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ESTENOSE PULMONAR CONGÊNITA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Se a valva não estiver intensamente espessada, ela produz uma obstrução semelhante a um domo na via de saída do ventrículo direito durante a sístole. A estenose infundibular isolada, a estenose pulmonar supra val var e a estenose do ramo da artéria pulmonar são menos freqüentes.

Quando a estenose da valva pulmonar é a lesão dominante e está presente uma pequena comunicação interventricular associada (CIV), essa condição é mais bem classificada como estenose pulmonar com CIV do que como tetralogia de Fallot.

A estenose pulmonar e a comunicação interatrial (CIA) ocasionalmente são observadas como defeitos associados. Os achados clínicos e laboratoriais refletem a lesão dominante, mas é importante descartar essas anomalias associadas.

OBJETIVA: (1170456 votos)..........99.26% das questões objetivas receberam votos.
Paciente M de 45 anos recentemente diagnosticado com comunicação interatrial assintomática, fechada usando um reparo percutâneo há um mês. Irá fazer tratamento de canal no dentista na próxima semana e entra em contato com o seu médico para saber se é necessária uma profilaxia antibiótica. Qual das seguintes afirmativas é verdadeira?
A. Como ele teve apenas cardiopatia congênita simples, não há necessidade de profilaxia
B. Como a lesão está corrigida, não se indica a realização de profilaxia
C. Deve-se evitar procedimentos dentários potencialmente causadores de bacteremia, a não ser que não haja nenhuma outra alternativa
D. A profilaxia antibiótica de rotina está indicada para procedimentos dentários bacteriêmicos, particularmente se o reparo foi efetuado a menos de 6 meses
E. A profilaxia antibiótica de rotina está indicada para procedimentos dentários bacteriêmicos sempre que houver material estranho.

  RATING: 2.27

Paciente M de 45 anos recentemente diagnosticado com comunicação interatrial assintomática, fechada usando um reparo percutâneo há um mês. Irá fazer tratamento de canal no dentista na próxima semana e entra em contato com o seu médico para saber se é necessária uma profilaxia antibiótica. Qual das seguintes afirmativas é verdadeira?

A. Como ele teve apenas cardiopatia congênita simples, não há necessidade de profilaxia
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Como a lesão está corrigida, não se indica a realização de profilaxia
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Deve-se evitar procedimentos dentários potencialmente causadores de bacteremia, a não ser que não haja nenhuma outra alternativa
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. A profilaxia antibiótica de rotina está indicada para procedimentos dentários bacteriêmicos, particularmente se o reparo foi efetuado a menos de 6 meses
CORRETO : A profilaxia antibiótica de rotina está indicada para procedimentos dentários bacteriêmicos ou instrumentação por meio de um local infectado na maioria dos pacientes com cardiopatia congênita operada, particularmente na presença de material estranho. A única exceção é constituída por reparos que não apresentam vazamento de alto grau a sua colocação, caso em que a profilaxia só é necessária durante 6 meses até a ocorrência de endotelização.
E. A profilaxia antibiótica de rotina está indicada para procedimentos dentários bacteriêmicos sempre que houver material estranho.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.27)

DISCURSIVA: (185190 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Quais são os achados clínicos mais comuns da coarctação da aorta as crianças mais velhas? (0,5 p)


RATING: 2.97

Quais são os achados clínicos mais comuns da coarctação da aorta as crianças mais velhas? (0,5 p)

São achados clínicos mais comuns da coarctação da aorta:

Pressão arterial diferente: braços > pernas (100%) (0,125 p)
Sopro sistólico ou frêmito presente no dorso (96%) (0,125 p)
Hipertensão sistólica presente nas extremidades superiores (96%)(0,125 p)
Pulsos femorais ou de extremidades inferiores diminuídos ou ausentes (92%)(0,125 p)

FONTE:

Ing FF, Stare TJ, Griffiths SP, Gersony WM: Early diagnosis of coarctation of aorta in children: A continuing dilemma. Pediatrcs 98:378-382,1996.

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

CASO CLINICO: (216583 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente feminina, 42 anos, com história de infecções urinárias recorrentes, procura o serviço de emergência com dor lombar bilateral intensa e insuportável, febre alta (39 °C), calafrios e hematúria macroscópica. Ao exame físico: paciente em posição antálgica, sensibilidade marcante no ângulo costovertebral bilateral e febre. Urinálise: pH 8,0, leucocitúria intensa, nitrito positivo e cultura urinária positiva para Proteus mirabilis. Sem história de gota, diabetes ou hiperparatireoidismo.

I. Qual a suspeita diagnóstica mais provável?  (0,12 p)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada?  (0,13 p)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico?  (0,13 p)
IV. Qual o tratamento indicado?  (0,12 p)



RATING: 3.04

Resposta à Questão I – Suspeita Diagnóstica (0,12 p) 
A tríade de dor lombar intensa, febre e infecção urinária recorrente com pH urinário alcalino orienta para cólica renal por cálculo infeccioso de estruvita (0,04 p). 
Os cálculos infecciosos representam 10 a 15 % de todos os cálculos renais e 75 % dos cálculos coraliformes (0,04 p). 
A formação de cálculos na pelve renal é assintomática até que um fragmento se desprenda e migre pelo ureter, desencadeando a cólica ureteral; hematúria pode ocorrer mesmo na ausência de dor (0,04 p). 

Resposta à Questão II – Possível Causa da Doença Diagnosticada (0,13 p) 
Os cálculos de estruvita são compostos por sais de magnésio, amônio e fosfato e resultam de infecções crônicas ou recorrentes do trato urinário por microrganismos produtores de urease (0,04 p). 
O *Proteus mirabilis* é o agente mais frequente (87 % das infecções relacionadas a cálculos) e hidrolisa a ureia em amônia, elevando o pH urinário acima de 7,2 (0,04 p). 
Esse ambiente alcalino permite a saturação de magnésio, amônia e íons fosfato, levando à precipitação de estruvita e, frequentemente, à coexistência de apatita de carbonato de cálcio (0,03 p). 
A infecção urinária crônica é o fator etiológico principal, com crescimento rápido e alto potencial de morbidade (0,02 p). 

Resposta à Questão III – Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico (0,13 p) 
A tomografia computadorizada helicoidal sem contraste é o método mais preciso para o diagnóstico de litíase urinária (0,04 p). 
Apresenta sensibilidade de 98 % e especificidade de 97 %, detectando cálculos radiopacos e radiotransparentes, além de sinais secundários de obstrução (dilatação ureteral e estrias perirrenais) (0,04 p). 
Em cálculos coraliformes permite avaliar extensão, dimensões exatas e densidade em unidades Hounsfield, auxiliando no planejamento terapêutico (0,03 p). 
Protocolos de baixa dose mantêm sensibilidade ≈96 % e especificidade ≈94 % com menor exposição à radiação (0,02 p). 

Resposta à Questão IV – Tratamento Indicado (0,12 p) 
O tratamento dos cálculos coraliformes exige remoção completa do cálculo para prevenir recorrência, perda da função renal e infecção persistente (0,04 p). 
Prefere-se a nefrolitotomia percutânea, a litotripsia extracorpórea ou a associação desses procedimentos; a cirurgia aberta e o tratamento clínico isolado são pouco recomendados (0,04 p). 
Devem ser associados agentes antimicrobianos criteriosos dirigidos ao microrganismo (ex.: *Proteus*) (0,02 p). 
A eficácia e segurança das técnicas minimamente invasivas e endourológicas tornaram o manejo cirúrgico a primeira escolha (0,02 p). 

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.04)




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