É A MELHOR PLATAFORMA DE ESTUDO E AUTO-AVALIAÇÃO VINCULADA PARA MÉDICOS E ESTUDANTES DE MEDICINA
Escolher a tematica (coloca trÊs letras e depois escolhe a opÇÃo):
ASSISTE NOSSOS TUTORIAIS
PROCURAR QUESTÕES PELA PALAVRA CHAVE
RATING: 3.04 ![]()
O procedimento inicial de escolha no paciente com pseudo-obstrução do cólon (síndrome de Ogilvie), sem sinais de complicação, é:
A. colostomia em cólon transverso
INCORRETO: Representa uma intervenção cirúrgica invasiva, reservada para casos refratários à descompressão endoscópica ou com complicações estabelecidas (ex.: perfuração recorrente); na ausência de sinais de complicação, ela aumenta morbidade desnecessariamente (infecção do sítio operatório, necessidade de reversão futura) sem benefício primário, contrariando o algoritmo escalonado que prioriza opções não cirúrgicas.ervadorismo inicial.
B. arteriografia de mesentérica inferior
INCORRETO : Embora útil em suspeitas de isquemia mesentérica (ex.: dor desproporcional ou elevação de lactato), não é indicada como inicial na síndrome de Ogilvie sem complicações, onde a distensão é funcional e não vascular primária; esse exame expõe o paciente a contraste e radiação sem abordar diretamente a descompressão, sendo mais apropriado em diagnósticos diferenciais como volvo ou trombose.
C. colectomia total com ileostomia provisória
INCORRETO : Implica remoção extensa do cólon, indicada apenas em megacólon tóxico refratário ou necrose difusa (ex.: em colite fulminante), não na Ogilvie não complicada, onde a mucosa é preservada e a distensão reversível; essa abordagem radical eleva mortalidade perioperatória (até 20-30% em pacientes críticos) e compromete qualidade de vida, sem justificativa em um quadro funcional.
D. colonoscopia descompressiva
CORRETO : Essa alternativa representa o procedimento inicial de escolha no manejo da pseudo-obstrução colônica aguda (síndrome de Ogilvie) em pacientes sem sinais de complicações como isquemia, perfuração ou peritonite, conforme diretrizes consolidadas de sociedades como a American Society of Colon and Rectal Surgeons (ASCRS) e a World Society of Emergency Surgery (WSES). A colonoscopia descompressiva permite a aspiração de gás e fezes, reduzindo a distensão colônica (especialmente quando o diâmetro cecal excede 10-12 cm), com taxa de sucesso inicial de 70-90% e baixa morbidade (risco de perfuração <2%). Essa abordagem é preferida após falha das medidas conservadoras iniciais (repouso intestinal, correção hidroeletrolítica, descontinuação de opioides/anticholinérgicos e mobilização), pois é minimamente invasiva, evita cirurgia desnecessária em pacientes críticos (frequentemente pós-operatórios ou com comorbidades graves) e pode ser complementada pela colocação de um tubo de descompressão para prevenir recorrência (em até 40% dos casos sem tubo). Estudos prospectivos e meta-análises reforçam que essa intervenção endoscópica melhora desfechos, reduzindo o risco de complicações isquêmicas e a necessidade de procedimentos mais agressivos, promovendo resolução em 48-72 horas na maioria dos casos estáveis.
E. colectomia com retirada do segmento obstruído e anastomose
INCORRETO : Pressupõe uma obstrução mecânica estrutural (ex.: estenose ou tumor), inexistente na Ogilvie, que é pseudo-obstrução neuromotora; remover segmento colônico saudável aumenta riscos de fístula anastomótica e infecção em um paciente já debilitado, violando o princípio de escalonamento terapêutico que favorece conservadorismo inicial.
Gabarito: D
Discorra, de forma exclusivamente teórica, sobre aspectos epidemiológicos, classificatórios, pré-operatórios e de morbidade do bócio subesternal, respondendo de modo objetivo aos itens abaixo.
RATING: 3.02 ![]()
Discorra, de forma exclusivamente teórica, sobre aspectos epidemiológicos, classificatórios, pré-operatórios e de morbidade do bócio subesternal, respondendo de modo objetivo aos itens abaixo.
1. Epidemiologia, histologia e malignidade
2. Classificações e planejamento da via
Classificação de Huins (relação com estruturas mediastinais):
A utilidade dessas classificações é predizer a probabilidade de via extracervical e orientar o consentimento e a equipe (cirurgia de cabeça e pescoço ± cirurgia torácica).
