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Em caso de neoplasias de segmentos cólon ascendente, cólon descendente e reto abaixo da reflexão peritoneal há uma facilitação da invasão tumoral precoce da gordura perivisceral, devido à/ao:
A. ausência da barreira temporária da serosa
CORRETO: Nos segmentos do cólon ascendente, cólon descendente e reto abaixo da reflexão peritoneal, essas regiões são retroperitoneais ou extraperitoneais, o que significa que não possuem uma camada serosa completa cobrindo toda a circunferência do órgão. A serosa (ou peritônio visceral) atua como uma barreira protetora que retarda a invasão tumoral para os tecidos adjacentes, como a gordura perivisceral. Sem essa barreira, o tumor pode invadir mais precocemente a gordura circundante, facilitando a disseminação local. Isso é um conceito clássico em oncologia colorretal, onde a ausência de serosa permite uma progressão mais rápida para estágios T3 ou T4 no sistema TNM, com invasão direta da gordura pericólica ou perirretal.
B. alto numero de vasos linfáticos e linfonodos linfonodos regionais
INCORRETO : Embora esses segmentos do cólon e reto tenham uma drenagem linfática rica (o que favorece metástases linfáticas precoces), isso não explica diretamente a facilitação da invasão tumoral para a gordura perivisceral. A presença de vasos linfáticos e linfonodos está mais relacionada à disseminação metastática via linfa, e não à invasão local direta no tecido adiposo adjacente. Essa característica é comum a todo o cólon, não exclusiva desses segmentos.
C. propagação tumoral de tipo radial, preponderente nestes segmentos
INCORRETO : A propagação radial (crescimento em direção radial, invadindo camadas da parede intestinal) é um padrão geral de neoplasias colorretais, independentemente do segmento. Não há especificidade para o cólon ascendente, descendente ou reto inferior que torne essa propagação o fator facilitador da invasão precoce na gordura perivisceral. O crescimento radial ocorre em todo o trato colorretal, mas a ausência de serosa é o que permite que essa invasão atinja mais rapidamente os tecidos extracólicos nesses locais.
D. o maior tempo de exposição da superfície tumoral ao atrito do conteúdo cólico
INCORRETO : O atrito com o conteúdo cólico (fezes) pode influenciar fatores como ulceração ou infecção superficial do tumor, mas não tem relação direta com a invasão precoce da gordura perivisceral, que é um processo de profundidade na parede intestinal e além dela. Além disso, o tempo de exposição ao conteúdo cólico varia mais com a motilidade intestinal e consistência das fezes, não sendo um diferencial específico para esses segmentos em comparação com outros (como o transverso ou sigmoide).
E. desprendimento tumoral mais rápido, por conta do maior calibre do lumen
INCORRETO : O calibre do lúmen (maior no cólon ascendente, por exemplo) pode afetar o fluxo de fezes e possivelmente o risco de obstrução em tumores, mas não facilita o 'desprendimento tumoral' nem a invasão para a gordura perivisceral. O desprendimento sugere disseminação por células soltas (como em peritonite carcinomatosa), mas isso não é acelerado pelo calibre do lúmen; na verdade, tumores em segmentos de maior calibre tendem a crescer mais antes de causar sintomas, mas a invasão local depende da anatomia da parede, não do lúmen.
Gabarito: A
Sobre o melanoma maligno cutâneo, responda:
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Sobre o melanoma maligno cutâneo, responda:
FONTE:
1) Qual é o diagnóstico do paciente?
Síndrome dispéptica ou dispepsia. (0,25 p)
Discussão: Paciente com sintoma dispéptico de epigastralgia em queimação,sem apresentar sinais de alarme como disfagia, icterícia, sangramento, anemia, alterações de exame físico sugestivos de doença maligna, que indicariam a realização de endoscopia digestiva alta, apresenta ainda idade menor que 50 anos de idade que seria outra indicação da realização do procedimento. O paciente pode apresentar diagnóstico de doença ulcerosa péptica com estes sintomas, mas sem apresentar sinais de alarme pode ser manejado de forma conservadora neste momento.
2) Qual é a conduta mais adequada inicialmente? (0,25 p)
Sugerir modificações de hábitos e introduzir bloqueador H2 para tratamento da dispepsia.
Discussão: Paciente sem sinais de alarme não tendo indicação de realizar endoscopia digestiva alta, podemos orientar modificações de hábitos de vida como diminuição de ingesta de álcool e café e procurar observar quais alimentos desencadeiam com maior freqüência estes sintomas.
Os bloqueadores H2como a ranitidina podem ser usados em doses de 150 mg, 2 vezes ao dia por 2-4 semanas. O uso de bloqueadores de bomba de prótons é uma opção, embora não tenha sido demonstrado sua superioridade em relação aos bloqueadores H2 e por seu maior custo não deve ser utilizado.
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