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QUEIMADURAS NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A queimadura é uma causa comum de morte acidental e desfiguração em crianças. Apenas colisões de veículos automotores causam mais mortes relacionadas com o trauma.
Um paciente jovem e saudável com queimadura de praticamente qualquer extensão pode sobreviver com o uso de técnicas de tratamento modernas.
Novos avanços podem ser feitos nessas áreas e os cientistas estão atuando em todos esses campos para descobrir meios de melhorar ainda mais a sobrevida e os resultados.
A associação com abuso infantil e a natureza prevenível das queimaduras constituem uma área de grande preocupação em pediatria.
Suas causas comuns incluem água ou alimentos quentes, aparelhos elétricos, chamas, grelhas, queimaduras relacionadas com veículos e frisadores de cabelos. As queimaduras ocorrem comumente em pré-escolares — mais frequentemente nos meninos que nas meninas.
São acidentes graves que acometem todas as faixas etárias. A maioria dessas lesões é evitável e, desta forma, suscetível a estratégias preventivas.

OBJETIVA: (1424077 votos)..........96.13% das questões objetivas receberam votos.
Em relação ao risco de malignidade no bócio multinodular atóxico, é CORRETO afirmar:
A. O risco de carcinoma é significativamente maior do que em nódulos solitários de mesmo padrão ultrassonográfico
B. A presença de múltiplos nódulos reduz o risco de malignidade para valores próximos de zero
C. O risco de carcinoma em cada nódulo individual é semelhante ao de nódulos solitários com as mesmas características ultrassonográficas e citológicas
D. A maioria dos carcinomas encontrados em bócio multinodular são do tipo medular
E. A indicação de tireoidectomia total por risco de malignidade está justificada em todo bócio multinodular com volume superior a 50 mL

  RATING: 2.67

Em relação ao risco de malignidade no bócio multinodular atóxico, é CORRETO afirmar:

A. O risco de carcinoma é significativamente maior do que em nódulos solitários de mesmo padrão ultrassonográfico
INCORRETO: O risco global não é maior; a frequência de carcinoma por nódulo é similar à de nódulos isolados
B. A presença de múltiplos nódulos reduz o risco de malignidade para valores próximos de zero
INCORRETO : A multiplicidade de nódulos não zera o risco; cada nódulo deve ser avaliado individualmente segundo critérios de risco
C. O risco de carcinoma em cada nódulo individual é semelhante ao de nódulos solitários com as mesmas características ultrassonográficas e citológicas
CORRETO : Evidências robustas demonstram que o risco de malignidade de cada nódulo no contexto de bócio multinodular é equivalente ao de nódulos solitários quando se controlam as características ultrassonográficas (TI-RADS) e o resultado citológico.
D. A maioria dos carcinomas encontrados em bócio multinodular são do tipo medular
INCORRETO : A grande maioria dos carcinomas encontrados em bócio multinodular são papilíferos, seguidos de foliculares; o medular é raro
E. A indicação de tireoidectomia total por risco de malignidade está justificada em todo bócio multinodular com volume superior a 50 mL
INCORRETO : Volume isolado não é indicação de tireoidectomia por risco de malignidade; a cirurgia por volume está indicada por compressão ou crescimento progressivo

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.67)

DISCURSIVA: (199178 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

No acompanhamento da saúde do paciente com síndrome de Oown, devem-se buscar, ativamente, algumas doenças associadas, de acordo com a recomendação da atual ”Caderneta da criança” (Ministério da Saúde).
Cite 4 dessas doenças.




RATING: 3.21

No acompanhamento da saúde do paciente com síndrome de Oown, devem-se buscar, ativamente, algumas doenças associadas, de acordo com a recomendação da atual ”Caderneta da criança” (Ministério da Saúde).
Cite 4 dessas doenças.


As quatro doenças/condições que mais consistentemente devem ser procuradas no acompanhamento da criança são:

1. Cardiopatia congênita (0,13 p) — presente em cerca de 40–50% dos casos (canal atrioventricular, CIV, CIA, PCA, tetralogia de Fallot). O sopro pode estar ausente; o ecocardiograma neonatal é obrigatório.

