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REGURGITAÇÃO TRICÚSPIDE (ÁREA DE PEDIATRIA)

regurgitação tricúspide isolada geralmente está associada à anomalia de Ebstein da valva tricúspide. e freqüentemente acompanha uma disfunção ventricular direita.

A anomalia de Ebstein pode ocorrer sem cianose ou com intensidade variável de cianose, dependendo da gravidade da regurgitação tricúspide da presença de uma comunicação a nível atrial (forame oval patente ou comunicação interatrial).

Crianças mais velhas tendem a ter a forma acianótica, enquanto se ela for detectada no recém-nato a anomalia de Ebstein geralmente está associada à cianose grave. A regurgitação tricúspide também é encontrada nos recém-natos com asfixia perinatal.


OBJETIVA: (1192326 votos)..........99.12% das questões objetivas receberam votos.
Um recém-nascido de 20 dias de vida é trazido ao pronto-socorro com história de febre de 39 ºC há 2 dias. Ao exame físico, encontra-se em mau estado geral, taquipneico, com FC = 180 bpm, T = 38,8 ºC, irritado, com extremidades frias e tempo de enchimento capilar maior que 3 segundos, sem icterícia ou cianose, saturação de oxigênio em ar ambiente de 89% e com exame físico especial sem foco aparente de infecção. Foram realizados exames para triagem infecciosa, e os primeiros a ficarem prontos foram: hemograma: Hb = 11,5 mg/dL, Ht= 32%, 28.000 leucócitos/mm3, 75% neutrófilos, 12% bastões, 2% metamielócitos, 11% linfócitos, 98.000 plaquetas; PCR = 23 mg%; lactato = 8 mmol/L. Assinale a INCORRETA:
A. o quadro descrito caracteriza sepse grave
B. a coleta de liquor é mandatária nesse caso
C. os agentes mais prováveis são Streptococcus do grupo B, Escherichia co/i e Listeria monocytogenes
D. a administração de antibioticoterapia intravenosa deve ocorrer em até 4 horas
E. deve-se providenciar uma via de acesso para infusão de cristaloide

  RATING: 2.56

Um recém-nascido de 20 dias de vida é trazido ao pronto-socorro com história de febre de 39 ºC há 2 dias. Ao exame físico, encontra-se em mau estado geral, taquipneico, com FC = 180 bpm, T = 38,8 ºC, irritado, com extremidades frias e tempo de enchimento capilar maior que 3 segundos, sem icterícia ou cianose, saturação de oxigênio em ar ambiente de 89% e com exame físico especial sem foco aparente de infecção. Foram realizados exames para triagem infecciosa, e os primeiros a ficarem prontos foram: hemograma: Hb = 11,5 mg/dL, Ht= 32%, 28.000 leucócitos/mm3, 75% neutrófilos, 12% bastões, 2% metamielócitos, 11% linfócitos, 98.000 plaquetas; PCR = 23 mg%; lactato = 8 mmol/L. Assinale a INCORRETA:

A. o quadro descrito caracteriza sepse grave
CORRETO: A questão mostra recém-nascido com quadro de febre sem sinais de localização, associado a deterioração clínica com sinais de comprometimento sistêmico (taquipneia, queda de saturação, perfusão periférica lentificada) e exames laboratoriais com padrão infeccioso (leucocitose com desvio à esquerda) e PCR elevada. Trata-se de caso de sepse grave.
B. a coleta de liquor é mandatária nesse caso
CORRETO : A punção liquórica é mandatária em qualquer caso de recém-nascido com febre sem sinais de localização.
C. os agentes mais prováveis são Streptococcus do grupo B, Escherichia co/i e Listeria monocytogenes
CORRETO : Os agentes mais comuns de sepse em recém-nascidos são Streptococcus beta-hemolítico do grupo B (agente Gram positivo) e Escherichia co/i e Listeria monocytogenes (agentes Gram negativos).
D. a administração de antibioticoterapia intravenosa deve ocorrer em até 4 horas
INCORRETO : Quando falamos em sepse, alguns conceitos comumente aparecem em provas de Residência Médica, e nesta questão vale relembrarmos:

A) Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SRIS): para fechar o diagnóstico é preciso apresentar pelo menos 2 dos 4 critérios descritos a seguir:
1) Alterações de temperatura corpórea (>38 ou <36ºC); Taquicardia: Frequência Cardíaca (FC) >90 bpm ou 2 Desvios-Padrão (DP) acima do normal para idade, na ausência de estímulos externos, medicações de uso crônico, dor ou elevação persistente e inexplicada de FC por 30 minutos a 4 horas; 2) Criança <1 ano, bradicardia (FC média < percentil 10 para idade, sem que haja estimulo vagai, uso de betabloqueador ou cardiopatia congênita, ou queda de FC persistente por mais de 30 minutos); 3) Frequência respiratória média >2DP acima do normal para idade ou ventilação mecânica; 4) Leucopenia (< 4.000/mm³) ou leucocitose (>12.000/mm³) ou presença de formas jovens em valoces >10%.
B) Sepse: SRIS na presença de infecção suspeita ou confirmada. Nos recém-nascidos, a sepse tem sinais inespecíficos como instabilidade térmica, desconforto respiratório, intolerância alimentar, alterações cutâneas (palidez, eritema, má perfusão), letargia, irritabilidade, convulsões, tremores, hiper ou hipoglicemia;
C) Sepse grave: sepse mais disfunção cardiovascular ou com síndrome do desconforto respiratório agudo ou sepse mais 2 ou mais outras insuficiências de órgãos;
D) Choque séptico: sepse e disfunção cardiovascular apesar de administração de fluido intravenoso em bolus de 40ml/kg em 1 hora; Disfunção cardiovascular: hipotensão arterial (pressão sistólica < percentil 5 para idade ou < 2DP); ou necessidade de droga vasoativa para manter pressão arterial normal; ou 2 dos seguintes: acidose metabólica inexplicada, aumento de lactato 2 vezes o normal, oligúria (débito urinário < 0,5 ml/kg/h), enchimento capilar > 5 segundos ou diferença entre temperatura central e periférica > 3º C.

