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Numa discussão entre internos e residentes no ambulatório de Pediatria, relacionada com vantagens e desvantagens do aleitamento materno, você é chamado para se posicionar entre alguns pontos polêmicos. Dentre as assertivas que seguem, é CORRETO afirmar que:
A. a morbidade relacionada entre bebês alimentados corretamente com fórmula e em aleitamento materno exclusivo é igual
INCORRETO: A fórmula infantil, frequentemente, precisa ser misturada com água e colocada em mamadeiras, podendo tornar-se facilmente contaminada. Mesmo crianças que recebem fórmula esterilizada sofrem mais de meningite e de infecções intestinais, de ouvido, dos tratos respiratório e urinário do que aquelas que são amamentadas.
B. o reinício da menstruação deve ser considerado pelo pediatra como indicativo da necessidade de rever a estratégia de amamentação exclusiva
INCORRETO : Durante o período de aleitamento materno exclusivo a menstruação fica suspensa. Isso acontece porque o aleitamento produz transformações na velocidade que libera os hormônios femininos, desorganizando o eixo hipotalâmico-hipofisário-ovariano. A sucção frequente por parte do lactente envia impulsos nervosos ao hipotálamo materno, alterando a produção hormonal, o que leva à anovulação e consequente amenorreia. Porém esse fenômeno natural só acontece enquanto o bebê mama ininterruptamente nas 24 horas do dia, ou seja, a partir do momento que o bebê passa a dormir mais horas na madrugada e passa a pular algumas mamadas, a alteração hormonal que promove a amenorreia diminui e, normalmente, a paciente volta a menstruar. Isso é consequência da mudança normal do hábito alimentar do bebê e em hipótese alguma orienta qualquer mudança na estratégia alimentar do pediatra. Ao contrário, conforme o bebê fica mais velho e outros alimentos são introduzidos em sua rotina, naturalmente mama menos e a mãe volta a menstruar.
C. os macrófagos do leite humano podem sintetizar complemento, lisozima e lactoferrina, desenvolvendo efeito
inibitório no crescimento de E. coli
CORRETO : Assim como as moléculas de defesa, as células do sistema imunológico também são abundantes no leite humano. O 2º tipo de leucócito mais comum do leite é o macrófago, o qual é fagócito tal como o neutrófilo e desempenha uma série de outras funções protetoras. Os macrófagos constituem cerca de 40% de todos os leucócitos do colostro. São muito mais ativos do que os neutrófilos do leite, e recentes pesquisas mostram que são mais móveis do que os macrófagos do sangue. Além de serem células fagocíticas, os macrófagos fabricam lisozima no leite materno, aumentando sua quantidade no trato gastrintestinal da criança. A lisozima é uma enzima que destrói bactérias rompendo suas paredes celulares. Além disso, os macrófagos no trato digestivo podem se juntar aos linfócitos na sua ação contra os invasores.
D. a transmissão do HIV pelo aleitamento materno, apesar de bem documentada em situações muito especiais em
nosso país, não deve representar uma contraindicação
INCORRETO : O HIV positivo é situação que contraindica absolutamente o aleitamento materno em todo o nosso país, sem qualquer exceção. Em regiões de miséria absoluta, como em alguns países da África, é preferido liberar o aleitamento para amenizar a desnutrição pela fome, independente da conduta a ser tomada quanto à infecção pelo HIV.
E. o aleitamento materno exclusivo deve ser interrompido imediatamente aos primeiros sinais de ganho de peso insuficiente, independentemente de outras avaliações clínicas.
INCORRETO : O ganho de peso insuficiente em bebês durante a amamentação deve ser abordado de forma cuidadosa e individualizada. Interromper o aleitamento materno exclusivo de forma imediata e sem uma avaliação clínica abrangente pode não ser a melhor abordagem, pois há muitos fatores que podem afetar o ganho de peso de um bebê. Profissionais de saúde geralmente realizam uma avaliação detalhada para determinar as causas do ganho de peso insuficiente, que podem incluir questões de técnica de amamentação, saúde do bebê, questões nutricionais ou outras condições médicas. O objetivo é identificar e resolver problemas subjacentes enquanto, sempre que possível, se mantém o aleitamento materno, devido aos seus inúmeros benefícios. Em muitos casos, medidas como ajustes na técnica de amamentação, consulta com um lactacionista ou a suplementação de forma supervisionada podem ser suficientes para melhorar o ganho de peso sem a necessidade de interromper o aleitamento exclusivo.
Gabarito: C
RATING: 2.52 ![]()
- diminuição do tempo triagem/diagnóstico – 1ª dose de ATB; 0,1 p
- diminuição do tempo triagem – 1ª bolus de fluido; 0,1 p
- diminuição de disfunções orgânicas; 0,1 p
- redução do tempo de internação hospitalar; 0,1 p
- melhora na utilização dos recursos e dos processos, sem aumento do custo 0,1 p
FONTE:
A) Essa criança está com sepse? Justifique.
A lactente está com forte suspeita de sepse (0,0227 p), probabilidade justificada pela presença de temperatura aceitável (temperatura axilar de 38.1°C) (0,0227 p), leucocitose (leucócitos 24000/mm3 (0,0227 p) com bastonetes 10% (0,0227 p)), não precisou de ventilação mecânica (0,0227 p), ritmo cardíaco normal (frequência cardíaca de 122/min.) (0,0227 p), taquipneia (frequência respiratória 45 respirações/min.) (0,0227 p) e 1 critério(s) de infecção (0,0227 p). O tempo de enchimento capilar de 7 segundos indica grande suspeita de choque (séptico ou de outra natureza). (0,0227 p)
B) Classifique o grau de desidratação.
Essa criança tem varios critérios que sugerem desidratação grave. (0,0473 p)

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