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TRAUMA (ÁREA DE CIRURGIA)

O trauma representa, desde a década de oitenta do século passado, um verdadeiro problema de saúde publica, afetando não só o nosso país, mas também o mundo industrializado. Os custos para a sociedade americana giram em torno de 100 bilhões de dólares por ano em hospitalização e redução da produtividade.
No Brasil, o número de mortes por acidentes encontra-se em segundo lugar, sendo menos freqüente do que as mortes atribuídas às doenças cardiovasculares. Nos países desenvolvidos, considerando-se todas as faixas etárias, o trauma é superado apenas pelo câncer e aterosclerose como causa de morte.
Se levarmos em consideração indivíduos até os 44 anos de idade, o trauma é a principal causa de óbito. Em idosos, já é responsável por 30% das mortes.
Embora os avanços na sistematização do atendimento ao politraumatizado tenham sido consideráveis, infelizmente, no Brasil, cerca de 20 a 30% dos óbitos ainda ocorrem por falta de uma melhor integração entre o atendimento hospitalar e pré-hospitalar.

OBJETIVA: (1120943 votos)..........99.51% das questões objetivas receberam votos.
Quando uma doadora apresenta secreção láctea de cor marrom, o que deve ser feito?
A. Antes de pasteurizar, realizar o teste do crematócrito para detectar a presença de hemácias
B. Descartar o leite da doadora após pasteurização.
C. O teste de acidez, para detectar presença de hemácias
D. Antes de pasteurizar, realizar o teste do crematócrito para verificar qual o aporte calórico
E. O BGBL, para verificar a presença de bactérias.

  RATING: 2.76

Quando uma doadora apresenta secreção láctea de cor marrom, o que deve ser feito?

A. Antes de pasteurizar, realizar o teste do crematócrito para detectar a presença de hemácias
CORRETO: As oscilações entre o “vermelho-tijolo” e o marrom-escuro devem ser pesquisadas, pois podem indicar a presença de sangue, o que representa uma não-conformidade para a doação. Entretanto, esse leite pode ser consumido pelo filho da doadora, dependendo da quantidade de sangue presente e da avaliação médica (da mãe e da criança). A contaminação com sangue ocorre por descarga papilar (saída de secreção através dos canalículos que se exteriorizam pelo mamilo) sanguinolenta, comum nas duas primeiras semanas de puerpério, ou por lesão – do tipo fissuras – do mamilo. A presença de sangue pode ser comprovada, quando necessário, mediante a realização do mesmo procedimento analítico indicado para o crematócrito. Considera-se positiva a amostra cujo capilar centrifugado denotar a presença de hemácias
B. Descartar o leite da doadora após pasteurização.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. O teste de acidez, para detectar presença de hemácias
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Antes de pasteurizar, realizar o teste do crematócrito para verificar qual o aporte calórico
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. O BGBL, para verificar a presença de bactérias.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.76)

DISCURSIVA: (181508 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Sobre o diabetes mellitus tipo I respondam ás seguintes perguntas:

1. Quais são os defeitos metabolicos no diabetes mellitus? 0,2 p.
2. Qual é a finalidade da insulinoterapia intensiva? 0,2 p. 
3. Quais são os fatores etiologicos incluidos no triangulo etiologico do diabetes mellitus? 0,1 p


RATING: 2.53

Sobre o diabetes mellitus tipo I respondam ás seguintes perguntas:

1. Quais são os defeitos metabolicos no diabetes mellitus? 0,2 p.
2. Qual é a finalidade da insulinoterapia intensiva? 0,2 p. 
3. Quais são os fatores etiologicos incluidos no triangulo etiologico do diabetes mellitus? 0,1 p

1. Quais são os defeitos metabolicos no diabetes mellitus?

Primeiro, teremos uma HIPERGLICEMIA DE JEJUM 0,05 p

Segundo, teremos uma HIPERGLICEMIA PÓS-PRANDIAL 0,05 p

Terceiro, vamos ter altas concentrações de ACIDOS GRAXOS LIVRES 0,05 p

Quarto, aparece HIPERAMINOACIDEMIA. 0,05 p

2. Qual é a finalidade da insulinoterapia intensiva?

Então, a insulinoterapia intensiva é UM PRINCIPIO, indicado para se obter o controle glicêmico necessário para se evitar as microangiopatias: 0,05 p

  • glicemias de jejum e pré-prandial: 70-120 mg/dL, 0,05 p
  • glicemias pós-prandiais: <180 mg/dL, 0,05 p
  • HbA1C <7,0%. 0,05 p

