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PREÂMBULO SOBRE A HEMOGLOBINA (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

Porquê é necessario esse capitulo?

O motivo é o seguinte: - ha muitas doenças com defeito de formação da hemoglobina. Antes de saber quais são os defeitos, é necessário saber tudo sobre a estrutura e a funcionalitate desta proteina complexa. Hb representa mais de 30 % do peso do eritrócito.

OBJETIVA: (1221094 votos)..........98.97% das questões objetivas receberam votos.
Um homem de 61 anos em anteriormente excelente saúde se apresenta a seu médico com queixas de hematoquezia, tenesmo e dor retal. Na avaliação, o médico descobre que ele tem um tumor retal que fica a 5 cm da borda anal. Dada a localização do tumor, qual é o tratamento mais adequado?
A. Ressecção abdominoperineal
B. Imatinib
C. Ressecção anterior baixa
D. Radiação sozinha
E. Radiação mais quimioterapia

  RATING: 3.19

Um homem de 61 anos em anteriormente excelente saúde se apresenta a seu médico com queixas de hematoquezia, tenesmo e dor retal. Na avaliação, o médico descobre que ele tem um tumor retal que fica a 5 cm da borda anal. Dada a localização do tumor, qual é o tratamento mais adequado?

A. Ressecção abdominoperineal
CORRETO: Como a lesão está a <10,0 cm da borda anal, não é possível preservar o esfíncter anal, e o tratamento cirúrgico requer uma ressecção abdominoperineal, que envolve a ressecção do reto e ânus com a colocação de uma colostomia permanente .
B. Imatinib
INCORRETO : Imatinib, um inibidor de tirosina-quinases oncogênicas, é útil para tumores estromais gastrointestinais. Uma lesão retal desse tipo requer ressecção cirúrgica.
C. Ressecção anterior baixa
INCORRETO : Se a lesão fosse mais de 10,0 cm da borda anal, teria provavelmente a possibilidade realizar uma ressecção anterior baixa, o que preservaria o ânus e o reto distal, permitindo a ressecção e anastomose primária, evitando assim a necessidade duma colostomia
D. Radiação sozinha
INCORRETO : A radiação é útil como adjuvante para ressecção cirúrgica em câncer retal mas não é adequado como o único tratamento.
E. Radiação mais quimioterapia
INCORRETO : A radiação é usada como adjuvante à ressecção cirúrgica, mas sem a cirurgia (mesmo quando seguida de quimioterapia) o tratamento é insuficiente.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.19)

DISCURSIVA: (188005 votos) ..........98.31% das questões discursivas receberam votos.

Com base nos aspectos teóricos do feocromocitoma como tumor neuroendócrino originado de células cromafins da medula adrenal, responda de maneira fundamentada e esquemática aos seguintes questionamentos:

  1. Descreva a origem embriológica da medula da glândula suprarrenal e das células cromafins, destacando as etapas de formação do córtex e da medula.  (0,12 pontos)
  2. Detalhe a via bioquímica completa de síntese da epinefrina a partir da L-tirosina na medula adrenal, especificando enzimas, cofatores, localizações intracelulares e a proporção final de adrenalina.  (0,15 pontos)
  3. Apresente as principais síndromes genéticas associadas ao feocromocitoma, incluindo os genes envolvidos, a prevalência de origem genética e as características clínicas distintivas de cada uma.  (0,13 pontos)
  4. Explique a estratégia de bloqueio farmacológico pré-operatório e os cinco princípios fundamentais que norteiam a realização da adrenalectomia no tratamento do feocromocitoma. (0,1 pontos)




RATING: 3.13

Com base nos aspectos teóricos do feocromocitoma como tumor neuroendócrino originado de células cromafins da medula adrenal, responda de maneira fundamentada e esquemática aos seguintes questionamentos:

