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NEOPLASIA DE PROSTATA (ÁREA DE CIRURGIA)

O câncer de próstata, em escala mundial, configura a segunda neoplasia maligna mais frequente entre indivíduos do sexo masculino.

No Brasil, a incidência igualmente elevada faz do câncer de próstata o tumor mais comum, com exceção dos tumores de pele não melanoma, equivalente a um risco de 62 por 100 mil homens, com valores mais altos na região Sudeste, seguidos pelas regiões Centro-Oeste e Sul.

A introdução do exame de antígeno prostático específico (PSA) após a década de 1990 resultou em elevação acentuada da incidência do câncer de próstata, favorecendo o diagnóstico precoce na forma de doença localizada na maior parte dos casos. Subsequentemente a esse aumento inicial, observou-se um declínio no número de diagnósticos, seguido de estabilização.


OBJETIVA: (1035278 votos)..........97.54% das questões objetivas receberam votos.
Leia atentamente as assertivas abaixo a respeito do HIV na gestação e classifique-as em verdadeiro (V) ou falso (F):

I) A episiotomia está sempre indicada para evitar o período expulsivo prolongado e aumento do risco de transmissão vertical do HIV
II) A profilaxia anti-retroviral só está indicada em gestantes com carga viral > 1000 cópias/ml
III) Mulher com 39 semanas de idade gestacional, bolsa rôta há 3 horas e dilatação cervical de 7 cm não tem benefício com a realização de cesariana
IV) Todo recém-nascido de mãe HIV positivo deve receber profilaxia com zidovudina, preferencialmente dentro das primeiras 8 primeiras horas de vida, e mantida durante 6 semanas
V) A carga viral < 1000 cópias/ml realizada com 28 semanas de gestação (início do terceiro trimestre) permite a definição da via de parto de acordo com a evolução do trabalho de parto

A sequência CORRETA é:
A. V, V, F, F, V
B. V, F, V, F, F
C. F, F, V, V, V
D. F, V, F, V, F
E. F, F, V, V, F

  RATING: 2.97

Leia atentamente as assertivas abaixo a respeito do HIV na gestação e classifique-as em verdadeiro (V) ou falso (F):

I) A episiotomia está sempre indicada para evitar o período expulsivo prolongado e aumento do risco de transmissão vertical do HIV
II) A profilaxia anti-retroviral só está indicada em gestantes com carga viral > 1000 cópias/ml
III) Mulher com 39 semanas de idade gestacional, bolsa rôta há 3 horas e dilatação cervical de 7 cm não tem benefício com a realização de cesariana
IV) Todo recém-nascido de mãe HIV positivo deve receber profilaxia com zidovudina, preferencialmente dentro das primeiras 8 primeiras horas de vida, e mantida durante 6 semanas
V) A carga viral < 1000 cópias/ml realizada com 28 semanas de gestação (início do terceiro trimestre) permite a definição da via de parto de acordo com a evolução do trabalho de parto

A sequência CORRETA é:

A. V, V, F, F, V
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. V, F, V, F, F
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. F, F, V, V, V
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. F, V, F, V, F
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. F, F, V, V, F
CORRETO : No parto vaginal de gestantes HIV positivas, a episiotomia está contra-indicada e a profilaxia anti-retroviral deve ser instituída em todas as gestantes HIV positivas, independente da carga viral. A carga viral que definirá a via de parto mais adequada para a gestante deve ser recente para avaliação do status infeccioso da parturiente. Para partos de gestações a termo, recomenda-se que a carga viral tenha sido realizada a partir de 34 semanas gestacionais. As outras opções são verdadeiras.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

DISCURSIVA: (178063 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
O resultado da gasometria abaixo é compatível com que quadro clínico? Justifique.

(A) Um paciente diabético em coma hiperglicêmico
(B) Paciente com overdose de opióide

  • pH: 7,0
  • [HCO3‐]real: 29,5 mEql/l
  • pCO2: 80 mmHg
  • [HCO3‐]standard: 24 mEql/l
  • BE.: ‐1


RATING: 2.99

O resultado da gasometria abaixo é compatível com que quadro clínico? Justifique.

(A) Um paciente diabético em coma hiperglicêmico
(B) Paciente com overdose de opióide

  • pH: 7,0
  • [HCO3‐]real: 29,5 mEql/l
  • pCO2: 80 mmHg
  • [HCO3‐]standard: 24 mEql/l
  • BE.: ‐1

ETAPA I: é acidose ou alcalose? 

E acidose (o pH e 7,0 < 7,44) (0,02 p)

ETAPA II: é respiratoria ou metabolica?

Vamos considerar o CO2 versus o HCO3 (0,02 p). Quém é mais modificado (0,02 p)? Com certeza, o CO2 (0,02 p), ou seja, temos uma ACIDOSE RESPIRATORIA (0,02 p).

ETAPA III: É uma acidose respiratória AGUDA ou CRÔNICA?

