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BASES DO TRATAMENTO DO CHOQUE (ÁREA DE PEDIATRIA)

A velocidade da intervenção é crucial: ter o conhecimento para identificar o choque e a habilidade de responder rapidamente pode salvar a vida da vítima.
Quanto mais longo for o intervalo entre o início dos sinais de choque e a restauração da transferência de O2 adequada perfusão de órgãos, pior será o resultado.
A identificação precoce do choque compensado é fundamental para o tratamento eficaz e um bom resultado.
Uma vez que a criança desenvolva PCR secundária a choque, o prognóstico é muito ruim.
Tem uma criança doente (ou ferida). Vamos lembrar - quais são os sinais de que os mecanismos compensatórios estão falhando?

OBJETIVA: (1430644 votos)..........96.35% das questões objetivas receberam votos.
A hipoglicemia cetótica idiopática, causa mais frequente de hipoglicemia fora do período neonatal no pré-escolar, caracteriza-se fisiopatologicamente por:
A. Insulina inapropriadamente elevada, FFA baixos e resposta ao glucagon maior que 30 mg/dL no momento da crise
B. Deficiência enzimática da glicose-6-fosfatase com lactato e triglicerídeos sempre muito altos
C. Aceleração do padrão de “inanição” fisiológica: insulina adequadamente suprimida, ácidos graxos livres e β-hidroxibutirato elevados, glicogênio hepático esgotado e gliconeogênese no limite da demanda do encéfalo em crescimento
D. Bloqueio da carnitina-palmitoiltransferase I (CPT-I) com acilcarnitinas de cadeia longa acumuladas
E. Mutação ativadora permanente da glicocinase pancreática com limiar glicêmico de secreção de insulina deslocado para baixo

  RATING: 3

A hipoglicemia cetótica idiopática, causa mais frequente de hipoglicemia fora do período neonatal no pré-escolar, caracteriza-se fisiopatologicamente por:

A. Insulina inapropriadamente elevada, FFA baixos e resposta ao glucagon maior que 30 mg/dL no momento da crise
INCORRETO: Insulina alta, FFA baixos e glucagon responsivo definem hiperinsulinismo, incompatível com a forma cetótica idiopática
B. Deficiência enzimática da glicose-6-fosfatase com lactato e triglicerídeos sempre muito altos
INCORRETO : Esse é o perfil da GSD I, doença monogênica com hepatomegalia e distúrbio crônico, não a entidade transitória do pré-escolar sem hepatomegalia importante
C. Aceleração do padrão de “inanição” fisiológica: insulina adequadamente suprimida, ácidos graxos livres e β-hidroxibutirato elevados, glicogênio hepático esgotado e gliconeogênese no limite da demanda do encéfalo em crescimento
CORRETO : A criança de 18 meses a 5 anos tem cérebro grande em relação à massa muscular e reservas de glicogênio limitadas. Após jejum curto ou intercorrência, esgota-se o glicogênio, a insulina cai, sobem FFA e cetonas (resposta apropriada) e a gliconeogênese não acompanha o consumo cerebral. Não há defeito enzimático único; o quadro tende a remitir com o crescimento
D. Bloqueio da carnitina-palmitoiltransferase I (CPT-I) com acilcarnitinas de cadeia longa acumuladas
INCORRETO : CPT-I deficiente produz hipoglicemia hipocetótica, não cetótica, e altera o perfil de carnitina
E. Mutação ativadora permanente da glicocinase pancreática com limiar glicêmico de secreção de insulina deslocado para baixo
INCORRETO : Variante ativadora de GCK causa hiperinsulinismo persistente, hipocetótico, e não o fenótipo cetótico intermitente do pré-escolar

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (200032 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
I. Quais são as patologias que podem complicar frequentemente com síndrome hepato-renal?(0,1875 pontos)
II. Quais são os aspectos fisiopatológicos que caracterizam a síndrome hepato-renal? (0,3125 pontos)


RATING: 3.05

I. Quais são as patologias que podem complicar frequentemente com síndrome hepato-renal?(0,1875 pontos)
II. Quais são os aspectos fisiopatológicos que caracterizam a síndrome hepato-renal? (0,3125 pontos)

I. Quais são as patologias que podem se complicar frequentemente com síndrome hepato-renal?
Cirrose (0,0625 p), insuficiência hepática (0,0625 p) e hipertensão portal. (0,0625 p)

II. Quais são os aspectos fisiopatológicos que caracterizam a síndrome hepato-renal?
Caracteriza-se por vasoconstrição renal (0,0625 p), redução da perfusão renal (0,0625 p) com baixa taxa de filtração glomerular (TFG) (0,0625 p) e intensa redução da capacidade renal de excretar sódio e água livre (0,0625 p), na ausência de lesões histológicas renais significativas (0,0625 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

