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SÍNDROME NEFROTICA IDIOPATICA PEDIATRICA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A síndrome nefrotica é uma das formas de apresentação clínica das glomerulopatias e caracteriza-se por:
- proteinúria maciça, conceituada na criança por valores maiores que 50mg/kg/dia
- hipoalbuminemia (<2,5 g/dL)
O quadro completo inclui edema, hipercolesterolemia e lipidúria.

OBJETIVA: (1035757 votos)..........97.59% das questões objetivas receberam votos.
Na presença de hipertensão intracraniana no paciente comatoso é CORRETO :
A. induzir a hipotermia moderada (32 a 33º C)
B. hiperventilar até um valor de 15 mmHg para pCO2
C. evitar a intubação
D. iniciar prontamente a administração parenteral de corticoides
E. iniciar o tratamento com naloxona parenteral

  RATING: 2.91

Na presença de hipertensão intracraniana no paciente comatoso é CORRETO :

A. induzir a hipotermia moderada (32 a 33º C)
CORRETO: Hipotermia moderada (32 a 33°C) pode ser considerada como terapia de segunda linha para tratamento de hipertensão intracraniana refratária em crianças com traumatismo cranioencefálico, devendo ser iniciada até 8 horas pós-trauma, até o máximo de 48 horas.
B. hiperventilar até um valor de 15 mmHg para pCO2
INCORRETO : A pCO2 não deve ser reduzida para menos que 20 mmHg, uma vez que pode causar vasoconstrição e isquemia cerebral graves.
C. evitar a intubação
INCORRETO : Pacientes com escala de Glasgow menor ou igual a 8, usualmente são incapazes de proteger adequadamente a via aérea e devem ser intubados, assim como pacientes com suspeita de hipertensão intracraniana. Utilizar, preferencialmente, a sequência rápida de intubação.
D. iniciar prontamente a administração parenteral de corticoides
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. iniciar o tratamento com naloxona parenteral
INCORRETO : O naloxone é uma droga segura e efetiva, e deve ser usada na intoxicação por opioide (0,1 mg/kg intravenoso com dose máxima de 2 mg)

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.91)

DISCURSIVA: (178118 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
O pectus excavatum, (também chamado de ”tórax em funil”) é a deformidade torácica mais comum, ocorrendo em 1 a cada 400 crianças.  A maioria dos pacientes com pectus excavatum è assintomática no momento da apresentação; no entanto, alguns indivíduos relatam sintomas que sugerem impacto cardiovascular e impacto pulmonar (redução na reserva respiratória, dor ao longo das cartilagens costais com o exercício, palpitações ou sopros, sobretudo na presença de um prolapso da válvula mitral).

1) Como verificamos o impacto pulmonar desse defeito? (0,3 p)
2) Como verificamos o impacto cardiovascular do mesmo? (0,2 p)



RATING: 3.06

O pectus excavatum, (também chamado de ”tórax em funil”) é a deformidade torácica mais comum, ocorrendo em 1 a cada 400 crianças.  A maioria dos pacientes com pectus excavatum è assintomática no momento da apresentação; no entanto, alguns indivíduos relatam sintomas que sugerem impacto cardiovascular e impacto pulmonar (redução na reserva respiratória, dor ao longo das cartilagens costais com o exercício, palpitações ou sopros, sobretudo na presença de um prolapso da válvula mitral).

1) Como verificamos o impacto pulmonar desse defeito? (0,3 p)
2) Como verificamos o impacto cardiovascular do mesmo? (0,2 p)

Em casos graves, foram documentados um volume de ejeção e um débito cardíaco reduzidos, conjuntamente com um padrão restritivo (capacidade respiratória máxima diminuída) no teste de função pulmonar.

1) O impacto pulmonar:

A avaliação da função pulmonar basal pode ser obtida com:

  1. testes de função pulmonar (0,1 p)
  2. estudos radiológicos ou fisiológicos de exercício (0,1 p)
  3. cintilografias de ventilação-perfusão (0,1 p)

2) O impacto cardiovascular:

A avaliação cardiovascular pode ser realizada utilizando-se:

  1. ecocardiografia (0,1 p)
  2. angiografia. (0,1p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

CASO CLINICO: (207601 votos)..........98.98% dos casos clinicos receberam votos.

