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AS DERMATOSES MICOTICAS MAIS COMUNS NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

É a infecção fúngica mais comum em pediátria, de fato, precisamente, é uma infecção fúngica superficial (ou dermatofitose) do couro cabeludo, sobrancelhas e pestanas. Ela atinge principalmente a haste capilar e os folículos.  Desde que o espórulos são inoculados, as hifas do fungo crescem no estrato córneo da pele, de forma centrífuga. A progressão em profundidade se faz ao longo do cabelo e invadindo a queratina, à medida que esta é formada. Um tempo, a lesão é impercebível. Á medida que o cabelo cresce, no 12º - 14º dia o primeiro dano (cabelos quebradiços) aparece visível sobre a superfície da pele. Pela 3ª semana já são evidentes cabelos partidos. A infecção continua a disseminar-se no estrato córneo envolvendo outros cabelos.

OBJETIVA: (1209616 votos)..........99.15% das questões objetivas receberam votos.
Paciente de 65 anos com queixa de “bola na vagina” há 5 anos, relata piora progressiva e aumento do abaulamento aos esforços. Nos antecedentes relaciona-se a menopausa com 48 anos, nunca ter feito reposição hormonal e ter 5 filhos de partos normais hospitalares. No exame físico observa-se, segundo a classificação da ICS (Sociedade Internacional de Continência), o seguinte quadro: ponto Aa=+3; ponto Ba = +3; ponto C=+5; ponto D=+3; ponto Ap=+3; ponto Bp=0.
A. Prolapso uterino sem alongamento hipertrófico do solo, com retocele e cistocele / Orientação e conduta expectante
B. Prolapso uterino com alargamento hipertrófico do colo, ausência de cistocele e retocele acentuada / Cirurgia de Manchester sem perineoplastia
C. Ausência de prolapso uterino, porém com alongamento hipertrófico e com retocele e cistocele acentuadas / Exercícios perineais.
D. Ausência de prolapso, sem cistocele e com retocele / Uretrocitopexia e perineoplastia.
E. Prolapso uterino sem alongamento hipertrófico do colo, sem retocele e sem cistocele / Histerectomia vaginal com colporrafia anterior e posterior

  RATING: 2.81

Paciente de 65 anos com queixa de “bola na vagina” há 5 anos, relata piora progressiva e aumento do abaulamento aos esforços. Nos antecedentes relaciona-se a menopausa com 48 anos, nunca ter feito reposição hormonal e ter 5 filhos de partos normais hospitalares. No exame físico observa-se, segundo a classificação da ICS (Sociedade Internacional de Continência), o seguinte quadro: ponto Aa=+3; ponto Ba = +3; ponto C=+5; ponto D=+3; ponto Ap=+3; ponto Bp=0.

A. Prolapso uterino sem alongamento hipertrófico do solo, com retocele e cistocele / Orientação e conduta expectante
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Prolapso uterino com alargamento hipertrófico do colo, ausência de cistocele e retocele acentuada / Cirurgia de Manchester sem perineoplastia
INCORRETO : Esta cirurgia foi criada por Donald no Reino Unido, em 1888, para correção de prolapso uterino, e posteriormente sofreu alterações por Fothergill, 1908. A cirurgia inicial consistia em colporrafia anterior, colporrafia posterior e posterior amputação do colo uterino. Depois, Fothergill difundiu a técnica e passou a amputar o colo pela técnica de Schroeder e Shaw. Esta técnica esta praticamente abandonada sendo indicada apenas nos casos de paciente sintomática e com desejo procriativo.
C. Ausência de prolapso uterino, porém com alongamento hipertrófico e com retocele e cistocele acentuadas / Exercícios perineais.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Ausência de prolapso, sem cistocele e com retocele / Uretrocitopexia e perineoplastia.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Prolapso uterino sem alongamento hipertrófico do colo, sem retocele e sem cistocele / Histerectomia vaginal com colporrafia anterior e posterior
CORRETO : Observem a imagem:

