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ANEMIAS HEMOLÍTICAS AUTOIMUNES (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

DEFINIÇÃO: destruição acelerada das hemácias em razão da fixação de imunoglobulinas ou complemento na superfície das hemácias.

HEMÓLISE IMUNE: Caracterizada pela destruição prematura das hemácias devido à ação da resposta imunológica humoral, pode causar anemia caso o setor eritroblástico da medula óssea não apresente hiperplasia compensatória suficiente.

Os sintomas iniciais são decorrentes da:

  • anemia causada pela hemólise,
  • efeitos secundários do quadro hemolítico
  • doença primária que está causando a AHAI
  1. anemia hemolítica autoimunepor anticorpos a quente = a temperatura ótima de reatividade do anticorpo é de 37°C.
  2. anemia hemolítica autoimunepor anticorpos a frio = maior afinidade pela hemácia numa temperatura próximo a 4°C e diminuição da afinidade em temperaturas fisiológicas.

OBJETIVA: (1386299 votos)..........94.89% das questões objetivas receberam votos.
O achado diagnóstico para a infestação com Ancylostoma/Necator consta em:
A. vermes adultos nas fezes, 1 a 2 semanas após a infecção
B. ovos presentes nas fezes, 5 a 8 semanas após a infecção
C. larvas nas fezes, em 5 - 7 dias após a infecção
D. larvas nas fezes, em 8 - 12 semanas após a infecção
E. larvas nas secreções orofaríngeas, 10 dias após a infecção

  RATING: 2.85

O achado diagnóstico para a infestação com Ancylostoma/Necator consta em:

A. vermes adultos nas fezes, 1 a 2 semanas após a infecção
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. ovos presentes nas fezes, 5 a 8 semanas após a infecção
CORRETO : O achado microscópico de ovos de ancilóstomos nas fezes é diagnóstico. Vermes adultos ou larvas raramente são observados. São necessárias aproximadamente 5 a 8 semanas após a infecção para os ovos começarem a aparecer nas fezes.
C. larvas nas fezes, em 5 - 7 dias após a infecção
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. larvas nas fezes, em 8 - 12 semanas após a infecção
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. larvas nas secreções orofaríngeas, 10 dias após a infecção
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.85)

DISCURSIVA: (194577 votos) ..........96.91% das questões discursivas receberam votos.
1. Quais são as doenças resultantes da exposição ao amianto? (vale 0,15 pontos)
2. Enumeram as etapas do atendimento do paciente diagnosticado com silicose. (vale 0,15 pontos)
3. Quais são as principais características da perda auditiva induzida pelo ruído relacionado ao trabalho (vale 0,20 pontos)


RATING: 2.92

1. Quais são as doenças resultantes da exposição ao amianto? (vale 0,15 pontos)
2. Enumeram as etapas do atendimento do paciente diagnosticado com silicose. (vale 0,15 pontos)
3. Quais são as principais características da perda auditiva induzida pelo ruído relacionado ao trabalho (vale 0,20 pontos)

1. Quais são as doenças resultantes da exposição ao amianto?
- asbestose (pneumoconiose associada ao asbesto ou amianto) (0,03 p)
- câncer de pulmão (0,03 p)
- mesotelioma maligna de pleura (0,03 p)
- mesotelioma maligna de pericárdio (0,03 p)
- mesotelioma maligna de peritônio (0,03 p)

2. Enumeram as etapas do atendimento do paciente diagnosticado com silicose.
- afastamento imediato e definitivo da exposição, mesmo nas formas iniciais; (0,03 p)
- notificação e investigação do caso (0,03 p)
- solicitação de emissão de Comunicação de Acidente de Trabalho pela empresa (0,03 p)
- preenchimento do Laudo de Exame Médico (0,03 p)
- outras medidas poderão ser tomadas, diante de cada caso (0,03 p)

3. Quais são as principais características da perda auditiva induzida pelo ruído relacionado ao trabalho.
- é sempre neurossensorial (0,04 p), por causar dano às células da órgão de CORTI (0,04 p)
- é irreversível (0,04 p) e quase sempre similar bilateralmente (0,04 p)
- é passível de não progressão, uma vez cessada a exposição ao ruído intenso. (0,04 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

CASO CLINICO: (226679 votos)..........96.85% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 67 anos, procedente do interior, refere “papo” há mais de 20 anos, de crescimento lento. Há 10 meses passou a ter dispneia progressiva, pior ao deitar (ortopneia), tosse seca e engasgos com sólidos. Relata plenitude facial e “aperto no pescoço” ao erguer os braços para pentear o cabelo. Nega palpitação, emagrecimento febril ou rouquidão fixa. Nega cirurgia cervical prévia.

