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O CHOQUE SEPTICO COMO EMERGÊNCIA PEDIATRICA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Atualmente, a sepse é a causa mai comum de morte no mundo inteiro. São entre 15 e 19 milhões de casos novos por ano. Na faixa etária pediatrica a incidência de 0,56 casos novos para cada 1000 crianças. Destes casos, 48% são casos de crianças menores que 1 ano (lactentes). A mortalidade, na bibliografia atual é de 2% dos pacientes previamente hígidos e de 10% para os pacientes com doença crônica. Isto, na hora atual, é considerado "normal" nas condições de atendimento conforme os protocolos. Na frente da suspeita de choque septico um medico precisa saber que cada hora de demora no atendimento aumenta a chance de mortalidade do paciente com 50%. O atendente precisa estar habilitado para levantar a suspeita, fazer o diagnóstico e já começar o tratamento do paciente em choque.

OBJETIVA: (1046392 votos)..........97.99% das questões objetivas receberam votos.
Quais dos seguintes indícios podem ser considerados como sinais de risco de abortamento:
I) presença de fluxo interviloso (intraplacentário) prematuro ao doppler colorido antes de 10 semanas na USG
II) o comprimento fetal cabeça-nadega de 17 mm
III) o crescimento do saco gestacional com menos de 3 mm/dia
IV) uma frequência fetal de 78 batimentos por minuto na setima semana de gravidez
A. apenas I, II e III
B. apenas III e IV
C. apenas II e III
D. apenas I, III e IV
E. apenas I e IV

  RATING: 2.89

Quais dos seguintes indícios podem ser considerados como sinais de risco de abortamento:

I) presença de fluxo interviloso (intraplacentário) prematuro ao doppler colorido antes de 10 semanas na USG
CORRETO: Na gravidez inicial não ocorre fluxo sanguineo interviloso até o fim do 1º trimestre (10sem), na área central da placenta, vez que nas regiões periféricas há fluxo interviloso na gravidez normal de 8 8-9sem. A presença de fluxo interviloso (intraplacentário) prematuro ao doppler colorido antes de 10 sem o risco de abortamento será 4 vezes maior.
II) o comprimento fetal cabeça-nadega de 17 mm
INCORRETO: O comprimento cabeça nádega: se desenvolve até 5mm=perda de 7,2%, se atingir 6 6-10mm=perda 3,3% e se atingir mais que 10mm=perda cai para 0,5%.
III) o crescimento do saco gestacional com menos de 3 mm/dia
INCORRETO: O saco gestacional é visualizado com 4,5 sem com 2 a 4 mm e cresce 1mm por dia.
IV) uma frequência fetal de 78 batimentos por minuto na setima semana de gravidez
INCORRETO: BCF ou atividade cardíaca é a primeira prova da vitabilidade (5 sem), a bradicardia fetal <85 bat/min entre 6 e 8 sem = 100% de perda.

A. apenas I, II e III
INCORRETO: veja os comentários acima
B. apenas III e IV
INCORRETO : veja os comentários acima
C. apenas II e III
INCORRETO : veja os comentários acima
D. apenas I, III e IV
INCORRETO : veja os comentários acima
E. apenas I e IV
CORRETO : veja os comentários acima

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.89)

DISCURSIVA: (178360 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram as quatro manobras clinicas provocativas para avaliação de um paciente com sindrome de desfiladeiro toracico (0,5 pontos)


RATING: 3.06

Enumeram as quatro manobras clinicas provocativas para avaliação de um paciente com sindrome de desfiladeiro toracico (0,5 pontos)

Foram descritas quatro manobras clínicas provocativas para avaliação de um paciente com suspeita de SDT. A perda ou a redução no pulso radial ou da reprodução dos sintomas neurais sugere um teste positivo.

