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SEPSE - RECONHECIMENTO INICIAL E ABORDAGEM (ÁREA DE PEDIATRIA)

Em pediatria, as noções e os termos relacionados á sepse são um pouco diferentes
O conceito de sepse na pediatria não é novo, mas o protocolo sim. Até 2005 não havia nenhum consenso sobre algoritmos de atendimento da criança com sepse.
Atenção especial deve ser dada a pacientes que apresentem infecção grave, com alteração do nível de consciência (irritabilidade, choro inconsolável, pouca interação com o meio) e/ou alteração da perfusão tecidual.

OBJETIVA: (1103377 votos)..........99.4% das questões objetivas receberam votos.
Paciente sexo F, 33 anos, etnia branca, apresentando, nos últimos 18 meses, crises importantes de falta de ar. Referia 'bronquite' dos 6 aos 14 anos. Sem história de tabagismo. Desde o retorno das crises, apresenta pequeno 'chiado' noturno. Cerca de três vezes por ano apresenta crises graves, que a fazem procurar o serviço de emergência. Usa broncodilatador em aerossol e, nas crises, chega a usar mais de 30 aeroações. Ao exame físico, apresenta pressão arterial normal, pulso de 110 bpm, dificuldade respiratória visível, cianose de extremidades, sibilos difusos. A saturação de O2 mostrava-se 92%. Em relação à situação clínica, é CORRETO afirmar:
A. Trata-se de um mal asmático mal controlado, que só foi tratado com sintomáticos (beta-2 adrenérgicos) e nunca foi abordado, adequadamente, com corticosteroides inalatórios
B. Deve investigar-se alguma doença profissional que justifique estas crises nos últimos 18 meses
C. Apesar do pulso elevado não há outra opção além do tratamento com beta-2 adrenérgicos
D. A paciente necessita de internação, pois a insuficiência respiratória justifica a introdução de ventilação mecânica
E. Trata-se de provável insuficiência cardíaca que necessita de digitalização

  RATING: 3.14

Paciente sexo F, 33 anos, etnia branca, apresentando, nos últimos 18 meses, crises importantes de falta de ar. Referia 'bronquite' dos 6 aos 14 anos. Sem história de tabagismo. Desde o retorno das crises, apresenta pequeno 'chiado' noturno. Cerca de três vezes por ano apresenta crises graves, que a fazem procurar o serviço de emergência. Usa broncodilatador em aerossol e, nas crises, chega a usar mais de 30 aeroações. Ao exame físico, apresenta pressão arterial normal, pulso de 110 bpm, dificuldade respiratória visível, cianose de extremidades, sibilos difusos. A saturação de O2 mostrava-se 92%. Em relação à situação clínica, é CORRETO afirmar:

A. Trata-se de um mal asmático mal controlado, que só foi tratado com sintomáticos (beta-2 adrenérgicos) e nunca foi abordado, adequadamente, com corticosteroides inalatórios
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Deve investigar-se alguma doença profissional que justifique estas crises nos últimos 18 meses
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Apesar do pulso elevado não há outra opção além do tratamento com beta-2 adrenérgicos
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. A paciente necessita de internação, pois a insuficiência respiratória justifica a introdução de ventilação mecânica
CORRETO : A paciente apresenta sinais de insuficiência respiratória iminente pelo quadro de taquipnéia, esforço respiratório, cianose e queda da saturação de O2. Logo, será necessária ventilação mecânica invasiva, ou não, de acordo com o nível de consciência da enferma. Se houver instabilidade hemodinâmica, ou rebaixamento do nível de consciência, a intubação orotraqueal deve ser realizada.
E. Trata-se de provável insuficiência cardíaca que necessita de digitalização
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.14)

DISCURSIVA: (180366 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1) Defina a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) em pediatria. 0,3 pontos
2) Defina a sepse para a faixa etária pediátrica. 0,1 pontos
3) Defina a sepse grave em pacientes pediátricos. 0,1 pontos


RATING: 3.01

1) Defina a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) em pediatria. 0,3 pontos
2) Defina a sepse para a faixa etária pediátrica. 0,1 pontos
3) Defina a sepse grave em pacientes pediátricos. 0,1 pontos

1) Defina a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) em pediatria.
Síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) em pediatria é definida como presença de pelo menos dois dos seguintes critérios, sendo que um deles deve ser alteração da temperatura ou do número de leucócitos:(0,05 p)

