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IMUNOLOGIA PEDIATRICA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Os pacientes com deficiências de anticorpos, células fagocitárias ou componentes do complemento apresentam infecções de repetição por bactérias encapsuladas.

Assim, os pacientes com história apenas de infecções virais de repetição (à exceção das infecções persistentes por enterovírus) têm menor probabilidade de manifestar qualquer um destes distúrbios.

As crianças com deficiências de anticorpos, fagócitos e complemento podem apresentar desenvolvimento normal, apesar das infecções de repetição, a menos que apresentem bronquiectasias por repetidas infecções bacterianas do trato respiratório inferior ou infecções enterovirais persistentes do sistema nervoso central.

Ao contrário, os pacientes com deficiências da função das células T geralmente apresentam infecções oportunistas no início da vida e têm atraso do crescimento e desenvolvimento.

A avaliação inicial da imunocompetência inclui anamnese, exame físico e história familiar minuciosos. A maioria dos defeitos imunológicos pode ser excluída a um custo baixo, com a escolha apropriada dos exames de triagem

OBJETIVA: (1396276 votos)..........95.11% das questões objetivas receberam votos.
Recém-nascido, sexo feminino, 25 dias de vida. Mãe relata que a criança apresenta coloração amarela, principalmente nos olhos, desde o nascimento. Nega intercorrências gestacionais ou neonatais. Peso ao nascer: 3,110 g. Tipagem sanguínea da mãe e da criança: A+. Aleitamento artificial desde os 5 dias de vida, por dificuldade de amamentação. Nega febre. A alternativa CORRETA quanto à primeira conduta a se adotar neste caso é:
A. Observar na próxima consulta mensal de rotina a evolução do quadro
B. Colher sorologias para citomegalovirus e toxoplasmose
C. Colher dosagem sérica de bilirrubina total e frações
D. Solicitar dosagem de G6PD.
E. Colher sorologias para virus Epstein-Barr e sífilis

  RATING: 3

Recém-nascido, sexo feminino, 25 dias de vida. Mãe relata que a criança apresenta coloração amarela, principalmente nos olhos, desde o nascimento. Nega intercorrências gestacionais ou neonatais. Peso ao nascer: 3,110 g. Tipagem sanguínea da mãe e da criança: A+. Aleitamento artificial desde os 5 dias de vida, por dificuldade de amamentação. Nega febre. A alternativa CORRETA quanto à primeira conduta a se adotar neste caso é:

A. Observar na próxima consulta mensal de rotina a evolução do quadro
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Colher sorologias para citomegalovirus e toxoplasmose
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Colher dosagem sérica de bilirrubina total e frações
CORRETO : O enunciado nos traz um neonato com 25 dias de vida e uma queixa de icterícia. Diante desta queixa, o primeiro passo rumo à investigação é dosar a bilirrubina total e suas frações no sangue, para definir se estamos diante de uma hiperbilirrubinemia direta ou indireta. Os demais exames complementares (sorologias, investigação de G6PD, investigação de atresia de vias biliares) deverão ser indicados perante a definição de predomínio de bilirrubina direta ou indireta.
D. Solicitar dosagem de G6PD.
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Colher sorologias para virus Epstein-Barr e sífilis
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (195553 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Descreva a técnica de diagnóstico do pulso paradoxal que utiliza o manguito do esfigmomanômetro. (0,5 pontos).


RATING: 3.09

Descreva a técnica de diagnóstico do pulso paradoxal que utiliza o manguito do esfigmomanômetro. (0,5 pontos).

A verdadeira avaliação de pulso paradoxal requer medir a pressão arterial com o uso de um manguito de pressão manual:

  1. Insufle o manguito até não ouvir mais sons (como de costume). 0,1 pontos
  2. Diminua lentamente a pressão no manguito 0,1 pontos
  3. observe o ponto no qual os primeiros sons de Korotkoff são ouvidos inicialmente, que será quando a criança está expirando 0,1 pontos
  4. Continue a desinflar o manguito lentamente e observe o ponto no qual os sons de Korotkoff são ouvidos regularmente durante todo o ciclo respiratório 0,1 pontos
  5. Se a diferença entre esses dois pontos for maior que 10 mmHg, a criança tem pulso paradoxal clinicamente significativo. 0,1 pontos

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.09)

CASO CLINICO: (227711 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 54 anos, previamente hígido, procura o ambulatório por aumento progressivo e indolor da região anterior do pescoço há 8 meses, agora com disfagia a sólidos, rouquidão e dispneia aos médios esforços. Relata “pescoço de pedra”. Nega febre, odinofagia recente, pródromo viral, palpitações, intolerância ao calor, oftalmopatia ou perda ponderal acelerada. Não usa amiodarona, lítio, interferona nem inibidores de checkpoint. Sem irradiação cervical prévia.

