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INSUFICIÊNCIA ARTERIAL CRONICA DOS MEMBROS INFERIORES (ÁREA DE CIRURGIA)

As doenças arteriais oclusivas têm alta prevalência na sociedade ocidental, onde constituem a principal causa de morte. Os eventos adversos decorrem dos efeitos da obstrução circulatoria em órgãos-alvo críticos (p. ex., cérebro, coração, visceras abdominais) ou extremidades. Adicionalmente à morte, e mais comumente causada por infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular encefálico, significativas deficiências e perda de função causam um substancial custo para a sociedade.

OBJETIVA: (1409123 votos)..........95.72% das questões objetivas receberam votos.
Um lactente de 2 meses, previamente hígido, com história de coriza e tosse há 5 dias, dispneia de início insidioso há 3 dias, com piora há 1 dia, ao exame físico se apresenta taquidispneico, com tiragens subcostal e intercostal, tempo expiratório prolongado e sibilos disseminados. Faz parte do tratamento nessa fase:
A. fisioterapia respiratória
B. inalação hipertônica
C. corticosteroide sistêmico
D. corticosteroide inalatório
E. inalação com adrenalina

  RATING: 3.13

Um lactente de 2 meses, previamente hígido, com história de coriza e tosse há 5 dias, dispneia de início insidioso há 3 dias, com piora há 1 dia, ao exame físico se apresenta taquidispneico, com tiragens subcostal e intercostal, tempo expiratório prolongado e sibilos disseminados. Faz parte do tratamento nessa fase:

A. fisioterapia respiratória
INCORRETO: A fisioterapia respiratória não integra o tratamento padrão nesta fase aguda. Não existem evidências consistentes de benefício na bronquiolite viral; ao contrário, a manipulação torácica pode aumentar o desconforto, o esforço respiratório e o risco de vômitos ou aspiração no lactente taquidispneico.
B. inalação hipertônica
CORRETO : A inalação hipertônica (solução salina a 3%) faz parte do manejo atual na fase aguda de bronquiolite viral em lactente com desconforto respiratório moderado a grave. O mecanismo envolve redução da viscosidade do muco, melhora da depuração mucociliar e diminuição do edema brônquico, o que pode reduzir o escore clínico de gravidade e, em lactentes hospitalizados, encurtar modestamente o tempo de internação. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria e revisões Cochrane atualizadas reconhecem seu uso seguro e com benefício clínico modesto em ambiente hospitalar ou pronto-socorro, especialmente quando há sibilos disseminados e tiragens, como no quadro descrito.
C. corticosteroide sistêmico
INCORRETO : O corticosteroide sistêmico não se justifica. Múltiplos ensaios randomizados e metanálises demonstram ausência de redução no tempo de hospitalização, na necessidade de oxigênio ou na gravidade dos sintomas em bronquiolite viral primária; seu uso pode estar associado a efeitos adversos desnecessários sem qualquer impacto na fisiopatologia viral.
D. corticosteroide inalatório
INCORRETO : O corticosteroide inalatório igualmente não tem indicação. Não há evidência de benefício na fase aguda de bronquiolite e não altera a evolução natural da inflamação viral dos bronquíolos; sua prescrição rotineira não é endossada por nenhuma diretriz pediátrica atual.
E. inalação com adrenalina
INCORRETO : A inalação com adrenalina não integra o tratamento rotineiro. Embora possa produzir melhora transitória do fluxo aéreo em alguns casos isolados, as evidências demonstram que o benefício é de curta duração, sem redução na taxa de internação ou na duração da doença, e as diretrizes internacionais (incluindo American Academy of Pediatrics e Sociedade Brasileira de Pediatria) não recomendam seu uso sistemático na bronquiolite.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.13)

DISCURSIVA: (197286 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1) Define a bradicardia.(0,1 pontos)
2) Quais são os limites definitórias para bradicardia no recém nascido (na vigília e durante o sono)? (0,16 pontos)
3) Quais são as duas causas mais frequentes de bradicardia severa em crianças? (0,24 pontos)


RATING: 2.84

1) Define a bradicardia.(0,1 pontos)
2) Quais são os limites definitórias para bradicardia no recém nascido (na vigília e durante o sono)? (0,16 pontos)
3) Quais são as duas causas mais frequentes de bradicardia severa em crianças? (0,24 pontos)

