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A GESTAÇÃO PROLONGADA (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

O período de gravidez esta apreciado, pela regra do Naegele, a ser de 40 semanas, isto e, 9 meses + 10 dias do primeiro dia da ultima menstruação, ou seja, 280 dias – mas como existem grandes variações de período da menstruação e da ovulação, podemos considerar como uma gestação prolongada, sobreportada, a gravidez que atrasa mais de 42 semanas, mais de 294 dias (ou seja 280+14 dias).

Aproximadamente 5% das gestações vão mais de 294 dias mesmo. A gestação prolongada parece a ter tendência a recidiva (duas vezes maior o risco por grávidas que já tiveram gravidez prolongada).

Clássico, a literatura de especialidade considerava que ultrapassar 40 semanas já pode classificar a gestação como sendo prolongada, mas o numero grande de gestações que acabam depois este prazo estabeleceu que o prazo exato para evitar quaisquer complicações por obstetra, impedir algumas manobras intempestivas ou ser responsabilizado juridicamente, e de 42 semanas.

O intervalo de 40-42 semanas pode ser considerado, eventualmente como se fosse um período de atenção, reservada para vigiar com cuidado a grávida,

OBJETIVA: (1365355 votos)..........95.6% das questões objetivas receberam votos.
Considerando que foi desenvolvido um teste novo, para detecção de uma nova doença que pode ser transmitida pelo sangue, para candidatos a doador em um banco de sangue, qual atributo do teste seria mais importante garantir?
A. Positividade
B. Especificidade
C. Veracidade
D. Sensibilidade
E. Prevalência

  RATING: 3.1

Considerando que foi desenvolvido um teste novo, para detecção de uma nova doença que pode ser transmitida pelo sangue, para candidatos a doador em um banco de sangue, qual atributo do teste seria mais importante garantir?

A. Positividade
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Especificidade
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Veracidade
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Sensibilidade
CORRETO : Um teste com boa sensibilidade é aquele capaz de identificar os indivíduos que são realmente doentes (testes positivos entre os indivíduos doentes). Um teste com boa especificidade é aquele capaz de identificar os indivíduos que não são doentes (testes negativos entre os indivíduos não-doentes). No caso da questão, é importante identificar e excluir como doador aqueles indivíduos que realmente apresentam a doença em questão
E. Prevalência
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.1)

DISCURSIVA: (193289 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre a epidemiologia, fatores de risco e detecção precoce do câncer de próstata, responda:

  1. Quais são os principais dados de incidência em escala mundial e no Brasil, incluindo o impacto da introdução do PSA? (0,14 pontos)
  2. Quais os principais fatores de risco, com ênfase em idade, hereditariedade e variação racial? (0,18 pontos)
  3. Qual a diferença conceitual entre screening populacional e detecção precoce, e quais as principais considerações para sua indicação? (0,08 pontos)
  4. Como deve ser realizada a detecção precoce, incluindo métodos recomendados e critérios para indicação de biópsia? (0,1 pontos)




RATING: 2.92

Sobre a epidemiologia, fatores de risco e detecção precoce do câncer de próstata, responda:

  1. Quais são os principais dados de incidência em escala mundial e no Brasil, incluindo o impacto da introdução do PSA? (0,14 pontos)
  2. Quais os principais fatores de risco, com ênfase em idade, hereditariedade e variação racial? (0,18 pontos)
  3. Qual a diferença conceitual entre screening populacional e detecção precoce, e quais as principais considerações para sua indicação? (0,08 pontos)
  4. Como deve ser realizada a detecção precoce, incluindo métodos recomendados e critérios para indicação de biópsia? (0,1 pontos)


1. Principais dados de incidência

  • Mundialmente, o câncer de próstata configura a segunda neoplasia maligna mais frequente entre indivíduos do sexo masculino (0,04 p).
  • No Brasil, equivale ao tumor mais comum (com exceção dos tumores de pele não melanoma), com risco de 62 por 100 mil homens, valores mais altos na região Sudeste, seguidos pelas regiões Centro-Oeste e Sul (0,05 p).
  • A introdução do PSA após a década de 1990 resultou em elevação acentuada da incidência, favorecendo o diagnóstico precoce na forma de doença localizada; subsequentemente observou-se declínio no número de diagnósticos, seguido de estabilização (0,05 p).

2. Principais fatores de risco

  • Existe relação clara e direta entre o avanço da idade e o aumento progressivo na incidência; a frequência com que a neoplasia é detectada em estudos de autópsia cresce de forma contínua conforme a idade do indivíduo (0,04 p).
  • O risco se eleva significativamente em famílias nas quais um ascendente apresentou a doença, sendo observado que quanto mais precoce o diagnóstico no familiar, maior o risco conferido aos descendentes (0,04 p).
  • Gêmeos univitelinos exibem concordância quatro vezes superior em relação a gêmeos bivitelinos; esses achados reforçam o importante papel da herança genética na etiopatogênese da doença (0,05 p).
  • A incidência é influenciada pela raça: homens negros apresentam taxas substancialmente mais altas quando comparados a homens brancos ou asiáticos; no Brasil identifica-se aumento relativo na prevalência entre negros, correspondendo a um risco relativo de aproximadamente 1,5 (0,05 p).

3. Diferença conceitual e considerações para indicação

  • É fundamental diferenciar as duas modalidades, ambas com o objetivo de reduzir a mortalidade por câncer de próstata (0,04 p).
  • Detecção precoce refere-se à investigação direcionada a indivíduos específicos, e não a uma política de busca ativa em pacientes assintomáticos como ocorre no screening populacional; a estratégia deve ser individualizada, direcionada aos pacientes que apresentam maior probabilidade de benefício com o tratamento (0,04 p).

