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TERAPIA INTENSIVA - O CHOQUE (ÁREA DE CIRURGIA)

O significado da palavra inglesa "shock" (em português, "choque") é proveniente de um erro de tradução, ocorrido no século XVIII. Um cirurgião francês chamado Le Dran, ao escrever um tratado sobre feridas por armas de fogo, em 1737, cunhou o termo "choc" como indicativo de um "forte impacto".

Ao traduzir este termo ("choc" para "shock"), o médico inglês Clarke, em 1743, mudou o seu significado ao defini-lo como "uma súbita deterioração das condições clínicas do paciente após um grande trauma".

Este termo então foi popularizado por Edwin Morris em 1867, relacionando-o sempre a eventos pós-traumáticos.

OBJETIVA: (1381071 votos)..........95.01% das questões objetivas receberam votos.
São alterações funcionais ou gasométricas típicas da doença pulmonar obstrutiva crônica avançada, EXCETO:
A. Aumento do VR (volume residual) e da CPT (capacidade pulmonar total) por aprisionamento aéreo
B. Redução da DLCO (capacidade de difusão do monóxido de carbono) no fenótipo enfisematoso
C. Distúrbio restritivo puro, com relação VEF1/CVF aumentada e CPT reduzida
D. Hipoxemia em repouso ou ao esforço, com ou sem hipercapnia crônica
E. Queda do VEF1 (volume expiratório forçado no primeiro segundo) e achatamento da alça fluxo-volume expiratória

  RATING: 2.89

São alterações funcionais ou gasométricas típicas da doença pulmonar obstrutiva crônica avançada, EXCETO:

A. Aumento do VR (volume residual) e da CPT (capacidade pulmonar total) por aprisionamento aéreo
INCORRETO: O fechamento precoce das vias aéreas eleva VR e, frequentemente, a CPT. Hiperinsuflação é marca da DPOC avançada.
B. Redução da DLCO (capacidade de difusão do monóxido de carbono) no fenótipo enfisematoso
INCORRETO : A perda de superfície alveolar e de leito capilar no enfisema reduz a DLCO, achado útil para distinguir enfisema de asma pura.
C. Distúrbio restritivo puro, com relação VEF1/CVF aumentada e CPT reduzida
CORRETO : O padrão clássico da DPOC é obstrutivo, com VEF1/CVF reduzida e volumes pulmonares aumentados. Distúrbio restritivo puro (CPT baixa e relação normal ou alta) aponta para interstício, neuromuscular, obesidade grave ou má insuflação, não para DPOC isolada.
D. Hipoxemia em repouso ou ao esforço, com ou sem hipercapnia crônica
INCORRETO : Desigualdade V/Q e hipoventilação alveolar geram hipoxemia; na doença muito avançada surge hipercapnia crônica. Ambos são esperados.
E. Queda do VEF1 (volume expiratório forçado no primeiro segundo) e achatamento da alça fluxo-volume expiratória
INCORRETO : A limitação ao fluxo reduz o VEF1 e produz a curva fluxo-volume expiratória aplainada, assinatura gráfica da obstrução.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.89)

DISCURSIVA: (193850 votos) ..........99.46% das questões discursivas receberam votos.
Responda ás seguintes perguntas:

A) O que é a anemia ferropênica ou ferropriva? (0,25 p)
B)  Como a anemia ferropênica ou ferropriva é investigada? (0,25 p)


RATING: 2.87

Responda ás seguintes perguntas:

A) O que é a anemia ferropênica ou ferropriva? (0,25 p)
B)  Como a anemia ferropênica ou ferropriva é investigada? (0,25 p)

A) O que é a anemia ferropênica ou ferropriva?

É a conseqüência da diminuição da concentração produção do heme da hemoglobina por carência de ferro, resultando na diminuição da concentração de hemoglobina. (0,15 p)
A deficiência da hemoglobinização durante a maturação dos eritroblastos forma hemácias pequenas (VCM diminuído) com pouco conteúdo de hemoglobina (HCM diminuída). Com a intensificação do processo, ocorre a diminuição desproporcional do conteúdo de hemoglobina em relação ao volume das hemácias, gerando a hipocromia (CHCM diminuída). (0,05 p)
A anisopoiquilocitose, proporcional à intensidade do processo, é sempre evidente, podendo interferir com a contagem de plaquetas: hemácias microcíticas e normocíticas, hemácias ovalocíticas alongadas (leptócitos) e hemácias hipocrômicas. (0,05 p)

B)  Como a anemia ferropênica ou ferropriva é investigada? 

