ESTUDE COM A GENTE PARA A PROVA DE TITULO DESSE ANO EM PEDIATRIA E EM EMERGÊNCIAS PEDIATRICAS

É A MELHOR PLATAFORMA DE ESTUDO E AUTO-AVALIAÇÃO VINCULADA PARA MÉDICOS E ESTUDANTES DE MEDICINA






CADASTRE-SE AQUI                                                                                     ESQUECI MINHA SENHA

Escolher a tematica (coloca trÊs letras e depois escolhe a opÇÃo):

    

2565 USUARIOS INSCRITOS
886 PROVAS FEITAS POR ASSINANTES
743 RECADOS DOS VISITANTES
506 TENTATIVAS (23 CONTESTAÇÕES)
14781 QUESTÕES OBJETIVAS
3438 QUESTÕES DE CLINICA MÉDICA
5768 DE PEDIATRIA (3183 EMERGÊNCIAS PEDIATRICAS)
2998 QUESTÕES DE CIRURGIA
1791 QUESTÕES DE OBSTETRICA-GINECOLOGIA
785 QUESTÕES DE SAUDE PUBLICA
164 QUESTÕES DISSERTATIVAS COMENTADAS
196 CASOS CLINICOS COMENTADOS

ASSISTE NOSSOS TUTORIAIS

PROCURAR QUESTÕES PELA PALAVRA CHAVE

LINFEDEMAS DAS EXTREMIDADES (ÁREA DE CIRURGIA)

Linfedema é o resultado da incapacidade do sistema linfatico existente em transportar as proteínas e líquidos entrando no interstício.

  • No primeiro estágio do linfedema, quando há redução da drenagem linfática, ocorre um acúmulo de liquidos ricos em proteínas nos tecidos intersticiais. Clinicamente, trata-se de um edema mole.
  • No segundo estágio do linfedema. o quadro clínico é exacerbado pelo acúmulo de fibroblastos, adipócitos e macrófagos; sendo estes últimos provavelmente os mais importantes, o que culmina em uma resposta inflamatória local, levando a alterações estruturais significativas devido ao depósito de tecido conjuntivo e elementos adiposos na pele e subcutâneo. Neste estágio do linfedema. o edema tissular é mais proeminente e apresenta consistência elástica.
  • No terceiro e mais avançado estágio do linfedema os tecidos afetados sofrem mais lesões, resultantes da inflamação local e dos episódios infecciosos recorrentes gerados - tipicamente, por lesões com solução de continuidade na pele. As infecções recorrentes causam lesões nos canais linfaticos incompetentes e remanescentes, piorando progressivamente a insuficiência do sistema linfático. Por vezes, isso resulta em um excesso de fibrose subcutânea e cicatrizes, associadas a graves alterações da pele, características da elefantíase linfostática

OBJETIVA: (1124095 votos)..........99.51% das questões objetivas receberam votos.
Um lactente de 9 meses recebeu, pela 1ª vez, ovo na papa de legumes. Alguns minutos depois, apresentou dispneia e edema de lábios. Foi levado imediatamente ao serviço de emergência, aonde chegou hipotenso, com sibilância, estridor laríngeo e lesões urticariformes pelo corpo.
Com relação a esse caso, podemos afirmar que:
A. as dosagens de triptase sérica e histamina plasmática e urinária são necessárias para a confirmação do diagnóstico
B. os beta-2-adrenérgicos, por via inalatória, não têm nenhuma utilidade
C. a medicação de 1ª linha é a adrenalina por via subcutânea na face anterolateral da coxa
D. os anti-histaminicos H2 não têm nenhuma indicação
E. se o paciente fizer uso de betabloqueador e evoluir com hipotensão refratária a adrenalina. o glucagon poderá ser necessário

  RATING: 3

Um lactente de 9 meses recebeu, pela 1ª vez, ovo na papa de legumes. Alguns minutos depois, apresentou dispneia e edema de lábios. Foi levado imediatamente ao serviço de emergência, aonde chegou hipotenso, com sibilância, estridor laríngeo e lesões urticariformes pelo corpo.
Com relação a esse caso, podemos afirmar que:

