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SARAMPO (ÁREA DE PEDIATRIA)

A terminologia para sarampo tem originado alguma confusão. O termo científico em inglês é rubéola, embora a doença seja comumente referida como 10-day measles, red measles e morbilli.
No entanto em espanhol e português rubéola significa sarampo alemão (rubella em inglês). Termos alternativos em espanhol são sarampión ou morbilli para o sarampo e sarampión alemán para a rubéola.
Os termos em francês são rougeole para sarampo e rubeole para a rubéola, termo que foi também adotado na Romênia (rujeolă, rubeolă).

OBJETIVA: (1195773 votos)..........99.02% das questões objetivas receberam votos.
A dengue é uma doença de grande impacto na saúde pública, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Com base no agente causador e seu vetor, uma estratégia eficaz para prevenção da dengue é:
A. implementar vacinação em massa contra a bactéria causadora da doença
B. erradicar roedores, pois são vetores do vírus da dengue
C. combater os insetos transmissores do protozoário relacionado à dengue
D. controlar populações do mosquito transmissor do vírus da dengue
E. utilizar antibioticoterapia preventiva contra o vírus da dengue

  RATING: 3.16

A dengue é uma doença de grande impacto na saúde pública, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Com base no agente causador e seu vetor, uma estratégia eficaz para prevenção da dengue é:

A. implementar vacinação em massa contra a bactéria causadora da doença
INCORRETO: A dengue é causada por um vírus, e não por uma bactéria.
B. erradicar roedores, pois são vetores do vírus da dengue
INCORRETO : O vetor da dengue é o mosquito Aedes aegypti, não roedores.
C. combater os insetos transmissores do protozoário relacionado à dengue
INCORRETO : A dengue não é causada por um protozoário, mas sim por um vírus.
D. controlar populações do mosquito transmissor do vírus da dengue
INCORRETO : O controle do mosquito Aedes aegypti, como a eliminação de criadouros, é uma das estratégias mais eficazes na prevenção da dengue.
E. utilizar antibioticoterapia preventiva contra o vírus da dengue
INCORRETO : Antibióticos não são eficazes contra vírus.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.16)

DISCURSIVA: (185907 votos) ..........98.84% das questões discursivas receberam votos.
I) Quais são os efeitos do veneno bothropico? 0,15 pontos
II) Quais são os efeitos do veneno crotalico? 0,15 pontos
III) Em quais dos acidentes com animais peçonhentos encontramos a fácies neurotóxica de Rosenfeld e qual é a descrição da mesma? 0,2 pontos


RATING: 2.99

I) Quais são os efeitos do veneno bothropico? 0,15 pontos
II) Quais são os efeitos do veneno crotalico? 0,15 pontos
III) Em quais dos acidentes com animais peçonhentos encontramos a fácies neurotóxica de Rosenfeld e qual é a descrição da mesma? 0,2 pontos

I) Quais são os efeitos do veneno bothropico?

Os efeitos do veneneo bothropico são:
- coagulante 0,05 p
- hemorragico 0,05 p
- proteolitico 0,05 p
Discussão: Proteolítica: As lesões locais, como edema, bolhas e necrose, atribuídas inicialmente à “ação proteolítica”, têm patogênese complexa. Possivelmente, decorrem da atividade de proteases, hialuronidases e fosfolipases, da liberação de mediadores da resposta inflamatória, da ação das hemorraginas sobre o endotélio vascular e da ação pró-coagulante do veneno.
Coagulante: A maioria dos venenos botrópicos ativa, de modo isolado ou simultâneo, o fator X e a protrombina. Possui também ação semelhante à trombina, convertendo o fibrinogênio em fibrina. Essas ações produzem distúrbios da coagulação, caracterizados por consumo dos seus fatores, geração de produtos de degradação de fibrina e fibrinogênio, podendo ocasionar incoagulabilidade sangüínea. Este quadro é semelhante ao da coagulação intravascular disseminada. Os venenos botrópicos podem também levar a alterações da função plaquetária bem como plaquetopenia.
Hemorragica: As manifestações hemorrágicas são decorrentes da ação das hemorraginas que provocam lesões na membrana basal dos capilares, associadas à plaquetopenia e alterações da coagulação.

II) Quais são os efeitos do veneno crotalico?

