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O PRIMEIRO EXAME DA GRAVIDA (CONSULTA PRE-NATAL) (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

No Brasil, alto 95% das grávidas freqüentam o serviço de pré-natal, no entanto a morbimortalidade materna e perinatal permanece alto, refletindo deficiências no atendimento.

Calendário de Consultas

A gestante deve procurar o serviço de pré-natal o mais cedo possível, impreterivelmente no 1º trimestre, a fim de que a investigação a respeito de sua saúde seja completada em tempo hábil.

O número total de consultas, preconizado pela OMS, não deve ser menor de 6. Qualquer número menor de desta cifra é considerado como atendimento deficiente.

Exame ginecológico e obstétrico: exame das mamas, altura uterina, BCF, situação e apresentação fetal pelas manobras de Leopold. Exame especular, na 1º consulta, avaliando-se cuidadosamente as paredes vaginais, colo uterino, CO, além do toque vaginal. O obstetra deve orientar a gestante a respeito da necessidade de realizar este exame detalhado, já que o momento é apropriado para um check up geral da saúde.

OBJETIVA: (1382933 votos)..........94.8% das questões objetivas receberam votos.
Mulher de 41 anos apresenta infiltração difusa da face, madarose, voz rouca e inúmeras lesões cutâneas simétricas. A baciloscopia tem Índice Baciloscópico (IB) 5+ com globias.

O perfil imunológico esperado, incluindo a intradermorreação de Mitsuda (lepromina) lida entre 21 e 28 dias, é:
A. Mitsuda fortemente positiva (≥5 mm), predomínio Th1, interferon-gama (IFN-γ) elevado e carga bacilar baixa
B. Mitsuda positiva, granuloma tuberculóide bem formado e ausência de globias
C. Mitsuda duvidosa, equilíbrio Th1/Th2 e baciloscopia persistentemente negativa
D. Mitsuda positiva tardia determinada por anticorpo anti-PGL-1 (phenolic glycolipid-1), sem relação com imunidade celular
E. Mitsuda negativa, predomínio Th2 com interleucina-4 (IL-4) e IL-10 elevadas, macrófagos vacuolizados carregados de bacilos e anticorpos anti-PGL-1 altos

  RATING: 0

Mulher de 41 anos apresenta infiltração difusa da face, madarose, voz rouca e inúmeras lesões cutâneas simétricas. A baciloscopia tem Índice Baciloscópico (IB) 5+ com globias.

O perfil imunológico esperado, incluindo a intradermorreação de Mitsuda (lepromina) lida entre 21 e 28 dias, é:

A. Mitsuda fortemente positiva (≥5 mm), predomínio Th1, interferon-gama (IFN-γ) elevado e carga bacilar baixa
INCORRETO: O perfil Th1 com Mitsuda fortemente positiva e carga bacilar baixa descreve o polo tuberculóide (TT), não a forma virchowiana. Nesta paciente o IB 5+ com globias é incompatível com CMI (cell-mediated immunity) vigorosa.
B. Mitsuda positiva, granuloma tuberculóide bem formado e ausência de globias
INCORRETO : Granuloma compacto, Mitsuda positiva e ausência de globias são o histopatológico e o imunológico da forma tuberculóide polar. A virchowiana mostra infiltrado difuso de células de Virchow e Grenz zone.
C. Mitsuda duvidosa, equilíbrio Th1/Th2 e baciloscopia persistentemente negativa
INCORRETO : Equilíbrio Th1/Th2 com baciloscopia negativa não corresponde à virchowiana polar, na qual a anergia específica ao Mycobacterium leprae é profunda e a baciloscopia é invariavelmente muito positiva.
D. Mitsuda positiva tardia determinada por anticorpo anti-PGL-1 (phenolic glycolipid-1), sem relação com imunidade celular
INCORRETO : A leitura tardia da Mitsuda mede imunidade celular, não humorál. O anti-PGL-1 é um marcador de carga bacilar e de resposta Th2, tipicamente alto na LL, e não torna a Mitsuda positiva.
E. Mitsuda negativa, predomínio Th2 com interleucina-4 (IL-4) e IL-10 elevadas, macrófagos vacuolizados carregados de bacilos e anticorpos anti-PGL-1 altos
CORRETO : Na hanseníase virchowiana polar há anergia específica: Mitsuda negativa, desvio para Th2 (IL-4, IL-10, IL-13), falha de ativação macrofágica, células de Virchow repletas de bacilos e globias, e títulos elevados de anticorpo anti-PGL-1. A imunidade humoral não protege contra o bacilo intracelular.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

DISCURSIVA: (194169 votos) ..........99.47% das questões discursivas receberam votos.

