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ACIDENTES E INTOXICAÇÕES NA CRIANÇA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Os acidentes têm se tornado, ao longo dos últimos anos, um importante problema da saúde pública, ocupando papel de destaque nas estatísticas de morbidade e mortalidade infantil em todo o mundo. Principalmente nos países subdesenvolvidos o tema ”Prevenção de Acidentes” deve ser considerado como prioritário, exigindo maior discussão e divulgação desse importante agravo à saúde infantil. Enquanto a Medicina progride e vai avançando no conhecimento sobre a doenças infecto-contagiosas e degenerativas, os acidentes permanecem como uma importante e pouco estudada causa de morbidade infantil, incapacidade permanente e morte

OBJETIVA: (1421946 votos)..........96.09% das questões objetivas receberam votos.
Homem de 38 anos, sem comorbidades ou cirurgias prévias, foi diagnosticado com tumor de 1 cm, localizado na ponta do apêndice, associado à pseudomixoma peritoneal. Diante desse quadro, a conduta adequada é:
A. radioquimioterapia
B. colectomia total e quimioterapia adjuvante
C. apendicectomia, citorredução e quimioterapia intraperitoneal
D. apendicectomia isolada seguida de vigilância ativa com exames de imagem
E. apendicectomia isolada seguida de vigilância ativa com exames de imagem

  RATING: 2.82

Homem de 38 anos, sem comorbidades ou cirurgias prévias, foi diagnosticado com tumor de 1 cm, localizado na ponta do apêndice, associado à pseudomixoma peritoneal. Diante desse quadro, a conduta adequada é:

A. radioquimioterapia
INCORRETO: O PMP é uma doença peritoneal mucinosa de crescimento lento e baixa malignidade, resistente à radioterapia e quimioterapia sistêmica isoladas. A radioterapia abdominal causaria toxicidade significativa (ex.: enterite actínica) sem benefício, e a quimioterapia sistêmica tem penetração peritoneal pobre. Não há suporte em guidelines para essa modalidade como tratamento primário; ela poderia ser paliativa em casos irressecáveis, mas não aqui, onde a cirurgia é viável.
B. colectomia total e quimioterapia adjuvante
INCORRETO : colectomia total e quimioterapia adjuvante é uma conduta excessivamente agressiva e inadequada. A colectomia total (remoção de todo o cólon) não é necessária, pois o tumor é apendicular distal sem evidência de envolvimento colônico extenso. Isso aumentaria riscos como diarreia crônica, deficiências nutricionais e morbidade cirúrgica em um paciente jovem. A quimioterapia adjuvante sistêmica (ex.: FOLFOX) tem resposta limitada no PMP (taxas <20%), pois a barreira peritoneal-hemo limita a eficácia; HIPEC é superior. Estudos como o de Elias et al. (2010) contraindicam ressecções colônicas totais rotineiras.
C. apendicectomia, citorredução e quimioterapia intraperitoneal
CORRETO : A alternativa apresenta a conduta padrão ouro para o pseudomixoma peritoneal (PMP) originado de tumor apendicular, conforme guidelines da Peritoneal Surface Oncology Group International (PSOGI) e sociedades como a American Society of Peritoneal Surface Malignancies. O PMP é uma síndrome clínica resultante da ruptura de um tumor mucinoso apendicular, levando à disseminação intraperitoneal de mucina e células neoplásicas. Mesmo com o tumor primário pequeno (1 cm) e localizado na ponta do apêndice, a presença de PMP indica disseminação peritoneal, exigindo uma abordagem multimodal.

1) Apendicectomia: Remove o sítio primário do tumor, que é o apêndice. Como o tumor está na ponta (distal), sem indicação de envolvimento da base ou ceco, a apendicectomia simples é suficiente, evitando ressecções mais extensas desnecessárias.
2) Citorredução cirúrgica (CRS): Envolve a remoção macroscópica de todo o tumor visível e mucina peritoneal, incluindo peritonectomias seletivas, omentectomia e ressecção de órgãos afetados, visando um índice de completude de citorredução (CC) de 0 ou 1 para maximizar a sobrevida.
3) Quimioterapia intraperitoneal (geralmente hipertermica, HIPEC): Administra quimioterápicos diretamente na cavidade peritoneal (ex.: mitomicina C ou oxaliplatina, aquecidos a 41-43°C), penetrando melhor nos depósitos residuais microscópicos e reduzindo a recorrência. Estudos como o de Chua et al. (2012) e atualizações em meta-análises (ex.: Cochrane Review) demonstram que CRS + HIPEC melhora a sobrevida em 5 anos para até 70-80% em casos de baixo grau, comparado a abordagens menos agressivas.
Essa combinação é curativa em potencial para PMP de baixo grau, minimizando morbidade em um paciente jovem e sem comorbidades, com evidências nível I de ensaios clínicos.
D. apendicectomia isolada seguida de vigilância ativa com exames de imagem
INCORRETO : Embora inclua elementos de CRS (peritonectomia), omite a quimioterapia intraperitoneal, essencial para erradicar doença microscópica residual. Além disso, a colectomia direita (hemicolectomia direita) é recomendada apenas se houver envolvimento da base apendicular, margens positivas ou linfonodos suspeitos — não aplicável aqui, com tumor na ponta. Cirurgia isolada tem recorrência alta (até 50-70%), conforme dados do registro internacional de PMP. A ausência de HIPEC reduz a eficácia, per guidelines PSOGI.
E. apendicectomia isolada seguida de vigilância ativa com exames de imagem
INCORRETO : A alternativa ignora a disseminação peritoneal já presente (PMP), que não é controlada por remoção isolada do apêndice. Vigilância ativa seria apropriada para tumores apendiculares confinados sem ruptura (ex.: LAMN estágio 0), mas com PMP, há risco de progressão para obstrução ou metástases, com sobrevida pior sem CRS + HIPEC. Evidências de séries como a de Sugarbaker (pioneiro em PMP) mostram que abordagem conservadora leva a recorrência em >90% dos casos disseminados.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.82)

