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INSUFICIÊNCIA VENOSA CRÔNICA DOS MEMBROS INFERIORES - LIVRE ACESSO (ÁREA DE CIRURGIA)

O termo veias varicosas, no senso comum engloba um espectro de dilatação venosa que varia de pequenas telangiectasias a veias varicosas tortuosas bastante dilatadas.

Como já citado, para uma caracterização adequada, assim como para escolha do tratamento apropriado, certas definições devem ser compreendidas:

  1. O termo veias varicosas engloba qualquer veia dilatada, tortuosa, alongada, independentemente do seu calibre.
  2. Telangiectasias são varicosidades intradérmicas pequenas e tendem ser esteticamente desagradáveis, mas assintomáticas.
  3. Veias reticulares são subcutâneas e dilatadas, que drenam para tributárias de veias axiais principais ou tronculares.
  4. Veias tronculares são as nomeadas como veia safena interna e externa

OBJETIVA: (1425155 votos)..........96.17% das questões objetivas receberam votos.
Escolar do sexo masculino, 11 anos de idade, cursa o 3° ano do ensino fundamental e falta bastante às aulas. É levado pela mãe ao ambulatório de pediatria com queixa de que 'ele gripa com facilidade; tem asma e não aprende na escola'. Durante a anamnese, está alheio à consulta, mexendo no celular, enquanto sua mãe responde às indagações do pediatra. Qual a melhor abordagem para atendê-lo nesse momento?
A. Envolvê-lo na consulta; fazer anamnese e exame físico completos, incluindo avaliação da sociabilidade, sexualidade, linguagem, visão e audição; solicitar exames hematimétricos e eletroencefalograma (EEG) e encaminhar à neuropediatria
B. Ignorar seu comportamento, comum na adolescência; fazer anamnese e exame físico completos; avaliação da escolaridade, sociabilidade, visão e audição, e solicitar parecer da psicopedagogia para minimizar o absenteísmo
C. Envolvê-lo na consulta; fazer anamnese e exame físico completos; avaliação da sociabilidade, sexualidade, linguagem, visão e audição; solicitar parecer da escola e da família sobre o paciente e vice-versa e fazer o controle da doença crônica (asma)
D. Ignorar seu comportamento, comum na adolescência; fazer anamnese e exame físico completos; avaliação da escolaridade, sexualidade, linguagem, visão e audição e solicitar exames bioquímicas para tomada de decisões
E. Envolvê-lo na consulta; fazer anamnese e exame físico completos, incluindo avaliação da sociabilidade, linguagem, visão e audição; solicitar exames de imagem para crânio e seios da face e encaminhar à neuropediatria.

  RATING: 3.03

Escolar do sexo masculino, 11 anos de idade, cursa o 3° ano do ensino fundamental e falta bastante às aulas. É levado pela mãe ao ambulatório de pediatria com queixa de que 'ele gripa com facilidade; tem asma e não aprende na escola'. Durante a anamnese, está alheio à consulta, mexendo no celular, enquanto sua mãe responde às indagações do pediatra. Qual a melhor abordagem para atendê-lo nesse momento?

