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Em paciente com obstrução aguda de artéria mesentérica superior por êmbolo cardíaco, deve-se esperar isquemia em:
A. jejuno, íleo e cólon até metade do ascendente
INCORRETO: Subestima a extensão da irrigação, limitando-a ao ascendente médio, quando na realidade abrange todo o cólon direito e prossegue até o transverso médio, ignorando os ramos cólicos que perfundem além do ascendente.
B. jejuno, íleo e cólon até metade do transverso
CORRETO : A artéria mesentérica superior irriga o intestino delgado a partir do jejuno proximal (após o ligamento de Treitz) até o íleo terminal, além do cólon ascendente, ceco e a porção proximal do cólon transverso (aproximadamente até sua metade), por meio de ramos como as artérias jejunais, ileais, ileocólica, cólica direita e cólica média. Em obstrução aguda por êmbolo cardíaco, a isquemia afeta exatamente essas regiões dependentes do fluxo sanguíneo dessa artéria, com potencial para necrose transmural se não revertida precocemente, refletindo a anatomia vascular onde a irrigação colateral é limitada em eventos embólicos agudos.
C. todo o intestino delgado
INCORRETO : Exclui o cólon irrigado pela artéria mesentérica superior, focando apenas no delgado, e também ignora que o duodeno não depende dessa artéria, sendo suprido pelo tronco celíaco via artéria gastroduodenal.
D. todo o intestino delgado e parte do cólon
INCORRETO : Embora inclua parte do cólon, é vaga ao não especificar qual porção (podendo sugerir áreas como o descendente, irrigado pela mesentérica inferior), e ainda inclui implicitamente o duodeno como parte do delgado total, o que não ocorre na isquemia por obstrução da mesentérica superior.
E. duodeno, jejuno e íleo proximal.
INCORRETO : O duodeno recebe suprimento vascular primário do tronco celíaco (artérias pancreatoduodenais superior e inferior), não da mesentérica superior, cuja irrigação inicia-se apenas no jejuno proximal, tornando a inclusão do duodeno incompatível com a fisiopatologia da obstrução embólica nessa artéria.
Gabarito: B
RATING: 2.97 ![]()
FONTE:
Homem pardo de 40 anos chega à Unidade de Pronto Atendimento - UPA relatando vômitos de sangue vermelho vivo, mal-estar no abdome e evacuação pastosa preta como piche, há cerca de 1 hora. O vômito aconteceu 2 vezes seguidas, persistindo a náusea. Canavieiro, relata antecedentes de banhos de rio desde a infância, bebe uma dose de cachaça no final do dia, quase diariamente. Aos sábados, mais de uma dose. Há duas semanas, vem em uso de Alivium (Ibuprofeno) uma a duas vezes por dia, devido à lombalgia. Ao exame inicial, palidez +/4, ritmo cardíaco regular com 104bpm e PA-90/60mmHg, abdome indolor com fígado aflorando reborda costal 2cm na inspiração, baço impalpável.
1) Definição e conceito da hemorragia digestiva alta. (0,1 p)
2) Enumeram pelo menos 5 etiologias distintas de hemorragia digestiva alta. (0,2 p)
3) No caso acíma quais serão os indicativos de mau prognóstico? (0,2 p)
1) Hemorragia digestiva alta é a hemorragia ocasionada por lesão no trato digestivo acima do ângulo de Treitz. (0,1 p)
2) Qualquer combinação de 5 etiologias abaixo vai ser considerada correta: (0,2 p)
- Úlcera péptica ( +/ - 50% dos casos ) incidência que vem diminuindo, com mortalidade de +/- 6% dos casos. Como precipitantes principais, pode se considerar o uso de anti-inflamatórios não esteroides(AINE), inclusive a aspirina e o etilismo;
- Hipertensão portal (HP) com varizes do esôfago e/ou gastropatia porto-hipertensiva ( +/- 5 a 40% dos casos) e mortalidade de +/- 15% dos casos; são causadas por hepatopatias crônicas, como a cirrose; no nosso meio, a esquistossomose contribui para essa incidência;
- Síndrome de Mallory-Weiss mais frequente nos casos de etilismo intenso e vômitos incoercíveis ( +/-5 a 10% dos casos);
- Gastrite provocada por uso de AINE, etilismo e estresse das doenças graves;
- Esofagite (raro) por doença do refluxo gastro-esofágico;
- Doenças vasculares: angiodisplasia (hereditária, síndrome CREST, doença renal crônica, etc.), lesão de Dieulafoy (artéria calibrosa submucosa no estômago proximal – anomalia vascular) fístulas aorto-entéricas (aneurisma da aorta abdominal ou complicação de sua correção cirúrgica);
- Tumores benignos (pólipos- raramente) e malignos (neoplasia);
- Hemobilia;
- Doenças hemorrágicas.
3) São indicativos de mau prognóstico nessa avaliação inicial: (0,2 p)
- idade maior que 60 anos,
- co-morbidades (tais como doença hepática avançada, cardiopatia isquêmica, insuficiência cardíaca)
- FC > 100bpm
- PA < 100mmHg
- aspirado gástrico de sangue vivo e sangue vivo no toque retal.
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