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PARVOVIROSES E ERITEMA INFECCIOSO (ÁREA DE PEDIATRIA)

O parvovírus B19 é o único Parvoviridae considerado patogênico para seres humanos: infecta e destrói precursores eritróides, sendo, por este motivo, incluído no gênero Erythrovirus. Yvonne Cossart descobriu-no acidentalmente em 1974, quando tentava detectar HBsAg em lotes de soro humano. sendo o único parvovírus que é patogênico para seres humanos.
A freqüência da infecção na população pediátrica definiu o parvovírus B19 como a causa da quinta doença ou eritema infeccioso, que é um exantema clássico e bem reconhecido da infância.
Os parvovírus são pequenos vírus DNA que infectam várias espécies animais. Como um grupo, os parvovírus incluem vários patógenos animais importantes, incluindo o parvovírus canino e o vírus da panleucopenia felina. Os parvovirus humanos não infectam outros animais e os parvovírus animais não infectam os seres humanos.

OBJETIVA: (1409237 votos)..........95.72% das questões objetivas receberam votos.
A síndrome de West é caracterizada pelas seguintes crises epilépticas e alterações eletroencefalográficas (EEG):
A. Crises de ausência e EEG com descargas multifocais
B. Crises atônicas e EEG com hipsarritmia.
C. Crises tônicas e quedas da cabeça e EEG com descargas rolândicas-parietais
D. Crises do tipo espasmo em flexão ou extensão e EEG com hipsarritmia.
E. Crises parciais migratórias e EEG com descargas temporais.

  RATING: 3.13

A síndrome de West é caracterizada pelas seguintes crises epilépticas e alterações eletroencefalográficas (EEG):

A. Crises de ausência e EEG com descargas multifocais
INCORRETO: Crises de ausência apresentam um EEG com complexos ponta-onda de 3 Hz, não multifocais.]
B. Crises atônicas e EEG com hipsarritmia.
INCORRETO : Crises atônicas não estão associadas à hipsarritmia, que é específica da Síndrome de West.
C. Crises tônicas e quedas da cabeça e EEG com descargas rolândicas-parietais
INCORRETO : As descargas rolândicas são típicas da epilepsia rolândica benigna, não relacionadas à Síndrome de West.
D. Crises do tipo espasmo em flexão ou extensão e EEG com hipsarritmia.
CORRETO : Síndrome de West:caracteriza-se por espasmos infantis, que são crises do tipo espasmo em flexão ou extensão. A hipsarritmia é um padrão típico no eletroencefalograma (EEG), caracterizado por uma atividade caótica e desorganizada.
E. Crises parciais migratórias e EEG com descargas temporais.
INCORRETO : Não estão associadas à Síndrome de West, que se caracteriza por hipsarritmia e espasmos. A Síndrome de West é identificada por espasmos e o padrão de hipsarritmia no EEG.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.13)

DISCURSIVA: (197301 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Responda ás seguintes questões:
1) Qual é a causa mais comum de dor de ouvido na criança pequena? (0,25 pontos)
2) O que é a miringite bolhosa e como é feito o diagnostico? (0,25 pontos)


RATING: 2.94

Responda ás seguintes questões:
1) Qual é a causa mais comum de dor de ouvido na criança pequena? (0,25 pontos)
2) O que é a miringite bolhosa e como é feito o diagnostico? (0,25 pontos)

1) A otite media aguda, infecção bacteriana ou viral, associando-se a dor (otalgia) e febre. - 0,25 p.
2) É uma infecção da membrana timpanica cuja caracteristica é a formação de bolhas na sua superficie. Streptococcus pneumoniae, Haemophilus e Mycoplasma são agentes comuns. - 0,25 p

FONTE:

Segredos em emergência pediatrica - Steven M. Selbst MD, Kate Cronan MD

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

CASO CLINICO: (229551 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Os pais trouxeram na UPA um bebe de 2 meses que estava dormindo no quarto porque acharam um morcego no mesmo ambiente que o bebe estava dormindo. Não se sabe se houve contato com esse morcego ou não. Não há nenhum tipo de sinais de arranhão, mordida ou picada. A criança está muito bem no momento. Os pais não conseguiram capturar o morcego.
1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?.................0,08 pontos
2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentam...........0,12 pontos
3) Qual é a conduta terapêutica e profilatica mais eficiente sugerida?.................0,15 pontos
4) Quais são as medidas complementares obrigatórias? .....................................0,15 pontos





RATING: 2.97

1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?

  • Exposição potencial/duvidosa ao vírus rábico por adentramento de morcego em ambiente de sono de lactente (categoria III ou equivalente em protocolo de risco). (0,04 p)
  • Acidente grave por morcego não capturado (não se pode realizar observação ou exame laboratorial do animal). (0,04 p)

2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentem.

  • Sim, é situação de risco elevado (evidência nível A – mortalidade da raiva humana ≈ 100% após início de sintomas). (0,03 p)
  • Razão epidemiológica: Mordidas de morcego são frequentemente imperceptíveis; lactentes não relatam contato; transmissão saliva-órgão neural é altamente eficiente. (0,03 p)
  • Razão de decisão clínica: Risco-benefício da profilaxia pós-exposição (PPE) é extremamente favorável (eficácia > 99% quando iniciada precocemente); não há “janela segura” de observação quando o animal não é capturado. (0,03 p)
  • Princípio MBE: Prevenção primária de doença letal em cenário de incerteza diagnóstica justifica intervenção imediata (regra “better safe than sorry” em raiva). (0,03 p)

3) Qual é a conduta terapêutica e profilática mais eficiente sugerida?

  • Conduta de escolha: Profilaxia pós-exposição (PPE) completa e imediata – soro anti-rábico humano (SAR) + vacina anti-rábica inativada. (0,05 p)
  • Dose de imunoglobulina: SAR 40 UI/kg (ou IGHR 20 UI/kg se disponível), com infiltração máxima possível no local de possível inoculação (mesmo sem lesão visível, infiltrar em região de maior probabilidade – ex.: face/cabeça) e o restante intramuscular em local distante. (0,05 p)
  • Esquema vacinal para lactente: Vacina anti-rábica intramuscular em vasto lateral da coxa – dias 0, 3, 7, 14 e 28 (esquema de 5 doses para imunocompetentes < 2 anos). (0,05 p)

4) Quais são as medidas complementares obrigatórias?

  • Notificação compulsória imediata ao serviço de vigilância epidemiológica (SINAN) – caso de exposição a morcego. (0,03 p)
  • Orientação aos pais: Monitoramento clínico rigoroso do lactente (sinais prodômicos de raiva) por 90 dias; retorno imediato à UPA se febre, irritabilidade, hidrofobia ou paresia.  (0,03 p)
  • Higienização rigorosa de todo o corpo do bebê com água e sabão (mesmo sem lesão aparente), higienização do ambiente: limpeza do quarto com água e sabão + desinfecção com hipoclorito (mesmo sem lesão no bebê).  (0,03 p)
  • Notificação imediata à Vigilância Epidemiológica municipal/estadual (formulário de atendimento antirrábico).  (0,03 p)
  • Monitorização clínica por 10-14 dias (qualquer alteração neurológica → hospital de referência).  (0,03 p)


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