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HIPOTIREOIDISMO (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A função da glândula tireóide é concentrar o iodo circulante para liberá-lo aos tecidos periféricos na forma de hormônios tireóideos (hormônio tireoidiano).

Cerca de 65% do peso molecular da L-tiroxina (tetraiodotironina, tiroxina (T4)) e 58% da L-triiodotironina (triiodotironina (T3)) são devidos ao iodo.

A quantidade de iodo disponível no meio ambiente é essencial para a formação dos hormônio tireoidiano.

OBJETIVA: (1210073 votos)..........99.1% das questões objetivas receberam votos.
Um homem de 54 anos é encaminhado a uma clínica para avaliação de fibrilação atrial. Há duas semanas ele percebeu pela primeira vez os batimentos cardíacos irregulares e procurou o seu médico. Nega a ocorrência de dor torácica, dispneia, náusea ou sintomas gastrintestinais. A historia clínica pregressa não é digna de nota. Não há história de hipertensão, diabetes ou tabagismo. Faz uso de metoprolol. O exame é notável pela pressão arterial de 126/74 mmHg e pelo pulso de 64 bpm. A pressão venosa jugular não está elevada. O coração e irregular, com B1 e B2 normais. Os pulmões estão claros e não há edema periférico. O ecocardiograma mostra o átrio esquerdo de 3,6 cm. A fração de ejeção do ventrículo esquerdo é de 60%. Não há anormalidades valvares nem estruturais. Qual das seguintes afirmativas é VERDADEIRA sobre a fibrilação atrial e o acidente vascular encefálico desse paciente?
A. O paciente não necessita de terapia com agentes antiplaquetários nem de anticoagulação, visto que o risco de embolia é baixo
B. A terapia com antagonista da vitamina K durante toda vida está indicada para a fibrilação atrial nessa situação, a fim de reduzir o risco de acidente vascular encefálico.
C. O paciente deve ser internado para administração de heparina IV e para se submeter à cardioversão elétrica depois, não há necessidade de anticoagulação.
D. O risco de acidente vascular encefálico embólico é de menos de 1%, e ele deve tomar ácido acetilsalicílico diariamente.
E. Deve iniciar a administração de heparina de baixo peso molecular SC e, em seguida, passar para a varfarina

  RATING: 3.14

Um homem de 54 anos é encaminhado a uma clínica para avaliação de fibrilação atrial. Há duas semanas ele percebeu pela primeira vez os batimentos cardíacos irregulares e procurou o seu médico. Nega a ocorrência de dor torácica, dispneia, náusea ou sintomas gastrintestinais. A historia clínica pregressa não é digna de nota. Não há história de hipertensão, diabetes ou tabagismo. Faz uso de metoprolol. O exame é notável pela pressão arterial de 126/74 mmHg e pelo pulso de 64 bpm. A pressão venosa jugular não está elevada. O coração e irregular, com B1 e B2 normais. Os pulmões estão claros e não há edema periférico. O ecocardiograma mostra o átrio esquerdo de 3,6 cm. A fração de ejeção do ventrículo esquerdo é de 60%. Não há anormalidades valvares nem estruturais. Qual das seguintes afirmativas é VERDADEIRA sobre a fibrilação atrial e o acidente vascular encefálico desse paciente?

A. O paciente não necessita de terapia com agentes antiplaquetários nem de anticoagulação, visto que o risco de embolia é baixo
INCORRETO: A fibrilação atrial não reumática constitui a causa mais comum de embolia cerebral. O suposto mecanismo do acidente vascular encefálico é a formação de trombo no átrio fibrilante ou aurícula do átrio. O risco anual médio de acidente vascular encefálico situa-se em torno de 5%. Entretanto, o risco varia de acordo com os seguintes fatores: idade, hipertensão, função ventricular esquerda, embolia anterior, diabetes e função da tireoide. O risco de acidente vascular encefálico pode ser estimado por meio do cálculo do escore CHADS2.
B. A terapia com antagonista da vitamina K durante toda vida está indicada para a fibrilação atrial nessa situação, a fim de reduzir o risco de acidente vascular encefálico.
INCORRETO : Os pacientes idosos com vários fatores de risco (hipertensão, função ventricular esquerda, embolia anterior, diabetes e função da tireoide) podem ter um risco anual de acidente vascular encefálico de 10 a 15% e precisam tomar indefinidamente um antagonista da vitamina K.
C. O paciente deve ser internado para administração de heparina IV e para se submeter à cardioversão elétrica depois, não há necessidade de anticoagulação.
INCORRETO : A cardioversão está indicada para pacientes sintomáticos que desejam ter uma oportunidade inicial de permanecer em ritmo sinusal. Todavia, os estudos realizados mostraram que existe um risco aumentado de acidente vascular encefálico por várias semanas a meses após cardioversão bem-sucedida, e esses pacientes precisam permanecer em anticoagulação durante um longo período
D. O risco de acidente vascular encefálico embólico é de menos de 1%, e ele deve tomar ácido acetilsalicílico diariamente.
CORRETO : Os pacientes com menos de 60 anos sem cardiopatia estrutural ou na ausência dos fatores de risco (ihipertensão, função ventricular esquerda, embolia anterior, diabetes e função da tireoide) apresentam um risco anual muito baixo de embolia cardíaca de menos de 0,5%. Por isso, recomenda-se que esses pacientes tomem apenas ácido acetilsalicílico diariamente para prevenção do acidente vascular encefálico.
E. Deve iniciar a administração de heparina de baixo peso molecular SC e, em seguida, passar para a varfarina
INCORRETO : A heparina de baixo peso molecular pode ser usada como ponte para a terapia com antagonistas da vitamina K e pode facilitar a anticoagulação ambulatorial em pacientes selecionados.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.14)

