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HIPOCALCEMIA NEONATAL (ÁREA DE PEDIATRIA)

Durante o terceiro trimestre de gestação, há grande transferência de cálcio da mãe para o feto, com deposição de 150 mg/kg de cálcio elementar por dia, que cessa ao nascimento.
Para manter a homeostase extracelular, o RN ativa a reabsorção óssea de cálcio até obter aporte suficiente pela dieta. Sendo assim, ocorre inicialmente queda dos níveis plasmáticos, seguida de estabilização por volta de 24 a 48 horas de vida, com valor de cálcio total de 7 a 8 mg/dL para o RN a termo.
Define-se como hipocalcemia quando:
a) o calcio ionizado é abaixo de 2 mEq/l
b) o calcio serico total for menor que:
- 6 mEq/l nos prematuros
- 7 mEq/l nos RN ao termo
- 8 mEq/l nas crianças maiores

OBJETIVA: (1414147 votos)..........96.08% das questões objetivas receberam votos.
No refluxo vesicoureteral, por incompetência da válvula vesicoureteral, é correto afirmar que:
A. cicatrizes renais são inexistentes.
B. é mais comum em afrodescendentes.
C. inexiste relação com hereditariedade.
D. a ultrassonografia gestacional pode sugerir hidronefrose.
E. o diagnóstico definitivo é estabelecido apenas pela ultrassonografia pós-natal.

  RATING: 3

No refluxo vesicoureteral, por incompetência da válvula vesicoureteral, é correto afirmar que:

A. cicatrizes renais são inexistentes.
INCORRETO: O refluxo, sobretudo quando associado a infecção, produz nefropatia de refluxo e cicatrizes corticais visíveis na cintilografia DMSA. As cicatrizes não são inexistentes.
B. é mais comum em afrodescendentes.
INCORRETO : A prevalência é maior em crianças caucasianas. Afrodescendentes apresentam incidência menor de refluxo primário.
C. inexiste relação com hereditariedade.
INCORRETO : Há nítido componente hereditário. Irmãos e filhos de index case têm risco de 25 a 40%, o que fundamenta o rastreamento familiar em situações selecionadas.
D. a ultrassonografia gestacional pode sugerir hidronefrose.
CORRETO : O refluxo vesicoureteral primário resulta de túnel intramural ureteral curto e válvula vesicoureteral incompetente. A uretero-hidronefrose antenal é uma das formas clássicas de apresentação: a ultrassonografia obstétrica detecta dilatação da via excretora, que, após o nascimento, deve ser investigada com uretrocistografia miccional.
E. o diagnóstico definitivo é estabelecido apenas pela ultrassonografia pós-natal.
INCORRETO : A ultrassonografia pós-natal apenas mostra dilatação e cicatriz eventual. O diagnóstico definitivo do refluxo depende da uretrocistografia miccional ou de métodos equivalentes que demonstrem o fluxo retrógrado.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (197581 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Cite e descreva o que deve ser observado com relação a infraestrutura e equipamentos no transporte neonatal e que condições clínicas devem ser garantidas aos recém-nascidos antes de serem transportados.




RATING: 2.95

Cite e descreva o que deve ser observado com relação a infraestrutura e equipamentos no transporte neonatal e que condições clínicas devem ser garantidas aos recém-nascidos antes de serem transportados.


Infraestrutura e equipamentos

  • Veículo tipo ambulância (0,01 p) de suporte avançado (0,01 p), com compartimento de altura suficiente para a incubadora (0,01 p) de transporte, fixação (0,01 p) segura, espaço para manobra de emergência, cintos para a equipe, fonte de energia (0,01 p) 12 V, iluminação (0,01 p) e controle térmico (0,01 p) ambiental.
  • Fonte de oxigênio (0,01 p) e ar comprimido (0,01 p), com estoque suficiente para o dobro do tempo estimado de trajeto; cilindros (0,01 p) recarregáveis (mínimo dois) e cálculo prévio da autonomia (0,01 p).
  • Incubadora de transporte transparente, de parede dupla (0,01 p), com bateria (0,01 p), fonte de luz e aquecimento (0,01 p) por convecção; pré-aquecimento conforme o peso do recém-nascido.
  • Dispositivos de ventilação (0,01 p): balão autoinflável (0,01 p) com reservatório e máscaras (0,01 p) neonatais, ventilador (0,01 p) de transporte com umidificação (0,01 p), possibilidade de CPAP (0,01 p)/VNI, material de intubação (0,01 p) (cânulas, laringoscópio, sondas de aspiração) e sistema de sucção portátil.
  • Monitorização (0,01 p) contínua: oxímetro (0,01 p) de pulso, monitor cardíaco, termômetro, capnografia quando intubado, glicosímetro e estetoscópio.
  • Bombas de infusão (0,01 p), acessos venosos, material para drenagem torácica, maleta de reanimação e medicações (0,01 p) de emergência (adrenalina, volume, glicose, sedoanalgesia, prostaglandina quando indicada).
  • Equipamentos portáteis, com bateria própria de autonomia mínima igual ao dobro do tempo de transporte, fixação adequada e resistência a vibração, ruído e variação térmica.

Condições clínicas a garantir antes do transporte

O transporte inicia-se somente após estabilização no serviço de origem.

