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SÍNDROME HEMATOFAGOCITICA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A Síndrome hemofagocítica ou linfohistiocitose hemofagocítica é uma doença hiperinflamatória rara, grave, potencialmente fatal, decorrente de uma resposta inflamatória sistêmica excessiva, desencadeada pela ativação e proliferação inapropriada de linfócitos e tempestade de citocinas.

É uma patologia caracterizada por hiperativação do sistema imune, marcada por sinais e sintomas decorrentes de intensa inflamação sistêmica. Essa síndrome está associada a predisposição à imunodeficiência, bem como a presença de ativação imune exacerbada ou de uma resposta imune patológica.


OBJETIVA: (1138444 votos)..........99.41% das questões objetivas receberam votos.
Quanto as determinantes Sociais da Saúde (DSS), assinale a alternativa INCORRETA:
A. O combate às iniquidades deve ser prioritariamente realizado mediante ações emergenciais e somente quando ocorrem epidemias
B. A importância cada vez maior dos DSS está no fato de que, atualmente, o conceito de saúde não se restringe apenas à ausência de doenças e males físicos, mas também a diversos fatores de ordem social, econômico e cultural
C. Estudar os DSS é fundamental para criação de políticas e diretrizes com vistas à melhoria das condições de saúde da população
D. Estudos e políticas sobre os DSS contribuem para promover uma tomada de consciência com referência às iniquidades de saúde que ainda persistem na sociedade.
E. Os DSS representam os fatores sociais relacionados ao nosso cotidiano que podem influenciar a nossa saúde.

  RATING: 2.56

Quanto as determinantes Sociais da Saúde (DSS), assinale a alternativa INCORRETA:

A. O combate às iniquidades deve ser prioritariamente realizado mediante ações emergenciais e somente quando ocorrem epidemias
INCORRETO: O combate às iniquidades deve ser realizado de forma constante, para evitar desigualdades entre grupos e indivíduos. Essas desigualdades de saúde, além de sistemáticas e relevantes, são também evitáveis, injustas e desnecessárias. As outras alternativas são corretas.
B. A importância cada vez maior dos DSS está no fato de que, atualmente, o conceito de saúde não se restringe apenas à ausência de doenças e males físicos, mas também a diversos fatores de ordem social, econômico e cultural
CORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Estudar os DSS é fundamental para criação de políticas e diretrizes com vistas à melhoria das condições de saúde da população
CORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Estudos e políticas sobre os DSS contribuem para promover uma tomada de consciência com referência às iniquidades de saúde que ainda persistem na sociedade.
CORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Os DSS representam os fatores sociais relacionados ao nosso cotidiano que podem influenciar a nossa saúde.
CORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.56)

DISCURSIVA: (182607 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discuta as lesões pré-malignas do epitélio vesical, a classificação das neoplasias uroteliais papilares malignas e o estadiamento TNM do câncer de bexiga urinária.

  1. Descreva a sequência evolutiva das lesões pré-malignas e as características histológicas e moleculares da displasia urotelial. (Subtotal da questão 1 = 0,12 p)
  2. Diferencie as neoplasias uroteliais de baixo potencial maligno (NUBPM), o carcinoma urotelial de baixo grau e o carcinoma papilar urotelial de alto grau quanto a aspectos histológicos, recidiva e progressão. (Subtotal da questão 2 = 0,09 p)
  3. Explique a classificação TNM com ênfase nos estágios T (Ta, Tis, T1, T2 e subestágios).  (Subtotal da questão 3 = 0,13 p)
  4. Indique os principais métodos diagnósticos de imagem e o papel da cistoscopia no diagnóstico e estadiamento. (Subtotal da questão 4 = 0,16 p)




RATING: 3.08

Discuta as lesões pré-malignas do epitélio vesical, a classificação das neoplasias uroteliais papilares malignas e o estadiamento TNM do câncer de bexiga urinária.

  1. Descreva a sequência evolutiva das lesões pré-malignas e as características histológicas e moleculares da displasia urotelial. (Subtotal da questão 1 = 0,12 p)
  2. Diferencie as neoplasias uroteliais de baixo potencial maligno (NUBPM), o carcinoma urotelial de baixo grau e o carcinoma papilar urotelial de alto grau quanto a aspectos histológicos, recidiva e progressão. (Subtotal da questão 2 = 0,09 p)
  3. Explique a classificação TNM com ênfase nos estágios T (Ta, Tis, T1, T2 e subestágios).  (Subtotal da questão 3 = 0,13 p)
  4. Indique os principais métodos diagnósticos de imagem e o papel da cistoscopia no diagnóstico e estadiamento. (Subtotal da questão 4 = 0,16 p)


1. Sequência evolutiva das lesões pré-malignas e características da displasia urotelial

  • As lesões pré-malignas surgem no epitélio de transição e seguem sequência bem definida: 1. hiperplasia → 2. atipia → 3. displasia → 4. câncer (0,03 p).
  • Hiperplasia urotelial: aumento do número de camadas epiteliais (>7 camadas normais) + desorganização da arquitetura celular; muito frequente ao redor de tumores de baixo grau já existentes e pode representar foco de futura recorrência em pacientes tratados (0,02 p).
  • Atipia urotelial: surge como resposta a fatores externos (inflamação crônica, infecções repetidas, irritação por cálculos, cateteres ou substâncias químicas); microscopicamente: núcleos aumentados, nucléolos proeminentes e, por vezes, mitoses (0,02 p).
  • Displasia urotelial: passo adiante na escala de malignidade; características: células coalescentes, núcleos alterados de tamanho e forma, nucléolos proeminentes, figuras mitóticas anormais; alterações restritas às camadas basais e intermediárias (preserva camadas superficiais mais maduras) – diferente do CIS que compromete toda a espessura (0,03 p).
  • Do ponto de vista molecular: pode apresentar perdas do cromossomo 9 e do braço 17p (0,01 p).
  • Risco de progressão: em média 20% das displasias evoluem para CIS; sobe para até 60% quando há história prévia de câncer urotelial (0,01 p).