A. as dosagens de triptase sérica e histamina plasmática e urinária são necessárias para a confirmação do diagnóstico
INCORRETO: O diagnóstico de anafilaxia é primariamente clínico, baseado em critérios como os da NIAID/FAAN (envolvimento agudo de ≥ 2 sistemas ou hipotensão isolada após exposição a alérgeno conhecido), sem necessidade de marcadores laboratoriais para confirmação inicial ou manejo emergencial. Embora níveis elevados de triptase sérica (pico em 1-2 h pós-evento) e histamina (plasmática ou urinária) possam apoiar retrospectivamente o diagnóstico (ex.: triptase >11,4 ng/mL sugere mastocitose ou anafilaxia), eles não são obrigatórios, podem ser falsos negativos em anafilaxia alimentar ou bifásica, e não alteram o tratamento imediato. Diretrizes da AAP e KDIGO enfatizam que atrasar terapia por testes laboratoriais é contraproducente, especialmente em lactentes.
B. os beta-2-adrenérgicos, por via inalatória, não têm nenhuma utilidade
INCORRETO : Beta-2 agonistas inalatórios (ex.: albuterol/salbutamol, dose 2,5-5 mg nebulizado em pediatria) têm utilidade como adjuvantes para broncoespasmo persistente ou sibilância refratária à epinefrina inicial, aliviando sintomas respiratórios por broncodilatação. Embora não sejam de primeira linha (epinefrina é prioritária), eles são recomendados em protocolos como os da Children´s Hospital of Philadelphia e Johns Hopkins para casos com componente asmático ou obstrução de vias aéreas inferiores, melhorando a oxigenação enquanto se aborda a causa subjacente. Afirmar ”nenhuma utilidade” ignora evidências de suporte em anafilaxia com wheezing.
C. a medicação de 1ª linha é a adrenalina por via subcutânea na face anterolateral da coxa
INCORRETO : Embora a adrenalina (epinefrina) seja de fato a medicação de primeira linha (dose pediátrica: 0,01 mg/kg IM, max 0,3 mg em < 30 kg), a via preferida é intramuscular (IM), não subcutânea (SC), na face anterolateral da coxa (vasto lateral) para absorção mais rápida (pico plasmático em 8 min vs. 34 min na SC). Diretrizes unânimes da AAP, WAO, EAACI e sociedades pediátricas (ex.: Johns Hopkins, CHOP) contraindicam SC devido à lentidão, que pode piorar desfechos em anafilaxia grave; autoinjetores como EpiPen Jr. são projetados para IM. Essa via errada poderia atrasar a reversão dos sintomas.
D. os anti-histaminicos H2 não têm nenhuma indicação
INCORRETO : Anti-H2 (ex.: famotidina ou ranitidina IV) têm indicação como adjuvantes em anafilaxia, especialmente para sintomas gastrointestinais (náuseas, cólicas) ou cutâneos persistentes, complementando anti-H1 (ex.: difenidramina ou cetirizina). Embora não sejam de primeira linha (não revertem choque ou via aérea), guidelines da AAFP e Johns Hopkins os recomendam em combinação com H1 para bloqueio completo da histamina, melhorando o controle sintomático sem alterar o curso vital. Afirmar ”nenhuma indicação” subestima seu papel de suporte.
E. se o paciente fizer uso de betabloqueador e evoluir com hipotensão refratária a adrenalina. o glucagon poderá ser necessário
CORRETO : Esse lactente de 9 meses apresenta um quadro clássico de anafilaxia IgE-mediada (provavelmente desencadeada pela introdução do ovo como alérgeno alimentar novo), com sintomas multissistêmicos agudos: dispneia (respiratório), edema de lábios (mucoso), hipotensão (cardiovascular), sibilância e estridor (via aérea), e urticária (cutânea). Em casos de anafilaxia refratária, especialmente em pacientes usando betabloqueadores (embora raro em lactentes, a afirmativa é hipotética e válida como princípio geral), esses medicamentos antagonizam os efeitos beta-adrenérgicos da adrenalina (epinefrina), reduzindo sua capacidade de aumentar o AMPc intracelular e reverter a hipotensão. Nesses cenários, o glucagon IV (dose típica em pediatria: 0,02 - 0,03 mg/kg, max 1 mg/dose) é recomendado como adjuvante porque atua independentemente dos receptores beta, elevando o AMPc via receptores glucagon e promovendo inotropismo positivo, vasodilatação pulmonar e reversão da hipotensão. Diretrizes pediátricas, como as da Johns Hopkins Medicine e da Resuscitation Council UK, endossam o glucagon para anafilaxia refratária em usuários de betabloqueadores, com proteção das vias aéreas devido ao risco de vômitos.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (181665 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Responda ás seguintes questões:
1) Define o estridor. (0,1 pontos)
2) Descreva pelo menos 4 causas de estridor no lactente.(0,4 pontos)


RATING: 2.99

Responda ás seguintes questões:
1) Define o estridor. (0,1 pontos)
2) Descreva pelo menos 4 causas de estridor no lactente.(0,4 pontos)

1) Defina o estridor.

