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TRATAMENTO NUTRICIONAL NO DIABETES TIPO I (ÁREA DE PEDIATRIA)

NUTRIÇÃO - importância crítica durante a infância e a adolescência e papel essencial no tratamento de pacientes com a DM tipo 1.

Com o advento da tecnologia tem ocorrido a diminuição da atividade física e aumento do consumo de alimentos refinados, ricos em açúcares simples e gorduras saturadas. Estas alterações nos hábitos de atividade física e nutricionais levaram ao desequilíbrio entre a ingestão calórica e o gasto energético. No Brasil, estas tendências, juntamente com mudanças demográficas, socioeconômicas e epidemiológicas estão refletindo num aumento considerável da prevalência de doenças crônicas não-transmissíveis, dentre estas o diabetes.

OBJETIVA: (1155474 votos)..........99.35% das questões objetivas receberam votos.
Na forma de início oligo-articular de artrite idiopática juvenil não-responsiva a AINH se indica, com resultados geralmente muito bons e efeitos colaterais raros:
A. Os corticosteroides sistêmicos
B. O uso de injeções intra-articulares de hexacetonido de triancinolona
C. O uso de metotrexate, 10 a 15 mg/m2/semana por via oral ou injetável (SC ou IM)
D. Uso de etanercepte 0.4 mg/kg/dose, 2 vezes por semana, por via subcutânea
E. Realizar transplante autólogo de células-tronco

  RATING: 2.65

Na forma de início oligo-articular de artrite idiopática juvenil não-responsiva a AINH se indica, com resultados geralmente muito bons e efeitos colaterais raros:

A. Os corticosteroides sistêmicos
INCORRETO: Os corticosteroides sistêmicos têm excelente ação anti-inflamatória, mas não previnem a destruição articular nos pacientes com AIJ. Seu uso nesta doença deve ser cauteloso, tendo em vista os sérios efeitos colaterais e também a ocorrência de corticodependência, que é comum nos pacientes com AIJ.
B. O uso de injeções intra-articulares de hexacetonido de triancinolona
CORRETO : O uso de injeções intra-articulares de hexacetonido de triancinolona está indicado na forma de início oligoarticular não-responsiva a AINH. A dose varia de 10 a 40 mg por injeção, dependendo do peso da criança e do tamanho da articulação a ser injetada. Os resultados geralmente são muito bons e os efeitos colaterais são raros.
C. O uso de metotrexate, 10 a 15 mg/m2/semana por via oral ou injetável (SC ou IM)
INCORRETO : O MTX é a medicação de escolha para os pacientes com AIJ de início ou evolução poliarticular pela sua eficácia e segurança e as crianças em geral toleram melhor esta droga do que os adultos.
D. Uso de etanercepte 0.4 mg/kg/dose, 2 vezes por semana, por via subcutânea
INCORRETO : A introdução dos agentes biológicos representou um avanço considerável no tratamento da AIJ em pacientes não responsivos aos AINH e MTX. O etanercepte é o único agente biológico anti TNF registrado para uso em crianças com AIJ e sua eficácia e segurança em curto prazo para o tratamento da AIJ já estão bem estabelecidas, com base em estudos controlados. A dose de etanercepte preconizada para crianças é de 0.4 mg/kg/dose, 2 vezes por semana, por via subcutânea.
E. Realizar transplante autólogo de células-tronco
INCORRETO : Para os casos refratários de AIJ sistêmica ao uso de MTX e/ou antagonistas do TNF-α, resta um recurso terapêutico que é o transplante autólogo de células-tronco. Cerca de 30 pacientes com AIJ refratária ao tratamento com drogas anti-reumáticas já foram submetidos a este procedimento e 16 encontram-se em remissão após o transplante.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.65)

DISCURSIVA: (183633 votos) ..........98.22% das questões discursivas receberam votos.

