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INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA NO PACIENTE PEDIATRICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Insuficiência Renal Aguda é um termo genérico. Trata-se, basicamente, da diminuição abrupta e sustentada na função renal.
Assim, há uma retenção de resíduos nitrogenados (ureia e creatinina) e não nitrogenados. Caso isso dura demais, instalam-se distúrbios metabólicos como acidose metabólica e hipercalemia, mudanças no balanço de fluidos corpóreos e efeitos em outros órgãos e sistemas.
Pior é que essa catastrofe metabólica é uma situação comum em Pediatria. Acarreta alta morbidade e mortalidade e não por ultimo, um custo muito alto.
Obviamente, a conclusão pode ser uma só - melhor prevenir que chegar a vivenciar - uma situação frequentemente prevenível. A instituição de medidas preventivas são cruciais para obtenção de um desfecho favorável.
O grande vilão nesta historia é a perda irreversível dos néfrons.

OBJETIVA: (1056181 votos)..........98.15% das questões objetivas receberam votos.
A ulceração observada na cicatriz de uma queimadura profunda é conhecida como úlcera de:
A. Barret
B. Curling
C. Cushing
D. Meleney
E. Marjolin

  RATING: 3.01

A ulceração observada na cicatriz de uma queimadura profunda é conhecida como úlcera de:

A. Barret
INCORRETO: O esófago de Barrett é uma complicação rara da DRGE. A mucosa da parte final do esófago é substituída por mucosa com características histológicas semelhantes à mucosa do estômago e do intestino. É uma complicação rara que exige vigilância com endoscopias e biopsias periódicas porque o esófago de Barrett pode evoluir para tumor do esófago
B. Curling
INCORRETO : A úlcera de Curling é uma úlcera duodenal que surge como consequência de uma queimadura extensa (secundária ao stress?) (Thomas B. Curling, cirurgião inglês, 1811-1888)
C. Cushing
INCORRETO : A úlcera de Cushing é uma úlcera péptica de etiologia central e que parece estar ligada a situações de desidratação ou a lesões do sistema nervoso central (Harvey W. Cushing, cirurgião norte-americano, 1869-1939)
D. Meleney
INCORRETO : A úlcera de Meleney é uma forma rara de ulceração e fistulização cutâneas secundárias a uma extensão de infecção subcutânea pós-operatória. Os microorganismos responsáveis são um estreptococo hemolítico ou um estafilococo hemolítico, que actuam de forma sinérgica (Frank L. Meleney, cirurgião norte-americano, 1889-1963)
E. Marjolin
CORRETO : A transformação maligna em cicatrizes de queimadura foi descrita por Jean-Nicholas Marjolin em 1828. Atualmente, a expressão úlcera de Marjolin é usada quando neoplasias malignas, especialmente carcinomas espinocelulares, ocorrem sobre úlceras crônicas, fístulas e cicatrizes de várias etiologias, sendo as cicatrizes de queimaduras as causas mais comuns. Na maioria dos casos estas lesões são carcinomas de células escamosas, agressivos, que mais comumente aparecem após décadas da queimadura; no entanto, podem surgir dentro do primeiro ano do evento. Cerca de 30% destes tumores ocorrem em cicatrizes de queimaduras na área da cabeça e pescoço. O tratamento envolve excisão com margens amplas sendo que a linfadenectomia regional profilática não melhorou a sobrevida.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

DISCURSIVA: (178676 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
I. Enumere as patologias causadoras de hemorragia do 3º trimestre (0,3 pontos).
II. Enumere os termos da definição da hemorragia pós-parto.(0,1 pontos)
III. Conduta em caso de placenta prévia na gestação pré-termo com hemorragia grave (0,1 pontos)


RATING: 2.98

I. Enumere as patologias causadoras de hemorragia do 3º trimestre (0,3 pontos).
II. Enumere os termos da definição da hemorragia pós-parto.(0,1 pontos)
III. Conduta em caso de placenta prévia na gestação pré-termo com hemorragia grave (0,1 pontos)

(I) Enumere as patologias causadoras de hemorragia do 3º trimestre (0,3 pontos). R: As principais são:
• Placenta prévia 0,03 p
• Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) 0,03 p
• Ruptura de seio marginal 0,03 p
• Ruptura de vasa prévia 0,03 p
• Lesões cervicais 0,03 p, cervicites 0,03 p, pólipos 0,03 p e Ca de colo uterino 0,03 p
• Lesões vaginais 0,03 p e vulvares 0,03 p

(II) Enumere os termos da definição da hemorragia pós-parto.(0,1 pontos)
R: Emergência obstétrica (0,025 p) com perda de sangue de mais de 500 ml (0,025 p) no parto vaginal e 1.000 ml na cesárea (0,025 p), nas primeiras 24 horas após o parto (0,025 p).

