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Veia jugular interna é a via de escolha em pediatria, preferencialmente à direita, com taxa de sucesso alta e risco reduzido de complicações.

O paciente será colocado em decúbito dorsal horizontal, com coxim sob os ombros, a cabeça é lateralizada a 45º para o lado oposto da punção e fixado com fitas adesivas. A lateralização ou a hiperextensão excessiva do pescoço dificultam a identificação das estruturas anatômicas e devem ser evitadas. Os reparos anatômicos a serem identificados são feixes esternal e clavicular do músculo esternocleidomastoideo, clavícula e pulso carotídeo. A veia jugular interna corre sob o músculo, anterior e lateralmente à artéria carótida.

OBJETIVA: (1359542 votos)..........95.55% das questões objetivas receberam votos.
O principal fator determinante da gravidade e precocidade das manifestações clínicas da tetralogia de Fallot é:
A. A presença de defeitos associados
B. O grau de dextroposição da aorta
C. O tamanho da CIV
D. O grau de hipertrofia do ventrículo direito
E. O grau de hipodesenvolvimento da árvore pulmonar

  RATING: 3.12

O principal fator determinante da gravidade e precocidade das manifestações clínicas da tetralogia de Fallot é:

A. A presença de defeitos associados
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. O grau de dextroposição da aorta
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. O tamanho da CIV
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. O grau de hipertrofia do ventrículo direito
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. O grau de hipodesenvolvimento da árvore pulmonar
CORRETO : O momento do início dos sintomas e a intensidade da cianose e, depois, o grau de hipertrofia ventricular direita são determinadas pelo grau de obstrução da via de saída do ventrículo direito, ou seja, pelo grau do hipodesenvolvimento da arvore pulmonar. Se a obstrução for ligeira o fluxo do ventrículo direito irá predominantemente para a artéria pulmonar e apenas uma pequena percentagem passa para a artéria aorta. Os fluxos pulmonar e sistêmico serão semelhantes, traduzindo-se em menos episódios cianóticos e clínica menos exuberante. É descrita, assim, uma forma de tetralogia de Fallot acianótica ou 'rósea' que nada mais é que uma obstrução à via de saída do ventrículo direito de leve a moderada (shunt equilibrado está presente através da CIV). Neste tipo de tetralogia Fallot o paciente pode não ser visivelmente cianótico.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.12)

DISCURSIVA: (193240 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1) Classifique o abdomen agudo pelo mecanismo etiológico.(0,25 pontos)
2) Enumeram 5 causas de abdomen agudo obstrutivo.(0,25 pontos)


RATING: 3.02

1) Classifique o abdomen agudo pelo mecanismo etiológico.(0,25 pontos)
2) Enumeram 5 causas de abdomen agudo obstrutivo.(0,25 pontos)

1) Classifique o abdomen agudo pelo mecanismo etiológico.

  • Perfurativo (0,05 p)
  • Infamatório (0,05 p)
  • Obstrutivo (0,05 p)
  • Hemorrágico (0,05 p)
  • Vascular (Isquêmico) (0,05 p)

2) Enumeram 5 causas de abdomen agudo obstrutivo.

Causas:(0,05 p cada uma, qualquer seja a combinação) 
  • hérnia estrangulada
  • fecaloma
  • obstrução pilórica
  • volvo
  • intussuscepção
  • divertículo de Meckel
  • corpo estranho
  • neoplasia
  • doença de Crohn
  • íleo paralítco
  • bolo de áscaris
  • aderências intestinais

FONTE:

ABDOMEN AGUDO: • Caio Augusto Bianchini D´Emilio • Fábio dos Santos Barbosa • Higor Kassouf Mantovani • Hugo Tadeu Metdieri • Luiz Felipe Franco Teodoro • Stefano Bacco Amade • Vitor Pozzi Loverso ACCESSÍVEL ONLINE

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

CASO CLINICO: (225437 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Identificação: Sra. L.M., 31 anos, sexo feminino, branca, médica residente.

Queixa principal: Crises de pressão alta com dor de cabeça latejante, coração disparado, suor que molha a roupa e sensação de pavor iminente há 7 meses.

História da Doença Atual: Episódios súbitos e recorrentes, duração 15–50 minutos, frequência 3–5 vezes/semana, sem fator desencadeante claro (pioram com estresse). Durante crise: PA 250/160 mmHg e FC 165 bpm. Entre crises: HAS lábil (média 140–155 × 90–100 mmHg) apesar de losartana 100 mg + anlodipino 10 mg + carvedilol 25 mg. Associa perda ponderal involuntária de 9 kg em 5 meses, poliúria/polidipsia e diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 há 4 meses (início rápido).

Antecedentes pessoais e familiares: Carcinoma medular de tireoide tratado com tireoidectomia total + esvaziamento cervical há 2 anos e meio. Mãe operada de feocromocitoma e portadora de hiperparatireoidismo primário.

Exame físico (entre crises): Emagrecida, ansiosa. PA 155/98 mmHg, FC 105 bpm. Palidez cutânea e pele úmida durante relato de crise. Abdômen plano, sem massas palpáveis.

