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MORFOGÊNESE E MORFOLOGIA DA PLACENTA (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

A placenta e um órgão gerado pela gravidez, com estrutura vascular esponjosa, ela relaciona a mãe com o feto, realizando os trocos fisiológicos de nutrição e respiração. Os mais importantes papeis são:

  1. Órgão transitório, característico dos mamíferos placentários, que intermédia as trocas fisiológicas entre a mãe e o embrião ou feto.
  2. Constituído de partes fetais e maternas, representa um alo-enxerto natural, resistente à rejeição.
  3. É uma aposição íntima ou fusão das membranas fetais com a mucosa uterina.
  4. Atua temporariamente como: pulmão, intestino, rim, hipófise e parcialmente como fígado e adrenal.
  5. Substitui progressivamente as secreções do corpo amarelo.
  6. Separa as circulações sangüíneas materna e fetal por uma barreira feto-placentária, que se simplifica progressivamente.

OBJETIVA: (1385498 votos)..........94.93% das questões objetivas receberam votos.
No tratamento da esofagite eosinofílica, é correto afirmar que:
A. o refluxo gastroesofágico geralmente não se associa ao diagnóstico
B. os corticosteroides são utilizados com pouca resposta à endoscopia
C. a eosinofilia e o aumento de IgE não estão presentes no sangue periférico
D. a dieta promove remissão histológica em cerca de 70% dos casos
E. os inibidores da bomba de prótons não têm eficácia na indução de remissão histológica e devem ser evitados no tratamento

  RATING: 3

No tratamento da esofagite eosinofílica, é correto afirmar que:

A. o refluxo gastroesofágico geralmente não se associa ao diagnóstico
INCORRETO: A associação entre refluxo gastroesofágico e esofagite eosinofílica é frequente. As duas condições podem coexistir e se sobrepor; o fenótipo responsivo a inibidor de bomba de prótons integra o espectro da doença e o IBP constitui opção terapêutica de primeira linha, e não apenas recurso para excluir refluxo.
B. os corticosteroides são utilizados com pouca resposta à endoscopia
INCORRETO : Os corticosteroides tópicos deglutidos (fluticasona ou budesonida) constituem uma das terapias de primeira linha. Promovem remissão histológica em 60-90% dos casos e melhora endoscópica em cerca de 60-70%, além de melhora sintomática.
C. a eosinofilia e o aumento de IgE não estão presentes no sangue periférico
INCORRETO : Eosinofilia periférica ocorre em 40-50% dos pacientes e a IgE sérica encontra-se elevada com frequência, refletindo o terreno atópico associado. Esses achados laboratoriais, contudo, não são necessários nem suficientes para o diagnóstico, que depende da clínica de disfunção esofágica e da histologia (≥15 eosinófilos/campo).
D. a dieta promove remissão histológica em cerca de 70% dos casos
CORRETO : As dietas de eliminação empírica, em especial a de seis alimentos, induzem remissão histológica em torno de 60-72% dos pacientes (metaanálises e diretrizes), valor que se aproxima dos 70% classicamente referidos. A dieta elementar alcança taxas ainda mais altas (cerca de 90%), embora com menor aderência.
E. os inibidores da bomba de prótons não têm eficácia na indução de remissão histológica e devem ser evitados no tratamento
INCORRETO : Os inibidores da bomba de prótons induzem remissão histológica em 30-50% dos pacientes e são considerados terapia de primeira linha, ao lado da dieta de eliminação e dos corticosteroides tópicos deglutidos. Não devem ser evitados.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (194484 votos) ..........96.91% das questões discursivas receberam votos.
1) Defina a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) em pediatria. 0,3 pontos
2) Defina a sepse para a faixa etária pediátrica. 0,1 pontos
3) Defina a sepse grave em pacientes pediátricos. 0,1 pontos


RATING: 3.01

1) Defina a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) em pediatria. 0,3 pontos
2) Defina a sepse para a faixa etária pediátrica. 0,1 pontos
3) Defina a sepse grave em pacientes pediátricos. 0,1 pontos

1) Defina a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) em pediatria.
Síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) em pediatria é definida como presença de pelo menos dois dos seguintes critérios, sendo que um deles deve ser alteração da temperatura ou do número de leucócitos:(0,05 p)

