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URGÊNCIAS HIPERTENSIVAS PEDIATRICAS (ÁREA DE PEDIATRIA)

A HAS é problema de saúde pública mundial e não é diferente no nosso país. Sabe-se haver aumento da prevalência mundial também de casos pediátricos, principalmente associado ao aumento de sobrepeso e obesidade nessa faixa etária. Infelizmente não há dados nacionais disponíveis que reflitam essa realidade.
Os níveis tensionais permanentemente elevados acima dos limites de normalidade são indices de hipertensão arterial sistêmica. Obviamente, a pressão arterial é determinada por meio de métodos e condições apropriados.

OBJETIVA: (1416147 votos)..........96.17% das questões objetivas receberam votos.
Na obstrução intestinal, quando a radiografia simples mostra dilatação do cólon, o enema opaco é imperativo. Todavia, é contraindicado:
A. no megacólon tóxico
B. no tumor de sigmoide
C. na apendicite aguda
D. na diverticulite de Meckel
E. no vólvulo sigmoide

  RATING: 2.81

Na obstrução intestinal, quando a radiografia simples mostra dilatação do cólon, o enema opaco é imperativo. Todavia, é contraindicado:

A. no megacólon tóxico
CORRETO: No megacólon tóxico, caracterizado por dilatação colônica aguda e grave associada a colites inflamatórias como a doença inflamatória intestinal, o enema opaco representa contraindicação absoluta devido ao elevado risco de perfuração intestinal, agravado pela fragilidade da parede colônica inflamada e distendida, podendo precipitar sepse ou choque; protocolos diagnósticos priorizam radiografia simples e tomografia computadorizada para evitar manipulações invasivas.
B. no tumor de sigmoide
INCORRETO : No tumor de sigmoide, frequentemente causador de obstrução mecânica crônica ou subaguda, o enema opaco pode ser utilizado com segurança para delinear o local e a extensão da lesão obstrutiva, auxiliando no planejamento terapêutico, desde que não haja sinais de perfuração iminente.
C. na apendicite aguda
INCORRETO : Na apendicite aguda, processo inflamatório localizado no apêndice cecal sem envolvimento primário do cólon, o enema opaco não apresenta contraindicação específica, embora raramente seja indicado, priorizando-se ultrassonografia ou tomografia para diagnóstico, sem risco adicional de complicações colônicas.
D. na diverticulite de Meckel
INCORRETO : A diverticulite de Meckel afeta o divertículo ileal congênito, localizado no íleo terminal e não no cólon, manifestando-se com complicações como hemorragia ou obstrução delgada, sem relação direta com dilatação colônica; o enema opaco, focado no cólon, não é contraindicado nem relevante nesse contexto.
E. no vólvulo sigmoide
INCORRETO : No vólvulo sigmoide, causa comum de obstrução colônica fechada com dilatação proximal, o enema opaco pode ser empregado terapeuticamente para desvolvular o cólon ou diagnosticar a torção, desde que realizado com cautela e sob fluoroscopia, sem contraindicação inerente à condição.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.81)

DISCURSIVA: (197935 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A) As causas de falência hepática aguda são esquematicamente agrupadas, nas crianças, em seis categorias principais. Quais são elas? (0,3 pontos).
B) Doença de Wilson com apresentação fulminante é um cenário específico da insuficiência hepática aguda, de prognóstico particularmente ruim. Enumeram pelo menos quatro sinais clinicos ou laboratoriais sugestivos.(0,2 pontos).


RATING: 3.08

A) As causas de falência hepática aguda são esquematicamente agrupadas, nas crianças, em seis categorias principais. Quais são elas? (0,3 pontos).
B) Doença de Wilson com apresentação fulminante é um cenário específico da insuficiência hepática aguda, de prognóstico particularmente ruim. Enumeram pelo menos quatro sinais clinicos ou laboratoriais sugestivos.(0,2 pontos).

A) As categorias principais da FHA:

  • metabólica (0,05 p)
  • infecciosa (0,05 p)
  • tóxica (0,05 p)
  • autoimune (0,05 p)
  • vascular (0,05 p)
  • relacionada a doenças malignas (0,05 p)
B) Dados clínicos sugestivos de doença de Wilson de evolução hepática aguda: (0,05 cada certo da lista abaixo, se for mais de 4 certos, acorda-se a pontuação máxima)
  • idade>5 anos (0,05 p)
  • INR bastante alargado (0,05 p)
  • fosfatase alcalina baixa (0,05 p)
  • hemólise (0,05 p)
  • disfunção renal (0,05 p)
  • anel de Keiser-Fleischer (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.08)

CASO CLINICO: (230102 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo masculino, 54 anos, com queixa de pirose retroesternal de longa data (há mais de 10 anos), com piora progressiva nos últimos 2 anos.

Vem apresentando regurgitação, principalmente no período noturno.

Teve emagrecimento de 2 kg nos últimos 12 meses (índice de massa corporal atual de 33 kg/m2).

Realizada endoscopia digestiva alta, observou-se ulceração esofágica, com friabilidade e presença de mucosa de aspecto róseo-avermelhado, circunferencial, com 4 cm de extensão, projetando proximalmente a partir da junção escamo-colunar. Foram realizadas biópsias da região da junção gastro-esofágica, cujo corte histológico é apresentado abaixo.

1) Qual o diagnóstico para esse paciente? - 0,1 pontos

2) Qual é o prognóstico para esse paciente? - 0,1 pontos

3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente? - 0,3 pontos




RATING: 3.05

1) Qual o diagnóstico?

Doença do refluxo gastro-esofágico (DRGE) complicada com esôfago de Barret. (0,1 p)

DISCUSSÃO: Trata-se de um paciente com queixas de queimação retroesternal e regurgitação, os dois sintomas mais frequentes em pacientes portadores de DRGE. Observa-se IMC de 33, ou seja, obesidade grau I, comum em pacientes que sofrem de DRGE. A endoscopia documenta a presença de esofagite erosiva e achados comuns ao esôfago de Barret. Este último é confirmado pelo corte histológico, onde notam-se áreas de epitélio colunar especializado ao nível da junção gastro-esofágica.

2) Qual é o prognóstico?

Em termos prognósticos, a incidência de adenocarcinoma é 40X maior nos pacientes com esôfago de Barret quando comparado com a população em geral. Requer, portanto, acompanhamento a longo prazo. O principal marcador de potencial de malignidade será a presença de displasia.  (0,1 p)

3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente?

  • inicialmente controlar a inflamação relacionada a DRGE com terapia antissecretória (0,1 p)
  • realizar nova endoscopia com múltiplas biópsias visando descartar a presença de displasia (preferencialmente confirmada por mais de um patologista). A ausência de displasia implica controle endoscópico a cada 2, 3 anos. Displasia leve, controle endoscópico semestral e posteriormente anual. Displasia de alto grau deve ser tratada com esofagectomia ou acompanhamento com biópsias, inicialmente a cada mês, e posteriormente trimestrais. (0,1 p)
  • Não há tratamento curativo específico usado rotineiramente para o esôfago de Barret. Portanto, além do acompanhamento endoscópico, a DRGE deve ser controlada, conforme sua evolução, com terapia clínica e/ou operatória. (0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.05)




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