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EMERGÊNCIAS ADRENAIS NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A insuficiência adrenal primária manifesta-se raramente na infância.
A insuficiência supra-renal primária apresenta-se frequentemente de forma insidiosa, sendo os seus sintomas e sinais iniciais muitas vezes inespecíficos.
A insuficiência adrenal primária (Doença de Addison) tem como principais causas a adrenalite autoimune e as infecções que acometem a glândula suprarrenal (tuberculose, micoses profundas, citomegalovírus e HIV, por exemplo). Como consequência disso, ocorre comprometimento da função do córtex adrenal ocasionando deficiência na produção de cortisol, de aldosterona e de androgênios adrenais.
Na vigência de um estresse desencadeante pode apresentar-se de forma aguda, constituindo uma verdadeira emergência médica, pelo que o grau de suspeição clínica deve ser elevado.

OBJETIVA: (1269773 votos)..........97.12% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher de 55 anos que tratou com sucesso um câncer de mama com quimioterapia vários anos atrás, agenda uma consulta no médico de família reclamando de 2 meses de hematomas de fácil aparição, sangramento nas gengivas, fadiga, assim como falta de ar. No exame físico, ela apresenta uma febre baixa e realmente são observados vários hematomas em diferentes locais do corpo. Não há distensão venosa jugular. No exame das mamas, sem massas. O exame cardiovascular e pulmonar estão em limites normais. No entanto, o que chama a atenção é uma significativa hepatoesplenomegalia. Solicita-se hemograma completo aonde sua contagem de leucócitos é de 35.000/mm3, e os leucócitos são positivos para mieloperoxidase. Qual das alternativas a seguir é verdadeira para pacientes com esse diagnóstico?
A. A incidência diminui com o aumento da idade
B. Pacientes com esta doença estão com risco aumentado de derrame
C. A quimioterapia anterior não afeta o risco para desenvolver a doença
D. O prognóstico não é influenciado pela citogenética da doença
E. O ácido retinóico já foi usado para tratar essa doença, mas não faz mais parte do protocolo de tratamento

  RATING: 2.86

Uma mulher de 55 anos que tratou com sucesso um câncer de mama com quimioterapia vários anos atrás, agenda uma consulta no médico de família reclamando de 2 meses de hematomas de fácil aparição, sangramento nas gengivas, fadiga, assim como falta de ar. No exame físico, ela apresenta uma febre baixa e realmente são observados vários hematomas em diferentes locais do corpo. Não há distensão venosa jugular. No exame das mamas, sem massas. O exame cardiovascular e pulmonar estão em limites normais. No entanto, o que chama a atenção é uma significativa hepatoesplenomegalia. Solicita-se hemograma completo aonde sua contagem de leucócitos é de 35.000/mm3, e os leucócitos são positivos para mieloperoxidase. Qual das alternativas a seguir é verdadeira para pacientes com esse diagnóstico?

A. A incidência diminui com o aumento da idade
INCORRETO: A incidência de AML aumenta com a idade. Pessoas com AML que têm acima de 60 anos têm inclusive um prognóstico ruim.
B. Pacientes com esta doença estão com risco aumentado de derrame
CORRETO : Este paciente apresenta uma trombocitopenia com leucocitose. Seu teste de mieloperoxidase positivo é praticamente diagnóstico para leucemia mielóide aguda. As complicações desta doença incluem leucostase levando a retinopatia de hiperviscosidade, ataques e acidentes isquêmicos transitórios/cerebrovasculares, síndrome de lise tumoral (durante o tratamento), hiperplasia gengival, envolvimento do sistema nervoso central, infecção recorrente e coagulação intravascular disseminada (especialmente as formas com subtipo M3).
C. A quimioterapia anterior não afeta o risco para desenvolver a doença
INCORRETO : Os fatores de risco ambiental para o desenvolvimento de leucemia incluem radiação, quimioterapia, (especialmente com agentes alquilantes e inibidores de topoisomerase), exposição ao benzeno e tabagismo.
D. O prognóstico não é influenciado pela citogenética da doença
INCORRETO : Pelo contrario, a citogenética e subtipo são extremamente importantes tanto na determinação prognóstica quanto na eficácia do tratamento em LMA. Fatores de mau prognóstico incluem monossomias dos cromossomos 5 ou 7, deleção de 5q e cariótipo complexo.
E. O ácido retinóico já foi usado para tratar essa doença, mas não faz mais parte do protocolo de tratamento
INCORRETO : O ácido retinóico muitas vezes ajuda a induzir a remissão na forma promielocítica da leucemia mielóide aguda (Subtipo M3).

