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Uma menina recém-nascida é avaliada no berçário por um pediatra. Ela nasceu há 6 horas aos 37 semanas de gestação por parto vaginal espontâneo após uma gravidez não complicada duma mulher com um bom pré-natal de 35 anos.
No exame físico, sua pele se apresenta rosa sem erupções ou lesões. Os olhos são normais e afastados, e ela tem um reflexo vermelho presente em ambos os olhos. Seus lábios e nariz são normais, e seu palato apresenta um arco alto. Ela tem um pescoço alado que é flexível. O peito dela é em forma de escudo com mamilos bem espaçados. Os pulmões dela estão limpos para ausculta bilateralmente, e não há esforço sendo a frequência respiratória de 50 / min. Seus pulsos femorais estão atrasados em comparação com seus pulsos radiais. Ela é capaz de mover todas as extremidades igualmente, mas tem mãos e pés edemaciados. Ela está alerta e tem reflexos de Moro e de procura normais. Qual dos achados do exame cardíaco é mais provável?
A. Sopro contínuo 'em maquinaria' à esquerda borda esternal superior
INCORRETO: Um sopro mecânico contínuo na borda esternal superior esquerda é associado a uma persistência do canal arterial (PDA), que é um possível achado no recém-nascido, mas não é o defeito cardíaco congênito mais comum associado à síndrome de Turner. Um pequeno PDA seria assintomático, ao passo que um grande PDA apresentaria na infância com sinais de insuficiência cardíaca, incluindo falha no desenvolvimento, má alimentação e dificuldade respiratória.
B. Sopro holossistólico forte à esquerda borda esternal inferior
INCORRETO : Um sopro holossistólico severo na borda esternal inferior esquerda está associado a defeito do septo ventricular (CIV). Os recém-nascidos com pequenos VSD-s isolados são geralmente assintomáticos, enquanto aqueles com grandes VSD-s apresentar sinais de insuficiência cardíaca em 3-4 semanas de idade. Na verdade, os sopros podem não se apresentar até várias semanas após o nascimento porque a resistência vascular pulmonar diminui mais lentamente nessas crianças.
C. S2 alto e simples
INCORRETO : Um S2 único e alto é um achado comum na transposição do grande artérias ou na tetralogia de Fallot. Crianças com tetralogia de Fallot geralmente apresentam eventos cianóticos. A sobrevivência de bebês com transposição do grandes artérias depende da presença de outras defeitos que permitem a mistura das circulações (persistência do canal arterial, comunicação interventricular ou comunicação interatrial).
D. Sopro sistólico mais alto abaixo da esquerda omoplata
CORRETO : Esta menina provavelmente tem síndrome de Turner, (palato alto arqueado, pescoço alado, mamilos espaçados e mãos e pés edemaciados). A Síndrome de Turner, ou disgenesia gonadal, é devido à ausência de parte ou de todo o cromossomo X. É a anormalidade mais comum do cromossomo X, com uma incidência de 1: 2.000 a 5.000 meninas nascidas vivas. No neonato, outras descobertas possíveis incluem unhas displásicas e um quarto metacarpo curto. Vinte por cento ou mais pacientes com síndrome de Turner também tem um defeito cardíaco congênito. A válvula aórtica bicuspide e coarctação da aorta são os malformações cardiovasculares mais comuns
em pacientes com síndrome de Turner. Os pulsos femorais atrasados sugerem coarctação de a aorta, e, se testados, aqueles com coarctação da aorta irão também diminuír a pressão arterial nas extremidades inferiores em relação com as superiores. Se o canal arterial estiver patente, os pacientes podem ser assintomáticos. Se estiver fechado, os neonatos podem apresentar com insuficiência cardíaca, palidez, irritáveis, diaforéticos e dispneicos.
E. S2 fixo amplamente dividido e ejeção sistólica sopro na borda esternal superior esquerda
INCORRETO : Um S2 fixo amplamente dobrado e sopro de ejeção sistólica na parte superior esquerda borda esternal está associada a um defeito septal atrial (ASD). Pequenos ASDs não causam sintomas na primeira infância e na infância. Aqueles com grandes ASDs podem desenvolver insuficiência cardíaca ou apresentar mais tarde na vida com dispneia, fadiga e arritmias atriais.
Gabarito: D
RATING: 3.23 ![]()
a) Síndrome nefrítica:
b) Síndrome nefrótica:
Em discussão resumida, na síndrome nefrítica o edema é primariamente hidrostático por sobrecarga volêmica, respondendo bem à furosemida isolada, enquanto na nefrótica predomina o oncótico com componente hidrostático secundário, demandando abordagem multifatorial para diurese eficaz, conforme evidências recentes de manejo otimizado.
FONTE:
Criança F de 2 anos, 11 meses e 3 dias, Peso: 14 kg da entrada no PA com dores intensas de tipo colicativo, a cada 20-30 minutos de intervalo de início na madrugada. Os episódios de dor são fortes e a criança grita de dor durante as cólicas e adota posição antalgica, com as coxas fletidas no abdomen, no intervalo chegando a ficar sonolenta. Outros sistemas sem modificações no exame clínico. Mãe relata que na véspera a criança comeu pipoca, negando outros alimentos indigestos ou supra-alimentação. Para aliviar os sintomas durante a madrugada a mãe administrou 14 gotas de Buscopan, com resposta temporária e incompleta da dor, mas como as colicas continuavam, decidiu levar a criança no atendimento. Nega qualquer episodio de vômito, nega qualquer episodio de febre.
