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NEOPLASIAS NÃO-MELANOMAS DA PAREDE ABDOMINAL (ÁREA DE CIRURGIA)

O carcinoma de células escamosas e o carcinoma basocelular representam as neoplasias malignas cutâneas mais prevalentes em escala global. Assim como observado no melanoma, a incidência desses cânceres de pele tem apresentado um aumento progressivo ano após ano. As projeções epidemiológicas atuais indicam que aproximadamente um em cada cinco indivíduos nos Estados Unidos poderá desenvolver algum desses tumores ao longo da vida.

É importante destacar que, apesar do crescimento na incidência, as taxas de mortalidade associadas ao câncer de pele não melanoma — categoria que engloba tanto o carcinoma de células escamosas quanto o carcinoma basocelular — vêm demonstrando uma tendência de declínio. Esse fenômeno é amplamente atribuído à ênfase na detecção precoce e na implementação de intervenções terapêuticas efetivas, que permitem uma abordagem mais curativa e menos invasiva.


OBJETIVA: (1309569 votos)..........95.48% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher de 58 anos consulta você devido a prurido vulvar. Ao exame pélvico, você nota uma pele fina, atrófica com coloração esbranquiçada em toda a vulva. Dos diagnósticos a seguir, qual o mais provável?
A. carcinoma vulvar
B. neoplasia intra-epitelial vulvar
C. hiperqueratose
D. vulvite atrófica
E. líquen escleroso

  RATING: 2.91

Uma mulher de 58 anos consulta você devido a prurido vulvar. Ao exame pélvico, você nota uma pele fina, atrófica com coloração esbranquiçada em toda a vulva. Dos diagnósticos a seguir, qual o mais provável?

A. carcinoma vulvar
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. neoplasia intra-epitelial vulvar
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. hiperqueratose
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. vulvite atrófica
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. líquen escleroso
CORRETO : Esta é a descrição de um líquen escleroso, um problema comum em mulheres na menopausa. Foi demonstrado que apresenta um aumento da atividade metabólica. Deve ser seguido de perto e biopsiado se aparecerem outras áreas anormais. Experiência utilizando o corticosteróide tópico propionato de clobetasol como pomada demonstrou resultados melhores do que a pomada de testosterona e progesterona anteriormente recomendada. Cerca de 25% das pacientes com líquen escleroso apresentam áreas associadas de hiperplasia de células escamosas e até 5% estão associadas à neoplasia intra-epitelial. Líquen escleroso não deve ser confundido com as alterações encontradas na vulvite atrófica (pós-menopausa). Na vulvite atrófica, os tecidos são finos e brilhantes, mas não apresentam a coloração esbranquiçada, encontrada no líquen escleroso.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.91)

DISCURSIVA: (192307 votos) ..........98.89% das questões discursivas receberam votos.
Como distinguir anemia ferropriva de anemia de doença crônica?


RATING: 3

Como distinguir anemia ferropriva de anemia de doença crônica?

Alguns exames complementares constituem a cinética do ferro e permitem diferenciar, em boa parte dos casos, a anemia ferropriva da associada a doença crônica:

Diferenciação laboratorial entre anemia ferropriva e a associada a doença crônica
  Anemia Ferropriva Anemia de Doença Crônica
Ferro sérico Diminuído Diminuído
Ferritina Diminuída Normal ou elevada
TBIC Elevada Normal
Saturação de transferrina Diminuída Normal
TBIC – capacidade de ligação da transferrina ao ferro.

Quando o diagnóstico não é alcançado, deve-se fazer mielograma para avaliação histoquímica da reserva de ferro nos macrófagos. Eventualmente, havendo motivos clínicos para se suspeitar da deficiência de ferro, pode-se tratar como tal por três a quatro semanas e repetir o hematócrito.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (224526 votos)..........99.52% dos casos clinicos receberam votos.
M.M.S., 4 anos e 2 meses, sexo feminino, parda, natural e procedente da Bahia.

Queixa Principal:“Dor no peito e na barriga há 12 dias.” Mãe relata que há 12 dias a criança apresentou quadro álgico mais intenso em região para-esternal de tórax do que em abdome. Esta dor era intensa,  intermitente, sem irradiação e não cedia com o uso de dipirona (20 gts). Há 10 dias, passou a apresentar febre, não aferida, quase diária. Há 8 dias, passou a apresentar tosse produtiva, com expectoração amarelada.  

Revisão de Sistemas: Astenia, tosse produtiva, dor torácica e abdominal. Eliminações fisiológicas.

Antecedentes Fisiológicos:

Mãe: GII PII (NII ) A0 . Pré-natal – 5 consultas. Nega intercorrências durante a gestação. Parto hospitalar, a termo. Chorou ao nascer. Peso: 2600g. Apgar: ?   Comprimento: ?   Perímetro cefálico: ?  Nega intercorrências neonatais. Leite materno exclusivo até 2 meses de vida.  DNPM adequado.

Antecedentes Patológicos:

  3 internações prévias por crises álgicas e pneumonia.

  1 hemotransfusão. Nega alergias/intolerâncias.

  Calendário vacinal em dia.

Antecedentes Familiares:

Mãe (21 a), relata anemia ferropriva.  

Pai (46 a), hígido, tabagista e etilista leve. Não reside com a criança. Irmão falecido aos 2 anos por anemia falciforme. Prima: anemia falciforme.


Ectoscopia: BEG, hipocorada (2+/4), anictérica, acianótica, hidratada, afebril, ativa e reativa, consciente, orientada, emagrecida. Peso:15 Kg.
Oroscopia: dentes em bom estado de conservação, sem hiperemia.  Pele, mucosas e fâneros: sem alterações.  Gânglios: impalpáveis.  ACV: RCR 2T BNF s/ sopros. FC: 119 bpm  AP: MV rude, roncos e sibilos difusos. FR: 28 ipm  ABD: plano, normotenso, RHA presentes e normais, indolor à palpação, fígado à 2 cm do RCD e baço à 3 cm do RCE.  Ext: perfundidas e sem edema.

PERGUNTAS:

1) Qual é a suspeita diagnóstica? Justifique. (0,2 p)

2) Qual é a mais provável etiologia da infecção pulmonar, em relação com a doença de base, nesta faixa etária?  (0,1 p)

3) Qual é a atitude terapêutica frente a essa criança? (0,2 p)


RATING: 2.88

1) SUSPEITA DIAGNÓSTICA: A) ANEMIA FALCIFORME - Justificativa: antecedentes familiares, astenia, dor toracica, outras 3 internações prévias por crises álgicas e pneumonia. fígado à 2 cm do RCD e baço à 3 cm do RCE. (0,1 p) B) PNEUMONIA  febre, não aferida, quase diária. Há 8 dias, passou a apresentar tosse produtiva, com expectoração amarelada.  (0,1 p) 2) ETIOLOGIA DA INFECÇÃO PULMONAR: Como conseqüência da asplenia, haverá uma maior notadamente o Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e o pneumococo10,11. O risco de infecção por este último em crianças com anemia falciforme menores de 5 anos é aproximadamente 30 a 100 vezes maior que em crianças saudáveis (0,1 p) 3) TRATAMENTO: Ampicilina sulbactam 500mg EV 6/6 - Novalgina 0,6 ml EV 6/6h intercalado com nimesulida - Nimesulida gts VO 12/12 hs - Prednisona 15mg VO 1x/dia. - NBZ  SF 0,9% - 3 ml +   Berotec 6 gts (0,2 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.88)




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