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DESEQUILIBRIOS HIDROELETROLÍTICOS EM PEDIATRIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Existe troca constante de líquidos e solutos com o meio externo, bem como entre diferentes compartimentos do corpo.
A entrada de líquidos no corpo é muito variável e deve ser cuidadosamente combinada com a saída de água, para evitar que o volume de líquido do corpo aumente ou diminua.
A entrada de água é muito variável entre as diferentes pessoas e na mesma pessoa em diferentes ocasiões, dependendo do clima, hábito, nível de atividade física.

OBJETIVA: (1381695 votos)..........94.75% das questões objetivas receberam votos.
Uma paciente de 23 anos, em amenorréia durante 16 semanas, apresenta sangramento vaginal leve, útero aumentado, do tamanho de 20 semanas de gestação, e não ouvimos ruídos cardíacos fetais no Doppler nem no estetoscópio. Os níveis de gonadotrofina coriônica humana (hCG) foram de aproximadamente 150 UI/ml. Qual dos seguintes testes é o mais adequado neste momento?
A. Somatomamotrofina coriônica humana (hCS)
B. Ultra-sonografia pélvica
C. hCGs seriado
D. Teste Apt no sangue vaginal
E. estudos de coagulação seriados

  RATING: 3.09

Uma paciente de 23 anos, em amenorréia durante 16 semanas, apresenta sangramento vaginal leve, útero aumentado, do tamanho de 20 semanas de gestação, e não ouvimos ruídos cardíacos fetais no Doppler nem no estetoscópio. Os níveis de gonadotrofina coriônica humana (hCG) foram de aproximadamente 150 UI/ml. Qual dos seguintes testes é o mais adequado neste momento?

A. Somatomamotrofina coriônica humana (hCS)
INCORRETO: Se a paciente apresentou uma mola hidatiforme, que é certamente uma hipótese muito forte, considerando a história, você deve antecipar um nível muito baixo de hCS.
B. Ultra-sonografia pélvica
CORRETO : A ultra-sonografia vai mostrar sinais clássicos de tecido molar e é o teste de eleição.
C. hCGs seriado
INCORRETO : Um hCG seriado estaria elevado muito além dos níveis normais.
D. Teste Apt no sangue vaginal
INCORRETO : Um teste Apt é feito para detectar a hemoglobina fetal, que não existe nas gestações molares completas.
E. estudos de coagulação seriados
INCORRETO : Coagulogramas seriados não ajudam no diagnóstico imediato.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.09)

DISCURSIVA: (193976 votos) ..........98.4% das questões discursivas receberam votos.

As tireoidites constituem um grupo heterogêneo de inflamações da glândula tireoide, com substratos etiológicos, cursos temporais e desfechos funcionais distintos. Com base nos fundamentos teóricos da endocrinologia, responda aos itens a seguir.

(I) Classifique as principais tireoidites segundo o curso temporal e o substrato etiológico. (0,1 pontos)
(II) Descreva a patogenia da tireoidite de Hashimoto e os autoanticorpos envolvidos. (0,1 pontos)
(III) Explique a fisiopatologia da tireoidite subaguda granulomatosa (De Quervain) e o padrão evolutivo da função tireoidiana. (0,1 pontos)

(IV) Diferencie, do ponto de vista imunológico e clínico-laboratorial, a tireoidite silenciosa/pós-parto da tireoidite crônica de Hashimoto. (0,1 pontos)
(V) Fundamente os princípios terapêuticos das principais formas de tireoidite, correlacionando-os ao mecanismo de lesão glandular. (0,1 pontos)




RATING: 0

As tireoidites constituem um grupo heterogêneo de inflamações da glândula tireoide, com substratos etiológicos, cursos temporais e desfechos funcionais distintos. Com base nos fundamentos teóricos da endocrinologia, responda aos itens a seguir.

(I) Classifique as principais tireoidites segundo o curso temporal e o substrato etiológico. (0,1 pontos)
(II) Descreva a patogenia da tireoidite de Hashimoto e os autoanticorpos envolvidos. (0,1 pontos)
(III) Explique a fisiopatologia da tireoidite subaguda granulomatosa (De Quervain) e o padrão evolutivo da função tireoidiana. (0,1 pontos)

(IV) Diferencie, do ponto de vista imunológico e clínico-laboratorial, a tireoidite silenciosa/pós-parto da tireoidite crônica de Hashimoto. (0,1 pontos)
(V) Fundamente os princípios terapêuticos das principais formas de tireoidite, correlacionando-os ao mecanismo de lesão glandular. (0,1 pontos)


(I) Classificação segundo curso temporal e substrato etiológico

Esquema temporal-etiológico clássico:

  • Tireoidite aguda (supurativa/infecciosa): inflamação piogênica, em geral bacteriana, com destruição local e risco de abscesso. (0,02 p)
  • Tireoidite subaguda dolorosa (granulomatosa de De Quervain): inflamação pós-viral, granulomatosa, autolimitada. (0,02 p)
  • Tireoidite subaguda indolor (silenciosa e/ou pós-parto): inflamação linfocítica autolimitada, frequentemente no puerpério. (0,02 p)
  • Tireoidite crônica de Hashimoto (linfocítica crônica): autoimunidade persistente, principal causa de hipotireoidismo primário. (0,02 p)
  • Formas especiais: tireoidite de Riedel (fibrose invasiva) e tireoidites induzidas por fármacos (amiodarona, lítio, interferon, inibidores de checkpoint). (0,02 p)

