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SÍNDROME DE DIFICULDADE RESPIRATÓRIA TIPO I - DOENÇA DAS MEMBRANAS HIALINAS (ÁREA DE PEDIATRIA)

A principal causa da síndrome de desconforto respiratório, também conhecida como doença da membrana hialina, é uma quantidade inadequada de surfactante pulmonar.
Contudo, a síndrome de desconforto respiratório permanece uma causa importante de morbidade e mortalidade neonatais, especialmente entre a maioria dos neonatos imaturos.
Causa fundamental: déficit de surfactante pulmonar.
A falta de surfactante, que, na verdade, é um fator para manter a tensão superficial, resulta em colapso alveolar (o alvéolo murcha, simplesmente).

OBJETIVA: (1424814 votos)..........96.16% das questões objetivas receberam votos.
Entre os seguintes termos, o melhor associado á anemia sideroblastica é:
A. distúrbio da membrana dos glóbulos vermelhos que causa a anemia hemolítica crônica.
B. desequilíbrio na produção das cadeias α e β nos reticulócitos
C. fixação de imunoglobulinas ou complemento na superfície das hemácias
D. diminuição da concentração do ferro sérico e da saturação da transferrina
E. depósitos de ferro nas mitocôndrias dos eritroblastos

  RATING: 2.95

Entre os seguintes termos, o melhor associado á anemia sideroblastica é:

A. distúrbio da membrana dos glóbulos vermelhos que causa a anemia hemolítica crônica.
INCORRETO: Anemia esferocítica congênita pode ser um exemplo deste tipo de distúrbio
B. desequilíbrio na produção das cadeias α e β nos reticulócitos
INCORRETO : a ocorrência de desequilíbrio na produção das cadeias α e β nos reticulócitos é caracteristica aos indivíduos talassêmicos
C. fixação de imunoglobulinas ou complemento na superfície das hemácias
INCORRETO : A destruição acelerada das hemácias em razão da fixação de imunoglobulinas ou complemento na superfície das hemácias é caracteristica da anemia hemoltica autoimune
D. diminuição da concentração do ferro sérico e da saturação da transferrina
INCORRETO : o fenômeno que acontece na anemia sideroblastica é contrário - a insuficiente produção de hemácias aumenta a absorção do ferro, ou seja, vai aumentar tanto a sideremia quanto a saturação da transferrina
E. depósitos de ferro nas mitocôndrias dos eritroblastos
CORRETO : A anemia sideroblástica (AS) representa um grupo de desordens heterogêneas que possuem como característica comum, além de anemia, a presença de depósitos de ferro nas mitocôndrias dos eritroblastos. A mitocôndria “carregada” de ferro assume localização perinuclear nessas células vermelhas jovens, que recebem por isso o nome de Sideroblastos em Anel.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

DISCURSIVA: (199336 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

O melanoma maligno cutâneo é neoplasia maligna originária dos melanócitos.

  1. Quais são os principais fatores de risco etiológicos?...........0,125 p
  2. Quais as vias genéticas e moleculares centrais na transformação maligna?............0,125 p
  3. Quais as principais alterações arquiteturais e as fases de evolução tumoral na histopatologia? ................ 0,125 p
  4. Quais os elementos esquematizados pelo AJCC (2009) como sequência lógica para prognóstico e quais as limitações dos níveis de Clark? .............0,125 p




RATING: 3

O melanoma maligno cutâneo é neoplasia maligna originária dos melanócitos.

