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AS DERMATOSES MICOTICAS MAIS COMUNS NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

É a infecção fúngica mais comum em pediátria, de fato, precisamente, é uma infecção fúngica superficial (ou dermatofitose) do couro cabeludo, sobrancelhas e pestanas. Ela atinge principalmente a haste capilar e os folículos.  Desde que o espórulos são inoculados, as hifas do fungo crescem no estrato córneo da pele, de forma centrífuga. A progressão em profundidade se faz ao longo do cabelo e invadindo a queratina, à medida que esta é formada. Um tempo, a lesão é impercebível. Á medida que o cabelo cresce, no 12º - 14º dia o primeiro dano (cabelos quebradiços) aparece visível sobre a superfície da pele. Pela 3ª semana já são evidentes cabelos partidos. A infecção continua a disseminar-se no estrato córneo envolvendo outros cabelos.

OBJETIVA: (1173601 votos)..........99.2% das questões objetivas receberam votos.
Um paciente que tem uma bexiga neurogênica flácida pode inicialmente se beneficiar com todas as medidas seguintes, EXCETO:
A. ser treinado para urinar em intervalos determinados
B. auto-sondagem
C. administração de cloro betanecol (Urecoline)
D. restrição hídrica para menos de 300 ml/dia
E. resseção transuretral do colo vesical

  RATING: 2.96

Um paciente que tem uma bexiga neurogênica flácida pode inicialmente se beneficiar com todas as medidas seguintes, EXCETO:

A. ser treinado para urinar em intervalos determinados
INCORRETO: Pacientes que possuem lesão neurológica motora baixa (bexiga neurogênica flácida) podem usualmente ser tratados com medidas conservadoras que previnam o aparecimento de um volume residual urinário grande. Essas medidas incluem o esvaziamento de horário com aumento da pressão abdominal através de manobra de Valsalva ou compressão manual do abdome.
B. auto-sondagem
INCORRETO : Pacientes que possuem lesão neurológica motora baixa (bexiga neurogênica flácida) podem usualmente ser tratados com medidas conservadoras que previnam o aparecimento de um volume residual urinário grande. Essas medidas incluem a autocateterização intermitente.
C. administração de cloro betanecol (Urecoline)
INCORRETO : A contração do detrusor pode ser aumentada através de agentes parassimpáticos miméticos.
D. restrição hídrica para menos de 300 ml/dia
CORRETO : A restrição hídrica evera é impraticável e pode provocar a formação de cálculos.
E. resseção transuretral do colo vesical
INCORRETO : A resseção do cólon da vesícula pode reduzir a obstrução, mas a derivação ureteral só está indicada em caso de hidronefrose importante que resista às medidas anteriores.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

DISCURSIVA: (185294 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discuta as lesões pré-malignas do epitélio vesical, a classificação das neoplasias uroteliais papilares malignas e o estadiamento TNM do câncer de bexiga urinária.

  1. Descreva a sequência evolutiva das lesões pré-malignas e as características histológicas e moleculares da displasia urotelial. (Subtotal da questão 1 = 0,12 p)
  2. Diferencie as neoplasias uroteliais de baixo potencial maligno (NUBPM), o carcinoma urotelial de baixo grau e o carcinoma papilar urotelial de alto grau quanto a aspectos histológicos, recidiva e progressão. (Subtotal da questão 2 = 0,09 p)
  3. Explique a classificação TNM com ênfase nos estágios T (Ta, Tis, T1, T2 e subestágios).  (Subtotal da questão 3 = 0,13 p)
  4. Indique os principais métodos diagnósticos de imagem e o papel da cistoscopia no diagnóstico e estadiamento. (Subtotal da questão 4 = 0,16 p)




RATING: 3.09

Discuta as lesões pré-malignas do epitélio vesical, a classificação das neoplasias uroteliais papilares malignas e o estadiamento TNM do câncer de bexiga urinária.

