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SÍNDROMES CORONARIANAS CRÔNICAS ( ANGOR PECTORIS ) (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

Angor pectoris foi descrita pela primeira vez em 1772 por Herberden e a maior causa desta doença crônica é a aterosclerose, especialmente após a revolução industrial.

Geralmente acontece assim: 2/3 dos pacientes cardiopatas que evolui com infarto com onda Q positiva sobrevivem, e vários passam a ler sintomas ao longo da vida. decorrentes da doença coronária, agora crônica.

Definições: comprometimento da circulação coronária com alterações da luz das artérias, podendo levar a alterações no fluxo sangüíneo coronário

OBJETIVA: (1363600 votos)..........95.59% das questões objetivas receberam votos.
O exame endoscópico auxilia no manejo do paciente que ingeriu uma substância cáustica. Com relação ao paciente com história de ingestão de substância cáustica é CORRETO afirmar:
A. A endoscopia deve ser postergada, após as primeiras 48 horas da ingestão do cáustico, uma vez que a visualização está prejudicada e o risco de perfuração esofágica ser grande
B. O paciente que apresenta lesões de grau 1, pela classificação de Zargar (1989), necessita de endoscopias de repetição a cada 3 meses, devido ao grande risco de estenose esofágica.
C. A presença de ulcerações superficiais, erosões, friabilidade, bolhas, exsudato e hemorragia à endoscopia digestiva alta inicial são preditores de estenose esofágicas, necessitando de dilatações frequentes
D. O paciente que apresenta lesões de grau 3b, apesar da área de necrose, não necessita comumente de tratamento cirúrgico, caso haja um bom serviço de dilatação endoscópica para o tratamento de estenoses
E. O uso de esteroides intralesional associado à dilatação endoscópica modificou favoravelmente a resposta endoscópica ao tratamento das estenoses cáusticas do esôfago.

  RATING: 2.99

O exame endoscópico auxilia no manejo do paciente que ingeriu uma substância cáustica. Com relação ao paciente com história de ingestão de substância cáustica é CORRETO afirmar:

A. A endoscopia deve ser postergada, após as primeiras 48 horas da ingestão do cáustico, uma vez que a visualização está prejudicada e o risco de perfuração esofágica ser grande
INCORRETO: A endoscopia digestiva alta é exame essencial na avaliaçao do acidente cáustico. O exame está indicado em todos os casos de ingestão de substâncias cáusticas presenciada ou suspeita, em pacientes com os sintomas e/ou sinais descritos anteriormente. O exame está indicado preferencialmente nas primeiras 24 horas da ingestao corrosiva, sendo que após 48 horas há maior risco de perfuraçao esofágica, mas ainda com indicaçao de realizaçao.
B. O paciente que apresenta lesões de grau 1, pela classificação de Zargar (1989), necessita de endoscopias de repetição a cada 3 meses, devido ao grande risco de estenose esofágica.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto - não há risco de estenose esofágica no estagio Zerger 1
C. A presença de ulcerações superficiais, erosões, friabilidade, bolhas, exsudato e hemorragia à endoscopia digestiva alta inicial são preditores de estenose esofágicas, necessitando de dilatações frequentes
INCORRETO : Ulcerações superficiais, erosões, friabilidade, bolhas, exsudato e hemorragia significa estágio Zargar 2A.

O risco de estenose é baixo.
D. O paciente que apresenta lesões de grau 3b, apesar da área de necrose, não necessita comumente de tratamento cirúrgico, caso haja um bom serviço de dilatação endoscópica para o tratamento de estenoses
INCORRETO : Cirurgia precoce é indicada no estágio 3b, sempre
E. O uso de esteroides intralesional associado à dilatação endoscópica modificou favoravelmente a resposta endoscópica ao tratamento das estenoses cáusticas do esôfago.
CORRETO : O uso de múltiplas injeções intralesionais de hexacetonido de triancinolona 10 mg/ml associado a dilatação esofágica é eficaz no aumento do diâmetro obtido nas sessões subseqüentes. Observamos também a melhora na sintomatologia dos pacientes e aumento no intervalo entre as sessões de dilatação, apesar de não haver comprovação estatística. Trata-se de um método seguro, relativamente simples, proporcionando uma diminuição dos gastos com procedimentos freqüentes e suas complicações.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.99)

DISCURSIVA: (193270 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumera as etapas da conduta do profissional frente à presença de líquido tinto de mecônio fluido ou espesso que apresente, logo após o nascimento, movimentos respiratórios rítmicos e regulares, tônus muscular adequado e frequência cardíaca maior que 100 bpm. - 0,5 pontos.


RATING: 2.92

Enumera as etapas da conduta do profissional frente à presença de líquido tinto de mecônio fluido ou espesso que apresente, logo após o nascimento, movimentos respiratórios rítmicos e regulares, tônus muscular adequado e frequência cardíaca maior que 100 bpm. - 0,5 pontos.

