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A CIRURGIA DO BAÇO (ÁREA DE CIRURGIA)

A artéria esplénica divide-se em vários ramos dentro do ligamento esplenorrenal antes de penetrar no hilo esplénico, onde se ramificam novamente nestas trabéculas conforme penetram na polpa esplénica.

POLPA BRANCA: uma bainha de tecido linfático que acompanha os vasos e os seus ramos até que eles se dividem em capilares. São estas bainhas linfáticas que compõem a polpa branca do baço e que ficam intercaladas ao longo dos vasos arteriolares como folículos linfáticos.

ZONA MARGINAL: A interface entre a polpa branca a polpa vermelha é conhecida como a zona marginal.

POLPA VERMELHA: Conforme as arteríolas perdem as suas bainhas de tecido linfático, elas atravessam a zona marginal e penetram na polpa vermelha, que é composta de vasos sanguíneos de ramificações grandes, paredes finas chamados seios esplénicos sinusóides, e placas finas de tecido celular que compõem os cordões esplénicos.

OBJETIVA: (1225777 votos)..........98.26% das questões objetivas receberam votos.
Reduz significativamente a mortalidade por diarreia a imunização contra:
A. febre amarela
B. haemophilus
C. sarampo
D. rubéola
E. catapora

  RATING: 3.04

Reduz significativamente a mortalidade por diarreia a imunização contra:

A. febre amarela
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. haemophilus
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. sarampo
CORRETO : A imunização contra o sarampo reduz significativamente a mortalidade por diarreia e deverá ser feita a partir dos 12 meses de idade.
D. rubéola
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. catapora
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.04)

DISCURSIVA: (188646 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Quais são as complicações mais comuns associadas ao divertículo e como elas afetam cada camada da parede do cólon?
(II) Quais camadas da parede do cólon estão envolvidas no divertículo?
(III) Quais são os sinais e sintomas que indicam a presença de complicações relacionadas ao divertículo?


RATING: 3.14

(I) Quais são as complicações mais comuns associadas ao divertículo e como elas afetam cada camada da parede do cólon?
(II) Quais camadas da parede do cólon estão envolvidas no divertículo?
(III) Quais são os sinais e sintomas que indicam a presença de complicações relacionadas ao divertículo?

(I) Quais são as complicações mais comuns associadas ao divertículo e como elas afetam cada camada da parede do cólon?
As complicações mais comuns associadas ao divertículo incluem:
☉ Diverticulite: Inflamação do divertículo que pode causar dor abdominal e febre. Afeta principalmente a mucosa e a submucosa, levando a inflamação e infecção. (0,025 p);
☉ Perfuração: Pode ocorrer se a inflamação for grave, resultando em um buraco na parede do cólon. Isso afeta todas as camadas, especialmente a camada muscular e a serosa, podendo levar a peritonite. (0,025 p);
☉ Hemorragia: Sangramento do divertículo, geralmente devido à erosão de vasos sanguíneos na submucosa. (0,025 p);
☉ Abscesso: Formação de pus ao redor do divertículo inflamado, afetando a serosa e os tecidos adjacentes. (0,025 p);
☉ Fístulas: Conexões anormais entre o cólon e outros órgãos, resultantes de inflamação crônica que pode envolver todas as camadas da parede do cólon. (0,025 p);

(II) Quais camadas da parede do cólon estão envolvidas no divertículo?
No divertículo de pulsão, as camadas envolvidas da parede do cólon são a mucosa (0,025 p); e a submucosa (0,025 p);, que se projetam através da camada muscular (0,025 p); e são recobertas pela serosa (0,025 p);.

(III) Quais são os sinais e sintomas que indicam a presença de complicações relacionadas ao divertículo?
Os sinais e sintomas que podem indicar complicações relacionadas ao divertículo incluem:
☉ Dor abdominal: Geralmente localizada no quadrante inferior esquerdo. (0,025 p);
☉ Febre: Indicativa de infecção ou inflamação (diverticulite). (0,025 p);
☉ Sangramento retal: Pode ser um sinal de hemorragia diverticular. (0,025 p);
☉ Alterações nos hábitos intestinais: Como constipação ou diarreia. (0,025 p);
☉ Náuseas e vômitos: Podem ocorrer em casos de obstrução ou inflamação severa. (0,025 p);
☉ Sensibilidade abdominal: Ao toque, especialmente no local do divertículo. (0,025 p);
☉ Distensão abdominal: Inchaço devido à inflamação ou obstrução. (0,025 p);
☉ Sintomas de peritonite: Como dor intensa e difusa (0,025 p);, rigidez abdominal (0,025 p); e sinais de choque (0,025 p);, em casos de perfuração. (0,025 p);

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.14)

CASO CLINICO: (220885 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Mulher de 35 anos, tabagista (20 maços-ano), previamente hígida, procura atendimento com quadro de 7 meses de evolução caracterizado por perda ponderal de 14 kg (apesar de apetite preservado), palpitações, intolerância ao calor, tremor fino de extremidades, sudorese excessiva, irritabilidade e evacuações amolecidas frequentes. Há 3 meses notou proptose bilateral progressiva, diplopia intermitente, lacrimejamento, fotofobia e edema periorbitário. Há 15 dias refere diminuição da acuidade visual no olho direito e dor retro-ocular. Nega uso de medicamentos ou contraste iodado recente.

