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CARDIOTOCOGRAFIA ANTEPARTO (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

A observação da atividade fetal cardíaca e a mais indicada e o mais accessível modalidade de avaliar o bem-estar fetal. Mudanças de atividade fetal podem surgir em condições de hipoxia fetal e acidose.

Infelizmente, conseqüências desastrosas fetais foram relatados em presença de uma atividade cardíaca fetal normal.

No obstante, para aumentar a acuracia a atividade fetal e somente um parâmetro que deve ser usado, junto com outros, para avaliar o estado do feto durante a gravidez.

OBJETIVA: (1224623 votos)..........98.94% das questões objetivas receberam votos.
Uma paciente no puerpério apresenta febre baixa de origem desconhecida (37,7º a 38,3ºC). No sexto dia pós-parto apresentou uma área dolorosa na panturrilha posterior direita. A dor e a febre aumentaram e apareceu taquicardia. Mais tarde, a perna ficou vermelha e dolorosa com edema e dor inguinal acentuada. Esta entidade patológica é mais comum em qual destas situações?
A. adulta, de meia-idade, não-gestante
B. antes do parto
C. depois do parto
D. adulta jovem não-gestante
E. intraparto

  RATING: 3.03

Uma paciente no puerpério apresenta febre baixa de origem desconhecida (37,7º a 38,3ºC). No sexto dia pós-parto apresentou uma área dolorosa na panturrilha posterior direita. A dor e a febre aumentaram e apareceu taquicardia. Mais tarde, a perna ficou vermelha e dolorosa com edema e dor inguinal acentuada. Esta entidade patológica é mais comum em qual destas situações?

A. adulta, de meia-idade, não-gestante
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. antes do parto
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. depois do parto
CORRETO : A tromboflebite ocorre em geral de 5 a 10 dias depois do parto, com início bastante rápido de febre, calafrios e dor intensa na extremidade afetada. Também pode ocorrer nas veias pélvicas sem o edema externo óbvio e dor. O diagnóstico de um coágulo pélvico pode ser muito difícil e às vezes só é feito posteriormente, através de teste com anticoagulantes. A maioria dos casos ocorre no puerpério e está associada tanto a traumatismo como a infecção, apesar de ser possível o surgimento espontâneo da tromboflebite. A estase, a lesão endotelial e um estado de hipercoagulação (gestação) são todos fatores de risco. O maior fator de risco é a trombofilia hereditária.
D. adulta jovem não-gestante
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. intraparto
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

DISCURSIVA: (188492 votos) ..........99.44% das questões discursivas receberam votos.
Um lactente de seis meses de idade chega ao consultório para um exame de puericultura. Há pouco tempo sua família mudou-se da Turquia para Brasil. As histórias médica e familiar não são significativas, exceto pelo fato de que ele se alimenta apenas com leite de cabra. Ao exame clínico, o bebê apresenta-se aparentemente saudável
1) Que problema hematologico tem maior probabilidade de desenvolvimento? - 0,25 p
2) Que preocupações não hematológicas são consideradas em um lactente que se alimenta de leite de cabra? - 0,25 p


RATING: 3.58

Um lactente de seis meses de idade chega ao consultório para um exame de puericultura. Há pouco tempo sua família mudou-se da Turquia para Brasil. As histórias médica e familiar não são significativas, exceto pelo fato de que ele se alimenta apenas com leite de cabra. Ao exame clínico, o bebê apresenta-se aparentemente saudável
1) Que problema hematologico tem maior probabilidade de desenvolvimento? - 0,25 p
2) Que preocupações não hematológicas são consideradas em um lactente que se alimenta de leite de cabra? - 0,25 p

1) Que problema hematologico tem maior probabilidade de desenvolvimento?
Criança com seis meses de idade alimenta-se apenas com leite de cabra.
Complicações prováveis: Anemia megaloblástica devido à deficiência em ácido folico ou em vitamina B12 0,25 p
2) Que preocupações não hematológicas são consideradas em um lactente que se alimenta de leite de cabra?
Outras considerações: Brucelose, no caso de o leite não ser pasteurizado. 0,25 p

FONTE:

Casos Clínicos em Pediatria Toy, Girardet, Hormann, Lahoti, McNeese, Sanders, Yetman p75

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.58)

CASO CLINICO: (220750 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Você recebe no seu plantão noturno uma criança de 4 anos, M, parda, com historia de oito dias de febre, apatia e recusa da alimentação.

