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HIPERGLICEMIA NEONATAL (ÁREA DE PEDIATRIA)

Hiperglicemia no período neonatal é definida como glicemia de sangue total superior a 125 mg/dl (145 mg/dl de glicemia plasmática).
A hiperglicemia neonatal é uma das mais comuns alterações metabólicas encontradas em grandes prematuros (<32 semanas) e em recém-nascidos criticamente doentes, variando de forma inversamente proporcional à idade gestacional e ao peso ao nascimento e aumentando com a gravidade da doença associada.
Prematuros com baixo peso ao nascer e até outros neonatos enfermos recebem glicose parenteral.
Usualmente a hiperglicemia é autolimitada e não está associada a sequelas importantes. O uso criterioso de glicose, levando-se em consideração principalmente a idade gestacional e o peso dos recém-nascidos pode minimizar em muito sua ocorrência, assim como a monitorização frequente dos níveis glicêmicos permite sua detecção precoce e acompanhamento.
Em geral, não existem sinais e sintomas específicos associados à hiperglicemia neonatal. Hiperosmolaridade acima de 300 mOsm/l geralmente induz diurese osmótica.

OBJETIVA: (1385834 votos)..........94.95% das questões objetivas receberam votos.
Todos os fatores que se seguem são fatores de risco para infarto do miocárdio perioperatório, EXCETO:
A. revascularização miocárdica três meses antes da atual cirurgia
B. terceira bulha cardíaca
C. idade avançada (na ausência de patologia cardíaca pregressa)
D. infarto um ano antes do procedimento atual
E. infarto 'sem onda Q' três semanas antes de uma cirurgia de emergência

  RATING: 2.92

Todos os fatores que se seguem são fatores de risco para infarto do miocárdio perioperatório, EXCETO:

A. revascularização miocárdica três meses antes da atual cirurgia
CORRETO: A revascularização com enxerto em coronária tende a proteger de infarto do miocárdio. Tabagismo, hipertensão e hiperlipidemia contribuem para doença coronariana, mas não são, surpreendentemente, riscos independentes, apesar de poderem aumentar a mortalidade
B. terceira bulha cardíaca
INCORRETO : Evidências de insuficiência cardíaca congestiva, como estase jugular ou galope, também levam a grandes riscos, assim como extra-sístoles freqüentes.
C. idade avançada (na ausência de patologia cardíaca pregressa)
INCORRETO : A idade avançada e a cirurgia de urgência são fatores de risco independentes dos demais.
D. infarto um ano antes do procedimento atual
INCORRETO : O risco mais elevado provavelmente está associado a infarto miocárdico recente: quanto mais recente, maior o risco até o período de seis meses. Deveria ser levado cm conta que, de qualquer maneira, o risco nunca volta ao normal.
E. infarto 'sem onda Q' três semanas antes de uma cirurgia de emergência
INCORRETO : Um infarto sem onda que pode não ter lesado grande massa miocárdica, mas pode ter deixado a área ao redor com circulação limítrofe, por isso, torna grande o risco de infarto subseqüente ao ato operatório.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

DISCURSIVA: (194525 votos) ..........96.91% das questões discursivas receberam votos.
Referente a bilirrubinemia grave do recém nascido - a investigação da etiologia implica exames realizados rotineiramente. Quais são esses exames?


RATING: 3.05

Referente a bilirrubinemia grave do recém nascido - a investigação da etiologia implica exames realizados rotineiramente. Quais são esses exames?

A investigação da etiologia da hiperbilirrubinemia, independentemente da idade gestacional e da idade pós-natal, inclui o quadro clínico e os exames realizados rotineiramente em bancos de sangue e laboratórios clínicos apresentados abaixo:
  • Bilirrubina total e frações indireta e direta (0,0625 p);
  • Hemoglobina e hematócrito com morfologia de hemácias, reticulócitos e esferócitos (0,0625 p);
  • Tipo sanguíneo da mãe e RN para sistemas ABO e Rh (antígeno D) (0,0625 p);
  • Coombs direto no sangue de cordão ou do RN (0,0625 p);
  • Pesquisa de anticorpos anti-D (Coombs indireto) se mãe Rh (D ou Du) negativo (0,0625 p);
  • Pesquisa de anticorpos maternos para antígenos irregulares (anti-c, anti-e, anti-E, antiKell, outros) se mãe multigesta/transfusão sanguínea anterior e RN com Coombs direto positivo (0,0625 p);
  • Dosagem sanguínea quantitativa de glicose-6-fosfato desidrogenase (G-6-PD) (0,0625 p);
  • Dosagem sanguínea de hormônio tireoidiano e TSH (exame do pezinho) (0,0625 p);

