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CISTO PILONIDAL (ÁREA DE CIRURGIA)

A doença pilonidal constitui uma condição patológica localizada na região sacrococcígea, caracterizada por potencial evolutivo para infecção aguda ou crônica. Sua expressão clínica é variável, porém a forma mais característica consiste no desenvolvimento de um cisto ou trato sinusal que, ao sofrer infecção, promove a formação de tecido de granulação piogênico exuberante.

Tal resposta inflamatória decorre diretamente da presença de epitélio escamoso estratificado que reveste o interior do cisto ou do sinus, o qual frequentemente abriga fragmentos de pêlos em seu interior.

As infecções pilonidais e os seios pilonidais crônicos manifestam-se predominantemente na linha média da pele sacrococcígea, afetando com maior frequência homens jovens, o que reflete uma predileção demográfica observada em diversos estudos clínicos. Essa localização específica, na região entre o sacro e o cóccix, favorece o desenvolvimento de processos inflamatórios e infecciosos devido à anatomia local, que inclui dobras cutâneas e maior exposição a atritos e umidade, condições que propiciam a penetração de elementos irritantes.


OBJETIVA: (1160380 votos)..........99.33% das questões objetivas receberam votos.
Uma paciente de 39 anos do sexo feminino com ganho de peso (15 Kg) e aparecimento de pelo e acne no rosto, há 5 anos. Há 8 meses surgimento de amenorreia e hipertensão. Ao exame físico, IMC- 28, fácies cushingoide e pletora facial. Na avaliação laboratorial, cortisol urinário 700 e 500 ug/24 h (normal de 30 a 300 ug/24h), cortisol sérico das 8 horas 20 ug/dl (normal 5 a 35 ug/dl), ACTH – 37 pg/ml (normal < 60 pg/ml) e cortisol sérico após 1 mg de dexametasona 15,7 ug/dl (normal < 3 ug/dl). Qual a afirmativa abaixo CORRETA a respeito desse caso?
A. O cortisol sérico das 8 horas normal descarta o diagnóstico de síndrome de Cushing
B. O ACTH sérico normal torna pouco provável o diagnóstico de doença de Cushing
C. O ACTH acima de 15 pg/ml sugere uma síndrome de Cushing ACTH dependente, devendo-se diferenciar uma fonte ectópica ou hipofisária
D. A próxima etapa na investigação seria uma tomografia computadorizada de adrenal, para localizar o tumor produtor de cortisol
E. O caso clínico sugere o diagnóstico de uma síndrome de Cushing iatrogênico por corticoide exógeno, não necessitando de mais exames laboratoriais

  RATING: 3.1

Uma paciente de 39 anos do sexo feminino com ganho de peso (15 Kg) e aparecimento de pelo e acne no rosto, há 5 anos. Há 8 meses surgimento de amenorreia e hipertensão. Ao exame físico, IMC- 28, fácies cushingoide e pletora facial. Na avaliação laboratorial, cortisol urinário 700 e 500 ug/24 h (normal de 30 a 300 ug/24h), cortisol sérico das 8 horas 20 ug/dl (normal 5 a 35 ug/dl), ACTH – 37 pg/ml (normal < 60 pg/ml) e cortisol sérico após 1 mg de dexametasona 15,7 ug/dl (normal < 3 ug/dl). Qual a afirmativa abaixo CORRETA a respeito desse caso?