4. Realização da detecção precoce

  • Antes de indicar a detecção precoce é necessário analisar comorbidades do paciente, estado de saúde atual, expectativa de vida e outros fatores de risco; pacientes com expectativa de vida inferior a 10 anos, com comorbidades descontroladas ou portadores de doenças graves não apresentam benefício (0,05 p).
  • Grupos de maior risco (homens negros, história familiar positiva ou ascendentes diagnosticados em idade jovem) devem ser estimulados a realizar avaliação anual por meio de exame de toque retal e dosagem de PSA; a detecção precoce também deve ser oferecida a pacientes que manifestam desejo de investigação, mesmo na ausência dos fatores de risco mencionados (0,05 p).


FONTE:

NEOPLASIA DE PROSTATA - PLATAFORMA MISODOR


AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

CASO CLINICO: (225480 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Dona Sebastiana, 55 anos, procura atendimento na Unidade Básica de Saúde com queixa de cefaléia occipital, tontura, fraqueza, polidipsia e poliuria. Ao exame: Peso 85kg, Estatura 158 cm, PA: 160/110 mmHg, FC: 88 bpm. Traz com ela os seguintes exames realizados há dois dias: Triglicérides 600 mg/dl; Colesterol total 400 mg/dl, glicemia de jejum 180 mg/dl, Uréia 60 mg/dl, Creatinina 1,2 mg/dl.
1) Quais são os principais diagnósticos de dona Sebastiana? (0,1 pontos)
2) Descreva o melhor plano terapêutico para dona Sebastiana. (0,2 pontos)
3) Descreva as possíveis complicações que dona Sebastiana está sujeita caso não seja tratada adequadamente. (0,2 pontos)



RATING: 3.09

1) Quais são os principais diagnósticos de dona Sebastiana?
- Dislipidemia mista (Hipercolesterolemia + hipertrigliceridemia);(0.025 p)
- Provável Diabetes tipo 2;(0.025 p)
- Provável Hipertensão arterial;(0.025 p)
- Obesidade grau I (IMC=34);(0.025 p)
2) Descreva o melhor plano terapêutico para dona Sebastiana.
I) Obesidade.
- Dieta hipocalórica, com déficit 500 a 1000 kcal. (0,008 p)
- Atividade física – 30 a 60 minutos de atividade moderada 3 a 7 vezes por semana. (0,008 p)
- Considerará farmacoterapia caso não haja resposta em 6 meses. (0,008 p)
II) Dislipidemia. a) tratamento não farmacologico - Dieta pobre em gorduras, colesterol e gorduras saturadas. (0,008 p)
- Abstenção do consumo de álcool é recomendada em todos os casos de dislipidemias. (0,008 p)
- Caso se confirme o diagnóstico de diabetes tipo 2 é fundamental a dieta pobre em carboidratos e controle dos níveis glicêmicos. (0,008 p)
- Exercícios físicos (0,008 p)
b) Caso não sejam atingidos níveis satisfatórios de controle, optar por tratamento farmacológico. Os grupos de drogas a serem consideradas são: - Estatinas, (0,008 p)
- Fibratos, (0,008 p)
- Resinas ligadoras de ácidos biliares (0,008 p)
- Ácido nicotínico. (0,008 p)
- Confirmar as hipóteses de diabetes tipo 2 e hipertensão arterial com mais uma dosagem de glicose em jejum e pelo menos mais duas medidas de pressão arterial em uma nova consulta respectivamente. (0,008 p)
III) Hipertensão arterial:
a) Tratamento não farmacológico - estímulo à normalização do peso, (0,008 p)
- dieta hipossódica rica em frutas e vegetais, (0,008 p)
- limitação do consumo de álcool. (0,008 p)
b) Tratamento farmacológico (Caso necessário na avaliação de risco e seguimento): - considerar como agentes preferenciais os inibidores de enzima conversora de angiotensina (IECA), (0,008 p)
- diuréticos, (0,008 p)
- bloqueadores de canais de cálcio (0,008 p)
- beta-bloqueadores ou alfa-bloqueadores (0,008 p)
- inibidores de AT2; (0,008 p)
IV) Diabetes: a) Tratamento não farmacológico, - estímulo à normalização do peso (0,008 p)
- dieta com restrição de açucares (0,008 p)
- atividade física (0,008 p)
b) Tratamento farmacológico (Caso necessário na avaliação de risco e seguimento): - considerar como agente preferencial a Metformina (biquanida) (0,008 p)
- utilização de sulfoniluréias (alternativa aceitável) (0,008 p)
3) Descreva as possíveis complicações que dona Sebastiana está sujeita caso não seja tratada adequadamente. (0,2 pontos) Acidente Vascular Encefálico; (0,011 p)
Insuficiência coronariana; (0,011 p)
Insuficiência arterial periférica; (0,011 p)
Pancreatite; (0,011 p)
Retinopatia;Insuficiência renal; (0,011 p)
Insuficiência cardíaca; (0,011 p)
Trombose venosa profunda; (0,011 p)
Crise hipertensiva; (0,011 p)
Apnéia obstrutiva do sono; (0,011 p)
Síndrome da hipoventilação; (0,011 p)
Esteatose hepática não alcoólica; (0,011 p)
Doença de refluxo gastro-esofágico; (0,011 p)
Osteoartrose; (0,011 p)
Risco aumentado de câncer em obesos; (0,011 p)
Pé diabético; (0,011 p)
Catarata. (0,011 p)
Neuropatias sensitivo-motoras; (0,011 p)
Neuropatias autonômicas; (0,013 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.09)




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