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FÍSTULAS PERIANAIS (ÁREA DE CIRURGIA)

A infecção anorretal representa uma complicação potencial em aproximadamente 25% dos pacientes com fístula anal, manifestando-se durante a fase aguda da condição ou nos seis meses subsequentes.

A origem da maioria das fístulas anorretais reside em uma infecção que se inicia nas glândulas localizadas no canal anal, especificamente na linha denteada.

O trajeto fistuloso é moldado pela anatomia local circundante; com maior frequência, essas fístulas seguem uma trajetória interna em direção aos planos fasciais ou gordurosos, com predileção pelo espaço interesfincteriano, situado entre o esfíncter interno e o externo, e estendendo-se para o interior da fáscia isquiorretal.


OBJETIVA: (1054227 votos)..........98.22% das questões objetivas receberam votos.
Em ferimento do sigmoide por arma de fogo, ocorrido há menos de 8 horas, sem lesões associadas de outros órgãos nem contaminação peritoneal por fezes, a melhor conduta cirúrgica consiste em:
A. exteriorização da lesão na forma de uma colostomia
B. ressecção do sigmoide com anastomose primária
C. sutura primária com colostomia transversa
D. sutura primária sem colostomia
E. ressecção do sigmoide com colostomia terminal e fechamento do coto distal

  RATING: 2.95

Em ferimento do sigmoide por arma de fogo, ocorrido há menos de 8 horas, sem lesões associadas de outros órgãos nem contaminação peritoneal por fezes, a melhor conduta cirúrgica consiste em:

A. exteriorização da lesão na forma de uma colostomia
INCORRETO: Essa técnica, conhecida como colostomia em alça ou exteriorização da perfuração, é reservada para lesões mais graves ou contaminadas, onde a sutura primária não é viável; no caso apresentado, com ausência de contaminação e lesões associadas, ela seria excessiva, aumentando o risco de complicações estomais como prolapso ou infecção sem benefício proporcional.
B. ressecção do sigmoide com anastomose primária
INCORRETO : Implica remoção segmentar desnecessária do cólon em uma lesão presumivelmente localizada e controlável por sutura simples; embora a ressecção com anastomose seja indicada em casos de destruição tecidual extensa ou múltiplas perfurações, aqui não há indícios disso, tornando o procedimento mais radical e com maior risco de anastomose em ambiente potencialmente inflamado.
C. sutura primária com colostomia transversa
INCORRETO : Adiciona uma derivação proximal (colostomia transversa) à sutura, o que era prática comum em décadas passadas para 'proteger' a anastomose, mas evidências atuais demonstram que, em lesões de baixo risco sem contaminação, essa proteção é desnecessária e aumenta morbidade, como infecções no sítio da colostomia e necessidade de cirurgia subsequente para reversão.
D. sutura primária sem colostomia
CORRETO : Essa alternativa representa a abordagem mais adequada no contexto descrito, alinhada com as diretrizes contemporâneas de cirurgia de trauma colorretal, como as recomendadas pela Eastern Association for the Surgery of Trauma (EAST) e pela World Society of Emergency Surgery (WSES). Em lesões penetrantes do cólon sigmoide por arma de fogo, quando o tempo decorrido é inferior a 8 horas, ausente contaminação peritoneal significativa por fezes e sem lesões associadas em outros órgãos, a sutura primária isolada (sem derivação) é segura e eficaz, com taxas de complicações como fístulas ou infecções comparáveis ou inferiores às de procedimentos mais invasivos. Essa conduta minimiza morbidade, evita estomas desnecessários e promove recuperação mais rápida, desde que haja desbridamento adequado das bordas da lesão, irrigação peritoneal e ausência de fatores de risco adicionais como hipotensão persistente ou destruição tecidual extensa. Estudos prospectivos e meta-análises confirmam que, em cenários de baixo risco como esse, a reparação primária sem colostomia é preferível, reduzindo o tempo de hospitalização e melhorando a qualidade de vida pós-operatória.
E. ressecção do sigmoide com colostomia terminal e fechamento do coto distal
INCORRETO : Descreve o procedimento de Hartmann, indicado para situações de alta gravidade como peritonite fecal generalizada ou instabilidade hemodinâmica, não presentes aqui; essa abordagem seria excessivamente invasiva, prolongando a recuperação e exigindo reanastomose futura, sem justificativa em um ferimento isolado e recente sem contaminação.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

