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Mulher com 30 anos, portadora de retocolite ulcerativa inespecífica, após uso de opioides para controle de diarreia, chega ao Pronto-Socorro com febre e dor abdominal. Ao exame é constatada taquicardia, timpanismo abdominal e leucocitose. O exame complementar mais adequado para confirmar o diagnóstico é:
A. trânsito intestinal com cápsula endoscópica
INCORRETO: Trânsito intestinal com cápsula endoscópica não é método para avaliação colônica aguda, oferece risco elevado de retenção e perfuração em cólon dilatado e inflamado, e não é indicada em situações de urgência.
B. colonoscopia
INCORRETO : Colonoscopia é contraindicada no megacólon tóxico suspeito, pois a insuflação de ar e a manipulação endoscópica aumentam substancialmente o risco de perfuração colônica.
C. enema opaco
INCORRETO : Enema opaco também é contraindicado, uma vez que a introdução de contraste baritado sob pressão pode precipitar perfuração em cólon tóxico e inflamado.
D. radiografia simples de abdome
CORRETO : A radiografia simples de abdome constitui o exame complementar inicial e mais adequado para confirmar o diagnóstico de megacólon tóxico, complicação grave da retocolite ulcerativa inespecífica precipitada pelo uso de opioides. O quadro clínico apresentado — febre, dor abdominal, taquicardia, timpanismo abdominal e leucocitose — é altamente sugestivo de megacólon tóxico, caracterizado por dilatação colônica segmentar ou difusa superior a 6 cm no cólon transverso, com perda dos haustros e, por vezes, níveis hidroaéreos ou ar livre se houver perfuração iminente. A radiografia é rápida, acessível, de baixo custo, não invasiva e suficiente para demonstrar a dilatação colônica, guiando a conduta urgente que inclui suspensão de opioides, suporte clínico, antibióticos e, eventualmente, colectomia.
E. tomografia computadorizada de abdome total
INCORRETO : Tomografia computadorizada de abdome total fornece informações adicionais valiosas (espessamento parietal, complicações perfurativas, coleções), porém não é o exame inicial de escolha; representa maior custo, exposição à radiação e demora em relação à radiografia simples, que já é diagnóstica na maioria dos casos de megacólon tóxico.
A radiografia simples permanece, portanto, o método mais apropriado para confirmação diagnóstica rápida e segura nesse contexto clínico.
Gabarito: D
RATING: 2.95 ![]()
FONTE:

1) Qual é a alteração da ECG acima?
Alteração tipica da presença da hipocalemia (0,1 p)
Discussão: O paciente apresenta achatamento de ondas P e principalmente da onda T, que aparece não só achatada como com aumento de duração, aparentemente por juntar-se a uma onda 'u'. Esta alteração é característica da presença de hipocalemia, que na verdade aparece inclusive no exame de sangue.
2) Considerando o histórico do paciente e a eletrocardiograma, qual é a principal suspeita?
Hiperaldosteronismo primário.(0,2 p)
Discussão: O paciente apresenta quadro de hipertensão arterial em idade jovem com achado eletrocardiográfico sugestivo de hipocalemia.O paciente também apresenta outros achados sugestivos do diagnóstico de hiperaldosteronismo,que é a presença de fraqueza e adinamia, que ocorrem devido as alterações do potássio.A presença de poliúria também é uma das queixas mais relatadas pelos pacientes.causando ocasionalmente confusão com outras síndromes que causam poliúria como o diabetes mellitus. Deve-se acrescentar entretanto,que embora esta seja a descrição clássica do hiperaldosteronismo primário, hoje a maioria dos casos diagnosticados ocorrem sem hipocalemia e muitas vezes em pacientes assintomáticos, sendo hoje o hiperaldosteronismo primário considerado a principal causa de hipertensão secundária, outra causa de hipertensão que evolui
eventualmente com hipocalemia é a hipertensão renovascular.
3) Qual exame deve ser feito para confirmar/infirmar o diagnóstico?
Teste de infusão salina com dosagem de aldosterona ao final da infusão.(0,2 p)
Discussão: O exame confirmatório é através de sobrecarga salina, que pode ser realizada por dieta ou com infusão salina de 2 litros de soro fisiológico á 0,9% em 2 horas, com dosagem de aldosterona após o final da infusão. Em indivíduos normais a sobrecarga salina deveria suprimir a produção de aldosterona. Caso esta continue aumentada indica produção autônoma de aldosterona confirmando o diagnóstico de hiperaldosteronismo primário.
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