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ESTERILIDADE MASCULINA E FEMININA (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

Fala-se de um casal que e estéril se, depois dois anos de vida conjugal, sem usar métodos contraceptivos, não surgiu nenhuma gravidez. Não existe, porem, um consenso sobre as noções de esterilidade. A escola latina de medicina define a  infertilidade como sendo um termo proprio para as mulheres que conseguem engravidar mais não conseguem chegar ate o fim das gravidez. A escola anglo-saxona, entretanto, define como esterilidade primaria e secundaria a fala em esterilidade como uma infertilidade que virou definitiva.

Tem que relembrar que, avançando em idade, a mulher fica menos fértil, enquanto aumenta as chances de ter uma criança malformada.

OBJETIVA: (1395021 votos)..........95.03% das questões objetivas receberam votos.
Um homem apresenta ao seu médico de família com a queixa principal de dor lombar. Ele não está particularmente preocupado com a dor, pois não está causando a ele uma angústia significativa. No entanto, ele trabalha em uma fábrica e gostaria de um carta a ser enviada ao chefe, informando que ele precisa de algum tempo para se recuperar. Antes concordando em escrever a carta, o médico leva uma história mais detalhada. Qual das seguintes descobertas seria mais reconfortante para o médico?
A. Idade de 60 anos
B. Duração dos sintomas > 1 mês
C. História de câncer de próstata
D. História de infecção recorrente do trato urinário
E. Alívio da dor com antiinflamatórios não esteróides

  RATING: 3

Um homem apresenta ao seu médico de família com a queixa principal de dor lombar. Ele não está particularmente preocupado com a dor, pois não está causando a ele uma angústia significativa. No entanto, ele trabalha em uma fábrica e gostaria de um carta a ser enviada ao chefe, informando que ele precisa de algum tempo para se recuperar. Antes concordando em escrever a carta, o médico leva uma história mais detalhada. Qual das seguintes descobertas seria mais reconfortante para o médico?

A. Idade de 60 anos
INCORRETO: Idade > 50 anos em um paciente com dor nas costas está associada a um maior risco de malignidade. Causas mais benignas de baixa dor nas costas, como dor musculoesquelética, tende ocorrer em pacientes mais jovens.
B. Duração dos sintomas > 1 mês
INCORRETO : Dor que dura < 1 mês é preocupante para uma condição mais séria, como malignidade ou infecção. Noventa por cento dos pacientes com dor lombar se recuperam espontaneamente em 4 semanas. Como resultado, os sintomas que duram > 1 mês são uma indicação para avaliação adicional.
C. História de câncer de próstata
INCORRETO : Qualquer paciente com história de malignidade apresentando lombalgia deve passar por avaliação radiográfica adicional para descartar doença metastática. Uma história de o câncer de próstata é particularmente preocupante, dada a propensão do câncer de próstata a metástase para a coluna lombar.
D. História de infecção recorrente do trato urinário
INCORRETO : História de infecção recorrente do trato urinário pode ser sugestiva para pielonefrite. Aprimoramento adicional, incluindo contagem completa de células sanguíneas, taxa de hemossedimentação e imagens radiográficas deveria ser feito.
E. Alívio da dor com antiinflamatórios não esteróides
CORRETO : A dor lombar é uma queixa muito comum vista pelo principal médico de cuidados. A origem mais comum de dor lombar é musculoesquelética, como tensão dos músculos paravertebrais ou lesão dos ligamentos ou fáscia. No entanto, a dor nas costas pode ser o sintoma de um distúrbio subjacente mais sério, como malignidade. Na inicial avaliação de um paciente com dor nas costas, uma análise detalhada a história é essencial para determinar quais pacientes podem ser tratados de forma conservadora e quais precisam de avaliação diagnóstica adicional. Dor aliviado por antiinflamatório não esteroidal drogas é improvável que seja devido a malignidade ou infecção.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (195340 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)




RATING: 3.11

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)


1. Distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça

  • As maiores taxas de incidência concentram-se na Europa Ocidental e na América do Norte; as menores são observadas na Ásia e em regiões menos desenvolvidas da África (0,04 p).
  • Globalmente, o câncer da bexiga ocupa a sétima posição entre as neoplasias mais frequentes e a décima terceira causa de morte por câncer (0,04 p).
  • No Brasil, constitui a segunda neoplasia mais frequente do trato geniturinário no homem, superada apenas pelo adenocarcinoma de próstata (0,04 p).
  • Nos países ocidentais, é 2,5 a 4 vezes mais frequente em homens do que em mulheres (provavelmente por maior exposição ao tabagismo e toxinas ambientais) e o mesmo padrão se repete nas mulheres (risco aumentado nas brancas em relação às negras) (0,02 p).
  • Diferenças raciais: brancos apresentam maior incidência e maior número de óbitos por carcinoma urotelial em comparação aos negros (inverso do observado nos tumores geniturinários em geral) (0,01 p).

