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A.R.J., 6 anos, internou na UTI pediátrica por um quadro de insuficiência respiratória aguda grave. Necessitou, quando da internação, ser intubado e ser submetido a ventilação mecânica invasiva. Atualmente, no segundo dia de internação, ele subitamente apresenta diminuição da saturação de O2 para 30%, seu pulso é impalpável e o monitor cardíaco mostra um ritmo de fibrilação ventricular (FV). Imediatamente, você e a equipe iniciam com ventilação com O2 a 100%, massagem cardíaca e fazem a desfibrilação com uma carga de 2 J/kg. Após 2 minutos, o ritmo (FV) persiste, vocês continuam com a ventilação-compressão, fazem uma nova desfibrilação usando 4 j/kg e administram epinefrina EV pelo cateter venoso central. Continua-se ventilando com O2 a 100%, fazendo massagem cardíaca e, após 2 minutos, ainda persiste o ritmo de FV no monitor cardíaco. Além do que está sendo feito, e de nova desfibrilação, qual medicação deverá ser administrada?
A. Adenosina
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Amiodarona
CORRETO : A desfibrilação em crianças deve ser feita com dose inicial de 2-4 J/kg (energia monofásica ou bifásica) (Classe IIa, Nível C-LD), mas para facilitar o aprendizado a dose ensinada pode ser de 2 J/kg (Classe IIb, Nível C-LD). Se houver refratariedade ao primeiro choque, aumentar a energia para 4 J/kg (Classe IIa, Nível C-LD), e em doses subsequentes manter 4 J/kg ou subir até um máximo de 10 J/kg (Classe IIb, Nível C-LD);
É aceitável usar amiodarona ou lidocaína para PCR em FV/TVSP em crianças que forem refratárias à desfibrilação (Classe IIb, Nível C-LD);
C. Atropina
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Norepinefrina
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Sulfato de magnésio.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: B
Sobre o carcinoma de células renais, discorra teoricamente:
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Sobre o carcinoma de células renais, discorra teoricamente:
1. Mecanismos dos sinais e sintomas e frequência da tríade clássica
Os sinais e sintomas resultam, basicamente, de três mecanismos: efeitos diretos do tumor primário (ação local), das metástases a distância ou da ocorrência de síndromes paraneoplásicas (0,04 p).
O achado clínico mais frequente é a hematúria, que pode ser macroscópica ou microscópica e ocorre em aproximadamente 60% dos casos (0,03 p).
Dor abdominal ou no flanco aparece em cerca de 40% dos pacientes, enquanto massa palpável no abdome é encontrada em apenas 10% deles (0,02 p).
A tríade clássica — hematúria, dor lombar e massa palpável — está presente em menos de 10% dos casos (0,03 p).
2. Principais síndromes paraneoplásicas e suas causas
O carcinoma de células renais apresenta, em até 20% dos pacientes, um amplo espectro de síndromes paraneoplásicas (0,04 p).
3. Achados laboratoriais mais frequentes e método radiológico de escolha
Os achados laboratoriais mais frequentes são: anemia (aproximadamente 30% dos casos, normocrômica e normocítica, decorrente de perda crônica de sangue ou processos hemolíticos), hematúria (cerca de 60%) e elevação da velocidade de hemossedimentação (até 75% dos casos, refletindo o componente inflamatório) (0,05 p).
O método radiológico de escolha, hoje, é a tomografia computadorizada abdominal realizada em três fases com contraste; realce superior a 20 unidades Hounsfield após administração do contraste é indicativo de neoplasia (0,05 p).
4. Sistema TNM de estadiamento e principais modificações
O estadiamento é realizado pelo sistema TNM, que avalia: extensão anatômica do tumor primário (T), envolvimento de linfonodos regionais (N) e presença de metástases a distância (M) (0,04 p).
Essa classificação permite estratificar os pacientes em grupos de risco, estimar o prognóstico, prever a probabilidade de progressão da doença e comparar resultados de diferentes protocolos de tratamento (0,04 p).
Principais modificações introduzidas:
FONTE:
1) Este caso demonstra a associação de diabetes, hipertensão e dislipidemia além de obesidade, todos sendo considerados fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
Este paciente apresentou como lesão de órgão-alvo o desenvolvimento de retinopatia diabética e nefropatia que, provavelmente, é o resultado da associação de diabetes e da hipertensão arterial
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