Na admissão, criança em bom estado geral, cuidados basicos excelentes, higiene excelente. Apalpação abdominal com leve desconforto difuso, sem formações tumorais palpáveis, sem sinais de abdomen agudo, descompressão negativa, Markle negativo. Não apresentou colica durante o exame no consultorio.
Suspeitando-se da classica dor abdominal causada pela constipação, muitas vézes encontrada no nosso serviço, solicita-se Rx de abdomen simples. Laudo do especialista: Estruturas ósseas íntegras. Distribuição habitual de fezes e gases em alças intestinais. Ausência de imagens cálcicas sugestivas de cálculos renais ou biliares radiopacos (basicamente, Rx normal).

Solicita-se instilação de 2 tubos de Minilax com avaliação da evacuação insatisfatoria. Vinte minutos depois a criança começa com uma nova série de colicas, doloridas, é alojada na sala de tratamentos e infundem-se 0,4 ml Buscopan em bolus e. v. com resposta positiva imediata, solicitando-se uma hemograma e uma coleta urinaria por sonda. Mantida na sala de observação. Resultados: hemograma absolutamente normal, urina negativa para ITU. No entanto, as colicas voltam, e como já tinham passado 2 horas da ultima administração, repita-se a dose de buscopan e. v.. Depois de passar o ultimo episodio álgico, solicita-se uma nova lavagem intestinal, desta vez com Fleet Enema. Com essa segunda lavagem a criança evacua uma amostra de fezes pastosas, com muito muco e de cor discretamente avermelhada, que parece 'geleia de morango'. Passado um intervalo de tempo depois da segunda lavagem, as dores voltam, criança recebe a terceira dose de buscopan e é solicitado US de abdomen. Laudo: ' - Ausência de liquido livre na cavidade abdominal. Bexiga com capacidade normal, paredes finas e regulares e conteúdo homogêneo. Estudo ultrassonográfico dirigido para região abdominal, evidencia-se no presente momento formação em aspecto de 'lesão em alvo', na topografia do hipogástrio, medindo 2,5 x 3.5 cm, com camada externa de 0,8 cm de espessura, sem caracterização de causa secundária pelo método ecográfico.'

Pergunta-se:
(I) Qual é a principal suspeita diagnóstica? (0,05 pontos)
(II) Como explicar a negatividade do exame de Rx de abdomen, neste caso? (0,1 pontos)
(III) Qual(is) é/são o(s) segmento(s) digestivo(s) mais envolvido(s)? (0,1 pontos)
(IV) Quais são as complicações mais temidas dessa molèstia? (0,25 pontos)
(I) Qual é a principal suspeita diagnóstica?
Intussucepção intestinal. (0,05 pontos)
DISCUSSÃO: A intussuscepção é a causa mais frequente de obstrução intestinal em lactentes e préescolares. É uma emergência, ocorre com maior freqüência em crianças com idade abaixo dos dois anos. Depois da apendicite, é a segunda mais comum emergência abdominal na criança. A dor abdominal é súbita e cessa de modo tão repentino quanto seu início. A criança pode parecer confortável, mas eventualmente pode ser tornar letárgica. A dor abdominal é caracterizada pelo choro da criança e pela flexão das pernas em direção ao abdome. Os paroxismos de dor costumam acompanhar-se de esforços para defecar e as fezes em 'geléia-de-framboesa', de modo geral, aparecem nas primeiras 24 horas, mas em raras ocasiões surgem até dois dias após o início do quadro. Ao exame físico, o sinal mais consistente é a presença de massa palpável, de aspecto tubular, no quadrante superior direito do abdome, podendo ser subcostal. Esta pode ser mal definida e de consistência amolecida.
(II) Como explicar a negatividade do exame de Rx de abdomen, neste caso?
Radiografias abdominais simples, em decúbito dorsal e em pé permitem a formular a SUSPEITA de intussuscepção (0,05 pontos), mas não em todos os casos (estima-se uma acuracia de 50%).(0,05 pontos)
DISCUSSÃO: Esclarecemos desde o início que as radiografias têm valor limitado, como ferramenta de triagem, quando achados sugestivos são encontrados. NÃO utilizar na CONFIRMAÇÃO do diagnóstico e NÃO utilizar como um ÚNICO TESTE para o diagnóstico. A ULTRASSONOGRAFIA é a ferramenta de triagem para a grande maioria das instituições.
(III) Qual(is) é/são o(s) segmento(s) digestivo(s) mais envolvido(s)?
Mais comumente, o ceco (0,05 pontos) e o íleo terminal (0,05 pontos) estão envolvidos.
(IV) Quais são as complicações mais temidas dessa molèstia?
1. Perfuração (0,05 pontos): se a intussuscepção não for tratada precocemente, pode ocorrer perfuração da parede intestinal, resultando em peritonite (0,05 pontos), uma infecção grave na cavidade abdominal.
2. Necrose intestinal (0,05 pontos): a obstrução do fluxo sanguíneo para a parte do intestino afetada pela intussuscepção pode resultar em necrose (morte) do tecido intestinal.
3. Sepsis (0,05 pontos): a infecção do intestino perfurado ou necrótico pode se espalhar para o sangue, causando sepse, uma infecção generalizada grave.
4. Obstrução intestinal crônica (0,05 pontos): em alguns casos, a intussuscepção pode levar a danos permanentes no intestino, resultando em obstrução intestinal crônica, que pode exigir cirurgia adicional.
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