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INDICADORES DE SAÚDE E INDICADORES DE ATENÇÃO BASICA (ÁREA DE SAUDE PUBLICA)

Após os cuidados a serem observados quanto à qualidade e cobertura dos dados de saúde, é preciso transformar esses dados em indicadores que possam servir para comparar o observado em determinado local com o observado em outros locais ou com o observado em diferentes tempos. Portanto, a construção de indicadores de saúde é necessária para:

  1. analisar a situação atual de saúde;
  2. fazer comparações;
  3. avaliar mudanças ao longo do tempo

Os indicadores de saúde, tradicionalmente, tem sido construídos por meio de números.

Em geral, números absolutos de casos de doenças ou mortes não são utilizados para avaliar o nível de saúde, pois não levam em conta o tamanho da população. Dessa forma, os indicadores de saúde são construídos por meio de razões (freqüências relativas), em forma de proporções ou coeficientes.


OBJETIVA: (1414366 votos)..........96.05% das questões objetivas receberam votos.
Você atende no ambulatório um escolar de 8 anos acompanhado pela mãe e a mesma traz uma carta da escola que relata um mau desempenho escolar associado a dificuldade de concentração e excesso de conversa. Segundo a professora a criança não consegue permanecer por mais de poucos minutos em sua cadeira, levantando-se constantemente. Este fato prejudica o bom andamento da aula. A mãe refere que em casa a criança fala excessivamente, não é capaz de se concentrar para fazer seu dever de casa, além de incomodar os irmãos e as visitas com sua constante agitação. Qual é sua principal hipótese diagnóstica e o tratamento farmacológico de primeira linha indicado, caso se confirme o diagnóstico?
A. Transtorno obsessivo compulsivo / Haloperidol
B. Autismo / Clorpromazina
C. Ausência / Ácido Valpróico
D. Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade / Ritalina
E. Epilepsia do lobo temporal / Carbamazepina

  RATING: 2.99

Você atende no ambulatório um escolar de 8 anos acompanhado pela mãe e a mesma traz uma carta da escola que relata um mau desempenho escolar associado a dificuldade de concentração e excesso de conversa. Segundo a professora a criança não consegue permanecer por mais de poucos minutos em sua cadeira, levantando-se constantemente. Este fato prejudica o bom andamento da aula. A mãe refere que em casa a criança fala excessivamente, não é capaz de se concentrar para fazer seu dever de casa, além de incomodar os irmãos e as visitas com sua constante agitação. Qual é sua principal hipótese diagnóstica e o tratamento farmacológico de primeira linha indicado, caso se confirme o diagnóstico?

A. Transtorno obsessivo compulsivo / Haloperidol
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Autismo / Clorpromazina
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Ausência / Ácido Valpróico
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade / Ritalina
CORRETO : O Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade deve ser a principal hipótese diante deste escolar que apresenta estas alterações de comportamento. O diagnóstico é confirmado através de um questionário (“check-list”) com a mãe e também na escola com o educador. Seis ou mais sintomas que persistem há pelo menos 6 meses confirmam o diagnóstico. É importante que estas alterações de conduta sejam observadas em 2 ambientes diferentes (Ex.:casa e escola). O tratamento de 1ª linha é feito com estimulantes como os metilfenidatos (Ex.: Ritalina).
E. Epilepsia do lobo temporal / Carbamazepina
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.99)

DISCURSIVA: (197612 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Descreva a sequência de sintomas oculares decorrentes da hipovitaminose A. (0,5 pontos)




RATING: 3.09

Descreva a sequência de sintomas oculares decorrentes da hipovitaminose A. (0,5 pontos)


Sequência dos sintomas oculares:


O primeiro sintoma é a cegueira noturna / nictalopia (XN) (0,12 p): o paciente enxerga mal ao entardecer, a criança tropeça ou recusa-se a brincar no escuro. Segue-se a xerose conjuntival (X1A) (0,08 p): a conjuntiva perde o brilho, fica opaca, enrugada e seca pela perda de células de Goblet e de mucina. Sobre esse terreno surgem as manchas de Bitot (X1B) (0,10 p): placas branco-acinzentadas, espumosas, em geral na conjuntiva bulbar temporal junto ao limbo (células queratinizadas descamadas + Corynebacterium xerosis). Atingida a córnea, aparece a xerose corneana (X2) (0,08 p): superfície fosca, opaca, com erosões pontilhadas — último estágio em que a reposição em alta dose ainda pode preservar a visão basal. Sem tratamento, evolui para úlcera de córnea / ceratomalácia (X3A se < 1/3; X3B se ≥ 1/3) (0,08 p): necrose coliquativa, amolecimento e risco de perfuração (emergência). A sequela é a cicatriz corneana (XS) (0,04 p), com prejuízo visual estrutural. O fundus xeroftálmico (XF) é raro e de deficiência crônica.


