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TUMORES BENIGNOS DO CORPO UTERINO (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

Pólipo” é termo clínico aplicável a qualquer formação, séssil ou pediculada, que faça relevo a partir da área de implante em relação à superfície adjacente, independente de sua estrutura histológica.

Pólipo endometrial, mais específico, designa a formação polipóide que reproduz total ou parcialmente o endométrio.

São lesões benignas, com baixo potencial de virar neoplasias. Além da hiperplasia simples, que é em essência parte do epitélio glandular de muitos pólipos endometriais, eles raramente sofrem transformação maligna. Em vários estudos incluindo mulheres com sangramento uterino anormal a freqüência de malignidade associada a pólipos em sua grande maioria ocorreu em mulheres na pós-menopausa.

As características antes da menopausa são: sangramento uterino normal ou infertilidade.

OBJETIVA: (1259865 votos)..........97.1% das questões objetivas receberam votos.
Paciente de 55 anos, sexo masculino, natural de Alagoas, apresenta-se com queixa de dor abdominal progressiva em fossa ilíaca esquerda há 5 dias, febre, aumento do número de evacuações para 3 x/dia (seu normal era 1 ×/dia) e, nas últimas 24 horas, parou de eliminar fezes. Nega alterações de hábito intestinal, emagrecimento ou sangramento às evacuações, anteriormente. Ao exame, apresentava-se em bom estado geral, eupneico, discreto aumento da frequência cardíaca. O abdome era plano, flácido, pouco doloroso à palpação superficial, massa palpável dolorosa à palpação profunda em fossa ilíaca esquerda, descompressão brusca positiva neste local. Os exames laboratoriais realizados indicavam leucocitose com desvio à esquerda, creatinina de 2,4 mg/dL, ureia de 98 mg/dL, K+: 5,1 mEq/L e Na+: 145 mEq/L.
Diagnóstico mais provável:
A. fecaloma
B. volvo do sigmoide com necrose intestinal
C. diverticulite aguda
D. neoplasia de cólon
E. retocolite ulcerativa

  RATING: 3

Paciente de 55 anos, sexo masculino, natural de Alagoas, apresenta-se com queixa de dor abdominal progressiva em fossa ilíaca esquerda há 5 dias, febre, aumento do número de evacuações para 3 x/dia (seu normal era 1 ×/dia) e, nas últimas 24 horas, parou de eliminar fezes. Nega alterações de hábito intestinal, emagrecimento ou sangramento às evacuações, anteriormente. Ao exame, apresentava-se em bom estado geral, eupneico, discreto aumento da frequência cardíaca. O abdome era plano, flácido, pouco doloroso à palpação superficial, massa palpável dolorosa à palpação profunda em fossa ilíaca esquerda, descompressão brusca positiva neste local. Os exames laboratoriais realizados indicavam leucocitose com desvio à esquerda, creatinina de 2,4 mg/dL, ureia de 98 mg/dL, K+: 5,1 mEq/L e Na+: 145 mEq/L.
Diagnóstico mais provável:

