos endometriais, eles raramente sofrem transformação maligna. Em vários estudos incluindo mulheres com sangramento uterino anormal a freqüência de malignidade associada a pólipos em sua grande maioria ocorreu em mulheres na pós-menopausa.

As características antes da menopausa são: sangramento uterino normal ou infertilidade.

OBJETIVA: (1156719 votos)..........99.31% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher afro-americana de 45 anos que tinha sido diagnosticada com síndrome dos ovários policísticos em seus primeiros 20 anos. chega no ginecologista para sua consulta anual. Uma das amigas íntimas foi recentemente diagnosticada com câncer de ovário, então ela está preocupada com o próprio risco de câncer. A paciente declara que teve menarca com 14 anos e que ainda não entrou na menopausa. Ela tem uma filha saudável de 19 anos e não tem história familiar de câncer. Não é fumante e não usa álcool, fazendo exercícios regularmente. Além de ter síndrome dos ovários policísticos, ela está bem de saúde. Sabendo tudo isso sobre seu histórico de saúde, qual das afirmações a seguir é VERDADEIRA?
A. Ela deve fazer mamografias anuais, embora seu risco de câncer de mama não mudou em relação a mulheres sem síndrome dos ovários policísticos
B. Ela deve fazer mamografias anuais porque tem um risco aumentado de desenvolver câncer de mama em relação a mulheres sem síndrome dos ovários policísticos
C. Ela deve fazer exames de Papanicolau anuais, embora ela tenha um risco menor de desenvolver câncer cervical em relação às mulheres sem síndrome dos ovários policísticos
D. Ela deve fazer o teste de Papanicolau anual porque tem um risco maior de desenvolver câncer cervical em relação às mulheres sem síndrome dos ovários policísticos
E. Ela deve fazer o esfregaço de Papanicolau anual porque tem um risco aumentado de desenvolver câncer de ovário em relação a mulheres sem síndrome dos ovários policísticos

  RATING: 2.96

Uma mulher afro-americana de 45 anos que tinha sido diagnosticada com síndrome dos ovários policísticos em seus primeiros 20 anos. chega no ginecologista para sua consulta anual. Uma das amigas íntimas foi recentemente diagnosticada com câncer de ovário, então ela está preocupada com o próprio risco de câncer. A paciente declara que teve menarca com 14 anos e que ainda não entrou na menopausa. Ela tem uma filha saudável de 19 anos e não tem história familiar de câncer. Não é fumante e não usa álcool, fazendo exercícios regularmente. Além de ter síndrome dos ovários policísticos, ela está bem de saúde. Sabendo tudo isso sobre seu histórico de saúde, qual das afirmações a seguir é VERDADEIRA?

A. Ela deve fazer mamografias anuais, embora seu risco de câncer de mama não mudou em relação a mulheres sem síndrome dos ovários policísticos
INCORRETO: Mulheres com síndrome dos ovários policísticos têm um risco aumentado de câncer de mama e endometrial secundário á secreção de estrogênio sem oposição
B. Ela deve fazer mamografias anuais porque tem um risco aumentado de desenvolver câncer de mama em relação a mulheres sem síndrome dos ovários policísticos
CORRETO : A síndrome dos ovários policísticos está associada com um risco aumentado de câncer de mama e endometrial secundário ao estrogênio sem oposição secreção. É uma síndrome, não uma doença e pode se manifestar com hirsutismo, anormalidades menstruais, obesidade, acantose nigricante e puberdade precoce. Posteriormente, é associado a um aumento do risco de infertilidade, síndrome metabólica e diabetes mellitus tipo 2.
C. Ela deve fazer exames de Papanicolau anuais, embora ela tenha um risco menor de desenvolver câncer cervical em relação às mulheres sem síndrome dos ovários policísticos
INCORRETO : Risco aumentado de câncer cervical está associado a múltiplos ou parceiros sexuais de alto risco, DSTs, tabagismo e multiparidade
D. Ela deve fazer o teste de Papanicolau anual porque tem um risco maior de desenvolver câncer cervical em relação às mulheres sem síndrome dos ovários policísticos
INCORRETO : Um risco aumentado de câncer cervical está associado a múltiplos parceiros sexuais de alto risco, DSTs, tabagismo e multiparidade e não está relacionado com síndrome dos ovários policísticos
E. Ela deve fazer o esfregaço de Papanicolau anual porque tem um risco aumentado de desenvolver câncer de ovário em relação a mulheres sem síndrome dos ovários policísticos
INCORRETO : Os fatores de risco associados ao câncer de ovário incluem nuliparidade, história familiar positiva, idade precoce da menarca ou idade avançada da menopausa e raça branca. Além disso, o esfregaço de Papanicolau (Pap) não detecta câncer de ovário.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

DISCURSIVA: (183794 votos) ..........99.41% das questões discursivas receberam votos.
Respondam ás questões seguintes:
1) Quais são os reservatórios de suscetíveis com grande importância para o controle da doença coqueluche? (0,1 pontos)
2) Qual é a faixa etária de maior risco para coqueluche? (0,05 pontos)
3) Quais são os quadros clínicos atípicos da coqueluche? (0,2 pontos)
4) Qual é o aspecto característico frequentemente encontrando no Rx de tórax no paciente com coqueluche? (0,15 pontos)


