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COMUNICAÇÃO INTERATRIAL (ÁREA DE PEDIATRIA)

A comunicação interatrial é um defeito. Normalmente, fora da vida intrauterina não existe nenhuma comunicação entre as duas câmaras superiores do coração. Geralmente isso ocorre por alguma falha embrionaria. Agora, dependendo de qual estrutura embrionária falhou, tem varias porções do septo atrial que podem ser afetadas. As comunicações interatriais podem ocorrer em qualquer porção do septo atrial (ostium primum, secundum ou seio venoso), em se desenvolver normalmente. Menos comumente, o septo atrial pode ser quase ausente, com a criação de um átrio único funcional.

OBJETIVA: (1210815 votos)..........99.04% das questões objetivas receberam votos.
Homem de 62 anos é admitido no PS com queixa de dor abdominal em mesogastro há 3 dias, em cólica e que depois tornou-se contínua em FIE. Refere febre (38 °C) e inapetência nesse período. Ao exame clínico apresenta discreta distensão abdominal com dor à palpação de flanco e FIE com descompressão brusca positiva localizada em FIE. Hemodinamicamente normal. Apresenta 12.100 leucócitos sem desvio, PCR: 6,0, Creatinina 1,0 e gasometria normal. Para esse doente nesse momento, deve-se evitar a realização de:
A. retossigmoidoscopia
B. tomografia de abdome e pelve
C. ultrassonografia abdominal e pélvica
D. enema opaco com bário
E. radiografia simples de abdome

  RATING: 2.8

Homem de 62 anos é admitido no PS com queixa de dor abdominal em mesogastro há 3 dias, em cólica e que depois tornou-se contínua em FIE. Refere febre (38 °C) e inapetência nesse período. Ao exame clínico apresenta discreta distensão abdominal com dor à palpação de flanco e FIE com descompressão brusca positiva localizada em FIE. Hemodinamicamente normal. Apresenta 12.100 leucócitos sem desvio, PCR: 6,0, Creatinina 1,0 e gasometria normal. Para esse doente nesse momento, deve-se evitar a realização de:

A. retossigmoidoscopia
CORRETO: Essa alternativa representa a conduta apropriada a evitar nesse momento, no contexto de suspeita de diverticulite aguda do cólon sigmoide, com sinais de irritação peritoneal localizada (dor contínua em fossa ilíaca esquerda, descompressão brusca positiva, febre, inapetência, distensão discreta e leucocitose moderada com PCR elevada, sem instabilidade hemodinâmica). A retossigmoidoscopia (sigmoidoscopia flexível), um exame endoscópico que envolve insuflação de ar e manipulação do reto e sigmoide, é contraindicada na fase aguda pela alta risco de iatrogenia, como perfuração do divertículo inflamado ou disseminação de infecção, potencialmente convertendo uma complicação confinada em peritonite generalizada. Diretrizes da ASCRS e WSES recomendam adiar endoscopias para 4-6 semanas após resolução do quadro, priorizando exames não invasivos para diagnóstico inicial.
B. tomografia de abdome e pelve
INCORRETO : Tomografia de abdome e pelve é o exame de escolha na suspeita de diverticulite aguda, com sensibilidade >95% para confirmar inflamação, abscessos ou perfuração, permitindo estratificação de gravidade (Hinchey) e planejamento terapêutico sem risco iatrogênico significativo.
C. ultrassonografia abdominal e pélvica
INCORRETO : Ultrassonografia abdominal e pélvica é uma opção inicial válida, especialmente em pacientes com contraindicações à radiação (ex.: grávidas) ou em recursos limitados, detectando espessamento mural e abscessos com acurácia aceitável, embora menos sensível que TC.
D. enema opaco com bário
INCORRETO : Enema opaco com bário, embora deva ser usado com cautela; em ausência de TC, pode ser realizado com contraste solúvel em água para evitar peritonite baritada em caso de extravasamento, mas não é prioritário e é substituído por métodos mais seguros.
E. radiografia simples de abdome
INCORRETO : Radiografia simples de abdome é útil como screening inicial, identificando ar livre subdiafragmático (perfuração), níveis hidroaéreos (obstrução) ou íleo, guiando exames subsequentes sem contraindicação na aguda.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.8)

