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No metabolismo do ferro, a ceruloplasmina tem a seguinte função:
A. promover a 'saída' do ferro do enterócito para o plasma
INCORRETO: A hefaestina, recentemente identificada, tem função semelhante à da ceruloplasmina, está presente no citoplasma dos enterócitos e tem como principal função promover a 'saída' do ferro do enterócito para o plasma pela sua ação ferroxidase.
B. mobilização do ferro dos tecidos para o plasma
CORRETO : A ceruloplasmina é uma glicoproteína que contém mais de 95% do cobre plasmático.
Cada molécula de ceruloplasmina é capaz de se ligar a até seis átomos de cobre. A importância dessa proteína no metabolismo do ferro adveio da observação de que indivíduos com deficiência hereditária de ceruloplasmina desenvolvem sobrecarga de ferro. Essa proteína tem importante papel em razão de sua ação ferroxidase, promovendo a mobilização do ferro dos tecidos para o plasma por meio da oxidação e incorporação do ferro à transferrina plasmática.
C. modula a afinidade de ligação do receptor da transferrina á propria transferrina
INCORRETO : DMT1 Transportadora de Metal Divalente -1 Divalent metal transporter -1 (NRAMP2) liga-se à cadeia leve da P2-microglobulina formando um heterodímero que, por sua vez, liga-se ao receptor de transferrina presente na membrana das células que revestem o trato intestinal e modula a afinidade de ligação desse receptor à transferrina e a internalização desse complexo para o meio intracelular por endocitose.
D. armazenamento de ferro (quase sempre encontrada nos lisossomos)
INCORRETO : Hemossiderina é a proteína de armazenamento de ferro quase sempre encontrada nos lisossomos, principalmente, dos histiócitos e das células de Kupffer no fígado.
E. a ceruloplasmina não tem funções no metabolismo do ferro, ela sendo importante exclusivamente para o metabolismo do cobre
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: B
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Tipos de fissuras esternais:
ECTOPIA CORDIS CERVICAL
Os defeitos esternais superiores (ectopia corais cervical) estão associados a um defeito amplo que se estende até a quarta cartilagem costal em uma aparência em U ou em V. O reparo envolve a união das bandas esternais na linha média após a realização de condrotomias oblíquas para proporcionar uma cobertura protetora ao coração e aos grandes vasos.
Em casos graves, é necessária a reconstrução do defeito com material prostético (p. ex., tela de Marlex) para evitar uma compressão excessiva do coração, o que levaria a uma bradi-cardia, ou hipotensão. (0,2 p)
ECTOPIA CORDIS TORÁCICA
As fissuras completas (ectopia corais torácica) são mais extensas e frequentemente associadas a um defeito diafragmático anterior em forma crescêntica e diásta-se dos retos, o que resulta em uma comunicação livre entre as cavidades peritoneais e pericárdicas. (0,1 p)
ECTOPIA CORDIS TORACOABDOMINAL
As fissuras esternais distais (ectopia corais toracoabdominal) são os defeitos mais extensos e estão associados à pentalogia de Cantrell. Este grupo de anomalias é caracterizado por fissura distai no esterno, onfalocele, fenda diafragmática, defeito pericárdico e doença cardíaca congénita (comunicação interventricular, tetralogia de Fallot) (0,1 p)
ESTERNO BÍFIDO
O esterno bífido é a anomalia menos grave do esterno e pode estar associada a hemangiomas faciais. (0,1 p)
FONTE:
Maria, uma menina previamente saudável de 5 anos, foi levada ao atendimento pediátrico devido a episódios recorrentes de dor de cabeça nas últimas três semanas. A mãe relatou que Maria se queixava de uma dor intensa na região frontal da cabeça, que ocorria cerca de duas a três vezes por semana, cada ataque durando até duas horas.
Durante as crises, Maria frequentemente apresentava sintomas de fotofobia e fonofobia, preferindo ambientes escuros e silenciosos. Além disso, as dores eram acompanhadas de náuseas, embora sem vômito. A mãe também observou que Maria tendia a ficar mais irritada e chorosa durante esses episódios e que, após algumas horas de descanso, ela parecia melhorar significativamente.
História Familiar: Não havia histórico de trauma recente, febre, outros sintomas neurológicos ou uso de medicação contínua que pudesse explicar as cefaleias. No entanto, a avó materna de Maria tem um histórico conhecido de enxaquecas.
Exame Clínico: O exame físico e neurológico de Maria não revelou anormalidades. Todos os sinais vitais estavam dentro dos parâmetros normais, e não havia sinais de infecção ou outras condições agudas.
Respondam ás seguintes perguntas:
(I) Qual é o diagnóstico mais provável? Argumente. (peso 0,16 pontos)
(II) Qual a medicação indicada para o tratamento da criança? (peso 0,18 pontos)
(III) Que orientações precisam ser feitas para diminuir a frequência das crises? (peso 0,08 pontos)
(IV) Que classes de remédios são recomendadas no caso de crises frequentes e debilitantes, ou que não respondem bem aos analgésicos? (0,08 pontos)
(I) Qual é o diagnóstico mais provável? Argumente.
Cefaleia primaria (enxaqueca) (0,02 p) - apoiado pela recorrência (0,02 p), duração de até duas horas (0,02 p), localização na região frontal da cabeça (0,02 p), sintomas de fotofobia (0,02 p), fonofobia (0,02 p) e náuseas (0,02 p), histórico conhecido de enxaquecas na família (0,02 p).
(II) Qual a medicação indicada para o tratamento da criança?
Dentre os analgésicos (0,02 p), os mais utilizados são:
- Dipirona 25 mg/kg/dose (0,02 p)
- Ibuprofeno 10 mg/kg/dose (0,02 p)
- Paracetamol 15 mg/kg/dose (0,02 p)
Dentre os antiemeticos (0,02 p):
- Metoclopramida (Plasil) 0,5–2 mg/kg/dose VO ou IV a cada 4–6 horas. (0,02 p)
- Proclorperazina (Compazine) 0,1 mg/kg/dose VO, IM ou IV a cada 6 horas (0,02 p)
- Prometazina (Fenergan) 0,25–1,0 mg/kg/dose VO, PR, IV ou IM a cada 4–6 horas (0,02 p)
- Ondansetrona (0,15 mg/kg/dose). (0,02 p)
(III) Que orientações precisam ser feitas para diminuir a frequência das crises?
As medidas não farmacológicas (0,02 p) foram inicialmente recomendadas, como a manutenção de uma rotina regular de sono (0,02 p) e alimentação (0,02 p), além de técnicas de relaxamento (0,02 p).
(IV) Que classes de remédios são recomendadas no caso que as crises são frequentes e debilitantes, ou não respondem bem aos analgésicos?
Medicamentos como beta-bloqueadores (0,02 p), anticonvulsivantes (0,02 p) ou antidepressivos (0,02 p) são utilizados em algumas situações, mas a indicação deve ser criteriosa e supervisionada por um especialista. (0,02 p)
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