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COAGULOPATIAS (ÁREA DE PEDIATRIA)

O termo hemostasia significa prevenção de perda sanguínea. Sempre que um vaso é seccionado ou rompido, é provocada hemostasia por meio de diversos mecanismos: (1) constrição vascular; (2) formação de tampão plaquetário; (3) formação de coágulo sanguíneo, como resultado da coagulação do sangue; e (4) eventual crescimento de tecido fibroso no coágulo para o fechamento permanente no orifício do vaso. Na verdade, trata-se duma balança mantida permanentemente em equilibrio entre fatores pró-coagulantes (sistema hemo-dinâmico, vasos, plaquetas e fatores da coagulação) dum lado e anticoagulantes (anticoagulantes naturais, fibrinolíticos).

OBJETIVA: (1117659 votos)..........99.46% das questões objetivas receberam votos.
É indicação de tomografia de crânio em crianças menores de 2 anos:
A. Glasgow < 15 e/ou sinais de fratura do crânio
B. Glasgow < 15 e/ou cefaleia intensa
C. Mais de 6 episódios de vômitos por hora
D. Em qualquer tipo de trauma, independente de seu mecanismo
E. Queda de 3 degraus da escada.

  RATING: 2.98

É indicação de tomografia de crânio em crianças menores de 2 anos:

A. Glasgow < 15 e/ou sinais de fratura do crânio
CORRETO: Por conta que nos ultimos anos a CT foi solicitada indiscriminadamente, levando ao aumento da incidências de tumores cerebrais ou leucemias a preocupação mundial com esse exagero de utilização sem necessidades - principalmente em crianças! - gerou uma série de estudos multicentricos, feitos nos Estados Unidos e Canada, entre 2004-2006. Esse estudo avaliou EXATAMENTE a necessidade de tomografia nas crianças vitimas de TCE.
O estudo - que hoje é reconhecido como referência nos grandes centros de trauma - visou crianças de 0-18 anos que chegaram no serviço de emergência, nas primeiras 24 horas pós-TCE e que tinham como avaliação inicial um Glasgow entre 14-15. Então o que era menos ou igual 13 foi excluidas deste estudo.
O estudo chegou á uma conclusão sobre a necessidade da tomografia de crânio em traumas leves, através dum grupo controle, que é a seguinte:

  1. nas crianças abaixo de 2 anos
      1. as variáveis importantes que - Glasgow 14 mais outro sinal de alteração de nivel de consciência ou presença de sinais de fratura palpável RECOMENDAM a realização de tomografia
      2. nas crianças que não tem os sinais acíma mas tem hematomas na região occipital, parietal, temporal ou se ela tiver historia de perda de consciência maior ou igual de 5 segundos ou se tiver mecanismo grave de trauma ou alterações de comportamento com os pais o risco é de 0,9% - pode optar, por propria responsabilidade, observar (6 horas) ou mandar para TC.
  2. nas crianças maiores de 2 anos:
      1. a tomografia é indicada se a criança tiver Glasgow menor de 14, sinais de fratura de base de crânio, hematoma periorbitario, um hemotimpano, saida de liquido ou sangue pelos orificios naturrais (nariz, ouvido) - o risco de lesão intracraniana passa de 4%;
      2. se tiver historia de vômito ou dor de cabeça intensa
      3. se tiver mecanismo grave de trauma

B. Glasgow < 15 e/ou cefaleia intensa
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Mais de 6 episódios de vômitos por hora
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Em qualquer tipo de trauma, independente de seu mecanismo
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Queda de 3 degraus da escada.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.98)

DISCURSIVA: (181329 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Com relação ao aleitamento materno:
1) Comente as vantagens do aleitamento materno com relação a: (0,3 pontos)
  • Composição de ácidos graxos
  • Fatores antimicrobianos
  • Fatores imunomoduladores.
2) Diferencie o leite materno e o leite de vaca em relação a composição protéica e de carbohidratos (0,2 pontos).


RATING: 2.18

Com relação ao aleitamento materno:
1) Comente as vantagens do aleitamento materno com relação a: (0,3 pontos)
  • Composição de ácidos graxos
  • Fatores antimicrobianos
  • Fatores imunomoduladores.
2) Diferencie o leite materno e o leite de vaca em relação a composição protéica e de carbohidratos (0,2 pontos).

