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PREMATURIDADE E RETARDO DO CRESCIMENTO INTRA-UTERINO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Cerca de 2/3 dos recém nascidos com peso inferior a 2.500 gramas são prematuros.

Os bebês que pesam 2.500 g ou menos ao nascimento são denominados recém nascidos de baixo peso. Nos países em desenvolvimento, cerca de 70% dos RNs de baixo peso ao nascimento apresentam retardo do crescimento intra-uterino. A taxa de morbidade e de mortalidade nestes bebês é maior do que naqueles que apresentam crescimento apropriado.

OBJETIVA: (1125826 votos)..........99.5% das questões objetivas receberam votos.
O seguinte gene NÃO se encontra envolvido na carcinogênese colorretal:
A. CDH1
B. APC
C. K-RAS
D. DCC
E. TP53

  RATING: 3

O seguinte gene NÃO se encontra envolvido na carcinogênese colorretal:

A. CDH1
CORRETO: O gene CDH1 codifica a proteína E-caderina, uma molécula de adesão celular crucial para a integridade epitelial. Mutuções germinativas ou somáticas nesse gene estão fortemente associadas ao câncer gástrico hereditário difuso e ao câncer de mama lobular, mas não há evidências epidemiológicas ou moleculares robustas ligando-o diretamente à carcinogênese colorretal como um evento driver. Na literatura oncológica, CDH1 não é listado entre os genes chave no modelo de progressão colorretal (como APC, KRAS, TP53 ou DCC), e sua ausência de envolvimento nessa via o torna a resposta apropriada para a questão, que busca o outlier.
B. APC
INCORRETO : O gene APC (Adenomatous Polyposis Coli) é um supressor tumoral central na carcinogênese colorretal, mutado em até 80% dos casos esporádicos e responsável pela polipose adenomatosa familiar (PAF). Sua inativação é o evento inicial na via cromossômica instável (CIN), levando à formação de adenomas e progressão para carcinoma, conforme amplamente documentado em modelos genéticos.
C. K-RAS
INCORRETO : K-RAS (ou KRAS) é um oncogene da família RAS, mutado em cerca de 40-50% dos cânceres colorretais, promovendo proliferação celular descontrolada via via MAPK. Essas mutações ocorrem em etapas intermediárias da progressão adenoma-carcinoma, sendo um marcador prognóstico e terapêutico (por exemplo, resistência a inibidores de EGFR), e estão bem estabelecidas na patogênese colorretal.
D. DCC
INCORRETO : DCC (Deleted in Colorectal Carcinoma) é um gene supressor tumoral localizado no cromossomo 18q, perdido em até 70% dos cânceres colorretais avançados. Sua deleção contribui para a instabilidade cromossômica e metástase, sendo parte integrante do modelo clássico de progressão colorretal, embora menos frequente que APC ou KRAS.
E. TP53
INCORRETO : TP53 (ou p53) é o 'guardião do genoma', um supressor tumoral mutado em mais de 50% dos cânceres colorretais, especialmente em fases tardias, levando à evasão da apoptose e instabilidade genômica. Sua inativação é um evento chave na transição de adenoma para carcinoma invasivo, com extensa evidência em estudos genômicos e clínicos.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (181747 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Enumeram os sintomas de encarceramento duma hernia no lactente.(0,32 pontos)
(II) Define a redução “em massa” da hernia encarcerada.(0,07 pontos)
(III) Enumeram as três entidades patológicas mais frequentemente associadas com hernias encarceradas (0,11 pontos).


RATING: 3.04

(I) Enumeram os sintomas de encarceramento duma hernia no lactente.(0,32 pontos)
(II) Define a redução “em massa” da hernia encarcerada.(0,07 pontos)
(III) Enumeram as três entidades patológicas mais frequentemente associadas com hernias encarceradas (0,11 pontos).

