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OSTEOMIELITE AGUDA NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Osteomielite é o processo infeccioso do osso que evolui com destruição tecidual progressiva e formação de sequestros ósseos.
É um processo inflamatório-infeccioso ósseo ocorrendo de forma característica na metáfise de ossos longos. Pode gerar comprometimentos duradouros e sequelas incapacitantes, visto que é possível acometer a fise dos ossos. Usualmente causado por bactérias.
O processo começa na região medular e progride para a região cortical, ou seja, é - na maioria dos casos - uma disseminação hematogênica.

OBJETIVA: (1058008 votos)..........98.15% das questões objetivas receberam votos.
Paciente de 45 anos, sexo masculino, proveniente de zona endêmica para doença de Chagas, com história de obstipação intestinal crônica com piora progressiva dos sintomas, ficando até 15 dias sem evacuar. A suspeita clínica é de megacólon chagásico. Sobre a doença de Chagas, pode-se afirmar:
A. o volvo da sigmoide, complicação do megacólon chagásico, deve ser tratado cirurgicamente, sendo a colectomia total a cirurgia mais comumente utilizada
B. a ausência de dilatação do cólon no enema opaco afasta a possibilidade de colopatia chagásica
C. a presença de acalasia do esfíncter externo do ânus confirma a suspeita clínica de colopatia chagásica em pacientes com sorologia positiva para doença de Chagas e sintomas de obstipação intestinal crônica, com ou sem dilatação dos cólons
D. cerca de 30% dos pacientes infectados pelo T. cruzi apresentam a forma indeterminada ou subclínica da Doença de Chagas
E. a forma crônica sintomática da doença de Chagas, incluindo o comprometimento digestivo como o megacólon, ocorre em cerca de 70% dos pacientes infectados pelo T. cruzi

  RATING: 2

Paciente de 45 anos, sexo masculino, proveniente de zona endêmica para doença de Chagas, com história de obstipação intestinal crônica com piora progressiva dos sintomas, ficando até 15 dias sem evacuar. A suspeita clínica é de megacólon chagásico. Sobre a doença de Chagas, pode-se afirmar:

A. o volvo da sigmoide, complicação do megacólon chagásico, deve ser tratado cirurgicamente, sendo a colectomia total a cirurgia mais comumente utilizada
INCORRETO: Embora o volvo de sigmoide represente complicação aguda frequente do megacólon chagásico e exija abordagem cirúrgica (com desvolvulação, ressecção e eventual estomia em casos emergenciais), a colectomia total não é o procedimento mais utilizado. As técnicas eletivas mais empregadas são a retossigmoidectomia anterior (cerca de 53% dos casos), seguida de hemicolectomia esquerda e operação de Duhamel-Haddad; a colectomia total responde por menos de 6% das intervenções e reserva-se para casos muito extensos ou recorrentes.
B. a ausência de dilatação do cólon no enema opaco afasta a possibilidade de colopatia chagásica
CORRETO : A colopatia chagásica, manifestação digestiva crônica da infecção por T. cruzi, caracteriza-se por denervação autonômica que leva a alterações motoras, alongamento e, sobretudo, dilatação segmentar dos cólons (principalmente sigmoide e reto). O enema opaco constitui o exame padrão-ouro para confirmação diagnóstica nos pacientes com sorologia positiva e sintomas de constipação crônica, pois demonstra objetivamente a ectasia colônica ou dolicomegacólon. A ausência completa de dilatação afasta o diagnóstico de colopatia chagásica, pois exclui a lesão anatômica característica; sintomas isolados ou sorologia positiva sem imagem radiológica compatível indicam apenas constipação funcional ou outra etiologia, sem configurar a forma digestiva específica.
C. a presença de acalasia do esfíncter externo do ânus confirma a suspeita clínica de colopatia chagásica em pacientes com sorologia positiva para doença de Chagas e sintomas de obstipação intestinal crônica, com ou sem dilatação dos cólons
INCORRETO : A acalasia (falha de relaxamento) na colopatia chagásica afeta o esfíncter anal interno (músculo liso, inervado autonomicamente e sujeito à destruição dos plexos mientéricos pelo T. cruzi), com abolição ou alteração do reflexo inibitório retoanal à manometria. O esfíncter externo, músculo estriado de inervação somática (nervo pudendo), não sofre denervação chagásica; sua acalasia não faz parte do quadro e não confirma a colopatia, podendo indicar outras condições como distúrbios do assoalho pélvico ou lesões neurológicas periféricas.
D. cerca de 30% dos pacientes infectados pelo T. cruzi apresentam a forma indeterminada ou subclínica da Doença de Chagas
INCORRETO : A forma indeterminada (assintomática, com sorologia positiva mas sem alterações clínicas, eletrocardiográficas ou radiológicas) acomete a maioria dos infectados, estimada em 60-70% ao longo da vida. Apenas 20-30% evoluem para as formas crônicas sintomáticas (cardíaca, digestiva ou mista), geralmente após décadas.
E. a forma crônica sintomática da doença de Chagas, incluindo o comprometimento digestivo como o megacólon, ocorre em cerca de 70% dos pacientes infectados pelo T. cruzi
INCORRETO : A evolução para a forma crônica sintomática (cardiopatia, colopatia ou associada) ocorre em apenas 20-30% dos infectados pelo T. cruzi; a grande maioria permanece na forma indeterminada, com bom prognóstico e baixa progressão anual (2-5% ao ano). A estimativa de 70% para formas sintomáticas inverte os dados epidemiológicos consolidados.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2)

