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INSUFICIÊNCIA VALVULAR PULMONAR E AUSÊNCIA CONGÊNITA DA VÁLVULA PULMONAR (CARDIOPATIAS CONGÊNITAS REGURGITANTES ACIANOTICAS) (ÁREA DE PEDIATRIA)

Trata-se, grosso modo, de incompetência de válvula pulmonar.

Isolado, é um defeito muito raro (esses pacientes geralmente são assintomáticos, pois a insuficiência quase sempre é leve). A insuficiência valvar pulmonar isolada geralmente é bem tolerada e não precisa de tratamento cirúrgico.

Acompanhando, sim, pode ser encontrada junto com outras doenças cardiovasculares ou pode ser secundária a uma hipertensão pulmonar grave.


OBJETIVA: (1403200 votos)..........95.58% das questões objetivas receberam votos.
A dose letal mediana (DL50) para todas as queimaduras é:
A. 40% da área de superfície corporal total
B. 50% da área de superfície corporal total
C. 60% da área de superfície corporal total
D. 70% da área de superfície corporal total
E. 80% da área de superfície corporal total

  RATING: 2.82

A dose letal mediana (DL50) para todas as queimaduras é:

A. 40% da área de superfície corporal total
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. 50% da área de superfície corporal total
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. 60% da área de superfície corporal total
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. 70% da área de superfície corporal total
CORRETO : A dose letal mediana (DL50) para todas as queimaduras é 70% da ASCT queimada, significando que queimaduras de 70% da ASCT têm atualmente uma taxa de mortalidade de 50% para todas as idades.
E. 80% da área de superfície corporal total
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.82)

DISCURSIVA: (196247 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

No acompanhamento da saúde do paciente com síndrome de Oown, devem-se buscar, ativamente, algumas doenças associadas, de acordo com a recomendação da atual ”Caderneta da criança” (Ministério da Saúde).
Cite 4 dessas doenças.




RATING: 3.21

No acompanhamento da saúde do paciente com síndrome de Oown, devem-se buscar, ativamente, algumas doenças associadas, de acordo com a recomendação da atual ”Caderneta da criança” (Ministério da Saúde).
Cite 4 dessas doenças.


As quatro doenças/condições que mais consistentemente devem ser procuradas no acompanhamento da criança são:

1. Cardiopatia congênita (0,13 p) — presente em cerca de 40–50% dos casos (canal atrioventricular, CIV, CIA, PCA, tetralogia de Fallot). O sopro pode estar ausente; o ecocardiograma neonatal é obrigatório.

2. Hipotireoidismo / disfunção tireoidiana (0,13 p) — risco elevado já no período neonatal e ao longo da vida. TSH e T4 livre: teste do pezinho, 6 e 12 meses e, depois, anualmente. Sem reposição precoce há prejuízo de crescimento e de desenvolvimento.

3. Alterações auditivas (perda auditiva e otite média de repetição/efusão) (0,12 p) — acometem a maioria das crianças; o líquido na orelha média é a causa mais comum e atrasa linguagem se não for tratado. Avaliação auditiva seriada (além do “teste da orelhinha”).

4. Alterações visuais (erros de refração, estrabismo, catarata, obstrução de via lacrimal) (0,12 p) — prevalência alta; o “teste do olhinho” no RN não dispensa oftalmologia periódica.


FONTE:

Caderneta da Criança (Ministério da Saúde),
Diretrizes de Atenção à Pessoa com Síndrome de Down


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.21)

CASO CLINICO: (228386 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 45 anos, agricultor, procedente de área rural na região Norte do Brasil (zona de desmatamento para construção de estradas e surgimento de povoados pioneiros), procura atendimento com queixa de lesão ulcerada no membro inferior direito há aproximadamente 60 dias. A lesão iniciou como nódulo pruriginoso, evoluiu para úlcera redonda, grande, rasa, de bordas elevadas, coloração violácea, pouco dolorosa, associada a envolvimento do cordão linfático. Há 20 dias iniciou sintomas nasais: epistaxe recorrente, formação de crostas, saída de secreção nasal, dor, hiperemia e deformidade incipiente do nariz. Relata picadas frequentes de insetos durante trabalho em mata, moradia próxima a florestas e presença de cães com lesões cutâneas suspeitas na residência. Exame otorrinolaringológico revela hiperemia do septo nasal e crostas. Não há febre nem comprometimento sistêmico evidente.

