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O TRATAMENTO DO CHOQUE HIPOVOLÊMICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

É importante fornecer rápida e adequadamente ressuscitação com fluidos para choque hipovolêmico. Na verdade, o choque hipovolêmico tem como termo comum, em principio, a desidratação.
O que chamamos de desidratação?
A desidratação é definida como uma perda de água com perda variável de eletrólitos que leva a um estado hipertônico (hipernatrêmico), isotônico ou hipotônico (hiponatrêmico). As perdas podem ser oriundas de alguma combinação dos compartimentos intersticiais, intracelulares e intravasculares; a perda relativa de cada componente ajuda a determinar os sintomas clínicos.
A gravidade da desidratação está geralmente relacionada com a porcentagem de perda total de água corporal (ou seja, porcentagem de desidratação), mas a porcentagem não é consistente em todos os grupos etários, pois a proporção relativa de perda de fluidos, com base no peso corporal total, depende do tamanho.

OBJETIVA: (1107013 votos)..........99.44% das questões objetivas receberam votos.
Um paciente de 62 anos, homem, com história de diverticulose colônica diagnosticada há 5 anos, apresenta-se ao pronto-socorro com dor abdominal intensa no quadrante inferior esquerdo, febre de 38,5°C, leucocitose de 18.000/mm³ e rigidez abdominal localizada. Exame de imagem por tomografia computadorizada revela abscesso pélvico de 4 cm associado a perfuração diverticular. Após drenagem percutânea guiada e antibioticoterapia intravenosa, o paciente evolui com melhora clínica. Considerando o manejo subsequente, qual a abordagem cirúrgica mais apropriada após a resolução da infecção aguda?
A. Realizar sigmoidectomia eletiva com anastomose primária entre cólon descendente e reto, removendo todo o segmento espessado
B. Optar por colostomia terminal definitiva, sem necessidade de ressecção do sigmoide afetado
C. Indicar lavagem laparoscópica abdominal sem ressecção, associada a antibioticoterapia prolongada
D. Proceder a ressecção do cólon inteiro, incluindo segmentos não afetados, para prevenir recidivas
E. Manter tratamento conservador indefinidamente, sem intervenção cirúrgica eletiva

  RATING: 2.63

Um paciente de 62 anos, homem, com história de diverticulose colônica diagnosticada há 5 anos, apresenta-se ao pronto-socorro com dor abdominal intensa no quadrante inferior esquerdo, febre de 38,5°C, leucocitose de 18.000/mm³ e rigidez abdominal localizada. Exame de imagem por tomografia computadorizada revela abscesso pélvico de 4 cm associado a perfuração diverticular. Após drenagem percutânea guiada e antibioticoterapia intravenosa, o paciente evolui com melhora clínica. Considerando o manejo subsequente, qual a abordagem cirúrgica mais apropriada após a resolução da infecção aguda?

A. Realizar sigmoidectomia eletiva com anastomose primária entre cólon descendente e reto, removendo todo o segmento espessado
CORRETO: A ressecção do segmento colônico patológico, seguida de reconstrução do trânsito intestinal, permite eliminar a fonte de infecção recorrente e restaurar a continuidade gastrointestinal de forma segura em pacientes recuperados, evitando complicações como fístulas persistentes ou peritonite.
B. Optar por colostomia terminal definitiva, sem necessidade de ressecção do sigmoide afetado
INCORRETO : A colostomia terminal não aborda a remoção da porção doente do sigmoide, o que mantém o risco de complicações futuras, e não é indicada como procedimento definitivo em casos de diverticulite complicada resolvida.
C. Indicar lavagem laparoscópica abdominal sem ressecção, associada a antibioticoterapia prolongada
INCORRETO : Embora relatos recentes sugiram sucesso em casos selecionados, a ressecção do segmento perfurado continua sendo o padrão para garantir controle definitivo da doença, especialmente em abscessos pélvicos.
D. Proceder a ressecção do cólon inteiro, incluindo segmentos não afetados, para prevenir recidivas
INCORRETO : A remoção de todo o cólon é desnecessária, já que os divertículos em outras regiões geralmente não requerem ressecção ampla, focando-se apenas no sigmoide espessado para minimizar riscos operatórios.
E. Manter tratamento conservador indefinidamente, sem intervenção cirúrgica eletiva
INCORRETO : O manejo conservador isolado em diverticulite complicada por abscesso aumenta o risco de recidivas graves, como sepse, e não previne progressão para estágios mais avançados da doença.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.63)