DISCURSIVA: (178736 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Explique detalhadamente a fisiopatologia da dermatite atópica, abordando os seguintes pontos:
(I) As duas hipóteses principais na etiopatogenia da dermatite atópica (outside-inside e inside-outside). - 0,25 pontos
(II) O papel da filagrina na integridade da barreira cutânea e como a sua disfunção contribui para a dermatite atópica e outras condições. - 0,25 pontos


RATING: 2.97

Explique detalhadamente a fisiopatologia da dermatite atópica, abordando os seguintes pontos:
(I) As duas hipóteses principais na etiopatogenia da dermatite atópica (outside-inside e inside-outside). - 0,25 pontos
(II) O papel da filagrina na integridade da barreira cutânea e como a sua disfunção contribui para a dermatite atópica e outras condições. - 0,25 pontos

(I) As duas hipóteses principais na etiopatogenia da dermatite atópica (outside-inside e inside-outside).
Hipóteses na Etiopatogenia da Dermatite Atópica:
A dermatite atópica é explicada por duas hipóteses principais:
1) Hipótese outside-inside (de fora para dentro): Esta teoria postula que a dermatite atópica começa primariamente por uma disfunção da barreira cutânea (0,015625 p). A barreira epidérmica, composta de estruturas proteicas como a filagrina (0,015625 p), previne a perda transepidérmica de água (0,015625 p) e impede a penetração de antígenos (0,015625 p), irritantes (0,015625 p) e micróbios do ambiente (0,015625 p). Quando esta barreira é comprometida (0,015625 p), há maior penetração de alérgenos e irritantes (0,015625 p) que podem desencadear inflamação. (0,015625 p)
2) Hipótese inside-outside (de dentro para fora): Segundo esta teoria, a dermatite atópica seria produzida primariamente por uma desregulação imunológica (0,015625 p) que desencadearia uma resposta inflamatória (0,015625 p) a irritantes e alérgenos ambientais. (0,015625 p). Aqui, a causa inicial seria uma alteração no sistema imunológico (0,015625 p) que leva à inflamação (0,015625 p) e subsequente disfunção da barreira cutânea (0,015625 p).

