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FEOCROMOCITOMA (ÁREA DE CIRURGIA)

Os feocromocitomas constituem tumores originados de células cromafins de derivação neuroectodérmica. Essas células apresentam capacidade de sintetizar, armazenar, metabolizar e secretar catecolaminas em quantidades excessivas, o que gera um quadro clínico variável e frequentemente inespecífico. São elementos neuroendócrinos localizadas principalmente na medula adrenal e em paragânglios simpáticos.

O nome “cromafins” reflete sua afinidade histoquímica única pelo ácido crômico, que gera a coloração castanha característica dos grânulos secretores — propriedade que, além de fundamentar a nomenclatura, serve como marcador morfológico clássico na identificação dessas células em lâminas histológicas.

A manifestação mais característica consiste em episódios paroxísticos de hipertensão arterial sistêmica, presentes em cerca de 90% dos casos, acompanhados de sintomas adrenérgicos como palpitações, tremores, sudorese profusa, cefaleia e palidez cutânea.

O diagnóstico reveste-se de importância fundamental porque se trata de uma causa potencialmente curável de hipertensão arterial, sobretudo quando acomete indivíduos mais jovens.


OBJETIVA: (1334230 votos)..........94.12% das questões objetivas receberam votos.
Um pediatra recebe o Carlinhos em seu consultório, atualmente com 12 anos e 3 meses. Ele está acompanhado de seus pais e procura o médico com a queixa de estar sofrendo gozações na escola por ser o mais baixo dos meninos. Ele nega morbidades, internações ou queixas objetivas nos diversos aparelhos. A mãe conta que ele nasceu de termo, com 3,1 kg, sem intercorrências pré ou perinatais. Mamou ao seio até o 4º mês, quando a mãe voltou a trabalhar, e sempre se alimentou bem, ”nunca dando trabalho para comer, a não ser quando ficava gripadinho”. A família procura o pediatra para pedir uma segunda opinião, pois o primeiro médico que eles procuraram indicou o tratamento com hormônio do crescimento (GH), para acelerar o ganho de estatura e resolver o problema do bullying. Ele, atualmente, está com 1,32 m, pesando 30 kg, e traz o cartão de vacinas em que estão anotadas outras medidas antropométricas:

O pai tem 1,73 m de altura e a mãe mede 1,62 m. Eles trazem os seguintes exames:
- hemoglobina= 13,8 g/dL;
- TSH = 1,8 (normal= 0,5 a 3,5);
- urina = normal;
- GH basal;
- IGF-1 no limite inferior da normalidade
- raio X de idade óssea mostrando idade óssea de 9 anos pelo método de Greulich-Pyle
- idade cronológica 11 anos e 5 meses.
Ao exame físico, ele parece uma criança proporcionada, sem alterações ao exame geral, com puberdade estágio 1 de Tanner. Utilizando a curva de crescimento, assinale a alternativa CORRETA :
A. Carlinhos tem baixa estatura, está fora do canal de crescimento familiar e, portanto, deve mesmo iniciar o tratamento com hormônio do crescimento
B. Carlinhos tem baixa estatura e está sofrendo bullying na escola. Portanto, para evitar as consequências psicológicas a longo prazo, deve-se iniciar a reposição hormonal
C. Carlinhos tem baixa estatura constitucional ou genética, pois está dentro do canal de crescimento familiar
D. Carlinhos deve apresentar algum distúrbio hormonalc ainda não descoberto, pois tem baixa estatura, está fora do canal de crescimento e tem idade óssea atrasada. Deve-se buscar apoio do endocrinologista e completar a investigação do perfil hormonal hipotalâmico-hipofisário-gonadal
E. Carlinhos tem baixa estatura, por atraso constitucional do crescimento, pois apresenta baixa estatura, com velocidade de crescimento normal, exames laboratoriais básicos normais, nutrição normal, idade óssea atrasada mais de 2 anos em relação à cronológica e não início do desenvolvimento puberal. Deve-se tranquilizar a família, pois a altura final será normal e realizar seguimento semestral do crescimento. Não se deve utilizar o hormônio do crescimento

