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FEBRE SEM SINAIS LOCALIZATORIOS (ÁREA DE PEDIATRIA)

A queixa principal febre com duração menor do que 7 dias é o desafio dos atendimentos pediátricos de urgência.
O diagnóstico será de febre sem sinais localizatórios. É um conceito relativamente antigo, assim como o conceito de bacteremia oculta. A definição desta seria: hemocultura positiva em paciente febril, em bom estado geral, com indicação de acompanhamento ambulatorial.
Existe a chance que uma bacteremia oculta vire infecção bacteriana grave (DBG): sepse, meningite, pneumonia, artrite séptica, celulite e infecção do trato urinário. Definimos a bacteremia oculta como a presença de bactéria em hemocultura numa criança com febre, sem um foco identificável, e que esteja clinicamente bem o suficiente para ser tratada em nível ambulatorial.
Se o foco da infecção é conhecido (por exemplo, pneumonia ou pielonefrite) é obvio que a infecção não deve ser considerada como bacteremia oculta. Uma doença focal pode associar bacteremia, assim como hemoculturas positivas.

OBJETIVA: (1017465 votos)..........96.98% das questões objetivas receberam votos.
IPF, sexo masculino, quatro anos, deu entrada no hospital com quadro de paresia em membro inferior esquerdo evoluindo em 24 horas para uma tetraparesia generalizada, sem história de infecção de vias aéreas superiores ou gastroenterite prévias. Ao exame neurológico, apresentou tetraparesia, hipotonia generalizada e abolição dos reflexos profundos. Três dias após a admissão, progrediu para um quadro de insuficiência respiratória, necessitando de suporte ventilatório por duas semanas.
Diante o quadro clínico acima, a maior suspeita diagnóstica seria:
A. beriberi
B. síndrome de Guillain-Barré
C. esclerose múltipla
D. ataxia cerebelar aguda
E. síndrome extrapiramidal aguda

  RATING: 2.98

IPF, sexo masculino, quatro anos, deu entrada no hospital com quadro de paresia em membro inferior esquerdo evoluindo em 24 horas para uma tetraparesia generalizada, sem história de infecção de vias aéreas superiores ou gastroenterite prévias. Ao exame neurológico, apresentou tetraparesia, hipotonia generalizada e abolição dos reflexos profundos. Três dias após a admissão, progrediu para um quadro de insuficiência respiratória, necessitando de suporte ventilatório por duas semanas.
Diante o quadro clínico acima, a maior suspeita diagnóstica seria:

A. beriberi
INCORRETO: No beri-beri há sinais de falência cardíaca congestiva, que incluem os seguintes:
Dificuldade de respirar associada a veias jugulares salientes
Aumento no tamanho do coração
Fluido nos pulmões
Batimentos cardíacos acelerados
Inchaço em ambas as canelas
Confusão, perda de memória (amnésia), delírios e, em estágios avançados da doença, perda de sensibilidade a vibrações.

Um exame neurológico pode indicar:

Alterações no modo de andar
Problemas de coordenação motora
Reflexos diminuídos
Desfalecimento das pálpebras

B. síndrome de Guillain-Barré
CORRETO : A síndrome de Guillain-Barré é uma polineurorradiculopatia inflamatória desmielinizante aguda ou sub-aguda, caracterizada clinicamente por paralisia flácida, arreflexia profunda e dissociação albumino-citológica no líquor. Entre as polineuropatias adquiridas, a SGB é uma afecção que pode ocorrer em crianças, devendo ser lembrada após a instalação aguda ou sub-aguda de paralisia de caráter ascendente, freqüentemente precedida por infecção respiratória ou gastrointestinal. Os sintomas iniciais consistem em parestesias nas mãos e pés, e ocasionalmente dor nos membros inferiores, seguida de fraqueza muscular com início nos membros inferiores. Essa fraqueza é progressiva e afeta sucessivamente pernas, braços, músculos respiratórios e os núcleos dos nervos cranianos, configurando um quadro clínico de paralisia ascendente. Os reflexos profundos encontram-se hipoativos ou abolidos.
C. esclerose múltipla
INCORRETO : Os sintomas da esclerose múltipla podem imitar os de muitas doenças do sistema nervoso central. A doença é diagnosticada com a exclusão de outras doenças. As pessoas com uma forma de esclerose múltipla chamada surto-remissão podem ter um histórico de pelo menos dois ataques separados por um período de sintomas reduzidos ou assintomáticos. O médico pode suspeitar de esclerose múltipla se houver diminuição na função de duas partes diferentes do sistema nervoso central (como reflexos anormais) em dois momentos diferentes. O exame neurológico pode mostrar uma função nervosa reduzida em uma ou em várias partes do corpo. Isso pode ser:
Reflexos nervosos anormais
Capacidade diminuída de movimentar uma parte do corpo
Sensação diminuída ou anormal
Outra perda de funções do sistema nervoso

Um exame dos olhos pode mostrar:

Respostas anormais das pupilas
Alterações do campo visual ou dos movimentos dos olhos
Menor acuidade visual
Problemas com as partes internas do olho
Movimentos rápidos dos olhos desencadeados ao mover os olhos

Os exames para diagnosticar a esclerose múltipla incluem:

