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CARCINOMA ADRENOCORTICAL (ÁREA DE CIRURGIA)

O carcinoma adrenocortical apresenta incidência de 0,5 a 2 casos por milhão de adultos por ano.

As regiões Sul e Sudeste do Brasil destacam-se mundialmente por incidência de tumor adrenal pediátrico 10 a 15 vezes superior à observada em outras regiões.

Esse fenômeno deve-se à alta prevalência (0,3%) da variante alélica patogênica germinativa p.R337H do gene TP53 nessas populações. Estima-se que cerca de 300 mil indivíduos no Brasil sejam portadores dessa variante.


OBJETIVA: (1419066 votos)..........96.05% das questões objetivas receberam votos.
Uma menina de 5 anos apresenta dor abdominal forte, de início súbito, intermitente, levando a posição antálgica, com vômitos. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral e com massa palpável no epigástrio, mal definida e dolorosa. Radiografia simples do abdome evidencia área de densidade aumentada no epigástrio, e ultrassonografia, imagem tubular transversalmente e longitudinalmente “em alvo”. Com relação a esse acometimento, pode-se afirmar que:
A. os defeitos da parede intestinal são suas causas mais comuns
B. os corticoides podem reduzir a frequência de sua recorrência
C. afasta-se seu diagnóstico se há muco sanguinolento no toque retal
D. é constante a relação com uma doença anterior ou concorrente
E. o divertículo de Meckel constitui a causa mais frequente nessa faixa etária

  RATING: 3.32

Uma menina de 5 anos apresenta dor abdominal forte, de início súbito, intermitente, levando a posição antálgica, com vômitos. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral e com massa palpável no epigástrio, mal definida e dolorosa. Radiografia simples do abdome evidencia área de densidade aumentada no epigástrio, e ultrassonografia, imagem tubular transversalmente e longitudinalmente “em alvo”. Com relação a esse acometimento, pode-se afirmar que:

A. os defeitos da parede intestinal são suas causas mais comuns
INCORRETO: Os defeitos da parede intestinal (como divertículo de Meckel, pólipos ou tumores) representam causas de ponto de ancoragem em menos de 10% dos casos pediátricos, especialmente em lactentes; a etiologia mais comum é idiopática, relacionada a infecção viral recente e hiperplasia linfoide transitória.
B. os corticoides podem reduzir a frequência de sua recorrência
CORRETO : Os corticoides podem reduzir a frequência de recorrência da invaginação intestinal porque, em casos idiopáticos, a hiperplasia linfoide transitória das placas de Peyer constitui o principal mecanismo de invaginação, e o efeito anti-inflamatório dos glicocorticoides (como dexametasona em dose única) diminui o edema e a proliferação linfóide, reduzindo significativamente a taxa de recorrência precoce após redução não cirúrgica por enema, conforme evidências de metanálises e estudos clínicos controlados.
C. afasta-se seu diagnóstico se há muco sanguinolento no toque retal
INCORRETO : A presença de muco sanguinolento no toque retal (“geléia de groselha”) constitui achado clássico e altamente sugestivo de invaginação intestinal, presente em até 60% dos casos, reforçando o diagnóstico em vez de afastá-lo.
D. é constante a relação com uma doença anterior ou concorrente
INCORRETO : A grande maioria dos episódios de invaginação intestinal em crianças é idiopática e não apresenta relação constante com doença anterior ou concorrente; apenas os casos recorrentes ou em faixas etárias atípicas exigem investigação de causa subjacente.
E. o divertículo de Meckel constitui a causa mais frequente nessa faixa etária
INCORRETO : O divertículo de Meckel, embora seja o ponto de ancoragem mais frequente entre os casos com causa identificável, não constitui a etiologia mais comum em crianças de 5 anos; a forma idiopática continua predominante mesmo nessa faixa etária, e os pontos de ancoragem orgânicos são minoritários.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.32)

DISCURSIVA: (198465 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Em relação à reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado, discorra sobre a estimativa do volume necessário, tipo de líquidos mais apropriados, momento oportuno para o seu início e metodologia para avaliação da reposição. (0,5 pontos)


