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Um homem de 29 anos se apresenta ao psiquiatra a pedido de sua esposa. O paciente fez acompanhamentos psiquiátricos ao longo de sua vida, devido às suas lutas repetidas na escola, bullying, insultos e desrespeito agressivo pelos outros ao longo de sua infância e adolescência. O paciente relata uma história falsa para sua esposa e para outros terapeutas, do qual ele parece muito orgulhoso. Diz que traiu sua esposa muitas vezes, mas parece sentir pouco remorso sobre suas ações. Sua esposa exigiu que ele procure terapia depois que ela soube de um de seus casos. Qual foi o diagnóstico mais provável do paciente quando criança?
A. Transtorno de personalidade antissocial
INCORRETO: Atualmente, sim, o paciente tem transtorno de personalidade antissocial, mas ele não teria sido diagnosticado com isso como criança porque só é diagnosticado em adultos. Em muitos casos, crianças com transtorno de conduta vão desenvolver transtorno de personalidade antissocial.
B. Transtorno bipolar
INCORRETO : O paciente é impulsivo, o que pode indicar episódios maníacos, no entanto, ele apresenta um histórico significativo de brigas repetidas na infância e na idade adulta sugerindo um transtorno de conduta e consequente transtorno de personalidade antissocial um diagnóstico mais provável.
C. Transtorno de conduta
CORRETO : Pegadinha! O paciente tem transtorno de personalidade antissocial, que é caracterizado por falsidade, agressividade e irritabilidade, conforme demonstrado por brigas, impulsividade e um descuido imprudente com sua própria segurança e a dos outros. No entanto, para ser diagnosticado com transtorno de personalidade antissocial, o paciente também deve ter tido transtorno de conduta, que é o precursor infantil do transtorno de personalidade antissocial que ocorre antes da idade 15 anos e a questão estava formulada acerca disto. Os critérios para transtorno de conduta incluem crueldade com pessoas e animais, destruição de propriedade, fraude ou roubo e séria violação das regras dos pais.
D. Depressão
INCORRETO : Embora crianças com depressão podem, muitas vezes, ser agitados e infelizes, levando a um aumento da incidência de lutas escolares, seu comportamento antissocial atual torna a depressão infantil um diagnóstico menos provável.
E. Abuso de substâncias
INCORRETO : Crianças com desordem de conduta frequentemente abusam de substâncias. No entanto, não há evidências de que seja o caso aqui.
Gabarito: C
Sobre a epidemiologia, fatores de risco e detecção precoce do câncer de próstata, responda:
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Sobre a epidemiologia, fatores de risco e detecção precoce do câncer de próstata, responda:
1. Principais dados de incidência
2. Principais fatores de risco
3. Diferença conceitual e considerações para indicação
4. Realização da detecção precoce
FONTE:
NEOPLASIA DE PROSTATA - PLATAFORMA MISODOR
Mulher de 36 anos, G2P2, 14 semanas após parto vaginal a termo, em amamentação exclusiva. Na gestação, anti-TPO positivo (320 UI/mL) com TSH e T4 livre normais; não usou levotiroxina. Há 4 semanas apresentou quadro viral de vias aéreas superiores (odinofagia, mialgia, febrícula), autolimitado. Há 10 dias surge dor intensa na face anterior do pescoço, com irradiação para a mandíbula e o ouvido direitos, pior à deglutição e à palpação, acompanhada de sudorese, palpitações, tremor fino e insônia. Nega diplopia, oftalmopatia, prurido ocular ou perda ponderal prévia à fase dolorosa.
Exame: T 37,8 °C; FC 112 bpm; PA 128/72 mmHg. Tireoide difusamente aumentada, consistência firme, extremamente dolorosa à palpação, sem eritema cutâneo, sem flutuação e sem linfonodomegalia cervical dominante. Sem oftalmopatia. Reflexos vivos. Sem sinais de compressão de via aérea.
Laboratório: TSH < 0,01 mUI/L; T4 livre 3,4 ng/dL (VR 0,8–1,8); T3 livre 6,8 pg/mL (VR 2,3–4,2); anti-TPO 410 UI/mL; TRAb negativo; VHS 82 mm/h; PCR 48 mg/L; leucócitos 11.200/mm³ sem desvio à esquerda; hemoglobina 11,8 g/dL. Ultrassonografia: glândula aumentada, heterogênea, hipoecoica, com vascularização reduzida ao Doppler. Cintilografia não realizada (amamentação).
(I) Qual o diagnóstico mais provável e quais elementos do caso o sustentam frente às demais tireoidites? (0,1 pontos)
(II) Como se explica o perfil hormonal atual e por que tionamidas não estão indicadas? (0,1 pontos)
(III) Quais achados separam este quadro da doença de Graves, da tireoidite pós-parto clássica e da tireoidite aguda supurativa? (0,1 pontos)
(IV) Qual a conduta terapêutica imediata, considerando dor, tireotoxicose e amamentação? (0,1 pontos)
(V) Qual a evolução natural esperada, o risco de hipotireoidismo permanente e o plano de seguimento? (0,1 pontos)
O diagnóstico mais provável é tireoidite subaguda granulomatosa de De Quervain (0,04 p). Sustentam essa hipótese: dor tireoidiana intensa com irradiação para mandíbula e ouvido (0,02 p); pródromo de infecção de vias aéreas superiores (0,01 p); VHS e PCR marcadamente elevadas (0,02 p); e o fato de a tireoidite pós-parto clássica ser indolor e cursar com VHS habitualmente normal (0,01 p).
Trata-se de tireotoxicose destrutiva (0,03 p): o TSH baixo com T4 livre elevado resulta da liberação de hormônio pré-formado pelos folículos lesionados, e não de síntese aumentada (0,03 p). Se a captação de iodo radioativo pudesse ser feita, estaria baixa na fase tireotóxica (0,02 p). Tionamidas (metimazol/PTU) são ineficazes, porque não há hiperprodução glandular a bloquear (0,02 p).
Dor leve a moderada: AINE (ibuprofeno ou equivalente) como primeira linha (0,02 p). Dor intensa ou falha do AINE em poucos dias: glicocorticoide (p. ex., prednisona 15–40 mg/dia, com desmame gradual) (0,03 p). Sintomas adrenérgicos: betabloqueador (propranolol ou equivalente compatível com amamentação) (0,02 p). Não iniciar tionamidas (0,01 p). Cintilografia com iodo/tecnécio está contraindicada na amamentação (0,02 p).
Curso clássico trifásico: tireotoxicose → hipotireoidismo transitório → recuperação (0,03 p). A maioria retorna ao eutireoidismo em até 12 meses (0,02 p). Hipotireoidismo permanente ocorre em cerca de 5–15% na De Quervain e em 15–50% na tireoidite pós-parto (0,03 p). Reavaliar TSH/T4 livre a cada 4–8 semanas; usar levotiroxina se houver hipotireoidismo sintomático, TSH > 10 mUI/L ou desejo de nova gestação (0,02 p).
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