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A VIGILÂNCIA DOS MAIS IMPORTANTES AGRAVOS NA SAÚDE (ÁREA DE SAUDE PUBLICA)

Tendo como fonte o Guia de Vigilância Epidemiológico do Ministério da Saúde - ano de 2002 - (www.funasa.gov.br). destacamos as informações no campo da epidemiologia, vigilância epidemiológica e medidas de controle de alguns importantes agravos à saúde.

No Guia poderemos encontrar também os aspectos clínicos e laboratoriais destes agravos, bem como na página da Fundação Nacional de Saúde existem outros documentos que atualizam os dados epidemiológicos, caracterizando o perfil de morbidade e mortalidade do país.


OBJETIVA: (1060976 votos)..........98.33% das questões objetivas receberam votos.
O Decreto Nº. 7508/2011 regulamentou a Lei 8080/90, dispondo sobre a organização do SUS, o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa. Dentre as definições abaixo, assinale a INCORRETA.
A. Regulamenta as Portas de Entrada do SUS, definindo-as como os serviços de atenção primária, de atenção de urgência e emergência, de atenção psicossocial e especiais de acesso aberto
B. Cria a Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde – RENASES que compreenderá todas as ações e serviços que o SUS oferecerá ao usuário para atendimento da integralidade da assistência à saúde
C. Define o Mapa da Saúde que será utilizado para a identificação das necessidades de saúde e deverá ser composto por serviços e ações de saúde prestados pela iniciativa privada, de forma complementar ou não ao SUS
D. Define Regiões de Saúde como espaço geográfico contínuo ou não, constituído de municípios que definem formar entre si uma Rede de Atenção à Saúde
E. As Regiões de Saúde devem conter, no mínimo, ações e serviços de saúde de atenção primária, atenção psicossocial, urgência e emergência, atenção especializada ambulatorial e hospitalar e vigilância em saúde.

  RATING: 2.79

O Decreto Nº. 7508/2011 regulamentou a Lei 8080/90, dispondo sobre a organização do SUS, o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa. Dentre as definições abaixo, assinale a INCORRETA.

A. Regulamenta as Portas de Entrada do SUS, definindo-as como os serviços de atenção primária, de atenção de urgência e emergência, de atenção psicossocial e especiais de acesso aberto
CORRETO: O art. 9º desse decreto é o artigo que trata das Portas de Entrada do SUS
B. Cria a Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde – RENASES que compreenderá todas as ações e serviços que o SUS oferecerá ao usuário para atendimento da integralidade da assistência à saúde
CORRETO : Essa é outra novidade que o Decreto 7508 trouxe para o Sistema Único de Saúde e, diz respeito, ao conjunto de todas as ações e serviços prestados pelos SUS aos usuários. Cabe ao Ministério da Saúde dispor sobre essa relação em âmbito nacional e observado o que foi acordado na Comissão Intergestores Tripartite. Um dos pontos mais importantes em relação à RENASES, quando falamos de concurso, é que o parágrafo único do art. 22 determina que a cada DOIS ANOS o MS consolide e publique as atualizações dessa relação.
C. Define o Mapa da Saúde que será utilizado para a identificação das necessidades de saúde e deverá ser composto por serviços e ações de saúde prestados pela iniciativa privada, de forma complementar ou não ao SUS
CORRETO : Com o Mapa da Saúde o SUS passa a ser regulado a partir das necessidades de saúde da população e não somente pelo financiamento do sistema. Isso orienta o sistema para se alcançar as metas de saúde cobradas pelo COAPS. É óbvio que um financiamento mais “fortalecido” e o papel de cada ente bem definido, fará com que sejam alcançadas essas metas, porém elas devem ser pautadas com base nas necessidades de saúde da população e é isso que o Mapa da Saúde procura modificar.
D. Define Regiões de Saúde como espaço geográfico contínuo ou não, constituído de municípios que definem formar entre si uma Rede de Atenção à Saúde
INCORRETO : Considera-se região de Saúde - espaço geográfico contínuo constituído por agrupamentos de Municípios limítrofes, delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e sociais e de redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de ações e serviços de saúde;
E. As Regiões de Saúde devem conter, no mínimo, ações e serviços de saúde de atenção primária, atenção psicossocial, urgência e emergência, atenção especializada ambulatorial e hospitalar e vigilância em saúde.
CORRETO : O Conselho Nacional de Saúde estabelecerá as diretrizes a serem observadas na elaboração dos planos de saúde, de acordo com as características epidemiológicas e da organização de serviços nos entes federativos e nas Regiões de Saúde. O art. 15 do presente Decreto retoma o assunto do planejamento da saúde que estudamos no Capítulo III da lei 8080. Assim como na lei 8080, observamos que o planejamento será ascendente e integrado, ou seja, do nível local até o federal. O decreto determina ainda que o planejamento da saúde é obrigatório para os entes públicos e será indutor de políticas para a iniciativa privada. O art. 15 ainda fala que os planos de saúde são resultados do planejamento integrado dos entes e devem conter as metas de saúde. Vale lembrar que tanto o processo de financiamento quanto de organização do sistema serão norteados pelos planos de saúde.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.79)

