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DIVERTICULO DE MECKEL (ÁREA DE PEDIATRIA)

O divertículo de Meckel é um erro remanescente do duto vitelino embriológico (onfalomesentérico). Esse ducto, na vida embrionária, conecta o intestino fetal com o saco vitelino. Normalmente involui entre a décima quinta e a décima sétima semana de gestação. O tipo mais comum de mucosa heterotópica é a gástrica, seguida por pancreática, tecido duodenal, colônico ou endometrial. O divertículo de Meckel pode existir em diferentes formas, variando de um pequeno abaulamento que facilmente deixa de ser diagnosticado até uma projeção longa que se comunica com o umbigo por um cordão fibroso persistente ou, muito menos comumente, por uma fístula. A manifestação habitual é um divertículo relativamente de boca ampla, medindo cerca de 5 cm de comprimento, com um diâmetro de até 2 cm.

OBJETIVA: (1479285 votos)..........97.12% das questões objetivas receberam votos.
Mulher de 59 anos, obesidade grau III e diabetes mellitus, internada por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) com RT-PCR (Reverse Transcriptase Polymerase Chain Reaction) positivo para influenza A no terceiro dia de sintomas. Qual conduta está correta?
A. Suspender o oseltamivir porque já se passaram 48 horas do início dos sintomas
B. Adotar precaução por aerossóis contínuos, idêntica à do sarampo, durante toda a internação
C. Manter oseltamivir mesmo após 48 horas, pois gravidade e fatores de risco sustentam o antiviral, com precaução por gotículas
D. Substituir o oseltamivir por amantadina, mais potente na pneumonia viral primária
E. Antibiótico de amplo espectro é mandatório em todo influenza confirmado, mesmo sem evidência de foco bacteriano

  RATING: 0

Mulher de 59 anos, obesidade grau III e diabetes mellitus, internada por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) com RT-PCR (Reverse Transcriptase Polymerase Chain Reaction) positivo para influenza A no terceiro dia de sintomas. Qual conduta está correta?

A. Suspender o oseltamivir porque já se passaram 48 horas do início dos sintomas
INCORRETO: A janela de 48 horas vale sobretudo para o adulto hígido ambulatorial. Na SRAG, na hospitalização e no paciente com fator de risco o antiviral se mantém mesmo depois desse prazo
B. Adotar precaução por aerossóis contínuos, idêntica à do sarampo, durante toda a internação
INCORRETO : A transmissão da influenza se dá por gotículas. Precaução por aerossóis reserva-se a procedimentos geradores de aerossol, e não se equipara ao isolamento do sarampo durante toda a internação
C. Manter oseltamivir mesmo após 48 horas, pois gravidade e fatores de risco sustentam o antiviral, com precaução por gotículas
CORRETO : Diabetes e obesidade grau III aumentam o risco de evolução desfavorável. Na SRAG o oseltamivir continua indicado após 48 horas de sintomas. A precaução padrão é por gotículas, com higiene de mãos e máscara cirúrgica
D. Substituir o oseltamivir por amantadina, mais potente na pneumonia viral primária
INCORRETO : Amantadina não tem papel nas cepas sazonais atuais e não é mais potente do que o inibidor de neuraminidase na pneumonia viral primária
E. Antibiótico de amplo espectro é mandatório em todo influenza confirmado, mesmo sem evidência de foco bacteriano
INCORRETO : Antibiótico não é automático em influenza confirmada. Indica-se quando há superinfecção bacteriana sugerida por recrudescência, expectoração purulenta, cavidade, sepse ou outro foco

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

DISCURSIVA: (202221 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Enumeram cinco causas mais frequentes de emergência hipertensiva em crianças e adolescentes. (0,25 pontos)
(II) No tratamento não-farmacológico da hipertensão arterial pediátrica quais são as principais recomendações para a mudança do estilo de vida nesta faixa etária? (0,25 pontos)


