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INSUFICIÊNCIA CARDÍACA (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A insuficiência cardíaca é considerada, nos dias de hoje, uma síndrome na qual há incapacidade do coração em manter a adequada perfusão tecidual, ou fazê-lo à custa de altas pressões de enchimento ventricular.

Assim sendo, mesmo na presença de dano miocárdico, os pacientes podem ser assintomáticos, desde que o débito ainda seja mantido graças a mecanismos de compensação, como se verá a seguir. Deve-se ainda estabelecer a diferença entre os conceitos de insuficiência miocárdica e insuficiência circulatória, que podem ou não estar associadas. A insuficiência miocárdica, originada por dano à estrutura da fibra muscular do coração, leva à insuficiência cardíaca e à insuficiência circulatória, porém, pode-se ter insuficiência cardíaca, sem insuficiência miocárdica, como por exemplo nos casos de ruptura aguda de válvula aórtica por endocardite infecciosa, sem que haja, ainda, disfunção ventricular.

Pode-se ter insuficiência circulatória, sem insuficiência miocárdica ou insuficiência cardíaca, como no choque hipovolêmico. Pode-se ainda ter insuficiência miocárdica, com insuficiência cardíaca, sem insuficiência circulatória, desde que o débito cardíaco ainda seja mantido graças a aumento das pressões de enchimento ventricular.

OBJETIVA: (1291977 votos)..........96.21% das questões objetivas receberam votos.
Escolar de 8 anos, com diagnóstico de infecção por HIV há 2 anos, em bom estado geral, usando regularmente AZT/3TC/nelfinavir, consulta por apresentar tosse produtiva e febre há 4 dias. Os exames realizados há 1 mês indicavam contagem de linfócitos CD4 de 350/mm³, e a carga viral era de 2.300 cópias de ARN/mI. Ao radiograma de tórax, identifica-se uma condensação no lobo inferior direito. O diagnóstico mais provável é;
A. pneumocistose
B. tuberculose
C. pneumonia por citomegalovírus
D. pneumonia pneumocócica
E. pneumonia intersticial linfocítica

  RATING: 2.85

Escolar de 8 anos, com diagnóstico de infecção por HIV há 2 anos, em bom estado geral, usando regularmente AZT/3TC/nelfinavir, consulta por apresentar tosse produtiva e febre há 4 dias. Os exames realizados há 1 mês indicavam contagem de linfócitos CD4 de 350/mm³, e a carga viral era de 2.300 cópias de ARN/mI. Ao radiograma de tórax, identifica-se uma condensação no lobo inferior direito. O diagnóstico mais provável é;

A. pneumocistose
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. tuberculose
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. pneumonia por citomegalovírus
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. pneumonia pneumocócica
CORRETO : Esta é uma pergunta comum em concursos. No paciente HIV positivo com pneumonia, a primeira hipótese diagnóstica é pneumonia pneumocócica e o tratamento inicial de escolha deve ser feito com penicilina. Isto é particularmente verdadeiro se os achados radiográficos mostrarem um comprometimento lobar.
E. pneumonia intersticial linfocítica
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.85)

DISCURSIVA: (191840 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram os seis tipos de complexidade de transporte dos pacientes pediatricos, explicando cada uma pela competência e finalidade. (0,5 pontos)


RATING: 3.07

Enumeram os seis tipos de complexidade de transporte dos pacientes pediatricos, explicando cada uma pela competência e finalidade. (0,5 pontos)

CLASSE A: (0,014 p) Ambulância de transporte (0,014 p) - veículo destinado ao transporte em decúbito honzontal (0,014 p) de pacientes que não apresentam risco de vida (0,014 p), para remoções simples (0,014 p) e de caráter eletivo (0,014 p).

CLASSE B (0,014 p): Ambulância de suporte básico (0,014 p) - É o veículo destinado ao transporte pré-hospitalar (0,014 p) de pacientes com risco de vida desconhecido (0,014 p) e ao transporte inter-hospitalar (0,014 p) - Contém apenas os equipamentos mínimos à manutenção da vida (0,014 p).

CLASSE C (0,014 p): Ambulância de resgate (0,014 p) - É o veículo de atendimento de emergências pré-hospitalares (0,014 p) de pacientes com risco de vida desconhecido (0,014 p). - Contém os equipamentos necessários à manutenção da vida. (0,014 p)

CLASSE D (0,014 p): ASA ou ambulância UTI móvel (0,014 p) - É o veículo destinado ao transporte de pacientes de alto risco (0,014 p) de emergências pré-hospitalares (0,014 p) e ao transporte inter-hospitalar (0,014 p) - Contém os equipamentos médicos necessários para essa função (0,014 p). - Quando em serviço, é obrigatória a presença do médico em seu interior (0,014 p).

