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EMERGÊNCIAS ADRENAIS NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A insuficiência adrenal primária manifesta-se raramente na infância.
A insuficiência supra-renal primária apresenta-se frequentemente de forma insidiosa, sendo os seus sintomas e sinais iniciais muitas vezes inespecíficos.
A insuficiência adrenal primária (Doença de Addison) tem como principais causas a adrenalite autoimune e as infecções que acometem a glândula suprarrenal (tuberculose, micoses profundas, citomegalovírus e HIV, por exemplo). Como consequência disso, ocorre comprometimento da função do córtex adrenal ocasionando deficiência na produção de cortisol, de aldosterona e de androgênios adrenais.
Na vigência de um estresse desencadeante pode apresentar-se de forma aguda, constituindo uma verdadeira emergência médica, pelo que o grau de suspeição clínica deve ser elevado.

OBJETIVA: (1416674 votos)..........96.02% das questões objetivas receberam votos.
Um homem de 75 anos apresenta sopro carotídeo. É realizado um arteriograma do paciente que é mostrado na seqüência:

O paciente tem hipertensão leve e DPOC leve. A recomendação para esse paciente seria:
A. terapia medicamentosa com 325 mg/dia de aspirina e determinação dos fatores de risco clínico
B. tratamento clínico com warfarin
C. angioplastia da lesão da carótida seguida de endarterectomia de carótida se a angioplastia não tivesse bom resultado
D. endarterectomia de carótida
E. determinação de risco clínico e endarterectomia de carótida se fossem desenvolvidos sintomas neurológicos

  RATING: 2.69

Um homem de 75 anos apresenta sopro carotídeo. É realizado um arteriograma do paciente que é mostrado na seqüência:

O paciente tem hipertensão leve e DPOC leve. A recomendação para esse paciente seria:

A. terapia medicamentosa com 325 mg/dia de aspirina e determinação dos fatores de risco clínico
INCORRETO: Pacientes com estenose de carótida assintomática com 60% ou mais de redução do diâmetro, e cujos estados gerais de saúde os tornavam bons candidatos para cirurgia eletiva, mostraram significativa redução no risco em cinco anos de AVC ipsilateral com a cirurgia comparados àqueles tratados clinicamente (5,1 vs. 11,0%). Os pacientes tratados clinicamente receberam aspirina diariamente.
B. tratamento clínico com warfarin
INCORRETO : O warfarin não se mostrou eficaz no tratamento dos pacientes com doença de carótida.
C. angioplastia da lesão da carótida seguida de endarterectomia de carótida se a angioplastia não tivesse bom resultado
INCORRETO : A angioplastia de estenose de carótida vem sendo realizada em algumas instituições com pura base investigacional e, até o momento, ainda não tomou o lugar da cirurgia como o tratamento de escolha para as estenoses graves de carótida.
D. endarterectomia de carótida
CORRETO : Pacientes com estenose de carótida assintomática com 60% ou mais de redução do diâmetro, e cujos estados gerais de saúde os tornam bons candidatos para cirurgia eletiva, mostram significativa redução no risco em cinco anos de AVC ipsilateral com a cirurgia comparados àqueles tratados clinicamente.
E. determinação de risco clínico e endarterectomia de carótida se fossem desenvolvidos sintomas neurológicos
INCORRETO : A lesão grave da artéria carótida extracraniana é responsável por 14% de todos os acidentes vasculares cerebrais. A revascularização carotídea vem sendo realizada há mais de 50 anos, e diversos estudos tem provado que a intervenção pode evitar esse desfecho, mas com risco não-negligenciável de complicações graves. Mais recentemente, os procedimentos de angioplastia carotídea tem ampliado a escala de opções invasivas, mas não foi observada a redução estimada do risco periprocedimental. Além disso, a incidência aumentada de aterosclerose resultou em uma grande heterogeneidade de pacientes que são candidatos possíveis a endarterectomia ou a angioplastia, e a evolução de terapia farmacológica mudou a proporção do risco-benefício da intervenção em diversos casos de doença aterosclerótica. Com relação aos pacientes tratados com a melhor terapia médica atual, a intervenção carotídea apenas deveria ser realizada quando houver um risco periprocedimental documentado de menos de 6%, em pacientes sintomáticos. Apesar de diretrizes principais endossarem a intervenção em pacientes assintomáticos desde que o risco periprocedimental seja inferior a 3%, a magnitude restrita da prevenção absoluta de acidentes vasculares cerebrais coloca a intervenção carotídea como um procedimento questionável em uma população assintomática não-selecionada.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.69)

