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O CRUPE COMO EMERGÊNCIA PEDIATRICA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Crupe (a mesma coisa que laringite ou laringotraqueobronquite) é frequentemente definida como uma infecção respiratória que afeta o trato respiratório superior.

Na verdade, a definição acíma é um pouco equivocada - o termo "síndrome do crupe" caracteriza um grupo de doenças.

Esse grupo tem em comum os sintomas e não o envolvimento anatômico e nem a etiologia. Precisamente, enquanto as doenças desse grupo se manifestam com rouquidão, tosse ladrante, estridor predominantemente inspiratório e graus variados de desconforto respiratório a etiologia pode ser viral (chamando-se, neste caso, de crupe viral), mas a causa pode ser também bacteriana (caso da traqueite bacteriana e da própria difteria).

A região subglótica é geralmente a mais afetada, resultando em edema, mucosa inflamada com rouquidão associada, estridor inspiratório e uma tosse semelhante ao latido.


OBJETIVA: (1405223 votos)..........95.62% das questões objetivas receberam votos.
Quanto às causas mal definidas e aos códigos inespecíficos no atestado de óbito, assinale a alternativa CORRETA:
A. O capítulo XVIII da CID-10 (Classificação Internacional de Doenças) deve ser a primeira escolha do atestante sempre que a causa nosológica for conhecida
B. Declarações vagas (senilidade isolada, causa desconhecida sem investigação, mecanismos sem doença de base) empobrecem a causa básica selecionada pelo SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade) e são evitáveis quando existe diagnóstico nosológico
C. Todo óbito de idoso deve ser atestado apenas como “senilidade”, por definição legal
D. O médico assistente está proibido de declarar diagnóstico clínico na morte natural assistida se não houver necropsia
E. Códigos inespecíficos elevam a qualidade da estatística de mortalidade e constituem a meta do preenchimento

  RATING: 0

Quanto às causas mal definidas e aos códigos inespecíficos no atestado de óbito, assinale a alternativa CORRETA:

A. O capítulo XVIII da CID-10 (Classificação Internacional de Doenças) deve ser a primeira escolha do atestante sempre que a causa nosológica for conhecida
INCORRETO: O capítulo XVIII (sintomas, sinais e achados anormais) é o território das causas mal definidas. Conhecida a doença de base, declara-se essa doença, não o código residual
B. Declarações vagas (senilidade isolada, causa desconhecida sem investigação, mecanismos sem doença de base) empobrecem a causa básica selecionada pelo SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade) e são evitáveis quando existe diagnóstico nosológico
CORRETO : Senilidade isolada, R99 e mecanismos sem etiologia são códigos-lixo do ponto de vista da análise de causa básica. Havendo diagnóstico (infarto, neoplasia, DPOC, sepse com foco, acidente vascular), este deve ocupar a cadeia. A qualidade da mortalidade proporcional depende desse rigor
C. Todo óbito de idoso deve ser atestado apenas como “senilidade”, por definição legal
INCORRETO : Senilidade não é rótulo legal obrigatório do idoso. Envelhecer não extingue a necessidade de nomear a doença que fechou a cadeia
D. O médico assistente está proibido de declarar diagnóstico clínico na morte natural assistida se não houver necropsia
INCORRETO : Na morte natural assistida o assistente declara o que a clínica, a imagem e o laboratório permitiram estabelecer. A necropsia aperfeiçoa, mas não é condição sine qua non para atestar
E. Códigos inespecíficos elevam a qualidade da estatística de mortalidade e constituem a meta do preenchimento
INCORRETO : Código inespecífico é indicador de má qualidade da informação, não meta. A meta é a causa básica nosológica ou a circunstância externa bem descrita

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

DISCURSIVA: (196265 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram os principios basicos de tratamento do choque cardiogênico pediatrico na emergência.


RATING: 2.55

Enumeram os principios basicos de tratamento do choque cardiogênico pediatrico na emergência.

  1. Suporte hemodinâmico (0,01 p)
    1. Pressão arterial normal (0,020 p)
      • Milrinona 0,1-1 mcg/kg/min (0,025 p)
      • Dobutamina 5-15 mcg/kg/min (0,025 p)
      • Levosimendana 0,1 -0,2 mcg/kg/min (0,025 p)
    2. Pressão arterial baixa (0,020 p)
      • Dopamina 5-10 mcg/kg/min (0,025 p)
      • Epinefrina 0,01-0,3 mcg/kg/min (0,025 p)
      • Norepinefrina 0,01-0,2 mcg/kg/min (0,025 p)
  2. Medidas que visam minimizar as demandas de oxigênio (0,025 p)
  3. Suporte ventilatório precoce (0,025 p)
  4. Uso de sedativos e analgésicos (0,025 p)
  5. Manutenção da temperatura corpórea normal (0,025 p)
  6. Manter a homeostase metabólica (0,025 p)
      • o pH, (0,025 p)
      • glicose, (0,025 p)
      • cálcio (0,025 p)
      • magnésio (0,025 p)
  7. Corrigir anemia (0,025 p)
  8. Tratar arritmias (0,025 p)
  9. Uso de diurético - Indicado em pacientes com edema pulmonar ou congestão venosa sistêmica (furosemida 1 mg/kg), mas deve ser administrado apenas após a restauração da perfusão sistêmica e a normalização da pressão arterial. (0,025 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.55)

CASO CLINICO: (228425 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Uma paciente do sexo feminino, de 26 anos, relata que começou a ter febre (38-39oC) e queda do estado geral há 7 dias. Vem apresentando cansaço aos esforços há cerca de 2 meses. Refere também o aparecimento de “hematomas na pele” e gengivorragia. Ao exame, encontra-se prostrada, febril, hipocorada +3/+4, anictérica, tireóide impalpável, sem adenopatia cervical, axilar ou inguinal, RCR 2T BNF sem sopros, MVUA, sem ruídos adventícios, abdome flácido, sem massas ou megalias, membros inferiores apresentando algumas petéquias. Laboratório: Bioquímica normal; hemograma disposto abaixo:

Hb 7,5g/dL
Hct 24%
VCM 100fL
HCM 32pg
CHCM 34g/dL
RDW 9%

Leucócitos 600/mm3
basófilos 0%
eosinófilos 0%
mielócitos 0%
metamielócitos 0%

bastões 5%
segmentados 30%
linfócitos 60%
monócitos 5%
Plaquetas 17.000/mm3

Pergunta-se:
a) Qual a hipótese diagnóstica mais provável? (0,0625 pontos)
b) Como confirmar o diagnóstico? (0,0625 pontos)
c) Qual o tratamento de suporte? (0,3125 p)
d) Qual o tratamento específico mais indicado? (0,625 p)


RATING: 2.86

a) Qual a hipótese diagnóstica mais provável?
Anemia aplásica. (0,0625 p)
b) Como confirmar o diagnóstico?
Biópsia de medula óssea (0,0625 p)
c) Qual o tratamento de suporte? Iniciar Cefepime venoso (0,0625 p), após coleta de hemoculturas (0,0625 p)
Reposição de concentrado de plaquetas (0,0625 p)
NÃO transfundir hemácias (0,0625 p) (aumenta o risco de rejeição ao transplante de células-tronco (0,0625 p)
d) Qual o tratamento específico mais indicado?
Transplante alogênico de células-tronco (medula óssea) (0,625 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.86)




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