  1. Descreva a origem embriológica da medula da glândula suprarrenal e das células cromafins, destacando as etapas de formação do córtex e da medula.  (0,12 pontos)
  2. Detalhe a via bioquímica completa de síntese da epinefrina a partir da L-tirosina na medula adrenal, especificando enzimas, cofatores, localizações intracelulares e a proporção final de adrenalina.  (0,15 pontos)
  3. Apresente as principais síndromes genéticas associadas ao feocromocitoma, incluindo os genes envolvidos, a prevalência de origem genética e as características clínicas distintivas de cada uma.  (0,13 pontos)
  4. Explique a estratégia de bloqueio farmacológico pré-operatório e os cinco princípios fundamentais que norteiam a realização da adrenalectomia no tratamento do feocromocitoma. (0,1 pontos)


1. A medula adrenal e o sistema nervoso simpático originam-se da crista neural, que migra ventralmente para formar os gânglios simpáticos (0,03 p).

Na sexta semana embrionária, células mesodérmicas celômicas condensam-se, originando o precursor do córtex adrenal (0,03 p).

Na sétima semana, células neurogênicas ectodérmicas (simpatogônias) provenientes da crista neural invadem esse precursor, constituindo os primórdios da medula adrenal (0,03 p).

A glândula adrenal pesa em média 5 a 7 g e localiza-se no polo superior de cada rim; o córtex apresenta três camadas (glomerulosa – mineralocorticoides; fasciculada – glicocorticoides; reticular – androgênios), enquanto a medula ocupa 8% a 10% da glândula, é altamente vascularizada e formada por grandes células cromafins poliédricas que contêm grânulos citoplasmáticos armazenadores de epinefrina (0,03 p). Pequenos aglomerados de células cromafins persistem como paragânglios ao longo da vida.

2. As catecolaminas derivam do aminoácido tirosina por sucessivas hidroxilações e descarboxilações (0,02 p).

A via bioquímica ocorre da seguinte forma:

  • L-Tirosina → L-DOPA: reação limitante catalisada pela enzima tirosina-hidroxilase (TH) no citoplasma, requerendo O₂, BH₄ (betahidrobiopterina) e Fe²⁺ como cofatores (0,04 p).
  • L-DOPA → Dopamina: catalisada pela DOPA descarboxilase (DDC/AADC) no citoplasma, com cofator piridoxal-5-fosfato (PLP / vitamina B₆) (0,03 p).
  • Dopamina → Noradrenalina: catalisada pela dopamina β-hidroxilase (DBH) localizada nas vesículas secretórias (grânulos cromafins), requerendo O₂, ácido L-ascórbico (vitamina C) e Cu²⁺ (0,03 p).
  • Noradrenalina → Adrenalina (epinefrina): catalisada pela feniletanolamina N-metiltransferase (PNMT) no citoplasma da medula adrenal, com cofator S-adenosil-L-metionina (SAM); a adrenalina representa 80% das catecolaminas da medula adrenal (0,03 p).

A PNMT existe apenas no citoplasma da medula adrenal, permitindo a conversão final em epinefrina, enquanto a norepinefrina predomina nos terminais simpáticos periféricos.

3. Cerca de 10-25% dos feocromocitomas têm origem genética, envolvendo os genes VHL, SDHB, SDHD, SDHC, NF1, RET e TMEM127 (0,03 p).

As principais síndromes são:

  • NEM tipo 2A (mutação no proto-oncogene RET no cromossomo 10q11.2 – códons 609, 611, 618 e 634): carcinoma medular de tireoide em 95%, feocromocitoma em 30-50% e hiperparatireoidismo em 20-30% (0,04 p).
  • NEM tipo 2B (mutação RET nos códons 918 e 883): carcinoma medular de tireoide 90%, feocromocitoma 45%, neuromas mucosos 100% e hábito marfanoide 65% (0,03 p).
  • Síndrome de von Hippel-Lindau (mutação no gene supressor VHL no cromossomo 3p25-26): feocromocitoma com apresentação precoce e bilateralidade nos subtipos 2A, 2B e 2C; a neurofibromatose tipo 1 (mutação NF1 no cromossomo 17q11.2) associa-se em 0,1-5,7% dos casos, geralmente solitário. Mutações em subunidades do complexo SDH (principalmente SDHD e SDHB) causam paragangliomas familiares pela perda de função que gera hipóxia crônica e proliferação celular (PGL1 – SDHD, cabeça/pescoço; PGL4 – SDHB, tórax/abdome, frequentemente maligno) (0,03 p).

