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A perfusão tissular no paciente chocado é melhor avaliada através do seguinte parâmetro:
A. pressão venosa central
INCORRETO: A pressão venosa central também se constitui em um bom parâmetro. Em termos fisiológicos, a mensuração da PVC é um métodos acurado da estimação da pressão de enchimento do ventrículo direito, de grande relevância na interpretação de sua função.
O método de mensuração da PVC com coluna de água, devido à sua extrema simplicidade e baixo custo, é bastante popular e largamente utilizado, dispensando transdutores eletrônicos sofisticados.
Quando utilizada de maneira criteriosa e sempre que possível associada a outros parâmetros clínicos e hemodinâmico, a PVC é um dado extremamente útil na avaliação das condições cardiocirculatórias de pacientes em estado crítico.
B. diurese horária;
CORRETO : A diurese é um bom indicador da microcirculação tecidual. Sabemos que na hipovolemia o rim é hipoperfundido e a baixa pressão hidrostática ao nível do capilar glomerular acaba gerando pouco filtrado e conseqüentemente, pouca urina. Quando restauramos a volemia o retorno de um bom débito urinário reflete uma perfusão adequada em tecidos.
C. pressão arterial
INCORRETO : a Pa medida geralmente na arteria braquial pode enganar - em caso de choque há vasoconstrição periferica as vezes com PA normal na primeira fase, o que não indica uma perfusão periferica boa mas simuma compensação da PA arterial por conta de pressão de perfusão periferica diminuida
D. hematócrito
INCORRETO : O hematócrito pode variar. Os indivíduos chocados por perda volêmica para terceiro espaço (queimaduras, dengue hemorrágica etc.) encontram-se hemoconcentrados. Quando infundimos volume, o hematócrito pode ter seus níveis reduzidos.
E. elasticidade e turgor da pele.
INCORRETO : a elasticidade e o turgor da pele, alem de ser parâmetros subjetivos, não podem oferecer informações sobre a perfusão periferica
Gabarito: B
RATING: 2.93 ![]()
Responda ás questões a seguir:
1) Conforme a escala de Glasgow essa criança vai precisar de via aérea artificial? Justifique. - 0,08 pontos
2) Quais são as medidas corretivas imediatas desse atendimento, que já deveriam ser feitas no lugar do atropelamento? - 0,14 pontos
3) Salientando que o foco principal do impacto foi o tórax, qual é o sinal mais preocupante e qual é a suspeita clínica? - 0,14 pontos
4) A investigação radiológica evidenciou: contusão pulmonar; pneumotórax à direita; fratura de costelas à direita e fratura de clavícula à direita. Qual é a conduta? 0,14 pontos
1) Conforme a escala de Glasgow essa criança vai precisar de via aérea artificial? Justifique.
Não (0,02 p). O escore de Glasgow dessa criança neste momento é de 13 (0,02 p) – ou seja bem longe de 8, que seria a indicação para intubação (0,02 p), além disto, não apresenta nenhum sinal de insuficiência respiratória aguda atual ou iminente (0,02 p)
2) Quais são as medidas corretivas imediatas desse atendimento, que já deveriam ser feitas no lugar do atropelamento?
O pescoço da criança deve permanecer em posição neutra (0,02 p) e não pode ser hiperestendido (0,02 p). A via aérea deve ser mantida totalmente permeável (0,02 p), enquanto a coluna cervical é imobilizada em posição neutra (0,02 p). Tração e movimento do pescoço devem ser evitados (0,02 p) após manutenção da via aérea e estabilização da coluna cervical (0,02 p). Um colar semi-rígido deve ser aplicado. (0,02 p)
3) Salientando que o foco principal do impacto foi o tórax, qual é o sinal mais preocupante e qual é a suspeita clínica?
O sinal mais preocupante – a criança está taquipneica (0,02 p), embora o MV está audível e a saturação boa.
A contusão pulmonar (0,02 p)deve ser suspeitada em qualquer criança com trauma torácico contuso (0,02 p) que apresente dor no peito , dificuldade para respirar ou hipoxia inexplicada (0,02 p).
Fraturas de costela (0,02 p), assim como equimose na parede torácica devem aumentar ainda mais a suspeita de lesão no parênquima subjacente.
Pneumotórax (0,02 p) ou hemotórax (0,02 p) devem ser suspeitados em qualquer criança com histórico de trauma torácico que apresente dor no peito, falta de ar, dificuldade respiratória, hipóxia ou evidência de choque.
Todos os pacientes com um mecanismo de lesão torácica devem ser submetidos rapidamente a uma avaliação radiológica com raio-X de tórax
4) A investigação radiológica evidenciou: contusão pulmonar; pneumotórax à direita; fratura de costelas à direita e fratura de clavícula à direita. Qual é a conduta?
Atendimento de criança com trauma torácica:
suporte ventilatório não invasivo (0,02 p)
hidratação venosa (0,02 p)
analgesia de suporte (0,02 p)
curativo nas escoriações (0,02 p)
tipóia devido a fratura da clavícula (0,02 p)
colher Gasometria; Proteína C Reativa; Hemocultura; Hemograma (0,02 p)
transferir para UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica (0,02 p)
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