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Numa consulta ambulatorial a um recém nascido de 3 dias, a mãe se queixa de que sente muitas dores para amamentar, pois seus mamilos apresentam-se com fissuras. Diz que suas mamas estão flácidas, sem leite, e que seu filho já vomitou sangue. Para podermos tratar a fissura dos mamilos, é preciso:
A. alternar leite materno com mamadeira
INCORRETO: A introdução de mamadeira pode complicar o quadro, fazendo com que o lactente tenha 'confusão de bicos' ou disfunção motora-oral, agravando as fissuras e levando ao desmame.
B. colocar compressa morna nas mamas
INCORRETO : As compressas mornas não ajudam em nada.
C. mandar lavar as mamas após sucção
INCORRETO : Lavar as mamas após as mamadas pode retirar as secreções das glândulas de Montgomey, que lubrificam e protegem as aréolas.
D. prescrever pomadas cicatrizantes
INCORRETO : Pomadas cicatrizantes são PROSCRITAS porque ao retirá-las acabamos por aumentar o atrito, fenômeno que agrava o quadro clínico.
E. diminuir a duração das mamadas
CORRETO : Diminuir a duração das mamadas contribui para o alívio e cicatrização mais rápida. Outras medidas podem ser tomadas: passar o próprio leite materno nas mamas, corrigir pega e posicionamento e dar o seio em outras posições não habituais.
Gabarito: E
A doença de Graves constitui a principal etiologia de hipertireoidismo autoimune.
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A doença de Graves constitui a principal etiologia de hipertireoidismo autoimune.
FONTE:
Paciente do sexo masculino, 54 anos, com queixa de pirose retroesternal de longa data (há mais de 10 anos), com piora progressiva nos últimos 2 anos.
Vem apresentando regurgitação, principalmente no período noturno.
Teve emagrecimento de 2 kg nos últimos 12 meses (índice de massa corporal atual de 33 kg/m2).
Realizada endoscopia digestiva alta, observou-se ulceração esofágica, com friabilidade e presença de mucosa de aspecto róseo-avermelhado, circunferencial, com 4 cm de extensão, projetando proximalmente a partir da junção escamo-colunar. Foram realizadas biópsias da região da junção gastro-esofágica, cujo corte histológico é apresentado abaixo.

1) Qual o diagnóstico para esse paciente? - 0,1 pontos
2) Qual é o prognóstico para esse paciente? - 0,1 pontos
3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente? - 0,3 pontos
1) Qual o diagnóstico?
Doença do refluxo gastro-esofágico (DRGE) complicada com esôfago de Barret. (0,1 p)
DISCUSSÃO: Trata-se de um paciente com queixas de queimação retroesternal e regurgitação, os dois sintomas mais frequentes em pacientes portadores de DRGE. Observa-se IMC de 33, ou seja, obesidade grau I, comum em pacientes que sofrem de DRGE. A endoscopia documenta a presença de esofagite erosiva e achados comuns ao esôfago de Barret. Este último é confirmado pelo corte histológico, onde notam-se áreas de epitélio colunar especializado ao nível da junção gastro-esofágica.
2) Qual é o prognóstico?
Em termos prognósticos, a incidência de adenocarcinoma é 40X maior nos pacientes com esôfago de Barret quando comparado com a população em geral. Requer, portanto, acompanhamento a longo prazo. O principal marcador de potencial de malignidade será a presença de displasia. (0,1 p)
3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente?
- inicialmente controlar a inflamação relacionada a DRGE com terapia antissecretória (0,1 p)
- realizar nova endoscopia com múltiplas biópsias visando descartar a presença de displasia (preferencialmente confirmada por mais de um patologista). A ausência de displasia implica controle endoscópico a cada 2, 3 anos. Displasia leve, controle endoscópico semestral e posteriormente anual. Displasia de alto grau deve ser tratada com esofagectomia ou acompanhamento com biópsias, inicialmente a cada mês, e posteriormente trimestrais. (0,1 p)
- Não há tratamento curativo específico usado rotineiramente para o esôfago de Barret. Portanto, além do acompanhamento endoscópico, a DRGE deve ser controlada, conforme sua evolução, com terapia clínica e/ou operatória. (0,1 p)
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