Sobre a Síndrome de Cushing, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Defina a Síndrome de Cushing e classifique-a quanto à dependência do ACTH. (0,10 pontos)
  2. Descreva os principais mecanismos fisiopatológicos do hipercortisolismo endógeno.  (0,10 pontos)
  3. Enumere os testes laboratoriais de triagem e de confirmação diagnóstica da Síndrome de Cushing.  (0,10 pontos)
  4. Explique os princípios teóricos que orientam a diferenciação entre as formas hipofisária, adrenal e ectópica. (0,10 pontos)
  5. Discuta as bases teóricas do tratamento cirúrgico nas diferentes etiologias da Síndrome de Cushing. (0,10 pontos)




RATING: 0

Sobre a Síndrome de Cushing, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Defina a Síndrome de Cushing e classifique-a quanto à dependência do ACTH. (0,10 pontos)
  2. Descreva os principais mecanismos fisiopatológicos do hipercortisolismo endógeno.  (0,10 pontos)
  3. Enumere os testes laboratoriais de triagem e de confirmação diagnóstica da Síndrome de Cushing.  (0,10 pontos)
  4. Explique os princípios teóricos que orientam a diferenciação entre as formas hipofisária, adrenal e ectópica. (0,10 pontos)
  5. Discuta as bases teóricas do tratamento cirúrgico nas diferentes etiologias da Síndrome de Cushing. (0,10 pontos)


1. A Síndrome de Cushing é definida como o conjunto de manifestações clínicas decorrentes da exposição crônica a excesso de glicocorticoides (0,04 p).
Classifica-se em ACTH-dependente (doença de Cushing hipofisária e secreção ectópica de ACTH) (0,03 p) e ACTH-independente (tumores adrenais e hiperplasia adrenal bilateral) (0,03 p).

2. Os mecanismos fisiopatológicos centrais incluem:

  • Hipersecreção autônoma de cortisol por adenoma ou carcinoma adrenal, com feedback negativo sobre o eixo hipotálamo-hipófise (0,04 p);
  • Produção excessiva de ACTH por adenoma hipofisário (doença de Cushing), estimulando bilateralmente as adrenais (0,03 p);
  • Secreção ectópica de ACTH por tumores não hipofisários, gerando hipercortisolismo intenso e hipocalemia (0,03 p).
3. Testes de triagem: cortisol livre urinário de 24 horas, cortisol salivar noturno e teste de supressão com dexametasona 1 mg overnight (0,05 p).
Testes de confirmação: teste de supressão com dexametasona em baixas doses (2 mg/dia por 48 h) e dosagem de ACTH plasmático (0,05 p).

4. Princípios teóricos de diferenciação:

  • ACTH plasmático baixo (< 5–10 pg/mL) indica origem adrenal (ACTH-independente) (0,05 p);
  • ACTH normal ou elevado, associado a resposta ao CRH e/ou cateterismo de seios petrosos, diferencia origem hipofisária da ectópica (0,05 p).

5. Bases teóricas do tratamento cirúrgico:

  • Na doença de Cushing hipofisária, a adenomectomia transesfenoidal visa a remoção seletiva do microadenoma produtor de ACTH (0,04 p);
  • Nos tumores adrenais, a adrenalectomia unilateral remove a fonte autônoma de cortisol (0,03 p);
  • Na secreção ectópica, a ressecção do tumor primário é o tratamento etiológico ideal, quando localizável e ressecável (0,03 p).

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR -  SÍNDROME DE CUSHING DE ORIGEM ADRENAL (HIPERCORTISOLISMO ACTH-INDEPENDENTE)

