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INSUFICIÊNCIA VASCULAR EXTRACRANIANA (ÁREA DE CIRURGIA)

A doença cérebro-vascular é a 3ª causa de morte e uma importante causa de internação hospitalar com seqüelas irreversíveis na maioria da população industrializada. O tratamento da síndrome isquêmica Cerebral modificou-se nos últimos 50 anos, contribuindo para um interesse progressivo na cirurgia de carótida, levando-a a ser a mais comum cirurgia vascular periférica nos Estados Unidos na década de 80. Com um progressivo e elevado número de procedimentos no território carotídeo, fez-se necessário a realização de vários estudos randomizados para se definir a melhor conduta para esta patologia. Várias conclusões importantes foram alcançadas, mas, dúvidas em relação ao tratamento de estenoses moderadas, lesões associadas com sintomas não hemisféricos e oclusões agudas ficaram sem resposta de consenso.
Abordaremos neste capítulo, breve histórico sobre a cirurgia de carótida, seu diagnóstico com os exames mais freqüentes solicitados e o tratamento clínico.

OBJETIVA: (1108533 votos)..........99.39% das questões objetivas receberam votos.
Em caso de neoplasias de segmentos cólon ascendente, cólon descendente e reto abaixo da reflexão peritoneal há uma facilitação da invasão tumoral precoce da gordura perivisceral, devido à/ao:
A. ausência da barreira temporária da serosa
B. alto numero de vasos linfáticos e linfonodos linfonodos regionais
C. propagação tumoral de tipo radial, preponderente nestes segmentos
D. o maior tempo de exposição da superfície tumoral ao atrito do conteúdo cólico
E. desprendimento tumoral mais rápido, por conta do maior calibre do lumen

  RATING: 3

Em caso de neoplasias de segmentos cólon ascendente, cólon descendente e reto abaixo da reflexão peritoneal há uma facilitação da invasão tumoral precoce da gordura perivisceral, devido à/ao:

A. ausência da barreira temporária da serosa
CORRETO: Nos segmentos do cólon ascendente, cólon descendente e reto abaixo da reflexão peritoneal, essas regiões são retroperitoneais ou extraperitoneais, o que significa que não possuem uma camada serosa completa cobrindo toda a circunferência do órgão. A serosa (ou peritônio visceral) atua como uma barreira protetora que retarda a invasão tumoral para os tecidos adjacentes, como a gordura perivisceral. Sem essa barreira, o tumor pode invadir mais precocemente a gordura circundante, facilitando a disseminação local. Isso é um conceito clássico em oncologia colorretal, onde a ausência de serosa permite uma progressão mais rápida para estágios T3 ou T4 no sistema TNM, com invasão direta da gordura pericólica ou perirretal.
B. alto numero de vasos linfáticos e linfonodos linfonodos regionais
INCORRETO : Embora esses segmentos do cólon e reto tenham uma drenagem linfática rica (o que favorece metástases linfáticas precoces), isso não explica diretamente a facilitação da invasão tumoral para a gordura perivisceral. A presença de vasos linfáticos e linfonodos está mais relacionada à disseminação metastática via linfa, e não à invasão local direta no tecido adiposo adjacente. Essa característica é comum a todo o cólon, não exclusiva desses segmentos.
C. propagação tumoral de tipo radial, preponderente nestes segmentos
INCORRETO : A propagação radial (crescimento em direção radial, invadindo camadas da parede intestinal) é um padrão geral de neoplasias colorretais, independentemente do segmento. Não há especificidade para o cólon ascendente, descendente ou reto inferior que torne essa propagação o fator facilitador da invasão precoce na gordura perivisceral. O crescimento radial ocorre em todo o trato colorretal, mas a ausência de serosa é o que permite que essa invasão atinja mais rapidamente os tecidos extracólicos nesses locais.
D. o maior tempo de exposição da superfície tumoral ao atrito do conteúdo cólico
INCORRETO : O atrito com o conteúdo cólico (fezes) pode influenciar fatores como ulceração ou infecção superficial do tumor, mas não tem relação direta com a invasão precoce da gordura perivisceral, que é um processo de profundidade na parede intestinal e além dela. Além disso, o tempo de exposição ao conteúdo cólico varia mais com a motilidade intestinal e consistência das fezes, não sendo um diferencial específico para esses segmentos em comparação com outros (como o transverso ou sigmoide).
E. desprendimento tumoral mais rápido, por conta do maior calibre do lumen
INCORRETO : O calibre do lúmen (maior no cólon ascendente, por exemplo) pode afetar o fluxo de fezes e possivelmente o risco de obstrução em tumores, mas não facilita o 'desprendimento tumoral' nem a invasão para a gordura perivisceral. O desprendimento sugere disseminação por células soltas (como em peritonite carcinomatosa), mas isso não é acelerado pelo calibre do lúmen; na verdade, tumores em segmentos de maior calibre tendem a crescer mais antes de causar sintomas, mas a invasão local depende da anatomia da parede, não do lúmen.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (180708 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre o melanoma maligno cutâneo, responda:

  1. Cite os principais fatores de risco e o papel da radiação UV na etiologia......... 0,2 pontos
  2. Descreva a via RAS-BRAF-MAPK e o locus CDKN2A na patogênese molecular....... 0,1 pontos
  3. Liste as alterações arquiteturais principais e as fases da evolução tumoral na histopatologia......... 0,13 pontos
  4. Defina o índice de Breslow e explique sua importância prognóstica........ 0,07 pontos




