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OS CHOQUES COMO EMERGÊNCIAS (ÁREA DE PEDIATRIA)

O choque próprio dito caracteriza-se pelos três chaves: hipoperfusão de órgãos, resultando em disfunção celular, resultando em morte das mesmas e as vezes do organismo inteiro.
O organismo geralmente desenvolve mecanismos compensatórios, e um dos piores é a derivação do sangue para não passar pelos leitos capilares de troca.
Esse tipo de compensação requer a identificação rápida e a intervenção imediata são essenciais para a melhora do resultado.
Se deixado sem tratamento, o choque pode progredir rapidamente para uma insuficiência cardiopulmonar, sucedida de parada cardiorrespiratória.

OBJETIVA: (1381860 votos)..........94.76% das questões objetivas receberam votos.
Entre os parâmetros abaixo tem utilidade na avaliação do crescimento fetal no diabetes pré-gestacional:
A. o doppler uterino a cada 3 semanas, no ultimo trimestre da gestação, doppler da artéria umbilical a partir de 26 semanas
B. o volume do líquido amniótico (vLA), a cada 4 semanas, no período de 28 a 36 semanas, cardiotocografia e perfil biofisico fetal depois 38 semanas.
C. a translucência nucal (TN) e o doppler do duto venoso a cada 8 semanas, nos primeiros dois trimestres
D. ecocardiografia fetal com 18-20 semanas e a circunferência abdominal fetal (CA), a cada 3-4 semanas, com ultrassonografia seriada
E. a hemoglobina glicosilada fetal

  RATING: 2.95

Entre os parâmetros abaixo tem utilidade na avaliação do crescimento fetal no diabetes pré-gestacional:

A. o doppler uterino a cada 3 semanas, no ultimo trimestre da gestação, doppler da artéria umbilical a partir de 26 semanas
INCORRETO: O doppler de uterinas é importante sinal preditivo de toxemia. Somente as mulheres com risco de CIR (doença macrovascular e/ou nefropatia) requerem conduta individualizada (v.g., doppler da artéria umbilical a partir de 26 semanas).
B. o volume do líquido amniótico (vLA), a cada 4 semanas, no período de 28 a 36 semanas, cardiotocografia e perfil biofisico fetal depois 38 semanas.
CORRETO : No diabetes está indicada a monitoração sonográfica do crescimento fetal e do volume do líquido amniótico (vLA), a cada 4 semanas, no período de 28 a 36 semanas. Os exames de vitabilidade fetal de rotina devem ser realizados a partir de 38 semanas: cardiotocografia e o perfil biofísico fetal
C. a translucência nucal (TN) e o doppler do duto venoso a cada 8 semanas, nos primeiros dois trimestres
INCORRETO : o principal parâmetro no primeiro trimestre, que mostra o risco de malformações, é a HbA1c, especialmente valores > 9,5%. podendo combinar os dados oferecidos com a translucência nucal (TN) e o doppler do duto venoso para desvendar eventuais malformações cardíacas.
D. ecocardiografia fetal com 18-20 semanas e a circunferência abdominal fetal (CA), a cada 3-4 semanas, com ultrassonografia seriada
INCORRETO : A ecocardiografia fetal é mandatória (18-20 semanas) para descobrir malformações cardíacos . Rastreiamos a macrossomia fetal avaliando a circunferência abdominal (CA), a cada 3-4 semanas, com ultrassonografia seriada.
E. a hemoglobina glicosilada fetal
INCORRETO : Já vîmos que o principal parâmetro no primeiro trimestre, que mostra o risco de malformações, é a HbA1c, especialmente valores > 9,5%.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

DISCURSIVA: (194003 votos) ..........99.47% das questões discursivas receberam votos.
Expliquem o que é a ”estomatite muriforme do Aguiar-Pupo”, qual é a doença em qual aparece e qual o agente patôgeno implicado.


RATING: 2.94

Expliquem o que é a ”estomatite muriforme do Aguiar-Pupo”, qual é a doença em qual aparece e qual o agente patôgeno implicado.

A paracoccidioidomicose (PCM) é micose profunda causada pelo fungo dimórfico Paracoccidioides brasiliensis. Representa a micose profunda mais importante da América Latina, afetando principalmente adultos do sexo masculino em idade produtiva, com procedência remota ou recente da zona rural, implicando dessa forma em importante impacto socioeconômico.
A FORMA AGUDA: é rara e compromete o sistema fagocítico-mononuclear com disfunção da MO. Na cavidade oral, evidencia-se uma estomatite, com pontilhado hemorrágico fino, conhecida como ”estomatite moriforme de Aguiar-Pupo”.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

CASO CLINICO: (226062 votos)..........98.14% dos casos clinicos receberam votos.

