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ARRITMIAS EM PEDIATRIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Na patologia cardíaca pediatrica tem arritmias benignas normais e arritmias malignas. Frequência cardíaca irregular é um problema comum e pode ter várias etiologias, no entanto, tratar superficialmente esse problema é um grande erro - uma arritmia pode ser uma condição grave com risco de morte. O exame clínico, caracterizando a presença ou ausência de eventual cardiopatia de base, é importante, pois a gravidade da cardiopatia estabelece, de modo geral, o prognóstico tardio do paciente com arritmia.
História profunda é fundamental e fornece elementos importantes, exame físico e eletrocardiograma e, em alguns casos, o encaminhamento para um cardiologista pediátrico é necessário para posterior diagnóstico, seguimento e, se necessário, tratamento.
Arritmia cardíaca é o termo simplificado para definir qualquer distúrbio do ritmo cardíaco, sendo esse distúrbio definido tanto para o aumento quanto para a diminuição da frequência cardíaca. Grosso modo: são condições ou afecções onde há formação ou condução anormal do estímulo elétrico pelas estruturas do coração.

OBJETIVA: (1377414 votos)..........94.82% das questões objetivas receberam votos.
A Estenose Aórtica ocorre em cerca de 25% dos pacientes com doença cardíaca valvar crônica. Analise as assertivas relacionadas à Estenose Aórtica.
I. Estenose Aórtica grave se caracteriza com área valvar aórtica menor que 1,5 cm² e gradiente máximo de pressão sistólica > 40 mmHg.
II. A manifestação clínica da Estenose Aórtica se faz por dispneia paroxística noturna, edema pulmonar, hepatomegalia e fibrilação atrial.
III. É contraindicada a realização de teste ergométrico em pacientes com Estenose Aórtica
IV. As principais causas de Estenose Aórtica são: congênita, calcificação degenerativa, febre reumática e radiação.
Escolha entre as alternativas abaixo, as assertivas CORRETAS:
A. I e II apenas
B. III e IV apenas
C. II e III apenas
D. I e III apenas
E. IV apenas.

  RATING: 3

A Estenose Aórtica ocorre em cerca de 25% dos pacientes com doença cardíaca valvar crônica. Analise as assertivas relacionadas à Estenose Aórtica.

I. Estenose Aórtica grave se caracteriza com área valvar aórtica menor que 1,5 cm² e gradiente máximo de pressão sistólica > 40 mmHg.
II. A manifestação clínica da Estenose Aórtica se faz por dispneia paroxística noturna, edema pulmonar, hepatomegalia e fibrilação atrial.
III. É contraindicada a realização de teste ergométrico em pacientes com Estenose Aórtica
IV. As principais causas de Estenose Aórtica são: congênita, calcificação degenerativa, febre reumática e radiação.
Escolha entre as alternativas abaixo, as assertivas CORRETAS:

A. I e II apenas
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. III e IV apenas
CORRETO : Vamos analisar cada assertiva:

I. EAo grave se caracteriza com área valvar aórtica menor que 1,5 cm² e gradiente máximo de pressão sistólica > 40 mmHg. Falso: EAo grave é caracterizada por área valvar aórtica menor que 1,0 cm². Valores entre 1,0 e 1,5 cm² representam EAo moderada. O gradiente máximo correto para a definição de grave é geralmente > 50 mmHg.
II. A manifestação clínica da EAo se faz por dispneia paroxística noturna, edema pulmonar, hepatomegalia e fibrilação atrial. Falso: As manifestações clássicas da EAo incluem angina, síncope e dispneia de esforço (tríade clássica). Dispneia paroxística noturna e edema pulmonar são mais típicos de insuficiência cardíaca, mas menos específicos para EAo.
III. É contraindicada a realização de teste ergométrico em pacientes com EAo. Verdadeiro: O teste ergométrico é contraindicado em pacientes com EAo sintomática grave devido ao risco de eventos adversos.
IV. As principais causas de EAo são: congênita, calcificação degenerativa, febre reumática e radiação. Verdadeiro: Estas são causas reconhecidas de EAo, sendo a calcificação degenerativa uma das mais comuns em idosos.

