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DOENÇA VALVULAR CARDÍACA (ÁREA DE CIRURGIA)

As doenças cardíacas valvulares podem ser consideradas doenças cirúrgicas. As válvulas cardíacas estenóticas ou regurgitantes criam demandas hemodinâmicas sobre um ou ambos os ventrículos cardíacos. Os mecanismos compensatórios dos ventrículos permitem que o coração tolere estas lesões por períodos variáveis de tempo, algumas vezes por anos, antes que seja necessária a intervenção cirúrgica.

No entanto, lesões valvulares significativas acabam por produzir disfunções ventriculares sistólica e/ou diastólica. Como regra geral, a operação para as lesões valvares estenóticas pode ser adiada até que o paciente desenvolva sintomas. No entanto, as lesões valvulares regurgitantes podem produzir uma disfunção ventricular significativa antes de desenvolverem sintomas; pode estar indicada uma operação em pacientes que não apresentam ainda sintomas.

Entre as válvulas cardíacas, as válvulas aórtica e mitral são, de longe, as que apresentam maior probabilidade de adquirir doença.

OBJETIVA: (1407473 votos)..........95.66% das questões objetivas receberam votos.
Quais dos parâmetros abaixo define melhor a magnitude de shunt na comunicação interventricular congênita?
A. a relação entre o fluxo pulmonar e sistemico (Qp:Qs)
B. a pressão na veia cava superior
C. a presença ou ausência da cianose
D. o diâmetro do shunt
E. a presença ou não dos sintomas

  RATING: 2.98

Quais dos parâmetros abaixo define melhor a magnitude de shunt na comunicação interventricular congênita?

A. a relação entre o fluxo pulmonar e sistemico (Qp:Qs)
CORRETO: A magnitude do shunt intracardíaco geralmente é descrita pela relação Qp:Qs. Se o shunt esquerdo-direito é pequeno (Qp:Qs < 1,75:1), as câmaras cardíacas não estão apreciavelmente aumentadas e o leito vascular pulmonar provavelmente é normal. Se o shunt for grande (Qp:Qs > 2:1), ocorre sobrecarga volumétrica atrial esquerda e sobrecarga ventricular esquerda, assim como hipertensão ventricular direita e arterial pulmonar. O tronco da artéria pulmonar, o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo estão aumentados.
B. a pressão na veia cava superior
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. a presença ou ausência da cianose
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. o diâmetro do shunt
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. a presença ou não dos sintomas
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.98)

DISCURSIVA: (196353 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Em quais situações você deve considerar o uso da máscara laríngea para reanimação dum recém-nascido na sala de parto? (0,22 pontos)
(II) Quais são as limitações do uso da máscara laríngea a serem consideradas durante a reanimação neonatal? (0,28 pontos)


RATING: 2.95

(I) Em quais situações você deve considerar o uso da máscara laríngea para reanimação dum recém-nascido na sala de parto? (0,22 pontos)
(II) Quais são as limitações do uso da máscara laríngea a serem consideradas durante a reanimação neonatal? (0,28 pontos)

(I) Em quais situações você deve considerar o uso da máscara laríngea para reanimação dum recém-nascido na sala de parto?
• Recém-nascidos portadores de anomalias congênitas da boca, lábios, língua, palato ou pescoço, (0,04 p) nos quais o ajuste adequado entre face e máscara é difícil e a visualização da laringe com o laringoscópio é complicada ou não é factível. (0,04 p)
• Recém-nascidos com mandíbula pequena ou língua volumosa, em que a ventilação com máscara e a intubação traqueal não foram bem-sucedidas. Exemplos comuns incluem os pacientes portadores da Sequência de Robin e de Trissomia 21. (0,07 p)
• Quando a ventilação com pressão positiva fornecida por máscara facial é inefetiva e as tentativas de intubação não foram bem-sucedidas ou a intubação não é factível. (0,07 p)

(II) Quais são as limitações do uso da máscara laríngea a serem consideradas durante a reanimação neonatal?
As máscaras laríngeas têm várias limitações a serem consideradas durante a reanimação neonatal.
• Não servem para aspirar secreções das vias aéreas (0,07 p).
• Se há necessidade de pressões elevadas durante a ventilação, a mistura gasosa pode escapar través do selo entre faringe e máscara, resultando em pressão insuficiente para inflar os pulmões. (0,07 p)
• Não são seguras para administrar medicação endotraqueal (podem extravasar da máscara e se direcionarem ao esôfago) (0,07 p)
• As máscaras laríngeas não podem ser usadas em recém-nascidos muito pequenos. (0,07 p)

FONTE:

Manual de Reanimação Neonatal da Academia Americana de Pediatria - 7ª edição

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

CASO CLINICO: (228523 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
J. B., M de 3 anos e 5 meses, em tratamento para 'imunidade baixa' (sic) é trazido pela mãe no serviço de pronto-atendimento relatando que a criança começou a apresentar repentinamente sudorese fria, confusão mental, não urina faz 24 horas, apresentando 'coração acelerado' e adinamia. No exame clinico a criança apresenta taquisfigmia filiforme, hipotensão arterial (65/55 mm Hg). Respiratório - leves estertores na base, dispneico, saturação 90%. Rx de tórax normal. Cardiovascular: FC 133/min, eletrocardiograma com sinais de sobrecarga do ventrículo esquerdo. Digestivo - normal. Mãe mostra no antebraço do filho uma mancha vermelha e saliente, que surgiu 2 semanas atrás e está aumentando (veja abaixo). Relata ainda que a criança vai no sítio dos avós no fim da semana.

Sobre o caso relatado, as perguntas são:
1) Que quadro clinico emergencial apresenta essa criança? - 0,125 pontos
2) Qual é a principal causa suspeitada neste quadro descrito? - 0,125 pontos
3) Que tipo de lesão cutânea a criança apresenta? - 0,125 pontos
4) Considerando os dados clínicos e epidemiológicos, qual é a principal suspeita diagnostica? - 0,125 pontos.


RATING: 3.01

1) Que quadro clinico emergencial apresenta essa criança?
Choque cardiogênico é a primeira suspeita. (0,125 p)
Discussão: Sudorese fria, confusão mental, oligúria, taquicardia e taquisfigmia filiforme, hipotensão arterial com aproximação dos níveis sistólicos e diastólicos da PA, são achados freqüentes e refletem a situação de baixo débito.
2) Qual é a principal causa suspeitada neste quadro descrito?
Miocardite aguda. (0,125 p)
Discussão: A miocardite é uma inflamação no músculo do coração, geralmente secundária a um quadro viral, que pode acometer desde o bebê ainda na barriga da mãe até adultos e é a causa mais comum de dilatação e disfunção do coração na infância. No adulto, ela aparece mais como consequência de infarto, mas na criança as infecções do miocárdio são frequentes.
3) Que tipo de lesão cutânea a criança apresenta?
Eritema migratório (0,125 p)
Discussão: O rash cutâneo demonstra expansão centrífuga e lenta, com a região central mais clara ou avermelhada.
4) Considerando os dados clínicos e epidemiológicos, qual é a principal suspeita diagnostica?
Doença de Lyme. (0,125 p)
Discussão: A doença de Lyme ou borreliose de Lyme é uma doença infecciosa causada por bactérias do género Borrelia transmitidas por carraças. O sinal de infeção mais comum é uma mancha vermelha e saliente no local da mordedura, denominada eritema migratório. A imunidade patogênica contra Borrelia burgdoferi desencadeia reações auto-imunes que podem causar lesões cardíacas e artrite.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.01)




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