  1. Alteração de temperatura corpórea - hipertermia ou hipotermia(0,05 p)
  2. Taquicardia - frequência cardíaca (FC) inapropriada para idade na ausência de estímulos externos ou bradicardia para criança <1 ano (0,05 p)
  3. Taquipneia - frequência respiratória (FR) inapropriada para idade(0,05 p) OU necessidade de ventilação mecânica para um processo agudo não relacionado à doença neuromuscular de base ou necessidade de anestesia geral. (0,05 p)
  4. Alteração de leucócitos – leucocitose ou leucopenia não secundárias à quimioterapia, ou presença de formas jovens de neutrófilos no sangue periférico.(0,05 p)
2) Defina a sepse para a faixa etária pediátrica.
Sepse caracteriza-se pela presença de dois ou mais sinais de SIRS, (0,05 p) sendo um deles hipertermia/hipotermia e/ou alteração de leucócitos,, concomitantemente à presença de quadro infeccioso confirmado ou suspeito.(0,05 p)
3) Defina a sepse grave em pacientes pediátricos.
Sepse grave em pacientes pediátricos caracteriza-se pela presença de sepse e disfunção cardiovascular OU respiratória OU duas ou mais disfunções orgânicas entre as demais. (0,05 p). Entretanto, para fins práticos qualquer disfunção orgânica associada a infecção suspeita ou confirmada caracterizará sepse grave. (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (210147 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
W. de L. M., F, parda, 48 anos (veja a foto abaixo), proveniente de Tocantins, morando num vilarejo que não tinha fácil acesso ao serviço publico de saúde, chegou recentemente em São Paulo em procura de emprego. No primeiro lugar que ela tentou obter um trabalho foi aconselhada a procurar o posto de saúde para ser examinada por um profissional, pois apresentava no rosto máculas, pápulas, nódulos e tubérculos, pele xerótica, com aspecto apergaminhado e tonalidade semelhante ao cobre. Há rarefação dos pelos nos membros, cílios e da cauda da sobrancelha. A paciente se apresentou com esse quadro clinico no médico de família.

1) Qual é a suspeita diagnostica? - 0,05 pontos
2) Enumeram pelo menos 3 critérios que poderiam confirmar o diagnostico. - 0,15 pontos
3) Proponham um esquema terapêutica para o caso acíma, justificando as escolhas. - 0,2 pontos
4) Na frente do profissional de saúde a paciente informa que é portadora de vírus HIV e faz tratamento com AZT. Qual a atitude do profissional frente a esse informe? - 0,1 pontos


RATING: 3.04

1) Qual é a suspeita diagnostica?
A paciente apresenta características de 'facies leonino', presente na hanseníase virchoviana 0,05 p

2) Enumeram pelo menos 3 critérios que poderiam confirmar o diagnostico.
Considera-se um caso de hanseníase a pessoa que apresenta um ou mais dos seguintes sinais cardinais
• mancha e/ou área(s) da pele com alteração (perda) de sensibilidade, característica da hanseníase;0,05 p
• acometimento de nervo(s) periférico(s), com ou sem espessamento, associado a alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas 0,05 p
• baciloscopia positiva de esfregaço intradérmico.0,05 p

3) Proponham um esquema terapêutica para o caso acima, justificando as escolhas.
A lepra virchoviana é considerada uma forme multibacilar de hanseníase (0,05 p) e, neste caso a esquema terapêutica do adulto inclui:
Rifampicina (RFM): dose mensal de 600 mg (2 cápsulas de 300 mg) com administração supervisionada.0,05 p
Dapsona (DDS): dose mensal de 100 mg supervisionada e uma dose diária de 100 mg autoadministrada.0,05 p
Clofazimina (CFZ): dose mensal de 300 mg (3 cápsulas de 100 mg) com administração supervisionada e uma dose diária de 50 mg autoadministrada.0,05 p

4) Na frente do profissional de saúde a paciente informa que é portadora de virus HIV e faz tratamento com AZT. Qual a atitude do profissional frente a esse informe?
A rifampicina na dose utilizada para tratamento da hanseníase (600 mg/mês) não interfere nos inibidores de protease usados no tratamento de pacientes com Aids. Portanto, o esquema PQT padrão não deve ser alterado.0,05 p
A hanseníase não se modifica basicamente pela coinfecção com o vírus HIV; entretanto existe a possibilidade de maior gravidade nas reações hansênicas. 0,05 p

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.04)




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