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IMUNOLOGIA PEDIATRICA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Os pacientes com deficiências de anticorpos, células fagocitárias ou componentes do complemento apresentam infecções de repetição por bactérias encapsuladas.

Assim, os pacientes com história apenas de infecções virais de repetição (à exceção das infecções persistentes por enterovírus) têm menor probabilidade de manifestar qualquer um destes distúrbios.

As crianças com deficiências de anticorpos, fagócitos e complemento podem apresentar desenvolvimento normal, apesar das infecções de repetição, a menos que apresentem bronquiectasias por repetidas infecções bacterianas do trato respiratório inferior ou infecções enterovirais persistentes do sistema nervoso central.

Ao contrário, os pacientes com deficiências da função das células T geralmente apresentam infecções oportunistas no início da vida e têm atraso do crescimento e desenvolvimento.

A avaliação inicial da imunocompetência inclui anamnese, exame físico e história familiar minuciosos. A maioria dos defeitos imunológicos pode ser excluída a um custo baixo, com a escolha apropriada dos exames de triagem

OBJETIVA: (1438416 votos)..........96.23% das questões objetivas receberam votos.
O espaço superficial perineal contém:
A. prepúcio do clitóris
B. músculo transverso profundo do períneo
C. músculo isquiocavernoso
D. esfíncter anal interno
E. músculo levantador do ânus

  RATING: 2.82

O espaço superficial perineal contém:

A. prepúcio do clitóris
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. músculo transverso profundo do períneo
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. músculo isquiocavernoso
CORRETO : O espaço perineal superficial contém o músculo isquiocavernoso. Outras estruturas encontradas neste espaço são os músculos bulbocavernoso e transverso superficial do períneo, as glândulas de Bartholin e os bulbos do vestíbulo.
D. esfíncter anal interno
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. músculo levantador do ânus
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.82)

DISCURSIVA: (201590 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1. Qual a pressão arterial que define o choque no paciente pediátrico? (0,14 pontos)
2. Como identificar o choque? (0,36 pontos)


RATING: 3

1. Qual a pressão arterial que define o choque no paciente pediátrico? (0,14 pontos)
2. Como identificar o choque? (0,36 pontos)

1. Qual a pressão arterial que define o choque no paciente pediátrico?

O choque não é definido pela pressão arterial, nem por qualquer outro sinal vital. 0,14 p

DISCUSSÂO: O choque existe quando a demanda metabólica do paciente excede a capacidade do corpo de fornecer oxigênio e nutrientes. Isso ocorre mais comumente quando a demanda metabólica é normal ou levemente elevada, porém, o fornecimento de oxigênio e nutrientes encontra-se dramaticamente reduzido. Exemplos incluem perda sanguínea excessiva (hemorragia) ou perda excessiva de líquidos (diarreia). O estado de choque pode e freqüentemente existe na presença de uma pressão arterial ”normal”.

2. Como identificar o choque?

Pelos sinais de perfusão inadequada e compensação:
- aumento na freqüência cardíaca; 0,06 p
- extremidades frias e pálidas; 0,06 p
- tempo de reenchimento capilar retardado; 0,06 p
- pressão de pulso ”estreitada”; 0,06 p
- freqüência respiratória elevada; 0,06 p
- baixa pressão arterial - choque irreversível. 0,06 p

