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ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

Doença causada por Schistosoma mansoni e adquirida por contato com coleções hídricas.

A amplitude da doença: manifestações clínicas, desde quadros intestinais leves até quadros severos de hipertensão porta ou pulmonar, podendo levar à morte. Hoje, as formas graves são mais raros, por causa das drogas terapêuticas mais eficazes e com menos efeitos colaterais.
É importante ressaltar o surgimento de focos urbanos da doença nas últimas décadas.

OBJETIVA: (1221817 votos)..........98.97% das questões objetivas receberam votos.
São sinais de mau prognostico em coqueluche:
A. tosse paroxística, vômito após a tosse e cianose
B. sorotipo gram-negativo de Bordetella
C. leucócitos acima de 50.000 células/mm3
D. resistência á eritromicina
E. linfocitose absoluta > 10.000 linfócitos/mm3

  RATING: 2.95

São sinais de mau prognostico em coqueluche:

A. tosse paroxística, vômito após a tosse e cianose
INCORRETO: tosse paroxística, vômito após a tosse e cianose são, na verdade, os sintomas clássicos de coqueluche
B. sorotipo gram-negativo de Bordetella
INCORRETO : A B. pertussis é um cocobacilo Gram-negativo
C. leucócitos acima de 50.000 células/mm3
CORRETO : leucócitos acima de 50.000 células/mm3 são um dos sinais de alarme para um mau prognóstico.
D. resistência á eritromicina
INCORRETO : em caso de resistência á eritromicina o tratamento eletivo é com sulfametoxazol-trimetoprima
E. linfocitose absoluta > 10.000 linfócitos/mm3
INCORRETO : linfocitose absoluta > 10.000 linfócitos/mm3 é um dos critérios clinico de diagnóstico, mas não é critério de gravidade

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

DISCURSIVA: (188095 votos) ..........98.31% das questões discursivas receberam votos.

Discorra teoricamente sobre aspectos morfopatológicos, citológicos e de prevenção do bócio multinodular atóxico.

  1. Descreva os principais padrões histológicos dos nódulos presentes no bócio multinodular atóxico. (0,1 pontos)
  2. Explique o papel e os critérios de indicação da punção aspirativa por agulha fina (PAAF). (0,1 pontos)
  3. Aborde o risco de malignização e os fatores que o elevam. (0,1 pontos)
  4. Discuta as bases teóricas do tratamento clínico com levotiroxina. (0,1 pontos)
  5. Explique as estratégias de prevenção em áreas de deficiência de iodo. (0,1 pontos)


RATING: 3.12

Discorra teoricamente sobre aspectos morfopatológicos, citológicos e de prevenção do bócio multinodular atóxico.

  1. Descreva os principais padrões histológicos dos nódulos presentes no bócio multinodular atóxico. (0,1 pontos)
  2. Explique o papel e os critérios de indicação da punção aspirativa por agulha fina (PAAF). (0,1 pontos)
  3. Aborde o risco de malignização e os fatores que o elevam. (0,1 pontos)
  4. Discuta as bases teóricas do tratamento clínico com levotiroxina. (0,1 pontos)
  5. Explique as estratégias de prevenção em áreas de deficiência de iodo. (0,1 pontos)

1. Os nódulos são predominantemente de natureza coloide, com folículos dilatados e conteúdo gelatinoso. (0,05 p)
Podem apresentar áreas de hiperplasia, degeneração cística, fibrose, hemorragia antiga e calcificações distróficas. (0,05 p)
2. A PAAF está indicada nos nódulos com características ultrassonográficas suspeitas (hipoecogenicidade, microcalcificações, margens irregulares ou vascularização central). (0,05 p)
O resultado é classificado segundo o sistema de Bethesda, orientando a conduta subsequente. (0,05 p)
3. O risco global de malignização é baixo, estimado em cerca de 4 a 5 % dos casos. (0,05 p)
Fatores que elevam esse risco incluem nódulo único predominante, crescimento rápido e presença de microcalcificações. (0,05 p)
4. O tratamento com levotiroxina visa a supressão parcial do TSH, reduzindo o estímulo hiperplásico sobre o tecido residual. (0,05 p)
É teoricamente mais indicado em pacientes jovens com nódulos de pequeno volume e função tireoidiana normal. (0,05 p)

5. A principal estratégia preventiva é a iodação universal do sal de consumo humano. (0,05 p) Programas de suplementação de iodo em populações de risco reduzem a incidência de bócio multinodular atóxico a longo prazo. (0,05 p)

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR -  BÓCIO MULTINODULAR ATOXICO

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.12)

CASO CLINICO: (220341 votos)..........99.04% dos casos clinicos receberam votos.

Uma senhora de 66 anos, hipertensa e diabética, refere palpitações e cansaço aos esforços há cerca de 3 meses. Há quase um ano vem em uso de clortalidona 25 mg/dia + lisinopril 5 mg/dia + glibenclamida 10 mg/dia, mantendo um controle adequado da pressão arterial e das glicemias (sic). Ao exame, PA = 138 x 86 mmHg, FC = 154 bpm, eupnêica, corada, hidratada, anictérica, ritmo cardíaco irregular, em 2 tempos, com sopro sistólico em ponta +2/+6 , murmúrio vesicular universalmente audível, sem ruídos adventícios, abdome e membros inferiores sem alterações dignas de nota. Exame neurológico normal. Fundoscopia: retinopatia hipertensiva grau II. Radiografia de tórax: calcificação da aorta ascendente, área cardíaca normal. Eletrocardiograma (Foto). Ecocardiograma-Doppler: hipertrofia ventricular esquerda leve, átrio esquerdo medindo 4,5 cm, fração de ejeção estimada em 65%, Doppler mitral com sinais de déficit de relaxamento, calcificação anular mitro-aórtica com regurgitação mitral leve.

a) Qual é o diagnóstico eletrocardiográfico principal? (0,05 pontos)
b) Como deverá ficar a receita da paciente neste momento? (0,05 pontos)
c) Caso você optasse por reverter esse quadro. Quais seriam os passos subseqüentes? (0,2 pontos)
d) Se esta paciente apresentasse dor anginosa ou congestão pulmonar no momento desse ECG, qual seria a sua conduta? (0,2 pontos)




RATING: 2.92

a) Qual é o diagnóstico eletrocardiográfico principal?
Fibrilação atrial. (0,05 p)
b) Como deverá ficar a receita da paciente neste momento?
Diltiazem (ou beta-bloqueador ou verapamil) + clortalidona + glibenclamida + warfarina.(0,05 p)
c) Caso você optasse por reverter esse quadro, quais seriam os passos subseqüentes?
CONTROLE DE RITMO: reverter a fibrilação atrial, respeitando o protocolo de anticoagulação pré e pós-reversão. Pré-reversão: cumarínico por 3 semanas ou heparina por 12h (se eco-transesofágico não demonstrar trombo). Pós-reversão: cumarínico por 4 semanas. Manter antiarrítmico profilático (amiodarona em baixa dose) e a terapia antitrombótica crônica (cumarínico, pois esta paciente é de grupo de risco).(0,2 p)
d) Se esta paciente apresentasse dor anginosa ou congestão pulmonar no momento desse ECG, qual seria a sua conduta?
Cardioversão elétrica emergencial. Heparina em bolus, Choque com 100-200 J, anticoagulação pós-reversão (4 semanas de warfarin) e Terapia Antitrombótica Crônica com warfarin (pois a paciente é de grupo de risco).(0,2 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.92)




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