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OS CHOQUES COMO EMERGÊNCIAS (ÁREA DE PEDIATRIA)

O choque próprio dito caracteriza-se pelos três chaves: hipoperfusão de órgãos, resultando em disfunção celular, resultando em morte das mesmas e as vezes do organismo inteiro.
O organismo geralmente desenvolve mecanismos compensatórios, e um dos piores é a derivação do sangue para não passar pelos leitos capilares de troca.
Esse tipo de compensação requer a identificação rápida e a intervenção imediata são essenciais para a melhora do resultado.
Se deixado sem tratamento, o choque pode progredir rapidamente para uma insuficiência cardiopulmonar, sucedida de parada cardiorrespiratória.

OBJETIVA: (1221190 votos)..........98.97% das questões objetivas receberam votos.
A mãe de um pré-escolar de dois anos e seis meses procura a unidade básica de saúde, pois reparou aumento peniano e pelos na região genital de seu filho há três meses. Ela nega outras queixas. O exame físico revela pelos grossos e encaracolados em púbis e bolsa escrotal; pênis com cerca de 7,5 cm de comprimento, com aumento do diâmetro; testículos de 2 cm3 bilateralmente. Esse caso de puberdade precoce tem como possível etiologia o tumor de:
A. suprarrenal
B. hipotálamo
C. testículo
D. hipófise
E. pineal

  RATING: 3.07

A mãe de um pré-escolar de dois anos e seis meses procura a unidade básica de saúde, pois reparou aumento peniano e pelos na região genital de seu filho há três meses. Ela nega outras queixas. O exame físico revela pelos grossos e encaracolados em púbis e bolsa escrotal; pênis com cerca de 7,5 cm de comprimento, com aumento do diâmetro; testículos de 2 cm3 bilateralmente. Esse caso de puberdade precoce tem como possível etiologia o tumor de:

A. suprarrenal
CORRETO: Meninos com puberdade precoce (presença de pelos pubianos, aumento peniano e/ou aumento testicular antes dos 9 anos de idade) apresentam grande chance de terem um tumor (cerca de 50 a 70% dos casos). Sinais de puberdade precoce em meninos (presença de pelos pubianos e aumento peniano) sem aumento testicular (volume testicular esperado para início de puberdade deve ser maior ou igual a 4 cm3) indica doença suprarrenal. Por isso a hipótese principal é a de tumor supra-renal. Os tumores hipotalâmicos ou hipofisários seriam acompanhados de aumento testicular bilateral, e o tumor testicular de aumento testicular unilateral.
B. hipotálamo
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. testículo
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. hipófise
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. pineal
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.07)

DISCURSIVA: (188013 votos) ..........98.31% das questões discursivas receberam votos.

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)




RATING: 3.13

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)


1. Distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça

  • As maiores taxas de incidência concentram-se na Europa Ocidental e na América do Norte; as menores são observadas na Ásia e em regiões menos desenvolvidas da África (0,04 p).
  • Globalmente, o câncer da bexiga ocupa a sétima posição entre as neoplasias mais frequentes e a décima terceira causa de morte por câncer (0,04 p).
  • No Brasil, constitui a segunda neoplasia mais frequente do trato geniturinário no homem, superada apenas pelo adenocarcinoma de próstata (0,04 p).
  • Nos países ocidentais, é 2,5 a 4 vezes mais frequente em homens do que em mulheres (provavelmente por maior exposição ao tabagismo e toxinas ambientais) e o mesmo padrão se repete nas mulheres (risco aumentado nas brancas em relação às negras) (0,02 p).
  • Diferenças raciais: brancos apresentam maior incidência e maior número de óbitos por carcinoma urotelial em comparação aos negros (inverso do observado nos tumores geniturinários em geral) (0,01 p).

