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HIPERALDOSTERONISMO PRIMÁRIO (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

Descrito pela primeira vez por Conn, em 1955, o hiperaldosteronismo primário é uma causa potencialmente curável de hipertensão arterial, onde produção excessiva de aldosterona existe de forma independente ou semi-independente do sistema renina-angiotensina (SRA).

O hiperaldosteronismo primário tem sido descrito em pacientes de todas as idades, inclusive em crianças, as quais podem apresentar o hiperaldosteronismo supressível por dexametasona (HASD)

O hiperaldosteronismo primário pode resultar de várias causas, sendo que as mais comuns são o adenoma produtor de aldosterona (APA) e a hiperplasia adrenocortical bilateral (também chamada de hiperaldosteronismo idiopático.

OBJETIVA: (1395052 votos)..........95.03% das questões objetivas receberam votos.
Qual das comorbidades abaixo tem menor frequência em pacientes jovens portadores de diabetes mellitus tipo 2:
A. Disfunção sexual
B. Hipertensão arterial
C. Alterações renais (albuminúria)
D. Dislipidemias
E. Depressão

  RATING: 2.94

Qual das comorbidades abaixo tem menor frequência em pacientes jovens portadores de diabetes mellitus tipo 2:

A. Disfunção sexual
INCORRETO: As pacientes do sexo feminino devem ser avaliadas quanto às irregularidades menstruais e presença de hiperandrogenismo, e todos devem ser avaliados pelo risco aumentado de quadros depressivos, e apneia obstrutiva do sono, tanto no diagnóstico e depois, regularmente durante sua evolução.
B. Hipertensão arterial
INCORRETO : A pressão arterial deve ser monitorizada em todas as consultas, utilizando manguitos e técnica de aferição adequada. A hipertensão deve ser confirmada em mais duas ocasiões, sendo definida como uma média sistolica ou diastólica acima do percentil 95 para idade, sexo e percentil de estatura, sendo considerada pressão normal se estiver entre os percentis 90 a 95. O tratamento inicial deve incluir a perda de peso, diminuição de sal na dieta e aumento da atividade física. Se a pressão se mantiver acima do P95 após 6 meses, um inibidor da ECA deve ser iniciado e ajustado até que a pressão se estabilize abaixo do P90.
C. Alterações renais (albuminúria)
CORRETO : A pesquisa de microalbuminuria deve ser realizada no diagnóstico e depois anualmente. A elevação deve ser confirmada em duas de três amostras e, se elevada, um inibidor da enzima de conversão da angiotensina (ECA) deve ser iniciado e ajustado trimestralmente até que a microalbuminuria normalize.
D. Dislipidemias
INCORRETO : Um lipidograma deve ser repetido ao atingir a normalização glicêmica após o diagnóstico, e depois anualmente. Os alvos de controle são LDL-C abaixo de 100 mgdL (2,6 mmol/L); HDL-C acima de 35 mg/dL (0,91 mmol/L) e triglicerídios abaixo de 150 mg/dL (1,7 mmol/L).
E. Depressão
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

DISCURSIVA: (195348 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Qual é a melhor estratégia para garantir tratamento contínuo desde o evento até a reabilitação em caso de traumatismo/politraumatismo grave? (0,1875 pontos)
(II) Qual a definição correta do acidente?(0,3125 pontos)


RATING: 2.98

(I) Qual é a melhor estratégia para garantir tratamento contínuo desde o evento até a reabilitação em caso de traumatismo/politraumatismo grave? (0,1875 pontos)
(II) Qual a definição correta do acidente?(0,3125 pontos)

(I) Qual é a melhor estratégia para garantir tratamento contínuo desde o evento até a reabilitação em caso de traumatismo/politraumatismo grave?

São de importância vital para a redução da morbidade e mortalidade, representando a melhor forma de oferecer tratamento contínuo desde o evento até a reabilitação:
  • a regionalização do atendimento médico (0,0625 p)
  • a hierarquização do atendimento médico (0,0625 p)
  • criação de Centros de Trauma (0,0625 p)
(II) Qual a definição correta do acidente?

Acidente = evento não intencional (0,0625 p) e evitável (0,0625 p), causador de todos os tipos de lesões (0,0625 p) no ambiente doméstico (0,0625 p) ou nos outros espaços sociais como trabalho (0,0125 p), trânsito (0,0125 p), escola (0,0125 p), esportes (0,0125 p) e lazer (0,0125 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.98)

CASO CLINICO: (227488 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Criança do sexo masculino, seis anos de idade, sem antecedentes patológicos de relevo. Apresentou início agudo de tosse rouca, disfonia e estridor associados a sinais de dificuldade respiratória com agravamento progressivo. Sem outra sintomatologia associada. Sem conviventes doentes.
Observado por pediatra assistente cerca de duas horas após o início da sintomatologia, tendo sido objetivada febre (temperatura axilar de 38ºC).
À admissão apresentava-se polipneico, disfônico, com sinais de dificuldade respiratória grave nomeadamente estridor inspiratório, tiragem subcostal, supra-esternal e adejo nasal. Sem alterações na auscultação cardio-pulmonar, sem hipoxemia.
Manteve-se febril e, apesar da terapêutica com adrenalina nebulizada em intervalos regulares, manteve estridor, que se tornou bifásico. Cerca de oito horas após o início da sintomatologia, iniciou hipoxemia (FiO2 máximo de 0.28 para manter saturações periféricas de oxigênio > 92%). O estudo analítico demonstrou 10,2x109/L leucócitos com 84,8% neutrófilos e proteína C reativa (PCR) 53,2mg/L.
Utilizando os dados acima, esclarece:

1) Qual é a principal suspeita diagnóstica? 0,1 pontos
2) Indicam pelo menos três parâmetros de diagnóstico diferencial de laringotraqueobronquite. 0,3 pontos
3) Que agentes etiológicos são mais frequentemente implicados? 0,1 pontos




RATING: 2.89

1) Baseado no exame clinico e semiológico a principal suspeita é de traqueite bacteriana. A traqueite bacteriana (lambem chamada de traqueíte membranosa ou crupe pseudomembranoso ou laringotraqueobronquite bacteriana ou laringite membranosa) é uma infecção bacteriana aguda da região subglótica da via aérea superior que pode provocar uma obstrução das vias aéreas com risco de óbito. Foi descrita pela primeira vez em 1945 por Chevalier Jackson e consiste de fato numa infeção bacteriana exsudativa dos tecidos moles da laringe e traqueia. Desde a introdução da vacina contra o Haemophilus influenza tipo b, o número de casos de epiglotite diminuiu drasticamente na população pediátrica e desde então a traqueite bacteriana tem ganho relevância como infeção das vias aéreas superiores potencialmente fatais. 0,1 p

2) Três dos mais importantes elementos de diagnostico diferencial com laringotraqueobronquite: início abrupto do estridor (0,1 p) febre de dificil controle (0,1 p), falha de resposta na adrenalina (0,1 p);

3) Os agentes etiológicos mais frequentemente isolados são o Staphylococcus aureus (0,05 p) e Streptococcus pyogenes (0,05 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.89)




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