DISCURSIVA: (186359 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
O uso de indicadores epidemiológicos é o modo mais relevante na avaliação de qualquer atividade na área da Saúde no SUS, mormente nos serviços públicos. 
A) Defina indicadores epidemiológicos. (0,1 ponto) 
B) Cite 3 (três) critérios a que deve obedecer um bom indicador, discutindo-os sucintamente. (0,3 pontos) 
C) Cite dois indicadores frequentemente utilizados na avaliação das condições de Saúde de uma população da área de abrangência de uma Unidade Básica. (0,1 pontos)


RATING: 3.06

O uso de indicadores epidemiológicos é o modo mais relevante na avaliação de qualquer atividade na área da Saúde no SUS, mormente nos serviços públicos. 
A) Defina indicadores epidemiológicos. (0,1 ponto) 
B) Cite 3 (três) critérios a que deve obedecer um bom indicador, discutindo-os sucintamente. (0,3 pontos) 
C) Cite dois indicadores frequentemente utilizados na avaliação das condições de Saúde de uma população da área de abrangência de uma Unidade Básica. (0,1 pontos)

A) Defina indicadores epidemiológicos.
Indicadores epidemiológicos são números ou razões, caracterizados como índices, que indicam vários aspectos da situação de saúde em uma população qualquer. (0,1 p)
B) Cite 3 (três) critérios a que deve obedecer um bom indicador, discutindo-os sucintamente.
Critérios:
  • Validade é a propriedade de um indicador que representa o que se quer medir, bem como é capaz de detectar mudanças no fenômeno em medição. (0,1 p)
  • Confiabilidade é a propriedade do indicador que muda pouco em relação ao tempo, portanto quanto mais utilizá-lo, os resultados esperados são semelhantes. (0,1 p)
  • Representatividade significa que o indicador realmente representa a realidade que se mediu e deve ser obtido de maneira mais simplificada possível. (0,1 p)
C) Cite dois indicadores frequentemente utilizados na avaliação das condições de Saúde de uma população da área de abrangência de uma Unidade Básica.
Coeficiente de prevalência e coeficiente de incidência de doenças na população da área de abrangência. (0,1 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

CASO CLINICO: (218425 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Uma senhora de 66 anos, hipertensa e diabética, refere palpitações e cansaço aos esforços há cerca de 3 meses. Há quase um ano vem em uso de clortalidona 25 mg/dia + lisinopril 5 mg/dia + glibenclamida 10 mg/dia, mantendo um controle adequado da pressão arterial e das glicemias (sic). Ao exame, PA = 138 x 86 mmHg, FC = 154 bpm, eupnêica, corada, hidratada, anictérica, ritmo cardíaco irregular, em 2 tempos, com sopro sistólico em ponta +2/+6 , murmúrio vesicular universalmente audível, sem ruídos adventícios, abdome e membros inferiores sem alterações dignas de nota. Exame neurológico normal. Fundoscopia: retinopatia hipertensiva grau II. Radiografia de tórax: calcificação da aorta ascendente, área cardíaca normal. Eletrocardiograma (Foto). Ecocardiograma-Doppler: hipertrofia ventricular esquerda leve, átrio esquerdo medindo 4,5 cm, fração de ejeção estimada em 65%, Doppler mitral com sinais de déficit de relaxamento, calcificação anular mitro-aórtica com regurgitação mitral leve.

a) Qual é o diagnóstico eletrocardiográfico principal? (0,05 pontos)
b) Como deverá ficar a receita da paciente neste momento? (0,05 pontos)
c) Caso você optasse por reverter esse quadro. Quais seriam os passos subseqüentes? (0,2 pontos)
d) Se esta paciente apresentasse dor anginosa ou congestão pulmonar no momento desse ECG, qual seria a sua conduta? (0,2 pontos)




RATING: 2.92

a) Qual é o diagnóstico eletrocardiográfico principal?
Fibrilação atrial. (0,05 p)
b) Como deverá ficar a receita da paciente neste momento?
Diltiazem (ou beta-bloqueador ou verapamil) + clortalidona + glibenclamida + warfarina.(0,05 p)
c) Caso você optasse por reverter esse quadro, quais seriam os passos subseqüentes?
CONTROLE DE RITMO: reverter a fibrilação atrial, respeitando o protocolo de anticoagulação pré e pós-reversão. Pré-reversão: cumarínico por 3 semanas ou heparina por 12h (se eco-transesofágico não demonstrar trombo). Pós-reversão: cumarínico por 4 semanas. Manter antiarrítmico profilático (amiodarona em baixa dose) e a terapia antitrombótica crônica (cumarínico, pois esta paciente é de grupo de risco).(0,2 p)
d) Se esta paciente apresentasse dor anginosa ou congestão pulmonar no momento desse ECG, qual seria a sua conduta?
Cardioversão elétrica emergencial. Heparina em bolus, Choque com 100-200 J, anticoagulação pós-reversão (4 semanas de warfarin) e Terapia Antitrombótica Crônica com warfarin (pois a paciente é de grupo de risco).(0,2 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.92)




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