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FEBRE SEM SINAIS LOCALIZATORIOS (ÁREA DE PEDIATRIA)

A queixa principal febre com duração menor do que 7 dias é o desafio dos atendimentos pediátricos de urgência.
O diagnóstico será de febre sem sinais localizatórios. É um conceito relativamente antigo, assim como o conceito de bacteremia oculta. A definição desta seria: hemocultura positiva em paciente febril, em bom estado geral, com indicação de acompanhamento ambulatorial.
Existe a chance que uma bacteremia oculta vire infecção bacteriana grave (DBG): sepse, meningite, pneumonia, artrite séptica, celulite e infecção do trato urinário. Definimos a bacteremia oculta como a presença de bactéria em hemocultura numa criança com febre, sem um foco identificável, e que esteja clinicamente bem o suficiente para ser tratada em nível ambulatorial.
Se o foco da infecção é conhecido (por exemplo, pneumonia ou pielonefrite) é obvio que a infecção não deve ser considerada como bacteremia oculta. Uma doença focal pode associar bacteremia, assim como hemoculturas positivas.

OBJETIVA: (1383439 votos)..........94.84% das questões objetivas receberam votos.
Com relação à alimentação complementar, é CORRETO afirmar que:
A. a partir dos 6 meses, o uso exclusivo de leite materno não supre todas as necessidades nutricionais da criança, sendo necessária a introdução de alimentos complementares, mantendo-se o leite materno ou fórmulas infantis
B. o período de introdução da alimentação complementar é muito importante e não apresenta risco para a criança, uma vez que seu aparelho digestório está preparado e sua imunidade resiste bem à manipulação dos alimentos
C. os alimentos complementares são ricos em micronutrientes e, independente da cultura familiar ser carnívora ou vegetariana, o ferro e o zinco são garantidos pelo leite materno ou leite de vaca
D. as necessidades nutricionais de ferro e zinco na criança a partir dos 6 meses é pequena; cerca de 30 a 40% do ferro e 20 a 30% do zinco devem vir dos alimentos complementares, respectivamente
E. a introdução de certos alimentos potencialmente alergênicos, como ovo e peixe, só deve ser realizada após o 1° ano de vida, independente de história familiar de atopia

  RATING: 2.69

Com relação à alimentação complementar, é CORRETO afirmar que:

A. a partir dos 6 meses, o uso exclusivo de leite materno não supre todas as necessidades nutricionais da criança, sendo necessária a introdução de alimentos complementares, mantendo-se o leite materno ou fórmulas infantis
CORRETO: A Organização Mundial da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida. A partir desta fase, o leite materno deixa de ser suficiente para suprir as necessidades nutricionais, sendo assim fundamental a introdução de novos alimentos, a diversificação alimentar.
B. o período de introdução da alimentação complementar é muito importante e não apresenta risco para a criança, uma vez que seu aparelho digestório está preparado e sua imunidade resiste bem à manipulação dos alimentos
INCORRETO : Apesar da complementação nutricional feita pelos demais alimentos, a criança deve continuar recebendo o leite materno até que complete 2 anos, pelo menos, Vale lembrar que uma introdução precoce pode diminuir-a proteção imunitária do leite por alteração da flora intestinal, interferir no aproveitamento de seus nutrientes, conferir aporte nutricional de valor inferior, representar sobrecarga de solutos, além de não respeitar o desenvolvimento neuromuscular necessário à deglutição de sólidos.
C. os alimentos complementares são ricos em micronutrientes e, independente da cultura familiar ser carnívora ou vegetariana, o ferro e o zinco são garantidos pelo leite materno ou leite de vaca
INCORRETO : O leite materno pode ser uma importante fonte de nutrientes após o 1° ano de vida da criança, Em algumas populações, ele contribui com 1/3 a 2/3 da energia ingerida no final do 1º ano e continua a ser uma importante fonte de gordura, vitamina A, cálcio e riboflavina no 2° ano de vida. Após esse período, vários estudos confirmam um balanço negativo de ferro em crianças que continuaram sendo amamentadas exclusivamente, havendo a necessidade de complementação de ferro por meio de alimentos complementares ricos nesse micronutriente.
D. as necessidades nutricionais de ferro e zinco na criança a partir dos 6 meses é pequena; cerca de 30 a 40% do ferro e 20 a 30% do zinco devem vir dos alimentos complementares, respectivamente
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. a introdução de certos alimentos potencialmente alergênicos, como ovo e peixe, só deve ser realizada após o 1° ano de vida, independente de história familiar de atopia
INCORRETO : Via de regra, a introdução de alimentos como o ovo e o peixe deve acontecer em torno do 92 mês de vida. Apenas para crianças com antecedentes familiares de atopia importantes se orienta adiar esse contato.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.69)

DISCURSIVA: (194245 votos) ..........99.47% das questões discursivas receberam votos.

Sobre os incidentalomas adrenais no contexto das doenças cirúrgicas da glândula supra-renal, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Classifique os incidentalomas adrenais quanto à funcionalidade hormonal e ao potencial de malignidade.
  2. Descreva os principais mecanismos fisiopatológicos da produção hormonal autônoma nos adenomas adrenais.
  3. Explique os princípios teóricos que fundamentam a escolha entre a via laparoscópica e a via aberta na adrenalectomia.
  4. Enumere os critérios teóricos de seguimento clínico e radiológico dos incidentalomas adrenais não operados.
  5. Discuta a relação teórica entre o diâmetro do incidentaloma e o risco de carcinoma adrenocortical.


