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PRÉ E PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIAS FUNDAMENTAIS DO SISTEMA VASCULAR PERIFÉRICO (ÁREA DE CIRURGIA)

A cirurgia é um dos tratamentos utilizados em pessoas com doenças dos sistemas arterial, venoso e linfático. Entretanto, antes de confirmar se o procedimento é necessário e se pode ser realizado, uma série de exames pré-operatórios para a cirurgia vascular vão ser solicitados. 

Esse tipo de intervenção só é indicada quando o problema do paciente não pode ser tratado com procedimentos menos invasivos. 

A doença vascular é uma condição na qual coágulos sanguíneos, aterosclerose e outras condições bloqueiam o sistema circulatório, impedindo o fluxo normal de sangue no corpo. 

O período perioperatório abrange os períodos pré, intra e pós-operatório, até 30 dias.

OBJETIVA: (1395697 votos)..........95.08% das questões objetivas receberam votos.
Pedro, uma criança de 3 anos, foi atendido pela equipe de saúde da família na UBS de um município em situação epidêmica para dengue, mas que também já havia registrado a circulação do vírus Zika.
Havia iniciado dois dias antes com quadro de febre, recusa alimentar, hipoatividade e dor leve na garganta. A mãe relatou que havia observado, no dia de atendimento, manchas vermelhas pelo corpo da criança. Negou vômito, diarreia ou outros sinais e sintomas.
Sem relato de viagens recentes. A mãe informou ainda que Pedro havia recebido as vacinas preconizadas pelo Programa Nacional de Imunização.
Peso - 15 kg. Abdômen - Abdômen normotenso, indolor. Peristaltismo preservado. Ausência de visceromegalias. PA - 110 x 70 mmHg (sentado) / 110 x 70 mmHg (em posição ortostática - em pé). Tax - 38°C. AR - Murmúrio vesicular fisiológico, sem ruídos adventícios. Eupneico. AC - Bulhas cardíacas normofonéticas. RCR em dois tempos, sem sopros. FC: 110 bpm. Pele - Exantema morbiliforme em tronco e MMSS. Estado geral - Alerta, hidratado, corado. Estado geral regular. Ausência de rigidez nucal. Cavidade oral: Leve hiperemia de orofaringe, sem secreção.
Quanto o caso exposto acima, indique a afirmação VERDADEIRA:
A. Dengue deve ser considerada como a principal hipótese diagnóstica, pois o paciente apresenta critérios de suspeição clínica de dengue em meio a uma situação epidêmica, mas o diagnóstico diferencial com outras doenças exantemáticas precisa ser feito.
B. Realizar a prova do laço, mantendo o manguito insuflado na média da pressão arterial por 5 minutos.
C. Com as informações disponíveis, a classificação de risco da dengue nesta criança é C, devido ao exantema, que constitui um sinal de alarme
D. apesar da prova do laço ser negativa e de Pedro não apresentar sinais de alarme ou choque, toda criança deve ser considerada como condição clínica especial.
E. deve ser recomendado ao paciente a ingestão por via oral de aproximadamente 750 ml de líquido por dia, sendo um terço na forma de soro de reidratação oral

  RATING: 3.1

Pedro, uma criança de 3 anos, foi atendido pela equipe de saúde da família na UBS de um município em situação epidêmica para dengue, mas que também já havia registrado a circulação do vírus Zika.
Havia iniciado dois dias antes com quadro de febre, recusa alimentar, hipoatividade e dor leve na garganta. A mãe relatou que havia observado, no dia de atendimento, manchas vermelhas pelo corpo da criança. Negou vômito, diarreia ou outros sinais e sintomas.
Sem relato de viagens recentes. A mãe informou ainda que Pedro havia recebido as vacinas preconizadas pelo Programa Nacional de Imunização.
Peso - 15 kg. Abdômen - Abdômen normotenso, indolor. Peristaltismo preservado. Ausência de visceromegalias. PA - 110 x 70 mmHg (sentado) / 110 x 70 mmHg (em posição ortostática - em pé). Tax - 38°C. AR - Murmúrio vesicular fisiológico, sem ruídos adventícios. Eupneico. AC - Bulhas cardíacas normofonéticas. RCR em dois tempos, sem sopros. FC: 110 bpm. Pele - Exantema morbiliforme em tronco e MMSS. Estado geral - Alerta, hidratado, corado. Estado geral regular. Ausência de rigidez nucal. Cavidade oral: Leve hiperemia de orofaringe, sem secreção.
Quanto o caso exposto acima, indique a afirmação VERDADEIRA:

