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Criança de 14 meses, com febre de etiologia indeterminada, internada na enfermaria de pediatria para investigação diagnóstica há 3 dias, apresentou quadro clínico de varicela em evolução. Qual a conduta a ser tomada em relação às crianças imunocompetentes internadas sem antecedente de varicela?
A. isolar a criança com varicela
INCORRETO: A opção A está errada porque se refere apenas ao isolamento da criança com varicela.
B. isolar a criança com varicela e aplicar imunoglobulinas (VZIG) nas outras
INCORRETO : A imunização passiva com imunoglobulina específica para o vírus varicela-zóster (VZIG) não está indicada nesta situação. A imunoglobulina é recomendada em pacientes imunocomprometidos, expostos ao VZV, que não podem receber a vacina contra a varicela. A VZIG também está indicada em recém-nascidos de mãe que apresentou varicela (5 dias antes ou 2 dias depois do parto). A VZIG não evita completamente o surgimento da doença, sendo aconselhável observação constante da criança exposta.
C. não há necessidade de isolamento, aplicação de VZIG ou vacinação, uma vez que já houve contato na fase contagiosa da varicela
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. isolar a criança com varicela e vacinar as outras crianças contra varicela
CORRETO : Uma questão fácil, basta que você leia com calma. Nesta situação a criança com varicela deve ser isolada e as outras devem receber a vacina (opção D). A vacinação neste caso é denominada vacinação de bloqueio - profilaxia pós-exposição indicada em todos os contactantes íntimos sem história prévia da doença (varicela e sarampo) que visa impedir a disseminação do processo infeccioso em comunidades fechadas (creches, hospitais, quartéis, alojamentos etc). A administração da vacina deve ser feita até 72 horas após o contato. A vacina contra a varicela (vírus varicela-zóster - VZV) é composta por vírus vivos atenuados (cepa Oka, liofilizada, com eficácia de até 95%). Não está incluída no calendário adotado pelo Ministério da Saúde, mas é recomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Todas as crianças, entre os 12 e 18 meses de idade, devem ser vacinadas, com uma única dose. Adolescentes maiores de 13 anos devem receber duas doses com intervalo mínimo de quatro semanas.
Teoricamente, adultos que não possuem imunidade comprovada para o vírus, principalmente se trabalharem na área de saúde, também são candidatos.
E. isolar a criança com varicela, aplicar VZIG e vacinar as outras crianças contra varicela
INCORRETO : A imunização passiva com imunoglobulina específica para o vírus varicela-zóster (VZIG) não está indicada nesta situação. A imunoglobulina é recomendada em pacientes imunocomprometidos, expostos ao VZV, que não podem receber a vacina contra a varicela. A VZIG também está indicada em recém-nascidos de mãe que apresentou varicela (5 dias antes ou 2 dias depois do parto). A VZIG não evita completamente o surgimento da doença, sendo aconselhável observação constante da criança exposta.
Gabarito: D
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FONTE:
Gestação e Parto: Criança é fruto de primeira gestação. Mãe realizou pré-natal
que transcorreu sem patologias, parto cesárea por desporoporção céfalo-pélvica.
Idade gestacional 39 semanas PN = 2.900g Comp = 49 cm. Apgar de 9 e 10.
Alimentação: Recebeu leite materno somente no primeiro mês de vida porque o
leite secou. A partir de então usou fórmulas lácteas alternadas com leite fluido.
Alimentação com frutas e papa de legumes desde os 4 meses. Atualmente recebe
dieta da família, almoço e jantar com legumes, carne arroz e feijão ou similares
diariamente, frutas 2 vezes ao dia e leite integral 200ml 3 vezes ao dia.
Vacinação: segundo a mãe completa, não trouxe a carteira de vacinação.
DNPM: senta sem apoio e está tentando engatinhar. "Prefere ficar no berço
brincando" (sic).
Patologias anteriores: Diarréia aguda e desidratação por duas vezes aos 2
meses e aos 7 meses, ambas com internação para hidratação, alta sem
complicações.
Antecedentes familiares: mãe 25 anos saudável tabagista de 1 maço de cigarros
por dia. Pai 30 anos, saudável, tabagista.
Condições sociais e de moradia: Casa de alvenaria com 3 cômodos, onde
moram a mãe, o pai e a criança, em região urbana com saneamento básico, sem
animais domésticos, ensolarada. A criança permanece sempre em casa com a
mãe, não freqüenta a creche. Eventualmente fica com a avó materna quando a
mãe faz algum serviço de limpeza em casa de família. Renda familiar de dois
salários mínimos aproximadamente.
Exame Físico:
Paciente em regular aspecto geral, descorada +/4+, hidratada, acianótica,
anictérica, eupnéica e afebril, sem edemas, com perfusão periférica normal, sem
adenomegalias.
Peso = 8.600 g Comp = 72 cm FC = 110 bpm FR - 32 ipm T= 36.8° C
Segmento cefálico: edema de pálpebras inferiores e superiores bilateral 4+/4+,
com hiperemia e calor locais e dor à palpação. Impossibilidade de verificar região
de conjuntivas e córnea em razão ao edema.
Orofaringe e otoscopia normais.
Tórax : sem anormalidades.
ACV: ritmo cardíaco regular a 2 tempos, sem sopros
AR: Murmúrio Vesicular presente sem ruídos adventícios
Abdome: plano flácido sem visceromegalias.
Membros: normais
Neurológico: discreta rigidez de nuca. chorosa à flexão do pescoço.
1) Quais são os diagnosticos dessa criança? 0,2 pontos;
2) Qual é a conduta inicial neste caso? 0,2 pontos;
3) Quais são as avaliações á ser feitas em seguida? 0,1 pontos
RATING: 3.08 ![]()
1) Quais são os diagnosticos dessa criança?
Os diagnósticos iniciais foram:
- Desenvolvimento ponderoestatural adequado (0,05 p)
- Desenvolvimento neuropsicomotor atrasado (0,05 p)
- Vacinação adequada (?) (0,05 p)
- Alimentação atual adequada (0,05 p)
- Celulite periorbitária bilateral. (0,05 p)
2) Qual é a conduta inicial neste caso?
Em razáo da gravidade do processo infeccioso, foram coletados hemograma (0,025 p), hemocultura (0,025 p), LCR (0,025 p), bioquímica de sangue (0,025 p) e tomografia de órbitas (0,025 p).
O tratamento inicial foi dieta para a idade (0,025 p), ceftriaxone 100mg/kg/dia (0,025 p), sintomáticos. (0,025 p)
3) Avaliação oftalmologica (0,1 p)
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