RATING: 2.97

Respondam ás questões seguintes:
1) Quais são os reservatórios de suscetíveis com grande importância para o controle da doença coqueluche? (0,1 pontos)
2) Qual é a faixa etária de maior risco para coqueluche? (0,05 pontos)
3) Quais são os quadros clínicos atípicos da coqueluche? (0,2 pontos)
4) Qual é o aspecto característico frequentemente encontrando no Rx de tórax no paciente com coqueluche? (0,15 pontos)

1) Quais são os reservatórios de suscetíveis com grande importância para o controle da doença coqueluche?
R: crianças menores de um ano que ainda não completaram o esquema básico (0,05 p) e adolescentes e adultos que perderam a imunidade (0,05 p)
DISCUSSÃO: A vacina (componente pertussis da DTP, seja acelular ou de células inteiras), não confere imunidade completa e permanente. Segundo Jenkinson, a imunidade é completa somente no primeiro ano após a imunização e cai gradualmente com o passar do tempo, tendo ainda 84% de eficácia após 4 anos, chegando a cerca de 50% nos três anos seguintes e após 12 anos nenhuma proteção é evidente com o amplo uso da vacinação nos últimos anos, com a atual vacina que não permite reforços acima dos 7 anos, dois reservatórios de suscetíveis passam a ter grande importância para o controle da doença, a saber: crianças menores de um ano, que ainda não completaram o esquema básico, adolescentes e adultos que perderam a imunidade.

2) Qual é a faixa etária de maior risco para coqueluche?
R: A faixa etária de maior risco continua sendo a de menores de um ano. (0,05 pontos)

3) Quais são os quadros clínicos atípicos da coqueluche?
R: Quadros atípicos:
Em lactentes: a tosse, em geral, não se desenvolve em paroxismos (0,025 p) e os guinchos estão ausentes (0,025 p) ; no entanto, crises de apneia são comuns (0,025 p) e podem resultar em hipóxia significante (0,025 p) .
Em crianças maiores e adultos, em geral, o quadro é mais brando, com tosse persistente devido a traqueobronquite (0,025 p) , dificultando o diagnóstico, particularmente porque os paroxismos (0,025 p) , o guincho (0,025 p) e a leucocitose (0,025 p) podem estar ausentes.

4) Qual é o aspecto característico frequentemente encontrando no Rx de tórax no paciente com coqueluche?
R: O raio X de tórax pode mostrar infiltrados, principalmente peri-hilar resultando no chamado “coração borrado ou franjado” (0,05 p) porque as bordas da imagem cardíaca não são nítidas. Pode ocorrer ainda, atelectasia (0,05 p) ou enfisema. (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

CASO CLINICO: (214351 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
M. de S. 6 anos, M, proveniente de São Paulo, deu entrada no PA com queixa de 'não parar mais em pé' sentindo formigamentos nas duas pernas até o nível dos joelhos desde ontem. Não sente dor. Na semana passada durante uma viagem com os pais apresentou uma diarreia de 5 dias com fezes aquosas, tratada com probióticos e soro caseiro. Não apresentou febre, mas mesmo assim o pediatra aconselhou os pais pelo telefone administrar um antiinflamatorio porque a criança apresentava odinofagia e parecia 'quente'. Hoje a criança caiu da cama quando acordou, queixando-se que 'não está sentindo mais os pés' e que está 'formigando tudo, até os dedos da mão'. No exame clinico criança hidratada, descorada, levemente irritada e chorosa. Respiratorio, cardiovascular e digestivo normal. Reflexo patelar abolido bilateralmente, assim como a sensibilidade plantar e perimaleolar. Hemograma com leve linfocitose e leucocitose relativa. Urina I normal, CPK normal.
1) Qual a principal suspeita diagnóstica? 0,1 pontos
2) Cite pelo menos 3 dados anamnesticos ou clinicos que apoiam seu diagnostico. 0,3 pontos
3) Qual é o tratamento mais comum utilizado nestes casos? 0,1 pontos



RATING: 3.1

1) Qual a principal suspeita diagnóstica?
A criança apresenta um quadro clinico e anamnestico compastivel com a Sindrome de Guillain-Barré. Classicamente: aguda, monofásica, poucas semanas (em geral 2 a 4 semanas) após doença viral aguda, caracterizada por paralisia flácida progressiva ascendente – que mais comumente se inicia com parestesias em membro inferior – simétrica ou pouco assimétrica. (0,1 pontos)

2) Cite pelo menos 3 dados anamnesticos ou clinicos que apoiam seu diagnostico.
- paralisia flácida progressiva ascendente;
- inicio com parestesias em membro inferior – simétrica;
- doença viral aguda (diarréia) uma semana atrás;
- ausência de febre inicial;
- sintomas neurológicos progressivos;
- simetria das manifestações; (0,1 pontos para cada uma desta lista)

3) Qual é o tratamento mais comum utilizado nestes casos?
A Imunoglobulina é a mais utilizada, por ser mais disponível. A imunoglobulina é indicada para todos os pacientes que apresentem progressão da fraqueza muscular, acometimento da musculatura respiratória, necessidade de ventilação mecânica e incapacidade de deambulação. Dose de 2g/kg: 0.5g/kg por 2 dias, 400mg/kg/dia por 5 dias. Repetição do ciclo de imunoglobulina em casos refratários é controversa. 0,1 pontos
Há vários outros metodos de terapia, mas não existe comprovação de superioridade de um tratamento em relação ao outro:
- tipo de suporte necessário relacionado á gravidade do comprometimento muscular
- casos moderados a graves são manejados com imunoglobulina e/ou plasmaferese

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.1)




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