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EMERGÊNCIA NO PACIENTE COM ANEMIA FALCIFORME (ÁREA DE PEDIATRIA)

Na doença falciforme o problema é a presença da hemoglobina S, precisamente na cadeia beta.
Aqui, neste caso, em vez de ter valina, tem ácido glutâmico na posição 6. Essa simples mudança de estrutura causa uma das maiores e mais frequentes doenças, especialmente na raça negra - no entanto, não há exclusividade! - doença que se manifesta especialmente quando a hemoglobina está, por algum motivo - desoxigenada.
Mas e dai com a hemoglobina S? O que acontece, de fato, é que a conformação dela tem alguns "pontos fracos". Em condições de baixa tensão de oxigênio os contatos intermoleculares são facilmente induzidos e a própria hemoglobina chega a se polimerizar. Então, na verdade a falcização é, em sí, uma polimerização.

OBJETIVA: (1144559 votos)..........99.35% das questões objetivas receberam votos.
Uma adolescente com 15 anos procura o consultório de seu médico pois está há 1 semana com febre baixa mal estar, dor de cabeça e muita tosse com expectoração. Há 3 dias houve aparecimento de dor de garganta e de ouvido. Ao exame, o médico detecta estertores finos em bases de pulmões e sibilos esparsos em ambos os hemitórax, além de hiperemia de orofaringe e miringite bolhosa. A radiografia de tórax revela um infiltrado intersticial em bases pulmonares. O agente mais provável de ser isolado em material de escarro e o tratamento que poderia contribuir para abreviar o curso da doença seriam:
A. Mycoplasma pneumoniae; eritromicina.
B. Streptococcus pneumoniae; penicilina.
C. Chlamydia pneumoniae; eritromicina
D. Mycoplasma pneumoniae; sulfametoxazol-trimetoprim
E. Chlamydia pneumoniae; sulfametoxazol-trimetoprim.

  RATING: 3

Uma adolescente com 15 anos procura o consultório de seu médico pois está há 1 semana com febre baixa mal estar, dor de cabeça e muita tosse com expectoração. Há 3 dias houve aparecimento de dor de garganta e de ouvido. Ao exame, o médico detecta estertores finos em bases de pulmões e sibilos esparsos em ambos os hemitórax, além de hiperemia de orofaringe e miringite bolhosa. A radiografia de tórax revela um infiltrado intersticial em bases pulmonares. O agente mais provável de ser isolado em material de escarro e o tratamento que poderia contribuir para abreviar o curso da doença seriam:

A. Mycoplasma pneumoniae; eritromicina.
CORRETO: O quadro descrito é característico de pneumonia por micoplasma. Sugerem esse diagnóstico a idade, o quadro arrastado, a cefaléia, a faringite e a miringite bolhosa (doença do epitélio de revestimento da membrana timpânica, cujo diagnóstico é feito facilmente pela otoscopia). O tratamento de escolha é com eritromicina.
B. Streptococcus pneumoniae; penicilina.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Chlamydia pneumoniae; eritromicina
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Mycoplasma pneumoniae; sulfametoxazol-trimetoprim
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Chlamydia pneumoniae; sulfametoxazol-trimetoprim.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (182948 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1) Qual é a definição do pectus excavatum (0,125 pontos) e do pectus carinatum (0,125 pontos)?

2) Qual é a definição da síndrome de Poland? (0,25 pontos)


RATING: 3.1

1) Qual é a definição do pectus excavatum (0,125 pontos) e do pectus carinatum (0,125 pontos)?

2) Qual é a definição da síndrome de Poland? (0,25 pontos)

1) Qual é a definição do pectus excavatum e pectus carinatum

O pectus excavatum provém de um crescimento desequilibrado ou excessivo das cartilagens costais inferiores, causando umadepressão esternal posterior. (0,125 p)

O pectus carinatum (também chamado de peito-de-pombo) é caracterizado por uma deformidade com protrusão anterior do esterno e das cartilagens costais. (0,125 p)

2) Qual é a definição da síndrome de Poland?

