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A RESPONSABILIDADE MÉDICA EM RELAÇÃO AOS MAUS TRATOS DE CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E A LEGISLAÇÃO MENORISTA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Um dos temas que tem proporcionado preocupação constante em relação à criança e ao adolescente refere-se à violência doméstica, ou como designa a lei, a ocorrência de maus tratos.
Esta situação não é nova e nem fruto da modernidade. Esta assentada em raízes culturais e na condição de criança e adolescente como objetos de direito. Diante desta constatação, o debate sobre o tema sempre é salutar. No presente artigo, a questão será analisada relacionando os maus tratos com a conduta médica em face da suspeita ou confirmação da ocorrência do fenômeno. Muitas vezes os profissionais da área da saúde desconhecem a forma de agir perante a constatação de maus tratos, impedindo uma ação protetiva em face da criança vitimizada. Quando não, tais profissionais ignoram a legislação a respeito, até mesmo no que se relaciona a sua responsabilidade penal e administrativa frente a omissão na denúncia de suspeita ou confirmação de maus tratos.
Sendo tais profissionais um dos responsáveis pelos bons tratos as crianças e adolescentes, mister se faz detalhar tal assunto com enfoque na legislação menorista.

OBJETIVA: (1427985 votos)..........96.27% das questões objetivas receberam votos.
Desde a infância, após ter tido febre reumática, um soldador de 47 anos era acompanhado em ambulatório cardiológico. Ele tinha tonteiras, pressão convergente, pulsos débeis e sopro sistolico (+++/6+) de ejeção. Certo dia, ele foi atendido com hemorragia digestiva baixa. Caso a origem do sangramento tenha relação com sua valvopatia, deve-se aventar de imediato a hipótese de:
A. doença diverticular sigmoidea
B. angiodisplasia colônica
C. polipose intestinal
D. enterite regional
E. colite isquêmica

  RATING: 2.94

Desde a infância, após ter tido febre reumática, um soldador de 47 anos era acompanhado em ambulatório cardiológico. Ele tinha tonteiras, pressão convergente, pulsos débeis e sopro sistolico (+++/6+) de ejeção. Certo dia, ele foi atendido com hemorragia digestiva baixa. Caso a origem do sangramento tenha relação com sua valvopatia, deve-se aventar de imediato a hipótese de:

A. doença diverticular sigmoidea
INCORRETO: A doença diverticular sigmoidea é causa frequente de hemorragia digestiva baixa em idosos, porém não guarda relação patogenética específica com estenose aórtica.
B. angiodisplasia colônica
CORRETO : A angiodisplasia colônica deve ser aventada de imediato porque o paciente apresenta sinais clássicos de estenose aórtica grave de origem reumática (sopro sistólico de ejeção intenso, pulsos débeis e pressão arterial convergente), e esta valvopatia está fortemente associada à síndrome de Heyde. Nesta síndrome, o alto gradiente transvalvular causa cisalhamento excessivo que induz à degradação do fator de von Willebrand de alto peso molecular, predispondo ao sangramento de lesões angiodisplásicas, principalmente no cólon direito.
C. polipose intestinal
INCORRETO : A polipose intestinal causa sangramento por mecanismos mecânicos ou neoplásicos, sem associação com doença valvular cardíaca.
D. enterite regional
INCORRETO : A enterite regional (doença de Crohn) pode cursar com sangramento, mas não apresenta ligação com estenose aórtica reumática.
E. colite isquêmica
INCORRETO : A colite isquêmica pode ocorrer em pacientes com cardiopatia, porém por mecanismo de baixo débito ou embolia, e não pela deficiência adquirida de fator de von Willebrand característica da estenose aórtica grave.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

DISCURSIVA: (199648 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre a síndrome de Cushing de origem adrenal (hipercortisolismo ACTH-independente), responda:

  1. Conceito de síndrome de Cushing e sua diferenciação da doença de Cushing (0,15 pontos).
  2. Principais causas suprarrenais (0,1 pontos).
  3. Tratamento cirúrgico para adenoma adrenal (0,15 pontos).
  4. Tratamento cirúrgico para carcinoma adrenal e esquema de manejo pós-operatório de glicocorticoides na adrenalectomia (0,1 pontos).




RATING: 2.97

Sobre a síndrome de Cushing de origem adrenal (hipercortisolismo ACTH-independente), responda:

  1. Conceito de síndrome de Cushing e sua diferenciação da doença de Cushing (0,15 pontos).
  2. Principais causas suprarrenais (0,1 pontos).
  3. Tratamento cirúrgico para adenoma adrenal (0,15 pontos).
  4. Tratamento cirúrgico para carcinoma adrenal e esquema de manejo pós-operatório de glicocorticoides na adrenalectomia (0,1 pontos).


