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MORFOGÊNESE E MORFOLOGIA DA PLACENTA (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

A placenta e um órgão gerado pela gravidez, com estrutura vascular esponjosa, ela relaciona a mãe com o feto, realizando os trocos fisiológicos de nutrição e respiração. Os mais importantes papeis são:

  1. Órgão transitório, característico dos mamíferos placentários, que intermédia as trocas fisiológicas entre a mãe e o embrião ou feto.
  2. Constituído de partes fetais e maternas, representa um alo-enxerto natural, resistente à rejeição.
  3. É uma aposição íntima ou fusão das membranas fetais com a mucosa uterina.
  4. Atua temporariamente como: pulmão, intestino, rim, hipófise e parcialmente como fígado e adrenal.
  5. Substitui progressivamente as secreções do corpo amarelo.
  6. Separa as circulações sangüíneas materna e fetal por uma barreira feto-placentária, que se simplifica progressivamente.

OBJETIVA: (1247019 votos)..........97.35% das questões objetivas receberam votos.
Quais cirurgias podem ser realizadas sem o auxilio de circulação extracorpórea?
A. Correção de PCA (persistência do canal arterial), correção de coartação da aorta, cirurgia de Blalock-Taussing, revascularização miocárdica
B. Correção de PCA, correção de coartação da aorta, troca de válvula aórtica, revascularização miocárdica
C. Troca mitral, revascularização do miocárdio, correção de coartação da aorta, correção de PCA
D. troca da valva aórtica, correção de PCA, correção de coartação da aorta, revascularização miocárdica
E. Correção de CIA, correção de coartação da aorta, troca de válvula mitral

  RATING: 2.98

Quais cirurgias podem ser realizadas sem o auxilio de circulação extracorpórea?

A. Correção de PCA (persistência do canal arterial), correção de coartação da aorta, cirurgia de Blalock-Taussing, revascularização miocárdica
CORRETO: O bebê prematuro, durante a internação na UTI neonatal, pode ser tratado com uma medicação especial que pode ajudar no fechamento do PCA. Se não houver sucesso, pode ser necessária a cirurgia cardíaca para o fechamento. Nos outros casos, praticamente todos os pacientes podem ser tratados pelo cateterismo cardíaco, exceto bebês muito pequenos com PCA muito grande. No cateterismo, um cateter (tubinho flexível) é levado até o coração, entrando por uma veia e uma artéria da perna, e uma pequena peça (prótese) é colocada para fechar o PCA. É um procedimento muito seguro, onde geralmente o paciente tem alta do hospital no dia seguinte.
O surgimento de técnicas para revascularização do miocárdio sem circulação extracorpórea, ao minimizar as complicações neurológicas, cardiopulmonares, renais e da coagulação neste tipo de procedimento, também foi um aspecto decisivo na diminuição das complicações intra e pós-operatórias.
A cirurgia Blalock-Taussing é uma cirurgia paliativa de anastomose direta entre artéria subclávia e artéria pulmonar
A cirurgia de correção de coartação é normalmente realizada com circulação extracorpórea, o que ocasiona uma exacerbação da resposta inflamatória com aumento do período de internação e de complicações. A possibilidade da confecção do shunt sistêmico-pulmonar utilizando o PCA para manter a saturação arterial de oxigênio é fundamental para a realização do procedimento sem a necessidade de circulação extracorpórea

B. Correção de PCA, correção de coartação da aorta, troca de válvula aórtica, revascularização miocárdica
INCORRETO : Para o tratamento da válvula aórtica que é a responsável pela passagem do sangue do ventrículo esquerdo para a aorta, na maioria das situações o procedimento cirúrgico efetuado é a troca valvar e as 2 próteses referidas acima podem ser utilizadas. Existe atualmente, uma prótese mais moderna de implante rápido que diminui o tempo cirúrgico e consequentemente de circulação extracorpórea.
C. Troca mitral, revascularização do miocárdio, correção de coartação da aorta, correção de PCA
INCORRETO : A válvula mitral é a estrutura do coração responsável pela passagem de sangue do átrio para o ventrículo esquerdo. No adulto pode ocorrer estreitamento (estenose) dificultando a passagem de sangue ou insuficiência causando retorno do sangue do ventrículo para o átrio esquerdo. O tratamento cirúrgico quando necessário pode ser realizado através de preservação da válvula, em casos onde existe um menor comprometimento do aparelho valvar, fazendo-se somente o reparo chamado de plastia. Estas duas técnicas necessitam o auxílio de um aparelho de circulação extra-corpórea que oxigena o sangue durante o ato cirúrgico.

