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Qual o elemento estrutural determinante na diferenciação anatômica entre as hérnias inguinais direta e indireta?
A. triângulo de Hasselbach
INCORRETO: O Triângulo de Hasselbach é delimitado inferiormente pelo ligamento inguinal/Poupart, medialmente pela margem lateral da bainha dos retos e lateralmente pelos vasos epigástricos inferiores
B. ânulo inguinal profundo
INCORRETO : Canal Inguinal: é uma passagem de 3 a 5 cm de comprimento através da parede abdominal. Nos homens encontra-se ocupado pelo funículo espermático e nas mulheres pelo ligamento redondo do útero e vasos que o acompanham. Ele contém o nervo ilioinguinal. O canal é uma área potencialmente fraca nos homens e as hérnias inguinais são comuns. O ânulo inguinal profundo (anel inguinal interno) é um orifício em forma de fenda na fáscia transversal, o ânulo inguinal superficial (anel inguinal externo) é uma abertura triangular de tamanho variável na aponeurose do obliquo externo
C. ligamento de Cooper (ileopectíneo)
INCORRETO : O ligamento de Cooper está localizado na face posterior do ramo do superior do púbis, sendo formado de periósteo e condensações fasciais.
D. ligamento de Poupart (inguinal)
INCORRETO : o ligamento de Poupart é uma feixe fibroso que liga a parte ântero-posterior da espinha ilíaca ao púbis.
E. vasos epigástricos inferiores
CORRETO : Os vasos epigástricos inferiores são estruturas determinantes na diferenciação das hérnias diretas das indiretas. Quando, durante uma herniorrafia, o saco herniário se insinua medialmente aos vasos epigástricos inferiores, ela é dita direta (situa-se no triângulo de Hasselbach). Caso o saco herniário seja lateral aos vasos epigástricos inferiores, ela é dita indireta (provém do anel inguinal interno).
Gabarito: E
RATING: 3.01 ![]()
FONTE:
Uma senhora de 66 anos, hipertensa e diabética, refere palpitações e cansaço aos esforços há cerca de 3 meses. Há quase um ano vem em uso de clortalidona 25 mg/dia + lisinopril 5 mg/dia + glibenclamida 10 mg/dia, mantendo um controle adequado da pressão arterial e das glicemias (sic). Ao exame, PA = 138 x 86 mmHg, FC = 154 bpm, eupnêica, corada, hidratada, anictérica, ritmo cardíaco irregular, em 2 tempos, com sopro sistólico em ponta +2/+6 , murmúrio vesicular universalmente audível, sem ruídos adventícios, abdome e membros inferiores sem alterações dignas de nota. Exame neurológico normal. Fundoscopia: retinopatia hipertensiva grau II. Radiografia de tórax: calcificação da aorta ascendente, área cardíaca normal. Eletrocardiograma (Foto). Ecocardiograma-Doppler: hipertrofia ventricular esquerda leve, átrio esquerdo medindo 4,5 cm, fração de ejeção estimada em 65%, Doppler mitral com sinais de déficit de relaxamento, calcificação anular mitro-aórtica com regurgitação mitral leve.
a) Qual é o diagnóstico eletrocardiográfico principal? (0,05 pontos)
b) Como deverá ficar a receita da paciente neste momento? (0,05 pontos)
c) Caso você optasse por reverter esse quadro. Quais seriam os passos subseqüentes? (0,2 pontos)
d) Se esta paciente apresentasse dor anginosa ou congestão pulmonar no momento desse ECG, qual seria a sua conduta? (0,2 pontos)
a) Qual é o diagnóstico eletrocardiográfico principal?
Fibrilação atrial. (0,05 p)
b) Como deverá ficar a receita da paciente neste momento?
Diltiazem (ou beta-bloqueador ou verapamil) + clortalidona + glibenclamida + warfarina.(0,05 p)
c) Caso você optasse por reverter esse quadro, quais seriam os passos subseqüentes?
CONTROLE DE RITMO: reverter a fibrilação atrial, respeitando o protocolo de anticoagulação pré e pós-reversão. Pré-reversão: cumarínico por 3 semanas ou heparina por 12h (se eco-transesofágico não demonstrar trombo). Pós-reversão: cumarínico por 4 semanas. Manter antiarrítmico profilático (amiodarona em baixa dose) e a terapia antitrombótica crônica (cumarínico, pois esta paciente é de grupo de risco).(0,2 p)
d) Se esta paciente apresentasse dor anginosa ou congestão pulmonar no momento desse ECG, qual seria a sua conduta?
Cardioversão elétrica emergencial. Heparina em bolus, Choque com 100-200 J, anticoagulação pós-reversão (4 semanas de warfarin) e Terapia Antitrombótica Crônica com warfarin (pois a paciente é de grupo de risco).(0,2 p)
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