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DOENÇA VALVULAR CARDÍACA (ÁREA DE CIRURGIA)

As doenças cardíacas valvulares podem ser consideradas doenças cirúrgicas. As válvulas cardíacas estenóticas ou regurgitantes criam demandas hemodinâmicas sobre um ou ambos os ventrículos cardíacos. Os mecanismos compensatórios dos ventrículos permitem que o coração tolere estas lesões por períodos variáveis de tempo, algumas vezes por anos, antes que seja necessária a intervenção cirúrgica.

No entanto, lesões valvulares significativas acabam por produzir disfunções ventriculares sistólica e/ou diastólica. Como regra geral, a operação para as lesões valvares estenóticas pode ser adiada até que o paciente desenvolva sintomas. No entanto, as lesões valvulares regurgitantes podem produzir uma disfunção ventricular significativa antes de desenvolverem sintomas; pode estar indicada uma operação em pacientes que não apresentam ainda sintomas.

Entre as válvulas cardíacas, as válvulas aórtica e mitral são, de longe, as que apresentam maior probabilidade de adquirir doença.

OBJETIVA: (1226648 votos)..........98.03% das questões objetivas receberam votos.
Primigesta de 16 anos, 39 semanas de gestação, altura uterina de 36 cm, em trabalho de parto, com 6cm de dilatação do colo uterino. Foi submetida a analgesia de parto com instalação de peridural contínua. Ao exame obstétrico, após 1 hora de duração do período expulsivo, constatou-se ângulo subpúbico normal, bolsa rota, apresentação cefálica 3 cm abaixo da espinha ciática, com presença de bossa serossanguínea de +2/+4, parietal anterior pouco acessível ao toque, com sutura sagital próxima ao púbis e fontanela occipital situada à direita. O diagnóstico e melhor conduta seriam:
A. distocia de rotação em variedade ODT com assinclitismo posterior, a ser corrigida com fórcipe de Kielland
B. desproporção céfalo-pélvica no plano do estreito superior com assinclitismo anterior, a ser resolvida com cesárea
C. distocia de estreito inferior em variedade ODT com assinclitismo de Litzmann, a ser corrigida com fórcipe de Kielland
D. distocia de rotação em ODT com assinclitismo de Näegele, a ser resolvida com cesárea
E. desproporção cefalopélvica no plano do estreito superior com assinclitismo posterior, a ser resolvida com fórcipe de Simpson.

  RATING: 2.78

Primigesta de 16 anos, 39 semanas de gestação, altura uterina de 36 cm, em trabalho de parto, com 6cm de dilatação do colo uterino. Foi submetida a analgesia de parto com instalação de peridural contínua. Ao exame obstétrico, após 1 hora de duração do período expulsivo, constatou-se ângulo subpúbico normal, bolsa rota, apresentação cefálica 3 cm abaixo da espinha ciática, com presença de bossa serossanguínea de +2/+4, parietal anterior pouco acessível ao toque, com sutura sagital próxima ao púbis e fontanela occipital situada à direita. O diagnóstico e melhor conduta seriam:

A. distocia de rotação em variedade ODT com assinclitismo posterior, a ser corrigida com fórcipe de Kielland
CORRETO: O fórcipe de Kielland tem como indicação clássica a correção da distocia de rotação. No caso apresentado não há desproporção cefalopélvica pois já houve insinuação, estando a apresentação em +3 de DeLee. O assinclitismo posterior é revelado pela presença da sutura sagital mais próxima ao púbis.
B. desproporção céfalo-pélvica no plano do estreito superior com assinclitismo anterior, a ser resolvida com cesárea
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. distocia de estreito inferior em variedade ODT com assinclitismo de Litzmann, a ser corrigida com fórcipe de Kielland
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. distocia de rotação em ODT com assinclitismo de Näegele, a ser resolvida com cesárea
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. desproporção cefalopélvica no plano do estreito superior com assinclitismo posterior, a ser resolvida com fórcipe de Simpson.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.78)

DISCURSIVA: (188742 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Considerando a esquema que correlaciona os tipos de fraturas com a violência fisica sobre a criança quais são os dados ortopédicos mais importantes que induzem à suspeita de síndrome dos maus-tratos? (0,15 pontos)
(II) Quais são os quatro tipos de fraturas consideradas como ”particulares” para a faixa etária pediátrica? (0,2 pontos)
(III) Qual tipo de lesão óssea pode ter como achado o fragmento de Thurston-Holland? (0,15 pontos)


