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RATING: 3.21 ![]()
Um paciente DPOC é internado por infecção de partes moles em membro inferior esquerdo. Evolui com piora clínica, queda do nível de consciência e dispnéia. A gasometria arterial demonstra alcalose respiratória com hipoxemia e acidose metabólica. A hipótese diagnóstica adequada é:
A. carbonarcose por excesso de oferta de O2
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. distúrbio ventilação-perfusão
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. ventilação de espaço morto
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. acidose mista do DPOC
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. SARA secundária a sepse
CORRETO : e um caso classico de angustia respiratoria causada pela infecção (ferimento) o evento desencadeador sendo a infecção do membro inferior. Alteração da permeabilidade das membranas do endotélio causa extravasamento de líquido com edema intersticial e alveolar. Após a instalação do fator predisponente ocorrerá à liberação de mediadores da inflamação. Diante da inflamação aparece a alteração da permeabilidade da membrana alvéolo-capilar. Ocorre grande afluxo de neutrófilos para o território pulmonar. gerando as alterações encontradas na SARA. A liberação de proteases está relacionada a agressão à membrana celular, colagenases e elastases. Em resposta se verifica o aumento da atividade pró-coagulante, com deposição de fibrina.
Gabarito: E
RATING: 3.44 ![]()
A interpretação dos valores do VCM leva ao diagnóstico do tipo de anemia, classificando-as em:
VCM = Hematócrito/Nº de hemácias
É considerado normal valores entre: 80 a 100 fl (fentolitros) (0,05 p)
FONTE:
Criança do sexo masculino, seis anos de idade, sem antecedentes patológicos de relevo. Apresentou início agudo de tosse rouca, disfonia e estridor associados a sinais de dificuldade respiratória com agravamento progressivo. Sem outra sintomatologia associada. Sem conviventes doentes.
Observado por pediatra assistente cerca de duas horas após o início da sintomatologia, tendo sido objetivada febre (temperatura axilar de 38ºC).
À admissão apresentava-se polipneico, disfônico, com sinais de dificuldade respiratória grave nomeadamente estridor inspiratório, tiragem subcostal, supra-esternal e adejo nasal. Sem alterações na auscultação cardio-pulmonar, sem hipoxemia.
Manteve-se febril e, apesar da terapêutica com adrenalina nebulizada em intervalos regulares, manteve estridor, que se tornou bifásico. Cerca de oito horas após o início da sintomatologia, iniciou hipoxemia (FiO2 máximo de 0.28 para manter saturações periféricas de oxigênio > 92%). O estudo analítico demonstrou 10,2x109/L leucócitos com 84,8% neutrófilos e proteína C reativa (PCR) 53,2mg/L.
Utilizando os dados acima, esclarece:
1) Qual é a principal suspeita diagnóstica? 0,1 pontos
2) Indicam pelo menos três parâmetros de diagnóstico diferencial de laringotraqueobronquite. 0,3 pontos
3) Que agentes etiológicos são mais frequentemente implicados? 0,1 pontos
1) Baseado no exame clinico e semiológico a principal suspeita é de traqueite bacteriana. A traqueite bacteriana (lambem chamada de traqueíte membranosa ou crupe pseudomembranoso ou laringotraqueobronquite bacteriana ou laringite membranosa) é uma infecção bacteriana aguda da região subglótica da via aérea superior que pode provocar uma obstrução das vias aéreas com risco de óbito. Foi descrita pela primeira vez em 1945 por Chevalier Jackson e consiste de fato numa infeção bacteriana exsudativa dos tecidos moles da laringe e traqueia. Desde a introdução da vacina contra o Haemophilus influenza tipo b, o número de casos de epiglotite diminuiu drasticamente na população pediátrica e desde então a traqueite bacteriana tem ganho relevância como infeção das vias aéreas superiores potencialmente fatais. 0,1 p
2) Três dos mais importantes elementos de diagnostico diferencial com laringotraqueobronquite: início abrupto do estridor (0,1 p) febre de dificil controle (0,1 p), falha de resposta na adrenalina (0,1 p);

3) Os agentes etiológicos mais frequentemente isolados são o Staphylococcus aureus (0,05 p) e Streptococcus pyogenes (0,05 p)
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