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ARTRITE SEPTICA EM PEDIATRIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A apresentação clínica de artrite aguda na emergência é frequente e seu diagnóstico etiológico é desafiador, tendo uma gama de possíveis diagnósticos.
A correta avaliação da causa precipitante do sintoma é de extrema importância para orientar o tratamento adequado, minimizando as complicações.
Os três principais diagnósticos a se considerar frente a um quadro de monoartrite aguda são:
a) infecção
b) doença por deposição de cristais (gota e pseudogota)
c) trauma

OBJETIVA: (1393058 votos)..........95.44% das questões objetivas receberam votos.
Os tumores carcinoides do apêndice são tumores neuroendócrinos, que em geral, são do tipo de célula enterocromafim. Assinale a alternativa CORRETA sobre os tumores carcinoides apendiculares:
A. tendem a ocorrer em pacientes acima de 60 anos de idade, mais comumente em mulheres
B. se apresenta mais comumente como uma volumosa massa em fossa ilíaca direita
C. é o terceiro sítio mais comum da doença no trato digestivo
D. tumores maiores que 2 cm devem ser tratados com hemicolectomia direita
E. estão frequentemente associados à síndrome carcinoide mesmo na ausência de metástases hepáticas

  RATING: 2.8

Os tumores carcinoides do apêndice são tumores neuroendócrinos, que em geral, são do tipo de célula enterocromafim. Assinale a alternativa CORRETA sobre os tumores carcinoides apendiculares:

A. tendem a ocorrer em pacientes acima de 60 anos de idade, mais comumente em mulheres
INCORRETO: Embora haja uma tendência à predominância feminina (55-70% dos casos), a idade média ao diagnóstico é de 25-40 anos, muito abaixo de 60 anos, refletindo o achado incidental em apendicectomias por apendicite aguda em adultos jovens. Estudos como o do SEER mostram idade mediana de 38-50 anos para apendiculares, diferentemente de outros carcinoides gastrointestinais que afetam idosos. A associação com idade >60 é mais típica de carcinoides ileais ou colônicos.
B. se apresenta mais comumente como uma volumosa massa em fossa ilíaca direita
INCORRETO : A apresentação típica é incidental (90% dos casos), com tumores pequenos (média 0.6 cm, frequentemente <1 cm) descobertos em peças de apendicectomia por apendicite aguda, sem massa volumosa palpável. Massas grandes em fossa ilíaca direita são raras e mais sugestivas de mucocele ou adenocarcinoma apendicular, não carcinoides, que são indolentes e localizados no terço distal do apêndice (51-86%).
C. é o terceiro sítio mais comum da doença no trato digestivo
INCORRETO : Dados populacionais atualizados (ex.: SEER 1973-2012) mostram o apêndice como o segundo ou terceiro sítio mais comum para tumores neuroendócrinos gastrointestinais, mas consistentemente atrás do intestino delgado (44-45%), com retum (19-20%) e apêndice (16-17%) alternando posições dependendo do estudo; no entanto, em análises recentes, o retum supera ligeiramente o apêndice, tornando-o terceiro, mas a variação epidemiológica e o foco em 'terceiro' não é absoluto. Em contextos pediátricos, é o mais comum, mas para adultos gerais, não é estritamente o terceiro.
D. tumores maiores que 2 cm devem ser tratados com hemicolectomia direita
CORRETO : O tamanho do tumor é o principal preditor de comportamento maligno e risco de metástases em carcinoides apendiculares, com guidelines internacionais recomendando cirurgia estendida para lesões >2 cm a fim de abordar o risco de envolvimento linfonodal e melhorar o estadiamento. De acordo com as orientações da European Neuroendocrine Tumor Society (ENETS) 2023, a hemicolectomia direita de completude é indicada para tumores >2 cm, dado o risco de metástases linfonodais em cerca de 24-30% desses casos, sem benefício comprovado de abordagem conservadora. Essa recomendação é ecoada pela North American Neuroendocrine Tumor Society (NANETS) e outros consensos, onde a apendicectomia simples é suficiente para tumores <1 cm, enquanto para 1-2 cm depende de fatores de risco (ex.: invasão vascular ou Ki-67 >2%), mas para >2 cm, a hemicolectomia direita é o padrão para remoção de linfonodos mesentéricos e prevenção de recorrência, com taxas de sobrevivência >95% quando aplicada oportunamente. Estudos epidemiológicos, como os do SEER, confirmam que tumores >2 cm têm probabilidade de 64-86% de metástases nodais, justificando a abordagem mais agressiva.
E. estão frequentemente associados à síndrome carcinoide mesmo na ausência de metástases hepáticas
INCORRETO : Os carcinoides apendiculares raramente causam síndrome carcinoide (flushing, diarreia, asma) sem metástases hepáticas, pois sua drenagem venosa é portal, permitindo metabolização hepática da serotonina; apenas 0.5% apresentam doença avançada, e a síndrome é excepcional (um caso relatado em G2), diferentemente de tumores ovarianos ou pulmonares com drenagem sistêmica. A maioria é assintomática ou mimetiza apendicite, sem hipersecreção hormonal sistêmica.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.8)

DISCURSIVA: (195123 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Responda ás seguintes questões:
1) Defina a enurese.(0,1 pontos)
2) Classifique a enurese conforme minimo dois critérios.(0,3 pontos)
3) Comente o tratamento medicamentoso indicado na enurese.(0,1 pontos)


RATING: 3

Responda ás seguintes questões:
1) Defina a enurese.(0,1 pontos)
2) Classifique a enurese conforme minimo dois critérios.(0,3 pontos)
3) Comente o tratamento medicamentoso indicado na enurese.(0,1 pontos)

1) Defina a enurese.