C. II e III apenas
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. I e III apenas
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. IV apenas.
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (193566 votos) ..........98.39% das questões discursivas receberam votos.
As doenças oportunistas - infecções e neoplasias - e outras complicações decorrentes da imunodeficiência são as principais causas de morbimortalidade em doentes com AIDS. A medida que o déficit imunológico se agrava, aumenta a probabilidade de instalação de infecções oportunistas, geralmente quando o número de LT-CD4+ no sangue cai para determinados valores. Relacionado a isso, indique:

a) Qual é a limite considerada marco referencial para o risco de adoecimento? (0,1 p)
b) Quais são as infecções oportunistas mais frequentes no Brasil? (0,21 p)
c) Detalhe um metodo alternativo de avaliar o nível de CD4. (0,19 p)


RATING: 2.89

As doenças oportunistas - infecções e neoplasias - e outras complicações decorrentes da imunodeficiência são as principais causas de morbimortalidade em doentes com AIDS. A medida que o déficit imunológico se agrava, aumenta a probabilidade de instalação de infecções oportunistas, geralmente quando o número de LT-CD4+ no sangue cai para determinados valores. Relacionado a isso, indique:

a) Qual é a limite considerada marco referencial para o risco de adoecimento? (0,1 p)
b) Quais são as infecções oportunistas mais frequentes no Brasil? (0,21 p)
c) Detalhe um metodo alternativo de avaliar o nível de CD4. (0,19 p)

a) Qual é a limite considerada marco referencial para o risco de adoecimento?

O limite de 200 LT-CD4+/mm3 no sangue periférico constitui o marco referencial que norteia o risco de adoecimento (0,1 p)

b) Quais são as infecções oportunistas mais frequentes no Brasil? 

Segundo dados do Ministério da Saúde, as infecções oportunistas que ocorrem mais comumente no Brasil, em doentes com AIDS, são constituídas por:
  • candidíase (em esôfago, traqueia, brônquios e/ou pulmão),  0,03 p
  • pneumonia por Pneumocystis carinii (atualmente denominado Pneumocystis jeroveci), 0,03 p
  • tuberculose, 0,03 p
  • toxoplasmose, 0,03 p
  • herpes simples, 0,03 p
  • criptococose 0,03 p
  • criptosporidíase 0,03 p

c) Detalhe um metodo alternativo de avaliar o nível de CD4. 

Muitos estudos demonstraram a possibilidade de avaliar esse risco por intermédio do número de linfócitos no sangue periférico, comparando-o com o número de LT-CD4+, recurso utilizado sobretudo em regiões pobres, onde não existe a possibilidade de quantificar os LT-CD4+, estabelecendo-se que número de linfócitos totais no sangue menor que 1.400/mm3 corresponde a número de LT-CD4+ inferior a 200/mm3 e que número de linfócitos totais menor que 1.700/mm3 corresponde a número 124 de LT-CD4+ inferior a 350/mm3.
No Brasil, evidenciou-se que número de linfócitos no sangue periférico menor que 1.000/mm3, especialmente se a hemoglobina apresentar-se com taxa mais baixa que 13g%, mantém forte correlação com número de LT-CD4+ inferior a 200/mm3. (0,19 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.89)

CASO CLINICO: (225758 votos)..........99.53% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo masculino, 50 anos de idade, portador de hérnia inguinal direita, apresentando, como comorbidades, IMC 31 e hipertensão arterial leve controlada com inibidores da ECA, será submetido à cirurgia eletiva (herniorrafia), cujo ato anestésico planejado será um bloqueio peridural.
1) Esse quadro sugere risco de trombose venosa profunda (TVP)? Justifique. (0,1 pontos)
2) Como deve ser realizada a profilaxia desse paciente, se houver risco de TVP? (0,4 pontos)


RATING: 2.45

1) Esse quadro sugere risco de trombose venosa profunda (TVP)? Justifique.
Esse paciente apresenta risco intermediário para tromboembolismo venoso profundo por ter mais de 40 anos de idade e por ter de se submeter à cirurgia que pode ter duração igual ou superior a 60 minutos. (0,1 p)
2) Como deve ser realizada a profilaxia desse paciente, se houver risco de TVP?
Deverá ser submetido à quimioprofilaxia para TVP (0,05 p) com heparina de baixo peso molecular (HBPM) (0,05 p) ou heparina não fracionada (HNF) subcutânea (0,05 p), nas doses profiláticas baixas: HNF 5.000 UI a cada 12 h (0,05 p), enoxaparina 20 mg 1x ao dia (0,05 p), dalteparina 2.500 UI 1x ao dia (0,05 p) ou nadroparina (1.900 U se < 70 Kg ou 5.700 se > que 70 Kg) 1x ao dia, com duração de 7 a 10 dias (0,05 p). A primeira dose deverá ser administrada duas horas após a realização do bloqueio peridural (0,05 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.45)




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