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INSUFICIÊNCIA CARDÍACA (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A insuficiência cardíaca é considerada, nos dias de hoje, uma síndrome na qual há incapacidade do coração em manter a adequada perfusão tecidual, ou fazê-lo à custa de altas pressões de enchimento ventricular.

Assim sendo, mesmo na presença de dano miocárdico, os pacientes podem ser assintomáticos, desde que o débito ainda seja mantido graças a mecanismos de compensação, como se verá a seguir. Deve-se ainda estabelecer a diferença entre os conceitos de insuficiência miocárdica e insuficiência circulatória, que podem ou não estar associadas. A insuficiência miocárdica, originada por dano à estrutura da fibra muscular do coração, leva à insuficiência cardíaca e à insuficiência circulatória, porém, pode-se ter insuficiência cardíaca, sem insuficiência miocárdica, como por exemplo nos casos de ruptura aguda de válvula aórtica por endocardite infecciosa, sem que haja, ainda, disfunção ventricular.

Pode-se ter insuficiência circulatória, sem insuficiência miocárdica ou insuficiência cardíaca, como no choque hipovolêmico. Pode-se ainda ter insuficiência miocárdica, com insuficiência cardíaca, sem insuficiência circulatória, desde que o débito cardíaco ainda seja mantido graças a aumento das pressões de enchimento ventricular.

OBJETIVA: (1478801 votos)..........97.12% das questões objetivas receberam votos.
Um médico, após completar os dois anos do Programa de Residência Médica em Medicina Geral de Família e Comunidade, integrou uma equipe da Saúde da Família na cidade de Marabá, Estado do Pará, onde permaneceu por dezoito meses. Após aprovação em novo processo seletivo para residência médica na especialidade oftalmologia, utilizando-se da bonificação de 10% garantida em lei, o profissional solicitou demissão de seu cargo na equipe, ato pelo qual promoveu prejuízo do seguinte princípio ou característica da Estratégia Saúde da Família:
A. Longitudinalidade do cuidado, por prejuízo da continuidade da assistência e da vinculação médicopaciente
B. Horizontalidade ou quebra da hierarquia de serviço, em função da posição de comando que cabe ao médico na estrutura de equipe
C. Horizontalidade ou quebra da hierarquia de serviço, em função da posição de comando que cabe ao médico na estrutura de equipe
D. Regionalização, em função da necessidade em se buscar profissional substituto em outro município
E. Hierarquização, em função da perda de comando, o qual deverá ser transferido para a enfermeira da equipe.

  RATING: 3.01

Um médico, após completar os dois anos do Programa de Residência Médica em Medicina Geral de Família e Comunidade, integrou uma equipe da Saúde da Família na cidade de Marabá, Estado do Pará, onde permaneceu por dezoito meses. Após aprovação em novo processo seletivo para residência médica na especialidade oftalmologia, utilizando-se da bonificação de 10% garantida em lei, o profissional solicitou demissão de seu cargo na equipe, ato pelo qual promoveu prejuízo do seguinte princípio ou característica da Estratégia Saúde da Família:

