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INSUFICIÊNCIA CARDÍACA (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A insuficiência cardíaca é considerada, nos dias de hoje, uma síndrome na qual há incapacidade do coração em manter a adequada perfusão tecidual, ou fazê-lo à custa de altas pressões de enchimento ventricular.

Assim sendo, mesmo na presença de dano miocárdico, os pacientes podem ser assintomáticos, desde que o débito ainda seja mantido graças a mecanismos de compensação, como se verá a seguir. Deve-se ainda estabelecer a diferença entre os conceitos de insuficiência miocárdica e insuficiência circulatória, que podem ou não estar associadas. A insuficiência miocárdica, originada por dano à estrutura da fibra muscular do coração, leva à insuficiência cardíaca e à insuficiência circulatória, porém, pode-se ter insuficiência cardíaca, sem insuficiência miocárdica, como por exemplo nos casos de ruptura aguda de válvula aórtica por endocardite infecciosa, sem que haja, ainda, disfunção ventricular.

Pode-se ter insuficiência circulatória, sem insuficiência miocárdica ou insuficiência cardíaca, como no choque hipovolêmico. Pode-se ainda ter insuficiência miocárdica, com insuficiência cardíaca, sem insuficiência circulatória, desde que o débito cardíaco ainda seja mantido graças a aumento das pressões de enchimento ventricular.

OBJETIVA: (1097386 votos)..........99.32% das questões objetivas receberam votos.
Ooforectomia bilateral em mulher jovem resulta em:
A. hipogonadismo-hipergonadotrófico com funcionamento do eixo hipotálamo-hipofisário
B. hipogonadismo-hipogonadotrófico com funcionamento do eixo hipotálamo-hipofisário
C. hipogonadismo-hipogonadotrófico com falência hipotalâmica
D. hipogonadismo-hipogonadotrófico com falência hipofisária
E. hiper-supra-adrenalismo com necrose hipofisária

  RATING: 2.88

Ooforectomia bilateral em mulher jovem resulta em:

A. hipogonadismo-hipergonadotrófico com funcionamento do eixo hipotálamo-hipofisário
CORRETO: Esse exemplo é o mais típico de menopausa cirúrgica–hipogonadismo (por ausência dos ovários) hipergonadotrófico (por aumento das gonadotrofinas hipofisárias).
B. hipogonadismo-hipogonadotrófico com funcionamento do eixo hipotálamo-hipofisário
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. hipogonadismo-hipogonadotrófico com falência hipotalâmica
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. hipogonadismo-hipogonadotrófico com falência hipofisária
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. hiper-supra-adrenalismo com necrose hipofisária
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.88)

DISCURSIVA: (179976 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Expliquem o que é a ”estomatite muriforme do Aguiar-Pupo”, qual é a doença em qual aparece e qual o agente patôgeno implicado.


RATING: 2.93

Expliquem o que é a ”estomatite muriforme do Aguiar-Pupo”, qual é a doença em qual aparece e qual o agente patôgeno implicado.

A paracoccidioidomicose (PCM) é micose profunda causada pelo fungo dimórfico Paracoccidioides brasiliensis. Representa a micose profunda mais importante da América Latina, afetando principalmente adultos do sexo masculino em idade produtiva, com procedência remota ou recente da zona rural, implicando dessa forma em importante impacto socioeconômico.
A FORMA AGUDA: é rara e compromete o sistema fagocítico-mononuclear com disfunção da MO. Na cavidade oral, evidencia-se uma estomatite, com pontilhado hemorrágico fino, conhecida como ”estomatite moriforme de Aguiar-Pupo”.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.93)

