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METÁSTASES PARA A SUPRARRENAL (ÁREA DE CIRURGIA)

As glândulas suprarrenais, apesar de seu reduzido volume anatômico (cerca de 4 a 6 gramas cada) e de sua localização profunda no retroperitônio, ocupam posição privilegiada no no abastecimento pelo sistema vascular sistêmico.

A rica rede sinusoidal do córtex e a elevada taxa de fluxo sanguíneo por unidade de massa tecidual tornam essas glândulas um dos sítios preferenciais de implantação de células neoplásicas circulantes.


OBJETIVA: (1226631 votos)..........98.03% das questões objetivas receberam votos.
No pré-operatório, é necessário suspender certos medicamentos, no entanto, há tratamentos que devem ser mantidos até o dia da operação, como, por exemplo:
A. Anticoagulantes orais
B. Ácido acetilsalicílico
C. Corticoides
D. Antidepressivos: inibidores da monoaminoxidase (IMAO)
E. Hipoglicemiantes orais

  RATING: 2.94

No pré-operatório, é necessário suspender certos medicamentos, no entanto, há tratamentos que devem ser mantidos até o dia da operação, como, por exemplo:

A. Anticoagulantes orais
INCORRETO: Anticoagulantes orais: devem ser substituídos por heparina, cerca de cinco dias antes. Esta, por sua vez, deve ser suspensa seis horas antes do procedimento cirúrgico e reiniciada 24-48 horas depois. Nas operações de urgência, deve-se transfundir plasma fresco (15-20mI/kg)
B. Ácido acetilsalicílico
INCORRETO : Ácidoacetilsalicílico (AAS) e antiinflamatórios não-esteróides devem ser suspensos dez dias antes da intervenção, pois alteram a função plaquetária. Entretanto, há relatos contrários a esta conduta.
C. Corticoides
CORRETO : Medicamentos que devem ser mantidos até o dia da operação: Betabloqueadores, anti-hipertensivos, cardiotônicos, broncodilatadores, corticoides, anticonvulsivantes, insulina, antialérgicos, potássio, medicação psiquiátrica.
D. Antidepressivos: inibidores da monoaminoxidase (IMAO)
INCORRETO : Antidepressivos: em especial, os inibidores da monoaminoxidase (IMAO) devem ser retirados 3-5 dias antes do ato operatório.
E. Hipoglicemiantes orais
INCORRETO : Hipoglicemiantes orais devem ser substituídos por insulina regular ou NPH na véspera do ato cirúrgico. Pacientes em uso de insulina NPH: metade da dose na manhã da operação, seguida da infusão de solução glicosada a 5%.

Gabarito:  C

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DISCURSIVA: (188738 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Responda ás seguintes questões:
1) Qual é a causa mais comum de dor de ouvido na criança pequena? (0,25 pontos)
2) O que é a miringite bolhosa e como é feito o diagnostico? (0,25 pontos)


RATING: 2.94

Responda ás seguintes questões:
1) Qual é a causa mais comum de dor de ouvido na criança pequena? (0,25 pontos)
2) O que é a miringite bolhosa e como é feito o diagnostico? (0,25 pontos)

1) A otite media aguda, infecção bacteriana ou viral, associando-se a dor (otalgia) e febre. - 0,25 p.
2) É uma infecção da membrana timpanica cuja caracteristica é a formação de bolhas na sua superficie. Streptococcus pneumoniae, Haemophilus e Mycoplasma são agentes comuns. - 0,25 p

FONTE:

Segredos em emergência pediatrica - Steven M. Selbst MD, Kate Cronan MD

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

CASO CLINICO: (220990 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
B. S. 8 anos, procedente da São Paulo começou a apresentar dor moderada e inchaço no joelho direito faz 2 meses, mas a mãe achou que fosse “alguma queda” na escolinha e não deu muita atenção. Porém, a dor não sumiu, e a mãe chegou a administrar ibuprofeno e nimesulida. A articulação começou a apresentar rigidez matinal faz 2 semanas e continua edemaciada. Mãe nega febre. No serviço de pediatria foi realizado o exame clínico que demonstrou a presença de edema articular e artralgia nas articulações de joelho direito e ainda no tornozelo direito, e punho esquerdo. A criança encontrava-se em estado geral regular, corada, hidratada, eupneia, acianótica, anictérica, afebril, consciente ao exame físico. O hemograma, bioquímica e eletrólitos foram normais. Os exames fator reumatoide (FR) foi reagente; velocidade de hemossedimentação (VHS) de 45 mm/h; Proteína C-Reativa (PCR) de 25mg/dl, Fator Antinuclear (FAN) reagente com padrão homogêneo e anticorpos anti-DNA de cadeia dupla (dsDNA), anti-Sm, anti-Ro, anti-La, e anti-RNP, não reagentes.

1) Qual é o diagnóstico mais provável? - 0,2 pontos
2) Considerando a forma de início dessa molestia, qual é o principal risco desta criança? 0,15 pontos
3) Qual é o papel etiológico duma possível trauma na evolução desta doença? 0,15 pontos



RATING: 2.94

1) Qual é o diagnóstico mais provável?

Artrite idiopatica juvenil, forma oligoarticular. 0,2 p

DISCUSSÃO: Artrite com duração mínima de 6 semanas em uma ou mais articulações, idade de início inferior a 16 anos e exclusão de outras causas de artrite, Definição: artrite em uma a quatro articulações durante os 6 primeiros meses de doença. Este termo se refere aos casos de AIJ com artrite que compromete uma a quatro articulações durante os 6 primeiros meses de doença. Esta é a forma mais freqüente de AIJ, representando 26% a 56% de todos os casos, na maioria das casuísticas. Incide preferencialmente em crianças pequenas do sexo feminino (mediana de idade de início de 5,2 anos). As articulações mais freqüentemente acometidas são os joelhos e os tornozelos, geralmente de maneira assimétrica.

2) Considerando a forma de início dessa molestia, qual é o principal risco desta criança?

Uveíte anterior crônica. 0,15 p

DISCUSSÃO: Anticorpos antinucleares (AAN) são encontrados em 40% a 50% dos casos e constituem um fator de risco para o desenvolvimento de uveíte anterior crônica. Esta complicação, que ocorre em até 20% das crianças com esta forma de AIJ, é mais freqüente durante os primeiros 5 anos de aparecimento da artrite, mas em cerca de 10% dos casos pode preceder o início do quadro articular. O início da uveíte é insidioso e assintomático na grande maioria dos casos. Quando presentes, as queixas mais comuns são hiperemia, dor ocular, lacrimejamento, diminuição da acuidade visual, fotofobia e cefaléia. O diagnóstico de uveíte pode ser feito através do exame oftalmológico de lâmpada de fenda que mostra os primeiros sinais de infl amação, que são a presença de proteínas e células (fl are) na câmara anterior do olho. Exames de lâmpada de fenda devem ser realizados a cada 3 meses nas crianças com AIJ de início oligoarticular com AAN positivos. Uveítes não tratadas podem evoluir para seqüelas que variam desde sinéquias posteriores até catarata, glaucoma e cegueira.

3) Qual é o papel etiológico duma possível trauma na evolução desta doença?

Nenhum. 0,15 p

Curiosamente, algumas destas crianças referem história de trauma precedendo o aparecimento da artrite. Durante o seguimento, a persistência da artrite e o afastamento de outras etiologias leva ao diagnóstico de AIJ. Nesta forma, a criança permanece com ótimo estado geral e não costuma apresentar outras queixas, além da artrite

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