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PARVOVIROSES E ERITEMA INFECCIOSO (ÁREA DE PEDIATRIA)

O parvovírus B19 é o único Parvoviridae considerado patogênico para seres humanos: infecta e destrói precursores eritróides, sendo, por este motivo, incluído no gênero Erythrovirus. Yvonne Cossart descobriu-no acidentalmente em 1974, quando tentava detectar HBsAg em lotes de soro humano. sendo o único parvovírus que é patogênico para seres humanos.
A freqüência da infecção na população pediátrica definiu o parvovírus B19 como a causa da quinta doença ou eritema infeccioso, que é um exantema clássico e bem reconhecido da infância.
Os parvovírus são pequenos vírus DNA que infectam várias espécies animais. Como um grupo, os parvovírus incluem vários patógenos animais importantes, incluindo o parvovírus canino e o vírus da panleucopenia felina. Os parvovirus humanos não infectam outros animais e os parvovírus animais não infectam os seres humanos.

OBJETIVA: (1434982 votos)..........96.54% das questões objetivas receberam votos.
Paciente M, 42 anos, internado em enfermaria, é encontrado inconsciente. O paciente não respira e não tem pulso. São iniciadas as manobras de reanimação cardiopulmonar e, ao monitorizar o paciente, observa-se fibrilação ventricular. A prioridade neste instante deve ser:
A. Providenciar acesso venoso, prescrever adrenalina 1 mg, EV, após um bolus de 10 mL de soro fisiológico a 0,9%, e elevar o braço do paciente
B. Cardioverter o paciente a 200 J
C. Providenciar um acesso venoso e prescrever amiodarona 300 mg
D. Desfibrilar com 360 J
E. Submeter o paciente a intubação orotraqueal

  RATING: 3.3

Paciente M, 42 anos, internado em enfermaria, é encontrado inconsciente. O paciente não respira e não tem pulso. São iniciadas as manobras de reanimação cardiopulmonar e, ao monitorizar o paciente, observa-se fibrilação ventricular. A prioridade neste instante deve ser:

A. Providenciar acesso venoso, prescrever adrenalina 1 mg, EV, após um bolus de 10 mL de soro fisiológico a 0,9%, e elevar o braço do paciente
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Cardioverter o paciente a 200 J
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Providenciar um acesso venoso e prescrever amiodarona 300 mg
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Desfibrilar com 360 J
CORRETO : A fibrilação ventricular é o ritmo mais frequente nas mortes súbitas, sendo seu tratamento único a desfibrilação. No processo de reconhecimento da parada em fibrilação ventricular, torna-se importante a rapidez na abordagem, já que a cada minuto perdido a chance de sucesso reduz 7% a 10%. Se não for instituída ação eficaz, a fibrilação evoluirá para assistolia em pouco tempo; por isso, a primeira medida diante de uma parada cardiorrespiratória em fibrilação ventricular é a pronta desfibrilação com 360J para, em seguida, se reiniciar a reanimação cardiopulmonar. As diretrizes internacionais possuem algumas metas para serem seguidas em casos de desfibrilação:

■ Em caso de parada cardiorrespiratória em fibrilação ventricular (FV), em ambiente hospitalar, preconiza-se a desfibrilação em até 3 minutos.
■ Em caso de parada cardiorrespiratória em FV, em local que não seja o ambiente hospitalar, preconiza-se a desfibrilação em até 5 minutos.

E. Submeter o paciente a intubação orotraqueal
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.3)

DISCURSIVA: (200564 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Em relação à reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado, discorra sobre a estimativa do volume necessário, tipo de líquidos mais apropriados, momento oportuno para o seu início e metodologia para avaliação da reposição. (0,5 pontos)


RATING: 3.05

Em relação à reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado, discorra sobre a estimativa do volume necessário, tipo de líquidos mais apropriados, momento oportuno para o seu início e metodologia para avaliação da reposição. (0,5 pontos)

Reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado:
  • A reposição inicial é realizada com soluções cristaloides, preferindo-se a solução de Ringer Lactato, no volume de 2000 mililitros para um homem adulto de 70 quilogramas e 20 mililitros por quilograma de peso para crianças (0,095 p)
  • Reposições adicionais são realizadas de acordo com a estimativa da perda, com base nas classes de choque, na proporção de 3 (três) volumes repostos para cada volume perdido e com a resposta apresentada pelo paciente. (0,045 p)
  • Nas perdas superiores a 30 % da volemia, é necessária a reposição de glóbulos vermelhos com o objetivo de manter-se a hemoglobina em 10 gramas/100 mL. (0,045 p)
  • O momento ideal para iniciar-se a reposição volêmica é o mais precoce possível, mas às vezes deve ser retardado em função da possibilidade de perda sanguínea em evolução e da distância entre o local do acidente e o local de referência para o atendimento. (0,045 p)
  • Se o local do atendimento implique numa demora para remoção menor que 30 minutos e existam evidências de sangramento continuado, a reposição deve ser retardada e iniciada já no Hospital de referência. (0,045 p)
  • Quando o tempo estimado para a remoção for maior que 30 minutos, a reposição volêmica deverá iniciar-se no local do acidente, mas devendo aceitar-se a manutenção de certo grau de hipotensão arterial, o que é chamado de hipotensão permissiva, para que não ocorram perdas sanguíneas ocasionadas por reposição muito vigorosa. (0,045 p)
  • Reposição plena somente deverá ocorrer quando estiver garantida a cessação da perda sanguínea. (0,045 p)
  • A avaliação da reposição é realizada pela observação do comportamento dos sinais vitais, volume urinário e perfusão tecidual. (0,045 p)
  • Nos sangramentos importantes e sobretudo em idosos e portadores de comorbidades, é necessária a monitorização de parâmetros hemodinâmicos, tais como a pressão venosa central e a pressão capilar pulmonar. (0,045 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

CASO CLINICO: (232789 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 68 anos, branco, tabagista crônico (40 maços-ano), com história de abuso crônico de analgésicos contendo fenacetina e exposição ocupacional a derivados de petróleo. Apresenta hematúria macroscópica indolor intermitente há 4 meses, associada a dor no flanco direito de intensidade moderada (inicialmente crônica, com episódio agudo simulando cólica renal). Ultrassonografia evidencia hidronefrose direita; citologia urinária mostra células suspeitas de alto grau; TC revela falha de enchimento na pelve renal direita.

Referente á esse caso:

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? ................ 0,10 pontos
II. Qual a possível causa etiológica mais relevante neste caso? ........... 0,10 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ............. 0,10 pontos
IV. Qual o tratamento padrão-ouro? ............... 0,20 pontos 





RATING: 2.97

I. Suspeita diagnóstica principal

  • Hematúria (macroscópica franca ou total, ou microscópica) representa o sinal clínico mais frequente nos tumores uroteliais do trato urinário superior (0,04 p)
  • Dor no flanco constitui o segundo sintoma mais comum (pode ser crônica por hidronefrose gradual ou aguda por coágulos simulando cólica renal) (0,03 p)
  • Até 15% dos pacientes permanecem assintomáticos com diagnóstico incidental por imagem; aqui o quadro sintomático + hidronefrose + citologia alterada apontam para carcinoma urotelial do trato urinário superior (pelve renal) (0,03 p)

II. Possível causa etiológica mais relevante

  • Abuso crônico de analgésicos contendo fenacetina constitui fator de risco bem estabelecido para carcinomas uroteliais do trato urinário superior (0,05 p)
  • Nefropatia induzida por fenacetina associa-se a necrose papilar, insuficiência renal secundária e capilaroesclerose (alteração histológica patognomônica) (0,03 p)
  • Efeito combinado (necrose papilar + fenacetina) eleva de maneira importante o risco, com clara evidência de relação dose-resposta e apresentação em idade mais precoce (0,02 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

  • Tomografia computadorizada é atualmente o padrão-ouro para o diagnóstico, oferecendo sensibilidade de até 96% e especificidade de 99% para lesões papilíferas com 5-10 mm (0,05 p)
  • Quando o diagnóstico permanece incerto após imagem, ureteroscopia combinada à pielografia retrógrada torna-se necessária para refinamento da caracterização lesional (0,03 p)
  • Ureteroscopia com biópsia permite visualização direta, obtenção de material para histologia (correlação 78-92% com anatomopatológico definitivo) e eleva acurácia diagnóstica para 85-90% quando associada à urografia excretora (0,02 p)

IV. Tratamento padrão-ouro

  • Nefroureterectomia com ressecção de cuff vesical (retalho vesical) constitui o tratamento padrão-ouro para os tumores uroteliais do trato urinário superior (0,10 p)
  • Não existem diferenças significativas nos resultados oncológicos entre as técnicas aberta e laparoscópica (transperitoneal, retroperitoneal ou hand-assisted) (0,05 p)
  • Todas as variantes laparoscópicas oferecem benefícios consistentes de menor morbidade quando comparadas à aberta; o tempo entre diagnóstico e tratamento não deve exceder três meses (0,05 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.97)




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