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DOENÇAS DAS VIAS BILIARES (ÁREA DE CIRURGIA)

A vesícula biliar é um reservatório no formato de pêra ligada ao ducto hepático comum por meio do ducto cístico. A vesícula biliar encontra-se na face inferior do fígado envolvida parcialmente em uma camada de peritônio. Divide-se anatomicamente em fundo, corpo, infundíbulo e colo, o qual comunica-se ao ducto cístico. O colo da vesícula biliar, assim como o ducto cístico, possui dobras mucosas orientadas em espiral denominadas válvulas de Heister. O ducto cístico varia em comprimento entre 1 e 4 cm, normalmente unindo-se ao ducto hepático comum em ângulo agudo.

OBJETIVA: (887232 votos)..........95.27% das questões objetivas receberam votos.
O sistema de administração de O2 mostrado abaixo:


A. é um dispositivo de administração de baixo fluxo
B. permite uma concentração de oxigênio inspirado de maximo 35-60%
C. permite a administração dum fluxo de oxigênio de 10-15 litros/min
D. pode ser utilizada com adaptador bucal anexado em crianças mais velhas
E. permite a administração de de broncodilatador com ar umidificado pelo reservatório de nebulização anexado

  RATING: 3

O sistema de administração de O2 mostrado abaixo:

A. é um dispositivo de administração de baixo fluxo
INCORRETO: A máscara não-reinalante é um dispositivo de administração de alto fluxo.
B. permite uma concentração de oxigênio inspirado de maximo 35-60%
INCORRETO : Com uma máscara facial não-reinalante bem vedada pode-se obter uma concentração inspirada de oxigênio de 95% .
C. permite a administração dum fluxo de oxigênio de 10-15 litros/min
CORRETO : A máscara não-reinalante é um dispositivo de administração de alto fluxo. Pode-se obter uma concentração inspirada de oxigênio de 95% com um fluxo de oxigênio de 10 L/min a 15 L/min e a utilização de uma máscara facial bem vedada.
D. pode ser utilizada com adaptador bucal anexado em crianças mais velhas
INCORRETO : Trata-se de uma máscara não reinalante e não de um nebulizador que pode ser utilizado com mascara ou adaptador bucal
E. permite a administração de de broncodilatador com ar umidificado pelo reservatório de nebulização anexado
INCORRETO : Nãso existe nenhum reservatorio de nebulização na mascara não-reinalante. O reservatório se enche de oxigênio para atender a necessidade de fluxo máximo inspirado pela criança.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (163634 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1) Definam a colostroterapia e a utilidade dela. (0,25 pontos)
2) Descrevam a técnica de colostroterapia. (0,25 pontos)


RATING: 2.97

1) Definam a colostroterapia e a utilidade dela. (0,25 pontos)
2) Descrevam a técnica de colostroterapia. (0,25 pontos)

1) Definam a colostroterapia e a utilidade dela.
Consiste na instilação orofaríngea (0,05 p) de gotas de colostro fresco da própria mãe (0,05 p) para o recém-nascido 4 vezes ao dia (0,05 p) pelo mínimo de 48 horas. (0,05 p)
Utiliza-se para prevenção da enterocolite necrotizante (0,025 p) em recém nascidos com alto risco (0,0125 p)e que não podem ser alimentados com dieta enteral (0,0125 p)

2) Descrevam a técnica de colostroterapia.
Deve ser iniciada nas primeiras 4 a 6 h de vida (0,05 p), usando de 0,2 a 0,4 ml (7 a 14 gotas) (0,05 p) de colostro fresco ou refrigerado (0,05 p), administrado na orofaringe (0,05 p)a cada 2-3 h/dia, por 48 h (0,05 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

