Ações terapêuticas.

Analgésico.

Propriedades.

Trata-se de um analgésico narcótico do grupo de hipnoanalgésicos opiáceos; este efeito é considerado 80 vezes mais potente do que a morfina. Mecanismo de ação: agonista de receptores opióides do subtipo m. Pode ser usado por via intratecal, epidural e transdérmica.

Indicações.

Analgesia em anestesias de curta duração. Neuroleptoanalgesia (associado com um neuroléptico).

Posologia.

Adultos - fase inicial: 50 a 200mg. Manutenção: 50mg. Crianças - fase inicial: 3 a 5mg/kg. Manutenção: 1mg/kg. Em procedimentos cirúrgicos a analgesia começa aos 10 a 20 minutos. Em idosos as doses devem ser reduzidas.

Reações adversas.

Hipotensão transitória. Depressão respiratória. Bradicardia. Rigidez muscular. Tolerância. Dependência. Náuseas, vômitos. A superdosagem pode ser tratada com antagonistas dos opiáceos, naloxona por exemplo.

Precauções.

Miastenia gravis. Em pacientes idosos, hipotireoidismo e doença hepática crônica a dose deve ser reduzida. A administração durante o parto pode provocar depressão respiratória no feto. Tal qual com os opiáceos potentes, a analgesia profunda é associada com depressão respiratória marcada, que pode persistir nos primeiros períodos pós-cirúrgicos. Deve-se ter cuidado na administração de grandes doses ou de infusões de fentanila para assegurar que o paciente obtenha, ao sair da sala de operações, uma respiração espontânea adequada. A hiperventilação durante a anestesia pode alterar a resposta do paciente ao CO 2, o que afeta a respiração logo após a operação. O uso de pré-medicação com opiáceos pode aumentar ou prolongar a depressão respiratória do fentanila. Em casos de alta antecipada, os pacientes não devem dirigir no trânsito nem operar máquinas.

Interações.

Os inibidores da MAO podem potencializar os efeitos da fentanila.

Contra-indicações.

Depressão respiratória. Doença pulmonar obstrutiva. Gravidez.