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A INSUFICIÊNCIA CORTICOSUPRARRENAL (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A insuficiência adrenocortical se subdivide em primária e secundária e pode se manifestar, clinicamente, de forma aguda ou crónica. A insuficiência adrenocortical secundária é causada pela deficiência do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) e/ou do hormônio liberador do ACTH (CRH), ao nível do hipotálamo-hipófise e resulta em atrofia adrenocortical, especialmente das camadas fasciculada e reticulada. A camada glomerular, produtora de aldosterona, por ser controlada principalmente pelo sistema renina-angiotensina, encontra-se preservada. A insuficiência adrenocortical primária é o resultado de afecções que  ocasionam destruição de 90% ou mais do córtex adrenal ou reduzida síntese esteróide, com consequente produção subnormal de cortisol, aldosterona e esteróides sexuais.

OBJETIVA: (1222384 votos)..........98.97% das questões objetivas receberam votos.
Um menino de 3 anos é levado ao pediatra para avaliação de recorrência de febres crônicas de baixo grau, diminuição do apetite e tosse não produtiva. Até um tempo atrás estava saudável, com nenhum episódio semelhante. O pediatra descobre que o paciente visitava seus avós em uma casa de repouso nos finais de semana. O médico quer descartar todas as possibilidades e ordena uma radiografia de tórax, o qual parece ser normal. Uma teste PPD é realizado e 48 horas depois é o achado é um endurecimento de 12 mm. O diagnóstico de tuberculose pulmonar é feito, e a criança começa a tomar isoniazida, rifampicina e pirazinamida. Qual das alternativas á seguir é uma reação adversa conhecida da rifampicina que deve ser monitorada durante o tratamento desta criança?
A. Angioedema
B. Hepatotoxicidade
C. Hiperuricemia
D. Neurite periférica
E. Síndrome de Stevens-Johnson

  RATING: 2.66

Um menino de 3 anos é levado ao pediatra para avaliação de recorrência de febres crônicas de baixo grau, diminuição do apetite e tosse não produtiva. Até um tempo atrás estava saudável, com nenhum episódio semelhante. O pediatra descobre que o paciente visitava seus avós em uma casa de repouso nos finais de semana. O médico quer descartar todas as possibilidades e ordena uma radiografia de tórax, o qual parece ser normal. Uma teste PPD é realizado e 48 horas depois é o achado é um endurecimento de 12 mm. O diagnóstico de tuberculose pulmonar é feito, e a criança começa a tomar isoniazida, rifampicina e pirazinamida. Qual das alternativas á seguir é uma reação adversa conhecida da rifampicina que deve ser monitorada durante o tratamento desta criança?

A. Angioedema
INCORRETO: Angioedema não é uma reação adversa atribuível à rifampicina.
B. Hepatotoxicidade
CORRETO : A rifampicina é um agente anti-tuberculose (TB) comumente empregado e usado em combinação com isoniazida (para 6 meses) e pirazinamida (para os primeiros 2 meses) para o tratamento da tuberculose. A abordagem multidrogas é usada para minimizar a probabilidade de desenvolvimento de resistência secundária ao medicamento durante a terapia. Os efeitos adversos da rifampicina incluem descoloração laranja da urina e lágrimas, distúrbios gastrointestinais e hepatotoxicidade, que frequentemente se manifesta como uma elevação assintomática nos níveis de transaminases.
C. Hiperuricemia
INCORRETO : A hiperuricemia é um efeito adverso que é bem conhecido em adultos tomando pirazinamida. Nesses pacientes, os níveis aumentados de ácido úrico frequentemente se manifestam como gota. Crianças que tomam pirazinamida e desenvolvem hiperuricemia costumam ser assintomáticas. Outros efeitos adversos da pirazinamida incluem artralgias e artrite.
D. Neurite periférica
INCORRETO : Neurite periférica é o principal efeito tóxico da isoniazida. Se manifesta como formigamento ou dormência em mãos ou pés. Vitamina B6 (piridoxina) é frequentemente acrescentada justamente para prevenir os sintomas de neuropatia periférica. É importante mencionar que a hepatotoxicidade também é um efeito tóxico comum da isoniazida.
E. Síndrome de Stevens-Johnson
INCORRETO : A síndrome de Stevens-Johnson geralmente ocorre no início de uma nova medicação e resulta em uma severa, erupção cutânea descamativa (eritema multiforme) que envolve as membranas mucosas e/ou conjuntiva. As respostas clínicas a vários medicamentos são diferentes e alguns pacientes podem desenvolver uma erupção cutânea leve ou prurido enquanto tomam rifampicina. Estes são efeitos adversos incomuns e raramente progridem para a gravidade de Síndrome de Stevens-Johnson. No entanto, com o início de quaisquer novos medicamentos, qualquer mudança na condição do paciente, incluindo o desenvolvimento de uma erupção cutânea deve ser monitorada e relatada ao médico.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.66)

DISCURSIVA: (188187 votos) ..........98.31% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram os principais pontos da estrategia de prevençao da esquistossomiase (0,5 pontos)


RATING: 2.99

Enumeram os principais pontos da estrategia de prevençao da esquistossomiase (0,5 pontos)

A esquistossomose é, fundamentalmente, uma doença resultante da ausência ou precariedade de saneamento básico.

