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A HIPERTENSÃO ARTERIAL NO PACIENTE ADULTO (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A título de conceituação, a hipertensão arterial (HA) pode ser traduzida como o aumento dos níveis pressóricos acima recomendado para uma determinada faixa etária e clínica.

Para o seu diagnóstico, deverão ser realizadas NO MINIMO duas medidas da pressão arterial com intervalo de 1 a 2 minutos entre elas.

Dessa forma, o achado de medida da pressão artérial

  • maior que 140 mmHg e/ou pressão arterial diastólica
  • maior que 90mm Hg para o indivíduo adulto,

com base na média de duas ou mais medidas em diferentes visitas, com técnica e aparelho calibrado (ver adiante) e com o indivíduo em posição sentada define o diagnóstico.

OBJETIVA: (1140819 votos)..........99.43% das questões objetivas receberam votos.
Lactente masculino, 1 ano e 1 mês, internado na enfermaria com febre há 1 semana, tosse produtiva, prostração e vômitos, ao exame físico apresentando apenas gotejamento pós nasal, sendo diagnosticado com quadro de sinusopatia aguda, sendo iniciado antibioticoterapia. Nos exames realizados na admissão, foi observado queda de hemoglobina (5,6) e hematócrito (18,4%), sem queixas de perda de sangue, assim foi realizada transfusão de hemácias. Após transfusão mantinha valores baixos de hemoglobina (6,0) e hematócrito (19,5%).
A partir do segundo dia de internação apresentou melena em grande quantidade, os episódios de sangramento se tornaram diários. Foi avaliado pelo serviço de Cirurgia Pediátrica que solicitou clister opaco após toque retal livre de sangue e ausência de lesão tipo pólipo intestinal; o exame foi inconclusivo.
Neste momento, qual exame é o mais indicado em seguida?
A. exploração laparoscopica
B. ultrassonografia
C. enema com ar
D. cintilografia com pertecnécio Tc99-m
E. angiografia mesentérica

  RATING: 2.76

Lactente masculino, 1 ano e 1 mês, internado na enfermaria com febre há 1 semana, tosse produtiva, prostração e vômitos, ao exame físico apresentando apenas gotejamento pós nasal, sendo diagnosticado com quadro de sinusopatia aguda, sendo iniciado antibioticoterapia. Nos exames realizados na admissão, foi observado queda de hemoglobina (5,6) e hematócrito (18,4%), sem queixas de perda de sangue, assim foi realizada transfusão de hemácias. Após transfusão mantinha valores baixos de hemoglobina (6,0) e hematócrito (19,5%).
A partir do segundo dia de internação apresentou melena em grande quantidade, os episódios de sangramento se tornaram diários. Foi avaliado pelo serviço de Cirurgia Pediátrica que solicitou clister opaco após toque retal livre de sangue e ausência de lesão tipo pólipo intestinal; o exame foi inconclusivo.
Neste momento, qual exame é o mais indicado em seguida?

A. exploração laparoscopica
INCORRETO: A laparoscopia é indicada somente se o escaneamente com pertecnécio é susceptível de falso-negativo. Um escaneamento negativo não exclui a possibilidade do divertículo de Meckel e os motivos já foram mostrados em cima - o diagnóstico laparoscópico é indispensável para avaliação definitiva.
B. ultrassonografia
INCORRETO : O diagnóstico da intussuscepção secundaria é com frequência confirmado por ultrassom (US) ou enema de ar, mas raramente identifica o ponto de início patológico, como o divertículo de Meckel.
C. enema com ar
INCORRETO : O enema de ar pode reduzir a porção ileocólica da intussuscepção, mas frequentemente o componente íleo­ileal não é reduzido com sucesso. Se ele é reduzido, os sintomas vão recorrer com frequência. Quando presente, o divertículo será descoberto no intraoperatório ou quando o segmento ressecado do intestino for examinado
D. cintilografia com pertecnécio Tc99-m
CORRETO : Um episódio indolor de sangramento retal em criança é a apresentação clássica do sangramento do divertículo de Meckel. O Meckel é responsável por quase 50% de todos os sangramentos gastrointestinais baixos em crianças. As fezes podem estar brilhantes e vermelhas, e menos comumente escuras. O sangramento é com frequência associado à anemia, e muitas crianças podem precisar de transfusão, apesar de a hemorragia com risco de morte ser rara. O exame físico é tipicamente sem particularidades. O sangramento pode também ser lento e não clinicamente evidente, apresentando­se somente como uma anemia inexplicável. Assim, qualquer criança apresentando fezes com hemoglobina positiva e anemia crônica deve ser avaliada para o divertículo de Meckel.
O teste radiográfico preferido é o estudo com radionucleotídio pertecnetato tecnécio­ 99m (“cintilografia para Meckel”). Este estudo de imagem se baseia no fato de que a maioria dos divertículos de Meckel que sangram contém mucosa gástrica ectópica. O tecnécio ­99m, injetado por via intravenosa, é absorvido e secretado pelas células tubulares glandulares da mucosa gástrica. A cintilografia pode então visualizar acúmulos focais do marcador no divertículo.