A. O cortisol sérico das 8 horas normal descarta o diagnóstico de síndrome de Cushing
INCORRETO: Nem pensar. O cortisol serico as 8,00 horas normal não tem como descartar o Cushing. ele tem valores diferentes em função de cada individuo, sendo conhecido que as 8:00 horas é o pico de cortisol.
B. O ACTH sérico normal torna pouco provável o diagnóstico de doença de Cushing
CORRETO : Com certeza. Doença de Cusshin significa, de fato, adenoma hipofisária secretante de ACTH - no caso, não existe excesso de ACTH - não é nem baixo, nem alto, nem muito baixo
C. O ACTH acima de 15 pg/ml sugere uma síndrome de Cushing ACTH dependente, devendo-se diferenciar uma fonte ectópica ou hipofisária
INCORRETO : Níveis de ACTH situados na faixa inferior da normalidade (entre 10 e 20pg/mL) deverão ser repetidos, pois também podem indicar outras etiologias adrenais de síndrome de Cushing, tais como hiperplasia macro ou micronodular das adrenais e, mais raramente, adenoma hipofisário secretor de ACTH.
D. A próxima etapa na investigação seria uma tomografia computadorizada de adrenal, para localizar o tumor produtor de cortisol
INCORRETO : O início dos sintomas é gradual nos pacientes com adenomas e rápido naqueles com carcinomas, os quais podem apresentar dor abdominal e tumor palpável e, no caso do sexo feminino, sinais de virilização. Nos adenomas secretores de cortisol unicamente, o hirsutismo e incomum. Contudo, e bem estranho - pode ser um adenoma adrenal porém mais provável ser um carcinoma (virilização, hipertensão recente que pode ser uma invasão para medulosuprarenal), enfim, vamos ter que ver o que que é. O proximo passo seria o dosagem de S-DHEA, um dos testes que podem diferenciar se há tumor ou somente adenoma. No adenoma adrenal (produtor exclusivamente de glicocorticóides), o sulfato de dehidroepiandrosterona (S-DHEA) apresenta-se suprimido ou até mesmo indetectável, devido à supressão do ACTH e, con-seqüentemente, do restante da glândula. No carcinoma adrenal, o S-DHEA costuma estar muito elevado, pois o tumor também produz androgênios.
E. O caso clínico sugere o diagnóstico de uma síndrome de Cushing iatrogênico por corticoide exógeno, não necessitando de mais exames laboratoriais
INCORRETO : Essa é, provavel uma brincadeira - no caso que fosse iatrog~enico, o cortisol ur9nario deveria estar bem suprimido (pela inibição de eixo hipófiso´hipotálamo-adrenal, e fora disso, deveria ser mencionado a presença da prednisona ou prednisolona na urina

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.1)

DISCURSIVA: (184133 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
O pectus excavatum, (também chamado de ”tórax em funil”) é a deformidade torácica mais comum, ocorrendo em 1 a cada 400 crianças.  A maioria dos pacientes com pectus excavatum è assintomática no momento da apresentação; no entanto, alguns indivíduos relatam sintomas que sugerem impacto cardiovascular e impacto pulmonar (redução na reserva respiratória, dor ao longo das cartilagens costais com o exercício, palpitações ou sopros, sobretudo na presença de um prolapso da válvula mitral).

1) Como verificamos o impacto pulmonar desse defeito? (0,3 p)
2) Como verificamos o impacto cardiovascular do mesmo? (0,2 p)



RATING: 3.07

O pectus excavatum, (também chamado de ”tórax em funil”) é a deformidade torácica mais comum, ocorrendo em 1 a cada 400 crianças.  A maioria dos pacientes com pectus excavatum è assintomática no momento da apresentação; no entanto, alguns indivíduos relatam sintomas que sugerem impacto cardiovascular e impacto pulmonar (redução na reserva respiratória, dor ao longo das cartilagens costais com o exercício, palpitações ou sopros, sobretudo na presença de um prolapso da válvula mitral).

1) Como verificamos o impacto pulmonar desse defeito? (0,3 p)
2) Como verificamos o impacto cardiovascular do mesmo? (0,2 p)

Em casos graves, foram documentados um volume de ejeção e um débito cardíaco reduzidos, conjuntamente com um padrão restritivo (capacidade respiratória máxima diminuída) no teste de função pulmonar.

1) O impacto pulmonar:

A avaliação da função pulmonar basal pode ser obtida com:

  1. testes de função pulmonar (0,1 p)
  2. estudos radiológicos ou fisiológicos de exercício (0,1 p)
  3. cintilografias de ventilação-perfusão (0,1 p)

2) O impacto cardiovascular:

A avaliação cardiovascular pode ser realizada utilizando-se:

  1. ecocardiografia (0,1 p)
  2. angiografia. (0,1p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.07)

CASO CLINICO: (214850 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Um menino de 16 anos de idade é levado ao pronto-socorro pelo EMS com uma temperatura de 42°C e atividade convulsiva. Ele foi transferido de um centro cirúrgico às 9 da manhã após extrações dentárias, para qual ele recebeu um breve anestésico geral e estava da sala de recuperação quando se tornou
febril e hemodinamicamente instável. O paciente apresenta ritmo cardíaco e pulso, porém mínimo esforço respiratório. Antes de sua chegada, ele estava entubado, e o acesso IV foi estabelecido. Uma dose de lorazepam foi administrada no menino antes do transporte. Ele apresenta um histórico de depressão, para a qual ele toma fenelzina, um inibidor da monoamina oxidase (MAO). Uso de drogas foi negado pelos seus pais.