  1. Descreva a sequência evolutiva das lesões pré-malignas e as características histológicas e moleculares da displasia urotelial. (Subtotal da questão 1 = 0,12 p)
  2. Diferencie as neoplasias uroteliais de baixo potencial maligno (NUBPM), o carcinoma urotelial de baixo grau e o carcinoma papilar urotelial de alto grau quanto a aspectos histológicos, recidiva e progressão. (Subtotal da questão 2 = 0,09 p)
  3. Explique a classificação TNM com ênfase nos estágios T (Ta, Tis, T1, T2 e subestágios).  (Subtotal da questão 3 = 0,13 p)
  4. Indique os principais métodos diagnósticos de imagem e o papel da cistoscopia no diagnóstico e estadiamento. (Subtotal da questão 4 = 0,16 p)


1. Sequência evolutiva das lesões pré-malignas e características da displasia urotelial

  • As lesões pré-malignas surgem no epitélio de transição e seguem sequência bem definida: 1. hiperplasia → 2. atipia → 3. displasia → 4. câncer (0,03 p).
  • Hiperplasia urotelial: aumento do número de camadas epiteliais (>7 camadas normais) + desorganização da arquitetura celular; muito frequente ao redor de tumores de baixo grau já existentes e pode representar foco de futura recorrência em pacientes tratados (0,02 p).
  • Atipia urotelial: surge como resposta a fatores externos (inflamação crônica, infecções repetidas, irritação por cálculos, cateteres ou substâncias químicas); microscopicamente: núcleos aumentados, nucléolos proeminentes e, por vezes, mitoses (0,02 p).
  • Displasia urotelial: passo adiante na escala de malignidade; características: células coalescentes, núcleos alterados de tamanho e forma, nucléolos proeminentes, figuras mitóticas anormais; alterações restritas às camadas basais e intermediárias (preserva camadas superficiais mais maduras) – diferente do CIS que compromete toda a espessura (0,03 p).
  • Do ponto de vista molecular: pode apresentar perdas do cromossomo 9 e do braço 17p (0,01 p).
  • Risco de progressão: em média 20% das displasias evoluem para CIS; sobe para até 60% quando há história prévia de câncer urotelial (0,01 p).

2. Diferenças entre NUBPM, carcinoma de baixo grau e carcinoma papilar de alto grau

  • NUBPM (antigamente tumor urotelial papilífero grau I): alterações mínimas (discreto aumento de camadas epiteliais, polaridade celular praticamente normal, lesão única); mais frequente em homens (proporção 5:1); mitoses raras; taxa de recidiva 20% a 40%, progressão rara (0% a 8%) – comportamento de baixo potencial maligno (0,03 p).
  • Carcinoma urotelial de baixo grau (antigamente grau II): tramas fibrovasculares bem formadas, ramificações papilares mais complexas, aumento do volume celular, atipia celular mais evidente e frequente, geralmente multifocal; taxa de recidiva até 60%, risco de progressão até 13% (0,03 p).
  • Carcinoma papilar urotelial de alto grau: forma mais agressiva; pilares papilares fusionados, crescimento desordenado, numerosas figuras de mitose, células pleomórficas com núcleos aumentados e hipercromáticos; recidiva em 76,5% dos pacientes (36,5% nova recorrência + 40% progressão), metástases sistêmicas em 20%, cerca de 15% dos pacientes morrem (todos os óbitos no grupo com progressão) (0,03 p).

3. Classificação TNM – ênfase nos estágios T

  • Estadiamento segue critérios da UICC (2009) e AJCC utilizando sistema TNM (T = extensão do tumor primário; N = linfonodos regionais; M = metástases) (0,02 p).
  • Camadas da parede vesical: epitélio de transição → lâmina própria (submucosa) → muscular própria (detrusor) → gordura perivesical (0,02 p).
  • Ta: tumor papilar não invasivo (0,02 p).
  • Tis: carcinoma in situ (lesão plana, não invasiva, alto grau) (0,02 p).
  • T1: invasão da lâmina própria (subdividido em T1a – superficial, sem atingir muscular da mucosa; T1b – até muscular da mucosa) (0,02 p).
  • T2: invasão da muscular própria (T2a – metade superficial/interna; T2b – metade profunda) (0,02 p).
  • Tumores Tis e Ta de alto grau são lesões precursoras que tendem a progredir para T2 (0,01 p).

