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DESEQUILIBRIOS HIDROELETROLÍTICOS EM PEDIATRIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Existe troca constante de líquidos e solutos com o meio externo, bem como entre diferentes compartimentos do corpo.
A entrada de líquidos no corpo é muito variável e deve ser cuidadosamente combinada com a saída de água, para evitar que o volume de líquido do corpo aumente ou diminua.
A entrada de água é muito variável entre as diferentes pessoas e na mesma pessoa em diferentes ocasiões, dependendo do clima, hábito, nível de atividade física.

OBJETIVA: (1428519 votos)..........96.22% das questões objetivas receberam votos.
Qual das seguintes afirmações a respeito do glioblastoma multiforme é VERDADEIRA?
A. É um tumor de células neuronais
B. Inicia-se da degeneração maligna de um astrocitoma
C. Com tratamento agressivo, a maioria dos pacientes pode viver mais de dez anos com a doença
D. É o neoplasma intracraniano mais comum na infância
E. Com a combinação de cirurgia, quimioterapia e radioterapia, atualmente o índice de cura chega a 50%

  RATING: 3.09

Qual das seguintes afirmações a respeito do glioblastoma multiforme é VERDADEIRA?

A. É um tumor de células neuronais
INCORRETO: O glioblastoma multiforme é a forma mais comum de tumor primário neuroepitelial intracraniano.
B. Inicia-se da degeneração maligna de um astrocitoma
CORRETO : Representa 25% de todos os tumores intracranianos e 50% dos tumores originados do sistema nervoso central. É um tumor heterogêneo de células da glia derivado de degeneração maligna de um astrocitoma ou astrocitoma anaplásico. A TC e a RM revelam uma lesão típica irregular com área central de necrose com aspecto hipodenso, anel periférico intensificado formado por tecido tumoral hipercelular, edema circundante e efeito de massa. A resseção curativa é rara.
C. Com tratamento agressivo, a maioria dos pacientes pode viver mais de dez anos com a doença
INCORRETO : O curso da doença progride rapidamente após a apresentação do doente e poucos pacientes sobrevivem mais que dois anos.
D. É o neoplasma intracraniano mais comum na infância
INCORRETO : Esses tumores são mais freqüentemente encontrados nos hemisférios cerebrais durante a quinta década de vida.
E. Com a combinação de cirurgia, quimioterapia e radioterapia, atualmente o índice de cura chega a 50%
INCORRETO : A terapia consiste em biópsia diagnóstica seguida de radioterapia para retardar o crescimento do tumor.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.09)

DISCURSIVA: (199743 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A) Descreva as etapas de assistência ao recém-nascido a termo com boa vitalidade ao nascer; - 0,3 pontos
B) Aponta a utilidade do clampeamento tardio do cordão umbilical no caso proposto pela variante A. - 0,2 pontos.


RATING: 3.7

A) Descreva as etapas de assistência ao recém-nascido a termo com boa vitalidade ao nascer; - 0,3 pontos
B) Aponta a utilidade do clampeamento tardio do cordão umbilical no caso proposto pela variante A. - 0,2 pontos.

A) Descreva as etapas de assistência ao recém-nascido a termo com boa vitalidade ao nascer;
a. manter junto a mãe; (0,06 p)
b. secar e proteger com campos secos; (0,06 p)
c. posicionar o recém-nascido sobre o abdome da mãe ou ao nível da placenta por, no mínimo, um minuto, até o cordão umbilical parar de pulsar (aproximadamente 3 minutos após o nascimento), para só então realizar-se o clampeamento; (0,06 p)
d. favorecer e estimular, sempre que a mãe desejar, sucção ao seio materno; (0,06 p)
e. observar continuamente: respiração e a frequência cardíaca (para determinar a necessidade de intervenções). (0,06 p)
B) Aponta a utilidade do clampeamento tardio do cordão umbilical no caso proposto pela variante A.

