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Em relação à isquemia mesentérica aguda, pode-se afirmar que:
A. cerca de 80% dos pacientes apresentam lactato sérico aumentado
CORRETO: O lactato sérico eleva-se em cerca de 80-90% dos pacientes com isquemia mesentérica aguda confirmada, refletindo acidose láctica por hipoperfusão tecidual e necrose incipiente, embora represente marcador tardio e inespecífico, com utilidade em contextos de suspeita clínica elevada para orientar investigação imagiológica urgente, conforme séries clínicas que documentam sua prevalência em fases de infarto estabelecido.
B. as causas não oclusivas são mais frequentes que as oclusivas
INCORRETO : As causas oclusivas, englobando embolia arterial (50% dos casos) e trombose arterial (15-25%), predominam em 70-80% das apresentações, superando as não oclusivas (hipoperfusão por choque ou vasopressores, em 20-30%), associadas a pacientes críticos com comorbidades cardiovasculares graves, conforme classificações etiológicas consolidadas em consensos cirúrgicos.
C. a ocorrência de fenômenos embólicos simultâneos em outros sítios arteriais é rara
INCORRETO : Fenômenos embólicos simultâneos em outros territórios arteriais, como cerebral ou periférico, ocorrem em até 20-30% dos casos de embolia mesentérica de origem cardíaca (fibrilação atrial), refletindo disfunção embolicogênica sistêmica, e não raridade, demandando avaliação holística para prevenção de eventos múltiplos.
D. o diagnóstico, na maioria dos casos, é feito antes de se instalar o infarto mesentérico
INCORRETO : O diagnóstico estabelece-se tardiamente na maioria dos casos, após instalação de infarto mesentérico, devido a sintomas iniciais inespecíficos (dor intensa desproporcional ao exame físico), contribuindo para mortalidade de 40-80%, com ênfase em protocolos que priorizam tomografia angiográfica precoce para mitigar atrasos.
E. a leucometria global, bem como as dosagens séricas da amilase, AST, ALT e LDH apresentam boa especificidade para o diagnóstico
INCORRETO : A leucometria global revela leucocitose inespecífica, enquanto amilase, AST, ALT e LDH elevam-se tardiamente em necrose, sem boa especificidade diagnóstica, pois ocorrem em diversas afecções abdominais (pancreatite, perfuração), limitando sua utilidade isolada e reforçando a necessidade de marcadores como D-dímero ou imagem para acurácia.
Gabarito: A
RATING: 3.01 ![]()
- Alteração de temperatura corpórea - hipertermia ou hipotermia(0,05 p)
- Taquicardia - frequência cardíaca (FC) inapropriada para idade na ausência de estímulos externos ou bradicardia para criança <1 ano (0,05 p)
- Taquipneia - frequência respiratória (FR) inapropriada para idade(0,05 p) OU necessidade de ventilação mecânica para um processo agudo não relacionado à doença neuromuscular de base ou necessidade de anestesia geral. (0,05 p)
- Alteração de leucócitos – leucocitose ou leucopenia não secundárias à quimioterapia, ou presença de formas jovens de neutrófilos no sangue periférico.(0,05 p)
FONTE:
1) Quais os riscos a que o João está correndo em relação a sua saúde?
- Tétano acidental; 0,05 pontos
- Raiva; 0,05 pontos
- Infecção de extremidade superior esquerda. 0,05 pontos
2) Faça uma proposta de prevenção/tratamento para cada um desses riscos.
I) Considerações gerais sobre a prevenção dos riscos:
- Informar o paciente sobre os riscos, esclarecer e estimular a prevenção de novos acidentes com a orientação sobre o uso de equipamentos de prevenção individual, bem como buscar orientações sobre higiene e segurança no ambiente de trabalho.
- Orientar a lavar novos ferimentos, imediatamente, com água corrente, sabão ou outro detergente.
- A seguir, devem ser utilizados anti-sépticos que inativem o vírus da raiva (polivinilpirrolidona-iodo, por exemplo, o polvidine ou gluconato de clorexidina ou álcool-iodado). Essas substâncias deverão ser utilizadas uma única vez. Posteriormente, lavar a região com solução fisiológica;(0,0875 p)
II) Tétano acidental;
Como não a situação vacinal é ignorada, proceder a profilaxia do tétano acidental com administração de Vacina antitetânica (total de 3 doses com intervalo mínimo de 30 dias cada uma) e Soro antitetânico (Heterólogo) 5.000 UI via intramuscular ou Imunoglobulina humana antitetânica (homólogo) 250 UI intramuscular em dose única em local diverso da vacina .(0,0875 p)
III) Raiva;
Profilaxia para raiva. Como se trata de animal de produção e acidente considerado grave, iniciar tratamento com soro antirrábico homólogo ou heterólogo e vacina antirrábica. O soro antirrábico homólogo, deve ser utilizado na dose de 20 UI/Kg e o soro antirrábico heterólogo deve ser administrado na dose de 40 UI/Kg, em dose única, infiltrando-se a maior dose possível no local do ferimento, caso não seja possível infiltrar toda a dose o restante deverá ser aplicado na região glútea. Ao usar o soro heterólogo, pré-medicar o paciente com anti-histamínicos H1 e H2, além de corticoides para prevenção de reações de hipersensibilidade imediata. As vacinas antirrábicas indicadas são as de cultivo celular ou Fluenzalida-Palacios, de acordo com calendário vacinal recomendado.(0,0875 p)
IV) Infecção de extremidade superior esquerda.
- Limpeza e debridamento com retirada de material necrótico.
- Iniciar antibióticoterapia, com cobertura de amplo espectro, as opções aceitáveis são: Amoxicilina + Ácido clavulânico, Oxacilina, Cefalosporina de 1ª geração ou cefoxitina (0,0875 p)
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