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FÍSTULAS PERIANAIS (ÁREA DE CIRURGIA)

A infecção anorretal representa uma complicação potencial em aproximadamente 25% dos pacientes com fístula anal, manifestando-se durante a fase aguda da condição ou nos seis meses subsequentes.

A origem da maioria das fístulas anorretais reside em uma infecção que se inicia nas glândulas localizadas no canal anal, especificamente na linha denteada.

O trajeto fistuloso é moldado pela anatomia local circundante; com maior frequência, essas fístulas seguem uma trajetória interna em direção aos planos fasciais ou gordurosos, com predileção pelo espaço interesfincteriano, situado entre o esfíncter interno e o externo, e estendendo-se para o interior da fáscia isquiorretal.


OBJETIVA: (1209277 votos)..........99.15% das questões objetivas receberam votos.
A microcitose surgida nas deficiências de ferro tem como justificativa:
A. atinge-se precocemente o limite crítico de hemoglobina
B. a inativação do núcleo e das divisões
C. a comunicação de que a maturação do precursor já é inexorável
D. menor concentração de heme
E. a regulação tipo feed-back entre o nível de hemoglobina e eritropoetina

  RATING: 2.99

A microcitose surgida nas deficiências de ferro tem como justificativa:

A. atinge-se precocemente o limite crítico de hemoglobina
INCORRETO: Nas deficiências de vitamina B12 e/ou folato atinge-se o limite crítico mais precocemente, inativando o núcleo antes que as sucessivas divisões mitóticas aconteçam, tornando o eritroblasto maior (megaloblasto), por não se dividir.
B. a inativação do núcleo e das divisões
INCORRETO : veja o comentário da alternativa A
C. a comunicação de que a maturação do precursor já é inexorável
INCORRETO : isso acontece normalmente - A crescente aquisição e concentração de Hb intra-eritroblasto atinge uma concentração mínima de Hb, esta se encontra também dentro do núcleo, no qual reage com histonas nucleares. O resultado é uma iminente inativação cromossomal e condensação nuclear. A comunicação de que a maturação já é inexorável desencadeia processos de degeneração nuclear.
D. menor concentração de heme
CORRETO : A microcitose pode ser explicada pela menor concentração de heme e, portanto, de Hb nas situações de ferrodeficiência. O eritroblasto, ao não atingir esse mínimo necessário à sinalização nuclear, mantém o núcleo ativo, fazendo mais divisões mitóticas, tornando o eritroblasto pequeno (microcitose).
E. a regulação tipo feed-back entre o nível de hemoglobina e eritropoetina
INCORRETO : Mecanismos balanceados são necessários para manter a síntese de Hb e, dessa forma, manter o éritron capaz de responder em harmonia, dentro dos limites de resposta adequada a uma variedade de situações fisiológicas e patológicas, em que o objetivo maior é o fornecimento adequado de O2 a órgãos e sistemas. A eritropoietina é um fator estimulante, mas um mecanismo de feed-back entre ela e a hemoglobina sintetizada não e possível já que a hemoglobina está dentro das celulas e não livre na plasma.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.99)

DISCURSIVA: (186271 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Respondam ás questões seguintes:
1) Quais são os reservatórios de suscetíveis com grande importância para o controle da doença coqueluche? (0,1 pontos)
2) Qual é a faixa etária de maior risco para coqueluche? (0,05 pontos)
3) Quais são os quadros clínicos atípicos da coqueluche? (0,2 pontos)
4) Qual é o aspecto característico frequentemente encontrando no Rx de tórax no paciente com coqueluche? (0,15 pontos)


RATING: 2.96

Respondam ás questões seguintes:
1) Quais são os reservatórios de suscetíveis com grande importância para o controle da doença coqueluche? (0,1 pontos)
2) Qual é a faixa etária de maior risco para coqueluche? (0,05 pontos)
3) Quais são os quadros clínicos atípicos da coqueluche? (0,2 pontos)
4) Qual é o aspecto característico frequentemente encontrando no Rx de tórax no paciente com coqueluche? (0,15 pontos)

