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DENGUE (ÁREA DE PEDIATRIA)

Os dados de anamnese e exame físico serão utilizados para estadiar os casos e para orientar as medidas terapêuticas cabíveis. É importante lembrar que a dengue é uma doença dinâmica, o que permite que o paciente evolua de um estágio a outro rapidamente. O manejo adequado dos pacientes depende do reconhecimento precoce de sinais de alerta, do contínuo monitoramento e reestadiamento dos casos e da pronta reposição hídrica.
Com isso, torna-se necessária a revisão da história clínica acompanhada do exame físico completo, a cada reavaliação do paciente, com o devido registro em instrumentos pertinentes (prontuários, ficha de atendimento, cartão de acompanhamento).
Atenção: os sinais de alerta e o agravamento do quadro costumam ocorrer na fase de remissão da febre. Não há tratamento específico para a dengue, o que o torna eminentemente sintomático ou preventivo das possíveis complicações. As drogas antivirais, o interferon alfa e a gamaglobulina, testada até o momento, não apresentaram resultados satisfatórios que subsidiem sua indicação terapêutica

OBJETIVA: (1111362 votos)..........99.45% das questões objetivas receberam votos.
D.A.S, sexo masculino, 3 meses, pardo, é admitido em hospital infantil com baixo peso e ganho ponderal insuficiente desde o nascimento. A gestação foi conduzida com quatro consultas pré-natais, tendo apresentado infecção do trato urinário não tratada. O paciente nasceu de parto eutócico, hospitalar, com 28 semanas de idade gestacional, 1.720 g, 42 cm de comprimento, 26 cm de perímetro cefálico, Apgar de oito no primeiro minuto e nove no quinto minuto. Recebeu alta hospitalar com peso adequado para idade gestacional e em aleitamento materno exclusivo.
No primeiro mês de vida, o lactente é internado na maternidade onde nasceu com quadro clínico de convulsão associada à hipoglicemia e desnutrição grave. A genitora não alimentava seu filho adequadamente e relatava ter dificuldade para amamentar.
Nesta consulta apresentava-se com estado geral comprometido, emagrecido, irritado, corado, hidratado, eupneico, anictérico, acianótico, afebril, pele ressecada e enrugada. Temperatura axilar: 36,4°C. Saturação de Oxigênio: 98%. Frequência cardíaca: 160 bpm. Frequência respiratória: 32irpm. Peso: 1.870 g. Comprimento: 46 cm. Superfície corpórea: 0,16 m². Fontanela anterior palpável sem abaulamentos. Ao exame cardiovascular, sopro sistólico (++/6+) em foco tricúspide. Aparelho respiratório e gastrointestinal sem alterações. Genitália masculina típica, testículos não palpáveis.
Foi solicitada dosagem de 17-OHP com valor de 416 ng/dL (referência para 1 a 6 meses = 13,0 a 173,0 ng/dL) e tomografia computadorizada de abdômen, que evidenciou aumento do volume da adrenal bilateralmente com perda de sua morfologia habitual.
A principal hipotese diagnostica:
A. desnutrição protein-calorica por negligência familiar
B. hiperplasia adrenal congênita
C. síndrome de Bart
D. síndrome de X frágil
E. fibrose cística

  RATING: 3.04

D.A.S, sexo masculino, 3 meses, pardo, é admitido em hospital infantil com baixo peso e ganho ponderal insuficiente desde o nascimento. A gestação foi conduzida com quatro consultas pré-natais, tendo apresentado infecção do trato urinário não tratada. O paciente nasceu de parto eutócico, hospitalar, com 28 semanas de idade gestacional, 1.720 g, 42 cm de comprimento, 26 cm de perímetro cefálico, Apgar de oito no primeiro minuto e nove no quinto minuto. Recebeu alta hospitalar com peso adequado para idade gestacional e em aleitamento materno exclusivo.
No primeiro mês de vida, o lactente é internado na maternidade onde nasceu com quadro clínico de convulsão associada à hipoglicemia e desnutrição grave. A genitora não alimentava seu filho adequadamente e relatava ter dificuldade para amamentar.
Nesta consulta apresentava-se com estado geral comprometido, emagrecido, irritado, corado, hidratado, eupneico, anictérico, acianótico, afebril, pele ressecada e enrugada. Temperatura axilar: 36,4°C. Saturação de Oxigênio: 98%. Frequência cardíaca: 160 bpm. Frequência respiratória: 32irpm. Peso: 1.870 g. Comprimento: 46 cm. Superfície corpórea: 0,16 m². Fontanela anterior palpável sem abaulamentos. Ao exame cardiovascular, sopro sistólico (++/6+) em foco tricúspide. Aparelho respiratório e gastrointestinal sem alterações. Genitália masculina típica, testículos não palpáveis.
Foi solicitada dosagem de 17-OHP com valor de 416 ng/dL (referência para 1 a 6 meses = 13,0 a 173,0 ng/dL) e tomografia computadorizada de abdômen, que evidenciou aumento do volume da adrenal bilateralmente com perda de sua morfologia habitual.
A principal hipotese diagnostica:

