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INGESTÃO DE CORPO ESTRANHO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Geralmente os pais estão no maior panico quando trazem uma criança assim. Se o corpo estranho estiver confirmado pelo Rx, é pior ainda.
As ingestões de corpos estranhos geralmente ocorrem em lactentes e crianças pequenas e a grande maioria das ingestões em crianças é acidental.
Evento presenciado ou desaparecimento do objeto levam os pais se apresentar com essas crianças no PS. A maioria dos pacientes terá um exame físico normal, no entanto, a criança deve ser avaliada quanto aos sinais de complicações.

OBJETIVA: (1120771 votos)..........99.5% das questões objetivas receberam votos.
É a única indicação absoluta para a tonsilectomia:
A. Hipertrofia adenoamigdalar associada a cor pulmonale
B. Sintomas obstrutivos caracterizados por episódios de apnéia durante o sono em crianças pequenas
C. Crescimento deficiente, anormalidades da fala e anormalidades craniofaciais.
D. Abscesso peritonsilar
E. Estado de portador estreptocócico irresponsível ao tratamento clínico.

  RATING: 3.07

É a única indicação absoluta para a tonsilectomia:

A. Hipertrofia adenoamigdalar associada a cor pulmonale
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Sintomas obstrutivos caracterizados por episódios de apnéia durante o sono em crianças pequenas
CORRETO : A obstrução do trato aerodigestivo, que pode levar ao quadro de apnéia obstrutiva do sono, mais comum em crianças entre os 2 e 3 anos, é a única indicação absoluta para a tonsilectomia (geralmente realizada com adenoidectomia).
C. Crescimento deficiente, anormalidades da fala e anormalidades craniofaciais.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Abscesso peritonsilar
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Estado de portador estreptocócico irresponsível ao tratamento clínico.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.07)

DISCURSIVA: (181502 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Como se estabelece o diagnóstico de sifilis congênita?


RATING: 3.46

Como se estabelece o diagnóstico de sifilis congênita?

Diagnóstico de sifilis congênita:
  1. Mulheres grávidas e lactentes devem ser rastreados para uma possível intecção com um leste não-treponêmico para Treponema palidum. Tais testes incluem o teste rápido em cartão para reaginas no plasma (RPR) e o teste da lâmina do Venereal Disease Reference Laboratory (VDRL). 0,2 p
  2. Se o sangue da mãe ou do lactente exibe um teste sorológico náo-treponêmico positivo, deve-se realizar um teste treponêmico especifico no sangue do lactente. Exemplos atualmente em uso incluem o teste de absorção de anticorpo de treponema fluorescente (FTA-ABS) e o teste de micro-hemaglutinação para T. pallidum (MTA-TP). 0,15 p
  3. A avaliação dos lactentes com suspeita de sífilis congênita deve também incluir um hemograma completo, uma análise completa do fluido cerebrospinal (inclusive um VDRL liquórico) e radiografias dos ossos longos (a menos que o diagnóstico tenha sido estabelecido por outra forma) 0,15 p

FONTE:

Richard A. Polin, Mark F. Ditmar - SEGREDOS EM PEDIATRIA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.46)

CASO CLINICO: (211460 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 45 anos, agricultor, procedente de área rural na região Norte do Brasil (zona de desmatamento para construção de estradas e surgimento de povoados pioneiros), procura atendimento com queixa de lesão ulcerada no membro inferior direito há aproximadamente 60 dias. A lesão iniciou como nódulo pruriginoso, evoluiu para úlcera redonda, grande, rasa, de bordas elevadas, coloração violácea, pouco dolorosa, associada a envolvimento do cordão linfático. Há 20 dias iniciou sintomas nasais: epistaxe recorrente, formação de crostas, saída de secreção nasal, dor, hiperemia e deformidade incipiente do nariz. Relata picadas frequentes de insetos durante trabalho em mata, moradia próxima a florestas e presença de cães com lesões cutâneas suspeitas na residência. Exame otorrinolaringológico revela hiperemia do septo nasal e crostas. Não há febre nem comprometimento sistêmico evidente.

Questões:

I. Qual a suspeita diagnóstica? ..... 0,12 pontos
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? ...... 0,13 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ..... 0,12 pontos
IV. Qual o tratamento indicado? ....... 0,13 pontos





RATING: 3.03

I. Suspeita diagnóstica: Leishmaniose tegumentar americana – forma mucosa (tardia ou concomitante) ou cutâneo-mucosa

  • Lesão cutânea inicial típica: nódulo pruriginoso → úlcera redonda/oval, grande, rasa, bordas elevadas, violácea, pouco dolorosa, membros inferiores, envolvimento de cordão linfático, possibilidade de cura espontânea (0,04 p)
  • Evolução com metástase para mucosas da nasofaringe (epistaxe, crostas, secreção, dor, hiperemia, deformidade) em <5% dos casos, podendo surgir concomitantemente, até 2 anos ou décadas após cicatrização da lesão cutânea (0,04 p)
  • Epidemiologia compatível: área endêmica no Brasil (Norte/Nordeste), ocupação rural, desmatamento, reservatórios como cães (0,04 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada: Infecção por Leishmania (Viannia) braziliensis transmitida por flebótomo

  • Protozoário do gênero Leishmania, ordem Kinetoplastida, família Trypanosomatidae; principal agente da forma mucosa é L. (V.) braziliensis (menos frequentemente L. amazonensis e L. guyanensis) (0,05 p)
  • Transmissão nas Américas: picada de fêmeas de flebótomos (família Psychodidae, subfamília Phlebotominae, gêneros Lutzomyia e Psychodopygus) que inoculam promastigotas (0,04 p)
  • No hospedeiro vertebrado: forma amastigota parasita células do sistema fagocítico mononuclear; ciclo completo com transformação promastigota → amastigota após 4-5 dias no vetor (0,04 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Diagnóstico parasitológico direto (exame parasitológico direto de primeira escolha)

  • Procedimento de eleição: pesquisa direta por escarificação da borda da lesão mais recente ou impressão por aposição de biópsia, corada por Giemsa/Leishman para visualização de amastigotas arredondadas/ovóides (2-3 µm, núcleo e cinetoplasto) (0,04 p)
  • Sensibilidade alta em lesões recentes (até 100% em <2 meses para L. braziliensis); diminui com tempo de evolução; complementado por PCR (sensibilidade 97% em cutânea, 62-97% em mucosa) ou imunoistoquímica (0,04 p)
  • Métodos auxiliares (não definitivos isoladamente): intradermorreação de Montenegro (>90% positiva), histopatologia, cultivo em NNN/Schneider (0,04 p)

IV. Tratamento indicado: Antimoniato de N-metilglucamina (antimonial pentavalente) como droga de primeira escolha

  • Para forma mucosa: 20 mg SbV/kg/dia por 30 dias seguidos, preferencialmente via endovenosa lenta ou intramuscular, em ambiente hospitalar (0,05 p)
  • Dose máxima adulto: 3 ampolas/dia (1.275 mg SbV); nunca exceder; monitorar ECG semanal, função renal/hepática e efeitos colaterais (artralgia, mialgia, náuseas, etc.) (0,04 p)
  • Cuidados locais: limpeza com água/sabão + compressas KMnO4 1/5000; se falha após 12 semanas, repetir esquema uma vez ou passar para segunda escolha (anfotericina B) (0,04 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.03)




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