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HIPOCALCEMIA NEONATAL (ÁREA DE PEDIATRIA)

Durante o terceiro trimestre de gestação, há grande transferência de cálcio da mãe para o feto, com deposição de 150 mg/kg de cálcio elementar por dia, que cessa ao nascimento.
Para manter a homeostase extracelular, o RN ativa a reabsorção óssea de cálcio até obter aporte suficiente pela dieta. Sendo assim, ocorre inicialmente queda dos níveis plasmáticos, seguida de estabilização por volta de 24 a 48 horas de vida, com valor de cálcio total de 7 a 8 mg/dL para o RN a termo.
Define-se como hipocalcemia quando:
a) o calcio ionizado é abaixo de 2 mEq/l
b) o calcio serico total for menor que:
- 6 mEq/l nos prematuros
- 7 mEq/l nos RN ao termo
- 8 mEq/l nas crianças maiores

OBJETIVA: (926687 votos)..........94.35% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher de 55 anos que tratou com sucesso um câncer de mama com quimioterapia vários anos atrás, agenda uma consulta no médico de família reclamando de 2 meses de hematomas de fácil aparição, sangramento nas gengivas, fadiga, assim como falta de ar. No exame físico, ela apresenta uma febre baixa e realmente são observados vários hematomas em diferentes locais do corpo. Não há distensão venosa jugular. No exame das mamas, sem massas. O exame cardiovascular e pulmonar estão em limites normais. No entanto, o que chama a atenção é uma significativa hepatoesplenomegalia. Solicita-se hemograma completo aonde sua contagem de leucócitos é de 35.000/mm3, e os leucócitos são positivos para mieloperoxidase. Qual das alternativas a seguir é verdadeira para pacientes com esse diagnóstico?
A. A incidência diminui com o aumento da idade
B. Pacientes com esta doença estão com risco aumentado de derrame
C. A quimioterapia anterior não afeta o risco para desenvolver a doença
D. O prognóstico não é influenciado pela citogenética da doença
E. O ácido retinóico já foi usado para tratar essa doença, mas não faz mais parte do protocolo de tratamento

  RATING: 2.83

Uma mulher de 55 anos que tratou com sucesso um câncer de mama com quimioterapia vários anos atrás, agenda uma consulta no médico de família reclamando de 2 meses de hematomas de fácil aparição, sangramento nas gengivas, fadiga, assim como falta de ar. No exame físico, ela apresenta uma febre baixa e realmente são observados vários hematomas em diferentes locais do corpo. Não há distensão venosa jugular. No exame das mamas, sem massas. O exame cardiovascular e pulmonar estão em limites normais. No entanto, o que chama a atenção é uma significativa hepatoesplenomegalia. Solicita-se hemograma completo aonde sua contagem de leucócitos é de 35.000/mm3, e os leucócitos são positivos para mieloperoxidase. Qual das alternativas a seguir é verdadeira para pacientes com esse diagnóstico?

A. A incidência diminui com o aumento da idade
INCORRETO: A incidência de AML aumenta com a idade. Pessoas com AML que têm acima de 60 anos têm inclusive um prognóstico ruim.
B. Pacientes com esta doença estão com risco aumentado de derrame
CORRETO : Este paciente apresenta uma trombocitopenia com leucocitose. Seu teste de mieloperoxidase positivo é praticamente diagnóstico para leucemia mielóide aguda. As complicações desta doença incluem leucostase levando a retinopatia de hiperviscosidade, ataques e acidentes isquêmicos transitórios/cerebrovasculares, síndrome de lise tumoral (durante o tratamento), hiperplasia gengival, envolvimento do sistema nervoso central, infecção recorrente e coagulação intravascular disseminada (especialmente as formas com subtipo M3).
C. A quimioterapia anterior não afeta o risco para desenvolver a doença
INCORRETO : Os fatores de risco ambiental para o desenvolvimento de leucemia incluem radiação, quimioterapia, (especialmente com agentes alquilantes e inibidores de topoisomerase), exposição ao benzeno e tabagismo.
D. O prognóstico não é influenciado pela citogenética da doença
INCORRETO : Pelo contrario, a citogenética e subtipo são extremamente importantes tanto na determinação prognóstica quanto na eficácia do tratamento em LMA. Fatores de mau prognóstico incluem monossomias dos cromossomos 5 ou 7, deleção de 5q e cariótipo complexo.
E. O ácido retinóico já foi usado para tratar essa doença, mas não faz mais parte do protocolo de tratamento
INCORRETO : O ácido retinóico muitas vezes ajuda a induzir a remissão na forma promielocítica da leucemia mielóide aguda (Subtipo M3).

