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CARCINOMA ADRENOCORTICAL (ÁREA DE CIRURGIA)

O carcinoma adrenocortical apresenta incidência de 0,5 a 2 casos por milhão de adultos por ano.

As regiões Sul e Sudeste do Brasil destacam-se mundialmente por incidência de tumor adrenal pediátrico 10 a 15 vezes superior à observada em outras regiões.

Esse fenômeno deve-se à alta prevalência (0,3%) da variante alélica patogênica germinativa p.R337H do gene TP53 nessas populações. Estima-se que cerca de 300 mil indivíduos no Brasil sejam portadores dessa variante.


OBJETIVA: (1306428 votos)..........95.79% das questões objetivas receberam votos.
A ventilação pós-intubação em uma ressuscitação cardiopulmonar deve ser:
A. sincronizada com as compressões torácicas à relação de 8 a 10 ventilações por minuto
B. não sincronizada com as compressões torácicas à relação de 8 a 10 ventilações por minuto
C. não sincronizada com as compressões torácicas à relação de 16 a 20 ventilações por minuto
D. sincronizada com as compressões torácicas à relação de 16 a 20 ventilações por minuto
E. sincronizada com as compressões torácicas à relação de 4 a 6 ventilações por minuto

  RATING: 2.94

A ventilação pós-intubação em uma ressuscitação cardiopulmonar deve ser:

A. sincronizada com as compressões torácicas à relação de 8 a 10 ventilações por minuto
INCORRETO: Sincronizar ventilações com compressões exigiria pausas nas compressões para cada respiração, reduzindo o fração de compressão torácica (>60% ideal) e comprometendo a circulação, contrariando as diretrizes AHA 2025 que recomendam compressões ininterruptas após via aérea avançada. A taxa de 8-10/min está correta, mas a sincronização ignora a fisiopatologia da RCP, onde pausas >10 segundos diminuem a sobrevivência, conforme ensaios clínicos randomizados.
B. não sincronizada com as compressões torácicas à relação de 8 a 10 ventilações por minuto
INCORRETO : De acordo com as diretrizes AHA 2025 para ACLS em adultos e PALS em pediátrico (com adaptações mínimas para faixas etárias), após intubação ou via aérea avançada durante RCP, a ventilação deve ser assíncrona (não sincronizada) com as compressões torácicas, a uma taxa de 8 a 10 ventilações por minuto (uma respiração a cada 6-8 segundos), permitindo compressões contínuas a 100-120/min sem pausas, o que otimiza o débito cardíaco e a perfusão orgânica. Essa abordagem evita hiperventilação, que reduz o retorno venoso e a pressão de perfusão coronariana, conforme evidências de estudos observacionais (ex.: um estudo multicêntrico pediátrico associando rates >25/min a piores desfechos hemodinâmicos). Em adultos, o rate exato é 10/min; em pediátrico, embora a atualização 2025 sugira 20-30/min para otimizar oxigenação em etiologias respiratórias comuns, a faixa 8-10 permanece recomendada em contextos gerais para prevenir alcalose respiratória e hipotensão. Essa norma é corroborada por meta-análises do ILCOR, priorizando suporte ventilatório mínimo efetivo para foco nas compressões, com redução de mortalidade em até 20% quando seguida corretamente.
C. não sincronizada com as compressões torácicas à relação de 16 a 20 ventilações por minuto
INCORRETO : Embora a assincronia esteja correta, a taxa de 16-20 ventilações por minuto representa hiperventilação, levando a vasoconstrição cerebral e redução no fluxo sanguíneo, com riscos de barotrauma e piora na acidose mista. As diretrizes AHA 2025 enfatizam rates baixos (8-10/min em geral), e mesmo na atualização pediátrica para 20-30/min, isso é reservado para casos específicos com monitorização de ETCO2 (>10-20 mmHg intra-arresto), não como padrão; evidências observacionais mostram association com menores taxas de ROSC.
D. sincronizada com as compressões torácicas à relação de 16 a 20 ventilações por minuto
INCORRETO : Combina dois erros: sincronização (que interrompe compressões, violando o princípio de minimizar pausas) e taxa elevada de 16-20/min (hiperventilação, com potencial para alcalose e hipotensão). Estudos hemodinâmicos em modelos animais e humanos demonstram que essa abordagem reduz a pressão de perfusão coronariana em até 30%, contrariando as recomendações ILCOR/AHA para ventilação mínima e assíncrona.
E. sincronizada com as compressões torácicas à relação de 4 a 6 ventilações por minuto
INCORRETO : Apesar da taxa baixa de 4-6/min poder evitar hiperventilação, a sincronização requer pausas nas compressões, comprometendo a qualidade da RCP e ignorando a necessidade de compressões contínuas pós-intubação. Além disso, rates tão baixos podem levar a hipoxemia e acidose respiratória, sem suporte em evidências pediátricas ou adultas, onde o mínimo efetivo é 8-10/min para manter oxigenação adequada sem excessos.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