A. fecaloma
INCORRETO: O fecaloma ocorre em contexto de constipação crônica (geralmente em idosos acamados ou com uso prolongado de opioides), sem febre, leucocitose ou sinais de irritação peritoneal, e a massa seria indolor e sem repercussão inflamatória sistêmica.
B. volvo do sigmoide com necrose intestinal
INCORRETO : O volvo de sigmoide com necrose intestinal cursa com obstrução fechada aguda, abdome distendido (e não plano como descrito), dor súbita intensa e rápida deterioração do estado geral com toxemia; a evolução progressiva de 5 dias com aumento inicial das evacuações e paciente ainda em bom estado geral não se compatibiliza com isquemia necrotizante.
C. diverticulite aguda
CORRETO : A diverticulite aguda é o diagnóstico mais provável porque o quadro clínico clássico de dor progressiva em fossa ilíaca esquerda com febre, leucocitose com desvio à esquerda, massa palpável dolorosa nesse local e sinais de irritação peritoneal (descompressão brusca positiva) corresponde à inflamação diverticular complicada (flegmão ou abscesso peridiverticular), com edema inflamatório causando aumento inicial do número de evacuações seguido de obstrução parcial e desidratação levando a insuficiência renal aguda (elevação de creatinina e ureia com hiperpotassemia discreta). A ausência de alterações prévias de hábito intestinal, emagrecimento ou sangramento reforça o caráter agudo e localizado da doença, típica de diverticulite no cólon sigmoide.
D. neoplasia de cólon
INCORRETO : Uma vez que a neoplasia de cólon apresenta-se de forma insidiosa com alteração crônica do hábito intestinal, emagrecimento e/ou sangramento oculto ou visível; a forma aguda com febre, leucocitose e massa dolorosa sem sintomas prévios é atípica e menos provável que a diverticulite.
E. retocolite ulcerativa
INCORRETO : A retocolite ulcerativa manifesta-se tipicamente com diarreia sanguinolenta recorrente em pacientes mais jovens, sem formação de massa palpável localizada em fossa ilíaca esquerda nem quadro de obstrução parcial aguda com insuficiência renal.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (190030 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram os principios basicos de tratamento do choque cardiogênico pediatrico na emergência.


RATING: 2.54

Enumeram os principios basicos de tratamento do choque cardiogênico pediatrico na emergência.

  1. Suporte hemodinâmico (0,01 p)
    1. Pressão arterial normal (0,020 p)
      • Milrinona 0,1-1 mcg/kg/min (0,025 p)
      • Dobutamina 5-15 mcg/kg/min (0,025 p)
      • Levosimendana 0,1 -0,2 mcg/kg/min (0,025 p)
    2. Pressão arterial baixa (0,020 p)
      • Dopamina 5-10 mcg/kg/min (0,025 p)
      • Epinefrina 0,01-0,3 mcg/kg/min (0,025 p)
      • Norepinefrina 0,01-0,2 mcg/kg/min (0,025 p)
  2. Medidas que visam minimizar as demandas de oxigênio (0,025 p)
  3. Suporte ventilatório precoce (0,025 p)
  4. Uso de sedativos e analgésicos (0,025 p)
  5. Manutenção da temperatura corpórea normal (0,025 p)
  6. Manter a homeostase metabólica (0,025 p)
      • o pH, (0,025 p)
      • glicose, (0,025 p)
      • cálcio (0,025 p)
      • magnésio (0,025 p)
  7. Corrigir anemia (0,025 p)
  8. Tratar arritmias (0,025 p)
  9. Uso de diurético - Indicado em pacientes com edema pulmonar ou congestão venosa sistêmica (furosemida 1 mg/kg), mas deve ser administrado apenas após a restauração da perfusão sistêmica e a normalização da pressão arterial. (0,025 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.54)

CASO CLINICO: (222305 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Criança de sexo feminino, de 8 anos, raça caucasiana, iniciou 15 minutos depois de tomar uma dose de de amoxi-clavulanato um quadro de reação urticariforme generalizada, dispneia alta progressiva, disfonia e lipotimia com perda de conhecimento com aproximadamente 5 minutos de duração, sendo transportada com ambulância no hospital. Ao exame objectivo documentou-se taquicardia (118 bpm); hipotensão (75/60 mmHg); hiperêmia leve da orofaringe e rash cutâneo eritematoso e pruriginoso disseminado, com extremidades quentes. A observação otorrinolaringológica revelou leve edema da região aritenoideia com lúmen glótico discretamente reduzido.
O estudo efetuado no serviço de urgência revelou: hemograma, leucograma e bioquímica geral dentro dos valores de referência; radiografia póstero-anterior do tórax sem alterações e electrocardiograma com taquicardia sinusal.
Apresentava antecedentes pessoais de rinoconjuntivite alérgica persistente medicada habitualmente com budesonida tópico nasal. Mãe da criança negava antecedentes de asma brônquica ou queixas sugestivas de alergia alimentar ou medicamentosa, nomeadamente em relação aos alimentos ou fármacos. Dos antecedentes familiares, salientava-se apenas rinoconjuntivite alérgica materna.
Sobre o caso apresentado, pergunta-se:
A) Qual é o diagnóstico da urgência? 0,0625 pontos
B) Qual é a sequência correta de atendimento? 0,3125 pontos
C) Quanto tempo o paciente tem que ser mantido em observação, depois de ser estabilizado? 0,0625 pontos
D) Quais são as medidas que devem ser tomadas, no momento da alta ? 0,0625 pontos


