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INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA NO PACIENTE PEDIATRICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Insuficiência Renal Aguda é um termo genérico. Trata-se, basicamente, da diminuição abrupta e sustentada na função renal.
Assim, há uma retenção de resíduos nitrogenados (ureia e creatinina) e não nitrogenados. Caso isso dura demais, instalam-se distúrbios metabólicos como acidose metabólica e hipercalemia, mudanças no balanço de fluidos corpóreos e efeitos em outros órgãos e sistemas.
Pior é que essa catastrofe metabólica é uma situação comum em Pediatria. Acarreta alta morbidade e mortalidade e não por ultimo, um custo muito alto.
Obviamente, a conclusão pode ser uma só - melhor prevenir que chegar a vivenciar - uma situação frequentemente prevenível. A instituição de medidas preventivas são cruciais para obtenção de um desfecho favorável.
O grande vilão nesta historia é a perda irreversível dos néfrons.

OBJETIVA: (1424663 votos)..........96.16% das questões objetivas receberam votos.
A realização das funções de controle e avaliação em saúde devem ser feita:
A. pela Presidência da República;
B. por todos os níveis do sistema de saúde;
C. pelo órgão específico do Ministério da Saúde;
D. pelos governos estaduais;
E. pelos conselhos comunitários.

  RATING: 3.03

A realização das funções de controle e avaliação em saúde devem ser feita:

A. pela Presidência da República;
INCORRETO: presidência da republica nõ tem participação neste assunto
B. por todos os níveis do sistema de saúde;
CORRETO : Assim, a responsabilidade para com a gestão do sistema é dos municípios, dos estados, do Distrito Federal e da União solidariamente por meio de seus órgãos que são, respectivamente, as Secretarias Municipais de Saúde (SMS), as Secretarias Estaduais de Saúde (SES) e o Ministério da Saúde. Isso na medida que a direção do SUS é única em cada nível de governo, ou seja, ela é exercida por esses órgãos em suas respectivas esferas. A rede do SUS é organizada de forma regionalizada e com nível de complexidade crescente.
C. pelo órgão específico do Ministério da Saúde;
INCORRETO : a descentralização e a desetatização são regras basica no futuro do SUS
D. pelos governos estaduais;
INCORRETO : cada nivel tem representancia, não somente os estados
E. pelos conselhos comunitários.
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

DISCURSIVA: (199333 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Referente á diarreia aguda e desidratação respondam as seguintes perguntas:
A) Quantos tipo de desidratação existem e qual forma é mais frequente na criança com diarreia aguda?
B) Em que consta o Plano A de reidratação nas crianças?
C) Qual é a significância do índice de retenção na hidratação endovenosa?
D) Indiquem as situações em quais se faz necessária a hidratação pela sonda (gavagem).


RATING: 3.01

Referente á diarreia aguda e desidratação respondam as seguintes perguntas:
A) Quantos tipo de desidratação existem e qual forma é mais frequente na criança com diarreia aguda?
B) Em que consta o Plano A de reidratação nas crianças?
C) Qual é a significância do índice de retenção na hidratação endovenosa?
D) Indiquem as situações em quais se faz necessária a hidratação pela sonda (gavagem).

A) Quantos tipo de desidratação existem e qual forma é mais frequente na criança com diarreia aguda?
Desidratação isotônica (0,04 p), desidratação hipotônica (0,04 p) e desidratação hipertônica (0,04 p).
A mais comum, (70-90% dos casos), é a isotônica (0,02 p)

B) Em que consta o Plano A de reidratação nas crianças?
Plano A de reidratação consta em:
- Recomendar o aumento da ingestão de líquidos preparados com ingredientes disponíveis nos domicílios: soro caseiro, chás, cozimento de cereais (arroz, milho), sopas e sucos. (0,04 p)
- Manter a alimentação habitual, em especial o leite materno, aumentando a freqüência das mamadas. (0,04 p)
- Ensinar à família a reconhecer os sinais de desidratação (olhos fundos, boca seca, pouca urina, muita sede) (0,04 p)e recomendar que caso a diarreia piore ou apresente os sinais acima, inicie a administração de sais de reidratação oral e procure o serviço de saúde. (0,04 p)

C) Qual é a significância do índice de retenção na hidratação endovenosa?
Para a avaliação da eficácia da expansão espera-se que o índice de retenção do volume infundido seja menor que 60%, ou seja, não há mais deficit de volume (0,04 p) 

D) Indiquem as situações em quais se faz necessária a hidratação pela sonda (gavagem).
A administração com sonda nasogástrica é uma maneira de dar sais de reidratação oral de modo gradual e contínuo, favorecendo a absorção da solução, e deverá ser administrada nas seguintes condições:
Perda de peso após as primeiras duas horas de tratamento adequado com sais de reidratação oral; (0,04 p)
Vômitos persistentes (4 ou mais vezes num período de uma hora) depois de iniciada a TRO; (0,04 p)
Distensão abdominal acentuada com ruídos hidroaéreos presentes, que não desaparecem mesmo após um intervalo maior entre as tomadas; (0,04 p)
Dificuldade de ingestão de sais de reidratação oral. (Por exemplo, estomatite grave). (0,04 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (231436 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 54 anos, previamente hígido, procura o ambulatório por aumento progressivo e indolor da região anterior do pescoço há 8 meses, agora com disfagia a sólidos, rouquidão e dispneia aos médios esforços. Relata “pescoço de pedra”. Nega febre, odinofagia recente, pródromo viral, palpitações, intolerância ao calor, oftalmopatia ou perda ponderal acelerada. Não usa amiodarona, lítio, interferona nem inibidores de checkpoint. Sem irradiação cervical prévia.