(II) Patogenia da tireoidite de Hashimoto e autoanticorpos

Esquema patogenético:

  • Doença autoimune órgão-específica com infiltração linfocítica crônica e destruição folicular progressiva. (0,02 p)
  • Predomínio de mecanismo celular (linfócitos T citotóxicos e citocinas) sobre a simples ação dos anticorpos. (0,02 p)
  • Anti-TPO (antiperoxidase): marcador mais sensível e característico da tireoidite crônica autoimune. (0,02 p)
  • Anti-Tg (antitireoglobulina): frequentemente associado, de menor especificidade isolada. (0,02 p)
  • Evolução natural habitual para hipotireoidismo primário (TSH elevado, T4 livre baixo), por perda de massa tireocitária. (0,02 p)

(III) Fisiopatologia da tireoidite subaguda granulomatosa e curva funcional

Esquema fisiopatológico e evolutivo:

  • Processo inflamatório pós-viral, com granulomas e células gigantes multinucleadas no interstício tireoidiano. (0,02 p)
  • O substrato histológico é a tireoidite granulomatosa, e não a destruição autoimune crônica. (0,02 p)
  • Fase inicial de tireotoxicose por escape: liberação de hormônio pré-formado dos folículos lesados (não por síntese aumentada). (0,02 p)
  • Fase intermediária de hipotireoidismo transitório, após esgotamento das reservas hormonais. (0,02 p)
  • Fase tardia de recuperação da eutireoidia na maioria dos pacientes, com restauração da arquitetura folicular. (0,02 p)

(IV) Tireoidite silenciosa/pós-parto versus Hashimoto

Esquema comparativo:

  • Ambas têm substrato autoimune linfocítico e podem cursar com anticorpos antitireoidianos. (0,02 p)
  • A forma silenciosa/pós-parto é autolimitada e temporalmente ligada ao puerpério (rebote imune após imunossupressão gestacional). (0,02 p)
  • Na fase tireotóxica da silenciosa há baixa captação de iodo (destruição, não hiperfunção), o que a distingue da doença de Graves. (0,02 p)
  • A Hashimoto é crônica e progressiva, com tendência à falência glandular permanente. (0,02 p)
  • Em Hashimoto os anticorpos (especialmente anti-TPO) tendem a persistir; na silenciosa a autoimunidade é, em regra, transitória ou de menor intensidade sustentada. (0,02 p)

(V) Princípios terapêuticos correlacionados ao mecanismo de lesão

Esquema terapêutico racional:

  • Hashimoto: reposição com levotiroxina quando houver hipotireoidismo; o alvo é a reposição hormonal, não a “cura” da inflamação. (0,02 p)
  • De Quervain: analgesia com AINE; corticosteroide se dor intensa; betabloqueador para sintomas adrenérgicos da fase tireotóxica. (0,02 p)
  • Tireotoxicose destrutiva (subaguda, silenciosa, pós-parto): não se usam tionamidas, pois não há síntese aumentada de hormônio. (0,02 p)
  • Tireoidite aguda infecciosa: antimicrobiano dirigido e drenagem se houver coleção/abscesso. (0,02 p)
  • Silenciosa/pós-parto: conduta em geral expectante; levotiroxina temporária apenas se o hipotireoidismo for sintomático ou prolongado. (0,02 p)


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - TIREOIDITES

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

CASO CLINICO: (226042 votos)..........98.14% dos casos clinicos receberam votos.
Enquanto trabalhava sentado em seu escritório, um homem de 28 anos referiu dor torácica do tipo pontada em hemitórax esquerdo de início súbito, que piorava a inspiração profunda. Jamais havia experimentado dor semelhante. Preocupado com sua sintomatologia, procurou emergência mais próxima, onde foi realizada radiografia de tórax:

Etilista de uma garrafa de cerveja ao dia; era tabagista de um maço de cigarros por dia durante 12 anos. Sem comportamento sexual de risco, era casado há cinco anos, onde mantinha relação monogâmica com sua esposa. Relatava ser portador de hipertrigliceridemia tratada com fibrato (etofibrato).
PERGUNTA-SE:
a) Qual o diagnóstico? (0,1 pontos)
b) Em sua história social existe algum fator de risco para esta complicação que você diagnosticou? (0,1 pontos)
c) Qual a condição que mais freqüentemente predispõe à esta complicação encontrada na radiografia de tórax? (0,2 pontos)
d) Qual a conduta a ser adotada? (0,1 pontos)


RATING: 4.09

PERGUNTA-SE:
a) Qual o diagnóstico?
Pneumotórax espontâneo primário.(0,1 p)
b) Em sua história social existe algum fator de risco para esta complicação que você diagnosticou?
Sim, o tabagismo(0,1 p).
c) Qual a condição que mais freqüentemente predispõe à esta complicação encontrada na radiografia de tórax?
Ruptura de bolhas (blebs) subpleurais(0,1 p)/ Tabagismo.(0,1 p)
d) Qual a conduta a ser adotada?
Drenagem do pneumotórax.(0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (4.09)




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