D. troca da valva aórtica, correção de PCA, correção de coartação da aorta, revascularização miocárdica
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Correção de CIA, correção de coartação da aorta, troca de válvula mitral
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.98)

DISCURSIVA: (189731 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discorra teoricamente sobre as metástases para as glândulas suprarrenais.

  1. Cite os sítios primários mais frequentes de metástases para as suprarrenais. (0,3 pontos)
  2. Descreva a distribuição uni ou bilateral e a incidência relativa dessas metástases.  (0,05 pontos)
  3. Explique a via principal de disseminação metastática para as glândulas suprarrenais.  (0,03 pontos)
  4. Aponte os principais critérios imaginológicos de diferenciação entre metástase e adenoma cortical.  (0,08 pontos)
  5. Discuta a repercussão funcional das metástases bilaterais sobre a esteroidogênese adrenal. (0,04 pontos)


RATING: 3

Discorra teoricamente sobre as metástases para as glândulas suprarrenais.

  1. Cite os sítios primários mais frequentes de metástases para as suprarrenais. (0,3 pontos)
  2. Descreva a distribuição uni ou bilateral e a incidência relativa dessas metástases.  (0,05 pontos)
  3. Explique a via principal de disseminação metastática para as glândulas suprarrenais.  (0,03 pontos)
  4. Aponte os principais critérios imaginológicos de diferenciação entre metástase e adenoma cortical.  (0,08 pontos)
  5. Discuta a repercussão funcional das metástases bilaterais sobre a esteroidogênese adrenal. (0,04 pontos)

1. Os tumores primários mais frequentes são o carcinoma pulmonar (0,10 p), seguido pelo carcinoma de mama (0,05 p), melanoma (0,05 p), carcinoma renal (0,05 p) e tumores gastrintestinais (0,05 p).

2. As metástases suprarrenais apresentam predileção por acometimento bilateral (0,05 p). Em séries de autópsia, a incidência chega a 10–27 % nos carcinomas pulmonares e a 20–30 % nos melanomas (0,05 p).

3. A disseminação ocorre predominantemente por via hematogênica, favorecida pela rica vascularização da glândula e pela drenagem venosa direta para a veia cava inferior (0,05 p).

4. Critérios imaginológicos favoráveis à metástase: diâmetro > 4 cm (0,02 p), atenuação pré-contraste > 10 UH (0,02 p), washout relativo < 40 % ou absoluto < 60 % (0,02 p) e aspecto heterogêneo com necrose central (0,02 p).

5. Metástases bilaterais extensas podem destruir mais de 90 % do córtex funcional e precipitar insuficiência adrenal primária (0,02 p), embora a maioria das metástases permaneça clinicamente não funcionante (0,02 p).

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - METÁSTASES PARA A SUPRARRENAL


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (222007 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
F.S.M, masculino, 8 meses, natural e procedente de São Paulo, SP.

Febre e gemência há 1 dia.
Mãe procura o serviço de emergência pois há cerca de 1 dia a criança iniciou quadro de febre elevada não aferida, que cessava com dipirona mas retornava em poucas horas, necessitando banhos mornos para melhorar; recusa alimentar; vômitos 2 a 3 vezes ao dia sem restos alimentares e espontâneos além de hipoatividade.
A criança esteve bem até o dia anterior, sem quaisquer outras queixas, entretanto após surgirem os sintomas, apresentou também manchinhas vermelhas' no corpo e nos braços. Nega sintomas respiratórios como coriza ou tosse, apenas uma respiração mais rápida nas últimas horas. Nega diarréia ou outras alterações nos demais aparelhos.

Gestação sem intercorrèncias, realizou pré-natal com 10 consultas. Nasceu por parto normal com 39 semanas. Apgar de 8 no primeiro minuto e 9 no quinto minuto. Alta do berçário em companhia da mãe com 48 horas devida.

Alimentação: Recebeu leite materno exclusivo até os 4 meses, quando passou a receber dieta complementar e leite fluido sem engrossantes. Desde os 6 meses recebe almoço e jantar que consiste em sopa de legumes carne e arroz, frutas 2 vezes ao dia e leite de caixinha 200ml 4 vezes ao dia, pão ou bolacha pela manhã em pequena quantidade.

Vacinação: completa.

Medicamentos: Sulfato ferroso 3mg/kg/dia regularmente desde os 4 meses.

Antecedentes familiares: Pai 30 anos, mecânico de autos, asmático. Mãe 29 anos, doméstica, saudável, tabagista. Irmã 7 anos asmática. Avós maternos com HAS e diabetes mellitus, avós paternos saudáveis.

