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A ICTERÍCIA GRAVE DO RECÉM NASCIDO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Icterícia é a coloração verde-amarelada da pele, membranas mucosas, escleras e líquidos corporais causada pelo aumento dos níveis de bilirrubina circulante

A responsável para icterícia do recém-nascido é a hiperbilirrubinemia indireta e se manifesta clinicamente quando atinge níveis séricos superiores a 5 mg/dL.

  • 60% dos recém-nascidos (RN) a termo - na primeira semana de vida
  • 80% dos prematuros tardios - na primeira semana de vida
  • 10% dos bebês em aleitamento materno - permanece por 30 dias ou mais

OBJETIVA: (1324830 votos)..........94.1% das questões objetivas receberam votos.
Em relação às fistulas anorretais:
A. a doença de Crohn é a etiologia em 60 % dos casos
B. a maioria dos casos responde a tratamento clínico com antibioticoterapia
C. a classificação de Parks se baseia no trajeto da fístula em relação ao complexo esfincteriano
D. a regra de Goodsall-Salmon se refere ao trajeto intra ou extraperitoneal da fístula anorretal
E. a fistulotomia é contraindicada em todos os casos de fístula transesfincteriana

  RATING: 3

Em relação às fistulas anorretais:

A. a doença de Crohn é a etiologia em 60 % dos casos
INCORRETO: A etiologia mais comum das fistulas anorretais é criptoglandular (infecção das glândulas anais), responsável por cerca de 70-90% dos casos na população geral. A doença de Crohn é causa importante de fistulas complexas, mas representa minoria dos casos (geralmente < 20 % fora de serviços especializados em doença inflamatória intestinal).
B. a maioria dos casos responde a tratamento clínico com antibioticoterapia
INCORRETO : O tratamento das fistulas anorretais é predominantemente cirúrgico; a antibioticoterapia isolada não cura a maioria dos casos e serve apenas como adjuvante no controle de infecção aguda ou em fistulas associadas à doença de Crohn. O tratamento clínico exclusivo tem baixa taxa de sucesso em fistulas criptoglandulares.
C. a classificação de Parks se baseia no trajeto da fístula em relação ao complexo esfincteriano
CORRETO : A classificação de Parks (1976) é o sistema mais utilizado para categorizar fistulas anorretais com base na relação anatômica do trajeto fistuloso com o complexo esfincteriano anal. Divide as fistulas em quatro tipos principais: interesfincteriana (mais comum, trajeto entre os esfíncteres interno e externo), transesfincteriana (atravessa o esfíncter externo), supraesfincteriana (trajeto acima do puborretal) e extraesfincteriana (trajeto completamente fora do complexo esfincteriano, geralmente secundária). Essa classificação orienta o planejamento cirúrgico, o risco de incontinência e a escolha da técnica (fistulotomia, seton, LIFT, avanço de retalho etc.), sendo fundamental para o manejo individualizado.
D. a regra de Goodsall-Salmon se refere ao trajeto intra ou extraperitoneal da fístula anorretal
INCORRETO : A regra de Goodsall-Salmon descreve a relação entre o orifício externo e o trajeto interno da fístula (orifícios anteriores seguem trajeto reto; posteriores curvam-se para a linha média posterior). Não se refere ao trajeto intra ou extraperitoneal (este último é mais relevante na classificação de abscessos ou fistulas extraesfincterianas).
E. a fistulotomia é contraindicada em todos os casos de fístula transesfincteriana
INCORRETO : A fistulotomia não é contraindicada em todos os casos de fístula transesfincteriana; ela pode ser realizada com segurança em fistulas baixas (envolvimento <30% do esfíncter externo) ou com uso de seton de drenagem prévio em casos mais altos. A contraindicação absoluta é rara e depende da proporção de músculo envolvido e da função esfincteriana prévia.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (192871 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

A doença de Graves constitui a principal etiologia de hipertireoidismo autoimune.

  1. Defina a doença de Graves e descreva o mecanismo imunopatogênico fundamental que a sustenta. (0,1 pontos)
  2. Identifique os principais autoanticorpos envolvidos na sua fisiopatologia e indique o papel de cada um. (0,1 pontos)
  3. Caracterize, de forma esquemática, as alterações orbitárias típicas da oftalmopatia de Graves. (0,1 pontos)
  4. Explique os princípios farmacológicos do tratamento antitireoidiano inicial e os principais efeitos adversos monitorados. (0,1 pontos)
  5. Discorra sobre as opções terapêuticas definitivas e os critérios que orientam a escolha entre elas. (0,1 pontos)




RATING: 3

A doença de Graves constitui a principal etiologia de hipertireoidismo autoimune.

