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INCONTINÊNCIA URINARIA (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

O trato urinário da mulher e a genitália são extremamente relacionados, portanto tem que considerar qualquer implicação urinaria quando avaliamos uma mulher com problemas ginecológicos.

A incontinência urinar esta presente em mais de um terço das mulheres com mais de 60 anos, mas não esta incluída como uma sintoma de velhice. Parece que 50% das mulheres que recebem cuidados ao domicilio tem esta problema. 

Provavelmente menos de metade das mulheres com incontinência procura assistência medica, baseando-se nos absorventes ou mudanças de estilo de vida para resolver os problemas.

As conseqüências físicas da incontinência urinaria (irritação perineal, disfunção vaginal, dispareunia e cheiro ruim) são marcas que indicam esta problema.  O estresse emocional que acompanha essas mudanças e difícil de contabilizar, mas incluem “medo de tiver tal acidente” em publico, preocupações com a aparência e o cheiro, depressão.  Tudo isso pode causar estresse social, com isolação e mudanças de vida sexual. O impacto individual, então, e profundo bastante.

O custo social da incontinência urinar e, também uma problema.

A incontinência urinaria à velhice pode ser um indicador por outra doença.

De fato, resoluções espontâneas acontecem num terço dos casos. Nestes casos provavelmente que as causas foram relacionadas com infecções de trajeto urinário, alcoolismo, depressão, aporto de fluidos exagerado com produção conseqüente de urina em excesso, mobilização de fluidos problemas endocrinológicos, restrições de mobilidade ou impacto fecal.

OBJETIVA: (1139662 votos)..........99.41% das questões objetivas receberam votos.
O diafragma de controle permite avaliar. EXCETO:
A. a faixa endêmica da doença
B. o limiar epidêmico
C. a região de valores epidêmicos
D. o limite inferior das freqüências endêmicas
E. a faixa pandémica da doença

  RATING: 2.96

O diafragma de controle permite avaliar. EXCETO:

A. a faixa endêmica da doença
INCORRETO: No diagrama de controle estão representados a distribuição das medidas de incidência mensal média da doença; a faixa endêmica da doença (que é o espaço nos limites do qual as medidas de incidência podem flutuar sem que delas se possa inferir ter havido qualquer alteração sistêmica na estrutura epidemiológica da doença); o limite inferior das freqüências endêmicas; o limite superior das freqüências endêmicas ou limiar epidêmico; e a região de valores epidêmicos
B. o limiar epidêmico
INCORRETO : No diagrama de controle estão representados a distribuição das medidas de incidência mensal média da doença; a faixa endêmica da doença (que é o espaço nos limites do qual as medidas de incidência podem flutuar sem que delas se possa inferir ter havido qualquer alteração sistêmica na estrutura epidemiológica da doença); o limite inferior das freqüências endêmicas; o limite superior das freqüências endêmicas ou limiar epidêmico; e a região de valores epidêmicos
C. a região de valores epidêmicos
INCORRETO : No diagrama de controle estão representados a distribuição das medidas de incidência mensal média da doença; a faixa endêmica da doença (que é o espaço nos limites do qual as medidas de incidência podem flutuar sem que delas se possa inferir ter havido qualquer alteração sistêmica na estrutura epidemiológica da doença); o limite inferior das freqüências endêmicas; o limite superior das freqüências endêmicas ou limiar epidêmico; e a região de valores epidêmicos
D. o limite inferior das freqüências endêmicas
INCORRETO : No diagrama de controle estão representados a distribuição das medidas de incidência mensal média da doença; a faixa endêmica da doença (que é o espaço nos limites do qual as medidas de incidência podem flutuar sem que delas se possa inferir ter havido qualquer alteração sistêmica na estrutura epidemiológica da doença); o limite inferior das freqüências endêmicas; o limite superior das freqüências endêmicas ou limiar epidêmico; e a região de valores epidêmicos
E. a faixa pandémica da doença
CORRETO : Não consta do diagrama de controle a faixa pandêmica da doença.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

DISCURSIVA: (182658 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre os tumores uroteliais do trato urinário superior (cálices, pelve renal e ureter), discorra teoricamente:

  1. Os aspectos epidemiológicos principais ........  0,10 pontos
  2. Os fatores etiopatogênicos relevantes ...........  0,13 pontos
  3. Os principais métodos de diagnóstico por imagem e sua acurácia ....  0,10 pontos
  4. As cirurgias preservadoras do rim, suas indicações e técnicas ..........  0,17 pontos




