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ACESSO INTRAÓSSEO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Excelente via para administração de drogas, fluidos e hemoderivados na criança gravemente doente, de qualquer faixa etária é um método alternativo à administração intravenosa de medicamentos e fluidos, vem ganhando popularidade em situações onde o acesso intravenoso é difícil ou o momento é crítico.

Tem expandido a sua utilização na população pediátrica para uma variedade de situações:

  • na sala de emergência
  • em paradas cardíacas

ATUALMENTE, É CONSIDERADA A VIA DE ELEIÇÃO NO ATENDIMENTO INICIAL DA CRIANÇA GRAVE NA IMPOSSIBILIDADE DE ACESSO VASCULAR.

OBJETIVA: (1026013 votos)..........97.18% das questões objetivas receberam votos.
Um pedestre é atropelado por um carro. Os estudos radiológicos obtidos no pronto-socorro, incluindo um uretrograma retrógrado, são sugestivos de uma fratura pélvica com uma ruptura de uretra superior ao diafragma urogenital. A conduta consistiria em:
A. nefrostomia percutânea imediata
B. imediata colocação de uma sonda de Foley através da uretra até a bexiga para alinhar e drenar as porções lesadas
C. imediata reconstrução da uretra lesada após estabilização do doente
D. imediata exploração da pelve para controle da hemorragia da fratura pélvica e drenagem do hematoma pélvico
E. imediata colocação de um tubo de cistostomia suprapúbico

  RATING: 2.96

Um pedestre é atropelado por um carro. Os estudos radiológicos obtidos no pronto-socorro, incluindo um uretrograma retrógrado, são sugestivos de uma fratura pélvica com uma ruptura de uretra superior ao diafragma urogenital. A conduta consistiria em:

A. nefrostomia percutânea imediata
INCORRETO: A nefrostomia percutânea não tem nenhum papel nesse problema.
B. imediata colocação de uma sonda de Foley através da uretra até a bexiga para alinhar e drenar as porções lesadas
INCORRETO : Se a ruptura da uretra é suspeitada, deve-se realizar uma uretrocistografia retrógrada antes que qualquer esforço seja feito para a colocação de uma sonda de Foley, uma vez que as tentativas de cateterização podem resultar na feitura de múltiplos falsos trajetos ou na conversão de uma laceração parcial em ruptura completa.
C. imediata reconstrução da uretra lesada após estabilização do doente
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. imediata exploração da pelve para controle da hemorragia da fratura pélvica e drenagem do hematoma pélvico
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. imediata colocação de um tubo de cistostomia suprapúbico
CORRETO : Anteriormente, o tratamento incluía o realinhamento imediato da uretra através da colocação de sondas e tração, usando tanto um cateter colocado sobre as sondas como suturas com tração perineal através do colo vesical. O tratamento corrente preferido evita tanto a dissecção através do hematoma pélvico ao redor da lesão quanto a manipulação da uretra; ao contrário, apenas um cateter suprapúbico é colocado imediatamente com a reconstrução adiada para três a seis meses, tempo no qual o hematoma deve ter se resolvido e a próstata deve ter descido para as proximidades do diafragma urogenital.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

DISCURSIVA: (177704 votos) ..........98.78% das questões discursivas receberam votos.
Explique detalhadamente a fisiopatologia da dermatite atópica, abordando os seguintes pontos:
(I) As duas hipóteses principais na etiopatogenia da dermatite atópica (outside-inside e inside-outside). - 0,25 pontos
(II) O papel da filagrina na integridade da barreira cutânea e como a sua disfunção contribui para a dermatite atópica e outras condições. - 0,25 pontos


RATING: 2.96

Explique detalhadamente a fisiopatologia da dermatite atópica, abordando os seguintes pontos:
(I) As duas hipóteses principais na etiopatogenia da dermatite atópica (outside-inside e inside-outside). - 0,25 pontos
(II) O papel da filagrina na integridade da barreira cutânea e como a sua disfunção contribui para a dermatite atópica e outras condições. - 0,25 pontos

(I) As duas hipóteses principais na etiopatogenia da dermatite atópica (outside-inside e inside-outside).
Hipóteses na Etiopatogenia da Dermatite Atópica:
A dermatite atópica é explicada por duas hipóteses principais:
1) Hipótese outside-inside (de fora para dentro): Esta teoria postula que a dermatite atópica começa primariamente por uma disfunção da barreira cutânea (0,015625 p). A barreira epidérmica, composta de estruturas proteicas como a filagrina (0,015625 p), previne a perda transepidérmica de água (0,015625 p) e impede a penetração de antígenos (0,015625 p), irritantes (0,015625 p) e micróbios do ambiente (0,015625 p). Quando esta barreira é comprometida (0,015625 p), há maior penetração de alérgenos e irritantes (0,015625 p) que podem desencadear inflamação. (0,015625 p)
2) Hipótese inside-outside (de dentro para fora): Segundo esta teoria, a dermatite atópica seria produzida primariamente por uma desregulação imunológica (0,015625 p) que desencadearia uma resposta inflamatória (0,015625 p) a irritantes e alérgenos ambientais. (0,015625 p). Aqui, a causa inicial seria uma alteração no sistema imunológico (0,015625 p) que leva à inflamação (0,015625 p) e subsequente disfunção da barreira cutânea (0,015625 p).

