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MIOCARDITES EM PEDIATRIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

1) A miocardite é a inflamação do miocárdio e pode comprometer o coração de maneira focal ou difusa.
2) Os Coxsackie B é o tipo de vírus que mais frequentemente está relacionado à inflamação do miocárdio na forma aguda.
3) Pode variar desde sintomas clínicos leves até choque cardiogênico e morte súbita.
4) Estudos revelam que aproximadamente 10% dos casos de miocardiopatia dilatada são devidos à miocardite.
5) A biópsia do miocárdio é um procedimento seguro, entretanto apresenta sensibilidade muito variável para diagnosticar a doença.
6) A cintilografia miocárdica e, mais recentemente, a ressonância nuclear magnética apresentam boa sensibilidade e especificidade para avaliar a presença de inflamação no coração.
7) O uso de corticoides e imunossupressores não é de consenso para todas as formas de miocardite viral.

OBJETIVA: (1221250 votos)..........98.97% das questões objetivas receberam votos.
Adolescente de 13 anos, com menarca aos 12 anos e sem relato de atividade sexual, tem ciclos regulares há seis meses, quando começou a apresentar dor de forte intensidade em baixo ventre, acompanhada de náuseas e vômitos desde o primeiro dia da menstruação e durando até dois dias. Exame clínico normal. O diagnóstico e conduta iniciais para esse caso, respectivamente, são:
A. dismenorreia secundária / iniciar contraceptivos que contenham etinil estradiol e drospirenona
B. dismenorreia primária / iniciar contraceptivos que contenham etinil-estradiol e drospirenona
C. dismenorreia primária / prescrever anti-inflamatórios não hormonais e observar a resposta
D. dismenorreia secundária / realizar investigação complementar com tomografia de abdome
E. síndrome de tensão pré-menstrual / anti-inflamatorios não hormonais

  RATING: 3

Adolescente de 13 anos, com menarca aos 12 anos e sem relato de atividade sexual, tem ciclos regulares há seis meses, quando começou a apresentar dor de forte intensidade em baixo ventre, acompanhada de náuseas e vômitos desde o primeiro dia da menstruação e durando até dois dias. Exame clínico normal. O diagnóstico e conduta iniciais para esse caso, respectivamente, são:

A. dismenorreia secundária / iniciar contraceptivos que contenham etinil estradiol e drospirenona
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. dismenorreia primária / iniciar contraceptivos que contenham etinil-estradiol e drospirenona
INCORRETO : Caso a resposta não seja adequada á AINES ou a paciente necessite de contracepção a conduta seguinte seria usar contraceptivos.
C. dismenorreia primária / prescrever anti-inflamatórios não hormonais e observar a resposta
CORRETO : A dismenorreia primária geralmente aparece em algumas adolescentes quando os ciclos se tornam regulares (ciclos ovulatórios), o que ocorre entre 1 e 2 anos após a menarca e costuma durar no máximo 2 dias. Com essas características e exame clínico normal, a conduta inicial é utilizar anti-inflamatórios não hormonais baseada em estudos randomizados bem controlados.
D. dismenorreia secundária / realizar investigação complementar com tomografia de abdome
INCORRETO : Na dismenorreia secundária não há resposta aos tratamentos e há necessidade de investigação com ultrassonografia abdominal e se tiver atividade sexual, cultura cervical vaginal.
E. síndrome de tensão pré-menstrual / anti-inflamatorios não hormonais
INCORRETO : A tensão pré-menstrual não tem essas características pois os sintomas aparecem de 7 a 10 dias antes da menstruação.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (188022 votos) ..........98.31% das questões discursivas receberam votos.
  1. Quais são os testes no líquido amniótico obtido por amniocentese que ajudam avaliar pré-natal a maturidade pulmonar fetal?.......................0,176 pontos;
  2. Enumeram os benefícios da corticoterapia fornecida a mulheres grávidas entre 24 e 34 semanas.................0,108 pontos
  3. Quais são os sinais clínicos que apresenta um prematuro com síndrome de desconforto respiratório?.............0,135 pontos.
  4. Qual é o aspecto radiográfico clássico duma síndrome de desconforto respiratório no recém nascido?..................0,081 pontos


RATING: 3.03

  1. Quais são os testes no líquido amniótico obtido por amniocentese que ajudam avaliar pré-natal a maturidade pulmonar fetal?.......................0,176 pontos;
  2. Enumeram os benefícios da corticoterapia fornecida a mulheres grávidas entre 24 e 34 semanas.................0,108 pontos
  3. Quais são os sinais clínicos que apresenta um prematuro com síndrome de desconforto respiratório?.............0,135 pontos.
  4. Qual é o aspecto radiográfico clássico duma síndrome de desconforto respiratório no recém nascido?..................0,081 pontos

