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EMERGÊNCIAS ABDOMINAIS CIRURGICAS EM PEDIATRIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

As emergências abdominais cirúrgicas em pediatria são um grupo de condições cirúrgicas que exigem atenção imediata e tratamento para evitar complicações graves ou mesmo a morte. Estas condições incluem a apendicite aguda, a hemorragia intra-abdominal, a hérnia inguinal, a volvo obstrutiva, as malformações abdominais, as infecções da cavidade abdominal, a isquemia mesentérica e a perfuração intestinal. Cada condição tem seus próprios sinais e sintomas, mas todas elas necessitam de cuidados especializados e tratamento cirúrgico o mais rapidamente possível. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para o sucesso no tratamento destas emergências e podem salvar vidas.

OBJETIVA: (1414783 votos)..........96.11% das questões objetivas receberam votos.
Criança de 6 anos apresenta o terceiro episódio de abscesso cervical anterior esquerdo, com febre, eritema da pele e flutuação sobre o lobo tireoidiano esquerdo. A punção aspira pus cujo cultivo isola Streptococcus spp. TSH (Thyroid Stimulating Hormone) normal e anticorpos antitireoidianos negativos. Para prevenir recorrência, além da drenagem e da antibioticoterapia, o passo decisivo é:
A. Iodo radioativo ablativo da glândula residual após a resolução do abscesso
B. Tireoidectomia total de princípio, pela alta chance de carcinoma papilífero associado
C. Pesquisa e correção da fístula do seio piriforme (persistência do terceiro ou quarto aparelho branquial), habitualmente à esquerda
D. Glicocorticoide prolongado para abortar a fase granulomatosa da De Quervain pediátrica
E. Radioiodoterapia seguindo protocolo de Graves, pois a captação costuma estar difusamente aumentada

  RATING: 3.29

Criança de 6 anos apresenta o terceiro episódio de abscesso cervical anterior esquerdo, com febre, eritema da pele e flutuação sobre o lobo tireoidiano esquerdo. A punção aspira pus cujo cultivo isola Streptococcus spp. TSH (Thyroid Stimulating Hormone) normal e anticorpos antitireoidianos negativos. Para prevenir recorrência, além da drenagem e da antibioticoterapia, o passo decisivo é:

A. Iodo radioativo ablativo da glândula residual após a resolução do abscesso
INCORRETO: Iodo radioativo não trata fístula branquial nem infecção; a captação na fase aguda infecciosa é variável e o radiofármaco não fecha o trajeto fistuloso
B. Tireoidectomia total de princípio, pela alta chance de carcinoma papilífero associado
INCORRETO : Não há associação obrigatória com carcinoma papilífero neste cenário infeccioso de repetição. Tireoidectomia total de princípio expõe a criança a hipoparatireoidismo e lesão de nervo laríngeo sem tratar a causa da recidiva
C. Pesquisa e correção da fístula do seio piriforme (persistência do terceiro ou quarto aparelho branquial), habitualmente à esquerda
CORRETO : A tireoidite aguda supurativa recorrente na infância, sobretudo à esquerda, associa-se a fístula do seio piriforme (remanescente do terceiro ou quarto aparelho branquial). A identificação (deglutição baritada, endoscopia, TC) e a ressecção do trajeto fistuloso, com ou sem loboectomia esquerda, interrompem as recidivas
D. Glicocorticoide prolongado para abortar a fase granulomatosa da De Quervain pediátrica
INCORRETO : Glicocorticoide é tratamento da De Quervain, doença viral autolimitada do adolescente e do adulto, não da infecção piogênica com pus e cultura positiva
E. Radioiodoterapia seguindo protocolo de Graves, pois a captação costuma estar difusamente aumentada
INCORRETO : A captação não está aumentada de forma difusa como no Graves; na infecção localizada pode haver área fria. Radioiodo não tem papel

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.29)

DISCURSIVA: (197657 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A criança é particularmente suscetível a desenvolver insuficiência respiratória, pois existem diversos fatores interrelacionados, que vão desde peculiaridades anatômicas a características fisiológicas e imunológicas. Enumeram pelo menos 5 (cinco) fatores que favorecem essa evolução:


