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REGURGITAÇÃO TRICÚSPIDE (ÁREA DE PEDIATRIA)

regurgitação tricúspide isolada geralmente está associada à anomalia de Ebstein da valva tricúspide. e freqüentemente acompanha uma disfunção ventricular direita.

A anomalia de Ebstein pode ocorrer sem cianose ou com intensidade variável de cianose, dependendo da gravidade da regurgitação tricúspide da presença de uma comunicação a nível atrial (forame oval patente ou comunicação interatrial).

Crianças mais velhas tendem a ter a forma acianótica, enquanto se ela for detectada no recém-nato a anomalia de Ebstein geralmente está associada à cianose grave. A regurgitação tricúspide também é encontrada nos recém-natos com asfixia perinatal.


OBJETIVA: (1242561 votos)..........97.35% das questões objetivas receberam votos.
A mãe de uma criança de 2 meses não permitia a aplicação da vacina tríplice (DPT) porque a filha havia sido internada em UTI neonatal, onde apresentara episódio único de crise convulsiva. Diante dessa situação, você:
A. solicitaria relatório médico detalhado: em caso de meningite neonatal, concordaria com a mãe, postergando a vacinação
B. comunicaria o fato, por escrito, à secretaria de saúde local, que elucidaria a questão
C. argumentaria com a mãe que quaisquer das doenças previsíveis pela vacina trariam risco maior para a criança do que a possibilidade de crises convulsivas
D. vacinaria a criança com a dupla (DT), uma vez que o risco de convulsão se deve ao componente Pertussis
E. contra-indicaria a vacinação permanentemente, recomendando apenas vigilância neurológica, devido ao risco de recidiva convulsiva

  RATING: 2.7

A mãe de uma criança de 2 meses não permitia a aplicação da vacina tríplice (DPT) porque a filha havia sido internada em UTI neonatal, onde apresentara episódio único de crise convulsiva. Diante dessa situação, você:

A. solicitaria relatório médico detalhado: em caso de meningite neonatal, concordaria com a mãe, postergando a vacinação
INCORRETO: Embora solicitar relatório médico seja prudente para avaliar o contexto da convulsão (ex.: se houve encefalopatia progressiva, que é contraindicação rara), meningite neonatal resolvida não justifica postergar a DPT. As guidelines do Ministério da Saúde (Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação) explicitam que infecções neurológicas prévias não contraindicam a vacinação, salvo encefalopatia aguda nos 7 dias pós-dose anterior; postergar desnecessariamente expõe a criança a riscos infecciosos, contrariando evidências de segurança vacinal em lactentes pós-UTI.
B. comunicaria o fato, por escrito, à secretaria de saúde local, que elucidaria a questão
INCORRETO : Comunicar à secretaria de saúde local não é a abordagem primária ou apropriada para recusa vacinal individual; o PNI incentiva orientação educativa pelo profissional de saúde para esclarecer dúvidas, não delegar a burocracia. Embora notificações sejam obrigatórias para eventos adversos pós-vacinais, recusa parental não requer comunicação formal imediata, e isso poderia estigmatizar a mãe sem resolver o receio, violando princípios de autonomia e comunicação empática em pediatria.
C. argumentaria com a mãe que quaisquer das doenças previsíveis pela vacina trariam risco maior para a criança do que a possibilidade de crises convulsivas
CORRETO : Conforme as diretrizes do PNI e da SBIm, um episódio único de convulsão neonatal não relacionado a uma dose anterior de vacina não constitui contraindicação para a DPT (tríplice bacteriana contra difteria, tétano e pertussis). O médico deve educar a mãe sobre o equilíbrio risco-benefício: as doenças preveníveis pela vacina (especialmente coqueluche, que pode ser fatal em lactentes < 6 meses, com taxas de letalidade de até 1-3 % em países em desenvolvimento) apresentam riscos muito maiores de complicações neurológicas, respiratórias e morte do que eventos adversos vacinais raros, como convulsões febris (incidência < 1:10.000 doses para DPT de células inteiras). Estudos epidemiológicos (ex.: da OMS e CDC) mostram que o risco de convulsão pós-vacinal é baixo e geralmente benigno, enquanto a coqueluche não imunizada pode levar a encefalopatia em até 5% dos casos graves. Argumentar com empatia e evidências promove a adesão vacinal, alinhando-se ao princípio ético de beneficência e à meta de cobertura > 95% do PNI para erradicação de doenças.
D. vacinaria a criança com a dupla (DT), uma vez que o risco de convulsão se deve ao componente Pertussis
INCORRETO : Substituir pela dupla (DT, sem pertussis) não é recomendada para episódio convulsivo não vacinal; o componente pertussis (mesmo na DPT de células inteiras) não contraindica em histórico familiar ou pessoal de convulsões, conforme bula do Instituto Butantan e SBIm. Em casos de reação prévia à DPT, prefere-se DTaP (acelular), mas aqui não aplica; omitir a proteção contra coqueluche (altamente contagiosa em lactentes) aumenta desnecessariamente o risco de doença grave, ignorando dados de vigilância epidemiológica.
E. contra-indicaria a vacinação permanentemente, recomendando apenas vigilância neurológica, devido ao risco de recidiva convulsiva
INCORRETO : Contra-indicar permanentemente a vacinação é um erro grave, sem suporte em diretrizes; histórico de convulsão única neonatal não implica risco vacinal exacerbado, e vigilância neurológica isolada não previne difteria, tétano ou coqueluche. Evidências da literatura (ex.: Manual de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação) afirmam que tais histórias não constituem contraindicações, priorizando imunização para proteção coletiva e individual, evitando morbidade evitável.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.7)

