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A HIPERTROFIA CARDÍACA (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A hipertrofia cardíaca constitui um dos mais importantes marcadores de gravidade das doenças cardíacas e de morte súbita.

Em vista disso, os mecanismos celulares e sub-celulares responsáveis pelo crescimento da massa cardíaca em várias doenças, como a hipertensão arterial, têm despertado grande interesse, uma vez que este conhecimento poderá identificar alvos para desenvolvimento de drogas que possam modular o crescimento de cardiomiócitos.

OBJETIVA: (1386257 votos)..........94.89% das questões objetivas receberam votos.
Na genética do carcinoma colorretal, existem genes conhecidos como produtores (oncogenes), supressores e de reparo das alterações do DNA. Dos genes relacionados abaixo, assinale o gene supressor.
A. erbB2
B. MSH2
C. MLH1
D. APC
E. myc

  RATING: 2.84

Na genética do carcinoma colorretal, existem genes conhecidos como produtores (oncogenes), supressores e de reparo das alterações do DNA. Dos genes relacionados abaixo, assinale o gene supressor.

A. erbB2
INCORRETO: O erbB2 (também conhecido como HER2) é um oncogene, não um supressor. Ele codifica um receptor de tirosina quinase que promove proliferação celular quando superexpresso ou amplificado. No câncer colorretal, amplificações de HER2 ocorrem em alguns casos, mas ele atua como proto-oncogene, impulsionando o crescimento tumoral, e não inibindo-o como um supressor.
B. MSH2
INCORRETO : O MSH2 é um gene de reparo de mismatches no DNA (MMR - mismatch repair), não um supressor tumoral clássico. Ele faz parte do sistema de reparo de erros de replicação, e mutações germinativas nele estão associadas à síndrome de Lynch (HNPCC), levando à instabilidade de microssatélites (MSI). Embora sua inativação contribua para o câncer, a questão distingue genes de reparo dos supressores.
C. MLH1
INCORRETO : O MLH1 é outro gene de reparo de DNA no sistema MMR. Mutações nele também causam MSI e estão ligadas à síndrome de Lynch. Ele não é classificado primariamente como supressor, mas como gene de reparo, conforme a distinção feita na questão.
D. APC
CORRETO : O gene APC (Adenomatous Polyposis Coli) é um clássico gene supressor tumoral no contexto do câncer colorretal. Ele atua inibindo o crescimento celular descontrolado, regulando a via Wnt/beta-catenina. Mutações inativadoras no APC são eventos iniciais na carcinogênese colorretal, tanto em casos esporádicos (cerca de 50-80% dos tumores) quanto hereditários, como na polipose adenomatosa familiar (FAP). A perda de função desse gene leva à instabilidade cromossômica (CIN) e ao desenvolvimento de adenomas, progredindo para carcinomas. Ele é amplamente classificado como supressor tumoral em estudos moleculares, distinguindo-se de oncogenes e genes de reparo do DNA.
E. myc
INCORRETO : O myc (c-myc) é um oncogene que regula a transcrição e promove proliferação celular, apoptose e metabolismo. No câncer colorretal, amplificações ou desregulações do myc ocorrem downstream de mutações em APC ou outras vias, atuando como promotor de tumor, não como supressor.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.84)

DISCURSIVA: (194569 votos) ..........96.91% das questões discursivas receberam votos.

Sobre o carcinoma adrenocortical, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Descreva a epidemiologia teórica do carcinoma adrenocortical e seus dois picos de incidência. (0,1 pontos)
  2. Explique os critérios histopatológicos de Weiss e sua utilidade na diferenciação entre adenoma e carcinoma. (0,1 pontos)
  3. Enumere os sistemas de estadiamento utilizados no carcinoma adrenocortical e os principais elementos que os compõem. (0,1 pontos)
  4. Discuta os princípios teóricos da ressecção cirúrgica oncológica no carcinoma adrenocortical. (0,1 pontos)
  5. Descreva as bases teóricas do uso do mitotano como terapia adjuvante no carcinoma adrenocortical. (0,1 pontos)




RATING: 3.11

Sobre o carcinoma adrenocortical, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Descreva a epidemiologia teórica do carcinoma adrenocortical e seus dois picos de incidência. (0,1 pontos)
  2. Explique os critérios histopatológicos de Weiss e sua utilidade na diferenciação entre adenoma e carcinoma. (0,1 pontos)
  3. Enumere os sistemas de estadiamento utilizados no carcinoma adrenocortical e os principais elementos que os compõem. (0,1 pontos)
  4. Discuta os princípios teóricos da ressecção cirúrgica oncológica no carcinoma adrenocortical. (0,1 pontos)
  5. Descreva as bases teóricas do uso do mitotano como terapia adjuvante no carcinoma adrenocortical. (0,1 pontos)


1. O carcinoma adrenocortical é neoplasia rara, com incidência estimada de 0,5 a 2 casos por milhão de habitantes/ano (0,05 p).
Apresenta dois picos de incidência: na infância (associado a síndromes genéticas) e entre a 4ª e 5ª décadas de vida (0,05 p).
2. Os critérios de Weiss avaliam nove parâmetros histológicos (alto grau nuclear, mitoses > 5/50 campos, mitoses atípicas, células claras < 25%, arquitetura difusa, necrose, invasão venosa, invasão sinusoidal e invasão capsular) (0,06 p).
A presença de três ou mais critérios confere diagnóstico de carcinoma, permitindo a diferenciação teórica do adenoma (0,04 p).
3. Os sistemas principais são o ENSAT e o AJCC/TNM (0,03 p).
Eles consideram: tamanho tumoral, invasão de tecidos adjacentes, invasão de veia cava ou renal, metástases linfonodais e metástases a distância (0,07 p).

