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TRATAMENTO DO CHOQUE NEUROGÊNICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

O choque neurogênico é causado por uma lesão grave no cérebro ou na medula espinal (p. ex. lesões do tronco cerebral, transecção completa da medula espinal) que resulta na perda do tônus vascular simpático abaixo do nível da lesão da medula espinal.
A perda do tônus vascular periférico resulta em vasodilatação sistêmica abaixo do nível da lesão -> diminui o retorno venoso —> diminui VS —> diminui DC —> diminui a perfusão tecidual.
A vasodilatação causa uma capacidade vascular falsamente aumentada, na verdade, uma hipovolemia relativa. O volume sanguíneo total permanece o mesmo.

OBJETIVA: (1214553 votos)..........99.09% das questões objetivas receberam votos.
Considerando uma criança de 10 anos com 48 kg, o gasto energético diário segundo a regra de Holliday & Segar é de:
A. 1025 kcal/24 h
B. 2060 kcal/24 h
C. 2750 kcal/24 h
D. 3100 kcal/24 h
E. 3600 kcal/24 h

  RATING: 3.02

Considerando uma criança de 10 anos com 48 kg, o gasto energético diário segundo a regra de Holliday & Segar é de:

A. 1025 kcal/24 h
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. 2060 kcal/24 h
CORRETO : Calcula-se o soro para 24 horas, com base no gasto energético diário segundo a regra de Holliday & Segar:

Para peso maior de 20 kg: além de 1.500 kcal (1.000 kcal para os primeiros 10 kg e 500 kcal para o 11º ao 20º kg), 20 kcal para cada 1 kg que passar de 20 kg.

Para 48 kg: 1500 + (48 - 10) × 20 kcal = 2060 kcal/24 h


C. 2750 kcal/24 h
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. 3100 kcal/24 h
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. 3600 kcal/24 h
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

DISCURSIVA: (186788 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Descreva a técnica de diagnóstico do pulso paradoxal que utiliza o manguito do esfigmomanômetro. (0,5 pontos).


RATING: 3.09

Descreva a técnica de diagnóstico do pulso paradoxal que utiliza o manguito do esfigmomanômetro. (0,5 pontos).

A verdadeira avaliação de pulso paradoxal requer medir a pressão arterial com o uso de um manguito de pressão manual:

  1. Insufle o manguito até não ouvir mais sons (como de costume). 0,1 pontos
  2. Diminua lentamente a pressão no manguito 0,1 pontos
  3. observe o ponto no qual os primeiros sons de Korotkoff são ouvidos inicialmente, que será quando a criança está expirando 0,1 pontos
  4. Continue a desinflar o manguito lentamente e observe o ponto no qual os sons de Korotkoff são ouvidos regularmente durante todo o ciclo respiratório 0,1 pontos
  5. Se a diferença entre esses dois pontos for maior que 10 mmHg, a criança tem pulso paradoxal clinicamente significativo. 0,1 pontos

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.09)

CASO CLINICO: (218904 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo masculino, 54 anos, com queixa de pirose retroesternal de longa data (há mais de 10 anos), com piora progressiva nos últimos 2 anos.

Vem apresentando regurgitação, principalmente no período noturno.

Teve emagrecimento de 2 kg nos últimos 12 meses (índice de massa corporal atual de 33 kg/m2).

Realizada endoscopia digestiva alta, observou-se ulceração esofágica, com friabilidade e presença de mucosa de aspecto róseo-avermelhado, circunferencial, com 4 cm de extensão, projetando proximalmente a partir da junção escamo-colunar. Foram realizadas biópsias da região da junção gastro-esofágica, cujo corte histológico é apresentado abaixo.

1) Qual o diagnóstico para esse paciente? - 0,1 pontos

2) Qual é o prognóstico para esse paciente? - 0,1 pontos

3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente? - 0,3 pontos




RATING: 3.04

1) Qual o diagnóstico?

Doença do refluxo gastro-esofágico (DRGE) complicada com esôfago de Barret. (0,1 p)

DISCUSSÃO: Trata-se de um paciente com queixas de queimação retroesternal e regurgitação, os dois sintomas mais frequentes em pacientes portadores de DRGE. Observa-se IMC de 33, ou seja, obesidade grau I, comum em pacientes que sofrem de DRGE. A endoscopia documenta a presença de esofagite erosiva e achados comuns ao esôfago de Barret. Este último é confirmado pelo corte histológico, onde notam-se áreas de epitélio colunar especializado ao nível da junção gastro-esofágica.

2) Qual é o prognóstico?

Em termos prognósticos, a incidência de adenocarcinoma é 40X maior nos pacientes com esôfago de Barret quando comparado com a população em geral. Requer, portanto, acompanhamento a longo prazo. O principal marcador de potencial de malignidade será a presença de displasia.  (0,1 p)

3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente?

  • inicialmente controlar a inflamação relacionada a DRGE com terapia antissecretória (0,1 p)
  • realizar nova endoscopia com múltiplas biópsias visando descartar a presença de displasia (preferencialmente confirmada por mais de um patologista). A ausência de displasia implica controle endoscópico a cada 2, 3 anos. Displasia leve, controle endoscópico semestral e posteriormente anual. Displasia de alto grau deve ser tratada com esofagectomia ou acompanhamento com biópsias, inicialmente a cada mês, e posteriormente trimestrais. (0,1 p)
  • Não há tratamento curativo específico usado rotineiramente para o esôfago de Barret. Portanto, além do acompanhamento endoscópico, a DRGE deve ser controlada, conforme sua evolução, com terapia clínica e/ou operatória. (0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.04)




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