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DISTURBIOS DE CICLO MENSTRUAL (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

Os distúrbios do ciclo menstrual podem ser classificados em três grupos principais: anovulação, amenorreia e dismenorreia. A anovulação inclui distúrbios do ciclo onde não há ovulação, ou seja, nenhuma liberação de um óvulo durante o ciclo. Estes incluem ciclos anovulatorios (nenhuma ovulação durante a maioria ou todas as menstruações) e ciclos que sejam ovulatoriossomente ocasionalmente. A amenorréia é o atraso na menstruação ou a ausência de menstruação por mais de três meses. A dismenorreia refere-se ao dor menstrual exagero, e pode ser qualificada como primaria ou secundária. A dismenorreia primária é a dor sem causa física ou anatômica, enquanto a dismenorreia secundaria é a dor que resulta de um problema médico encontrado durante a avaliação ginecológica. É importante ter cuidado para nãoificou dores menstruais como sendo apenas normais, pois a dismenorreia pode indicar problemas de saúde subjacentes. Tratamentos para distúrbios do ciclo menstrual podem ser medicinais e hormonais, baseando-se na causa do distúrbio. É importante que você converse com seu ginecologista para obter o melhor tratamento para você.

OBJETIVA: (1098015 votos)..........99.34% das questões objetivas receberam votos.
Mulher, 70 anos, submetida a correção cirúrgica de aneurisma de aorta abdominal evolui, nas primeiras 12h do pós-operatório, com sangramento retal vivo e distensão e tem amilase e lipase normais. Relata episódios prévios de dor em fossa ilíaca esquerda recorrente. O diagnóstico provável é:
A. doença diverticular com hemorragia
B. angiodisplasia de cólon
C. fístula aortoduodenal
D. isquemia mesentérica
E. colite pseudomembranosa.

  RATING: 3.27

Mulher, 70 anos, submetida a correção cirúrgica de aneurisma de aorta abdominal evolui, nas primeiras 12h do pós-operatório, com sangramento retal vivo e distensão e tem amilase e lipase normais. Relata episódios prévios de dor em fossa ilíaca esquerda recorrente. O diagnóstico provável é:

A. doença diverticular com hemorragia
INCORRETO: Embora a hemorragia diverticular seja comum em idosos e associe-se a dor recorrente em fossa ilíaca esquerda por diverticulite prévia, tipicamente apresenta-se como episódio indolor e maciço sem relação temporal direta com cirurgia vascular recente, sem distensão proeminente nas primeiras 12h, e requereria fatores precipitantes como uso de AINEs ou anticoagulantes, não priorizando o contexto pós-operatório imediato onde complicações vasculares dominam.
B. angiodisplasia de cólon
INCORRETO : Essa malformação vascular ectásica causa hemorragia digestiva baixa intermitente e indolor em idosos, mas sem ligação causal com cirurgia de aneurisma de aorta abdominal recente, ausência de distensão abdominal como achado principal, e episódios prévios de dor sugerindo inflamação ou isquemia em vez de lesão vascular congênita, tornando-a menos provável no cenário agudo pós-cirúrgico.
C. fístula aortoduodenal
INCORRETO : Essa complicação rara de aneurisma de aorta abdominal ou prótese graft manifesta-se tipicamente por hemorragia digestiva alta maciça com hematêmese ou melena, não sangramento retal vivo isolado, e surge mais tardiamente (semanas a meses pós-operatório) devido a erosão progressiva, incompatível com o início nas primeiras 12h e ausência de distensão abdominal como sinal proeminente.
D. isquemia mesentérica
CORRETO : A isquemia mesentérica representa o diagnóstico provável, pois surge como complicação precoce no pós-operatório de correção de aneurisma de aorta abdominal, decorrente de hipoperfusão vascular durante o procedimento, com ligadura possível da artéria mesentérica inferior ou embolia ateromatosa, manifestando-se por sangramento retal vivo devido a necrose mucosa colônica, distensão abdominal por íleo paralítico ou gás retido, e compatível com a faixa etária de 70 anos onde aterosclerose subjacente agrava o risco; os episódios prévios de dor em fossa ilíaca esquerda recorrente podem refletir isquemia crônica intermitente ou coincidência com diverticulose, mas o timing imediato pós-cirúrgico prioriza a etiologia vascular aguda, com amilase e lipase normais excluindo envolvimento pancreático.
E. colite pseudomembranosa.
INCORRETO : Embora possa ocorrer no pós-operatório por uso de antibióticos profiláticos promovendo superinfecção por Clostridioides difficile, apresenta diarreia aquosa profusa com muco ou pseudomembranas, febre e leucocitose, em vez de sangramento retal vivo e distensão isolados nas primeiras 12h, com episódios prévios de dor em fossa ilíaca esquerda não característicos dessa entidade infecciosa, priorizando etiologias vasculares no contexto cirúrgico imediato.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.27)

