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Paciente M de 35 anos, acompanhado com diagnóstico de síndrome da imunodeficiência adquirida, apresentando quadro de angiomatose bacilar. Neste caso, o principal diagnóstico histopatológico diferencial é:
A. Criptococcose
INCORRETO: A criptococose é uma doença classificada como micose sistêmica, causada por fungos do gênero Cryptococcus e que, dependendo do caso, pode matar.
B. Pneumocistose
INCORRETO : A pneumocistose é uma doença grave que prejudica a troca de gases no pulmão do paciente. Por vezes é necessário internamento em Unidade de Terapia Intensiva e ventilação mecânica (quando a pessoa não consegue mais respirar sozinha e é colocada em aparelhos para isso). É uma doença que pode causar óbito.
C. Molusco contagioso
INCORRETO : Também conhecido como molusco contagioso é uma infecção viral contagiosa relativamente comum nas crianças. São pequenas pápulas da cor da pele, com umbilicação central (depressão patológica em formato similar ao do umbigo) muitas vezes confundida com verrugas vulgares. É causado pelo poxvírus, um parente da varíola.
D. Foliculite pustular eosinofílica
INCORRETO : A foliculite pustulosa eosinofílica (FPE), também conhecida como doença de Ofuji, é uma dermatose rara caracterizada clinicamente por pequenas lesões papulopustulosas estéreis com infiltrado eosinofílico nas unidades pilossebáceas e adjacências, distribuídas em regiões de face, tronco e/ou extremidades.
E. Sarcoma de Kaposi
CORRETO : A angiomatose bacilar é uma infecção oportunista em pacientes com síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), que se manifesta através de proliferação vascular, afetando pele, osso, cérebro e outros órgãos. Morfologicamente caracteriza-se por numerosas pápulas avermelhadas e nódulos ou massas subcutâneas arredondadas. O exame histológico refere um padrão de crescimento tumoral, com proliferação de capilares com células endoteliais epitelióides protuberantes com atipia nuclear e mitoses. Todo este padrão histopatológico pode levar a um grau de proximidade com o sarcoma de Kaposi, principal diagnóstico diferencial histopatológico. Talvez a principal característica diferencial destas condições é que a angiomatose, ao contrário do sarcoma de Kaposi, apresenta numerosos neutrófilos no estroma, resíduos nucleares e material granular que consiste nas bactérias causais {Bartonella).
Gabarito: E
RATING: 2.99 ![]()
1º passo: Medir a distância do acrômio ao olecrano; (0,1 p)2º passo: Identificar o ponto médio da distância entre o acrômio e o olecrano; (0,1 p)3º passo: Medir a circunferência do braço nesse ponto médio. (0,1 p)
FONTE:
Criança HYJ, etnia asiática, F, 6 anos e 2 meses, 24 kg, previamente hígida, inicia no dia de 12 de abril desconforto abdominal, fraqueza e anorexia, febre 38,3°C.
Os pais procuraram a UPA aonde foi feito um diagnostico de 'virose' medicada com Paracetamol 1 gota por quilo de peso e sais orias de hidratação e o quadro clinico teve um período de remissão, mas depois de 3 dias de tratamento houve nova piora gradual do vômito e da inapetência. Os pais levaram a criança desta vez para um consultório, aonde foi feito um exame clinico geral e foram solicitados alguns exames. Dia seguinte á essa consulta, antes mesmo de fazer a coleta, a criança apresentou escléras amareladas e recomeçou vômitos – teve um mal estar com 'desmaio' e em seguida, apresentou 'movimentos descontrolados da cabeça e da mão'. Neste momento eles levaram a criança de novo na UPA aonde foi solicitada a internação.
Na entrada no hospital a criança se apresentava com cor amarelada das escleras, choro inconsolável, incapacidade de responder coerentemente ás perguntas, desatenção e sonolência o que levou a mãe afirmar que a criança dela 'não é assim', que mudou muito o comportamento nos últimos dias. Reflexos neurológicos normais. Respiratório e cardiovascular normal. Abdome difusamente doloroso, fígado palpável a aproximadamente 2 cm do rebordo costal direito, de superfície lisa e bordos finos. Foi solicitada a consulta com neurologista por suspeita de encefalite e foi mantida em observação. Solicitados hemograma (normal), exame de licor (normal), bilirrubinas (BT: , enzimas hepáticas (aspartato transaminase (AST) = 1377 UI/l; alanina transaminase (ALT) = 1717 UI/l; bilirrubina total=15,1 mg/dl com predomínio da forma direta - 13,1 mg/dl). Urina com bilirrubinuria e fezes normais com exame de parasitas negativo.>br>
1) Frente á esse quadro qual é o exame de laboratório que não foi solicitado e tem que ser pedido em seguida? (0,125 pontos)
2) Qual o grau de encefalopatia apresentada pela criança no momento da internação (0,125 pontos)
3) O que pode ter piorado o quadro clinico desde a primeira apresentação na UPA? (0,125 pontos)
4) Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,125 pontos)
1) Frente á esse quadro qual é o exame de laboratório que não foi solicitado e tem que ser pedido em seguida? (0,125 pontos)
O INR!!! Estamos na frente duma alta suspeita de encefalopatia com hepatopatia. INR >2 deve ser sempre um sinal de alarme: Vitamina K deve ser administrada e INR repetido em 6 horas. Na auseência de melhora, o pediatra deve contatar especialista/ centro de referência em transplante para que o paciente seja precocemente encaminhado e admitido em local que possa receber suporte adequado.
2) Qual o grau de encefalopatia apresentada pela criança no momento da internação (0,125 pontos)

Provavelmente uma encefalopatia grau I (conforme a tabela, há mudança de comportamento com reflexos normais).
3) O que pode ter piorado o quadro clinico desde a primeira apresentação na UPA? (0,125 pontos)
Observa-se que a criança recebeu tanto na UPA quanto para tratamento domiciliar o acetaminofeno - um 'inimigo' do figado - mesmo que a dose está correta, se algum outro fator causou a hepatopatia, o paracetamol com certeza contribuiu na piora do quadro.
4) Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,125 pontos)
Insuficiência hepática aguda é classicamente definida (definição da década de 70) pela evolução para encefalopatia em menos de 8 semanas, e ausência de doença hepática crônica. Em pediatria, muitas vezes difícil definir encefalopatia (sobretudo em crianças menores, que podem apresentar apenas irritabilidade).
É um evento raro, mas com alta letalidade. Em geral mesmo grandes centros, transplantam em média 5-8 casos por insuficiencia hepática aguda por ano. O correto é que esses centros recebam e manejem essas crianças, ainda que na evolução elas não vão à transplante. Letalidade chega a ultrapassar 1/3 dos casos. História natural é dificil de ser discutida. Crianças são listadas para transplante e se tornam prioridade em nível nacional.
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