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TETRALOGIA FALLOT (ÁREA DE PEDIATRIA)

Niels Stenson descreveu o malformação num feto com ectopia cordis (uma malformação congénita rara caracterizada pela localização do coração fora da cavidade torácica do recém-nascido). Na ectopia cordis o coração pode estar localizado na superfície externa anterior (na frente) da cavidade torácica ou deslocado para a cervical ou para o abdómen.
A palavra tetralogia é emprestada, na verdade da literatura, significando geralmente uma historia em 4 (tetra) capitulos, mas o apelido ficou assim mesmo.


OBJETIVA: (1352826 votos)..........95.3% das questões objetivas receberam votos.
Em relação às fistulas anorretais:
A. a doença de Crohn é a etiologia em 60 % dos casos
B. a maioria dos casos responde a tratamento clínico com antibioticoterapia
C. a classificação de Parks se baseia no trajeto da fístula em relação ao complexo esfincteriano
D. a regra de Goodsall-Salmon se refere ao trajeto intra ou extraperitoneal da fístula anorretal
E. a fistulotomia é contraindicada em todos os casos de fístula transesfincteriana

  RATING: 3

Em relação às fistulas anorretais:

A. a doença de Crohn é a etiologia em 60 % dos casos
INCORRETO: A etiologia mais comum das fistulas anorretais é criptoglandular (infecção das glândulas anais), responsável por cerca de 70-90% dos casos na população geral. A doença de Crohn é causa importante de fistulas complexas, mas representa minoria dos casos (geralmente < 20 % fora de serviços especializados em doença inflamatória intestinal).
B. a maioria dos casos responde a tratamento clínico com antibioticoterapia
INCORRETO : O tratamento das fistulas anorretais é predominantemente cirúrgico; a antibioticoterapia isolada não cura a maioria dos casos e serve apenas como adjuvante no controle de infecção aguda ou em fistulas associadas à doença de Crohn. O tratamento clínico exclusivo tem baixa taxa de sucesso em fistulas criptoglandulares.
C. a classificação de Parks se baseia no trajeto da fístula em relação ao complexo esfincteriano
CORRETO : A classificação de Parks (1976) é o sistema mais utilizado para categorizar fistulas anorretais com base na relação anatômica do trajeto fistuloso com o complexo esfincteriano anal. Divide as fistulas em quatro tipos principais: interesfincteriana (mais comum, trajeto entre os esfíncteres interno e externo), transesfincteriana (atravessa o esfíncter externo), supraesfincteriana (trajeto acima do puborretal) e extraesfincteriana (trajeto completamente fora do complexo esfincteriano, geralmente secundária). Essa classificação orienta o planejamento cirúrgico, o risco de incontinência e a escolha da técnica (fistulotomia, seton, LIFT, avanço de retalho etc.), sendo fundamental para o manejo individualizado.
D. a regra de Goodsall-Salmon se refere ao trajeto intra ou extraperitoneal da fístula anorretal
INCORRETO : A regra de Goodsall-Salmon descreve a relação entre o orifício externo e o trajeto interno da fístula (orifícios anteriores seguem trajeto reto; posteriores curvam-se para a linha média posterior). Não se refere ao trajeto intra ou extraperitoneal (este último é mais relevante na classificação de abscessos ou fistulas extraesfincterianas).
E. a fistulotomia é contraindicada em todos os casos de fístula transesfincteriana
INCORRETO : A fistulotomia não é contraindicada em todos os casos de fístula transesfincteriana; ela pode ser realizada com segurança em fistulas baixas (envolvimento <30% do esfíncter externo) ou com uso de seton de drenagem prévio em casos mais altos. A contraindicação absoluta é rara e depende da proporção de músculo envolvido e da função esfincteriana prévia.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (193174 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Na abordagem do paciente ictérico, disserte sobre os seguintes aspectos:
1) Caracterização da icterícia obstrutiva frente aos outros tipos de icterícia do ponto de vista clínico, laboratorial e de exames complementares citando os métodos propedêuticos mais adequados. (0,35 pontos)
2) Cuidados a serem tomados no período pre-operatório com respeito à coagulação, ao ato anestésico cirúrgico e à função renal. (0,15 pontos)


RATING: 3.42

Na abordagem do paciente ictérico, disserte sobre os seguintes aspectos:
1) Caracterização da icterícia obstrutiva frente aos outros tipos de icterícia do ponto de vista clínico, laboratorial e de exames complementares citando os métodos propedêuticos mais adequados. (0,35 pontos)
2) Cuidados a serem tomados no período pre-operatório com respeito à coagulação, ao ato anestésico cirúrgico e à função renal. (0,15 pontos)

1) Caracterização da icterícia obstrutiva frente aos outros tipos de icterícia do ponto de vista clínico, laboratorial e de exames complementares citando os métodos propedêuticos mais adequados.
  • A icterícia obstrutiva é caracterizada pelo predomínio da elevação da bilirrubina direta, semelhante à icterícia colestática intra-hepática. (0,05 p)
  • Diferencia-se das icterícias hepatocelulares pela ausência de elevação ou elevação em níveis menores das aminotransferases (TGO e TGP). (0,05 p)
  • Apresenta por outro lado elevação das enzimas canaliculares, fosfatase alcalina e gama glutamil-transferase. (0,05 p)
  • Na icterícia obstrutiva, ocorre prolongamento do tempo de atividade da protrombina o qual normaliza-se com reposição de vitamina K por não existir doença parenquimatosa. (0,05 p)
  • Na história clínica, alguns sintomas e sinais podem sugerir icterícia obstrutiva: dor no abdome superior, principalmente no hipocôndrio direito, febre, prurido e colúria, podendo existir na dependência da causa a presença de massa ou vesícula biliar palpáveis. (0,05 p)
  • Os métodos de imagem permitem a diferenciação entre icterícia obstrutiva e colestase intra-hepática ao identificar o calibre das vias biliares, a causa e o local de uma obstrução. (0,05 p)
  • Os métodos de imagem atualmente disponíveis e utilizados para a investigação são os seguintes: ultrassonografia, endossonografia, colangiografia transparieto hepática percutânea, colângio-pancreatografia endoscópica retrógrada, colangioressonância nuclear magnética, tomografia computadorizada. (0,05 p)

