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ANEMIAS HEMOLÍTICAS AUTOIMUNES (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

DEFINIÇÃO: destruição acelerada das hemácias em razão da fixação de imunoglobulinas ou complemento na superfície das hemácias.

HEMÓLISE IMUNE: Caracterizada pela destruição prematura das hemácias devido à ação da resposta imunológica humoral, pode causar anemia caso o setor eritroblástico da medula óssea não apresente hiperplasia compensatória suficiente.

Os sintomas iniciais são decorrentes da:

  • anemia causada pela hemólise,
  • efeitos secundários do quadro hemolítico
  • doença primária que está causando a AHAI
  1. anemia hemolítica autoimunepor anticorpos a quente = a temperatura ótima de reatividade do anticorpo é de 37°C.
  2. anemia hemolítica autoimunepor anticorpos a frio = maior afinidade pela hemácia numa temperatura próximo a 4°C e diminuição da afinidade em temperaturas fisiológicas.

OBJETIVA: (1411890 votos)..........96.03% das questões objetivas receberam votos.
No sistema STRAW+10, o estágio −1 (transição menopausal tardia) caracteriza-se, do ponto de vista menstrual e endócrino, por:
A. Amenorreia de 12 meses consecutivos com FSH persistentemente acima de 40 UI/L e AMH indetectável
B. Ciclos ainda regulares, com variação interciclo inferior a 7 dias, AMH preservada e apenas ondas ocasionais de FSH
C. Intervalos de amenorreia de 60 dias ou mais, FSH intermitentemente elevado e AMH baixa, com duração típica de 1 a 3 anos
D. Ciclos anovulatórios regulares associados a estradiol persistentemente elevado e inibina B alta
E. Retorno espontâneo de ciclos ovulatórios após 12 meses de amenorreia, definindo a perimenopausa tardia

  RATING: 3

No sistema STRAW+10, o estágio −1 (transição menopausal tardia) caracteriza-se, do ponto de vista menstrual e endócrino, por:

A. Amenorreia de 12 meses consecutivos com FSH persistentemente acima de 40 UI/L e AMH indetectável
INCORRETO: A amenorreia de 12 meses define o estágio +1a (pós-menopausa precoce) e não o −1
B. Ciclos ainda regulares, com variação interciclo inferior a 7 dias, AMH preservada e apenas ondas ocasionais de FSH
INCORRETO : Ciclos regulares com variação < 7 dias correspondem aos estágios reprodutivos tardios (−3a/−3b), e não à transição tardia
C. Intervalos de amenorreia de 60 dias ou mais, FSH intermitentemente elevado e AMH baixa, com duração típica de 1 a 3 anos
CORRETO : O estágio −1 é definido por amenorreia ≥ 60 dias, FSH variávelmente alto, AMH e inibina B baixas e duração usual de 1–3 anos até a menopausa
D. Ciclos anovulatórios regulares associados a estradiol persistentemente elevado e inibina B alta
INCORRETO : Na transição tardia o estradiol flutua e tende a cair; inibina B está reduzida, não elevada
E. Retorno espontâneo de ciclos ovulatórios após 12 meses de amenorreia, definindo a perimenopausa tardia
INCORRETO : Após 12 meses de amenorreia a mulher já está na pós-menopausa; o retorno de ciclos ovulatórios espontâneos não define o estágio −1

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (197408 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Quais são os achados clínicos mais comuns da coarctação da aorta as crianças mais velhas? (0,5 p)


RATING: 2.97

Quais são os achados clínicos mais comuns da coarctação da aorta as crianças mais velhas? (0,5 p)

São achados clínicos mais comuns da coarctação da aorta:

Pressão arterial diferente: braços > pernas (100%) (0,125 p)
Sopro sistólico ou frêmito presente no dorso (96%) (0,125 p)
Hipertensão sistólica presente nas extremidades superiores (96%)(0,125 p)
Pulsos femorais ou de extremidades inferiores diminuídos ou ausentes (92%)(0,125 p)

FONTE:

Ing FF, Stare TJ, Griffiths SP, Gersony WM: Early diagnosis of coarctation of aorta in children: A continuing dilemma. Pediatrcs 98:378-382,1996.

