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DISTOPIAS GENITAIS (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

Pelo menos metade das mulheres férteis desenvolvem algum degrau de hérnia vaginal (o mais comum e o colpocelo e o retocele), em maioria dos casos depois a menopausa. Aproximadamente 10% tem sintomas e precisam de tratamento. A causa do prolapso vaginal esta representada de defeitos de suporte endopelvico, fascia ou chão pélvico. Tal defeitos podem ocorrer também como resultado de enfraquecimento congênito, trauma de parto, contração forte dos músculos (como aparece em caso de constipações) ou lacerações musculo-fasciais. As hérnias vaginalis raramente acontecem na juventude, os defeitos ficam visíveis somente em meses ou anos. Outras causas de prolapso são aquelas que aumentam a pressão intra-abdominal e realce a tensão das estruturas pélvicas.

OBJETIVA: (1423174 votos)..........96.14% das questões objetivas receberam votos.
Achados oftamológicos na pré-eclampsia incluem:
A. exsudatos e hemorragia
B. perda da curvatura da córnea
C. edema de retina
D. dilatação arteriolar
E. degeneração da mácula

  RATING: 2.94

Achados oftamológicos na pré-eclampsia incluem:

A. exsudatos e hemorragia
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. perda da curvatura da córnea
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. edema de retina
CORRETO : Os exsudatos e hemorragias geralmente são encontrados nos estados hipertensivos crônicos e não na pré-eclampsia. O espasmo arteriolar é representativo do vasoespasmo generalizado que ocorre na préeclampsia. Pode ocorrer hemorragia ou descolamento de retina. Em geral é unilateral e raramente provoca perda total da visão.
D. dilatação arteriolar
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. degeneração da mácula
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

DISCURSIVA: (199042 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discuta as lesões pré-malignas do epitélio vesical, a classificação das neoplasias uroteliais papilares malignas e o estadiamento TNM do câncer de bexiga urinária.

  1. Descreva a sequência evolutiva das lesões pré-malignas e as características histológicas e moleculares da displasia urotelial. (Subtotal da questão 1 = 0,12 p)
  2. Diferencie as neoplasias uroteliais de baixo potencial maligno (NUBPM), o carcinoma urotelial de baixo grau e o carcinoma papilar urotelial de alto grau quanto a aspectos histológicos, recidiva e progressão. (Subtotal da questão 2 = 0,09 p)
  3. Explique a classificação TNM com ênfase nos estágios T (Ta, Tis, T1, T2 e subestágios).  (Subtotal da questão 3 = 0,13 p)
  4. Indique os principais métodos diagnósticos de imagem e o papel da cistoscopia no diagnóstico e estadiamento. (Subtotal da questão 4 = 0,16 p)




RATING: 3.16

Discuta as lesões pré-malignas do epitélio vesical, a classificação das neoplasias uroteliais papilares malignas e o estadiamento TNM do câncer de bexiga urinária.

  1. Descreva a sequência evolutiva das lesões pré-malignas e as características histológicas e moleculares da displasia urotelial. (Subtotal da questão 1 = 0,12 p)
  2. Diferencie as neoplasias uroteliais de baixo potencial maligno (NUBPM), o carcinoma urotelial de baixo grau e o carcinoma papilar urotelial de alto grau quanto a aspectos histológicos, recidiva e progressão. (Subtotal da questão 2 = 0,09 p)
  3. Explique a classificação TNM com ênfase nos estágios T (Ta, Tis, T1, T2 e subestágios).  (Subtotal da questão 3 = 0,13 p)
  4. Indique os principais métodos diagnósticos de imagem e o papel da cistoscopia no diagnóstico e estadiamento. (Subtotal da questão 4 = 0,16 p)


1. Sequência evolutiva das lesões pré-malignas e características da displasia urotelial

  • As lesões pré-malignas surgem no epitélio de transição e seguem sequência bem definida: 1. hiperplasia → 2. atipia → 3. displasia → 4. câncer (0,03 p).
  • Hiperplasia urotelial: aumento do número de camadas epiteliais (>7 camadas normais) + desorganização da arquitetura celular; muito frequente ao redor de tumores de baixo grau já existentes e pode representar foco de futura recorrência em pacientes tratados (0,02 p).
  • Atipia urotelial: surge como resposta a fatores externos (inflamação crônica, infecções repetidas, irritação por cálculos, cateteres ou substâncias químicas); microscopicamente: núcleos aumentados, nucléolos proeminentes e, por vezes, mitoses (0,02 p).
  • Displasia urotelial: passo adiante na escala de malignidade; características: células coalescentes, núcleos alterados de tamanho e forma, nucléolos proeminentes, figuras mitóticas anormais; alterações restritas às camadas basais e intermediárias (preserva camadas superficiais mais maduras) – diferente do CIS que compromete toda a espessura (0,03 p).
  • Do ponto de vista molecular: pode apresentar perdas do cromossomo 9 e do braço 17p (0,01 p).
  • Risco de progressão: em média 20% das displasias evoluem para CIS; sobe para até 60% quando há história prévia de câncer urotelial (0,01 p).

