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PARVOVIROSES E ERITEMA INFECCIOSO (ÁREA DE PEDIATRIA)

O parvovírus B19 é o único Parvoviridae considerado patogênico para seres humanos: infecta e destrói precursores eritróides, sendo, por este motivo, incluído no gênero Erythrovirus. Yvonne Cossart descobriu-no acidentalmente em 1974, quando tentava detectar HBsAg em lotes de soro humano. sendo o único parvovírus que é patogênico para seres humanos.
A freqüência da infecção na população pediátrica definiu o parvovírus B19 como a causa da quinta doença ou eritema infeccioso, que é um exantema clássico e bem reconhecido da infância.
Os parvovírus são pequenos vírus DNA que infectam várias espécies animais. Como um grupo, os parvovírus incluem vários patógenos animais importantes, incluindo o parvovírus canino e o vírus da panleucopenia felina. Os parvovirus humanos não infectam outros animais e os parvovírus animais não infectam os seres humanos.

OBJETIVA: (1436966 votos)..........96.26% das questões objetivas receberam votos.
Paciente feminina, branca, 65 anos, vem à consulta devido a episódios de escape fecal. Refere 3 partos normais laboriosos, sendo o primeiro há 40 anos e o último há 32 anos. Para a sua melhor investigação, é indicada uma avaliação funcional do ânus com manometria e tempo de latência motora do nervo pudendo (TLMNP). Quais os resultados mais prováveis dessa investigação?
A. pressão de contração de repouso normal, pressão de contração voluntária normal, TLMNP normal
B. pressão de contração de repouso diminuída, pressão de contração voluntária normal, TLMNP normal
C. pressão de contração de repouso normal, pressão de contração voluntária diminuída, TLMNP normal
D. pressão de contração de repouso normal, pressão de contração voluntária normal, TLMNP diminuída
E. pressão de contração de repouso diminuída, pressão de contração voluntária normal, TLMNP diminuída

  RATING: 2.75

Paciente feminina, branca, 65 anos, vem à consulta devido a episódios de escape fecal. Refere 3 partos normais laboriosos, sendo o primeiro há 40 anos e o último há 32 anos. Para a sua melhor investigação, é indicada uma avaliação funcional do ânus com manometria e tempo de latência motora do nervo pudendo (TLMNP). Quais os resultados mais prováveis dessa investigação?

A. pressão de contração de repouso normal, pressão de contração voluntária normal, TLMNP normal
INCORRETO: Exame inteiramente normal não explica escape fecal em multípara com partos laboriosos e tampouco justifica a indicação simultânea de manometria e TLMNP.
B. pressão de contração de repouso diminuída, pressão de contração voluntária normal, TLMNP normal
INCORRETO : A hipotonia isolada de repouso com TLMNP normal descreve lesão puramente muscular do esfíncter interno, sem o componente neuropático que o estiramento obstétrico do pudendo produz com frequência e que se agrava com a idade e com o descenso perineal crônico.
C. pressão de contração de repouso normal, pressão de contração voluntária diminuída, TLMNP normal
INCORRETO : A redução isolada da contração voluntária com TLMNP normal corresponde a defeito estrutural do esfíncter externo sem neuropatia demonstrável. Esse padrão ocorre, mas não é o mais esperado quando se solicita especificamente o TLMNP após partos laboriosos há várias décadas, contexto em que a lesão neural é parte central da fisiopatologia clássica da incontinência idiopática da mulher.
D. pressão de contração de repouso normal, pressão de contração voluntária normal, TLMNP diminuída
INCORRETO : Pressões de repouso e de contração voluntária normais com apenas o TLMNP alterado deixam de contemplar o dano muscular esfincteriano, frequente após partos traumáticos e após o envelhecimento da musculatura lisa. A incontinência clinicamente evidente raramente se acompanha de manometria completamente preservada.
E. pressão de contração de repouso diminuída, pressão de contração voluntária normal, TLMNP diminuída
CORRETO : Partos vaginais laboriosos provocam dois tipos de lesão que se somam ao longo das décadas: ruptura ou estiramento do esfíncter interno, responsável pela maior parte da pressão de repouso, e estiramento do nervo pudendo no segundo período do parto. Na mulher idosa com incontinência de aparecimento tardio, a manometria costuma mostrar hipotonia de repouso e o estudo neurofisiológico demonstra neuropatia pudenda. Entre as combinações oferecidas, a que reúne pressão de repouso reduzida e TLMNP alterado é a que melhor expressa esse duplo mecanismo. A neuropatia do pudendo prolonga a latência (TLMNP aumentado); o item emprega diminuída no sentido de condução comprometida.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.75)

DISCURSIVA: (200798 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A) Qual a definição da síndrome de dificuldade respiratória tipo I (SDR tipo I ou doença das membranas hialinas) ?
B) Qual é o quadro clínico da síndrome de dificuldade respiratória tipo I (SDR tipo I ou doença das membranas hialinas) ?