Punção lombar para exames do líquido cefalorraquidiano, incluindo bandagens oligoclonais no LCR
Ressonância magnética do cérebro e da coluna são importantes para ajudar a diagnosticar e seguir a esclerose múltipla
Estudo da função nervosa (exames de potencial evocado)

D. ataxia cerebelar aguda
INCORRETO : A ataxia pode afectar os movimentos na zona central do corpo, desde o pescoço até às coxas (o tronco) ou os braços e as pernas (os membros). Quando a pessoa que sofre de ataxia está sentada, o seu corpo pode balançar de um lado para o outro, para a frente e para trás ou até de ambas as formas. Depois o corpo pode voltar à sua posição original vertical. Quando uma pessoa com ataxia nos braços tenta alcançar um objecto, a mão pode balançar para trás e para a frente. Sintomas comuns de ataxia incluem: padrão de fala confuso (disartria), movimentos repetitivos dos olhos (nistagmo), movimentos descoordenados dos olhos, dificuldades de locomoção (andar instável)
E. síndrome extrapiramidal aguda
INCORRETO : Síndrome extrapiramidal: sintomatologia: distúrbios do equilíbrio, distúrbios da movimentação, hipertonia, distonia orofacial, mioclonias, trismo, opistótono, parkinsonismo. Principais agentes: fenotiazínicos, butirofenonas, fenciclidina, lítio.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.98)

DISCURSIVA: (177105 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1) Define a bradicardia.(0,1 pontos)
2) Quais são os limites definitórias para bradicardia no recém nascido (na vigília e durante o sono)? (0,16 pontos)
3) Quais são as duas causas mais frequentes de bradicardia severa em crianças? (0,24 pontos)


RATING: 2.82

1) Define a bradicardia.(0,1 pontos)
2) Quais são os limites definitórias para bradicardia no recém nascido (na vigília e durante o sono)? (0,16 pontos)
3) Quais são as duas causas mais frequentes de bradicardia severa em crianças? (0,24 pontos)

1) Define a bradicardia.
Bradicardia é definida como uma frequência cardíaca que é menor do que a frequência cardíaca normal para determinada idade. (0,1 p)
2)  Quais são os limites definitórias para bradicardia no recém nascido (na vigília e durante o sono)? 
Recém-nascido a três anos: menos de 100 batimentos por minuto em vigília (0,08 p), menos de 60 batimentos por minuto durante o sono (0,08 p).
3) Quais são as duas causas mais frequentes de bradicardia severa em crianças?
As causas mais frequentes de bradicardia severa em crianças: cirurgia corretiva dos defeitos cardíacos (0,08 p), hipervagotonia (0,08 p) e drogas (0,08 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.82)

CASO CLINICO: (206272 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Recém-nascido M parto normal com 35 semanas, Apgar 7/8, de 2 dias, peso de 4575 gramas, em aleitamento materno exclusivo, corado, hidratado, iniciou choro intenso, irritabilidade, dificuldade de sucção e convulsão com tremores, tônus extensor aumentado, clônus e evidente hiperreflexia. Foi levado a uma Unidade Hospitalar aonde, no exame físico, apresentou outro episodio de convulsão sem febre que cedeu espontaneamente. Foi admitido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aonde foram colhidos exames: gasometria arterial sem alterações metabólicas, hemograma sem alterações; liquor de aspecto límpido, celularidade normal, urina I normal, PCR baixo, glicemia 97 mg%, cálcio total 6 mg%, cálcio ionizado 1,3 mg%, sódio 140 mEq/l, potássio 4,8 mEq/l.
As perguntas são as seguintes:
1) Qual é o diagnóstico de maior probabilidade? - 0,11 pontos
2) Qual é o protocolo de atendimento e tratamento para esse caso? 0,3 pontos
3) Enumeram pelo menos 3 efeitos colaterais do tratamento. 0,09 pontos


RATING: 2.99

1) Qual é o diagnóstico de maior probabilidade?
Hipocalcemia neonatal (0,06 p) precoce (0,05 p). DISCUSSÃO: cálcio total 6 mg%, cálcio ionizado 1,3 mg% numa criança prematura (35 semanas) que surge com os sintomas descritos nos primeiros 3 dias é suficiente para diagnosticar a hipocalcemia neonatal

2) Qual é o protocolo de atendimento e tratamento para esse caso?
Ataque: Infusão de gluconato de Ca+2 10% (0,05 p), 4,5 a 9 ml (1-2 ml/kg) (0,05 p). IV lento, com monitorização cardíaca atenta. (0,05 p)
Manutenção: Infusão de gluconato de Ca+2 10% IV (0,03 p)
Esquema:
I° dia: 8 ml/dia (1,8 ml/kg/dia) (72 mg/kg/día) por 24 h (0,03 p)
II° dia: 12 ml/dia (2.6 ml/kg/dia) (54 mg/kg/dia) por 24 h (0,03 p)
III° dia: 18 ml/dia (4 ml/k/dia) (36 mg/kg/dia) por mais 24 h (0,03 p)
Controles 24 a 48 h após essa ultima dose (0,03 p).

3) Enumeram pelo menos 3 efeitos colaterais do tratamento.
Elevação rápida da calcemia, levando a bradicardia e outras arritmias. (0,03 p)
Extravasamento de sol. de cálcio em tecido subcutâneo pode causar necrose. (0,03 p)
Quando infundido por veia umbilical pode levar à necrose hepática. (0,03 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.99)




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