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MORFOGÊNESE E MORFOLOGIA DA PLACENTA (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

A placenta e um órgão gerado pela gravidez, com estrutura vascular esponjosa, ela relaciona a mãe com o feto, realizando os trocos fisiológicos de nutrição e respiração. Os mais importantes papeis são:

  1. Órgão transitório, característico dos mamíferos placentários, que intermédia as trocas fisiológicas entre a mãe e o embrião ou feto.
  2. Constituído de partes fetais e maternas, representa um alo-enxerto natural, resistente à rejeição.
  3. É uma aposição íntima ou fusão das membranas fetais com a mucosa uterina.
  4. Atua temporariamente como: pulmão, intestino, rim, hipófise e parcialmente como fígado e adrenal.
  5. Substitui progressivamente as secreções do corpo amarelo.
  6. Separa as circulações sangüíneas materna e fetal por uma barreira feto-placentária, que se simplifica progressivamente.

OBJETIVA: (1413137 votos)..........96.05% das questões objetivas receberam votos.
Um menino de 16 meses, caucasiano, comparece ao ambulatório com queixa de diarreia há 6 meses. Iniciou o quadro com vômitos, evacuações de fezes líquidas, de 5 a 7 vezes por dia, é dor abdominal por 5 dias. Esses sintomas melhoraram, mas persistiram com evacuações de fezes líquidas/semi pastosas, 6vezes por dia, em grande volume, esverdeadas, que escorrem pelas pernas e que contêm restos alimentares, porém o bebê mantém o apetite e o estado geral. Está em uso de fórmula de seguimento e alimentos sólidos com restrição de gorduras e fibras, além de pesar 10 kg (percentil 42,1) e ter 80,4 cm de altura (percentil 54). E mais: hidratado, corado, sem edema, com trofismo muscular preservado. O exame físico especial não tem alterações. Com base na hipótese diagnóstica, qual deve ser a conduta?
A. prescrição de imunobiológico
B. retirada do glúten
C. dieta com sobrecarga de gordura
D. cefalosporina de 3ª geração por 10 dias
E. suplementação de probióticos

  RATING: 2.85

Um menino de 16 meses, caucasiano, comparece ao ambulatório com queixa de diarreia há 6 meses. Iniciou o quadro com vômitos, evacuações de fezes líquidas, de 5 a 7 vezes por dia, é dor abdominal por 5 dias. Esses sintomas melhoraram, mas persistiram com evacuações de fezes líquidas/semi pastosas, 6vezes por dia, em grande volume, esverdeadas, que escorrem pelas pernas e que contêm restos alimentares, porém o bebê mantém o apetite e o estado geral. Está em uso de fórmula de seguimento e alimentos sólidos com restrição de gorduras e fibras, além de pesar 10 kg (percentil 42,1) e ter 80,4 cm de altura (percentil 54). E mais: hidratado, corado, sem edema, com trofismo muscular preservado. O exame físico especial não tem alterações. Com base na hipótese diagnóstica, qual deve ser a conduta?

A. prescrição de imunobiológico
INCORRETO: Não há indícios de etiologia infecciosa prevenível por vacinas nesse contexto crônico e benigno. Imunobiológicos (como vacinas) são indicados para prevenção primária de doenças como rotavírus em lactentes, mas não como tratamento para diarreia estabelecida sem falha vacinal confirmada. Em diarreia do lactente, o foco é nutricional, não imunológico, e vacinas não alteram o curso dessa condição funcional.
B. retirada do glúten
INCORRETO : A doença celíaca tipicamente apresenta falha de crescimento, distensão abdominal e má absorção grave, ausentes aqui (criança eutrófica, apetite preservado). A diarreia do lactente não envolve autoimunidade ao glúten; restrição desnecessária poderia comprometer a nutrição sem benefício, e guidelines recomendam teste sorológico antes de dietas eliminatórias em suspeitas de celíaca.
C. dieta com sobrecarga de gordura
CORRETO : Na diarreia do lactente, a fisiopatologia envolve trânsito intestinal acelerado devido a dietas pobres em gorduras, que normalmente promovem absorção e retardam o esvaziamento gástrico. A introdução de uma dieta com aumento de gorduras (sobrecarga relativa, como inclusão de alimentos ricos em lipídios, como manteiga, queijos ou óleos em porções adequadas) ajuda a normalizar o trânsito, reduzir o volume fecal e melhorar a consistência das fezes, sem necessidade de intervenções mais invasivas. Isso é apoiado por evidências que mostram resolução em até 80-90 % dos casos com ajustes dietéticos simples, incluindo limitação de sucos e aumento de gorduras e fibras, preservando o crescimento infantil. Guidelines da NASPGHAN recomendam essa abordagem como primeira linha em crianças eutróficas com diarreia crônica inespecífica, evitando medicalização desnecessária. Estudos pediátricos corroboram que dietas com maior teor de gorduras (cerca de 30-40 % das calorias totais) são eficazes e seguras nessa faixa etária.
D. cefalosporina de 3ª geração por 10 dias
INCORRETO : O quadro crônico sem febre, leucocitose ou sinais sistêmicos não sugere patógenos como Salmonella ou Shigella. Antibióticos podem piorar diarreia funcional ao alterar microbiota, e evidências contraindicam uso empírico em diarreia crônica benigna, reservando-os para casos confirmados por coprocultura.
E. suplementação de probióticos
INCORRETO : Probióticos (como Lactobacillus) são adjuvantes em diarreia aguda infecciosa ou pós-antibiótica, com evidências limitadas em diarreia crônica inespecífica. Não é a conduta primária; estudos mostram benefício modesto em reduzir duração, mas guidelines priorizam ajustes dietéticos sobre suplementos, especialmente em crianças sem disbiose confirmada, evitando custos e intervenções desnecessárias.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.85)