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.83)

DISCURSIVA: (168078 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Quando está imperativo o uso de adrenalina na reanimação neonatal? (0,175 pontos)
(II) Definam as recomendações em relação ao emprego da adrenalina na reanimação neonatal. (0,2 pontos)
(III) Quando está imperativo o uso de expansores de volume na reanimação neonatal? (0,075 pontos)
(IV) Quais são os critérios utilizados para interromper a ressuscitação/reanimação neonatal? (0,05 pontos)


RATING: 3.02

(I) Quando está imperativo o uso de adrenalina na reanimação neonatal? (0,175 pontos)
(II) Definam as recomendações em relação ao emprego da adrenalina na reanimação neonatal. (0,2 pontos)
(III) Quando está imperativo o uso de expansores de volume na reanimação neonatal? (0,075 pontos)
(IV) Quais são os critérios utilizados para interromper a ressuscitação/reanimação neonatal? (0,05 pontos)

(I) Quando está imperativo o uso de adrenalina na reanimação neonatal?
A adrenalina é indicada se a frequência cardíaca do bebê permanecer abaixo de 60 bpm (0,025 p) após:
• Pelo menos 30 segundos de ventilação (0,025 p) com pressão positiva (VPP) (0,025 p) que infla os pulmões (0,025 p) , o que é evidenciado por movimento do tórax (0,025 p) ;
• Outros 60 segundos de massagem cardíaca (0,025 p) acompanhada de VPP (0,025 p) com oxigênio a 100%. (0,025 p)

(II) Definam as recomendações em relação ao emprego da adrenalina na reanimação neonatal.
Recomendações em relação ao emprego da adrenalina:
a. Concentração: 1:10.000 (0,1 mg/mL) (0,025 p)
b. Via:
Endovenosa (preferível) (0,025 p) ou intraóssea (0,025 p)
c. Dose: Endovenosa/Intraóssea = 0,1 - 0,3 mL/kg (0,025 p) . Pode ser repetida a cada 3-5 minutos. (0,025 p)
Considerar uma dose mais elevada (0,5 - 1,0 mL/kg) SOMENTE para a via endotraqueal. (0,025 p)
d. Velocidade: rapidamente (0,025 p)

(III) Quando está imperativo o uso de expansores de volume na reanimação neonatal?
A administração de expansor de volume está indicada se o recém-nascido não está respondendo aos passos da reanimação (0,025 p) E existem sinais de choque (0,025 p) ou história de perda aguda de volume sanguíneo (0,025 p) .

(IV) Quais são os critérios utilizados para interromper a ressuscitação/reanimação neonatal?
Se a ausência de frequência cardíaca é confirmada depois de 10 minutos de reanimação (0,025 p) , é razoável interromper os esforços de reanimação. Entretanto, a decisão de prosseguir com a reanimação ou interrompê-la deve ser individualizada. (0,025 p)

FONTE:

Manual de Reanimação Neonatal da Academia Americana de Pediatria - 7ª edição

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

CASO CLINICO: (194765 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Bióloga, professora universitária, 47 anos, hipertensa, tabagista inveterada (cerca de 2 maços por dia), apresenta quadro de insuficiência coronária, com indicação para cirurgia de revascularização do miocárdio; procura cirurgião especializado, de sua confiança e de seu círculo social.
O cirurgião, conhecedor do fato de que o marido da professora apresenta comportamento de risco (portador do vírus da imunodeficiência humana [HIV] por possível bissexualidade?), exige a realização do teste de HIV como pré-condição para operá-la. A paciente informa ter realizado o exame há 10 meses, com resultado negativo.
O cirurgião insiste na feitura de novo exame. A paciente se nega a realizá-lo e o médico se nega a operá-la.
Por interferência da Diretoria Clínica do hospital a doente acaba concordando em realizar o teste, cujo resultado vem a ser negativo.
O cirurgião, então, a procura e decide marcar a intervenção cirúrgica.
A paciente, porém, pergunta ao cirurgião: ”Qual o motivo para exigir o teste HIV?”