3. Avaliação pré-operatória
Dosagem de TSH (e, se alterado, T4 livre ± T3): identifica eutireoidismo, hipotireoidismo ou tireotoxicose, esta última exigindo preparo clínico antes da cirurgia. (0,03 p)
Laringoscopia pré-operatória: documenta a motilidade das pregas vocais, pois a anatomia do nervo laríngeo recorrente está frequentemente distorcida e pode já haver paresia silenciosa. (0,04 p)
Avaliação da via aérea (clínica, imagem e, quando indicado, curva fluxo-volume): quantifica obstrução extrínseca e fundamenta a estratégia anestésica de intubação. (0,03 p)
4. Limitações da PAAF mediastinal
A PAAF permanece útil apenas para nódulos suspeitos do componente cervical palpável ou visível à ultrassonografia. (0,02 p)
5. Complicações cirúrgicas relevantes
FONTE:
Uma criança de 10 anos de idade chega ao seu consultório para um exame físico escolar de rotina. Na revisão dos sistemas, a criança tem-se queixado de fadiga, porém está indo bem na escola. A criança não está tomando medicação e está saudável. Há um histórico de problema tireoidiano na avó materna e tia paterna. No exame físico, você nota que a criança possui um bócio sem nódulos palpáveis

1) Quais são os testes laboratoriais que você solicitaria primeiro? (0,125 p)
2) A glândula tireóide é macia à palpação, e a criança relata que ele/ela teve uma infecção do trato respiratório superior nos últimos dias. Qual condição estaria no topo de seu diagnóstico diferencial? (0,125 p)
3) Qual seria o diagnóstico mais provável se o nível de T4 total fosse 4,5 mU/L (normal: 5-11,5 mU/L) e o de T4 livre 3mU/L (normal: 6,0-10,5 mU/L)? (0,125 p)
4) No caso assinalado na questão 3, qual a provável concentração de TSH para essa criança (normal: TSH 0,4-6,4 mU/L)? (0,125 p)
1) Quais são os testes laboratoriais que você solicitaria primeiro?
T4 total, indice de T4 livre, TSH e anticorpos tireoidianos.
A T4 total sérica é o principal hormônio tireoidiano no sangue, e testes laboratoriais medem as frações ligadas e não ligadas da T4. Pelo fato de grande parte da T4 estar ligada à globulina ligadora de tiroxina (TBG), transtiretina ou albumina, os níveis das proteínas de ligação afetam a concentração de T4 total. Portanto, os níveis dos hormônios tireoidianos livre e total podem não corresponder. O índice de tiroxina livre é um cálculo que reflete a biodisponibilidade do hormônio tireoidiano, pois leva em consideração a quantidade de proteína de ligação. O TSH é secretado pela hipófise sob o controle do hormônio liberador de tireotrofina (TRH) secretado pelo hipotálamo e, através do feedback negativo, dos hormônios tireoidianos. Vários anticorpos contra os antígenos tireoidianos foram demonstrados na tireoidite autoimune crônica, e estes níveis devem ser determinados em uma criança com bócio.(0,125 p)
2) A glândula tireóide é macia à palpação, e a criança relata que ele/ela teve uma infecção do trato respiratório superior nos últimos dias. Qual condição estaria no topo de seu diagnóstico diferencial?
Tireoidite subaguda. A tireoidite subaguda é uma inflamação autolimitante da glândula tireóide, a qual geralmente ocorre em associação a uma infecção do trato respiratório superior. A glândula tireóide pode ser muito macia à palpação. Frequentemente, há um padrão de hipertireoidismo secundário à liberação inapropriada do hormônio tireoidiano. Sinais e sintomas do hipertireoidismo podem persistir por 1-4 semanas, após o qual há geralmente o desenvolvimento de hipotireoidismo transitório com restauração da glândula. O ciclo total da enfermidade pode durar de 2 a 9 meses. O tratamento é normalmente com drogas anti-inflamatórias. (0,125 p)
3) Qual seria o diagnóstico mais provável se o nível de T4 total fosse 4,5 mU/L (normal: 5-11,5mU/L) e o de indice de T4 livre 3mU/L (normal: 6,0-10,5 mU/L)?
Tireoidite de Hashimoto. A anomalia mais comum da função da tireóide em crianças é o hipotireoidismo, geralmente causado pela tireoidite autoimune (Hashimoto). A tireoidite de Hashimoto é caracterizada por anticorpos antitireoidianos circulantes e graus variados de disfunção tireoidiana. Pode-se manifestar com ou sem bócio. É mais prevalente em meninas, e muitos pacientes possuem um histórico familiar de doença tireoidiana autoimune. A remissão espontânea foi relatada. Outras causas de hipotireoidismo adquirido incluem disgenesia tireoidiana de início tardio ou disormonogênese, deficiência de TSH, lesão da tireóide e deficiência de iodo. Reposição de T4 é o tratamento de escolha para hipotireoidismo. (0,125 p)
4) No caso assinalado na questão 3, qual a provável concentração de TSH para essa criança (normal: TSH 0,4-6,4 mU/L)
A resposta é 15 mU/L. O TSH estará elevado no tireoidismo secundário à tireoidite de Hashimoto. (0,125 p)
Todos os direitos reservados. 2026.
A VITÓRIA É SOMENTE SUA! O CAMINHO É NOSSO!
O site misodor.com.br está online desde 04 de novembro de 2008
O nome, o logo e o site MISODOR são propriedade declarada do webmaster
Qualquer conteudo deste site pode ser integralmente ou parcialmente reproduzido, com a condição da menção da fonte.