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BASES DO TRATAMENTO DO CHOQUE (ÁREA DE PEDIATRIA)

A velocidade da intervenção é crucial: ter o conhecimento para identificar o choque e a habilidade de responder rapidamente pode salvar a vida da vítima.
Quanto mais longo for o intervalo entre o início dos sinais de choque e a restauração da transferência de O2 adequada perfusão de órgãos, pior será o resultado.
A identificação precoce do choque compensado é fundamental para o tratamento eficaz e um bom resultado.
Uma vez que a criança desenvolva PCR secundária a choque, o prognóstico é muito ruim.
Tem uma criança doente (ou ferida). Vamos lembrar - quais são os sinais de que os mecanismos compensatórios estão falhando?

OBJETIVA: (1035924 votos)..........97.6% das questões objetivas receberam votos.
Um sem-teto é levado para o pronto-socorro em um estado confuso após uma convulsão no meio da rua. Os que testemunharam o evento relatam que o episódio ocorreu repentinamente e durou pelo menos 2 ou 3 minutos. Um dos testemunhas afirma que o paciente 'balançava seu braços e todo o seu corpo tremia'. No exame, a língua do paciente está ilesa, mas suas calças são encharcadas de urina fresca. Ele reconhece as pessoas, mas não se localiza no lugar e no tempo e nem consegue lembrar o que aconteceu. Sabe que ele tem 'algum tipo' de distúrbio convulsivo para qual ele toma 'ocasionalmente' um tal remédio cujo nome não lembra e que ele não está carregando consigo. Relata que tem usado quantidades crescentes de cocaína e heroína desde que ele foi expulso de um abrigo e raramente toma sua medicação para convulsões. Uma eletroencefalograma deste paciente durante o episódio provavelmente mostraria qual aspectos dos seguinte?
A. Um padrão de pico e onda de 3 Hz
B. Um padrão de descarga trifásica em modo esporádico
C. Atividade de crise generalizada afetando um hemisfério
D. Atividade convulsiva envolvendo ambos os hemisférios
E. Atividade convulsiva localizada em uma porção discreta de um hemisfério

  RATING: 2.95

Um sem-teto é levado para o pronto-socorro em um estado confuso após uma convulsão no meio da rua. Os que testemunharam o evento relatam que o episódio ocorreu repentinamente e durou pelo menos 2 ou 3 minutos. Um dos testemunhas afirma que o paciente 'balançava seu braços e todo o seu corpo tremia'. No exame, a língua do paciente está ilesa, mas suas calças são encharcadas de urina fresca. Ele reconhece as pessoas, mas não se localiza no lugar e no tempo e nem consegue lembrar o que aconteceu. Sabe que ele tem 'algum tipo' de distúrbio convulsivo para qual ele toma 'ocasionalmente' um tal remédio cujo nome não lembra e que ele não está carregando consigo. Relata que tem usado quantidades crescentes de cocaína e heroína desde que ele foi expulso de um abrigo e raramente toma sua medicação para convulsões. Uma eletroencefalograma deste paciente durante o episódio provavelmente mostraria qual aspectos dos seguinte?

A. Um padrão de pico e onda de 3 Hz
INCORRETO: São as crises de ausência que têm esse padrão de pico e onda característico de 3 Hz. Normalmente são muito breves, durando apenas poucos segundos, e ocorrem muitas vezes por dia em crianças afetadas. As crises focais, por mais que sejam simples ou complexas, não resultam em perda de consciência e geralmente envolvem uma região discreta dum hemisfério cerebral. Embora é possível para uma crise focal se generalizar em um convulsão de grande mal, não há evidências de que isso ocorreu neste paciente.
B. Um padrão de descarga trifásica em modo esporádico
INCORRETO : Tem nada a ver, mas, se não sabe nada sobre o EEG, bem... Este padrão de eletroencefalograma é típico para doença.Creutzfeldt-Jakob
C. Atividade de crise generalizada afetando um hemisfério
INCORRETO : As convulsões parciais causam atividade em apenas um hemisfério, em oposição dos hemisférios. Neste caso, os sintomas podem não ser bilaterais.
D. Atividade convulsiva envolvendo ambos os hemisférios
CORRETO : Esse paciente tem um distúrbio convulsivo anterior e provavelmente sofreu uma convulsão do tipo grande mal (tipo tônico-clônico) envolvendo ambos os hemisférios cerebrais e resultando em perda completa de consciência. Esses tipos de convulsões começam repentinamente com extensão tônica das costas e extremidades e normalmente duram por muitos minutos. Os pacientes frequentemente experimentam incontinência e/ou mordidas na língua durante a convulsão. O período pós-ictal é marcado por confusão à medida que o paciente lentamente retorna à consciência. Neste paciente, a causa subjacente mais provável são os baixos níveis séricos de antiepilépticos secundária à não adesão à medicação.
E. Atividade convulsiva localizada em uma porção discreta de um hemisfério
INCORRETO : As crises focais causam atividade localizada em uma porção discreta de um hemisfério e não podem causar reações tônico-clônicas.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

DISCURSIVA: (178119 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Responda ás seguintes perguntas:
A) O que é a anemia normocítica? (0,25 p)
B)  Como a anemia normocítica é investigada?  (0,25 p)

