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TUMORES BENIGNOS DO CORPO UTERINO (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

“Pólipo” é termo clínico aplicável a qualquer formação, séssil ou pediculada, que faça relevo a partir da área de implante em relação à superfície adjacente, independente de sua estrutura histológica.

Pólipo endometrial, mais específico, designa a formação polipóide que reproduz total ou parcialmente o endométrio.

São lesões benignas, com baixo potencial de virar neoplasias. Além da hiperplasia simples, que é em essência parte do epitélio glandular de muitos pólipos endometriais, eles raramente sofrem transformação maligna. Em vários estudos incluindo mulheres com sangramento uterino anormal a freqüência de malignidade associada a pólipos em sua grande maioria ocorreu em mulheres na pós-menopausa.

As características antes da menopausa são: sangramento uterino normal ou infertilidade.

OBJETIVA: (1414206 votos)..........96.07% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher de 65 anos, com obstipação crônica, queixa-se de dor abdominal em cólica, além de dor contínua localizada em quadrante inferior esquerdo (QIE), há dois dias. O exame físico revela: febre baixa (37,8 ºC), discreta distensão abdominal e sinal de descompressão brusca positiva na região do QIE. O hemograma mostra leucocitose com desvio à esquerda. Diagnóstico mais provável:
A. diverticulite aguda
B. câncer de sigmoide perfurado
C. síndrome do intestino irritável
D. câncer de reto perfurado
E. retocolite ulcerativa inespecífica

  RATING: 2.84

Uma mulher de 65 anos, com obstipação crônica, queixa-se de dor abdominal em cólica, além de dor contínua localizada em quadrante inferior esquerdo (QIE), há dois dias. O exame físico revela: febre baixa (37,8 ºC), discreta distensão abdominal e sinal de descompressão brusca positiva na região do QIE. O hemograma mostra leucocitose com desvio à esquerda. Diagnóstico mais provável:

A. diverticulite aguda
CORRETO: A diverticulite aguda constitui o diagnóstico mais provável porque a paciente idosa apresenta história de obstipação crônica, fator de risco fundamental para o desenvolvimento de diverticulose colônica adquirida por hipertrofia da muscular própria e aumento da pressão intraluminal. O quadro agudo de dor em cólica que evolui para dor contínua no quadrante inferior esquerdo, associada a febre baixa, distensão abdominal discreta, sinal de descompressão brusca positivo (indicando irritação peritoneal localizada) e leucocitose com desvio à esquerda, configura a tríade clássica de dor no quadrante inferior esquerdo, febre e leucocitose, altamente específica de inflamação diverticular no cólon sigmoide, segmento mais acometido em populações ocidentais.
B. câncer de sigmoide perfurado
INCORRETO : Embora o câncer de sigmoide possa complicar-se com perfuração e peritonite localizada, essa hipótese exige antecedentes crônicos de emagrecimento, sangramento retal oculto ou alteração progressiva do hábito intestinal, achados ausentes aqui; a diverticulite permanece a causa mais frequente de dor aguda no quadrante inferior esquerdo em idosos.
C. síndrome do intestino irritável
INCORRETO : Embora o câncer de sigmoide possa complicar-se com perfuração e peritonite localizada, essa hipótese exige antecedentes crônicos de emagrecimento, sangramento retal oculto ou alteração progressiva do hábito intestinal, achados ausentes aqui; a diverticulite permanece a causa mais frequente de dor aguda no quadrante inferior esquerdo em idosos.
D. câncer de reto perfurado
INCORRETO : O câncer de reto manifesta-se tipicamente com tenesmo, sangramento franco ou obstrução baixa, e sua perfuração costuma gerar peritonite pélvica difusa ou abscesso; a dor localizada no quadrante inferior esquerdo e o contexto de obstipação crônica apontam para comprometimento sigmoideano diverticular, não retal.
E. retocolite ulcerativa inespecífica
INCORRETO : A retocolite ulcerativa inespecífica predomina em pacientes mais jovens, caracteriza-se por diarreia sanguinolenta e muco recorrente com envolvimento contínuo da mucosa a partir do reto, e não por dor aguda localizada no quadrante inferior esquerdo com peritonite focal sem diarreia ou sangramento franco.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.84)

DISCURSIVA: (197591 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Enumeram os sintomas de encarceramento duma hernia no lactente.(0,32 pontos)
(II) Define a redução “em massa” da hernia encarcerada.(0,07 pontos)
(III) Enumeram as três entidades patológicas mais frequentemente associadas com hernias encarceradas (0,11 pontos).


RATING: 3.05

(I) Enumeram os sintomas de encarceramento duma hernia no lactente.(0,32 pontos)
(II) Define a redução “em massa” da hernia encarcerada.(0,07 pontos)
(III) Enumeram as três entidades patológicas mais frequentemente associadas com hernias encarceradas (0,11 pontos).

