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O SOFRIMENTO FETAL AGUDO (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

Sofrimento fetal agudo é uma injuria fetal que ocorre durante o trabalho de parto, diferente de sofrimento fetal crônico que ocorre nas gestações de risco.

Tem como principais alterações bioquímicas: a hipoxia, a acidose e a hipercapnia.

Geralmente costumamos usar o termo de “asfixia” caracterizando tanto a insuficiência de oxigênio, quanto a capacidade de eliminar o CO2.

Qualquer fator que interfira nas trocas metabólicas materno-fetais pode virar uma causa de sofrimento fetal agudo. Na maioria dos casos isso acontece durante o trabalho de parto, quando as mudanças anatômicas e fisiológicas  acabam influenciar negativamente as circulações uteroplacentária e fetoplacentaria.

No entanto este tipo de incidente não e um privilegio exclusivo do trabalho de parto.

Outros eventos podem causar, também, sofrimento fetal agudo.

OBJETIVA: (1366413 votos)..........95.63% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher de 36 anos com AIDS e contagem de células CD4 de 35/mm² procura assistência com odinofagia e disfagia progressiva. A paciente relata febre diária e perda 9 kg. Têm sido tratada com pastilhas de clotrimazol sem qualquer alívio. Ao exame físico, a paciente apresenta caquexia com índice de massa corporal (IMC) de 16 e peso de 39 kg. A temperatura é de 38,2°C e tem pressão arterial e pulso ortostáticos. O exame da orofaringe não revela nenhuma evidência de candidíase. A paciente é submetida a esofagogastroduodenoscopia (EGD), que revela úlceras serpiginosas na parte distal do esôfago, sem vesículas. Não se observa nenhuma placa amarela. São realizadas várias biopsias que demonstram inclusões intranucleares e intracitoplasmáticas em grandes células endoteliais e fibroblastos. Qual é o melhor tratamento para a esofagite dessa paciente?
A. Ganciclovir
B. Glicocorticoides
C. Fluconazol
D. Foscarnete
E. Talidomida

  RATING: 3.02

Uma mulher de 36 anos com AIDS e contagem de células CD4 de 35/mm² procura assistência com odinofagia e disfagia progressiva. A paciente relata febre diária e perda 9 kg. Têm sido tratada com pastilhas de clotrimazol sem qualquer alívio. Ao exame físico, a paciente apresenta caquexia com índice de massa corporal (IMC) de 16 e peso de 39 kg. A temperatura é de 38,2°C e tem pressão arterial e pulso ortostáticos. O exame da orofaringe não revela nenhuma evidência de candidíase. A paciente é submetida a esofagogastroduodenoscopia (EGD), que revela úlceras serpiginosas na parte distal do esôfago, sem vesículas. Não se observa nenhuma placa amarela. São realizadas várias biopsias que demonstram inclusões intranucleares e intracitoplasmáticas em grandes células endoteliais e fibroblastos. Qual é o melhor tratamento para a esofagite dessa paciente?

A. Ganciclovir
CORRETO: Essa paciente apresenta sintomas de esofagite.Em pacientes com HIV várias infecçôes podem causar essa condição, incluindo herpes-vírus simples (HSV), citomegalovírus (CMV), vírus varicela-zóster, Candida e o próprio HIV. A ausência de candidíase exclui a Candida como causa da esofagite, e a EGD é necessária para estabelecer o diagnóstico. O CMV classicamente causa úlceras serpiginosas no esôfago distal, que podem coalescer, formando úlceras gigantes. O escovado isoladamente náo é suficiente para o diagnóstico, e é necessário efetuar biópsias. As biópsias revelam inclusões intranucleares e intracitoplasmáticas com núcleos aumentados em grandes fibroblastos e células endoteliais. Tendo em vista os sintomas notáveis de deglutição, o ganciclovir intravenoso (IV) é o tratamento de escolha.
B. Glicocorticoides
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Fluconazol
INCORRETO : A esofagite por Candida tem o aspecto de placas nodulares amarelas com eritema circundante. O tratamento em geral requer fluconazol.
D. Foscarnete
INCORRETO : O foscarnete é útil no tratamento do CMV resistente ao ganciclovir.
E. Talidomida
INCORRETO : O HIV pode causar esofagite, podendo ser muito resistente ao tratamento. Na EGD, as úlceras aparecem profundas e lineares. Emprega-se o tratamento com talidomida ou glicocorticoides orais, e deve-se considerar a terapia antirretroviral altamente ativa.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

