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O PROCESSO EPIDEMICO (ÁREA DE SAUDE PUBLICA)

O estudo dos fenômenos envolvidos no processo epidêmico pressupõe a compreensão dos conceitos de estrutura e caracteres epidemiológicos e do que venha a ser o comportamento endêmico de uma doença transmissível.

Entende-se por estrutura epidemiológica de uma doença a forma de interação dos diferentes fatores relativos ao meio ambiente, hospedeiro e ao agente - seja ele químico, físico ou biológico - que determina o comportamento desse agravo no âmbito de uma população delimitada e num período de tempo estabelecido.

Os caracteres epidemiológicos constituem a resultante da estrutura epidemiológica em cada momento e se expressa pela freqüência e distribuição da doença na população em determinado instante, segundo as variáveis tempo, espaço e pessoa.

A estrutura epidemiológica se apresenta de forma dinâmica, modificando-se em cada ponto no tempo e no espaço, definido e redefinido continuamente, o que pode ser entendido como comportamento normal ou anormal de uma doença numa comunidade, fixado um ponto no tempo e no espaço.

Pode-se portanto, conceituar o comportamento normal ou endêmico de um agravo à sua ocorrência dentro de padrões regulares em agrupamentos humanos distribuídos em espaços delimitados e caracterizados, num determinado período de tempo, permitidas flutuações cíclicas ou sazonais.

Por outro lado, define-se o comportamento epidêmico de um agravo à saúde como a elevação brusca do número de casos caracterizando, de forma clara, um excesso em relação ao norrual esperado. O número de casos que indicam a presença de uma epidemia variará de acordo com o agente, tipo e tamanho da população exposta, experiência prévia ou ausência de exposição.

A epidemia não apresenta obrigatoriamente um grande número de casos, mas um claro excesso de casos quando comparada à freqüência habitual de uma doença em uma localidade.


OBJETIVA: (1054250 votos)..........98.22% das questões objetivas receberam votos.
Em relação ao Esôfago de Barret, leia as afirmações abaixo e responda a alternativa CORRETA :
(I) O esôfago de Barret está associado a fatores clínicos que indicam maior severidade do refluxo
(II) A displasia de alto grau é fator de risco menor que as anormalidades citométricas de fluxo, mutação do p53 e expressão HD5 (human defensin 5)
(III) A erradicação do H.pylori é indispensável para o sucesso do tratamento da doença do refluxo gastro esofágico com Esôfago de Barret.
(IV) Não é incomum o desaparecimento da pirose na Doença do Refluxo Gastro-Esofágico, quando ocorre “barretização” do esôfago.
Está(ão) correta(s) somente a(s) afirmativa(s):
A. I, II, III e IV
B. I, II e III
C. I e IV
D. II e IV
E. III e IV

  RATING: 2.89

Em relação ao Esôfago de Barret, leia as afirmações abaixo e responda a alternativa CORRETA :

(I) O esôfago de Barret está associado a fatores clínicos que indicam maior severidade do refluxo
(II) A displasia de alto grau é fator de risco menor que as anormalidades citométricas de fluxo, mutação do p53 e expressão HD5 (human defensin 5)
(III) A erradicação do H.pylori é indispensável para o sucesso do tratamento da doença do refluxo gastro esofágico com Esôfago de Barret.
(IV) Não é incomum o desaparecimento da pirose na Doença do Refluxo Gastro-Esofágico, quando ocorre “barretização” do esôfago.
Está(ão) correta(s) somente a(s) afirmativa(s):

A. I, II, III e IV
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. I, II e III
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. I e IV
CORRETO : Esófago de Barrett: Processo de metaplasia aonde as células escamosas da mucosa esofagiana são substituídas por epitélio colunar.
Refluxo esofagiano cronico lesa o epitélio e expõe o meio esofágico a um pH anormal que estimula a reparação atraves de metaplasia colunar.Tipos de metaplasia:
- Metaplasia intestinal especializada: tipo mais superfície viliforme e criptas intestinais alinhadas por células colunares muco-secretantes e células caliciformes. - Epitélio gástrico tipo fúndico. - Epitélio tipo juncional. O adenocarcinoma gastrico geralmente se associa a metaplasia intestinal. Diagnostico E mais comum em homem.
Esofago de Barret e DRGE sao incomuns em negros.
A prevalencia do esofago de Barret aumenta apos os 70 anos. A DRGE associada ao esofago de Barret geralmente e grave com ulceracao esofagica, estenose e hemorragia. Muito comum em esofagite e mais comum em estenose peptica esofagica.As vezes, por causa da barretização as sintomas comuns em DRGE podem ser atenuadas – exemplo: o caso da pirose, que ate pode sumir. Nos EUA o adenocarcinoma esofago distal e cardia e maior que nos outros tipos.
Carcinogenese estao envolvidos perda de heterozigose em varios genes de supressao tumoral.
Alem dos genes supressores estao envolvidos fatores de crascimento FCE, FCT-α.
Citometria de fluxo tem sido usada para detectar aneuploidia no esofago de Barret.
Grau de angiogenese nao e um fator prognostico.
Devido a alta incidencia de adenocarcinoma de esofago, todos os pacientes com esofago de Barret devem ser submetidos a rastreamento para desenvolvimento de displasia e carcinoma.
1/3 dos casos de displasia de alto grau no esofago de Barret, apresenta ou apresentara CA invasivo ao longo dos anos.
TCO= tomografia com coerencia optica, tecnica de biopsia otica que usa luz infravermelha.

