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CETOACIDOSE NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Aí que é a questão: insulinopenia severa (ou a falta de ação eficaz da insulina) geralmente resulta em uma cascata de eventos fisiológicos em três vias.
O processo patologico tem como base uma produção excessiva de glicose em conjugação com uma reduzida utilização.
Isto produz uma diurese osmótica com perda de líquidos e de eletrólitos, desidratação e ativação do eixo renina-angiotensina-aldosterona, com aceleração das perdas de potássio. Alem do potássio, perdem-se sódio e fosfato (aumento do processo catabólico).
O risco de edema cerebral aumenta em horas caso que está mantida a elevação da glicose e a desidratação.
Das reservas de gordura periférica há liberação dos ácidos graxos livres, começando, assim, a produção dé cetoácidos hepáticos. os sistemas de tampão ficam deprimidos por causa dos cetoácidos que se acumulam. Segue-se uma acidose metabólica.
Ou seja, a terapia deve visar não só o evento inicial desta cascata (insulinopenia), como os subseqüentes desequilíbrios fisiológicos.

OBJETIVA: (1023211 votos)..........97.07% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher G2P1 de 32 anos, com 35 semanas de gestação, apresenta-se ao obstetra para exame de rotina pré-natal. Essa futura mãe foi previamente diagnosticada com pré-eclâmpsia leve, e o obstetra escolheu a conduta expectativa. Um perfil biofísico fetal é realizado e assim ele vê que o índice de fluidos amnióticos é inferior a 5 cm, indicando o desenvolvimento de oligoidrâmnio. No entanto, o perfil é normal, com uma pontuação total de 8/10 e traçados cardíacos fetais em limites normais. Como deve ser tratado o oligoidrâmnio nesta gestante?
A. Administração de betametasona, e cesariana em 24 horas
B. Amnioinfusão com solução salina normal
C. Perfis biofísicos fetais quinzenais
D. Cesariana emergente
E. Não será necessária mudança na conduta

  RATING: 3.22

Uma mulher G2P1 de 32 anos, com 35 semanas de gestação, apresenta-se ao obstetra para exame de rotina pré-natal. Essa futura mãe foi previamente diagnosticada com pré-eclâmpsia leve, e o obstetra escolheu a conduta expectativa. Um perfil biofísico fetal é realizado e assim ele vê que o índice de fluidos amnióticos é inferior a 5 cm, indicando o desenvolvimento de oligoidrâmnio. No entanto, o perfil é normal, com uma pontuação total de 8/10 e traçados cardíacos fetais em limites normais. Como deve ser tratado o oligoidrâmnio nesta gestante?

A. Administração de betametasona, e cesariana em 24 horas
INCORRETO: Em casos de oligodrâmnio sem sofrimento fetal, uma tentativa de parto uma vez que a maturidade fetal foi alcançada não é contraindicado. Uma cesariana planejada, neste caso, seria bem mais razoável que uma cesárea de emergência.
B. Amnioinfusão com solução salina normal
INCORRETO : Amnioinfusão é indicado para as situações em quais fetos que estão passando por desacelerações graves e repetidas da frequência cardíaca levantam a suspeita de compressão do cordão durante o trabalho de parto. Isto também se indica ás vezes como um método dilucional nos trabalhos de parto que são complicados por líquido amniótico espessado, manchado de mecônio. Não é usado atualmente nos casos de oligodrâmnio, quando não há evidência de sofrimento fetal.
C. Perfis biofísicos fetais quinzenais
CORRETO : Oligodrâmnio nesta gestante é provavelmente um reflexo da insuficiência uteroplacentária causada pela pré-eclâmpsia leve. Embora o oligodrâmnio em si pode representar algum risco para o feto por meio do aumento na prevalência de compressão do cordão, ele não requer parto imediato se não houver sofrimento fetal ou materno. Neste caso, a ação presume monitoramento regular com teste de perfil biofísico para garantir bem-estar e indução do parto quando a maturidade pulmonar fetal for alcançada.
D. Cesariana emergente
INCORRETO : O oligodrâmnio é frequentemente causado por insuficiência uteroplacentária, descolamento prematuro ou infarto da placenta, anormalidades congênitas, restrição de crescimento, morte fetal ou membranas rompidas. Embora o oligodrâmnio pode ser indicativo de patologia subjacente, o próprio oligodrâmnio não requer parto cirúrgico de emergência.
E. Não será necessária mudança na conduta
INCORRETO : Oligodrâmnio no terceiro trimestre é frequentemente associado a insuficiência uteroplacentária, é melhor, neste caso, monitorar o feto em intervalos regulares para sinais de sofrimento. Teste de perfil biofísico quinzenal é um acréscimo prudente e bem-vindo para os cuidados desse paciente.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.22)

DISCURSIVA: (177604 votos) ..........98.78% das questões discursivas receberam votos.
O pectus excavatum, (também chamado de ”tórax em funil”) é a deformidade torácica mais comum, ocorrendo em 1 a cada 400 crianças.  A maioria dos pacientes com pectus excavatum è assintomática no momento da apresentação; no entanto, alguns indivíduos relatam sintomas que sugerem impacto cardiovascular e impacto pulmonar (redução na reserva respiratória, dor ao longo das cartilagens costais com o exercício, palpitações ou sopros, sobretudo na presença de um prolapso da válvula mitral).

