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OBSTRUÇÕES INTESTINAIS (ÁREA DE CIRURGIA)

A descrição dos pacientes que se apresentam com uma obstrução do intestino delgado data do terceiro ou quarto séculos, quando Praxágoras criou uma fístula enterocutânea para aliviar uma obstrução intestinal. Apesar deste sucesso com a terapia cirúrgica, o tratamento não-cirúrgico destes pacientes com tentativas de redução de hérnias, laxativos, ingestão de metais pesados (exémplo, chumbo ou mercúrio) e sanguessugas para remover os agentes tóxicos do sangue era a regra até o final dos anos de 1800, quando a antissepsia e as técnicas cirúrgicas assépticas tornaram a intervenção cirúrgica mais segura e mais aceitável. Uma maior compreensão da fisiopatologia da obstrução intestinal e o emprego da ressuscitação com líquidos isotônicos, descompressão com sonda intestinal e antibióticos reduziram enormemente a taxa de mortalidade para os pacientes com uma obstrução intestinal mecânica.

No entanto, os pacientes com uma obstrução intestinal ainda representam alguns dos problemas mais difíceis e vexatórios que os cirurgiões enfrentam para o diagnóstico correto, o melhor.

OBJETIVA: (1397218 votos)..........95.19% das questões objetivas receberam votos.
Em relação aos divertículos do aparelho digestório, podemos afirmar:
A. a maioria dos portadores dessa doença são muito sintomáticos, com exceção da doença diverticular do cólon
B. os divertículos gástricos são frequentes, localizando-se habitualmente na região justa pilórica
C. os divertículos de duodeno são bastante frequentes e de origem adquirida, provavelmente de uma forma de duplicação
D. na divertículite de Meckel aguda, o quadro clínico é bem característico, não se confundindo com apendicite aguda
E. os divertículos do intestino delgado não são comuns, e quase a sua totalidade é representada pelo divertículo de Meckel, que são divertículos verdadeiros e que constituem resquícios do conduto onfalo-mesentérico

  RATING: 2.82

Em relação aos divertículos do aparelho digestório, podemos afirmar:

A. a maioria dos portadores dessa doença são muito sintomáticos, com exceção da doença diverticular do cólon
INCORRETO: A maioria dos portadores de divertículos em qualquer segmento do aparelho digestório permanece assintomática ao longo da vida, incluindo na doença diverticular do cólon, onde apenas 10-20% desenvolvem sintomas como dor abdominal ou complicações inflamatórias, contrariando a noção de sintomatologia predominante com exceção colônica; a assintomaticidade reflete a natureza frequentemente incidental do achado em exames de imagem ou colonoscopias.
B. os divertículos gástricos são frequentes, localizando-se habitualmente na região justa pilórica
INCORRETO : Os divertículos gástricos exibem baixa frequência, com prevalência de 0,01-0,1% em estudos endoscópicos e radiológicos, e sua localização habitual ocorre na parede posterior do fundo ou corpo gástrico, próximos ao cárdia, e não na região justapilórica, onde seriam mais raros e associados a complicações como úlceras ou sangramento, mas sem predominância epidemiológica.
C. os divertículos de duodeno são bastante frequentes e de origem adquirida, provavelmente de uma forma de duplicação
INCORRETO : Embora os divertículos duodenais sejam frequentes (segunda localização mais comum após o cólon, com prevalência de 5-20% em exames contrastados), de origem adquirida e pseudodiverticulares (envolvendo apenas mucosa e submucosa, protrudindo através de fraquezas musculares, especialmente na segunda porção duodenal medial próxima à papila de Vater), não se originam de uma forma de duplicação intestinal, que constitui uma malformação congênita rara caracterizada por duplicatas tubulares completas ou parciais do lúmen, distinta etiopatogenicamente e histologicamente.
D. na divertículite de Meckel aguda, o quadro clínico é bem característico, não se confundindo com apendicite aguda
INCORRETO : A diverticulite aguda de Meckel apresenta quadro clínico inespecífico, com dor abdominal em quadrante inferior direito, febre, náuseas e leucocitose, frequentemente mimetizando apendicite aguda devido à localização anatômica similar no íleo terminal, levando a confusão diagnóstica em até 50-70% dos casos cirúrgicos, demandando exploração laparoscópica ou tomografia para diferenciação, sem características patognomônicas que evitem sobreposição.
E. os divertículos do intestino delgado não são comuns, e quase a sua totalidade é representada pelo divertículo de Meckel, que são divertículos verdadeiros e que constituem resquícios do conduto onfalo-mesentérico
CORRETO : Os divertículos do intestino delgado representam uma entidade rara no aparelho digestório, com incidência inferior a 1% em autópsias e exames radiológicos, contrastando com a maior prevalência em cólon e duodeno; a grande maioria desses casos corresponde ao divertículo de Meckel, uma anomalia congênita verdadeira que envolve todas as camadas da parede intestinal (mucosa, muscular e serosa), originando-se da persistência incompleta do ducto vitelino (ou onfalomesentérico) durante o desenvolvimento embrionário, frequentemente localizado no íleo terminal a cerca de 60-80 cm da válvula ileocecal, e podendo complicar com inflamação, sangramento ou obstrução em até 4-6% dos portadores.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.82)

