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EMERGÊNCIA NO PACIENTE COM ANEMIA FALCIFORME (ÁREA DE PEDIATRIA)

Na doença falciforme o problema é a presença da hemoglobina S, precisamente na cadeia beta.
Aqui, neste caso, em vez de ter valina, tem ácido glutâmico na posição 6. Essa simples mudança de estrutura causa uma das maiores e mais frequentes doenças, especialmente na raça negra - no entanto, não há exclusividade! - doença que se manifesta especialmente quando a hemoglobina está, por algum motivo - desoxigenada.
Mas e dai com a hemoglobina S? O que acontece, de fato, é que a conformação dela tem alguns "pontos fracos". Em condições de baixa tensão de oxigênio os contatos intermoleculares são facilmente induzidos e a própria hemoglobina chega a se polimerizar. Então, na verdade a falcização é, em sí, uma polimerização.

OBJETIVA: (1129670 votos)..........99.45% das questões objetivas receberam votos.
Criança do sexo masculino, com três anos de idade, nasceu de parto cesárea e teve desenvolvimento normal. Há um ano começou a apresentar dispneia de esforço progressiva e, mais recentemente, passou a acordar sufocado à noite. Ao exame físico, exibia bom estado geral e pesava 15 kg. Pulsos bem palpáveis nos quatro membros e pressão arterial sistêmica de 90x60 mmHg. Notava-se acentuado abaulamento precordial. O ritmo cardíaco era regular com 80 bpm. Auscultava-se rufiar diastólico curto com reforço pré-sistólico em área mitral. Hiperfonese de P2 e M1. Os pulmões eram limpos à ausculta, e o restante do exame físico era normal. O eletrocardiograma mostrou ritmo sinusal e sinais de crescimento ventricular direito. Chamavam a atenção, na radiografia do tórax, intensa congestão veno-capilar pulmonar e evidência de aumento do átrio esquerdo e do ventrículo direito. A criança foi submetida a cateterismo cardíaco que mostrou pressões elevadas em ventrículo direito (78/10 mmHg) e artéria pulmonar (74/5 mmHg). Cineventriculografia esquerda não evidenciou anormalidades. Qual é a suspeita diagnostica?
A. comunicação interventricular minima
B. endarterite infecciosa
C. complicação da estenose pulmonar com sindrome de Eisenmenger
D. estenose mitral congênita
E. estenose aórtica congênita

  RATING: 2.99

Criança do sexo masculino, com três anos de idade, nasceu de parto cesárea e teve desenvolvimento normal. Há um ano começou a apresentar dispneia de esforço progressiva e, mais recentemente, passou a acordar sufocado à noite. Ao exame físico, exibia bom estado geral e pesava 15 kg. Pulsos bem palpáveis nos quatro membros e pressão arterial sistêmica de 90x60 mmHg. Notava-se acentuado abaulamento precordial. O ritmo cardíaco era regular com 80 bpm. Auscultava-se rufiar diastólico curto com reforço pré-sistólico em área mitral. Hiperfonese de P2 e M1. Os pulmões eram limpos à ausculta, e o restante do exame físico era normal. O eletrocardiograma mostrou ritmo sinusal e sinais de crescimento ventricular direito. Chamavam a atenção, na radiografia do tórax, intensa congestão veno-capilar pulmonar e evidência de aumento do átrio esquerdo e do ventrículo direito. A criança foi submetida a cateterismo cardíaco que mostrou pressões elevadas em ventrículo direito (78/10 mmHg) e artéria pulmonar (74/5 mmHg). Cineventriculografia esquerda não evidenciou anormalidades. Qual é a suspeita diagnostica?

