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Sobre ensaios clínicos com mascaramento, é CORRETO afirmar que:
A. condições graves e desfecho fatal não devem ser trabalhados com ensaios cegos
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. o ensaio é simples cego, quando apenas os pacientes participantes conhecem a distribuição dos grupos
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. a melhor maneira de proteção contra vícios das idéias preconcebidas do investigador e do
participante é realizar o ensaio duplo cego
CORRETO : A técnica de mascaramento visa evitar que os participantes do estudo saibam o tratamento que é administrado. Assim, no simples cego. apenas os participantes não sabem se pertencem ao grupo que recebe ou não a intervenção; no duplo cego, participantes e pesquisadores não sabem qual grupo recebe e qual grupo não recebe a intervenção. Sobre o triplo cego, alem dos pesquisadores e dos participantes também o bioestatístico desconhece quais os grupos com e sem intervenção e, ainda há o quádruplo cego, pelo qual o pesquisador que discute os resultados também desconhece quais os grupos com e sem intervenção. Essa técnica de mascaramento busca evitar o efeito Hawthorne, isto é, a tendência dos indivíduos mudarem seu comportamento quando são alvo de atenção especial.
D. nos estudos triplos cegos, os patrocinadores ou financiadores da pesquisa intencionalmente ignoram a posição dos participantes de ensaio
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. todas as afirmações são falsas
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: C
Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.
RATING: 3.1 ![]()
Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.
1. Distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça
2. Principais fatores de risco ambientais e ocupacionais
3. Ativação de oncogenes na patogênese
4. Inativação de genes supressores e alterações cromossômicas
FONTE:
CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)
Maria, uma menina previamente saudável de 5 anos, foi levada ao atendimento pediátrico devido a episódios recorrentes de dor de cabeça nas últimas três semanas. A mãe relatou que Maria se queixava de uma dor intensa na região frontal da cabeça, que ocorria cerca de duas a três vezes por semana, cada ataque durando até duas horas.
Durante as crises, Maria frequentemente apresentava sintomas de fotofobia e fonofobia, preferindo ambientes escuros e silenciosos. Além disso, as dores eram acompanhadas de náuseas, embora sem vômito. A mãe também observou que Maria tendia a ficar mais irritada e chorosa durante esses episódios e que, após algumas horas de descanso, ela parecia melhorar significativamente.
História Familiar: Não havia histórico de trauma recente, febre, outros sintomas neurológicos ou uso de medicação contínua que pudesse explicar as cefaleias. No entanto, a avó materna de Maria tem um histórico conhecido de enxaquecas.
Exame Clínico: O exame físico e neurológico de Maria não revelou anormalidades. Todos os sinais vitais estavam dentro dos parâmetros normais, e não havia sinais de infecção ou outras condições agudas.
Respondam ás seguintes perguntas:
(I) Qual é o diagnóstico mais provável? Argumente. (peso 0,16 pontos)
(II) Qual a medicação indicada para o tratamento da criança? (peso 0,18 pontos)
(III) Que orientações precisam ser feitas para diminuir a frequência das crises? (peso 0,08 pontos)
(IV) Que classes de remédios são recomendadas no caso de crises frequentes e debilitantes, ou que não respondem bem aos analgésicos? (0,08 pontos)
(I) Qual é o diagnóstico mais provável? Argumente.
Cefaleia primaria (enxaqueca) (0,02 p) - apoiado pela recorrência (0,02 p), duração de até duas horas (0,02 p), localização na região frontal da cabeça (0,02 p), sintomas de fotofobia (0,02 p), fonofobia (0,02 p) e náuseas (0,02 p), histórico conhecido de enxaquecas na família (0,02 p).
(II) Qual a medicação indicada para o tratamento da criança?
Dentre os analgésicos (0,02 p), os mais utilizados são:
- Dipirona 25 mg/kg/dose (0,02 p)
- Ibuprofeno 10 mg/kg/dose (0,02 p)
- Paracetamol 15 mg/kg/dose (0,02 p)
Dentre os antiemeticos (0,02 p):
- Metoclopramida (Plasil) 0,5–2 mg/kg/dose VO ou IV a cada 4–6 horas. (0,02 p)
- Proclorperazina (Compazine) 0,1 mg/kg/dose VO, IM ou IV a cada 6 horas (0,02 p)
- Prometazina (Fenergan) 0,25–1,0 mg/kg/dose VO, PR, IV ou IM a cada 4–6 horas (0,02 p)
- Ondansetrona (0,15 mg/kg/dose). (0,02 p)
(III) Que orientações precisam ser feitas para diminuir a frequência das crises?
As medidas não farmacológicas (0,02 p) foram inicialmente recomendadas, como a manutenção de uma rotina regular de sono (0,02 p) e alimentação (0,02 p), além de técnicas de relaxamento (0,02 p).
(IV) Que classes de remédios são recomendadas no caso que as crises são frequentes e debilitantes, ou não respondem bem aos analgésicos?
Medicamentos como beta-bloqueadores (0,02 p), anticonvulsivantes (0,02 p) ou antidepressivos (0,02 p) são utilizados em algumas situações, mas a indicação deve ser criteriosa e supervisionada por um especialista. (0,02 p)
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