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INFECÇÕES COM RICKETTSIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Quando começamos falar sobre as rickettsias, sempre precisamos ter em mente algumas coisas estranhas referentes á esse tipo de forma de vida. Primeiro, elas foram classificadas como bacterias, aliás bactérias muito pequenas que mal podem ser vistas com um microscópio comum (microscópio óptico).
Foi bastante dificil de incluir elas na categoria de bacterias parasitas. Mesmo que unicelulares e não possuindo núcleos - sendo, assim, procariotos como as outras bactérias e arqueobactérias - possuem uma diferença: vivem, quase sempre, dentro de outras células (assemelhando-se, assim muito mais com os virus).
Como só podem viver e se reproduzir dentro de outras células levantaram a suspeita delas serem as descendentes das primeiras bactérias. Como pesquisas recentes evidenciaram que o genoma de Rickettsia prowaseckii, causadora do tifo endêmico, tem evidente grau parentesco com nossas mitocôndrias, a conclusão pode ser uma só: estas arquibacterias, em tempos imemoriais, foram englobadas por uma célula eucariota, gerando as mitocôndrias.
Elas causam doenças em seres humanos como o tifo (transmitida por piolhos!) e a febre maculosa (transmitida por carrapatos).

OBJETIVA: (1417357 votos)..........96.04% das questões objetivas receberam votos.
Em caso de coma com infarto pontino por oclusão de artéria basilar encontramos, caracteristicamente:
A. respiração apnêustica
B. “bobbing” ocular
C. desvio em que um dos olhos encontra-se acima do outro (desvio Skew)
D. pupilas pouco dilatadas (5 a 6 mm), sem reflexo fotomotor e flutuações no diâmetro pupilar (hippus)
E. todas acima enumeradas

  RATING: 2.81

Em caso de coma com infarto pontino por oclusão de artéria basilar encontramos, caracteristicamente:

A. respiração apnêustica
CORRETO: A respiração apnêustica consiste em uma pausa inspiratória de 2 a 3 segundos no final da inspiração. É um padrão raro, porém de considerável valor de localização. De fato, experiências em animais indicam que a respiração apnêustica ocorre em lesões da porção inferior da ponte, comumente devido a infarto pontino por oclusão de artéria basilar.
B. “bobbing” ocular
INCORRETO : O “bobbing” ocular (movimentos de ambos os olhos para baixo com retorno lento para a posição inicial) indicam lesões destrutivas da ponte, hemorragias cerebelares ou hidrocefalia
C. desvio em que um dos olhos encontra-se acima do outro (desvio Skew)
INCORRETO : Quando há desvio em que um dos olhos encontra-se acima do outro (desvio Skew), a lesão geralmente localiza-se no tronco cerebral ou cerebelo
D. pupilas pouco dilatadas (5 a 6 mm), sem reflexo fotomotor e flutuações no diâmetro pupilar (hippus)
INCORRETO : Uma lesão na região do tecto do mesencéfalo pode levar a chamada pupila tectal, representada por pupilas pouco dilatadas (5 a 6 mm), sem reflexo fotomotor e flutuações no diâmetro pupilar (hippus)
E. todas acima enumeradas
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.81)

DISCURSIVA: (198162 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Respondam ás seguintes questões:

1)  Como que é, usualmente, adquirida a paracoccidiomicose? (0,2 p)
2) Indicam os remédios utilizados no tratamento da paracoccidiomicose no Brasil. (0,3 p)



RATING: 3.67

Respondam ás seguintes questões:

1)  Como que é, usualmente, adquirida a paracoccidiomicose? (0,2 p)
2) Indicam os remédios utilizados no tratamento da paracoccidiomicose no Brasil. (0,3 p)

1) Como que é, usualmente, adquirida a paracoccidiomicose? 

