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Quanto ao curso natural e ao prognóstico dos distúrbios prolongados da consciência, a afirmativa mais consistente com a evidência contemporânea é:
A. No estado vegetativo de causa traumática, a permanência por 3 meses já autoriza o rótulo de estado vegetativo permanente
INCORRETO: No VS traumático, a Multi-Society Task Force usava 12 meses para falar em VS persistente de mau prognóstico; no não traumático, 3 meses. Mesmo esses prazos não tornam a recuperação impossível e a AAN 2018 evita o termo “permanente” de forma rígida.
B. A causa anóxica associa-se, em geral, a melhor recuperação funcional do que o traumatismo craniencefálico
INCORRETO : A etiologia traumática tem melhor história natural do que a anóxica/não traumática, tanto no VS/UWS quanto no MCS.
C. Estado minimamente consciente e estado vegetativo/UWS têm prognóstico funcional equivalente após 28 dias
INCORRETO : O MCS associa-se a melhor prognóstico do que o VS/UWS (confiança baixa a moderada na diretriz AAN/ACRM/NIDILRR 2018). Não são equivalentes.
D. Qualquer estado vegetativo que complete 30 dias deve ser considerado permanente, independentemente da etiologia
INCORRETO : Trinta dias definem distúrbio prolongado da consciência para fins de diretriz, não permanência. Recuperação tardia, embora incomum, ocorre, sobretudo no MCS e no TCE.
E. A recuperação é mais provável no estado vegetativo de causa traumática do que no não traumático, e o estado minimamente consciente tem prognóstico melhor do que o VS/UWS
CORRETO : A síntese da AAN 2018 e da Task Force clássica é: etiologia traumática supera a não traumática, e MCS supera VS/UWS em chance de recuperação clinicamente significativa. Essa é a mensagem prognóstica que a prova espera.
Gabarito: E
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FONTE:
Paciente do sexo feminino, 68 anos, natural e procedente de região de baixa iodação do interior de São Paulo, hipertensa controlada, sem história de tireoidopatia prévia. Há cerca de 12 anos notou aumento progressivo e assimétrico do volume cervical anterior, inicialmente indoloro. Nos últimos 18 meses evoluiu com disfagia intermitente a sólidos, dispneia aos esforços e sensação de “aperto” cervical, especialmente em decúbito dorsal. Nega tremores, palpitações, intolerância ao calor, perda ponderal ou diarreia. Ao exame físico: tireoide difusamente aumentada, irregular, multinodular, de consistência fibroelástica, móvel à deglutição, sem frêmito ou sopro, sem linfonodomegalias cervicais. Exame oftalmológico sem sinais de oftalmopatia. TSH 1,8 mUI/L (VR 0,4–4,0), T4 livre 1,1 ng/dL (VR 0,8–1,8), anticorpos anti-TPO e anti-Tg negativos. Ultrassonografia cervical: glândula de volume 78 mL, múltiplos nódulos isoeocoicos e hipoecoicos bilaterais, o maior de 3,2 cm no lobo direito, com calcificações grosseiras e vascularização periférica.
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