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

CASO CLINICO: (214250 votos)..........99.5% dos casos clinicos receberam votos.
IDENTIFICAÇÂO: J.A.F.S., masculino, 42 anos, pardo, advogado, natural de Juiz de Fora / MG e morador do município de Niterói /RJ.
Q.P: Dor muscular e febre.
H.D.A: Indivíduo chega à emergência hospitalar com quadro sintomático de início abrupto – há dois dias, composto de febre (39,2º C), calafrios e cefaleia intensa. Relata fortes dores musculares principalmente na região das panturrilhas e da musculatura paravertebral.
Fez uso de Novalgina durante o dia, já que suspeitava de uma gripe.Diz que se sente muito cansado e seu apetite diminuiu consideravelmente.
H.P.P: Relata ter tido catapora e caxumba durante a infância. Nega internações hospitalares e transfusão de sangue. Nega tabagismo. Etilismo somente social.
H. Familiar: Pai e mãe saudáveis. Irmãos e primos saudáveis. Avô-materno faleceu de doença cardíaca, a qual não soube esclarecer. Avó-materna diabética. Avô-paterno hipertenso. Avó-materna faleceu de causa desconhecida.
H. Psicossocial: Completou o Ensino Médio em Escola Pública. Ativo e magro (IMC = 23). Solteiro com relações heterossexuais com múltiplas parceiras. Afirma fazer uso regular de camisinha. Nega uso de drogas ilícitas. Mora em casa (quatro cômodos com água, energia e saneamento adequados) com seus pais e 2 irmãos.
H. Epidemiológica: Narra ter cruzado faz uma semana, durante período chuvoso, uma zona alagadiça próxima de sua casa.
REVISÃO DOS SISTEMAS:
Geral e Nutrição: Regular estado geral (REG). Cabeça e Pescoço: Fotofobia e vermelhidão. Cárdio-respiratório: Sem alterações. Gastro-intestinal: Sem alterações. Genitourinário: Sem alterações. Pele: Aparecimento de algumas lesões avermelhadas. Esqueleto, articulações e Músculos: Artralgia. Neurológico: Sem alterações.
EXAME FÍSICO:
Sinais Vitais: Temperatura: 39.2 ºC; Pulso: 130 bmp; FR: 34 irpm. Pressão: 140 x 95 mmHG; Peso: 71.2 kg. Altura: 1.76 m.
Ectoscopia: Paciente em regular estado geral, apresentando síndrome febril, hipocorado (2+/4+), hipo-hidratado (2+/4+) – redução do turgor cutâneo, anictérico, acianótico. Marcha atípica. Perfusão capilar periférica normal.
Segmento Cefálico: Hemorragia conjuntival bilateral. Relata fotofobia e dor ocular. Narinas, ouvidos e boca sem anormalidades. Pescoço com boa mobilidade, sem tumorações.
Gânglios: Não foram palpadas linfadenomegalias ao exame físico.
Tórax: Ectoscopia dermatológica apresentando exantemas petequiais em toda a parede anterior e posterior do tórax. Ausência de alterações osteo-esqueléticas da parede torácica. Sem abaulamentos ou retrações. Pulmão: Murmúrios vesiculares auscultados em todo o tórax, expansibilidade mantida e simétrica, sem estertores, roncos ou sibilos. Percussão torácica timpânica.
Cardiovascular: Íctus normo-localizado em 5º EIE. RCR 2T, BNF, sopro sistólico (2+/6+) melhor auscultado em foco mitral, sem estalitos ou cliques de abertura.
Abdome: Exantemas petequiais dispersos pelo abdome. Dor à palpação profunda do hipocôndrio direito. Abdome peristáltico e timpânico. Sem abaulamentos, visceromegalias e sopros arteriais. Fígado palpável a cinco cm do rebordo costal direito.
Neurológico: Sem alterações de consciência. Equilíbrio normal. Reflexos profundos responsivos.
Osteo-esquelético: Queixa-se de artralgia. Ausência de sinais flogísticos das articulações. Essas permanecem com a amplitude dos movimentos passivos e ativos preservados e simétricos.
Geniturinário: Aumento do volume urinário. Sem alterações macroscópicas da urina.
Aparelho genital não avaliado.

LABORATÓRIO:
Análise dos elementos séricos:
Na+: 140 mmol/L (Normal: 135 - 145).
K+: 3,6 mmol/L (Normal: 3,5 - 5,0).
Glicose: 80 mg/dL (Normal: 70 - 110)
Uréia: 28 mg/dL (Normal: 8 - 25)
Creatinina: 1,6 mg/dL (Normal: 0,6 - 1,5)
Hemograma: Anemia hipocrômica. Leucograma:14.000 leucócitos/mm³ (Normal: 4300-10800). Neutrofilia e desvio para a esquerda; Plaquetas:110.000/mm³ (Normal: 150.000 – 400.000)
VSH: 30 mm/h (0-13 mm/h)
HIV: negativo.

Pergunta-se:
1) Quais são as hipóteses diagnósticas? .......... 0,2 pontos
2) Qual a hipótese diagnóstica mais pertinente?........... 0,0375 pontos
3) Qual é o tratamento aplicável á esse paciente já diagnosticado?.........0,0250 pontos
4) Enumeram as medidas de controle segundo o Ministério da Saúde.