3. Quais são os fatores etiologicos incluidos no triangulo etiologico do diabetes mellitus?

Podermos considerar o diabetes como causado por um triangulo formado de fatores GENETICOS, AMBIENTAIS E AUTOIMUNES. 0,1 p

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.53)

CASO CLINICO: (211477 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo masculino, 3 anos de idade, sem histórico de internações prévias e com a vacinação em dia.
A mãe da criança procurou auxílio médico no Pronto-Socorro, queixando-se de “dor de garganta há uma semana”. Dizia que a criança iniciará quadro de febre intermitente medida (38,5º C) e dor ao deglutir há cerca de 7 dias, período em que fizera uso de dipirona para controle sintomático. Há 5 dias iniciara uso de diclofenaco, sem obtenção de melhora. Há 2 dias havia iniciado edema de face (inclusive com dificuldade de abertura dos olhos) e hematúria macroscópica.
A criança apresentava ao exame clínico taquicardia, dispneia, febre (39,0ºC), edema palpebral bilateral, hidratação adequada, orofaringe com placas purulentas em lojas amigdalianas e palato mole. O fígado era palpável a cerca de 6 centímetros do rebordo costal, apresentando-se indolor. Havia a presença de murmúrio vesicular fisiologicamente distribuído com estertores bolhosos em base pulmonar. Laboratório: Hemograma: série vermelha: eritrócitos 3.500.000/mm3, hemoglobina 9,70g/dl, hematócrito 28%, VCM 73 fl, leve microcitose; série branca: leucócitos 10.300/mm3 (2 – 2 – 47 – 40 – 5 – 0 – 2 – 0 – 2), vários neutrófilos apresentando granulações tóxicas finas, plaquetas: 184.000/mmmm3 (adequadas em lâmina).
A gasometria arterial apresentou: pH 7,31, pCO2 22,7 mmHg, pO2 54 mmHg, HCO3 11,4 mEq/l, CO2 total 12,1 mEq/l, Be 12,9 mEq/l, Sat O2 85,6%. Os eletrólitos mostraram: creatinina 1,1, uréia: 82, potássio 4,3, sódio 138. A urina I constatou-se turva, com pH 5,0, proteínas presentes, leucócitos 125.000/ml, eritrócitos 4.000/ml, Células 10.000/ml. A urocultura foi negativa com 24 horas de incubação.
1) Qual a principal suspeita diagnostica nesse caso? ......0,3 pontos
2) Utilizando os dados da gasometria, que tipo de distúrbio eletrolítico a criança apresenta? .........0,1 pontos
3) A criança apresenta critérios de gravidade? ..............0,1 pontos.


RATING: 3.83

1) Amigdalite Aguda (0,1 p), Glomerulonefrite Difusa Aguda (GNDA)(0,1 p) e Pielonefrite (0,1 p).
2) Seguindo o algarismo antigo:
a) Normalmente, o pH do sangue e de 7,42, precisamente um intervalo de tolerância entre 7,38 e 7,42. Se o pH do sangue for < 7,38 temos uma acidemia. Se o pH do sangue for maior que 7,42 temos uma alcalemia. No caso acima, pH=7,31 ----> acidose.
b) É acidose metabólica ou respiratória? Usando os valores do bicarbonato sérico - se a mudança for predominantemente no bicarbonato, então provavelmente que o distúrbio e metabólico. isto e, o bicarbonato vai ser menor que 22. No caso, há uma baixa concentração de HCO3 mas também no pCO2. Ou seja, definição mais correta: ACIDEMIA por ACIDOSE METABÓLICA. E, como o organismo tenta compensar a acidemia diminuindo o CO2, eventualmente através da hiperventilação, o valor do mesmo é bem baixo. ANION GAP = 12.9 Como podemos ver o anion GAP é levemente acima de 12 mEq. E pCO2 esperado - pCO2 esp = 1,5 x Bic + 8 +/-2 = 1,5 x 11,4 + 8 +/- 2 = 17,1 + 8 +/- 2 = 23 - 27 mmHg.

Ou seja, é uma acidose metabólica pura. 0,1 p

3) A acidose metabólica já é um dos critérios de gravidade. Além disto, a saturação de O2 baixa e a PaO2 baixa indica iminência de insuficiência respiratória. Hepatomegalia e outro (6 cm abaixo da borda? Algo está errado!). A creatinina alta e a ureia alta também indicam comprometimento da função renal. Essa criança precisa ser encaminhada já para UTI pediátrica.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.83)




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