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RATING: 3.1 ![]()
Um homem de 25 anos é levado ao pronto-socorro após sofrer queimaduras em um incêndio em seu apartamento. Ele apresenta bolhas e eritema (na face, membro superior esquerdo e peito) e franca queimadura em anel em seu membro superior esquerdo. Ele está agitado, hipotenso e taquicárdico. Qual das afirmações seguintes são corretas a respeito do tratamento inicial das lesões desse paciente?
A. Antibioticoterapia tópica não deveria ser usada, já que induziria ao crescimento de microrganismos resistentes
INCORRETO: Em conjunto com o desbridamento precoce, antimicrobianos tópicos como a prata sulfadiazina são extremamente importantes para inibir a colonização da área recém incisada ou queimaduras recentes.
B. O debridamento precoce das queimaduras da face e mão é especialmente importante
INCORRETO : A conduta em feridas recentes é baseada em excisão precoce das áreas de tecidos desvitalizados, com exceção das lesões profundas de palma da mão, solas dos pés, genitais e face.
C. O debridamento só deve ser efetuado caso o prejuízo neurológico seja eminente
INCORRETO : O desbridamento de pele parcial ou total em queimaduras geralmente ocorre entre três e sete semanas após a lesão.
D. O debridamento das lesões de terceiro e segundo graus profundo geralmente acontece em três a sete dias após a lesão
CORRETO : O desbridamento de pele parcial ou total em queimaduras geralmente ocorre entre três e sete semanas após a lesão. Existem várias vantagens comprovadas nodesbridamento precoce, incluindo menor tempo de hospitalização e diminuição dos custos. Isso é especialmente válido para queimaduras maiores que 30 a 40% da superfície corpórea. Em conjunto com o desbridamento precoce, antimicrobianos tópicos como a prata sulfadiazina são extremamente importantes para inibir a colonização da área recém incisada ou queimaduras recentes.
E. Enxertos de pele fina deveriam ser realizados sobre as lesões de terceiro grau imediatamente para prevenir perda de líquido
INCORRETO : A cobertura permanente com enxerto fino de pele usualmente ocorre após uma semana da lesão. Enxerto de pele requer um leito vascular apropriado.
Gabarito: D
RATING: 2.99 ![]()
1) Quais são os critérios de triagem para o transtorno de espectro autista? (0,15 pontos)
2) Qual o beneficio do “early intervention” sobre as crianças com transtorno de espectro autista? (0,14 pontos)
3) Quais são os distúrbios incluídos no transtorno de espectro autista? (0,21 pontos)
Paciente do sexo masculino, 54 anos, com queixa de pirose retroesternal de longa data (há mais de 10 anos), com piora progressiva nos últimos 2 anos.
Vem apresentando regurgitação, principalmente no período noturno.
Teve emagrecimento de 2 kg nos últimos 12 meses (índice de massa corporal atual de 33 kg/m2).
Realizada endoscopia digestiva alta, observou-se ulceração esofágica, com friabilidade e presença de mucosa de aspecto róseo-avermelhado, circunferencial, com 4 cm de extensão, projetando proximalmente a partir da junção escamo-colunar. Foram realizadas biópsias da região da junção gastro-esofágica, cujo corte histológico é apresentado abaixo.

1) Qual o diagnóstico para esse paciente? - 0,1 pontos
2) Qual é o prognóstico para esse paciente? - 0,1 pontos
3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente? - 0,3 pontos
1) Qual o diagnóstico?
Doença do refluxo gastro-esofágico (DRGE) complicada com esôfago de Barret. (0,1 p)
DISCUSSÃO: Trata-se de um paciente com queixas de queimação retroesternal e regurgitação, os dois sintomas mais frequentes em pacientes portadores de DRGE. Observa-se IMC de 33, ou seja, obesidade grau I, comum em pacientes que sofrem de DRGE. A endoscopia documenta a presença de esofagite erosiva e achados comuns ao esôfago de Barret. Este último é confirmado pelo corte histológico, onde notam-se áreas de epitélio colunar especializado ao nível da junção gastro-esofágica.
2) Qual é o prognóstico?
Em termos prognósticos, a incidência de adenocarcinoma é 40X maior nos pacientes com esôfago de Barret quando comparado com a população em geral. Requer, portanto, acompanhamento a longo prazo. O principal marcador de potencial de malignidade será a presença de displasia. (0,1 p)
3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente?
- inicialmente controlar a inflamação relacionada a DRGE com terapia antissecretória (0,1 p)
- realizar nova endoscopia com múltiplas biópsias visando descartar a presença de displasia (preferencialmente confirmada por mais de um patologista). A ausência de displasia implica controle endoscópico a cada 2, 3 anos. Displasia leve, controle endoscópico semestral e posteriormente anual. Displasia de alto grau deve ser tratada com esofagectomia ou acompanhamento com biópsias, inicialmente a cada mês, e posteriormente trimestrais. (0,1 p)
- Não há tratamento curativo específico usado rotineiramente para o esôfago de Barret. Portanto, além do acompanhamento endoscópico, a DRGE deve ser controlada, conforme sua evolução, com terapia clínica e/ou operatória. (0,1 p)
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