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No serviço de consulta neurológica, você é solicitado a avaliar uma paciente com síndrome de epilepsia do lobo temporal mesial. A paciente tem uma historia de crises epilépticas focais refratárias, que raramente generalizam. As crises costumam começar com uma aura e em geral manifestam-se na forma de parada do comportamento, automatismos complexos e postura unilateral. Os achados na RM incluem lobos temporais pequenos e hipocampo pequeno com sinal hiperintenso nas sequências ponderadas em T2. Qual desses fatores adicionais da história da paciente também tem probabilidade de estar presente?
A. Historia de crises febris
CORRETO: A epilepsia do lobo temporal mesial é a síndrome de epilepsia mais comum associada a crises focais com manifestações discognitivas. Os pacientes são incapazes de responder a comandos verbais ou visuais durante a crise e, com frequência, manifestam automatismos complexos ou postura complexa. É comum a ocorrência de aura antes das crises. Há perda da memória ou desorientação pós-ictais. Os pacientes com frequência apresentam história de crises febris ou história familiar de crises epilépticas. A RM revela esclerose do hipocampo, lobo temporal pequeno ou aumento do corno temporal. É importante reconhecer a epilepsia do lobo temporal mesial como síndrome distinta, visto que ela tende a ser refratária ao tratamento com anticonvulsivantes, porém responde muito bem à intervenção cirúrgica.
B. Hipotireoidismo
INCORRETO : Não existe nenhuma associação entre a epilepsia do lobo temporal mesial e o hipotireoidismo
C. Neurofibromas
INCORRETO : Não existe nenhuma associação entre a epilepsia do lobo temporal mesial e a esclerose tuberosa.
D. Ulceras genitais recorrentes
INCORRETO : Não existe nenhuma associação entre a epilepsia do lobo temporal mesial e a infecção por herpes-vírus.
E. Diabetes melito tipo 2
INCORRETO : Não existe nenhuma associação entre a epilepsia do lobo temporal mesial e o diabetes.
Gabarito: A
Sobre o melanoma maligno cutâneo, responda:
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Sobre o melanoma maligno cutâneo, responda:
FONTE:
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1) Qual é suspeita diagnóstica?
Cisticercose muscular. 0,1 p
DISCUSSÃO: A aspiração por agulha fina ou biópsia são consideradas diagnósticas para a cisticercose de partes moles, mas com o avanço dos exames de imagem, a cisticercose pode ser diagnosticada com facilidade através de métodos não invasivos. A radiografia pode demonstrar múltiplas calcificações nos músculos ou tecido subcutâneo caso os cistos estejam calcificados.
2) Qual é a etiologia desta provável doença?
A cisticercose é causada pela tênia do porco, a Taenia solium.(0,15 p)
DISCUSSÃO: O sistema nervoso central o local é o mais acometido, seguido pelo olho, músculo estriado, tecido subcutâneo, e raramente, outros tecidos.
3) Quais são as alternativas de tratamento e neste caso mesmo qual é a mais provável?
Albendazol (0,05 p) e praziquantel (0,05 p) são as medicações mais utilizadas. Cisticercose muscular isolada ou subcutânea não requer tratamento específico a menos que seja dolorosa (0,05 p), podendo exigir a excisão (0,05 p) em caso de múltipla ou altamente sintomática.
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