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Na obstrução intestinal, quando a radiografia simples mostra dilatação do cólon, o enema opaco é imperativo. Todavia, é contraindicado:
A. no megacólon tóxico
CORRETO: No megacólon tóxico, caracterizado por dilatação colônica aguda e grave associada a colites inflamatórias como a doença inflamatória intestinal, o enema opaco representa contraindicação absoluta devido ao elevado risco de perfuração intestinal, agravado pela fragilidade da parede colônica inflamada e distendida, podendo precipitar sepse ou choque; protocolos diagnósticos priorizam radiografia simples e tomografia computadorizada para evitar manipulações invasivas.
B. no tumor de sigmoide
INCORRETO : No tumor de sigmoide, frequentemente causador de obstrução mecânica crônica ou subaguda, o enema opaco pode ser utilizado com segurança para delinear o local e a extensão da lesão obstrutiva, auxiliando no planejamento terapêutico, desde que não haja sinais de perfuração iminente.
C. na apendicite aguda
INCORRETO : Na apendicite aguda, processo inflamatório localizado no apêndice cecal sem envolvimento primário do cólon, o enema opaco não apresenta contraindicação específica, embora raramente seja indicado, priorizando-se ultrassonografia ou tomografia para diagnóstico, sem risco adicional de complicações colônicas.
D. na diverticulite de Meckel
INCORRETO : A diverticulite de Meckel afeta o divertículo ileal congênito, localizado no íleo terminal e não no cólon, manifestando-se com complicações como hemorragia ou obstrução delgada, sem relação direta com dilatação colônica; o enema opaco, focado no cólon, não é contraindicado nem relevante nesse contexto.
E. no vólvulo sigmoide
INCORRETO : No vólvulo sigmoide, causa comum de obstrução colônica fechada com dilatação proximal, o enema opaco pode ser empregado terapeuticamente para desvolvular o cólon ou diagnosticar a torção, desde que realizado com cautela e sob fluoroscopia, sem contraindicação inerente à condição.
Gabarito: A
RATING: 3.08 ![]()
- metabólica (0,05 p)
- infecciosa (0,05 p)
- tóxica (0,05 p)
- autoimune (0,05 p)
- vascular (0,05 p)
- relacionada a doenças malignas (0,05 p)
- idade>5 anos (0,05 p)
- INR bastante alargado (0,05 p)
- fosfatase alcalina baixa (0,05 p)
- hemólise (0,05 p)
- disfunção renal (0,05 p)
- anel de Keiser-Fleischer (0,05 p)
FONTE:
Paciente do sexo masculino, 54 anos, com queixa de pirose retroesternal de longa data (há mais de 10 anos), com piora progressiva nos últimos 2 anos.
Vem apresentando regurgitação, principalmente no período noturno.
Teve emagrecimento de 2 kg nos últimos 12 meses (índice de massa corporal atual de 33 kg/m2).
Realizada endoscopia digestiva alta, observou-se ulceração esofágica, com friabilidade e presença de mucosa de aspecto róseo-avermelhado, circunferencial, com 4 cm de extensão, projetando proximalmente a partir da junção escamo-colunar. Foram realizadas biópsias da região da junção gastro-esofágica, cujo corte histológico é apresentado abaixo.

1) Qual o diagnóstico para esse paciente? - 0,1 pontos
2) Qual é o prognóstico para esse paciente? - 0,1 pontos
3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente? - 0,3 pontos
1) Qual o diagnóstico?
Doença do refluxo gastro-esofágico (DRGE) complicada com esôfago de Barret. (0,1 p)
DISCUSSÃO: Trata-se de um paciente com queixas de queimação retroesternal e regurgitação, os dois sintomas mais frequentes em pacientes portadores de DRGE. Observa-se IMC de 33, ou seja, obesidade grau I, comum em pacientes que sofrem de DRGE. A endoscopia documenta a presença de esofagite erosiva e achados comuns ao esôfago de Barret. Este último é confirmado pelo corte histológico, onde notam-se áreas de epitélio colunar especializado ao nível da junção gastro-esofágica.
2) Qual é o prognóstico?
Em termos prognósticos, a incidência de adenocarcinoma é 40X maior nos pacientes com esôfago de Barret quando comparado com a população em geral. Requer, portanto, acompanhamento a longo prazo. O principal marcador de potencial de malignidade será a presença de displasia. (0,1 p)
3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente?
- inicialmente controlar a inflamação relacionada a DRGE com terapia antissecretória (0,1 p)
- realizar nova endoscopia com múltiplas biópsias visando descartar a presença de displasia (preferencialmente confirmada por mais de um patologista). A ausência de displasia implica controle endoscópico a cada 2, 3 anos. Displasia leve, controle endoscópico semestral e posteriormente anual. Displasia de alto grau deve ser tratada com esofagectomia ou acompanhamento com biópsias, inicialmente a cada mês, e posteriormente trimestrais. (0,1 p)
- Não há tratamento curativo específico usado rotineiramente para o esôfago de Barret. Portanto, além do acompanhamento endoscópico, a DRGE deve ser controlada, conforme sua evolução, com terapia clínica e/ou operatória. (0,1 p)
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