Sobre a Síndrome de Cushing, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Defina a Síndrome de Cushing e classifique-a quanto à dependência do ACTH. (0,10 pontos)
  2. Descreva os principais mecanismos fisiopatológicos do hipercortisolismo endógeno.  (0,10 pontos)
  3. Enumere os testes laboratoriais de triagem e de confirmação diagnóstica da Síndrome de Cushing.  (0,10 pontos)
  4. Explique os princípios teóricos que orientam a diferenciação entre as formas hipofisária, adrenal e ectópica. (0,10 pontos)
  5. Discuta as bases teóricas do tratamento cirúrgico nas diferentes etiologias da Síndrome de Cushing. (0,10 pontos)




RATING: 3.17

Sobre a Síndrome de Cushing, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Defina a Síndrome de Cushing e classifique-a quanto à dependência do ACTH. (0,10 pontos)
  2. Descreva os principais mecanismos fisiopatológicos do hipercortisolismo endógeno.  (0,10 pontos)
  3. Enumere os testes laboratoriais de triagem e de confirmação diagnóstica da Síndrome de Cushing.  (0,10 pontos)
  4. Explique os princípios teóricos que orientam a diferenciação entre as formas hipofisária, adrenal e ectópica. (0,10 pontos)
  5. Discuta as bases teóricas do tratamento cirúrgico nas diferentes etiologias da Síndrome de Cushing. (0,10 pontos)


1. A Síndrome de Cushing é definida como o conjunto de manifestações clínicas decorrentes da exposição crônica a excesso de glicocorticoides (0,04 p).
Classifica-se em ACTH-dependente (doença de Cushing hipofisária e secreção ectópica de ACTH) (0,03 p) e ACTH-independente (tumores adrenais e hiperplasia adrenal bilateral) (0,03 p).

2. Os mecanismos fisiopatológicos centrais incluem:

  • Hipersecreção autônoma de cortisol por adenoma ou carcinoma adrenal, com feedback negativo sobre o eixo hipotálamo-hipófise (0,04 p);
  • Produção excessiva de ACTH por adenoma hipofisário (doença de Cushing), estimulando bilateralmente as adrenais (0,03 p);
  • Secreção ectópica de ACTH por tumores não hipofisários, gerando hipercortisolismo intenso e hipocalemia (0,03 p).
3. Testes de triagem: cortisol livre urinário de 24 horas, cortisol salivar noturno e teste de supressão com dexametasona 1 mg overnight (0,05 p).
Testes de confirmação: teste de supressão com dexametasona em baixas doses (2 mg/dia por 48 h) e dosagem de ACTH plasmático (0,05 p).

4. Princípios teóricos de diferenciação:

  • ACTH plasmático baixo (< 5–10 pg/mL) indica origem adrenal (ACTH-independente) (0,05 p);
  • ACTH normal ou elevado, associado a resposta ao CRH e/ou cateterismo de seios petrosos, diferencia origem hipofisária da ectópica (0,05 p).

5. Bases teóricas do tratamento cirúrgico:

  • Na doença de Cushing hipofisária, a adenomectomia transesfenoidal visa a remoção seletiva do microadenoma produtor de ACTH (0,04 p);
  • Nos tumores adrenais, a adrenalectomia unilateral remove a fonte autônoma de cortisol (0,03 p);
  • Na secreção ectópica, a ressecção do tumor primário é o tratamento etiológico ideal, quando localizável e ressecável (0,03 p).

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR -  SÍNDROME DE CUSHING DE ORIGEM ADRENAL (HIPERCORTISOLISMO ACTH-INDEPENDENTE)

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.17)

CASO CLINICO: (226218 votos)..........98.14% dos casos clinicos receberam votos.