DISCURSIVA: (192215 votos) ..........99.44% das questões discursivas receberam votos.
Os recém-nascidos não constituem um grupo homogêneo; a classificação permite definir grupos de riscos de morbimortalidade peri e neonatal para ações preventivas e terapêuticas. Os critérios utilizados são: peso ao nascer (PN), idade gestacional (IG), relação peso/idade gestacional e estado nutricional.
1) Classifiquem os recém-nascidos quanto ao peso ao nascer. (0,08 pontos)
2) Classifiquem os recém-nascidos quanto á idade gestacional (0,112 pontos)
3) Classifiquem os recém-nascidos quanto á relação peso/idade gestacional (0,108 pontos)
4) Classifiquem os recém-nascidos quanto ao estado nutricional. (0,2 pontos)


RATING: 3.03

Os recém-nascidos não constituem um grupo homogêneo; a classificação permite definir grupos de riscos de morbimortalidade peri e neonatal para ações preventivas e terapêuticas. Os critérios utilizados são: peso ao nascer (PN), idade gestacional (IG), relação peso/idade gestacional e estado nutricional.
1) Classifiquem os recém-nascidos quanto ao peso ao nascer. (0,08 pontos)
2) Classifiquem os recém-nascidos quanto á idade gestacional (0,112 pontos)
3) Classifiquem os recém-nascidos quanto á relação peso/idade gestacional (0,108 pontos)
4) Classifiquem os recém-nascidos quanto ao estado nutricional. (0,2 pontos)

Quanto ao peso ao nascer (PN)

  1. Recém-nascido de baixo peso (RNBP) (0,008 p): PN inferior a 2.500 g (0,008 p), independentemente da IG (0,008 p), com duas categorias:
      1. RN de peso extremamente baixo ao nascer (0,008 p) (PN < 1.000 g) (0,008 p);
      2. outros RN de baixo peso ao nascer  (0,008 p)(PN entre 1.000 g (0,008 p) e 2.499 g) (0,008 p).
  2. Recém-nascido de tamanho excessivamente grande (0,008 p) - RN de PN igual ou superior a 4.500 g. (0,008 p)

Quanto à idade gestacional (IG)

  1. Recém-nascido pré-termo ou prematuro (0,008 p): é o que tem IG inferior a 37 semanas (0,008 p).
      1. imaturidade extrema (0,008 p): IG inferior a 28 semanas de gestação (0,008 p);
      2. outros RN pré-termo (0,008 p): RN de 28 (0,008 p) a 36 semanas (0,008 p) de gestação.
  2. Recém-nascido a termo (0,008 p): IG entre 37 (0,008 p) e 41 semanas (0,008 p).
  3. Recém-nascido pós-termo (0,008 p): IG igual ou superior a 42 semanas (0,008 p).
  4. RN pós-termo (0,008 p), não grande para a idade gestacional (0,008 p).