A. Dengue deve ser considerada como a principal hipótese diagnóstica, pois o paciente apresenta critérios de suspeição clínica de dengue em meio a uma situação epidêmica, mas o diagnóstico diferencial com outras doenças exantemáticas precisa ser feito.
CORRETO: O diagnóstico de dengue em crianças pode ser mais difícil do que no adulto, pois as manifestações clínicas podem ser ainda mais inespecíficas. No caso apresentado, Pedro possui quadro febril agudo, além de adinamia, hiporexia e exantema que, frente à situação epidêmica do município, devem levar à suspeita clínica de dengue. A hipótese de febre pelo Zika também precisa ser considerada pois apresenta quadro febril exantemático agudo e a circulação do Zika já foi documentado em seu município de residência. Além destes dois diagnósticos, como o quadro clínico inicial de outras infecções pode se assemelhar ao apresentado por Pedro, é muito importante a obtenção de uma boa história epidemiológica (viagens recentes, contato com carrapatos, contato com ratos ou água de enchente) e vacinal, além da realização do exame físico completo.
B. Realizar a prova do laço, mantendo o manguito insuflado na média da pressão arterial por 5 minutos.
INCORRETO : A realização da prova do laço em crianças com suspeita de dengue é importante para a classificação de risco, mas algumas adequações em relação à técnica proposta para o adulto são necessárias. A utilização de uma técnica semelhante à do adulto pode levar a um desconforto adicional para a criança e a uma interpretação incorreta dos seus resultados.
C. Com as informações disponíveis, a classificação de risco da dengue nesta criança é C, devido ao exantema, que constitui um sinal de alarme
INCORRETO : O exantema é observado com frequência na dengue e não constitui um sinal de alarme. Desta forma, esta criança não apresentava sinais de alarme ou choque e a sua prova do laço é negativa. O hemograma também não apresentou alterações relevantes no hematócrito. A classificação clínica inadequada do caso pode levar a um manejo clínico mais intensivo do caso, o que pode resultar em uma sobrecarga desnecessária do sistema de saúde.
D. apesar da prova do laço ser negativa e de Pedro não apresentar sinais de alarme ou choque, toda criança deve ser considerada como condição clínica especial.
INCORRETO : Você está correto em afirmar que esta criança não apresentava sinais de alarme ou choque. Além disso, a prova do laço foi negativa. O hemograma também não apresentou alterações relevantes no hematócrito. Entretanto, o paciente não se encontrava em condição clínica especial, pois tem mais de dois anos de idade. A classificação clínica inadequada do caso pode levar a um manejo clínico mais intensivo do caso, o que pode resultar em uma sobrecarga desnecessária do sistema de saúde.
E. deve ser recomendado ao paciente a ingestão por via oral de aproximadamente 750 ml de líquido por dia, sendo um terço na forma de soro de reidratação oral
INCORRETO : Crianças com suspeita de dengue classificadas como grupo A devem receber hidratação oral conforme o peso corpóreo. Na faixa de peso de Pedro, a orientação é de administrar 100 ml/kg/dia, sendo um terço deste volume na forma de soro de reidratação oral. Apesar da hidratação na febre do Zika não precisar ser tão vigorosa quanto na dengue, recomenda-se indicar o volume preconizado para dengue, até que haja uma melhor definição diagnóstica.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.1)

DISCURSIVA: (195453 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Em relação ao câncer de pulmão responda as questões abaixo:

1) Descreva detalhadamente o quadro clínico (história e exame físico) - 0,125 pontos
2) Descreva os exames complementares que podem ser realizados para a obtenção do diagnóstico histopatológico - 0,125 pontos
3) Quais as classificações atualmente utilizadas (clínica e histopatologica) - 0,125 pontos
4) Descreva o estadiamento utilizado - 0,125 pontos