A. Envolvê-lo na consulta; fazer anamnese e exame físico completos, incluindo avaliação da sociabilidade, sexualidade, linguagem, visão e audição; solicitar exames hematimétricos e eletroencefalograma (EEG) e encaminhar à neuropediatria
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Ignorar seu comportamento, comum na adolescência; fazer anamnese e exame físico completos; avaliação da escolaridade, sociabilidade, visão e audição, e solicitar parecer da psicopedagogia para minimizar o absenteísmo
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Envolvê-lo na consulta; fazer anamnese e exame físico completos; avaliação da sociabilidade, sexualidade, linguagem, visão e audição; solicitar parecer da escola e da família sobre o paciente e vice-versa e fazer o controle da doença crônica (asma)
CORRETO : A consulta deve ser integral e a mais abrangente possível, desenvolvida com empatia, formando vínculos, respeitando a autonomia e a privacidade do adolescente. O pediatra é o profissional da saúde mais adequado para desenvolver a integralidade da atenção e encaminhar para outros profissionais, se necessário. Deve incluir avaliação da linguagem; acuidade visual/auditiva; contextos familiar/escolar/comunitário e escuta da criança/adolescente sobre a escola e comunidade. Na 1 a abordagem, colher o máximo de informações sobre a criança, escutá-la, solicitar parecer do professor e tratar doença de base (p.ex. asma). Atentar para a concordância idade/série, partindo do pressuposto que a criança começa a 1 a série escolar com 6 anos de idade. O paciente deveria estar na 6ª série, mas mostra absenteísmo, provavelmente pela asma, que precisa ser tratada adequadamente para favorecer melhor rendimento escolar.
D. Ignorar seu comportamento, comum na adolescência; fazer anamnese e exame físico completos; avaliação da escolaridade, sexualidade, linguagem, visão e audição e solicitar exames bioquímicas para tomada de decisões
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Envolvê-lo na consulta; fazer anamnese e exame físico completos, incluindo avaliação da sociabilidade, linguagem, visão e audição; solicitar exames de imagem para crânio e seios da face e encaminhar à neuropediatria.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

DISCURSIVA: (199364 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

As tireoidites constituem um grupo heterogêneo de inflamações da glândula tireoide, com substratos etiológicos, cursos temporais e desfechos funcionais distintos. Com base nos fundamentos teóricos da endocrinologia, responda aos itens a seguir.

(I) Classifique as principais tireoidites segundo o curso temporal e o substrato etiológico. (0,1 pontos)
(II) Descreva a patogenia da tireoidite de Hashimoto e os autoanticorpos envolvidos. (0,1 pontos)
(III) Explique a fisiopatologia da tireoidite subaguda granulomatosa (De Quervain) e o padrão evolutivo da função tireoidiana. (0,1 pontos)

(IV) Diferencie, do ponto de vista imunológico e clínico-laboratorial, a tireoidite silenciosa/pós-parto da tireoidite crônica de Hashimoto. (0,1 pontos)
(V) Fundamente os princípios terapêuticos das principais formas de tireoidite, correlacionando-os ao mecanismo de lesão glandular. (0,1 pontos)




RATING: 2.85

As tireoidites constituem um grupo heterogêneo de inflamações da glândula tireoide, com substratos etiológicos, cursos temporais e desfechos funcionais distintos. Com base nos fundamentos teóricos da endocrinologia, responda aos itens a seguir.

(I) Classifique as principais tireoidites segundo o curso temporal e o substrato etiológico. (0,1 pontos)
(II) Descreva a patogenia da tireoidite de Hashimoto e os autoanticorpos envolvidos. (0,1 pontos)
(III) Explique a fisiopatologia da tireoidite subaguda granulomatosa (De Quervain) e o padrão evolutivo da função tireoidiana. (0,1 pontos)

(IV) Diferencie, do ponto de vista imunológico e clínico-laboratorial, a tireoidite silenciosa/pós-parto da tireoidite crônica de Hashimoto. (0,1 pontos)
(V) Fundamente os princípios terapêuticos das principais formas de tireoidite, correlacionando-os ao mecanismo de lesão glandular. (0,1 pontos)


(I) Classificação segundo curso temporal e substrato etiológico

Esquema temporal-etiológico clássico:

  • Tireoidite aguda (supurativa/infecciosa): inflamação piogênica, em geral bacteriana, com destruição local e risco de abscesso. (0,02 p)
  • Tireoidite subaguda dolorosa (granulomatosa de De Quervain): inflamação pós-viral, granulomatosa, autolimitada. (0,02 p)
  • Tireoidite subaguda indolor (silenciosa e/ou pós-parto): inflamação linfocítica autolimitada, frequentemente no puerpério. (0,02 p)
  • Tireoidite crônica de Hashimoto (linfocítica crônica): autoimunidade persistente, principal causa de hipotireoidismo primário. (0,02 p)
  • Formas especiais: tireoidite de Riedel (fibrose invasiva) e tireoidites induzidas por fármacos (amiodarona, lítio, interferon, inibidores de checkpoint). (0,02 p)