Exames complementares:

  • Glicemia jejum 162 mg/dL; HbA1c 7,2 %.
  • Metanefrinas plasmáticas: Metanefrina 1.380 pg/mL (VR < 57); Normetanefrina 920 pg/mL (VR < 148) — francamente elevadas.
  • TC abdômen (protocolo adrenal): massas heterogêneas adrenais bilaterais (direita 5,2 × 4,8 cm; esquerda 3,1 × 2,9 cm) com realce intenso e washout característico.
  • RM abdômen: lesões com alta intensidade de sinal em T2 (“sinal da lâmpada acesa” / light bulb sign) bilateral.

QUESTÕES:

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? - 0,12 pontos
II. Qual a possível causa etiopatogênica da doença diagnosticada? - 0,11 pontos
III. Qual a melhor modalidade de confirmar o diagnóstico? - 0,1 pontos
IV. Qual o tratamento de escolha e os passos fundamentais do preparo pré-operatório? - 0,17 pontos





RATING: 3.02

(I) Correlacionando o quadro clínico com os dados:
  • O quadro de episódios paroxísticos de hipertensão arterial sistêmica com cefaleia, palpitações, sudorese profusa e palidez cutânea é a manifestação mais característica do feocromocitoma, presente em cerca de 90 % dos casos. (0,02 p)
  • Até 90 % dos pacientes apresentam pelo menos dois sintomas da tríade clássica (cefaleia + palpitações + sudorese). (0,02 p)
  • A associação com carcinoma medular de tireoide prévio e história familiar de feocromocitoma + hiperparatireoidismo aponta fortemente para Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2A (NEM-2A). (0,03 p)
  • Em indivíduos jovens há maior risco de bilateralidade (10–35 %) e de associação genética (10–25 %). (0,02 p)
  • Perda ponderal e diabetes mellitus de início recente são compatíveis com hipersecreção de catecolaminas (intolerância à glicose em 50 %; DM em 10–20 % dos casos). (0,02 p)
  • O diagnóstico precoce seguido da ressecção cirúrgica do tumor permite a cura na grande maioria dos pacientes. (0,01 p)


(II) A etiopatogenia deve ser compreendida dentro do espectro das síndromes genéticas.
  • Cerca de 10 % a 25 % dos feocromocitomas têm origem genética. (0,02 p)
  • O feocromocitoma é componente importante da NEM tipo 2A, associado a carcinoma medular de tireoide (95 %), feocromocitoma (30–50 %) e hiperparatireoidismo (20–30 %). (0,03 p)
  • A mutação ocorre no proto-oncogene RET localizado no cromossomo 10q11.2, nos códons 609, 611, 618 e 634. (0,04 p)
  • As formas genéticas como a NEM-2A frequentemente cursam com feocromocitoma bilateral e apresentação em idades mais precoces. (0,02 p)


(III) O diagnóstico segue duas etapas rigorosas — primeiro a confirmação bioquímica, depois a localização.
  • A dosagem de metanefrinas plasmáticas livres (normetanefrina e metanefrina) é o teste inicial de maior sensibilidade (99 %). (0,03 p)
  • Valores normais praticamente excluem o diagnóstico (exceto tumores muito pequenos < 1 cm). (0,02 p)
  • Níveis elevados acima de quatro vezes o limite superior confirmam o tumor com probabilidade próxima de 100 %. (0,03 p)
  • As metanefrinas plasmáticas livres apresentam sensibilidade de 99 %; as urinárias fracionadas de 24 horas, 97 %. (0,02 p)

(IV) O tratamento é sempre cirúrgico, mas o sucesso depende fundamentalmente do preparo farmacológico.
  • O tratamento de escolha é a ressecção cirúrgica completa do tumor, com taxas de sobrevivência cirúrgica de 98–100 % quando realizada por equipe experiente (endocrinologista + cirurgião + anestesista). (0,02 p)
  • A preparação farmacológica pré-operatória cuidadosa é o fator mais importante para o sucesso da cirurgia e para a prevenção de crises hipertensivas intraoperatórias. (0,02 p)
  • A estratégia consiste no bloqueio combinado alfa- e beta-adrenérgico, nesta ordem (alfa primeiro). (0,02 p)
  • O bloqueio alfa deve preceder o beta porque as catecolaminas em excesso causam vasoconstrição intensa e contração do volume intravascular; o bloqueio alfa relaxa os vasos permitindo expansão volêmica, enquanto iniciar o betabloqueador primeiro deixa a estimulação alfa sem oposição, podendo piorar drasticamente a hipertensão. (0,04 p)
  • O agente de escolha para o bloqueio alfa é a fenoxibenzamina (bloqueador alfa não-seletivo, irreversível e de longa duração); deve ser iniciada 7 a 10 dias antes da cirurgia, dose inicial 10 mg uma ou duas vezes ao dia, titulada gradualmente até 20–100 mg por dia em doses divididas. (0,03 p)
  • Em casos de doença bilateral associada a síndromes genéticas, recomenda-se a adrenalectomia subtotal laparoscópica com preservação do córtex adrenal para evitar insuficiência adrenal crônica. (0,02 p)
  • A abordagem laparoscópica é o procedimento de escolha para tumores suprarrenais com menos de 8 cm, oferecendo menor tempo de internação e recuperação mais rápida. (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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