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EMERGÊNCIAS ABDOMINAIS CIRURGICAS EM PEDIATRIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

As emergências abdominais cirúrgicas em pediatria são um grupo de condições cirúrgicas que exigem atenção imediata e tratamento para evitar complicações graves ou mesmo a morte. Estas condições incluem a apendicite aguda, a hemorragia intra-abdominal, a hérnia inguinal, a volvo obstrutiva, as malformações abdominais, as infecções da cavidade abdominal, a isquemia mesentérica e a perfuração intestinal. Cada condição tem seus próprios sinais e sintomas, mas todas elas necessitam de cuidados especializados e tratamento cirúrgico o mais rapidamente possível. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para o sucesso no tratamento destas emergências e podem salvar vidas.

OBJETIVA: (1226835 votos)..........97.74% das questões objetivas receberam votos.
Você está atendendo a pacientes no departamento de emergência. Qual criança de 2 anos de idade exige intervenção imediata?
A. Uma criança que esteja gemendo
B. Uma criança com SpO2 de 95% em ar ambiente
C. Uma criança com pressão arterial sistólica de 92 mm Hg
D. Uma criança com temperatura de 37,4 °C
E. Uma criança com FC 110/minuto

  RATING: 2.95

Você está atendendo a pacientes no departamento de emergência. Qual criança de 2 anos de idade exige intervenção imediata?

A. Uma criança que esteja gemendo
CORRETO: Uma criança que esteja gemendo pode estar em desconforto respiratório - que é uma situação de urgência que exige intervenção imediata
B. Uma criança com SpO2 de 95% em ar ambiente
INCORRETO : Uma saturação de 95% no ar ambiente é uma saturação normal
C. Uma criança com pressão arterial sistólica de 92 mm Hg
INCORRETO : Se a criança tem 2 anos a PA avalia-se em 70 + 2 x 4 ou seja em volta de 78 mmHg - é uma pressão boa se considerar a limite para o percentil 95
D. Uma criança com temperatura de 37,4 °C
INCORRETO : Temperatura de 37,4 ° é normal, já que considera-se febre temperatura de 37,8°C ou mais
E. Uma criança com FC 110/minuto
INCORRETO : Frequência cardíaca para 2 a 4 anos: 80 a 120 bpm com uma media de 100 bpm

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

DISCURSIVA: (189263 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre o adenoma tóxico e o bócio multinodular tóxico (doença de Plummer), responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Conceitue adenoma tóxico e doença de Plummer sob o ponto de vista de autonomia nodular. (0,1 pontos)
  2. Descreva as principais mutações somáticas envolvidas na gênese dessas lesões. (0,1 pontos)
  3. Explique o impacto da autonomia funcional sobre o eixo hipotálamo-hipófise-tireoide. (0,1 pontos)
  4. Diferencie os padrões de distribuição dos focos hiperfuncionantes nas duas entidades. (0,1 pontos)
  5. Aborde a progressão temporal que pode transformar adenoma tóxico em doença de Plummer. (0,1 pontos)




RATING: 3.18

Sobre o adenoma tóxico e o bócio multinodular tóxico (doença de Plummer), responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Conceitue adenoma tóxico e doença de Plummer sob o ponto de vista de autonomia nodular. (0,1 pontos)
  2. Descreva as principais mutações somáticas envolvidas na gênese dessas lesões. (0,1 pontos)
  3. Explique o impacto da autonomia funcional sobre o eixo hipotálamo-hipófise-tireoide. (0,1 pontos)
  4. Diferencie os padrões de distribuição dos focos hiperfuncionantes nas duas entidades. (0,1 pontos)
  5. Aborde a progressão temporal que pode transformar adenoma tóxico em doença de Plummer. (0,1 pontos)


1. Conceitue adenoma tóxico e doença de Plummer sob o ponto de vista de autonomia nodular. Adenoma tóxico corresponde a um único nódulo tireoidiano hiperfuncionante e autônomo (0,04 p). Doença de Plummer corresponde a múltiplos nódulos hiperfuncionantes e autônomos distribuídos em um bócio (0,04 p). Em ambas as situações a produção hormonal independe do estímulo fisiológico habitual (0,02 p).

2. Descreva as principais mutações somáticas envolvidas na gênese dessas lesões. As mutações somáticas mais frequentes acometem o gene do receptor de TSH (0,05 p). Mutações ativadoras da subunidade alfa da proteína Gs também estão implicadas (0,04 p). Tais alterações resultam em ativação constitutiva da via de sinalização intracelular (0,03 p).