(II) O papel da filagrina na integridade da barreira cutânea e como a sua disfunção contribui para a dermatite atópica e outras condições.
A filagrina é uma proteína estrutural crítica (0,015625 p) para a função da barreira cutânea (0,015625 p). Ela é responsável pela integridade da barreira epidérmica (0,015625 p) e pelo equilíbrio do microbioma da pele (0,015625 p).
A perda da função do gene da filagrina (0,015625 p) está associada a dermatite atópica (0,015625 p) persistente e grave (0,015625 p). Essa falha na barreira cutânea (0,015625 p) resulta em um aumento do pH da pele (0,015625 p), promovendo a colonização por Staphylococcus aureus (0,015625 p) e aumentando a atividade das proteases (0,015625 p), o que desencadeia inflamação (0,015625 p).
Além da dermatite atópica, mutações na filagrina (0,015625 p) aumentam o risco de outros problemas de saúde (0,015625 p), como asma (0,015625 p), dermatite de contato alérgica (0,015625 p) e alergia ao amendoim (0,015625 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

CASO CLINICO: (208241 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, branco, 70 anos, tabagista crônico (50 maços-ano), com exposição ocupacional prévia em indústria de tintas, procura atendimento por hematúria indolor macroscópica recorrente há 3 meses, associada a sintomas irritativos vesicais (urgência e frequência). Exame físico sem massa pélvica palpável. Ultrassonografia mostra lesão papilar na bexiga. Citologia urinária positiva para células de alto grau. Não há hidronefrose.

I. Qual é a suspeita diagnóstica principal? ....................... 0,15 pontos
II. Qual a possível causa etiológica mais provável da doença diagnosticada? ............... 0,15 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ...................... 0,10 pontos
IV. Qual o tratamento inicial recomendado para a forma não músculo-invasiva suspeitada?  .............. 0,10 pontos



RATING: 3.15

Resposta à Questão I (Suspeita diagnóstica)
A suspeita diagnóstica principal é carcinoma urotelial de bexiga.
  • Hematúria indolor macroscópica recorrente é a manifestação clínica mais frequente, presente em até 80% dos pacientes (0,05 p).
  • Homem branco idoso apresenta incidência 2,5 a 4 vezes maior que em mulheres, com pico entre 80-84 anos e risco de tumor invasivo de 3,5% a partir dos 70 anos (0,05 p).
  • Citologia positiva para células de alto grau associada a lesão papilar na ultrassonografia reforça lesão urotelial (0,05 p).

Resposta à Questão II (Possível causa etiológica)
A causa etiológica mais provável é o tabagismo crônico (fator de risco ambiental principal).
  • Tabagismo é o fator de risco mais importante e mais bem estudado; fumantes têm de 2 a 4 vezes mais chance de desenvolver câncer de bexiga, com associação proporcional à quantidade e ao tempo de exposição (0,05 p).
  • Alfa- e beta-naftilaminas do cigarro são absorvidas, eliminadas na urina e causam dano celular repetido direto no urotélio (0,05 p).
  • Exposição ocupacional (indústria de tintas) responde por 15% a 35% dos casos em homens, com carcinógenos como benzidina e longo período de latência (0,05 p).

Resposta à Questão III (Melhor modalidade confirmatória)
A melhor modalidade para confirmar o diagnóstico é a cistoscopia rígida associada à ressecção transuretral completa com biópsia tecidual e amostras da muscular própria.
  • Cistoscopia rígida + ressecção transuretral constitui o método padrão-ouro para diagnóstico definitivo, permitindo inspeção direta da mucosa e avaliação da profundidade de infiltração (0,05 p).
  • Deve incluir amostras da muscular própria da bexiga para estadiamento preciso e evitar subestadiamento (0,05 p).

Resposta à Questão IV (Tratamento inicial)
O tratamento inicial recomendado é ressecção transuretral completa seguida de quimioterapia intravesical perioperatória imediata (mitomicina C dentro das primeiras 6 horas).
  • Ressecção transuretral completa é o padrão-ouro para tratamento inicial de tumores não músculo-invasivos, com objetivo de remoção de todas as lesões visíveis e estadiamento preciso (0,05 p).
  • Quimioterapia intravesical perioperatória (mitomicina C) reduz o risco relativo de recorrência em cerca de 39% quando instilada preferencialmente no mesmo dia, idealmente < 6 horas após a ressecção (0,05 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.15)




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