DISCURSIVA: (198894 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1) Qual é a relação entre o ritmo cardiaco achado na parada cardiorespiratoria e a sobrevivência? - 0,1875 pontos
2) Quantos tipos de parada cardíaca tem a criança? - 0,125 pontos
3) Qual é a definição da parada cardiorespiratoria? - 0,1875 pontos


RATING: 2.97

1) Qual é a relação entre o ritmo cardiaco achado na parada cardiorespiratoria e a sobrevivência? - 0,1875 pontos
2) Quantos tipos de parada cardíaca tem a criança? - 0,125 pontos
3) Qual é a definição da parada cardiorespiratoria? - 0,1875 pontos

1) Qual é a relação entre o ritmo cardiaco achado na parada cardiorespiratoria e a sobrevivência?

Um ritmo de apresentação chocável (FV ou TVSP) confere mais chances da pessoa ser ressuscitada. (0,0625 p)

Os ritmos não-chocáveis (por exemplo, assistolia) não passa duma sobrevivência de 7% a 24%. (0,0625 p)

No mesmo tempo se uma FV/TVSP se desenvolve como um ritmo secundário durante uma tentativa de ressuscitação (isto é, não como o ritmo da PCR inicial) em crianças hospitalizadas, a sobrevivência é menor do que a observada em PCRs com ritmos não chocáveis (0,0625 p)

2) Quantos tipos de parada cardíaca tem a criança?

Há dois tipos de parada cardíaca em criança:

  1. Parada hipóxica (0,0625 p)
  2. Parada cardíaca súbita (0,0625 p)

3) Qual é a definição da parada cardiorespiratoria?

O processo em si é uma cessação da circulação sanguínea. (0,0625 p) Ou seja, a ausência ou ineficácia da atividade mecânica cardíaca. (0,0625 p) Não há pulso detectável neste momento. (0,0625 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

CASO CLINICO: (231109 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Adolescente de doze anos, sexo feminino, caucasiana, sem antecedentes relevantes. No decorrer do mês de Agosto, iniciou subitamente prurido e eritema palmo-plantar, seguido de exantema nas mãos e nos pés e aparecimento de febre (38,5° C de temperatura axilar). Gradualmente, surgiu odinofagia e edema ligeiro da face. Ao quarto dia verificou-se generalização do exantema e agravamento da febre tendo recorrido ao Serviço de Urgência.
Na observação, era de salientar a febre (temperatura axilar de 39°C), associada a bom estado geral, ausência de sinais meníngeos, não transmitindo “sensação de doença grave”. Apresentava ligeiro edema da face e dos lábios acompanhado de exantema generalizado, papular de aspecto purpúrico e petéquial, com elementos de vários tamanhos (2 a 5 mm). As lesões eram dispersas pelo corpo mas tornavam-se confluentes e delimitadas às mãos/punhos e pés/tornozelos de forma simétrica, dando um nítido aspecto de “luvas e meias”. As palmas das mãos e plantas dos pés estavam atingidas. A mucosa oral apresentava enantema petequial com lesões ulceradas no palato e pilares amigdalinos e na região peribucal o exantema era mais intenso.
Os exames complementares de diagnóstico mostraram trombocitopenia (plaquetas 80000/mm3) e proteína C reativa de 6,3 mg/dL (normal < 0,5 mg/dL). O hemograma, estudo da coagulação, e as provas de função hepática e renal foram normais. A hemocultura viria a ser estéril.

I) Qual seria a etiologia provável desta moléstia? (0,1 pontos) II) Qual é a evolução provável deste quadro clinico? (0,1 pontos)

III) Enumeram pelo menos outras quatro formas clínicas que podem ser causadas por mesmo agente etiologico nas crianças. (0,3 pontos)




RATING: 3

I) Qual seria a etiologia provável desta moléstia? (0,1 pontos)

O Parvovírus B19 tem sido implicado como agente etiológicomais frequente.

II) Qual é a evolução provável deste quadro clinico? (0,1 pontos)

A síndrome é autolimitada e desaparece dentro de poucas semanas.

III) Enumeram pelo menos outras quatro formas clínicas que podem ser causadas por mesmo agente etiologico nas crianças. (0,3 pontos)

  1. eritema infeccioso (0,075 pontos)
  2. crise aplastica transitória (0,075 pontos)
  3. infecções fetais (0,075 pontos)
  4. miocardite (0,075 pontos)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3)




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