Exame. Tireoide multinodular, endurecida, com o polo inferior direito não palpável (parece “mergulhar” atrás da fúrcula). Desvio traqueal à esquerda. Ao elevar ambos os membros superiores por 30–60 s: pletora facial, turgência jugular e piora da dispneia (sinal de Pemberton positivo). Sem linfonodos cervicais dominantes. Ausculta pulmonar com estridor discreto em decúbito. Ginecomastia bilateral.

Exames iniciais. TSH 1,8 mUI/L; T4 livre normal. Ultrassonografia cervical: bócio multinodular; o lobo direito não é delimitado inferiormente — o transdutor “perde” o polo no estreito torácico superior. Radiografia de tórax: alargamento do mediastino superior e desvio/estreitamento traqueal.



Sinal de Pemberton (congestão ao elevar os braços) positivo e radiografia com massa mediastinal superior + desvio traqueal.

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,10 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,10 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico (e planejar a via)? (0,10 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,10 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,10 pontos)



RATING: 3.08

(I) Suspeita diagnóstica:

Bócio substernal / retrosternal / mergulhante (extensão de tecido tireoidiano abaixo do estreito torácico superior; definição operacional frequente: >50% da glândula no tórax ou descida >3 cm abaixo da fúrcula / além de T4). (0,04 p)

Apoiam a hipótese:

  • polo inferior não palpável e US que não delimita o limiar mediastinal — continuidade cervicotorácica. (0,02 p)
  • sinal de Pemberton: o gesto de elevar os braços reduz o estreito torácico e desmascara compressão venosa/traqueal. (0,02 p)
  • síndrome compressiva (ortopneia, disfagia, desvio traqueal no RX). (0,02 p)

Lembrete de prova: a maioria é eutireóidea; função normal não exclui o diagnóstico.

(II) Possível causa da doença diagnosticada

Na vasta maioria trata-se de bócio secundário (mergulhante): crescimento caudal de um bócio multinodular crônico cervical, e não de um tumor mediastinal “nascido” no tórax. (0,04 p)

Mecanismo anatômico clássico: a glândula encontra teto ósseo-muscular (esterno, músculos pré-tireoidianos, fáscia) e é “puxada” para o mediastino pela gravidade e pela pressão negativa intratorácica. (0,03 p)

Contexto epidemiológico: mulher idosa, bócio de décadas; historicamente associado a deficiência de iodo (bócio colóide multinodular). (0,02 p)

O bócio primário mediastinal (tecido tireoidiano ectópico com vascularização própria, independente das artérias tireóideas inferiores) é raro (~1%). (0,01 p)


(III) Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

Tomografia computadorizada de pescoço e tórax (com contraste, se a função e o plano cirúrgico permitirem): é o exame que confirma a origem tireoidiana da massa, mede quanto da glândula está abaixo da fúrcula e mapeia traqueia, esôfago e grandes vasos. (0,05 p)

A TC também define a via operatória (cervicotomia isolada vs. necessidade de esternotomia) — extensão além do arco aórtico, componente posterior, vascularização anômala ou perda de plano com estruturas vitais. (0,03 p)

TSH e T4 livre avaliam o estado funcional (tóxico vs. atóxico), mas não comprovam a topografia substernal. US e cintilografia são adjuvantes; o US não substitui a TC no mediastino. (0,02 p)


(IV) Principal diagnóstico diferencial:

Diante de massa do mediastino anterior, o diferencial clássico de banca é o timoma (um dos “4 T’s”). (0,05 p)

Os demais T’s e vizinhos: teratoma / tumor de células germinativas, “terrible lymphoma”, além de linfonodomegalia e aneurisma/ectasia da aorta. (0,03 p)

O que pende para bócio (e afasta timoma “puro”): continuidade direta com a tireoide cervical, densidade/nódulos semelhantes aos lobos cervicais e vascularização a partir das artérias tireóideas inferiores. (0,02 p)


(V) Tratamento da moléstia:

O tratamento definitivo é cirúrgico: tireoidectomia (em geral total ou quase-total no bócio multinodular bilateral), porque o bócio mergulhante tende a crescer, comprime via aérea e pode ocultar neoplasia (risco de malignidade da ordem de 3–21% nas séries). (0,04 p)

Na grande maioria a peça sai por cervicotomia (incisão de Kocher), inclusive com componente mediastinal volumoso, desde que haja pedículo cervical. (0,03 p)

Esternotomia (ou toracotomia) fica para a minoria (~2–10%): bócio primário, extensão abaixo do arco aórtico, recidiva, invasão por câncer ou vascularização mediastinal independente. (0,02 p)

Iodo radioativo (e drogas antitireoidianas) não descomprimem de forma confiável um mergulhante volumoso; reservam-se ao paciente inoperável ou ao componente tóxico associado. (0,01 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.08)




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