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O TRATAMENTO DO CHOQUE SEPTICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Esse choque apresenta uma característica muito interessante - depende da resposta do hospedeiro. Em muitos casos, o que mata não é o próprio agente patógeno, mas sim a reação fisiológica - ás vezes exagerada - do próprio organismo.
O que é muito importante aqui? Primeiro, identificar precoce o choque séptico - pois a identificação já significa intervenção: inicio da ressuscitação - precisamente, o suporte hemodinâmico para manter a transferência de O2 Já com essa medida corretamente instituída é suficiente para prevenir o desenvolvimento de falência de órgãos de vários sistemas e uma PCR e assim, reduzir a morbidade e a mortalidade pediátrica.
Segundo, pensar imediatamente que as alterações clínicas, hemodinâmicas e metabólicas observadas no choque séptico tem como base dum lado a própria infecção e do outro a liberação ou ativação de mediadores inflamatórios.

OBJETIVA: (1038156 votos)..........97.79% das questões objetivas receberam votos.
Criança de 3 anos de idade, parda, portadora de anemia falciforme, foi avaliada no pronto-socorro com quadro de palidez, hipoatividade e dor abdominal nas últimas 24 horas. Ao exame: consciente, descorada +++/++++, frequência respiratória = 32 irpm, frequência cardíaca = 150 bpm, pulsos periféricos finos, icterícia conjuntiva! +/++++; pulmões: sem alterações; coração: bulhas rítmicas, taquicárdicas, com sopro sistólico+/++++; abdome: globoso, doloroso em hipocôndrio esquerdo, sem sinais de peritonismo, fígado a 3 em reborda costal direita (RCD) e baço a 7 em reborda costal esquerda (RCE). Qual é o diagnóstico mais provável para esse caso?
A. Colecistite aguda.
B. Crise de vasoclusão mesentérica.
C. Síndrome torácica aguda
D. Crise de aplasia medular.
E. Crise de sequestro esplênico

  RATING: 3.09

Criança de 3 anos de idade, parda, portadora de anemia falciforme, foi avaliada no pronto-socorro com quadro de palidez, hipoatividade e dor abdominal nas últimas 24 horas. Ao exame: consciente, descorada +++/++++, frequência respiratória = 32 irpm, frequência cardíaca = 150 bpm, pulsos periféricos finos, icterícia conjuntiva! +/++++; pulmões: sem alterações; coração: bulhas rítmicas, taquicárdicas, com sopro sistólico+/++++; abdome: globoso, doloroso em hipocôndrio esquerdo, sem sinais de peritonismo, fígado a 3 em reborda costal direita (RCD) e baço a 7 em reborda costal esquerda (RCE). Qual é o diagnóstico mais provável para esse caso?

A. Colecistite aguda.
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Crise de vasoclusão mesentérica.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Síndrome torácica aguda
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Crise de aplasia medular.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Crise de sequestro esplênico
CORRETO : O sequestro esplênico ocorre nas crianças com drepanocitose, que ainda não foram autoesplenectomizadas por sucessivos infartos esplênicos, por causa das crises de vasoclusão. Acontece até os 5 anos nas crianças SS e, nas SC e S-beta thal, durante toda a infância. O quadro é súbito, caracterizado por esplenomegalia dolorosa e progressiva e com evolução rápida para o choque hipovolêmico. Surge especialmente após um quadro infeccioso, mas pode ser espontânea. Além da clínica, o hemograma é bastante sugestivo: anemia grave, muito mais significativa que a habitual da criança e plaquetopenia por volta de 80.000, insuficiente para causar hemorragia. ~uma emergência pediátrica e o tratamento é feito por transfusão de glóbulos vermelhos (10 mUkg, que pode ser repetida de acordo com a necessidade).
Também são necessários reposição de líquidos e eletrólitos e tratamento da infecção, se for o caso.
Após o tratamento da criança, a melhora é rápida: em poucos dias, o baço involui e a plaquetopenia regride. A recorrência acontece em 50% e, geralmente, ocorre até 4 meses após o primeiro episódio. Dessa forma, se a crise se apresentar como quadro grave, está indicada a esplenectomia.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.09)

DISCURSIVA: (178152 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A doença falciforme representa a enfermidade hereditária mais prevalente no mundo (um caso novo da doença para cada 700 nascidos vivos). Relacionado á isso, responda ás seguintes perguntas:
1) Qual é o modelo de paciente com anemia falciforme? (0,1 p)
2) O que que é o traço falcemico? (0,2 p) 
3) Que tipo de hemoglobina apresenta um eritrócito em foice e qual é a mutação correspondente? (0,2 p)


RATING: 2.97

A doença falciforme representa a enfermidade hereditária mais prevalente no mundo (um caso novo da doença para cada 700 nascidos vivos). Relacionado á isso, responda ás seguintes perguntas:
1) Qual é o modelo de paciente com anemia falciforme? (0,1 p)
2) O que que é o traço falcemico? (0,2 p) 
3) Que tipo de hemoglobina apresenta um eritrócito em foice e qual é a mutação correspondente? (0,2 p)

1) Qual é o modelo de paciente com anemia falciforme?

O estereótipo do paciente falcêmico é o indivíduo negro que apresenta anemia hemolítica crônica, hipodesenvolvimento e sofrendo várias crises álgicas por ano. (0,10 p)

2) O que que é o traço falcemico?