4. Princípios teóricos da cirurgia oncológica:

  • Ressecção em bloco (en bloc) com margens livres, evitando ruptura da cápsula tumoral (0,05 p);
  • Linfadenectomia regional e, quando necessário, ressecção de órgãos adjacentes invadidos, visando R0 (0,05 p).
5. O mitotano atua como adrenolítico seletivo, inibindo a esteroidogênese e promovendo necrose do córtex adrenal (0,05 p).
Sua indicação adjuvante teórica baseia-se no alto risco de recidiva (estádios III–IV ou critérios histológicos de alto grau), com objetivo de prolongar a sobrevida livre de doença (0,05 p).


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR -  CARCINOMA ADRENOCORTICAL

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.11)

CASO CLINICO: (226667 votos)..........96.85% dos casos clinicos receberam votos.

Um lactente de 6 meses de idade, sexo masculino, previamente hígido até os 4 meses, é trazido ao serviço de urgência pediátrica por episódios repetidos de contrações breves, maciças e simétricas, caracterizadas por flexão súbita da cabeça, abdução dos membros superiores e flexão das pernas, ocorrendo em salvas de dezenas a centenas de vezes ao dia, principalmente durante a vigília e ao despertar, frequentemente precedidas por um grito. A mãe refere atraso recente nos marcos do desenvolvimento (perda de controle cefálico) e hipotonia axial. História de gravidez e parto sem intercorrências; sem febre, infecção de SNC ou alterações metabólicas. Exame físico: hipotonia axial acentuada, perímetro cefálico normal, fundo de olho sem alterações, ausência de lesões neurocutâneas ou faciais incomuns.

Questões:
I. Qual é a suspeita diagnóstica principal? (Total parcial desta questão: 0,18 p)

II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (Total parcial desta questão: 0,15 p)

III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico?  (Total parcial desta questão: 0,17 p)

IV. Qual o tratamento de escolha? (Total parcial desta questão: 0,10 p)





RATING: 2.88

Resposta à Questão I (Suspeita Diagnóstica)

A suspeita diagnóstica é síndrome de West (espasmos infantis).

  • Tríade clássica: espasmos infantis + atraso do desenvolvimento + traçado eletroencefalográfico com padrão de hipsarritmia (0,08 p).
  • Idade típica de início: entre 4 e 8 meses de vida (0,04 p).
  • Crises em salvas, simétricas, com flexão súbita da cabeça e membros, grito associado e hipotonia (0,03 p).
  • Distinção de crises febris ou parciais: sem febre, sem infecção de SNC ou alteração metabólica, sem antecedentes neonatais (0,03 p).


Resposta à Questão II (Possível Causa da Doença Diagnosticada)

A possível causa é espasmos infantis criptogênicos (sem fator etiológico identificável).

  • Classificação em criptogênicos quando história de gravidez/parto sem intercorrências, marcos de desenvolvimento normais antes do início e exame neurológico/TC/RM normais, sem fatores de risco associados (0,07 p).
  • Diferenciação dos sintomáticos: ausência de encefalopatia hipóxico-isquêmica, infecções congênitas, erros inatos do metabolismo, síndromes neurocutâneas (ex.: esclerose tuberosa), prematuridade ou patologias pós-natais (infecções de SNC, traumatismo) (0,05 p).
  • Fatores genéticos ou desconhecidos podem estar presentes, mas o PDF enfatiza que o prognóstico é melhor nos criptogênicos (0,03 p).

Resposta à Questão III (Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico)

A melhor modalidade é o eletroencefalograma (EEG) interictal demonstrando padrão de hipsarritmia.

  • Padrão caótico de atividade de ondas lentas de alta voltagem, bilateralmente assíncronas (hipsarritmia clássica ou modificada) (0,08 p).
  • EEG é útil para classificação das crises na infância e diferenciação de outras síndromes epilépticas (0,04 p).
  • Não se justifica EEG de rotina em crises febris simples, mas é obrigatório e necessário em crises acima de 30 minutos ou síndromes como esta (0,03 p).
  • Neuroimagem (RM preferida) pode ser considerada apenas se houver sinais focais ou suspeita de lesão estrutural, mas não é o exame de confirmação primário aqui (0,02 p).

Resposta à Questão IV (Tratamento)

O tratamento de escolha é o ACTH (hormônio adrenocorticotrópico) exógeno ou glicocorticoides.

  • Supressão da síntese de hormônio liberador de corticotropina (HLC-CRH) por mecanismo de feedback, reduzindo hiperexcitabilidade neuronal (0,05 p).
  • Eficácia comprovada nos espasmos infantis (criptogênicos ou sintomáticos), com melhora clínica e redução do risco de retardo mental se iniciado precocemente (0,03 p).
  • Esquema sugerido no PDF: prednisona oral 2 mg/kg/dia por 1 mês, redução gradual (não é o único, mas ACTH é padrão ouro) (0,02 p).
  • Evitar anticonvulsivantes de rotina como primeira linha (fenobarbital, valproato ou benzodiazepínicos são secundários e menos eficazes isoladamente nesta síndrome) (0,00 p – informação complementar sem pontuação extra).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.88)




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