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Homem, 40 anos, com dor abdominal aguda faz tomografia computadorizada (TC) que revela borramento da gordura pericecal e presença de fecalito na luz do apêndice. Submetido à apendicectomia video laparoscópica, evolui bem. O exame histopatológico revela tumor carcinoide do apêndice com 2,5 cm. A conduta adequada é:
A. acompanhamento clínico
INCORRETO: Para tumores >2 cm, o mero acompanhamento clínico (sem intervenção cirúrgica adicional) ignora o alto risco de metástases linfonodais e sistêmicas, potencialmente levando a progressão da doença e pior prognóstico. Embora vigilância seja apropriada para tumores <1 cm ou 1-2 cm com características de baixo risco (sem invasão vascular ou mesoapendiceal), evidências de grandes coortes mostram que, em lesões >2 cm, a ausência de ressecção ampliada resulta em taxas de recidiva de até 30-40%, tornando essa conduta insuficiente e não alinhada com guidelines consolidados.
B. ileocolectomia
CORRETO : A ileocolectomia (também conhecida como hemicolectomia direita) é a conduta cirúrgica recomendada para tumores neuroendócrinos (carcinoides) do apêndice com diâmetro superior a 2 cm, como no caso descrito (2,5 cm), devido ao risco aumentado de metástases linfonodais e disseminação, que pode ocorrer em até 40% desses pacientes. Essa abordagem envolve a ressecção do íleo terminal, ceco e cólon ascendente, com linfadenectomia regional, garantindo margens livres e estadiamento adequado. Mesmo em pacientes assintomáticos pós-apendicectomia inicial e com boa evolução, como aqui, a reintervenção é indicada para prevenir recidiva e melhorar a sobrevida livre de doença. Diretrizes de sociedades como a American Society of Colon and Rectal Surgeons (ASCRS), National Comprehensive Cancer Network (NCCN) e European Neuroendocrine Tumor Society (ENETS) endossam essa estratégia para tumores > 2 cm, independentemente de outros fatores de risco, com evidências demonstrando redução significativa no risco de metástases e taxas de sobrevida global superiores a 80-90% em longo prazo quando realizada em centros especializados.
C. quimioterapia
INCORRETO : A quimioterapia isolada não é indicada como tratamento primário para tumores neuroendócrinos localizados do apêndice, mesmo em tamanhos >2 cm, pois esses tumores são tipicamente de crescimento lento e respondem pobremente a regimes quimioterápicos sistêmicos (como aqueles baseados em platina ou fluorouracil), com taxas de resposta objetiva <20%. Essa abordagem é reservada para casos metastáticos avançados ou irressecáveis, onde pode ser paliativa, mas não substitui a cirurgia curativa. Estudos e consensos enfatizam que, em cenários localizados como este, a quimioterapia adjuvante ou isolada não melhora a sobrevida e pode adicionar toxicidade desnecessária.
D. quimioterapia + radioterapia
INCORRETO : Similar à alternativa anterior, a combinação de quimioterapia e radioterapia não é padrão para tumores neuroendócrinos apendiculares confinados, pois a radioterapia abdominal externa acarreta riscos significativos de toxicidade intestinal e peritoneal sem benefício comprovado em lesões ressecáveis. Essa modalidade é ocasionalmente considerada em contextos paliativos para metástases ou tumores irressecáveis, mas não para casos pós-apendicectomia com tumor > 2 cm sem evidência de doença avançada. Diretrizes não recomendam essa conduta como primeira linha, priorizando a ressecção cirúrgica para controle locorregional.