1) Define a bradicardia.
Bradicardia é definida como uma frequência cardíaca que é menor do que a frequência cardíaca normal para determinada idade. (0,1 p)
2)  Quais são os limites definitórias para bradicardia no recém nascido (na vigília e durante o sono)? 
Recém-nascido a três anos: menos de 100 batimentos por minuto em vigília (0,08 p), menos de 60 batimentos por minuto durante o sono (0,08 p).
3) Quais são as duas causas mais frequentes de bradicardia severa em crianças?
As causas mais frequentes de bradicardia severa em crianças: cirurgia corretiva dos defeitos cardíacos (0,08 p), hipervagotonia (0,08 p) e drogas (0,08 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.84)

CASO CLINICO: (229531 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Um lactente de 18 meses de idade, previamente hígido, é trazido ao pronto-socorro ainda em convulsão tônico-clônica generalizada há 45 minutos, com cianose intensa, perda do controle esfincteriano (bexiga) e sem recuperação de consciência. A mãe relata febre alta (39°C) iniciada há 4 horas por infecção viral de vias aéreas superiores, sem sinais de irritação meníngea ou história de crises prévias. A criança chegou sonolenta após o início da crise e não apresentou aura ou foco aparente. Exame inicial: vias aéreas pérvias mas com salivação excessiva, ventilação comprometida, glicemia normal, sem trauma craniano ou ingestão de toxinas.

Questões:
I. Qual é a suspeita diagnóstica principal? (Total parcial desta questão: 0,12 p)

II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (Total parcial desta questão: 0,12 p)

III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (Total parcial desta questão: 0,14 p)

IV. Qual o tratamento inicial na emergência?  (Total parcial desta questão: 0,12 p)





RATING: 2.87

Resposta à Questão I (Suspeita Diagnóstica)

A suspeita diagnóstica é estado de mal epiléptico (crise prolongada >30 minutos).

  • Crise tônico-clônica generalizada sem interrupção por 45 minutos, com cianose e perda esfincteriana (0,05 p).
  • Distinção de crise febril simples: duração >15 minutos e ausência de recuperação pós-ictal imediata (0,04 p).
  • Classificação como complexa quando duração superior a 15 minutos e achados pós-ictal prolongados (0,03 p).

Resposta à Questão II (Possível Causa da Doença Diagnosticada)

A possível causa é crise febril complexa (dependente da idade, febre alta e infecção extracraniana).

  • Crises febris dependentes da idade (pico 14-18 meses) e associadas a temperatura que aumenta rapidamente até 39°C ou mais (0,05 p).
  • Causa não é infecção de SNC ou alteração metabólica, mas sim doença febril (ex.: infecção viral de vias aéreas superiores ou otite) (0,04 p).
  • A causa da febre NÃO influencia na ocorrência da convulsão febril, mas a duração >15 minutos define complexidade (0,03 p).


Resposta à Questão III (Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico)

A melhor modalidade é o eletroencefalograma (EEG), obrigatório e necessário.

  • EEG está OBRIGATÓRIO em caso de crise acima de 30 minutos, pois a exaustão muscular pode mascarar crise elétrica contínua com efeitos destruidores (0,08 p).
  • Não se justifica EEG em crise febril simples, mas é essencial aqui para confirmar atividade ictal persistente (0,04 p).
  • Durante avaliação aguda, priorizar causa da febre, mas EEG diferencia de pseudo-estado (0,02 p).


Resposta à Questão IV (Tratamento Inicial na Emergência)

O tratamento inicial é a conduta geral ABC + anticonvulsivante de ação rápida.

  • A - B - C: permeabilizar VAS (posicionamento e aspiração), proteção (evitar objetos na boca), uso de oxigênio, monitorização, destrostix e acesso venoso periférico (0,03 p).
  • Anticonvulsivante: diazepam I.V. 0,3 mg/kg/dose (máx. 10 mg/dose) – início de ação 1-3 minutos, duração 5-15 minutos (0,03 p).
  • Se não houver acesso venoso: midazolam (IM 0,2 mg/kg/dose, intranasal 0,3 mg/kg/dose ou bucal 0,5 mg/kg/dose) como primeira opção (0,03 p).
  • Evitar profilaxia prolongada com fenobarbital ou valproato em crise febril (excelente prognóstico); pesquisar causa da febre simultaneamente (0,03 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.87)




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