Enumera as etapas da conduta do profissional frente à presença de líquido tinto de mecônio fluido ou espesso que apresente, logo após o nascimento, movimentos respiratórios rítmicos e regulares, tônus muscular adequado e frequência cardíaca maior que 100 bpm.

a. Levar o recém-nascido à mesa de reanimação; (0,0625 p)
b. Colocá-lo sob fonte de calor radiante; (0,0625 p)
c. Posicionar sua cabeça com uma leve extensão do pescoço; (0,0625 p)
d. Aspirar o excesso de secreções da boca e do nariz com sonda de aspiração traqueal nº 10; (0,0625 p)
e. Secar e desprezar os campos úmidos (0,0625 p) , verificando novamente a posição da cabeça; (0,0625 p)
f. Avaliar a frequência cardíaca e a respiração. (0,0625 p)
Se a avaliação resultar normal, o recém-nascido receberá os cuidados de rotina na sala de parto. (0,0625 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

CASO CLINICO: (225467 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Criança afebril, sem sinais meníngeos, sem petéquias, sem sinais de choque ou sepse, na hora da consulta apresenta Glasgow 15 e bom estado geral. Acompanhado corretamente em consultas de puericultura no PSF, carteira vacinal em dia e a mesma já anda sozinha. Tia trouxe a criança no PSF dizendo que os vizinhos trouxeram a criança para ela (a mãe tem problemas nas pernas).
A família da criança mora no interior de São Paulo, numa área vizinha com o mato e o agente de saúde informa que há muito lixo no quintal, baratas, tijolos e madeiras jogadas e varias coisas cumuladas do lado da moradia.
Pelo relato dessa tia a criança teria começado apresentar hoje, repentinamente, movimentos descontrolados com uma das pernas, choro inconsolável, intensa sudorese fria, cianose perioral enquanto parecia que 'estava desmaiando'. A cianose e a sudorese não foram confirmadas no PSF no momento da consulta (entretanto, teve um episodio espontâneo de vomito aqui). Na hora da chegada, criança afebril (37°C), FR: 38/min, inicial inconsolavelmente choroso (suspeita de dor intensa?) depois muito sonolento, FC: 121/min, TEC: 2 segundos. Abdômen liso, sem dores e sem hernias. Leve palidez da mucosa oral. Glicemia 130 mg% (a criança tinha mamado pouco antes). A acompanhante informou que a criança caiu ontem da própria altura, batendo a cabeça, e que acha que a criança foi derrubada hoje de novo (sic!). Frente á essa sintomatologia e semiologia o medico de PSF decidiu transferência para hospital de referência de pediatria.
Criança deu entrada no hospital em 07/12 (o mesmo dia) com quadro de vômitos e sonolência após choro intenso enquanto não estava acompanhado de adulto. Ficou em observação neste serviço, recebeu hidratação, realizou TC de crânio (devido antecedente de queda), e realizou triagem metabólica e infecciosa - feita hipótese diagnostica de intoxicação exógena, visto contato com plantas no momento em que iniciou vômitos.
CT de crânio perfeitamente normal
Apresentou eletrocardiograma com FC = 116 bpm, eixo em 90°, infra de ST em V1 e V2 e supra de ST em V3 a V6. Rx tórax: área cardíaca normal, discreta congestão pulmonar bilateral, sem derrames.
EXAMES: 07/12 HB 13,1, HT 41, LEUCO 8600 (E:1, N:70, B:1, S: 63, L: 23, PLAQ 184.000) Bioquimica: UR 28, CR 0,7, NA 135, K 4,2, PCR 1,1, MG 2,2, CL 105.
ECOCARDIOGRAMA: Dentro da normalidade.
1) Considerando os dados acima, qual poderia ser a principal suspeita diagnóstica? 0,3 pontos
2) Quais são as medidas imediatas, sendo que a suspeita foi confirmada depois, achando-se a provável causa justamente no domicilio da criança? 0,2 pontos


RATING: 3.44

1) Qual é a principal suspeita diagnóstica? A maior suspeita é de acidente escorpiônico............0,3 p;

COMENTARIO: (não vai ser pontuado ou incluido na resposta obrigatoria)

Os acidentes por Tityus serrulatus são mais graves que os produzidos por outras espécies de Tityus no Brasil.

A dor local, uma constante no escorpionismo, pode ser acompanhada por parestesias. Nos acidentes moderados e graves, observados principalmente em crianças, após intervalo de minutos até poucas horas (duas, três horas), podem surgir manifestações sistêmicas. As principais são:

  • Gerais: hipo ou hipertermia e sudorese profusa.
  • Digestivas: náuseas, vômitos, sialorréia e, mais raramente, dor abdominal e diarréia
  • Cardiovasculares: arritmias cardíacas, hipertensão ou hipotensão arterial, insuficiência cardíaca congestiva e choque
  • Respiratórias: taquipnéia, dispnéia e edema pulmonar agudo.
  • Neurológicas: agitação, sonolência, confusão mental, hipertonia e tremores.

