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ACESSO INTRAÓSSEO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Excelente via para administração de drogas, fluidos e hemoderivados na criança gravemente doente, de qualquer faixa etária é um método alternativo à administração intravenosa de medicamentos e fluidos, vem ganhando popularidade em situações onde o acesso intravenoso é difícil ou o momento é crítico.

Tem expandido a sua utilização na população pediátrica para uma variedade de situações:

  • na sala de emergência
  • em paradas cardíacas

ATUALMENTE, É CONSIDERADA A VIA DE ELEIÇÃO NO ATENDIMENTO INICIAL DA CRIANÇA GRAVE NA IMPOSSIBILIDADE DE ACESSO VASCULAR.

OBJETIVA: (1138531 votos)..........99.41% das questões objetivas receberam votos.
Com relação a pacientes diabéticos internados, assinale a alternativa CORRETA :
A. A meta da glicemia de pacientes internados (críticos ou não críticos) está entre 80 e 110 mg/dL. (B) O início do uso de insulina em pacientes críticos deve ser considerado se houver hiperglicemia superior a 180 mg/dL
B. O início do uso de insulina em pacientes críticos deve ser considerado se houver hiperglicemia superior a 180 mg/dL
C. Por ter pico de ação inferior a uma hora, a insulina regular tem preferência para a correção dos estados hiperglicêmicos
D. Metas mais altas (de 180 a 200 mg/dL) podem ser usadas em perioperatório de cirurgia cardíaca
E. Para os pacientes não críticos, a droga de escolha no controle da hiperglicemia é a metformina.

  RATING: 3.22

Com relação a pacientes diabéticos internados, assinale a alternativa CORRETA :

A. A meta da glicemia de pacientes internados (críticos ou não críticos) está entre 80 e 110 mg/dL. (B) O início do uso de insulina em pacientes críticos deve ser considerado se houver hiperglicemia superior a 180 mg/dL
INCORRETO: Na última década, a meta glicêmica relativa aos indivíduos internados foi modificada em decorrência dos estudos com pacientes críticos. Anteriormente predominava o conceito de redução da morbimortalidade de pacientes cirúrgicos com o controle intensivo, que visava manter a glicemia entre 80 e 110 mg/dL. Estudos posteriores com pacientes clínicos e cirúrgicos não confirmaram tais resultados e observaram ainda maior risco de hipoglicemia e de mortalidade associado ao controle intensivo Atualmente se sabe que a hiperglicemia e a hipoglicemia aumentam a mortalidade de pacientes críticos e não críticos, com ou sem DM, e a meta glicêmica recomendada está entre 140 e 180 mg/dL
B. O início do uso de insulina em pacientes críticos deve ser considerado se houver hiperglicemia superior a 180 mg/dL
CORRETO : O início do uso de insulina em pacientes críticos com ou sem DM deve ser considerado se houver hiperglicemia superior a 180 mg/dL. A infusão intravenosa contínua de insulina é a terapia de escolha para pacientes críticos. A meia-vida curta da insulina regular intravenosa permite o rápido controle da hiperglicemia e da hipoglicemia.
C. Por ter pico de ação inferior a uma hora, a insulina regular tem preferência para a correção dos estados hiperglicêmicos
INCORRETO : A insulina rápida ou regular começa a agir em 30 a 60 minutos e, tem seu pico de ação em 2 a 4 horas e duração de ação de 6 a 8 horas
D. Metas mais altas (de 180 a 200 mg/dL) podem ser usadas em perioperatório de cirurgia cardíaca
INCORRETO : Metas mais baixas (de 100 a 150 mg/dL) podem ser usadas em cirurgia cardíaca
E. Para os pacientes não críticos, a droga de escolha no controle da hiperglicemia é a metformina.
INCORRETO : Até mesmo para os pacientes não críticos, a insulina é a droga de escolha no controle da hiperglicemia, pois tem ação mais rápida, permite a titulação de dose e pode ser usada em diferentes contextos. De modo geral se recomenda considerar o início do uso de insulina nos pacientes não críticos com glicemia acima de 140 mg/dL (jejum) ou acima de 180 mg/dL (coletas aleatórias).

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.22)

DISCURSIVA: (182618 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A doença falciforme representa a enfermidade hereditária mais prevalente no mundo (um caso novo da doença para cada 700 nascidos vivos). Relacionado á isso, responda ás seguintes perguntas:
1) Qual é o modelo de paciente com anemia falciforme? (0,1 p)
2) O que que é o traço falcemico? (0,2 p) 
3) Que tipo de hemoglobina apresenta um eritrócito em foice e qual é a mutação correspondente? (0,2 p)


RATING: 2.96

A doença falciforme representa a enfermidade hereditária mais prevalente no mundo (um caso novo da doença para cada 700 nascidos vivos). Relacionado á isso, responda ás seguintes perguntas:
1) Qual é o modelo de paciente com anemia falciforme? (0,1 p)
2) O que que é o traço falcemico? (0,2 p) 
3) Que tipo de hemoglobina apresenta um eritrócito em foice e qual é a mutação correspondente? (0,2 p)

1) Qual é o modelo de paciente com anemia falciforme?