(II) Patogenia da tireoidite de Hashimoto e autoanticorpos

Esquema patogenético:

  • Doença autoimune órgão-específica com infiltração linfocítica crônica e destruição folicular progressiva. (0,02 p)
  • Predomínio de mecanismo celular (linfócitos T citotóxicos e citocinas) sobre a simples ação dos anticorpos. (0,02 p)
  • Anti-TPO (antiperoxidase): marcador mais sensível e característico da tireoidite crônica autoimune. (0,02 p)
  • Anti-Tg (antitireoglobulina): frequentemente associado, de menor especificidade isolada. (0,02 p)
  • Evolução natural habitual para hipotireoidismo primário (TSH elevado, T4 livre baixo), por perda de massa tireocitária. (0,02 p)

(III) Fisiopatologia da tireoidite subaguda granulomatosa e curva funcional

Esquema fisiopatológico e evolutivo:

  • Processo inflamatório pós-viral, com granulomas e células gigantes multinucleadas no interstício tireoidiano. (0,02 p)
  • O substrato histológico é a tireoidite granulomatosa, e não a destruição autoimune crônica. (0,02 p)
  • Fase inicial de tireotoxicose por escape: liberação de hormônio pré-formado dos folículos lesados (não por síntese aumentada). (0,02 p)
  • Fase intermediária de hipotireoidismo transitório, após esgotamento das reservas hormonais. (0,02 p)
  • Fase tardia de recuperação da eutireoidia na maioria dos pacientes, com restauração da arquitetura folicular. (0,02 p)

(IV) Tireoidite silenciosa/pós-parto versus Hashimoto

Esquema comparativo:

  • Ambas têm substrato autoimune linfocítico e podem cursar com anticorpos antitireoidianos. (0,02 p)
  • A forma silenciosa/pós-parto é autolimitada e temporalmente ligada ao puerpério (rebote imune após imunossupressão gestacional). (0,02 p)
  • Na fase tireotóxica da silenciosa há baixa captação de iodo (destruição, não hiperfunção), o que a distingue da doença de Graves. (0,02 p)
  • A Hashimoto é crônica e progressiva, com tendência à falência glandular permanente. (0,02 p)
  • Em Hashimoto os anticorpos (especialmente anti-TPO) tendem a persistir; na silenciosa a autoimunidade é, em regra, transitória ou de menor intensidade sustentada. (0,02 p)

(V) Princípios terapêuticos correlacionados ao mecanismo de lesão

Esquema terapêutico racional:

  • Hashimoto: reposição com levotiroxina quando houver hipotireoidismo; o alvo é a reposição hormonal, não a “cura” da inflamação. (0,02 p)
  • De Quervain: analgesia com AINE; corticosteroide se dor intensa; betabloqueador para sintomas adrenérgicos da fase tireotóxica. (0,02 p)
  • Tireotoxicose destrutiva (subaguda, silenciosa, pós-parto): não se usam tionamidas, pois não há síntese aumentada de hormônio. (0,02 p)
  • Tireoidite aguda infecciosa: antimicrobiano dirigido e drenagem se houver coleção/abscesso. (0,02 p)
  • Silenciosa/pós-parto: conduta em geral expectante; levotiroxina temporária apenas se o hipotireoidismo for sintomático ou prolongado. (0,02 p)


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - TIREOIDITES

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.85)

CASO CLINICO: (231458 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Criança do sexo masculino, de 11 anos de idade, estudante, residente no BH, que em Dezembro de 2018 é referenciado ao Centro Hospitalar aonde você está trabalhando, por ter sido detectada HAS grave, em exame de medicina esportiva. Subjetivamente, apenas referia fadiga muscular após a realização de exercício físico anaeróbio – sprint – com dois anos de evolução.
Os antecedentes pessoais eram irrelevantes, e não havia incidência familiar de HAS.
O exame físico revelou valores de pressão arterial (PA) de 200/110 mmHg no membro superior direito, 200/120 mmHg no membro superior esquerdo e de 100/65 mmHg nos membros inferiores.
Era audível um sopro sistólico aórtico, grau II/VI, com irradiação interescapular esquerda e um reforço do 2º tom aórtico. Os pulsos femurais eram de baixa amplitude, quase ausentes.
Quanto esse caso, esclareça os seguintes pontos:
1) Qual é a suspeita diagnostica? (0,25 pontos)
2) Qual é, nesse caso, a causa da hipertensão arterial dessa criança?(0,125 pontos)
3) Qual é a terapia indicada (0,125 pontos)?