A. comunicação interventricular minima
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. endarterite infecciosa
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. complicação da estenose pulmonar com sindrome de Eisenmenger
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. estenose mitral congênita
CORRETO : A estenose mitral congênita é uma rara malformação, freqüentemente, associada a outros defeitos cardíacos, como comunicação interventricular, coarctação da aorta, estenose subaórtica, valva mitral em paraqueda, veia cava superior esquerda drenando no teto do átrio esquerdo e cor triatriatum. Mais rara ainda é sua ocorrência isolada.
A conseqüência fisiológica da estenose mitral é semelhante à de outras anomalias obstrutivas, que podem ocorrer no átrio esquerdo (estenose de veias pulmonares, cor triatriatum, estenose valvar mitral) e inclui elevação da pressão venocapilar e arterial pulmonar. As crianças portadoras dessa condição, cedo desenvolvem insuficiência cardíaca congestiva. Os sinais clínicos, bem como as alterações eletrocardiográficas, radiológicas e hemodinâmicas, são sugestivas de estenose valvar mitral.

E. estenose aórtica congênita
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.99)

DISCURSIVA: (181963 votos) ..........99.39% das questões discursivas receberam votos.
Responda ás seguintes questões sobre a coqueluche:
1) Quais são os critérios laboratoriais de diagnostico confirmado de coqueluche? (0,125 pontos)
2) Enumeram simplesmente as fases evolutivas da doença. (0,1875 pontos)
3) Que tipo de notificação tem a doença e aonde tem que comunicar em caso de suspeita? (0,125 pontos)
4) Qual é o tratamento da primeira escolha em caso de coqueluche no recém-nascido? (0,0625 pontos)


RATING: 2.99

Responda ás seguintes questões sobre a coqueluche:
1) Quais são os critérios laboratoriais de diagnostico confirmado de coqueluche? (0,125 pontos)
2) Enumeram simplesmente as fases evolutivas da doença. (0,1875 pontos)
3) Que tipo de notificação tem a doença e aonde tem que comunicar em caso de suspeita? (0,125 pontos)
4) Qual é o tratamento da primeira escolha em caso de coqueluche no recém-nascido? (0,0625 pontos)

1) Quais são os critérios laboratoriais de diagnostico confirmado de coqueluche?
Bordetella pertussis isolada em espécime clínica; (0,0625 p)
Reação de cadeia da polimerase positiva para B.pertussis. (0,0625 p)

2) Enumeram simplesmente as fases evolutivas da doença.
Fase catarral (0,0625 p), fase paroxística (0,0625 p) e fase de convalescença (0,0625 p).

3) Que tipo de notificação tem a doença e aonde tem que comunicar em caso de suspeita?
A coqueluche é uma doença de notificação compulsória (0,0625 p), e sempre que o médico suspeitar do diagnóstico deve comunicar a Vigilância do município (0,0625 p).

4) Qual é o tratamento da primeira escolha em caso de coqueluche no recém-nascido?
Azitromicina 10 mg/kg/d 1x/dia (Em menores de 1 mês, preferir azitromicina pelo risco maior de estenose hipertrófica de piloro com eritromicina) (0,0625 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.99)

CASO CLINICO: (212096 votos)..........99.49% dos casos clinicos receberam votos.

Sofia é uma menina de 7 anos que se apresenta ao pronto-socorro infantil com dificuldade respiratória. Sua mãe relata que ela tem histórico conhecido de asma desde os 4 anos de idade e está em tratamento contínuo com corticosteróides inalatórios (budesonida) e um broncodilatador de longa ação (formoterol). Apesar do tratamento regular, Sofia tem apresentado sintomas mais frequentes nas últimas duas semanas, com aumento no uso de seu inalador de resgate (salbutamol). Hoje, ela teve um episódio de tosse intensa e chiado no peito logo ao acordar, que não melhorou nada com o uso do broncodilatador. A mãe menciona que Sofia também tem se queixado de cansaço extremo nos últimos dias e acordado durante a noite com tosse.

Exame Físico: Sofia aparenta estar em desconforto respiratório, com retrações intercostais visíveis e uso de musculatura acessória.