Exame: eutireoidiano clinicamente. Tireoide difusamente aumentada, extremamente dura, fixa aos planos profundos, indolor, sem eritema e sem flutuação. Lobo esquerdo parece “fundir-se” com a musculatura pré-tireoidiana. Prega vocal esquerda com hipomotilidade à laringoscopia. Sem linfonodomegalia cervical dominante. Sem sinais de oftalmopatia.

Laboratório: TSH 6,8 mUI/L; T4 livre 0,92 ng/dL (limítrofe-baixo); anti-TPO 48 UI/mL (limítrofe); TRAb negativo; VHS 28 mm/h; PCR 6 mg/L; leucócitos 7.400/mm³; cálcio iônico 1,05 mmol/L (baixo); PTH 12 pg/mL (inapropriadamente baixo); IgG4 sérica 198 mg/dL (elevada). Ultrassonografia: glândula hipoecoica, mal delimitada, vascularização pobre, sem nódulo dominante. TC cervical: massa tireoidiana que ultrapassa a cápsula e envolve traqueia e musculatura, sem plano de clivagem nítido. PAAF: material hipocelular, fibrose, sem atipias suficientes para carcinoma.

Questões:

(I) Qual o diagnóstico mais provável e quais elementos do caso o sustentam? (0,1 pontos)

(II) Como diferenciar este quadro do carcinoma anaplásico e da tireoidite de Hashimoto com fibrose avançada? (0,1 pontos)

(III) Quais exames confirmam o diagnóstico e avaliam complicações locais? (0,1 pontos)

(IV) Qual a conduta terapêutica inicial e o papel da cirurgia? (0,1 pontos)

(V) Quais desfechos endócrinos e sistêmicos devem ser antecipados no seguimento? (0,1 pontos)





RATING: 2.89

(I) Diagnóstico


O diagnóstico mais provável é tireoidite de Riedel (fibroinvasiva) (0,04 p). Sustentam: bócio pétreo (“duro como pedra”) e indolor (0,02 p); sintomas compressivos (disfagia, dispneia, rouquidão) (0,02 p); e extensão extratireoidiana para músculos, traqueia e, neste caso, possível acometimento paratireoidiano (0,02 p).


(II) Diagnóstico diferencial


Carcinoma anaplásico:
crescimento em semanas, deterioração do estado geral, invasão agressiva e histologia maligna — aqui o curso é de meses, o paciente está estável e a PAAF não mostrou atipia franca (0,04 p).

Hashimoto fibroso: a fibrose costuma respeitar a cápsula; anti-TPO em geral está muito elevado; não há o padrão clássico de “massa de ferro” invasiva (0,03 p).

A Riedel pode integrar o espectro da doença relacionada a IgG4, o que dialoga com a IgG4 sérica elevada deste paciente (0,03 p).


(III) Confirmação e complicações


A maioria dos pacientes com Riedel está eutireoidiana; cerca de 30% evoluem com hipotireoidismo (0,02 p). Pode haver hipocalcemia por fibrose das paratireoides (0,02 p). A PAAF é frequentemente insuficiente (material fibroso hipocelular) (0,02 p). O diagnóstico definitivo exige biópsia cirúrgica/aberta, com fibrose densa e inflamação linfoplasmocitária (0,02 p). A imunohistoquímica IgG4/IgG apoia o vínculo com doença IgG4 (0,02 p).


(IV) Tratamento


Não há protocolo único, pela raridade da doença (0,01 p). Glicocorticoides são a primeira linha para reduzir inflamação e compressão (0,03 p). Tamoxifeno (em geral 20 mg 1–2×/dia) entra se houver refratariedade ou como adjuvante (0,03 p). Cirurgia, quando necessária, deve ser limitada à descompressão (istmectomia/debulking); tireoidectomia total de rotina aumenta lesão de nervo e paratireoide sem curar a fibrose (0,03 p).


(V) Evolução e seguimento


Antecipar hipotireoidismo em cerca de 30% e repor levotiroxina se indicado (0,03 p). Monitorar cálcio e PTH pelo risco de hipoparatireoidismo fibrótico (0,02 p). Procurar fibrose extracervical (mediastino, retroperitônio, órbita, vias biliares) — a Riedel pode ser manifestação sistêmica IgG4 (0,03 p). A doença não se extingue de forma definitiva; o seguimento é clínico, laboratorial e por imagem (0,02 p).


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.89)




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