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Homem de 38 anos, sem comorbidades ou cirurgias prévias, foi diagnosticado com tumor de 1 cm, localizado na ponta do apêndice, associado à pseudomixoma peritoneal. Diante desse quadro, a conduta adequada é:
A. radioquimioterapia
INCORRETO: O PMP é uma doença peritoneal mucinosa de crescimento lento e baixa malignidade, resistente à radioterapia e quimioterapia sistêmica isoladas. A radioterapia abdominal causaria toxicidade significativa (ex.: enterite actínica) sem benefício, e a quimioterapia sistêmica tem penetração peritoneal pobre. Não há suporte em guidelines para essa modalidade como tratamento primário; ela poderia ser paliativa em casos irressecáveis, mas não aqui, onde a cirurgia é viável.
B. colectomia total e quimioterapia adjuvante
INCORRETO : colectomia total e quimioterapia adjuvante é uma conduta excessivamente agressiva e inadequada. A colectomia total (remoção de todo o cólon) não é necessária, pois o tumor é apendicular distal sem evidência de envolvimento colônico extenso. Isso aumentaria riscos como diarreia crônica, deficiências nutricionais e morbidade cirúrgica em um paciente jovem. A quimioterapia adjuvante sistêmica (ex.: FOLFOX) tem resposta limitada no PMP (taxas <20%), pois a barreira peritoneal-hemo limita a eficácia; HIPEC é superior. Estudos como o de Elias et al. (2010) contraindicam ressecções colônicas totais rotineiras.
C. apendicectomia, citorredução e quimioterapia intraperitoneal
CORRETO : A alternativa apresenta a conduta padrão ouro para o pseudomixoma peritoneal (PMP) originado de tumor apendicular, conforme guidelines da Peritoneal Surface Oncology Group International (PSOGI) e sociedades como a American Society of Peritoneal Surface Malignancies. O PMP é uma síndrome clínica resultante da ruptura de um tumor mucinoso apendicular, levando à disseminação intraperitoneal de mucina e células neoplásicas. Mesmo com o tumor primário pequeno (1 cm) e localizado na ponta do apêndice, a presença de PMP indica disseminação peritoneal, exigindo uma abordagem multimodal.
1) Apendicectomia: Remove o sítio primário do tumor, que é o apêndice. Como o tumor está na ponta (distal), sem indicação de envolvimento da base ou ceco, a apendicectomia simples é suficiente, evitando ressecções mais extensas desnecessárias.
2) Citorredução cirúrgica (CRS): Envolve a remoção macroscópica de todo o tumor visível e mucina peritoneal, incluindo peritonectomias seletivas, omentectomia e ressecção de órgãos afetados, visando um índice de completude de citorredução (CC) de 0 ou 1 para maximizar a sobrevida.
3) Quimioterapia intraperitoneal (geralmente hipertermica, HIPEC): Administra quimioterápicos diretamente na cavidade peritoneal (ex.: mitomicina C ou oxaliplatina, aquecidos a 41-43°C), penetrando melhor nos depósitos residuais microscópicos e reduzindo a recorrência. Estudos como o de Chua et al. (2012) e atualizações em meta-análises (ex.: Cochrane Review) demonstram que CRS + HIPEC melhora a sobrevida em 5 anos para até 70-80% em casos de baixo grau, comparado a abordagens menos agressivas.
Essa combinação é curativa em potencial para PMP de baixo grau, minimizando morbidade em um paciente jovem e sem comorbidades, com evidências nível I de ensaios clínicos.
D. apendicectomia isolada seguida de vigilância ativa com exames de imagem
INCORRETO : Embora inclua elementos de CRS (peritonectomia), omite a quimioterapia intraperitoneal, essencial para erradicar doença microscópica residual. Além disso, a colectomia direita (hemicolectomia direita) é recomendada apenas se houver envolvimento da base apendicular, margens positivas ou linfonodos suspeitos — não aplicável aqui, com tumor na ponta. Cirurgia isolada tem recorrência alta (até 50-70%), conforme dados do registro internacional de PMP. A ausência de HIPEC reduz a eficácia, per guidelines PSOGI.
E. apendicectomia isolada seguida de vigilância ativa com exames de imagem
INCORRETO : A alternativa ignora a disseminação peritoneal já presente (PMP), que não é controlada por remoção isolada do apêndice. Vigilância ativa seria apropriada para tumores apendiculares confinados sem ruptura (ex.: LAMN estágio 0), mas com PMP, há risco de progressão para obstrução ou metástases, com sobrevida pior sem CRS + HIPEC. Evidências de séries como a de Sugarbaker (pioneiro em PMP) mostram que abordagem conservadora leva a recorrência em >90% dos casos disseminados.
Gabarito: C
RATING: 2.97 ![]()
Um ritmo de apresentação chocável (FV ou TVSP) confere mais chances da pessoa ser ressuscitada. (0,0625 p)
Os ritmos não-chocáveis (por exemplo, assistolia) não passa duma sobrevivência de 7% a 24%. (0,0625 p)
No mesmo tempo se uma FV/TVSP se desenvolve como um ritmo secundário durante uma tentativa de ressuscitação (isto é, não como o ritmo da PCR inicial) em crianças hospitalizadas, a sobrevivência é menor do que a observada em PCRs com ritmos não chocáveis (0,0625 p)
2) Quantos tipos de parada cardíaca tem a criança?
Há dois tipos de parada cardíaca em criança:
- Parada hipóxica (0,0625 p)
- Parada cardíaca súbita (0,0625 p)
3) Qual é a definição da parada cardiorespiratoria?
O processo em si é uma cessação da circulação sanguínea. (0,0625 p) Ou seja, a ausência ou ineficácia da atividade mecânica cardíaca. (0,0625 p) Não há pulso detectável neste momento. (0,0625 p)
FONTE:
I) Qual seria a etiologia provável desta moléstia? (0,1 pontos)
O Parvovírus B19 tem sido implicado como agente etiológicomais frequente. II) Qual é a evolução provável deste quadro clinico? (0,1 pontos) A síndrome é autolimitada e desaparece dentro de poucas semanas. III) Enumeram pelo menos outras quatro formas clínicas que podem ser causadas por mesmo agente etiologico nas crianças. (0,3 pontos)
- eritema infeccioso (0,075 pontos)
- crise aplastica transitória (0,075 pontos)
- infecções fetais (0,075 pontos)
- miocardite (0,075 pontos)
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