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TRAUMA (ÁREA DE CIRURGIA)

O trauma representa, desde a década de oitenta do século passado, um verdadeiro problema de saúde publica, afetando não só o nosso país, mas também o mundo industrializado. Os custos para a sociedade americana giram em torno de 100 bilhões de dólares por ano em hospitalização e redução da produtividade.
No Brasil, o número de mortes por acidentes encontra-se em segundo lugar, sendo menos freqüente do que as mortes atribuídas às doenças cardiovasculares. Nos países desenvolvidos, considerando-se todas as faixas etárias, o trauma é superado apenas pelo câncer e aterosclerose como causa de morte.
Se levarmos em consideração indivíduos até os 44 anos de idade, o trauma é a principal causa de óbito. Em idosos, já é responsável por 30% das mortes.
Embora os avanços na sistematização do atendimento ao politraumatizado tenham sido consideráveis, infelizmente, no Brasil, cerca de 20 a 30% dos óbitos ainda ocorrem por falta de uma melhor integração entre o atendimento hospitalar e pré-hospitalar.

OBJETIVA: (1417667 votos)..........96.03% das questões objetivas receberam votos.
No caso de óbito ocorrido em ambulância, sem médico:
A. o obito é considerado sem assistência médica
B. o corpo deverá ser encaminhado ao IML no caso de morte sem motivo aparente
C. caberá ao médico coordenador do serviço de ambulância a emissão da DO
D. e vedado declarar na parte I do 'CAUSA DA MORTE DESCONHECIDA'
E. não cabe ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO) a estabelecer a causa da morte deste caso

  RATING: 3.1

No caso de óbito ocorrido em ambulância, sem médico:

A. o obito é considerado sem assistência médica
CORRETO: Óbito ocorrido em ambulância sem médico é considerado sem assistência médica.
B. o corpo deverá ser encaminhado ao IML no caso de morte sem motivo aparente
INCORRETO : O corpo deverá ser encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO) na ausência de sinais externos de violência ou ao IML em mortes violentas
C. caberá ao médico coordenador do serviço de ambulância a emissão da DO
INCORRETO : A DO deverá ser emitida por qualquer médico em localidades onde não houver SVO
D. e vedado declarar na parte I do 'CAUSA DA MORTE DESCONHECIDA'
INCORRETO : em caso de óbito por causa natural, sendo declarado na parte I 'CAUSA DA MORTE DESCONHECIDA'.
E. não cabe ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO) a estabelecer a causa da morte deste caso
INCORRETO : se, na cidade existe serviço deverificação de obito ele deve ser fonecido pela esta entidade, já que não podemos correlacionar a morte com algum parámetro patologico

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.1)

DISCURSIVA: (198211 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram quatro dos mais importantes fatores fisiopatológicos que contribuem para a apneia em crianças pequenas.


RATING: 2.95

Enumeram quatro dos mais importantes fatores fisiopatológicos que contribuem para a apneia em crianças pequenas.

Os fatores fisiopatológicos que contribuem para a apneia em crianças pequenas:

a) Estímulo hipóxico - No recém-nascido, a hipoxia resulta em um breve aumento da freqüência respiratória seguido de uma depressão do esforço respiratório e apneia. Hipoxemia leve durante o sono pode causar respiração periódica ou apneia e hipoxemia durante o sono podem não causar despertar (0,125 p)
b) Efeitos da alimentação - Dificuldade na coordenação entre sugar e respirar pode causar hipoxemia. A presença de um reflexo laringoquimico acentuado pode ocasionar apneia e bradicardia caso ocorra regurgitação enquanto a criança encontra-se hipóxica.(0,125 p)
c) Anormalidades metabólicas - Pode ocorrer apneia em recém-nascidos e crianças pequenas como resultado de hipoglicemia ou anemia.(0,125 p)
d) Fatores mecânicos - Devido à caixa torácica complacente e à fatigabilidade do músculo diafragmático, tentativas de aumentar a ventilação por minuto por meio de aumento no volume corrente pode aumentar o trabalho respiratório. Assim,acriança em sofrimento respiratório é mais suscetível à insuficiência respiratória.

FONTE:

Steven M, Selbst; Kate Cronan - SEGREDOS EM EMERGÊNCIA PEDIATRICA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

CASO CLINICO: (230424 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 55 anos, previamente hígido, refere ganho ponderal central progressivo de 12 kg em 8 meses, facilidade para formação de hematomas ao menor trauma, fraqueza muscular proximal acentuada (dificuldade para subir escadas) e hipertensão arterial sistêmica de instalação recente e de difícil controle medicamentoso. Nega uso crônico de corticoides. Ao exame físico: obesidade centrípeta marcada e fácies pletórica. Exames laboratoriais iniciais mostram cortisol plasmático elevado com supressão de ACTH, configurando hipercortisolismo ACTH-independente.

I. Qual a suspeita diagnóstica? (0,2 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,1 ponto)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,05 pontos)
IV. Qual o tratamento de escolha? (0,15 pontos)





RATING: 3.03

I. Suspeita diagnóstica

  • A síndrome de Cushing engloba todos os sinais e sintomas decorrentes da exposição crônica a glicocorticoides em excesso, independentemente da origem. (0,05 p)
  • Facilidade para formação de hematomas. (0,05 p)
  • Fraqueza muscular. (0,05 p)
  • Hipertensão arterial. (0,05 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada

  • Posteriormente identificaram-se tumores suprarrenais como causa direta. (0,05 p)
  • Causas suprarrenais incluem adenoma. (0,05 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

  • Identificação de tumores suprarrenais como causa direta. (0,05 p)

IV. Tratamento

  • Para adenoma: adrenalectomia unilateral laparoscópica (cura de 100 %). (0,05 p)
  • Reposição temporária de glicocorticoide até recuperação da suprarrenal contralateral. (0,05 p)
  • Dose de estresse imediata (hidrocortisona 100 mg IV 8/8h por 24h) → redução gradual para reposição fisiológica. (0,05 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.03)




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