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DISVITAMINOSES (ÁREA DE PEDIATRIA)

As vitaminas não participem significativamente da formação da estrutura celular e não são fonte de energia.

Por outro lado, em animais mantidos com uma dieta quimicamente definida, composta apenas de proteínas, carboidratos, gorduras purificadas e minerais, a vida não pode ser mantida.

São necessários fatores adicionais existentes nos alimentos naturais, embora, freqüentemente, apenas em quantidades mínimas.

Esses "fatores alimentares acessórios" são as vitaminas.

Estas substâncias orgânicas comumente tomam parte como coenzimas nas complexas reações bioquímicas do organismo. Ressalta-se que não apresentam semelhança química entre si; mas, em decorrência de função metabólica geral semelhante, são estudadas em conjunto.

OBJETIVA: (1438276 votos)..........96.22% das questões objetivas receberam votos.
Mãe traz criança F de 11 anos, 35 kg, no PA infantil  referindo: congestão nasal e tosse, sendo medicada inicialmente com Dipirona e Expec (cloridrato de oxomemazina + iodeto de potássio + benzoato de sódio + guaifenesina), depois com Allegra (Fexofenadina). Em decorrência de 15 minutos da dose de Fexofenadina, passou a sentir frio e ter crise de tremor. Extremidades frias ao toque. Desconhece alergias medicamentosas e comorbidades.  Frequência cardíaca: 100 (bpm). Temperatura timpânica: 36.9 (°C), sem febre em casa. Oximetria periférica: 100 (%). Os sintomas da criança estão se devendo muito provavelmente ao/á:
A. infecção grave dos seios da face com suspeita de sepse
B. ansiedade, jejum, desidratação leve ou sono ruim
C. oxomemazina em associação com outro anti-histamínico
D. administração de dipirona sem que a criança tenha febre
E. hipertireoidismo, distúrbio eletrolítico ou tremor essencial

  RATING: 0

Mãe traz criança F de 11 anos, 35 kg, no PA infantil  referindo: congestão nasal e tosse, sendo medicada inicialmente com Dipirona e Expec (cloridrato de oxomemazina + iodeto de potássio + benzoato de sódio + guaifenesina), depois com Allegra (Fexofenadina). Em decorrência de 15 minutos da dose de Fexofenadina, passou a sentir frio e ter crise de tremor. Extremidades frias ao toque. Desconhece alergias medicamentosas e comorbidades.  Frequência cardíaca: 100 (bpm). Temperatura timpânica: 36.9 (°C), sem febre em casa. Oximetria periférica: 100 (%). Os sintomas da criança estão se devendo muito provavelmente ao/á:

A. infecção grave dos seios da face com suspeita de sepse
INCORRETO: Sinusite aguda, rinite ou resfriado não provocam tremor por si. Sem febre, sem prostração e sem sinal neurológico focal, a infecção fica em segundo plano. O que mudou nas últimas 24 horas foi a medicação.
B. ansiedade, jejum, desidratação leve ou sono ruim
INCORRETO : Tremor fisiológico exagerado: calafrio sem febre medida, ansiedade, jejum, desidratação leve ou sono ruim. Muitas famílias chamam de tremor o que é estremecimento.
C. oxomemazina em associação com outro anti-histamínico
CORRETO : O candidato principal é o xarope Expec. Cada 5 mL contém cloridrato de oxomemazina 2 mg, iodeto de potássio 100 mg, benzoato de sódio 20 mg e guaifenesina 30 mg, além de álcool etílico no veículo. A oxomemazina é um anti-histamínico fenotiazínico de primeira geração, com ação sedativa e antitussígena. Fenotiazínicos podem produzir, mesmo em dose terapêutica e sobretudo em criança:

- tremor fino ou grosseiro
- inquietação que a família descreve como tremor (acatisia)
- contração súbita de pescoço, olhos, mandíbula ou língua (distonia aguda)
- agitação paradoxal, em vez de sono
- confusão, boca seca e retenção urinária
A bula registra sonolência como efeito mais comum e, mais raramente, confusão mental e discinesias. A associação com fexofenadina soma dois anti-histamínicos sem ganho clínico e aumenta o risco de efeito anticolinérgico.
D. administração de dipirona sem que a criança tenha febre
INCORRETO : A dipirona pode causar hipotensão, sudorese e reação alérgica, não tremor.
E. hipertireoidismo, distúrbio eletrolítico ou tremor essencial
INCORRETO : Menos provável agora: hipertireoidismo, distúrbio eletrolítico ou tremor essencial, que não surgem de um dia para o outro junto com coriza.
Iodismo pelo iodeto de potássio costuma dar coriza paradoxal, lacrimejamento, cefaleia e erupção, não tremor isolado.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

DISCURSIVA: (201557 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Quando está imperativo o uso de adrenalina na reanimação neonatal? (0,175 pontos)
(II) Definam as recomendações em relação ao emprego da adrenalina na reanimação neonatal. (0,2 pontos)
(III) Quando está imperativo o uso de expansores de volume na reanimação neonatal? (0,075 pontos)
(IV) Quais são os critérios utilizados para interromper a ressuscitação/reanimação neonatal? (0,05 pontos)


