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NEOPLASIA DE PROSTATA (ÁREA DE CIRURGIA)

O câncer de próstata, em escala mundial, configura a segunda neoplasia maligna mais frequente entre indivíduos do sexo masculino.

No Brasil, a incidência igualmente elevada faz do câncer de próstata o tumor mais comum, com exceção dos tumores de pele não melanoma, equivalente a um risco de 62 por 100 mil homens, com valores mais altos na região Sudeste, seguidos pelas regiões Centro-Oeste e Sul.

A introdução do exame de antígeno prostático específico (PSA) após a década de 1990 resultou em elevação acentuada da incidência do câncer de próstata, favorecendo o diagnóstico precoce na forma de doença localizada na maior parte dos casos. Subsequentemente a esse aumento inicial, observou-se um declínio no número de diagnósticos, seguido de estabilização.


OBJETIVA: (1167712 votos)..........99.25% das questões objetivas receberam votos.
Analise a seguinte gasometria e dê o laudo em relação ao equilíbrio ácido-básico:
pH = 7,15 PCO2 = 100 HCO3 real = 36 HCO3 standard = 30 BE = +8,0
A. Acidose metabólica
B. Alcalose metabólica
C. Acidose respiratória aguda
D. Acidose respiratória crônica agudizada
E. Acidose respiratória crônica (retentor crônico de CO2)

  RATING: 2.66

Analise a seguinte gasometria e dê o laudo em relação ao equilíbrio ácido-básico:
pH = 7,15 PCO2 = 100 HCO3 real = 36 HCO3 standard = 30 BE = +8,0

A. Acidose metabólica
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Alcalose metabólica
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Acidose respiratória aguda
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Acidose respiratória crônica agudizada
CORRETO : Ao interpretar uma gasometria arterial quanto ao equilíbrio ácido-básico, primeiro comece pelo pH. O pH está ácido, alcalino ou normal? Está ácido, menor que 7,35: então estamos diante de uma acidose. Metabólica, respiratória ou mista? Quem justifica a acidose, a PCO2, o HCO3 ou ambos? Certamente é a PCO2, que está em 100 mmHg (normal = até 45 mmHg). Tudo bem... Você então já sabe que a gasometria do enunciado é de uma acidose respiratória... Aí surge a dúvida: é crônica, aguda ou crônica agudizada?? A resposta está no pH e no base excess (BE). Na acidose respiratória crônica compensada (DPOC avançado compensado), o pH está próximo ao normal e o BE está acima de +3,0 mEq/L: o retentor crônico de CO2 estimula os rins a reterem bases para compensar a acidose. Na acidose respiratória aguda, o pH está bastante baixo e o BE está normal (entre –3,0 e +3,0 mEq/L): como o distúrbio é agudo, não há tempo dos rins reterem bases para a compensação... Finalmente, se for uma acidose respiratória crônica agudizada (DPOC avançado descompensado), teremos um pH bastante baixo e o BE acima de +3,0 mEq/L. É o caso do paciente do enunciado.
E. Acidose respiratória crônica (retentor crônico de CO2)
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.66)

DISCURSIVA: (185002 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre a síndrome de Cushing de origem adrenal (hipercortisolismo ACTH-independente), responda:

  1. Conceito de síndrome de Cushing e sua diferenciação da doença de Cushing (0,15 pontos).
  2. Principais causas suprarrenais (0,1 pontos).
  3. Tratamento cirúrgico para adenoma adrenal (0,15 pontos).
  4. Tratamento cirúrgico para carcinoma adrenal e esquema de manejo pós-operatório de glicocorticoides na adrenalectomia (0,1 pontos).




RATING: 2.9

Sobre a síndrome de Cushing de origem adrenal (hipercortisolismo ACTH-independente), responda:

  1. Conceito de síndrome de Cushing e sua diferenciação da doença de Cushing (0,15 pontos).
  2. Principais causas suprarrenais (0,1 pontos).
  3. Tratamento cirúrgico para adenoma adrenal (0,15 pontos).
  4. Tratamento cirúrgico para carcinoma adrenal e esquema de manejo pós-operatório de glicocorticoides na adrenalectomia (0,1 pontos).


1. Conceito de síndrome de Cushing e sua diferenciação da doença de Cushing

• A síndrome de Cushing engloba todos os sinais e sintomas decorrentes da exposição crônica a glicocorticoides em excesso, independentemente da origem (0,08 p).

• A doença de Cushing refere-se especificamente à forma dependente de ACTH hipofisário (0,07 p).

