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PATOLOGIA RETAL E ANAL (ÁREA DE CIRURGIA)

O canal anal pode ser o local de lesões incomuns. Contudo, a maioria das condições que surgem nesta região são frequentes e benignas, mas podem ser debilitantes e impactar a qualidade de vida dos pacientes. Em numerosas ocasiões, esses distúrbios são diagnosticados incorretamente ou tratados inadequadamente, o que às vezes leva ás consequências graves.


OBJETIVA: (1431747 votos)..........96.37% das questões objetivas receberam votos.
Pode ser suficiente para produzir edema pulmonar:
A. um gradiente transvalvular mitral menor de 10 mmHg
B. uma pressão atrial esquerda menor do que 15 mmHg
C. uma pressão atrial esquerda de cerca de 25 mmHg
D. uma pressão diastólica final ventricular esquerda de 5 mmHg
E. uma area do orificio mitral de 3 cmp

  RATING: 2.81

Pode ser suficiente para produzir edema pulmonar:

A. um gradiente transvalvular mitral menor de 10 mmHg
INCORRETO: um gradiente transvalvular menor de 10 mmHg pode indicar uma estenose mitral, mais não obrigatorio desencadear edema
B. uma pressão atrial esquerda menor do que 15 mmHg
INCORRETO : Uma pressão atrial esquerda menor do que 15 mmHg é normal (com a condição de não existir um alto gradiente pressorico).
C. uma pressão atrial esquerda de cerca de 25 mmHg
CORRETO : Uma pressão atrial esquerda de cerca de 25 mmHg aumenta a pressão capilar pulmonar o suficiente para produzir edema pulmonar
D. uma pressão diastólica final ventricular esquerda de 5 mmHg
INCORRETO : uma pressão diastolica final ventricular de 5 mm Hg é ormal (com a condição de não existir um alto gradiente pressorico).
E. uma area do orificio mitral de 3 cmp
INCORRETO : Uma area mitral de 3 cmp (sendo situada entre 2 e 4 pode indicar uma estenose moderada, mas não obrigatorio perigo de edema pulmonar.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.81)

DISCURSIVA: (200149 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

As tireoidites distinguem-se não apenas pela etiologia, mas pelo substrato histológico, pelo comportamento da captação isotópica e pela forma de liberação hormonal. Responda aos itens.


(I) Descreva os achados histopatológicos distintivos das principais tireoidites.
(II) Explique o significado da captação de radioiodo e da tireoglobulina sérica nas fases da tireoidite destrutiva.
(III) Caracterize a tireoidite de Riedel e sua inserção no espectro das doenças relacionadas a IgG4.

(IV) Distinga, do ponto de vista patogenético, as tireoidites induzidas por fármacos da tireoidite autoimune clássica.
(V) Fundamente o diagnóstico diferencial teórico entre tireotoxicose destrutiva e tireotoxicose por hiperprodução hormonal.


RATING: 3.17

As tireoidites distinguem-se não apenas pela etiologia, mas pelo substrato histológico, pelo comportamento da captação isotópica e pela forma de liberação hormonal. Responda aos itens.


(I) Descreva os achados histopatológicos distintivos das principais tireoidites.
(II) Explique o significado da captação de radioiodo e da tireoglobulina sérica nas fases da tireoidite destrutiva.
(III) Caracterize a tireoidite de Riedel e sua inserção no espectro das doenças relacionadas a IgG4.

(IV) Distinga, do ponto de vista patogenético, as tireoidites induzidas por fármacos da tireoidite autoimune clássica.
(V) Fundamente o diagnóstico diferencial teórico entre tireotoxicose destrutiva e tireotoxicose por hiperprodução hormonal.

