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Qual das seguintes situações seria uma indicação de toracotomia na sala de emergência?
A. Hemotórax maciço após um trauma torácico fechado
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Trauma fechado de múltiplos órgãos com sinais vitais presentes no local do acidente, mas não na sala de emergência
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Rápida deterioração do paciente com tamponamento cardíaco por trauma torácico penetrante
CORRETO : Apesar de as indicações de toracotomia na sala de emergência serem controversas, o procedimento parece ser benéfico quando aplicado em:
1) tamponamento cardíaco em paciente com trauma torácico penetrante cujo quadro está se deteriorando rapidamente, para ser feita uma janela pericárdica subxifóide;
Em contrapartida existem pacientes que não podem ser salvos e não são beneficiados com a toracotomia na sala de emergência. Esses casos incluem:
2) para permitir o clampeamento de aorta descendente em pacientes com sangramentos intra-abdominais em que outras medidas não foram efetivas para manter a pressão sangüínea;
3) para a realização de massagem cardíaca interna em pacientes que chegam à sala de emergência com pulso débil ou ausente e batimentos cardíacos pouco audíveis, em que outras manobras de ressuscitação não surtiram efeito.
a) aqueles sem sinais vitais (pulso, reação pupilar, respiração espontânea) no local do acidente
b) aqueles com trauma fechado de múltiplos sistemas que chegam à sala de emergência sem sinais vitais.
D. Trauma torácico penetrante e ausência de sinais de vida no local do acidente
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Ferimento penetrante no abdome e ausência de sinais de vida no local do acidente
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: C
RATING: 3.02 ![]()
| Diferenciação laboratorial entre anemia ferropriva e a associada a doença crônica | ||
| Anemia Ferropriva | Anemia de Doença Crônica | |
| Ferro sérico | Diminuído | Diminuído |
| Ferritina | Diminuída | Normal ou elevada |
| TBIC | Elevada | Normal |
| Saturação de transferrina | Diminuída | Normal |
FONTE:
Paciente do sexo masculino, 54 anos, com queixa de pirose retroesternal de longa data (há mais de 10 anos), com piora progressiva nos últimos 2 anos.
Vem apresentando regurgitação, principalmente no período noturno.
Teve emagrecimento de 2 kg nos últimos 12 meses (índice de massa corporal atual de 33 kg/m2).
Realizada endoscopia digestiva alta, observou-se ulceração esofágica, com friabilidade e presença de mucosa de aspecto róseo-avermelhado, circunferencial, com 4 cm de extensão, projetando proximalmente a partir da junção escamo-colunar. Foram realizadas biópsias da região da junção gastro-esofágica, cujo corte histológico é apresentado abaixo.

1) Qual o diagnóstico para esse paciente? - 0,1 pontos
2) Qual é o prognóstico para esse paciente? - 0,1 pontos
3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente? - 0,3 pontos
1) Qual o diagnóstico?
Doença do refluxo gastro-esofágico (DRGE) complicada com esôfago de Barret. (0,1 p)
DISCUSSÃO: Trata-se de um paciente com queixas de queimação retroesternal e regurgitação, os dois sintomas mais frequentes em pacientes portadores de DRGE. Observa-se IMC de 33, ou seja, obesidade grau I, comum em pacientes que sofrem de DRGE. A endoscopia documenta a presença de esofagite erosiva e achados comuns ao esôfago de Barret. Este último é confirmado pelo corte histológico, onde notam-se áreas de epitélio colunar especializado ao nível da junção gastro-esofágica.
2) Qual é o prognóstico?
Em termos prognósticos, a incidência de adenocarcinoma é 40X maior nos pacientes com esôfago de Barret quando comparado com a população em geral. Requer, portanto, acompanhamento a longo prazo. O principal marcador de potencial de malignidade será a presença de displasia. (0,1 p)
3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente?
- inicialmente controlar a inflamação relacionada a DRGE com terapia antissecretória (0,1 p)
- realizar nova endoscopia com múltiplas biópsias visando descartar a presença de displasia (preferencialmente confirmada por mais de um patologista). A ausência de displasia implica controle endoscópico a cada 2, 3 anos. Displasia leve, controle endoscópico semestral e posteriormente anual. Displasia de alto grau deve ser tratada com esofagectomia ou acompanhamento com biópsias, inicialmente a cada mês, e posteriormente trimestrais. (0,1 p)
- Não há tratamento curativo específico usado rotineiramente para o esôfago de Barret. Portanto, além do acompanhamento endoscópico, a DRGE deve ser controlada, conforme sua evolução, com terapia clínica e/ou operatória. (0,1 p)
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