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ALGORITMOS DE AVALIAÇÃO E CONDUTA NAS INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS (ÁREA DE PEDIATRIA)

A metodologia proposta nestas normas prevê a assistência à criança portadora de infecção respiratoria aguda com base nas três etapas seguintes:

A) Avaliar a criança

Observar o estado clínico procurando obter subsídios para identificar ou afastar as situações de risco de vida e para tomada das medidas adequadas.

B) Classificar a criança em uma das seguintes categorias:

  1. menor de 2 meses com tosse ou dificuldade para respirar;
  2. de 2 meses a 4 anos com tosse ou dificuldade para respirar;
  3. com outros problemas respiratórios: dor de garganta, dor de ouvido, estridor ou sibilância

Cada categoria está abordada em separado neste Manual. A terminologia nesta classificação leva em conta, basicamente, a queixa e o motivo que levaram a criança à Unidade de Saúde.

C) Definir condutas:

Serão consideradas a possibilidade de hospitalização, o uso de antibióticos, o tratamento da febre e da sibilância, as orientações à mãe e à família para tratamento domiciliar, e o acompanhamento dos casos.

OBJETIVA: (1213123 votos)..........99.07% das questões objetivas receberam votos.
O antidoto para a hipertermia e a hipertensão causada de metildioximetanfetamina (MDMA ou ecstasy) é:
A. verapamil
B. tansulosina
C. propranolol
D. clonidina
E. clorpromazina

  RATING: 3.13

O antidoto para a hipertermia e a hipertensão causada de metildioximetanfetamina (MDMA ou ecstasy) é:

A. verapamil
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. tansulosina
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. propranolol
INCORRETO : o uso de propranolol (beta-bloqueador sem ação nos receptores alfa) tem que ser evitado, por causa da possibilidade de reação pressorica paradoxal
D. clonidina
INCORRETO : clonidina tem que ser evitada por causa do efeito sedativo dela
E. clorpromazina
CORRETO : Os distúrbios psicológicos provocados por MDMA podem ser revertidos, pelo menos em parte com o uso de clorpromazina, um antídoto para a hipertermia e hipertensão geradas por esta droga.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.13)

DISCURSIVA: (186666 votos) ..........98.86% das questões discursivas receberam votos.
Em relação ao câncer de esôfago responda as questões abaixo de maneira completa, explicando detalhadamente o que se pede:
1) Qual a melhor proposta cirúrgica para um tumor estadio II A? - 0,3 pontos
2) Qual a principal indicação da prótese endoscópica no tumor avançado - 0,2 pontos?


RATING: 2.93

Em relação ao câncer de esôfago responda as questões abaixo de maneira completa, explicando detalhadamente o que se pede:
1) Qual a melhor proposta cirúrgica para um tumor estadio II A? - 0,3 pontos
2) Qual a principal indicação da prótese endoscópica no tumor avançado - 0,2 pontos?

1) Qual a melhor proposta cirúrgica para um tumor esofágico estadio II A?
  • A esofagectomia transtorácica ainda e a preferida pela maioria dos cirurgiões porque permite uma completa ressecção da massa tumoral e tecido adjacente assim como uma dissecção perfeita dos gânglios linfáticos, permitindo um estadiamento completo do tumor. (0,1 p)
  • Laparotomia seguida de toracotomia direta é reservada para aqueles casos do terço inferior do esôfago. (0,1 p)
  • Esofagectomia até o esôfago cervical, incisão acrescida no pescoço (terceira incisão) para conseguir a anastomose para tumores localizados na porção média ou alta do esôfago. (0,1 p)
DISCUSSÃO:
O câncer no estádio II A invade a muscular própria e ate a adventícia, sem entretanto apresentar metástase para linfonodos ou metástase a distância.
Os cirurgiões concordam que neste estádio, devido a possibilidade de cura ser grande com a realização de uma resseção chamada RO (retirada macroscópica e microscópica do tumor). Em qualquer caso esta indicado um procedimento de drenagem gástrica (piloroplastia).