CASO CLINICO: (209657 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Um menino de 4 anos e 11 meses, foi levado ao pronto-socorro após ser atropelado por um carro. 
O paciente mostrou boa interação com o examinador, estava choroso, levemente pálido (1+/4), bem hidratado, respirava normalmente, sem sinais de cianose, com pulsos palpáveis e boa perfusão capilar. Havia escoriações e hematomas no tórax e nos membros inferiores. 
No exame do sistema nervoso central, ele apresentava tendência de manter os olhos fechados, mas com abertura ao ser chamado pelo nome, obedecia os pedidos do acompanhante e do examinador, no entanto estava confuso, perguntando toda a hora o que que aconteceu. O pescoço sem rigidez, pupilas isocóricas e reativas à luz. No exame cardiovascular, o ritmo cardíaco era regular e não havia sopros, embora ele estivesse respirando rapidamente. No exame respiratório, o murmúrio vesicular estava audível e a saturação de oxigênio era de 98% em ar ambiente. 

Responda ás questões a seguir:

1) Conforme a escala de Glasgow essa criança vai precisar de via aérea artificial? Justifique. - 0,08 pontos

2) Quais são as medidas corretivas imediatas desse atendimento, que já deveriam ser feitas no lugar do atropelamento? - 0,14 pontos

3) Salientando que o foco principal do impacto foi o tórax, qual é o sinal mais preocupante e qual é a suspeita clínica? - 0,14 pontos

4) A investigação radiológica evidenciou: contusão pulmonar; pneumotórax à direita; fratura de costelas à direita e fratura de clavícula à direita. Qual é a conduta? 0,14 pontos




RATING: 3.03

1) Conforme a escala de Glasgow essa criança vai precisar de via aérea artificial? Justifique.

Não (0,02 p). O escore de Glasgow dessa criança neste momento é de 13 (0,02 p) – ou seja bem longe de 8, que seria a indicação para intubação (0,02 p), além disto, não apresenta nenhum sinal de insuficiência respiratória aguda atual ou iminente (0,02 p)

2) Quais são as medidas corretivas imediatas desse atendimento, que já deveriam ser feitas no lugar do atropelamento?

O pescoço da criança deve permanecer em posição neutra (0,02 p) e não pode ser hiperestendido (0,02 p). A via aérea deve ser mantida totalmente permeável (0,02 p), enquanto a coluna cervical é imobilizada em posição neutra (0,02 p). Tração e movimento do pescoço devem ser evitados (0,02 p) após manutenção da via aérea e estabilização da coluna cervical (0,02 p). Um colar semi-rígido deve ser aplicado. (0,02 p)

3) Salientando que o foco principal do impacto foi o tórax, qual é o sinal mais preocupante e qual é a suspeita clínica?

O sinal mais preocupante – a criança está taquipneica (0,02 p), embora o MV está audível e a saturação boa.

A contusão pulmonar (0,02 p)deve ser suspeitada em qualquer criança com trauma torácico contuso (0,02 p) que apresente dor no peito , dificuldade para respirar ou hipoxia inexplicada (0,02 p).

Fraturas de costela (0,02 p), assim como equimose na parede torácica devem aumentar ainda mais a suspeita de lesão no parênquima subjacente.

Pneumotórax (0,02 p) ou hemotórax (0,02 p) devem ser suspeitados em qualquer criança com histórico de trauma torácico que apresente dor no peito, falta de ar, dificuldade respiratória, hipóxia ou evidência de choque.

Todos os pacientes com um mecanismo de lesão torácica devem ser submetidos rapidamente a uma avaliação radiológica com raio-X de tórax

4) A investigação radiológica evidenciou: contusão pulmonar; pneumotórax à direita; fratura de costelas à direita e fratura de clavícula à direita. Qual é a conduta?

Atendimento de criança com trauma torácica:

  • suporte ventilatório não invasivo (0,02 p)

  • hidratação venosa (0,02 p)

  • analgesia de suporte (0,02 p)

  • curativo nas escoriações (0,02 p)

  • tipóia devido a fratura da clavícula (0,02 p)

  • colher Gasometria; Proteína C Reativa; Hemocultura; Hemograma (0,02 p)

  • transferir para UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.03)




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