1) Como verificamos o impacto pulmonar desse defeito? (0,3 p)
2) Como verificamos o impacto cardiovascular do mesmo? (0,2 p)



RATING: 3.06

O pectus excavatum, (também chamado de ”tórax em funil”) é a deformidade torácica mais comum, ocorrendo em 1 a cada 400 crianças.  A maioria dos pacientes com pectus excavatum è assintomática no momento da apresentação; no entanto, alguns indivíduos relatam sintomas que sugerem impacto cardiovascular e impacto pulmonar (redução na reserva respiratória, dor ao longo das cartilagens costais com o exercício, palpitações ou sopros, sobretudo na presença de um prolapso da válvula mitral).

1) Como verificamos o impacto pulmonar desse defeito? (0,3 p)
2) Como verificamos o impacto cardiovascular do mesmo? (0,2 p)

Em casos graves, foram documentados um volume de ejeção e um débito cardíaco reduzidos, conjuntamente com um padrão restritivo (capacidade respiratória máxima diminuída) no teste de função pulmonar.

1) O impacto pulmonar:

A avaliação da função pulmonar basal pode ser obtida com:

  1. testes de função pulmonar (0,1 p)
  2. estudos radiológicos ou fisiológicos de exercício (0,1 p)
  3. cintilografias de ventilação-perfusão (0,1 p)

2) O impacto cardiovascular:

A avaliação cardiovascular pode ser realizada utilizando-se:

  1. ecocardiografia (0,1 p)
  2. angiografia. (0,1p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

CASO CLINICO: (207009 votos)..........98.98% dos casos clinicos receberam votos.
RSC, 2 anos, sexo feminino, natural e procedente de Bahia.
QUEIXA PRINCIPAL: Febre alta e adinamia há 15 dias.
Há 15 dias paciente iniciou quadro de febre alta (39o C), associado a adinamia, anorexia, sonolência e aumento progressivo do volume abdominal. No mesmo período apresentou tosse produtiva porém sem expectoração, além de edema em pés. Nega vômitos, diarreia, sangramentos ou alterações urinárias. Genitora levou a criança ao Hospital Gonçalves Martins onde foi tratada para pneumonia (SIC) e realizou parasitológico de fezes que revelou Giárdia e Ancilostomídeo.
Nega viroses da infância, tuberculose, hepatites, cardiopatias, hemotransfusões, intervenções cirúrgicas e alergia medicamentosa.
AR. Som claro pulmonar, murmúrio vesicular rude sem ruídos adventícios. ACV: Precórdio calmo, bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros. ABDÔMEN. Globoso as custas de visceromegalia, rígido, indolor a palpação, RHA não audíveis, ausência de ascite, fígado palpável a 4 cm do rebordo costal direito e a 2,5 cm do apêndice xifóide, baço palpável a 8 cm do rebordo costal esquerdo. EXTREMIDADES bem perfundidas e sem edema.SNC. Sem sinais de irritação meníngea.
Genitora G1 P1 A0, gestação sem intercorrências, realizado pré-natal, parto normal a termo, criança chorou ao nascer. Peso 2300 g, genitora não fumou nem ingeriu bebidas alcoólicas na gestação.
Reside em casa com infra-estrutura sanitária adequada, onde moram 10 pessoas. Epidemiologia negativa para Chagas e positiva para esquistossomose. Cria cachorros e gatos.

A) Enumeram 5 hipóteses diagnosticas (0,25 p)
B) Para a mais provável hipótese, indiquem o tratamento adequado. (0,25 p)





RATING: 2.67

A)  Enumeram 5 hipóteses diagnosticas.

HIPÓTESES DIAGNOSTICAS:
1) Calazar: pancitopenia + perda ponderal + esplenomegalia acentuada, com baço indolor, superfície lisa e consistência normal + hepatomegalia não muito acentuada, com fígado de superfície lisa e consistência discretamente aumentada + febre de longa duração, com picos elevados e diários + epidemiologia (0,05 p)

2) Salmonelose de curso prolongado: febre prolongada, elevada e irregular + esplenomegalia acentuada + hepatomegalia, com fígado de consistência firme e levemente doloroso à palpação + perda ponderal + diarréia intercalada com períodos de obstipação. Fezes contendo muco e sangue + dor abdominal tipo cólica + leucocitose com aumento de eosinófilos+ anemia + plaquetas normais (0,05 p)

3) Malária: hepatoesplenomegalia+ febre contínua alternada com terçã ou quartã + calafrios + sudorese profusa + anemia(30%) + leucopenia(37%) + plaquetopenia(56%) nas formas graves (0,05 p)

4) Esquistossomose mansônica aguda: febre não contínua, prolongada, elevada, com sudorese e calafrios + diarréia + perda ponderal + hepatoesplenomegaliadiscreta + leucocitose com eosinofilia+ epidemiologia (0,05 p)

5) Doenças linfoproliferativas: LMA-pancitopenia variável + febre(de origem infecciosa) + hepatoesplenomegalia+ adenomegalia + hemorragia. LLA-anemia + plaquetopenia + leucocitose variável + adenomegalia + esplenomegalia (0,05 p)

B)   Para a mais provável hipótese, indiquem o tratamento adequado.
HIPÓTESE PRINCIPAL E TRATAMENTO: Considerando o caso acima apresentado, o mais provável diagnostico e a leishmaniose infantil. O tratamento convencional com Antimonial Pentavalente vem diminuindo sua eficácia devido a um aumento da resistência à droga com consequente recaída da doença. Além disso os efeitos tóxicos da droga são importantes: hepatotoxicidade, cardiotoxicidade, rash, e recentes estudos descreveram casos de pancreatite secundário ao uso da droga.
Anfotericina B lipossomal é o tratamento mais indicado nesta idade. para crianças com L.infantum a dose total é de 18 mg/kg (3 mg/kg/dia) por 05 dias e mais 3 mg/kg no D10 após a alta hospitalar.

(0,25 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.67)




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