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Uma mulher nulípara de 26 anos é admitida na emergência devido à dor abdominal aguda. Seus sinais vitais são: pressão arterial, 90 x 50; pulso, 120 bpm e temperatura, afebril. O exame abdominal mostra sensibilidade no quadrante inferior direito com defesa. O exame pélvico mostra uma massa anexial direita dolorosa de 10 cm. Um teste sorológico de gravidez é negativo. O hematócrito é de 24% (normal 35 a 45%). A laparotomia exploratória confirma um hemoperitônio. Um tumor ovariano liso à direita está sangrando a partir de sua cápsula rota. A inspeção do útero, tubas uterinas e ovário esquerdo é normal. É realizada uma salpingo-ooforectomia direita. A biopsia de congelação do tumor mostra células germinativas primitivas com tecido conjuntivo interveniente infiltrado por linfócitos. O tumor provavelmente é um:
A. disgerminoma
CORRETO: Disgerminoma é o mais freqüente tumor maligno de célula germinativa do ovário. Histologicamente, disgerminoma é composto de células germinativas primordiais e tecido conjuntivo interveniente, infiltrado por linfócitos. Os tumores geralmente são lisos, arredondados e finamente encapsulados. Ruptura da cápsula pode levar à hemorragia intra-abdominal.
B. tumor do seio endodérmico
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. coriocarcmoma
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. carcinoma embrionário
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. teratoma maduro
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: A
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FONTE:
Paciente do sexo masculino, 54 anos, com queixa de pirose retroesternal de longa data (há mais de 10 anos), com piora progressiva nos últimos 2 anos.
Vem apresentando regurgitação, principalmente no período noturno.
Teve emagrecimento de 2 kg nos últimos 12 meses (índice de massa corporal atual de 33 kg/m2).
Realizada endoscopia digestiva alta, observou-se ulceração esofágica, com friabilidade e presença de mucosa de aspecto róseo-avermelhado, circunferencial, com 4 cm de extensão, projetando proximalmente a partir da junção escamo-colunar. Foram realizadas biópsias da região da junção gastro-esofágica, cujo corte histológico é apresentado abaixo.

1) Qual o diagnóstico para esse paciente? - 0,1 pontos
2) Qual é o prognóstico para esse paciente? - 0,1 pontos
3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente? - 0,3 pontos
1) Qual o diagnóstico?
Doença do refluxo gastro-esofágico (DRGE) complicada com esôfago de Barret. (0,1 p)
DISCUSSÃO: Trata-se de um paciente com queixas de queimação retroesternal e regurgitação, os dois sintomas mais frequentes em pacientes portadores de DRGE. Observa-se IMC de 33, ou seja, obesidade grau I, comum em pacientes que sofrem de DRGE. A endoscopia documenta a presença de esofagite erosiva e achados comuns ao esôfago de Barret. Este último é confirmado pelo corte histológico, onde notam-se áreas de epitélio colunar especializado ao nível da junção gastro-esofágica.
2) Qual é o prognóstico?
Em termos prognósticos, a incidência de adenocarcinoma é 40X maior nos pacientes com esôfago de Barret quando comparado com a população em geral. Requer, portanto, acompanhamento a longo prazo. O principal marcador de potencial de malignidade será a presença de displasia. (0,1 p)
3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente?
- inicialmente controlar a inflamação relacionada a DRGE com terapia antissecretória (0,1 p)
- realizar nova endoscopia com múltiplas biópsias visando descartar a presença de displasia (preferencialmente confirmada por mais de um patologista). A ausência de displasia implica controle endoscópico a cada 2, 3 anos. Displasia leve, controle endoscópico semestral e posteriormente anual. Displasia de alto grau deve ser tratada com esofagectomia ou acompanhamento com biópsias, inicialmente a cada mês, e posteriormente trimestrais. (0,1 p)
- Não há tratamento curativo específico usado rotineiramente para o esôfago de Barret. Portanto, além do acompanhamento endoscópico, a DRGE deve ser controlada, conforme sua evolução, com terapia clínica e/ou operatória. (0,1 p)
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