CASO CLINICO: (189579 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Criança afebril, sem sinais meníngeos, sem petéquias, sem sinais de choque ou sepse, na hora da consulta apresenta Glasgow 15 e bom estado geral. Acompanhado corretamente em consultas de puericultura no PSF, carteira vacinal em dia e a mesma já anda sozinha. Tia trouxe a criança no PSF dizendo que os vizinhos trouxeram a criança para ela (a mãe tem problemas nas pernas).
A família da criança mora no interior de São Paulo, numa área vizinha com o mato e o agente de saúde informa que há muito lixo no quintal, baratas, tijolos e madeiras jogadas e varias coisas cumuladas do lado da moradia.
Pelo relato dessa tia a criança teria começado apresentar hoje, repentinamente, movimentos descontrolados com uma das pernas, choro inconsolável, intensa sudorese fria, cianose perioral enquanto parecia que 'estava desmaiando'. A cianose e a sudorese não foram confirmadas no PSF no momento da consulta (entretanto, teve um episodio espontâneo de vomito aqui). Na hora da chegada, criança afebril (37°C), FR: 38/min, inicial inconsolavelmente choroso (suspeita de dor intensa?) depois muito sonolento, FC: 121/min, TEC: 2 segundos. Abdômen liso, sem dores e sem hernias. Leve palidez da mucosa oral. Glicemia 130 mg% (a criança tinha mamado pouco antes). A acompanhante informou que a criança caiu ontem da própria altura, batendo a cabeça, e que acha que a criança foi derrubada hoje de novo (sic!). Frente á essa sintomatologia e semiologia o medico de PSF decidiu transferência para hospital de referência de pediatria.
Criança deu entrada no hospital em 07/12 (o mesmo dia) com quadro de vômitos e sonolência após choro intenso enquanto não estava acompanhado de adulto. Ficou em observação neste serviço, recebeu hidratação, realizou TC de crânio (devido antecedente de queda), e realizou triagem metabólica e infecciosa - feita hipótese diagnostica de intoxicação exógena, visto contato com plantas no momento em que iniciou vômitos.
CT de crânio perfeitamente normal
Apresentou eletrocardiograma com FC = 116 bpm, eixo em 90°, infra de ST em V1 e V2 e supra de ST em V3 a V6. Rx tórax: área cardíaca normal, discreta congestão pulmonar bilateral, sem derrames.
EXAMES: 07/12 HB 13,1, HT 41, LEUCO 8600 (E:1, N:70, B:1, S: 63, L: 23, PLAQ 184.000) Bioquimica: UR 28, CR 0,7, NA 135, K 4,2, PCR 1,1, MG 2,2, CL 105.
ECOCARDIOGRAMA: Dentro da normalidade.
1) Considerando os dados acima, qual poderia ser a principal suspeita diagnóstica? 0,3 pontos
2) Quais são as medidas imediatas, sendo que a suspeita foi confirmada depois, achando-se a provável causa justamente no domicilio da criança? 0,2 pontos


RATING: 3.5

1) Qual é a principal suspeita diagnóstica? A maior suspeita é de acidente escorpiônico............0,3 p;

COMENTARIO: (não vai ser pontuado ou incluido na resposta obrigatoria)

Os acidentes por Tityus serrulatus são mais graves que os produzidos por outras espécies de Tityus no Brasil.

A dor local, uma constante no escorpionismo, pode ser acompanhada por parestesias. Nos acidentes moderados e graves, observados principalmente em crianças, após intervalo de minutos até poucas horas (duas, três horas), podem surgir manifestações sistêmicas. As principais são:

  • Gerais: hipo ou hipertermia e sudorese profusa.
  • Digestivas: náuseas, vômitos, sialorréia e, mais raramente, dor abdominal e diarréia
  • Cardiovasculares: arritmias cardíacas, hipertensão ou hipotensão arterial, insuficiência cardíaca congestiva e choque
  • Respiratórias: taquipnéia, dispnéia e edema pulmonar agudo.
  • Neurológicas: agitação, sonolência, confusão mental, hipertonia e tremores.

O eletrocardiograma é de grande utilidade no acompanhamento dos pacientes.

Pode mostrar taquicardia ou bradicardia sinusal, extra-sístoles ventriculares, distúrbios da repolarização ventricular como inversão da onda T em várias derivações, presença de ondas U proeminentes, alterações semelhantes às observadas no infarto agudo do miocárdio (presença de ondas Q e supra ou infradesnivelamento do segmento ST) e bloqueio da condução atrioventricular ou intraventricular do estímulo.

Estas alterações desaparecem em três dias na grande maioria dos casos, mas podem persistir por sete ou mais dias.