DISCURSIVA: (178845 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Na avaliação da vitalidade fetal, cite as cinco variáveis que compõem o Perfil Biofísico Fetal. (0,5 pontos)


RATING: 1.66

Na avaliação da vitalidade fetal, cite as cinco variáveis que compõem o Perfil Biofísico Fetal. (0,5 pontos)

As variáveis que compõem o Perfil Biofísico Fetal:

1) Movimentos fetais (0,1 p)
2) Movimentos respiratórios fetais (0,1 p)
3) Tônus fetal (0,1 p)
4) Líquido amniótico (0,1 p)
5) Cardiotocografia (0,1 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (1.66)

CASO CLINICO: (208369 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
IDENTIFICAÇÂO: J.A.F.S., masculino, 42 anos, pardo, advogado, natural de Juiz de Fora / MG e morador do município de Niterói /RJ.
Q.P: Dor muscular e febre.
H.D.A: Indivíduo chega à emergência hospitalar com quadro sintomático de início abrupto – há dois dias, composto de febre (39,2º C), calafrios e cefaleia intensa. Relata fortes dores musculares principalmente na região das panturrilhas e da musculatura paravertebral.
Fez uso de Novalgina durante o dia, já que suspeitava de uma gripe.Diz que se sente muito cansado e seu apetite diminuiu consideravelmente.
H.P.P: Relata ter tido catapora e caxumba durante a infância. Nega internações hospitalares e transfusão de sangue. Nega tabagismo. Etilismo somente social.
H. Familiar: Pai e mãe saudáveis. Irmãos e primos saudáveis. Avô-materno faleceu de doença cardíaca, a qual não soube esclarecer. Avó-materna diabética. Avô-paterno hipertenso. Avó-materna faleceu de causa desconhecida.
H. Psicossocial: Completou o Ensino Médio em Escola Pública. Ativo e magro (IMC = 23). Solteiro com relações heterossexuais com múltiplas parceiras. Afirma fazer uso regular de camisinha. Nega uso de drogas ilícitas. Mora em casa (quatro cômodos com água, energia e saneamento adequados) com seus pais e 2 irmãos.
H. Epidemiológica: Narra ter cruzado faz uma semana, durante período chuvoso, uma zona alagadiça próxima de sua casa.
REVISÃO DOS SISTEMAS:
Geral e Nutrição: Regular estado geral (REG). Cabeça e Pescoço: Fotofobia e vermelhidão. Cárdio-respiratório: Sem alterações. Gastro-intestinal: Sem alterações. Genitourinário: Sem alterações. Pele: Aparecimento de algumas lesões avermelhadas. Esqueleto, articulações e Músculos: Artralgia. Neurológico: Sem alterações.
EXAME FÍSICO:
Sinais Vitais: Temperatura: 39.2 ºC; Pulso: 130 bmp; FR: 34 irpm. Pressão: 140 x 95 mmHG; Peso: 71.2 kg. Altura: 1.76 m.
Ectoscopia: Paciente em regular estado geral, apresentando síndrome febril, hipocorado (2+/4+), hipo-hidratado (2+/4+) – redução do turgor cutâneo, anictérico, acianótico. Marcha atípica. Perfusão capilar periférica normal.