A paracocidiomicose é adquirida usualmente por via inalatória: propágulos infecciosos de até 5 μ de diâmetro alcançariam brônquios terminais e alvéolos. (0,2 p)

2) Indicam os remédios utilizados no tratamento da paracoccidiomicose no Brasil. 

As drogas mai utilizadas são:

a) A anfotericina B, hoje reservada para casos mais graves e disseminados, tem sido usada com frequência cada vez menor. É ainda a droga de escolha quando se trata de casos com risco de vida iminente ou quando há alterações do trato gastrointestinal, que impeçam a correia absorção por via oral. Recomenda-se a dose total de 1 a 2g, substituída a seguir por uma medicação por via oral até que sejam considerados os critérios de cura. (0,05 p)

b) A sulfadiazina, uma sulfa de ação rápida, é usada na maioria dos casos na dose de 60 a 100 mg/kg/dia, até no máximo 6g/dia, dividida em quatro vezes. (0,05 p)

c) Em muitos centros, a sulfadiazina tem sido substituída com comparável eficácia pela associação SMX-TMP (comprimidos de 400 e 80mg respectivamente), com a vantagem de melhor facilidade posológica, dois comprimidos duas a três vezes ao dia, de acordo com a gravidade do caso. Possui a vantagem de permitir a formulação parenteral, se necessário.O tratamento de manutenção também pode ser feito com essa droga, um comprimido de 12/12h. (0,05 p)

d) cetoconazol pode ser usado na dose de 200 a 400mg/dia. (0,05 p)

e) Atualmente, itraconazol tem sido mais usado, por ser mais potente in vitro, absorvido melhor e menos hepatotóxico. É administrado na dosagem de 100 a 200mg/dia, por 6 meses em média, dependendo da resposta clínica, após os quais alguns serviços recomendam terapêutica de manutenção com sulfas de ação lenta ou SMX-TMP. (0,05 p)

f) A experiência clínica com fluconazol - melhor opção para o tratamento da neuroparacoccidioidomicose, pela sua alta concentração no SNC é bem menor, e estudos mostram menor atividade in vitro anti-P. brasiliensis, comparativamente ao itraconazol. (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.67)

CASO CLINICO: (230350 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Uma menina de 16 anos chega ao seu consultorio com um histórico de 2 dias de lacrimejamento do olho esquerdo, vermelhidão e corrimento amarelado. Relata crostas ao acordar. Nega dor nos olhos e não lembra de nenhum trauma local. O exame físico revela hiperemia conjuntival difusa no olho esquerdo associada a secreção mucoide e pupilas reagentes, no entanto com fotofobia leve no olho afetado. Não há adenopatia. o exame de fundo do olho, o movimento dos olhos e a acuidade visual são normais.

(I) Formulam pelo menos 03 (três) hipóteses diagnosticas.(0,3 pontos)

(II) A etiologia desta moléstia pode ser alérgica? Explique a sua resposta.(0,1 pontos)

(III) Enquanto não tiver certeza sobre a etiologia que tópicos oftálmicos tem que ser evitados? (0,1 pontos)




RATING: 3.1

(I)  Formulam pelo menos 03 (três) hipoteses diagnosticas.(0,1 p para cada uma dos máximo 3 suspeitas que estejam na lista abaixo)

1. Conjuntivite bacteriana
2. Conjuntivite viral
3. Glaucoma agudo
4. Uveíte anterior
5. Trauma: abrasão da córnea / corpo estranho
6. Conjuntivite alérgica
7. Conjuntivite química
8. Celulite periorbital / orbitária

(II) A etiologia desta moléstia pode ser alergica? Explique a sua resposta.

Não.(0,02 p)

A conjuntivite alérgica deve ter coceira (0,02 p), ser bilateral (0,02 p) e aquosa (0,02 p) e talvez outra história de doença alérgica. (0,02 p)

(III) Enquanto não tiver certeza sobre a etiologia que topicos oftalmicos tem que ser evitados?

Não use esteróides tópicos se não tiver certeza do diagnóstico.(0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.1)




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