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Na apendicite durante a gestação, o fator mais fortemente associado à mortalidade fetal é:
A. idade gestacional
INCORRETO: Embora a idade gestacional possa influenciar a apresentação clínica da apendicite (com maior risco de complicações no terceiro trimestre devido ao deslocamento anatômico do apêndice), não é o fator mais fortemente ligado à mortalidade fetal. A literatura enfatiza que a perfuração supera a idade gestacional como preditor principal de perda fetal.
B. atraso na administração de antibióticos
INCORRETO : Embora o atraso em antibióticos possa contribuir para a progressão da infecção, não é o preditor mais forte de mortalidade fetal quando comparado à perfuração. Antibióticos são cruciais no manejo, mas sua demora frequentemente leva à perfuração, que é o mediador direto do risco fetal elevado.
C. apendicectomia aberta ao invés de laparoscópica
INCORRETO : A escolha da abordagem cirúrgica (aberta versus laparoscópica) não é o fator principal associado à mortalidade fetal. Ambas as técnicas são seguras na gestação, com riscos semelhantes de complicações fetais; a laparoscópica pode ser preferida em trimestres iniciais, mas a perfuração pré-operatória é o determinante chave, não o tipo de cirurgia.
D. perfuração apendicular
CORRETO : A perfuração apendicular é o fator mais fortemente associado à mortalidade fetal na apendicite durante a gestação, pois leva à disseminação de material purulento e fecal na cavidade peritoneal, aumentando o risco de peritonite generalizada, trabalho de parto prematuro e perda fetal. Estudos indicam que o risco de perda fetal em apendicite não complicada é de cerca de 1,5% a 5%, mas eleva-se drasticamente para 20% a 36% em casos de perfuração livre. Essa associação é bem documentada, destacando a importância do diagnóstico precoce para prevenir a progressão para perfuração e mitigar riscos fetais.
E. atraso na intervenção cirúrgica
INCORRETO : O atraso cirúrgico pode aumentar o risco de parto prematuro ou aborto em cerca de 23% por dia de demora, mas não é o fator mais fortemente associado à mortalidade fetal. Esse atraso frequentemente resulta em perfuração, que é o mecanismo primário de perda fetal, tornando-o um contribuidor indireto em vez de o principal.
Gabarito: D
RATING: 2.55 ![]()
FONTE:
1) Três hipóteses diagnósticas mais prováveis:
- Pneumocistose; (0,05 p)
- Doença infecciosa granulomatosa (tuberculose, histoplasmose ou micose) disseminada ou não; (0,05 p)
- Pneumonia comunitária (típica ou atípica). (0,05 p)
2) Para embasamento das hipóteses e proposição do tratamento inicial:
- RX Tórax (0,025 p)
- Gasometria arterial (0,025 p)
- LDH (0,025 p)
- Escarro (BAAR/Fungos/Histoplasma) com ou sem culturas (tardia) (0,025 p)
- Hemograma (0,025 p)
- Bioquímica (função renal, ionograma, PCR / VHS) (0,025 p)
3) Plano terapêutico inicial:
- Internação, pelo risco de falência respiratória. (0,0285 p)
- Bactrim venoso em dose terapêutica, pelo risco de pneumocistose. (0,0285 p)
- Oxigenioterapia, pelos sinais de esforço ventilatório. (0,0285 p)
- Hidratação venosa para correção dos distúrbios hidro-eletrolíticos e ácido-básicos. (0,0285 p)
- Antibioticoterapia para germes comunitários (Exemplos: amoxilina, azitromicina, ceftriaxone ou outra associação), para cobertura de gram-negativo, gram-positivo e anaeróbio. (0,029 p)
- Corticoides poderão ser aceitos pelo quadro pulmonar. (0,0285 p)
- Tuberculostáticos com justificativa fundamentada (0,0285 p)
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