A. Longitudinalidade do cuidado, por prejuízo da continuidade da assistência e da vinculação médicopaciente
CORRETO: A saída do médico após um período relativamente curto (18 meses) interrompe a relação contínua e o vínculo estabelecido com os pacientes, o que é central para a ESF. A longitudinalidade é um atributo essencial da Atenção Primária à Saúde (APS), representada pela ESF no Brasil, e refere-se à manutenção de uma relação pessoal de longa duração entre profissionais e usuários, permeada por laços de confiança, responsabilidade mútua e acompanhamento ao longo do tempo, independentemente da presença ou ausência de problemas de saúde. Essa rotatividade de profissionais, como no caso do Dr. José, compromete diretamente a continuidade do cuidado, podendo levar a descontinuidades no tratamento de condições crônicas, perda de histórico clínico e redução da efetividade da assistência territorializada. Isso está alinhado com conceitos da literatura sobre ESF, que destacam como a rotatividade prejudica esse atributo, conforme estudos e diretrizes do Ministério da Saúde.
B. Horizontalidade ou quebra da hierarquia de serviço, em função da posição de comando que cabe ao médico na estrutura de equipe
INCORRETO : A integralidade refere-se à oferta de cuidados abrangentes e articulados em todos os níveis de atenção (prevenção, promoção, tratamento e reabilitação), considerando o indivíduo de forma holística, e não ao médico isoladamente resolvendo a maioria dos casos – isso se aproxima mais do conceito de resolubilidade da APS (capacidade de resolver cerca de 80-90% das demandas na atenção básica). A demissão do Dr. José não prejudica diretamente a integralidade, pois a equipe multidisciplinar (incluindo enfermeiros, agentes comunitários e outros) pode manter a abordagem integrada, e o foco da opção está em uma responsabilidade individual equivocada.
C. Horizontalidade ou quebra da hierarquia de serviço, em função da posição de comando que cabe ao médico na estrutura de equipe
INCORRETO : A horizontalidade (ou trabalho em equipe multiprofissional sem hierarquia rígida) é uma característica promovida pela ESF para fomentar a colaboração igualitária entre membros da equipe, e não uma 'posição de comando' exclusiva do médico – na verdade, a ESF enfatiza a quebra de hierarquias tradicionais, com responsabilidades compartilhadas. A demissão não afeta isso, já que a estrutura da equipe permanece, e o médico não é o 'comandante' formal; o prejuízo seria em outros aspectos, não nesse.
D. Regionalização, em função da necessidade em se buscar profissional substituto em outro município
INCORRETO : A regionalização é uma diretriz organizativa do SUS que visa estruturar os serviços em regiões geográficas interdependentes para otimizar recursos e fluxos de referência, não diretamente ligada à substituição local de um profissional. Buscar um substituto em outro município pode ser uma consequência prática, mas não representa um prejuízo ao princípio em si, que foca em planejamento macrorregional e não em contratações individuais.
E. Hierarquização, em função da perda de comando, o qual deverá ser transferido para a enfermeira da equipe.
INCORRETO : A hierarquização refere-se à organização dos serviços em níveis crescentes de complexidade tecnológica (primário, secundário, terciário), garantindo fluxos regulados e referências adequadas, e não a uma 'perda de comando' interno na equipe ou transferência para a enfermeira (que, na ESF, já compartilha responsabilidades em um modelo colaborativo). A demissão não impacta essa estrutura sistêmica do SUS, e a opção distorce o conceito ao sugerir uma hierarquia interna de poder que não é o foco da hierarquização.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

DISCURSIVA: (202144 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
De acordo com a classificação dos estudos epidemiológicos dê a denominação:

a) AGREGADO – LONGITUDINAL – OBSERVACIONAL
b) AGREGADO – OBSERVACIONAL – TRANSVERSAL
c) AGREGADO – INTERVENÇÃO - LONGITUDINAL
d) INDIVIDUADO – OBSERVACIONAL - RETROSPECTIVO

Classificar o estudo de acordo com as suas características:

a)_____________________________0,125 pontos
b)_____________________________0,125 pontos
c)_____________________________0,125 pontos
d)_____________________________0,125 pontos


RATING: 3.18

De acordo com a classificação dos estudos epidemiológicos dê a denominação:

a) AGREGADO – LONGITUDINAL – OBSERVACIONAL
b) AGREGADO – OBSERVACIONAL – TRANSVERSAL
c) AGREGADO – INTERVENÇÃO - LONGITUDINAL
d) INDIVIDUADO – OBSERVACIONAL - RETROSPECTIVO

Classificar o estudo de acordo com as suas características:

a)_____________________________0,125 pontos
b)_____________________________0,125 pontos
c)_____________________________0,125 pontos
d)_____________________________0,125 pontos

A) Series temporais 0,125 p
B) Estudos ecológicos 0,125 p
C) Ensaios comunitários 0,125 p
D) Estudo de caso-controle 0,125 p

FONTE:

https://www.misodor.com.br/INDICADORES%20SAUDE.php

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.18)

CASO CLINICO: (234413 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Menina de cinco anos, raça negra, é levada ao pronto-socorro depois de sofrer de uma forte dor de cabeça e episódios de vômito em jato nas últimas quatro horas. A mãe relata que não houve qualquer trauma, infecção recente ou vacinação, e observa que a criança não apresentou febre ou calafrios. Ela também nega a presença de diarreia ou dor abdominal acompanhando os vômitos. 