  1. Quais são os testes no líquido amniótico obtido por amniocentese que ajudam avaliar pré-natal a maturidade pulmonar fetal?.......................0,176 pontos;
    • relação lecitina-esfingomielina (0,027 p) - o risco de SDR é muito baixo (0,014 p) se a relação L/E for > 2 (0,027 p)
    • relação surfactante-albumina (TDx-MPF II) (0,027 p)
    • contagens de corpúsculos lamelares no líquido amniótico (0,027 p)
    • titulação de fosfatidilglicerol (0,027 p)
    • índice de estabilidade da espuma (0,027 p)
  2. Enumeram os benefícios da corticoterapia fornecida a mulheres grávidas entre 24 e 34 semanas.................0,108 pontos
    • diminui substancialmente a SDR (0,027 p)
    • diminui substancialmente a hemorragia intraventricular (0,027 p)
    • diminui substancialmente a enterocolite necrosante (0,027 p)
    • diminui substancialmente a mortalidade perinatal. (0,027 p)
  3. Quais são os sinais clínicos que apresenta um prematuro com síndrome de desconforto respiratório?.............0,135 pontos.
    • taquipneia (0,027 p)
    • retrações (0,027 p)
    • batimentos das asas do nariz (0,027 p)
    • gemência (0,027 p)
    • cianose (0,027 p)
  4. Qual é o aspecto radiográfico clássico duma síndrome de desconforto respiratório no recém nascido?..................0,081 pontos

    O quadro Rx mostra pulmões de baixo volume (0,027 p) com um padrão reticulogranular difuso (0,027 p) e broncogramas aéreos. (0,027 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

CASO CLINICO: (220240 votos)..........99.04% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 26 anos, procura o ambulatório com queixa de hipertensão arterial diagnosticada aos 17 anos, atualmente grave e resistente ao uso de quatro anti-hipertensivos. Apresenta hipopotassemia espontânea recorrente (K+ 2,6 mEq/L), episódios de fraqueza muscular e parestesias, poliúria e noctúria. História familiar positiva: pai e irmã com hipertensão precoce e um tio com AVC em idade jovem. Exames iniciais mostram aldosterona plasmática elevada (>25 ng/dL) com atividade de renina plasmática suprimida. TC de suprarrenais mostra glândulas de aspecto normal sem nódulos evidentes.

Questões:

I. Qual a sua suspeita diagnóstica? (0,1 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,13 pontos)
III. Qual a melhor modalidade de confirmar o diagnóstico? (0,15 pontos)
IV. Qual o tratamento? (0,12 pontos)





RATING: 3.09

Resposta à Questão I (Suspeita diagnóstica):
Hiperaldosteronismo primário (Síndrome de Conn), com alta probabilidade de forma familiar tipo I (aldosteronismo remediável por glicocorticoides – ARG).
  • Hipertensão arterial resistente associada a hipopotassemia em paciente jovem com história familiar de hipertensão precoce (0,05 p)
  • Início do quadro antes dos 20 anos e antecedente familiar de acidente vascular cerebral em idade precoce (0,05 p)
Resposta à Questão II (Possível causa da doença diagnosticada):
Hiperaldosteronismo familiar tipo I, devido a duplicação gênica quimérica entre CYP11B1 e CYP11B2.
  • Duplicação gênica quimérica originada de crossover desigual, com promotor do gene CYP11B1 (responsivo a ACTH) fusionado à porção codificadora do gene CYP11B2 (aldosterona sintase) (0,08 p)
  • Leva a expressão ectópica da aldosterona sintase na zona fasciculada, regulada por corticotrofina em vez de angiotensina II (0,05 p)
Resposta à Questão III (Melhor modalidade de confirmar o diagnóstico):
Testes genéticos para a mutação específica do hiperaldosteronismo familiar tipo I.
  • Testes genéticos são o método mais específico e sensível para diagnóstico definitivo de HF tipo I (0,07 p)
  • Eliminam necessidade de dosagens urinárias de 18-oxicortisol e 18-hidroxicortisol ou testes de supressão com dexametasona (0,05 p)
  • Indicados em pacientes com história familiar de aldosteronismo primário, início do quadro antes dos 20 anos ou antecedente familiar de acidente vascular cerebral em idade precoce (0,03 p)
Resposta à Questão IV (Tratamento):
Terapia crônica com doses fisiológicas de glicocorticoide (preferencialmente prednisona ou hidrocortisona, ajustadas à superfície corporal).
  • Suprime a produção de aldosterona regulada por ACTH, normalizando a pressão arterial e corrigindo a hipocalemia (0,07 p)
  • Alternativa: bloqueio do receptor mineralocorticoide (0,05 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.09)




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