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OSTEOMIELITE AGUDA NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Osteomielite é o processo infeccioso do osso que evolui com destruição tecidual progressiva e formação de sequestros ósseos.
É um processo inflamatório-infeccioso ósseo ocorrendo de forma característica na metáfise de ossos longos. Pode gerar comprometimentos duradouros e sequelas incapacitantes, visto que é possível acometer a fise dos ossos. Usualmente causado por bactérias.
O processo começa na região medular e progride para a região cortical, ou seja, é - na maioria dos casos - uma disseminação hematogênica.

OBJETIVA: (977537 votos)..........95.45% das questões objetivas receberam votos.
Recém-nascido com idade gestacional de 36 semanas e 5 dias, cujo peso, comprimento e perímetro cefálico se situam abaixo do percentil 3 da curva de crescimento de referência, deve ser classificado como:
A. A termo, adequado para a idade gestacional
B. Pré-termo, adequado para a idade gestacional
C. A termo, pequeno para a idade gestacional, do tipo proporcionado
D. Pré-termo, pequeno para a idade gestacional, do tipo proporcionado
E. Pré-termo, pequeno para a idade gestacional, do tipo desproporcionado.

  RATING: 2.92

Recém-nascido com idade gestacional de 36 semanas e 5 dias, cujo peso, comprimento e perímetro cefálico se situam abaixo do percentil 3 da curva de crescimento de referência, deve ser classificado como:

A. A termo, adequado para a idade gestacional
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Pré-termo, adequado para a idade gestacional
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. A termo, pequeno para a idade gestacional, do tipo proporcionado
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Pré-termo, pequeno para a idade gestacional, do tipo proporcionado
CORRETO : Todos os recém nascidos com menos de 37 semanas de idade gestacional são classificados como prematuros (ou pré-termo) pela Organização Mundial de Saúde. Idealmente, a classificação de adequação para a idade gestacional deveria ser feita comparando-se com padrões de referência da população estudada. Muito embora vários autores em nosso meio tenham desenvolvido curvas de peso, comprimento e perímetro cefálico para as diversas idades gestacionais, a curva mais usada na maioria dos serviços continua sendo a de Lubchenco. Nesta curva, a plotagem do dado antropométrico situando-se abaixo do percentil 10 classifica o recém-nascido como pequeno para a idade gestacional, o que o caracteriza como um recém-nascido de risco e que deverá receber uma assistência perinatal diferenciada.
E. Pré-termo, pequeno para a idade gestacional, do tipo desproporcionado.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

DISCURSIVA: (175236 votos) ..........99.38% das questões discursivas receberam votos.

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)




RATING: 3.06

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)


1. Distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça

  • As maiores taxas de incidência concentram-se na Europa Ocidental e na América do Norte; as menores são observadas na Ásia e em regiões menos desenvolvidas da África (0,04 p).
  • Globalmente, o câncer da bexiga ocupa a sétima posição entre as neoplasias mais frequentes e a décima terceira causa de morte por câncer (0,04 p).
  • No Brasil, constitui a segunda neoplasia mais frequente do trato geniturinário no homem, superada apenas pelo adenocarcinoma de próstata (0,04 p).
  • Nos países ocidentais, é 2,5 a 4 vezes mais frequente em homens do que em mulheres (provavelmente por maior exposição ao tabagismo e toxinas ambientais) e o mesmo padrão se repete nas mulheres (risco aumentado nas brancas em relação às negras) (0,02 p).
  • Diferenças raciais: brancos apresentam maior incidência e maior número de óbitos por carcinoma urotelial em comparação aos negros (inverso do observado nos tumores geniturinários em geral) (0,01 p).

2. Principais fatores de risco ambientais e ocupacionais

  • Tabagismo é o fator de risco mais importante e mais bem estudado; quem fuma tem de duas a quatro vezes mais chance de desenvolver a doença; quanto maior a quantidade e o tempo de tabagismo, maior a associação; os agentes responsáveis são principalmente as alfa- e beta-naftilaminas, que são absorvidas, eliminadas na urina e ficam em contato direto com o urotélio, causando dano celular repetido (0,05 p).
  • Exposição ocupacional responde por parcela significativa dos casos (15% a 35% em homens e 1% a 6% em mulheres); profissionais das indústrias de tintas, borracha e petróleo estão expostos a carcinógenos como benzidina, beta-naftilamina e 4-aminobifenil; esses compostos têm período de latência longo (0,04 p).
  • Medicamentos – ciclofosfamida, ao ser metabolizada, libera produtos tóxicos que irritam o urotélio e favorecem a malignidade (0,03 p).
  • Outros fatores – qualquer situação que cause trauma físico repetido ao urotélio (infecções urinárias crônicas, instrumentação repetida da bexiga ou presença de cálculos) aumenta o risco de transformação maligna; a ingestão de adoçantes artificiais não confirmou associação em estudos recentes (0,03 p).

