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PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IMUNE (ÁREA DE PEDIATRIA)

A púrpura trombocitopênica imune é caracterizada por plaquetopenia isolada que ocorre sem um fator precipitante específico. Geralmente é uma doença aguda associada mais comumente a uma infecção e tem evolução autolimitada.
É uma das principais causas de distúrbios hemorrágicos adquiridos na infância, e uma das grandes emergências hematológicas.
Tem um tratamento específico e raramente ocorrem sangramentos letais, mesmo com uma quantidade muito baixa de plaquetas, porém o atraso no diagnóstico e na instituição dos cuidados adequados podem levar a uma evolução catastrófica para alguns casos.

OBJETIVA: (1236724 votos)..........97.4% das questões objetivas receberam votos.
No contexto do estadiamento e da estratificação de risco do câncer de próstata, considere as seguintes afirmações. Qual delas está CORRETA?
A. A classificação de risco proposta por D´Amico baseia-se exclusivamente nos valores de PSA e escore de Gleason, desconsiderando os achados do toque retal
B. Exames de imagem como ultrassonografia e tomografia computadorizada são recomendados de forma isolada para a tomada de decisão terapêutica devido à sua alta acurácia no estadiamento patológico
C. A ressonância magnética é útil na identificação de regiões suspeitas para orientar biópsia transretal em casos de PSA elevado com biópsia prévia negativa e permite detectar sinais de extensão extracapsular como obliteração do ângulo retoprostático, irregularidade da cápsula e assimetria dos feixes neurovasculares
D. Em homens de alto risco, a tomografia computadorizada com emissão de pósitrons substitui rotineiramente a cintilografia óssea como método inicial de investigação de doença metastática óssea
E. O estadiamento patológico possui menor importância prognóstica que o clínico em tumores considerados localizados

  RATING: 2.46

No contexto do estadiamento e da estratificação de risco do câncer de próstata, considere as seguintes afirmações. Qual delas está CORRETA?

A. A classificação de risco proposta por D´Amico baseia-se exclusivamente nos valores de PSA e escore de Gleason, desconsiderando os achados do toque retal
INCORRETO: A classificação de D´Amico incorpora explicitamente três variáveis — resultado do toque retal, valor do PSA e escore de Gleason — para definir os grupos de baixo risco (PSA < 10 ng/mL, Gleason ≤ 6 e ≤ T2a), intermediário (PSA 10-20 ng/mL ou Gleason 7 ou T2b) e alto risco (PSA > 20 ng/mL ou Gleason ≥ 8 ou ≥ T2c), permitindo melhor orientação quanto à probabilidade de cura e ao prognóstico.
B. Exames de imagem como ultrassonografia e tomografia computadorizada são recomendados de forma isolada para a tomada de decisão terapêutica devido à sua alta acurácia no estadiamento patológico
INCORRETO : A ultrassonografia e a tomografia computadorizada não apresentam acurácia suficiente para avaliar o estadiamento patológico nem para predizer o comportamento biológico da doença, razão pela qual não devem ser utilizadas de forma isolada na tomada de decisão terapêutica; nomogramas validados que combinam PSA, Gleason da biópsia e achados do toque retal são preferíveis para predição do estádio patológico.
C. A ressonância magnética é útil na identificação de regiões suspeitas para orientar biópsia transretal em casos de PSA elevado com biópsia prévia negativa e permite detectar sinais de extensão extracapsular como obliteração do ângulo retoprostático, irregularidade da cápsula e assimetria dos feixes neurovasculares
CORRETO : A ressonância magnética multiparamétrica oferece maior acurácia no diagnóstico e no estadiamento do câncer de próstata, permitindo identificar regiões suspeitas que orientam a realização de biópsia transretal, especialmente em pacientes com PSA elevado e biópsia prévia negativa. Além disso, detecta com precisão sinais sugestivos de extensão extracapsular, incluindo obliteração do ângulo retoprostático, irregularidade da cápsula prostática e assimetria dos feixes neurovasculares, contribuindo para a definição do estadiamento clínico (cT3a) e influenciando a escolha terapêutica.
D. Em homens de alto risco, a tomografia computadorizada com emissão de pósitrons substitui rotineiramente a cintilografia óssea como método inicial de investigação de doença metastática óssea
INCORRETO : A cintilografia óssea continua sendo o exame inicial de escolha para investigação de metástases ósseas em pacientes de alto risco, especialmente com PSA acima de 20 ng/mL; a tomografia com emissão de pósitrons, embora demonstre acurácia superior, ainda não está disponível de forma rotineira e a ressonância magnética, apesar de superior na coluna vertebral, pode deixar de diagnosticar lesões fora do esqueleto axial.
E. O estadiamento patológico possui menor importância prognóstica que o clínico em tumores considerados localizados
INCORRETO : Os tumores clinicamente localizados, o estadiamento patológico constitui o fator prognóstico de maior importância, superando o estadiamento clínico; o exame físico (toque retal) e os exames de imagem apresentam subjetividade e baixa sensibilidade, enquanto a análise histopatológica da peça cirúrgica fornece dados definitivos sobre margens, invasão extracapsular e acometimento de vesículas seminais.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.46)

DISCURSIVA: (189504 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discorra teoricamente sobre aspectos morfopatológicos, citológicos e de prevenção do bócio multinodular atóxico.

  1. Descreva os principais padrões histológicos dos nódulos presentes no bócio multinodular atóxico. (0,1 pontos)
  2. Explique o papel e os critérios de indicação da punção aspirativa por agulha fina (PAAF). (0,1 pontos)
  3. Aborde o risco de malignização e os fatores que o elevam. (0,1 pontos)
  4. Discuta as bases teóricas do tratamento clínico com levotiroxina. (0,1 pontos)
  5. Explique as estratégias de prevenção em áreas de deficiência de iodo. (0,1 pontos)


RATING: 3.15

Discorra teoricamente sobre aspectos morfopatológicos, citológicos e de prevenção do bócio multinodular atóxico.

