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RATING: 2.98 ![]()
Paciente com 18 meses de idade , do sexo feminino que, 30 dias antes de ser examinada , começou a apresentar diarréia com fezes semi-líquidas, com muco . Há 25 dias, dificuldade à marcha com quedas freqüentes e movimentação incoordenada nos membros superiores. Exame neurológico: tremor constante da cabeça, estrabismo convergente à esquerda . Ataxia e dismetria bilaterais. Nistagmo horizontal bilateral. Hiperreflexia bilateral mais intensa à direita, co m Babinski presente à direita. Exames subsidiários hemograma: leucocitos e com eosinofilia e plasmocitose . Lícor: punção lombar, 11,6 células (92 % de linfócitos, 7 % de monócitos e 1% de neutrófilos); 12 mg % de proteínas; 731 mg % de cloretos; 70 mg % de glicose . Este exame , repetido 8 dias após, foi normal. Radiografias do crânio normais. Eletroencéfalograma normal. Pneumencefalograma normal. A criança teve alta 47 dias após, com exame neurológico normal. O quadro clinico sugere:
A. meningococemia
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. hemorragia de fossa posterior
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. epilepsia
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. ataxia cerebelar aguda
CORRETO : Infecções no SNC que causam ataxia aguda geralmente produzem outros sintomas associados. Raramente, a ataxia pode ser sintoma precoce de meningite. Abscesso de cerebelo, muitas vezes causado pela proliferação contígua de infecção a partir de otite média ou mastoidite, pode causar ataxia e febre e ainda sintomas relacionados com efeito de massa na fossa posterior como cefaleia e vômitos. Deterioração clínica rápida com meningismo pode ocorrer quando há ruptura do abscesso no espaço intraventricular ou subaracnóideo.
E. nenhuma das acima.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: D
RATING: 2.88 ![]()
(I) Quais são as indicações para iniciar a ventilação com pressão positiva (VPP)? Quando você pode interromper a VPP?......... (0,24 pontos)
(II) O que é pico de pressão inspiratória (Pinsp)? ......... (0,04 pontos)
(III) O que é pressão expiratória final positiva (PEEP)? ......... (0,04 pontos)
(IV) Qual é a concentração de oxigênio recomendada para iniciar a VPP no recém-nascido com 35 ou mais semanas de idade gestacional? E para recém-nascido com menos de 35 semanas de idade gestacional?......... (0,08 pontos)
(V) Qual é a pressão inicial recomendada na ventilação e sua frequência para recém-nascido a termo? .........(0,1 pontos).
FONTE:
Manual de Reanimação Neonatal da Academia Americana de Pediatria - 7ª edição
Paciente do sexo masculino, 54 anos, com queixa de pirose retroesternal de longa data (há mais de 10 anos), com piora progressiva nos últimos 2 anos.
Vem apresentando regurgitação, principalmente no período noturno.
Teve emagrecimento de 2 kg nos últimos 12 meses (índice de massa corporal atual de 33 kg/m2).
Realizada endoscopia digestiva alta, observou-se ulceração esofágica, com friabilidade e presença de mucosa de aspecto róseo-avermelhado, circunferencial, com 4 cm de extensão, projetando proximalmente a partir da junção escamo-colunar. Foram realizadas biópsias da região da junção gastro-esofágica, cujo corte histológico é apresentado abaixo.

1) Qual o diagnóstico para esse paciente? - 0,1 pontos
2) Qual é o prognóstico para esse paciente? - 0,1 pontos
3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente? - 0,3 pontos
1) Qual o diagnóstico?
Doença do refluxo gastro-esofágico (DRGE) complicada com esôfago de Barret. (0,1 p)
DISCUSSÃO: Trata-se de um paciente com queixas de queimação retroesternal e regurgitação, os dois sintomas mais frequentes em pacientes portadores de DRGE. Observa-se IMC de 33, ou seja, obesidade grau I, comum em pacientes que sofrem de DRGE. A endoscopia documenta a presença de esofagite erosiva e achados comuns ao esôfago de Barret. Este último é confirmado pelo corte histológico, onde notam-se áreas de epitélio colunar especializado ao nível da junção gastro-esofágica.
2) Qual é o prognóstico?
Em termos prognósticos, a incidência de adenocarcinoma é 40X maior nos pacientes com esôfago de Barret quando comparado com a população em geral. Requer, portanto, acompanhamento a longo prazo. O principal marcador de potencial de malignidade será a presença de displasia. (0,1 p)
3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente?
- inicialmente controlar a inflamação relacionada a DRGE com terapia antissecretória (0,1 p)
- realizar nova endoscopia com múltiplas biópsias visando descartar a presença de displasia (preferencialmente confirmada por mais de um patologista). A ausência de displasia implica controle endoscópico a cada 2, 3 anos. Displasia leve, controle endoscópico semestral e posteriormente anual. Displasia de alto grau deve ser tratada com esofagectomia ou acompanhamento com biópsias, inicialmente a cada mês, e posteriormente trimestrais. (0,1 p)
- Não há tratamento curativo específico usado rotineiramente para o esôfago de Barret. Portanto, além do acompanhamento endoscópico, a DRGE deve ser controlada, conforme sua evolução, com terapia clínica e/ou operatória. (0,1 p)
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