DISCURSIVA: (180610 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Em relação ao câncer de esôfago responda as questões abaixo de maneira completa, explicando detalhadamente o que se pede:
1) Qual a melhor proposta cirúrgica para um tumor estadio II A? - 0,3 pontos
2) Qual a principal indicação da prótese endoscópica no tumor avançado - 0,2 pontos?


RATING: 2.94

Em relação ao câncer de esôfago responda as questões abaixo de maneira completa, explicando detalhadamente o que se pede:
1) Qual a melhor proposta cirúrgica para um tumor estadio II A? - 0,3 pontos
2) Qual a principal indicação da prótese endoscópica no tumor avançado - 0,2 pontos?

1) Qual a melhor proposta cirúrgica para um tumor esofágico estadio II A?
  • A esofagectomia transtorácica ainda e a preferida pela maioria dos cirurgiões porque permite uma completa ressecção da massa tumoral e tecido adjacente assim como uma dissecção perfeita dos gânglios linfáticos, permitindo um estadiamento completo do tumor. (0,1 p)
  • Laparotomia seguida de toracotomia direta é reservada para aqueles casos do terço inferior do esôfago. (0,1 p)
  • Esofagectomia até o esôfago cervical, incisão acrescida no pescoço (terceira incisão) para conseguir a anastomose para tumores localizados na porção média ou alta do esôfago. (0,1 p)
DISCUSSÃO:
O câncer no estádio II A invade a muscular própria e ate a adventícia, sem entretanto apresentar metástase para linfonodos ou metástase a distância.
Os cirurgiões concordam que neste estádio, devido a possibilidade de cura ser grande com a realização de uma resseção chamada RO (retirada macroscópica e microscópica do tumor). Em qualquer caso esta indicado um procedimento de drenagem gástrica (piloroplastia).

2) Qual a principal indicação da prótese endoscópica no tumor esofágico avançado?
O uso da prótese é restrita aos pacientes considerados irressecáveis. (0,2 p)

DISCUSSÃO: 
O objetivo é fazer uma ponte para ultrapassar a obstrução do esôfago, permitindo uma permeabilidade da luz para trânsito de saliva e alimentos.
Apesar da melhora da deglutição com o uso da prótese, a ingestão deve ser restrita a alimentos compatíveis com a passagem através da prótese e, portanto, a paliação não é ideal. Entretanto é de indicação precisa nas fístula esofagobrônquicas, pois permite a sua oclusão, evitando com isto a penetração continuada de alimentos e saliva na árvore respiratória com tosse freqüente e infecção de repetição.
Esta contra indicada sua colocação em tumores cervicais, pois a este nível interfere na deglutição, e a colocação em tumores da transição esofagogástrica deve ser restringida em virtude de refluxo gastroesofágico importante.

FONTE:

