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DENGUE (ÁREA DE PEDIATRIA)

Os dados de anamnese e exame físico serão utilizados para estadiar os casos e para orientar as medidas terapêuticas cabíveis. É importante lembrar que a dengue é uma doença dinâmica, o que permite que o paciente evolua de um estágio a outro rapidamente. O manejo adequado dos pacientes depende do reconhecimento precoce de sinais de alerta, do contínuo monitoramento e reestadiamento dos casos e da pronta reposição hídrica.
Com isso, torna-se necessária a revisão da história clínica acompanhada do exame físico completo, a cada reavaliação do paciente, com o devido registro em instrumentos pertinentes (prontuários, ficha de atendimento, cartão de acompanhamento).
Atenção: os sinais de alerta e o agravamento do quadro costumam ocorrer na fase de remissão da febre. Não há tratamento específico para a dengue, o que o torna eminentemente sintomático ou preventivo das possíveis complicações. As drogas antivirais, o interferon alfa e a gamaglobulina, testada até o momento, não apresentaram resultados satisfatórios que subsidiem sua indicação terapêutica

OBJETIVA: (1119729 votos)..........99.48% das questões objetivas receberam votos.
Assinale a alternativa CORRETA:
A. menina com síndrome de Down: 47, XX, +13
B. menino com síndrome de Patau: 47, XY, +18
C. menino com síndrome de Edwards: 47, XY, +21
D. menina com síndrome de cri du chat: 46, XX, Sp·
E. menino com síndrome de Down: 47, XY, +18

  RATING: 3

Assinale a alternativa CORRETA:

A. menina com síndrome de Down: 47, XX, +13
INCORRETO: A síndrome de Down é causada por trissomia do cromossomo 21 (47,XX,+21), e não +13 (que define a síndrome de Patau).
B. menino com síndrome de Patau: 47, XY, +18
INCORRETO : A síndrome de Patau é causada por trissomia do cromossomo 13 (47,XY,+13), e não +18 (que define a síndrome de Edwards).
C. menino com síndrome de Edwards: 47, XY, +21
INCORRETO : A síndrome de Edwards é causada por trissomia do cromossomo 18 (47,XY,+18), e não +21 (que define a síndrome de Down).
D. menina com síndrome de cri du chat: 46, XX, Sp·
CORRETO : A síndrome de cri du chat resulta de deleção do braço curto do cromossomo 5 (notação 46,XX,del(5p) ou 5p-), mantendo número total de cromossomos normal (46), com fenótipo característico de choro agudo semelhante ao miado de gato, microcefalia e dismorfias faciais; o cariótipo descrito corresponde exatamente a essa alteração estrutural.
E. menino com síndrome de Down: 47, XY, +18
INCORRETO : A síndrome de Down é causada por trissomia do cromossomo 21 (47,XY,+21), e não +18 (que define a síndrome de Edwards).

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (181428 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
O uso de indicadores epidemiológicos é o modo mais relevante na avaliação de qualquer atividade na área da Saúde no SUS, mormente nos serviços públicos. 
A) Defina indicadores epidemiológicos. (0,1 ponto) 
B) Cite 3 (três) critérios a que deve obedecer um bom indicador, discutindo-os sucintamente. (0,3 pontos) 
C) Cite dois indicadores frequentemente utilizados na avaliação das condições de Saúde de uma população da área de abrangência de uma Unidade Básica. (0,1 pontos)


RATING: 3.06

O uso de indicadores epidemiológicos é o modo mais relevante na avaliação de qualquer atividade na área da Saúde no SUS, mormente nos serviços públicos. 
A) Defina indicadores epidemiológicos. (0,1 ponto) 
B) Cite 3 (três) critérios a que deve obedecer um bom indicador, discutindo-os sucintamente. (0,3 pontos) 
C) Cite dois indicadores frequentemente utilizados na avaliação das condições de Saúde de uma população da área de abrangência de uma Unidade Básica. (0,1 pontos)

A) Defina indicadores epidemiológicos.
Indicadores epidemiológicos são números ou razões, caracterizados como índices, que indicam vários aspectos da situação de saúde em uma população qualquer. (0,1 p)
B) Cite 3 (três) critérios a que deve obedecer um bom indicador, discutindo-os sucintamente.
Critérios:
  • Validade é a propriedade de um indicador que representa o que se quer medir, bem como é capaz de detectar mudanças no fenômeno em medição. (0,1 p)
  • Confiabilidade é a propriedade do indicador que muda pouco em relação ao tempo, portanto quanto mais utilizá-lo, os resultados esperados são semelhantes. (0,1 p)
  • Representatividade significa que o indicador realmente representa a realidade que se mediu e deve ser obtido de maneira mais simplificada possível. (0,1 p)
C) Cite dois indicadores frequentemente utilizados na avaliação das condições de Saúde de uma população da área de abrangência de uma Unidade Básica.
Coeficiente de prevalência e coeficiente de incidência de doenças na população da área de abrangência. (0,1 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