  • Via aérea (0,01 p) pérvia e padrão respiratório (0,01 p) controlado: oxigenação (0,01 p) e ventilação adequadas, sem apneia (0,01 p) persistente, gasping ou hipoxemia (0,01 p) não corrigida; cânula (0,01 p) traqueal fixada e posicionada quando necessária.
  • Estabilidade hemodinâmica (0,01 p): perfusão (0,01 p) aceitável, pressão arterial (0,01 p) compatível com a idade gestacional/peso, correção de choque (0,01 p) e disponibilização de acesso vascular (0,01 p) seguro.
  • Temperatura (0,01 p) corporal em faixa normotérmica (0,01 p) (evitar hipotermia (0,01 p) e hipertermia (0,01 p)), com incubadora pré-aquecida, touca e envoltório plástico nos prematuros.
  • Controle metabólico: glicemia (0,01 p) documentada e corrigida; equilíbrio hidroeletrolítico (0,01 p) e acidobásico (0,01 p) o mais próximo possível do fisiológico.
  • Estabilidade neurológica (0,01 p) relativa: convulsões (0,01 p) controladas; proteção de defeitos de parede, tubo neural e drenos.
  • Vaga (0,01 p) confirmada no destino, relatório (0,01 p) clínico, consentimento (0,01 p) do responsável e equipe (0,01 p) treinada em reanimação e transporte neonatal.

Não se transporta o recém-nascido em instabilidade não tratada quando a correção ainda é possível no local de origem; o objetivo é manter estabilidade (0,01 p) térmica, respiratória, hemodinâmica, metabólica e neurológica durante todo o deslocamento.


FONTE:

Marba STM et al. Transporte do Recém-Nascido de Alto Risco: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria. 3. ed. São Paulo: SBP; 2024.

Programa de Reanimação Neonatal da SBP. Folder para uso diário no transporte neonatal 2024.

Ministério da Saúde. Manual de Orientações sobre o Transporte Neonatal. Brasília: MS.

Ministério da Saúde. Atenção à Saúde do Recém-Nascido. Guia para os Profissionais de Saúde. Vol. 1. Brasília: MS.

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

CASO CLINICO: (229766 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo masculino, 61 anos, portador de hipertensão arterial de longa data (em uso de três anti-hipertensivos), diabetes mellitus tipo 2 e história prévia de adenocarcinoma de cólon tratado há 4 anos (estádio II, sem evidência atual de doença).
Foi submetido a tomografia computadorizada de abdome por quadro de dor abdominal difusa e alteração do hábito intestinal. O exame revelou, de forma incidental, massa adrenal esquerda de 4,8 cm, densidade de 22 UH na fase sem contraste, realce heterogêneo e washout absoluto de 38 %.
Não há linfonodomegalias nem outras lesões suspeitas.
Avaliação laboratorial dirigida mostrou: cortisol sérico após 1 mg de dexametasona = 3,1 µg/dL; ACTH plasmático = 6 pg/mL; relação aldosterona/atividade de renina plasmática normal; metanefrinas fracionadas plasmáticas e urinárias dentro da normalidade; DHEAS e testosterona normais para a idade.
A ressonância magnética demonstrou sinal intermediário em T2 e queda de sinal incompleta nas sequências fora de fase. O paciente encontra-se assintomático do ponto de vista adrenérgico e não apresenta estigmas floridos de hipercortisolismo.

Questões

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,11 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,10 pontos)
III. Qual a melhor modalidade de confirmar o diagnóstico? (0,10 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,09 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,10 pontos)





RATING: 2.99

Respostas (pedagógicas e esquemáticas)

I. Suspeita diagnóstica
Incidentaloma adrenal (0,02 p) com secreção autônoma de cortisol (hipercortisolismo subclínico) (0,02 p) e características de imagem intermediárias para malignidade. (0,02 p)
Massa adrenal descoberta incidentalmente, associada a falha de supressão no teste com 1 mg de dexametasona e ACTH suprimido, além de densidade e washout não típicos de adenoma benigno. (0,05 p)
II. Possível causa da doença diagnosticada
Adenoma cortical adrenocortical com autonomia funcional parcial (produção autônoma de cortisol). (0,07 p)
Pode representar lesão de potencial maligno (carcinoma adrenocortical ou metástase) em paciente com história prévia de neoplasia. (0,03 p)
III. Melhor modalidade de confirmar o diagnóstico
Avaliação hormonal completa (já parcialmente realizada) combinada com caracterização imagiológica avançada (TC com protocolo de adrenal ou RM com sequência chemical-shift) e, quando indicado, PET-CT com FDG. (0,06 p)
A confirmação definitiva de natureza histológica, se necessária, só é obtida por ressecção cirúrgica (a biópsia percutânea tem indicação restrita). (0,04 p)
IV. Principal diagnóstico diferencial
Adenoma adrenal não funcionante versus metástase adrenal (especialmente de adenocarcinoma de cólon) versus carcinoma adrenocortical. (0,06 p)
O hipercortisolismo subclínico e a história oncológica prévia tornam esses três diagnósticos os mais relevantes. (0,03 p)
V. Tratamento da moléstia
Indicação de adrenalectomia laparoscópica (ou aberta se suspeita de malignidade) pelo tamanho > 4 cm, características de imagem intermediárias e secreção autônoma de cortisol. (0,06 p)
Após a cirurgia, monitorização hormonal e imagem de seguimento; em caso de carcinoma confirmado, associação de mitotano. (0,04 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.99)




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