Menina de cinco anos, raça negra, é levada ao pronto-socorro depois de sofrer de uma forte dor de cabeça e episódios de vômito em jato nas últimas quatro horas. A mãe relata que não houve qualquer trauma, infecção recente ou vacinação, e observa que a criança não apresentou febre ou calafrios. Ela também nega a presença de diarreia ou dor abdominal acompanhando os vômitos. 

A mãe está preocupada porque a filha quase não está usando o braço esquerdo e parece ter começado a mancar, colocando a maior parte do peso na perna direita. A criança nasceu de parto vaginal, no tempo certo, sem complicações durante a gravidez e o período pós-parto. Desde o nascimento, ela é acompanhada por um pediatra e apresenta um padrão de crescimento normal, atingindo todos os marcos de desenvolvimento no tempo esperado. Suas vacinas estão em dia.  

Segundo a mãe, a menina é pálida desde que nasceu. Ela foi diagnosticada com anemia aos três anos e faz uso regular de suplementos de ferro e vitaminas. A paciente também apresentou crises de dor recorrentes, tratadas em casa com analgésicos, e teve um episódio de inchaço e dor nas mãos aos 18 meses. 

Ao falar sobre a história familiar, a mãe menciona que ela e o pai não são parentes próximos. O casal perdeu um filho, irmão da paciente, devido à síndrome da morte súbita infantil aos seis meses de idade. Além disso, um primo materno tem uma forma de anemia que requer transfusões sanguíneas regulares. A paciente apresenta palidez e icterícia. Ela alterna entre períodos de estupor e irritabilidade. 

Sua frequência cardíaca é de 136 batimentos por minuto, a pressão arterial é de 103/62 mmHg, a temperatura está em 36,7 °C e a frequência respiratória é de 16 incursões por minuto. Durante a ausculta cardíaca, observou-se um ritmo regular em dois tempos, com sons cardíacos normais e um sopro pansistólico de intensidade 2+/6+. O abdome está flácido e não apresenta dor à palpação, com peristalse presente. O baço é palpável a três centímetros abaixo do rebordo costal. Os pares cranianos da paciente estão íntegros. Ela possui força e sensibilidade normais no lado direito do corpo, enquanto apresenta fraqueza e redução de sensibilidade no lado esquerdo. 

Hemoglobina: 6,5 g/dL, Leucometria: 24.000 células/mm³, Plaquetas: 500.000 células/mm³ Tempo de protrombina/tempo de tromboplastina parcial: normal, Bioquímica: normal

           

(I) Qual é o diagnóstico mais provável? (0,09 pontos)

(II) Qual é a causa desta lesão? Argumenta. (0,315 pontos)

(III) Qual é a conduta terapêutica nesta fase e como vai ser conduzido o caso para prevenir novos incidentes deste tipo? (0,095 p)




RATING: 3.05

(I) Qual é o diagnóstico mais provável?

Acidente vascular cerebral (0,045 p) no hemisfério direito (0,045 p).

(II) Qual é a causa desta lesão? Argumenta.

Anemia falciforme (0,045 p). O diagóstico é apoiado pelo esfregaço sanguineo que mostra hemácias 'em foice' (0,045 p), os antecedentes familiares (0,045 p) (morte súbita do irmão, tio materno com antecedentes de tratamento transfusional), raça negra (0,045 p), diagnosticada com anemia aos três anos (0,045 p), crises de dor recorrentes (crises de falcização) tratadas em casa com analgésicos (0,045 p), e episódio de inchaço e dor nas mãos aos 18 meses (provavelmente sindrome mão-pé, crise vaso-oclusiva localizada (0,045 p)

(III) Qual é a conduta terapêutica nesta fase e como vai ser conduzido o caso para prevenir novos incidentes deste tipo?

Os infartos cerebrais em pacientes com anemia falciforme devem ser tratados com exsanguinotransfusão no momento do diagnóstico (0,0475 p) e, depois, com um esquema de hemotransfusão regular por toda a vida. (0,0475 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.05)




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