(I) Enumeram os sintomas de encarceramento duma hernia no lactente:
São sintomas de encarceramento:
  1. dor abdominal (0,0360 p) + vômitos intermitentes (0,0355 p) + bebê inquieto e que não pode ser consolado (0,0355 p)
  2. massa irredutível (0,0355 p), dolorosa (0,0355 p) e às vezes eritematosa (0,0355 p) é observada na virilha (0,0355 p)
  3. distensão abdominal (0,0355 p)e fezes com sangue (0,0355 p)- sinais tardios
(II) Define a redução “em massa” da hernia encarcerada.
Redução “em massa” é um incidente raro, quando o conteúdo herniado é reduzido para a cavidade peritoneal (0,0357 p) mas o intestino permanece encarcerado internamente no saco herniário. (0,0343 p)

(III) Enumeram as três entidades patológicas mais frequentemente associadas com hernias encarceradas
As três entidades patologicas mais associadas com hernias encarceradas são: a fibrose cística (0,036 p), a hidrocefalia com desvio ventriculo-peritoneal (0,036 p) e a hemodialise (0,038 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

CASO CLINICO: (229783 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente feminina, 42 anos, com história de infecções urinárias recorrentes, procura o serviço de emergência com dor lombar bilateral intensa e insuportável, febre alta (39 °C), calafrios e hematúria macroscópica. Ao exame físico: paciente em posição antálgica, sensibilidade marcante no ângulo costovertebral bilateral e febre. Urinálise: pH 8,0, leucocitúria intensa, nitrito positivo e cultura urinária positiva para Proteus mirabilis. Sem história de gota, diabetes ou hiperparatireoidismo.

I. Qual a suspeita diagnóstica mais provável?  (0,12 p)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada?  (0,13 p)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico?  (0,13 p)
IV. Qual o tratamento indicado?  (0,12 p)



RATING: 3.03

Resposta à Questão I – Suspeita Diagnóstica (0,12 p) 
A tríade de dor lombar intensa, febre e infecção urinária recorrente com pH urinário alcalino orienta para cólica renal por cálculo infeccioso de estruvita (0,04 p). 
Os cálculos infecciosos representam 10 a 15 % de todos os cálculos renais e 75 % dos cálculos coraliformes (0,04 p). 
A formação de cálculos na pelve renal é assintomática até que um fragmento se desprenda e migre pelo ureter, desencadeando a cólica ureteral; hematúria pode ocorrer mesmo na ausência de dor (0,04 p). 

Resposta à Questão II – Possível Causa da Doença Diagnosticada (0,13 p) 
Os cálculos de estruvita são compostos por sais de magnésio, amônio e fosfato e resultam de infecções crônicas ou recorrentes do trato urinário por microrganismos produtores de urease (0,04 p). 
O *Proteus mirabilis* é o agente mais frequente (87 % das infecções relacionadas a cálculos) e hidrolisa a ureia em amônia, elevando o pH urinário acima de 7,2 (0,04 p). 
Esse ambiente alcalino permite a saturação de magnésio, amônia e íons fosfato, levando à precipitação de estruvita e, frequentemente, à coexistência de apatita de carbonato de cálcio (0,03 p). 
A infecção urinária crônica é o fator etiológico principal, com crescimento rápido e alto potencial de morbidade (0,02 p). 

Resposta à Questão III – Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico (0,13 p) 
A tomografia computadorizada helicoidal sem contraste é o método mais preciso para o diagnóstico de litíase urinária (0,04 p). 
Apresenta sensibilidade de 98 % e especificidade de 97 %, detectando cálculos radiopacos e radiotransparentes, além de sinais secundários de obstrução (dilatação ureteral e estrias perirrenais) (0,04 p). 
Em cálculos coraliformes permite avaliar extensão, dimensões exatas e densidade em unidades Hounsfield, auxiliando no planejamento terapêutico (0,03 p). 
Protocolos de baixa dose mantêm sensibilidade ≈96 % e especificidade ≈94 % com menor exposição à radiação (0,02 p). 

Resposta à Questão IV – Tratamento Indicado (0,12 p) 
O tratamento dos cálculos coraliformes exige remoção completa do cálculo para prevenir recorrência, perda da função renal e infecção persistente (0,04 p). 
Prefere-se a nefrolitotomia percutânea, a litotripsia extracorpórea ou a associação desses procedimentos; a cirurgia aberta e o tratamento clínico isolado são pouco recomendados (0,04 p). 
Devem ser associados agentes antimicrobianos criteriosos dirigidos ao microrganismo (ex.: *Proteus*) (0,02 p). 
A eficácia e segurança das técnicas minimamente invasivas e endourológicas tornaram o manejo cirúrgico a primeira escolha (0,02 p). 

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.03)




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