A. desnutrição protein-calorica por negligência familiar
INCORRETO: A desnutrição é classificada em ‘primária’ quando resulta da combinação de fatores ambientais como oferta alimentar insuficiente em energia e nutrientes, falta de acesso às condições sanitárias e aos serviços de saúde, e cuidados infantis inadequados; e como ‘secundária’ quando ocorre devido a doenças subjacentes que causam inadequado aproveitamento funcional e biológico dos nutrientes disponíveis e/ou elevação do gasto energético.
B. hiperplasia adrenal congênita
CORRETO : A deficiência da enzima 21-hidroxilase como resultado da mutação do gene CYP21A2 é a forma mais comum de HAC. Como se trata de doença autossômica recessiva é esperada distribuição uniforme entre os sexos; entretanto, quando baseado em diagnóstico clínico, as meninas predominam em relação aos meninos (4:1), uma vez que nelas as mudanças na genitália externa tornam o diagnóstico mais evidente. Em contraste, os meninos com a forma perdedora de sal da HAC geralmente morrem sem o diagnóstico, o que é sugerido pela relativa escassez de relato de casos dessa condição no sexo masculino. A forma clássica perdedora de sal da HAC no sexo masculino se apresenta tipicamente nos primeiros 14 dias de vida com vômitos, perda de peso, letargia, diarreia, acidose, hiponatremia e hipercalemia, e níveis séricos de 17-hidroxiprogesterona (17OHP) mais elevados do que nos pacientes não perdedores de sal. Neste relato, o paciente apresentou baixo ganho ponderal ao longo dos primeiros três meses de vida associado a um contexto social de possível maus tratos e fraco vínculo mãe-filho, o que pode ter contribuído para que a hipótese diagnóstica inicial fosse desnutrição proteico-calórica, sendo investigado para HAC por deficiência de 21-hidroxilase somente após resposta insuficiente a terapia nutricional.
C. síndrome de Bart
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. síndrome de X frágil
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. fibrose cística
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.04)

DISCURSIVA: (180922 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Referente a bilirrubinemia grave do recém nascido - a investigação da etiologia implica exames realizados rotineiramente. Quais são esses exames?


RATING: 3.06

Referente a bilirrubinemia grave do recém nascido - a investigação da etiologia implica exames realizados rotineiramente. Quais são esses exames?

A investigação da etiologia da hiperbilirrubinemia, independentemente da idade gestacional e da idade pós-natal, inclui o quadro clínico e os exames realizados rotineiramente em bancos de sangue e laboratórios clínicos apresentados abaixo:
  • Bilirrubina total e frações indireta e direta (0,0625 p);
  • Hemoglobina e hematócrito com morfologia de hemácias, reticulócitos e esferócitos (0,0625 p);
  • Tipo sanguíneo da mãe e RN para sistemas ABO e Rh (antígeno D) (0,0625 p);
  • Coombs direto no sangue de cordão ou do RN (0,0625 p);
  • Pesquisa de anticorpos anti-D (Coombs indireto) se mãe Rh (D ou Du) negativo (0,0625 p);
  • Pesquisa de anticorpos maternos para antígenos irregulares (anti-c, anti-e, anti-E, antiKell, outros) se mãe multigesta/transfusão sanguínea anterior e RN com Coombs direto positivo (0,0625 p);
  • Dosagem sanguínea quantitativa de glicose-6-fosfato desidrogenase (G-6-PD) (0,0625 p);
  • Dosagem sanguínea de hormônio tireoidiano e TSH (exame do pezinho) (0,0625 p);

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

CASO CLINICO: (210843 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Um homem de 52 anos dá entrada na Emergência referindo dor subesternal de início há cerca de 2 horas, em queimação, após esforço físico. Mesmo após ter repousado por alguns minutos a dor persistiu e resolveu então procurar o setor de Emergência. É tabagista, dislipidêmico e hipertenso, fazendo uso de atorvastatina e atenolol, 50 mg/dia. Exame físico: PA = 90 x 60 mmHg, FC = 60 bpm; lúcido, orientado, acianótico, anictérico, cabeça e pescoço sem alterações; RCR e presença de B4, pulmões limpos, abdome sem visceromegalias e membros nada digno de nota. O ECG foi realizado:

a) Qual o diagnóstico?
b) Cite os principais fatores de risco para doença cardiovascular apresentados pelo paciente.
c) Descreva o tratamento adequado para o caso.
d) Cite uma droga proscrita frente a esse caso.


RATING: 2.96

a) Qual o diagnóstico?
IAM com supra de ST inferior (0,0625 p) e de ventrículo direito.(0,0625 p)
b) Cite os principais fatores de risco para doença cardiovascular apresentados pelo paciente:
Tabagismo (0,0625 p), dislipidemia (0,0625 p) e hipertensão arterial.(0,0625 p)
c) Descreva o tratamento adequado para o caso:
Infusão de SF 0,9% (0,0625 p) e trombólise ou angioplastia primária (0,0625 p).
d) Cite uma classe de remédios prescrita frente a esse caso:
Nitratos. (0,0625 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.96)




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