Questões:

I. Qual a suspeita diagnóstica? ..... 0,12 pontos
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? ...... 0,13 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ..... 0,12 pontos
IV. Qual o tratamento indicado? ....... 0,13 pontos





RATING: 3.02

I. Suspeita diagnóstica: Leishmaniose tegumentar americana – forma mucosa (tardia ou concomitante) ou cutâneo-mucosa

  • Lesão cutânea inicial típica: nódulo pruriginoso → úlcera redonda/oval, grande, rasa, bordas elevadas, violácea, pouco dolorosa, membros inferiores, envolvimento de cordão linfático, possibilidade de cura espontânea (0,04 p)
  • Evolução com metástase para mucosas da nasofaringe (epistaxe, crostas, secreção, dor, hiperemia, deformidade) em <5% dos casos, podendo surgir concomitantemente, até 2 anos ou décadas após cicatrização da lesão cutânea (0,04 p)
  • Epidemiologia compatível: área endêmica no Brasil (Norte/Nordeste), ocupação rural, desmatamento, reservatórios como cães (0,04 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada: Infecção por Leishmania (Viannia) braziliensis transmitida por flebótomo

  • Protozoário do gênero Leishmania, ordem Kinetoplastida, família Trypanosomatidae; principal agente da forma mucosa é L. (V.) braziliensis (menos frequentemente L. amazonensis e L. guyanensis) (0,05 p)
  • Transmissão nas Américas: picada de fêmeas de flebótomos (família Psychodidae, subfamília Phlebotominae, gêneros Lutzomyia e Psychodopygus) que inoculam promastigotas (0,04 p)
  • No hospedeiro vertebrado: forma amastigota parasita células do sistema fagocítico mononuclear; ciclo completo com transformação promastigota → amastigota após 4-5 dias no vetor (0,04 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Diagnóstico parasitológico direto (exame parasitológico direto de primeira escolha)

  • Procedimento de eleição: pesquisa direta por escarificação da borda da lesão mais recente ou impressão por aposição de biópsia, corada por Giemsa/Leishman para visualização de amastigotas arredondadas/ovóides (2-3 µm, núcleo e cinetoplasto) (0,04 p)
  • Sensibilidade alta em lesões recentes (até 100% em <2 meses para L. braziliensis); diminui com tempo de evolução; complementado por PCR (sensibilidade 97% em cutânea, 62-97% em mucosa) ou imunoistoquímica (0,04 p)
  • Métodos auxiliares (não definitivos isoladamente): intradermorreação de Montenegro (>90% positiva), histopatologia, cultivo em NNN/Schneider (0,04 p)

IV. Tratamento indicado: Antimoniato de N-metilglucamina (antimonial pentavalente) como droga de primeira escolha

  • Para forma mucosa: 20 mg SbV/kg/dia por 30 dias seguidos, preferencialmente via endovenosa lenta ou intramuscular, em ambiente hospitalar (0,05 p)
  • Dose máxima adulto: 3 ampolas/dia (1.275 mg SbV); nunca exceder; monitorar ECG semanal, função renal/hepática e efeitos colaterais (artralgia, mialgia, náuseas, etc.) (0,04 p)
  • Cuidados locais: limpeza com água/sabão + compressas KMnO4 1/5000; se falha após 12 semanas, repetir esquema uma vez ou passar para segunda escolha (anfotericina B) (0,04 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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