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DOENÇA DE REFLUXO GASTRO-ESOFAGICO (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A D.R.G.E. é qualquer condição sintomática ou alteração anatômica causada pelo refluxo de material nocivo do estômago para o esôfago. Está entre as mais freqüentes doenças do trato gastrointestinal superior  e é de caráter recidivante. A pirose è o principal sintoma e devido à auto medicação com anti-acidos estes dados são de difícil avaliação em todo o mundo, estima-se que 7% da população tem pirose  diariamente;  14% tem pirose 01 vez por semana; 44% tem pirose 01 vez por mês e 90% tem pirose 01 vez por ano, somando-se a essa prevalência, o esôfago de Barret (complicação da D.R.G.E.) está implicado na gênese do adenocarcinoma do esôfago.

OBJETIVA: (1400373 votos)..........95.39% das questões objetivas receberam votos.
Um menino de 9 anos, há 4 dias com diarreia semilíquida, sem vômitos, apresenta dor torácica referida como facada, que aumenta ao deitar e piora na inspiração, melhorando ao sentar e se inclinado para frente. Exame físico: bulhas cardíacas abafadas e taquicardia, restante sem alterações. Radiografia de tórax: normal. Ecocardiograma: efusão pericárdica. O tratamento mais adequado envolve:
A. anti-inflamatório não esteroide
B. pericardiocentese
C. corticosteroides
D. pericardiectomia
E. antibioticoterapia de amplo espectro

  RATING: 3.06

Um menino de 9 anos, há 4 dias com diarreia semilíquida, sem vômitos, apresenta dor torácica referida como facada, que aumenta ao deitar e piora na inspiração, melhorando ao sentar e se inclinado para frente. Exame físico: bulhas cardíacas abafadas e taquicardia, restante sem alterações. Radiografia de tórax: normal. Ecocardiograma: efusão pericárdica. O tratamento mais adequado envolve:

A. anti-inflamatório não esteroide
CORRETO: alternativa A está correta porque o quadro clínico descrito corresponde a pericardite aguda, provavelmente de etiologia viral ou pós-infecciosa (associada à diarreia recente sugestiva de enterovírus ou outro agente), com efusão pericárdica de pequeno a moderado volume sem sinais de tamponamento; o tratamento de primeira linha em crianças, conforme diretrizes pediátricas, consiste em anti-inflamatórios não esteroides em doses anti-inflamatórias associado a repouso, com excelente resposta e resolução na maioria dos casos.
B. pericardiocentese
INCORRETO : A pericardiocentese está indicada apenas em efusões com tamponamento cardíaco (hipotensão, pulsus paradoxus, grande cardiomegalia na radiografia) ou quando há suspeita de pericardite purulenta com necessidade de drenagem e análise do líquido; aqui o ecocardiograma confirma efusão sem instabilidade hemodinâmica e a radiografia de tórax é normal, tornando o procedimento desnecessário e com riscos evitáveis.
C. corticosteroides
INCORRETO : Os corticosteroides são reservados para casos refratários aos anti-inflamatórios não esteroides, pericardites recorrentes ou de causa autoimune/reumática; seu uso precoce em pericardite idiopática ou viral aumenta o risco de recidiva e prolonga a evolução, não sendo opção de primeira linha.
D. pericardiectomia
INCORRETO : A pericardiectomia é procedimento cirúrgico reservado para pericardite constritiva crônica com fibrose e restrição diastólica persistente, condição que não se aplica ao quadro agudo de poucas semanas de evolução com efusão pericárdica.
E. antibioticoterapia de amplo espectro
INCORRETO : A antibioticoterapia de amplo espectro seria apropriada em pericardite purulenta bacteriana (geralmente com febre alta, toxemia e pus no pericárdio), mas o histórico de diarreia semilíquida sem outros sinais sistêmicos aponta para etiologia viral, tornando antimicrobianos desnecessários e sem benefício.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

DISCURSIVA: (196174 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Um lactente de seis meses de idade chega ao consultório para um exame de puericultura. Há pouco tempo sua família mudou-se da Turquia para Brasil. As histórias médica e familiar não são significativas, exceto pelo fato de que ele se alimenta apenas com leite de cabra. Ao exame clínico, o bebê apresenta-se aparentemente saudável
1) Que problema hematologico tem maior probabilidade de desenvolvimento? - 0,25 p
2) Que preocupações não hematológicas são consideradas em um lactente que se alimenta de leite de cabra? - 0,25 p


