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Quais cirurgias podem ser realizadas sem o auxilio de circulação extracorpórea?
A. Correção de PCA (persistência do canal arterial), correção de coartação da aorta, cirurgia de Blalock-Taussing, revascularização miocárdica
CORRETO: O bebê prematuro, durante a internação na UTI neonatal, pode ser tratado com uma medicação especial que pode ajudar no fechamento do PCA. Se não houver sucesso, pode ser necessária a cirurgia cardíaca para o fechamento. Nos outros casos, praticamente todos os pacientes podem ser tratados pelo cateterismo cardíaco, exceto bebês muito pequenos com PCA muito grande. No cateterismo, um cateter (tubinho flexível) é levado até o coração, entrando por uma veia e uma artéria da perna, e uma pequena peça (prótese) é colocada para fechar o PCA. É um procedimento muito seguro, onde geralmente o paciente tem alta do hospital no dia seguinte.
O surgimento de técnicas para revascularização do miocárdio sem circulação extracorpórea, ao minimizar as complicações neurológicas, cardiopulmonares, renais e da coagulação neste tipo de procedimento, também foi um aspecto decisivo na diminuição das complicações intra e pós-operatórias.
A cirurgia Blalock-Taussing é uma cirurgia paliativa de anastomose direta entre artéria subclávia e artéria pulmonar
A cirurgia de correção de coartação é normalmente realizada com circulação extracorpórea, o que ocasiona uma
exacerbação da resposta inflamatória com aumento do período de internação e de complicações. A possibilidade da confecção do shunt sistêmico-pulmonar utilizando o PCA para manter a saturação arterial de oxigênio é fundamental para a realização do procedimento sem a necessidade de circulação extracorpórea
B. Correção de PCA, correção de coartação da aorta, troca de válvula aórtica, revascularização miocárdica
INCORRETO : Para o tratamento da válvula aórtica que é a responsável pela passagem do sangue do ventrículo esquerdo para a aorta, na maioria das situações o procedimento cirúrgico efetuado é a troca valvar e as 2 próteses referidas acima podem ser utilizadas. Existe atualmente, uma prótese mais moderna de implante rápido que diminui o tempo cirúrgico e consequentemente de circulação extracorpórea.
C. Troca mitral, revascularização do miocárdio, correção de coartação da aorta, correção de PCA
INCORRETO : A válvula mitral é a estrutura do coração responsável pela passagem de sangue do átrio para o ventrículo esquerdo. No adulto pode ocorrer estreitamento (estenose) dificultando a passagem de sangue ou insuficiência causando retorno do sangue do ventrículo para o átrio esquerdo. O tratamento cirúrgico quando necessário pode ser realizado através de preservação da válvula, em casos onde existe um menor comprometimento do aparelho valvar, fazendo-se somente o reparo chamado de plastia. Estas duas técnicas necessitam o auxílio de um aparelho de circulação extra-corpórea que oxigena o sangue durante o ato cirúrgico.
D. troca da valva aórtica, correção de PCA, correção de coartação da aorta, revascularização miocárdica
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Correção de CIA, correção de coartação da aorta, troca de válvula mitral
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: A
Discorra teoricamente sobre as metástases para as glândulas suprarrenais.
RATING: 3 ![]()
Discorra teoricamente sobre as metástases para as glândulas suprarrenais.
FONTE:
PLATAFORMA MISODOR - METÁSTASES PARA A SUPRARRENAL
Febre e gemência há 1 dia.
Mãe procura o serviço de emergência pois há cerca de 1 dia a criança iniciou quadro de febre elevada não aferida, que cessava com dipirona mas retornava em poucas horas, necessitando banhos mornos para melhorar; recusa alimentar; vômitos 2 a 3 vezes ao dia sem restos alimentares e espontâneos além de hipoatividade.
A criança esteve bem até o dia anterior, sem quaisquer outras queixas, entretanto após surgirem os sintomas, apresentou também manchinhas vermelhas' no corpo e nos braços. Nega sintomas respiratórios como coriza ou tosse, apenas uma respiração mais rápida nas últimas horas. Nega diarréia ou outras alterações nos demais aparelhos.
Gestação sem intercorrèncias, realizou pré-natal com 10 consultas. Nasceu por parto normal com 39 semanas. Apgar de 8 no primeiro minuto e 9 no quinto minuto. Alta do berçário em companhia da mãe com 48 horas devida.
Alimentação: Recebeu leite materno exclusivo até os 4 meses, quando passou a receber dieta complementar e leite fluido sem engrossantes. Desde os 6 meses recebe almoço e jantar que consiste em sopa de legumes carne e arroz, frutas 2 vezes ao dia e leite de caixinha 200ml 4 vezes ao dia, pão ou bolacha pela manhã em pequena quantidade.
Vacinação: completa.
Medicamentos: Sulfato ferroso 3mg/kg/dia regularmente desde os 4 meses.