RATING: 3.09

Sobre os tumores uroteliais do trato urinário superior (cálices, pelve renal e ureter), discorra teoricamente:

  1. Os aspectos epidemiológicos principais ........  0,10 pontos
  2. Os fatores etiopatogênicos relevantes ...........  0,13 pontos
  3. Os principais métodos de diagnóstico por imagem e sua acurácia ....  0,10 pontos
  4. As cirurgias preservadoras do rim, suas indicações e técnicas ..........  0,17 pontos


1. Aspectos epidemiológicos principais

  • Correspondem a 5-10% de todos os tumores uroteliais, com predomínio das lesões pielocaliciais sobre as ureterais (0,02 p).
  • Pico de incidência entre a 7ª e a 8ª décadas de vida; configuram-se como raros antes dos 40 anos (0,02 p).
  • Predomínio no sexo masculino; as mulheres podem manifestar a doença em estádios mais avançados e com grau histológico elevado (0,02 p).
  • Predominam em indivíduos brancos nos Estados Unidos; não existe predileção quanto ao lado afetado e a ocorrência de casos sincrônicos bilaterais é rara (0,02 p).
  • A epidemiologia assemelha-se à do carcinoma urotelial da bexiga (0,02 p).

2. Fatores etiopatogênicos relevantes

  • Tabagismo configura a etiologia mais comum identificável no hemisfério ocidental, com relação direta com a dose e a duração do consumo; após cessação, o risco diminui de forma parcial, mas permanece aumentado em ex-fumantes (0,03 p).
  • Exposição ocupacional a produtos químicos industriais (tintas, derivados de petróleo, plásticos, borracha, couro) e irritação crônica do trato urinário decorrente de cálculos e infecções (0,02 p).
  • Abuso crônico de analgésicos contendo fenacetina: associa-se a nefropatia com necrose papilar e capilaroesclerose (alteração histológica patognomônica); efeito combinado eleva de maneira importante o risco, com clara relação dose-resposta; nos casos vinculados, a proporção entre homens e mulheres torna-se menor e a idade de apresentação tende a ser mais precoce (0,03 p).
  • Nefropatia endêmica balcânica (países dos Bálcãs, áreas rurais): alta frequência de tumores uroteliais do trato superior, sem modificar de modo equivalente o risco para neoplasias da bexiga; maior possibilidade de bilateralidade e de múltiplos tumores; diagnóstico costuma ocorrer em faixas etárias mais jovens (0,02 p).
  • Outros: nefropatia associada à erva chinesa (ácido aristolóquico, descrita em mulheres belgas em programas de redução de peso); doença de Blackfoot (exposição crônica ao arsênico em Taiwan); diversas síndromes familiares (carcinoma colorretal hereditário não poliposo, incluindo síndrome de Lynch II e Muir-Torre) (0,03 p).

3. Principais métodos de diagnóstico por imagem e sua acurácia

  • Urografia excretora: método tradicional; detecta alterações no sistema pielocalicial (distorções arquiteturais, obstruções e falhas de enchimento); acurácia diagnóstica de cerca de 75% quando realizada isoladamente (0,02 p).
  • Tomografia computadorizada: atualmente o padrão-ouro; oferece sensibilidade de até 96% e especificidade de 99% na identificação de lesões papilíferas com diâmetro entre 5 e 10 mm; lesões menores que 5 mm, porém, podem não ser visualizadas; permite ainda avaliação linfonodal, detecção de metástases em vísceras toracoabdominais e no esqueleto, além da determinação da funcionalidade do rim contralateral (0,04 p).
  • Ressonância magnética: permite avaliação linfonodal (embora com resultados limitados para linfonodos < 1 cm), metástases e funcionalidade renal contralateral (0,02 p).
  • Quando o diagnóstico permanece incerto: ureteroscopia combinada à pielografia retrógrada torna-se necessária para refinamento da caracterização lesional (0,02 p).