RATING: 2.97

1) a) Coarctação da aorta (0,125 p) b) Hipertensão arterial juvenil (0,125 p)
DISCUSSÃO (não vai ser gabaritada!): A coarctação da aorta é uma malformação congênita que ocorre em 7% dos doentes portadores de cardiopatias congênitas, com predomínio no sexo masculino (relação 2:1). Caracteriza-se por um estreitamento segmentar da artéria aorta, geralmente localizado a montante da emergência da artéria subclávia esquerda e, em dois terços das crianças, leva ao desenvolvimento de hipertensão arterial.
A coarctação da aorta reconhecida após a primeira infância raramente está associada a sintomas significativos. Porque? Geralmente, é uma forma justaductal simples. Encontraremos aqui: fraqueza ou dor (ou ambos) nas pernas após o exercício, hipertensão no exame físico de rotina - frequentemente essas crianças se apresentam no cardiologista para isso O sinal clássico de coarctação da aorta é uma diferença na pulsação e na pressão arterial nos braços e nas pernas. Isto tem lógica no fato que, por conta da coartação (estreitamento) o fluxo sanguineo para as porções declivas é muito baixo. Traduzido isso significa que vamos ter lugares com pulso fraco e lugares com pulso amplo. São fracos ou ausentes em mais de 40% das situações: pulsos femorais, pulsos poplíteos, pulsos tibiais posteriores, pulsos pediosos. São amplos: pulsos dos braços e os pulsos dos vasos carotídeos ATRASOS: Normalmente, o pulso femoral ocorre ligeiramente antes do pulso radial e a pressão arterial sistolica nas pernas obtida pelo método do manguito (cuff) é 10-20 mmHg maior do que nos braços. Os pulsos radiais e femorais sempre devem ser palpados simultaneamente, pesquisando-se a eventual presença de um atraso radial-femoral.
Na coarctação da aorta: a pressão arterial nas pernas e menor do que nos braços (pacientes com coarctação que têm mais de 1 ano de idade) Com o exercício, ocorre uma elevação mais acentuada na pressão arterial sistêmica, e o gradiente extremidade superior-inferior aumentará e é frequentemente dificil obtê-la (90% têm hipertensão sistólica em um dos membros superiores maior que o percentil 95 para a idade).

2) A coarctação da aorta é causa de HTA secundária em menos de 1% das causas conhecidas de HTA. (0,125 p)
DISCUSSÃO (não vai ser gabaritada!): Tal como referido anteriormente, caracteriza-se por um estreitamento segmentar da artéria aorta, que pode ocorrer em qualquer ponto da sua extensão, ainda que mais frequentemente se localize a juzante do tronco arterial braquiocefálico. Cerca de dois terços das crianças com esta malformação desenvolvem hipertensão arterial.
As manifestações clínicas dependem do local e da extensão da obstrução, bem como da presença de anomalias cardíacas associadas, sendo a mais frequente a válvula aórtica bicúspide, presente neste caso. Pode ainda associar-se a aneurisma de Berry ou disgenesia gonadal (síndroma de Turner).

3) Cirurgia reparatoria.(0,125 p)
DISCUSSÃO (não vai ser gabaritada!): Crianças mais velhas significa que a coartação não foi tão grave para aparecer cedo. Ou seja, eles devem ser tratadas relativamente logo após o diagnóstico. Isto porque, quando diagnosticados, a coartação já deve causar efeitos hemodinamicos importantes!
Entretanto, agora, o atraso é injustificável, em especial após a segunda década de vida, quando a operação pode ser menos bem-sucedida por a uma função ventricular esquerda reduzida e por alterações degenerativas na parede da aorta.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.97)




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