RATING: 2.97

A criança é particularmente suscetível a desenvolver insuficiência respiratória, pois existem diversos fatores interrelacionados, que vão desde peculiaridades anatômicas a características fisiológicas e imunológicas. Enumeram pelo menos 5 (cinco) fatores que favorecem essa evolução:

Fatores que favorecem essa evolução (0,1 p para cada um):

  1. pequeno diâmetro das vias aéreas que produz uma maior tendência à obstrução; a
  2. função muscular intercostal e a diafragmática menos maduras favorecendo à exaustão;
  3. poros de ventilação colateral (Canais de Lampert e Poros de Kohn) pobremente desenvolvidos favorecendo à formação de atelectasias;
  4. caixa torácica mais complacente;
  5. incoordenação tóraco-abdominal durante o sono REM que prejudica a higiene brônquica;
  6. pulmões com menos elastina nas crianças pequenas levando à diminuição na propriedade de recolhimento elástico com conseqüente diminuição na complacência pulmonar;
  7. o sistema imunológico em desenvolvimento favorecendo às infecções
  8. taxas metabólicas são mais altas, enquanto que a capacidade residual funcional (CRF) e a reserva de oxigênio são mais baixas. Assim, em razão de disfunção respiratória, as crianças tornam-se rapidamente hipoxêmicas.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

CASO CLINICO: (229852 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Criança de 11 anos de idade com antecedentes de Anemia Falciforme, após passar férias na região da Zona da Mata em Minas Gerais, apresentou-se no serviço de Emergência Infantil queixando-se de febre, dor torácica, mialgia (sobretudo em membros inferiores), cefaleia e vômitos com início há 2 dia de forma súbita e progressiva. Relatam ter chegado de viagem a 1 dia e foi medicado pela mãe de forma empírica com paracetamol na dose de 1 gota por kilo de peso. Como não houve melhora dos sintomas, os pais decidiram em levar a criança ao Pronto Socorro Infantil. Na consulta, apresentou taquicardia, taquipneia, leve desconforto respiratório, mialgia e febre 38,7° C e o laboratório indicou neutropenia (680/mm3), além de confirmar-se os demais sintomas já mencionados anteriormente. Radiografia de tórax com presença de infiltrado peri-hilar bilateral e condensação no ápice esquerdo.

1) Qual é o diagnóstico? 0,0625 pontos
2) Quais são as primeiras medidas que devem ser tomadas ainda no PS? 0,25 pontos
3) Comenta as características particulares da patologia desse caso, relacionadas á anemia falciforme.0,1875 pontos


RATING: 2.96

1) Qual é o diagnóstico?
Choque séptico (0,03125 p) causado por síndrome torácica aguda (0,03125 p).
2) Quais são as primeiras medidas que devem ser tomadas ainda no PS?

  1. hidratação venosa com solução salina a 0,9% (0,03125 p) na dose de 10 ml/kg (0,03125 p)
  2. administração endovenosa de ceftriaxona na dose de 100 mg/kg (0,03125 p)
  3. coleta de exames laboratoriais com hemocultura (0,03125 p)
  4. solicitado vaga na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) (0,03125 p)
  5. oxigenioterapia (0,03125 p)
  6. analgesia (0,03125 p)
  7. antitermico (0,03125 p)
3) Comenta as caracteristicas particulares da patologia desse caso, relacionadas á anemia falciforme.
A STA, a segunda maior causa de hospitalização na doença falciforme (0,03125 p), é acompanhada de sintomas que variam em intensidade de um indivíduo para o outro:
  • febre (0,03125 p)
  • dor tipo pleurítico (0,03125 p)
  • hipoxemia (0,03125 p)
É importante salientar que todo paciente que chegue à emergência com clínica de dor, principalmente em região torácica, seja monitorado com raios X seriados e oximetria de pulso. (0,03125 p) Em vigência de saturação de O2 abaixo de 95%, a oxigenação por máscara deve ser implementada. (0,03125 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.96)




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