Quanto à relação peso/idade gestacional:

  1. grande para a idade gestacional (GIG) (0,008 p), se acima do percentil 90 (0,008 p);
  2. apropriado para a idade gestacional (AIG) (0,008 p), se entre o percentil 10 (0,008 p) e 90 (0,008 p);
  3. pequeno para a idade gestacional (PIG) (0,008 p), se abaixo do percentil 10 (0,008 p).
      1. com PN abaixo do percentil 10 (0,008 p), porém com estatura acima do percentil 10 para a IG (0,008 p);
      2. peso (0,014 p) e estatura (0,014 p) ao nascer abaixo do percentil 10 (0,008 p).

Quanto ao estado nutricional:

  1. eutrófico (0,008 p): sem sinais de má-nutrição fetal (0,008 p);
  2. mal nutrido fetal grau I (MNF I) (0,008 p): pele seca (0,008 p), aspecto levemente apergaminhado (0,008 p), apresentando fissuras (0,008 p) e leve descamação (0,008 p),  subcutâneo  levemente diminuído nos membros (0,008 p);
  3. mal nutrido fetal grau II (MNF II) (0,008 p): pele seca (0,008 p), apergaminhada (0,008 p), com descamação mais evidente do que no grau I (0,008 p), subcutâneo moderadamente diminuído em membros e tronco (0,008 p). Pele (0,008 p), unhas (0,008 p) e cordão umbilical (0,008 p) impregnados por mecônio verde-amarelado (0,008 p);
  4. mal nutrido fetal grau III (MNF III) (0,008 p): pele muito ressecada (0,008 p) com descamação lamelar intensa (0,008 p). Subcutâneo muito diminuído em todo o corpo (0,008 p). Pele (0,008 p), unhas (0,008 p) e cordão umbilical (0,008 p) impregnados com mecônio amarelo-acastanhado (0,008 p).

FONTE:

Tratado de pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria. – 2.ed. – Barueri, SP : Manole, 2010. PREMATURIDADE E CRESCIMENTO FETAL RESTRITO pag 1447

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

CASO CLINICO: (224428 votos)..........99.52% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente de 54 anos referindo quadro de mal-estar inespecífico há 9 meses, refere ainda aumento de volume urinário e sede excessiva, também apresenta anorexia, náuseas e constipação intestinal. Apresenta antecedente de etilismo social e tabagismo de 1 maço de cigarro ao dia por 40 anos. Há 1 mês apresentando epigastralgia em queimação não relacionada com a alimentação, procurou atenção médica sendo realizado glicemia de jejum com resultado de 108 mg/dl e endoscopia digestiva alta com doença ulcerosa péptica gástrica em atividade e o seguinte ECG:

1) Qual é a alteração encontrada neste EKG? - 0,125 pontos
2) Que patologias podem ser associadas á essa alteração? - 0,3125 pontos
3) Considerando o quadro clinico qual destas causas seria mais provável desta alteração? - 0,0625 p



RATING: 3.05

1) Qual é a alteração encontrada neste EKG?
Paciente apresenta alteração do intervalo QT (0,0625 p) às custas da diminuição do segmento ST. (0,0625 p)
2) Que patologias podem ser associadas á essa alteração?
A maior causa de encurtamento do intervalo QT é o aumento de freqüência cardíaca (0,0625 p). Outras causas possíveis são hipercalcemia (0,0625 p), uso de digital (0,0625 p) e hiperpotassemia (0,0625 p) e alterações congênitas (0,0625 p).
3) Considerando o quadro clinico qual destas causas seria mais provável desta alteração?
Hipercalcemia. (0,0625 p)
DISCUSSÃO: O paciente apresenta quadro clínico de poliúria e polidipsia que podem ocorrer por alterações tubulares secundárias a hipercalcemia. Manifestações gastrointestinais como anorexia e constipação intestinal são comuns e ocorrem por alteração do relaxamento da musculatura lisa, constipação é o sintoma gastrointestinal mais comum e anorexia, náuseas e vômitos também podem ocorrer.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.05)




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