Na hora do atendimento, criança com prostração, febre 38.9ºC, exantema petequial disseminado praticamente corpo inteiro, Glasgow 15, eupneico (FR 28/min), PA 96/58 mmHg, frequência cardiaca 120/min. Abdomen globoso (ascite?), figado palpável á 2 cm abaixo da borda costal direita, baço á 3 cm borda costal esquerda. Edemas ++/++++ nos dois pés. Edema palpebral e facial leve. Linfonodos cervicais e inguinas palpáveis. Tempo de enchimento capilar 2 segundos.

Feita hemograma na urgência: hemácias 3,94 mil/mmc; hematocrito 34%, leucocitos 2630/mmc, bastões 7%, neutrofilos 43%, plaquetas 73.000/mmc. PCR 185. TGO = 125; TGP = 102; LDH = 1959;

Foram solicitados testes rápidos: dengue negativo, zika e chikungunya negativo, sifilis negativo, leptospirose negativo.

Conversando com a mãe, a mesma relata que, na região aonde mora há uma colónia de capívaras.

Pergunta-se:

1) Qual a hipótese diagnóstica? (0,1 pontos)

2) Qual é o agente etiológico? (0,1 pontos)

3) Qual o exame especifico para confirmar a moléstia suspeitada? (0,1 pontos)

4) Qual o tratamento especifico neste caso? (0,1 pontos)

5) Quais são as complicações desta doença? (0,1 pontos)




RATING: 2.9

1) Qual a hipótese diagnóstica?

Febre maculosa - (0,1 p)

Comentário: Exantema máculo-papular, de evolução centrípeta e predomínio nos membros inferiores, podendo acometer região palmar e plantar, Início abrupto e os sintomas são inespecíficos de início (febre, em geral alta; cefaleia; mialgia intensa; mal-estar generalizado). Edema de membros inferiores, hepatoesplenomegalia, manifestações renais com olligúria, manifestações hemorrágicas, como petéquias e sangramento muco-cutâneo, digestivo e pulmonar, junto com o importante dado, uma doença infecciosa febril aguda, transmitida por carrapatos, de gravidade variável, que pode cursar com formas leves e atípicas até formas graves com elevada taxa de letalidade.

2) Qual é o agente etiológico?

Agente etiológico: bactéria gram-negativa intracelular obrigatória: Rickettsia rickettsii, Rickettsia parkeri. (0,1 p)

Comentário: No Brasil, os principais vetores e reservatórios são os carrapatos do gênero Amblyomma, tais como A. cajennense, A. cooperi (dubitatum) e A. aureolatum. Entretanto, potencialmente, qualquer espécie de carrapato pode ser reservatório, por exemplo, o carrapato do cão, Rhipicephalus sanguineus. Os equídeos, roedores como a capivara (Hydrochaeris hydrochaeris), e marsupiais como o gambá (Didelphys sp) têm importante participação no ciclo de transmissão da febre maculosa e há estudos recentes sobre o envolvimento destes animais como amplificadores de riquétsias, assim como transportadores de carrapatos potencialmente infectados.

3) Qual o exame especifico para confirmar a moléstia suspeitada?

Sorologia (IgG) para febre maculosa. (0,1 p)

Comentário: Reação de imunofluorescência indireta (RIFI) Método sorológico mais utilizado para o diagnóstico das riquetsioses (padrão ouro). Em geral, os anticorpos são detectados a partir do 7o até o 10o dia de doença. Os anticorpos IgM podem apresentar reação cruzada com outras doenças (dengue, leptospirose, entre outras) e, portanto, devem ser analisados com critério. Já os anticorpos IgG aparecem pouco tempo depois dos IgM e são os mais específicos e indicados para interpretação diagnóstica.

4) Qual o tratamento especifico neste caso?

Doxiciclina Para crianças com peso inferior a 45kg, a dose recomendada é 2,2mg/kg de 12 em 12 horas, por via oral ou endovenosa, a depender da gravidade do caso, devendo ser mantido por 3 dias após o término da febre. Sempre que possível seu uso deve ser priorizado. (0,05 p)

Cloranfenicol 50 a 100mg/kg/dia, de 6 em 6 horas, até a recuperação da consciência e melhora do quadro clínico geral, nunca ultrapassando 2g por dia, por via oral ou endovenosa, dependendo das condições do paciente. (0,05 p)

5) Quais são as complicações desta doença?

Se não tratado, o paciente pode evoluir para um estágio de torpor e confusão mental, com frequentes alterações psicomotoras, chegando ao coma profundo. Icterícia e convulsões podem ocorrer em fase mais avançada da doença. Nesta forma, a letalidade, quando não ocorre o tratamento, pode chegar a 80%. (0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.9)




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