4. Cirurgias preservadoras do rim, suas indicações e técnicas

  • Objetivo principal: evitar a morbidade de uma nefroureterectomia radical, preservando a função renal sempre que possível (0,03 p).
  • Indicadas em situações imperativas: pacientes com insuficiência renal crônica ainda não dialítica, portadores de rim único e indivíduos com alto risco cardiovascular; quando o rim contralateral é normal e saudável, podem ser escolhidas em casos selecionados – especialmente tumores de baixo grau histológico e baixo estágio clínico (0,03 p).
  • Ureterectomia segmentar: técnica que fornece espécimes anatomopatológicos de melhor qualidade; indicada em tumores ureterais que não podem ser retirados por via endoscópica, quando as técnicas endoscópicas não estão disponíveis e em tumores multicêntricos (desde que haja intenção de manter a unidade renal); reconstrução do ureter depende da localização (ureteroureterostomia nos tumores do ureter superior e médio; ureterectomia distal com ressecção de pequeno segmento de bexiga – cuff vesical – e ureteroneocistostomia nos tumores distais; pode ser necessário técnica de bexiga psoica ou retalho de Boari para anastomose sem tensão) (0,03 p).
  • Tratamento ureteroscópico: excelente opção em casos bem selecionados; principal vantagem é a menor morbidade cirúrgica, pois não viola o sistema urinário fechado; utiliza ureteroscópios rígidos (maior campo visual, ressecções maiores, porém dificuldade para ureter superior/renal) ou flexíveis (acesso a regiões proximais, porém campo visual menor e espécimes menores); técnica recomendada é ressecção a frio da lesão seguida de cauterização do leito tumoral com laser (no ureter, laser de escolha é o Holmium-YAG – penetração tecidual ~0,5 mm, cortes precisos, excelente hemostasia e baixo risco de perfuração) (0,04 p).
  • Acesso percutâneo: opção minimamente invasiva especialmente útil para tumores de grande volume no rim ou em localizações que impedem o acesso ureteroscópico; ressecção a frio seguida de cauterização com laser no leito tumoral; ao final deixa-se nefrostomia no local da punção (permite segunda avaliação endoscópica local e via de acesso para tratamento tópico adjuvante) (0,04 p).


FONTE:

TUMORES UROTELIAIS DO TRATO URINÁRIO SUPERIOR - PLATAFORMA MISODOR


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.09)

CASO CLINICO: (212977 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Recém-nascido M parto normal com 35 semanas, Apgar 7/8, de 2 dias, peso de 4575 gramas, em aleitamento materno exclusivo, corado, hidratado, iniciou choro intenso, irritabilidade, dificuldade de sucção e convulsão com tremores, tônus extensor aumentado, clônus e evidente hiperreflexia. Foi levado a uma Unidade Hospitalar aonde, no exame físico, apresentou outro episodio de convulsão sem febre que cedeu espontaneamente. Foi admitido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aonde foram colhidos exames: gasometria arterial sem alterações metabólicas, hemograma sem alterações; liquor de aspecto límpido, celularidade normal, urina I normal, PCR baixo, glicemia 97 mg%, cálcio total 6 mg%, cálcio ionizado 1,3 mg%, sódio 140 mEq/l, potássio 4,8 mEq/l.
As perguntas são as seguintes:
1) Qual é o diagnóstico de maior probabilidade? - 0,11 pontos
2) Qual é o protocolo de atendimento e tratamento para esse caso? 0,3 pontos
3) Enumeram pelo menos 3 efeitos colaterais do tratamento. 0,09 pontos


RATING: 2.99

1) Qual é o diagnóstico de maior probabilidade?
Hipocalcemia neonatal (0,06 p) precoce (0,05 p). DISCUSSÃO: cálcio total 6 mg%, cálcio ionizado 1,3 mg% numa criança prematura (35 semanas) que surge com os sintomas descritos nos primeiros 3 dias é suficiente para diagnosticar a hipocalcemia neonatal

2) Qual é o protocolo de atendimento e tratamento para esse caso?
Ataque: Infusão de gluconato de Ca+2 10% (0,05 p), 4,5 a 9 ml (1-2 ml/kg) (0,05 p). IV lento, com monitorização cardíaca atenta. (0,05 p)
Manutenção: Infusão de gluconato de Ca+2 10% IV (0,03 p)
Esquema:
I° dia: 8 ml/dia (1,8 ml/kg/dia) (72 mg/kg/día) por 24 h (0,03 p)
II° dia: 12 ml/dia (2.6 ml/kg/dia) (54 mg/kg/dia) por 24 h (0,03 p)
III° dia: 18 ml/dia (4 ml/k/dia) (36 mg/kg/dia) por mais 24 h (0,03 p)
Controles 24 a 48 h após essa ultima dose (0,03 p).

3) Enumeram pelo menos 3 efeitos colaterais do tratamento.
Elevação rápida da calcemia, levando a bradicardia e outras arritmias. (0,03 p)
Extravasamento de sol. de cálcio em tecido subcutâneo pode causar necrose. (0,03 p)
Quando infundido por veia umbilical pode levar à necrose hepática. (0,03 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.99)




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