RATING: 3.03

(I) Quando está imperativo o uso de adrenalina na reanimação neonatal? (0,175 pontos)
(II) Definam as recomendações em relação ao emprego da adrenalina na reanimação neonatal. (0,2 pontos)
(III) Quando está imperativo o uso de expansores de volume na reanimação neonatal? (0,075 pontos)
(IV) Quais são os critérios utilizados para interromper a ressuscitação/reanimação neonatal? (0,05 pontos)

(I) Quando está imperativo o uso de adrenalina na reanimação neonatal?
A adrenalina é indicada se a frequência cardíaca do bebê permanecer abaixo de 60 bpm (0,025 p) após:
• Pelo menos 30 segundos de ventilação (0,025 p) com pressão positiva (VPP) (0,025 p) que infla os pulmões (0,025 p) , o que é evidenciado por movimento do tórax (0,025 p) ;
• Outros 60 segundos de massagem cardíaca (0,025 p) acompanhada de VPP (0,025 p) com oxigênio a 100%. (0,025 p)

(II) Definam as recomendações em relação ao emprego da adrenalina na reanimação neonatal.
Recomendações em relação ao emprego da adrenalina:
a. Concentração: 1:10.000 (0,1 mg/mL) (0,025 p)
b. Via:
Endovenosa (preferível) (0,025 p) ou intraóssea (0,025 p)
c. Dose: Endovenosa/Intraóssea = 0,1 - 0,3 mL/kg (0,025 p) . Pode ser repetida a cada 3-5 minutos. (0,025 p)
Considerar uma dose mais elevada (0,5 - 1,0 mL/kg) SOMENTE para a via endotraqueal. (0,025 p)
d. Velocidade: rapidamente (0,025 p)

(III) Quando está imperativo o uso de expansores de volume na reanimação neonatal?
A administração de expansor de volume está indicada se o recém-nascido não está respondendo aos passos da reanimação (0,025 p) E existem sinais de choque (0,025 p) ou história de perda aguda de volume sanguíneo (0,025 p) .

(IV) Quais são os critérios utilizados para interromper a ressuscitação/reanimação neonatal?
Se a ausência de frequência cardíaca é confirmada depois de 10 minutos de reanimação (0,025 p) , é razoável interromper os esforços de reanimação. Entretanto, a decisão de prosseguir com a reanimação ou interrompê-la deve ser individualizada. (0,025 p)

FONTE:

Manual de Reanimação Neonatal da Academia Americana de Pediatria - 7ª edição

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

CASO CLINICO: (233862 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo feminino, 36 anos, sem antecedentes mórbidos, trazida ao hospital devido ao rebaixamento do nível de consciência há dois dias. Esposo relatou que há dez dias a paciente passou a queixar-se de dor nas costas, de intensidade progressiva, que culminou com dificuldade de deambulação.
Ao exame físico de entrada apresentava frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto (bpm), desidratação e rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 13 à custa de alteração na resposta verbal). Os primeiros exames laboratoriais mostraram as seguintes alterações: ureia = 182mg por decilitro (15-36 mg/dL), creatinina = 1,9 mg por decilitro (0,7-1,2 mg/dL), cálcio = 19,6mg por decilitro (8,4-10,2 mg/dL).
1) Quais são os exames imperativos á ser solicitados em seguida? 0,1 p
2) Quais são as alterações dos exames laboratoriais que aumentam a gravidade do caso? 0,1 p
3) Considerando o valor da calcemia, quais seriam as duas principais causas mais encontradas do mesmo? 0,1 p



RATING: 3.65

1) Quais são os exames imperativos á ser solicitados em seguida? 0,1 p
O quadro clínico inclui sintomas neurologicos (rebaixamento progressivo de Glasgow, dificuldade de deambulação numa paciente de 36 anos, sem antecedentes mórbidos) então é mandatorio, neste caso, solicitar a coleta de líquor e tomografia computadorizada de crânio.
2) Quais são as alterações observados nos exames laboratoriais? - 0,1 p
Temos ureia = 182mg por decilitro (15-36 mg/dL), creatinina = 1,9 mg por decilitro (0,7-1,2 mg/dL) que indicariam uma falha renal, mas, na verdade, o que é mais grave aqui é a hipercalcemia (cálcio = 19,6mg por decilitro (8,4-10,2 mg/dL) - hipercalcemia grave). É sabido que pacientes com hipercalcemia assintomática ou discretamente sintomática - com cálcio menor do que 12 mg/dL - não requerem tratamento imediato. Cálcio entre 12 e 14mg/dL pode requerer instituição de tratamento caso seja oriundo de aumento agudo, visto que o mesmo pode causar alterações neurológicas. Já os pacientes com cálcio acima de 14 mg/dL sempre requerem tratamento imediato, independente dos sintomas.
3) Considerando o valor da calcemia, quais seriam as duas principais causas mais encontradas do mesmo? 0,1 p
A hipercalcemia pode resultar do aumento da reabsorção óssea, da absorção intestinal, da retenção renal ou do uso de drogas hipercalcemiantes. Em algumas doenças, como o câncer, mais de um mecanismo pode estar envolvido. Entre todas as causas, hiperparatireoidismo e malignidades são as mais comuns, respondendo por 90% dos casos.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.65)




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