2. Diferenças entre NUBPM, carcinoma de baixo grau e carcinoma papilar de alto grau

  • NUBPM (antigamente tumor urotelial papilífero grau I): alterações mínimas (discreto aumento de camadas epiteliais, polaridade celular praticamente normal, lesão única); mais frequente em homens (proporção 5:1); mitoses raras; taxa de recidiva 20% a 40%, progressão rara (0% a 8%) – comportamento de baixo potencial maligno (0,03 p).
  • Carcinoma urotelial de baixo grau (antigamente grau II): tramas fibrovasculares bem formadas, ramificações papilares mais complexas, aumento do volume celular, atipia celular mais evidente e frequente, geralmente multifocal; taxa de recidiva até 60%, risco de progressão até 13% (0,03 p).
  • Carcinoma papilar urotelial de alto grau: forma mais agressiva; pilares papilares fusionados, crescimento desordenado, numerosas figuras de mitose, células pleomórficas com núcleos aumentados e hipercromáticos; recidiva em 76,5% dos pacientes (36,5% nova recorrência + 40% progressão), metástases sistêmicas em 20%, cerca de 15% dos pacientes morrem (todos os óbitos no grupo com progressão) (0,03 p).

3. Classificação TNM – ênfase nos estágios T

  • Estadiamento segue critérios da UICC (2009) e AJCC utilizando sistema TNM (T = extensão do tumor primário; N = linfonodos regionais; M = metástases) (0,02 p).
  • Camadas da parede vesical: epitélio de transição → lâmina própria (submucosa) → muscular própria (detrusor) → gordura perivesical (0,02 p).
  • Ta: tumor papilar não invasivo (0,02 p).
  • Tis: carcinoma in situ (lesão plana, não invasiva, alto grau) (0,02 p).
  • T1: invasão da lâmina própria (subdividido em T1a – superficial, sem atingir muscular da mucosa; T1b – até muscular da mucosa) (0,02 p).
  • T2: invasão da muscular própria (T2a – metade superficial/interna; T2b – metade profunda) (0,02 p).
  • Tumores Tis e Ta de alto grau são lesões precursoras que tendem a progredir para T2 (0,01 p).

4. Principais métodos diagnósticos de imagem e papel da cistoscopia

  • Hematúria indolor (macroscópica ou microscópica) é a manifestação mais frequente (até 80% dos pacientes) (0,03 p).
  • Ultrassonografia: método inicial mais empregado (baixo custo, boa acurácia para lesões >5 mm, ausência de complicações, fácil disponibilidade); mostra massa papilar hipoecoica ou espessamento focal; Doppler colorido demonstra vascularização (diferencia de coágulos); detecção de hidronefrose = marcador de pior prognóstico (invasão muscular provável); limitação: não define profundidade de infiltração (0,03 p).
  • Urografia excretora (UGE): revela tumor como bexiga de pequena capacidade com paredes espessadas/irregulares ou defeito de enchimento; importante para trato urinário superior (defeito de enchimento, estenose, hidronefrose); limitações: exige rim funcionante, difícil para tumores < 3 cm ou superficiais (0,04 p).
  • Cistoscopia rígida + ressecção transuretral + biópsia tecidual = método padrão-ouro para diagnóstico definitivo e estadiamento; permite inspeção detalhada de trígono, meatos ureterais e colo; indicada em regime ambulatorial nas mulheres; nos homens, com anestesia (0,05 p).


FONTE:

CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.08)

CASO CLINICO: (212885 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Você recebe na Sala de Emergência um paciente de 46 anos, do sexo masculino, com queixa de fraqueza e dor no epigástrio há semanas. Ao exame físico você repara que há importante palidez cutâneo-mucosa e distensão das veias jugulares em posição ortostática. O pulso varia intensamente em amplitude conforme o paciente respira. A pressão arterial sistólica é de 120 mmHg na expiração, mas cai para 70 mmHg na inspiração. Ausculta pulmonar normal. Ausculta cardíaca rítmica, em 2 tempos. Ao examinar o abdome, você conclui que a dor queixada tem origem no fígado, órgão este que está bastante aumentado, tendo suas bordas rombas. Há edema de membros inferiores.
Você faz alguns exames, que mostram: Sangue: Hemoglobina de 5g/dL; Creatinina de 11,7 mg/dL. Rx de tórax apresenta aumento global da área cardíaca e pulmões limpos. 
(a) Qual o diagnóstico sindrômico da alteração circulatória? - 0,4 pontos.
(b) Qual a mais provável causa, considerando os dados fornecidos? - 0,1 pontos.




RATING: 1.98

(a) Qual o diagnóstico sindrômico da alteração circulatória?

  • Tamponamento cardíaco por pericardite constrictiva 0,2 p
  • Tamponamento cardíaco por derrame pericárdico   0,2 p

(b) Qual a mais provável causa, considerando os dados fornecidos?

Insuficiência renal crônica. 0,1 p

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (1.98)




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