A Anemia Falciforme não deve ser confundida com o traço falciforme. Traço falciforme significa que a pessoa é tão somente portadora da doença, com vida social normal. Constitui o traço falcêmico = heterozigose da hemoglobina S com a hemoglobina A - tem fenótipo semelhante ao normal - não está enquadrado dentro do grupo das doenças falciformes (0,2 p)

3) Que tipo de hemoglobina apresenta um eritrócito em foice e qual é a mutação correspondente?

A mutação genética, responsável pela formação da hemoglobina S, resulta da troca da valina por ácido glutàmico na posição 6 da cadeia da globina β. Essa mudança resulta no aparecimento da hemoglobina S que tem a propriedade de formar polímeros quando deso-xigenada. Dentro dos vasos sangüíneos, esses polímeros causam oclusão vascular. (0,2 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

CASO CLINICO: (207644 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
T. R. N. de São Paulo, paciente de 64 anos de idade, que procurou o serviço para tratamento de dor crônica e ferida no membro inferior direito. Descreve que a primeira lesão ulcerada surgiu há 10 anos e fez tratamento medicamentoso e com repouso que resultava na cicatrização das lesões, contudo apresentavam recidivas. Relata que os movimento dos pés e tornozelos vêm piorando com o tempo, necessitando do apoio de uma bengala. Ao exame físico detectaram-se, na face interna do terço distal da perna, lesão ulcerada, pele com aspecto descamativo, endurecida, perda de movimento de pododáctilos e tornozelo. Foi feita avaliação clínica, goniométrica e perimétrica.

Questões:
1) Qual é o diagnóstico mais provável? (0,0625 p)
2) Quais são os métodos não invasivos de diagnóstico desta moléstia e qual é considerado 'padrão de ouro'? (0,125 pontos)
3) Qual é o tratamento clínico neste caso? (0,21875 p)
4) Quais são os critérios de indicação para tratamento cirurgico.(0,09375 pontos)


RATING: 2.97

1) Qual é o diagnóstico mais provável?
Edema, induração, hiperpigmentação e ulceração, lesão do membro inferior, parte interna da perna sugere:
INSUFICIENCIA VENOSA CRONICA, ESTADO EDEMATOSO. - 0,03125 p
TROMBOSE VENOSA PROFUNDA DE MEMBRO INFERIOR DIREITO. - 0,03125 p
2) Quais são os métodos não invasivos de diagnóstico desta moléstia e qual é considerado 'padrão de ouro'?
NÃO INVASIVOS:
- sonar de efeito Doppler portátil - 0,03125 p
- Mapeamento Dúplex (MD) ou Eco-Doppler - 0,03125 p
- fotopletismografia venosa - 0,03125 p - considerado 'padrão ouro' - 0,03125 p
DISCUSSÃO: Os exames subsidiários solicitados para a confirmação diagnóstica e quantificação da hipertensão venosa, são divididos em testes não-invasivos e invasivos.
Flebografia do membro inferior é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico da IVC sendo a associação da flebografia ascendente à descendente permite o diagnóstico anatômico das lesões valvulares e quantificação da hipertensão venosa. Além disto, ainda hoje são exames fundamentais para a absoluta indicação do tratamento cirúrgico da IVC. A flebografia ascendente é realizada com o paciente em decúbito dorsal horizontal ou a 60º e injeta-se uma substância de contraste no sistema venoso por meio de punção de veia dorsal do pé com garroteamento distal do tornozelo. Neste exame é importante observar-se a perviedade do sistema venoso profundo, as obstruções venosas, as dilatações das veias, a circulação colateral e a presença das válvulas venosas. Já na flebografia descendente, a substância de contraste é injetada por meio de cateter colocado na veia femoral ou por meio de punção simples desta veia. Acompanha-se a progressão retrógrada da substância de contraste, utilizando a manobra de Valsalva e em casos graves de IVC, pode-se verificar o refluxo da substância de contraste atingindo as veias do tornozelo. A flebografia descendente analisa fundamentalmente a competência do sistema valvular das veias profundas. 3) Qual é o tratamento clínico neste caso?
As úlceras venosas são tratadas conservadoramente com elevação dos MMII, terapia compressiva e a Bota do Unna. - 0,03125 p
Tratar a dermatite de estase e o eczema varicoso com soluções de lanolina e preparações com corticosteróides de uso tópico - 0,03125 p
AMBULATORIO:
HIRUDOID aplicações locais 3-4 vezes ao dia. - 0,03125 p
DAFLON 900mg em dose única diária, pela manhã - 0,03125 p ou VECASTEN Um comprimido uma vez ao dia, podendo ser administrado 2 vezes ao dia - 0,03125 p .
CAPILAREMA Adultos: dose inicial: via oral, 225 mg por dia. Dose de manutenção: via oral, 150 mg por dia. - 0,03125 p
Utiliza-se antibioticoterapia somente em pacientes com contaminação bacteriana comprovada e após isolamento da bactéria predominante na lesão - 0,03125 p
4) Quais são os critérios de indicação para tratamento cirurgico.
- pacientes que não melhoraram com a terapia clínica - 0,03125 p
- pacientes que desenvolveram complicações recorrentes (celulite, úlceras infectadas ou tromboses - 0,03125 p
- pacientes incapazes de manter o tratamento clínico e principalmente jovens em idade produtiva. - 0,03125 p

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.97)




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