Vamos ver, então, pACO2 subiu com 38 mm Hg (0,02 p), enquanto o pH caiu com 0,44 (0,02 p).  Ou seja, para cada mm Hg de CO2 o pH caiu com 0,01 (0,02 p). Ou seja, é um disturbio crônico (0,02 p), o organismo teve tempo de copmpensar esta acidemia com aumento de HCO3 (0,02 p)

Causas mais frequentes de acidose respiratoria:

Causa mai frequente: HIPOVENTILAÇÃO (0,02 p)

Depressão SNC (opiodes  (0,02 p)- inibem o centru respíratorio (0,02 p), com bradipneia, retenção CO2) (0,02 p) - (RESPOSTA CORRETA B Paciente com overdose de opioide) (0,02 p)
  • Pneumotorax (a respiração não pode ser eficiente por causa do colapso) (0,02 p)
  • Doenças pulmonares (pneumonia muito extensa) (0,02 p)
  • Doenças musculo-esqueleticas: (0,02 p)
  • Cifoescoliose - normalmente cronica (0,02 p)
  • Guillain Barré - normalmente aguda (0,02 p)
  • Miasthenia gravis - cronica tambem (0,02 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.99)

CASO CLINICO: (207527 votos)..........98.98% dos casos clinicos receberam votos.
Criança de sexo feminino, de 8 anos, raça caucasiana, iniciou 15 minutos depois de tomar uma dose de de amoxi-clavulanato um quadro de reação urticariforme generalizada, dispneia alta progressiva, disfonia e lipotimia com perda de conhecimento com aproximadamente 5 minutos de duração, sendo transportada com ambulância no hospital. Ao exame objectivo documentou-se taquicardia (118 bpm); hipotensão (75/60 mmHg); hiperêmia leve da orofaringe e rash cutâneo eritematoso e pruriginoso disseminado, com extremidades quentes. A observação otorrinolaringológica revelou leve edema da região aritenoideia com lúmen glótico discretamente reduzido.
O estudo efetuado no serviço de urgência revelou: hemograma, leucograma e bioquímica geral dentro dos valores de referência; radiografia póstero-anterior do tórax sem alterações e electrocardiograma com taquicardia sinusal.
Apresentava antecedentes pessoais de rinoconjuntivite alérgica persistente medicada habitualmente com budesonida tópico nasal. Mãe da criança negava antecedentes de asma brônquica ou queixas sugestivas de alergia alimentar ou medicamentosa, nomeadamente em relação aos alimentos ou fármacos. Dos antecedentes familiares, salientava-se apenas rinoconjuntivite alérgica materna.
Sobre o caso apresentado, pergunta-se:
A) Qual é o diagnóstico da urgência? 0,0625 pontos
B) Qual é a sequência correta de atendimento? 0,3125 pontos
C) Quanto tempo o paciente tem que ser mantido em observação, depois de ser estabilizado? 0,0625 pontos
D) Quais são as medidas que devem ser tomadas, no momento da alta ? 0,0625 pontos


RATING: 3.17

A) Qual é o diagnóstico da urgência?
Anafilaxia. (0,0625 p)
Discussão: A anafilaxia é altamente provável quando qualquer um dos três critérios abaixo for preenchido:
1) Doença de início agudo (minutos a várias horas) com envolvimento da pele, tecido mucoso ou ambos (ex: urticária generalizada, prurido ou rubor facial, edema de lábios, língua e úvula) e pelo menos um dos seguintes:
a) comprometimento respiratório (ex: dispneia, sibilância, broncoespasmo, estridor, redução do pico de fluxo expiratório [PFE], hipoxemia).
b) Redução da pressão arterial ou sintomas associados de disfunção terminal de órgão (ex: hipotonia [colapso], síncope, incontinência).
2) Dois ou mais dos seguintes que ocorrem rapidamente após a exposição a provável alérgeno para um determinado paciente (minutos ou várias horas):
a) envolvimento de pele-mucosa (urticária generalizada, prurido e rubor, edema de lábio-língua-úvula).
b) comprometimento respiratório (dispneia, sibilância-broncoespasmo, estridor, redução do PFE, hipoxemia).
c) Redução da pressão sanguínea ou sintomas associados (ex: hipotonia [colapso], síncope, incontinência).
d) Sintomas gastrintestinais persistentes (ex: cólicas abdominais, vômitos).
3) Redução da pressão sanguínea após exposição a alérgeno conhecido para determinado paciente (minutos ou várias horas):
a) Lactentes e crianças: pressão sistólica baixa (idade específica) ou maior do que 30% de queda na pressão sistólica
b) Adultos: pressão sistólica abaixo de 90 mmHg ou queda maior do que 30% do seu basal.
Na criança pressão sistólica baixa é definida como inferior a 70 mmHg para a idade de um mês a um ano, menor do que (70 mmHg + [2 x idade]) para os de um a dez anos e abaixo de 90 mmHg para os entre 11 e 17 anos.

B) Qual é a sequência correta de atendimento?
A imediata intervenção para o acesso às vias aéreas e à circulação, com o objetivo principal da manutenção adequada dos sinais vitais, é o primeiro passo na conduta emergencial. Desta forma, o médico deve necessariamente:
1. manter as vias aéreas pérvias (0,0625 p)
2. avaliar os sinais vitais (0,0625 p)
3. administrar adrenalina concentração 1/1000, na dose de 0,2 a 0,5 mL (0,01 mg/kg em crianças, máximo de 0,3 mg) por via intramuscular (preferencial, por apresentar nível sérico mais elevado e em maior rapidez que a aplicação subcutânea) na face ântero-lateral da coxa a cada cinco a dez minutos (0,0625 p)
4. oxigenioterapia (0,0625 p)
5. manter o paciente em posição supina com elevação dos pés. (0,0625 p)

C) Quanto tempo o paciente tem que ser mantido em observação, depois de ser estabilizado?
O paciente deve permanecer em observação por 2 a 24 horas ou até se estabelecer o controle da crise aguda. (0,0625 p)

D) Quais são as medidas que devem ser tomadas, no momento da alta?
Na alta da emergência deve receber prescrição de anti-histamínicos e corticosteroides por via oral pelo prazo de cinco a sete dias e ser orientado a procurar assistência medica especializada. (0,0625 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.17)




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