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Um menino de 4 anos apresenta história de edema progressivo há 20 dias, com diminuição da diurese. Inicialmente, foi prescrito um antialérgico, porém, como não houve melhora e a mãe observou surgimento de edema escrotal, resolveu procurar um pronto-socorro. Ao exame físico, bom estado geral, anasarca sem dispneia, pressão arterial normal, edema periorbitário importante, ascite, edema acentuado dos membros inferiores murmúrio vesicular diminuído em ambas as bases pulmonares. Quais destes exames são imprescindíveis para que se confirme o diagnóstico sindrômico da doença?
A. dosagem dè antiestreptolisina O e urina tipo 1
INCORRETO: A dosagem de antiestreptolisina O e a urina tipo I investigam possível glomerulonefrite pós-estreptocócica aguda, mas o quadro atual não apresenta hipertensão arterial, hematúria macroscópica ou sinais de nefrite aguda; trata-se de investigação etiológica secundária, não de confirmação do diagnóstico sindrômico de síndrome nefrótica.
B. complemento total e frações e urina tipo I
INCORRETO : A dosagem de complemento total e frações e a urina tipo I são úteis na diferenciação de glomerulonefrites hipocomplementêmicas (como membranoproliferativa ou pós-infecciosa), mas não definem a síndrome nefrótica; o complemento é normal na forma idiopática mais frequente em crianças (doença de lesão mínima).
C. FAN e anti-DNA
INCORRETO : FAN e anti-DNA são marcadores de lúpus eritematoso sistêmico com nefrite lúpica, doença autoimune rara nessa idade e sem outros sinais clínicos sugestivos (artrite, rash, etc.); constituem investigação etiológica específica e não sindrômica.
D. colesterol total e frações, ureia e creatinina
INCORRETO : O colesterol total e frações demonstra hiperlipidemia (achado frequente e de suporte na síndrome nefrótica), enquanto ureia e creatinina avaliam função renal, mas nenhum desses exames confirma os critérios obrigatórios de proteinúria maciça e hipoalbuminemia; são exames complementares de acompanhamento, não imprescindíveis para o diagnóstico sindrômico inicial.
E. eletroforese de proteínas plasmáticas e proteinúria de 24 horas
CORRETO : O quadro clínico clássico de anasarca generalizada, ascite, edema periorbitário e escrotal, oligúria e murmúrio vesicular reduzido (derrame pleural por hipoalbuminemia) em criança de 4 anos com pressão arterial normal corresponde à síndrome nefrótica. O diagnóstico sindrômico exige a demonstração laboratorial de proteinúria maciça (proteinúria de 24 horas superior a 40 mg/m²/h ou relação proteína/creatinina urinária > 2 mg/mg) associada à hipoalbuminemia (albumina sérica inferior a 2,5 g/dL), que a eletroforese de proteínas plasmáticas confirma com precisão ao revelar a queda da fração albumina e o padrão característico de hipoalbuminemia com hipergamaglobulinemia relativa; esses dois exames estabelecem diretamente os critérios definidores da síndrome, independentemente da etiologia subjacente.
Gabarito: E
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FONTE:
O paciente de 42 anos do presente caso em estudo apresentou valor de hemoglobina e hematócrito dentro dos valores de referência e no limite inferior, respectivamente. A microcitose (VCM= 65,5 fL) e a hipocromia (HCM = 22,4 pg) chama atenção neste eritrograma. A hipocromia foi difícil de ser visualizada na extensão sanguínea (CHCM =34,2 g/dl), mas ela estava presente porque o HCM está abaixo do valor de referência (27 pg). A hipocromia foi marcada em função do valor do HCM. A anisocitose foi outro achado consistente, pois o RDW foi de 16%. Este eritrograma pode ser classificado como sendo microcítico e hipocrômico e tendo uma população eritrocitária heterogênea.
Para dosagem da ferritina pode ser afastada a possibilidade de anemia ferropriva.
QUESTÃO 1: A microcitose (VCM= 65,5 fL) e a hipocromia (HCM = 22,4 pg) chamam a atenção neste eritrograma. A hipocromia, difícil de ser visualizada na extensão sanguínea (CHCM =34,2 g/dl), esta presente porque o HCM está abaixo do valor de referência (27 pg). A hipocromia foi marcada em função do valor do HCM.(2 x 0,1 p = 0,2 p)
A anisocitose é outro achado consistente, pois o RDW foi de 16%. (0,1 p)
O paciente de 42 anos do presente caso em estudo apresentou valor de hemoglobina e hematócrito dentro dos valores de referência e no limite inferior, respectivamente.Este eritrograma pode ser classificado como sendo microcítico e hipocrômico e tendo uma população eritrocitária heterogênea. (0,05 p)
QUESTÃO 2: falta a eletroforese das hemoglobinas, para avaliar a possibilidade de existência de alguma hemoglobinopatia (por exemplo, talassemia). (0,1 p)
QUESTÃO 3: Através do dosagem da ferritina pode ser afastada a possibilidade de anemia ferropriva. (0,05 p)
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