A enurese é definida como perda involuntária de urina em idade na qual a criança já deveria ter assumido o controle miccional – não há consenso quanto a idade, visto que depende de contexto sócio-cultural. Vários autores consideram a idade de 6 anos.0,1 pontos

2) Classifique a enurese conforme minimo dois critérios.

Classifica-se a enurese noturna em primária x secundária, além de monossintomática x polissintomática. 0,1 pontos
  • Primária: quando a criança nunca adquiriu controle miccional ou quando não o manteve por mais de 6 meses. A enurese noturna primária e monossintomática é mais prevalente até os 9 anos. 0,05 pontos
  • Secundária: quando a criança volta a apresentar perda noturna após no mínimo 06 meses consecutivos de controle. Trata-se de aproximadamente metade das crianças com enurese noturna entre 6-7 anos.0,05 pontos

Quanto os sintomas:
  • Monossintomática: na ausência de quaisquer outros sinais e sintomas urinários.0,05 pontos
  • Polissintomática (também denominada “complexa”): quando presença de sintomas miccionais diurnos e/ou constipação intestinal. Mais recentemente fala-se em Disfunção do trato urinário inferior, que é frequentemente associada a constipação (“síndrome das eliminações”).0,05 pontos

3) Comente sobre o tratamento medicamentoso indicado na enurese.

A abordagem medicamentosa é indicada para casos muito restritos, podendo ser realizado uso temporário de antidepressivos tricíclicos (imipramina) ou análogos de ADH (desmopressina). Problemas: potenciais efeitos colaterais, alta taxa de recorrência.0,1 pontos.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (227222 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 68 anos, natural e procedente de região de baixa iodação do interior de São Paulo, hipertensa controlada, sem história de tireoidopatia prévia. Há cerca de 12 anos notou aumento progressivo e assimétrico do volume cervical anterior, inicialmente indoloro. Nos últimos 18 meses evoluiu com disfagia intermitente a sólidos, dispneia aos esforços e sensação de “aperto” cervical, especialmente em decúbito dorsal. Nega tremores, palpitações, intolerância ao calor, perda ponderal ou diarreia. Ao exame físico: tireoide difusamente aumentada, irregular, multinodular, de consistência fibroelástica, móvel à deglutição, sem frêmito ou sopro, sem linfonodomegalias cervicais. Exame oftalmológico sem sinais de oftalmopatia. TSH 1,8 mUI/L (VR 0,4–4,0), T4 livre 1,1 ng/dL (VR 0,8–1,8), anticorpos anti-TPO e anti-Tg negativos. Ultrassonografia cervical: glândula de volume 78 mL, múltiplos nódulos isoeocoicos e hipoecoicos bilaterais, o maior de 3,2 cm no lobo direito, com calcificações grosseiras e vascularização periférica.


I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,12 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,09 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,09 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,08 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,12 pontos)





RATING: 3.05

I – Suspeita diagnóstica


A hipótese principal é
bócio multinodular atóxico (bócio coloide multinodular eutireoideo). (0,05 p)
A apresentação clínica clássica de aumento tireoidiano irregular, crônico e assintomático do ponto de vista funcional, associada a TSH e T4 livre normais, exclui tireotoxicose e aponta para a forma atóxica. (0,04 p)
A ausência de autoanticorpos e de sinais de oftalmopatia reforça a natureza não autoimune do processo. (0,03 p)


II – Possível causa


A etiologia predominante é a
deficiência crônica de iodo associada a fatores de crescimento tireoidiano locais (TSH, IGF-1, EGF). (0,03 p)
Em áreas de baixa iodação, a hiperestimulação prolongada do tecido tireoidiano gera hiperplasia e hipertrofia folicular, com posterior formação de nódulos coloides. (0,03 p)
Fatores genéticos e a idade avançada contribuem para a multicentricidade e a transformação nodular. (0,03 p)


III – Melhor modalidade de confirmação diagnóstica


A
ultrassonografia cervical de alta resolução é o método de escolha para confirmar a natureza multinodular e avaliar características de risco. (0,05 p)
Ela permite mensurar o volume glandular, caracterizar os nódulos (ecogenicidade, margens, calcificações, vascularização) e orientar eventual punção aspirativa. (0,02 p)
A cintilografia com radioiodo ou tecnécio não é necessária na ausência de disfunção tireoidiana. (0,02 p)


IV – Principal diagnóstico diferencial

O principal diagnóstico diferencial é o bócio difuso simples (bócio endêmico difuso) em fase inicial de nodularização. (0,05 p)

Outros diferenciais relevantes incluem tireoidite de Hashimoto em fase atrófica/nodular e carcinoma tireoidiano multicêntrico, porém a eutiroidia, a negatividade de anticorpos e o aspecto ultrassonográfico de nódulos coloides favorecem o bócio multinodular atóxico. (0,03 p)


V – Tratamento da moléstia


O tratamento de escolha nos casos com sintomas compressivos ou volume significativo é a
tireoidectomia total ou quase-total. (0,05 p)
A cirurgia alivia a compressão traqueal/esofágica e previne crescimento progressivo. (0,03 p)
Supressão com levotiroxina após a cirurgia mantém o TSH em valores baixos-normais, reduzindo o risco de recidiva. (0,02 p)
Observação clínica e ultrassonográfica seriada pode ser adotada em pacientes assintomáticos e de baixo risco. (0,02 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.05)




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