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ATAXIA AGUDA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A palavra ataxia deriva etimologicamente do grego e significa ausência de coordenação (“ataktos”)
As causas de ataxia aguda incluam condições graves com risco de morte, tais como lesões ou infecção do sistema nervoso central (SNC)
A maioria das crianças com ataxia aguda tem um processo benigno e autolimitado.
DEFINIÇÂO: distúrbio da coordenação dos movimentos finos, equilíbrio e postura.

OBJETIVA: (1387116 votos)..........94.85% das questões objetivas receberam votos.
Após histerectomia extrafascial completa por carcinoma endometrioide de risco intermediário ou intermediário-alto, a braquiterapia vaginal isolada tem como alvo principal:
A. Cadeias para-aórticas até o hilo renal, como campo exclusivo de teleterapia
B. Omento maior e superfícies diafragmáticas, à semelhança do carcinoma seroso avançado
C. Parênquima hepático como sítio eletivo de primeira recidiva
D. Cúpula vaginal, sítio mais frequente de recidiva locorregional isolada nesses tumores
E. Medula óssea axial como campo profilático obrigatório, nos moldes de um esquema de EBRT (external beam radiation therapy) de corpo inteiro

  RATING: 0

Após histerectomia extrafascial completa por carcinoma endometrioide de risco intermediário ou intermediário-alto, a braquiterapia vaginal isolada tem como alvo principal:

A. Cadeias para-aórticas até o hilo renal, como campo exclusivo de teleterapia
INCORRETO: Irradiação para-aórtica é teleterapia de campo estendido, indicada em situações de acometimento nodal alto ou de risco para-aórtico, não o objetivo da braquiterapia de cúpula
B. Omento maior e superfícies diafragmáticas, à semelhança do carcinoma seroso avançado
INCORRETO : Omento e diafragma são alvos de cirurgia e de quimioterapia no fenótipo seroso avançado, não de cilindro vaginal
C. Parênquima hepático como sítio eletivo de primeira recidiva
INCORRETO : Fígado não é o sítio típico de primeira recidiva do endometrioide de risco intermediário e não se irradia de forma eletiva
D. Cúpula vaginal, sítio mais frequente de recidiva locorregional isolada nesses tumores
CORRETO : Nesses perfis, a recidiva isolada mais comum é a da cúpula vaginal. A braquiterapia de cilindro ou ovoide concentra a dose nesse alvo, com menor toxicidade intestinal e óssea do que a teleterapia pélvica, e é a adjuvantência locorregional preferencial quando não há critério para EBRT pélvica
E. Medula óssea axial como campo profilático obrigatório, nos moldes de um esquema de EBRT (external beam radiation therapy) de corpo inteiro
INCORRETO : Não existe campo medular profilático no carcinoma do corpo; EBRT de corpo inteiro não faz parte do algoritmo

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

DISCURSIVA: (194763 votos) ..........98.97% das questões discursivas receberam votos.
A criança é particularmente suscetível a desenvolver insuficiência respiratória, pois existem diversos fatores interrelacionados, que vão desde peculiaridades anatômicas a características fisiológicas e imunológicas. Enumeram pelo menos 5 (cinco) fatores que favorecem essa evolução:


RATING: 2.97

A criança é particularmente suscetível a desenvolver insuficiência respiratória, pois existem diversos fatores interrelacionados, que vão desde peculiaridades anatômicas a características fisiológicas e imunológicas. Enumeram pelo menos 5 (cinco) fatores que favorecem essa evolução:

Fatores que favorecem essa evolução (0,1 p para cada um):

