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ANEMIAS HEMOLÍTICAS AUTOIMUNES (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

DEFINIÇÃO: destruição acelerada das hemácias em razão da fixação de imunoglobulinas ou complemento na superfície das hemácias.

HEMÓLISE IMUNE: Caracterizada pela destruição prematura das hemácias devido à ação da resposta imunológica humoral, pode causar anemia caso o setor eritroblástico da medula óssea não apresente hiperplasia compensatória suficiente.

Os sintomas iniciais são decorrentes da:

  • anemia causada pela hemólise,
  • efeitos secundários do quadro hemolítico
  • doença primária que está causando a AHAI
  1. anemia hemolítica autoimunepor anticorpos a quente = a temperatura ótima de reatividade do anticorpo é de 37°C.
  2. anemia hemolítica autoimunepor anticorpos a frio = maior afinidade pela hemácia numa temperatura próximo a 4°C e diminuição da afinidade em temperaturas fisiológicas.

OBJETIVA: (1415264 votos)..........96.13% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher de 46 anos queixa-se de ganho ponderal, cansaço, adinamia intensa e amenorréia com ondas de calor. Apresenta em seu exame físico alterações cutâneas compatíveis com vitiligo, cabeça e pescoço com tireóide não palpável; hipofonese de bulhas cardíacos e edema de membros inferiores +/4+ sem cacifo, em membros inferiores. TSH = 12 mcU/mL, T4livre = 0,6 ng/dL, Hb = 9 g/dL, Ht = 27%, VCM = 118 fL, uréia = 50, creatinina 1,6 mg/dL, Glicose = 62 mg/dL. A causa mais provável de sua anemia é:
A. endocrinopatia – hipotireoidismo
B. endocrinopatia – insuficiência supra-renal
C. anemia perniciosa
D. anemia de doença crônica
E. anemia sideroblástica adquirida

  RATING: 3.32

Uma mulher de 46 anos queixa-se de ganho ponderal, cansaço, adinamia intensa e amenorréia com ondas de calor. Apresenta em seu exame físico alterações cutâneas compatíveis com vitiligo, cabeça e pescoço com tireóide não palpável; hipofonese de bulhas cardíacos e edema de membros inferiores +/4+ sem cacifo, em membros inferiores. TSH = 12 mcU/mL, T4livre = 0,6 ng/dL, Hb = 9 g/dL, Ht = 27%, VCM = 118 fL, uréia = 50, creatinina 1,6 mg/dL, Glicose = 62 mg/dL. A causa mais provável de sua anemia é:

A. endocrinopatia – hipotireoidismo
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. endocrinopatia – insuficiência supra-renal
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. anemia perniciosa
CORRETO : Uma questão que não oferece dificuldade. Pela história clínica temos uma paciente com hipotireoidismo (TSH elevado), cansaço, adinamia e hipoglicemia, além de menopausa precoce. Poderíamos explicar todas essas alterações por uma doença só? Claro que sim, a síndrome poliglandular autoimune do tipo 2. Nesse caso temos tireoidite autoimune levando ao hipotireoidismo, adrenalite autoimune causando adinamia cansaço e hipoglicemia e ooforite autoimune ocasionando a menopausa precoce. Mas e a anemia, como explicar? Poderíamos até considerar a anemia da endocrinopatia, pois tanto o hipotireoidismo quanto a insuficiência supra-renal podem ocasioná-la. Mas reparem no VCM extremamente elevado (> 110 fL). Quando encontramos esse dado devemos considerar como principal hipótese etiológica a anemia megaloblástica. Mas como encaixá-la nesse paciente? Muito fácil, a anemia perniciosa (gastrite atrófica autoimune) acompanha com freqüência as síndromes poliglandulares
D. anemia de doença crônica
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. anemia sideroblástica adquirida
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.32)

DISCURSIVA: (197786 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
O uso de indicadores epidemiológicos é o modo mais relevante na avaliação de qualquer atividade na área da Saúde no SUS, mormente nos serviços públicos. 
A) Defina indicadores epidemiológicos. (0,1 ponto) 
B) Cite 3 (três) critérios a que deve obedecer um bom indicador, discutindo-os sucintamente. (0,3 pontos) 
C) Cite dois indicadores frequentemente utilizados na avaliação das condições de Saúde de uma população da área de abrangência de uma Unidade Básica. (0,1 pontos)


RATING: 3.07

O uso de indicadores epidemiológicos é o modo mais relevante na avaliação de qualquer atividade na área da Saúde no SUS, mormente nos serviços públicos. 
A) Defina indicadores epidemiológicos. (0,1 ponto) 
B) Cite 3 (três) critérios a que deve obedecer um bom indicador, discutindo-os sucintamente. (0,3 pontos) 
C) Cite dois indicadores frequentemente utilizados na avaliação das condições de Saúde de uma população da área de abrangência de uma Unidade Básica. (0,1 pontos)