DISCURSIVA: (186421 votos) ..........99.43% das questões discursivas receberam votos.
Em relação à reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado, discorra sobre a estimativa do volume necessário, tipo de líquidos mais apropriados, momento oportuno para o seu início e metodologia para avaliação da reposição. (0,5 pontos)


RATING: 3.05

Em relação à reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado, discorra sobre a estimativa do volume necessário, tipo de líquidos mais apropriados, momento oportuno para o seu início e metodologia para avaliação da reposição. (0,5 pontos)

Reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado:
  • A reposição inicial é realizada com soluções cristaloides, preferindo-se a solução de Ringer Lactato, no volume de 2000 mililitros para um homem adulto de 70 quilogramas e 20 mililitros por quilograma de peso para crianças (0,095 p)
  • Reposições adicionais são realizadas de acordo com a estimativa da perda, com base nas classes de choque, na proporção de 3 (três) volumes repostos para cada volume perdido e com a resposta apresentada pelo paciente. (0,045 p)
  • Nas perdas superiores a 30 % da volemia, é necessária a reposição de glóbulos vermelhos com o objetivo de manter-se a hemoglobina em 10 gramas/100 mL. (0,045 p)
  • O momento ideal para iniciar-se a reposição volêmica é o mais precoce possível, mas às vezes deve ser retardado em função da possibilidade de perda sanguínea em evolução e da distância entre o local do acidente e o local de referência para o atendimento. (0,045 p)
  • Se o local do atendimento implique numa demora para remoção menor que 30 minutos e existam evidências de sangramento continuado, a reposição deve ser retardada e iniciada já no Hospital de referência. (0,045 p)
  • Quando o tempo estimado para a remoção for maior que 30 minutos, a reposição volêmica deverá iniciar-se no local do acidente, mas devendo aceitar-se a manutenção de certo grau de hipotensão arterial, o que é chamado de hipotensão permissiva, para que não ocorram perdas sanguíneas ocasionadas por reposição muito vigorosa. (0,045 p)
  • Reposição plena somente deverá ocorrer quando estiver garantida a cessação da perda sanguínea. (0,045 p)
  • A avaliação da reposição é realizada pela observação do comportamento dos sinais vitais, volume urinário e perfusão tecidual. (0,045 p)
  • Nos sangramentos importantes e sobretudo em idosos e portadores de comorbidades, é necessária a monitorização de parâmetros hemodinâmicos, tais como a pressão venosa central e a pressão capilar pulmonar. (0,045 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

CASO CLINICO: (218492 votos)..........99.51% dos casos clinicos receberam votos.
De acordo com o caso apresentado preencha o atestado de óbito:
Dona Creonice, 65 anos, do lar. Há uma semana, quando lavava a cozinha de sua casa, escorregou no piso molhado e sofreu um traumatismo craniano. Após a queda ficou desacordada, e foi encontrada por sua filha, que prontamente a levou ao hospital de emergência da região. Tomografia de crânio da admissão demonstrou grande hematoma subdural com efeito de massa e desvio da linha média. Foi encaminhada ao centro cirúrgico e submetida a drenagem cirúrgica.
No terceiro dia de internação, apresentou quadro febril com piora o quadro neurológico. Nova tomografia de crânio mostrou redução do hematoma, sem desvio de linha média.
No quarto dia de internação, o dreno intracraniano apresentava secreção turva e a febre se tornou contínua. Foi realizado coleta de líquor para cultura e iniciado antibioticoterapia empírica.
No oitavo dia de internação a paciente faleceu e o resultado da cultura do líquor demonstrou estafilococos MRSA.


RATING: 2.2

Meningite 4 dias (0,125 p)
Dreno Cirúrgico Infectado 5 dias (0,125 p)
Hematoma subdural 8 dias (0,125 p)
Traumatismo crânio encefálico 8 dias (0,125 p)

Comentário: Na parte da causa da morte na declaração de óbito (parte 1), a última linha deve constar a cadeia de acontecimentos patológicos, que conduziram diretamente à morte, ou as circunstâncias do acidente ou violência que produziram a lesão fatal. As causas consequenciais devem ser declaradas nas linhas superiores. Neste caso, todo o início da cadeia começou com o TCE (última linha) que levou ao hematoma subdural (linha superior ao TCE), e conseqüentemente ao dreno infectado e que por último levou a causa ligada diretamente ao óbito, neste caso a meningite.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.2)




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