  1. Quais são os principais fatores de risco etiológicos?...........0,125 p
  2. Quais as vias genéticas e moleculares centrais na transformação maligna?............0,125 p
  3. Quais as principais alterações arquiteturais e as fases de evolução tumoral na histopatologia? ................ 0,125 p
  4. Quais os elementos esquematizados pelo AJCC (2009) como sequência lógica para prognóstico e quais as limitações dos níveis de Clark? .............0,125 p


Resposta 1 (Fatores de risco etiológicos):

  • Exposição à radiação ultravioleta (UV) é o fator principal (0,03125 p).
  • Tipo de pele de alto risco: olhos azuis, cabelos loiros/ruivos, pele clara, sardas, incapacidade de bronzeamento e propensão a queimaduras solares (0,03125 p).
  • Histórico de várias queimaduras solares com bolhas e exposição solar intensa e intermitente (0,03125 p).
  • Outros: câmaras de bronzeamento (alto risco, especialmente adolescentes e mulheres jovens), condição socioeconômica elevada, história familiar, grande número de nevos (incluindo congênitos gigantes e displásicos), imunossupressão e xeroderma pigmentoso (0,03125 p).

Resposta 2 (Vias genéticas e moleculares centrais):

  • Via principal RAS-BRAF-MAPK: mutação BRAF (até 66% dos casos), especialmente BRAF-V600E, que ativa permanentemente a proteína, promovendo proliferação celular descontrolada e inibindo apoptose; mais comum em tumores avançados (fase de crescimento vertical) e metastáticos (0,03125 p).
  • Locus CDKN2A (cromossomo 9p21): codifica p16 e p14ARF (supressoras de tumor relacionadas à p53); mutações em 35% dos casos familiares ou com melanomas múltiplos; fenótipo com pigmentação densa, células não fusiformes e disseminação pagetoide; associação com síndrome melanoma-câncer de pâncreas (0,03125 p).
  • Outros genes: CDK4 (cromossomo 12q13, interage com p16, mutações raras de alta penetrância), KIT (mutado em melanomas acrais lentiginosos e de mucosas), PTEN (supressor tumoral perdido em 30% das células de melanoma, mais em lesões avançadas) (0,03125 p).
  • Padrões de mutações: isoladas (RAS) ou combinadas (PTEN + BRAF); mutações não relacionadas à espessura tumoral (exceto PTEN em fases avançadas); acúmulo sequencial de mutações induzidas por UV leva à perda de controle celular (0,03125 p).

Resposta 3 (Alterações arquiteturais e fases de evolução tumoral na histopatologia):

  • Alterações arquiteturais principais: assimetria da arquitetura geral, margens mal definidas, perda da arquitetura névica (grupos de células variáveis em tamanho e forma, grupos confluentes, células menos coesas) e migração de melanócitos atípicos para camadas superiores da epiderme (DOPA-positivas com alta atividade tirosinásica) (0,03125 p).
  • Fase inicial (crescimento radial): melanócitos limitados à epiderme e anexos (exceto casos metastáticos originados de células névicas malignas ou nevo azul de origem dérmica) (0,03125 p).
  • Fase posterior (invasão dérmica): perda de maturação dos melanócitos ao penetrar na derme, células volumosas com núcleos atípicos, hipercromáticos e nucléolos proeminentes, forma pagetoide possível, infiltrado inflamatório (linfócitos) (0,03125 p).
  • Fase de crescimento vertical: alterações citológicas mais intensas, redução na síntese de melanina (pode formar melanoma amelanótico, confirmado por imuno-histoquímica quando pigmento ausente) (0,03125 p).

Resposta 4 (Elementos do AJCC e limitações dos níveis de Clark):

  • Elementos esquematizados pelo AJCC (2009) como sequência lógica: I. ulceração, II. índice de Breslow, III. mitoses (0,03125 p).
  • Ulceração: interrupção microscópica da superfície epitelial pelo tumor; melhor indicador de envolvimento linfonodal, redefine estágio (A para B), identifica tumores finos (<0,8 mm) como mau prognóstico quando associada a mitoses elevadas; fator independente em análises multivariadas; incluída no AJCC 2002 (0,03125 p).
  • Índice de Breslow: medida da espessura tumoral (do topo da camada granulosa ao ponto mais profundo; em ulcerados, da base da úlcera); fator prognóstico mais confiável, objetivo e independente do observador; define melanoma fino (≤0,8 mm), intermediário (0,8-4 mm) e espesso (>4 mm); quanto mais espesso, pior o prognóstico (0,03125 p).
  • Níveis de Clark: I (restritos à epiderme e anexos), II (derme papilar e interface com reticular), III (toda derme papilar), IV (derme reticular), V (panículo adiposo); limitações: interpretação subjetiva (níveis II-III-IV), dificuldade em visualizar limites derme papilar/reticular (pior em pele danificada pelo sol), variação anatômica da espessura dérmica; menos confiável que Breslow por ser subjetivo (0,03125 p).