4. Principais métodos diagnósticos de imagem e papel da cistoscopia

  • Hematúria indolor (macroscópica ou microscópica) é a manifestação mais frequente (até 80% dos pacientes) (0,03 p).
  • Ultrassonografia: método inicial mais empregado (baixo custo, boa acurácia para lesões >5 mm, ausência de complicações, fácil disponibilidade); mostra massa papilar hipoecoica ou espessamento focal; Doppler colorido demonstra vascularização (diferencia de coágulos); detecção de hidronefrose = marcador de pior prognóstico (invasão muscular provável); limitação: não define profundidade de infiltração (0,03 p).
  • Urografia excretora (UGE): revela tumor como bexiga de pequena capacidade com paredes espessadas/irregulares ou defeito de enchimento; importante para trato urinário superior (defeito de enchimento, estenose, hidronefrose); limitações: exige rim funcionante, difícil para tumores < 3 cm ou superficiais (0,04 p).
  • Cistoscopia rígida + ressecção transuretral + biópsia tecidual = método padrão-ouro para diagnóstico definitivo e estadiamento; permite inspeção detalhada de trígono, meatos ureterais e colo; indicada em regime ambulatorial nas mulheres; nos homens, com anestesia (0,05 p).


FONTE:

CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.09)

CASO CLINICO: (216823 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Você é lider da equipe de reanimação neonatal e é chamado para atender um nascimento complicado por desacelerações fetais. Você pergunta à equipe obstétrica sobre os riscos fetais e faz uma reunião com sua equipe pré-reanimação (briefing). O líquido amniótico é claro. O bebê nasce a termo e é estimulado a respirar, mas permanece flácido e em apneia. O cordão umbilical é clampeado e cortado e o paciente é levado à mesa de reanimação  sob fonte de calor radiante. Os passos iniciais do cuidado neonatal são realizados corretamente, a VPP é iniciada e o senhor do oxímetro de pulso é posicionado na mão direita do recém-nascido. A frequência cardíaca permanece baixa e a equipe não consegue visualizar o movimento do tórax apesar de aplicar os passos corretivos da ventilação e você decide iniciar os procedimentos para a intubação.

(I) Se a condição clínica do recém-nascido subitamente piorar após a intubação, quais são as possibilidades á ser consideradas? ......... 0,2 pontos

(II)  Um membro da equipe faz duas tentativas de intubação traqueal, mas nas duas vezes, a cânula entra no esôfago. Você, como líder da equipe, percebe que a criança tem uma mandíbula pequena e uma língua grande. Proponha uma solução alternativa á intubação para esse caso.......... 0,3 pontos




RATING: 2.98

(I) Se a condição clínica do recém-nascido subitamente piorar após a intubação, quais são as possibilidades á ser consideradas?

R: O mnemónico "DOPE" (Deslocamento da cânula (0,05 p); Obstrução da cânula (0,05 p); Pneumotórax (0,05 p); Equipamento falhando (0,05 p)) tem sido usado para lembrar desses problemas potenciais.

(II)  Um membro da equipe faz duas tentativas de intubação traqueal, mas nas duas vezes, a cânula entra no esôfago. Você, como líder da equipe, percebe que a criança tem uma mandíbula pequena e uma língua grande. Proponha uma solução alternativa á intubação para esse caso, descrevendo os passos principais.

R: Rapidamente preparar a máscara laríngea (0,05 p), inserir a mesma (0,05 p), conectar ao equipamento de ventilação (0,075 p) e ao detector de CO2 (0,075 p) e começar a ventilar (0,05 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.98)




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