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

CASO CLINICO: (226617 votos)..........96.85% dos casos clinicos receberam votos.
Dona Sebastiana, 55 anos, procura atendimento na Unidade Básica de Saúde com queixa de cefaléia occipital, tontura, fraqueza, polidipsia e poliuria. Ao exame: Peso 85kg, Estatura 158 cm, PA: 160/110 mmHg, FC: 88 bpm. Traz com ela os seguintes exames realizados há dois dias: Triglicérides 600 mg/dl; Colesterol total 400 mg/dl, glicemia de jejum 180 mg/dl, Uréia 60 mg/dl, Creatinina 1,2 mg/dl.
1) Quais são os principais diagnósticos de dona Sebastiana? (0,1 pontos)
2) Descreva o melhor plano terapêutico para dona Sebastiana. (0,2 pontos)
3) Descreva as possíveis complicações que dona Sebastiana está sujeita caso não seja tratada adequadamente. (0,2 pontos)



RATING: 3.09

1) Quais são os principais diagnósticos de dona Sebastiana?
- Dislipidemia mista (Hipercolesterolemia + hipertrigliceridemia);(0.025 p)
- Provável Diabetes tipo 2;(0.025 p)
- Provável Hipertensão arterial;(0.025 p)
- Obesidade grau I (IMC=34);(0.025 p)
2) Descreva o melhor plano terapêutico para dona Sebastiana.
I) Obesidade.
- Dieta hipocalórica, com déficit 500 a 1000 kcal. (0,008 p)
- Atividade física – 30 a 60 minutos de atividade moderada 3 a 7 vezes por semana. (0,008 p)
- Considerará farmacoterapia caso não haja resposta em 6 meses. (0,008 p)
II) Dislipidemia. a) tratamento não farmacologico - Dieta pobre em gorduras, colesterol e gorduras saturadas. (0,008 p)
- Abstenção do consumo de álcool é recomendada em todos os casos de dislipidemias. (0,008 p)
- Caso se confirme o diagnóstico de diabetes tipo 2 é fundamental a dieta pobre em carboidratos e controle dos níveis glicêmicos. (0,008 p)
- Exercícios físicos (0,008 p)
b) Caso não sejam atingidos níveis satisfatórios de controle, optar por tratamento farmacológico. Os grupos de drogas a serem consideradas são: - Estatinas, (0,008 p)
- Fibratos, (0,008 p)
- Resinas ligadoras de ácidos biliares (0,008 p)
- Ácido nicotínico. (0,008 p)
- Confirmar as hipóteses de diabetes tipo 2 e hipertensão arterial com mais uma dosagem de glicose em jejum e pelo menos mais duas medidas de pressão arterial em uma nova consulta respectivamente. (0,008 p)
III) Hipertensão arterial:
a) Tratamento não farmacológico - estímulo à normalização do peso, (0,008 p)
- dieta hipossódica rica em frutas e vegetais, (0,008 p)
- limitação do consumo de álcool. (0,008 p)
b) Tratamento farmacológico (Caso necessário na avaliação de risco e seguimento): - considerar como agentes preferenciais os inibidores de enzima conversora de angiotensina (IECA), (0,008 p)
- diuréticos, (0,008 p)
- bloqueadores de canais de cálcio (0,008 p)
- beta-bloqueadores ou alfa-bloqueadores (0,008 p)
- inibidores de AT2; (0,008 p)
IV) Diabetes: a) Tratamento não farmacológico, - estímulo à normalização do peso (0,008 p)
- dieta com restrição de açucares (0,008 p)
- atividade física (0,008 p)
b) Tratamento farmacológico (Caso necessário na avaliação de risco e seguimento): - considerar como agente preferencial a Metformina (biquanida) (0,008 p)
- utilização de sulfoniluréias (alternativa aceitável) (0,008 p)
3) Descreva as possíveis complicações que dona Sebastiana está sujeita caso não seja tratada adequadamente. (0,2 pontos) Acidente Vascular Encefálico; (0,011 p)
Insuficiência coronariana; (0,011 p)
Insuficiência arterial periférica; (0,011 p)
Pancreatite; (0,011 p)
Retinopatia;Insuficiência renal; (0,011 p)
Insuficiência cardíaca; (0,011 p)
Trombose venosa profunda; (0,011 p)
Crise hipertensiva; (0,011 p)
Apnéia obstrutiva do sono; (0,011 p)
Síndrome da hipoventilação; (0,011 p)
Esteatose hepática não alcoólica; (0,011 p)
Doença de refluxo gastro-esofágico; (0,011 p)
Osteoartrose; (0,011 p)
Risco aumentado de câncer em obesos; (0,011 p)
Pé diabético; (0,011 p)
Catarata. (0,011 p)
Neuropatias sensitivo-motoras; (0,011 p)
Neuropatias autonômicas; (0,013 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.09)




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