DISCUSSÃO: Para identificar o choque, considera-se tanto as conseqüências de uma perfusão inadequada como os mecanismos compensatórios do paciente. As manifestações clínicas do choque são aquelas inerentes à perfusão inadequada e compensação. A perfusão inadequada do cérebro resulta em uma alteração dos níveis de consciência da criança. A perfusão inadequada dos rins resulta em uma diminuição do débito urinário.
À medida que a perfusão diminui, ocorrem mudanças compensatórias. Essas mudanças servem para melhorar o fornecimento de oxigênio e nutrientes e para direcionar o fluxo sanguíneo para os órgãos vitais. O primeiro mecanismo compensatório usualmente é um aumento na freqüência cardíaca. Visto que o débito cardíaco é igual à freqüência multiplicada pelo volume total, uma freqüência cardíaca aumentada serve para manter o débito cardíaco face ao decréscimo do volume circulante. Adicionalmente, a vasoconstrição periférica ajuda a manter o fluxo sangüíneo aos órgãos centrais e cérebro. Assim sendo, o paciente possui extremidades frias e pálidas e um tempo de reenchimento capilar retardado, esse aumento do tônus vascular também exerce efeito sobre a mensuração da pressão arterial. A pressão diastólica encontra-se levemente elevada, de modo que a diferença entre as pressões sistólica e diastólica - a pressão de pulso - é menor. Isso é denominado pressão de pulso ”estreitada”.
A fim de compensar tanto o fornecimento diminuído de oxigênio como a acidose gerada pela hipoperfusão dos tecidos periféricos, a freqüência respiratória se eleva. A pressão arterial eventualmente cai, porém, este é um achado tardio e pode significar que o estado de choque é irreversível.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (233891 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 42 anos, previamente hígida, procura atendimento por quadro progressivo de 8 meses de evolução caracterizado por amenorreia secundária, hirsutismo de padrão androgênico (face, tórax e abdome), acne severa, clitoromegalia, ganho ponderal de 12 kg, fraqueza muscular proximal, hipertensão arterial de difícil controle (PA 168/104 mmHg) e dor em flanco direito.
Ao exame físico evidencia-se fácies cushingoide, giba dorsal, estrias violáceas abdominais largas, atrofia muscular proximal e massa abdominal palpável em hipocôndrio/flanco direito de consistência firme.
Exames laboratoriais revelam: cortisol sérico basal elevado (28 µg/dL) sem supressão no teste com 1 mg de dexametasona; ACTH plasmático indetectável; testosterona total 285 ng/dL; DHEAS 1.850 µg/dL; potássio 2,9 mEq/L; glicemia de jejum 148 mg/dL.
Tomografia computadorizada de abdome demonstra massa adrenal direita de 11,8 cm, heterogênea, com áreas de necrose, calcificações grosseiras, densidade elevada e realce heterogêneo, além de trombo tumoral em veia cava inferior.

Questões:

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,15 pontos)
II. Qual a possível causa etiológica da doença diagnosticada? (0,10 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmação do diagnóstico? (0,13 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,05 pontos)
V. Qual é o tratamento de escolha desta doença?  (0,07 pontos)





RATING: 2.94

I. Suspeita diagnóstica
Carcinoma adrenocortical secretor misto (cortisol + andrógenos). (0,08 p)
Quadro clínico de síndrome de Cushing ACTH-independente associado a virilização franca e massa adrenal > 6 cm com características de agressividade (necrose, calcificações, invasão vascular). (0,07 p)
II. Possível causa da doença
Na grande maioria dos casos a etiologia é esporádica (mutações somáticas em genes como TP53, CTNNB1, IGF2). (0,06 p)
Pode associar-se a síndromes genéticas hereditárias (Li-Fraumeni, Beckwith-Wiedemann, MEN1, FAP). (0,04 p)
III. Melhor modalidade de confirmação diagnóstica
Confirmação histopatológica definitiva após ressecção cirúrgica (adrenalectomia), com avaliação dos critérios de Weiss (≥ 3 critérios). (0,08 p)
A imagem (TC/RM) e o perfil hormonal são altamente sugestivos, porém o diagnóstico de certeza é anatomopatológico. (0,05 p)
IV. Principal diagnóstico diferencial e tratamento
Principal diagnóstico diferencial: adenoma cortical funcionante (ou, menos frequentemente, feocromocitoma e metástase adrenal). (0,05 p)
V. Tratamento de escolha:
Ressecção cirúrgica completa (adrenalectomia aberta ou laparoscópica em casos selecionados) + mitotano adjuvante nos estádios I–III de alto risco e quimioterapia (EDP-M) nos casos avançados/metastáticos. (0,07 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.94)




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