(I) Enumeram os sintomas de encarceramento duma hernia no lactente:
São sintomas de encarceramento:
  1. dor abdominal (0,0360 p) + vômitos intermitentes (0,0355 p) + bebê inquieto e que não pode ser consolado (0,0355 p)
  2. massa irredutível (0,0355 p), dolorosa (0,0355 p) e às vezes eritematosa (0,0355 p) é observada na virilha (0,0355 p)
  3. distensão abdominal (0,0355 p)e fezes com sangue (0,0355 p)- sinais tardios
(II) Define a redução “em massa” da hernia encarcerada.
Redução “em massa” é um incidente raro, quando o conteúdo herniado é reduzido para a cavidade peritoneal (0,0357 p) mas o intestino permanece encarcerado internamente no saco herniário. (0,0343 p)

(III) Enumeram as três entidades patológicas mais frequentemente associadas com hernias encarceradas
As três entidades patologicas mais associadas com hernias encarceradas são: a fibrose cística (0,036 p), a hidrocefalia com desvio ventriculo-peritoneal (0,036 p) e a hemodialise (0,038 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.04)

CASO CLINICO: (211808 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 42 anos, portador de gastrite atrófica em uso crônico de omeprazol (inibidor de bomba de prótons), residente em área com saneamento básico inadequado. Relata ingestão recente de ovos crus e frango mal cozido (carcaça congelada). Inicia, há 12 dias, febre elevada, cefaleia intensa, mal-estar geral, anorexia e constipação intestinal. Na segunda semana evolui com toxemia, febre sustentada (até 40 °C), bradicardia relativa, abdome distendido, esplenomegalia palpável e roséolas tíficas no tronco. Na terceira semana surge diarreia líquida, distensão abdominal proeminente e astenia profunda.

I. Qual a suspeita diagnóstica mais provável?..............................0,12 pontos
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada?......................0,13 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico?.........0,12 pontos
IV. Qual o tratamento de escolha?..............................................0,13 pontos





RATING: 3.02

I. Suspeita diagnóstica: Febre tifóide (febre entérica por S. entérica sorotipo typhi)

  • Quadro clássico de febre entérica com cronologia de semanas: Semana I (febre elevada, cefaleia, mal-estar, anorexia, constipação intestinal) (0,03 p)
  • Semana II: toxemia mais evidente, febre sustentada até 40 °C, bradicardia relativa (pouca elevação do pulso contrastando com febre alta), abdome distendido, esplenomegalia palpável em até 80 % dos casos, roséolas tíficas (pápulas avermelhadas 2-4 mm no abdome superior e tronco) (0,03 p)
  • Semana III: diarreia líquida, distensão abdominal proeminente e astenia profunda (0,03 p)
  • Fatores facilitadores no hospedeiro: gastrite atrófica + uso de inibidor de bomba de prótons permitem infecção com inóculo menor que 10⁵ microrganismos (0,03 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada: Ingestão de alimentos contaminados por Salmonella entérica sorotipo typhi (adaptada ao homem)

  • Transmissão principal: ingestão de água e alimentos contaminados com as bactérias (ex.: ovos crus por via transovariana, carcaças de frango contaminadas no abate/evisceração) (0,04 p)
  • Fatores favorecedores: saneamento básico inadequado e contaminação fecal de frutas/legumes/queijos artesanais (0,03 p)
  • Dose infectante mínima de 10⁵ microrganismos, reduzida pela barreira gástrica vencida em gastrite atrófica ou uso de inibidores da bomba de prótons (0,03 p)
  • Sorotipos typhi/paratyphi adaptados ao homem e causadores de febres entéricas (diferentes dos sorotipos não-typhi, adaptados a animais) (0,03 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Isolamento da bactéria por hemocultura (primeiras 2 semanas) ou mielocultura

  • Hemoculturas positivas na maioria dos casos (> 80 %) nas primeiras 2 semanas de doença (0,04 p)
  • Mielocultura (aspirado de medula óssea): permite isolamento em mais de 90 % dos casos e permanece positiva durante todo o período, mesmo após antibióticos prévios (0,04 p)
  • Coproculturas positivam-se geralmente após 2 semanas (técnicas modernas podem detectar na 1ª semana); reação de Widal tem baixa sensibilidade (60 %) e especificidade (0,04 p)

IV. Tratamento de escolha: Quinolonas (ex.: ciprofloxacina) por 14 dias + medidas de suporte e precauções entéricas

  • Quinolonas são as drogas de escolha modernas: excelente atividade bactericida e penetração intracelular (onde as salmonelas se multiplicam) (0,05 p)
  • Ciprofloxacina 500 mg VO ou 400 mg IV 12/12 h por 14 dias nas febres entéricas (0,03 p)
  • Alternativas: ceftriaxona 2 g IV a cada 24 h por 14 dias ou azitromicina (0,03 p)
  • Suporte: hidratação; precauções entéricas rigorosas e lavagem das mãos para evitar disseminação (0,02 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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