Um menino de 16 anos de idade é levado ao pronto-socorro pelo EMS com uma temperatura de 42°C e atividade convulsiva. Ele foi transferido de um centro cirúrgico às 9 da manhã após extrações dentárias, para qual ele recebeu um breve anestésico geral e estava da sala de recuperação quando se tornou
febril e hemodinamicamente instável. O paciente apresenta ritmo cardíaco e pulso, porém mínimo esforço respiratório. Antes de sua chegada, ele estava entubado, e o acesso IV foi estabelecido. Uma dose de lorazepam foi administrada no menino antes do transporte. Ele apresenta um histórico de depressão, para a qual ele toma fenelzina, um inibidor da monoamina oxidase (MAO). Uso de drogas foi negado pelos seus pais.

O menino é irresponsivo no exame físico. Seus sinais vitais são: pressão sanguínea de 150/86, pulso de 140, frequência respiratória de 22 (ventilação manual), temperatura de 42,5°C. A auscultação do tórax revela sons respiratórios normais. O ritmo é de taquicardia sinusal, com ondas T apiculadas. Não há sopros cardíacos. Outra parte do exame físico que se mostra anormal é o exame neurológico. O menino permanece irresponsivo à dor ou voz. Ambas as pupilas apresentam um diâmetro de 4 mm, são simétricas e reativas à luz. O tônus muscular está aumentado com hiperreflexia generalizada e mioclonia. Os resultados da gasometria são: pH de 7,07, PCO2 de 74, P02 de 98, excesso de base (BE) de -8.

1) Apontem a principal suspeita diagnostica. (0,25 pontos)

2) Julgando pela gasometria, que disturbio hidroeletrolitico é mais provável? (0,25 pontos)




RATING: 3.05

1) Apontem a principal suspeita diagnostica. (0,25 pontos)

Hipertermia é definida como uma elevação da temperatura corporal central acima de 37,5°C Ao contrário da febre, que é uma resposta inflamatória ativada por citocinas, a hipertermia é uma falha da termorregulação. Obviamente, na criança que apresenta uma temperatura elevada, frequentemente não é claro se você está lidando com uma febre inflamatória ou com um estado hipertérmico. Dada a ausência e um histórico de características inflamatórias ou clínicas de uma doença infecciosa, deve-se assumir que a criança descrita neste caso possui um estado hipertérmico associado a uma das medicações recebidas durante seu tratamento médico ou, talvez, a uma medicação ingerida por ele mesmo.

Dada a proximidade deste evento a um anestésico geral, a primeira causa de hipertermia a ser considerada é hipertermia maligna (MH). Os achados clínicos iniciais na MH incluem espasmos do músculo masseter, rigidez muscular generalizada, taquicardia sinusal, aumento na produção de CO2, resultando em hipercarbia e elevação na temperatura corporal. Instabilidade hemodinâmica, anormalidades eletrolíticas e coagulação intravascular disseminada ocorrem posteriormente. Apropriadamente tratada, a MH apresenta uma mortalidade inferior a 5%.

2) Julgando pela gasometria, que disturbio hidroeletrolitico é mais provável? (0,25 pontos)

Quando há uma alteração aguda na PCO2 de 10 mmHg, haverá um deslocamento de 0,08 unidade de pH na direção oposta. Em outras palavras, ocorre queda no pH conforme a PCO2 aumenta. A acidose ou alcalose presente é puramente respiratória, quando todas as alterações são explicadas por alterações na PCO2. Quando há uma alteração no BE de 10 mEq/L, ocorre um deslocamento de 0,15 unidade de pH na mesma direção. O processo é inteiramente metabólico, quando todas as alterações são explicadas por uma alteração no BE. Assumindo uma gasometria normal de 7,40; PCO2 de 40; PO2 de 100; BE de 0, no caso apresentado, a PCO2 está aproximadamente 35 mmHg acima da PCO2 normal. Dividido por 10 e multiplicado por 0,08, é de se esperar que o pH seja 0,28 menor que o pH normal de 7,40, ou seja 7,12. Neste caso, o pH é de 7,07 com um déficit de base de -10, e uma acidose metabólica também está presente.

Em todos os estados hipertérmicos, é provável que o paciente apresente uma acidose mista. Uma elevação das enzimas musculares significativa o bastante para causar insuficiência renal, e elevação das concentrações séricas de potássio e fosfato também está provavelmente presente. Estas aberrações resultam em grande parte da lesão na membrana muscular, da subsequente liberação de conteúdos intracelulares, e do desafio hemodinâmico de uma hipertermia significativa.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.05)




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