O examinador deve identificar o ponto de maior distopia pedindo a confirmação da paciente, com esforço (Valsalva), inclusive de pé ou por meio de tração do ponto máximo de prolapso. Ponto fixo: o hímen passou a ser o ponto de referência e o prolapso quantificado em centímetros a partir do mesmo. Se acima do hímen será negativo (-1,-2 e -3 cm) e se abaixo será positivo ( +1, +2 e +3 cm).
• Pontos de referência: dois pontos na parede anterior, dois na superior e dois na posterior.
• Ponto Aa (ponto A da parede vaginal anterior): Localizado três centímetros para dentro do hímen na linha média da parede anterior da vagina. Sua posição varia de -3 cm a +3 cm. Para sua determinação coloca-se marcação (régua) no ponto -3 cm em repouso e observa aonde ele se localiza quando paciente faz esforço.
• Ponto Ba (ponto B da parede vaginal anterior): Representa o ponto de maior prolapso na parede vaginal anterior. Na ausência de prolapso ele se localiza em -3 cm e se há prolapso total ele equivale ao comprimento vaginal total. Para sua determinação utiliza-se espéculo de Sims para afastar a parede vaginal posterior e pede-se para a paciente fazer esforço, sendo que o ponto que mais exteriorizou será o ponto Ba.
• Ponto C: Ponto mais distal do colo uterino ou da cúpula vaginal pós-histerectomia. Para determinação de seu ponto passa-se especulo de Sims e localiza o colo, encosta-se a marcação (régua) no colo e pede-se para a paciente fazer esforço. Dessa forma determina-se até onde o colo vai em direção do hímen.
• Ponto D: Localizado no fórnice vaginal posterior, no nível de inserção dos ligamentos uterosacrais. Na ausência do útero este ponto é omitido. Ao se determinar o fórnice posterior coloca-se a marcação e pede-se a paciente para que faça esforço e com isso encontra-se o ponto D.
• Ponto Ap: localizado na linha média da parede vaginal posterior, análogo do ponto Aa.
• Ponto Bp: representa o ponto de maior prolapso da parede vaginal posterior, análogo do ponto Ba.
Após a determinação dos pontos, classifica-se os prolapsos em:
• Estadio 0: ausência de prolapso. Os pontos Aa, Ap, Ba e Bp estão em -3 cm, e os pontos C e D estão entre o CVT e o CVT -2 cm.
• Estadio I: ponto de maior prolapso está localizado até 1 cm para dentro do hímen (-1 cm).
• Estadio II: o ponto de maior prolapso está localizado entre -1 cm e +1 cm (entre 1 cm acima e 1 cm abaixo do hímen).
• Estadio III: o ponto de maior prolapso está a mais de 1 cm para fora do hímen, porém sem ocorrer eversão total.
• Estadio IV: eversão total do órgão prolapsado. O ponto de maior prolapso fica no mínimo no comprimento vaginal menos dois cm.
Histerectomia vaginal é considerada a cirurgia de escolha nos casos de prolapso uterino em paciente sem desejo reprodutivo. A operação foi criticada por alguns autores no início do século passado, o que retardou seu uso rotineiro. A histerectomia vaginal, preconizada inicialmente para os casos de prolapso uterino de segundo e terceiro grau, segundo a classificação antiga, foi redescoberta e hoje é indicada também para os casos de prolapso uterino de primeiro grau ou em úteros sem prolapso com indicação de histerectomia (mioma, adenomiose). Trata-se de procedimento de baixa morbidade e mortalidade.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.81)

DISCURSIVA: (186315 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Quais são os intervalos de pontuação do índice de Apgar e o significado? (0,25 pontos)
(II) Quais são os métodos de avaliação da frequência cardíaca nos primeiros minutos de vida? (0,25 pontos)


RATING: 3.05

(I) Quais são os intervalos de pontuação do índice de Apgar e o significado? (0,25 pontos)
(II) Quais são os métodos de avaliação da frequência cardíaca nos primeiros minutos de vida? (0,25 pontos)

(I) Quais são os intervalos de pontuação do índice de Apgar e o significado?
  • Apgar 8 a 10, presente em cerca de 90% dos recém - nascidos, significa que o bebê nasceu em ótimas condições; (0,0625 p)
  • Apgar 5 a 7, significa que o bebê apresentou uma dificuldade leve (0,0625 p)
  • Apgar 3 a 4, traduz uma dificuldade de grau moderado (0,0625 p)
  • Apgar 0 a 2, aponta uma dificuldade de ordem grave. (0,0625 p)

(II) Quais são os métodos de avaliação da frequência cardíaca nos primeiros minutos de vida?

Os métodos de avaliação da FC nos primeiros minutos de vida incluem:
  • palpação do cordão umbilical - subestima a FC (0,0625 p)
  • a ausculta do precórdio com estetoscópio - subestima a FC (0,0625 p)
  • a detecção do sinal de pulso pela oximetria - detecta de forma contínua a frequência de pulso, mas demora para detectá-la e subestima a FC (0,0625 p)
  • atividade elétrica do coração pelo monitor cardíaco - permite a detecção acurada, rápida e contínua da FC (0,0625 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

CASO CLINICO: (218362 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Um paciente do sexo feminino, 60 anos, procura serviço médico devido à fraqueza generalizada e aparecimento de “manchas na pele”. O quadro começou a se desenvolver há cerca de 2 meses até que, na última semana, a paciente mal consegue se levantar do sofá e ainda está com dificuldade para se pentear ou levantar objetos de sua casa, como por exemplo um vaso de flores. Nesta mesma semana, notou rouquidão e dificuldade para deglutir líquidos, com alguns episódios de engasgo. Sente também dor no corpo e acha que está emagrecendo.
Ao exame: fraqueza muscular proximal dos quatro membros, simétrica. Rash malar eritematoso, eritema na região do “V” cervical e manchas eritêmato-violáceas na superfície articular extensora dos quirodáctilos (figura).
Os exames revelaram hemograma, eletrólitos, escórias nitrogenadas e glicemia normais. Fez também um hepatograma, que revelou apenas um aumento da AST (TGO), de 350 U/L, com o restante das enzimas e provas hepáticas normais. Trouxe também um exame do FAN (fator anti-nuclear), que estava positivo, no título de 1:160, padrão pontilhado. Fator reumatoide positivo 1:20 (látex).
Pergunta-se:
a) Qual a hipótese diagnóstica mais provável? (0,125 pontos)
b) Quais os exames para confirmar o diagnóstico? (0,125 pontos)
c) Qual o auto-anticorpo marcador da lesão cutânea desta paciente? (0,125 pontos)
d) Qual o tratamento? (0,125 pontos)


RATING: 2.97

a) Qual a hipótese diagnóstica mais provável?
Dermatomiosite. - 0,125 p
b) Quais os exames para confirmar o diagnóstico?
CPK, eletromiografia, biópsia muscular - 0,125 p
c) Qual o auto-anticorpo marcador da lesão cutânea desta paciente?
Anti-Mi-2 - 0,125 p
d) Qual o tratamento?
Prednisona - 0,125 p

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.97)




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