(III) Conduta em caso de placenta prévia na gestação pré-termo com hemorragia grave.
R: Deve-se evitar o toque vaginal(0,025 p). Quando realizado, exige ambiente onde seja possível realizar uma intervenção de emergência.(0,025 p) Gestação pré-termo com hemorragia grave comporta resolução do parto por cesárea(0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.98)

CASO CLINICO: (208181 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Sofia é uma menina de 7 anos que se apresenta ao pronto-socorro infantil com dificuldade respiratória. Sua mãe relata que ela tem histórico conhecido de asma desde os 4 anos de idade e está em tratamento contínuo com corticosteróides inalatórios (budesonida) e um broncodilatador de longa ação (formoterol). Apesar do tratamento regular, Sofia tem apresentado sintomas mais frequentes nas últimas duas semanas, com aumento no uso de seu inalador de resgate (salbutamol). Hoje, ela teve um episódio de tosse intensa e chiado no peito logo ao acordar, que não melhorou nada com o uso do broncodilatador. A mãe menciona que Sofia também tem se queixado de cansaço extremo nos últimos dias e acordado durante a noite com tosse.

Exame Físico: Sofia aparenta estar em desconforto respiratório, com retrações intercostais visíveis e uso de musculatura acessória.

Sinais Vitais:  Temperatura: 36,8°C Frequência Cardíaca: 130 bpm (taquicardia)  Frequência Respiratória: 36 irpm (taquipneia) Saturação de oxigênio: 88% em ar ambiente (hipoxemia). Pressão Arterial: 100/65 mmHg  Respiração:  Ausculta pulmonar revela sibilos difusos bilaterais, sendo mais proeminentes na expiração. Diminuição dos murmúrios vesiculares nas bases pulmonares.

Outros Exames: Observa-se cianose periungueal leve. Extremidades frias.

História Médica: Sofia não possui outras condições de saúde  elevantes. Está em tratamento contínuo para asma, conforme esquema prescrito. Histórico familiar positivo para doenças atópicas.

(I) Descreva o Plano de Tratamento Inicial desta crise. (0,15 pontos)

(II) Qual seria a estratégia ambulatorial para esse caso depois desta crise? (0,075 pontos)

(III) Como classificaria a gravidade desta crise? Justifique a sua resposta. (0,275 pontos)




RATING: 2.97

(I) Descreva o Plano de Tratamento Inicial desta crise.

1. Oxigenoterapia (0,0125 p) para melhorar a saturação de oxigênio (0,0125 p).
2. Nebulização com broncodilatador de curta ação (salbutamol) (0,0125 p) repetida a cada 20 minutos nas primeiras doses. (0,0125 p)
3. Corticosteróide sistêmico (0,0125 p) (prednisolona oral (0,0125 p) ou metilprednisolona intravenosa (0,0125 p)) para manejo de crise aguda.
4. Avaliação frequente dos sinais vitais (0,0125 p) e da saturação de oxigênio. (0,0125 p)
5. Preparar para possível admissão hospitalar (0,0125 p) para controle e monitoramento intensivo (0,0125 p), considerando a resposta ao tratamento inicial (0,0125 p)

(II) Qual seria a estratégia ambulatorial para esse caso depois desta crise?

A exacerbação sugere necessidade de reavaliação do tratamento de manutenção (0,0125 p). A adesão ao tratamento (0,0125 p), técnica do inalador (0,0125 p) e possíveis desencadeantes ambientais (0,0125 p) ou infecciosos (0,0125 p) devem ser revisitados após estabilização da condição aguda (0,0125 p).

(III) Como classificaria a gravidade desta crise? Justifique a sua resposta.

A crise apresentada por Sofia pode ser classificada como uma crise asmática grave. (0,0125 p)

A justificativa para essa classificação baseia-se nos seguintes sinais e sintomas:

1. Taquipneia (0,0125 p) e taquicardia (0,0125 p): Frequência respiratória de 36 irpm (0,0125 p) e frequência cardíaca de 130 bpm (0,0125 p) indicam esforço respiratório significativo (0,0125 p) e ativação do sistema simpático (0,0125 p).

2. Saturação de O2 baixa (0,0125 p): A saturação de oxigênio de 88% em ar ambiente (0,0125 p) indica hipoxemia significativa (0,0125 p), que é um sinal de gravidade (0,0125 p).

3. Uso de musculatura acessória (0,0125 p) e retrações (0,0125 p): Esses sinais indicam esforço respiratório elevado (0,0125 p) e são característicos de crises graves (0,0125 p).

4. Sibilos difusos (0,0125 p) e diminuição dos murmúrios vesiculares (0,0125 p): A presença de sibilos intensos  e redução dos sons respiratórios pode indicar obstrução significativa das vias aéreas (0,0125 p) e, em crises mais graves, fluxo de ar reduzido pode resultar em "ausência" de sibilos, o que é particularmente preocupante (0,0125 p).

5. Alteração do estado geral (0,0125 p) com cianose leve (0,0125 p): A cianose periungueal e o cansaço extremo são também indicativos de insuficiência respiratória iminente ou em curso, comuns em crises graves (0,0125 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.97)




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