2. Principais fatores de risco ambientais e ocupacionais

  • Tabagismo é o fator de risco mais importante e mais bem estudado; quem fuma tem de duas a quatro vezes mais chance de desenvolver a doença; quanto maior a quantidade e o tempo de tabagismo, maior a associação; os agentes responsáveis são principalmente as alfa- e beta-naftilaminas, que são absorvidas, eliminadas na urina e ficam em contato direto com o urotélio, causando dano celular repetido (0,05 p).
  • Exposição ocupacional responde por parcela significativa dos casos (15% a 35% em homens e 1% a 6% em mulheres); profissionais das indústrias de tintas, borracha e petróleo estão expostos a carcinógenos como benzidina, beta-naftilamina e 4-aminobifenil; esses compostos têm período de latência longo (0,04 p).
  • Medicamentos – ciclofosfamida, ao ser metabolizada, libera produtos tóxicos que irritam o urotélio e favorecem a malignidade (0,03 p).
  • Outros fatores – qualquer situação que cause trauma físico repetido ao urotélio (infecções urinárias crônicas, instrumentação repetida da bexiga ou presença de cálculos) aumenta o risco de transformação maligna; a ingestão de adoçantes artificiais não confirmou associação em estudos recentes (0,03 p).

3. Ativação de oncogenes na patogênese

  • O processo é multifatorial e envolve duas grandes vias que se complementam: ativação de oncogenes e inativação de genes supressores (0,03 p).
  • Oncogenes, quando ativados de forma anormal, estimulam a célula a se multiplicar exageradamente (0,02 p).
  • No câncer de bexiga, o oncogene p21 (c-Ha-ras) está ativado em pelo menos 50% dos casos; ocorre ativação aberrante de GTPase de membrana, levando a proliferação nuclear descontrolada e perda da diferenciação celular (a célula “esquece” sua função normal e torna-se imatura) (0,03 p).
  • Essa alteração é mais comum em tumores de alto grau e em áreas de displasia, mas raramente aparece em tumores de baixo grau (0,02 p).
  • Outros oncogenes frequentemente envolvidos: Erb-2, EGFR, MDM2, C-MYC e CCND1 (0,01 p).

4. Inativação de genes supressores e alterações cromossômicas

  • Genes supressores atuam como “freios” da multiplicação celular; quando inativados ou perdidos, a célula perde o controle e pode tornar-se imortal (0,03 p).
  • O gene p53 (o mais alterado em todos os cânceres humanos) é o exemplo clássico; a proteína p53 normal reconhece células com danos genéticos e dispara apoptose; quando mutado, a apoptose falha e as células danificadas sobrevivem e acumulam mutações (0,03 p).
  • No câncer de bexiga, mutação de p53 está presente em tumores primários, recidivas e tumores do trato urinário superior e associa-se a tumores mais agressivos e músculo-invasivos (0,02 p).
  • Deleção do braço curto do cromossomo 17 (onde fica o p53) ocorre em mais de 60% dos tumores invasivos, mas quase nunca nos tumores superficiais (0,01 p).
  • Outra alteração muito frequente e precoce é a perda de material do cromossomo 9 (contém genes reguladores p21, p27/KIP1 e p16); aparece tanto em tumores de alto quanto de baixo grau e é encontrada em todos os tumores multifocais, reforçando a ideia de doença difusa do urotélio (0,01 p).


FONTE:

CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.13)

CASO CLINICO: (220234 votos)..........99.04% dos casos clinicos receberam votos.
Um médico foi contratado por uma Prefeitura do interior para trabalhar em uma Unidade Básica de Saúde implantada em um novo bairro da sede do Município. Após realizar o diagnóstico da realidade da saúde no bairro, o médico adotou as fases preconizadas pelo Ministério da Saúde, quais sejam:
1) Programação (0,175 pontos)
2) Execução (0,15 pontos)
3) Avaliação (0,175 pontos)
A partir desses dados, como esse médico deve realizar as fases citadas?


RATING: 2.95

1) Programação (0,025 p): são definidos os objetivos (0,025 p), as metas (0,025 p), as estratégias que serão utilizadas (0,025 p), a caracterização dos Recursos Humanos (0,025 p) e as estruturas existentes (0,025 p), bem como a disponibilidade dos Recursos Financeiros (0,025 p).
2) Execução (0,025 p): será realizada com prazos bem definidos (0,025 p): curto, (0,025 p) médio (0,025 p) e longo (0,025 p), conforme a programação (0,025 p).
3) Avaliação (0,025 p): é realizada durante as fases anteriores de programação (0,025 p) e de execução (0,025 p), com utilização de indicadores da Saúde (0,025 p), visando avaliar três aspectos: a estrutura (0,025 p), o processo (0,025 p) e os resultados (0,025 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.95)




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