  1. Descreva os principais padrões histológicos dos nódulos presentes no bócio multinodular atóxico. (0,1 pontos)
  2. Explique o papel e os critérios de indicação da punção aspirativa por agulha fina (PAAF). (0,1 pontos)
  3. Aborde o risco de malignização e os fatores que o elevam. (0,1 pontos)
  4. Discuta as bases teóricas do tratamento clínico com levotiroxina. (0,1 pontos)
  5. Explique as estratégias de prevenção em áreas de deficiência de iodo. (0,1 pontos)

1. Os nódulos são predominantemente de natureza coloide, com folículos dilatados e conteúdo gelatinoso. (0,05 p)
Podem apresentar áreas de hiperplasia, degeneração cística, fibrose, hemorragia antiga e calcificações distróficas. (0,05 p)
2. A PAAF está indicada nos nódulos com características ultrassonográficas suspeitas (hipoecogenicidade, microcalcificações, margens irregulares ou vascularização central). (0,05 p)
O resultado é classificado segundo o sistema de Bethesda, orientando a conduta subsequente. (0,05 p)
3. O risco global de malignização é baixo, estimado em cerca de 4 a 5 % dos casos. (0,05 p)
Fatores que elevam esse risco incluem nódulo único predominante, crescimento rápido e presença de microcalcificações. (0,05 p)
4. O tratamento com levotiroxina visa a supressão parcial do TSH, reduzindo o estímulo hiperplásico sobre o tecido residual. (0,05 p)
É teoricamente mais indicado em pacientes jovens com nódulos de pequeno volume e função tireoidiana normal. (0,05 p)

5. A principal estratégia preventiva é a iodação universal do sal de consumo humano. (0,05 p) Programas de suplementação de iodo em populações de risco reduzem a incidência de bócio multinodular atóxico a longo prazo. (0,05 p)

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR -  BÓCIO MULTINODULAR ATOXICO

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.15)

CASO CLINICO: (221740 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Os pais trouxeram na UPA um bebe de 2 meses que estava dormindo no quarto porque acharam um morcego no mesmo ambiente que o bebe estava dormindo. Não se sabe se houve contato com esse morcego ou não. Não há nenhum tipo de sinais de arranhão, mordida ou picada. A criança está muito bem no momento. Os pais não conseguiram capturar o morcego.
1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?.................0,08 pontos
2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentam...........0,12 pontos
3) Qual é a conduta terapêutica e profilatica mais eficiente sugerida?.................0,15 pontos
4) Quais são as medidas complementares obrigatórias? .....................................0,15 pontos





RATING: 2.99

1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?

  • Exposição potencial/duvidosa ao vírus rábico por adentramento de morcego em ambiente de sono de lactente (categoria III ou equivalente em protocolo de risco). (0,04 p)
  • Acidente grave por morcego não capturado (não se pode realizar observação ou exame laboratorial do animal). (0,04 p)

2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentem.

  • Sim, é situação de risco elevado (evidência nível A – mortalidade da raiva humana ≈ 100% após início de sintomas). (0,03 p)
  • Razão epidemiológica: Mordidas de morcego são frequentemente imperceptíveis; lactentes não relatam contato; transmissão saliva-órgão neural é altamente eficiente. (0,03 p)
  • Razão de decisão clínica: Risco-benefício da profilaxia pós-exposição (PPE) é extremamente favorável (eficácia > 99% quando iniciada precocemente); não há “janela segura” de observação quando o animal não é capturado. (0,03 p)
  • Princípio MBE: Prevenção primária de doença letal em cenário de incerteza diagnóstica justifica intervenção imediata (regra “better safe than sorry” em raiva). (0,03 p)

3) Qual é a conduta terapêutica e profilática mais eficiente sugerida?

  • Conduta de escolha: Profilaxia pós-exposição (PPE) completa e imediata – soro anti-rábico humano (SAR) + vacina anti-rábica inativada. (0,05 p)
  • Dose de imunoglobulina: SAR 40 UI/kg (ou IGHR 20 UI/kg se disponível), com infiltração máxima possível no local de possível inoculação (mesmo sem lesão visível, infiltrar em região de maior probabilidade – ex.: face/cabeça) e o restante intramuscular em local distante. (0,05 p)
  • Esquema vacinal para lactente: Vacina anti-rábica intramuscular em vasto lateral da coxa – dias 0, 3, 7, 14 e 28 (esquema de 5 doses para imunocompetentes < 2 anos). (0,05 p)

4) Quais são as medidas complementares obrigatórias?

  • Notificação compulsória imediata ao serviço de vigilância epidemiológica (SINAN) – caso de exposição a morcego. (0,03 p)
  • Orientação aos pais: Monitoramento clínico rigoroso do lactente (sinais prodômicos de raiva) por 90 dias; retorno imediato à UPA se febre, irritabilidade, hidrofobia ou paresia.  (0,03 p)
  • Higienização rigorosa de todo o corpo do bebê com água e sabão (mesmo sem lesão aparente), higienização do ambiente: limpeza do quarto com água e sabão + desinfecção com hipoclorito (mesmo sem lesão no bebê).  (0,03 p)
  • Notificação imediata à Vigilância Epidemiológica municipal/estadual (formulário de atendimento antirrábico).  (0,03 p)
  • Monitorização clínica por 10-14 dias (qualquer alteração neurológica → hospital de referência).  (0,03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.99)




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