RATING: 3.57

Um lactente de seis meses de idade chega ao consultório para um exame de puericultura. Há pouco tempo sua família mudou-se da Turquia para Brasil. As histórias médica e familiar não são significativas, exceto pelo fato de que ele se alimenta apenas com leite de cabra. Ao exame clínico, o bebê apresenta-se aparentemente saudável
1) Que problema hematologico tem maior probabilidade de desenvolvimento? - 0,25 p
2) Que preocupações não hematológicas são consideradas em um lactente que se alimenta de leite de cabra? - 0,25 p

1) Que problema hematologico tem maior probabilidade de desenvolvimento?
Criança com seis meses de idade alimenta-se apenas com leite de cabra.
Complicações prováveis: Anemia megaloblástica devido à deficiência em ácido folico ou em vitamina B12 0,25 p
2) Que preocupações não hematológicas são consideradas em um lactente que se alimenta de leite de cabra?
Outras considerações: Brucelose, no caso de o leite não ser pasteurizado. 0,25 p

FONTE:

Casos Clínicos em Pediatria Toy, Girardet, Hormann, Lahoti, McNeese, Sanders, Yetman p75

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.57)

CASO CLINICO: (228280 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
B..S. – Com seis anos, nascida na periferia da cidade, feminina, negra. Levada ao hospital com encaminhamento do Odontólogo relatando alteração dentária sugestiva e portando exames laboratoriais onde o VDRL encontrava-se positivo 1:32. Imediatamente internada para investigação.

A mãe, do lar, de pouca escolaridade, tem outros três filhos sendo 2 do mesmo pai. A avó materna é HIV positiva e moram em casa de alvenaria com água e esgoto. A criança nasceu de parto normal, com 2950 g e 50 cm ficando internada por cinco dias para fototerapia, não sendo realizado VDRL. O pré-natal foi realizado inadequadamente.

O exame físico mostrou criança ativa, em bom estado geral, corada, hidratada, acianótica, anictérica, eupnéica, sem déficit ponderal ou de estatura, desenvolvimento físico e psicomotor compatíveis com a idade. O exame dos sistemas neurológico, cardiovascular, respiratório, abdome e membros eram normais. A cavidade oral exibia os incisivos centrais e superiores, em serrilhado típico (dentes de Hutchinson) e molares em amora, sendo observado um mal estado dentário.

 

1) Trata-se de sifilis congênita neste caso? Quais são os pontos de apoio para esse diagnóstico? - 0,25 pontos;

2) Qual é a atitude terapêutica a ser tomada imediatamente? - 0,25 pontos;




RATING: 3.12

1) Trata-se de sifilis congênita neste caso? Quais são os pontos de apoio para esse diagnóstico? - 0,25 pontos;

Caso confirmado: quando o T. pallidum ou seu material genético é constatado fisicamente em amostras de lesões, líquido amniótico, cordão umbilical ou de tecidos oriundos da necropsia
Caso presuntivo: quando pelo menos um dos seguintes parâmetros está presente:
I) RN ou criança cuja mãe contaminada não tenha sido tratada ou o foi de forma inadequada;
II) RN ou criança exibindo teste treponêmico positivo e algumas das seguintes alterações: evidência de sífilis congênita ao exame físico; alterações radiológicas; VDRL positivo no líquor; elevado conteúdo de proteínas ou leucocitose no líquor, na ausência de outras causas; IgM positiva para lues
III) Natimorto sifilítico – morte fetal ocorrida em gestação de mais de 20 semanas ou feto com peso superior a 500g, nascido de mãe com sífilis não tratada ou inadequadamente tratada.

Os fatores de risco mais comumente associados a sífilis congênita:

  • falta de atendimento pré-natal
  • abuso de cocaína
  • prostituição
  • contato sexual desprotegido
  • comercialização do sexo por drogas
  • cuidados pré-natais inadequados

2) Qual é a atitude terapêutica a ser tomada imediatamente? - 0,25 pontos;

  1. Penicilina cristalina, em infusão venosa, na dose de 150.000 U/kg/dia divididos em 6 tomadas durante 14 dias. 
  2. Penicilina benzatina 7.200.000UI, IM, em três doses semanais de 2.400.000 UI

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.12)




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