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Jovem de 26 anos é levado à cirurgia com diagnóstico clínico de apendicite aguda. Na laparotomia, observa-se a presença de processo inflamatório, envolvendo 25 cm do íleo terminal, com hiperemia e espessamento de sua parede, e envolvimento parcial da alça pelo mesentério. O ceco e o apêndice encontram-se normais. A melhor conduta, nesse caso, é efetuar:
A. apendicectomia isolada
INCORRETO: O apêndice está normal, e realizar apendicectomia isolada ignoraria a lesão principal no íleo terminal. Isso não resolveria o processo inflamatório observado, podendo levar a progressão da doença, complicações futuras (como obstrução ou fístulas) e necessidade de reintervenção. Embora em alguns casos de apendicite suspeita com achados normais se realize apendicectomia profilática para evitar confusão diagnóstica futura, aqui a inflamação ileal é o foco e deve ser priorizada.
B. ressecção ileal com ileostomia terminal
INCORRETO : Embora resseque o segmento afetado, opta por ileostomia em vez de anastomose primária. Essa conduta é reservada para casos com contaminação peritoneal grave, sepse ou instabilidade hemodinâmica, o que não é descrito aqui. Em um paciente jovem e estável, a anastomose é preferível para preservar qualidade de vida, evitando os riscos e morbidades associados à ostomia (como desidratação, infecções ou necessidade de cirurgia reconstrutiva posterior).
C. ileotiflectomia com anastomose ileocólica
CORRETO : Nesse contexto de ileíte terminal inflamatória (provavelmente doença de Crohn), a ressecção ileocecal (ileotiflectomia, que inclui remoção do íleo terminal afetado e do ceco) com anastomose primária ileocólica é o procedimento padrão quando há indicação cirúrgica. Mesmo com o ceco macroscopicamente normal, a inclusão dele na ressecção garante margens livres adequadas, remove o válvula ileocecal (frequentemente envolvida microscopicamente na inflamação) e previne recorrências precoces ou complicações como estenose. Essa abordagem é curativa para o segmento afetado, alivia sintomas agudos e permite recuperação funcional do trânsito intestinal, especialmente em um paciente jovem sem sinais de sepse generalizada ou contraindicações para anastomose. Estudos e guidelines (como os da American Society of Colon and Rectal Surgeons) suportam essa conduta em apresentações agudas de Crohn mimetizando apendicite, quando a laparotomia já está em curso.
D. enterectomia segmentar com anastomose ileoileal
INCORRETO : Anatomicamente não se aplica ao íleo terminal (a porção distal do íleo, adjacente ao ceco). Ressecar 25 cm terminais e realizar anastomose ileoileal implicaria reconectar duas porções de íleo, mas o segmento distal ausente tornaria isso inviável sem envolver o ceco ou cólon. Essa opção seria mais adequada para lesões em íleo proximal ou médio, não terminal, e não garante margens adequadas na junção ileocecal, aumentando risco de recidiva.
E. apendicectomia associada a biópsia do íleo terminal
INCORRETO : Embora pertinente para confirmação diagnóstica (biópsia poderia revelar granulomas não caseosos típicos de Crohn), não trata o segmento inflamado de forma definitiva. Em um cenário cirúrgico já aberto, com inflamação significativa (25 cm afetados), optar por biópsia e fechamento sem ressecção poderia postergar o tratamento, permitindo progressão para complicações como perfuração ou abscesso. Essa abordagem é mais indicada em casos duvidosos ou minimamente sintomáticos, gerenciados clinicamente com imunossupressores, mas não na urgência cirúrgica descrita.
Gabarito: C
RATING: 3.04 ![]()
FONTE:
1) Qual é o diagnóstico?
Choque séptico (0,03125 p) causado por síndrome torácica aguda (0,03125 p).
2) Quais são as primeiras medidas que devem ser tomadas ainda no PS?
3) Comenta as caracteristicas particulares da patologia desse caso, relacionadas á anemia falciforme.
- hidratação venosa com solução salina a 0,9% (0,03125 p) na dose de 10 ml/kg (0,03125 p)
- administração endovenosa de ceftriaxona na dose de 100 mg/kg (0,03125 p)
- coleta de exames laboratoriais com hemocultura (0,03125 p)
- solicitado vaga na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) (0,03125 p)
- oxigenioterapia (0,03125 p)
- analgesia (0,03125 p)
- antitermico (0,03125 p)
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