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INSUFICIÊNCIA CARDÍACA (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A insuficiência cardíaca é considerada, nos dias de hoje, uma síndrome na qual há incapacidade do coração em manter a adequada perfusão tecidual, ou fazê-lo à custa de altas pressões de enchimento ventricular.

Assim sendo, mesmo na presença de dano miocárdico, os pacientes podem ser assintomáticos, desde que o débito ainda seja mantido graças a mecanismos de compensação, como se verá a seguir. Deve-se ainda estabelecer a diferença entre os conceitos de insuficiência miocárdica e insuficiência circulatória, que podem ou não estar associadas. A insuficiência miocárdica, originada por dano à estrutura da fibra muscular do coração, leva à insuficiência cardíaca e à insuficiência circulatória, porém, pode-se ter insuficiência cardíaca, sem insuficiência miocárdica, como por exemplo nos casos de ruptura aguda de válvula aórtica por endocardite infecciosa, sem que haja, ainda, disfunção ventricular.

Pode-se ter insuficiência circulatória, sem insuficiência miocárdica ou insuficiência cardíaca, como no choque hipovolêmico. Pode-se ainda ter insuficiência miocárdica, com insuficiência cardíaca, sem insuficiência circulatória, desde que o débito cardíaco ainda seja mantido graças a aumento das pressões de enchimento ventricular.

OBJETIVA: (1137066 votos)..........99.44% das questões objetivas receberam votos.
NÃO é fator de risco para câncer de cólon:
A. idade maior 50 anos
B. história familiar de câncer de cólon não polipoide hereditário
C. história de pólipos intestinais
D. obesidade
E. constipação intestinal

  RATING: 3.15

NÃO é fator de risco para câncer de cólon:

A. idade maior 50 anos
INCORRETO: O risco de câncer colorretal aumenta significativamente após os 50 anos, com a maioria dos casos diagnosticados em pessoas acima dessa idade. Por isso, diretrizes recomendam rastreamento (como colonoscopia) a partir dos 45-50 anos em populações de risco médio. Não escolher essa como 'não fator de risco' está correto porque ela é um risco.
B. história familiar de câncer de cólon não polipoide hereditário
INCORRETO : Isso se refere ao câncer colorretal hereditário não poliposo (HNPCC), também conhecido como síndrome de Lynch. É um fator de risco genético importante, causado por mutações em genes como MLH1 ou MSH2, que aumentam o risco vitalício em até 80%. Pessoas com histórico familiar devem fazer rastreamento precoce. Essa alternativa é um risco, por isso não é a resposta para ”não é fator de risco”.
C. história de pólipos intestinais
INCORRETO : Pólipos adenomatosos ou outros tipos pré-malignos no intestino são um dos principais fatores de risco, pois podem evoluir para câncer se não removidos. Estudos mostram que até 95% dos cânceres colorretais surgem de pólipos. Diretrizes médicas enfatizam a remoção via colonoscopia para prevenção. Definitivamente é um risco, tornando-a incorreta para a pergunta.
D. obesidade
INCORRETO : A obesidade (IMC > 30) é um fator de risco modificável comprovado, associado a inflamação crônica, alterações hormonais (como insulina elevada) e mudanças no microbioma intestinal que favorecem o câncer colorretal. Meta-análises indicam um aumento de risco em cerca de 30-50% em obesos. Por ser um risco real, não se encaixa como ”não fator de risco”.
E. constipação intestinal
CORRETO : A constipação intestinal (ou prisão de ventre crônica) não é listada como um fator de risco direto para câncer colorretal pelas principais organizações de saúde, como a American Cancer Society (ACS), o National Cancer Institute (NCI) ou a Sociedade Brasileira de Coloproctologia. Embora a constipação possa ser um sintoma de problemas intestinais, incluindo o próprio câncer em estágios avançados, ela não aumenta o risco de desenvolver a doença. Fatores de risco reais estão mais relacionados a genética, dieta, estilo de vida e condições pré-malignas, mas a constipação em si é mais uma consequência de hábitos alimentares ruins ou outros problemas, sem evidências científicas robustas ligando-a diretamente ao câncer de cólon.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.15)

DISCURSIVA: (182547 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Quais são os achados clínicos mais comuns da coarctação da aorta as crianças mais velhas? (0,5 p)


RATING: 2.96

Quais são os achados clínicos mais comuns da coarctação da aorta as crianças mais velhas? (0,5 p)

São achados clínicos mais comuns da coarctação da aorta:

Pressão arterial diferente: braços > pernas (100%) (0,125 p)
Sopro sistólico ou frêmito presente no dorso (96%) (0,125 p)
Hipertensão sistólica presente nas extremidades superiores (96%)(0,125 p)
Pulsos femorais ou de extremidades inferiores diminuídos ou ausentes (92%)(0,125 p)

FONTE:

Ing FF, Stare TJ, Griffiths SP, Gersony WM: Early diagnosis of coarctation of aorta in children: A continuing dilemma. Pediatrcs 98:378-382,1996.

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

CASO CLINICO: (212789 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Um homem de 55 anos apresentou um episódio de hematoquezia há uma semana. Seu exame proctológico foi normal. Solicitada sigmoidoscopia flexível que identificou lesão em sigmóide. A seguir programou-se colonoscopia. A única anormalidade encontrada está exposta na figura abaixo:

a) Qual o diagnóstico macroscópico da lesão? (0,1 pontos)
b) Esta lesão pode ser pré-maligna? Caso sua resposta seja SIM, justifique. (0,2 pontos)
c) Qual o tratamento de escolha da lesão? (0,1 pontos)
d) Qual o acompanhamento a longo prazo que você recomendaria para este paciente? (0,1 pontos)


RATING: 3.27

a) Qual o diagnóstico macroscópico da lesão?
Pólipo colônico. (0,1 p)
b) Esta lesão pode ser pré-maligna? Caso sua resposta seja SIM, justifique.
Sim (0,1 p), em se tratando de adenoma colônico(0,1 p).
c) Qual o tratamento de escolha da lesão?
Polipectomia endoscópica.(0,1 p)
d) Qual o acompanhamento a longo prazo que você recomendaria para este paciente?
Nova colonoscopia em 3 anos.(0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.27)




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