DISCURSIVA: (198036 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Descreva a técnica de diagnóstico do pulso paradoxal que utiliza o manguito do esfigmomanômetro. (0,5 pontos).


RATING: 3.09

Descreva a técnica de diagnóstico do pulso paradoxal que utiliza o manguito do esfigmomanômetro. (0,5 pontos).

A verdadeira avaliação de pulso paradoxal requer medir a pressão arterial com o uso de um manguito de pressão manual:

  1. Insufle o manguito até não ouvir mais sons (como de costume). 0,1 pontos
  2. Diminua lentamente a pressão no manguito 0,1 pontos
  3. observe o ponto no qual os primeiros sons de Korotkoff são ouvidos inicialmente, que será quando a criança está expirando 0,1 pontos
  4. Continue a desinflar o manguito lentamente e observe o ponto no qual os sons de Korotkoff são ouvidos regularmente durante todo o ciclo respiratório 0,1 pontos
  5. Se a diferença entre esses dois pontos for maior que 10 mmHg, a criança tem pulso paradoxal clinicamente significativo. 0,1 pontos

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.09)

CASO CLINICO: (230224 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 67 anos, de etnia negra, com história familiar de câncer de próstata em ascendente de primeiro grau diagnosticado precocemente, previamente assintomático, desenvolve em poucas semanas jato urinário fraco e fino, hesitação, gotejamento terminal e noctúria intensa. O exame físico revela nódulo endurecido no toque retal sem extensão óbvia para vesículas seminais. Não há dor óssea ou edema de membros inferiores. PSA total de 7,5 ng/mL.

Questões:

I. Qual a suspeita diagnóstica mais provável? (0,15 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,15 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,1 pontos)
IV. Qual o tratamento indicado considerando o provável estadiamento inicial? (0,1 pontos)





RATING: 2.99

Questão I (Suspeita diagnóstica)

  • Suspeita de câncer de próstata com sintomas do trato urinário inferior graves e rápidos, que costumam indicar tumor de alto grau (Gleason ≥ 8) ou grande volume tumoral (0,05 p)
  • O tumor cresceu para a zona de transição ou invadiu localmente a uretra prostática causando obstrução mecânica importante (0,05 p)
  • Fase possivelmente além do “silêncio clínico” típico da zona periférica (70-75% dos casos), onde o tumor cresce até 1,5-2 cm sem compressão uretral (0,05 p)


Questão II (Possível causa da doença diagnosticada)

  • Risco elevado por história familiar: quanto mais precoce o diagnóstico no ascendente, maior o risco conferido aos descendentes (0,05 p)
  • Incidência substancialmente mais alta em homens negros quando comparados a brancos ou asiáticos (0,05 p)
  • Relação clara e direta com o avanço da idade e aumento progressivo na incidência da neoplasia (0,05 p)


Questão III (Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico)

  • Biópsia transretal da próstata guiada por ultrassonografia, com obtenção de pelo menos 12 fragmentos prostáticos (0,05 p)
  • Indicação baseada em critério de valor elevado de PSA ou presença de nódulo endurecido ao toque retal (ou alterações em ambos os métodos) (0,05 p)


Questão IV (Tratamento)

  • Prostatectomia radical associada à linfadenectomia pélvica, que se mantém como padrão ouro para o controle eficaz e preciso da neoplasia localizada (0,10 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.99)




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