O menino é irresponsivo no exame físico. Seus sinais vitais são: pressão sanguínea de 150/86, pulso de 140, frequência respiratória de 22 (ventilação manual), temperatura de 42,5°C. A auscultação do tórax revela sons respiratórios normais. O ritmo é de taquicardia sinusal, com ondas T apiculadas. Não há sopros cardíacos. Outra parte do exame físico que se mostra anormal é o exame neurológico. O menino permanece irresponsivo à dor ou voz. Ambas as pupilas apresentam um diâmetro de 4 mm, são simétricas e reativas à luz. O tônus muscular está aumentado com hiperreflexia generalizada e mioclonia. Os resultados da gasometria são: pH de 7,07, PCO2 de 74, P02 de 98, excesso de base (BE) de -8.

1) Apontem a principal suspeita diagnostica. (0,25 pontos)

2) Julgando pela gasometria, que disturbio hidroeletrolitico é mais provável? (0,25 pontos)




RATING: 3.1

1) Apontem a principal suspeita diagnostica. (0,25 pontos)

Hipertermia é definida como uma elevação da temperatura corporal central acima de 37,5°C Ao contrário da febre, que é uma resposta inflamatória ativada por citocinas, a hipertermia é uma falha da termorregulação. Obviamente, na criança que apresenta uma temperatura elevada, frequentemente não é claro se você está lidando com uma febre inflamatória ou com um estado hipertérmico. Dada a ausência e um histórico de características inflamatórias ou clínicas de uma doença infecciosa, deve-se assumir que a criança descrita neste caso possui um estado hipertérmico associado a uma das medicações recebidas durante seu tratamento médico ou, talvez, a uma medicação ingerida por ele mesmo.

Dada a proximidade deste evento a um anestésico geral, a primeira causa de hipertermia a ser considerada é hipertermia maligna (MH). Os achados clínicos iniciais na MH incluem espasmos do músculo masseter, rigidez muscular generalizada, taquicardia sinusal, aumento na produção de CO2, resultando em hipercarbia e elevação na temperatura corporal. Instabilidade hemodinâmica, anormalidades eletrolíticas e coagulação intravascular disseminada ocorrem posteriormente. Apropriadamente tratada, a MH apresenta uma mortalidade inferior a 5%.

2) Julgando pela gasometria, que disturbio hidroeletrolitico é mais provável? (0,25 pontos)

Quando há uma alteração aguda na PCO2 de 10 mmHg, haverá um deslocamento de 0,08 unidade de pH na direção oposta. Em outras palavras, ocorre queda no pH conforme a PCO2 aumenta. A acidose ou alcalose presente é puramente respiratória, quando todas as alterações são explicadas por alterações na PCO2. Quando há uma alteração no BE de 10 mEq/L, ocorre um deslocamento de 0,15 unidade de pH na mesma direção. O processo é inteiramente metabólico, quando todas as alterações são explicadas por uma alteração no BE. Assumindo uma gasometria normal de 7,40; PCO2 de 40; PO2 de 100; BE de 0, no caso apresentado, a PCO2 está aproximadamente 35 mmHg acima da PCO2 normal. Dividido por 10 e multiplicado por 0,08, é de se esperar que o pH seja 0,28 menor que o pH normal de 7,40, ou seja 7,12. Neste caso, o pH é de 7,07 com um déficit de base de -10, e uma acidose metabólica também está presente.

Em todos os estados hipertérmicos, é provável que o paciente apresente uma acidose mista. Uma elevação das enzimas musculares significativa o bastante para causar insuficiência renal, e elevação das concentrações séricas de potássio e fosfato também está provavelmente presente. Estas aberrações resultam em grande parte da lesão na membrana muscular, da subsequente liberação de conteúdos intracelulares, e do desafio hemodinâmico de uma hipertermia significativa.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.1)




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