RATING: 3.05

Em relação à reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado, discorra sobre a estimativa do volume necessário, tipo de líquidos mais apropriados, momento oportuno para o seu início e metodologia para avaliação da reposição. (0,5 pontos)

Reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado:
  • A reposição inicial é realizada com soluções cristaloides, preferindo-se a solução de Ringer Lactato, no volume de 2000 mililitros para um homem adulto de 70 quilogramas e 20 mililitros por quilograma de peso para crianças (0,095 p)
  • Reposições adicionais são realizadas de acordo com a estimativa da perda, com base nas classes de choque, na proporção de 3 (três) volumes repostos para cada volume perdido e com a resposta apresentada pelo paciente. (0,045 p)
  • Nas perdas superiores a 30 % da volemia, é necessária a reposição de glóbulos vermelhos com o objetivo de manter-se a hemoglobina em 10 gramas/100 mL. (0,045 p)
  • O momento ideal para iniciar-se a reposição volêmica é o mais precoce possível, mas às vezes deve ser retardado em função da possibilidade de perda sanguínea em evolução e da distância entre o local do acidente e o local de referência para o atendimento. (0,045 p)
  • Se o local do atendimento implique numa demora para remoção menor que 30 minutos e existam evidências de sangramento continuado, a reposição deve ser retardada e iniciada já no Hospital de referência. (0,045 p)
  • Quando o tempo estimado para a remoção for maior que 30 minutos, a reposição volêmica deverá iniciar-se no local do acidente, mas devendo aceitar-se a manutenção de certo grau de hipotensão arterial, o que é chamado de hipotensão permissiva, para que não ocorram perdas sanguíneas ocasionadas por reposição muito vigorosa. (0,045 p)
  • Reposição plena somente deverá ocorrer quando estiver garantida a cessação da perda sanguínea. (0,045 p)
  • A avaliação da reposição é realizada pela observação do comportamento dos sinais vitais, volume urinário e perfusão tecidual. (0,045 p)
  • Nos sangramentos importantes e sobretudo em idosos e portadores de comorbidades, é necessária a monitorização de parâmetros hemodinâmicos, tais como a pressão venosa central e a pressão capilar pulmonar. (0,045 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

CASO CLINICO: (230633 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Um sopro cardíaco é auscultado pela primeira vez pelo pediatra durante uma avaliação física de rotina de um menino de 7 anos de idade sem um prévio histórico médico significativo. O exame físico demonstra um sopro sistólico vibratório de grau 2/6 de predomínio na borda esternal esquerda baixa sem irradiação. O restante do exame físico é normal.

Questiona-se:

1) Qual é o diagnostico mais provável deste sopro cardíaco? (0,1 pontos)

2) Quais são os testes necessários neste momento para essa criança? (0,2 pontos)

3) Os pais questionam sobre o perigo de participar em atividades esportivas. O que você vai responder? (0,2 pontos)


RATING: 2.57

1) Qual é o diagnostico mais provável deste sopro cardíaco?

O paciente provavelmente possui um sopro de Still. Este sopro é descrito como um sopro sistólico de ejeção musical ou vibratório, ocorrendo na borda esternal esquerda sem outros achados cardíacos associados. E o sopro cardíaco inocente mais comum em crianças e geralmente se manifesta aos 2-7 anos de idade. (0,1 pontos)

2) Quais são os testes necessários neste momento para essa criança?

Os testes comuns realizados na avaliação dos sopros cardíacos inocentes incluem

  1. ECG-s de 12 derivações (0,05 pontos)
  2. radiografia torácica (0,05 pontos)
  3. medições da pressão sanguínea nas quatro extremidades (para excluir coarctação da aorta) (0,05 pontos)
  4. ecocardiograma (0,05 pontos)

3) Os pais questionam sobre o perigo de participar em atividades esportivas. O que você vai responder?

A participação em atividades esportivas não é restrita, pois não há um aumento nos eventos cardíacos associadas aos sopros cardíacos inocentes. (0,2 pontos)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.57)




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