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HIPOGLICEMIA NEONATAL (ÁREA DE PEDIATRIA)

Um dos distúrbios metabólicos mais comuns no berçário e na unidade de terapia intensiva neonatal a hipoglicemia neonatal é transitória na maioria dos casos, responde prontamente ao tratamento e está associada a excelente prognóstico.
Quando persistente, há uma alta probabilidade que ela esteja associada a distúrbios endócrinos, especialmente hiperinsulinemia.
As possíveis sequelas neurológicas são possíveis, no entanto quantificar de maneira válida os efeitos da hipoglicemia neonatal no neurodesenvolvimento subsequente ainda é um desafio. Ainda há controvérsias a respeito da definição de hipoglicemia, daí, o contexto clínico em qual se interpreta o nível de glicose é muito importante para a confirmação ou a infirmação do diagnóstico de hipoglicemia.

OBJETIVA: (1119247 votos)..........99.48% das questões objetivas receberam votos.
Um idoso de 68 anos buscou consulta na Estratégia Saúde da Família com quadro de náuseas, fraqueza e leve vertigem. Adscrito ao Hiperdia, apresentou receita com uso regular de oito medicamentos. O médico da unidade suspendeu quatro dos medicamentos em uso e promoveu, dessa forma:
A. prevenção primária, com desintoxicação de medicamentos
B. prevenção secundária, observando com atenção os custos do tratamento
C. desmedicalização, correspondendo à prevenção quaternária
D. prevenção terciária, com melhora das funções cognitivas
E. prevenção terciária, evitando quedas.

  RATING: 2.9

Um idoso de 68 anos buscou consulta na Estratégia Saúde da Família com quadro de náuseas, fraqueza e leve vertigem. Adscrito ao Hiperdia, apresentou receita com uso regular de oito medicamentos. O médico da unidade suspendeu quatro dos medicamentos em uso e promoveu, dessa forma:

A. prevenção primária, com desintoxicação de medicamentos
INCORRETO: A prevenção primária visa evitar o surgimento de doenças ou riscos antes que eles ocorram (ex.: vacinação ou hábitos saudáveis para prevenir hipertensão). Aqui, o paciente já tem condições crônicas instaladas e polifarmácia em curso, então a suspensão de medicamentos não é primária, mas uma intervenção para mitigar danos existentes, não uma 'desintoxicação' preventiva inicial.
B. prevenção secundária, observando com atenção os custos do tratamento
INCORRETO : A prevenção secundária envolve detecção precoce e tratamento inicial de doenças já presentes, mas assintomáticas ou em estágio inicial (ex.: rastreamento de diabetes via glicemia). A suspensão de medicamentos não foca em detecção ou custos (embora possa indiretamente reduzi-los), mas em evitar iatrogenia, e o caso não menciona aspectos econômicos como prioridade.
C. desmedicalização, correspondendo à prevenção quaternária
CORRETO : A suspensão de quatro medicamentos em um idoso de 68 anos com polifarmácia (uso de oito medicamentos regulares, no contexto do Hiperdia para hipertensão/diabetes) e sintomas como náuseas, fraqueza e vertigem (possivelmente efeitos adversos iatrogênicos) representa a desmedicalização, que é o processo de reduzir ou eliminar intervenções farmacológicas desnecessárias para evitar sobremedicalização e riscos associados, como interações medicamentosas ou piora da qualidade de vida. Isso se enquadra na prevenção quaternária, definida como a ação de identificar pacientes em risco de excessos médicos e protegê-los de invasões desnecessárias, promovendo alternativas éticas e a desprescrição em casos de polifarmácia, especialmente em idosos com comorbidades crônicas, conforme conceitos da literatura médica e diretrizes como as do Ministério da Saúde no Brasil.
D. prevenção terciária, com melhora das funções cognitivas
INCORRETO : A prevenção terciária refere-se à reabilitação e minimização de sequelas após a doença estabelecida (ex.: fisioterapia pós-AVC para recuperar mobilidade). Embora a suspensão possa melhorar sintomas gerais, o caso não menciona funções cognitivas afetadas ou foco em reabilitação cognitiva; os sintomas descritos (náuseas, fraqueza, vertigem) são mais físicos que cognitivos.
E. prevenção terciária, evitando quedas.
INCORRETO : Embora a vertigem possa aumentar o risco de quedas e a suspensão de medicamentos possa indiretamente preveni-las (se os sintomas forem iatrogênicos), isso não é o foco principal da ação, que é a desprescrição para reduzir polifarmácia. A prevenção terciária enfatizaria reabilitação pós-evento, não a evitação inicial de riscos via desmedicalização.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.9)

DISCURSIVA: (181400 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram os principais indices hematimetricos, valores normais e significância para o diagnóstico da anemia ferropriva.


RATING: 3.44

Enumeram os principais indices hematimetricos, valores normais e significância para o diagnóstico da anemia ferropriva.