Um lactente de 6 meses de idade, sexo masculino, previamente hígido até os 4 meses, é trazido ao serviço de urgência pediátrica por episódios repetidos de contrações breves, maciças e simétricas, caracterizadas por flexão súbita da cabeça, abdução dos membros superiores e flexão das pernas, ocorrendo em salvas de dezenas a centenas de vezes ao dia, principalmente durante a vigília e ao despertar, frequentemente precedidas por um grito. A mãe refere atraso recente nos marcos do desenvolvimento (perda de controle cefálico) e hipotonia axial. História de gravidez e parto sem intercorrências; sem febre, infecção de SNC ou alterações metabólicas. Exame físico: hipotonia axial acentuada, perímetro cefálico normal, fundo de olho sem alterações, ausência de lesões neurocutâneas ou faciais incomuns.

Questões:
I. Qual é a suspeita diagnóstica principal? (Total parcial desta questão: 0,18 p)

II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (Total parcial desta questão: 0,15 p)

III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico?  (Total parcial desta questão: 0,17 p)

IV. Qual o tratamento de escolha? (Total parcial desta questão: 0,10 p)





RATING: 2.87

Resposta à Questão I (Suspeita Diagnóstica)

A suspeita diagnóstica é síndrome de West (espasmos infantis).

  • Tríade clássica: espasmos infantis + atraso do desenvolvimento + traçado eletroencefalográfico com padrão de hipsarritmia (0,08 p).
  • Idade típica de início: entre 4 e 8 meses de vida (0,04 p).
  • Crises em salvas, simétricas, com flexão súbita da cabeça e membros, grito associado e hipotonia (0,03 p).
  • Distinção de crises febris ou parciais: sem febre, sem infecção de SNC ou alteração metabólica, sem antecedentes neonatais (0,03 p).


Resposta à Questão II (Possível Causa da Doença Diagnosticada)

A possível causa é espasmos infantis criptogênicos (sem fator etiológico identificável).

  • Classificação em criptogênicos quando história de gravidez/parto sem intercorrências, marcos de desenvolvimento normais antes do início e exame neurológico/TC/RM normais, sem fatores de risco associados (0,07 p).
  • Diferenciação dos sintomáticos: ausência de encefalopatia hipóxico-isquêmica, infecções congênitas, erros inatos do metabolismo, síndromes neurocutâneas (ex.: esclerose tuberosa), prematuridade ou patologias pós-natais (infecções de SNC, traumatismo) (0,05 p).
  • Fatores genéticos ou desconhecidos podem estar presentes, mas o PDF enfatiza que o prognóstico é melhor nos criptogênicos (0,03 p).

Resposta à Questão III (Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico)

A melhor modalidade é o eletroencefalograma (EEG) interictal demonstrando padrão de hipsarritmia.

  • Padrão caótico de atividade de ondas lentas de alta voltagem, bilateralmente assíncronas (hipsarritmia clássica ou modificada) (0,08 p).
  • EEG é útil para classificação das crises na infância e diferenciação de outras síndromes epilépticas (0,04 p).
  • Não se justifica EEG de rotina em crises febris simples, mas é obrigatório e necessário em crises acima de 30 minutos ou síndromes como esta (0,03 p).
  • Neuroimagem (RM preferida) pode ser considerada apenas se houver sinais focais ou suspeita de lesão estrutural, mas não é o exame de confirmação primário aqui (0,02 p).

Resposta à Questão IV (Tratamento)

O tratamento de escolha é o ACTH (hormônio adrenocorticotrópico) exógeno ou glicocorticoides.

  • Supressão da síntese de hormônio liberador de corticotropina (HLC-CRH) por mecanismo de feedback, reduzindo hiperexcitabilidade neuronal (0,05 p).
  • Eficácia comprovada nos espasmos infantis (criptogênicos ou sintomáticos), com melhora clínica e redução do risco de retardo mental se iniciado precocemente (0,03 p).
  • Esquema sugerido no PDF: prednisona oral 2 mg/kg/dia por 1 mês, redução gradual (não é o único, mas ACTH é padrão ouro) (0,02 p).
  • Evitar anticonvulsivantes de rotina como primeira linha (fenobarbital, valproato ou benzodiazepínicos são secundários e menos eficazes isoladamente nesta síndrome) (0,00 p – informação complementar sem pontuação extra).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.87)




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