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Paciente masculino, 72 anos, é atendido no serviço de emergência apresentando dores na região da fossa ilíaca esquerda, febre e queda do estado geral. Após cuidadoso exame clinico por parte do cirurgião assistente, é submetido a exames complementares de imagem. Conclui-se pelo diagnóstico de diverticulite aguda grau I de Hinchey. A conduta para o paciente é:
A. acesso abdominal videolaparoscópico, com lavagem da fossa ilíaca esquerda e drenagem da cavidade abdominal
INCORRETO: No estágio I, não há indicação para intervenção cirúrgica laparoscópica inicial; o abscesso é confinado e responde bem ao conservadorismo, e procedimentos invasivos como lavagem e drenagem aumentam riscos desnecessários de infecção iatrogênica, lesão visceral ou conversão para laparotomia, especialmente em um paciente idoso, contrariando o princípio de escalonamento terapêutico que prioriza opções não cirúrgicas em casos estáveis.
B. acesso abdominal videolaparoscópico, com lavagem de toda a cavidade abdominal sem drenagem
INCORRETO : Essa abordagem cirúrgica é prematura em um estágio onde não há peritonite generalizada ou contaminação difusa; a lavagem ampla sem drenagem poderia até disseminar infecção latente, elevando morbidade perioperatória sem benefício comprovado, e ignora as evidências que suportam o sucesso do manejo médico isolado.
C. tratamento conservador com antibioticoterapia venosa, restrição alimentar por via oral, analgésicos e repouso no leito
CORRETO : Essa conduta reflete o manejo padrão e baseado em evidências para a diverticulite aguda complicada no estágio I da classificação de Hinchey, que se caracteriza por um abscesso pericólico ou mesentérico confinado, sem disseminação peritoneal generalizada. Nesse contexto, o tratamento conservador é altamente eficaz, com taxas de resolução superiores a 90% em pacientes estáveis, como o descrito (ausência de peritonite difusa ou instabilidade hemodinâmica). A antibioticoterapia venosa (geralmente com cobertura para anaeróbios e gram-negativos, como ciprofloxacino associado a metronidazol ou cefalosporinas de terceira geração) visa combater a infecção bacteriana secundária à microperfuração diverticular. A restrição alimentar por via oral (nada por boca ou dieta líquida clara) reduz a carga luminal colônica, minimizando o risco de agravamento inflamatório. Analgésicos controlam a dor, e o repouso no leito favorece a recuperação sistêmica, especialmente em um idoso de 72 anos com queda do estado geral. Diretrizes da American Society of Colon and Rectal Surgeons (ASCRS) e da World Society of Emergency Surgery (WSES) endossam essa abordagem inicial para estágios I e II, reservando intervenções invasivas para falhas terapêuticas ou complicações, o que promove menor morbidade, redução de custos hospitalares e preservação da qualidade de vida, evitando cirurgias desnecessárias.
D. laparotomia exploradora com lavagem da fossa ilíaca esquerda e drenagem da cavidade abdominal
INCORRETO : Essa representa uma intervenção aberta ainda mais invasiva e obsoleta para o estágio I, associada a maior tempo de recuperação, risco de infecção do sítio operatório e complicações respiratórias em idosos; essa conduta era mais comum em eras passadas, mas diretrizes atuais a reservam para estágios III e IV com peritonite purulenta ou fecal, não para abscessos confinados.
E. punção percutânea do abscesso pericólico, guiada por ultrassonografia, e drenagem da fossa ilíaca esquerda com dreno tubular
INCORRETO : Embora a drenagem percutânea guiada por imagem seja uma opção adjuvante válida para abscessos maiores (>3-5 cm) no estágio I ou II que não respondem ao conservadorismo em 48-72 horas, o caso não especifica tamanho ou refratariedade do abscesso, tornando-a desnecessária de imediato; ademais, em abscessos pequenos e confinados, antibióticos isolados bastam, evitando riscos de sangramento ou disseminação infecciosa associados à punção.
Gabarito: C
Descreva a sequência de sintomas oculares decorrentes da hipovitaminose A. (0,5 pontos)
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Descreva a sequência de sintomas oculares decorrentes da hipovitaminose A. (0,5 pontos)
Sequência dos sintomas oculares:
O primeiro sintoma é a cegueira noturna / nictalopia (XN) (0,12 p): o paciente enxerga mal ao entardecer, a criança tropeça ou recusa-se a brincar no escuro. Segue-se a xerose conjuntival (X1A) (0,08 p): a conjuntiva perde o brilho, fica opaca, enrugada e seca pela perda de células de Goblet e de mucina. Sobre esse terreno surgem as manchas de Bitot (X1B) (0,10 p): placas branco-acinzentadas, espumosas, em geral na conjuntiva bulbar temporal junto ao limbo (células queratinizadas descamadas + Corynebacterium xerosis). Atingida a córnea, aparece a xerose corneana (X2) (0,08 p): superfície fosca, opaca, com erosões pontilhadas — último estágio em que a reposição em alta dose ainda pode preservar a visão basal. Sem tratamento, evolui para úlcera de córnea / ceratomalácia (X3A se < 1/3; X3B se ≥ 1/3) (0,08 p): necrose coliquativa, amolecimento e risco de perfuração (emergência). A sequela é a cicatriz corneana (XS) (0,04 p), com prejuízo visual estrutural. O fundus xeroftálmico (XF) é raro e de deficiência crônica.
FONTE:
1) Cite o diagnóstico sugerido por esse quadro (0,1 p)
Diagnóstico: Endometriose.
2) Cite quatro tipos de medicamentos adequados à terapêutica dessa paciente (0,1 p cada um)
- Gestrinona ou Dimetrose
- Danazol ou Ladogal
- Progestágenos ou Medroxiprogesterona
- Análogos de GnRH
- Anticoncepcional Combinado
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