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CRESCIMENTO INTRA–UTERINO RETARDADO (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

Tem que apontar desde começo que o CIUR e uma conseqüência do sofrimento fetal crônico. Alguns autores consideram sinônimos.

Para compreendermos os exatos mecanismos que conduzem ao crescimento intra-uterino inadequado, devemos nos reportar à embriologia e desenvolvimento normais do concepto. Os avanços tecnológicos adquiridos nas últimas décadas permitiram a melhor compreensão do início da vida na espécie humana, documentando-se desde o exato momento da rotura folicular, liberando o óvulo envolto por células protetoras e nutritivas da coroa radiata, até sua captação pela tuba uterina e assédio pelos espermatozóides, a caminho da fertilização.

Unidos genomas materno e paterno, inicia-se a formação de um novo indivíduo, com progressiva divisão celular e, concomitantemente, migração para a cavidade uterina, onde o ovo irá nidar e desenvolver.

OBJETIVA: (1157962 votos)..........99.31% das questões objetivas receberam votos.
Um menino de 10 anos apresenta ferida na cabeça que inicialmente surgiu como uma pequena pápula e que posteriormente cresceu formando uma placa eritematosa. No centro da lesão, que não tem aspecto descamativo e não é pruriginosa, os pelos tornaram-se fracos, quebradiços e curtos. O tratamento mais adequado para essa lesão é:
A. cefalexina oral por 1 a 2 semanas
B. griseofulvina oral por 8 a 12 semanas
C. ivermectina oral repetida em 1 semanas
D. itraconazol oral por 8 a 10 semanas
E. terbinafina oral por 4 a 6 semanas

  RATING: 3.07

Um menino de 10 anos apresenta ferida na cabeça que inicialmente surgiu como uma pequena pápula e que posteriormente cresceu formando uma placa eritematosa. No centro da lesão, que não tem aspecto descamativo e não é pruriginosa, os pelos tornaram-se fracos, quebradiços e curtos. O tratamento mais adequado para essa lesão é:

A. cefalexina oral por 1 a 2 semanas
INCORRETO: A cefalexina é antibiótico de uso sistêmico indicado para infecções bacterianas piogênicas (como impetigo ou foliculite bacteriana), mas não possui qualquer ação sobre dermatófitos e não se aplica ao quadro clínico descrito.
B. griseofulvina oral por 8 a 12 semanas
CORRETO : A apresentação clínica descrita corresponde à tinha do couro cabeludo (tinea capitis) por dermatófito, com evolução de pápula para placa eritematosa e pelos frágeis, quebradiços e curtos no centro da lesão, mesmo sem descamação ou prurido evidentes; conforme diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria, a griseofulvina oral constitui o antifúngico de escolha em crianças nessa faixa etária, com duração de 8 a 12 semanas, por ser o único com ação fungicida específica nos folículos pilosos e pela experiência consolidada no manejo da doença.
C. ivermectina oral repetida em 1 semanas
INCORRETO : A ivermectina oral é antiparasitário utilizado em pediculose ou escabiose, sem qualquer efeito antifúngico, sendo completamente inadequada para o tratamento de tinea capitis.
D. itraconazol oral por 8 a 10 semanas
INCORRETO : Embora o itraconazol seja um antifúngico azólico com atividade contra dermatófitos, ele constitui terapia alternativa reservada a casos de falha ou contraindicação à griseofulvina; sua duração habitual é inferior (4 a 6 semanas) e não representa a opção de primeira linha em pediatria segundo protocolos nacionais.
E. terbinafina oral por 4 a 6 semanas
INCORRETO : Embora a terbinafina seja um antifúngico alilamínico eficaz contra Trichophyton spp. e possa ser utilizada como alternativa em tinea capitis, as diretrizes pediátricas brasileiras priorizam a griseofulvina como tratamento de escolha em crianças; além disso, a duração proposta (4 a 6 semanas) é típica da terbinafina, mas não altera o fato de não ser a opção mais adequada como terapia inicial nesse contexto.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.07)

DISCURSIVA: (183917 votos) ..........99.41% das questões discursivas receberam votos.

Sobre o carcinoma de células renais, discorra teoricamente:

  1. Quais os mecanismos dos sinais e sintomas e a frequência da tríade clássica?  (Subtotal questão 1 = 0,12 p)
  2. Quais as principais síndromes paraneoplásicas e suas causas?  (Subtotal questão 2 = 0,15 p)
  3. Cite os achados laboratoriais mais frequentes e o método radiológico de escolha.  (Subtotal questão 3 = 0,10 p)
  4. Descreva o sistema TNM de estadiamento e principais modificações.  (Subtotal questão 4 = 0,13 p)




RATING: 2.93

Sobre o carcinoma de células renais, discorra teoricamente:

  1. Quais os mecanismos dos sinais e sintomas e a frequência da tríade clássica?  (Subtotal questão 1 = 0,12 p)
  2. Quais as principais síndromes paraneoplásicas e suas causas?  (Subtotal questão 2 = 0,15 p)
  3. Cite os achados laboratoriais mais frequentes e o método radiológico de escolha.  (Subtotal questão 3 = 0,10 p)
  4. Descreva o sistema TNM de estadiamento e principais modificações.  (Subtotal questão 4 = 0,13 p)


1. Mecanismos dos sinais e sintomas e frequência da tríade clássica
Os sinais e sintomas resultam, basicamente, de três mecanismos: efeitos diretos do tumor primário (ação local), das metástases a distância ou da ocorrência de síndromes paraneoplásicas (0,04 p). O achado clínico mais frequente é a hematúria, que pode ser macroscópica ou microscópica e ocorre em aproximadamente 60% dos casos (0,03 p). Dor abdominal ou no flanco aparece em cerca de 40% dos pacientes, enquanto massa palpável no abdome é encontrada em apenas 10% deles (0,02 p). A tríade clássica — hematúria, dor lombar e massa palpável — está presente em menos de 10% dos casos (0,03 p).