4. Todo paciente com tumor secretor de catecolaminas deve receber preparo farmacológico pré-operatório, sendo a preparação cuidadosa o fator mais importante para o sucesso da cirurgia e a prevenção de crises hipertensivas intraoperatórias; a estratégia mais utilizada é o bloqueio combinado alfa- e beta-adrenérgico, nesta ordem (0,03 p).

O bloqueio alfa deve preceder o beta porque as catecolaminas em excesso causam vasoconstrição intensa e contração do volume intravascular; o bloqueio alfa relaxa os vasos e permite a expansão volêmica, enquanto o betabloqueador iniciado primeiro ou isoladamente deixa a estimulação alfa sem oposição, podendo piorar drasticamente a hipertensão (0,03 p).

Os cinco princípios que norteiam a adrenalectomia e devem ser seguidos rigorosamente são:
I. Ressecção completa do tumor (evitar recidiva local (0,008 p) ).
II. Manipulação mínima do tumor (evitar liberação abrupta de catecolaminas) (0,008 p) .
III. Controle precoce e ordenado do suprimento vascular (ligar primeiro as veias drenantes, especialmente a veia adrenal) (0,008 p) .
IV. Exposição cirúrgica adequada (identificar veia cava inferior à direita, aorta à esquerda, pâncreas, baço, fígado e cólon) (0,008 p) .
V. Em doença associada à NEM: adrenalectomia bilateral total ou subtotal com preservação do córtex adrenal (0,008 p).

A via laparoscópica é o procedimento de escolha para tumores suprarrenais solitários com menos de 8 cm.

FONTE:

MISODOR -  FEOCROMOCITOMA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.13)

CASO CLINICO: (220227 votos)..........99.04% dos casos clinicos receberam votos.
Uma paciente do sexo feminino, de 26 anos, relata que começou a ter febre (38-39oC) e queda do estado geral há 7 dias. Vem apresentando cansaço aos esforços há cerca de 2 meses. Refere também o aparecimento de “hematomas na pele” e gengivorragia. Ao exame, encontra-se prostrada, febril, hipocorada +3/+4, anictérica, tireóide impalpável, sem adenopatia cervical, axilar ou inguinal, RCR 2T BNF sem sopros, MVUA, sem ruídos adventícios, abdome flácido, sem massas ou megalias, membros inferiores apresentando algumas petéquias. Laboratório: Bioquímica normal; hemograma disposto abaixo:

Hb 7,5g/dL
Hct 24%
VCM 100fL
HCM 32pg
CHCM 34g/dL
RDW 9%

Leucócitos 600/mm3
basófilos 0%
eosinófilos 0%
mielócitos 0%
metamielócitos 0%

bastões 5%
segmentados 30%
linfócitos 60%
monócitos 5%
Plaquetas 17.000/mm3

Pergunta-se:
a) Qual a hipótese diagnóstica mais provável? (0,0625 pontos)
b) Como confirmar o diagnóstico? (0,0625 pontos)
c) Qual o tratamento de suporte? (0,3125 p)
d) Qual o tratamento específico mais indicado? (0,625 p)


RATING: 2.87

a) Qual a hipótese diagnóstica mais provável?
Anemia aplásica. (0,0625 p)
b) Como confirmar o diagnóstico?
Biópsia de medula óssea (0,0625 p)
c) Qual o tratamento de suporte? Iniciar Cefepime venoso (0,0625 p), após coleta de hemoculturas (0,0625 p)
Reposição de concentrado de plaquetas (0,0625 p)
NÃO transfundir hemácias (0,0625 p) (aumenta o risco de rejeição ao transplante de células-tronco (0,0625 p)
d) Qual o tratamento específico mais indicado?
Transplante alogênico de células-tronco (medula óssea) (0,625 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.87)




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