CLASSE E (0,014 p): Aeronave de transporte médico (0,014 p) - É a aeronave de asa fixa ou rotativa (0,014 p) utilizada para o transporte de pacientes por via aérea (0,014 p). - É dotada de equipamentos médicos homologados pelos órgãos competentes (0,014 p).

CLASSE F (0,014 p): Nave de transporte médico (0,014 p) - É o veículo motorizado hidroviário (0,014 p) destinado ao transporte de pacientes por via marítima (0,005 p) ou fluvial (0,005 p). (0,014 p) - Deve conter os equipamentos médicos necessános (0,014 p) ao atendimento do paciente conforme sua gravidade. (0,014 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.07)

CASO CLINICO: (224085 votos)..........99.52% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 62 anos, tabagista de 45 maços-ano, com diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar de células não pequenas (estádio IIIB) há 11 meses, tratado com quimioterapia à base de platina + pemetrexede e radioterapia torácica. Há 6 semanas iniciou quadro progressivo de astenia intensa, anorexia, perda ponderal de 8 kg, náuseas, vômitos e episódios de hipotensão postural. Ao exame físico: PA 88 × 54 mmHg (sentado) e 72 × 42 mmHg (em pé), taquicardia sinusal de 112 bpm, mucosas desidratadas e hiperpigmentação cutânea discreta em cicatrizes. Laboratório: Na⁺ 124 mEq/L, K⁺ 5,9 mEq/L, creatinina 1,6 mg/dL, cortisol sérico matinal 3,8 µg/dL (após estímulo com ACTH 250 µg: 5,1 µg/dL). Tomografia de abdome com contraste revela massas adrenais bilaterais: à direita 5,2 cm (densidade pré-contraste 38 UH, washout absoluto 28 %), à esquerda 3,8 cm (densidade 42 UH, washout 22 %), ambas com contornos irregulares e reforço heterogêneo. PET-CT mostra SUV máximo de 9,4 nas lesões adrenais e ausência de outras metástases à distância. O paciente mantém performance status ECOG 2 e recusa biópsia adrenal inicialmente.

Com base neste caso, responda às questões abaixo:

(I) Qual a hipótese diagnóstica mais provável para as lesões adrenais bilaterais e qual o mecanismo fisiopatológico da insuficiência adrenal observada? (0,1 pontos)
(II) Quais são os sítios primários mais frequentes de metástases para as glândulas suprarrenais e por que o pulmão é o mais comum neste contexto? (0,1 pontos)
(III) Quais critérios tomográficos permitem diferenciar metástase adrenal de adenoma cortical? (0,1 pontos)
(IV) Em que situações a biópsia adrenal percutânea está indicada e quais são suas principais limitações neste paciente? (0,09 pontos)
(V) Quais as principais manifestações clínicas e laboratoriais da insuficiência adrenal secundária a metástases bilaterais e qual a conduta inicial de reposição hormonal? (0,11 pontos)





RATING: 3.03

Questão (I)

  • Hipótese diagnóstica: metástases adrenais bilaterais de adenocarcinoma pulmonar. (0,05 p)
  • Mecanismo: destruição de >90 % do córtex adrenal bilateral por infiltrado neoplásico, levando a insuficiência adrenal primária. (0,05 p)

Questão (II)

  • Sítios primários mais frequentes: pulmão, mama, rim, melanoma e trato gastrointestinal. (0,05 p)
  • O pulmão é o mais comum porque a vascularização arterial rica das adrenais e o fluxo sanguíneo elevado facilitam a embolização hematogênica de células neoplásicas pulmonares. (0,05 p)

Questão (III)

  • Critérios favoráveis a metástase: densidade pré-contraste >20 UH, washout absoluto <40 % e relativo <60 %, contornos irregulares e reforço heterogêneo. (0,05 p)
  • Critérios favoráveis a adenoma: densidade ≤10 UH ou washout absoluto ≥60 %. (0,05 p)

Questão (IV)

  • Indicação de biópsia: quando o resultado alterar o manejo terapêutico e não houver outra lesão mais acessível para confirmação histológica. (0,05 p)
  • Limitações neste paciente: risco de pneumotórax/hemorragia em ECOG 2, possibilidade de resultado falso-negativo por amostragem e contraindicação relativa na presença de coagulopatia ou hipertensão arterial não controlada. (0,04 p)

Questão (V)

  • Manifestações clínicas: hipotensão postural, astenia, anorexia, náuseas e hiperpigmentação. (0,04 p)
  • Achados laboratoriais: hiponatremia, hipercalemia e cortisol basal baixo com resposta inadequada ao estímulo com ACTH. (0,04 p)
  • Conduta inicial: reposição com hidrocortisona (ou prednisona) + fludrocortisona, com ajuste conforme resposta clínica e eletrolítica. (0,03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.03)




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