Responde o cirurgião: ”Porque durante o ato cirúrgico eu poderia, por acidente, me ferir e correr o risco de ser infectado”. 

”Nesse caso,” diz a paciente,”desejo também conhecer o resultado do seu teste, pois o senhor também pode, na mesma situação, em cirurgia extracorpórea, me contaminar”.
PERGUNTA-SE:
1) É errada a atitude do medico? Justifiquem! (0,2 p)
2) O Conselho Regional de Medicina pode punir o medico? Conforme qual princípio? (0,2 p)
3) É justificado o pedido da paciente que o medico fizesse, também, o exame? (0,1 p)




RATING: 3.24

1) É errada a atitude do medico? Justifiquem!
É errada, sim.
O risco de transmissão ocupacional do HIV, embora exista, é extremamente baixo.
No caso, há um equívoco de natureza ética que se expressa na mensagem para a paciente. A mensagem é nitidamente de cunho persecutório e discriminador: há uma ameaça de excluí-la do necessário ato cirúrgico com base em discriminação que coloca a soropositividade como definidora do risco do acidente. O risco de acidente, por definição, vai estar presente em qualquer procedimento e, por isto mesmo, normas universais de biossegurança são elaboradas. Diferentemente da preferência atual pelos cuidados universais, o cirurgião em questão optou por cuidados específicos, o que é uma outra tendência, ao lançar mão de uma triagem sorológica. O resultado negativo não lhe daria a segurança desejada, pois em um período de janela imunológica a infecção existente ainda não estaria sendo revelada pela presença de anticorpos. Não haveria qualquer empecilho ético ou legal se alguns princípios estivessem resguardados, e sobre estes nos reportamos ao Parecer nº 11/92, de 14/2/92, do Conselho Federal de Medicina:
  1. O exame deve ser voluntário, após informações completas e adequadas ao paciente quanto à sua finalidade.
  2. O paciente que se recusar a ser testado não deve ter prejuízos em sua assistência em decorrência de sua decisão
  3. Os pacientes positivos deverão ter garantias de sigilo em relação ao resultado e de manutenção de todos os seus direitos em relação à assistência oferecida pela instituição, sem prejuízo na qualidade de seu atendimento.
2) O Conselho Regional de Medicina pode punir o medico? Conforme qual princípio?
Pode punir, sim.
Não é à toa que o novo Código de Ética Médica, contendo normas a serem observadas por todos os médicos e centrando a ética no paciente, aponta entre seus princípios fundamentais ser a medicina uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade e deve ser exercida sem discriminação de qualquer natureza (art. 1º).
Ao ampliar o capítulo consagrado aos direitos humanos, o Código de Ética Médica enfatiza a proibição da discriminação de qualquer forma ou sob qualquer pretexto (art. 47).
aparente colidência dessas disposições com o contido no artigo 58 do mesmo Código de Ética. Ali se estabelece ser vedado ao médico ”deixar de atender paciente que procure seus cuidados profissionais em caso de urgência, quando não haja outro médico ou serviço médico em condições de fazê-lo”. Interpretando essa disposição isoladamente e a contrario sensu, teremos que o médico, salvo caso de urgência, pode recusar quem quiser, pelo motivo que quiser. Ou seja, do ponto de visto de deixar de prestar a cirurgia não tem suporte para punição.
Contudo, ele pode ser punido para discriminação. O médico não pode discriminar, mas também não deve tolerar discriminação por questões de religião, sexo, nacionalidade, cor, opção sexual, opinião política ou de qualquer outra natureza (art. 20 do Código de Ética).
Os direitos do médico, porque estabelecidos para evitar a contaminação da profissão com qualquer vínculo que a afaste de seus princípios fundamentais, devem ser pensados antes como poderes- deveres, como normas éticas, do que propriamente como direitos do médico. Tanto assim é que deles não pode abrir mão o profissional da medicina, sob pena de cometer grave violação de dever fundamental (art. 8º do Código de Ética).

3. É justificado o pedido da paciente que o medico fizesse, também, o exame?

Não é justificada, também.
A solicitação ”revanchista” da paciente para que o médico também lhe revelasse a sorologia para o HIV se contrapõe ao direito do médico - o mesmo de qualquer outra pessoa - à confidencialidade.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.24)




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