(1) O teste de Adson (escaleno) provoca um estreitamento do espaço entre os escalenos anterior e médio, resultando em compressão da artéria subclávia e do plexo braquial. O paciente é instruído a inspirar maximamente e parar de respirar enquanto o seu pescoço é estendido completamente e a cabeça é girada na direção do lado afetado.Redução ou perda do pulso radial ipsilateral sugere compressão. (0,125 p)

(2) O teste de Halstead (costoclavicular) é usado para estreitar o espaço costoclavicular entre a primeira costela e a clavícula, deste modo causando compressão neurovascular. O paciente é instruído a colocar os seus ombros em uma posição de militar (recuados para trás e para baixo). Esta manobra causará modificações no pulso radial, se houver presente compressão de uma ou de ambas as artérias subclávias. (0,125 p)

(3) O teste de Wright (hiperabdução) leva a uma compressão das estruturas neurovasculares na região subcoracóide pelo tendão do peitoral, pela cabeça do úmero ou pelo processo coracóide. Para realizar esse teste, o braço do paciente é hiperabduzido 180 graus. Suspeita-se de compressão mediante redução ou perda do pulso radial. (0,125 p)

(4) O teste de Roos é realizado solicitando-se que o paciente abduza do seu braço 90 graus com uma rotação externa do ombro. Mantendo esta posição corporal, o teste de Roos modificado é realizado abrindo-se e fechando-se a mão rapidamente durante 3 minutos em uma tentativa de reproduzir os sintomas. (0,125 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

CASO CLINICO: (207835 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo masculino, 54 anos, com queixa de pirose retroesternal de longa data (há mais de 10 anos), com piora progressiva nos últimos 2 anos.

Vem apresentando regurgitação, principalmente no período noturno.

Teve emagrecimento de 2 kg nos últimos 12 meses (índice de massa corporal atual de 33 kg/m2).

Realizada endoscopia digestiva alta, observou-se ulceração esofágica, com friabilidade e presença de mucosa de aspecto róseo-avermelhado, circunferencial, com 4 cm de extensão, projetando proximalmente a partir da junção escamo-colunar. Foram realizadas biópsias da região da junção gastro-esofágica, cujo corte histológico é apresentado abaixo.

1) Qual o diagnóstico para esse paciente? - 0,1 pontos

2) Qual é o prognóstico para esse paciente? - 0,1 pontos

3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente? - 0,3 pontos




RATING: 3.03

1) Qual o diagnóstico?

Doença do refluxo gastro-esofágico (DRGE) complicada com esôfago de Barret. (0,1 p)

DISCUSSÃO: Trata-se de um paciente com queixas de queimação retroesternal e regurgitação, os dois sintomas mais frequentes em pacientes portadores de DRGE. Observa-se IMC de 33, ou seja, obesidade grau I, comum em pacientes que sofrem de DRGE. A endoscopia documenta a presença de esofagite erosiva e achados comuns ao esôfago de Barret. Este último é confirmado pelo corte histológico, onde notam-se áreas de epitélio colunar especializado ao nível da junção gastro-esofágica.

2) Qual é o prognóstico?

Em termos prognósticos, a incidência de adenocarcinoma é 40X maior nos pacientes com esôfago de Barret quando comparado com a população em geral. Requer, portanto, acompanhamento a longo prazo. O principal marcador de potencial de malignidade será a presença de displasia.  (0,1 p)

3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente?

  • inicialmente controlar a inflamação relacionada a DRGE com terapia antissecretória (0,1 p)
  • realizar nova endoscopia com múltiplas biópsias visando descartar a presença de displasia (preferencialmente confirmada por mais de um patologista). A ausência de displasia implica controle endoscópico a cada 2, 3 anos. Displasia leve, controle endoscópico semestral e posteriormente anual. Displasia de alto grau deve ser tratada com esofagectomia ou acompanhamento com biópsias, inicialmente a cada mês, e posteriormente trimestrais. (0,1 p)
  • Não há tratamento curativo específico usado rotineiramente para o esôfago de Barret. Portanto, além do acompanhamento endoscópico, a DRGE deve ser controlada, conforme sua evolução, com terapia clínica e/ou operatória. (0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.03)




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