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DIVERTICULOSE ESOFAGICA (ÁREA DE CIRURGIA)

A diverticulose esofágica é uma condição incomum, mas potencialmente grave, na qual pequenas bolsas ou sacos (divertículos) se formam na parede do esôfago. Estas bolsas podem se preencher com alimentos ou líquidos, o que pode levar a sintomas como tosse, dor torácica, dificuldade para engolir e desconforto abdominal. O tratamento mais comum para a diverticulose esofágica é a cirurgia. A cirurgia envolve a remoção dos divertículos e de qualquer tecido inflamado ou danificado, bem como a reconstrução da parede do esôfago. Após o procedimento, o paciente geralmente recebe medicamentos para reduzir o risco de infecção ou complicações. Além disso, o paciente pode ser aconselhado a mudar sua dieta ou estilo de vida para diminuir o risco de complicações futuras.

OBJETIVA: (1469861 votos)..........97.15% das questões objetivas receberam votos.
Quatro dias após uma internação de drenagem de hematoma subdural, um homem de 44 anos ficou moderadamente letárgico e desenvolveu asterixe. Ele recebeu 2400 ml de dextrose a 5% a cada dia desde a cirurgia e parecia bem hidratado. Os exames laboratoriais foram os seguintes:
Eletrólitos séricos (mEq/l): Na+ 118; K+ 3,4; Cl- 82; HCO3- 24
Osmolalidade sérica: 242 mOsm/l
Sódio urinário: 47 mEq/l
Osmolalidade urinária: 486 mOsm/l
Qual das afirmações seguintes é CORRETA em relação a esse paciente no que se refere ao equilíbrio hidroeletrolítico?
A. Seu sódio sérico baixo indica deficiência de sódio, que deve ser tratada com solução salina
B. Ele provavelmente tem a síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético
C. Sua glicose sérica deveria ser checada, já que a hiponatremia pode ser artificial
D. A restrição de água raramente é eficaz em casos de hiponatremia
E. O problema em questão é a excreção inapropriada de sódio (perda renal de sódio)

  RATING: 3

Quatro dias após uma internação de drenagem de hematoma subdural, um homem de 44 anos ficou moderadamente letárgico e desenvolveu asterixe. Ele recebeu 2400 ml de dextrose a 5% a cada dia desde a cirurgia e parecia bem hidratado. Os exames laboratoriais foram os seguintes:

Eletrólitos séricos (mEq/l): Na+ 118; K+ 3,4; Cl- 82; HCO3- 24
Osmolalidade sérica: 242 mOsm/l
Sódio urinário: 47 mEq/l
Osmolalidade urinária: 486 mOsm/l
Qual das afirmações seguintes é CORRETA em relação a esse paciente no que se refere ao equilíbrio hidroeletrolítico?

A. Seu sódio sérico baixo indica deficiência de sódio, que deve ser tratada com solução salina
INCORRETO: A solução salina hipertônica pode ser perigosa, já que pode fazer acumular água no espaço extracelular e precipitar edema agudo de pulmão em pacientes que tenham baixas reservas cardíacas. Soluções salinas hipertônicas podem fazer aumentar a hiponatremia transitoriamente.
B. Ele provavelmente tem a síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético
CORRETO : O paciente apresentado tem a síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético. Apesar de essa síndrome ser primariamente associada a lesão no sistema nervoso central ou do pulmão (p. ex., carcinoma pulmonar oat-cell), excesso de hormônio antidiurético é achado na maioria dos pacientes pós-operatórios. A reserva corpórea de sódio é normal e o balanço de fluido também, como evidencia a ausência de sinais clínicos sugestivos de anormalidades no volume de fluido extracelular.
C. Sua glicose sérica deveria ser checada, já que a hiponatremia pode ser artificial
INCORRETO : A hiperglicemia não tem importância em relação à hiponatremia desse paciente porque a osmolalidade sérica bem como o sódio sérico estão diminuídos. Hiponatremia resultante de hiperglicemia estaria associada à osmolalidade sérica elevada.
D. A restrição de água raramente é eficaz em casos de hiponatremia
INCORRETO : A terapia apropriada consiste na restrição de ingestão de água em um nível abaixo da capacidade do paciente excretar água.
E. O problema em questão é a excreção inapropriada de sódio (perda renal de sódio)
INCORRETO : A fisiopatologia da secreção inapropriada de hormônio antidiurético consiste na inabilidade de diluir a urina, e a água administrada é retida, o que produz hiponatremia dilucional.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (202023 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Cite a classificação do recém-nascido (RN) prematuro de acordo com o peso de nascimento, segundo critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde. (0,5 pontos)


