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A TOSSE CRONICA NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A tosse é algo muito comum em todos os consultorios, sendo sintoma respiratorio mais encontrado. Ele pode ser um sintoma que apareça desde um resfriado banal comum até na gravissima situação duma fibrose cistica. Tem tosse aguda, tosse subaguda e tem tosse catalogada como crônica. A tosse aguda é encontrada na maioria dos casos de IVAS (virais ou bacterianas) e geralmente é autolimitada. Os conceitos estão diferentes duma escola de medicina para outra. Os americanos consideram uma tosse crônica aquela tosse que demora mais de 4 semanas para sumir. A escola inglês, porém, extende esse prazo para o dobro dele (oito semanas) - e isso não é por causa do smog londones, mas porque os ingleses consideram que esse intervalo é necessário para descartar qualquer etiologia infecciosa da tosse. Há definição de "tosse subaguda" para aquela tosse que dura entre 2-4 semanas.

OBJETIVA: (1224790 votos)..........98.55% das questões objetivas receberam votos.
De acordo com o Decreto 7508/2011, a instância de pactuação consensual entre os entes federativos para definição das regras da gestão compartilhada do SUS, denomina-se:
A. Comissões Intergestores
B. Comissão Integrada
C. Comissão Generalizada
D. Comissão Constituída
E. Comissão Provisória

  RATING: 2.91

De acordo com o Decreto 7508/2011, a instância de pactuação consensual entre os entes federativos para definição das regras da gestão compartilhada do SUS, denomina-se:

A. Comissões Intergestores
CORRETO: A instância de pactuação consensual entre os entes federativos para definição das regras da gestão compartilhada do SUS denomina-se Comissões Intergestores
B. Comissão Integrada
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Comissão Generalizada
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Comissão Constituída
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Comissão Provisória
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.91)

DISCURSIVA: (188507 votos) ..........99.44% das questões discursivas receberam votos.
O uso de indicadores epidemiológicos é o modo mais relevante na avaliação de qualquer atividade na área da Saúde no SUS, mormente nos serviços públicos. 
A) Defina indicadores epidemiológicos. (0,1 ponto) 
B) Cite 3 (três) critérios a que deve obedecer um bom indicador, discutindo-os sucintamente. (0,3 pontos) 
C) Cite dois indicadores frequentemente utilizados na avaliação das condições de Saúde de uma população da área de abrangência de uma Unidade Básica. (0,1 pontos)


RATING: 3.06

O uso de indicadores epidemiológicos é o modo mais relevante na avaliação de qualquer atividade na área da Saúde no SUS, mormente nos serviços públicos. 
A) Defina indicadores epidemiológicos. (0,1 ponto) 
B) Cite 3 (três) critérios a que deve obedecer um bom indicador, discutindo-os sucintamente. (0,3 pontos) 
C) Cite dois indicadores frequentemente utilizados na avaliação das condições de Saúde de uma população da área de abrangência de uma Unidade Básica. (0,1 pontos)

A) Defina indicadores epidemiológicos.
Indicadores epidemiológicos são números ou razões, caracterizados como índices, que indicam vários aspectos da situação de saúde em uma população qualquer. (0,1 p)
B) Cite 3 (três) critérios a que deve obedecer um bom indicador, discutindo-os sucintamente.
Critérios:
  • Validade é a propriedade de um indicador que representa o que se quer medir, bem como é capaz de detectar mudanças no fenômeno em medição. (0,1 p)
  • Confiabilidade é a propriedade do indicador que muda pouco em relação ao tempo, portanto quanto mais utilizá-lo, os resultados esperados são semelhantes. (0,1 p)
  • Representatividade significa que o indicador realmente representa a realidade que se mediu e deve ser obtido de maneira mais simplificada possível. (0,1 p)
C) Cite dois indicadores frequentemente utilizados na avaliação das condições de Saúde de uma população da área de abrangência de uma Unidade Básica.
Coeficiente de prevalência e coeficiente de incidência de doenças na população da área de abrangência. (0,1 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

