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HIPERCALCEMIA E HIPOCALCEMIA (METABOLISMO DO CÁLCIO) (ÁREA DE PEDIATRIA)

O cálcio é pouco absorvido pelo tubo intestinal, devido à relativa insolubilidade de muitos de seus compostos, bem como à absorção deficiente de cátions bivalentes.
O fosfato é facilmente absorvido na maior parte do tempo, exceto quando existe excesso de cálcio na dieta; o cálcio tende a formar compostos de fosfato de cálcio quase insolúveis, que não são absorvidos, mas passam pelo intestino e são excretados nas fezes.
Excreção do cálcio nas fezes e na urina; velocidade efetiva de absorção. Cerca de nove décimos da ingestão diária de cálcio são excretados nas fezes, enquanto o décimo restante é eliminado na urina
Excreção intestinal e urinária de fosfato. À exceção da fiação de fosfato excretada nas fezes, em combinação com o cálcio, quase todo o fosfato da dieta é absorvido no sangue a partir do intestino e, posteriormente, excretado na urina.


OBJETIVA: (1114037 votos)..........99.49% das questões objetivas receberam votos.
Um paciente de sessenta anos de idade, com 54 kg, 1,63 m de altura e diagnóstico de câncer gástrico de antro não metastático, foi internado na enfermaria para gastrectomia subtotal eletiva. Na triagem nutricional, observou‐se que, apesar de seu apetite estar preservado, o paciente perdeu cerca de 6% do seu peso habitual no último mês, por ter diminuído a ingestão dietética na última semana. Foram realizados exames que mostraram: albumina 4 g/dL; Hb 15 g/dL; e Ht 42%. Com base nesse caso hipotético, é CORRETO afirmar que a conduta mais apropriada seja:
A. adiar a cirurgia por quinze dias e iniciar nutrição parenteral periférica, que permanecerá no pós‐operatório
B. contraindicar a cirurgia devido ao estado nutricional e iniciar quimioterapia
C. operar o paciente de imediato e iniciar nutrição parenteral periférica, que permanecerá no pós‐operatório
D. adiar a cirurgia por dez dias e iniciar terapia nutricional pré‐operatória via oral com ômega 3, arginina, nucleotídeos e dieta hiperproteica
E. adiar a cirurgia por trinta dias e iniciar nutrição enteral por uma sonda naso-entérica, devido ao tumor gástrico.

  RATING: 2.92

Um paciente de sessenta anos de idade, com 54 kg, 1,63 m de altura e diagnóstico de câncer gástrico de antro não metastático, foi internado na enfermaria para gastrectomia subtotal eletiva. Na triagem nutricional, observou‐se que, apesar de seu apetite estar preservado, o paciente perdeu cerca de 6% do seu peso habitual no último mês, por ter diminuído a ingestão dietética na última semana. Foram realizados exames que mostraram: albumina 4 g/dL; Hb 15 g/dL; e Ht 42%. Com base nesse caso hipotético, é CORRETO afirmar que a conduta mais apropriada seja:

A. adiar a cirurgia por quinze dias e iniciar nutrição parenteral periférica, que permanecerá no pós‐operatório
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. contraindicar a cirurgia devido ao estado nutricional e iniciar quimioterapia
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. operar o paciente de imediato e iniciar nutrição parenteral periférica, que permanecerá no pós‐operatório
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. adiar a cirurgia por dez dias e iniciar terapia nutricional pré‐operatória via oral com ômega 3, arginina, nucleotídeos e dieta hiperproteica
CORRETO : Embora existam estudos que não demonstraram diferenças em desfechos pós-operatórios, na grande maioria deles o uso de dieta com imuno-nutrientes esteve relacionado com a diminuição de complicações, principalmente infecciosas e, do tempo de internação. A adição de arginina, ácidos graxos ômega-3 e nucleotídeos aos suplementos nutricionais convencionais conferem essas vantagens adicionais da nutrição peri-operatório. Em desnutridos graves ou moderados, a terapia nutricional pré-operatória por sete a 14 dias com dietas enriquecidas com imunonutrientes está associada a redução de infecções pós- operatórias e do tempo de internação
E. adiar a cirurgia por trinta dias e iniciar nutrição enteral por uma sonda naso-entérica, devido ao tumor gástrico.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

DISCURSIVA: (181082 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Enumeram cinco causas mais frequentes de emergência hipertensiva em crianças e adolescentes. (0,25 pontos)
(II) No tratamento não-farmacológico da hipertensão arterial pediátrica quais são as principais recomendações para a mudança do estilo de vida nesta faixa etária? (0,25 pontos)