RATING: 2.95

Em relação ao câncer de pulmão responda as questões abaixo:

1) Descreva detalhadamente o quadro clínico (história e exame físico) - 0,125 pontos
2) Descreva os exames complementares que podem ser realizados para a obtenção do diagnóstico histopatológico - 0,125 pontos
3) Quais as classificações atualmente utilizadas (clínica e histopatologica) - 0,125 pontos
4) Descreva o estadiamento utilizado - 0,125 pontos

1) Descreva detalhadamente o quadro clínico (história e exame físico)

Pacientes com 45 anos de idade ou mais, sexo masculino, tabagista de longa data, com piora ou aparecimento de sintomas respiratórios ou torácicos (dor torácica, dispnéia, tosse seca, tosse produtiva, hemoptoicos, hemoptise, arritmias cardíacas). Aparecimento de sinais e sintomas sistêmicos: síndromes paraneoplasicas, emagrecimento, nódulos cutâneos, baqueteamento digital, infecção pulmonar única ou recorrente, nódulos ou linfonodos supraclaviculares, sinais e sintomas de metástase a distância por via hematogênica para ossos, cérebro, fígado e suprarrenais. (0,125 p)

2) Descreva os exames complementares que podem ser realizados para a obtenção do diagnóstico histopatológico
  • Broncofibroscopia;
  • Biópsia Tumoral Transparietal dirigida por tomografia computadorizada de tórax (pulmonar, hepática, óssea, outras);
  • Biópsia de linfonodo supraclavicular ;
  • Biópsia de linfonodo mediastinal por mediastinoscopia, videotoracoscopia, mediastinotomia ou toracotomia;
  • Biópsia de pleura com agulha de Cope;
  • Biópsia pleural por toracoscopia (cirurgia videoassistida);
  • Ressecção das metástases (quando existirem e quando passiveis de ressecção);
  • Biópsia de nódulo cutâneo. (0,125 p)
3) Quais as classificações atualmente utilizadas (clínica e histopatologica)

(I) Classificação clínica:
  • tumores de pulmão não pequenas células
  • tumores de pulmão pequenas células (oat cell carcinoma)
(II) Classificação histopatologica:
  • Tumor de pulmão pequenas células
  • Carcinoma de pequenas células
  • Tumor de pulmão não pequenas células
  • Carcinoma espinocelular
  • Adenocarcinoma
  • Carcinoma de grandes células
  • Tumores neuroendócrinos
  • Tumores mistos (0,125 p)
4) Descreva o estadiamento utilizado
  • Estágio I: Tumor menor que 3,0 cm, envolto por pulmão, sem metástases;
  • Estágio II: Tumor maior que 3,0 cm com linfonodos hilares ou mediastinais comprometidos;
  • Estágio III: Tumor maior que 3,0 cm com linfonodos mediastinais comprometidos (homo ou contralaterais), invasão de parede torácica ou estruturas mediastinais não vitais;
  • Estágio IV: Tumor de pulmão com metástase a distância. (0,125 p)

FONTE:

SABISTON - TRATADO DE CIRURGIA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

CASO CLINICO: (227604 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Mulher de 35 anos, tabagista (20 maços-ano), previamente hígida, procura atendimento com quadro de 7 meses de evolução caracterizado por perda ponderal de 14 kg (apesar de apetite preservado), palpitações, intolerância ao calor, tremor fino de extremidades, sudorese excessiva, irritabilidade e evacuações amolecidas frequentes. Há 3 meses notou proptose bilateral progressiva, diplopia intermitente, lacrimejamento, fotofobia e edema periorbitário. Há 15 dias refere diminuição da acuidade visual no olho direito e dor retro-ocular. Nega uso de medicamentos ou contraste iodado recente.

Ao exame físico: PA 145 × 85 mmHg, FC 118 bpm (ritmo regular), temperatura 37,4 °C. Bócio difuso grau II, superfície lisa, frêmito e sopro sistólico sobre a glândula. Exoftalmia bilateral (Hertel 25 mm OD / 24 mm OE), restrição importante dos movimentos oculares (principalmente elevação e abdução), sinal de von Graefe positivo, quemose e hiperemia conjuntival. Fundo de olho: edema de disco óptico à direita. Lesões eritematosas, induradas e não depressíveis na região pré-tibial bilateral. Tremor fino distal e hiper-reflexia.