DISCURSIVA: (189644 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A vasculite mais comum da infância, sendo predominantemente uma doença infantil, é a purpura de Henoch-Schönlein. Respondam ás seguintes questões:
1) Quais são os critérios clinicos diagnosticos, conforme a Sociedade Europeia de Reumatologia? - 0,25 pontos
2) Qual é a atitude terapêutica em caso de acometimento gastrointestinal? - 0,25 pontos


RATING: 2.13

A vasculite mais comum da infância, sendo predominantemente uma doença infantil, é a purpura de Henoch-Schönlein. Respondam ás seguintes questões:
1) Quais são os critérios clinicos diagnosticos, conforme a Sociedade Europeia de Reumatologia? - 0,25 pontos
2) Qual é a atitude terapêutica em caso de acometimento gastrointestinal? - 0,25 pontos

1) Quais são os critérios clinicos diagnosticos, conforme a Sociedade Europeia de Reumatologia? 
Critérios Diagnósticos (Sociedade Europeia de Reumatologia Pediátrica):

  • Presença de púrpura palpável com predomínio do membro inferior (0,05 p),
    além de pelo menos dois dentre:
    • Dor abdominal difusa; (0,05 p)
    • Biópsia mostrando vasculite leucocitoclástica típica ou glomerulonefrite proliferativa com deposição predominante de imunoglobulina A (IgA). Apesar de parte dos critérios, a biópsia cutânea ou renal raramente é necessária: a doença é tipicamente um diagnóstico clínico. (0,05 p)
    • Artrite ou artralgia; (0,05 p)
    • Envolvimento renal (presença de hematúria e / ou proteinúria). (0,05 p)

2) Qual é a atitude terapêutica para os casos comuns e para acometimento gastrointestinal, renal, SNC e genital ? 
Para casos com acometimento leve, o tratamento é de suporte com boa hidratação, analgésicos e AINES (0,05 p). Corticosteroides estão indicados no envolvimento gastrointestinal grave (0,05 p), envolvimento renal confirmado(0,05 p), envolvimento do SNC (0,05 p) e na presença de edema escrotal (0,05 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.13)

CASO CLINICO: (221892 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Enquanto trabalhava sentado em seu escritório, um homem de 28 anos referiu dor torácica do tipo pontada em hemitórax esquerdo de início súbito, que piorava a inspiração profunda. Jamais havia experimentado dor semelhante. Preocupado com sua sintomatologia, procurou emergência mais próxima, onde foi realizada radiografia de tórax:

Etilista de uma garrafa de cerveja ao dia; era tabagista de um maço de cigarros por dia durante 12 anos. Sem comportamento sexual de risco, era casado há cinco anos, onde mantinha relação monogâmica com sua esposa. Relatava ser portador de hipertrigliceridemia tratada com fibrato (etofibrato).
PERGUNTA-SE:
a) Qual o diagnóstico? (0,1 pontos)
b) Em sua história social existe algum fator de risco para esta complicação que você diagnosticou? (0,1 pontos)
c) Qual a condição que mais freqüentemente predispõe à esta complicação encontrada na radiografia de tórax? (0,2 pontos)
d) Qual a conduta a ser adotada? (0,1 pontos)


RATING: 4.1

PERGUNTA-SE:
a) Qual o diagnóstico?
Pneumotórax espontâneo primário.(0,1 p)
b) Em sua história social existe algum fator de risco para esta complicação que você diagnosticou?
Sim, o tabagismo(0,1 p).
c) Qual a condição que mais freqüentemente predispõe à esta complicação encontrada na radiografia de tórax?
Ruptura de bolhas (blebs) subpleurais(0,1 p)/ Tabagismo.(0,1 p)
d) Qual a conduta a ser adotada?
Drenagem do pneumotórax.(0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (4.1)




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