  1. pequeno diâmetro das vias aéreas que produz uma maior tendência à obstrução; a
  2. função muscular intercostal e a diafragmática menos maduras favorecendo à exaustão;
  3. poros de ventilação colateral (Canais de Lampert e Poros de Kohn) pobremente desenvolvidos favorecendo à formação de atelectasias;
  4. caixa torácica mais complacente;
  5. incoordenação tóraco-abdominal durante o sono REM que prejudica a higiene brônquica;
  6. pulmões com menos elastina nas crianças pequenas levando à diminuição na propriedade de recolhimento elástico com conseqüente diminuição na complacência pulmonar;
  7. o sistema imunológico em desenvolvimento favorecendo às infecções
  8. taxas metabólicas são mais altas, enquanto que a capacidade residual funcional (CRF) e a reserva de oxigênio são mais baixas. Assim, em razão de disfunção respiratória, as crianças tornam-se rapidamente hipoxêmicas.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

CASO CLINICO: (226855 votos)..........97.3% dos casos clinicos receberam votos.
Os pais trouxeram na UPA um bebe de 2 meses que estava dormindo no quarto porque acharam um morcego no mesmo ambiente que o bebe estava dormindo. Não se sabe se houve contato com esse morcego ou não. Não há nenhum tipo de sinais de arranhão, mordida ou picada. A criança está muito bem no momento. Os pais não conseguiram capturar o morcego.
1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?.................0,08 pontos
2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentam...........0,12 pontos
3) Qual é a conduta terapêutica e profilatica mais eficiente sugerida?.................0,15 pontos
4) Quais são as medidas complementares obrigatórias? .....................................0,15 pontos





RATING: 2.99

1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?

  • Exposição potencial/duvidosa ao vírus rábico por adentramento de morcego em ambiente de sono de lactente (categoria III ou equivalente em protocolo de risco). (0,04 p)
  • Acidente grave por morcego não capturado (não se pode realizar observação ou exame laboratorial do animal). (0,04 p)

2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentem.

  • Sim, é situação de risco elevado (evidência nível A – mortalidade da raiva humana ≈ 100% após início de sintomas). (0,03 p)
  • Razão epidemiológica: Mordidas de morcego são frequentemente imperceptíveis; lactentes não relatam contato; transmissão saliva-órgão neural é altamente eficiente. (0,03 p)
  • Razão de decisão clínica: Risco-benefício da profilaxia pós-exposição (PPE) é extremamente favorável (eficácia > 99% quando iniciada precocemente); não há “janela segura” de observação quando o animal não é capturado. (0,03 p)
  • Princípio MBE: Prevenção primária de doença letal em cenário de incerteza diagnóstica justifica intervenção imediata (regra “better safe than sorry” em raiva). (0,03 p)

3) Qual é a conduta terapêutica e profilática mais eficiente sugerida?

  • Conduta de escolha: Profilaxia pós-exposição (PPE) completa e imediata – soro anti-rábico humano (SAR) + vacina anti-rábica inativada. (0,05 p)
  • Dose de imunoglobulina: SAR 40 UI/kg (ou IGHR 20 UI/kg se disponível), com infiltração máxima possível no local de possível inoculação (mesmo sem lesão visível, infiltrar em região de maior probabilidade – ex.: face/cabeça) e o restante intramuscular em local distante. (0,05 p)
  • Esquema vacinal para lactente: Vacina anti-rábica intramuscular em vasto lateral da coxa – dias 0, 3, 7, 14 e 28 (esquema de 5 doses para imunocompetentes < 2 anos). (0,05 p)

4) Quais são as medidas complementares obrigatórias?

  • Notificação compulsória imediata ao serviço de vigilância epidemiológica (SINAN) – caso de exposição a morcego. (0,03 p)
  • Orientação aos pais: Monitoramento clínico rigoroso do lactente (sinais prodômicos de raiva) por 90 dias; retorno imediato à UPA se febre, irritabilidade, hidrofobia ou paresia.  (0,03 p)
  • Higienização rigorosa de todo o corpo do bebê com água e sabão (mesmo sem lesão aparente), higienização do ambiente: limpeza do quarto com água e sabão + desinfecção com hipoclorito (mesmo sem lesão no bebê).  (0,03 p)
  • Notificação imediata à Vigilância Epidemiológica municipal/estadual (formulário de atendimento antirrábico).  (0,03 p)
  • Monitorização clínica por 10-14 dias (qualquer alteração neurológica → hospital de referência).  (0,03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.99)




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