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PANCREATITE AGUDA (ÁREA DE CIRURGIA)

A pancreatite deve ser classificada como aguda ou crónica, com base nas características clínicas, alterações patológicas ou história natural.

Clinicamente, a pancreatite aguda é em geral caracterizada pelo início súbito dos sintomas em um indivíduo previamente saudável e o desaparecimento deste sintoma quando o episódio cessa.

Ao contrário, pacientes com pancreatite crónica podem ter apresentado episódios prévios ou sintomas de insuficiência endócrina ou exócrina, anteriormente ao episódio atual, e seus sintomas podem persistir, mesmo após a sua resolução.

Do ponto de vista clínico, entretanto, a agudização de pancreatite aguda ou crónica pode ser caracterizada pelo início abrupto dos sintomas que são, frequentemente, similares.

Assim, sem o teste do tempo ou uma amostra de tecido, pode ser difícil ou até impossível determinar se um primeiro episódio é devido a pancreatite aguda ou crónica.

OBJETIVA: (1143008 votos)..........99.34% das questões objetivas receberam votos.
Em relação à atresia extra-hepática das vias biliares, qual a alternativa CORRETA?
A. O paciente portador de atresia biliar apresenta melhor prognóstico se a correção cirúrgica for realizada precocemente, nos primeiros 60 dias de vida
B. A atresia biliar consiste na obstrução completa da totalidade das vias biliares extra-hepáticas
C. A maioria dos casos se apresenta desde o primeiro dia de vida com acolia fecal e icterícia
D. A presença de sinais associados como vômitos, diarreia, distúrbios neurológicos e hipoglicemia são sugestivos de atresia biliar
E. O uso de corticosteroide, antibióticos e ácido ursodeoxicólico garantem a boa evolução do paciente, de modo independente da época da cirurgia.

  RATING: 3.06

Em relação à atresia extra-hepática das vias biliares, qual a alternativa CORRETA?

A. O paciente portador de atresia biliar apresenta melhor prognóstico se a correção cirúrgica for realizada precocemente, nos primeiros 60 dias de vida
CORRETO: A atresia das vias biliares extra-hepáticas (AVBEH) é um processo inflamatório, esclerosante, progressivo que se inicia em qualquer ponto da via biliar extra-hepática. A AVBEH é a principal causa de indicação de transplante hepático na criança. É de suma importância a investigação precoce e sistemática dos casos suspeitos de colestase, já que o prognóstico da criança com AVBEH é melhor se o tratamento cirúrgico (porto-enterostomia de Kasai ou modificado)
B. A atresia biliar consiste na obstrução completa da totalidade das vias biliares extra-hepáticas
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. A maioria dos casos se apresenta desde o primeiro dia de vida com acolia fecal e icterícia
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. A presença de sinais associados como vômitos, diarreia, distúrbios neurológicos e hipoglicemia são sugestivos de atresia biliar
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. O uso de corticosteroide, antibióticos e ácido ursodeoxicólico garantem a boa evolução do paciente, de modo independente da época da cirurgia.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

DISCURSIVA: (182847 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
As doenças oportunistas - infecções e neoplasias - e outras complicações decorrentes da imunodeficiência são as principais causas de morbimortalidade em doentes com AIDS. A medida que o déficit imunológico se agrava, aumenta a probabilidade de instalação de infecções oportunistas, geralmente quando o número de LT-CD4+ no sangue cai para determinados valores. Relacionado a isso, indique:

a) Qual é a limite considerada marco referencial para o risco de adoecimento? (0,1 p)
b) Quais são as infecções oportunistas mais frequentes no Brasil? (0,21 p)
c) Detalhe um metodo alternativo de avaliar o nível de CD4. (0,19 p)


RATING: 2.88

As doenças oportunistas - infecções e neoplasias - e outras complicações decorrentes da imunodeficiência são as principais causas de morbimortalidade em doentes com AIDS. A medida que o déficit imunológico se agrava, aumenta a probabilidade de instalação de infecções oportunistas, geralmente quando o número de LT-CD4+ no sangue cai para determinados valores. Relacionado a isso, indique:

a) Qual é a limite considerada marco referencial para o risco de adoecimento? (0,1 p)
b) Quais são as infecções oportunistas mais frequentes no Brasil? (0,21 p)
c) Detalhe um metodo alternativo de avaliar o nível de CD4. (0,19 p)

a) Qual é a limite considerada marco referencial para o risco de adoecimento?

O limite de 200 LT-CD4+/mm3 no sangue periférico constitui o marco referencial que norteia o risco de adoecimento (0,1 p)

b) Quais são as infecções oportunistas mais frequentes no Brasil? 

Segundo dados do Ministério da Saúde, as infecções oportunistas que ocorrem mais comumente no Brasil, em doentes com AIDS, são constituídas por:
  • candidíase (em esôfago, traqueia, brônquios e/ou pulmão),  0,03 p
  • pneumonia por Pneumocystis carinii (atualmente denominado Pneumocystis jeroveci), 0,03 p
  • tuberculose, 0,03 p
  • toxoplasmose, 0,03 p
  • herpes simples, 0,03 p
  • criptococose 0,03 p
  • criptosporidíase 0,03 p

c) Detalhe um metodo alternativo de avaliar o nível de CD4. 

Muitos estudos demonstraram a possibilidade de avaliar esse risco por intermédio do número de linfócitos no sangue periférico, comparando-o com o número de LT-CD4+, recurso utilizado sobretudo em regiões pobres, onde não existe a possibilidade de quantificar os LT-CD4+, estabelecendo-se que número de linfócitos totais no sangue menor que 1.400/mm3 corresponde a número de LT-CD4+ inferior a 200/mm3 e que número de linfócitos totais menor que 1.700/mm3 corresponde a número 124 de LT-CD4+ inferior a 350/mm3.
No Brasil, evidenciou-se que número de linfócitos no sangue periférico menor que 1.000/mm3, especialmente se a hemoglobina apresentar-se com taxa mais baixa que 13g%, mantém forte correlação com número de LT-CD4+ inferior a 200/mm3. (0,19 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.88)

CASO CLINICO: (213167 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Uma mulher de 28 anos observou perda de movimentação fetal com 36 semanas de gestação por datas. Não se ouviam batimentos cardíocos fetais com 40 semanas pela DUM, quando a paciente foi vista novamente. O útero media 30 cm a partir da sínfise até o fundo.

  1. O que que a amniocentese provavelmente iria revelar neste caso? - 0,2 pontos;
  2. Que teste seria valioso para realizar neste momento? - 0,1 pontos;
  3. Qual é a complicação materna mais bem reconhecida que pode ocorrer neste caso? - 0,2 pontos;



RATING: 2.85

I) O que que a amniocentese provavelmente iria revelar neste caso?

A morte fetal é bastante provável. (0,05 p). Caso a amniocentese seja realizada um líquido escuro (0,05 p) que pode ser causado por mecônio (0,05 p) ou sangramento (0,05 p).

II) Que teste seria valioso para realizar neste momento?

Na presença de morte fetal há algum tempo, a mãe pode desenvolver uma coagulopatia de consumo (0,05 p). Uma coagulograma seria o melhor teste neste momento (0,05 p).

III) Qual é a complicação materna mais bem reconhecida que pode ocorrer neste caso?

Um feto morto retido no útero por mais de 5 semanas (0,05 p) provavelmente vai provocar uma hipofibrinogenemia (0,05 p); portanto, a capacidade de coagulação materna deve ser avaliada (0,05 p), pelo menos 1 vez por semana (0,05 p). Há indicação para expulsão do feto morto.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.85)




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