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

CASO CLINICO: (229650 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Um recém-nascido a termo, AIG, nascido de mãe sem intercorrências no pré-natal, apresentava líquido amniótico meconial ao nascimento - índice de Apgar de 2/3/5/7, respectivamente, nos 12, 5º, 10º e 15º minutos de vida - entrando em convulsão clônica com 1 h 30 min.
(I) Escreva o tratamento farmacológico relacionado à convulsão desse recém-nascido. (0,25 pontos)
(II) Você recomendaria, para a síndrome hipóxico-isquêmica provável desse recém-nascido, algum tratamento específico não só com o objetivo de melhorar e reduzir a lesão cerebral, como também com o de diminuir as possibilidades de sequelas? Explique.  (0,25 pontos)




RATING: 2.82

(I) Tratamento farmacológico da convulsão

  • Corrigir, antes ou em paralelo, causas metabólicas reversíveis: glicemia (0,01 p), cálcio (0,01 p), magnésio (0,01 p) e sódio (0,01 p).
  • Primeira linha: fenobarbital (0,01 p) intravenoso (0,01 p).
  • Dose de ataque : 20 mg/kg (0,01 p) em 15–30 minutos (0,01 p) .
  • Se persistir a crise (0,01 p): doses adicionais de 10 mg/kg até total de 40 mg/kg (0,01 p), com vigilância de depressão respiratória (0,01 p) e hipotensão (0,01 p).
  • Manutenção (0,01 p): 3–5 mg/kg/dia (0,01 pontos) , iniciada cerca de 12 horas após o ataque, se ainda necessária.
  • Segunda linha, se refratária: fenitoína (0,01 p) 20 mg/kg IV lenta, ou levetiracetam (0,01 p), ou midazolam (0,01 p) em infusão.
  • Garantir via aérea (0,01 p), oxigenação (0,01 p), acesso vascular (0,01 p) e monitorização (0,01 p).
  • Preferir EEG (0,01 p) ou aEEG (0,01 p), pois grande parte das crises é subclínica (0,01 p).
  • Nas crises agudas provocadas por asfixia, suspender o anticonvulsivante (0,01 p) o mais breve possível após o controle, ainda na internação.

(II) Tratamento específico da encefalopatia hipóxico-isquêmica

Sim. Indica-se hipotermia terapêutica (0,01 p) como medida de neuroproteção (0,01 p).

Justificativa clínica deste caso:

  • RN a termo (0,01 p), AIG (0,01 p).
  • Líquido meconial (0,01 p) e Apgar (0,01 p) 2 / 3 / 5 (0,01 p) / 7 no 1º, 5º, 10º (0,01 p) e 15º minutos: depressão perinatal grave.
  • Convulsão clônica (0,01 p) com 1 h 30 min: critério de encefalopatia (0,01 p) moderada (0,01 p) a grave (0,01 p).

Conduta:

  • Iniciar nas primeiras 6 horas (0,01 p) de vida.
  • Temperatura-alvo 33,5 °C (0,01 p) (faixa 33–34 °C), corpo inteiro ou seletiva de cabeça.
  • Manter por 72 horas (0,01 p).
  • Reaquecimento (0,01 p) lento (0,2–0,5 °C/h).
  • Realizar em centro com UTIN, suporte ventilatório e hemodinâmico (0,01 p).

Efeito esperado:

  • Reduz lesão cerebral (0,01 p) secundária (metabolismo, excitotoxicidade, inflamação, apoptose).
  • Diminui mortalidade (0,01 p) e sequelas (0,01 p) neurológicas graves.
  • Reduz a carga de convulsões (0,01 p).

Cuidados associados: evitar hipertermia (0,01 p), manter normoglicemia (0,01 p), normocapnia (0,01 p), perfusão (0,01 p) e restrição hídrica inicial; a hipotermia não substitui o tratamento da crise.


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.82)




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