1. Conceito de síndrome de Cushing e sua diferenciação da doença de Cushing

• A síndrome de Cushing engloba todos os sinais e sintomas decorrentes da exposição crônica a glicocorticoides em excesso, independentemente da origem (0,08 p).

• A doença de Cushing refere-se especificamente à forma dependente de ACTH hipofisário (0,07 p).

2. Principais causas suprarrenais
• Adenoma (0,05 p).
• Carcinoma (0,05 p).
3. Tratamento cirúrgico para adenoma adrenal
• Adrenalectomia unilateral laparoscópica (0,06 p).
• Cura de 100 % (0,04 p).
• Reposição temporária de glicocorticoide até recuperação da suprarrenal contralateral (0,05 p).
4. Tratamento cirúrgico para carcinoma adrenal e esquema de manejo pós-operatório de glicocorticoides na adrenalectomia
• Ressecção citorredutora seguida de mitotano (0,03 p).
• Prognóstico reservado (0,02 p).
• Dose de estresse imediata (hidrocortisona 100 mg IV 8/8h por 24h) (0,03 p).
• Redução gradual para reposição fisiológica (semanas) (0,01 p).
• Em casos graves/prolongados: suplementação por >12 meses possível (0,01 p).

FONTE:

SÍNDROME DE CUSHING DE ORIGEM ADRENAL

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

CASO CLINICO: (231850 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
M. I. D. homem raça branca, 69 anos, e trazido no serviço de emergência acusando dispneia com taquipneia (28/min), respiração acentuada, com discreta cianose perioral, ansiedade, agitado. PA = 160/100 Hg, FC = 110/minuto. Não aguenta a posição deitada, acusando “sufoco”. Relata com dificuldade que a crise apareceu de repente, assistindo uma partida de futebol, mas que, no ultimo tempo já sentiu varias vezes cansaço e falta de ar. Não procurou auxilio medico. Nega tratamento prévio. A ausculta pulmonar releva estertores pulmonares bilaterais, de repente, durante o exame começa a tossir, expectorando um escarro espumoso, rosado, que piora a dispneia.
1) Qual é a principal suspeita?(0,05 pontos)
2) Enumere pelo menos 3 (três) causas que podem precipitar uma crise como essa.(0,15 pontos)
3) Quais são as primeiras medidas á ser tomadas? (0,3 pontos)


RATING: 2.12

1) Qual é a principal suspeita?
O quadro clinico e tipico para uma crise de edema pulmonar agudo.(0,05 p) Sendo a idade, provavelmente que se trata de um edema pulmonar cardiogênico, a crise surgindo em condições praticamente basais.
2) Enumere pelo menos 3 (três) causas que podem precipitar uma crise como essa. (0,05 pontos para cada uma enumerada, se for mais de três adequadas, acordar pontuação máxima)
- Taquiarritmia (a forte emoção, provocada provavelmente durante o jogo de futebol) pode ser a mai provável causa, já que ele se apresentou com 110/minuto frequência cardíaca.
Infarto agudo de miocárdio pode ser uma causa, mas não apresenta dor torácica característica (salvo que seja um infarto silencioso).
- Insuficiência aórtica ou mitral aguda teriam sido manifestando-se mais cedo, mais o paciente nega qualquer historico de doença cardíaca.
- Hipertensão grave, também, pode causar uma crise de edema pulmonar aguda, mas os valores da pressão não são tão altas.
- Embolia pulmonar seria outra opção, ja que tem escarro rosado, mas falta a dor torácica.
- Desobediência (tratamento interrompido) caso que estava em tratamento para a insuficiência cardíaca ainda sai da questão, já que ele nega qualquer tratamento prévio.
- Uma infecção com febre alta, volume circulante aumentado são probabilidades menos frequentes, mas tem que considerar-los.
3) Quais são as primeiras medidas á ser tomadas?
- Sentar o paciente reto, para reduzir o retorno venoso. - 0,05 p
- Administrar oxigênio 100% - 0,05 p
- Diurético de alça: 40 - 100 mg furosemida i. v. AGORA - 0,05 p
- Morfina 2 - 5 mg i. v. com atenção ao evolução da respiração e pressão - se baixar muito a pressão ou a freqüência cardíaca administrar naloxona. - 0,05 p
- Como a PA sistólica e maior de 100 mmHg podemos reduzir a pos-carga, dando um vasodilatador: Nitroprussiato sódico iv 20-30 mcg/minuto - 0,05 p
- Montar cateter arterial, para avaliar a pressão permanentemente - 0,05 p

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.12)




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