FONTE:

MELANOMA MALIGNO - PLATAFORMA MISODOR


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (231445 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, branco, 70 anos, tabagista crônico (50 maços-ano), com exposição ocupacional prévia em indústria de tintas, procura atendimento por hematúria indolor macroscópica recorrente há 3 meses, associada a sintomas irritativos vesicais (urgência e frequência). Exame físico sem massa pélvica palpável. Ultrassonografia mostra lesão papilar na bexiga. Citologia urinária positiva para células de alto grau. Não há hidronefrose.

I. Qual é a suspeita diagnóstica principal? ....................... 0,15 pontos
II. Qual a possível causa etiológica mais provável da doença diagnosticada? ............... 0,15 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ...................... 0,10 pontos
IV. Qual o tratamento inicial recomendado para a forma não músculo-invasiva suspeitada?  .............. 0,10 pontos



RATING: 3.06

Resposta à Questão I (Suspeita diagnóstica)
A suspeita diagnóstica principal é carcinoma urotelial de bexiga.
  • Hematúria indolor macroscópica recorrente é a manifestação clínica mais frequente, presente em até 80% dos pacientes (0,05 p).
  • Homem branco idoso apresenta incidência 2,5 a 4 vezes maior que em mulheres, com pico entre 80-84 anos e risco de tumor invasivo de 3,5% a partir dos 70 anos (0,05 p).
  • Citologia positiva para células de alto grau associada a lesão papilar na ultrassonografia reforça lesão urotelial (0,05 p).

Resposta à Questão II (Possível causa etiológica)
A causa etiológica mais provável é o tabagismo crônico (fator de risco ambiental principal).
  • Tabagismo é o fator de risco mais importante e mais bem estudado; fumantes têm de 2 a 4 vezes mais chance de desenvolver câncer de bexiga, com associação proporcional à quantidade e ao tempo de exposição (0,05 p).
  • Alfa- e beta-naftilaminas do cigarro são absorvidas, eliminadas na urina e causam dano celular repetido direto no urotélio (0,05 p).
  • Exposição ocupacional (indústria de tintas) responde por 15% a 35% dos casos em homens, com carcinógenos como benzidina e longo período de latência (0,05 p).

Resposta à Questão III (Melhor modalidade confirmatória)
A melhor modalidade para confirmar o diagnóstico é a cistoscopia rígida associada à ressecção transuretral completa com biópsia tecidual e amostras da muscular própria.
  • Cistoscopia rígida + ressecção transuretral constitui o método padrão-ouro para diagnóstico definitivo, permitindo inspeção direta da mucosa e avaliação da profundidade de infiltração (0,05 p).
  • Deve incluir amostras da muscular própria da bexiga para estadiamento preciso e evitar subestadiamento (0,05 p).

Resposta à Questão IV (Tratamento inicial)
O tratamento inicial recomendado é ressecção transuretral completa seguida de quimioterapia intravesical perioperatória imediata (mitomicina C dentro das primeiras 6 horas).
  • Ressecção transuretral completa é o padrão-ouro para tratamento inicial de tumores não músculo-invasivos, com objetivo de remoção de todas as lesões visíveis e estadiamento preciso (0,05 p).
  • Quimioterapia intravesical perioperatória (mitomicina C) reduz o risco relativo de recorrência em cerca de 39% quando instilada preferencialmente no mesmo dia, idealmente < 6 horas após a ressecção (0,05 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.06)




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