D. II e IV
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. III e IV
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.89)

DISCURSIVA: (178597 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Responda ás seguintes questões:
A) Para completar o ciclo de infecção e reprodução em uma célula: HIV passa pelas varias etapas. Indiquem estas etapas em ordem cronológica. (0,3 p)
B) Definem a noção de janela  imunológica, a duração dela e a importância nos testes de triagem dos doadores. (0,2 p)


RATING: 1.95

Responda ás seguintes questões:
A) Para completar o ciclo de infecção e reprodução em uma célula: HIV passa pelas varias etapas. Indiquem estas etapas em ordem cronológica. (0,3 p)
B) Definem a noção de janela  imunológica, a duração dela e a importância nos testes de triagem dos doadores. (0,2 p)

A) Para completar o ciclo de infecção e reprodução em uma célula: HIV passa pelas varias etapas. Indiquem estas etapas em ordem cronológica.

As etapas da infecção com HIV:
  • Fusão com a superfície da célula e entrada no citoplasma. (0,05 p)
  • Produção do DNA proviral a partir do RNA viral. (0,05 p)
  • Integração no genoma da célula. (0,05 p)
  • Produção de proteínas virais. (0,05 p)
  • Saída da célula por brotamento. (0,05 p)
  • Maturação extracelular do vírion. (0,05 p)

B) Definem a noção de janela  imunológica, a duração dela e a importância nos testes de triagem dos doadores.

É importante lembrar a possibilidade de transmissão do HIV por parte de doador de sangue recém-infectado em que anticorpos séricos específicos anti-HIV ainda não são detectáveis. Esse período é conhecido como janela imunológica e tem duração média de 22 dias, considerando-se os resultados obtidos com os testes sorológicos atualmente em uso.
Várias situações podem aumentar o período de duração da denominada janela imunológica.
Sendo assim, é de vital importância para diminuir a transmissão do HIV por transfusão de sangue e de seus componentes a criteriosa avaliação de risco epidemiológico dos doadores, lá existem testes de amplificação de ácidos nucléicos que detectam a presença do HIV mais precocemente (cerca de 11 dias depois da ocorrência da infecção) que os testes sorológicos.
Esses exames têm hoje custo muito alto, mas já foram adotados por alguns países desenvolvidos e por poucos serviços privados do Brasil, havendo a expectativa de que passem a ser realizados brevemente pelos serviços públicos do nosso país.(0,2 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (1.95)

CASO CLINICO: (208092 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Gestante IIG IP de 27 semanas e 4 dias se apresenta no seu plantão, relatando dores pélvicas difusas faz 3 dias. No toque, apresenta o colo apagado e dilatação de 3,5 cm. Nega perda de liquido. Sem febre nas últimas 48 horas. Fez somente 3 consultas pré-natais. PA 90/60 mmHg, FC 86/min, BCF 133/min, MF presentes.
Pergunta-se:

  1. Qual é a estratégia utilizada para evitar a síndrome de dificuldade respiratória tipo I, neste caso? (0,25 pontos);
  2. Qual será o protocolo mais apropriado a ser utilizado para esse prematuro? ? (0,25 pontos);



RATING: 3.65

1) Qual é a estratégia utilizada para evitar a síndrome de dificuldade respiratória tipo I, neste caso?

Transferência da grávida para centro de gestação de alto risco, por conta de risco elevado de parto prematuro (0,0625 p);
Evitar ou atrasar o parto prematuro, sempre que possível (terapêutica tocolítica) (0,0625 p);
Indução maturativa de 1ª linha:

  • Betametasona 12 mg im 24/24 h (2 administrações) (0,0625 p);
  • Dexametasona 6 mg im 12/12 h (4 administrações) (0,0625 p);

2) Qual será o protocolo mais apropriado a ser utilizado para esse prematuro?

  • Atrasar a clampagem do cordão umbilical 30-45 segundos com o RN abaixo do nível da placenta para promover a transfusão de sangue placentar para o RN e melhorar a entrega de O2 aos tecidos; . (0,05 p)
  • Estabilizar o RN sob calor radiante para prevenir a perda de calor . (0,05 p)
  • IG < 28 semanas: não secar (secar apenas a cabeça) e colocar de imediato dentro de um saco de polietileno; . (0,05 p)
  • Reanimação neonatal, se precisar . (0,05 p)
  • Entubação e administração de surfatante na sala de parto (primeiros 15 minutos de vida aos que não tenham realizado indução maturativa fetal ou que necessitem de entubação traqueal para reanimação/estabilização. (0,05 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.65)




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