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RATING: 3.07 ![]()
Uma mulher de 26 anos, G1P0, que tem 12 semanas de gravidez apresenta-se ao seu obstetra para o primeiro pré-natal. Sua gestação, até agora, tem sido notável apenas por algumas náuseas e vômitos leves ao longo de seu primeiro trimestre. Ela relata que está se sentindo muito cansada recentemente e muito fraca. Seu histórico médico anterior é significativo para anemia perniciosa. No exame físico, ela é uma mulher magra e de aparência ansiosa. Sua pressão arterial é 130/85 mm Hg, frequência cardíaca 115/min e frequência respiratória 18/min. BCF estão presentes em 135/min. O fundo do útero tem 12 cm de altura. A mulher tem um bócio difuso e não dolorido, um tremor de repouso e fraca força muscular global.

A. Autoanticorpos contra receptor de hormônio estimulantes da tireoide
CORRETO: Esta mulher provavelmente tem a doença de Graves, uma doença auto-imune em quais anticorpos contra o receptor do hormônio estimulador da tireoide ativam superprodução de tiroxina da tireoide com outras doenças autoimunes, como anemia perniciosa. A fotografia mostra oftalmopatia e bócio difuso vistos com Doença de Graves. Seu feto está em risco de desenvolver tireotoxicose porque os autoanticorpos que estimulam a tireoide podem atravessar a placenta e ativar a tireoide fetal. Consequentemente, a frequência cardíaca fetal e os níveis de imunoglobulina estimuladora da tireoide materna devem ser monitorados durante o gravidez.
B. Overdose de iodo
INCORRETO : A ingestão de iodo pode resultar em hipertireoidismo, mas com a história feminina de anemia perniciosa, doença de Graves é mais provável.
C. O mecanismo desta doença é desconhecido
INCORRETO : Esta mulher provavelmente tem Doença de Graves, uma doença autoimune em quais anticorpos contra o receptor de TSH ativam a tireoide na superprodução de tiroxina.
D. Crescimento celular descontrolado
INCORRETO : Adenomas da tireoide pode causar hipertireoidismo, mas geralmente não resultar em um bócio uniforme.
E. Infecção viral
INCORRETO : Hipertireoidismo viral é observado na tireoidite aguda e subaguda. No entanto, a tireoide geralmente está sensível e é acompanhada por ou segue uma respiração superior infecção do trato.
Gabarito: A
RATING: 2.93 ![]()
FONTE:
Criança HYJ, etnia asiática, F, 6 anos e 2 meses, 24 kg, previamente hígida, inicia no dia de 12 de abril desconforto abdominal, fraqueza e anorexia, febre 38,3°C.
Os pais procuraram a UPA aonde foi feito um diagnostico de 'virose' medicada com Paracetamol 1 gota por quilo de peso e sais orias de hidratação e o quadro clinico teve um período de remissão, mas depois de 3 dias de tratamento houve nova piora gradual do vômito e da inapetência. Os pais levaram a criança desta vez para um consultório, aonde foi feito um exame clinico geral e foram solicitados alguns exames. Dia seguinte á essa consulta, antes mesmo de fazer a coleta, a criança apresentou escléras amareladas e recomeçou vômitos – teve um mal estar com 'desmaio' e em seguida, apresentou 'movimentos descontrolados da cabeça e da mão'. Neste momento eles levaram a criança de novo na UPA aonde foi solicitada a internação.
Na entrada no hospital a criança se apresentava com cor amarelada das escleras, choro inconsolável, incapacidade de responder coerentemente ás perguntas, desatenção e sonolência o que levou a mãe afirmar que a criança dela 'não é assim', que mudou muito o comportamento nos últimos dias. Reflexos neurológicos normais. Respiratório e cardiovascular normal. Abdome difusamente doloroso, fígado palpável a aproximadamente 2 cm do rebordo costal direito, de superfície lisa e bordos finos. Foi solicitada a consulta com neurologista por suspeita de encefalite e foi mantida em observação. Solicitados hemograma (normal), exame de licor (normal), bilirrubinas (BT: , enzimas hepáticas (aspartato transaminase (AST) = 1377 UI/l; alanina transaminase (ALT) = 1717 UI/l; bilirrubina total=15,1 mg/dl com predomínio da forma direta - 13,1 mg/dl). Urina com bilirrubinuria e fezes normais com exame de parasitas negativo.>br>
1) Frente á esse quadro qual é o exame de laboratório que não foi solicitado e tem que ser pedido em seguida? (0,125 pontos)
2) Qual o grau de encefalopatia apresentada pela criança no momento da internação (0,125 pontos)
3) O que pode ter piorado o quadro clinico desde a primeira apresentação na UPA? (0,125 pontos)
4) Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,125 pontos)
1) Frente á esse quadro qual é o exame de laboratório que não foi solicitado e tem que ser pedido em seguida? (0,125 pontos)
O INR!!! Estamos na frente duma alta suspeita de encefalopatia com hepatopatia. INR >2 deve ser sempre um sinal de alarme: Vitamina K deve ser administrada e INR repetido em 6 horas. Na auseência de melhora, o pediatra deve contatar especialista/ centro de referência em transplante para que o paciente seja precocemente encaminhado e admitido em local que possa receber suporte adequado.
2) Qual o grau de encefalopatia apresentada pela criança no momento da internação (0,125 pontos)

Provavelmente uma encefalopatia grau I (conforme a tabela, há mudança de comportamento com reflexos normais).
3) O que pode ter piorado o quadro clinico desde a primeira apresentação na UPA? (0,125 pontos)
Observa-se que a criança recebeu tanto na UPA quanto para tratamento domiciliar o acetaminofeno - um 'inimigo' do figado - mesmo que a dose está correta, se algum outro fator causou a hepatopatia, o paracetamol com certeza contribuiu na piora do quadro.
4) Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,125 pontos)
Insuficiência hepática aguda é classicamente definida (definição da década de 70) pela evolução para encefalopatia em menos de 8 semanas, e ausência de doença hepática crônica. Em pediatria, muitas vezes difícil definir encefalopatia (sobretudo em crianças menores, que podem apresentar apenas irritabilidade).
É um evento raro, mas com alta letalidade. Em geral mesmo grandes centros, transplantam em média 5-8 casos por insuficiencia hepática aguda por ano. O correto é que esses centros recebam e manejem essas crianças, ainda que na evolução elas não vão à transplante. Letalidade chega a ultrapassar 1/3 dos casos. História natural é dificil de ser discutida. Crianças são listadas para transplante e se tornam prioridade em nível nacional.
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