RATING: 3.11

(I) Enumeram cinco causas mais frequentes de emergência hipertensiva em crianças e adolescentes. (0,25 pontos)
(II) No tratamento não-farmacológico da hipertensão arterial pediátrica quais são as principais recomendações para a mudança do estilo de vida nesta faixa etária? (0,25 pontos)

(I) Causas mais frequentes de emergência hipertensiva em crianças e adolescentes:
  1. glornerulonefrite aguda (0,05 p)
  2. abuso de drogas (0,05 p)
  3. doença vascular do colágeno (0,05 p)
  4. hipertensão renovascular (0,05 p)
  5. trauma craniano (0,05 p)
(II) Recomendações para a mudança do estilo de vida na faixa etária pediatrica:

  1. redução do peso corpóreo em indivíduos com excesso de peso (0,025 p)
  2. aumento do consumo de vegetais frescos (0,025 p), frutas (0,025 p) e leite/derivados desnatados (0,025 p)
  3. redução do consumo diário de sódio (0,025 p)
  4. moderação no consumo do álcool (0,025 p)
  5. atividade física regular (30 a 60 min e atividade física vigorosa na maioria dos dias da semana) (0,025 p)
  6. redução das atividades sedentárias (assistir à televisão, jogos eletrônicos) para menos de 2 h diárias (0,025 p)
  7. cessação do hábito de fumar (0,025 p) e o incentivo para nunca iniciar esse hábito (0,025 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.11)

CASO CLINICO: (234499 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 4 anos e 8 meses, previamente hígida e eutrófica, sem vacinação prévia para vírus influenza. História de tosse e rinorreia há 2 semanas, com febre não aferida. Há 2 dias apresenta dor abdominal, vômitos e queda do estado geral. Admitida no pronto-socorro em mau estado geral, desidratada grave, normotensa, gemente, taquidispneica e taquicárdica. Temperatura: 38,1°C. Contagem de leucócitos: 10000/mm³, bastonetes 10/mm³, Frequência respiratoria: 36/min Tempo de enchimento capilar: 5 segundos.. Evoluiu com piora da taquidispneia, hipotensão, gemência, além de hepatomegalia, anasarca e presença de sopro cardíaco. 

Exames laboratoriais evidenciaram anemia, acidose metabólica e elevação da concentração da proteína C-reativa. Eletrocardiograma evidenciou taquicardia sinusal (155 batimentos por minuto) e radiografia de tórax demonstrou aumento da área cardíaca, discreto derrame pleural à direita e infiltrado pulmonar difuso, sugestivo de congestão alveolar.

Respondam ás seguintes questões:

1) Qual é o diagnóstico mais pertinente na primeira impressão, neste caso?........ 0,0625 pontos.

2) Quais são as principais medidas que precisam já ser tomadas na admissão no pronto-socorrro?........ 0,140625 pontos.

3) Qual é o exame que você vai pedir para esclarecer a pré-carga e a função cardíaca?.............. 0,015625 pontos

4) Proponham uma intervenção farmacológica para tratar a piora hemodinâmica com sinais de congestão pulmonar. ..........0,21875 pontos.

5) Os exames laboratoriais evidenciaram elevação de marcadores de necrose miocárdica e marcador inflamatório. As culturas se mantiveram todas negativas e a proteína C-reativa (PCR) para H1N1 foi positiva. Qual a suspeita diagnóstica mais pertinente?..........0,0625 pontos.




RATING: 3.02

1) Qual é a hipótese diagnóstica inicia mais pertinente, neste caso?

Choque (0,015625 p) (hipovolêmico (0,015625 p), cardiogênico (0,015625 p) ou septico (0,015625 p)).

DISCUSSÃO: O tempo de enchimento capilar de 5 segundos indica grande suspeita de choque. Na falta de pelo menos um criterio primario (febre ou leucocitose) CASO não pode ser suspeitado de sepse. 

2) Quais são as principais medidas que precisam já ser tomadas na admissão no pronto-socorro?