DISCURSIVA: (197477 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram as quatro manobras clinicas provocativas para avaliação de um paciente com sindrome de desfiladeiro toracico (0,5 pontos)


RATING: 3.06

Enumeram as quatro manobras clinicas provocativas para avaliação de um paciente com sindrome de desfiladeiro toracico (0,5 pontos)

Foram descritas quatro manobras clínicas provocativas para avaliação de um paciente com suspeita de SDT. A perda ou a redução no pulso radial ou da reprodução dos sintomas neurais sugere um teste positivo.

(1) O teste de Adson (escaleno) provoca um estreitamento do espaço entre os escalenos anterior e médio, resultando em compressão da artéria subclávia e do plexo braquial. O paciente é instruído a inspirar maximamente e parar de respirar enquanto o seu pescoço é estendido completamente e a cabeça é girada na direção do lado afetado.Redução ou perda do pulso radial ipsilateral sugere compressão. (0,125 p)

(2) O teste de Halstead (costoclavicular) é usado para estreitar o espaço costoclavicular entre a primeira costela e a clavícula, deste modo causando compressão neurovascular. O paciente é instruído a colocar os seus ombros em uma posição de militar (recuados para trás e para baixo). Esta manobra causará modificações no pulso radial, se houver presente compressão de uma ou de ambas as artérias subclávias. (0,125 p)

(3) O teste de Wright (hiperabdução) leva a uma compressão das estruturas neurovasculares na região subcoracóide pelo tendão do peitoral, pela cabeça do úmero ou pelo processo coracóide. Para realizar esse teste, o braço do paciente é hiperabduzido 180 graus. Suspeita-se de compressão mediante redução ou perda do pulso radial. (0,125 p)

(4) O teste de Roos é realizado solicitando-se que o paciente abduza do seu braço 90 graus com uma rotação externa do ombro. Mantendo esta posição corporal, o teste de Roos modificado é realizado abrindo-se e fechando-se a mão rapidamente durante 3 minutos em uma tentativa de reproduzir os sintomas. (0,125 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

CASO CLINICO: (229696 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Mulher de 48 anos, previamente hígida, refere ganho ponderal progressivo de 15 kg em 9 meses, predominantemente central. Refere facilidade para formação de hematomas ao menor trauma, fraqueza muscular proximal (dificuldade para subir escadas e pentear os cabelos) e hipertensão arterial sistêmica de instalação recente e de difícil controle medicamentoso. Nega uso crônico de corticoides. Ao exame físico: obesidade centrípeta marcada, fácies pletórica e sinais de hipercortisolismo crônico. Exames laboratoriais iniciais mostram cortisol plasmático elevado com supressão de ACTH, sugerindo hipercortisolismo ACTH-independente.

I. Qual a suspeita diagnóstica? (0,25 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,1 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,05 pontos)
IV. Qual o tratamento de escolha? (0,1 pontos)





RATING: 2.91

I. Suspeita diagnóstica

  • A síndrome de Cushing engloba todos os sinais e sintomas decorrentes da exposição crônica a glicocorticoides em excesso, independentemente da origem. (0,05 p)
  • Na avaliação de pacientes com suspeita de síndrome de Cushing, o principal diagnóstico diferencial é a obesidade. (0,05 p)
  • Determinados sinais e sintomas específicos permitem distinguir a síndrome de Cushing da obesidade simples: facilidade para formação de hematomas. (0,05 p)
  • Fraqueza muscular. (0,05 p)
  • Hipertensão arterial. (0,05 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada

  • Posteriormente identificaram-se tumores suprarrenais como causa direta. (0,05 p)
  • Causas suprarrenais incluem adenoma. (0,05 p) Subtotal II = 0,10 p

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

  • Na avaliação de pacientes com suspeita de síndrome de Cushing permite identificar a origem adrenal pela identificação de tumores suprarrenais como causa direta. (0,05 p) Subtotal III = 0,05 p

IV. Tratamento

  • Para adenoma: adrenalectomia unilateral laparoscópica (cura de 100 %). (0,025 p)
  • Reposição temporária de glicocorticoide até recuperação da suprarrenal contralateral. (0,025 p)
  • Esquema de manejo pós-operatório de adrenalectomia (qualquer indicação): dose de estresse imediata (hidrocortisona 100 mg IV 8/8h por 24h). (0,025 p)
  • Redução gradual para reposição fisiológica. (0,025 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.91)




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