DISCURSIVA: (178593 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1) Quais são as alterações típicas do ECG em pacientes com taquicardia sinusal? (0,21875 pontos)
2) Quais são as alterações típicas do ECG em pacientes com taquicardia supraventricular? (0,25 pontos)
3) O que é a taquicardia supraventricular com condução anormal ou aberrante? (0.03125 pontos)


RATING: 3.02

1) Quais são as alterações típicas do ECG em pacientes com taquicardia sinusal? (0,21875 pontos)
2) Quais são as alterações típicas do ECG em pacientes com taquicardia supraventricular? (0,25 pontos)
3) O que é a taquicardia supraventricular com condução anormal ou aberrante? (0.03125 pontos)

1) As alterações típicas do ECG em pacientes com taquicardia sinusal incluem:

  • A frequência cardíaca é geralmente < 220 bpm em lactentes (0.03125 p), < 180 bpm em crianças (0.03125 p).
  • As ondas P estão presentes com aparência normal (0.03125 p).
  • O intervalo PR é constante (0.03125 p) e apresenta duração normal para a idade. (0.03125 p)
  • O intervalo R-R é variável. (0.03125 p)
  • O complexo QRS é estreito. (0.03125 p)

2) Resultados de ECG típicos em pacientes com TPSV incluem:

  • A frequência cardíaca é geralmente > 220 bpm em recém-nascidos (0.03125 p), > 180 bpm em crianças (0.03125 p), e não existe variabilidade batimento a batimento.
  • Ondas P estão ausentes (0.03125 p) ou anormais (0.03125 p).
  • O intervalo PR pode não estar presente (0.03125 p) ou o intervalo PR é curto (0.03125 p), com taquicardia atrial ectópica.
  • O intervalo R-R é geralmente constante. (0.03125 p)
  • O complexo QRS é geralmente estreito. (0.03125 p)

3) O que é a taquicardia supraventricular com condução anormal ou aberrante?
Atraso na condução ao longo do sistema ventricular pode conduzir a um aspecto de taquicardia com complexo alargado, conhecida como TPSV com condução anormal ou aberrante. (0.03125 p)

FONTE:

Urgências e emergências em pediatria geral : Hospital Universitário da Universidade de São Paulo / editores Alfredo Elias Gilio... [et al.]. -- São Paulo : Editora Atheneu, 2015. Outros editores: Sandra Grisi, Albert Bousso, Milena De Paulis (pagina 137)

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

CASO CLINICO: (208092 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Um teste de triagem Denver II é realizado em uma consulta de pediatria de uma menina de 2 anos de idade. Ela tem desenvolvimento dos movimentos finos e grosseiros adequado, no entanto não está atingindo os marcos de linguagem esperados.

(I) Quais são as primeiras suspeitas? (0,25 pontos)

(II) Qual é o primeiro passo no plano de acompanhamento? (0,25 pontos)




RATING: 3.11

(I) Quais são as primeiras suspeitas?

Atrasos isolados de linguagem podem ser sugestivos de um problema de audição (0,0625 p), estimulação ambiental inadequada (0,0625 p), retardo mental (0,0625 p) ou transtorno do espectro do autismo (0,0625 p).

(II) Qual é o primeiro passo no plano de acompanhamento?

O primeiro passo deve ser avaliar esta criança quanto à perda de audição (0,0625 p) usando teste comportamental (0,0625 p), teste de emissões otoacústicas (0,0625 p) ou audiometria de resposta evocada de tronco cerebral (0,0625 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.11)




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