RATING: 2.92

Responda ás seguintes perguntas:
A) O que é a anemia normocítica? (0,25 p)
B)  Como a anemia normocítica é investigada?  (0,25 p)

A) A anemia normocítica é uma conseqüência da baixa produção de hemácias por diminuição das células precursoras nas doenças medulares ou daineficiência da eritropoietina nas doenças sistêmicas, resultando na diminuição do número de hemácias. Sem alterações associadas como a deficiência da hemoglobinização ou as alterações dos processos mitóticos durante a maturação dos eritroblastos, as hemácias formadas têm conteúdo de hemoglobina (HCM) e volume (VCM) normais. A anisopoiquilocitose, proporcional à intensidade do processo, é sempre variável B) A anemia normocítica, diferente das anemias micro e macrocíticas, não possui um plano de investigação definido. Outros diagnósticos diferenciais de anemia normocítica se impõem: a anemia de sangramento agudo e a anemia hemolítica. Ambas apresentam certo grau de eritropoiese compensatória, com discreto grau de sangramento ou de hemólise, que devem ser estudadas pela contagem de reticulócitos. Um achado morfológico relevante, o “empilhamento” das hemácias (roleaux), sugere o diagnóstico de mieloma múltiplo, uma neoplasia de plasmócitos na medula óssea, observada pela eletroforese de proteínas séricas que identifica o pico monoclonal característico e pelo mielograma. Na falta de outros achados morfológicos, as doenças sistêmicas devem ser investigadas: doenças renais (uréia e creatina), doenças hepáticas (ALT, AST, DHL e -GT) e doenças hormonais (TSH)

FONTE:
MISODOR - HEMATOLOGIA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

CASO CLINICO: (207607 votos)..........98.98% dos casos clinicos receberam votos.

Maria, uma menina previamente saudável de 5 anos, foi levada ao atendimento pediátrico devido a episódios recorrentes de dor de cabeça nas últimas três semanas. A mãe relatou que Maria se queixava de uma dor intensa na região frontal da cabeça, que ocorria cerca de duas a três vezes por semana, cada ataque durando até duas horas.

Durante as crises, Maria frequentemente apresentava sintomas de fotofobia e fonofobia, preferindo ambientes escuros e silenciosos. Além disso, as dores eram acompanhadas de náuseas, embora sem vômito. A mãe também observou que Maria tendia a ficar mais irritada e chorosa durante esses episódios e que, após algumas horas de descanso, ela parecia melhorar significativamente.

História Familiar: Não havia histórico de trauma recente, febre, outros sintomas neurológicos ou uso de medicação contínua que pudesse explicar as cefaleias. No entanto, a avó materna de Maria tem um histórico conhecido de enxaquecas. 

Exame Clínico: O exame físico e neurológico de Maria não revelou anormalidades. Todos os sinais vitais estavam dentro dos parâmetros normais, e não havia sinais de infecção ou outras condições agudas.

Respondam ás seguintes perguntas:

(I) Qual é o diagnóstico mais provável? Argumente. (peso 0,16 pontos)

(II) Qual a medicação indicada para o tratamento da criança? (peso 0,18 pontos)

(III) Que orientações precisam ser feitas para diminuir a frequência das crises? (peso 0,08 pontos)

(IV) Que classes de remédios são recomendadas no caso de crises frequentes e debilitantes, ou que não respondem bem aos analgésicos? (0,08 pontos)




RATING: 2.89

(I) Qual é o diagnóstico mais provável? Argumente.

Cefaleia primaria (enxaqueca) (0,02 p) - apoiado pela recorrência (0,02 p), duração de até duas horas (0,02 p), localização na região frontal da cabeça (0,02 p), sintomas de fotofobia (0,02 p), fonofobia (0,02 p) e náuseas (0,02 p), histórico conhecido de enxaquecas na família (0,02 p).

(II) Qual a medicação indicada para o tratamento da criança?

Dentre os analgésicos (0,02 p), os mais utilizados são:

  • Dipirona 25 mg/kg/dose (0,02 p)
  • Ibuprofeno 10 mg/kg/dose (0,02 p)
  • Paracetamol 15 mg/kg/dose (0,02 p)

Dentre os antiemeticos (0,02 p):

  • Metoclopramida (Plasil) 0,5–2 mg/kg/dose VO ou IV a cada 4–6 horas.  (0,02 p)
  • Proclorperazina (Compazine) 0,1 mg/kg/dose VO, IM ou IV a cada 6 horas  (0,02 p)
  • Prometazina (Fenergan) 0,25–1,0 mg/kg/dose VO, PR, IV ou IM a cada 4–6 horas (0,02 p)
  • Ondansetrona (0,15 mg/kg/dose). (0,02 p)

(III) Que orientações precisam ser feitas para diminuir a frequência das crises?

As medidas não farmacológicas (0,02 p) foram inicialmente recomendadas, como a manutenção de uma rotina regular de sono (0,02 p) e alimentação (0,02 p), além de técnicas de relaxamento (0,02 p)

(IV) Que classes de remédios são recomendadas no caso que as crises são frequentes e debilitantes, ou não respondem bem aos analgésicos?

Medicamentos como beta-bloqueadores (0,02 p), anticonvulsivantes (0,02 p) ou antidepressivos (0,02 p) são utilizados em algumas situações, mas a indicação deve ser criteriosa e supervisionada por um especialista. (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.89)




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