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Uma lactente de 6 meses foi atendida no pronto-socorro com história de febre, coriza e tosse há 7 dias, tendo sido feito diagnóstico de pneumonia e medicada com amoxicilina. Após 48 horas, na revisão agendada, não apresentou melhora e foi encaminhada para internação. Exame físico: regular estado geral, acianótica, dispneica, FR = 52 irpm e com tiragem subcostal. A radiografia de tórax revela condensação na base do lobo inferior direito e derrame pleural à direita. O agente etiológico mais provável é:
A. Staphylococcus aureus
CORRETO: Em lactentes de 6 meses com pneumonia comunitária complicada por derrame pleural e falha terapêutica à amoxicilina após 48 horas, o Staphylococcus aureus é o agente etiológico bacteriano mais provável, especialmente em contextos de países em desenvolvimento ou em casos de pneumonia necrotizante. Evidências epidemiológicas, como estudos da OMS e sociedades pediátricas, indicam que o S. aureus (incluindo cepas meticilino-resistentes, MRSA) é responsável por até 30 - 50 % das pneumonias complicadas com empiema em crianças < 1 ano, com taxas de efusão pleural em até 90 % dos casos. A amoxicilina, um beta-lactâmico sem inibidor de beta-lactamase, não cobre efetivamente o S. aureus, que frequentemente produz beta-lactamase, explicando a ausência de melhora. Além disso, o quadro inicial viral-like (coriza, tosse) pode mascarar uma superinfecção bacteriana, e o derrame pleural sugere empiema parapneumônico, comum em infecções estafilocócicas em lactentes, com maior risco de complicações como pneumotórax ou abscesso. Diretrizes como as da IDSA recomendam cobertura empírica para S. aureus em pneumonias complicadas nessa faixa etária, com vancomicina ou clindamicina, reforçando essa etiologia como a mais provável.
B. Streptococcus pneumoniae
INCORRETO : Embora o Streptococcus pneumoniae seja o patógeno bacteriano mais comum em pneumonias comunitárias pediátricas (responsável por 20 - 60 % dos casos em crianças > 3 meses), a falha à amoxicilina em 48 horas e a presença de derrame pleural em um lactente de 6 meses apontam menos para essa etiologia. A amoxicilina em dose alta é a primeira linha para S. pneumoniae sensível ou intermediário, e a melhora geralmente ocorre em 48 - 72 horas se for o agente; a ausência de resposta sugere resistência extrema (rara) ou outro patógeno. Além disso, em lactentes jovens, o S. pneumoniae é menos associado a efusões maciças comparado ao S. aureus, e a vacinação conjugada (PCV13/PCV20) reduziu sua incidência em países com cobertura vacinal, tornando-o menos provável nesse cenário complicado.
C. Mycoplasma pneumoniae
INCORRETO : Mycoplasma pneumoniae é um agente atípico mais comum em crianças em idade escolar (> 5 anos), causando pneumonias intersticiais leves, sem efusões pleurais significativas ou consolidações lobares como descritas. Em lactentes de 6 meses, é raro (incidência < 5%), e não responde a beta-lactâmicos como amoxicilina, mas o quadro febril, dispneico com tiragem e derrame sugere infecção bacteriana típica, não atípica. Estudos mostram que Mycoplasma não é etiológico relevante em pneumonias complicadas nessa idade, priorizando patógenos como S. aureus.
D. Haemophilus influenzae tipo B
INCORRETO : Haemophilus influenzae tipo B (HiB) foi amplamente erradicado como causa de pneumonia invasiva em lactentes graças à vacinação pentavalente (introduzida no calendário brasileiro desde 1999), com incidência atual < 1% em crianças vacinadas. Embora possa causar efusões, o HiB é sensível à amoxicilina na maioria dos casos, e a falha terapêutica não se alinha; ademais, o quadro inicial viral e a idade de 6 meses sugerem etiologias mais comuns como S. aureus em complicações. Em regiões com baixa vacinação, poderia ser considerado, mas não é o mais provável.
E. Chlamydia trachomatis
INCORRETO : A Chlamydia trachomatis causa pneumonia afebrile ou de baixa febre em lactentes < 3 - 4 meses, tipicamente com tosse em staccato, hiperinsuflação pulmonar e eosinofilia, adquirida por transmissão vertical. Embora relacionada a sintomas iniciais como coriza, não é associada a derrame pleural, consolidação lobar ou falha à amoxicilina (pois não responde a beta-lactâmicos, mas a macrolídeos). Aos 6 meses, essa etiologia é incomum, e o quadro dispneico com efusão aponta para bactérias típicas como S. aureus, não para clamídia, que representa < 5% das pneumonias nessa faixa etária.
Gabarito: A
RATING: 3.06 ![]()

FONTE:
Uma menina de 12 anos chega ao pronto-socorro trazida pela mãe, com história de febre há 10 horas e manchas vermelhas pelo corpo há 30 minutos, além de negar viagens. Ao exame físico, em regular estado geral, T = 39ºC, pulsos finos, FC = 156bpm, FR = 35irpm, PA = 52x35mmHg, perfusão = 5 segundos, rigidez de nuca, pele com exantema purpúrico em todo o corpo, algumas lesões medindo mais de 3cm de diâmetro e aumento das lesões.

a) Cite o diagnóstico sindrômico. .......... 0,2 pontos
b) Cite 3 agentes etiológicos. ...........0,3 pontos
a) Diagnóstico sindrômico: Meningococcemia. (0.200 pontos)
b) Agentes etiológicos:
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