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ALGORITMOS DE AVALIAÇÃO E CONDUTA NAS INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS (ÁREA DE PEDIATRIA)

A metodologia proposta nestas normas prevê a assistência à criança portadora de infecção respiratoria aguda com base nas três etapas seguintes:

A) Avaliar a criança

Observar o estado clínico procurando obter subsídios para identificar ou afastar as situações de risco de vida e para tomada das medidas adequadas.

B) Classificar a criança em uma das seguintes categorias:

  1. menor de 2 meses com tosse ou dificuldade para respirar;
  2. de 2 meses a 4 anos com tosse ou dificuldade para respirar;
  3. com outros problemas respiratórios: dor de garganta, dor de ouvido, estridor ou sibilância

Cada categoria está abordada em separado neste Manual. A terminologia nesta classificação leva em conta, basicamente, a queixa e o motivo que levaram a criança à Unidade de Saúde.

C) Definir condutas:

Serão consideradas a possibilidade de hospitalização, o uso de antibióticos, o tratamento da febre e da sibilância, as orientações à mãe e à família para tratamento domiciliar, e o acompanhamento dos casos.

OBJETIVA: (1414408 votos)..........96.05% das questões objetivas receberam votos.
No modelo zonal de McNeal, o adenocarcinoma acinar usual da próstata origina-se predominantemente na:
A. Zona de transição, que é também o sítio clássico da hiperplasia prostática benigna (HPB)
B. Zona central, que envolve os ductos ejaculatórios e responde pela maioria dos carcinomas clinicamente significativos
C. Zona periférica, que constitui a maior parte do parênquima glandular e é acessível ao toque retal
D. Estroma fibromuscular anterior, desprovido de ácinos e responsável pela continência esfincteriana
E. Urotélio da uretra prostática, por metaplasia transicional obrigatória que precede o adenocarcinoma acinar

  RATING: 0

No modelo zonal de McNeal, o adenocarcinoma acinar usual da próstata origina-se predominantemente na:

A. Zona de transição, que é também o sítio clássico da hiperplasia prostática benigna (HPB)
INCORRETO: A zona de transição origina a HPB e apenas cerca de 15 a 20% dos adenocarcinomas; não é o sítio predominante do carcinoma acinar usual
B. Zona central, que envolve os ductos ejaculatórios e responde pela maioria dos carcinomas clinicamente significativos
INCORRETO : A zona central origina parcela mínima dos carcinomas (cerca de 1 a 5%) e não é o território preferencial do adenocarcinoma clinicamente significativo
C. Zona periférica, que constitui a maior parte do parênquima glandular e é acessível ao toque retal
CORRETO : Cerca de 70 a 80% dos adenocarcinomas acinares nascem na zona periférica, tecido que forma a maior parte da glândula e recobre os aspectos posterior e laterais, o que explica a utilidade do toque retal e da biópsia dirigida a esse território
D. Estroma fibromuscular anterior, desprovido de ácinos e responsável pela continência esfincteriana
INCORRETO : O estroma fibromuscular anterior não contém epitélio acinar e, portanto, não origina adenocarcinoma; participa do suporte e da continência, não da carcinogênese acinar
E. Urotélio da uretra prostática, por metaplasia transicional obrigatória que precede o adenocarcinoma acinar
INCORRETO : O urotélio uretral pode originar carcinoma urotelial da próstata, entidade distinta; o adenocarcinoma acinar deriva do epitélio secretor acinar, não de metaplasia transicional obrigatória

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

DISCURSIVA: (197613 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
O diagnóstico diferencial da diarreia que persiste por mais de 2 semanas (diarreia crônica) varia de acordo com a idade do paciente. Apontem as causas mais frequentes para cada faixa etária (lactente, criança pequena, escolar e adolescente). (0,5 pontos)


RATING: 3.84

O diagnóstico diferencial da diarreia que persiste por mais de 2 semanas (diarreia crônica) varia de acordo com a idade do paciente. Apontem as causas mais frequentes para cada faixa etária (lactente, criança pequena, escolar e adolescente). (0,5 pontos)