(I) Histopatologia distintiva


Esquema anatomopatológico:

  • Hashimoto: infiltrado linfocítico crônico, centros germinativos e metaplasia oncocítica (células de Hürthle/Askanazy). (0,03 p)
  • De Quervain: granulomas com células gigantes multinucleadas e fragmentação do colóide, sem caseificação. (0,03 p)
  • Aguda infecciosa: predominância de neutrófilos, necrose e microabscessos. (0,02 p)
  • Riedel: fibrose hialina densa, invasão extracapsular e flebite oclusiva. (0,02 p)

(II) Captação de radioiodo e tireoglobulina na tireoidite destrutiva


Esquema funcional de fase:

  • Na fase tireotóxica destrutiva a captação de radioiodo é baixa, porque não há síntese aumentada nem organificação efetiva. (0,03 p)
  • A tireoglobulina sérica eleva-se por ruptura folicular e extravasamento do conteúdo colóide. (0,03 p)
  • Há liberação de hormônio pré-formado, com predomínio relativo de T4 sobre T3 em comparação com a hiperprodução de Graves. (0,02 p)
  • Na De Quervain, VHS e PCR acompanham a atividade inflamatória e auxiliam a documentar o caráter agudo-subagudo da lesão. (0,02 p)


(III) Tireoidite de Riedel e espectro IgG4


Esquema nosológico:

  • Trata-se de tireoidite fibrosante invasiva, que ultrapassa a cápsula e pode envolver estruturas cervicais adjacentes. (0,02 p)
  • O quadro funcional habitual é o hipotireoidismo, associado a manifestações compressivas locais (não a uma tireotoxicose clássica de escape). (0,02 p)
  • Integra o espectro das doenças relacionadas a IgG4 (fibroesclerose sistêmica), com plasmócitos IgG4+ e fibrose estoriforme. (0,03 p)
  • O mecanismo primário não é granulomatoso pós-viral nem piogênico; a fibrose oclusiva é o eixo da lesão. (0,03 p)


(IV) Tireoidites farmacoinduzidas versus autoimunidade clássica


Esquema patogenético comparativo:

  • Amiodarona tipo 2: tireoidite destrutiva por citotoxicidade direta e sobrecarga iodada sobre o tireócito, sem hiperfunção autonômica. (0,03 p)
  • Interferon e outras citocinas: desencadeiam ou desmascaram autoimunidade tireoidiana em terreno geneticamente suscetível. (0,02 p)
  • Inibidores de checkpoint: evento adverso imunomediado (irAE), frequentemente com curso bifásico (escape seguido de hipotireoidismo). (0,03 p)
  • Na forma clássica (Hashimoto) a doença é idiopática e persistente; na farmacoinduzida o fármaco é o gatilho temporal, e a conduta inclui reconhecer o agente causal. (0,02 p)


(V) Tireotoxicose destrutiva versus hiperprodução


Esquema diferencial teórico:

  • Na hiperprodução (Graves/nódulo tóxico) a captação de radioiodo é alta e há síntese hormonal aumentada. (0,03 p)
  • Na destrutiva a captação é baixa, a tireoglobulina está elevada e o TRAb típico de Graves está ausente. (0,03 p)
  • Tionamidas não interrompem a tireotoxicose destrutiva, pois o excesso hormonal não depende de organificação nova. (0,02 p)
  • O Doppler tireoidiano tende a fluxo reduzido na destruição e aumentado na doença de Graves. (0,02 p)

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - TIREOIDITES

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.17)

CASO CLINICO: (232313 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Mulher solteira, nuligesta e nulípara, idade 29 anos, raça branca, esta em procura de auxilio para escolher um contraceptivo adequado. Fala que usou varias vezes o capuz cervical, mais que o ginecologista dela indicou para não usar mais, pelo menos um tempo. Queria, se fosse possível, “tomar comprimidos”, já que falou sobre isso com as amigas dela e achou um método mais fácil. Contudo, fala que aceitaria qualquer método desde que seja eficaz. Ela e fumante e toma fenitoína, sofrendo de ataques epilépticos de 3 em 3 meses, aproximadamente. Apresenta PA=150/95 mm Hg no momento da consulta.
1) Indiquem pelo menos um motivo por qual o uso do capuz cervical lhe foi contraindicado.(0,1 pontos)
2) 'Posso usar o Diane 35?' questiona a paciente. A sua resposta vai ser...(0,1 pontos)
3) Enumeram pelo menos outros cinco remédios que podem diminuir a eficácia dos contraceptivos orais combinados.(0,1 pontos)
4) Quais são as opções que podem ser indicadas para essa paciente (pelo menos duas)?(0,1 pontos)
5) A paciente escolheu o contraceptivo injetável com acetato de medroxiprogesterona (Depo-Provera), mas pergunta quais são os benefícios. Enumera pelo menos dois.(0,1 pontos)