RATING: 2.88

1) Podem ser sugeridas diversas hipóteses diagnósticas:

  • viroses,  (0,0125 p)
  • dengue,  (0,0125 p)
  • influenza,  (0,0125 p)
  • Hantavírus,  (0,0125 p)
  • apendicite aguda,  (0,0125 p)
  • bacteremias,  (0,0125 p)
  • septicemias,  (0,0125 p)
  • colagenoses,  (0,0125 p)
  • colecistite aguda,  (0,0125 p)
  • febre tifóide,  (0,0125 p)
  • infecção de vias aéreas superiores e inferiores,  (0,0125 p)
  • malária,  (0,0125 p)
  • pielonefrite aguda,  (0,0125 p)
  • riquestsioses,  (0,0125 p)
  • toxoplasmose,  (0,0125 p)
  • meningites  (0,0125 p)

2) Qual é o diagnóstico mais pertinente?

No entanto, confirmamos o diagnóstico da leptospirose (0,0125 p) através o incremento substancial (maior do que quatro vezes o normal) (0,0125 p) dos títulos de anticorpos de hemaglutinação indireta.(0,0125 p)

3) Tratamentoi da leptospirose:

  • Penicilina G, 2.4 a 3.6 milhões de U/dia  (0,0125 p)
  • Tetraciclina, 2.0 g/dia por via oral   (0,0125 p)

DISCUSSÃO: Os antibióticos devem ser iniciados de forma empírica, antes da confirmação sorológica (Cecil, 2002). “O tratamento visa, de um lado, a combater o agente causal (antibioticoterapia) e, de outro, a debelar as principais complicações, principalmente o desequilíbrio hidro-eletrolítico, as hemorragias, as insuficiências respiratórias e renal agudas e perturbações cardiovasculares, incluindo arritmias, insuficiência cardíaca, hipotensão e choque. As medidas terapêuticas de suporte constituem-se nos aspectos de maior relevância e devem ser iniciadas precocemente, na tentativa de evitar complicações da doença, principalmente as renais.” (FUNASA, Guia de Vigilância Epidemiológica).

4) Segundo o Ministério da Saúde, as medidas de controle devem ser:

  • Controle da população de roedores por meio de medidas de anti-ratização e desratização;  (0,0125 p)
  • Redução do risco de exposição de ferimentos às águas/lama de enchentes ou situação de risco;  (0,0125 p)
  • Medidas de proteção individual para trabalhadores ou indivíduos expostos a risco, através do uso de roupas especiais, luvas e botas;  (0,0125 p)
  • Uso de sacos plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés representam alguma proteção, quando for possível usar luvas e botas;  (0,0125 p)
  • Limpeza e desinfecção com hipoclorito de sódio de áreas físicas domiciliares ou que não estejam contaminadas  (0,0125 p)
  • Utilização de água filtrada, fervida ou clorada para ingestão;  (0,0125 p)
  • Vigilância sanitária dos alimentos, descartando os que entraram em contato com águas contaminadas;  (0,0125 p)
  • Armazenagem correta dos alimentos em locais livres de roedores  (0,0125 p)
  • Armazenagem e destino adequado do lixo, principal fonte de alimento e abrigo do roedor;  (0,0125 p)
  • Eliminar entulho, materiais de construção ou objetos em desuso que possam oferecer abrigo a roedores;  (0,0125 p)
  • Desassoreamento, limpeza e canalização de córregos;  (0,0125 p)
  • Construção e manutenção permanente das galerias de águas pluviais e esgoto em áreas urbanas;  (0,0125 p)
  • Emprego de técnicas de drenagem de águas livres supostamente contaminadas;  (0,0125 p)
  • Ações permanentes de educação em saúde alertando sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção, manifestações clínicas, tratamento e controle da doença;  (0,0125 p)
  • Em caso de suspeita clínica, procurar orientação médica, relatando a história epidemiológica nos vinte dias que antecederam os sintomas.  (0,0125 p)
  • A critério médico, poderá ou não ser indicado o uso de antibioticoterapia em casos de exposição de alto risco;  (0,0125 p)
  • Tratamento de animais doentes, com especial atenção para o uso de procedimentos terapêuticos que sustem a eliminação urinária de leptospiras;  (0,0125 p)
  • Vacinação de animais (caninos, bovinos e suínos) através do uso de bacterinas preparadas com as variantes sorológicas prevalentes na região;  (0,0125 p)
  • Higiene, remoção e destino adequado de excretas animais e desinfecção permanentes dos canis ou locais de criação de animais.  (0,0125 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.88)




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