RATING: 2.44

Cite a classificação do recém-nascido (RN) prematuro de acordo com o peso de nascimento, segundo critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde. (0,5 pontos)

RN é classificado quanto ao peso em:
  • RN de muito baixo peso – corresponde ao RN com peso entre 1000 g e 1500 g (0,0625 p)
  • RN de extremo baixo peso ou RN fetais – peso inferior a 1000 g (0,0625 p)
  • AIG – Adequado p/ idade gestacional (0,0625 p)
  • PIG – Pequeno p/ idade gestacional (0,0625 p)
  • GIG – Grande p/ idade gestacional (0,0625 p)
ou
  • BP – Baixo peso < 2500 g (0,0625 p)
  • MBP – muito baixo peso: 1000 g – 1500 g (0,0625 p)
  • MMBP – muito muito baixo peso < 1000 g (0,0625 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.44)

CASO CLINICO: (234295 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo masculino, 52 anos, agricultor da região litorânea de Santa Catarina (área de suficiência iódica), tabagista de longa data, com história familiar positiva para bócio na mãe e em uma irmã.
Há aproximadamente 8 anos notou aumento discreto e bilateral do volume cervical anterior, inicialmente assintomático. Nos últimos 6 meses evoluiu com rouquidão progressiva, disfagia a líquidos e sensação de compressão noturna, sem perda ponderal, intolerância térmica, tremores ou palpitações.
Ao exame físico: tireoide visivelmente aumentada, multinodular, com nódulo dominante no lobo esquerdo de consistência firme, deslocando a traqueia para a direita, sem frêmito, sopro ou linfonodomegalias. Voz rouca, sem estridor.
TSH 2,1 mUI/L (VR 0,4–4,0), T4 livre 1,2 ng/dL, anticorpos anti-TPO e anti-Tg negativos. Tomografia de pescoço e tórax: glândula de volume estimado 95 mL, múltiplos nódulos bilaterais, extensão substernal esquerda com compressão traqueal e do nervo laríngeo recorrente ipsilateral.

Questões

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,12 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,08 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,11 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,07 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,12 pontos)



RATING: 3.1

(I) Suspeita diagnóstica


A principal suspeita diagnóstica é
bócio multinodular atóxico com extensão substernal e compressão do nervo laríngeo recorrente. (0,06 p)
A eutiroidia laboratorial, a ausência de autoanticorpos e o caráter crônico multinodular confirmam a forma atóxica. (0,04 p)
A rouquidão e o deslocamento traqueal indicam comprometimento local compressivo. (0,02 p)


(II) Possível causa


A causa mais provável é a
predisposição genética familiar associada a fatores de crescimento tireoidiano locais, mesmo em área de suficiência iódica. (0,05 p)
O tabagismo e a idade contribuem para a progressão nodular e a extensão mediastinal. (0,03 p)


(III) Melhor modalidade de confirmação diagnóstica


A
tomografia computadorizada de pescoço e tórax é a melhor modalidade para confirmar a extensão substernal e o grau de compressão traqueal/nervosa. (0,06 p)
Ela complementa a ultrassonografia ao mapear a relação com estruturas mediastinais. (0,03 p)
A cintilografia não acrescenta informação útil na eutiroidia. (0,02 p)


(IV) Principal diagnóstico diferencial


O principal diagnóstico diferencial é o
carcinoma tireoidiano multicêntrico com invasão do nervo laríngeo recorrente. (0,05 p)
A longa evolução, a eutiroidia e a ausência de linfonodos patológicos tornam menos provável a tireoidite de Hashimoto nodular. (0,02 p)


(V) Tratamento da moléstia


O tratamento de escolha é a
tireoidectomia total com exploração mediastinal, indicada pela compressão nervosa e substernal. (0,06 p)
A cirurgia visa descomprimir o nervo laríngeo recorrente e a traqueia. (0,04 p)
Reposição com levotiroxina no pós-operatório é obrigatória. (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.1)




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