É A MELHOR PLATAFORMA DE ESTUDO E AUTO-AVALIAÇÃO VINCULADA PARA MÉDICOS E ESTUDANTES DE MEDICINA
Escolher a tematica (coloca trÊs letras e depois escolhe a opÇÃo):
ASSISTE NOSSOS TUTORIAIS
PROCURAR QUESTÕES PELA PALAVRA CHAVE
RATING: 3.03 ![]()
Paciente M, 56 anos, admitido no serviço de emergência com hipótese diagnostica de artrite gotosa aguda. Nesta situação, o diagnóstico de certeza é feito por:
A. EAS (exame de urina tipo I), uréia, creatinina, leucometria, glicose e lipídios séricos
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Uricosúria > 800 mg/24h
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Melhora clínica rápida com a introdução de colchicina associada a antiinflamatórios não-esteroidais
CORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Achado de cristais de urato no citoplasma de leucócitos do líquido sinovial
CORRETO : O diagnóstico da artrite gotosa aguda deve ser confirmado pela aspiração das articulações ou dos depósitos tofáceos O achado de cristais fortemente birrefringentes em forma de agulhas com alongamento negativo do urato monossódico predomina no interior das células. Ainda no líquido sinovial, costuma-se observar células muito aumentadas, variando entre 1.000 e 60.000 céls/mL O nível sérico do ácido úrico pode estar normal ou até reduzido durante uma crise aguda. A uricosúria na urina de 24 h determina o risco de formação de cálculos, sendo importante na escolha do fármaco. Exame de urina tipo I (EAS), uréia, creatinina, leucometria, glicose e lipídios séricos devem ser monitorizados para detectar seqüelas patológicas possíveis da gota ou outras doenças associadas.
E. Achado de uma concentração de ácido úrico no sangue > 10 mg%
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: D
RATING: 3.05 ![]()
FONTE:
Homem de 54 anos, previamente hígido, procura o ambulatório por aumento progressivo e indolor da região anterior do pescoço há 8 meses, agora com disfagia a sólidos, rouquidão e dispneia aos médios esforços. Relata “pescoço de pedra”. Nega febre, odinofagia recente, pródromo viral, palpitações, intolerância ao calor, oftalmopatia ou perda ponderal acelerada. Não usa amiodarona, lítio, interferona nem inibidores de checkpoint. Sem irradiação cervical prévia.
Exame: eutireoidiano clinicamente. Tireoide difusamente aumentada, extremamente dura, fixa aos planos profundos, indolor, sem eritema e sem flutuação. Lobo esquerdo parece “fundir-se” com a musculatura pré-tireoidiana. Prega vocal esquerda com hipomotilidade à laringoscopia. Sem linfonodomegalia cervical dominante. Sem sinais de oftalmopatia.
Laboratório: TSH 6,8 mUI/L; T4 livre 0,92 ng/dL (limítrofe-baixo); anti-TPO 48 UI/mL (limítrofe); TRAb negativo; VHS 28 mm/h; PCR 6 mg/L; leucócitos 7.400/mm³; cálcio iônico 1,05 mmol/L (baixo); PTH 12 pg/mL (inapropriadamente baixo); IgG4 sérica 198 mg/dL (elevada). Ultrassonografia: glândula hipoecoica, mal delimitada, vascularização pobre, sem nódulo dominante. TC cervical: massa tireoidiana que ultrapassa a cápsula e envolve traqueia e musculatura, sem plano de clivagem nítido. PAAF: material hipocelular, fibrose, sem atipias suficientes para carcinoma.
(I) Qual o diagnóstico mais provável e quais elementos do caso o sustentam? (0,1 pontos)
(II) Como diferenciar este quadro do carcinoma anaplásico e da tireoidite de Hashimoto com fibrose avançada? (0,1 pontos)
(III) Quais exames confirmam o diagnóstico e avaliam complicações locais? (0,1 pontos)
(IV) Qual a conduta terapêutica inicial e o papel da cirurgia? (0,1 pontos)
(V) Quais desfechos endócrinos e sistêmicos devem ser antecipados no seguimento? (0,1 pontos)
O diagnóstico mais provável é tireoidite de Riedel (fibroinvasiva) (0,04 p). Sustentam: bócio pétreo (“duro como pedra”) e indolor (0,02 p); sintomas compressivos (disfagia, dispneia, rouquidão) (0,02 p); e extensão extratireoidiana para músculos, traqueia e, neste caso, possível acometimento paratireoidiano (0,02 p).
A maioria dos pacientes com Riedel está eutireoidiana; cerca de 30% evoluem com hipotireoidismo (0,02 p). Pode haver hipocalcemia por fibrose das paratireoides (0,02 p). A PAAF é frequentemente insuficiente (material fibroso hipocelular) (0,02 p). O diagnóstico definitivo exige biópsia cirúrgica/aberta, com fibrose densa e inflamação linfoplasmocitária (0,02 p). A imunohistoquímica IgG4/IgG apoia o vínculo com doença IgG4 (0,02 p).
Não há protocolo único, pela raridade da doença (0,01 p). Glicocorticoides são a primeira linha para reduzir inflamação e compressão (0,03 p). Tamoxifeno (em geral 20 mg 1–2×/dia) entra se houver refratariedade ou como adjuvante (0,03 p). Cirurgia, quando necessária, deve ser limitada à descompressão (istmectomia/debulking); tireoidectomia total de rotina aumenta lesão de nervo e paratireoide sem curar a fibrose (0,03 p).
Antecipar hipotireoidismo em cerca de 30% e repor levotiroxina se indicado (0,03 p). Monitorar cálcio e PTH pelo risco de hipoparatireoidismo fibrótico (0,02 p). Procurar fibrose extracervical (mediastino, retroperitônio, órbita, vias biliares) — a Riedel pode ser manifestação sistêmica IgG4 (0,03 p). A doença não se extingue de forma definitiva; o seguimento é clínico, laboratorial e por imagem (0,02 p).
Todos os direitos reservados. 2026.
A VITÓRIA É SOMENTE SUA! O CAMINHO É NOSSO!
O site misodor.com.br está online desde 04 de novembro de 2008
O nome, o logo e o site MISODOR são propriedade declarada do webmaster
Qualquer conteudo deste site pode ser integralmente ou parcialmente reproduzido, com a condição da menção da fonte.