Segmento Cefálico: Hemorragia conjuntival bilateral. Relata fotofobia e dor ocular. Narinas, ouvidos e boca sem anormalidades. Pescoço com boa mobilidade, sem tumorações.
Gânglios: Não foram palpadas linfadenomegalias ao exame físico.
Tórax: Ectoscopia dermatológica apresentando exantemas petequiais em toda a parede anterior e posterior do tórax. Ausência de alterações osteo-esqueléticas da parede torácica. Sem abaulamentos ou retrações. Pulmão: Murmúrios vesiculares auscultados em todo o tórax, expansibilidade mantida e simétrica, sem estertores, roncos ou sibilos. Percussão torácica timpânica.
Cardiovascular: Íctus normo-localizado em 5º EIE. RCR 2T, BNF, sopro sistólico (2+/6+) melhor auscultado em foco mitral, sem estalitos ou cliques de abertura.
Abdome: Exantemas petequiais dispersos pelo abdome. Dor à palpação profunda do hipocôndrio direito. Abdome peristáltico e timpânico. Sem abaulamentos, visceromegalias e sopros arteriais. Fígado palpável a cinco cm do rebordo costal direito.
Neurológico: Sem alterações de consciência. Equilíbrio normal. Reflexos profundos responsivos.
Osteo-esquelético: Queixa-se de artralgia. Ausência de sinais flogísticos das articulações. Essas permanecem com a amplitude dos movimentos passivos e ativos preservados e simétricos.
Geniturinário: Aumento do volume urinário. Sem alterações macroscópicas da urina.
Aparelho genital não avaliado.

LABORATÓRIO:
Análise dos elementos séricos:
Na+: 140 mmol/L (Normal: 135 - 145).
K+: 3,6 mmol/L (Normal: 3,5 - 5,0).
Glicose: 80 mg/dL (Normal: 70 - 110)
Uréia: 28 mg/dL (Normal: 8 - 25)
Creatinina: 1,6 mg/dL (Normal: 0,6 - 1,5)
Hemograma: Anemia hipocrômica. Leucograma:14.000 leucócitos/mm³ (Normal: 4300-10800). Neutrofilia e desvio para a esquerda; Plaquetas:110.000/mm³ (Normal: 150.000 – 400.000)
VSH: 30 mm/h (0-13 mm/h)
HIV: negativo.

Pergunta-se:
1) Quais são as hipóteses diagnósticas? .......... 0,2 pontos
2) Qual a hipótese diagnóstica mais pertinente?........... 0,0375 pontos
3) Qual é o tratamento aplicável á esse paciente já diagnosticado?.........0,0250 pontos
4) Enumeram as medidas de controle segundo o Ministério da Saúde.


RATING: 2.87

1) Podem ser sugeridas diversas hipóteses diagnósticas:

  • viroses,  (0,0125 p)
  • dengue,  (0,0125 p)
  • influenza,  (0,0125 p)
  • Hantavírus,  (0,0125 p)
  • apendicite aguda,  (0,0125 p)
  • bacteremias,  (0,0125 p)
  • septicemias,  (0,0125 p)
  • colagenoses,  (0,0125 p)
  • colecistite aguda,  (0,0125 p)
  • febre tifóide,  (0,0125 p)
  • infecção de vias aéreas superiores e inferiores,  (0,0125 p)
  • malária,  (0,0125 p)
  • pielonefrite aguda,  (0,0125 p)
  • riquestsioses,  (0,0125 p)
  • toxoplasmose,  (0,0125 p)
  • meningites  (0,0125 p)

2) Qual é o diagnóstico mais pertinente?