Antecedentes familiares: Pai 30 anos, mecânico de autos, asmático. Mãe 29 anos, doméstica, saudável, tabagista. Irmã 7 anos asmática. Avós maternos com HAS e diabetes mellitus, avós paternos saudáveis.
Condições de Moradia: Casa de alvenaria com 3 cômodos, saneamento básico, com ventilação adequada e sem animais domésticos. No mesmo quintal há mais duas casas: a dos avós paternos que moram sós, da tia paterna onde convivem dois adultos e 3 crianças com 1 ano, 3 anos e 4 anos de idade.
A criança freqüenta a creche desde os 4 meses quando a mãe retornou ao trabalho.
Antecedentes Epidemiológicos: não realizou viagens recentes, refere que na família e ambiente peridomiciliar todos estão saudáveis.
Exame Físico:
Paciente foi admitido na emergência onde apresentava-se em mal estado geral, gemente, taquidispnéico moderado, descorado ++/4+, desidratado de algum grau. febril, com perfusão periférica maior que 10 segundos, pulsos normais com vasodilatação palmar.
Peso = 9100 g. Estatura = 72 cm FC = 130 bat/min; FR= 40 ins/min; Tmax.= 38,9° C Saturação de O2 em ar ambiente = 89% e PA = 100 x 60 mmHg.
Cabeça e pescoço: fontanela plana, normotensa, mucosa oral com saliva espessa. Otoscopia normal bilateral.
Cardio-vacular: RCR 2T taquicárdicas, sem sopros.
Pulmões: MV+ SRA
Abdome: pouco distendido, timpânico. RHA + Sem visceromegalias.
Pele: petéquias distribuídas em tronco e membros, com áreas de maior
confluência não desaparecendo a vitropressão.
1) Quais são as principais hipóteses diagnósticas? - 0,05 pontos;
2) Os exames subsidiários specificos por este caso são...? - 0,2 pontos;
3) Quais são as linhas gerais do tratamento? - 0,2 pontos;
4) Quais são as principais doenças de diagnóstico diferencial? - 0,05 pontos;
RATING: 2.95 ![]()
1) Quais são as principais hipóteses diagnósticas?
Com base na seqüência de eventos fisiopatológicos, este paciente é
portador de doença meningocócica invasiva. ( 0,05 p)
DISCUSSÃO: Trata-se de um lactente eutrófico (percentil = 50 na curva NCHS), com alimentação adequada e vacinação completa, sem fatores mórbidos associados.
Apresenta de uma síndrome infecciosa aguda caracterizada por: febre alta, toxemia, prostração, de inicio abrupto associados às lesões cutâneas.
Ao exame apresenta-se mal estado geral, com alterações nos parâmetros hemodinâmicos (nível de consciência; FC; PA; enchimento capilar,
Sao2) caracterizando um choque compensado com exantema cutâneo tipo
petequial (não desaparece a vitropressão) sugestivas de vasculite.
2) Os exames subsidiários specificos por este caso são...?
LCR com quimiocitológico (0,04 p), Bacterioscópico pelo método de gram (0,04 p), cultura e látex objetivando confirmação etiologica (0,04 p). A Hemocultura importante para caracterização da bacteremia e resgate do agente infeccioso (0,04 p). Os exames gerais (0,04 p) para orientar o tratamento do choque: HMG, glicemia, eletrólitos, função renal e coagulograma, gasometría arterial.
3) Quais são as principais doenças de diagnóstico diferencial?
O diagnóstico diferencial inclui todas as doenças que são acompanhadas por exantema (rash) purpúrico ou petequial. Didaticamente, podemos dividir as doenças infecciosas com este rash em dois principais grupos, tratáveis e não tratáveis:
INFECCIOSAS (TRATÁVEIS) Meningococcemia (0,02 p), Gonocococemia (0,02 p), Febre Maculosa (0,02 p), Tifo epidêmico (0,02 p), Doença Lyme-similie (0,02 p).
INFECCIOSAS
(NÃO TRATÁVEIS):
Rubéola (0,02 p),
Dengue (0,02 p),
Hepatite B (0,02 p),
Enterovirus (0,02 p),
Virus EB (0,02 p)
3) Quais são as linhas gerais do tratamento?
A primeira etapa do tratamento é a estabilização hemodinámica, seguindo as normas do suporte avançado de vida em pediatria. A antibioticoterapia deve ser iniciada assim que sejam coletados as culturas do LCR e hemocultura. Entretanto, se por motivos de instabilidade hemodinámica a coleta dos exames for protelada, o antibiótico deve ser iniciado em razão da gravidade do caso e risco de morte. Segundo é preconizado pelo Ministério da Saúde, nos casos de meningite associada a choque séptico, devemos iniciar o tratamento com cefalosporina de 3* geração, até que haja identificação do agente (0,05 p)
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