Os principais indices hematimetricos, valores normais e significância
  1. Hemoglobina Corpuscular Média (HCM) Índice hematimétrico que corresponde àmédia de hemoglobina por eritrócito. Pode estar elevado na presença de macrocitose e diminuído na presença de hemácias microcíticas. (0,1 p)
  2. volume corpuscular médio (VCM) Avalia a média do tamanho (volume) das hemácias, que podem estar em seu tamanho normal, quando são ditas normocíticas,diminuídas (microcíticas) ou aumentadas (macrocíticas). (0,05 p)
    O achado de microcitose é comum em anemias por deficiência de ferro, nas doenças crônicas e nas talassemias. O aparecimento de macrocitose pode estar associado à presença de um grande número de reticulócitos, ao tabagismo e à deficiência de vitamina B12 e de ácido fólico. (0,1 p)

    A interpretação dos valores do VCM leva ao diagnóstico do tipo de anemia, classificando-as em:

    • Anemia Microcítica - VCM menor que 80 fl
    • Anemia Normocítica - VCM entre 80 e 100 fl
    • Anemia Macrocítica - VCM maior que 100 fl             (0,1 p)

      Cálculo do VCM

      VCM = Hematócrito/Nº de hemácias

      Valores de Referência

      É considerado normal valores entre: 80 a 100 fl (fentolitros) (0,05 p)

  3. concentração hemoglobínica corpuscular média (CHCM) é a avaliação da hemoglobina encontrada em 100 mL de hemácias. Esse índice permite a avaliação do grau de saturação de hemoglobina no eritrócito. A saturação da hemoglobina normal indica a presença de hemácias ditas normocrômicas. Quando diminuída, teremos hemácias denominadas hipocrômicas e, quando aumentadas, hemácias hipercrômicas.Os valores considerados normais variam de 32 à 36 g/100 ml, mas sua interpretação depende da correlação de outros dados do exame para estabelecer um diagnóstico por um profissional de saúde. (0,1 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.44)

CASO CLINICO: (211376 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Um lactente de 18 meses de idade, previamente hígido, é trazido ao pronto-socorro ainda em convulsão tônico-clônica generalizada há 45 minutos, com cianose intensa, perda do controle esfincteriano (bexiga) e sem recuperação de consciência. A mãe relata febre alta (39°C) iniciada há 4 horas por infecção viral de vias aéreas superiores, sem sinais de irritação meníngea ou história de crises prévias. A criança chegou sonolenta após o início da crise e não apresentou aura ou foco aparente. Exame inicial: vias aéreas pérvias mas com salivação excessiva, ventilação comprometida, glicemia normal, sem trauma craniano ou ingestão de toxinas.

Questões:
I. Qual é a suspeita diagnóstica principal? (Total parcial desta questão: 0,12 p)

II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (Total parcial desta questão: 0,12 p)

III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (Total parcial desta questão: 0,14 p)

IV. Qual o tratamento inicial na emergência?  (Total parcial desta questão: 0,12 p)





RATING: 3.02

Resposta à Questão I (Suspeita Diagnóstica)

A suspeita diagnóstica é estado de mal epiléptico (crise prolongada >30 minutos).

  • Crise tônico-clônica generalizada sem interrupção por 45 minutos, com cianose e perda esfincteriana (0,05 p).
  • Distinção de crise febril simples: duração >15 minutos e ausência de recuperação pós-ictal imediata (0,04 p).
  • Classificação como complexa quando duração superior a 15 minutos e achados pós-ictal prolongados (0,03 p).

Resposta à Questão II (Possível Causa da Doença Diagnosticada)

A possível causa é crise febril complexa (dependente da idade, febre alta e infecção extracraniana).

  • Crises febris dependentes da idade (pico 14-18 meses) e associadas a temperatura que aumenta rapidamente até 39°C ou mais (0,05 p).
  • Causa não é infecção de SNC ou alteração metabólica, mas sim doença febril (ex.: infecção viral de vias aéreas superiores ou otite) (0,04 p).
  • A causa da febre NÃO influencia na ocorrência da convulsão febril, mas a duração >15 minutos define complexidade (0,03 p).


Resposta à Questão III (Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico)

A melhor modalidade é o eletroencefalograma (EEG), obrigatório e necessário.

  • EEG está OBRIGATÓRIO em caso de crise acima de 30 minutos, pois a exaustão muscular pode mascarar crise elétrica contínua com efeitos destruidores (0,08 p).
  • Não se justifica EEG em crise febril simples, mas é essencial aqui para confirmar atividade ictal persistente (0,04 p).
  • Durante avaliação aguda, priorizar causa da febre, mas EEG diferencia de pseudo-estado (0,02 p).


Resposta à Questão IV (Tratamento Inicial na Emergência)

O tratamento inicial é a conduta geral ABC + anticonvulsivante de ação rápida.

  • A - B - C: permeabilizar VAS (posicionamento e aspiração), proteção (evitar objetos na boca), uso de oxigênio, monitorização, destrostix e acesso venoso periférico (0,03 p).
  • Anticonvulsivante: diazepam I.V. 0,3 mg/kg/dose (máx. 10 mg/dose) – início de ação 1-3 minutos, duração 5-15 minutos (0,03 p).
  • Se não houver acesso venoso: midazolam (IM 0,2 mg/kg/dose, intranasal 0,3 mg/kg/dose ou bucal 0,5 mg/kg/dose) como primeira opção (0,03 p).
  • Evitar profilaxia prolongada com fenobarbital ou valproato em crise febril (excelente prognóstico); pesquisar causa da febre simultaneamente (0,03 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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