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No tratamento da esofagite eosinofílica, é correto afirmar que:
A. o refluxo gastroesofágico geralmente não se associa ao diagnóstico
INCORRETO: A associação entre refluxo gastroesofágico e esofagite eosinofílica é frequente. As duas condições podem coexistir e se sobrepor; o fenótipo responsivo a inibidor de bomba de prótons integra o espectro da doença e o IBP constitui opção terapêutica de primeira linha, e não apenas recurso para excluir refluxo.
B. os corticosteroides são utilizados com pouca resposta à endoscopia
INCORRETO : Os corticosteroides tópicos deglutidos (fluticasona ou budesonida) constituem uma das terapias de primeira linha. Promovem remissão histológica em 60-90% dos casos e melhora endoscópica em cerca de 60-70%, além de melhora sintomática.
C. a eosinofilia e o aumento de IgE não estão presentes no sangue periférico
INCORRETO : Eosinofilia periférica ocorre em 40-50% dos pacientes e a IgE sérica encontra-se elevada com frequência, refletindo o terreno atópico associado. Esses achados laboratoriais, contudo, não são necessários nem suficientes para o diagnóstico, que depende da clínica de disfunção esofágica e da histologia (≥15 eosinófilos/campo).
D. a dieta promove remissão histológica em cerca de 70% dos casos
CORRETO : As dietas de eliminação empírica, em especial a de seis alimentos, induzem remissão histológica em torno de 60-72% dos pacientes (metaanálises e diretrizes), valor que se aproxima dos 70% classicamente referidos. A dieta elementar alcança taxas ainda mais altas (cerca de 90%), embora com menor aderência.
E. os inibidores da bomba de prótons não têm eficácia na indução de remissão histológica e devem ser evitados no tratamento
INCORRETO : Os inibidores da bomba de prótons induzem remissão histológica em 30-50% dos pacientes e são considerados terapia de primeira linha, ao lado da dieta de eliminação e dos corticosteroides tópicos deglutidos. Não devem ser evitados.
Gabarito: D
RATING: 3.01 ![]()
- Alteração de temperatura corpórea - hipertermia ou hipotermia(0,05 p)
- Taquicardia - frequência cardíaca (FC) inapropriada para idade na ausência de estímulos externos ou bradicardia para criança <1 ano (0,05 p)
- Taquipneia - frequência respiratória (FR) inapropriada para idade(0,05 p) OU necessidade de ventilação mecânica para um processo agudo não relacionado à doença neuromuscular de base ou necessidade de anestesia geral. (0,05 p)
- Alteração de leucócitos – leucocitose ou leucopenia não secundárias à quimioterapia, ou presença de formas jovens de neutrófilos no sangue periférico.(0,05 p)
FONTE:
Uma senhora de 66 anos, hipertensa e diabética, refere palpitações e cansaço aos esforços há cerca de 3 meses. Há quase um ano vem em uso de clortalidona 25 mg/dia + lisinopril 5 mg/dia + glibenclamida 10 mg/dia, mantendo um controle adequado da pressão arterial e das glicemias (sic). Ao exame, PA = 138 x 86 mmHg, FC = 154 bpm, eupnêica, corada, hidratada, anictérica, ritmo cardíaco irregular, em 2 tempos, com sopro sistólico em ponta +2/+6 , murmúrio vesicular universalmente audível, sem ruídos adventícios, abdome e membros inferiores sem alterações dignas de nota. Exame neurológico normal. Fundoscopia: retinopatia hipertensiva grau II. Radiografia de tórax: calcificação da aorta ascendente, área cardíaca normal. Eletrocardiograma (Foto). Ecocardiograma-Doppler: hipertrofia ventricular esquerda leve, átrio esquerdo medindo 4,5 cm, fração de ejeção estimada em 65%, Doppler mitral com sinais de déficit de relaxamento, calcificação anular mitro-aórtica com regurgitação mitral leve.
a) Qual é o diagnóstico eletrocardiográfico principal? (0,05 pontos)
b) Como deverá ficar a receita da paciente neste momento? (0,05 pontos)
c) Caso você optasse por reverter esse quadro. Quais seriam os passos subseqüentes? (0,2 pontos)
d) Se esta paciente apresentasse dor anginosa ou congestão pulmonar no momento desse ECG, qual seria a sua conduta? (0,2 pontos)
a) Qual é o diagnóstico eletrocardiográfico principal?
Fibrilação atrial. (0,05 p)
b) Como deverá ficar a receita da paciente neste momento?
Diltiazem (ou beta-bloqueador ou verapamil) + clortalidona + glibenclamida + warfarina.(0,05 p)
c) Caso você optasse por reverter esse quadro, quais seriam os passos subseqüentes?
CONTROLE DE RITMO: reverter a fibrilação atrial, respeitando o protocolo de anticoagulação pré e pós-reversão. Pré-reversão: cumarínico por 3 semanas ou heparina por 12h (se eco-transesofágico não demonstrar trombo). Pós-reversão: cumarínico por 4 semanas. Manter antiarrítmico profilático (amiodarona em baixa dose) e a terapia antitrombótica crônica (cumarínico, pois esta paciente é de grupo de risco).(0,2 p)
d) Se esta paciente apresentasse dor anginosa ou congestão pulmonar no momento desse ECG, qual seria a sua conduta?
Cardioversão elétrica emergencial. Heparina em bolus, Choque com 100-200 J, anticoagulação pós-reversão (4 semanas de warfarin) e Terapia Antitrombótica Crônica com warfarin (pois a paciente é de grupo de risco).(0,2 p)
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