O eletrocardiograma é de grande utilidade no acompanhamento dos pacientes.

Pode mostrar taquicardia ou bradicardia sinusal, extra-sístoles ventriculares, distúrbios da repolarização ventricular como inversão da onda T em várias derivações, presença de ondas U proeminentes, alterações semelhantes às observadas no infarto agudo do miocárdio (presença de ondas Q e supra ou infradesnivelamento do segmento ST) e bloqueio da condução atrioventricular ou intraventricular do estímulo.

Estas alterações desaparecem em três dias na grande maioria dos casos, mas podem persistir por sete ou mais dias.

O encontro de sinais e sintomas mencionados impõe a suspeita diagnóstica de escorpionismo, mesmo na ausência de história de picada e independente do encontro do escorpião. A gravidade depende de fatores, como a espécie e tamanho do escorpião, a quantidade de veneno inoculado, a massa corporal do acidentado e a sensibilidade do paciente ao veneno. Influem na evolução o diagnóstico precoce, o tempo decorrido entre a picada e a administração do soro e a manutenção das funções vitais. Com base nas manifestações clínicas, os acidentes podem ser inicialmente classificados como:

  • Leves: apresentam apenas dor no local da picada e, às vezes, parestesias.
  • Moderados: caracterizam-se por dor intensa no local da picada e manifestações sistêmicas do tipo sudorese discreta, náuseas, vômitos ocasionais, taquicardia, taquipneia e hipertensão leve.
  • Graves: além dos sinais e sintomas já mencionados, apresentam uma ou mais manifestações como sudorese profusa, vômitos incoercíveis, salivação excessiva, alternância de agitação com prostração, bradicardia, insuficiência cardíaca, edema pulmonar, choque, convulsões e coma. Os óbitos estão relacionados a complicações como edema pulmonar agudo e choque.
2) Quais são as medidas imediatas, sendo que a suspeita foi confirmada depois, achando-se a provável causa justamente no domicilio da criança?

Tratamento Sintomatico

Consiste no alívio da dor por infiltração de lidocaína a 2% sem vasoconstritor (1 ml a 2 ml para crianças; 3 ml a 4 ml para adultos) no local da picada ou uso de dipirona na dose de 10 mg/kg de peso a cada seis horas. (0,025 p)

Os distúrbios hidroeletrolíticos e ácido-básicos devem ser tratados de acordo com as medidas apropriadas a cada caso.(0,025 p)

Tratamento especÌfico

Consiste na administração de soro antiescorpiônico (SAEEs) ou antiaracnídico (SAAr) aos pacientes com formas moderadas e graves de escorpionismo, que são mais freqüentes nas crianças picadas pelo Tityus serrulatus (8% a 10 % dos casos). Deve ser realizada, o mais precocemente possível, por via intravenosa e em dose adequada, de acordo com a gravidade estimada do acidente. O objetivo da soroterapia específica é neutralizar o veneno circulante. (0,025 p)

OBSERVAÇÃO:

A dor local e os vômitos melhoram rapidamente após a administração da soroterapia específica.

A sintomatologia cardiovascular não regride prontamente após a administração do antiveneno específico.

Entretanto, teoricamente, a administração do antiveneno específico pode impedir o agravamento das manifestações clínicas pela presença de títulos elevados de anticorpos circulantes capazes de neutralizar a toxina que está sendo absorvida a partir do local da picada. A administração do SAEEs é segura, sendo pequena a freqüência e a gravidade das reações de hipersensibilidade precoce. A liberação de adrenalina pelo veneno escorpiônico parece proteger os pacientes com manifestações adrenérgicas contra o aparecimento destas reações.

Manutenção

Os pacientes com manifestações sistêmicas, especialmente crianças (casos moderados e graves), devem ser mantidos em regime de observação continuada das funções vitais, objetivando o diagnóstico e tratamento precoces das complicações.(0,025 p)

A bradicardia sinusal associada a baixo débito cardíaco e o bloqueio AV total devem ser tratados com injeção venosa de atropina na dose de 0,01 a 0,02 mg/kg de peso. (0,025 p)

A hipertensão arterial mantida associada ou não a edema pulmonar agudo é tratada com o emprego de nifedipina sublingual, na dose de 0,5 mg/kg de peso. (0,025 p)

Nos pacientes com edema pulmonar agudo, além das medidas convencionais de tratamento, deve ser considerada a necessidade de ventilação artificial mecânica, dependendo da evolução clínica. (0,025 p)

O tratamento da insuficiência cardíaca e do choque é complexo e geralmente necessita do emprego de infusão venosa contínua de dopamina e/ou dobutamina (2,5 a 20 mg/kg de peso/ min), além das rotinas usuais para estas complicações.(0,025 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.44)




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