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - DISVITAMINOSES

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.09)

CASO CLINICO: (229799 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
RSC, 2 anos, sexo feminino, natural e procedente de Bahia.
QUEIXA PRINCIPAL: Febre alta e adinamia há 15 dias.
Há 15 dias paciente iniciou quadro de febre alta (39o C), associado a adinamia, anorexia, sonolência e aumento progressivo do volume abdominal. No mesmo período apresentou tosse produtiva porém sem expectoração, além de edema em pés. Nega vômitos, diarreia, sangramentos ou alterações urinárias. Genitora levou a criança ao Hospital Gonçalves Martins onde foi tratada para pneumonia (SIC) e realizou parasitológico de fezes que revelou Giárdia e Ancilostomídeo.
Nega viroses da infância, tuberculose, hepatites, cardiopatias, hemotransfusões, intervenções cirúrgicas e alergia medicamentosa.
AR. Som claro pulmonar, murmúrio vesicular rude sem ruídos adventícios. ACV: Precórdio calmo, bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros. ABDÔMEN. Globoso as custas de visceromegalia, rígido, indolor a palpação, RHA não audíveis, ausência de ascite, fígado palpável a 4 cm do rebordo costal direito e a 2,5 cm do apêndice xifóide, baço palpável a 8 cm do rebordo costal esquerdo. EXTREMIDADES bem perfundidas e sem edema.SNC. Sem sinais de irritação meníngea.
Genitora G1 P1 A0, gestação sem intercorrências, realizado pré-natal, parto normal a termo, criança chorou ao nascer. Peso 2300 g, genitora não fumou nem ingeriu bebidas alcoólicas na gestação.
Reside em casa com infra-estrutura sanitária adequada, onde moram 10 pessoas. Epidemiologia negativa para Chagas e positiva para esquistossomose. Cria cachorros e gatos.

A) Enumeram 5 hipóteses diagnosticas (0,25 p)
B) Para a mais provável hipótese, indiquem o tratamento adequado. (0,25 p)





RATING: 2.68

A)  Enumeram 5 hipóteses diagnosticas.

HIPÓTESES DIAGNOSTICAS:
1) Calazar: pancitopenia + perda ponderal + esplenomegalia acentuada, com baço indolor, superfície lisa e consistência normal + hepatomegalia não muito acentuada, com fígado de superfície lisa e consistência discretamente aumentada + febre de longa duração, com picos elevados e diários + epidemiologia (0,05 p)

2) Salmonelose de curso prolongado: febre prolongada, elevada e irregular + esplenomegalia acentuada + hepatomegalia, com fígado de consistência firme e levemente doloroso à palpação + perda ponderal + diarréia intercalada com períodos de obstipação. Fezes contendo muco e sangue + dor abdominal tipo cólica + leucocitose com aumento de eosinófilos+ anemia + plaquetas normais (0,05 p)

3) Malária: hepatoesplenomegalia+ febre contínua alternada com terçã ou quartã + calafrios + sudorese profusa + anemia(30%) + leucopenia(37%) + plaquetopenia(56%) nas formas graves (0,05 p)

4) Esquistossomose mansônica aguda: febre não contínua, prolongada, elevada, com sudorese e calafrios + diarréia + perda ponderal + hepatoesplenomegaliadiscreta + leucocitose com eosinofilia+ epidemiologia (0,05 p)

5) Doenças linfoproliferativas: LMA-pancitopenia variável + febre(de origem infecciosa) + hepatoesplenomegalia+ adenomegalia + hemorragia. LLA-anemia + plaquetopenia + leucocitose variável + adenomegalia + esplenomegalia (0,05 p)

B)   Para a mais provável hipótese, indiquem o tratamento adequado.
HIPÓTESE PRINCIPAL E TRATAMENTO: Considerando o caso acima apresentado, o mais provável diagnostico e a leishmaniose infantil. O tratamento convencional com Antimonial Pentavalente vem diminuindo sua eficácia devido a um aumento da resistência à droga com consequente recaída da doença. Além disso os efeitos tóxicos da droga são importantes: hepatotoxicidade, cardiotoxicidade, rash, e recentes estudos descreveram casos de pancreatite secundário ao uso da droga.
Anfotericina B lipossomal é o tratamento mais indicado nesta idade. para crianças com L.infantum a dose total é de 18 mg/kg (3 mg/kg/dia) por 05 dias e mais 3 mg/kg no D10 após a alta hospitalar.

(0,25 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.68)




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