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DOENÇAS DAS VIAS BILIARES (ÁREA DE CIRURGIA)

A vesícula biliar é um reservatório no formato de pêra ligada ao ducto hepático comum por meio do ducto cístico. A vesícula biliar encontra-se na face inferior do fígado envolvida parcialmente em uma camada de peritônio. Divide-se anatomicamente em fundo, corpo, infundíbulo e colo, o qual comunica-se ao ducto cístico. O colo da vesícula biliar, assim como o ducto cístico, possui dobras mucosas orientadas em espiral denominadas válvulas de Heister. O ducto cístico varia em comprimento entre 1 e 4 cm, normalmente unindo-se ao ducto hepático comum em ângulo agudo.

OBJETIVA: (1284302 votos)..........96.35% das questões objetivas receberam votos.
Cristais de Reinke são encontrados em:
A. disgerminomas
B. tumores de células da granulosa
C. cistadenomas serosos
D. dermóides maduros
E. tumores de célula hilar (células de Leydig)

  RATING: 3.04

Cristais de Reinke são encontrados em:

A. disgerminomas
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. tumores de células da granulosa
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. cistadenomas serosos
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. dermóides maduros
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. tumores de célula hilar (células de Leydig)
CORRETO : Inclusões citoplasmáticas, denominadas cristais de Reinke, são uma característica das células testiculares intersticiais. Cristalóides de Reinke também são encontrados em tumores de célula hilar (célula de Leydig) e quando presentes, são patognomônicos.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.04)

DISCURSIVA: (190830 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Responda ás seguintes perguntas:

A) O que é a anemia ferropênica ou ferropriva? (0,25 p)
B)  Como a anemia ferropênica ou ferropriva é investigada? (0,25 p)


RATING: 2.86

Responda ás seguintes perguntas:

A) O que é a anemia ferropênica ou ferropriva? (0,25 p)
B)  Como a anemia ferropênica ou ferropriva é investigada? (0,25 p)

A) O que é a anemia ferropênica ou ferropriva?

É a conseqüência da diminuição da concentração produção do heme da hemoglobina por carência de ferro, resultando na diminuição da concentração de hemoglobina. (0,15 p)
A deficiência da hemoglobinização durante a maturação dos eritroblastos forma hemácias pequenas (VCM diminuído) com pouco conteúdo de hemoglobina (HCM diminuída). Com a intensificação do processo, ocorre a diminuição desproporcional do conteúdo de hemoglobina em relação ao volume das hemácias, gerando a hipocromia (CHCM diminuída). (0,05 p)
A anisopoiquilocitose, proporcional à intensidade do processo, é sempre evidente, podendo interferir com a contagem de plaquetas: hemácias microcíticas e normocíticas, hemácias ovalocíticas alongadas (leptócitos) e hemácias hipocrômicas. (0,05 p)

B)  Como a anemia ferropênica ou ferropriva é investigada? 

Pelas quantificações do ferro sérico e ferritina. Raramente, pode ser necessário quantificar o ferro medular pela coloração do azul-da-prússia (coloração de Perls), CTLFe e saturação da transferrina. (0,1 p)
Os exames característicos da anemia ferropênica são:
(1) ferro sérico diminuído; (0,03 p)
(2) capacidade total de ligação de ferro (CTLFe) aumentada; (0,03 p)
(3) saturação de transferrina diminuída; (0,03 p)
(4) ferritina diminuída; (0,03 p)
(5) ferro medular diminuído, tanto nos grânulos de hemossiderina dos macrófagos, quanto nos grânulos sideróticos dos eritroblastos (sideroblastos diminuídos). (0,03 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.86)

CASO CLINICO: (223029 votos)..........99.52% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 32 anos, refere fadiga crônica e palidez desde a adolescência. Antecedente de anemia microcítica diagnosticada na adolescência, tratada com sulfato ferroso oral sem resposta e com piora progressiva da sobrecarga de ferro. Hemograma atual: Hb 7,8 g/dL, VCM 62 fL (microcitose), RDW elevado, esfregaço periférico com dimorfismo eritrocitário (predomínio de hemácias hipocrômicas microcíticas + população normocítica/macrocítica) e corpúsculos de Pappenheimer. Ferro sérico 220 µg/dL, saturação de transferrina 70%, ferritina sérica 1200 ng/mL, TIBC normal. Exame físico: hepatoesplenomegalia leve. História familiar positiva para anemia em tio materno e irmão.

Questões

I. Qual a suspeita diagnóstica mais provável? (0,2 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,1 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,1 pontos)
IV. Qual o tratamento indicado? (0,1 pontos)





RATING: 3.08

I. Suspeita diagnóstica
A suspeita é de anemia sideroblástica hereditária (forma ligada ao cromossomo X).
  • Caracterizada por anemia + presença de sideroblastos em anel + aumento do estoque de ferro na medula óssea (0,05 p)
  • Coexistência paradoxal de hipocromia/microcitose com ferro sérico alto (>150 µg/dL), saturação de transferrina elevada (30-80%) e ferritina elevada (>100-200 ng/mL) (0,05 p)
  • Dimorfismo eritrocitário no esfregaço periférico (micrócitos predominantes na forma hereditária) com RDW aumentado (0,05 p)
  • Mais comum em homens, com hepatoesplenomegalia por hemocromatose eritropoiética e história familiar sugestiva de herança ligada ao X (0,05 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada

  • No tipo hereditário ligado ao cromossomo X, mutação na primeira enzima da síntese porfirínica – ALA-sintase mitocondrial (0,05 p)
  • A enzima catalisa a reação limitante (síntese de ALA a partir de glicina e succinil-CoA) e tem como principal cofator a vitamina B6 (piridoxal 5-fosfato) (0,03 p)
  • O mutante ALA-sintase só funciona quando altas doses suprafisiológicas de vitamina B6 são oferecidas (0,02 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

  • Aspirado de medula óssea (mielograma) é a única forma de confirmação (0,05 p)
  • Encontro de mais de 15% de eritroblastos do tipo sideroblastos em anel (0,05 p)

IV. Tratamento

  • Na forma hereditária ligada ao X, reposição de doses suprafisiológicas de piridoxina (vitamina B6) 50-100 mg/dia, com correção da anemia em 40-60% dos casos (0,05 p)
  • Duas preocupações principais: correção da anemia + correção/prevenção da hemocromatose eritropoiética (0,02 p)
  • Acompanhar ferritina sérica; se >500 ng/mL, flebotomia repetida quando anemia leve (Hb ≈9 g/dL) ou quelante desferoxamina 40 mg/kg/dia via SC em infusão contínua nos casos moderados/graves (0,03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.08)




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