O estereótipo do paciente falcêmico é o indivíduo negro que apresenta anemia hemolítica crônica, hipodesenvolvimento e sofrendo várias crises álgicas por ano. (0,10 p)

2) O que que é o traço falcemico?

A Anemia Falciforme não deve ser confundida com o traço falciforme. Traço falciforme significa que a pessoa é tão somente portadora da doença, com vida social normal. Constitui o traço falcêmico = heterozigose da hemoglobina S com a hemoglobina A - tem fenótipo semelhante ao normal - não está enquadrado dentro do grupo das doenças falciformes (0,2 p)

3) Que tipo de hemoglobina apresenta um eritrócito em foice e qual é a mutação correspondente?

A mutação genética, responsável pela formação da hemoglobina S, resulta da troca da valina por ácido glutàmico na posição 6 da cadeia da globina β. Essa mudança resulta no aparecimento da hemoglobina S que tem a propriedade de formar polímeros quando deso-xigenada. Dentro dos vasos sangüíneos, esses polímeros causam oclusão vascular. (0,2 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

CASO CLINICO: (212886 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
M.M.S., 4 anos e 2 meses, sexo feminino, parda, natural e procedente da Bahia.

Queixa Principal:“Dor no peito e na barriga há 12 dias.” Mãe relata que há 12 dias a criança apresentou quadro álgico mais intenso em região para-esternal de tórax do que em abdome. Esta dor era intensa,  intermitente, sem irradiação e não cedia com o uso de dipirona (20 gts). Há 10 dias, passou a apresentar febre, não aferida, quase diária. Há 8 dias, passou a apresentar tosse produtiva, com expectoração amarelada.  

Revisão de Sistemas: Astenia, tosse produtiva, dor torácica e abdominal. Eliminações fisiológicas.

Antecedentes Fisiológicos:

Mãe: GII PII (NII ) A0 . Pré-natal – 5 consultas. Nega intercorrências durante a gestação. Parto hospitalar, a termo. Chorou ao nascer. Peso: 2600g. Apgar: ?   Comprimento: ?   Perímetro cefálico: ?  Nega intercorrências neonatais. Leite materno exclusivo até 2 meses de vida.  DNPM adequado.

Antecedentes Patológicos:

  3 internações prévias por crises álgicas e pneumonia.

  1 hemotransfusão. Nega alergias/intolerâncias.

  Calendário vacinal em dia.

Antecedentes Familiares:

Mãe (21 a), relata anemia ferropriva.  

Pai (46 a), hígido, tabagista e etilista leve. Não reside com a criança. Irmão falecido aos 2 anos por anemia falciforme. Prima: anemia falciforme.


Ectoscopia: BEG, hipocorada (2+/4), anictérica, acianótica, hidratada, afebril, ativa e reativa, consciente, orientada, emagrecida. Peso:15 Kg.
Oroscopia: dentes em bom estado de conservação, sem hiperemia.  Pele, mucosas e fâneros: sem alterações.  Gânglios: impalpáveis.  ACV: RCR 2T BNF s/ sopros. FC: 119 bpm  AP: MV rude, roncos e sibilos difusos. FR: 28 ipm  ABD: plano, normotenso, RHA presentes e normais, indolor à palpação, fígado à 2 cm do RCD e baço à 3 cm do RCE.  Ext: perfundidas e sem edema.

PERGUNTAS:

1) Qual é a suspeita diagnóstica? Justifique. (0,2 p)

2) Qual é a mais provável etiologia da infecção pulmonar, em relação com a doença de base, nesta faixa etária?  (0,1 p)

3) Qual é a atitude terapêutica frente a essa criança? (0,2 p)


RATING: 2.89

1) SUSPEITA DIAGNÓSTICA: A) ANEMIA FALCIFORME - Justificativa: antecedentes familiares, astenia, dor toracica, outras 3 internações prévias por crises álgicas e pneumonia. fígado à 2 cm do RCD e baço à 3 cm do RCE. (0,1 p) B) PNEUMONIA  febre, não aferida, quase diária. Há 8 dias, passou a apresentar tosse produtiva, com expectoração amarelada.  (0,1 p) 2) ETIOLOGIA DA INFECÇÃO PULMONAR: Como conseqüência da asplenia, haverá uma maior notadamente o Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e o pneumococo10,11. O risco de infecção por este último em crianças com anemia falciforme menores de 5 anos é aproximadamente 30 a 100 vezes maior que em crianças saudáveis (0,1 p) 3) TRATAMENTO: Ampicilina sulbactam 500mg EV 6/6 - Novalgina 0,6 ml EV 6/6h intercalado com nimesulida - Nimesulida gts VO 12/12 hs - Prednisona 15mg VO 1x/dia. - NBZ  SF 0,9% - 3 ml +   Berotec 6 gts (0,2 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.89)




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