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Durante consulta ambulatorial de uma criança com 12 meses de vida, portadora de síndrome de imunodeficiência adquirida, que, aos seis meses de idade, esteve internada devido a uma pneumonia por p. carinii, a mãe informa o contato há dois dias, com um primo com sarampo. Verificando o seu calendário de vacinação, verificamos que o paciente recebeu três doses da vacina tríplice bacteriana e uma dose da vacina contra o sarampo. O lactente vem tomando acertadamente as drogas para a doença de base e o seu CD4 é de 200/mm³. A recomendação necessária, quanto à imunização deste paciente, é indicar imediatamente a:
A. vacina oral contra a poliomielite
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. vacina inativada contra a poliomielite
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. vacina oral contra a poliomielite e BCG-ID
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. vacina oral contra a poliomielite e imunoglobulina
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. vacina inativada contra a poliomielite e imunoglobulina
CORRETO : Uma excelente questão para avaliar o seu conhecimento a respeito de AIDS pediátrica e a contra-indicação de algumas vacinas.
No enunciado a criança já teve infecção pulmonar pelo p. carinii, portanto ela tem AIDS, não é mesmo?
A vacina anti-sarampo quando era administrada a crianças normais, aos 9 meses de vida (calendário oficial até dezembro de 2002) apresentava 85% de proteção. A criança desta questão tem AIDS, sendo provável que a soroconversão seja pior. Portanto, pelo relato de contato intradomiciliar com um paciente com sarampo, torna imperativo a utilização de gamaglobulina padrão que deverá ser aplicada até o terceiro/quarto dia após contato com o vírus selvagem.
Por outro lado, se a criança não tivesse AIDS, estaria indicado apenas uma dose de vacina anti-sarampo, aplicando-se dentro do mesmo período da gamaglobulina (até 3/4 dias após contato), conduta que chamamos de vacinação de bloqueio.
A vacina anti-poliomielite oral deve ser evitada em crianças com AIDS e em seus contactantes. Em tais situações, indica-se a IPV que é uma forma inativa da vacina que não apresenta nenhum risco de paralisia pós-vacinal.
Gabarito: E
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FONTE:
Gestação e Parto: Criança é fruto de primeira gestação. Mãe realizou pré-natal
que transcorreu sem patologias, parto cesárea por desporoporção céfalo-pélvica.
Idade gestacional 39 semanas PN = 2.900g Comp = 49 cm. Apgar de 9 e 10.
Alimentação: Recebeu leite materno somente no primeiro mês de vida porque o
leite secou. A partir de então usou fórmulas lácteas alternadas com leite fluido.
Alimentação com frutas e papa de legumes desde os 4 meses. Atualmente recebe
dieta da família, almoço e jantar com legumes, carne arroz e feijão ou similares
diariamente, frutas 2 vezes ao dia e leite integral 200ml 3 vezes ao dia.
Vacinação: segundo a mãe completa, não trouxe a carteira de vacinação.
DNPM: senta sem apoio e está tentando engatinhar. "Prefere ficar no berço
brincando" (sic).
Patologias anteriores: Diarréia aguda e desidratação por duas vezes aos 2
meses e aos 7 meses, ambas com internação para hidratação, alta sem
complicações.
Antecedentes familiares: mãe 25 anos saudável tabagista de 1 maço de cigarros
por dia. Pai 30 anos, saudável, tabagista.
Condições sociais e de moradia: Casa de alvenaria com 3 cômodos, onde
moram a mãe, o pai e a criança, em região urbana com saneamento básico, sem
animais domésticos, ensolarada. A criança permanece sempre em casa com a
mãe, não freqüenta a creche. Eventualmente fica com a avó materna quando a
mãe faz algum serviço de limpeza em casa de família. Renda familiar de dois
salários mínimos aproximadamente.
Exame Físico:
Paciente em regular aspecto geral, descorada +/4+, hidratada, acianótica,
anictérica, eupnéica e afebril, sem edemas, com perfusão periférica normal, sem
adenomegalias.
Peso = 8.600 g Comp = 72 cm FC = 110 bpm FR - 32 ipm T= 36.8° C
Segmento cefálico: edema de pálpebras inferiores e superiores bilateral 4+/4+,
com hiperemia e calor locais e dor à palpação. Impossibilidade de verificar região
de conjuntivas e córnea em razão ao edema.
Orofaringe e otoscopia normais.
Tórax : sem anormalidades.
ACV: ritmo cardíaco regular a 2 tempos, sem sopros
AR: Murmúrio Vesicular presente sem ruídos adventícios
Abdome: plano flácido sem visceromegalias.
Membros: normais
Neurológico: discreta rigidez de nuca. chorosa à flexão do pescoço.
1) Quais são os diagnosticos dessa criança? 0,2 pontos;
2) Qual é a conduta inicial neste caso? 0,2 pontos;
3) Quais são as avaliações á ser feitas em seguida? 0,1 pontos
RATING: 3.08 ![]()
1) Quais são os diagnosticos dessa criança?
Os diagnósticos iniciais foram:
- Desenvolvimento ponderoestatural adequado (0,05 p)
- Desenvolvimento neuropsicomotor atrasado (0,05 p)
- Vacinação adequada (?) (0,05 p)
- Alimentação atual adequada (0,05 p)
- Celulite periorbitária bilateral. (0,05 p)
2) Qual é a conduta inicial neste caso?
Em razáo da gravidade do processo infeccioso, foram coletados hemograma (0,025 p), hemocultura (0,025 p), LCR (0,025 p), bioquímica de sangue (0,025 p) e tomografia de órbitas (0,025 p).
O tratamento inicial foi dieta para a idade (0,025 p), ceftriaxone 100mg/kg/dia (0,025 p), sintomáticos. (0,025 p)
3) Avaliação oftalmologica (0,1 p)
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