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A DOR E A ANALGESIA NO PRONTO-SOCORRO PEDIATRICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Inclui-se crianças admitidas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e Pediátrica, Unidade de Cuidados Intermediários, Alojamento Conjunto, Enfermaria de Pediatria e Pronto Socorro Infantil que tenham indicação do uso de analgesia e/ou sedação.
As crianças diferem na forma como respondem a eventos dolorosos. Aos fatores de variabilidade individual somam-se os fatores relacionados com o contexto da dor, pelo que a avaliação deve ser sempre multifacetada.

OBJETIVA: (1255651 votos)..........97.09% das questões objetivas receberam votos.
As infecções com astrovirus são caracterizadas por uma única afirmação entre os abaixo:
A. menos comumente manifestam-se com vômitos e desidratação leve
B. ocorrem predominantemente em crianças maiores de 4 anos
C. são frequentemente assintomáticas
D. a coagulação intravascular disseminada pode ser uma complicação
E. são transmitidas por carrapatos

  RATING: 3

As infecções com astrovirus são caracterizadas por uma única afirmação entre os abaixo:

A. menos comumente manifestam-se com vômitos e desidratação leve
CORRETO: A doença é caracterizada por diarreia acompanhada por febre baixa, mal-estar e náuseas e, menos comumente, vômitos e desidratação leve.
B. ocorrem predominantemente em crianças maiores de 4 anos
INCORRETO : As infecções por astrovírus ocorrem predominantemente em crianças menores de 4 anos e têm o pico sazonal no fim do inverno e na primavera.
C. são frequentemente assintomáticas
INCORRETO : Infecções assintomáticas são comuns, mas não são muito frequentes
D. a coagulação intravascular disseminada pode ser uma complicação
INCORRETO : A coagulação intravascular disseminada pode ser uma complicação da babesiose, não do astrovirus
E. são transmitidas por carrapatos
INCORRETO : O astrovirus não se transmite por carrapatos

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (189936 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)




RATING: 3.13

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)


1. Distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça

  • As maiores taxas de incidência concentram-se na Europa Ocidental e na América do Norte; as menores são observadas na Ásia e em regiões menos desenvolvidas da África (0,04 p).
  • Globalmente, o câncer da bexiga ocupa a sétima posição entre as neoplasias mais frequentes e a décima terceira causa de morte por câncer (0,04 p).
  • No Brasil, constitui a segunda neoplasia mais frequente do trato geniturinário no homem, superada apenas pelo adenocarcinoma de próstata (0,04 p).
  • Nos países ocidentais, é 2,5 a 4 vezes mais frequente em homens do que em mulheres (provavelmente por maior exposição ao tabagismo e toxinas ambientais) e o mesmo padrão se repete nas mulheres (risco aumentado nas brancas em relação às negras) (0,02 p).
  • Diferenças raciais: brancos apresentam maior incidência e maior número de óbitos por carcinoma urotelial em comparação aos negros (inverso do observado nos tumores geniturinários em geral) (0,01 p).

2. Principais fatores de risco ambientais e ocupacionais

  • Tabagismo é o fator de risco mais importante e mais bem estudado; quem fuma tem de duas a quatro vezes mais chance de desenvolver a doença; quanto maior a quantidade e o tempo de tabagismo, maior a associação; os agentes responsáveis são principalmente as alfa- e beta-naftilaminas, que são absorvidas, eliminadas na urina e ficam em contato direto com o urotélio, causando dano celular repetido (0,05 p).
  • Exposição ocupacional responde por parcela significativa dos casos (15% a 35% em homens e 1% a 6% em mulheres); profissionais das indústrias de tintas, borracha e petróleo estão expostos a carcinógenos como benzidina, beta-naftilamina e 4-aminobifenil; esses compostos têm período de latência longo (0,04 p).
  • Medicamentos – ciclofosfamida, ao ser metabolizada, libera produtos tóxicos que irritam o urotélio e favorecem a malignidade (0,03 p).
  • Outros fatores – qualquer situação que cause trauma físico repetido ao urotélio (infecções urinárias crônicas, instrumentação repetida da bexiga ou presença de cálculos) aumenta o risco de transformação maligna; a ingestão de adoçantes artificiais não confirmou associação em estudos recentes (0,03 p).