DISCURSIVA: (195644 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
O diagnóstico diferencial da diarreia que persiste por mais de 2 semanas (diarreia crônica) varia de acordo com a idade do paciente. Apontem as causas mais frequentes para cada faixa etária (lactente, criança pequena, escolar e adolescente). (0,5 pontos)


RATING: 3.85

O diagnóstico diferencial da diarreia que persiste por mais de 2 semanas (diarreia crônica) varia de acordo com a idade do paciente. Apontem as causas mais frequentes para cada faixa etária (lactente, criança pequena, escolar e adolescente). (0,5 pontos)

A diarréia crônica em lactentes pode ser:
  • pós-infecciosa (0,03125 p)
  • resultado de intolerância a proteínas ou desnutrição(0,03125 p)
  • subseqüente a distúrbios metabólicos como fibrose cística ou defeitos enzimáticos ou de transporte (0,03125 p)
  • secundária a anomalias anatômicas como síndrome do intestino curto ou atrofia congênita das microvilosidades (0,03125 p)

Em crianças maiores:
  • a intolerância a proteínas (0,03125 p)
  • diarreia pós-infecciosa (0,03125 p)
  • giardíase (0,03125 p)
  • espru celíaco (0,03125 p)
  • deficiência de sucrase-isomaltase (0,03125 p)
  • enterocolite de Hirschsprung (0,03125 p)

Em crianças de idade escolar e em adolescentes, deve-se considerar:
  • giardíase (0,03125 p)
  • doença celíaca (0,03125 p)
  • intolerância à lactose (0,03125 p)
  • cólon irritável (0,03125 p)
  • doença intestinal inflamatória. (0,03125 p)

Adolescentes com diarréia crônica devem ser questionados sobre uso/abuso de laxantes (possível anorexia/bulimia).(0,03125 p)

FONTE:

Seven M Selbst, Kate Cronan - Segredos em emergência pediatrica

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.85)

CASO CLINICO: (227827 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Uma menina de 16 anos chega ao seu consultorio com um histórico de 2 dias de lacrimejamento do olho esquerdo, vermelhidão e corrimento amarelado. Relata crostas ao acordar. Nega dor nos olhos e não lembra de nenhum trauma local. O exame físico revela hiperemia conjuntival difusa no olho esquerdo associada a secreção mucoide e pupilas reagentes, no entanto com fotofobia leve no olho afetado. Não há adenopatia. o exame de fundo do olho, o movimento dos olhos e a acuidade visual são normais.

(I) Formulam pelo menos 03 (três) hipóteses diagnosticas.(0,3 pontos)

(II) A etiologia desta moléstia pode ser alérgica? Explique a sua resposta.(0,1 pontos)

(III) Enquanto não tiver certeza sobre a etiologia que tópicos oftálmicos tem que ser evitados? (0,1 pontos)




RATING: 3.1

(I)  Formulam pelo menos 03 (três) hipoteses diagnosticas.(0,1 p para cada uma dos máximo 3 suspeitas que estejam na lista abaixo)

1. Conjuntivite bacteriana
2. Conjuntivite viral
3. Glaucoma agudo
4. Uveíte anterior
5. Trauma: abrasão da córnea / corpo estranho
6. Conjuntivite alérgica
7. Conjuntivite química
8. Celulite periorbital / orbitária

(II) A etiologia desta moléstia pode ser alergica? Explique a sua resposta.

Não.(0,02 p)

A conjuntivite alérgica deve ter coceira (0,02 p), ser bilateral (0,02 p) e aquosa (0,02 p) e talvez outra história de doença alérgica. (0,02 p)

(III) Enquanto não tiver certeza sobre a etiologia que topicos oftalmicos tem que ser evitados?

Não use esteróides tópicos se não tiver certeza do diagnóstico.(0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.1)




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