Estridor: som agudo inspiratório resultante de fluxo aéreo turbulento por estreitamento da via aérea superior. Pode resultar de obstrução fixa ou dinâmica. Quando ocorre também na expiração é denominado bifásico. Sua intensidade não guarda relação direta com a gravidade (principal marcador de gravidade é o grau de desconforto respiratório). (0,1 pontos)

2) Descreva pelo menos 4 causas de estridor no lactente.

Constituem os principais grupos de causa (0,1 pontos para cada uma causa mencionada nesta lista):
  • laringomalácia;
  • paralisia de prega vocais;
  • estenose subglótica congênita;
  • hemangiomas subglóticos;
  • malformações laríngeas (membrana e atresia);
  • cistos supraglóticos;
  • papilomatose laríngea;
  • lesão por intubação;
  • crupe.

FONTE:

OBSTRUÇÃO INFECCIOSA DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.99)

CASO CLINICO: (211706 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
L.R., sexo masculino, branco, 67 anos, casado, aposentado, natural do Rio de Janeiro, residente em Caxias/RJ. admitido na Emergência do HSE em 20/05/2002 com queixa de dor abdominal há 24 horas, do tipo difusa, moderada, contínua, de início súbito, que diminuía temporariamente com uso de analgésicos, acompanhada de náuseas e dificuldade para evacuar..
No exame: lúcido, orientado no tempo e no espaço, normocromia, hidratado, eupneico, anictérico, acianótico, afebril. ACV: RCR 2t BNF (b3) PA: 130/90 mmHg FC: 90 bpm AR: MVUA sem ruídos adventícios. Abdome: globoso, distendido, peristalse débil, hipertimpânico, doloroso à palpação difusa sem descompressão dolorosa. MMII: sem alterações. Exames laboratoriais: hemograma: 12.000 - 0/0/0/0/7/71/20/4. glicemia: 105 mg/dl, rotina de abdome agudo: discreta distensão de alças intestinais. Conduta: suporte hidreletrolítico, analgesia e observação.
Pergunta-se:

1) Qual é a hipótese diagnostica e a conduta inicial? 0,1p

2) Caso suspeitar uma apendicite aguda, quais seriam os sinais a ser pesquisados na apalpação do abdômen? 0,4p



RATING: 2.91

1) A suspeita diagnóstica é de abdômen agudo e a conduta inicial consta em: suporte hidroeletrolítico, analgesia e observação.  0,1 p

2) No abdômen deveriamos pesquisar: 

a) Dor no ponto de McBurney: na união do terço lateral com o terço médio da linha que une a cicatriz umbilical à espinha ilíaca ântero-superior, a dor é mais intensa, e tende a diminuir à medida que o dedo do examinador se afasta deste ponto, para cima e para baixo, nos apêndices látero-cecais. 0,05 p

b) Hiperestesia da parede na fossa ilíaca direita: a palpação deve ser feita, também, do lado oposto a fim de comparação, de maneira delicada e com as mãos aquecidas. 0,05 p

c) Sinal de Blumberg: dor à descompressão brusca na fossa ilíaca direita - defesa muscular. 0,05 p

d) Sinal de Rovsing: dor na fossa ilíaca direita à compressão retrógrada dos gases na fossa ilíaca esquerda e flanco esquerdo. 0,05 p

e) Sinal de Chutro: desvio da cicatriz umbilical para a direita. Mede-se a distância da cicatriz umbilical até a espinha ilíaca ântero-superior. 0,05 p

f) Sinal de Lenander: diferença de temperatura áxilo e retal em torno de 1ºC.; salvo em casos de febre elevada. 0,05 p

g) Sinal do Psoas ou Lapinsky: dor à compressão do ceco contra a parede posterior do abdome, enquanto o doente eleva o membro inferior direito estendido. 0,05 p

h) Sinal do Obturador: rotação externa da coxa fletida de tal maneira que ponha em ação as fibras do músculo obturador interno irritado, que provoca dor nos casos em que este músculo está comprometido por um apêndice perfurado. 0,05 p

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.91)




A VITÓRIA É SOMENTE SUA! O CAMINHO É NOSSO!

Todos os direitos reservados. 2026.
O site misodor.com.br está online desde 04 de novembro de 2008
O nome, o logo e o site MISODOR são propriedade declarada do webmaster
Qualquer conteudo deste site pode ser integralmente ou parcialmente reproduzido, com a condição da menção da fonte.