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PRINCÍPIOS DE CIRURGIA ONCOLÓGICA (ÁREA DE CIRURGIA)

Pacientes com câncer têm a expectativa de vida fortemente prejudicada em comparação com pessoas saudáveis. Cirurgiões que operam pacientes com câncer têm a obrigação de compreender melhor o processo biológico envolvido.

Nem sempre grandes cirurgias contribuem significativamente para a vida dos pacientes.
A necessidade de um tratamento cirúrgico oncológico radical é relativa. Às vezes, a mutilação cirúrgica pode ser o método mais apropriado para combater o câncer. É útil seguir regras estabelecidas, pois garantem respaldo legal ao exercício profissional.

No entanto, encontrar o equilíbrio ideal entre excesso e falta de procedimentos deve ser avaliado individualmente. Buscamos sempre uma abordagem multidisciplinar e interdisciplinar.

A oncologia é a medicina dos cânceres e envolve tanto tratamento médico quanto cirúrgico.

OBJETIVA: (1142989 votos)..........99.34% das questões objetivas receberam votos.
Josias, de 2 anos, é internado por apresentar febre, irritabilidade e má perfusão periférica. Apresenta gastrenterite com 7 dias de duração e presença de sangue nas fezes. Há 1 dia, a mãe notou palidez e manchas roxas pelo corpo. Os exames laboratoriais revelam hematócrito = 25% e hemoglobina = 7 g/dL, plaquetas= 40.000/mm3, ureia = 75 mg/dl e creatinina = 1,9 mg/dl. O diagnóstico mais provável é:
A. púrpura alérgica
B. púrpura trombocitopênica idiopática
C. síndrome hemolítico-urêmica
D. colite ulcerativa
E. sepse com coagulação intravascular disseminada

  RATING: 2.74

Josias, de 2 anos, é internado por apresentar febre, irritabilidade e má perfusão periférica. Apresenta gastrenterite com 7 dias de duração e presença de sangue nas fezes. Há 1 dia, a mãe notou palidez e manchas roxas pelo corpo. Os exames laboratoriais revelam hematócrito = 25% e hemoglobina = 7 g/dL, plaquetas= 40.000/mm3, ureia = 75 mg/dl e creatinina = 1,9 mg/dl. O diagnóstico mais provável é:

A. púrpura alérgica
INCORRETO: A púrpura alérgica (púrpura de Henoch-Schönlein) caracteriza-se por púrpura palpável com contagem plaquetária normal, sem anemia hemolítica e com acometimento renal geralmente sob forma de glomerulonefrite leve, não precedida por diarreia sanguinolenta prolongada nem cursando com insuficiência renal aguda grave e má perfusão.
B. púrpura trombocitopênica idiopática
INCORRETO : A púrpura trombocitopênica idiopática cursa com trombocitopenia isolada, sem anemia hemolítica, sem insuficiência renal e sem história de diarreia sanguinolenta como pródromo.
C. síndrome hemolítico-urêmica
CORRETO : A criança apresenta a tríade clássica de anemia hemolítica (palidez aguda, hematócrito 25% e hemoglobina 7 g/dL), trombocitopenia (plaquetas 40.000/mm³ com aparecimento de manchas roxas) e insuficiência renal aguda (ureia 75 mg/dL e creatinina 1,9 mg/dL) imediatamente após pródromo de gastroenterite com diarreia sanguinolenta por 7 dias, configurando o quadro típico de síndrome hemolítico-urêmica pós-diarreica mediada por toxina Shiga, habitualmente produzida por Escherichia coli enterohemorrágica.
D. colite ulcerativa
INCORRETO : A colite ulcerativa constitui doença inflamatória intestinal crônica que não explica o surgimento agudo de anemia hemolítica, trombocitopenia grave e insuficiência renal aguda nesta apresentação.
E. sepse com coagulação intravascular disseminada
INCORRETO : Embora febre e má perfusão periférica possam sugerir sepse com coagulação intravascular disseminada, a combinação específica de anemia hemolítica microangiopática, trombocitopenia e insuficiência renal aguda após diarreia sanguinolenta prolongada é muito mais característica da síndrome hemolítico-urêmica do que de CIVD secundária a sepse bacteriana (onde os testes de coagulação estariam alterados e não há necessariamente hemólise microangiopática).

