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CÂNCER DE VESICA URINARIA (ÁREA DE CIRURGIA)

O câncer de vesica urinaria, denominado câncer da bexiga, constitui a segunda neoplasia mais frequente do trato geniturinário no homem brasileiro, superado apenas pelo adenocarcinoma de próstata.

Para facilitar a compreensão, vale lembrar que neoplasia significa o crescimento descontrolado de células anormais, e o trato geniturinário abrange os órgãos responsáveis pela produção, armazenamento e eliminação da urina, como bexiga, rins e próstata.


OBJETIVA: (1400534 votos)..........95.4% das questões objetivas receberam votos.
NÃO é observada em quaisquer das formas de apresentação clínica da ______________a falência das suprarrenais. Assinale a alternativa que apresenta a patologia que preenche corretamente a lacuna.
A. Neoplasia maligna broncogênica
B. Paracoccidioidomicose
C. Tuberculose
D. Micose fungoide
E. Infecção meningocócica

  RATING: 3.08

NÃO é observada em quaisquer das formas de apresentação clínica da ______________a falência das suprarrenais. Assinale a alternativa que apresenta a patologia que preenche corretamente a lacuna.

A. Neoplasia maligna broncogênica
INCORRETO: Como qualquer tumor, o tumor broncogênico tem a capacidade de metástase, inclusive nas suprarrenais.
B. Paracoccidioidomicose
INCORRETO : Paracocidiomicose: FORMA CRONICA: caracteriza-se por comprometimento pulmonar, lesões ulceradas de pele, mucosas (oral, nasal, gastrointestinal), linfadenopatia; na forma disseminada, pode acometer todas as vísceras, sendo freqüentemente afetada a supra-renal.
C. Tuberculose
INCORRETO : Os casos extra-pulmonares (fora do pulmão), com exceção dos pacientes com a imunidade comprometida, ocorrem geralmente devido a uma reativação da doença e não por um infecção primária. A tuberculose pode causar meningites, infecções renais,hepática, da glândula supra-renal, pleural e óssea.
D. Micose fungoide
CORRETO : Micose Fungóide é uma rara forma de linfoma não Hodgkin. Foi descrito pela primeira vez por Jean-Louis-Marc Alibert, dermatologista francês, em 1806. O nome da doença é na maioria das vezes confuso pois soa como um tipo de infecção fúngica. Na realidade, micose fungóide não está relacionada com fungus, a denominação fungóide surgiu pelo fato que alguns pacientes severos que apresentavam a doença tinham tumores na pele parecidas com micose. A micose fungóide é um linfoma cutâneo de células T helper (CTCL), de origem primária na pele, com evolução lenta e prognóstico reservado. A doença permanece limitada à pele até atingir estádios avançados, quando pode estender-se a linfonodos e órgãos internos, levando ao êxito letal. Está bem estabelecido que a micose fungóide é um linfoma predominantemente de células T auxiliares (helper), com aumento da relação de linfócitos T auxiliares/T supressores nos infiltrados das lesões, o que não difere muito do encontrado em outras dermatoses inflamatórias. Isto sugere que a micose fungóide começaria como um processo inflamatório para depois se transformar num processo neoplásico de baixo grau de malignização. Também foi demonstrado que existe uma alteração na expressão de antígenos T nas células da micose fungóide. Em geral, os linfócitos neoplásicos expressam os antígenos TCD2, CD3, CD4 e CD5, porém mostram perda ou diminuição dos antígenos CD7 e CD8. Cada paciente desenvolve um único clone de células malignas com um único receptor de superfície
E. Infecção meningocócica
INCORRETO : A Síndrome de Waterhouse-Friderichsen ou adrenalite hemorrágica é uma doença das glândula adrenais (ou supra-renais) classicamente relacionada à bactéria Neisseria meningitidis e mais comumente causada pela bactéria Gram negativa Pseudomonas aeruginosa. Trata-se de quadro dramático, caracterizado em sua forma clássica por hemorragia maciça de uma ou (mais comumente) ambas adrenais com consenquente necrose, hipotensão arterial, choque, coagulação intravascular disseminada, púrpura rapidamente progressiva e insuficiência adrenal aguda. O tratamento é realizado com administração precoce de antibioticoterapia (benzilpenicilina, ceftriaxona, Vancomicina, Cefepime), abordagem da sepse grave e choque séptico com infusão de volume e, posteriormente, aminas vasopressoras e utilização de corticoesteróides no manejo da insuficiência adrenal.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.08)

DISCURSIVA: (196196 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumera as etapas da conduta do profissional frente à presença de líquido tinto de mecônio fluido ou espesso que apresente, logo após o nascimento, movimentos respiratórios rítmicos e regulares, tônus muscular adequado e frequência cardíaca maior que 100 bpm. - 0,5 pontos.