3. Ativação de oncogenes na patogênese

  • O processo é multifatorial e envolve duas grandes vias que se complementam: ativação de oncogenes e inativação de genes supressores (0,03 p).
  • Oncogenes, quando ativados de forma anormal, estimulam a célula a se multiplicar exageradamente (0,02 p).
  • No câncer de bexiga, o oncogene p21 (c-Ha-ras) está ativado em pelo menos 50% dos casos; ocorre ativação aberrante de GTPase de membrana, levando a proliferação nuclear descontrolada e perda da diferenciação celular (a célula “esquece” sua função normal e torna-se imatura) (0,03 p).
  • Essa alteração é mais comum em tumores de alto grau e em áreas de displasia, mas raramente aparece em tumores de baixo grau (0,02 p).
  • Outros oncogenes frequentemente envolvidos: Erb-2, EGFR, MDM2, C-MYC e CCND1 (0,01 p).

4. Inativação de genes supressores e alterações cromossômicas

  • Genes supressores atuam como “freios” da multiplicação celular; quando inativados ou perdidos, a célula perde o controle e pode tornar-se imortal (0,03 p).
  • O gene p53 (o mais alterado em todos os cânceres humanos) é o exemplo clássico; a proteína p53 normal reconhece células com danos genéticos e dispara apoptose; quando mutado, a apoptose falha e as células danificadas sobrevivem e acumulam mutações (0,03 p).
  • No câncer de bexiga, mutação de p53 está presente em tumores primários, recidivas e tumores do trato urinário superior e associa-se a tumores mais agressivos e músculo-invasivos (0,02 p).
  • Deleção do braço curto do cromossomo 17 (onde fica o p53) ocorre em mais de 60% dos tumores invasivos, mas quase nunca nos tumores superficiais (0,01 p).
  • Outra alteração muito frequente e precoce é a perda de material do cromossomo 9 (contém genes reguladores p21, p27/KIP1 e p16); aparece tanto em tumores de alto quanto de baixo grau e é encontrada em todos os tumores multifocais, reforçando a ideia de doença difusa do urotélio (0,01 p).


FONTE:

CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.13)

CASO CLINICO: (222206 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo masculino, 40 anos, com hipertensão arterial sistêmica controlada por medicação e dieta, apresentando dispneia ao subir lance de escada ou pedalar por mais de uma quadra, com astenia e discreto edema peri-maleolar vespertino. RX do tórax com sinais de hipertrofia ventricular esquerda e leve ectasia aórtica.
1) Qual o estágio e a classe funcional (NYHA) da cardiopatia apresentada pelo paciente? Justifique. (0,20 pontos)
2) Qual a classe de medicamentos indicados no controle da HAS do paciente? Justifique. (0,15 pontos)
3) Diuréticos de alça e cardiotônicos estão indicados neste caso? Justifique. (0,15 pontos)


RATING: 2.92

1) Estágio C; Classe Funcional II.
Justificativa: Estágio C Pacientes com sintomas e com disfunção ventricular associada. Classe Funcional II Limitações leves, sintomáticas durante atividades do cotidiano. (0,2 p)
2) Beta Bloqueador + Inibidor da enzima conversora do angiotensinogênio.
Justificativa: Tem por finalidade evitar o remodelamento do coração e melhorar a sobrevida. (0,15 p)
3) Não.
Justificativa: O uso dessa classe de medicamentos está indicado em pacientes classe funcional III e IV, com a finalidade de melhorar a sintomatologia (melhora na qualidade de vida), sem interferir na sobrevida. (0,15 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.92)




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