RATING: 3.02

1) Indiquem pelo menos um motivo por qual o uso do capuz cervical lhe foi contraindicado.
O capuz cervical deve ser usado só por mulheres cujo resultado do exame de Papanicolau foi normal. Sendo que este conselho foi dado pelo ginecologista, provavelmente que o ultimo teste apresentou modificações que teriam determinado um tal decisão. Cada mulher tem que fazer, pelo menos de três em três meses um acompanhamento ginecológico, se usarem o capuz.
2) 'Posso usar o Diane 35?' questiona a paciente. A sua resposta vai ser...
... 'NÃO', tanto por DIANE quanto por qualquer outro contraceptivo oral combinado.
DISCUSSÃO:
DIANE 35 e um contraceptivo oral combinado, e a paciente vem apresentar duas contraindicações absolutas para o uso de COC, sendo elas: o tratamento cronico com fenitoína (ela pode diminuir a eficacia do COC), e, também, no momento da consulta apresentou pressão sistólica e diastólica acima dos valores permitidos. A paciente tem 29 anos, então o fato de ela seja fumante não e um motivo para contraindicar o contraceptivo, porem, por causa das primeiros dois motivos,
3) Enumeram pelo menos outros cinco remédios que podem diminuir a eficácia dos contraceptivos orais combinados. (0,02 de cada um enumerado que está na lista, caso enumerar mais de cinco corretos, acordar a pontuação maxima)
Antibióticos que diminuem o efeito da pílula:

  • ácido clavulânico
  • amoxicilina
  • ampicilina
  • ciclacilina
  • cloranfenicol
  • dapsona
  • doxicilina
  • eritromicina
  • minocilina
  • oxacilina
  • oxitetraciclina
  • penicilina G e V
  • rifampicina
  • tetraciclina

Medicamento perigoso: Eritromicina. Este medicamento pode causar perda de eficácia da pílula.

Antiepiléticos e Anticonvulsivantes que diminuem o efeito da pílula:

  • carbamazepina
  • difenil-hidantoina
  • fenitoina
  • fenobarbital
  • oxcarbazepina
  • primidona
  • topiramato

Outros medicamentos que podem diminuir a ação das pílulas:

  • griseofulvina
  • guanetidina
  • metronidazol
  • nelfinavir
  • óleo mineral
  • ritonavir
4) Quais são as opções que podem ser indicadas para essa paciente (pelo menos duas)? (acordar 0,05 de cada enumerada, se enumerar mais de duas corretas, acordar a nota máxima)
O preservativo masculino.
A diafragma
.
O contraceptivo injetavel mensal: 

  • Mesigyna
  • Cyclofemina
  • Perlutan 
  • Ciclovular 
  • Unociclo

O contraceptivo injetavel trimestrial: 

  • Depo-Provera
  • Tricilon

A contracepção de emergência (Postinor) mas não para longo prazo!!!!

O dispositivo intrauterino

5) A paciente escolheu o contraceptivo injetável com acetato de medroxiprogesterona (Depo-Provera), mas pergunta quais são os benefícios. Enumera pelo menos dois. (acordar 0,05 p para cada um incluido na lista, se enumerar mais de dois corretos, acordar a pontuação máxima)
  1. Muito eficaz; 
  2. Não modifica a libido ou o prazer; 
  3. Pode ser usado por qualquer grupo etário, mas não se recomenda seu uso antes de 16 anos de idade; 
  4. Não parece afetar a quantidade e a qualidade do leite materno; 
  5. Pode ser usado por lactantes após seis semanas do parto; 
  6. Não provoca os efeitos colaterais nem aumenta o risco de complicações relacionadas ao uso do estrogênio; 
  7. Diminui a incidência de: 
    • gravidez ectópica; 
    • câncer de endométrio; 
    • doença inflamatória pélvica; 
    • mioma uterino;
  8. Pode ajudar a prevenir câncer de ovário; 
  9. Para algumas mulheres: pode ajudar a prevenir anemia ferropriva, a freqüência de crises convulsivas em portadoras de epilepsia, e a dor e freqüência de crises falciformes. 
  10. Ajuda a reduzir os sintomas de endometriose.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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