E. angiografia mesentérica
INCORRETO : Angiografia é limitada a casos com significativa hemorragia aguda, uma vez que é invasiva e requer sangramento ativo de pelo menos 0,5 ml/min

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.76)

DISCURSIVA: (182711 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre os tumores uroteliais do trato urinário superior (cálices, pelve renal e ureter), discorra teoricamente:

  1. Os aspectos epidemiológicos principais ........  0,10 pontos
  2. Os fatores etiopatogênicos relevantes ...........  0,13 pontos
  3. Os principais métodos de diagnóstico por imagem e sua acurácia ....  0,10 pontos
  4. As cirurgias preservadoras do rim, suas indicações e técnicas ..........  0,17 pontos




RATING: 3.09

Sobre os tumores uroteliais do trato urinário superior (cálices, pelve renal e ureter), discorra teoricamente:

  1. Os aspectos epidemiológicos principais ........  0,10 pontos
  2. Os fatores etiopatogênicos relevantes ...........  0,13 pontos
  3. Os principais métodos de diagnóstico por imagem e sua acurácia ....  0,10 pontos
  4. As cirurgias preservadoras do rim, suas indicações e técnicas ..........  0,17 pontos


1. Aspectos epidemiológicos principais

  • Correspondem a 5-10% de todos os tumores uroteliais, com predomínio das lesões pielocaliciais sobre as ureterais (0,02 p).
  • Pico de incidência entre a 7ª e a 8ª décadas de vida; configuram-se como raros antes dos 40 anos (0,02 p).
  • Predomínio no sexo masculino; as mulheres podem manifestar a doença em estádios mais avançados e com grau histológico elevado (0,02 p).
  • Predominam em indivíduos brancos nos Estados Unidos; não existe predileção quanto ao lado afetado e a ocorrência de casos sincrônicos bilaterais é rara (0,02 p).
  • A epidemiologia assemelha-se à do carcinoma urotelial da bexiga (0,02 p).

2. Fatores etiopatogênicos relevantes

  • Tabagismo configura a etiologia mais comum identificável no hemisfério ocidental, com relação direta com a dose e a duração do consumo; após cessação, o risco diminui de forma parcial, mas permanece aumentado em ex-fumantes (0,03 p).
  • Exposição ocupacional a produtos químicos industriais (tintas, derivados de petróleo, plásticos, borracha, couro) e irritação crônica do trato urinário decorrente de cálculos e infecções (0,02 p).
  • Abuso crônico de analgésicos contendo fenacetina: associa-se a nefropatia com necrose papilar e capilaroesclerose (alteração histológica patognomônica); efeito combinado eleva de maneira importante o risco, com clara relação dose-resposta; nos casos vinculados, a proporção entre homens e mulheres torna-se menor e a idade de apresentação tende a ser mais precoce (0,03 p).
  • Nefropatia endêmica balcânica (países dos Bálcãs, áreas rurais): alta frequência de tumores uroteliais do trato superior, sem modificar de modo equivalente o risco para neoplasias da bexiga; maior possibilidade de bilateralidade e de múltiplos tumores; diagnóstico costuma ocorrer em faixas etárias mais jovens (0,02 p).
  • Outros: nefropatia associada à erva chinesa (ácido aristolóquico, descrita em mulheres belgas em programas de redução de peso); doença de Blackfoot (exposição crônica ao arsênico em Taiwan); diversas síndromes familiares (carcinoma colorretal hereditário não poliposo, incluindo síndrome de Lynch II e Muir-Torre) (0,03 p).

3. Principais métodos de diagnóstico por imagem e sua acurácia

  • Urografia excretora: método tradicional; detecta alterações no sistema pielocalicial (distorções arquiteturais, obstruções e falhas de enchimento); acurácia diagnóstica de cerca de 75% quando realizada isoladamente (0,02 p).
  • Tomografia computadorizada: atualmente o padrão-ouro; oferece sensibilidade de até 96% e especificidade de 99% na identificação de lesões papilíferas com diâmetro entre 5 e 10 mm; lesões menores que 5 mm, porém, podem não ser visualizadas; permite ainda avaliação linfonodal, detecção de metástases em vísceras toracoabdominais e no esqueleto, além da determinação da funcionalidade do rim contralateral (0,04 p).
  • Ressonância magnética: permite avaliação linfonodal (embora com resultados limitados para linfonodos < 1 cm), metástases e funcionalidade renal contralateral (0,02 p).
  • Quando o diagnóstico permanece incerto: ureteroscopia combinada à pielografia retrógrada torna-se necessária para refinamento da caracterização lesional (0,02 p).

