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LEGISLAÇÃO EM SAÚDE (ÁREA DE SAUDE PUBLICA)

A Reforma Sanitária Brasileira emergiu em um contexto de profundas transformações sociais e políticas, aspirando transcender os limites de uma mera reformulação setorial no âmbito da saúde. Desde suas origens, o objetivo primordial era contribuir para o fortalecimento da democracia e para a afirmação plena da cidadania em território nacional. Na década de 1980, a conjuntura social caracterizava-se pela exclusão sistemática da maioria da população do acesso ao direito à saúde, o qual se materializava primordialmente por meio da assistência oferecida pelo Instituto Nacional de Previdência Social, limitada aos trabalhadores contribuintes desse sistema, sob a égide de uma lógica contraprestacional e de uma cidadania condicionada a critérios regulados.


OBJETIVA: (1148776 votos)..........99.39% das questões objetivas receberam votos.
Uma jovem de 22 anos veio ao ambulatório de cirurgia, queixando-se de febre, náuseas, anorexia e dor no andar inferior do abdome há cerca de 24 horas. Duas hipóteses diagnósticas foram formuladas pela equipe médica: apendicite aguda e doença inflamatória pélvica. Após discussão, a suspeita de apendicite foi colocada em primeiro lugar, pois a paciente apresentava:
A. dor bilateral
B. irritação peritoneal
C. sintomas gastrointestinais
D. fundo de saco doloroso ao toque
E. leucocitose moderada sem desvio à esquerda

  RATING: 3.36

Uma jovem de 22 anos veio ao ambulatório de cirurgia, queixando-se de febre, náuseas, anorexia e dor no andar inferior do abdome há cerca de 24 horas. Duas hipóteses diagnósticas foram formuladas pela equipe médica: apendicite aguda e doença inflamatória pélvica. Após discussão, a suspeita de apendicite foi colocada em primeiro lugar, pois a paciente apresentava:

A. dor bilateral
INCORRETO: A dor bilateral no abdome inferior é mais característica da DIP, que afeta bilateralmente as trompas, ovários e estruturas pélvicas adjacentes, refletindo a natureza simétrica da infecção ascendente. Em contraste, a apendicite aguda tipicamente apresenta dor unilateral, migratória para a fossa ilíaca direita, o que não apoiaria priorizar essa hipótese sobre a DIP nesse contexto diferencial.
B. irritação peritoneal
CORRETO : A irritação peritoneal, manifestada por sinais como defesa abdominal, dor à descompressão brusca (sinal de Blumberg) ou rigidez localizada, é um achado clínico clássico e mais específico para processos inflamatórios intraperitoneais agudos, como a apendicite aguda, especialmente quando localizada na fossa ilíaca direita. No diferencial com doença inflamatória pélvica (DIP), que é uma infecção ascendente do trato genital superior frequentemente causada por patógenos sexualmente transmissíveis, a presença de irritação peritoneal sugere maior envolvimento do peritônio parietal, priorizando a apendicite como hipótese principal, pois a DIP tende a se restringir inicialmente à pelve com inflamação mais localizada nas estruturas ginecológicas, sem irritação peritoneal proeminente nas fases iniciais. Esse achado direciona a equipe para uma abordagem cirúrgica emergente, evitando atrasos que poderiam levar a complicações como perfuração apendicular.
C. sintomas gastrointestinais
INCORRETO : Sintomas gastrointestinais como náuseas e anorexia são inespecíficos e comuns a ambas as condições – na apendicite, devido à irritação visceral e inflamação local; na DIP, por resposta inflamatória sistêmica ou envolvimento peritoneal secundário. Esses sintomas não diferenciam as duas hipóteses, tornando-os insuficientes para colocar a apendicite em primeiro lugar na discussão diagnóstica.
D. fundo de saco doloroso ao toque
INCORRETO : O fundo de saco doloroso ao toque, avaliado no exame ginecológico retal ou vaginal, é um sinal clássico de DIP, indicando inflamação pélvica com possível abscesso ou exsudato no recesso retouterino (saco de Douglas). Esse achado apontaria para priorizar a DIP em vez da apendicite, que não envolve primariamente as estruturas pélvicas ginecológicas.
E. leucocitose moderada sem desvio à esquerda
INCORRETO : A leucocitose moderada sem desvio à esquerda representa uma resposta inflamatória inespecífica, observada tanto na apendicite aguda quanto na DIP, sem fornecer elementos discriminatórios suficientes para priorizar uma sobre a outra. Embora a leucocitose seja comum em infecções bacterianas, a ausência de desvio à esquerda (predomínio de neutrófilos imaturos) poderia até sugerir um processo menos agudo ou viral, não reforçando especificamente a suspeita de apendicite.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.36)