A) Defina indicadores epidemiológicos.
Indicadores epidemiológicos são números ou razões, caracterizados como índices, que indicam vários aspectos da situação de saúde em uma população qualquer. (0,1 p)
B) Cite 3 (três) critérios a que deve obedecer um bom indicador, discutindo-os sucintamente.
Critérios:
  • Validade é a propriedade de um indicador que representa o que se quer medir, bem como é capaz de detectar mudanças no fenômeno em medição. (0,1 p)
  • Confiabilidade é a propriedade do indicador que muda pouco em relação ao tempo, portanto quanto mais utilizá-lo, os resultados esperados são semelhantes. (0,1 p)
  • Representatividade significa que o indicador realmente representa a realidade que se mediu e deve ser obtido de maneira mais simplificada possível. (0,1 p)
C) Cite dois indicadores frequentemente utilizados na avaliação das condições de Saúde de uma população da área de abrangência de uma Unidade Básica.
Coeficiente de prevalência e coeficiente de incidência de doenças na população da área de abrangência. (0,1 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.07)

CASO CLINICO: (229951 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Um lactente de 6 meses de idade, sexo masculino, previamente hígido até os 4 meses, é trazido ao serviço de urgência pediátrica por episódios repetidos de contrações breves, maciças e simétricas, caracterizadas por flexão súbita da cabeça, abdução dos membros superiores e flexão das pernas, ocorrendo em salvas de dezenas a centenas de vezes ao dia, principalmente durante a vigília e ao despertar, frequentemente precedidas por um grito. A mãe refere atraso recente nos marcos do desenvolvimento (perda de controle cefálico) e hipotonia axial. História de gravidez e parto sem intercorrências; sem febre, infecção de SNC ou alterações metabólicas. Exame físico: hipotonia axial acentuada, perímetro cefálico normal, fundo de olho sem alterações, ausência de lesões neurocutâneas ou faciais incomuns.

Questões:
I. Qual é a suspeita diagnóstica principal? (Total parcial desta questão: 0,18 p)

II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (Total parcial desta questão: 0,15 p)

III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico?  (Total parcial desta questão: 0,17 p)

IV. Qual o tratamento de escolha? (Total parcial desta questão: 0,10 p)





RATING: 2.88

Resposta à Questão I (Suspeita Diagnóstica)

A suspeita diagnóstica é síndrome de West (espasmos infantis).

  • Tríade clássica: espasmos infantis + atraso do desenvolvimento + traçado eletroencefalográfico com padrão de hipsarritmia (0,08 p).
  • Idade típica de início: entre 4 e 8 meses de vida (0,04 p).
  • Crises em salvas, simétricas, com flexão súbita da cabeça e membros, grito associado e hipotonia (0,03 p).
  • Distinção de crises febris ou parciais: sem febre, sem infecção de SNC ou alteração metabólica, sem antecedentes neonatais (0,03 p).


Resposta à Questão II (Possível Causa da Doença Diagnosticada)

A possível causa é espasmos infantis criptogênicos (sem fator etiológico identificável).

  • Classificação em criptogênicos quando história de gravidez/parto sem intercorrências, marcos de desenvolvimento normais antes do início e exame neurológico/TC/RM normais, sem fatores de risco associados (0,07 p).
  • Diferenciação dos sintomáticos: ausência de encefalopatia hipóxico-isquêmica, infecções congênitas, erros inatos do metabolismo, síndromes neurocutâneas (ex.: esclerose tuberosa), prematuridade ou patologias pós-natais (infecções de SNC, traumatismo) (0,05 p).
  • Fatores genéticos ou desconhecidos podem estar presentes, mas o PDF enfatiza que o prognóstico é melhor nos criptogênicos (0,03 p).

Resposta à Questão III (Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico)

A melhor modalidade é o eletroencefalograma (EEG) interictal demonstrando padrão de hipsarritmia.

  • Padrão caótico de atividade de ondas lentas de alta voltagem, bilateralmente assíncronas (hipsarritmia clássica ou modificada) (0,08 p).
  • EEG é útil para classificação das crises na infância e diferenciação de outras síndromes epilépticas (0,04 p).
  • Não se justifica EEG de rotina em crises febris simples, mas é obrigatório e necessário em crises acima de 30 minutos ou síndromes como esta (0,03 p).
  • Neuroimagem (RM preferida) pode ser considerada apenas se houver sinais focais ou suspeita de lesão estrutural, mas não é o exame de confirmação primário aqui (0,02 p).

Resposta à Questão IV (Tratamento)

O tratamento de escolha é o ACTH (hormônio adrenocorticotrópico) exógeno ou glicocorticoides.

  • Supressão da síntese de hormônio liberador de corticotropina (HLC-CRH) por mecanismo de feedback, reduzindo hiperexcitabilidade neuronal (0,05 p).
  • Eficácia comprovada nos espasmos infantis (criptogênicos ou sintomáticos), com melhora clínica e redução do risco de retardo mental se iniciado precocemente (0,03 p).
  • Esquema sugerido no PDF: prednisona oral 2 mg/kg/dia por 1 mês, redução gradual (não é o único, mas ACTH é padrão ouro) (0,02 p).
  • Evitar anticonvulsivantes de rotina como primeira linha (fenobarbital, valproato ou benzodiazepínicos são secundários e menos eficazes isoladamente nesta síndrome) (0,00 p – informação complementar sem pontuação extra).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.88)




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