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INDICADORES DE SAÚDE E INDICADORES DE ATENÇÃO BASICA (ÁREA DE SAUDE PUBLICA)

Após os cuidados a serem observados quanto à qualidade e cobertura dos dados de saúde, é preciso transformar esses dados em indicadores que possam servir para comparar o observado em determinado local com o observado em outros locais ou com o observado em diferentes tempos. Portanto, a construção de indicadores de saúde é necessária para:

  1. analisar a situação atual de saúde;
  2. fazer comparações;
  3. avaliar mudanças ao longo do tempo

Os indicadores de saúde, tradicionalmente, tem sido construídos por meio de números.

Em geral, números absolutos de casos de doenças ou mortes não são utilizados para avaliar o nível de saúde, pois não levam em conta o tamanho da população. Dessa forma, os indicadores de saúde são construídos por meio de razões (freqüências relativas), em forma de proporções ou coeficientes.


OBJETIVA: (1381568 votos)..........94.74% das questões objetivas receberam votos.
Em relação ao carcinoma basocelular pode-se afirmar, CORRETAMENTE:
A. O subtipo mais comum de carcinoma basocelular é o superficial
B. É uma neoplasia maligna derivada de células não-queratinizadas que se originam da camada basal da epiderme
C. A principal complicação do carcinoma basocelular é o surgimento de metástases linfonodais, que acontecem em cerca de 10% dos casos
D. Diferentemente da síndrome do nevo basocelular, a síndrome de Bazex não está associada com risco de desenvolvimento de carcinomas basocelulares
E. Nenhuma das alternativas anteriores

  RATING: 3

Em relação ao carcinoma basocelular pode-se afirmar, CORRETAMENTE:

A. O subtipo mais comum de carcinoma basocelular é o superficial
INCORRETO: O tipo clínico mais encontrado é o nódulo-ulcerativo, com lesão papular, rósea, perolada, que evolui para nódulo, com posterior ulceração central. Podem existir telangiectasias de permeio.
B. É uma neoplasia maligna derivada de células não-queratinizadas que se originam da camada basal da epiderme
CORRETO : O carcinoma basocelular (CBC), ou epitelioma basocelular, é constituído por células que se assemelham às células basais da epiderme, com crescimento lento, capacidade invasiva localizada, porém, destrutiva, e raramente dão metástases; e quando ocorre (menos de 1%), faz-se para linfonodos, pulmões e ossos. É a mais frequente das neoplasias epiteliais, cerca de 65% do total. Incide, preferencialmente, em indivíduos adultos, acima dos 30 anos, sendo os fatores predisponentes a exposição solar e a pele clara. Localização preferencial nos dois terços superiores da face. Não ocorre nas palmas, plantas e mucosas.
C. A principal complicação do carcinoma basocelular é o surgimento de metástases linfonodais, que acontecem em cerca de 10% dos casos
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Diferentemente da síndrome do nevo basocelular, a síndrome de Bazex não está associada com risco de desenvolvimento de carcinomas basocelulares
INCORRETO : A síndrome de Bazex caracteriza-se por atrofodermia folicular já ao nascimento e desenvolvimento de numerosos carcinomas basocelulares na face, a partir da adolescência. A herança é autossômica dominante ou ligada ao cromossomo X. A síndrome do nevo basocelular (síndrome de Gorlin-Goltz) é de herança autossômica dominante, caracterizando-se pelo aparecimento, desde a infância, de tumores basocelulares com aspecto clínico nevóide que aumentam consideravelmente em número e tamanho com a idade. Pode estar associado com espinha bífida e retardo mental.
E. Nenhuma das alternativas anteriores
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (193937 votos) ..........99.46% das questões discursivas receberam votos.

Discorra teoricamente sobre o adenoma tóxico e o bócio multinodular tóxico (doença de Plummer), respondendo de forma objetiva aos itens abaixo:

  1. Defina adenoma tóxico e doença de Plummer. (0,1 pontos)
  2. Explique a fisiopatologia da autonomia funcional nessas entidades. (0,1 pontos)
  3. Diferencie epidemiologicamente e morfologicamente as duas condições. (0,1 pontos)
  4. Descreva o mecanismo de independência do TSH nos nódulos hiperfuncionantes. (0,1 pontos)
  5. Aborde a evolução natural do adenoma tóxico para a doença de Plummer. (0,1 pontos)




RATING: 3.2

Discorra teoricamente sobre o adenoma tóxico e o bócio multinodular tóxico (doença de Plummer), respondendo de forma objetiva aos itens abaixo:

  1. Defina adenoma tóxico e doença de Plummer. (0,1 pontos)
  2. Explique a fisiopatologia da autonomia funcional nessas entidades. (0,1 pontos)
  3. Diferencie epidemiologicamente e morfologicamente as duas condições. (0,1 pontos)
  4. Descreva o mecanismo de independência do TSH nos nódulos hiperfuncionantes. (0,1 pontos)
  5. Aborde a evolução natural do adenoma tóxico para a doença de Plummer. (0,1 pontos)