Os efeitos do veneno crotalico são:
- neurotoxico 0,05 p
- miotoxico 0,05 p
- coagulante 0,05 p
Discussão: Neurotoxica: produzida principalmente pela fração crotoxina, uma neurotoxina de ação pré-sináptica que atua nas terminações nervosas inibindo a liberação de acetilcolina. Esta inibição é o principal fator responsável pelo bloqueio neuromuscular do qual decorrem as paralisias motoras apresentadas pelos pacientes.
Miotoxica: produz lesões de fibras musculares esqueléticas (rabdomiólise) com liberação de enzimas e mioglobina para o soro e que são posteriormente excretadas pela urina. Não está identificada a fração do veneno que produz esse efeito miotóxico sistêmico. Há referências experimentais da ação miotóxica local da crotoxina e da crotamina. Estudos mais recentes não demonstram a ocorrência de hemólise nos acidentes humanos.
Coagulante: Decorre de atividade do tipo trombina que converte o fibrinogênio diretamente em fibrina. O consumo do fibrinogênio pode levar à incoagulabilidade sangüínea. Geralmente não há redução do número de plaquetas. As manifestações hemorrágicas, quando presentes, são discretas.

III) Em quais dos acidentes com animais peçonhentos encontramos a fácies neurotóxica de Rosenfeld e qual é a descrição da mesma?

O fácies miastênica (fácies neurotóxica de Rosenfeld) é caracterizada pela ptose palpebral uni ou bilateral (0,05 p), flacidez da musculatura da face (0,05 p), alteração do diâmetro pupilar (0,05 p), incapacidade de movimentação do globo ocular (oftalmoplegia) (0,05 p). 
É caracteristico para o acidente crotalico grave (0,05 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.99)

CASO CLINICO: (217843 votos)..........99.51% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo masculino, 61 anos, portador de hipertensão arterial de longa data (em uso de três anti-hipertensivos), diabetes mellitus tipo 2 e história prévia de adenocarcinoma de cólon tratado há 4 anos (estádio II, sem evidência atual de doença).
Foi submetido a tomografia computadorizada de abdome por quadro de dor abdominal difusa e alteração do hábito intestinal. O exame revelou, de forma incidental, massa adrenal esquerda de 4,8 cm, densidade de 22 UH na fase sem contraste, realce heterogêneo e washout absoluto de 38 %.
Não há linfonodomegalias nem outras lesões suspeitas.
Avaliação laboratorial dirigida mostrou: cortisol sérico após 1 mg de dexametasona = 3,1 µg/dL; ACTH plasmático = 6 pg/mL; relação aldosterona/atividade de renina plasmática normal; metanefrinas fracionadas plasmáticas e urinárias dentro da normalidade; DHEAS e testosterona normais para a idade.
A ressonância magnética demonstrou sinal intermediário em T2 e queda de sinal incompleta nas sequências fora de fase. O paciente encontra-se assintomático do ponto de vista adrenérgico e não apresenta estigmas floridos de hipercortisolismo.

Questões

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,11 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,10 pontos)
III. Qual a melhor modalidade de confirmar o diagnóstico? (0,10 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,09 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,10 pontos)





RATING: 3.04

Respostas (pedagógicas e esquemáticas)

I. Suspeita diagnóstica
Incidentaloma adrenal (0,02 p) com secreção autônoma de cortisol (hipercortisolismo subclínico) (0,02 p) e características de imagem intermediárias para malignidade. (0,02 p)
Massa adrenal descoberta incidentalmente, associada a falha de supressão no teste com 1 mg de dexametasona e ACTH suprimido, além de densidade e washout não típicos de adenoma benigno. (0,05 p)
II. Possível causa da doença diagnosticada
Adenoma cortical adrenocortical com autonomia funcional parcial (produção autônoma de cortisol). (0,07 p)
Pode representar lesão de potencial maligno (carcinoma adrenocortical ou metástase) em paciente com história prévia de neoplasia. (0,03 p)
III. Melhor modalidade de confirmar o diagnóstico
Avaliação hormonal completa (já parcialmente realizada) combinada com caracterização imagiológica avançada (TC com protocolo de adrenal ou RM com sequência chemical-shift) e, quando indicado, PET-CT com FDG. (0,06 p)
A confirmação definitiva de natureza histológica, se necessária, só é obtida por ressecção cirúrgica (a biópsia percutânea tem indicação restrita). (0,04 p)
IV. Principal diagnóstico diferencial
Adenoma adrenal não funcionante versus metástase adrenal (especialmente de adenocarcinoma de cólon) versus carcinoma adrenocortical. (0,06 p)
O hipercortisolismo subclínico e a história oncológica prévia tornam esses três diagnósticos os mais relevantes. (0,03 p)
V. Tratamento da moléstia
Indicação de adrenalectomia laparoscópica (ou aberta se suspeita de malignidade) pelo tamanho > 4 cm, características de imagem intermediárias e secreção autônoma de cortisol. (0,06 p)
Após a cirurgia, monitorização hormonal e imagem de seguimento; em caso de carcinoma confirmado, associação de mitotano. (0,04 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.04)




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