TRATADO DE SABISTON

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

CASO CLINICO: (210463 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
A mãe de E.M.S, 5 meses, sexo masculino, raça branca, procura pediatra, porque o menor está com febre (acima de 38,5ºC) há 48 horas, além de recusa alimentar e vômitos.
Ao exame físico, ele apresentou:
Peso = 7,5 Kg; Estatura = 62 cm; IMC = 19,5 (Escore Z= +1/+2) REG, eupneico, febril (Tº axilar = 38,7ºC), hidratado, corado, acianótico e anictérico, choroso ao manuseio. Fontanela anterior plana e normotensa.
AP: MV presente, simétrico e sem ruídos adventícios.
ACV: ritmo cardíaco regular, em 2 tempos, bulhas normofonéticas, sem sopros.
Abdome: flácido, sem visceromegalias palpáveis e fecaloma em fossa ilíaca esquerda.
Otoscopia e oroscopia sem alterações.
Genitália: testículos tópicos, palpáveis. Presença de fimose grau II.
Pele: sem alterações.
Diante desse quadro, o pediatra decide, então, solicitar alguns exames de urgência cujos resultados estão descritos a seguir: Hemograma – Hb=10 g/dL; Hto=31%; Leuco= 18.000/mm3 (4% Bt/76% Segmentados/ 2% Eos/14% Linf/ 4% Mon); Plaquetas= 350.000/mm3 EAS – ph= 6; DU= 1005; Esterase leucocitária= positiva (++); Nitrito= negativo; Leucócitos= 20/campo; Hemácias= 8/campo. Raio X de tórax = normal Em relação aos antecedentes gestacionais, têm-se as seguintes informações: Mãe GI/PI/A0; realizou pré natal (7 consultas), com Ultrassonografia gestacional realizada no 8º mês de gravidez, a qual revelou hidronefrose moderada à esquerda. Além disso, teve infecção urinária, tratada no 7º mês de gestação. Ela nega uso de drogas ou outras intercorrências.
Quanto ao lactente, está em aleitamento misto (leite materno e leite integral com mucilagem) desde o segundo mês de vida. O desenvolvimento neuropsicomotor é adequado para a idade, e as vacinas estão atualizadas também para a idade. Suas funções eliminatórias são: diurese abundante em fralda, com jato forte; fezes em síbalos, ressecada, com intervalo a cada 3 dias.

Em relação a esse caso, responda as questões a seguir:

1) De acordo com a classificação em Z escore da OMS, como deve ser classificado, nutricionalmente, esse lactente com base no IMC? (0,125 pontos)
2) Baseado nos achados acima, o pediatra suspeitou de Infecção do Trato Urinário (ITU). Baseado nas recomendações da Academia Americana de Pediatria, qual o exame que deve ser solicitado para confirmar essa hipótese diagnóstica e a forma de coleta adequada desse exame para a criança em questão?(0,125 pontos)
3) Quais os cinco fatores de risco para ITU encontrados no caso acima?(0,125 pontos)
4) Considerando que o pediatra decidiu internar a criança e a etiologia mais provável dessa patologia, qual o antibiótico que deve ser iniciado empiricamente e a duração do uso desse medicamento?(0,125 pontos)



RATING: 3.42

1) De acordo com a classificação em Z escore da OMS, como deve ser classificado, nutricionalmente, esse lactente com base no IMC?
Risco de sobrepeso (0,125 p)

2) Baseado nos achados acima, o pediatra suspeitou de Infecção do Trato Urinário (ITU). Baseado nas recomendações da Academia Americana de Pediatria, qual o exame que deve ser solicitado para confirmar essa hipótese diagnóstica e a forma de coleta adequada desse exame para a criança em questão?
Exame: Urocultura Forma de coleta: Punção suprapúbica ou Sondagem vesical. (0,04 p cada um + 0,005 p)

3) Quais os cinco fatores de risco para ITU encontrados no caso acima?
- Faixa etária (lactente jovem)
- Raça branca
- Presença de fimose
- Alteração na Ultrassonografia gestacional
- Não aleitamento materno exclusivo (OU erro alimentar)
- Constipação intestinal
- Sexo masculino na faixa etária do paciente (menor que 1 ano) (0,025 p cada uma)

4) Considerando que o pediatra decidiu internar a criança e a etiologia mais provável dessa patologia, qual o antibiótico que deve ser iniciado empiricamente e a duração do uso desse medicamento?
Aminoglicosídeo (Gentamicina ou Amicacina) OU Cefalosporina de 3ª geração (Ceftriaxone ou Cefotaxima, Ceftazidima) e Duração: 7 a 14 dias. OU Cefalosporina de 1ª geração (Cefalotina) (0,04 p cada um + 0,005 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.42)




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