O encontro de sinais e sintomas mencionados impõe a suspeita diagnóstica de escorpionismo, mesmo na ausência de história de picada e independente do encontro do escorpião. A gravidade depende de fatores, como a espécie e tamanho do escorpião, a quantidade de veneno inoculado, a massa corporal do acidentado e a sensibilidade do paciente ao veneno. Influem na evolução o diagnóstico precoce, o tempo decorrido entre a picada e a administração do soro e a manutenção das funções vitais. Com base nas manifestações clínicas, os acidentes podem ser inicialmente classificados como:

  • Leves: apresentam apenas dor no local da picada e, às vezes, parestesias.
  • Moderados: caracterizam-se por dor intensa no local da picada e manifestações sistêmicas do tipo sudorese discreta, náuseas, vômitos ocasionais, taquicardia, taquipneia e hipertensão leve.
  • Graves: além dos sinais e sintomas já mencionados, apresentam uma ou mais manifestações como sudorese profusa, vômitos incoercíveis, salivação excessiva, alternância de agitação com prostração, bradicardia, insuficiência cardíaca, edema pulmonar, choque, convulsões e coma. Os óbitos estão relacionados a complicações como edema pulmonar agudo e choque.
2) Quais são as medidas imediatas, sendo que a suspeita foi confirmada depois, achando-se a provável causa justamente no domicilio da criança?

Tratamento Sintomatico

Consiste no alívio da dor por infiltração de lidocaína a 2% sem vasoconstritor (1 ml a 2 ml para crianças; 3 ml a 4 ml para adultos) no local da picada ou uso de dipirona na dose de 10 mg/kg de peso a cada seis horas. (0,025 p)

Os distúrbios hidroeletrolíticos e ácido-básicos devem ser tratados de acordo com as medidas apropriadas a cada caso.(0,025 p)

Tratamento especÌfico

Consiste na administração de soro antiescorpiônico (SAEEs) ou antiaracnídico (SAAr) aos pacientes com formas moderadas e graves de escorpionismo, que são mais freqüentes nas crianças picadas pelo Tityus serrulatus (8% a 10 % dos casos). Deve ser realizada, o mais precocemente possível, por via intravenosa e em dose adequada, de acordo com a gravidade estimada do acidente. O objetivo da soroterapia específica é neutralizar o veneno circulante. (0,025 p)

OBSERVAÇÃO:

A dor local e os vômitos melhoram rapidamente após a administração da soroterapia específica.

A sintomatologia cardiovascular não regride prontamente após a administração do antiveneno específico.

Entretanto, teoricamente, a administração do antiveneno específico pode impedir o agravamento das manifestações clínicas pela presença de títulos elevados de anticorpos circulantes capazes de neutralizar a toxina que está sendo absorvida a partir do local da picada. A administração do SAEEs é segura, sendo pequena a freqüência e a gravidade das reações de hipersensibilidade precoce. A liberação de adrenalina pelo veneno escorpiônico parece proteger os pacientes com manifestações adrenérgicas contra o aparecimento destas reações.

Manutenção

Os pacientes com manifestações sistêmicas, especialmente crianças (casos moderados e graves), devem ser mantidos em regime de observação continuada das funções vitais, objetivando o diagnóstico e tratamento precoces das complicações.(0,025 p)

A bradicardia sinusal associada a baixo débito cardíaco e o bloqueio AV total devem ser tratados com injeção venosa de atropina na dose de 0,01 a 0,02 mg/kg de peso. (0,025 p)

A hipertensão arterial mantida associada ou não a edema pulmonar agudo é tratada com o emprego de nifedipina sublingual, na dose de 0,5 mg/kg de peso. (0,025 p)

Nos pacientes com edema pulmonar agudo, além das medidas convencionais de tratamento, deve ser considerada a necessidade de ventilação artificial mecânica, dependendo da evolução clínica. (0,025 p)

O tratamento da insuficiência cardíaca e do choque é complexo e geralmente necessita do emprego de infusão venosa contínua de dopamina e/ou dobutamina (2,5 a 20 mg/kg de peso/ min), além das rotinas usuais para estas complicações.(0,025 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.5)




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