3. Explique o impacto da autonomia funcional sobre o eixo hipotálamo-hipófise-tireoide. A autonomia funcional gera excesso de T3 e T4 circulantes (0,04 p). Esse excesso exerce feedback negativo sobre a hipófise, suprimindo a secreção de TSH (0,04 p). Consequentemente, o parênquima tireoidiano extranodular torna-se inativo (0,02 p).

4. Diferencie os padrões de distribuição dos focos hiperfuncionantes nas duas entidades. No adenoma tóxico o foco hiperfuncionante é único e circunscrito (0,04 p). Na doença de Plummer os focos hiperfuncionantes são múltiplos e de distribuição irregular (0,04 p). A coexistência de áreas hipocaptantes e hipercaptantes caracteriza o padrão multinodular (0,02 p).

5. Aborde a progressão temporal que pode transformar adenoma tóxico em doença de Plummer.

A progressão inicia-se com nódulos inicialmente não tóxicos que adquirem autonomia ao longo do tempo (0,04 p). Novos focos mutados podem surgir no parênquima residual (0,03 p). A somatória de múltiplos nódulos autônomos configura a transição para a doença de Plummer (0,03 p).

FONTE:

ADENOMA TÓXICO BÓCIO MULTINODULAR TÓXICO (DOENÇA DE PLUMMER) - PLATAFORMA MISODOR


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.18)

CASO CLINICO: (221031 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Lactente de quatro meses saudável, nascido de parto eutócico, de termo, sem complicações perinatais, com bom desenvolvimento psicomotor e desenvolvimento estaturo-ponderal no percentil 50. Fez aleitamento materno na primeira semana de vida.
Foi internado por quadro de bronquiolite com quatro dias de evolução, com agravamento progressivo apesar de estar medicado com broncodilatador inalado e corticóide oral. Esteve sempre apirético.
Na observação salientava-se cansaço, sinais de dificuldade respiratória moderada, hipoxemia ligeira e tosse emetizante, havendo na auscultação pulmonar, um tempo expiratório prolongado e fervores crepitantes em ambos os campos pulmonares. Não se evidenciavam outras alterações significativas no exame físico.
Ao quarto dia de internamento surgiu febre (38,5ºC de temperatura axilar) acompanhada de calafrio, gemido, prostração, recusa alimentar.
Foi detectado sopro cardíaco sistólico inconstante (grau dois em seis) no bordo esquerdo do esterno, descrito como sopro contínuo no segundo espaço intercostal esquerdo. Efectuou ecocardiograma bidimensional e com Doppler a cores observando-se PCA moderada com paredes espessadas que assim permitiu o diagnostico.

Sobre o caso acíma considera as seguintes questões:

1) Considerando as caracteristicas do sopro, a idade da criança e o aspecto ecocardiografico, qual é a suspeita diagnostica principal neste caso? (0,3 pontos)

2) Qual é o agente infeccioso causal mais frequente nesta faixa etária? (0,2 pontos)




RATING: 3

1) Considerando as caracteristicas do sopro, a idade da criança e o aspecto ecocardiografico, qual é a suspeita diagnostica principal neste caso?

R: PCA moderada com endarterite infecciosa - 0,3 p

DISCUSSÃO: Uma complicação temida da persistência de canal arterial é a endarterite infecciosa:

  • pode ser observada em qualquer idade
  • ocorrer êmbolos pulmonares ou sistêmicos

É uma doença rara, potencialmente grave, com incidência crescente. Apesar dos avanços tecnológicos mantém-se difícil de diagnosticar e de tratar, particularmente abaixo dos dois anos. Na criança, as cardiopatias congénitas são o principal factor de risco para endarterite infecciosa, sendo a persistência do canal arterial clinicamente silencioso uma causa muito rara.

Os sintomas mais frequentes na EI são:

  1. febre persistente de origem desconhecida
  2. manifestações inespecíficas
      • mal-estar geral
      • anorexia
      • perda ponderal
  3. presença de sopro cardíaco
  4. fenómenos embólicos sistémicos

2) Qual é o agente infeccioso causal mais frequente nesta faixa etária?

R: Acima dos dois meses de idade, os principais agentes são Streptococci spp (0,1 p) e Staphylococcus aureus (0,1 p).

Os bacilos Gram negativos, como a Klebsiella pneumoniae são pouco comuns.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3)




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