Exame: eutireoidiano clinicamente. Tireoide difusamente aumentada, extremamente dura, fixa aos planos profundos, indolor, sem eritema e sem flutuação. Lobo esquerdo parece “fundir-se” com a musculatura pré-tireoidiana. Prega vocal esquerda com hipomotilidade à laringoscopia. Sem linfonodomegalia cervical dominante. Sem sinais de oftalmopatia.

Laboratório: TSH 6,8 mUI/L; T4 livre 0,92 ng/dL (limítrofe-baixo); anti-TPO 48 UI/mL (limítrofe); TRAb negativo; VHS 28 mm/h; PCR 6 mg/L; leucócitos 7.400/mm³; cálcio iônico 1,05 mmol/L (baixo); PTH 12 pg/mL (inapropriadamente baixo); IgG4 sérica 198 mg/dL (elevada). Ultrassonografia: glândula hipoecoica, mal delimitada, vascularização pobre, sem nódulo dominante. TC cervical: massa tireoidiana que ultrapassa a cápsula e envolve traqueia e musculatura, sem plano de clivagem nítido. PAAF: material hipocelular, fibrose, sem atipias suficientes para carcinoma.

Questões:

(I) Qual o diagnóstico mais provável e quais elementos do caso o sustentam? (0,1 pontos)

(II) Como diferenciar este quadro do carcinoma anaplásico e da tireoidite de Hashimoto com fibrose avançada? (0,1 pontos)

(III) Quais exames confirmam o diagnóstico e avaliam complicações locais? (0,1 pontos)

(IV) Qual a conduta terapêutica inicial e o papel da cirurgia? (0,1 pontos)

(V) Quais desfechos endócrinos e sistêmicos devem ser antecipados no seguimento? (0,1 pontos)





RATING: 2.88

(I) Diagnóstico


O diagnóstico mais provável é tireoidite de Riedel (fibroinvasiva) (0,04 p). Sustentam: bócio pétreo (“duro como pedra”) e indolor (0,02 p); sintomas compressivos (disfagia, dispneia, rouquidão) (0,02 p); e extensão extratireoidiana para músculos, traqueia e, neste caso, possível acometimento paratireoidiano (0,02 p).


(II) Diagnóstico diferencial


Carcinoma anaplásico:
crescimento em semanas, deterioração do estado geral, invasão agressiva e histologia maligna — aqui o curso é de meses, o paciente está estável e a PAAF não mostrou atipia franca (0,04 p).

Hashimoto fibroso: a fibrose costuma respeitar a cápsula; anti-TPO em geral está muito elevado; não há o padrão clássico de “massa de ferro” invasiva (0,03 p).

A Riedel pode integrar o espectro da doença relacionada a IgG4, o que dialoga com a IgG4 sérica elevada deste paciente (0,03 p).


(III) Confirmação e complicações


A maioria dos pacientes com Riedel está eutireoidiana; cerca de 30% evoluem com hipotireoidismo (0,02 p). Pode haver hipocalcemia por fibrose das paratireoides (0,02 p). A PAAF é frequentemente insuficiente (material fibroso hipocelular) (0,02 p). O diagnóstico definitivo exige biópsia cirúrgica/aberta, com fibrose densa e inflamação linfoplasmocitária (0,02 p). A imunohistoquímica IgG4/IgG apoia o vínculo com doença IgG4 (0,02 p).


(IV) Tratamento


Não há protocolo único, pela raridade da doença (0,01 p). Glicocorticoides são a primeira linha para reduzir inflamação e compressão (0,03 p). Tamoxifeno (em geral 20 mg 1–2×/dia) entra se houver refratariedade ou como adjuvante (0,03 p). Cirurgia, quando necessária, deve ser limitada à descompressão (istmectomia/debulking); tireoidectomia total de rotina aumenta lesão de nervo e paratireoide sem curar a fibrose (0,03 p).


(V) Evolução e seguimento


Antecipar hipotireoidismo em cerca de 30% e repor levotiroxina se indicado (0,03 p). Monitorar cálcio e PTH pelo risco de hipoparatireoidismo fibrótico (0,02 p). Procurar fibrose extracervical (mediastino, retroperitônio, órbita, vias biliares) — a Riedel pode ser manifestação sistêmica IgG4 (0,03 p). A doença não se extingue de forma definitiva; o seguimento é clínico, laboratorial e por imagem (0,02 p).


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.88)




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