2. Hipotireoidismo / disfunção tireoidiana (0,13 p) — risco elevado já no período neonatal e ao longo da vida. TSH e T4 livre: teste do pezinho, 6 e 12 meses e, depois, anualmente. Sem reposição precoce há prejuízo de crescimento e de desenvolvimento.

3. Alterações auditivas (perda auditiva e otite média de repetição/efusão) (0,12 p) — acometem a maioria das crianças; o líquido na orelha média é a causa mais comum e atrasa linguagem se não for tratado. Avaliação auditiva seriada (além do “teste da orelhinha”).

4. Alterações visuais (erros de refração, estrabismo, catarata, obstrução de via lacrimal) (0,12 p) — prevalência alta; o “teste do olhinho” no RN não dispensa oftalmologia periódica.


FONTE:

Caderneta da Criança (Ministério da Saúde),
Diretrizes de Atenção à Pessoa com Síndrome de Down


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.21)

CASO CLINICO: (231402 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 32 anos, refere fadiga crônica e palidez desde a adolescência. Antecedente de anemia microcítica diagnosticada na adolescência, tratada com sulfato ferroso oral sem resposta e com piora progressiva da sobrecarga de ferro. Hemograma atual: Hb 7,8 g/dL, VCM 62 fL (microcitose), RDW elevado, esfregaço periférico com dimorfismo eritrocitário (predomínio de hemácias hipocrômicas microcíticas + população normocítica/macrocítica) e corpúsculos de Pappenheimer. Ferro sérico 220 µg/dL, saturação de transferrina 70%, ferritina sérica 1200 ng/mL, TIBC normal. Exame físico: hepatoesplenomegalia leve. História familiar positiva para anemia em tio materno e irmão.

Questões

I. Qual a suspeita diagnóstica mais provável? (0,2 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,1 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,1 pontos)
IV. Qual o tratamento indicado? (0,1 pontos)





RATING: 3.05

I. Suspeita diagnóstica
A suspeita é de anemia sideroblástica hereditária (forma ligada ao cromossomo X).
  • Caracterizada por anemia + presença de sideroblastos em anel + aumento do estoque de ferro na medula óssea (0,05 p)
  • Coexistência paradoxal de hipocromia/microcitose com ferro sérico alto (>150 µg/dL), saturação de transferrina elevada (30-80%) e ferritina elevada (>100-200 ng/mL) (0,05 p)
  • Dimorfismo eritrocitário no esfregaço periférico (micrócitos predominantes na forma hereditária) com RDW aumentado (0,05 p)
  • Mais comum em homens, com hepatoesplenomegalia por hemocromatose eritropoiética e história familiar sugestiva de herança ligada ao X (0,05 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada

  • No tipo hereditário ligado ao cromossomo X, mutação na primeira enzima da síntese porfirínica – ALA-sintase mitocondrial (0,05 p)
  • A enzima catalisa a reação limitante (síntese de ALA a partir de glicina e succinil-CoA) e tem como principal cofator a vitamina B6 (piridoxal 5-fosfato) (0,03 p)
  • O mutante ALA-sintase só funciona quando altas doses suprafisiológicas de vitamina B6 são oferecidas (0,02 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

  • Aspirado de medula óssea (mielograma) é a única forma de confirmação (0,05 p)
  • Encontro de mais de 15% de eritroblastos do tipo sideroblastos em anel (0,05 p)

IV. Tratamento

  • Na forma hereditária ligada ao X, reposição de doses suprafisiológicas de piridoxina (vitamina B6) 50-100 mg/dia, com correção da anemia em 40-60% dos casos (0,05 p)
  • Duas preocupações principais: correção da anemia + correção/prevenção da hemocromatose eritropoiética (0,02 p)
  • Acompanhar ferritina sérica; se >500 ng/mL, flebotomia repetida quando anemia leve (Hb ≈9 g/dL) ou quelante desferoxamina 40 mg/kg/dia via SC em infusão contínua nos casos moderados/graves (0,03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.05)




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