DISCURSIVA: (180032 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1. Qual a pressão arterial que define o choque no paciente pediátrico? (0,14 pontos)
2. Como identificar o choque? (0,36 pontos)


RATING: 3.01

1. Qual a pressão arterial que define o choque no paciente pediátrico? (0,14 pontos)
2. Como identificar o choque? (0,36 pontos)

1. Qual a pressão arterial que define o choque no paciente pediátrico?

O choque não é definido pela pressão arterial, nem por qualquer outro sinal vital. 0,14 p

DISCUSSÂO: O choque existe quando a demanda metabólica do paciente excede a capacidade do corpo de fornecer oxigênio e nutrientes. Isso ocorre mais comumente quando a demanda metabólica é normal ou levemente elevada, porém, o fornecimento de oxigênio e nutrientes encontra-se dramaticamente reduzido. Exemplos incluem perda sanguínea excessiva (hemorragia) ou perda excessiva de líquidos (diarreia). O estado de choque pode e freqüentemente existe na presença de uma pressão arterial ”normal”.

2. Como identificar o choque?

Pelos sinais de perfusão inadequada e compensação:
- aumento na freqüência cardíaca; 0,06 p
- extremidades frias e pálidas; 0,06 p
- tempo de reenchimento capilar retardado; 0,06 p
- pressão de pulso ”estreitada”; 0,06 p
- freqüência respiratória elevada; 0,06 p
- baixa pressão arterial - choque irreversível. 0,06 p

DISCUSSÃO: Para identificar o choque, considera-se tanto as conseqüências de uma perfusão inadequada como os mecanismos compensatórios do paciente. As manifestações clínicas do choque são aquelas inerentes à perfusão inadequada e compensação. A perfusão inadequada do cérebro resulta em uma alteração dos níveis de consciência da criança. A perfusão inadequada dos rins resulta em uma diminuição do débito urinário.
À medida que a perfusão diminui, ocorrem mudanças compensatórias. Essas mudanças servem para melhorar o fornecimento de oxigênio e nutrientes e para direcionar o fluxo sanguíneo para os órgãos vitais. O primeiro mecanismo compensatório usualmente é um aumento na freqüência cardíaca. Visto que o débito cardíaco é igual à freqüência multiplicada pelo volume total, uma freqüência cardíaca aumentada serve para manter o débito cardíaco face ao decréscimo do volume circulante. Adicionalmente, a vasoconstrição periférica ajuda a manter o fluxo sangüíneo aos órgãos centrais e cérebro. Assim sendo, o paciente possui extremidades frias e pálidas e um tempo de reenchimento capilar retardado, esse aumento do tônus vascular também exerce efeito sobre a mensuração da pressão arterial. A pressão diastólica encontra-se levemente elevada, de modo que a diferença entre as pressões sistólica e diastólica - a pressão de pulso - é menor. Isso é denominado pressão de pulso ”estreitada”.
A fim de compensar tanto o fornecimento diminuído de oxigênio como a acidose gerada pela hipoperfusão dos tecidos periféricos, a freqüência respiratória se eleva. A pressão arterial eventualmente cai, porém, este é um achado tardio e pode significar que o estado de choque é irreversível.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (209729 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Mulher solteira, nuligesta e nulípara, idade 29 anos, raça branca, esta em procura de auxilio para escolher um contraceptivo adequado. Fala que usou varias vezes o capuz cervical, mais que o ginecologista dela indicou para não usar mais, pelo menos um tempo. Queria, se fosse possível, “tomar comprimidos”, já que falou sobre isso com as amigas dela e achou um método mais fácil. Contudo, fala que aceitaria qualquer método desde que seja eficaz. Ela e fumante e toma fenitoína, sofrendo de ataques epilépticos de 3 em 3 meses, aproximadamente. Apresenta PA=150/95 mm Hg no momento da consulta.
1) Indiquem pelo menos um motivo por qual o uso do capuz cervical lhe foi contraindicado.(0,1 pontos)
2) 'Posso usar o Diane 35?' questiona a paciente. A sua resposta vai ser...(0,1 pontos)
3) Enumeram pelo menos outros cinco remédios que podem diminuir a eficácia dos contraceptivos orais combinados.(0,1 pontos)
4) Quais são as opções que podem ser indicadas para essa paciente (pelo menos duas)?(0,1 pontos)
5) A paciente escolheu o contraceptivo injetável com acetato de medroxiprogesterona (Depo-Provera), mas pergunta quais são os benefícios. Enumera pelo menos dois.(0,1 pontos)