A mãe está preocupada porque a filha quase não está usando o braço esquerdo e parece ter começado a mancar, colocando a maior parte do peso na perna direita. A criança nasceu de parto vaginal, no tempo certo, sem complicações durante a gravidez e o período pós-parto. Desde o nascimento, ela é acompanhada por um pediatra e apresenta um padrão de crescimento normal, atingindo todos os marcos de desenvolvimento no tempo esperado. Suas vacinas estão em dia.  

Segundo a mãe, a menina é pálida desde que nasceu. Ela foi diagnosticada com anemia aos três anos e faz uso regular de suplementos de ferro e vitaminas. A paciente também apresentou crises de dor recorrentes, tratadas em casa com analgésicos, e teve um episódio de inchaço e dor nas mãos aos 18 meses. 

Ao falar sobre a história familiar, a mãe menciona que ela e o pai não são parentes próximos. O casal perdeu um filho, irmão da paciente, devido à síndrome da morte súbita infantil aos seis meses de idade. Além disso, um primo materno tem uma forma de anemia que requer transfusões sanguíneas regulares. A paciente apresenta palidez e icterícia. Ela alterna entre períodos de estupor e irritabilidade. 

Sua frequência cardíaca é de 136 batimentos por minuto, a pressão arterial é de 103/62 mmHg, a temperatura está em 36,7 °C e a frequência respiratória é de 16 incursões por minuto. Durante a ausculta cardíaca, observou-se um ritmo regular em dois tempos, com sons cardíacos normais e um sopro pansistólico de intensidade 2+/6+. O abdome está flácido e não apresenta dor à palpação, com peristalse presente. O baço é palpável a três centímetros abaixo do rebordo costal. Os pares cranianos da paciente estão íntegros. Ela possui força e sensibilidade normais no lado direito do corpo, enquanto apresenta fraqueza e redução de sensibilidade no lado esquerdo. 

Hemoglobina: 6,5 g/dL, Leucometria: 24.000 células/mm³, Plaquetas: 500.000 células/mm³ Tempo de protrombina/tempo de tromboplastina parcial: normal, Bioquímica: normal

           

(I) Qual é o diagnóstico mais provável? (0,09 pontos)

(II) Qual é a causa desta lesão? Argumenta. (0,315 pontos)

(III) Qual é a conduta terapêutica nesta fase e como vai ser conduzido o caso para prevenir novos incidentes deste tipo? (0,095 p)




RATING: 3.02

(I) Qual é o diagnóstico mais provável?

Acidente vascular cerebral (0,045 p) no hemisfério direito (0,045 p).

(II) Qual é a causa desta lesão? Argumenta.

Anemia falciforme (0,045 p). O diagóstico é apoiado pelo esfregaço sanguineo que mostra hemácias 'em foice' (0,045 p), os antecedentes familiares (0,045 p) (morte súbita do irmão, tio materno com antecedentes de tratamento transfusional), raça negra (0,045 p), diagnosticada com anemia aos três anos (0,045 p), crises de dor recorrentes (crises de falcização) tratadas em casa com analgésicos (0,045 p), e episódio de inchaço e dor nas mãos aos 18 meses (provavelmente sindrome mão-pé, crise vaso-oclusiva localizada (0,045 p)

(III) Qual é a conduta terapêutica nesta fase e como vai ser conduzido o caso para prevenir novos incidentes deste tipo?

Os infartos cerebrais em pacientes com anemia falciforme devem ser tratados com exsanguinotransfusão no momento do diagnóstico (0,0475 p) e, depois, com um esquema de hemotransfusão regular por toda a vida. (0,0475 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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