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Em ferimento do sigmoide por arma de fogo, ocorrido há menos de 8 horas, sem lesões associadas de outros órgãos nem contaminação peritoneal por fezes, a melhor conduta cirúrgica consiste em:
A. exteriorização da lesão na forma de uma colostomia
INCORRETO: Essa técnica, conhecida como colostomia em alça ou exteriorização da perfuração, é reservada para lesões mais graves ou contaminadas, onde a sutura primária não é viável; no caso apresentado, com ausência de contaminação e lesões associadas, ela seria excessiva, aumentando o risco de complicações estomais como prolapso ou infecção sem benefício proporcional.
B. ressecção do sigmoide com anastomose primária
INCORRETO : Implica remoção segmentar desnecessária do cólon em uma lesão presumivelmente localizada e controlável por sutura simples; embora a ressecção com anastomose seja indicada em casos de destruição tecidual extensa ou múltiplas perfurações, aqui não há indícios disso, tornando o procedimento mais radical e com maior risco de anastomose em ambiente potencialmente inflamado.
C. sutura primária com colostomia transversa
INCORRETO : Adiciona uma derivação proximal (colostomia transversa) à sutura, o que era prática comum em décadas passadas para 'proteger' a anastomose, mas evidências atuais demonstram que, em lesões de baixo risco sem contaminação, essa proteção é desnecessária e aumenta morbidade, como infecções no sítio da colostomia e necessidade de cirurgia subsequente para reversão.
D. sutura primária sem colostomia
CORRETO : Essa alternativa representa a abordagem mais adequada no contexto descrito, alinhada com as diretrizes contemporâneas de cirurgia de trauma colorretal, como as recomendadas pela Eastern Association for the Surgery of Trauma (EAST) e pela World Society of Emergency Surgery (WSES). Em lesões penetrantes do cólon sigmoide por arma de fogo, quando o tempo decorrido é inferior a 8 horas, ausente contaminação peritoneal significativa por fezes e sem lesões associadas em outros órgãos, a sutura primária isolada (sem derivação) é segura e eficaz, com taxas de complicações como fístulas ou infecções comparáveis ou inferiores às de procedimentos mais invasivos. Essa conduta minimiza morbidade, evita estomas desnecessários e promove recuperação mais rápida, desde que haja desbridamento adequado das bordas da lesão, irrigação peritoneal e ausência de fatores de risco adicionais como hipotensão persistente ou destruição tecidual extensa. Estudos prospectivos e meta-análises confirmam que, em cenários de baixo risco como esse, a reparação primária sem colostomia é preferível, reduzindo o tempo de hospitalização e melhorando a qualidade de vida pós-operatória.
E. ressecção do sigmoide com colostomia terminal e fechamento do coto distal
INCORRETO : Descreve o procedimento de Hartmann, indicado para situações de alta gravidade como peritonite fecal generalizada ou instabilidade hemodinâmica, não presentes aqui; essa abordagem seria excessivamente invasiva, prolongando a recuperação e exigindo reanastomose futura, sem justificativa em um ferimento isolado e recente sem contaminação.
Gabarito: D
RATING: 3.14 ![]()
FONTE:
1) Se a criança começa a ter convulsões generalizadas no pronto-socorro, qual é a primeira intervenção correta que deve ser instituída? (0,1 p)
De modo geral, deve-se garantir que o paciente tenha uma via aérea patente e estável e um estado hemodinâmico apropriado antes de proceder à próxima etapa do tratamento.
2) Após o controle das convulsões o lactente pode receber alta? Comenta a sua decisão. (0,4 p)
Em um paciente com convulsões, é importante obter a concentração sérica de glicose e eletrólitos para iniciar a avaliação aguda. Atividade convulsiva generalizada em um infante de 8 meses de idade é relativamente comum, havendo um grande número de possíveis explicações. Desarranjos metabólicos estão entre as causas mais comuns de convulsões nesta faixa etária. Embora hipomagnesemia possa causar convulsões, a hipoglicemia, hipocalcemia e hiponatremia são os três distúrbios metabólicos mais frequentemente associados às convulsões.
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