4. Cirurgias preservadoras do rim, suas indicações e técnicas

  • Objetivo principal: evitar a morbidade de uma nefroureterectomia radical, preservando a função renal sempre que possível (0,03 p).
  • Indicadas em situações imperativas: pacientes com insuficiência renal crônica ainda não dialítica, portadores de rim único e indivíduos com alto risco cardiovascular; quando o rim contralateral é normal e saudável, podem ser escolhidas em casos selecionados – especialmente tumores de baixo grau histológico e baixo estágio clínico (0,03 p).
  • Ureterectomia segmentar: técnica que fornece espécimes anatomopatológicos de melhor qualidade; indicada em tumores ureterais que não podem ser retirados por via endoscópica, quando as técnicas endoscópicas não estão disponíveis e em tumores multicêntricos (desde que haja intenção de manter a unidade renal); reconstrução do ureter depende da localização (ureteroureterostomia nos tumores do ureter superior e médio; ureterectomia distal com ressecção de pequeno segmento de bexiga – cuff vesical – e ureteroneocistostomia nos tumores distais; pode ser necessário técnica de bexiga psoica ou retalho de Boari para anastomose sem tensão) (0,03 p).
  • Tratamento ureteroscópico: excelente opção em casos bem selecionados; principal vantagem é a menor morbidade cirúrgica, pois não viola o sistema urinário fechado; utiliza ureteroscópios rígidos (maior campo visual, ressecções maiores, porém dificuldade para ureter superior/renal) ou flexíveis (acesso a regiões proximais, porém campo visual menor e espécimes menores); técnica recomendada é ressecção a frio da lesão seguida de cauterização do leito tumoral com laser (no ureter, laser de escolha é o Holmium-YAG – penetração tecidual ~0,5 mm, cortes precisos, excelente hemostasia e baixo risco de perfuração) (0,04 p).
  • Acesso percutâneo: opção minimamente invasiva especialmente útil para tumores de grande volume no rim ou em localizações que impedem o acesso ureteroscópico; ressecção a frio seguida de cauterização com laser no leito tumoral; ao final deixa-se nefrostomia no local da punção (permite segunda avaliação endoscópica local e via de acesso para tratamento tópico adjuvante) (0,04 p).


FONTE:

TUMORES UROTELIAIS DO TRATO URINÁRIO SUPERIOR - PLATAFORMA MISODOR


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.09)

CASO CLINICO: (213040 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Uma mulher com pré-eclâmpsia é submetida à indução do trabalho de parto com 36 semanas de idade gestacional. Durante o trabalho de parto, várias desacelerações tardias da frequência cardíaca fetal foram  otadas e a equipe de reanimação é alertada. Quando sua equipe chega à sala de parto, você pergunta à equipe obstétrica sobre fatores de risco adicionais e recebe a informação de que o bebê teve restrição de  rescimento intrauterino. Você faz uma breve reunião de equipe, um briefing pré-reanimação, e prepara o  aterial e o equipamento para a assistência neonatal. Logo após, nasce um bebê do sexo masculino. O  obstetra estimula delicadamente o bebê a respirar, mas ele permanece flácido e apneico. 

(I)  Enumeram os passos iniciais do atendimento desse recém-nascido. (0,1875 pontos)

(II) Após os passos iniciais, o neonato ainda não começou a respirar. Qual será a primeira medida a ser imediatamente aplicada? (0,15625 pontos).

(III) Aplicada a medida da questão (II), outro profissional da equipe ausculta a frequência cardíaca e comunica que está 70 batimentos por minuto e não está aumentando. Qual é o próximo passo? (0,15625 pontos).




RATING: 3.12

(I)  Enumeram os passos iniciais do atendimento desse recém-nascido.

  • Clampeamento e secionamento do cordão ........ (0,03125 p);
  • Levar o recém-nascido para a mesa de reanimação........ (0,03125 p);
  • Fonte de calor radiante........ (0,03125 p);
  • Manter normotermia........ (0,03125 p);
  • Secar........ (0,03125 p);
  • Estimulo tátil........ (0,03125 p);

(II) Após os passos iniciais, o neonato ainda não começou a respirar. Qual será a primeira medida a ser imediatamente aplicada?

  • Iniciar ventilação com pressão positivo (0,03125 p) com oxigênio ambiente (21%) (0,03125 p);
  • Monitorar a frequência cardíaca........ (0,03125 p);
  • Monitorar os movimentos respiratorios........ (0,03125 p);
  • Monitorar a saturação com oximetro de pulso......... (0,03125 p);

(III) Aplicada a medida da questão (II), outro profissional da equipe ausculta a frequência cardíaca e comunica que está 70 batimentos por minuto (bpm) e não está aumentando. Qual é o próximo passo?

Corrigir a ventilação:

  • Reaplicar a máscara na face do bebê........ (0,03125 p);
  • Reposicionar a cabeça e o pescoço........ (0,03125 p);
  • Ventilar novamente........ (0,03125 p);
  • Observar o tórax do recém-nascido........ (0,03125 p);
  • Aspirar a boca e o nariz com o bulbo.......(0,03125 p);

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.12)




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