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Os critérios de Peters (GOG 109 / SWOG 8797) que definem risco alto após cirurgia radical e justificam quimiorradioterapia adjuvante baseada em platina são:
A. Apenas diâmetro tumoral clínico maior ou igual a 4 cm
INCORRETO: Diâmetro ≥ 4 cm entra no algoritmo de Sedlis quando combinado a profundidade e/ou LVSI. Isoladamente não constitui o trio de Peters
B. Apenas a coexistência de LVSI e invasão do terço médio do estroma
INCORRETO : LVSI com invasão de terço médio é linha de risco intermediário (Sedlis), tratada classicamente com radioterapia, não o critério de alto risco que motivou a adição de quimioterapia no SWOG 8797
C. Apenas grau histológico 3 isolado
INCORRETO : Grau 3 isolado não define Peters. Pode ter peso prognóstico, mas não substitui linfonodo, margem ou paramétrio positivos
D. Linfonodo pélvico positivo e/ou margem cirúrgica positiva e/ou invasão parametrial microscópica
CORRETO : O ensaio de Peters randomizou IA2–IB–IIA operados com pelo menos um de três fatores: linfonodo pélvico positivo, margem positiva ou paramétrio microscopicamente comprometido. A adição de cisplatina e fluoruracila à radioterapia melhorou sobrevida livre de progressão e sobrevida global. Esse trio permanece o núcleo do alto risco adjuvante
E. Apenas a histologia adenocarcinoma em comparação com o carcinoma escamoso
INCORRETO : Adenocarcinoma pode ter peso adicional em algumas diretrizes contemporâneas para intensificar o risco intermediário, mas não é, por si só, o critério de Peters
Gabarito: D
RATING: 3.57 ![]()
FONTE:
Criança do sexo masculino, seis anos de idade, sem antecedentes patológicos de relevo. Apresentou início agudo de tosse rouca, disfonia e estridor associados a sinais de dificuldade respiratória com agravamento progressivo. Sem outra sintomatologia associada. Sem conviventes doentes.
Observado por pediatra assistente cerca de duas horas após o início da sintomatologia, tendo sido objetivada febre (temperatura axilar de 38ºC).
À admissão apresentava-se polipneico, disfônico, com sinais de dificuldade respiratória grave nomeadamente estridor inspiratório, tiragem subcostal, supra-esternal e adejo nasal. Sem alterações na auscultação cardio-pulmonar, sem hipoxemia.
Manteve-se febril e, apesar da terapêutica com adrenalina nebulizada em intervalos regulares, manteve estridor, que se tornou bifásico. Cerca de oito horas após o início da sintomatologia, iniciou hipoxemia (FiO2 máximo de 0.28 para manter saturações periféricas de oxigênio > 92%). O estudo analítico demonstrou 10,2x109/L leucócitos com 84,8% neutrófilos e proteína C reativa (PCR) 53,2mg/L.
Utilizando os dados acima, esclarece:
1) Qual é a principal suspeita diagnóstica? 0,1 pontos
2) Indicam pelo menos três parâmetros de diagnóstico diferencial de laringotraqueobronquite. 0,3 pontos
3) Que agentes etiológicos são mais frequentemente implicados? 0,1 pontos
1) Baseado no exame clinico e semiológico a principal suspeita é de traqueite bacteriana. A traqueite bacteriana (lambem chamada de traqueíte membranosa ou crupe pseudomembranoso ou laringotraqueobronquite bacteriana ou laringite membranosa) é uma infecção bacteriana aguda da região subglótica da via aérea superior que pode provocar uma obstrução das vias aéreas com risco de óbito. Foi descrita pela primeira vez em 1945 por Chevalier Jackson e consiste de fato numa infeção bacteriana exsudativa dos tecidos moles da laringe e traqueia. Desde a introdução da vacina contra o Haemophilus influenza tipo b, o número de casos de epiglotite diminuiu drasticamente na população pediátrica e desde então a traqueite bacteriana tem ganho relevância como infeção das vias aéreas superiores potencialmente fatais. 0,1 p
2) Três dos mais importantes elementos de diagnostico diferencial com laringotraqueobronquite: início abrupto do estridor (0,1 p) febre de dificil controle (0,1 p), falha de resposta na adrenalina (0,1 p);

3) Os agentes etiológicos mais frequentemente isolados são o Staphylococcus aureus (0,05 p) e Streptococcus pyogenes (0,05 p)
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