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Sobre a parada cardiorrespiratória (PCR) em crianças pode se afirmar:
A. é frequentemente reversível e a maioria das crianças sobrevivem sem sequelas se o evento ocorrer dentro duma unidade hospitalar
INCORRETO: Lógico que, se a PCR ocorrer dentro dum hospital, há uma taxa de sobrevivência mais alta, por motivos óbvios. Assim como a chance de ter menos sequelas neurologicas (sobrevivência neurológica intacta).
É bom, contudo não esquecer que, apesar do melhor resultado na PCR em ambiente hospitalar, a maioria das crianças com PCRIH não sobrevivem ou, quando sim, apresentam prejuízo neurológico considerável.
B. ritmos chocáveis apresentam a maior taxa de sobrevivência se tratadas corretamente e rápido
CORRETO : Quanto o jeito de ser influenciada pelo ritmo de apresentação, é conhecido o fato que um ritmo de apresentação chocável (FV ou TVSP) confere mais chances da pessoa ser ressuscitada.
C. a maior taxa de sobrevivência, conforme os estudos está caracterizando os ritmos chocáveis desenvolvidos como um ritmo secundário durante uma tentativa de ressuscitação (isto é, não como o ritmo da PCR inicial) em crianças hospitalizadas
INCORRETO : Os ritmos não-chocáveis (por exemplo, assistolia) não passa de 7% a 24%. No mesmo tempo se uma FV/TVSP se desenvolve como um ritmo secundário durante uma tentativa de ressuscitação (isto é, não como o ritmo da PCR inicial) em crianças hospitalizadas, a sobrevivência é menor do que a observada em PCRs com ritmos não chocáveis
D. assistolia tem, geralmente uma boa chance de reversão e é associada com uma sobrevivência satisfatoria
INCORRETO : Os ritmos não-chocáveis (por exemplo, assistolia) não passa de 7% a 24% sobrevivência
E. em bebés e crianças a fibrilação ventricular e a taquicardia ventricular representa a maioria das causas de colapso e PCR
INCORRETO : Em bebês e crianças, a maioria das PCR resulta de insuficiência respiratória progressiva, choque ou ambos. Com menor frequência, as PCR pediátricas podem ocorrem sem aviso (isto é, com colapso súbito), derivadas de uma arritmia (fibrilação ventricular (FV) ou taquicardia ventricular (TV).
Gabarito: B
Sobre a Síndrome de Cushing, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:
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Sobre a Síndrome de Cushing, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:
2. Os mecanismos fisiopatológicos centrais incluem:
4. Princípios teóricos de diferenciação:
5. Bases teóricas do tratamento cirúrgico:
FONTE:
PLATAFORMA MISODOR - SÍNDROME DE CUSHING DE ORIGEM ADRENAL (HIPERCORTISOLISMO ACTH-INDEPENDENTE)
1) a) Coarctação da aorta (0,125 p) b) Hipertensão arterial juvenil (0,125 p)
DISCUSSÃO (não vai ser gabaritada!): A coarctação da aorta é uma malformação congênita que ocorre em 7% dos doentes portadores de cardiopatias congênitas, com predomínio no sexo masculino (relação 2:1). Caracteriza-se por um estreitamento segmentar da artéria aorta, geralmente localizado a montante da emergência da artéria subclávia esquerda e, em dois terços das crianças, leva ao desenvolvimento de hipertensão arterial.
A coarctação da aorta reconhecida após a primeira infância raramente está associada a sintomas significativos. Porque? Geralmente, é uma forma justaductal simples. Encontraremos aqui: fraqueza ou dor (ou ambos) nas pernas após o exercício, hipertensão no exame físico de rotina - frequentemente essas crianças se apresentam no cardiologista para isso O sinal clássico de coarctação da aorta é uma diferença na pulsação e na pressão arterial nos braços e nas pernas. Isto tem lógica no fato que, por conta da coartação (estreitamento) o fluxo sanguineo para as porções declivas é muito baixo. Traduzido isso significa que vamos ter lugares com pulso fraco e lugares com pulso amplo. São fracos ou ausentes em mais de 40% das situações: pulsos femorais, pulsos poplíteos, pulsos tibiais posteriores, pulsos pediosos. São amplos: pulsos dos braços e os pulsos dos vasos carotídeos ATRASOS: Normalmente, o pulso femoral ocorre ligeiramente antes do pulso radial e a pressão arterial sistolica nas pernas obtida pelo método do manguito (cuff) é 10-20 mmHg maior do que nos braços. Os pulsos radiais e femorais sempre devem ser palpados simultaneamente, pesquisando-se a eventual presença de um atraso radial-femoral.
Na coarctação da aorta: a pressão arterial nas pernas e menor do que nos braços (pacientes com coarctação que têm mais de 1 ano de idade) Com o exercício, ocorre uma elevação mais acentuada na pressão arterial sistêmica, e o gradiente extremidade superior-inferior aumentará e é frequentemente dificil obtê-la (90% têm hipertensão sistólica em um dos membros superiores maior que o percentil 95 para a idade).
2) A coarctação da aorta é causa de HTA secundária em menos de 1% das causas conhecidas de HTA. (0,125 p)
DISCUSSÃO (não vai ser gabaritada!): Tal como referido anteriormente, caracteriza-se por um estreitamento segmentar da artéria aorta, que pode ocorrer em qualquer ponto da sua extensão, ainda que mais frequentemente se localize a juzante do tronco arterial braquiocefálico. Cerca de dois terços das crianças com esta malformação desenvolvem hipertensão arterial.
As manifestações clínicas dependem do local e da extensão da obstrução, bem como da presença de anomalias cardíacas associadas, sendo a mais frequente a válvula aórtica bicúspide, presente neste caso. Pode ainda associar-se a aneurisma de Berry ou disgenesia gonadal (síndroma de Turner).
3) Cirurgia reparatoria.(0,125 p)
DISCUSSÃO (não vai ser gabaritada!): Crianças mais velhas significa que a coartação não foi tão grave para aparecer cedo. Ou seja, eles devem ser tratadas relativamente logo após o diagnóstico. Isto porque, quando diagnosticados, a coartação já deve causar efeitos hemodinamicos importantes!
Entretanto, agora, o atraso é injustificável, em especial após a segunda década de vida, quando a operação pode ser menos bem-sucedida por a uma função ventricular esquerda reduzida e por alterações degenerativas na parede da aorta.
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