RATING: 3.13

(I) Enumeram cinco causas mais frequentes de emergência hipertensiva em crianças e adolescentes. (0,25 pontos)
(II) No tratamento não-farmacológico da hipertensão arterial pediátrica quais são as principais recomendações para a mudança do estilo de vida nesta faixa etária? (0,25 pontos)

(I) Causas mais frequentes de emergência hipertensiva em crianças e adolescentes:
  1. glornerulonefrite aguda (0,05 p)
  2. abuso de drogas (0,05 p)
  3. doença vascular do colágeno (0,05 p)
  4. hipertensão renovascular (0,05 p)
  5. trauma craniano (0,05 p)
(II) Recomendações para a mudança do estilo de vida na faixa etária pediatrica:

  1. redução do peso corpóreo em indivíduos com excesso de peso (0,025 p)
  2. aumento do consumo de vegetais frescos (0,025 p), frutas (0,025 p) e leite/derivados desnatados (0,025 p)
  3. redução do consumo diário de sódio (0,025 p)
  4. moderação no consumo do álcool (0,025 p)
  5. atividade física regular (30 a 60 min e atividade física vigorosa na maioria dos dias da semana) (0,025 p)
  6. redução das atividades sedentárias (assistir à televisão, jogos eletrônicos) para menos de 2 h diárias (0,025 p)
  7. cessação do hábito de fumar (0,025 p) e o incentivo para nunca iniciar esse hábito (0,025 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.13)

CASO CLINICO: (211037 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Mulher de 58 anos, chega ao PA com quadro de confusão mental e sonolência. Familiares referem que o quadro iniciou há uma semana e piorou há um dia, coincidindo com abstinência ao cigarro. Nega uso de medicações. Ao exame: hidratado, sem sinal neurológico focal, AO= 2, MRM= 5, MRV= 3, dextro - 102 mg/dL PA= 140 x 90 mmHg, pulso = 72/min, peso 64 Kg, afebril.
Ap Resp: MV+, sem RA
Ap CV: 2BRNF sem sopros
Sem edema de membros inferiores.
Sonda vesical com 200 ml de urina concentrada.
Ureia 8 mg/dL, Cr 0.3 mg/dL.
Cálcio, fósforo, magnésio, potássio normais.
Sódio= 113 mEq/dL, Glicemia = 126 mg/dl.
1) A paciente apresenta hiponatremia verdadeira? Justifique. (0,1 pontos)
2) Classifique a hiponatremia desta paciente. (0,2 pontos)
3) Quais são as causas da hiponatremia desta paciente? (0,2 pontos)



RATING: 3.09

1) A paciente apresenta hiponatremia verdadeira? Justifique.
Determinar osmolaridade sérica ou verificar se mensuração de sódio foi realizado por método íon seletivo.
Comentário: A hiponatremia verdadeira cursa com diminuição da osmolaridade. Caso a osmolaridade maior que 280 mOsm/Kg o paciente apresenta pseudo-hiponatremia.
Cálculo da osmolaridade: 2 x Na + Ureia/6 + glicemia/18
Porém a ureia é difusível e no cálculo da osmolaridade efetiva não é incluída.
Portanto temos 2 x 113 + 126/18 = 226 +7 = 233 mOsm/Kg.
Importante é determinar o método de mensuração pois o método de espectrofotometria é suscetível a erros ao contrário da ionometria que não apresenta resultados falseados por aumento de glicemia, hipergamaglobulinemia entre outras situações.portanto não é associado com pseudo-hiponatremia. (0,1 p)
2) Classifique a hiponatremia desta paciente.
Paciente com hiponatremia e em estado de euvolemia.
Comentários: A hiponatremia pode ser classificada conforme o estado da volemia do paciente. As causas de hiponatremia variam conforme a classificação da volemia.
Hipernatremia com hipovolemia: Ocorre em pacientes com desidratação por diarreia, uso de diuréticos, deficit de mineralocorticoides.
Hipernatremia com hipervolemia: ICC, IRC, Síndrome nefrótica.doença hepática.
O paciente não apresenta no caso clínico descrito sinais de desidratação nem sinais de hipervolemia portanto o paciente apresenta hiponatremia com euvolemia. (0,2 p)
3) Quais são as causas da hiponatremia desta paciente?
São as que cursam com euvolemia,como as seguintes:
Secreção inapropriada de ADH (SIADH)
Hipotireoidismo
Polidpsia psicogenica
Insuficiência adrenal
Hiponatremia pós-cirúrgica
Medicações (0,2 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.09)




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