1. Defina adenoma tóxico e doença de Plummer.
Adenoma tóxico é definido como nódulo tireoidiano solitário hiperfuncionante e autônomo (0,04 p).
Doença de Plummer (bócio multinodular tóxico) é definida como presença de múltiplos nódulos hiperfuncionantes autônomos no interior de um bócio (0,04 p).
Ambas as entidades produzem hipertireoidismo clínico ou subclínico por excesso de hormônios tireoidianos (0,02 p).
2.  Explique a fisiopatologia da autonomia funcional nessas entidades.
A fisiopatologia fundamenta-se em mutações somáticas ativadoras que conferem autonomia funcional aos tirocitos (0,04 p).
Tais mutações acometem preferencialmente o gene do receptor de TSH ou a subunidade alfa da proteína Gs (0,04 p).
O resultado é estimulação contínua da via do AMP cíclico, com hiperprodução hormonal independente de estímulo externo (0,02 p).
3. Diferencie epidemiologicamente e morfologicamente as duas condições.
Epidemiologicamente, o adenoma tóxico ocorre em faixas etárias mais jovens, enquanto a doença de Plummer predomina em idosos (0,04 p).
Morfologicamente, o adenoma tóxico apresenta-se como lesão única encapsulada; a doença de Plummer exibe múltiplos nódulos de tamanhos variados no interior de um bócio difuso (0,04 p).
A transição de um para outro é possível com o envelhecimento e o surgimento de novos focos autonômicos (0,02 p).
4.  Descreva o mecanismo de independência do TSH nos nódulos hiperfuncionantes.
A independência do TSH resulta da ativação constitutiva do receptor ou da proteína G, dispensando a ligação do hormônio estimulante (0,05 p).
Consequentemente, o nódulo hiperfuncionante sintetiza e secreta T3 e T4 de forma contínua (0,03 p).
O restante do parênquima tireoidiano sofre supressão por feedback negativo, tornando-se hipocaptante (0,02 p).
5.  Aborde a evolução natural do adenoma tóxico para a doença de Plummer.
A evolução natural inicia-se com nódulos inicialmente não tóxicos que, ao longo de anos, adquirem autonomia funcional (0,04 p).
Progressivamente, o excesso hormonal produzido pelos nódulos autônomos determina hipertireoidismo clínico (0,03 p).
No adenoma tóxico, a persistência pode conduzir ao aparecimento de novos focos, configurando a doença de Plummer (0,03 p).


FONTE:

ADENOMA TÓXICO, BÓCIO MULTINODULAR TÓXICO (DOENÇA DE PLUMMER) - PLATAFORMA MISODOR


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.2)

CASO CLINICO: (226021 votos)..........99.06% dos casos clinicos receberam votos.
Homem de 48 anos, raça negra, se apresenta no plantão da noite acusando dor intensa que apareceu de repente, retroesternal. Os parentes que acompanham-lhe relatam que a ela foi tão forte que 'desmaiou de tanta dor'. Apresenta dispnéia expiratoria com taquipneia, tosse com hemoptise e hemiplegia esquerda. A pele do rosto do paciente está umida e gelada. PA = 240/130 mm Hg, o pulso radial e fraco, quase impalpavel. O paciente tomou um comprimido de nifedipina e um de isocordil, mas nada melhorou.
1) Qual é a primeira suspeita? (0,1 pontos)
2) O traçado E. C. G. e o Rx estão abaixo. Quais são as modificações eletricas e radiologicas e qual é o diagnóstico sugerido? (0,1 pontos)

3) Qual é o tratamento imediato, sendo que a suspeita vascular se confirma? (0,3 pontos)


RATING: 3

1) Qual é a primeira suspeita?
A primeira suspeita seria uma dissecção de aorta, havendo hipertensão sistolo-diastólica. Os fenômenos vaso-vagais (transpirações geladas, desmaio, fraqueza) não são específicos - 0,1 p
DISCUSSÂO:
Dor intensa retrosternal com caráter lancinante pode aparecer no infarto de miocárdio, mas neste caso ela apareceu de repente (em IMA tem caráter progressivo).
Embolia pulmonar ou pneumotórax espontâneo poderiam entrar em discussão, por causa da dor brusca + hemoptise, mas raramente evoluem com dor retrosternal - geralmente a dor e torácica, com caráter de pontada.
2) Quais são as modificações elétricas e radiológicas e qual é o diagnóstico sugerido?
A electrocardiografia pode ate sugerir um infarto, sendo as modificações: ST supradenivelada em II, III, AVF, e subdenivelação 'em espelho' do ST nas derivações I, aVL, V6. O diagnostico poderia ser de infarto agudo de miocárdio, mais considerando a sintomatologia (dor surgida de repente, ausência do pulso, o carácter da dor) ainda não podemos eliminar a possibilidade da dissecção de aorta, especialmente porque se for dissecção coronariana associada o EKG teria mesmo modificações de tipo infartoide. - 0,05 p
A radiografia de tórax, obtida no leito, e sugestiva de cardiomegalia e alargamento do mediastino, observando-se ainda ateroma calcificado na croça da aorta, projetando-se a 2 cm do bordo externo do vaso, sugerindo dupla luz aórtica Praticamente, confirma-se a suspeita de dissecção aortica tipo A Stanford (com envolvimento da aorta ascendente). - 0,05 p
3) Qual é o tratamento imediato, sendo que a suspeita vascular se confirma?
Tratamento Clínico - Terapêutica anti-impulso.
1) Metoprolol 5 mg EV a cada 5 min até 15 a 20 mg,- 0,06 p Propranolol 1 mg de 5/5 min até 6 doses, s/n repetir de 2/2h.- 0,06 p
2) Nitroprussiato de Sódio 0,5 a 5 ug/kg/min (manter PA média de 60-70 mmhg).- 0,06 p
Deve-se ter como meta: o controle de pressão arterial e da dor, com parada do processo de dissecção. - 0,06 p
Se PA estiver muito baixa sem medicação pensar em tamponamento pericárdico. - 0,06 p.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3)




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