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São manifestações extraintestinais da Doença de Crohn, EXCETO:
A. colangite esclerosante
INCORRETO: A colangite esclerosante: integra as manifestações hepatobiliares, embora mais prevalente na retocolite ulcerativa; ocorre em até 3-5% dos casos de Crohn, com curso independente da atividade intestinal e risco de complicações como cirrose ou colangiocarcinoma.
B. espondilite anquilosante
INCORRETO : A espondilite anquilosante: constitui a forma axial clássica de espondiloartropatia associada às doenças inflamatórias intestinais, frequentemente HLA-B27 positiva, com evolução independente da atividade luminal e acometimento de coluna e sacroilíacas.
C. eritema multiforme
CORRETO : O eritema multiforme constitui uma reação cutânea aguda tipicamente desencadeada por infecções (como herpes simples ou micoplasma) ou por medicamentos, sem relação etiopatogênica direta ou clássica com a doença de Crohn. Não integra as listas padrão de manifestações extraintestinais cutâneas das doenças inflamatórias intestinais, diferentemente do eritema nodoso e do pioderma gangrenoso, que compartilham mecanismos imunológicos com a inflamação intestinal.
D. pioderma gangrenoso
INCORRETO : Pioderma gangrenoso representa uma das lesões cutâneas mais específicas, com prevalência de 0,5-2% nos casos de Crohn; inicia-se como pápula dolorosa que evolui para úlcera necrótica de bordas violáceas, podendo ser independente da atividade intestinal e exigir imunossupressão sistêmica. na doença de Crohn.
E. blefarite
INCORRETO : A blefarite integra as manifestações oculares, com prevalência de até 21% em séries de pacientes com doença inflamatória intestinal; relaciona-se à inflamação crônica e à disfunção das glândulas de Meibomius, podendo coexistir com outras lesões como uveíte ou episclerite.
Gabarito: C
RATING: 3.06 ![]()
FONTE:
Homem de 62 anos, tabagista de 45 maços-ano, com diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar de células não pequenas (estádio IIIB) há 11 meses, tratado com quimioterapia à base de platina + pemetrexede e radioterapia torácica. Há 6 semanas iniciou quadro progressivo de astenia intensa, anorexia, perda ponderal de 8 kg, náuseas, vômitos e episódios de hipotensão postural. Ao exame físico: PA 88 × 54 mmHg (sentado) e 72 × 42 mmHg (em pé), taquicardia sinusal de 112 bpm, mucosas desidratadas e hiperpigmentação cutânea discreta em cicatrizes. Laboratório: Na⁺ 124 mEq/L, K⁺ 5,9 mEq/L, creatinina 1,6 mg/dL, cortisol sérico matinal 3,8 µg/dL (após estímulo com ACTH 250 µg: 5,1 µg/dL). Tomografia de abdome com contraste revela massas adrenais bilaterais: à direita 5,2 cm (densidade pré-contraste 38 UH, washout absoluto 28 %), à esquerda 3,8 cm (densidade 42 UH, washout 22 %), ambas com contornos irregulares e reforço heterogêneo. PET-CT mostra SUV máximo de 9,4 nas lesões adrenais e ausência de outras metástases à distância. O paciente mantém performance status ECOG 2 e recusa biópsia adrenal inicialmente.
Com base neste caso, responda às questões abaixo:
Questão (I)
Questão (II)
Questão (III)
Questão (IV)
Questão (V)
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