RATING: 3.02

1) Indiquem pelo menos um motivo por qual o uso do capuz cervical lhe foi contraindicado.
O capuz cervical deve ser usado só por mulheres cujo resultado do exame de Papanicolau foi normal. Sendo que este conselho foi dado pelo ginecologista, provavelmente que o ultimo teste apresentou modificações que teriam determinado um tal decisão. Cada mulher tem que fazer, pelo menos de três em três meses um acompanhamento ginecológico, se usarem o capuz.
2) 'Posso usar o Diane 35?' questiona a paciente. A sua resposta vai ser...
... 'NÃO', tanto por DIANE quanto por qualquer outro contraceptivo oral combinado.
DISCUSSÃO:
DIANE 35 e um contraceptivo oral combinado, e a paciente vem apresentar duas contraindicações absolutas para o uso de COC, sendo elas: o tratamento cronico com fenitoína (ela pode diminuir a eficacia do COC), e, também, no momento da consulta apresentou pressão sistólica e diastólica acima dos valores permitidos. A paciente tem 29 anos, então o fato de ela seja fumante não e um motivo para contraindicar o contraceptivo, porem, por causa das primeiros dois motivos,
3) Enumeram pelo menos outros cinco remédios que podem diminuir a eficácia dos contraceptivos orais combinados. (0,02 de cada um enumerado que está na lista, caso enumerar mais de cinco corretos, acordar a pontuação maxima)
Antibióticos que diminuem o efeito da pílula:

  • ácido clavulânico
  • amoxicilina
  • ampicilina
  • ciclacilina
  • cloranfenicol
  • dapsona
  • doxicilina
  • eritromicina
  • minocilina
  • oxacilina
  • oxitetraciclina
  • penicilina G e V
  • rifampicina
  • tetraciclina

Medicamento perigoso: Eritromicina. Este medicamento pode causar perda de eficácia da pílula.

Antiepiléticos e Anticonvulsivantes que diminuem o efeito da pílula:

  • carbamazepina
  • difenil-hidantoina
  • fenitoina
  • fenobarbital
  • oxcarbazepina
  • primidona
  • topiramato

Outros medicamentos que podem diminuir a ação das pílulas:

  • griseofulvina
  • guanetidina
  • metronidazol
  • nelfinavir
  • óleo mineral
  • ritonavir
4) Quais são as opções que podem ser indicadas para essa paciente (pelo menos duas)? (acordar 0,05 de cada enumerada, se enumerar mais de duas corretas, acordar a nota máxima)
O preservativo masculino.
A diafragma
.
O contraceptivo injetavel mensal: 

  • Mesigyna
  • Cyclofemina
  • Perlutan 
  • Ciclovular 
  • Unociclo

O contraceptivo injetavel trimestrial: 

  • Depo-Provera
  • Tricilon

A contracepção de emergência (Postinor) mas não para longo prazo!!!!

O dispositivo intrauterino

5) A paciente escolheu o contraceptivo injetável com acetato de medroxiprogesterona (Depo-Provera), mas pergunta quais são os benefícios. Enumera pelo menos dois. (acordar 0,05 p para cada um incluido na lista, se enumerar mais de dois corretos, acordar a pontuação máxima)
  1. Muito eficaz; 
  2. Não modifica a libido ou o prazer; 
  3. Pode ser usado por qualquer grupo etário, mas não se recomenda seu uso antes de 16 anos de idade; 
  4. Não parece afetar a quantidade e a qualidade do leite materno; 
  5. Pode ser usado por lactantes após seis semanas do parto; 
  6. Não provoca os efeitos colaterais nem aumenta o risco de complicações relacionadas ao uso do estrogênio; 
  7. Diminui a incidência de: 
    • gravidez ectópica; 
    • câncer de endométrio; 
    • doença inflamatória pélvica; 
    • mioma uterino;
  8. Pode ajudar a prevenir câncer de ovário; 
  9. Para algumas mulheres: pode ajudar a prevenir anemia ferropriva, a freqüência de crises convulsivas em portadoras de epilepsia, e a dor e freqüência de crises falciformes. 
  10. Ajuda a reduzir os sintomas de endometriose.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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