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Um menino de 9 anos, há 4 dias com diarreia semilíquida, sem vômitos, apresenta dor torácica referida como facada, que aumenta ao deitar e piora na inspiração, melhorando ao sentar e se inclinado para frente. Exame físico: bulhas cardíacas abafadas e taquicardia, restante sem alterações. Radiografia de tórax: normal. Ecocardiograma: efusão pericárdica. O tratamento mais adequado envolve:
A. anti-inflamatório não esteroide
CORRETO: alternativa A está correta porque o quadro clínico descrito corresponde a pericardite aguda, provavelmente de etiologia viral ou pós-infecciosa (associada à diarreia recente sugestiva de enterovírus ou outro agente), com efusão pericárdica de pequeno a moderado volume sem sinais de tamponamento; o tratamento de primeira linha em crianças, conforme diretrizes pediátricas, consiste em anti-inflamatórios não esteroides em doses anti-inflamatórias associado a repouso, com excelente resposta e resolução na maioria dos casos.
B. pericardiocentese
INCORRETO : A pericardiocentese está indicada apenas em efusões com tamponamento cardíaco (hipotensão, pulsus paradoxus, grande cardiomegalia na radiografia) ou quando há suspeita de pericardite purulenta com necessidade de drenagem e análise do líquido; aqui o ecocardiograma confirma efusão sem instabilidade hemodinâmica e a radiografia de tórax é normal, tornando o procedimento desnecessário e com riscos evitáveis.
C. corticosteroides
INCORRETO : Os corticosteroides são reservados para casos refratários aos anti-inflamatórios não esteroides, pericardites recorrentes ou de causa autoimune/reumática; seu uso precoce em pericardite idiopática ou viral aumenta o risco de recidiva e prolonga a evolução, não sendo opção de primeira linha.
D. pericardiectomia
INCORRETO : A pericardiectomia é procedimento cirúrgico reservado para pericardite constritiva crônica com fibrose e restrição diastólica persistente, condição que não se aplica ao quadro agudo de poucas semanas de evolução com efusão pericárdica.
E. antibioticoterapia de amplo espectro
INCORRETO : A antibioticoterapia de amplo espectro seria apropriada em pericardite purulenta bacteriana (geralmente com febre alta, toxemia e pus no pericárdio), mas o histórico de diarreia semilíquida sem outros sinais sistêmicos aponta para etiologia viral, tornando antimicrobianos desnecessários e sem benefício.
Gabarito: A
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FONTE:
A mãe, do lar, de pouca escolaridade, tem outros três filhos sendo 2 do mesmo pai. A avó materna é HIV positiva e moram em casa de alvenaria com água e esgoto. A criança nasceu de parto normal, com 2950 g e 50 cm ficando internada por cinco dias para fototerapia, não sendo realizado VDRL. O pré-natal foi realizado inadequadamente.
O exame físico mostrou criança ativa, em bom estado geral, corada, hidratada, acianótica, anictérica, eupnéica, sem déficit ponderal ou de estatura, desenvolvimento físico e psicomotor compatíveis com a idade. O exame dos sistemas neurológico, cardiovascular, respiratório, abdome e membros eram normais. A cavidade oral exibia os incisivos centrais e superiores, em serrilhado típico (dentes de Hutchinson) e molares em amora, sendo observado um mal estado dentário.
1) Trata-se de sifilis congênita neste caso? Quais são os pontos de apoio para esse diagnóstico? - 0,25 pontos;
2) Qual é a atitude terapêutica a ser tomada imediatamente? - 0,25 pontos;
1) Trata-se de sifilis congênita neste caso? Quais são os pontos de apoio para esse diagnóstico? - 0,25 pontos;
Caso confirmado: quando o T. pallidum ou seu material genético é constatado fisicamente em amostras de lesões, líquido amniótico, cordão umbilical ou de tecidos oriundos da necropsia
Caso presuntivo: quando pelo menos um dos seguintes parâmetros está presente:
I) RN ou criança cuja mãe contaminada não tenha sido tratada ou o foi de forma inadequada;
II) RN ou criança exibindo teste treponêmico positivo e algumas das seguintes alterações: evidência de sífilis congênita ao exame físico; alterações radiológicas; VDRL positivo no líquor; elevado conteúdo de proteínas ou leucocitose no líquor, na ausência de outras causas; IgM positiva para lues
III) Natimorto sifilítico – morte fetal ocorrida em gestação de mais de 20 semanas ou feto com peso superior a 500g, nascido de mãe com sífilis não tratada ou inadequadamente tratada.
Os fatores de risco mais comumente associados a sífilis congênita:
- falta de atendimento pré-natal
- abuso de cocaína
- prostituição
- contato sexual desprotegido
- comercialização do sexo por drogas
- cuidados pré-natais inadequados
2) Qual é a atitude terapêutica a ser tomada imediatamente? - 0,25 pontos;
- Penicilina cristalina, em infusão venosa, na dose de 150.000 U/kg/dia divididos em 6 tomadas durante 14 dias.
- Penicilina benzatina 7.200.000UI, IM, em três doses semanais de 2.400.000 UI
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