RATING: 2.81

Sobre o melanoma maligno cutâneo, responda:

  1. Cite os principais fatores de risco e o papel da radiação UV na etiologia......... 0,2 pontos
  2. Descreva a via RAS-BRAF-MAPK e o locus CDKN2A na patogênese molecular....... 0,1 pontos
  3. Liste as alterações arquiteturais principais e as fases da evolução tumoral na histopatologia......... 0,13 pontos
  4. Defina o índice de Breslow e explique sua importância prognóstica........ 0,07 pontos


1. Principais fatores de risco e papel da radiação UV na etiologia
• A exposição à radiação ultravioleta (UV) é o fator principal na etiologia do melanoma. (0,05 p)
• Fatores de risco incluem tipo de pele de alto risco: olhos azuis, cabelos loiros/ruivos e pele clara. (0,05 p)
• Reação à exposição solar: sardas, incapacidade de bronzeamento e propensão a queimaduras solares. (0,05 p)
• Histórico de exposição intensa e intermitente, com várias queimaduras solares com bolhas. (0,05 p)
2. Via RAS-BRAF-MAPK e locus CDKN2A na patogênese molecular
• A via principal é a RAS-BRAF-MAPK, ligada ao gene BRAF mutado em até 66% dos melanomas. (0,05 p)
• Mutação comum é BRAF-V600E, que ativa permanentemente a proteína, promovendo proliferação celular descontrolada e inibindo a apoptose. (0,05 p)
• O locus CDKN2A, localizado no cromossomo 9p21, codifica proteínas supressoras de tumor p16 e p14ARF; mutações ocorrem em 35% dos casos familiares ou com melanomas múltiplos. (0,05 p)
3. Alterações arquiteturais principais e fases da evolução tumoral na histopatologia
• Alterações arquiteturais: assimetria da arquitetura geral, margens mal definidas e perda da arquitetura névica (grupos de células variáveis em tamanho e forma que se fundem). (0,03 p)
• Fase inicial (crescimento radial): melanócitos limitados à epiderme e anexos. (0,02 p)
• Fase posterior (invasão dérmica): perda de maturação dos melanócitos ao penetrar na derme, com células volumosas, núcleos atípicos e hipercromáticos. (0,03 p)
• Fase de crescimento vertical: alterações citológicas intensas, podendo formar melanoma amelanótico. (0,02 p)
4. Definição e importância prognóstica do índice de Breslow
• Índice de Breslow é a medida da espessura tumoral (do topo da camada granulosa ao ponto mais profundo do tumor) com micrômetro ocular; em lesões ulceradas mede-se da base da úlcera. (0,02 p)
• É o fator prognóstico mais confiável, isoladamente objetivo e independente do observador; define prognóstico junto com ulceração e mitoses por mm². (0,05 p)


FONTE:

MELANOMA MALIGNO - PLATAFORMA MISODOR

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.81)

CASO CLINICO: (210593 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo masculino com 38 anos de idade refere dor epigástrica em queimação há 3 semanas, com piora associada a alimentação. Nega disfagia,vômitos e outros sintomas associados. Sem antecedentes patológicos dignos de nota não faz uso de nenhuma medicação.
Exame Físico: B. E. G., corado, hidratado, anictérico, acianótico.
PA: 120/70 mmHg; FC: 80 b.p.m; Ap. Resp.: MV+, sem RA, Ap CV: 2BRNF, sem sopros.
Abdominal: Plano, flácido, dor discreta á palpação de epigástrio, descompressão brusca negativa, sem visceromegalias e massas palpáveis.
1) Qual é o diagnóstico do paciente? (0,25 pontos)
2) Qual é a conduta mais adequada inicialmente? (0,25 pontos)



RATING: 2.96

1) Qual é o diagnóstico do paciente?
Síndrome dispéptica ou dispepsia. (0,25 p)
Discussão: Paciente com sintoma dispéptico de epigastralgia em queimação,sem apresentar sinais de alarme como disfagia, icterícia, sangramento, anemia, alterações de exame físico sugestivos de doença maligna, que indicariam a realização de endoscopia digestiva alta, apresenta ainda idade menor que 50 anos de idade que seria outra indicação da realização do procedimento. O paciente pode apresentar diagnóstico de doença ulcerosa péptica com estes sintomas, mas sem apresentar sinais de alarme pode ser manejado de forma conservadora neste momento.
2) Qual é a conduta mais adequada inicialmente? (0,25 p)
Sugerir modificações de hábitos e introduzir bloqueador H2 para tratamento da dispepsia.
Discussão: Paciente sem sinais de alarme não tendo indicação de realizar endoscopia digestiva alta, podemos orientar modificações de hábitos de vida como diminuição de ingesta de álcool e café e procurar observar quais alimentos desencadeiam com maior freqüência estes sintomas.
Os bloqueadores H2como a ranitidina podem ser usados em doses de 150 mg, 2 vezes ao dia por 2-4 semanas. O uso de bloqueadores de bomba de prótons é uma opção, embora não tenha sido demonstrado sua superioridade em relação aos bloqueadores H2 e por seu maior custo não deve ser utilizado.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.96)




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