2) Cuidados a serem tomados no período per-operatório com respeito à coagulação, ao ato anestésico cirúrgico e à função renal.
  • Perdas volêmicas devem ser identificadas e repostas evitando-se que o paciente desenvolva hipotensão e insuficiência renal sobretudo no período per-operatório. (0,015 p)
  • O controle da eficácia de reposição é realizado através da mensuração do volume urinário. (0,015 p)
  • Distúrbios da coagulação devem ser investigados realizando-se hemograma com contagem de plaquetas o qual permite a identificação de indícios de infecção e distúrbio da coagulação. (0,015 p)
  • Deve ser realizada a aferição do tempo de protrombina e de tromboplastina parcial ativada. (0,015 p)
  • Em pacientes eletivos com tempo de protrombina alargado, deve-se repor vitamina K por 3 dias. (0,015 p)
  • Em situações de urgência ou quando houver falta de resposta à vitamina K, deverá ser reposto plasma fresco e ocasionalmente crioprecipitado. (0,015 p)
  • É importante também manter correto equilíbrio eletrolítico, principalmente do sódio e do potássio. (0,015 p)
  • Devem ser avaliados e corrigidos os níveis de escórias nitrogenadas através de reposição hídrica ou de medidas de suporte à função renal. (0,015 p)
  • Pacientes sem infecção deverão receber antibioticoprofilaxia e os portadores de colangite deverão receber antibioticoterapia. (0,015 p)
  • Evitar o uso de drogas anestésicas hepatotóxicas e manutenção de estabilidade hemodinâmica no período intraoperatório. (0,015 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.42)

CASO CLINICO: (225381 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Um Sr. de 68a, natural e procedente de Petrolina-PE, procura o serviço médico por dificuldade para deglutir há 3 anos. Inicialmente com alimentos sólidos, agora também tem dificuldades na ingestão de líquidos. A noite, nota alimentos deglutidos no jantar refluírem à boca. Teve um episódio de pneumonia há quatro meses. Refere perda de 8kg no período. Ex-tabagista, agricultor aposentado, portador de hipertensão arterial leve controlada com diuréticos, nega internações e intervenções cirúrgicas prévias.
1) Qual seria a primeira suspeita diagnóstica? - 0,1 pontos
2) Dos exames abaixo, quel é o MENOS util para o diagnóstico? - 0,1 pontos

a) Radiografia contrastada do esôfago
b) Endoscopia digestiva alta
c) Manometria esofágica
d) pHmetria esofágica
e) Tomografia computadorizada do tórax

3) O paciente realizou o exame abaixo. Quais são os achados radiológicos? - 0,3 pontos




RATING: 3.03

1) Qual seria a primeira suspeita diagnóstica?
Megaesôfago chagásico.(0,1 p)
DISCUSSÃO: O principal sintoma que o paciente apresenta é a disfagia. Dentre as principais causas de disfagia, poderíamos citar:

  • neoplasias malignas
  • megaesôfago
  • estenoses pépticas

Como causas mais raras, haveriam

  • os tumores benignos
  • outras doenças motoras
  • Síndrome de Plummer-Vinson
  • a disfagia lusória

Associadamente, o paciente tem regurgitação, história sugestiva de broncoaspiração e perda lenta de peso. Não há história prévia de sintomas pépticos que indique DRGE grave, nem perda acentuada de peso ou hemorragia que sugiram a neoplasia como principais hipóteses.
Assim, pelo caráter lento de aparecimento e pela procedência do paciente, o mais provável é que haja megaesôfago chagásico.
2) Dos exames abaixo, qual é o MENOS útil para o diagnóstico? (0,1 p)
A ph-metria (variante D)
DISCUSSÃO: Os primeiros exames a serem solicitados na suspeita de disfagia são a radiografia contrastada de esôfago e a endoscopia digestiva alta, geralmente nesta ordem.

  • A primeira nos dá uma correta idéia da forma do esôfago, da presença de alterações anatômicas, do esvaziamento do contraste, sendo útil em todas os casos de disfagia.
  • A segunda tem papel primordial nas estenoses orgânicas, em que o exame anátomo-patológico é obrigatório, além de ser o que melhor avalia a mucosa esofágica.
  • A manometria esofágica é o exame que confirma as alterações funcionais motoras do esôfago, tendo achados característicos para cada uma das doenças, incluindo o megaesôfago.
  • A tomografia computadorizada é útil para o estadiamento das neoplasias, identificação de massas esofágicas e para-esofágicas, nem sempre visualizadas por outros métodos.
  • A ph-metria é utilizada para o estudo do refluxo gastroesofágico e, mesmo nos casos de disfagia por estenose péptica, não é capaz de trazer nenhuma informação objetiva acerca da causa da disfagia ou da presença de estenose.
3) Quais são os achados radiológicos?
O esofagograma mostra achados sugestivos de megaesôfago (0,05 p), como dilatação esofágica (0,05 p), presença de resíduos alimentares (0,05 p), nível hidroaéreo no esôfago (0,05 p), ausência de bulha gástrica (0,05 p) e presença de ondas terciárias na porção inferior à esquerda do esôfago. (0,05 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.03)




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