A síndrome de Poland é uma doença rara (0,025 p), não-familiar (0,025 p), de causa desconhecida (0,025 p). Os componentes da síndrome incluem:

  • a ausência do músculo peitoral maior (0,025 p),
  • a ausência ou a hipoplasia (0,025 p) do músculo peitoral menor (0,025 p),
  • a ausência das cartilagens costais (0,025 p)
  • hipoplasia das mamas (0,025 p) e do tecido subcutâneo (0,025 p) (inclusive do complexo mamilar) e uma variedade de anomalias das mãos. (0,025 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.1)

CASO CLINICO: (213293 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Maria, uma menina previamente saudável de 5 anos, foi levada ao atendimento pediátrico devido a episódios recorrentes de dor de cabeça nas últimas três semanas. A mãe relatou que Maria se queixava de uma dor intensa na região frontal da cabeça, que ocorria cerca de duas a três vezes por semana, cada ataque durando até duas horas.

Durante as crises, Maria frequentemente apresentava sintomas de fotofobia e fonofobia, preferindo ambientes escuros e silenciosos. Além disso, as dores eram acompanhadas de náuseas, embora sem vômito. A mãe também observou que Maria tendia a ficar mais irritada e chorosa durante esses episódios e que, após algumas horas de descanso, ela parecia melhorar significativamente.

História Familiar: Não havia histórico de trauma recente, febre, outros sintomas neurológicos ou uso de medicação contínua que pudesse explicar as cefaleias. No entanto, a avó materna de Maria tem um histórico conhecido de enxaquecas. 

Exame Clínico: O exame físico e neurológico de Maria não revelou anormalidades. Todos os sinais vitais estavam dentro dos parâmetros normais, e não havia sinais de infecção ou outras condições agudas.

Respondam ás seguintes perguntas:

(I) Qual é o diagnóstico mais provável? Argumente. (peso 0,16 pontos)

(II) Qual a medicação indicada para o tratamento da criança? (peso 0,18 pontos)

(III) Que orientações precisam ser feitas para diminuir a frequência das crises? (peso 0,08 pontos)

(IV) Que classes de remédios são recomendadas no caso de crises frequentes e debilitantes, ou que não respondem bem aos analgésicos? (0,08 pontos)




RATING: 2.91

(I) Qual é o diagnóstico mais provável? Argumente.

Cefaleia primaria (enxaqueca) (0,02 p) - apoiado pela recorrência (0,02 p), duração de até duas horas (0,02 p), localização na região frontal da cabeça (0,02 p), sintomas de fotofobia (0,02 p), fonofobia (0,02 p) e náuseas (0,02 p), histórico conhecido de enxaquecas na família (0,02 p).

(II) Qual a medicação indicada para o tratamento da criança?

Dentre os analgésicos (0,02 p), os mais utilizados são:

  • Dipirona 25 mg/kg/dose (0,02 p)
  • Ibuprofeno 10 mg/kg/dose (0,02 p)
  • Paracetamol 15 mg/kg/dose (0,02 p)

Dentre os antiemeticos (0,02 p):

  • Metoclopramida (Plasil) 0,5–2 mg/kg/dose VO ou IV a cada 4–6 horas.  (0,02 p)
  • Proclorperazina (Compazine) 0,1 mg/kg/dose VO, IM ou IV a cada 6 horas  (0,02 p)
  • Prometazina (Fenergan) 0,25–1,0 mg/kg/dose VO, PR, IV ou IM a cada 4–6 horas (0,02 p)
  • Ondansetrona (0,15 mg/kg/dose). (0,02 p)

(III) Que orientações precisam ser feitas para diminuir a frequência das crises?

As medidas não farmacológicas (0,02 p) foram inicialmente recomendadas, como a manutenção de uma rotina regular de sono (0,02 p) e alimentação (0,02 p), além de técnicas de relaxamento (0,02 p)

(IV) Que classes de remédios são recomendadas no caso que as crises são frequentes e debilitantes, ou não respondem bem aos analgésicos?

Medicamentos como beta-bloqueadores (0,02 p), anticonvulsivantes (0,02 p) ou antidepressivos (0,02 p) são utilizados em algumas situações, mas a indicação deve ser criteriosa e supervisionada por um especialista. (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.91)




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