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.74)

DISCURSIVA: (182847 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram 10 fatores de risco para enterocolite necrotizante do recém nascido á termo. (0,05 para cada um).


RATING: 2.91

Enumeram 10 fatores de risco para enterocolite necrotizante do recém nascido á termo. (0,05 para cada um).

Entre os recém-nascidos a termo, os fatores de risco de enterocolite necrotizante são:

  1. restrição do crescimento intrauterino
  2. asfixia perinatal
  3. doença cardíaca congênita
  4. gastrosquise
  5. policitemia
  6. hipoglicemia
  7. sepse
  8. exsanguineotransfusão
  9. cateteres umbilicais
  10. alergia ao leite
  11. rotura prematura de membranas (com ou sem corioamnionite)
  12. diabetes gestacional

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.91)

CASO CLINICO: (213166 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 26 anos, procura o ambulatório com queixa de hipertensão arterial diagnosticada aos 17 anos, atualmente grave e resistente ao uso de quatro anti-hipertensivos. Apresenta hipopotassemia espontânea recorrente (K+ 2,6 mEq/L), episódios de fraqueza muscular e parestesias, poliúria e noctúria. História familiar positiva: pai e irmã com hipertensão precoce e um tio com AVC em idade jovem. Exames iniciais mostram aldosterona plasmática elevada (>25 ng/dL) com atividade de renina plasmática suprimida. TC de suprarrenais mostra glândulas de aspecto normal sem nódulos evidentes.

Questões:

I. Qual a sua suspeita diagnóstica? (0,1 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,13 pontos)
III. Qual a melhor modalidade de confirmar o diagnóstico? (0,15 pontos)
IV. Qual o tratamento? (0,12 pontos)





RATING: 3.09

Resposta à Questão I (Suspeita diagnóstica):
Hiperaldosteronismo primário (Síndrome de Conn), com alta probabilidade de forma familiar tipo I (aldosteronismo remediável por glicocorticoides – ARG).
  • Hipertensão arterial resistente associada a hipopotassemia em paciente jovem com história familiar de hipertensão precoce (0,05 p)
  • Início do quadro antes dos 20 anos e antecedente familiar de acidente vascular cerebral em idade precoce (0,05 p)
Resposta à Questão II (Possível causa da doença diagnosticada):
Hiperaldosteronismo familiar tipo I, devido a duplicação gênica quimérica entre CYP11B1 e CYP11B2.
  • Duplicação gênica quimérica originada de crossover desigual, com promotor do gene CYP11B1 (responsivo a ACTH) fusionado à porção codificadora do gene CYP11B2 (aldosterona sintase) (0,08 p)
  • Leva a expressão ectópica da aldosterona sintase na zona fasciculada, regulada por corticotrofina em vez de angiotensina II (0,05 p)
Resposta à Questão III (Melhor modalidade de confirmar o diagnóstico):
Testes genéticos para a mutação específica do hiperaldosteronismo familiar tipo I.
  • Testes genéticos são o método mais específico e sensível para diagnóstico definitivo de HF tipo I (0,07 p)
  • Eliminam necessidade de dosagens urinárias de 18-oxicortisol e 18-hidroxicortisol ou testes de supressão com dexametasona (0,05 p)
  • Indicados em pacientes com história familiar de aldosteronismo primário, início do quadro antes dos 20 anos ou antecedente familiar de acidente vascular cerebral em idade precoce (0,03 p)
Resposta à Questão IV (Tratamento):
Terapia crônica com doses fisiológicas de glicocorticoide (preferencialmente prednisona ou hidrocortisona, ajustadas à superfície corporal).
  • Suprime a produção de aldosterona regulada por ACTH, normalizando a pressão arterial e corrigindo a hipocalemia (0,07 p)
  • Alternativa: bloqueio do receptor mineralocorticoide (0,05 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.09)




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