3. Ativação de oncogenes na patogênese

  • O processo é multifatorial e envolve duas grandes vias que se complementam: ativação de oncogenes e inativação de genes supressores (0,03 p).
  • Oncogenes, quando ativados de forma anormal, estimulam a célula a se multiplicar exageradamente (0,02 p).
  • No câncer de bexiga, o oncogene p21 (c-Ha-ras) está ativado em pelo menos 50% dos casos; ocorre ativação aberrante de GTPase de membrana, levando a proliferação nuclear descontrolada e perda da diferenciação celular (a célula “esquece” sua função normal e torna-se imatura) (0,03 p).
  • Essa alteração é mais comum em tumores de alto grau e em áreas de displasia, mas raramente aparece em tumores de baixo grau (0,02 p).
  • Outros oncogenes frequentemente envolvidos: Erb-2, EGFR, MDM2, C-MYC e CCND1 (0,01 p).

4. Inativação de genes supressores e alterações cromossômicas

  • Genes supressores atuam como “freios” da multiplicação celular; quando inativados ou perdidos, a célula perde o controle e pode tornar-se imortal (0,03 p).
  • O gene p53 (o mais alterado em todos os cânceres humanos) é o exemplo clássico; a proteína p53 normal reconhece células com danos genéticos e dispara apoptose; quando mutado, a apoptose falha e as células danificadas sobrevivem e acumulam mutações (0,03 p).
  • No câncer de bexiga, mutação de p53 está presente em tumores primários, recidivas e tumores do trato urinário superior e associa-se a tumores mais agressivos e músculo-invasivos (0,02 p).
  • Deleção do braço curto do cromossomo 17 (onde fica o p53) ocorre em mais de 60% dos tumores invasivos, mas quase nunca nos tumores superficiais (0,01 p).
  • Outra alteração muito frequente e precoce é a perda de material do cromossomo 9 (contém genes reguladores p21, p27/KIP1 e p16); aparece tanto em tumores de alto quanto de baixo grau e é encontrada em todos os tumores multifocais, reforçando a ideia de doença difusa do urotélio (0,01 p).


FONTE:

CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

CASO CLINICO: (203578 votos)..........98.96% dos casos clinicos receberam votos.

(I) Um recém-nascido está em apneia. Ele não melhora após os passos iniciais e a VPP é iniciada. Na  primeira avaliação, a frequência cardíaca é de 40 batimentos por minuto. Depois de 30 segundos de  ventilação com pressão positiva com movimento do tórax, a frequência cardíaca é de 80 batimentos por minuto. 

  1. A massagem cardíaca deve ser iniciada? 
  2. A ventilação com pressão positiva deve continuar? (0,16 pontos)

(II) Um recém-nascido está em apneia e não melhora após os passos iniciais e a VPP. A frequência cardíaca permanece 40 batimentos por minuto. Uma cânula traqueal é adequadamente posicionada, há movimento do tórax e entrada de gás bilateralmente à ausculta pulmonar. A ventilação é mantida por mais 30 segundos. A frequência cardíaca continua 40 batimentos por minuto.

  1. A massagem cardíaca deve ser iniciada?
  2. A ventilação com pressão positiva deve continuar? (0,18 pontos)

(III) Na figura abaixo, assinale o local em que a massagem cardíaca deve ser aplicada:

(IV) Qual é a profundidade correta das compressões torácicas, aproximadamente? (0,16 pontos)
 




RATING: 3.46

(I) Um recém-nascido está em apneia. Ele não melhora após os passos iniciais e a VPP é iniciada. Na  primeira avaliação, a frequência cardíaca é de 40 batimentos por minuto. Depois de 30 segundos de  ventilação com pressão positiva com movimento do tórax, a frequência cardíaca é de 80 batimentos por minuto. 

  1. A massagem cardíaca não deve ser iniciada. (0,08 p)
  2. A ventilação com pressão positiva deve continuar. (0,08 p)

(II) Um recém-nascido está em apneia e não melhora após os passos iniciais e a VPP. A frequência cardíaca permanece 40 batimentos por minuto. Uma cânula traqueal é adequadamente posicionada, há movimento do tórax e entrada de gás bilateralmente à ausculta pulmonar. A ventilação é mantida por mais 30 segundos. A frequência cardíaca continua 40 batimentos por minuto.

  1.  A massagem cardíaca deve ser iniciada. (0,09 p)
  2. A ventilação com pressão positiva deve continuar. (0,09 p)

(III) Na figura abaixo, assinale o local em que a massagem cardíaca deve ser aplicada:

A área a ser comprimida é logo abaixo da linha intermamilar.(0,08 p)

(IV) Qual é a profundidade correta das compressões torácicas, aproximadamente?

A profundidade correta das compressões torácicas é de aproximadamente um terço do diâmetro anteroposterior do tórax.(0,08 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.46)




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