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.86)

DISCURSIVA: (190318 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
O transtorno do espectro do autismo (TEA) é uma condição crônica que requer uma abordagem abrangente do tratamento. Indivíduos com TEA têm diferentes graus de comprometimento da função social e comportamental. A gerência deve ser individualizada de acordo com a idade da criança e necessidades específicas.
1) Quais são e o que buscam os objetivos específicos para abordar os principais déficits do TEA? (0,14 pontos)
2) Que especialidades tem que ser envolvidas na equipe terapêutica do paciente pediátrico autista? (0,36 pontos)


RATING: 3.01

O transtorno do espectro do autismo (TEA) é uma condição crônica que requer uma abordagem abrangente do tratamento. Indivíduos com TEA têm diferentes graus de comprometimento da função social e comportamental. A gerência deve ser individualizada de acordo com a idade da criança e necessidades específicas.
1) Quais são e o que buscam os objetivos específicos para abordar os principais déficits do TEA? (0,14 pontos)
2) Que especialidades tem que ser envolvidas na equipe terapêutica do paciente pediátrico autista? (0,36 pontos)

1) Quais são e o que buscam os objetivos específicos para abordar os principais déficits do TEA?
Resposta:

  • Melhorar o funcionamento social e habilidades de brincar (0,028 p)
  • Melhorar as habilidades de comunicação (funcionais e espontâneas) (0,028 p)
  • Melhorar habilidades adaptativas (0,028 p)
  • Diminuir comportamentos não funcionais ou negativos (0,028 p)
  • Promover o funcionamento de ensino e a cognição (0,028 p)

2) Que especialidades tem que ser envolvidas na equipe terapêutica do paciente pediátrico autista?

  • Pediatra de desenvolvimento (0,04 p)
  • Neuropediatra (0,04 p)
  • Psiquiatra infantil (0,04 p)
  • Psicólogo (ou neuropsicólogo) (0,04 p)
  • Geneticista ou conselheiro de genética (0,04 p)
  • Patologista da fala (0,04 p)
  • Terapeuta ocupacional (0,04 p)
  • Fonoaudiólogo (0,04 p)
  • Assistente social (0,04 p)

FONTE:

Autism spectrum disorder in children and adolescents: Overview of management Author: Laura Weissman, MD Section Editors: Marilyn Augustyn, MD, Marc C Patterson, MD, FRACP Deputy Editor: Mary M Torchia, MD (artigo com direitos autorais, somente para assinantes). UpToDate www.uptodate.com ©2019 UpToDate, Inc. and/or its affiliates. All Rights Reserved.

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (222550 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Um paciente de 3 anos, portador de asma, está em atendimento na sala de emergência por crise asmática grave, mantendo o acesso venoso calibroso e com bom funcionamento, oxigenação com máscara de Venturi, monitorização cardíaca e saturometria (FC = 150 bpm e saturação de oxigênio = 95%). Durante a inalação com fenoterol, evolui abruptamente com irritabilidade, desconforto torácico, sudorese fria e FC = 220 bpm. O monitor cardíaco e a eletrocardiografia mostram o seguinte traçado:

Questiona-se:
1) Qual o diagnostico do traçado ECG acíma? (0,25 p)
2) Qual é o tratamento adequado?


RATING: 3.04

1) Qual o diagnostico do traçado ECG acíma? (0,25 p)
A criança desenvolveu taquicardia sinusal, provavelmente por excesso ou dose alta de beta-miméticos inalatórios.
2) Qual é o tratamento adequado? (0,25 p)
Neste caso pe indicada adenosina, 1 ampola em 'bolus' IV. A aplicação pode ser repetida com intervalo de 1 à 2 minutos.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.04)




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