Condições de Moradia: Casa de alvenaria com 3 cômodos, saneamento básico, com ventilação adequada e sem animais domésticos. No mesmo quintal há mais duas casas: a dos avós paternos que moram sós, da tia paterna onde convivem dois adultos e 3 crianças com 1 ano, 3 anos e 4 anos de idade.
A criança freqüenta a creche desde os 4 meses quando a mãe retornou ao trabalho.

Antecedentes Epidemiológicos: não realizou viagens recentes, refere que na família e ambiente peridomiciliar todos estão saudáveis.

Exame Físico:

Paciente foi admitido na emergência onde apresentava-se em mal estado geral, gemente, taquidispnéico moderado, descorado ++/4+, desidratado de algum grau. febril, com perfusão periférica maior que 10 segundos, pulsos normais com vasodilatação palmar.
Peso = 9100 g. Estatura = 72 cm FC = 130 bat/min; FR= 40 ins/min; Tmax.= 38,9° C Saturação de O2 em ar ambiente = 89% e PA = 100 x 60 mmHg.
Cabeça e pescoço: fontanela plana, normotensa, mucosa oral com saliva espessa. Otoscopia normal bilateral.
Cardio-vacular: RCR 2T taquicárdicas, sem sopros.
Pulmões: MV+ SRA
Abdome: pouco distendido, timpânico. RHA + Sem visceromegalias.
Pele: petéquias distribuídas em tronco e membros, com áreas de maior confluência não desaparecendo a vitropressão.

1) Quais são as principais hipóteses diagnósticas? - 0,05 pontos;

2) Os exames subsidiários specificos por este caso são...? - 0,2 pontos;

3) Quais são as linhas gerais do tratamento? - 0,2 pontos;

4) Quais são as principais doenças de diagnóstico diferencial?   - 0,05 pontos;


RATING: 2.95

1) Quais são as principais hipóteses diagnósticas?
Com base na seqüência de eventos fisiopatológicos, este paciente é portador de doença meningocócica invasiva. ( 0,05 p)

DISCUSSÃO: Trata-se de um lactente eutrófico (percentil = 50 na curva NCHS), com alimentação adequada e vacinação completa, sem fatores mórbidos associados. Apresenta de uma síndrome infecciosa aguda caracterizada por: febre alta, toxemia, prostração, de inicio abrupto associados às lesões cutâneas.
Ao exame apresenta-se mal estado geral, com alterações nos parâmetros hemodinâmicos (nível de consciência; FC; PA; enchimento capilar, Sao2) caracterizando um choque compensado com exantema cutâneo tipo petequial (não desaparece a vitropressão) sugestivas de vasculite.

2) Os exames subsidiários specificos por este caso são...?

LCR com quimiocitológico (0,04 p), Bacterioscópico pelo método de gram (0,04 p), cultura e látex objetivando confirmação etiologica (0,04 p). A Hemocultura importante para caracterização da bacteremia e resgate do agente infeccioso (0,04 p). Os exames gerais (0,04 p) para orientar o tratamento do choque: HMG, glicemia, eletrólitos, função renal e coagulograma, gasometría arterial.

3) Quais são as principais doenças de diagnóstico diferencial?

O diagnóstico diferencial inclui todas as doenças que são acompanhadas por exantema (rash) purpúrico ou petequial. Didaticamente, podemos dividir as doenças infecciosas com este rash em dois principais grupos, tratáveis e não tratáveis:

INFECCIOSAS (TRATÁVEIS) Meningococcemia (0,02 p), Gonocococemia (0,02 p), Febre Maculosa (0,02 p), Tifo epidêmico (0,02 p), Doença Lyme-similie (0,02 p).

INFECCIOSAS (NÃO TRATÁVEIS): Rubéola (0,02 p), Dengue (0,02 p), Hepatite B (0,02 p), Enterovirus (0,02 p), Virus EB (0,02 p)

3) Quais são as linhas gerais do tratamento?

A primeira etapa do tratamento é a estabilização hemodinámica, seguindo as normas do suporte avançado de vida em pediatria. A antibioticoterapia deve ser iniciada assim que sejam coletados as culturas do LCR e hemocultura. Entretanto, se por motivos de instabilidade hemodinámica a coleta dos exames for protelada, o antibiótico deve ser iniciado em razão da gravidade do caso e risco de morte. Segundo é preconizado pelo Ministério da Saúde, nos casos de meningite associada a choque séptico, devemos iniciar o tratamento com cefalosporina de 3* geração, até que haja identificação do agente (0,05 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.95)




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