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TUBERCULOSE (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

Estudos sobre a infecção tuberculosa no país, tomando-se em conta a alta cobertura de vacinação BCG e o conhecimento acerca de sua influência sobre os indicadores de infecção, são altamente oportunos no momento atual. Estudos anteriores cobriram diversas cidades brasileiras, na sua maioria capitais, e datam da década de 70, portanto não mais refletindo o país como um todo. A tendência do risco de infecção foi arbitrada e não levou em consideração o emprego da quimioterapia de curta duração e as profundas modificações socioeconômicas ocorridas no Brasil.

A estimativa da prevalência de infecção é importante porque mede o chamado reservatório secundário, permitindo estimar o risco de infecção.

OBJETIVA: (1478760 votos)..........97.12% das questões objetivas receberam votos.
Com relação as dermatoses causas por vírus, assinale a alternativa INCORRETA:
A. O herpes simples recidivante da região genital é geralmente causado pelo HSV-1 e da região orolábial, pelo HSV-2
B. A primo–infecção pelo Herpesvirus hominis é em geral subclínica e ocorre em crianças até os 5 anos de idade
C. O exantema súbito é causado pelo herpesvírus tipo 6
D. O papilomavírus é o agente causal das verugas vulgares , verrugas planas e condiloma acuminado
E. O molusco contagioso é freqüente em crianças, mas quando ocorre na região ano-genital de adultos é considerado uma doença sexualmente transmissível

  RATING: 2.93

Com relação as dermatoses causas por vírus, assinale a alternativa INCORRETA:

A. O herpes simples recidivante da região genital é geralmente causado pelo HSV-1 e da região orolábial, pelo HSV-2
INCORRETO: O herpes genital ou herpes febril é uma doença infectocontagiosa sujeita a recidivas, tendo como agentes etiológicos duas cepas diferentes do vírus herpes simples (HSV), o tipo 1 (HSV-1) e o tipo 2 (HSV-2). Ambas estão relacionadas com a causa da doença, mas a grande maioria dos casos tem como etiologia o HSV-2
B. A primo–infecção pelo Herpesvirus hominis é em geral subclínica e ocorre em crianças até os 5 anos de idade
CORRETO : HERPESVÍRUS HUMANO TIPO 6 (HHV 6) Vírus descoberto recentemente. Estabelece infecção latente em tecido linfóide. Infecção parece distribuida por todo o mundo. Altos índices de prevalência determinados por anticorpos em várias populações.Causa em crianças o exantema súbito ou roséola, uma enfermidade caracterizada por um eritema leve que ocorre freqüentemente em bebês. HERPESVÍRUS HUMANO TIPO 7 (HHV 7). Aparentemente este vírus também tem ampla distribuição nas populações. Provavelmente adquirido durante a infância. Não há nenhuma associação deste vírus com doenças, até o presente.
C. O exantema súbito é causado pelo herpesvírus tipo 6
CORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. O papilomavírus é o agente causal das verugas vulgares , verrugas planas e condiloma acuminado
CORRETO : Os papilomavírus humanos (HPV) constituem um grupo que possui pelo menos 70 diferentes tipos de vírus. Causam usualmente verrugas (tumorações benignas) em várias partes do corpo. Alguns tipos de vírus estão associados à malignidade, entre os quais o mais comum é o HPV tipo 16, sendo este o tipo mais freqüentemente associado ao câncer de colo uterino (carcinoma de células escamosas do cérvix ou SCCC). O condiloma acuminado, conhecido também como verruga genital, crista de galo, figueira ou cavalo de crista, é uma DST causada pelo Papilomavírus humano (HPV). Atualmente, existem mais de 100 tipos de HPV - alguns deles podendo causar câncer, principalmente no colo do útero e no ânus. Entretanto, a infecção pelo HPV é muito comum e nem sempre resulta em câncer. O exame de prevenção do câncer ginecológico, o Papanicolau, pode detectar alterações precoces no colo do útero e deve ser feito de rotina por todas as mulheres.
E. O molusco contagioso é freqüente em crianças, mas quando ocorre na região ano-genital de adultos é considerado uma doença sexualmente transmissível
CORRETO : Infecção cutânea autolimitada e frequente que atinge a pele e excepcionalmente as mucosas. Acomete crianças, adultos sexualmente ativos e imunocomprometidos

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.93)

DISCURSIVA: (202138 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Diante de um recém-nascido com quadro de sepse clínica, cite os exames indicados para isolamento do possível micro-organismo envolvido no processo, bem como os exames coadjuvantes para auxiliar o diagnóstico.



RATING: 2.96

Diante de um recém-nascido com quadro de sepse clínica, cite os exames indicados para isolamento do possível micro-organismo envolvido no processo, bem como os exames coadjuvantes para auxiliar o diagnóstico.