I) Controle dos Portadores

  1. Identificação dos portadores de S. mansoni, por meio de inquéritos coproscópicos a cada dois anos, deve fazer parte da programação de trabalho das secretarias municipais de saúde das áreas endêmicas. (0,05 p)
  2. Quimioterapia específica dos portadores, visando reduzir a carga parasitária e impedir o aparecimento de formas graves. (0,05 p)
  3. Para o diagnóstico e tratamento dos portadores faz-se necessária a participação das equipes do Programa Saúde da Família (PSF), que devem atuar em conjunto com os agentes de saúde encarregados do Programa de Controle da Esquistossomose, por exemplo, no tratamento dos portadores e nas orientações sobre educação em saúde para as pessoas expostas ao risco de contrair esquistossomose.(0,05 p)
  4. A coproscopia para a detecção dos indivíduos infectados pelo S. mansoni e o conseqüente tratamento são medidas dirigidas de maneira direta e mais imediata ao objetivo principal do Programa: controlar a morbidade, especialmente prevenindo a evolução para as formas graves da doença.(0,05 p)
  5. Essas ações de diagnóstico e tratamento devem ser viabilizadas, incorporadas e integradas à rotina dos serviços de atenção primária à saúde (rede básica de saúde). (0,05 p)

II) Saneamento Ambiental

As ações de saneamento ambiental são reconhecidas como as de maior eficácia para as modificações de caráter permanente das condições de transmissão da esquistossomose e incluem:

  1. coleta e tratamento de dejetos, (0,04 p)
  2. abastecimento de água potável, (0,04 p)
  3. instalações hidráulicas e sanitárias, (0,04 p)
  4. aterros para eliminação de coleções hídricas que sejam criadouros de moluscos, (0,04 p)
  5. drenagens, limpeza e retificação de margens de córregos e canais, (0,04 p)
  6. construções de pequenas pontes.(0,04 p)

Essas ações deverão ser simplificadas e de baixo custo, a fim de serem realizadas em todas as áreas necessárias. (0,01 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.99)

CASO CLINICO: (220422 votos)..........99.04% dos casos clinicos receberam votos.

Mulher de 48 anos, previamente hígida, refere ganho ponderal progressivo de 15 kg em 9 meses, predominantemente central. Refere facilidade para formação de hematomas ao menor trauma, fraqueza muscular proximal (dificuldade para subir escadas e pentear os cabelos) e hipertensão arterial sistêmica de instalação recente e de difícil controle medicamentoso. Nega uso crônico de corticoides. Ao exame físico: obesidade centrípeta marcada, fácies pletórica e sinais de hipercortisolismo crônico. Exames laboratoriais iniciais mostram cortisol plasmático elevado com supressão de ACTH, sugerindo hipercortisolismo ACTH-independente.

I. Qual a suspeita diagnóstica? (0,25 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,1 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,05 pontos)
IV. Qual o tratamento de escolha? (0,1 pontos)





RATING: 2.92

I. Suspeita diagnóstica

  • A síndrome de Cushing engloba todos os sinais e sintomas decorrentes da exposição crônica a glicocorticoides em excesso, independentemente da origem. (0,05 p)
  • Na avaliação de pacientes com suspeita de síndrome de Cushing, o principal diagnóstico diferencial é a obesidade. (0,05 p)
  • Determinados sinais e sintomas específicos permitem distinguir a síndrome de Cushing da obesidade simples: facilidade para formação de hematomas. (0,05 p)
  • Fraqueza muscular. (0,05 p)
  • Hipertensão arterial. (0,05 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada

  • Posteriormente identificaram-se tumores suprarrenais como causa direta. (0,05 p)
  • Causas suprarrenais incluem adenoma. (0,05 p) Subtotal II = 0,10 p

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

  • Na avaliação de pacientes com suspeita de síndrome de Cushing permite identificar a origem adrenal pela identificação de tumores suprarrenais como causa direta. (0,05 p) Subtotal III = 0,05 p

IV. Tratamento

  • Para adenoma: adrenalectomia unilateral laparoscópica (cura de 100 %). (0,025 p)
  • Reposição temporária de glicocorticoide até recuperação da suprarrenal contralateral. (0,025 p)
  • Esquema de manejo pós-operatório de adrenalectomia (qualquer indicação): dose de estresse imediata (hidrocortisona 100 mg IV 8/8h por 24h). (0,025 p)
  • Redução gradual para reposição fisiológica. (0,025 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.92)




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