(II) O papel da filagrina na integridade da barreira cutânea e como a sua disfunção contribui para a dermatite atópica e outras condições.
A filagrina é uma proteína estrutural crítica (0,015625 p) para a função da barreira cutânea (0,015625 p). Ela é responsável pela integridade da barreira epidérmica (0,015625 p) e pelo equilíbrio do microbioma da pele (0,015625 p).
A perda da função do gene da filagrina (0,015625 p) está associada a dermatite atópica (0,015625 p) persistente e grave (0,015625 p). Essa falha na barreira cutânea (0,015625 p) resulta em um aumento do pH da pele (0,015625 p), promovendo a colonização por Staphylococcus aureus (0,015625 p) e aumentando a atividade das proteases (0,015625 p), o que desencadeia inflamação (0,015625 p).
Além da dermatite atópica, mutações na filagrina (0,015625 p) aumentam o risco de outros problemas de saúde (0,015625 p), como asma (0,015625 p), dermatite de contato alérgica (0,015625 p) e alergia ao amendoim (0,015625 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

CASO CLINICO: (207139 votos)..........98.98% dos casos clinicos receberam votos.

Um lactente de 18 meses de idade, previamente hígido, é trazido ao pronto-socorro ainda em convulsão tônico-clônica generalizada há 45 minutos, com cianose intensa, perda do controle esfincteriano (bexiga) e sem recuperação de consciência. A mãe relata febre alta (39°C) iniciada há 4 horas por infecção viral de vias aéreas superiores, sem sinais de irritação meníngea ou história de crises prévias. A criança chegou sonolenta após o início da crise e não apresentou aura ou foco aparente. Exame inicial: vias aéreas pérvias mas com salivação excessiva, ventilação comprometida, glicemia normal, sem trauma craniano ou ingestão de toxinas.

Questões:
I. Qual é a suspeita diagnóstica principal? (Total parcial desta questão: 0,12 p)

II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (Total parcial desta questão: 0,12 p)

III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (Total parcial desta questão: 0,14 p)

IV. Qual o tratamento inicial na emergência?  (Total parcial desta questão: 0,12 p)





RATING: 3.02

Resposta à Questão I (Suspeita Diagnóstica)

A suspeita diagnóstica é estado de mal epiléptico (crise prolongada >30 minutos).

  • Crise tônico-clônica generalizada sem interrupção por 45 minutos, com cianose e perda esfincteriana (0,05 p).
  • Distinção de crise febril simples: duração >15 minutos e ausência de recuperação pós-ictal imediata (0,04 p).
  • Classificação como complexa quando duração superior a 15 minutos e achados pós-ictal prolongados (0,03 p).

Resposta à Questão II (Possível Causa da Doença Diagnosticada)

A possível causa é crise febril complexa (dependente da idade, febre alta e infecção extracraniana).

  • Crises febris dependentes da idade (pico 14-18 meses) e associadas a temperatura que aumenta rapidamente até 39°C ou mais (0,05 p).
  • Causa não é infecção de SNC ou alteração metabólica, mas sim doença febril (ex.: infecção viral de vias aéreas superiores ou otite) (0,04 p).
  • A causa da febre NÃO influencia na ocorrência da convulsão febril, mas a duração >15 minutos define complexidade (0,03 p).


Resposta à Questão III (Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico)

A melhor modalidade é o eletroencefalograma (EEG), obrigatório e necessário.

  • EEG está OBRIGATÓRIO em caso de crise acima de 30 minutos, pois a exaustão muscular pode mascarar crise elétrica contínua com efeitos destruidores (0,08 p).
  • Não se justifica EEG em crise febril simples, mas é essencial aqui para confirmar atividade ictal persistente (0,04 p).
  • Durante avaliação aguda, priorizar causa da febre, mas EEG diferencia de pseudo-estado (0,02 p).


Resposta à Questão IV (Tratamento Inicial na Emergência)

O tratamento inicial é a conduta geral ABC + anticonvulsivante de ação rápida.

  • A - B - C: permeabilizar VAS (posicionamento e aspiração), proteção (evitar objetos na boca), uso de oxigênio, monitorização, destrostix e acesso venoso periférico (0,03 p).
  • Anticonvulsivante: diazepam I.V. 0,3 mg/kg/dose (máx. 10 mg/dose) – início de ação 1-3 minutos, duração 5-15 minutos (0,03 p).
  • Se não houver acesso venoso: midazolam (IM 0,2 mg/kg/dose, intranasal 0,3 mg/kg/dose ou bucal 0,5 mg/kg/dose) como primeira opção (0,03 p).
  • Evitar profilaxia prolongada com fenobarbital ou valproato em crise febril (excelente prognóstico); pesquisar causa da febre simultaneamente (0,03 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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