RATING: 2.92

Enumera as etapas da conduta do profissional frente à presença de líquido tinto de mecônio fluido ou espesso que apresente, logo após o nascimento, movimentos respiratórios rítmicos e regulares, tônus muscular adequado e frequência cardíaca maior que 100 bpm. - 0,5 pontos.

Enumera as etapas da conduta do profissional frente à presença de líquido tinto de mecônio fluido ou espesso que apresente, logo após o nascimento, movimentos respiratórios rítmicos e regulares, tônus muscular adequado e frequência cardíaca maior que 100 bpm.

a. Levar o recém-nascido à mesa de reanimação; (0,0625 p)
b. Colocá-lo sob fonte de calor radiante; (0,0625 p)
c. Posicionar sua cabeça com uma leve extensão do pescoço; (0,0625 p)
d. Aspirar o excesso de secreções da boca e do nariz com sonda de aspiração traqueal nº 10; (0,0625 p)
e. Secar e desprezar os campos úmidos (0,0625 p) , verificando novamente a posição da cabeça; (0,0625 p)
f. Avaliar a frequência cardíaca e a respiração. (0,0625 p)
Se a avaliação resultar normal, o recém-nascido receberá os cuidados de rotina na sala de parto. (0,0625 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

CASO CLINICO: (228318 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
M.M.S., 4 anos e 2 meses, sexo feminino, parda, natural e procedente da Bahia.

Queixa Principal:“Dor no peito e na barriga há 12 dias.” Mãe relata que há 12 dias a criança apresentou quadro álgico mais intenso em região para-esternal de tórax do que em abdome. Esta dor era intensa,  intermitente, sem irradiação e não cedia com o uso de dipirona (20 gts). Há 10 dias, passou a apresentar febre, não aferida, quase diária. Há 8 dias, passou a apresentar tosse produtiva, com expectoração amarelada.  

Revisão de Sistemas: Astenia, tosse produtiva, dor torácica e abdominal. Eliminações fisiológicas.

Antecedentes Fisiológicos:

Mãe: GII PII (NII ) A0 . Pré-natal – 5 consultas. Nega intercorrências durante a gestação. Parto hospitalar, a termo. Chorou ao nascer. Peso: 2600g. Apgar: ?   Comprimento: ?   Perímetro cefálico: ?  Nega intercorrências neonatais. Leite materno exclusivo até 2 meses de vida.  DNPM adequado.

Antecedentes Patológicos:

  3 internações prévias por crises álgicas e pneumonia.

  1 hemotransfusão. Nega alergias/intolerâncias.

  Calendário vacinal em dia.

Antecedentes Familiares:

Mãe (21 a), relata anemia ferropriva.  

Pai (46 a), hígido, tabagista e etilista leve. Não reside com a criança. Irmão falecido aos 2 anos por anemia falciforme. Prima: anemia falciforme.


Ectoscopia: BEG, hipocorada (2+/4), anictérica, acianótica, hidratada, afebril, ativa e reativa, consciente, orientada, emagrecida. Peso:15 Kg.
Oroscopia: dentes em bom estado de conservação, sem hiperemia.  Pele, mucosas e fâneros: sem alterações.  Gânglios: impalpáveis.  ACV: RCR 2T BNF s/ sopros. FC: 119 bpm  AP: MV rude, roncos e sibilos difusos. FR: 28 ipm  ABD: plano, normotenso, RHA presentes e normais, indolor à palpação, fígado à 2 cm do RCD e baço à 3 cm do RCE.  Ext: perfundidas e sem edema.

PERGUNTAS:

1) Qual é a suspeita diagnóstica? Justifique. (0,2 p)

2) Qual é a mais provável etiologia da infecção pulmonar, em relação com a doença de base, nesta faixa etária?  (0,1 p)

3) Qual é a atitude terapêutica frente a essa criança? (0,2 p)


RATING: 2.87

1) SUSPEITA DIAGNÓSTICA: A) ANEMIA FALCIFORME - Justificativa: antecedentes familiares, astenia, dor toracica, outras 3 internações prévias por crises álgicas e pneumonia. fígado à 2 cm do RCD e baço à 3 cm do RCE. (0,1 p) B) PNEUMONIA  febre, não aferida, quase diária. Há 8 dias, passou a apresentar tosse produtiva, com expectoração amarelada.  (0,1 p) 2) ETIOLOGIA DA INFECÇÃO PULMONAR: Como conseqüência da asplenia, haverá uma maior notadamente o Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e o pneumococo10,11. O risco de infecção por este último em crianças com anemia falciforme menores de 5 anos é aproximadamente 30 a 100 vezes maior que em crianças saudáveis (0,1 p) 3) TRATAMENTO: Ampicilina sulbactam 500mg EV 6/6 - Novalgina 0,6 ml EV 6/6h intercalado com nimesulida - Nimesulida gts VO 12/12 hs - Prednisona 15mg VO 1x/dia. - NBZ  SF 0,9% - 3 ml +   Berotec 6 gts (0,2 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.87)




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