CASO CLINICO: (211405 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 68 anos, tabagista (40 maços-ano), hipertenso controlado, procura emergência com quadro de 4 meses de fadiga intensa, perda ponderal involuntária de 12 kg, febre baixa vespertina (até 38,2°C), prurido generalizado e icterícia cutâneo-mucosa leve de instalação progressiva. Nega dor abdominal, hematúria macroscópica ou sintomas urinários. Exame físico: regular estado geral, ictérico 2+/4+, hepatomegalia dolorosa a 4 cm do rebordo costal direito, esplenomegalia discreta, sem linfonodomegalias palpáveis ou ascite. Sem estigmas de hepatopatia crônica.

Exames laboratoriais iniciais: Hb 11,8 g/dL, plaquetas 480.000/mm³, VHS 92 mm/h, PCR 48 mg/L; bilirrubina total 3,2 mg/dL (direta 2,4); AST 68 U/L, ALT 82 U/L, FA 620 U/L, GGT 980 U/L; albumina 3,1 g/dL; coagulograma normal; sorologias virais negativas; autoanticorpos negativos; alfa-fetoproteína e CEA normais. USG abdominal: massa sólida heterogênea em polo superior do rim direito (8,2 cm), sem dilatação de vias biliares, fígado de ecotextura aumentada sem nódulos metastáticos evidentes. TC tórax/abdome/pélvis em andamento.


I. Qual é a sua principal suspeita diagnóstica? ... 0,1 pontos
II. Qual a possível causa etiológica da doença diagnosticada? ... 0,15 pontos

III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ... 0,18 pontos

IV. Qual o tratamento de escolha? ... 0,07 pontos



RATING: 2.83

I. Suspeita diagnóstica principal: Síndrome de Stauffer (disfunção hepática paraneoplásica não metastática associada a carcinoma de células renais – CCR)

  • Quadro de colestase intra-hepática anictérica ou levemente ictérica + trombocitose reacional + elevação de marcadores inflamatórios em paciente com massa renal sugestiva de CCR, sem evidência de metástase hepática ou obstrução biliar (0,08 p)
  • Ausência de hepatopatia crônica, infecções virais ou drogas hepatotóxicas reforça o caráter paraneoplásico (0,02 p) 

II. Possível causa etiológica da doença diagnosticada: Síndrome paraneoplásica mediada por citocinas, principalmente interleucina-6 (IL-6) secretada pelo tumor renal

  • CCR (especialmente subtipo células claras) libera IL-6 em quantidade suficiente para induzir resposta inflamatória sistêmica e inibição da excreção biliar hepatocítica sem invasão hepática direta (0,10 p)
  • Outras citocinas (IL-1, TNF-α) e fator de crescimento vascular podem contribuir, mas IL-6 é o principal mediador descrito (0,05 p) Subtotal II: 0,15 p

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Tomografia computadorizada (TC) contrastada de abdome e pelve + exclusão de metástases hepáticas + resolução laboratorial após nefrectomia (padrão-ouro)

  • TC (ou RM) de abdome é o exame de escolha inicial: demonstra massa renal sólida, estadiamento TNM e ausência de lesões hepáticas metastáticas ou obstrução biliar (sensibilidade >95% para CCR) (0,10 p)
  • Biópsia hepática (se dúvida) mostra apenas colestase canalicular sem infiltrado neoplásico (0,05 p)
  • Confirmação definitiva: normalização completa dos testes hepáticos e marcadores inflamatórios em 2–8 semanas após ressecção completa do tumor primário (0,03 p)

IV. Tratamento de escolha: Nefrectomia radical (ou parcial, quando factível) com intenção curativa

  • Ressecção cirúrgica do tumor renal primário é o único tratamento curativo da síndrome; leva à resolução completa da disfunção hepática em >90% dos casos (0,05 p)
  • Em doença metastática ou inoperável: terapia alvo (sunitinib, pazopanib) ou imunoterapia (nivolumabe + ipilimumabe) pode melhorar parcialmente, mas a síndrome responde melhor à citorredução cirúrgica quando possível (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.83)




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