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Paciente F de 43 anos, com diarréia de mais de 10 evacuações diárias há 3 dias, é atendida no serviço de emergência com queixas de fraqueza, dispnéia e tonteira. Ao exame físico, a pressão arterial é de 110 x 70 mmHg e a frequência cardíaca é de 100 bpm em posição supina. Quando a paciente se senta, a pressão arterial é de 80 x 40 mmHg e a frequência cardíaca de 132 bpm. A ureia é de 30 mg/dL, a creatinina de 1,8 mg/dL, o sódio de 129 mEq/L, o potássio de 3,1 mEq/L, o cloro de 100 mEq/L e a gasometria arterial (com a paciente respirando ar ambiente) mostrava pH: 7,27, pCO2: 25 mmHg, pO2: 100 mmHg, bicarbonato: 10 mEq/L. Na situação descrita, a alteração metabólica mais provável é:
A. Acidose respiratória Anion gap = Na+ - (HCO3- + CI-)
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Alcalose respiratória
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Acidose metabólica
CORRETO : A acidose metabólica é definida por pH <7,35 associado a HC03' <23mEq/L Pode ser dividida em:
- Acidose metabólica hiperclorêmica - anion gap normal.
- Acidose metabólica com anion gap aumentado.
O anion gap representa os anions não medidos no plasma (valor normal: 10 a 12mmol/L), sendo necessária a aplicação da fórmula, a seguir, para o seu cálculo:
D. Alcalose metabólica
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Alcalose mista
CORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: C
Sobre a síndrome de Cushing, responda:
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Sobre a síndrome de Cushing, responda:
FONTE:
SÍNDROME DE CUSHING DE ORIGEM ADRENAL
A) Qual é o diagnóstico da urgência?
Anafilaxia. (0,0625 p)
Discussão: A anafilaxia é altamente provável quando qualquer um dos três critérios abaixo for preenchido:
1) Doença de início agudo (minutos a várias horas) com envolvimento da pele, tecido mucoso ou ambos (ex: urticária generalizada, prurido ou rubor facial, edema de lábios, língua e úvula) e pelo menos um dos seguintes:
a) comprometimento respiratório (ex: dispneia, sibilância, broncoespasmo, estridor, redução do pico de fluxo expiratório
[PFE], hipoxemia).
b) Redução da pressão arterial ou sintomas associados de disfunção terminal de órgão (ex: hipotonia [colapso], síncope, incontinência).
2) Dois ou mais dos seguintes que ocorrem rapidamente após a exposição a provável alérgeno para um determinado paciente (minutos ou várias horas):
a) envolvimento de pele-mucosa (urticária generalizada, prurido e rubor, edema de lábio-língua-úvula).
b) comprometimento respiratório (dispneia, sibilância-broncoespasmo, estridor, redução do PFE, hipoxemia).
c) Redução da pressão sanguínea ou sintomas associados (ex: hipotonia [colapso], síncope, incontinência).
d) Sintomas gastrintestinais persistentes (ex: cólicas abdominais, vômitos).
3) Redução da pressão sanguínea após exposição a alérgeno conhecido para determinado paciente (minutos ou várias horas):
a) Lactentes e crianças: pressão sistólica baixa (idade específica) ou maior do que 30% de queda na pressão sistólica
b) Adultos: pressão sistólica abaixo de 90 mmHg ou queda maior do que 30% do seu basal.
Na criança pressão sistólica baixa é definida como inferior a 70 mmHg para a idade de um mês a um ano, menor do que (70 mmHg + [2 x idade]) para os de um a dez anos e abaixo de 90 mmHg para os entre 11 e 17 anos.
B) Qual é a sequência correta de atendimento?
A imediata intervenção para o acesso às vias aéreas e à circulação, com o objetivo principal da manutenção adequada dos sinais vitais, é o primeiro passo na conduta emergencial. Desta forma, o médico deve necessariamente:
1. manter as vias aéreas pérvias (0,0625 p)
2. avaliar os sinais vitais (0,0625 p)
3. administrar adrenalina concentração 1/1000, na dose de 0,2 a 0,5 mL (0,01 mg/kg em crianças, máximo de 0,3 mg) por via intramuscular (preferencial, por apresentar nível sérico mais elevado e em maior rapidez que a aplicação subcutânea) na face ântero-lateral da coxa a cada cinco a dez minutos (0,0625 p)
4. oxigenioterapia (0,0625 p)
5. manter o paciente em posição supina com elevação dos pés. (0,0625 p)
C) Quanto tempo o paciente tem que ser mantido em observação, depois de ser estabilizado?
O paciente deve permanecer em observação por 2 a 24 horas ou até se estabelecer o controle da crise aguda. (0,0625 p)
D) Quais são as medidas que devem ser tomadas, no momento da alta?
Na alta da emergência deve receber prescrição de anti-histamínicos e corticosteroides por via oral pelo prazo de cinco a sete dias e ser orientado a procurar assistência medica especializada. (0,0625 p)
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