  RATING: 3.03

Um pediatra recebe o Carlinhos em seu consultório, atualmente com 12 anos e 3 meses. Ele está acompanhado de seus pais e procura o médico com a queixa de estar sofrendo gozações na escola por ser o mais baixo dos meninos. Ele nega morbidades, internações ou queixas objetivas nos diversos aparelhos. A mãe conta que ele nasceu de termo, com 3,1 kg, sem intercorrências pré ou perinatais. Mamou ao seio até o 4º mês, quando a mãe voltou a trabalhar, e sempre se alimentou bem, ”nunca dando trabalho para comer, a não ser quando ficava gripadinho”. A família procura o pediatra para pedir uma segunda opinião, pois o primeiro médico que eles procuraram indicou o tratamento com hormônio do crescimento (GH), para acelerar o ganho de estatura e resolver o problema do bullying. Ele, atualmente, está com 1,32 m, pesando 30 kg, e traz o cartão de vacinas em que estão anotadas outras medidas antropométricas:

O pai tem 1,73 m de altura e a mãe mede 1,62 m. Eles trazem os seguintes exames:
- hemoglobina= 13,8 g/dL;
- TSH = 1,8 (normal= 0,5 a 3,5);
- urina = normal;
- GH basal;
- IGF-1 no limite inferior da normalidade
- raio X de idade óssea mostrando idade óssea de 9 anos pelo método de Greulich-Pyle
- idade cronológica 11 anos e 5 meses.
Ao exame físico, ele parece uma criança proporcionada, sem alterações ao exame geral, com puberdade estágio 1 de Tanner. Utilizando a curva de crescimento, assinale a alternativa CORRETA :

A. Carlinhos tem baixa estatura, está fora do canal de crescimento familiar e, portanto, deve mesmo iniciar o tratamento com hormônio do crescimento
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Carlinhos tem baixa estatura e está sofrendo bullying na escola. Portanto, para evitar as consequências psicológicas a longo prazo, deve-se iniciar a reposição hormonal
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Carlinhos tem baixa estatura constitucional ou genética, pois está dentro do canal de crescimento familiar
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Carlinhos deve apresentar algum distúrbio hormonalc ainda não descoberto, pois tem baixa estatura, está fora do canal de crescimento e tem idade óssea atrasada. Deve-se buscar apoio do endocrinologista e completar a investigação do perfil hormonal hipotalâmico-hipofisário-gonadal
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Carlinhos tem baixa estatura, por atraso constitucional do crescimento, pois apresenta baixa estatura, com velocidade de crescimento normal, exames laboratoriais básicos normais, nutrição normal, idade óssea atrasada mais de 2 anos em relação à cronológica e não início do desenvolvimento puberal. Deve-se tranquilizar a família, pois a altura final será normal e realizar seguimento semestral do crescimento. Não se deve utilizar o hormônio do crescimento
CORRETO : O paciente em questão tem velocidade de crescimento normal, atraso em idade óssea maior de 2 anos em relação à cronológica e não início do desenvolvimento puberal. Portanto, trata-se criança com baixa estatura por atraso constitucional sem indicação do uso de GH. Controle semestral do crescimento deve ser orientado.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

DISCURSIVA: (192911 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Em relação à reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado, discorra sobre a estimativa do volume necessário, tipo de líquidos mais apropriados, momento oportuno para o seu início e metodologia para avaliação da reposição. (0,5 pontos)


RATING: 3.05

Em relação à reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado, discorra sobre a estimativa do volume necessário, tipo de líquidos mais apropriados, momento oportuno para o seu início e metodologia para avaliação da reposição. (0,5 pontos)

Reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado:
  • A reposição inicial é realizada com soluções cristaloides, preferindo-se a solução de Ringer Lactato, no volume de 2000 mililitros para um homem adulto de 70 quilogramas e 20 mililitros por quilograma de peso para crianças (0,095 p)
  • Reposições adicionais são realizadas de acordo com a estimativa da perda, com base nas classes de choque, na proporção de 3 (três) volumes repostos para cada volume perdido e com a resposta apresentada pelo paciente. (0,045 p)
  • Nas perdas superiores a 30 % da volemia, é necessária a reposição de glóbulos vermelhos com o objetivo de manter-se a hemoglobina em 10 gramas/100 mL. (0,045 p)
  • O momento ideal para iniciar-se a reposição volêmica é o mais precoce possível, mas às vezes deve ser retardado em função da possibilidade de perda sanguínea em evolução e da distância entre o local do acidente e o local de referência para o atendimento. (0,045 p)
  • Se o local do atendimento implique numa demora para remoção menor que 30 minutos e existam evidências de sangramento continuado, a reposição deve ser retardada e iniciada já no Hospital de referência. (0,045 p)
  • Quando o tempo estimado para a remoção for maior que 30 minutos, a reposição volêmica deverá iniciar-se no local do acidente, mas devendo aceitar-se a manutenção de certo grau de hipotensão arterial, o que é chamado de hipotensão permissiva, para que não ocorram perdas sanguíneas ocasionadas por reposição muito vigorosa. (0,045 p)
  • Reposição plena somente deverá ocorrer quando estiver garantida a cessação da perda sanguínea. (0,045 p)
  • A avaliação da reposição é realizada pela observação do comportamento dos sinais vitais, volume urinário e perfusão tecidual. (0,045 p)
  • Nos sangramentos importantes e sobretudo em idosos e portadores de comorbidades, é necessária a monitorização de parâmetros hemodinâmicos, tais como a pressão venosa central e a pressão capilar pulmonar. (0,045 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

CASO CLINICO: (225133 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Criança de 2 anos, F, conhecida como cardiopata (mãe traz uma alta aonde consta que a paciente sofreu uma cirurgia Jatene com duas semanas de vida) da entrada no PS com dispneia, taquipneia (67/min), mau estar geral. Foi instituida rapidamente ventilação com máscara náo-reinalante com O2 100% e estabelecido accesso venoso. A saturação, que na entrada estava 86% melhorou para 90% mas a criança ainda apresenta cianose, uso da musculatura respiratoria acessoria e leve agitação. Foi medida uma FC de 144/minuto, Dextro 88 mg%. PA 80/50 mm Hg, tempo de enchimento capilar 3 segundos. Quinze minutos depois da coleta dos exames a criança entra em apneia, seguida de parada cardiorrespiratoria. No monitor - sem atividade eletrica.
1) Qual é a primeira medida a ser instituida neste momento? 0,375 pontos
2) Considerando os antecedentes cirurgicos da criança, qual é a cardiopatia congênita que foi corrigida? 0.0625 pontos
3) Qual é o diagnóstico da emergência que provavelmente causou a parada? 0,0625 pontos


RATING: 3.16

1) Estamos na frente dupa parada cardiorrespiratoria, dentro dum hospital. Precisamente é uma assistola . A primeira medida a ser feita neste momento é instituir imediatamente as compressões cardíacas/ventilações (0,0625 p) (15 compressões:2 ventilações) (0,0625 p) cada compressão devendo descer para 1/3 do diametro anteroposterior (0,0625 p) do torax, esperando o retorno total do torax após cada compressão (0,0625 p), com uma frequência de 100-120/minuto (0,0625 p). Ás ventilações tem que ser aplicadas em menos de 10 segundos (0,0625 p).
2) O procedimento de troca arterial (Jatene) é o tratamento cirúrgico de escolha para os neonatos com d-TGA e septo interventricular intacto. (0,0625 p)
3) Considerando o historico cardiovascular da paciente, a taquicardia accentuata, o tempo de enchimento capilar prolongado e o esforço respiratorio podemos suspeitar de choque cardiogênico como provável causa da parada. (0,0625 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.16)




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