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DESNUTRIÇÃO ENERGETICO-PROTEICA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A desnutrição ainda é, infelizmente, um dos grandes problemas do Brasil.

Dados recentes do IBGE mostram que a prevalência de pessoas com desnutrição aguda e primária vem apresentando uma queda nos últimos anos, mas ainda acomete cerca de 11 % das crianças brasileiras e estima-se que os adultos seqüelados pela baixa estatura são da ordem de 30% da população.

Principalmente a partir dos estudos de Nóbrega e colaboradores, ficou evidente que os desnutridos agudos no Brasil têm duas origens: os miseráveis que não dispõem de recursos algum para alimentação da família e aqueles que embora tenham recursos materiais para atender a demanda nutricional das crianças, não o fazem por não terem o envolvimento e a capacidade pessoal histórica e básica para suprir os seus filhos.

Estes últimos representam 80% ou mais da população gravemente desnutrida internada nas unidades públicas hospitalares.

OBJETIVA: (1088438 votos)..........99.1% das questões objetivas receberam votos.
Em caso de perfuração intestinal tifoidica o tratamento eletivo consta em:
A. rafia e antibioterapia
B. ressecção intestinal com antibioterapia
C. cirurgia de desvio temporário e antibioterapia
D. tratamento conservador
E. bolsa de gelo local e antibioterapia

  RATING: 3.09

Em caso de perfuração intestinal tifoidica o tratamento eletivo consta em:

A. rafia e antibioterapia
CORRETO: O tratamento nessa situação é cirúrgico, aliado aos de suporte e antibioticoterapia, com cobertura para enterobactérias e anaeróbios. O procedimento cirúrgico é o da simples rafia da perfuração, evitando-se ressecções intestinais. Tratamentos conservadores, sem cirurgia, têm sido preconizados por alguns autores, mas hoje não são mais recomendados.
B. ressecção intestinal com antibioterapia
INCORRETO : veja a resposta á alternativa A
C. cirurgia de desvio temporário e antibioterapia
INCORRETO : veja a resposta á alternativa A
D. tratamento conservador
INCORRETO : veja a resposta á alternativa A
E. bolsa de gelo local e antibioterapia
INCORRETO : veja a resposta á alternativa A

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.09)

DISCURSIVA: (179451 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)




RATING: 3.16

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)


1. Distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça

  • As maiores taxas de incidência concentram-se na Europa Ocidental e na América do Norte; as menores são observadas na Ásia e em regiões menos desenvolvidas da África (0,04 p).
  • Globalmente, o câncer da bexiga ocupa a sétima posição entre as neoplasias mais frequentes e a décima terceira causa de morte por câncer (0,04 p).
  • No Brasil, constitui a segunda neoplasia mais frequente do trato geniturinário no homem, superada apenas pelo adenocarcinoma de próstata (0,04 p).
  • Nos países ocidentais, é 2,5 a 4 vezes mais frequente em homens do que em mulheres (provavelmente por maior exposição ao tabagismo e toxinas ambientais) e o mesmo padrão se repete nas mulheres (risco aumentado nas brancas em relação às negras) (0,02 p).
  • Diferenças raciais: brancos apresentam maior incidência e maior número de óbitos por carcinoma urotelial em comparação aos negros (inverso do observado nos tumores geniturinários em geral) (0,01 p).

2. Principais fatores de risco ambientais e ocupacionais

  • Tabagismo é o fator de risco mais importante e mais bem estudado; quem fuma tem de duas a quatro vezes mais chance de desenvolver a doença; quanto maior a quantidade e o tempo de tabagismo, maior a associação; os agentes responsáveis são principalmente as alfa- e beta-naftilaminas, que são absorvidas, eliminadas na urina e ficam em contato direto com o urotélio, causando dano celular repetido (0,05 p).
  • Exposição ocupacional responde por parcela significativa dos casos (15% a 35% em homens e 1% a 6% em mulheres); profissionais das indústrias de tintas, borracha e petróleo estão expostos a carcinógenos como benzidina, beta-naftilamina e 4-aminobifenil; esses compostos têm período de latência longo (0,04 p).
  • Medicamentos – ciclofosfamida, ao ser metabolizada, libera produtos tóxicos que irritam o urotélio e favorecem a malignidade (0,03 p).
  • Outros fatores – qualquer situação que cause trauma físico repetido ao urotélio (infecções urinárias crônicas, instrumentação repetida da bexiga ou presença de cálculos) aumenta o risco de transformação maligna; a ingestão de adoçantes artificiais não confirmou associação em estudos recentes (0,03 p).

