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PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IMUNOLÓGICA NEONATAL (ÁREA DE PEDIATRIA)

A plaquetopenia neonatal aloimune constitui uma das causas mais graves de plaquetopenia no período neonatal.
É a causa mais frequente de trombocitopenia precoce severa e de hemorragia intracraniana em recém-nascido de termo.
Sua incidência varia de 1:1500 até 1:5000 nascidos vivos.
A fisiopatologia é sobreponível à da isoimunização Rh mas, contrariamente a esta, pode ocorrer no 1º filho. A incidência é de 1/1000-1500 gestações . O risco de recorrência nas gravidezes seguintes é elevado (75-90%). Mães com púrpura trombocitopenica imune sintetizam anticorpos maternos que passam para filhos por passagem transplacentária.

OBJETIVA: (1387531 votos)..........94.84% das questões objetivas receberam votos.
Paciente com doença de Graves não tratada é internado com febre de 39,8 °C, taquicardia de 140 bpm, agitação psicomotora, vômitos e icterícia. Diagnóstico de crise tireotóxica. A sequência terapêutica mais adequada é:
A. Bloqueio beta-adrenérgico + tionamida (preferencialmente propiltiouracil) + iodeto inorgânico (após a tionamida) + corticosteroide + suporte clínico
B. Iodeto inorgânico imediatamente seguido de metimazol e depois beta-bloqueador
C. Apenas beta-bloqueador e suporte clínico, pois a crise é autolimitada
D. Plasmaférese como primeira medida, seguida de tireoidectomia de urgência
E. Radioiodo em dose ablativa associada a metimazol

  RATING: 2.78

Paciente com doença de Graves não tratada é internado com febre de 39,8 °C, taquicardia de 140 bpm, agitação psicomotora, vômitos e icterícia. Diagnóstico de crise tireotóxica. A sequência terapêutica mais adequada é:

A. Bloqueio beta-adrenérgico + tionamida (preferencialmente propiltiouracil) + iodeto inorgânico (após a tionamida) + corticosteroide + suporte clínico
CORRETO: A sequência clássica é: (1) beta-bloqueador para controle adrenérgico; (2) tionamida (PTU preferido por inibir conversão periférica); (3) iodeto somente após a tionamida (para não fornecer substrato); (4) corticoide (inibe conversão T4→T3 e trata possível insuficiência adrenal relativa); (5) suporte.
B. Iodeto inorgânico imediatamente seguido de metimazol e depois beta-bloqueador
INCORRETO : O iodeto antes da tionamida pode piorar a crise (fenômeno de Jod-Basedow).
C. Apenas beta-bloqueador e suporte clínico, pois a crise é autolimitada
INCORRETO : A crise tireotóxica tem mortalidade elevada e exige tratamento específico imediato.
D. Plasmaférese como primeira medida, seguida de tireoidectomia de urgência
INCORRETO : Plasmaférese e cirurgia são medidas de resgate em casos refratários, não de primeira linha.
E. Radioiodo em dose ablativa associada a metimazol
INCORRETO : O radioiodo é contraindicado na crise aguda.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.78)

DISCURSIVA: (194865 votos) ..........98.97% das questões discursivas receberam votos.
Quais são os achados clínicos mais comuns da coarctação da aorta as crianças mais velhas? (0,5 p)


RATING: 2.96

Quais são os achados clínicos mais comuns da coarctação da aorta as crianças mais velhas? (0,5 p)

São achados clínicos mais comuns da coarctação da aorta:

Pressão arterial diferente: braços > pernas (100%) (0,125 p)
Sopro sistólico ou frêmito presente no dorso (96%) (0,125 p)
Hipertensão sistólica presente nas extremidades superiores (96%)(0,125 p)
Pulsos femorais ou de extremidades inferiores diminuídos ou ausentes (92%)(0,125 p)

FONTE:

Ing FF, Stare TJ, Griffiths SP, Gersony WM: Early diagnosis of coarctation of aorta in children: A continuing dilemma. Pediatrcs 98:378-382,1996.

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

CASO CLINICO: (226964 votos)..........97.3% dos casos clinicos receberam votos.
Identificação – J.J.S., masculino, 48 anos, caminhoneiro, negro, residente em Campo Grande, MS.
História da doença atual – Em 5/2/2005 procurou a UBS com quadro de febre não aferida, cefaleia, dor retro-orbitária, mialgia e artralgia há 48 horas. Foi prescrito dipirona, com melhora parcial dos sintomas.
No 5º dia de doença, procurou o pronto-socorro, por persistirem os sintomas e pelo aparecimento de pequenas manchas no corpo. Referia viagem à Rondônia em 6/12/2004. Antecedentes: Diabetes Melitus II, tratado irregularmente.
Exame Físico Geral - Regular estado geral, corado, hidratado, anictérico. Temperatura axilar de 38ºC, PA: 160x110mmHg; Frequência cardíaca: 94bpm; Peso: 105kg; Estatura: 1,70m. Pele: exantema maculopapular difuso (?). Segmento cefálico: sem alterações. Tórax: pulmões livres. Coração: bulhas rítmicas normofonéticas, sopro sistólico de ++/6 em foco mitral. Abdome: globoso, normotenso, indolor, sem visceromegalias. Neurológico: sem alterações. Prova do laço: positiva.
Exames complementares – Hemograma: Hb: 16g/dL; Ht: 48%; Plaquetas: 87.000/ mm3; Leucócitos totais: 5.200/mm3.
Questões
1. Quais são as hipóteses diagnósticas para o caso, no quinto dia de doença? 0,1 p
2. Destaque cinco elementos no quadro clínico e laboratorial que sustentam suas duas principais hipóteses diagnósticas. 0,1 p
3. Comente o atendimento clínico deste paciente, no quinto dia de doença. 0,3 p


RATING: 3.44

1. Quais são as hipóteses diagnósticas para o caso, no quinto dia de doença? 0,1 p
Dengue (0,01 p), febre amarela (0,01 p), malária (0,01 p), sarampo (0,01 p), rubéola (0,01 p), leptospirose (0,01 p), febre tifóide (0,01 p), riquetisioses (0,01 p), mononucleose infecciosa (0,01 p), endocardite infecciosa (0,01 p);
2. Destaque cinco elementos no quadro clínico e laboratorial que sustentam suas duas principais hipóteses diagnósticas. 0,1 p
a) Malária: epidemiologia, febre, cefaléia, plaquetopenia. (0,05 p)
b) Dengue: epidemiologia, febre, cefaléia, artralgia, dor retroorbitária, PL+, hemoconcentração (Hematócrito esperado é até 45%), plaquetopenia. (0,05 p)
3. Comente o atendimento clínico deste paciente, no quinto dia de doença. 0,3 p
Faltou melhor avaliação epidemiológica (0,06 p).
Faltou avaliação de PA deitado e sentado. (0,06 p)
Não foi valorizado o relato do paciente de ser portador de diabetes, não sendo no momento solicitado exames complementares (glicemia e outros de interesse) (0,06 p)
Abordagem da HAS. (0,06 p)
Não foi solicitado pesquisa de plasmodium. (0,06 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.44)




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