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RATING: 3.2 ![]()
Uma mulher primigesta de 23 anos com 36 semanas de idade gestacional ao fim duma gravidez sem complicações se apresenta ao trabalho de parto unidade com cólicas intensas que iniciaram vários horas atrás. São realizadas as manobras de Leopold revelando-se um feto apropriado em tamanho para a idade gestacional com apresentação cefálica. Tocometria revela quatro contrações irregulares de mais de 30 segundos em 30 minutos. O traçado cardíaco fetal é normal. É feito um exame vaginal estéril e se constata dilatação de um dedo. Após 6 horas, ela tem dilatação de 1 cm. Administra-se, então, gel de prostaglandina e 2 horas depois ela está com 2 cm de dilatação. Neste momento é iniciada a infusão de ocitocina e o colo do útero começa a dilatar e se apagar mais rapidamente. Tocometria revela contrações regulares e fortes. No entanto, o parto não progride nem depois de 4 horas de infusão de ocitocina. Com base na imagem abaixo, qual curva representa melhor o trabalho de parto desse pacienta, e qual a possível etiologia?

A. Curva A; amadurecimento cervical inadequado
INCORRETO: A curva A representa uma fase latente prolongada. Um colo do útero imaturo não é tão facilmente suavizado e apagado. Assim, a apresentação da cabeça pode não progredir apesar das contrações uterinas adequadas.
B. Curva A; paciente primigesta
INCORRETO : A curva A representa uma fase latente prolongada. Uma paciente primigesta tem maior probabilidade de ter uma fase latente mais longa (média de 6,4 horas, > 20 horas anormais) do que uma mulher multípara (média de 4,8 horas, > 14 horas anormais).
C. Curva B; força inadequada das contrações uterinas
INCORRETO : A curva B representa uma fase ativa prolongada. Contração uterina inadequada é uma causa comum de uma fase ativa prolongada, mas no caso apresentado há uma parada, ao invés de uma extensão da fase ativa.
D. Curva B; sedação materna inadequada
INCORRETO : A curva B representa uma fase ativa prolongada. Uma causa comum de fase ativa prolongada é a excessiva sedação materna, não sedação inadequada.
E. Curva C; desproporção cefalopélvica
CORRETO : Curva C representa uma parada da fase ativa que melhor se ajusta ao caso apresentado aqui. É definido como interrupção da dilatação cervical quando a paciente entrou na fase ativa do trabalho de parto e é descrito como um achatamento da curva do parto. Causas comuns inclui fatores maternos (uterino inadequado contrações, pequeno diâmetro pélvico ou pélvis com formato anormal) e fatores fetais (mau posicionamento e macrossomia).
Gabarito: E
RATING: 2.77 ![]()
FONTE:

1) Qual é a suspeita diagnostica?
A paciente apresenta características de 'facies leonino', presente na hanseníase virchoviana 0,05 p
2) Enumeram pelo menos 3 critérios que poderiam confirmar o diagnostico.
Considera-se um caso de hanseníase a pessoa que apresenta um ou mais dos seguintes sinais cardinais
• mancha e/ou área(s) da pele com alteração (perda) de sensibilidade, característica da hanseníase;0,05 p
• acometimento de nervo(s) periférico(s), com ou sem espessamento, associado a alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas 0,05 p
• baciloscopia positiva de esfregaço intradérmico.0,05 p
3) Proponham um esquema terapêutica para o caso acima, justificando as escolhas.
A lepra virchoviana é considerada uma forme multibacilar de hanseníase (0,05 p) e, neste caso a esquema terapêutica do adulto inclui:
Rifampicina (RFM): dose mensal de 600 mg (2 cápsulas de 300 mg) com administração supervisionada.0,05 p
Dapsona (DDS): dose mensal de 100 mg supervisionada e uma dose diária de 100 mg autoadministrada.0,05 p
Clofazimina (CFZ): dose mensal de 300 mg (3 cápsulas de 100 mg) com administração supervisionada e uma dose diária de 50 mg autoadministrada.0,05 p
4) Na frente do profissional de saúde a paciente informa que é portadora de virus HIV e faz tratamento com AZT. Qual a atitude do profissional frente a esse informe?
A rifampicina na dose utilizada para tratamento da hanseníase (600 mg/mês) não interfere nos inibidores de protease usados no tratamento de pacientes com Aids. Portanto, o esquema PQT padrão não deve ser alterado.0,05 p
A hanseníase não se modifica basicamente pela coinfecção com o vírus HIV; entretanto existe a possibilidade de maior gravidade nas reações hansênicas. 0,05 p
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