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PANCREATITE AGUDA (ÁREA DE CIRURGIA)

A pancreatite deve ser classificada como aguda ou crónica, com base nas características clínicas, alterações patológicas ou história natural.

Clinicamente, a pancreatite aguda é em geral caracterizada pelo início súbito dos sintomas em um indivíduo previamente saudável e o desaparecimento deste sintoma quando o episódio cessa.

Ao contrário, pacientes com pancreatite crónica podem ter apresentado episódios prévios ou sintomas de insuficiência endócrina ou exócrina, anteriormente ao episódio atual, e seus sintomas podem persistir, mesmo após a sua resolução.

Do ponto de vista clínico, entretanto, a agudização de pancreatite aguda ou crónica pode ser caracterizada pelo início abrupto dos sintomas que são, frequentemente, similares.

Assim, sem o teste do tempo ou uma amostra de tecido, pode ser difícil ou até impossível determinar se um primeiro episódio é devido a pancreatite aguda ou crónica.

OBJETIVA: (1152939 votos)..........99.31% das questões objetivas receberam votos.
A artéria retal inferior é um ramo da artéria:
A. cólica média
B. pudenda
C. cólica inferior
D. mesentérica inferior
E. ilíaca interna

  RATING: 4

A artéria retal inferior é um ramo da artéria:

A. cólica média
INCORRETO: A artéria cólica média é ramo da artéria mesentérica superior e irriga o cólon transverso, sem relação com a vascularização retal.
B. pudenda
CORRETO : A artéria retal inferior (arteria rectalis inferior) origina-se como ramo terminal da artéria pudenda interna (artéria pudenda), que por sua vez é ramo da artéria ilíaca interna. Ela percorre o canal pudendal (canal de Alcock), atravessa o músculo esfincter externo do ânus e irriga a porção distal do reto, canal anal, pele perianal e parte dos músculos do assoalho pélvico. Essa vascularização é fundamental na abordagem cirúrgica do reto distal e na compreensão de hemorroidas e fístulas anorretais.
C. cólica inferior
INCORRETO : Não existe artéria cólica inferior como ramo anatômico padrão; a nomenclatura refere-se habitualmente às artérias cólicas direita e esquerda ou à artéria sigmoidea, todas derivadas da mesentérica inferior ou superior.
D. mesentérica inferior
INCORRETO : A artéria mesentérica inferior origina a artéria retal superior (principal suprimento do reto proximal), mas não a artéria retal inferior.
E. ilíaca interna
INCORRETO : A artéria ilíaca interna é o tronco proximal que dá origem à artéria pudenda interna, mas a artéria retal inferior não é ramo direto dela; passa necessariamente pela artéria pudenda interna.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (4)

DISCURSIVA: (183469 votos) ..........98.22% das questões discursivas receberam votos.
Com relação ao aleitamento materno:
1) Comente as vantagens do aleitamento materno com relação a: (0,3 pontos)
  • Composição de ácidos graxos
  • Fatores antimicrobianos
  • Fatores imunomoduladores.
2) Diferencie o leite materno e o leite de vaca em relação a composição protéica e de carbohidratos (0,2 pontos).


RATING: 2.18

Com relação ao aleitamento materno:
1) Comente as vantagens do aleitamento materno com relação a: (0,3 pontos)
  • Composição de ácidos graxos
  • Fatores antimicrobianos
  • Fatores imunomoduladores.
2) Diferencie o leite materno e o leite de vaca em relação a composição protéica e de carbohidratos (0,2 pontos).

1) Comente as vantagens do aleitamento materno.
a) Tem grande influência no desenvolvimento cerebral (cerca de 25% do parênquima cerebral é constituído por ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa), em especial o ácido aracdônico e o docosa-hexanóico. Estes ácidos graxos estão em grande quantidade no leite materno e são gorduras imprescindíveis para o perfeito desenvolvimento das conexões cerebrais. (0,1 p)

b) Possui diversos fatores de proteção antimicrobianos destacando-se: IgA secretora, lactoferrina, lisozimas, Linfócitos B e T, neutrófilos, macrófagos, fração C3 do complemento, lactoferrina, dentre outros; que atuam em diferentes momentos e em diferentes sítios, visando a destruição de microorganismos. (0,1 p)

c) Apresenta inúmeros fatores imunomoduladores como interleucina 1 e 6 e Interferon a e g, que atuam sobre a produção de outras interleucinas, sobre a quimiotaxia e ativação de macrófagos, bem como na diferenciação e potencialização dos linfócitos B e na estimulação da atividade fagocitária.  (0,1 p)

2) Diferencie o leite materno e o leite de vaca em relação a composição protéica e de carbohidratos.

Leite materno

Leite de vaca

Proteínas

1,1

3,3

Lactose

7,0

4,8

Quanto às proteínas, no leite humano a caseína constitui 36% das proteínas e forma um coágulo frouxo e poroso, sendo de fácil digestão. Já no leite de vaca a caseína corresponde a 82% das proteínas e forma um coágulo mais firme, por isto o leite de vaca deve ser diluído;

A lactose por estar presente em maior quantidade no leite materno, leva a maior concentração de lactobacilos no intestino das crianças amamentadas ao seio, chegando a quase totalidade das bactérias constituidoras da flora intestinal, ficando as enterobactérias (0,2 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.18)

CASO CLINICO: (214113 votos)..........99.5% dos casos clinicos receberam votos.
ARS, 21 anos, feminino, brasileira, diabética há 2 anos, diagnosticado após cetoacidose. Desde então várias descompensações. Em uso de NPH 55 + 15 U/dia. Há uma semana IVAS, sem febre. Há 1 dia náusea, vômitos e fraqueza intensa. Ao EF: Desidratada +++, taquipneica, afebril, prostrada, consciente. FC = 108 bpm, PA = 80/40 mmHg. Peso aproximado = 50 kg.
Exames iniciais: Glicemia capilar: 356 mg/dL Cetonemia: 5 mOsm/L Glico/cetonúria: +++/+++ pH: 7,16 Bic: 7,9 mEq/L pCO2: 20 mmHg Na: 132 mEq/L K: 4,8 mEq/L Cl: 99 mEq/L.

1) Enumeram os principais critérios de diagnóstico diferencial entre cetoacidose e Estado Hiperosmolar Hiperglicêmico (0,35 p)

2) Quais são os principios básicos de tratamento no caso acima? (0,15)



RATING: 3.06

1) Diagnóstico diferencial:

Cetoacidose

Glicemia: > 250 mg/dL (0,05 p)
Acidose metabólica: pH < 7,3 
Bicarbonato < 18 mEq/L (0,05 p)
Hipercetonemia (0,05 p

Estado Hiperosmolar Hiperglicêmico

Glicemia: > 600 mg/dL (0,05 p)
pOsm > 320 mOsm/kg (0,05 p)
Cetonúria < + + (0,05 p)
Depressão do nível de consciência (0,05 p)

2) Principios básicos de tratamento:

• Correção da deficiência de volume (0,05 p)
• Correção do distúrbio hidro-eletrolítico (0,05 p)
• Insulinização (0,05 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.06)




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