2. Principais síndromes paraneoplásicas e suas causas

O carcinoma de células renais apresenta, em até 20% dos pacientes, um amplo espectro de síndromes paraneoplásicas (0,04 p).

  • Eritrocitose: afeta de 3% a 10% dos pacientes; explicada pela produção autônoma de eritropoietina pelo tumor ou pela hipóxia regional causada pela compressão da neoplasia sobre o tecido renal normal (0,04 p).
  • Hipertensão arterial: corresponde a cerca de 40% dos casos; mecanismos mais aceitos são produção endógena de renina em altos níveis e obstrução de ramos arteriais secundários à compressão exercida pelo tumor (0,03 p).
  • Hipercalcemia: surge em 1% a 13% dos casos; pode ocorrer pela produção de substância semelhante ao paratormônio ou pela ação osteoclástica direta das metástases ósseas (0,03 p). Síndrome de Stauffer: disfunção hepática reversível na ausência de metástases no fígado; caracteriza-se por hipergamaglobulinemia, elevação de fosfatase alcalina e bilirrubina, tempo de protrombina prolongado; costuma regredir após nefrectomia (0,01 p).


3. Achados laboratoriais mais frequentes e método radiológico de escolha

Os achados laboratoriais mais frequentes são: anemia (aproximadamente 30% dos casos, normocrômica e normocítica, decorrente de perda crônica de sangue ou processos hemolíticos), hematúria (cerca de 60%) e elevação da velocidade de hemossedimentação (até 75% dos casos, refletindo o componente inflamatório) (0,05 p). O método radiológico de escolha, hoje, é a tomografia computadorizada abdominal realizada em três fases com contraste; realce superior a 20 unidades Hounsfield após administração do contraste é indicativo de neoplasia (0,05 p).


4. Sistema TNM de estadiamento e principais modificações

O estadiamento é realizado pelo sistema TNM, que avalia: extensão anatômica do tumor primário (T), envolvimento de linfonodos regionais (N) e presença de metástases a distância (M) (0,04 p). Essa classificação permite estratificar os pacientes em grupos de risco, estimar o prognóstico, prever a probabilidade de progressão da doença e comparar resultados de diferentes protocolos de tratamento (0,04 p). Principais modificações introduzidas:

  • subdivisão do estádio T2 em T2a (tumores menores ou iguais a 10 cm) e T2b (maiores que 10 cm); (0,01 p).
  • invasão da glândula suprarrenal ipsilateral classificada como T4;  (0,01 p).
  • reclassificação do envolvimento da veia renal como T3a, com subcategorias T3a/T3b/T3c conforme extensão do trombo no sistema venoso (0,03 p).


FONTE:

NEOPLASIAS DE APARELHO URINARIO - PLATAFORMA MISODOR

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.93)

CASO CLINICO: (214536 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Uma criança de 6 meses de idade é trazida por sua mãe após ter sido deixada sozinha com seu 'namorado'. Ela estava bem ontem, mas hoje não se alimenta e está mais sonolenta que o normal. Não tem febre, congestão, vômitos ou diarreia. O exame físico é normal, exceto pelo fato de que a criança parece ter mais dificuldade de acordar que o comum.
1) Qual é a principal suspeita? (0,2 pontos)
2) Quais possíveis etiologias devem ser consideradas? (0,3 pontos)


RATING: 2.95

1) Abuso infantil é a mais provável. (0,2 pontos)
Preste atenção às fontanelas e ao fundo de olho da criança: fontanelas tensas ou quaisquer anormalidades no exame de fundo do olho são extremamente significativas. O abuso infantil nessa situação tem maior probabilidade de ter sido na forma de sacudir violentamente o bebê. Nessa situação, o movimento de chicote da cabeça da criança pode causar ruptura das veias corticais em ponte, que ligam as veias da dura e aracnoide, levando à formação de um hematoma subdural. Estes podem ocorrer bilateralmente, com uma freqüência 5 a 10 vezes maior que o sangramento epidural.
Os hematomas subdurais podem ocorrer de forma crônica em crianças pequenas que sofrem maus tratos, estando associados a fraturas cranianas em 30% dos casos. Hemorragias retinianas são encontradas em 75% dos pacientes com hematomas subdurais. Os exames neurológicos de imagem classicamente revelam lesões em forma de meia-lua entre o cérebro e o crânio.

2) Também considere:
- sepse (0,1 pontos)
- intussuscepção (0,1 pontos)
- anormalidades metabólicas congênitas (0,1 pontos)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.95)




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