Pelas quantificações do ferro sérico e ferritina. Raramente, pode ser necessário quantificar o ferro medular pela coloração do azul-da-prússia (coloração de Perls), CTLFe e saturação da transferrina. (0,1 p)
Os exames característicos da anemia ferropênica são:
(1) ferro sérico diminuído; (0,03 p)
(2) capacidade total de ligação de ferro (CTLFe) aumentada; (0,03 p)
(3) saturação de transferrina diminuída; (0,03 p)
(4) ferritina diminuída; (0,03 p)
(5) ferro medular diminuído, tanto nos grânulos de hemossiderina dos macrófagos, quanto nos grânulos sideróticos dos eritroblastos (sideroblastos diminuídos). (0,03 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.87)

CASO CLINICO: (225949 votos)..........99.53% dos casos clinicos receberam votos.
Um menino de 4 anos e 11 meses, foi levado ao pronto-socorro após ser atropelado por um carro. 
O paciente mostrou boa interação com o examinador, estava choroso, levemente pálido (1+/4), bem hidratado, respirava normalmente, sem sinais de cianose, com pulsos palpáveis e boa perfusão capilar. Havia escoriações e hematomas no tórax e nos membros inferiores. 
No exame do sistema nervoso central, ele apresentava tendência de manter os olhos fechados, mas com abertura ao ser chamado pelo nome, obedecia os pedidos do acompanhante e do examinador, no entanto estava confuso, perguntando toda a hora o que que aconteceu. O pescoço sem rigidez, pupilas isocóricas e reativas à luz. No exame cardiovascular, o ritmo cardíaco era regular e não havia sopros, embora ele estivesse respirando rapidamente. No exame respiratório, o murmúrio vesicular estava audível e a saturação de oxigênio era de 98% em ar ambiente. 

Responda ás questões a seguir:

1) Conforme a escala de Glasgow essa criança vai precisar de via aérea artificial? Justifique. - 0,08 pontos

2) Quais são as medidas corretivas imediatas desse atendimento, que já deveriam ser feitas no lugar do atropelamento? - 0,14 pontos

3) Salientando que o foco principal do impacto foi o tórax, qual é o sinal mais preocupante e qual é a suspeita clínica? - 0,14 pontos

4) A investigação radiológica evidenciou: contusão pulmonar; pneumotórax à direita; fratura de costelas à direita e fratura de clavícula à direita. Qual é a conduta? 0,14 pontos




RATING: 3.04

1) Conforme a escala de Glasgow essa criança vai precisar de via aérea artificial? Justifique.

Não (0,02 p). O escore de Glasgow dessa criança neste momento é de 13 (0,02 p) – ou seja bem longe de 8, que seria a indicação para intubação (0,02 p), além disto, não apresenta nenhum sinal de insuficiência respiratória aguda atual ou iminente (0,02 p)

2) Quais são as medidas corretivas imediatas desse atendimento, que já deveriam ser feitas no lugar do atropelamento?

O pescoço da criança deve permanecer em posição neutra (0,02 p) e não pode ser hiperestendido (0,02 p). A via aérea deve ser mantida totalmente permeável (0,02 p), enquanto a coluna cervical é imobilizada em posição neutra (0,02 p). Tração e movimento do pescoço devem ser evitados (0,02 p) após manutenção da via aérea e estabilização da coluna cervical (0,02 p). Um colar semi-rígido deve ser aplicado. (0,02 p)

3) Salientando que o foco principal do impacto foi o tórax, qual é o sinal mais preocupante e qual é a suspeita clínica?

O sinal mais preocupante – a criança está taquipneica (0,02 p), embora o MV está audível e a saturação boa.

A contusão pulmonar (0,02 p)deve ser suspeitada em qualquer criança com trauma torácico contuso (0,02 p) que apresente dor no peito , dificuldade para respirar ou hipoxia inexplicada (0,02 p).

Fraturas de costela (0,02 p), assim como equimose na parede torácica devem aumentar ainda mais a suspeita de lesão no parênquima subjacente.

Pneumotórax (0,02 p) ou hemotórax (0,02 p) devem ser suspeitados em qualquer criança com histórico de trauma torácico que apresente dor no peito, falta de ar, dificuldade respiratória, hipóxia ou evidência de choque.

Todos os pacientes com um mecanismo de lesão torácica devem ser submetidos rapidamente a uma avaliação radiológica com raio-X de tórax

4) A investigação radiológica evidenciou: contusão pulmonar; pneumotórax à direita; fratura de costelas à direita e fratura de clavícula à direita. Qual é a conduta?

Atendimento de criança com trauma torácica:

  • suporte ventilatório não invasivo (0,02 p)

  • hidratação venosa (0,02 p)

  • analgesia de suporte (0,02 p)

  • curativo nas escoriações (0,02 p)

  • tipóia devido a fratura da clavícula (0,02 p)

  • colher Gasometria; Proteína C Reativa; Hemocultura; Hemograma (0,02 p)

  • transferir para UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.04)




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