E. estadiamento com imagem funcional (como PET-CT com análogos de somatostatina) seguido de vigilância se negativo para metástases
INCORRETO : Embora o estadiamento com imagens funcionais (como 68Ga-DOTATATE PET/CT) seja útil para detectar metástases em tumores >2 cm ou sintomáticos, e recomendado em guidelines para complementar o estadiamento pré-operatório, condicionar a vigilância apenas a resultados negativos ignora a necessidade de ressecção ampliada independentemente de achados iniciais, dado o risco inerente de micrometástases linfonodais. Essa opção postergaria o tratamento definitivo, potencialmente permitindo progressão, e é mais apropriada como adjuvante ao planejamento cirúrgico, não como substituta à ileocolectomia em lesões de alto risco.
Gabarito: B
Discorra teoricamente sobre manifestações clínicas, métodos de imagem funcional, conduta cirúrgica e evolução do bócio multinodular atóxico.
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Discorra teoricamente sobre manifestações clínicas, métodos de imagem funcional, conduta cirúrgica e evolução do bócio multinodular atóxico.
FONTE:
1) Formulam o diagnóstico correto desta paciente considerando a forma de gravidade da moléstia crônica atual. (0,1 pontos)
Qualquer um pode ver, então, que, no caso, estamos frente na frente com a tríade: tosse crônica ou recorrente acompanhada de sibilância e dispneia. Ou seja, trata-se e uma crise de asma bronquica, em exacerbação aguda. Entretanto, a questão pede a forma de gravidade da molestia crônica. A criança tem sintomas noturnos, não cada semana, mas de qualquer jeito, mais de duas vezes por mês.
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0 PONTOS |
1 PONTO |
2 PONTOS |
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Simetrica |
Assimetrica |
Diminuida |
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Poucos e geralmente expiratorios |
Podem estar inspiratórios e expiratorios |
Ou muito intensos ou bem diminuidos, com respiração paradoxal e MV bem diminuido também |
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não utilizada ou bem pouco |
Significativamente utilizada |
Intensamente utilizada ou respiração paradoxal, |
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Normal |
Euforia ou depressão |
Torpor, coma |
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Sem cianose |
Presente em ar ambiente, regride com oxigênio |
Presente com FiO2 de 40% |
3) Foi necessário mesmo o pedido de Rx toracico? Qual seria a justificativa? (0,1 pontos) Sua indicação deve ser baseada na história e no exame físico e reservada para:
- menor ou igual a 2 considera-se crise asmática leve
- entre 3 e 4, asma moderada
- maior ou igual a 5, asma grave com falência respiratória provável
- um índice maior ou igual a 7 indica falência respiratória.
A radiografia de tórax (póstero-anterior e incidências laterais) frequentemente parece ser normal em crianças com asma, a não ser por sutis alterações não-específicas de hiperinsuflação (p. ex., retificação do diafragma) e espessamento peribrônquico. A radiografia de tórax é útil para identificar anormalidades que são marcadores de mimetizadores de asma (p. ex., pneumonites de aspiração, campos pulmonares hiperlucentes em bronquiolite obliterante) e as complicações durante as exacerbações da asma (p. ex., atelectasia e pneumotórax). 4) Quais são os argumentos pro e contra uma pneumonia estreptococica no caso apresentado? (0,1 pontos) Argumentos pro:
- suspeita clínica de pneumonia
- pneumotórax
- pneumomediastino
- atelectasia
- aspiração de corpo estranho
- internação por crise grave
Se tivesse sido pneumonia a febre deveria estar alta, o Rx deveria estar caracteristico (velamento lobular ou pelo menos aumento da intensidade). Argumentos contra:
- macicez apical
- tosse com expectoração
5) Qual é a primeira atitude terapêutica no PS para esse caso? (0,1 pontos) A primeira atitude terapêutica: 3 doses de droga agonista de curta duração, em um período entre 1-2 horas. A criança deve ser encaminhada ao hospital quando apresentar ausência de resposta clínica a 3 doses de droga agonista de curta duração, em um período entre 1-2 horas.
- T 37,5°C
- Rx normal
- Sonoridade e frêmito pectoral normal
- Sibilãncia generalizada que indica mais breve crise de broncoespasmo que problema do parenquima
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