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Em pacientes com diabetes melito tipo 1, são considerados fatores precipitantes da cetoacidose diabética, EXCETO:
A. Gestação
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Exercício
CORRETO : São fatores precipitantes de cetoacidose:
■ Infecções, uso de alguns medicamentos, estresse, trauma, doenças associadas, enfim, fatores que aumentam a secreção de hormônios contra-reguladores e/ou diminuem concentração de insulina.
■ A falta relativa ou absoluta de insulina traz como principais perturbações metabólicas as alterações dos metabolismos de hidratos de carbono e de lipídios.
A falta de insulina diminui a utilização de glicose pelos tecidos e aumenta a neoglicogênese. A hiperglicemia resultante, pela glicosúria que produz, gera diurese osmotica. Esta, se por um lado, pela perda de água, provoca desidratação e hemoconcentração (com conseqüentes hipotensão, choque e coma), por outro instala uma perda acentuada de eletrólitos (cloreto de sódio, potássio, magnésio e cálcio). A ausência de insulina, reduzindo a lipogênese a partir de carboidratos, aumenta a lipólise, com produção de cetonemia e cetonúria. Como conseqüência, a cetose produzida pelo acúmulo de ácido beta-hidroxibutírico e ácido acetoacético provoca um estado de acidose. Tanto a hiperventilação como os vômitos (com perda de água, sódio, potássio e cloro), então decorrentes, contribuem para o colapso cardiocirculatório, que fatalmente surgirá, caso medidas terapêuticas adequadas não sejam instituídas a tempo.
C. Trauma
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Infecção
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Estresse
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: B
RATING: 3.12 ![]()
- glornerulonefrite aguda (0,05 p)
- abuso de drogas (0,05 p)
- doença vascular do colágeno (0,05 p)
- hipertensão renovascular (0,05 p)
- trauma craniano (0,05 p)
- redução do peso corpóreo em indivíduos com excesso de peso (0,025 p)
- aumento do consumo de vegetais frescos (0,025 p), frutas (0,025 p) e leite/derivados desnatados (0,025 p)
- redução do consumo diário de sódio (0,025 p)
- moderação no consumo do álcool (0,025 p)
- atividade física regular (30 a 60 min e atividade física vigorosa na maioria dos dias da semana) (0,025 p)
- redução das atividades sedentárias (assistir à televisão, jogos eletrônicos) para menos de 2 h diárias (0,025 p)
- cessação do hábito de fumar (0,025 p) e o incentivo para nunca iniciar esse hábito (0,025 p)
FONTE:
Paciente do sexo masculino, 54 anos, com queixa de pirose retroesternal de longa data (há mais de 10 anos), com piora progressiva nos últimos 2 anos.
Vem apresentando regurgitação, principalmente no período noturno.
Teve emagrecimento de 2 kg nos últimos 12 meses (índice de massa corporal atual de 33 kg/m2).
Realizada endoscopia digestiva alta, observou-se ulceração esofágica, com friabilidade e presença de mucosa de aspecto róseo-avermelhado, circunferencial, com 4 cm de extensão, projetando proximalmente a partir da junção escamo-colunar. Foram realizadas biópsias da região da junção gastro-esofágica, cujo corte histológico é apresentado abaixo.

1) Qual o diagnóstico para esse paciente? - 0,1 pontos
2) Qual é o prognóstico para esse paciente? - 0,1 pontos
3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente? - 0,3 pontos
1) Qual o diagnóstico?
Doença do refluxo gastro-esofágico (DRGE) complicada com esôfago de Barret. (0,1 p)
DISCUSSÃO: Trata-se de um paciente com queixas de queimação retroesternal e regurgitação, os dois sintomas mais frequentes em pacientes portadores de DRGE. Observa-se IMC de 33, ou seja, obesidade grau I, comum em pacientes que sofrem de DRGE. A endoscopia documenta a presença de esofagite erosiva e achados comuns ao esôfago de Barret. Este último é confirmado pelo corte histológico, onde notam-se áreas de epitélio colunar especializado ao nível da junção gastro-esofágica.
2) Qual é o prognóstico?
Em termos prognósticos, a incidência de adenocarcinoma é 40X maior nos pacientes com esôfago de Barret quando comparado com a população em geral. Requer, portanto, acompanhamento a longo prazo. O principal marcador de potencial de malignidade será a presença de displasia. (0,1 p)
3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente?
- inicialmente controlar a inflamação relacionada a DRGE com terapia antissecretória (0,1 p)
- realizar nova endoscopia com múltiplas biópsias visando descartar a presença de displasia (preferencialmente confirmada por mais de um patologista). A ausência de displasia implica controle endoscópico a cada 2, 3 anos. Displasia leve, controle endoscópico semestral e posteriormente anual. Displasia de alto grau deve ser tratada com esofagectomia ou acompanhamento com biópsias, inicialmente a cada mês, e posteriormente trimestrais. (0,1 p)
- Não há tratamento curativo específico usado rotineiramente para o esôfago de Barret. Portanto, além do acompanhamento endoscópico, a DRGE deve ser controlada, conforme sua evolução, com terapia clínica e/ou operatória. (0,1 p)
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