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Uma criança de 3 anos, com história de amigdalites, otites e pneumonias de repetição {4 episódios), vai ao pediatra com história de febre alta há 1 dia, queda do estado geral e tosse com expectoração amarelada. Ao exame físico, peso e altura normais para a idade, perfusão de 2 segundos, FR = 18 irpm, sem sinais de dispneia, e raio X de tórax com opacidade heterogênea segmentar direita. O hemograma mostra Hb = 12 2.320.000 plaquetas e 8.000 leucócitos (4% de neutrófilos, 20% de linfócitos e 5% de eosinófilos). Somente com essas informações é CORRETO inferir que:
A. esses dados indicam que o paciente pode ser tratado com antibioticoterapia oral no domicílio. sem risco
INCORRETO: A neutropenia e a história de infecções recorrentes indicam risco alto, inadequado para tratamento domiciliar.
B. os antecedentes patológicos não são relevantes para o tratamento e o acompanhamento ambulatorial posterior desse paciente
INCORRETO : Os antecedentes de infecções recorrentes são altamente relevantes para diagnosticar e tratar adequadamente.
C. o paciente deve ser internado para antibioticoterapia intravenosa e acompanhamento clínico rigoroso
CORRETO : Para avaliar a situação, vamos analisar os dados apresentados:
História clínica: Amigdalites, otites e pneumonias de repetição sugerem possível imunodeficiência ou problema subjacente, dado o número de infecções.
Exame físico e radiológico: A criança apresenta febre, queda do estado geral e opacidade no RX de tórax, indicando pneu monia.
Hemograma: Nota-se uma neutropenia significativa (4% de neutrófilos), o que sugere um problema imunológico sério, além de predisposição a infecções graves.
Dado o risco de neutropenia para infecções bacterianas graves e a história clínica, o cenário mais seguro é uma abordagem mais rigorosa.
A neutropenia e a gravidade da situação requerem hospitalização para tratamento intravenoso e monitoramento.
D. o paciente pode receber tratamento com antibioticoterapia intramuscular e retorno ambulatorial em 30 dias para reavaliação
INCORRETO : A gravidade e o risco de infecção bacteriana grave exigem mais do que apenas tratamento ambulatorial.
E. o paciente necessita de internação na UTI pediatrica, pois pode ser portador de imunodeficiência congênita
INCORRETO : Parcialmente correto, mas sem sinais agudos de falência orgânica ou choque, a UTI pode não ser necessária agora, embora a investigação de imunodeficiência seja importante.
Gabarito: C
RATING: 3.16 ![]()
FONTE:
Uma mulher de 28 anos observou perda de movimentação fetal com 36 semanas de gestação por datas. Não se ouviam batimentos cardíocos fetais com 40 semanas pela DUM, quando a paciente foi vista novamente. O útero media 30 cm a partir da sínfise até o fundo.
I) O que que a amniocentese provavelmente iria revelar neste caso?
A morte fetal é bastante provável. (0,05 p). Caso a amniocentese seja realizada um líquido escuro (0,05 p) que pode ser causado por mecônio (0,05 p) ou sangramento (0,05 p).
II) Que teste seria valioso para realizar neste momento?
Na presença de morte fetal há algum tempo, a mãe pode desenvolver uma coagulopatia de consumo (0,05 p). Uma coagulograma seria o melhor teste neste momento (0,05 p).
III) Qual é a complicação materna mais bem reconhecida que pode ocorrer neste caso?
Um feto morto retido no útero por mais de 5 semanas (0,05 p) provavelmente vai provocar uma hipofibrinogenemia (0,05 p); portanto, a capacidade de coagulação materna deve ser avaliada (0,05 p), pelo menos 1 vez por semana (0,05 p). Há indicação para expulsão do feto morto.
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