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Menino com idade de 4 anos hospitalizado com quadro de desidratação sem sinais de choque. Apresenta ao exame físico quadro de magreza acentuada, de acordo com as novas curvas da OMS. Leve leucocitose pelo hemograma, glicose 40mg/dl, sódio 120 mEq/l. A conduta imediata é:
A. prescrever fase rápida de hidratação venosa
INCORRETO: A fase rápida de hidratação venosa geralmente é reservada para casos de desidratação grave com sinais de choque. Este paciente não apresenta choque, por isso esta não é a prioridade imediata.
B. realizar correção imediata da hipoglicemia
CORRETO : A hipoglicemia representa um risco imediato para o paciente, pois baixos níveis de glicose podem levar a complicações graves como convulsões e danos neurológicos. Portanto, a correção imediata da hipoglicemia é necessária
C. iniciar a TRO
INCORRETO : Iniciar a TRO é adequado para a reidratação em casos de desidratação leve a moderada sem choque, mas neste caso, a correção da hipoglicemia é uma prioridade mais urgente
D. administrar sódio em altas doses
INCORRETO : A correção da hiponatremia deve ser feita com cuidado para evitar riscos como a síndrome da desmielinização osmótica. Não é uma prioridade em comparação com a correção da hipoglicemia
E. administrar potássio antes de iniciar a TRO
INCORRETO : Não é adequado corrigir potássio antes de tratar hipoglicemia ou antes de avaliar adequadamente o balanço ácido-base e eletrólitos; e não é prioritário antes da correção da glicemia.
Gabarito: B
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(I) Define e descreva o choque compensado.
O choque é classificado como compensado ou descompensado (0,013 p) , de acordo com seu efeito na pressão arterial. (0,013 p)
O choque é definido como compensado (0,013 p) quando os mecanismos compensatórios (0,013 p) são capazes de manter a pressão arterial normal (0,013 p), ou seja, o paciente apresenta sinais e sintomas de perfusão tecidual inadequada (0,013 p), mas a pressão arterial sistólica é normal (0,013 p).
(II) Define e descreva o choque hiperdinâmico.
O choque é classificado segundo o débito cardíaco (0,013 p) em hipodinâmico ou frio (0,013 p) e hiperdinâmico ou quente (0,013 p).
O choque hiperdinâmico ou quente se associa a alto débito cardíaco (0,013 p) e baixa resistência vascular sistêmica (0,013 p). Caracteriza-se por extremidades quentes (0,013 p), avermelhadas (0,013 p), com alargamento da pressão de pulso (0,013 p) e perfusão periférica rápida (0,013 p). O fluxo sanguíneo é distribuído inadequadamente (0,013 p). Alguns tecidos recebem fluxo sanguíneo insuficiente (p.ex., a circulação esplâncnica) (0,013 p), enquanto outros (p.ex., pele e músculos) recebem fluxo sanguíneo excessivo em relação às suas demandas metabólicas (0,013 p).
(III) Classifique os choques segundo a etiologia.
O choque é classificado segundo a etiologia (0,013 p) em hipovolêmico (0,013 p), cardiogênico (0,013 p), distributivo (0,013 p), obstrutivo (0,013 p) e séptico (0,013 p).
(IV) Cite 3 cardiopatias congênitas que são causas de choque cardiogênico em crianças.
São as cardiopatias congênitas que evoluem com obstruções da via de saída do ventrículo esquerdo (0,013 p) - Interrupção do arco aórtico (0,021 p), coarctação da aorta (0,021 p), estenose aórtica crítica (0,021 p), síndrome do coração esquerdo hipoplásico (0,021p).
(V) Em caso de pneumotórax hipertensivo que tipo de choque que se encontra, frequentemente?
No pneumotórax hipertensivo, a compressão do pulmão (0,013 p) causa falência respiratória (0,013 p), e a compressão das estruturas mediastinais (coração e grandes vasos) (0,013 p) leva à diminuição do retorno venoso (0,013 p) e do débito cardíaco (0,013 p). Em crianças, geralmente, ocorre choque obstrutivo (0,013 p).
FONTE:

a) O dado clínico que indicou a intubação é a Escala de Coma de Glasgow igual a 10. (0,250 pontos)
b) Duas drogas contraindicadas para a sedação por aumentarem a pressão intracraniana são:
Em discussão resumida sobre as respostas, a intubação em trauma pediátrico com GCS de 10 é justificada pela necessidade de proteção da via aérea em paciente com alteração do nível de consciência, especialmente em contexto de possível lesão craniana, conforme protocolos como PALS e ATLS adaptados para pediatria. Quanto às drogas, a ketamina e a succinilcolina são classicamente evitadas em cenários de risco para hipertensão intracraniana devido a mecanismos como estimulação simpática e fasciculações musculares, respectivamente, embora evidências recentes sugiram nuance no uso da ketamina em pacientes sedados e ventilados.
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