Ao exame físico: PA 145 × 85 mmHg, FC 118 bpm (ritmo regular), temperatura 37,4 °C. Bócio difuso grau II, superfície lisa, frêmito e sopro sistólico sobre a glândula. Exoftalmia bilateral (Hertel 25 mm OD / 24 mm OE), restrição importante dos movimentos oculares (principalmente elevação e abdução), sinal de von Graefe positivo, quemose e hiperemia conjuntival. Fundo de olho: edema de disco óptico à direita. Lesões eritematosas, induradas e não depressíveis na região pré-tibial bilateral. Tremor fino distal e hiper-reflexia.

Exames laboratoriais iniciais: TSH < 0,01 mUI/L; T4 livre 5,1 ng/dL (VR 0,7–1,8); T3 total 345 ng/dL; TRAb (anticorpos antirreceptor de TSH) fortemente positivo (28 UI/L; VR < 1,75); anti-TPO positivo em título moderado. Ultrassonografia tireoidiana: glândula difusamente aumentada, hipoecogênica e com hipervascularização intensa ao Doppler. TC de órbitas: aumento volumoso dos músculos extraoculares (especialmente reto medial e inferior) com compressão apical do nervo óptico à direita (crowding apical).

O caso configura doença de Graves com hipertireoidismo clinicamente grave, orbitopatia de Graves ameaçadora da visão (neuropatia óptica distireóidea) e dermopatia tireoidiana.

(I) Qual o diagnóstico sindrômico e etiológico principal e qual o mecanismo fisiopatológico central envolvido? (0,11 pontos)
(II) Quais os principais exames confirmatórios e quais os achados laboratoriais e de imagem esperados neste contexto? (0,11 pontos)
(III) Como se classifica a gravidade e a atividade da orbitopatia neste paciente e qual a conduta terapêutica inicial prioritária diante da ameaça visual? (0,12 pontos)
(IV) Quais são as três modalidades clássicas de tratamento do hipertireoidismo na doença de Graves e qual a opção preferencial neste cenário específico de orbitopatia grave ativa?  (0,08 pontos)
(V) Quais fatores de risco modificáveis e medidas adjuvantes devem ser rigorosamente abordados no manejo global deste caso? (0,08 pontos)





RATING: 3.15

(I) Diagnóstico: Doença de Graves com hipertireoidismo autoimune + orbitopatia de Graves + dermopatia tireoidiana (0,03 p).
Mecanismo central: produção de autoanticorpos agonistas (TRAb) que se ligam e ativam constitutivamente o receptor de TSH nos tireócitos, gerando hiperplasia e hiperfunção glandular independente do eixo hipofisário (0,04 p).
Os mesmos autoanticorpos reconhecem antígenos compartilhados em fibroblastos orbitários e dérmicos, desencadeando inflamação, produção de glicosaminoglicanos e expansão tecidual (0,04 p).
(II) Confirmação laboratorial clássica: TSH suprimido + T4 livre e/ou T3 elevados + TRAb positivo (padrão-ouro diagnóstico) (0,03 p).
Exames complementares de suporte: ultrassonografia com Doppler (glândula difusa hipervascularizada) e, quando necessário, cintilografia (captação difusa elevada) (0,04 p).
Imagem orbitária (TC ou RM): aumento dos músculos extraoculares com compressão apical do nervo óptico (0,04 p).
(III) Classificação: orbitopatia moderada a grave e ativa (EUGOGO), com ameaça à visão por neuropatia óptica distireóidea (0,04 p).
Conduta prioritária imediata: glicocorticoides intravenosos em altas doses (metilprednisolona EV em esquema semanal ou diário conforme gravidade) sob supervisão especializada (0,04 p).
Avaliação multidisciplinar urgente (endocrinologia + oftalmologia) e consideração de descompressão orbitária se não houver resposta rápida (0,04 p).
(IV) Três modalidades clássicas: (1) drogas antitireoidianas (metimazol ou propiltiouracil), (2) iodo radioativo e (3) tireoidectomia (0,04 p).
No cenário de orbitopatia grave ativa, preferência por drogas antitireoidianas para controle do hipertireoidismo, evitando iodo radioativo (que pode agravar a orbitopatia) até estabilização da doença ocular (0,04 p).
(V) Fator de risco modificável principal e obrigatório: cessação completa e imediata do tabagismo (piora significativa da orbitopatia) (0,04 p).
Medidas adjuvantes: controle rigoroso da função tireoidiana, proteção ocular local (lubrificantes, oclusão noturna se necessário), selenium em áreas deficientes e abordagem multidisciplinar continuada (0,04 p).


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.15)




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