Monitor (0,015625 p), oxigenioterapia (0,015625 p), acesso venoso periferico ou ósseo (0,015625 p). Ressuscitação volêmica (0,015625 p) com 5 mL/kg a 10 mL/kg (0,015625 p), com cautela (0,015625 p) e durante períodos relativamente mais longos (por exemplo, 10 a 20 minutos) (0,015625 p), e antibioticoterapia empírica (0,015625 p) (ceftriaxona 100mg/kg/dia (0,015625 p)).

DISCUSSÂO: A reposição volêmica, de modo normal é de 20 ml/kg em 5-10 minutos. No entanto, cuidado com esse caso! Um coração aumentado na radiografia do tórax de uma criança com evidência de choque e débito cardíaco deficiente. Desse modo, neste caso não podemos administrar bolus de fluidos grandes ou rápidos. Preferencialmente,  um bolus de fluido isotônico pequeno de 5 mL/kg a 10 mL/kg, com cautela e durante períodos relativamente mais longos (por exemplo, 10 a 20 minutos, em vez de 5 a 10 minutos) seria mais seguro. Os bolus grandes ou administrados muito rápido podem piorar a função cardíaca e aumentar o fluido já existente nos pulmões.

3) Qual é o exame que você vai pedir para esclarecer a pré-carga e a função cardíaca?

Para obter dados mais objetivos e precisos sobre a pré-carga e a função cardíaca, o melhor exame é o ecocardiograma (0,015625 p).

4) Proponham uma intervenção farmacológica para tratar a piora hemodinâmica com sinais de congestão pulmonar.

Terapia inotrópica (0,015625 p) - Milrinona (0,015625 p)  Dose de ataque: 50 mcg/kg (0,015625 p), EV, infundir em 15 min (0,015625 p) seguido de infusão contínua (0,015625 p) por dose de manutenção: 0,5 mcg/kg/min.(0,015625 p)

Terapia diuretica (0,015625 p): Furosemida (0,015625 p) como diuretico (0,015625 p) via intravenosa lenta (0,015625 p) iniciar com 1mg/kg (0,015625 p). Se necessário, aumentar 1mg/kg, a intervalo mínimo de 2 horas (0,015625 p). Dose máxima 20 mg/dia (0,015625 p), a velocidade da infusão não deve exceder 4mg/minuto (0,015625 p).

DISCUSSÂO: A milrinona é indicada para o tratamento intravenoso em curto prazo da insuficiência cardíaca congestiva severa (quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para o resto do corpo), inclusive nos estados de baixo débito (quando o coração está tendo dificuldade de bombear sangue para o seu corpo) após cirurgia do coração. Não deve ser diluído em infusões intravenosas de bicarbonato de sódio.

5) Os exames laboratoriais evidenciaram elevação de marcadores de necrose miocárdica e marcador inflamatório. As culturas se mantiveram todas negativas e a proteína C-reativa (PCR) para H1N1 foi positiva. Qual a suspeita diagnóstica mais pertinente?

Choque cardiogênico (0,015625 p), pela insuficiência cardíaca congestiva (0,015625 p) secundária à miocardite ou cardiomiopatia (0,015625 p) associada à sepse.(0,015625 p)

DISCUSSÃO: O quadro clínico de miocardite de etiologia viral caracteriza-se pela presença de sintomas inespecíficos sugestivos de infecção viral, tais como: febre, tosse, coriza, náuseas, vômitos, dor abdominal e diarreia, acompanhados de dispneia, arritmia, síncope, insuficiência cardíaca e choque cardiogênico. Ao exame físico cardiológico, podem estar presentes taquicardia, primeira bulha abafada e galope de terceira e quarta bulhas. A paciente em questão apresentou história clínica, exame físico, exames laboratoriais (expressiva elevação da PCR e dos marcadores de necrose miocárdica) e alterações ecocardiográficas compatíveis com quadro de miocardite. O quadro foi precedido de sintomas gripais, o que direcionou a investigação etiológica para coleta de pesquisas virais, com posterior confirmação da presença de influenza H1N1 em secreção de nasofaringe.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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