O clampeamento tardio do cordão umbilical é benéfico (0,04 p) com relação aos índices hematológicos (0,04 p) na idade de 3-6 meses (0,04 p) , embora possa elevar a necessidade de fototerapia por hiperbilirrubinemia indireta (0,04 p) na primeira semana de vida. (0,04 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.7)

CASO CLINICO: (231941 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 45 anos, agricultor, procedente de área rural na região Norte do Brasil (zona de desmatamento para construção de estradas e surgimento de povoados pioneiros), procura atendimento com queixa de lesão ulcerada no membro inferior direito há aproximadamente 60 dias. A lesão iniciou como nódulo pruriginoso, evoluiu para úlcera redonda, grande, rasa, de bordas elevadas, coloração violácea, pouco dolorosa, associada a envolvimento do cordão linfático. Há 20 dias iniciou sintomas nasais: epistaxe recorrente, formação de crostas, saída de secreção nasal, dor, hiperemia e deformidade incipiente do nariz. Relata picadas frequentes de insetos durante trabalho em mata, moradia próxima a florestas e presença de cães com lesões cutâneas suspeitas na residência. Exame otorrinolaringológico revela hiperemia do septo nasal e crostas. Não há febre nem comprometimento sistêmico evidente.

Questões:

I. Qual a suspeita diagnóstica? ..... 0,12 pontos
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? ...... 0,13 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ..... 0,12 pontos
IV. Qual o tratamento indicado? ....... 0,13 pontos





RATING: 3.02

I. Suspeita diagnóstica: Leishmaniose tegumentar americana – forma mucosa (tardia ou concomitante) ou cutâneo-mucosa

  • Lesão cutânea inicial típica: nódulo pruriginoso → úlcera redonda/oval, grande, rasa, bordas elevadas, violácea, pouco dolorosa, membros inferiores, envolvimento de cordão linfático, possibilidade de cura espontânea (0,04 p)
  • Evolução com metástase para mucosas da nasofaringe (epistaxe, crostas, secreção, dor, hiperemia, deformidade) em <5% dos casos, podendo surgir concomitantemente, até 2 anos ou décadas após cicatrização da lesão cutânea (0,04 p)
  • Epidemiologia compatível: área endêmica no Brasil (Norte/Nordeste), ocupação rural, desmatamento, reservatórios como cães (0,04 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada: Infecção por Leishmania (Viannia) braziliensis transmitida por flebótomo

  • Protozoário do gênero Leishmania, ordem Kinetoplastida, família Trypanosomatidae; principal agente da forma mucosa é L. (V.) braziliensis (menos frequentemente L. amazonensis e L. guyanensis) (0,05 p)
  • Transmissão nas Américas: picada de fêmeas de flebótomos (família Psychodidae, subfamília Phlebotominae, gêneros Lutzomyia e Psychodopygus) que inoculam promastigotas (0,04 p)
  • No hospedeiro vertebrado: forma amastigota parasita células do sistema fagocítico mononuclear; ciclo completo com transformação promastigota → amastigota após 4-5 dias no vetor (0,04 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Diagnóstico parasitológico direto (exame parasitológico direto de primeira escolha)

  • Procedimento de eleição: pesquisa direta por escarificação da borda da lesão mais recente ou impressão por aposição de biópsia, corada por Giemsa/Leishman para visualização de amastigotas arredondadas/ovóides (2-3 µm, núcleo e cinetoplasto) (0,04 p)
  • Sensibilidade alta em lesões recentes (até 100% em <2 meses para L. braziliensis); diminui com tempo de evolução; complementado por PCR (sensibilidade 97% em cutânea, 62-97% em mucosa) ou imunoistoquímica (0,04 p)
  • Métodos auxiliares (não definitivos isoladamente): intradermorreação de Montenegro (>90% positiva), histopatologia, cultivo em NNN/Schneider (0,04 p)

IV. Tratamento indicado: Antimoniato de N-metilglucamina (antimonial pentavalente) como droga de primeira escolha

  • Para forma mucosa: 20 mg SbV/kg/dia por 30 dias seguidos, preferencialmente via endovenosa lenta ou intramuscular, em ambiente hospitalar (0,05 p)
  • Dose máxima adulto: 3 ampolas/dia (1.275 mg SbV); nunca exceder; monitorar ECG semanal, função renal/hepática e efeitos colaterais (artralgia, mialgia, náuseas, etc.) (0,04 p)
  • Cuidados locais: limpeza com água/sabão + compressas KMnO4 1/5000; se falha após 12 semanas, repetir esquema uma vez ou passar para segunda escolha (anfotericina B) (0,04 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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