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Existem boas evidências de que uma mulher que gerou um bebê com defeito do tubo neural pode reduzir substancialmente o risco de recidiva com a ingestão de suplementação em ácido fólico. A quantidade indicada para essa mulher seria:
A. 0,4 mg
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. 0,8 mg
INCORRETO : Nas mulheres sem criança previamente afetada, a quantidade indicada é de 0,8 mg por dia, imediatamente antes da concepção e durante as primeiras semanas do fechamento do tubo neural.
C. 1,0 mg
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. 4 mg
CORRETO : Num estudo prospectivo randomizado de mulheres com criança previamente afetada, o risco de recorrência de defeito no tubo neural caiu cerca de 72% nas mulheres que faziam uso de 4 mg de ácido fólico por dia.
E. 8 mg
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: D
RATING: 3.02 ![]()
FONTE:
Paciente do sexo feminino, 32 anos, previamente hígida, procura o pronto-socorro com queixa de perda ponderal de 8 kg em 2 meses, apesar de apetite preservado, palpitações, intolerância ao calor, tremor fino de extremidades, sudorese excessiva e irritabilidade. Refere ainda diplopia intermitente e sensação de “olhos saltados” há 3 semanas. É tabagista (15 maços-ano) e nega uso de medicações contínuas.
Ao exame físico: PA 148 × 78 mmHg, FC 112 bpm, ritmo regular; bócio difuso, indolor, sem nódulos palpáveis; tremor fino distal; pele quente e úmida; retração palpebral bilateral, edema periorbitário e proptose moderada (exoftalmia de 22 mm à direita e 21 mm à esquerda). Não há sinais de mixedema pré-tibial. Exames laboratoriais iniciais: TSH < 0,01 mUI/L, T4 livre 4,8 ng/dL (VR 0,7–1,8), T3 total 320 ng/dL (VR 80–200). Ultrassonografia de tireoide mostra glândula difusamente aumentada, hipoecogênica, com vascularização aumentada (“inferno tireoidiano”). Cintilografia com iodo-131 revela captação difusa e aumentada.
A paciente é internada para estabilização. Durante a avaliação oftalmológica especializada, identifica-se atividade moderada de oftalmopatia de Graves (CAS 4/7). Após discussão multiprofissional, inicia-se tratamento.
Com base no caso acima, responda às questões a seguir:
(I) Diagnóstico sindrômico e etiológico
(II) Achados confirmatórios da etiologia autoimune
(III) Conduta terapêutica inicial
(IV) Classificação e conduta da oftalmopatia
(V) Fatores de risco e orientação
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