No entanto, confirmamos o diagnóstico da leptospirose (0,0125 p) através o incremento substancial (maior do que quatro vezes o normal) (0,0125 p) dos títulos de anticorpos de hemaglutinação indireta.(0,0125 p)

3) Tratamentoi da leptospirose:

  • Penicilina G, 2.4 a 3.6 milhões de U/dia  (0,0125 p)
  • Tetraciclina, 2.0 g/dia por via oral   (0,0125 p)

DISCUSSÃO: Os antibióticos devem ser iniciados de forma empírica, antes da confirmação sorológica (Cecil, 2002). “O tratamento visa, de um lado, a combater o agente causal (antibioticoterapia) e, de outro, a debelar as principais complicações, principalmente o desequilíbrio hidro-eletrolítico, as hemorragias, as insuficiências respiratórias e renal agudas e perturbações cardiovasculares, incluindo arritmias, insuficiência cardíaca, hipotensão e choque. As medidas terapêuticas de suporte constituem-se nos aspectos de maior relevância e devem ser iniciadas precocemente, na tentativa de evitar complicações da doença, principalmente as renais.” (FUNASA, Guia de Vigilância Epidemiológica).

4) Segundo o Ministério da Saúde, as medidas de controle devem ser:

  • Controle da população de roedores por meio de medidas de anti-ratização e desratização;  (0,0125 p)
  • Redução do risco de exposição de ferimentos às águas/lama de enchentes ou situação de risco;  (0,0125 p)
  • Medidas de proteção individual para trabalhadores ou indivíduos expostos a risco, através do uso de roupas especiais, luvas e botas;  (0,0125 p)
  • Uso de sacos plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés representam alguma proteção, quando for possível usar luvas e botas;  (0,0125 p)
  • Limpeza e desinfecção com hipoclorito de sódio de áreas físicas domiciliares ou que não estejam contaminadas  (0,0125 p)
  • Utilização de água filtrada, fervida ou clorada para ingestão;  (0,0125 p)
  • Vigilância sanitária dos alimentos, descartando os que entraram em contato com águas contaminadas;  (0,0125 p)
  • Armazenagem correta dos alimentos em locais livres de roedores  (0,0125 p)
  • Armazenagem e destino adequado do lixo, principal fonte de alimento e abrigo do roedor;  (0,0125 p)
  • Eliminar entulho, materiais de construção ou objetos em desuso que possam oferecer abrigo a roedores;  (0,0125 p)
  • Desassoreamento, limpeza e canalização de córregos;  (0,0125 p)
  • Construção e manutenção permanente das galerias de águas pluviais e esgoto em áreas urbanas;  (0,0125 p)
  • Emprego de técnicas de drenagem de águas livres supostamente contaminadas;  (0,0125 p)
  • Ações permanentes de educação em saúde alertando sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção, manifestações clínicas, tratamento e controle da doença;  (0,0125 p)
  • Em caso de suspeita clínica, procurar orientação médica, relatando a história epidemiológica nos vinte dias que antecederam os sintomas.  (0,0125 p)
  • A critério médico, poderá ou não ser indicado o uso de antibioticoterapia em casos de exposição de alto risco;  (0,0125 p)
  • Tratamento de animais doentes, com especial atenção para o uso de procedimentos terapêuticos que sustem a eliminação urinária de leptospiras;  (0,0125 p)
  • Vacinação de animais (caninos, bovinos e suínos) através do uso de bacterinas preparadas com as variantes sorológicas prevalentes na região;  (0,0125 p)
  • Higiene, remoção e destino adequado de excretas animais e desinfecção permanentes dos canis ou locais de criação de animais.  (0,0125 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.87)




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