E. deve-se providenciar uma via de acesso para infusão de cristaloide
CORRETO : O tratamento inicial deve envolver reposição volêmica com solução cristaloide e antibioticoterapia, idealmente dentro da 1ª hora de tratamento.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.56)

DISCURSIVA: (185590 votos) ..........98.27% das questões discursivas receberam votos.
O resultado da gasometria abaixo é compatível com que quadro clínico? Justifique.

(A) Um paciente diabético em coma hiperglicêmico
(B) Paciente com overdose de opióide

  • pH: 7,0
  • [HCO3‐]real: 29,5 mEql/l
  • pCO2: 80 mmHg
  • [HCO3‐]standard: 24 mEql/l
  • BE.: ‐1


RATING: 2.98

O resultado da gasometria abaixo é compatível com que quadro clínico? Justifique.

(A) Um paciente diabético em coma hiperglicêmico
(B) Paciente com overdose de opióide

  • pH: 7,0
  • [HCO3‐]real: 29,5 mEql/l
  • pCO2: 80 mmHg
  • [HCO3‐]standard: 24 mEql/l
  • BE.: ‐1

ETAPA I: é acidose ou alcalose? 

E acidose (o pH e 7,0 < 7,44) (0,02 p)

ETAPA II: é respiratoria ou metabolica?

Vamos considerar o CO2 versus o HCO3 (0,02 p). Quém é mais modificado (0,02 p)? Com certeza, o CO2 (0,02 p), ou seja, temos uma ACIDOSE RESPIRATORIA (0,02 p).

ETAPA III: É uma acidose respiratória AGUDA ou CRÔNICA?

Vamos ver, então, pACO2 subiu com 38 mm Hg (0,02 p), enquanto o pH caiu com 0,44 (0,02 p).  Ou seja, para cada mm Hg de CO2 o pH caiu com 0,01 (0,02 p). Ou seja, é um disturbio crônico (0,02 p), o organismo teve tempo de copmpensar esta acidemia com aumento de HCO3 (0,02 p)

Causas mais frequentes de acidose respiratoria:

Causa mai frequente: HIPOVENTILAÇÃO (0,02 p)

Depressão SNC (opiodes  (0,02 p)- inibem o centru respíratorio (0,02 p), com bradipneia, retenção CO2) (0,02 p) - (RESPOSTA CORRETA B Paciente com overdose de opioide) (0,02 p)
  • Pneumotorax (a respiração não pode ser eficiente por causa do colapso) (0,02 p)
  • Doenças pulmonares (pneumonia muito extensa) (0,02 p)
  • Doenças musculo-esqueleticas: (0,02 p)
  • Cifoescoliose - normalmente cronica (0,02 p)
  • Guillain Barré - normalmente aguda (0,02 p)
  • Miasthenia gravis - cronica tambem (0,02 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.98)

CASO CLINICO: (217520 votos)..........99.02% dos casos clinicos receberam votos.
Adolescente de doze anos, sexo feminino, caucasiana, sem antecedentes relevantes. No decorrer do mês de Agosto, iniciou subitamente prurido e eritema palmo-plantar, seguido de exantema nas mãos e nos pés e aparecimento de febre (38,5° C de temperatura axilar). Gradualmente, surgiu odinofagia e edema ligeiro da face. Ao quarto dia verificou-se generalização do exantema e agravamento da febre tendo recorrido ao Serviço de Urgência.
Na observação, era de salientar a febre (temperatura axilar de 39°C), associada a bom estado geral, ausência de sinais meníngeos, não transmitindo “sensação de doença grave”. Apresentava ligeiro edema da face e dos lábios acompanhado de exantema generalizado, papular de aspecto purpúrico e petéquial, com elementos de vários tamanhos (2 a 5 mm). As lesões eram dispersas pelo corpo mas tornavam-se confluentes e delimitadas às mãos/punhos e pés/tornozelos de forma simétrica, dando um nítido aspecto de “luvas e meias”. As palmas das mãos e plantas dos pés estavam atingidas. A mucosa oral apresentava enantema petequial com lesões ulceradas no palato e pilares amigdalinos e na região peribucal o exantema era mais intenso.
Os exames complementares de diagnóstico mostraram trombocitopenia (plaquetas 80000/mm3) e proteína C reativa de 6,3 mg/dL (normal < 0,5 mg/dL). O hemograma, estudo da coagulação, e as provas de função hepática e renal foram normais. A hemocultura viria a ser estéril.

I) Qual seria a etiologia provável desta moléstia? (0,1 pontos) II) Qual é a evolução provável deste quadro clinico? (0,1 pontos)

III) Enumeram pelo menos outras quatro formas clínicas que podem ser causadas por mesmo agente etiologico nas crianças. (0,3 pontos)




RATING: 3

I) Qual seria a etiologia provável desta moléstia? (0,1 pontos)

O Parvovírus B19 tem sido implicado como agente etiológicomais frequente.

II) Qual é a evolução provável deste quadro clinico? (0,1 pontos)

A síndrome é autolimitada e desaparece dentro de poucas semanas.

III) Enumeram pelo menos outras quatro formas clínicas que podem ser causadas por mesmo agente etiologico nas crianças. (0,3 pontos)

  1. eritema infeccioso (0,075 pontos)
  2. crise aplastica transitória (0,075 pontos)
  3. infecções fetais (0,075 pontos)
  4. miocardite (0,075 pontos)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3)




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