1) Quais são os reservatórios de suscetíveis com grande importância para o controle da doença coqueluche?
R: crianças menores de um ano que ainda não completaram o esquema básico (0,05 p) e adolescentes e adultos que perderam a imunidade (0,05 p)
DISCUSSÃO: A vacina (componente pertussis da DTP, seja acelular ou de células inteiras), não confere imunidade completa e permanente. Segundo Jenkinson, a imunidade é completa somente no primeiro ano após a imunização e cai gradualmente com o passar do tempo, tendo ainda 84% de eficácia após 4 anos, chegando a cerca de 50% nos três anos seguintes e após 12 anos nenhuma proteção é evidente com o amplo uso da vacinação nos últimos anos, com a atual vacina que não permite reforços acima dos 7 anos, dois reservatórios de suscetíveis passam a ter grande importância para o controle da doença, a saber: crianças menores de um ano, que ainda não completaram o esquema básico, adolescentes e adultos que perderam a imunidade.

2) Qual é a faixa etária de maior risco para coqueluche?
R: A faixa etária de maior risco continua sendo a de menores de um ano. (0,05 pontos)

3) Quais são os quadros clínicos atípicos da coqueluche?
R: Quadros atípicos:
Em lactentes: a tosse, em geral, não se desenvolve em paroxismos (0,025 p) e os guinchos estão ausentes (0,025 p) ; no entanto, crises de apneia são comuns (0,025 p) e podem resultar em hipóxia significante (0,025 p) .
Em crianças maiores e adultos, em geral, o quadro é mais brando, com tosse persistente devido a traqueobronquite (0,025 p) , dificultando o diagnóstico, particularmente porque os paroxismos (0,025 p) , o guincho (0,025 p) e a leucocitose (0,025 p) podem estar ausentes.

4) Qual é o aspecto característico frequentemente encontrando no Rx de tórax no paciente com coqueluche?
R: O raio X de tórax pode mostrar infiltrados, principalmente peri-hilar resultando no chamado “coração borrado ou franjado” (0,05 p) porque as bordas da imagem cardíaca não são nítidas. Pode ocorrer ainda, atelectasia (0,05 p) ou enfisema. (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

CASO CLINICO: (218318 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Criança F de 2 anos, 11 meses e 3 dias, Peso: 14 kg da entrada no PA com dores intensas de tipo colicativo, a cada 20-30 minutos de intervalo de início na madrugada. Os episódios de dor são fortes e a criança grita de dor durante as cólicas e adota posição antalgica, com as coxas fletidas no abdomen, no intervalo chegando a ficar sonolenta. Outros sistemas sem modificações no exame clínico. Mãe relata que na véspera a criança comeu pipoca, negando outros alimentos indigestos ou supra-alimentação. Para aliviar os sintomas durante a madrugada a mãe administrou 14 gotas de Buscopan, com resposta temporária e incompleta da dor, mas como as colicas continuavam, decidiu levar a criança no atendimento. Nega qualquer episodio de vômito, nega qualquer episodio de febre.

Na admissão, criança em bom estado geral, cuidados basicos excelentes, higiene excelente. Apalpação abdominal com leve desconforto difuso, sem formações tumorais palpáveis, sem sinais de abdomen agudo, descompressão negativa, Markle negativo. Não apresentou colica durante o exame no consultorio.

Suspeitando-se da classica dor abdominal causada pela constipação, muitas vézes encontrada no nosso serviço, solicita-se Rx de abdomen simples. Laudo do especialista: Estruturas ósseas íntegras. Distribuição habitual de fezes e gases em alças intestinais. Ausência de imagens cálcicas sugestivas de cálculos renais ou biliares radiopacos (basicamente, Rx normal).