CASO CLINICO: (232230 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Bióloga, professora universitária, 47 anos, hipertensa, tabagista inveterada (cerca de 2 maços por dia), apresenta quadro de insuficiência coronária, com indicação para cirurgia de revascularização do miocárdio; procura cirurgião especializado, de sua confiança e de seu círculo social.
O cirurgião, conhecedor do fato de que o marido da professora apresenta comportamento de risco (portador do vírus da imunodeficiência humana [HIV] por possível bissexualidade?), exige a realização do teste de HIV como pré-condição para operá-la. A paciente informa ter realizado o exame há 10 meses, com resultado negativo.
O cirurgião insiste na feitura de novo exame. A paciente se nega a realizá-lo e o médico se nega a operá-la.
Por interferência da Diretoria Clínica do hospital a doente acaba concordando em realizar o teste, cujo resultado vem a ser negativo.
O cirurgião, então, a procura e decide marcar a intervenção cirúrgica.
A paciente, porém, pergunta ao cirurgião: ”Qual o motivo para exigir o teste HIV?”

Responde o cirurgião: ”Porque durante o ato cirúrgico eu poderia, por acidente, me ferir e correr o risco de ser infectado”. 

”Nesse caso,” diz a paciente,”desejo também conhecer o resultado do seu teste, pois o senhor também pode, na mesma situação, em cirurgia extracorpórea, me contaminar”.
PERGUNTA-SE:
1) É errada a atitude do medico? Justifiquem! (0,2 p)
2) O Conselho Regional de Medicina pode punir o medico? Conforme qual princípio? (0,2 p)
3) É justificado o pedido da paciente que o medico fizesse, também, o exame? (0,1 p)




RATING: 3.23

1) É errada a atitude do medico? Justifiquem!
É errada, sim.
O risco de transmissão ocupacional do HIV, embora exista, é extremamente baixo.
No caso, há um equívoco de natureza ética que se expressa na mensagem para a paciente. A mensagem é nitidamente de cunho persecutório e discriminador: há uma ameaça de excluí-la do necessário ato cirúrgico com base em discriminação que coloca a soropositividade como definidora do risco do acidente. O risco de acidente, por definição, vai estar presente em qualquer procedimento e, por isto mesmo, normas universais de biossegurança são elaboradas. Diferentemente da preferência atual pelos cuidados universais, o cirurgião em questão optou por cuidados específicos, o que é uma outra tendência, ao lançar mão de uma triagem sorológica. O resultado negativo não lhe daria a segurança desejada, pois em um período de janela imunológica a infecção existente ainda não estaria sendo revelada pela presença de anticorpos. Não haveria qualquer empecilho ético ou legal se alguns princípios estivessem resguardados, e sobre estes nos reportamos ao Parecer nº 11/92, de 14/2/92, do Conselho Federal de Medicina:
  1. O exame deve ser voluntário, após informações completas e adequadas ao paciente quanto à sua finalidade.
  2. O paciente que se recusar a ser testado não deve ter prejuízos em sua assistência em decorrência de sua decisão
  3. Os pacientes positivos deverão ter garantias de sigilo em relação ao resultado e de manutenção de todos os seus direitos em relação à assistência oferecida pela instituição, sem prejuízo na qualidade de seu atendimento.
2) O Conselho Regional de Medicina pode punir o medico? Conforme qual princípio?
Pode punir, sim.
Não é à toa que o novo Código de Ética Médica, contendo normas a serem observadas por todos os médicos e centrando a ética no paciente, aponta entre seus princípios fundamentais ser a medicina uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade e deve ser exercida sem discriminação de qualquer natureza (art. 1º).
Ao ampliar o capítulo consagrado aos direitos humanos, o Código de Ética Médica enfatiza a proibição da discriminação de qualquer forma ou sob qualquer pretexto (art. 47).
Há aparente colidência dessas disposições com o contido no artigo 58 do mesmo Código de Ética. Ali se estabelece ser vedado ao médico ”deixar de atender paciente que procure seus cuidados profissionais em caso de urgência, quando não haja outro médico ou serviço médico em condições de fazê-lo”. Interpretando essa disposição isoladamente e a contrario sensu, teremos que o médico, salvo caso de urgência, pode recusar quem quiser, pelo motivo que quiser. Ou seja, do ponto de visto de deixar de prestar a cirurgia não tem suporte para punição.
Contudo, ele pode ser punido para discriminação. O médico não pode discriminar, mas também não deve tolerar discriminação por questões de religião, sexo, nacionalidade, cor, opção sexual, opinião política ou de qualquer outra natureza (art. 20 do Código de Ética).
Os direitos do médico, porque estabelecidos para evitar a contaminação da profissão com qualquer vínculo que a afaste de seus princípios fundamentais, devem ser pensados antes como poderes- deveres, como normas éticas, do que propriamente como direitos do médico. Tanto assim é que deles não pode abrir mão o profissional da medicina, sob pena de cometer grave violação de dever fundamental (art. 8º do Código de Ética).

3. É justificado o pedido da paciente que o medico fizesse, também, o exame?

Não é justificada, também.
A solicitação ”revanchista” da paciente para que o médico também lhe revelasse a sorologia para o HIV se contrapõe ao direito do médico - o mesmo de qualquer outra pessoa - à confidencialidade.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.23)




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