Exames para isolamento do micro-organismo:

  • Hemocultura (0,10 p): coleta preferencial antes da primeira dose de antimicrobiano; volume adequado (≥ 1 mL); padrão-ouro etiológico, ainda que de sensibilidade limitada.
  • Exame de líquor (0,08 p): punção lombar, se o recém-nascido estiver estável; bacterioscopia, cultura, celularidade, proteína e glicose (relação líquor/sangue).
  • Urocultura (0,07 p): punção suprapúbica ou cateterismo; relevância sobretudo na sepse tardia; saco coletor é inadequado.
  • Cultura de aspirado traqueal (0,05 p): indicada no recém-nascido intubado com foco respiratório; não substitui a hemocultura.

Exames coadjuvantes:

  • Testes hematológicos (0,10 p): hemograma com diferencial; valorizar neutropenia, relação neutrófilos imaturos/totais e plaquetopenia; interpretação isolada é insuficiente.
  • Testes imunológicos (0,10 p): proteína C-reativa (idealmente seriada); quando disponível, procalcitonina. Avaliam resposta inflamatória e auxiliam exclusão ou seguimento, sem identificar o agente.


FONTE:

  • Ministério da Saúde. Atenção à Saúde do Recém-Nascido: guia para os profissionais de saúde. Vol. 2. Capítulo 14 – Sepse neonatal precoce.

  • NICE NG195. Neonatal infection: antibiotics for prevention and treatment. Investigations before starting antibiotics.

  • Merck Manual. Neonatal Sepsis – Diagnosis.

  • ARUP Consult. Sepsis in Newborns.

  • Medscape. Neonatal Sepsis Workup.

  • AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

    CASO CLINICO: (234406 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
    L.R., sexo masculino, branco, 67 anos, casado, aposentado, natural do Rio de Janeiro, residente em Caxias/RJ. admitido na Emergência do HSE em 20/05/2002 com queixa de dor abdominal há 24 horas, do tipo difusa, moderada, contínua, de início súbito, que diminuía temporariamente com uso de analgésicos, acompanhada de náuseas e dificuldade para evacuar..
    No exame: lúcido, orientado no tempo e no espaço, normocromia, hidratado, eupneico, anictérico, acianótico, afebril. ACV: RCR 2t BNF (b3) PA: 130/90 mmHg FC: 90 bpm AR: MVUA sem ruídos adventícios. Abdome: globoso, distendido, peristalse débil, hipertimpânico, doloroso à palpação difusa sem descompressão dolorosa. MMII: sem alterações. Exames laboratoriais: hemograma: 12.000 - 0/0/0/0/7/71/20/4. glicemia: 105 mg/dl, rotina de abdome agudo: discreta distensão de alças intestinais. Conduta: suporte hidreletrolítico, analgesia e observação.
    Pergunta-se:

    1) Qual é a hipótese diagnostica e a conduta inicial? 0,1p

    2) Caso suspeitar uma apendicite aguda, quais seriam os sinais a ser pesquisados na apalpação do abdômen? 0,4p



    RATING: 2.93

    1) A suspeita diagnóstica é de abdômen agudo e a conduta inicial consta em: suporte hidroeletrolítico, analgesia e observação.  0,1 p

    2) No abdômen deveriamos pesquisar: 

    a) Dor no ponto de McBurney: na união do terço lateral com o terço médio da linha que une a cicatriz umbilical à espinha ilíaca ântero-superior, a dor é mais intensa, e tende a diminuir à medida que o dedo do examinador se afasta deste ponto, para cima e para baixo, nos apêndices látero-cecais. 0,05 p

    b) Hiperestesia da parede na fossa ilíaca direita: a palpação deve ser feita, também, do lado oposto a fim de comparação, de maneira delicada e com as mãos aquecidas. 0,05 p

    c) Sinal de Blumberg: dor à descompressão brusca na fossa ilíaca direita - defesa muscular. 0,05 p

    d) Sinal de Rovsing: dor na fossa ilíaca direita à compressão retrógrada dos gases na fossa ilíaca esquerda e flanco esquerdo. 0,05 p

    e) Sinal de Chutro: desvio da cicatriz umbilical para a direita. Mede-se a distância da cicatriz umbilical até a espinha ilíaca ântero-superior. 0,05 p

    f) Sinal de Lenander: diferença de temperatura áxilo e retal em torno de 1ºC.; salvo em casos de febre elevada. 0,05 p

    g) Sinal do Psoas ou Lapinsky: dor à compressão do ceco contra a parede posterior do abdome, enquanto o doente eleva o membro inferior direito estendido. 0,05 p

    h) Sinal do Obturador: rotação externa da coxa fletida de tal maneira que ponha em ação as fibras do músculo obturador interno irritado, que provoca dor nos casos em que este músculo está comprometido por um apêndice perfurado. 0,05 p

    AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.93)

    


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