Solicita-se instilação de 2 tubos de Minilax com avaliação da evacuação insatisfatoria. Vinte minutos depois a criança começa com uma nova série de colicas, doloridas, é alojada na sala de tratamentos e infundem-se 0,4 ml Buscopan em bolus e. v. com resposta positiva imediata, solicitando-se uma hemograma e uma coleta urinaria por sonda. Mantida na sala de observação. Resultados: hemograma absolutamente normal, urina negativa para ITU. No entanto, as colicas voltam, e como já tinham passado 2 horas da ultima administração, repita-se a dose de buscopan e. v.. Depois de passar o ultimo episodio álgico, solicita-se uma nova lavagem intestinal, desta vez com Fleet Enema. Com essa segunda lavagem a criança evacua uma amostra de fezes pastosas, com muito muco e de cor discretamente avermelhada, que parece 'geleia de morango'. Passado um intervalo de tempo depois da segunda lavagem, as dores voltam, criança recebe a terceira dose de buscopan e é solicitado US de abdomen. Laudo: ' - Ausência de liquido livre na cavidade abdominalBexiga com capacidade normal, paredes finas e regulares e conteúdo homogêneo. Estudo ultrassonográfico dirigido para região abdominal, evidencia-se no presente momento formação em aspecto de 'lesão em alvo', na topografia do hipogástrio, medindo 2,5 x 3.5 cm, com camada externa de 0,8 cm de espessura, sem caracterização de causa secundária pelo método ecográfico.'

Pergunta-se:

(I) Qual é a principal suspeita diagnóstica? (0,05 pontos)

(II) Como explicar a negatividade do exame de Rx de abdomen, neste caso? (0,1 pontos)

(III) Qual(is) é/são o(s) segmento(s) digestivo(s) mais envolvido(s)? (0,1 pontos)

(IV) Quais são as complicações mais temidas dessa molèstia? (0,25 pontos)




RATING: 2.95

(I) Qual é a principal suspeita diagnóstica?

Intussucepção intestinal. (0,05 pontos)

DISCUSSÃO: A intussuscepção é a causa mais frequente de obstrução intestinal em lactentes e pré­escolares. É uma emergência, ocorre com maior freqüência em crianças com idade abaixo dos dois anos. Depois da apendicite, é a segunda mais comum emergência abdominal na criança. A dor abdominal é súbita e cessa de modo tão repentino quanto seu início. A criança pode parecer confortável, mas eventualmente pode ser tornar letárgica. A dor abdominal é caracterizada pelo choro da criança e pela flexão das pernas em direção ao abdome. Os paroxismos de dor costumam acompanhar-se de esforços para defecar e as fezes em 'geléia-de-framboesa', de modo geral, aparecem nas primeiras 24 horas, mas em raras ocasiões surgem até dois dias após o início do quadro. Ao exame físico, o sinal mais consistente é a presença de massa palpável, de aspecto tubular, no quadrante superior direito do abdome, podendo ser subcostal. Esta pode ser mal definida e de consistência amolecida.

(II) Como explicar a negatividade do exame de Rx de abdomen, neste caso?

Radiografias abdominais simples, em decúbito dorsal e em pé permitem a formular a SUSPEITA de intussuscepção (0,05 pontos), mas não em todos os casos (estima-se uma acuracia de 50%).(0,05 pontos)

DISCUSSÃO: Esclarecemos desde o início que as radiografias têm valor limitado, como ferramenta de triagem, quando achados sugestivos são encontrados. NÃO utilizar na CONFIRMAÇÃO do diagnóstico e NÃO utilizar como um ÚNICO TESTE para o diagnóstico. A ULTRASSONOGRAFIA é a ferramenta de triagem para a grande maioria das instituições.

(III) Qual(is) é/são o(s) segmento(s) digestivo(s) mais envolvido(s)?

Mais comumente, o ceco (0,05 pontos) e o íleo terminal (0,05 pontos) estão envolvidos.

(IV) Quais são as complicações mais temidas dessa molèstia?

1. Perfuração (0,05 pontos): se a intussuscepção não for tratada precocemente, pode ocorrer perfuração da parede intestinal, resultando em peritonite (0,05 pontos), uma infecção grave na cavidade abdominal.
2. Necrose intestinal (0,05 pontos): a obstrução do fluxo sanguíneo para a parte do intestino afetada pela intussuscepção pode resultar em necrose (morte) do tecido intestinal.
3. Sepsis (0,05 pontos): a infecção do intestino perfurado ou necrótico pode se espalhar para o sangue, causando sepse, uma infecção generalizada grave.
4. Obstrução intestinal crônica (0,05 pontos): em alguns casos, a intussuscepção pode levar a danos permanentes no intestino, resultando em obstrução intestinal crônica, que pode exigir cirurgia adicional.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.95)




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