  1. Alteração de temperatura corpórea - hipertermia ou hipotermia(0,05 p)
  2. Taquicardia - frequência cardíaca (FC) inapropriada para idade na ausência de estímulos externos ou bradicardia para criança <1 ano (0,05 p)
  3. Taquipneia - frequência respiratória (FR) inapropriada para idade(0,05 p) OU necessidade de ventilação mecânica para um processo agudo não relacionado à doença neuromuscular de base ou necessidade de anestesia geral. (0,05 p)
  4. Alteração de leucócitos – leucocitose ou leucopenia não secundárias à quimioterapia, ou presença de formas jovens de neutrófilos no sangue periférico.(0,05 p)
2) Defina a sepse para a faixa etária pediátrica.
Sepse caracteriza-se pela presença de dois ou mais sinais de SIRS, (0,05 p) sendo um deles hipertermia/hipotermia e/ou alteração de leucócitos,, concomitantemente à presença de quadro infeccioso confirmado ou suspeito.(0,05 p)
3) Defina a sepse grave em pacientes pediátricos.
Sepse grave em pacientes pediátricos caracteriza-se pela presença de sepse e disfunção cardiovascular OU respiratória OU duas ou mais disfunções orgânicas entre as demais. (0,05 p). Entretanto, para fins práticos qualquer disfunção orgânica associada a infecção suspeita ou confirmada caracterizará sepse grave. (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (226574 votos)..........97.73% dos casos clinicos receberam votos.

Uma senhora de 66 anos, hipertensa e diabética, refere palpitações e cansaço aos esforços há cerca de 3 meses. Há quase um ano vem em uso de clortalidona 25 mg/dia + lisinopril 5 mg/dia + glibenclamida 10 mg/dia, mantendo um controle adequado da pressão arterial e das glicemias (sic). Ao exame, PA = 138 x 86 mmHg, FC = 154 bpm, eupnêica, corada, hidratada, anictérica, ritmo cardíaco irregular, em 2 tempos, com sopro sistólico em ponta +2/+6 , murmúrio vesicular universalmente audível, sem ruídos adventícios, abdome e membros inferiores sem alterações dignas de nota. Exame neurológico normal. Fundoscopia: retinopatia hipertensiva grau II. Radiografia de tórax: calcificação da aorta ascendente, área cardíaca normal. Eletrocardiograma (Foto). Ecocardiograma-Doppler: hipertrofia ventricular esquerda leve, átrio esquerdo medindo 4,5 cm, fração de ejeção estimada em 65%, Doppler mitral com sinais de déficit de relaxamento, calcificação anular mitro-aórtica com regurgitação mitral leve.

a) Qual é o diagnóstico eletrocardiográfico principal? (0,05 pontos)
b) Como deverá ficar a receita da paciente neste momento? (0,05 pontos)
c) Caso você optasse por reverter esse quadro. Quais seriam os passos subseqüentes? (0,2 pontos)
d) Se esta paciente apresentasse dor anginosa ou congestão pulmonar no momento desse ECG, qual seria a sua conduta? (0,2 pontos)




RATING: 2.93

a) Qual é o diagnóstico eletrocardiográfico principal?
Fibrilação atrial. (0,05 p)
b) Como deverá ficar a receita da paciente neste momento?
Diltiazem (ou beta-bloqueador ou verapamil) + clortalidona + glibenclamida + warfarina.(0,05 p)
c) Caso você optasse por reverter esse quadro, quais seriam os passos subseqüentes?
CONTROLE DE RITMO: reverter a fibrilação atrial, respeitando o protocolo de anticoagulação pré e pós-reversão. Pré-reversão: cumarínico por 3 semanas ou heparina por 12h (se eco-transesofágico não demonstrar trombo). Pós-reversão: cumarínico por 4 semanas. Manter antiarrítmico profilático (amiodarona em baixa dose) e a terapia antitrombótica crônica (cumarínico, pois esta paciente é de grupo de risco).(0,2 p)
d) Se esta paciente apresentasse dor anginosa ou congestão pulmonar no momento desse ECG, qual seria a sua conduta?
Cardioversão elétrica emergencial. Heparina em bolus, Choque com 100-200 J, anticoagulação pós-reversão (4 semanas de warfarin) e Terapia Antitrombótica Crônica com warfarin (pois a paciente é de grupo de risco).(0,2 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.93)




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