CASO CLINICO: (220765 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 45 anos, agricultor, procedente de área rural na região Norte do Brasil (zona de desmatamento para construção de estradas e surgimento de povoados pioneiros), procura atendimento com queixa de lesão ulcerada no membro inferior direito há aproximadamente 60 dias. A lesão iniciou como nódulo pruriginoso, evoluiu para úlcera redonda, grande, rasa, de bordas elevadas, coloração violácea, pouco dolorosa, associada a envolvimento do cordão linfático. Há 20 dias iniciou sintomas nasais: epistaxe recorrente, formação de crostas, saída de secreção nasal, dor, hiperemia e deformidade incipiente do nariz. Relata picadas frequentes de insetos durante trabalho em mata, moradia próxima a florestas e presença de cães com lesões cutâneas suspeitas na residência. Exame otorrinolaringológico revela hiperemia do septo nasal e crostas. Não há febre nem comprometimento sistêmico evidente.

Questões:

I. Qual a suspeita diagnóstica? ..... 0,12 pontos
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? ...... 0,13 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ..... 0,12 pontos
IV. Qual o tratamento indicado? ....... 0,13 pontos





RATING: 3.02

I. Suspeita diagnóstica: Leishmaniose tegumentar americana – forma mucosa (tardia ou concomitante) ou cutâneo-mucosa

  • Lesão cutânea inicial típica: nódulo pruriginoso → úlcera redonda/oval, grande, rasa, bordas elevadas, violácea, pouco dolorosa, membros inferiores, envolvimento de cordão linfático, possibilidade de cura espontânea (0,04 p)
  • Evolução com metástase para mucosas da nasofaringe (epistaxe, crostas, secreção, dor, hiperemia, deformidade) em <5% dos casos, podendo surgir concomitantemente, até 2 anos ou décadas após cicatrização da lesão cutânea (0,04 p)
  • Epidemiologia compatível: área endêmica no Brasil (Norte/Nordeste), ocupação rural, desmatamento, reservatórios como cães (0,04 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada: Infecção por Leishmania (Viannia) braziliensis transmitida por flebótomo

  • Protozoário do gênero Leishmania, ordem Kinetoplastida, família Trypanosomatidae; principal agente da forma mucosa é L. (V.) braziliensis (menos frequentemente L. amazonensis e L. guyanensis) (0,05 p)
  • Transmissão nas Américas: picada de fêmeas de flebótomos (família Psychodidae, subfamília Phlebotominae, gêneros Lutzomyia e Psychodopygus) que inoculam promastigotas (0,04 p)
  • No hospedeiro vertebrado: forma amastigota parasita células do sistema fagocítico mononuclear; ciclo completo com transformação promastigota → amastigota após 4-5 dias no vetor (0,04 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Diagnóstico parasitológico direto (exame parasitológico direto de primeira escolha)

  • Procedimento de eleição: pesquisa direta por escarificação da borda da lesão mais recente ou impressão por aposição de biópsia, corada por Giemsa/Leishman para visualização de amastigotas arredondadas/ovóides (2-3 µm, núcleo e cinetoplasto) (0,04 p)
  • Sensibilidade alta em lesões recentes (até 100% em <2 meses para L. braziliensis); diminui com tempo de evolução; complementado por PCR (sensibilidade 97% em cutânea, 62-97% em mucosa) ou imunoistoquímica (0,04 p)
  • Métodos auxiliares (não definitivos isoladamente): intradermorreação de Montenegro (>90% positiva), histopatologia, cultivo em NNN/Schneider (0,04 p)

IV. Tratamento indicado: Antimoniato de N-metilglucamina (antimonial pentavalente) como droga de primeira escolha

  • Para forma mucosa: 20 mg SbV/kg/dia por 30 dias seguidos, preferencialmente via endovenosa lenta ou intramuscular, em ambiente hospitalar (0,05 p)
  • Dose máxima adulto: 3 ampolas/dia (1.275 mg SbV); nunca exceder; monitorar ECG semanal, função renal/hepática e efeitos colaterais (artralgia, mialgia, náuseas, etc.) (0,04 p)
  • Cuidados locais: limpeza com água/sabão + compressas KMnO4 1/5000; se falha após 12 semanas, repetir esquema uma vez ou passar para segunda escolha (anfotericina B) (0,04 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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