RATING: 3.02

A) Qual a definição da síndrome de dificuldade respiratória tipo I (SDR tipo I ou doença das membranas hialinas) ?
B) Qual é o quadro clínico da síndrome de dificuldade respiratória tipo I (SDR tipo I ou doença das membranas hialinas) ?

A) Qual a definição da síndrome de dificuldade respiratória tipo I (SDR tipo I ou doença das membranas hialinas) ?
Dificuldade respiratória de grau variável (0,05 p) resultante do colapso alveolar (0,05 p) por défice de surfatante pulmonar (0,05 p), associada, na sua grande maioria, a um shunt intrapulmonar (shunt direito-esquerdo) (0,05 p), por aumento da resistência vascular pulmonar (0,05 p).

B) Qual é o quadro clínico da síndrome de dificuldade respiratória tipo I (SDR tipo I ou doença das membranas hialinas) ?
Clínica: Síndrome de dificuldade respiratória moderada a grave (0,05 p) associada a cianose central, (0,05 p) desde o nascimento ou 1as horas de vida (0,05 p), com agravamento além das 6 horas (0,05 p) e, nos casos não complicados, com melhoria a partir do 3º - 4º dias. (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

CASO CLINICO: (233053 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Menina de cinco anos, raça negra, é levada ao pronto-socorro depois de sofrer de uma forte dor de cabeça e episódios de vômito em jato nas últimas quatro horas. A mãe relata que não houve qualquer trauma, infecção recente ou vacinação, e observa que a criança não apresentou febre ou calafrios. Ela também nega a presença de diarreia ou dor abdominal acompanhando os vômitos. 

A mãe está preocupada porque a filha quase não está usando o braço esquerdo e parece ter começado a mancar, colocando a maior parte do peso na perna direita. A criança nasceu de parto vaginal, no tempo certo, sem complicações durante a gravidez e o período pós-parto. Desde o nascimento, ela é acompanhada por um pediatra e apresenta um padrão de crescimento normal, atingindo todos os marcos de desenvolvimento no tempo esperado. Suas vacinas estão em dia.  

Segundo a mãe, a menina é pálida desde que nasceu. Ela foi diagnosticada com anemia aos três anos e faz uso regular de suplementos de ferro e vitaminas. A paciente também apresentou crises de dor recorrentes, tratadas em casa com analgésicos, e teve um episódio de inchaço e dor nas mãos aos 18 meses. 

Ao falar sobre a história familiar, a mãe menciona que ela e o pai não são parentes próximos. O casal perdeu um filho, irmão da paciente, devido à síndrome da morte súbita infantil aos seis meses de idade. Além disso, um primo materno tem uma forma de anemia que requer transfusões sanguíneas regulares. A paciente apresenta palidez e icterícia. Ela alterna entre períodos de estupor e irritabilidade. 

Sua frequência cardíaca é de 136 batimentos por minuto, a pressão arterial é de 103/62 mmHg, a temperatura está em 36,7 °C e a frequência respiratória é de 16 incursões por minuto. Durante a ausculta cardíaca, observou-se um ritmo regular em dois tempos, com sons cardíacos normais e um sopro pansistólico de intensidade 2+/6+. O abdome está flácido e não apresenta dor à palpação, com peristalse presente. O baço é palpável a três centímetros abaixo do rebordo costal. Os pares cranianos da paciente estão íntegros. Ela possui força e sensibilidade normais no lado direito do corpo, enquanto apresenta fraqueza e redução de sensibilidade no lado esquerdo. 

Hemoglobina: 6,5 g/dL, Leucometria: 24.000 células/mm³, Plaquetas: 500.000 células/mm³ Tempo de protrombina/tempo de tromboplastina parcial: normal, Bioquímica: normal

           

(I) Qual é o diagnóstico mais provável? (0,09 pontos)

(II) Qual é a causa desta lesão? Argumenta. (0,315 pontos)

(III) Qual é a conduta terapêutica nesta fase e como vai ser conduzido o caso para prevenir novos incidentes deste tipo? (0,095 p)




RATING: 3.02

(I) Qual é o diagnóstico mais provável?

Acidente vascular cerebral (0,045 p) no hemisfério direito (0,045 p).

(II) Qual é a causa desta lesão? Argumenta.

Anemia falciforme (0,045 p). O diagóstico é apoiado pelo esfregaço sanguineo que mostra hemácias 'em foice' (0,045 p), os antecedentes familiares (0,045 p) (morte súbita do irmão, tio materno com antecedentes de tratamento transfusional), raça negra (0,045 p), diagnosticada com anemia aos três anos (0,045 p), crises de dor recorrentes (crises de falcização) tratadas em casa com analgésicos (0,045 p), e episódio de inchaço e dor nas mãos aos 18 meses (provavelmente sindrome mão-pé, crise vaso-oclusiva localizada (0,045 p)

(III) Qual é a conduta terapêutica nesta fase e como vai ser conduzido o caso para prevenir novos incidentes deste tipo?

Os infartos cerebrais em pacientes com anemia falciforme devem ser tratados com exsanguinotransfusão no momento do diagnóstico (0,0475 p) e, depois, com um esquema de hemotransfusão regular por toda a vida. (0,0475 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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