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O SOFRIMENTO FETAL AGUDO (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

Sofrimento fetal agudo é uma injuria fetal que ocorre durante o trabalho de parto, diferente de sofrimento fetal crônico que ocorre nas gestações de risco.

Tem como principais alterações bioquímicas: a hipoxia, a acidose e a hipercapnia.

Geralmente costumamos usar o termo de “asfixia” caracterizando tanto a insuficiência de oxigênio, quanto a capacidade de eliminar o CO2.

Qualquer fator que interfira nas trocas metabólicas materno-fetais pode virar uma causa de sofrimento fetal agudo. Na maioria dos casos isso acontece durante o trabalho de parto, quando as mudanças anatômicas e fisiológicas  acabam influenciar negativamente as circulações uteroplacentária e fetoplacentaria.

No entanto este tipo de incidente não e um privilegio exclusivo do trabalho de parto.

Outros eventos podem causar, também, sofrimento fetal agudo.

OBJETIVA: (1387959 votos)..........94.93% das questões objetivas receberam votos.
São considerados fatores protetores da mucosa intestinal contribuindo na profilaxia da enterocolite necrotizante no recém nascido:
(I) administração de corticoide antenatal
(II) prevenção da asfixia perinatal
(III) evitar o uso de cateter umbilical
(IV) parto vaginal
São CORRETAS:
A. apenas I
B. apenas II e III
C. apenas II e IV
D. apenas I e II
E. apenas II

  RATING: 3.08

São considerados fatores protetores da mucosa intestinal contribuindo na profilaxia da enterocolite necrotizante no recém nascido:

(I) administração de corticoide antenatal
(II) prevenção da asfixia perinatal
(III) evitar o uso de cateter umbilical
(IV) parto vaginal
São CORRETAS:

A. apenas I
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. apenas II e III
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. apenas II e IV
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. apenas I e II
CORRETO : A administração de corticoide antenatal tem efeito protetor no trato gastrintestinal (I CORRETA). A prevenção da asfixia perinatal reduz a incidência de enterocolite (II CORRETA). Não tem nada a ver o uso de cateter umbilical com a ECN, na verdade ele tem que ser retirado em caso de suspeita (III FALSA). Não há provas cientificas que o parto normal tem algum papel na proteção intestinal (IV FALSA)
E. apenas II
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.08)

DISCURSIVA: (194910 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A) Enumeram as intervenções para reduzir a morbidade e a mortalidade neonatal associadas à asfixia perinatal e à síndrome de aspiração de mecônio, conforme as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (0,3 pontos).
B) Definem clampeamento precoce de cordão (0,05 pontos)
C) Quais são as 3 perguntas iniciais que definem a necessidade de reanimação dum recém nascido? (0,15 pontos)


RATING: 3

A) Enumeram as intervenções para reduzir a morbidade e a mortalidade neonatal associadas à asfixia perinatal e à síndrome de aspiração de mecônio, conforme as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (0,3 pontos).
B) Definem clampeamento precoce de cordão (0,05 pontos)
C) Quais são as 3 perguntas iniciais que definem a necessidade de reanimação dum recém nascido? (0,15 pontos)

A) Enumeram as intervenções para reduzir a morbidade e a mortalidade neonatal associadas à asfixia perinatal e à síndrome de aspiração de mecônio, conforme as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria.

As intervenções para reduzir a morbidade e a mortalidade neonatal associadas à asfixia perinatal e à síndrome de aspiração de mecônio incluem:

  • Medidas de prevenção primária, com melhora da saúde materna, reconhecimento de situações de risco no pré-natal, disponibilização de recursos humanos capacitados para atender ao parto e reconhecer complicações obstétricas, entre outras; (0,1 p)
  • Tratamento do evento, que consiste na reanimação neonatal imediata; (0,1 p)
  • Tratamento das complicações do processo asfíxico, compreendendo o reconhecimento da asfixia e suas complicações, com terapia dirigida à insuficiência de múltiplos órgãos. (0,1 p)

B) Definem clampeamento precoce de cordão.

Os estudos definem clampeamento precoce de cordão como aquele feito até 60 segundos após a extração completa do concepto.(0,05 p).

C) Quais são as 3 perguntas iniciais que definem a necessidade de reanimação dum recém nascido?

Diante da resposta “não” a pelo menos uma das três perguntas iniciais: gestação a termo,(0,05 p) choro presente (0,05 p) e tônus muscular em flexão (0,05 p), será necessário conduzir o RN à mesa de reanimação.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (227038 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Um paciente dá entrada na UTI de um hospital em coma após ter sido encontrado abandonado na rua, sem assistência ou familiares para maiores informações. Após o procedimento médico padrão com a administração de medicamentos para estabilizar o paciente, a partir do quadro clínico, o exame da gasometria laboratorial revela os seguintes achados:
  • pH: 7,4
  • [HCO3-]real: 80 mEql/l
  • pCO2: 133 mmHg
  • [HCO3-]standard: 34 mEql/l
  • BE.: +10
Que tipo de desequilíbrio o paciente apresenta? Explique! (0,5 pontos)




RATING: 2.95

Em toda questão ou caso clinico de distúrbio acido básico tem que seguir o  algoritmo seguinte:

PASSO 1: E ACIDOSE OU ALCALOSE? E uma acidose (0,025 p), conforme pH 7,40, o pH normal sendo considerado 7,44 (0,025 p) .

PASSO 2: É UMA ACIDOSE RESPIRATÓRIA OU METABÓLICA? Parece uma acidose respiratória (0,025 p) , porque o mais que e modificado e o CO2  (0,025 p) sendo 133 mm Hg (3 vezes mais que o valor normal (0,025 p) - nem o bicarbonato não e normal (0,025 p) , mais e menos modificado que pACO2)  (0,025 p)
PASSO 3: É UMA ACIDOSE RESPIRATÓRIA AGUDA OU CRONICA?

ATENÇÃO, PORQUE ISTO E SUPER-IMPORTANTE !
  • Para cada 10 mm Hg CO2 retido quando distúrbio e cronico a queda do pH e de 0,03. (0,025 p)
  • Para cada 10 mm Hg CO2 retido quando o distúrbio e agudo a queda de pH e de 0,08. (0,025 p)

Da pra ver que o pH e pouco modificado (0,025 p) em comparação com a enorme pA do CO2  (0,025 p),  ou seja o distúrbio é cronico (0,025 p) , e, já que a pACO2 e de 133 mmHg podemos ter certeza de mais uma coisa: não é uma retenção voluntária (0,025 p) - hipoventilação. 
Relembramos que a retenção voluntaria de CO2 (para equilibrar a alcalose metabólica) nunca não vai passar de 55. Então, se um paciente aparece com 133 mm Hg pACO2 a gasometria, isto não e por causa da hipoventilação ! Isto e útil para saber que nos casos acima apresentados nunca não vamos conseguir equilibrar uma alcalose metabólica utilizando a retenção de CO2 mais que 55 mm Hg.

PASSO 4: É preciso observar que o HCO3 é muito alto (0,025 p) , o que indica, provavelmente uma alcalose metabólica (0,025 p) que tenta compensar a acidose respiratória (0,025 p) , e isso tem sustento no fato que a acidose respiratória é cronica (0,025 p) , ou seja, o rim já mobilizou os mecanismos compensatórios.  (0,025 p)
Em conclusão, o paciente apresenta uma acidose respiratória cronica (0,025 p) , em conjunto com uma alcalose metabólica compensatória. (0,025 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.95)




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