3. Ativação de oncogenes na patogênese

  • O processo é multifatorial e envolve duas grandes vias que se complementam: ativação de oncogenes e inativação de genes supressores (0,03 p).
  • Oncogenes, quando ativados de forma anormal, estimulam a célula a se multiplicar exageradamente (0,02 p).
  • No câncer de bexiga, o oncogene p21 (c-Ha-ras) está ativado em pelo menos 50% dos casos; ocorre ativação aberrante de GTPase de membrana, levando a proliferação nuclear descontrolada e perda da diferenciação celular (a célula “esquece” sua função normal e torna-se imatura) (0,03 p).
  • Essa alteração é mais comum em tumores de alto grau e em áreas de displasia, mas raramente aparece em tumores de baixo grau (0,02 p).
  • Outros oncogenes frequentemente envolvidos: Erb-2, EGFR, MDM2, C-MYC e CCND1 (0,01 p).

4. Inativação de genes supressores e alterações cromossômicas

  • Genes supressores atuam como “freios” da multiplicação celular; quando inativados ou perdidos, a célula perde o controle e pode tornar-se imortal (0,03 p).
  • O gene p53 (o mais alterado em todos os cânceres humanos) é o exemplo clássico; a proteína p53 normal reconhece células com danos genéticos e dispara apoptose; quando mutado, a apoptose falha e as células danificadas sobrevivem e acumulam mutações (0,03 p).
  • No câncer de bexiga, mutação de p53 está presente em tumores primários, recidivas e tumores do trato urinário superior e associa-se a tumores mais agressivos e músculo-invasivos (0,02 p).
  • Deleção do braço curto do cromossomo 17 (onde fica o p53) ocorre em mais de 60% dos tumores invasivos, mas quase nunca nos tumores superficiais (0,01 p).
  • Outra alteração muito frequente e precoce é a perda de material do cromossomo 9 (contém genes reguladores p21, p27/KIP1 e p16); aparece tanto em tumores de alto quanto de baixo grau e é encontrada em todos os tumores multifocais, reforçando a ideia de doença difusa do urotélio (0,01 p).


FONTE:

CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.16)

CASO CLINICO: (209064 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Um paciente do sexo feminino, 60 anos, procura serviço médico devido à fraqueza generalizada e aparecimento de “manchas na pele”. O quadro começou a se desenvolver há cerca de 2 meses até que, na última semana, a paciente mal consegue se levantar do sofá e ainda está com dificuldade para se pentear ou levantar objetos de sua casa, como por exemplo um vaso de flores. Nesta mesma semana, notou rouquidão e dificuldade para deglutir líquidos, com alguns episódios de engasgo. Sente também dor no corpo e acha que está emagrecendo.
Ao exame: fraqueza muscular proximal dos quatro membros, simétrica. Rash malar eritematoso, eritema na região do “V” cervical e manchas eritêmato-violáceas na superfície articular extensora dos quirodáctilos (figura).
Os exames revelaram hemograma, eletrólitos, escórias nitrogenadas e glicemia normais. Fez também um hepatograma, que revelou apenas um aumento da AST (TGO), de 350 U/L, com o restante das enzimas e provas hepáticas normais. Trouxe também um exame do FAN (fator anti-nuclear), que estava positivo, no título de 1:160, padrão pontilhado. Fator reumatoide positivo 1:20 (látex).
Pergunta-se:
a) Qual a hipótese diagnóstica mais provável? (0,125 pontos)
b) Quais os exames para confirmar o diagnóstico? (0,125 pontos)
c) Qual o auto-anticorpo marcador da lesão cutânea desta paciente? (0,125 pontos)
d) Qual o tratamento? (0,125 pontos)


RATING: 2.97

a) Qual a hipótese diagnóstica mais provável?
Dermatomiosite. - 0,125 p
b) Quais os exames para confirmar o diagnóstico?
CPK, eletromiografia, biópsia muscular - 0,125 p
c) Qual o auto-anticorpo marcador da lesão cutânea desta paciente?
Anti-Mi-2 - 0,125 p
d) Qual o tratamento?
Prednisona - 0,125 p

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.97)




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