2) Qual a principal indicação da prótese endoscópica no tumor esofágico avançado?
O uso da prótese é restrita aos pacientes considerados irressecáveis. (0,2 p)

DISCUSSÃO: 
O objetivo é fazer uma ponte para ultrapassar a obstrução do esôfago, permitindo uma permeabilidade da luz para trânsito de saliva e alimentos.
Apesar da melhora da deglutição com o uso da prótese, a ingestão deve ser restrita a alimentos compatíveis com a passagem através da prótese e, portanto, a paliação não é ideal. Entretanto é de indicação precisa nas fístula esofagobrônquicas, pois permite a sua oclusão, evitando com isto a penetração continuada de alimentos e saliva na árvore respiratória com tosse freqüente e infecção de repetição.
Esta contra indicada sua colocação em tumores cervicais, pois a este nível interfere na deglutição, e a colocação em tumores da transição esofagogástrica deve ser restringida em virtude de refluxo gastroesofágico importante.

FONTE:

TRATADO DE SABISTON

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.93)

CASO CLINICO: (218751 votos)..........99.03% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo masculino, 61 anos, portador de hipertensão arterial de longa data (em uso de três anti-hipertensivos), diabetes mellitus tipo 2 e história prévia de adenocarcinoma de cólon tratado há 4 anos (estádio II, sem evidência atual de doença).
Foi submetido a tomografia computadorizada de abdome por quadro de dor abdominal difusa e alteração do hábito intestinal. O exame revelou, de forma incidental, massa adrenal esquerda de 4,8 cm, densidade de 22 UH na fase sem contraste, realce heterogêneo e washout absoluto de 38 %.
Não há linfonodomegalias nem outras lesões suspeitas.
Avaliação laboratorial dirigida mostrou: cortisol sérico após 1 mg de dexametasona = 3,1 µg/dL; ACTH plasmático = 6 pg/mL; relação aldosterona/atividade de renina plasmática normal; metanefrinas fracionadas plasmáticas e urinárias dentro da normalidade; DHEAS e testosterona normais para a idade.
A ressonância magnética demonstrou sinal intermediário em T2 e queda de sinal incompleta nas sequências fora de fase. O paciente encontra-se assintomático do ponto de vista adrenérgico e não apresenta estigmas floridos de hipercortisolismo.

Questões

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,11 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,10 pontos)
III. Qual a melhor modalidade de confirmar o diagnóstico? (0,10 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,09 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,10 pontos)





RATING: 3.05

Respostas (pedagógicas e esquemáticas)

I. Suspeita diagnóstica
Incidentaloma adrenal (0,02 p) com secreção autônoma de cortisol (hipercortisolismo subclínico) (0,02 p) e características de imagem intermediárias para malignidade. (0,02 p)
Massa adrenal descoberta incidentalmente, associada a falha de supressão no teste com 1 mg de dexametasona e ACTH suprimido, além de densidade e washout não típicos de adenoma benigno. (0,05 p)
II. Possível causa da doença diagnosticada
Adenoma cortical adrenocortical com autonomia funcional parcial (produção autônoma de cortisol). (0,07 p)
Pode representar lesão de potencial maligno (carcinoma adrenocortical ou metástase) em paciente com história prévia de neoplasia. (0,03 p)
III. Melhor modalidade de confirmar o diagnóstico
Avaliação hormonal completa (já parcialmente realizada) combinada com caracterização imagiológica avançada (TC com protocolo de adrenal ou RM com sequência chemical-shift) e, quando indicado, PET-CT com FDG. (0,06 p)
A confirmação definitiva de natureza histológica, se necessária, só é obtida por ressecção cirúrgica (a biópsia percutânea tem indicação restrita). (0,04 p)
IV. Principal diagnóstico diferencial
Adenoma adrenal não funcionante versus metástase adrenal (especialmente de adenocarcinoma de cólon) versus carcinoma adrenocortical. (0,06 p)
O hipercortisolismo subclínico e a história oncológica prévia tornam esses três diagnósticos os mais relevantes. (0,03 p)
V. Tratamento da moléstia
Indicação de adrenalectomia laparoscópica (ou aberta se suspeita de malignidade) pelo tamanho > 4 cm, características de imagem intermediárias e secreção autônoma de cortisol. (0,06 p)
Após a cirurgia, monitorização hormonal e imagem de seguimento; em caso de carcinoma confirmado, associação de mitotano. (0,04 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.05)




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