2. Principais causas suprarrenais
• Adenoma (0,05 p).
• Carcinoma (0,05 p).
3. Tratamento cirúrgico para adenoma adrenal
• Adrenalectomia unilateral laparoscópica (0,06 p).
• Cura de 100 % (0,04 p).
• Reposição temporária de glicocorticoide até recuperação da suprarrenal contralateral (0,05 p).
4. Tratamento cirúrgico para carcinoma adrenal e esquema de manejo pós-operatório de glicocorticoides na adrenalectomia
• Ressecção citorredutora seguida de mitotano (0,03 p).
• Prognóstico reservado (0,02 p).
• Dose de estresse imediata (hidrocortisona 100 mg IV 8/8h por 24h) (0,03 p).
• Redução gradual para reposição fisiológica (semanas) (0,01 p).
• Em casos graves/prolongados: suplementação por >12 meses possível (0,01 p).

FONTE:

SÍNDROME DE CUSHING DE ORIGEM ADRENAL

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.9)

CASO CLINICO: (216176 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 68 anos, tabagista (40 maços-ano), hipertenso controlado, procura emergência com quadro de 4 meses de fadiga intensa, perda ponderal involuntária de 12 kg, febre baixa vespertina (até 38,2°C), prurido generalizado e icterícia cutâneo-mucosa leve de instalação progressiva. Nega dor abdominal, hematúria macroscópica ou sintomas urinários. Exame físico: regular estado geral, ictérico 2+/4+, hepatomegalia dolorosa a 4 cm do rebordo costal direito, esplenomegalia discreta, sem linfonodomegalias palpáveis ou ascite. Sem estigmas de hepatopatia crônica.

Exames laboratoriais iniciais: Hb 11,8 g/dL, plaquetas 480.000/mm³, VHS 92 mm/h, PCR 48 mg/L; bilirrubina total 3,2 mg/dL (direta 2,4); AST 68 U/L, ALT 82 U/L, FA 620 U/L, GGT 980 U/L; albumina 3,1 g/dL; coagulograma normal; sorologias virais negativas; autoanticorpos negativos; alfa-fetoproteína e CEA normais. USG abdominal: massa sólida heterogênea em polo superior do rim direito (8,2 cm), sem dilatação de vias biliares, fígado de ecotextura aumentada sem nódulos metastáticos evidentes. TC tórax/abdome/pélvis em andamento.


I. Qual é a sua principal suspeita diagnóstica? ... 0,1 pontos
II. Qual a possível causa etiológica da doença diagnosticada? ... 0,15 pontos

III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ... 0,18 pontos

IV. Qual o tratamento de escolha? ... 0,07 pontos



RATING: 2.95

I. Suspeita diagnóstica principal: Síndrome de Stauffer (disfunção hepática paraneoplásica não metastática associada a carcinoma de células renais – CCR)

  • Quadro de colestase intra-hepática anictérica ou levemente ictérica + trombocitose reacional + elevação de marcadores inflamatórios em paciente com massa renal sugestiva de CCR, sem evidência de metástase hepática ou obstrução biliar (0,08 p)
  • Ausência de hepatopatia crônica, infecções virais ou drogas hepatotóxicas reforça o caráter paraneoplásico (0,02 p) 

II. Possível causa etiológica da doença diagnosticada: Síndrome paraneoplásica mediada por citocinas, principalmente interleucina-6 (IL-6) secretada pelo tumor renal

  • CCR (especialmente subtipo células claras) libera IL-6 em quantidade suficiente para induzir resposta inflamatória sistêmica e inibição da excreção biliar hepatocítica sem invasão hepática direta (0,10 p)
  • Outras citocinas (IL-1, TNF-α) e fator de crescimento vascular podem contribuir, mas IL-6 é o principal mediador descrito (0,05 p) Subtotal II: 0,15 p

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Tomografia computadorizada (TC) contrastada de abdome e pelve + exclusão de metástases hepáticas + resolução laboratorial após nefrectomia (padrão-ouro)

  • TC (ou RM) de abdome é o exame de escolha inicial: demonstra massa renal sólida, estadiamento TNM e ausência de lesões hepáticas metastáticas ou obstrução biliar (sensibilidade >95% para CCR) (0,10 p)
  • Biópsia hepática (se dúvida) mostra apenas colestase canalicular sem infiltrado neoplásico (0,05 p)
  • Confirmação definitiva: normalização completa dos testes hepáticos e marcadores inflamatórios em 2–8 semanas após ressecção completa do tumor primário (0,03 p)

IV. Tratamento de escolha: Nefrectomia radical (ou parcial, quando factível) com intenção curativa

  • Ressecção cirúrgica do tumor renal primário é o único tratamento curativo da síndrome; leva à resolução completa da disfunção hepática em >90% dos casos (0,05 p)
  • Em doença metastática ou inoperável: terapia alvo (sunitinib, pazopanib) ou imunoterapia (nivolumabe + ipilimumabe) pode melhorar parcialmente, mas a síndrome responde melhor à citorredução cirúrgica quando possível (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.95)




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