1) Comente as vantagens do aleitamento materno.
a) Tem grande influência no desenvolvimento cerebral (cerca de 25% do parênquima cerebral é constituído por ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa), em especial o ácido aracdônico e o docosa-hexanóico. Estes ácidos graxos estão em grande quantidade no leite materno e são gorduras imprescindíveis para o perfeito desenvolvimento das conexões cerebrais. (0,1 p)

b) Possui diversos fatores de proteção antimicrobianos destacando-se: IgA secretora, lactoferrina, lisozimas, Linfócitos B e T, neutrófilos, macrófagos, fração C3 do complemento, lactoferrina, dentre outros; que atuam em diferentes momentos e em diferentes sítios, visando a destruição de microorganismos. (0,1 p)

c) Apresenta inúmeros fatores imunomoduladores como interleucina 1 e 6 e Interferon a e g, que atuam sobre a produção de outras interleucinas, sobre a quimiotaxia e ativação de macrófagos, bem como na diferenciação e potencialização dos linfócitos B e na estimulação da atividade fagocitária.  (0,1 p)

2) Diferencie o leite materno e o leite de vaca em relação a composição protéica e de carbohidratos.

Leite materno

Leite de vaca

Proteínas

1,1

3,3

Lactose

7,0

4,8

Quanto às proteínas, no leite humano a caseína constitui 36% das proteínas e forma um coágulo frouxo e poroso, sendo de fácil digestão. Já no leite de vaca a caseína corresponde a 82% das proteínas e forma um coágulo mais firme, por isto o leite de vaca deve ser diluído;

A lactose por estar presente em maior quantidade no leite materno, leva a maior concentração de lactobacilos no intestino das crianças amamentadas ao seio, chegando a quase totalidade das bactérias constituidoras da flora intestinal, ficando as enterobactérias (0,2 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.18)

CASO CLINICO: (211283 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Criança de 19 meses, sexo feminino, no segundo dia de febre, progressivamente mais elevada e difícil de ceder aos antipiréticos, e tosse seca, também com agravamento progressivo.
Era previamente saudável, pais não fumadores e sem contexto de doença na família. Não frequentava creche.
Na admissão apresentava dificuldade respiratória obstrutiva alta moderada, com estridor inspiratório, objectivando-se saturação de oxigênio transcutânea (Sat O2) de 90%. Realizou aerossol com 5 ml adrenalina (1:1000) e dexametasona v. o. 0,15 mg/Kg. Ficou internada para observação. Manteve terapêutica com adrenalina em aerossol.
A dificuldade respiratória agravou-se progressivamente, com tiragem global, sudorese e necessidade crescente de oxigênio suplementar (4 l/min) para manutenção de Sat O2 > 90%. Após 12 horas de internamento, apresentava sudorese, palidez, prostração e esforço respiratório crescente. Da avaliação analítica destacava-se hemoglobina 10,7 g/dl, leucócitos 16500/μl, neutrófilos 14600/μl, linfócitos 1100/μl, plaquetas 305500/μl, e proteína C-reativa 52,4 mg/l.
1) O que indica falta da resposta á adrenalina e cortisônicos?
2) Qual é o próximo passo terapêutico imperativo?
3) Diagnostico provável com justificativas?


RATING: 2.88

1) Falta de resposta á nebulização com adrenalina em caso de estridor levanta a suspeita de duas patologias. As duas entidades clinicas pediátricas cuja resposta á nebulização com adrenalina é ausente são a epiglotite aguda e a traqueite bacteriana aguda. (0,2 p)
2) Perante o agravamento clínico, tem somente a alternativa da intubação endotraqueal, na observação direta podendo ver edema discreto da epiglote, cordas vocais fechadas e com fenda diminuida. Vai ser necessário o uso de tubo endotraqueal e aspiração das secreções, eventualmente procedendo depois à ventilação mecânica. (0,2 p)
3) A criança apresentava obstrução respiratória alta de agravamento súbito, não respondia à adrenalina em aerossol, febre alta. Estes achados sugerem traqueíte bacteriana. (0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.88)




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