DISCURSIVA: (193349 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A) As causas de falência hepática aguda são esquematicamente agrupadas, nas crianças, em seis categorias principais. Quais são elas? (0,3 pontos).
B) Doença de Wilson com apresentação fulminante é um cenário específico da insuficiência hepática aguda, de prognóstico particularmente ruim. Enumeram pelo menos quatro sinais clinicos ou laboratoriais sugestivos.(0,2 pontos).


RATING: 3.1

A) As causas de falência hepática aguda são esquematicamente agrupadas, nas crianças, em seis categorias principais. Quais são elas? (0,3 pontos).
B) Doença de Wilson com apresentação fulminante é um cenário específico da insuficiência hepática aguda, de prognóstico particularmente ruim. Enumeram pelo menos quatro sinais clinicos ou laboratoriais sugestivos.(0,2 pontos).

A) As categorias principais da FHA:

  • metabólica (0,05 p)
  • infecciosa (0,05 p)
  • tóxica (0,05 p)
  • autoimune (0,05 p)
  • vascular (0,05 p)
  • relacionada a doenças malignas (0,05 p)
B) Dados clínicos sugestivos de doença de Wilson de evolução hepática aguda: (0,05 cada certo da lista abaixo, se for mais de 4 certos, acorda-se a pontuação máxima)
  • idade>5 anos (0,05 p)
  • INR bastante alargado (0,05 p)
  • fosfatase alcalina baixa (0,05 p)
  • hemólise (0,05 p)
  • disfunção renal (0,05 p)
  • anel de Keiser-Fleischer (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.1)

CASO CLINICO: (225565 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Mulher de 58 anos queixa-se de eventuais episódios de dor em queimação em epigástrio que possuem nítida relação com alimentação. É diabética tipo 2 há 15 anos, em uso irregular de metformina, e hipertensa, em uso irregular de fosinopril 10 mg/dia. Procurou médico assistente.
Exame físico IMC = 32 kg/m2; PA = 170 x 95 mmHg; Glicemia = 210 mg%; Leucócitos = 7.000/mm3 com diferencial normal, Hb = 10 g/dL; Ht = 30%; uréia = 61 mg% e creatinina = 2,3 mg%.
A ultrasonografia abdominal está abaixo:

a) Qual o diagnóstico ultra-sonográfico? (0,1 pontos)
b) Após analisar a ultra-sonografia e a clínica da paciente, qual o tratamento recomendado?(0,1 pontos)
c) Você modificaria o esquema terapêutico prescrito para o tratamento do diabetes mellitus da paciente? Justifique.(0,2 pontos)
d) Você recomendaria cirurgia bariátrica para esta paciente? Justifique.(0,1 pontos)


RATING: 3.02

a) Qual o diagnóstico ultra-sonográfico?
Colelitíase.(0,1 p)
b) Após analisar a ultra-sonografia e a clínica da paciente, qual o tratamento recomendado?
Colecistectomia videolaparoscópica.(0,1 p)
c) Você modificaria o esquema terapêutico prescrito para o tratamento do diabetes mellitus da paciente? Justifique.
Sim.(0,1 p) Suspenderia imediatamente a metformina devido à insuficiência renal.(0,1 p)
d) Você recomendaria cirurgia bariátrica para esta paciente? Justifique.
Não. A cirurgia se encontra indicada em pacientes com IMC > 40 ou > 35 com comorbidades.(0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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