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Paciente APC, cinco meses, peso 6,45 kg e estatura 60,5 cm. Procurou serviço médico com febre de 39ºC, tosse produtiva, cansaço e coriza há dois dias. No dia anterior passou no pronto socorro onde foi medicada e liberada. Porém apresentou piora do desconforto respiratório e retornou ao serviço médico. Há dois meses apresentou broncoespasmo. Ao exame físico apresentava bom estado geral, corada, hidratada, taquidispneica, anictérica, acianótica e afebril. Ao exame respiratório apresentava murmúrio vesicular presente bilateralmente com roncos e sibilos em ambos os hemitorax. Devido a já ter apresentado broncoespasmo, iniciou-se sequencia de puffs com Aerolyn®, inalação com soro fisiológico e raio-X de tórax. Após medicação, paciente manteve desconforto respiratório, saturação de O2 85%, tiragem intercostal e retração de fúrcula, porem os sibilos diminuíram. O raio-X apresentou opacidades peri-hilares a direita e espessamento peri-hilar e peri-brônquico bilateral. Aumento da trama vasobronquica sem condensações ou foco de broncopneumonia.
O diagnóstico mais provável é:
A. pneumonia atipica
INCORRETO: A pneumonia atípica é uma infecção pulmonar causada por microrganismos menos comuns que os da pneumonia normal. Pode ser causada por vírus, fungos ou bactérias, como o Mycoplasma pneumoniae, a Legionella pneumophila ou a Chlamydophila pneumoniae. A pneumonia atípica é mais comum em adultos jovens ou crianças que vivem em proximidade estreita. É contagiosa e pode ser transmitida por gotículas de saliva da pessoa infectada. Os sintomas da pneumonia atípica incluem: Febre não tão alta, Calafrios infrequentes, Tosse seca, Mal-estar no corpo, Sensação de falta de ar ou pressão no peito. O tratamento da pneumonia atípica é feito com antibióticos, como Eritromicina, Azitromicina ou Levofloxacino. O tratamento pode ser feito em casa, mas em casos graves, o paciente pode precisar ser internado no hospital. É importante terminar todos os antibióticos prescritos, mesmo que se sinta melhor, para evitar que a pneumonia retorne.
B. bronquiolite viral aguda
CORRETO : A bronquiolite viral aguda caracteriza-se proeminentemente, pela sibilância e é variável, já que a obstrução pode mudar com a tosse ou agitação: Taquipnéia Tiragem Batimento de asa de nariz Estertores finos, sibilos e prolongamento do tempo expiratório Fígado e baço palpáveis (hiperinsuflação) Otite média O grau de taquipnéia nem sempre está correlacionado com o grau de hipoxemia ou hipercarbia, de modo que o uso da oximetria de pulso e a determinação não-invasiva do dióxido de carbono é essencial. O esforço da respiração pode estar acentuadamente elevado, com dilatação nasal e retrações. A ausculta pode revelar finos estertores ou sibilos evidentes, com o prolongamento da fase expiratória da respiração. Sons respiratórios fracamente audíveis sugerem uma doença bastante grave, com uma obstrução bronquiolar quase completa. A hiperinsuflação dos pulmões pode permitir a palpação do fígado e do baço. As radiografias do tórax revelam pulmões hiperinsuflados com uma atelectasia esparsa. Estes achados podem ser difíceis de distinguir de uma pneumonia bacteriana em estágio inicial.
C. asma bronquica grave
INCORRETO : A asma brônquica grave é a forma mais agressiva da asma, uma doença inflamatória crônica das vias aéreas. Os sintomas são mais intensos, não são controlados facilmente com medicamentos e podem interferir na rotina do paciente. Os sintomas da asma brônquica grave são: respiração curta e acelerada, respiração ruidosa, com sibilos, falta de ar, tosse, dor no peito, sensação de sufoco. Na maioria dos casos a febre não está presente, sendo uma doença alergica.
D. broncopneumonia
INCORRETO : A broncopneumonia é uma infecção respiratória que inflama os brônquios e os alvéolos pulmonares. É um tipo de pneumonia que pode ser grave, principalmente em crianças pequenas, idosos e pessoas com outras doenças.
Sintomas: febre alta, tosse persistente, dificuldade para respirar. As causas constam em vírus, bactérias, fungos, Inalação de substâncias que comprometem os pulmões, outros problemas pulmonares não tratados. No entanto, a broncopneumonia tem um aspecto caracteristico na radiografia, que, no caso, não está presente.
E. bronquite protraida
INCORRETO : Trata-se duma entidade clinica definida na decada de 2010, que evolui com tosse crônica, geralmente produtiva. Relativo á isso precisa esclarecer que definimos como tosse umida aquela tosse a criança que não consegue expectorar e produtiva a tosse da criança grande que consegue eliminar o muco das vias aéreas através da tosse. Ela ocorre principalmente em lactentes e pré-escolares. É uma etiologia que tem que ser suspeitada em caso de malácea de vias aéreas. Agentes etiologicos implicados são: pneumococo, hemófilo, moraxella. Na verdade, a doença foi definida utilizando as explorações broncoscopicas, sendo feito lavagem broncoalveolar em lotes de cranças com tosse crônica persistente - a conclusão sobre os achados é que as bacterias formam tipo um biofilme, o que explica a persistência ao longo prazo da infecção. A doença responde bem á amoxicilina-clavulanato, na verdade é feito geralmente até um teste terapêutico, por um prazo entre 2 e 4 semanas. Se o paciente responde bem á esse tipo de tratamento, acaba-se fazendo o diagnostico.
Gabarito: B
Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.
RATING: 3.13 ![]()
Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.
1. Distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça
2. Principais fatores de risco ambientais e ocupacionais
3. Ativação de oncogenes na patogênese
4. Inativação de genes supressores e alterações cromossômicas
FONTE:
CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)
Homem de 62 anos, tabagista de 45 maços-ano, com diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar de células não pequenas (estádio IIIB) há 11 meses, tratado com quimioterapia à base de platina + pemetrexede e radioterapia torácica. Há 6 semanas iniciou quadro progressivo de astenia intensa, anorexia, perda ponderal de 8 kg, náuseas, vômitos e episódios de hipotensão postural. Ao exame físico: PA 88 × 54 mmHg (sentado) e 72 × 42 mmHg (em pé), taquicardia sinusal de 112 bpm, mucosas desidratadas e hiperpigmentação cutânea discreta em cicatrizes. Laboratório: Na⁺ 124 mEq/L, K⁺ 5,9 mEq/L, creatinina 1,6 mg/dL, cortisol sérico matinal 3,8 µg/dL (após estímulo com ACTH 250 µg: 5,1 µg/dL). Tomografia de abdome com contraste revela massas adrenais bilaterais: à direita 5,2 cm (densidade pré-contraste 38 UH, washout absoluto 28 %), à esquerda 3,8 cm (densidade 42 UH, washout 22 %), ambas com contornos irregulares e reforço heterogêneo. PET-CT mostra SUV máximo de 9,4 nas lesões adrenais e ausência de outras metástases à distância. O paciente mantém performance status ECOG 2 e recusa biópsia adrenal inicialmente.
Com base neste caso, responda às questões abaixo:
Questão (I)
Questão (II)
Questão (III)
Questão (IV)
Questão (V)
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