RATING: 3.04

(I) Considerando a esquema que correlaciona os tipos de fraturas com a violência fisica sobre a criança quais são os dados ortopédicos mais importantes que induzem à suspeita de síndrome dos maus-tratos? (0,15 pontos)
(II) Quais são os quatro tipos de fraturas consideradas como ”particulares” para a faixa etária pediátrica? (0,2 pontos)
(III) Qual tipo de lesão óssea pode ter como achado o fragmento de Thurston-Holland? (0,15 pontos)

(I) Considerando a esquema que correlaciona os tipos de fraturas com a violência fisica sobre a criança quais são os dados ortopédicos mais importantes que induzem à suspeita de síndrome dos maus-tratos?
1. Incongruência entre história e quadro clínico. (0,03 p)
2. Fraturas de membros inferiores em crianças que ainda não andam. (0,03 p)
3. Imagens radiológicas de várias fraturas em diferentes fases de consolidação.(0,03 p)
4. Fraturas de crânio e costelas(0,03 p) associadas às fraturas de membros.(0,03 p)

(II) Quais são os quatro tipos de fraturas consideradas como ”particulares” para a faixa etária pediátrica?
1. Descolamento epifisário; (0,05 p)
2. Fratura ”em torus”; (0,05 p)
3. Fratura ”em galho verde”; (0,05 p)
4. Deformidade plastica; (0,05 p)

(III) Qual tipo de lesão óssea pode ter como achado o fragmento de Thurston-Holland?
É característico para fraturas em crianças (0,05 p) de tipo descolamento epifisário (0,05 p) tipo 2 Salter-Harris (0,05 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.04)

CASO CLINICO: (220993 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo masculino, 52 anos, agricultor da região litorânea de Santa Catarina (área de suficiência iódica), tabagista de longa data, com história familiar positiva para bócio na mãe e em uma irmã.
Há aproximadamente 8 anos notou aumento discreto e bilateral do volume cervical anterior, inicialmente assintomático. Nos últimos 6 meses evoluiu com rouquidão progressiva, disfagia a líquidos e sensação de compressão noturna, sem perda ponderal, intolerância térmica, tremores ou palpitações.
Ao exame físico: tireoide visivelmente aumentada, multinodular, com nódulo dominante no lobo esquerdo de consistência firme, deslocando a traqueia para a direita, sem frêmito, sopro ou linfonodomegalias. Voz rouca, sem estridor.
TSH 2,1 mUI/L (VR 0,4–4,0), T4 livre 1,2 ng/dL, anticorpos anti-TPO e anti-Tg negativos. Tomografia de pescoço e tórax: glândula de volume estimado 95 mL, múltiplos nódulos bilaterais, extensão substernal esquerda com compressão traqueal e do nervo laríngeo recorrente ipsilateral.

Questões

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,12 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,08 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,11 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,07 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,12 pontos)



RATING: 3.18

(I) Suspeita diagnóstica


A principal suspeita diagnóstica é
bócio multinodular atóxico com extensão substernal e compressão do nervo laríngeo recorrente. (0,06 p)
A eutiroidia laboratorial, a ausência de autoanticorpos e o caráter crônico multinodular confirmam a forma atóxica. (0,04 p)
A rouquidão e o deslocamento traqueal indicam comprometimento local compressivo. (0,02 p)


(II) Possível causa


A causa mais provável é a
predisposição genética familiar associada a fatores de crescimento tireoidiano locais, mesmo em área de suficiência iódica. (0,05 p)
O tabagismo e a idade contribuem para a progressão nodular e a extensão mediastinal. (0,03 p)


(III) Melhor modalidade de confirmação diagnóstica


A
tomografia computadorizada de pescoço e tórax é a melhor modalidade para confirmar a extensão substernal e o grau de compressão traqueal/nervosa. (0,06 p)
Ela complementa a ultrassonografia ao mapear a relação com estruturas mediastinais. (0,03 p)
A cintilografia não acrescenta informação útil na eutiroidia. (0,02 p)


(IV) Principal diagnóstico diferencial


O principal diagnóstico diferencial é o
carcinoma tireoidiano multicêntrico com invasão do nervo laríngeo recorrente. (0,05 p)
A longa evolução, a eutiroidia e a ausência de linfonodos patológicos tornam menos provável a tireoidite de Hashimoto nodular. (0,02 p)


(V) Tratamento da moléstia


O tratamento de escolha é a
tireoidectomia total com exploração mediastinal, indicada pela compressão nervosa e substernal. (0,06 p)
A cirurgia visa descomprimir o nervo laríngeo recorrente e a traqueia. (0,04 p)
Reposição com levotiroxina no pós-operatório é obrigatória. (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.18)




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