RATING: 2.95

Sobre os incidentalomas adrenais no contexto das doenças cirúrgicas da glândula supra-renal, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Classifique os incidentalomas adrenais quanto à funcionalidade hormonal e ao potencial de malignidade.
  2. Descreva os principais mecanismos fisiopatológicos da produção hormonal autônoma nos adenomas adrenais.
  3. Explique os princípios teóricos que fundamentam a escolha entre a via laparoscópica e a via aberta na adrenalectomia.
  4. Enumere os critérios teóricos de seguimento clínico e radiológico dos incidentalomas adrenais não operados.
  5. Discuta a relação teórica entre o diâmetro do incidentaloma e o risco de carcinoma adrenocortical.

1. Classificação quanto à funcionalidade: não funcionantes (maioria) e funcionantes (produtores de cortisol, aldosterona, catecolaminas ou andrógenos) (0,04 p).
Classificação quanto ao potencial de malignidade: benignos (adenomas, mielolipomas) e potencialmente malignos ou malignos (carcinoma adrenocortical, metástases) (0,06 p).

2. Os mecanismos principais incluem:

  • Ativação constitutiva da via do AMPc/PKA em adenomas produtores de cortisol (0,04 p);
  • Expressão aberrante de receptores de membrana (GIP, LH/hCG, vasopressina) que estimulam a esteroidogênese de forma independente do ACTH (0,03 p);
  • Mutações ativadoras no gene KCNJ5 ou outros canais iônicos nos adenomas produtores de aldosterona (0,03 p).

3. Princípios teóricos:

  • A via laparoscópica é preferida em lesões ≤ 6 cm, de aparência benigna e sem sinais de invasão local, por menor morbidade e recuperação mais rápida (0,05 p);
  • A via aberta é indicada teoricamente em tumores grandes (> 6–8 cm), suspeita de malignidade ou necessidade de ressecção em bloco com estruturas adjacentes (0,05 p).

4. Critérios teóricos de seguimento:

  • Repetição de imagem (TC ou RM) em 3–6 meses e, se estável, anualmente por 1–2 anos (0,04 p);
  • Reavaliação hormonal anual nos primeiros 2–4 anos, especialmente para cortisol e catecolaminas (0,03 p);
  • Indicação de cirurgia se crescimento > 1 cm ou surgimento de hiperfunção (0,03 p).

5. Há relação direta entre o diâmetro e o risco de carcinoma adrenocortical: lesões < 4 cm apresentam risco muito baixo (< 2%), entre 4 e 6 cm risco intermediário (cerca de 6–10%) e > 6 cm risco elevado (superior a 25%), justificando a abordagem cirúrgica em massas maiores mesmo na ausência de hiperfunção (0,10 p).

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - INCIDENTALOMAS ADRENAIS


AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

CASO CLINICO: (226276 votos)..........98.14% dos casos clinicos receberam votos.

Uma primigesta de 19 anos, a termo, se apresenta para o parto referindo contrações irregulares e ruptura de membranas 21 horas antes de sua admissão. Não realizou acompanhamento pré-natal, mas relata que sua gestação foi sem complicações. Está afebril, e a monitorização eletrônica do feto é reativa com desacelerações ocasionais leves e variáveis. O exame cervical revela uma dilatação de 3 cm, 50% de apagamento, posição -1, apresentação de vértice.

(I) Quais os 3 métodos, quando estão todos positivos, que confirmam a ruptura de membranas? ... 0,3 pontos

(II) Qual é a melhor conduta neste período? ... 0,2 pontos




RATING: 3.03

(I) Quais os 3 métodos, quando estão todos positivos, que confirmam a ruptura de membranas?

O exame especular (0,025 p) revelando uma coleção vaginal com pH alcalino na fita de nitrazina (0,025 p) e cristalização no exame microscópico (0,025 p) após o ressecamento numa lâmina (0,025 p), vai confirmar a ruptura das membranas (0,025 p).

O exame pélvico também pode sugerir esse diagnóstico (0,025 p) porque, à medida que o colo se dilata (0,025 p), a palpação das membranas amnióticas revestindo o pólo de apresentação(0,025 p) (ou ausência das membranas) (0,025 p), em geral, é possível.

O teste de Coombs (0,025 p) é um teste sorológico (0,025 p) que avalia a sensibilização materna às hemácias fetais.(0,025 p)

(II) Qual é a melhor conduta neste período?

Esta paciente apresenta ruptura prematura das membranas (0,025 p). Usando a abordagem com base no risco (0,025 p), ela deve fazer uma profilaxia contra os estreptococo do grupo B (SGB) (0,025 p), já que a ruptura das membranas é superior a 18 horas (0,025 p). Outros critérios para a administração de antibióticos seriam a febre materna superior ou igual a 38ºC (0,025 p) ou uma história de parto anterior de um bebê portador de SGB (0,025 p). Para minimizar complicações infecciosas tanto para a paciente como para seu bebê, devemos realizar o parto imediatamente (0,025 p), mas há indicação de aceleração do trabalho de parto (0,025 p) em vez de cesariana.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.03)




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