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Para o paciente com diverticulite do cólon sigmoide com peritonite generalizada, o melhor tratamento é:
A. ressecção primária com anastomose
INCORRETO: A ressecção primária com anastomose imediata expõe o paciente a taxas elevadas de deiscência anastomótica (até 20-30%) em presença de peritonite fecal, devido à fragilidade tecidual e contaminação bacteriana, reservando-se essa estratégia para casos selecionados de peritonite purulenta sem choque séptico ou comorbidades graves.
B. operação de Hartmann
CORRETO : A operação de Hartmann, que consiste na sigmoidectomia com colostomia terminal de cólon descendente e fechamento do coto retal, configura-se como o tratamento cirúrgico padrão para diverticulite sigmoide perfurada com peritonite generalizada, permitindo a remoção do foco infeccioso em campo contaminado enquanto se evita anastomose primária de alto risco em condições de sepse e instabilidade hemodinâmica; essa abordagem reduz a mortalidade para níveis inferiores a 10-15% em centros especializados, com possibilidade de reversão posterior em fase eletiva após resolução inflamatória, conforme protocolos consolidados em diretrizes cirúrgicas internacionais.
C. drenagem percutânea do abscesso, somente
INCORRETO : A drenagem percutânea guiada por imagem aplica-se exclusivamente a abscessos localizados e contidos (>3 cm), sem disseminação peritoneal, falhando em abordar a perfuração transmural e o risco de falência orgânica em peritonite generalizada, onde a mortalidade conservadora excede 25%.
D. tratamento conservador com jejum, hidratação e antibióticos sistêmicos de largo espectro
INCORRETO : O tratamento conservador com repouso intestinal, suporte volêmico e antibioticoterapia de amplo espectro otimiza-se para diverticulite aguda não complicada (Hinchey I-II), contraindicando-se em perfurações livres com peritonite difusa, pois a persistência de material fecal intraperitoneal agrava a sepse e eleva o risco de abscessos residuais ou falha multiorgânica.
E. tratamento conservador seguido de colostomia transversal
INCORRETO : A colostomia transversal de descompressão surge como opção paliativa em obstruções colônicas malignas ou megacólon, mas não representa sequência lógica para diverticulite perfurada, onde a ressecção segmentar inicial é imperativa para controle fonte; tentativas conservadoras prévias em peritonite estabelecida frequentemente precipitam deterioração clínica aguda, demandando exploração laparotômica urgente.
Gabarito: B
RATING: 3.01 ![]()
FONTE:

1) O que poderia ter causado a apneia, nesse caso?
A injeção de Midazolam. (0,05 p)
Discussão: O midazolam deve ser usado somente quando materiais de ressuscitação apropriados para o tamanho e a idade estão disponíveis, já que a administração do mesmo pode deprimir a contratilidade miocárdica e causar apneia. Eventos adversos cardiorrespiratórios graves têm ocorrido em raras ocasiões. Esses eventos têm incluído depressão respiratória, apneia, parada respiratória e/ou parada cardíaca. A ocorrência de tais incidentes de risco à vida é mais provável em adultos acima de 60 anos, naqueles com insuficiência respiratória preexistente ou comprometimento da função cardíaca, e em pacientes pediátricos com instabilidade cardiovascular, particularmente quando a injeção é administrada muito rapidamente ou quando é administrada uma alta dose.
2) Qual é a arritmia apresentada no monitor? É ritmo chocável ou não?
Atividade elétrica sem pulso. (0,05 p) Não é ritmo chocável. (0,05 p)
Discussão: AESP é, sem duvida, uma catástrofe... Ela não é um ritmo especifico - na verdade, podemos descrever ela como atividade elétrica organizada (quer dizer, não é nem FV e nem assistolia) que aparece no ECG ou no monitor cardíaco mas... não tem pulso nenhum. A frequência de atividade elétrica pode ser baixa (mais comum, denominada agônica), normal ou alta. Pior é que as pulsações podem ser detectadas por uma forma de onda artéria ou estudo Doppler, mas os pulsos não são palpáveis. Ou seja, neste caso não há um fluxo satisfatório de sangue para os órgãos.
O ECG pode exibir complexos QRS normais ou largos. É muito importante, então avaliar o ritmo monitorado e observe a frequência e a largura dos complexos QRS. Salvo se for possível identificar e tratar rapidamente a causa da AESP, o ritmo provavelmente se deteriorará e se transformará em assistolia.
3) Qual é a intervenção a ser feita, imediatamente?
A primeira medida a ser feita neste momento é instituir imediatamente RCP de alta qualidade (0,05 p): como a lactente está no hospital e provavelmente tem dois reanimadores, utiliza-se o método com dois polegares (0,05 p). O ritmo das compressões cardíacas/ventilações é de 15 compressões:2 ventilações (0,05 p) cada compressão devendo descer 4 cm (criança pequena) (0,05 p) esperando o retorno total do tórax após cada compressão (0,05 p), com uma frequência de 100-120/minuto (0,05 p). Ás ventilações tem que ser aplicadas em menos de 10 segundos (0,05 p)
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