RATING: 3.15

A) Qual é o diagnóstico da urgência?
Anafilaxia. (0,0625 p)
Discussão: A anafilaxia é altamente provável quando qualquer um dos três critérios abaixo for preenchido:
1) Doença de início agudo (minutos a várias horas) com envolvimento da pele, tecido mucoso ou ambos (ex: urticária generalizada, prurido ou rubor facial, edema de lábios, língua e úvula) e pelo menos um dos seguintes:
a) comprometimento respiratório (ex: dispneia, sibilância, broncoespasmo, estridor, redução do pico de fluxo expiratório [PFE], hipoxemia).
b) Redução da pressão arterial ou sintomas associados de disfunção terminal de órgão (ex: hipotonia [colapso], síncope, incontinência).
2) Dois ou mais dos seguintes que ocorrem rapidamente após a exposição a provável alérgeno para um determinado paciente (minutos ou várias horas):
a) envolvimento de pele-mucosa (urticária generalizada, prurido e rubor, edema de lábio-língua-úvula).
b) comprometimento respiratório (dispneia, sibilância-broncoespasmo, estridor, redução do PFE, hipoxemia).
c) Redução da pressão sanguínea ou sintomas associados (ex: hipotonia [colapso], síncope, incontinência).
d) Sintomas gastrintestinais persistentes (ex: cólicas abdominais, vômitos).
3) Redução da pressão sanguínea após exposição a alérgeno conhecido para determinado paciente (minutos ou várias horas):
a) Lactentes e crianças: pressão sistólica baixa (idade específica) ou maior do que 30% de queda na pressão sistólica
b) Adultos: pressão sistólica abaixo de 90 mmHg ou queda maior do que 30% do seu basal.
Na criança pressão sistólica baixa é definida como inferior a 70 mmHg para a idade de um mês a um ano, menor do que (70 mmHg + [2 x idade]) para os de um a dez anos e abaixo de 90 mmHg para os entre 11 e 17 anos.

B) Qual é a sequência correta de atendimento?
A imediata intervenção para o acesso às vias aéreas e à circulação, com o objetivo principal da manutenção adequada dos sinais vitais, é o primeiro passo na conduta emergencial. Desta forma, o médico deve necessariamente:
1. manter as vias aéreas pérvias (0,0625 p)
2. avaliar os sinais vitais (0,0625 p)
3. administrar adrenalina concentração 1/1000, na dose de 0,2 a 0,5 mL (0,01 mg/kg em crianças, máximo de 0,3 mg) por via intramuscular (preferencial, por apresentar nível sérico mais elevado e em maior rapidez que a aplicação subcutânea) na face ântero-lateral da coxa a cada cinco a dez minutos (0,0625 p)
4. oxigenioterapia (0,0625 p)
5. manter o paciente em posição supina com elevação dos pés. (0,0625 p)

C) Quanto tempo o paciente tem que ser mantido em observação, depois de ser estabilizado?
O paciente deve permanecer em observação por 2 a 24 horas ou até se estabelecer o controle da crise aguda. (0,0625 p)

D) Quais são as medidas que devem ser tomadas, no momento da alta?
Na alta da emergência deve receber prescrição de anti-histamínicos e corticosteroides por via oral pelo prazo de cinco a sete dias e ser orientado a procurar assistência medica especializada. (0,0625 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.15)




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