2. Diferenças entre NUBPM, carcinoma de baixo grau e carcinoma papilar de alto grau

  • NUBPM (antigamente tumor urotelial papilífero grau I): alterações mínimas (discreto aumento de camadas epiteliais, polaridade celular praticamente normal, lesão única); mais frequente em homens (proporção 5:1); mitoses raras; taxa de recidiva 20% a 40%, progressão rara (0% a 8%) – comportamento de baixo potencial maligno (0,03 p).
  • Carcinoma urotelial de baixo grau (antigamente grau II): tramas fibrovasculares bem formadas, ramificações papilares mais complexas, aumento do volume celular, atipia celular mais evidente e frequente, geralmente multifocal; taxa de recidiva até 60%, risco de progressão até 13% (0,03 p).
  • Carcinoma papilar urotelial de alto grau: forma mais agressiva; pilares papilares fusionados, crescimento desordenado, numerosas figuras de mitose, células pleomórficas com núcleos aumentados e hipercromáticos; recidiva em 76,5% dos pacientes (36,5% nova recorrência + 40% progressão), metástases sistêmicas em 20%, cerca de 15% dos pacientes morrem (todos os óbitos no grupo com progressão) (0,03 p).

3. Classificação TNM – ênfase nos estágios T

  • Estadiamento segue critérios da UICC (2009) e AJCC utilizando sistema TNM (T = extensão do tumor primário; N = linfonodos regionais; M = metástases) (0,02 p).
  • Camadas da parede vesical: epitélio de transição → lâmina própria (submucosa) → muscular própria (detrusor) → gordura perivesical (0,02 p).
  • Ta: tumor papilar não invasivo (0,02 p).
  • Tis: carcinoma in situ (lesão plana, não invasiva, alto grau) (0,02 p).
  • T1: invasão da lâmina própria (subdividido em T1a – superficial, sem atingir muscular da mucosa; T1b – até muscular da mucosa) (0,02 p).
  • T2: invasão da muscular própria (T2a – metade superficial/interna; T2b – metade profunda) (0,02 p).
  • Tumores Tis e Ta de alto grau são lesões precursoras que tendem a progredir para T2 (0,01 p).

4. Principais métodos diagnósticos de imagem e papel da cistoscopia

  • Hematúria indolor (macroscópica ou microscópica) é a manifestação mais frequente (até 80% dos pacientes) (0,03 p).
  • Ultrassonografia: método inicial mais empregado (baixo custo, boa acurácia para lesões >5 mm, ausência de complicações, fácil disponibilidade); mostra massa papilar hipoecoica ou espessamento focal; Doppler colorido demonstra vascularização (diferencia de coágulos); detecção de hidronefrose = marcador de pior prognóstico (invasão muscular provável); limitação: não define profundidade de infiltração (0,03 p).
  • Urografia excretora (UGE): revela tumor como bexiga de pequena capacidade com paredes espessadas/irregulares ou defeito de enchimento; importante para trato urinário superior (defeito de enchimento, estenose, hidronefrose); limitações: exige rim funcionante, difícil para tumores < 3 cm ou superficiais (0,04 p).
  • Cistoscopia rígida + ressecção transuretral + biópsia tecidual = método padrão-ouro para diagnóstico definitivo e estadiamento; permite inspeção detalhada de trígono, meatos ureterais e colo; indicada em regime ambulatorial nas mulheres; nos homens, com anestesia (0,05 p).


FONTE:

CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.16)

CASO CLINICO: (231285 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Um infante do sexo masculino de 8 meses de idade é levado ao pronto-socorro pela sua avó após ter começado a apresentar movimentos mioclônicos de seus braços e pernas aproximadamente 20 minutos antes de sua chegada ao hospital. A enfermeira relata que na triagem o infante teve um movimento mioclônico intermitente dos braços e pernas e parecia sonolento. O histórico não é informativo. A avó relata que ela forneceu somente fórmula infantil ao infante nos últimos 5 dias. Ela tem cuidado dele, enquanto a mãe está viajando. A revisão dos sintomas é negativa para doença do trato respiratório superior, febre, vômito, diarreia ou alteração nos hábitos alimentares.
No exame físico, os sinais vitais são normais. Ele não apresenta movimentos mioclônicos óbvios, porém apresenta tônus muscular reduzido. Suas pupilas são de 3 mm e respondem lentamente à luz bilateralmente. A fontanela anterior é macia. O exame cardiorrespiratório do infante é normal.
Questiona-se:
1) Se a criança começa a ter convulsões generalizadas no pronto-socorro, qual é a primeira intervenção correta que deve ser instituída?
2) Após o controle das convulsões o lactente pode receber alta? Comenta a sua decisão.


RATING: 3.16

1) Se a criança começa a ter convulsões generalizadas no pronto-socorro, qual é a primeira intervenção correta que deve ser instituída? (0,1 p)
De modo geral, deve-se garantir que o paciente tenha uma via aérea patente e estável e um estado hemodinâmico apropriado antes de proceder à próxima etapa do tratamento.

2) Após o controle das convulsões o lactente pode receber alta? Comenta a sua decisão. (0,4 p)
Em um paciente com convulsões, é importante obter a concentração sérica de glicose e eletrólitos para iniciar a avaliação aguda. Atividade convulsiva generalizada em um infante de 8 meses de idade é relativamente comum, havendo um grande número de possíveis explicações. Desarranjos metabólicos estão entre as causas mais comuns de convulsões nesta faixa etária. Embora hipomagnesemia possa causar convulsões, a hipoglicemia, hipocalcemia e hiponatremia são os três distúrbios metabólicos mais frequentemente associados às convulsões.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.16)




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