Sinais Vitais:  Temperatura: 36,8°C Frequência Cardíaca: 130 bpm (taquicardia)  Frequência Respiratória: 36 irpm (taquipneia) Saturação de oxigênio: 88% em ar ambiente (hipoxemia). Pressão Arterial: 100/65 mmHg  Respiração:  Ausculta pulmonar revela sibilos difusos bilaterais, sendo mais proeminentes na expiração. Diminuição dos murmúrios vesiculares nas bases pulmonares.

Outros Exames: Observa-se cianose periungueal leve. Extremidades frias.

História Médica: Sofia não possui outras condições de saúde  elevantes. Está em tratamento contínuo para asma, conforme esquema prescrito. Histórico familiar positivo para doenças atópicas.

(I) Descreva o Plano de Tratamento Inicial desta crise. (0,15 pontos)

(II) Qual seria a estratégia ambulatorial para esse caso depois desta crise? (0,075 pontos)

(III) Como classificaria a gravidade desta crise? Justifique a sua resposta. (0,275 pontos)




RATING: 2.96

(I) Descreva o Plano de Tratamento Inicial desta crise.

1. Oxigenoterapia (0,0125 p) para melhorar a saturação de oxigênio (0,0125 p).
2. Nebulização com broncodilatador de curta ação (salbutamol) (0,0125 p) repetida a cada 20 minutos nas primeiras doses. (0,0125 p)
3. Corticosteróide sistêmico (0,0125 p) (prednisolona oral (0,0125 p) ou metilprednisolona intravenosa (0,0125 p)) para manejo de crise aguda.
4. Avaliação frequente dos sinais vitais (0,0125 p) e da saturação de oxigênio. (0,0125 p)
5. Preparar para possível admissão hospitalar (0,0125 p) para controle e monitoramento intensivo (0,0125 p), considerando a resposta ao tratamento inicial (0,0125 p)

(II) Qual seria a estratégia ambulatorial para esse caso depois desta crise?

A exacerbação sugere necessidade de reavaliação do tratamento de manutenção (0,0125 p). A adesão ao tratamento (0,0125 p), técnica do inalador (0,0125 p) e possíveis desencadeantes ambientais (0,0125 p) ou infecciosos (0,0125 p) devem ser revisitados após estabilização da condição aguda (0,0125 p).

(III) Como classificaria a gravidade desta crise? Justifique a sua resposta.

A crise apresentada por Sofia pode ser classificada como uma crise asmática grave. (0,0125 p)

A justificativa para essa classificação baseia-se nos seguintes sinais e sintomas:

1. Taquipneia (0,0125 p) e taquicardia (0,0125 p): Frequência respiratória de 36 irpm (0,0125 p) e frequência cardíaca de 130 bpm (0,0125 p) indicam esforço respiratório significativo (0,0125 p) e ativação do sistema simpático (0,0125 p).

2. Saturação de O2 baixa (0,0125 p): A saturação de oxigênio de 88% em ar ambiente (0,0125 p) indica hipoxemia significativa (0,0125 p), que é um sinal de gravidade (0,0125 p).

3. Uso de musculatura acessória (0,0125 p) e retrações (0,0125 p): Esses sinais indicam esforço respiratório elevado (0,0125 p) e são característicos de crises graves (0,0125 p).

4. Sibilos difusos (0,0125 p) e diminuição dos murmúrios vesiculares (0,0125 p): A presença de sibilos intensos  e redução dos sons respiratórios pode indicar obstrução significativa das vias aéreas (0,0125 p) e, em crises mais graves, fluxo de ar reduzido pode resultar em "ausência" de sibilos, o que é particularmente preocupante (0,0125 p).

5. Alteração do estado geral (0,0125 p) com cianose leve (0,0125 p): A cianose periungueal e o cansaço extremo são também indicativos de insuficiência respiratória iminente ou em curso, comuns em crises graves (0,0125 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.96)




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