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ARTRITE SEPTICA EM PEDIATRIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A apresentação clínica de artrite aguda na emergência é frequente e seu diagnóstico etiológico é desafiador, tendo uma gama de possíveis diagnósticos.
A correta avaliação da causa precipitante do sintoma é de extrema importância para orientar o tratamento adequado, minimizando as complicações.
Os três principais diagnósticos a se considerar frente a um quadro de monoartrite aguda são:
a) infecção
b) doença por deposição de cristais (gota e pseudogota)
c) trauma

OBJETIVA: (1380178 votos)..........94.88% das questões objetivas receberam votos.
O principal parâmetro para avaliação da volemia no paciente queimado em reposição de volume é:
A. pulso periferico
B. pressão arterial
C. frequência cardíaca
D. tempo de enchimento capilar
E. débito urinário

  RATING: 3.01

O principal parâmetro para avaliação da volemia no paciente queimado em reposição de volume é:

A. pulso periferico
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. pressão arterial
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. frequência cardíaca
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. tempo de enchimento capilar
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. débito urinário
CORRETO : É muito interessanta que na verdade o débito urinário é o principal parâmetro para avaliação da volemia e perfusão tissular, pois a liberação maciça de catecolaminas mantém o pulso cheio, a frequência cardíaca elevada e a pressão arterial normal ou elevada.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

DISCURSIVA: (193719 votos) ..........98.92% das questões discursivas receberam votos.
A vasculite mais comum da infância, sendo predominantemente uma doença infantil, é a purpura de Henoch-Schönlein. Respondam ás seguintes questões:
1) Quais são os critérios clinicos diagnosticos, conforme a Sociedade Europeia de Reumatologia? - 0,25 pontos
2) Qual é a atitude terapêutica em caso de acometimento gastrointestinal? - 0,25 pontos


RATING: 2.13

A vasculite mais comum da infância, sendo predominantemente uma doença infantil, é a purpura de Henoch-Schönlein. Respondam ás seguintes questões:
1) Quais são os critérios clinicos diagnosticos, conforme a Sociedade Europeia de Reumatologia? - 0,25 pontos
2) Qual é a atitude terapêutica em caso de acometimento gastrointestinal? - 0,25 pontos

1) Quais são os critérios clinicos diagnosticos, conforme a Sociedade Europeia de Reumatologia? 
Critérios Diagnósticos (Sociedade Europeia de Reumatologia Pediátrica):

  • Presença de púrpura palpável com predomínio do membro inferior (0,05 p),
    além de pelo menos dois dentre:
    • Dor abdominal difusa; (0,05 p)
    • Biópsia mostrando vasculite leucocitoclástica típica ou glomerulonefrite proliferativa com deposição predominante de imunoglobulina A (IgA). Apesar de parte dos critérios, a biópsia cutânea ou renal raramente é necessária: a doença é tipicamente um diagnóstico clínico. (0,05 p)
    • Artrite ou artralgia; (0,05 p)
    • Envolvimento renal (presença de hematúria e / ou proteinúria). (0,05 p)

2) Qual é a atitude terapêutica para os casos comuns e para acometimento gastrointestinal, renal, SNC e genital ? 
Para casos com acometimento leve, o tratamento é de suporte com boa hidratação, analgésicos e AINES (0,05 p). Corticosteroides estão indicados no envolvimento gastrointestinal grave (0,05 p), envolvimento renal confirmado(0,05 p), envolvimento do SNC (0,05 p) e na presença de edema escrotal (0,05 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.13)

CASO CLINICO: (225868 votos)..........99.53% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo masculino, 54 anos, com queixa de pirose retroesternal de longa data (há mais de 10 anos), com piora progressiva nos últimos 2 anos.

Vem apresentando regurgitação, principalmente no período noturno.

Teve emagrecimento de 2 kg nos últimos 12 meses (índice de massa corporal atual de 33 kg/m2).

Realizada endoscopia digestiva alta, observou-se ulceração esofágica, com friabilidade e presença de mucosa de aspecto róseo-avermelhado, circunferencial, com 4 cm de extensão, projetando proximalmente a partir da junção escamo-colunar. Foram realizadas biópsias da região da junção gastro-esofágica, cujo corte histológico é apresentado abaixo.

1) Qual o diagnóstico para esse paciente? - 0,1 pontos

2) Qual é o prognóstico para esse paciente? - 0,1 pontos

3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente? - 0,3 pontos




RATING: 3.04

1) Qual o diagnóstico?

Doença do refluxo gastro-esofágico (DRGE) complicada com esôfago de Barret. (0,1 p)

DISCUSSÃO: Trata-se de um paciente com queixas de queimação retroesternal e regurgitação, os dois sintomas mais frequentes em pacientes portadores de DRGE. Observa-se IMC de 33, ou seja, obesidade grau I, comum em pacientes que sofrem de DRGE. A endoscopia documenta a presença de esofagite erosiva e achados comuns ao esôfago de Barret. Este último é confirmado pelo corte histológico, onde notam-se áreas de epitélio colunar especializado ao nível da junção gastro-esofágica.

2) Qual é o prognóstico?

Em termos prognósticos, a incidência de adenocarcinoma é 40X maior nos pacientes com esôfago de Barret quando comparado com a população em geral. Requer, portanto, acompanhamento a longo prazo. O principal marcador de potencial de malignidade será a presença de displasia.  (0,1 p)

3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente?

  • inicialmente controlar a inflamação relacionada a DRGE com terapia antissecretória (0,1 p)
  • realizar nova endoscopia com múltiplas biópsias visando descartar a presença de displasia (preferencialmente confirmada por mais de um patologista). A ausência de displasia implica controle endoscópico a cada 2, 3 anos. Displasia leve, controle endoscópico semestral e posteriormente anual. Displasia de alto grau deve ser tratada com esofagectomia ou acompanhamento com biópsias, inicialmente a cada mês, e posteriormente trimestrais. (0,1 p)
  • Não há tratamento curativo específico usado rotineiramente para o esôfago de Barret. Portanto, além do acompanhamento endoscópico, a DRGE deve ser controlada, conforme sua evolução, com terapia clínica e/ou operatória. (0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.04)




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