2. Principais fatores de risco ambientais e ocupacionais

  • Tabagismo é o fator de risco mais importante e mais bem estudado; quem fuma tem de duas a quatro vezes mais chance de desenvolver a doença; quanto maior a quantidade e o tempo de tabagismo, maior a associação; os agentes responsáveis são principalmente as alfa- e beta-naftilaminas, que são absorvidas, eliminadas na urina e ficam em contato direto com o urotélio, causando dano celular repetido (0,05 p).
  • Exposição ocupacional responde por parcela significativa dos casos (15% a 35% em homens e 1% a 6% em mulheres); profissionais das indústrias de tintas, borracha e petróleo estão expostos a carcinógenos como benzidina, beta-naftilamina e 4-aminobifenil; esses compostos têm período de latência longo (0,04 p).
  • Medicamentos – ciclofosfamida, ao ser metabolizada, libera produtos tóxicos que irritam o urotélio e favorecem a malignidade (0,03 p).
  • Outros fatores – qualquer situação que cause trauma físico repetido ao urotélio (infecções urinárias crônicas, instrumentação repetida da bexiga ou presença de cálculos) aumenta o risco de transformação maligna; a ingestão de adoçantes artificiais não confirmou associação em estudos recentes (0,03 p).

3. Ativação de oncogenes na patogênese

  • O processo é multifatorial e envolve duas grandes vias que se complementam: ativação de oncogenes e inativação de genes supressores (0,03 p).
  • Oncogenes, quando ativados de forma anormal, estimulam a célula a se multiplicar exageradamente (0,02 p).
  • No câncer de bexiga, o oncogene p21 (c-Ha-ras) está ativado em pelo menos 50% dos casos; ocorre ativação aberrante de GTPase de membrana, levando a proliferação nuclear descontrolada e perda da diferenciação celular (a célula “esquece” sua função normal e torna-se imatura) (0,03 p).
  • Essa alteração é mais comum em tumores de alto grau e em áreas de displasia, mas raramente aparece em tumores de baixo grau (0,02 p).
  • Outros oncogenes frequentemente envolvidos: Erb-2, EGFR, MDM2, C-MYC e CCND1 (0,01 p).

4. Inativação de genes supressores e alterações cromossômicas

  • Genes supressores atuam como “freios” da multiplicação celular; quando inativados ou perdidos, a célula perde o controle e pode tornar-se imortal (0,03 p).
  • O gene p53 (o mais alterado em todos os cânceres humanos) é o exemplo clássico; a proteína p53 normal reconhece células com danos genéticos e dispara apoptose; quando mutado, a apoptose falha e as células danificadas sobrevivem e acumulam mutações (0,03 p).
  • No câncer de bexiga, mutação de p53 está presente em tumores primários, recidivas e tumores do trato urinário superior e associa-se a tumores mais agressivos e músculo-invasivos (0,02 p).
  • Deleção do braço curto do cromossomo 17 (onde fica o p53) ocorre em mais de 60% dos tumores invasivos, mas quase nunca nos tumores superficiais (0,01 p).
  • Outra alteração muito frequente e precoce é a perda de material do cromossomo 9 (contém genes reguladores p21, p27/KIP1 e p16); aparece tanto em tumores de alto quanto de baixo grau e é encontrada em todos os tumores multifocais, reforçando a ideia de doença difusa do urotélio (0,01 p).


FONTE:

CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.11)

CASO CLINICO: (227481 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo masculino, 40 anos, com hipertensão arterial sistêmica controlada por medicação e dieta, apresentando dispneia ao subir lance de escada ou pedalar por mais de uma quadra, com astenia e discreto edema peri-maleolar vespertino. RX do tórax com sinais de hipertrofia ventricular esquerda e leve ectasia aórtica.
1) Qual o estágio e a classe funcional (NYHA) da cardiopatia apresentada pelo paciente? Justifique. (0,20 pontos)
2) Qual a classe de medicamentos indicados no controle da HAS do paciente? Justifique. (0,15 pontos)
3) Diuréticos de alça e cardiotônicos estão indicados neste caso? Justifique. (0,15 pontos)


RATING: 2.93

1) Estágio C; Classe Funcional II.
Justificativa: Estágio C Pacientes com sintomas e com disfunção ventricular associada. Classe Funcional II Limitações leves, sintomáticas durante atividades do cotidiano. (0,2 p)
2) Beta Bloqueador + Inibidor da enzima conversora do angiotensinogênio.
Justificativa: Tem por finalidade evitar o remodelamento do coração e melhorar a sobrevida. (0,15 p)
3) Não.
Justificativa: O uso dessa classe de medicamentos está indicado em pacientes classe funcional III e IV, com a finalidade de melhorar a sintomatologia (melhora na qualidade de vida), sem interferir na sobrevida. (0,15 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.93)




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