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INGESTÃO DE CAÚSTICOS NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A ingestao de substâncias cáusticas na infância é comum e ainda problema frequente em nosso meio, já que a maioria dos agentes corrosivos encontra-se disponível no domicílio.
A gravidade das lesoes está relacionada ao tipo, quantidade e concentraçao do produto ingerido.
A endoscopia digestiva alta é exame importante para o diagnóstico das lesoes esofágicas e/ou gástricas, assim como para planejamento do tratamento e seguimento do paciente. A apresentaçao clínica é variada e nem sempre se correlaciona com o grau da lesao. Abordagem adequada da criança nas fases aguda e crônica do acidente cáustico é indispensável.

OBJETIVA: (1418872 votos)..........96.03% das questões objetivas receberam votos.
Sobre a redução não-cirúrgica das hernias encarceradas é CORRETO afirmar:
A. O intestino gangrenado é irredutível
B. Na redução não cirúrgica não é necessária preparo algum antes da intervenção
C. Depois da redução manual geralmente o paciente está submetido na cirurgia nas primeiras 6 horas
D. Em caso de falha da redução, espera-se de 24 a 48 horas para uma nova tentativa
E. O risco de recorrência da hernia resolvida cirurgicamente é significativamente elevado

  RATING: 2.97

Sobre a redução não-cirúrgica das hernias encarceradas é CORRETO afirmar:

A. O intestino gangrenado é irredutível
INCORRETO: Foi estabelecido que o intestino gangrenado é irredutível, mas as exceções tornam perigoso confiar nessa regra
B. Na redução não cirúrgica não é necessária preparo algum antes da intervenção
INCORRETO : É obrigatória a instalação de acesso venoso, reidratação e sedação monitorizada
C. Depois da redução manual geralmente o paciente está submetido na cirurgia nas primeiras 6 horas
INCORRETO : Para a realização da cirurgia um tempo de espera de 24 a 48 horas até a resolução do edema é razoável
D. Em caso de falha da redução, espera-se de 24 a 48 horas para uma nova tentativa
INCORRETO : Se a redução falhar é necessária cirurgia de urgência.
E. O risco de recorrência da hernia resolvida cirurgicamente é significativamente elevado
CORRETO : Com frequência o saco herniário é bastante edematoso e friável, e a correção da hérnia pode ser bem difícil. O risco de recorrência é significativamente elevado.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

DISCURSIVA: (198430 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Em relação à Pneumonia do lactente, descreva:
1) Diagnóstico (0,3 pontos)
2) Tratamento (0,2 pontos)


RATING: 3.02

Em relação à Pneumonia do lactente, descreva:
1) Diagnóstico (0,3 pontos)
2) Tratamento (0,2 pontos)

1) Diagnóstico:
  • Clínico (0,05 p)
  • Exame Físico (0,05 p)
  • História da doença (0,05 p)
  • Radiológico - Rx de tórax (0,05 p) com sinais de condensação pulmonar (0,05 p) ou infiltrado intersticial. (0,05 p)
2) Tratamento:
Com antibióticos (0,05 p) – penicilina cristalina (0,05 p) ou ampicilina (0,05 p) ou amoxilina (0,05 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

CASO CLINICO: (230608 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 71 anos, hipertensa e com história de “bócio” multinodular conhecido há mais de 25 anos, é internada por fibrilação atrial de alta resposta ventricular e insuficiência cardíaca descompensada. Refere, há cerca de 10 meses, intolerância ao calor, astenia, fraqueza muscular proximal e perda ponderal de 7 kg, apesar de apetite preservado. Nega orbitopatia ou dermopatia. Ao exame físico: tireoide aumentada de volume, irregular, com múltiplos nódulos palpáveis de consistência firme, sem linfonodomegalia cervical. Laboratório: TSH < 0,005 mU/L, T4 livre 1,9 ng/dL, T3 total normal-alto, TRAb negativo. Ultrassonografia: glândula aumentada, heterogênea, com múltiplos nódulos de até 2,8 cm. Cintilografia com tecnécio-99m: captação heterogênea com várias áreas quentes e frias.

I. Qual o diagnóstico mais provável e quais elementos o diferenciam claramente da Doença de Graves? (0,12 pontos)
II. Descreva a etiopatogenia molecular fundamental dessa condição. (0,12 pontos)
III. Quais são os achados laboratoriais e de imagem decisivos para o diagnóstico? (0,11 pontos)
IV. Qual a conduta terapêutica inicial e definitiva adequada, e qual o prognóstico esperado? (0,15 pontos)





RATING: 3.14

Resposta à questão I: Qual o diagnóstico mais provável e quais elementos o diferenciam claramente da Doença de Graves?

  • Diagnóstico: bócio multinodular tóxico (Doença de Plummer) (0.04 p)
  • Representa a segunda causa mais frequente de hipertireoidismo endógeno, logo após a Doença de Graves (0.03 p)
  • Não há autoimunidade primária, o bócio é nodular e não há oftalmopatia ou dermopatia específicas (0.03 p)
  • TRAb negativo e padrão cintilográfico nodular/heterogêneo (0.02 p)

Resposta à questão II: Descreva a etiopatogenia molecular fundamental dessa condição.

  • Base patogenética principal: mutação pontual somática no gene do receptor do TSH (TSHR) (0.04 p)
  • Presente em 62 a 82% dos casos (mecanismo semelhante no bócio multinodular tóxico) (0.03 p)
  • Ativação constitutiva do receptor → estímulo permanente da proteína Gs → elevação de cAMP (0.03 p)
  • Efeitos simultâneos de hiperfunção e proliferação clonal; no bócio multinodular tóxico as mutações não têm origem monoclonal única (diferentes nódulos podem apresentar mutações distintas) (0.02 p)

Resposta à questão III: Quais são os achados laboratoriais e de imagem decisivos para o diagnóstico?

  • Padrão clássico: supressão do TSH (geralmente < 0,01 mU/L) associada à elevação de T4 livre e/ou T3 (0.03 p)
  • Dosagem de TRAb negativa favorece fortemente o diagnóstico de bócio nodular tóxico (0.02 p)
  • Cintilografia é o exame decisivo: captação heterogênea com áreas de hiper e hipocaptação correspondentes aos nódulos autônomos e ao parênquima residual (0.04 p)
  • Ultrassonografia é indispensável para caracterizar número, tamanho, ecogenicidade e aspectos de suspeição dos nódulos (0.02 p)

Resposta à questão IV: Qual a conduta terapêutica inicial e definitiva adequada, e qual o prognóstico esperado?

  • Drogas antitireoidianas (metimazol) são utilizadas apenas de forma temporária ou em situações especiais, pois não induzem remissão (0.03 p)
  • Tratamento definitivo necessário: radioiodoterapia (30 a 50 mCi para bócio multinodular tóxico) ou cirurgia (tireoidectomia total ou quase total) (0.04 p)
  • Em idosos com comorbidades a radioiodoterapia é excelente opção (0.02 p)
  • Prognóstico excelente quando adequadamente tratado (0.03 p)
  • Após radioiodoterapia o hipotireoidismo é progressivo (cerca de 8% em 1 ano e até 60% em 20 anos) (0.03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.14)




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