Exames laboratoriais iniciais: TSH < 0,01 mUI/L; T4 livre 5,1 ng/dL (VR 0,7–1,8); T3 total 345 ng/dL; TRAb (anticorpos antirreceptor de TSH) fortemente positivo (28 UI/L; VR < 1,75); anti-TPO positivo em título moderado. Ultrassonografia tireoidiana: glândula difusamente aumentada, hipoecogênica e com hipervascularização intensa ao Doppler. TC de órbitas: aumento volumoso dos músculos extraoculares (especialmente reto medial e inferior) com compressão apical do nervo óptico à direita (crowding apical).

O caso configura doença de Graves com hipertireoidismo clinicamente grave, orbitopatia de Graves ameaçadora da visão (neuropatia óptica distireóidea) e dermopatia tireoidiana.

(I) Qual o diagnóstico sindrômico e etiológico principal e qual o mecanismo fisiopatológico central envolvido? (0,11 pontos)
(II) Quais os principais exames confirmatórios e quais os achados laboratoriais e de imagem esperados neste contexto? (0,11 pontos)
(III) Como se classifica a gravidade e a atividade da orbitopatia neste paciente e qual a conduta terapêutica inicial prioritária diante da ameaça visual? (0,12 pontos)
(IV) Quais são as três modalidades clássicas de tratamento do hipertireoidismo na doença de Graves e qual a opção preferencial neste cenário específico de orbitopatia grave ativa?  (0,08 pontos)
(V) Quais fatores de risco modificáveis e medidas adjuvantes devem ser rigorosamente abordados no manejo global deste caso? (0,08 pontos)





RATING: 3.2

(I) Diagnóstico: Doença de Graves com hipertireoidismo autoimune + orbitopatia de Graves + dermopatia tireoidiana (0,03 p).
Mecanismo central: produção de autoanticorpos agonistas (TRAb) que se ligam e ativam constitutivamente o receptor de TSH nos tireócitos, gerando hiperplasia e hiperfunção glandular independente do eixo hipofisário (0,04 p).
Os mesmos autoanticorpos reconhecem antígenos compartilhados em fibroblastos orbitários e dérmicos, desencadeando inflamação, produção de glicosaminoglicanos e expansão tecidual (0,04 p).
(II) Confirmação laboratorial clássica: TSH suprimido + T4 livre e/ou T3 elevados + TRAb positivo (padrão-ouro diagnóstico) (0,03 p).
Exames complementares de suporte: ultrassonografia com Doppler (glândula difusa hipervascularizada) e, quando necessário, cintilografia (captação difusa elevada) (0,04 p).
Imagem orbitária (TC ou RM): aumento dos músculos extraoculares com compressão apical do nervo óptico (0,04 p).
(III) Classificação: orbitopatia moderada a grave e ativa (EUGOGO), com ameaça à visão por neuropatia óptica distireóidea (0,04 p).
Conduta prioritária imediata: glicocorticoides intravenosos em altas doses (metilprednisolona EV em esquema semanal ou diário conforme gravidade) sob supervisão especializada (0,04 p).
Avaliação multidisciplinar urgente (endocrinologia + oftalmologia) e consideração de descompressão orbitária se não houver resposta rápida (0,04 p).
(IV) Três modalidades clássicas: (1) drogas antitireoidianas (metimazol ou propiltiouracil), (2) iodo radioativo e (3) tireoidectomia (0,04 p).
No cenário de orbitopatia grave ativa, preferência por drogas antitireoidianas para controle do hipertireoidismo, evitando iodo radioativo (que pode agravar a orbitopatia) até estabilização da doença ocular (0,04 p).
(V) Fator de risco modificável principal e obrigatório: cessação completa e imediata do tabagismo (piora significativa da orbitopatia) (0,04 p).
Medidas adjuvantes: controle rigoroso da função tireoidiana, proteção ocular local (lubrificantes, oclusão noturna se necessário), selenium em áreas deficientes e abordagem multidisciplinar continuada (0,04 p).


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.2)




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