  1. Defina a doença de Graves e descreva o mecanismo imunopatogênico fundamental que a sustenta. (0,1 pontos)
  2. Identifique os principais autoanticorpos envolvidos na sua fisiopatologia e indique o papel de cada um. (0,1 pontos)
  3. Caracterize, de forma esquemática, as alterações orbitárias típicas da oftalmopatia de Graves. (0,1 pontos)
  4. Explique os princípios farmacológicos do tratamento antitireoidiano inicial e os principais efeitos adversos monitorados. (0,1 pontos)
  5. Discorra sobre as opções terapêuticas definitivas e os critérios que orientam a escolha entre elas. (0,1 pontos)


Resposta 1. A doença de Graves é uma tireoidopatia autoimune caracterizada por hipertireoidismo, oftalmopatia e, eventualmente, dermopatia. (0,04 p)
O mecanismo central é a estimulação contínua do receptor de TSH (TSHR) por autoanticorpos estimulantes (TRAb), levando à hiperprodução de T3 e T4 e à hipertrofia difusa da glândula. (0,06 p)
Resposta 2. TRAb (anticorpos anti-receptor de TSH) – agem como agonistas do TSHR, responsáveis pelo hipertireoidismo. (0,05 p)
Anticorpos anti-TPO e anti-tireoglobulina – presentes na maioria dos casos, mas de menor relevância funcional direta. (0,03 p)
Anticorpos anti-IGF-1R – envolvidos na patogenia da oftalmopatia. (0,02 p)
Resposta 3. Infiltração de linfócitos T e fibroblastos orbitários → depósito de glicosaminoglicanos → edema dos músculos extraoculares e do tecido adiposo orbitário. (0,05 p)
Resultado clínico: proptose, restrição da motilidade ocular, edema periorbitário e, em casos graves, neuropatia óptica compressiva. (0,05 p)
Resposta 4. As tionamidas (metimazol e propiltiouracil) inibem a peroxidase tireoidiana, bloqueando a organificação do iodo e a síntese de hormônios. (0,05 p)
Principais efeitos adversos monitorados: agranulocitose, hepatotoxicidade e vasculite (especialmente com PTU). (0,05 p)
Resposta 5. Opções definitivas: radioiodo (I-131) e tireoidectomia total/quase-total. (0,04 p)
A escolha depende de: gravidade da oftalmopatia (preferência por cirurgia se ativa e grave), tamanho do bócio, desejo de gravidez e preferência do paciente após falha ou recidiva do tratamento clínico. (0,06 p)


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - DOENÇA DE GRAVES

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (225097 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Os pais trouxeram na UPA um bebe de 2 meses que estava dormindo no quarto porque acharam um morcego no mesmo ambiente que o bebe estava dormindo. Não se sabe se houve contato com esse morcego ou não. Não há nenhum tipo de sinais de arranhão, mordida ou picada. A criança está muito bem no momento. Os pais não conseguiram capturar o morcego.
1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?.................0,08 pontos
2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentam...........0,12 pontos
3) Qual é a conduta terapêutica e profilatica mais eficiente sugerida?.................0,15 pontos
4) Quais são as medidas complementares obrigatórias? .....................................0,15 pontos





RATING: 3

1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?

  • Exposição potencial/duvidosa ao vírus rábico por adentramento de morcego em ambiente de sono de lactente (categoria III ou equivalente em protocolo de risco). (0,04 p)
  • Acidente grave por morcego não capturado (não se pode realizar observação ou exame laboratorial do animal). (0,04 p)

2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentem.

  • Sim, é situação de risco elevado (evidência nível A – mortalidade da raiva humana ≈ 100% após início de sintomas). (0,03 p)
  • Razão epidemiológica: Mordidas de morcego são frequentemente imperceptíveis; lactentes não relatam contato; transmissão saliva-órgão neural é altamente eficiente. (0,03 p)
  • Razão de decisão clínica: Risco-benefício da profilaxia pós-exposição (PPE) é extremamente favorável (eficácia > 99% quando iniciada precocemente); não há “janela segura” de observação quando o animal não é capturado. (0,03 p)
  • Princípio MBE: Prevenção primária de doença letal em cenário de incerteza diagnóstica justifica intervenção imediata (regra “better safe than sorry” em raiva). (0,03 p)

3) Qual é a conduta terapêutica e profilática mais eficiente sugerida?

  • Conduta de escolha: Profilaxia pós-exposição (PPE) completa e imediata – soro anti-rábico humano (SAR) + vacina anti-rábica inativada. (0,05 p)
  • Dose de imunoglobulina: SAR 40 UI/kg (ou IGHR 20 UI/kg se disponível), com infiltração máxima possível no local de possível inoculação (mesmo sem lesão visível, infiltrar em região de maior probabilidade – ex.: face/cabeça) e o restante intramuscular em local distante. (0,05 p)
  • Esquema vacinal para lactente: Vacina anti-rábica intramuscular em vasto lateral da coxa – dias 0, 3, 7, 14 e 28 (esquema de 5 doses para imunocompetentes < 2 anos). (0,05 p)

4) Quais são as medidas complementares obrigatórias?

  • Notificação compulsória imediata ao serviço de vigilância epidemiológica (SINAN) – caso de exposição a morcego. (0,03 p)
  • Orientação aos pais: Monitoramento clínico rigoroso do lactente (sinais prodômicos de raiva) por 90 dias; retorno imediato à UPA se febre, irritabilidade, hidrofobia ou paresia.  (0,03 p)
  • Higienização rigorosa de todo o corpo do bebê com água e sabão (mesmo sem lesão aparente), higienização do ambiente: limpeza do quarto com água e sabão + desinfecção com hipoclorito (mesmo sem lesão no bebê).  (0,03 p)
  • Notificação imediata à Vigilância Epidemiológica municipal/estadual (formulário de atendimento antirrábico).  (0,03 p)
  • Monitorização clínica por 10-14 dias (qualquer alteração neurológica → hospital de referência).  (0,03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3)




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