A diarréia crônica em lactentes pode ser:
  • pós-infecciosa (0,03125 p)
  • resultado de intolerância a proteínas ou desnutrição(0,03125 p)
  • subseqüente a distúrbios metabólicos como fibrose cística ou defeitos enzimáticos ou de transporte (0,03125 p)
  • secundária a anomalias anatômicas como síndrome do intestino curto ou atrofia congênita das microvilosidades (0,03125 p)

Em crianças maiores:
  • a intolerância a proteínas (0,03125 p)
  • diarreia pós-infecciosa (0,03125 p)
  • giardíase (0,03125 p)
  • espru celíaco (0,03125 p)
  • deficiência de sucrase-isomaltase (0,03125 p)
  • enterocolite de Hirschsprung (0,03125 p)

Em crianças de idade escolar e em adolescentes, deve-se considerar:
  • giardíase (0,03125 p)
  • doença celíaca (0,03125 p)
  • intolerância à lactose (0,03125 p)
  • cólon irritável (0,03125 p)
  • doença intestinal inflamatória. (0,03125 p)

Adolescentes com diarréia crônica devem ser questionados sobre uso/abuso de laxantes (possível anorexia/bulimia).(0,03125 p)

FONTE:

Seven M Selbst, Kate Cronan - Segredos em emergência pediatrica

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.84)

CASO CLINICO: (229799 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Mulher de 58 anos, chega ao PA com quadro de confusão mental e sonolência. Familiares referem que o quadro iniciou há uma semana e piorou há um dia, coincidindo com abstinência ao cigarro. Nega uso de medicações. Ao exame: hidratado, sem sinal neurológico focal, AO= 2, MRM= 5, MRV= 3, dextro - 102 mg/dL PA= 140 x 90 mmHg, pulso = 72/min, peso 64 Kg, afebril.
Ap Resp: MV+, sem RA
Ap CV: 2BRNF sem sopros
Sem edema de membros inferiores.
Sonda vesical com 200 ml de urina concentrada.
Ureia 8 mg/dL, Cr 0.3 mg/dL.
Cálcio, fósforo, magnésio, potássio normais.
Sódio= 113 mEq/dL, Glicemia = 126 mg/dl.
1) A paciente apresenta hiponatremia verdadeira? Justifique. (0,1 pontos)
2) Classifique a hiponatremia desta paciente. (0,2 pontos)
3) Quais são as causas da hiponatremia desta paciente? (0,2 pontos)



RATING: 3.09

1) A paciente apresenta hiponatremia verdadeira? Justifique.
Determinar osmolaridade sérica ou verificar se mensuração de sódio foi realizado por método íon seletivo.
Comentário: A hiponatremia verdadeira cursa com diminuição da osmolaridade. Caso a osmolaridade maior que 280 mOsm/Kg o paciente apresenta pseudo-hiponatremia.
Cálculo da osmolaridade: 2 x Na + Ureia/6 + glicemia/18
Porém a ureia é difusível e no cálculo da osmolaridade efetiva não é incluída.
Portanto temos 2 x 113 + 126/18 = 226 +7 = 233 mOsm/Kg.
Importante é determinar o método de mensuração pois o método de espectrofotometria é suscetível a erros ao contrário da ionometria que não apresenta resultados falseados por aumento de glicemia, hipergamaglobulinemia entre outras situações.portanto não é associado com pseudo-hiponatremia. (0,1 p)
2) Classifique a hiponatremia desta paciente.
Paciente com hiponatremia e em estado de euvolemia.
Comentários: A hiponatremia pode ser classificada conforme o estado da volemia do paciente. As causas de hiponatremia variam conforme a classificação da volemia.
Hipernatremia com hipovolemia: Ocorre em pacientes com desidratação por diarreia, uso de diuréticos, deficit de mineralocorticoides.
Hipernatremia com hipervolemia: ICC, IRC, Síndrome nefrótica.doença hepática.
O paciente não apresenta no caso clínico descrito sinais de desidratação nem sinais de hipervolemia portanto o paciente apresenta hiponatremia com euvolemia. (0,2 p)
3) Quais são as causas da hiponatremia desta paciente?
São as que cursam com euvolemia,como as seguintes:
Secreção inapropriada de ADH (SIADH)
Hipotireoidismo
Polidpsia psicogenica
Insuficiência adrenal
Hiponatremia pós-cirúrgica
Medicações (0,2 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.09)




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