DISCURSIVA: (183208 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Quais são as etiologias comprovadas de cardiopatia congênita? (0,5 p)


RATING: 2.9

Quais são as etiologias comprovadas de cardiopatia congênita? (0,5 p)

Apenas uma pequena porcentagem dos casos tem causas identificáveis:

(I) Fatores genéticos primários:
  • anormalidades cromossómicas (0,1 p)
  • anormalidades gènicas (0,1 p)
(II)Fatores ambientais:
  • agentes químicos, drogas isotretinoina (Roaccutan)(0,1 p)
  • vírus como o da rubéola e doença materna (0,1 p)
(III) Interações genético-ambientais (multifatoriais)(0,1 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.9)

CASO CLINICO: (213837 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Um recém-nascido foi apresentada à sala de emergência do hospital com taquicardia 188/min , hipotonia, tremores e irritabilidade extrema (choro inconsolável), aos 5 dias de vida. Peso 3.035 g, cumprimento 47 cm.

A criança havia nascido a termo, com peso aproximado de 3,3 kg e medidas normais, Apgar 9/10.

Mãe é inexperiente e jovem, relata que o bebê adormece muito rápido durante a amamentação e na maioria das vézes necessita estimular o lobo auricular, como foi instruida na maternidade, para acordar-lo.

Os níveis de glicose da criança foram medidos imediatamente o resultado foi de apenas 28 mg/dL. A mãe não relatou na admissão e questionada agora, nega convulsões.

Como você manejaria o caso?

(I) Diagnóstico - 0,08 pontos

(II) Qual é o risco á curto prazo? - 0,16 pontos

(III) Qual a primeira medida a ser tomada? - 0,18 pontos

(IV) Qual é a meta da terapia proposta? - 0,08 pontos




RATING: 3.04

(I) Diagnóstico: HIpoglicemia neonatal (0,08 pontos)

DISCUSSÃO: Em RN sadios de termo, os valores séricos de glicose são pelo menos ou acíma de:

  • 35 mg/dl entre a 1ª e a 3ª h de vida,
  • 40 mg/dl da 3ª à 24ª h
  • 45 mg/dl (2,5 mmol/l) após 24 horas.

(II) Qual é o risco á curto e á longo prazo?

A curto prazo: óbito peri-natal. (0,08 pontos)

A longo prazo: deficiências no desenvolvimento neurológico na presença de hipoglicemia persistente. Este risco está relacionado com a intensidade e duração da hipoglicemia.(0,08 pontos)

(III) Qual a primeira medida a ser tomada?

A primeira iniciativa é administrar 200 mg/kg de glicose durante 1 min (equivalente a 2 ml/kg de solução glicosada a 10%).(0,09 pontos)

O recém-nascido está com 3 kg, logo, é necessario fazer primeiro um bolus de 6 ml de solução glicosada 10%.(0,09 pontos)

(IV) Qual é a meta da terapia proposta?

Manter uma glicemia de pelo menos 45 mg/dl.(0,08 pontos)

DISCUSSÃO:  

Limiares operacionais sugeridos:

  1. Recém-nascido a termo sadio < 24 horas de idade – 30 a 35 mg/dl são aceitáveis na primeira medição
    • o limiar é elevado para 45 mg/dl após o início da alimentação ou se a medição for repetida nas primeiras 24 horas.
    • Após 24 h, o limiar deve ser aumentado para 45 a 50 mg/dl
  2. Neonato com sinais ou sintomas anormais – 45 mg/dl

  3. Neonatos assintomáticos com fatores de risco para hipoglicemia – 36 mg/dl. É fundamental o acompanhamento cuidadoso, e a intervenção é feita se a glicose plasmática permanecer abaixo desse nível, não se elevar após a alimentação ou se houver sinais clínicos anormais
  4. Para qualquer neonato, se o nível glicêmico estiver abaixo de 20 a 25 mg/dl, glicose IV é necessária para aumentar o nível de glicose plasmática para > 45 mg/dl.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.04)




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