É A MELHOR PLATAFORMA DE ESTUDO E AUTO-AVALIAÇÃO VINCULADA PARA MÉDICOS E ESTUDANTES DE MEDICINA
Escolher a tematica (coloca trÊs letras e depois escolhe a opÇÃo):
ASSISTE NOSSOS TUTORIAIS
PROCURAR QUESTÕES PELA PALAVRA CHAVE
RATING: 3 ![]()
Trata-se de indicação para a ressecção local de tumores do reto:
A. obesidade mórbida
INCORRETO: Esta não é uma indicação para ressecção local; na verdade, pode ser uma contraindicação relativa ou complicadora. Pacientes com obesidade mórbida (IMC >40) apresentam maior risco cirúrgico geral, incluindo dificuldades técnicas na abordagem transanal devido ao tecido adiposo excessivo e maior incidência de comorbidades como diabetes ou apneia do sono. Guidelines da ASCRS enfatizam que a obesidade aumenta o risco de conversão para cirurgia aberta ou complicações pós-operatórias, mas não justifica a escolha de ressecção local em si – o foco deve ser no estadiamento tumoral, não na condição corporal do paciente.
B. adenocarcinoma intramucoso
CORRETO : O adenocarcinoma intramucoso refere-se a um tumor confinado à camada mucosa do reto, equivalente a um Tis (carcinoma in situ) ou, em alguns contextos, a um T1 superficial na classificação TNM. Nesses casos, a ressecção local (como excisão transanal ou microcirurgia endoscópica transanal - TEM) é indicada porque o risco de metástases linfonodais é mínimo (geralmente <3%), permitindo uma abordagem minimamente invasiva que preserva o esfíncter anal e evita cirurgias mais radicais como a ressecção anterior do reto ou amputação abdominoperineal. Estudos como os do National Cancer Database e meta-análises (ex.: Sengupta et al., 2013; atualizados em guidelines de 2024-2025) confirmam que, para lesões intramucosas sem fatores adversos (como diferenciação pobre ou invasão linfovascular), a ressecção local oferece taxas de cura equivalentes à cirurgia radical, com menor morbidade. É uma escolha ética e baseada em evidências para pacientes selecionados, após avaliação por ressonância magnética ou ecoendoscopia retal.
C. tumores pouco diferenciados e menores do que 3 cm
INCORRETO : Embora o tamanho < 3 cm seja um critério favorável para ressecção local, a pouca diferenciação (grau histológico G3 ou alto grau) é um fator de alto risco que contraindica essa abordagem. Tumores pouco diferenciados têm maior propensão a invasão linfovascular e metástases linfonodais (risco >20%), mesmo se pequenos. De acordo com a NCCN (versão 2025), lesões com histologia pobre requerem ressecção radical com linfadenectomia para estadiamento adequado e controle oncológico, evitando recidiva local. O tamanho isolado não compensa o risco histológico.
D. regressão parcial após terapia neoadjuvante
INCORRETO : A regressão parcial (redução tumoral incompleta) após quimiorradioterapia neoadjuvante não é indicação para ressecção local; ao contrário, sugere persistência de doença viável que pode exigir cirurgia radical. Em protocolos como o 'watch and wait' (para regressão completa), a ressecção local é considerada apenas em casos selecionados de resposta total ou muito boa, mas regressão parcial aumenta o risco de recidiva e metástases. Estudos como o International Watch & Wait Database (2024) mostram que ressecção local em regressão parcial leva a taxas inaceitáveis de falha local (>30%), tornando-a inadequada.
E. tumores com margens livres maiores que 1 cm
INCORRETO : Esta alternativa é incorreta porque se refere a um critério de adequação pós-operatória, não pré-operatória. Margens livres >1 cm são essenciais para confirmar a ressecção R0 (sem doença residual) após a cirurgia, mas não servem como indicação inicial para escolher a ressecção local. A decisão pré-operatória baseia-se em estadiamento (imagem, biópsia), não em margens hipotéticas. Se as margens forem inadequadas na peça ressecada, pode-se necessitar de reoperação radical, mas isso não define a indicação inicial.
Gabarito: B
RATING: 3.57 ![]()
FONTE:
Homem de 55 anos, previamente hígido, refere ganho ponderal central progressivo de 12 kg em 8 meses, facilidade para formação de hematomas ao menor trauma, fraqueza muscular proximal acentuada (dificuldade para subir escadas) e hipertensão arterial sistêmica de instalação recente e de difícil controle medicamentoso. Nega uso crônico de corticoides. Ao exame físico: obesidade centrípeta marcada e fácies pletórica. Exames laboratoriais iniciais mostram cortisol plasmático elevado com supressão de ACTH, configurando hipercortisolismo ACTH-independente.
I. Suspeita diagnóstica
II. Possível causa da doença diagnosticada
III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico
IV. Tratamento
Todos os direitos reservados. 2026.
A VITÓRIA É SOMENTE SUA! O CAMINHO É NOSSO!
O site misodor.com.br está online desde 04 de novembro de 2008
O nome, o logo e o site MISODOR são propriedade declarada do webmaster
Qualquer conteudo deste site pode ser integralmente ou parcialmente reproduzido, com a condição da menção da fonte.